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Manual do Professor

Fronts Manual Quimica 2 Canto 1 06/25/2005, 16:36


Comentario 2 6/24/05, 14:11
APRESENTAÇÃO
O livro do aluno

Esta é uma coleção em três volumes para a disciplina de Química no ensino médio. O volume 1
aborda Química Geral e Inorgânica, o volume 2 trata da Físico-química e o volume 3, da Química
Orgânica.
Em cada volume, há certa flexibilidade quanto à ordem dos capítulos. Respeitando o
encadeamento de pré-requisitos, cada professor poderá adotar a seqüência que sua experiência em
sala de aula e seu conhecimento da realidade local indicarem. Como subsídio para essa escolha,
considerando que alguns capítulos contêm pré-requisitos para outros, é fornecido, na página seguinte,
um dos possíveis mapas de conceitos tratados neste volume.
Em termos de estrutura dos capítulos, cada um se inicia com uma fotografia e com o
Comentário preliminar, texto-organizador que menciona a relação entre o que será estudado no
capítulo e conhecimentos prévios e/ou a relação do tema com outras partes da Química. Após essa
abertura, segue-se a seção Motivação, que emprega, por exemplo, texto jornalístico, fotografia,
experimento ou situação-problema para despertar a curiosidade do estudante para o que será
trabalhado, em seguida, na seção Desenvolvendo o tema.
Os quadros Em destaque contêm textos que pretendem ilustrar princípios vistos, oferecer
informações complementares ou comentar aplicações da Química na compreensão de fatos do dia-
a-dia. Os quadros que aparecem nas laterais de algumas páginas, por sua vez, sugerem atividades
para a aplicação de princípios estudados ou a reflexão sobre aspectos referentes a eles.
As Questões para fixação aparecem ao longo dos capítulos e têm por finalidade colocar em
prática os conceitos estudados. Optou-se por não colocar testes de múltipla escolha nessa seção. Ao
final de cada capítulo, a série intitulada Exercícios sobre todo o capítulo contém questões dissertativas
e testes de múltipla escolha de vestibulares de diversas regiões do país, incluindo alguns exercícios
que relacionam diferentes partes da disciplina. As respostas das Questões para fixação e dos Exercícios
sobre todo o capítulo aparecem no final do livro do aluno.
Ao final do estudo com os três volumes, espera-se que o estudante adquira uma noção do
campo de atuação da Química, de seu caráter científico e tecnológico, de algumas de suas aplicações
e implicações.

O manual do professor

Para cada capítulo do livro do aluno há um capítulo correspondente no manual do professor,


que se inicia com uma relação de conteúdos conceituais apresentados no livro e também de conteú-
dos procedimentais e atitudinais que podem ser trabalhados. Ao longo do manual também há:
• comentários sobre os capítulos;
• notas sobre a etimologia de termos científicos;
• textos dirigidos ao professor;
• propostas de atividades adicionais e
• sugestões bibliográficas.
No final do manual, são apresentadas as resoluções comentadas de alguns testes e questões
selecionados.

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Um possível mapa conceitual do volume 2
Importante:
Este mapa é apenas uma das muitas
QUÍMICA possibilidades de relacionar os
conteúdos conceituais do volume.

Substâncias Reações
estuda as estuda as
químicas químicas

podem participar da
cada qual pode estar composição de uma

formada por
Pura Mistura
Átomos
de Elementos
pode ser
químicos entre outras
propriedades
unem-se periódicas,
apresentam
Heterogênea Homogênea
por meio de
também
Ligação química Eletronegatividade denominada

interatômica (capítulo 3)
Solução
(capítulo 1)
ajudam a
esclarecer o
conceito de
contém contém

Número de
oxidação Soluto Solvente
(capítulo 1) (capítulo 1)
têm o núcleo (capítulo 3)
alterado nos
cujas quantidades
Processos permite reconhecer
se uma reação é de
pode ser relativas
determinam a
nucleares
Óxido- Não-eletrólito
(capítulo 11) Concentração
algumas
redução são de
(capítulos 1 e 2)
do soluto
(capítulos 3 a 5 ) na solução
Eletrólito (capítulo 1)
produz é realizada (capítulos 1, 2, 9)
corrente de modo
elétrica numa forçado numa
Efeitos
Cela Cela cuja presença
origina os
coligativos
galvânica eletrolítica chamados (capítulo 2)

(capítulo 4) (capítulo 5)

podem ser
ocorrem (em função das
condições experimentais)
com uma certa tendem (dependendo das condições) a atingir o

Endotérmicas Exotérmicas Rapidez Equilíbrio que pode ser


Princípio de
(capítulo 6) (capítulo 6) (capítulo 7) químico deslocado, de Le Chatelier
acordo com o
(capítulo 8) (capítulo 8)

conceito essencial para a compreensão de

absorvem liberam

Calor Ka Kw pH Hidrólise Ks Conceito ácido-base de


(capítulo 6) (capítulo 9) (capítulo 9) (capítulo 9) salina (capítulo 10) Brønsted-Lowry
(capítulo 9) (tópico avançado)

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SUMÁRIO
SUBSÍDIOS DIDÁTICOS
Capítulo 1 –
Expressando a concentração de soluções, 7
Capítulo 2 –
Propriedades coligativas, 9
Capítulo 3 –
Processos de óxido-redução, 11
Capítulo 4 –
Eletroquímica: celas galvânicas, 13
Capítulo 5 –
Eletroquímica: celas eletrolíticas, 14
Capítulo 6 –
Termoquímica: o calor e os processos
químicos, 16
Capítulo 7 – Cinética química: o transcorrer das
reações químicas, 19
Capítulo 8 – Equilíbrio químico: a coexistência de
reagentes e produtos, 21
Capítulo 9 – Equilíbrios iônicos em solução aquosa, 23
Capítulo 10 – Equilíbrios químicos heterogêneos, 25
Capítulo 11 – Radioatividade: fenômenos de origem
nuclear, 26
Tópico avançado – Conceitos ácido-base de Brønsted-
Lowry e de Lewis, 28

RESOLUÇÕES
Capítulo 1 – Expressando a concentração de soluções, 29
Capítulo 2 – Propriedades coligativas, 41
Capítulo 3 – Processos de óxido-redução, 42
Capítulo 4 – Eletroquímica: celas galvânicas, 46
Capítulo 5 – Eletroquímica: celas eletrolíticas, 49
Capítulo 6 – Termoquímica: o calor e os processos
químicos, 54
Capítulo 7– Cinética química: o transcorrer das
reações químicas, 60
Capítulo 8– Equilíbrio químico: a coexistência de
reagentes e produtos, 64
Capítulo 9 – Equilíbrios iônicos em solução aquosa, 68
Capítulo 10 – Equilíbrios químicos heterogêneos, 77
Capítulo 11 – Radioatividade: fenômenos de origem
nuclear, 85

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SUBSÍDIOS DIDÁTICOS
Capítulo 1 Expressando a
concentração de soluções
Principais conteúdos* Conteúdos procedimentais Conteúdos atitudinais que
conceituais do capítulo que podem ser desenvolvidos podem ser desenvolvidos

• Conceitos de solução, sol- • Expressar a concentração de • Prestar atenção aos rótulos


vente e soluto uma solução, escolhendo e de produtos industrializados.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

• Método para o preparo labo- utilizando a unidade mais ade- • Perceber que muitos princí-
ratorial de uma solução quada. pios científicos estão presen-
aquosa de concentração co- • Realizar a conversão entre tes em nossa vida cotidiana.
nhecida unidades de concentração.
• Concentração comum • Executar os cálculos necessá-
• Distinção entre concentração rios para prever como uma so-
comum de uma solução e lução deve ser diluída a fim de
densidade de uma solução obter uma nova solução de
concentração desejada.
• Concentração em quantidade
de matéria • Executar os cálculos necessá-
rios para determinar a con-
• Título, porcentagem e ppm
centração de uma solução
(em massa e em volume)
ácida ou de uma solução bá-
• Diluição de soluções sica a partir de dados prove-
• Cálculo estequiométrico en- nientes de um processo de
volvendo reagentes em solu- titulação ácido-base.
ção, com destaque para a • Utilizar raciocínios de propor-
titulação ácido-base cionalidade para realizar cál-
culos estequiométricos com
reagente(s) em solução.

também, entre a quantidade de soluto e a quantidade de solução). A meta


Comentário geral do capítulo é trabalhar algumas das maneiras de expressar essa relação,
que pode envolver massa e volume, quantidade em mol e volume, massa e
Solução é qualquer mistura homogênea. Já que o soluto está massa, volume e volume etc., e também perceber que há situações em que
homogeneamente distribuído no solvente, ao se retirar uma amostra de se prefere uma maneira a outra.
uma solução, a quantidade de soluto presente nessa amostra é proporcio- É por meio do item 1.3 que os estudantes podem compreender o
nal ao volume da amostra. (Também a quantidade de solvente existente na que significam frases do tipo “há 20 g de soluto em 1 L de solução”.
amostra é proporcional ao volume dela.) O exemplo apresentado no início Referimo-nos freqüentemente ao volume de solução (e não ao volume de
do capítulo, que envolve uma solução de um medicamento, pretende justa- solvente) como decorrência do modo como as soluções são preparadas. É
mente mostrar isso. oportuno que o professor demonstre em aula a preparação de uma solução.
Assim, pode-se dizer que, em uma dada solução, há uma relação Pese, por exemplo, 5,85 g de cloreto de sódio e transfira esse sólido para
constante entre a quantidade de soluto e a quantidade de solvente (ou, um balão volumétrico de 1 L. Adicione um pouco de água destilada e agite

* Para o professor que desejar compreender melhor os aspectos pedagógicos envolvidos na classificação dos conteúdos escolares em conceituais, procedimentais e
atitudinais, recomendamos a obra: COLL, C. et al. Os conteúdos na reforma: ensino e aprendizagem de conceitos, procedimentos e atitudes. Tradução de Beatriz
Affonso Neves. Revisão técnica de Maria Thereza Oliva Marcílio de Souza. Porto Alegre: Artmed, 1998.

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para promover a dissolução do sólido. A seguir, complete com água até a
marca de aferição. Origem dos termos científicos
Correto Incorreto
• A palavra “solução”, empregada em Química, vem do latim solutione,
de onde também deriva a palavra “solução” usada no linguajar não-cien-
Superfície
Ar Ar tífico. Quando alguém encontra a solução de um problema, por exemplo,
do líquido Superfície significa que o problema se “dissipou”, “desapareceu”, de modo análo-
Marca de do líquido go a um soluto que se dissolve num solvente.
aferição
• “Dissolver” é o ato de fazer uma solução, adicionando um soluto a um
Líquido Líquido solvente e homogeneizando a mistura. E “dissolução” é o substantivo
relativo ao verbo “dissolver”. Por exemplo, “dissolver açúcar em água”
Feita a solução, podem ser elaboradas frases que descrevem sua equivale a “fazer a dissolução de açúcar em água”.
composição:
• A palavra “dissociar” — que significa desassociar, separar, quebrar um
todo em partes que se separam — não deve ser confundida com “dis-
“Há 5,85 g de cloreto de sódio em um litro de solução aquosa.” solver”.
“Há 0,1 mol de cloreto de sódio em um litro de solução aquosa.” • A palavra “diluir” — que significa acrescentar solvente a uma solução já
preparada — também não deve ser confundida com “dissolver”.
E essas frases podem ser passadas para uma linguagem científica:

NaCl (aq) 5,85 g/L ou NaCl (aq) 0,1 mol/L

Quando os alunos acompanham o preparo dessa solução, perce-


bem com muito mais facilidade como estariam incorretas, referindo-se a
Experimento

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
essa solução, frases como “há 5,85 g de cloreto de sódio em um litro de
água” ou “há 0,1 mol de cloreto de sódio em um litro de água”. Todo o PREPARO DE UMA SOLUÇÃO
restante do desenvolvimento do capítulo é facilitado a partir dessa com-
Havendo condições materiais e de tempo, o professor pode levar
preensão inicial.
os alunos ao laboratório para que realizem o preparo de uma solução
A densidade, que é uma relação entre duas propriedades da solução de cloreto de sódio (é muito arriscado fazer essa atividade com subs-
como um todo (massa e volume), não é propriamente uma unidade para tâncias tóxicas, corrosivas ou que ofereçam qualquer outro tipo de
expressar a concentração da solução. Ela é, isso sim, uma propriedade da risco aos alunos) cuja concentração é indicada pelo professor. Isso
solução — que depende do solvente, do(s) soluto(s) e da concentração permite o desenvolvimento de conteúdos procedimentais tais como
do(s) soluto(s) — que, uma vez conhecida (numa certa temperatura), per- uso da balança, do balão volumétrico e da pisseta.
mite avaliar a massa total de solução em um dado volume (medido na
mesma temperatura a que se refere a densidade). E conhecer a massa total
de solução num certo volume é essencial para que se possa realizar a con-
versão entre certas unidades, por exemplo, entre porcentagem em massa
do soluto e concentração em quantidade de matéria. Por isso é que o capí-
tulo aborda a densidade juntamente com o estudo das soluções.
Sugestões de leitura
Quanto à diluição de soluções, sugere-se ressaltar que, num complementar para o professor
almoxarifado de laboratório, o estoque de soluções é limitado e, em mui-
tos casos, soluções concentradas são disponíveis (isso é comum, por exem-
Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em
plo, no caso de ácidos, tais como o clorídrico, o nítrico e o sulfúrico) e o
http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/qnesc
que os químicos fazem (respeitando medidas e atitudes de segurança
no manuseio das substâncias) é obter as soluções menos concentradas ECHEVERRÍA, A. R. Como os alunos concebem a formação de
por meio da diluição. soluções. Química Nova na Escola, n. 3, 1996. p. 15-18.
Nesse artigo, a autora faz reflexões sobre possíveis
No que diz respeito à estequiometria envolvendo soluções, vale res-
concepções incorretas dos alunos ao interpretarem a
saltar que muitas reações químicas ocorrem em solução. Assim, uma no-
formação de uma solução.
vidade que é introduzida nos itens 7.3 e 8 é que, sendo conhecida a con-
centração em quantidade de matéria do(s) reagente(s) em solução, pode(m)- JAFELICCI JÚNIOR, M.; VARANDA, L. C. O mundo dos colóides.
se calcular a(s) quantidade(s) em mols desse(s) reagente(s). E, a partir Química Nova na Escola, n. 9, 1999. p. 9-13.
dela(s), o cálculo estequiométrico segue exatamente as linhas tratadas ao Os autores apresentam, entre outros aspectos, noções
estudar estequiometria. físico-químicas sobre a superfície das partículas
coloidais.
O apêndice C, no final do volume 2, apresenta as principais SILVA, E. O. Explorando as bases matemáticas da volumetria:
unidades usadas na Química do ensino médio. uma proposta didática. Química Nova na Escola, n. 13,
E o apêndice B apresenta as principais idéias referentes às 2001. p. 13-17. (Veja também errata no n. 14, p. 46.)
potências de dez, outro pré-requisito importante para este capítulo. Proposta de trabalho interdisciplinar com a Matemáti-
Estimule os alunos a utilizarem esses apêndices sempre que ca, ressaltando aspectos de funções lineares presen-
necessário. tes na modelagem matemática do processo de titulação
ácido-base.

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Capítulo 2 Propriedades coligativas

Principais conteúdos Conteúdos procedimentais Conteúdos atitudinais que


conceituais do capítulo que podem ser desenvolvidos podem ser desenvolvidos

• Diagrama de fases da água • Construir o diagrama de fases • Valorizar a observação como


• Pressão de vapor da água e empregá-lo para importante meio para obter
fazer previsões sobre mudan- informações.
• Volatilidade e pressão de
ças de estado físico envolven- • Perceber que muitos princí-
vapor
do essa substância. pios científicos estão presen-
• Efeito tonoscópico
• Coletar os dados necessários tes em nossa vida cotidiana.
• Efeito ebulioscópico e empregá-los para comparar • Preocupar-se com a correta
• Efeito crioscópico a intensidade dos efeitos hidratação do organismo,
• Osmose coligativos em diferentes so- principalmente nas épocas
luções feitas com um mesmo mais quentes do ano.
• Pressão osmótica
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

solvente.
• Osmose reversa
• Observar experimentalmente
• Comparação dos efeitos a ocorrência de osmose.
coligativos produzidos por
solutos não-eletrólitos e não-
voláteis com os de solutos
eletrólitos e não-voláteis

deduzem equações para expressar os efeitos tonoscópico, ebulioscópico e


Comentário geral crioscópico em função da molalidade. Para soluções aquosas diluídas, a
molalidade (mol/kg) é aproximadamente igual à concentração em quanti-
Este capítulo trata essencialmente de dois temas. dade de matéria (mol/L). Porém, para evitar empregar tal aproximação
O primeiro deles é o diagrama de fases, a partir do qual se desenvol- para soluções não tão diluídas — por exemplo soluções 0,1 mol/L — e,
ve o conceito de pressão de vapor. Isso corresponde ao item 1 do capítulo. portanto, fora da faixa de validade de tal aproximação, optou-se por apre-
sentar, nas seções Fatos experimentais das páginas 47 e 54, a quantidade
O segundo tema são as propriedades coligativas propriamente di- em mols de soluto por 1.000 g de água. Dessa maneira, mantém-se o ne-
tas, que correspondem aos itens 2 a 7. Até o item 6 abordam-se os efeitos cessário rigor conceitual, ao mesmo tempo em que não se complica desne-
produzidos pelos solutos não-eletrólitos e não-voláteis. E o item 7 estende cessariamente o estudo com as expressões matemáticas envolvendo
a discussão para os solutos eletrólitos não-voláteis. molalidade.
A proposta do capítulo é de uma abordagem predominantemente
qualitativa e semiquantitativa. As únicas expressões matemáticas apre-
sentadas são a Lei de Raoult e a expressão para o cálculo da pressão
osmótica. Mesmo nesses casos, não há insistência em exercícios que en-
Origem dos termos científicos
volvam o uso dessas expressões. • A palavra “tonoscópico” vem do grego tónos, tensão, e skopeîn, ver, ob-
A expressão da Lei de Raoult é relativamente simples de compre- servar, sondar, examinar.
ender quando interpretamos os valores numéricos nela colocados para fa- • “Ebulioscópico” vem do latim ebullire, ebulir, ferver, e do grego skopeîn,
zer um cálculo. Considere os exemplos numéricos da página 46. Se a fra-
examinar.
ção em mols do solvente é 0,95, significa que 95% das moléculas da solu-
ção são de solvente (e 5% são de sacarose ou glicose). Assim, a pressão de • “Crioscópico” vem do grego krýos, gelo, e skopeîn, examinar.
vapor, que é proveniente da vaporização das moléculas do solvente, será • “Osmose” vem do grego osmós, impulso.
95% da pressão de vapor que o solvente puro tem naquela mesma tempe-
ratura.
Priorizou-se no capítulo o uso da unidade quilopascal (kPa) para Tema para pesquisa
pressão, porque pascal (Pa) é a unidade de pressão do Sistema Internacio-
nal. Para manter a compreensibilidade do texto, em vários momentos co- • “O que é — e em que se baseia — a técnica de semear nas nuvens?”
locou-se entre parênteses que 101,3 kPa equivalem a 1 atm.
As seções Fatos experimentais das páginas 36, 44, 47 e 54 apresen-
tam valores numéricos cuja análise pretende conduzir à interpretação dos Textos ao professor
fenômenos e à elaboração de generalizações.
No passado, a abordagem das propriedades coligativas no nível POR QUE SE JOGA SAL NA NEVE?
médio era feita com mais fórmulas matemáticas, algumas delas envolven-
do a molalidade (grafada com “l”) da solução, que é a concentração ex- A utilização de sal, NaCl, nas ruas cobertas de gelo é uma apli-
pressa em mol de soluto por quilograma de solvente. Essa abordagem pode cação da propriedade coligativa de redução do ponto de congelamen-
ser hoje encontrada em livros universitários de Físico-Química, em que se to das soluções. O ponto de congelamento da água pode ser diminuí-

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do a uma temperatura tão baixa como –21,1°C, em que o sal e a água dura sólida e cristais de gelo. A razão pela qual o sorvete não é um
formam uma mistura eutética, numa composição de 23,3% NaCl. A bloco sólido de gelo relaciona-se às propriedades coligativas das so-
adição do sal sólido ao gelo acima dessa temperatura resultará na luções aquosas que estão nele incorporadas: a fase líquida consiste
dissolução do sal em uma pequena quantidade de água liberada do de pequenas gotas de água que contêm açúcares e sais dissolvidos e
gelo. Enquanto o sal sólido estiver disponível para diminuir o ponto proteínas do leite suspensas. A presença desses componentes dissol-
de congelamento abaixo da temperatura ambiente, o gelo continuará vidos abaixa tanto a temperatura de congelamento, que a fase líqui-
a fundir. da permanece líquida mesmo em um freezer a –18°C.
É uma prática comum utilizar-se o sal para remover o gelo das [...]
ruas das cidades em zonas temperadas. Isso, porém, não seria apro- Os glóbulos de gordura sólida são responsáveis por muito da
priado para se usar em Fairbanks, no Alasca, devido à temperatura cremosidade e do “corpo” do sorvete de massa. A função dos cristais
típica de inverno, em torno de –34,4°C, situar-se bem abaixo da tem- de gelo — que devem ser pequenos (cerca de 50 µm) para evitar uma
peratura na qual o sal e a água formam uma solução líquida. textura granulosa e gelada — é estabilizar a mistura. As bolhas de ar
Fonte: SLABAUGH, W. H.; PARSONS, T. D. Química Geral. dispersas fazem o sorvete mais leve e macio e, portanto, mais fácil de
2. ed. Livros Técnicos e Científicos Editora. retirar com uma pazinha e comer.
Os ingredientes de um sorvete de massa são:
1. Creme — fração do leite rica em gordura (que, por si, é um com-
SEMEAR NAS NUVENS! O QUE É ISSO? plexo colóide em que gorduras estão dispersas em água, açúcares
e sais)
Por séculos as pessoas falam sobre o tempo, mas podem fazer
2. Açúcar
muito pouco para controlá-lo. Os padrões globais do tempo são, sem
dúvida, muito complexos. Nosso conhecimento é ainda muito limita- 3. Flavorizantes, como de baunilha, de frutas ou outro
do para que possamos prever o tempo com precisão, quem dirá 4. Emulsificantes e estabilizantes (aditivos comerciais que aumen-

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
controlá-lo. Contudo em anos recentes tem havido algumas tentati- tam a cremosidade e reduzem o tamanho dos cristais de gelo)
vas de alterar o tempo em pequenas regiões localizadas. Não pode- 5. Ar
mos converter dias escuros e chuvosos em claros e ensolarados, mas
é possível, às vezes, induzir precipitação em um dia nublado. Na elaboração do sorvete, esses ingredientes são misturados à
temperatura ambiente (ou levemente acima, para matar bactérias). A
Nuvens consistem em pequeninas gotas de água. A fim de fazer mistura resultante é [...] resfriada rapidamente com agitação para pro-
essas gotículas se agregarem e formarem as gotas de chuva, núcleos duzir uma mistura semi-sólida. Rápido resfriamento e agitação são
— pequenas partículas sobre as quais as moléculas de água podem necessários para introduzir mais ar na mistura, pois, assim, os cris-
aglomerar-se — precisam estar presentes nas nuvens. Em princípio, tais de gelo formados serão menores. Fábricas de sorvete freqüen-
cristais de gelo, que podem atuar como núcleos de precipitação, po- temente borbulham ar comprimido na mistura em vez de esperar que
deriam formar-se a 0°C. Contudo, devido à sobrefusão (situação ins- a agitação introduza ar.
tável na qual há resfriamento abaixo do ponto de fusão sem que haja
solidificação), eles raramente se formam, a não ser que a temperatura Quem faz sorvete de massa em casa freqüentemente emprega,
caia abaixo de –10°C. para promover essa etapa de resfriamento, um banho de gelo moído e
sal ao redor da tigela em que está a mistura. Assim como os açúcares
Para promover a formação de cristais de gelo, as nuvens podem e sais dissolvidos nas pequenas gotas de água presentes no sorvete
ser semeadas com gelo-seco, nome dado ao dióxido de carbono (CO2) abaixam a temperatura de congelamento da água, o sal reduz a tem-
sólido, que é disperso dentro delas por um avião. Quando o dióxido de peratura de congelamento da água para abaixo de 0°C no banho de
carbono sólido se sublima, ele absorve calor das nuvens ao redor e gelo e sal. Um punhado de sal para alguns poucos punhados de gelo
reduz a temperatura até atingir o valor necessário para que haja a for- em fusão funciona bem para sorvete caseiro. Quanto mais vigorosa
mação de cristais de gelo. Conseqüentemente, a presença de gelo-seco for a agitação à medida que a mistura fica mais espessa, mais ar se
pode, com freqüência, induzir formação de chuva em pequena escala. incorpora ao produto nesse ponto.
Iodeto de prata (AgI) também pode ser usado nesse processo. A O estágio final da formação do sorvete, após a mistura e o
vantagem de utilizá-lo é que se alcança uma enorme quantidade de resfriamento com agitação, é o “endurecimento”. Isso significa sim-
núcleos. O AgI possui uma estrutura cristalina muito semelhante à plesmente que a espessa mistura prestes a se tornar sorvete é resfria-
do gelo e isso favorece a deposição das moléculas de água sobre ele, da ainda mais, sem agitação. Este último passo resulta na formação
como se elas tivessem sido “enganadas” por uma estrutura análoga à de mais cristais de gelo, que conferem firmeza ao produto final. Em
do gelo. Cerca de 1015 núcleos são produzidos, a partir de um grama casa, o endurecimento é usualmente conseguido adicionando-se mais
de AgI, ao vaporizar uma solução dessa substância em acetona sob o punhados de sal no banho de gelo e sal. Isso, de fato, reduz ainda
calor de uma chama. Esses núcleos são, então, dispersos dentro das mais a temperatura de congelamento do banho de gelo e sal. Sorvete-
nuvens por um avião. rias comerciais têm câmaras frias que podem atingir temperaturas
Fonte: CHANG, R. Chemistry. 5. ed. New York: McGraw-Hill, 1994. tão baixas quanto –46°C, o que permite que a etapa de endurecimen-
p. 462, 867. (Tradução nossa.) to seja atingida no curto intervalo de uma hora.
Fonte: MURPHY, C. J. The material and colligative properties of ice cream.
In: REGER, D. L.; GOODE, S. R.; MERCER, E. E. Chemistry: principles &
AS PROPRIEDADES COLIGATIVAS practice. 2. ed. Orlando: Saunders, 1997. p. 504-505. (Tradução nossa.)
E O SORVETE DE MASSA
Uma solução é uma mistura homogênea de duas ou mais subs-
tâncias [...]. Uma dispersão coloidal (ou, simplesmente, colóide) pa-
rece ser uma solução, mas consiste de fato em partículas relativa-
mente grandes de uma ou mais substâncias, em uma fase, dispersas
Sugestão de leitura
em uma segunda fase. Experimentalmente, um colóide dispersa um
feixe de luz (isso é chamado efeito Tyndall), mas uma solução verda-
complementar para o professor
deira não.
Textos de Química Nova são disponibilizados em
Uma espuma é definida quimicamente como uma dispersão http://quimicanova.sbq.org.br/QN_OnLine_Geral.htm
coloidal de um gás em um líquido ou em um sólido. O sorvete de
HIOKA, N. et al. Determinação da massa molar por crioscopia:
massa é um exemplo comestível de uma espuma, na qual bolhas de
terc-butanol, um solvente extremamente adequado.
ar estão dispersas em uma mistura de água líquida, glóbulos de gor- Química Nova, v. 25, n. 5, 2002. p. 844-848.

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Capítulo 3 Processos
de óxido-redução

Principais conteúdos Conteúdos procedimentais Conteúdos atitudinais que


conceituais do capítulo que podem ser desenvolvidos podem ser desenvolvidos

• Oxidação e redução • Utilizar a fórmula de uma • Ter consciência de que o pro-


• Número de oxidação substância para determinar o cesso fotográfico tradicional
número de oxidação dos ele- — que trouxe grande impul-
• Reação de óxido-redução
mentos nela presentes. so para a comunicação hu-
• Agente oxidante e agente mana e para a difusão das
• Observar uma equação quí-
redutor notícias e dos conhecimentos
mica e concluir se ela repre-
• Sugestões para balancear uma senta ou não um processo de — é um exemplo de aplica-
equação de óxido-redução óxido-redução. ção de princípios químicos.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

• Executar o balanceamento de
uma equação de óxido-redu-
ção auxiliado pelas variações
de número de oxidação dos
elementos nela presentes.

Comentário geral Experimentos


O capítulo apresenta inicialmente a necessidade que conduziu à
criação do conceito de número de oxidação. Em equações de óxido-redu- TINTA INVISÍVEL
ção que envolvam íons monoatômicos é relativamente simples perceber Ao aluno
qual espécie perdeu e qual recebeu elétrons. Já em equações que envolvam
Objetivo: Escrever num papel com tinta invisível e, a seguir, tor-
compostos moleculares, isso não é tão evidente. Partindo dessa argumen-
nar a escrita visível usando uma reação química.
tação, apresentada no item 1, o conceito de número de oxidação é desen-
volvido no item 2. Material:
• suco de limão espremido na hora (Lave bem as mãos antes
O conceito de eletronegatividade é apresentado no item 2.2. O
de se expor ao sol!)
item 2.4 enuncia as regras para a determinação do número de oxidação. • pincel fino
No capítulo, toda regra é enunciada como resultado de uma argumen- • pincel grosso
tação que a embasa e justifica. E a explicação e os exemplos que ante- • folha de papel branco
cedem o enunciado visam a compreensão em vez da memorização. • dois copos de vidro (dos de requeijão)
Abordagem similar é adotada no item 4, que sugere procedimentos • água
para facilitar o balanceamento de equações de óxido-redução. Vários exem- • tintura de iodo (Adquirida em farmácia; cuidado, pois man-
plos são mostrados e comentados (item 4.1). Só após isso é que um con- cha a pele e as roupas!)
junto de sugestões é formalmente proposto (item 4.2). • conta-gotas
• colher
O exemplo da fotografia tradicional, apresentado como fator
Procedimento:
motivador na abertura do capítulo, é resolvido com o texto que encerra o
capítulo. Dependendo da conveniência, o professor pode ampliar o desen- 1. Use o pincel fino para escrever com o suco de limão na folha
de papel.
volvimento do tema, realizando a revelação de cópias fotográficas em
2. Espere até que o papel seque à sombra. Não leve o papel ao
preto-e-branco, o que consiste numa atividade interessante e significativa
sol nem se exponha à luz solar antes de lavar bem as mãos
para o aprendizado de vários conceitos da Química e que permite, inclusi-
para remover qualquer respingo do suco de limão. Tomar sol
ve, intensa interdisciplinaridade com Física e Arte. com suco de limão na pele produz manchas escuras que le-
vam muito tempo para sair.
3. Adicione 60 gotas de tintura de iodo a meio copo (de requei-
jão) de água e mexa com uma colher.
Tema para pesquisa 4. Mergulhe o pincel grosso nesse líquido e esfregue-o sobre a
folha. Observe os dizeres se tornarem visíveis.
• “Além do vidro, que outro material toma parte na composição dos espe- 5. Proponha uma explicação para o que observou. Compare sua
lhos comuns? Existe alguma reação química envolvida na fabricação explicação com a de seus colegas e discuta-a com o professor.
desses espelhos?”

Comentario 11 6/24/05, 14:11


12
Ao professor [...] Eastman Kodak. Receberam todo o material e equipamento de
Nesse experimento, o suco de limão é a “tinta invisível”. Uma solu- que necessitavam. Por muitos anos, o departamento de pesquisa do
ção feita com 60 gotas de tintura de iodo (solução alcoólica de I2) em doutor Mees vinha tentando obter o que Godowsky e Mannes haviam
meio copo de água atua como “revelador” da escrita invisível. conseguido tão rapidamente. Mesmo com o sucesso do trabalho cien-
tífico, os dois Leopold nunca abandonaram a música. Por isso, os
Quando essa solução aquosa de iodo é aplicada ao papel, o iodo
progressos ainda eram lentos.
(I2) nela presente interage com fragmentos de alguns polissacarídios
existentes no papel, produzindo um complexo de coloração roxa. O plano deles era aperfeiçoar uma maneira de fazer fotos colori-
das de aparência natural usando as mesmas camadas extremamente
Substâncias presentes no suco do limão reagem com o iodo, con-
finas de substâncias denominadas “emulsões”, separadas por camadas
sumindo-o (transformando-o em iodeto, I–). Assim, nos locais em
ainda mais finas de gelatina. Cada camada de emulsão revelaria uma
que se escreveu com o suco do limão, não haverá iodo e, portanto,
não aparecerá a coloração roxa no papel. Isso permite a visualização tonalidade de cor, dependendo das cores que fossem fotografadas. En-
do que foi escrito. Evidentemente, não se espera que os alunos pro- contrar a maneira de fazer o filme já era bastante difícil, mais ainda era
ponham a explicação completa, mas que concluam que “algo” no revelá-lo. Várias substâncias tinham de ser utilizadas para criar as co-
suco do limão impede o aparecimento da cor roxa. O professor pode res, e foram necessários anos de testes apenas para descobrir as quali-
concluir, dizendo que esse “algo” reage com o iodo, consumindo-o. dades e o tempo necessários à revelação para obter as cores certas.
Esse “algo” é a vitamina C, que se oxida e provoca a redução do O doutor Mees insistiu para que os dois fossem a Nova York e usas-
iodo a iodeto. sem o laboratório totalmente equipado de seu departamento na Eastman
Kodak. Aceitaram o convite. Godowsky e Mannes não se importaram
com a fria recepção dos cientistas enciumados. Tanto que, enquanto tra-
BAFÔMETRO DE DICROMATO balhavam, cantavam trechos de músicas. Os outros achavam isso um
pouco estranho e nada profissional. Mas o que eles não sacaram é que os
O artigo de Braathen e também o de Ferreira, Mól e Silva, indi- homens cantavam trechos (com seu senso preciso de tempo musical)
cados em Sugestões de leitura complementar para o professor, ofe- para marcar o tempo das reações químicas nos laboratórios completa-

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
recem roteiros para a simulação do bafômetro de dicromato. mente escuros. Essa parte crítica da pesquisa foi realizada antes de esta-
rem disponíveis os modernos dispositivos eletrônicos para marcar o tempo
e os métodos de iluminação de salas escuras para fotografias.
IDENTIFICAÇÃO DA VITAMINA C
Em 1933, os cientistas-cantores haviam inventado um filme que
O artigo de Silva, Ferreira e Silva, indicado em Sugestões de trazia as melhores cores de até então. Dois anos mais tarde, eles de-
leitura complementar para o professor, propõe um método para a senvolveram um processo colorido ainda melhor. Isso levou a Eastman
identificação da presença da vitamina C em sucos de fruta por meio Kodak a realizar uma entrevista coletiva fora do comum: Godowsky
de reações de óxido-redução. e Mannes mostraram ao mundo os primeiros slides coloridos
Kodachrome e depois se sentaram para tocar uma sonata para piano e
violino. A dupla trabalhou mais quatro anos para aperfeiçoar seu fil-
Texto ao professor me em cores e recebeu mais de quarenta patentes por seus processos
químicos antes de retornar à carreira musical em período integral.
Fonte: DUARTE, M. O livro das invenções. São Paulo:
FILME COLORIDO
Companhia das Letras, 1997. p. 109-111.
As pessoas tiraram fotografias em preto e branco por quase cem
anos antes de dois músicos profissionais apresentarem o primeiro fil-
me colorido, em 15 de abril de 1935. A história do Kodachrome, na
verdade, começara em 1856, quando o cientista James Clark Maxwell
Sugestões de leitura
produziu a primeira foto em cores. Ele usou três projetores, cada um complementar para o professor
lançando uma cor diferente sobre a mesma imagem — uma vermelha,
uma verde e uma azul. Os projetores apontavam para a mesma tela, de
maneira que as imagens se sobrepunham, criando uma única imagem Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em
borrada mas colorida. Nos cinqüenta anos seguintes, a maioria dos http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/qnesc
cientistas que tentaram inventar o filme colorido utilizou a “aborda- BACCAN, N. et al. Química Analítica Quantitativa Elementar.
gem óptica” de Maxwell, mas nenhum conseguiu melhorar muito as 2. ed. São Paulo: Edgard Blücher, 1985. p. 224.
imagens coloridas e borradas. Até 1916. Foi nesse ano que Leopold Nessa referência encontra-se um experimento que per-
Godowsky e Leopold Mannes entraram na história. mite determinar a massa da vitamina C em um com-
Os dois Leopold eram filhos de famosos concertistas de música primido efervescente pelo método iodimétrico.
clássica; ambos consideravam a música a coisa mais importante de BRAATHEN, P. C. Hálito culpado. O princípio químico do
sua vida e ambos eram fascinados pela idéia de fazer filmes fotográ- bafômetro. Química Nova na Escola, n. 5, 1997. p. 3-5.
ficos coloridos. Eles trabalhavam juntos no laboratório de física da Além de uma discussão sobre o princípio em que se
escola, fazendo experiências com técnicas e processos de filmes. Re- baseia o bafômetro de dicromato, o autor apresenta
produziram os resultados de Maxwell mesmo sem conhecê-lo. Logo uma simulação de seu uso.
os dois haviam aperfeiçoado tanto o método de Maxwell que recebe- FERREIRA, G. A. L.; MÓL, G. S.; SILVA, R. R. Bafômetro – um
ram a patente de sua própria versão de produzir imagens coloridas modelo demonstrativo. Química Nova na Escola, n. 5,
através da sobreposição de luzes. Mas os resultados ainda eram bor- 1997. p. 32-33.
rados e bastante grosseiros. Então, em 1921, cinco anos após terem O artigo descreve a construção de um modelo de
reinventado o processo óptico de Maxwell, Godowsky e Mannes no- bafômetro que pode ser empregado para comparações
taram as surpreendentes possibilidades da utilização de substâncias qualitativas.
químicas para criar o filme colorido. Notaram também quanto seus SILVA, S. L. A.; FERREIRA, G. A. L.; SILVA, R. R. À procura da
experimentos estavam custando. Perceberam que não conseguiriam vitamina C. Química Nova na Escola, n. 2, 1995. p. 31-32.
ganhar dinheiro suficiente com a música para pagar pelos testes que Os autores descrevem um método para identificação
eles sabiam ser ainda necessários. da presença da vitamina C em diversos sucos de fru-
Para prosseguir com seus experimentos, os dois músicos-cien- tas. (Trata-se de um método semiquantitativo. Para
tistas conseguiram uma bolsa de 20 mil dólares de uma companhia uma análise quantitativa da vitamina C em um compri-
de investimentos e [...] ajuda do doutor Mees, diretor de pesquisa da mido efervescente, veja a obra de N. Baccan et al. aci-
ma, nesta lista de sugestões.)

Comentario 12 6/24/05, 14:11


13

Capítulo 4 Eletroquímica:
celas galvânicas
Principais conteúdos Conteúdos procedimentais Conteúdos atitudinais que
conceituais do capítulo que podem ser desenvolvidos podem ser desenvolvidos

• Voltímetro e medida da dife- • Representar uma cela galvâ- • Perceber que muito do confor-
rença de potencial elétrico nica por meio da representa- to da vida moderna se deve à
• Celas galvânicas (pilhas) ção sugerida pela Iupac. utilização de progressos da
• Consultar a tabela de poten- Química.
• Semicela e potencial-padrão
de semicela ciais-padrão de semicela e, • Ponderar que os avanços
com base nessa consulta, técnicos são, quase sempre,
• Força eletromotriz de uma
calcular a força eletromotriz conseqüência da utilização
pilha
de uma pilha, prever se uma de princípios científicos.
• Força de oxidantes e redutores reação de óxido-redução é • Perceber que muitos princí-
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

• Espontaneidade de reações espontânea e comparar a for- pios científicos estão presen-


de óxido-redução ça de agentes oxidantes e de tes em nossa vida cotidiana.
• Algumas pilhas e baterias co- agentes redutores.
• Valorizar as medidas de pro-
merciais comuns • Equacionar as semi-reações teção ambiental como promo-
catódica e anódica de (casos toras da qualidade de vida,
simples de) celas galvânicas. particularmente no que diz
respeito ao descarte de pilhas
e baterias.

Há alguns anos a Iupac mudou a definição para o estado-padrão


Comentário geral usado para medir e tabelar grandezas termodinâmicas. Anteriormente a de-
finição envolvia a pressão de 1 atm, que equivale a 101,3 kPa. Como o pascal
Podemos reconhecer no capítulo três partes principais. (1 Pa = 1 N/m2) é a unidade de pressão do Sistema Internacional, a mudança
Numa primeira parte, recorda-se o que é corrente elétrica e apre- de definição consistiu na alteração* da pressão-padrão de 1 atm para 100 kPa
senta-se de modo simplificado o conceito de diferença de potencial elétri- (o que equivale a 1 bar, outra unidade de pressão). Essa mudança provocou
co e o voltímetro como o aparelho usado para medir tal grandeza. Em uma alteração muito pequena nos valores de grandezas termodinâmicas ta-
grande parte das escolas, o professor de Química trabalha esse assunto beladas, tais como potenciais-padrão de semicela, entalpias-padrão de for-
antes do professor de Física. Essa é a razão para a inclusão do conteúdo mação, entalpias-padrão de combustão e energias de ligação. Também vale
das páginas 89 a 92. destacar que a temperatura não é considerada propriamente parte da defini-
ção de estado-padrão.* Note que, na definição de potencial-padrão de
Com isso, estabelece-se uma distinção entre os dois tipos de celas
semicela, na página 100, é dito que ele é definido “nas condições-padrão
eletroquímicas — as celas galvânicas (pilhas) e as celas eletrolíticas (cu-
(1,0 mol/L e 100 kPa) e numa temperatura de interesse (geralmente
bas para eletrólise) — no que diz respeito à relação entre corrente elétrica e
25°C)”. Como a temperatura de 25°C é a mais freqüentemente empregada,
reação química (veja o mapa conceitual da página 93). Em uma cela galvânica
é comum encontrarmos quem defina estado-padrão já englobando 25°C nessa
uma reação química dá origem a uma corrente elétrica, ou seja, trata-se de
definição, embora isso não seja rigorosamente correto.
um dispositivo em que energia química é convertida em energia elétrica. Já
em uma cela eletrolítica, uma reação química (não-espontânea) de interesse
é induzida pelo uso de uma corrente elétrica. Nesse caso, energia elétrica é
empregada para a síntese de substâncias de interesse, convertendo-se em Origem dos termos científicos
energia química que fica armazenada em tais substâncias.
• Os termos “ânodo” (também grafado como anodo; mas nesse caso lê-se,
Em uma segunda parte, realiza-se um estudo das celas galvânicas, como sílaba tônica, nô) e “cátodo” (também grafado como catodo; mas
com destaque para o conceito de potencial-padrão de semicela e seus nesse caso lê-se, como sílaba tônica, tô) foram criados por Michael
desdobramentos, notadamente na previsão da ocorrência espontânea de Faraday em 1834, com base nas preposições gregas aná, que significa no
reações de óxido-redução. alto, de baixo para cima, para fora, e katá, que significa embaixo, de
Como uma terceira parte, mostra-se como as pilhas e baterias co- cima para baixo, no fundo, e no substantivo grego hodós, caminho, via.
merciais empregam (e ilustram) os princípios estudados. Isso vai ao en- Note o antagonismo de significado entre “ânodo” e “cátodo”.
contro de certas expectativas introduzidas com o texto motivador que abre • O nome “cela galvânica” é uma homenagem ao cientista italiano Luigi
o capítulo. Galvani (1737-1798).

* Veja, por exemplo, ATKINS, P. e DE PAULA, J. Physical Chemistry. 7. ed. Oxford: Oxford University Press, 2002. p. 55; ou LEVINE, I. Physical Chemistry. 4. ed. New York:
McGraw-Hill, 1995. p. 135-136.

Comentario 13 6/24/05, 14:11


14
Além de comentar o funcionamento das pilhas e bate-
Atividade rias mais significativas, esse artigo discute aspectos
problemáticos de alguns desses dispositivos quanto ao
Elaborar um comercial de rádio (com 30 segundos) que informe a seu impacto ambiental e apresenta uma resolução do
população sobre os riscos do descarte incorreto de pilhas e baterias. Expor Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) refe-
em público o texto produzido. rente a eles. O artigo inclui informações sobre as rela-
Uma atividade desse tipo ajuda a desenvolver várias capacidades, tivamente recentes baterias de hidreto metálico e ba-
tais como a habilidade de produzir um texto claro, com linguagem simples terias de íons lítio.
e direta. A exposição em público, que provoca um comprometimento HIOKA, N.; MAIONCHI, F.; RUBIO, D. A. R.; GOTO, P. A.;
maior com a atividade, permite desenvolver a habilidade de falar em pú- FERREIRA, O. P. Pilhas modificadas empregadas no
blico e atitudes sociais inerentes a essa prática. Também estimula comen- acendimento de lâmpadas. Química Nova na Escola,
tários sobre os acertos e os erros dos textos produzidos. n. 8, 1998. p. 36-39.
O artigo sugere dois experimentos eletroquímicos. Em
um deles é realizada uma montagem alternativa da
Experimentos pilha de Daniell e no outro é feita uma montagem se-
melhante àquela que Volta construiu em 1800. Em
ambos os casos, a voltagem é suficiente para acender
PILHAS uma lâmpada de 1,5 V e mantê-la acesa por vários
Os artigos de Hioka e colaboradores, indicados na Sugestões de minutos.
leitura complementar para o professor, contêm o procedimento para HIOKA, N.; SANTIN FILHO, O.; MENEZES, A. J.; YONEHARA,
experiências envolvendo celas galvânicas. F. S.; BERGAMASKI, K.; PEREIRA, R. V. Pilhas de
Cu/Mg construídas com materiais de fácil obtenção.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Química Nova na Escola, n. 11, 2000. p. 40-44.
Os autores apresentam e analisam experimentos em
Sugestões de leitura que celas galvânicas são construídas e a energia elé-
trica produzida é empregada para operar pequenos
complementar para o professor equipamentos eletrônicos.
TOLENTINO, M.; ROCHA-FILHO, R. C. O bicentenário da inven-
Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em ção da pilha elétrica. Química Nova na Escola, n. 11,
http://sbqensino.foco.fae.umg.br/qnesc 2000. p. 35-39.
BOCCHI, N.; FERRACIN, L. C.; BIAGGIO, S. R. Pilhas e baterias: Os autores contextualizam historicamente a invenção
funcionamento e impacto ambiental. Química Nova na desse dispositivo, que se mostrou de considerável uti-
Escola, n. 11, 2000. p. 3-9. lidade ao ser humano.

Capítulo 5 Eletroquímica:
celas eletrolíticas
Principais conteúdos Conteúdos procedimentais Conteúdos atitudinais que
conceituais do capítulo que podem ser desenvolvidos podem ser desenvolvidos

• Celas eletrolíticas • Equacionar as semi-reações • Perceber que muito do con-


• Eletrólise ígnea catódica e anódica de (casos forto da vida moderna se deve
simples de) celas eletrolíticas. à utilização de progressos da
• Eletrólise aquosa
• Equacionar a obtenção quími- Química.
• Empregos da eletrólise
ca dos metais mais importan- • Ponderar que os avanços téc-
• Aspectos principais da obten- tes para o sistema produtivo. nicos são, quase sempre,
ção de metais (metalurgia) conseqüência da utilização
• Empregar um raciocínio de
• Amperímetro e medida da proporcionalidade entre carga de princípios científicos.
corrente elétrica elétrica e quantidade de ma- • Perceber que muitos princí-
• Estequiometria das reações téria para prever a quantidade pios científicos estão presen-
eletroquímicas de reagente gasto ou de pro- tes em nossa vida cotidiana.
duto formado em um proces- • Valorizar as medidas de pro-
so eletroquímico. teção ambiental como promo-
toras da qualidade de vida,
particularmente no que diz
respeito à reciclagem de me-
tais.

Comentario 14 6/24/05, 14:11


15

Comentário geral rio, decorrente da inalação ou da ingestão de animais contaminados,


especialmente de peixes, causa uma série de distúrbios. O próprio ga-
rimpeiro, ao inalar o vapor de mercúrio, pode ter náusea e diarréia e até
Uma primeira parte do capítulo consiste na aplicação do conceito mesmo problemas cardíacos e neurológicos. Dependendo do nível de
de potencial-padrão de semicela para mostrar que uma reação não-espon- contaminação, o envenenamento por mercúrio pode levar à morte.
tânea de óxido-redução pode ser realizada de modo forçado, desde que se
Compostos de mercúrio nas águas residuais de indústrias, ao se-
empregue uma diferença de potencial adequada (item 1.4). Com isso, al-
rem despejados em rios, lagos ou oceanos, podem transformar-se em
guns exemplos de eletrólise ígnea e de eletrólise aquosa são apresentados
dimetil-mercúrio (CH3 k Hg k CH3) pela ação de certas bactérias pre-
como fatos experimentais e, no caso da eletrólise aquosa, racionalizados
sentes nesses locais. Peixes, algas e moluscos são capazes de con-
por meio da fila de facilidade de descarga, entendida como um instrumen- centrar em seus organismos quantidades significativas de dimetil-mer-
to de consulta. cúrio. Esse composto é solúvel em gordura e entra na cadeia alimen-
Uma segunda parte corresponde às aplicações da eletrólise, que re- tar quando animais contaminados são ingeridos por outros animais,
solvem aspectos da motivação colocada na página de abertura do capítulo. inclusive o homem. Compostos de mercúrio ficam durante muito tem-
Em uma terceira parte, a metalurgia é apresentada à luz da raciona- po nos organismos vivos.
lização trazida pelos potenciais-padrão de semicela. Isso é feito no item 3 Sérias medidas que proíbem a descarga de mercúrio nos rios,
do capítulo. lagos e oceanos foram adotadas em todo o mundo, porém muito tem-
po será gasto até a limpeza de todas as águas.
Finalmente, a estequiometria envolvendo elétrons é o tema do item
4. Há professores que preferem, nessa última parte, limitar-se a cálculos en- Chumbo (Pb)
volvendo quantidade em mols de produto formado numa eletrólise e mols de A aristocracia do Império Romano usava chumbo em utensílios
elétrons, deixando os cálculos envolvendo carga elétrica — ou corrente elétri- de cozinha, encanamentos de água e recipientes para guardar bebidas
ca e tempo — para depois que o professor de Física abordar tais conceitos. como o vinho.
Historiadores supõem que doenças, infertilidade e morte devido
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

ao envenenamento por compostos de chumbo tenham sido algumas


Origem dos termos científicos das causas do declínio do Império Romano.
O chumbo na sua forma metálica (substância simples sólida
• O nome “coulomb” para a unidade de carga elétrica no Sistema Interna- chumbo, Pb) não é venenoso. Muitas pessoas conseguem viver anos
cional é uma homenagem ao cientista francês Charles Augustin de com balas de chumbo alojadas no corpo. Já outras, que aspiram ou
Coulomb (1736-1806). ingerem compostos de chumbo, podem até morrer de plumbismo (en-
• O nome “ampère” para a unidade de corrente elétrica no Sistema Inter- venenamento por chumbo).
nacional é uma homenagem ao cientista francês André Marie Ampère Compostos de chumbo eram antigamente usados como pigmen-
(1775-1836). tos em certos corantes, assim muitas tintas antigas contêm chumbo.
• Os termos “mineral” e “minério” vêm do latim medieval mineralis, que Crianças, em especial as que moram em locais antigos onde a parede
foi pintada com tinta à base de chumbo e esteja descascando, correm
significa relativo a mina.
o risco de, ao colocar farelos de tinta na boca, contrair plumbismo.

Temas para pesquisa


• “Qual a situação do garimpo no Brasil? O que tem o mercúrio a ver com Sugestões de leitura
essa atividade? Que problemas seu uso acarreta?”
• “Como se formaram as ‘pedras preciosas’? Quais são as mais comuns? complementar para o professor
Qual sua composição química?”
Esses temas podem ser desenvolvidos de modo interdisciplinar com Textos de Química Nova são disponibilizados em
Geografia. http://quimicanova.sbq.org.br/QN_OnLine_Geral.htm
Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em
http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/qnesc
Atividade FERREIRA, A. D. Q. O impacto do crômio nos sistemas biológi-
cos. Química Nova, v. 25, n. 4, 2002. p. 572-578.
Elaborar um comercial de rádio (com 30 segundos) que informe a Artigo que discute aspectos positivos e negativos rela-
população sobre a importância da reciclagem dos metais. Expor em públi- cionados à presença de crômio no ambiente.
co o texto produzido. MÓL, G. S.; FERREIRA, G. A. L.; SILVA, R. R.; LARANJA, H. F.
Uma atividade desse tipo ajuda a desenvolver várias capacidades. Constante de Avogadro. É simples determiná-la em sala
Primeiro, produzir um texto claro, com linguagem simples e direta. Se- de aula. Química Nova na Escola, n. 3, 1996. p. 32-33.
gundo, revelar em poucas palavras o que se entendeu sobre o tema. Tercei- O artigo sugere um método para a determinação da
ro, a exposição em público, que provoca um comprometimento maior com constante de Avogadro a partir de medidas referentes
a atividade, permite desenvolver a habilidade de falar em público e atitu- à eletrólise da água.
des sociais inerentes a essa prática. Além disso, estimula comentários so- OKI, M. C. M. A eletricidade e a Química. Química Nova na Esco-
bre os acertos e os erros dos textos produzidos. la, n. 12, 2000. p. 34-37.
A autora apresenta a trajetória que levou à compreen-
são da eletricidade, ao seu emprego na descoberta de
Texto ao professor novos elementos químicos e à sua contribuição para
maior aproximação entre Física e Química.
SOUZA, J. R.; BARBOSA, A. C. Contaminação por mercúrio e o
MERCÚRIO, CHUMBO E MEIO AMBIENTE
caso da Amazônia. Química Nova na Escola, n. 12, 2000.
Mercúrio (Hg) p. 3-7. (Veja também errata da figura no n. 13, p. 37.)
Os autores expõem o problema da contaminação pelo
Vapores ou compostos de mercúrio constituem uma ameaça cons-
mercúrio empregado em garimpos, com ênfase para a
tante para o meio ambiente. No organismo humano, o excesso de mercú-
Amazônia.

Comentario 15 6/24/05, 14:12


16

Capítulo 6 Termoquímica: o calor


e os processos químicos
Principais conteúdos Conteúdos procedimentais Conteúdos atitudinais que
conceituais do capítulo que podem ser desenvolvidos podem ser desenvolvidos

• Processos exotérmicos e pro- • Constatar experimentalmente • Interessar-se pelas idéias cien-


cessos endotérmicos que as sensações de quente tíficas e pela Ciência como ma-
• Unidades de energia relevan- e frio às vezes podem ser en- neira de entender melhor o
tes para a termoquímica: a ganosas. mundo que nos cerca.
caloria e o joule • Constatar experimentalmente • Perceber que as sensações
• Entalpia e variação de entalpia que a evaporação de um líqui- de quente e frio (que ajudam
do da superfície da pele pro- na “proteção” do nosso orga-
• Conteúdo calórico de nutrien-
voca resfriamento da pele e nismo) não são maneiras
tes
relacionar essa constatação científicas de medir a tempe-
• Lei de Hess com o fato de ser esse um ratura.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
• Estado-padrão processo endotérmico. • Respeitar os hábitos alimen-
• Entalpia-padrão de combus- • Fazer uso da Lei de Hess para tares de outras culturas.
tão calcular o ∆H de uma reação • Valorizar a alimentação varia-
• Entalpia-padrão de formação a partir do conhecimento do da e adequada para a manu-
∆H de outras, conveniente- tenção da saúde.
• Energia média de ligação
mente escolhidas.
• Cálculos estequiométricos • Interessar-se pelos próprios
• Empregar valores tabelados direitos de consumidor.
envolvendo energia liberada
de entalpias-padrão de com-
ou absorvida
bustão ou de entalpias-pa-
drão de formação ou de ener-
gias médias de ligação para
estimar o ∆H de uma reação.

O segundo ponto, quantitativo, consiste na utilização dos princípios


Comentário geral científicos para fazer a previsão da quantidade de energia que um pro-
cesso libera ou absorve. Os exemplos mais significativos são a comparação
O estudo da termoquímica nesse capítulo tem pelo menos dois pon- de diferentes combustíveis (tomando por base, por exemplo, uma mesma
tos gerais. O primeiro deles, qualitativo, envolve a noção de que os pro- quantidade em massa ou em volume) quanto ao calor que liberam.
cessos químicos ocorrem com troca de energia entre o sistema e o am-
O desenvolvimento desse segundo ponto engloba a Lei de Hess, a
biente que o circunda. Isso permite entender por que certos acontecimen-
definição e a utilização em cálculos das entalpias-padrão de combustão,
tos provocam um aquecimento do meio reacional e de seus arredores e
outros provocam um resfriamento. das entalpias-padrão de formação e das energias médias de ligação. En-
globa também a realização de cálculos estequiométricos relacionando quan-
Desenvolver esse primeiro ponto implica discutir o conceito de calor
tidade de reagente, ou de produto, com quantidade de energia absorvida
(energia sendo trocada entre dois corpos ou entre partes diferentes de um
ou liberada.
mesmo corpo), as principais unidades para expressar energia térmica, os
conceitos de processo endotérmico, de processo exotérmico, de entalpia e O exemplo da página 163 consiste na utilização das entalpias-pa-
de variação de entalpia, a representação de um processo químico por meio drão de combustão e da Lei de Hess para calcular o ∆H da reação entre
de uma equação termoquímica e a representação gráfica da entalpia de eteno e hidrogênio para produzir etano (hidrogenação do eteno). O esque-
reagentes, da entalpia de produtos e da variação de entalpia de uma reação. ma abaixo é outra maneira esquemática de conceber o processo.

Gás carbônico e água


Combustão dos reagentes Inverso da combustão do produto
2 CO2 (g) + 3 H2O (l)
∆Ho1 = –1.411,2 kJ
Os reagentes se transformam em CO2 e H2O,
∆Ho2 = –285,8 kJ que, por sua vez, se transformam em produto ∆Ho3 = +1.560,7 kJ

Reação global
7 7
O C2H4 (g) + H2 (g) C2 H6 (g) O
2 2 (g) ∆Ho = ∆Ho1 + ∆Ho2 + ∆Ho3 = –136,3 kJ 2 2 (g)
Reagentes Produto

Comentario 16 6/24/05, 14:12


17
O exemplo da página 165 mostra a utilização das entalpias-padrão de formação e da
Lei de Hess para calcular o ∆H da mesma reação, conforme o esquema a seguir.

Substâncias simples
Inverso da formação do reagente C2H4 Formação do produto C2H6
2 C (graf.) + 3 H2 (g)

Os reagentes se transformam em substâncias


∆Ho1 = –52,4 kJ simples, que, por sua vez, se transformam em produto ∆Ho2 = –84,0 kJ

Reação global
C2H4 (g) + H2 (g) C2H6 (g)
∆Ho = ∆Ho1 + ∆Ho2 = –136,4 kJ
Reagentes Produto

E o exemplo da página 169 é sobre o emprego das energias médias de ligação para o
cálculo do ∆H da mesma reação, conforme ilustra o próximo esquema.

Átomos isolados
Quebra das ligações dos reagentes Formação das ligações do produto
2 C (g) + 6 H (g)
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Os reagentes se transformam em átomos isolados,


∆H1 = +2.696 kJ que, por sua vez, se transformam em produto ∆H2 = –2.820 kJ

Reação global
C2H4 (g) + H2 (g) C2H6 (g)
∆H = ∆H1 + ∆H2 = –124 kJ
Reagentes Produto

Atualmente, por definição da Iupac, a pressão no estado-padrão é


de 100 kPa (1 bar) e não mais 1 atm (101,3 kPa). Sugerimos que o profes- Experimento
sor leia a seção Comentário geral do capítulo 4, neste manual, pois essa
mudança também afeta a definição de estado-padrão para potencial de ele-
SENSAÇÕES TÉRMICAS PODEM SER ENGANOSAS
trodo e já foi comentada no capítulo sobre eletroquímica.
Uma situação que merece atenção diz respeito à confusão entre Ao aluno
“caloria” e “Caloria”, que pode surgir ao analisar o rótulo de certos produ- Objetivo: Constatar experimentalmente que as sensações de quen-
tos alimentícios. A confusão ocorre entre os símbolos cal (com c minúscu- te e frio às vezes podem ser enganosas.
lo) e Cal (com C maiúsculo). A caloria (símbolo cal, com c minúsculo) é Material:
uma unidade de energia discutida neste capítulo e que, por ser uma unidade • três copos de vidro
de energia, pode ser empregada para expressar o conteúdo energético de ali- • água ligeiramente aquecida, da torneira elétrica ou do chu-
mentos. Uma vez que, nas porções de alimentos normalmente servidas e veiro, numa temperatura em que seja possível manter o dedo
ingeridas, o conteúdo energético é da ordem de milhares de calorias, é dentro dela sem se queimar
conveniente empregar a quilocaloria (kcal ⫽ 103 cal). Estabeleceu-se no • água da torneira, à temperatura ambiente
passado entre os nutricionistas a prática de chamar a quilocaloria de Calo- • água gelada, numa temperatura em que seja suportável man-
ria (com C maiúsculo) e simbolizá-la por Cal (com C maiúsculo): ter o dedo dentro dela
• relógio
1 Cal ⫽ 1 kcal ⫽ 103 cal Procedimento:
Assim, por exemplo, se 100 g de um produto alimentício contêm 1. Coloque os três copos sobre a mesa. Num deles, coloque água
85 kcal, esse conteúdo energético pode ser expresso equivalentemente como aquecida. Em outro, coloque água da torneira, à temperatura
ambiente. No último, coloque água gelada.
85 kcal ou 85 Cal. Felizmente, há uma tendência em abandonar o uso da
2. Mergulhe o dedo indicador de uma das mãos no copo com
Caloria (com C maiúsculo), o que evitará uma desnecessária confusão cria-
água aquecida e o da outra mão no copo com água gelada.
da pela introdução de termos parecidos, mas com significados diferentes.
Mantenha-os aí durante dois minutos.
3. Retire os dedos e mergulhe-os imediatamente no copo com
água à temperatura ambiente. Qual é a sensação que se tem
Tema para pesquisa em cada um desses dedos? Proponha uma explicação para
essas sensações inesperadas.
• “Contribuições dos diferentes povos (africanos, portugueses, italianos, Ao professor
libaneses, árabes, japoneses, chineses etc.) para a alimentação do bra-
Ao realizar a experiência, o aluno tem inicialmente a sensação de
sileiro.”
quente em um dos dedos e de frio no outro. Até aí nada de interessante.
Esse tema permite concluir que nenhuma culinária é, por si só, boa
Ao colocar ambos os dedos na água que está à temperatura am-
ou ruim. Todas elas têm aspectos saudáveis e aspectos não-saudáveis. Além
biente, entretanto, o cérebro recebe informações desencontradas. Um
disso, esse trabalho pode ser explorado interdisciplinarmente com os pro-
dos dedos informa ao cérebro que aquela água está fria e o outro, que
fessores de História e Geografia, permitindo a abordagem do tema de modo está quente. Mas, se a água está à temperatura ambiente, por que
mais amplo, que leva em conta o contexto histórico e geográfico em que se ocorre tal “confusão”?
formaram os hábitos alimentares.

Comentario 17 6/24/05, 14:12


18
Antes de responder a essa pergunta, vamos lembrar duas situações A gasolina é outro exemplo a ser lembrado para ilustrar o fato. Ela
relativamente comuns. Você já teve a experiência de sentir a água da queima quase sempre e em qualquer lugar, pois sua faixa de
piscina inicialmente fria, mas, depois de algum tempo, achá-la agradá- combustibilidade vai desde –42°C até 257°C. Agora já podemos en-
vel? E de achar a água do chuveiro, inicialmente muito quente, mas, tender o porquê de ela ser um combustível usado universalmente.
passados alguns instantes, julgá-la não tão quente assim? Essas altera- • Temperatura de ignição: aquela em que os gases desprendidos
ções acontecem porque, após certo tempo, os sensores térmicos de nossa dos combustíveis entram em combustão apenas pelo contato com
pele se “acostumam” com a temperatura do ambiente, esteja ela um o oxigênio do ar, independentemente de qualquer fonte de calor.
pouco acima ou um pouco abaixo da temperatura do corpo.
Até agora, para provocarmos uma combustão, tivemos de lançar
Na experiência, um dos dedos se “acostumou” a uma temperatu- mão de uma chama externa (para acendermos a vela, para quei-
ra mais alta. Quando foi colocado na água da torneira, ele mandou ao marmos o álcool, para provocarmos a combustão nos gases des-
cérebro a informação de frio. De modo semelhante, o outro dedo se prendidos pelo combustível aquecido). Mas, se continuarmos
“acostumou” à água fria e, colocado na água da torneira, informou aquecendo o combustível, este chegará a atingir a sua temperatu-
que ela estava quente. ra mais crítica, a temperatura de ignição espontânea, e então os
Por isso é muito fácil cometer equívocos quanto às informações vapores por ele desprendidos entram em combustão pelo simples
de quente/frio. contato com o oxigênio, sem o auxílio da chama externa.
E disso decorre a necessidade de escalas termométricas para Principais pontos e temperaturas de
quantificar a temperatura em estudos científicos. alguns combustíveis ou inflamáveis

Combustível Ponto Temperatura


inflamável de fulgor de ignição
Texto ao professor Acetileno Gás 335,0°C
Álcool etílico 12,6°C 371,0°C

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
PONTOS E TEMPERATURAS IMPORTANTES DO FOGO Álcool metílico 11,1°C 426,0°C
Quando o fogo se torna um devastador do progresso, fugindo Asfalto 204,0°C 485,5°C
ao controle humano, é chamado incêndio. Nos estudos de preven- Benzina –17,7°C 232,0°C
ção e extinção de incêndios, devemos saber como os diversos mate-
Enxofre 65,5°C 232,0°C
riais se comportam em relação ao calor. Para tal, precisamos co-
nhecer o ponto de fulgor, o ponto de combustão e a temperatura de Gasolina –42,0°C 257,0°C
ignição dos combustíveis. Querosene 38 a 73,5°C 254,0°C
• Ponto de fulgor: temperatura mínima necessária para que um com- Óleo de amendoim 282,0°C 445,0°C
bustível desprenda vapores ou gases inflamáveis, os quais, combi-
nados com o oxigênio do ar em contato com uma chama, começam Parafina 199,0°C 245,0°C
a se queimar, mas a chama não se mantém porque os gases produ- Baseando-se nesses pontos e temperaturas, classificam-se os lí-
zidos são ainda insuficientes.
quidos em: combustíveis (ponto de fulgor entre 70° e 93,3°C) e in-
É o chamado ponto de lampejo ou flash point. Dizemos que um flamáveis (ponto de fulgor inferior a 70°C).
combustível está em seu ponto ou temperatura de fulgor no mo-
mento em que, chegando-se uma chama externa aos gases despren- Fonte: CAMILLO JÚNIOR, A. B. Manual de prevenção e combate
didos pelo aquecimento e em contato com o oxigênio, um lampejo a incêndios. 3. ed. rev. atual. São Paulo: Senac, 2001. p. 20, 22-23.
for emitido (acende e, em seguida, apaga). Tomemos, como exem-
plo, o álcool num dia frio. Se quisermos queimá-lo, só conseguire-
mos que se incendeie efetivamente depois da terceira ou quarta Sugestão de leitura
tentativa de ateamento de fogo.
Nas primeiras, só conseguiremos que emita lampejos, que logo se complementar para o aluno
apagam. Isso ocorre porque, à temperatura ambiente, o álcool
encontra-se no seu ponto ou temperatura de fulgor (flash point). BRANCO, S. M. Energia e meio ambiente. 2. ed. São Paulo: Mo-
Não está ainda emitindo gases inflamáveis suficientes para alimentar derna, 2004. (Coleção Polêmica)
a combustão, e o fogo não se instala. O autor examina a dependência humana das mais varia-
No entanto, a principal característica desse ponto é que, se retirar- das fontes de energia e discute o risco ao meio ambiente
mos a chama, o fogo se apagará devido à pouca quantidade de que decorre do uso descontrolado das fontes energéticas.
calor para produzir gases suficientes e manter a transformação em
cadeia, ou seja, manter o fogo.
• Ponto de combustão: temperatura mínima necessária para que um Sugestões de leitura
combustível desprenda vapores ou gases inflamáveis que, combina-
dos com o oxigênio do ar e ao entrar em contato com uma chama, se complementar para o professor
inflamam, e, mesmo que se retire a chama, o fogo não se apaga, pois
essa temperatura faz gerar, do combustível, vapores ou gases sufi-
Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em
cientes para manter o fogo ou a transformação em cadeia.
http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/qnesc
Se continuarmos aquecendo o combustível, este atingirá uma tem-
peratura tal que, chegando-se uma chama externa à boca do frasco, CAMILLO JÚNIOR, A. B. Manual de prevenção e combate a in-
o fogo se instala, e permanece, porque o combustível já está geran- cêndios. 3. ed. rev. atual. São Paulo: Senac, 2001.
do quantidade suficiente de gás inflamável para alimentar a com- O autor discute aspectos referentes à causa dos in-
bustão. No instante em que, ao atearmos fogo, este se instala e cêndios, aos diferentes tipos de fogos, à prevenção de
permanece, dizemos que o combustível se encontra em seu ponto incêndios e à sua extinção.
ou temperatura de combustão (fire point). MORTIMER, E. F.; AMARAL, L. O. F. Quanto mais quente me-
No exemplo da queima do álcool, nas tentativas de atear fogo, ele- lhor. Calor e temperatura no ensino de termoquímica.
vamos gradativamente a temperatura do combustível, até um pon- Química Nova na Escola, n. 7, 1998. p. 30-34.
to em que se incendeia e o fogo permanece, porque, estando mais
Os autores tecem considerações sobre problemas de
aquecido, o álcool passa a desprender gases inflamáveis suficien-
compreensão dos conceitos de calor e temperatura,
tes para alimentar a combustão.
necessários ao estudo da termoquímica.

Comentario 18 6/24/05, 14:12


19

Capítulo 7 Cinética química:


o transcorrer das
reações químicas

Principais conteúdos Conteúdos procedimentais Conteúdos atitudinais que


conceituais do capítulo que podem ser desenvolvidos podem ser desenvolvidos

• Rapidez de reação • Esboçar gráficos que mos- • Prestar atenção aos rótulos
• Efeito da concentração sobre trem a variação ao longo do de produtos industrializados,
a rapidez de reações: aspec- tempo da quantidade de rea- com especial atenção aos
tos qualitativos e quantitativos gentes e de produtos de uma aspectos relacionados à sua
reação. conservação.
• Reações elementares e rea-
• Manusear materiais caseiros • Valorizar os conhecimentos de
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

ções não-elementares
a fim de comparar a rapidez povos antigos no tocante às
• Mecanismo de reação como
com que um medicamento técnicas de conservação de
proposta teórica para explicar
efervescente é consumido em alimentos.
a lei cinética de uma reação,
diferentes condições de tem- • Perceber que muitos princí-
determinada experimental-
peratura. pios científicos estão presen-
mente
• Utilizar dados experimentais tes em nossa vida cotidiana.
• Efeito da temperatura sobre
cinéticos adequados a fim de • Valorizar os progressos da
a rapidez de reações
determinar a lei cinética de um Ciência e suas aplicações
• Efeito da superfície de conta- processo químico. como agentes do bem-estar
to sobre a rapidez de reações
• Investigar, experimentalmen- humano.
que envolvam reagentes pre-
te um exemplo do que vem a • Interessar-se pelos próprios
sentes em fases diferentes
ser conservar alimentos. direitos de consumidor.
• Efeito do catalisador sobre a
rapidez de reações

Comentário geral Tema para pesquisa


Os aspectos fundamentais da cinética química no ensino médio con-
sistem na compreensão do que é rapidez de uma reação e dos principais Cada aluno (ou equipe) escolhe um alimento industrializado como
fatores que a influenciam. Nesse sentido, é ponto fundamental o fato de tema. Para cada alimento, devem-se pesquisar as matérias-primas, o méto-
reagentes terem sua quantidade diminuída com o passar do tempo e produ- do de fabricação, as técnicas de conservação, o prazo de validade
tos terem sua quantidade aumentada até o momento em que o processo comumente atribuído ao produto e as causas mais freqüentes de deterio-
termine (ou, como será complementado no capítulo 8, até que atinja o ração.
equilíbrio químico). Com base nisso, pode-se compreender como se De posse de todos os dados, é possível ao professor mostrar que há
quantifica a rapidez da reação, calculando a taxa de variação ao longo do várias razões para a deterioração de um produto alimentício e que a cinética
tempo da quantidade de algum reagente ou produto. dessas reações está ligada a fatores como concentração (de oxigênio dis-
Os itens 1, 2.1 a 2.4, 3, 4, 5.1 e 5.2 constituem a parte essencial do solvido, por exemplo), temperatura (dentro do refrigerador versus fora dele),
capítulo. Já os itens 2.5 a 2.9 envolvem um aprofundamento dos itens 2.1 a estado físico de agregação (congelado versus não-congelado) e presença
2.4 e, a critério do professor, podem ser omitidos. Assim, salientamos que o de enzimas (por exemplo, aquelas existentes na carne recém-abatida ou
professor poderá optar por não trabalhar o conteúdo das páginas 189 a 193. advindas da presença de bactérias ou de leveduras).
O trabalho também permite comparar os fundamentos científicos
das principais técnicas de conservação de alimentos (algumas delas mui-
to antigas), tais como defumação (por exemplo, em carnes), desidrata-
Origem dos termos científicos ção (leite em pó), uso de altas temperaturas (pasteurização e esteriliza-
ção), uso de baixas temperaturas (refrigeração e congelamento) e uso de
• A palavra “catálise” vem do grego katá, que significa embaixo, de cima muito sal (carne-seca, carne-de-sol, jabá ou charque) ou de muito açúcar
para baixo, no fundo, e lýsis, ação de separar, dissolver, quebrar. (compotas).

Comentario 19 6/24/05, 14:12


20

Tema para discussão em grupo Em seu trabalho “Estudos das fases transitórias e as reações quí-
micas mediante espectroscopia ultra-rápida”, Zewail registrou o que
• “Se estivéssemos em um laboratório suficientemente equipado, como ocorre quando se rompem laços químicos e se constituem novos la-
ços. Segundo definição da Academia, essa técnica (chamada de
deveríamos proceder para determinar a velocidade média de consumo de
um comprimido efervescente jogado em água? Em que unidade essa ve- femtoquímica) permite estudar as reações químicas em todos os seus
locidade poderia ser expressa?” detalhes, da mesma forma que podemos rever com precisão jogadas
de uma partida de futebol. A academia sueca descreveu a técnica
Se a escola dispuser de um laboratório adequadamente equipado, como “a câmera fotográfica mais rápida do mundo”, referindo-se aos
essa discussão poderá ser feita nele. E os métodos sugeridos podem ser pulsos de laser cuja duração é medida em 10 –15 de segundo
testados e eventualmente aprimorados. (femtossegundo).
Zewail, que trabalha atualmente no Instituto de Tecnologia da
Califórnia (Caltech), em Pasadena, EUA, disse que “a possibili-
Experimento dade de tentar compreender como se comportam os átomos quando
se produz uma reação química é extremamente importante, pois tudo,
dentro e fora de nós mesmos, depende das reações químicas”.
CINÉTICA QUÍMICA
E CONSERVAÇÃO DE ALIMENTOS A femtoquímica permite compreender por que certas reações quí-
micas acontecem e outras não.Também pode explicar por que a velo-
Ao aluno cidade e o resultado dessas reações dependem da temperatura. Cien-
Objetivo: Investigar, por experimentação, um exemplo do que tistas de todo o mundo estão estudando métodos com espectroscopia
vem a ser conservar alimentos. de femtossegundo nos gases, nos líquidos, nos sólidos, sobre superfí-
Material: cies e polímeros.
• maçã • limão • faca • dois pratinhos A série de aplicações vai desde como os catalisadores funcio-

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Procedimento: nam e como os componentes eletrônicos moleculares devem ser
1. Corte o limão e a maçã ao meio. Cuidado para não se cortar. projetados para os mais delicados mecanismos dos processos vitais
Não faça esta experiência ao sol nem tome sol com as mãos até como os medicamentos do futuro deverão ser produzidos.
sujas de suco de limão, pois isso produz manchas na pele. A femtoquímica na prática
2. Coloque uma metade da maçã em cada pratinho, com a parte
cortada para cima. Na espectroscopia de femtossegundo as substâncias originais são
3. Esprema o limão sobre uma das metades. Certifique-se de misturadas em uma câmara de vácuo. Incide-se, então, dois pulsos
ter coberto toda a superfície branca com esse suco. de laser: primeiramente, um de intensidade mais forte (pulso de
4. Após 30 minutos, observe se houve alteração na cor da parte bombeamento), que excita a molécula e a faz atingir um estado maior
cortada das maçãs. Repita a observação após 1 hora. Anote de energia. Depois, aplica-se um pulso mais fraco (pulso sensor) para
as observações. detectar a molécula original ou uma forma alterada dela. O pulso de
5. Proponha uma explicação para o que se observou. bombeamento é o que dá início à reação, enquanto o pulso sensor se
destina a examinar o que está acontecendo.
Ao professor
Variando o intervalo de tempo entre os dois pulsos de laser, é
O escurecimento da maçã deve-se à reação entre substâncias nela
possível ver a rapidez com que a molécula original é transformada.
presentes e o oxigênio do ar. Em outras palavras, trata-se de um pro-
As novas formas que a molécula toma quando é excitada — talvez
cesso de oxidação no qual o agente oxidante é o O2. A metade da
passando por um ou mais estados de transição — têm espectros que
maçã coberta com suco de limão escurece mais lentamente porque a
poderão servir como impressões digitais. O intervalo de tempo entre
vitamina C do suco do limão é oxidada pelo oxigênio do ar bem mais
os pulsos de laser pode variar simplesmente fazendo-se o pulso sensor
rapidamente do que as substâncias presentes na maçã. A vitamina C
realizar um retorno via espelhos. Não um longo retorno, pois a luz
atua como agente antioxidante, preservando a maçã por mais tempo.
cobre a distância de 0,03 mm em 100 femtossegundos!
O saber popular de colocar suco de limão ou suco de laranja na
Em suas primeiras experiências, Zewail estudou a desintegração
salada de frutas para evitar que pedaços de maçã, pêra ou banana
do cianeto de iodo: ICN # I ⫹ CN. Sua equipe pôde observar o
escureçam rapidamente é um exemplo do aproveitamento da caracte-
estado de transição exatamente quando o elo I-C estava para se rom-
rística antioxidante da vitamina C, característica essa explicada na
per: toda a reação aconteceu em 200 femtossegundos.
cinética química: a oxidação da vitamina C é mais rápida do que a de
substâncias presentes nas frutas da salada. Conforme destacou a Academia, a femtoquímica mudou funda-
mentalmente a visão sobre as reações químicas. De um fenômeno
Além de ser um bom exemplo para ilustrar o capítulo, permite
descrito em vagas metáforas, como a “ativação” e “estado de transi-
ao professor introduzir o que é proposto na seção Tema para pesqui-
ção”, podem-se agora ver os movimentos de átomos individuais como
sa deste capítulo, neste manual.
eram imaginados. Eles não são mais invisíveis. Eis o motivo por que
a pesquisa da femtoquímica, iniciada por Zewail, levou a um grande
avanço dessa área da química.

Textos ao professor Fonte: Informativo do Conselho Regional de Química – 4a região,


nov.-dez. 1999. p. 9.

ESTUDO DAS REAÇÕES DÁ PRÊMIO A EGÍPCIO


OZÔNIO: NOVA VIDA NO SUL DO CHILE
O egípcio naturalizado norte-americano Ahmed Zewail foi o ga-
nhador do Prêmio Nobel de Química deste ano [1999], superando Perigos dos buracos da camada de ozônio transformam costu-
assim o brasileiro de origem checa Otto Richard Gottlieb, que con- mes na região
corria ao prêmio com seus estudos sobre a estrutura molecular de PUNTA ARENAS, Chile — Tudo é diferente aqui no fim do
substâncias produzidas pelas plantas. Zewail foi escolhido pela Real mundo, começando pelo tempo. Antes que Alejandra Mundaca deixe
Academia Sueca de Ciências por ter desenvolvido uma técnica que seus dois filhos saírem, ela confere a previsão para saber o nível dos
permite, com a ajuda de rápidos pulsos de laser, observar como os raios ultravioleta. Nesta última década, o buraco na camada de ozô-
átomos de uma molécula se movem durante uma reação química. nio sobre a Antártida tem surgido mais cedo na primavera e crescido

Comentario 20 6/24/05, 14:12


21
mais. Os 125 mil habitantes desta cidade mais ao sul do Chile, no Mas os cientistas advertem que o problema pode persistir até o
Estreito de Magallanes, têm aprendido relutantemente a adaptar-se. meio do século e é provável que piore nesta década. Os oficiais da
Eles observam as luzes de alerta sobre “bloqueio solar”. Nos dias saúde dizem que a ocorrência de casos de melanoma na capital, San-
quentes, a maioria insiste em jaquetas surradas ou camisas de manga tiago, aumentou 105%, entre 1992 e 1998.
longa. Muitos usam óculos escuros e bloqueadores solares fator 50, Fonte: ROHTER, L. O Estado de S. Paulo, 31 dez. 2002. p. A-13.
inclusive quando o céu se cobre de nuvens. “É uma época de perigo
máximo para todos aqui”, diz a professora Alejandra, de 33 anos.
A camada de ozônio na estratosfera absorve a maioria dos raios
ultravioleta do sol. Desde que os cientistas descobriram o buraco sobre
a Antártida, em meados dos anos 80, esse quase dobrou de tamanho e
Sugestões de leitura
cobre agora uma área maior do que a América do Norte durante a pri-
mavera no Hemisfério Sul. Os braços do buraco estendem-se ocasio-
complementar para o professor
nalmente até o sul de Chile e Argentina. Em um dia típico deste mês, a
luz de alerta em Punta Arenas foi fixada no laranja, a segunda mais alta Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em
entre quatro níveis, e se advertiu para que as pessoas evitassem ficar ao http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/qnesc
sol por mais de 21 minutos entre meio-dia e 15 horas. LIMA, J. F. L.; PINA, M. S. L.; BARBOSA, R. M. N.; JÓFILI, Z. M. S.
O crescimento do buraco de ozônio é atribuído em grande parte A contextualização no ensino de Cinética Química. Quí-
aos clorofluorcarbonos (CFCs), substâncias utilizadas em pulveriza- mica Nova na Escola, n. 11, 2000. p. 26-29.
dores, até que um acordo, em 1987, começou a bani-los. Mas os cien- As autoras fazem um relato da experiência didática que
tistas também consideram que o aquecimento global contribui com o desenvolveram, na qual empregaram o tema “conser-
fenômeno. vação de alimentos” para contextualizar e problematizar
“É uma maneira nova de viver”, diz a diretora regional do Minis- o ensino de Cinética Química em turmas do ensino
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

tério da Saúde do Chile, Lidia Amarales Osorno. “Você verá a luz de médio.
bloqueio solar fixada em supermercados, escritórios e escolas e in- ROCHA-FILHO, R. C. Femtoquímica: reações químicas em tem-
clusive uma brigada de ozônio para conscientizar sobre o problema.” po real. Química Nova na Escola, n. 10, 1999. p. 14-16.
Este ano, a situação foi relativamente suave. O buraco de ozônio Esse artigo fornece um panorama sobre a espectros-
rachou em dois e sua monitoração começou em uma segunda fase, copia de pulsos de laser ultra-rápidos (femtoquímica),
somente pela parte menor, que passa sobre Punta Arenas. que valeu ao químico egípcio-estadunidense Ahmed
H. Zewail o Prêmio Nobel em 1999.

Capítulo 8 Equilíbrio químico:


a coexistência de
reagentes e produtos
Principais conteúdos Conteúdos procedimentais Conteúdos atitudinais que
conceituais do capítulo que podem ser desenvolvidos podem ser desenvolvidos

• Conceito de equilíbrio químico • Empregar o valor de Kc para • Apreciar o entendimento das


• Equilíbrios homogêneos prever se um sistema está em regularidades da natureza.
versus equilíbrios heterogê- equilíbrio químico. • Valorizar os progressos da
neos • Empregar o valor de Kc ou de Ciência e suas aplicações
• Constante de equilíbrio em Kp para estimar o grau de es- como agentes do bem-estar
função das concentrações pontaneidade de uma reação. humano.
(Kc) • Operacionalizar cálculos que • Perceber que muitos princí-
• Constante de equilíbrio em envolvam Kc e as concentra- pios científicos estão presen-
função das pressões parciais ções de reagentes e de pro- tes em nossa vida cotidiana.
(Kp) dutos no equilíbrio.
• Grau de equilíbrio • Operacionalizar cálculos que
envolvam Kp e as pressões
• Deslocamento de equilíbrio e
parciais de reagentes e de
Princípio de Le Chatelier
produtos no equilíbrio.
• Processo de Haber-Bosch:
• Utilizar o Princípio de Le
uma aplicação de conceitos
Chatelier para prever o que
de cinética e de equilíbrio quí-
ocorre com um equilíbrio em
mico
função de perturbações.

Comentario 21 6/24/05, 14:12


22
Além disso, para um equilíbrio homogêneo equacionado como:
Comentário geral aA + bB F cC + dD

Equilíbrio químico é um dos temas mais relevantes da Química. o tratamento termodinâmico* conduz à seguinte igualdade:
Ele tem a ver, entre outros, com o fato de as reações não apresentarem
 [C ]   [ D] 
c d
rendimento total, com a acidez e basicidade das substâncias e das soluções   䡠 
aquosas, com a solubilidade das substâncias e com inúmeros processos  mol / L   mol / L 
⫽ constante
 [ A]   [B] 
a b
relevantes que acontecem na natureza e no sistema produtivo.
  䡠 
Por se tratar de um tema bastante extenso, é abordado em três capí-  mol / L   mol / L 
tulos do livro: o 8, o 9 e o 10.
Nessa altura do desenvolvimento, podemos considerar que o resul-
Neste capítulo 8 é feita uma introdução ao conceito de equilíbrio tado do cálculo indicado no primeiro membro é a constante de equilíbrio.
químico. Se isso for feito, a constante de equilíbrio não terá unidade, pois dentro
O item 1 inicia o capítulo não com uma demonstração matemática de cada par de parênteses o resultado da divisão é adimensional (pois o
mas sim com a apresentação de que é possível convergir para a situação de mol/L da concentração é cancelado pelo mol/L no denominador) e, por-
equilíbrio químico partindo de “reagentes” ou de “produtos”. (Em se tra- tanto, todo o resultado é adimensional.
tando de sistemas em equilíbrio, os “reagentes” são também produtos — No entanto pode-se desenvolver a igualdade acima até:
da reação inversa — e os “produtos” são também reagentes — da reação
inversa. Por convenção, são denominadas “reagentes” as substâncias que ([C])c 䡠 ([D])d 䡠
(mol / L)a 䡠 (mol / L) b
⫽ constante
aparecem no primeiro membro da equação química, e “produtos”, as ([A])a 䡠 ([B])b (mol / L)c 䡠 (mol / L)d
que aparecem no segundo.)
Se considerarmos que apenas o resultado do cálculo da primeira fra-
O Analise estes dados que vem antes do item 2.2 pretende mostrar ção do primeiro membro dessa igualdade será denominado constante de
que se pode convergir para o equilíbrio a partir somente de “reagentes”, equilíbrio, então a constante de equilíbrio apresentará unidade se (a + b)
somente de “produtos” ou de uma mistura de ambos. Também pretende for diferente de (c + d) e será adimensional se (a + b) for igual a (c + d).

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
mostrar que, no equilíbrio a uma dada temperatura, existe uma relação
Como há autores que tratam a constante de equilíbrio como possuin-
matemática que vincula as concentrações de todas as espécies participan-
do a dimensionalidade de (mol/L) (c + d) – (a + b) e outros que a tratam como
tes do processo. Só então é que se demonstra, no item 2.2, a expressão de
adimensional, foi colocada a nota de rodapé na página 214.
Kc a partir de considerações cinéticas.
Uma situação que merece atenção diz respeito ao resultado do cál-
O item 2.3 associa o valor de Kc com o rendimento de uma reação.
culo indicado nas tabelas 1 (página 213) e 5 (página 218). Os alunos pode-
O fato de conhecermos o valor de Kc permite concluir em que extensão
rão indagar por que Kc e Kp para o equilíbrio:
uma reação favorece a formação dos produtos, mas nada nos informa
sobre a velocidade do processo. Uma reação espontânea é aquela em que N2O4 (g) F 2 NO2 (g)
os produtos são termodinamicamente favorecidos em relação aos reagentes, não apresentam o mesmo valor numérico.
ou seja, em que há uma tendência de os reagentes se transformarem em Ora, como concentração de um gás e sua pressão parcial não são a
produtos porque estes são termodinamicamente mais estáveis do que os mesma grandeza (embora estejam relacionadas), não é de esperar que o
reagentes. No entanto saber que uma reação é espontânea não nos per- resultado seja o mesmo. Se julgar conveniente, o professor poderá estabe-
mite concluir se ela é rápida ou lenta. lecer a relação entre Kc e Kp (desenvolvida em Texto ao professor) e, a
O item 2.4 apresenta uma grandeza que não deve ser confundida seguir, mostrar que Kc e Kp para a reação a que se referem os dados das
com a constante de equilíbrio embora esteja relacionada a ele: o grau de tabelas 1 e 5 se relacionam conforme previsto pela expressão matemática:
equilíbrio. Estudar o grau de equilíbrio prepara para conhecer o conceito Kp ⫽ Kc 䡠 (RT) (2 – 1)
de grau de ionização de um eletrólito, que terá relevância no estudo de
Substituindo-se 0,36 como o valor de Kc (obtido da tabela 1), e os
equilíbrios de ácidos ou bases em solução aquosa.
valores de T (373 K, equivalente a 100ºC) e R (0,082 atm 䡠 L 䡠 mol–1 䡠 K⫺1),
Constante de equilíbrio é um valor numérico característico de uma chegamos a Kp ⫽ 11, o que está de acordo com o resultado da tabela 5.
certa reação química numa certa temperatura, e esse valor numérico é re- O quadro Aplique, proposto na página 219 do livro, provoca os
presentado por Kc (ou Kp, se for o caso). Quando realizamos uma determi- alunos para que reflitam sobre o fato de Kc e Kp serem grandezas distintas,
nada operação matemática com os valores das concentrações, em mol/L, mas que se relacionam.
de reagentes e produtos presentes no equilíbrio, então o resultado desse
cálculo é igual ao valor da constante de equilíbrio. Então, podemos Outra situação que requer atenção diz respeito à confusão entre os
justamente usar esse cálculo como critério para testar se um sistema está efeitos da temperatura e do catalisador sobre um sistema que converge para
ou não em equilíbrio. É isso que se faz no item 2.5, de relevância para o equilíbrio químico. O catalisador reduz o tempo necessário para chegar ao
preparar o estudante para compreender deslocamento de equilíbrio. equilíbrio, mas não o desloca. Já o aquecimento, além de reduzir o tempo
necessário para chegar ao equilíbrio, provoca seu deslocamento, que pode
O item 3 apresenta o conceito de Kp. A seguir, aparece, no item 4, a ser no sentido dos reagentes ou dos produtos, dependendo de o processo ser
discussão do Princípio de Le Chatelier. O princípio é enunciado no item exotérmico ou endotérmico. (O aquecimento aumenta a rapidez da reação
4.6, como resultado da apresentação de situações envolvendo variação de direta e a da reação inversa. Ele afeta, contudo, mais significativamente a
concentração (item 4.1), de pressão (4.2) e de temperatura (4.3). reação endotérmica.) O item 4.5 apresenta essa discussão ao aluno.
Essa abordagem introdutória ao conceito de equilíbrio envolve a
intensa análise de dados experimentais, presentes no capítulo principal-
mente na forma de tabelas. Pretende-se que o aluno se torne um conhece-
dor das generalizações científicas referentes ao equilíbrio químico na me- Experimentos
dida em que perceba que essas generalizações são provenientes da inter-
pretação de observações experimentais.
É costume, no ensino médio, “deduzir” a expressão da constante de PRINCÍPIO DE LE CHATELIER
equilíbrio a partir de considerações cinéticas, nas quais se consideram as O artigo de Ferreira, Hartwig e Rocha-Filho, indicado em Su-
reações direta e inversa como sendo elementares. Contudo, na Físico-Quí- gestão de leitura complementar para o professor, oferece o roteiro
mica superior, a demonstração de tal expressão é feita exclusivamente por para quatro experimentos relacionados ao Princípio de Le Chatelier.
meio de argumentos termodinâmicos (igualdade dos potenciais químicos São experimentos oportunos para este capítulo e que requerem mate-
dos participantes) que independem de as reações direta e inversa serem
riais e reagentes de fácil acesso.
elementares. Isso está alertado no final do item 2.2, na página 214.

* De fato, caso o tratamento termodinâmico se refira a soluções de comportamento não-ideal, a expressão mostrada envolverá a atividade de cada participante dividida pela
atividade padrão.

Comentario 22 6/24/05, 14:12


23
(PC )c 䡠 (PD )d
Texto ao professor ⇒ Kc ⫽
(PA )a 䡠 (PB ) b
䡠 (RT)(a ⫹ b) ⫺ (c ⫹ d) ⇒

⇒ K c ⫽ K p 䡠 (RT)(a ⫹ b) ⫺ (c ⫹ d) ⇒ K p ⫽ K c 䡠 (RT)(c ⫹ d) ⫺ (a ⫹ b)
RELAÇÃO ENTRE Kc E Kp
Convencionando ∆n = (c + d) – (a + b), temos finalmente:
Vamos deduzir uma relação entre Kc e Kp partindo da lei do gás
ideal: Kp = Kc 䡠 (RT)∆n, em que ∆n = (c + d) – (a + b)

PV = nRT ⇒ n = P ⇒ [gás] = P
V RT RT

Concentração do gás em mol/L Sugestão de leitura


Como R é constante, se mantivermos a temperatura constante,
poderemos dizer que:
complementar para o aluno
Constante se a temperatura for fixa.
VANIN, J. A. Alquimistas e químicos: o passado, o presente e o
[gás] ⫽ 1 䡠P futuro. São Paulo: Moderna, 1994. (Coleção Polêmica)
RT Paradidático que oferece um panorama da atuação da
A concentração em mol/L ... é diretamente proporcional Química e dos químicos. O capítulo 7 comenta a histó-
de um gás numa mistura... à sua pressão parcial. ria e a importância do processo de Haber-Bosch para
a síntese da amônia.
Substituindo na expressão de Kc o valor de concentração para
cada gás expressa em função da pressão parcial, chegamos a uma
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

expressão que relaciona ambas as constantes:


Sugestão de leitura
[C]c 䡠 [D]d
Kc ⫽ ⇒
aA(g) + bB(g) F cC(g) + dD(g)
[A]a 䡠 [B]b complementar para o professor
c d
 PC   PD  Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em
  䡠 
 RT   RT  (PC )c 䡠 (PD )d (RT)a 䡠 (RT) b http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/qnesc
⇒ Kc ⫽ b ⫽ 䡠 ⇒
a
 PA   PB  (PA )a 䡠 (PB ) b (RT)c 䡠 (RT)d FERREIRA, L. H.; HARTWIG, D. H.; ROCHA-FILHO, R. C. Algu-
  䡠 
 RT   RT  mas experiências simples envolvendo o Princípio de Le
Chatelier. Química Nova na Escola, n. 5, 1997. p. 28-31.

Capítulo 9 Equilíbrios iônicos


em solução aquosa
Principais conteúdos Conteúdos procedimentais Conteúdos atitudinais que
conceituais do capítulo que podem ser desenvolvidos podem ser desenvolvidos

• Constante de ionização de • Utilizar o Princípio de Le • Valorizar as medidas de pro-


ácidos Chatelier para prever o que o- teção ambiental como promo-
• Lei de Ostwald corre com um equilíbrio iônico toras da qualidade de vida.
• Efeito do íon comum sobre em função da variação da aci- • Apreciar o entendimento das
equilíbrios em solução aquosa dez do meio. regularidades da natureza.
• Auto-ionização e produto • Comparar a força de ácidos • Valorizar os progressos da
iônico da água com base nos valores de Ka. Ciência e suas aplicações
• Escala de pH e escala de • Calcular a concentração de como agentes do bem-estar
pOH H+ e de OH– em uma solu- humano.
ção aquosa de ácido ou de • Perceber que muitos princí-
• Hidrólise de sais
base e, com base nelas, de- pios científicos estão presen-
• Influência da pressão e da terminar o pH da solução. tes em nossa vida cotidiana.
temperatura sobre a solubili-
• Comparar a acidez e a
dade de gases em água
basicidade de meios aquosos
• Noção sobre solução-tampão por meio dos valores de pH.
• Equacionar casos comuns de
hidrólise salina.
• Prever o efeito de variações
de pressão e de temperatura
sobre a solubilidade de gases
em água.

Comentario 23 6/24/05, 14:12


24

Comentário geral liberação inicial de gás e diga aos alunos que observem a lenta libera-
ção subseqüente.
O item 1.1 aplica o conceito de constante de equilíbrio aos proces- Adicione, sobre o refrigerante, algumas gotas de ácido clorídri-
sos de dissociação eletrolítica de ácidos e de bases em água. Na discussão, co em solução 0,1 mol/L. Esse reagente deve ser manuseado pelo
o capítulo não entra na teoria de Brønsted-Lowry e, portanto, nada se co- professor, e todo cuidado deve ser tomado, pois se trata de um pro-
menta sobre a força das bases conjugadas dos ácidos. Caso o professor duto corrosivo e cujos vapores são irritantes da pele, dos olhos e
julgue conveniente abordar esse tema, poderá trabalhar o Tópico Avança- das mucosas.
do que está no final do livro do aluno. O item 1.2 aborda a Lei de Ostwald
Mesmo após a liberação inicial de gás, uma boa parte dele ainda
e mostra como calcular a [H⫹] presente em uma solução de monoácido e a
[OH⫺] em uma solução de monobase. O item 1.3 ilustra a aplicação do se encontra dissolvida na forma de CO2(aq) e, principalmente, na for-
Princípio de Le Chatelier a equilíbrios iônicos em solução. ma de íon bicarbonato.
O item 2 aborda as escalas de pH e pOH. É uma das mais relevantes CO2 (g) F CO2 (aq)
aplicações do conceito de equilíbrio químico. As questões sobre esse tema
visam à fixação dos pontos fundamentais, sendo que exercícios mais com- CO2 (aq) + H2O(l) F H+(aq) + HCO–3(aq)
plexos são encontrados no final do capítulo. O aumento da concentração de H+ no meio provoca um desloca-
O item 3 trata dos indicadores ácido-base. mento deste último equilíbrio para a esquerda, com o conseqüente
aumento da concentração de CO2 (aq). Isso provoca o deslocamento
A hidrólise salina é apresentada no item 4.
do primeiro equilíbrio também para a esquerda, o que explica a libe-
O item 5 discute os equilíbrios em que gases se dissolvem em água, ração de gás observada ao adicionar o ácido.
apresentando a influência da temperatura e da pressão sobre a solubilidade
de gases. Um exemplo é o da dissolução do ar (particularmente do oxigê- Este experimento ilustra como o suco gástrico favorece a li-
nio) em água, de importância para muitas formas aquáticas de vida. Dois beração do gás das bebidas gaseificadas, estimulando a eructação
outros exemplos destacados, no livro, são o da dissolução do dióxido de (arroto).

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
carbono em água, que deixa o meio ácido, e o da dissolução da amônia em
água, que deixa o meio alcalino. Como tais exemplos envolvem íons em
solução, afetam o pH da solução e são também influenciados pelo pH do
meio, optou-se por colocá-los neste capítulo 9, e não no 10 (em que é feita INVESTIGANDO INDICADORES
a análise matemática dos equilíbrios heterogêneos e no qual o ponto cen- ÁCIDO-BASE
tral de interesse será o estudo da solubilidade de sólidos em água).
Azul de bromotimol, alaranjado de metila, vermelho de metila,
O item 6 aborda um assunto relativamente complexo para o ensino fenolftaleína e tornassol são alguns indicadores cuja coloração pode
médio: solução-tampão. Sugere-se a reflexão à luz da realidade local (in- ser investigada em função da acidez/basicidade do meio, e a mudan-
teresse dos alunos, vínculos com a Biologia, os medicamentos e os proces- ça de cor explicada com base no equilíbrio químico.
sos bioquímicos etc.), se é relevante trabalhar o tema ou se é melhor pulá-lo
em benefício de outro de maior relevância para os alunos.

Origem dos termos científicos Sugestões de leitura


• A palavra “ácido” vem do prefixo ac-, presente no grego e no latim, que complementar para o professor
indica ser picante, agudo, pontudo. É uma clara alusão ao efeito picante
dos ácidos sobre a língua.
Textos de Química Nova são disponibilizados em
• A palavra “álcali” vem do árabe al-qali, pelo latim medieval alkali, cin- http://quimicanova.sbq.org.br/QN_OnLine_Geral.htm
za de plantas. Nas cinzas vegetais são encontrados sódio e potássio na
Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em
forma de óxidos e carbonatos. Graças à presença desses óxidos básicos
(que reagem com água formando hidróxidos) e carbonatos (que em água http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/qnesc
sofrem hidrólise do ânion), a adição de cinzas à água deixa o meio bási- FIORUCCI, A. R.; SOARES, M. H. F. B.; CAVALHEIRO, E. T. G.
co. Daí usar “álcali” como sinônimo de base, e “alcalino” como sinôni- O conceito de solução tampão. Química Nova na Es-
mo de básico. cola , n. 13, 2001. p. 18-21. (Veja também errata no
n. 14, p. 46.)
GEPEC. Extrato de repolho roxo como indicador universal de pH.
Tema para pesquisa Química Nova na Escola, n. 1, 1995. p. 32-33.
• “Qual a concentração aproximada de oxigênio e de gás carbônico no ar LIMA, V. A.; BATTAGGIA, M.; GUARACHO, A.; INFANTE, A. De-
inspirado e no ar expirado? Como essas diferenças podem ser explicadas monstração do efeito tampão de comprimidos eferves-
em termos de deslocamento de equilíbrio?” centes com extrato de repolho roxo. Química Nova na
Escola, n. 1, 1995. p. 33-34.
SILVA, C.R.; SIMONI, J. A. Avaliação da capacidade tamponante
Tema para discussão em grupo — um experimento participativo. Química Nova, v. 23,
n. 3, 2000. p. 405-409.
• “Sabe-se que peixes podem morrer por falta de oxigênio na água. Mas
TERCI, D. B. L.; ROSSI, A. V. Indicadores naturais de pH: usar
como pode acontecer de eles morrerem por falta de oxigênio já que na
papel ou solução? Química Nova , v. 25, n. 4, 2002.
composição da água há oxigênio?”
p. 684-688.
As autoras sugerem o uso de extratos de amora, jabu-
Experimentos ticaba, jambolão e uva como indicadores de pH, tanto
na forma líquida como em papel. Além de apresentar
fotos da cor dos extratos em diferentes pHs, o artigo
ÁCIDO NO REFRIGERANTE compara o desempenho desses indicadores, na forma
de papel, com o de alguns papéis indicadores univer-
Coloque uma bebida gaseificada num copo, aproximadamente sais comercialmente disponíveis. O artigo também in-
até a metade. Espere alguns segundos até que termine aquela grande clui fórmulas estruturais de antocianinas e apresenta
os equilíbrios químicos envolvidos.

Comentario 24 6/24/05, 14:12


25

Capítulo 10 Equilíbrios químicos


heterogêneos
Principais conteúdos Conteúdos procedimentais Conteúdos atitudinais que
conceituais do capítulo que podem ser desenvolvidos podem ser desenvolvidos

• Conceitos de Kc e Kp aplicados • Empregar o valor de Kc para • Apreciar o entendimento das


a equilíbrios heterogêneos prever se um sistema hetero- regularidades da natureza.
• Princípio de Le Chatelier apli- gêneo está em equilíbrio quí- • Valorizar os progressos da
cado aos equilíbrios hetero- mico. Ciência e suas aplicações
gêneos • Utilizar o Princípio de Le como agentes do bem-estar
• Solubilidade (ou coeficiente Chatelier para prever o que humano.
de solubilidade) de sólidos em ocorre com um equilíbrio he- • Perceber que muitos princí-
água terogêneo em função de per- pios científicos estão presen-
turbações. tes em nossa vida cotidiana.
• Solução saturada, solução
• Equacionar casos comuns de
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

não-saturada e solução su-


persaturada equilíbrio químico entre sóli-
do iônico e solução saturada.
• Influência da temperatura so-
bre a solubilidade de sólidos • Prever o efeito de variações
em água de temperatura sobre a solu-
bilidade de sólidos iônicos em
• Curva de solubilidade
água, sendo conhecido o si-
• Produto de solubilidade nal do ∆H do processo de
• Relação entre solubilidade, dissociação iônica.
em mol/L, e produto de solu- • Analisar uma curva de solu-
bilidade bilidade e, a partir dela, pre-
• Produto de solubilidade na ver o efeito de variações de
avaliação de uma solução temperatura sobre a solubili-
aquosa de soluto iônico como dade do soluto.
saturada, não-saturada ou • Relacionar matematicamente
supersaturada produto de solubilidade com
• Efeito do íon comum sobre a solubilidade em mol/L.
solubilidade de substâncias
iônicas em água

Comentário geral Experimento


Os itens 1 e 2 deste capítulo aplicam os princípios estudados no
capítulo 8 aos equilíbrios heterogêneos. A novidade, no tocante à aplica- SAL NO REFRIGERANTE
ção do Princípio de Le Chatelier, é que a adição ou retirada de um sólido Ao aluno
participante do equilíbrio não provoca deslocamento desse equilíbrio.
Objetivo: Evidenciar que uma bebida gaseificada é uma solução
Esse ponto prepara para entender o item 3 — em que a solubilidade supersaturada de dióxido de carbono em água.
de sólidos iônicos em água é encarada à luz do equilíbrio químico entre
Material:
um corpo de chão iônico e os íons presentes na solução saturada —, e
• bebida gaseificada (recém-aberta) não-alcoólica
permitirá compreender que a adição de uma substância sólida a uma solu-
• açúcar
ção saturada dessa mesma substância, em equilíbrio com a fase sólida, • sal
provoca apenas o aumento da massa do corpo de chão, e não o aumento da • 2 copos
concentração da solução. Também possibilitará entender por que a retira- • colher de café
da do corpo de chão não provoca precipitação de soluto dissolvido na so-
Procedimento:
lução saturada.
1. Adicione uma colherada de sal a meio copo da bebida
O item 4 trata do produto de solubilidade. Cabe ao professor ava- gaseificada.
liar, considerando a realidade local, se é conveniente explorar tal tema. 2. Repita o item anterior usando outra amostra da bebida e açú-
Caso decida favoravelmente, os itens 4.4 e 4.5 podem ser pulados, pois car em vez de sal.
representam um aprofundamento, que, dependendo da carga horária, nem 3. Proponha uma explicação para o que observou.
sempre é oportuno.

Comentario 25 6/24/05, 14:12


26
Ao professor CH3CH(OH)COOH, e o acético, CH3COOH. A produção de ácidos é
A adição de sal sólido a uma bebida gaseificada recém-aberta maior quando a comida possui um alto índice de açúcares, como os
(solução supersaturada de dióxido de carbono em água) acelera a doces e as bebidas açucaradas. A diminuição do pH reduz a quantidade
liberação do excedente de gás, pois os cristais atuam como focos que de íons OH–, o que favorece a desmineralização. Uma vez debilitada a
favorecem a formação de bolhas. (Isso é comparável a inserir um película protetora de esmalte, a cárie é iniciada.
cristal de acetato de sódio a uma solução aquosa supersaturada desse A melhor maneira de combater a cárie é ter uma dieta baixa em
sal, o que provocaria precipitação do excedente de soluto). A adição açúcares e escovar os dentes imediatamente após cada refeição. A
de cristais de açúcar ou mesmo de grãozinhos de areia a uma bebida maioria das pastas de dente contém fluoreto, por exemplo na forma
gaseificada recém-aberta produziria o mesmo efeito. de NaF, o que também ajuda a reduzir as cáries. Os íons F– substituem
parte dos íons OH– durante o processo de remineralização:
Ca5(PO4)3F(s) F 5 Ca2+
(aq)
+ 3 PO3–
4(aq)
+ F–(aq)

Texto ao professor –
Como o F é uma base (no conceito de Brønsted-Lowry) mais
fraca que o OH–, o esmalte modificado, chamado de fluorapatita, é
mais resistente aos ácidos.
A CÁRIE DENTAL
Os dentes são protegidos por uma película de esmalte de uns
2 mm de espessura composta de uma substância chamada
hidroxiapatita, Ca5(PO4)3OH. Quando ocorre a dissolução (processo
Sugestão de leitura
chamado de desmineralização), os íons em solução vão para a saliva: complementar para o professor
Ca5(PO4)3OH(s) F 5 Ca2+(aq) + 3 PO3–4(aq) + OH–(aq)
Pelo fato de os fosfatos dos metais alcalino-terrosos serem in- MATEUS, A. L. Química na cabeça. Belo Horizonte: Editora UFMG,

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
solúveis, essa reação ocorre somente em pequenas proporções. O 2002.
processo inverso, denominado remineralização, é a defesa natural Apresenta uma série de experimentos clássicos, que
do corpo contra a cárie dental. podem ser usados para problematizar e/ou ilustrar pon-
Nas crianças, a mineralização ocorre mais rapidamente que a tos importantes da Química do nível médio. A parte 4
desmineralização; nos adultos, a remineralização e a desminerali- do livro, intitulada “Cristais: as jóias da química”, abor-
zação ocorrem aproximadamente com a mesma velocidade. da dezesseis experimentos envolvendo cristais, solu-
Após cada refeição, as bactérias que se encontram na boca de- bilidade, precipitação. Os materiais necessários são re-
gradam alimentos produzindo ácidos orgânicos, como o lático, lacionados, o procedimento é descrito e os resultados
esperados são comentados.

Capítulo 11 Radioatividade:
fenômenos de origem
nuclear
Principais conteúdos Conteúdos procedimentais Conteúdos atitudinais que
conceituais do capítulo que podem ser desenvolvidos podem ser desenvolvidos

• Características das emissões • Equacionar um decaimento • Ponderar que os avanços téc-


alfa, beta e gama alfa e um decaimento beta, nicos são, quase sempre,
• Efeitos biológicos da radiação prevendo, com auxílio da ta- conseqüência da utilização
• Cinética das emissões ra- bela periódica, qual o nuclídeo de princípios científicos.
dioativas produzido. • Valorizar as medidas de pro-
• Transmutação nuclear • Observar uma equação que teção ambiental como promo-
• Aplicações da radioatividade representa transmutação, fis- toras da qualidade de vida.
são ou fusão nuclear e com- • Compreender que a pesquisa
• Fissão nuclear
pletar corretamente essa científica pode fornecer resul-
• Fusão nuclear equação caso nela falte ape- tados cuja aplicação pelo ser
• Breve histórico dos acidentes nas um nuclídeo. humano pode trazer efeitos
de Chernobyl e do césio-137 • Empregar dados de meia-vida benéficos ou efeitos maléficos,
para estimar a quantidade de o que depende da aplicação,
um material radioativo que de como é feita e das inten-
resta após certo período de ções que a motivam.
tempo.

Comentario 26 6/24/05, 14:12


27
Esse tema permite comparar o processo de produção dos raios X
Comentário geral com o dos raios gama, e também o risco que cada um oferece à saúde.
Outro tema possível é:
Esse capítulo pretende dar uma noção geral da origem dos fenôme- • “Câncer de pele: Qual a importância dos protetores solares e o que exa-
nos nucleares, comentando aspectos relacionados às emissões radioativas tamente significa o fator de proteção solar (FPS), que aparece estampa-
(alfa, beta e gama) e à transmutação, à fissão e à fusão nucleares. do no frasco de tais produtos?”
Alguns aspectos destacados são os acidentes nucleares na Ucrânia,
com o reator da usina de Chernobyl, e no Brasil, com o césio-137, e a
contraposição entre aspectos positivos da tecnologia nuclear, como a datação
pelo carbono-14 e a radioterapia do câncer, e aspectos negativos, como os
acidentes nucleares e a utilização bélica da tecnologia. Atividade
Caso o professor não disponha de muito tempo no calendário esco-
Assistir ao filme O dia seguinte (The day after, 1983, Estados Uni-
lar, este é um capítulo que pode ser estudado pelos alunos como parte de
dos, 126 min. Direção: Nicholas Meyer. Versátil Home Video).
um trabalho que envolva pesquisas e exposições em público, individuais ou
em equipe, acerca dos vários aspectos envolvidos no tema radioatividade. Feito em 1983, ainda sob o clima da guerra fria, essa produção
tenta expressar uma possível concepção do caos que se seguiria a uma
guerra em que dispositivos nucleares fossem empregados.
Temas para pesquisa Há aspectos nesse filme que propiciam debate e que podem ser
tratados de forma interdisciplinar com Geografia, História, Física, Biolo-
• “A descoberta dos raios X e as suas principais aplicações.” gia e Inglês.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Textos ao professor

SÍNTESE DOS ELEMENTOS TRANSURÂNICOS

Número atômico Nome Símbolo Síntese


238 1 239 0
93 Netúnio Np 92U + 0n 촞 93Np + –1β

239 239 0
94 Plutônio Pu 93Np 촞 94Pu + –1β

239 1 240 0
95 Amerício Am 94Pu + 0n 촞 95Am + –1β

239 4 242 1
96 Cúrio Cm 94Pu + 2α 촞 96Cm + 0n

241 4 243 1
97 Berquélio Bk 95Am + 2α 촞 97Bk + 2 0n
242 4 245 1
98 Califórnio Cf 96Cm + 2α 촞 98Cf + 0n

238 1 253 0
99 Einstênio Es 92U + 15 0n 촞 99Es + 7 –1β
238 1 255 0
100 Férmio Fm 92U + 17 0n 촞 100Fm + 8–1β
253 4 256 1
2α 촞
101 Mendelévio Md 99Es
+ 101Md + 0n
246 12 254 1
102 Nobélio No 96Cm + 6C 촞 102No + 4 0n
252 10 257 1
103 Laurêncio Lr 98Cf
+ 5B 촞 103Lr + 5 0n
249 12 257 1
104 Rutherfórdio Rf 98Cf + 6C 촞 104Rf + 4 0n
249 15 260 1
105 Dúbnio Db 98Cf + 7N 촞 105Db + 4 0n
249 18 263 1
106 Seabórgio Sg 98Cf + 8O 촞 106Sg + 4 0n
209 54 262 1
107 Bóhrio Bh 83Bi + 24Cr 촞 107Bh + 0n

208 58 265 1
108 Hássio Hs 82Pb + 26Fe 촞 108Hs + 0n

209 58 266 1
109 Meitnério Mt 83Bi + 26Fe 촞 109Mt + 0n

208 62 269 1
110 Darmstádtio Ds 82Pb + 28Ni 촞 110Ds + 0n

209 64 272 1
111 Roentgênio Rg 83Bi + 28Ni 촞 111Rg + 0n

Fontes: www.iupac.org/publications/ci/2005/2701/iw1_naming.html (22/03/2005); www.iupac.org/publications/ci/2003/2505/


iw1_darmstadtium.html (22/03/2005); www.webelements.com/webelements/elements/text/Uuq/key.html (24/03/2001); SEABORG, G. T. e
LOVELAND, W. D. The search for new elements. In: HALL, N. (ed.) The new Chemistry. Cambridge: Cambridge University Press, 2000. p. 8.
ARMBRUSTER, P. e HESSBERGER, F. P. Making new elements. Scientific American, p. 50-55, set. 1998; CHANG, R. Chemistry. 5. ed. New
York: McGraw-Hill, 1994. p. 917.

Comentario 27 6/24/05, 14:12


28
A ATMOSFERA E AS CONSEQÜÊNCIAS
CLIMÁTICAS DA GUERRA NUCLEAR
Sugestão de leitura
[...] Explosões de baixa potência no ar sobre cidades ou florestas
complementar para o aluno
próximas tenderão a provocar incêndios extensos, em alguns casos
cobrindo uma área total de 100.000 quilômetros quadrados, ou mais. CHASSOT, A. A Ciência através dos tempos. 2. ed. São Paulo:
Incêndios em cidades geram enormes quantidades de fumaça negra Moderna, 2004. (Coleção Polêmica)
que se eleva pelo menos à camada superior da baixa atmosfera, ou Apresenta um panorama da evolução da atividade
troposfera. [...] científica, da pré-história aos dias atuais. O capítulo 10
[...] inclui a descoberta dos raios X, da radioatividade e a
transmutação nuclear.
[...] Pela primeira vez se demonstra que temperaturas extrema-
mente baixas, o “inverno nuclear”, se sucederiam por um tempo pro-
longado a uma guerra nuclear. (O estudo também explica o fato de
não terem sido detectados efeitos climáticos do gênero após a deto-
nação de algumas centenas de megatons durante o período de testes
Sugestões de leitura
atmosféricos de engenhos nucleares pelos Estados Unidos e União
Soviética, encerrado pelo Tratado Limitado de Proibição de Testes
complementar para o professor
em 1963: as explosões se sucederam ao longo de vários anos, virtual-
mente não simultâneas, e, como ocorreram sobre descampados, atóis Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em
de coral, tundras e áreas desérticas, não provocaram incêndios.) Os http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/qnesc
novos resultados foram submetidos a análises detalhadas, e muitos
FARIAS, R. F. As mulheres e o Prêmio Nobel de Química. Quími-
cálculos confirmativos já foram feitos depois, inclusive pelo menos
ca Nova na Escola, n. 14, 2001. p. 28-30.
dois na União Soviética.
Esse artigo, publicado no ano do centenário da primei-

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
[...] ra entrega do Prêmio Nobel, relata a vida das três mu-
Sabe-se que mesmo quedas de temperatura bem menores trazem lheres a receberem esse prêmio na área de Química.
conseqüências sérias. A explosão do vulcão Tambora na Indonésia Duas delas, Marie Sklodowska Curie e sua filha Irène
em 1815 foi a causa provável de um declínio na temperatura média Joliot-Curie, laureadas respectivamente em 1911 e
global de menos de 1°C, devido ao obscurecimento do sol pela poei- 1935, destacaram-se por suas contribuições na área
ra fina propelida para a estratosfera. O frio verificado no ano seguin-
da radioatividade.
te foi de tal ordem que 1816 ficou conhecido na Europa e na América
como, respectivamente, “o ano sem verão” e “mil-e-oitocen- SEABORG, G. T. Os elementos transurânicos sintetizados pelo
tos-e-morrer-de-frio”. Um esfriamento de 1°C acabaria por comple- homem. São Paulo: Edgard Blücher, 1969.
to com as lavouras de trigo do Canadá. Pequenas variações globais Livro em que o ganhador do Nobel de Química em
estão geralmente associadas a variações regionais muito maiores. Nos 1951, homenageado no nome do elemento 106
últimos mil anos, os desvios máximos de temperatura global ou do (Seabórgio), apresenta aspectos históricos da desco-
Hemisfério Norte foram da ordem de 1°C. Numa glaciação, uma bai- berta dos elementos transurânicos, até o Laurêncio.
xa prolongada típica da temperatura global em relação às condições
SEGRÈ, E. Dos raios X aos quarks: físicos modernos e suas
preexistentes é de cerca de 10°C. [...]. Diferentemente, porém, da
situação numa glaciação, as temperaturas globais após a guerra cairiam descobertas. Brasília: Editora Universidade de Brasília,
bruscamente, e é provável que levassem apenas de alguns meses a 1980.
alguns anos para restabelecer-se, em vez de milhares de anos. Não é O autor, ganhador do Prêmio Nobel de Física em 1959,
de se esperar que um inverno nuclear induzisse a um novo período relata a história de descobertas que abriram os hori-
glaciário, pelo menos de acordo com a nossa análise preliminar. zontes da Ciência para o mundo das partículas
[...] subatômicas.

Fonte: SAGAN, C. et al. O inverno nuclear. Tradução de João Guilherme


Linke. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1985. p. 42, 45, 50.

Tópico avançado Conceitos ácido-


base de Brønsted-
Lowry e de Lewis
Comentário geral
A conceituação de ácido e de base segundo Brønsted-Lowry é útil
no trabalho dos químicos, merecendo destaque sua aplicação na interpre-
tação de reações que ocorrem em meio aquoso e que envolvem desloca-
mentos de equilíbrio nos quais há pares conjugados ácido-base. Sugestão de leitura
Apesar dessa importância científica, há muitas escolas nas quais os
professores optam por não ministrar esse tema. Em função disso, preferiu-
complementar para o professor
se colocar esse tema, juntamente com uma rápida noção sobre a
conceituação ácido-base de Lewis, na forma de um tópico avançado. Textos de Química Nova são disponibilizados em
http://quimicanova.sbq.org.br/QN_OnLine_Geral.htm
Esse tópico avançado pode ser trabalhado logo após os itens
CHAGAS, A. P. O ensino de aspectos históricos e filosóficos da
1, 2 ou 4 do capítulo 9. Também pode, simplesmente, ser ignorado
Química e as teorias ácido-base do século XX. Quími-
sem prejuízo apreciável da formação do aluno do nível médio.
ca Nova, v. 23, n. 1, 2000. p. 126-133.

Comentario 28 6/24/05, 14:12


29

RESOLUÇÕES
Capítulo 1
c) A indicação do rótulo é de que há 60 g de soluto em 1 dm3, ou
seja, em 1.000 mL dessa solução. Assim, um quarto dessa
Expressando a concentração massa de soluto, 15 g, estará presente em um quarto desse vo-
de soluções lume, 250 mL.
Expressando esse raciocínio por meio de uma regra de três,
temos:
1 Não. Apenas as misturas homogêneas (que apresentam uma só
fase) são chamadas de soluções. As misturas heterogêneas (mais Grandezas: Massa Volume
de uma fase) não recebem essa designação. de soluto de solução
60 g — 1.000 mL
6 Grandezas: Massa Volume ⇒ y  250 mL
15 g — y
de soluto de solução
11,9 g — 1L
⇒ V  0,800 L 8 Grandezas: Massa Volume
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

9,52 g — V
ou de soluto de solução
V  800 cm3 27 g — 1L
⇒ x  3,7  104 L
1  106 g — x

7 a) O solvente é a água, o que se deduz pela indicação (aq), que Grandezas: Volume Volume
indica aquoso. E o soluto é o hidróxido de sódio, NaOH. (em L) (em m3)
b) A indicação do rótulo é de que há 60 g de soluto em 1 dm3, ou 1  103 L — 1 m3
seja, em 1.000 cm3 dessa solução. Assim, na metade desse ⇒ y  37 m3
3,7  104 L — y
volume, 500 cm3, haverá 30 g de soluto.
Expressando esse raciocínio por meio de uma regra de três, temos:
9 Grandezas: Massa Volume
Grandezas: Massa Volume de soluto de solução
de soluto de solução 80 g — 1.000 mL
60 g — 1.000 cm3 ⇒ x  20 g
⇒ x  30 g x — 250 mL
x — 500 cm3

12 Ambas as bolinhas são menos densas que o líquido do desenho 훽 e mais densas que o do desenho 훾. A bolinha verde é mais densa e a vermelha
é menos densa que o líquido do desenho 훿. Assim, podemos elaborar o seguinte esquema:
Bolinha vermelha Bolinha verde

Densidade crescente

Líquido 훾 Líquido 훿 Líquido 훽


Decorre que o líquido do desenho 훽 é água, o do desenho 훾 é álcool e o do desenho 훿 é uma mistura de ambos.

13 a) A densidade informa que 1 cm3 dessa solução tem massa 1,10 g. d) Se em um litro de solução há 0,1 mol, então em meio litro
Assim, 1,0 L (1.000 cm3) tem massa 1.100 g, ou 1,10 kg. (500 mL) haverá 0,05 mol. Em regra de três:
b) A concentração informa que cada litro de solução contém 165 g Grandezas: Volume Quantidade
de soluto. de matéria
c) Sendo conhecida a massa de 1,0 L de solução (item a) e a massa 1.000 mL — 0,1 mol
de soluto presente nesse volume (item b), deduzimos que a ⇒ y  0,05 mol
500 mL — y
massa de água é igual a 1.100 g menos 165 g, ou seja, 935 g.
e) É a metade da massa respondida no item c, ou seja, 3,15 g. Em
regra de três:
15 a) O soluto é HNO3 (ácido nítrico) e o solvente é água.
b) 0,1 mol Grandezas: Massa Quantidade
c) 6,3 g, pois a massa molar do HNO3 é 63 g/mol. Ou, em regra de matéria
63 g — 1 mol
de três, temos: ⇒ w  3,15 g
w — 0,05 mol
Grandezas: Massa Quantidade de matéria
63 g — 1 mol f) No item c chegamos à massa de soluto em um litro de solução.
⇒ x  6,3 g Com base nesse resultado, a concentração dessa solução pode
x — 0,1 mol
ser expressa como 6,3 g/L.

Resoluções do Vol 2_cad1 29 6/24/05, 14:13


30
23 A equação da dissociação iônica é: 29 Um modo de resolver o problema é descobrir a massa de soluto
presente em um litro de solução.
KI(s) → K(aq)  I(aq) A densidade informa que a massa de cada mililitro de solução é
1,05 g. Disso decorre que a massa de 1 L (1.000 mL) é 1.050 g. E
Assim, temos a proporção entre a quantidade que se dissocia e as a porcentagem em massa de soluto informa que, dessa massa to-
quantidades de íons que passam a estar em solução. tal, 10% é massa de soluto. Assim:
KI (s) K(aq) I(aq) Grandezas: Massa Porcentagem
Proporção: 1 mol 1 mol 1 mol 1.050 g — 100%
Grandezas: Quantidade Quantidade Quantidade ⇒ x  105 g
x — 10%
de matéria de matéria de matéria
1 mol — 1 mol — 1 mol Como um litro da solução contém 105 g de soluto, podemos afir-
0,01 mol — 0,01 mol — 0,01 mol mar que a concentração desse soluto é 105 g/L.

Portanto, na solução, as concentrações de íons são: 30 Empregando a definição de título em volume, temos:
 
[K ]  0,01 mol/L e [I ]  0,01 mol/L Vsoluto 39 L
Tv   ⇒ T v  0,78
Vsolução 50 L
24 Quando o ácido sulfúrico sofre ionização, cada mol de ácido ori-
gina um mol de sulfato, de acordo com a equação: 31 Determinar a concentração de SO2 expressa em ppm (partes por
milhão) em volume consiste essencialmente em determinar quantos
H2SO4(l) → 2 H(aq)  SO42(aq)
litros de SO2 estão presentes em um milhão de litros (1  106 L) de
Assim:
ar. Assim:
H2SO4(l) SO42(aq)

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Proporção: 1 mol 1 mol Grandezas: Volume Volume
Grandezas: Quantidade Quantidade de ar de SO2
de matéria de matéria 100 L — 2  108 L
⇒ x  2  104 L
1 mol — 1 mol 1  106 L — x
0,003 mol — 0,003 mol Então, se 2  104 L de SO2 estão presentes em um milhão de
Portanto, a concentração de íons sulfato é: litros de ar, a concentração desse poluente é de 2  104 ppm
em volume.
4 ]  0,003 mol/L
[SO2
32 Determinar a concentração de estanho expressa em ppm em massa
25 A equação da dissociação iônica é:
consiste essencialmente em determinar quantos gramas de esta-
Fe2(SO4)3(s) → 2 Fe3
(aq)  3 SO42(aq) nho estão presentes em um milhão de gramas (1  106 g) de salsi-
cha. Para montar a regra de três, temos a informação de que 1 kg
Assim, temos a proporção entre a quantidade que se dissocia e as (1  103 g) de salsicha contém 300 mg (0,300 g) de estanho.
quantidades de íons que passam a estar em solução. Assim:
Fe2(SO4)3(s) 2 Fe3
(aq) 3 SO42(aq) Grandezas: Massa Massa
Proporção: 1 mol 2 mol 3 mol de salsicha de estanho
Grandezas: Quantidade Quantidade Quantidade 1  103 g — 0,300 g
de matéria de matéria de matéria ⇒ x  300 g
1  106 g — x
1 mol — 2 mol — 3 mol
0,1 mol — 0,2 mol — 0,3 mol Então, se 300 g de estanho estão presentes em um milhão de gra-
mas de salsicha, a concentração desse metal é de 300 ppm em
Portanto, na solução, as concentrações de íons são: massa. Portanto, o produto não pode ser comercializado.
Professor: Esta questão permite tirar a conclusão de que o número
[Fe3]  0,2 mol/dm3 e [SO42]  0,3 mol/dm3
de miligramas de uma substância presente por quilograma de
um material equivale à concentração dessa substância, expressa
27 Na solução que se deseja preparar, deve haver 100 g de sacarose
em ppm em massa.
e 900 g de água, totalizando 1.000 g (1 kg), dos quais 10% é a
massa de soluto e 90% é a massa de solvente. Assim, devem-se,
35 a) A massa de soluto é igual, pois não se adicionou soluto.
separadamente, pesar 100 g de sacarose e 900 g de água. No caso
b) A quantidade em mols de soluto é igual, pois não se adicionou
da água, como medir volume é mais fácil do que medir massa,
soluto.
pode-se medir o volume de 900 mL, pois a densidade da água
c) O volume de solução é maior no final. Mais precisamente, o
pura (1,0 g/mL) informa que cada mililitro tem massa de 1,0 g.
volume final é o dobro do inicial, pois o volume inicial é
Adiciona-se a água à sacarose e agita-se para que o soluto se
100 mL e a ele foram adicionados 100 mL de água.
dissolva.
d) A concentração final, em g/L, é a metade da inicial, pois a
massa de soluto permaneceu constante e o volume dobrou.
28 Vamos considerar uma amostra de um litro dessa solução. A den-
e) A concentração final, em mol/L, é a metade da inicial, pois a
sidade informa que 1 cm3 dessa solução tem massa 1,10 g. Assim,
quantidade em mols de soluto permaneceu constante e o volu-
1 L (1.000 cm3) dessa solução tem massa 1.100 g. E a concentra-
me dobrou.
ção informa que cada litro de solução contém 165 g de soluto.
Dessa maneira, conhecemos a massa total da amostra de um litro
de solução e também a massa de soluto nela presente. Assim: mi
36 Ci  ⇒ mi  Ci  Vi (1)
Vi
Grandezas: Massa Porcentagem
1.100 g — 100% mf
⇒ x  15% Cf  ⇒ mf  Cf  Vf (2)
165 g — x Vf

Resoluções do Vol 2_cad1 30 6/24/05, 14:13


31
Como mi e mf são iguais, podemos igualar o segundo membro das 43 Na primeira solução há 0,10 mol de soluto:
igualdades (1) e (2). Assim, temos: n
M 1  1 ⇒ n1  M1  V1  0,50 mol/L  0,200 L  0,10 mol
V1
Ci  Vi  Cf  Vf
Na segunda solução há 0,06 mol de soluto:
37 Como as concentrações em g/L e em mol/L são inversamente pro- n2
M2  ⇒ n2  M2  V2  0,20 mol/L  0,300 L  0,06 mol
porcionais ao volume, podemos deduzir que, se o volume triplicar, V2
mantendo-se a quantidade de soluto, essas concentrações serão Na solução resultante da mistura haverá 0,16 mol de soluto em
reduzidas a um terço do valor inicial. um volume de 0,500 L (500 mL). Assim:
Uma resolução mais formal é a que segue: nf 0,16 mol
Mf  ⇒ Mf  ⇒ M f  0,32 mol / L
a) O volume final é o triplo do inicial: Vf  3 Vi Vf 0,500 L
Mi  Vi  Mf  Vf ⇒ Mi  Vi  Mf  3 Vi ⇒
44 Seja V1 o volume, em litros, da solução 1,0 mol/L:
Mi n
⇒ Mf M1  1 ⇒ n1  M1  V1 (em que M1  1,0 mol/L)
3 V1
b) O volume final é o triplo do inicial: Vf  3 Vi Seja V2 o volume, em litros, da solução 2,0 mol/L:
n
Ci M2  2 ⇒ n2  M2  V2 (em que M2  2,0 mol/L)
Ci  Vi  Cf  Vf ⇒ Ci  Vi  Cf  3 Vi ⇒ Cf  V2
3
Na solução resultante da mistura haverá uma quantidade de soluto
m i soluto igual a (n1  n2), dissolvida em um volume de (V1  V2) litros.
38 Ti  ⇒ m i soluto  T i  m i (1)
mi n1  n 2 M 1  V1  M 2  V2
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Mf  ⇒ Mf  (em que
V1  V2 V1  V2
m f soluto
Tf  ⇒ m f soluto = T f  m f (2) Mf  1,2 mol/L)
mf
Substituindo, nessa expressão, os valores de M1, M2 e Mf,
Como mi soluto e mf soluto são iguais, podemos igualar o segundo mem- temos:
bro das igualdades (1) e (2). Assim, temos:
1  V1  2  V2
1,2  ⇒ 1,2 (V1  V2)  V1  2 V2 ⇒
Ti  mi  Tf  mf V1  V2
⇒ 1,2 V1  1,2 V2  V1  2 V2 ⇒ 1,2 V1  V1  2 V2  1,2 V2 ⇒

39 Como o título em massa é inversamente proporcional à massa da V1 0,8 V1


solução, podemos deduzir que, se essa massa triplicar, mantendo-se a ⇒ 0,2 V1  0,8 V2 ⇒ V  0,2 ⇒ V2
4
2
massa de soluto, o título será reduzido a um terço do valor inicial.
Uma resolução mais formal é a que segue. Esse resultado indica que as soluções devem ser misturadas de tal
A massa final é o triplo da inicial: mf  3 mi forma que o volume da solução 1,0 mol/L deve ser quatro vezes
Ti maior que o da solução 2,0 mol/L. Assim, por exemplo, se for
Ti  mi  Tf  mf ⇒ Ti  mi  Tf  3 mi ⇒ Tf  usado um litro da solução 2,0 mol/L, devem ser usados quatro
3
litros da solução 1,0 mol/L.
40 Vamos considerar que cada copo contenha o volume V de líquido.
Dentro dessa consideração, o volume inicial (que é o de três co- 45 Exclusivamente ao misturar soluções 0,5 mol/L e 1,0 mol/L, a
pos) é 3 V. concentração da solução obtida terá um valor entre 0,5 mol/L e
A concentração em mol/L dos solutos presentes na limonada deve- 1,0 mol/L. Se forem misturados volumes iguais de ambas, por
se reduzir a 60% da inicial. Isso é matematicamente expresso as- exemplo, a solução resultante terá concentração 0,75 mol/L. Se
sim: forem usados volumes diferentes, quanto maior o volume de solu-
ção 0,5 mol/L, mais a concentração da solução obtida tenderá ao
60
Mf  M valor 0,5 mol/L. E quanto maior o volume de solução 1,0 mol/L,
100 i
mais a concentração da solução obtida tenderá ao valor
Assim: 1,0 mol/L. Porém, a concentração resultante não poderá ser infe-
60 rior a 0,5 mol/L nem superior a 1,0 mol/L. Assim sendo:
Mi  Vi  Mf  Vf ⇒ M i  3 V  M i  Vf ⇒
100 a) é possível obter uma solução 0,6 mol/L.
⇒ Vf  5 V b) é possível obter uma solução 0,9 mol/L.
Assim, concluímos que o volume final é igual ao de cinco copos. c) não é possível obter uma solução 1,2 mol/L.
Porém, como o volume inicial já é de três copos, devem ser acres-
centados dois copos de água. 46 Alternativa C.
Solução 훽 Solução 훾
41 Com a adição da água, o volume, que inicialmente é de 200 mL, VA  100 mL VB  200 mL
aumenta para 500 mL. Com efeito, temos: MA  0,30 mol/L MB  0,15 mol/L
Ci  Vi  Cf  Vf ⇒ 10 g/L  200 mL  Cf  500 mL ⇒ n1A n1B
MA  MB 
⇒ Cf  4 g/L VA VB

n1A n1B
42 Para que a concentração em mol/L fique reduzida a um quarto do 0,30 mol / L  0,15 mol / L 
0,1 L 0,2 L
valor inicial, o volume deve ser quadruplicado por adição
n1A  0,03 mol n1B  0,03 mol
do solvente água. O técnico pode colocar os 500 mL em um balão
volumétrico de 2 L e adicionar água destilada até a marca que n1A  n1B 0,03  0,03
MC   ⇒ M C  0,2 mol  L1
existe no gargalo do balão. VA  VB 0,1  0,2

Resoluções do Vol 2_cad1 31 6/24/05, 14:13


32
Assim, em 1,0 L da solução 훽, teremos aproximadamente
47
4,0 mol. Dessa forma, a concentração em quantidade de matéria é
igual a:
 →
MA  4,0 mol  L1

Sol. (1) HCl(aq) Sol. (2) HCl(aq) Sol. (3) HCl(aq) Como as soluções misturadas possuem solutos iguais, podemos
V  100 mL V  300 mL V  400 mL escrever:
M(C)  V(C)  M(A)  V(A)  M(B)  V(B)
M  2 mol/L M  2 mol/L M  2,0 mol/L
M(C)  0,6 L  4,0  0,1  1,0  0,5
↓ ↓ ↑
MC  1,5 mol  L1
n1  0,2 mol  n1  0,6 mol → n1  0,8 mol

Retira-se o volume é 50 Alternativa E.


metade ⇒ dobrado por ⇒ Massa molar do NaCl  58,5 g/mol
da solução (3) diluição 3,5 g
n NaCl  1  0,06 mol
58,5 g  mol
V(3)  200 mL V(4)  400 mL Massa molar do açúcar  342 g/mol
M(3)  2,0 mol/L M(4)  ? 11,0 g
n açúcar  1
 0,03 mol
M(3)  V(3)  M(4)  V(4) 342 g  mol
2,0  0,2  M(4)  0,4
n NaCl  n açúcar 0,06 mol  0,03 mol
M  ⇒

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
M(4)  1,0 mol  L1 1,0 L 1,0 L

⇒ M  0,09 mol  L1


48
51 Alternativa D.
 →

 →

Sol. 훽 HCl(aq) Sol. 훾 HCl(aq) Sol. 훿 HCl(aq)


VA  ? VB  ? VC  1,0 L KOH(aq) H2SO4(aq) K2SO4(aq)
V  300 mL V  200 mL V  500 mL
MA  8,0 mol/L MB  3,0 mol/L MC  6,0 mol/L M  2,0 mol/L M  1,0 mol/L M?
M(C)  V(C)  M(A)  V(A)  M(B)  V(B) (Equação 1) ↓ ↓
nbase  0,6 mol nácido  0,2 mol
6,0  1,0  8,0  VA  3,0  VB Como se trata de uma mistura com reação química, podemos es-
VA  VB 1,0 ⇒ VA  1,0  VB (Substituindo em (1)) crever:
2 KOH(aq)  H2SO4(aq) → K2SO4(aq)  2 H2O
6,0  8,0  (1,0  VB)  3,0  VB 2 mol — 1 mol — 1 mol ← proporção da equação
6,0  8,0  8,0  VB  3,0  VB 0,6 mol — 0,2 mol ← dados do problema
0,4 mol — 0,2 mol — 0,2 mol ← participam da reação
5,0  VB  2,0 ⇒ VB  0,4 L 0,2 mol (excesso)
A solução resultante dessa mistura possui um volume de 0,5 L e
Sendo VA  VB  1,0, temos: VA  0,6 L apresenta 0,2 mol de KOH (excesso) juntamente com 0,2 mol do
produto da reação K2SO4(aq). A concentração em quantidade de
matéria do K2SO4(aq) é dada pela expressão:
49
0,2 mol
M  0, 4 mol  L1
0,5 L
 →
52 Alternativa E.

Sol. 훽 H2SO4(aq) Sol. 훾 H2SO4(aq) Sol. 훿 H2SO4(aq)


dA  1.235 g/L VB  500 mL VC  600 mL  →
TA  31,7% MB  1,0 mol/L MC  ?
VA  100 mL
HCl(aq) NaOH(aq) NaCl(aq)
Cálculo da concentração em quantidade de matéria de 훽:
VA  40,00 mL VB  60,00 mL V  100,00 mL
mA m1A MA  1,600 mol/L MB  2,000 mol/L MNa, Cl, OH  ?
dA  TA 
VA mA ↓ ↓
mA m1A nácido  0,064 mol nbase  0,120 mol
1.235 g / L  0,317  Como se trata de uma mistura com reação química, podemos es-
1L 1.235 g
crever:
mA  1.235 g m1A  391 g H(aq)  Cl(aq)  Na(aq)  OH(aq) → Na(aq)  Cl(aq)  H2O
391 g 1 mol 1 mol 1 mol 1 mol ← proporção
n1A  ≅ 4,0 mol
98 g  mol1 0,064 mol 0,064 mol 0,120 mol 0,120 mol ← dados do problema

Resoluções do Vol 2_cad1 32 6/24/05, 14:13


33
H → todo H presente na solução foi consumido na formação 58 a) O modelo 햲, pois ainda não há íons Cl no erlenmeyer.
da água. b) O modelo 햳, pois há íons Cl no erlenmeyer, mas não há
OH → Foi adicionado 0,120 mol de OH na solução na forma igualdade entre as quantidades em mol de íons Na e Cl, o
de NaOH. que revela que a quantidade de ácido adicionada ainda não foi
Houve consumo de 0,064 mol na formação da água, res- suficiente para reagir completamente com a quantidade de base
tando 0,056 mol dissolvido em 0,1 L da solução. Assim, inicialmente presente. A indicação OH dentro do erlenmeyer
a concentração em quantidade de matéria do OH é igual representa a presença de íons hidroxila provenientes da base
a 0,56 mol  L1. que ainda não foram neutralizados.
Cl → Foi adicionado 0,064 mol de Cl na solução na forma de

c) O modelo 햴, pois há igualdade entre as quantidades em mol
HCl. de íons Na e Cl, o que revela que a quantidade de ácido
Ao final, a solução continua contendo 0,064 mol de Cl adicionada foi exatamente a necessária para reagir com a base
dissolvido em 0,1 L da solução. Assim, a concentração inicialmente presente, sem haver excesso de ácido ou de base.
em quantidade de matéria do Cl é igual a 0,64 mol  L1. d) O modelo 햵, que não é resposta dos itens anteriores, corresponde
Na → Foi adicionado 0,120 mol de Na na solução na forma a uma situação em que se adicionou ácido além do ponto final,
de NaOH. pois há mais íons Cl no erlenmeyer do que íons Na. A indica-
Ao final, a solução continua contendo 0,120 mol de Na ção H dentro do erlenmeyer representa a presença de íons hi-
dissolvido em 0,1 L da solução. Assim, a concentração drogênio provenientes do ácido que não podem ser neutraliza-
em quantidade de matéria do Na é igual a 1,20 mol  L1. dos pela base, pois toda ela já foi consumida.

54 A equação da reação é: 60 A partir da proporção estequiométrica expressa pelos coeficientes da


HCl(aq)  KOH(aq) → KCl(aq)  H2O(l) equação química, podemos determinar a quantidade em mols de áci-
do necessária para reagir completamente com 0,10 mol de zinco.
que fornece a proporção estequiométrica entre HCl e KOH.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Zn 2 HCl
HCl KOH
Proporção: 1 mol 2 mol
Proporção: 1 mol 1 mol
Grandezas: Quantidade Quantidade
Grandezas: Quantidade Quantidade
de matéria de matéria
de matéria de matéria
1 mol — 2 mol
1 mol — 1 mol ⇒ x  0,20 mol
0,10 mol — x
Mácido  Vácido — Mbase  Vbase
Agora vamos determinar a quantidade em mols de ácido presente
Mácido  Vácido  Mbase  Vbase na solução adicionada e comparar com esse valor.
Substituindo os valores: n  M  V  0,40 mol/L  0,200 L ⇒ n  0,08 mol
Como a quantidade de ácido adicionada (0,08 mol) é menor que a
Mácido  Vácido  Mbase  Vbase
necessária (0,20 mol) para reagir completamente com o pedaço
Mácido  20 mL  0,20 mol/L  30 mL
de zinco, concluímos que ele não será totalmente corroído.
Mácido  0,30 mol/L
A informação do fabricante não é correta. 61 A proporção estequiométrica expressa pelos coeficientes da equa-
ção nos permite determinar a quantidade em mols de ácido que é
55 A equação da reação é: necessária para reagir completamente com 100 g de CaCO3.
H2SO4(aq)  2 NaOH(aq) → Na2SO4(aq)  2 H2O(l) CaCO3 2 HCl
que fornece a proporção estequiométrica entre H2SO4 e NaOH. Proporção: 1 mol 2 mol
Grandezas: Massa Quantidade
H2SO4 2 NaOH
de matéria
Proporção: 1 mol 2 mol
100 g 2 mol
Grandezas: Quantidade Quantidade
de matéria de matéria A massa de carbonato de cálcio envolvida coincide com a massa de
1 mol — 2 mol um mol dessa substância. Deduzimos que são necessários dois mols
Mácido  Vácido — Mbase  Vbase de ácido clorídrico. Finalmente, vamos calcular o volume de solução:
n n 2 mol
2  Mácido  Vácido  Mbase  Vbase M ⇒ V  ⇒ V  20 L
V M 0,10 mol / L
Substituindo os valores: Ou, por regra de três:
2  Mácido  Vácido  Mbase  Vbase Grandezas: Volume Quantidade
2  Mácido  25 mL  0,10 mol/L  20 mL de matéria
Mácido  0,04 mol/L 1L — 0,10 mol
⇒ V  20 L
V — 2 mol
57 A equação da reação é:
HCl(aq)  KOH(aq) → KCl(aq)  H2O(l) 62 Vamos determinar a quantidade em mols de ácido presente na so-
que fornece a proporção estequiométrica entre HCl e KOH, que é lução derramada.
de 1 : 1. n  M  V  1,0 mol/L  0,500 L ⇒ n  0,50 mol
Vamos calcular a quantidade em mols de cada reagente. Vamos agora estabelecer uma relação entre a quantidade em mols
de ácido clorídrico e a massa de bicarbonato de sódio.
Frasco A:
nácido  Mácido  Vácido  0,10 mol/L  0,400 L NaHCO3 HCl
nácido  0,0400 mol Proporção: 1 mol 1 mol
Frasco B: Grandezas: Massa Quantidade
nbase  Mbase  Vbase  0,30 mol/L  0,200 L de matéria
nbase  0,0600 mol 84 g — 1 mol
⇒ x  42 g
Como a proporção estequiométrica entre ácido e base é de 1 mol x — 0,50 mol
para 1 mol, deduzimos que há excesso estequiométrico de base e, São necessários 42 g de bicarbonato de sódio para neutralizar todo
portanto, a solução resultante será básica. o ácido derramado. Assim, a massa existente no frasco é suficiente.

Resoluções do Vol 2_cad1 33 6/24/05, 14:13


34
63 a) 2 H2O2(aq) → 2 H2O(l)  O2(g) Grandezas: Quantidade Massa
b) Para determinar a porcentagem, vamos inicialmente determi- de matéria
nar a massa de peróxido de hidrogênio que se decompôs. 1 mol — 58,5 g
⇒ y  35 g
0,6 mol — y
2 H2O2 O2
Proporção: 2 mol 1 mol
Grandezas: Massa Volume 70 Alternativa E.
2  34 g — 25 L De acordo com o enunciado, excetuando uma massa desprezível
⇒ x  3,4 g de adoçante na versão “diet”, a diferença entre ambas as apresen-
x — 1,25 L
tações do refrigerante é a presença de açúcar na versão comum.
Assim, na amostra de 100 g de água oxigenada (que é uma solu- Assim, a diferença de massa entre ambas as amostras,
ção aquosa de peróxido de hidrogênio) há 3,4 g de H2O2. Pode- 331,2 g  316,2 g  15,0 g, corresponde à massa de açúcar. Como
mos, então, determinar a que porcentagem isso corresponde.
essa massa de soluto está dissolvida em 300 mL, temos:
Grandezas: Massa Porcentagem 15,0 g
C ⇒ C  50,0 g / L
100 g — 100% 0,300 L
⇒ y  3,4%
3,4 g — y
71 Alternativa A.
64 A equação da reação fornece a proporção estequiométrica entre As sementes são sistemas fechados, que não terão sua densidade
ácido acético e hidróxido de sódio. influenciada pelo açúcar, que não entra nelas. Já a solução terá
CH3COOH NaOH sua densidade alterada pela dissolução desse soluto. E como as
Proporção: 1 mol 1 mol sementes sobem, deduz-se que a densidade do líquido aumenta
Grandezas: Quantidade Quantidade com a dissolução do açúcar (assim, as sementes passaram a ser
de matéria de matéria menos densas que o líquido).

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
1 mol — 1 mol

Mácido  Vácido — Mbase  Vbase 73 Alternativa E.
Inicialmente, vamos determinar a densidade da mistura de 96%
⇒ Mácido  Vácido  Mbase  Vbase de álcool e 4% de água (em volume). Para fazer isso, vamos con-
siderar 100 L dessa mistura. Nela, há 96 L de álcool e 4 L de água
Substituindo valores fornecidos:
(estamos desconsiderando qualquer eventual efeito de “contração
Mácido  Vácido  Mbase  Vbase
de volume” ao misturar os componentes). Vamos determinar a
Mácido  20 mL  0,40 mol/L  25 mL
massa de cada um desses componentes.
Mácido  0,50 mol/L
Álcool:
Esse resultado indica que em um litro de vinagre há 0,50 mol de
m
ácido acético. Como a massa molar desse ácido é 60 g/mol, dedu- d ⇒ m  d  V  800 g / L  96 L  76.800 g
zimos que há 30 g de ácido acético em um litro de vinagre. V
E a densidade do vinagre, 1,0 g/L, informa que cada mililitro tem Água:
massa 1,0 g e que um litro (1.000 mL) tem massa 1.000 g. m
d ⇒ m  d  V  1.000 g / L  4 L  4.000 g
Assim, podemos estabelecer uma relação para determinar a que V
porcentagem da massa de um litro de vinagre corresponde a mas- Assim, a massa total de 100 L da mistura é 80.800 g (a soma das
sa de ácido acético. massas calculadas). E, portanto, podemos calcular a densidade
Grandezas: Massa Porcentagem dessa mistura:
1.000 g — 100% m 80.800 g
⇒ x  3% d  ⇒ d  808 g/L
30 g — x V 100 L
Concluímos, portanto, que a afirmação do fabricante não está cor- Apenas o posto IV apresenta combustível exatamente com essa
reta, pois a amostra analisada contém menos de 4%, em massa, de densidade. Levando-se em conta que não há alternativa que apre-
ácido acético. sente apenas o posto IV, vamos aprimorar o nosso raciocínio.
Da mistura água/álcool, o componente de interesse (por ser com-
65 Primeiramente vamos determinar a quantidade em mols de ácido bustível) e de maior preço é o álcool. A adulteração consiste em
derramado. adicionar água ao combustível, deixando-o com mais de 4% des-
n  M  V  16 mol/L  5  103 L ⇒ n  8  104 mol se componente. Assim, podemos considerar como não-adultera-
Agora vamos estabelecer uma relação para determinar a massa de do um combustível com até 4% de água. Tal combustível apre-
hidróxido de cálcio necessária para neutralizar essa quantidade de sentará densidade entre 800 g/L (álcool anidro, isto é, isento de
ácido. água) e 808 g/L (mistura permitida por lei). Assim, os postos IV e
2 H3PO4 3 Ca(OH)2 V estavam com combustível adequado.
Proporção: 2 mol 3 mol
Grandezas: Quantidade Massa 75 Alternativa A.
de matéria 350 mL — 100%
2 mol — 3  74 g
⇒ x  8,9  106 g x — 5%
8  104 mol — x
x  17,5 mL de etanol por lata
ou
1,0 L de sangue — 0,6 g de etanol no máximo
x  8,9 t 5,0 L de sangue — y
y  3,0 g de etanol, no máximo, por 5,0 L de sangue
Portanto, a massa de 10 t de cal hidratada é suficiente para realizar 3,0 g de etanol — 15%
a neutralização do ácido derramado. z — 100%
z  20 g de etanol ingerido, no máximo
67 Grandezas: Volume Quantidade
m 20
de matéria d ⇒ 0,8  ⇒ V  25 mL de etanol
1L — 0,06 mol V V
⇒ x  0,6 mol 25 mL é o volume correspondente a 20 g de etanol.
10 L — x
Assim, o máximo permitido é 1 lata.

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35
76 Alternativa E. solução têm massa 1.050 g. Assim, podemos elaborar a seguinte
1,0 L de sangue — 0,6 g de etanol no máximo relação: se em 1.210 g de solução há 210 g de soluto, em 1.050 g
6,0 L de sangue — x (que têm volume 1 L) haverá quanto?
x  3,6 g de etanol no máximo por 6,0 L de sangue
Grandezas: Massa Massa
m 3,6
d ⇒ 0,8  ⇒ V  4,5 mL de etanol 1.210 g — 210 g
V V ⇒ y  182,2 g
1.050 g — y
Assim, podemos dizer que 3,6 g de etanol correspondem a 4,5 mL.
y — 4% Essa é a massa de uréia em 1 L de solução. Vamos convertê-la
350 mL — 100% para quantidade de matéria.
y  14 mL de etanol por lata Grandezas: Massa Quantidade
lata 350 mL — 14 mL de etanol de matéria
z — 4,5 mL de etanol 60 g — 1 mol
⇒ z  3,04 mol
z  112,5 mL 182,2 g — z

79 Alternativa D. Finalmente, como há 3,04 mol de soluto em um litro de solução, a


concentração é:
m1 8,0 g
C ⇒ C ⇒ C  16 g / L M  3,04 mol/L
V 0,5 L
16 g (Uma resolução incorreta, porém não muito improvável entre os
alunos, é calcular quantos mols de uréia existem em 210 g, o que
n1 160 g / mol
M ⇒ M ⇒ M  101 mol  L1 resulta em 3,5 mol, e a seguir considerar que essa quantidade de
V 1,0 L
soluto está dissolvida em 1 L, chegando a 3,5 mol/L, alternativa
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

B. O erro está no fato de a massa de 210 g de uréia estar dissolvi-


85 Alternativa D. da em 1.000 g de água, não em 1.000 mL de solução, já que a
Sendo a densidade das soluções 1,0 g/L, deduzimos que um litro densidade da solução não é 1,0 g/mL.)
de cada uma tem massa 1.000 g.
Aplicando os porcentuais tabelados a essa massa, podemos calcu-
89 Alternativa D.
lar a massa de soluto em cada uma: 9 g de NaCl, 50 g de C2H4O2,
20 g de NaClO e 30 g de H2O2. m 5,0  1010 g
d ⇒ V ⇒ Var  4,0  1010 L
A seguir, calculamos a quantidade (em mol) de soluto. V 1,25 g / L
9g n1 0, 016 mol
NaCl: n ⇒ n  0,15 mol M  ⇒ M  4, 0  10 13 mol  L1
58,5 g / mol V 4, 0  10 10 L
50 g
C2H4O2: n ⇒ n  0,83 mol 90 Alternativa C.
60 g / mol
37,50 g
n
20 g n CO   1,34 mol
NaClO: ⇒ n  0,27 mol 28 g / mol
74,5 g / mol
Usando a Lei do Gás Ideal, podemos determinar o volume ocupa-
30 g
H2O2: n ⇒ n  0,88 mol do por 1,34 mol de gás em diferentes condições. Por exemplo:
34 g / mol
• a 0°C e 1 atm, o volume é 30,0 L;
Assim, as soluções apresentam valores de concentração em quan- • a 30°C e 1 atm, o volume é 33,5 L.
tidade de matéria que são, respectivamente, 0,15 mol/L, 0,83 mol/L,
Assim:
0,27 mol/L e 0,88 mol/L.
2  105 L — 100 %
x  0,015 %
30,0 L — x ⇒
87 Alternativa C. y  0,017 %
33,5 L — y
Primeiramente vamos determinar a massa do soluto em 1 L de
solução (a “água” mencionada no enunciado). A alternativa mais adequada é a C.

Grandezas: Massa Volume


92 Alternativa B.
3,66  108 g — 1  106 L
⇒ x  3,66  1014 g I) 0,05 g/L  50 mg/L  50 ppm A concentração de flúor
x — 1L
encontra-se no limite.
Agora vamos determinar quantas moléculas estão presentes nessa
massa: m1
150  103
Grandezas: Massa Número II) M 
n1 M1 42 3,57  103
   
de moléculas V V 0,25 0,25
122 g — 6  1023 moléculas  0,014 mol  L1

3,66  1014 g — y
1,5  104 L
III)  1,5 ppm Menor que 2 ppm ou 3 ppm.
⇒ y  1,8  108 moléculas 100 L

88 Alternativa A. 94 a) C (g/L)  1.000  d (g/mL)  T  1.000  1,42  0,7  994 g/L


Primeiramente vamos determinar a porcentagem em massa do de HNO3
soluto. A massa total da solução é 1.210 g. Assim: 1,0 L de solução — 994 g de HNO3
Grandezas: Massa Porcentagem 0,5 L de solução — x
1.210 g — 100% x  497 g de HNO3
⇒ x  17,4%
210 g — x m1 994 g
A seguir vamos calcular a concentração de uréia em mol/L. Como n1 M1 63 g / mol
b) M    16 mol  L1
a densidade da solução é 1,05 g/mL, deduzimos que 1.000 mL de V V 1,0 L

Resoluções do Vol 2_cad1 35 6/24/05, 14:14


36
95 Massas molares (g/mol): K  39; S  32; Mg  24. 01) Se adicionar 500 mL de água, a solução resultante passará a
ser 0,5 mol/L.
K2SO4 MgSO4
02) Se evaporar 250 mL de água da solução inicial, a solução
resultante passará a ser 2,0 mol/L.
78 g (2 K) — 32 g (1 S) 24 g (1 Mg) — 32 g (1 S) 04) 1,0 mol/L significa que em cada 1,0 L de solução existe 1,0 mol
0,312 g — x 0,048 g — y 1
x  0,128 g de S y  0,064 g de S do soluto dissolvido; então em 500 mL teremos mol do
2
1
soluto dissolvido. Ao adicionar mais mol de NaCl, tere-
2
0,192 g/L  192 mg/L mos na solução resultante 1,0 mol do soluto dissolvido em
500 mL de solução; assim, a solução resultante terá concen-
96 Alternativa D. tração igual a 2,0 mol/L.
1 mol O2 — 22,4 L 08) 500 mL de solução 3,0 mol/L de NaCl contêm 1,5 mol do
x — 20,0 L soluto dissolvido em 500 mL de solução. Se misturarmos
x  0,89 mol de O2 Quantidade produzida da decomposição 1
completa do H2O2 presente em um litro de a ela uma solução contendo mol do soluto dissolvido
2
solução. em 500 mL de solução, obteremos uma solução final de volu-
2 H2O2(aq) → 2 H2O(l)  1 O2(g) me 1,0 L, contendo 2,0 mol do soluto e, portanto, 2,0 mol/L.
2 mol — 1 mol
y — 0,89 mol 105
y  1,78 mol Assim, há 1,78 mol de H2O2 em um litro de solução.
m1 m1
98 Alternativa B. n1 M1

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
M  ⇒ 3,5  142  m1  50 g
Trata-se de um problema de diluição: V V 0,1
Mi  Vi  Mf  Vf
0,4 mol/L  100 mL  0,04 mol/L  Vf
Na2SO4(aq)
Vf  1.000 mL
M  3,5 mol/L
Como o volume da solução deve aumentar de 100 mL para
V  100 mL
1.000 mL, deduzimos que devem ser adicionados 900 mL de água.
Retiram-se 10 mL dessa solução:
99 Alternativa B.
500 g de herbicida — 5,0 L de água  água

100 g de herbicida — x 촞
x  1,0 L de água
O agricultor dissolveu 100 g do herbicida em 2,0 L de água e
gastou a metade desse volume. Portanto restaram 50 g do herbicida Na2SO4(aq) Na2SO4(aq)
dissolvidos em 1,0 L de água. Como em um litro de água devem Mi  3,5 mol/L Mf  1,75 mol/L
estar dissolvidos 100 g do herbicida, o agricultor pode adicionar Vi  10 mL Vf  ?
mais 50 g do herbicida nesse volume e corrigir o seu erro. Mi  Vi  Mf  Vf
3,5  0,01  1,75  Vf
101 Alternativa B. Vf  0,02 L  20 mL
Deverão ser adicionados 10 mL de água.
0,34%   
m 0,34 g 0,0034 g
 Portanto a massa de Na2SO4 necessária é 50 g e o volume de água
 V 100 L 1L
é 10 mL.
0,01%   
m 0,01 g 0,0001 g

 V 100 L 1L 107 Alternativa C.
Ci  V i  C f  V f Estoque: 20,0 L de água oxigenada a 125 volumes.
0,0034  1,0  0,0001  Vf Que volume dessa solução deve ser usado para que, ao ser diluído
Vf  34 L com água, produza 100 L de uma solução de água oxigenada a
34 L  1,0 L  33 L, que correspondem ao volume de água adi- 10 volumes?
cionado. A quantidade em mols de H2O2 por litro de água oxigenada é dire-
tamente proporcional à quantidade de O2 produzida por sua de-
102 Alternativa C. composição total. Assim, a solução final apresenta concentração
15 gotas diluídas para 20 mL de solução  0,75 gota/mL em mol/L 12,5 vezes menor do que a inicial.
15 gotas diluídas para 40 mL de solução  0,375 gota/mL
05 gotas diluídas para 20 mL de solução  0,25 gota/mL
A concentração é a mesma em todas as gotas iniciais antes da  água
diluição. 촞

104 02  04 08  14 H2O2(aq) a 125 volumes H2O2(aq) a 10 volumes


Mi
Mi Mf 
12,5
Vi  ? Vf  100,0 L

Mi  Vi  Mf  Vf
NaCl(aq)
M  1,0 mol/L Mi
Mi  Vi   100,0 ⇒ Vi  8,0 L
V  500 mL 12,5

Resoluções do Vol 2_cad1 36 6/24/05, 14:14


37

Esquema para as resoluções 108 e 109: Cálculo da quantidade de matéria do íon Cl nas soluções iniciais:
KCl(aq) → K(aq)  Cl(aq) MgCl2(aq) → Mg2(aq)  2 Cl(aq)
1 mol 1 mol 1 mol 1 mol 1 mol 2 mol
nKCl  MKCl  VKCl ⇒ nKCl  0,1  0,1 ⇒
 → ⇒ nKCl  0,01 mol ⇒ nCl  0,01 mol
nMgCl2  MMgCl2  VMgCl2 ⇒ nMgCl2  0,1  0,1 ⇒
⇒ nMgCl2  0,01 mol ⇒ nCl  0,02 mol
Sol. (A) NH4OH(aq) Sol. (B) NH4OH(aq) Sol. (C) NH4OH(aq)
Professor: É bom lembrar que, como não está havendo uma rea-
VA  300 mL VB  200 mL VC  500 mL ção química, a quantidade em mols do soluto antes e após a mis-
tura é a mesma.
CA  3,0 g/L CB  x g/L CC  4,0 g/L
Cálculo da concentração em quantidade de matéria do íon Cl na
solução final:
108 Cálculo da massa do soluto na solução A:
n
m1A Cl 0,03
CA  ⇒ m1A  3,0  0,3 ⇒ m1A  0,9 g M ⇒ M  ⇒
Cl
V Cl 0,2
VA
⇒ M   0,15 mol / L
Cl

109 Como as soluções misturadas possuem solutos iguais, podemos Cálculo da quantidade de matéria do íon Mg21 na solução inicial:
escrever: MgCl2(aq) → Mg2
(aq)  2 Cl(aq)
1 mol 1 mol 2 mol
C(C)  V(C)  C(A)  V(A)  C(B)  V(B)
nMgCl2  MMgCl2  VMgCl2 ⇒ nMgCl2  0,1  0,1 ⇒ nMgCl2  0,01 mol ⇒
4,0  0,5 L  3,0  0,3  CB  0,2 ⇒ nMg2  0,01 mol
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

CB  5,5 g/L
Professor: É bom lembrar que, como não está havendo uma rea-
Assim, o valor numérico de x é 5,5. ção química, a quantidade em mols do soluto antes e após a mis-
tura é a mesma.
110 Cálculo da concentração em quantidade de matéria do NaCl: Cálculo da concentração em quantidade de matéria do íon Mg2
na solução final:
m NaCl
0,25 n 0,01
K
M NaCl 58,5 M  ⇒ M  ⇒ M  0,05 mol / L
K K K
M NaCl  ⇒ M NaCl  ⇒ V 0,2
V 1,0
⇒ M NaCl  0,0043 mol / L 113

Cálculo da concentração em quantidade de matéria do açúcar:  →


m açúcar
1,00
M açúcar HCl(aq) Ca(OH)2(aq)
342
M açúcar  ⇒ M açúcar  ⇒ VA  50 mL VB  50 mL Vf  100 mL
V 1,0
⇒ M açúcar  0,0029 mol / L MA  0,4 mol/L MB  0,4 mol/L
nA  0,02 mol nB  0,02 mol
2 HCl(aq)  1 Ca(OH)2(aq) → CaCl2(aq)  2 H2O(l)
111 Alternativa E.
2 mol 1 mol

a) 2,0 mol HCl — 1,0 mol Ca(OH)2


1 →
0,02 mol HCl — x
x  0,01 mol de Ca(OH)2
KCl(aq) MgCl2(aq) KCl(aq)  MgCl2(aq) Foi consumido na reação 0,01 mol de Ca(OH)2. Como foi adi-
V  100 mL V  100 mL Vf  200 mL cionado 0,02 mol, resta na solução final 0,01 mol (excesso), o
M  0,1 mol/L M  0,1 mol/L MK  ? que torna o meio básico.
MMg2  ? n Ca(OH) 0,01
MCl  ? M Ca(OH)  2
⇒ M Ca(OH)  ⇒
2 V 2 0,1
Cálculo da quantidade de matéria do íon K na solução inicial: b)
⇒ M Ca(OH)  0,1 mol  L1
KCl(aq) → K(aq)  Cl(aq) 2

1 mol 1 mol 1 mol


nKCl  MKCl  VKCl ⇒ nKCl  0,1  0,1 ⇒ 114 Alternativa B.
⇒ nKCl  0,01 mol ⇒ nK  0,01 mol
Professor: É bom lembrar que, como não está havendo uma rea-
 →
ção química, a quantidade em mols do soluto antes e após a mis-
tura é a mesma.
Cálculo da concentração em quantidade de matéria do íon K na
solução final: Hg(NO3)2(aq) Na2S(aq) NaNO3(aq)  HgS(sólido)
n K VA  100 mL VB  100 mL Vf  200 mL
0,01
M K  ⇒ M K  ⇒ MA  0,40 mol/L MB  0,20 mol/L
V 0,2
⇒ M K  0,05 mol / L nA  0,04 mol nB  0,02 mol

Resoluções do Vol 2_cad1 37 6/24/05, 14:14


38
Hg(NO3)2  Na2S → 2 NaNO3  HgS Durante a adição da solução de H2SO4, na qual há íons H e SO42,
1 mol — 1 mol — 2 mol — 1 mol ocorre a precipitação de sulfato de bário:
2
0,04 mol 0,02 mol ← quantidade Ba2(aq)  SO4 (aq) → BaSO4(s)
misturada Em função disso, a concentração de bário diminui até chegar
0,02 mol 0,02 mol 0,04 mol 0,02 mol ← reage e forma praticamente a zero. (Rigorosamente não chega a zero, mas sim
a um valor muito pequeno, como será estudado posteriormente no
0,02 mol — 0,04 mol 0,02 mol ← resta no final
tema produto de solubilidade.)
$ A concentração de nitrato diminui, em decorrência da dilui-
(excesso)
ção, mas não chega a zero. Isso elimina as alternativas B e E.
Foram consumidos na reação 0,02 mol de Hg(NO3)2(aq) e 0,02 mol Finalmente, quando a concentração de Ba2 chega a zero é porque
de Na2S(aq). Como foi adicionado 0,04 mol de Hg(NO3)2(aq), resta, foi adicionada uma quantidade, em mol, de ácido sulfúrico igual à
na solução final, 0,02 mol (excesso). Além do excesso, está pre- quantidade, em mol, de nitrato de bário inicialmente presente. Veja
sente na solução final 0,04 mol de NaNO3(aq). O corpo de chão a proporção estequiométrica:
(precipitado) é constituído por 0,02 mol de HgS(sólido). 1 Ba2(aq)  1 SO42(aq) → BaSO4(s)
Como as concentrações, em mol/L, das soluções de Ba(NO3)2 e
n 0,04 H2SO4 são inicialmente iguais, deduz-se que, quando a concentra-
⇒ M Na  0,2 ⇒ MNa  0,2 mol  L–1
Na
M 
Na V ção de Ba2 cair a zero, foram adicionados 100 mL da solução de
H2SO4. Nesse momento o volume total da solução em que se en-
n Hg 2 contram os íons nitrato é 200 mL e a concentração desses íons,
0,02
M  ⇒M  ⇒ MHg2  0,1 mol  L–1 graças à diluição, chegou a metade da inicial. Isso está de acordo
Hg 2 V Hg 2 0,2
com o gráfico da alternativa A, mas não o da alternativa C.

118 01)

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
115 Alternativa D.

1 mol de sacarose
Soro caseiro  →
(C12H22O11)
1 mol de cloreto de sódio V5L
(NaCl)
1 HCl(aq)  1 NaOH(aq) → 1 NaCl(aq)  1 H2O(l)
MA  1,0 mol/L MB  0,5 mol/L
H2 O VA  500 mL VB  1,0 L
1 C12H22O11(s) 촞 1 C12H22O11(aq)
1 mol de moléculas 1 mol de moléculas ↓ ↓
H2 O nA  0,5 mol nB  0,5 mol
1 NaCl(s) 촞 1 Na(aq)  1 Cl–(aq)
1 mol 1 mol de íons 1 mol de íons Esta afirmativa é falsa, pois a solução final é neutra.
0,5 mol 0,5 mol de íons 0,5 mol de íons
02)
Ao adicionar 1 mol de moléculas C12H22O11 em água, teremos
1 mol (6  1023) de moléculas (partículas) dissolvidas. Já ao adicio-
nar 0,5 mol (3  1023) de NaCl em água, teremos 1 mol (6  1023) de  4,0 g de NaOH
íons (partículas) dissolvidos. O total de partículas em solução é
igual a 2 mol, ou seja, 1,2  1024 partículas.
HCl(aq)
Professor: Contar partículas presentes em solução, sejam molécu-
MA  1,0 mol/L MNaOH  40 g/mol
las ou íons, é de fundamental importância para o capítulo Pro-
VA  500 mL 4,0 g de NaOH
priedades coligativas. ↓ equivalem a
nA  0,5 mol 0,1 mol
116 Alternativa A.
a) Se adicionarmos a solução II à solução III, teremos uma solu- 1 HCl  NaOH → NaCl  H2O
ção constituída por 18 g do soluto dissolvidos em 0,5 L de 1 mol — 1 mol ← proporção
0,5 mol — 0,1 mol ← mistura
solução, ou seja, uma solução de concentração igual a 36 g/L.
0,1 mol — 0,1 mol ← reação
Como a solução I apresenta 4 g de soluto dissolvidos em
0,4 mol — — ← excesso
100 mL de solução, sua concentração é igual a 40 g/L. Assim,
a mistura de II e III produz uma solução de concentração me- Restam, após a adição de 0,1 mol de NaOH, 0,4 mol de HCl
nor que a da solução I. em 0,5 L de solução.
b) Adicionar 100 mL de água à solução I, significa dobrar o seu A solução final é, portanto, 0,8 mol/L de HCl, e a afirmação é
volume e, portanto, sua concentração que era igual a 40 g/L verdadeira.
passa a ser igual a 20 g/L. A solução III apresenta 12 g do 04)
soluto dissolvidos em 200 mL de água e, portanto, possui uma
concentração igual a 60 g/L.
c) A solução mais concentrada é aquela que apresenta maior  →
massa de soluto por unidade de volume de solução. No caso, é
a solução III.
d) A solução mais diluída é aquela que apresenta menor massa de 1 HCl(aq)  1 NaOH(aq) → 1 NaCl(aq)  1 H2O(l)
soluto por unidade de volume de solução. No caso, é a solução II. MA  1,0 mol/L MB  1,0 mol/L Msal  ?
VA  0,5 L VB  0,5 L V  1,0 L
117 Alternativa A. ↓ ↓
Na solução de nitrato de bário há íons Ba2 e íons NO3–. Como nA  0,5 mol — nB  0,5 mol — nsal  0,5 mol
decorrência da fórmula desse sal, Ba(NO3)2, a concentração inicial,
Msal  0,5 mol/L
em mol/L, dos íons nitrato é o dobro da dos íons bário. Isso já
descarta a alternativa D. A afirmativa é verdadeira.

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08) Cálculo do volume de HCl 0,1000 mol/L consumido sabendo que
a proporção em mol é 1 de tetraborato para 2 do ácido:
n n 2  2,5  103
 → M ⇒ V 
V M 0,1000
V  50 mL

121 Alternativa C.
HCl(aq) NaCl(aq) NaCl(aq)  HCl(aq)
No tubo 6 temos íons tálio (6 mL, 0,1 mol/L) e íons cromato
MA  1,0 mol/L Msal  1,0 mol/L 0,5 mol 0,5 mol
(3 mL, 0,1 mol/L) na proporção estequiométrica.
VA  0,5 L Vsal  0,5 L Vf  1,0 L
↓ ↓ íons tálio: íons cromato:
nA  0,5 mol nsal  0,5 mol Msal  0,5 mol/L n n
M M
Mácido  0,5 mol/L V V
A afirmativa é verdadeira. n  0,1  0,006 n  0,1  0,003
n  0,0006 mol n  0,0003 mol
16)
x (íon tálio)  y (íon cromato) → Tlx (CrO4)y
x mol y mol
훽  훾 →
0,0006 mol 0,0003 mol
 2 mol 1 mol

HCl(aq) HCl(aq) HCl(aq) 122 Alternativa B.


MA  1,0 mol/L MB  1,0 mol/L Mf  ? 훿
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

VA  0,5 L VB  0,5 L Vf  1,0 L


↓ ↓  →

nA  0,5 mol  nB  0,5 mol → nf  1,0 mol

solutos iguais Mf  1,0 mol/L Na2HPO4(aq) Na2HPO4(aq) Na2HPO4(aq)
A afirmativa é falsa. MI  1 mol/L MII  0,25 mol/L MC  0,5 mol/L
VI  ? VII  ? VC  0,5 L
32) MC  VC  MI  VI  MII  VII
0,5  0,5  1  VI  0,25  VII

VI  0,25  VII  0,25 (Equação 1)
훽  500 mL de H2O
촞 VI  VII  0,5 ou então: VI  0,5 – VII (substituindo em 1):
0,5 – VII  0,25 VII  0,25
0,75 VII  0,25
HCl(aq) HCl(aq) VII  0,333 L e VI  0,167 L ou VII  333 mL e VI  167 mL
MA  1,0 mol/L MB  ?
VA  0,5 L VB  1,0 L 123 a) N2(g)  2 O2(g) → 2 NO2(g)
MA  VA  MB  VB b) substância (I): óxido
1,0  0,5  MB  1,0 substância (II): ácido
MB  0,5 mol/L substância (III): ácido
A afirmativa é verdadeira.
M  1 mol/L
c) NaOH
119 Alternativa C. V2L
Seja n a quantidade em mols de MyClx adicionada à solução. Em ↓
função de n, temos: n  2 mol
quantidade de cátions Mx  y  n
1 NaOH  1 HNO3 → 1 NaNO3  1 H2O
quantidade de ânions cloreto  x  n
1 mol — 1 mol
Sendo conhecida a massa de precipitado (AgCl):
2 mol — x
m 71,7 g 1 x  2 mol de HNO3
n AgCl   ⇒ n AgCl  mol
M 143,5 g / mol 2
Como todo cloreto precipitou como AgCl, vem: 1 mol HNO3 — 2 mol NO2
1 1 2 mol HNO3 — y
x  n  mol ⇒ n  mol y  4 mol de NO2
2 2x
Assim:
1 mol — 22,7 L (Essa questão considera CNTP
 y  n  y   mol
x 1 como 0°C e 100 kPa.)
quantidade de cátions M
2x 4 mol — z
y z  90,8 L de NO2
quantidade de cátions M 
x
mol
2x
124 Alternativa C.
120 Alternativa D. Se a concentração da solução for 42 g/L, então haverá 42 g de soluto
1 Na2B4O7  10 H2O  2 H → 4 H3BO3  5 H2O  2 Na em um litro de solução. Convertendo para quantidade de matéria:
1 mol — 2 mol Grandezas: Massa Quantidade
Cálculo da quantidade em mol do tetraborato que reagiu:
de matéria
m 0,955 g 60 g — 1 mol
n ⇒ n ⇒ n  2,5  103 mol ⇒ x  0,70 mol
M 382 g / mol 42 g — x

Resoluções do Vol 2_cad1 39 6/24/05, 14:14


40
Assim, podemos afirmar que 42 g/L de ácido acético correspon- A proporção estequiométrica permite avaliar que há excesso de
dem a: um dos reagentes (K2CrO4) e permite prever a quantidade de sóli-
do que se forma conforme indicado a seguir:
Mácido  0,70 mol/L
2 AgNO3 K2CrO4 Ag2CrO4
Esse é o valor de concentração, em mol/L, calculada a partir da
Proporção: 2 mol 1 mol 1 mol
indicação no rótulo. Vamos, agora, aos dados da titulação. A equa-
Grandezas: Quantidade Quantidade Quantidade
ção da neutralização envolvida é:
de matéria de matéria de matéria
CH3COOH(aq)  NaOH(aq) 촞 Na(CH3COO)(aq)  H2O(l)
2 mol — 1 mol — 1 mol
A equação da reação fornece a proporção estequiométrica entre
ácido acético e hidróxido de sódio. 2  10–3 mol — 1  10–3 mol — 1  10–3 mol
CH3COOH NaOH Apenas 1  10–3 mol Quantidade
Proporção: 1 mol 1 mol de K2CrO4 reage; de sólido
Grandezas: Quantidade Quantidade o resto é excesso que se forma
de matéria de matéria O fato de haver excesso de K2CrO4 indica que a solução sobrena-
1 mol — 1 mol dante (solução que fica sobre o precipitado) terá cor amarela.
Mácido  Vácido — Mbase  Vbase ⇒

127 Alternativa B.
⇒ Mácido  Vácido  Mbase  Vbase
Não se trata de um problema em que se deve tentar descobrir que
Substituindo valores fornecidos: sais foram adicionados à água para fazer a solução nem de quanto
Mácido  Vácido  Mbase  Vbase foi usado de cada sal.
Mácido  10,00 mL  0,100 mol/L  25,00 mL O princípio científico que permite a resolução desse exercício
é que as soluções são eletricamente neutras, pois são forma-

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Mácido  0,25 mol/L das a partir de substâncias (solutos e solvente) eletricamente
neutras.
Esse é o valor da concentração de ácido calculada a partir dos No litro de solução aquosa considerada há:
dados da titulação. Concluímos, portanto, que o grupo III acertou. • 0,30 mol de carga positiva que se deve aos íons Na;
• 3  x mol de carga positiva que se deve aos íons Fe3;
125 Inicialmente, vamos usar os dados referentes à titulação para de- • 0,28 mol de carga negativa que se deve aos íons Cl– e
terminar a concentração em mol/L da solução de KOH. • 2  0,10 mol de carga negativa que se deve aos íons SO42–.
HNO3(aq)  KOH(aq) → KNO3(aq)  H2O(l) Como a carga total positiva deve cancelar a negativa, vem:
A equação da reação fornece a proporção estequiométrica entre 0,30  3  x  0,28  2  0,10
ácido nítrico e hidróxido de potássio. x  0,06
Concluímos que há 0,06 mol de íons Fe3 no volume de um litro
HNO3 KOH
de solução e, portanto, a concentração desses íons é 0,06 mol/L.
Proporção: 1 mol 1 mol
Grandezas: Quantidade Quantidade
128 1 C3H6O3  1 NaOH → C3H5O3Na  H2O (pois o ácido é
de matéria de matéria
1 mol — 1 mol monoprótico)
1 mol — 1 mol ⇒
Mácido  Vácido — Mbase  Vbase Cálculo da quantidade em mol de NaOH gasta na reação com o
ácido láctico:
⇒ Mácido  Vácido  Mbase  Vbase n
M ⇒ n  M  V  0,1  0,04 ⇒ nNaOH  0,004 mol
V
Substituindo valores fornecidos:
Sabendo que a proporção na reação é 1:1, a amostra contém
Mácido  Vácido  Mbase  Vbase
0,004 mol de ácido láctico.
0,2 mol/L  75 mL  Mbase  100 mL
1 mol de lactose — 4 mol de ácido láctico
Mbase  0,15 mol/L
x — 0,004 mol de ácido láctico
Assim, há 0,15 mol de KOH em um litro de solução. Como foi x  0,001 mol de lactose
justamente esse o volume de solução preparado, há 0,15 mol de Cálculo da massa de lactose:
KOH na amostra original. Vamos determinar a que massa
m
corresponde essa quantidade de matéria. n ⇒ m  n  M  0,001  342 ⇒ mlactose  0,342 g
M
Grandezas: Massa Quantidade 0,5 g de lactose — 100%
de matéria 0,342 g de lactose — y
56 g — 1 mol y  68,4%
⇒ x  8,4 g
x — 0,15 mol
129 Alternativa A.
Finalmente, vamos determinar a porcentagem da massa total da
1 MgCO3  1 H2SO4 → 1 MgSO4  1 H2O  1 CO2
amostra inicial (12 g) que se deve ao KOH (8,4 g), ou seja, o “grau 1 mol — 1 mol
de pureza de KOH na amostra”.
42 g
Grandezas: Massa Porcentagem — x
84 g / mol
12 g — 100%
⇒ y  70% x  0,5 mol do H2SO4 participou da reação
8,4 g — y
Como o H2SO4 se encontrava em excesso, vamos calcular a quan-
tidade que não reagiu com o MgCO3, usando NaOH.
126 Alternativa A.
1 H2SO4  2 NaOH → Na2SO4  2 H2O
Vamos calcular as quantidades de AgNO3 e K2CrO4. 1 mol — 2 mol
AgNO3: n  M  V  0,1 mol/L  0,020 L  2  10–3 mol
K2CrO4: n  M  V  0,2 mol/L  0,010 L  2  10–3 mol Cálculo da quantidade em mol gasta do NaOH:
A equação da reação é: n
2 AgNO3(aq)  K2CrO4(aq) → 2 KNO3(aq)  Ag2CrO4(s) M ⇒ n  M  V  0,5  0,002 ⇒ nNaOH  0,001 mol
V

Resoluções do Vol 2_cad1 40 6/24/05, 14:14


41
Se foi gasto 0,001 mol do NaOH, na solução havia 0,0005 mol do Como a proporção é de 1:1, no comprimido havia 0,002 mol do
H2SO4 (essa é a quantidade em excesso na reação com MgCO3). ácido acetilsalicílico.
A concentração em quantidade de matéria do H2SO4 é dada por: Cálculo da massa do ácido presente no comprimido:
0,0005 m
M  0,05 mol  L1 n ⇒ m  n  m  0,002  180 ⇒
0,01 M
Dessa forma, conclui-se que 0,5 mol do ácido reagiu com o MgCO3 ⇒ m ácido  0,36 g
e 0,05 mol se encontrava em excesso. Havia, portanto, um total de:
Cálculo da porcentagem em massa do ácido no comprimido:
nH SO  0,5  0,05  0,55 mol
2 4 1g — 100%
m
n ⇒ m  0,55  98 ⇒ m H SO  54 g 0,36 g — x
M 2 4
x  36%
Para calcular o volume do ácido usado inicialmente, utiliza-se:
m m 54
d ⇒ V  ⇒ VH  30 mL
V d 1,8 2 SO 4

130 Alternativa A.
Capítulo 2

Propriedades coligativas
훽  →

7 Na tabela, o valor mais próximo de 4.000 kPa é 3.973,6 kPa, que


corresponde a 250°C. Esse é, portanto, um valor aproximado para
1 NaCl(aq)  1 AgNO3(aq) → AgCl(s)  NaNO3(aq) o ponto de ebulição da água nesse planeta.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

M  0,1 mol/L M  0,1 mol/L Vf  100 mL


V  50 mL V  50 mL 8 a) Aparelho usado para esterilizar materiais por meio do vapor
A quantidade em mol do íon Na e a do íon NO–3 não se alteram de água a alta pressão e temperatura. (A autoclave pode ser
durante a reação. Porém o volume de solução após a mistura é o comparada a uma panela de pressão.)
dobro do volume inicial para cada um dos íons, o que faz com que b) A tabela mostra que a 150°C a pressão de vapor da água é
suas concentrações se reduzam à metade do valor inicial. 475,7 kPa. Essa deve ser, portanto, a pressão no interior de
uma autoclave em que haja água fervente.
131 1 AgNO3  1 NaCl → NaNO3  AgCl↓
M  0,10 mol/L 13 Está incorreta.
V  20 mL De fato, ao “dissolver um soluto não-eletrólito e não-volátil em
↓ água, ocorre um abaixamento da pressão de vapor desse
nAgNO  0,002 mol solvente”.
3
Contudo, em decorrência disso, esse solvente não “se torna mais
a) Como a proporção na reação é de 1:1, significa que nos 10 mL volátil”. Na verdade ele se torna menos volátil, ou seja, exibe menor
da solução aquosa de NaCl havia 0,002 mol do referido sal. tendência a vaporizar.
A concentração em quantidade de matéria do NaCl é:
n 0,002 14 Primeiramente, calculamos a fração em mol do solvente:
M  ⇒ M NaCl  0,2 mol  L1
V 0,01 0,90
x solvente = ⇒ xsolvente  0,90
Cálculo da massa do NaCl presente em 1,0 L da solução ana- 0,10 + 0,90
lisada: A seguir, aplicamos a Lei de Raoult:
m Psolução  xsolvente  Psolvente puro  0,90  3,2 kPa
n ⇒ m  n  M  0,2  58,5 ⇒
M
Psolução  2,88 kPa
⇒ m NaCl  11,7 g
Assim, podemos escrever: A pressão de vapor da solução (isto é, do solvente na solu-
11,7 g do NaCl — 1.000 mL da solução ção) é 90% da pressão de vapor do solvente puro, na mesma
x — 100 mL da solução (cuja massa é 100 g) temperatura.
x  1,17 g
Essa solução não pode ser utilizada como soro fisiológico, pois 16 a) III, II, I
apresenta 1,17% de NaCl em massa. Tanto II quanto III têm pressão de vapor menor que a água
pura graças ao efeito tonoscópico. E II tem pressão de vapor
b) 1 NaCl  1 AgNO3 → 1 NaNO3  1 AgCl maior que III porque o efeito tonoscópico é menos intenso em
1 mol — 1 mol — 1 mol II do que em III.
0,002 mol — 0,002 mol — 0,002 mol b) O efeito tonoscópico é maior em III do que em II porque
em III há maior concentração de partículas de soluto do que
m
n ⇒ m  n  M  0,002  143,5 em II.
M
nAgCl  0,287 g 18 a) III, II, I
III, que tem maior concentração de partículas de soluto, sofre
132 Alternativa D. maior abaixamento da pressão de vapor do que II.
1 C9H8O4(aq)  1 NaOH(aq) → 1 NaC9H7O4(aq)  1 H2O(l) b) I, II, III
III, que tem maior concentração de partículas de soluto, sofre
M  0,10 mol/L maior aumento da temperatura de início de ebulição do que II.
V  20 mL c) III, II, I
↓ III, que tem maior concentração de partículas de soluto, sofre
n  0,002 mol maior redução da temperatura de início de congelamento do

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42
que II. Assim, III terá a temperatura de início de congelamen- 31 Alternativa B.
to mais baixa. A seguir vem II, cuja temperatura de início de A panela de pressão retém o vapor de água, pelo menos até ser
congelamento é mais baixa que a da água pura. E, por último, atingido um certo valor limite de pressão, a partir do qual a válvu-
vem a água pura. la deixa-o escapar.
Graças a essa retenção do vapor de água, a pressão dentro da
20 A água do banho-maria atingirá a temperatura de ebulição da água panela, quando ela contém água em ebulição, atinge um valor
e permanecerá nessa temperatura enquanto ocorrer a ebulição (isto maior do que a pressão atmosférica na localidade. Isso faz a tem-
é, enquanto houver água líquida, ou seja, enquanto houver o ba- peratura de ebulição da água ser maior do que em uma panela
nho-maria). Como a água presente no café tem temperatura de aberta.
início de ebulição superior à da água pura (efeito ebulioscópico), Assim, em uma panela de pressão, os alimentos cozinham em água
o café não irá ferver. em ebulição a uma temperatura maior do que em panela aberta e
A afirmação do estudante III é a única correta. isso faz o cozimento ser mais rápido.

32 Alternativa E.
24 a) A solução 햲 é a mais diluída, pois apresenta menor efeito
Na situação descrita, se, ao abaixarmos o fogo, a transferência de
tonoscópico e a solução 햴 é a mais concentrada, pois apre-
calor da chama do fogão para a panela for suficiente para manter
senta maior efeito tonoscópico.
a água em ebulição (é isso o que geralmente ocorre), então a tem-
b) 햴, 햳, 햲
peratura a que os alimentos estarão submetidos se manterá e, por-
c) A solução 햴, pois apresenta efeitos coligativos (no caso, efei- tanto, o tempo de cozimento não será alterado.
to ebulioscópico) mais acentuados.
d) A solução 햴, pois apresenta efeitos coligativos (no caso, efei- 34 Alternativa A.
to crioscópico) mais acentuados. Deduz-se do enunciado que a pressão inicial da fase vapor
e) A solução 햴, pois apresenta efeitos coligativos (no caso, (ar  vapor de água) já é igual à pressão atmosférica em ambas as

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pressão osmótica) mais acentuados. panelas. Assim, A é incorreta.
Mesmo que considerássemos que a alternativa A se refere à pres-
25 Vamos calcular a quantidade em mol de cada soluto em um litro são do vapor de água, ainda assim ela estaria incorreta. Na panela
de solução: fechada, sob aquecimento contínuo, há um acúmulo de vapor so-
m 18 g bre o líquido mais rápido que na panela aberta, o que faz com que
Glicose: n  ⇒ n  0,10 mol o vapor atinja primeiro uma pressão igual à atmosférica, no seu
M 180 g / mol
interior.
m 18 g
Sacarose: n   ⇒ n  0,053 mol
M 342 g / mol 45 Falsa. A água-de-coco é uma mistura homogênea.
Assim, a solução de glicose tem maior concentração em mol/L e, Verdadeira. Ocorreria a passagem do solvente do meio mais di-
portanto, apresenta maior pressão osmótica. luído (água-de-coco) para o mais concentrado (hemácias), o que
provocaria o rompimento das hemácias.
26 π  M solução  R  T Falsa. Se as soluções são isotônicas não haverá fluxo osmótico
atm  L efetivo.
π  0,1 mol / L  0,082  300 K
mol  K Verdadeira.
π  2,5 atm
Essa pressão é 2,5 vezes a pressão atmosférica ao nível do mar. 47 01  08  09
(01) Correta.
27 a) CH4N2O(s) → CH4N2O(aq) (02) Incorreta. O ponto de congelamento de uma solução é me-
nor que o do solvente puro correspondente.
KBr(s) → K(aq)  Br(aq) (04) Incorreta. Dependem unicamente da concentração de partí-
MgBr2(s) → Mg2(aq)  2 Cl(aq) culas do soluto não-volátil.
b) Não. Dissolvido em 1.000 g de água, há, na solução: (08) Correta. O solvente vai do meio mais diluído para o mais
햲 0,1 mol de moléculas CH4N2O; concentrado.
햳 0,2 mol de íons (0,1 mol de K e 0,1 mol de Br) e (16) Incorreta. O aumento da temperatura de ebulição de uma
햴 0,3 mol de íons (0,1 mol de Mg2 e 0,2 mol de Cl). solução 1 mol/L de CaCl2 é maior que o de uma solução
1 mol/L de glicose, pois a solução de CaCl2 apresenta maior
28 a) O efeito ebulioscópico é mais acentuado em 햴 e menos acen- número de partículas do soluto não-volátil por unidade de
tuado em 햲. Assim, a seqüência de temperatura de início de volume.
ebulição será: 햲, 햳, 햴.
b) O efeito crioscópico é mais acentuado em 햴 e menos acen-
tuado em 햲. Assim, a seqüência de temperatura de início de
congelamento será: 햴 (efeito crioscópico mais acentuado; tem-
peratura de início de congelamento mais baixa), 햳, 햲. Capítulo 3
29 a) A curva de pressão de vapor da água pura estaria acima da
curva 훽.
Processos de óxido-redução
Solução 햲  curva 훽; efeito tonoscópico menos acentuado.
Solução 햳  curva 훾.
6 a) zero; é substância simples
Solução 햴  curva 훿; efeito tonoscópico mais acentuado.
b) zero; é substância simples
b) A ordem crescente de pressões de vapor é 햴, 햳, 햲. c) zero; é substância simples
d) H 1, F 1
30 Alternativa D.
H F
A leitura direta do gráfico nos informa que, na temperatura de
1 1
25°C (ou próximo dela, já que a precisão do gráfico não é muito
1 1  zero
grande), a pressão de vapor do líquido assume o valor 1 atm.

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43
e) C 4, H 1 s) S 6, O 2
C H4 S O3
4 1 6 2
4 4  zero 6 6  zero
f) C 2, H 1, F 1 t) H 1, Cl 1
C H3 F H Cl
2 1 1 1 1
2 3 1  zero 1 1  zero
g) C zero, H 1, F 1 u) H 1, Cl 1, O 2
C H2 F2 H Cl O
0 1 1 1 1 2
0 2 2  zero 1 1 2  zero
h) C 2, H 1, F 1 v) H 1, Cl 3, O 2
C H F3 H Cl O2
2 1 1 1 3 2
2 1 3  zero 1 3 4  zero
i) C 4, F 1 w) H 1, Cl 5, O 2
C F4 H Cl O3
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4 1 1 5 2
4 4  zero 1 5 6  zero
j) C 4, O 2 x) H 1, Cl 7, O 2
C O2
H Cl O4
4 2
1 7 2
4 4  zero
1 7 8  zero
k) H 1, C zero, O 2
9 É o mesmo: 4
H2 C O
1 0 2 ⴚ
H2 C O3 H C O3
2 0 2  zero
1 4 2 1 4 2
l) N 3, H 1 2 4 6  zero 1 4 6  1
N H3
C O3 2ⴚ
3 1
4 2
3 3  zero
4 6  2
m) N 3, F 1
Professor: Esse e o exercício seguinte permitem mostrar que a
N F3
ionização de um ácido não afeta os números de oxidação dos ele-
3 1
mentos que o constituem.
3 3  zero

n) H 1, N 3, O 2 10 É o mesmo: 6



H N O2 H2 S O4 H S O4
1 3 2 1 6 2 1 6 2
1 3 4  zero 2 6 8  zero 1 6 8  1

o) H 1, N 5, O 2 S O4 2ⴚ

H N O3 6 2
1 5 2 6 8  2
1 5 6  zero
11 É o mesmo: 5
p) H 1, S 2
H3 P O4 H P O3
H2 S 1 5 2 1 5 2
1 2 3 5 8  zero 1 5 6  zero
2 2  zero
H4 P2 O7
q) zero; é substância simples 1 5 2
4 10 14  zero
r) S 4, O 2

S O2 13 Não, pois o número de oxidação dos elementos não se altera:


4 2 H 1, S 6, O 2, Ca 2 e P 5 em ambos os membros da
4 4  zero equação.

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44
17 O agente oxidante é Ni(OH)3 (substância que contém o elemento 22 ClO  I  H → Cl  I2  H2 O
que sofre redução, o níquel). E o agente redutor é Cd (substância
que contém o elemento que sofre oxidação, o cádmio). 1 1 1 0
Cd  2 Ni(OH)3 → Cd(OH)2  2 Ni(OH)2
redução ∆  2
0 3 2 2
oxidação oxidação ∆  1 䡠 2  2
redução
• 1 par de átomos de I (que vão para o I2) perde 2 e
19 a) Oxidante: O2; redutor H2S. • 1 átomo de Cl (do ClO) recebe 2 e
Colocamos o coeficiente 1 no ClO e o coeficiente 1 no I2, pois,
b) H2S  O2 → SO2  H2 O dessa maneira, o número de elétrons perdido é igual ao recebido.
1 ClO  I  H → Cl  1 I2  H2O
2 0 4 2 2 Efetuando o restante do balanceamento, chegamos a:
1 ClO  2 I  2 H → 1 Cl  1 I2  1 H2O
oxidação ∆6 Trata-se de uma equação iônica, na qual a carga elétrica total deve
ser igual em ambos os membros. De fato, a carga elétrica total dos
redução ∆  2 䡠 2  4 reagentes é 1 e dos produtos também.
• 1 átomo de S (do H2S) perde 6 e
24 a) No processo I o peróxido de hidrogênio atua como agente
• 1 par de átomos de O (do O2) recebe 4 e
oxidante, pois o oxigênio nele contido se reduz:
Assim, podemos colocar os coeficientes 6 no O2 e 4 no H2S.
Ou então, simplificando, podemos colocar os coeficientes 3 H2 O2  HNO2 → HNO3  H2O

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no O2 e 2 no H2S. 1 3 5 2
• 2 átomos de S (do H2S) perdem 12 e
• 3 pares de átomos de O (do O2) recebem 12 e
2 H2S  3 O2 → SO2  H2O redução
E, realizando o resto do balanceamento, chegamos a: oxidação
2 H2S  3 O2 → 2 SO2  2 H2O
No processo II o peróxido de hidrogênio atua como agente
20 a) Oxidante: MnO2; redutor: H2C2O4. redutor, pois o oxigênio nele contido se oxida:
b) MnO2  H2C2O4  H2SO4 → MnSO4  CO2  H2O
MnO2  H2SO4  H2O2 → MnSO4  2 H2O  O2
4 3 2 4
4 1 2 0
redução ∆  2
redução
oxidação
oxidação ∆  1 䡠 2  2
b) Porque para HNO3 e H2SO4 atuarem como redutores, o enxo-
• 1 átomo de Mn (do MnO2) recebe 2 e
fre e o nitrogênio deveriam oxidar-se. Porém, nessas substân-
• 1 par de átomos de C (do H2C2O4) perde 2 e
cias, esses elementos já se encontram com o maior número de
Assim, podemos colocar os coeficientes 2 no O2 e 2 no H2C2O4.
oxidação possível (5 para o nitrogênio, grupo 15, e 6 para
Ou então, simplificando, podemos colocar os coeficientes 1
o enxofre, grupo 16).
no H2C2O4 e 1 no MnO2.
1 MnO2  1 H2C2O4  H2SO4 → MnSO4  CO2  H2O
25 Alternativa A.
E, fazendo o restante do balanceamento, chegamos a:
1 MnO2  1 H2C2O4  1 H2SO4 → 1 MnSO4  2 CO2  2 H2O
NaCl Cl2 NaClO KClO3
1 0 1 5
21 A dificuldade desse exercício está no fato de três elementos sofre-
rem alteração em seu número de oxidação. Aumenta o número de oxidação do cloro

FeS  H2O  O2 → Fe(OH)3  S 26 Alternativa A.


CCl4 CHCl3 CH2Cl2 CH3Cl CH4
2 2 0 3 2 0 4 2 0 2 4
oxidação ∆  1

oxidação ∆  2 27 a) A hidroxiapatita é formada pelos íons Ca2, PO3 4 e OH .
Vamos, a título de esclarecimento, verificar a neutralidade elé-
trica do composto. Na fórmula Ca10(PO4)6(OH)2 há:
redução ∆  2 䡠 2  4 • 20 cargas positivas dos 10 cátions Ca2;
• 18 cargas negativas dos 6 ânions PO34 e
• 1 FeS perde 3 e (1 e perdido pelo Fe e 2 e pelo S) • 2 cargas negativas dos 2 ânions OH.
• 1 O2 recebe 4 e Assim, a carga total é zero.
Vamos colocar os coeficientes 3 no O2 e 4 no FeS. O número de oxidação do fósforo é 5, o que pode ser deter-
• 4 FeS perdem 12 e minado, por exemplo, considerando o ânion fosfato (PO3 4 )

• 3 O2 recebem 12 e isoladamente:
4 FeS  H2O  3 O2 → Fe(OH)3  S 3ⴚ
P O4
E, fazendo o restante do balanceamento, chegamos a: 5 2
4 FeS  6 H2O  3 O2 → 4 Fe(OH)3  4S 5 8  3

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45

b) O nitrato de amônio é constituído por cátions amônio NH e 4 43 Alternativa D.
por ânions nitrato NO3 . Cr3 → Cr6  3 e
(NH4)1(NO3 )1 ⇒ NH4NO3
redução ∆  5 䡠 2  10
28 Alternativa E.
47 a) 2 IO3  5 HSO3 → 1 I2  5 SO42  3 H  1 H2O
5 4 0 6
1 3 4 2 2 4
K Cl O2 Ca Cl2 O2 oxidação ∆  2 䡠 1  2
1 2 2 2
Agente oxidante: IO3 ; agente redutor: HSO3
3 1
b) 2 䡠 198 g — 254 g de I2 15,6 kg — 0,1%
x — 10 kg de I2 y — 100%
2 10 12 2 14 16 x  15,6 kg (de NaIO3) y  15,6 䡠 103 kg  15,6 t (de
Mg Cl2 O6 Ba Cl2 O8 caliche)
2 2 2 2
redução (oxidante)
5 7
5 3
∆8䡠18
Observação: Nesta resolução mostramos um outro algoritmo para
a determinação do número de oxidação. 48 4 Zn  10 HNO3 → 4 Zn(NO3)2  1 NH4NO3  3 H2O
oxidação (redutor)
31 Alternativa C. 0 2
∆2䡠12
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

2 2
N2 O Verdadeiro: HNO3 é o agente oxidante.
2 Falso: São produtos o nitrato de zinco, o nitrato de amônio e a água.
1 Falso: 4  10  4  1  3
Verdadeiro: O zinco sofreu oxidação na presença do ácido nítrico.
35 a) 2 Ag  2 Cl → 2 Ag  Cl2 Seu nox variou de zero a 2.
ou 2 AgCl → 2 Ag  Cl2 Falso: Para caracterizar uma dupla troca, são necessárias duas subs-
b) a prata metálica (Ag) tâncias compostas nos reagentes e, no caso, temos somente uma,
c) Cu2  Ag → Cu Ag; o agente oxidante é o Cu2 o HNO3.
Professor: A outra reação mencionada, na qual os íons Cu rege- Falso: São quatro substâncias compostas. O zinco não é substân-
neram os íons cloreto gastos na primeira reação, pode ser assim
cia composta.
equacionada: 2 Cu  Cl2 → 2 Cu2  2 Cl

37 01) Incorreto. O ferro metálico é oxidado, pois seu nox passa de redução (oxidante)
7 2
zero a 3. ∆5䡠15
02) Correto. O ferro metálico é o agente redutor, já que ele sofre  
3  2 MnO 4  6 H → 5 SO4  2 Mn
5 SO2  3 H2O
2 2
o processo de oxidação. 49
04) Incorreto. O oxigênio é reduzido, pois seu nox passa de zero oxidação (redutor)
a 2. 4 6
∆2䡠12
08) Correto. O oxigênio é o agente oxidante, já que ele sofre o
processo de redução. 0 - Verdadeiro: O enxofre do SO23 tem seu nox aumentado (oxi-

16) Correto. Os reagentes encontram-se na forma de substâncias dação).


simples. 1 - Falso: O coeficiente da água é 3.
2 - Verdadeiro: O MnO4 é oxidante, pois contém o elemento que
38 Alternativa B.
O borbulhamento da água oxigenada (solução de H2O2 em H2O) sofre redução (Mn 7 → 2 ).
em contato com um ferimento evidencia a decomposição do 3 - Falso: O nox do enxofre no SO é 4. 2
3
peróxido de hidrogênio, de acordo com a equação: 4 - Verdadeiro: 5  2  6  5  2  3  23
H2O2  H2O  1 O 2
2 redução
4 2
∆2䡠12
39 Alternativa D.
a) O Cl2 é reduzido de zero a 1. O CO não é oxidado nem redu- 50 a) 4 HCl  1 MnO2 → 1 Cl2  1 MnCl2  2 H2O
zido; é produto da reação. FeTiO3 não pertence à função óxido. oxidação
b) Mg, em II, sofre oxidação, portanto é agente redutor. 1 0
c) Ti(s), Fe(s) e Mg(s) não pertencem ao mesmo grupo na tabela ∆1䡠22
periódica. b) agente oxidante  MnO2
d) Embora o composto TiCl4 seja formado pela ligação entre me- c) agente redutor  HCl
tal (Ti) e não-metal (Cl), o fato de apresentar um baixo ponto
de fusão (30ºC) indica ser um composto de natureza 51 Alternativa 05.
molecular. (De fato, a diferença de eletronegatividade entre oxidação (redutor)
titânio e cloro é da ordem de 1,6.) 2 3
e) Tanto FeCl2 como MgCl2, por serem derivados de um ácido ∆1䡠11
forte (HCl), não poderiam apresentar reação básica em solu- 1 H2O2(l)  2 Fe2(aq)  2 H3O(aq) → 2 Fe3(aq)

 4 H2O(l)
ção aquosa. (Neste estágio, como ainda não se estudou hidrólise
salina, basta ao estudante caracterizar FeCl2 e MgCl2 como redução (oxidante)
1 2
sais e não como hidróxidos.) ∆1䡠22

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46

58 Alternativa A. 13 2 Al(s) → 2 Al3(aq)  6 e

O enunciado indica que 3 Cu2(aq)  6 e → 3 Cu(s)
• Cl2 oxida Br a Br2: 2 Al(s)  3 Cu2(aq) → 
2 Al3(aq)  3 Cu(s)
Cl2  2 Br → 2 Cl  Br2
castanho
14 a) Átomos de cobre metálico do fio, Cu0, sofreram oxidação pas-
• Cl2 oxida I a I2:
sando a Cu2, enquanto íons prata da solução, Ag, sofreram
Cl2  2 I → 2 Cl  I2
redução passando a Ag0 e depositando-se sobre o fio.
violeta
• Br2 oxida I a I2: Cu(s) → Cu2(aq)  2 e
Br2  2 I → 2 Br  I2 2 Ag(aq)  2 e → 2 Ag(s)
violeta Cu(s)  2 Ag(aq) → Cu2(aq)  2 Ag(s)
Assim, comparando Cl2, Br2 e I2, concluímos que Cl2 tem o maior
poder oxidante, enquanto I2 tem o menor poder oxidante. b) Sim, pois há alteração do número de oxidação de elementos
envolvidos.
c) O agente oxidante é o íon prata, Ag, e o agente redutor é o
cobre metálico, Cu0.
d) ∆E°  E°eletrodo que recebe elétrons  E°eletrodo que perde elétrons
Capítulo 4 ∆E°  0,80 V  (0,34 V)
∆E°  0,46 V

Eletroquímica: celas galvânicas 15 a) De acordo com os potenciais, a primeira semi-reação, em rela-


ção à segunda, tem maior tendência a ocorrer no sentido inver-
so (oxidação). Assim:

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
6 a) Três respostas possíveis: Zn(s), MnO2(s) e H2O(l).
Pb  SO42 → PbSO4  2 e
b) Semi-reação II, pois cátodo é o eletrodo em que ocorre redu-
PbO2  4 H  SO42  2 e

→ PbSO4  2 H2O
ção e na semi-reação II o manganês se reduz de 4 para 3.
c) O “pólo que emite elétrons para a parte do circuito externa à pi- Pb  PbO2  4 H  2 SO42 → 2 PbSO4  2 H2O
lha” é o pólo negativo. A semi-reação I, na qual há oxidação do b) Três substâncias que são consumidas e, portanto, são respos-
zinco, é a que ocorre no eletrodo que atua como pólo negativo. tas possíveis: Pb, PbSO4 e H2SO4.
c) ∆E°  E°eletrodo que recebe elétrons  E°eletrodo que perde elétrons
7 a) Duas respostas possíveis: Cd(OH)2(s) e Ni(OH)2(s). ∆E°  1,69 V  (0,36 V)
Note que OH não responde adequadamente a essa pergunta ∆E°  2,05 V
porque sua quantidade permanece constante, o que pode ser
percebido por meio da equação global (veja item d). 16 De acordo com a representação fornecida, Ag se reduz a Ag0,
b) O elemento que se oxida é o cádmio, de zero para 2. O que enquanto Fe2 se oxida a Fe3. Assim:
se reduz é o níquel, de 3 para 2. ∆E°  E°eletrodo que recebe elétrons  E°eletrodo que perde elétrons
0,03 V  0,80 V  E°(Fe3/Fe2)
c) No pólo positivo, que recebe elétrons da parte do circuito ex-
E°(Fe3/Fe2)  0,77 V
terna à pilha, ocorre a semi-reação de redução, que é II.
d) Cd(s)  2 OH(aq) → Cd(OH)2(s)  2 e 17 a) O poder oxidante de uma substância (isto é, a tendência de
2 Ni(OH)3(s)  2 e → 2 Ni(OH)2(s)  2 OH(aq) essa substância atuar como agente oxidante) é tanto maior
Cd(s)  2 Ni(OH)3(s) → Cd(OH)2(s)  2 Ni(OH)2(s) quanto maior for a tendência de ela sofrer redução. E a ten-
dência a sofrer redução aumenta na mesma ordem em que au-
10 a) A comparação entre os potenciais de semicela indica que a menta E°.
prata tem uma maior tendência a se reduzir e que o zinco tem Portanto, a ordem crescente de poder oxidante é:
uma maior tendência a se oxidar. Assim, o ânodo (em que ocor- I2, Br2, Cl2, F2
re oxidação) é o eletrodo de zinco e o cátodo (em que ocorre
b) O poder redutor de uma espécie química (isto é, a tendência
redução) é o eletrodo de prata.
de essa substância atuar como agente redutor) é tanto maior
b) O eletrodo de zinco é o pólo negativo e o de prata é o positivo.
quanto maior for a tendência de ela sofrer oxidação. E a ten-
c) A espécie que se oxida é o zinco metálico, Zn0, e a que se
dência a sofrer oxidação aumenta na mesma ordem em que
reduz é o cátion prata, Ag.

diminui E°.
d) Zn(s) → Zn2(aq)  2 e Portanto, a ordem crescente de poder redutor é:
 
e) Ag (aq)  e → Ag(s)
f) Zn(s) → 
Zn2(aq)  2 e F, Cl, Br, I
 
2 Ag (aq)  2e → 2 Ag(s)
18 a) Se o metal é corroído pelos íons H, isso significa que o ele-
Zn(s)  2 Ag(aq) → 
Zn2(aq)  2 Ag(s) mento hidrogênio se reduz de H a H2 e que o metal se oxida
de substância simples a cátion.
g) Da placa de zinco para a placa de prata.
Os potenciais apresentados revelam que, dos metais apresen-
h) O fluxo efetivo de cátions é da semicela de zinco para a de
tados, aqueles com tendência maior que o hidrogênio para so-
prata e o de ânions é da semicela de prata para a de zinco. frer oxidação são magnésio, zinco, ferro e chumbo.
i) ∆E°  E°eletrodo que recebe elétrons  E°eletrodo que perde elétrons b) Os metais mais nobres que o hidrogênio, dentre os apresenta-
∆E°  0,80 V  (0,76 V) dos, são cobre, prata e ouro, pois apresentam menor tendência
∆E°  1,56 V a se oxidar que o hidrogênio.

11 ∆E°  E°eletrodo que recebe elétrons  E°eletrodo que perde elétrons 19 A tendência a sofrer oxidação aumenta na ordem em que diminui
∆E°  0,13 V  (1,68 V) E°. Assim, a ordem crescente de tendência a se oxidar é:
∆E°  1,55 V Au, Ag, Cu, Pb, Fe, Zn, Mg

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47
22 Por que os íons Ag presentes na solução provocam a oxidação do 29 01  04  08  64  77
cobre (de Cu0 a Cu2) e do zinco (de Zn0 a Zn2). (01) Verdadeira: X0 doa elétrons para o circuito externo, sofrendo
corrosão.

Cu(s) → Cu2(aq)  2 e (02) Falsa: Nesse processo, energia química é transformada em

2 Ag (aq)  2 e → 2 Ag(s) energia elétrica.
(04) Verdadeira: Ânodo é o eletrodo no qual ocorre o processo da
Cu(s)  2 Ag(aq) → Cu2(aq)

 2 Ag(s) ∆E°  0,46 V
oxidação.
∆E°  0
(08) Verdadeira:
(espontânea) ânodo: X0 → X   e
Zn(s) → Zn2(aq)  2 e cátodo: Y  e → Y0
2 Ag(aq)  2 e → 2 Ag(s) global: X0  Y → X Y0
 2 (16) Falsa. X0 sofre oxidação, atuando como agente redutor.
Zn(s)  2 Ag → Zn  2 Ag(s)
∆E°  1,56 V
(aq) (aq)
(32) Falsa: A solução em A fica mais concentrada em X e a solu-
∆E°  0
ção em B fica mais diluída em Y.
(espontânea) (64) Verdadeira: Essa migração ocorre para manter o equilíbrio
Tais reações, além de consumirem íons prata da solução, contami- elétrico de cargas nas soluções.
nam-na com íons Cu2 e Zn2.
30 Alternativa D.
23 a) Das três semi-reações apresentadas, a de redução da prata é a ∆E°  E°eletrodo que recebe elétrons  E°eletrodo que perde elétrons
que apresenta o maior E°. Essa redução possui tendência a ocorrer ∆E°  0,80 (0,25) ⇒ ∆E°  1,05 V
maior que as outras. Assim, os íons Ag são um oxidante sufi-
cientemente forte para oxidar Sn0 a Sn2 e Sn2 a Sn4. 31 Alternativa A.
b) Sim. Os íons Ag da solução irão reduzir-se, enquanto o ∆E°  0,34 (1,68)
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

estanho irá oxidar-se primeiramente a Sn2 e, a seguir, tam- ∆E°  2,02 V


bém sob ação dos íons Ag, a Sn4. Portanto, algum tempo
após mergulhar a placa, já encontraremos na solução íons 32 Alternativa B.
de estanho. O eletrodo no qual ocorre uma reação de oxidação é o ânodo da
Sn(s) 
→ Sn2(aq)  2 e pilha e conseqüentemente o pólo negativo.
2 Ag(aq)  2 e → 2 Ag(s) Professor: É bom lembrar que se o eletrodo ligado ao eletrodo de
hidrogênio sofrer reação de oxidação é porque o E°red do eletrodo
Sn(s)  2 Ag(aq) → Sn2(aq)

 2 Ag(s) ∆E°  0,94 V de hidrogênio é maior. Assim, o E°red do referido eletrodo terá va-
∆E°  0 lor negativo.
(espontânea)
 
Sn2(aq) → Sn4(aq)  2 e 33 Alternativa E.
 
2 Ag (aq)  2e → 2 Ag(s) Au Ag Cu H2 Ni Fe Zn Mn

Sn2(aq)  2 Ag(aq) → Sn4(aq)

 2 Ag(s) ∆E°  0,65 V reatividade crescente
∆E°  0
(espontânea) e–
A
26 Alternativa D.
A série de atividade indica que o zinco, sendo mais reativo que a H2 Au, Ag, Cu
prata, sofrerá o fenômeno da oxidação. Assim:
V. Zn → Zn2  2e e I. Ag  e → Ag0 estão corretas.

27

e e
A
Ânodo Cátodo
0 0
Cr Fe

e
A
Ni, Fe, Zn, Mn H
2
Cr3 Fe2
Ânodo Cátodo

a) Ânodo: Cr 0(s) → Cr3(aq)  3 e (oxidação)


2 
Cátodo: Fe (aq)  2 e → Fe 0
(s) (redução)
 Ânodo Cátodo
b) 2 Cr 0(s)  3 Fe2(aq) → 2 Cr 3(aq)  3 Fe0(s)

28 Alternativa D. I. Falsa: Espécies situadas antes do hidrogênio têm caráter


catódico.
I. Verdadeira.
II. Falsa: A maior ddp na série é entre os elementos Au e Mn.
II. Falsa. Os discos de prata recebem elétrons do circuito externo. III. Verdadeira. A pilha Zn-Ni deve apresentar ∆E° maior do que
III. Verdadeira. a pilha Zn-Fe.

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48
34 Alternativa B. Para essa averiguação, no caso do alumínio, vamos somar a
Os discos de zinco têm sua massa diminuída com o passar do tem- primeira equação fornecida, multiplicada por 3, com a segun-
po porque neles ocorre o processo de oxidação: da equação fornecida, invertida. Chegamos a:
 3
0
Zn(s) → Zn2(aq)  2 e. Al(s)  3 H2O(l)  OH(aq) → Al(OH)4 (aq)  H2(g)
2
∆E°  E°eletrodo que recebe elétrons  E°eletrodo que perde elétrons
36 Alternativa B.
∆E°  0,83 V  (2,33 V)
Zn0|Zn2||Ag|Ag0
∆E°  1,50 V ⇒ ∆E°  0 reação espontânea
∆E0  1,6 V
Portanto, o alumínio é corroído ao ser lavado por solução aquo-
sa alcalina, pois é espontânea a reação que consome o alumí-
37 Alternativa A.
Ni0|Ni2||Ag|Ag0 nio sólido.
ânodo cátodo Agora faremos a averiguação no caso do cobre. Para isso, va-
(oxidação)(redução) mos somar a primeira equação fornecida, multiplicada por 2,
com a terceira equação fornecida, invertida. Chegamos a:
∆E°  0,80 (0,24)
Cu(s)  2 H2O(l) → Cu(OH)2(s)  H2(g)
∆E°  1,04 V
∆E°  E°eletrodo que recebe elétrons  E°eletrodo que perde elétrons
38 01) Correta: O eletrodo de cobre possui menor E°red. ∆E°  0,83 V  (0,22 V)
02) Incorreta: Como o Cu(s) sofre oxidação, no circuito externo, ∆E°  0,61 V ⇒ ∆E°  0 reação não-espontânea
os elétrons deslocam-se do eletrodo de cobre para o eletrodo Portanto, não ocorre corrosão do cobre ao ser lavado com so-
de prata. lução aquosa alcalina.
04) Correta: Por apresentar maior E°red, o eletrodo de prata é o b) Ser melhor redutor é ter maior tendência a sofrer oxidação
cátodo. (menor E°). Pelos potenciais apresentados, conclui-se que o

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
08) Correta: ∆E°  0,80  0,34  0,46 V melhor redutor é o alumínio metálico.
16) Incorreta: Cu0|Cu2||Ag|Ag0
47 Verdadeiro.
42 Alternativa C. Falso: Camada N  4s2
A prata metálica do talher, Ag0, se oxida a Ag, que passa a tomar Verdadeiro: Metais conduzem a eletricidade.
parte do composto iônico (Ag)2(S2)1 ou Ag2S. Falso: Por apresentar o maior E°red, o níquel é, entre os metais
citados, o mais difícil de sofrer oxidação.
43 Alternativa A. Verdadeiro: A tabela confirma.
O conhecimento de que a camada escura que reveste objetos de Verdadeiro: O eletrodo de níquel, por apresentar maior valor de
prata oxidados é formada por sulfeto de prata é o suficiente para E°red, funciona como cátodo. Assim:
permitir ao estudante chegar à resposta A, pois essa é a única al-
Co0|Co2||Ni2|Ni0
ternativa em que Ag2S figura como reagente.
Falso: A pilha citada deve ter a seguinte representação:
44 Alternativa E. Cr0|Cr3||Co2|Co0
O alumínio é um metal menos nobre do que os empregados em ânodo cátodo
restaurações dentárias, ou seja, tem maior tendência a se oxidar, (oxidação)(redução)
atuando, portanto, como agente redutor e como ânodo da cela
galvânica formada. 49 Alternativa E.

Fe2(aq) oxida o Zn0(s), pois apresenta um E°red maior.
45 a) 2 Fe2 → 2 Fe3  2 e
1 53 a) Os potenciais indicam que a redução de Cu2 a Cu0 (maior E°)
2 H  O2  2 e → H2O
2 tem maior tendência para ocorrer do que a redução de Ni2 a
1 Ni0. Assim, a reação apresentada não é espontânea.
2 Fe2  2 H  O2 → 2 Fe3  H2O Outra maneira de demonstrar a espontaneidade é calculando o
2
b) A oxidação do ferro (II) a ferro (III) conforme a equação do ∆E° do processo e verificando que é menor que zero:
item a é espontânea porque apresenta ∆E° positivo: ∆E°  E°eletrodo que recebe elétrons  E°eletrodo que perde elétrons
∆E°  E°eletrodo que recebe elétrons  E°eletrodo que perde elétrons ∆E°  0,23 V  (0,34 V)
∆E°  1,23 V  0,77 V ∆E°  0,57 V ⇒ ∆E°  0
∆E°  0,46 V ⇒ ∆E°  0 reação espontânea b) Na pilha níquel/zinco, o eletrodo de níquel recebe elétrons
Porém, para a oxidação de cobalto (II) a cobalto (III), o cálcu- (maior E°) e o de zinco perde elétrons (menor E°). Assim, a
lo a seguir indica que ∆E° é negativo. semi-reação anódica (oxidação) é:
2 Co2 → 2 Co3  2 e Zn → Zn2  2 e
1 e a ddp padrão (∆E°) é calculada como segue.
2 H  O2  2 e → H2O ∆E°  E°eletrodo que recebe elétrons  E°eletrodo que perde elétrons
2
∆E°  0,23 V  (0,76 V)
1
2 Co2  2 H  O2 → 2 Co3  H2O ∆E°  0,53 V
2
∆E°  E°eletrodo que recebe elétrons  E°eletrodo que perde elétrons 
59 Frasco I - Não ocorre reação porque íons Zn2(aq) têm E°red menor
∆E°  1,23 V  1,82 V
que Cu0(s).
∆E°  0,59 V ⇒ ∆E°  0 reação não-espontânea 
Frasco II - Ocorre reação espontânea porque íons Cu2(aq) têm E°red
Portanto, soluções de cobalto (II) são estáveis diante da oxida-
ção por gás oxigênio. maior que Fe0(s).
 
Fe0(s) + Cu2(aq) → Fe2(aq) + Cu0(s)
46 a) Na lavagem do metal com solução aquosa alcalina, há o encon- Frasco III - Não ocorre reação, pois o E°red do estanho é maior que
tro de três espécies: o metal, a água e íons hidroxila. Vamos, o do ferro.
portanto, averiguar se ocorre uma reação espontânea envolven- Frasco IV - Não ocorre reação, pois E°red do ferro é maior que o do
do essas espécies, na qual o metal sólido seja consumido. zinco.

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49
e 72 Alternativa A.
Dentre ambas as semi-reações de redução apresentadas, a que
60 Cl2  2 Fe2 → 2 Cl  2 Fe3 possui maior E° é a que tem maior tendência a ocorrer. Assim:
espécie Ag2O(s)  H2O(l)  2 e → 2 Ag(s)  2 OH

que recebe Zn(s) → Zn2(aq)  2 e
e possui o
Ag2O(s)  H2O(l)  Zn(s) → 2 Ag(s)  2 OH  Zn2(aq)


maior E°red
∆E°  1,36 (0,77) ⇒ ∆E°  0,59 V ∆E°  E°eletrodo que recebe elétrons  E°eletrodo que perde elétrons
∆E°  0,344 V  (0,763 V)
61 02  04  08  16  30 ∆E°  1,107 V
(01) Falso: Por apresentar o maior E°red, Au3 possui maior ten-
dência de receber e e Au0, maior dificuldade de perder e. O zinco metálico, como sofre oxidação, atua como ânodo.
(02) Verdadeiro: ∆E°  1,50 (1,66)  3,16 V O pólo positivo é o que recebe elétrons do circuito externo à cela
(04) Verdadeiro: Pelo fato de possuir um E°red menor, o Al se oxi- galvânica. Esses elétrons são recebidos pela espécie que sofre re-
da mais facilmente, inibindo a oxidação do ferro. dução nesse eletrodo que, portanto, atua como cátodo.
(08) Verdadeiro: Íons Hg2 (aq), por apresentarem maior E°red, oxi-
dam a prata e se transformam em Hg0. 73 Alternativa A.
2 Ni(OH)3(s)  2e B 2 Ni(OH)2(s)  2 OH(aq)
e 2 OH(aq)  Cd(s) B Cd(OH)2(s)  2e
Hg2  2 Ag0 → Hg0  2 Ag 2 Ni(OH)3(s)  Cd(s) B 2 Ni(OH)2(s)  Cd(OH)2(s)
0,85 V 0,80 V
74 Alternativa A.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

(16) Verdadeiro. Quando a embalagem é rompida ou amassada,


fragmentos de estanho metálico podem se desprender do fer- Por apresentar maior E°red, a reação I ocorre no cátodo (redução).
ro. Submetido, por exemplo, a um meio ácido, o estanho des- A reação II, no sentido MH  OH → M  H2O  e, ocorre no
ses fragmentos pode ser oxidado a estanho (II). Os próprios ânodo (oxidação).
∆E°  0,52 (0,83)
íons ferro (III), provenientes da oxidação do ferro exposto,
∆E°  1,35 V
podem oxidar o estanho a estanho (II):
3 Sn0  2 Fe3 → 3 Sn2  2 Fe0
∆E°  0,04  (0,14)  0,10 V  zero Capítulo 5
e

(32) Falso: 3 Hg2(aq)  2 Al(s)
0
→ 
2 Al3(aq)  3 Hg0(l) Eletroquímica:
0,85 V 1,66 V
maior E°red celas eletrolíticas
recebe e do
metal 2 semi-reação catódica (redução): K  e → K0
(64) Falso: Sn0|Sn2||Ag|Ag0 semi-reação anódica (oxidação): 2 F → F2  2 e
ânodo cátodo
2 K  2 e → 2 K0
oxidação redução
2 F → F2  2 e
redutor oxidante
reação global: 2 K  2 F → 2 K0  F2
ou: 2 KF → 2 K0  F2
62 Alternativa A.
I. Sn2  Fe0 → reação espontânea, pois E°red Sn2  E°red Fe0 4 a) Al3 e O2
II. Sn2  Zn0 → reação espontânea, pois E°red Sn2  E°red Zn0 b) Os íons alumínio (Al3) se transformam em alumínio metálico
III. Idem I e II. (Al0) e os íons óxido (O2) se transformam em gás oxigênio (O2).
IV. Sn2  Cu0 → não há reação, pois E°red Sn2  E°red Cu0
5 a) Um eletrodo feito de uma substância que não tome parte na
65 Alternativa C. eletrólise como reagente, exercendo apenas papel de condutor
A corrosão se manifesta nos tubos 2 e 4 devido à presença de de corrente elétrica.
água  ar. b) No pólo positivo é produzido gás oxigênio:
4 OH(aq) → O2(g)  2 H2O(l)  4 e
No pólo negativo é produzido gás hidrogênio:
66 Alternativa E.
2 H(aq)  2 e → H2(g) 1
O único que apresenta um E°red menor que o do ferro é o Mg, pro-
c) 2 H2O(l) → 2 H2(g)  O2(g) ou H2O(l) → H2(g)  O
tegendo-o assim contra a corrosão. 2 2(g)
d) NaOH, H2SO4 ou KNO3, pois são eletrólitos cuja solução, ao
67 Alternativa A. ser eletrolisada, produz H2 no cátodo e O2 no ânodo.
No caso de NaCl e HCl haveria produção de Cl2 no ânodo.
Para proteger o ferro da oxidação, o metal deve ter um E°red menor
No caso de KBr haveria produção de Br2 no ânodo.
que o dele. Dos metais citados, o único com essa característica é o
No caso de C6H12O6 (glicose) a solução não seria eletrolítica,
magnésio.
ou seja, não apresentaria condutividade elétrica apreciável a
ponto de permitir a eletrólise da água.
68 Alternativa E. No caso de CuSO4 haveria produção de cobre metálico no cátodo.
I. Correta. e) De acordo com os coeficientes estequiométricos de H2 e O2, a
II. Incorreta: Caso essa reação seja inibida, o ferro se oxida. relação volumétrica é de 2 : 1, ou seja, dois volumes de H2
III. Correta: Metais de sacrifício se oxidam, pois doam elétrons. para um volume de O2.
Nesse caso, funcionam como ânodo ou pólo negativo da pilha (Assim, de acordo com o desenho, o gás A é hidrogênio e o
formada. gás B é oxigênio.)

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50
6 a) O gás produzido no ânodo é o cloro: Vamos estabelecer uma regra de três envolvendo carga dos elé-
2 Cl(aq) → Cl2(g)  2 e trons e massa de alumínio. Nessa regra de três, a carga que
b) O gás produzido no cátodo é o hidrogênio: atravessa o circuito (em coulombs) aparece indicada como a
2 H(aq)  2 e → H2(g) multiplicação da corrente elétrica (9.650 A) pelo tempo
c) O cloreto de hidrogênio (HCl) que, em solução, é conhecido (1 h  3.600 s).
como ácido clorídrico.
d) Hidróxido de sódio, NaOH. 3 e Al0
Proporção: 3 mol 1 mol
10 a) Oxidação: enxofre; redução: prata e oxigênio. Grandezas: Carga Massa
Ag2S  O2 → 2 Ag  SO2 elétrica
1 2 0 0 4 2 3 䡠 9,65 䡠 104 C — 27 g ⇒ x  3,24 䡠 103 g
(9.650 䡠 3.600) C — x
redução
oxidação Essa é a massa de alumínio que se deposita em cada uma das
redução cinqüenta cubas durante uma hora de funcionamento da in-
dústria. Para descobrir a produção total, multiplicamos esse
b) Oxidação: enxofre; redução: mercúrio e oxigênio. valor por 50, chegando a 1,62 䡠 105 g, ou seja, 162 kg.
HgS  O2 → Hg  SO2
2 2 0 0 4 2

24 a) Cr3(aq)  3 e → Cr(s)
redução
b) Sobre a peça a ser cromada deve ocorrer a redução dos íons
oxidação crômio (III). Portanto, a peça deve ser ligada ao pólo negativo,
redução pois é esse o pólo do gerador que emite elétrons.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
c) 3 e Cr0
17 MnO2  Al → Mn  Al2O3
4 0 0 3 Proporção: 3 mol 1 mol
Grandezas: Carga Massa
redução ∆4 elétrica
oxidação ∆3䡠26 3 䡠 9,65 䡠 104 C — 52 g ⇒ x  104 g
• 1 par de átomos de Al (que vão para o Al2O3) perde 6 e  (300 䡠 1.930) C — x
• 1 átomo de Mn (do MnO2) recebe 4 e
26 A semi-reação é: 2 H  2 e → H2
Assim, podemos colocar os coeficientes 6 no MnO2 e 4 no Al2O3.
A partir dos coeficientes estequiométricos, vamos estabelecer uma
Ou, então, simplificando, podemos colocar os coeficientes 3 no
relação entre quantidade de elétrons e quantidade de hidrogênio
MnO2 e 2 no Al2O3. produzido.
• 2 pares de átomos de Al (que vão para o Al2O3) perdem 12 e
• 3 átomos de Mn (do MnO2) recebem 12 e 2 e H2
3 MnO2  Al → Mn  2 Al2O3 Proporção: 2 mol 1 mol
Grandezas: Quantidade Quantidade
E, completando o balanceamento, chegamos a:
de matéria de matéria
3 MnO2  4 Al → 3 Mn  2 Al2O3
2 mol — 1 mol ⇒ x  0,10 mol
x — 0,050 mol
21 A semi-reação é: Ag  e → Ag0
A partir dos coeficientes estequiométricos, vamos estabelecer uma 27 A semi-reação é: 2 H  2 e → H2
relação entre quantidade de elétrons e quantidade de prata metáli- A partir dos coeficientes estequiométricos, vamos estabelecer uma
ca, Ag0, depositada. relação entre carga elétrica e volume de gás.
e Ag0 2 e H2
Proporção: 1 mol 1 mol Proporção: 2 mol 1 mol
Grandezas: Quantidade Quantidade Grandezas: Carga Volume
de matéria de matéria elétrica
1 mol — 1 mol 2 䡠 9,65 䡠 104 C — 25 L ⇒ x  0,50 L
⇒ x  0,5 mol
x — 0,5 mol (1,0 䡠 3.860) C — x

22 A partir dos coeficientes estequiométricos, vamos estabelecer uma 28 Uma maneira de resolver é por um processo semelhante ao ante-
rior, levando em conta a semi-reação que produz oxigênio:
relação entre quantidade de elétrons e quantidade de zinco metáli-
4 OH → O2  2 H2O  4 e
co, Zn0, que reage.
A partir dos coeficientes estequiométricos, vamos estabelecer uma
Zn0 2 e relação entre carga elétrica e volume de gás.
Proporção: 1 mol 2 mol 4 e O2
Grandezas: Quantidade Quantidade Proporção: 4 mol 1 mol
de matéria de matéria Grandezas: Carga Volume
1 mol — 2 mol ⇒ x  0,10 mol elétrica
0,05 mol — x 4 䡠 9,65 䡠 104 C — 25 L ⇒ x  0,25 L
(1,0 䡠 3.860) C — x
23 a) Al3  3 e → Al0 Outra maneira é realizar um cálculo estequiométrico relacionan-
b) Os coeficientes estequiométricos indicam a relação entre a do o volume de H2 (calculado na questão anterior) com o volume
quantidade de elétrons e a quantidade de alumínio metálico, de O2:
Al0, depositado. 2 H2O(l) → 2 H2(g)  O2(g)

Resoluções do Vol 2_cad2A 50 6/24/05, 14:15


51
Os coeficientes revelam que o volume de H2 é o dobro do volume Pelos coeficientes, estabelecemos a proporção:
de O2. Assim:
H2 O2 2 e Cu0
Proporção: 2 mol 1 mol Proporção: 2 mol 1 mol
Grandezas: Volume Volume Grandezas: Quantidade Massa
2L — 1L de matéria
⇒ x  0,25 L 63,5
0,50 L — x 2 mol — 63,5 g ⇒ y g
1 mol — y 2
30 A semi-reação é: Zn2  2 e → Zn0 Deposição de zinco: Zn2  2 e → Zn0
A partir dos coeficientes estequiométricos, vamos estabelecer uma Pelos coeficientes, estabelecemos a proporção:
relação entre carga dos elétrons e massa de zinco.
2 e Zn0 2 e Zn0
Proporção: 2 mol 1 mol Proporção: 2 mol 1 mol
Grandezas: Carga Massa Grandezas: Quantidade Massa
elétrica de matéria
2 mol — 65,4 g 65, 4
2 䡠 9,65 䡠 104 C — 65,4 g ⇒ z g
⇒ Q  1,93 䡠 104 C 1 mol — z 2
Q — 6,54 g
Essa é a carga elétrica que atravessou o circuito no intervalo de Deposição de alumínio: Al3  3 e → Al0
1.930 s. Pelos coeficientes, estabelecemos a proporção:
Q 1,93 䡠 10 4 C
Q  i 䡠 ∆t ⇒ i   ⇒ i  10 A
∆t 1.930 s 3 e Al0
Proporção: 3 mol 1 mol
31 Na cela da esquerda ocorre a redução do cobre (II):
Grandezas: Quantidade Massa
Cu2  2 e → Cu0
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

de matéria
Assim: 27
3 mol — 27 g ⇒ w
2 e Cu0 g
1 mol — w 3
Proporção: 2 mol 1 mol
Grandezas: Quantidade Massa
de matéria 38 Alternativa E.
2 mol — 63,5 g x  íons; y  elétrica
⇒ x  4 mol
x — 127 g
Determinamos que 4 mol de elétrons atravessaram o circuito du- 43 Alternativa E.
rante o intervalo de tempo em que 127 g de cobre se depositaram. A afirmativa E é errada porque apresenta o inverso da equação da
Podemos, agora, determinar a massa de prata depositada na outra eletrólise.
cela, sabendo que a quantidade em mols de elétrons envolvida é a
mesma. 46 Alternativa E.
Na cela da direita ocorre a redução da prata: e
Ag  e → Ag0
Assim: a) Al0(s)  Ni2(aq) → ocorre reação espontânea
e Ag0 (1,66 V) (0,23 V)
Proporção: 1 mol 1 mol
b) Acontece justamente o inverso: são mais duráveis porque não
Grandezas: Quantidade Massa
de matéria originam gases.
1 mol — 108 g c)
⇒ y  432 g
4 mol — y

33 a) 9,65 䡠 104 C, pois essa é a constante de Faraday, que corresponde + –


– H OH +
à carga elétrica (em módulo) de um mol de elétrons.
b) A unidade de corrente elétrica no Sistema Internacional, o Ag+ NO–3
ampère (A), equivale a coulomb por segundo. Assim, vamos
determinar quantos coulombs de carga atravessam o circuito AgNO3(aq)
por segundo. Descarregam Ag e OH. O meio fica ácido.
d) Produz cloro gasoso no ânodo e sódio metálico no cátodo.
Grandezas: Carga Tempo
9,65 䡠 104 C — 3.600 s e)
⇒ x  26,8 C
x — 1s
Então, se 26,8 C de carga atravessam o circuito por segundo, a + –
corrente elétrica nesse circuito é de 26,8 A. – H OH +
Na+ OH–
34 A carga envolvida na questão anterior é de um mol de elétrons.
Assim, podemos estabelecer uma relação entre quantidade de elé-
NaOH(aq)
trons e massa de metal, que nos permite concluir que a massa
Descarregam H e OH. É a água da solução que se decompõe.
depositada é maior no caso da prata.
Deposição de prata: Ag  e → Ag0
Pelos coeficientes, estabelecemos a proporção: 47 Alternativa C.
e Ag0 a) Correta: A oxidação do íon I a I2 produz uma coloração escu-
Proporção: 1 mol 1 mol ra quando o I2 se combina com amido.
Grandezas: Quantidade Massa b) Correta: A coloração rosa em torno do eletrodo A indica que o
de matéria meio fica básico. A descarga de H faz com que haja excesso
1 mol — 108 g ⇒ x  108 g de OH nessa região.
1 mol — x c) Incorreta: Íons H são reduzidos no eletrodo A.
Deposição de cobre: Cu2  2 e → Cu0 d) Correta: É o eletrodo onde ocorre oxidação.

Resoluções do Vol 2_cad2B 51 6/24/05, 14:15


52
48 Alternativa B. Essa é a carga elétrica necessária para depositar todo o cobre
I é correta: O pólo positivo é o ânodo, onde ocorre a oxidação: da solução. Vamos ao cálculo do tempo.
2 Cl → Cl2  2 e Q  i 䡠 ∆t ⇒ ∆t 
Q

19.300 C
⇒ ∆t  3.860 s
II é falsa: No cátodo o íon H é reduzido: 2 H  2 e → H2 i 5A
III é correta: A produção de Cl2 no ânodo e H2 no cátodo faz com
que reste NaOH na solução. 71 Pela equação da semi-reação de deposição da prata:
Ag  e → Ag0
50 Alternativa D.
deduzimos que para depositar 1 mol de Ag é necessário 1 mol de
I é correta: Quando o H da água se reduz, forma-se H2 e so-
bram íons OH em solução tornando o meio básico (fenolfta- elétrons atravessando a parte metálica do circuito.
leína adquire cor rosa). Na equação da semi-reação de corrosão do alumínio:
II é falsa: No pólo positivo ocorre a oxidação (perda de e) do Al0 → Al3  3 e
íon iodeto: 2 I → I2  2 e. verificamos a proporção que permite calcular a massa de alumí-
III é correta. nio que se oxida para fornecer 1 mol de elétrons:

53 Alternativa D. 3 e Al0
Note que as afirmativas se referem à eletrodeposição de zinco no Proporção: 3 mol 1 mol
ferro e não à atuação do zinco na proteção do ferro. Grandezas: Quantidade Massa
Na deposição do zinco por via eletrolítica, a solução deve conter de matéria
um composto (solúvel) de Zn2, que se reduz no cátodo, forman- 3 mol — 27 g
⇒ x9g
do Zn0 que o recobre. O cátodo deve ser, portanto, constituído 1 mol — x
pela peça a ser recoberta.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
72 Alternativa C.
55 Alternativa C. Vamos calcular a quantidade de elétrons que deve chegar ao cátodo
III  água sanitária contém hipoclorito de sódio (NaClO)
para depositar 1 kg de cada um dos metais por redução dos cátions
IV  fermento em pó contém bicarbonato de sódio (NaHCO3)
mencionados.
I  solução fisiológica (soro) contém cloreto de sódio (NaCl)
Deposição de cobre: Cu2  2 e → Cu0
62 0 - Falso: Nessa época não existia o entendimento da eletricidade. Pelos coeficientes, estabelecemos a proporção:
1 - Verdadeiro. 2 e Cu0
2 - Falso: Nas ligas metálicas há predominância de elementos Proporção: 2 mol 1 mol
metálicos. Grandezas: Quantidade Massa
3 - Verdadeiro. de matéria
2 mol — 63,5 g
68 a) Verdadeiro: O E°red do zinco é menor que o do cobre, o que faz ⇒ x  31,5 mol
x — 1.000 g
com que ele se oxide mais facilmente que o cobre.
b) Verdadeiro: Por apresentar um E°red menor que o do ouro, o Deposição de níquel: Ni2  2 e → Ni0
cobre se oxida mais facilmente na sua presença. Pelos coeficientes, estabelecemos a proporção:
2 e Ni0
69 Alternativa E. Proporção: 2 mol 1 mol
I é incorreta, pois a eletrólise não é espontânea; ela é forçada Grandezas: Quantidade Massa
com o uso de um gerador de corrente elétrica apropriado. de matéria
II é incorreta, pois o zinco tem maior tendência a se oxidar, 2 mol — 58,7 g
atuando como ânodo. ⇒ y  34,0 mol
y — 1.000 g
III é correta. Pela equação da semi-reação de redução do zinco:
Deposição de crômio: Cr3  3 e → Cr0
Zn2  2 e → Zn0 Pelos coeficientes, estabelecemos a proporção:
notamos que há uma relação estequiométrica (de proporcio-
nalidade direta) entre a quantidade de elétrons (e sua carga) e 3 e Cr0
a quantidade de zinco depositada. Proporção: 3 mol 1 mol
Grandezas: Quantidade Massa
70 a) CuSO4(s) → Cu2(aq) 
 SO24(aq) de matéria
De acordo com essa equação, os coeficientes de CuSO4(s) e 3 mol — 52,0 g
⇒ z  57,7 mol
SO24(aq) são iguais. Portanto, em uma solução 0,10 mol 䡠 L1, z — 1.000 g
temos: Considerando que outras condições sejam constantes, quanto
1 maior a quantidade de elétrons que deve chegar ao eletrodo na
[SO ]  0,10 mol 䡠 L
2
4
eletrólise, maior a quantidade de energia elétrica necessária e,
b) Em 1 L de solução 0,10 mol 䡠 L1 há 0,10 mol de íons Cu2. portanto, mais cara a deposição do metal. Portanto, a ordem pe-
Assim: dida é: Cu, Ni, Cr.

Cu2  2 e → Cu0
73 Falsa: Q  i 䡠 ∆t. Se ∆t fosse dobrado e a corrente i fosse diminuí-
Pelos coeficientes, estabelecemos a proporção:
da pela metade, a carga elétrica se manteria a mesma e, portanto,
2 e Cu0 a quantidade de cobre depositada também seria a mesma.
Proporção: 2 mol 1 mol Verdadeira: 1 Cu2  2 e → 1 Cu0; 2 Ag  2 e → 2 Ag0
Grandezas: Carga Quantidade A mesma carga passando pelos circuitos deposita o dobro em mol
elétrica de matéria de prata.
2 䡠 96.500 C — 1 mol Falsa: Nesse caso a massa de cobre eletrodepositado seria aumen-
⇒ Q  19.300 C
Q — 0,10 mol tada em quatro vezes.

Resoluções do Vol 2_cad2B 52 6/24/05, 14:15


53
2⫹ ⫺
Verdadeira: Cu ⫹ 2 e → Cu . A deposição do metal se dá no
(aq)
0
(s) Conclui-se que a carga usada corresponde a 1 F ou 96.500 C.

pólo negativo, o cátodo, no qual ocorre o processo de redução. a) 2 H3C — COO(aq) → 1 H3C — CH3(g) ⫹ 2 CO2(g) ⫹ 2 e⫺
Falsa: 3 Cu2(⫹aq) ⫹ 6 e⫺ → 3 Cu0(s); 2 Cr3(⫹aq) ⫹ 6 e⫺ → 2 Cr0(s)
1 mol — 2 mol e⫺
Para uma mesma carga elétrica que atravessa o circuito, deposita
1,5 mol a mais de cobre metálico quando comparado com crômio x — 1 mol e⫺
1
metálico. x⫽ mol de etano é formado em B.
2
Verdadeira: 1 mol e⫺ tem carga (em módulo) de 96.500 C ⫽ 1 F b) Cátodo de A ⫽ pólo 䊞 : Ag⫹(aq) ⫹ e⫺ → Ag0(s)
Falsa: O processo de eletrólise não é espontâneo. Ânodo de B ⫽ pólo 䊝 : 2 H3C — COO⫺(aq) →
→ H3C — CH3(g) ⫹ 2 CO2(g) ⫹ 2 e⫺
76 a) Cu2⫹ ⫹ 2 e⫺ → Cu0
2 mol e⫺ — 1 mol Cu 81 Alternativa B.
x — 0,05 mol Cu ⇒ x ⫽ 0,1 mol de e⫺ 1 X⫺ → 1 X0 ⫹ 1 e⫺
1 mol X — 1 mol e⫺
1 pilha — 5 䡠 10⫺3 mol de e⫺
0,6 mol — x ⇒ x ⫽ 0,6 mol de e⫺ passaram pelo circuito
y — 0,1 mol de e⫺ ⇒ y ⫽ 20 pilhas
• Cálculo da quantidade em mol de Al produzida:
m
b) n ⫽ ⇒ m ⫽ n 䡠 M ⫽ 0,05 䡠 63,5 ⇒ mCu ⫽ 3,175 g m 5,4
M n⫽ ⫽ ⇒ n Al ⫽ 0,2 mol
M 27
• Cálculo do valor de n:
m 0,5906
77 a) n Co ⫽ ⫽ ⫽ 0,01 mol 1 Aln⫹ ⫹ n e⫺ → 1 Al0
M 59
n mol e⫺ — 1 mol Al
m 0,3467
n Cr ⫽ ⫽ ⫽ 6,7 䡠 10⫺3 mol
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

0,6 mol e⫺ — 0,2 mol Al


M 52
Cr3⫹ ⫹ 3 e⫺ → Cr0 n⫽3

3 mol e⫺ — 1 mol Cr
84 Alternativa A.
x — 6,7 䡠 10⫺3 mol Cr
Q ⫽ i 䡠 ∆t
x ⫽ 0,02 mol de e⫺ passaram pelo circuito Q ⫽ 1,1 䡠 105 䡠 3,2 䡠 107
Q ⫽ 3,52 䡠 1012 C
Coy⫹ ⫹ y e⫺ → 1 Co0
y mol e⫺ — 1 mol de Co 1 F — 96.500 C
0,02 mol e⫺ — 0,01 mol de Co x — 3,52 䡠 1012 C
y⫽2 x ⫽ 3,6 䡠 107 F
A afirmação a é verdadeira.
b) 1 mol e⫺ tem carga (em módulo) de 1 F ⫽ 96.500 C, então: Al3⫹ ⫹ 3 e⫺ → Al0
3 mol e⫺ — 1 mol Al
1 mol e⫺ — 96.500 C
3F — 1 mol
0,02 mol e⫺ — x
3,6 䡠 107 F — y ⇒ y ⫽ 1,2 䡠 107 mol de Al
x ⫽ 1.930 C
m m
A afirmação b é verdadeira. n⫽ ⇒ 1,2 䡠 10 7 ⫽ ⇒ m ⫽ 3,24 䡠 10 2 t
M 27
(massa obtida anualmente em cada cuba)
78 Alternativa E.
Como foram usadas 300 cubas, temos:
I. Correta: O quociente, que resulta 1,6 ⫻ 10⫺19 C, corresponde
mAl ⫽ 300 䡠 3,24 䡠 102 t ⬵ 1,0 䡠 105 t
ao módulo da carga do e⫺.
II. Correta: Me⫹(aq) ⫹ 1 e⫺ → 1 Me0
⫺ 85 a) Multiplicando-se a primeira equação por 2 e somando-a com
1 mol e — Massa molar do Me
96.500 C — M a segunda, obtemos:
Rigorosamente falando, a massa M depositada corresponde à 2 H2O(l) → 2 H2(g) ⫹ O2(g)
massa molar e não à massa atômica. Assim, a proporção em mols em que os produtos gasosos H2 e
III. Correta: O metal depositado deverá ter carga ⫹1. A prata pre- O2 são formados é 2 : 1. Portanto:
enche o requisito. A: hidrogênio (H2), pois ocupa volume maior.
B: oxigênio (O2), pois ocupa volume menor.
79 0 - Verdadeiro. b) Permanecerá neutro (admitindo que esteja neutro no início),
pois não há consumo global de H⫹ nem de OH⫺ na eletrólise,
1 - Verdadeiro: No cátodo ocorre o fenômeno da redução dos íons
como se pode perceber pela equação global.
Cu2(a⫹q).
2 - Falso: No cátodo haverá produção de Cu0(s): 86 Semi-reação em B (ânodo): Cu0 → Cu2⫹ ⫹ 2 e⫺

Cu2(aq) ⫹ 2 e⫺ → Cu0(s) Semi-reação em A (cátodo): Cu2⫹ ⫹ 2 e⫺ → Cu0
3 - Falso: No ânodo: 2 Cl⫺(aq) → 1 Cl2(g) ⫹ 2 e⫺ a) No eletrodo A (cátodo), pois, nele, os elétrons provenientes do
1 mol — 2 mol gerador provocam a redução de Cu2⫹ a Cu0.
71,0 g — 2 mol e⫺ b) A cor da solução terá permanecido igual. Isso porque, para
cada íon Cu2⫹ produzido em B (onde Cu0 se oxida a Cu2⫹), um
80 Na cuba A forma-se 1,0 mol de prata metálica. íon Cu2⫹ é consumido em A (onde Cu2⫹ se reduz a Cu0), o que
Ag⫹(aq) ⫹ 1 e⫺ → Ag0(s) faz com que a concentração de íons cobre (II) permaneça cons-
1 mol e⫺ — 1 mol Ag tante na solução.

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54
x  1,96 䡠 103 kJ
Capítulo 6 Hambúrguer com queijo:

Sorvete: y  1,07 䡠 103 kJ

Termoquímica: o calor Fatia de pizza: z  7,73 䡠 102 kJ


e os processos químicos Maçã: w  2,93 䡠 102 kJ

14 Há uma proporcionalidade direta entre a quantidade de um certo 26 Somando a primeira equação com a segunda, invertida, temos:
alimento, a energia que ele fornece e o tempo necessário para gas- ∆H  179 kJ/mol
tar essa energia ao praticar determinada atividade.
Assim, o tempo necessário para gastar a energia de dois sorvetes,
27 Somando a primeira equação com a segunda, multiplicada por 4,
ao realizar certa atividade, será o dobro do expresso no gráfico.
temos: ∆H  1.775 kJ/mol
Portanto, a energia de dois sorvetes será gasta em 7 horas repou-
sando, ou em 42 minutos pedalando.
28 Somando a primeira equação, invertida, com a segunda, temos:
16 Um hambúrguer com queijo fornece 470 kcal e quatro maçãs for- ∆H  143 kJ/mol
necem 280 kcal (4 䡠 70 kcal). Portanto, um hambúrguer com queijo
fornece mais energia. 29 Somando a primeira equação, dividida por 2, a segunda, multipli-
cada por 2, e a terceira, invertida, temos:
17 Três fatias de pizza fornecem 555 kcal e dois sorvetes fornecem
1 148
510 kcal. Leva-se maior tempo para consumir, em uma dada ati- 2 HCl(g)  O2(g) → H2O(l)  Cl2(g) ∆H1  kJ
2 2

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
vidade, a energia fornecida pelas três fatias de pizza.
H2(g)  F2(g) → 2 HF(g) ∆H2  2 䡠 (273) kJ
18 O hambúrguer, pois fornece maior quantidade de energia. 1
H2O(l) → H2(g)  O2(g) ∆H3  286 kJ
2
19 Para obter a energia necessária para correr 17 minutos, deve-se 2 HCl(g)  F2(g) → 2 HF(g)  Cl2(g) ∆H  ∆H1  ∆H2  ∆H3
ingerir um sorvete. Para obter a energia para correr o dobro desse
tempo, 34 minutos, devem-se ingerir dois sorvetes. ∆H  334 kJ/mol

20 Grandezas: Energia (em kcal) Energia (em kJ) 30 Somando as três equações, tal qual apresentadas, temos:
1 kcal — 4,18 kJ ∆H  204 kJ/mol
470 kcal — x
255 kcal — y 31 A equação da alternativa C é aquela que corresponde à combustão
185 kcal — z do metano, reação na qual essa substância reage com gás oxigê-
70 kcal — w nio produzindo gás carbônico e água.

33 O engenheiro pode calcular o ∆H° usando a Lei de Hess, somando as equações fornecidas, invertendo a segunda e multiplicando a terceira por 2.
O cálculo é:

5
C2H2(g)  O → 2 CO2(g)  H2O(l) ∆H°1  1.301 kJ/mol
2 2(g)
7
2 CO2(g)  3 H2O(l) → C2H6(g)  O ∆H°2  1.561 kJ/mol
2 2(g)
2 H2(g)  O2(g) → 2 H2O(l) ∆H°3  2 䡠 (286) kJ/mol

C2H2(g)  2 H2(g) → C2H6(g) ∆H°  ∆H°1  ∆H°2  ∆H°3

∆H°  312 kJ/mol

34 É possível determinar o valor do ∆H° de vaporização aplicando a Lei de Hess. Para isso, deve-se somar a equação de combustão do octano líquido
com o inverso da equação de combustão do octano gasoso.

25
C8H18(l)  O 2(g) → 8 CO2(g)  9 H2O(l) ∆H°1  5.470,5 kJ/mol
2
25
8 CO2(g)  9 H2O(l) → C8H18(g)  O 2(g) ∆H°2  5.512,0 kJ/mol
2

C8H18(l) → C8H18(g) ∆H°  ∆H°1  ∆H°2

∆H°  41,5 kJ/mol

Resoluções do Vol 2_cad2B 54 6/24/05, 14:16


55
35 Aplicando a Lei de Hess, vamos empregar as equações fornecidas c) Falsa, porque a transformação:
para chegar à equação da reação termite. Isso pode ser feito so- 1
CO(g)  O → CO2(g)
mando a primeira com a segunda, invertida. 2 2(g)
apresenta ∆H°  283,0 kJ.
3 d) Falsa, pois a transformação em questão é o inverso da reação
2 Al(s) O → Al2O3(s) ∆H1°  1.676 kJ/mol
2 2(g) do item b. Portanto, seu ∆H° vale 393,5 kJ.
3
Fe2O3(s) → 2 Fe(s)  O ∆H2°  824 kJ/mol
2 2(g) 37 Somando a primeira equação, multiplicada por 2 e invertida, com
2 Al(s)Fe2O3(s) → 2 Fe(s)  Al2O3(s) ∆H° ∆H1°  ∆H2° a segunda, multiplicada por 2, temos: ∆H  198 kJ/mol

∆H°  852 kJ/mol 38 Para chegar à equação de formação do etano, podemos somar a
primeira, multiplicada por 2, a segunda, multiplicada por 3, e a
36 a) Verdadeira, pois o gráfico permite deduzir que a reação: terceira, invertida. Assim, temos: ∆H°f  85 kJ/mol
1
C(graf.)  O2(g) → CO(g) 39 Empregando a Lei de Hess, podemos chegar à equação de forma-
2
apresenta ∆H°  110,5 kJ. ção do metanol somando a primeira equação, invertida, a segun-
da, tal como apresentada, e a terceira, multiplicada por 2. Desse
b) Falsa. Pelo gráfico, a reação: modo, chegamos à entalpia-padrão de formação do metanol:
C(graf.)  O2(g) → CO2(g)
∆H°f  240 kJ/mol
tem ∆H°  393,5 kJ.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

40 A equação em que MnO2(s) é formado a partir de Mn(s) e O2(g) pode ser obtida por meio da soma da primeira equação com a segunda, invertida.

4 Al(s)  3 O2(g) → 2 Al2O3(s) ∆H1°  3.351 kJ


3 Mn(s)  2 Al2O3(s) → 4 Al(s)  3 MnO2(s) ∆H2°  1.792 kJ
3 Mn(s)  3 O2(g) → 3 MnO2(s) ∆H°  ∆H1°  ∆H2°
∆H°  1.559 kJ
No entanto, o valor calculado refere-se à formação de três mols de MnO2(s). Dividindo-o por 3, obtemos a entalpia-padrão de formação do MnO2(s):

∆Hf°  520 kJ/mol

41 A equação da reação de formação do sulfeto de carbono pode ser obtida por meio da soma da primeira equação, da segunda, multiplicada por 2,
e da terceira, invertida.
C(graf.)  O2(g) → CO2(g) ∆H1°  394 kJ
2 S(rômb.)  2 O2(g) → 2 SO2(g) ∆H2°  2 䡠 (297) kJ
CO2(g)  2 SO2(g) → CS2(l)  3 O2(g) ∆H3°  1.072 kJ
C(graf.)  2 S(rômb.) → CS2(l) ∆H° ∆H1°  ∆H2°  ∆H3°
∆H°  84 kJ
Assim, a entalpia-padrão de formação do sulfeto de carbono é ∆Hf°  84 kJ/mol. Portanto, a reação de formação desse composto é endotérmica.

43 a) A força cresce na ordem em que cresce a energia de ligação: considerando que 2 mol de H2 reagem com 2 mol de O2 formando
HI (299 kJ/mol)  HBr (366 kJ/mol)  HCl (431 kJ/mol) 2 mol de H2O, ocorre:
 HF (565 kJ/mol). • quebra de 2 mol de ligações simples H H : 2 䡠 436 kJ
b) I 2 (151 kJ/mol)  F 2 (158 kJ/mol)  Br 2 (193 kJ/mol) • quebra de 2 mol de ligações duplas O O : 2 䡠 496 kJ
 Cl2 (242 kJ/mol). • formação de 4 mol de ligações simples O H : 4 䡠 463 kJ
• formação de 2 mol de ligações simples O O : 2 䡠 157 kJ
45 Na síntese da água pela equação dada:
que, no cômputo geral, conduz a: ∆H  302 kJ
2H H  O O → 2O H
Assim, a síntese da água libera maior quantidade de calor.
H
considerando que 2 mol de H2 reagem com 1 mol de O2 formando Professor: Pode parecer estranho termos apresentado a segunda
2 mol de H2O, ocorre: equação com coeficientes que não são os menores inteiros.
Se apresentássemos a segunda equação com os menores coefi-
• quebra de 2 mol de ligações simples H H: 2 䡠 436 kJ
cientes inteiros (todos unitários), deveríamos apresentar a primei-
• quebra de 1 mol de ligações duplas O O: 496 kJ ra equação com coeficiente 1 para a água (pois a finalidade da
• formação de 4 mol de ligações simples O H: 4 䡠 463 kJ questão é comparar a quantidade de energia liberada na síntese de
H2O e H2O2), o que conduziria a um coeficiente 1/2 para o O2. E
que, no cômputo geral, conduz a: ∆H  484 kJ
um coeficiente fracionário seria um complicador desnecessário
Na síntese do peróxido de hidrogênio pela equação dada: nessa fase em que o aluno está se familiarizando com o conceito
H de energia de ligação.

2H H  2O O → 2O O
46 ∆H  184 kJ/mol
H

Resoluções do Vol 2_cad2B 55 6/24/05, 14:16


56
47 No processo: Concluímos que o hidrogênio libera, na combustão, maior quan-
tidade de energia por unidade de massa.
H H
51 O valor da densidade, expressa em g/mL, informa a massa de um
H C H ⫹ Cl Cl → H C H ⫹ H Cl
mililitro do combustível, nas condições a que se refere. Assim,
H Cl vamos realizar uma resolução semelhante à da questão anterior,
porém em lugar de um grama utilizaremos a massa de um milili-
ocorre:
tro do combustível.
• quebra de 4 mol de ligações simples C H: ⫹4 䡠 412 kJ Grandezas: Massa Energia liberada
• quebra de 1 mol de ligações simples Cl Cl : ⫹242 kJ Hidrogênio: 2g — 286 kJ
⇒ a ⫽ 0,011 kJ
8 䡠 10⫺5 g — a
• formação de 3 mol de ligações simples C H : ⫺3 䡠 412 kJ
Metano: 16 g — 891 kJ
⇒ b ⫽ 0,039 kJ
• formação de 1 mol de ligações simples C Cl : ⫺338 kJ 7 䡠 10⫺4 g — b
Octano: 114 g — 5.471 kJ
• formação de 1 mol de ligações simples H Cl : ⫺431 kJ ⇒ c ⫽ 33,6 kJ
0,7 g — c
que, no cômputo geral, conduz a: ∆H ⫽ ⫺115 kJ/mol Metanol: 32 g — 726 kJ
⇒ d ⫽ 18,2 kJ
0,8 g — d
48 a) N2(g) ⫹ 3 H2(g) → 2 NH3(g) Etanol: 46 g — 1.367 kJ
⇒ e ⫽ 23,8 kJ
b) No processo: 0,8 g — e

N N ⫹ 3H H → Concluímos que o octano libera, na combustão, maior quantidade


2H N H
de energia por unidade de volume.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
H Outro modo de realizar esses cálculos é multiplicar os resultados
ocorre: da questão anterior (em kJ/g) pelo valor da densidade de cada
• quebra de 1 mol de ligações triplas N N: ⫹944 kJ combustível (em g/mL), o que nos conduz à energia liberada na
combustão de um mililitro do combustível (em kJ/mL).
• quebra de 3 mol de ligações simples H H : ⫹3 䡠 436 kJ
• formação de 6 mol de ligações simples N H : ⫺6 䡠 388 kJ 52 a) Grandezas: Massa Energia liberada
180 g — 2.808 kJ
que, no cômputo geral, conduz a: ∆H ⫽ ⫺76 kJ ⇒ x ⫽ 15,6 kJ
1,00 g — x

c) A tabela informa que a entalpia-padrão de formação da amô- b) Grandezas: Energia Energia


nia é ⫺45,9 kJ/mol. Na equação em questão, que é de forma- (em kcal) (em kJ)
ção de amônia, o coeficiente do produto é 2. Assim, deduzi- 1 kcal — 4,18 kJ
⇒ y ⫽ 3,7 kcal
mos que o ∆H é o dobro da entalpia-padrão de formação da y — 15,6 kJ
amônia. Assim: Expressando o resultado como número inteiro chega-se a 4 kcal,
∆H ⫽ ⫺91,8 kJ que coincide com o mencionado no enunciado.

d) Os valores calculados não são iguais. A diferença deve-se ao 53 Alternativa C.


fato de o método usado no item b ser aproximado, pois alguns A dissociação da molécula de hidrogênio em átomos envolve que-
valores de energia de ligação são a média obtida em várias bra de ligação covalente, processo endotérmico.
moléculas. (Além disso, são ignoradas as interações entre as A condensação de vapor de água é exotérmica.
moléculas, pois o cálculo utilizando energias de ligação en- A combustão do álcool é exotérmica.
volve apenas a quebra e a formação das ligações interatômicas, O teste pede o número de erros cometidos pelo estudante. Como
admitindo-se que a molécula esteja livre da interação com ou- apenas a última classificação está correta, ele cometeu dois erros.
tras moléculas. Na prática, mesmo no estado gasoso, há alte-
55 Alternativa C.
ração nas interações intermoleculares quando comparamos
A evaporação da acetona (processo endotérmico) absorve energia
reagentes e produtos, cujo efeito global sobre o ∆H pode não
da água, fazendo com que sua temperatura se reduza.
ser desprezível.) Como, quando o processo deixa de ser acompanhado, ainda resta
acetona, concluímos que, durante o tempo em que foi acompa-
49 Os valores de entalpia-padrão apresentados informam a quantidade nhado, a temperatura deve ter sofrido contínua diminuição, o que
de energia (em kJ) liberada na combustão de um mol da substân- está expresso no gráfico da alternativa C.
cia. O maior valor de entalpia-padrão de combustão do gráfico é o
do octano. Portanto, o octano libera, na combustão, maior quanti- 56 Falso: Os alimentos cozinham mais rapidamente numa panela de
dade de energia por mol. pressão devido ao aumento do ponto de ebulição da água.
Verdadeiro: A evaporação da água nas paredes do filtro retira ca-
50 Grandezas: Massa Energia liberada lor delas, tornando a água mais fria no interior do filtro de barro.
Verdadeiro: No fenômeno da osmose, o solvente vai do meio mais
Hidrogênio: 2g — 286 kJ diluído (folhas de alface) para o mais concentrado (salmoura). Por
⇒ a ⫽ 143 kJ
1g — a essa razão, as folhas murcham quando em contato com salmoura.
Metano: 16 g — 891 kJ Verdadeiro: O crescimento de massas de pães, bolos, pizzas é devido
⇒ b ⫽ 55,7 kJ à liberação de CO2 proveniente de fermento biológico ou químico.
1g — b
Octano: 114 g — 5.471 kJ
⇒ c ⫽ 48,0 kJ 58 Verdadeiro: Na realidade a ebulição de um líquido ocorre quando
1g — c sua pressão de vapor se iguala com a pressão externa (atmosféri-
Metanol: 32 g — 726 kJ ca). Num local onde a pressão externa exercida sobre o líquido
⇒ d ⫽ 22,7 kJ seja baixa, ele poderá ferver até à temperatura ambiente.
1g — d
Etanol: 46 g — 1.367 kJ Falso: A melhor eficiência da pilha alcalina em relação à comum está
⇒ e ⫽ 29,7 kJ na substituição do meio entre os eletrodos. No caso das alcalinas, a
1g — e
pasta entre os eletrodos contém KOH (como eletrólito) em vez de NH4Cl.

Resoluções do Vol 2_cad2B 56 7/7/05, 21:22


57
Falso: O ânodo é o pólo negativo de uma pilha.
b) A variedade alotrópica mais estável é o fósforo vermelho, pois
Falso: O “calor” da sauna é em parte proveniente da condensação
do vapor de água, um processo exotérmico. apresenta menor entalpia.

60 Alternativa B. 71 a) Para obter a reação de formação do gás d’água (I), é ne-


A água, para evaporar, absorve calor do corpo humano, dando a
cessário:
sensação de frio.
• manter a equação II;
Professor: Este caso pode ser associado com o caso da moringa
• inverter e dividir por dois a equação III;
de barro.
• inverter e dividir por dois a equação IV.
61 Alternativa A. Assim, temos:
A reação descrita é um processo endotérmico e ocorre com absor-
C(s) ⫹ O2(g) → CO2(g) ∆H° ⫽ ⫺393,5 kJ
ção de 491,5 kJ.
1
∆ H2O(g) → H2(g) ⫹ O ∆H° ⫽ ⫹241,8 kJ
64 a) 1 NH4HCO3 → 1 NH3 ⫹ 1 CO2 ⫹ 1 H2O 2 2(g)
1 mol — 1 mol 1
CO2(g) → CO(g) ⫹ O ∆H° ⫽ ⫹283,0 kJ
2 2(g)
79 g — 44 g C(s) ⫹ H2O(g) → H2(g) ⫹ CO(g) ∆H° ⫽ ⫹131,3 kJ
b) A substância CO2 e a substância H2O. (endotérmica)

c) É endotérmica, pois necessita de calor (→) para sua ocorrência. b) Agente oxidante: H2O O H
H
66 a) Usando a Lei de Hess:
(O agente redutor, C, é substância simples.)
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

5
P(branco) ⫹ Cl2(g) → PCl5(g) ∆H1 ⫽ ⫺99,6 kJ
2
72 Alternativa B.
5
PCl5(g) → P(vermelho) ⫹ Cl2(g) ∆H2 ⫽ ⫹95,4 kJ Para obter o ∆H da reação proposta, devemos:
2
• manter a equação 1 e multiplicá-la por 3;
P(branco) → P(vermelho) ∆H ⫽ ∆H1 ⫹ ∆H2
• manter a equação 2 e multiplicá-la por 4;
∆H ⫽ ⫺4,2 kJ/mol • inverter a equação 3.

73 1a etapa ⫽ hidratação: 2 LiOH(s) ⫹ 2 H2O(g) → 2 LiOH  H2O(s)

2a etapa ⫽ carbonatação: 2 LiOH  H2O(s) ⫹ CO2(g) → Li2CO3(s) ⫹ 3 H2O(g)

reação global: 2 LiOH(s) ⫹ CO2(g) → Li2CO3(s) ⫹ H2O(g)

77 Alternativa C.
Na2CO3  10 H2O(s) → Na2CO3  7 H2O(s) ⫹ 3 H2O(g) ∆H ⫽ ⫹37 kcal
Na2CO3  7 H2O(s) → Na2CO3  H2O(s) ⫹ 6 H2O(g) ∆H ⫽ ⫹77 kcal
Na2CO3  H2O(s) → Na2CO3(s) ⫹ H2O(g) ∆H ⫽ ⫹14 kcal
Na2CO3  10 H2O(s) → Na2CO3(s) ⫹ 10 H2O(g) ∆H ⫽ ⫹128 kcal
H2O(l) → H2O(g) ∆H ⫽ 10 kcal/mol multiplicando por 10 e invertendo

Na2CO3  10 H2O(s) → Na2CO3(s) ⫹ 10 H2O(g) ∆H ⫽ ⫹128 kcal


10 H2O(g) → 10 H2O(l) ∆H ⫽ ⫺100 kcal
Na2CO3  10 H2O(s) → Na2CO3(s) ⫹ 10 H2O(l) ∆H ⫽ ⫹28 kcal

78 a) Para obter a equação desejada, vamos somar a primeira equação, multiplicada por 6, a segunda, invertida, e a terceira, multiplicada por 3.
6 C(graf.) ⫹ 6 O2(g) → 6 CO2(g) ∆H°1 ⫽ 6  (⫺394) kJ
15
6 CO2(g) ⫹ 3 H2O(l) → C6H6(l) ⫹ O2(g) ∆H°2 ⫽ ⫹3.268 kJ
2
3
3 H2(g) ⫹ O → 3 H2O(l) ∆H3° ⫽ 3  (⫺286) kJ
2 2(g)
6 C(graf.) ⫹ 3 H2(g) → C6H6(l) ∆H° ⫽ ∆H1° ⫹ ∆H2° ⫹ ∆H3°
b) ∆H° ⫽ ∆H1° ⫹ ∆H2° ⫹ ∆H3° ⫽ ⫹46 kJ
Portanto, a entalpia-padrão de formação do C6H6(l) é: ∆Hf° ⫽ ⫹46 kJ/mol

79 Alternativa C. 80 Alternativa C.
∆H° ⫽ [Σn  ∆Hf° (produtos)] ⫺ [Σn  ∆Hf° (reagentes)] ∆H° ⫽ [Σn  ∆Hf° (produtos)] ⫺ [Σn  ∆Hf° (reagentes)]
∆H° ⫽ [(⫺924,5) ⫹ 0] ⫺ [0 ⫹ 2  (⫺285,8)] ∆H° ⫽ [0 ⫹ (⫺1.670)] ⫺ [3  (⫺604) ⫹ 0]
∆H° ⫽ ⫺352,9 kJ ∆H° ⫽ ⫹142 kJ

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58
81 01) Incorreto: 3 C(gr) ⫹ 4 H2(g) ⫹ 5 O2(g) → 3 CO2(g) ⫹ 4 H2O(l) ∆Hf ⫽ ⫺598,6 kcal
3(⫺394) 4(⫺286)
Obs.: O exercício foi transcrito no livro como apareceu no vesti-
∆H1 ⫽ [3(⫺394) ⫹ 4(⫺286)] ⫺ 0 ⇒ ∆H1 ⫽ ⫺2.326 kJ bular. A fórmula da sacarose é, contudo, C12(H2O)11, o que, levado
em conta, conduziria a outro resultado.
02) Incorreto: A combustão de 1 mol de propano produz 3 mol de
CO2(g) e 4 mol de H2O(l).
90 Alternativa 05.
04) Correto: C3H8(g) ⫹ 5 O2(g) → 3 CO2(g) ⫹ 4 H2O(l) ∆H3 ⫽ ⫺2.200 kJ Os valores absolutos são iguais, pois a vaporização da água líqui-
Hformação 3(⫺394) 4(⫺286) da é o processo inverso da liquefação do vapor de água.
∆H3 ⫽ Hp ⫺ Hr
⫺2200 ⫽ ⫺2326 ⫺ Hformação 91 Alternativa C.
Hformação ⫽ ∆Hf ⫽ ⫺126 kJ/mol C6H12O6(s) ⫹ 6 O2(g) → 6 CO2(g) ⫹ 6 H2O(l)
∆Hf ⫽ ? 6(⫺4  102) 6(⫺3  102)
08) Correto: A combustão do propano libera 2.200 kJ.
16) Correto: ∆H1 ⫽ ∆H2 ⫹ ∆H3 ∆Hreação ⫽ ∆Hp ⫺ ∆Hr
∆H2 ⫽ ⫺126 kJ ⫺2,8  103 ⫽ [6(⫺4  102) ⫹ 6(⫺3  102)] ⫺ ∆Hf
∆Hf ⫽ ⫺1,4  103 kJ/mol

82 a) A reação de combustão da sacarose é exotérmica, com libera-


92 Alternativa A.
ção de 5.635 kJ/mol.
H
b) C12H22O11(s) ⫹ 12 O2(g) → 12 CO2(g) ⫹ 11 H2O(l)
⫹ → ⫹

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
H C H 2O O O C O
c) ∆Hf (sacarose) ⫽ ?
∆Hreação ⫽ ∆Hp ⫺ ∆Hr H
⫺5.635 ⫽ [12(⫺394) ⫹ 11(⫺286)] ⫺ ∆Hf (sacarose)
⫹ 2H O
∆Hf (sacarose) ⫽ ⫺2.239 kJ/mol
H
83 Alternativa E. Nesse processo ocorre:
1 • quebra de 4 mol de ligações simples C H: ⫹4  413 kJ
H2(g) ⫹ O (g) → H2O(s) ∆H ⫽ ⫺70,0 kcal/mol
2 2
• quebra de 2 mol de ligações duplas O O: ⫹2  494 kJ
1
H2O(l) → H2(g) ⫹ O ∆H ⫽ ⫹68,3 kcal/mol
2 2(g) • formação de 2 mol de ligações duplas C O: ⫺2  804 kJ
H2O(l) → H2O(s) ∆H ⫽ ⫺1,7 kcal/mol
• formação de 4 mol de ligações simples O H: ⫺4  463 kJ

84 0) Falso: (a) corresponde ao estado gasoso. No global, temos: ∆H ⫽ ⫺820 kJ


1) Verdadeiro: ∆H1 corresponde ao calor de formação de H2O(v).
2) Falso: (c) corresponde ao estado sólido. 93 a) H N N H ⫹ O O → N N ⫹
3) Verdadeiro.
H H
4) Falso: As designações (a), (b) e (c) correspondem, respectiva-
⫹ 2O H
mente, aos estados gasoso, líquido e sólido.
H
86 a) 3 C(grafite) ⫹ 4 H2(g) → C3H8(g) Nesse processo ocorre:
b) Para obter a equação acima, fazemos: • quebra de 4 mol de ligações simples N H: ⫹4  389 kJ

3 CO2(g) ⫹ 4 H2O(l) → C3H8(g) ⫹ 5 O2(g) ∆H ⫽ 2.200 kJ • quebra de 1 mol de ligações simples N N: ⫹163 kJ
3 C(s) ⫹ 3 O2(g) → 3 CO2(g) ∆H ⫽ ⫺1.182 kJ • quebra de 1 mol de ligações duplas O O: ⫹498 kJ
4 H2(g) ⫹ 2 O2(g) → 4 H2O(l) ∆H ⫽ ⫺1.444 kJ • formação de 1 mol de ligações triplas N N: ⫺946 kJ
3 C(s) ⫹ 4 H2(g) → C3H8(g) ∆H ⫽ ⫺126 kJ • formação de 4 mol de ligações simples H O: ⫺4  464 kJ

Efetuando o somatório geral, chegamos a:


88 0) Falso: ∆H será dado por ∆H2 ⫹ ∆H1
1) Falso: Para que fosse calor de formação de CO2, os reagentes
∆H ⫽ ⫺585 kJ/mol
deveriam ser substâncias simples, o que não ocorre no caso do
CO(g). b) ∆H ⫽ [Σ n  ∆Hf(produtos)] ⫺ [Σ n  ∆Hf(reagentes)]
2) Verdadeiro: ∆H1 corresponde a uma liberação de energia, por- ⫺585 ⫽ [0 ⫹ 2  (⫺242)] ⫺ [∆Hf(hidrazina) ⫹ 0]
tanto esse valor é menor que zero.
3) Verdadeiro. ∆Hf(hidrazina) ⫽ ⫹101 kJ/mol
4) Verdadeiro.
95 Alternativa B.
89 C12(H2O)12 ⫹ 12 O2 → 12 CO2 ⫹ 12 H2O Reação I
∆Hf ⫽ ? 0 12(⫺94,1) 12(⫺68,2)
Ligações a serem rompidas:
∆Hreação ⫽ ∆Hp ⫺ ∆Hr 2HkH ⇒ ⫹2(4,4  102)
⫺1.349 ⫽ [12(⫺94,1) ⫹ 12(⫺68,2)] ⫺ ∆Hf 2 CO ⇒ ⫹2(10,8  102)

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59
Ligações a serem formadas: 1 mol — 3.419,5
4CkH ⇒ ⫺4(4,2  102) 9 mol — x
2C O ⇒ ⫺2(8,0  102) x ⫽ 30.776 kJ
∆Htotal ⫽ ⫹ 880 ⫹ 2.160 ⫺ 1.680 ⫺ 1.600
∆Htotal ⫽ ⫺240 kJ 106 Alternativa B.
C25H52 ⫹ 38 O2 → 25 CO2 ⫹ 26 H2O
O valor negativo de ∆H indica uma reação exotérmica, portanto 1(352 g) — 25 mol
ocorre no reator C e os produtos estarão no reservatório D. 1,056  103 g — x
Reação II x ⫽ 75 mol de CO2 formados em um processo exotérmico (ocor-
re liberação de energia)
Sendo esta o inverso da primeira, temos:
∆Htotal ⫽ ⫹240 kJ.
107 02 ⫹ 04 ⫹ 08 ⫹ 32 ⫽ 46
A reação é endotérmica, ocorrendo, portanto, no reator B, sendo
(01) Falso: As reações I e II são exotérmicas.
os produtos depositados no reservatório E.
(02) Verdadeiro: A reação II inversa se torna endotérmica.
(04) Verdadeiro: A entalpia-padrão de substância simples é nula.
96 Alternativa C. (08) Verdadeiro.
I – Incorreta: É necessário maior energia para decompor a mo- 1 mol C3H8 — ⫺2.046 kJ
lécula de nitrogênio. 0,4 mol — x
II – Correta: A molécula do HCl é mais estável que as de HBr e x ⫽ ⫺818,4 kJ
de HI, pois o valor da sua energia de ligação é maior. (16) Falso.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

C3H8(g) ⫹ 5 O2(g) → 3 CO2 ⫹ 4 H2O(g)


III – Correta: A molécula de Cl2 tem o valor de energia de liga-
1(44 g) — 4(18 g)
ção menor que o da molécula de H2 e O2.
4g — x
IV – Incorreta: ∆Ht ⫽ 470,7 ⫹ 242,5 ⫺ 2(431,5) ⫽ ⫺149,8 kJ. x ⫽ 6,5 g de H2O
A reação é exotérmica. (32) Verdadeiro.
N2(g) ⫹ 3 H2(g) → 2 NH3(g)
0 0 2 ∆Hf ⫽ ?
97 Grandezas: Massa Energia liberada
∆Hreação ⫽ ∆Hp ⫺ ∆Hr
32 g — 154 kcal
⇒ x ⫽ 308 kcal ⫺92,2 kJ ⫽ 2 ∆Hf
64 g — x
∆Hf ⫽ ⫺46,1 kJ
(64) Falso: Obtêm-se 2 L de amônia.
100 Alternativa C.
m
n⫽ 108 0 - Falsa.
M
C2H5OH ⫹ 3 O2 → 2 CO2 ⫹ 3 H2O
m
sacarose: 0,22 ⫽ ⇒ m ⫽ 75 g m 0,46
342 n⫽ ⇒ n⫽ ⫽ 0,1 mol
M 46
chocolate valor energético
valor total
sacarose: 75 g 17 kJ/g 1.275 kJ 0,01 mol — ⫺13.700 J
gordura: 11 g 38 kJ/g 418 kJ 1 mol — x
proteína: 3g 17 kJ/g 51 kJ x ⫽ ⫺1.370 kJ (Na afirmativa aparece kcal!)
1.744 kJ 1 - Verdadeira.
poder calorífico: 1.744 kJ — 100 g de chocolate ∆Hreação ⫽ ∆Hp ⫺ ∆Hr
x — 1,0 g de chocolate ⫺1.370 ⫽ [2(⫺394) ⫹ 3(⫺286)] ⫺ ∆Hf
x ⫽ 17,44 kJ ∆Hf ⫽ ⫺276 kJ/mol
2 - Verdadeira.
101 Alternativa A. 1 mol — 46 g — ⫺1.370 kJ
A maior parte da energia que a banana fornece como alimento 1g — x
provém de carboidratos (C6H12O6, C12H22O11 etc.), nos quais oxi- x ⫽ ⫺29,8 kJ (que equivale a ⫺7,1 kcal)
gênio e carbono contribuem com maior porcentagem em massa. 3 - Verdadeira.
1 dm3 — 1.000 mL
102 Alternativa E. x — 200 mL
C57H104O6(s) ⫹ 80 O2(g) → 57 CO2(g) ⫹ 52 H2O(l) x ⫽ 0,2 dm3
1(884 g) 80 (6  1023)
⇓ 1 dm3 — 230 g de etanol
4,816  1025 moléculas de O2 0,2 dm3 — x
x ⫽ 46 g de etanol
104 a) Em 1 mol da mistura temos 0,5 mol de etanol e 0,5 mol de 1 mol → 46 g → ⫺1.370 kJ
n-octano
1.368 + 5.471 109 Alternativa D.
∆H ⫽ ⫽ 3.419,5 kJ
2 1 mol de CO2 — 800 kJ
m m x — 2,4  109 kJ
b) d ⫽ ⇒ 0,72 ⫽ ⇒ m ⫽ 720 g
V 1.000 x ⫽ 3  10 mol
6

m 720 m m
n⫽ ⫽ ⇒ n ⫽ 9 mol n⫽ ⇒ 3  10 6 ⫽ ⇒ m ⫽ 132  10 6 g ⫽ 132 t
M 80,1 M 44

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60
17 Na expressão matemática v ⫽ k  [N2O5], v é uma variável depen-
Capítulo 7 dente da variável [N2O5] e k é uma constante de proporcionalidade.
Assim, v é diretamente proporcional a [N2O5].
a) Se [N2O5] duplica, então v duplica.
Cinética química: o transcorrer b) Se [N2O5] triplica, então v triplica.

das reações químicas Professor: Surte um efeito bastante positivo ilustrar esse exercício
usando números. Utilizando, por exemplo, os valores k ⫽ 5 e
5 A: NO2, B: O2 e C: N2O5. [N2O5] ⫽ 1 mol/L, calculamos v:
v ⫽ k  [N2O5] ⫽ 5  1 ⫽ 5 (isto é, 5 unidades de velocidade)
O reagente, N2O5, é gasto no processo e sua curva decrescente
Vamos, agora, recalcular v usando k ⫽ 5 (constante!) e
indica consumo ao longo do tempo. O produto NO2 é formado em
[N2O5] ⫽ 2 mol/L (concentração duplicou).
quantidade em mols que é quatro vezes maior, por unidade de
v ⫽ k  [N2O5] ⫽ 5  2 ⫽ 10 Note que a velocidade duplicou.
tempo, do que a do outro produto, o O2.
Finalmente, vamos repetir o cálculo para k ⫽ 5 (constante!) e
[N2O5] ⫽ 3 mol/L (concentração triplicou).
6 2 N2O5 → 4 NO2 ⫹ O2 v ⫽ k  [N2O5] ⫽ 5  3 ⫽ 15 Note que a velocidade triplicou.
Proporção: 2 mol 4 mol 1 mol
Grandezas: Concentração, Concentração, Concentração, 18 Na expressão matemática v ⫽ k  [C2H4O]2, v é uma variável
em quantidade em quantidade em quantidade dependente da variável [C 2H 4 O] e k é uma constante de
proporcionalidade. Assim, v é diretamente proporcional ao qua-
de matéria, de matéria, de matéria,
drado de [C2H4O].
por unidade por unidade por unidade
a) Se [C2H4O] duplica, então v é multiplicada por 2 ao quadrado,
de tempo de tempo de tempo
ou seja, é multiplicada por 4.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
2 mol/L  s — 4 mol/L  s — 1 mol/L  s
b) Se [C2H4O] triplica, então v é multiplicada por 3 ao quadrado,
0,10 mol/L  s — x — y ou seja, é multiplicada por 9.
a) x ⫽ 0,20 mol/L  s
Professor: Aqui, como no caso anterior, é muito positivo ilustrar o
exercício numericamente. Utilizando, por exemplo, os valores
b) y ⫽ 0,050 mol/L  s
k ⫽ 5 e [C2H4O] ⫽ 1 mol/L, calculamos v:
v ⫽ k  [C2H4O]2 ⫽ 5  (1)2 ⫽ 5 (5 unidades de velocidade)
∆V 54 L Vamos, agora, recalcular v usando k ⫽ 5 (constante!) e
7 vN ⫽ ⫽ ⇒ vN ⫽ 1.080 L /s
2 ∆t 1
s
2 [C2H4O] ⫽ 2 mol/L (concentração duplicou).
20 v ⫽ k  [C2H4O]2 ⫽ 5  (2)2 ⫽ 20 Aumentou 4 vezes.
8 Grandeza: Quantidade Volume Finalmente, vamos repetir o cálculo para k ⫽ 5 (constante!) e
de matéria [C2H4O] ⫽ 3 mol/L (concentração triplicou).
1 mol — 20 L v ⫽ k  [C2H4O]2 ⫽ 5  (3)2 ⫽ 45 Aumentou 9 vezes.
⇒ x ⫽ 2,7 mol
x — 54 L
24 Para o mecanismo I (reação elementar), a lei cinética é:
9 Vamos fazer uma regra de três envolvendo a quantidade de ma- vglobal ⫽ k  [NO2]  [CO]
Para o mecanismo II, a lei cinética é:
téria:
vglobal ⫽ vlenta ⫽ k  [NO2]2
2 NaN3 3 N2 E, para o mecanismo III, a lei cinética é:
Proporção: 2 mol 3 mol vglobal ⫽ vlenta ⫽ k  [NO2]
Grandezas: Quantidade Quantidade O enunciado fornece a informação de que “investigações experi-
de matéria de matéria mentais mostraram” que a lei cinética é v ⫽ k  [NO2]2, então só o
2 mol — 3 mol mecanismo II (dentre os apresentados) pode ser verdadeiro.
⇒ x ⫽ 1,8 mol
x — 2,7 mol
Professor: Dissemos que pode, em vez de dizermos que certa-
mente é, porque em cinética química é freqüente acontecer de
10 Usando o resultado da questão 8, que revelou que 2,7 mol de N2 haver mais de um mecanismo que obedeça a uma mesma lei
cinética. Isso não está em jogo nesse exercício, pois só um dos
são produzidos em 1 s:
20 mecanismos apresentados corresponde à equação v ⫽ k  [NO2]2.
Porém, nada impede que se conceba a existência de um outro
∆n 2,7 mol
vN ⫽ ⫽ ⇒ vN ⫽ 54 mol /s mecanismo diferente dos apresentados e que corresponda à mes-
2 ∆t 1
s
2

20 ma lei cinética. O seguinte mecanismo, por exemplo, também con-


duz à equação v ⫽ k  [NO2]2.
11 Usando o resultado da questão 9, que revelou que 1,8 mol de NaN3
1a etapa: 2 NO2 → N2O4 (lenta)
são gastos em 1 s: 2a etapa: N2O4 ⫹ CO → NO ⫹ CO2 ⫹ NO2 (rápida)
20
∆n 1,8 mol global: NO2 ⫹ CO → NO ⫹ CO2
vNaN ⫽ ⫽ ⇒ vNaN = 36 mol /s
3 ∆t 1 3
s vglobal ⫽ vlenta ⫽ k  [NO2]2
20
Evidências experimentais revelaram a presença momentânea do
12 Usando o resultado da questão 9, que revelou que o air bag conso- intermediário NO3 na fase gasosa durante o transcorrer da reação
me 1,8 mol de NaN3: (cf. Kenneth Whitten, Raymond Davis e Larry Peck. General
Grandezas: Quantidade Massa chemistry with qualitative analysis. 6. ed. Saunders, Orlando, 2000.
de matéria p. 681, ou Daniel Reger, Scott Goode e Edward Mercer. Chemistry:
1 mol — 65 g principles & practice. 2. ed. Saunders, Orlando, 1997. p. 562). Tais
⇒ x ⫽ 117 g
1,8 mol — x evidências sustentam o mecanismo II apresentado no exercício

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61
como o que pode ser o verdadeiro, uma vez que o NO3 aparece de contato, o volume produzido por unidade de tempo é maior e a
como seu intermediário. reação chega ao final em menor tempo.
Em lugar de pode ser verdadeiro é costume se utilizar a expressão é Assim:
consistente com as observações experimentais. Na ocasião em
que esta obra foi escrita, o mecanismo II é consistente com todas as Volume de gás
evidências experimentais, sendo, portanto, o mecanismo aceito para
a reação NO2 ⫹ CO → CO2 ⫹ NO. Zinco em pó
A conclusão mais importante deste exercício, e que deve ser pas-
sada com muita clareza para os alunos, é que, se a reação
NO2 ⫹ CO → CO2 ⫹ NO não possui lei cinética
v ⫽ k  [NO2]  [CO], isso significa que ela necessariamente não
é elementar. Zinco em pedaço único

26 Quando o alimento é colocado em água quente, isso acelera as Tempo


complexas reações envolvidas no cozimento. A água não neces-
sariamente precisa estar fervendo para que o alimento sofra tais 39 a) Gás oxigênio.
b) 2 H2O2 → 2 H2O ⫹ O2
reações ou, em outras palavras, a água não precisa estar fervendo
c) Valem aqui os argumentos apresentados anteriormente na dis-
para que o alimento cozinhe. Se ela estiver bem quente, isso já
cussão da questão 31. A única diferença é que, no caso da-
permite ao alimento cozinhar. quela questão, o aumento de velocidade se devia a um au-
No entanto, se a água estiver fervendo, ela estará certamente na mento da superfície de contato e, nesta, se deve à presença
maior temperatura possível para a água líquida (nas condições de catalisador.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

permitidas pelo local em que a experiência é feita) e isso permite


que o cozimento seja o mais rápido possível.
Volume de gás
Ao usar a panela de pressão, permitimos que a água atinja (ainda
líquida) uma temperatura maior do que atingiria se a panela fosse
aberta e, portanto, propiciamos um aumento da velocidade das Com catalisador
reações envolvidas no cozimento.

Professor: Ao comentar essa questão, é fundamental verificar se


os alunos perceberam a diferença entre o uso dos verbos ferver
(ou, mais cientificamente, ebulir) e cozinhar. Quem cozinha é o Sem catalisador
alimento. Quem ferve é a água. O alimento cozinha sob a ação da
alta temperatura do meio em que ele se encontra, a água fervente.
Tempo

27 Seja v a velocidade com que o alimento estraga a 5°C. Se a cada Professor: É muito conveniente comparar, em sala de aula, esse
10°C de aumento na temperatura a velocidade da reação duplica, item c com a questão 31.
então:
a) A 15°C, a velocidade com que o alimento estraga é 2v. 41 Alternativa C.
b) A 25°C, a velocidade com que o alimento estraga é 4v. A alternativa A é incorreta. Seria diretamente proporcional se o
c) A 35°C, a velocidade com que o alimento estraga é 8v. gráfico fosse uma reta que passasse pelo ponto (0,0).
A alternativa B é incorreta. Para que uma afirmativa desse tipo
Professor: É comum alguns alunos tentarem resolver por regra de fosse válida, ambas as grandezas deveriam, antes de mais nada,
três envolvendo velocidade e temperatura. Isso só seria válido se a ser diretamente proporcionais.
velocidade fosse diretamente proporcional à temperatura, o que A alternativa C é correta. O gráfico informa que o aumento sofri-
não é verdade. do pela espessura hidratada é maior nos 20 mil anos iniciais (isto
é, de 0 a 20.000 anos), menor nos 20 mil anos seguintes (de 20.000
A regra de van’t Hoff é extremamente pobre e só é seguida por
a 40.000 anos), menor ainda nos 20 mil anos seguintes (de 40.000
algumas poucas reações químicas. Usando argumentos da Físico-
a 60.000 anos), e assim por diante.
Química superior, é possível demonstrar que, num aquecimento
A alternativa D é incorreta, de acordo com o exposto no parágrafo
de 25°C para 35°C, apenas as reações com energia de ativação por anterior.
volta de 54 kJ/mol (13 kcal/mol) obedecem a essa regra. As rea- A alternativa E é incorreta. O gráfico informa que a partir do instante
ções com energia de ativação 84 kJ/mol (20 kcal/mol), por exem- de tempo 100.000 anos a curva ainda sofre ligeiro aumento.
plo, triplicam sua velocidade quando aquecemos de 25°C para
35°C (cf. Ira N. Levine. Physical Chemistry. 4. ed. McGraw-Hill, 42 Alternativa A.
1995. p. 519-520).
2 N2O5 → 4 NO2 ⫹ O2
Proporção: 2 mol 4 mol 1 mol
31 Inicialmente, o volume de gás é zero. Com o passar do tempo esse Grandezas: Concentração, Concentração, Concentração,
volume aumenta até que a reação termine. A partir de então, o em quantidade em quantidade em quantidade
volume pára de aumentar mas não irá diminuir; permanecerá cons- de matéria, de matéria, de matéria,
tante, correspondendo ao volume total de gás produzido na rea- por unidade por unidade por unidade
ção. Assim, a curva deve sair do zero; deve ser crescente e atingir de tempo de tempo de tempo
um patamar correspondente ao volume total de gás produzido. 2x — 4x — 1x
Ao usar zinco em pó, a curva também irá sair do zero, subir e A alternativa A é correta. Enquanto a reação estiver se processan-
atingir o mesmo patamar, uma vez que o volume final é o mesmo do e as concentrações estiverem variando, a concentração do NO2,
(estamos usando mesma quantidade de reagentes). A única dife- em quantidade de matéria, aumenta quatro vezes mais rápido que
rença é que, sendo a reação mais rápida, graças à maior superfície a do O2, em um certo intervalo de tempo.

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62
A alternativa B é incorreta. É quatro vezes, e não duas. 48 Alternativa B.
A alternativa C é incorreta. É o dobro, e não a metade. Vamos inicialmente nos ater aos três primeiros experimentos, pois
A alternativa D é incorreta. A relação estequiométrica elaborada
temos a informação de que se referem a uma mesma temperatura.
anteriormente vale (enquanto as concentrações estiverem varian-
Comparando as duas primeiras linhas — em que [O2] é fixa, [NO]
do) para comparar as velocidades médias, consideradas em um
é duplicada e, em conseqüência, a velocidade quadruplica — con-
mesmo intervalo de tempo, e para comparar as velocidades
cluímos que a velocidade é proporcional ao quadrado da concen-
instantâneas, consideradas em um mesmo instante de tempo. As-
sim, no instante 4  103 s, a velocidade de decomposição do N2O5 tração de NO.
é menor que a de formação do NO2 (exatamente a metade). Comparando a primeira e a terceira linhas — em que [NO] é fixa,
A alternativa E é incorreta. Não é maior, é menor. Exatamente a [O2] é quadruplicada e, em conseqüência, a velocidade quadrupli-
metade. ca — concluímos que a velocidade é proporcional à primeira
potência da concentração de O2.
43 Alternativa B. Assim, a lei cinética da reação é:
Os reagentes estão inicialmente presentes na proporção
v ⫽ k  [NO]2  [O2]
estequiométrica 1 : 2. Como, durante a ocorrência da reação, eles
são consumidos de acordo com essa mesma proporção, concluí- Portanto, a alternativa A é incorreta.
mos que a concentração de S2O2⫺ 8 deverá ser sempre metade da Comparando o último experimento com o penúltimo, verificamos
concentração de I⫺. Assim, a curva referente ao S2O2⫺
8 deverá estar que as concentrações são iguais, mas a velocidade é maior no úl-
sempre à metade da altura da curva referente ao I⫺. timo. Isso indica que a temperatura no último experimento é
maior do que 400°C. O aumento da velocidade se reflete no au-
44 Alternativa C.
mento do valor de k (calculado mais à frente), pois essa constante
A equação da reação é 2 HCl ⫹ Zn → ZnCl2 ⫹ H2. Escrita
é característica da reação e da temperatura.
na forma iônica, ela fica: 2 H⫹ ⫹ Zn → Zn2⫹ ⫹ H2. Assim,

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Portanto, a alternativa B é correta.
podemos concluir que:
• os íons cloreto não participam da reação e, portanto, sua con- A alternativa C é incorreta, como se pode concluir pela presença
centração permanece constante com o passar do tempo; de [O2] na lei cinética deduzida.
• os íons H⫹ são gastos (reagente) e, portanto, sua concentração A alternativa D é incorreta, no valor e na unidade. Podemos calcu-
decresce com o passar do tempo; lar o valor de k a 400°C utilizando os dados de um dos três primei-
• os íons Zn2⫹ são formados (produto) e, portanto, sua concen- ros experimentos. Usando, por exemplo, os dados do primeiro:
tração aumenta com o tempo;
mol
• a proporção estequiométrica entre H⫹ e Zn2⫹ é de 2 : 1, revelan- 1,0  10⫺4
v Ls
do que, quando a curva do H⫹ desce duas unidades, a do Zn2⫹ k⫽ ⫽
[NO]2  [O 2 ] 2
 0,020 mol    0,010 mol 
sobe uma.
 L   L 
Isso tudo está de acordo com a alternativa C.
L2
k ⫽ 25
45 Vamos comparar algumas linhas adequadamente escolhidas, de mol 2  s
tal forma que uma das concentrações esteja mudando e a outra
permaneça constante. A alternativa E é incorreta. O valor de k para uma certa reação é
Da 2a linha para a 1a, a [Y] é constante e a [X] duplica. Como a constante a uma dada temperatura. Variações de temperatura pro-
velocidade quadruplica (vai de 1,50  10⫺3 para 6,00  10⫺3), con- vocam variações no valor de k. Assim, certamente o valor de k
cluímos que a velocidade é diretamente proporcional ao quadrado para o último experimento é diferente, pois ele ocorre a uma tem-
da [X] (segunda ordem em relação a X). peratura maior. Apenas para confirmar, vamos efetuar o cálculo
Da 2a linha para a 3a, a [X] é constante e a [Y] duplica. Como a com os dados da última linha da tabela:
velocidade duplica (vai de 1,50  10⫺3 para 3,00  10⫺3), concluí-
mol
mos que a velocidade é diretamente proporcional a [Y] (primeira 16,0  10⫺4
v Ls
ordem em relação a Y). Assim a lei cinética é v ⫽ k  [X]2  [Y]. k⫽ ⫽
[NO]2  [O 2 ] 2
 0,020 mol    0,040 mol 
a a  L   L 
46 Da 2 linha para a 3 , a [A] é constante e a [B] duplica. Como a
velocidade quadruplica (vai de 3,0 para 12,0), concluímos que a
velocidade é diretamente proporcional ao quadrado da [B] (se- L2
k ⫽ 100
gunda ordem em relação a B). mol 2  s
Da 2a linha para a 4a, a [A] é constante e a [B] triplica. Como a
velocidade é proporcional ao quadrado da [B], então concluímos 49 Alternativa A.
que a velocidade deverá ficar multiplicada por 3 2, ou seja, Cada um dos gráficos ilustra, em separado, a dependência da ve-
x ⫽ 9  3,0 ⫽ 27. locidade com a concentração de cada reagente.
O primeiro gráfico revela que a velocidade é diretamente propor-
47 Alternativa A.
cional a [H2O2]. O segundo gráfico revela que a velocidade é dire-
Vamos comparar linhas adequadamente escolhidas de tal forma
tamente proporcional a [I⫺]. E o último gráfico revela que a velo-
que uma das concentrações esteja mudando e as outras permane-
cidade independe de [H3O⫹]. Assim, temos:
çam constantes.
Do experimento I para o II, só a concentração de H2O2 muda. Como
v ⫽ k  [H2O2]  [I⫺]
o “tempo decorrido para a formação de mesma concentração de
I2” muda também, concluímos que a velocidade depende da [H2O2].
50 Uma triplicação apenas no valor de [NO] faz com que a reação
Do experimento I para o III, só a concentração de H⫹ é alterada.
Como o tempo não sofre alteração, concluímos que a velocidade passe a ser nove vezes (32) mais rápida. E uma triplicação apenas
não depende da [H⫹]. no valor de [O2] faz com que a reação passe a ser três vezes (31)
Do experimento I para o IV, só a concentração de I⫺ é alterada. mais rápida. Assim, ao triplicarmos ambas as concentrações, tere-
Como conseqüência disso, verifica-se que o tempo foi modifica- mos ambos os efeitos atuando em conjunto e a reação será 27
do. Concluímos, portanto, que a velocidade depende da [I⫺]. vezes mais rápida (32  31 ⫽ 27).

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63
55 a) As duas “montanhas” no desenho revelam a ocorrência de duas 68 a) Sim. O catalisador possui várias características, sendo que uma
reações elementares. Na primeira etapa, temos delas é participar do mecanismo da reação e não ser efetiva-
mente consumido. Isso é facilmente evidenciado ao somar
ClO⫺ ⫹ ClO⫺ ⫹ ClO⫺ → ClO⫺2 ⫹ Cl⫺ ⫹ ClO⫺ ambas as etapas
ou seja,
2 ClO⫺ → ClO⫺2 ⫹ Cl⫺ 1a etapa: H2O2 ⫹ I⫺ → H2O ⫹ IO⫺
Na segunda etapa, 2a etapa: H2O2 ⫹ IO⫺ → H2 O ⫹ O2 ⫹ I⫺
ClO⫺2 ⫹ Cl⫺ ⫹ ClO⫺ → ⫺
ClO ⫹ Cl
3

⫹ Cl ⫺
global: 2 H2O2 → 2 H2O ⫹ O2
ou seja,
ClO⫺2 ⫹ ClO⫺ → ⫺
ClO ⫹ Cl
3

Assim, os íons I⫺ atuam como catalisadores no processo.
Assim, o mecanismo é b) Conforme mostrado acima, “a equação química balanceada
1a etapa: 2 ClO⫺ → ClO⫺2 ⫹ Cl⫺ da reação global que ocorre entre peróxido de hidrogênio e
2a etapa: ClO⫺ ⫹ ClO⫺2 → ClO⫺3 ⫹ Cl⫺ íons I⫺ em solução” é 2 H2O2 → 2 H2O ⫹ O2
Professor: Alguns alunos costumam questionar como é possí-
global: 3 ClO⫺ → ClO⫺3 ⫹ 2 Cl⫺ vel afirmar, pelo mecanismo mostrado, que os íons I⫺ propi-
b) O diagrama permite perceber que a energia de ativação para a ciam um mecanismo de menor energia de ativação do que na
primeira etapa é maior que para a segunda. Assim, a primeira ausência desses íons. Uma argumentação que pode ser usada é
etapa é a determinante da velocidade global. A expressão da a seguinte:
velocidade da reação global é vglobal ⫽ vlenta ⫽ k  [ClO⫺]2. Se o mecanismo mostrado possuísse energia de ativação
maior que a reação 2 H2O2 → 2 H2O ⫹ O2 sem a participação
de I⫺, então, na presença de íons I⫺, a reação não iria se pro-
61 Alternativa D.
cessar pelo mecanismo descrito. Ela continuaria a acontecer
Para resolver, vamos admitir que o volume médio das bolhas seja
pelo mecanismo direto, sem participação de I⫺.
o mesmo nos três experimentos. Assim, comparar o número de
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Assim, o simples fato de o enunciado apresentar o mecanismo


bolhas formadas em 30 s equivale a comparar o volume de gás
já permite afirmar que, tendo sido observado experimental-
produzido em 30 s e, portanto, equivale a comparar a rapidez dos
mente, então ele é mais rápido do que o processo na ausência
processos. A “ordem crescente do número de bolhas observado”
de íons I⫺.
coincide, portanto, com a ordem crescente da rapidez de reação.
Graficamente, temos:
Entre I e II, o experimento I tem maior rapidez em função da
maior temperatura.
Energia
E, entre I e III, o experimento III tem maior rapidez, graças à
maior superfície de contato do ferro com a solução ácida.
Assim, a ordem crescente pedida é: II, I, III. Na ausência de I –
Ea
(sem catalisador) Na presença de I –
63 Alternativa B. 1ª etapa:
76 kJ/mol

lenta
O volume de hidrogênio produzido, que inicialmente é zero, au- 2ª etapa:
menta com o passar do tempo até que a reação acabe. Portanto, rápida

em ambos os casos (A e B) a curva deve sair do zero, ser crescente 57 kJ/mol


Ea1
Ea2
e atingir um patamar que corresponde ao volume total de gás pro-
duzido. 2H2O2 + I –
H2O + IO– + H2O2
Tanto no caso do zinco em raspas como no do zinco em pó, a
2H2O + O2 + I –
curva atingirá o mesmo patamar, pois o volume final de gás pro-
duzido é o mesmo (já que se utiliza a mesma quantidade de
reagentes). A diferença é que, sendo a reação mais rápida no caso Coordenada de reação
do pó (B), graças à maior superfície de contato, a reação é mais
70 Alternativa B.
rápida do que no caso das raspas (A) e chega ao final em menor
I. Correta. Como os reagentes são gasosos, a redução de volume
tempo.
à metade fará a concentração de cada um duplicar. Como a
equação de velocidade é v ⫽ k  [A]  [B]2, isso fará a velocida-
64 Alternativa E.
de ficar multiplicada por 8 (isto é, 2  22).
O reagente limitante é o ácido, pois em todos os experimentos
II. Correta. A diminuição de temperatura provoca diminuição da
sobrou ferro. Nos experimentos C e D, há maior quantidade de
constante de velocidade k e, conseqüentemente, redução da
ácido e, portanto, deve ser formada maior quantidade de gás. Já
velocidade da reação.
sabemos, então, que as curvas 1 e 2, não necessariamente nessa III. Incorreta. Ao reduzir a concentração de B à metade (isto é,
ordem, correspondem aos experimentos C e D. E as curvas 3 e 4, multiplicando-a por 1/2) a velocidade irá se reduzir quatro vezes
também não necessariamente nessa ordem, correspondem aos ex- (isto é, ficará multiplicada por (1/2)2).
perimentos A e B.
Agora vamos comparar os experimentos A e B. A reação é mais 72 Alternativa D.
rápida em B graças à maior superfície de contato entre o ferro e a I é incorreta, pois a leitura do gráfico mostra que, para um valor de
solução. Assim, a correspondência é 3-B e 4-A. x1 nas abscissas, a curva HC está acima da curva CO, revelando
Finalmente, vamos comparar os experimentos C e D. A reação é que a porcentagem de hidrocarboneto (HC) transformado será
mais rápida em C porque a temperatura é maior. Então, a corres- maior que a porcentagem de CO transformado.
pondência é 1-C e 2-D. II é correta porque a soma das porcentagens de HC, CO e NO
convertidos é maior em x2 do que em x1 ou em x3. Como há uma
67 Alternativa C. maior porcentagem de conversão dos poluentes em não-poluentes
Após aberta a embalagem, microrganismos presentes no ar po- em x2, haverá, para essa porcentagem de oxigênio, uma menor
dem entrar na embalagem (V). E, se ela permanecer fora da gela- quantidade de HC, CO e NO nos gases de escape.
deira, a temperatura do leite será ideal para que se multipliquem III é correta. Em x3 a porcentagem de conversão de CO é maior
(II). A deterioração do leite se deve a reações catalisadas por subs- do que em x1. Assim, restará menor quantidade de CO no caso de
tâncias produzidas por microrganismos, e essas reações são mais x3. E, de acordo com a segunda equação química apresentada, o
rápidas à temperatura ambiente do que na geladeira (III). CO é reagente necessário à conversão de NO em N2.

Resoluções do Vol 2_cad3 63 6/24/05, 14:17


64
73 Alternativa C. Cálculo de quanto reagiu (75% do inicial):
Vamos, inicialmente, determinar a concentração de íons cobre, 75% de 4,0 mol/L ⫽ 0,75  4,0 mol/L ⫽ 3,0 mol/L
em miligrama por litro.
CO ⫹ Cl2 F COCl2
Considerando que 50 g equivalem a 5  104 mg, temos:
Grandezas: Massa de Cu2⫹ Volume Início 4,0 4,0 —
solução Reagiu 3,0 3,0 Proporção dos
5  104 mg — 2  104 L
⇒ x ⫽ 2,5 mg Formou 3,0 coeficientes
x — 1L
Equilíbrio 1,0 1,0 3,0 1:1:1
Isso indica que há, na água do tanque de criação, 2,5 mg/L de
íons Cu2⫹.
A análise do segundo gráfico apresentado revela que, se a concen- [COCl 2 ] 3,0
Kc ⫽ Kc ⫽ Kc ⫽ 3,0
tração de Cu2⫹ na água for da ordem de 2,5 mg/L, o tempo de [CO][Cl 2 ] 1,0  1,0
exposição de 24 h acarreta a mortalidade de 50% dos camarões
presentes.
13 Cálculo da quantidade, em mols, de HI inicial:
64,0 g
n HI ⫽ ⫽ 0,50 mol
128 g / mol
Cálculo da quantidade, em mols, de HI presente no equilí-
Capítulo 8 brio:
12,8 g
n HI ⫽ ⫽ 0,10 mol
128 g / mol
Equilíbrio químico:

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Cálculo da quantidade, em mols, de HI que reagiu:
a coexistência de reagentes nHI reagiu ⫽ 0,50 ⫺ 0,10 ⫽ 0,40 mol
n HI reagiu
e produtos a) α ⫽
n HI inicial

0,40 mol
0,50 mol

α ⫽ 0,80 ou α ⫽ 80%
1 Na situação de equilíbrio químico deve haver reagentes (H2 e Cl2)
e produto (HCl) coexistindo no sistema. Isso está de acordo ape- b) Preenchimento da tabela (quantidade de matéria):
nas com o modelo .
No modelo 훽 não há produto, no 훾 não há reagentes e no  não 2 HI F H2 ⫹ I2
há o reagente Cl2. No modelo 훿 os átomos estão isolados, e não Início 0,50 — —
unidos formando moléculas, em uma situação que não retrata
Reagiu 0,40 Proporção dos
reagentes nem produtos.
Formou 0,20 0,20 coeficientes
2
 2,0  Equilíbrio 0,10 0,20 0,20
  2:1:1
[SO3 ]2  4,0 
5 Kc ⫽ Kc ⫽ 2 Kc ⫽ 20
[SO 2 ] 2 [O 2 ]  0,80   1,25  Cálculo de Kc:
   
 4,0   4,0 
 0,20   0,20 
[H 2 ][I 2 ]  V  V 
Kc = = 2 Kc⫽ 4,0
 15 
[HI]2  0,10 
[COCl 2 ]  30   V 
6 Kc ⫽ Kc ⫽ Kc ⫽ 45
[CO][Cl 2 ]  2  5  c) Quantidade
 30   30  de matéria
(mol)

7 a) A curva C é decrescente e, portanto, corresponde ao reagente 0,5


(NO2), que é gasto no processo. As outras correspondem aos
0,4
produtos, que são formados. A substância da curva A é forma-
da em quantidade duas vezes maior que a da curva B e, portan- 0,3
to, concluímos que se refere ao NO (de acordo com a propor-
ção estequiométrica, que é de 2 mol de NO para 1 mol de O2). 0,2 H2 / I 2
A curva B se refere ao O2.
0,1 HI
b) A partir do tempo x as concentrações permanecem constantes,
revelando que se atingiu o equilíbrio químico. 0
Tempo
[NO]2 [O 2 ]
c) K c ⫽ 2
Equilíbrio
[NO 2 ] é atingido
15 Nos modelos 훽 e 훾.
(4,0  10⫺2 )2 (2,0  10⫺2 )
Kc ⫽ Em 훽 não estão representados ambos os reagentes. Em 훾 não
(8,0  10⫺3 )2
está representado o reagente CO.
Kc ⫽ 0,5 Para que o modelo expresse corretamente a situação de equilíbrio,
deve conter moléculas de reagentes e de produtos. Isso ocorre ape-
11 Cálculo das concentrações iniciais: nas no modelo 훿. (Além disso, nesse modelo, as concentrações
8,0 mol de H2 e de CO2 são o dobro das concentrações de CO e de H2O, o
[CO] ⫽ [Cl 2 ] ⫽ ⫽ 4,0 mol / L
2,0 L que está de acordo com o valor de Kc.)

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65
[NO 2 ]2 (1,0)2 PCO  PH x CO  P  x H  P x CO  x H
16 1. ⫽ ⫽ 1,0 ⇒ Não está em equilíbrio. Kp ⫽ 2 2
⫽ 2 2
⫽ 2 2

[N 2 O 4 ] 1,0 PCO  PH x CO  P  x H P x CO  x H
2O 2O 2O
[NO 2 ]2 (4,0)2 n CO nH
2. ⫽ ⫽ 4,0 ⇒ Não está em equilíbrio. 2

2
[N 2 O 4 ] 4,0 n total n total
⫽ nH O
[NO 2 ]2 n CO
(1,0)2 
2
3. ⫽ ⫽ 3,2 ⇒ Está em equilíbrio.
[N 2 O 4 ] 0,31 n total n total

[NO 2 ]2 (1,8)2 n CO  n H
4. ⫽ ⫽ 3,2 ⇒ Está em equilíbrio. 2,2  2,2
[N 2 O 4 ] 1,0 Kp ⫽ 2 2
⫽ Kp ⫽ 4,84
n CO  n H 1,0  1,0
2O

[NO 2 ]2
17 a) No frasco 1 o resultado do cálculo é menor que 3,2. 26 a) Apenas nas situações 훾 e , pois o resultado do cálculo
[N 2 O 4 ]
[H 2 ]  [CO 2 ]
Ao convergir para o equilíbrio, situação em que o cálculo é igual ao valor de Kc.
[CO]  [H 2 O]
2
[NO 2 ]
resulta em 3,2, haverá diminuição da concentração b) Indica que o sistema não está em equilíbrio.
[N 2 O 4 ]
c) Para cada um dos reagentes a concentração aumenta 0,123 mol/L
de N2O4. e para cada um dos produtos ela diminui 0,123 mol/L.
[NO 2 ]2 d) Para a esquerda, pois há formação de CO e H2O e consumo de
No frasco 2 o resultado do cálculo é maior que 3,2.
[N 2 O 4 ] H2 e CO.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Ao convergir para o equilíbrio haverá aumento da concentra- e) Ao aumento da concentração de CO2.


ção de N2O4.
b) No frasco 1 haverá aumento da concentração de NO2 e no 29 a) O sinal do ∆H informa que a reação direta é exotérmica. As-
frasco 2 haverá diminuição da concentração de NO2. sim, segundo o Princípio de Le Chatelier, um aquecimento
deve deslocar o equilíbrio para a esquerda (sentido endo-
21 Cálculo da quantidade de PCl5 que reagiu: térmico), consumindo I2 e diminuindo a intensidade da cor
60% de 3,0 mol ⫽ 1,8 mol violeta.
Preenchimento da tabela (em mols): b) O resfriamento do frasco provocará deslocamento do equilí-
brio para a direita, formando I2 e aumentando a intensidade da
PCl5 F PCl3 ⫹ Cl2 cor violeta.
Início 3,0 — —
31 Alternativa E.
Reagiu 1,8 Proporção dos A alternativa A é incorreta. Quanto maior for Kc, maior será a
Formou 1,8 1,8 coeficientes concentração de produtos no equilíbrio e, portanto, maior o rendi-
Equilíbrio 1,2 1,8 1,8 1:1:1 mento da reação.
A alternativa B é incorreta. A constante de equilíbrio depende da
Cálculo da quantidade em mols total:
reação e da temperatura.
ntotal ⫽ 1,2 ⫹ 1,8 ⫹ 1,8 ⫽ 4,8 mol
A alternativa C é incorreta. Quando as velocidades da reação dire-
Cálculo de Kp:
ta e da reação inversa são iguais, ocorre o equilíbrio químico, ca-
(PPCl )  (PCl ) x PCl  P  x Cl  P racterizado por um valor de Kc (que é um número real maior que
Kp ⫽ 3 2
⫽ 3 2
⫽ zero).
(PPCl ) x PCl  P
5 5 A alternativa D é incorreta. Quaisquer que sejam as concentra-
1,8 1,8
 4,8   4,8 ções iniciais de reagentes e/ou produtos, o valor de Kc é o mesmo,
4,8 4,8
⫽ para uma certa reação a uma dada temperatura.
1,2
 4,8 A alternativa E é correta. Quanto maior Kc, maior a concentração
4,8
de produtos na situação de equilíbrio químico.
Kp ⫽ 2,7
33 Alternativa E.
22 a) Cálculo da quantidade em mols que reagiu: As curvas passam a ser retas constantes no instante de tempo
nCO reagiu ⫽ 3,2 ⫺ 1,0 ⫽ 2,2 mol 10 min. É nesse instante, portanto, que o equilíbrio químico é atin-
n CO reagiu 2,2 mol gido.
α⫽ ⫽ O gráfico informa que, até atingir o equilíbrio, há a variação de
n CO inicial 3,2 mol
2,5 mol/L nas concentrações de A, B, C e D, o que permite dedu-
α ⫽ 0,6875 ou α ⫽ 68,75% zir que os coeficientes estequiométricos são todos unitários, ou
seja, que a equação A ⫹ B F C ⫹ D já está balanceada. Assim, a
b) Preenchimento da tabela (em mols): expressão matemática da constante de equilíbrio (grandeza repre-
sentada, no enunciado, por Ke) é:
CO ⫹ H2O F CO2 ⫹ H2
[C]  [D]
Ke =
Início 3,2 3,2 — — [A]  [B]
Proporção Substituindo, nessa expressão, os valores de concentrações no
Reagiu 2,2 2,2
dos
equilíbrio, temos:
Formou 2,2 2,2 coeficientes
[C]  [D] (2,5)  (2,5)
1:1:1:1 Ke ⫽ ⫽ ⇒ Ke ⫽ 6,25
Equilíbrio 1,0 1,0 2,2 2,2 [A]  [B] (1,0)  (1,0)

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66
34 butano F isobutano Vamos substituir, por exemplo, os valores:
PN2O4 ⫽ 3,0 atm e PNO2 ⫽ 0,6 atm
Início 0,10 — o que nos conduz a:
Proporção dos
Reagiu x PN 2O 4
coeficientes 3,0
Formou x Kp ⫽ ⫽ ⇒ Kp ⫽ 8,3
1:1 (PNO )2 (0,6)2
2
Equilíbrio 0,10 ⫺ x x
50 Alternativa D.
[isobutano]
Kc ⫽ A adição de catalisador não acarreta deslocamento de equilíbrio.
[butano]
O aumento de pressão desloca no sentido de menor volume gaso-
x so, a direita.
2,5 ⫽
0,10 ⫺ x O aumento de volume do recipiente (redução mecânica da pres-
x ⫽0,071 [isobutano] ⫽ 0,071 mol/dm3 são) desloca no sentido de maior volume gasoso, a esquerda.
O aumento de temperatura desloca no sentido endotérmico, a es-
35 Utilizando os dados da tabela do exercício anterior: querda.
n butano reagiu 0,071 A imersão em banho de gelo (resfriamento) desloca no sentido
α⫽ ⫽ ⫽ 0,71 ou α ⫽ 71%
n butano inicial 0,10 exotérmico, a direita.
A diminuição da intensidade da coloração castanha ocorre quan-
41 a) A reação não-catalisada é mais lenta que a catalisada e, por do o equilíbrio é deslocado para a direita.
isso, leva mais tempo para que a situação de equilíbrio seja
atingida. As curvas II e III correspondem à reação não- 51 Alternativa E.
catalisada: II indica o aumento da concentração do produto B A duplicação do volume provoca redução de pressão do sistema.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
e a curva III indica a redução de concentração do reagente A. De acordo com o Princípio de Le Chatelier, a única alternativa
b) Até chegar ao equilíbrio, as curvas III e IV indicam redução que representa um equilíbrio que é deslocado para a direita por
de 0,6 mol/L na concentração de A e as curvas I e II indicam redução da pressão é a alternativa E:
aumento de 0,9 mol/L na concentração de B. Assim:
A → B PCl5(g) F PCl3(g) ⫹ Cl2(g)

0,6 mol 0,9 mol 1 volume 2 volumes


2 mol 3 mol
Portanto, a equação balanceada é: 2 A → 3 B 52 Alternativa A.
Então: A tabela mostra que o aumento da pressão aumenta a formação de
produto, ou seja, desloca o equilíbrio para a direita. A alternativa
[B]3 (0,9)3
Kc ⫽ ⫽ ⇒ Kc ⫽ 4,6 A é a única que representa um equilíbrio que não é deslocado para
[A]2 (0,4)2
a direita por aumento de pressão

| 0,4 mol / L ⫺ 1,0 mol / L | H2(g) ⫹ I2(g) F 2 HI(g)


42 a) v ⫽ ⇒ v ⫽ 0,15 mol  L⫺1  min⫺1
4 min ⫺ 0 min
2 volumes 2 volumes
b) Vamos preencher a seguinte tabela para determinar as concen-
trações de reagentes e produtos no equilíbrio: 54 Alternativa C.
2A F B ⫹ C Os números em O procedimento I desloca o equilíbrio para a esquerda.
negrito foram O procedimento II desloca o equilíbrio para a direita.
Início 1,0 — — obtidos no gráfico.
O procedimento III desloca o equilíbrio para a direita (sentido
Reagiu 0,8 Proporção endotérmico).
dos Um deslocamento de equilíbrio para a direita (provocado pelos
Formou 0,4 0,4
coeficientes
Equilíbrio 0,2 0,4 0,4 procedimentos II e III) acarreta aumento da pressão parcial de
2:1:1
PCl3.
Cálculo de Kc:
[B][C] 0,4  0,4 57 Alternativa A.
Kc ⫽ ⫽ ⇒ Kc ⫽ 4
[A]2 (0,2)2 O valor da constante de equilíbrio para o processo em questão, a
uma dada temperatura, corresponde ao quociente das concen-
44 a) Subentende-se pelos dados que se trata de Kp. trações presentes no equilíbrio [Y]/[X].
PCO  (PH 2 )3 O gráfico da alternativa A é o que mostra maior valor de [Y], no
Kp ⫽ equilíbrio, e menor valor de [X], no equilíbrio. Isso acarretará
PCH  PH
4 2O
maior valor do quociente mencionado e, portanto, maior valor da
K p  PCH 4  PH 2O 0,20  0,40  0,40 constante de equilíbrio.
b) PCO ⫽ ⫽
(PH )3 (0,30)3
2
58 Alternativa C.
PCO ⫽ 1,2 atm Em Y, o aumento de temperatura aumenta a velocidade da reação,
permitindo chegar ao equilíbrio em menor tempo. Esse aqueci-
45 Alternativa D. mento provoca deslocamento do equilíbrio no sentido direto, que
PN é endotérmico, aumentando [B] e diminuindo [A] no equilíbrio.
2O 4
Kp ⫽ Isso está expresso no gráfico II.
(PNO )2
2 Em Z, o catalisador aumenta a velocidade da reação, também per-
Substituindo os valores das coordenadas de algum ponto da curva mitindo chegar ao equilíbrio em menor tempo. Contudo, o catalisador
nessa expressão, pode-se calcular o valor de Kp. não desloca o equilíbrio. Isso está expresso no gráfico I.

Resoluções do Vol 2_cad3 66 6/24/05, 14:17


67
59 a) Lemos no gráfico que, a 300°C: A fim de facilitar os cálculos, evitando a equação completa do segun-
[HCN] ⫽ 0,1 mol/L do grau, extraímos a raiz quadrada de ambos os lados, chegando a:
[N2] ⫽ 1 mol/L (2 x )2
10 2 ⫽
[C2H2] ⫽ 2 mol/L (1 ⫺ x )2
[HCN]2 (0,1)2
Assim: K c ⫽ ⫽ Kc ⫽ 5  10⫺3 10 ⫽
(2 x )
[N 2 ][C 2 H 2 ] 12 (1 ⫺ x )
b) O aumento da temperatura provoca aumento da concentração
5
de HCN (produto) e redução das concentrações de N2 e C2H2 x⫽ mol / L
6
(reagentes), ou seja, desloca o equilíbrio para a direita, evi-
Finalmente, podemos calcular as concentrações de H2 e I2 no equi-
denciando que o sentido direto da reação é endotérmico.
líbrio:
60 Alternativa E. [H2] ⫽ [I2] ⫽ 1 ⫺ x ⇒ [H2] ⫽ [I2] ⫽ 1 mol/L
Efetuando o cálculo [XY]/[X][Y] com os dados de cada copo 6
(alternativa), podemos encontrar três situações possíveis [HI] ⫽ 2x ⇒ [HI] ⫽ 5 mol/L
3
• [XY]/[X][Y] ⫽ 4,0 ⇒ o sistema está em equilíbrio
• [XY]/[X][Y] ⬍ 4,0 ⇒ o sistema não está em equilíbrio e a 65 Alternativa D.
reação deverá ocorrer preferencial- A situação inicial do problema envolve 1,0 mol/L de CO,
mente para a direita até que o equilí- 1,0 mol/L de H2O, 2,0 mol/L de CO2 e 2,0 mol/L de H2. Se preen-
brio seja atingido (isso ocorrerá chermos a tabela com esses valores, chegaremos a uma equação
quando [XY]/[X][Y] ⫽ 4,0)
do segundo grau cuja resolução é um tanto complexa.
• [XY]/[X][Y] ⬎ 4,0 ⇒ o sistema não está em equilíbrio e a
Para simplificar a parte algébrica do problema, vamos considerar
reação deverá ocorrer preferencial-
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

mente para a esquerda até que o equi- outra situação inicial, equivalente à apresentada, mas que conduz
líbrio seja atingido (isso ocorrerá a uma equação de resolução mais simples: 3,0 mol/L de CO,
quando [XY]/[X][Y] ⫽ 4,0) 3,0 mol/L de H2O e nada de CO2 e de H2. (Tal situação corresponde
A concentração inicial de XY vai diminuir no terceiro caso. a considerar que todo o CO2 e todo o H2 que aparecem no enunciado
Isso aponta para a alternativa E, a única para a qual foram “convertidos” em reagentes.) Assim, temos:
[XY]/[X][Y] ⬎ 4,0.
CO ⫹ H2O F CO2 ⫹ H2
61 Alternativa B.
Início 3,0 3,0 — —
A alternativa A é verdadeira. Em t ⫽ 0 não há, ainda, NH3 forma- Proporção dos
da e, por isso, a reação inversa não pode acontecer. Reagiu x x
coeficientes
A alternativa B é falsa. As velocidades das reações direta e inversa Formou x x
só se igualam no equilíbrio. Em t ⫽ t1 o equilíbrio ainda não foi 1:1:1:1
atingido, pois, como vemos pelo gráfico, esse instante de tempo Equilíbrio 3,0 – x 3,0 – x x x
pertence a um intervalo em que as concentrações não permane-
cem constantes. [CO 2 ] [H 2 ] x2
Kc ⫽ ⇒ 25 ⫽
A alternativa C é verdadeira. O instante t ⫽ t2 pertence a um inter- [CO] [H 2 O] (3,0 ⫺ x )2
valo de tempo em que as concentrações permanecem constantes. Extraindo a raiz quadrada de ambos os membros da igualdade:
A alternativa D é verdadeira. As velocidades são diferentes de
x
zero e iguais, pois o sistema está em equilíbrio. 5⫽
3,0 ⫺ x
62 Alternativa A. x ⫽ 2,5
Como a reação direta é exotérmica, um aquecimento desloca o Portanto, no equilíbrio:
equilíbrio para a esquerda. Assim, o rendimento (% NH3) é uma
[CO] ⫽ 0,5 mol/L e [CO2] ⫽ 2,5 mol/L
função decrescente da temperatura.

64 Alternativa C. 66 Alternativa B.
Cálculo das concentrações iniciais: Como não há H2 inicialmente presente, a reação vai ocorrer para a
1 mol esquerda até que se atinja o equilíbrio. Montando a tabela (em
[H 2 ] ⫽ [I 2 ] ⫽ ⫽ 1 mol / L
1L mol/L):
Preenchendo a tabela e expressando o quanto reagiu por x, temos
CO ⫹ 2 H2 F CH3OH
que:
H2 ⫹ I2 F 2 HI Início 2 — 2
Reagiu x/2 Proporção dos
Início 1 1 — coeficientes
Proporção dos Formou x/2 x
Reagiu x x 1:2:1
coeficientes Equilíbrio 2 ⫹ x/2 x 2 – x/2
Formou 2x
1:1:2
Equilíbrio 1–x 1–x 2x De acordo com a tabela, se a concentração de H2 no equilíbrio for
x mol/L, a de CH3OH será (2 ⫺ x/2) mol/L.
[HI]2
Kc ⫽
[H 2 ]  [I 2 ]
67 Alternativa D.
Substituindo nessa expressão os valores literais presentes na últi- Representando por ntotal a quantidade total, em mols, dentro do
ma linha da tabela e também o valor numérico de Kc, vem:
recipiente, a Lei do Gás Ideal pode ser escrita como:
(2 x )2
10 2 ⫽
(1 ⫺ x )2 P  V ⫽ ntotal  R  T (V e R permanecem constantes)

Resoluções do Vol 2_cad3 67 6/24/05, 14:17


68
O aumento de T de 300 K para 330 K (aumento de 10%) produzi-
ria um aumento de 10% na pressão, caso ntotal fosse constante. No Capítulo 9
entanto, ntotal não permanece constante porque há um deslocamen-
to de equilíbrio.
Esse deslocamento, de acordo com o Princípio de Le Chatelier, Equilíbrios iônicos
ocorre para a direita, o que faz ntotal aumentar (proporção dos coe-
ficientes 1 : 2). Esse aumento não chega, contudo, a duplicar ntotal
em solução aquosa
porque, estando a reação em equilíbrio, ela não chega a se com-
pletar totalmente para a direita.
Diante disso, concluímos que a alternativa D é a mais adequada. 6 [H⫹] ⫽ α  M
O aumento da pressão será maior que 10% (devido ao aumento [H⫹ ]
em T) mas sem chegar a duplicar (pois a reação em equilíbrio não α⫽
M
chega a se completar).
8  10⫺4
α⫽ ⫽ 2  10⫺2
4  10⫺2
68 Alternativa C. Ka ⫽ α2  M
I. A redução do volume (aumento da pressão da mistura gasosa) Ka ⫽ (2  10⫺2)2  4  10⫺2
provoca deslocamento para a esquerda, produzindo mais N2O4.
Ka ⫽ 1,6  10⫺5
II. A adição de NO2 provoca deslocamento para a esquerda, pro-
duzindo mais N2O4.
III. A adição de N2O4 provoca deslocamento para a direita, consu- 7 Ka ⫽ α2  M

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
mindo N2O4.
Ka
IV. A adição de argônio, que não participa do equilíbrio nem rea- α⫽
M
ge com os participantes, não provoca deslocamento.
Substituindo em [H⫹] ⫽ α  M, temos:
Professor: O item IV desse exercício é bastante interessante, mas
de difícil entendimento pelos alunos. A adição de argônio provo- Ka Ka
[H⫹ ] ⫽ M⫽  M2
ca aumento da pressão total. Então por que não há deslocamento M M
para a esquerda, neste caso?
Para chegar a essa conclusão precisamos, primeiramente, enten- [H + ] ⫽ K a  M
der por que o item I provoca deslocamento para a esquerda. Acom-