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Revista NOIZE 31 - Março de 2010

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com. www. a satisfação com a página do Move e a vontade de ampliar o caráter colaborativo e plural da revista nos motivou a dar mais alguns passos. com/chicomares 18. Alex Correa_ Carioca.com. o que enxerga nos lugares por onde passa. já passou por O Estado de S. com/victor_sa 5. que fala de Sem Nostalgia.com. Livio Vilela comanda o www. Chico Marés_ Curitibano. Marco Chaparro_ flickr.com ponto de referência regional do Fora do Eixo em São Paulo. Pedro Cupertino_ Pedro cupertino é um gaúcho em SP. mas gosta mesmo é de São Paulo e acredita na genialidade do Kasabian até o fim. Por fim. James LaBrie. O 4° ano de NOIZE traz para a revista.br AGENDA: shows.br ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO: Julie Teixeira julie@noize.com.• COLABORADORES |nOIZE #31 1. Eduardo Macarios_ Fotógrafo e autor do livro “Andante”. ultimamente se dedica a produzir DONUTS.com.br EDIÇÃO: Fernando Corrêa nando@noize.com/marcochaparro 6.com. Gabriel Resende_ Ainda será psicólogo e músico profissional. Gaía Passarelli_ Jornalista.com. Camila Mazzini_ Jornalista e fotógrafa. e tem agora um formato mais “bloguístico”. flickr. Eduardo Guspe_ Membro fundador do Núcleo Urbanóide. Ultimamento se viciou em fotografia analógica. na sua geladeira. a NOIZE inovou ao inserir em seu projeto editorial uma página reservada ao blog Move That Jukebox.com Neto Rodrigues_ Morador de Minas há incontáveis anos. mas porque o blog era comandado por meninos.br Ana Laura Malmaceda ana@noize.guspe 13. ao mesmo tempo. A seção de notícias foi atualizada.br 10. Seu site é lidyaraujo.br REVISÃO: João Fedele de Azeredo jp@noize. 7. Acha Beatles melhor que Stones.br . Manu D’Almeida_ Jornalista e lifestyle photographer.eduardomacarios. maior portal sobre cultura eletrônica do Brasil. trabalha na edição da capa do portal iG e escreve sobre cultura pop como conversa na mesa do bar.com.flickr. acredita que curiosidade é o melhor combustível.com. sugestões e reclamações: noize@noize. Jovem Palerosi_ Integrante do massacoletiva. do Strokes.br Leandro Pinheiro leandro@noize. Só filmes. Lucca Rossi_ Jornalista.com.com/felipeneves 15. é o responsável pela parte digital e artística do Espaço Rabisco.com.com.br ASSESSORIA JURÍDICA: Zago & Martins Advogados PONTOS: Faculdades Colégios Cursinhos Estúdios Lojas de Instrumentos Lojas de CDs Lojas de Roupas Lojas Alternativas Agências de Viagens Escolas de Música Escolas de Idiomas Bares e Casas de Show Shows.org ANUNCIE NA NOIZE: comercial@noize. Mais em: www.br DIREÇÃO DE ARTE: Rafael Rocha rafarocha@noize. escritor e um dos editores da Não Editora. mas gosta bem mais de Stones. e acesse: flickr.br 14. Felipe Neves_ Fotógrafo e baterista.br 22. Paulo e Rraurl. que contratou os garotos para a Rough Trade. estuda jornalismo na UFPR. baixista frustrada e louca por Ramones e Red Hot Chili Peppers. é revisitado pelo produtor Gordon Raphael e por Geoff Travis. flickr. além de um novo projeto gráfico.br DESIGN: Douglas Gomes doug@noize.br MOVE THAT JUKEBOX: Alex Correa Neto Rodrigues www. www.000 exemplares CIRCULAÇÃO NACIONAL • EDITORIAL | BRAnD nEw START.com.noize. 3.movethatjukebox.rraurl.br Maria Joana Avellar joana@noize.BloodyPop.com SCREAM & YELL: Marcelo Costa www. Seus trabalhos: www. facebook.com/caroldemarchi 9. DO UNDERGROUND AO MAINSTREAM • EXPEDIEnTE #31 // AnO 4 // MARÇO ‘10_ DIREÇÃO: Kento Kojima Pablo Rocha Rafael Rocha COMERCIAL: Pablo Rocha pablo@noize.manuphoto. mais três blogs importantíssimos: o Scream & Yell. 4. Gabriel Innocentini_ Tem um talento inato para o desperdício.br ASSINE A NOIZE: assinatura@noize.com. E isso é só uma parte da novidade.com. confunde-se com a própria historia do rraurl.com.com.wordpress.espacorabisco.com. Mas também estão na edição os zines. Ana Luiza Bazerque_ Jornalista. twitter. trabalha como jornalista. flickr.com/podrepobreepoeta 8.br Gustavo Foster foster@noize.com. Marcus Vinícius Brasil_ Repórter de Época São Paulo. 16. Hoje ronda a publicidade e torce pela volta do Oasis. 11.br FORA DO EIXO: Ney Hugo Marco Nalesso Michele Parron www.com.screamyell. parte deles ainda no colégio. Lidy Araujo_ Jornalista. uma matéria com duas figuras importantes no lançamento do disco da década que inaugurou o século 21: Is This Ii. Carolina de Marchi_ Jornalista e produtora cultural.com. Passamos a dedicar uma página a entrevistas rápidas.naoeditora.com/aoseualcance • BÉÉÉÉ_ Esta revista está livre de erros há 81 dias.br 12.br REDAÇÃO: Bruno Felin bruno@noize. Síntese deste movimento é Lucas Santtana. 2. a começar por um papo com o vocalista do Dream Theater. mezzo funcionário de gravadora. Fotógrafo nas horas vagas.com/camon 19.com/marcvs 21. violão e computador de um jeito novo. onde exerce aquilo que faz por inteiro: gostar de música desesperadamente. Carlos Diaz_ Prefere se definir como uma pessoa que pinta o cotidiano. insubstituíveis veículos de informação e arte. Marcelo Costa_ Marcelo Costa é editor do screamyell. Um ano depois.com. edita o freakiumemeio.br Fernanda Grabauska fernanda@noize.br. twitter.com/eduardo. disco no qual ele se debruça sobre voz.com. o RRaurl e o Fora do Eixo.com. twitter. e começam o ano olhando um pouco para trás – e apontando para frente.br 17. www. festas e eventos agenda@noize.com. Dicas.foradoeixo. As matérias mantém a preocupação com imagem e texto em iguais proporções. quase foi um engenheiro.com. Festas e Feiras Festivais Independentes TIRAGEM: 30. roteirista e fotógrafo em diferentes mídias sociais. não há comida. Victor Sá_ Formado em comunicação social.com.br ASSIST. pais dos blogs e. Samir Machado_ Designer. razão pela qual cursa jornalismo na Unesp de Bauru.com. Combo_ Influenciado pelas técnicas do mangá. DE CRIAÇÃO: Cristiano Teixeira cris@noize. Em 2009. A aposta não era ousada pelo fato de se estar andando no contrafluxo da revolução digital. Comece a dissecar a nova NOIZE agora.br um dossiê e uma entrevista sobre o artista convidado deste mês. pais da NOIZE.blogspot. • ARTE DE CAPA_ CARLOS DIAZ Confira no site http://www. Livio Vilela_ Mezzo jornalista.com RRAURL: Gaía Passarelli www. Leonardo Bomfim_ Jornalista e diretor de cinema. 20.

9 5 1 • THIS IS nOIZE SUPERSTYLLIn’! 31 www.NOIZE.cOM.Os anúncios e os textos assinados são de responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente a opinião da revista.bR 21 6 18 14 10 7 19 15 11 8 16 12 20 17 13 2 22 3 4 # Se Você Não GoStou da NoIZe PaSSe adIaNte NOIZE //07 .

Lo re ira o conf .c acesse apoio: ..?? pe do tão partici En rch"!!! st Band Sea gulamento ".br e om Lost..

também vamos descolar Ainda não é suficiente? Então ano e vamos colocar vocês um shows pra sua banda duranteda internacional que virá ban pra abrir o show de uma t Band Search"!!! para o encerramento do " . amplif um amplificador de guitarra. umas camisetas e um par de meias novinho! de gravação.Lost. um e uma bateria completa? baixo uma guitarra.Los ..Inscreva sua banda e corra o risco de aparec vídeos da . ganhar umas latinhas de cerveja. um contra beleza.. sair com as namoradas doser nos atletas... Não tá bom? Que tal 100 horas icador de contrabaixo.

_foto: RAFA ROCHA _agradecimentos: valter vale life is music .

estou sempre com meus headphones. quando estou viajando muito. Hoje em dia escuto música mais tranquila.NOME_ Rob Machado PROFISSÃO_ Surfista Profissional UM DISCO_ Jimi Hendrix | Are You Experienced “Escuto música o tempo todo. uma fita k7. É bom ter uma música cravada na cabeça quando se está surfando – ouvir música e surfar são muito parecidos em muitos aspectos. Bad Religion e tal. antigamente. eu estava com a cabeça no punk.” . Minha namorada me deu quando eu tinha 16 anos. meio que transformou meu mundo. O disco que mudou minha vida foi Are you Experienced. na Califórnia.

vai ter muito sexo!” Keith Richars | Sobre sua auto-biografia.LEIA ISTO “Kurt Cobain me deu um pouco de cocaína antes de morrer. estamos correndo como crianças numa loja de doces..” Alex Turner | Arctic Monkeys . o que você quiser chamar..” brandon Flowers | do Killers.” Steve Diggle| Buzzcocks “Emo. Voltar a escrever músicas é como voltar a andar de bicicleta. no auge do boom emo. é perigoso. pop-punk. “Agora. sobre as gravações do disco novo. Devo 2g pra ele.” Pete Doherty “Eu escrevi ‘Cornerstone’ de manhã. Existe uma criatura dentro de mim que quer destruir todas essas bandas. A única coisa que consigo lembrar depois disso é estar fazendo rehab numa cela cheia de vômito. Há algo a ser dito sobre compor de manhã – em outras horas do dia você está um pouco mais na defensiva. em 2006. se bem que.” Fab Moretti | do Strokes. “Num momento estou esperando a Kate chegar pra entrar na jacuzzi para uma noite romântica. “Não é um livro de escâNdalos de sexo que eu quero fazer.

escuto música miserável e meus sentimentos são justificados!” 13 . KEITH RICHARDS. Isso fez minha cabeça para entrar na música.” Andrew Vanwyngarden | MGMT noize. STROKES. MAS foi uMA grAndE noitE. Estou farto de mim mesmo. BRIAN ENO. Eu pAguEi EM dinHEiro! tSC tSC. A MAioriA toMou doiS drinKS! CéuS. Eu AindA tEnHo A notA. LOS CAMPESINOS!.” James Murphy | LCd Soundsystem “Eu me fiz parar de usar faixas na cabeça há um ano.” Eddie Veder | respondendo a fã sobre os drinks que disse que pagaria a todos.” brian Eno “Este álbum será nosso último… Quando estou trabalhando em um disco. Eu sentia que eles tinham encontrado uma posição importante entre arte erudita e popular. quE pEnA quE VoCê não foi. PETE DOHERTY “VoCê não LEMBrA? nóS todoS foMoS àquELE pEquEno puB EM WEMBLEy. em um show do pearl Jam no Wembley Arena. faz sentido pensar nele como o último que você fará porque daí você faz direito. “Estou entediado com o Bono e eu sou ele.com.. tHoMAS._BONO VOX.br Gareth | Los Campesinos! “Gosto de música porque posso usá-la para reforçar que estou certo em me sentir como me sinto.” bono Vox “Estava num dilema no fim do colégio: vou ser músico ou pintor? O who me ajudou. tHoMAS! rAioS. Se me sinto miserável. Então o Velvet Underground apareceu e deixou claro como você poderia se equilibrar entre os dois.

de Deize Tigrona: “Fiquei com lágrimas nos olhos quando acabei”. Mas a jogada mais inusitada foi Let it Baile. com “Injeção”. Por isso o mashupeiro começou 2010 com a mão comprometida a permanecer na massa pelo ano todo. a responsável pelo ânimo renovado. As misturas. faz frio. não tem praia”. unem mundos opostos como Beatles e MCs do funk carioca. em grande parte. contou João por email. Fazendo uso da vocação que tem lhe galgado mais e mais fãs. Gasto uma hora e meia por dia fazendo e postando os mashups”. dos FabFour.com. Los Hermanos e De Leve. todos os dias um (ou mais) novo mashup do cara vai ao ar no blog 365mashups. como de costume. “Se é o mais ambicioso projeto da música brasileira esse ano eu não sei. João ainda fez seu próprio Carnaval com o EP Mash Mash. em que reuniu as misturas sambadas e batucada da recente safra. Desde 1º de janeiro. wordpress. . colocou para dividir a mesma música Beatles e funk carioca. conversam Bob Dylan e Olodum. o carioca João Brasil manda recado de Londres: “Aqui é bom demais para trabalhar. transam Phoenix com percussão sambista. “Estou querendo me conectar cada vez mais com o Brasil nesse projeto. A morada europeia é. só chove. explica entre um mashup e outro. uma releitura mashupada para o clássico dos Beatles. Sou bicho exótico por aqui”.014\\ noize Montagem joão brasil e a odisseia do mashup Mestre do mashup. sei que é o mais trabalhoso que fiz até hoje. A blogosfera enalteceu o 365 mashups como o grande projeto 2010. de onde sai a filha favorita de João no projeto até agora: “Let it Be”.

NaGulha.com. “Surdo estourado. contou o baixista Denis Pereira. tiny.cc/ roberto438 Rolling Stones lançam reedição de luxo do clássico Exile on Main Street com músicas inéditas. Confira em tiny. Confira em tiny. o resultado está no bacana www. Trabalhamos todos em cima e. Busque por exibições em @pixodoc enquanto o longa não chega aos cinemas. Placebo e Madeleine Peyroux são algumas das atrações que vêm ao Brasil a partir de abril.br.. diferentes guitarras associados a cabeçotes Orange e um Marshall valvulado nervosíssimo! E um monte de brinquedinhos que deixavam o estúdio com aspecto de laboratório”—Denis definiu a fórmula.American Psycho Erasmo Carlos . personagem do filme e parceiro dos diretores João Wainer e Roberto T. Como? O prédio mais alto. Divulgação Por quê? Voz. Eles mesmo explicam sua motivação para escalar prédios de mais de 10 andares pelo lado de fora. Megapuss . O documentário Pixo retrata uma geração de jovens paulistanos cuja forma de expressão é criminalizada. Mais do que divagar sobre um indecifrável texto que definisse se aquela maneira de aplicar tinta nos muros é arte._ouca agora ´ //015 George Harrison . bumbo gordo. define Djan Ivson. com Nação Zumbi.cc/polysom Moby. não é graffite. __PIXO | É pixo. Cachorro Grande e Fernanda Takai. Surge daí o projeto Love Bazucas. direto ao ponto Polysom lança a primeira leva de vinis nacionais da década. É Arte? Protesto. baixo destorcido no Orange.cc/ stones414 . grito. Erasmo.All Things Must Pass The Misfits . em uma tarde no Costella (estúdio do Chuck). em seus 50 anos.. aprontamos quatro músicas e gravamos metade das baterias”.Surfing NOFX . sem qualquer proteção. “A pixação é como o grito dos invisíveis”. Oliveira no projeto. cc/calendario O rei Roberto Carlos. Confira em tiny. Lazer. mas acabou resultando num EP em parceria.Carlos. E as imagens são impressionantes. “São 2/4 ideias do Chuck e 2/4 do BDC. ganhou uma grande exposição na Oca. o filme se preocupa em mostrar quem são essas pessoas. O que querem? O topo. para fazer um tag.Coaster __LOVE BAZUKAS | O barulho garageiro do Black Luiz Maximiano Drawing Chalks encontra os anos de distorção nas costas do forgotten boy Chuck Hipolitho. A ideia inicial era que Chuck produzisse e colaborasse em composições do BDC. Pitty. em São Paulo .

cada um à sua maneira reveladores da beleza de sua poesia incauta. invadam espaços culturais nesta apropriação que não fere ninguém.016\\ NEWS __ANAMAUÊ | Começou em fevereiro e vai até 4 de abril a exposição Ocupação Chico Science. Nada mais justo que artistas como eles. Fred Jordão NRK P3 / C. financeiramente pobre. não o bastante sequer para jogar luz sobre a obra gigantesca do cara. __WHO THE HELL WAS JAY REATARD? | Não era só em Memphis que Jay Reatard era tido como um mito—ou ao menos um projeto de lenda. Dizer que o nome Ocupação cai bem para a exposição de Science advém da natureza esfomeada do manguebit. é a prova de que a mistura de álcool com cocaína. em edição anterior. documentos e Fred Jordão objetos que dificilmente darão as caras novamente. cujo título macabro encabeça uma lista de músicas dificilmente enquadráveis em um só rótulo. da maneira como sua música se impôs como retrato de um povo culturalmente tão rico e. que esmiuça o significado do mestre pernambucano e revela as múltiplas facetas do caranguejo genial. Jay estava longe de se encaixar em qualquer imagem pré-concebida. . no entanto. crua e brasileira de dar orgulho—sem ufanismo. Paulista. do Itaú Cultural (Av.A caminhada pelos diversos ambientes da exposição leva o espectador a fotos raras.C. por favor—. Watch me Fall (2009). ainda que seu rock urgente e sua postura o associassem a uma figura niilista e destrutiva. Cai bem também porque Chico Science ocupa o lugar que. a morte do punk rocker prodígio do Tennessee repercutiu pouco. no Brasil. 149. escritos exclusivos. Infelizmente. Seu último disco.com/jayreatard para confirmar a afirmação. que tirou a vida de Reatard no dia 13 de janeiro. foi de Paulo Leminski. em Sampa). deve ser um dos únicos clichês a por os pés na vida do artista—basta uma passada em myspace.

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1. Tags: raveonettes heart stone posts tiny.18. O site coleta mp3 e vídeoclipes bacanas na internet e entrega tudo mastigadinho para o visitante. com códigos e imagens bizarras e místicas do usuário /iamamiwhoami estão tomando espaço na internet. é músico.1110 _Os vídeos anônimos.4. _audioporncentral.cc/alice649 A rapaziada do Move That Jukebox separou algumas músicas que estarão na trilha do Alice de Tim Burton para você sacar tiny. como caixas de fósforo e escova de dente (e algumas horas de edição) ele une música. Os blogs citam Christina Aguilera e Little Boots como as mais prováveis autoras do viral.cc/beatleslasers O With Lasers mostra uma estranhíssima faixa rara dos Beatles.7. o novo clipe do Raveonettes é um curta em animação cheio de metáforas. Mystery Guitar Man _O cara se chama Joe Penna. brasileiro e mora nos Estados Unidos. dirigido por Chris Do. meio Salvador Dalí.14. Tags: mystery guitar man tag yourself the girl dance kill me hole samantha 2010 cumbia mix typeface huang vimeo kate nash do wah doo holy ghost on board lady gaga mashup asobi seksu jesus kexp make cordel do fogo encantado futureheads heartbeat lady gaga mirim pavement 2010 plastic beach atoms for peace . Tags: iamamiwhoami Raveonettes | Heart of Stone _Meio Tim Burton.1. Usando violão e “instrumentos” menos comuns.com O Audio Porn Central é um filtro.15.018\\ lado a LADO B SITIOS 13. O clima sombrio e as cenas dentro do corpo do personagem combinam com a música da dupla. _hobnox.com Plataforma online para criação de música eletrônica de maneira intuitiva e visual. os recursos de rede social permitem o encontro de artistas e ouvintes das músicas originadas no site.1. stop-motion e interatividade. Para completar.cc/laerte O nome dá a dica: todas as tiras do Laerte para a Folha no período de 2000 a 2009.18. tiny.

principalmente. Kid Cudi e Diplo É Snoop Dogg tentando ser mais “artista pop” do que “rapper”.//019 o que voce viu e nao viu neste mes_ ` ` ` ` Garotas Suecas | Bugalu _O Garotas Suecas acaba de lançar o divertidíssimo clipe de “Bugalu”. as hipóteses do “paradoxo do avô” são propostas pelo College Humor na viagem no tempo mais famosa do cinema. do De Volta Para O Futuro.com/ Gente famosa do universo pop em grandes momentos. tiros e nova música do Gorillaz. QUER OUVIR? NOIZE.Para acompanhar o clima de humor negro que dominou a web no mês que passou. Assista. Hold On (Holy Ghost cover) | Friendly Fires Friendly Fires faz cover do debut do Holy Ghost para o split que as duas bandas lançaram em fevereiro. péssimos momentos e. Mais descrições são desnecessárias. Spanish Sahara | Foals Primeiro single de Total Live Forever. Tags: garotas suecas bangalu audio That Tree | Snoop Dogg.A base de Diplo é boa. Nostálgico e atual.BR/nuncaouviu TUMBLIN’ http://theimpossiblecool. próximo do Foals. http://kurtwiththecat.com/ Retratos bonitos e expressivos em p&b captam gente respeitável (ou não) em momentos que não se repetem mais. fosse ao passado e transasse com sua própria mãe? Nesse vídeo. em momentos com o gato. mas o refrão é fraco e Kid Cudi pouco acrescenta à música. follow up @_StevieWonder . carros.collegehumor. as partes que Snoop rima são ótimas. mas não empolga.com/video:1928396 Maurel & Sonny Dog Blues (Ferrugem/SC) Quando soa a gaita de Maurel. www. Sonny solta a voz do fundo da sua alma canina. mas perdem muito do peso e poderio pop que tinham no primeiro disco. Gorillaz | Stylo _Bruce Willis. disponível para download no site da Trama.tumblr. O clipe é tão deliciosamente inspirado no tropicalismo quanto a música. perseguições no deserto. Não chega a ser ruim.COM. do EP Dinossauros.tumblr. . Our Love Was Saved by Spacemen | The Pipettes As Pipettes seguem no clima especial. Tags: gorillaz stylo Voce nunca ouviu ` Marty McFly _O que aconteceria se Marty McFly.

Logo após o lançamento do CD. a Egyptian Hip Hop possui um estilo quase inclassificável. myspace. O disco é. RZA e Jim Jones para fazer o que foi um dos grandes discos do ano passado.com/graveolaeolixopolifonico THE CAESARS Origem: Suécia Som: Vocais pop reverberados. Não é hip hop nem vem do Egito: com sintetizadores oitentistas e letras cheias de deboche. “Hope You’re Happy”. que mostram que Blakroc é mais que uma brincadeira. uniram forças com produtor Damon Dash e chamaram gente do calibre de Mos Def. na verdade. e Ain’t “Nothing Like You (Hoochie Coo)”. de um Júpiter Maçã passeando pelo nordeste. apenas parte do grande projeto: desde o início de 2009. Uma indie rock bacana que leva o brit pop de encontro ao power pop – e a diversos comerciais de TV. a faixa mais roqueira do álbum. carro especialmente produzido para o projeto.com/egyptianhiphop GRA VOELA E O LIXO POLIFÔNICO Origem: Belo Horizonte. em faixas musicalmente ricas. na “black Friday” (a sexta-feira seguinte ao Dia de Ação de Graças) foi anunciado o Chevy Camaro Blakroc. Essa é a receita de Blakroc. com um instrumental perfeito de Dan Auerbach e Patrick Carney. influência sessentista acentuada. Os caras. Escute: blakroc Uma banda de blues-rock. entraria perfeitamente no último disco do rapper. Nas onze faixas do CD. a cozinha guitarra-e-bateria do duo de Ohio serve de cama perfeita para os convidados rimarem. que trabalharam com o onipresente Danger Mouse no último disco. flerta com a psicodelia. vídeos dos bastidores foram lançados na internet.com/caesars . que apresenta gravações antigas de Ol’ Dirty Bastard. “On The Vista”. projeto dos americanos do Black Keys. com o eletrônico e com o erudito. com o já calejado Mos Def. resolveram levar a sério o hip-hop. Ludacris. um Chevy Camaro preto. em que Auerbach divide vocais com Mos Def. Escute: myspace. uma dezena de pesos-pesados do rap.020\\ bandas que voce nao conhece mas deveria conhecer_ EGYPTIAN HIP HOP Origem: Divulgação Manchester Som: O nome é tão irreverente quanto a banda. Escute: myspace. Outros pontos altos são “Coochie”. baixo marcado. The Ecstatic. Com melodias pop e instrumental criativo. MG Som: MPB difícil de definir do renascer da canção.

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com/velhodecancer Uma mistura de Bob Dylan préacidente de moto com um Daniel Johnston sem desordens mentais. Os suspiros dos anos 90 brilham nas poesias e na levada mais cadenciada. Escute: myspace. sobre empregos cretinos.022\\ bandas que voce nao conhece mas deveria conhecer_ THE DRUMS Origem: Jason Anfinsen Flórida. O último disco. em outras acústicos como Dr. o estilo se confirma: às vezes garageiros como os Black Lips. Bruce Springsteen e Libertines: o resultado é Ezra Furman. sobre uma prostituta de Chicago. falta de perspectiva e a importância do uso de óculos escuros em dias de sol. responde. Escute: ezra furman & the harpoons letras sobre desilusões amorosas. RS Som: Hardcore de vocal gritado e convicto. os maiores atrativos da banda. “Take Off Your Sunglasses”. os caras parecem querer passar uma mensagem vital a cada música. Com riffs despreocupados. Furman. everybody loves everybody else these days”. lançado após o fim do contrato com a gravadora. Escute: myspace. EUA Som: The Drums cria letras e ritmos simplistas. forma a Ezra Furman and the Harpoons. e “The Dishwasher”. composto por bootlegs. livres e pessoais. pegaram emprestados alguns membros do Mika Miko e viraram um Rolling Stones garage-country. berra . porém precisos.com/thestrangeboys VELHO DE CÂNCER Origem: Porto Alegre. Além disso. Dog. a uma declaração de amor: “In the middle of the night. empunhando uma gaita de boca e um violão. é Moon Face. com refrão para cantar junto. os caras assinaram contrato com a Minty Fresh Records e lançaram mais dois álbuns: Banging Down The Doors e Inside The Human Body. agoniado. Depois do primeiro disco. Escute: “Mother’s Day”. a banda promete compor uma música para cada comprador: é só comprar o disco. mandar uma carta para eles contando algo sobre sua vida e esperar. EUA Som: Começaram como um duo punk. é puro rock cru. Em “Take Off Your Sunglasses”. myspace. Neles. A despretensão e descuido com o mundo de fora são. independente.com/thedrumsforever STRANGE BOYS Origem: Texas. Somem-se a isso referências como Velvet Underground. com mais três colegas. ironicamente. um nova-iorquino que.

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A experiência deu certo? Funcionou muito bem. porque sempre damos nosso máximo. inclusive para a versão mais simples do disco. e passou por uma experiência dura. Mike queria terminar sua “suite do álcool” nesse disco (desde 2002. Curitiba (18/03). Tenho a técnica vocal Rosemary Burnes. Gostei muito do disco de covers. com shows em Porto Alegre (16/03). M0nst3r/C. para os fãs e para a gente. não fumo. Falamos com LaBrie sobre o disco novo. não há nada que possamos fazer..C James LaBrie dispensa introduções. Eles ficaram muito felizes com o resultado. uma das maiores bandas de metal progressivo da história. então eles mudam a cada show. imediato.. e há sempre fãs que querem ouvir músicas novas e outros que precisam ouvir suas preferidas.. Acabei não tendo nenhum envolvimento com as composições. Tem gente que vai no Guns porque acha que é uma banda mais suscetível a terminar de repente. É importante que cada show seja fresco. Com certeza nós não estamos nem perto de acabar com o Dream Theater. mas espero que muitos fãs vão ao show. Nós vamos definitivamente tocar algumas músicas de Black Clouds. Vocalista do Dream Theater. São Paulo (19/03) e Rio de Janeiro (20/03)..” . está além do nosso poder. para quem ele queria prestar tributo. Fazemos isso para mantêlos interessantes. Neste caso. que foi a morte do seu pai. Por que motivo você não escreveu nenhuma das letras nesse álbum? Foi como o álbum rolou. que me auxilia regularmente. “Corro 5km por dia. os cuidados do cara com a voz e os shows imprevisíveis. e tentaremos tocar uma ou duas de cada um dos outros discos. o que esperar dos shows? Não gostamos de repetir set lists. Com 10 discos de estúdio. a recepção foi muito boa. aqueço antes de Cada apresentação. Sim. são artistas que respeitamos – sou inclusive amigo de Sebastian.024\\ soundcheck JAMES LABRIE Black Clouds & Silver Linings foi lançado em uma versão especial. todas essas Coisas. ele e seus companheiros passam pelo Brasil neste mês de março. tanto para a banda quanto para os fãs. não fumo. do Dream Theater. mostrou nossa interpretação mais particular daquelas músicas. me alimento bem. surpreendente. Em Porto Alegre vocês vão tocar no mesmo dia que Guns N’ Roses e Sabastian Bach. incluindo um CD de covers e um de versões instrumentais do disco original. John tinha muitas ideias. Os problemas que você teve com sua voz mudaram a maneira como você se prepara para cantar hoje em dia (James machucou a voz de tanto vomitar após uma intoxicação alimentar em 1994)? Sempre cuidei da minha voz. me alimento de maneira saudável. o baterista vinha compondo músicas relacionadas à sua batalha contra o alcoolismo) . Corro 5km por dia. fica cada vez mais difícil à medida que lançamos novos discos. poderoso. É impossível tocar de todos. bebo água morna e mel. bebo água morna e mel… todas essas coisas. Aqueço antes de cada apresentação. Os set lists de vocês costumam ter em torno de 10 músicas. Acontece com frequência. mas hoje em dia faço muitas coisas para manter ela em forma.

ORGANIZAÇÃO:

GARANTA JÁ SUA VAGA

PORTO ALEGRE RS

10/11 ABRIL 2010

PALESTRANTES
+ RAFAEL GRAMPÁ + MARCELO BALDIN + ABDUZEEDO + PULPO + DIEGO MAIA + JORGE RESTREPO + CATARINA GUSHIKEN + SANTA

MEDIADORES
+ MARCELO FERLA + XANDE MARTEN

+ EXPOSIÇÕES + MINI-FEIRA + PRÊMIOS + BRINDES + PALESTRAS + PAINEL ILUSTRAÇÃO / GRAFFITI + FESTIVAL DE MOTION

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11 5084 9040 / 11 3926 0174

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026\\

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__DIPLOMAT’S SUN | Rostam Batmaglij, tecladista do Vampire Weekend, é gay.A notícia foi dada com frenesi pela imprensa estrangeira, só que não por preconceito: a revelação, feita pelo próprio músico, explica muita coisa por trás de seu trabalho.“Diplomat’s Sun”, por exemplo, foi descoberta como uma ode a um dos primeiros relacionamentos homossexuais do rapaz com um... filho de diplomata. Também vale fazer uma rápida analise nas músicas do Discovery, seu projeto com um dos integrantes do Ra Ra Riot, pra sair detectando umas dicas que ninguém conseguiu pegar.
Thom Yorke confirmou o nome de sua nova banda, que toca na edição de 2010 do Coachella. O grupo se chama Atoms For Peace, e há vídeos de músicas novas tocadas por Yorke em Cambridge. tiny.cc/yorkemove

__SHE’S GOT THE LOVE | Florence Welch: Bonita, canta bem e teve a sensatez de não querer ser a única estrela de seu disco de estréia, Lungs, em que influências clássicas formam a beleza do trabalho. Essa vibe também dominou a última edição do BRITs Awards, onde a cantora, envolta por um palco cheio de harpas e um globo espelhado gigante, surpreendeu até os que mais a estimavam – como eu. Representando os icônicos live mashups dos BRITs, Florence apareceu com o rapper Dizzee Rascal numa união que criou “You’ve Got The Dirtee Love”, um mix dos versos de “You’ve Got The Love” e “Dirtee Cash”, sempre com harpas ao fundo. O produto final é lindo – e a explosão de papeis picados vermelhos que finaliza o show quase emociona. Ele levou o título de melhor cantor e ela, o de melhor álbum. Justo.

__NOUVELLE NO BRASIL | Depois de alguma enrolação, o francês Nouvelle Vague confirmou sua passagem pelo Brasil por meio de sua página no Myspace. Entre shows na Bélgica e na França, o grupo encaixou três apresentações tupiniquins. A primeira acontece em 29 de abril, no Clash Club, em São Paulo. Logo em seguida o grupo embarca para o Rio de Janeiro (Circo Voador, dia 30) e Recife (dia 1º de maio em lugar a ser definido). Por ora, o Brasil é o único país da América Latina a receber a turnê do álbum 3, que carrega covers à bossa nova de artistas como The Police, Depeche Mode e Sex Pistols.
Novas faixas da Kate Nash têm vindo a público para revelar que a garota transita entre o pop descontraído do primeiro trabalho e algo mais roqueiro. tiny.cc/katemove

O sexto disco de estúdio da dupla The Black Keys irá se chamar Brothers e já está a caminho. A capa e a tracklist você confere em tiny.cc/blackkeysmove

Trans-Continental Hustle, quinto disco de estúdio de Eugene Hütz e seu Gogol Bordello, já tem data de lançamento. No dia 27 de abril, as faixas listadas no tiny.cc/gogolmove ganham o mundo.

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__Quando você pegar esta revista ainda vai dar tempo de correr para conferir de perto o Coachella, festival californiano que abre (em 16/04) extraoficialmente a programação dos grandes festivais de música no hemisfério “de cima”. O novo projeto do Thom Yorke, do Radiohead, é um dos destaques.

__O LCD Soundsystem, padrinho da disco-punk dos anos 00 e dono do essencial Sound of Silver (2007), está com trabalho no forno para este semestre.Trocando a cinzenta Nova Iorque pela ensolarada Los Angeles, James Murphy promete sons inspirados na soul dos anos 70.
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__A banda a ocupar o posto de melhor eletrônica-popbritânica de 2010 (posto que em 2009 foi do duo La Roux) pode bem ser a Chew Lips. Com remixes de gente como Tepr e Two Door Cinema Club e datas em festivais como o texano South by Southwest, o trio está na ativa desde 2008 e lançou em fevereiro o primeiro álbum, Unicorn. As bases eletrônicas, as melodias sintéticas e a voz clara e metálica da vocalista Tigs são o destaque. Acrescente o clima low-tech, quase cru, sempre apoiado na presença de Tigs (forte candidata a personalidade cool de 2010), e você tem um dos destaques dessa safra de bandas lideradas por mulheres, fenômeno pós-Yeah Yeah Yeahs (e prestando claro tribudo a Karen O) que remete tanto ao feminismo punk dos anos 70 quanto à dance music inofensiva dos anos 90, sem necessariamente soar datado. Publicações bombadas como o NME, já colocaram o trio no seu time de bandas “a ver” em 2010 e a banda também é aposta do bacana selo francês Kitsuné, que escalou para as edições 7 e 8 de suas coletâneas Maison. Ouça “Solo”, “Slick” e “Karen”.

__O novissimo Lions Nightclub abriu após o Carnaval em pleno centrão paulistano. Com esquema de carteirinhas para sócios, tem na programação inicial noites dos núcleos Chocolate (hip-hip, soul e funk, as quintas) e 3Plus (techno, house e afins, aos sábados).

__Em primeiro de março a MTV Brasil amanheceu com nova programação. Entre as novidades estão um programa voltado para cultura noturna, o MTV na Pista, apresentado por Kika Brandão. A parte de videoclipes ganha reforço nas madrugadas com novos sons e eletrônica indicados pelo rraurl, sempre as sextas, 2h30min.

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Selvagem?. Stone Roses (Stones Roses Legacy Edition). além de farto material de fotos e badulaques. Na mesma linha. aproximadamente uns 7 mil álbuns. sendo que o mais caprichado inclui dois CDs. uma coletânea com 20 baladinhas dos Beatles. um selo independente que já lançou compactos em vinil de seis artistas brasileiros. Mudança de Comportamento. da Blitz. o cenário parece estar mudando. e o rock nacional era uma febre. livreto e muito mais. Os Paralamas do Sucesso. Rock Rocket. Mas nos últimos 15 anos não me lembro de ter comprado mais do que cinco discos em vinil. da Legião Urbana. o vinil ameaça uma volta tímida com o investimento da Deckdisc no setor. Eu tinha 16 anos. O Rock Errou. entre eles Autoramas. embora seja bem difícil imaginar alguém gastando o salário comprando vinil. Os Rolling Stones também capricharam na reedição do disco Get Yer Ya-Ya’s Out!. e Ballads. No Brasil. que junta três vinis. três CDs. . porém. Gastei meu primeiro salário comprando seis vinis: Dois. Para a reedição de seu álbum de estréia. pegando muita gente pela beleza e qualidade do material. Snow Patrol (Up To Now Box Set) e White Stripes (Under Great White Northern Lights) deixam fãs de queixo caído com suas edições super especiais. quatro vinis (entre eles o disco duplo ao vivo Drop in The Park. do Ultraje a Rigor. Nós Vamos Invadir a Sua Praia. Lê Almeida e. É um bom começo. do Ira! e Revoluções por Minuto. do RPM. Antes desta compra só havia dois vinis na minha “coleção”: Radioatividade. o primeiro disco que ganhei na vida. Hoje é bem provável que haja em minha HD uma discoteca tão extensa quanto a que tenho em CDs e vinis.030\\ SCREAM & YELL SCREAM & YELL BLOGS __1986. um DVD. Os vinis ressurgem – principalmente no mercado externo – como um interessante item de colecionado. um DVD. mais recentemente. procure o site da Vinyl Land. Mas se você quer uma dica. Lobão. Ten. oficialmente lançado apenas neste box) e uma fita k7. o Pearl Jam preparou vários formatos para o mercado.

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um caldo doido!”.568 km entre Maceió. o Festival Fora do Eixo. os amapaenses da Minibox Lunar já chamam a atenção de público e da crítica. Depois de sincronizar mais de 80 cidades com o festival integrado Grito Rock. brega.nagulha. jazz. Acesse o diário de bordo em piabanokombao. Arapiraca. Formada em 2008. A banda faz parte do Coletivo Catraia. relata o baterista Renato di Deus. Portal Nagulha. carimbó. dez dos espaços mais significativos do indie rock paulistano. __São Paulo está com data marcada para ser invadida. bregas.032\\ FORA do eixo BLOGS __O caldo é grosso e vem de Rio Branco.com.com. o maior festival integrado da América Latina. num caldeirão. a banda acaba de levar a sua música para o nordeste do país. vai ocupar a cidade. projeto da Fora do Eixo Discos. o Circuito Fora do Eixo concentrase para tomar o eixo. ska e samba. o grupo vai lançar pelo CompactoRec. mostraram porque são umas das principais bandas independentes do país. Porcas Borboletas. A promessa é de um trabalho que transita entre músicas populares.br .blogspot.cc/grito611 Macaco Bong abriu a temporada do Auditório Ibirapuera em São Paulo. ponto Fora do Eixo no Acre.com. Confira a entrevista na Rádio CBN em tiny.br Em menos de dois anos. Matéria da Folha de São Paulo destacou o isolamento geográfico como influência no som da banda. No primeiro semestre de 2010. no Acre. No início de abril. uma revista eletrônica que reúne atrativos como a ágil cobertura audiovisual dos shows e festivais mais empolgantes. funk. que une produtores e bandas independentes de todo o Brasil. gravações exclusivas em áudio e outras novidades: www. Com convidados de peso. mais uma vez estimula a circulação de músicos independentes em mais de 80 cidades. blues. Dez dias. As noites serão embaladas por Macaco Bong. rock. Quem tiver pique acompanha ainda um ciclo de reflexões sobre a Tropicália e seus desdobramentos no universo da música independente de hoje. venezuelanas. A turnê percorreu 6. Salvador e Recife. bolero—“ou seja. Minibox Lunar e outros grupos que despontam no país e compõem o trabalho em rede que marca a atuação do Circuito Fora do Eixo. Assista mini-doc em nagulha. Caldo de Piaba é mais um daqueles ingredientes da música independente a que nenhum gourmet resiste: junta. Anote! Reprodução Talita Oliveiras direto ao ponto Grito Rock 2010.

www.br/festival abril . rio .foradoeixo.são paulo org.

_texto FERNANDO CORREA .

circulam perdidos e desordenados na megalópole. e desbravaram um cenário que deixava as imitadoras sem saber que caminho trilhar. O retrato despretensioso que os cinco garotos haviam elaborado sobre a cidade em que viviam chegou em má hora. Junto de The Modern Age. da maneira que estava gravada. virando a esquina na Ludlow St. No Lower East Side (sudeste da ilha). impressionaram também o inglês Geoff Travis. Os músicos são como formigas. Três meses depois. mas os 19 milhões de nova-iorquinos não tinham muitos lugares legais para assistir a shows de rock na virada do século. Travis levou para Londres o Strokes. “The Modern Age”. assinamos contrato na Inglaterra com aquele disco que você gravou para a gente. gravaria três músicas”. e não achavam que fosse possível conseguir uma gravação boa de verdade. Is This It acabou por se tornar o disco que salvou rock no século XXI. “Last Nite” e “Barely Legal” eram o retrato do Strokes que aos poucos conquistaria Raphael com a mesma força que começava a arrebanhar outros ouvintes: sujo. tampouco o fato de o formigueiro gigante da Big Apple ter areia suficiente para as formigas talentosas. “Eu pensei ‘uau. “Os garotos foram embora e eu não ouvi nada. Os Strokes são dessas formigas. gravadora indie que Travis fundara na transição dos anos 70 e 80 para lançar bandas como The Smiths. Como elas.+2 bar e casa de shows em que o Strokes fez uma de suas primeiras apresentações. no vocal sensual de Julian Casablancas e na guitarra marcante de Nick Valensi. que voou até Nova Iorque para vê-los tocar—e imediatamente convencê-los a lançar a demo. urgente e provido de ótimas melodias.cc/strokesarlene . ficava a Arlene’s Grocery. ‘Cara. a importância da música só fica evidente numa escala microscópica. Falei para eles que. menos sensual+1. se me dessem três dias. chamei eles até o meu estúdio para fazerem uma demo”. e nós [+1] A capa original de Is This It: [+2] Neste show de 2000. Mas não fiquei muito impressionado com a música. Fizeram outras tantas no Luna Lounge. Em uma cidade efervescente—porém gigante— como Nova Iorque. Como eu precisava trabalhar. As três músicas. Se você estivesse em uma banda. Mas não há como ignorar o talento de algumas delas pra trilhar o caminho seguro de outras. Ironicamente. “Eles diziam que tinham tido muito azar nas tentativas anteriores de gravar. disponível no YouTube. conta Raphael. precisou de uma nova capa. a começar pelo EP The Modern Age. pela Rough Trade Records. eles têm um visual muito bom e agem com muita autoconfiança’. Pode parecer estranho. E não é só isso. quando finalmente aterrissou nos Estados Unidos. Foi no Luna que Gordon Raphael os viu pela primeira vez. Albert aparece dizendo. quase junto com os aviões que derrubaram as torres gêmeas. Um mês depois. o primeiro álbum dos nova-iorquinos The Strokes foi lançado na Inglaterra. e da troca da canção “New York City Cops” pela bem menos urgente “When It Started”. tocadas através de uma ligação telefônica transoceânica. a banda toca músicas que sairiam em Is This It e outras nunca lançadas: tiny.the strokes //035 NO TEMPO EM qUE OS STROKES SAlVARAM O ROcK No dia 27 de agosto de 2001. que acabaria por produzir os três primeiros discos do Strokes. que deixam sua marca ao desvendá-la. dispunha de alguns palcos legais no Brooklyn e mais alguns em Manhattan para mostrar seu empenho.

os americanos continuaram a esperar pelo verdadeiro trabalho de estreia de seus filhos expatriados. Is This It me causou um sentimento de imenso poder e liberdade que durou por anos!”. sintetiza Gordon Raphael. Ele merece todos os prêmios de melhor da década.” ACIMA. O primeiro está em tiny. algo está acontecendo!’”. A íntegra do papo. O sucesso veio primeiro na Europa. em 10/02/2001. repleto de detalhes inéditos sobre a convivência do cara com o Strokes. Ainda hoje soa brilhantemente fresco e excitante.cc/strokes2010 [+] Neste show [tiny. que só escrevem sobre estrelas. produções milionárias. no Horseshoe Tavern. cc/strokestavern]a banda toca Is This It na íntegra. você confere no site da NOIZE. [+] O Strokes começou a colocar vídeos da gravação do sucessor de First Impressions of Earth. Selecionamos algumas partes. Is This It saiu também pela Rough Trade. Quem arremata é Geoff Travis: “Is This It é um disco avassalador e seminal. “A mídia americana também começou a escrever sobre eles. mas não eram sequer distribuídos nos Estados Unidos—e estavam escrevendo sobre eles como ‘oh. mas não tardou até que aquele EP de apenas três músicas despertasse os americanos de seu então esgotado sonho pós-grunge. Pare de ler agora e coloque-o na vitrola”. destacadas a seguir.036\\ Arquivo Pessoal Gordon Raphael “QuAnto mAis trAbAlhAVA com JuliAn cAsAblAncAs. volte para ler a entrevista exclusiva de Gordon Raphael. Gordon rAphAel e JulIAn CAsAblAnCAs eM estúdIo vamos sair em turnê por lá. “Uma coisa que posso dizer é que quando a banda tocou ‘Take It Or Leave It’—e gravamos aquilo ao vivo—eu senti que tínhamos feito uma obra de rock ‘n’ roll monumental. E eram revistas como a Rolling Stone. diretamente de Berlin. . bandas contratadas por majors. que era exatamente o tipo de som que eu vivo para ouvir. e também com produção de Raphael: “Tanto em Is This It quanto em Room on Fire os Strokes tentaram outros produtores antes de virem a mim. mAis eu percebiA Que ele erA um cAntor geniAl. algo está acontecendo. Ele concedeu a entrevista a seguir por telefone. conta Raphael. dizendo que ninguém mais sabia qual era o ‘som deles’”. Nos próximos meses. porque fomos escolhidos pela NME como Song of the Week’”. Essa banda tinha contrato com um pequeno selo indie na Inglaterra. Depois de colocar o disco para tocar.

do Iggy and the Stooges.the strokes //037 Para começar: Is This It é o disco da década? Absolutamente. Quem era o músico mais experiente? Acho que eram todos parelho. e aí. como se não soubesse o que estava fazendo. tomam conta do lugar. Albert pegava pequenas caixas de CD e as levava a pequenas lojas de disco de Manhattan. E estavam escrevendo sobre eles como “oh. ele tocava coisas doidas na guitarra. Quer dizer. com letras ensandecidas.com. o que aconteceu? Uma tempestade. ele definitivamente adorava a atitude new-yorkee de Lou Reed. Go! . nenhuma banda com que já trabalhei assinou antes. E aí. “Cara. Eu pensei “uau. [+] Leia a entrevista na íntegra em www. e na realidade nós vamos sair em turnê por lá. E seu ritmo. como verdadeiros músicos se divertindo e tocando uns com os outros? Eu vinha pensando em Raw Power. porque a versão original daquele disco soa como um completo caos de freak-outs estourados e mal balançados. um disco de 2001 que não soa como nada da sua época? Todo mundo que eu conhecia estava usando as novidades do ProTools para deixar o som “grande” e sobrecarregado de camadas adicionais. Então vamos correr para Londres e excursionar pela Inglaterra”. E daí para Is This It. De onde veio o som de Is This It. Tudo de maneira muito independente. e ele cantava uma melodia completamente nova. então esqueci deles. uma banda eletrônica e gótica matadora. Também estava vidrado em Skinny Puppy. essa coisa toda estava quase acabada. Eu pensei: e se nós apenas gravássemos a banda no meu estudiozinho. porque eu fui para New York trabalhar nas minhas próprias músicas. seu tom e sua afinação eram tão superiores. de Vancouver. sem mais mixagem. que fantástico!”. e seus ritmos são muito sexy. Albert tocava a base de uma forma fantástica. três meses depois. Se ele tinha que cantar o verso de uma música. assinamos contrato na Inglaterra com aquele disco que você gravou para a gente. Lou Reed é muito cool. com uma grande tour na Inglaterra. E então o EP foi lançado em Londres e depois a atenção dos EUA se voltou para a banda… Eles fecharam com a Rough Trade. ele podia fazer coisas muito loucas. eles eram apenas mais uma banda. ele simplesmente se focava e cantava como louco. E então. A maioria dos lugares em Londres e NY era para se ouvir discos. que fazia o som acontecer. mas seu negócio é bem mais simples que o que Julian faz. impossíveis de ignorar. que me inspirou a usar distorção nos vocais e a tornar os sons agressivos. eu tocava um pedaço antes. entende? E quanto mais trabalhava com Julian Casablancas. o rock ‘n’ roll. Os garotos foram embora e eu não ouvi nada. Então.br. mas Nivk Valensi realmente me impressionou de cara. que lançou a demo. Os dois são geniais. porque fomos escolhidos pela NME como Song of the Week. que escrevem sobre bandas contratadas por majors. mais eu percebia que ele era um cantor genial. Kims Video foi uma delas. mas não eram sequer distribuídos nos EUA. assim que a parte que ele precisava gravar chegava. por favor?”. algo está acontecendo. Então a mídia americana começou a escrever sobre eles. DJs e toda essa cultura. Você identifica o jeito de Julian cantar com Lou Reed? Eu acho que se você pegar Lou Reed e Bob Marley e achasse algo no meio disso. Essa banda tinha contrato com um pequeno selo indie inglês. Você vê como um acidente ter começado a trabalhar com Strokes? Sim. e perguntava “Você ficaria com três dos meus discos e os venderia. Albert aparece dizendo.noize. repentinamente. ele cantava ela com perfeição – ainda que estivesse tirando sarro no início. talvez encontrasse um paralelo. jovens que tinham crescido ouvindo techno e acid jazz de repente começaram bandas de rock. E eram revistas como a Rolling Stone. Antes de Is This It. e sai à procura de qualquer banda que me deixasse gravá-la e me pagasse. quando os conheci. mas as melodias do Julian são loucas. e aqui estão eles. algo está acontecendo!”. E depois que Is This It foi lançado. para que eu pagasse meu aluguel.

_texto LIVIO VILELA _FotoS PEDRO CUPERTINO .

eu comecei a aumentar os graves. só voz e violão. sabe? Tinha a ver com música eletrônica e o lance da ambiência. Aí eu decidi: “porra. como ambiência”. a ideia do disco ou as faixas em si? A ideia. Como surgiu a ideia do Sem Nostalgia? Ou melhor. a música brasileira. vou fazer esse disco porque ta há muito tempo na minha cabeça”. poder pensar em outras coisas. Finalmente. . Sem Nostalgia. não era um disco. “porra. na real. Lucas conta a NOIZE como insetos e ficar brincando com equalizador ao ouvir João Gilberto podem influenciar um disco e fala também daquilo que o circunda: a internet. Começou a surgir essa ideia dos samples.. Comecei a sacar que eu poderia fazer uma faixa no Jardim Botânico. Então eu pensei que poderia fazer um disco “voz e violão” que mexesse com essa parada da tradição. porque era “de mentira”. de noite e pegar o ambiente. Caymmi e Jorge Ben e canções. sua geração e. que era toda feita para criança. Daí passou um tempo. Quando eu ouvi aquilo. mexer nas freqüências das caixas de som. Seu último álbum. pensei que tinha tudo a ver com sintetizadores. de como fazer o ‘voz e violão’ soar diferente. Foi quando em 94 eu fui tocar com os Doces Bárbaros em Londres num show no Royal Albert Hall. quero fazer um disco voz e violão”. o que surgiu primeiro. precisava dar uma esvaziada. Quando puxava o “gravão” do disco. Dono de uma das mais importantes discografias da recente música brasileira. comecei a samplear vários discos do Caymmi. tinha umas máquinas como se fossem displays em que você botava o fone. visualizava os insetos e ao clicar neles. na verdade. Atrás do Royal Albert tem o Museu de História Natural de Londres e uma das salas. em 2008: “tá na hora. o baixo do violão mudava muito sabe.. Aí eu pensei que. ia ouvindo os sons que eles faziam. a sala dos insetos. sim. Belas canções. Comecei então a ter várias ideias de como extrapolar aquilo. como aqueles sons se misturavam ao ambiente e tal. desconstrói um dos maiores ícones da música brasileira – a voz e o violão – a partir de samples de Baden Powell. podia usar os insetos como instrumentos. descobria de que país eles eram. o baiano-quase-carioca-com-péem-Recife Lucas Santtana chega aos 10 anos de carreira como sempre fez: olhando para trás ao seguir em frente. só os trechos com os caras tocando violão. se divide em duas. quando eu tava em São Paulo na casa de um amigo ouvindo um disco do João Gil- berto. do Baden. sabe? Aí eu comecei a compor o disco e pensar de que maneira eu poderia fugir do esquema de dois canais. que eu pudesse avançar e me divertir com isso de várias formas. A primeira ideia que eu tive. E fiquei com isso na cabeça por muitos anos.lucas santtana //039 Sem nostalgia nem contradição.

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Eu democrática. que já tocavam comigo. Enfim. não seja feito num arranjo Não. mas não só isso. Não é que a gente nica. mais el. vendo que não tenha gravadora. gravar em estúdios diferentes. mas uma vontade de ter sido cupação muito grande para que na hora que aquelas artista em outra época? canções forem gravadas. de certa forma dá para falar que estamos vivendo uma espécie de renascimento da “canção brasileira”. dela cansou um pouco. quanto mais gente eu chamar para que acessam aquilo lá. porque canso de ouvir canções bonitas. isso é feito de uma maneira tão careta que Tem um lado muito legal que é esse de eu e toda essa a canção fica feia. a gente tá inventando MPB hoje uma coisa muito careta. de colocar aquele disco para 100 amigos seus ser voz e violão. sendo ele um Jacumã”. eu saí na rua e e produtor para cada faixa? uma um monte de gente veio me parar para dizer ‘po. eu realmente sou um cara que não tem essa tradicionalista. eu chamava quem tinha a soltar uma batida e construir uma música em cima ver com a faixa. para tocar baa internet vira nossa única aliada. Ao contrário. se não tiver som abraçando galera da minha geração estar se inventando. na anos que a indústria fonográfica ruiu. 4 anos para cá. só podia do blog. gente como o Curumin. Por exemplo. independente de ter uma Esses seus 10 anos de carreira. um jeito de viver de música. Curumin e o Marcelo Callado+1. não é bossa nova. Então. a Céu. de você não é tão rock assim. o João Brasil que já tinha feito coisa junto. o Do Amor. acho legal violão. temos uma preoseja nostalgia. por milhares de blogs. No “Who Can essas canções? preender música. você às vezes sente algo que.br [+1] Do Amor e banda Cê do Caetano [+2] De uns 3. voz e que a gente está vivendo. é muito boa essa coisa do boca-a-boca. A gente a canção. um jeito de fazer música. Como o Curumin. como o Custruir e reconstruir rumin. de emrock legal. isso voltou. E pensar que isso é multiplicado produzir junto comigo. algo que não é exatamente samba. a gente nunca teve. não só do ponto de vista artístico. que eu mas do ponto de vista do negócio da música mesmo. mas você nunca vai ouvir um americano fazendo. depois do show no Rec Beat. A canção que se defende sozinha. eu não curto muito. eu fiquei até meio assustado. na sonoridade. porque eu pensava que como sabe? Então. gravadas. tores e vários músicos. . É uma época.” era uma parada meio essa coisa da canção rock. sabe? Eu acho que a época que um arranjo com maior número de timbragens possíva gente está vivendo é a época mais legal. era um disco que já tinha uma amarração. que é o meu net. E ao mesmo tempo. Mesmo minha geração. Uma faixa que era samba-rock Como você vê o Sem Nostalgia no meio deste renascimento da cancomo “Um Amor Em ção+2. ficou nos anos 90. mas está voltando. em teria no violão. então eu “A gente não está só fazendo música. sim. mas que quando são todo mundo faz música. coloquei teu disco para baixar lá’. como o gravadora. chamava o Do Amor. que é uma banda rock. Como foi escolher cada músico Recife. a gente vai tentar colocar parada nostálgica. talvez não barato. tenta desconmúsica. Não é que não tenSay Which Way”. o Chico Neves. que Eu acho que realmente hamos gravadora – nunca tivemos.042\\ noize. Apesar de fazermos canções. trampo há algum tempo. E daí eu comecei a chamar a galera que eu já pensar sobre ele. Como foram as gravações? Lendo a ficha técum jeito de empreender música. de viver de música. porque essa coisa de groove. nunca teve jabá pra tocar em rádio.com. . Nunca teve você colocou dois bateristas fodas. por exemplo. Quando eu pensei no disco. já tinha feito faixa do disco dele. muito difícil. a concorrência é grande. a chamava alguém com disco que. Então. não é tropicália nem jovem guarda. Tanto é que eu acho a não está só fazendo música. têm sendo um artista muito bem adaptado a intermuito essa história das texturas musicais. foram os 10 sonoridade atrás. para que seja tão interessante quanto a canção. de certa gente tá inventando um jeito de fazer uma pegada sambaforma. que pudesse catalisar o que a faixa pedia. eu chamei vários produeu tenho um blog. Acho legal viver esse tempo em mais vai enriquecer uma coisa que é uma só.

que se forma e dá vida a um som só.//043 Apesar de guardarem semelhanças. Desde o primeiro disco meu barato sempre foi achar sonoridade. pode chamar do que você quiser. que é tudo isso junto. o som que tem atrás é muito uma coisa de tapeçaria musical. sabe? Sempre achei essa ideia muito caída. Canção com textura musical. sabe? Achar sonoridade do instrumento. do baixo e achar principalmente a sonoridade da faixa. de culinária. O que você acha que seria então seu som? O que te define? Meu som sempre foi textura musical. E quando eu falo isso. Você acha que o título Sem Nostalgia talvez seja um resumo de como você conduz sua carreira? É um resumo no sentido de que eu nunca quis muito reproduzir a música popular que veio antes de mim. Sempre achei que era mais arriscado e me daria mais tesão fazer coisas que nunca foram feitas. achar sonoridade da guitarra. Se você tirar a voz. mas nunca achei que teria sentido se eu fosse fazer “uma nova MPB”. não quer dizer que eu não goste. seus quatro discos têm ideias completamente diferentes. . Eu gosto muito. tentar fazer o que já foi feito.

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_texto BRUNO FELIN _AGRADECIMENTOS DANIEL VILLAVERDE .

Noise e Flores. mais selos. Como é possível perceber nesse editorial escrito por Sérgio Vanalli no zine Broken Strings. “Mais bandas. que editou o Crude Reality. “Como nos comunicávamos por correio. que colocasse as bandas em contato direto com seu público. uma resenha de show dizendo que na entrada encontrei uns safados de tal banda ou que enchi a cara. Até ter aquele boom do Nirvana. é a respeito de duas ou três. pioneirismo. os fanzines impressos não têm obrigações com ninguém. Era uma revolução digital antecipada. em algum buraco underground pelo Brasil. o TV zine (que vinha com uma K7 de 45 min) e o zine de arte Introduct Zine+2. mais palcos e divulgação. Assim como ele. fazíamos o fanzine para ter um algo a mais para divulgar com a banda”. E esse é o grande barato. Ser livre para pensar pelas teclas da máquina de escrever sem revisar muito. Tudo que saísse mais tarde na mídia convencional já teria passado por um zine. imprensa! Bom dia!”. dizer o que tiver vontade sem precisar manter um código editorial ou ser imparcial. aponta Alexandre Cruz “Sesper”+1. Se a mídia de massa e as poucas revistas especializadas praticamente ignoravam a cena independente brasileira. E mesmo quem fala de bandas. fez muitos de seus integrantes também se aventurarem nas páginas dos zines. por exemplo. perdi os shows de abertura mas participei da maior roda punk da vida depois. Os zines são o longo uivar dos coiotes da mídia. Safari Hamburguers e Paura . essas publicações marginais funcionam como centralizadores de idéias em comum e de informações que não circulam na mídia de massa.XeroX cultura //047 Transgressão. Produzidos artesanalmente. É inegável! A peste se prolifera. mais público. vocalista do Garage Fuzz. ou. explica Sesper. Cadê a imprensa brasileira? Fico impressionado como os grandes veículos de divulgação de notícias ainda estão a ver navios. de junho de 1993. tente imaginar como descobrir uma banda antes da internet. Se você não viveu a era de ouro dos zines. [+1] Alexandre tocou em outras bandas como Ovec. Ainda falta infraestrutura. outros artistas entraram nessa. Como os fanzines impressos fizeram o papel dos blogs de hoje bem antes da internet. onde os correios faziam o papel da web. A necessidade de uma divulgação mais abrangente. como conhecer novas bandas? Quais os lançamentos do mês? Onde ler uma entrevista de uma banda que tem apenas uma demo em K7 lançada? Eram os zines que assumiam esse papel. a grande mídia não dava atenção”. O caráter transgressor “Havia um cenário independente que não era coberto. Eu poderia começar este texto da maneira que quisesse. paixão. É a famosa liberdade do “faça você mesmo”. Alô. entre os anos 80 e 90. Psychic Possessor. sendo a maioria em offset (xerox).

A diferença está toda no tempo. “Eu entrevistei o Fugazi em 1996/97 por carta. Lembro de ficar folheando páginas de zines repetidamente pra ver. seja no editorial. “Se agora a gente tem uma cena independente em que as coisas são mais fáceis é por que nos anos 90 tivemos toda uma geração pelo Brasil que batalhou. rodou o Antimídia. Tendo o correio como principal via de comunicação.048\\ noize. resenha ou onde mais fosse possível. mas por outro lado. ao lado de Gustavo Insekto. os endereços e caixas postais para contato eram informações fundamentais. E a relação com o carteiro? Todo dia era uma expectativa pra ver se chegava uma carta. Assim como as fitas+4 demoravam para chegar nas mãos das pessoas. Bastava descolar o selo com vapor d’água. entrevista.com. O movimento oculto destes impressos. Uma maneira de extravasar a vida . sei lá. poderia ter acesso ao que gostava—bastava interesse. A partir dos contatos por carta. Comprava-se discos. No mínimo serviria de moeda de troca para conseguir outras coisas. um material”.0. O gaúcho Daniel Villaverde. que tocava na banda Ornitorrincos. a foto da banda ao vivo ou a capinha da demo. com a internet. Mesmo as bandas de fora se dispunham a manter contato e enriquecer essas mídias independentes. mesmo na menor cidade do País. Entrevistas feitas por carta. De certa forma o mundo também estava ab- “eu eNtrevistei o fugazi em 1996/97 por carta. foram meses para um processo de perguNta e resposta se coNcretizar. analisa Alexandre Cruz.com/ [+3] O papel carbono servia para que as máquinas de raios-X dos Correios não identificassem o dinheiro. Acho a internet incrível. Assim como acontece hoje. “Era uma ansiedade imensa (risos). com um prazer diferente do que hoje é o MP3. vendas de K7 por catálogos impressos. net rolando o dinheiro em duas folhas de papel carbono+3 dentro da carta e torcendo para que a banda mandasse o material de volta. quase como uma sociedade secreta. As pessoas estavam ali porque realmente gostavam”. reflete Daniel Villaverde. lutando com idealismo. elas eram ouvidas na íntegra. A pirataria de fitas K7 era na verdade um tráfico de informação. um tesouro repassado só para os amigos. blogspot.” FREDERIcO FINEllI [+2] introductfanzine. às vésperas da web 2. era a máquina que embalava o circuito das bandas que estabeleceram a base para o movimento independente que conhecemos hoje. o espírito transgressor que estava presente no conteúdo refletia-se também em uma artimanha. “Eu morava no interior e isso era minha porta pro mundo. erto aos zineiros. que editou os zines Nuclear Yogurte e Infektos Muertos. [+4] Ótimo blog para encontrar demos antigas em K7  demospradownload.br Nenê Altro do Dance Of Days. retirar o carimbo com uma daquelas pastas de dente cheias de bicarbonato de sódio e ele estava pronto para mais uma missão. importante na virada do século. troca de flyers de bandas. ou vinil e tentando imaginar [a música]. vontade de mandar cartas e o endereço de um fanzine para abrir as portas da percepção. um catálogo de discos. muita urgência e na maioria das vezes tudo vira um nada” conta Finelli. Era dessa maneira que bandas de “fora do eixo” apareceriam pelo mundo. Foram meses para um processo de pergunta e resposta se concretizar.com [+5] submarinerecords. Os zines uniam essas pessoas. qualquer pessoa. blogspot. Nada era descartável. Nessa hora. relembra Frederico Finelli. “Os blogs que hoje distribuem discos inteiros são os mais próximos do que fazíamos antigamente”. possibilita um desfoque. teve sua raiz ligada aos fanzines. por exemplo. o material ia circulando. fitas ou camisetas en- editor do zine mineiro Needle entre 95 e 98 e dono do selo Submarine Records+5. é muita informação. Todos essas cartas geravam um problema na hora de bancar os altos gastos com o correio.

XeroX cultura //049 .

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fica. outras vezes geniais. que não deixou o jornal ultrapassado. Um grande desejo de expressão de ideias. pensamentos. falar de outros zines também era algo comum. O primeiro fanzine (fan + magazine) teria se chamado The Comet. é papel. Eu escrevia cartas compulsivamente—15. podendo ser atualizado constantemente e com (supostamente) a mesma liberdade. No fim das contas. numa fila ou no banheiro. . resume Marlos de Souza. Kindles ou o que for—no ônibus. a postura adotada nas respostas ganhava bem mais relevância. era só esperar o carteiro”.052\\ noize. Aquela habilidade e esforço exigidos para a criação de um impresso foi substituída pelo template pronto de um blog. “Os fanzines eram o primeiro lugar pra onde as bandas mandavam seu material. tinham um impacto fortíssimo. E todo dia chegava material. nada tira o valor de uma boa informação. Para elas. A verdade é que desde o surgimento da imprensa no final do século XVI com Gutenberg. Uma evolução natural A chegada da internet transformou os zines em algo praticamente impensável de se fazer hoje em dia.br chata naquela cidade. e o orgulho pessoal de ver a repercussão pública de algo absolutamente autoral e sem fins lucrativos. do amor por determinado assunto ou prática. qualquer coisa que se classifique como zine será um. especificamente. Todo esse romantismo não morre. Os reviews de discos. sou fã. diversos zines já devem ter rodado o mundo sem que fossem chamados assim. cutuca Fred Finelli. Porém. Com os fins lucrativos deixados de lado. Tudo isso aproxima os zines da cultura alternativa ou punk. A estética também é importante. que não derrubou o rádio. críticas. quem estava tocando. Ainda não estamos bem equipados o suficiente para ler a NOIZE online ou um blog—seja usando iPads. numa espécie de mini-resenha com o endereço de contato. Tudo para que a “xerox mania” se disseminasse. editor do gaúcho And Chimarrão For All. relembra Villaverde. 20 por dia. ou o que for. Os focados em música. A paixão A cultura dos zines serve-se da paixão. possuem alguns elementos que se repetem e que são importantes fomentadores da cultura. explica Daniel Villaverde. Mesmo que a comunicação tenha mudado completamente. Não é a mesma coisa que ler no computador”. Sem a possibilidade de ouvir o som imediatamente. cara. “O fanzine me dava um prazer imenso e muita satisfação pelo simples fato de divulgar as coisas que achava legais e que mereciam um espaço”. As entrevistas. Outra parte importante contava a quantas andava o cenário de alguma cidade. mas o zine eu levo para onde quiser. por exemplo. “Um moleque hoje dificilmente vai ter saco pra ficar sentadinho lendo um zine. A letra da máquina de escrever. No fim das contas. muitas vezes toscas. Outra versão diz que eles nasceram nos EUA. Apesar de todas as facilidades criadas pelo mundo online. Esse zine aqui (mostra) tem 13. a cola e a tesoura quase obsoletos. assim como a internet não acabou com a televisão. claro. foi deixando o papel. especialmente se ela chegar até as suas mãos. As artes em xerox. Diz-se por aí que o primeiro zine como conhecemos hoje surgiu junto ao movimento punk na Inglaterra da década de 70 e chamava-se Sniffin’Glue. Ele está é logado num site de rede social pirando em outras coisas e baixando o “track 04” que ele nem sabe de qual disco veio”. A facilidade de se criar um blog online. os blogs não substituem os zines. e falava de cinema e literatura de ficção científica.com. além do poder da mobilidade. “Eu gosto de blog. eram uma análise mais detalhada dos grupos e a parte que exigia mais esforço jornalístico. 14 anos e tá aqui. lançando ou surgindo. que identifica o esforço. explica Marlos. uma evolução natural. por mais desgastados que estejam os termos. o papel guarda um prazer tátil. o que se perde com o aparente sumiço dos zines é maior do que o que se ganha com a internet. ver uma resenha de show. em plena grande depressão da década de 30. basta pensar que eles eram a principal fonte de informação sobre o som das bandas. ou de demo tape em algum fanzine era como sair na Rock Brigade”.

Escarro Napalm . Enxofre. AAAH!.XeroX cultura //053 Em sentido horário: Maximum RocknRoll.

Fotos. e acompanharam de perto a repercussão do álbum 90 Graus. Eles também assistiram à gravação da Demo Amarela+1 no provável primeiro estúdio de Thomas Dreher em 1995. .com.br Mini Veste: CAMISETA Vulgo MUNHEQUERA Acervo WALVERDES Mini e Marcos estavam lá quando um núcleo de amigos se juntou para formar a adolescente e explosiva Walverdes em 1993. A dupla assistiu à entrada de Patrick na banda. Direção de Arte e Produção: Marco Chaparro e Rafael Rocha Texto e Entrevista: Maria Joana Avellar Agradecimentos: Eduarda Medeiros. Em quase duas décadas.054\\ noize. lançado pela Monstro Discos em 1998. e a gente resolveu falar com eles para saber um pouco do que existe por trás de tanta história. eles estão sempre presentes quando os barulhentos da Walverdes sobem no palco para honrar o lugar cativo que têm no coração do underground brasileiro. Não é por acaso: Mini. Patrick e Marcos são a Walverdes. o debut em festivais nacionais e a participação do power trio no Video Music Brasil de 2006. Antônio Torriani.

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Marcos Veste: CAMISETA Sound And Vision JAQUETA Vulgo JEANS King 55 .

tem compromisso com o dono do bar ou o organizador do festival. vamos combinar. definir a banda como diversão é muito pequeno porque acho que ela é bem mais que isso. Rita Lee. esse lance de fidelidade ao rock eu acho bobagem..blogspot.cc/walverdes [+2] tiny. ele conta que a preguiça foi uma das coisas que impediu a banda de crescer. Patrick: Eu gosto de MPB anos 60 e 70.   Vocês acham que mudaram a fama de “alucinados e antipáticos” (nas palavras do Mini) que tinham em 1994? Mini: Não. Mas na real escuto muita coisa além de rock. compostos independentemente da melodia e do ritmo da música. com a banda comemora os anos de estrada relembrando causos e casos perdidos no passado. trash anos 80. na base do “Funciounou? Beleza. seja algo só pra divertir e tal. mas no nosso caso eu acho que a batida da música é a lei. E a maior parte dos deuses do rock ou vira pó muito cedo ou caricatura. Como definiriam o momento que a banda vive no presente? Quais os projetos de vocês para o futuro? Patrick: Momento “vamos lançar o disco novo logo”.br Patrick Veste: CAMISETA Sound And Vision CAMISA FLANELA Vulgo JEANS King 55 [+1] A Demo Amarela está disponível para baixar em tiny. As letras não obedecem sempre à harmonia ou à melodia. É um processo bem intuitivo. Vocês se arrependem de alguma coisa? Mini: Depois do 90 Graus a gente deixou de ser preguiçoso e a coisa toda andou melhor. tem o nosso compromisso conosco mesmo de gostar de tocar.. Chico. tem um mínimo de qualidade que tem que apresentar. saca? Mas a gente também não pesa demais o assunto. vocês têm alguma bitolação em se manter fiéis ao rock e distantes da MPB? O grunge.. cada um escolher duas músicas. Essa letra é meio radical demais. vamos adiante”. A gente fez o que dava pra fazer em cada época. . Conciso e Eficiente Desde 1993”? Mini: Não usamos mais isso. Mas. olha o que é a biografia do Dee Dee Ramone. Belchior.. Cara.. É tênue a linha entre a busca por qualidade e o papel de diva.058\\ noize.com. Eu não sou de forma alguma roqueiro fundamentalista. no meu pen drive tem Jobim. muitos músicos preferem que tocar não seja uma obrigação. Raul. aliás.. Eu aprendi muito vendo outras bandas em festivais. é coisa de um desabafo de uma época. que embaço isso. não. o rock garageiro.Vou escolher RUSH! O slogan continua “Rock Pauleira. Falamos recentemente sobre gravar um EP de covers. sem dúvida.cc/walvhist [+] No blog walverdes15.. Agora. Mas não tenho nenhum grande arrependimento. Mini: Não sei se tem alguma regra. mas seguem o ritmo. Naquela história dos Walverdes escrita pelo Mini+2. o rock ‘n’ roll dominam os fones de ouvido de vocês? Mini: Não. mas aquilo lá é deprimente. Mini.   Conforme vocês cantavam em “Novos Adultos”. mesmo que não seja nossa atividade principal. funk antigo. O que não adiantou muita coisa. Quando a gente sai pra tocar.. A gente não pode mais fazer fiasco. a gente encaixa a letra à medida em que vai tocando. Zé Ramalho. para você letra e música estão subordinados um ao outro? Letras como a de “Altos e Baixos” mais parecem desabafos curtos. dois destinos não muito almejáveis. O cara era um grande compositor. escuto reggae antigo. Caetano. acho o rock péssimo enquanto religião porque engana todo mundo com fantasias de eterna adolescência. Mas continua sendo um bom resumo. agora a gente é bem mais calminho e amigo. Tem gente que acaba tendo ataques histéricos por qualquer problema e só se estressa.

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No álbum. de All Hour Cymbals. O clima festivo e divertido de “Holiday” também marca pontos. mesmo sem fazer dançar. agora ela aparece num clima super-relax em IRM. com Adebimpe nos vocais. “O. Ana Luiza Bazerque Inspirado em ritmos da África. o Vampire acerta nos riffs de guitarra acelerados que consagram o single “Cousins”. Alex Correa MASSIVE ATTACK Heligoland HOT CHIP One Left Stand Com uma lista de participações que inclui nomes da geração 2000 – Tunde Adebimpe. com letra de Jean-Pierre Ferland. falava na relação do homem com a natureza sem soar tolo demais. o primeiro álbum do Yeasayer. a moça se aventura no rock de “Greenwitch Mean Time” e no pop “Heaven Can Wait”.N. com ótimas atuações como em Anticristo—. que mostram nuances anteriormente despercebidas.E. Maria Joana Avellar . que ganhou clipe com Jake Gyllenhaal (!) e Joe Jonas (!!!). a obra do Massive Attack exigem: audições cautelosas. ela está lá. Mesmo causando estranheza. One Life Stand pode muito bem estar condenado a uma sobrevida. sobrevive um resquício do vigor e da batida marcante. seja no auto-tune discreto de “I Feel Better”. Em Odd Blood. os americanos voltam com esse tom ritualístico. mesmo assim. Depois de fazer o que se esperava dela nos dois primeiros discos—e de já ter se embrenhado em universos bizarros do cinema.A. exceto “Le Chat Du Café Des Artistes”. Todas as músicas seguem a linha romântica da faixa-título. como “Thieves in the Night”. e a soberba “I Think UR a Contra”. tão coeso e harmônico quanto decepcionante e morno.CHARLOTTE GAINSBOURG IRM YEASAYER Odd Blood //065 Por mais que o sobrenome a anteceda. Heligoland é marcado pela melancolia em suas dez faixas. “Ambling Alp” tem belas melodias de teclado. Os vocais de Chris Keatin dão unidade ao trabalho – e não raro aparecem sob efeito de vocoders. mas não escaparam da mesmice. do Blur e Gorillaz –. a única que destoa na atmosfera do CD. e em poucas delas. Odd Blood segura o Yeasayer numa posição relevante no novo rock psicodélico americano. nos sintetizadores carregados de “We Have Love” ou no vocal feminino de “Alley Cats”. Lucca Rossi Os ingleses do Hot Chip não atingiram por completo o declarado objetivo do novo álbum: fugiram do que se esperava. “Saturday come slow” une a interpretação mais do que inspirada de Alburn com o melhor arranjo do disco. além de uma percussão cheia de tamborins e chocalhos. Depois da angustiante abertura de “Pray for rain”. a quase dançante “Babel” ensaia um anúncio de ares menos cinzentos na doce voz de Martina Topley Bird. “Diplomat’s Sun”. E também funciona como trilha para espíritos sonhadores. história de amor firmada sobre samples de M. já que nos habituamos a ouvi-la sussurrando em francês. o que logo vai abaixo em “Splitting the atom”. Mas.. todas as faixas são compostas e produzidas pelo camaleônico Beck. com a parceria Horace Andy. mas não é só de alegria que vivem os vampiros. Já “Flat of the blade” é a síntese do que o disco e. o disco pode possibilitar agradáveis momentos. do TV on The Radio – e da passada – Damon Alburn. amigo de longa data da dupla. Ainda que não haja nenhuma música tão boa quanto “Wait for the Summer”.I. em geral. Charlotte Gainsboug não se contenta em ser uma cria. IRM traz a bela e sexy voz de Charlotte envolta em arranjos feitos sob medida. Em Contra isso fica ainda mais explícito: Apesar das percussões à la África terem menos espaço. Ainda assim. Para quem gosta de linhas de baixo dançantes. forte e pegajosa de singles anteriores como “Over and Over” e “Ready For the Floor”. Marcus Vinícius Brasil VAMPIRE WEEKEND Contra Baixa estatura e cara de criança: os rapazes do Vampire Weekend parecem ser tão novos que mal se dá a atenção para a maturidade musical que já tinham em seu primeiro CD – mas.” é a pedida. All Hour Cymbals (2007). A trinca que encerra o álbum implica certa reflexão com “Giving Up The Gun”.

mostra que. A bem construída “Pressuposto”. que os amplificadores estavam prestes a explodir. O álbum é uma obra barroca – cada detalhe planejado de forma acurada. Joanna lança Have one on me. Tudo indica que em 2010 a promessa se concretizará. cheia de leveza – compassos e crescendos vertiginosos – com ápice em “Baby Birch” e “Does not suffice”. Lucca Rossi EscutE também: Vu. o Nevilton. A microfonia reinava nas apresentações ao vivo da banda. não imediatamente. Ao menos.066\\ JOANNA NEWSOM Have one on me NEVILTON Pressuposto Depois de um hiato de pouco mais de três anos após o lançamento do elogiadíssimo Ys. negavam-se a tocar a subversão musicada. outra do futuro álbum de estreia. power trio de Umuarama (PR). despontou como grande promessa do indie nacional. e. Pepper’s e do The Piper at the Gates of Dawn. Pressuposto. entrementes. o álbum conta com uma mixagem alternativa. WHITE LIGHT/WHITE HEAT | Se a primeira gravação do The Velvet Underground havia soado suja. “Vitorioso adormecido”. que se recusaram a lançar o disco. Elektra e Atlantic. o vômito barulhento que vestia jaqueta de couro e óculos escuros se transformaria em músicas de dois dígitos de duração com solos atordoantes e gordos. ainda sem data de lançamento. Contendo algumas das músicas mais originais do Velvet. combina riffs poderosos com vocais rasgados e melódicos na medida certa. a segunda soaria imunda. enquanto que a bela “Singela”. feita pelo próprio Lou Reed. com introdução impecável. e nem os radialistas. o que se confirmaria nos próximos anos. entitulada The Closet Mix. a marca registrada do disco. THE VELVET UNDERGROUND | A substituição de John Cale por Doug Yule significou uma grande virada na postura sonora da banda. como bem disse a revista Rolling Stone. que havia encontrado uma maneira de estourar a potência de seus amplificadores em nome de algo novo. A despedida de John Cale é suja e bela. DiscografiaBásica por Gabriel Resende VelVet underground VELVET UNDERGROUND & NICO | O primeiro disco do Velvet Underground é contemporâneo do Sgt. Odes à heroína e ao masoquismo abriram caminho tanto para o punk quanto para o DIY do indie e fizeram do “disco da banana” o álbum mais profético do rock. O encontro entre a poesia devassa de Lou Reed e a viola hipnótica de John Cale. segue apresentando o rock garageiro misturado com influências de música brasileira da banda. o trio também funciona muito bem. LOaDED. seu mais recente EP e o primeiro lançado oficialmente. Segundo o guitarrista Sterling Morrison. durante a gravação. depois do lançamento pela Verve. os engenheiros de som avisavam. “Some Kinda Love” e a belíssima “Pale Blue Eyes”. Fernanda Grabauska No ano passado. com a distorção desligada. antecipa em 20 anos Cat Power e as moças de voz doce. que. Traduzido para estúdio. mas com a mesma poesia latente que faz fãs mais antigos fecharem os olhos para captar cada palavra de seu extenso vocabulário. por sua vez. como “Jesus”. não agradou Columbia. com alguns vocais de Nico. mas os new yorkers não colheram os louros do sucesso como os ingleses. “After Hours”. mas a banda queria testálos até o limite. gruda na cabeça já nos primeiros versos: “Ele tem/ mania de ser João Ninguém”. E se reinventa inimaginavelmente. que estará no já gravado primeiro disco. Os arranjos saem de “voz e harpa” e chegam a um outro patamar de complexidade. As letras continuam impecáveis – “On a Good Day” e “Jackrabbits” trazem uma Joanna menos tímida.Vale a pena conferir o Velvet Underground na corda bamba entre o pop facilmente digerível e a sutileza que só os gênios atingem. . Mesmo a voz de Joanna muda: nódulos nas cordas vocais suprimiram aquela agudez quase infantil. As canções registradas no terceiro disco revelavam um Lou Reed extremamente talentoso para composições mais “pop”.

acompanhada por instrumentistas do mais alto escalão (Fernando Catatau. McLemore Avenue é o famoso disco dos Fab4 pelas habilidosas mãos do Booker T. mas a verdade seja dita: numa montanha russa. organizando tudo em três grandes medleys e uma versão matadora de Something. diferentemente de suas últimas obras. O ar é irônico. Octopus’s Garden e Oh Darling. & THE M. As letras brutalmente honestas de Gareth são gritadas por um compositor menos pretensioso em meio a melodias que ganharam complexidade. Em “Lockout”. canta letras singelas e diretas.G. prolífica).G’s desconstruíram o disco. “In Media Res” é o ápice.G. Carolina de Marchi redescoberta BOOKER T. de alguma forma. Uma apropriação instrumental que revela ainda mais a força épica do canto dos cisnes não só dos Beatles. outro tanto de bom senso permitem fazer essa afirmação com segurança. & The M. Recentemente.’s. o disco cumpre seu papel.“The Sea is a Good Place to Think of The Future” é um belo exemplo de uma banda crescidinha– ao seu jeito weirdo de ser. Desde o lançamento da música “Boy Lilikoi” (que foi disponibilizada gratuitamente para download em dezembro). Representante da boa música de Recife. explodiu” falou o ex-Sigur Rós Jónsi Birgisson. criativo. promo do disco que está por vir. O lendário grupo da Stax não esperou nem um ano para revisitá-lo. Quase todos os instrumentos foram gravados pelo cantor e. Karina (que é ex-Comadre Fulozinha) é surpreendente e ao mesmo tempo consciente da ironia que emerge da sinceridade de suas melodias pop.ADAM GREEN Minor Love ta por vir . segundo Adam Green. Depois do relativo sucesso em 2007. Confira no YouTube. Alguns podem argumentar que sentem falta do instrumental desvairado dos primeiros trabalhos. Gustavo Foster confira Nneka Concrete Jungle ___Primeiro álbum da nigeriana Nneka a ser lançado nos EUA. Numismata Chorume ___Dizer que uma banda mistura psicodelia e samba pode soar antigo. mas triste. surpreende ao mergulhar em distorções eletrônicas sem medo e nos momentos certos. Karina rima com a conterrânea Lulina também na voz econômica que. //067 Minor Love foi produzido em um “estado de completo isolamento”. não tão saltitantes. e. mas o extremamente paulista Chorume é autêntico e urbano em todos os sentidos. mas eu queria sair um pouco disso. o músico lançou o vídeo “Go Do”. as descidas são bem mais intensas quando a subida é lenta. Concrete Jungle mostra uma nova cara no mercado liderado por nomes como Lauryn Hill e Erykah Badu. a sua maneira. Em faixas como “Give Them a Tolken” e “Goblin”. cuja excelência foi imediatamente abraçada por público e crítica – aí a coisa se torna desafiadora. Inovadora e tradicional como Recife. “What Makes Him Act So Bad” parece uma (ótima) faixa perdida de Velvet Underground. é provável que isso aconteça. Minor Love é uma miscelânea pop. uma guitarra distorcida e uma percussão mal tocada lembram uma gravação caseira. quase nenhum músico era permitido no estúdio. à exceção de Rodrigo Amarante. Gravar um álbum inteiro dos Beatles é um risco ainda maior.: 05/04/2010_ Jónsi | Go “Ia ser um álbum acústico e quieto. o Spoon lança seu 7º LP. o disco é um dos lançamentos mais aguardados tanto pelo público quanto pela imprensa. Marcelo Jeneci e sua cia. problemático e genial. Os M. uma etnografia musical delicada de São Paulo. As composições têm certo despreocupamento. e sim mais ácidos e diretos. hip hop. Fernando Corrêa Gravar Beatles é sempre um perigo. Transference. . sobre o novo disco “Go”. com a ausência de três canções – Maxwell’s Silver Hammer. Depois de entoar ciranda (“O Pé”). Misturando R&B. O disco faz. ironiza: diz que vai “fazer ciranda pra entrar na lei do incentivo”. a banda parece tentar fugir do rótulo de “banda para poucos”. com Ga Ga Ga Ga Ga. Com o bom Transference. mas de toda uma década. “There are Listed Buildings” pode ser colocado diretamente no repeat.’S MCLEMORE AVENUE (1970) KARINA BUHR Eu Menti Pra Você Quando for às ruas esta edição. Um pouco de predição. muitos jornais terão falado bem de Karina Buhr. o minimalismo fica evidente. O clima de afastamento é perceptível no disco. LOS CAMPESINOS! Romance is Boring Los Campesinos! se mostram ainda jovens. guitarras e reggae. típica de um artista cheio de referências. Spoon Transference ___Instituição do indie rock. Quando a obra em questão é o Abbey Road.

interpretada pela estreante Gabourey Sidibe. começa a ler e a escrever o que sente.068\\ cinema ONDE VIVEM OS MONSTROS Max. o filme é um primor. novela da poeta negra Sapphire e com cinco indicações ao Oscar deste ano. é composta por onze frases e uma porção de belíssimas ilustrações. incluindo a de melhor filme – a primeira para um cineasta negro na história – e direção. do Arcade Fire. faz bagunça em sua casa e é mandado para a cama sem jantar. A história de Onde vivem os Monstros. Apesar do sofrimento. pairando acima de tudo. amor. Obesa. Mariah Carey. Onde Vivem os Monstros é um destes filmes que. Com roteiro adaptado de Push. A partir disso. tem nos adultos o seu público ideal. and the Kids é divertida (embora a ausência de “Wake Up”. fantasia uma floresta e uma longa travessia por um mar violento. então. até chegar ao lugar onde vivem os monstros. reunindo nas figuras deprimidas dos monstros a essência dos sentimentos infantis de insegurança. vem de fora. Expulsa da escola. Precious parece não ter força para reagir à mãe. Paula Patton.5 de 5 PRECIOSA Claireece Precious Jones. Incentivada pela professora. Precious. tenha feito falta). de atriz coadjuvante. um menino de nove anos. Que o diretor Spike Jonze (de Quero ser John Malkovich e Adaptação) e o escritor Dave Eggers (editor da McSweeney’s) tenham feito deste material um longa-metragem é surpreendente. tem 16 anos e o que pode se chamar de um arremedo de vida. deslocamento. ciúmes. podem ser espelhados toda a gama de sentimentos e ressentimentos humanos. o longa se apoia nas atuações mais do que marcantes de Sidibe. onde é coroado seu rei. Precious torna-se síntese de um problema que até hoje – a história se passa no final da década de 1980 no Harlem. Samir Machado Diretor_ Spike Jonze Elenco_Max Records. que tanto tocou nos trailers do filme.5 de 5 . com uma direção de arte e efeitos especiais que impressiona pela sutileza. livro infantil escrito e ilustrado por Maurice Sendak. que concorre a estatueta de melhor atriz. na pele da violenta mãe. agressividade e. A trilha de Karen O. que atende jovens com problemas de aprendizado. Catherine Keneer. vive com a mãe. que a violenta moral e fisicamente. Na dinâmica das relações entre os monstros. para Lee Daniels. protagonista do perturbador Preciosa – Uma história de esperança. No aspecto técnico. É o início tardio de uma vida que até ali não existira. e de M’onique. James Gandolfini e Catherine O’Hara Lançamento_ 2010 Nota_ 4. bairro de maioria negra e hispânica de Nova York – marca a sociedade americana: o abismo existente entre negros e brancos e a total falta de perspectiva para um jovem negro nascido no gueto. Mo’Nique. No filme. semianalfabeta e grávida pela segunda vez do próprio pai – o primeiro filho tem síndrome de down –.A ajuda. em especial na expressão dos monstros. embora classificado como infantil. Lucca Rossi Diretor_ Lee Daniels Elenco_ Gabourey Sidibe. Rodney Jackson. a solidão. Mas mais surpreendente ainda é a profundidade emocional que o filme abraça. ela é indicada pela diretora a outra. Lenny Kravitz Lançamento_ 2010 Nota_ 4.

Lá estão a referência maoísta. Ashby. Gabriel Innocentini Redescoberta QUANDO EXPLODE A VINGANçA (1971) Quando Explode a Vingança pode ser visto com olhos de caça e de caçador. Raconteurs. os ótimos diálogos e a atualidade da história. Como caça. Como caçador. pois o filme de Sergio Leone é um dos mais contundentes tratados sobre a ressaca revolucionária dos anos 70. A ganância. É na busca por respostas e pela chance de surfar ondas perfeitas sem crowd que ele segue para uma remota ilha da Indonésia. o IRA e uma enorme melancolia que – realçada pela música fantástica de Ennio Morricone – percorre as imagens até o fim. Lucas. Um exemplo: você sabia que Martin Scorsese ouvia London Calling enquanto o set de filmagem não estava pronto? Peter Biskind conseguiu tudo isso em seu Como a geração sexodrogas-e-rock’n’roll salvou Hollywood. Que eles não sejam apenas vítimas. talvez o melhor. só a torna mais atrativa. ainda apresenta as fofocas e os bastidores do período. José González e próprio Rob com Jon Swift. frente ao cenário recente da Crise Mundial. a bela trilha sonora. também tem muito a ganhar. Entre hotéis e aeroportos. o cineasta consegue colocar em evidência o desmoronar das utopias políticas pós-1968. defende seu modo de vida isolado e sonha em acumular 1 milhão de milhas aéreas. Leonardo Bomfim . Se pode parecer estranho o surfista estar à procura de privacidade enquanto dois homens filmam todos seus passos. Nos deparamos com um cenário exuberante. Manu D’Almeida Dirigido por Jason Reitman. É a história da Nova Hollywood. mas que dão um panorama claro e devastador da máquina de sonhos chamada Hollywood. Altman. O filme se apoia sobre três bases bastante sólidas: as excelentes atuações de Clooney e das duas mulheres (Vera Farmiga interpreta uma mulher com maturidade e realismo pouco vistos em filmes). o espectador está diante um maravilhoso western spaghetti. Coppola. cheio de cenas dignas de antologia. ondas perfeitas e ângulos inusitados. Scorsese. Friedkin – tomaram o poder dos grandes estúdios de Hollywood e. muitas vezes nada honrosos.cinema livros //069 THE DRIFTER de Taylor Steele (2010) AMOR SEM ESCALAS de Jason Reitman (2010) The Drifter vai a fundo na vida “zen” do lendário surfista Rob Machado. a megalomania. de Obrigado por Fumar e Juno. cansado da vida de world tours e à procura de uma experiência transformadora. os excessos – está tudo em detalhes. com uma proposta de demissões via internet. muito bem explorados pelo diretor de fotografia Todd Heater. compensa. mas também protagonistas da própria derrocada. traz  George Clooney como um funcionário terceirizado cuja ocupação é demitir pessoas. capaz de gerar poder e dinheiro na mesma proporção em que destrói os personagens desse sonho. Debruçando-se sobre a Revolução Mexicana do início do século XX. A produção (dirigida por Taylor Steele e lançada pela Hurley) mostra um Rob ainda mais bicho-do-mato. Samir Machado COMO A GERAçãO SEXO DROGAS E ROCK’N’ROLL SALVOU HOLLYWOOD de Peter Biskind (2009) Imagine um livro que conta como os cineastas da década de 70 – Spielberg. trabalho de natureza desagradável que encara com otimismo e um certo senso de dever. de brinde. até ter sua posição ameaçada por uma novata (Anna Kendricks). incluindo MGMT.

Ao todo. o palco contava com três setores – um deles. brilhante e chamativa – alguém lembra desta mesma lua quando foi tocada “One” na primeira vez da banda em Porto Alegre? Eram mais de 21h30min quando The Good. Rob Trujilo parece um adolescente. Além de tocar com muita vontade. dois sons de Ride the Lightning: “For Whom the Bell Tolls” e a faixa-título. em que a manjada presença de balões de ar alegrou os fãs novamente. “Creeping Death” inaugurou o set com a força que os headbangers esperavam. e a fulgida “Yellow”. e gritos de “die. que funciona ainda melhor ao vivo do que no estúdio. recebida com apatia. Anger. foi o palco B do Coldplay que entreteve o público. de Strauss. pulando com o baixo. A sequência inicial deixou o público extasiado: passada “Violet Hill”. “Glass of Water”. A combinação criada por equipamentos luminosos em movimento. magnético! Ricardo Finocchiaro . selecionada para fechar a apresentação com direito a chuva de fogos. Hetfield? O restante do set foi um passeio pela história da banda. Lars Ulrich diverte com suas caretas. ganhou um dos backgrounds mais legais da noite. “The Memory Remains” – única da fase Load/Reload presente no show – nem toda memória permanece. A cia. Mais curiosa ainda foi a música seguinte. Chris Martin saltando de um lado pro outro e chuvas de borboletas brilhantes fez com que “Lovers In Japan” alcançasse a excelência. Parque Condor. James se comunica com os fãs o tempo todo e mantém a energia. Erros durante o show? Sim. Ainda houve espaço para a inédita “Don Quixote”. Kirk Hammet e seus acenos conquistam o público. Mr. Praça da Apoteose. die!” ecoavam no local. vindo logo atrás de “Viva La Vida”. Alex Correa Tem coisas na vida que são injustas – uma delas é esperar 11 anos para poder rever o Metallica. die. visceral. que teve seus refrões cantados a plenos pulmões pelos cariocas. 28/02 METALLICA Porto Alegre. obviamente. Do EP.070\\ SHOWs 1 fotos: 1 | Henrique Sauer 2 | Felipe Neves 3 | Victor Sá 4| | Eduardo Macarios 2 COLDPLAY São Paulo. coroada pela gafe de James Hetfield se dirigindo à plateia: “Welcome to Metallica’s first time here”. também apareceram a lullaby “Postcards From Far Away” e a deliciosa “Life In Technicolor II”. o mais próximo da pista. 28/01 O Coldplay se anunciou com a valsa “O Danúbio Azul”. não é. “In My Place”. com destaque para Ride the Lightning e Black Album. Na sequência. recebeu o grupo para uma versão acústica de “Shiver”. com uma lua cheia. a banda é puro carisma. As viagens visuais nos telões eram experiências à parte. e omissão total do controverso St. lançada no EP Prospekt’s March. sem sombra de dúvida. de Chris Martin não trouxe às terras tupiniquins sua maior estrutura – na América Latina. que não animou. principalmente de Lars. com raios de luzes passando por toda a Apoteose. pesado e. vieram “Clocks”. Mas qual a graça de ver um show exatamente igual ao CD? Bom mesmo é esse Metallica. emendada com a instrumental e convidativa “Life In Technicolor”. Hetfield já não canta tão rasgado? Não. Noite quente.Vou usar frase pronta e dizer que a espera valeu a pena. apesar de ser pouco conhecida.The Bad and The Ugly começou a passar no telão.

podia ter levado bem mais gente ao James. perfeita para a pista de dança. a banda deve voltar para a região no meio de 2010. que acontece em março. a uma criatividade rítmica fora do comum. a atenção foi voltada para o Macaco Bong. Studio SP. lançado no final de 2009. Pena de quem perdeu. 12/02 THE NAME Curitiba. A apresentação foi rápida. Na sequência. especialmente o baterista Alves—que alia uma pegada forte. que são um espetáculo à parte assim como os vocalistas personas à frente no palco. descendentes da vanguarda paulistana. a banda não cansou de repetir que se divertiu como nunca na turnê. James Bar. o show deles está chegando ao seu ápice—tanto na pressão do instrumental base e na percussão afro-descendente. que logo no início fez com que todos chegassem juntos à mesma sintonia do universo instrumental erótico que os consagraram como um dos melhores discos e shows dos últimos anos. com a guitarra livre para brincar. o Grito Rock foi realizado pela terceira vez na capital paulista. Chico Marés . O público já conhecia grande parte das músicas satiricamente narrativas. no Texas. As datas ainda não foram confirmadas. realizador do evento em mais de 80 cidades. de Cuiabá (MT). com canções dançantes e divertidas como o novo single “You Want It Back Now”. a Discotecagem Radiofônica Independência ou Marte trouxe a mixagem do melhor da música contemporânea brasileira para a pista. seu segundo álbum. e mantiveram a energia no limite por mais de uma hora.A primeira banda a se apresentar foi o Porcas Borboletas. Sem dúvida. Eles tocaram algumas músicas novas que devem estar em um novo álbum. celebrando de maneira experimental o futuro que já começou. o Studio SP recebeu as atrações do Circuito Fora do Eixo. que contou com a participação da “Subburbia”—quinteto curitibano que fez o show de abertura. O show do power trio de Sorocaba na quinta-feira. Um dos motivos que os coloca à frente de tantas outras bandas com a mesma influência é a qualidade técnica dos três músicos. Jovem Pelerosi A ressaca do carnaval não ajudou o The Name em sua passagem por Curitiba. Na estrada com A Passeio. Organizado pelo Amerê Beta Coletivo. quanto nos efeitos. em plena sexta-feira de Carnaval. com uma expressão realmente inovadora. De acordo com o baixista “Molinari”. O som do The Name é bastante calcado em Franz Ferdinand e Gang of Four: ênfase no baixo e na bateria. No palco.//071 3 4 GRITO ROCK SP São Paulo. com riffs propositalmente tortuosos. de Uberlândia (MG). O trio não precisou de muito mais do que meia hora para incendiar o James. vai ter que esperar para ver um dos shows mais enérgicos e divertidos da cena indie brasileira. penúltimo da turnê da banda pelo sul do Brasil. Mas quem perdeu não precisa se desesperar. e “Assonance”. 18/02 O maior Festival Integrado da América Latina.Além disso. depois de uma série de shows no Canadá e nos Estados Unidos—incluindo uma participação no renomado festival South by Southwest. 18. é a banda referencial de uma nova era na cena independente.

Teatro do Bourbon Country. A estrutura de palco ajudou nesse sentido e a proximidade física com o público fez dos intervalos entre os sons um bate-papo com o vocalista Ingemar Jansson. a sequência de hits poderosos me fez pensar que se tratava de uma estratégia para abreviar o sofrimento.O horário de shopping fez com que o show de abertura da Atrack fosse visto por não mais que 20 pessoas (das quais não me incluo). Logo depois. Bruno Felin .072\\ SHOWs 5 fotos: 5 | Elson Sempé Pedroso 6 | Guilherme Santos 6 THE CRANBERRIES Porto Alegre. “Animal Instinct” e “Linger” foram cantadas em coro. Bem diferente do forno enfrentado pelos fãs de No Fun At All há 10 anos no Garagem Hermética. Pepsi on Stage. entre incontáveis elogios ao carinho e à resistência física das testemunhas de uma noite tão quente. 03/02 NO FUN AT ALL Porto Alegre. “Ode to my Family”. que trata de carência e amor. Bom pra nós e para eles. 27/01 Enquanto o calor na Capital do Sul batia algum recorde que desconheço. o único ponto em comum da plateia do Pepsi On Stage naquela fervorosa e romântica noite de quartafeira era o fato de que todos os cabelos estavam presos. Assim. os suecos do NFAA subiram ao palco mostrando experiência pelos cabelos e intensidade pelo som. de clássicos explosivos como “Salvation”. o que contribuiu para deixar o clima noventista ainda mais nostálgico. “Catching Me Running Round” ou “Out of Bounds” a quebraceira entre aquela molecada (97% homens) é grande. “How”. As canções lentas culminaram em um final arrepiante. “Ridiculous Thoughts” e “Zombie”. “Beat’em Down”. que passou pela intensa “Promises” e fechou com a doce “Dreams”. aquelas que a maioria do público foi ouvir. foi cantada direto do gargarejo pela vocalista. Por saber que aquelas músicas eram importantes na trilha sonora da vida dos presentes. Em tantos aspectos. o show deste ano no Teatro do Bourbon Country foi mais um sinal da mudança dos tempos. Mas mesmo que a set list tenha priorizado os sucessos. diferente do que faz na Europa. A atmosfera se concluiu no bis. O NFAA privilegiou músicas antigas. Uma das raras exceções era a imutável Dolores O’Riordan. claro. Maria Joana Avellar Entrar em um shopping. Dolores permeou a apresentação com as histórias de cada uma delas. o público foi renovado e a lotação muito maior. Mas uma coisa não muda: quando soltam os acordes de músicas como “Believers”. O show encerrou com “Master Celebrator”. A estrutura é incomparável. que com um vestido brilhante e um casaco indefectível. limpo e com ar-condicionado parece estranho para um show de hardcore. que pelo visto se divertiram junto. que provocou: “Vejo muitas camisetas do Millencolin hoje… depois do show vocês podem ir ali comprar camisetas do No Fun At All”. Logo na abertura com “Mine My Mind” e na sequência com “Believers” foi possível sentir a precisão e o timing com que a banda executa suas músicas. quando o espetáculo sensorial da banda começou. a tática era outra: o show foi crescente.Quem viu pode fazer a cabeça. com direito a meninas na garupa e celulares levantados. ajudou a confirmar a onipresença do assunto—irlandeses não são mesmo acostumados a lugares tão quentes.

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_ilustra combo | espaco rabisco | rj ´ jammin’ .

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Pensei ter ganhado. cagando feito uma criança. Se você der sorte.. Quase chegando na cidade. Sinceramente. mas o cara encasquetou e subiu na pia pra olhar o que eu tava fazendo lá dentro. Tem lugares fora do padrão de vida saudável que eu preferiria fazer numa sacolinha no carro e guardar ou parar na primeira moita que visse. Mas quando entrei na cabininha e vi que não tinha água nem papel. O que ele viu: eu. paramos em um posto muito porco. Mas nunca dou sorte. a última coisa que a gente precisa é alguém reparando no que você está realmente fazendo. mas só tinha uma privada. Pra dar um exemplo constrangedor. já que o bar tava abrindo. O maldito bateu na porta e falou pra eu sair da cabine! POXA. Poxa. Acho que inconscientemente até toquei as músicas mais rápido. . Sentei e fiquei segurando a porta. resolvi (mentalmente) que não era tão urgente. Mas isso nunca aconteceu (salvo excessões da minha triste infância subindo as serras no banco de trás do carro). visto a minha tamanha correria. O bem estar da viagem da banda está garantida. o banheiro era até OK.embora eu ache estes inúteis. pouco antes de subir ao palco. Deve ter pensado que eu estava cheirando ou que eu ia transar comigo mesmo. estranhou. Nesses casos. saí correndo pro banheiro. Mas o segurança. Tinha acabado de sentar. Na beira da estrada. nesse momento tão íntimo e sincero. Ele começou a forçar a porta e eu segurava. que poderia usar o banheiro do próprio bar.084\\ Qualquer coisa alVes da tHe name FALA SOBRE. Chegando no bar já tivemos que correr pra passar o som. Agora não tinha volta. nada é melhor do que sentar no seu próprio banheiro. Aquele banheiro brilhoso. tem um espelhão bonito e até secadores de mão elétricos . a privada é limpa. Uma coisa é verdade. Só sei que depois disso. lustroso e cheiroso! Me sinto tão bem que gostaria de um day-off ali perto só pra garantir um trono de rei. a magia desses banheiros me intriga e o dia-a-dia desses lugares ainda é um mistério pra todos os necessitados. no avião e por aí vai. Um regra: fique de fora dos lugares que não tenham água e papel. O chão brilha. vou contar um fato que aconteceu em Ribeirão Preto.. a calça já estava arriada. Esse é o problema de depender de banheiros alheios. já dei muita sorte nas redes de postos maiores. A palavra higiene é tão relativa nesse assunto. Por mim tudo bem. é só relaxar e tomar um cafezinho depois. o papel higiênico não é rosa e não lixa o seu traseiro. tinha enfrentado cada lugar que esse eu ia tirar de letra. E a vontade foi apertando.Adivinha o que o úlimo necessitado que passou por lá fez sem água na privada? Cagou no chão. vai ter até trilha sonora. que estava sem trinco. __WC TOUR| O grande problema é que sinto uma necessidade fisiológica nos momentos menos propícios. Claro! Isso! Imagino que seja mais fácil dar uma mangueirada numa pilha de fezes no cantinho do que jogar um balde de água na privada! Agora.

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