FESURV – UNIVERSIDADE DE RIO VERDE FACULDADE DE FARMÁCIA

FARMÁCIA DE MANIPULAÇÃO

ELIANE PEREIRA FARIAS NIELSEN Orientador: Prof. Esp. NEIDE D´ARC GUIMARÃES MENEZES

Trabalho do Estágio Supervisionado II apresentado à Faculdade de Farmácia e Bioquímica da Fesurv -Universidade de Rio Verde, como parte das exigências para obtenção da segunda nota

RIO VERDE-GO

2011

RESUMO Esse trabalho refere-se as atividades realizadas na farmácia de manipulação, dentre eles a correção do pH de fórmulas magistrais, como é realizada a manutenção da balança, as técnicas utilizadas para encapsulação, comenta sobre os processos de homogeneização e tamisação, as matérias primas que devem ser diluídas, como é realizados os cálculos de fator de correção e equivalência. Foi desenvolvido atividades nos seguintes laborarios: sólidos, semi-solidos, controle de qualidade.

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..................10 CARACTERÍSTICAS ORGANOLÉPTICAS (LÍQUIDOS)...................................19 SUGESTÕES...............................................................................................................................................................................................................7 PREENCHIMENTO DAS CÁPSULAS:...................................................................................................................................................................................15 INCOMPATIBILIDADES DE SUBSTÂNCIAS (PRINCIPAIS):..............8 CARACTERÍSTICAS ORGANOLÉPTICAS (SÓLIDOS)..5 TÉCNICAS DE ENCAPSULAMENTO DE SÓLIDOS:.............................................................................ÁREA DE MANIPULAÇÃO DE FORMAS FARMACÊUTICAS LÍQUIDAS E SEMISÓLIDAS.............................................................................................................................11 DENSIDADE RELATIVA (LÍQUIDOS)........13 PONTO OU FAIXA DE FUSÃO.....................................................15 CONTROLE DE QUALIDADE PRODUTO ACABADO:.............................. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS DURANTE O ESTÁGIO NO LABORATORIO DE SOLIDOS .................................................................................10 SOLUBILIDADE............................................4 I....................................................................................................................................21 3 ...............20 REFERÊNCIAS.........................................................16 CONCLUSÃO..............................................14 II.........................................................................................................SUMÁRIO INTRODUÇÃO.......................................12 DENSIDADE COMPACTADA (SÓLIDOS)..............................................................................................................................

De acordo com a ANVISA. GRUPO V – Manipulação de doses unitárias e unitarização de dose de medicamentos em serviços de saúde. de forma individualizada ou personalizada com base em receita emitida por profissional autorizado. inclusive de origem vegetal. no Regulamento Técnico da RDC 67 de 08 de Outubro de 2007.Agência Nacional de Vigilância Sanitária. outro termo utilizado para designar as farmácias de manipulação. e como são realizadas algumas atividades como os métodos de encapsulação. considerando-se a complexidade do processo de manipulação e as características dos insumos utilizados. nutracêuticas.INTRODUÇÃO A Farmácia de Manipulação é o estabelecimento de saúde onde os medicamentos são preparados de acordo com a necessidade do cliente. São os seguintes grupos: GRUPO I. como realizar as escolhas dos excipientes. os medicamentos são preparados por farmacêuticos e equipes técnicas especializadas. técnicas utilizadas para encapsulação.Manipulação de Medicamentos a partir de insumos/matérias primas. fitoterápicas entre outras. Em uma farmácia magistral. O presente relatório irá relatar as atividades exercidas na farmácia de Manipulação onde serão observadas as bibliografias utilizadas para a o formulação e preparo das formulas. medicina ortomolecular.Manipulação de antibióticos. GRUPO II -Manipulação de substancias de baixo índice terapêutico. o trabalho mostra quais as principais atividades desenvolvidas nas áreas de sólidos e semi-solidos. para fins do atendimento aos critérios de Boas Práticas de Manipulação em Farmácias(BPMF). citostáticos. as farmácias são classificadas em 06(seis) grupos de atividades. hormônios e substâncias sujeitas a controle especial. realização do Controle do Qualidade. que fazem o aviamento de produtos prescritos por profissionais de saúde de diversas especialidades dentre elas: odontologia. 4 . veterinária. GRUPO III. GRUPO IVManipulação de produtos estéreis.

 Farmacopéia Brasileira Terceira Edição.I. Gennaro  Remington Farmácia 17ed volume 2 do autor Alfonso R.  Ferreira.Pharmabooks.Pharmabooks.Preparações Orais Liquidas. São Paulo. relatando as referências bibliográficas utilizadas para este item: Não há sugestões.2ed.Guia Prático de Farmácia Magistral.409p.417p.Pharmabooks.Vieira Fabiana.  Ferreira.  Remington Farmácia 17ed volume 1 do autor Alfonso R.1ed. São Paulo.3ed.2008.2007. Oliveira Anderson. Sugestões para a melhoria do setor.  Ferreira. 5 .845p.Volume 1.  Ferreira.2002.605p.Pharmabooks.Guia Prático de Farmácia Magistral.Formulário Veternário Farmacêutico.829p.2ed.2008. Gennaro  Farmacopéia Portuguesa EdiçãoIV 1997  Farmacopéia Portuguesa EdiçãoIV 1998  Farmacopéia Portuguesa EdiçãoIV 1999  Farmacopéia Portuguesa EdiçãoIV 2000  Fitoterapia Vade Mecum de Prescripcion Plantas Medicinales 3ed. Oliveira Anderson.Guia Prático de Farmácia Magistral.  Campanati.Pharmaooks.  Atualização Terapêutica do autor Anderson Oliveira Ferreira.2007. São Paulo. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS DURANTE O ESTÁGIO NO LABORATORIO DE SOLIDOS Data do início e término do estágio neste setor: 14/02/2011 a 24/06/2011 Tempo de permanência diária: 3 a 8 horas Descrição do(s) setore(s) onde o estágio foi realizado: O estágio foi realizado na farmácia de manipulação.Volume 2.3ed. Oliveira Anderson.  Farmacopéia Brasileira Quarta Edição.São Paulo.São Paulo. Bibliografias utilizadas no local do estágio:  Farmacopéia Brasileira Primeira Edição. Oliveira Anderson.

Porto Alegre. Jorge.402p. R. 195p.  Villanova.Mentz. Correção da Umidade: Deve ser feito a partir do teor de umidade indicado no certificado de análise Fórmula: FCr = 100/ 100 – Teor de Umidade Fator de Equivalência (FEq): Para calcular o Fator de Equivalência (FEq).2007. calibraçao balaça para pesagem de humanos.  Ler Hir. P.6ed.2008. V. S. e a Vigilância foi em loco verificar a pressão negativa do laboratório de hormônios. É realizado pela indústria fornecedora. Pró-pé.Fitoterapia Magistral.6ed.. P. A . C.2005. Anualmente o IMETRO faz a aferição calibraçao das balanças com casa decimais de tres e quatro digitos. A. Manutenção da balança: Antes de iniciar os trabalhos.444p. 2010. C.São Paulo. Foi solicitado a liberação para funcionamento do laboratório de hormônios. impressoras. 1ed. Sá.  Anfarmag e coloboradores.A Calibração é feita anual por empresa terceirizada e especializada. e após emite o certificado. Realização de cálculos de fatores de correção e equivalência de matérias primas: Cada matéria prima já vem da indústria com o seu fator de correção. Se durante o período do estágio ocorreu a visita da Vigilância Sanitária: Sim. Fitomedicina.3ed. esse vem especificado no laudo..Pharmabooks.. 2ed. Excipientes. Editorada UFRGS.. Carlos. L. P.2006. Pharmabooks. o prazo de 30minutos é feito aferimento diariamente pelos funcionários 3vezes ao dia. J.São Paulo.1ed. O. Touca. visita. A . liga-se as balanças e após. Noções de Farmácia Galênica.115p.1104p. onde são anotados os registros. A Limpeza e realizada com álcool 70% diariamente e após cada utilização. J.194p. Da Planta ao Medicamento. deve-se usar o Equivalente-Grama das substâncias 6 .2005.Pharmabooks. Gosmanm.Formulário Médico Farmacêutico de Fitoterapia. sendo esse individual. Luvas. Oliveira Antonio Jose. Tipo de paramentação ou vestuário e EPIs exigidos pela empresa durante a realização do estágio: Jaleco.São Paulo.670p. Guia Prático para Padronização.São Paulo. São Paulo.  Petrovck.São Paulo.. R. C. Tavares Jose. Farmacognosia.. Formulário Médico Farmacêutico. O.. Mello.  Alonso. Máscara.1ed.1997.  Maria. Fator de Correção (FCr) : Teor: Divide-se 100 pelo teor da substância ou do elemento. Também é feito o fator de correção quando a quantidade de água encontrada na matéria prima seja superior a 3%.  Batistuzzo. E. G. Schenkel. Verificado e comprovado a pressão negativa houve a liberação do laboratório para produção de hormônios.Pharmabooks.

7 Cápsula 1 = número de cápsula x 0.21 Escolha de excipientes: Deve ser realizada de acordo com a as informações contidas na monografia de cada fármaco. 7. Atualmente.Após a pesagem. 1. vendo a capacidade de cada cápsula.Com as cápsulas nas mãos fazer fricção para a retirada do excesso de pó. Homogeneização e tamização de pós: Após a pesagem de todos os componentes da fórmula que estarão em um cálice ou proveta complementar com a quantidade suficiente de excipiente para atingir o número de cápsulas a manipular. triturar os pós com o pistilo: 28 movimentos no sentido horário e 28 movimentos no sentido antihorário.Adicioná-las na embalagem. Divide-se o Equivalente-Grama do sal pelo Equivalente-Grama da base. verter o pó pesado em um tamis sobre um gral de porcelana.envolvidas.Acondicionar o pó a ser encapsulado em embalgem plástica hermeticamente fechada.Encaminhar para a encapsulação.3 Cápsula 4 = número de cápsula x 0. com a espátula espalhar o pó com cautela. em livros específicos sobre o uso de excipientes ou conforme o resultado dos estudos do perfil de dissolução.Encaixar as cápsulas no tabuleiro de acordo com o número de cápsulas descrito na ordem de manipulação. caso seja necessário usar o socador. 3. Técnicas de encapsulação.5 Cápsula 3 = número de cápsula x 0. Cápsula 00 = número de cápsula x 1 Cápsula 0 = número de cápsula x 0. TÉCNICAS DE ENCAPSULAMENTO DE SÓLIDOS: Encapsulamento consiste em colocar uma ou mais substâncias dentro de um envólucro gelatinoso para facilitar sua ingestão.Conferir a ordem de manipulação com a ficha de pesagem e embalagem plástica onde se encontra a matéria prima. descreve .lá e Método de enchimento de cápsulas: A técnica utilizada é a técnica manual. 5. 2. 6. trituração e homogeneização do pó verte-lo gradualmente sobre o tabuleiro. 4 . Qual é utilizada. Formula: FEq = Eq g do sal e FEq: Eq g da substância hidratada Realização de cálculos para escolha de cápsulas: Para a escolha da cápsula é utilizada a densidade da matéria prima. até que todas as cápsulas estejam aparentemente com o mesmo tanto de pó. e observar a cor da cápsula. ou o Equivalente-Grama da substância hidratada pelo Equivalente-Grama da substância anidra. encontradas em literaturas oficiais (Farmacopéias).Escolher o tabuleiro de acordo com o tamanho de cápsula descrito na ordem de manipulação. as cápsulas são uma das formas farmacêuticas 7 .Tampar as cápsulas. bater o tabuleiro de forma ritmada para acomodação do pó.

Na farmácia o aparelho utilizado e o encapsulador manual composto por um pedestal e de uma placa superior. estejam distribuídos uniformemente em uma mistura. e é constituída por um invólucro duro ou mole. Uma cápsula é uma das diferentes formas farmacêuticas destinadas à veiculação de fármacos. geralmente fármacos potentes. de forma e capacidade variáveis. Existem diferenças de capacidade em peso relacionado com a reologia do pó. tenuidade. O enchimento de cápsulas duras à escala laboratorial ou em farmácias. várias categorias podem ser distinguidas. sendo que existe uma placa para cada numero de cápsula. A nível industrial as quantidades requeridas são superiores. Este tipo de cápsulas podem conter uma ou mais substâncias ativas. apresentando fundo hemisférico. De acordo com a sua composição. As formulações para este tipo de invólucro englobam maioritariamente substâncias como gelatina. por via oral. na farmácia o pó simples ou composto é preparado e o preenchimento ocorre volumetricamente por arrastamento. É empregada com o objetivo de facilitar e aumentar a segurança e a precisão da pesagem de fármacos com baixa dosagem e difíceis de pesar com exatidão. pode ser feito de forma manual ou semi-automática. sendo o enchimento feito de forma automática. glicerina e água. 1) Tipos de Diluições Geométricas As diluições normalmente empregadas são de 1:10. Exemplo: uma cápsula numero 0. Tem consistência sólida. etc. a quantidade complementar de excipiente a adicionar para se obter cápsulas gelatinosas inteiramente cheias. mede-se o volume total em proveta graduada.mais utilizadas para preparação de medicamentos alopáticos. após preparar o pó. 8 . as cápsulas oferecem propriedades particulares. dependendo da faixa de dosagem da substância. CÁPSULAS DURAS O invólucro é constituído por duas partes cilíndricas abertas numa das extremidades. e depois se consulta uma tabela de preenchimentos que indica o tamanho da cápsula gelatinosa a escolher e mede-se eventualmente. Tendo em conta estes aspectos. pulverulentas ou granulosas. densidade. 1:100 ou 1:1000. A quantidade de pó (principio ativo com o sem excipiente) deve ter um volume aparente exatamente ao volume das bases das cápsulas gelatinosas a serem preenchidas. geralmente sólidas. assim como outros adjuvantes que melhoram as características tecnológicas e de conservação da preparação farmacêutica. O conteúdo é veiculado com excipientes que conferem consistência e preenchem espaços com diluentes e promovem o deslizamento do pó ou granulado nas paredes da cápsula lubrificantes. Diluição de matérias primas: Quais devem ser diluídas. perfurada de buracos com a dimensão das cápsulas gelatinosas a serem preenchidas. pode conter cerca de 300 mg de cáscara sagrada pó ou 800 mg de cloreto de sódio (Tabela 1). por que devem ser diluídas e método de diluição: A diluição geométrica é um método utilizado para assegurar que pequenas quantidades de pós. PREENCHIMENTO DAS CÁPSULAS: O preenchimento difere quando realizado na farmácia ou na indústria. método de fabricação e fins terapêuticos. que contém uma quantidade de substância ativa que normalmente se usa de uma só vez. onde em regra são produzidas pequenas quantidades.

adiciona-se uma quantidade pequena de corante e mistura-se com o restante do excipiente.9g de diluente Mesmo procedimento citado anteriormente. até homogeneização. 7 Efetuar a tamisação da mistura dos pós. fator de correção da diluição. um volume de diluente aproximadamente igual ao que ele já ocupa. Esta operação é repetida. Repetir essa operação até finalização do diluente. devidamente identificado com a especificação da diluição realizada. Como por exemplo uma diluição a 1:100. 9 Homogeneizar o pó antes de cada pesagem. 8 Embalar e armazenar a diluição em frasco adequado para armazenamento de matériasprimas. 5 Misturar o pó no gral com pistilo.11mg a 0. a) Diluição 1:10 Pesar 1g da substância + 9g de diluente De acordo com a literatura Prista. c) Diluição 1:1000 Pesar 0. protegida do calor.99 mg recomenda-se a diluição 1:100 Acima de 1 mg recomenda-se a diluição 1:10 2) Técnica de Diluição Geométrica No momento da diluição geométrica deve ser observado o seguinte: 1 Verificar as condições de limpeza dos equipamentos. de cada vez. quantidade. 2 Pesar todos os componentes da preparação.1mg recomenda-se a diluição 1:1000 De 0. Outra técnica que pode ser utilizada para princípios ativos difíceis de pesar com exatidão é adição de corantes a estes ativos. descontando deste excipiente o peso do ativo e do corante. até que todo diluente seja consumido. L. reduzindo a um pó com a mesma tenuidade. utensílios e bancadas antes do início da diluição geométrica. preferencialmente em tamiz de malha compreendida entre 50 a 100 mesh.1g de substância ativa. 9 . pesa-se 0. 6 Adicionar quantidade de diluente igual ao volume do homogeneizado resultante e proceder conforme item anterior. sempre retirando pó aderido às laterais do gral e do pistilo com auxílio de uma espátula. Nogueira – 6º edição.1g da substância + 99. data e assinatura do responsável pela diluição. 4 Adicionar o componente de menor quantidade (fármaco). na mistura de dois pós que estão em uma formulação em quantidades desiguais. adicionando à mistura. 3 Colocar o diluente em igual quantidade do componente de menor peso no gral. b) Diluição 1:100 Pesar 1g da substância + 99g de diluente Mesmo procedimento citado anteriormente. deve-se primeiro triturar o princípio ativo com igual volume do diluente.1 2 3 Até 0.

Controle de Qualidade de matérias-primas e formas farmacêuticas acabadas: Quais testes devem ser feitos na farmácia e/ou terceirizados. pesquisas de contaminação microbiológica (contagem total.Os seguintes aspectos são observados: • Aspecto físico: Deve-se observar a presença ou não de resíduos. •Solubilidade. nas matérias-primas de origem vegetal. • Ponto ou Faixa de Fusão. retira-se uma pequena quantidade (aproximadamente 0. •Cor: A observação da cor da amostra deve ser realizada em local bem iluminado. Anexo II.1 g) da MP a ser analisada. O pó pode ser amorfo ou cristalino. 10 . •Sabor: Só é realizado quando é indicado na monografia farmacopéica. •Cor: Observar transversalmente contra um fundo branco. •Densidade compactada (sólidos). •Odor: Pode ser classificado como odor característico ou inodoro. os testes para determinação dos caracteres organolépticos. Deve ser feito na farmácia: Análises mínimas que podem ser realizadas em um laboratório simples de Controle de Qualidade: • Características Organolépticas. a quantidade de amostra que restou é devolvida e procede-se com os demais testes de qualidade. CARACTERÍSTICAS ORGANOLÉPTICAS (SÓLIDOS) 1-Com o exaustor de pós em funcionamento e com o auxílio de uma espátula.A MP é espalhada uniformemente sobre um pedaço de papel branco e sem porosidade para que os seguintes aspectos sejam analisados: • Aspecto físico: É observada a aparência da amostra. •pH. CARACTERÍSTICAS ORGANOLÉPTICAS (LÍQUIDOS) 1-Transfere-se cerca de 2 mL da amostra para um tubo de ensaio limpo e seco.As observações são anotadas no “Laudo de Análise de MP”. o grau de turvação e a separação de fases. descreve que a diluição geométrica deve ser realizada obrigatoriamente nas substâncias de baixo índice terapêutico. 2.Obs: A RDC nº 67/07. • avaliação do laudo de análise do fabricante/fornecedor. baixa dosagem e alta potência. 2. •Devem ser realizados. fungos e leveduras). Degusta-se uma pequena porção da substância a ser analisada. 3. determinação de materiais estranhos. umidade e determinação de cinzas totais. •Densidade relativa (líquidos).

As observações são anotadas no “Laudo de Análise de MP”. •Sabor: Só é realizado quando é indicado na monografia farmacopéica.Se a amostra não dissolver. 3. 2. tara-se um papel de pesagem e. 11 . 13. dificultando uma perfeita identificação. com o auxílio de uma espátula. a substância é considerada muito solúvel neste solvente.9 mL do solvente para a análise. 3. a substância é considerada facilmente solúvel neste solvente. 10. 6. a substância é considerada solúvel neste solvente.Para determinação do pH através do pHmetro a temperatura deve estar por volta de 25ºC. a substância é considerada insolúvel neste solvente. pesa-se 0. Espera-se secar levemente e logo em seguida. transferir o conteúdo do tubo de ensaio para um copo de Béquer de 250 mL e acrescentar mais 90 mL do solvente a ser testado. Se ocorrer dissolução total da amostra. pH (pHmetro digital) 1. cheira-se a fita.Se ainda assim a amostra não for dissolvida. pesa-se 0. a substância é considerada ligeiramente solúvel neste solvente.A amostra pesada é transferida do papel para um tubo de ensaio previamente identificado com o nome da MP e do solvente a ser utilizado. 7.Proceder com a mesma metodologia para análises com outros solventes.Acessa-se a opção de medição do pH. Se ocorrer dissolução total da amostra.Se a amostra não dissolver. Degusta-se uma pequena porção da substância a ser analisada. acrescentar mais 0. 11. 8.1 g de amostra em um papel de pesagem tarado. comparando com o seu aroma padrão. 5. Se o solvente dissolver totalmente a amostra.•Odor: Deve ser realizado somente quando solicitado na monografia farmacopéica. 2. SOLUBILIDADE 1-Com o exaustor de pós em funcionamento e com o auxílio de uma espátula.Na capela de exaustão de gazes.Se a amostra não dissolver. a substância é considerada muito pouco solúvel neste solvente. Se ocorrer a dissolução total da amostra. a quantidade de amostra que restou é devolvida e procede-se com os demais testes de qualidade. acrescentar mais 7 mL do solvente para a análise. 9. Se o solvente dissolver totalmente a amostra. O odor das essências deve ser analisado utilizando uma fita de papel de filtro embebida com o produto. adiciona-se 10 mL do solvente para a análise. 4.A amostra pesada é transferida do papel para um tubo de ensaio previamente identificado com o nome da MP e do solvente a ser utilizado.Na capela de exaustão de gazes.01 g de amostra.Se a amostra não dissolver. a substância é considerada pouco solúvel neste solvente. Se ocorrer dissolução total da amostra.Depois de realizadas as análises com todos os solventes especificados na coluna “especificações” as observações são anotadas no “Laudo de Análise de MP” e procede-se com os demais testes de qualidade.Se o solvente não dissolver totalmente a amostra. 12. adiciona-se 0. reserva-se o tubo de ensaio onde estava sendo realizada a análise. acrescentar mais 2 mL do solvente para a análise. É importante não realizar o teste de várias essências ao mesmo tempo devido à possibilidade de mistura de odores.1 mL do solvente para a análise.

10. Procede-se com os demais testes de qualidade. 3. 11. ou no “Registro de Análise de Água”. o pHmetro é mantido em posição stand-by. pois influenciaria na massa medida. A concentração da solução para análise é determinada de acordo com as especificações consultadas.Com a temperatura ambiente ajusta preferencialmente a 20ºC. 9. 8.Retirar a tampa do picnômetro com o auxílio de um papel absorvente.Com o auxílio do papel absorvente inserir lentamente a tampa no picnômetro até que a amostra transborde pelo orifício do capilar. 7. para que não seja necessário realizar uma nova calibração antes das outras análises. Espera-se até que o valor do pH no visor do pHmetro estabilize-se e anota-se o valor no “Laudo de Análise de MP” caso seja sendo medido o pH de uma MP sólida. com o auxílio de uma pisseta e seco sem esfregar com um papel absorvente macio. ou na “Ficha de Pesagem”. 6.Colocar o picnômetro cheio no banho-maria ajustado à temperatura constante de 20ºC. limpo e seco sobre a balança para determinar sua massa (M1). 2. Caso não haja quantidade suficiente esta etapa não é executada. 5.A tampa de orifício de enchimento de eletrólito contida na parte superior do eletrodo é aberta a fim de que seja estabelecido um equilíbrio de pressão do interior do eletrodo com a atmosfera. 8.A amostra é transferida para um béquer. caso esteja sendo medido o pH de um produto acabado manipulado.Com o pHmetro na opção de leitura. caso esteja sendo medido o pH da água purificada. Obs: Toda vez que o pHmetro é ligado há necessidade de proceder com uma nova calibração.O eletrodo é retirado da solução. Obs: Manuseia-se o picnômetro com auxílio de papel absorvente para que a oleosidade das mãos não seja repassada para as paredes externas do picnômetro.3. 7.Enxugar o líquido transbordado com papel absorvente tomando cuidado para que o papel não entre em contato com o orifício da tampa. 5. lavado esguichando água purificada. vazio.Preencher o picnômetro com água recentemente purificada. DENSIDADE RELATIVA (LÍQUIDOS) 1. com o auxílio de uma pisseta e seco sem esfregar com um papel absorvente macio. com tampa. 6.Caso estejam programadas outras análises de pH no decorrer do dia.Com o pHmetro previamente calibrado o CQ retira a capa plástica de proteção do eletrodo que contém solução de KCl 3M. e a tampa do orifício são recolocadas. 12 . 12. pois pode absorver o líquido pelo orifício. semi-sólida ou líquida. deixando-o imerso por aproximadamente 3 minutos (tempo estimado para que o líquido contido no picnômetro atinja 20ºC). colocar o picnômetro com capacidade de no mínimo 5 mL.O eletrodo é lavado esguichando água purificada. até um pouco acima da metade do gargalo.Retirar o picnômetro da balança com o auxílio de um papel absorvente.O CQ consulta a monografia farmacopéica da MP em análise caso o produto a ser analisado seja uma MP sólida.Se houver quantidade suficiente de amostra. 4. 4.A capa plástica de proteção do eletrodo que contém solução de KCl 3M. o eletrodo é lavado com uma alíquota da solução amostra. para verificar a necessidade do preparo de uma solução de MP.Anotar a massa do picnômetro vazio. o bulbo do eletrodo é imerso na solução para análise.

bate-se novamente contra a superfície rígida até que o nível atingido pelo pó não sofra alteração. tomando cuidado para que a água do banho-maria não penetre no interior do picnômetro.Com auxílio de papel absorvente. colocar o picnômetro com água sobre a balança eletrônica para determinar sua massa (M2).Calcular a densidade relativa através da fórmula abaixo: Densidade relativa = (M3 – M1) / (M2 – M1) Onde: M3 = massa do picnômetro + amostra.Preencher o picnômetro com a amostra a ser testada. 20. colocar o picnômetro com a amostra sobre a balança eletrônica para determinar sua massa (M3). 4.Retirar o picnômetro do banho secando-o rápida e cuidadosamente para que a temperatura das mãos não altere a temperatura do líquido contido no picnômetro.Com auxílio de papel absorvente. 9. adiciona-se mais MP para completar o volume de 10mL. 5.Retirar o picnômetro da balança com auxílio de um papel absorvente.A MP a ter a densidade compactada determinada é colocada na proveta até a marca de 10mL. Obs: Imergir somente a base do picnômetro. 22. 11. Se necessário.Obs: Imergir somente a base do picnômetro.Anotar a massa do picnômetro com a amostra. até um pouco acima da metade do gargalo.Anotar o resultado no “Laudo de Análise de MP” e prosseguir com os demais testes de qualidade. DENSIDADE COMPACTADA (SÓLIDOS) 1. em gramas M2 = massa do picnômetro + água.Anotar a massa do picnômetro com água. tomando cuidado para que a água do banho-maria não penetre no interior do picnômetro. 3.Uma proveta de 10mL previamente seca e sanitizada é tarada 2. 13. 23. em gramas M1 = massa do picnômetro vazio 24. 15. e a massa dos 10mL do pó contido na proveta é determinada e anotada. 16.Realiza-se procedimento em triplicata.Retirar o picnômetro da balança com auxílio de um papel absorvente.Retirar a tampa do picnômetro e descartar a amostra. 17.Colocar o picnômetro cheio no banho-maria ajustado à temperatura constante de 20ºC.Retirar o picnômetro do banho secando-o rápida e cuidadosamente para que a temperatura das mãos não altere a temperatura do líquido contido no picnômetro.Bate-se a proveta moderadamente algumas vezes contra uma superfície rígida para compactar o pó. 10.Enxugar o líquido transbordado com papel absorvente tomando cuidado para que o papel não entre em contato com o orifício da tampa. 18. pois pode absorver o líquido pelo orifício. 21.Descartar a água. 14. 12. 13 .A proveta cheia com MP é colocada novamente sobre a balança a balança.Com o auxílio do papel absorvente inserir lentamente a tampa do picnômetro até que a amostra transborde pelo orifício do capilar. 19. deixando-o imerso por aproximadamente 3 minutos (tempo estimado para que o líquido contido no picnômetro atinja 20ºC).

3.Utilizando o bico de bulsen.6. que evidenciada pelo desaparecimento da fase sólida (fim da fusão). utilizando papel toalha embebido em solução de álcool etílico a 70%. 2. o CQ fecha um dos lados de um tubo capilar fundindo uma das extremidades.Com o auxílio de uma espátula. 10.Anotar o resultado no “Laudo de Análise de MP” e prosseguir com os demais testes. PONTO OU FAIXA DE FUSÃO 1.Anotar o resultado no “Laudo de Análise de MP” e prosseguir com os demais testes de qualidade.Anota-se no “Laudo de Análise de MP”. o cálculo da densidade compactada é realizado. efetua-se a limpeza externa do aparelho de Ponto de Fusão. ou caso a MP seja um excipiente produzido na farmácia. introduzse o tubo capilar no aparelho.Anotar o resultado no “Laudo de Análise de MP” e prosseguir com os demais testes de qualidade.Após a realização da análise. também é anotada no Laudo.Liga-se o aparelho de ponto de fusão e ajusta-se a taxa de aquecimento para 30ºC por minuto. 8. 6.A temperatura na qual a amostra encontra-se completamente fundida.Espera-se o início da fluidificação da amostra ou a formação de gotículas na parede do tubo capilar (início da fusão).Calcula-se a média das massas determinadas nas três compactações. Analises feitas com empresa terceirizadas e Rebladas: É feito analise da água purificada o controle microbiológico(mensal) e água potável controle fisico-quimico(semestral). 8.O capilar é batido levemente contra uma superfície dura para compactar a amostra no interior do capilar. os capilares são descartados. é devolvida à embalagem e encaminhada à Área de Pesagem juntamente com a Ficha de Produção e demais documentos onde é realizado o fracionamento. a temperatura do início da fluidificação.A partir da fórmula descrita abaixo.Quando a temperatura atingir 5ºC abaixo da temperatura mínima de fusão esperada. retira-se uma pequena quantidade de amostra que é espalhada em um papel branco e colocado no capilar de modo a formar uma coluna de aproximadamente 4 mm de altura.Se necessário. 7. 14 . a taxa de aquecimento é diminuída para cerca de 1ºC por minuto. conforme o descrito na Farmacopéia Brasileira IV. 9. Quando a temperatura atingir 10ºC abaixo da temperatura mínima de fusão esperada para a amostra. As cápsulas (produto acabado) devem passar pelo ensaio farmacopéico de uniformidade de doses unitárias.Caso a MP não tenha sofrido processo de modificação dentro da farmácia (MP original do fornecedor). 9. 11. As analises de teor e uniformidade de conteúdo é feito bimestralmente. "A uniformidade das doses unitárias de formas farmacêuticas pode ser determinada por dois métodos: variação de peso (peso médio) e uniformidade de conteúdo". 5. 7. 4. Densidade compactada = (média das massas) / 10 Obs: O denominador fixo 10 corresponde ao volume de 10mL ocupado pelo pó na proveta. 10.

ÁREA DE MANIPULAÇÃO DE FORMAS FARMACÊUTICAS LÍQUIDAS E SEMISÓLIDAS Correção do pH de fórmulas magistrais: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Favorecer a dissolução do fármaco. Para predizer e compreender as reações de 15 . As incompatibilidades químicas caracterizam-se pela transformação parcial ou total das substâncias associadas. As incompatibilidades podem se desenvolver entre as substâncias ativas. pouco solúveis. Favorecer manutenção da estabildiade química e física evitando reações de hidrólise oxid ação. ou entre uma ou outra e o material da embalagem ou impurezas. formando compostos secundários. ácido lático Auxiliar na dissolução do fármaco Solulbilidade do sulfatiazol na água em função do pH da solução Favorecer a compatibilidade fisiológica prevenindo irritação. ¨ Incompatibilidades químicas. As incompatibilidades químicas podem levar a: Formação de compostos muito pouco solúveis. entre as substâncias coadjuvantes (excipientes) da formulação. impedir a dosificação exata do medicamento e influir no aspecto da formulação. com propriedades antagônicas entre si. INCOMPATIBILIDADES DE SUBSTÂNCIAS (PRINCIPAIS): As incompatibilidades compreendem os efeitos recíprocos entre dois ou mais componentes de uma preparação farmacêutica. ácido citrico. Favorecer a compatibilidade fisiológica prevenindo surgimento de fenômenos irritativos no paciente. podem ser classificadas em: ¨ Incompatibilidades físicas. tornando inaceitável até mesmo do ponto de vista estético. Uso de alcalinizantes: Tornam o meio alcalino pH>7.as precipitações condicionadas pelo pH se originam principalmente pela adição de sais de reação ácida ou básica a soluções medicamentosas. Segundo a sua origem e manifestação. que frustram ou colocam em dúvida a finalidade para qual foi concebido o medicamento.II. trietanolamina Uso de acidificantes: Tornam o meio ácido pH < 7. Precipitação de ácidos e bases fracas. Garantir o efeito terapêutico desejado.farmacológicas. Exemplos: borato de sódio. As incompatibilidades podem prejudicar a atividade. carbonato de sódio. Exemplos: ácido acético. entre as bases ativas e as coadjuvantes. conseqüentemente novas propriedades farmacodinâmicas. precipitação e mudança de coloração. devido à alteração do valor do pH . ¨ Incompatibilidades terapêuticas . com novas propriedades químicas e.

é requerido o conhecimento das condições de pH compatíveis com os componentes da formulação. CONTROLE DE QUALIDADE PRODUTO ACABADO: No controle de qualidade dos produtos acabados são realizados os teste: Semi-sólidas: Descrição.reação iônica entre os componentes de uma formulação que provoca a formação de um sal insolúvel ou semi-solúvel. pode produzir-se precipitação pela adição de sais que contenham um íon comum da formulação. ou um agente antiespumante como o silicone pode ser adicionado à preparação. límpidos. Líquidos: Descrição. aspecto. • O medidor de pH previne o aparecimento de incompatibilidades e colabora para a estabilidade da formulação. peso ou volume antes do envase. • Um "spray" de álcool (etanol para soluções internas) ajuda a "quebrar" a espuma. o que diminui a solubilidade do sal. misturadores elétricos economizam tempo e ajudam a preparar produtos uniformes. • Agitar gentilmente e não chacoalhar o produto para evitar a formação de espuma. • Sempre esteja atento ao pH e concentração alcoólica dos produtos preparados.em preparações que se apresentam como solução saturada ou quase-saturada. peso. Preparo de bases galênicas: a farmácia onde realizei o estagio não faz preparo de bases galênicas. 16 . Já as adquiri prontas com certificado de controle de qualidade microbiológico. caracteres organolépticos. aspecto. Precipitação devido à adição do mesmo íon já presente na formulação . pH (quando aplicável). • Agitar constantemente quando misturar dois líquidos minimiza incompatibilidades devido aos efeitos da concentração. • Quando incorporar um material insolúvel. pH. levigar o pó com uma pequena porção do veiculo ou um liquido miscível com o veiculo. junto a fornecedores. Técnicas de Solubilização: SOLUÇÕES: • Agitadores magnéticos. • Adicione líquidos de alta viscosidade a líquidos de baixa viscosidade com agitação constante.incompatibilidades. caracteres organolépticos. Precipitação devido à formação de sais muito pouco solúveis . • A filtração de um líquido pode ajudar na obtenção de produtos claros. • Dissolver sais em uma quantidade mínima de água antes de adicioná-Io a um veículo viscoso.

compatibilidade e. • Geralmente. misturas de água. • A dispersão dos polímeros pode ser facilitada. • A velocidade de dissolução pode ser aumentada colocando-se o béquer em um banho-maria. antes de adicioná-Ios a um veículo aquoso. • A solubilidade de um fármaco não iônico pode ser aumentada ou diminuída pela adição de um eletrólito. as primeiras porções do filtrado são devolvidas ao filtro até obtenção de um filtrado límpido (repassar o filtrado). álcool. viscosidade. mais rápida será a sua velocidade de dissolução. quanto mais solúvel for o fármaco. • Um aumento na temperatura geralmente permite um aumento na solubilidade e na velocidade de dissolução de um fárrnaco.• Quando filtrar esteja atento sobre o que está sendo retido no filtro. estar relacionada ao pH Por exemplo: Parabenos são geralmente utilizados na faixa de 4 a 8. • Se os pós são lipófilos. • Quando trabalhar com hidrocolóides. ClorobutanoI requer pH menor que 5 e. em água. SUSPENSÕES •Reduzir pós a partículas muito finas antes de suspendê-Ias. • Talco pode ser usado para remover óleos essenciais em excesso. • Quando preparar elixires. com agitação. •Agitação aumenta a velocidade de dissolução do fármaco. cor. Isso é obtido pela adição de 12g de talco por 100mL de solução e filtra-se. devido à insolubilidade em água. • A efetividade de um conservante pode. • Muitos polímeros são facilmente dispersos quando agitados com um solvente hidrofílico. um tensoativo deve ser usado para ajudar na molhabilidade desses pós antes de adicionar um veiculo aquoso. •Partículas pequenas dissolvem-se mais rápido que particulas grandes. glicerina e propilenoglicol podem ajudar na clarificação de soluções que são pouco límpidas. se indicado. a velocidade de dissolução do fármaco é diminuída. agentes suspensores e emulsificantes. conservantes. quando são polvilhados sobre água em agitação 17 . como glicerina. • Quando trabalhar com um liquido viscoso. aroma e sabor. dissolver os constituintes solúveis em álcool no álcool e os constituintes solúveis na água. • Sistemas co-solventes. Durante a filtração. deixar que hidratem lentamente antes de qualquer incorporação. Algumas exceções são o Hidróxido de Cálcio e Metilcelulose. Adicione a solução aquosa à solução alcoólica. o Benzoato de Sódio é mais efetivo em pH ao redor de 4. • Considerações ou estudos sobre o veículo devem incluir pH. • Molhar os pós com um líquido hidrofílico antes de adicioná-Ios ao veiculo quando preparar uma suspensão aquosa.

para compensar a perda. Passo 8: Embalar e rotular. goma xantana. Passo 2: Tamisar os sólidos insolúveis a serem dispersos. Portanto. flavorizantes. é comum haver uma perda significativa da formulação aderida no recipiente de preparo. • Suspensões devem ser dispensadas em frascos de boca larga. xarope simples. misturando bem. para serem retiradas facilmente. conservantes. sorbitol 70%. Passo 6: Adicionar os adjuvantes (ex. etc) previamente solubilizados na fase líquida ou outro sistema co-solvente. Passo 3: Levigar os sólidos com o agente molhante para formar uma pasta. etc). PROCEDIMENTO DE PREPARO DE SUSPENSÃO: Passo 1: Dispersar o agente suspensor adequado (ex. utilizando um gral com pistilo. corantes. etc) no veículo adequado (ex. triturando no gral com o pistilo. aconselha-se o preparo de uma quantidade excedente de 10%. água. CMC-Na. Passo 4: Adicionar 1 em 3. 18 .rápida. edulcorantes. pouco a pouco. Passo 5: Transferir para um cálice. Nota: Como a suspensão é uma preparação viscosa. metilcelulose. Passo 7: Completar para o volume final com a fase líquida e misture.

19 . incompatibilidades farmacotécnicas preparo de cremes.Além de estarmos podendo colocar em prática o que aprendermos em sala de aula. correção ph. tamização no laboratório de sólidos e técnicas de solubilização. escolha de excipientes. emulsões.CONCLUSÃO A realização do estágio na farmácia de manipulação é importante para abrangermos o conhecimento sobre técnicas de encapsulação. materiais de embalagens. manutenção de equipamentos. conhecimentos sobre como fazer o Controle de Qualidade das matérias primas. homogenização. soluções no laboratório de semi-solidos. E a farmácia de manipulação é o local onde o farmacêutico pode exercer plenamente suas funções como farmacêutico Galeno.

20 .SUGESTÕES Temos que estar atentos e prestar muita atenção sobre tudo o que realizamos na farmácia de manipulação. Pois o aprendizado é muito importante para a vida profissional principalmente para os acadêmicos que querem seguir o ramo de manipulação. mas falta a qualificação especifica para a parte administrativa e gerencial de uma Farmácia e Drogaria. pois aprendemos e executamos muitos serviços importantes. o que eu acho que conseguimos no curso de farmácia. O mercado de trabalho requer uma alto nível de competência técnica. é essencial levar um caderno de anotações durante o estágio. E a prática é essencial.

2008.  Ferreira.2002.829p.409p.REFERÊNCIAS  Ferreira.  Ferreira.Guia Prático de Farmácia Magistral. Oliveira Anderson. São Paulo. 21 . São Paulo.845p.Pharmabooks.Volume 1. Oliveira Anderson.Pharmabooks. Oliveira Anderson.Volume 2.Guia Prático de Farmácia Magistral.2008. São Paulo.3ed.2ed.3ed.Guia Prático de Farmácia Magistral.Pharmabooks.

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