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PODA DRÁSTICA PODE SER CRIME AMBIENTAL - Coelho

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PODA DRÁSTICA PODE SER CRIME AMBIENTAL?

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APESAR DAS ALTAS TEMPERATURAS REGISTRADAS NOS ÚLTIMOS TEMPOS, O SER HUMANO MAIS UMA VEZ VEM DANDO MOSTRAS DE SUA CAPACIDADE DE INTERFERIR NO MEIO AMBIENTE. BASTA ANDAR PELAS RUAS DA MAIORIA DAS CIDADES DA REGIÃO PARA CONSTATARMOS UM TRISTE FATO: PODAS DRÁSTICAS DE ÁRVORES. ISSO COSTUMEIRAMENTE VEM ACONTECENDO EM ÁRVORES EXISTENTES DEFRONTE ÀS RESIDÊNCIAS OU ESTABELECIMENTOS PRIVADOS E PÚBLICOS.

PODA DRÁSTICA CONSISTE NO REBAIXAMENTO RADICAL DA COPA DAS ÁRVORES, SEM QUALQUER CRITÉRIO TÉCNICO, SENDO QUE EM ALGUNS CASOS, NEM MESMO OS TRONCOS SÃO POUPADOS.

ALÉM DO SOMBREAMENTO AGRADÁVEL. SERVEM DE ABRIGO À FAUNA. QUE CORRESPONDE AO DÉFICIT DE ÁRVORES QUE CADA CIDADE POSSUI. REDUZEM A POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA E EMBELEZAM O ESPAÇO PÚBLICO. O QUE SE VÊ ATUALMENTE É UMA CONSIDERÁVEL DIMINUIÇÃO. COMO O FICUS (FICUS BENJAMINA) OU OITIZEIRO (LICANIA TOMENTOSA). ISTO É. POUCO IMPORTA SE A MAIORIA DAS ÁRVORES PLANTADAS EM CALÇADAS NÃO FIGURA COMO ESPÉCIE NATIVA DE NOSSO ESTADO.AÇÕES COMO ESTA CONTRIBUEM PARA O AUMENTO DO CHAMADO “PASSIVO AMBIENTAL” DOS MUNICÍPIOS. POIS MESMO QUE SEJAM CONSIDERADAS EXÓTICAS. APESAR DE ALGUNS OPERADORES DO DIREITO SUSTENTAREM QUE A PODA DRÁSTICA TAL COMO EXPLICADO ACIMA NÃO CONSTITUI CRIME. HÁ . POSSUEM SUA FUNÇÃO ECOLÓGICA. AO INVÉS DE AUMENTAR O NÚMERO DE ESPÉCIES ARBÓREAS NAS CIDADES. INÚMEROS SÃO OS BENEFÍCIOS QUE AS ESPÉCIES ARBÓREAS PODEM PROPICIAR.

OU MULTA”. PLANTAS DE ORNAMENTAÇÃO DE LOGRADOUROS PÚBLICOS OU EM PROPRIEDADE PRIVADA ALHEIA . ATRAVÉS DE FUNCIONÁRIOS DEVIDAMENTE QUALIFICADOS PARA O SERVIÇO. SEGUNDO MANUAIS TÉCNICOS NÃO ABRANGEM ÁRVORES DE LOGRADOUROS.ENTENDIMENTO DOMINANTE QUE CONSIDERA ESTE FATO CRIME AMBIENTAL PREVISTO NO ART. O AUTOR DA PODA DRÁSTICA DE ÁRVORE DEVERÁ SER MULTADO. LESAR OU MALTRATAR. BEM COMO O MINISTÉRIO PÚBLICO SENDO CIENTIFICADO DE TAL FATO PODERÁ OFERECER DENÚNCIA NA ESFERA PENAL E AINDA RESPONSABILIZAR CIVILMENTE O DEGRADADOR. DATA VÊNIA EQUIVOCA-SE TAL ENTENDIMENTO. SALIENTA-SE QUE O PRINCIPAL OBJETIVO DA PODA É AUMENTAR A VITALIDADE DA ÁRVORE.605/98: “DESTRUIR. É DE EXTREMA IMPORTÂNCIA QUE OS MUNICÍPIOS REALIZEM ESTA TAREFA.PENA DE TRÊS MESES A UM ANO. . HÁ SITUAÇÕES EM QUE A SUPRESSÃO DA ÁRVORE OU PODA DRÁSTICA É INEVITÁVEL COMO NOS CASOS DE RISCOS À POPULAÇÃO. QUE PODERÁ DELIBERAR FAVORAVELMENTE OU NÃO SOBRE A PODA. A CONTROVÉRSIA ESTÁ NO SIGNIFICADO DO TERMO PLANTAS DE ORNAMENTAÇÃO. A REALIZAÇÃO DA PODA DE ÁRVORES EM LOGRADOUROS PÚBLICOS SÓ DEVERIA SER PRATICADA MEDIANTE PRÉVIA AUTORIZAÇÃO DAS PREFEITURAS E/OU CONSELHO MUNICIPAL DO MEIO AMBIENTE. QUE SE BEM REALIZADA PODE PROLONGAR A VIDA DA ESPÉCIE E SE NÃO FOR BEM REALIZADA PODE LEVÁ-LA À MORTE. POR QUALQUER MODO OU MEIO. HAVENDO LEGISLAÇÃO MUNICIPAL ESPECÍFICA. A FIM DE OBRIGÁ-LO A REPARAR O DANO POR MEIO DE RECOMPOSIÇÃO OU INDENIZAÇÃO. POIS O QUE DEVE PREVALECER É A MACRO PROTEÇÃO AMBIENTAL DESEJADA PELO LEGISLADOR. 49 DA LEI 9. DANIFICAR.

secundárias ou primárias de qualquer espécie arbórea. MESTRE EM DIREITO PELA PUCSP.COM. ETC. AO INTERESSE PÚBLICO. AO PATRIMÔNIO. PÓS-GRADUANDO EM DIREITO AMBIENTAL PELO UNITOLEDO E CONSULTOR DA NATIVA ASSESSORIA AMBIENTAL (NATIVA_AMBIENTAL@TERRA.BR) A poda drástica. PROFESSOR DE DIREITO DO UNITOLEDO. O corte da parte superior da copa.AO TRÂNSITO. MARCELO TEIXEIRA É ADVOGADO. O corte de grandes galhos deixando a árvore em desequilíbrio. O corte de mais de 70% (setenta por cento) do total de massa verde da copa. REGISTRA-SE QUE É IMPORTANTE CONSULTAR UM PROFISSIONAL ESPECIALIZADO. . não sendo justificada sua capacidade de regeneração e a permanência de galhos que venham tentar caracterizar uma copa. POR FIM. PÓS-GRADUANDO EM DIREITO AMBIENTAL PELO UNITOLEDO MILTON PARDO FILHO É ADVOGADO. A FIM DE OBTER MAIORES ESCLARECIMENTOS SOBRE QUE O IMPÕEM AS LEGISLAÇÕES. eliminando a gema apical. que é configurada quando: Há a eliminação total das ramificações terciárias.

Este tipo de poda não é recomendado. sendo que em alguns casos. nem mesmo os troncos são poupados. sem qualquer critério técnico. Basta andar pelas ruas da maioria das cidades da região para constatarmos um triste fato: Podas drásticas de árvores.O corte de somente um lado da copa. o ser humano mais uma vez vem dando mostras de sua capacidade de interferir no meio ambiente. Por Marcelo Teixeira e Milton Pardo Filho Publicada em 13 de Março de 2009 Apesar das altas temperaturas registradas nos últimos tempos. constituindo crime ambiental havendo possíveis penalidades para a pessoa física ou jurídica responsável. Ações como esta contribuem para o aumento do chamado “passivo ambiental” dos . Isso costumeiramente vem acontecendo em árvores existentes defronte às residências ou estabelecimentos privados e públicos. ocasionando deficiência no desenvolvimento estrutural da árvore. Poda drástica consiste no rebaixamento radical da copa das árvores.

Por fim. ao interesse público. o que se vê atualmente é uma considerável diminuição.br) . ou multa”. que poderá deliberar favoravelmente ou não sobre a poda.Pena de três meses a um ano. servem de abrigo à fauna. Há situações em que a supressão da árvore ou poda drástica é inevitável como nos casos de riscos à população. o autor da poda drástica de árvore deverá ser multado. que se bem realizada pode prolongar a vida da espécie e se não for bem realizada pode levá-la à morte. bem como o Ministério Público sendo cientificado de tal fato poderá oferecer denúncia na esfera penal e ainda responsabilizar civilmente o degradador. mestre em Direito pela PUC-SP. Além do sombreamento agradável. como o Ficus (Ficus Benjamina) ou Oitizeiro (Licania Tomentosa).com. reduzem a poluição atmosférica e embelezam o espaço público. pós-graduando em Direito Ambiental pelo UniToledo Milton Pardo Filho é advogado. a fim de obrigá-lo a reparar o dano por meio de recomposição ou indenização. Segundo manuais técnicos não abrangem árvores de logradouros. por qualquer modo ou meio. ao trânsito. pois mesmo que sejam consideradas exóticas. a fim de obter maiores esclarecimentos sobre que o impõem as legislações. danificar. plantas de ornamentação de logradouros públicos ou em propriedade privada alheia . que corresponde ao déficit de árvores que cada cidade possui. etc. Marcelo Teixeira é advogado.municípios. É de extrema importância que os municípios realizem esta tarefa. pois o que deve prevalecer é a macro proteção ambiental desejada pelo legislador. através de funcionários devidamente qualificados para o serviço. A realização da poda de árvores em logradouros públicos só deveria ser praticada mediante prévia autorização das prefeituras e/ou Conselho Municipal do Meio Ambiente. Inúmeros são os benefícios que as espécies arbóreas podem propiciar.605/98: “Destruir. 49 da Lei 9. possuem sua função ecológica. Salienta-se que o principal objetivo da poda é aumentar a vitalidade da árvore. A controvérsia está no significado do termo plantas de ornamentação. Apesar de alguns operadores do direito sustentarem que a poda drástica tal como explicado acima não constitui crime. Isto é. Data vênia equivoca-se tal entendimento. lesar ou maltratar. ao patrimônio. há entendimento dominante que considera este fato crime ambiental previsto no art. pós-graduando em Direito Ambiental pelo UniToledo e consultor da Nativa Assessoria Ambiental (nativa_ambiental@terra. ao invés de aumentar o número de espécies arbóreas nas cidades. Pouco importa se a maioria das árvores plantadas em calçadas não figura como espécie nativa de nosso Estado. registra-se que é importante consultar um profissional especializado. Havendo legislação municipal específica. professor de Direito do UniToledo.

quintais. . comércio e indústrias).A CIDADE O espaço urbano é constituído basicamente por áreas edificadas (casas. etc. áreas destinadas à circulação da população (sistema rodoferroviário) e áreas livres de edificação (praças.) As áreas ou espaços livres podem ser públicos. potencialmente coletivos ou privados.

Denominamos espaços livres de uso público as áreas cujo acesso da população é livre. AS ÁRVORES: BENEFÍCIOS E PROBLEMAS Da mesma forma que a arborização encontrada nas áreas livres públicas e privadas. acompanhando o sistema viário. São os parques. no sentido de melhoria do ambiente urbano. Nestas áreas o acesso da população é controlado de alguma forma. e c. as áreas livres de uso público e potencialmente coletivas. conseqüentemente da cidade. e estética. três espaços distintos: a. Finalmente. As áreas ou espaços livres potencialmente coletivos são aqueles localizados junto às universidades. O presente texto estará tratando especificamente da arborização urbana que acompanha as ruas e avenidas. as áreas livres privadas são aquelas de propriedade particular. áreas de lazer de condomínios e remanescentes de vegetação natural ou implantada de propriedade particular. escolas e igrejas. b. praças. cemitérios e unidades de conservação inseridas na área urbana e com acesso livre da população. Entende-se por arborização urbana toda cobertura vegetal de porte arbóreo existente nas cidades. onde o acesso não é permitido para qualquer cidadão. no sentido de embelezamento das vias públicas. São as árvores encontradas ao longo das calçadas. as áreas livres particulares. clubes de lazer. Algumas contribuições significativas na melhoria da qualidade do ambiente urbano são citadas a seguir: . nos canteiros centrais de avenidas e nas rotatórias. citadas anteriormente. fundamentalmente. Essa vegetação ocupa. São os jardins e quintais de residências. as árvores que acompanham o sistema viário exercem função ecológica.

calhas. evitando que os raios solares incidam diretamente sobre as pessoas. No entanto. etc. como fiações elétricas. considerando todos os seus benefícios. Outra função importante da arborização que acompanha o sistema viário é seu préstimo como corredor ecológico. amortecimento de ruídos. interligando as áreas livres vegetadas da cidade. na grande maioria das vezes. É comum vermos árvores podadas drasticamente e com muitos problemas fitossanitários. d. em muitas ocasiões. injúrias físicas como anelamentos. c. é fundamental . redução na velocidade do vento. caules ocos e podres. influência no balanço hídrico. e f. purificação do ar pela fixação de poeiras e gases tóxicos e pela reciclagem de gases através dos mecanismos fotossintéticos. etc. pela retenção de umidade do solo e do ar e pela geração de sombra. conseqüentemente influenciando positivamente para um maior equilíbrio das cadeias alimentares e diminuição de pragas e agentes vetores de doenças. um manejo inadequado e prejudicial às árvores. soma-se o fato da escassez de árvores ao longo das ruas e avenidas.a. a árvore na frente da residência confere a esta uma identidade particular e propicia o contato direto dos moradores com um elemento natural significativo. Frente a esta situação comum nas cidades brasileiras. Além disso. galhos lascados. outros tipos de patógenos. postes de iluminação. calçamentos. Neste sentido. muros. como presença de cupins. melhoria do microclima da cidade. brocas. Estes problemas são muito comuns de serem visualizados e provocam. como praças e parques. encanamentos. b. muitos são os problemas causados do confronto de árvores inadequadas com equipamentos urbanos. favorecendo infiltração da água no solo e provocando evapotranspiração mais lenta. abrigo à fauna. e. propiciando uma variedade maior de espécies.

Para isso é extremamente importante que seja considerado o espaço disponível que se tem defronte à residência. mão-de-obra qualificada e equipamentos apropriados. largura da calçada e recúo predial. ÁRVORES DE PEQUENO PORTE . A seguir seguem as definições de cada um dos portes. considerando a presença ou ausência de fiação aérea e de outros equipamentos urbanos.considerarmos a necessidade de um manejo constante e adequado voltado especificamente para a arborização de ruas. Este último poderá acontecer. em 1995. medidas administrativas voltadas a estruturar o setor competente para executar os trabalhos. a escolha ficará vinculada ao conhecimento do porte da espécie a ser utilizada. As figuras 01 e 02 mostram o que deve ser considerado para efetuar um plantio adequado de uma muda na calçada. é necessário considerar a necessidade de uma legislação municipal específica. As figuras foram retiradas da Cartilha "Vamos Re-arborizar Ribeirão Preto". material didático desenvolvido pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Ribeirão Preto. através de programas de educação ambiental voltados para o tema. preferencialmente. citados anteriormente. médio e grande porte. A escolha da espécie a ser plantada na frente da residência é o aspecto mais importante a ser considerado. Dependendo desse espaço. e com a população em geral. bem como o envolvimento com empresas que ajudem a sustentar financeiramente os projetos e ações idealizados. com indicação de nomes de algumas espécies mais comuns. condução das mudas. Para que seja implementado um sistema municipal que dê conta de toda essa demanda de serviços. Para facilitar. considerando. procurando envolver de fato os moradores no processo de arborização ou rearborização da cidade. as árvores usadas na arborização de ruas e avenidas foram classificadas em pequeno. podas e extrações necessárias. Este manejo envolve etapas concomitantes de plantio. fundamentalmente.

presença de fiação aérea e ausência de recuo predial. São apropriadas para calçadas largas (> 2. Bucha-de-garrafa Callistemon citrinum Algodão-da-praia Hibiscus pernambucencis Chapéu-de-Napoleão Thevetia peruviana ÁRVORES DE MÉDIO PORTE São aquelas cuja altura na fase adulta atinge de 05 a 08 metros e o raio de copa varia em torno de 04 a 05 metros. manduirana Senna macranthera Rabo-de-cotia Stifftia crysantha Urucum Bixa orelana Espirradeira. Oleandro Nerium oleander Calistemon. Falsa-murta. Murta. São espécies apropriadas para calçadas estreitas (< 2. Murta de cheiro Murraya exotica Ipê-de-jardim Stenolobium stans Flamboyantzinho.5m). ausência de fiação aérea e presença de recuo predial. Flamboyant-mirim Caesalpinia pulcherrima Manacá-de-jardim Brunfelsia uniflora Hibisco Hibiscus rosa-sinensis Resedá anão. Aroeira-salsa.5m).São aquelas cuja altura na fase adulta atinge entre 04 e 05 metros e o raio de copa fica em torno de 02 a 03 metros. Falso-chorão Schinus molle . Extremosa. Julieta Lagerstroemia indica Grevílea anã Grevillea forsterii Cássia-macrantera.

unha-de-vaca Bauhinia sp Astrapéia Dombeya wallichii Cássia imperial. Alfeneiro-do-Japão Ligustrum lucidum Sabão-de-soldado Sapindus saponaria Canelinha Nectandra megapotamica ÁRVORES DE GRANDE PORTE São aquelas cuja altura na fase adulta ultrapassa 08 metros de altura e o raio de copa é superior a 05 metros. São elas: Sibipiruna Caesalpinia peltophoroides Jambolão Eugenia jambolona Monguba.Quaresmeira Tibouchina granulosa Ipê-amarelo-do-cerrado Tabebuia sp Pata-de-vaca. Deverão ser utilizadas prioritariamente em praças. Amendoeira Terminalia catappa Oiti Licania tomentosa . Mulungu Erytrina verna Ligustro. parques e quintais grandes. Castanheira Pachira aquatica Pau-ferro Caesalpinia ferrea Sete-copas. Suinã. cacho-de-ouro Cassia ferruginea Resedá-gigante. Escumilha african Lagerstroemia speciosa Magnólia amarela Michaelia champaca Eritrina. Estas espécies não são apropriadas para plantio em calçadas.

trazendo informações sobre a biologia de cada espécie. As Figuras 03. Estas três pranchas foram retiradas da Apostila "A Poda na Arborização Urbana". na maioria das vezes grande. das técnicas de poda e das ferramentas corretas para a execução da poda permite que esta prática seja feita de forma a não . elaborada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Ribeirão Preto. em 1996. podem ser utilizadas nos canteiros centrais de avenidas e nas rotatórias. seja pelo porte. bem como nas áreas livres públicas. No entanto. 04 e 05 mostram os ramos de 3 espécies de árvores comuns na arborização de ruas das cidades.Flamboyant Delonix regia Alecrim-de-Campinas Holocalix glaziovii Ipê-roxo Tabebuia avellanedae Ipê-amarelo Tabebuia chrysotrica Ipê-branco Tabebuia roseo-alba Cássia-grande. Trata-se do material didático básico do curso de poda oferecido por esta Secretaria às empresas que fazem poda na cidade. O conhecimento das características das espécies mais utilizadas na arborização de ruas. Cássia-rósea Senna grandis Cássia-de-Java Senna javanica Jacarandá-mimoso Jacaranda mimosaefolia Figueiras em geral Ficus sp As palmeiras em geral também não são apropriadas para uso em calçadas. PODA A poda tem a função da adaptar a árvore e seu desenvolvimento ao espaço que ela ocupa. e também pela dificuldade de manejo.

A situação ideal é conduzir a árvore desde jovem. ocorre nos meses de agosto e setembro. Entretanto. quando tem maior capacidade de cicatrização e regeneração. A figura 06 mostra a anatomia da base do galho e o posicionamento dos três cortes em galhos grossos.0 cm). canelinha. etc). e pelo aparecimento das conhecidas cavidades (ocos). monguba. acima de 1. responsáveis pelo apodrecimento de galhos e tronco. . o corte deverá ser feito em três etapas. considerados lenhosos. a exposição do lenho permitirá a entrada de fungos e bactérias. para nossas condições climáticas. ou seja.0 cm de diâmetro são eliminados em corte único. com auxílio de tesoura de poda ou serra manual. Para as espécies que apresentam floração pouco significativa. Caso contrário. Sempre deverá ser feita de modo a facilitar a cicatrização do corte. adquirindo tronco em haste única. orientando o seu crescimento para adquirir uma conformação adequada ao espaço disponível. sete-copas.danificar a árvore. A seguir seguem os tipos de poda utilizados em árvores de rua: a. As espécies cujo principal atributo são as flores não deverão ser podadas nos meses que antecedem a época de floração. A base do galho possui duas regiões de intensa atividade metabólica. Os galhos com até 2. que fica na parte superior e o colar. livres de brotos e copa elevada. aroeira-salsa. do ponto de vista paisagístico (ligustro. onde ele está inserido no tronco ou em ramos mais grossos. Poda de Condução: é adotada em mudas e árvores jovens com o objetivo de adequá-las às condições do local onde se encontram plantadas.80 metros. Para poda de galhos grossos (diâmetro superior a 2. a poda sempre será uma agressão à árvore. O local mais apropriado para o corte é na base do galho. que apresentam rápida multiplicação de células: a crista. que fica na parte inferior do galho. a poda deverá ser feita no final do período de repouso vegetativo que.

Poda em "V": é a remoção dos galhos internos da copa. Poda de Manutenção: adotada nas árvores jovens e adultas. É utilizada principalmente em árvores plantadas sob fiação primária energizada. iluminação pública. Poda de conformação: poda leve em galhos e ramos que interferem em edificações. telhados. Divide-se em: • • • • • • • • Poda de limpeza: é executada em árvores jovens e adultas. dando aos ramos principais a forma de V. levando-se em consideração o equilíbrio e a estética da árvore. com o desenvolvimento da copa acima e ao redor da fiação. Consiste na remoção dos ramos principais e/ou secundários que atingem a fiação. derivações de rede elétrica ou telefônica. a formação de copa alta não é possível. Poda drástica: é considerada poda drástica aquela que apresenta uma das seguintes características: . O ideal é o preparo da árvore desde jovem. com o objetivo de remover galhos secos. dependendo de cada situação e da espécie que será podada. que atingem a fiação secundária energizada ou telefônica. com o objetivo de mantê-la abaixo da fiação aérea. sinalização de trânsito. Quando existe fiação primária energizada. visando evitar a interferência dos galhos com a mesma. Poda em "furo": consiste na manutenção da poda em "V". É necessária remoção constante das brotações desenvolvidas ao redor dos fios. Poda de contenção de copa: é a redução da altura da copa. Poda de formação de copa alta: a copa é direcionada a se formar acima da rede elétrica. Poda para livrar fiação aérea: adotada em árvores de médio e grande portes sob fiação. permitindo assim o desenvolvimento da copa acima e ao redor da rede elétrica. Pode ser efetuda de quatro maneiras diferentes.b. visando a manutenção da rede viária. doentes ou ramos ladrões.

DOENÇAS O controle da saúde das árvores deve ser feito regularmente. Remoção total da copa de árvores jovens e adultas. facão e foice. . As podas drásticas deverão ser evitadas. Deverão ser evitadas as seguintes ferramentas: machado. sendo a sua utilização permitida apenas em situações emergenciais ou quando precedida de parecer técnico de funcionário municipal autorizado. elaborada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Ribeirão Preto/SP. resultando apenas o tronco. cochonilhas. Os equipamentos de segurança são: capacete com fixação no queixo. serras manuais ou moto-serras. OBSERVAÇÃO: Este texto sobre poda foi inteiramente retirado da Apostila "A poda na arborização urbana". protetores auriculares para os operadores de moto-serra. As ferramentas e equipamentos principais para os serviços de poda são: tesoura de poda. Os problemas mais freqüentes são formigas. Remoção total de um ou mais ramos principais. cordas e plataformas elevatórias ou cestos. óculos para evitar serragem nos olhos. resultando no desequilíbrio irreversível da árvore. Os equipamentos acessórios são as escadas. lagartas. luvas de couro e sapatos com solado reforçado.Remoção total da copa. permanecendo acima do tronco os ramos principais com menos de 1.0 metro de comprimento nas árvores adultas. pulgões. fungos e cupins.

excetuando-se raríssimas hipóteses legais. Apostila. Educação Ambiental: Poda Drástica É Crime! Sex. Cartilha. p. A Poda na Arborização Urbana. A prática comum de caiar troncos das árvores não tem função benéfica. A cal é tóxica para os líquens que vivem nos troncos das árvores. Anais I e II. Vamos Re-arborizar Ribeirão Preto. S/ data. portanto. objetivos e diretrizes para o planejamento. BIBLIOGRAFIA CAVALHEIRO.29-35. estamos diante da necessidade de mudança de costume. 1993. 32 p. Campo Grande/MS. Vitória/ES. Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Ribeirão Preto/SP. . & DEL PICCHIA. dessa natureza. P. P. planejamento e legislação ambiental.214-222. 1995. 4. In: Encontro Nacional sobre Arborização Urbana. que indicarão o procedimento adequado para cada caso. com as árvores próximas à sua residência. 16 p. CEMIG. F.1992. In: Seminário Latino Americano de Planejamento Urbano. começando pela conscientização da população e aplicação da lei. Guia de Arborização. como árvores doentes ou que estejam causando perigo concreto à população. GUZZO. Anais. Entretanto. o que provoca naturalmente muita controvérsia.Sempre que houver algum problema. o melhor a fazer é procurar orientação de técnicos habilitados.C. O único caminho racional. 33 p. p. 13 de Agosto de 2010 Educação Ambiental: Poda Drástica É Crime! As árvores urbanas (não importando se nativas ou exóticas) jamais podem ser podadas. de cultura. Manual de Arborização. 1996. Áreas verdes: conceitos. Alterações ambientais em áreas urbanas. é a proteção da arborização existente. Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Ribeirão Preto/SP.D. CPFL. Só isso fará com que se abandone definitivamente o costume criminoso da poda generalizada.40 p. 13-18/09/92. 1997.

relata: Art. . a pena é de um a seis meses.detenção. Lei nº. plantar a muda em tubos e manilhas. ou multa. e dá outras providências. 49. por isso não são recomendadas. propagandas e outros objetos. de 12 de fevereiro de 1998 que Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. Parágrafo único. de três meses a um ano. lesar ou maltratar. todas estas práticas são prejudiciais ao desenvolvimento da árvore. ou multa. No crime culposo. danificar. Destruir.605. colocar pregos e arames.Devemos lembrar ainda que: Caiar ou pintar o tronco. plantas de ornamentação de logradouros públicos ou em propriedade privada alheia: Pena . A Lei nº. por qualquer modo ou meio. 9. O mesmo cabe para a extração de árvores sem a devida necessidade e autorização. ou ambas as penas cumulativamente. pendurar faixas.

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