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Artigo - Enfermagem Do Trabalho

Artigo - Enfermagem Do Trabalho

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História da saúde do trabalhador e da Enfermagem do Trabalho, valorizando o papel do profissional de enfermagem.
História da saúde do trabalhador e da Enfermagem do Trabalho, valorizando o papel do profissional de enfermagem.

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Published by: Daiane Miranda da Silva on Apr 27, 2011
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Enfermeiro do trabalho: estudo de sua origem e atuação na saúde do trabalhador1

Daiane Miranda da Silva2 Alexandre Juan Lucas3 RESUMO: O estudo trata-se de uma pesquisa de revisão da literatura, que tem por finalidade apresentar uma reflexão teórica do enfermeiro do trabalho em instituições públicas ou privadas no processo saúde-doença dos colaboradores/trabalhadores, quanto à importância de seu papel, possibilitando a valorização deste profissional. Utilizou-se para a elaboração deste estudo um enfoque teórico exposto por uma sistematização escrita da saúde do trabalhador, enfermagem e suas especialidades e o profissional de enfermagem do trabalho, desde a origem, evolução, conceito e leis de ambos, que marcaram sua história. Os achados nos levaram a concluir que nós enfermeiros, independentemente da área que trabalhamos, deveríamos lutar por um espaço mais amplo e como enfermeiro do trabalho em relação a estimular mudanças no quadro de dimensionamento de pessoal do SESMT, buscando a inserção em empresas com números menores de trabalhadores. Palavras-chaves: saúde do trabalhador, enfermagem e enfermeiro do trabalho. ABSTRACT: The study is a survey of the literature review, which aims to offer a theoretical reflection of nurses work in public or private institutions in the health and illness of employees / workers, the importance of their role, enabling the recovery this professional. Was used for the preparation of this study a theoretical approach espoused by a systematization of written occupational health, nursing specialties and professional nursing work, from the origin, evolution, concepts and laws of both, that have marked its history. The findings led us to conclude that we nurses, regardless of the area we work, we should fight for more space and a nurse's work in relation to fostering change within the design of personal SESMT, seeking inclusion in companies with smaller numbers workers. Keywords: occupational health, nursing and nursing work.
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Artigo científico realizado para obtenção do título de especialista do curso de pós-graduação de enfermagem do trabalho pela Universidade Católica de Goiás/UCG – Goiânia/GO. 2 Enfermeira. Esp. Gestão de Saúde Pública e da Família pela Faculdade Afirmativo/FA - Cuiabá/MT. Discente especialização enfermagem do trabalho pela Universidade Católica de Goiás/UCG – Goiânia/GO. E-mail: dms.enf@hotmail.com 3 Enfermeiro. Mestre em Bioética pelo Centro Universitário São Camilo. Esp. em Enfermagem do Trabalho, Terapia Intensiva, Educação em Enfermagem e Gerenciamento em Enfermagem. Atualmente é Fiscal do Conselho Regional do Estado de São Paulo, Docente da Universidade Paulista (UNIP), do Centro Universitário São Camilo. Professor Convidado da Universidade Cátolica de Goiás. Coordenador e Docente do Curso de Especialização em Enfermagem do Trabalho do Instituto Educacional São Paulo.E-mail: ajuanlucas@hotmail.com

RESUMEN: El estudio es una encuesta de la revista de literatura, que pretende ofrecer una reflexión teórica de las enfermeras trabajan en instituciones públicas o privadas en la salud y la enfermedad de los empleados / trabajadores, la importancia de su papel, lo que permite la recuperación este profesional. Se utilizó para la elaboración de este estudio un enfoque teórico apoyada por una sistematización de la salud en el trabajo por escrito, las especialidades de enfermería y el trabajo profesional de enfermería, desde el origen, evolución, conceptos y leyes de ambos, que han marcado su historia. Los resultados llevan a la conclusión de que las enfermeras, independientemente de la zona en que trabajamos, tenemos que luchar por más espacio y el trabajo de una enfermera en relación con la promoción del cambio en el diseño de SESMT personales, solicitar su inclusión en las empresas con un número menor los trabajadores. Palabras clave: salud ocupacional, enfermería y trabajo de enfermería.

Introdução Na prática do cotidiano, percebe-se que a saúde do trabalhador encontra-se precária, no sentido da desvalorização do bem estar do trabalhador. E foi nesta última década que se constatou uma melhora, devido à fiscalização do governo federal (ANVISA e MINISTÉRIO DO TRABALHO) estar mais presente nas empresas, diminuindo então a “escravidão trabalhista”, por mais que ainda exista fortemente, principalmente no estado de Mato Grosso (PIGNAT e MACHADO, 2006). Mediante a organização e consolidação de um conjunto de conhecimentos já disponíveis pelo Ministério da Saúde (MS) e com a criação do SUS, diversas mudanças vem ocorrendo na saúde brasileira, porém não foi o bastante. Havendo então a necessidade de novas mudanças, principalmente na saúde do trabalhador, no aperfeiçoamento dos profissionais da área e na forma de melhorar a qualidade de trabalho do trabalhador. A área de saúde do trabalhador busca a preservação, manutenção, promoção e recuperação dos trabalhadores nos mais diversos espaços laborais, de alcance coletivo, implicando na forma de ações multidisciplinares e interdisciplinares (LUCAS, 2008). Sabendo o que é a saúde do trabalhador, constata-se os diversos aspectos que devem ser estudados, bem como os vários profissionais envolvidos neste processo. Diante este fato, enfatizaremos no presente estudo o papel do enfermeiro do trabalho, com sua devida importância e atribuições na saúde do trabalhador, e o que deu origem a essa profissão. A graduação de enfermagem prepara profissionais para atuarem em um mercado de

trabalho que permite desenvolver competências segundo preceitos éticos e legais da profissão que preconiza a Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986 que regulamenta o exercício profissional de enfermagem e outras providências (BRASIL, 1986), devendo agir de forma a contribuir tanto para a valorização do profissional quanto para o reconhecimento e prestígio da Enfermagem (COREN/SP, 2000). Tem como objeto de estudo apresentar uma reflexão teórica do enfermeiro do trabalho em instituições públicas ou privadas no processo saúde-doença dos colaboradores/trabalhadores, quanto ao seu papel, bem como origem da profissão e planejamento de ações que busquem melhor qualidade de trabalho deste, analisando o respaldo das leis e normatizações voltadas à saúde do trabalhador e o papel do enfermeiro do trabalho. Nosso intuito principal é valorizar a enfermagem, como uma profissão nobre que se dedica a vida da população sem medir esforços. A categoria está presente na vida das pessoas prestando assistência em qualquer ocasião. Porque a enfermagem não poderia apresentar este outro meio de cuidar do seu cliente, que é a saúde do trabalhador? Metodologia Esta é uma pesquisa bibliográfica, descritiva, não-experimental. Método utilizado como revisão de literatura científica pré-existente sobre o tema, com a finalidade de sintetizar o conhecimento obtido de forma sistemática e organizado. As referências literárias pesquisadas, que serviram como embasamento teórico neste estudo, sendo encontradas em publicações impressas em livros, monografias, revistas, além de textos e artigos disponibilizados na web, digo, online pelos sites da Scientific Eletrônic Library Online (Scielo), Centro Latino – Americano e do Caribe de Informações em Ciência da Saúde (Bireme) e da Literatura Latino – Americano e do Caribe em Ciência da Saúde (Lilacs). O estudo foi analisado conforme ordem cronológica do tema, considerando a história do enfermeiro do trabalho e sua devida importância na saúde do trabalhador. A formatação do estudo teve como base a ABNT (2008), Resolução 196/96 e Fonseca e Faria (2009). Um breve histórico da saúde do trabalhador

A autora BRANCO(2008) descreve a origem do cuidado à saúde do trabalhador, citando o nome de grandes pesquisadores e filósofos que se destacaram na época com seus trabalhos comprobatórios de doenças relacionadas ao trabalho, dentre eles: Hipócrates (460-375 a.C.); Lucrécio (100 a.C.); Plínio, o velho (23-79 d.C.); Georg Bauer (1494-1555); Paracelso (1533); Fernel(1557); Platter; Fabrício e Falópio; Bernardino Ramazzini. A autora destaca no texto Ramazzini, médico e professor italiano, precursor da Medicina do Trabalho com seu clássico de patologia, publicado em 1700 na Itália, com ênfase a ocupação anterior de todos os casos descritos pelos pesquisadores já citados, o qual repercutiu em todo o mundo. Em 1802 que teve aprovada a primeira lei de proteção aos trabalhadores, criada por Robert Peel “Lei da Saúde e Moral dos Aprendizes”, estabelecendo carga horária e turno de trabalho, bem como boas condições no ambiente de trabalho. Já no ano de1833, surgiu outra lei, mas esta legislação foi mais eficiente e importante no mundo (LORO, 2003). Como se pode constatar ambas as leis de proteção aos trabalhadores surgiram na Inglaterra, iniciando então o cuidado a saúde destes. No Brasil teve início ao cuidado da saúde do trabalhador no final do século XIX, de acordo CRUZ (2004), ocorrem diversas iniciativas relacionadas à questão, nas áreas da Medicina Legal e da Higiene. Foi á partir de diversas teses apresentadas após o ano de 1850 no Rio de Janeiro sobre a “saúde dos empregados” tendo destaque o cuidado com o mesmo por algumas empresas/instituições de grande porte, mas o interesse era o lucro, então começou a contratação de médicos para avaliar o “físico do empregado”, onde o médico avaliava se o mesmo tinha condições físicas de trabalhar, pois quanto mais saudável maior era o rendimento no trabalho e conservação do mesmo, pois se ficavam doentes o médico tratava da doença. Em 1890-1920 a saúde pública ganha destaque com suas frentes de trabalho nos portos e que mais um pesquisador e grande profissional ganha destaque na saúde do trabalhador, OSVALDO CRUZ, médico sanitarista que descobriu a cura de várias doenças epidemiológicas e ocupacionais (BRANCO, 2008). No ano de 1917 ocorreu a mudança na história evolutiva da saúde do trabalhador, os operários de diversas empresas em São Paulo/SP realizando uma mobilização coletiva a favor de um trabalho mais digno, com melhor remuneração, melhor ambiente de trabalho, entre outros, enfim, o controle social foi tão forte que deu origem a diversas Leis, Portarias, Decretos e Normativas de proteção à saúde do trabalhador. Com a conquista destas leis, expandiu-se a contratação de médicos nas empresas.

De acordo Mendes e Dias (1991) em 1913 a criação da OIT (Organização Internacional do Trabalho), devido a importância em nível internacional da saúde do trabalhador através de cuidados médicos. Em 1953 através da recomendação 97 que fala sobre a “Proteção a Saúde do Trabalhador”, diversos encontros, conferências e seminários foram surgindo, fortalecendo cada vez mais o controle social dos trabalhadores. A relação saúde - trabalho – doença é compreendida pela forma das ações do Homem mediante a natureza através do seu trabalho e grau de desenvolvimento das relações sociais de produção, fazendo com que suas ações ao meio ambiente sejam determinantes na vida do ser humano e dos animais. Por isso a necessidade de lutar pelas causas justas, como a valorização do trabalho e respeito à natureza, pois no processo saúde/doença é essencial o bem estar biopsicosocial do indivíduo. A Lei 8.080/90, art V, a qual é válida para o Brasil e faz pensar o quanto é importante o cuidado com o bem estar biopsicosocial do indivíduo para melhor viver:
“Saúde do Trabalhador é um conjunto de atividades que se destinam através de ações de vigilância epidemiológica e sanitária à promoção e proteção da saúde dos trabalhadores, assim como visa à recuperação e à reabilitação da saúde dos trabalhadores submetidos aos riscos e agravos advindos das condições de trabalho” (art. V da Lei 8.080/90).

Tudo isso devido às diversas mobilizações dos trabalhadores na luta pelos seus direitos. Chegando ao que temos hoje. De acordo CEREST/SP: "A meta hoje é a implementação de 200 Centros de Referência em Saúde do Trabalhador no país e de uma rede de serviços sentinela em Saúde do Trabalhador (serviços especializados voltados para o diagnóstico e notificação das doenças relacionadas ao trabalho) além de municípios sentinela em Saúde do Trabalhador. Assim, se faz necessário enfatizar a maior conquista dos trabalhadores, que foi com o surgimento em 1972 do Serviço Especializado de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), onde se inicia a obrigatoriedade das empresas regidas pelo regime celetista (CLT) a contratação de profissionais da saúde que fazem parte deste serviço, criado pelo Ministério do Trabalho. Neste serviço, o enfermeiro do trabalho está incluso, obedecendo ao dimensionamento de trabalhadores nas instituições (LORO, 2003). Enfermagem e sua história

A profissão de enfermagem iniciou no século XIX, porém o que levou a surgir esta profissão teve início muito antes de Cristo. A história da Enfermagem vincula-se ás atividades domésticas realizadas pelas mulheres de família, por monjas e ou escravas. Já para os homens reservava-se o dever dos “nobres” (SILVA, 1989). No período 1.200 – 800 a. C., a comunidade primitiva associava a doença como fenômenos sobrenaturais, sendo utilizado para a cura destas doenças elementos mágicos, religiosos e empíricos nos templos pelos sacerdotes, considerados como os primeiros médicos gregos (SILVA, 1989). No período do pré-capitalismo as comunidades primitivas chamavam as enfermidades de “espírito do mal”. A religião era muito forte e os enfermos eram cuidados pelos religiosos(monjes) ou ainda pela magia vinda dos feiticeiros, mas quem ficava o tempo todo perto dos enfermos, prestando assitência à estes eram as mulheres da família, por serem já as responsáveis pelo cuidado das crianças e idosos. Os monjes e feiticeiros eram os praticantes da medicina, onde utilizavam na cura de doenças através do uso de raízes, ervas, frutas, feitiços ou ainda as magias (SILVA, 1989). Com Hipócrates (+ ou – 460 a.C.), a atenção a saúde teve uma maior destaque, pois a observação ficou maior ao doente, atentando a dados clínicos, assim a medicina deu mais um passo e Hipócrates contatou que a doenças originava-se do “desiquilíbrio dos humores”, o tratamento continuou com o uso de ervas, mas iniciou-se a prática da sangria e a formulação de dietas específicas para o doente. O médico hipocrático da época era uma artesão, seu treinamento vinha de outro médico. Por terem poucos médicos na época na Grécia, este médico hipocrático viajava de cidade em cidade para tratar dos enfermos. A Roma contribuiu em muito quanto ao registro dos saberes da medicina neste período, pois várias enciclópédias foram criadas (SILVA, 1989). No Cristianismo, uma nova visão sobre doença surgiu: “castigo divino”. As pessoas que cuidassem dos doentes teriam a oportnidade de salvar sua própria alma. A religião continua com o cuidado dos doentes e constitui os diácomos para atender estes e os pobres (SILVA, 1989). Entre 1340-1360, muitas epidemias surgem na Europa, como exemplo a Peste Negra. Isso fez com que a medicina repensasse sobre a história clínica, foi então que aceitaram o fato de que algo externo poderia prejudicar o organismo humano. Vale enfatizar, que a medicina na Idade Média era realizada por monges e as cirurgias por leigos, sendo que desde o início para

rabalhar na medicina precisava-se de conhecimenot especializado. As monjas realizavam o cuidado de enfermagem sem nenhum conhecimento especializado (SILVA, 1989). No século XII e XIII, o homem foi colocado como centro do universo, período considerado como fase progressista da Baixa Idade Média e os cuidados de enfermagem permaneciam sem inovação em relação ao passado. O emprego como enfermeiras neste período era para mulheres que não conseguiam trabalhar em indústrias, que eram analfabetas, imorais e bêbadas. O saber de enfermagem ainda não era especializado e nem valorizado. Os hospitais apresentavam péssimas condições de infra-estrutura, atendimento,organização e higiene. Neste período que a enfemagem e a medicina desligam-se do caráter religioso e mantem a força de trabalho saudável (SILVA, 1989). Enfermgem como profissão A enfermagem surge como profissão de paramédica, assalariada e atividades centradas ao hospital no Capitalismo Liberal, teve influencia da medicina. A profissão de enfermagem era uma ocupação manual, despreparada e realizada por domésticas, donas de casa, enfim, predominantemente feminina. Mas em 1850 surge um projeto de profissionalização para dar fim a esta imagem da enfermagem No ano de 1890 foram criados cursos de parteiras no Rio de Janeiro na escola de Enfermeiros e Enfermeiras no Hospital dos Alienados. Em seguida, no ano de 1899 em São Paulo, criou-se o curso de Obstetrícia; em 1901 e 1902 criaram-se a Escola de Enfermeiras do Hospital Samaritano e a Escola de Parteiras respectivamente. No Rio de Janeiro surge Escola da cruz Vermelha (SILVA, 1989). No Cristianismo, nasceu o serviço organizado de enfermagem com a instituição do diácono. No século XIX, surge a profissão de enfermagem moderna na Inglaterra, tendo como percusoras mediatas as irmãs da Igreja Católica da França, escolas de parteiras pela Europa, Fundação de Diaconistas na Alemanha, entre outras. Mas foi a Guerra da Criméia, através da assistência a saúde realizada aos soldados feridos por Florence Nightingale e sua equipe de enfermeiras teve imediata repercussão (SILVA, 1989). A assistência realizada por Florence diminuiu de 40 para 2% a mortalidade dos soldados. Esta, evidenciou as péssimas condições de higiene do local, comprovando que isso prejudicava as recuperação dos soldados feridos, pois Florence e suas ajudantes mantiveram

limpo e organizado o local onde eram realizados os cuidados dos soldados feridos, além do cuidado livre de infecções. Florence se destacou como heroína na Guerra e deu origem ao símbolo da enfermagem, a “Lamparina”, pois mesmo sem energia ela não deixava de cuidar de seus doentes. Com a lamparina percorria as barracas para dar continuidade no processo de cuidar, indo ao encontro de todos que lá estivessem necessitando de seus cuidados. Desta forma deu início a valorização da enfermqgem quanto ao cuidado à vida do ser humano, independente de raça, cor ou idade. Chamada de Ladie- nurse Florence, por realizar a supervisão e ensino; e de nurses quem ficava com o trabalho mais pesado, como banho de leito, troca de camas... A palavra Nursing é de origem inglesa e no protuguês corresponde à Enfermagem, palavra derivada do latim “nutricius”, que significa encorajar, proteger, alimentar (SILVA, 1989). Em 1922 acontece no Brasil um marco importante da enfermagem, a profissão se disvincula da religião, não sendo lideradas somente por irmãs de caridade ou por leigos, mas por profissionais que tivessem um conhecimento aperfeiçoado da saúde. Em 1923, o Diretor do departamento Nacional de Saúde Pública trouxe enfermeiras norte americanas com formação em escolas regidas pelo regime de Ana Neri, que seguiu os passos de Florence Nigtingale que tinha caráter de: honestidade, sobriedade, lealdade, pontualidade, seriedade, espírito de organização, correção e elegância. Estas norte americana vieram para a fundação da Esola de Enfermeiras Ana Neri no Rio de Janeiro, passando a se chamar Escola Ana Neri (1926) e Escola de Enfermagem da Universidade Federal do rio de Janeiro. Desta forma, foram crescendo cada vez mais as escolas de formação do profissional de enfermagem. No final da década de 50 haviam no Brasil 39 escolas de enfermagem e 37 cursos de auxiliar de enfermagem (SILVA, 1989). No ano de 1955 uma grande conquista da categoria de enfermagem a criação da lei COFEN 2.604, que regula o Exercício Profissional da Enfermagem Profissional, mas não parou por aí as mudanças, na área da saúde no período de 1956-1983 muitas mudanças aconteceram que refletiram na enfermagem, surgindo então neste período os órgãos fiscalizadores da categoria: Conselho Federal de Enfermagem – COFEN (centralizado atualmente em Brasília) e Conselhos Regionais de Enfermagem- COREN (Tendo um em cada estado do Brasil na atualidade). Em 1966 surge o técnico de enfermagem, ficando a enfermagem moderna dividida em : enfermeiros, técnico de enfermagem , auxiliar de enfermagem e atendentede enfermagem. Atualmente a classe de atendentes de enfermagem foi extinta (SILVA, 1989).

No Brasil, temos a Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, que regulamenta o exercício do profissional de enfermagem com suas devidas atribuições, uma grande conquista adquirida pela classe profissional na década de 80. Profissionais estes que passaram por muitas dificuldades desde sua origem, pelo que vimos na sua história, mas passaram por preconceitos e conquistaram seu espaço. A cada dia que passa vem crescendo a luta pela valorização de suas ações, sendo então um constante desafio para a categoria . Muitas leis, resoluções e decretos comprovam o reconhecimento do enfermagem, mas constata-se ainda a desunião da caegoria, pois muitas destas normatizações ficam no papel e o próprio profissional deixa de realizar suas competências. Fica aqui uma pergunta para reflexão do profissional de enfermagem independente da categoria: O QUE EU FIZ PARA VALORIZAR A PROFISSÃO QUE ESCOLHI, MESMO SABENDO DA HISTÓRIA DE SUA ORIGEM? Enfermagem do trabalho: sua história e papel do enfermeiro do trabalho A profissão de enfermagem do trabalho de acordo Moraes (2007), teve início no século XIX na Inglaterra e era conhecida como enfermagem laboral, onde o enfermeiro realizava visita domiciliar aos trabalhadores doentes e seus familiares. Na década de 70 aumentou a criação dos cursos de Medicina, Enfermagem e Engenharia do Trabalho, além da criação de leis e portarias relacionadas ao trabalhador (Lei nº 6.514/77; portaria 3.214/78). No Brasil, nos anos 70, de acordo Lucas (2009) e Moraes (2007), surgem leis, portarias e normas regulamentadoras instituídas pelo governo, com objetivo de diminuir os acidentes de trabalho, nestas há inclusão obrigatória do enfermeiro do trabalho e outros profissionais de segurança e medicina do trabalho de acordo o dimensionamento de pessoal ( ver quadro I) e com a devida especialização, também foram instituídas algumas leis de accordo Atlas (2009):  Portaria 3.237 de 27/06/1972 – Cria a SEESSMT (Serviço Especializado de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho);  Portaria MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) nº 3.214, de 08 de junho de 1978.  Portaria MTE nº 3214/78- Cria a Norma Regulamentadora (NR) 04, que especifica os profissionais que compõem a SESMT, com suas respectivas funções ( ver anexo I).

 NR 07 /1994 – Cria o PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), promovendo programas de prevenção e promoção da saúde.
QUADRO I – NR 04 DIMENSIONAMENTO DO SESMT Grau Risco 1 Técnicos Técnico Seg Trabalho Engenheiro Seg Trabalho Aux/Tec. Enf. do trabalho Enfermeiro do Trabalho Médico do Trabalho** Técnico Seg Trabalho Engenheiro Seg Trabalho Aux/Tec. Enf. do trabalhO Enfermeiro do Trabalho Médico do Trabalho Técnico Seg Trabalho Engenheiro Seg Trabalho Aux/Tec. Enf. do trabalho Enfermeiro do Trabalho Médico do Trabalho Técnico Seg Trabalho Engenheiro Seg Trabalho Aux/Tec. Enf. do trabalho 1* 4 1 1 1 5 1 1 1 8 2 2 1* 4 1 1 1* 6 1 2 1* 1 1* 1 1* 2 1 1 deN empregados 50 100 250 500 1000 1 2000 1 3500 1 1* 1 5000 2 1 1 1* 1 5 1 1 1 1 8 2 1 1 2 10 3 1 1 3 1 1 1* 3 1 1 1* 1 1* 1 A101 A 251 A 501 A 1001 A 2001 A 3501 A Acima de 5000 1 1* 1

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Enfermeiro do Trabalho

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Médico do Trabalho 1* 1* 1 1 2 1 1 OBS: Hospitais, Ambulatórios, Maternidade, Casas de Saúde e Repouso, Clínicas e estabelecimentos similares com mais de 500 empregados deverão contratar enfermeiro em tempo integral. Técnico de Segurança do trabalho e o aux/téc. em enfermagem – 8hs/dia * Engenheiro, Médico e Enfermeiro – 3hs (tempo parcial) ou 6hs (tempo integral) carga horária de trabalho parcial (3h/ dia). ** a partir de 5 funcionários a necessidade de contratação, podendo ser tercerializado.

O diagnóstico do ambiente de trabalho é o levantamento comunitário de fatores de risco à saúde e condições de trabalho, sendo ele primordial na saúde do trabalhador com apoio dos trabalhadores, pois estes devem auxiliar com participação, expondo suas dificuldades e facilidades, por isso se tem a formação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA, formada somente por colaboradores/trabalhadores, onde o profissional de enfermagem tem papel importante. Com o diagnóstico precoce, cabe aos profissionais de saúde ocupacional a realização do tratamento e prevenção dos danos, lesões ou doenças provocados pelo trabalho ao indivíduo e ao coletivo de trabalhadores/trabalhador/colaboradores da empresa, hoje chamados de colaboradores e não mais trabalhadores. Desta forma estaremos seguindo o cumprindo a determinação contida no art. 6.º, § 3.º, inciso VII, da LOS, que elaborou uma Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho publicada na Portaria/MS n.º 1.339/1999, a qual o Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS) utiliza regulamentando o conceito de Doença Profissional e de Doença Adquirida pelas condições em que o trabalho é realizado, Doença do Trabalho, segundo prescreve o artigo 20 da Lei Federal n.º 8.213/1991, constituindo o Anexo II do Decreto n.º 3.048/1999. Entre as maiores dificuldades apresentadas pela estratégia de implantação de Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (CRST) estão à cobertura do conjunto dos trabalhadores e a pequena inserção na rede do SUS, pois a implantação desta política está sendo difícil devido a perspectiva de atenção hierarquizada e integral atual (BRASIL, 2001). O I Congresso Internacional de Enfermagem do Trabalho foi realizado pela Associação Nacional de Enfermagem do Trabalho - ANENT no período de 8 a 11 de agosto de 2000 em parceria com a Universidade Bandeirante de São Paulo - UNIBAN e apoio do CNPq: sugeriu mudanças no nome e no quadro de dimensionamento de pessoal da SESMT. O nome do quadro de profissionais da saúde ocupacional de uma empresa sugerido foi Serviço de Engenharia de

Segurança e Saúde do Trabalhador, já que não é composto só por médico, mas por uma diversidade de profissionais da área, além do enfermeiro, há o fonoaudiologista, nutricionista, psicóloga, assistente social, entre outros. Alem de enfatizarem a importância das leis e normas trabalhistas. Com estas portarias, leis e NRs, a enfermagem do trabalho ganha destaque na saúde do trabalhador. É exigido do enfermeiro do trabalho de acordo NR 04, para fazer parte da SESMT de uma empresa: certificado de conclusão do curso de especialização de enfermagem do trabalho, em nível de pós-graduação enviado por faculdade/universidade que mantenha curso de graduação de enfermagem autorizado pelo Ministério de Educação (ATLAS, 2008). Lucas (2009)enfatiza os principais conhecimentos que o enfermeiro do trabalho deve ter: Introdução à Saúde Ocupacional, Psicologia do Trabalho, Ciências Sociais, Epidemiologia e Estatística, Legislação do Trabalho, Segurança do Trabalho, Enfermagem do Trabalho, Informática na Enfermagem Ocupacional, Metodologia da Pesquisa, Higiene do Trabalho, Saneamento do Meio, Toxicologia, Ergonomia , Fisiologia do Trabalho, Doenças Ocupacionais e Não-ocupacionais. Hoje, no quadro de dimensinamento de pessoal da SESMT, quanto maior o risco ocupacional e de acordo o nº de trabalhadores, maior o nº de profissionais para fazerem parte da SESMT. Em instituições com grau de risco 04 como hospitais, laboratórios, clínicas com mais de 500 empregados terão que contratar um enfermeiro do trabalho em tempo integral. Como foi descrito aneriormente a enfermagem tem sua lei federal de exercício da profissão (7.498/86), mas é no decreto de lei (94.406/87), no art. 8, inciso II e letra “o” que confirma a atribuição do enfermeiro em programas de segurança do trabalho e de acordo a história da enfermagem essas leis foram a maior conquista da profissão. Sabemos que muitas vezes este profissional extrapola as suas funções pensando no bem estar do outro, na saúde do outro, bem como deixa de fazer suas atribuições por ser coagido por seus superiores (OLIVEIRA, 2000). A Resolução COFEN Nº 311/07, reformulou o código de ética da enfermagem, pensando na responsabilidade de conduta ética, deveres, proibições, direitos e princípios da profissão. Ao deixar de fazer o que é de nossa competência abrimos espaço para outro profissional, além de perdermos espaço no mercado de trabalho e diminuirmos a nossa valorização. Devemos fazer o que é nossa competência, de acordo habilidades e conhecimento, fazendo-se o outro não querer nos perder, mas ainda contratar outro colega. Assim podemos pensar em harmonizar, equilibrar a a NR 04 (Portaria 3.214/78) com a lei federal 7.498/86.

O papel do fundamental do profissional de enfermagem é o Registro, feito pela realização da Sitematização da Assistência de Enfermagem (SAE) e do Processo de Enfermagem (PE), pois são estratégias que colocam em prática o conhecimento e habilidade do mesmo por ser privativo de acordo resolução 272/2002, além de ser um processo de trabalho importantíssimo na promoção e prevenção da saúde, bem como na colaboração á empresa e trabalhador quando envolvidos em processos judiciais., pois escreve-se tudo em relação aos cuidados prestados ao cliente em seu prontuário que é de sigilo do mesmo. Vale lembrar que o diagnóstico do cliente faz parte da SAE e PE. O perfil do enfermeiro do trabalho de acordo Loro (2003), envolve ações realizadas ao serviço de higiene, medicina e segurança do trabalho, propiciando interação com a equipe de trabalho e promoção da saúde do trabalhador, bem como a valorização deste. Descrevemos as demais atribuições deste profissional, de acordo compreensão das aulas do curso de especialização de enfermagem do trabalho: ATRIBUIÇÕES TÉCNICAS  Realizar consulta de enfermagem com auxílio do processo de enfermagem para com os trabalhadores, atentando na anamnese, minimizando o absenteísmo;  Diagnosticar as necessidades de enfermagem do trabalho com auxílio de um plano estratégico de assistência a ser prestada pela equipe de enfermagem do trabalho para a proteção, recuperação, preservação e reabilitação da saúde do trabalhador (exemplo: fazer levantamento de doenças ocupacionais, buscando a diminuição das mesmas);  Realizar testes de acuidade visual;  Realizar curativos e medicações de acordo prescrição médica;  Implantar a sistematização da assistência de enfermagem, em prol de defesa do profissional, trabalhador e responsáveis pela instituição (pública ou privada);  Promover campanhas de promoção a saúde: hipertensão, diabete, vacinação, tabagismo, alcoolismo, primeiros socorros, obesidade;  Fazer a desinfecção e esterilização de materiais, através das medidas de biossegurança.  Implantar e avaliar os projetos realizados com equipe multidisciplinar (PPRA, PGRSSS, PCMSO);

 Visitar os locais de trabalho participando da identificação das necessidades no campo de segurança, higiene e melhoria do trabalho de acordo o setor;  Supervisionar e avaliar as atividades de assistência de enfermagem aos funcionários.  Executar tratamento e descarte de resíduos de materiais de acordo normas ANVISA;  Zelar pela segurança individual e coletiva, utilizando equipamentos de proteção apropriados, quando da execução dos serviços.  Avaliar insumos e medicamentos quando solicitados e recebidos. ATRIBUIÇÕES ADMINISTRATIVAS:  Planejar, organizar e executar atividades de enfermagem do trabalho, empregando processo de rotina e/ou específicos;  Manter ambiente adequado para o cuidado a saúde do trabalhador;  Executar trabalhos específicos em cooperação com outros profissionais, emitindo pareceres para realizar levantamentos identificar problemas, propor soluções e elaborar programas e projetos.  Manter organização de registros, arquivos, documentações da empresa ligada ao setor.  Guardar os prontuários eletrônicos dos clientes/trabalhadores seguros e acessível para equipe dos profissionais, respeitando a resolução 1.639 do Conselho Federal de Medicina de acordo Moraes (2007), já os registros em papel devem ficar arquivados de 20 até 30 anos de acordo NR 7.  Controlar estoque de materiais, medicações e insumos;  Controlar e enviar para manutenção os equipamentos em fornecedores selecionados.  Registrar comunicações internas e externas;  Ter ata para registro de: reuniões com equipe, reuniões com chefia, reuniões com trabalhadores; atividades educativas, treinamentos, capacitações... ATRIBUIÇÕES DE EDUCAÇÃO EM SERVIÇO  Orientação continuada e atualizada sobre os procedimentos executados pela equipe de enfermagem do trabalho através de treinamentos, minimizando riscos ocupacionais com equipe.

 Planejar e desenvolver palestras e outros eventos sobre a saúde e riscos ocupacionais, de acordo realidade do local de trabalho, pra que sensibilizem o mesmo.  Promover treinamento, capacitação com membros da CIPA: DSTs, primeiros socorros, NRs, entre outros.  Manter-se atualizado em relação às tendências e inovações tecnológicas, científicas de sua área de atuação e das necessidades do setor/departamento.  Criar informes internos permanentes com tema sobre a atualidade da saúde, podendo ser expostos em mural, cartazes...  Desenvolver o lúdico, ações sociais, algo diferente no lazer, tudo em benefício do bem estar do trabalhador. CONSIDERAÇÕES FINAIS Na atualidade, a Saúde do Trabalhador abrange a Saúde Pública, a qual tem como finalidade o estudo e intervenção nas relações entre o trabalho e a saúde, em busca de promoção e a proteção da saúde do trabalhador, por meio de ações de vigilância dos riscos presentes nos ambientes e condições de trabalho, dos agravos à saúde do trabalhador e da forma de organização e prestação da assistência a estes, compreendendo a integralidade entre os procedimentos de diagnóstico, tratamento e reabilitação no SUS. Nessa concepção, constatamos que trabalhadores são todas as pessoas (homens e mulheres) que exercem atividades para manter o sustento próprio e/ou de seus dependentes, independentemente da forma de inserção no mercado de trabalho, nos setores formais ou informais da economia. Em relação ao contexto apresentado vemos qual é o fator ideal que o enfermeiro do trabalho deve lutar para auxiliar o trabalhador: trabalho legalizado e de acordo interesse, habilidades e experiência do mesmo, pois trabalhando no que temos facilidade é maior a produtividade e diminui os riscos ocupacionais, pois se trabalha com atenção redobrada. De acordo Oliveira (2001), está havendo maior reconhecimento do enfermeiro do trabalho em diversos campos: certificações, orientações sobre NR 32, coordenação de trabalhos e projetos, promoção da saúde e controles especiais, outros... Enfim, constatamos que a enfermagem do trabalho possui seu reconhecimento limitado, devido a dificuldade de encontrar assuntos sobre esta profissão, mesmo sabendo da importância do

enfermeiro do trabalho na elaboração, execução e avaliação dos programas de promoção a saúde do trabalhador de instituições públicas ou privadas. Concordo com MORAES (2007) quanto a contratação de enfermeiros e técnicos de enfermagem do trabalho, devido exigências de legislações e bem como a necessidade deste profissional na promoção de saúde do trabalhador, mas ainda acrescento nós enfermeiros de trabalhos deveríamos lutar por um espaço mais amplo, em relação a estimular mudanças no quadro de dimensionamento de pessoal da SESMT, buscando a inserção em empresas com números menores de trabalhadores. Referências bibliográficas ATLAS. Coordenação e supervisão da Equipe Atlas. Segurança e medicina do trabalho. Manuais de legislação atlas. São Paulo: Ed. Atlas. 63ª ed.2009. 800p. BRANCO, A.B.A. Introdução à Saúde do Trabalhador. Cuiabá: UCG/GO. 2008. BRASIL, Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986. Regulamenta o exercício profissional de enfermagem e outras providências. Publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 26.06.86. Seção I - fls. 9.273 a 9.275. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamento de Atenção Básica. Área Técnica de Saúde do Trabalhador. Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas – Brasília: Ministério da Saúde, 2001. 67p. CEREST/SP. Eventos debatem implementação do SinanNet Saúde do Trabalhador. Autoria de CEREST/SP - 12 /09 / 2006. COFEN. Resolução do Conselho Federal de Enfermagem Nº 266/2001. COREN/MT. Legislações Básicas para o exercício profissional da enfermagem. Gestão 2002/2005. COREN: Mato Grosso. 223p. COREN/SP. Na Hora do Lazer: Ambulatórios equipados e experiência são as “armas” com que os profissionais de enfermagem contam para prestar assistência ao público. Publicação oficial bimestral do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo - distribuição dirigida Maio/Junho de 2000 - Nº 29. CRUZ, MA. A atenção a saúde do trabalhador na Unidade Mista de Saúde de Tangará da

Serra/MT. Fundação Universidade Federal de Mato Grosso/UFMT. Instituto de Saúde Coletiva. Pós-graduação em Saúde do Trabalhador. Set/2009. 27p. FONSECA, JFA e FARIA, APS. Diretrizes para a elaboração do trabalho de conclusão do curso de especialização em saúde do trabalhador. Cuiabá: UCG. 2009. 28p. KURCGANT P et al. Administração em enfermagem. São Paulo: EPU, 1991. 237p. Sá A L. De Curso de auditoria. 4ªed., São Paulo: Atlas, 1969. V.1. LORO, MM. Enfermagem em Saúde do Trabalhador. UNIJUÍ: Ijuí-RS, 2005. 60p. LUCAS, A.J. Enfermagem do Trabalho 1. ppt. Cuiabá-MT. 2009. __________. O processo de enfermagem do trabalho: a sistematização da assistência de enfermagem em saúde ocupacional. São Paulo. Ed. Iátria. 2ªed. 2008 MENDES, R., DIAS, EC. Da medicina do trabalho a saúde do trabalhador. Rev. Saúde Pública – SP. 25ª ed. 1991. p.341-349. MORAES, MVG. Enfermagem do Trabalho: programas, procedimentos e técnicas. 2ª ed. Iátria: São Paulo-SP, 2007.p. 17-22. OLIVEIRA, MI. Atuação responsável dos profissionais de Enfermagem do Trabalho e o futuro desta profissão. Apresentação Congresso Internacional de Enfermagem do trabalho. São Paulo/SP. 2000. PIGNATI, WA; MACHADO, JMH. Riscos e agravos à saúde e à vida dos trabalhadores das indústrias madeireiras de Ma to Grosso. Rev. Ciência e Saúde Coletiva, vol. 10, nº 04, 961-973p. 2005. SAÚDE, CN. Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. Disponível em: http://conselho.saude.gov.br/comissao/conep/resolucao.html. Acesso em 20 de janeiro de 2009. SAÚDE, M. Lei 8.080/90. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Publicado no D.O.U. de 20.9.1990 SILVA, GB. Enfermagem profissional: análise crítica. 2ª Ed; São Paulo: Cortez, 1989.

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