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A Experiência da Alfabetização e da Educação Básica de Adultos em Cabo Verde

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A Experiência da Alfabetização e da Educação Básica de Adultos em Cabo Verde Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo

Idioma: Português - URL: http://www1.worldbank.org/education/adultoutreach/portuguese/doc/CaboVerde port.doc Autor(es): SILVA, António Carlos Madeira Lopes da Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Durante o período colonial, o ensino básico estava virado para as crianças mais privilegiadas ficando a grande maioria fora do sistema educativo, e os adultos não tinham acesso a esse tipo de ensino. A taxa de analfabetismo em 1975 era de 61,3% e o ensino público tinha uma abrangência muito reduzida. Com a independência nacional a sociedad e caboverdiana passa por grandes transformações econômicos, sociais e culturais e a prioridade estabelecida pelos primeiros governos vai para a educação e mais precisamente para a educação de base de crianças, jovens e adultos. Cópia do Texto: Durante o período colonial, o ensino básico estava virado para as crianças mais privilegiadas ficando a grande maioria fora do sistema educativo, e os adultos não tinham acesso a esse tipo de ensino. A taxa de analfabetismo em 1975 era de 61,3% e o ensino público tinha uma abrangência muito reduzida. Com a independência nacional a sociedade caboverdiana passa por grandes transformações econômicos, sociais e culturais e a prioridade estabelecida pelos primeiros governos vai para a educação e mais precisamente para a educação de base de crianças, jovens e adultos. É nesse momento que se começa a dar os primeiros passos para a implementação de um ensino primário, obrigatório e gratuito de 4 anos para as crianças e se organizam as primeiras campanhas de luta contra o analfa betismo no seio de jovens e de adultos, esta com base no voluntarismo dos estudantes e militantes adeptos ao processo da Independência Nacional. Era urgente a necessidade de aumentar a participação de toda a população na luta contra o subdesenvolvimento euma das formas mais eficazes era melhorar a capacidades educativas dessa população. Nessa altura a alfabetização e a educação de adultos define a sua identidade tomando a forma de uma campanha nacional que visava diminuir rapidamente a taxa de analfabetismo, então muito elevada No início, utilizava-se os materiais didáticos do ensino primário, e ensino era orientado pelo método silábico. As lições partiam de palavras chaves selecionadas e organizadas em função das suas características fonéticas. As silabas deviam ser memorizadas e remontadas para formar outras palavras. Já em 1976 criou-se o Departamento da Educação Extra Escolar, dependente da Direção Geral do Ensino em 1977 viria aparecer os primeiros manuais próprio para adultos, "No Djunta Mon" inspirado no método de alfabetização cultural de Paulo Freire. Em 1983 foi elaborado um novo manual, "Dja Djiga Ora" com o apoio do Instituto de Ação Cultural, instituição criada pelo pedagogo Paulo Freire. Foi esse mestre brasileiro que como coordenador de uma equipa de técnicos muito experientes, apoiou as primeiras campanhas de alfabetização em Cabo Verde, onde a alfabetização e a conscientização aparecem de mãos dadas. O paradigma pedagógico construído nessas práticas baseia-se num novo entendimento da relação entre a problemática educacional e a problemática social. Antes apontado como causa da pobreza e da marginalização, o analfabetismo passou a ser interpretado como efeito da situação da pobreza, gerada por uma estrutura social não igualitária. A alfabetizaçã e a o educação de base de adultos partiu de um exame crítico da realidade existencial dos educandos, da identificação da origem dos seus problemas e das possibilidades de superá -los. Para além da dimensão sócio - política, essas idéias pedagógicas têm um forte componente ético o que implica um profundo comprometimento do educador com o educando, e uma base

conscientizadora, de Paulo Freire, cujo o princípio básico está na seguinte frase: "A leitura do mundo precede a leitura da palavra". Em 1987 a Direção de Educação Extra Escolar dá lugar a uma Direção Geral e o sub-sistema de educação de adultos ganha maior autonomia. É nesse ano que surgiram novos manuais da 1 e 2ª fases elaborados por autores nacionais, que são utilizados até ao ano letivo 1997/98. Até ao ano de 1994 Alfabetização e educação básica de adultos fazia-se em duas fases : a primeira e a segunda de 9 meses cada, que equivalia para todos os efeitos a 4 anos de escolaridade primária. Embora o Estado tivesse um papel preponderante, de 1975 a 1990 as organizações de massa, quer de índole partidário quer sindical e mesmo públicas e privadas abraçaram o lema e participaram direta ou indiretamente no processo, que tinha como meta a diminuição drástica e rápida do analfabetismo que na altura se considerava até certo ponto uma das causas e não o efeito da situação social, cultural e econômica do país. Em 1990 a taxa de analfabetismo baixa para 38% e estabelece uma -se nova estratégia de alfabetização e educação de adultos, com os seguintes objetivos: · amp liar o sub sistema de educação de adultos com mais uma fase; · criar um corpo estável de animadores, com carreira própria integrada no estatuto do pessoal docente; · priorizar a alfabetização de jovens e adultos na faixa etária dos 15 a 35 anos; · desenvolver atividades de animação para a leitura e formação profissional de base integrados no contexto da animação comunitária; · implementar micro projetos de formação profissional básicos em articulação com a vertente acadêmica da formação básica de adultos nas 3 fases; · criar uma rede de leitura pública, móvel e fixa para a luta contra o analfabetismo de retorno a nível nacional. Com a implementação dessa nova estratégia, novos objetivos surgiram a partir de 1995, objetivos esses que fazem parte das orientações dadas pelo governo e parceiros sociais, e que se refletem quer no seu programa quer no Plano Nacional de Desenvolvimento. Cria -se legalmente a 3ª fase de educação de base de adultos, que completa um ciclo equivalente a 6 anos de escolaridade básica obrigatória, com experiências piloto em quatro conselhos, Praia, S. Vicente, S. Nicolau e Sal, em 1995/96, cuja a avaliação serviu para que no ano seguinte se generalizasse a experiência para os restantes conselhos do país. Com esta experiência a alfabetização e a educação de adultos, deixa de ser visto como um fenômeno de campanha, para ser considerado como fazendo parte de um processo de educação permanente de jovens e de adultos, integrado no próprio processo de desenvolvimento comunitário que se quer sustentado. O desenvolvimento de atividades de animação comunitária passa a ser considerado a base onde estão integradas todas as outras, desde a alfabetização, como a formação profissional de base e as bibliotecas fixas e móveis e visa a promoção social e cultural quer dos alfabetizados quer das localidades onde vivem. As bibliotecas móveis e fixas começaram a ser implementadas através de uma experiência piloto na Praia, no ano de 1995, atualmente cobre os seis conselhos de Santiago, três conselhos S. Antão, dois conselhos do Fogo, e um de S. Nicolau contam com cerca de 25.000 inscritos e mais de 300.000 requisições nas zonas rurais. As bibliotecas móveis percorrem 75 itinerários e 179 localidades rurais. De 1995 a esta data organizaram-se dois cursos articulados de formação em exercício para os animadores em educação de adultos, vinculados à implementação desse plano curricular, animadores esses que presentemente têm uma carreira própria integrada no Estatuto do Pessoal Docente e que são pagos pelo governo através do Ministério de Educação e Desporto. Ganhos: 1 A taxa de analfabetismo passou de 61,3% para cerca de 25% , Segundo o Censo de 2000. Na faixa etária dos 15 a 35 anos, grupo prioritário de intervenção, a taxa de analfabetismo é de 7,6%, estando a maior parte dos analfabetos na faixa etária dos 49 e mais anos, isso resultado analfabetismo de retorno. 2 Hoje, objetivo da alfabetização e da educação de adultos é Universalização da educação de base de jovens e de adultos equivalente a 6 anos de escolaridade obrigatória e não a simples alfabetização; 3 Articulação da formação geral (acadêmica) com a formação profissional de base através de microprojectos. De 1994 a 2000 mais de 6000 jovens de ambos os sexos fizeram uma formação profissional de base em todos os conselhos o país, integrando-se plenamente no tecido sócio econômico do país. 4 Integração das atividades de alfabetização e educação de adultos no

contexto do desenvolvimento local e comunitário. 5 Criação de uma rede de leitura pública com bibliotecas móveis em 12 dos 17 conselho do país e atendendo fundamentalmente as zonas rurais mais carentes. 6 Edição mensal de um jornal, "Alfa", com cerca de 12 páginas, virada, fundamentalmente, para a formação dos alfabetizado e com 8.000 exemplare s/tiragem e com 11 anos de existência. 7 Mais de 95% dos animadores em educação de adultos estão integrados na função pública. Desses animadores, 1/3 já têm a formação adequada e 2/3 a 1ª fase de formação em exercício. 8 Existência da Carreira do animado em educação de adultos integrada no Estatuto do Pessoal Docente. 9 Grande capacidade descentralizadora com centros conselhos de alfabetização e educação de adultos em todos os conselhos com grande autonomia; 10 Existência de uma proposta curricular para a alfabetização e educação de adultos, moderna e flexível, podendo adaptar-se às necessidades da formação de jovens e de adultos em cada região/ilha. 11 Existência de programas, manuais e guias, elaborados por técnicos nacionais e inseridos no contexto da realidade cabo verdeana; 12 Alfabetização e educação de base de jovens e adultos equivalente à educação de base formal para crianças e adolescentes. Existência de possibilidades de progressão e passagem do sub -sistema escolar para o sub-sistema extra escolar e vice-versa. 13 Quadros com formação adequada a nível central como resultado de uma política de formação de quadros contínua, tanto a nível profissional como a nível do bacharelato, da licenciatura e mesmo do mestrado. 14 Experiências em vários conselhos do país a nível do tronco comum, (7º e 8º anos de escolaridade) para adultos que terminaram a 3ª fase com vista a que, num futuro próximo, se possa adaptar a proposta curricular de adultos às novas exigências quer do mercado quer dos intervenientes diretos no processo educativo. 15 Utilização de metodologias de ensino à distancia, que articula aulas radiofônicas, materiais didáticos próprios e sessões presenciais de tutoria, para cursos de formação ocupacional, formação de professores e deanimadores. 16 Cursos a nível de licenciatura à distancia para jovens e adultos, em colaboração com a Universidade Aberta de Portugal. Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 2 A natureza política do processo educativo na alfabetização de jovens e adultos Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Dissertação Idioma: Português URL: http://www.fae.ufmg.br/ceale/monteirom.pdf Autor(es): mestra: NUNES, Márcia Helena orientadora: SOARES, Magda Becker Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O trabalho é um estudo exploratório que procura relacionar resul t ados positivos obtidos por professoras alfabetizadoras de j ovens e adultos com sua postura político -i deológica no t rabalho educativo, a partir da hipótese de que alfabetizadoras bem sucedidas seri am professoras orientadas pela compreensão da dimensão política, cultural e ideológica do processo de alfabetização. A pesquisa, de natureza qual itativa, caracterizando-se como um est udo de caso, foi real izada com duas professoras da red municipal de ensino de Belo e Horizonte. Procurou-se identificar indícios da postura ideológica das prof essoras no processo de alfabetização de jovens e adultos através de observação de suas reações a situações de sala de aula; procurou-se, ainda, anal isar a concepção de alfabetização que ori entava a prática pedagógica das professoras; finalmente, buscou-se identificar, através do relato oral de vidas das professoras, que f at ores em sua formação determinaram a postura identificada em sua prát i ca de alfabetização. O suporte teórico é a natureza política de educação, proposta, f undamentalmente, por Paulo Freire. Os resultados revelaram que, embora as professoras fossem bem sucedidas, uma delas tinha sua prática pedagógica claramente ori entada por uma concepção do processo de alfabetização como prát i ca problematizadora, enquanto a outra se

Serviço Social da Indústria. fui chamado pela Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Extensão.html Autor(es): PORFIRO. Se não bastassem as carências do espírito. poderíamos. num e noutro caso. possam ajudar-nos a apontar saídas para a problemática social com a qual todos nos deparamos e pouco são os que lhes buscam as soluções. deu certíssimo Cópia do Texto: Há dias passados. ter esta questão perfeitamente contornada.br/imprensa/2001/abril2001/artigo161.de alunos de alfabetização que abandonam os cursos simplesmente porque os olhos não mais lhes permitem ver para buscar o conhecimento. com algumas parcerias dentre as quais podem ser destacados o Alfabetização Solidária. a grosso modo. com uma postura político-i deológica caract eri zada ela compreensão da dimensão ideológica de processo de alfabetização. em pouco tempo. carente e não conta com uma assistência social tão eficaz que possa minorar-lhe os problemas. A clientela dos programas de alfabetização levados a efeito pela UFAC é. como sempre. depois. os . elaborar um documento primário e. através da celebração de convênios com parceiros sensíveis ao problema. há a necessidade premente de parceiros que. deu certíssimo. a elaborar um ante-projeto objetivando assistência oftalmológica para jovens e adultos em situação de alfabetização nos municípios do Estado do Acre. Assim o fiz.ufac. e o Telecurso 2000. para isto. elaborar um documento primário e. a ser ainda investigada. Temos envidado todos os esforços possíveis para a manutenção e o desenvolvimento dos projetos/programas de alfabetização de jovens e adultos. ainda nos deparamos com aquelas que dizem respeito à questão física. Vive-se hoje numa esquina do tempo onde o futuro é algo ainda mais indefinido do que normalmente seria. depois. quando. mas levanta-se a hipótese. neutro. como sempre. Desta forma. levá-lo à apreciação dos meus pares na Academia. contando. e diferentes também os efeitos de um e de outro processo sobre os alunos e sua formação como ci dadãos.orientava por uma concepção de alfabetização como processo autônomo. em colaboração com o SESI .em torno de trinta e cinco por cento . em convênio e em estreita colaboração. de início. da Universidade Federal do Acre. É método meu. E assim. Os cortes orçamentários são drásticos e os problemas se avolumam. a elaborar um ante-projeto objetivando assistência oftalmológica para jovens e adultos em situação de alfabetização nos municípios do Estado do Acre. Assim o fiz. Todavia. levá-lo à apreciação dos meus pares na Academia. Assim. as dificuldades surgem no dia-a-dia dos que buscam nas demandas populares a satisfação de pelo menos parte dos anseios da sociedade. de início. como inicialmente suposto. não obstante os esforços feitos nos últimos anos na esfera estadual. do Governo Fe deral. da Universidade Federal do Acre. O momento por que passam as Universidades brasileiras é crucial. É método meu. São problemas oftalmológicos que nos têm tirado os alunos das salas de aula. Há uma porcentagem considerável . fui chamado pela Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Extensão. Cópia do Texto: sem dados Data do Texto: 2000-08-31 00:00:00 3 A UFAC e a ciência em benefício dos justos Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Português URL: http://www. José Cláudio Mota Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Há dias passados. E assim. de que será diferente a qual idade da aprendizagem. Conclui-se que o sucesso da aprendizagem da leitura e da escrita obtido pelas duas professoras não se relaciona. Dados do processo fami l iar e escolar das professoras permitem indicar possíveis razõe para essas s diferenças.

entretanto. os municípios de Rio Branco. onde a UFAC desenvolve atividades. é ver que. onde a participação significará colaboração para com as pessoas de uma das regiões mais carentes deste País. Mâncio Lima e Manoel Urbano. contudo. é mínimo. no s Acre.com/caderno_abmes/2003_05_02_forum_brasil_educacao. com a finalidade de levar a efeito a participação de médicos oftalmologistas que. o remédio surtiu efeito em ritmo vertiginoso. então. ou no Instituto Can Robert de Oliveira. com a visão corrigida. por meio desta proposta de intervenção. Através do Projeto Ver 2000. contribuir para com o melhor desempenho escolar. em tão poucos dias. Alvíssaras! Muitos fazem por fazer com que a arte de Hipócrates. o Ministério da Saúde.e aos que têm vínculo com o PRONERA . Melhor. contemplando os alunos atendidos pelo pr grama o Alfabetização Solidária. já foram atendidos os municípios de Rodrigues Alves. consiste em disponibilizar atendimento oftalmológico para esta clientela. cuja meta para 2001 é alfabetizar 1. conveniente estabelecer uma parceria. em realidade. Santa Rosa do Purus e Boca do Acre. os nossos jovens e adultos sem escolaridade possam atingir seus objetivos pessoais. que objetiva levar médicos aos municípios das regiões mais necessitadas do Brasil. e/ou quaisquer outros Estados. em fase de instalação. uma vez que as experiências de anos anteriores têm mostrado que é exatamente a falta de correção em defeitos da visão um dos fatores que se fazem desfavoráveis ao alcance pleno das nossas metas na alfabetização de jovens e adultos.UnB. as secretarias municipais e o INCRA/PRONERA. Ademais. O marco do atual programa do Ministério da Saúde. para o propósito em questão. residentes em áreas de assentamento do INCRA. além de prover meios que lhes facilitem a aquisição de óculos que possam corrigir-lhes os defeitos da visão e. aceitem a tarefa de contribuir para que. entre a UFAC.800 alunos. que queira enriquecer o currículo de estudos. existem as bases que poderiam ser as mesmas do mencionado Programa. Como o número de oftalmologi tas. vindos de Brasília. a Secretaria de Estado da Saúde. e tem sido difícil encontrar pessoas que possam participar de forma voluntária. estejam onde estiverem. Tarauacá. aos alunos do Telecurso 2000. Sena Madureira. estudamos a possibilidade da contratação temporária de especialistas que estejam fazendo residência médica (R2) na Universidade de Brasília . o Programa de Alfabetização Solidária. O principal benefício. Data do Texto: 2001-04-25 00:00:00 4 Abmes Participa do Fórum Brasil de Educação Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. através da participação em um empreendimento que significa solidariedade e tentativa dignificadora do resgate à cidadania dos nossos homens e mulheres da floresta. Já estamos podendo contar com os serviços de um oftalmologista designado pela Secretaria de Estado da Saúde do Acre para iniciar os serviços sugeridos nesta proposta. vingue o propósito idealista da ajuda aos que dela necessitam. É.Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária. é preciso considerar o espírito voluntarista do qual busca revestir-se esta proposta. pode ser utilizado.Associação de mantenedoras de ensino superior Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: . Há ainda que serem atendidos. assim.aprendervirtual.htm Autor(es): AMBES . o que garantiria resultados positivos para mais este empreendimento em educação e saúde. Enfim. em conformidade com uma agenda elaborada a partir de um acordo entre as partes envolvidas.Telesala UFAC . Convém dar ênfase ao perfil de um profissional (oftalmologista) sensível às questões sociais.benefícios das ações deste projeto serão dirigidos aos alunos de alfabetização do módulo atual e aos egressos do Programa de Alfabetização Solidária.

mesa redonda para discutir modelos de alfabetização. como alfabetizadora e como dirigente da Unimonte. socializando o saber". participaram da mesa os seguintes professores: Maria Ottília Pires Lanza. do Centro Universitário Monte Serrat. "Começamos com 30 crianças e hoje temos 130. Itamar Diogo dos Santos. bem como outros órgãos da sociedade aos nossos projetos". afirmou. por meio de propostas inovadoras e. em Brasília. José Carlo Almeida s da Silva. Estamos fazendo a nossa parte. por isso. O trabalho da Unimonte conta com o apoio do Rotary e de quatro empresas de Santos. Mari Ottília Pires a Lanza relatou as atividades do "Projeto Educação e Cidadania" na alfabetização de crianças em estado de risco. das Faculdades Integradas Curitiba. com êxito. representantes de 29 entidades que indicam membros do Conselho Nacional de Educação.Édson Franco. Com o espaço aberto por tal iniciativa. Cândida Maiffre. Elizabeth Petarli Ribeiro. programas de alfabetização de jovens e adultos. Rosa Persona. concreta e objetiva: organizar em cada instituição uma classe de alfabetização de jovens e adultos. iniciado em 1997. ABC O projeto "Ação Básica de Cidadania" (Projeto ABC). da Universidade de Cuiabá. dentre os quais o Prêmio Top Educacional Professor Mário Palmério 1997. na sede do CNE. Décio Batista Teixeira. comprovou-se o grande número de instituições que implementam. da Unidade Bahiana de Ensino. busca desenvolver o processo ensino/aprendizagem em todos os seus aspectos: conviver melhor com a família e a comunidade. no Auditório Anísio Teixeira. voluntários e outros setores da sociedade. representantes de universidades privadas e públicas e de organismos internacionais e os membros da Unesco. dirigentes do MEC. diretor-geral da ABMES. José Carlos Almeida da Silva. e do presidente do Conselho Nacional de Educação. presidente da ABMES. O Programa. no dia 18 de fevereiro. além de alfabetizar. em Brasília Cópia do Texto: Édson Franco. tem hoje uma área de abrangência muito grande. socializar o saber produtivo e promover a melhoria da qualidade do ensino para todos. e do presidente do Conselho Nacional de Educação.e em municípios dos estados da Paraíba e Ceará permite "a concretização de um processo de melhoria.Riacho Fundo . É chegada a hora de enfrentarmos o analfabetismo de jovens e adultos como educadores. instituído pela ABMES. da instalação do "Fórum Brasil de Educação" e o "I Encontro Nacional Formação para a Cidadania e o Trabalho". "Somos capazes de mudar com a nossa política de educadores e de agregar voluntários. presidente da ABMES. a presença da universidade na cidade periférica do Distrito Federal . na Ilha de . ao atendimento da comunidade carente da instituição. participou. Conforme afirmou Itamar Diogo do Santos. inicialmente. Lá estiveram presentes ministros de estado. a convite do Ministro da Educação. a convite do Ministro da Educação. na sua sede. baseado no método Salesiano de Alfabetização de Jovens e Adultos e destinado. Cristovam Buarque. Pesquisa e Extensão. ao Programa de Alfabetização do MEC. secretários estaduais de Educação. em Brasília. Sob a coordenação de Pe. da instalação do "Fórum Brasil de Educação" e o "I Encontro Nacional Formação para a Cidadania e o Trabalho". no Auditório Anísio Teixeira. treinando professores e promo vendo nossa diferença. Comunidade Educativa Itamar Diogo do Santos O "Programa Comunidade Educativa" da Universidade Católica de Brasília. no dia 18 de fevereiro. participou. IES Associadas Desenvolvem Programas de Alfabetização Para dar conseqüência às recomendações do "Fórum Brasil de Educação" e com o objetivo de promover o engajamento imediato das instituições de ensino superior associadas. na sede do CNE. das Faculdades Integradas Espírito-santenses e Cristina Surek. independentemente de recursos governamentais". Juan Carlos Tedesco e Jorge Werthein. da Universidade Católica de Brasília. Articula-se ao "Programa Comunidade Solidária" e é detentor de vários prêmios. contam com parcerias importantes: governos estaduais e municipais. a ABMES realizou no dia 18 de fevereiro. Maria Ottília lançou uma proposta simples. O Fórum tem como objetivo oferecer à sociedade espaço de debate e de interlocução para a compreensão e reflexão crítica sobre as perspectivas e desafios da educação no País. empresas. Classes de jovens e adultos Maria Ottília Pires Lanza Com base na sua vasta experiência. nos cortiços de Santos. Cristovam Buarque.

Além da comunidade carente do bairro onde se situa a instituição. em 2000. perpassar com solidariedade todas as ações desenvolvidas. São Pedro na ponta do lápis Elisabeth Petarli Ribeiro As Faculdades Integradas Espirito Santenses (Faesa) deram início.com/home/secoes/cidadania/2003/05/alfabetizacao_solidaria/ Autor(es): Bacaninha Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Na segunda Ação Social Bacaninha. por meio de temas geradores. prestadores de serviços. como o projeto de extensão. é desenvolvido pelas Faculdades Integradas de Curitiba.Bacaninha Participa de Programa de Alfabetização Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://bacaninha. acrescentando conhecimento novos e aproximando professores e alunos da realidade circundante". compostas por alunos de 17 a 73 anos. com 45 garis da Prefeitura Municipal. Amapá. na medida do possível. Data do Texto: 2003-05-02 00:00:00 5 Ação Social . conforme o depoimento de Cândida Maiffre.000 trabalhadores. nos dias de hoje."São Pedro na ponta do lápis". um programa inovador de alfabetização de . dentre os quais se incluem os meninos de rua da região periférica de Curitiba. o AlfaUnic visa. AlfaUnic Rosa Persona Iniciado em 1995 e posteriormente articulado ao Programa Comunidade Solidária. o projeto AlfaUnic desenvolve alternativas de alfabetização e pós-alfabetização de adultos. treinado para tal tarefa é o mediador do processo de alfabetização de jovens e adultos. em 20 dias letivos. aos moradores de São Pedro. preparar o ser humano para compreender o mundo em que vive. de acordo com Rosa Persona. finalizou Cândida. atualmente. Neste sentido. " a metodologia é bem freiriana: fazer coletivamente. coordenado pelo curso de Pedagogia . fortalecer os compromissos da universidade com a comunidade. resgatar a herança cultural e valorizar o ser humano". De acordo com Cristina Surek. em parceria com o Rotary Internacional e outras organizações. a Faesa oferece cursos de alfabetização. Melhorar e ajudar a comunidade. "potencializando o que já fazem. e contextualizado com a realidade. três turmas. em grande parte analfabetos. às suas ações na área de alfabetização de jovens e adultos.080 vocábulos contextualizados. visando à alfabetização e à formação do trabalhador.Vera Cruz. a garantir a continuidade dos estudos dos alunos alfabetizados. Orientada pelos princípios da educação popular de Paulo Freire. o trabalho é feito a partir da realidade das pessoas. Baseado no método Paulo Freire. na própria instituição. adaptação do projeto internacional "Lighthouse". de quatro horas/aula. em parceria com o "Programa Comunidade Solidária". Baseado na proposta libertadora de Paulo Freire. um contato com os ex-alunos. cuja ocupação é marcada por conflitos de posse de terra. o projeto propõe-se a alfabetizar o aluno em 80 horas. O professor. o projeto rompe tais limites e atinge. o Bacaninha passou a financiar a alfabetização de 10 alunos do programa Alfabetização Solidária. onde se localiza o Campus II da instituição região belíssima. Com o apoio da Câmara Municipal. por intermédio do jornal "O Cidadão". Projeto Iluminar Cristina Surek O "Iluminar". O projeto pretende ainda encaminhar os alunos alfabetizados para o ensino fundamental. alguns municípios dos estados do Amazonas e da Bahia. aproximar professores e alunos e revitalizar os cursos da Unic. de acordo com Elizabeth Petarli Ribeiro. promover a qualificação e a requalificação profissional. são também propósitos do projeto. A conferência da ONU sobre as cidades abriu espaços para o relato da experiência de tal comunidade. trabalhando 1.globo. Minas Gerais e Sergipe. e manter. a Faesa tem. alguns municípios dos estados da Bahia. hoje constituída de 45. abrange.

html Autor(es): FERNANDES. ainda que sua ajuda seja ainda pequena quando comparada com o grande problema que é o analfabetismo no Brasil. pessoas físicas. o Programa abriu um novo caminho para a organização de ações sociais. Um dos aspectos inovadores do Alfabetização Solidária é a articulação de um conjunto inédito de parcerias. inovador e de baixo c usto.6 milhões de analfabetos no País acabam por ficar à margem da sociedade. se cada usuário do Bacaninha puder ajudar de alguma forma. Representa consistente referencial teórico em termos de elaboração de propostas pedagógicas para esse segmento da educação. E isso tem tudo a ver com o espírito do Bacaninha. Data do Texto: 2003-05-00 00:00:00 6 ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Livro Idioma: Português URL: http://www. 12. Destina a todos educadores de jovens e -se adultos e gestores de educação. Ao inaugurar esse amplo processo de mobilização contra o analfabetismo. um programa inovador de alfabetização de jovens e adultos.jovens e adultos. do Alfabetização Solidária deu em razão da seriedade do -se programa e de sua finalidade principal: alfabetizar pessoas. o Programa Alfabetização Solidária é gerenciado por uma organização da sociedade civil. com certeza teremos um Brasil melhor para nós. Cópia do Texto: livro Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 7 Alfabetização de jovens e adultos e o exercício da cidadania: a formação do educ Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tip Texto: Dissertação o Idioma: Português - . Mas se todos fizerem um pouco. Responsável por um modelo de alfabetização simples. Dorgival Gonçalves Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Trata-se de uma contribuição importante ao tema no sentido de compreender expectativas dos adultos e jovens que buscam ou retornam tardiamente às escolas. prefeituras. A escolha. criada 1997 pelo Conselho do Comunidade Solidária. Hoje. nossos filhos e netos. você está acessando e se divertindo no Bacaninha graças a alguém que um dia foi responsável pela sua alfabetização.mediacao. o que significa que 17. No esforço desenvolvido o Alfabetização Solidária consolidou resultados significativos: mantém parcerias com inúmeras empresas (uma delas agora o Bacaninha). instituições de ensino superior e outras. No futuro iremos ampliar ainda mais o número de alunos ajudados pelo Bacaninha Cópia do Texto: Na segunda Ação Social Bacaninha. o Bacaninha passou a financiar a alfabetização de 10 alunos do programa Alfabetização Solidária. organizações. O Programa tem como objetivos reduzir os altos índices de analfabetismo e ampliar a oferta pública de educação de jovens e adultos no Brasil. O Bacaninha quer fazer a sua parte e ajudar a reduzir o analfabetismo no Brasil. De acordo com o Censo 2000 do IBGE.br/alfabetizacao_de_jovens. governos estaduais e também com o Ministério da Educação (MEC). No futuro iremos ampliar ainda mais o número de alunos ajudados pelo Bacaninha. pelo Bacaninha.8% dos brasileiros não sabem ler e escrever.com.

quanto ao Método Dom Bosco utilizado no projeto "Alfabetização de Jovens e Adultos". Nessa troca. Santa Luzia: 150 alfabetizandos e 11 alfabetizadores remunerados pela PMSL. Os resultados obtid foram positivos com os relação à adoção da pesquisa-ação na formação de professores/alfabetizadores de jovens e adultos.org. de tendência dialética. interajam com os colegas.br/noticias/ler_noticia. acima citado. Atendendo a solicitação dos alfabetizadores. contextualizando sua ação e conduzindo os alfabetizandos ao exercício da cidadania. Graças ao tipo de pesquisa adotado. Esse tipo de pesquisa prevê a observação da prática docente.URL: http://www. Esse projeto implantado na Paraíba em 1997. beneficiou 301 pessoas e capacitou 215 professores. denominada de memória. nas cidades de Patos e Santa Luzia/PB. tanto alfabetizadores quanto alfabetizandos alteram o seu destino. o "Encontro para a Capacita ção de Alfabetizadores de Jovens Adultos". revejam a sua prática. pode-se perceber o processo de conquistas realizado pelos alfabetizandos e alfabetizadores daquela cidade e pelo próprio programa ao longo de dois anos de atuação. priorizando o processo de trabalho. para que isso ocorra.upf.tche. com o objetivo de nivelar o conhecimento dos alfabetizadores. para. só foi possível graças à colaboração de 77 empregados associados à ONG.php?idmateria=19 Autor(es): sem dados Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: A ONG MORADIA E CIDADANIA da Paraíba realizou nos dias 14 e 15 de abril. após um processo de reflexão. com alfabetizadores da cidade de Tucano. Esse resultado. pois o diálogo e o exercício da escrita fazem com que esses desenvolvam a criticidade. Cópia do Texto: Alfabetização de Jovens e Adultos na Paraíba (PB) Encontro para a Capacitação de Alfabetizadores de Jovens Adultos A ONG MORADIA E CIDADANIA da Paraíba realizou nos dias 14 e 15 de abril. poderia se fazer muito.br/posgraduacao/mestrado/educacao/resumos/defesas8. esta Coordenação Estadual promoveu o Encontro. o "Encontro para a Capacitação de Alfabetizadores de Jovens Adultos". melhorando-se e melhorando sua qualidade de vida. A SUA CONTRIBUIÇÃO FAZ TODA A DIFERENÇA!!!! Data do Texto: 2003-04-14 00:00:00 . do registro de suas ações e da análise delas. que denominamos de pesquisa -ação. se politizem e exercitem os princípios metodológicos do trabalho. O alfabetizador utiliza-se.moradiaecidadania. Bayeux: 30 alfabetizandos e 03 alfabetizadores . Irene Skorupski Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Esta pesquisa narra o trabalho de capacitação e acompanhamento realizado pelo Programa Alfabetização Solidária. Cópia do Texto: sem dados Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 8 Alfabetização de Jovens e Adultos na Paraíba PB Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. Atualmente se tem: Patos: 90 alfabetizandos e 25 alfabetizadores . Se todos os 600 funcionários aderissem. nas cidades de Patos e Santa Luzia/PB.se à prática e se caracteriza pela intervenção na realidade. voltar.html Autor(es): SARAIVA.voluntários.voluntários. estado da Bahia.

Mais de 350 entidades estão credenciadas pela Secretaria Municipal de Cultura (Semec) para participar do movimento e ceder espaço para o funcionamento de pelo menos uma sala de aula. Gente que quer ensinar a escrever só para o cidadão assinar o título de eleitor". e Edmilson Rodrigues.9 Alfabetização de jovens e adultos tem aula inaugural Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. As turmas estarão espalhadas por toda a cidade: em centros comunitários. "construiu o segundo PSM de Belém.. "Tem muita gente malvada no poder. prefeito de Belém.prefeituradebelem. Segundo dados oficiais. Parceria .750 pessoas serão atendidos em 350 turmas com 25 alunos cada. deu Bolsa-Escola. a aula se converteu em uma grande festa cidadã. secretário municipal de Educação. espaço para consultas e propostas de políticas públicas para a educação de jovens e adultos. anualmente 8. A aula inaugural foi no dia 17 deste mês na Aldeia Cabana de Cultura Amazônica "Davi Miguel" e se encerrou com uma grande festa.". entidades e instituições da sociedade civil. sindicatos e em qualquer outro espaço proposto pela sociedade organizada. Esse fórum também desenvolverá atividades de cultura e lazer em conjunto com as ações educativas organizadas pelo movimento Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 10 ..br/jp178/mat3. mas decidiu que este governo só valeria a pena se fosse possível ensinar a população a ler o mundo. um educador que não pôde atuar no Brasil porque a ditadura militar não deixou. além de cidadãos e cidadãs dos oito distritos de Belém. o Mova é um sonho que não se sonha sozinho. escrever o mundo. animada pelas vozes dos cantores Andréa Pinheiro e Almino Henrique e pela participação de centenas de representantes dos centros comunitários. Os versos do cantor e compositor Almino Henrique são a mais fiel expressão do Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos Professor Paulo Freire (Mova). igrejas. prosseguiu o secretário. A aula inaugural contou ainda com a participação dos adolescentes do projeto "Cores de Belém". Belém possui cerca de 35 mil analfabetos e. Trata-se de uma construção coletiva. A primeira delas é que todos têm o direito de aprender". que pretende errad icar o analfabetismo em Belém até 2004. Eles terão formação permanente com uma equipe técnica para assessorar todas as turmas.. criou a Escola Circo. Através do Mova foi criado o Fórum de Alfabetização.html Autor(es): Prefeitura de Belém Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Vamos ver o mundo. Ministrada pelos professores Luiz Araújo. através do Mova..O Mova é implementado pela Prefeitura de Belém em parceria com os movimentos sociais e fundamentado na proposta pedagógica do educador Paulo Freire. Para Luiz Araújo. os ensinamentos das coisas mais simples. Os educadores foram indicados pelos movimentos sociais parceiros e passaram por um rigoroso treinamento. "O Governo do Povo". Após mostrar toda a trajetória de vida do educador Paulo Freire. Vamos fazer a nossa história acontecer. escolas. escrever o mundo e transformá E fomos -lo. Eles produziram um pôster em homenagem a Paulo Freire. escrever o mundo. que reúne os grafiteiros da cidade. O secretário lembrou que de todas as dívidas que os governos anteriores deixaram a maior delas é a do ensino. o prefeito Edmilson Rodrigues revelou que "se dispor a mudar o mundo é sonhar com um mundo sem miseráveis e sem preconceitos e Paulo Freire contribuiu para isso". associações." Cópia do Texto: "Vamos ver o mundo. igrejas. que desenvolveu um processo de alfabetização que possibilita aos educandos e educandas autonomia intelectual e leitura crítica da realidade. Vamos fazer a nossa história acontecer.com. aprender com Paulo Freire. disse.

pelo Sistema "S" (SESC. assim dizendo: "Nossas jangadas devem carregar os peixes do mar. A estrutura do "Ação Voluntária" é a seguinte: Conselho .Universidade Sem Fronteiras UNISF . além de outras iniciativas estaduais e municipais. Sobral e São Gonçalo do Amarante). um bravo jangadeiro chamado Dragão do Mar. e em mais três municípios (Redenção.54 2001 1. assim dizendo: "Nossas jangadas devem carregar os peixes do mar. o Programa será expandido progressivamente. SUBPROJETOS QUE SE INTEGRAM AÇÕES GOVERNAMENTAIS O Projeto Alfabetização é Cidadania será desenvolvido através da integração de diferentes subprojetos. de 100% do índice de analfabetismo no Estado.Governo do Estado . SENAI.459.258. na faixa etária de 15 anos e mais.4. Ao que o povo teria respondido: "No porto do Ceará não se embarcam mais escravos!". será aberta. um bravo jangadeiro chamado Dragão do Mar. conforme a seguinte previsão. está sendo elaborado por educadores cearenses uma proposta de "Alfabetização através do Rádio" AÇÃO VOLUNTÁRIA O "Ação Voluntária" objetiva promover a interação entre a sociedade civil e o Governo do Estado. nos 184 municípios.3. antecipando em alguns anos o que ocorreria no resto do país em 13 de maio de 1888. antecipando em alguns anos o que ocorreria no resto do país em 13 de maio de 1888.201 37.Associação das Primeiras Damas dos Municípios do Ceará . em 25 de março de 1884. em 25 de março de 1884. em 1881.4 2000 1.APDMC .asp Autor(es): Secretaria de educação do Ceará Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Nas escolas cearenses as crianças aprendem que. BB Educar/Fundação Banco do Brasil. JOVENS E ADULTOS ANALFABETOS NO CEARÁ ANO ABSOLUTO % 1991 1. ainda. a possibilidade de curso através da "Escola do Rádio".Fundação Banco do Brasil Associação / Federação dos Jovens Empresários AJE / FAJECE . programas / projetos anteriormente desenvolvidos terão continuidade. 3. constituindo sua maior característica a soma de esforços dos diversos segmentos da sociedade e do governo. Ao que o povo teria respondido: "No porto do Ceará não se embarcam mais escravos!".Centro Ceará Voluntário . SENAR). conclamou seus companheiros a não mais transportar escravos em suas embarcações. A exemplo do que ocorreu nos idos de 1888. e não irmãos acorrentados". no período de 2003 a 2010 (oito anos). META Redução.Centro de Desenvolvimento Humano CDH . em 1881. o Ceará pretende fazer a 2ª abolição construindo um CEARÁ ALFABETIZADO.seduc.br/alfabetizacao. fruto do nosso trabalho.2. Bom Jardim e Aldeota Trilho). na cidade de Acarape. na cidade de Acarape. conclamou seus companheiros a não mais transportar escravos em suas embarcações. fruto do nosso trabalho.UNICEF Escritório Ceará / Rio Grande do Norte . O movimento abolicionista em nossas terras culminaria com a abolição. Nos anos seguintes.778 26. especialmente na zona rural. Nesse sentido. SESI.ce. SENAC.gov. pelo PRONERA. 3.ALFABETIZAÇÃO É CIDADANIA Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www.8 FONTE: IBGE/CENSO 2000 e PNAD/2001 3.108 24. pela Cáritas Arquidiocesana.CCV . iniciativa desenvolvida pela Fundação Getúlio Vargas. e não irmãos acorrentados". Alfabetização para Trabalhadores e Produtores Rurais. A "Escola do Rádio" é um projeto de alfabetização de jovens e adultos mediado pelas tecnologias da comunicação e da informação.310. Em paralelo. A exemplo do que ocorreu nos idos de 1888. Realizará uma experiência piloto em três áreas do município de Fortaleza (Conjunto Palmeiras. o Ceará pretende fazer a 2ª abolição construindo um CEARÁ ALFABETIZADO Cópia do Texto: Nas escolas cearenses as crianças aprendem que. Para alcançar os mais distantes lugares. como Alfabetização Solidária. O movimento abolicionista em nossas terras culminaria com a abolição. ações de Alfabetização desenv olvidas pela Associação de Cooperação Agrícola do Estado do Ceará (ACACE/MST).

Coordenação Logística Secretaria de Ação Social SAS Coordenação Pedagógica Secretaria da Educação Básica SEDUC Secretaria Executiva Uma em cada área da experiência piloto (06) 3.4. MECANISMOS BÁSICOS DE IMPLEMENTAÇÃO Sensibilização das instituições governamentais, não-governamentais e da sociedade civil. Implantação da Rede Estadual de Educação de Jovens e Adultos (REEJA). Fortalecimento do Fórum Estadual de Educação de Jovens e Adultos. Fortalecimento da interinstitucionalidade nas ações do Programa. Desenvolvimento do "Ação Voluntária". Planejamento, execução do Censo para a Alfabetização e montagem de banco de dados. Estabelecimento de convênios/parcerias. Formação continuada dos técnicos, coordenadores e professores, utilizando, inclusive o sistema de infovias disponível no Estado. Programa da Secretaria de Cultura do Estad como o parte da mobilização e sensibilização das comunidades. Elaboração de um sistema de premiação para professores, escolas, empresas, CREDE e municípios que se destaquem no desenvolvimento do Projeto, incluindo a instituição do Troféu do Alfabetizador Cearense. Implementação do Programa do Alfabetizado-Empreendedor. 3.5. INSTITUIÇÕES PARCEIRAS Ministério da Educação (MEC) Secretarias Estaduais Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) Associação dos Prefeitos e Municípios do Ceará (APR ECE) União dos Dirigentes Municipais de Educação - Ceará (UNDIME-CE) / Secretarias Municipais de Educação e outras Secretarias Municipais parceiras Universidade Federal do Ceará (UFC) Universidade Estadual do Ceará (UECE) Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) Universidade Regional do Cariri (URCA) Universidade de Fortaleza (UNIFOR) Universidade sem Fronteiras (UNISF) Associação das Primeiras Damas dos Municípios do Ceará (APDMC) Poder Legislativo Poder Judiciário Ministério Público Federação das Indústrias do Estado do Ceará ( FIEC) Sistema "S" (SENAI, SENAC, SENAR, SESI, SESC) Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) Fundação Banco do Brasil Associação dos Jovens Empresários (AJE) / Federação das Associações dos Jovens Empresários do Ceará (FAJECE) Centro de Desenvolvimento Humano (CDH) Centro Ceará Voluntário (CCV) e outras Instituições Governamentais ou Não-Governamentais que queiram se engajar no Projeto Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 11 Alfabetização Solidária e Ministério da Educação assinam convênio Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www.iuvb.edu.br/br/alfa/noticias/alfa_solid_ministerio.htm Autor(es): UVB Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O Programa Alfabetização Solidária e o Ministério da Educação se uniram para oferecer às mães não-alfabetizadas dos alunos inscritos no Programa Bolsa Escola Federal a oportunidade de freqüentar cursos de alfabetização. O convênio foi assinado, no dia 1º de março, pela superintendente executiva do Programa Alfabetização Solidária, Regina Esteves, e pelo ministro da Educação, Paulo Renato Souza, com a presença da presidente do Conselho do Comunidade Solidária, Ruth Cardoso. Cópia do Texto: O Programa Alfabetização Solidária e o Ministério da Educação se uniram para oferecer às mães não-alfabetizadas dos alunos inscritos no Programa Bolsa Escola Federal a oportunidade de freqüentar cursos de alfabetização. O convênio foi assinado, no dia 1º d e março, pela superintendente executiva do Programa Alfabetização Solidária, Regina Esteves, e pelo ministro da Educação, Paulo Renato Souza, com a presença da presidente do Conselho do Comunidade Solidária, Ruth Cardoso. Com a assinatura deste convênio, o Programa vai localizar e sensibilizar as mães das crianças beneficiadas hoje pelo Programa Bolsa Escola

Federal para que participem das aulas do Alfabetização Solidária. Serão beneficiados todos os 2.010 municípios atendidos pelo Alfabetização Solidária. Inicialmente, um município de cada estado da federação, que possui salas de aula do Alfabetização Solidária, serão objetivos de uma mobilização mais concentrada e avaliação de resultados. A lista dos municípios participantes é: Rodrigues Alves (AC), Atalaia do Norte (AM), Arapiraca (AL), Tartarugalzinho (AP), Quixabeira (BA), Aiuaba (CE), Iconha (ES), Anápolis (GO), Cantanhede (MA), Santo Antônio do Jacinto (MG), Nossa Senhora do Livramento (MT), Garrafão Do Norte (PA), Picuí (PB), Belém de São Francisco (PE), Monsenhor Hipólito (PI), Brejinho (RN), Presidente Médici (RO), Caracaraí (RR), Porto da Folha (SE) e Carrasco Bonito (TO). Data do Texto: 2003-03-01 00:00:00 12 ALFABETIZAR: INSTRUMENTO DE TRANSFORMAÇÃO SOCIAL Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Português URL: http://www.cepain.com.br/brigadas/ Autor(es): SOUZA, José Pardinho Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O que significa alfabetizar? Cada um de nós, tem em sua cabeça uma compreensão desta palavra e sua prática. Quando a gente pergunta, as pessoas vão logo respondendo: alfabetizar é ensinar a ler e a escrever. É a resposta mais clássica. A própria palavra "alfabetizar" induz, em parte, a esta compreensão.Alfabetizar é ensinar o analfabeto. Será que esta compreensão é suficiente? E funcional? Sabendo ler e escrever saberemos o principal? É claro que o ler e o escrever são uma dimensão importante da educação e da alfabetização. Mas não é verdade que nos temos muita gente que sabe ler e escrever, ma são uns s verdadeiros analfabetos? E também não é verdade que muita gente que tem muita "sabedoria" são igualmente uns grandes analfabetos em relação à vida, ao pensamento, à solidariedade, à organização de nossa vida e trabalho em sociedade? Cópia do Texto: O que significa alfabetizar? Cada um de nós, tem em sua cabeça uma compreensão desta palavra e sua prática. Quando a gente pergunta, as pessoas vão logo respondendo: alfabetizar é ensinar a ler e a escrever. É a resposta mais clássica. A própria palavra "alfabetizar" induz, em parte, a esta compreensão.Alfabetizar é ensinar o analfabeto. Será que esta compreensão é suficiente? E funcional? Sabendo ler e escrever saberemos o principal? É claro que o ler e o escrever são uma dimensão importante da educação e da alfabetização. Mas não é verdade que nos temos muita gente que sabe ler e escrever, mas são uns verdadeiros analfabetos? E também não é verdade que muita gente que tem muita "sabedoria" são igualmente uns grandes analfabetos em relação à vida, ao pen samento, à solidariedade, à organização de nossa vida e trabalho em sociedade? Vivemos um quadro dramático em relação ao analfabetismo no Brasil. Existem hoje no Brasil 30 milhões de analfabetos que não sabem ler e escrever e outros tantos milhões de analfabetos em relação aos outros âmbitos da vida. Penso que alfabetizar é dar condições para as pessoas saberem ler e escrever e entender a sua história, sua vida, suas relações de trabalho, sua cultura, suas possibilidades e limitações. Muitas pessoas que não tiveram uma educação formal e que não participaram de nenhum programa oficial de alfabetização e que participam de movimentos sociais, de luta por seus direitos, demonstram um "saber" muito bonito e que tem uma funcionalidade: o serviço à vida. Penso que tal "saber" Paulo Freire também tinha e partilhava com os seus alunos no Rio Grande do Norte. A natureza, as pessoas, o trabalho, a vida sempre foram palco e razão dos ensinamentos de Paulo Freire. Veja as suas obras e escritos. Paulo Freire ensinava "a leitura dos fatos da vida" e confrontava as pessoas com a sua realidade. O

Projeto Brigadas do Trabalhado em si só já é uma denúncia de uma situa-cão injusta. Hoje há muito pouco para comemorar, mas muito para pensar e fazer. Sociedade como um todo terá de reagir diante de tamanha problemática. E um desafio para os órgãos governamentais, para a igreja, para os que trabalham na educação formal, em escolas, e para os movimentos e grupos sociais organizados no intuito defesa da cidadania e da vida. Se tivermos consciência da necessidade de agirmos, aí nós também vamos descobrir os espaços e as possibilidades de fazê-lo! Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 13 Analfabetismo: em busca de um ponto final Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Português URL: http://www.cidadania.org.br/imprimir.asp?conteudo_id=1708&secao_id=96 Autor(es): Rets Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O programa Brasil Alfabetizado, que o governo federal anuncia neste 8 de setembro, Dia Internacional da Alfabetização, pretende ser um marco inicial para o cumprimento da ambiciosa meta anunciada pelo ministro Cristovam Buarque ao assumir o Ministério da Educação: erradicar o analfabetismo em quatro anos. Da parte dos movimentos sociais e das organizações da sociedade civil, a expectativa é grande, assim como a preocupação de que o programa tenha continuidade e não crie uma nova leva de analfabetos funcionais gente que sabe pouco mais do que ler e escrever o próprio nome ou que até lê, mas não ent nde o que e está escrito. Cópia do Texto: O programa Brasil Alfabetizado, que o governo federal anuncia neste 8 de setembro, Dia Internacional da Alfabetização, pretende ser um marco inicial para o cumprimento da ambiciosa meta anunciada pelo ministro Cristovam Buarque ao assumir o Ministério da Educação: erradicar o analfabetismo em quatro anos. Da parte dos movimentos sociais e das organizações da sociedade civil, a expectativa é grande, assim como a preocupação de que o programa tenha continuidade e não crie uma nova leva de analfabetos funcionais gente que sabe pouco mais do que ler e escrever o próprio nome ou que até lê, mas não entende o que está escrito. Os dados oficiais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referemse a aproximadamente 16 milhões, mas estão incompletos. A Região Norte, por exemplo, não foi considerada nessa análise. Quando se fala em analfabetismo funcional, o volume é muito maior acrescentam-se outros 30 milhões de brasileiros. Reduzir a zero esses números é, portanto, um imenso desafio. A Secretaria Extraordinária de Erradicação do Analfabetismo trabalha com as seguintes metas: alfabetizar 3 milhões de pessoas em 2003, 6 milhões em 2004, 6 milhões em 2005 e 5 milhões em 2006. Em meio a uma intensa programaç o de ã seminários e debates, representantes da sociedade civil discutem expectativas, propostas e recomendações para que esse objetivo se cumpra. Preocupações também. Regina Esteves, superintendente executiva da Alfabetização Solidária, acha que a erradicaç ão do analfabetismo será possível quando houver uma política para educação de jovens e adultos e uma unidade no sistema de alfabetização, independentemente de métodos. "É preciso pensar no fortalecimento da EJA [Educação de Jovens e Adultos]. Se olharmos os números do Censo Escolar, tivemos um aumento em torno de 12% nas matrículas para esse público. Só que isso não atende às necessidades, a carência é muito maior. Existe ainda uma indefinição quanto a políticas e financiamento para a EJA. A erradicação do analfabetismo passa necessariamente por essa bandeira. E a gente lembra que o papel das entidades do terceiro setor é fomentar a ação, mas não pode substituir ou inibir a atuação do Estado". A questão do financiamento é

segundo o titular da Secretaria Extraordinária de Erradicação do Analfabetismo. é preciso ter financiamento". mas as instituições responsáveis poderão fazer ajustes conforme suas propostas pedagógicas. A duração ideal. Sem reticências O programa Brasil Alfabetizado que. A outra luta é para que o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) destine recursos também para a educação de jovens e adultos. Data do Texto: 2003-09-10 00:00:00 14 APEART reúne educadores e educandos em Sarandi Area de Conhecimento: educação de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. Cópia do Texto: . foi além: considerou "lamentável" que ainda se discuta no Brasil quantos meses serão dedicados à alfabetização em um mundo em que o ideal mínimo de escolaridade é de 8 a 10 anos. secretária executiva adjunta da Ação Educativa e membro da Rede de Ação Alfabetizadora de Adultos do Brasil (RAAAB). defende o período de um ano como mais adequado e capaz de dar maior segurança para que as pessoas continuem os estudos. João Luiz Homem de Carvalho. diz Maria Alice de Paula Santos. previsto para agosto. em São Paulo.br/news/sarandi. A proposta precisa ser aprovada em Congresso e. e isso seria muito importante. O Ministério da Educação já encaminhou à Casa Civil um pedido para que seja aprovado o repasse do Fundef para a educação de jovens e adultos. Vera Masagão. assessor da Unesco para Políticas Educacionais.com. As deliberações do seminário servirão de embasamento para o Fórum de Educação a ser promovido pela APEART. Já Célio da Cunha. 37 convênios foram assinados e o programa chega a 1.apade. não depende de decisão orçamentária do governo.Fórum de Educação de Jovens e Adultos. foi um tema bastante discutido durante o debate "Alfabetização e analfabetis o: m desafios para as políticas públicas". o Seminário Pró . que reúne diversas organizações e redes de educação.tema recorrente em outros depoimentos e também faz parte do discurso da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. aliás. Até o momento. pelo Instituto Itaú Cultural e pela Rede Sesc-Senac de Televisão. acha inadmissível que se pense em um período inferior a oito meses. já estava em prática é realizado por meio de convênios com prefeituras. assim como a formação dos educadores e a disposição das organizações governamentais e não governamentais em atender a demanda existente. Para que haja mais vagas. é preciso que haja mais vagas. o que hoje não ocorre. Esta iniciativa propõe um período de seis meses de aula. ex-coordenadora do Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos (MOVA) do governo do Rio Grande do Sul e hoje assessora de gabinete da Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre. escolas. em Sarandi. organizado pela Ação Educativa.768 municípios. coordenadora de Educação de Jovens e Adultos do Instituto Paulo Freire. Para as pessoas irem para a escola. "A EJA não recebe recursos do Fundef. mesmo antes de seu lançamento oficial. Liana Borges.Associação Projeto Educação do Assalariado Rural Temporário promove amanhã (25). Duas reivindicações têm mais destaque: uma é pela derrubada do veto do então presidente Fernando Henrique Cardoso ao item do Plano Nacional de Educação que comprometia o governo com o investimento mínimo de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação. no dia 3 de setembro. O evento contará com a participação de 300 pessoas que estarão discu tindo sobre temas como os índices do analfabetismo em pessoas jovens e adultas em Sarandi e região.htm Autor(es): ASSOCIAÇÃO PARAENSE DE EDMINISTRADORES ESCOLARES Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: A APEART . organizações não-governamentais e empresas.

Fórum de Educação de Jovens e Adultos conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Sarandi por meio da Secretaria de Educação e Universidade Estadual de Londrina. o padre Dirceu Luis Fumagalli e Giselia Duarte Dias. previsto para agosto.pedagogiaemfoco. assim como a formação dos educadores e a disposição das o rganizações governamentais e não governamentais em atender a demanda existente. As turmas totalizam 230 alunos.Projeto de Educação dos Posseiros. ações. como. Em seguida haverá grupos de trabalho com representantes dos educandos. Aparecido Farias Spada. Edmilson Feliciano Leite explica que "objetivo é debater as políticas de educação de jovens e adultos no âmbito nacional. O presidente da APEART. Halline Fialho da KARL. José Luiz de Araújo fala sobre a Memória à Paulo Freire. As políticas de educação de Jovens e Adultos: perspectivas atuais. Helena de Azevedo VEIGA.Fórum de Educação de Jovens e Adultos. será a abertura oficial e na seqüência o secretário de Educação de Sarandi.Pela manhã.br/jovens01. o seminário será realizado no Centro Cultural Irmã Antônia e a tarde será no CAIC. em Sarandi. Maria das Graças Ferreira. nos dia 31 de maio e 1º de junh a APEART promoverá um curso de o. Às 16 horas haverá uma plenária geral com o relato e sistematização dos grupos de trabalho. Fuck em Alfabetização de Adultos (1994) e Ferreiro em Reflexões sobre alfabetiza -ção (2001).Associação Projeto Educação do Assalariado Rural Temporário promove amanhã (25). A programação inclui o lançamento do livro do PEPO. As deliberações do seminário servirão de embasamento para o Fórum de Educação a ser promovido pela APEART. O evento contará com a participação de 300 pessoas que estarão discutindo sobre temas como os índices do analfabetismo em pessoas jovens e adultas em Sarandi e região. educadores e entidades. Michele Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Há décadas. estarão reunidos além da professora Maria das Graças.Na próxima semana. Às 8h45. Em Sarandi a APEART possui 11 turmas de Educação de Jovens e Adultos. Para falar sobre o assunto. Os estudos perpassam a história e o parâmetro legal da Educação de Jovens e Adul-tos e se fundamentam com Freire em Educação e Mudança (1979) e A experiência do MOVA (1996). Programação . divulgar e articular expectativas. Esta pesquisa busca investigar as práticas pedagógicas utilizadas nas primeiras sé-ries níveis um e dois de duas escolas públicas do Município de Petrópolis.A APEART .pro. Estará presente no seminário o prefeito de Sarandi. com textos produzido pelos educandos da alfabetização de jovens e adultos. Formação de educadores do PEPO . O Seminário Pró . o Seminário Pró . que possibilitam um conhecimento teórico da prática pedagógica de jovens e adultos. conhecer. destas cinco foram viabilizadas por meio de um convênio com a prefeitura. O PEPO é um dos projetos que integra a APEART. estratégias e experiências em torno da educação de jovens e adultos no município e região. Educadores terão curso de formação em Pinhão. chegamos a algumas conclusões bastante significa -tivas. Data do Texto: 2002-05-24 00:00:00 15 As Práticas Educativas na Educação de Jovens e Adultos Area de Conhecimento: educação de jovens e adultos Tipo Texto: Outros Idioma: Português URL: http://www. Com os resultados desse estudo. buscam-se métodos e práticas educativas adequadas à realidade cultu-ral e ao nível de subjetividade dos jovens e adultos. Marise Schmidt GUIMARÃES. além de aprimorar a prática pedagógica dos educadores de jovens e adultos". A programação da tarde começa às 13h30 com o tema Reflexões sobre a Educação de Jovens e Adultos: expectativas. é o tema da plenária com a professora da UEL. A programação começa às 8h30 com a apresentação. a fim de verificar sua adequação ao contexto dos alunos. práticas e estratégias de ação.html Autor(es): ROCHA. estadual e regional. ambos da APEART. por . realizado em Pinhão.

que possibilitam um conhecimento teórico da prática pedagógica de jovens e adultos. a documental e a de campo. buscam-se métodos e práticas educativas adequadas à realidade cultu-ral e ao nível de subjetividade dos jovens e adultos. chegamos a algumas conclusões bastante significa-tivas. as Leis de Diretrizes e Bas s da e Educação Nacional e um histórico da EJA. esse estudo contribuirá para um repensar do educador que atua nas classes da Educação de Jovens e Adultos. descobrir. 3º da Declaração de Ham-burgo sobre Educação de Adultos). Questionário para os educadores dos educandos sujeitos da pesquisa -------------------------------------------------------------------------------. enriquecem seus conhecimentos e melhoram suas competências técnicas ou profissionais ou as reorientam a fim de atender suas próprias necessidades e as da sociedade. como.SUMÁRIO 1. Com os resultados desse estudo. 1994. propor.UCP. desafiar.3 Paulo Freire: Pensamento.2 Interpretação dos dados 5. (Art. ou seja. escolher e assumir as conseqüências de sua escolha.exemplo. para que ajude na formação de cidadãos cônscios de seu papel na sociedade. . Mas isso não será possível se continuarmos bitolando os alfabetizandos com desenhos pré-formulados para colorir. A base teórica perpassa os estudos de Freire (1979).Que a educação seja o processo através do qual o indivíduo toma a história em suas próprias mãos. cujo entorno social considera adultos.15) ------------------------------------------------------------------------------. sob orientação da professora Maria Adélia Teixeira Baffi. na qual se reconhecem os enfoques teóricos baseados na prática. METODOLOGIA 3. Fuck (1994) e Ferreiro (2001). com histórias que alienam. ------------------------------------------------------------------------------.1 Histórico da escrita 2. ------------------------------------------------------------------------------. com caminhos pontilhados para seguir. esse estudo contribuirá para um repensar do educador que atua nas classes da Educação de Jovens e Adultos.1 Análise dos dados 4. com métodos que não levam em conta a lógica de quem aprende.2 Histórico da Educação de Jovens e Adultos 2. INTRODUÇÃO 2. Esta pesquisa busca investigar as práticas pedagógicas utilizadas na primeiras sé-ries s níveis um e dois de duas escolas públicas do Município de Petrópolis. a educação não formal e toda a gama de oportunidades de educação informal e ocasional existentes em uma sociedade educativa e multicultural. Política e Educação 2. enfrentar. O interesse pelo tema em questão surgiu a partir do contato com a disciplina Educação de Adultos. Fuck em Alfabetização de Adultos (1994) e Ferreiro em Reflexões sobre alfabetiza-ção (2001). graças aos quais as pessoas. Portanto. com textos criados por outros para copiarem. o ponto cêntrico do processo de aquisição da leitura e escrita dos educandos das classes de jovens e adultos: ser a utilização da cartilha. Portanto. desenvolvem suas capacidades. a fim de mudar o rumo da mesma. ao longo dessa pesquisa.1 INTRODUÇÃO O presente estudo tem como enfoque principal a Educação de Jovens e Adultos (EJA). 14 .RESUMO Há décadas. o conjunto de processos de aprendizagens.1. RESULTADOS 4. pretende-se conhecer e analisar os métodos e práticas educativas apli-cadas na EJA. por exemplo. Por isso. do Curso de Pedagogia.2 Questionário 4. Cópia do Texto: Relatório de Pesquisa apresentado como requisito de conclusão do Curso de Pedagogia da Faculdade de Educação da Universidade Católica de Petrópolis . Será feito um estudo teórico aprofundado da EJA. a fim de verificar sua adequação ao contexto dos alunos. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR LISTA DE APÊNDICES I.1 Colet dos a dados 4. Os estudos perpassam a história e o parâmetro legal da Educação de Jovens e Adul-tos e se fundamentam com Freire em Educação e Mudança (1979) e A experiência do MOVA (1996). o ponto cêntrico do processo de aquisição da leitura e escrita dos educandos das classes de jovens e adultos: ser a utilização da cartilha. A educação de adultos compre-ende a educação formal e permanente. na sua capacidade de aprender.1 Entrevista coletiva 4. REFERENCIAL TEÓRICO 2. fazendo-o refletir sobre sua prática pedagógica.1. Como? Acreditando no educando. criar soluções. que trata especificamente dessa temática. (FUCK. para que ajude na formação de cidadãos cônscios de seu papel na sociedade. Neste projeto usam-se como metodologia a pesquisa bibliográfica. p. fazendo -o refletir sobre sua prática pedagógica. formais ou não formais.4 Métodos e Práticas 3.

então. há milhões de anos. Esses termos têm sido popularizados principalmente por organi ações z . Foi a partir daí.1 Histórico da escrita Antes de falar especificamente sobre a Educação de Jovens e Adultos. pois nos leva a compreender que com o surgimento da escrita. nas escolas públicas (estadual e municipal) da cidade de Petrópolis? Segundo a problemática abordada. Segundo Freire (apud Gadotti. moravam em cavernas e usavam pedaços de ma-deira e pedra para se protegerem dos ataques de animais grandes. prática e proposta. Essa análise é necessária. o surgimento da escrita. considerando que os jovens e adultos têm uma realidade cultural e um nível de subjetividade bastante diferentes em relação às crianças. sendo necessária. º traçar o percurso histórico da EJA. relacionando-a aos objetivos da EJA previstos na legislação e no pensamento pedagógico vigente.seguido de uma investigação empí-rica. Diante dessa temática. o homem vem utilizando-a das mais diversas maneiras e por diferentes povos e que o mundo em que vivemos está rodeado de escrita.2 História da Educação de Jovens e Adultos Muitas vezes definimos erroneamente Educação de Jovens e Adultos. Sempre em pequenos bandos. os homens que habitavam a Terra viviam de forma muito diferente da nossa maneira de viver. especialmente como formador de cidadãos cônscios de seu papel na sociedade. Fuck (1994) e Ferreiro (2001) como principal enfoque na EJA. antes de iniciar nosso estudo. as propostas metodológi-cas da EJA devem ser diferenciadas das turmas de 1ª série nível 1 e nível 2 do 1º segmento do Ensino Fundamental. fazendo o mesmo refletir sobre sua prática pedagógica. p. ou seja. º analisar o material didático levantado nas turmas da 1ª série nível 1 e nível 2 do 1º segmento do Ensino Fundamental nas escolas públicas (estadual e municipal) da cidade de Petrópolis. Com o aumento da população e a escassez de alimentos. º destacar as concepções teóricas de Freire (1979). Esses desenhos são os primeiros passos para o surgimento da escrita. 2. Este estudo busca compreender teórica e empiricamente as metodologias e recursos didáticos utilizados na EJA. buscando compreender suas especificidades. busca-se elucidar as seguintes questões: º caracterizar a educação básica da EJA. 72) em Educação de Jovens e Adultos: teoria. º realizar um levantamento do material didático utilizado na EJA nas escolas públicas (estadual e municipal) da cidade de Petrópolis. propõe-se o seguinte problema: quais são os materiais didáticos utilizados na Educação de Jovens e Adultos da 1ª série nível 1 e nível 2 do 1º segmento do Ensino Fundamental. º compreender a EJA sob o ponto de vista legal. o homem foi modificando o seu modo de viver. represen-tando a sua vida diária. passou muito tempo dentro das cavernas e ali começou a fazer seus primeiros desenhos nas paredes. Este estudo tem por finalidade contribuir para um repensar do educador atuante nas classes de EJA. partindo do ponto onde tudo começou. Conforme a necessidade de sobrevivência do homem foi evoluindo. pesca e outros apenas por ruídos e gestos (mímicas). pois seria complicado organizar estratégias de caça. atendendo assim as suas necessidades. tendo as mãos como principal instrumento de sobrevivência. os termos Educação de Adultos e Educação não-formal referem-se à mesma área disciplinar. Também pretende. a principal modificação foi aperfeiçoar a comunicação entre eles. é necessário conhecer um pouco da história dessa modalidade de ensino. Segundo Pereira e Torres (1998). percebendo que a necessidade de sobrevivência se tornava cada vez maior e por causas externas advindas do meio ambiente (frio intenso). Atendendo esse princípio. na medida em que analisa profundamente o material utilizado. que se originou a linguagem falada. é necessário fazer uma viagem no tempo. Para que tudo isso acontecesse. O homem primitivo. visando a atender o princípio da adequação destes à realidade cultural e subjetiva dos jovens e adultos. -------------------------------------------------------------------------------2 REFERENCIAL TEÓRICO O referencial teórico deste projeto de pesquisa está constituído dos seguintes itens: 2. porém com finalidades distintas. mais seguras e eficientes. o suprimento para a suas s necessidades. a forma da escrita também foi evoluindo. buscando em novas formas. Por isso. caçavam e pescavam para sobreviver. com objetivo de confrontar a teoria e a prática. Os bandos não eram organizados e a comunicação entre eles era bastante primitiva : uivavam e gesticulavam. teórica e prática da educação. a adequação das metodologias empregadas nessa modalidade de ensino. servir de subsídio a um repensar dessa esco-lha. 1979.

A Lei de Reforma nº 5. A IV Conferência Internacional de Educação de Adultos. estudos de aperfeiçoamento ou atualização para os que tenham seguido o ensino regular no todo ou em parte. a Educação de Adultos tomou outro rumo.Os exames a que se refere este artigo deverão realizar-se: Ao nível de conclusão do ensino de 1º grau. surgem.26.referindo-se a uma área especializada da Educação.Os exames supletivos . permanente e como uma educação de base ou comunitária. em 1985. caracterizou-se pela pluralidade de conceitos. Art. reintroduzindo jovens e adultos. a Educação Popular era concebida como extensão da Educação formal para todos. §1º. duração e regime escolar que se ajustem às suas finalidades próprias e ao tipo especial de aluno a que se destinam. Depois da III Conferência Internacional de Educação de Adultos em Tóquio. Com isso. no ano de 1963. sendo concebida como uma espécie de Educação Moral. na Tailândia. Art. que está vinculada a organizações não-governamentais.O ensino supletivo terá por finalidade: a) Suprir a escolarização regular para os adolescentes e adultos que não tenham seguido ou concluído na idade própria. escrever e contar e a formação profissional definida em lei específica até o estudo intensivo de disciplinas do ensino regular e a atualização de conhecimentos.Os cursos supletivos terão estrutura. 72). a Educação de Adultos volta a ser entendida como suplência da Educação Fundamental. desde a iniciação no ensino de ler. §2º.Os cursos supletivos serão ministrados em classes ou mediante a utilização de rádio. A partir da II Conferência Internacional de Educação de Adultos em Montreal. sobretudo para os menos privilegiados que habitavam as áreas das zo nas urbanas e rurais. mediante repetida volta à escola. para os maiores de 21 anos. muito diferente da Educação não-formal. a escola. propondo princípios opostos aos de Paulo Freire. Dessa forma. A Educação de Adultos tem estado. Em 1990. realizada em Paris. Até a 2º Guerra Mundial. com a realização da Conferência Mundial sobre Educação para Todos. principalmente para a zona rural. a cargo do Estado. duas tendências significativas na Educação de Adultos: a Educação de Adultos entendida como uma educação libertadora (conscientizadora) pontificada por Paulo Freire e a Educação de Adultos entendida como educação funcional (profissional). consagrando a idéia de que a alfabetização não pode ser separada da pósalfabetização. Ao nível de conclusão do ensino de 2º grau. realizada na Dinamarca. nos anos 40. no final dos anos 50.24 . Segundo Freire (apud Gadotti.692/71 atribui um capítulo para o ensino supletivo e recomenda aos Estados atender jovens e adultos. no sistema formal de educação.O ensino supletivo abrangerá cursos e exames a serem organizados nos vários sistemas de acordo com as normas baixadas pelos respectivos Conselhos de Educação. habilitando ao prosseguimento de estudos em caráter regular. a Educação de Adultos passou a ser vista sob dois enfoques distintos: como uma continuação da educação formal.internacionais . essas duas correntes continuar m a ser a entendidas como Educação não-formal e como suplência da mesma. entendeu-se a alfabetização de Jovens e Adultos como a 1ª etapa da Educação Básica. em 1949. no ano de 1972. No entanto.Os exames supletivos compreenderão a parte do currículo resultante do núcleo-comum. correspondência e outros meios de comunicação que permitam alcançar o maior número de alunos. 1979. quando realizados para o exclusivo efeito de habilitação profissional de 2º grau. b) Proporcionar. principalmente analfabetos.25 O ensino supletivo abrangerá. p. com desenvolvimento comunitário. realizado em Jomtien. buscou fazer um "paralelo" fora dela. conforme as necessidades a atender. Já na década de 50. tendo como finalidade principal contribuir para o resgate do respeito aos direitos humanos e para a construção da paz duradoura. §2º. Parágrafo único . Capítulo IV Do ensino supletivo Art. surgindo o conceito de Educação de Adultos. Após a I Conferência Internacional de Educação de Adultos. desenvolve-se no Brasil a tão conhecida corrente: o sistema MOBRAL (Movimento Brasileiro de Alfabetização).UNESCO . televisão. existe uma diversidade de paradigmas dentro da Educação de Adultos. §1º. Na década de 70. abranger somente o mínimo estabelecido pelo mesmo Conselho. não conseguindo superar tod os traumas causados pela os guerra. a Educação de Adultos era entendida como uma educação de base. e poderão. fixado pelo Conselho Federal de Educação. para os maiores de 18 anos. Com isso. a partir da 2ª Guerra Mundial. a Educação de Adultos era entendida como uma extensão da escola formal.

O ensino supletivo foi apresentado como um manancial inesgotável de soluções para ajustar. a partir da utilização de novas metodologias. p. por nove membros indicados pelo então Ministro da Educação Coronel Jarbas Passari-nho. levando treze anos para ser editada. pela primeira vez na história da educação. pode ser .692.28 Os certificados de aprovação em exames supletivos e os relativos à conclusão d cursos de aprendizagem e e qualificação serão expedidos pelas instituições que os mantenham. Os exames supletivos passaram a ser organizados de forma centralizada pelos governos estaduais. em âmbito histórico. a Secretaria Estadual da Educação criou. Somente depois da 2ª Guerra Mundial é que a Educação de Adultos foi concebida como independente do ensino e lementar. a cada instante. a Educação de Adultos. e. ou seja. A estrutura de Ensino Supletivo. 1991. reformulando o ensino de 1º e 2º graus. do conselheiro Valnir Chagas. 31). ministrados a alunos de 14 a 18 anos. seguiu a orientação expressa na legislação de procurar suprir a escolarização regular daqueles que não tiveram oportunidade anteriormente na idade própria. em 1975. ao nível de uma ou mais das quatro últimas séries do ensino de 1º grau. a esse nível ou de 2º grau. O Estado se propunha a oferecer uma educação de massas. por outro lado.Desenvolver-se-ão. ele viria a "detalhar" os principais aspectos da Lei nº 5.Os exames supletivos poderão ser unificados na jurisdição de todo um sistema de ensino. Nesse sentido. Segundo Soares (apud Haddad. O que até então era a "madureza" passou ao controle do Estado. A Lei de Reforma nº 5. facilitando e sua compreensão e orientando sua execução. durante o período entre 1964 e 1985. foi aprovada em 11 de agosto de 1971 e veio substituir a Lei nº 4. 31). estabele -ceu a doutrina para o ensino supletivo. Art. que dedicou. foi redefinido e se transformou em Exames Supletivos. Esta idéia de tecnologia a serviço do econômico e do pedagógico perdurou por todo o período estudado. Para implementar a legislação. 189). Enquanto a última LDB foi resultado de um amplo processo de debate entre tendências do pensamento educacional brasileiro. O passo seguinte foi dado pelo MEC quando instituiu um grupo de trabalho para defi-nir a política do Ensino Supletivo e propor as bases doutrinárias de Valnir Chagas. indicados nos vários sistemas.ficarão a cargo de estabelecimentos oficiais ou reconhecidos. 1995. anualmente.692/71 foi elaborada em um prazo de 60 dias. Isso gerou grande heterogeneidade nas modalidades implantadas nas unidades da federação. §3º. com perspectiva de democratizar oportunidades educacionais. a Lei de Reforma nº 5. Art. áreas de estudos e atividades que os tornem equivalentes ao ensino regular. cursos intensivos de qualificação profissional. passaram a ser orga-nizados e regulamentados pelos respectivos Conselhos de Educação. Segundo Soares (2002). Parágrafo único . De acordo com Paiva (apud Gadotti. o departamento de Ensino Supletivo (DESU) em reconhecimento à importância crescente que essa modalidade de ensino vinha assumindo. em complementação da escolarização regular. A novidade trazida pelo Parecer nº 699/72 estava em implantar cursos que dessem outro tratamento ao atendimento da população que se encontrava fora da escola.692. ou parte deste. 1995. foi revelado que o Estado procurava introduzir a utilização de tecnologias como meio de solu-ção para os problemas da Educação. após a LDB de 1971. 1989) Segundo Paiva (apud Gadotti. p. difu-são do ensino elementar. o Parecer nº 699/72. a Educação de Adultos no Brasil era integrada à Educação Popular. p.024/61. segundo sua visão. uma educação para o povo. Os cursos. O Parecer nº 699/72 foi elaborado para dar fundamentação ao que seria a doutrina de ensino superior. cursos de aprendizagem. até a 2ª Guerra Mundial. de acordo com normas especiais baixadas pelo respectivo Conselho de Educação. um capítulo ao ensino supletivo.Os cursos de aprendizagem e os de qualificação darão direito a prosseguimento de estudos quando incluírem disciplinas. pelos respectivos Conselhos de Educação. conforme estabeleçam as normas dos vários sistemas.27. a realidade escolar às mudanças que se operavam em ritmo crescente no país e no mundo. a custos baixos. As formas iniciais de atendimento a essa prerrogativa foram os exames e os cursos. "elevando" o nível cultural da população. A Lei nº 5692/71 concedeu flexibilidade e autonomia aos Conselhos Estaduais de Educação para normatizarem o tipo de oferta de cursos supletivos nos respectivos Estados. no que tange ao ensino supl tivo. nível este que vinha perdendo quali-dade pelo crescimento do nº de pessoas. (HADDAD.

e da nova LDB nº 9. Se sabemos que a grande maioria da população. a Comissão Nacional de Alfabetização. coordenada inicialmente por Paulo Freire e depois por José Eustáquio Romão. temos como um dos objetivos e prioridades: Garantia de ensino fundamental a todos os que não tiveram acesso na idade própria ou que não o concluíram. ainda. que o número de analfabetos no mundo tem aumentado e o Brasil engrossa cada vez mais essas estatísticas. a Educação de Adultos foi enterrada pela "Nova República". Em 1989. A alfabetização dessa população é entendida no sentdo i amplo de domínio dos instrumentos básico da cultura letrada. mediante ações integradas e complementares entre si. dirigido por Paulo Freire e extinto pelo Golpe de Estado de 1964. 38 . da evolução histórica da sociedade humana. 72). quando foram realizadas campanhas nacionais de iniciativa ofi-cial para erradicar-se o analfabetismo. o Governo encontra desarmado -se teórica e praticamente para enfrentar o problema de oferecer educação de quali ade para d todos os brasileiros. No Plano Nacional de Educação. II. 2º . até onde podemos levar essa afirmação a sério? Na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9. que compreenderão a base nacional comum do currículo. condições de vida e trabalho. § 1º Os exames a que se refere este artigo realizar-se-ão: I. Em 1958 foi realizado o 2º Congresso Nacional de Educação de Adultos. consideradas as características do alunado. Com a redemocratização (1985). a "Nova República" extinguiu o MOBRAL e criou a Fundação Educar. § 1º Os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos jovens e aos adultos. no nível de conclusão do ensino médio. Com o fechamento da Fundação Educar. o Governo Brasileiro não vem honrando seus compromissos em relação a tão importante e delicado problema. o Governo Federal ausenta desse cenário -se educacional. em comemoração ao Ano Internacional da Alfabetização.A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria. 37 . havendo um esvaziamento constatado pela inexistência de um ór -gão ou setor do Ministério da Educação voltado para esse tipo de modalidade de ensino. considerando-se a alfabetização de jovens e adultos como ponto de partida e intrínseca desse nível de ensino.introdução: objetivos e prioridades dois) Apesar de todas essas propostas e segundo Freire (apud Gadotti. Seção V.de 1946 a 1958. que foi concebido como um sistema que visava ao controle da al-fabetização da população.394/96. Assim sendo. oportunidades educacionais apropriadas. de acordo com . 3º . seus interesses. à Educação de Jovens e Adultos: Art. mediante cursos e exames. habilitando ao prosseguimento de estudos em caráter regular. do Plano de Ação para Satisfazer as Necessidades Básicas de Aprendizagem. a formação do cidadão responsável e consciente de seus direitos.dividida em três períodos: 1º . foi criada. § 2º Os conhecimentos e habilidades adquiridos pelos educandos por meios informais serão aferidos e reconhecidos mediante exames. das operações matemáticas elementares.39 4/96. documentos da Conferência Mundial sobre Educação para Todos.O MOBRAL. (Plano Nacional de Educação . não tem acesso à educação. A falta de recursos financeiros. § 2º O Poder Público viabilizará e estimulará o acesso e a permanência do trabalhador na escola. p. Art. Capítulo II. tendo a participação marcante de Paulo Freire. a UNESCO nos mostra. principalmente a rural. Esse fracasso. para os maiores de dezoito anos. Isso explica o histórico distanciamento entre sociedade civil e Estado no que diz respeito aos problemas educacionais brasileiros. Esse congresso abriu as portas para o problema da alfabetização que desencadeou o Plano Nacional de Alfabetização de Adultos. aliada à escassa produção de estudos e pesquisas sobre essa modalidade. através de dados. da diversidade do espaço físico e político mundial da constituição brasileira. que não puderam efetuar os estudos na idade regular. tem contribuído para que essa educação se torne uma mera reprodução do ensino para jovens e adultos. A erradicação do analfabetismo faz parte dessa prioridade. Apesar da vigência da Declaração Mundial sobre Educação para Todos. em 1990.de 1958 a 1964. principalmente os menos favorecidos.Os sistemas de ensino manterão cursos e exames supletivos. Hoje. Sabemos que a educação é um direito de todos e um dever do Estado. no nível de conclusão do ensino fundamental. especificamente. para os maiores de quinze anos. 1979. dois Artigos relacionados. no Brasil. constam no Título V. Envolve.

quando de cide organizar. pode ser explicado por vários problemas. durante cinco dias da semana) a experiência foi . angústia e "complexo de inferioridade". p. objetivando o desenvolvimento do currículo e a formação de professo res. Considerando a própria realidade dos educandos. ainda assim faltava o estímulo com que Freire poderia evocar o interesse pelas palavras e sílabas em pes-soas analfabetas. como afirma Gadotti (1979). precisam ser estimulados para resgatarem a sua auto-estima. mesas redondas. cultura ou outras formas de discriminação e. pois somente conhecendo a realidade desses jovens e adultos é que haverá uma educação de qualidade. Analfabetos são fortemente influenciados por suas falhas na escola e em outros ambientes de aprendizagem. O jovem e o adulto querem ver a aplicação imediata do que estão aprendendo e. nas décadas de 70 e 80. juntamente com paróquias católicas. trabalhando como coordenador dos projetos de educação de adultos. mas. uma educação que desenvolva o conhecimento e a integração na diversidade cultural. ao mesmo tempo. contra a exclusão por motivos de raça. sexo. o educador conseguirá promover a motivação necessária à aprendizagem. despertando neles interesses e entusiasmos. entre outros. a fim de manipulá-los. o educador deve conhecer bem o próprio meio do educando. O resultado desse trabalho foi partilhado com outros grupos: técnicas como estudo em grupo. A fim de reduzir esses obstáculos e provocar um impulso motivador. pois já fizera experiências nos domínios visual e auditivo enquanto elas aprendiam a ler e a escrever. criavam grande interesse e contribuíam para a motivação dos participantes. Por essa razão. Paulo Freire foi contra essa prática. interessou-se pela educação dos oprimidos de sua região. Os slides. enfatizando o caráter político da educação e sua neces-sária "reinvenção" em circunstâncias históricas diferentes. escolhendo uma diretriz política de aborda-gem. Paulo Freire dá início a trabalhos com iniciativas populares. infelizmente. Depois de 30 horas (sendo uma hora por dia. A Educação de Jovens e Adultos deve ser sempre uma educação multicultural. exi-gindo somente mais técnica e metodologia eficientes para esse tipo de modalidade. Esses jovens e adultos são tão capazes como uma criança. A experiência mostrou para ele que não era suficiente começar com uma discussão intensa da realidade. Paulo Freire. Faltava a "consciência" dos termos individuais. pois a mesma consistia no ensino de mensagens prontas aos analfabetos.Freire (apud Gadotti. 2. no seu trabalho em alfabetização. ação em grupo. debates e distribuição de fichas temáticas eram prati cados nesse tipo de trabalho. uma educação para a compreensão mútua. pois sua "ignorância" lhes trará ansiedade. Hoje. o "Sistema Paulo Freire". Freire começou a experimentar essa nova concepção na alfabetização. Paulo Freire nasceu no Recife. tais como: a concepção pedagógica e os problemas metodológicos. apóia a criação do Movimento de Cultura Popular (MCP). Embora criado em uma família de clas-se média. Foi a partir do desenvolvimento desse projeto que se começou a falar de um sistema de técnicas educacionais. abrindo-lhes um maior campo para o atingimento do conhecimento. para isso. no círculo cultural que ele mesmo coordenava como monitor e cujos membros conhecia pessoalmente. um participante era capaz de ler artigos simples de jornal e escrever sentenças curtas. projetos que abrangem desde o jardim de infância até à educação de adultos. Contudo. Formou-se em Direito e desenvolveu um "sistema" de ensino para todos os níveis da educação. protestantes e comunistas interpretam suas tarefas educativas de modo diferente e criam uma cartilha de alfabetização de adultos. particularmente. Freire experimentou verificar a distinção entre as habilidades de seres humanos e de animais em seus ambientes particulares. que podia ser aplicado em todos os graus da educação formal e da não-formal. Mais tarde. Ele estava convencido da capacidade inata das pessoas. Paulo Freire parou de usar essas expressões. um elemento do sistema foi interpretado sob a denominação "Método Paulo Freire" e "conscientização" como um passe-partout para a revolução.3 Paulo Freire: pensamento. Paulo Freire é considerado o mais conhecido educador de nosso tempo. 1979. Foi encarcerado duas vezes em seu país e tornou -se famoso no exterior. Em 1960. política e educação Segundo estudos realizados por Gerhardt (2002) e elucidados em seu trabalho intitulado Uma voz européia: arqueologia de um pensamento. Freire relata que na 21ª hora de alfabetização. 72). militan-tes católicos. na mais pobre área dessa grande nação latino-americana.

Considerava insatisfatório deixar a América do Sul e só estudar em bibliotecas. então. Dois participantes evadiram-se. 71). para des-cobrir o Terceiro Mundo (guetos. A intenção incipiente era enfatizar os princípios e fundamentos de uma educação que promove a prática da liberdade. nos anos de 1983 -86 e. Nesse período. dentre elas. já coordenador nacional da torrente alfabetizadora. sugeriu que ficaria em Harvard apenas por seis meses. Na sua aplicação na cidade de Diadema (SP). com a rápida expansão do Movimento Popular de Educação em seu país. o primeiro é "invasor". os governos reformistas do Nordeste e o Governo Federal populista de João Goulart. Entretanto.concluída. parcialmente. Com a criação do Movimento de Cultura Popular (MCP).alfabetizados (como alfabetizados eles podiam votar) e conscientes dos problemas nacionais. Paulo Freire estava ansioso para "experimentar" a cultura norte-americana. destacavam o escritório regional da -se Aliança para o Progresso de Recife. onde. cuja "ação cultural para a liberdade" encontrava obstáculos para ser implementada no contexto do sistema educacional em vigor no país. a teoria e a prática pedagógicas de Paulo Freire tornaram-se reco-nhecidas no Mundo. na tão discutida estrutura do MOVA-SP na cidade de São Paulo (1989-92). Como ocorria na prática dos "Projetos" do MCP. Conquanto. também governamental. Encarcerado duas vezes por causa de seu "método subversivo". A dificuldade expressou-se na campanha-piloto em Brasília. Freire analisou a questão da "extensão rural". seus . o democrata -cristão Eduardo Frei assumira o poder. enquanto o segundo promove a conscientização. durante a "administração Freire" na Secretaria Municipal de Educação. 1979. Freire foi. Em 1967. Era possível agora tornar os iletrados . "Escritório Especial para a Educação de Adultos". em março de 1964. embora houvesse mudanças na ordem e no conteúdo. Ele opôs o conceito de extensão da cultura ao de comunicação sobre cultura. sob a coordenação de Waldemar Cortéz. O "método" teve um irresistível sucesso em todo o Brasil. Não se pode aprender. ele testemunhou um novo golpe de Estado contra a administração reformista de Paz Estensoro.eram cerca de 40 milhões nessa época . pela primeira vez. Somente após 1970. Freire estava ciente das dificuldades e dos custos políticos envolvidos em seu programa pedagógico. Desse modo. Freire estava aten to às armadilhas que a implementação nacional de sua e de outras concepções poderia causar. Assim nasceu o "Método Paulo Freire de Alfabetização". Destacava que a interação entre os camponeses e os agrônomos deveria promover a comunicação dialógica. O educador-agrônomo que não conhece o mundo do camponês não pode pretender sua mudança de atitude. Reformistas e revolucionários de esquerda investiram em Freire. interrompeu a grande experiência. que logo se encarregou de implementar o Plano Nacional de Alfabetização (1963). ele lamentaria a perda de contacto com qualquer tipo de experiência pedagógica nos países em desenvolvimento. que claramente apontava para o dilema do mais famoso educador brasileiro. em um alto posto administrativo só ocorreria 25 anos depois e colocaria o mesmo dilema para si e seus colaboradores. se o novo conhecimento é contraditório com o contexto do aprendiz. A segunda chance de Freire (apud Gadotti. vinte dias após sua chegada a La Paz. p. mas inclui o esforço humano para decifrar-se e decifrar os outros. Três participantes tinham aprendido a ler e escrever. e em sua equipe. trabalhando no instituto governa-mental chamado ICIRA (Instituto de Pesquisa e Treinamento em Reforma Agrária) e. de acordo com a situa-ção sócio-econômica dos vários locais de alfabetização. antes de 1964. No Brasil. favelas) no Primeiro Mundo. Podiam ler text curtos e os jornais e escrever cartas. A derrubada do Governo Federal pelas forças militares brasileiras. Essa prática não pode ser reduzida a um simples suporte técnico. Para ele. através da vitória de uma aliança populista. Paulo Freire passou a ser um dos seus líderes mais atuantes. Porém. os vários passos do método permaneceram os mesmos. Dinheiro surgia de todas as fontes e. Freire decidiu. O governo boliviano contratou seus serviços de consultor educacional para o Ministério da Educação. Freire permaneceu no Chile por quatro anos e meio. Paulo Freire teve a embaixada da Bolívia como a única a aceitá-lo como refugiado político. o Projeto de Educação de Adultos desdobrava-se em outros programas ou projetos de menor amplitude. Entretanto. buscar refúgio no Chile. aos Estados Unidos como conferencista de se-minários promovidos nas universidades de vários Estados.

recém libertado da colonização portuguesa. o "Partido dos Trabalhadores" (PT). O "processo de conscientização" tornou-se sinônimo de luta de classes. dessa forma. Integração cultural mudou para revolução política. isto é. Descobriu logo que os mesmos atores sociais dos idos da década de 60 ainda tinham influências políticas. de abandonar o governo. Os resultados desse programa superaram as expectativas. estava tendo seu segundo momento de influência. Entre 1975 e 1980.esmagada por consideráveis perdas na renda . que durante a ditadura militar (1964-1984) tinha su-portado o maior ônus do "Milagre Brasileiro" e que ainda sofria a "Crise da Dívida Brasileira". Ela envolve entendimento praxiológico. na Guiné-Bissau. A classe trabalhadora brasileira. Quatro anos depois. quanto os 72% que já tinham concluído o curso. parecia estar mais organizada e trabalhava nos seus próprios projetos políticos. Ela aponta para a descoberta e a implementação de alternativas libertadoras na interação e transformação sociais. Existencialismo. Freire r cebeu e uma correspondência do Ministro da Educação informando que tanto os 55% dos estudantes matriculados nas escolas não eram mais analfabetos. no sentido de uma ação criticamente reflexiva e de uma reflexão crítica que seja baseada na prática. do qual Paulo Freire tornou membro-fundador em -se 1980. Freire trabalhou também em São Tomé e Príncipe. tornando a mais ativa na proposição da -se redemocratização do país (1978-1984). seus postulados teóricos relativos à ideologia e ao conhecimento mudaram. a compreensão da relação dialética entre ação e reflexão. desenvolvido nos Estados Unidos. Paulo Freire idealizou e testou tanto um sistema educacional quanto uma filosofia de educação. Freire deslocou-se para o "estratégico". sua filosofia e "sistema" tornaram-se tão correntes e universais que os "temas geradores" permaneceram . mesmo para os pensadores e intelectuais europeus e norte-americanos. em direção ao radicalismo re-volucionário. assimilando-os às necessidades de uma situação sócioeconômica específica e. destacava-se a fundação de um novo partido político. Com a adoção explícita de uma perspectiva política nova. com o conseqüe nte desejo dos comandos militares. que combi-nava seu compromisso com a causa da libertação com o amor para com os oprimidos. Ele participou da importação de doutrinas e idéias européias para o Brasil. via processo de "conscientização". "Conscientização" foi definida como o processo no qual as pessoas atingem uma profunda compreensão. na Nicarágua e em vários outros países do Terceiro e do Primeiro Mundo. e não apenas como um técnico. em São Tomé e Príncipe. A concepção educacional frei eana centra-se no r potencial humano para a criatividade e a liberdade no interior de estruturas políticoeconômico-culturais opressoras. Freire propõe uma abordagem praxiológica para a educação. Paralelamente a essa mudança do pensamento de Freire. que ele ajudou a implantar nos anos 60. primariamente nos vários anos de seu ativo envolvimento na América Latina. cujo detalhado enfoque ultrapassaria os limites desse perfil. posteriormente. A classe média . expandindo-as e refocalizando-as em um modo de pensar provocativo. Do "tático". quanto de sua capacidade para transformá-la. Era uma época de crise econômica. Angola e Nicarágua. O sistema educacional e a filosofia da educação de Freire têm suas referências em uma miríade de correntes filosóficas. Para decepção de muitos intelectuais acadêmicos tradicionais do Primeiro Mundo. Marxismo Humanista e Hegelianismo. sempre como um militante. diante da impopularidade do regime e das forças armadas. na Suíça. Personalismo Cristão. O Estado africano de São Tomé e Príncipe. Dentre eles.postulados epistemológicos conduziram-no a interpretar tais resistências como algo acidental e destinado a ser removido por meio de oposição tática a uma dada ditadura e seus respectivos interesses. Paulo teve de "reaprender" seu país. Em agosto de 1979. juntando forças com a classe trabalhadora. Seu trabalho foi. Freire chegou ao Brasil quando o Movimento de Educação Popular. confiou a Freire um programa de alfabetização. tanto da realidade sócio -cultural que conforma suas vidas. um outro deslocamento também teve lugar em relação ao significado e implicações de um verdadeiro conceito de conscientização. A prática educativa tornou-se uma práxis mais revolucionária e uma maior ênfase foi colocada no tema do compromisso para com o oprimido. tais como Fenomenologia. Freire visitou o Brasil durante um mês e seu retorno definitivo ao Brasil ocorreu em março de 1980. Moçambique.mais uma vez radicalizava.

mas sim um objeto cultural.3 METODOLOGIA O presente estudo tem como referenciais metodológicos. 43) -----------------------------------------------------------------------. não seguindo a padronização da cartilha que reduz o aprendizado a símbolos pré -determinados e que não condizem com o contexto: As cartilhas não consideram a peculiar lógica do desenvolvimento cognitivo do aluno. possibilitando. A pesquisa bibliográfica consiste no estudo das teorias de Freire em Educação e Mudança (1979) e A experiência do MOVA (1996). o uso da cartilha e metodologias inadequadas na educação de jovens e adultos preocupavam os educadores da época e. ou simplesmente como uma construção pessoal intelectual.no centro dos debates educacionais da pedagogia crítica nas últimas três décadas. assim. por um processo de construção do conhecimento. como por exemplo. sócio-cultural. como uma das condições necessárias ao exercício da plena cidadania: exercer seus direitos e deveres frente à sociedade global.4 Métodos e Práticas Há décadas que se buscam métodos e práticas adequadas ao aprendizado de jovens e adultos. p. criar soluções. 72) Com isso. 14. com histórias que alienam. O sistema escrito é produzido historicamente pela humanidade e utilizado de acordo com interesses políticos de classe. afetiva. como ontem. infelizmente. a bagagem de conhecimentos trazida por seus alunos. 2001. 1996) Essa reflexão leva-nos a buscar novas metodologias. (FERREIRO. 1994) Hoje. enfrentar. 60. a pesquisa empírica. ele permanecerá o utópico que é. dos modos pelos quais as ideologias dominantes e opressivas estão encravada s nas regras. política e técnica. dessa forma. por fim. p. Como? Acreditando no educando. recriar o mundo social. (FREIRE. a pesquisa documental e. a pesquisa bibliográfica. A alfabetização passa por questões de ordem lógico-intelectual. estabelecendo uma sociedade mais justa. 1996) A aquisição do sistema escrito é um processo histórico. O . entre outros. priorizando. escolher e assumir as conseqüências de sua escolha. com textos criados por outros para copia-rem. (FUCK. mantendo sua fé na capacidade do povo em dizer sua palavra e. adequadas à realidade do educando.------. nem de fora para dentro. 2. p. não acreditamos nas cartilhas que pretendem fazer uma montagem de sinalização gráfica como uma doação e que reduzem o analfabeto mais à condição de objeto de alfabetização do que de sujeito da mesma. um conhecimento teórico que servirá como alicerce para a fundamentação de conceitos que envolvam a prática educativa de jovens e adultos. através do desvelamento crítico da realidade. ajudando a transpor -os esse conhecimento para o "conhecimento letrado". descobrir. p. 59. Ele as usou para formular sua crí tica e análise institucional. resultado do esforço coletivo da humanidade. propor. com caminhos pontilhados para seguir. Fazendo isso. tanto a nível onto-genético. 59. Mas isso não será possível se continuarmos bitolando os alfabetizandos com desenhos pré -formulados para colorir. nos procedimentos e nas tradições das instituições e sistemas. (FREIRE. (FREIRE. que se dá num contexto discursivo de interlocução e intera-ção. como uma doação ou uma exposição. ou até mesmo antes. com métodos que não levam em conta a lógica de quem aprende. somente ajustado pelo educador. (FUCK. o conteúdo da aprendizagem com o processo de aprendizagem. (FREIRE. p. 1994) O papel do educador é mediar a aprendizagem. O sistema escrito não é um valor neutro. 1979. 14 e 15. na sua capacidade de aprender. mas de dentro para fora pelo próprio analfabeto. p. apoiando-se tão-somente na lógica do sistema de escrita de ensinar. 1996) A alfabetização não pode ser reduzida a um aprendizado técnico-linguístico. Por essa razão. a fim de mudar o rumo da mesma. desafiar. como a nível filogenético. as posições de Paulo Freire com respeito à busca de novas práticas educativas ganham força e nos levam a refletir: Alfabetização é a aquisição da língua escrita. essa problemática permeia os tempos atuais: Que a educação seja o processo através do qual o indivíduo toma a história em suas próprias mãos. notamos que desde os anos 70. p. Freire experimentou várias expressões da opressão. Esta é a razão pela qual procura-mos um método que fosse capaz de fazer instrumento também do educando e não só do educador e que identificasse. Fuck em Alfabetização de Adultos (1994). Ferreiro em Reflexões sobre alfabetização (2001). como claramente observou um jovem sociólogo brasileiro (Celso Beisiegel). com Paulo Freire: Por isso a alfabetização não pode se fazer de cima para baixo. A escrita não é um produto escolar. como um fato acabado e neutro. nesse processo.

podendo ser obtidos sem um contato direto com o sujeito da pesquisa. com educandos partícipes da pesquisa e um questioná-rio composto de questões abertas e fechadas para os docentes dos alunos. um questionário composto por questões abertas e fechadas. Já a pesquisa documental analisa a implementação. gari. manicure. folha mimeografada e caderno. Já na Escola Municipal. de fácil acesso. Essa modalidade de pesquisa permite analisar documentos que se constituem de dados ricos e estáveis. de difícil acesso. tem-se. confeccionista. jogos (recorte e colagem) Aprendizagem sem a utilização de cartilha? . feita em sala de aula. sujeitos da pesquisa.em uma Escola Estadual. composta por 40 alunos (25 alunos estavam presentes) em uma faixa etária entre 14 e 70 anos. a amostra é composta por 40 alunos que freqüentam as classes de 1ª série nível 1 e nível 2 do 1º segmento do Ensino Fundamental. Após a coleta dos dados. uma turma multisseriada (1ª série nível 1 e 1ª série nível 2). Folha mimeografada e caderno. 5 alunos estão insatisfeitos com o uso da cartilha Utilização de outros materiais Jogos. ------------------------------------------------------------------------------. visto a mesma ser coletiva. Jornal. motorista. CAMPO I . CAMPO II . recebendo alunos oriundos de diversos distritos pertencentes a uma classe social menos favorecida) e 1 municipal (escola de pequeno porte. CAMPO III . A amostra foi composta por 20 alunos de uma Escola Estadual que freqüentam as classes de 1ª série nível 1 e nível 2 do 1º segmento do Ensino Fundamental. revista. doméstica. Necessidade para o trabalho Necessidade para o trabalho. vendedora. doméstica. cujas atividades profissionais são: faxineira. jardineiro e dama de com-panhia. Quer tirar habilitação. foi realizada uma entrevista coletiva e com os educadores dos sujeitos da pesquisa. seguindo a -se interpretação dos resultados. a fim de embasar teoricamente toda a pesquisa. onde serão feitas as anotações de fatos relevantes ao estudo. 7 já haviam estudado. jornal. O levantamento dos materiais didáticos utilizados na 1ª série nível 1 e nível 2 do 1º segmento do Ensino Fundamental foi realizado para que se torne possível a análise desse material a fim de verificar se há adequação ou não entre a realidade e as necessidades educativas dos jovens e adultos. localizada no centro da cidade.1. estampador e do lar. cujas atividades profissionais são: aposentado. cujas atividades profissionais são: doméstica. a regularização e as reformas legais que ocorreram ao longo da história da EJA. serviços gerais. A observação do campo foi realizada concomitantemente com a entrevista para garantir uma maior confiabilidade. Na pesquisa empírica foi realizada uma entrevista coletiva. A fim de maximizar a confiabilidade dos resultados obtidos nessa pesquisa. do lar e vendedora. como procedimento. Necessidade para o trabalho.4 RESULTADOS 4.desenvolvimento da pesquisa consiste na leitura de autores que desenvolveram pesquisas que perpassam a temática em estudo. du-rante o processo ensino-aprendizagem. localizada no centro da cidade. composta por 10 alunos (todos estavam presentes) em uma faixa etária entre 18 e 60 anos. recebendo alunos oriundos de diversos distritos também pertencentes a uma classe social menos favorecida). sendo 2 em Escola Estadual e a outra em Escola Municipal. uma turma de 1ª série nível 2. onde os sujeitos da pesquisa eram oriundos do ensino formal ou nunca tiveram acesso à Educação Básica. 3. Por que está estudando Antes se sentia humilhada. 1 aluno já havia estudado.1 Coleta dos dados A pesquisa foi realizada em 3 turmas distintas. Ajuda a ensinar os filhos O que gosta de fazer em sala de aula Aprender Aprender Leitura e operações matemática Como aprende Através da professora Através da professora Através da professora Utilização da cartilha Sim Sim Sim Satisfação com o uso da cartilha Todos os 10 alunos consideram a cartilha ótima Todos os 10 alunos consideram a cartilha ótima Dos 25 alunos presentes.em uma Escola Municipal. sujeitos da pesquisa. realizamos a organização e análise do material coletado. Com os educandos. composta por 10 alunos (todos estav m a presentes) em uma faixa etária entre 30 e 70 anos. O campo de pesquisa consistiu em 2 escolas. 1 aluno já havia estudado Dos 10 alunos presentes. Dos 25 alunos presentes. outros livros.1 Entrevista Coletiva ENTREVISTA COLETIVA QUESTÕES/ALUNOS CAMPO I CAMPO II CAMPO III Estudos antes da EJA Dos 10 alunos presentes. Porque tem vontade de aprender. uma turma de 1ª série nível 1. a realização de um instrumento de registro das observações.1 Análise dos Dados 4.em uma Escola Estadual. sendo 1 estadual (escola de grande porte.

com muitos cartazes e jogos educativos. A sala de aula apresentava -se um ambiente estimulador de leitura e escrita. a professora impediu a entrada das pesquisadoras na sala de aula. e. não colocando empecilho na aplicação da pesquisa. a própria sala de aula e a atividade que estava sendo realizada no momento da pesquisa já refletiam o que se pôde constatar ao término da mesma: um ambiente alfabetizador tradicional. os materiais didáticos (folha.inciso V Ao realizar a visita ao CAMPO III. mas cada aluno encontra-se em um estágio diferente e segue o seu próprio ritmo de aprendizagem. A professora relatou que utilizava a cartilha como material de apoio. por cobrança dos próprios alunos que mostram a necessitam de se ter um livro para ajudar na leitura e também como satisfação para os familiares. no momento da pesquisa. O trabalho realizado pela professora ao utilizar a cartilha é coletivo. a professora relatou que os educadores do EJA partici-pam de um curso mensal. ora realizava atividades direcionadas para determinados grupos da tur -ma. Percebemos que alguns alunos não se encontram satisfeitos com o uso da cartilha. a professora foi muito receptiva. Foi relatada. retornamos e percebemos que durante toda a pesquisa a professora apresentou-se preocupada e ansiosa. tanto pelos alunos.oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas. Foi possível observar uma atividade d e matemática. Já em primeira instância. que utiliza assim os mesmos recursos. infelizmente.Alfabetização . Os alunos mencionaram a importância da cartilha. falando muito e tentando responder as perguntas antes mesmo de serem feitas. cartões e textos informativos. A turma. não conseguiram avançar em seu nível de aquisição da língua escrita. não foi observado essa diversidade de material. notou-se um contexto diferenciado. solicitando que as mesmas retornassem em data específica marcada por ela. em uma folha mimeografada. um outro estava tendo atendimento individualizado com a professora e o outro estava trabalhando com jogos educativos. Essa turma já teve uma experiência no ano anterior com uma professora que não utilizava a cartilha e que trabalhava livremente a questão da leitura/escrita. Ao realizar a 1ª visita ao CAMPO II. mas. Os Municípios incumbir-se-ão de: V . resultando em uma resolução bastante complexa para o nível da turma. A professora relatou a utilização de materiais didáticos como: cartazes. A experiência. cartilha e caderno).Art. pois. funcionar uma turma de educação e special com a mesma professora. por não deixar a aprendizagem tornar-se fragmentada. com as quatro operações em grau elevado de dificuldade. a professora foi bastante receptiva. Notou-se que a postura da professora.Marisley Augusto Ao realizar a primeira visita ao CAMPO I. Isso se deve ao fato de. Encontramos três grupos de trabalho na sala de aula: um grupo estava realizando atividades. Essa turma também faz a utilização da cartilha. quanto pela professora. permitida a atuação em outros níveis de ensino somente quando estiverem atendidas plenamente as necessidades de sua área de competência e com recursos acima dos percentuais mínimos vinculados pela Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento do ensino. o conteúdo é repetitivo e massante. a preocupação com relação à continuidade dos estudos. etc. onde. isto também se deveu ao fato de não terem vivenciado uma outra realidade. já que como determina a Lei 9394/96: Art. o que não nos impe-diu de realizar a pesquisa. não trouxe resultados positivos para os alunos. Por ser uma escola municipal. fazendo uso apenas do quadro-negro e giz. A professora demonstrou-se clara. segura e bas-tante objetiva em suas respostas. recorte e colagem entre outras. Já os alunos demonstraram-se cautelosos. No dia marcado. 11 . como trabalhos em grupo. que. o ensino fundamental. deixando-nos realizar a pesquisa sem receio. Um fato que nos despertou a atenção foi que na escola o jantar é oferecido em "self-service". Os educandos demonstraram estar satisfeitos com os resultados alcançados até o momento. cartazes." Título IV . segundo os próprios alunos. multisseriada (1ªNI e 1ªNII). ao longo de todo o ano. oferecido pela Secretaria Municipal de Educação: "PCNs em ação". dando assim autonomia para os alunos escolherem o quanto e o que comer. ora a professora realiza atividades com toda a turma. em que é discutida .Não Sim Sim Tipo de cartilha Tradicional Eu gosto de Ler e Escrever Célia Passos e Zeneide Silva Tradicional Eu gosto de Ler e Escrever Célia Passos e Zeneide Silva Construtivista Todas as letras . com prioridade. era composta por mais de 40 alunos. na mesma sala. 11.

desco brir.social através de uma consciência crítica. jardineiros. 4. demonstrou boa vontade em responder o questio-nário. em suas respostas. segundo FUCK (1994) os alfabetizandos são impedidos de se tornarem os construtores de seu próprio conhecimento.essa modalidade de ensino e apresentado um material enviado pelo MEC.2 Questionário QUESTIONÁRIO QUESTÕES CAMPO I CAMPO II CAMPO III Sexo Feminino Feminino Idade 57 31 Formação profissional Curso Normal . apesar de sua pouca formação específica na EJA. babás e manicure Baixa O material didático que você utiliza está coerente com a realidade de seus alunos? Por quê? Não.1. porteiros. Já a professora do CAMPO III. Biscateiros.2 Interpretação dos dados Após fazer a analise e refletixão sobre os dados obtidos na pesquisa. o que infeliz-mente não foi o que pudemos constatar ao realizarmos a observação no campo.Pedagogia (Orientação Educacional) Formação de Professores -Fonoaudiologia Tempo de atuação no magistério 39 10 Tempo de atuação na EJA 12 6 Você fez alguma especialização para trabalhar com a EJA? Cursos de pequena duração Não O que você entende por EJA? Entendo que seja a oportunidade para o educando conquistar sua autonomia. assim. Gostaria que houvesse maior empenho por parte da S. A professora. quais outros recursos que você utiliza na EJA? Quadro de giz.Faltam muito e saem cedo. atuante no CAMPO I. inserindo-o num contexto social de onde deverá sair o conteúdo a ser trabalhado. explorar o estudo das palavras e famílias silábicas.alguns. slides. diminuindo. domésticas. (FREIRE. mostrou-se precisa e clara em suas respostas. Jornais. demonstrou -nos. de aprender. Apesar de o uso da cartilha ser eficaz. sendo as mesmas coerentes com a sua prática. cartões. p. Poucos e fracos. lavadeiras. antes de desenvolver o conhecimento cognitivo. entre os mate -riais didáticos utilizados nessa modalidade. Motivos:. atuante no CAMPO II. pois recebem tudo "pronto". A necessidade de se adequar as práticas educativas à realidade desses alunos se deve ao fato de os mesmos já possuírem um conhecimento cultural e um nível de subjetividade diferenciado das crianças do Ensino Regular. jogos e tudo o que pode melhorar o aprendizado Qual é a realidade sócio-econômica de seus alunos? Assalariados .horário de ônibus com muito espaço após as 20 h. específico para a EJA. pudemos con -cluir que as práticas educativas desenvolvidas na EJA no município de Petrópolis não são adequadas ao contexto e às necessidades educativas dos jovens e adultos pois. uma visão bastante crítica e consciente. etc. escolher e assumir as conseqüências de sua escolha. criar soluções. Tanto na escola quanto na papelaria não encontrei livros específicos para adultos Não. mesmo não tendo formação superior na área de educação nem especialização na EJA. o que bitola e não leva em consideração a lógica de quem aprende.E pela EJA Apaixonada Além dos livros didáticos. gratificante. a alfabetização de jovens e adultos pode ser mais bem compreendida dentro da . Processo educativo para jovens e adultos Você trabalha com a EJA fundamentada em algum posicionamento teórico específico? Qual? Porquê? Preocupo -me. porque não há material específico para EJA Qual a sua visão da EJA? Como professora. conhecer o aluno como indivíduo. ficam com sono durante as aulas cansaço.garis. 72) Dessa forma.. as desigualdades sociais e aumentando as chances de participação política . Falta de materia l. como livros. comentários sobre Programas de TV. (O EJA está passando para o município) Adaptando as idéias de Paulo Freire. são acompanhantes a noite. cartazes. noticiários. 1979. faxineiros. acho um trabalhado maravilhoso. Porque o material é quase sempre infantil Quais as dificuldades encontradas na prática profissional da EJA? A maior dificuldade é a realidade dos alunos. Por essa razão não acreditamos nas cartilhas que pretendem fazer uma montagem de sinalização gráfica como uma doação e que reduzem o analfabeto mais à condição de objeto de alfabetização do que de sujeito da mesma. 4. porque é o que mais se aproxima da realidade do EJA O que você acha dos recursos que utiliza na EJA? Por quê? Gostaria de ter conteúdos específicos para o EJA. contendo cenas do cotidiano. dificuldade em reter conteúdos. estando o acesso restrito à Secretaria de Educação do Município de Petrópolis. Muitos levantamse as 5 h para preparar o almoço e as marmitas. além de trabalhar durante o dia. idade avançada. A professora. a cartilha é o ponto cêntrico para o processo da aquisição da leitura e escrita. revistas.E. mas não fez a devolução do questionário respondido.

Ministério da Educação e Desporto."experiência do MOVA" de FREIRE (1996) que. temos em vista também algumas considerações no sentido de recomendar que sejam feitos cursos regulares de capacitação para os profissionais atuantes nas classes da EJA. saindo de uma etapa em que a modalidade conta apenas com a utilização da cartilha (que não é escolhida pelos professores do EJA. poder contar com a disposição. O que impede esses educadores de colocar a teoria em prática? O que esses profis -sionais apontam como impedimento para uma prática educativa coerente com a realidade cul tural de seus educandos é a falta de suporte de cunho financeiro e institucional. boa vontade e entusiasmo dos professores em assumir esse compromisso de mudança. em dar credibilidade à atuação dos educadores. 06 de julho de 1972. Paulo. LDB fácil: Leitura crítico-compreensiva: artigo a artigo. CARNEIRO.71. Rio de Janeiro. Petrópolis: Vozes. não basta somente revermos o material didáti-co. Regulamenta o capítulo IV da Lei 5. o apoio devido do Município e a cobrança indevida da direção da instituição. A experiência do MOVA. o investimento por parte do Município. a parceria dos familiares e da própria instituição de ensino. sendo trabalhado de forma eficaz. Acesso em: 10 maio 2002. ao diferente em uma clien-tela com pouca oportunidade de estudo? Ou será que. Acesso em: 10 maio 2002. mas também a flexibilidade das insttuições em i permitir a realização de um trabalho diferenciado e investir em material didático e na qualificação dos profissionais dessa área. Brasília. mas sim o que excede no ensino regular) e do esforço individual dos profissionais da área. con-seguiria despertar o interesse em se utilizar as novas tecnologias.PARECER nº 699/71. Pensamos como seria a reação e a desenvoltura desses educandos freqüentadores da EJA ao se tornarem partícipes de projetos que atualmente estão sendo propostos como a alfa-betização digital. DFU. através da elucidação crítica da realidade. partindo para uma etapa de estudo e reflexão para futuras mudanças.5 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES Em nosso pensar. Disponível em: . capítulo IV. SP/ Brasil. pois esses se acostumaram com a cartilha como sendo o único meio de aquisição da leitura e escrita. Disponível em: . para que os mesmos possam refletir sobre sua prática e criar estratégias para modificar essa prática descontextualizada. a EJA no município de Petrópolis está entrando em um estágio de transição. tradução de Moacir Gadotti e Lillian Lopes Martin. baseando no material fornecido -se pelo MEC e que está sendo analisado no curso "PCNs em Ação" oferecido pela Secretaria Municipal de Petrópolis. tais como: a f lta a de material específico. Departamento de Docu mentação e Divulgação.Lei de Diretrizes e Base da Educação nº 5692 de 11. São . Rio de Janeiro: Paz e Terra. ------------------------------------------------------------------------------. porém é preciso não só o educador repensar o seu papel enquanto mediador de uma apren-dizagem que priorize a bagagem de conhecimento trazidos por seus alunos. ainda continua em plano utópico. que a cada dia que passa compõem mais e mais o nosso cotidiano? A partir dessas conclusões. Para essa adequação se tornar viável.692/71. Educação e mudança. Plano Nacional de Educação. 1998. apesar dos educadores dessa modalidade terem este conhecimento e discurso embasados teoricamente. Será que não ocorreria uma resistência ao novo. ______. pudemos concluir que toda a teoria sobre a EJA. Instituto Paulo Freire. A acomodação dos educandos é um outro fator que colabora para o estado de mes-mice dos educadores. ao explicar o processo de alfabe -tização. FREIRE. Moaci Alves. que perpassa décadas e décadas.08. enfatiza que o processo de aquisição da língua escrita se dá em um contexto discursi vo de interlocução e interação. para que esse espírito de transformação contagie e motive os educandos das classes da EJA. Constituição Federal de Educação. ______. ______. MEC. levando o educando a tornar-se um cidadão cônscio de seu papel na sociedade global. ______. MEC. no sentido de não cobrar que a cartilha seja utilizada e preenchida em um tempo mínimo fixado e. Legislação do Ensino Supletivo. subsidiando materiais didáticos para que se possam criar ambientes estimuladores do processo da aquisição da leitura e da escrita. 1979. -------------------------------------------------------------------------------REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. para que os mesmos também lutem para ser partícipes de uma prática educativa coerente com a realidade cultural por eles vivenciada. Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Ensino Supletivo. Organização de Moacir Gadotti. Com base em nosso estudo. 1974. por fim.

O interessado deve procurar o centro pessoalmente na W3 Norte. 2 001. 1994. 24. 1978. FUCK. Alda Judith. Ana Maria. Ano 13. A arte de pesquisar: como fazer pesquisa qualitativa em Ciências Sociais. Para tal.Paulo. Sergio. 1994. ou então pelo telefone 9978-2518. São Paulo: Cortez. Avaliação emancipatória. 1997. precisamos obter algumas informações acerca de sua visão sobre o material didático que são utilizados na Educação de Jovens e Adultos (EJA). O planejamento de pesquisas qualitativas em Educação. Menga. Sala 1. 17. GIL.br/acs/acsweb/clipping/adultos. Metodologia da pesquisa: abordagem teórico-prática. A.) Dicionário em construção. 1991. Alfabetização de Adultos. Reflexões sobre alfabetização. PEREIRA. de. In: Revista Universidade e Sociedade. 360 p. São Paulo: EPU. Leôncio José Gomes. OLIVEIRA. Faculdade de educação/UERJ. Pesquisa e construção do conhecimento. M. Dos tempos da caverna ao computador. 3. MOROZ. PÁDUA. Pesquisas e construção: metodologia científica no caminho de Habermas. Também a ONG Círculo Operário do Cruzeiro oferece curso gratuito de alfabetização de jovens e adultos para aqueles que ainda não tiveram a . Campinas: Papirus. GIANFALDONI. M. das 15h às 18h. HESSEN. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro. Emília. O curso é gratuito e tem duração de seis a oito meses Cópia do Texto: O Centro de Voluntariado do Distrito Federal (Voluntários Candangos) está com matrículas abertas para pessoas que querem ser alfabetizadas O curso é gratuito e tem . P.unb. São Paulo: Cortez. Disponível em: . L. Irene Terezinha. MARQUES. O processo de pesquisa: iniciação. M. Elizabete M. Estado e Educação de Adultos (1964 . et al. FAZENDA.htm Autor(es): Universidade de Brasília Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O Centro de Voluntariado do Distrito Federal (Voluntários Candangos) está com matrículas abertas para pessoas que querem ser alfabetizadas. Rio de Janeiro: Record. Sílvio Luiz. n. TORRES. ed. 1998. 1995. ed. ______. Rio de Janeiro: Eduerj. 1996. T. 1998. jun. GERHARDT. E. 2. ed. Brasília: 2002. Coimbra: Aménio Amando. 2. V. H. aprender: educação de Jovens e Adultos (Livro 1) São Paulo: Ação Educativa. ______. S. Viver. 28-30. FERREIRO. ed. M. ed. -------------------------------------. Acesso em: 11 maio 2002. 7. Antônio Carlos. A Política Educacional.. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro. Metodologia do conhecimento científico. Como elaborar projetos de pesquisa. Petrópolis: Vozes.. DEMO. Heinz-Peter. São Paulo: Faculdade de Educação da USP. Disponível em: . Tradução Horácio Gonzales et al. Uma voz européia: Arqueologia de um pensamento. solicito a sua colaboração respondendo Data do Texto: 2002-00-00 00:00:00 16 Aulas de alfabetização para jovens e adultos Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. São Paulo: Cortez. 1994. Miriam. M. VÓVIO. São Paulo: Atlas. Pedro..-----------------------------------------APÊNDICE I Prezado (a) Professor (a). Subsolo. F. MOURA. Marli. São Paulo: Cortez. Quadra 506. SAUL. para ser encaminhado ao Núcleo de Alfabetização mais próximo de sua casa ou trabalho. 1991. No trabalho que ora desenvolvemos para a elaboração do nosso projeto de pesquisa. ed. Ivani (org. Johannes. Teoria do conhecimento. 2000. Relato de uma experiência construtivista. São Paulo: Atlas. 1999. no prédio da Polícia Rodoviária Federal. C. 3. HADDAD.BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR ALVES. Manual de elaboração de projetos de pesquisa. Tratado de metodologia. Atualizada. 1994. Brasília: MEC. LUDKE. duração de seis a oito meses. SOARES. 5.1985). 1998 p. Acesso em: 09 maio 2002. 2000. Pesquisa em Educação: Abordagens Qualitativas. 2001. Cláudia Lemos. ed. GOLDEMBERG. ------------------------------------------------------------------------------. ANDRÈ.

fae.org. que será realizado de 3 a 5 de setembro em Cuiabá (MT). de professores e tecnologia. favorecendo sua constituição naqueles estados onde ainda não existem. do Serviço Social da Industria. foram estabelecidas no inicio de maio em reunião dos promotores.oportunidade de aprender a ler e escrever. que organiza localmente o evento. da Comissão Nacional de Fóruns Permanente de Educação de Jovens e Adultos do Mato Grosso. Data do Texto: 2003-07-08 00:00:00 18 Bom Jesus Social .br permite entrar em contato com o Fórum do Mato Grosso. dentre outras propostas. educação inclus currículo. das 19h30 às 22h. O e-mail cee.com.edu/bj_social_projetos_AC. a partir de março. que fica no Cruzeiro Velho.br/noticia. Para isso. a inserção da educação de jovens e adultos e nos planos estaduais e municipais e no financiamento da educação básica.Valores que transformam Area de Conhecimento: educação de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. Eles utilizam o Método Paulo Freire e as aulas são no Círculo. Cópia do Texto: Vº ENEJA Avançam preparativos para o Vº ENEJA em Cuiabá Acontecerá entre 3 e 5 de setembro próximo Diretrizes para o V Encontro Nacional de Educação de Jovens e Adultos. que será realizado de 3 a 5 de setembro em Cuiabá (MT). Data do Texto: 2003-02-28 00:00:00 17 Avançam preparativos para o V ENEJA em Cuiabá Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. Informações: 233-0669 e 361-8203. dos Ministérios da Educação dos Estados . A programação preliminar prevê um painel inaugural sobre a Década de Alfabetização e tre mesas redondas sobre Políticas Públicas de educação de Jovens e Adultos e prioridades educacionais do Governo Lula. O trabalho é acompanhado pelo Grupo de Trabalho Pró-Alfabetização de Adultos do DF e Entorno (GTPA) e supervisionado por professores da Faculdade de Educação da UnB. Os organizadores esperam que o Encontro ajude a consolidar a prioridade conferida pelo governo federal conferida pelo governo federal à alfabetização de jovens e adultos e impulsione a ampliação de oportunidades de continuidade de estudos. serão convidadas autoridades federais e a programação colocará em discussão a Década da Alfabetização. que contou com representantes da Unesco.A troca de experiências será realizada em grupos de interesse em torno aos temas da educação do Campo. dos Ministérios da Educação dos Estados . do Serviço Social da Industria.mt@pop. Outro objetivo do V ENEJA é projetar publicamente os Fóruns de Educação de Jovens e Adultos.asp?acao=leitura&idmateria=TUJ0Y Autor(es): cedefes Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Diretrizes para o V Encontro Nacional de Educação de Jovens e Adultos. da Comissão Nacional de Fóruns Permanente de Educação de Jovens e Adultos do Mato Grosso.asp . Lote 9 (atrás da agência do Correio). demande a reconstituição da Comissão Nacional de Educação de Jovens e Adultos.cedefes. da Rede de Apoio à Ação Alfabetizadora do Brasil. da Rede de Apoio à Ação Alfabetizadora do Brasil. foram estabelecidas no inicio de maio em reunião dos promotores. que contou com representantes da Unesco. AE 9. formação iva.Está em debate a idéia de elaboração de uma "Carta de Cuiabá" que.

PROJEM Projeto do Ensino Médio O PROJEM é desenvolvido pelo Bom Jesus Nossa Senhora de Lourdes. O Bom Jesus se responsabiliza pela doação de material escolar e. O público beneficiado são pessoas de baixa renda de Curitiba e Região Metropolitana. e é o primeiro programa brasileiro para a alfabetização de adultos. O público beneficiado são pessoas de baixa renda e coletores de material reciclável do Parolim. Garante 100% de gratuidade para os alunos da 8a série ao Ensino Médio e 50% para os alunos da FAE Business School. e é o primeiro programa brasileiro para a alfabetização de adultos. É destinado a alunos talentosos de baixa renda recrutados pelo Instituto Bom Aluno.br/midia/magi_txt. o PROEJA oferece turmas de 1a a 4a série. já é realidade no Brasil. desenvolvido pela Copel. os alunos são encaminhados para escolas públicas. Cópia do Texto: A alfabetização de jovens e adultos com o uso da informática. sob a coordenação técnica e pedagógica da Copel. O software usado no projeto está sendo desenvolvido pela Magic Web Design. Esse projeto beneficia. os filhos de funcionários de baixa renda da prefeitura.Autor(es): FAE Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Projetos de ação comunitária Estes projetos têm como objetivo p rincipal educar jovens e adultos de baixa renda em parceria com entidades governamentais e nãogovernamentais. colaboradores de pais e alunos e comunidade em geral.txt Autor(es): Magic Web Design Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: A alfabetização de jovens e adultos com o uso da informática. jovens e adultos estão aprendendo a ler e a escrever de maneira rápida e divertida. com a participação de professores voluntários.php?flag=2&arquivo=noti_01. em parceria com a secretaria de Recursos Humanos da Prefeitura Municipal de Curitiba. Graças ao projeto Luz das Letras. As turmas são formadas por pessoas de todas as idades. sob a coordenação técnica e pedagógica da Copel. Conheça alguns dos projetos neste sentido desenvolvidos pelo Bom Jesus Social: Cópia do Texto: Projetos de ação comunitária Estes projetos têm co mo objetivo principal educar jovens e adultos de baixa renda em parceria com entidades governamentais e nãogovernamentais. jovens e adultos estão aprendendo a ler e a escrever de maneira rápida e divertida. PROEJA Projeto de Educação de Jovens e Adultos Desenvolvido no Bom Jesus Nossa Senhora de Lourdes. Conheça alguns dos projetos neste sentido desenvolvidos pelo Bom Jesus Social: PROALFA Projeto Voluntário de Alfabetização de Jovens e Adulto O PROALFA é desenvolvido no Bom Jesus Água Verde. O software usado no projeto está sendo desenvolvido pela Magic Web Design. este projeto é desenvolvido pelo Bom Jesus Nossa Senhora de Lourdes e pela FAE Business School.com.magicwebdesign. Concluída e 4a série do Ensino Fundamental. desenvolvido pela Copel. já é realidade no Brasil. com bolsa integral. em alguns casos. Segundo dados da Unesco. Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 19 BRASIL TEM O PRIMEIRO SOFTWARE PARA ALFABETIZAÇÃO Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. existem atualmente 1600 softwares registrados no mundo para a alfabetização desse . até mesmo pela alimentação. de 2a a 5a feira. PROBOM Projeto Bom Aluno Bom Jesus Em parceria com o Instituto Bom Aluno. Graças ao projeto Luz das Letras.

O Brasil ainda não dispunha de qualquer aplicativo exclusi o para v esse uso. 70% são mulheres com idade entre 40 e 55 anos. a empresa Magic Web Design mantém uma equipe p ermanente de oito designers e programadores com dedicação exclusiva ao projeto. "As primeiras turmas estão cursando os módulos 1 e 2.com/2000/03/01/010050. Qualquer funcionário que queira trabalhar uma hora por semana de forma voluntária no programa Luz das Letras ou em qualquer outro programa a empresa paga. Para desenvolver o software. as salas de aula estão montadas em quatro laboratórios em Curitiba e outros municípios de Cascavel. 300 alunos participam do programa. Ulysses de Oliveira Panisset.globo. Segundo ele. A intenção é disponibilizar o programa para download na internet. O programa é dividido em cinco módulos. Qualquer pessoa que tem uma empregada doméstica analfabeta poderá baixar o programa na internet e aplicar os módulos em casa.segmento da população. conta Zimmer. André Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Pensando no baixo nível de escolaridade e concebendo que a alfabetização é direito humano fundamental. o mascote do programa é registrado com o nome do aluno. Para incentivar o estudante.adaptando à realidade de cada aluno para que ele esteja apto para enfrentar o mercado de trabalho ao final do curso. Nessa fase experimental. A ousadia da equipe empenhada em desenvolver o software vai mais longe. em pouco tempo de aula. a rapidez e o fascínio que o computador oferece são os principais componentes para o sucesso do programa. somando um total de 50 milhões de pessoas. Pinhão. é a responsável pelo conteúdo programático do Luz das Letras. sendo que já há alunos em condições de passar para o módulo 3". A pedagoga Simone Flauzino. o CNE promoveu a primeira audiência pública no país. o presidente da Câmara de Educação Básica. Desde dezembro passado o currículo social conta pontos na ascensão funcional dentro da Copel. No Brasil. entre outros. Entre os participantes. Essa é uma ferramenta importante para a redução do analfabetismo no Brasil. os alunos acabam aprendendo a utilizar o e -mail e passam a usá-lo dentro da empresa. O projeto piloto do programa Luz das Letras foi iniciado em julho do ano passado.200 horas no ensino tradicional) pode ser completo em 200 horas. explica Zimmer. passando mensagens para os colegas". O quinto e último módulo é de profissionalização básica . Desse total. O curso referente ao Ensino Fundamental (que levaria 3. Atualmente. Reserva do Iguaçu. que interage com o personagem do primeiro ao último módulo. "A empresa remunera o funcionário que se dedica ao trabalho voluntário.htm Autor(es): LIMA. "Queremos universalizar o programa. Todas as aulas são monitoradas por professores contratados e funcionários da Copel voluntários do programa. "Como estão em contato com o computador. diretor de Marketing da Copel e idealizador do Luz das Letras. A cada 100 horas trabal adas. funcionária da Copel com mais de dez anos de especialização na educação de adultos." destaca Zimmer. Data do Texto: 2001-02-19 00:00:00 20 CNE discute diretrizes para a alfabetização de jovens e adultos Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://diariodonordeste. um total de 15 milhões de . o h funcionário recebe um certificado que vai fazer parte de seu currículo social. apesar de ter 10% da população de analfabetos absolutos e 30% de analfabetos funcionais (que só sabem escrever o nome). sendo que os quatro primeiros correspondem ao ensino de 1ª a 4ª séries.". comemora Lindolfo Zimmer. no auditório da FIEC Cópia do Texto: O objetivo era possibilitar uma discussão mais aprofundada sobre as novas perspectivas para a Educação de Jovens e Adultos.

os conselheiros estaduais e municipais possam aplicar essas novas diretrizes. Segundo o relator do parecer da Câmara.pessoas com idade acima de 15 anos são analfabetas. Esse saber não reconhecido deve ser identificado pela escola. O Plano Nacional de Educação.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço . avisa. organizar e sistematizar esse conjunto de diretrizes.senado.970.Programa Supletivo) 0051 .No Estado de Minas Gerais 2.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço . Se as novas diretrizes curriculares forem homologadas pelo Ministério da Educação.Programa Supletivo) 0013 .br/orcamento/LOA/consultas/acoes. Somando-se aos chamados "iletrados" ou analfabetos funcionais cidadãos com até três anos de escolaridade .No Estado do Amazonas 6. a que estende a modalidade de Educação de Jovens e Adultos nas unidades escolares que ofertam os cursos de Ensino Fundamental. De um universo de sete milhões de habi antes. que deverá se constituir em diretrizes nacionais dos currículos escolares.Garantia de Padrão Mínimo . perfazendo um total de 14. alerta para as sanções rígidas que serão impostas às escolas. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).No Estado do Paraná 153.755. estabelece metas e prazos para focalizar jovens e adultos na faixa etária de 15 a 30 anos.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .008.00 mais detalhes 0081 . a Câmara de Educação apresentou durante a audiência. elas terão força de lei. O CNE está dialogando com o Ministério da Educação para incluir essa nova modalidade de ensino no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).00 mais detalhes 0081 . Para evitar que sejam emitidos certificados irregulares. a partir de maio.No Estado do Amapá 460.gov.Programa Supletivo) 0031 .asp?cod_programa=0047&titul o=Educa%E7%E3o+de+Jovens+e+Adultos Autor(es): Senado Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Ações previstas para: Educação de Jovens e Adultos Esfera: Todas as esferas Cópia do Texto: Ação Subtítulo Total proposto 0081 .00 mais detalhes 0081 . A idéia é que o currículo tradicional considere a experiência de vida dos adultos não escolarizados.00 mais detalhes 0081 . Explica também que a escola terá autonomia para avaliar.No Estado do Mato Grosso 364. o número sobe para 34 milhões de brasileiros. a versão preliminar do parecer. acumulada ao longo da vida. "A escola será desautorizada a continuar funcionando". As estatísticas preocupantes atingem o Ceará.7% da faixa populacional.850.Programa Supletivo) 0041 . O conselheiro Jamil Cury explica que o estabelecimento educacional ao avaliar o indivíduo poderá atribuir créditos à experiência dele.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço . A previsão é de que. Para mudar a estrutura da educação de jovens e adu ltos. a educação de adultos é um direito ao exercício da cidadania. conselheiro Carlos Roberto Jamil Cury. Entre elas. um milhão t ainda não tiveram acesso aos bancos escolares.Programa Supletivo) 0016 . O novo projeto pedagógico se baseia no princípio da contextualização.102. enviado pelo governo ao Congresso. de 1996. no direito à educação permanente Data do Texto: 2000-03-01 00:00:00 21 Consulta ao Projeto da Lei Orçamentária Anual para 2002 Area de Conhecimento: educação de jovens e adultos Tipo Texto: Outros Idioma: Português URL: http://www3.351.00 mais detalhes 0081 .356.

00 mais detalhes 0081 Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .Programa Supletivo) 0137 .509.517.000.No Estado da Bahia .Projeto Alvorada 30.Nacional 15.929.00 mais detalhes 0081 .Estado do Maranhão mais detalhes 0507 .Projeto Alvorada 9.Fomento a Projetos Especiais para Oferta de Ensino Fundamental a Jovens e Adultos .Programa Supletivo) 0115 .Alfabetização Solidária para Jovens e Adultos 0001 .No Estado do Maranhão .00 mais detalhes 2047 .Alfabetização de jovens e adultos nas áreas de reforma .789.Programa Supletivo) 0129 .784.202.216.Programa Supletivo) 0181 .937.Fomento a Projetos Especiais para Oferta de Ensino Fundamental a Jovens e Adultos 0001 .Fomento a Projetos Especiais para Oferta de Ensino Fundamental a Jovens e Adultos 0012 .No Estado do Rio Grande do Norte .Nacional 555.00 mais detalhes 0081 .Projeto Alvorada 39.00 mais detalhes 2335 .Programa Supletivo) 0121 .Projeto Alvorada 4.00 mais detalhes 0081 .Projeto Alvorada 20.Projeto Alvorada 16.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .Programa Supletivo) 0139 .518.000.Fomento a Projetos Especiais para Oferta de Ensino Fundamental a Jovens e Adultos 0014 .Programa Supletivo) 0135 .113.Formação Continuada de Professores de Jovens e Adultos 0001 .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .Nacional 4.00 mais detalhes 0081 .No Estado de Rondônia .000.No Estado de Tocantins .Programa Supletivo) 0143 .de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .No Estado de Sergipe .00 mais detalhes 0081 .Fomento a Projetos Especiais para a Oferta de Ensino Fundamental na Diocese de Rio Branco .00 mais detalhes 0507 .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .755.Programa Supletivo) 0131 .Programa Supletivo) 0141 .No Estado de Alagoas .Nacional 10.Projeto Alvorada 11.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .No Estado da Paraíba .Alfabetização de Jovens e Adultos nas Áreas de Reforma Agrária 0004 .AC mais detalhes 2047 .00 mais detalhes 0081 .418.Rio Branco .Nacional 15.Projeto Alvorada 20.00 mais detalhes 2263 .Projeto Alvorada 61.146.Programa Supletivo) 0119 .546.00 mais detalhes 4397 .00 mais detalhes 0081 .Alfabetização Solidária para Jovens e Adultos 0101 Nacional .Projeto Alvorada 8.Projeto Alvorada 98.357.No Estado do Piauí .No Estado de Pernambuco .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .881.184.Projeto Alvorada 45.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .037.926.Material Didático-Pedagógico para Educação de Jovens e Adultos 0001 .Produção e Distribuição de Programas da Rádio-escola para Jovens e Adultos 0001 .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .991.No Estado do Acre .496.No Estado de Goiás 268.No Estado do Ceará .00 mais detalhes 0081 .No Estado de Roraima .000.242.000.No Espírito Santo 299.00 mais detalhes 0507 Fomento a Projetos Especiais para Oferta de Ensino Fundamental a Jovens e Adultos 0006Fomento a Projetos Especiais para Oferta de Ensino Fundamental a Jovens e Adultos Itanhaém .462.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .00 mais detalhes 0081 .616.461.222.Projeto Alvorada 26.Programa Supletivo) 0052 .00 mais detalhes 0081 .906.Programa Supletivo) 0133 .Projeto Alvorada 10.881.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .00 mais detalhes 0081 .SP mais detalhes 0507 .268.00 mais detalhes 7857 .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço Programa Supletivo) 0127 .Programa Supletivo) 0113 .591.Projeto Alvorada 10.No Estado do Pará .000.679.00 mais detalhes 0081 .321.723.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .000.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .00 mais detalhes 0081 .00 mais detalhes 0081 Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .Programa Supletivo) 0125 .671.

Programa Supletivo) 0016 .Na Região Sudeste 456.Alfabetização de Jovens e Adultos nas Áreas de Reforma Agrária 0020 .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .No Estado do Maranhão 30.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .00 mais detalhes 7857 . Descrição do erro: o Invalid use of Null TOTAL 478.No Estado do Acre 10.00 mais detalhes 7857 .Alfabetização de Jovens e Adultos nas Áreas de Reforma Agrária .825.No Estado do Rio Grande do Norte 26.738.670.776.150.Na Região Nordeste 2.00 mais detalhes 7857 .Programa Supletivo) 0012 .No Estado de Roraima 4.489.00 mais detalhes Não foi possível executar a consulta ao banc de dados.937.Programa Supletivo) 0015 .000.00 mais detalhes 0081 .160.Programa Supletivo) 0017 .gov.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .321.No Estado do Amazonas 6.Programa Supletivo) 0013 .Programa Supletivo) 0024 .no Estado de Roraima mais detalhes 7857 .00 mais detalhes 0081 .355.Alfabetização de Jovens e Adultos nas Áreas de Reforma Agrária 0050 .Na Região Norte 2.00 mais detalhes 0081 .000.No Estado do Amapá 461.100.000.00 mais detalhes 0081 .No Estado do Piauí 21.00 Data do Texto: 2002-00-00 00:00:00 22 Consulta ao Projeto da Lei Orçamentária Anual para 2003 Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Outros Idioma: Português URL: http://www3.Programa Supletivo) 0021 .Alfabetização de Jovens e Adultos nas Áreas de Reforma Agrária 0030 .No Estado do Pará 60.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .000.955.Programa Supletivo) 0014 .00 mais detalhes 0081 .00 mais detalhes 0081 .675.Alfabetização de Jovens e Adultos nas Áreas de Reforma Agrária 0040 .060.Na Região Centro-Oeste 1.275.033.00 mais detalhes 7857 .295.00 mais detalhes 0081 .395.br/orcamento/LOA/consultas/loa2003/acoes.842.00 mais detalhes 0081 .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .Alfabetização de Jovens e Adultos nas Áreas de Reforma Agrária 0010 .755.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .488.006.000.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .00 mais detalhes 0081 .Alfabetização de Jovens e Adultos nas Áreas de Reforma Agrária 0006 .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .895.Nacional mais detalhes 7857 .Programa Supletivo) 0011 .Na Região Sul 423.000.Programa Supletivo) 0023 .No Estado de Rondônia 8.asp?cod_programa=00 47&titulo=Educa%E7%E3o+de+Jovens+e+Adultos Autor(es): Senado Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Ações previstas para: Educação de Jovens e Adultos Esfera: Todas as esferas Cópia do Texto: Consulta ao Projeto da Lei Orçamentária Anual para 2003 Ações previstas para: Educação de Jovens e Adultos Esfera: Todas as esferas Ação Subtítulo Total proposto 0081 Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .No Estado de Tocantins 10.No Estado do Ceará 39.247.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço - .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .senado.Programa Supletivo) 0022 .agrária .875.00 mais detalhes 0081 .00 mais detalhes 0081 .

585. mais baixos do que altos.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço Programa Supletivo) 0026 .Programa Supletivo) 0041 .060.00 mais detalhes 4397 .foi uma catástrofe para a educação de jovens e adultos.00 mais detalhes 0081 Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .Nacional 2.000.Programa Supletivo) 0032 .Programa Supletivo) 0029 .00 mais detalhes 2263 Produção e Distribuição de Programas da Rádio-escola para Jovens e Adultos 0001 .375.000. há a nova orientação curricular para esse tipo de ensino.Nacional 555.Nacional 15.No Estado de Sergipe 10.832. Mas faz tempo que não aparece dinheiro novo .00 mais detalhes 0081 .No Estado de Goiás 268.00 mais detalhes 0507 .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .br/aprendiz/n_colunas/f_rossetti/id130900.702. Fernando Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: A questão do analfabetismo de jovens e adultos mostra uma das principais contradições da política do governo Fernando Henrique Cardoso na área social.00 mais detalhes 0081 .o ministro Paulo Renato Souza está admitindo que projetos de ensino fundamental voltados a jovens e adultos recebam recursos do Fundef.No Estado de Pernambuco 44. Este ano .000.No Estado do Mato Grosso 364.00 mais detalhes 0081 .após quatro ou cinco de abandono .No Estado da Paraíba 16.Programa Supletivo) 0025 .No Estado da Bahia 10.317.Programa Supletivo) 0051 .No Estado do Espírito Santo 299. priorizando dinheiro para o ensino fundamental.710.965.064.00 Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 23 Contradição marca política de alfabetização Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Português URL: http://www.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .980.000.890.No Estado do Paraná 153.Formação Continuada de Professores de Jovens e Adultos 0001 .110. Como destaque.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço . produzida pela organização não-governamental Ação Educativa.Nacional 10.730.736.Nacional 94.000.Programa Supletivo) 0028 .740.00 mais detalhes TOTAL 457.Fomento a Projetos Especiais para Oferta de Ensino Fundamental a Jovens e Adultos 0001 .00 mais detalhes 2335 .00 mais detalhes 0081 . Mas o Fundef o fundo que redistribui os recursos da educação. o chamado fundão .Nacional 10.No Estado de Minas Gerais 2.000.000.886.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .Material Didático-Pedagógico para Educação de Jovens e Adultos 0001 .00 mais detalhes 0081 .00 mais detalhes 0081 . Cópia do Texto: Contradição marca política de alfabetização A questão do analfabetismo de jovens e adultos mostra uma das principais contradições da política do governo Fernando Henrique Cardoso na área social.000.Programa Supletivo) 0031 . o governo teve altos e baixos em geral.00 mais detalhes 4641 Publicidade de Utilidade Pública 0001 .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .000.615.com.00 mais detalhes 7857 Alfabetização de Jovens e Adultos nas Áreas de Reforma Agrária 0001 .uol. Acabou com alguns programas e enxugou outros. Pelo lado do Ministério da Educação.00 mais detalhes 0081 .00 mais detalhes 0081 .000.No Estado de Alagoas 20.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .Programa Supletivo) 0052 .000.htm Autor(es): ROSSETTI.Programa Supletivo) 0027 .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .475.

no Rio. de um lado.br/cgi-bin/bsgi/jump/bsgi/bsgi. em síntese. marcada não só pela emoção do aluno por esta conquista. Os profissionais envolvidos também recebem aperfeiçoamento constante para a consecução das metas do projeto. pioneiro. A formatura é sempre uma festa.bsgi. mantido por uma rede de parcerias e recursos dos setores público e privado. letras de música e tudo o que faz parte do cotidiano do aluno. reunindo Alfabetização Solidária e Ministério da Educação. receitas. Geralmente funcionam nas sedes regionais da BSGI ou em salas oferecidas pelas escolas públicas. para um dos vários projetos de responsabilidade social que vem sendo executados pela BSGI. monitores e pessoal de apoio) é formada por membros da BSGI. distribuídos em diferentes localidades de São Paulo e também em alguns Estados do Brasil. materiais audiovisuais. um bom modelo de alfabetização de jovens e adultos. revistas.Brasil Soka Gakkai Internacional Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: As pessoas que não tiveram acesso à escolarização formal encontram o estímulo certo no Curso de Alfabetização de Jovens e Adultos. Ou seja. que desde 1987 vem conferindo o principal passaporte para a cidadania. Formatura do Curso de Alfabetização.pl?subd=ceduc&idpg=pg2 Autor(es): BSGI . jornais. O fato de ocorrer uma reunião do governo sobre alfabetização de jovens e adultos. A equipe do curso (professores. conforme seus interesses e necessidades. que também são convidados para o dia Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 25 Diretor da Unesco diz que projetos de alfabetização precisam mudar .org. como forma efetiva de contribuir. panfletos. São utilizados diferentes materiais e recursos: cadernos de avaliação. Ruth Cardoso. que acompanham integralmente o aprendizado. está à margem das políticas educacionais. que é o direito de aprender a ler e escrever. mas pela alegria dos familiares e amigos. enquanto cidadãos. na qual o Estado desempenha o papel de articul dor de a alianças e parcerias. Cópia do Texto: As pessoas que não tiveram acesso à escolarização formal encontram o estímulo certo no Curso de Alfabetização de Jovens e Adultos. criou o Alfabetização Solidária. com não mais de 20 pessoas. A chave do sucesso é o trabalho de estímulo e afetividade: nas salas. A esperança é que o governo federal consiga finalmente resolver essa contradição Data do Texto: 2001-07-21 00:00:00 24 Curso de Alfabetização para Jovens e Adultos Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. falta política para a educação de jovens e adultos. O problema é que o Alfabetização Solidária não está articulado às políticas do Ministério da Educação. Os alunos não escolarizados são atendidos em pólos de alfabetização. É. a primeira-dama. Enquanto isso. é muito importante. que desde 1987 vem conferindo o principal passaporte para a cidadania. os alunos contam com professor e vários monitores. há um modelo que não conseguiu virar política pública. Pelo contrário. que doam seu tempo livre para a atuação voluntária no projeto. os alunos recebem certificado e podem dar continuidade aos estudos. De outro. O método.para a área. Na conclusão do curso. uma proposta bastante consistente de estruturação de políticas sociais. é resultado de experimentações realizadas durante cinco anos (1983-1987) pelo Departamento de Alfabetização para Jovens e Adultos. totalizando 160 horas. consolidado na proposta de alfabetização em 40 horas por série. que é o direito de aprender a ler e escrever.

que ainda não sabem ler nem escrever.. Cópia do Texto: Educação de jovens e adultos Este projeto priorizou a alfabetização de jovens e adultos. Fortalecimento ao Núcleo de Apoio à Reforma Agrária . Alfabetização avançada.organização não-governamental custeada pelo governo federal e pela iniciativa privada -. funcionários da Universidade Federal de Lavras. de transforma-lo através de nossa prática consciente. diretor do Instituto de Educação da Unesco. Data do Texto: 2002-10-04 00:00:00 26 Educação de jovens e adultos Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www.Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www.12..org. Professora colaboradora com processo de formação dos estudantes que se constituem em parceiros das ações do CAV .8% da população . Metodologia adotada: Orientou-se pela proposta de Paulo Freire que se fundamenta em uma educação dialógica.8%. É o que precisa fazer se quiser mudar a realidade de 17.asp?acao=leitura&idmateria=DNPK1 Autor(es): Centro de documentação Eloy Ferreira da Silva Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O Brasil precisa ampliar e redefinir seus programas de alfabetização de jovens e adultos Cópia do Texto: O Brasil precisa ampliar e redefinir seus programas de alfabetização de jovens e adultos. Professora colaboradora em iniciativas de formação dos estudantes integrantes do NARA . critica e transformadora ou seja: " a leitura do mundo precede a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele (. em 2000.6 millhões de pessoas . Tendo ambos os níveis conteúdos relativos ao conhecimentos do mundo do trabalho e ao exercício da cidadania crítica.) De alguma maneira. porém.Minas Gerais.correspondente ás 3ª e 4ª série do ensino fundamental.. mas diz que o Brasil precisaria agora criar ações diferenciadas de educação. Projeto Padre Justino de Educação Ambiental no Alto Jequitinhonha. Formação de estudantes de graduação envolvendo o aprendizado da relação dialética educador educando." Assim buscamos orientar o processo educativo de produção o conhecimento considerando: Alfabetização básica: entendida como a construção do saber corresponde á primeira e segunda séries do ensino fundamental. quer dizer. funcionários da Universidade Federal de Lavras. Foi realizado e março a dezembro de 2002. O índice de analfabetismo caiu de 19.ded.htm Autor(es): UFLA .br/ext/r_nara_nuet_ext. Entusiasta do Programa Alfabetização Solidária . órgão voltado para a alfabetização de pessoas com mais de 15 anos.Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica Turmalina .NARA.cedefes.. bem como daqueles que participam dos estágios de Vivência em Acampamentos e Assentamentos de Reforma Agrária. Essa parceria envolve a presença de agriculturas familiares em .ufla.7%. da população para 12. Ouane classifica o projeto como "notável". A avaliação é de Adama Ouane. Foi realizado e março a dezembro de 2002.br/noticia.Universidade federal de lavras Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Educação de jovens e adultos Este projeto pri rizou a alfabetização de jovens e o adultos. podemos ir mais longe dizer que a leitura da palavra não é apenas precedida da leitura do mundo mas por uma certa forma de "escreve-lo" ou de "rescrevê-lo". em 1991.

históricos e complexos. intelectual. Ao mesmo tempo. Não significa só compensação de perdas ou preenchimento de lacunas. numa perspectiva de conquista da cidadania. . analisar a educação de jovens e adultos como parte da problemática da educação brasileira. no nível de qualidade social indispensável. Essa modalidade educativa tem como objetivos: a elaboração das diferentes linguagens de expres são e comunicação. analisá-la enquanto integrante do processo educacional. Educação de Jovens e Adultos devem partir do reconhecimento das características sócio políticas. A educação é uma das práticas sociais que pode instrumentalizar o processo de elaboração dos conhecimentos e aquisição das habilidades necessários para a compreensão das situações vividas por indivíduos e grupos. pelo fato de esta não dar conta das necessidades de leitura e escrita na sociedade em que vivemos. possibilitando a transformação social. Cópia do Texto: Educação de Jovens e Adultos e Erradicação do Analfabetismo Estabelecer metas para o ensino fundamental e para a progressiva extensão da educação básica a toda a população excluída implica. para a busca e escolha de caminhos e tomada de decisões. de um lado. analisar a educação de jovens e adultos como parte da problemática da educação brasileira. analisá-la enquanto integrante do processo educacional. O analfabetismo. de um lado. Essa proposta político-pedagógica não se realizará. a resposta educativa para o contingente de analfabetos não se resume à alfabetização. e.Nuet. face mais perversa dessa problemática.htm Autor(es): Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Estabelecer metas para o ensino fundamental e para a progressiva extensão da educação básica a toda a população excluída implica. e articular as ações coletivas no sentido da resolução de problemas. dotando a população trabalhadora e o lamentável contingente de desempregados de instrumentos indispensáveis para o exercício da cidadania e para a ampliação da capacidade de perceber o mundo e nele influir Para isso. de outro. vídeos. Educação de Jovens e Adultos se define como processo permanente de organização de grupos para a discussão dos mais diferentes assuntos e situações. filmes. a busca do conhecimento necessário à compreensão da realidade e à articulação de ações coletivas.adusp. o desenvolvimento da habilidade de problematização.cursos e seminários na UFLA e presença dos estudantes e professores em campo realizando pesquisas e programas de ação construídas a partir das demandas das comunidades locais. afetivas e culturais de cada grupo. Integrante da equipe de coordenação interdepartamental que desenvolve estudos e ações vinculados à discussão sobre o trabalho e a organização dos trabalhadores Data do Texto: 2002-00-00 00:00:00 27 Educação de Jovens e Adultos e Erradicação do Analfabetismo Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Outros Idioma: Português URL: http://www. a utilização de fontes variadas de informação . além de. simultaneamente. Núcleo Universitário de Estudos sobre o Trabalho . sem a atuação de educadores com ela totalmente comprometidos. da sociedade brasileira.técnica e política -necessária.livros. Caberá sobretudo às universidades participação ativa e igualmente comprometida nos processos de preparação desses profissionais e de elaboração de materiais pedagógicos e de apoio. o que remete à formação específica .org. É indispensável pensar um processo contínuo que vá da alfabetização ao final da educação básica.br/arquivo/pne/pneandes/PNEANDESedujovens. e. simultaneamente. A Educação de Jovens e Adultos considera o desenvolvimento afetivo. Assim send a o. os programas de . de outro. social e cultural. não decorre apenas da ineficiência do ensino ou de sua inadequação. mas de desequilíbrios estruturais.

como perspectiva de qualidade. programáticas e metodológicas significativas para os alunos. ainda que produtores de bens culturais e materiais. para a produção e sistematização de conhecimentos na área. ao final de 10 anos.Organizações Não Governamentais (ONGs). Estabelecer. no entanto. pela pesquisa. para um ser humano. O acesso ao ensino fundamental gratuito será garantido àqueles que não freqüentaram a escola na idade esperada. em cada etapa de escolarização. num prazo de 5 anos. tornando realidade o preceito constitucional. que. em condição de cidadania restrita. de distribuição harmônica do tempo. enquanto instrumentos de compreensão da realidade social e do mundo do trabalho.especialmente. de trabalho. reduzindo-se ano a ano. como amplamente justificado nos estudos que fundamentaram a seção Financiamento da Educação deste PNE. direito à cidadania e necessidade nacional. ritmo e organização das comunidades em que o trabalho de alfabetização se realiza. tomando como referência o custo de R$1. o oferecimento do ensino fundamental. o financiamento das ações pelo poder público. inicialmente. com financiamento do poder público. assegurando o poder público os recursos financeiros e materiais necessários e fiscalizando tais providências -se através de mecanismos de controle social. seja do setor privado seja do setor público. Para isso. respeite e preserve formas de organização e atuação social. em torno de uma unidade de princípios. Os programas de erradicação do analfabetismo deverão contemplar. introdução à história. para o resgate dessa imensa dívida social. valendo-se de metodologias adequadas aos trabalhadores e outros cidadãos que tiveram sua escolaridade interrompida. entidades sindicais. garantindo-se. mantendo-se. de cursos profissionalizantes. outros segmentos da sociedade civil. para que possam defender uma melhor qualidade de vida. desenvolvimento de ações culturais para todos. associações profissionais. a médio prazo (até cinco anos) elas sejam reproduzidas e/ou sirvam de referência para outras experiências. obrigatoriamente: domínio gradativo do conhecimento da íngua l portuguesa e da reflexão crítica sobre sua utilização social. num verdadeiro esforço nacional para superação desse déficit educacional. novas formas de relações sociais e de participação no mundo. a partir de 1998. aí incluídos os alunos com necessidades educativas especiais. regular ou supletivo. ONGs. às necessidades do alunado. O cumprimento estrito da Constituição Federal e da legislação trabalhista pertinente deve ter precedência e poder limitador sobre quaisquer ações dos empregadores. O ensino noturno público e gratuito. será adequado. e de acesso a todos os recursos pedagógicos e culturais da escola. O enfrentamento da erradicação do analfabetismo se fará. atenção especial aos portadores de deficiências e necessidades especiais. mais que isso. associações de moradores e outros setores organizados da sociedade civil. 10 mihões de l pessoas. Diretrizes A Educação de Jovens e Adultos se coloca como prioridade social e dever do Estado. Metas Estabelecer. onde ciência e tecnologia organizam novas linguagens. diferenças culturais. estudantis e acadêmicas. um programa intensivo de formação de professores alfabetizadores com universidades.00 por aluno/ano. à matemática e às ciências. Realizar. de acesso à educação superior e participar social e politicamente da sociedade para a qual produzem. financiado pelo poder público.000. integradas ao esforço nacional de erradicação do analfabetismo. do ensino supletivo. até sua total erradicação. como integrante da Educação Básica. contribuir. chegar a um novo século. de nível fundamental e médio. no prazo de um ano. do ensino médio.deverão ser chamados. de opções curriculares. por meio de compatibilização de horários para alunos trabalhadores. Esses cursos deverão ampliar os conhecimentos dessas pessoas. e de melhoria da qualidade de vida. enquanto questão de justiça. a exigência da habilitação mínima para o . A Educação de Jovens e Adultos inclui. para que. no prazo de um ano. movimentos organizados etc . sindicatos. levantamento e avaliação de experiências populares em alfabetização de jovens e adultos. cerceadoras do direito dos/as trabalhadores/as à educação. programas de erradicação do analfabetismo que atendam. Alocar os recursos financeiros públicos necessários aos programas de erradicação do analfabetismo. de saúde. além de programas especificamente destinados à erradicação do analfabetismo. A situação do analfabetismo exige uma tomada de consciência quanto ao que significa. através de ampla mobilização nacional. além das instituições escolares e universitárias .

setores com a incumbência de promover a erradicação do analfabetismo e a educação de jovens e adultos. Ana Paula Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Escola Bosque do Bailique é a primeira da região a oferecer classes de ensino fundamental. em 10 anos. a construção a Escola Bosque reflete um aumento de quatro para 11 anos de escolaridade disponível para os moradores do arquipélago. em 5 anos. abriga uma comunidade de 6 mil pessoas e tem apenas um escola com classes além da 4a série do ensino fundamental. garantindo os recursos pedagógicos. Ampliar. a conclusão de estudos equivalentes aos 8 anos do ensino fundamental a toda a população de 14 a 35 anos. Adultos são alfabetizados e fazem cursos profissionalizantes na Escola Bosque Cópia do Texto: MACAPÁ . nos primeiros cinco anos do esforço nacio nal de erradicação do analfabetismo. nas Secretarias Estaduais e Municipais de Educação. empregados ou não.gov. médio.700 . em cinco anos. no Amapá. Incluir. inclusive quanto ao programa de formação de professores alfabetizadores. Em todo o arquipélago. em cinco anos. nas unidades esco lares do ensino fundamental e do ensino médio. todos os alunos que procuraram a Escola Bosque encontraram vaga. Garantir nas instituições de ensino superior a oferta de cursos de extensão.exercício do magistério nas séries iniciais do ensino fundamental (modalidade normal do ensino médio). estabelecendo as linhas gerais norteadoras. há 1. Neste ano. a Educação de Jovens e Adultos nas formas de financiamento da Educação Básica. Incentivar a criação nas empresas públicas e privadas de programas permanentes de Educação de Jovens e Adultos para os seus trabalhadores. que atendendo às diversidades regionais. Criar. Ou seja. para atender as necessidades de educação continuada de adultos. o número cursos de suplência. do esforço de mobilização para a alfabetização. a conclusão de estudos equivalentes aos primeiros 4 anos do ensino fundamental a 50% da população que teve sua escolaridade interrompida. · Garantir. centros públicos de formação profissional para atender às demandas específicas e permanentes de qualificação de jovens e adultos. com ou sem formação superior Data do Texto: 1998-02-00 00:00:00 28 Escola Bosque é a única do arquipélago de Bailique que vai além da 4a série Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Re portagem Idioma: Português URL: http://www. os alunos que terminavam a 4a série nas outras 26 escolas tinham que se mudar para Macapá ou outra cidade e continuar os estudos. todas as escolas públicas ofereçam esse serviço educacional. Atribuir aos Conselhos Sociais a coordenação. e as normas para sua multiplicação nos Municípios. ampliem os horizontes culturais da população.O arquipélago do Bailique. materiais e financeiros e corpo docente especializado. a partir de 1998. Reestruturar. como estratégia complementar de acesso ao conhecimento. Garantir aos portadores de necessidades educativas especiais o acesso aos programas de alfabetização. no respectivo Estado. de modo que. Até 1998. programas de ação cultural.amapa. suplência e formação profissional públicos e gratuito. e. Garantir. São 685 alunos e a escola tem capacidade para 900. criar e fortalecer. Criar. a partir de 1998. Organizar um sistema de informações estatísticas e de divulgação das avaliações da política e dos resultados das ações político -pedagógicas na educação de jovens e adultos. com amplo apoio da sociedade. com currículos e modos de funcionamento adequados às necessidades da população à qual se destinam.htm Autor(es): CHINELLI. profissionalizante e alfabetização de jovens e adultos. o financiamento e incentivos fiscais federal e estaduais para a produção e divulgação de material didático e bibliográfico. nos primeiros cinco anos do esforço nacional de erradicação do analfabetismo.br/reportagem-esp/2001/mai/re-ig-07.

Edna minha querida esposa.htm Autor(es): ROCHA.com. cozinheiras. A Escola Bosque é diferente também na metodologia de ensino. Os cursos serão oferecidos de acordo com a necessidade local e a capacidade de absorção de mão de obra. conhecido como Leo. as outras passem a desenvolver um método sócio ambiental de ensino". a Professora Maria Amélia Giovannetti da UFMG proferiu uma Palestra sobre aspectos significantes da Prática educativa de EJA dando ênfase na importância da formação de educadores. disse. Cópia do Texto: Aconteceu no dia 04 de julho a reunião do 39º Fórum Mineiro de Educação de Jovens e Adultos reunindo várias entidades envolvidas com atividades de EJA (Educação de Jovens e Adultos).estudantes matriculados. fundamental e médio.. até guias turísticos e administradores do hotel. "A idéia é que. ressalta o diretor da escola. Hoje. Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O tema foi a formação de educadores Aconteceu no dia 04 de julho a reunião do 39º Fórum Mineiro de Educação de Jovens e Adultos reunindo várias entidades envolvidas com atividades de EJA (Educação de Jovens e Adultos).br/alfa_producoes. Leobino Almeida dos Santos. Durante a manhã.br/noticia. as vagas serão abertas de acordo com os empregos que serão oferecidos no hotel". a Escola Bosque oferece o médio-profissionalizante. No período da tarde houve reunião dos segmentos que compõe o .. Além dos ensinos infantil. a partir do exemplo da Escola Bosque. a necessidade mais imediata é a formação de pessoas que possam trabalhar em um hotel a 200 metros da escola. esposa minha.org. disse Léo. ó doce amada. que deve ser inaugurado parcialmente em agosto. Reinaldo Carvalho da Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Eu tenho a esperança de ser sempre feliz ao teu lado. Cópia do Texto: Esperança (Reinaldo Carvalho da Rocha) Eu tenho a esperança de ser sempre feliz ao teu lado. Eu queria ser dono de um jardim. "São feitos sob medida para não ter desemprego o u emigração".asp?acao=leitura&idmateria=997CY Autor(es): cedefes. a alfabetização de jovens e adultos e cursos profissionalizantes. querida mulher. Por isso. mas como eu não tenho um jardim eu tenho o teu coração. Estes devem oferecer uma oportunidade de os jovens continuarem na região com perspectiva de emprego ou capacidade de ser um empreendedor. "Precisamos desde camareiras. das 38 comunidades que formam o Bailique. eu Reinaldo O dono do seu coração! Data do Texto: 2002-10-21 00:00:00 30 Fórum Mineiro de Educação de Jovens e Adultos 39 Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. Data do Texto: 2001-05-21 00:00:00 29 esperança Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Outros Idioma: Português URL: http://www. pois incorpora os conceitos de preservação do ambiente e valorização da cultura do Bailique no currículo. ó minha doce amada.ogamita.cedefes.

capacitou mais 55 pessoas. Itaguaçú/ES. 2. além da reflexão sobre o valor de conhecer os alunos para poder desenvolver um trabalho que atenda as necessidades.pontagrossa. Todo o trabalho é realizado com base em parcerias. interpretação e produção de textos. O CEDEFES foi indicado como entidade a enviar delegados ao V ENEJA. Itaguaçú/ES. Essa foi a nona preparação de alfabetizadores com participantes vindos das cidades de Itapiúna/CE. Até dezembro de 2001.iscafaculdades. Japaratinga/AL. A Alfabetização Solidária disponibiliza aos interessados um site na Internet através do endereço www. Para participar da campanha "Adote um aluno". e também de Limeira. pelo Instituto Pró-Cidadania e Meio Ambiente. escrita. a fim de reduzir os índices de analfabetismo entre jovens e adultos do Brasil.com. O Programa Alfabetização Solidária.4 milhões de jovens e adultos foram atendidos pelo Programa. Logo após o treinamento recebido.php Autor(es): ISCA Faculdades Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O Programa Alfabetização Solidária. empresas.pr. e também de Limeira.br onde informa o andamento do programa e como colaborar nas parcerias. Passo do Camaragibe/AL.700017. que conta com o trabalho de professores e estudantes dos cursos de Ciências Sociais. o telefone para contato e mais informações é 0800.br/ccs/20010818/primeiro. elaborada pelo programa. mantidas com o Ministério da Educação (MEC). Data do Texto: 2003-07-04 00:00:00 31 Grupo participou de capacitação no ISCA Faculdades Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www.gov. possibilitando a utilização das diferentes manifestações culturais como recursos à construção do conhecimento.org.html Autor(es): LANZNASTER. As atividades realizadas durante o processo de capacitação visam ampliar a capacidade de expressão corporal. realizado no ISCA Faculdades entre os dias 8 e 27 de julho de 2002.Fórum para a escolha dos delegados para o V ENEJA que acontecerá em setembro na cidade de Cuiabá MT.alfabetizacao. instituições de ensino superior e pessoas físicas. realizado no ISCA Faculdades entre os dias 8 e 27 de julho de 2002.br/noticias/13. Elenita Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: . Data do Texto: 2002-08-09 00:00:00 32 I seminario paulo freire Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. governos estaduais. os alfabetizadores retornam às cidades para trabalharem na alfabetização de jovens e adultos carentes. foi criado em janeiro de 1997 pelo Conselho da Comunidade Solidária. Japaratinga/AL. Essa foi a nona preparação de alfabetizadores com participantes vindos das cidades de Itapiúna/CE. instituições. Pedagogia e Serviço Social da instituição na preparação de novos alfabetizadores. oral. Passo do Camaragibe/AL. capacitou mais 55 pessoas. plástica. pelo Instituto Pró-Cidadania e Meio Ambiente Cópia do Texto: O Programa Alfabetização Solidária. leitura.

cerca de 400 pessoas que atuam na área de educação no município e em diversas cidades do Paraná O . "Vamos implantar o programa em cinco núcleos educacionais ainda este ano". com certificação do Ministério da Educação (MEC). De acordo com Esméria. a secretária municipal de Educação. Prêmio Paulo Freire . mas também criar estratégias de horários -. além de edificar uma cultura de alfabetização. Nesse contexto. que a Prefeitura Municipal vai institucionalizar o Programa Integrar. como o Luz das Letras. worn carpeting. O Programa Integrar vem sendo desenvolvido pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Ponta Grossa/CUT desde 1. Cópia do Texto: Brightly colored political posters. o programa forma adultos com idade acima de 25 anos no ensino fundamental e no ensino médio. set this classroom apart from other schools. estiveram presentes o prefeito Péricles de Holleben Mello.não apenas de espaço físico. encontro prossegue hoje. and unwashed windows. Esméria de Lourdes Saveli. O prefeito Péricles de Holleben Mello. em apenas 10 meses. O seminário é uma realização conjunta entre o Sindicato dos Metalúrgicos e a Prefeitura Municipal. durante o seminário. O encerramento acontece às 17 horas de hoje. even more than mismatched chairs. Gerveson Tramontin Silveira. no Salão Nobre da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa. Uns dos objetivos do seminário é produzir uma reflexão sobre educação e proporcionar uma contribuição e fortalecimento da metodologia Paulo Freire entre os educadores. Em seguida haverá debate entre os participantes. o Movimento de Alfabetização para Jovens e Adultos de Ponta Grossa (Mova PG). falou sobre o programa institucional do atual governo municipal. incentivando e chamando os jovens e adultos a participar do movimento. enfatizou.998. encaminhamento e definição de data para realização de um próximo seminário.No período da tarde de hoje (18). com a presença do professor e escritor Carlos Rodrigues Brandão. Tom Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: For first-time readers. cerca de 400 pessoas que atuam na área de educação no município e em diversas cidades do Paraná Cópia do Texto: O 1º Seminário Paulo Freire de Educação de Jovens e Adultos dos Campos Gerais reuniu ontem (17). Freirean literature is a maze of neologisms. A brief glossary of frequently used terms has been included at the end of this text. Baseado no método Paulo Freire. facilitar o acesso às salas de aula .html Autor(es): HEANEY. Será realizada também proposta de instituição do Prêmio Paulo Freire. ontem. Esméria de Lourdes Saveli. foram feitas análises de conjuntura sobre a trajetória de educação de jovens e adultos. a secretária municipal de Educação. os coordenadores do Programa Integrar. Na abertura do evento. nos níveis nacional. com início às 8 horas.O 1º Seminário Paulo Freire de Educação de Jovens e Adultos dos Campos Gerais reuniu ontem (17). no mesmo local. durante o evento. acontece a elaboração de um documento com propostas e diretrizes de Educação de Jovens e Adultos. Mauro César Carvalho Pereira (político) e Faustino Pereira Filho (técnico). Entre as várias experiências apresentadas com relação à alfabetização. Eight Hispanic adults-- .edu/ace/Resources/Documents/FreireIssues. disse.nl. estadual e municipal e foram apresentadas experiências e práticas na área. o Mova PG pretende ampliar o atendimento às pessoas com idade acima de 14 anos que não sabem ler e escrever. o presidente da Câmara de Vereadores. da Copel. Data do Texto: 2001-08-18 00:00:00 33 Issues in Freirean Pedagogy Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Inglês URL: http://nlu. que vai ministrar a palestra "Vida e Obra de Paulo Freire". no Salão Nobre da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa.

the exploitation of workers." and a growing solidarity among the women. Pedagogy of the Oppressed. Not only must skills be developed in bodies and minds. Freire's critique . had come to resume her studies. and formed for just that milieu" (1964). industrial. exemplified in his work in South America. The members reflected on the Maria's experience and. He argued that any curriculum which ignores racism. Brazilian educator. while maintaining order and cooperation (social conformism). the teacher recorded words on an improvised blackboard: "woman. Maria. "You've told me the way things are.' a presumption that women are "asking for trouble" if they go outside at night and that Maria had the major responsibility for her children. instead of giving advice or encouragement. It inhibits the expansion of consciousness and blocks creative and liberating social action for change. Most adult educators have not delved into complex issues of human consciousness. Freire's pedagogy for freedom.three women and five men--gathered with their teacher to resume their lessons in literacy. schooling must adapt learners to kinder." She effectively shifted the focus of the group from the patronizing solicitude of some who accepted the present reality to a strategy for social transformation. its roots would lie in pragmatism. or the meaning of freedom. visibly distraught. "Freirean" Education Since the 1930's. experts. This is true not only in programs for the "disadvantaged. In the early 1970's. Echoes of "education for freedom. popular educators who organized adult learning outside established schools and institutions. if society is to hold together without the overt force of a police state. All require exchangeable and renewable parts. generally replicates patterns of earlier schooling: a top-down model of instruction which fosters respect for authority. molded. and good work habits. Freire's critique of education was not new. the origins of knowledge. gentler controls: career choices (specialization)." with beginnings in Froebel and Dewey. As to the pursuit of happiness--in Jacques Ellul's words. sexism." and . for the practice of adult education in the United States has paralleled the advance of a technological society. Adult education. but attitudes must be formed which are supportive of a technological superstructure within which adult labor is organized." "wife"-. visited Harvard and published an English translation of his best known work. it was Maria who interrupted and said. While the group continued discussing these issues. and together let's talk about how to make them so. so has schooling on all levels. He didn't want her going out to classes at night and argued that her three children were being neglected. Even defenders of traditional schools have admitted that. and political machines have similar needs. Maria had arrived late. Practical and expedient interests play a determining role in educational policy-making. Paulo Freire. if we had not been worked on. found ready acceptance among many community -based. For such educators. authority (dependency). and the good life (consumerism). As technology has become more complex and specialized. If an expressed philosophy were to exist. and other forms of oppression at the same time supports the status quo." "violence "mother. but also in programs for those aspiring to middle and upper management positions. I'll tell you how they should be. American adult education has grown without an articulated philosophy. identified several issues: a husband's putative "rights" over his wife. Adult educators uncritically accept an ancillary role in the service of economic interests. but "freedom" remained an abstraction lost in a discussion of method and technique. acceptance of domestic violence against women as `normal. asked the group for help. w strong ith sentiments expressed by some who appealed frequently to "the way things are. discipline. His general critique of education presented an analysis which challenged the neutrality of the technological model dominant in American schools. Social. explaining that her husband had threatened her. "education makes us happy in a milieu which normally would have made us unhappy. Schooling must encourage competition (rule of the fittest). found their way into the thought of Eduard Lindeman (1961) and others. Her teacher. all need specialized components a nd tightly managed coordination. leaving the argument unresolved. The discussion was energetic. once their meaning had been expanded and enriched through the groups' discussion." the design of which more frequently serves employers. Finally. whether for remediation or for career advancement. in the process.words to which the class would return.

a present." This stage is characterized by depth in the interpretation of problems." Verbs which do not act upon an object are "intransitive. giving their immediate reality a beginning. Liberation achieved by individuals at the expense of others is an act of oppression. Its process is dialogical. a future. The first of these stages is "semi-intransitive consciousness. Freire observes that when these persons amplify their power to perceive and respond to suggestions and questions arising in their context. Naive transitivity is never totally and irrevocably surpassed. Empowerment is both the means and the outcome of this pedagogy which some have come to call "liberatory education. Total intransitivity is not a form of consciousness at all. participatory. learning to take control and achieving power are not individual objectives. and increase their capacity to enter into dialogue not only with others. Education for liberation provides a forum open to the imaginings and free exercise of control by learners. a fascination with fanciful explanations of reality. its contents and methods. The content of liberatory education is both critical consciousness and the development of appropriate skills and competencies related to liberatory praxis. For poor and dispossessed people. and democratic social order and denounces hierarchial. such education is a component of and subordinate to a liberatory praxis which seeks to transform the social order. and alienating systems of organizations. an underestimation of ordinary people. contributing to the marginalization of minorities and the poor. civil rights workers. The Freirean Philosophy In Freire's view of education. Therefore. by testing one's own findings and openness to revi sion and . whose interests center almost totally around matters of survival. collective power and collegiality protect the individual far more than authoritarian and hierarchial modes of organization. Consciousness which does not challenge the world is therefore uncritical and intransitive. now they react to the general scope of a particular problem. and over the coordination of all learning activities. Whatever its formal structure or precise purpose. for all who enter the learning process. Transforming actions in aggregate comprise a revolutionary stance which simultaneously announces an egalitarian. teachers. the first phase in the emergence of consciousness is. and the community. and many others committed to liberatory action." Consciousness of and action upon reality are two constituents of a critical relationship with the world. In the experience of women's groups. a strong tendency to gregariousness. affirming the mutual and coequal roles of teachers and learners. Power is shared. 1980). as in a "boot strap" theory of empowerment. to limited spheres. in Freire's view. The third and final stage is "critical transitivity. strength is in numbers and social change is accomplished in unity. but with their own world. nostalgia for the past." Liberatory education is mutually supported learning for empowerment. for it does not act upon the world as an object. seeks expression in collective.of traditional schooling validated their own conclusions that schools were part of the problem. for Freire. and by the practice of polemics rather than dialogue. Personal freedom and the development of individuals can only occur in mutuality with others. a disinterest in investigation. semi-intransitivity. and." Freire characterizes this stage of consciousness by an over-simplification of problems. The second stage of consciousness is "naive transitivity. authoritarian. once awakened. not the power of a few who improve themselves at the expense of others. The governance of liberatory education reflects and anticipates the social order announced by its vision. Critical Consciousness Freire suggests three stages in the progression by which critical consciousness is attained (1973). Shared power in learning is exercised in control over the curriculum. Education for liberation." Where before they reacted to particulars. It would awaken in adult learners the expectation of change--a power which. transforming social action (Mackie. while also providing for the development of those skills and competencies without which the exercise of power would be impossible. most importantly. would challenge the "givenness" of the world and enable learners to reflect on their experience historically. this remains a lifelong task. but the power of the many who find strength and purpose in a common vision. their consciousness becomes "transitive. and who are impermeable to challenges situated outside the demands of biological necessity. Semi-intransitive consciousness is the state of those whose sphere of perception is limited.

the inquirer has a vantage point and moves about reality. by receptivity to the new without rejecting the old. by the practice of dialogue rather than polemics. have these conditions of liberatory education been replicated. They are generalizations which describe the values to which all learning can subscribe. networks of community-based programs lobbied to sit at the public trough as a solution to their constant struggle for foundation support." but seldom directly influenced social change. frequently sponsored by academics who sought to learn from and work with "grass roots" educators. It finds hope neither in the unconscious within. nor in providence beyond. Their effectiveness made Freirean programs attractive to publicly supported institutions whose funding was based on formulas affected by such numbers. and dialogical forms of life. retention rates. Paulo Freire assisted in this development and participated in numerous conferences and workshops. these same educators were often denied access to funds available to their less effective competitors--the schools and community colleges. but on a horizontal plane as well. It proclaims the future as ours to determine and seeks the liberation of the human will to do so thro ugh learning and social action. many Freirean centers came under the wing . as the generalizations in the third stage might suggest. As a result. Freire advocated dialogue and critical thought as a substitute for "banking" education in which the riches of knowledge were deposited in the empty vault of a learner's mind. Consciousness is not without focus. it was his pedagogy--the practical. He suggested several pedagogical techniques based on the mass literacy campaigns he organized in Brazil and Chile--campaigns integral to broadly defined programs of revolution and social change. It was these techniques which many literacy and basic education programs immediately incorporated into their practice: reflection on the political content of learner's day-to-day experience. Their revolutionary bark has clearly been more fearsome than their bite. elections were to take place Seldom. interrogative. viewing it from first this. giving rise to national networks of liberatory educators attempting to adapt methods used in rural and underdeveloped countries to the urban barrios and ghettos of North America. In some instances. and low rent offices. but in historical participation in the creation of a just and a free society. how-to-do-it methods--which gave them sought-after tools for the reconstruction of urban adult education. States. Neither are the three stages mutually exclusive. the organization of "culture circles" which promote dialogue and peer interaction. Occupying storefronts. restless. Freirean programs in this country have "raised consciousness. It is perspective which is the horizontal plane on the matrix of consciousness. by rejecting passivity. nor does it subordinate it to divine or mechanical imperatives. Reality is not grasped in its totality. It neither submerges human will under psychological determinism. and by permeable. and completion rates--were often significantly higher than in traditional programs. which would indicate the direction and focus of consciousness. then that perspective. and the use of "people's knowledge" as the basis for curriculum. The vantage point of liberatory education is political--a point of view which affirms the transforming role for humankind in history and culture and supports the political apparatus by which this role can be exercised. by the attempt to avoid distortion when perceiving problems and to avoid preconceived notions when analyzing them. "Effectiveness" in this case means that their "numbers"--enrollments. abandoned schools. Institutionalization While Freire's theoretical framework gave many community-based educators grounds for hope. Opportunities for collective action were antecedent to learning: land redistribution was underway. It links learning with action through which transformation can and does occur. The literacy campaigns upon which Freire`s work was based occurred in the context of revolutionary social change. By the early 80's.reconstruction. technical and financial support was available for economic development. Rather. The political apparatus was at hand into which the r leased e energy of liberated minds and bodies could flow. in the United . They not only admit of degrees on the vertical plane extending from semi intransitivity to critical transitivity. One facet of Freire's pedagogy not easily translated into the American scene was the link between learning and action. Liberatory education holds no monopoly on fostering these characteristics of consciousness. "Freirean" programs multiplied during the seventies.

however important to national policy. the long term cost of survival in `the system' is that social and political empowerment as a collective goal is replaced with the more anemic goal of individual enrichment. as did the Brazilian military during the years of Freire's exile. Two nationally recognized and highly successful community-based programs. and staff "burn out. but almost imperceptibly. nonetheless emphasize individual growth over collective empowerment and preempt local agendas for action. In addition. In the process. be punctuated by dissent. Limited cooperation involves the establishment of an overall pattern of cooperation which will regularly. schools or community colleges began their own "alternatives" based on a Freirean model. but underlying contradictions remain. or incentive left for critical teaching and transforming action. in some instances. Those who sought to build limited cooperative relationships with schools and community colleges without succumbing to domination by these more affluent and powerful institutions have purchased their survival at considerable cost. but not different in its social and cultural consequences. too many Freirean programs have become little more than low-budget versions of the senior institutions upon which they have come to depend--their most emancipatory initiatives effectively blocked by economic sanctions imposed by their institutional sponsors. having succumbed to at least partial public subsidy. which transform partisan politics into civics lessons and substitute a technology of government for political conflict. as sponsoring institutions. the cumulative consequences of deviance can lead to increased repression. However. There is no free lunch and programs which thought that the residuals of public funding would sustain the "liberatory" aspects of their program find that the obligations they have incurred under government funding so occupy staff that there is little time. independence has meant bare-bones budgets. after out-performing all public programs in the state for almost ten . very few of the experiments of the 70's remain intact. Even the rhetoric of revolution sometimes used to describe the purposes of liberatory programs has proven acceptable to traditional school sponsors as a gimmick for increasing enrollments. conformity with a system's norms and standards increases the tolerance of that system for an occasional lapse into deviant behavior. bound in a cooperative relationship with the City Colleges of Chicago. For them. The dynamics of limited cooperation frequently involve the use of "deviance credits. a diversion of energy from education to fund-raising and the coordination of volunteers. energy. Bureaucratic systems impose their own logic on liberatory practices. who tend to interpret all approaches to learning as variations in pedagogical technique. On the one hand. Both strategies have been fraught with problems. liberatory education is likely to be viewed this way by many educators. while building a diversified funding base. began to experience this repression in the late 70's. As a result. The strategy works like this: while establishing a pattern of cooperation one simultaneously accumulates deviance credits--that is. Its success as a form of engagement depends on the frequency with which boundary-violating demands are placed upon the group accumulating the deviance credits." a strategy developed by liberatory women's groups for sabotage in the work place. either rejecting outright any public subsidies which would tie their program to a traditional educational purposes or accepting partial support." On the other hand. move to protect their own political hegemony. cooperation with mainstream educational institutions takes its toll on staff for whom the limited interests of their sponsors dictate priorities and moderate action. from 1964 to 1979! A sanitized and depoliticized Freire is now featured in the reading lists of graduate programs on adult education and Freire himself has been invited to address mainstream organizations such as the American Association of Adult and Continuing Education. then it can be tolerated as a variation within traditional systems of education. Official school publications make reference to Paulo Freire. Some liberatory programs have fought to maintain their independence. governmental funding programs-from the Joint Training and Partnership Act (JTPA) and the Workplace Literacy Program to the State Local Impact Assistance Grant program (SLIAG)--have lured many financially-beset community-based programs to refocus their activities on federal priorities which. In fact.of city-wide bureaucracies and. Limited Cooperation As long as liberatory education can be interpreted as methodologically distinct.

and fear. Embedded within many community-based programs is a depoliticized vision. Self-consciously alienated people learn to fight back. a by-product of cooperative arrangements with other. Most community -based programs built on Freirean principles are marginal to what is now a highly funded and widely respected adult education enterprise. a sensitivity to cultural incoherence. broke its ties with its sponsoring institution and remains committed to its initial vision today. the capacity to endure over long periods problem exposure and solution postponement. a Hispanic center for literacy and political education. Conclusions Literacy work is generally recognized as most effective when undertaken by or in the context of community based organizations--and least effective when directly managed by large. the last two strategies overcome alienation by a positive and "creative" affirmation of position. . Literacy and other basic skills can be acquired with astonishing speed when the development of those skills is linked with other activities. the intended outcome of which is change in conditions of oppression (Adams. Liberatory education provides a working model because it links the problem of illiteracy with broader social and political ills and because it does not propose merely educational solutions to these problems. passivity. mainstream institutions. Freirean-based high school for adults. not because it incorporates more effective methods of instruction. it results in ennui. frustration. The first strategy eliminates alienation by accommodation and cooptation. although no longer based on principles put forward by Freire in the previous decade. When alienation becomes conscious. the capacity for self validation which in other circumstances would be condemned as arrogance. As Fanon observed. or by neutralizing the opposition through superior power or force. For them. 1987). Alienation Alienation is oppositional otherness --the simultaneous presence of conflict and distance. Hunter and Harmon. They value those conditions identified by Morse Peckham in his discussion of art as the institutionalization of alienation: These are social protection. aggressiveness. Its hope and its promise lies in social action for change as an intended consequence of critical understanding.years. an alternative. 1975. Darkenwald. and Knox. but with a greatly reduced program and mostly unpaid staff. to resist their oppression. 1979). Only a few embody creative alienation--a small but vocal minority who. with political clarity. the preference for tension rather than tension reduction. not even because its connections with "grass roots" organizations enhances recruitment efforts and grounds learning in the day-to-day experience of the people. Self-conscious alienation can also lead to critical reflection on reality and thereafter to action. bureaucratic systems of schooling (Mezirow. 1975. the experience of alienation provides stability--a corrective for bureaucratic systems which prescribe the future as a continuation of the past. maintaining continuity with one's own identity and principles and building upon them in consistent ways. the ability to tolerate disorientation and the desire to seek disorientation actively. the capacity to tolerate tension. Freirean. hostility. One program. it provokes anger. 1970. Creative alienation is not to be confused with marginality. was simply closed down. community -based adult education continues to provide a working model for resolving the problem of illiteracy in the United States. or by increasing the distance through movement outside the sphere of oppositional influence. when alienation remains beneath the surface of consciousness. submissiveness. The trauma of independence and remaining truely based in the local community exacts much from liberatory educators who built their programs outside the dominant educational system. Shor. Freire. seek through their programs to destroy the symmetry of conventional social boundaries by building within learners a heightened sense of alien ation. and the ability to exist without the constant flow of validation which is so constant and pervasive a part of nonalienated life and the absence of which for faculty members is so destructive (1973). the other. These programs. and anxiety (1968). but the survivors value their sense of alienation and take pride in their uniqueness and marginality among adult educators. Creative alienation is self-conscious. These characteristics are evident in veterans of struggles with public agencies throughout the 70's and early 80's. psychic insulation. Action will effectively overcome alienation to the extent that it can reduce conflict either by eliminating the distance through adaptation or compromise.

New York: Alfred Knopf. Hunter. The survivors--those liberatory programs in the United States which have maintained their vision--await the revolution and attempt to prepare learners for political options not yet available. A. It is affected by any process which limits a person's power to know the world. J. M. It can be a photograph.. Montreal: Harvest House.A. and they evidence care and respect for their neighbors which leads to mutual trust and perseverance. ------------------------------------------------------------------------------. a number of neologisms and old words with new meanings have been introduced into the discourse of educators. Unearthing Seeds of Fire. Literacy and Revolution: the Pedagogy of Paulo Freire. "Arts for the Cultivation of Radical Sensitivity. F. New York: Grove Press. Last Gamble on Education. 1985. a drawing. 1975.S. and thus dehumanizes the world itself (see Humanization ).. and thought itself. Chicago: University of Chicago Press. Historically.nonetheless are frequently more effective in reaching and retaining hard-core illiterate adults simply because they are closer to the problems of the neighborhood. Shor. Participatory and democratic pedagogical practices might be adapted to American schools. Most Freirean programs. Between Struggle and Hope. or even a word. This approach is also referred to as "digestive" and as "narrational" education. 1979.. Ellul. The following lists some of the more common terms currently in use. (ed. 1964. liberatory programs for literacy have been sustained by government only during the brief time following a revolution. 1970. 1978. Cultural Action for Freedom. on the other hand. and Knox. destroying the neutrality of the schools and unmasking their complicity in maintaining the economic and political imbalance of the social order. Ohio: Merrill. but the critique of social and economic oppression linked with collective action for social change creates dissonance.: Adult Education Association of the U. 1980. Cambridge. This process is the heart of liberatory education. New York: Seabury. New York: Seabury. Mezirow. Critical Teaching and Everyday Life (3rd printing). Boulder. The learner's mind is seen as an empty vault into which the riches of approved knowledge are placed. MA: Harvard Educational Review Press. C. Peckham." in Shimahara. --Pedagogy in Process. 1985) or Guinea Bisseau (Freire. political structures. As a representation. as well as between educators and learners who together seek to unveil the meanings of their existence. New York. V. R.References Adams. New York: Seabury. alienation is the separation of humankind from its labor. NC: Blair. as in Nicaragua (Miller. Conscientization means breaking through . London: Pluto Press. D. --Pedagogy of the Oppressed. the photograph or word is an abstraction which permits dialogue leading to an analysis of the concrete reality represented. Columbus. Washington. CO: Westview Press. Winston-Salem. 1970.Glossary With the writings of Paulo Freire. Conscientization: Conscientization is an ongoing process by which a learner moves toward critical consciousness). and Harmon. Codification: A codification is a representation of the learner's day-to-day situations. ------------------------------------------------------------------------------. There is little which school-based educators can emulate in the practice of their "liberatory" counterparts. Darkenwald. Freire. "Banking" Education: In the "banking" method of education passive learners receive depos of pre-selected. --Education for Critical Consciousness.. J. It differs from "consciousness raising" in that the latter frequently involves "banking" education-the transmission of pre-selected knowledge. 1961 (Originally published by New Republic. they less resemble the more formal schools with which previous "failure" has been identified. ready-made its knowledge. Illiteracy in the United States. The Wretched of the Earth. Ultimately. Alienation: The term is derived from Marx and refers to the domination of people by power elites. terms are derived from Marxist literature with new interpretations. Codifications mediate between reality and its theoretical context. It interferes with the production of authentic culture (see Culture ). 1973.. F. The Technological Society. Miller. E. N. Mackie. material constraints. 1968. together with their definitions. In particular. Fanon. P. The pedagogy of Paulo Freire has limited potential outside such chaotic and transitional periods in a nation's history. 1975. 1987. have been condemned to a marginal existence. 1978)--a time when the possibilities for change are real and the political apparatus for accomplishing those changes is at hand. 1973. The Meaning of Adult Education. New York: Harper & Row.) Educational Reconstruction. D. Inc.C. I. Lindeman. in 1926). G.

endowed. not over the others. pyramidal structure. At times. Culture Circle (Circulo de Cultura): The circulo de cultura is a discussion group in which educators and learners use codifications (see Codification) to engage in dialogue about the reasons for their existential situation. The dominant members prescribe the words to be spoken by the oppressed through control of the schools and other institutions. but the ultimate benefit of this model is that no one is excluded by a decision. and using permeable. as well as materially derived products such as social class and the socio/political order. A collegial model has been frequently associated with liberatory education programs . value systems. thereby effectively silencing the people. This model is characteristic of participatory democracies as occasionally exemplified in U. Decodification: (see Codification) Decodification dissolves a codification into its constituent elements and is the operation by which learners begin to perceive relationships between elements of the codification and other experiences in their day-to-day life and among the elements themselves. Critical consciousness is brought about not through an individual or intellectual effort. and is represented by a series of concentric circles. revealing the previously unperceived meanings of the reality represented by that codification. Authority resides in the center-most circle. Collegiality: Collegiality is a form of social organization based on shared and equal participation of all its members. Decision-making by consensus is time consuming and difficult. Dialectic: Dialectic is a term referring to a dynamic tension within any given system and the process by which change occurs on the basis of that tension and resulting conflict. through testing one's own findings with openness to revision. In striving toward critical consciousness. mores). factories. It should be noted that Marx. awareness of oppression.S. Alienated and oppressed people are not heard by the dominant members of their society. "Culture of Silence": The "culture of silence" is a characteristic which Freire attributes to oppressed people in colonized countries. history by the town hall meeting.prevailing mythologies to reach new levels of awareness--in particular. slum housing) and immaterial (ideology. every concept implies its negation. conceived. anthropological sense as including all that is humanly fabricated. but equidistant from each. but through collective struggle and praxis. the individual rejects passivity. Critical Consciousness: This is a level of consciousness characterized by depth in the interpretation of problems. consensus represents the willingness of a minority "not to oppose" a decision. decodification is analysis which takes place through dialogue. The key aim of liberatory education is to regain dominion over the creation and use of culture. Culture: Culture is used in its broadest. in conceiving anything (thesis). This imposed silence does not signify an absence of response. but rather a response which lacks a critical quality. Thus. Culture includes products which are humanly produced. artifacts. restless. becoming part of the process of changing the world. It contrasts with a hierarchical. The peer group provides the theoretical context for reflection and for transforming interpretations of reality from mere opinion to a more critical knowledge. receptivity to the new without rejecting the old because it is old. designed. Dialogue and self-government are impossible under such conditions. articulated. Decodification is the principal work of a circulo de cultura (see Culture Circle). Oppressed people internalize negative images of themselves (images created and imposed by the oppressor) and feel incapable of self-governance. is contrast to some liberatory . attempting to avoid distortion when perceiving problems and preconceived notions when analyzing them. and dialogical forms of life. Consensual Governance: Decision -making by consensus requires the discussion of issues until all are in agreement-this in contrast to decision-making by voting in which rule by the majority is imposed on those who dissent. that is. practicing dialogue rather than polemics. being an "object" in a world where only "subjects" have power. with significant parallels in highly developed countries. both material (buildings. interrogative. so that authority can listen and reflect the consensus of the whole (see Consensual Governance). Change occurs as this tension leads to a new conception of reality (synthesis). we must be able to imagine its opposite (antithesis). or dire cted. The process of conscientization involves identifying contradictions in experience through dialogue and becoming a "subject" with other oppressed subjects--that is. Based on the writings of Hegel.

Programs of liberatory education support and compliment larger social struggles for liberation. Generative words have been most useful in relation to languages which are phonetically based (e. seek political. teachers. compromise human values for personal gain and power. This contrasts with an anti dialogical approach which emphasizes the teacher's side of the learning relationship and frequently results in one-way communiques perpetuating domination and oppression. and without communication. generative themes can be codified into generative words--that is. Dialogical Method: The dialogical approach to learning is characterized by co-operation and acceptance of interchangeability and mutuality in the roles of teacher and learner. liberate their oppressors. unemployment is "mystified" as personal failure rather than as a failure of the economy. it puts the production of knowledge back into the hands of the people where it can infuse their struggles for social equality. Participatory Research: Participatory research is an approach to social change process used --a by and for people who are exploited and oppressed. not merely uncritically adapt themselves to it. Empowerment is distinct from building skills and competencies. Education for empowerment further differs from schooling both in its emphasis on groups (rather than individuals) and in its focus on cultural transformation (rather than social adaptation). Mystification: Mystification is the process by which the alienating and oppressive features of culture are disguised and hidden. In a literacy program. The content and purpose of liberatory education is the collective responsibility of learners. there is no communication." In problem-solving." This historical task is countered by the negative forces of dehumanization which. Spanish. In this method. in the process. Characteristics of praxis include selfdetermination (as opposed to coercion). False. through dialogue. Without dialogue. its expression is collective action on behalf of mutually agreed upon goals.educators. tri-syllabic words that can be broken down into syllabic parts and used to "generate" other words. illiteracy. Liberatory Education: Education which is liberatory encourages learners to challenge and change the world. Praxis comprises a cycle of action reflection-action which is central to liberatory education. as well as economic and personal empowerment. an expert takes . and become critically conscious human beings. etc. The theoretical basis for this discovery is provided by critical consciousness. Through alternate methods.g. all teach and all learn. and for the elimination of dependency and its symptoms: poverty. Portuguese). Problematization: Problematization is the antithesis of "problem-solving. there can be no liberatory education. superficial. these being commonly associated with conventional schooling. Power is not given. creativity (as opposed to homogeneity). but created within the emerging praxis in which co-learners are engaged. intentionality (as opposed to reaction). They are derived from a study of the specific history and circumstances of the learners. "humanization. demanding an atmosphere of mutual acceptance and trust. The task of the oppressed is to liberate themselves and. Revolutions are humanized to the extent that the new regime confronts its tendency to replicate the oppression of the old (see Transformation of the World). Humanization: The central task in any movement toward liberation is to become more fully human through the creation of humanly-enhancing culture--in a word. and rationality (as opposed to chance). Generative Themes/Words: Generative themes are codifications of complex experiences which are charged with political significance and are likely to generate considerable discussion and analysis. through oppressive manipulation and control. malnutrition. and naive interpretations of culture prevent the emergence of critical consciousness. and the community alike who. thus making it difficult for the unemployed to critically understand their situation. Praxis: Praxis is a complex activity by which individuals create culture and society. postulated that such tensions and contradictions were embedded in concrete culture (thus. dialectic materialism) and not merely found in contradictions between the existential world and our thoughts about the world.g. Empowerment: Empowerment is a consequence of liberatory learning. The approach challenges the way knowledge is produced with conventional social science methods and disseminated by dominant educational institutions. Educational systems are key instruments in the dissemination of mystifications: e.

educandos. educadores. portanto. reunidos em São Paulo nos dias 12 e 13 do corrente mês. LUIS INÁCIO LULA DA SILVA Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Outros Idioma: Português URL: http://www.distance from reality and reduces it to dimensions which are amenable to treatment as though they were mere difficulties to be solved.com. assessorar e ampliar a responsabilidade pública e formação cidadã. discutindo e propondo políticas públicas para essa modalidade. Problematization recognizes that "solutions" are often difficult because the wrong problems are being addressed. organismos Sistema S. organizações sindicais e não governamentais (ONGs). Conselhos de Educação. Conselhos de Educação. transforming it by work. envolvendo toda a sociedade civil em parcerias com os poderes públicos para a garantia da alfabetização enquanto ação cultural. desde 1999. Inspirados pelo grandioso legado de Paulo Freire. participantes dos Fóruns Estaduais de Educação de Jovens e Adultos e Membros da Coordenação Nacional dos Movimentos de Alfabetização (MOVAs). participantes dos Fóruns Estaduais de Educação de Jovens e Adultos e Membros da Coordenação Nacional dos Movimentos de Alfabetização (MOVAs). Universidades. Fóruns esses que expressam posições. To "problematize" is to engage a group in the task of codifying reality into symbols which can generate critical consciousness and empower them to alter their relations with nature and oppressive social forces. Cópia do Texto: MANIFESTO AO PRESIDENTE ELEITO. consciousness is in turn historically and culturally conditioned. excluídas. com a finalidade de reunir forças. de um direito básico que lhes garante a Constituição nacional. tecem as seguintes considerações: No Brasil existem mais de 16 milhões de pessoas jovens e adultas analfabetas absolutas e cerca de 65 milhões com escolaridade inferior ao Ensino Fundamental completo. Only history reveals the problematic nature of being human and the consequences of having chosen one path over the other. organizações sindicais e não governamentais (ONGs). The transformation of the world is humankind's entry into history. Transformation of the World: To transform the world is to humanize it (see Humanization ). As people act upon the world effectively. articulando-se nacionalmente.g.pdf Autor(es): Ação educativa Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Educadores e educadoras populares associados à Rede de Apoio à Ação Alfabetizadora do Brasil (RAAAB). Neste contexto nacional. conscientes de seu papel. Universidades. LUIS INÁCIO LULA DA SILVA Educadores e educadoras populares associados à Rede de Apoio à Ação Alfabetizadora do Brasil (RAAAB). uma das grandes inovações implementadas pelas . the development of the V-2 rocket in World War II). educandos. agregando administrações públicas. nos estados brasileiros vieram se organizando Fóruns de Educação de Jovens e Adultos. educadores. Conscientization) is the result of action which transforms the world and leads to humanization Data do Texto: 1995-06-20 00:00:00 34 MANIFESTO AO PRESIDENTE ELEITO.br/IR51enc. assessorar e ampliar a responsabilidade pública e social com a Educação de Jovens e Adultos. Problem-posing is a logically prior task which allows all previous conceptualizations of a problem to be treated as questionable. manifestam ao Governo eleito seu integral apoio e.acaoeducativa. Desde 1996. com a finalidade de reunir forças. nos Encontros Nacionais de Educação de Jovens e Adultos (ENEJAs). Transforming action could dehumanize the world with an oppressor's curious and inventive presence (e. All transformations do not result in liberation. diversos grupos e organizações vêm atuando há longa data no campo da alfabetização e da educação básica de jovens e adultos.

valorizando os profissionais da área e as especificidades da ação pedagógica. entre campo e cidade. tais como o Programa de Alfabetização Solidária (PAS). envolvendo toda a sociedade civil em parcerias com os poderes públicos para a garantia da alfabetização enquanto ação cultural. bem como as parcerias com as iniciativas da Sociedade Civil. · É urgente reconstruir e acionar a Comissão Nacional de Educação de Jovens e Adultos. por meio do Ministério da Educação. as ações empreendidas pelas redes de organizações da Sociedade Civil. enfatizamos a necessidade de inclusão da Educação de Jovens e Adultos nos mecanismos de financiamento da educação básica. de portadores de necessidades especiais e de outros grupos. descomprometidas com a continuidade e terminalidade da escolarização e com a transformação da sociedade brasileira. como requisito básico para a educação continuada durante a vida e para a formação de cidadãos leitores e escritores críticos e éticos. de gênero. · É fundamental que o Governo Federal reafirme os compromissos relativos à alfabetização e à educação de pessoas adultas firmados nas conferências internacionais de Jomtien (1990). para tanto. que a partir da experiência de Paulo Freire. pelos MOVAs e pelos Fóruns Estaduais de Educação de Jovens e Adultos. e de intervir na realidade social (Declaração de Hamburgo. capazes de expressar suas culturas e experiências. parte de um direito mais amplo que não se restringe à alfabetização. · É importante reconhecer e legitimar. · É fundamental realizar diagnóstico e avaliação das diferentes ações educativas do Governo Federal voltadas aos jovens e adultos. como processo de educação ao longo da vida. cabe ao Governo Federal potencializar a ação local coordenada nos Municípios e nos Estados. · Nessa perspectiva. de modo a garantir o princípio da ampla participação social na proposição. deve ser o articulador de uma política pública que incorpore a Educação de Jovens e Adultos definitivamente ao Sistema Nacional de Educação. fortalecendo a capacidade de lidar com as transformações que ocorrem na economia. em São Paulo. a visão equivocada de que a universalização da alfabetização de jovens e . a alfabetização é concebida como apreensão de conhecimentos básicos de leitura e de escrita da palavra e do mundo. etnia. mas deve atingir a terminalidade do ensino fundamental . orientando pelas diretrizes do parecer -se 11/2000 e pelas lutas populares em defesa da educação pública para todos. vem apoiando essas articulações nacionais e. ultrapassando. · É fundamental evitar que o MOVA Brasil tenha qualquer semelha nça com campanhas e ações assistencialistas já realizadas historicamente. órgão consultivo composto por representantes de instituições governamentais e não governamentais. o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA). Os MOVAs vêm promovendo uma ação alfabetizadora popular que extrapola a visão da alfabetização apenas como decodificação da escrita. pelas prefeituras e secretarias municipais e estaduais. Hamburgo (1997) e Dakar (2000). sob o princípio "reflexão sobre a ação". na cultura e nas relações sociais. na busca da autonomia e do senso de responsabilidade das pessoas e das comunidades. · O Governo Federal. para o que deve contar com uma estrutura administrativa capaz de responder a esse enorme desafio. no trabalho. controle e avaliação das políticas públicas. pautando nos princípios da formação -a cidadã. o Plano Nacional de Formação Profissional (PLANFOR) e o Programa Recomeço. formada por pessoas e organizações atuantes nessa área.Administrações Populares municipais e estaduais são os Movimentos de Alfabetização de Jovens e Adultos MOVAs. considerando as diferenças geracionais. · É importante reafirmar a concepção consagrada na V Conferência Internacional de Hamburgo (1997). · Considerando a descentralização da educação básica de jovens e adultos. toma a iniciativa de manifestar sua posição em relação aos rumos de uma política nacional de educação de jovens e adultos: · É fundamental garantir o cumprimento do preceito constitucional do direito de todos à educação até hoje não efetivado. A Rede de Apoio à Ação Alfabetizadora do Brasil RAAAB. · É necessário garan a tir formação continuada dos educadores de Educação de Jovens e Adultos. na elaboração e na implementação de políticas públicas. no contexto da transição da administração federal. que compreende a formação de jovens e adultos. vêm rompendo com as práticas das antigas campanhas com vieses assistencialistas descomprometidas com a continuidade da escolarização e com a transformação da sociedade brasileira. assim. 1997).

porque é um gesto concreto rumo à erradicação do analfabetismo". A proposta do Brasil Alfabetizado. Na parceria. agosto e dezembro.600 jovens acima de 15 anos e adultos. explicou Homem de Carvalho. Já o secretário de Erradicação do Analfabetismo. gestores.488. Em conformidade com os princípios acima expostos.312 e a Anca com R$ 33. que integram a coleção É só o começo. Para João Pedro Stédile. Cristovam Buarque. os três primeiros clássicos da literatura brasileira dirigidos aos adultos recém-alfabetizados. o MST luta para derrubar três cercas: do latifúndio. o MST se compromete a capacitar. Para Hermes de Paula. e O triste fim de Policarpo Quaresma.moderna. educadores. para quem o homem do campo precisa se libertar pelo conhecimento e chegar ao ensino fundamental. assinaram hoje. intraministeriais e interministeriais de modo a promover convergências entre as diversas propostas de ensino e iniciativas educacionais. educandos etc Data do Texto: 2002-00-00 00:00:00 35 MEC libera 3. o convênio do MEC com o MST tem "um significado político e social muito grande. um convênio no valor de R$ 3. este ano. Pelo convênio. o FNDE entra com R$ 3. Os recursos serão repassados pelo FNDE em parcelas em junho. assinaram hoje.315.Sempre é tempo de aprender é o slogan que o MST vai levar a todos os assentamentos e acampamentos para motivar o ingresso dos adultos nas turmas de alfabetização. Cópia do Texto: O diretor do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). 1. Hermes de Paula. Os recursos vão custear a formação dos alfabetizadores e depois pagar os professores. Hermes de Paula. da Comissão Nacional dos MOVAs e de membros dos Fóruns de Educação de Jovens e Adultos que apresentará. Luiz Antônio Pasquetti.com.348. é es timular a leitura e a seqüência dos estudos para além da alfabetização dos adultos. ao .adultos possa ser alcançada por métodos milagreiros e em curtíssimo prazo.3 milhões para alfabetização de jovens e adultos nos assentamentos e acampamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). diz ele. decidimos pela formação de um grupo de trabalho com representação da RAAAB. A Escrava Isaura. Slogan .3 milhões para alfabetização de jovens e adultos nos assentamentos e acampamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).840 alfabetizadores nos 26 estados e no Distrito Federal para alfabetizar 27.800. João Homem de Carvalho.3 milhões para alfabetização no campo Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. e o procurador da Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca). A estimativa do MST é de que a alfabetização no campo tenha duração de seis a oito meses. totalizando R$ 3. Luiz Antônio Pasquetti. nos próximos dias. uma proposta para o MOVA Brasil que contemple a concepção de educação popular que permeia este manifesto. João Pedro Stédile. Ionice Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O diretor do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). 19. parlamentares. · É imprescindível estabelecer articulações intersetoriais. "É tão importante ocupar o latifúndio como ocupar a escola".br/noticias_educacionais/acoes_governamentais/0226 Autor(es): LORENZONI. Seguem-se mais de 300 assinaturas de instituições. um convênio no valor de R$ 3. do capital e da ignorância. 19. e o procurador da Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca). intelectuais. entregou ao presidente do MST. desde o princípio. do Programa Brasil Alfabetizado: Garibaldi e Manoela: uma história de amor. um dos programas-chave do ministro da Educação.

"Faltam ao vídeo algumas características importantes. Para Stela Piconez. durante três meses. promovido pela Prefeitura de São Paulo no governo de Luiza Erundina (1989-1993). Cópia do Texto: Especialistas em alfabetização de adultos consultados pela Folha de S. à universidade e à pós-graduação. O método. consiste de 65 lições gravadas em vídeo. não é possível alfabetizar com aulas por vídeo.org. afirma.com. Com esse convênio. mas não tem compreensão adequada do que está lendo. apresentadas aos alunos por "facilitadores". o desenvolvimento de autovalorização e de autoconfiança.shtml Autor(es): WASSERMANN. batizado de "Sim. afirma Data do Texto: 2003-07-27 00:00:00 37 Ministro da Educação anuncia nova equipe Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: www. diz. entre eles sua criadora. eu posso". "estamos criando a oportunidade de romper com a terceira cerca. "É impossível alfabetizar adequadamente em três meses". "Não adianta nada a pessoa ler um enunciado que diz para efetuar uma operação matemática. professora livre-docente da Faculdade de Educação da USP e coordenadora do Núcleo de Estudos de Educação de Jovens e Adultos. disse. batizado de "Sim. Leonela Relys.uol.br/folha/mundo/ult94u60667. de segunda a sexta. afirma Stela Bertolo Piconez. consiste de 65 lições gravadas em vídeo. professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) que coordenou o programa Mova (Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos). aprese ntadas aos alunos por "facilitadores".undime.folha. treinados por 74 técnicos cubanos que estão na Venezuela para supervisionar a implementação do programa. Segundo ela. Para Maria Stela Graciani.br Autor(es): MEC / ACS . a da ignorância. se para ela operação significa só cirurgia". em três meses "é possível colocar alguém em nível alfabético". Leonela Relys. essa idéia é duvidosa. "Alfabetizar demanda incentivo.médio. entre eles sua criadora.Paulo dizem ter dúvidas sobre a eficácia do método cubano de ensino adotado pelo governo venezuelano.Paulo dizem ter dúvidas sobre a eficácia do método cubano de ensino adotado pelo governo venezuelano." Data do Texto: 2003-05-20 00:00:00 36 Método cubano para alfabetização é alvo de críticas Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www1. o método relaciona números às letras do alfabeto para ensiná-los a ler. mas não há relação entre o registro e a idéia de texto". "Os analfabetos fazem registros próprios para números. treinados por 74 técnicos cubanos que estão na Venezuela para supervisionar a implementação do programa. Partindo do princípio de que os analfabetos conhecem os numerais e podem realizar operações matemáticas simples. como a interatividade com o educador e o relacionamento entre as pessoas"." A campanha venezuelana prevê duas horas de aula ao dia. o que significa que a pessoa pode conhecer as letras e saber como juntá-las para formar uma palavra. O método. eu posso". Rogério Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Especialistas em alfabetização de adultos consultados pela Folha de S.

O secretário já conversou sobre o assunto com o ministro do Desenvolvimento Social e de Combate à Fome. José Henrique Paim Fernandes (presidente do Fundo Nacional de Desenvolvi ento da Educação . foi secretário-executivo do extinto Ministério da Assistência Social. atuando em conjunto com Tarso Genro e Fernando Haddad.FNDE). de solidariedade com todos os demais órgãos do governo que trabalham com políticas sociais". defendeu. Francisco das Chagas Fernandes (secretário de educação infantil e fundamental). Jairo Jorge da Silva (chefe de gabinete). para inclusão de jovens e adultos nos sistemas de ensino". absorverá as ações da Secretaria de Inclusão Educacional. o secretário de Educação Infantil e Fundamental (SEIF). "O sucesso de programas de inclusão educacional depende da associação com outros programas de distribuição de renda". As secretarias de Inclusão Educacional e de Erradicação do Analfabetismo serão integradas e quem assumirá. Jorge Almeida Guimarães (presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior Capes). da Saúde e Cultura. Nelson Maculan Filho (secretário de educação superior). "Eles têm um papel importante na interface com programas de inclusão educacional e precisamos preservar esta transversalidade". Henriques disse que serão mantidas as linhas gerais do trabalho iniciado pela equipe anterior. mas também para estabelecer relações de cooperação. já que o FNDE é a principal fonte de financiamento das políticas gestadas nas secretarias do MEC". Jairo Jorge da Silva. Segundo o Mi istro é n desnecessária a separação entre inclusão educacional e luta contra o analfabetismo. justificou. José Henrique Paim Fernandes (presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação FNDE). Nelson Maculan Filho (secretário de educação superior). Tarso Genro. O secretário Extraordinário de Erradicação do Analfabetismo. "Mas estabeleceremos padrões e sistemas de avaliação. salientou a necessidade de a instituição estabelecer uma "sintonia fina" com o MEC. À frente da secretaria responsável por políticas que beneficiam 70% dos alunos da educação básica nas redes públicas. Patrus Ananias. Ricardo Henriques (secretário extraordinário de erradicação do analfabetismo). O presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Tarso Genro. Marcos Dantas (secretário de educação a distância). Francisco . Foram mantidos os secretários de educação média e tecnológica. Antônio Carlos Lopes (secretário executivo da Comissão Nacional de Residência Médica). Ronaldo Mota (secretário executivo do Conselho Nacional de Educação). Marcos Dantas (secretário de educação a distância).Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O ministro da Educação. Cópia do Texto: Ministro da Educação anuncia nova equipe Autor: Secretaria executiva nacional Data: 3/2/2004 O ministro da Educação. Cláudia Pereira Dutra. interinamente. São eles: Fernando Haddad (secretário executivo). "Essa sintonia é necessária. Henriques adiantou ainda que sua secretaria atuará junto a outras instâncias da área social do governo federal. A idéia do novo secretário é interagir também com os ministérios do Trabalho. Antonio Ibañez Ruiz. afirmou. Paim Fernandes disse que sua primeira missão é montar o calendário do trabalho a ser desenvolvido pelo Fundo a partir de março. m Antônio Carlos Lopes (secretário executivo da Comissão Nacional de Residência Médica). será o chefe de gabinete. que será extinta.Capes). salientou. José Henrique Paim Fernandes. levando em conta os parâmetros colocados pelo ministro. já anunciou os nomes dos novos secretários. "Essa integração é necessária não só para potencializar os recursos que o ministério dispõe. e de educação especial. Benício Schmidt (coordenador-geral de cooperação internacional da Capes). Jairo Jorge da Silva (chefe de gabinete). que também assume como coordenador político do gabinete do ministro. São eles: Fernando Haddad (secretário executivo). em 2003. Ricardo Henriques. ajustando a atuação da secretaria a um novo tratamento metodológico. Jorge Almeida Guimarães (presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior . Ronaldo Mota (secretário executivo do Conselho Nacional de Educação). acrescentou Henriques que. Ricardo Henriques (secretário extraordinário de erradicação do analfabetismo). já anunciou os nomes dos novos secretários. Fran cisco das Chagas Fernandes (secretário de educação infantil e fundamental). Benício Schmidt (coordenador-geral de cooperação internacional da Capes).

elaborado pela coordenadora do curso Normal Superior. que a atuação de sua secretaria será em conjunto com as secretarias de Educação Média e Tecnológica (Semtec) e de Educação Especial (Seesp). envolvendo programas para toda a educação básica . Segundo o advogado Fernando Passos. Profa Dra. prevista para breve. e o resultado prático do trabalho foi .br.uniara.br/projeto/noticia. afirmou. foi fruto de um convênio entre a Uniara e a Fundação Nacional de Amparo ao Preso (Funap). como preceitua a Lei de ais Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). continuaremos o trabalho da gestão anterior e até avançaremos e aprofundaremos os programas voltados à formação dos trabalhadores da educação".das Chagas Fernandes. que ocupa o cargo desde março de 2003. ainda. Elenice al Camarosano Onofre. Elenice Camarosano Onofre. em Brasília. A iniciativa de criação de um projeto de alfabetização de jovens e adultos na Uniara foi do Departamento de Ciências Humanas e Sociais. Fernando Passos.mec. frisou que sua secretaria tem uma peculiaridade: "Trabalhar com um universo em que o patrão são os governos estadu e municipais". O primeiro projeto. mas não estão aprendendo. Cláudia Dutra. e o deputado federal Dimas Ramalho.gov. e consistia na alfabetização de adultos presos da Penitenciária de Araraquara. que desenvolveu tese de doutorado sobre Educação Escolar na Prisão. dia 8 de maio. Na ocasião. disse que pretende dar continuidade aos trabalhos que vinham sendo desenvolvidos. Na ocasião. e pela professora do mesmo curso Luciana Maria Giovanni Cópia do Texto: Ministro elogia projeto de alfabetização da Uniara O chefe do Departamento de Ciências Jurídicas do Centro Universitário de Araraquar a Uniara. Fernando Passos e Dimas Ramalho entregaram ao ministro uma cópia do projeto da Uniara de erradicação do analfabetismo e de criação do Núcleo de Educação de Jovens e Adultos. Fernando Passos. fundamental e média -. a partir de programas e ações desenvolvidos na instituição desde 1995. Profa Dra.que inclui a educação infantil. e pela professora do mesmo curso Luciana Maria Giovanni. A secretária de Educação Especial. acesse a página do MEC www.asp?codigo=101 Autor(es): UNIARA Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O chefe do Departamento de Ciências Jurídicas do Centro Universitário de Araraquara Uniara. dia 8 de maio. pelo ministro da Educação Cristóvam Buarque.com. os estudantes ministraram aulas na Penitenciária. "Para isso. e o deputado federal Dimas Ramalho. além do atendimento de alunos portadores de necessidades especiais. Para ele. principalmente na capacitação de professores para o atendimento aos alunos com necessidades especiais nas redes de ensino. Fernando Passos e Dimas Ramalho entregaram ao ministro uma cópia do projeto da Uniara de erradicação do analfabetismo e de criação do Núcleo de Educação de Jovens e Adultos. pelo ministro da Educação Cristóvam Buarque. elaborado pela coordenadora do curso Norm Superior. foram recebidos na última quinta-feira. de extensão universitária. o ministro não apenas elogiou a iniciativa da Uniara mas também se dispôs a lançar o projeto em Araraquara. Sob orientação da professora Elenice Camarosano Onofre. o principal desafio à frente da SEIF é a inclusão de milhões de crianças que ainda estão fora da escola e de outros milhões que estão na escola. Fonte: MEC Data do Texto: 2004-02-03 00:00:00 38 Ministro elogia projeto de alfabetização da Uniara Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. em data a ser definida. coordenados pelos cursos de Pedagogia e Normal Superior. em Brasília. Para mais informações. Ela disse que esse trabalho poderá avançar em muito com a regulamentação da Lei da Acessibilidade. foram recebidos na última quinta-feira. Ele disse.

A Secretaria Municipal de Educação assumiu o desafio de criar o MOVA-Chapecó como uma política de garantia de acesso a leitura e à escrita. e no campo da pesquisa. Entendemos que o acesso ao conhecimento. as turmas que já estão acontecendo em Chapecó. sua conquista depende da responsabilidade coletiva da sociedade.php&arquivo=16 Autor(es): Diocese Chapecó Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O Movimento de Alfabetização é uma luta de muitos anos. Pois queremos. a Ditadura dispensou com muitas iniciativas inclusive a luta pela alfabetização dos adultos. complementa. entidades religiosas. além da tese sobre Educação Escolar na Prisão. Toda a sociedade está convidada a identificar pessoas. o Educador Paulo Freire oficializou o MOVA na cidade de São Paulo. sindicatos.um elevado índice de aprovação dos presos nos exames de Suplência promovidos pela Secretaria da Educação. conselhos escolares. é um direito de todos e. ampliar. a Uniara prepara seus graduandos para que atuem na formação de jovens e adultos. portanto. Em 1989 com a Administração Popular. como cidadãos. Ainda no campo da extensão universitária. também autora do projeto que foi entregue ao ministro Cristóvam Buarque. Se fortalece o apoio das associações comunitárias. Mais informações do MOVA. Ele começou a ser gestado na década de 50 pela Igrejas e movimentos. buscando envolver toda a comunidade. Com o Golpe Militar. Data do Texto: 2003-05-00 00:00:00 39 MOVA: Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. do processo de construção do conhecimento. acima dos 15 anos. ainda mais. com o compromisso de assegurar a Alfabetização de Jovens e Adultos do campo e da cidade. Data do Texto: 2003-03-12 00:00:00 40 Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos . podemos destacar uma série de monografias de conclusão de curso de nossos alunos que tratam do tema do analfabetismo". onde a EJA (Educação de Jovens e Adultos) não consegue atingir. na Secretaria Municipal de Educação de Chapecó. setores empresariais e lideranças em geral.diocesechapeco. Ele começou a ser gestado na década de 50 pela Igrejas e movimentos Cópia do Texto: O Movimento de Alfabetização é uma luta de muitos anos. afirma a coordenadora Elenice. movimentos populares. das mais diferentes formas. como aqueles que ainda não se sentem motivados a participar da escola. O MOVA tem o objetivo de estimular a aprendizagem de homens e mulheres que foram excluídos.php?link=noticias1.br/index1. "Mas o trabalho de alfabetização não se limita à extensão universitária". organizar junto à comunidade grupos de 10 a 15 pessoas e indicar os seus educadores populares para contribuir no processo de alfabetização. ultrapassando os limites de sala de aula e os limites da educação. quanto ao seu histórico e como funcionam as turmas em Chapecó. O MOVA é uma alfabetização para a cidadania. com carga horária de 90 horas além de estágio superv isionado.org. "No campo do ensino. que não sabem ler e escrever. ao letramento. a Uniara firmou parceria este ano com o Centro de Atendimento ao Adolescente no Programa Reintegra Brasil para colaboração em reforço escolar de Comunicação Oral e Escrita e Educação Matemática.

Carvalho acredita que a mobilização da sociedade é a chave para acabar com o analfabetismo. 17 milhões de jovens e adultos que estão excluídos da sociedade moderna por não saberem ler nem escrever. João Luiz Homem de Carvalho. 17 milhões de jovens e adultos que estão excluídos da sociedade moderna por não saberem ler nem escrever. Em entrevista ao Jornal do Br sil. pretende ser um elemento poderoso de mobilizção popular em torno da luta de erradicação do analfabetismo. Em tempo. atendendo por período cerca de 400 novos alunos.icapui.Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. O momento trabalhará prioritariamente dentro da proposta pós-construtivista. Até maio de 2004 . que será lançado dia 11 de abril de 2003. Carvalho acredita que a mobilização da sociedade é a chave para acabar com o analfabetismo. as entidades locais. atingindo os grupos resistentes específicos como pescadores e mulheres. às 08:00 da manhã no Ginásio Poliesportivo.800 alfabetizandos e reduzir o percentual atual em pelo menos 53%. através do GEEMPA (Grupo de Estudos sobre Educação. ele a . além de apoio de organizações multilaterais e não governamentais. Para executar a tarefa espera contar com R$ 1. inclusive. novas turmas estão sendo implantadas na rede de ensino. Atualmente.htm Autor(es): secretaria de educação Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos de Icapuí.gov. Para executar a tarefa espera contar com R$ 1. federações. se for preciso.br/prefeitura/secretarias/educacao/2003/030403. prazo previsto para o 1° momento do movimento. Metodologia de Pesquisa e Ação) em etapa de alfabetização em 03 meses.br/asp/secoes/noticias.ce. ele disse que pretende incentivar os estudantes a desenvolverem projetos de alfabetização. Data do Texto: 2003-04-12 00:00:00 41 Não há mobilização para alfabetizar Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. André Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: BRASÍLIA . trabalho personalizado. assumiu a Secretaria Nacional Extraordinária de Erradicação do Analfabetismo com a meta de alfabetizar. Cópia do Texto: BRASÍLIA .asp?cod=573 Autor(es): NOBLAT. em quatro anos. As escolas.com.O engenheiro agrônomo e professor da Universidade de Brasília. assumiu a Secretaria Nacional Extraordinária de Erradicação do Analfabetismo com a meta de alfabetizar. às 08:00 da manhã no Ginásio Poliesportvo.O engenheiro agrônomo e professor da Universidade de Brasília. Nestes 17 anos o município reduziu em mais de 20% as taxas de jovens e adultos não escolarizados e agora pretende fazer um amplo e participativo processo de alfabetização. em quatro anos. fazendo. além de apoio de organizações multilaterais e não governamentais. em busca do analfabetismo zero. a Secretaria da Educação pretende atingir cerca de 2. associações.5 bilhão por ano em recursos federais.aticaeducacional. pretende ser um elemento i poderoso de mobilizção popular em torno da luta de erradicação do analfabetismo Cópia do Texto: O Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos de Icapuí.5 bilhão por ano em recursos federais. ele é a continuidade e o fim de um processo iniciado em 1986. Em entrevista ao Jornal do Brasil. secretarias municipais. todas estão sendo sensibilizadas e mobilizadas para o processo e envolvimento. João Luiz Homem de Carvalho. que será lançado dia 11 de abril de 2003.

numa perspectiva de retomada histórica de seu compromisso com a promoção da pessoa humana e com a proposta de construção de uma sociedade justa e igualitária. Ao conceber a Rede de Alfabetização de Jovens e Adultos.Indaiatuba.5 bilhão por ano.br/noticia_03. Assembléia Geral Ordinária ocorreu um acontecimento de relevância histórica.htm Autor(es): ROCHA.. . estados. Data do Texto: 2003-01-27 00:00:00 42 Nota Informativa . Isso representa o dinheiro que será dado como incentivo para as pessoas se alfabetizarem.Presidência do MEB Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. se você quiser levar apenas como partícipe de uma sociedade mobilizada. O dinheiro para pagarmos os alfabetizadores e os gastos com a estrutura da campanha chegarão através de parcerias com o BID.Em torno de R$ 1. buscando oferecer. à sociedade . Unesco. Nós os estimulamos a fazerem um projeto.Nós temos alguns dados que não são exatamente confiáveis. O programa com metas específicas será entregue no final de fevereiro. Durante a visita do Presidente Lula e seus Ministros e Assessores à 41a. Se nós tivermos êxito na mobilização da sociedade para a alfabetização de jovens e adultos. Sergipe e Fortaleza. Agora. que está em torno de 13% de analfabetos . a primeira coisa é não ter uma metodologia única. prefeituras.Quantos milhões de analfabetos vão ser atendidos? . O Ministro de Estado da Cópia do Texto: Nota Informativa . que é o dado do IBGE.Como deve acontecer essa participação da sociedade? . 02/05/2003 Senhores Bispos. Não sei se dariam conta de todo o serviço. Mas nós pretendemos ir atrás do Tribunal Superior Eleitoral e das secretarias estaduais de Educação para refazer esse mapa do analfabetismo. torna-se fácil..disse que pretende incentivar os estudantes a desenvolverem projetos de alfabetização. O Ministro de Estado da Educação. . .Quanto vai custar a erradicação do analfabetismo para o governo? . Estudantes. firmou parceria com a CNBB. .É difícil hoje porque não se vê com clareza uma mobilização para isso.meb. através do Movimento de Educação de Base.org. por exemplo. Assembléia Geral Ordinária ocorreu um acontecimento de relevância histórica. através do Movimento de Educação de Base. Se você quiser levar como Ministério da Educação eu acho que fica muito difícil. como pretende o ministro Cristovam Buarque? . .Quando o ministério pretende pôr esse trabalho em prática? . .Daqui a um mês estaremos entregando um programa com metas para o presidente Lula.17 milhões de pessoas. onde já existem programas. Senão você começa a excluir pessoas que querem trabalhar mas não querem utilizar determinada metodologia.É possível erradicar o analfabetismo em quatro anos. a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. dá continuidade a uma parceria histórica com o Governo Federal. SP. acho que passará a ser uma tarefa fácil. mais ou menos. Eu devo ir para Recife. O projeto da Rede de Alfabetização e Formação de Jovens e Adultos representa a reafirmação da Missão da Igreja do Brasil.Presidência do MEB Itaici .Eu acho que a primeira coisa é concentrar esforços com quem já está trabalhando. e colocamos gás nos garotos para o projeto para funcionar. através do Ministério da Educação. Temos que trabalhar com as diversas metodologias de educação que existem no país. então temos de incentivar quem mais quiser participar. Professor Cristovam Buarque. Dom Augusto Alves da Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Durante a visita do Presidente Lula e seus Ministros e Assessores à 41a. sob orientação do nosso corpo técnico. . em quatro anos. para Alfabetização de Jovens e Adultos. sindicatos.Existe muita discussão sobre qual seria a metodologia correta de alfabetizar os adultos.Eu acho que para termos êxito.

brasileira.ufsc. pelo menos. paróquias. e Quaisquer outros esclarecimentos podem ser feitos diretamente à equipe do MEB. em 4 anos. em Brasília. 2 horas diárias para o trabalho junto à Rede de Alfabetização. via correio. a Secretaria tem. A síntese do projeto já foi enviada a os Srs.Assessoria de Comunicação Social O que é o Programa Brasil Alfabetizado Criado pelo Ministério da Educação. junto à REDE. envolvendo a formação de 1000 formadores.htm Autor(es): KEHRLE. Sua operacionalização está sendo feita pela Secretaria Extraordinária Nacional de Erradicação do Analfabetismo (SEEA/MEC). orçamento de R$ 273 milhões para programas e projetos de alfabetização em todo o País. a partir do momento em que o Ministério da Educação concretizar o repasse dos recursos necessários à montagem da Rede de Alfabetização. Sob a coordenação de João Luiz Homem de Carvalho. em sua Diocese. como formadoras.p. as fichas de cadastramento dos formadores. considerando que este é um dos passos fundamentais para a superação de desigualdades sociais profundas. Vilany Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Criado pelo Ministério da Educação. no mês de março p. via correio. Institucionalmente. em função de seus interesses e das necessidades na região. pelo telefone (61) 225-2999. Bispos será a de identificar. Tenham disponibilidade de. há três meses. supervisão e alfabetização. escolase universidades católicas ou outras ações da Igreja na região. comunitário e pedagógico. encaminhará. pelo fax (61) 225-2943 e pelo correio eletrônico meb@meb. que trabalha em parceria com organismos governamentais e não -governamentais com experiência na Alfabetização de jovens e adultos. há três meses. Sua operacionalização está sendo feita pela Secretaria Extraordinária Nacional de Erradicação do Analfabetismo (SEEA/MEC). 3 pessoas que preencham os seguintes quesitos: Sejam portadoras de curso superior. Estas pessoas atuarão. que trabalha em parceria com organismos governamentais e não-governamentais com experiência na Alfabetização de jovens e adultos. O alcance do projeto para o primeiro ano (2003) será de 750. Dia 16 .000 alfabetizadores e 30. Os primeiros convênios foram assinados semana passada. Bispos.br .750. assumir outras tarefas. o Programa Brasil Alfabetizado tem como objetivo abolir o analfabetismo no Brasil. como a de coordenação. e A proposta do Governo Federal. pastorais. Nesta perspectiva é que vimos solicitar especial atenção dos Senhores para os próximos encaminhamentos concretos desta ação. serão as pessoas responsáveis por capacitar os alfabetizadores e poderão. 30. O MEB.org.cfh. este ano. em tempo oportuno.000 salas de aula. A primeira ação dos Srs.000 pessoas até o ano de 2006. organismos.000 pessoas alfabetzadas e i 3. Cópia do Texto: MEC . eventualmente. Esclarecemos que: Não é necessário que as pessoas indicadas tenham qualquer experiência anterior em alfabetização de jovens e adultos. este projeto está inserido em dois amplos contextos: O Mutirão da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil para a Superação da Miséria e da Fome. o Programa Brasil Alfabetizado tem como objetivo abolir o analfabetismo no Brasil.. de Erradicação do Analfabetismo no Brasil. em qualquer área do conhecimento. a prestação de um serviço essencial à construção plena da cidadania. DOM AUGUSTO ALVES DA ROCHA PRESIDENTE MOVIMENTO DE EDUCAÇÃO DE BASE Data do Texto: 2003-05-02 00:00:00 43 O que é o Programa Brasil Alfabetizado Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. e Tenham motivação para o trabalho social. isto é.br/noticia10. através do Ministério da Educação. Façam parte da comunidade diocesana e encontrem-se engajadas em projetos ligados à diocese.

Em quatro anos. que consiste em montar bibliotecas domés ticas na casa de voluntários para utilização da comunidade. até o momento. Hoje. Na sala de aula aconselha-se ter um mínimo de 15 e um máximo de 25 alunos.com. serão atendidas 150 mil.00. se um alfabetizador orienta 20 alunos.Escrava Isaura. a SEEA lançará o projeto Só Começo. disse Homem de Carvalho. também em quatro anos. ele vai ganhar por mês R$ 300. Ele lembra que continua em estudo projeto de lei para inclusão de livros na cesta básica. Além de assinarem convênios com o MEC. como transporte de alunos. para criar o hábito da leitura. Nos projetos que foram apresentados ao Ministério. o que corresponde a 10% da meta estabelecida pelo governo federal. para atender 9 mil pessoas. Ao trabalhar em parceria.00 para a formação desse alfabetizador. às 15h. o MEC aceitará o tempo para alfabetização que for proposto pelo conveniado. outros 115 mil serão alfabetizados. de Bernardo Guimarães. merenda durante as aulas. A previsão do MEC é alfabetizar este ano 3 milhões. para o alfabetizador. Repórter: Vilany Kehrle Fonte: Notícias . e queira ser alfabetizadora. No ano que vem. totalizando 150 mil alunos naquele estado. Com a colaboração do Alfabetização Solidária. entre outras ações.Abril/2003 .SEEA Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 44 O que é poesia? Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Outros Idioma: Português URL: http://www.ogamita. além de fiscalizar a aplicação dos recursos. Cássio Cunha Lima. foi a vez da Pastoral da Criança assinar convênio no valor de R$ 1 milhão. Seu objetivo é produzir e distribuir livros de literatura brasileira e mundial. Nossa idéia é montar cem mil minibibliotecas dessas no Brasil. mas devem ser pessoas com experiência na área de alfabetização de jovens e adultos. também. bibliotecas domiciliares. se não. durante a Bienal Internacional do Livro. O Ministério oferece. Se esta for positiva. de Josué Guimarães . o Programa dará suporte para articular a aquisição de óculos de grau. na primeira fase. a duração da alfabetização é de três a oito meses. No próximo mês. Cristovam Buarque.chegarão às mãos de jovens e adultos que aprenderam a ler e escrever nos primeiros meses deste ano. e até 2006. Nove mil exemplares de três obras literárias . O que significa que. o Ministério vai aceitar as metodologias propostas pelos parceiros. Essas medidas visa dar m assistência ao aluno alfabetizado.br/alfa_producoes. será assinado convênio com o Serviço Social da Indústria (Sesi) para alfabetização de dois milhões de pessoas. após a execução do primeiro convênio será feita uma avaliação pelo Ministério. ser professores. no valor de R$ 13 milhões para alfabetização de 35 mil jovens e adultos. até 2006.deste mês. o segundo grau. o ministro da Educação. especificamente. livros para os novos alfabetizados. Na maioria dos projetos. para continuar o convênio. a proposta gira em torno de seis meses. dinheiro destinado. Metodologia O MEC não vai adotar nenhum método específico de alfabetização. deverá ser implementado o projeto Mala do Livro. assinou convênio com o governador da Paraíba. a quantia de R$ 20. uma forma de o Governo continuar a acompanhar o aprendizado. Além disso. Filosofia O MEC está propondo parcerias. Os alfabetizadores não precisam. serão sugeridas modificações.htm Autor(es): texto coletivo . 20 milhões. ela terá que passar por um sistema de capacitação que varia segundo as metodologias aplicadas. própria para adultos recém -alfabetizados. no Rio de Janeiro. o contrato será mantido. por exemplo. necessariamente. Para este ano a proposta é pagar R$ 15. Triste Fim de Policarpo Quaresma. Caso uma pessoa tenha. de Lima Barreto e Garibaldi e Manuela: uma História de Amor.00 por aluno alfabetizado. Duração Como não há exigência ou imposição de uma metodologia própria. em linguagem simples. No dia 17 deste mês. os governos estaduais e municipais deverão dar a contrapartida. No entanto.

Guairá e Ibema. a Unesco divulgou.3%. atingimos 7. As poesias brincam com as palavras do povo que contam as suas histórias com beleza. Marechal Cândido Rondon. Os municípios que irão se beneficiar são: Cascavel. Dois Vizinhos.1% para 13. Através das parcerias em destaque. O país entrou no novo milênio com 15. órgãos públicos.923 alunos matriculados. Secretários Municipais de Educação. com 7.4% deste total. que todo mundo gosta de ouvir. no Programa SESI Educação do TrabalhadorAlfabetização um total de 1289 matrículas. representando a superação da meta proposta em 554%.1 milhões de jovens e adultos que não sabem ler e escrever. Foz do Iguaçu. movimentos sociais e organizações governamentais e não governamentais estão buscando se envolver na questão educacional de jovens e adultos. a entrega e formalização de 22 Termos de Acordo para Programa em Parceria com CEEBJA´s e Secretarias Municipais de Educação das cidades de abrangência da região Oeste e Sudoeste do Estado. Toledo. mesmo considerando que. No campo da alfabetização de jovens e adultos. com uma perspectiva de redução para 830 milhões até 2010.sesipr.Paraná Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: No último dia 19 aconteceu no SESI/Regional Oeste. que tem como objetivo elevar a escolaridade básica da força de trabalho com vistas ao domínio de competências para o exercício da cidadania e inserção produtiva. mas o número de analfabetos adultos ainda é grande. com superação de mais de 550% da meta estabelecida. Cópia do Texto: A poesia é uma fantasia.htm Autor(es): SESI . Guaraniaçú.Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: A poesia é uma fantasia. sindicatos. Capanema. para prestar apoio técnico ás instituições parceiras e também oferece material pedagógico em beneficio de jovens e adultos que estão inseridos nos Programas de Educação de jovens e Adultos. Pato Branco. As poesias são feitas para ler e elas falam de sentimento. Instituições. a taxa caiu de 17. concordando que a parceria é uma estratégia privilegiada para o . acumulamos 8. o que corresponde a 20% da população mundial.com. Chopinzinho. o menor índice está no Sul.716. Francisco Beltrão. O evento contou com a participação de diretores das Unidades de CEEBJA. No ensino médio do trabalhador. Vigorena destacou a importância do trabalho desenvolvido através de parcerias para o fortalecimento do Programa SESI Educação do Trabalhador. e ainda de 5ª a 8ª série 8. por ocasião do Dia Mundial da Alfabetização. técnicas de Educação e gerencia regional do SESI/Oeste. O Brasil tem feito avanços. São Miguel.1%. superando em 63% das metas estabelecidas. representando 125% da meta proposta. afeto e carinho. que todo mundo gosta de ouvir. empresas. Cópia do Texto: No último dia 19 aconteceu no SESI/Regional Oeste. Foi registrado que existem ainda cerca de 875 milhões de analfabetos. Registramos na Regional Oeste no ano de 2002. No Programa SESI Educação do Trabalhador .1ª a 4ª série. Na oportunidade a profissional Célia L. com 18.729 matriculas. o SESI coloca a disposição as profissionais da região. por isso nós precisamos conservar a poesia. Data do Texto: 2002-11-00 00:00:00 45 O SESI ESTÁ DANDO UMA AULA DE EDUCAÇÃO Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. índices atualizados sobre a questão. universidades. na segunda metade da década de 90. a entrega e formalização de 22 Termos de Acordo para Programa em Parceria com CEEBJA´s e Secretarias Municipais de Educação das cidades de abrangência da região Oeste e Sudoeste do Estado. em setembro de 2001.br/destaques/eja_reg_oeste. O maior índice concentra"se no Nordeste.

Pernambuco. em dezembro de 2001.8 milhões de famílias carentes. Data do Texto: 2003-06-19 00:00:00 46 Parceria com Bolsa-Escola para alfabetização de adultos Area de Conhecimento: educação de adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www.com.prefeituradebelem. sete governos estaduais e 204 universidades e capacitou mais de 113 mil alfabetizadores.470 municípios. no Recife. Foi quase tudo o que se pode ser como educador.html Autor(es): Prefeitura de Belém Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Paulo Freire nasceu no dia 19 de setembro de 1921. compreendida como direito básico da cidadania. Paulo Renato Souza.010 municípios atendidos pelo Alfabetização. De acordo com dados do MEC. Hoje (01).Associação de Apoio ao Programa Alfabetização Solidária -. exemplo de brasileiro Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Português URL: http://www. Mais informações no site do MEC www.iuvb.Universidade Virtual Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: União entre Alfabetização Solidária e Bolsa-Escola vai levar pais de alunos carentes à escola Cópia do Texto: Os pais analfabetos dos alunos carentes cadastrados no programa Bolsa -Escola Federal serão convidados pelo Alfabetização Solidária para voltarem a sala de aula para a alfabetização.2 milhões de crianças e 4. O Alfabetização Solidária é gerenciado por uma organização não-governamental -. Teve a coragem de pôr em prática um autêntico trabalho de educação que identifica a alfabetização com um processo de conscientização. afirmou durante a cerimônia de assinatura do acordo.br/jp178/mat3.578 municípios brasileiros. com a parceria de 93 empresas.e tem como objetivo reduzir os índices de analfabetismo registrados no Brasil.desenvolvimento de programas nesta área. de professor de escola a c riador de idéias e "métodos". o Alfabetização alcançou a marca de 2. atingindo cerca de 8. o Bolsa-Escola está presente em 5. Inicialmente serão convidados os pais de um município de cada estado do País que possua salas de aula do programa Alfabetização Solidária. Segundo informações do programa. com o cadastro do Bolsa-Escola. Depois serão chamados os analfabetos de 2. instituições e organizações.4 milhões de alunos atendidos em 1.gov. o programa Alfabetização Solidária vai "poder identificar famílias mais carentes onde se concentra o analfabetismo e desenvolver programas focalizados a estas famílias". os dois programas assinaram um termo de parceria que disponibiliz a o cadastro do Bolsa-Escola para o Alfabetização poder identificar seus futuros alunos. capacitando o oprimido tanto para a aquisição dos instrumentos de leitura e escrita quanto para a sua libertação Cópia do Texto: . Para o ministro da Educação.br.br/br/alfa/noticias/parceria_com_bolsa.edu. Data do Texto: 2003-00-01 00:00:00 47 Paulo Freire.mec. Pode diagnosticar também o consenso pelo -se alargamento do conceito de educação de jovens e adultos na direção da formação básica e continuada ao longo da vida.htm Autor(es): IUVB .

M. capacitando o oprimido tanto para a aquisição dos instrumentos de leitura e escrita quanto para a sua libertação.br/educacao/noticias/ detalheNoticia.M. Nilo Peçanha (Pedro do Rio).M. Pernambuco. lecionando. Moçambique e na Nicarágua.php?chave=377 Autor(es): Escola Brasil Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Serão três aulas por semana (de três horas cada).M. em 1989. tornou-se secretário de Educação no Município de São Paulo.asp?idNoticia=38 Autor(es): Prefeitura de Petrópolis Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: A Prefeitura deu início esta semana (12/05) à implantação das Classes de Alfabetização de Jovens e Adultos em 10 escolas municipais Cópia do Texto: Prefeitura dá início a Projeto de Alfabetização de Jovens e Adultos A Prefeitura deu início esta semana (12/05) à implantação das Classes de Alfabetização de Jovens e Adultos em 10 escolas municipais. muita lição de casa e um custo de R$ 20 milhões. até o fim de abril. Nesta primeira etapa. por exemplo. E.M. Lecionou na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC) e. Para se cadastrar. um professor para cada grupo de 20 alunos. E. foi convencido a deixar o país. Depois de 72 dias de reclusão. em Uganda. deixou uma lacuna na vida intelectual do país. E. no Recife. E. Foi um dos primeiros brasileiros a serem exilados pelo regime militar. Irineu Marinho (Corrêas).M. o interessado deve entrar em contato com uma das seguintes unidades escolares: E. Em 1980. a quando de seu falecimento.gov. ensinar .br/ultimas. comparável aos grandes nomes nacionais como Darcy Ribeiro e Florestan Fernandes. Major Julio Frederico Koeler (Pedras Brancas).Paulo Freire nasceu no dia 19 de setembro de 1921. mais de 200 pessoas acima de 14 anos estarão sendo beneficiadas com aulas noturnas de alfabetização. sendo preso após o Golpe Militar de 1964. João Pires Fernandes e E.M. Dom Pedro de Alcântara (Santa Rosa). Oswaldo da Costa Frias (Posse). mas também levou sua pedagogia para os países da África e da América Latina. Foi quase tudo o que se pode ser como educador.rj. de professor de escola a criador de idéias e "métodos".org. Educação Especial Santos Dumont (Rua Montecaseros . Benjamin Simas (Fagundes). Data do Texto: 2003-05-12 00:00:00 49 Professores vão ganhar 100 por aluno alfabetizado Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. ele foi acusado de subverter a ordem instituída. por isso. Teve a coragem de pôr em prática um autên tico trabalho de educação que identifica a alfabetização com um processo de conscientização. Sua metodologia foi muito utilizada no Brasil em campanhas de alfabetização e. Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 48 Prefeitura dá início a Projeto de Alfabetização de Jovens e Adultos Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: www. E. em diversos bairros. Escola São Francisco de Assis (Moinho Preto). Tudo para. E.M.escolabrasil.petropolis. Primeiro ele foi para o Chile. Em maio de 1997.Centro). retornou ao Brasil. Escola Paroquial Alcobaça (Samambaia).

vai lembrar como faz. Os professores também receberão R$ 100 por aluno formado. R$ 100 garantem supermercado farto a uma família de quatro pessoa por 15 dias. "E R$ 100 é uma boa ajuda. de 40 anos. os alunos são capazes de ler e escrever o básico. diz Esther. os analfabetos terão de passar por uma entrevista com nove tarefa s. não tem cartilha". São Paulo." Também há tarefas para casa e." Um jeito "diferente" de alfabetizar O jeito de ensinar "diferente". Piauí. a partir daí. Esther Grossi. participando da primeira capacitação e aprendendo o método inovador. Pernambuco. um professor para cada grupo de 20 alunos. Como todas as tarefas são em grupo. pelo menos. Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Cada grupo escolhe uma letra ou uma palavra para começar a ser alfabetizado e. "Os docentes são selecionados pelas prefeituras participantes do programa e serão treinados pelo ministério". é uma proposta pós-construtivista.o que fará com que o governo gaste R$ 20 milhões apenas na recompensa para formar esse primeiro grupo de 100 mil pessoas. em apenas 90 dias é possível concluir a alfabetização. Sergipe. "Temos R$ 410 milhões no orçamen do MEC para a to alfabetização de jovens e adultos." A técnica já foi testada no Nordeste pela ONG Geempa. Essa é a proposta do Ministério da Educação (MEC) que. pretende acabar com o analfabetismo de jovens e adultos (são 19 milhões no País) até o fim do governo Lula. As turmas. Quando alguém é alfabetizado de verdade não se esquece mais. "Vamos ensinando a partir do interesse dos estudantes.100 mil brasileiros a ler e a escrever. mas os educadores ainda vêem a proposta com receio. Nas cidades pobres do nordeste. Tomara que seja verdade." Data do Texto: 2003-01-07 00:00:00 50 Programa de Alfabetização começa a ser implementado . são divididas em pequenos grupos e cada um elege um líder. Além de aprender o bê-á-bá. Ceará. após três meses. diz. "Isso permitirá aos professores identificar possíveis oportunistas. A secretária explica como funciona o método: "A gente não ensina letra por letra. Bahia. Depois de amanhã. por meio da secretaria de Alfabetização. Com um jeito de ensinar "diferente". segundo a futura secretária da pasta. é incentivado a começar a escrever desenhando ou apenas copiando as letras. além de um adicional pelas aulas . "E a divisão em grupos desestimula as faltas porque se alguém não vai à aula o trabalho dos colegas é prejudicado. como Quixadá. até o fim de abril. A primeira etapa do projeto vai atingir municípios do Acre. a entender o básico para que possam preencher fichas de emprego. da qual Esther faz parte. "Neste tempo é possível capacitar bem os docentes porque eles já sabem como alfabetizar. esse líder é quem deve organizálas. a entender o básico para que possam preencher fichas de emprego. explica a secretária." Segundo Esther. afirma a vendedora Meire dos Santos. Em três meses não dá para alfabetizar ninguém". muita lição de casa e um custo de R$ 20 milhões. 500 professores estarão em Quixadá. O dinheiro está garantido. ensinar 100 mil brasileiros a ler e a escrever. afirma Sônia Couto. Paraná. É uma forma mais natu e mais rápida de ral alfabetização". no interior do Ceará. conta. Ou. se precisar. Para serem aceitos no programa. você pode até ficar destreinado mas. O treinamento dura cinco dias. Ou. produzir textos simples e entender orientações escritas Cópia do Texto: Serão três aulas por semana (de três horas cada). coordenadora do Movimento de Educação de Jovens e Adultos do Instituto Paulo Freire. que já saibam ler e só estejam querendo os R$ 100". os analfabetos ainda vão receber gratificação em dinheiro: aqueles que conseguirem escrever uma carta simples ao final do curso ganharão R$ 100. É como andar de bicicleta. a verba não é problema. s "Aqui quase ninguém ganha mais do que um salário mínimo (R$ 211)". Aprenderão apenas a usar a nova técnica. "Acho que o principal problema está na duração. "Eles começarão a dar aula em fevereiro". afirma a secretária. produzir textos simples e entender orientações escritas. pelo menos. "Não há o risco deles se esquecerem mesmo se deixarem de usar a escrita. garante Esther. Tudo para.

Trabalho que começa a ser feito com parcerias e contará. até o final deste ano. a utilização do ensino a distância para capacitação de alfabetizadores naquele Estado. que coordena o programa. estaduais. podem pleitear recursos do Brasil Alfabetizado os estados.gov. Dezenas de projetos de várias partes do País têm chegado ao Ministério da Educação para serem avaliados.O Ministério da Educação já firmou parceria com a Secretaria de Ciência e Tecnologia e Inovação e a Fundação de Apoio às Escolas Técnicas (Fatec) do Rio de Janeiro. de uma série de três. em todo o País. publicada dia 8 deste mês. Em 2005. Para isso. Santa Cruz do Capibaribe. Petrolina.Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. O ministro Cristovam Buarque acertou com o governador do Rio Grande do Sul. estão os da prefeitura de Natal (RN). na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI).336. que está recebendo R$ 4 milhões e 500 mil da Pirelli e o do Sesi". Os projetos devem ser feitos com base na resolução. Na área rural. Dentre os projetos protocolados no MEC e em análise pela Secretaria Extraordinária de Erradicação do Analfabetismo (SEEA). com recursos de R$ 273 milhões do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC). mais 6 milhões. Outras parcerias . que aprenderão a ler e escrever. Data do Texto: 2003-04-25 00:00:00 . organizações não-governamentais que desenvolvem e executam projetos de alfabetização de jovens e adultos e organizações da sociedade civil de interesse público que já trabalham nesta área. será liberada a primeira parcela.mec. No dia 17 deste mês.asp?Id=304 Autor(es): AGUILAR. o programa já conta com recursos em torno de R$ 80 milhões Cópia do Texto: Um milhão de alfabetizandos e 25 mil alfabetizadores. Para isso. mencionando as iniciativas da área privada para participar do programa. No dia 16. no Diário Oficial da União. Susan Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Um milhão de alfabetizandos e 25 mil alfabetizadores. a mobilização contra o analfabetismo começa com o apoio do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. os municípios. De acordo com a resolução publicada no DOU dia 8 deste mês.Hoje. serão beneficiados 6 milhões. 23. Toritama. sem fins lucrativos. Segundo ele. que utilizará sua experiência pedagógica para alfabetizar os trabalhadores do campo. o programa já conta com recursos em torno de R$ 80 milhões. Esta é a meta que o Brasil Alfabetizado pretende cumprir nos próximos quatro meses. nos próximos quatro anos. municipais e privadas de Educação Superior. Para 2004. das cidades de Igaraçu. o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abre a solenidade de assinatura do convênio entre o Ministério da Educação e o Serviço Socia da l Indústria (Sesi) para alfabetização de dois milhões de pessoas nos próximos quatro anos. equivalente a 50% do valor total. Tânia FARIA. e 5 milhões. As regras do programa estão na Resolução nº 6. e os primeiros convênios já estão sendo firmados. explica João Luiz Homem de Carvalho. Se a documentação estiver em dia. assinou convênio no valor de R$ 4.br/ASPAR/asp/noticias/noticiasId. Convênios já firmados . secretário extraordinário de Alfabetização.2 milhões para custear a alfabetização de 150 mil jovens e adultos. em Brasília. Orobó e Olinda (PE). o Distrito Federal. Com a Câmara dos Deputados também assinou um protocolo de intenções para alfabetizar cerca de 800 servidores terceirizados da Esplanada dos Ministérios. Germano Rigotto. Recife. entidades federais. as prioridades para a assinatura dos convênios serão as ligadas a municípios com maior índice de analfabetismo e regiões mais pobres do País. "Temos o Acre. o governador da Paraíba.00 par a alfabetização de a 150 mil jovens e adultos. Esta é a meta que o Brasil Alfabetizado pretende cumprir nos próximos quatro meses. Em seguida. foi a Pastoral da Criança que firmou convênio no valor de R$ 798. o convênio é assinado com a SEEA e o conveniado tem o prazo de um mês para entregar a listagem das pessoas que vão ser alfabetizadas. em 2006. O objetivo é alfabetizar três milhões de pessoas em 2003. Vertentes. Cássio Cunha Lima.

51 programa permanente de alfabetizaçao de jovens e adultos Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Outros Idioma: Português URL: http://www.mpdft.gov.br/assjur/ldf/1995/849.htm Autor(es): MINISTÉRIO PÚBLICO DO DF E TERRITÓRIOS Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Dispõe sobre a criação do Programa Permanente de Alfabetização e EducaçãoBásica para jovens e adultos no âmbito do DF e dá outras providências Cópia do Texto: SEÇÃO DE LEGISLAÇÃO, JURISPRUDÊNCIA E CONSOLIDAÇÃO LEI nº 849, de 08 de março de 1995 (DODF de 09.03.1995) Dispõe sobre a criação do Programa Permanente de Alfabetização e EducaçãoBásica para jovens e adultos no âmbito do DF e dá outras providências. O Governador do Distrito Federal, faço saber que a Câmara Legislativa do Distrito Federal decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º - Fica instituído o Programa Permanente de Alfabetização e Educação Básica para Jovens e Adultos no âmbito do Distrito Federal. Art. 2º - O Programa Permanente de Alfabetização e Educação Básica para Jovens e Adultos tem por objetivos: I - criar as condições para erradicar o analfabetismo no Distrito Federal; II promover a educação básica de jovens e adultos que não tiveram acesso ou foram excluídos da escola; III - garantir o direito de todos à educação para o pleno exercício da cidadania. Art. 3º - O Programa Permanente de Alfabetização e Educação Básica para Jovens e Adultos será coordenado e implementado pela Secretaria de Educação, através da Fundação Educacional do Distrito Federal, mediante: I - formulação de políticas e projetos específicos e o estabelecimento de normas operacionais; II - envolvimento dos movimentos sociais organizados, entidades não governamentais e instituições de estudo e pesquisa que desenvolvam atividades de alfabetização e educação básica de jovens e adultos, na formulação e execução das políticas e projetos previstos no Inciso I; III - estímulo à capacitação dos professores e instrutores responsáveis pelas atividades de ensino inerentes aos projetos; IV divulgação ampla do programa, utilizando os meios de comunicação disponíveis: V - geração, difusão e aprimoramento de metodologias de ensino centradas na prática social e na sistematização das experiências do aluno. ' Art. 4º- - Para a consecução dos objetivos do programa a Fundação Educacional do Distrito Federal fica autorizada a celebrar convênios e cooperação técnica-financeira: I - com universidades públicas e organizações não governamentais para assessoria pedagógica e seus núcleos de alfabetização, incluindo: a)oferta de cursos de formação de alfabetizadores; b)elaboração de material didático adequado à alfabetização e educação básica de jovens e adultos; c)reciclagem de professores que atuam no ensino fundamental, na alfabetização e na educação básica de jovens e ad ultos; d) realização de projetos de pesquisas voltados para a solução dos problemas ligados à alfabetização e à universalização do ensino fundamental; II - com entidades da sociedade civil e grupos comunitários que desenvolvam ou pretendam desenvolver expe riências de alfabetização e educação básica de jovens e adultos, visando apoio financeiro, material e pedagógico; III - com instituições públicas e privadas para cessão de espaços físicos destinados à viabilização de projetos de alfabetização e educação básica de jovens e adultos. Art. 5º - O Programa Permanente de Alfabetização e Educação Básica de Jovens e Adultos será implementado preferencialmente em instalações da rede pública de ensino do Distrito Federal, cabendo às unidades escolares públicas a obri atoriedade de ação na sua área de g influência. Art. 6º - O Poder Público criará mecanismos institucionais capazes de incentivar a participação de empresas públicas e privadas no combate ao analfabetismo e na promoção da educação básica de jovens e adultos. Art. 7º - O Programa Permanente de Alfabetização e

Educação Básica de Jovens e Adultos será custeado por: I - dotações orçamentárias próprias; II - contribuições, doações e recursos advindos de convênios e financiamentos de organismos nacionais e internacionais de cooperação; III - doações de pessoas físicas ou jurídicas; IV demais receitas percebidas a qualquer título. Art. 8º - O Poder Executivo regulamentará a presente lei no prazo de 120 (cento e vinte) dias contados de sua publicação. Art. 9º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 10 - Revogam-se as disposições em contrário. Brasília, 26 de dezembro de 1991 103º da República e 32º de Brasília JOAQUIM DOMINGOS RORIZ Governador do Distrito Federal Data do Texto: 1995-03-08 00:00:00 52 Programa Tempo de Aprender Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www.redemundial.com.br/programas/tempodeaprender.html Autor(es): Rede Mundial Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O Programa Tempo de Aprender - Alfabetização de Jovens e Adultos - foi criado com a finalidade de atender ao jovem e adulto que, quando criança, não teve a oportunidade de freqüentar a escola e aprender a ler e escrever Cópia do Texto: O Programa Tempo de Aprender - Alfabetização de Jovens e Adultos - foi criado com a finalidade de atender ao jovem e adulto que, quando criança, não teve a oportunidade de freqüentar a escola e aprender a ler e escrever. Segundo dados do IBGE (Censo 2000), mais de 20 milhões de pessoas não sabem nem assinar o próprio nome. Este número de jovens e adultos analfabetos no país demonstra a necessidade da mobilização dos recursos e esforços da sociedade para, se não erradicar, pelo menos minimizar essa estatística. É uma das formas da Rede Mundial A TV da Educação fazer a sua parte e contribuir para a inclusão social. Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 53 Programa vai alfabetizar 44 mil jovens e adultos no RN Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www.iuvb.edu.br/br/alfa/noticias/programa_vai_alfabetizar.htm Autor(es): IUVB Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Convênio entre a universidade federal e a Potiguar, instituição associada ao iuvb.br, pretende erradicar o analfabetismo no Estado Cópia do Texto: Um projeto de grande alcance social, para alfabetizar cerca de 88 mil pessoas, está sendo iniciado em Mossoró (RN), com aula inaugural na Reitoria da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), do Projeto de Alfabetização de Jovens e Adultos (PROEEJA). Ao todo serão 489 turmas, sendo que serão alfabetizados 44 mil alunos no primeiro semestre e o mesmo número no segundo semestre deste ano, com investimentos da ordem de R$ 6 milhões. O evento, contará ainda com as presenças dos secretários estaduais Henrique Eduardo Alves (Governo e Projetos Especiais) e Pedro Almeida (Educação, Cultura e Desportos), que firmaram parceria para a alfabetização de pessoas que não tiveram

oportunidade de receber algum tipo de instrução escolar fundamental. Também estarão envolvidos no projeto 1.440 professores e 167 supervisores, um para cada município do Estado. Ainda fazem parte da pareceria a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a Universidade Potiguar (UnP), sediadas em Natal. O secretário Henrique Eduardo Alves lembra que ao assumir a Segov, em fevereiro do ano passado, uma questão logo chamou a sua atenção: os altos índices de analfabetismo no Rio Grande do Norte, atingindo 25,5% da população acima de 15 anos. Ao invés da taxa de analfabetismo, segundo ele, o que mais preocupa é a persistência dessa questão, até porque o Estado foi pioneiro, nos anos 60, no enfrentamento do problema com a aplicação inicial do Método Paulo Freire, reconhecido internacionalmente, em Angicos, com a campanha 'De Pé no Chão Também se Aprende a Ler", e em Natal, com as Escolas Radiofônicas do Movimento de Natal, por todo o interior." Em Mossoró, o Proeeja já iniciou a alfabetização de 16.600 alunos, número superior a meta inicial prevista, que era de 14.700 até julho. A alfabetização de Jovens e Adultos tem o objetivo de reduzir o número de analfabetos no Estado e irá desenvolver ações de educação voltadas para uma parcela da população, além de buscar sensibilizar os poderes públic municipais para a os continuidade dos estudos em nível de ensino fundamental e ensino médio. Segundo dados do Censo Escolar 2001, o número de matrículas na Educação de Jovens e Adultos entre 2000 e o ano passado cresceu 36%, sendo 94% do total de matrículas da rede pública de ensino. Pedro Almeida acrescentou ainda que a SECD tem dado especial atenção para a atualização da proposta curricular de Educação de Jovens e Adultos com base nos Parâmetros Curriculares, conforme propostas estabelecidas já em 1996 Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 54 PROJETO ALFABETIZAÇÃO JÁ MOVA-RJ Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www.acap.hpg.ig.com.br/mova.htm Autor(es): ACAP Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Através de convênio firmado entre a ACAP e o Governo do Estado do Rio de Janeiro (pela Secretaria Estadual de Educação), o Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos está sendo o patrocinador do Projeto Alfabetização Já!. Este projeto, com du ração de 10 meses, alfabetiza pessoas a partir dos 15 anos, que são analfabetas ou semi-analfabetas. Cópia do Texto: Através de convênio firmado entre a ACAP e o Governo do Estado do Rio de Janeiro (pela Secretaria Estadual de Educação), o Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos está sendo o patrocinador do Projeto Alfabetização Já!. Este projeto, com duração de 10 meses, alfabetiza pessoas a partir dos 15 anos, que são analfabetas ou semianalfabetas. O Governo do Estado do Rio de Janeiro repassa para a ACAP o valor mensal de R$ 720,00 (setecentos e vinte reais) para custear o repasse de R$ 200,00 (duzentos reais) para cada um das três educadoras do projeto e R$ 40,00 (quarenta reais) para manutenção de cada uma das salas de alfabetização, que são 3: duas funcionando na sede da ACAP e uma no bairro Banco de Areia, em Mesquita. Além do repasse financeiro, cada sala recebe também o kit didático composto de: caderno, borracha, papel ofício, lápis preto, lápis de cor, lápis de cera, estêncil, giz branco, giz colorido, apontador, cola, fita adesiva, papel pardo, cartolina, régua, tesoura e pilot. Além das supervisões realizadas pela Coordenadoria Estadual de Educação de Belford Roxo, a ACAP também realiza sua própria supervisão, coordenada pela Professor Katia a Vanessa A. dos Santos, que realiza reuniões com as educadoras. Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00

tizar 7000 jovens e adultos de cidade de São Paulo.br/proj_alfabetizacao. Para atingir todos os objetivos propostos o ITD. · Carga horária: 02 horas diárias durante 04 dias da semana. Os candidatos a parceiros executores devem apresentar: . Para atingir todos os objetivos propostos o ITD.55 PROJETO DE ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTO DA DIOCESE DE SANTO AMARO Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www.meninopolis. · Um (01) dia por semana será para capacitação contínua (duas horas) dos monitores. Se de 15 a 19 anos a percentagem é de 6%. · Tempo da implantação do projeto.25 carteiras ou cadeiras .ESCOLA . de agosto de 2002 à maio de 2004. · Número de alunos por núcleo: aproximadamente 25 alunos.25 alunos por núcleo .CIEE .CIEE . com a Secretaria do Estado de Agricultura e Abastecimento e com as Paróquias da Diocese de Santo Amaro A Educação de Jovens e Adultos é destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria. nas associações de bairro.providenciar inscrição dos alunos com o preenchimento das fichas específicas ( até final de julho de 2002) -recrutar candidatos a monitores Data do Texto: 2002-06-00 00:00:00 . · Material didático grátis. De acordo com o MEC. a cif a r será muito maior. os monitores serão recrutados nas comunidades.000 jovens 9 acima de 14 anos) e adultos.10 núcleos para cada coordenador. com a Secretaria do Estado de Agricultura e Abastecimento e com as Paróquias da Diocese de Santo Amaro Cópia do Texto: PROJETO DE ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTO DA DIOCESE DE SANTO AMARO O Instituto Tecnológico Diocesano (ITD) assinou um convenio com a Secretaria Estadual da Educação( SEESP) para alfabe. num total de 8 horas semanais. obedecendo critérios como experiência pedagógica e compromisso comunitário. há indicadores de que as políticas focalizadas no atendimento à educação escolar obrigatória estão promovendo uma queda mais acelerada do analfabetismo nas faixas etárias mais jovens.quadro negro .1% da po pulação brasileira com 20 anos e mais de idade e até quatro anos de escolarização INFORMAÇÕES SOBRE O PROJETO: · Curso inteiramente grátis da 1ª à 4ª série do primeiro ciclo do ensino fundamental. · Número de monitores: 280. a de 50 anos ou mais é de 31. · Está prevista uma ajuda de custo para os monitores e coordenadores de classe. É claro que se somarmos o número dos analfabetos ao dos jovens e adultos com menos de quatro anos de estudo. predominantemente marcado pelo trabalho. · Os 28 Coordenadores de classe serão responsáveis pela capacitação dos monitores .5%. Terão capacitação contínua . os analfabetos funcionais perfazem 34.demanda própria .local adequado . · Tempo de duração da execução: 22 meses. fez parceria com o CENTRO DE INTEGRAÇÃO EMPRESA .. · Material escolar grátis. Ao mesmo tempo. pelos agentes comunitários ou em qualquer outra entidade que trabalhe com excluídos.tizar 7000 jovens e adultos de cidade de São Paulo. Este contingente plural e heterogêneo de jovens e adultos. PARCEIRAS EXECUTORAS Os núcleos de alfabetização podem ser formados nas igrejas.2 meses ( junho e julho de 2002). é o destinatário primeiro e maior desta modalidade de ensino. · Número de pessoas atin gidas : 7.htm Autor(es): Colégio Diocesano de Santo Amaro Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O Instituto Tecnológico Diocesano (ITD) assinou um convenio com a Secretaria Estadual da Educação( SEESP) para alfabe. · Número de núcleos: 280. fez parceria com o CENTRO DE INTEGRAÇÃO EMPRESA ESCOLA . A taxa de pessoas analfabetas cresce à medida do avanço da idade.com.

56 PROJETO SESC LER Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. identificação de oportunidades econômicas. seu treinamento e o fornecimento de material didático. O estabelecimento de parcerias com a Administração Municipal e com outras entidades que atuam na região é essencial não apenas no que se refere à cessão de espaços. organização para o trabalho: esses são alguns dos desdobramentos necessários à ação alfabetizadora. além de outros espaços próprios para atividades esportivas. culturais e de atendimento à saúde. a ser implantados no interior dos estados brasileiros. integrando os objetivos curriculares a um amplo leque de exigências socioculturais. Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 57 REPRESENTAÇÕES QUANTITATIVAS E ESPACIAIS ENTRE JOVENS E ADULTOS DO MORRO DE SÃO Area de Conhecimento: educação de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Português URL: http://www. possibilitando também o atendimento com. Nesse caso.plementar a outras faixas etárias.org.htm Autor(es): SESC . Tais espaços se caracterizam por um trabalho de excelência didático-pedagógica. cuja característica mais marcante consiste na combinação de ativi dades de alfabetização de jovens e adultos com ações que o SESC já oferece nas áreas de cultura. formação profissional.br/sescler.anped. Para tanto. de modo que jovens e adultos possam refletir sobre suas próprias experiências e desenvolver a consciência crítica sobre suas relações com o meio ambiente físico.rtf Autor(es): FANTINATO. educação para a saúde. Sua proposta é que o aprendizado da leitura e da escrita se realize numa constante prática de diálogo entre professores e alunos. jazer e saúde. A combinação de atividades que os Centros Educacionais oferecem ao seu público expressa a concepção de alfabetização do Projeto SESC LER. Maria Cecilia de Castello Branco . O raio de abrangência dos Centros Educacionais pode ser amplia.do mediante a utilização de outros espaços complementares cedidos por entidades dispostas a estabelecer parcerias. ação comunitária.sesc-am.Amazonas Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O SESCLER é um projeto educativo que visa alfabetizar jovens e adultos no Brasil por meio da criação de Centros Educacionais de caráter interdisciplinar e participativo. a ser implantados no interior dos estados brasileiros Cópia do Texto: O SESCLER é um projeto educativo que visa alfabetizar jovens e adultos no Brasil por meio da criação de Centros Educacionais de caráter interdisciplinar e participativo.br/26/trabalhos/mariaceciliafantinato. esportes. que dispõem de um variado acervo. o SESC entende que tais parcerias são estratégicas no sentido de viabilizar desdobramentos futuros de sua ação. o SESC se responsabiliza pela contratação dos profissionais. circuitos culturais. além de supervisão pedagógica e apoio à divulgação. Esses Centros Educacionais representam uma proposta inovadora. cultural. De fato.com. O público dos Centros Educacionais deve ter acesso não só a salas de aula como também às salas de leitura. social e político. tais centros devem funcionar em horário integral. Inserção ou reinserção nos sistemas de educação fundamental. reforçando seu potencial transformador e afastando o risco de regressão ao analfabetismo.

"não. Mas a efetivação de tal premissa não parece ser tarefa simples e levanta algumas interrogações. uns predominantemente baseados no cálculo mental. ao cálculo mais abstrato que lhe fôra solicitado. Tal pesquisa exploratória. porque a instituição formal de ensino não parecia ser o espaço mais adequado para a manifestação desses saberes . como se pensa. como vive. Esse sujeito historicamente tem sido caracterizado. em sentido negativo: ele é um "a-nalfabeto".UFF/USP GT: Educação de Pessoas Jovens e Adultas /n. Maria Cecilia de Castello Branco . Procurando avançar na compreensão das formas próprias de conhecimento . as propostas nessa área não têm levado em consideração a especificidade dessa clientela. apontou também para a necessidade de estudos sobre os conhecimentos matemáticos informais de jovens e adultos em contextos não escolares. desenvolvida exclusivamente no ambiente escolar. em tarefas como o treino das técnicas operatórias. Um exemplo significativo é o de uma cozinheira. O que seriam "conhecimentos prévios" de jovens e adultos? Não haveria uma grande diversidade entre os mesmos. quando à palavra dúzia foi acrescentada outra. entre outros fatores? Cópia do Texto: REPRESENTAÇÕES QUANTITATIVAS E ESPACIAIS ENTRE JOVENS E ADULTOS DO MORRO DE SÃO CARLOS FANTINATO. entre outros fatores? Em sua grande maioria.Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Propostas educacionais voltadas para a clientela jovem/adulta costumam defender que "o ponto de partida para a aquisição dos conteúdos matemáticos deve ser os conhecimentos prévios dos educandos" (RIBEIRO. O que seriam "conhecimentos prévios" de jovens e adultos? Não haveria uma grande diversidade entre os mesmos. pude constatar que supostos erros dos educandos jovens/adultos. próximo de sua vivência profissional. mas pôde automaticamente calcular mentalmente o valor de seis dúzias como equivalente a 72. e formas de aprendizagem. de acordo com grupos culturais. experiências profissionais e cotidianas. Desenvolvendo inicialmente uma pesquisa exploratória em uma escola supletiva noturna de nível fundamental. Mas ainda havia necessidade de melhor compreensão desse distanciamento. indicavam pistas de como eles pareciam estar raciocinando matematicamente. ovos que forneceu um significado prático. entre outros motivos. experiências profissionais. Existia portanto uma demanda de estudos que ajudassem a caracterizar o educando jovem/adulto no sentido de sua positividade. como a administração do orçamento doméstico ou no exercício profissional. 1997:100). de acordo com grupos culturais. Tais estudos já indicavam também diferenças entre esses dois tipos de conhecimento matemático. outros. quanto à faixa etária. Como diz MACHADO (1999:1): A falta de conhecimento dos fatos ou a opção política por desconsiderá-los acaba por fazer com que a EJA esteja permanentemente "reinventando a roda". o que aprende na escola. já apontada por muitas pesquisas. CARVALHO (1995 e 1997). . 1997:100). ou fortalecendo características indesejáveis como descontinuidade. quanto à forma.18 Agência Financiadora: CAPES (PICDT) Introdução Propostas educacionais voltadas para a clientela jovem/adulta costumam defender que "o ponto de partida para a aquisição dos conteúdos matemáticos deve ser os conhecimentos prévios dos educandos" (RIBEIRO. experiências profissionais. o que sabe. respondendo a perguntas do tipo : quem ele é. com o uso da linguagem matemática escrita como principal ferramenta. oportunismo e baixa qualidade. por políticas educacionais a ele destinadas. e algumas dificuldades apresentadas na aprendizagem da linguagem matemática formal (CARRAHER. o que o faz voltar à escola. Mas a efetivação de tal premissa não parece ser tarefa simples e levanta algumas interrogações. por exemplo. CARRAHER & SCHLIEMAN (1989). o que faz.escolarizado" (OLIVEIRA. Especificamente em relação ao campo da educação matemática. níveis de escolaridade anterior. "nãocriança". entre o sucesso no desempenho de adultos em situações da vida cotidiana que envolvem habilidades matemáticas. o que pensa. 1999). níveis de escolaridade anterior. que aparentemente não estava conseguindo relacionar a palavra dúzia à quantidade doze. Situações como essa apontavam para uma vinculação do contexto sociocultural com as produções desses alunos. havia uma contradição.

que. Gelsa Knijnik desenvolve há anos um trabalho de ensino e pesquisa junto ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e de formação de professores para os projetos de educação de adultos do movimento. como fruto de suas experiências de trabalhadores do campo (como formas próprias de cálculo da área a ser plantada). em seus contextos de vida social. possuem com os conhecimentos matemáticos escolares? Como uma melhor compreensão dos diferentes tipos de conhecimento matemático. embora permaneça a preocupação com a dimensão política da educação matemática de jovens e adultos. Consultei também algumas publicações internacionais recentes sobre o tema.Você democratiza a possibilidade da naturalidade da matemática: isso é cidadania. a aprendizagem do código escrito da língua materna e do código matemático formal contribui para o desvelamento da situação de oprimido do educando jovem/adulto. a aprendizagem da matemática é política. a educação matemática de jovens e adultos seria um instrumento de conscientização política. não apenas com o saber institucional ou local.. profissional ou doméstica? Que relações esses conhecimentos. ou não. Alexandrina Monteiro é outra pesquisadora de educação matemática que lidou com trabalhadores rurais de um assentamento localizado no estado de São Paulo. A aprendizagem da "Matemática dos livros" é vista como essencial. que busca no processo educacional um espaço para vozes selecionadas diante de um saber institucional dominante. porque o conhecimento matemático dos alunos é visto por ele como uma etapa inicial. particularmente daqueles relacionados à aprendizagem e ao ensino da matemática. para instrumentalizar esses homens e mulheres na sua luta pela posse da terra e cultivo da mesma. analsei a i contribuição de autores brasileiros em educação de jovens e adultos. pode contribuir para práticas educativas voltadas para essa clientela? Referencial teórico A fundamentação teórica da referida pesquisa baseou-se nas contribuições de duas áreas: a educação matemática de jovens e adultos e a etnomatemática. Seu trabalho procura integrar os conhecimentos matemáticos desenvolvidos por esses jovens e adultos. Poderia ser hoje criticado por um certo evolucionismo.. construídos por jovens e adultos do ensino fundamental. como também. Em primeiro lugar. podendo o ensino da matemática contribuir. DUARTE (1985). considerando-se as relações de poder implícitas nesse confronto. ao se apropriarem de novos elementos. uma das metas da educação de jovens e adultos passaria a ser precisamente a reversão dessa situação. uma das primeiras adaptações das idéias de Paulo Freire para a educação matemática. Para autores como GARCIA (1985).. que exige uma: . Sua proposta foi bastante inovadora na época.postura de compromisso. mais primitiva portanto. com a matemática acadêmica. porque atende às demandas de um grupo social na defesa de seus interesses de produtores agrícolas. Newton Duarte vê uma dimensão política intrínseca na forma como é socializado o conteúdo matemático. para as transformações sociais. e tendo o ensino da matemática formal contribuído parcialmente nesse processo de exclusão.. é política também. porque estabelece um diálogo entre os diferentes tipos de conhecimento matemático. Nessa perspectiva de educação de jovens e adultos. Construí três eixos de análise. Tendo sido o educando jovem/adulto um excluído da escola regular. Nas palav de Paulo Freire : ras Eu acho que no momento em que você traduz a naturalidade da matemática como uma condição de estar no mundo.matemático construídas por jovens e adultos trabalhadores em contextos de vida cotidiana. produzidos em contextos extra -escolares. A autora procurou seguir a perspectiva da etnomatemática na sua proposta pedagógica. procurando classificar a produção na área de acordo com as metas prioritárias dos estudos/pesquisas/propostas em questão. você trabalha contra um certo elitismo dos matemáticos. Para um primeiro grupo. para o desenvolvimento de sua cons cientização política. possibilitem refletir e compreender diferentes práticas e procedimentos. mas um compromisso político. de uma escala evolutiva que leva até o estágio final do conhecimento matemático formal: Em trabalhos mais recentes. elaborei meu projeto de pesquisa de Doutorado buscando responder às seguintes questões iniciais: Que tipos de conhecimento matemático são construídos por alunos jovens/adultos da classe trabalhadora. . ao se fazerem presentes. a perspectiva evolucionista do conhecimento matemático já não aparece.

Maria Elena Toledo constatou uma dificuldade entre os alunos jovens e adultos pesquisados. guardadas as diferenças existentes entre cada trabalho." (TOLEDO. ou informação visual ou textual baseada em idéias matemáticas ou que tenha elementos matemáticos embutidos (GAL. 1997:13) Outro exemplo dentro dessa linha mais influenciada pela Psicologia é o estudo de Maria Elena Toledo sobre os registros matemáticos dos adultos. que querem e que reivindicam a Escola. Dentro dessa vertente. Um segundo grupo de estudos e pesquisas associa a educação matemáticade jovens e adultos a uma instrumentação para o mercado de trabalho. 1997:36). Além disso. portanto. por exemplo. 1997) e do computador (SINGH. Essa autora fala em diferenças entre um e outro tipo de conhecimento. disposições. ao referencial no qual se validam. Identifiquei assim uma terceira categoria de análise dos trabalhos em educação de jovens e adultos. até então calados. Autores dessa linha estão basicamente preocupados com a requalificação. 2000:12) Este autor preocupa-se com a análise da numeracia necessária à vida adulta e como pode ser ensinada. (CARVALHO. por exemplo. pois. informação quantitativa ou quantificável. hábitos mentais. CARVALHO (1995 e 1997). 1998:114) Essas propostas em educação de jovens e adultos possuem. Em alguns textos estrangeiros analisados. aparece o conceito de numeracia definido por Iddo Gal como : um agregado de habilidades. eleger qual procedimento ou destino a seguir. (FONSECA. Enquadra nessa categoria porque o -se domínio das citadas habilidades matemáticas é apontado como meio de acesso. alunos e alunas da EJA percebem-se pressionados pelas demandas do mercado de trabalho e pelos critérios de uma sociedade onde o saber letrado é altamente valorizado.. do ponto de vista cognitivo e/ou cultural. Essa segunda linha de estudos e pesquisas. O conhecimento matemático da prática deve ser eficaz. Mas trazem em seu discurso não apenas as referências à necessidade: reafirmam o investimento na realização de um desejo e a consciência (em formação) da conquista de um direito. como forma de tornar o jovem e adulto mais inserido na sociedade que o exclui de diversas maneiras. estudando a interação entre « conhecimento matemático da prática » e o conhecimento escolar. em relação. educadores da EJA. Defendem. A autora procura relacionar os procedimentos próprios que um grupo de adultos do ensino fundamental desenvolve para a resolução de matemáticas cotidianas. os procedimentos adquiridos na prática não precisam ser genéricos. capacidades comunicativas e habilidades de resolução de problemas. é uma representante do grupo.. Nem sempre a validação é pautada pela lógica dedutiva. o tema dos processos de construção de conhecimento do aluno adulto é ainda pouco explorado pelos pesquisadores. e nem é necessário explicá-los oralmente. com o domínio de linguagens tecnológicas por parte do educandos. das sociedade urbanas e industriais. voltada para os modos próprios de raciocínio matemático do educando. apesar de sua facilidade para realização de . indicam claramente o porquê da opção da autora por uma proposta de educação escolar para jovens e adultos: Naturalmente. propostas de ensino com o uso da calculadora (LOPES. uma perspectiva política : «. que envolvem números. As soluções estão impregnadas pelas condições circunstanciais nas quais o problema foi gerado. existem estudos que procuram levar em conta as características dos modos de pensar e agir do adulto.permita aos grupos. As palavras de FONSECA (2002). 2002:49) De acordo com OLIVEIRA (1999). deve "funcionar". orientação e destreza para manter-se num mundo em rápidas e constantes mudanças. que os indivíduos necessitam de maneira a se engajarem autonomamente e administrarem efetivamente situações de numeracia. 2002). Diante de nós. conhecimentos. alguns trabalhos têm uma perspectiva mais psicológica. O objetivo de sua pesquisa é "investigar o processo de transição entre a oralidade na resolução de problemas e suas representações numéricas e gráficas. por exemplo. (MONTEIRO. estarão. Todavia. e conosco. 2002:85). crenças. mulheres e homens que precisam . e com o s papel da educação matemática na consecução desse objetivo. cada vez mais exigente. apresenta a característica comum de valorização da escolaridade formal e da aprendizagem da linguagem matemática oficial.coerentes com o propósito de contribuir para a conquista de melhores e mais inclusivas condições de cidadania para seus alunos e alunas » (FONSECA. para a compreensão e interpretação dos signos. com as representações numéricas e gráficas ensinadas pela escola.

onde a matemática escolar é visivelmente mais valorizada que outras manifestações do pensamento matemático. quando na realidade. o celamin. Trabalhar dentro de uma proposta etnomatemática com um universo multicultural. pois busca desenvolver a autoestima de mulheres. resgate esse que confere poder ao lado desprivilegiado: A etnomatemática se encaixa nessa reflexão sobre a descolonização e na procura de reais possibilidades de acesso para o subordinado. A origem dessa situação. 2000:271). A etnomatemática surgiu como uma alternativa teórica condizente com o problema que eu queria investigar. no meu pensar. o hectare. Tendo trabalhado com integrantes do MST durante muitos anos. onde o ideal a ser atingido é o conhecimento matemático escolar. para o marginalizado e para o excluído. segundo a autora. Essa é. nas sociedades que estão em transição da subordinação para a autonomia. e da negação da matemática que lhes é inerente. como é uma turma de jovens e adultos. entre outras características dos educandos."(HARRIS. em seus contextos de vida cotidiana. através do reconhecimento de estratégias de resolução de problemas que fogem da matemática convencional. que considere os modos próprios de produção e sistematização de conhecimento matemático por adultos em contextos não escolares. definindo a matemática como um tema masculino e o trabalho com agulhas como o estereótipo do feminilidade. que é seu sentimento de autodesvalia. Minha pesquisa.cálculos matemáticos. por sua perspectiva sociocultural no estudo dos processos de raciocínio desse grupo.(D AMBROSIO. prática essencial dos estudos antropológicos. a quarta. algumas das pesquisas relatadas acima (CARVALHO. Sua proposta parte do raciocínio matemático de adultos. TOLEDO. a costura e a tecelagem. entre outras. sobre os conhecimentos matemáticos de jovens e adultos de uma favela carioca.1995. existiam diversos outros naquele contexto. mas numa perspectiva evolucionista explícita (no caso de Toledo). ela desenvolveu um trabalho pedagógico com jovens e adultos vinculados ao MST. de sua dignidade cultural . foi considerada a linha de pesquisa mais adequada para o estudo dos saberes de um grupo de jovens e adultos. . O criador do termo. Apesar de serem propostas de estudo de formas próprias de conhecimento matemático do adulto. como unidades de medida rurais: a braça. mas. ou como objeto de comparação (no caso de Carvalho). reforçar suas próprias raízes. num processo de síntese. ocupação. a vertente mais importante da etnomatemática. Os conhecimentos matemáticos prévios do aluno jovem/adulto são levados em conta. faixa etária. Procedimentos metodológicos A etnografia. atribui a todas as etapas da pesquisa em etnomatemática uma função de resgate das raízes culturais de um outro. No panorama internacional. devido à diversidade de origem geográfica. assim como sobre seus modos particulares de medir terras. 2001:42) No campo da educação de jovens e adultos. reconhecendo e respeitando suas raízes. podemos situar Mary Harris dentro dessa terceira categoria. representava um desafio. ela declara: "te nho aprendido muito sobre os modos de viver e trabalhar das populações rurais. atuaria positivamente num dos maiores inibidores da aprendizagem do aluno jovem/adulto." (OLIVEIRA. 2002:44) A partir do reconhecimento dessas práticas. na medida em que tinha como objeto o estudo dos processos mentais e práticas de matematizar de grupos culturais específicos. Ubiratan D Ambrosio. "reside em fatores sociais e históricos que efetivamente associaram ao gênero tanto a matemática como o trabalho das mulheres.1997) voltam-se para a produção de conhecimento apenas no contexto escolar. A estratégia mais promissora para a educação. porque buscava-se entender as formas culturais de pensamento matemático de um outro. é restaurar a di nidade de seus g indivíduos. especificamente das mulheres. Discute a associação dessas atividades tradicionais ao universo feminino. Reconhecer e respeitar as raízes de um indivíduo não significa ignorar e rejeitar as raízes do outro. que têm sido consideradas incapazes de aprender matemática. A contribuição de Harris é simultaneamente educativa e política. Partindo de uma perspectiva mais antropológica. em atividades tradicionais como o tricô. o alqueire. trazendo os saberes dos agricultores para a sala de aula. situa-se dentro desse terceiro grupo. o trabalho de Helena Oliveira é um exemplo desse tipo. desenvolvendo estudos que procuram integrar a matemática ao trabalho. Somente um contato longo no campo. esse resgate das raízes do indivíduo.

Essa particularidade permitiria um contato simultâneo com o contexto escolar e com o ambiente externo à escola. portanto. passa a ser matéria-prima do pesquisador etnográfico. uma casa 14 seguida de uma casa 2. que não pagam se permanecerem em pé ou no colo de alguém. A rotina de duas turmas do curso de jovens e adultos local foi acompanhada por meio de observação participante. Resultados e discussão Tratarei. visitando as moradias e alguns pontos de referência locais. Desenvolvi portanto uma pesquisa etnográfica no morro de São Carlos de Maio a Dezembro de 2000. por vezes. pude realizar observações da vida comunitária. é um aspecto que chama a atenção de um observador externo: entrando-se numa rua qualquer do morro. de um número mínimo de passageiros. realizei entrevistas gravadas com educandos. poderia proporcionar um diálogo com o outro (representado aqui pelos jovens/adultos). com sua cultura. A numeração das casas dentro da favela. quando a lotação é de dez passageiros. Para localização de uma moradia. pode acontecer de um carro subir com dezessete pessoas. Fiz essa escolha após um contato que estabeleci com a coordenadora de projetos educativos na igreja católica local. observei o uso de procedimentos de cálculo mental na totalidade dos sujeitos. procurando familiarizar-se com o "exótico" e tornando exótico o que era familiar (DA MATTA. Enquanto a subida do veículo é condicionada a um critério econômico. 1978). coordenadoras do projeto e outros moradores da comunidade. ao invés de negada. mas desconhecida por estranhos à comunidade. característica importante para um estudo que buscava as relações entre os con hecimentos matemáticos escolares e aqueles da vida cotidiana. ao longo da pesquisa de campo. com diversos retornos posteriores à comunidade até o presente ano. não escolar. Ocorre. Algumas regras sociais internas também parecem influenciar representações espaciais no São Carlos. Um exemplo é a inversão de mão de direção. Assim. repetição de números. Os conhecimentos matemáticos. por meio de kombis. porque lá havia um curso de jovens e adultos freqüentado por moradores da comunidade. O local escolhido para a pesquisa de campo foi o morro de São Carlos. professoras. com seu universo de significados. porque esse limite não inclui crianças até oito anos. conhecida e utilizada por moradores ou visitantes familiarizados. no que se referem a representações quantitativas em situações cotidianas. Dentre eles. por exemplo. 1995) já indica que houve seleção no que foi observado e interpretação no relato: a subjetividade. É a chamada mão inglesa. Algumas características do sistema de transporte local. que dificilmente pode vir a ser prevista por pessoas estranhas que chegam na comunidade. Nem sempre a ordem crescente da numeração ao longo da rua é obedecida. Desse modo. Paralelamente.com momentos indissociáveis e articulados: o "estar lá" e o "estar aqui" (D OLNE CAMPOS. constituíram outro eixo de análise. ao menos um grupo social. senão um grupo cultural. dos principais resultados desta pesquisa sobre conhecimentos matemáticos escolares e extra -escolares de jovens e adultos do São Carlos. O pesquisador é parte integrante do processo de conhecimento e descoberta. ou seja. ditada por normas sociais. poderia considerá-los. Em algum deles. com registro minucioso em caderno de campo. Além das técnicas citadas. utilizados pelos sujeitos investigados em contextos da vida cotidiana. suas representações e significados. formais e informais. também existe flexibilidade nessa regra. Observei algumas relações quantitativas e espaciais na comunidade. por exemplo. são utilizados também critérios não numéricos. muitas vezes associado a algum tipo de registro escrito. 2001). também despertaram minha atenção. o calcular de cabeça aparece associado à uma marca de identidade . e à medida em que ia sendo estabelecida uma relação de confiança mútua. e portanto o "fato etnográfico" (PEIRANO. aqui. comunidade de ba ixa renda da cidade do Rio de Janeiro. pode-se observar casas numeradas. utilizei também na minha pesquisa a documentação fotográfica e a análise de documentos escritos. e também por não haver uma sinalização clara para o motorista no local da curva. Pelo fato de os educandos compartilharem a mesma escola e o mesmo local de moradia. havendo. mas de uma forma diferente do que se encontra no resto da cidade. pelo fato de contrariar as regras de trânsito oficiais. como na fala de uma moradora: "Ali é o 20 da Dona Maria". circulando pela favela. com alto índice de ocupação demográfica. com cerca de setenta anos de existência. que ocorre numa curva acentuada de subida ao morro.

ainda que funciona ao menos funciona! (E10. eu ponho seis reais. 28/09/00) A aluna utiliza uma estratégia de arredondamento para cima. detentores de saberes tradicionais próprios). e pode ser interpretado de diferentes maneiras. é três reais. né? Lá no Norte é na cabeça. sociais.Pra mim poder saber se o meu dinheiro vai dar pra mim pagar! Se uma coisa é um real e oitenta. a gente já tem a prática do dia a dia. Uma outra possível hipótese explicativa para o sentimento acima apresentado.. letrada. que a gente tá aprendendo. Como bem fala uma educanda: Que na escola é a teoria. sentem necessidade de evitar passar por uma situação. tenderam a separar a matemática aprendida na escola. abaixo: . moradores de favela. Eu falo assim. e o que ão arrecadam está sempre dentro dos valores dos centavos. que acarreta na produção completa de uma peça de roupa. que aí eu pago e sei que não vou passar vergonha no caixa. embora seja um valor baixo. Que se a gente não tivesse a prática. relativo à motivação para o cálculo nessa situação: Se uma coisa é dois reais e oitenta centavos. uma diferença de cinco centavos é representativa. a gente não tinha condições de sobreviver. como ela diz: "ela me pagava vinte e cinco um biquíni desses.. que trabalha dividindo tarefas com sua cunhada.. em seus discursos. Talvez possamos deduzir que essas pessoas associem o fato de não ter o suficiente para pagar a um sentimento de incapacidade. Numa sociedade urbana. Deu cinco e quarenta. dois reais. sem saber calcular. eu falo. sem saber contar. 2002). os limites entre trabalhadores/bandidos não sejam claramente percebidos pela sociedade de fora. S pagas por peça. 15/11/00). o calcular de cabeça passa a ser. moradores de favela. levandoo a crer em sua incapacidade pessoal de aprender. então... ter sido excluído precocemente da escola não apenas limita o acesso ao mercado de trabalho. E na prática. evitando passar por uma situação constrangedora. e particularmente os moradores de favela (VERGNE. que os levaram a se encontrar na posição de "oprimidos". voltada para as estratégias de sobrevivência. Resulta da introjeção que fazem êles da visão que dêles têm os opressores. agora ela vai me pagar trinta " (E14. co mo também parece trazer danos de natureza psicológica para o indivíduo nessa situação. Cabe observar que nessa situação. (E7. e a segunda mais prática. diante da pergunta: Aonde você utiliza matemática na sua vida cotidiana? Apresento abaixo as palavras de uma educanda. Paulo Freire é um dos autores que mencionam a existência de um sentimento auto-depreciativo entre educandos de baixa escolaridade: "A autodesvalia é outra característica dos oprimidos. o raciocínio matemático passa a ser uma ferramenta voltada para a sobrevivência. sendo a primeira vista mais como teórica. como em outras da pesquisa. Posso citar o caso de uma educanda costureira. Realmente as coisas .O pessoal do Sul agora é tudo máquina.cultural. cada uma delas representando só uma peça de uma engrenagem maior. 09/10/00) Em uma população desvalorizada socialmente. de vinte e cinco centavos. maquinazinha. que ele transfere para outros setores de sua vida. sem saber contar. usuários de tecnologias modernas) e nós (nordestinos. como fica claro na fala de um educando. A atividade rotineira de fazer compras no mercado apareceu como uma referência significativa para os educandos do São Carlos. de inferioridade. Os educandos da pesquisa . eu falo. que representam um sentimento comum a todos." (FREIRE. Eu faço assim. Nesse contexto. que por ser dominada pelo tráfico de drogas. um elemento diferenciador entre os outros (sulistas. da matemática do dia a dia. representa 20% de aumento sobre o valor anterior. Uma delas é a imagem negativa de que são destinatárias as pessoas das camadas de menor poder aquisitivo. que produz a vergonha. está na baixa auto-estima do educando jovem/adulto. "calculando exagerado" (nas palavras de outro educando). Essa introjeção a que se refere Paulo Freire resulta numa alienação sobre as condições concretas. precisa.. Outro aspecto que se destacou na pesquisa foi a importância dos números pequenos entre os alunos jovens e adultos pesquisados. O sentimento expresso de não querer passar vergonha foi mencionado por todos educandos entrevistados. cinco centavos. né. na qual esse tipo de julgamento poderia ser feito sobre eles. Nessa situação. Como é que a gente ia sobreviver? Sem saber nada. como seria a de jovens/adultos. sem saber vender.a gente trabalha na cabeça! O pessoal do Norte tá mais apto que o pessoal do Sul.1974:54). Talvez por habitarem numa comunidade. equilibrando um orçamento apertado e a auto-estima do indivíduo.

na escola. Uma das explicações para essa separação entre o mundo da vida cotidiana e o mundo da escola.. assim sabia utilizando a calculadora como um recurso em seu trabalho. Pude observar adultos resolvendo situações propostas pela professora. são vistos como diferentes de matemática. ou os conhecimentos que outros. então. a valorização da matemática formal é tanta. julga inferior e torna invisível. utilizando-se paralelamente de algum outro procedimento que dominavam. mais estudados. na nossa sociedade. onde um tipo de saber atende às necessidades de um mundo e outro tipo de saber de outro. que algumas situações da vida diária exigem muita precisão. outro algoritmo escolar com o qual estavam mai familiarizados. para muitos educandos. sem fazer uma verdadeira interpretação do mesmo. em relação aos conhecimentos matemáticos. Em caso se eu. como no depoimento abaixo : É diferente. ou. foi pelo uso simultâneo de diferentes procedimentos. mas se eu botar cinco quilos e cem. Ele diz: A hegemonia se caracteriza pelo que ela inclui mas também pelo que ela exclui: pelo que ela apresenta como marginal. ela está sendo de qualquer maneira mitificada. também aparece em outras pesquisas em etnomatemática. Considerações finais Os resultados da pesquisa apresentaram algumas respostas para a pergunta: como a matemática escolar e a matemática da vida cotidiana se relacionam entre um grupo de jovens e adultos da classe trabalhadora ? Para o jovem/adulto do São Carlos. Outro aspecto diferenciador entre esses dois tipos de saberes é que « as soluções estão impregnadas pelas condições circunstanciais nas quais o problema foi gerado. O efeito da educação hegemônica é tal. presente na fala da aluna. No desempenho das tarefas do cotidiano. é somente aquilo que se aprende na escola. cálculo de porcentagem.. com a unicidade de resultados. s rabiscos. a uma certa flexiblidade de situações cotidianas que envolvem representa ções matemáticas. uma das formas por meio da qual conhecimentos matemáticos prévios apareceram interagindo com conhecimentos matemáticos que estavam sendo ensinados. está na própria sociedade e em suas hierarquias de poderes e saberes..a gente aprende conta. que este conhecimento serve como um valor de referência. diferentes tipos de conhecimento matemático parecem pertencer a dois mundos distintos. pude observá -lo errando um problema proposto. » (CARVALHO. Os procedimentos variavam. Diferente e difícil Tudo certinho! Senão. pelo sabão pra botar na máquina de lavar roupa (E10. 09/10/00) O pragmatismo do conhecimento matemático do cotidiano. está muito presenta em nossa sociedade. não tem problema. A separação já começa na forma de nomear: matemática. A comparação quanto à maior ou menor precisão também foi apontada pelos jovens/adultos do São Carlos. serve. Enquanto isso.começam pela comida. que torna os conhecimentos próprios dos jovens/adultos de certa forma invisíveis. 1997 :13). como na de COSTA(1998). nas palavras dos educandos. Munir Fasheh. ou que pode haver maior complexidade nos procedimentos extra-escolares do que nos escolares. dominam. vendedor de uma mercearia da comunidade.. que torna-se quase possível . a máquina bate. mas o objetivo de confirmar o resultado era o mesmo. quando comparada pelos adultos com seus conhecimentos práticos.. Incluindo-se ou negando-se a presença da matemática no cotidiano. Duas falas de educandos merecem ser apresentadas : Sabe que eu não tinha pensado que a gente tava trabalhando com matemática? (E7) (na vida). Esses últimos podem também ser reconhecidos como matemática. etc. cálculo mental. Mas os resultados de minha pesquisa indicaram também que tal polarização também pode ser por vezes invertida.. (E7. ao resolvê-lo de forma mecânica. Entre jovens/adultos do morro de São Carlos. ou seja. a leitura formalizada dos saberes não parece ser importante como saber desempenhar as tarefas de maneira a ser bem sucedido. Essa concepção de matemática enquanto ciência comprometida com a precisão. O processo de alienação.cinco quilos. seja um algoritmo informal.. a matemática só se aprende no colégio (E10) De fato.. que vi recorrendo a diversos procedimentos mentais e escritos. « pra tirar as dúvidas » (E4). Essa estratégia. Cito o exemplo de um educando. aparentemente motivado por um sentimento de insegurança sobre a exatidão do primeiro. se a gente errar um algarismo. se ficar quarenta e cinco também. tem uma explicação por um autor. 28/09/00) A educanda opõe a exigência escolar da resposta correta. O feijão tem que ficar quarenta minutos.

para as práticas pedagógicas em educação de jovens e adultos. mesmo que tardia. D. quanto a conservação de práticas de raciocínio próprias. D AMBROSIO. a um grupo de jovens e adultos do ensino fundamental. esse adulto não dialoga como poderia. Tanto as regras sociais particulares do morro. Rio de Janeiro: Zahar Editores. W. Tudo indica que. estima-se. que os jovens/adultos também buscam acessar. Esse mundo da vida cotidiana que parece estar tão afastado do mundo da escola tem muito a ensinar a educadores matemáticos. Na vida dez. 1997 (11-24). rememore procedimentos aprendidos no passado. De algum modo. Os conhecimentos matemáticos do cotidiano são ricos. que se configuram como potenciais de auto-estima. quando este diz que: "é a relação de poder que deve mudar para que o agente possa decodificar o que os grupos populres têm a dizer. é que o contexto parece intervir nessa representação tão dicotomizada. parecem ser formas de resistir a um processo de anulação de identidade. Não se trata de uma ponte. 1984:101) Referências bibliográficas CARRAHER. para dizer eu existo. _________ ____ "A educação matemática dos jovens e adultos nas séries iniciais do ensino básico". Os conhecimentos matemáticos do cotidiano atendem primordialmente às necessidades de sobrevivência econômica e social. os matemáticos dentre eles. Em segundo lugar." (GARCIA. São Paulo: Cortez Editora. para facilitar a aprendizagem desses outros conhecimentos matemáticos. Outra observação que pode ser feita. Até os saberes construídos por esse grupo social.. desde os primórdios da formação da cidade. mede-se. em relação a essa separação mundo da vida cotidiana/mundo escolar. parecem ser uma estratégia de afirmação de identidade. U. para se conseguir sobreviver nas condições adversas que fazem parte da vida diária de um excluído do sistema escolar. Campinas: Faculdade de Educação da UNICAMP. identificadas nessa pesquisa. como o cálculo mental. Em primeiro lugar. 1995 (Tese de Doutorado). Etnomatemática: elo entre as tradições .1991:59) Essa valorização social do saber escolar hegemônico leva que o jovem adulto procure ter acesso a ele. utilize os que já domina. Os fatores afetivo emocionais. A interação entre o conhecimento matemático da prática e o escolar. calcula-se.& SCHLIEMANN. há troca. D. Buscando -se possíveis contribuições desse meu estudo. desempenhar-se bem nas tarefas profissionais. Os ceramistas do vale do Jequitinhonha: uma investigação etnomatemática. na escola zero . DA MATTA. N. 1989. Alfabetização e Cidadania 6. (org.de definir o ambiente real por aquilo que a educação formal marginaliza ou exclui. A busca de uma possível integração dos conhecimentos matemáticos escolares com os do cotidiano não pode ser um pretexto para a desvalorização do conhecimento primeiro do educando. R. In NUNES. entre outras habilidades matemáticas. Precisam ser legitimados pela escola. portanto não aprende como poderia. Campinas: Faculdad de e Educação da UNICAMP. Se há respeito. de O. COSTA.1978 (23-35). lógicos. os formais. mas antes de um diálogo que deve ser respeitoso de parte a parte. Se há horizontalidade. se professores e profissionais da educação compreendessem os motivos que levam os adultos a resistir a uma simples passagem dos conhecimentos matemáticos práticos para os conhecimentos matemáticos escolares. Driblar um orçamento doméstico apertado. CARRAHER. acredito que o afastamento mundo da vida cotidiana/mundo da escola talvez viesse a ser menor. G. CARVALHO. também apareceram como um significativo eixo de análise para o processo de construção/aprendizagem/utilização de conhecimentos matemáticos dos jovens/adultos do São Carlos. T. "O ofício de etnólogo. As reações a esse processo de exclusão social podem aparecer de diferentes formas. Concordo com Pedro Garcia. complexos. 1998 (Dissertação de Mestrado). O mundo da favela é um mundo à parte dentro da cidade grande: seus habitantes têm sido estigmatizados.) A aventura sociológica. Talvez porque sinta essa desvalorização oculta. dominar informações básicas para orientação espacial na cidade. morador de comunidade de baixa renda. por meio do reingresso numa escolarização. o morador do São Carlos afirma eu penso diferente. sobre suas formas de conhecimento. L. são motivações para que o jovem/adulto trabalhador construa conhecimentos matemáticos novos. no mundo da vida cotidiana. teria algumas considerações a fazer. E. ou como ter "anthropological blues". A. essa pesquisa representou uma tentativa de dar voz. (FASHEH. São Paulo: RAAAB. há menos resistência.

M. M. "Educação popular: algumas reflexões em torno da questão do saber". NJ: Hampton Press. G..1984 (88-121). E. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. M.. Research. Research. K. M. Porto Alegre: Artes Médicas. RIBEIRO. Practice. Técnicas e Práticas?" Anais do I Seminário de Etnobiologia e de Etnoecologia do Sudeste. M.) School. OLIVEIRA. São Paulo: Programa de Estudos Pós Graduados em Educação. A. D OLNE CAMPOS. 2000 (9-31). D. Brandão (org. P.1995. Coleção Tendências em Educação Matemática. R. metacognição e aprendizagem matemática de jovens e adultos » Anais da 25a Reunião Anual da Associação de PósGraduação e Pesquisa em Educação. 2002 (Dissertação de Mestrado). M. F. "Jovens e Adultos como sujeitos de conhecimento e aprendizagem" Revista Brasileira de Educação. M.1996. São Paulo: Editora Brasiliense.html# Autor(es): Prefeitura de Ribeirão Claro Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Prefeito Mário Augusto Pereira quer acabar o constrangimento de adultos na hora de procurar ajuda para aprender a ler e escrever Cópia do Texto: Ribeirão Claro dará cesta básica e eletrodomésticos para incentivar a alfabetização de jovens e adultos Prefeito Mário Augusto Pereira quer acabar o constrangimento de adultos na . n. M.) Adult Numeracy Development: Theory. GAL. 1999 (59 -73). Rio de Janeiro: Departamento de Psicologia da PUC/RJ. PEIRANO. "Entre quartas. A favor da etnografia. Pedagogia do Oprimido. Alfabetização e Cidadania 14. desafios e contribuições. Gal (ed.) A questão política da educação popular. Brasília: MEC.1997. Campinas: Faculdade de Educação da UNICAMP. M. SINGH. Etnomatemática: as possibilidades pedagógicas num curso de alfabetização para trabalhadores rurais assentados. HARRIS. OLIVEIRA. Inc. "Política Educacional para Jovens e Adultos : Lições da História" . Educação matemática de jovens e adultos: especificidades. Rio Claro. "Explorando o uso da calculadora no ensino de matemática para jovens e adultos". 1999 (mimeo). São Paulo : Ação Educativa. "Mathematics in a Social Context: Math within Education as Praxis versus Math within Education as Hegemony". FONSECA. TOLEDO. 2002 (1-4) (Publicação em CD-ROM). P. Ouro Preto. Belo Horizonte: Autêntica Editora. 2002. R. FREIRE. São Paulo: RAAAB. C. NJ: Hampton Press. Cresskill. MONTEIRO. 2002 (1-15) (Publicação em CD-ROM). R. 1998 (Tese de Doutorado). In C. M.2000 (269-301). São Paulo: RAAAB. Rio de Janeiro: Paz e Terra. braças e hectares: a educação matemática enraizada no rural". 1991 (57-61).com. E.) Adult Numeracy Development: Theory. Exclusão e resistência: Educação matemática e legitimidade cultural. (coordenção e texto final) Educação de jovens e adultos : proposta curricular para o 1o segmento do ensino fundamental. B. « Numeramento. "Adult numeracy and new Technology in the UK". Inc. "Etnociência ou Etnografia de Saberes. Rio de Janeiro: Relume-Dumará.e a modernidade. Caxambu: ANPED. KNIJNIK. 2001 . Alfabetização e Cidadania 6. London/NewYork/Philadelphia: The Falmer Press. 2001. In M. LOPES. Anais do II Congresso Internacional de Etnomatemática.br/noticias/indice. MACHADO. "The Numeracy Challenge" In I. I.1997 (67 -79). C. GARCIA. "Mathematics and the Traditional Work of Women". L. H. Harris (Ed. Gal (ed. A história dos rostos esquecidos: a violência no olhar sobre os moradores de favelas cariocas. FASHEH. M. Cresskill. 2002 (4351). V.1974. A J.ribeiraoclaro. 12. Mathematics and Work. In I. Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 58 Ribeirão Claro dará cesta básica e eletrodomésticos Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. M. O. São Paulo: ANPED Associação Nacional de Pesquisa e PósGraduação em Educação. VERGNE. Belo Horizonte: Autêntica. Practice.

Cópia do Texto: Por educação de adultos entende-se o conjunto de processos de aprendizagem. na qual se reconhecem os enfoques teórico e baseados na prática". A meta é implantar o curso também nos bairros rurais da Cachoeira e dos Três Corações. 3o. Sérgio PIERR. diz o prefeito Mário Augusto Pereira. anunciada pelo prefeito Mário Augusto Pereira. formais ou não formais. Para incentivar o bom aproveitamento das aulas.Os jovens e adultos r ribeirão-clarenses que procurarem a rede pública de ensino para aprender a ler e escrever concorrerão a uma cesta básica mensal e a um eletrodoméstico no fim do ano. A educação de adultos compreende a educação fo rmal e permanente.org/education/adultoutreach/portuguese/doc/Haddad&P ierroportug uese. Ribeirão Claro tem na população de 11 mil habitantes. a educação não formal e toda a gama de oportunidades de educação informal e ocasional existentes em uma sociedade educativa e multicultural. "Queremos baixar esse percentual". Rogéria Aparecida Camargo Lima Bellia. Maria Clara Di Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Por educação de adultos entende-se o conjunto de processos de aprendizagem. formais ou não formais.hora de procurar ajuda para aprender a ler e escrever Ribei ão Claro . a educação não formal e toda a gama de oportunidades de educação informal e . (Art. obedecendo os critérios de aproveitamento e freqüência". eles têm vergonha da condição em que se encontram e evitam a escola por constrangimento". de acordo com a secretaria municipal de Educação. "Normalmente. que já foi encaminhado pelo Executivo. disse o prefeito Mário Augusto Pereira. Atualmente. será implantada em Ribeirão Claro tão logo a Câmara Municipal aprove projeto de lei neste sentido. enriquecem seus conhecimentos e melhoram suas competências técnicas ou profissionais ou as reorientam a fim de atender suas próprias necessidades e as da sociedade. "Queremos incentivar a alfabetização de jovens e adultos". Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 59 Satisfação das necessidades básicas de aprendizagem de jovens e adultos no Brasi Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Português URL: http://www1. graças aos quais as pessoas cujo entorno social con sidera adultos desenvolvem suas capacidades. As aulas de alfabetização são ministradas por uma professora da re municipal de ensino. o texto do projeto de lei destaca no artigo terceiro: "a coordenação (do programa) e professores da educação de jovens e adultos serão responsáveis pela avaliação e indicação dos alunos que participarão do sorteio. A novidade. 14 são servidores públicos que freqüentam as aulas no Tiro de Guerra na última hora do expediente de trabalho. enriquecem seus conhecimentos e melhoram suas competências técnicas ou profissionais ou as reorientam a fim de atender suas próprias necessidades e as da sociedade. Dos 74 alunos j vens e o adultos que freqüentam as salas de alfabetização. da Declaração de Hamburgo sobre Educação de Adultos). Ribeirão Claro mantém em funcionamento turmas com 74 alunos para a alfabetização de jovens e adultos no Tiro de Guerra e Escola Municipal Correia Defreitas.doc Autor(es): HADDAD.worldbank. entre 17h00 e 18h00. De acordo com o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). O de combate ao analfabetismo entre jovens e adultos foi adotado pelo prefeito Mário Augusto Pereira para erradicar o analfabetismo no município. uma taxa estimada em 11% de jovens e adultos que não sabem ler e escrever. graças aos quais as pessoas cujo entorno social considera adultos desenvolvem suas capacidades. A educação de adultos compreende a educação formal e permanente.

3o.977 33. equiparando aos -se países menos desenvolvidos da América Latina e Caribe. A avaliação de impactos sobre as condições de vida da população. Roraima.960 13. por sua vez. o Brasil não conseguirá atingir a meta assumida em Jomtien de reduzir até o ano 2000 o analfabetismo a metade dos índices de 1990.847 25. ao trabalho e à participação cidadã.50 1960 40. que são raros ou não se encontram disponíveis no acervo de pesquisa sobre educação de jovens e adultos no Brasil . Um desses indicadores refere-se ao objetivo de ampliação dos serviços de educação básica e capacitação de pessoas jovens e adultas em competências essenciais à vida cotidiana.008. considerando indicadores de eqüidade (territorial.769 13.249.557.60 1980 73. o analfabetismo começa a recuar também em números absolutos. emprego e produtividade dos indivíduos e grupos. da Declaração de Hamburgo sobre Educação de Adultos). A V Conferência Internacional de Educação de Adultos (Hamburgo.540. materiais e métodos) e gestão (políticas públicas. Pará e Amapá.602 15. exigiria a realização de surveys de grande porte. preferentemente longitudinais. mas toda uma gama diversa de atividades socioculturais. Ce nsos Demográficos e Contagem da .146.401. Parece prioritário e viável apreciar alguns aspectos da educação escolar de jovens e adultos.964.1920/1996 Ano/Censo Total Analfabetos % 1920 17.07 1996* 107.272.233.269. qualificação e atualização para o trabalho e para a geração de renda. na qual se reconhecem os enfoques teórico e baseados na prática".018.541.716. Uma avaliação dessa natureza implicaria abarcar não só os programas de educação escolar de jovens e adultos. promovidos por diferentes órgãos governamentais e não governamentais. 1. A metodologia de avaliação proposta pela UNESCO sugere que se analise a ampliação das oportunidades escolares e extra-escolares para jovens e adultos proporcionadas por múltiplos provedores governamentais e não governamentais.604 18. Ainda que compartilhemos o conceito amplo de educação de jovens e adultos formulado em Hamburgo. étnica e geracional). Fontes: IBGE. capacitação de conselheiros e agentes comunitários. declinando mais de cinco pontos percentuais entre 1991 e 1997. não só por ser um objeto acessível e mensurável. de promoção de jovens.60 1970 54. 1997) promovida pela UNESCO formulou um conceito amplo de formação de pessoas adultas que compreende uma multiplicidade de processos formais e informais de aprendizagem e educação continuada ao largo da vida.709.423 15. sua pertinência frente às necessidades de aprendizagem dos indivíduos e comunidades. extensão agrícola. aprendizagem de línguas estrangeiras.715 64. mas também porque incide sobre um direito básico da cidadania que é o acesso à alfabetização e ao ensino básico. combinados a estudos qualitativos.ocasional existentes em uma sociedade educativa e multicultural. legislação e avaliação). incluindo programaspreventivos de saúde.852 39. 1990) e no Plano de Ação para Satisfazer as Necessidades Básicas de Aprendizagem. Amazonas.50 1991 95. conteúdos.943 18. capacitação para o uso de recursos informáticos.981 14. Acre. mas teve uma queda importante no transcorrer dos anos 90. financiamento.03 1997** . refletindo-se nos indicadores de avaliação da década. (Art.14. qualificação e atualização profissional.7 *Refere-se à população sem instrução.. de formação política e informação sobre direitos. Declínio do analfabetismo e evolução dos níveis de escolaridade O Brasil continua a deter o maior contingente de analfabetos absolutos e pessoas jovens e adultas com baixa escolaridade do continente.00 1950 30. de formação para a cidadania. mulheres e idosos.837. Essa concepção ampliada já estivera presente na Conferência Mundial de Educação Para Todos (Jomtien. não está ao nosso alcance realizar uma avaliação tão complexa e abrangente.758 20. Também em termos rel tivos. **Exclusive a população rural de Rondônia.278.381 56.282 11. e não àquela analfabeta pelos critérios censitários. Recomenda ainda que a eficácia dos programas seja avaliada em função de mudanças de comportamento e de seus impactos na melhoria das condições de saúde.90 1940 23.632 50. qualidade (formação dos educadores. de gênero. Pela primeira vez na história. O analfabet ismo absoluto vinha regredindo em ritmo lento ao longo deste século. Evolução do analfabetismo no Brasil entre pessoas de 15 anos ou mais . A seguir nesse ritmo. etc. os a índices de analfabetismo e as taxas de escolaridade da população são bastante inferiores aos países latino-americanos com nível de desenvolvimento equivalente.043 1 9. porém.

9% Fonte: IBGE.2% deles têm menos de quatro anos de estudos.1 5.041 6. registrando-se taxas muito elevadas na Região Nordeste e nas zonas rurais de todo o país.0 147.280.560 19. A desagregação das estatísticas por faixas etárias permite verificar que a elevação das taxas de alfabetização está diretamente relacionadas aos grupos etários mais jovens.7 604.175 2.259.249 13.586 16.921.609 21.554 833.9 82.960 13.6 972.749.617 7.5 50 ou + 22.655 9.137.7 7.0 2.8 981.4 92.385 3.1 96.1 7.8 33.980 14.217 45.588 15.075 1.1 2.085.1996 Grandes População com 15 anos ou + Sem Instrução Regiões Total Rural Total % Rural % Brasil 107.837 1.433.9 4.7 Urbano 85.334.4 5.193 32.870 9.5 5. que resultam em acentuada defasagem na relação idade/série ideal.0 5.8 35 a 39 10. que exige políticas públicas consistentes.9% 10 a 14 anos 10.0 214.0 6.095.623.415 1.674 11.7 418.7 3.207. por exemplo.926.9 Sul 16.4% 43.622 9.559 24.383 12. há que considerar-se primeiramente o acesso e permanência na escola durante a infância e adolescência que.110 0.3 383.5% 11.603 34.433 1.099 732.198 6.845.2 1.895.5 26.716.875 32.321 618.553 24.8 Norte 6. PNAD 1997.4 56.7 20 a 24 14.6 2. ainda hoje.583.0 5.819 60. Há.057 38.446.714 26. Brasil: Anos de estudo da população com 15 anos ou mais .512 9.434 3.359.993 30.5 1. Oeste 7.255 36.894 0.535 31.8 2.1 2.302 788.4 17.750.7 2.997 19.496. Também neste caso observa-se um diferencial negativo para os estudantes do sexo masculino.1% 9.015.1822. evidências de que os progressos observados resultam antes da democratização das oportunidades educacionais na infância e adolescência que dos esforços empreendidos ao longo das últimas décadas no campo da educação das pessoas adultas. 190 12.704 34.859 16.453 15.070.097 8.414. Brasil: Crianças e adolescentes que não freqüentam escola por idade e sexo .482 27.de 1 % 1 a 3 % 4 a 7 % 8 a 11 % 12 ou + % Total 106.851 14.5 89.782.8 28.423 3.741 23. O analfabetismo no Brasil não é. Brasil: Defasagem entre a idade e .408 24.828 9. social e cultural.0 458.079.818 1.295.9 Ignorada 337.082 7.6 1.257.289.257 17.736 16. mesmo entre os adultos jovens.Contagem da População 1996.1996 População Anos de Instrução Idade Total Nenhuma % .3% 7.480. e sim uma questão complexa do presente.412 5.268.667 9. Produção social do analfabetismo e o comportamento dos indicadores de eqüidade Dentre os fatores de produção social do analfabetismo mediados pelo sistema escolar.592 33.021.800.638.8 25 a 29 12.875.018.507.455 33.091 1.515.1996 Grupo etário Total Masculino Feminino 4 a 6 anos 44.722 1.5 30 a 34 12.0 4.6 82.5 1.2 36.3 C.405. pois.7 1.342 930.942 0.0 1.0 127. há fortes indícios de que os baixos índices de permanência e progressão no sistema de ensino público e seus escassos resultados qualitativos e stejam reproduzindo continuamente um contingente numeroso de analfabetos funcionais . Contagem da População 1996.318.153 4.705. Embora o índice médio de analfabetismo absoluto tenha diminuído.259.133.5 78.7 12.990.5 45 a 49 7. com um diferencial negativo para aquela do sexo masculino.178. dois terços dos jovens não concluíram o ensino fundamental e 21.935.689 15.População 1996.743.534. a distribuição do fenômeno no território nacional continua a ser assimétrica.3 29.211.974 7.874. Contagem da População de 1996.123.606 18.4 904.018.6% 9.9 13. apenas um problema residual herdado do passado (suscetível de tratamento emergencial ou passível de superação mediante a simples sucessão geracional).0 92.474 17.128 4.751 31.6% 46.296 6. Brasil: População sem instrução nas Grandes Regiões e Zonas Rurais.304.3 3.5 Nordeste 28.592 1.382 6.090 27.187 33.3 Fonte: IBGE.771 18.764 31.5 1.721.488 8.464 8.086.794 10.7% 7 a 9 anos 8.155.5 3.7 768.7 275.7 5.465.393.153 0.8 1.102.815 10.929 0.432 8. duradouras e articuladas a outras estratégias de desenvolvimento econômico.0 1.2 4.401 32.153 30. pois.025.452.7 Fonte: IBGE . pois apenas um terço da população jovem e adulta concluiu os oito anos de escolaridade obrigatória e.009.355 1. Na faixa etária de 15 a 19 anos.261. não está assegurado a parcelas expressivas da população.9 Sudeste 48.419 5.275.607.2 1.579.814 1.900.324 36.029.125 19.998.418.4 Rural 21.589 0.573. 2.522 26.961 4.445.093 26. Entretanto. o percentual daqueles que seguiram mais de três anos de estudos continua a ser reduzido. Outro fator de exclusão educacional são os elevados índices de reprovação.1 1.6 701.6 40 a44 9.626 1.643 28.0 1.604.3 3.1 6.336 11.091 22.995. evasão e reingresso no sistema escolar.332 14.3 93.735 0.990.329 9.549 23.857 34.488.9 15 a 19 16.1 19.159 17.145.226.

4o da LDB 9.8 19.0 151.0 35.4 23.167 16.728.1 18.2 54.587.394 tenha reiterado os direitos constitucionais da população jovem e adulta ao ensino fundamental.2% 22.5 45.895.6 77.699 8.132.5 20 a 24 11.8 15 a 19 12. Amazonas. o Art.6 65.Contagem da População 1996.9 63.231. Em seu texto original.4 82. PNAD.706 27.8 24.5 23.3 3.433 11.9 23.8 14.249 19.310 9 13.9 Amarela 485. Embora o Art. é legítimo concluir que as oportunidades educacionais da população jovem e adulta brasileira continuam a ser negativamente afetadas por fatores socioeconômicos.157. (%) Total Analfabet. uma sutil vantagem nos níveis de escolaridade em relação aos homens.384 6.093 26. em média.9 29.650 13.2 75. 208 da Constituição de outubro de 1988 conferiu à população jovem e adulta o direito à educação fundamental.9 74.459 19.192 7.906 0. enquanto gênero e raça operam como fatores relativamente independentes da condição socioeconômica na determinação das oportunidades educacionais.4 49.258 30.0 Fonte: IBGE .0 3.5 6.594 32.085. Censo Demográfico 1991.série escolar na população de 7 a 18 anos (em %) Idade em anos 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 Homens 14.018. Fonte: IBGE.1990 Região Sexo Rendimento Familiar (em salários mínimos) Domicílio e Idade Masc.382 6.9 6. sobredeterminando as diferenças observadas entre os grupos etários.2 86.8 84.Anos de estudo da população com 15 anos ou mais por sexo .3 9.6 3.8 22.850.2 59.3 15.6 24.234.1 5.9 62.5 40.190 6.7 8.531.9 26.3 25 a 29 11.355 1.925.7 2. as populações rurais e urbanas e das diferentes regiões do país. 1997. A nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) tramitou no Congresso por oito anos e foi.274.2% * Exclusive a população rural de Rondônia.606 18. Os direitos constitucionais e outros marcos legais Pela primeira vez na história brasileira.1 11.7 4.1 10.1 Branca 51. Rur. Contagem da Po pulação de 1996 A renda familiar vem sendo principal fator de discriminação no acesso à alfabetização no Brasil.851 14.1 1.580 17.3 20.502 18.8 Mulher 54.2 29.7 40.8 7.415 828.226. responsabilizando os poderes públicos pela oferta universal e gratuita desse nível de ensino àqueles que a ele não tiveram acesso e progressão na infância e adolescência.129.3 86.2 Parda 38.965 47.210 19.787.1 13.763 40.4 6.601.1 17.231.5 42. aprovada quase na mesma .044 2.515. Fem. renda e situação de domicílio.034 25.7% 9. Até ¼ De ¼ a ½ De ½ a 1 De 1 a 2 + de 2 Urb.0% 22.708.832 27.2 5.382 5.7 29. Fonte: PNAD 1990.9 22.5 70.174.069 0. citado por Rosemberg & Piva.418.8 28. Brasil . sexo.726 12.614.683.5 71.9 52. Roraima.3 18. que combinam -se entre si para produzir acentuados desníveis educativos.2 S/ inform.331.9 57.3 60.177 786. As mulheres brasileiras têm hoje.819 3. Brasil: Taxas de analfabetismo na população com 15 anos ou mais por cor . A pertinência aos subgrupos étnicoraciais constitui fator de diferenciação no acesso à alfabetização e combina-se ao gênero para produzir uma acentuada desvantagem nos níveis de escolaridade de indígenas e afro descendentes.1 6. especialmente os do sexo feminino.4 8.059 28.960 13. aprovada ao final de 1996.623.7 33.471.721 18. geracionais.0 654.3 59.306 45.026 19.4 73.822. Acre.781 19.2 52.810.3 1.8 89. Assim.8 19.5 37.6 79.4 243.948 9.873 1.592 5.957.1 Indígena 171. Brasil: População com 15 anos ou mais por condição de alfabetização.8 Mulheres 13. Homem 51.7 242.6 23.863 53.4 Fonte: IBGE. espaciais.296. período durante o qual as três esferas de governo ficavam obrigadas a dedicar a esses objetivos 50% dos recursos públicos vinculados à educação.5 2. (%) Total 95.980 54.2 36. o Art.647 100 18.0 9.6 1.376.652.1 Negra 5.5 26.5 30 a 39 13.859 31.040 0.4 8.297 6.7 7.5 11. étnicos e de gênero.7 46. Pará e Amapá.181 27.482. (%) Total Analfabet. cor e sexo 1991 População com 15 anos ou mais Feminina Masculina Cor Total (%) Analfabet. permanência e desempenho escolar nas novas gerações.091.7 166.537.892 4.3 Fonte: IBGE. 3.177 40.189 5.2 571.7 33. 318.945 50.482 1.538 27.5 86.852 31. resultado das condições diferenciais de acesso.455 33.4 26.8 11.4 13.4 9.467 7. Total 23.662.8 68.8 81.407.7 40 ou + 27.739 9. p. finalmente.8 45.8 13.1996 População Anos de Instrução Idade Total Nenhuma % de 1 % 1 a 3 % 4 a 7 % 8 a 11 % 12 ou + % Total 106.8 36.1 3.951 34.1 1. a Emenda 14.504 33.707 11.1 19. 50 das Disposições Transitórias da Constituição de 1988 conferiu um prazo de dez anos para a universalização do ensino fundamental e a erradicação do analfabetismo.4 65.2 1.5 * Exclusive população rural da Região Norte.936.795 5. 133.1 1.359.386.1997* Total Branca Preta Parda 14. apud Anuário Estatístico 1992.6 5. Brasil*: Analfabetismo (%) por faixa etária.1 24.

753 11. refletindo antes a capacidade instalada dos sistemas de ensino em financiar programas e prover vagas.083.639 18.0 1. situavam-se em menos de 1% da demanda potencial por alfabetização e exatos 4% da demanda por ensino fundamental.098 64. MEC.098 6. Os índices de cobertura dos programas de educação de jovens e adultos.7 251.921 26.150.136.188 3.1 Alfabetização 97. desobrigando os poderes públicos da oferta universal de ensino fundamental gratuito para esse grupo etário.407. os índices de cobertura dos programas especificamente destinados a jovens e adultos (ensino supletivo) situam em -se torno dos 3% da demanda potencial por cada um dos segmentos específicos do ensino básico (alfabetização.4 Ensino Médio 5.482 63. Esse processo de desconstituição dos direitos educativos consolidou no veto -se presidencial ao inciso II do Art. A Região Nordeste. alterou a redação do Art.4 171. Sinopse Estatística da Educação Básica.0 Freqüenta escolas 11.77% 36. 1o. 208 da Constituição.2 629. fundamental de adultos % 15.01 1.1996 Grau Total (T)l % População 107.segmentos do ensino fundamental e ensino médio).83% . População com 15 ou mais por anos de estudo (1996) e freqüência ao ensino supletivo (1997) Anos de estudos da população com 15 anos ou mais com escolaridade básica incompleta(A) Sem instrução a 3 anos 4 a 7 anos 8 a 10 anos 34. Cotejadas as estatísticas de atendimento produzidas pelo sistema educacional.325 4. excluindo as matrículas no ensino fundamental de jovens e adultos dos cálculos para a redistribuição de recursos vinculados entre esferas de governo através do FUNDEF.316.815 0. 2 o da Lei 9424/96.508 285 0. 50 das Disposições Constitucionais Transitórias.840 4.201 30.210.210.data.SEF. Evolução da matrícula inicial no Ensino Fundamental de Joven e s Adultos . fundamental regular % Ens.324.152 39. o que já em 1998 se fez refletir na redução das matrículas. Brasil: População com 15 anos ou mais que freqüenta a escola básica .8 1998 2.00 Fonte: IBGE.38 Fontes: IBGE. Censo Escolar 1997.8 582. A distribuição regional das matrículas não mantinha correspondência com demanda potencial.977.40% 16.534.081. Contagem da População 1996. que regulamentou a Emenda 14. Censo Escolar 1996.0 1. Indicadores de cobertura Os dados censitários do IBGE disponíveis para o ano de 1996 informaram que 11% da população brasileira com idade igual ou superior a 15 anos participava em alguma modalidade do ensino básico.687 65. por exemplo.815 0.652. -se tendo pois reduzida incidência sobre o analfabetismo e os baixos níveis de escolar ização da população rural.5 506. 4. MEC.INEP.873 7. a 8a séries % (B/A) Ensino médio % (B/A) 1. foram objetivamente desestimuladas a expandir esse nível e modalidade educativos.41 2.454.1995/1998 Ano Total Federal % Estadual % Municipal % Particular % 1995 2. tal mudança no texto constitucional deu margem a interpretações que descaracterizam o direito público subjetivo. A Emenda 14 alterou a redação do Art.525 11.INEP.5 2 Fonte: MEC/INEP. Contagem da População 1996 A maior parte da população com 15 anos ou mais que freqüentava o ensino fundamental não o fazia em programas de educação de adultos. de modo a desobrigar jovens e adultos da freqüência à escola.773 8.8 1997 2.311.750 561 0. a 4a. 1999.016. Diante das limitações ao financiamento decorrente dessa media. as instâncias subnacionais de governo. na qual vivem 48.325 844 0.0 1.600 23.83% Matrícula inicial em cursos de educação básica de jovens e adultos por nível (B) Alfabetização e 1a. segundo esta fonte. 135.925 2.043.6 Fonte: IBGE.e 2o. O atendimento encontra altamente urbanizado.65 55.63 390. Contagem da População 1996.958 4. sendo constituída por jovens que assistiam ao ensino fundamental regular com algum grau de defasagem na relação idade/série ideal.378. substituindo o compromisso decenal com a erradicação do analfabetismo e a universalização do ensino fundamental por um mecanismo de operacionalização do regime de cooperação entre as esferas de governo: os Fundos de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério (FUNDEF).506 6.663. apud: MEC.253 3.760 97. às quais cabe a oferta de ensino fundamental à população jovem e adulta. Popu lação com 15 ou mais por anos de estudo e freqüência ao ensino fundamental -1996 Anos de estudos da população com 15 anos ou mais Sem instrução e menos de 1 ano 1 a 7 anos de estudos Freqüentam escola Freqüentam escola Total Alfabetização de adultos % Total Ens.609 100.863.1 Ensino Fundamental 6.829 41. séries % (B/A) 5a. Embora não tenha sido esta a intenção do legislador.

dos analfabetos do país, tem apenas 27,86% das matrículas no ensino fundamental de jovens e adultos. Brasil: População com 15 anos ou mais sem instrução por regiões - 1996 REGIÃO TOTAL % RURAL % URBANO % Norte 1.086.588 7,75 604.553 55,64 482.035 44,36 Nordeste 6.845.549 48,83 3.607.057 52,69 3.238.492 47,31 Centro -Oeste 788.674 5,62 214.997 27,26 573.677 72,74 Sudeste 4.021.464 28,68 904.771 22,50 3.116.693 77,50 Sul 1.275.974 9,10 418.336 32,79 857.638 67,21 BRASIL 14.018.249 100,00 5.749 .714 41,02 8.268.535 58,98 Fonte: IBGE. Contagem da População 1996. Brasil: Matrícula inicial no ensino fundamental supletivo por regiões - 1997 REGIÃO TOTAL % RURAL % URBANO % Norte 298.977 12,70 18.376 6,15 280.601 93,85 Nordeste 655.867 27,86 55.721 8,5 600.146 91,50 Centro-Oeste 0 151.948 6,45 5.205 3,43 146.743 96,57 Sudeste 938.568 39,86 23.422 2,50 915.146 97,50 Sul 309.081 13,13 5.232 1,69 303.849 98,31 BRASIL 2.354.441 100,00 107.956 4,59 2.246.485 95,41 Fonte: MEC/INEP/SEEC. 1997. O INEP/MEC não co leta dados de atendimento em educação de jovens e adultos por idade, sexo e cor, sendo, pois, impossível apreciar questões de equidade relativas a geração, gênero e etnia. 5. Distribuição do atendimento pelas esferas de governo Os 2,8 milhões de estudantes da educação de jovens e adultos (aí incluídas as matrículas no ensino profissionalizante) representavam, em 1997, 5,85% do alunado do ensino básico brasileiro; 2,2 milhões deles estavam matriculados no ensino fundamental e 65,8% nas redes estaduais de ensino. Brasil: Matrículas no ensino básico de jovens e adultos por dependência administrativa - 1997 Dependência Administrativa Modalidade Total % Federal % Estadual % Municipal % Particular % Ens. de jovens e adultos 2.881.770 5,85 1.609 0,05 1.808.161 62,7 683.078 23,7 388.922 13,5 Total do ensino básico 49.235.117 100,0 166.955 0,34 25.368.006 51,5 17.106.588 34,7 6.593.578 13,4 Fonte: MEC. INEP. 1998. Sinopse Estatística da Educação Básica. Censo Escolar 1997. Brasília, 1998. Apesar da acentuada "estadualização" das matrículas, a análise de séries históricas permite reconhecer uma tendência à municipalização do ensino fundamental de jovens e adultos (vide tabela apresentada no tópico 3). 6. O financiamento da educação de jovens e adultos Os dados sobre o financiamento público da educação são de difícil acesso, especialmente no que concerne aos governos subnacionais. Um esforço de coleta e compatibilização vem sendo desenvolvido pelo IPEA para alguns anos da década de 90. Segundo essa fonte e metodologia, as despesas efetuadas pelas três esferas de governo na educação de jovens e adultos representou 0,3% do gasto total com educação nos anos de 1994 e 95. Os Estados responderam por mais de 2/3 das despesas efetuadas com educação de jovens e adultos e os municípios por quase ¼ dos gastos, uma proporção que corresponde aproximadamente às respectivas participações nas matrículas. Gasto consolidado das três esferas de governo em educação de jovens e adultos 1994/1995 Ano Categoria Governo Governos Estaduais Gover nos Municipais TOTAL % de Gasto Federal Transfer. Recursos TOTAL Transfer. Transfer. Recursos TOTAL Recursos NegociaOrçament. Negocia- de Orçament do Orça- das do Governo das do Governos Governo mento Gov. Fed. Estadual Gov. Fed. Estaduais Municipal 94 Ensino 212 3.134 29.133 32.267 1.916 0 12.406 14.322 46.801 0,31 Supletivo 0,45% 68,94% 30,60% 100% Total 3.607.734 598.145 6.453.312 7.051.457 308.119 152.379 3.837.001 4.297.498 14.956.689 100 % s/ Total 24,12% 4,00% 43,14% 47,14% 2,06% 1,02% 25,65% 28,73% 100% 95 Ensino 3.955 5.699 59.599 65.298 1.486 0 23.056 24.542 93.795 0,33 Supletivo 4,21% 69,62% 26,16% 100% Total 5.638.131 1.081.973 12.636.983 13.718.956 220.133 566.554 7.789.429 8.576.116 27.933.203 100 % s/ Total 20,18% 3,87% 45,24% 49,11% 0,79% 2,03% 27,88% 30,70% 100% Fonte: IPEA/DIPOS, com base em SIAFI/SIFOR para esfera federal, e IBGE/DNCA para esferas subnacionais. Para o governo federal há dados mais recentes, pelos quais observa uma tendência sutil de -se crescimento do gasto com educação de jovens e adultos, embora o setor continue a perceber a menor parcela do orçamento atribuído a todos os níveis e modalidades de ensino. Governo Federal: Execução de Despesas em Educação por Programa 1995/97 (em R$ mil de 1995) % sobre Total % do PIB Programas 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 Educ. 0 a 6 anos 244.425 240.347 235.311 2,98 3,15 3,11 0,04 0,03 0,03 Ensino Fundamental 2.579.478 2.593.328 2.734.135 31,46 33,96 36,14 0,38 0,37 0,38 Ensino Médio 570.036 458.313 433.461

6,95 6,00 5,73 0,08 0,07 0,06 Ensino Superior 4.694.436 4.220.443 4.027.490 57,25 55,27 53,23 0,69 0,61 0,56 Ensino Supletivo 14.229 21.314 23.728 0,17 0,28 0,31- - - Educ. Física e Desp. 59.162 47.982 79.633 0,72 0,63 1,05 0,01 0,01 0,01 Assist. a Educandos 27.061 20.2790 0,33 0,27 0 - - - Educação Especial 10.835 33.808 32.145 0,13 0,44 0,42 - - - Administ. e outros 1.627.798 1.325.910 1.555.479 16,56 14,80 17,05 0,24 0,19 0,22 TOTAL 9.827.460 8.961.724 9.121.381 100,00 100,00 100,00 1,45 1,29 1,27 Fontes: Ministério da Fazenda/CGC; Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal. A maior parcela dos recursos federais é destinada a transferências voluntárias aos Estados e Municípios mediante convênios firmados com o FNDE, mas os valores conveniados têm sido muito inferiores aos demandados e, inclusive, aos orçados, revelando um baixo grau de eficiência desse sistema de transferências. Demanda e conveniamento de recursos federais para EJA por órgão executor 1995/97 (em R$) Ano 1995 1996 1997 Tipo Demandado Conveniado % Demandado Conveniado % Demandado Conveniado % Estados e DF 7.749.309 5.347.281 69 48.315.450 14.598.103 30 29.988.266 16.252.952 54 Municípios 1.830.763 1.485.764 81 10.273.377 3.869.105 37 18.862.949 12.115.158 64 ONGs 6.379.007 3.954.554 62 13.695.536 6.639.155 48 7.324.450 5.110.240 69 Total 15.959.079 10.787.601 67 72.284.364 25.106.364 34 56.175.666 33.478.350 59 Fonte: MEC/SEF/FNDE A distribuição das transferências voluntárias da União aos Estados e Municípios não obedece um comportament uniforme do qual se o possa depreender tendências, exceto à ampliação dos valores conveniados com organizações da sociedade civil. 7. Os programas federais de formação de pessoas adultas Embora não possua rede própria de escolas de ensino fundamental, o go verno federal detém meios para induzir ações dos governos subnacionais e da sociedade civil, ou impulsionar programas próprios de educação de pessoas adultas. No período recente, são três os programas federais em desenvolvimento: PLANFOR, Alfabetização Solidária e PRONERA. A Secretaria de Formação do Ministério do Trabalho aplicou, no triênio 1995/97, quase R$ 600 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) no Programa de Qualificação e Requalificação Profissional (PLANFOR), que chegou a 3.800 municípios brasileiros em 1997. O Programa é descentralizado nos estados e implementado em parceria com toda sorte de agentes de formação profissional (empresas, sindicatos patronais e de trabalhadores, universidades, escolas técnicas, organizações não governamentais, etc.). Embora o modelo gerencial não favoreça o desenvolvimento de cursos de duração alongada e o grau de articulação dos organismos de formação profissional com os sistemas de ensino básico seja reduzido, o Programa dispõe de um volume substancial de recursos que potencializam iniciativas de educação básica de jovens e adultos, articuladas a oportunidades de formação profissional. A maior parte dos recursos (67,85%) vem sendo utilizada para cursos rápidos (com 103 horas de duração média) de qualificação e atualização profissional, mas o Programa incorpora um componente de formação em habilidades básicas (leitura, escrita, cálculo, etc.) pelo qual passaram 1,8 milhão de trabalhadores e desempregados no triênio 1995/97. Quando se analisa a escolaridade do s treinandos do PLANFOR verifica-se que aqueles que não possuem qualquer escolaridade estão subrepresentados, pois constituem 14,7% da população com 14 anos ou mais e são apenas 5% dos beneficiários do programa. Escolaridade dos Treinandos do Programa Naci nal de o Qualificação do Trabalhador 1997* Condição Homens % Mulheres % Total % Nenhuma 61 60 40 40 101 5 Fundamental Incompleto 414 53 371 47 785 42 Fundamental 218 45 262 55 480 26 Ensino Médio 184 43 239 57 423 22 Ensino Superior 37 40 55 60 92 5 Total 9 49 967 51 14 1.881 100 *Em milhares de treinandos. Exclui casos sem informação e treinandos em educação a distância. Fonte: BRASIL. MTb. SEFOR. Avaliação gerencial do PLANFOR : 2o. triênio : resultados 1997. O Conselho da Comunidade Solidária, organismo vinculado à Presidência da República que implementa ações sociais emergenciais de combate à pobreza, desenvolve desde 1996 o Programa Alfabetização Solidária - PAS -, promovido em parceria entre o Ministério da Educação, empresas, universidades e municípios. O PAS consiste em uma campanha de alfabetização inicial desenvolvida em apenas um semestre, dirigida aos municípios mais pobres que apresentam os índices mais elevados de analfabetismo na faixa

etária de 15 a 19 anos. O Ministério fornece materiais didático-pedagógicos e alimentação escolar; os municípios mobilizam alfabetizadores, alfabetizandos e espaços para instalação de salas de aula improvisadas; as universidades realizam a coordenação e orientação pedagógica e capacitam os educadores; as empresas cobrem os custos operacionais das universidades e remuneram os educadores (em sua maioria jovens com escolaridade básica incompleta). Em seu segundo módulo semestral de 1997 o PAS alcançou 120 municípios, envolveu 22 empresas e 102 universidades públicas e privadas, criou 690 classes de alfabetização (70% das quais nas zonas rurais), formou 759 jovens alfabetizadores e atingiu dez mil educandos (a maioria dos quais são homens) dos quais apenas 19% podiam ler e escrever pequenos textos ao concluir o curso. O Programa Alfabetização Solidária padece de algumas das conhecidas limitações das campanhas de alfabetização de jovens e adultos: maneja um conceito de alfabetização estreito e não assegura continuidade de estudos ou oportunidades de consolidação das aprendi agens z realizadas; recorre em parte a educadores leigos; e não incide sobre os fatores socioeconômicos e culturais que geram e reproduzem o analfabetismo. O Ministério Extraordinário da Política Fundiária deu início em 1998 ao Programa Nacional de Educaçãona Reforma Agrária, elegendo como prioridade a alfabetização dos trabalhadores rurais assentados. O PRONERA maneja recursos do Ministério da Educação e do FAT, é desenvolvido em parceria e co-gerido por um conselho que reúne agentes governamentais, univer sidades, igrejas, sindicatos e organizações da sociedade civil, inclusive o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. A meta inicial do PRONERA para o primeiro ano era alfabetizar cem mil trabalhadores rurais assentados, mas os recursos alocados no Pro grama naquele ano só permitiriam contemplar 7% dessa meta. 8. Conclusões Ao longo da década de Educação para Todos, não houve uma ampliação das significativa das oportunidades educacionais para a população brasileira jovem e adulta e, consequentemente, o p não conseguirá atingir ao aís final do milênio a meta de redução dos índices de analfabetismo a metade daqueles vigentes em 1990. Os avanços obtidos no campo da alfabetização durante a década não resultaram dos esforços empreendidos na educação de jovens e adultos, e sim da combinação do perfil etário e da dinâmica demográfica à melhoria das condições de acesso das novas gerações ao ensino fundamental. O analfabetismo funcional apresenta-se como um fenômeno extenso, difundido por todas as faixas etárias (inclusive entre os jovens), uma vez que a escolaridade média da população e os níveis de aprendizagem alcançados situam-se abaixo dos mínimos socialmente necessários para que as pessoas mantenham e desenvolvam as competências características do alfabetismo. A inserção marginal da educação de jovens e adultos na reforma educacional em curso no país faz com que a cobertura escolar para essa faixa etária continue a ser extremamente deficitária e inequitativa, considerados os critérios territorial, de renda, gênero, etnia ou geração. A tendência à descentralização do atendimento em direção aos municípios pode ser interrompida pelas limitações ao financiamento decorrentes da implantação do FUNDEF. A persistirem as atuais condições do financiamento público, francamente insuficiente, não se pode vislumbrar perspectivas de ampliação dos níveis de atendimento escolar e, portanto, será impossível cumprir as metas do Plano Nacional de Educação. Embora o marco legal vigente assegure o direito universal à educação fundament l, as políticas a públicas em curso tendem a deslocar a alfabetização de jovens e adultos para o terreno dos programas assistenciais que visam atenuar os efeitos perversos da exclusão social. Nesse deslocamento, a responsabilidade pública pela oferta da educação básica à população jovem e adulta vem sendo progressivamente transferida do aparato governamental para a sociedade civil, especialmente por meio de estratégias de convênio com organizações sociais as mais variadas. O discurso governamental a esse respeito é marcado pela ambigüidade: de um lado, convoca a sociedade civil organizada cooperar solidariamente na promoção da alfabetização e, de outro, resiste a assimilar as organizações sociais como interlocutoras legítimas para a formulação e avaliação das políticas públicas de educação. 9. Referências bibliográficas BRASIIL. MEC. SEF. Apoio financeiro à educação de jovens e adultos: relatório 95/98. Brasília, 1999, 31p. BRUSCHINI, Maria Cristina A. Trabalho das mulheres no Brasil : continuidades e

ago. Segundo Daniel Monteiro. mantidas através do Programa Recomeço. presente.). conta com 26% da sua população nessa faixa etária sem saber ler. e anexos. Alfabetismo funcional na cidade de São Paulo. 1993.mudanças no período 1985-1995.125 jovens e adultos analfabetos. Hamburgo : UIE/UNESCO. 1997. 1997. e de modo a ver quais comunidades necessitam das turmas de alfabetização que . a partir de agosto próximo.html Autor(es): NO OLHAR Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Com a parceria Sesi/Fiec. UNESCO. Notas Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 60 Seminário debate sobre analfabetismo Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. São Paulo : Educ. Isso totaliza 6. Maria Eugenia Gálvez. LETELIER. Sérgio (coord. Fúlvia. Subordinação de gênero e alfabetização no Brasil. Resoluciones de la V Conferencia Internacional sobre Educación de Adultos (Hamburgo: 14-18 de julio de 1997). 115 -142. É como está sendo denominada a data de hoje. ROSEMBERG.noolhar. o I Seminário de Políticas Públicas para a Educação de Jovens e Adultos do Município. cidade localizada a 82 quilômetros de Fortaleza. 1998. Após firmados os compromissos no evento de hoje. Declaración de Hamburgo sobre la Educación de Adultos y Plan de Acción para el Futuro. a partir das 9 horas. Vera Maria Masagão. nem escrever. Escolaridade e inse rção no mercado de trabalho : um estudo comparativo entre a Grande São Paulo (Brasil) e e a Grande Santiago (Chile). São Paulo : Ação Educativa. 1999. Edith (1997). e 40 turmas de supletivo 1ª a 4ª e de 5ª a 8ª séries. PAULINO. Analfabetismo. 78 p. a parceria que começa a ser desenvolvida com a cidade. coordenador municipal dos programas Alfabetização Solidária e Recomeço. 285 p. o passo seguinte será a realização de um censo no município para identificar exatamente onde estão os analfabetos do município. Campinas : Papirus.). p. 19). São Paulo : Ação Educativa. Erradic o analfabetismo entre os seus ar moradores com idade superior a 15 anos é uma das preocupações de Aracoiaba. o município de Aracoiaba vai poder implantar mais 20 turmas de alfabetização de jovens e adultos a partir de agosto próximo. Outras 10 turmas já funcionam por meio de parceria com outra entidade. São Paulo : Fundação Carlos Chagas. em parceria com a Universidade Gama Filho. São Paulo : FDE. hoje será apresentado pelo Serviço Social da Indústria e Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Sesi/Fiec). IN: Alfabetização : passado. Monteiro afirma que Aracoiaba já conta com 10 turmas do programa Alfabetização Solidária. que de acordo com o Censo 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).com/opovo/ceara/265254. na sede da Secretaria Municipal de Ação Social. que é financiado pelo Ministério da Educação (MEC). 26p. 1999 (Tese de Doutoramento). CONFINTEA V. através da qual serão implantadas 20 novas turmas de alfabetização de jovens e adultos no município. futuro. políticas de população e direitos sociais. 10. PIVA. gênero e raça no Brasil. de Educação de Jovens e Adultos. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.125-148. mimeo. Yara (orgs. quando se realiza. HADDAD. Políticas de emprego. (Idéias. Hoje será realizado na cidade um seminário enfocando os avanços e a importância da erradicação do analfabetismo [18 Junho 00h46min] Um dia ''D'' para marcar a história de Aracoiaba. RIBEIRO. p. Fúlvia. 255p. Hoje será realizado na cidade um seminário enfocando os avanços e a importância da erradicação do analfabetismo Cópia do Texto: Com a parceria Sesi/Fiec. IN: BÓGUS. ROSEMBERG. o município de Aracoiaba vai poder implantar mais 20 turmas de alfabetização de jovens e adultos a partir de agosto próximo. Alfabetismo e atitudes : pesquisa com jovens e adultos. São Paulo. Lúcia. Outras 10 turmas já funcionam por meio de parceria com outra entidade.

asp?entrID=461 Autor(es): SILVA. ou uma pessoa adulta interessada em aperfeiçoar seus conhecimentos em áreas como artes. lançado pelo Governo do Estado. este não é um estudante universitário ou profissional qualificado que freqüenta cursos de formação continuada ou de especialização.Alfabetização de jovens e adultos Apresentação O presente trabalho é fruto de uma pesquisa etnográfica realizado em uma escola da rede pública municipal de Marabá com o objetivo de compreendermos a situação da Educação de Jovens e Adultos no primeiro segmento. Uma equipe do Centro de Desenvolvimento da Educação (Crede 8). Solange Pereira da Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Resumo Este trabalho apresenta uma abordagem histórica da educação de jovens e adultos na América Latina e no Brasil até os dias atuais. continuamos refletindo sobre a temática abordada acreditando que a modificação da estrutura dominante só virá quando a educação for um ponto de partida para a transformação social. segundo indicativos da LDB 9394/96. porque esse território da educação não diz respeito somente a reflexões e ações educativas dirigidas a qualquer jovem ou adulto visto que. (muito freqüentemente analfabetos). que chega nas cidades provenientes d e áreas rurais empobrecidas. para não concluir. mão de obra não-qualificada.psicopedagogia. Palavra chave . após uma vasta experiência no trabalho rural na infância e juventude. a análise dos dados nos permitiu descrever e compreender a realidade vivenciada pelos sujeitos da educação. mas. com baixo nível de instrução escolar. com passagem curta e não sistemática na escola. E. para não concluir. não qualificados. estará presente no seminário para apresentar o projeto ''Alfabetização é Cidadania". outros. por exemplo. Sem contar com as donas e ou funcionárias do lar que por casarem cedo e assumirem a responsabilidade de construir uma família e posteriormente cuidar dos filhos. por certo. por considerarmos importante a cotidianidade dos sujeitos.vão ser implantadas. apostar na busca do eterno novo. que serão. por considerarmos importante a cotidianidade dos sujeitos. notadamente. estão buscando os Programas de Educação de Jovens e Adultos oferecidos pelos sistemas de ensino destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria. continuamos refletindo sobre a temática abordada acreditando que a modificação da estrutura dominante só virá quando a educação for um ponto de partida para a transformação social. Geralmente esse aluno é um migrante. Foi realizada através de uma pesquisa qualitativa.br/artigos/artigo. mas. apresentando no primeiro. Foi realizada através de uma pesquisa qualitativa. mas primordialmente. E. apostar na busca do eterno novo.Alfabetização de jovens e adultos Cópia do Texto: Resumo Este trabalho apresenta uma abordagem histórica da educação de jovens e adultos na América Latina e no Brasil até os dias atuais. refletir sobre a Alfabetização de Jovens e Adultos não nos remete apenas a uma questão de especificidade etária. filhos de trabalhadores rurais. trabalhando em ocupações urbanas como contingente populacional manobrável. O trabalho está organizado em três capítulos. línguas estrangeiras ou música. algumas . a análise dos dados nos permitiu descrever e compreender a realidade vivenciada pelos sujeitos da educação. oriundos da região Nordeste. Considerando que. a uma questão de especificidade cultural. Palavra chave .com. Data do Texto: 2003-06-18 00:00:00 61 SITUAÇÃO DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS EM UMA ESCOLA DA REDE PÚBLICA DE ENSINO Area de Conhecimento: educação de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Português URL: http://www.

reflexões sobre a persistência do analfabetismo na América Latina. a conclusões de que a Educação de Jovens e Adultos em Marabá precisa ser mais bem estudada. Países como. segundo Torres (1992:39). Nesse sentido. formulamos questionamentos que somente com o contato com os sujeitos encontraríamos respostas ou justificativas. Embora. Chile. Venezuela. que estão impossibilitados de ter acesso às vantagens econômicas. não conseguiram evitar a sua reprodução. analisada e reconstruída dentro de uma proposta que considere seus participantes como seres históricos e sociais. o que afasta qualquer pretensão de análise conclusiva. entrevistas. dirigidas especificamente para esses setores. conforme declarou o diretor da UNESCO na V Conferência Mundial de . Não se trata de um trabalho que tenha trazido todas as respostas para todas as questões relacionadas aos temas. político e cultural próprio dos paises dependentes e que afetam grande parte da população. e que continua se reproduzindo. Capítulo I. a concentração de renda e superexploração da força do trabalho geram as situações extremas de pobreza e de miséria das incontáveis famílias e são responsáveis pela sua capacidade insuficiente ou nula de reprodução social. parcialmente. entre outros. Isso significa dizer que. por acreditarmos que. a metodologia utilizada para a realização da pesquisa.essa denominação é utilizada pela UNESCO. tendo como base. Ressaltamos que. Uruguai. continua sendo um dos importantes determinantes do analfabetismo. políticas e culturais que a sociedade oferece a quem se apropria da leitura e da escrita. nos Programas de alfabetização destinados a jovens e adultos -. situar o universo da pesquisa. O analfabetismo é uma realidade social que persiste nos países da América Latina com exceção de Cuba. seguido do histórico da Educação de Jovens e Adultos no Brasil. os dados apresentados devem pois. reflexão e estudo mais aprofundado. análises de documentos. resistindo. mas. além de não conseguirem resolver o problema do analfabetismo já existente. O segundo capítulo apresenta os pressuposto teóricos da pesquisa etnográfica. social. as histórias de vida. sendo a primeira interroga sobre os motivadores que levam homens e mulheres a ingressar e permanecer nos cursos institucionalizados? A segunda questão discute acerca de se jovem e adultos encontram na escola as condições necessárias para continuar estudando? Nosso terceiro questionamento se refere à postura do educador(a). desde o período jesuítico até os dias atuais. notadamente. e chegarmos. sinalizam uma aposta na busca do eterno novo. não adquiriu ou não domina os códigos da escrita. como ele (a) considera a vida cotidiana de homens e mulheres simples que participam desses programas institucionalizados? No quarto questionamento discutimos a possibilidade de diferenciação do currículo da EJA em relação à alfabetização do ensino fund amental? O terceiro capítulo analisamos os dados obtidos no trabalho de campo que nos permitiram descrever e interpretar as questões formuladas em nossa pesquisa. o fator econômico. assim como para não concluir. Essa política subsidiaria os gastos que a escola básica requer. Em análises comparadas entre os países latinos americanos o fenômeno do analfabetismo possui grande relevâ ncia entre si. possibilitando assim. portanto. até a década de 80 existia aproximadamente cinqüenta milhões de analfabetos acima de quinze anos em todo o continente. foram vítimas de longas ditaduras militares que destruiu qualquer organização sistemática de movimentos populares voltada para a construção de uma educa ção pública popular. as operações matemáticas. ser considerados à luz desse caráter inicial. as habilidades da leitura. exploratório. em termos gerais e particulares elas continuam sendo as mesmas de sempre: os efeitos estruturais do tipo econômico. sem dúvida. a desaparecer. além da ausência de uma política educacional e cultural por parte dos governos. Brasil. Guatemala. o próprio cotidiano da es cola. As questões formuladas foram divididas em quatro momentos. Apesar de alguns esforços realizados nesses países para amenizar o analfabetismo após a segunda guerra mundial. destacar as observações. Dessa forma. parte da população nunca freqüentou a educação básica de primeira à quarta série. uma vez que. seguindo uma descrição do perfil dos sujeitos envolvidos. A persistência do analfabetismo na América Latina. São os chamados analfabetos funcionais . cada um desses países o analfabetismo tenha características próprias. a nossa pesquisa não teria validade se não considerássemos as opiniões. Os aspectos apontados serviram de guia.

o que significa que 44% dos habitantes da América Latina viviam na pobreza e 21% na indigência.Educação de Adultos (CONFINTEA). e que não relegou suas funções como dominadores espirituais. Na verdade. pelas orientações neoliberais. afetado por um modelo de acumulação. Em relação aos recursos destinados à educação. as taxas de escolarização não possibilitam comparações. o desenvolvimento da industria. não é estranho que cada vez mais os setores populares sejam excluídos de qualquer benefí io. por outro lado.7%). Desta forma. não é válida para o caso de Cuba. entre homens e mulheres. fazendo maciço investimento na erudição de seus alunos. pelo pagamento da dívida externa. dessa pequena cota. Educação brasileira no período colonial Historicamente. A educação jesuítica pretendia chegar até eles através do ensino das crianças. por exemplo. acabariam por influenciar seus pais. é claro. eximem o Estado das responsabilidades sobre as suas políticas sociais e de ser o gestor da educação. que. manter inabalável a estrutura da sociedade nascente com a predominância de uma minoria dominante sobre um grande número de escravos e agregados. O ensino jesuítico. Inicialmente. marchava paralelo a ele. mas também nas áreas rurais. segundo Bertussi (1992:40). por profundas mudanças estruturais. 37% do total das famílias viverem em situação de pobreza e 17% em indigência . Contudo. por sua vez. mas. Inglaterra e por último. As elevadas taxas de crescimento apresentadas pelos paises da região podem até expressar a ampliação das forças produtivas. Na avaliação de Sodré (1994:17). através da alfabetização e da transmissão do idioma português tentavam a catequização direta dos indígenas adultos. que. com exceção. nos grandes centros urbanos e entre grupos indígenas. de certa forma. para promover e preservar essa dependência. o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).1. A atuação sobre os meninos(as) indígenas não era somente um meio eficaz de preparar as novas geraçõ de aliados.3%) todas as demais desfrutam da escolarização (97. e. das áreas urbanas. sabe o quanto são insuficiente às -se verbas que a maioria dos governos reserva a ela. responsáveis pelo fato de em 1989. essa c afirmação. garantiria o direito e a qualidade da educação. destas. em contrapartida. pois era preciso mediante o ensino . Essas condições são responsáveis não apenas pela persistência do analfabetismo nas regiões menos desenvolvidas. No Brasil. e. a educação se constituiu em um dos instrumentos utilizados para interesses dos sucessivos grupos que ocuparam o poder. sendo estes os primeiros relatos de educação de adultos no país . ancorando a sua linha curricular de forma muito competente. Isso é inegável. no que se refere à educação naquele país. 1. a modernização do campo. Pensar a educação a partir do marco da história da educação no Brasil nos remete ao sistema educacional fundado pelos jesuítas. pois. índios e mestiços? Parece -nos que o controle das almas exigia extrema habilidade. das crianças que nascem biologicamente incapacitadas para o aprend izado (2. Pode-se até argumentar que essas situações estão mudando na medida em que o país da América Latina tem passado nas últimas décadas. é bem pouco oque se destina à promoção da educação básica. sem aprofundar a sua atividade e sem outras preocupações senão o recrutamento de fiéis ou de servidores tornava possível a estrutura vigente. provocadas pela crise econômica. A falta de uma política dessa natureza desestimula a permanência dos alunos na escola. o Brasil sempre foi mantido numa situação de dependência. cerca de 15. por Portugal. aumentaram a escolarização. Tratava da -se aculturação sistemática dos nativos através da educação que perdurou por 210 anos. Sua marginalidade era a essência de que vivia e se alimentava. de 1991 destaca que há mais de 35 milhões de pessoas maiores de catorze anos que não completaram a quarta série do ensino escolar. Também. não se pode perder de vista os objetivos práticos da ação dos jesuítas no Novo Mundo que tinha como finalidade catequizar a população indígena e garantir a conversão à fé católica. pelos Estados Unidos. Quase todos os países latinos americano são marcados por grandes desigualdades sociais. Neste sentido. acreditando que estes na relação familiar. do comercio e dos serviços. num processo de cristianização e aculturação dos nativos. mas es também de influenciar os índios adultos.7 milhões de pessoas residem nas cidades. subordinava-a aos imperativos do meio social. mas não se deve perder de vista as conseqüências adversas dessas mudanças. Seriam os padres jesuítas meros controladores das mentes de brancos.

assim. na hierarquia social da colônia. De acordo com Azevedo (1996:520).(PAIVA. 1978:35). em 1876. A crise no sistema colonial e os caminhos percorridos pela educação popular A idéia de adotar uma política colonizadora através da conversão dos indígenas no Brasil colonial. alienada e alienante (ROMANELLI. A crise do sistema escravocrata e a necessidade de uma nova forma de produção são alguns dos motivos para a difusão das escolas noturnas. de modo que a escola passou a assumir a função de educar para a vida e para a aprend izagem do trabalho. o povo foi excluído do sistema educacional dos jesuítas. 1996. educação elementar para a população índia e branca em geral (salvo as mulheres). a educação de elite. Já não era somente pela propriedade da terra e pelo número de escravos que se media a importância ou se avaliava a situação social dos colonos: os graus de bacharel e os de mestre em artes passaram a exercer o papel de escada ou de elevador. o domínio das técnicas. que já estabeleciam fins específicos para sua educação. grandes discussões foram travadas sobre a obrigatoriedade do ensino. (PAIVA. Os dados históricos permitem-nos concluir que o sistema educacional dos jesuítas era completamente alheio à realidade de vida da colônia e foi usado como um instrumento de cristianização e de sedimentação do domínio português.(AZEVEDO. surgiu a necessidade de se ter um certo domínio de conhecimento e que se apresentasse algumas habilidades de trabalho. Afinal. além de fortalecer a organização social da época.512 -513). de modo que pudesse atender a demanda necessária com qualidade. um papel de grande importância na formação de nossas elites culturais. ao mesmo tempo. No desenvolvimento da sociedade. tornou-se bastante influente no sistema educacional da Companhia de Jesus. entretanto. a vocação dos jesuítas era outra certamente. alimentava uma cultura intelectual transplantada. Essas considerações nos levam a pensar que a educação no períod o colonial não visava à formação do povo. já que. E neste momento que ainda antecede a Proclamação da República. 1.2. acessível. onde quem mais sofrera com sua expulsão fora a elite. mas a educação das classes dirigentes. e servia como patamar de ascensão social. essas escolas tiveram um alto índice de evasão o que contribuiu . mas. como nas províncias do Pará e do Maranhão. já existiam 117 escolas por todo o país. pois a educação popular era quase inexistente. que os homens do povo pudessem ter compreensão dos seus direitos e deveres. Na verdade. pois não se destinou recurso suficiente para que se expandisse o sistema de ensino. em princípio. no Pará. A educação jesuítica refletia claramente o seu caráter elitista. que começou a ser industrial e urbana. A educação dos adultos indígenas tornou se irrelevante. no Maranhão. o sistema educacional dos jesuítas. da leitura e escrita não se fizeram necessárias para os membros da sociedade colonial. fez com que a coroa combatesse a ampliação desse controle provocando a regressão do sistema educativo implantado. 1987:165). por auxiliar na perpetuação de uma classe dominante. com o ensino literário de fundo clássico. e educação superior religiosa só para esta última (ROMANELLI. ao contrário. A educação de elite possuía seu público alvo. Segundo Paiva (1987:167). permitiu aos jesuítas desempenhar o papel de principais promotores e organizadores do sistema de educação. Tornou se necessário à organização de sistema de ensino para atender a demanda educacional da aristocracia portuguesa e preparar quadros para as novas ocupações técnico-burocráticas.. 1987:55). daí se justifica o fato de que mesmo a educação sendo obrigatória para todos não s eja. A universidade de Coimbra passou a ter. parte da qual continuou nos colégios preparando-se para o ingresso na classe sacerdotal. 1997:35). No ano de 1854 surge à primeira escola noturna e. não a educação popular primária profissional. visava-se dar instrução aos escravos como forma de contribuir para a sua educação e. Com a vinda da família real portuguesa para o Brasil modificou-se o panorama educacional brasileiro. não havia preocupação em expandir a educação a todos os setores sociais. Segundo os interesses políticos que predominavam. Antes de 1870.. num momento em que quase não possuíamos uma rede elementar de ensino. sua autonomia na colônia. é que nasce juntamente com a educação elementar comum no Brasil à educação de adultos sob responsabilidade das províncias e funcionando em condições precárias. educação média para os homens de classe dominante. Assim. esta se baseava principalmente na exportação da matéria prima. por isso. Os padres acabaram ministrando.

Mas esta pregação perdeu nas -se transformações políticas do regime e na política dos governadores e a instrução popular viu . A constituição republicana de 1891 deu origem ao preconceito contra o analfabeto.. nem previsão. Começaram então a adotar o discurso de que era preciso combater a chaga do analfabetismo que nos envergonhava e nos imp edia de pertencer ao grupo das nações culturais. nem organização. Podemos observar na criação da lei Saraiva a seleção dos que poderiam fazer parte da vida política. com o desencadeamento da primeira guerra mundial em 1914. Percebe -se que.]. que iniciou desde 1891 com a seleção pela instrução. visava à imediata eliminação do analfabetismo [. da idéia de democratizar o ensino. chegando-se a cogitar a extensão da obrigatoriedade escolar aos adolescentes e adultos nos lugares em que se comprovasse a in existência de escolas noturnas (PAIVA.] que aparece [. é que o analfabetismo passa a ser associado à incompetência. Há agora no país. 1987:168). E. (PAIVA. da valorização da educação como instrumento de ascensão social. nem progresso. com o estímulo dado pela reforma eleitoral .] não impedia de ganhar dinheiro. a dignidade. Não existem ainda profissionais ou técnicos da educação.. levanta-se no Brasil uma onda de nacionalismo. 1987:27). se quiséssemos identificar algum no século XIX. com seu célebre parecer. principalmente. E nada disso existe no Brasil. trataram de encontrar um novo e complementar mecanismo de seleção: a instrução como o único meio capaz de excluir os escravos libertos ou os indivíduos das classes trabalhadoras que lograssem ultrapassar a barreira da renda. nem cultura. esta era a situação usual da maioria da população e a instrução não era condição para a atividade do país. 1974:39). a partir do momento em que a mesma se expandisse para todas as classes. segundo Paiva (1988:83). após a divulgação de uma estatística realizada pelos Estados Unidos q ue apontava o Brasil como um país líder em analfabetismo. mas particularmente. diminuída a sua importância. que servirá como um dos pontos de apoio do entusiasmo pela educação. mas um político de grande cultura e com a opinião de que. Até o final do império não havia sido colocado em dúvida à capacidade do analfabeto. A educação vista como meio de desenvolvimento e progresso para o país. um predomínio de um movimento conhecido como entusiasmo pela educação. na década de 10. e ele não era um especialista em educação. Por isso. porque o povo brasileiro ainda não sabe o alfabeto (NAGLE. que permaneceria até a metade do século XX quando a educação de adultos terá maior relevância social. não saber ler não afetava o bom senso. Até a Primeira Guerra Mundial. embora a seleção pela renda ampliava a consulta ao tornar a eleição direta. o conhecimento [.lei Saraiva -.. Somente quando a educação se converte em instrumento de identificação das classes dominantes (que a ela tem acesso). patriotismo. O entusiasmo pela educação. que teve como um dos principais objetivos combater o analfabetismo. quem não tinha preocupação quantitativa imediata para a difus do ensino elementar ão . nem preparo. A chave da civilização é o alfabeto. tal vinculo é resultado da ação dos liberais. Esse período se concretizou pelo entusiasmo pela educação. teríamos de buscá-lo em Rui Barbosa. Nesse parecer levantouse uma discussão política vinculando a luta pela difusão do ensino para a construção de uma nação de progresso. Para Paiva (1987:27).. com o poder de transformação de todos os problemas sociais. muitos são os que acreditam na realização dos ideais democráticos e defendem a divisão do ensino primário... no mundo. só voltando novamente a receber destaque quando se inicia um novo período de instabilidade política. a maior parte das discussões sobre o problema da educação popular trava-se no Parlamento (através do debate dos projetos de reforma do Município Neutro) e seus debatedores eram políticos interessados no problema.consideravelmente para o seu fracasso.. identificado como indivíduo incapaz. Ressurgindo novamente em 1880. comprometendo o orgulho nacional daqueles que representavam o poder no Brasil.] coincidindo com a maior firmeza conseguida pelo industrialismo [. ser chefe de família exercer o pátrio poder.. nem civismo. nem evolução. Sem o alfabeto não haveria. se caracterizou por preocupações eminentes quantitativas em relação à difusão do ensino. parece estar ligado ao problema da ampliação das bases eleitorais através do número de votantes proporcionado pela multiplicação das oportunidades de instrução elementar para o povo. no período que sucede a Proclamação da República.

a crise sócio -econômica. nem no sentido mais geral. 1987:28). tornase uma necessidade promover a educação do povo para acompanhar a fase de desenvolvimento que se instalava no país. que viria a ter grande importância no meio educacional. propõe-se a criação do Estado-nação onde sobressai à criação de um sistema de educação que deverá se articular com a organização do trabalho. Já no seu primeiro discurso à nação o presidente Vargas anuncia a necessidade da reorganização do trabalho e da educação. pois a preocupação maior estava vinculada ao aumento do poder da classe burguesa (PAIVA. enquanto que o restante da população continua analfabeta e inferiorizada.. Na verdade. novos rumos pela criação de mecanismos institucionais voltados para a sustentação do crescimento industrial. sendo seu traço mais especifico a preponderância dos interesses ligados à industrialização. como instrumento de transformação. com a decretação do Estado Novo. A própria. como representante de um grupo que detém o poder. deslocando da economia e da formação social a origem dos problemas relevantes. vítima do controle político que se mantinha nas mãos das oligarquias agrárias. Organização das Nações Unidas para a Educação. Nesse período. nova Constituição. Ciência e Cultura (UNESCO) órgão vinculado a Organização das Nações .3. O que vai correr. associam a posição o preconceito contra o analfabeto. na incorporação de novos elementos na educação popular. nem no terreno pedagógico. No plano ideológico. Fala-se a partir daí. Foram os políticos que se encarregaram de promover a oportunidade para a educação elementa e se permitiram a teorizar sobre o r assunto. A educação de adultos convertida a partir de campanhas No final da década de 40 e início dos anos 50. sobretudo a partir de 1937. no preparo técnico. para a disciplina do trabalho. No plano político. ajudando a mascarar os verdadeiros problemas que o país enfrentava. política e cultural. eleições. na preparação de técnicos para a indústria e para o setor de serviços. Já. mas não menos verdadeira: a de mascarar a análise da realidade. através dos centros culturais.. Enquanto os movimentos populares de oposição tentam se utilizar. no plano educacional. havia uma mistura de preconceito contra o analfabeto que perpetuava numa visão humanitarista com sentimentos patrióticos. a preparação técnica que aparece como a necessidade de formar trabalhadores para a indústria.era considerado antinacional. passa a utilizar o sistema educativo e a educação escolar como forma de difusão ideológica através de um currículo homogêneo tradicional e conservador. com a sedimentação do Estado Novo e o reconhecimento de que a educação possa ser um instrumento de manutenção ou transformação social. Essa necessidade de promover a educação e qualificação foi justificada por várias teorias ligada à política e a ampliação das bases eleitorais do país. esse segmentos aspiram por uma educação acadêmica e elitista. a educação começa a ser concebida como um problema nacional e as crises sócio-econômicas e culturais passam a ser atribuídas à ignorância da população. Após a Primeira Guerra Mundial. dos meios de trabalhos e de cultura popular. na avaliação de Paiva (1987:28). 1. 1. o próprio governo. A educação pelo trabalho no Brasil: um projeto de classes sociais Considera-se a década de 30 um período crucial da evolução histórica do país. a educação popular vinculada pelo entusiasmo na educação nada mais foi do que uma expansão das bases eleitorais.4. difusão do ensino técnico -profissional. como meio de preparação de mão-de-obra qualificada para atender a economia urbana industrial. forma-se a nova burguesia urbana e estratos emergentes de uma pequena burguesia exigem o acesso à educação. com a industrialização e urbanização. era preciso formar os contingentes de mão-de-obra necessários para atender ao crescimento das indústrias. no plano econômico. e com incentivo externo. Nos anos 20 aparecem os primeiros profissionais da educação que tentaram sustentar a crença em seu descompromisso com idéias políticas defendendo o tecnicismo em educação e trazendo implícita a aceitação das idéias políticas dos que governam. A necessidade de se universalizar à instrução elementar cumpria uma finalidade menos consciente. Um exemplo de oposição e resistência que aconteceu neste período foi à fundação da União Nacional dos Estudantes (UNE). Ressaltamos ainda que não havia profissionais da educação. pois. como o elemento responsável pelo escasso progresso do pais e pela impossibilidade de Brasil participar do conjunto das nações de culturas.

econômica e social. que elaborou propostas para a ampliação de ensino como: criação de escolas noturnas. Após a aprovação do p lano de campanha. Na verdade a idéia de integração esteve presente em toda a teorização da . e em janeiro de 1947 foi aprovado o plano de Campanha de Educação de Adolescente e Adultos (CEAA). distribuição de auxilio em material escolar para quem se dispusesse a contribuir na campanha de educação de adultos. e com muitas discussões sobre a necessidade da educação de adultos. E na base de tudo isto estava algumas idéias defendidas pelos entusiastas da educação que colocavam o analfabetismo como causa e não efeito da situação econômica. social e cultural do país. como pré -requisito para a inserção plena do indivíduo no ambiente cultural e afirma a necessidade de transmissão de conhecimento técnico-profissional que habilitassem o educando para o trabalho. por parte dos problemas sociais: em seu entendimento ele afirmava que a grave crise social do país. inclusive criando um conceito de educação funcional. provem antes de tudo os 55% de analfabetos. maior de 18 anos era analfabeta (recenseamento de 1940). que. menos sofisticada. e o país possa ser mais coeso e mais solidário. só que com um discurso eivado de consideração e justificação técnica. principalmente após a revelação de que 55% da população brasileira. A campanha significava o combate ao marginalismo. que determinava concessão de auxílio federal ao ensino primário e estabelecia 25% de seus recursos ao ensino supletivo de adultos analfabetos. antes de tudo. retomaram alguns aspectos do entusiasmo pela educação. A responsabilidade de organizar um plano geral da Educação de Jovens e Adultos. A respeito das intenções da CEAA. devemos educá-los para que cada homem ou mulher possa ajustar-se à vida social e às preocupações de bem estar e progresso social. a educação dos adultos se converteu num requisito indispensável para uma melhor reorganização social com sentido democrático e num recurso social da maior importância para desenvolver entre as populações marginalizadas o sentido de ajustamento social. Do ponto de vista econômico. o ministro da educação convoca os delegados estaduais e municipais para uma reunião a fim de tratar dos problemas relativos à campanha. 1988:15). defendida de forma simplista. Lourenço também defendeu a campanha responsabilizando a falta de educação do povo. Os apelos da UNESCO foram absorvidos no Brasil. de formação técnica e profissional do adulto em sua forma inicial . a alfabetização funcional tende a dar aos adultos iletrados os recursos pessoais apropriados para trabalhar produzir e consumir mais. A própria situação mundial e nacional intensificou os trabalhos na área de educação de adultos que vinha se realizando lentamente desde 1942. seu fundamento político evidenciava uma campanha de salvação nacional. passou a estimular a criação de programas nacionais de educação de adultos analfabetos. atendendo basicamente aos apelos da UNESCO. Em 1947. um processo educativo diversificado que objetiva converter os alfabetizados em elementos conscientes e eficazes na produção em geral. criando até um slogan ser brasileiro é ser alfabetizado. os delegados do estado apoiaram a idéia de se realizar o I Congresso de Educação de Adultos que aconteceu num clima de entusiasmo pelo programa.Unidas (ONU). porque concorrerá para que todos saibam trabalhar mais eficientemente. E devemos educá-los porque essa é a obra de defesa nacional. para que o marginalismo desapareça. política. quando foi criado o Fundo Nacional de Ensino Primário. segundo Paiva (1987:185). Este procedimento marcou o iníco da i institucionalização da educação de adultos pela União. A incorporação de alguns discursos baseado no preconceito contra o analfabeto de alguns participantes do debate. O conceito de educação elaborado pela UNESCO enfatizava a relação entre educação e desenvolvimento. Nesse conceito é explicitada a necessidade de desenvolver uma metodologia especial para a educação de adultos entendida como: um processo global e integrado. do ponto de vista social a facilitar-lhe sua passagem de uma cultura oral a uma cultura escrita (CUNHA. observa Paiva (198 7:179) que. conforme o pronunciamento de Lourenço Filho: devemos educar os adultos. ficou a cargo do Instituto Nacional de Estud os Pedagógicos (INEP). uma nova abolição. era a mesma idéia de integração política dos analfabetos e de democratização das oportunidades educacionais como armas para a eliminação do marginalismo social.feito em função da vida e das necessidades do trabalho.

ela se associa às características do otimismo pedagógico. Paralelo a Campanha de Adolescente e Adulto. pretendia-se. com o lançamento da campanha em 1947. políticos e culturais. numa primeira etapa uma ação extensiva que previa a alfabetização em três meses. era orientado pelo método silábico. sobre o seu modo de produção. A educação teria por objetivos integrar o homem a vida cívica e unificar a cultura brasileira.5. CNER. que o seu fracasso era eminente por causa do método tradicional que não levava em conta as necessidades dos alunos no planejamento. busca de soluções adequadas para o problema. entre 9 e 16 de julho de 1958. estava ligadas as modificações que o país atravessava no final da década de 50. chegou-se à conclusão de que era preciso outro congresso nacional para rediscutir a educação de adultos. e que. pela primeira vez. era uma espécie de missões rurais que tinham como objetivo principal passar de ação extensiva para ação em profundidade. material didático especifico que ensinavam a leitura e a escrita para o adulto. 1987:200). foram considerados inoportunas. Tanto a CEAA. (PAIVA. e a conclusão de que a mesma era insuficiente. em detrimento do meio rural.da reflexão sobre a sociedade como um todo. onde seus representantes defendiam que a escola não ia bem. os programas de educação em comunidades rurais promoveriam o seu desenvolvimento. e que além de produzir pouco é explorado freqüentemente em seu trabalho. as duas campanhas seguiram rumos desvinculados da realidade dos grupos que se queria atingir. a idéia de valor humano e o sentido de suficiência e responsabilidade para que não se acentuassem as diferenças entre a cidade e o campo. e que. O próprio método de ensino e de leitura dos adultos conhecido como Laubach inspiraram a iniciativa do Ministério da Educação de produzir. formando novos contingentes eleitorais. e pretendiam contribuir para acelerar o processo evolutivo do homem rural despertando nele o espírito comunitário. como uma tentativa de uma revisão conjunta dos profissionais da educação daquilo que se fizera no país em matéria de educação de adultos e. político e cultural das pessoas. ligando todos os problemas sócio-econômicos. devido a sua atuação não ter sido suficiente para atender aos princípios pedagógicos esperados. realizou-se no Rio de Janeiro.no caso a organização social da comunidade . e nas li ões ç finais era formados de pequenos textos contendo orientação sobre saúde.econômico. sua formação social e suas conseqüências. técnicas simples de trabalhos e mensagem de moral e cívica. A idéia central do diretor da campanha era a de que o adulto analfabeto é um ser marginal que não pode estar ao corrente da vida nacional e a esta idéia se associa a crença de que o adulto analfabeto é incapaz. Depois seguiria uma etapa de ação em profundidade voltada à capacitação profissional e ao desenvolvimento comunitário. da difusão da idéia e do valor da auto ajuda. justificando todos os problemas do país pela falta de educação e cultura do povo brasileiro. Por isso. era preciso buscar outros caminhos para solucionar os problemas. Desvincula-se a reflexão sobre os métodos educativos a serem empregados na comunidade . independente das reais condições econômicas das mesmas. Os promotores desta experiência acreditavam explicitamente que a esperança da melhoria das condições de vida econômica estaria fundamentalmente na educação de base. como se a mera aplicação de técnicas fosse suficiente para provocar o desenvolvimento sócio. e o fracasso da CEAA. criou a -se Campanha Nacional de Educação Rural (CNER). com a ignorância da população.campanha. e mais a condensação do curso primário em dois períodos de sete meses. Sua finalidade maior era estudar o . Por isso as missões educativas penetravam no interior para incentivar a elevação dos padrões de vida e a solução dos problemas coletivos através da organização comunitária. foi um dos fatores relevantes para a convocação do IIº Congresso de educação de adultos. considerando a cultura dominante como a única e verdadeira se mantendo fiel ao seu fundamento político. Pressupostos teóricos para uma nova alfabetização A necessidade de discutir propostas para a educação de adultos. Dez anos após o lançamento das campanhas. contudo. acabando por excluí-los. encontra nessa campanha a crença de que os problemas do meio rural podem ser solucionados através da educação. 1. que deveria ser memorizada remontada para formar palavras. O IIº congresso foi convocado e patrocinado por diversas entidades publicas e privadas e com o apoio do ministro da educação professor Clovis. quanto a CNER.

o congresso ofereceu oportunidade para a manifestação de diversos grupos de educadores. que visava oferecer um ensino para as camadas populares. que reuniam artistas. A equipe pernambucana tratava de identificar no pauperismo e na ignorância as causas imediatas do analfabetismo (PAIVA.. Em janeiro de 1964. visando seu aperfeiçoamento. (1987:252). inspiraram as principais proposta de alfabetização e educação popular que se realizaram no país no inicio dos anos 60 essas propostas foram . A preparação do plano contou com forte engajamento de es tudantes. bem como. A educação das massas seria o único caminho para a revolução brasileira. algumas das teses defendia a educação que servisse como instrumento que prevenisse a sub versão. Com o abandono do otimismo pedagógico e a re-introdução da reflexão sobre o social na elaboração das idéias pedagógicas. e todas com um ideal de educação de adulto que não condizia com a realidade. mas o que chamou mais a atenção foi o do congressista Paulo Freire que apresentou um trabalho com o tema: a educação dos adultos e as populações marginais: o problema dos mocambos. assim como sua proposta para a alfabetização de adultos. fazer uns balanços das realizações brasileiras. sindicatos. chamava a atenção para as causas sociais do analfabetismo e condicionando a sua eliminação ao desenvolvimento da sociedade. particularmente durante o governo Goulart. foi possível constatar aspectos característico do realismo em educação.problema da educação dos adultos em seus múltiplos aspectos.. estudar as finalidades. deixavam de lado as -se causas pedagógicas. nos estados do Norte. a chamada Pedagogia da Libertação ou Pedagogia dos Oprimidos. e tinham apoio das administrações municipais.] Outros consideravam que os trabalhadores não poderiam ficar a mercê de uma minoria que constitui o governo e decide o destino da pátria. todos num objetivo de buscar encontrar caminhos de transformar a educação de adultos. estudantes católicos engajados numa ação política junto aos grupos populares.. Inúmeros trabalhos fora apresentado. Nordeste e Centro Oeste com o apoio do poder público. que previa a disseminação por todo o Brasil da proposta orientada por Paulo Freire. Várias teses foram defendidas pelos participantes. por intermédio de emissoras de rádio. tornando-o agente de sua própria educação. Por seu lado. e . pois. 1987:211). Eram discussões com mistura de entusiasmo e realismo em educação que se manifestavam em cada palestrante. partido da compreensão de que o aluno não apenas sabe da realidade em que vive. segundo Paiva. ligado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). ou seja. O II congresso marca o inicio da transformação do pensamento pedagógico brasileiro. com idéias de se tomar como ponto de partida o universo real de conhecimentos do educando dentro de uma prática educacional que valorizasse a cultura popular e que viesse a lutar contra a marginalização cultural do homem das classes pobres. clamavam pela erradicação do analfabetismo. Esses diversos grupos de educadores foram se articulando e passaram a pressionar o governo federal para que os apoiasse e estabel cesse e uma coordenação nacional de iniciativas. preocupados estes em buscar novos métodos para a alfabetização dos adu ltos. O pensamento pedagógico de Paulo Freire. 1987:209). Atuaram e desenvolveram atividades aplicando essas novas diretrizes. que podiam ocorrer com uma alfabetização em massas da população rural [. empreendidos por intelectuais. sobretudo analfabetas.. as preocupações quantitativas não se acompanham mais do preconceito contra o analfabeto (PAIVA. Ressaltamos que o trabalho de educação popular em particular de alfabetização foram todos inspirados nas idéias de Paulo Freire. Além dos métodos e processos pedagógicos mais adequados a esse tipo de educação. afim de que se pudesse ter no Brasil uma verdadeira democracia e esta somente era possível quando todos os maiores soubessem ler a chapa do candidato da sua escolha. (CPCs). foi aprovado o Plano Nacional de Alfabetização. mas também participa de sua transformação. para Paiva (1987:209) este trabalho. nos Centros de Cultura Popular. os educadores do Movimento de Educação de Base (MEB). intelectuais. Segundo Paiva. seus problemas de organização e administração. (1987: 209). formas e aspectos sociais da educação dos adultos. a consideração dos aspectos internos do processo educativo a lado de uma vinculação com a vida da sociedade. outras aconselhavam um procedimento cauteloso para evitar perturbações sociais. esse educador constituiu uma proposta de mudança radical na orientação e objetivos do ensino.

Mas. por isso. se havia rachado e entrado em trânsito. como ser capaz e responsável. O pensamento de Paulo Freire se construiu numa prática baseada num novo entendimento da relação entre a problemática educacional e a problemática social. levar o educando assumir-se como sujeito de sua aprendizagem. Fazia-se necessário. que de sujeito. Paulo Freire criticou a chamada educação bancária. Dessa perspectiva. o analfabetismo passava a ser interpretado agora como um efeito da situação de pobreza gerada por uma estrutura social não igualitária. Freire propunha uma educação que não negasse sua cultura. que sempre reduziu o analfabeto à condição antes de objeto. faria um levantamento das palavras utilizadas pelo grupo e desse universo selecionaria as palavras com maior intensidade e.1987:251). pois nele os dois pólos se ligam. notadamente o conteúdo mais adequado para ajudar o analfabeto a superar a sua compreensão mágica do mundo e desenvolver uma postura critica diante de sua realidade. Além dessa dimensão social e política. herança de uma sociedade agrária e oligárquica. a alfabetização e a educação de base de adultos deveria partir sempre de um exame critico da realidade existencial dos educandos. Esses materiais continham palavras geradoras acompanhadas de imagens relacionada a temas para debate. se fazem críticos na busca de algo e. querendo participar e decidir. normalmente elaborados regional ou localmente. que o processo educativo interferisse na estrutura social que produzia o analfabetismo. qual o conteúdo desse dialogo? Seria. Rejeitando a utilização das cartilhas. utilizando uma serie de ilustração que deveriam dirigir a discussão na qual fosse evidenciado o papel ativo dos homens como produtores de culturas e as diferentes formas de cultura: a cultura letrada e a não letrada. necessária ao engajamento ativo no desenvolvimento político e econômico da nação (FREIRE. a arte. O que caracterizava esses materiais era não apenas a referência à realidade imediata dos adultos. cujo princípio básico pode ser traduzido numa frase que ficou célebre: A leitura do mundo precede a leitura da Palavra. Depois através dos debates iniciava-se o processo de alfabetização. ou seja . Nesse período foram produzidos diversos materiais de alfabetização orientados por esses princípios. inserindo-se nele criticamente. o objetivo era. Tomando o educando como sujeito de sua aprendizagem. abandonando sua condição de objeto da história. o trabalho. a intenção de problematizar essa realidade. Freire propunha ainda o momento inicial em que o conteúdo do dialogo educativo girava em torno do conceito antropológico de cultura. mas que fosse transformado através do dialogo. Primeiro deveria contribuir para o homem perceber o seu papel como sujeito e não como mero objeto de base para a mudança de suas atitudes. chegara o momento de sua passagem para uma sociedade aberta e democrática (PAIVA. só aí há comunicação. os ideais pedagógicos que se difundiam tinham um forte componente ético. implicando um profundo comprometimento do educador com os educandos. mas. principalmente. de uma educação alienada. Os analfabetos deveriam ser reconhecidos como homens e mulheres produtivos que possuíam culturas. Para Paulo Freire: a sociedade tradicional brasileira fechada. a religião. antes mesmo de iniciar o aprendizado da escrita. Freire elaborou uma proposta de alfabetização de adultos conscientizadora. Com a proposta de Paulo Freire. portanto. 2001:92 Evitando repetir os erros ). inaugurou-se uma nova etapa na educação de adulto no Brasil. e realizaria o estudo da escrita e a leitura a partir da realidade do grupo. O povo emergia nesse processo. que deveria ser transformada em consciência crítica. Antes de entrar para os estudos dessas palavras geradoras.diversos grupos estimulados pela efervescência política da época. optou pela utilização de temas geradores que era a pesquisa sobre a realidade existencial do grupo com o qual iria atuar. Neste sentido o diálogo parecia ser o único caminho possível. se antes este era visto como uma causa da pobreza e da marginalização. Nessa época ele referia-se a uma consciência ingênua ou intransitiva. ou seja. que considerava o analfabeto ignorante. da identificação das origens dos seus problemas e das possibilidades de superá-los. uma es pécie de tabula rasa (gaveta vazia) onde o educador deveria depositar o conhecimento. Surgiu uma . desta forma organizava o conteúdo segundo os diversos padrões silábicos existentes. onde a reflexão sempre partia da própria análise da sociedade brasileira como uma sociedade em trânsito. procurando expressar o universo vivencial dos alfabetizando.

caracterizou-se pelo desaparecimento ou pela paralisação progressiva das atividades de um grande número de movimentos destinados a educação dos adultos. no interior. em que.alfabetizado. em seguida recebeu apoio financeiro do Estado e. o seu regime político e os valores éticos da civilização cristã. 1. a paralisação dos esforços brasileiros no sentido de diminuir sua porcentagem de analfabetos e de educar sua população adulta repercutia mal internacionalmente e a UNESCO voltava a reiterar aos paises membros seus apelos no sentido de que desenvolvessem tais programas. o governo da União retoma as atividades da educação através do ministério educação. o segundo. passou a encontrar resistência nos mais diversos setores (PAIVA. e do apoio a Cruzada da Ação Básica Cristã (ABC) que teve origem quando um grupo de professores do colégio de Pernambuco criou um programa voltado para a educação de adultos. afim de que ele deixasse de ser um peso morto para a sociedade.pedagogia que explicitando seus fundamentos filosóficos e metodológicos. o programa Cruzada do ABC. uma vez que a maioria dos indivíduos empenhados no trabalho era evangélica e estavam ligadas as igrejas protestantes norte-americana. além disso. como o Movimento de Educação Básica (MEB) devido ao seu vinculo com a Conferência Nacional do Bispo do Brasil (CNBB) que aceitou a re formulação de sua metodologia. o que se constitui como um retrocesso à concepção que se tinha no inicio das primeiras campanhas de educação de massa. Entretanto. provocado pela instalação do governo revolucionário que desencadeou. Sobrevivendo apenas algumas iniciativas. passando o MEB da ênfase sobre a conscientização para dar ênfase sobre a ajuda mútua. Em 10 de agosto de 1967. inclusive cartilhas. Finalmente. Esse programa começou num bairro pobre do Recife. passando a produzir para o seu bem estar. inspirados numa mística protestante. forte repressão sobre os grupos e instituições que atuavam em projetos d educação e popular rompendo com os projetos centrados na libertação. saber discernir e escolher seus próprios dirigentes e decidir pela sua própria vida. os compromisso internacionais do Brasil na área educativa incluía o combate ao analfabetismo. após o Golpe Militar de 64. Neste sentido Freire (1982:41) se expressa definindo sua pedagogia como: uma pedagogia humana e libertadora. Dentro das suas atividades a Cruzada preocupou com a formação de -se pessoal treinado para a educação de adultos (supervisores e professores) e com a preparação de material didático. também fazia parte dos discursos do Ministério da Educação. grandemente combatido no período anterior. o problema da educação dos adultos é deixado de lado pelo ministério da educação. cada uma pretendendo oferecer. em 1967. Entretanto. Segundo Emmanuel de Kant. e o plano complementar. que tem dois elementos distintos. essa mudança da reorientação observou imediatamente no nível -se didático. Na verdade o adulto analfabeto foi visto pela Cruzada ABC como um parasita econômico incapaz de contribuir para o desenvolvimento do país. atendendo puramente aos objetivos da política governamental sem desenvolver atividades que contrariassem os interesses do Brasil. um to programa equivalente ao primário regular. O preconceito contra o analfabeto. A ditadura militar e o retrocesso na educação de adulto O período posterior a abril de 1964. 1987:263) Além de ser defendido pela cruzada. em que os oprimidos vão revelando o mundo da opressão e vão compromentendo se na práxis. foi alvo de criticas no Seminário realizado pela Superintendência para o . foi financiado pelo governo da União e da Fundação Norte Americana Agnes Erskine (USAID). no conjun das fases. transformada a realidade opressiva. viver é lutar substituído por Mutirão. O primeiro. Na opinião de PAIVA (1987:283). Seu programa de alfabetização era realizado em 4 fases (5 meses cada fase). e do seu material didático e da modificação do método Paulo Freire. a cruzada ABC assinou um convênio com o Ministério da Educação (MEC) e um compromisso de atingir um total de 2 milhões de adultos e analfabetos num prazo de 5 anos. Nos dois primeiros anos do novo governo. a ABC pretendia oferecer ensino profissional ao adulto recém .6. a politização era substituída pela cristianização (grifo nosso). esta pedagogia deixa de ser a do oprimido e passa a ser a pedagogia dos homens em processo de permanente libertação. voltava -se exclusivamente para os adultos. A cruzada do ABC tinha como objetivo preparar o semi-analfabeto para estar em condições de além de receber o grau de instrução primária em 2 anos. sucessivamente.

a responsabilidade de elaboração do programa intensivo de erradicação do analfabetismo caberia ao Departamento Nacional de Educação. o MOBRAL foi concebido como um sistema educacional que visava o controle da população. a ligado ao desenvolvimento comunitário.895. assim a denominar -se. E. tomando como base os estudos desenvolvidos pela economia da educação. a solução encontrada para o MOBRAL não foi à extinção foi à troca dos nomes da organização. livros de integração que transmitiam as idéias relativas à comunidade. mas as mensagens apelavam sempre ao esforço individual dos adultos analfabetos. Representou. suas diretrizes pouca influência exerceram. família. priorizando -se principalmente aqueles municípios com maior possibilidade de desenvolvimento. deveres cívicos etc. o governo da união resolveu dar ênfase ao planejamento educacional.Desenvolvimento do Norte (SUDENE) em 1967. se a realização do Seminário ofereceu oportunidade de contato a muitos profissionais da educação do país. Agora dentro das competências do MEC e com finalidade . desvinculada da sua condição histórica e social transformando as idéias pedagógicas de Freire num emaranhado de técnicas neutras descontextualizadas. O MOBRAL constituiu-se como organização autônoma em relação ao MEC. começou pela rejeição de grande profissionais da educação brasileira que não concordava com os seus métodos e se recusaram a participar do programa. isto é. permitindo observar as modificações sofridas pela abordagem do fenômeno educativo nesses meios. nem por isso foi extinto completamente. não estimulando o exercício da cidadania. pátria. ilustrados por dados estatísticos inexistente. Propunha-se a alfabetização a partir de palavras chave retiradas da vida simples do povo. com o propósito de não estimular a consciência critica. com um desconhecimento absoluto da experiência brasileira em educação de adultos. Esse programa era a resposta do regime militar à ainda grave situação do analfabetismo no país. através do decreto nº 57. O documento final do seminário embora transformado em publicação. não foi sequer distribuído. um desperdício enorme de recursos financeiros. Em sua totalidade o MOBRAL foi um malogro. isso sim. Apesar de não ter sido distribuído o documento elaborado no seminário. das novas condições políticas do país. com sede em Brasília. baseadas na alfabetização funcional que na opinião do professor de OLIVEIRA (1985:30). As orientações metodológicas e as matérias didáticas do MOBRAL reproduziram muitos procedimentos consagrados nas experiências de inícios dos anos 60. o MOBRAL passou. e ainda se intitulava a única entidade qualificada do país na tarefa de educação de adultos precisava enviar técnicos para curso nos estados unidos. No entanto. de Fundação Educar. como estava pouco habilitada no terreno que desejava atuar. Entretanto. o potencial político eleitoral da organização foi o de maior abrangência em todo território nacional só comparada com a da Igreja Católica o que lhe conferiu argumento para sua extinção. Na verdade. Nasceu. pois. mas sim para despolitizar o movimento de alfabetização de adultos por Paulo Freire. segundo Cunha (1991: 286). o MEC determinou que. fortalecendo o modelo de dominação vigente através de materiais didáticos. com o propósito de não concorrer para a formação de grupos de pressão. Em 1985. não contribuiu para alfabetizar. Assumiu o controle dessa atividade lançando o Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL). formando op iniões de uma grande camada da população através de um redirecionamento que impedia qualquer prática de libertação e conscientização do ser humano visando à integração a um modelo brasileiro que ansiava para a hegemonia de um regime político. e defenderam uma educação abordada dentro de um a de educação de base. segundo Paiva (1987:209). seja na intenção de promover a alfabetização das grandes massas de iletrados do país. Neste sentido. sem. pois. as discussões e sugestões do que realmente poderia ser feito. mas esvaziando de -os todo o sentido crítico e problematizador. o seminário permitiu verificar os balanço das políticas educacionais publicas. buscando uma educação para o desenvolvimento para uma sociedade em mudança. contudo modificar sua estrutura e orientação. Os técnicos deixaram claro sua oposição a este tipo de educação e consideraram a entidade incapaz de dar continuidade ao programa. instalando-se em todos os municípios do Brasil por meio de comissões municipais constituído através de negociações entre o prefeito e a sociedade civil local. seja nas suas intenções eleitoreiras.

em que se primara pela preservação da ordem e. e no ano seguinte criaram o Plano Nacional de Alfabetização (PNAC) extinto um ano depois. o Movimento de Alfabetização (MOVA). ele se originou de uma parceria entre os movimentos sociais e o setor público (SOUZA. Embalado pelo discurso de desqualificação da educação de pessoas jovens e adultas contido nas propostas de educadores brasileiros e da assessoria do Banco Mundial. pela desumanização em massa. São Paulo. e. em 1990. Conseqüentemente. 2001:181) O Mova foi estruturado em estreita colaboração como os movimentos populares de alfabetização de adultos da cidade de São Paulo.especificas de alfabetização.7. ao contrário. Dentre elas a necessidade urgente de indicar um novo secretario municipal de educação. porque os programas que foram ofertados após 1988 est iveram longe de atender a demanda populacional. pois em sua opinião: é possível rever. formar pessoas com maior capacidade de autonomia intelectual. passava a fornecer apoio técnico e financeiro as ações de outros níveis públicos. As ações do MOVA-SP foram norteadas com princípios e objetivos de reforçar e ampliar o trabalho dos grupos populares que já trabalhavam com alfabetização na periferia. fazendo-a pública também. ele fez parte de uma estratégia de ação cultural voltada para o resgate da cidadania: formar governantes. reforçando o incentivo à participação popular e a luta pelos direitos sociais do cidadão. O governo manteve a gratuidade da educação pública a todos que não tiveram acesso à escolaridade básica. Ressaltamos que esse movimento não foi idéia de Paulo Freire. pois. Entretanto. Na opinião de Garote (2001:92). Para Paulo Freire o compromisso de um governo democrático à frente da secretaria municipal de educação era. para se tornar possível essa democratização foi necessário respeitar autonomia dos movimentos sociais e suas organizações. A filosofia do MOVA demarcou uma nova concepção de educação e de alfabetização baseados na concepção . de 0rganizações não Governamentais (ONGs) e de empresas. É possível o empenho de ir tentando começar ou aprofundar o esforço de tornando a escola publica menos má. Diferente das campanhas realizada durante os vinte anos de ditadura militar. Com base nesses pressupostos políticos pedagógicos é que se implantou em São Paulo. independente da idade. membro este do Partido dos Trabalhadores (PT). a proposta de emenda constitucional introduziu uma novidade por meio de uma sutil alteração no inciso I do artigo 208. Experiências isoladas de educação popular após a década de 80 Foi nesta perspectiva que em 1º de janeiro de 1989 um partido popular assumia a maior cidade do país. Somente alguns estados que sempre tiveram grupos com história política voltada para organização popular se preocuparam em firmar convênios que possibilitasse melhores perspectivas de educação e participação popular. estava sendo definida uma nova concepção de Educação de Jovens e Adultos a partir da Constituição Federal de 1988. Paulo Freire foi o escolhido como uma opção mais lógica. abrindo canais a partir da nova administração com muita transparência administrativa. possibilitando ao educando uma leitura critica da realidade e conscientização política. que pudesse liderar democraticamente a construção de um novo projeto pedagógico e. pouco se alfabetizou após a implantação do regime militar. 1. refazer medidas que aprimorem o processo de democratização da escola publica. para Gadotti (2001:94). com grupos populares que já desenvolviam trabalhos de alfabetização juntos com outros setores como as igrejas. reconhecendo que a sociedade foi incapaz de garantir escola bási a para todos na idade c adequada. a educação de adultos foi levada a uma estagnação política e pedagógica vazia e superficial. A Fundação Educar foi extinta em 1990. colocando a educação de jovens e adultos no mesmo patamar da educação infantil. chegamos à década de 90 com políticas públicas educacionais pouco favoráveis a este setor. sobretudo o aprimoramento do processo de democratização da escola publica. com proposta clara de prioridades que possibilitaram a implantação de instrumentos de participação popular. essa fundação não executava diretamente os programas. para o próprio Freire. multiplicadores de uma ação social libertadora o MOVA-SP estava contribuindo com esse objetivo ao fortalecer os movimentos sociais populares e estabelecer novas alianças entre sociedade civil e Estado. Apesar do artigo que definiu na constituição a educação como direito de todos. 1992:12). um verdadeiro mito da pedagogia critica (GADOTTI & TORRES.

como o ensino regular e o supletivo. e. Outra experiência isolada de educação de adultos aconteceu em Porto Alegre. os alunos do pro grama. no ano de 1989. O caráter desse movimento isolado não se compara a nenhuma das campanhas de alfabetização fracassadas. de palavras. onde os grupos. aproximando os alfabetizando de uma compreensão da linguagem. e o SEJA parte do pressuposto que as classes populares. recheando-as de frases. Ressaltamos a coerência desses argumentos em relação a esses programas educacionais para adultos. realizadas tanto na América Latina. a população que necessita de educação e alfabetização é muito especifica. possuem um . deve. Para Paulo freire. por sua seriedade constituir um tempo de introdução. essa experiência com os grupos populares consolidou uma prática substantivamente democrática a partir de um intenso e criativo trabalho pedagógico. de sílabas. respeitando o saber do senso comum. formar pessoas com maior capacidade de autonomia intelectual. como sujeito histórico também constituía com o educador e a educadora. como pretendem freqüentemente os políticos. a administração que assumiu a prefeitura em 1993 extinguiu o projeto. como. mas isso não aconteceu. uma resposta real a nova demanda de mão-de-obra capacitada? Por meios de programas insuficientes que não preparam sequer para empregos primários. o compromisso de se garantir participação crítica dos alfabetizando no processo político. sobretudo um encontro político pedagógico de reinvenção da linguagem escrita e necessariamente lida. o empenho de se governar junto aos movimentos sociais. O MOVA-SP foi uma nova e importante contribuição associada a outros programas da secretaria municipal de educação de São Paulo. em especial no Brasil. vem desenvolvendo uma proposta educacional com embasamento político pedagógico voltada aos interesses e necessidades daqueles cidadãos que não tiveram acesso à educação. multiplicadores de uma ação social libertadora. porque na maioria é constituída de uma população rural ou estabelecida há pouco tempo nas cidades. os sujeitos construtores da dialogicidade no processo de alfabetização e de todos os processos educativos emancipadores. formar governantes. portanto. sobretudo.libertadora de educação onde o alfabetizando era ativo em seu processo de conhecimento e. não é apenas o momento em que mecanicamente a mente burocrática do educador inicia o tratamento burocratizante da mente dos alfabetizando. Para Torres (1992:24). nem tão pouco satisfazer as necessidades dos pobres em curto prazo. A presença de Paulo freire à frente da secretaria municipal de educação do município de São Paulo. na avaliação d Torres e (1992:18). políticas e econômicas dos ben eficiários (TORRES. e. 1992:20). de letras e de exclamações (FREIRE. O que mais interessava aos seus idealizadores e aos movimentos populares era que o projeto tivesse continuidade como parte integrante do sistema municipal. recebiam da prefeitura recursos financeiros e técnicos. diferente das políticas e programas de educação de adultos adotadas em toda a América Latina. fazia parte de uma estratégia de ação cultural voltada para o resgate da cidadania. está claro que os programas de educação de adultos não podem preencher a brecha existente entre os modos deprodução tradicional e muito menos os avançados. sem perderem suas identidades. O projeto MOVA é um dos raros exemplos de parceria entre sociedade civil e Estado. e não existe uma preocupação por parte do governo em criar programas que considerem o perfil psicológico ou as necessidades concretas. (SP) teve um significado notável para muitos educadores populares que sempre estiveram no terreno da sociedade civil e quase sempre no campo da oposição. engajados numa política de educação para humanização. Estudos realizados têm comprovado que na América Latina. os programas educacionais representam uma inversão educacional na medida em que refletem uma estratégia econômica do estado cujos objetivos é que as pessoas tenham uma melhor formação e acesso a cargos mais interess ntes no a mercado de trabalho. onde estes estão baseados. A década de 90 está marcada pela ampliação de estudos voltados à educação de adultos. Ela é. no argumento de que. desde então. com a criação do Serviço de Educação de Jovens e Adultos (SEJA) que. o MOVA-SP. na opinião de Gadotti (1992:94). Até que ponto em uma sociedade dependente estes representaria. 2000:116). A nova administração não comungava desses princípios. o mútuo respeito às diversidades das pessoas envolvidas. a alfabetização é vista em profundidade. e.

levando em consideração a proposta construtivista (a partir de uma perspectiva dialógica freireana) requisitada pelo cliente. pela produção coletiva do compromisso com a criação de professores-pesquisadores. nem em relação ao ensino primário e principalmente a educação de jovens e adultos. Nesse sentido. o conhecimento se refere à teoria. Letícia Lopes SANTOS.8. é articulado conjuntamente com a teoria. por isso o software necessita de uma navegação atraente e acessível. pertence ao outro e isolado não nos auxilia no processo educacional. Porém. esta data de 1934 e. por exemplo. praticamente. o engajamento do professor passa pela reflexão do fazer pedagógico. gerando alunos dependentes e sem noção da realidade social que os cerca. Andréia SILVA. não saiu mais dela desde essa época. A proposta educacional do programa SEJA é a de proporcionar a este aluno acesso e apropriação do conhecimento científico. Para Moura (1992: S/p). por falta de escolas. Neste sentido. esse manifesto foi de muita importância na historia da pedagogia brasileira porque representou a tomada de consciência da defasagem entre a educação e as exigências do desenvolvimento. Convém lembrar que os futuros . conforme Aranha (1996:198). No plano legislativo. referenciado pela experiência de vida e trabalho deste jovem ou adulto. desde 1932. Educação de jovens e adultos na década de 90 Para falar sobre a Educação de Jovens e Adultos (EJA) na década de 90 é necessário retomar a questão política educacional que direcionou durante várias décadas a história brasileira.saber cultural. além da possibilidade de inclusão de novos dados pelo professor e níveis de dificuldade. O manifesto procurou romper com a velha ordem e reivindicar que o ensino fosse la Data do Texto: 2003-10-16 00:00:00 62 Software Educacional para Alfabetização de Jovens e Adultos Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Projeto Pedagógico Idioma: Português URL: http://www. não é de hoje que a educação de jovens e adultos tem espaço no texto legal da constituição brasileira. mesmo em 1934 após a promulgação da constituinte. então podemos vislumbrar um real processo de aprendizagem.inf. que o manifesto dos pioneiros da Educação Nova liderado por Fernando Azevedo e assinado por vários educadores. Daiane MAISSAT. Quando o saber e o conhecimento estão dissociados. utilizando-se deste para uma leitura mais crítica do seu meio social. quanto ao saber. As atividades desenvolvidas devem apresentar a opção de impressão. 1. As atividades desenvolvidas devem apresentar a opção de impressão. mas também a ua obrigatoriedade pública e gratuita.br/~lleite/seII/material/projeto_SE-EJA%20Aline.pucrs. A Constituição de 1934 põe o ensino primário extensivo aos adultos como componente da educação e como dever do Estado e direito do cidadão. Esta formulação avançada expressa bem os movimentos sociais da época em prol da escola como espaço integrante de um projeto de sociedade democrática. Aline RAMOS. além da possibilidade de inclusão de novos dados pelo professor e níveis de dificuldade. Cópia do Texto: Definição do conteúdo O software deverá representar um reforço ao que foi visto em sala de aula (atividades de iniciação à leitura e à escrita) e oferecer jogos para motivar. e que. vinham defendendo não só o direito de cada indivíduo à s educação integral.doc Autor(es): LEITE. que nos apropriamos pela experiência prática. Jaqueline Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O software deverá representar um reforço ao que foi visto em sala de aula (atividades de iniciação à leitura e à escrita) e oferecer jogos para motivar. Convém lembrar que os futuros usuários não têm noção de informática. cujas ações das práticas docentes e da pesquisa possibilitam a construção do conhecimento GADOTTI (2001:98). esse direito não tinha saído do papel. temos a impossibilidade das devidas apropriações por parte do sujeito no processo de aprendizagem.

em vez de fazer cópias e "mastigar" a mesma palavra diversas vezes. como por exemplo "a mesma letra de bola". § Infraestrutura de ambiente: hardware e software Softwares disponíveis: Windows. Finalmente. o software deverá apresentar manual com explicações claras (possivelmente. que deveria ser ordenada pelos alunos em dupla. contudo. será linear. Através dessa metodologia. help. disco rígido de 40Gb. alfabético) em que o aluno se encontra. Além disso. tornando a aprendizagem mais fácil e agradável. a professora poderia questionar os alunos. parte das unidades maiores da língua (todo) para as unidades menores (partes). os alunos discutiriam com a turma a história.usuários não têm noção de informática. Front Page. Hardwares disponíveis: kit multimídia. As atividades propostas no software deverão fornecer feedback imediato ao aluno (além de um registro do seu caminho). além de fornecer ao professor um relatório das atividades realizadas pelo aluno. silábico. seria apresentada uma história em quadrinhos sem falas e em desordem. Para orientar a elaboração da história a partir dos quadros. conseqüentemente. Nos posicionamos a favor desta metodologia pois acreditamos que ela se torna mais significativa para o aluno. de textos ou de contos. e não querer que o mesmo aprenda a ler e escrever através de palavras soltas. o professor poderá participar como executor. Em seguida. inserindo novos dados. Durante a implementação deste software. etc. Assim. os alunos a terão completa. orientadores da aprendizagem. quando o usuário errar a resposta o software dará uma dica. o aluno pode (e deve) expor também as suas vivências extra-escolares. ou sílabas. devemos proporcionar ao aluno uma participação global. e coautor. levando em consideração as im agens de cada quadro. podendo imprimi-la. enquanto a professora escreveria no quadro de giz (ou quadro branco) o texto criado oralmente pelos alunos. despertando seu interesse e. devido à composição da história. um scanner. o avanço será possível somente após o término do presente módulo.) O help apresentará explicações acerca da realização das atividades. utilizaremos a metodologia de alfabetização analítica global. só será possibilitado ao aluno o acesso aos jogos daquele módulo e aos do módulo anterior. Pentium II. por isso o software necessita de uma navegação atraente e acessível. por sua vez. ou letras. os alunos teriam acesso às atividades relacionadas ao texto. digitariam o texto num editor de texto (já incluído no próprio software). § Controle de acesso aos diferentes níveis do programa O acesso aos diversos módulos somente será possívelapós o término do módulo-requisito. (representados por gráficos . Assim. uma impressora. Contudo. Elaboração do esquema organizacional d seqüência de a execução do sistema Elaboração do projeto de interação usuário-sistema Ao iniciar o software. e a navegação. realizando as tarefas propostas. seguindo a ordem: textoðfraseðpalavraðsílabaðletra. e terão acesso ao laboratório somente duas horas por semana. de acordo com o que estes julgarem mais adequado aos usuários. estes. Como os usuários vão imprimir os textos. ele será usado somente pelo professor). levando em consideração a propost construtivista (a partir de uma a perspectiva dialógica freireana) requisitada pelo cliente. virão junto com o software e o manual os quadros referentes às histórias. § Objetivos específicos Identificar o nível (pré-silábico. Definição dos objetivos do ambiente de ensino § Objetivo geral Auxiliar o processo de alfabetização de jovens e adultos. Escolhas fundamentais (definição de requisitos) § Modelo de ambiente de ensino A partir de uma proposta construtivista embasada em Paulo Freire. uma câmera digital. § Apoio ao usuário (manuais. para a professora ir ordenando-a conforme as sugestões dos alunos no quadro. Como educadores. o professor poderá acompanhar o desenvolvimento da escrita dos alunos. silábicoalfabético. A partir da criação desta história. a interação do usuário ocorrerá principalmente a partir de links. o tratamento do erro será definido pelos desenvolvedores. Todo o caminho feito pelo aluno ficará registrado no software. possibilidade de compra de outros softwares que forem necessários. necessita -se ter em vista que os alunos utilizarão os microcomputadores em duplas. Quando da finalização da história. o representando os níveis de dificuldade solicitados. Office. § Participação do professor: autor/co-autor/executor Neste software. Definição dos aspectos pedagógicos considerados pelo sistema § Tipo de feedback No que diz respeito ao tratamento do erro. a história seria seriada (apresentada em módulos). Como método analítico.

possibilidade de voltar à tela anterior. Validação do projeto de sistema Para validar o projeto de sistema. organizadores. As teorias de Paulo Freire cruzaram as fronteiras das disciplinas. apresentará o comentário da função do mesmo).Diversas sílabas na tela e o usuário deve montar palavras a partir das mesmas. mas também de médicos.Caça-palavras. Cópia do Texto: TEORIA. o usuário digita a palavra e o computador "verbaliza" a mesma. Moacir Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: As teorias de Paulo Freire cruzaram as fronteiras das disciplinas. alfabético). que novamente fariam as mudanças necessárias. das ciências. propiciando a noção do nível em que o aluno se encontra (pré-silábico. silábico-alfabético.Diversas palavras na tela e o usuário deve montar frases.org/frontera_p. Ao mesmo tempo em que as suas reflexões foram aprofundando o tema que ele perseguiu por toda a vida a educação como prática da liberdade suas abordagens transbordaram-se para outros campos do conhecimento. quando o cliente teria a oportunidade de utilizar o protótipo em desenvolvimento com seus futuros usuários. cientistas sociais. MÉTODO E EXPERIÊNCIAS FREIREANAS Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Português URL: http://www. filósofos.htm Autor(es): GADOTTI. Verificação do projeto de sistema A verificação do projeto seria realizada ao final de cada módulo. Atividades . .Aparece uma cena e o usuário escreve uma frase relatando o que acontece na cena. que poderá ser desabilitada pelo usuário a qualquer momento. Não podemos ver a Freire apenas como um educador de adultos ou como um acadêmico. verificando possíveis erros durante a execução. . seria disponibilizado ao cliente o produto para teste. criando raízes nos mais variados solos desde os mocambos do Recife às comunidades burakunins do Japão fortalecendo teorias e práticas educacionais. ou reduzir sua obra a uma técnica ou metodologia.que. identificando qual era a palavra que deveria ser digitada e a que foi escrita pelo usuário. . habilita/desabilita som. criando raízes nos mais variados solos desde os mocambos do Recife às comunidades burakunins do Japão . mas também de médicos. terapeutas. de impressão. De acordo com a avaliação realizada nesta etapa. entre outros. Paulo Freire: a Critical Encounter.fortalecendo teorias e práticas educacionais. antropólogos e outros profissionais. Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 63 TEORIA. filósofos.Forca. para além da América Latina. terapeutas. . Caso o cliente e seus usuários ainda detectassem erros. ao passar do mouse. terão opção de áudio. durante 30 dias. menu (página principal). bem como auxiliando reflexões não só de educadores. saída. Os botões apresentados em todas as telas serão o help. Ao mesmo tempo em que as suas reflexões foram aprofundando o tema que ele perseguiu por toda a vida a educação como prática da liberdade suas abordagens transbordaram-se para outros campos do conhecimento. como no diz Henry Giroux (in Peter Maclaren and Peter Leonard.Cruzadinhas. Seu pensamento é considerado um modelo de transdisciplinaridade. Todos os botões. silábico. o módulo sofreria as alterações necessárias.paulofreire. Ela deve ser lida dentro do contexto da "natureza profundamente radical de sua teoria e prática anti-colonial e de seu discurso post-colonial". para além da América Latina. Ao professor é fornecido um relatório (constando todos os erros e acertos do aluno).Aparece na tela uma imagem. . o software retornaria para os desenvolvedores. . bem como o help. MÉTODO E EXPERIÊNCIAS FREIREANAS. vocabulário inadequado. das ciências. . bem como auxiliando reflexões não só de educadores. por Moacir Gadotti. cientistas sociais. antropólogos e outros profissionais. Seu pensamento é considerado um modelo de transdisciplinaridade.

foi Consultor Especial do Departamento de Educação do Conselho Mundial das Igrejas. com a educação de adultos. procurarei mostrar os temas centrais de sua teoria e os passos do seu método pedagógico. desenvolveu. em Genebra (Suíça). Lecionou na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Trabalhou inicialmente no SESI (Serviço Social da Indústria) e no Serviço de Extensão Cultural da Universidade do Recife. datam da década de 50. As primeiras experiências de Paulo Freire. A última grande experimentação prática de suas idéias deu-se no início da década de 90 em São Paulo (Brasil). Durante os 10 anos seguintes. Foi aí que escreveu. Voltando ao Brasil. ele foi acusado de subverter a ordem instituída. levando em conta as necessidades e problemas da comunidade e as diferenças étnico-culturais. onde. Duran te . O que oferecia ele de tão original para serse conhecido internacionalmente? Numa época de educação burocrática. na década de 70. formal e impositiva ele se contrapôs a ela. onde. a sua principal obra: Pedagogia do oprimido. autonomamente. é preciso relevar a importância da obra de Paulo Freire em termos mais globais. Apresentando Paulo Freire Paulo Reglus Neves Freire nasceu no dia 19 de setembro de 1921. foi convencido a deixar o país. encontrando um clima social e político favorável ao desenvolvimento de suas idéias. pôde experimentar as dificuldades de sobrevivência das classes populares. 1993. Nesse período. maior cidade do Brasil. e. A coragem de pôr em prática um autêntico trabalho de educação que identifica a alfabetização com um processo de conscientização. fez dele um dos primeiros brasileiros a serem exilados. Foi preso após o Golpe Militar de 1964 e. aplicando o método que leva o seu nome. Em 1989. bem como em suas primeiras experiências de alfabetização como a de Angicos. retornou ao Brasil para "reaprender" seu país. 177). precedida por trabalhos desenvolvidos tanto em Pernambuco quanto no Estado da Paraíba. Rio Grande do Norte. por isso. envolveu-se. 1. na construção democrática da escola pública popular na América Latina. depois de apresentar brevemente alguns dados biobibliográficos de Paulo Freire. principalmente na África. Em 1980. enfocando principalmente a práxis político-pedagógica dos seus últimos anos dentro do contexto educacional brasileiro. Seu método pedagógico aumentava a participação ativa e consciente. promovendo a formação crítica do professor. Os intelectuais e educadores que ocupam fronteiras muito estreitas não percebem que elas também tem a capacidade de aprisioná-los. Sua filosofia educacional expressou-se primeiramente em 1958 na sua Tese de concurso para a Universidade do Recife. Pernambuco (Brasil). e os diferentes contextos. de professor de escola a criador de idéias e "métodos". passando pelo Chile na década de 60 e auxiliando a reconstrução post colonial de novos sistemas educacionais em diversos países da África. trabalhou como professor na Universidade de Harvard. Ele foi quase tudo o que deve ser como educador. mostrando o pouco do seu legado como educador. trabalhos em programas de educação de adultos no Instituto Chileno para a Reforma Agrária (ICIRA). sociais. durante 5 anos. deu consultoria educacional junto a vários governos do "Terceiro Mundo". como afirmou na época. Seria ingênuo considerar a sua pedagogia como uma pedagogia só aplicável no chamado "Terceiro Mundo". mais tarde. tornou-se Secretário de Educação no Município de São Paulo. depois de 16 anos de exílio. Ele procurava empoderar as pessoas mais necessitadas para que elas mesmas pudessem tomar suas próprias decisões. em 1968. no Recife. uma das regiões mais pobres do país. Isso nos vai mostrar que Freire assumiu o risco de cru fronteiras zar para poder ler melhor o mundo e facilitar novas posições sem sacrificar seus compromissos e princípios. como professor de História e Filosofia da Educação daquela Universidade. em estreita colaboração com numerosos grupos engajados em novas experiências educacionais tanto em zonas rurais quanto urbanas. no nordeste brasileiro. logo cedo. depois de 16 anos de exílio. onde ele foi Secretário de Educação. A metodologia por ele desenvolvida foi muito utilizada no Brasil em campanhas de alfabetização conscientizadora e. capacitando o oprimido tanto para a aquisição dos instrumentos de leitura e escrita quanto para a sua libertação. As barreiras e fronteiras estão sempre à nossa volta. Nesse sentido. depois de 72 dias de reclusão. em 1963. A seguir. Exilou-se primeiro no Chile. a educação de adultos. a reestruturação curricular e a interdisciplinaridade. p. de gênero.Routledge. Em 1969. na década de 80.

com um livro para terminar e muitos projetos a caminho. Morreu em plena atividade intelectual. teve importância capital a metodologia das ciências sociais. é cidadão honorário de várias cidades no Brasil e no exterior. O momento histórico que Paulo Freire viveu no Chile foi fundamental para explicar a consolidação da sua obra. podemos dizer que o "Método Paulo Freire" consiste de três momentos dialética e interdisciplinarmente entrelaçados: a) A investigação temática. durante a década de 50. como ele a definia. A Paulo Freire foi outorgado o título de doutor Honoris Causa por vinte e sete universidades. Além de ter seu nome adotado por muitas instituições. Vivi e trabalhei intimamente com Paulo Freire durante 23 anos. quero enfatizar o quanto foi importante para a constituição da sua teoria do conhecimento. Todavia. intitulado "Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa". Paulo Freire não estava aplicando ao adulto alfabetizando o mesmo método de alfabetização aplicado às crianças. A sociedade brasileira e latino-americana da década de 60 pode ser considerada como o grande laboratório onde se forjou aquilo que ficou conhecido como o "Método Paulo Freire". que foi. avaliá-lo na prática e sistematizá-lo teoricamente. Paulo Freire faleceu no dia 2 de maio de 1997 em São Paulo. entre outros. De maneira esquemática. Após a morte de sua primeira esposa. 2. Essa experiência foi fundamental para a formação do seu pensamento político-pedagógico. como Educador do Continentes (1992). À sombra desta mangueira (1995). pela qual aluno e professor buscam. Entre elas: r Educação: prática da liberdade (1967). permitindo-lhe reestudar seu método em outro contexto. Pedagogia do oprimido (1968). podemos dizer que o pensamento de Paulo Freire é um produto existencial e histórico. 1980). cujas origens remontam à década de 50. Por outro lado. Em Paulo Freire. Cartas à Guiné -Bissau (1975). para ele um espaço de discussão nas novas perspectivas educacionais. conviveram sempre presentes tanto o senso de humor e quanto a não menos constante indignação contra todo tipo de injustiça. Paulo Freire é auto de muitas obras. Todavia. "Prêmio UNESCO da Educação para a Paz" (1986) e "Prêmio Andres Bello" da Organização dos Estados Americanos. Pretendia oferecer vários cursos. No Chile. Por seus trabalhos na área educacional. foi ele o primeiro a sistematizar e experimentar um método inteiramente criado para a educação de adultos. na década de 60. com quem teve cinco filhos. no universo vocabular do aluno e da sociedade onde ele vive. Paulo Freire fundamenta va-se nas ciências da educação. com a professora primária Elza Maia Costa Oliveira. as pal vras e a temas centrais de sua biografia. na constituição do seu método pedagógico. Casou-se. O que chamou a atenção dos educadores e políticos da época foi o fato de que o método Paulo Freire "acelerava" o processo de alfabetização de adultos. em que . Ele nos dizia que práxis nada tinha a ver com a conotação freqüente de "prática" em sua acepção pragmatista ou utilitária. bastante conhecida. Para ela práxis é ação transformadora. fez um grande esforço na implementação de movimentos de alfabetização. A situação de intensa mobilização política desse período teve uma importância fundamental na consolidação do pensamento de Paulo Freire. a leitura do contexto onde nasceu e viveu. na práxis. de revisão curricular e empenhou-se na recuperação salarial dos professores. iniciada no Brasil. Esta é a etapa da descoberta do universo vocabular. outros já estavam pensando da mesma forma. É verdade. Ele forjou seu pensamento na luta. principalmente a psicologia e a sociologia. No dia 10 de abril de 1997. no Nordeste brasileiro e o contexto latino-americano da época do exílio no Chile. principalmente para estudantes estrangeiros. Alguns dias antes de sua morte estávamos discutindo vários projetos para serem desenvolvidos pelo Instituto Paulo Freire (IPF). social e educativo muito dinâmico. entendida esta como "ação + reflexão". Foi reconhecido mundialmente pela sua práxis educativa através de numerosas homenagens. casou-se com Ana Maria Araújo Freire. em 1944. vítima de um infarto agudo do miocárdio. Eu não vou recordar aqui a sua longa trajetória de educador. uma ex-aluna. Originalidade do "Método Paulo Freire" Com certeza. rico e desafiante. ele encontrou um espaço político. recebeu. A sua teoria da codificação e da descodificação das palavras e temas geradores (interdisciplinaridade).seu mandato. os seguintes prêmios: "Prêmio Rei Balduíno para o Desenvolvimento" (Bélgica. Pedagogia da esperança (1992). caminhou passo a passo com o desenvolvimento da chamada pesquisa participante. lançou seu último livro.

voltase ao concreto problematizando-o. catalogaram as atividades e serviços dos bairros. conceitos. o construtivismo freireano vai além da pesquisa e da tematização. visando à superação de situações-limite. No início dos anos 60 o que chamou a atenção dos educadores e dos políticos era o fato de que o método Paulo Freire "acelerava" o processo de alfabetização dos adultos. etc. política. dando subsídios para a leitura e a escrita. pp. O construtivismo freireano . pintura. A realidade opressiva é experimentada como um processo passível de superação. Carlos Alberto Torres. Porém. construindo. A educação para a libertação deve desembocar na práxis transformadora. Tema Gerador: Os seres humanos e o planeta Sobreviverão? Estudos da realidade (inclui atividades dos estudantes) Organização do Conhecimento (identifica o conteúdo básico. Westview. tomando assim consciência do mundo vivido. Pia Linquist Wong. É verdade. Os educadores entrevistaram pais e estudantes. partindo para a transformação do contexto vivido. social. do valor fonético e principalmente em função do significado social para o grupo. Na coleta de dados levaram em consideração o nível geral da educação entre as famílias dos bairros e organizaram e aplicaram este conhecimento nas atividades da escola. nos primeiros documentos da Secretaria de Educação de "Escola Pública Popular". É nesta fase que são elaboradas as fichas para a decomposição das famílias fonéticas. avisos. Paulo Freire não estava usando os mesmos métodos com os adultos que eram usados para com as crianças. Portanto é preciso conhecê-lo e sistematizá-lo. outros já haviam pensando nessa idéia. relacionados com os que foram inicialmente levantados. As teorias construtivistas atuais também se apoiam no significado da experiência vivida. Education and Democracy: Paulo Freire. Social Movements and Educational Reform in São Paulo. isto é. Descobrem-se assim novos temas geradores. dados sobre salários / Análise escrita Geografia · Entrevistas · Debates · Reportagens · Mapas Grupos sociais/ Classes sociais/ Desemprego/ Violência/ Espaço Social e Físico/ Migração e explosão da população Desenhando mapas/ Projetos em grupos sobre a urbanização dos bairros Educação Física · Questionários · Entrevistas · Debates Conhecimento do corpo/ Tempo livre Demonstração de hábitos saudáveis Fonte: Maria del Pilar O Cádiz. e temas) Aplicação do Conhecimento (projetos e tarefas) Arte-educação · Artes visuais: colagem. Evidencia-se a necessidade de uma ação concreta. Contudo. no saber do aluno. pela qual professor e aluno codificam e decodificam esses temas. · Jornais Conferências/ Escrita/ Análise lingüística/ análise de campanhas de publicidade e padrão de consumo Projetos em grupo Ciên cias · Debates · Entrevistas · Discussões em grupo Meio Ambiente/ Reciclagem/ Poluição/ Saneamento básico/ Conservação/ O corpo Corpo humano e reprodução/ Espaço mental e físico/ Nutrição Projetos em grupo/ escritos referentes a temas comunitários Matemática · Questionários · Debates Custo de vida/ Computação básica/ Sistemas monetários/ Porcentagens -Frações Colocando em tabelas o custo de vida. na qual eles buscam superar uma primeira visão mágica por uma visão crítica. 201-202. ambos buscam o seu significado social. Descobrem-se assim limites e possibilidades existenciais concretas captadas na primeira etapa. cultural. de obstáculos ao processo de hominização. 1998. Essas palavras geradoras são selecionadas em função da riqueza silábica. a inflação. A descoberta desse universo vocabular pode ser efetuada através de encontros informais com os moradores do lugar em que se vai trabalhar. sentido suas preocupações e captando elementos de sua cultura. c) A problematização. modelagem · Atividades musicais · Entendendo paisagens: naturais e construídas Semana de atividades de arte moderna/ Música folclórica como forma de questionar a realidade Artes visuais/ Música/ Poesia/ Dramatizações História · Questionários · Entrevistas · Debates Indústria/ A luta entre as classes sociais/ Patrão de vida/ Poluição/ Discriminação/ Colonização/ Direitos Humanos Ensaios / Projetos em Grupo Idioma (Linguagem e Artes) · Folder. visitaram centros e coletaram informações. Paulo Freire foi o primeiro a sistematizar e experimentar um método criado inteiramente para a educação de adultos. o que Paulo Freire chamava.são levantadas palavras e temas geradores relacionados com a vida cotidiana dos alfabetizandos e do grupo social a que eles pertencem. Nesta ida e vinda do concreto para o abstrato e do abstrato para o concreto. na prática. b) A tematização. convivendo com eles.

ou concomitante ao. essas duas dimensões implicam numa outra: Paulo Freire não as separa da política. Isso significa que aquele que educa está aprendendo também. Essa seria uma leitura libertária. com que o educando se torna produtor também do conhecimento que lhe foi ensinado" (Paulo Freire. para torná-la mais humana. ele pensa a educação ao mesmo tempo como ato político. sejam esquemas do poder acadêmico. como ato de conhecimento e como ato criador. É ele que constrói suas próprias categorias de pensamento. A libertação. No pensamento de Paulo Freire. junto com os outros. como objetivo da educação. à transformação radical da realidade. portanto. Só que ensinar não é transmitir conhecimento. Não há ninguém que possa ser considerado definitivamente educado ou definitivamente formado. compreendendo mais cientificamente a realidade. Nos quase dois anos e meio à frente da Secretaria da educação. organiza o seu mundo e transforma o mundo. é preciso que o ato de aprender seja precedido do. A educação torna-se um processo de formação comum e permanente. a tese central da sua obra é a tese da liberdade-libertação. situa-se no horizonte de uma visão utópica da sociedade e do papel da educação. Ele não pensa a realidade como um sociólogo que procura apenas entendê-la. Por isso. ou como educador. Cada um. tia não. Comprometeu-se. Professora sim.mostrou não só que todos podem aprender (Piaget). Contudo. Para ilustrá-la daremos abaixo um exemplo: seu trabalho como administrador público (1989-1991). Essa é sua marca. 188). onde o conhecimento é significativo para eles. Podemos citar várias instâncias que demonstram a coerência entre a teoria e a prática de Paulo Freire. a formação. à frente da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo (Brasil). Paulo Freire pode ainda ser lido pelo seu gosto pela liberdade. o jovem e o adulto só aprendem quando tem um projeto de vida. pode aprender e descobrir novas dimensões e possibilidades da realidade na vida. O segredo dele foi saber governar de forma democrática. O mundo que nos rodeia é um mundo inacabado e isso implica a denúncia da realidade opressiva. Essa é a dimensão mais importante da sua obra. da realidade injusta (inacabada) e. O anúncio é necessário como um momento de uma nova realidade a ser criada. Paulo Freire deve ser considerado também como um político. sejam eles esquemas do poder político. nas ciências. Aprender e alfabetizar-se é um ato tão natural quanto comer e andar. a seu modo. A libertação é o fim da educação. Pelo contrário. só que em Paulo Freire o educador também aprende do educando da mesma maneira que este aprende dele. Ele não se comprometeu com esquemas burocráticos. Ele busca. Mas a criança. A pedagogia tradicional também afirmava isso. Paulo Freire propõe uma nova concepção da relação pedagógica. A educação visa à libertação. A finalidade da educação será libertar-se da realidade opressiva e da injustiça. para permitir que os homens e as mulheres sejam reconhecidos como sujeitos da sua história e não como objetos. Como muitos dos seus intérpretes afirmam. ele conseguiu criar uma equipe de cinco ou seis auxiliares que podiam trabalhar com muita autonomia e podiam substituí lo em qualquer - . As experiências de Paulo Freire como Secretário de Educação em São Paulo (19891991) Para os que conheciam de perto Paulo Freire. A liberdade é a categoria central de sua concepção educativa desde suas primeiras obras. de anúncio de outra realidade. A educação. mas que todos sabem alguma coisa e que o sujeito é responsável pela construção do conhecimento e pela ressignificação do que aprende. tanto os alunos quanto o professor são transformados em pesquisadores críticos. devem permitir uma leitura crítica do mundo. elementos para. de crítica transformadora. Essa nova realidade do amanhã é a utopia do educador de hoje. Não se trata de conceber a educação apenas como transmissão de conteúdos por parte do educador. Para que o ato de ensinar se constitua como tal. "O professor deve ensinar. Todo o seu pensamento tem uma relação direta com a realidade. trata-se de estabelecer um diálogo. acima de tudo. com uma realidade a ser transformada. não foi surpresa a sua capacidade administrativa. ato de apreender o conteúdo ou o objeto cognoscível. A obra de Paulo Freire é interdisciplinar e pode ser vista tomando-o como pesquisador e cientista. É preciso fazê-lo. p. Mas. consequentemente. 3. poder intervir de forma mais eficaz nela. Os alunos não são uma lata vazia para ser e nchida pelo professor. É o sujeito que aprende através de sua própria ação transformadora sobre o mundo. para melhorá-la.

continua Paulo Freire. d) o programa de formação dos educadores é condição para o processo de reorientação curricular da escola. 1º O programa de formação permanente do professor. Existia apenas uma reunião semanal em que se discutiam as linhas gerais da política da Secretaria. ao lado da expansão do ensino noturno e do ensino supletivo. p. Paulo Freire insistia que estava profundamente empenhado na questão da formação permanente dos educadores. Paulo Freire tinha a intenção de sugerir à nova Prefeita um projeto de alfabetização. Com esse programa. Acabou tendo êxito nessa sua tarefa. oferecia os recursos financeiros e técnicos. pp. Cabia ao Fórum. Romão (orgs). definir os critérios para celebração de convênios nos quais as entidades conveniadas se responsabilizavam pela criação dos núcleos de alfabetização. pelos educadores. material didático e pagamento aos alfabetizadores e supervisores. Enfrentava situações conflituosas com muita paciência. Antes mesmo de assumir a Secretaria de educação. pp. locação de salas. estruturado em estreita colaboração com os Movimentos sociais e populares da capital que criaram. para isso. com decisão política. Paulo Freire pôs à prova a sua conhecida paciência pedagógica.emergência. Paulo Freire deu início a um movimento de alfabetização em parceria com os movimentos populares. 85-90). Para ilustrar esse processo de mudança vou apresentar três exemplos: o programa de formação permanente. c) a apropriação. propôs imediatamente um projeto que se chamaria MOVA-SP (Movimento de Alfabetização da Cidade de São Paulo). Esse programa de formação dos educadores teve como eixos básicos: a) a fisionomia da escola que se quer. 2º O programa de alfabetização de jovens e adultos. Quais as mudanças estruturais mais importantes introduzidas nas escolas da rede municipal de ensino por Paulo Freire? É ele mesmo quem responde eu seu livro sobre a sua experiência à frente da Secretaria (A educação na cidade. c) a prática pedagógica requer a compreensão da própria gênese do conhecimento. inicialmente sob a coordenação de Pedro Pontual. 79-80): "as mudanças estruturais mais importantes introduzidas na escola incidiram sobre a autonomia da escola". cumprindo a ele criá-la e recriá-la através da reflexão sobre o seu cotidiano. A formação do educador ultrapassa. A Secretaria de Educação. b) a necessidade de suprir elementos de formação básica aos educadores nas diferentes áreas do conhecimento humano. Convidado. 80): a) o educador é o sujeito da sua prática. "o avanço maior ao nível da autonomia da escola foi o de permitir no seio da escola a gestação de projetos pedagógicos próprios que com apoio da administração pudessem acelerar a mudança da escola". os cursos explicativos teóricos em torno da democracia. da real participação. Educação de jovens e adultos: teoria. Não se pode esperar que em poucos anos isso seja superado. Desde o início da administração. A prática da democracia vale muito mais do que um curso sobre democracia. através de convênios com as entidades integrantes deste Fórum. Se fosse necessário. junto com a Secretaria. competência técnica. o "Fórum dos movimentos populares de alfabetização de adul os da cidade de São Paulo" t (Moacir Gadotti e José E. considerando sobretudo a tradição autoritária brasileira. dos avanços científicos do conhecimento humano que possam contribuir para a qualidade da escola que se quer. A formação se dá através da prática. O Brasil nasceu autoritário. novos rumos eram tomados. Foram restabelecidos os conselhos de escola e os grêmios estudantis. Por isso. Esse projeto. mas exercia-a de forma democrática. Já tem quase 500 anos de tradição autoritária. de como se dá o processo de conhecer. Paulo Freire defendia ardorosamente suas opiniões. Ele tinha autoridade. amorosidade e sobretudo com o exercício da democracia. teve grande repercussão tanto na cidade de São Paulo como . Além do intenso programa de formação do educador. ou seja. No entanto. porque a prática se faz e refaz. transcende. enquanto horizonte da proposta pedagógica. o programa de alfabetização de jovens e adultos e a prática da interdisciplinaridade. iniciado efetivamente em janeiro de 1990. Paulo Freire queria formar professores para uma nova postura pedagógica. prática e proposta. b) a formação do educador deve ser permanente e sistematizada. mas sabia trabalhar em equipe. muito longe do espontaneísmo de que havia sido acusado. Dizia que o trabalho de mudança na educação exigia paciência histórica porque a educação é um processo a longo prazo. Seu programa de formação do magistério foi orientado pelos seguintes princípios (A educação na cidade.

O MOVA-SP não impôs uma única orientação metodológica ou.513 39 Maio de 1991 557 11. O conceito de interdisciplinaridade surge da análise da prática concreta e da experiência vivida do grupo de reflexão. É evidente que nessas circunstâncias a relação não é sempre harmoniosa. pp. principalmente porque são agências de forte impacto na comunidade. Mas essa é a condição necessária para um trabalho partidário entre o Estado e os movimentos populares. mas também profundamente afetivo e social. O MOVA-SP estava contribuindo com esse objetivo ao fortalecer os movimentos sociais populares e estabelecer novas alianças entre Sociedade Civil e Estado. Os movimentos populares conduzem muitas atividades que envolvem a alfabetização de adultos no Brasil. Ele serviu de referência para outras experiências e se constituiu num processo muito significativo de formação para todos os que o promoveram. Do contrário. ela se reduz apenas a um conhecimento intelectual que não leva à formação crítica da consciência e nem ao fortalecimento do poder popular. 3º A prática da interdisc iplinaridade. Essas reflexões foram reunidas por Débora Mazza e Adriano Nogueira e publicada com o título Na escola que fazemos (1988).114 69 Junho de 1992 . Ela é perpassada por tensões. Paulo Freire desenvolve o conceito de interdisciplinaridade dialogando com educadores de várias áreas na Universidade de Campinas. intelectual. só não se aceitando métodos pedagógicos anti-científicos e filosóficos autoritários ou racistas. o Programa MOVA-SP foi avaliado positivamente pelos seus organizadores. Procurou-se manter o pluralismo. Estudantes. Em três anos atendemos cerca de 80 mil alfabetizandos. é necessário que a experiência seja a fonte primordial do conhecimento. bem como por estudos realizados por pesquisadores e observadores estrangeiros. foram sustentados os princípios político-pedagógicos da teoria educacional de Paulo Freire. SUNY Press. a teoria do conhecimento q parte da ue prática concreta na construção do saber. não leva à criação e ao desenvolvimento das organizações populares.21.000 . Mesmo extinto pela nova administração (1993). Mesmo sem impor nenhuma metodologia. No ano seguinte. Literacy for Citizenship: Gender and Grassroots Dynamics in Brazil. Mães. Universidades (PUC SP). evidenciando o papel da educação na construção de um novo projeto histórico.853 45 Dezembro de 1991 868 17. característica de quase todas as administrações públicas. empenhados num projeto de educação popular informal. no Brasil.em outros Estados. e Movimentos Populares Tempo Classes Estudantes Movimentos Populares Fevereiro de 1991 451 9. para os educandos. O MOVA-SP fez parte de uma estratégia de ação cultural voltada para o resgate da cidadania: formar governantes. A avaliação realizada mostrou que ele trouxe ganhos relevantes para a formação dos educadores e. multiplicadores de uma ação social libertadora. 173. 214 As tabelas acima demonstram o sucesso do Programa MOVA. Mulheres Voluntárias 12 16 Grupos Religiosos 11 15 Grupos de Trabalhadores 6 8 Grupos de Direitos Humanos 2 3 Associações Esportivas 1 1 Total 74 100 Evolução do MOVA em termos de Classes. sintetizados numa concepção libertadora de educação. Em 1987 e 1988. Stromquist. isto é. o "Método Paulo Freire". Ele demandou um crescimento permanente em termos de número de classes e de Movimentos envolvidos. Foi um dos raros exemplos de parceria entre a Sociedade Civil e o Estado. pela proposta de fortalecimento dos movimentos populares. A importância dos Movimentos Populares e Sociais no provimento de programas de alfabetização dos países "em desenvolvimento" é reconhecida por muitas razões. A enormidade da obra de Paulo Freire e o seu trânsito por várias áreas do conhecimento e da prática nos levam a um outro tema central de sua obra: a interdisciplinaridade. 1997. Tipos de Movimentos Populares no MOVA e Evolução em termos de Classes. sobretudo. sindicatos (CUT) e Oganizações Não-Governamentais como o Instituto Paulo Freire. como se costuma dizer. o educando como sujeito do conhecimento e a compreensão da alfabetização não apenas como um processo lógico. Estudantes.766 68 Maio de 1992 920 20. Apesar da descontinuidade administrativa. Albany. e Movimentos Populares Tipo de Associação Número Porcentagem Comunidade ou Associação de Bairros 30 40 Grupos de Educação/ Cultura 13 14 Grupos de Mulheres. já . formar pessoas com maior capacidade de autonomia intelectual.Fonte: Nelly P. o MOVA continuou em outras municipalidades e espaços de formação. Para que um movimento de alfabetização se constitua num esforço coletivo.

conhecimento. mas também do aluno e do professor. oferecendo sua larga experiência traduzida na prática dos projetos que a Secretaria realizou. Paulo Freire deu início a uma grande reorientação curricular que foi chamada de projeto da interdisciplinaridade. hipóteses. A ação pedagógica através da interdisciplinaridade e da transdisciplinaridade aponta para a construção de uma escola participativa e decisiva na formação do sujeito social. educadores. comunidade. Não há interdisciplinaridade sem descentralização d o poder. reconstrução Questionários. Autonomia não só da escola. sujeito de sua ação pedagógica. Paulo Freire continuou uma presença ativa na Secretaria. na escola tradicional. É uma exigência da própria natureza do ato pedagógico. educador. situações significativas. como afirma no epílogo do seu livro A educação na cidade (p. Paulo voltou à sua biblioteca e às suas atividades acadêmicas "à maneira de quem. Insistia na necessidade. pressupostos. na medida em que ambos acreditam na capacidade de o aluno organizar sua própria aprendizagem. do professor e do povo e que. Na sua despedida afirmou: "mesmo sem ser mais secretário continuarei junto de vocês de outra forma. temas geradores Noções. Freire. Na minha experiência de trabalhar junto com Freire por mais de duas décadas particularmente como seu Chefe de Gabinete na administração da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo e especialmente coordenando o MOVA-SP aprendi que devido às condições históricas da centralização e autoritarismo das instituições brasileiras. escola. é necessário buscar a autonomia da escola em todos os níveis. Fonte: Maria del Pilar O'Cádiz. revistas. Carlos Alberto Torres. livros. meio-ambiente etc. Freinet deu enorme importância ao que chamou de "texto livre". é capaz de elaborar programas e métodos de ensino-aprendizagem. A interdisciplinaridade não é apenas um método pedagógico ou uma atitude do professor. saindo. Paulo Freire no contexto das pedagogias contemporâneas O pensamento de Paulo Freire pode ser relacionado com o de muitos educadores contemporâneos. e comunidade A realidade e o conhecimento sistematizado valiação e planejamento para a transformação do estudante. Na tabela abaixo podemos ver o processo que envolve cada momento (fase) no Projeto Interdisciplinaridade e as condições necessárias e os resultados esperados com essa abordagem metodológica. associando a leitura da palavra à leitura do mundo. é compartimentada e fragmentada. fraterna e democrática" (A educação na cidade. 1998. 144). de ler o texto entendendo Como Paulo -o. Fases do Projeto Intedisciplinaridade Estudo da Realidade Organização do Conhecimento Aplicação do Conhecimento Problematização Seleção das áreas do conteúdo programático Implementação do programa que foi organizado Discussão e histórias dos estudantes. fica" . Continuem contando comigo na construção de uma política educacional. etc. teorias Ferramentas: ambientes naturais e construídos. Education and Democracy: Paulo Freire. Westview. Seu método de trabalho incluía a imprensa. 111. o desenho livre. Entrevistas Abordagem do educador e atitude/ Requisitos cognitivos e afetivos Conhecimento: ação. Articular sabe r.como Secretário Municipal de São Paulo. preocupou-se com a educação das classes populares. portanto. p. Como Paulo Freire. Social Movements and Educational Reform in São Paulo.. tanto da criança quanto do adulto. sem uma efetiva autonomia da escola. 4. é o objetivo da interdisciplinaridade que se traduz na prática por um trabalho coletivo e solidário na organização do trabalho na escola. Embora Paulo Freire não defenda o princípio da não-diretividade na educação.. sobretudo no que diz respeito à liberdade de expressão . jogos. o diálogo e o contato com a realidade do aluno. O objetivo fundamental da interdisciplinaridade é experimentar a vivência de uma realidade global que se inscreve nas experiências cotidianas do aluno. vivência. sendo competente para inserir a sua escola numa comunidade. Depois de quase dois anos e meio. como faz o psicoterapeuta Carl Rogers (1912-1987). Podemos encontrar grande afinidade entre Paulo Freire e o revolucionário educador francês Célestin Freinet (1896 -1966). Paulo Freire deixou a Secretaria Municipal de Educação dia 27 de maio de 1991. utilizava-se do chamado método global de alfabetização. E nisso Paulo Freire estava de acordo. não resta dúvida de que existem muitos pontos comuns nas pedagogias que eles defendem. Na verdade. 143). mais alegre. e comunidade Visitas. de uma escola com outra "cara". Pia Linquist Wong.. O educador. apropriaçã e o. p.

eles próprios. o método de iniciar o trabalho educativo pela fala (linguagem) dos alunos. Como John Dewey (1859-1952). relativos a mudanças sociais e educacionais que se interpenetram. assim como para Paulo Freire. Paulo Freire estava de acordo com essa tese de Piaget e insistia: necessitamos desenvolver a "curiosidade" do aprendiz para poder desenvolver o ato de aprendizagem. O que une Illich e Freire é sua crença profunda em revolucionar os conteúdos e a pedagogia da escola atual. No trabalho de Ivan Illich. Desde a tese de concurso para a cadeira de História e Filosofia da Educação da Universidade de Pernambuco. existem consideráveis divergências. Quando separamos a produção do conhecimento . o filósofo austríaco? Nos dois podemos encontrar a crítica da escola tradicional. ligado ao autoritarismo e ao elitismo da educação brasileira. pois Paulo Freire era um grande admirador da pedagogia de Anísio Teixeira (1900-1971). Os dois acreditam que essa m udança é ao mesmo tempo política e pedagógica e que a crítica da escola é parte de uma crítica mais ampla à civilização contemporânea. em Paulo Freire. Diz ele que a fonte mental de recursos da escrita é o "discurso interno". podem encontrar um pessimismo em relação à escola. o conhecido filósofo e educador norte-americano. em vez de centrar-se no professor ou no ensino. ao passo que. O que a pedagogia de Paulo Freire aproveita do pensamento de John Dewey é a idéia de "aprender fazendo". com sentimentos e emoções.individual. O que tem em comum Paulo Freire com Ivan Illich (1926). já que a ação educativa é sempre situada na cultura do aluno. a responsabilidade da educação está no próprio estudante. seus problemas. E a aula não é o momento em que se deve despejar conhecimentos no aluno. que evolui a partir do discurso egocentrado da criança. citando-lhe a obra Democracia e educação. a abordagem de ambos enfatiza aspectos fundamentais. Freire se concentra no desenvolvimento de estratégias pedagógicas e na análise da linguagem. Por isso seria necessário "desescolarizar" a sociedade. ela é simplificada. Apesar deste pontos em comum. racial e étnica. A teoria da escrita de Vygotsky contém uma descrição dos processos internos que caracterizam a produção das palavras escritas. o pedagogo russo e o psicólogo suíço Jean Piaget (1896-1980). o trabalho cooperativo. desde que motivados interiormente para isso. em todos os discursos humanos. Paulo Freire insiste no conhecimento da vida e da comunidade local. Entre a burocratização da instituição escolar atual. publicada no Brasil em 1936. pois não envolve a problemática social. Também podemos evidenciar a semelhança de pontos de vista de Paulo Freire e Lev Vygotsky (1896 1934). o indivíduo muda e desenvolve o discurso interno com a idade e a experiência. Piaget sustenta que aprendemos somente quando queremos e somente quanto o que aprendemos é significativo para nós mesmos. Para Rogers. Enquanto Vygotsky enfoca a dinâmica psicológica. nem as provas e exames são os instrumentos que permitirão verificar se o conhecimento continua na cabeça do aluno e se este o guarda do jeito que o professor o ensinou. os dois demandaram que os educadores buscassem seu desenvolvimento próprio e a libertação coletiva para combater a alienação das escolas e propondo o redescobrimento da autonomia criadora. Essa referência não podia deixar de existir. de quem se considera discípulo e com o qual concordava na denúncia do excessivo centralismo. Vygotsky reconhece que. Em Paulo Freire encontramos otimismo. A educação deve ter uma visão do aluno como pessoa inteira. Embora Vygotsky e Freire tenham vivido em tempos e hemisférios diferentes. Porém podemos encontrar uma diferença na noção de cultura. pois a linguagem é o meio pelo qual a criança e os adultos sistematizam suas percepções. Foi Anísio Teixeira quem introduziu o pensamento de Dewey no Brasil. Para Piaget o papel da ação é fundamental para o desenvolvimento da criança porque é a característica essencial do pensamento lógico para ser operativo. Em Dewey. possuidor das forças de crescimento e auto-avaliação. à crença na possibilidade de os homens resolverem. A educação deve estar centrada nele. o aluno deve ser senhor de sua própria aprendizagem. Paulo Freire faz referências a John Dewey (18591952). ela adquire uma conotação antropológica. A escola pode mudar e deve ser mudada pois joga um papel importante na transformação social. A linguagem é tão extraordinariamente importante na sofisticação cognitiva crescente das crianças quanto no aumento de sua afetividade social. a relação entre teoria e prática. Ele não acredita que a escola tradicional tenha futuro.

Como Paulo Freire reage diante das críticas à sua pessoa ou à sua obra? Os ataques à sua pessoa são raríssimos porque suas idéias podem gerar polêmica. Ele foi uma espécie de guardião da utopia. mas também porque despertava nelas a capacidade de sonhar com uma realidade mais humana. Certos críticos conservadores afirmam que ele não tem uma teoria do conhecimento porque não estuda as relações entre o sujeito do conhecimento e o objeto. Seu método seria autoritário na medida em que ele obriga a todos a participarem na transformação. Portanto. 67). por outro lado. indiretamente. Quando respondia. Sua personalidade era transparente. o seu pensamento funda numa explícita teoria -se antropológica do conhecimento. da manipulação. Paulo Freire acreditava que o humor era uma arma pedagógica progressista. pré-condição da vida democrática. a noção de uma ciência aberta às necessidades populares e um planejamento comunitário e participativo. Isso não é verdade: antes de mais nada. Não há lugar para a hipocrisia. como ele mesmo afirma na Pedagogia da esperança (p. "neo-anarquista católico" etc. neste caso. não se pode dizer que Paulo Freire tenha sido eclético. mas não a sua pessoa. Deixou-a como legado. porém. A pedagogia de Paulo Freire adquiriu sentido universal a partir da relação entre oprimido e opressor. É claro que .do descobrimento do conhecimento que já existe. urgente e necessário mudar as coisas. por sua vez. Por isso. "escolan ovista popular". Entre as intuições originais do paradigma da educação popular que ele inspirou. contextualizar as suas obras. Ele integra os elementos fundamentais destas doutrinas filosóficas sem repeti-las de uma forma mecânica ou preconceituosa. Ele não só convenceu tantas pessoas em tantas partes do mundo pelas suas teorias e práticas. têm sido enriquecidas por muitas e variadas experiências em muitos países. 5. muitas vezes. Ele foi chamado de "nacional desenvolvimentista". O humor é construtivo e a polêmica.e isso ele o fez sistematicamente . não polemizou com nenhum de seus críticos. Outros o acusam de autoritarismo afirmando que o seu método supõe a transformação da realidade e nem todos desejam transf rmá-la. "esponteneista". antes de mais nada. Paulo Freire foi imfluenciado de diferentes maneiras: seu pensamento humanista foi inspirado no personalismo de Emmanuel Mounier (1905-1950) e pelo existencialismo (Martin Buber). imaginativo. Nesse sentido. Considerava as críticas positivamente e procurava aprender com elas. . A força da obra de Paulo Freire não está na sua teoria do conhecimento mas em ter insistido na idéia de que é possível. pela fenomenologia (Georg Hegel) e pelo Marxismo (Antonio Gramsci e Jürgen Habermas). o seria um método não científico (porque não aplicável universalmente). Além dos países em que o próprio Paulo Freire trabalhou diretamente. podemos dizer que existe uma evolução no seu pensamento em que ia vai superando certas "ingenuidades" cometidas anteriormente. f particularmente pelos conservadores. ele oi criticado. Também não polemizava com os críticos à sua obra. Em todos casos. Contudo. Apesar de sua enorme capacidade de diálogo e sua humildade. E isso não serve apenas para os países pobres. Ele tem outra fama: a de ter sido o educador que recebeu o maior número de rótulos. mostrando que ele era filho do seu tempo. Paulo Freire não é apenas o educador mais lido hoje no Brasil. Raízes. podemos destacar: a educação como produção e não meramente como transmissão do conhecimento. muitos outros tem "aplicado" suas idéias e seu método com resultados muito positivos. Suas teorias. Leituras legítimas e sérias. "não-diretivista". a recusa do autoritarismo. Ele se interessaria apenas pelo produto. da ideologização que surge também ao estabelecer hierarquias rígidas entre o professor que sabe (e por isso ensina) e o aluno que tem que aprender (e por isso estuda). destrutiva. Mas existem também críticas que provêem de leituras muito diferentes e até contraditórias da própria obra de Paulo Freire. Paulo Fre ire tinha o direito de discordar dessas leituras e não se reconhecer nelas. menos feia e mais justa. mas também para os países ricos. da razão de ser das coisas. em seus livros . Não respondia a críticas pessoais. as escolas podem ser facilment e transformadas em lojas de venda de conhecimento.ele procurava. "indutivista". mas a polêmica não. asas e sonhos As idéias desafiantes de Paulo Freire e suas repercussão mundial não agradaram a todos. a defesa da educação como um ato de diálogo no descobrimento rigoroso. a defesa de uma educação para a liberdade. demonstrando que isso ocorre em todo o mundo.

a melhor maneira de homenageá-lo é reinventá-lo. que deve ser seguido por discípulos. "molhado de existência" e de história. de outro lado. um criador de espíritos. Como disse um professor logo que ouviu falar de seu falecimento "ele nos deixou mais pobres porque partiu. um conhecimento que deve ser.como recusa o academicismo . Suas palavras e suas ações foram palavras e ações de luta por um mundo "menos feio. ele também nos deixou um legado de indignação diante da injustiça.asp?acao=leitura&idmateria=64Y06 . Nela se encontra uma pedagogia revolucionária. não significa também tratá-lo como um "gurú". Fazer hoje o possível de hoje para amanhã fazer o impossível de hoje. Confessou certa vez que "não tinha vergonha de ser professor". seu compromisso.br/noticia. do saber. A pedagogia conservadora humilha o aluno. Qual é o legado que Paulo Freire nos está deixando? Em primeiro lugar. Por isso não devemos repetir Freire. Para esta tarefa. da palavra. ele sempre será lembrado porque nos deixou raízes. ele nos deixou sua vida. respeitando o educando e colocando o professor ao lado dele . mas estamos mais ricos porque ele existiu". No desenvolvimento da sua teoria da educação. asas e sonhos como herança. mas. com eles lutam". Esta tarefa ele deixou a todos nós. Fazendo isso . como ele mesmo dizia. É levar adiante o esforço de uma educação com uma nova qualidade para todos. quando o dedicou "aos esfarrapados do mundo. do educador. e.e argumenta que os conservadores. ele nos deixou uma imensa obra. a "pedagogia do diálogo". da cultura. acima de tudo. pela produção de um tipo novo de conhecimento. mas. sua seriedade. assim descobrindo -se. deu dignidade a ele. significa destruir Freire como educador. em artigos e vídeos espalhados pelo mundo. e aos que neles se descobrem e. sobretudo. não significa tratá-lo como um "Totem". uma rica biografia. sem questioná-lo. pelo menos na América Latina. Ele rejeita a idéia da neutralidade científica . ao qual não se pode tocar mas se deve apenas adorar. visionário. mas "reinventá-lo".org. dizia que não podemos "adocicar" nossas palavras. desmistificar os sonhos do pedagogismo dos anos 60. Diante dela. menos malvado. tão claramente expressa já no Pedagogia do oprimido. de um lado. o professor é também um aprendiz. para o qual a escola era meramente reprodutora do status quo.essa crítica ignora que Paulo Freire não aceita a idéia de uma teoria pura . Esse é o legado de Freire. Por isso deve ser tratado como um grande educador popular. sustentava a tese de que a escola tudo podia.superando o pedagogismo ingênuo e o pess imismo negativista . Como criador de espíritos. sua coerência. menos desumano". estampada em muitas edições de seus livros. que. com eles sofrem.mas numa teoria crítica enraizada numa filosofia social e política. Além do testemunho de uma vida de compromisso com a causa dos oprimidos. Como o aluno. Nada menos freireano do que esta idéia. acreditava na importância da escola. Doce guerreiro das palavras. Paulo Freire foi um ser humano completo. sobre a capa da neutralidade política de uma teoria pura escondem a sua ideologia conservadora. Não copiá-lo. Paulo Freire conseguiu. não designou esta ou aquela pessoa ou instituição. Essa nova qualidade não será medida pela quantidade absorvida de conteúdos técnico -científicos apenas. Paulo nos encantou com a sua ternura.cedefes. Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 64 Uma em cada três chefes de família brasileiros é analfabeto funcional Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. Adorar Freire como um totem.com a tarefa de orientar e dirigir o processo educativo como um ser que também busca. Ele nos deixou teorias e exemplos que nos podem levar muito além de onde estamos hoje. uma ferramenta de mudança das condições de vida daqueles que não têm acesso à existência plena. sobretudo. Ao lado do amor e da esperança. Como um plantador do futuro. A pedagogia freireana. Dar continuidade a Freire.para ele uma ilusão . sua doçura. seu carisma. sonhando sonhos possíveis. conseguiu superar o pessimismo dos anos 70. Paulo Freire foi.conseguiu manter-se fiel à utopia.

Os recursos foram captados pela Unesco junto ao governo japonês.anabb. Giovana de Sousa PAULINO. um evento promovido pela representação da Unesco no Brasil. segundo o Censo 2000 17. (AF) Data do Texto: 2002-10-02 00:00:00 65 Unesco promove evento para a alfabetização Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. mas são incapazes de interpretar um texto. escrevem o nome e até algumas frases. mas estão muito longe de refletir condições ideais de desenvolvimento.br/new/area_imprensa/agencia. escrevem o nome e até algumas frases.org.br/prpg/dow_anais/cien_humanas/educacao_3/giovana. Cópia do Texto: Uma em cada três chefes de família brasileiros é analfabeto 'funcional' Dados educaconaisdo Censo Demográfico de 2000 Estimativas do Unicef indicam que há no mundo cerca de 855 milhões de pessoas que lêem sem entender o que leram. A solenidade contou também com o apoio do Conselho Nacional de Educação (CNE). Hoje. Na ocasião.Autor(es): CEDEFES Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Estimativas do Unicef indicam que há no mundo cerca de 855 milhões de pessoas que lêem sem entender o que leram.2% deles são absolutamente analfabetos. Maria das Graças Rodrigues Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: This research intends to characterize the manifested positions about linguistical varieties by MST (Landless Worker s Movement) and SINDUSCON-MG (Construction Industry . do Conselho Nacional de Secretários de Educação (CONSED). uma em cada três famílias brasileiras ainda é comandada por um analfabeto funcional (34.ufmg. mas são incapazes de interpretar um texto. a Unesco e o Ministério da Educação assinaram um acordo de cooperação que prevê a transferência de US$ 200 mil para serem usados em projetos de alfabetização.7%). têm menos de quatro anos de estudo. um evento promovido pela representação da Unesco no Brasil. Os índices são menores que no começo da década de 90 -caíram dez e cinco pontos percentuais. da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME) e do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (CRUB). têm menos de quatro anos de estudo. São chamadas de analfabetos funcionais -em geral. segundo o IBGE. São chamadas de analfabetos funcionais -em geral.asp?id=415 Autor(es): agencia de noticias ANABB Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Foi lançada nesta terça-feira (20/05) a Década das Nações Unidas para a Alfabetização.doc Autor(es): RODRIGUES. respectivamente. Cópia do Texto: Foi lançada nesta terça-feira (20/05) a Década das Nações Unidas para a Alfabetização. Data do Texto: 2003-05-21 00:00:00 66 variedades lingüísticas nos programas de alfabetização de jovens e adultos do ms Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Outros Idioma: Português URL: http://www.

to Educational Sociology and to Discourse Analysis. Cópia do Texto: SEM DADOS Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 . It s situated at language and literacy area and appeal to Sociolinguistic. and the manifested positions about linguistical varieties. at one side. to Language Sociology. in the other side. to verify (in written documents. in teacher s depositions and in teacher s practice) the existence of reports among the political pedagogycal principles of the promotive organizations of the programmes.Union in Minas Gerais) beginning literacy programmes for young and adults.

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