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Analise_e_proposta_de_um_modelo_de_planejamento_e_controle_da_producao_para_as_industrias_de_beneficiamento_de_arroz_da_Regiao_sul_do_RS

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XXV Encontro Nac. de Eng.

de Produção – Porto Alegre, RS, Brasil, 29 out a 01 de nov de 2005

Análise e proposta de um modelo de planejamento e controle da produção para as indústrias de beneficiamento de arroz da Região sul do RS
Marcel Amaral Daoud (FURG) marcel_daoud@yahoo.com.br Prof. Dr. Antônio Carlos Gastaud Maçada (UFRGS) acgmacada@ea.ufrgs.br

Resumo A indústria de beneficiamento de arroz tem sido muito estimulada para tornar seus processos mais eficientes. Este trabalho apresenta um estudo de caso realizado em duas empresas de beneficiamento de arroz da região sul do Estado do Rio Grande do Sul, com o objetivo de propor um modelo de Planejamento e Controle da Produção para a mesma. O PCP é um instrumento de gestão que causa impactos positivos em vários fatores essenciais para a sobrevivência de uma organização, tendo como exemplos um aumento na eficiência e produtividade da empresa, trazendo maior competitividade frente ao mercado e seus concorrentes. O modelo proposto foi validado pelos executivos das empresas do setor, que consideraram importante já que o setor não possuía algum. Palavras chave: PCP; Modelo; Eficiência. 1. Introdução O ambiente social, político e econômico em que está inserida grande parte das atividades econômicas, entre elas as agroindústrias, vêm passando por significativas mudanças nas últimas épocas. Esta demanda por maior agilidade e eficiência dos processos produtivos advém da maior competitividade imposta pelas transformações que têm afetado a ordem econômica mundial. O Brasil se enquadra também nesta tendência e tem experimentado profundas mudanças no seu setor produtivo no que tange a modernização de seus processos de produção, melhoria da qualidade de seus produtos e racionalização administrativa. A cadeia de arroz no Brasil tem apresentado, recentemente, mudanças importantes. As preferências dos consumidores evoluem, os pólos de produção se deslocam, as inovações técnicas e os investimentos produtivos fazem com que os diferentes sistemas agrícolas, se encontrem em novas condições de competitividade (MENDEZ,2004). O arroz é um cereal de alto valor para a economia gaúcha e brasileira. Autores como Ludwig (2004) discorrem sobre a importância das atividades relacionadas a orizicultura, que ocupam lugar de destaque na matriz produtiva do agronegócio brasileiro, destacando-a como uma atividade de importância no âmbito econômico e social, sendo uma das mais tecnificadas do setor agrícola brasileiro, contando com pesquisas desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), por algumas universidades e por instituições estaduais que além da pesquisa, se encarregam das atividades de assistência técnica. A média de produção de arroz no Brasil, nos últimos dez anos, foi de aproximadamente 10 milhões de toneladas, ocupando a décima colocação como produtor mundial de arroz em casca. Sendo que o Rio Grande do Sul é o maior produtor brasileiro, responsável por mais de 45% do arroz em casca colhido no país. Conforme Gaither e Frazier (2001), uma melhor administração das operações pode agregar valor à empresa ao melhorar sua competitividade e lucratividade em longo prazo. O autor
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Hoje. produção). 1996). estabelecendo novas bases para a competição (CORRÊA e GIANESI. na seção 3. marketing. apresenta-se a metodologia utilizada na pesquisa. De cerveja a automóveis. até pouco tempo atrás. baseada nos pedidos recebidos dos clientes. Autores como Pontual (2004). Para Contador (1998). Para isto todos os departamentos (financeiro. O trabalho estrutura-se da seguinte forma: na seção 2. com a gradual derrubada das barreiras alfandegárias. Através do exposto acima. está baseado uma visão sistêmica. Fundamentação Teórica Planejamento e Controle da Produção Um dos fatores de sucesso para a empresa ser competitiva é ter um planejamento e controle da produção eficaz e eficiente. RS. ENEGEP 2005 ABEPRO 56 . os produtos importados já competem com os nacionais pelo mercado interno. A situação pode ser de alta demanda e de baixa capacidade (sub-capacidade) ou de baixa demanda e de alta capacidade. de Eng. a literatura é revisada. Segundo Sprakel e Severino Filho (1999). O processo de planejar para Corrêa (1999). No país. nas previsões de vendas ou ambos. as empresas industriais não tinham muito com que se preocupar em termos de competição internacional pelo mercado interno. sistema de programação e controle da produção é um sistema complexo constituído por um conjunto de funções inter-relacionadas que objetiva comandar o processo produtivo e os serviços correlatos e coordená-los entre si e com os demais setores da empresa. o Planejamento e Controle da Produção (PCP) é o elemento chave e central para o projeto e desenvolvimento de um sistema de produção. como também a satisfação dos clientes. Tanto a demanda como a capacidade de produção são dimensões extremamente voláteis.XXV Encontro Nac. Esta disparidade entre a demanda e o fornecimento pode ocorrer em ambos os lados. A organização integrada de maneira bem-sucedida enfrentará a competição global com produtos de qualidade. de Produção – Porto Alegre. 29 out a 01 de nov de 2005 considera as operações como a peça de integração crítica que permite o funcionamento conjunto de todas as áreas funcionais de uma organização. verifica-se que é de extrema importância para a economia do RS o desenvolvimento e a manutenção deste setor. As fases do Planejamento e Controle da Produção são descritas por Graça (2003): − Determinar os tipos e as quantidades dos produtos que serão fabricados. Ambas situações. o que vem de encontro com o objetivo deste estudo que é o de identificar e analisar os modelos de sistemas de (PCP) das indústrias de beneficiamento de arroz da região sul do estado do RS. são feitas as considerações finais do artigo. Brasil. 2. notável serviço ao cliente e controle de custos eficiente. comentam que o principal desafio de um sistema de planejamento e controle da produção é o balanceamento entre a oferta e a procura. na seção 5 tem-se os resultado do estudo de caso. e dos fornecedores. este panorama mudou. ou seja. de forma que combiná-las é um desafio permanente da gerência de produção. na maioria dos casos. visando a elaboração de um modelo único para o setor que possa satisfazer as necessidades tanto empresariais (ex:produtividade). 2000). tem-se o diagnóstico das indústrias estudadas. entender os fatos ocorridos no passado e presente e suas respectivas influências para a tomada de decisão para obter no futuro os resultados planejados. representam cenários indesejáveis para a empresa. na seção 4. deveriam estar integrados possibilitando desta forma a implementação dos programas de PCP no chão de fábrica (SANTOS. e na seção 6.

é preciso destacar que os saltos de desempenho nem sempre acontecem em função da implantação destes sistemas. Sistemas de Produção e o PCP O tipo de processo produtivo define a complexidade do planejamento e controle das atividades. de produção em massa e processos contínuos. quando terminará. mas de toda a empresa. aumentar a eficiência. racionalizar e agilizar o processo de planejamento e controle da produção das empresas estudadas. a liberação. − Determinar quando será iniciada a produção. Os sistemas de produção são classificados de diversas maneiras com o intuito de facilitar a compreensão de suas características e a relação entre as atividades produtivas. RS. Metodologia A pesquisa constitui-se em um estudo de caso em duas empresas do setor de beneficiamento de arroz da região sul do estado do Rio Grande do Sul. os sistemas integrados de gestão podem impactar positivamente o desempenho da gestão de pequenas e médias indústrias. Para qualquer organização que deseja ser bem sucedida em longo prazo. 3. 1997). antes do momento em que esta deverá ser iniciada. A motivação que levou ao desenvolvimento deste trabalho foi à possibilidade de. ao fornecer informações para comandar e controlar o sistema produtivo e proporcionar o feedback torna possível uma criteriosa análise. o lead time de produção. ou seja. como a função produção contribui para se atingir essa idéia de vantagem baseada em produção? È através da análise e determinação de objetivos de desempenho que a produção estará possibilitando à empresa. ou seja. Por esse motivo. precisamente.XXV Encontro Nac. A estratégia competitiva global da empresa está intimamente ligada com a estratégia manufatureira. ao comparar o planejado com o efetivamente realizado. de Eng. Em geral. não somente do processo produtivo. a contribuição de sua função produção é vital. o roteiro. de Produção – Porto Alegre. aonde os processos produtivos de manufatura são classificados em: por projetos. O fato de o produto ser um bem ou um serviço também tem seu reflexo na complexidade do sistema de planejamento e controle da produção (TUBINO. A classificação a ser utilizada será a descrita por Slack (1997). contudo. essas funções são imprescindíveis para qualquer empresa que pretenda sobreviver no ambiente competitivo atual. − Mobilizar os recursos para a produção. o planejamento e controle da produção. Segundo Hecksher e Duarte (2003). já trazem ganhos de produtividade e confiabilidade de entrega. de acordo com os prazos determinados. Mas. simultaneamente. Tendo estes fatores citados acima. por lotes. a eficiência de um PCP pode ser de grande valor para as empresas do setor arrozeiro da região sul do estado. sozinhas. É preciso um diagnóstico cuidadoso que indique as prioridades de mudança. − Acompanhar o desenrolar da produção. as atividades de planejamento e controle da produção são simplificadas a medida que se reduz a variedade de produtos concorrentes por uma mesma gama de recursos. condições de atingir seus objetivos maiores. De uma forma geral. quanto tempo levará. ou seja. 29 out a 01 de nov de 2005 − Realizar as listas das operações que compõem o processo produtivo do produto. controlando-a. as quais ocupam posição de destaque ENEGEP 2005 ABEPRO 57 . Brasil. Segundo Strumiello (1999). e por diferença. o sucesso da implantação depende de uma (re) organização das atividades de PCP e da introdução de uma disciplina de programação e controle que.

Brasil. de Eng. baseada no histórico de vendas. economia. Terceiriza para atender grandes pedidos. Extremo Sul. atenção tanto p/ as pequenos produtores grandes como p/ os pequenos produtores Realiza. Tempos e operações não são registrados.000 fardos Produzir para estoque e lotes Embalagem Março/Abril – época de safra. Ocorre p/ atender grandes demandas ou qdo ocorre problemas na produção 2horas – arroz branco 32 a 72 horas -Parboilizado Camil. pedidos de marcas próprias Programação semanal. 29 out a 01 de nov de 2005 no mercado.costumes Não realiza. Quantidade e qualidade Planejamento da Produção • Projeto do Produto • • Projeto do Processo Definição de quantidades a produzir Programação e Controle • Definição da necessidade de produtos finais • • • Sequenciamento Liberação Controles Tabela 1. RS.000 fardos Produzir para estoque Não há gargalos significativos Março/Abril – época de safra.Resumo Geral do PCP das indústrias analisadas ENEGEP 2005 ABEPRO 58 . 4. não há datas intermediárias. b) Entrevistas semi-estruturadas com funcionários do Departamento de Produção das empresas. Identifica tendência de mercado Não realiza. Produz conforme a disponibilidade de MP. quantidade Realiza. Programação mensal com lotes de tamanho variável Necessidade imediata. não há datas intermediárias De acordo com a necessidade. sendo realizadas as adaptações necessárias para a adequação da mesma para o setor de beneficiamento de arroz da região sul do estado do RS. mas não há fichas de produtos. carteira de pedidos. 6 horas – arroz branco EMPRESA 2 56 funcionários • • • Terceirização Lead time concorrência 120. estoques existentes Define através da projeção de vendas. estoques existentes. c) Observação das operações e dos processos produtivos de cada uma delas. pico de expedição Muito raro. Projeção de vendas. pico de produção. mas não há registros. pico de produção. De acordo com a necessidade. de Produção – Porto Alegre. Nov/Dez/Jan – entre-safra. Para a obtenção das informações necessárias para a investigação foram realizadas: a) Pesquisas em dados secundários como jornais. A elaboração do instrumento de coleta dos dados e informações essenciais para a análise dos modelos de PCP existentes e para a proposta de um novo modelo para o setor teve como base a estrutura proposta por Erdmann (1998) e Strumiello (1999). Necessidade imediata. Diagnóstico das Empresas EMPRESA 1 • Aspectos Gerais o N de funcionários na produção • Capaciade/Mês • Caracterização da produção • Gargalo • Sazonalidade 40 funcionários 72. Nov/Dez/Jan – entre-safra. Baseia-se nas tendências de mercado. pico de expedição Ocorre em períodos isolados. documentos das empresas e WebSites. Qualidade.XXV Encontro Nac. Preocupa. Prato Feito. Tempos e operações não são registrados.

como será produzido e quanto será produzido. Todo o planejamento da produção é desencadeado a partir da definição do que fazer. o arroz. as indústrias não apresentam disfunções ao não descrever este processo. RS. Separação de Quebrados: Os grãos com defeito podem retornar a fase inicial com a possibilidade de aproveitamento. Nesta fase são determinados os rumos da produção a longo prazo. Considera-se a previsão de vendas e a carteira de pedidos para que. constante e previsível. estático. é verificada a capacidade produtiva do sistema de produção. Eletronização: Os grãos inteiros passam por um processo de seleção mais detalhado aonde a separação entre inteiros(bons e ruins) e quebrados(Inteiros. passando a conter a coloração branca. Nesta fase os que foram excluídos voltam para a etapa de descasque. baseia-se em duas dimensões: a demanda e a capacidade produtiva do sistema. 29 out a 01 de nov de 2005 1-PENEIRA 2-RETIRADA DE PEDRA 3-DESCASQUE 4-SEPARADOR 5-BRUNIDOR QUEBRADOS 6-POLIMENTO 7-SEPARAÇÃO 9-GRÃOS INTEIROS INTEIROS 8-ELETRONIZAÇÃO 13-Inteiros Ruins 14-Quebrados Inteiros 10-GRÃOS QUEBRADOS 15-Quebrados Ruins 16-Quebrados Graúdos 12-Inteiros Bons Figura 1. 5. Brasil. requerendo a realização do projeto do produto. conforme observado no estudo.XXV Encontro Nac. com base nelas. de Eng. de Produção – Porto Alegre. Retirada de Pedras: Pedras e outros resíduos são excluídos. Polimento: Etapa no qual o produto é retocado. seja definida a quantidade a fabricar. Resultados Planejamento da Produção Conforme Strumiello (1999). Brunidor: Processo pelo qual o arroz é transformado retirando-se o farelo.ruins e graúdos). Projeto do Produto O projeto do produto não se faz necessário para o sucesso de um PCP em uma indústria de beneficiamento de arroz por dois motivos. Descasque: Através de um sistema de roldanas a casca é retirada. o planejamento da produção deve ser realizado com o intuito de estabelecer uma organização para direcionar as atividades de produção da empresa. Projeto do Processo Conforme verificado no projeto do produto. Ao ENEGEP 2005 ABEPRO 59 . 12345678Peneira: Processo de limpeza do arroz com casca. Juntamente à previsão. Definição das quantidades a produzir A definição das quantidades a produzir pelas empresas analisadas. Por se tratar de um processo fixo. e o processo produtivo.Processo de Beneficiamento de Arroz da Empresa 1. Define-se o que será produzido com suas configurações. as características do produto final. o “como fazer” é conhecido. descrever todas as etapas pelas quais o produto passará no processo produtivo também não é de suma importância para a eficiência do planejamento da produção. de estrutura simples. com seus tempos previsíveis e de fácil mensuração. Separador: Um sistema eletrônico verifica a existência de manchas e exclui aqueles que as contém. e.

a decisão de compra de arroz com grande número de quebrados. entre outras coisas. sendo definidos o produto a ser fabricado. ou até optar pela terceirização de parte do processo. Definição da necessidade de produtos finais A definição dos produtos a fabricar está vinculada a fase de determinação das quantidades a produzir. e conforme o recurso que entra na linha de produção para ser transformado. Muitas vezes a definição do produto a ser fabricado vem acompanhada da informação de quando ele deve estar disponível. pessoas é estática. deve-se decidir pela ampliação ou não do sistema produtivo. O planejamento da produção. verificam-se os registros de estoque. as quantidades possíveis a serem produzidas já são conhecidas. A outra dimensão considerada na definição de quantidades. e da qualidade e tipo de matéria-prima em questão. a programação ocorre em lotes de tamanho variável. Basicamente o ENEGEP 2005 ABEPRO 60 . Em períodos de safra. Pode-se ter como exemplo. A programação da produção varia conforme o comportamento de cada produto. No entanto.XXV Encontro Nac. o roteiro. que acarreta em um grande volume de produção de arroz parabolizado. 29 out a 01 de nov de 2005 comparar essas duas informações pode ser constatado. Programação da Produção Depois de realizado o planejamento de produção. deve-se transferir essas questões para o dia-dia. devese definir o quanto fabricar de cada produto. Todas as fábricas foram projetadas com uma capacidade produtiva definida. devido à instabilidade no mercado. devido a fatores como preço baixo e grande volume de oferta. e á medida em que se aproxima a data de efetivação desta. serem definidas as quantidades a comprar. a oferta é grande. e é esta qualidade que determina quais produtos poderão ser produzidos pela linha. algumas vezes. Naquela fase determinou-se o quanto produzir em longo prazo e de forma agregada. decisão esta. a incapacidade do sistema produtivo em suprir a demanda. Neste momento. é a capacidade produtiva. através de reuniões realizadas constantemente e baseadas em um planejamento prévio. A análise econômica e mercadológica do setor influencia na compra e na qualidade da matéria-prima. ao mesmo tempo em que muitos produtores “seguram” o produto na busca por melhores preços na entre safra. devido à necessidade de que o processo produtivo seja empurrado. Por possuir uma cadeia de suprimentos relativamente simples. é necessário o constante contato com o cliente. É necessário considerar a política de estoques da empresa que. Cálculo das necessidades de materiais Nessa ocasião. o cálculo das necessidades de materiais não possui caráter decisivo em um PCP para indústrias de arroz. de Eng. para somente então. no planejamento da produção pelo depto de vendas das empresas. RS. Por esse motivo. Nesta etapa. A projeção da demanda é realizada com base na previsão de vendas. reserva uma quantidade para segurança. leva-se em conta também a data de entrega do produto. A capacidade em relação a máquinas. fruto da incerteza e da sazonalidade do produto e da matéria-prima. como o caso de uma marca de arroz da empresa 2. Brasil. em relação a máquinas e pessoas. de Produção – Porto Alegre. diminuindo assim a instabilidade no processo produtivo. para que a empresa tenha a informação do que o cliente quer e quando. e as quantidades necessárias para suprir a demanda. Já no caso de pedidos específicos. ela sofre influencia direta do mix de produtos fabricados. Pode ser constante para produtos fabricados em massa. que deve ser realizada conforme a necessidade imediata de produtos finais. Nesse momento. só variam conforme a qualidade do arroz inserido no processo produtivo. neste tipo de indústria é fortemente influenciado pela qualidade de matéria-prima e pela oferta da mesma. através de uma linha de produção contínua e em linha.

Aprazamento e Sequenciamento As práticas de aprazamento e sequenciamento são determinadas pelas características do produto e da linha de produção. constância e rigidez da linha de produção..XXV Encontro Nac. 6. O controle da qualidade é de extrema importância para a eficiência do PCP. Ao mesmo tempo em que o ordenamento no qual serão realizadas as ordens de produção procura basear-se nas necessidades imediatas de produtos finais e nos pedidos oriundos do depto de vendas que serviram de base para a programação da produção. ocorrendo.No caso específico deste tipo de indústrias. em razão de fatores já abordados anteriormente. aonde existem sensores encarregados de conferir o peso e o número do lote e a contagem da quantidade de produtos finais. Percebe-se que o tipo de produto e processo pode ser o fator que contribua para a não aplicação e utilização de técnicas de gestão da produção comuns no setor de manufatura. Emissão e liberação das ordens de fabricação As ordens de fabricação devem desencadear a tomada de providências para permitir a execução da produção. Controles Com a produção toda programada e em andamento.. O controle dos tempos das operações não se faz necessário. As datas e os tempos de duração das operações são facilmente mensuráveis e não requerem maiores controles. e devem conter informações essenciais como “o que”. Sugestões e considerações finais A estrutura proposta por Erdmann (1998) e Strumiello (1999) e adaptada para análise das empresas do setor arrozeiro do sul do estado do RS foi de suma importância para a realização deste estudo. etc. RS. incluindo a obtenção dos recursos necessários como matéria-prima. e eventuais disfunções podem acarretar em processos e arranhões na imagem da organização. a utilização de balanças automatizadas no setor de embalagens da empresa 2. de Produção – Porto Alegre. 29 out a 01 de nov de 2005 único recurso necessário para a composição do produto final é a embalagem. de fato. Dentre estas sugestões pode-se citar: ENEGEP 2005 ABEPRO 61 . Brasil. componentes. Programação e Controle ainda é baseado em tabelas elaboradas em planilha eletrônica. Como exemplo. a qual é facilmente mensurada conforme a quantidade de arroz que será produzida. “quanto” e “quando” fazer. Analisando os resultados obtidos com este estudo de caso. As pesquisas revelaram que os controles praticados pelas empresas são: de quantidade e qualidade. várias ocorrências podem causar alguns distúrbios na produção. há um grande número de exigências por parte governo e da sociedade. O controle das quantidades efetua a conferência do número de unidades produzidas e o compara com a quantidade planejada. de Eng. por se tratar de um produto alimentício. Algumas sugestões podem ser dadas referentes a aspectos observados durante o estudo. é possível identificar que as empresas analisadas não utilizam ainda técnicas de gestão da produção e operações e que o Planejamento. é ocasião de ocorrer à fiscalização para verificar se o planejado está. prejudicando o seu andamento. Apesar do planejamento. elas são emitidas conforme a necessidade. com o objetivo de trazer benefícios aos processos e operações realizadas por estas empresas. como a previsibilidade do processo.

sinalizadoras. GUNN. Florianópolis. & FRAZIER. ENEGEP XXIV. (1999) . visando um fluxo contínuo e compatível a capacidade do setor de embalagem. SANTOS. uso e implantação. podendo esta. L. SPRAKEL. (2003) . aonde se encontra a variedade do produto. Atlas. Indicando o início e fim das atividades. GAITHER. ERDMANN. (2001) – Administração da Produção e Operações. mantendo um ciclo produtivo sincronizado.A diversificação de produtos e o PCP em PMEs: estudo de caso em uma indústria de embalagens. T. Edgar Blucher. (1998) .G. F. (2000) . I. S. ENEGEP XXI. (1996) – Just in Time. SLACK. O produto é uniforme e difere-se neste processo. N. RS. evitando matéria-prima em excesso antes da linha de embalagem. & GIANESI. UFOP. A utilização do cartão Kanban funcionaria como um setup e sinalizador do início e tipo destas operações. (1999) – A Evolução dos Sistemas de PCP sob a ótica da Engenharia de Produção. E. Insular.pdf. o que demanda tempo na execução de trocas e modificações das embalagens. ENEGEP XIX. Referências CONTADOR. ser aplicada no processo inicial. (2004) . ao mesmo tempo em que pode informar ao departamento de compras a não necessidade de aquisição da mesma. Ouro Preto.XXV Encontro Nac. (1998) – Gestão de Operações.As indústrias do século 21. São Paulo. Encontro Nacional de Engenharia de Produção. bem como a declaração dos volumes a serem produzidos. São Paulo. STRUMIELLO. Dissertação de Mestrado em Agronegócios.Organização de Sistemas de Produção. MRPII e OPT:um enfoque estratégico. (2004) – Uma Análise Crítica sobre as principais abordagens de PCP. programação e controle de produção: MRP II/ERP: conceitos. na relação matéria-prima/produção. Ed. Makron Books. & SEVERINO FILHO. GRAÇA. que irão auxiliar no controle do processo produtivo. Minas Gerais. C.cirad. São Paulo.P. N. de Eng. LUDWIG. São Paulo. Disponível online: www. G. R.PCP de Cervejaria: o caso da Brahma –Lages/SC. c) Outra localização na linha de produção em que o JIT pode ser adotado refere-se ao setor de embalagens. b) Adoção da técnica de gestão Just in Time. ENEGEP XXIII. Atlas. J.A Agroindústria Processadora de arroz: Um estudo das principais características organizacionais e estratégicas das empresas líderes gaúchas. São Paulo. & FREDERICO. Porto Alegre. d) Ambas as empresas apresentaram restrições no processo de embalagens. Como sugestão para solucionar este problema é a redução da capacidade de produção. D. São Paulo. Ouro Preto. Monografia de Conclusão de Curso de Engenharia de Produção.Planejamento. M. (1993) . Outra possibilidade seria a utilização de lâmpadas ANDON. P. (2004) – Dinâmica da Produção de Arroz em fronteiras agrícolas recentes do Centro-Oeste Brasileiro. (1999) . São Paulo. (1997) – Administração da Produção. MENDEZ. de Produção – Porto Alegre. L. ENEGEP XXI. PONTUAL. devido à existência de diversas marcas próprias. Pioneira thomson Learning. HECKSHER. com o auxílio de cartões Kanban que determinam o momento no qual a matéria-prima se faz necessária para dar início à produção. 29 out a 01 de nov de 2005 a) Utilização do Gráfico de Gantt no auxílio da programação dos pedidos realizados pelos clientes. H. & DUARTE. C.Proposta para o Planejamento e Controle da Produção e Custos para pequenas empresas do vestuário. Florianópolis. UFRGS. Brasil. Rio de Janeiro. (2003) – Sistemas de PCP de alta performance: O caso de uma montadora automobilística “world class” instalada em Minas Gerais.org. H.H.br. Minas Gerais. ENEGEP 2005 ABEPRO 62 .br/recherche/pdf/501. Atlas. São Paulo CORRÊA. RS. V. CORRÊA.

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