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Oficina de Escrita - Requerimento

Poema-carta de Manuel Bandeira Transformação do texto num requerimento Português 10º ano Excelentíssimo Prefeito Senhor Hildebrando de Góis, Permiti que, rendido o preito A que fazeis jus por quem sois, Um poeta já sexagenário, Que não tem outra aspiração Senão viver de seu salário Na sua limpa solidão, Peça vistoria e visita A este pátio para onde dá O apartamento que ele habita No Castelo há dois anos já. É um pátio, mas é via pública, E estando ainda por calçar, Faz a vergonha da República J

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Oficina de Escrita - Requerimento

Poema-carta de Manuel Bandeira Transformação do texto num requerimento Português 10º ano Excelentíssimo Prefeito Senhor Hildebrando de Góis, Permiti que, rendido o preito A que fazeis jus por quem sois, Um poeta já sexagenário, Que não tem outra aspiração Senão viver de seu salário Na sua limpa solidão, Peça vistoria e visita A este pátio para onde dá O apartamento que ele habita No Castelo há dois anos já. É um pátio, mas é via pública, E estando ainda por calçar, Faz a vergonha da República J

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Poema-carta de Manuel Bandeira

Transformação do texto num requerimento


Português – 10º ano

Excelentíssimo Prefeito Que imundície! Tripas de peixe,


Senhor Hildebrando de Góis, Cascas de fruta e ovo, papéis...
Permiti que, rendido o preito Não é natural que me queixe?
A que fazeis jus por quem sois, Meu Prefeito, vinde e vereis!

Um poeta já sexagenário, Quando chove, o chão vira lama:


Que não tem outra aspiração São atoleiros, lodaçais,
Senão viver de seu salário Que disputam a palma à fama
Na sua limpa solidão, Das velhas maremas letais!

Peça vistoria e visita A um distinto amigo europeu


A este pátio para onde dá Disse eu: — Não é no Paraguai
O apartamento que ele habita Que fica o Grande Chaco, este é o
No Castelo há dois anos já. Grande Chaco! Senão, olhai!

É um pátio, mas é via pública, Excelentíssimo Prefeito


E estando ainda por calçar, Hildebrando Araújo de Góis
Faz a vergonha da República A quem humilde rendo preito,
Junto à Avenida Beira-Mar! Por serdes vós, senhor, quem sois!

Indiferentes ao capricho Mandai calçar a via pública


Das posturas municipais, Que, sendo um vasto lagamar,
A ele jogam todo o seu lixo Faz a vergonha da República
Os moradores sem quintais. Junto à Avenida Beira-Mar!

[Link] o poema do poeta brasileiro Manuel Bandeira num requerimento. O


requerimento deverá ser escrito de acordo com a norma linguística do português
europeu.

Antes de redigir o texto, planifica-o de acordo com os tópicos que se


seguem:

Destinatário (nome da
pessoa/cargo/entidade a quem se
dirige)
Identificação do requerente (o mais
completa possível)

Assunto (pedido e sua justificação):


introduzido pela fórmula “vem requerer”
Poema-carta de Manuel Bandeira
Transformação do texto num requerimento
Português – 10º ano

ou “vem solicitar”

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