ESTATUTO DOS MILITARES DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE TÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES INICIAIS CAPÍTULO I GENERALIDADES

Art. 1º - O presente Estatuto regula a situação, obrigações, deveres, direitos, ingresso, remuneração e prerrogativas dos militares do Estado do Rio Grande do Norte. Art. 2º - A Policia Militar cabe o policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública, ao Corpo de Bombeiros Militar, além das atribuições definidas em lei incumbe a execução de atividades de defesa civil. Parágrafo Único - A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar, forças auxiliares e reserva do exército subordinam-se ao Governador do Estado e terão como comandantes oficiais em atividade policial militar e bombeiro militar, de maior antiguidade do último posto da Instituição e, nomeado para um mandato de 02 (dois) anos. Art. 3º - Os integrantes da Polícia e do Corpo de Bombeiros Militar, em razão da destinação constitucional das instituições policiais militares e bombeiros militares e em decorrência das leis vigentes, constituem uma categoria especial de servidores públicos estaduais e são denominados Militares do Estado. § 1º- Os militares da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar encontram-se em uma das seguintes situações: 1. Em atividade policial militar e bombeiro militar: a) Os militares do Estado de carreira;

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b) os componentes da reserva remunerada, quando convocados exclusivamente para encargos previstos neste Estatuto; c) os alunos dos órgãos de formação de Policiais e Bombeiros militares do estado, que terão o seu tempo de serviço computado a partir da sua matrícula no respectivo curso.

2. Na inatividade: a) na reserva remunerada, quando pertençam à reserva da Instituição e percebam remuneração do Estado, porém sujeitos, ainda, à prestação de serviço em atividade, mediante convocação; b) reformados, quando, tendo passado por uma das situações anteriores, estão dispensados, definitivamente, da prestação de serviço em atividade, mas continuam a perceber remuneração do Estado; § 2º - Os militares do estado de carreira são os que, no desempenho voluntário e permanente do serviço militar estadual, têm vitaliciedade assegurada ou presumida. § 3º - As patentes dos oficiais conferidas pelo governador do Estado e a graduação das praças conferidas pela autoridade competente das suas respectivas instituições. § 4° - Aplica-se aos militares do estado o disposto no art. 7º, incisos VIII, XII, XVII, XVIII, XIX e XXV e no art. 37, incisos XI, XIII, XIV e XV da Constituição Federal, sem prejuízo os demais direitos inerentes ao cidadão brasileiro. § 5º - Aos pensionistas dos militares do Estado aplica-se o fixado em lei específica Art. 4º - A atividade policial militar e bombeiro militar consiste no exercício de atividades inerentes à Polícia Militar e ao Corpo de Bombeiros Militar e compreende todos os encargos previstos na legislação específica e os relacionados com o policiamento ostensivo, a manutenção da ordem pública e atividades de defesa civil. (NR)
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Art. 5º - A Carreira policial militar e bombeiro militar é caracterizada por atividade continuada e voltada às finalidades das instituições, denominada atividade policial militar e bombeiro militar. (NR) Parágrafo Único - A jornada de trabalho máxima do militar do estado deve ser de 160 (cento e sessenta) horas mensais e compreende serviços de polícia ostensiva e preservação da ordem pública ou de defesa civil, por períodos e turnos variáveis não superiores a 12 (doze) horas. Art. 6º - A Carreira policial militar e bombeiro militar, definida dentro dos quadros de organização de cada instituição, é única e privativa dos militares de que trata esta Lei, inicia-se com o ingresso nas instituições militares do Estado do Rio Grande do Norte na carreira de Praça ou de Oficial PM/BM, ressalva feita aos casos previstos nos §§ 2° e 3º do Art. 11 deste Estatuto, e obedecendo à sequência de graus hierárquicos. Parágrafo Único - Os quadros de organização das instituições militares, a serem regulados por lei específica, encontram-se assim definidos: I – Quadro de Militares Estaduais Combatentes - QMEC; II - Quadro Complementar de Militares Estaduais – QCME; III – Quadro de Militares Estaduais de Saúde – QMES; IV - Quadro de Militares Estaduais Administrativos – QMEA; V - Quadro de Militares Estaduais Especialistas – QMEE; Art. 7º - São equivalentes as expressões “em serviço policial militar e bombeiro militar”, “em atividade policial militar e bombeiro militar” “em atividade militar estadual”, conferida aos militares estaduais no desempenho de cargo, comissão, encargo, incumbência, missão, serviço, atividade militar estadual ou considerada inerentes das instituições, bem como, em outros órgãos do Estado, quando previsto em lei ou regulamento.

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CAPÍTULO II DO INGRESSO E ASCENSÃO NA POLÍCIA MILITAR E NO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR. da reserva remunerada e convocados. 4 . Art. 11º . 10º . sem distinção de etnia.São condições e requisitos exigidos do candidato à matrícula nos cursos de ingresso em estabelecimentos de ensino militar estadual: I . aos militares estaduais reformados.ser brasileiro nato. mediante matrícula e inclusão.Art.O ingresso na Polícia e no Corpo de Bombeiros Militar é facultado a todos os brasileiros. Art.ter no mínimo 18 (dezoito) anos e no máximo 28 (vinte e oito) anos de idade. II .O disposto neste Estatuto aplica-se também. no que couber. sexo ou de crença religiosa. observadas as condições prescritas em lei e nos regulamentos. 8º . por este Estatuto e pela legislação que lhes outorgam direitos e prerrogativas e lhes impõem deveres e obrigações.A condição jurídica dos militares estaduais é definida pelos dispositivos constitucionais que lhes forem aplicáveis. 9º . Art. após aprovação em concurso público de provas ou de provas e títulos.

12º .possuir diploma. § 1º . no mínimo de categoria AB. VIII .III – quando do sexo masculino. VII . de conclusão de nível superior. também. testes físicos e exames psicológicos. V .A partir do ato de nomeação para o cargo inicial da carreira. comprovada por meio de certidões emitidas pela justiça estadual e federal.60 m para candidatos do sexo masculino e 1. reconhecido pelo Ministério da Educação e Cultura – MEC. na forma prevista em edital. na área de saúde.O disposto no caput deste artigo e no anterior aplica-se. devidamente registrado. § 2º . o diploma de nível superior. Art.A promoção ao posto de 2º Tenente PM/BM na carreira militar estadual será precedida de Curso de Formação de Oficiais 5 . o militar estadual encontrar-se-á em estágio probatório. mediante exames médicos.possuir idoneidade moral. no ato da matrícula no Curso de Formação. por um período de 3 (três) anos. IV . na forma prevista em edital. cujo ingresso dar-se-á com a nomeação ao posto de 2° tenente PM/BM.ser eleitor e achar-se em gozo dos seus direitos políticos.comprovar aptidão física e mental. fornecido por instituição de ensino superior reconhecida pelo ministério da educação. reconhecido pelo MEC. § 3º .O ingresso na Polícia Militar ou no Corpo de Bombeiros Militar inicia-se com o ingresso nas instituições militares do Estado do Rio Grande do Norte na carreira de praça ou de oficial PM-BM sendo exigido. VI . sendo exigido o diploma de estabelecimento de ensino superior. aos candidatos ao ingresso nos quadros de oficiais militares estaduais de saúde. IX – possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH).55 m para candidatas do sexo feminino. estar em dia com o serviço militar obrigatório.possuir estatura mínima de 1.

no mínimo.O militar estadual. para fins de promoção a graduação de segundo sargento PM/BM. para fins de promoção a graduação de terceiro sargento PM/BM. será promovido à graduação de Cabo. mediante conclusão de curso de Habilitação de Sargento (CHS). III . dentro do número de vagas existentes.O militar estadual deverá contar com. IV . 6 . dentro do número de vagas existentes. expedido por instituições reconhecidas pelo MEC. ao completar 02 (dois) anos de efetivo serviço na graduação de segundo sargento.O militar estadual.(CFO). com aproveitamento. 3 (três) anos de efetivo serviço militar estadual e possuir curso de graduação de nível superior. para fins de promoção a graduação de primeiro sargento PM/BM. em conformidade com a lei e regulamentação específica. Parágrafo Único . com duração de 90 (noventa) dias letivos. será promovido à graduação de segundo sargento. dentro do número de vagas existentes. será promovido à graduação de sargento.13º . para concorrer a seleção interna.O acesso aos demais postos e graduações da carreira militar estadual dar-se-á em consonância com os dispositivos legais que regem a Promoção de Militares Estaduais vigente. ao completar 04 (quatro) anos de efetivo serviço na graduação de cabo. dentro do número de vagas existentes. cujo acesso dar-se-á através de concurso público. para fins de promoção a graduação de cabo PM/BM. sendo que. será promovido à graduação de primeiro sargento. e obedecidas as demais exigências legais. obedecendo os critérios abaixo: I – O militar estadual. Art. ao completar 02 (dois) anos de efetivo serviço na graduação de terceiro sargento. e II – O militar estadual. e obedecidas as demais exigências legais. visando à ascensão prevista no caput deste artigo. ao completar 07 (sete) anos de efetivo serviço prestado exclusivamente à instituição militar do Estado do Rio Grande do Norte a qual integra. 50% (cinqüenta por cento) das vagas deverá ser preenchida pelo público interno.

ao completar 01 (um) ano de efetivo serviço na graduação de primeiro sargento.O militar estadual. § 3º . dentro do número de vagas existentes. será promovido à graduação de subtenente.Será utilizada a capacidade máxima de formação dos estabelecimentos de ensino das instituições para a execução do 7 . será observada a conclusão do curso com aproveitamento e demais disposições legais que regem as promoções dos militares estaduais.Será promovido à graduação seguinte de forma “ex-offício”. além do interstício previsto nos incisos deste artigo.V . e obedecidas as demais exigências legais. para fins de promoção a graduação de subtenente PM/BM.Para as promoções decorrentes do curso previsto no inciso II deste artigo. o militar estadual que cumprir. § 1º . o aditivo de 50% (cinqüenta por cento) no respectivo interstício. conforme tabela abaixo: Graduação De Soldado para Cabo Interstício Previsto Interstício com Aditivo De Cabo para 3º Sargento De 3º Sargento para 2º Sargento De 2º Sargento para 1º Sargento De 1º Sargento para Subtenente 07 (sete) anos na 10 (dez) anos e 06 graduação de (seis) meses na Soldado graduação de Soldado 04 (quatro) anos na 06 (seis) anos na graduação de Cabo graduação de Cabo 02 (dois) anos na 03 (três) anos na graduação de 3º graduação de 3º Sargento Sargento 02 (dois) anos na 03 (três) anos na graduação de 2º graduação de 2º Sargento Sargento 01 (um) ano na 01 (um) ano e 06 graduação de 1º (seis) meses na Sargento graduação de 1º Sargento § 2º . independente do número de vagas previstas e existentes nos quadros da organização.

Os quadros de organização da Polícia e do Corpo de Bombeiros Militar serão definidos em lei específica. § 4º .A hierarquia militar estadual é a ordenação da autoridade em níveis diferentes.Curso de Habilitação de Sargento (CHS). A autoridade e a responsabilidade crescem com o grau hierárquico. § 2º . regulamentos. ainda. CAPÍTULO IV DA HIERARQUIA E DA DISCIPLINA Art. O respeito à hierarquia é consubstanciado no espírito de acatamento à seqüência de autoridade. bem como o quantitativo mínimo de 15 (quinze) militares estaduais por turma de formação.A hierarquia e a disciplina são as bases institucionais da Polícia e do Corpo de Bombeiros Militar. § 1º . por indisciplina ou. 15º . CAPÍTULO III DA ORGANIZAÇÃO BÁSICA DA POLÍCIA MILITAR E DO CORPO DEBOMBEIROS MILITAR Art. 14º . por infringir dispositivos regulamentares destes cursos permanece na graduação e somente poderá ser novamente matriculado no curso acima mencionado após o transcurso do período de 1 (um) ano.O militar estadual desligado de curso de habilitação ou aperfeiçoamento em face de falta de aproveitamento. A ordenação se faz por posto ou graduação.A disciplina é a rigorosa observância e o acatamento integral as leis. dentro de um mesmo posto ou de uma mesma graduação se faz pela Antigüidade no posto ou na graduação. normas e disposições que fundamentam o organismo militar estadual e coordenam seu funcionamento regular 8 . dentro da estrutura da Polícia e do Corpo de Bombeiros Militar. contados a partir do ato do desligamento ou reprovação.

Os círculos hierárquicos e a escala hierárquica na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros Militar são fixados no quadro e parágrafos seguintes: CÍRCULO DE OFICIAIS OFICIAIS SUPERIORES CORONEL PM/BM TENENTE-CORONEL PM/BM MAJOR PM/BM OFICIAIS INTERMEDIÁRIOS OFICIAIS SUBALTERNOS CAPITÃO PM/BM 1º TENENTE PM/BM 2º TENENTE PM/BM CÍRCULO DE PRAÇAS PRAÇAS ESPECIAIS ASPIRANTE A OFICIAL PM/BM ALUNO OFICIAL PM/BM 9 . Art. Parágrafo Único . na forma regulamentar. 17º . em: I – círculos de oficias. traduzindo-se pelo perfeito cumprimento do dever por parte de todos e de cada um dos componentes desse organismo. Art. § 3º .A disciplina e o respeito à hierarquia devem ser mantidos entre policiais militares e bombeiros militares em atividade afins e os que se encontram na reserva.Círculos hierárquicos são âmbitos de convivência entre os militares estaduais da mesma categoria e têm a finalidade de desenvolver o espírito de camaradagem em ambiente de estima e confiança. II – círculos de praças. 16º .e harmônico. sem prejuízo do respeito mútuo.Os círculos hierárquicos serão disciplinados.

os militares estaduais em atividade têm precedência sobre os da inatividade.No caso de ser igual a Antigüidade referida no parágrafo anterior.PRAÇAS SUBTENENTE PM/BM 1º SARGENTO PM/BM 2º SARGENTO PM/BM 3º SARGENTO PM/BM CABO PM/BM SOLDADO PM/BM § 1º . nomeação ou inclusão. § 2º Graduação é o grau hierárquico da praça.Em igualdade de posto ou graduação. 18º . a precedência entre os militares estaduais de carreira em atividade e os da reserva que estiverem convocados é definida pelo tempo de efetivo serviço no posto ou graduação.Posto é o grau hierárquico do oficial. salvo nos casos de precedência funcional estabelecida em lei ou regulamento. § 4º . salvo quando estiver taxativamente fixada outra data.A Antigüidade em cada posto ou graduação é contada a partir da data da assinatura do ato da respectiva promoção. § 1º . § 2º . será estabelecida através da média intelectual obtida no curso de formação do respectivo posto ou graduação. § 3º . § 5º . do mesmo grau hierárquico.A precedência entre militares estaduais em atividade. 10 .Em igualdade de posto ou graduação. Art.Os alunos oficiais PM/BM são superiores hierarquicamente aos subtenentes PM/BM. conferido pelo comandante geral da respectiva instituição. conferido por ato do (a) governador (a) do Estado e confirmado em carta patente. é assegurada pela Antigüidade no posto ou na graduação.

21º .O cargo militar estadual é considerado vago a partir de sua criação até que um militar estadual tome posse ou desde o 11 . § 2º . segundo as instruções baixadas pelo respectivo comandante geral da IME.O provimento de cargo militar estadual se faz por ato de nomeação.O cargo militar estadual a que se refere este artigo é o que se encontra especificado nos quadros de organização.Os cargos militares estaduais são providos com pessoal que satisfaça aos requisitos de grau hierárquico e de qualificação exigidos para o seu desempenho. § 3º .As Instituições Militares Estaduais (IME’s) manterão o registro de todos os dados referentes ao seu pessoal ativo e inativo. dentro das respectivas escalas numéricas.§ 6° . § 1º . 19º . CAPÍTULO V DO CARGO E DA FUNÇÃO MILITAR ESTADUAL SEÇÃO I DO EXERCÍCIO DE CARGOS Art. de designação. deveres e responsabilidades que se constituem em obrigações do respectivo titular. promoção ou determinação expressa de autoridades competentes. respectivamente. caracterizado ou definido como tal em outras disposições legais. 22º . Art. 20º . previsto. Art.As obrigações inerentes ao cargo militar estadual devem ser compatíveis com o correspondente grau hierárquico e definido em legislação ou regulamentação específica. Art.Os alunos dos cursos de habilitação de sargento PM/BM e cabo PM/BM são.A cada cargo militar estadual corresponde um conjunto de atribuições. superiores hierarquicamente ao cabo PM/BM e ao soldado PM/BM. Parágrafo Único .Cargo militar estadual é aquele que só pode ser exercido por militar estadual em serviço ativo.

Dentro de uma mesma organização militar estadual. b) tenham sido considerados extraviados. tenha recebido determinação expressa de autoridade competente ou. em decorrência de norma cogente. faz jus às gratificações e a outros direitos correspondentes ao cargo. são cumpridas como “encargo”. 21 desta lei. “comissão”.O militar estadual ocupante de cargo provido em caráter efetivo ou interino. 21 desta lei. SEÇÃO II DO EXERCÍCIO DE FUNÇÕES Art. “serviço”. conforme previsto em lei. de acordo com as normas de provimento previstas no parágrafo único do art. Art. “incumbência”. peculiaridade. ainda. atribuições e responsabilidades relativas são as estabelecidas na legislação ou regulamentação específica. afastado. a seqüência de substituição para assumir cargo ou responder por funções.As obrigações que. e d) nos casos de agregação que implicam em abertura de vaga previstos neste Estatuto. duração. 23º . pela generalidade.Consideram-se também vagos os cargos militares estaduais cujos ocupantes: a) tenham falecido. respeitadas a precedência e as qualificações exigidas para o cargo ou para o exercício da função. 24º .momento em que o militar estadual seja exonerado. Art. 25º . Parágrafo Único . vulto ou natureza não são catalogados como posições tituladas em quadros de organização ou dispositivas legais. bem como as normas.Função militar estadual é o exercício das obrigações inerentes ao cargo Militar estadual. o deixe. 12 . de acordo com o art. “atividade militar estadual” ou de “natureza militar estadual”. c) tenham sido considerados desertores. Art. 26º .

o amor à profissão militar estadual e o entusiasmo com que é exercida. II .o espírito de corpo.Aplica-se. incumbência. IV .O sentimento do dever. TÍTULO II DAS OBRIGAÇÕES E DOS DEVERES MILITARES ESTADUAIS CAPÍTULO I DAS OBRIGAÇÕES MILITARES ESTADUAIS SEÇÃO I DO VALOR MILITAR ESTADUAL Art. SEÇÃO II DA ÉTICA MILITAR ESTADUAL Art. III . o pundonor e o decoro da classe impõem a cada um dos integrantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar conduta moral e profissional irrepreensíveis. no que couber.a fé na elevada missão da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar. atividade militar estadual ou de natureza militar estadual o disposto neste capítulo para cargo de militar estadual.o aprimoramento técnico-profissional.o civismo e o culto das tradições históricas.São manifestações essenciais do valor militar estadual: I . até com o risco da própria vida. e V . com observância dos seguintes preceitos da ética militar estadual: 13 . serviço. traduzido pela vontade de cumprir o dever militar estadual e pelo solene juramento de fidelidade à Pátria.o patriotismo. 27º . 28º . comissão.Parágrafo Único . ao encargo.

maneiras e em sua linguagem escrita e falada. VI . XV . pelo dos subordinados.exercer com autoridade. VII . físico e. II . XI .ser justo e imparcial no julgamento dos atos e na apreciação do mérito dos subordinados. III – respeitar e garantir a dignidade da pessoa humana. os regulamentos. também.I . do respeito e do decoro militar estadual. V .observar as normas da boa educação.cumprir seus deveres de cidadão. as instruções e as ordens das autoridades competentes.respeitar as autoridades civis.ser prudente em suas atitudes.defender a verdade e a responsabilidade como fundamento da dignidade pessoal. eficiência e probidade as funções que lhe couberem em decorrência do cargo.praticar a camaradagem e desenvolver permanentemente o espírito de cooperação.proceder de maneira ilibada na vida pública e na particular. 14 . XIV . de modo que não sejam prejudicados os princípios da disciplina. X . IV . de matéria sigilosa de qualquer natureza. XII . fora do âmbito apropriado. tendo em vista o cumprimento da missão comum.conduzir-se. XIII . intelectual.abster-se de fazer uso do posto ou da graduação para obter facilidades pessoais de qualquer natureza ou para encaminhar negócios particulares ou de terceiros. IX . VIII .zelar pelo preparo próprio. mesmo fora do serviço. moral.cumprir e fazer cumprir as leis.abster-se de tratar.

Os deveres dos militares estaduais emanam de vínculos racionais e morais que ligam o militar estadual à comunidade e ao serviço. mesmo com o risco da própria vida. tomar parte na administração.Ao militar estadual da ativa. por meio de Boletim Geral ou equivalente sobre a existência. 15 . essencialmente: I . gerência de sociedade empresarial. é vedado a prática de atividade empresarial. ficam proibidos de tratar nas organizações militares estaduais e nas repartições públicas civis dos interesses de organizações ou empresas privadas de qualquer natureza. 31º .o culto aos símbolos nacionais. § 2º . zelar pelo bom nome da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar e de cada um de seus integrantes. quando convocados. compreendendo. IV . a gestão de seus bens. 30º .XVI .a dedicação ao serviço militar estadual e a fidelidade à instituição a que pertence.a probidade e a lealdade em todas as circunstâncias. exonerados e/ou anualmente. 29º .Os militares estaduais gestores de erário deverão informar quando nomeados. Art. ressalvado o disposto no § 2º deste artigo.Os militares estaduais da ativa podem exercer. dela ser sócio ou participar. Art.a disciplina e o respeito à hierarquia. desde que não infrinjam o disposto no presente artigo. origem e natureza dos seus bens. III . § 1º . II .no exercício de funções de natureza não-militar estadual. obedecendo e fazendo obedecer aos preceitos da ética militar estadual. exceto como acionista ou cotista em sociedade anônima ou por quotas de sociedade limitada. diretamente. SEÇÃO III DOS DEVERES MILITARES ESTADUAIS Art.Os militares estaduais na reserva remunerada.

SEÇÃO IV DO COMPROMISSO MILITAR ESTADUAL Art. MESMO COM O RISCO DA PRÓPRIA VIDA”. Art.V . e VI – a rigorosa obrigação de tratar o subordinado dignamente e com urbanidade. DEDICANDOME INTEIRAMENTE AO SERVIÇO MILITAR ESTADUAL E À PRESERVAÇÃO DA ORDEM PÚBLICA. tão logo o militar estadual conclua com êxito o curso de formação no qual estiver matriculado. PROMETO REGULAR MINHA CONDUTA PELOS PRECEITOS DA MORAL. no qual afirmará a sua aceitação consciente das obrigações e dos deveres militares estaduais e manifestará a sua firme disposição de bem cumpri-los. após ingressar na Polícia Militar ou no Corpo de Bombeiros Militar mediante inclusão ou matrícula. em solenidade policial militar e/ou bombeiro militar especialmente programada.o cumprimento das obrigações e ordens legais.O compromisso referido no artigo anterior terá caráter solene e será prestado sob a forma de juramento à Bandeira Nacional. na presença da tropa.Todo cidadão. 33º . conforme os seguintes dizeres: “AO INGRESSAR NA POLÍCIA MILITAR/CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE. 32º . ASSUMO O COMPROMISSO DE CUMPRIR RIGOROSAMENTE AS ORDENS 16 .O compromisso do Aspirante-a-Oficial PM/BM formado em escolas de outras Corporações será prestado. CUMPRIR RIGOROSAMENTE AS ORDENS LEGAIS DAS AUTORIDADES A QUE ESTIVER SUBORDINADO. logo após sua apresentação à Polícia Militar/Corpo Bombeiros Militar. prestará compromisso de honra. e obedecerá aos seguintes dizeres: “AO SER DECLARADO ASPIRANTE-A-OFICIAL DA POLÍCIA MILITAR/ CORPO BOMBEIRO MILITAR. § 1º .

de modo algum. no que couber o estabelecido para comando. CAPÍTULO II DO COMANDO E DA SUBORDINAÇÃO Art.O oficial é preparado. o oficial PM/BM prestará o compromisso de Oficial. 17 . § 2º .DAS AUTORIDADES A QUE ESTIVER SUBORDINADO E DEDICAR-ME INTEIRAMENTE AO SERVIÇO POLICIAL MILITAR/ BOMBEIRO MILITAR.Ao ser promovido ao primeiro posto. MESMO COM O RISCO DA PRÓPRIA VIDA”. Art. PROMETO CUMPRIR OS DEVERES DE OFICIAL DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE E DEDICARME INTEIRAMENTE AO SEU SERVIÇO”. da estrutura hierarquizada da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar. de acordo com os seguintes dizeres: “PERANTE A BANDEIRA DO BRASIL E PELA MINHA HONRA. O comando é vinculado ao grau hierárquico e constitui uma prerrogativa impessoal. de chefia e de direção das organizações militares estaduais e execução das atividades policiais e bombeiros militares. 36º . ao longo da carreira. quando conduz homens e/ou mulheres ou dirige uma organização militar estadual. em cujo exercício o militar estadual se define e se caracteriza como chefe. Parágrafo único. À MANUTENÇÃO DA ORDEM PÚBLICA E À SEGURANÇA DA COMUNIDADE. deveres e responsabilidades de que o militar estadual é investido legalmente. Aplica-se à direção e à chefia de organização militar estadual. Art. 34º . exclusivamente. em solenidade especialmente programada. para o exercício de funções de comando.Comando é a soma de autoridade.A subordinação não afeta. 35º . a dignidade pessoal do militar estadual e decorre.

na execução de atividades peculiares à Polícia Militar/Corpo de Bombeiros Militar.Art. na administração. Art. Art. 18 . exemplo e capacidade. Parágrafo Único . pelas ordens que emitir e pelos atos que praticar. Parágrafo Único . 40º .Cabe ao militar estadual a responsabilidade integral pelas decisões que tomar. quer na capacitação e no emprego dos meios. conforme dispuserem a legislação ou regulamentação específica ou peculiar. 37º .A violação dos preceitos da ética militar estadual é tão mais grave quanto mais elevado for o grau hierárquico de quem a cometer.A violação das obrigações ou dos deveres militares estaduais constituirá crime ou transgressão disciplinar. assegurando a observância e ininterrupção das ordens. 41º .Os militares estaduais no desenvolvimento de suas atividades impor-se-ão pela lealdade. civil. disciplinar ou penal.As praças auxiliam e complementam as atividades dos oficiais. CAPÍTULO III DA VIOLAÇÃO DAS OBRIGAÇÕES E DOS DEVERES Art.A inobservância dos deveres especificados nas leis e regulamentos ou a falta de esmero no cumprimento dos mesmos acarreta para o militar estadual responsabilidade administrativa.A apuração da responsabilidade prevista neste artigo poderá concluir pela incompatibilidade do militar estadual com o cargo ou pela incapacidade para o exercício das funções militares estaduais a ele inerentes. 39º . 38º . em todas as circunstâncias. Art. consoante a legislação específica ou peculiar. dentro de sua especialização. sendo que nas atividades de instrução e ensino poderão ser designados como instrutores. regras do serviço e normas operativas à manutenção da coesão e do moral.

19 . se tornar incompatível com o cargo ou demonstrar incapacidade no exercício das funções militares estaduais a ele inerentes. por sua atuação. observando-se o ordenamento constitucional vigente para o devido processo legal. em que seja assegurada a ampla defesa e o contraditório: a) o governador do Estado. o qual especificará e classificará as transgressões disciplinares e estabelecerá as normas relativas à amplitude e aplicação das penas disciplinares. § 1º .São competentes para determinar o imediato afastamento do cargo ou o impedimento do exercício das funções. definidos em lei. será afastado do cargo. cabendo ao tribunal competente decidir sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação das praças.O militar estadual que. SEÇÃO II DAS TRANSGRESSÕES DISCIPLINARES Art. c) o comandante geral da Polícia Militar/Corpo de Bombeiros Militar.Art. 42º . à classificação do comportamento militar estadual e à interposição de recursos contra as penas disciplinares. § 2º . 43º .As transgressões disciplinares serão reguladas pelo Código de Ética e Disciplina dos Militares Estaduais.Compete à Justiça Militar Estadual processar e julgar os militares estaduais nos crimes militares. b) o secretário de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social.O militar estadual afastado e/ou impedido do exercício das funções nas condições mencionadas neste artigo ficará privado do exercício de qualquer função militar estadual até a solução final do processo ou das providências legais que couberem no caso. SEÇÃO I DOS CRIMES MILITARES Art. 44º .

na forma da legislação específica. assegurada a ampla defesa e o contraditório ao acusado. § 2º . deverá ser afastado do exercício de suas funções automaticamente. § 2º . § 3º . ao ser submetido a conselho de justificação.§ 1º . § 2º .O processo e julgamento pelo conselho de disciplina serão regidos por legislação específica.As punições disciplinares não poderão ser privativas de liberdade.O oficial presumivelmente incapaz de permanecer como militar estadual da ativa será submetido a conselho de justificação. 46º . ao ser submetido a conselho de disciplina. na forma da legislação específica. especialização e aperfeiçoamento PM/BM aplicam-se também as disposições disciplinares previstas no estabelecimento de ensino onde estiverem matriculados.Aos alunos dos cursos de formação. § 1º . SEÇÃO III DOS CONSELHOS DE JUSTIFICAÇÃO E DISCIPLINA Art. presumivelmente incapaz de permanecer como militar estadual da ativa.O oficial. Art. na forma estabelecida em lei específica. 20 . § 1º . ficando à disposição do conselho.Compete ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte (TJRN) julgar os processos oriundos dos conselhos de justificação.O conselho de justificação também poderá ser aplicado ao oficial da reserva remunerada presumivelmente incapaz de permanecer na situação de inatividade em que se encontra. será submetida a conselho de disciplina. 45º .A praça com estabilidade assegurada. deverá ser afastada das atividades que estiver exercendo.A praça com estabilidade assegurada. ficando à disposição do conselho.

direitos e deveres a ela inerentes. presumivelmente incapaz de permanecer na situação de inatividade em que se encontra. será submetida ao procedimento administrativo disciplinar.São direitos dos militares estaduais: I . sendo-lhes privativos os títulos e postos militares.§ 3º . Art.garantia da patente. presumivelmente incapaz de permanecer como militar estadual da ativa.A praça sem estabilidade assegurada. no mínimo 25 (vinte e cinco) anos de serviço.nas condições ou nas limitações impostas na legislação e regulamentação específica: a) a estabilidade. 21 . III . em que lhe seja assegurada ampla defesa e contraditório. II . quando praça. sendo conferida pelo governador do Estado e assegurada em plenitude aos oficiais da ativa. com prerrogativas. com no mínimo 3 (três) anos de tempo de efetivo serviço militar estadual. b) o uso das designações hierárquicas. c) a ocupação de cargo correspondente ao posto ou à graduação.O conselho de disciplina também poderá ser aplicado à praça da reserva remunerada. d) a percepção de remuneração e outros direitos previstos em leis específicas que tratam de remuneração dos militares estaduais do Estado do Rio Grande do Norte. TÍTULO III DOS DIREITOS E DAS PRERROGATIVAS DOS MILITARES ESTADUAIS CAPÍTULO I DOS DIREITOS Art. de rito sumário. 47º . ao ser transferido para a inatividade e contar.a percepção de remuneração correspondente ao grau hierárquico superior. 48º . da reserva ou reformados.

a pedido. k) a participação. que atendam as necessidades nutricionais e individuais. h) as férias. incondicionalmente. j) o porte de arma para oficial e praça. os afastamentos temporários do serviço e as licenças. assim entendidas como refeições fornecidas aos militares em atividades. por intermédio de representantes das associações dos círculos hierárquicos correspondentes. q) a moradia para o militar em atividade. e tratamento de saúde para o militar estadual nas causas relacionadas à dependência química ou alcoólica. salvo aqueles em inatividade por alienação mental ou condenação por crimes contra a segurança nacional ou por atividade que desaconselhe aquele porte e de acordo com a legislação especifica. exceto em atos discricionários da gestão institucional. em serviço ativo ou em inatividade. nas discussões para elaboração de legislação e nos órgãos de gestão e controle da instituição. n) a indenização referente à etapa de alimentação. i) a demissão e o licenciamento a pedido. g) a transferência para a reserva. p) o fardamento. f) a promoção.e) a constituição de pensão de militar estadual na forma da legislação especial castrense. m) a defesa constituída no caso de crime cometido em ato de serviço no cumprimento do dever legal. pela Defensoria Pública do Estado. compreendendo: 22 . todas as condições indicadas para tratamento. ou a reforma. constituindo-se no conjunto de uniformes. l) a assistência médico-hospitalar para si e seus dependentes. o) a alimentação. fornecido ao militar na ativa. conforme legislação específica. desde que aceita.

138 (§ 2º) deste estatuto e a translação das respectivas bagagens. a critério do seu comandante. b) a liberação do militar estudante se dará 30 (trinta) minutos antes do horário previsto para o início das aulas e o retorno deverá se dá 30 (trinta) minutos após o horário previsto para o seu término. devidamente reconhecida pelos órgãos competentes.02. quando comprovada a incompatibilidade entre o horário escolar e o do serviço. que esteja regularmente matriculado em Instituição de ensino regular.330 DE 02. s) assistência jurídica nos crimes praticados no exercício ou em decorrência da função Policial e Bombeiro Militar. 2) habitação para si e seus dependentes. ensino superior.82) r) o transporte. compreende também.É obrigatória a concessão de horário especial e a respectiva liberação ao militar estudante. c) do militar estudante. assim entendido como os meios fornecidos ao militar para seu deslocamento por interesse do serviço. pós-graduação. quando aquartelado. (VER DECRETO N 8. quando o deslocamento implicar em mudanças de sede ou de moradia. e.1) alojamento em organização militar.O militar estadual que se julgar prejudicado ou ofendido por qualquer ato administrativo ou disciplinar de superior hierárquico poderá interpor recurso administrativo. 49º . poderá ser exigida a compensação do horário especial em que foi concedida a liberação. IV . segundo legislação vigente na instituição. 23 . t) a outros direitos previstos em leis específicas. de residência a residência. Art. mestrado e doutorado. ensino médio. as passagens para seus dependentes definidos no art. em imóvel do Estado ou equivalente. quando transferido por necessidade do serviço. a) constituem modalidades de ensino contempladas por esse dispositivo os cursos regulares do ensino fundamental.

Parágrafo Único . 51º . percebendo a remuneração a que fizer jus. quanto a ato que decorra da composição de quadro de acesso. nos demais casos. em função do seu tempo de serviço. passará automaticamente. no ato da diplomação. § 1º . § 2º . indenizações e outros direitos e é devida em bases estabelecidas em lei específica. homologado pelo cartório eleitoral.§ 1º . 50º . deverá afastarse da atividade. homologado pelo cartório eleitoral. neste último caso tratando-se de mesmo fato ou ato administrativo impugnado. na mesma data do registro da candidatura.Os militares estaduais na ativa recebem remuneração constituída pelas seguintes parcelas: 24 . e b) o militar estadual em atividade com mais de 10 (dez) anos de efetivo serviço. ao se candidatar a cargo eletivo. na mesma data do registro da candidatura. Art. e b) em 120 (cento e vinte) dias corridos. atendidas as seguintes condições: a) o militar estadual que contar menos de 10 (dez) anos de efetivo serviço. para a inatividade. se eleito. a contar do recebimento da comunicação oficial. SEÇÃO I DA REMUNERAÇÃO Art.A interposição do recurso administrativo poderá ser feita individual ou coletivamente.O direito de recorrer na esfera administrativa prescreverá: a) em 15 (quinze) dias corridos.O militar estadual é alistável como eleitor. ao se candidatar a cargo eletivo. será agregado pela autoridade superior e.A remuneração dos militares estaduais compreende vencimentos ou proventos.O militar estadual alistável é elegível.

adicional.O militar que exercer o magistério em curso ou estágio regularmente instituídos pela PM/CBM.I . abono. perceberá gratificação de ensino.mensalmente: vencimentos. é igual para o militar estadual da ativa. reformado e da reserva remunerada do mesmo grau hierárquico. no valor fixado em lei. por aula proferida. § 4º .eventualmente: auxílio-doença. desde que implique em alteração de seu domicílio. ressalvado o acréscimo disposto na alínea “a” do § 1º do art. horas extras e as gratificações de cargos e funções militares. horas extras e as gratificações de cargos e funções militares. verba de representação.O valor do subsídio.Os militares estaduais em inatividade têm seus proventos calculados com base na legislação castrense específica. devendo ser revisto no mês de março e seus efeitos financeiros em 1 de janeiro do ano seguinte. prêmio. abono. conforme fixado em lei.O subsídio é irredutível e não está sujeito a penhora. 95 deste Estatuto. § 2º .eventualmente: auxílio-doença. perceberá ajuda de custo para atender às despesas de sua instalação. adicional. Parágrafo Único . vedado o acréscimo de qualquer gratificação. ao ser movimentado por necessidade do serviço.mensalmente: vencimentos. mediante lei específica. 52º . Art. § 3º . prêmio. devendo ser revisto no mês de março e seus efeitos financeiros em 1 de janeiro do ano seguinte. verba de representação. vedado o acréscimo de qualquer gratificação. compreendendo subsídio fixado em parcela única. II . ou qualquer espécie remuneratória. dentro de cada posto e graduação. sendo constituído pelas seguintes parcelas: I . II . as verbas de caráter indenizatório.O militar estadual. as verbas de caráter indenizatório. seqüestro ou arresto. 25 . mediante lei específica. compreendendo subsídio fixado em parcela única. ou qualquer espécie remuneratória.

26 .São adicionais.sendo definido nos termos do escalonamento vertical previsto neste estatuto. 53º . indenizações.e e) adicional de inatividade. em conformidade com a legislação específica e nos termos desta lei: I – adicionais/ gratificações: a) auxílio-doença b) gratificação de cargos e funções militares c) gratificação natalina. d) adicional de férias. auxílios e abonos que faz jus o militar estadual. gratificações. POSTO / GRADUAÇÃO CORONEL TENENTE CORONEL MAJOR CAPITÃO 1° TENENTE 2° TENENTE SUBTENENTE 1° SARGENTO 2° SARGENTO 3° SARGENTO CABO SOLDADO PRAÇAS ESPECIAIS GRADUAÇÃO CADETE 1° ANO (CFO) CADETE 2° ANO (CFO) CADETE 3° ANO (CFO) ASPIRANTE A OFICIAL PORCENTAGEM (%) 33 37 41 50 PORCENTAGEM (%) 100 90 81 73 66 60 50 41 37 33 29 25 Art. cujos valores serão revistos por lei específica.

§ 2º .A diária devida ao militar estadual no afastamento de sua sede. auxílios e abonos constantes nos incisos I. § 1º . c) auxílio uniforme.As gratificações e adicionais. indenizações. b) auxílio invalidez. d) auxílio financeiro em caso de acidente em serviço. d) indenização de curso. destinada a atender despesa com alimentação e hospedagem.e f) hora extra. § 4º . por motivo de serviço. b) ajuda de custo. e) abono estadual de permanência. § 3º . II e III deste artigo são definidos com as bases estabelecidas em leis específicas. e) etapa de alimentação.A gratificação de comando prevista em legislação específica. dar-se-á nos termos e valores definidos em legislação específica.II – indenizações: a) diárias. III – auxílios e abonos: a) auxílio funeral.As diárias devidas por deslocamento do militar estadual para fora do país serão pagas em dólares norte-americanos cotados ao 27 . c) indenização de transporte e bagagem.

de acordo com tabela de distribuição estabelecida pelas instituições. na forma seguinte: a) Classe I – comandante geral da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do RN. sendo correspondente a um subsídio do posto ou graduação e quando não disponibilizada a alimentação. § 7º . cabos. 3.O auxílio financeiro em caso de acidente em serviço que cause invalidez temporária. destina-se a atender despesas decorrentes da estada.O militar estadual tem direito a receber anualmente. 2 (dois) uniformes completos. devida mensalmente ao militar estadual quando designado para cursos ou estágios realizados dentro ou fora do Estado. pousada e locomoção pelo Estado. § 6º .643/2000. por conta do Estado do RN. e e) Classe V – aluno oficial. sargentos.Para efeito de aplicação do parágrafo anterior far-se-á a correspondência entre as classes insertas no referido Anexo III do decreto federal e os cargos militares estaduais. soldados e demais alunos de curso de formação da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do RN. locomoção e correlatas ao curso. d) Classe IV – oficial intermediário e oficial subalterno da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do RN. b) Classe II – subcomandante da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do RN. com duração superior a trinta dias e que implique no afastamento da sede.A indenização de curso. alimentação. § 5º . que dispõe sobre diárias do pessoal militar da administração federal.câmbio do dia da autorização/concessão ou do processamento do pagamento. § 8º . permanente ou morte será concedido pelo Governo do Estado nos seguintes casos: 28 . c) Classe III – oficial superior da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do RN. subtenente. conforme tabela que constitui o Anexo III do Decreto Federal n.

É proibido acumular remuneração de inatividade. 54º .O disposto neste artigo não se aplica aos militares estaduais da reserva remunerada e aos reformados. no valor de duas vezes e meia do subsídio do posto de coronel. 55º .Para os efeitos do parágrafo anterior. quanto ao exercício de mandato eletivo. que provoque morte ou lesão corporal resultante na perda ou redução. para cobertura de despesa médico-hospitalar e outras. Parágrafo Único . os proventos da inatividade não poderão ser inferiores à remuneração percebida pelos militares estaduais da ativa.I – acidente em serviço que cause incapacidade temporária. atendidas as condições estipuladas na lei específica. isto é. ou ainda.Os proventos da inatividade serão revistos sempre na mesma proporção e data que. por motivo de alteração do poder aquisitivo da moeda. Parágrafo Único . considera-se acidente em serviço aquele ocorrido durante a realização de ações policiais ou em razão delas. no percentual de 25% (vinte e cinco por cento) do subsídio. Art. no valor de duas vezes e meia do subsídio do posto de coronel. em razão do dever de oficio. Art. II – acidente em serviço que cause incapacidade permanente. será indenizado no valor de metade (50%) do subsídio do posto de coronel. será concedido ao militar estadual que. Art. devidamente apurado em inquérito policial militar e/ou procedimento administrativo.O auxílio invalidez. 29 . quando em serviço ativo ou em inatividade. se modificar a remuneração dos militares estaduais em serviço ativo. § 9º . e III – acidente em serviço que cause morte. após comprovação do acidente. não cobertas pelo Sistema Único de Saúde – SUS. permanente ou temporária.Ressalvados os casos previstos em lei. da capacidade para o trabalho. de função de magistério ou cargo em comissão ou quanto ao contrato para prestação de serviços técnicos ou especializados. tenha sido ou venha a ser reformado por incapacidade definitiva e considerado inválido. 56º . atestado de origem ou inquérito sanitário de origem.

59º . d) for justificado em conselho de justificação ou disciplina. com trânsito em julgado. § 2º . § 1º .Em casos extraordinários. obedecidas às disposições da legislação e regulamentação a que se refere este artigo.O planejamento de carreira dos oficiais e de praças. sempre que a remuneração do novo cargo for inferior à do cargo anterior. 57º . é atribuição do comando geral da instituição. b) cessar sua situação de desaparecido ou extraviado. total e permanente. 58º . poderá haver promoção em ressarcimento de preterição. Art.O militar estadual matriculado nos cursos de formação destinados a promoção na carreira perceberá sua remuneração no cargo anterior que ocupava na instituição. nas datas fixadas e em conformidade com o disposto na legislação e regulamentação de promoções de oficiais e praças.A promoção é um ato administrativo e tem como finalidade básica a seleção dos militares estaduais para o exercício de funções pertinentes ao grau hierárquico superior.As promoções serão efetuadas pelos critérios de Antigüidade e merecimento ou. gradual.O acesso na hierarquia militar é seletivo. ou ocorrer a extinção do processo. Seção II Da promoção Art. post mortem. e 30 . Art. c) for absolvido ou impronunciado no processo que estiver respondendo. não podendo prover os meios de subsistência. para qualquer trabalho. § 1º .impossibilitado. desde que seja reconhecido o seu direito à promoção quando: a) tiver solução favorável a recurso interposto. obtendo-se o fluxo regular e equilibrado de carreira para os militares estaduais a que esses dispositivos se referem. ainda. sucessivo e será processado mediante promoção.

licença especial. na preservação da ordem pública ou em conseqüência desta. na condição de Soldado ou Cabo.A promoção de militar estadual feita em ressarcimento de preterição será efetuada segundo os princípios de antigüidade ou merecimento. § 3º O militar estadual que falecer em operação militar estadual. § 2º . pelo estado de 31 .As férias são afastamentos totais do serviço. por punição anterior decorrente de transgressão disciplinar. § 4º . 60º .O militar estadual. mediante publicação do plano de férias no boletim geral da instituição. § 5º . fará jus a graduação de 3º Sargento. será promovido post mortem ao posto ou graduação superior ao que se encontrava. no caso previsto no parágrafo anterior. obrigatoriamente concedidos aos militares estaduais para descanso anual. 82 desta lei. pelo período de 25 (vinte e cinco) dias úteis. § 2º . a partir do último mês do ano a que se referem e durante todo o ano seguinte. sendo indispensável como meio de produção de prova no processo a apresentação do atestado de origem ou inquérito sanitário de origem. Art. como se houvesse sido promovido na época devida pelo princípio em que ora é feita sua promoção. recebendo ele o número que lhe competir na escala hierárquica.A concessão de férias não é prejudicada pelo gozo anterior de licenças para tratamento de saúde.Não haverá promoção de militar estadual por ocasião de vaga decorrente da agregação prevista no inciso I do § 1° do art. 61º .O militar estadual em cumprimento de período de prova decorrente de suspensão condicional do processo concorrerá à promoção a que fizer jus. § 1º .e) tiver sido prejudicado por comprovado erro administrativo.Compete ao comandante geral da Polícia/Corpo de Bombeiros Militar a regulamentação da concessão das férias anuais. Seção III Das férias e outros afastamentos temporários do serviço Art.

férias que tiverem direito.O militar estadual tem direito. registrando-se o fato em seus assentamentos. II -luto: 8 (oito) dias.O afastamento do serviço por motivo de núpcias ou luto será concedido. § 4º .guerra ou para que sejam cumpridos atos de serviços. ainda. no momento da passagem do militar estadual para a inatividade e somente para esse fim. § 3º . bem como não anula o direito àquelas licenças. não inferiores a 10 (dez) dias consecutivos. Parágrafo Único . por motivo de: I -núpcias: 8 (oito) dias. no primeiro caso. extrema necessidade do serviço. se solicitado por antecipação à data do evento. obedecidas as disposições legais e regulamentares. e no segundo caso. na época prevista. transferência para a inatividade. IV -trânsito: 30 (trinta) dias. o militar estadual fará jus ao gozo integral dos trinta dias de férias. pelo dobro. aos seguintes períodos de afastamento total do serviço. 62º . § 5º .Somente nos casos de interesse da segurança nacional. cumprimento de punição disciplinar de natureza grave e baixa em hospital.É facultado o gozo de férias em 2 (dois) períodos.Nos casos de interrupção das férias com menos de 10 (dez) dias efetivamente gozados pelos motivos citados no § 3⁰ deste artigo. III -instalação: 10 (dez) dias. o período de férias não gozado será computado dia a dia. V -doação voluntária de sangue: 2 (dois) dias. tão logo a autoridade a qual estiver subordinado o militar estadual tenha 32 . os militares estaduais terão interrompido ou deixarão de gozar. Art. § 6º .Na impossibilidade absoluta do gozo de férias no ano seguinte ou no caso de sua interrupção pelos motivos previstos.

para todos os efeitos legais. Art.Licença é a autorização para o afastamento total do serviço.A licença pode ser: a) Especial -LE. dar-se-á nos termos deste Estatuto e regulamentação específica. § 1º . em caráter temporário. obedecidas às disposições legais e regulamentares. filhos.conhecimento do óbito de seus pais. sem prejuízo de sua remuneração.A remuneração do militar estadual. e durante os dias de provas em exames supletivos e de habilitação ao curso superior (vestibular). b) para Tratar de Interesse Particular -LTIP. médio ou fundamental. Seção IV Das Licenças Art. devendo comprovar perante seu superior imediato as datas em que se realizarão as diversas provas e seu comparecimento. o afastamento do militar estadual. irmãos e cônjuge ou companheiro. c) para Tratamento de Saúde de Pessoa da Família -LTSPF. § 2º . 33 . quando no gozo de qualquer das licenças constantes do parágrafo anterior. Parágrafo Único . ainda. 64º .As férias e os outros afastamentos mencionados nesta seção são concedidos com a remuneração prevista na legislação específica e computados como tempo de efetivo serviço. durante os dias de provas finais e/ou do semestre. e f) Licença Paternidade -LP. sogros.LM.É assegurado. concedida ao militar estadual. e) Licença Maternidade . para os estudantes do ensino superior. d) para Tratamento de Saúde Própria -LTSP. 63º .

§ 4º . como anos de serviço para passagem para a inatividade e. § 8º .Dos períodos de licença especial já adquiridos e não gozados pelo militar estadual que vier a falecer. 34 . apenas um período será convertido em pecúnia. podendo ser parcelada em duas ou três vezes por ano civil. em dobro. bem como. § 7º .O período de licença especial não interrompe a contagem do tempo de efetivo serviço. em favor dos beneficiários pensionistas. 65º . não anula o direito àquelas licenças.A licença especial tem a duração de três meses.A licença especial é a autorização para afastamento total do serviço relativa a cada qüinqüênio de tempo de efetivo serviço prestado à instituição a qual pertence.Fica vetado ao comandante geral o impedimento de gozo de licença especial. para todos os efeitos legais. de acordo com o interesse do serviço. § 2º . sem que implique em qualquer restrição para a sua carreira. § 3º Os períodos de licença especial não gozados pelo militar estadual são computados. atribuindo-se para cada mês o valor correspondente aos seus vencimentos.A licença especial não é prejudicada pelo gozo anterior de qualquer licença para tratamento de saúde e para que sejam cumpridos atos de serviço. § 5º . concedida ao militar estadual que a requerer. § 1º . a ser gozada de uma só vez. § 6º . nesta situação. caso não haja comprometimento de 5% do efetivo de cada OME.Art. quando solicitada pelo interessado e julgado conveniente pelo comandante geral da instituição.Uma vez concedida a licença especial. e ficará à disposição do órgão de pessoal da Polícia Militar/Corpo de Bombeiros Militar.A concessão da licença especial é regulada pelo comandante geral. o militar estadual manterá todos os direitos e vantagens inerentes ao cargo ou função.

A concessão de licença para tratar de interesse particular é regulada pelo comandante geral da Polícia Militar ou do Corpo de Bombeiros Militar. por um período máximo de dois anos consecutivos ou não. contínuos ou não. concedido ao militar estadual com mais de 5 (cinco) anos de efetivo serviço. desde que prove ser indispensável a sua assistência pessoal e esta não possa ser prestada simultaneamente com o exercício do cargo. § 4º . que a requerer com aquela finalidade. § 1º .A licença de que trata o caput deste artigo será concedida pelo comandante geral das instituições ao militar estadual após ter sido emitido parecer favorável pela Junta Militar Estadual de Saúde (JMES). § 3º .A licença para tratar de interesse particular é a autorização para afastamento total do serviço. quando comprovada a necessidade. 67º . mediante novo parecer da Junta Militar Estadual de Saúde. constatando-se não mais persistir a causa que motivou a concessão da licença para tratamento de saúde de pessoa da família ou mediante requerimento do militar interessado.Após inspeção de saúde realizada pela Junta Militar Estadual de Saúde. 66º .O prazo máximo dessa licença será de 24 (vinte e quatro) meses. sendo renovada a cada período de 3 (três) meses.O militar estadual poderá obter licença para tratamento de saúde de pessoa da família. de acordo com o interesse do serviço. § 5º . § 2º . Art.A licença de que trata este artigo será concedida com remuneração integral.Art. 35 .A licença para tratar de interesse particular será sempre concedida com prejuízo da remuneração e da contagem do tempo de efetivo serviço. § 2º .Compete a Junta Militar Estadual de Saúde (JMES) realizar diligências a fim de comprovar a necessidade do afastamento do militar. § 1º . a autoridade competente mandará revogá-la.

e III -30 (trinta) dias. com remuneração integral e duração de cento e oitenta dias após o parto. contados a partir da data do aceite. a militar estadual que aceitar guarda de criança. Art. com remuneração integral. § 1° .A licença terá início na data em que o militar estadual for julgado incapaz temporariamente para o serviço.A licença para tratamento de saúde própria será concedida pelo comandante geral. podendo ser prorrogada até no limite temporal que enseja a transferência ex officio para a reserva remunerada.Em casos excepcionais. em conformidade com lei específica. concedidos a contar da data do nascimento do filho. 69º . 70º .Se a natureza ou gravidade da doença for atestada por médico especialista estranho à organização militar estadual. ou recebê-la como filho adotivo. esse período poderá ser aumentado em duas semanas. ex officio. por determinação judicial. se a criança tiver entre um e quatro anos de idade. 68º . 36 . a concessão da licença ficará condicionada ao exame da Junta Militar Estadual de Saúde e à homologação do atestado. mediante inspeção de saúde e terá duração de até trinta dias.Art. II -90 (noventa) dias.O militar estadual terá direito à licença paternidade.Terá direito a licença maternidade. podendo ainda ser usufruída vinte e oito dias antes e até noventa e dois dias após o parto. de conformidade com a legislação vigente e nas seguintes condições: I -180 (cento e oitenta) dias. mediante requerimento do interessado. se a criança tiver até um ano de idade. ao militar estadual. se a criança tiver de quatro a oito anos de idade. § 2° . pela Junta Militar Estadual de Saúde que conclua pela necessidade da mesma. § 1º . § 2° . com duração de cinco dias.A militar estadual terá direito a licença maternidade. desde que comprovado por atestado médico e homologado por Junta Militar Estadual de Saúde. Art.

c) para cumprimento de sentença que importe em privação de liberdade individual.A pensão militar estadual destina-se a amparar os beneficiários do militar falecido ou extraviado e será paga de acordo com a legislação que rege o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Rio Grande do Norte (IPERN). d) em caso de denúncia. por determinação judicial. Parágrafo único: A interrupção da licença especial ou de licença para tratar de interesse particular poderá ocorrer: a) em caso de decretação de estado de defesa ou estado de sítio. b) em caso de decretação de situação de emergência ou estado de calamidade pública. 71º . a juízo da autoridade que efetivar a pronúncia ou o indiciamento. em conformidade com este artigo. Art. § 2º .As licenças poderão ser interrompidas a pedido ou nas condições estabelecidas neste artigo. 37 . ou recebê-la como filho adotivo. pronúncia em processo criminal ou indiciamento em Inquérito Policial Militar. Seção V Da Pensão Militar Estadual Art. § 1º . com as exceções previstas na lei peculiar. será considerado como posto ou graduação do militar estadual o correspondente ao subsidio sobre o qual forem calculadas suas contribuições.Para fins de aplicação da lei referente à pensão militar estadual.Todos os militares estaduais são contribuintes obrigatórios da pensão militar estadual correspondente ao seu posto ou graduação. 72º .Parágrafo Único . contados a partir da data do aceite.Terá direito à licença prevista no caput o militar estadual que aceitar guarda de criança.

Parágrafo Único . só podendo retê-lo na delegacia ou posto policial durante o tempo necessário à lavratura do Auto de Prisão em flagrante.Se. e Art. b) honras. § 2º . durante o processo em julgamento na justiça comum.Cabe ao comandante geral da Polícia Militar/Corpo de Bombeiros Militar a iniciativa de responsabilizar a autoridade policial que não cumprir o disposto neste artigo e que maltratar ou consentir que seja maltratado preso militar estadual ou não lhe der o tratamento devido ao seu posto ou à sua graduação. chefe ou diretor tenha precedência hierárquica sobre o preso ou detido. houver perigo de vida para qualquer preso militar estadual. salvo prova em contrário.§ 3º . correspondentes ao posto ou à graduação. o comandante geral da instituição providenciará junto ao Juiz do feito à guarda dos pretórios ou tribunais por força militar estadual. § 1º . CAPÍTULO II DAS PRERROGATIVAS Art. 73º . prevalecerá para a habilitação dos mesmos à pensão militar estadual. cujo comandante. uniformes. c) cumprimento de pena de prisão ou detenção somente em organização militar estadual. dignidade e distinções devidas aos graus hierárquicos e cargos. 74º . insígnias e emblemas militares estaduais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar.Todo militar estadual é obrigado a fazer sua declaração de beneficiários que.São prerrogativas dos militares estaduais: a) uso de títulos. 38 . tratamentos e sinais de respeito que lhes sejam asseguradas em leis ou regulamentos. distintivos.As prerrogativas dos militares estaduais são constituídas pelas honras. ficando esta obrigada a entregá-lo imediatamente à autoridade militar estadual mais próxima.Somente em caso de flagrante delito o militar estadual poderá ser preso por autoridade policial.

modelo.Os militares estaduais na inatividade. insígnias e emblemas. quando em atividades não relacionadas com a missão do militar estadual.Os militares estaduais da ativa no exercício de funções militares estaduais são dispensados do serviço de Conselho de Sentença do Tribunal do Júri e do serviço na Justiça Eleitoral. Art.Constituem crimes previstos na legislação específica o desrespeito aos uniformes. bem como. Parágrafo Único . b) na inatividade. § 2º . a cerimônia cívica comemorativa de datas nacionais ou a atos sociais solenes de caráter particular. § 1º . peças acessórias e outras disposições são estabelecidas em regulamentação específica do militar estadual. propagandas ou qualquer outra manifestação de caráter político-partidário. insígnias e emblemas. são privativos dos militares estaduais e representam o símbolo da autoridade militar estadual com as prerrogativas que lhes são inerentes. 39 .É proibido ao militar estadual o uso de uniformes: a) em reuniões. insígnias e emblemas militares estaduais. salvo quando expressamente determinado ou autorizado. descrição. quando autorizado. distintivos. bem como seu uso por quem a eles não tiver direito. salvo para comparecer a solenidades militares e. com seus distintivos. e c) no estrangeiro.O uso dos uniformes com seus distintivos. 75º . poderão ser temporariamente proibidos de usar uniformes por decisão do comandante geral da instituição. 77º . composição.Os uniformes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar. 76º . cuja conduta possa ser considerada como ofensiva à dignidade da classe. Seção Única Do uso dos uniformes Art.Art.

TÍTULO IV DAS DISPOSIÇÕES DIVERSAS CAPÍTULO I DAS SITUAÇÕES ESPECIAIS Seção I Da Agregação Art. municipal ou da União. após um 1 (ano) contínuo de tratamento de saúde própria. 79º . não previsto nos quadros de organização da organização militar estadual. nela permanecendo sem número. 40 . § 1º .aguardar transferência ex officio para a reserva remunerada.É vedado a qualquer civil ou organizações civis usar uniformes ou ostentar distintivos. ou considerado de natureza militar. emblemas ou insígnias que ostente.O militar estadual fardado tem as obrigações correspondentes ao uniforme que usa e aos distintivos. e III . b) ter sido julgado incapaz definitivamente. 80º . enquanto tramita o processo de reforma.A agregação é a situação na qual o militar estadual da ativa deixa de ocupar vaga na escala hierárquica do seu quadro.for nomeado para cargo ou função militar estadual. II . por ter sido enquadrado em quaisquer dos requisitos que a motivam. estabelecido em lei ou decreto.O militar estadual deve ser agregado quando: I . insígnias ou emblemas que possam ser confundidos com os adotados na Polícia Militar ou no Corpo de Bombeiros Militar.Art. ressalva feita às associações. clubes. círculos e outros que congregam membros das instituições militares estaduais.for afastado temporariamente do serviço ativo por motivo de: a) ter sido julgado incapaz temporariamente. Art. 78º . quando nos limites territoriais do Estado do Rio Grande do Norte.

d) haver ultrapassado 1 (um) ano contínuo em licença para tratamento de saúde de pessoa da família. h) ter passado à disposição da União para exercer cargo ou função de natureza militar ou civil. e) ter sido considerado oficialmente extraviado. desde que conte 5 (cinco) ou mais anos de efetivo serviço. em sentença transitada em julgado. nos termos da Lei n. após ter completado o tempo exigido para transferência para a reserva remunerada a pedido ou ter retornado ao serviço ativo. para todos os efeitos legais. dos Estados ou Municípios para exercer função de natureza civil. inclusive da administração indireta.O militar estadual agregado em conformidade com os incisos I e II do § 1° deste artigo será considerado. j) ter-se candidatado a cargo eletivo. i) ter sido nomeado para qualquer cargo público civil temporário. da União. não eletivo. 9. § 2º .807. f) após ficar exclusivamente à disposição da Justiça Comum. enquanto durar a execução ou até ser declarado indigno de pertencer à Polícia Militar ou ao Corpo de Bombeiros Militar ou com ela incompatível. k) ter ingressado com requerimento específico para concessão do abono estadual de permanência no serviço ativo. de 13 de julho de 1999. m) ter passado à disposição de secretaria do Governo ou de outro órgão do Estado do Rio Grande do Norte. l) ter sido condenado à pena de suspensão do exercício do posto ou graduação. 41 . g) ter sido condenado a pena privativa de liberdade superior a 6 (seis) meses.c) haver ultrapassado 6 (seis) meses contínuos de licença para tratar de interesse particular. cargo ou função prevista no Código Penal Militar. em serviço ativo. e n) ter sido incluído no Programa Especial de Proteção a Vítimas e a Testemunhas Ameaçadas e a Réus Colaboradores.

salvo quando titular de cargo que lhe dê precedência funcional sobre outros militares estaduais mais antigos ou graduados. § 7º . § 6º .A agregação do militar estadual a que se referem o inciso II e as alíneas “b”.O militar estadual agregado fica sujeito às obrigações disciplinares concernentes às suas relações com outros militares estaduais e autoridades civis.A agregação do militar estadual a que se refere a alínea “q” do inciso III do § 1º deste artigo é contada a partir da data em que a instituição militar estadual for informada oficialmente pelo órgão competente. “f”. exceto no caso de o militar estadual ter sido condenado a pena restritiva de liberdade superior a 2 (dois) anos. § 5º .A agregação do militar estadual a que se refere a alínea “m” do inciso III do § 1º deste artigo é contada a partir da data do registro como candidato até sua diplomação ou seu regresso à instituição. se não houver sido eleito.§ 3º . “c” e “d” do inciso III do § 1° deste artigo é contada a partir do primeiro dia após os respectivos prazos e enquanto durar os respectivos eventos. “g”.O total das agregações prevista no inciso I do § 1° do art. “i”. § 9º . 42 . “o” e “p” do inciso III do § 1º deste artigo é contada a partir da data indicada no ato que torna público o respectivo evento. § 8º . 81 desta lei e a passagem à disposição de militares estaduais da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar não poderá exceder a 15% (quinze por cento) do efetivo total existente nestas instituições.A agregação do militar estadual a que se referem as alíneas “a”.A agregação do militar estadual a que se refere o inciso I e as alíneas “j” e “l” do inciso III deste artigo é contada a partir da data de posse do novo cargo até o regresso à instituição ou transferência ex officio para a reserva remunerada. “n”. § 4º . § 10º . transitada em julgado. “e”.O ato de agregação não abre vaga para efeito de promoção. “h”. “m”.

80 deste Estatuto. 83º . 81º . continuando a figurar no respectivo registro. 80 deste Estatuto. para efeito de alterações. “o” e “q” do inciso III do § 1° do art. Parágrafo Único . “n”.Os comandantes-gerais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar Estadual têm competência delegada para ato de agregação decorrente dos casos previstos nas alíneas “a”.A agregação se faz por ato governamental. “f”. Art. Parágrafo Único . à organização militar estadual que lhe for designada. concessão de afastamentos e férias. com a abreviatura “Ag” e anotações esclarecedoras de sua situação. “b”. “m“ e “o” do inciso III do § 1º do art.Art. sem número. “i”.A reversão será efetuada mediante ato governamental ou por ato de autoridade que tiver dado causa à agregação em face de delegação de competência recebida nos termos do parágrafo único do art. na primeira vaga que ocorrer. “b”. “e”. Art. “m”. 83 deste Estatuto. para efeito de alterações e remuneração. à Organização Militar Estadual que lhe for designada. Parágrafo Único .O militar estadual agregado ficará adido.O militar estadual agregado no caso previsto no inciso I do § 1° do art. no lugar que até então ocupava. “c”.Reversão é o ato pelo qual o militar estadual agregado retorna ao respectivo quadro tão logo cesse o motivo que determinou sua agregação. “i”. Seção III Do Excedente 43 . “d”. “g”.A qualquer tempo poderá ser determinada à reversão do militar agregado. voltando a ocupar o lugar que lhe competir na respectiva escala numérica. exceto nos casos previstos no inciso II e nas alíneas “a”. 82º . Seção II Da Reversão Art. remuneração. 84º . 81 ficará adido.

§ 1º . ocupa a mesma posição relativa em Antigüidade que lhe cabe. bem como à promoção. na escala hierárquica. e II . III .Excedente é a situação transitória automaticamente. 85º . sem licença. retorna ao quadro. com a abreviatura “Excd” e receberá o número que lhe competir em conseqüência da primeira vaga que se verificar.ausentar-se. respeitados os requisitos legais. 86º .O militar estadual cuja situação é a de excedente fica considerado como em efetivo serviço para todos os efeitos. em igualdade de condições e sem nenhuma restrição a qualquer cargo militar estadual. concorrendo.deixar de comparecer à sua organização militar estadual. estando este com seu efetivo completo. da organização militar estadual onde serve ou local onde deve permanecer. II – é promovido indevidamente. passa o militar estadual que: a que.sendo o mais moderno da respectiva escala hierárquica ultrapassa o efetivo do quadro em virtude de promoção de outro militar estadual em ressarcimento de preterição ou reintegração. § 2º . sem comunicar qualquer motivo de impedimento.O militar estadual cuja situação é a de excedente. 44 . estando esse com seu efetivo completo. por mais de vinte e 24 (quatro) horas consecutivas: I .É considerado ausente o militar estadual que no dia normal de serviço.cessado o motivo que determinou sua agregação. enquanto se processa o desfazimento do ato viciado. e IV . salvo o indevidamente promovido. Seção IV Do Ausente Art.Art.tendo cessado o motivo que determinou sua reforma por incapacidade definitiva. reverte ao respectivo quadro. I .

V .exclusão a bem da disciplina. II . 45 .transferência para a reserva remunerada. em operações militares estaduais ou em casos de calamidade pública.falecimento. IV .licenciamento. CAPÍTULO II DO DESLIGAMENTO OU DA EXCLUSÃO DO SERVIÇO ATIVO Art.perda de posto e patente.O desligamento ou a exclusão do serviço ativo da Polícia Militar ou Corpo de Bombeiros Militar é feito em conseqüência de: I . Art.extravio. 89º .O militar estadual que. VII .Seção V Do Desaparecimento e do Extravio Art.demissão. e VIII . em conformidade com a legislação específica. no desempenho de qualquer serviço. 88º . tiver paradeiro ignorado por mais de 8 (oito) dias. 87º . III . será oficialmente considerado extraviado. na forma do artigo anterior. VI .O desligamento do serviço ativo será processado após a expedição de ato do governador do Estado ou do comandante geral. em viagem. permanecer desaparecido por mais de 30 (trinta) dias.reforma.É considerado desaparecido o militar estadual em atividade que. Parágrafo Único .

III.a pedido. 90º . e b) a praça. sendo no mínimo o de terceiro sargento. acrescido de 10% (dez por cento).O militar estadual da ativa enquadrado em um dos incisos I. terá os proventos calculados sobre o subsídio correspondente ao posto ou graduação imediatamente superior. a pedido. ressalva feita nos casos previstos em lei ou para assegurar-lhe o direito de ampla defesa. 51 desta lei obedecerá ao seguinte: a) o oficial que contar no mínimo 25 (vinte e cinco) anos de serviço com o ingresso na inatividade. na Polícia Militar/Corpo de Bombeiros Militar. terá seus proventos calculados sobre o subsídio correspondente ao posto imediatamente superior ao seu.A percepção da remuneração de que trata o inciso I. 46 . será concedida mediante requerimento. § 1º . continuará no exercício de suas funções até ser desligado da organização militar estadual em que serve. e II . ao militar estadual que estiver cumprindo pena privativa de liberdade de qualquer natureza. Seção I Da Transferência para a Reserva Remunerada Art.Não será concedida transferência para a reserva remunerada. II. § 2º . se existir. 92º . 91º . V e VI do art. IV.A passagem do militar estadual à situação de inatividade mediante transferência para a reserva remunerada se efetua: I . Art. ao militar estadual que conte no mínimo 10 (dez) anos de serviço. a pedido. desde que conte no mínimo 25 (vinte e cinco) anos de serviço.Art. quando transferida para a inatividade.ex officio.A transferência para a reserva remunerada. 89 e o demissionário ou licenciado a pedido. § 2⁰ do art. Se ocupante do último posto da hierarquia da instituição. o oficial terá os proventos calculados tomando-se por base o subsídio do seu próprio posto.

O militar estadual. ou quando ingressar ou retornar à inatividade. 95º . 94º . assegurando-lhe proventos proporcionais aos anos de serviço. contados da publicação oficial do ato de transferência para a reserva remunerada a pedido. ao computar tempo para transferência para a reserva remunerada a pedido que optar. Parágrafo Único . quando não contar mais de 25 (vinte e cinco) anos de serviço. 93º . nos termos previstos em lei específica. Art. no prazo de até 90 (noventa) dias deste ato.A percepção do abono estadual de permanência pelo militar estadual dar-se-á até a idade limite de transferência exofficio para a reserva remunerada. Art. pela permanência no serviço ativo ou pelo retorno a atividade dentro do prazo de até 90 (noventa) dias. requerer a transferência para a reserva remunerada. exonerado do cargo de comandante geral PM/BM.atingir a idade limite de: a) no Quadro de Militares Estaduais Combatentes (QMEC) e Quadro de Militares Estaduais de Saúde (QMES): POSTOS IDADE 60 anos 58 anos 56 anos E OFICIAIS SUBALTERNOS 54 anos CORONEL PM/BM TENENTE-CORONEL PM/BM MAJOR PM/BM CAPITÃO PM/BM PM/BM 47 .O militar estadual que não contar 25 (vinte e cinco) anos de serviço perceberá a remuneração proporcional ao tempo de serviço ativo.A transferência ex officio para a reserva remunerada verificar-se-á sempre que o militar estadual incidir nos seguintes casos: I .§ 3º .É facultado ao coronel PM/BM. fará jus a um abono estadual de permanência. Art. por meio de requerimento específico.

48 . em caráter definitivo.o oficial intermediário ou superior do QMEA. IV – o Subtenente. quando este for o último da hierarquia de seu Quadro.ultrapassar o oficial 5 (cinco) anos de permanência no posto de coronel PM/BM. no momento em que vier a ser objeto de apreciação para ingresso em quadro de acesso.for o oficial considerado não habilitado para o acesso. III .b) no Quadro de Militares Estaduais Especialistas (QMEE) e no Quadro de Militares Estaduais Administrativos (QMEA): POSTOS TENENTE CORONEL MAJOR CAPITÃO E OFICIAIS SUBALTERNOS PM/BM IDADE 58 anos 56 anos 56 anos c) para as Praças GRADUAÇÕES SUBTENENTE PM/BM 1º SARGENTO PM/BM 2º SARGENTO PM/BM 3º SARGENTO PM/BM CABO E SOLDADO PM/BM IDADE 56 anos 54 anos 52 anos 51 anos 51 anos II . 5 (cinco) anos de permanência na graduação. também. desde que. 3 (três) anos de permanência no posto. conte ou venha a contar 25 (vinte e cinco) ou mais anos de serviço. IV .

VI . mediante requisição do governador do Estado do Rio Grande do Norte. 96º . Art.V . 50 deste Estatuto. contínuos ou não. VII . e VIII . em caso de mobilização e em caso de decretação de situação de emergência ou estado de calamidade pública. contínuos ou não. § 1° . e b) pelo governador do Estado ou mediante sua autorização. quando o cargo for da alçada federal.A transferência do militar estadual para a reserva remunerada poderá ser suspensa na vigência do estado de defesa. em licença para tratar de interesse particular. na forma da alínea “b” do parágrafo único do Art. b) somente poderá ser promovido por Antigüidade. somente poderá ser feita: a) pela autoridade federal competente. e c) o tempo de serviço é contado apenas para aquela promoção e para a transferência para a inatividade. estado de sítio.ultrapassar 2 (dois) anos de afastamento. § 2º .A nomeação do militar estadual para os cargos de que tratam o inciso VI deste artigo. agregados em virtude de ter passado a exercer cargo ou emprego público civil temporário.ultrapassar 2 (dois) anos contínuos em licença para tratamento de saúde de pessoa da família.Enquanto permanecer no cargo de que trata o inciso VI deste artigo: a) será assegurada a opção entre a remuneração do cargo e a do posto ou da graduação. inclusive da administração indireta. nos demais casos. não eletivo.ultrapassar 2 (dois) anos. Seção II Da Reforma 49 .ser diplomado em cargo eletivo.

II . a tiver determinado o Tribunal de Justiça do Estado. não sofre solução de continuidade.A situação de inatividade do militar estadual da reserva remunerada.sendo praça. por ter sido julgado incapaz temporariamente.atingir a idade limite de permanência na reserva remunerada de 65 (sessenta e cinco) anos.estiver agregado por mais de 2 (dois) anos. Parágrafo Único .A incapacidade definitiva pode sobrevir em conseqüência de: 50 . a fim de serem reformados. estabelecidas em legislação específica. quando reformado por limite de idade. IV . III . e V .sendo oficial. Art. em conseqüência do conselho de justificação a que foi submetido. Art. 99º . no mês de fevereiro.Anualmente. Parágrafo Único . em conseqüência do conselho de disciplina a que foi submetido.A reforma de que trata o artigo anterior será aplicada ao militar estadual que: I .Art. 97º . 98 . em julgamento por ele efetuado. Art. a tiver determinado o Tribunal de Justiça do Estado.for julgado incapaz definitivamente para o serviço ativo militar estadual. o órgão de pessoal da instituição organizará a relação dos militares estaduais que houverem atingido a idade limite de permanência na reserva remunerada. em julgamento por ele efetuado.O militar estadual reformado na forma dos incisos IV e V só poderá readquirir a situação militar estadual anterior por decisão judicial. 100º . mediante reforma.A passagem do militar estadual à situação de inatividade. mediante homologação da junta de saúde ainda mesmo que se trate de moléstia curável. exceto quanto às condições de mobilização. se efetua ex officio.

II .doença. baseada nas conclusões médicas especializadas.no decurso de viagens impostas por motivo de movimentação efetuada no interesse do serviço ou a pedido. moléstia ou enfermidade adquirida. cardiopatia grave. II .ferimento recebido na preservação da ordem pública ou enfermidade contraída nesta situação. IV . cegueira. III . acidente em serviço quando este ocorrer: I . ainda que ocorrido em horário ou local diverso daquele determinado para o exercício de suas funções. estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante). com relação de causa e efeito a condições inerentes ao serviço. mal de Parkinson. IV . ainda. e V .I .acidente em serviço.Acidente em serviço é entendido como ato relacionado. moléstia ou enfermidade sem relação de causa e efeito com o serviço. espondiloartrose anquilosante.no exercício dos deveres previstos neste Estatuto e legislação castrense específica. contaminação radioativa.no cumprimento de ordem emanada de autoridade militar competente. neoplasia maligna. ainda. hepatopatia grave. esclerose múltipla. hanseníase. pênfigo.acidente ou doença. nefropatia grave. mediata ou imediatamente. quando atuando nesta condição em razão do dever de ofício. durante o expediente normal ou quando determinado por autoridade competente. § 2º . III . que nela tenha sua causa eficiente ou. 51 .Considera-se. paralisia irreversível e incapacitante. Síndrome da Imunodeficiência Adquirida e moléstias que a lei indicar. § 1º .no exercício de suas atribuições funcionais.tuberculose ativa. com as atribuições do posto ou graduação. em sua prorrogação ou atuando em dever de oficio. alienação mental.

para os portadores de lesões aparentemente inativas. que tornem o indivíduo total e permanentemente impossibilitado para qualquer trabalho.Considera-se paralisia todo caso de neuropatia grave e definitiva que afeta a mobilidade.Os militares estaduais julgados incapazes por um dos motivos constantes no inciso IV deste artigo somente poderão ser reformados após homologação por Junta Militar Estadual de Saúde que concluir pela incapacidade definitiva. nos casos de tuberculose.Ficam excluídas do conceito de alienação mental as epilepsias psíquicas e neurológicas. sendo os termos do acidente. troficidade e mais funções nervosas. § 3º . permaneçam distúrbios graves.Os casos de que tratam os incisos I. § 4º . § 5º .no deslocamento entre a sua residência e a organização em que serve ou no local de trabalho. ficará condicionado a um período de consolidação extra nosocomial nunca inferior a 6 (seis) meses.V . extensos e definitivos. § 7º .O parecer definitivo a adotar. II e III deste artigo será provado por atestado de origem ou inquérito sanitário de origem. esgotados os meios habituais de tratamento. papeletas de tratamento nas enfermarias e hospitais e os registros de baixa utilizados como meios subsidiários para esclarecer a situação. sensibilidade. ou naquele em que sua missão deva ter início ou prosseguimento e vice-versa. tão logo tenha ciência do fato. baixa ao hospital. contados a partir da época da cura. § 8º . no qual.em instrução militar ou em serviço regular. § 6º . obedecendo à regulamentação específica ou peculiar.Considera-se alienação mental todo caso de distúrbio mental ou neuromental grave persistente. esgotados os meios habituais de tratamento. e que. 52 . assim julgadas pela Junta Militar Estadual de Saúde.e VI . destruindo a autodeterminação do pragmatismo e tornando o indivíduo total e permanentemente impossibilitado para qualquer trabalho. permaneça alteração completa ou considerável na personalidade. cuja confecção será de responsabilidade do oficial comandante da organização militar estadual a que estiver subordinado o militar estadual.

terá seu aproveitamento em funções compatíveis com as suas limitações físicas. for julgado apto para o serviço ativo.O militar estadual amparado neste artigo terá direito às promoções a que fizer jus dentro da carreira militar estadual e será submetido a teste de aptidão física especial. por motivo de acidente ou doença. esgotados os tratamentos habituais. com restrições permanentes. II. § 2º . 101 . 102º .São equiparados às paralisias casos de afecção ósteomúsculo-articulares graves e crônicas (reumatismos graves. sendo no mínimo a de terceiro sargento. observando-se o disposto no § 1º deste artigo. progressivos e doenças similares). § 1º . para efeito deste artigo. § 1º .O militar estadual amparado neste artigo poderá fazer os cursos obrigatórios para ascensão na carreira militar dentro da instituição ou em outra instituição co-irmã. Art. troficidade ou mais funções que tornem o indivíduo total e permanentemente impossibilitado para qualquer trabalho. pela Junta Militar Estadual de Saúde. mobilidade. progressivas e incuráveis que conduzirão à cegueira total. ficando condicionada a aceitação de suas limitações físicas pela instituição que oferecer o curso. julgado incapaz definitivamente por um dos motivos constantes nos incisos I.O militar estadual que.O militar estadual da ativa. permaneçam distúrbios extensos e definitivos. Art. quer ósteomúsculo-articular residuais. não suscetíveis de correção por lentes. nos quais. conforme normas específicas. 53 . todavia.São equiparados à cegueira não só os casos de afecções crônicas.Considera-se. nem removíveis por tratamento médico cirúrgico. o grau hierárquico imediato àquele que se sucede na carreira militar estadual. 100 será reformado com a remuneração calculada com base no grau hierárquico imediatamente superior. quer secundários das funções nervosas.§ 9º . crônicos. § 10º . como também os de visão rudimentar que apenas permitam a percepção de vultos. III e IV do art.

§ 2º - Aos benefícios previstos neste artigo e seus parágrafos deverão ser acrescidos os outros relativos à remuneração, estabelecidos em leis específicas, desde que, ao ser reformado, o militar estadual já satisfaça as condições por elas exigidas. Art. 103º - O militar estadual da ativa julgado incapaz definitivamente por um dos motivos constantes do inciso V do art. 100, considerado inválido, será reformado com remuneração integral, calculada com base no subsídio do posto ou graduação subsequente. Parágrafo Único - O militar estadual da ativa julgado incapaz definitivamente por um dos motivos constantes do inciso V do art. 100, não considerado inválido, será reformado com remuneração integral, calculada com base no subsídio do seu posto ou graduação. Art. 104º - O militar estadual reformado por incapacidade definitivamente que for julgado apto em inspeção de saúde por junta superior, em grau de recurso ou revisão, poderá retornar ao serviço ativo ou ser transferido para a reserva remunerada, conforme dispuser regulamentação específica. § 1º - O retorno ao serviço ativo ocorrerá se o tempo decorrido na situação de reformado não ultrapassar 2 (dois) anos e na forma do disposto nos §§ 1º e 2º do art. 85 desta lei. § 2º - A transferência para a reserva remunerada, observado o limite de idade para permanência nessa situação, ocorrerá se o tempo decorrido na situação de reformado ultrapassar 2 (dois) anos. Art. 105º - O militar estadual reformado por alienação mental, enquanto não ocorrer a designação judicial do curador, terá sua remuneração paga aos seus beneficiários, desde que o tenham sob sua guarda e responsabilidade e lhe dispensem tratamento humano e condigno. § 1º - A interdição judicial do militar estadual reformado por alienação mental deverá ser promovida junto ao Poder Judiciário, por iniciativa do Ministério Público, dos beneficiários, parentes ou responsáveis, em até 60 (sessenta dias), contados a partir da data do ato da reforma.
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§ 2º - Os processos e os atos de registro de interdição do militar estadual terão andamento sumário, serão instruídos com laudo proferido por junta de saúde e isentos de custas. Seção III Da demissão, da perda do posto e da patente e da declaração de indignidade ou incompatibilidade com o oficialato Art. 106º - A demissão do militar estadual, aplicada exclusivamente aos oficiais, se efetua: I - a pedido; e II – ex-officio. Art. 107º - A demissão a pedido será concedida mediante requerimento do interessado. I - sem indenização aos cofres públicos, quando contar mais de 5 (cinco) anos de oficialato; e II - com indenização das despesas feitas pelo Estado do Rio Grande do Norte, com a sua preparação e formação, quando contar menos de 5 (cinco) anos de oficialato. § 1º - O oficial demissionário, a pedido, não terá direito a qualquer remuneração, sendo a sua situação militar definida pela lei do serviço militar. § 2º - O direito à demissão, a pedido, pode ser suspenso na vigência do estado de defesa, estado de sítio, situação de emergência, estado de calamidade pública ou em caso de mobilização. Art. 108º - Será demitido ex officio o oficial da ativa que vier a ser empossado em cargo público permanente, estranho à sua carreira, observando-se as exceções previstas na norma constitucional para acumulação de cargo público com o cargo técnico de militar estadual.
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Art. 109º - O oficial da ativa que houver perdido o posto e a patente será demitido ex officio, sem direito a qualquer remuneração ou indenização em face de sentença transitada em julgado. Parágrafo Único - O oficial da ativa, contribuinte obrigatório da pensão policial militar, que perder o posto ou a patente, deixará aos seus beneficiários a pensão policial militar para que tiver contribuído, exceto se a perda do posto ou da patente decorrer de condenação, com trânsito em julgado, por crimes previstos na legislação concernentes à segurança nacional, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, terrorismo, latrocínio e os definidos como crimes hediondos. Art. 110º - O oficial perderá o posto e a patente se for declarado indigno do oficialato ou com ele incompatível por decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, em decorrência do julgamento a que for submetido. Parágrafo Único - O oficial declarado indigno do oficialato ou com ele incompatível e condenado à perda de posto e patente, só poderá readquirir a situação militar estadual anterior por outra sentença do Tribunal mencionado e nas condições nela estabelecidas. Art. 111º - Fica sujeito à declaração de indignidade para o oficialato, ou de incompatibilidade com o mesmo, por julgamento do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, o oficial que: I - for condenado por Tribunal Civil ou Militar a pena privativa de liberdade individual superior a 2 (dois) anos, em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado; II - for condenado por sentença passada em julgado por crime para os quais o Código Penal Militar comina essas penas acessórias e por crimes previstos nas legislações concernentes à segurança nacional; III - incidir nos casos previstos em lei específica que motivam o julgamento por conselho de justificação e neste for considerado culpado; e IV - tiver perdido a nacionalidade brasileira.
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ex officio. quando contar menos de três anos de efetivo serviço. observando-se as exceções previstas na norma constitucional para acumulação de cargo público com o cargo técnico de militar estadual. estado de calamidade pública ou em caso de mobilização. aplicado somente às praças.A praça licenciada ex officio.com indenização das despesas feitas pelo Estado do Rio Grande do Norte. e II . se efetua: I . § 3º . situação de emergência. a bem da disciplina. § 4º . § 1º .O licenciamento do serviço ativo. 57 . será feito na forma da legislação específica. estado de sítio. e II .É da competência do comandante geral da Polícia Militar/Corpo de Bombeiros Militar o ato de licenciamento das praças sem estabilidade assegurada. obedecendo as seguintes condições: I .a pedido. § 2º .112º . não terá direito a qualquer remuneração ou indenização. quando contar mais de três anos de efetivo serviço.O licenciamento a pedido poderá ser concedido.Seção IV Do Licenciamento Art.O licenciamento ex officio. § 5º .O direito ao licenciamento a pedido pode ser suspenso.As praças empossadas em cargo público permanente. com a sua preparação e formação. a bem da disciplina. Art. 113º .sem indenização aos cofres públicos. na vigência do estado de defesa. serão imediatamente licenciadas ex officio. sem remuneração. estranho à sua carreira.

§ 2º . por haverem perdido a nacionalidade brasileira. só poderá readquirir a situação militar estadual anterior por outra decisão judicial daquele conselho de justiça ou por decisão judicial.Seção V Da Exclusão da Praça a bem da Disciplina Art. § 3° . por ter sido julgada culpada em conselho de disciplina. 115º . por crimes previstos na legislação concernentes à segurança nacional. com trânsito em julgado.É da competência dos comandantes gerais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar o ato de exclusão a bem da 58 . latrocínio e os definidos como crimes hediondos. II . ou nos crimes previstos na legislação especial concernente à segurança nacional. § 1º . a pena de qualquer duração. excluída a bem da disciplina. por decisão do Conselho Permanente de Justiça.sobre as quais houver pronunciado tal sentença o Conselho Permanente de Justiça. 114º . que houver sido excluído a bem da disciplina. poderá readquirir a situação militar estadual anterior por outra decisão do comandante geral da instituição ou por determinação judicial. Art. contribuinte obrigatória da pensão policial militar.A praça. terrorismo.A praça com estabilidade assegurada que houver sido excluída a bem da disciplina.A exclusão a bem da disciplina será aplicada ex officio às praças com estabilidade assegurada: I . 46 desta lei e neste forem considerados culpados.sobre as quais houver pronunciado tal sentença o Conselho Permanente de Justiça. tráfico ilícito de entorpecente e drogas afins. deixará aos seus beneficiários à pensão policial militar para que tiver contribuído. e III . exceto se a perda da graduação decorrer de condenação. por haverem sido condenadas em sentença transitada em julgado por aquele conselho ou justiça comum a pena privativa de liberdade individual superior a 2 (dois) anos. com estabilidade assegurada.que incidiram nos casos que motivaram o julgamento pelo conselho de disciplina previsto no art.A praça da ativa.

catástrofe.O reaparecimento de militar estadual extraviado ou desaparecido. com o conseqüente desligamento ou exclusão do serviço ativo. a partir da data em que o mesmo for oficialmente declarado extraviado.A exclusão da praça a bem da disciplina acarreta a perda do seu grau hierárquico e não a isenta das indenizações dos prejuízos causados à Fazenda Estadual ou a terceiros. calamidade pública ou outros acidentes oficialmente reconhecidos. Art. Parágrafo Único . 118º . 119º . já desligado do serviço ativo.O desligamento do serviço ativo será feito 6 (seis) meses após a agregação por motivo de extravio.disciplina das praças com estabilidade assegurada desde que fundamentada por Processo Administrativo previsto em regulamentação específica. tão logo esgotem os prazos máximos de possível sobrevivência ou quando se dêem por encerradas as providências de salvamento. 117º . enquanto se apurar as causas que deram origem ao seu afastamento. Art.O falecimento do militar estadual da ativa acarreta interrupção do serviço militar estadual. 59 . § 1º . nem das pensões decorrentes de sentença judicial. a partir da data da ocorrência do óbito. Seção VI Do Falecimento e do Extravio Art.A praça excluída a bem da disciplina não terá direito a qualquer remuneração ou indenização. para fins deste Estatuto. o extravio ou desaparecimento do militar estadual da ativa é considerado como falecimento. Art. § 2º .Em caso de naufrágio. sinistro aéreo.O extravio do militar estadual da ativa acarreta interrupção do serviço militar estadual com o conseqüente afastamento temporário do serviço ativo. resulta em sua reinclusão e nova agregação. 116º .

por este não se encontrar no local em que deva exercer o ato. com a sua anuência e em caráter excepcional.O militar estadual reaparecido será submetido a conselho de justificação ou a conselho de disciplina. § 5º .Havendo necessidade de movimentação do oficial convocado. § 2º . com duração necessária ao cumprimento da atividade que a ela deu origem. por decisão do comandante geral da instituição. ser convocado pelo governador para compor Comissão de Promoção de Oficial CPO. § 4º . aplicando-lhe neste caso as disposições previstas no parágrafo único e caput do art. CAPÍTULO III DA CONVOCAÇÃO Art. deveres e prerrogativas inerentes ao militar em atividade. ser encarregado de Inquérito Policial Militar. na falta de oficial da ativa em situação hierárquica compatível com o oficial envolvido. nos termos da legislação especifica.O oficial da reserva remunerada poderá. § 3º .O oficial de que trata o caput deste artigo deverá se encontrar na inatividade por um período não superior a cinco anos. ressalvadas as disposições expressas nesta lei.O oficial convocado nos termos deste artigo terá os direitos.O oficial da reserva remunerada poderá ser convocado para o serviço ativo por ato do governador. a despesa com esta movimentação ocorrerá por conta do Estado. sendo precedida de inspeção de saúde. se assim for julgado necessário.Parágrafo Único . aplicando-lhe o previsto no parágrafo único e caput do art. § 1º . para compor conselho de justificação. 120º . CAPÍTULO IV DA REINTEGRAÇÃO 60 . 93 desta lei. bem como para o exercício de quaisquer funções ou cargos.A convocação de que trata este artigo terá a duração necessária ao cumprimento da atividade que a ela deu origem e dependerá da anuência do convocado. 93 deste Estatuto.

estabelecido para a contagem ou data do desligamento do serviço ativo.O tempo de permanência da convocação do militar estadual.A reintegração que decorrerá de decisão judicial. 125º . para todos os efeitos legais. 124º . mesmo que tal espaço de tempo seja parcelado. CAPÍTULO V DO TEMPO DE SERVIÇO Art.A reintegração dar-se-á no posto ou graduação anteriormente ocupada. será computado como tempo de efetivo serviço. 126º . Art. nos termos do art. sendo garantida a retroatividade dos direitos adquiridos durante o período de afastamento. entre a data da matrícula e a data limite.O militar estadual oriundo das Forças Armadas contará como tempo de efetivo serviço militar estadual. Art.anos de serviço. 121º . também. cabendo aos comandantes gerais das instituições militares 61 . 123º . é o ato pelo qual o militar estadual demitido. computado dia a dia. § 2º . será reformado. Art. Art. 120 deste Estatuto. e II . § 1º . o tempo compreendido entre a data de seu ingresso nas Forças Armadas à data de seu licenciamento do serviço ativo destas.Art. excluído ou licenciado reingressa às fileiras da instituição.O militar estadual reintegrado será submetido à inspeção de saúde e.O tempo de efetivo serviço é o espaço de tempo. com ressarcimento de prejuízos decorrentes do ato administrativo anulado. 122º .tempo de efetivo serviço. se verificada a sua incapacidade definitiva para o serviço militar.O militar estadual começa a contar tempo de efetivo serviço na Polícia Militar ou Corpo de Bombeiros Militar a partir da matrícula em órgão de formação de militares estaduais.Na apuração do tempo de serviço do militar estadual será feita à distinção entre: I .

com os seguintes acréscimos: I . contado em dobro. será considerado como exercício essencialmente militar estadual. contínuo ou não. § 4º . o cômputo da apuração deste tempo de serviço. 62 . licença para tratamento de saúde própria e licença para tratamento de saúde de pessoa da família.tempo de serviço público federal. estadual e municipal. até o período de um ano de afastamento. em boletim geral da instituição. para os efeitos do parágrafo anterior. contado em dobro.tempo relativo a férias não gozadas. III .Não serão deduzidos do tempo de efetivo serviço.Anos de serviço é a expressão que designa o tempo de efetivo serviço a que se refere o art. § 2º . § 3º . rural e urbana. nessa situação.O tempo de efetivo serviço.tempo relativo a cada licença especial não gozada.O acréscimo a que se refere o inciso II será computado somente no momento da passagem do militar estadual para a situação de inatividade e. comprovado por certidão expedida pelo INSS. além dos afastamentos previstos nos Artigos 62 e 63. e IV . § 1º . será aplicado o divisor trezentos e sessenta e cinco para a correspondente obtenção dos anos de efetivo serviço. os períodos em que o militar estadual estiver afastado do exercício de suas funções em gozo de licença especial. após apurado e totalizado em dias. II . 127º .No cômputo do tempo de serviço de que trata este artigo. Art. ressalva feita para o direito previsto nos incisos I e II do art. licença maternidade. III e IV serão computados somente no momento da passagem do militar estadual para a situação de inatividade e para esse fim.tempo de contribuição na atividade privada. para todos os efeitos legais. 13 deste Estatuto. 126 e seus §§ 1° e 2°. licença paternidade. § 3º .estaduais fazer publicar. nesta última.Os acréscimos a que se referem os incisos I.

e. 129º . quando. por sentença transitado em julgado. em diário oficial ou boletim 63 . Art. na preservação da ordem pública. Art. contínuo ou não. então. caso as condições estipuladas na sentença não o impeçam. para efeito algum. 131º .O tempo que o militar estadual passar afastado do exercício de suas funções. quando em serviço. Art.A data limite estabelecida para final de contagem dos anos de serviço. para fins de passagem para a inatividade. em conseqüência de ferimentos em acidente. c) decorrido em cumprimento de pena de suspensão de exercício do posto. em licença para tratamento de saúde de pessoa da família. b) passado em licença para tratar de interesse particular. Art. em razão do dever de ofício ou de moléstia adquirida no exercício de função militar estadual será computado como passado no exercício daquelas funções.O tempo de serviço dos militares estaduais beneficiados por anistia será contado como estabelecer o ato legal que o conceder.§ 4º . 130º . d) decorrido em cumprimento de pena privativa de liberdade por sentença transitada em julgado. 128º . o tempo que exceder ao período da pena fixada na sentença será computado para todos os efeitos. cargo ou função. será a do desligamento do serviço ativo. o tempo: a) que ultrapassar de 1 (um) ano.A data limite não poderá exceder de 45 (quarenta e cinco) dias. graduação. desde que não tenha sido concedida suspensão condicional da pena.Não é computável.O tempo de serviço passado pelo militar estadual no exercício de atividades decorrentes ou dependentes de operações de guerra será regulado em legislação específica. dos quais um máximo de 15 (quinze) dias no órgão encarregado de efetivar a transferência e publicação do ato da transferência para a reserva ou reforma. § 1º .

As dispensas do serviço são autorizações concedidas aos militares estaduais para afastamento total do serviço. louvores e referências elogiosas. b) condecorações por serviços prestados.como recompensa. Art. 134º . § 2º .da instituição.As dispensas de serviço podem ser concedidas aos militares estaduais: I . aguardando a efetivação do seu desligamento. § 1º .Com a publicação do ato administrativo que tornar público o respectivo evento.para desconto em férias. c) elogios. 135º .São recompensas militares estaduais: a) prêmio de honra ao mérito. § 2º . e III . 133º . II .As recompensas serão concedidas de acordo com as normas estabelecidas nas leis e nos regulamentos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar. CAPÍTULO VI DAS RECOMPENSAS E DAS DISPENSAS DO SERVIÇO Art. contado a partir do requerimento do militar estadual ou da primeira publicação oficial quando ato de oficio. 132º . Art. Art. o militar estadual ficará adido ao setor de pessoal de sua instituição.Na contagem dos anos de serviço não poderá ser computada qualquer sobreposição dos tempos de serviço público federal. estadual e municipal ou prestado à iniciativa privada. 64 .As recompensas constituem reconhecimento dos bons serviços prestados pelos militares estaduais.em decorrência de prescrição médica. em caráter temporário. e d) dispensa do serviço.

desde que não receba remuneração e seja universitário. sob o mesmo teto e.filhos menores de 21 (vinte e um) anos. desde que vivam sob a sua dependência econômica. que vivam sob sua exclusiva dependência econômica há pelo menos dois anos. inválidos ou interditos. para fins do artigo anterior. e V . 65 .As dispensas de serviço serão concedidas com a remuneração integral e computadas como tempo de efetivo serviço.enteados. III . desde que o militar estadual não seja casado. nas mesmas condições dos incisos II.São considerados dependentes econômicos do militar estadual. Art. devidamente homologada pelo Poder Judiciário. III e IV deste artigo. 137º . inválidos ou interditos. inválidos ou interditos. 136º . menores.Parágrafo Único .São ainda considerados dependentes do militar estadual.cônjuge. CAPÍTULO VII DOS DEPENDENTES Art. adotivos e tutelados. e III – netos órfãos. para efeitos legais: I . II .avós. mediante justificação judicial. II .mãe e pai que comprovem dependência econômica. quando expressamente declarados na organização militar estadual competente: I – companheira (o)/convivente. IV .filho estudante menor de 24 (vinte e quatro) anos.

nos termos previstos no art. a qual será mantida quando do término do curso e promoção ao posto de 2º tenente em seu quadro. 139º .A média intelectual obtida no curso de habilitação de oficiais de administração não se prestará para definir nova antiguidade dentre as praças em questão. que se dará em caráter irreversível. § 2° . sendo esta tratada em lei específica. a participação no curso de aperfeiçoamento de oficial e curso superior de polícia e. Art.Fica assegurada aos cabos e soldados pertencentes aos quadros em processo de extinção das instituições a ascensão na carreira militar. a participação nos cursos de aperfeiçoamento de sargentos e habilitação de oficiais de administração.Fica assegurado o fluxo regular da carreira militar estadual dentro dos quadros em extinção das instituições aos atuais oficiais e as praças graduadas de 3º sargento a subtenentes. quando oficial. 138º . 13 desta lei. A situação de dependência econômica prevista neste capítulo se diverge da condição de beneficiário da pensão policial militar. a ser instituído por lei específica. até que o último militar estadual pertencente a estes quadros passe para a inatividade ou atenda as condições que se possibilite a transição aos novos quadros de organização PM/BM. para os quais se aplicarão as disposições da nova carreira quando da transição para esta.Ao militar estadual que não atender as condições de ingresso dos novos quadros de organização PM/BM ficará assegurada. respeitada a antiguidade e as demais disposições legais para promoção. TÍTULO V DOS QUADROS EM EXTINÇÃO E DAS CONDIÇÕES DE TRANSIÇÃO DE QUADROS Art. às praças.Parágrafo Único. § 1° . 140º . Art. TÍTULO VI 66 .Os quadros de organização das instituições militares estaduais vigentes até a data da entrada em vigor desta lei entram em processo de extinção.

em caráter excepcional. para apresentar um quadro de organização geral dos militares estaduais. representam os interesses legítimos das classes dos militares estaduais. 4. sempre que o interesse e a preservação da ordem pública assim exigir. extraviado.Após a vigência do presente Estatuto. no máximo em número de 3 (três) das entidades representativas de classe. excluído ou demitido ex-officio são os definidos em lei castrense específica.Os direitos relativos à pensão militar estadual. 145º . § 2º . a critério do comandante geral. Art. legalmente instituídas. 141º . Art. 143º . ficarão à disposição das referidas entidades. Art.Os integrantes dos quadros de saúde e músico das instituições militares estaduais poderão. participar da elaboração de leis que dizem respeito às respectivas instituições e representar judicialmente e extrajudicialmente os associados. 142º .DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS Art. Plano de Cargos. não concorrendo a escala de serviço. a este se ajustarão todos os dispositivos legais e regulamentares que com ele tenham pertinência. os clubes e círculos que congregam membros da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar destinamse a promover intercâmbio social. 67 . ser escalados para o desempenho das atividades fins. assegurando-se ao militar estadual a observância dos direitos adquiridos com base na legislação vigente até a publicação desta lei. de 16 de dezembro de 1976 e demais alterações posteriores. em consonância com este Estatuto.Os diretores eleitos. destinada a amparar os beneficiários do militar contribuinte da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar falecido. Art.As associações. Art. assistencial. 146º .As associações dos militares estaduais.O Executivo terá o prazo de cento e vinte dias.Fica revogada a lei nº. sem prejuízo de todos os direitos. § 1º. 144º . a partir da publicação desta lei. Carreira e Salário.630. legalmente constituídas há no mínimo 5 (cinco) anos.

147º . 68 .Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação.Art.

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