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Ponto dos Concursos - SENADO - Português

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL
TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS
PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA
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PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0

SAUDAÇÕES E APRESENTAÇÃO PESSOAL Seja bem-vindo(a)! Esta é a nossa “sala de aula”. Aqui nos prepararemos para mais um importante concurso: o do Senado Federal. Permita-me uma breve apresentação. Sou o professor Albert Iglésia, formado em Letras (Português/Literatura) pela Universidade de Brasília (UnB) e pós-graduado em Língua Portuguesa pelo Departamento de Ensino e Pesquisa do Exército Brasileiro em parceria com a Universidade Castelo Branco. Ministro aulas de Língua Portuguesa desde o ano de 2001. Iniciei minhas atividades docentes no Rio de Janeiro – meu estado de origem. Desde 2004 moro em Brasília, onde dou aulas de gramática, interpretação de texto e redação oficial voltadas para concursos públicos. Durante quase seis anos estive cedido à Casa Civil da Presidência da República, onde atuei no setor de capacitação de servidores e ministrei cursos de atualização gramatical e redação oficial. Integro o quadro de instrutores da Esaf e recentemente lecionei o curso de Redação de Correspondências Oficiais e Atualização Gramatical para auditores fiscais e analistas tributários da Receita Federal. Aqui no Ponto já participei de diversos trabalhos. Em 2010, por exemplo, já me envolvi com os seguintes preparatórios: CGU, Susep, Anvisa, Incra, TCM-CE, TCU, MinC, MPOG, DPU, MPU, Seplag-RJ, Tribunais (FCC), TJSP, Abin, INSS, Ministério do Turismo. Meu endereço eletrônico é albert@pontodosconcursos.com.br. Sempre que precisar, faça contato comigo. Se eu não lhe responder imediatamente, é provável que esteja envolvido com aulas ou até mesmo esclarecendo outras dúvidas dos demais alunos. LÍNGUA PORTUGUESA E O CONCURSO DO SENADO FEDERAL Quem se submeteu ao último concurso do Senado se lembra de que a banca examinadora foi a Fundação Getúlio Vargas (FGV) – uma banca

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 respeitadíssima apresenta que, em matéria de Língua longos, Portuguesa, poucas normalmente questões de

textos

demasiadamente

interpretação e muitas questões sobre aspectos gramaticais da Língua. Em 2008, nossa disciplina teve peso 2 e veio com 20 questões (40 pontos) nas provas objetivas de CONSULTOR, ANALISTA e TÉCNICO. Isso sem falar na prova de redação, também com peso 2. Assim, Língua Portuguesa foi uma das disciplinas mais importantes do concurso passado. Eis abaixo o conteúdo programático que constou no último edital: Leitura e análise de textos. Estruturação do texto e dos parágrafos. Articulação do texto: pronomes e expressões referenciais, nexos, operadores seqüenciais. Significação contextual de palavras e expressões. Interpretação: pressuposições e inferências; implícitos e subentendidos. Variedades de texto e adequação de linguagem. Equivalência e transformação de estruturas. Discurso direto e indireto. Sintaxe: processos de coordenação e subordinação. Emprego de tempos e modos verbais. Pontuação. Estrutura e formação de palavras. Funções das classes de palavras. Flexão nominal e verbal. Pronomes: emprego, formas de tratamento e colocação. Concordância nominal e verbal. Regência nominal e verbal. Ocorrência de crase. Ortografia oficial. Acentuação gráfica. Redação Oficial (Manual de Redação da Presidência da República e Manuais de Elaboração de Textos do Senado Federal)

O CURSO QUE PROPONHO Não temos ainda a certeza de que o concurso vindouro será organizado pela FGV. Isso tem uma relevância muito grande para alunos e professores. Todos ficamos sujeitos a alguns ajustes durante o curso causados justamente pela definição da banca e, em seguida, do conteúdo programático. Todavia não há motivo para desânimo. Aliás, um forte candidato não estuda na última hora; antes, antecipa-se aos fatos. 2

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 Este é um curso de teoria e exercícios. Está baseado no programa do concurso anterior e dividido em nove aulas (incluindo esta, a aula demonstrativa). O conteúdo programático está assim distribuído: AULA 0 Ortografia oficial Acentuação gráfica Texto e discurso Significação contextual de palavras e expressões Leitura, análise e interpretação 1 Coesão e coerência Tipologia textual Adequação da linguagem Paráfrase e paródia Discurso direto e indireto 2 Classe, estrutura e formação de palavras Flexão nominal Verbo: emprego de tempos e modos 3 4 5 6 7 8 Flexão verbal Pronomes: emprego, formas de tratamento e colocação Sintaxe da oração Sintaxe do período Pontuação Regência verbal e nominal Ocorrências de crase Concordância verbal e nominal Redação oficial CONTEÚDO Apresentação do curso

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 Utilizarei questões de provas elaboradas anteriormente pela FGV para direcionar os nossos estudos. Reproduzirei os textos e os itens (será respeitada a grafia original dos enunciados). Ocorrendo a abordagem de assuntos diversos em uma mesma questão, as alternativas serão tratadas separadamente conforme cada caso específico. Assim, poderei utilizar um mesmo texto (ou fragmento dele) para apresentar as diversas assertivas. Portanto não estranhe se isso acontecer. O procedimento é puramente didático. Dessa forma, pretendo familiarizar você – futuro servidor do Senado Federal – com aquilo que a Getúlio Vargas cobra sobre determinado assunto da Língua Portuguesa em concursos públicos. Outro esclarecimento que preciso fazer desde já é sobre a forma como conduziremos nossos estudos. Este não é um curso só de resolução de exercícios. Significa dizer que também nos ocuparemos com os aspectos teóricos sobre os itens do programa, sem prejuízo das resoluções das questões de provas anteriores. Espero que aproveite cada explicação e cada exemplo da melhor forma possível. Solicito que você interaja comigo por meio de mensagens eletrônicas no fórum de discussão. A sua participação é fundamental para o bom rendimento do curso. No mais, vamos ao que interessa.

ORTOGRAFIA No Brasil, quem dita as normas para a correta escrita das palavras é a Academia Brasileira de Letras (ABL). Em seu Vocabulário ortográfico da língua portuguesa (VOLP), a instituição mantém registrada a forma oficial de escrever as palavras. Apesar da vigência do novo Acordo Ortográfico, as regras antigas e as novas conviverão até 31 de dezembro 2012. Isso porque o presidente Lula, por meio do Decreto nº 6.583, de 26 de setembro de 2008, além de ter

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 promulgado o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa – que foi assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990 – também estabeleceu um período de transição: “de 1º de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2012, durante o qual coexistirão a norma ortográfica atualmente em vigor e a nova norma estabelecida”. É verdade ainda que é humanamente impossível saber a grafia de todas as palavras da nossa Língua. Só para você ter uma ideia da dificuldade que é isso, saiba que a nova edição do VOLP, lançada oficialmente pela ABL em 19 de março de 2009, tem 976 páginas, 340 mil verbetes e outras coisas mais. Você se atreve a decorar tudo isso?! Entretanto, podemos sistematizar a grafia de certas palavras, em decorrência, por exemplo, da sua origem, do seu radical. É isso que veremos aqui. A experiência nos permite dizer que esse processo é muito útil no momento de resolver uma ou outra questão de concurso. Não estou dizendo que tudo se resumirá ao que será demonstrado nestas poucas linhas. O que você precisa entender é que a prática de leitura de livros, jornais, revistas e dicionários deverá ser somada à minha explicação. Comecemos pelo EMPREGO DE ALGUMAS LETRAS. Sempre que for preciso, trarei para nossa aula as mudanças das novas regras ortográficas • Usa-se, normalmente, a letra X: QUANDO 1 – depois de ditongos EXEMPLO ameixa, frouxo, peixe CUIDADO Recauchutar encher, 2 – depois da sílaba EN enxame, enxergar derivados palavras 3 – depois da sílaba ME, mexa (verbo), mexerico mecha (substantivo) = encharcar, dessas enchova, enchumaçar e

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 quando “fechada” pronúncia “aberta”

1.

(FGV/SENADO FEDERAL/ANALISTA DE SISTEMAS/2008) “Em primeiro lugar, não estão em xeque as inegáveis e insubstituíveis virtudes que os mercados possuem quando funcionam de maneira mais livre, sem interferências externas, na alocação dos recursos.” (L.37-40) No trecho acima, grafou-se corretamente a palavra xeque, de acordo com o sentido pretendido no texto. Assinale a alternativa em que não se tenha mantido correção gráfica ao utilizar a palavra destacada.

(A) Finalmente o enxadrista deu o xeque-mate. (B) Com ética e consciência cidadã, o povo dará um cheque à corrupção. (C) Chegou em visita ao Congresso o xeque árabe. (D) Porque estava sem talão, teve de pedir um cheque avulso. (E) Deixe que eu cheque a lista de passageiros. Comentário – Alternativa A: no jogo de xadrez, lance em que o rei recebe ameaça indefensável. A palavra grafa-se com X. Alternativa B: em sentido figurado, xeque (com X) representa um acontecimento que põe fim a uma situação. Eis, portanto, o erro. Alternativa C: alguém pode ter ficado em dúvida, pois o mais comum é a palavra ser grafada xeique. Porém a grafia xeque (com X) também significa soberano entre os árabes. Alternativa D: significa ordem de pagamento por meio de documento fornecido por um banco a quem nele tem conta, que equivale a dinheiro. Grafa-se com CH. Alternativa E: derivado do verbo checar, com CH. Significa examinar, conferir, verificar.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 Resposta – B • Usa-se, normalmente, a letra G: QUANDO 1 – nos sufixos AGEM, viagem IGEM e UGEM EGIO, UGIO 3 – nas IGIO, OGIO 2 – nos sufixos AGIO, pedágio, e prestígio, refúgio palavras margem/margear, monge/monja, eu dirijo Imaginem “g” nas se palavras EXEMPLO (substantivo), pajem, lambujem colégio, relógio, vertigem, ferrugem CUIDADO lajem,

derivadas daquelas que homenagem/homenagear (flexão do verbo dirigir). possuem G no radical (você esse perceberá princípio que vale mantivéssemos a letra derivadas...

também para o emprego de outras letras) • Usa-se, normalmente, a letra J: QUANDO 1 – nas palavras de pajé, jenipapo, cafajeste, jequitibá dos viajar (verbo) – que eles bocejar – eu bocejei palavras gorja – gorjeta; lisonja – EXEMPLO jibóia, jirau, jeca, jiló, jerico,

CUIDADO

origem

indígena,

africana e árabe 2 – nas flexões

verbos que possuem J viajem; no radical 3 – nas

derivadas daquelas que lisonjeado

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 possuem J no radical 4 • – nas palavras de jeito, hoje, majestade, injetar, objeto, ultraje origem latina

Usa-se, normalmente, a letra Ç: QUANDO EXEMPLO exceto – exceção, setor – seção, cantar – canção paçoca, muçulmano, Paraguaçu, golaço, feição, CUIDADO

1

nas

palavras

derivadas daquelas que possuem T no radical 2 – nas palavras

de miçanga, açougue, açoite babaçu, Nova Iguaçu,

origem indígena, árabe e muriçoca, africana 3 – nos sufixos AÇU e AÇO 4 – depois de ditongo

poetaço, atrevidaço compleição, beiço

Usa-se, normalmente, a letra S: QUANDO EXEMPLO japonês, duquesa, CUIDADO

1 – nos substantivos que chinês, designam origem, título baronesa, honorífico e feminino ESE, ISI e OSE OSA 4 – nas

sacerdotisa, poetisa apoteose formosa, gostoso, gostosa

2 – Nos sufixos ASE, fase, ascese, eletrólise, 3 – nos sufixos OSO e formoso,

palavras iludir – ilusão, defender defesa; divertir –

derivadas daquelas que –

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 possuem D, RT ou RG no diversão, seu radical inversão; imersão, submersão 5 – no prefixo TRANS e nos seus derivados 6 – após os ditongos 7 – nas formas verbais derivadas dos verbos QUERER e PÔR • transatlântico, trasladar transladar) maisena, Sousa, coisa quis, quisera, pusera, (ou inverter imergir submergir – – –

compusera

Usa-se, normalmente, SS: QUANDO suceder EXEMPLO – – sucessão, regressão, – demitir discutir – – CUIDADO

1

nas

palavras regredir

derivadas daquelas que comprimir possuem as expressões compressão, MET e CUT no radical intromissão, discussão

CED, GRED, PRIM, MIT, demissão, intrometer –

2 – prefixo terminado pre + sentir = pressentir em vogal + palavra (repare que o “s” foi duplicado”) começada por S •

Usa-se, normalmente, a letra Z: QUANDO EXEMPLO CUIDADO

1 – nas terminações EZ insensato – insensatez,

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 e EZA, formando nu – nudez; claro –

substantivos abstratos derivados de adjetivos

clareza, belo – beleza

a) se a palavra possuir S em sua parte final, o infinitivo verbal também levará analisar, paralisar; 2 – nas terminações sintonia visualizar – sintonizar, b) Hipnose – hipnotizar; – – – sintetizar; batizar; enfatizar. Batismo Ênfase IZAR, formando real – realizar, visual – Síntese S: análise paralisia – –

infinitivos verbais

Catequese – catequizar; (Lembre-se da sigla de um famoso banco, só que 3 – como consoante de pé + udo = pezudo; guri ligação • + ada = gurizada com E no final: HSBCE).

Usa-se, normalmente, a letra H: QUANDO EXEMPLO que o anti-higiênico, préCUIDADO

1 – nas palavras ligadas por hífen em segundo começa com H elemento histórico, super-homem desarmonia, lobisomem

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 as palavras derivadas

2 – na palavra Bahia

não possuem H: baiano

Verbos terminados em EAR e IAR: terminados eles I recebem nas em a

1 – são irregulares os verbos EAR; letra passear: passeias, passeamos, passeiam passeio, passeia, passeais,

formas

rizotônicas (eu, tu, ele, eles – a sílaba tônica integra o radical)

Mediar, Remediar, premiar: premias, premiamos, premiam

Ansiar, Incendiar,

Odiar (MARIO): apesar 2 – são regulares os verbos IAR terminados em premio, de terminarem em IAR, premia, são irregulares e premiais, recebem a letra E nas formas rizotônicas (eu, tu, ele, eles): odeio, odeias, odeia, odiamos, odiais, odeiam

As letras K, W e Y (conforme o novo Acordo Ortográfico) O alfabeto passa a ter 26 letras. Foram reintroduzidas as letras k, w e y. aA jJ sS

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 bB cC dD eE fF gG hH iI kK lL mM nN oO pP qQ rR tT uU vV wW xX yY zZ

A essa altura você deve estar se perguntando: “Por que as letras k, w e y voltaram ao alfabeto?”, “Quais as consequências práticas?”, “Alguma palavra será grafada de forma diferente?”, “Como deverão ser usadas?”, “Elas são vogais ou consoantes?”, “Como é a pronúncia do w?”. As letras k (cá ou capa) – letra oriunda do alfabeto fenício (kaph), adotada pelos gregos (kapa) e depois pelos romanos (capa) –, w (dábliu) – letra usada nas línguas inglesa, em que soa como o “u”, e alemã, em que é pronunciada como “v” – e y (ípsilon) – letra com som de “i” –, que na verdade não tinham desaparecido da maioria dos dicionários da nossa língua, são usadas em várias situações. Por exemplo: a) na escrita de símbolos de unidades de medida: km

(quilômetro), kg (quilograma), W (watt); b) na escrita de palavras e nomes estrangeiros (e seus playground, windsurf, kung fu, yin, yang,

derivados): show, playboy, William, kaiser, Kafka, kafkiano.

Bem, e o que acontece agora que elas estão oficialmente introduzidas no nosso alfabeto? Haverá mudanças na grafia de alguma palavra? Deveremos escrever “kilômetro” em vez de “quilômetro”?

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 Na prática, nada muda na grafia das palavras, pois a reintrodução das letras K, W e Y em nosso alfabeto NÃO AUMENTA SEU USO. Essas três letrinhas continuam sendo usadas em NOMES PRÓPRIOS ORIUNDOS DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS, como nos exemplos abaixo: Byron; Darwin; Franklin; Taylor; Wagner; Wilson; Kardec; Também continuam sendo usadas nas PALAVRAS DERIVADAS DE NOMES PRÓPRIOS ESTRANGEIROS. Veja alguns exemplos: byroniano (relativo a Lord Byron, poeta inglês, autor da obra Don Juan); kantismo (doutrina filosófica de Immanuel Kant, filósofo alemão); kardecismo (doutrina espírita do pensador francês Allan Kardec); kardecista (relativo ao kardecismo, seguidor dessa doutrina); kuwaitiano (indivíduo natural do Kuwait); As letras K, W e Y também são usadas em SIGLAS, SÍMBOLOS E PALAVRAS INTERNACIONALMENTE ADOTADAS como: TWA (Trans World Airlines); KLM (Koninklijke Luchtvaart Maatschappij, em português: Companhia Real de Aviação); kw (quilowatt); watt; yd (jarda, do inglês yard); K (Potássio); W (Tungstênio); Y (Ítrio); Kr (Criptônio); W - oeste (West); SW - sudoeste (southwest);

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 NW - noroeste (northwest). Você aí já se perguntou se ESSAS LETRAS SERÃO CLASSIFICADAS COMO VOGAL OU CONSOANTE?!?! Certo, vejamos como elas poderão se comportar. As novas letras do alfabeto deverão ser classificadas em vogais ou consoantes, DE ACORDO COM A FORMA COMO SÃO PRONUNCIADAS nas palavras em que aparecem. O K será sempre CONSOANTE, pois sempre é pronunciado como o C antes das vogais A, O e U e como o dígrafo QU antes de E e I. Já o Y será VOGAL ou SEMIVOGAL, pois normalmente é pronunciado como se fosse um I. A letra W pode assumir o papel de VOGAL (ou SEMIVOGAL) ou CONSOANTE. normalmente semivogal: Wallace; waffle; show; Wilson; windows; watt (uote). Nas palavras de origem alemã, o W normalmente é pronunciado como um V, e, assim, será uma CONSOANTE: Walter; Wagner; Volkswagen. Nas palavras de origem U, o inglesa, W será por vogal ser ou pronunciado como

Passemos agora ao EMPREGO DE ALGUMAS EXPRESSÕES que, certamente, já deixaram muita gente com dúvida na hora de optar por uma ou outra forma. Selecionei para esta aula apenas alguns vocábulos que, volta e meia, surgem em diversos textos. Vejamos quais são.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 • a) MAL x MAU Ela se houve mal na prova. (advérbio de modo, contrário de bem,

refere-se a um verbo) b) Mal entrou, os portões foram fechados. (conjunção subordinativa

adverbial, equivale-se a quando, indica circunstância de tempo) c) Apesar do mau tempo, foi à praia. (adjetivo, refere-se a um substantivo,

contrário de bom)

ATENÇÃO! Quero que você perceba que o vocábulo MAL não possui a mesma classificação gramatical nas alternativas “a)” e “b)”. Isso é importante porque a banca examinadora pode sugerir o contrário. A FGV, por exemplo, pode selecionar duas frases de um texto em que esses vocábulos aparecem, destacá-los e formular a seguinte assertiva: “Nas linhas X e Y, os vocábulos em destaque possuem a mesma classificação gramatical”. Muito cuidado antes de responder. Como vimos anteriormente, isso nem sempre será verdade. Quero que note ainda as diferentes classificações dos vocábulos que surgirão nos próximos exemplos.

• a)

POR QUE x POR QUÊ Por que você não veio? (preposição + pronome interrogativo, usado no

início da oração, equivale-se a por qual motivo, o “que” é átono) b) Quero saber por que você não veio. (a única diferença é que a frase

interrogativa é indireta)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 c) d) Você não veio por quê? (agora a expressão aparece no final da frase, e Quero saber o motivo por que você não veio. (preposição + pronome

o “quê” é tônico) relativo, usado no início da oração, equivale-se a pelo qual) • a) PORQUE x PORQUÊ Não vim porque estava cansado. (conjunção subordinativa adverbial,

indica circunstância de causa) b) Fique quieto, porque você está incomodando. (conjunção coordenativa

explicativa) c) Quero saber o porquê da sua falta. (vem precedido de determinante, é

substantivo, equivale-se a motivo, razão, causa)

Atenção! Sempre que estiver diante de uma pergunta (direta ou indireta), use a expressão separada.

2.

(FGV/CODESP/ADVOGADO/2010) O aproveitamento das oportunidades que estão surgindo é valioso porque, além da realização pessoal na vida profissional, é um atalho para melhora dos níveis de renda e de bem-estar de fatias cada vez maiores da população brasileira. (L.63-67) No trecho acima, empregou-se corretamente uma das formas do porquê. Assinale a alternativa em que isso NÃO tenha ocorrido.

(A) Sem

ter

por

quê,

em

se

falando

de

habilidades,

discutir

mais

profundamente, calamo-nos. (B) Vamos destacar as habilidades por que somos conhecidos. www.pontodosconcursos.com.br 16

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 (C) Ele esperava saber por que, naquele departamento, sua habilidade não era valorizada. (D) Porque nossa habilidade não era valorizada não íamos demonstrá-la? (E) Não conseguimos saber por quê, mas tentamos. Comentário – O examinador quer que apontemos o emprego incorreto. Naturalmente ele tentou complicar um pouco as coisas para os candidatos. Fique atento! Alternativa A: a grafia correta é “por que” (= por qual motivo). Separada e com acento, a expressão vem em final de orações interrogativas (diretas ou indiretas). Alternativa B: troque “por que” por pelas quais e ateste que estamos diante de preposição + pronome relativo. O emprego está correto. Alternativa C: repare que a trecho “...por que (...) sua habilidade não era valorizada” denuncia uma pergunta indireta (as indagações indiretas normalmente são orações subordinadas [objetivas diretas] a outra oração principal). Emprego correto. Alternativa D: aqui você precisa de um pouquinho mais de atençaõ, pois o examinador inverteu a ordem natural das orações. Primeiro ele escreveu a oração subordinada causal e depois a oração princial. Vamos reorganizar o quebra-cabeça: “Não íamos demonstrá-la porque nossa habilidade não era valorizada?”. Mesmo sendo uma frase interrogativa, repare que o “porque” é uma conjunção causal, que estabelece uma relação de causa e efeito entre as oraçãoes que articula. Emprego correto. Alternativa E: agora o “quê” (que também complementa o sentido de um verbo transitivo direto) é tônico e deve, por isso, ser acentuado. Emprego correto. Resposta – A

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 • a) SENÃO x SE NÃO Estudem, senão ficarão reprovados. (pode ser substituído por ou, indica

alternância de ideias que se excluem mutuamente) b) Não fazia coisa alguma, senão criticar. (equivale-se a mas sim,

porém,) c) Essa pessoa só tem um senão. (significa defeito, mácula, mancha; é

substantivo) d) Se não houver dedicação, ficarão reprovados. (“Se” = conjunção

subordinativa adverbial condicional; “não” = advérbio de negação)

ATENÇÃO! É muito útil perceber que a expressão será separada apenas quando introduzir uma oração subordinada adverbial condicional.

• a)

ACERCA DE x A CERCA DE x HÁ CERCA DE Hoje falaremos acerca dos pronomes. (locução prepositiva – “dos” = de

+ os –, equivale-se a sobre) b) Os primeiros colonizadores surgiram há cerca de quinhentos anos.

(refere-se a acontecimento passado) c) Estamos a cerca de quatro meses da prova. (refere-se a acontecimento

futuro) • AFIM x A FIM DE www.pontodosconcursos.com.br 18

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a)

Temos ideias afins. (adjetivo, refere-se a um substantivo, varia em

número para com ele concordar) b) Estudou muito, a fim de tirar o primeiro lugar. (locução prepositiva,

denota finalidade, objetivo, intenção) • a) DEMAIS x DE MAIS Estudei demais. (advérbio de intensidade, liga-se a um verbo, equivalese a muito, demasiadamente, em excesso) b) Eu estudo muito; os demais, pouco. (pronome indefinido substantivo,

equivale-se a outros, vem precedido de artigo) c) • a) Surgiram candidatos de mais. (locução que se contrapõe a de menos) ONDE x DONDE x AONDE Onde você está? (usa-se onde com verbo estático que pede a

preposição em, na língua portuguesa não existe a contração nonde, indicada por em + onde) b) onde) c) Aonde você vai? (usa-se com verbo de movimento que exige, também Donde você vem? (usa-se com verbo de movimento que peça, em

razão sua regência, a preposição de, caso do verbo “vem”: “Donde” = de +

por causa de sua regência, a preposição a, caso da forma verbal “vai”: “Aonde” = a + onde) www.pontodosconcursos.com.br 19

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• a)

MAS x MAIS Ela estudou muito, mas não foi aprovada. (conjunção coordenativa

adversativa, conecta orações que guardam entre si ideias opostas) b) Ela era a aluna mais simpática da turma. (advérbio de intensidade,

refere-se a adjetivo, outro advérbio ou verbo) c) Menos ódio e mais amor. (pronome indefinido adjetivo, refere-se a

substantivo) • a) b) • a) HÁ x A Ele chegou da Europa há dois anos. (refere-se a acontecimento passado) Ela voltará daqui a um ano. (refere-se a acontecimento futuro) DE ENCONTRO A x AO ENCONTRO DE O ônibus foi de encontro ao carro, causando a morte de duas pessoas.

(indica posição contrária, colisão, confronto) A proposta da diretoria foi de encontro aos anseios dos funcionários.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 b) O filho foi ao encontro do pai, abraçando-o. (sugere posição favorável,

concordância)

• a)

À-TOA x À TOA (o novo Acordo retirou o hífen) Ele era uma pessoa à-toa (à toa). (locução adjetiva invariável;

refere-se a um substantivo; significa desprezível, sem valor, insignificante) b) Ele andava à toa na rua. (locução adverbial; indica maneira, modo, sem

rumo certo, a esmo, sem fazer nada) • a) DIA-A-DIA x DIA A DIA (o novo Acordo aboliu o hífen) O dia-a-dia (dia a dia) do operário brasileiro é desgastante.

(substantivo, precedido por artigo, equivale-se a cotidiano) b) Os preços das mercadorias aumentam dia a dia. (locução adverbial de

tempo, equivale-se a diariamente) • a) TAMPOUCO x TÃO POUCO Não realizou a tarefa, tampouco apresentou qualquer justificativa.

(advérbio de negação, equivale-se a também não) b) Tenho tão pouco entusiasmo pelo trabalho. (tão = advérbio de

intensidade; pouco = pronome indefinido adjetivo, alude a um substantivo)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 c) Estudamos tão pouco. (tão = advérbio de intensidade, refere-se a outro

advérbio: pouco = advérbio de intensidade, refere-se ao verbo) A respeito do EMPREGO DO HÍFEN, várias mudanças foram introduzidas pelo novo Acordo Ortográfico. Resumirei aqui os casos importantes. Ressalto que até 31 de dezembro de 2012 as regras antigas e novas poderão ser usadas (NA REDAÇÃO, UTILIZE APENAS UMA DELAS). EMPREGO DO HÍFEN NA PREFIXAÇÃO • Regras Antigas 1 – Com os prefixos AUTO, CONTRA, EXTRA, INFRA, INTRA, ULTRA, NEO, PROTO, PSEUDO, SEMI, SUPRA: antes de VOGAL, H, R e S. Exemplos: auto-educação, contra-almirante, semi-selvagem, ultra-rápido, supra-sumo. EXCEÇÃO: extraordinário. 2 – Com os prefixos ANTE, ANTI, ARQUI e SOBRE: antes de H, R ou S. Exemplos: anti-higiênico, arqui-rabino, ante-sala, sobre-saia. EXCEÇÔES: sobressair, sobressalente, sobressaltar, sobressalto.

3.

(FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL

ICMS/2007)

Em

antimaterialista,

utilizou-se

corretamente a regra de emprego do hífen com o prefixo anti-. Assinale a alternativa em que isso não tenha ocorrido. (A) anti-higiênico (B) antiaéreo (C) anti-rábico (D) anti-semita (E) anti-inflacionário www.pontodosconcursos.com.br 22

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 Comentário – A questão deve analisada conforme o sistema ortográfico antigo. Portanto a grafia correta da palavra constante na última opção é antiinflacionário. É bom ressaltar que o novo Acordo mudou a regra, como veremos a seguir (anti-inflacionário). Resposta – E

3 – Com o prefixo SUPER: antes de H ou R. Exemplos: super-homem, super-rápido. 4 – Com os prefixos AD, AB, OB, SOB, SUB: antes de R. Exemplos: ab-rogar, sob-roda, sub-reino. CUIDADO: SUB antes de B: sub-bibliotecário.

4.

(FGV/SENADO FEDERAL/ADVOGADO/2008) Em não-efetivação (L.33), utilizou-se corretamente o hífen. Das palavras abaixo, somente uma está correta. Assinale-a.

(A) sócio-ambiental (B) tele-reportagem (C) macro-encefalia (D) trans-humano (E) sub-reptício Comentário – Segundo o novo sistema ortográfico, não se emprega o hífen com as palavras não e quase com função prefixal: não agressão, não fumante, quase delito, quase equilíbrio etc. Mas a questão deve ser analisada sob as regras antigas ainda.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 Como acabei de explicar, a grafia de sub-reptício realmente está correta. Saiba você que a regra acima foi mantida pelo novo Acordo Ortográfico. Alternativa A: sóciointegra um grupo de prefixos e pseudoprefixos nunca seguidos de hífen. Nesse grupo estão: acro-, cardio-, eletro-, hemi-, hepta-, hidro-, intro-, macro-, micro-, neuro-, orto-, tele-, trans-, uni- etc. Eis a grafia correta: socioambiental. Deve ser ressaltado que o novo Acordo eliminou a referida lista e passou a dispor, genericamente, que o hífen será usado quando a palavra seguinte iniciar com a mesma vogal que encerra o elemento anterior: micro-ondas, por exemplo. Alternativa B: depois do que foi dito anteriormente, basta acrescentar que, para que se preserve a integridade fonética, é necessário duplicar a letra R: telerreportagem. O novo Acordo manteve a grafia. Alternativa C: ainda fundamentados no que foi descrito sobre o item A, a grafia correta é macroencefalia. Alternativa D: temos aqui outro elemento citado no comentário da primeira alternativa. Por conseguinte a escrita correta é transumano, com o descarte da letra H. Essa escrita também foi mantida pelo novo sistema ortográfico. Resposta – E

5 – Com os prefixos MAL e PAN: antes de VOGAL e H. Exemplos: pan-americano, mal-humorado. 6 – Com os prefixos PÓS, PRÉ e PRÓ: quando tônicos, serão separados por hífen. Exemplos: pós-graduação, pré-vestibular, pró-paz.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 5. (FGV/SENADO FEDERAL/ANALISTA DE SISTEMAS/2008 – adaptada)

“‘Podemos caracterizar as economias bem-sucedidas do pósguerra, mas não podemos apontar com segurança os fatores que selaram seu êxito nem os fatores sem os quais elas poderiam ter sido exitosas.’” (L.60-63) A respeito do trecho acima, analise os itens a seguir: I. II. O antônimo de bem-sucedidas é “malsucedidas”. A palavra pós-guerra é grafada com hífen, assim como toda palavra que trouxer o prefixo "pós-". Comentário – Item I: o contrário de bem é mal, que não deve ser confundido com mau, contrário de bom (falarei mais desse aspecto algumas linhas abaixo). A respeito do uso ou não do hífen, não consta nas regras que ele será usado quando a palavra seguinte iniciar-se por S. Também não há necessidade de duplicar a consoante, pois a integridade fonética é preservada mesmo com a junção dos elementos. Item II: o erro está na parte final da assertiva. Usa-se hífen com os prefixos pré, pós, pró (tônicos e acentuados com autonomia): pró-labore, pós-operatório, pré-história etc. Se os prefixos não forem autônomos, não haverá hífen: predeterminado, pressupor, pospor, propor. Resposta – Itens errados.

Regras Novas Prefixos Usa hífen a Não usa hífen palavra a) Em todos os demais autorretrato,

Agro, ante, anti, arqui, auto, Quando

contra, extra, infra, intra, seguinte começa com h casos: mini, semi, sobre,

macro, mega, micro, maxi, ou com vogal igual à autossustentável, supra, última do prefixo: auto- autoanálise, -hipnose, auto- autocontrole, tele, ultra...

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 -observação, anti-herói, antirracista, antissocial, micro- antivírus, minidicionário, minissaia, minirreforma, ultrassom... (perceba que as letras R e S são duplicadas). b) Quando se usam os prefixos dese in-, caem o h e o hífen: desumano, c) Também inabitável, com os desonra, inábil. prefixos co- e re- caem o h e o hífen: coordenar, coerdeiro, reabilitar, reeleição. Quando Hiper, inter, super a palavra seguinte começa com h ou com r: super-homem, inter-regional Quando Sub a palavra seguinte começa com b, h ou r: sub-base, sub-reino, sub-humano Vice Pan, circum, mal Sempre: presidente Quando a palavra Em todos os demais vice-rei, viceEm todos os demais coabitar, reeditar,

anti-imperalista, -ondas, mini-hotel

casos:

hiperinflação,

supersônico Em todos os demais

casos: subeditor

subsecretário,

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 seguinte começa com h, casos: m, n ou vogais: pan- circuncisão americano, hospitalar Quero enfatizar as seguintes mudanças: 1 – Com prefixos, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por h. Exemplos: anti-higiênico, anti-histórico, macro-história, mini-hotel, proto-história, sobre-humano, super-homem, ultra-humano. 2 – Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento. Exemplos: aeroespacial, agroindustrial, anteontem, antiaéreo, antieducativo, autoaprendizagem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, coautor, coedição, extraescolar, infraestrutura, plurianual, semiaberto, semianalfabeto, semiesférico, semiopaco. 3 – Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma consoante. Exemplos: hiper-requintado, inter-racial, inter-regional, sub-bibliotecário, super-racista, super-reacionário, super-resistente, super-romântico. 4 – Quando o prefixo termina por consoante, não se usa o hífen se o segundo elemento começar por vogal. Exemplos: hiperacidez, hiperativo, interescolar, interestadual, interestelar, interestudantil, superamigo, superaquecimento, supereconômico, superexigente, superinteressante, superotimismo. circumpansexual,

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 ATENÇÃO! Torno a dizer que, em virtude do período de transição, todos nós podemos usar as duas regras ortográficas até 31 de dezembro de 2012. Sendo assim, fique atento porque as bancas examinadoras tentarão confundi-lo. Possivelmente, elaborarão questões em que se substitui uma forma pela outra. Em seguida, perguntarão se “quanto à correção gramatical e à coerência textual, a alteração feita traz prejuízo ao texto”. Quando se tratar de mera adequação às novas regras, a alteração é facultativa por enquanto.

6.

(FGV/SENADO

FEDERAL/ANALISTA

CONTÁBIL/2008)

A

palavra

megadiversidade foi grafada corretamente no texto. Assinale a alternativa em que, compondo-se palavra com o elemento mega-, obedeceu-se às regras de ortografia. (A) mega-homenagem (B) megaipótese (C) mega sucesso (D) megaritual (E) mega-evento Comentário – Aqui é preciso proceder com muita atenção. Note que a questão deve ser analisada conforme o sistema ortográfico antigo. a) O elemento mega- não se ligava ao vocábulo seguinte por meio de hífen: megaevento. Isso foi mantido pelo novo Acordo Ortográfico. b) Nos casos em que o segundo elemento fosse iniciado pelas consoantes R e S, deveríamos duplicar o emprego delas: megarritual, megassucesso. Isso também foi mantido pelo novo Acordo Ortográfico.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 c) Nos casos em que o segundo elemento fosse iniciado pela letra H, esta desaparecia e os elementos uniam-se sem hífen: megaipótese, megaomenagem. Isso foi mudado pelo novo Acordo Ortográfico. Atualmente o H é mantido; e o hífen, empregado: mega-hipótese; megahomenagem. Resposta – B

EMPREGO DO HÍFEN NA COMPOSIÇÃO A regra geral para palavras compostas é que se deve empregar o hífen APENAS SE OS SEUS ELEMENTOS FORMADORES (palavras que formam o composto) PERDERAM SUA SIGNIFICAÇÃO INDIVIDUAL para que a palavra composta adquirisse um significado único. Observe os exemplos seguintes. Abaixo assinado x abaixo-assinado Mesa redonda x mesa-redonda testa de ferro x testa-de-ferro Sem o hífen, as palavras mantêm seu significado individual. Abaixo assinado – indivíduo que subscreve, que assina abaixo de um texto ou reivindicação. Mesa redonda – é uma mesa de formato redondo. Nas palavras compostas, nas quais o hífen é usado, repare que OS ELEMENTOS FORMADORES PERDEM SUA SIGNIFICAÇÃO INDIVIDUAL para que a palavra composta formada adquira um significado completamente novo.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 Abaixo-assinado – é o documento que normalmente contém um texto ou reivindicação assinada por várias pessoas. Mesa-redonda – é uma reunião destinada a debater determinado assunto. Fique de olho agora nas regras estabelecidas pelo atual Acordo Ortográfico. 1. Usa-se o hífen quando, nos COMPOSTOS SEM ELEMENTO DE LIGAÇÃO

(de, da, do etc.), o primeiro termo é um substantivo, adjetivo, numeral ou verbo. abaixo-assinado, amor-perfeito, água-marinha, ano-luz, arco-íris, beija-flor, redonda, decreto-lei, joão-ninguém, tio-avô, médico-cirurgião, mesatenente-coronel, zé-povinho, afro-brasileiro,

azul-escuro, amor-perfeito, boa-fé, guarda-costas, guarda-noturno, má-fé, mato-grossense, norte-americano, sempre-viva, sobrinhaneta, sócio-econômico, sul-africano, verbo-nominal, primeiroministro, segundo-sargento, segunda-feira, conta-gotas, guardachuva, vaga-lume, porta-aviões, porta-retrato, porta-moedas etc. As palavras iniciadas por afro, anglo, euro, franco, indo, luso, sino e outros adjetivos pátrios, reduzidos ou não, seguidos por outros adjetivos pátrios, serão grafadas com hífen: afro-americano, luso-brasileiro, anglo-saxão, euro-asiático,

euro-afro-americano, greco-romano, latino-americano etc. Observação: indo-chinês se refere à Índia e à China, mas indochinês se refere à Indochina, assim como centro-africano se refere à porção central da África, enquanto centroafricano se refere à República Centroafricana.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 Os compostos em que há uso de apóstrofo no elemento de ligação entre as palavras também serão grafados com hífen: cobra-d'água, mãe-d'água, olho-d'água, mestre-d'armas. O novo Acordo Ortográfico não trata especificamente de compostos formados de palavras repetidas ou parecidas; mas, por analogia, esses compostos se acomodam na primeira regra e, por isso, são hifenizados: blá-blá-blá, reco-reco, lenga-lenga, zum-zum-zum, tico-tico, xiquexique, zás-trás, zigue-zague, pingue-pongue, tique-taque. Emprega-se o hífen quando a primeira palavra for além, aquém, recém, bem e sem: além-mar, aquém-mar, recém-casado, recém-eleito, recém-

nascido, bem-aventurado, bem-estar, bem-humorado, bem-criado, bem-dizer, bem-mandado, bem-nascido, bem-vestido, bem-vindo, bem-visto, sem-número, sem-vergonha, sem-terra. Em alguns casos, o advérbio bem se junta à segunda palavra, sem uso do hífen: benfeitor, benfeitoria, benquerer, benquisto, etc.

2.

Tratando-se de nomes geográficos, emprega-se o hífen em qualquer dos casos abaixo: – iniciados por Grã e Grão: Grã-Bretanha, Grão-Pará; – iniciados por forma verbal: Abre-Campo, Passa-Quatro, QuebraCostas, Quebra-Dentes; – ligados por artigo: Baía de Todos-os-Santos, Entre-os-Rios, Trásos-Montes. Os demais nomes geográficos compostos grafam-se sem hífen: América do Sul, Belo Horizonte, Cabo Verde etc.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 Exceção: Guiné-Bissau Os adjetivos gentílicos, que são adjetivos que se referem ao local de nascimento, quando derivados de nomes compostos, serão hifenizados: belo-horizontino (Belo Horizonte) cabo-verdiano (Cabo Verde) americano-do-sul (América do Sul) mato-grossense (Mato Grosso) mato-grossense-do-sul (Mato Grosso do Sul) juiz-forano (Juiz de Fora) cruzeirense-do-sul (Cruzeiro do Sul) 3. O hífen também é empregado em nomes compostos de espécies botânicas e zoológicas: Andorinha-do-mar, bem-me-quer, bem-te-vi, coco-da-baía, couveflor, dente-de-leão, erva-doce, fava-de-santo-inácio, feijão-verde, joão-de-barro, lesma-de-conchinha, vassoura-de-bruxa etc. Atenção! Se o significado da palavra composta for outro, o hífen não será usado. não-me-toques (espécie de planta) Ela é cheia de não me toques. (melindres, frescuras) O hífen também é usado para ligar palavras que se combinam para formar encadeamentos vocabulares. A ponte Rio-Niterói; o trecho Paraná-Goiás; a divisa Liberdade-Igualdade-Fraternidade; o acordo Brasil-Inglaterra; a liga Itália-França-Alemanha. 32

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EMPREGO DE SIGLAS Antes de passarmos às regras de acentuação, devo comentar com você o emprego de siglas, assunto que a FGV também gosta de explorar em suas provas. Vejamos a questão abaixo.

7.

(FGV/JUIZ/TJ-MS/2008) Utilizou-se corretamente a regra moderna de grafia de siglas em OMC (L.12), ONU (L.28) e FMI (L.29). Assinale a alternativa em que isso não tenha ocorrido.

(A) AGU (B) ADI (C) Emerj (D) EMATRA (E) PIS Comentário – Na prática, eliminam-se modernamente os pontos abreviativos nas siglas, pois o propósito delas é poupar tempo e espaço. Siglas formadas por até três letras (independentemente de serem elas vogais ou consoantes) são grafadas com iniciais maiúsculas: AGU, ADI, PIS. Siglas expressas por quatro letras ou mais devem observar os seguintes preceitos: a) se a sigla é pronunciada como se um vocábulo fosse, isto é, com a presença de uma vogal por sílaba, grafa-se a inicial maiúscula e o restante em minúscula: Ematra, Emerj, Embrapa, Ematur, Embratel etc; b) Resposta – D se a sigla não é silabável, todas as letras são escritas em maiúscula: PSDB, FGTS, IPTU etc.

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ACENTUAÇÃO GRÁFICA A partir de agora, vamos mudar o foco da aula para falarmos sobre acentuação gráfica, que também é mais um tópico do programa. Novamente, apresentarei as regras antigas e as novas. Tudo da forma mais clara e objetiva possível. Comecemos assim: REGRAS GERAIS DE ACENTUAÇÃO GRÁFICA O propósito delas é sistematizar a leitura das palavras de nossa língua; assim sendo, baseiam-se na posição da sílaba tônica, no timbre da vogal, nos padrões prosódicos menos comuns da língua. Em relação aos vocábulos: 1 – MONOSSÍLABOS TÔNICOS terminados por A(S), E(S) ou O(S) Ex.: Elas são más. / Pisaram o meu pé. / Ninguém ficará só. CUIDADO! Quando os prefixos PRÉ e PRÓ vierem separados por hífen, eles serão acentuados: pré-técnico, pró-labore. Quando prosseguir. Nas formas verbais terminadas em R, S ou Z e seguidas por pronomes oblíquos átonos A(s) ou O(S), essas consoantes são suprimidas, as vogais A, E ou O da terminação verbal recebem acento gráfico e os pronomes oblíquos átonos A(S) ou O(S) recebem a letra “L”: dar + o = dá-lo; pôs + os = pô-los; fez + a = fê-la. 2 – OXÍTONOS (a sílaba tônica da palavra é a última) quando terminarem em A(S), E(S), O(S), EM, ENS: Ex.: cajá, cafés, cipó, armazém, armazéns usa-se o acento não estiverem, não serão acentuados: pressentir, o acento é empregado naqueles

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 CUIDADO! Os vocábulos oxítonos terminados por I ou U não serão acentuados, salvo se estiverem em hiato. Ex.: Bangu – Grajaú // dividi-lo – construí-lo 3 – PAROXÍTONOS (a sílaba tônica é a penúltima) ORAL. Ex.: júri, íris, vírus, ímã, órfãs, órgão, sótãos, médium, álbuns, amável, abdômen, mártir, látex, bíceps, íon, ions, vôlei, jóquei, história, gênio. CUIDADO! Não serão acentuados os vocábulos paroxítonos terminados por EM ou ENS: item, itens, hifens (mas: hífen ou hífenes), polens (mas: pólen ou pólenes) Os prefixos paroxítonos terminados por I ou R não serão acentuados: semi-histórico, super-homem. 4 – PROPAROXÍTONOS (a sílaba tônica é a antepenúltima) acentuados. Ex.: histórico, cântico, lâmpada, hífenes, pólenes. todos são são acentuados aqueles

que terminam em I(S), U(S), Ã(S), ÃO(S), UM, UNS, L, N, R, X, PS, DITONGO

8.

(FGV/SERC-MS/Analista de TI/2006) Assinale a alternativa em que o vocábulo não tenha sido acentuado pela mesma regra que os demais.

(A) atrás (B) lá (C) ninguém (D) vovó (E) você Comentário – O monossílabo tônico lá destoa dos demais vocábulos, que são oxítonos terminados em “-ás”, “-em”, “-ó” e “-ê”, respectivamente.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 Resposta – B

9.

(FGV/CODESP/NÍVEL SUPERIOR/2010) Assinale a palavra que tenha sido acentuada por regra DISTINTA das demais.

(A) relógio (L.47) (B) deficiências (L.23) (C) distância ( L.58) (D) nível (L.4) (E) níveis (L.66) Comentário – Você perceberá como esse assunto é recorrente nas provas da FGV. As questões não são difíceis, mas requerem atenção. Se você achou que a palavra “níveis” deveria corresponder ao gabarito porque não é paroxítona terminada em ditongo crescente como “relógio”, “deficiências” e “distância”, deve ter errado. Peço que volte à explicação sobre as regras de acentuação das paroxítonas e releia o que eu disse naquela parte da aula: DITONGO ORAL, exatamente o que a FGV entendeu (você verá na próxima questão que esse entendimento não é recente, já vem de outros anos). A Resposta – D palavra “nível” é a única paroxítona cuja regra de acentuação destoa da demais.

10. (FGV/SENADO FEDERAL/ANALISTA DE SISTEMAS/2008) A palavra êxito (L.62) recebeu acento por se tratar de proparoxítona. Nas alternativas a seguir, em que todas as palavras estão propositalmente grafadas sem acento, uma naturalmente não receberia acento por não se tratar de proparoxítona. Assinale-a.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 (A) interim. (B) rubrica. (C) recondito. (D) arquetipo. (E) lugubre. Comentário – A banca explorou uma corriqueira confusão que muitas pessoas fazem ao pronunciar certas palavras (o significado delas aqui é o que menos importa). O conhecimento da pequena lista abaixo facilitaria a vida dos candidatos. Oxítonas cateter Cister condor Nobel negus novel Gibraltar hangar obus oximel masseter mister ureter Paroxítonas austero avaro aziago gratuito fortuito ibero batavo ciclope látex maquinaria edito (lei, decreto) filantropo misantropo necromancia rubrica nenúfar pudico recorde Proparoxítonas ádvena aeródromo aerólito aríete arquétipo crisântemo édito (ordem judical) elétrodo hieróglifo ímprobo ínterim lêvedo lúgubre munícipe notívago (ou noctívago) protótipo recôndito trânsfuga

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 vermífugo zênite Resposta – B

REGRAS

ESPECIAIS

DE

ACENTUAÇÃO

GRÁFICA

(note

as

mudanças

introduzidas pelas novas regras) 1 – HIATOS a) Acentua-se a primeira vogal dos hiatos ÔO, ÊE. Ex.: vôo, enjôos, crêem, dêem, lêem, vêem. (3ª pessoa do plural dos verbos crer, dar, ler e ver) ATENÇÃO! De acordo com as novas regras, esses acentos deixam de existir: voo, enjoo, creem, deem, leem, veem. Mas até 31/12/2012 é possível usá-los. b) As vogais I(S) e U(S), quando formarem a sílaba tônica e ocuparem a segunda posição do hiato, sozinhas ou acompanhadas de S. Ex.: saída, saúde, país, baús, incluí-lo. Compare com mia, via, lua, nua. Nessas palavras, as vogais I e U não ocupam a segunda posição do hiato, ainda que constituam a sílaba tônica.

CUIDADO! Se as vogais I ou U formarem sílabas com L, M, N, R, Z ou vierem seguidas de NH, não haverá acento gráfico: pa-ul, ru-im, a-in-da, sa-ir, ju-iz, ra-i-nha. Se as vogais I ou U formarem hiato com uma vogal idêntica, não se usará acento gráfico: xi-i-ta, va-di-i-ce, su-cu-u-ba (nome de uma planta). O acento só surgirá se a palavra for uma proparoxítona: fri-ís-si-mo.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 ATENÇÃO! Conforme as novas regras, se essas vogais surgirem após ditongos e a palavra for paroxítona, não levarão acento: baiuca, feiura. Ressalto que até 31/12/2012 você decidirá se quer ou não usar o acento: baiúca, feiúra. Interessante é o que acontece, por exemplo, com o vocábulo Piauí. Observe que, agora, a vogal tônica I ocupa a última posição, ou seja, a palavra é oxítona. Casos como esse não foram atingidos pelas mudanças ortográficas.

Comércio exterior da Baixada Santista atinge US$ 1,6 bilhão no 12 trimestre O Baixada para trás comércio Santista, a do montante crise nos ano, fechados exterior a econômica últimos os na dois negócios região maior com a que o variação somou dos balança ontem Indústria são um e pelo parâmetro região do das do que nove reduziu anos. de somaram que primeiro foi US$ 77,56 de No US$ o cidades as da deixou trocas primeiro e 1,668 registrado trimestre melhor bilhões. do As foram negócio brasileira do (MDIC). se medir exemplo brasileiro,

internacionais
5

trimestre exportação bilhão, Na

importação

37,76%

no mesmo período do ano passado. comparação passado, País (30,65%), da 2,15% da cidades por dados divulgados informações do do que nove a ano

10

metropolitana registros comercial Ministério Comércio para

responsáveis Os foram Estas

para o mercado internacional.
15

Desenvolvimento,

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 a
20

importância No caso com e promover

de da o órgãos

cada Baixada Porto

cidade

para

o os devido

comércio números à qual de e município pelo

exterior brasileiro. Santista, de e suas Santos, de cada são proximidade empresas podem amplificados naturalmente públicos

25

despachos

desembaraços necessidades

mercadorias,

conforme

contando com maior facilidade.
(Samuel Rodrigues. A Tribuna. Santos, 16 de abril de 2010)

11. (FGV/CODESP/TÉC. EM INFORMÁTICA/2010) No texto, há casos de palavras acentuadas por regras diferentes. Nas alternativas a seguir, encontram-se exemplos das regras presentes no texto, À EXCECÃO DE UMA. Assinale-a. (A) Panamá (B) rádio (C) parágrafo (D) saúde (E) fé Comentário – Depois do que já vimos até aqui sobre regras de acentuação, você tem condições assinalar corretamente a resposta certa. Alternativa A: a acentuação de Panamá enquadra-se nas regras das oxítonas. Incrivelmente, não existe no texto nenhuma palavra acentuada pela mesma regra. Esta opção, por conseguinte, é a que você deve ter marcado – eu creio. Ou vai me dizer que você pensou que “País” (l. 11) também recebe acento pelo mesmo motivo? Se isso aconteceu, volte às regras dos hiatos, item “b”.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 Alternativa B: em rádio, o acento foi usado porque a palavra é paroxítona terminada em ditongo oral, a exemplo de “municípios”, “negócios”, “comércio”, “responsáveis”, “ministério”, “indústria”, “importância”. Alternativa C: parágrafo é proparoxítona, e todas devem ser acentuadas: “públicos”, “parâmetros”, “últimos”, “econômica”, “período”, “números”. Alternativa D: agora você pode fundamentar sua resposta na regra dos hiatos (item “b”). A exemplo de saúde (aliás, foi este o exemplo que usei na minha explicação), é acentuado o vocábulo “País”. Alternativa E: lembre-se de que os monossílabos tônicos terminados em a(s), e(s) ou o(s) são acentuado, como fé e “trás” (l. 3). Resposta – A

12. (FGV/BESC/NÍVEL SUPERIOR/2004) Assinale a alternativa em que a palavra NÃO siga a mesma regra de acentuação que “óbvio” (L.19). (A) necessário (L.8) (B) juízes (L.24) (C) início (L.46) (D) cenário (L.47) (E) monetário (L.53) Comentário – Você já notou que o texto é dispensável, então vamos economizar tempo, papel e tinta. Sugiro que separemos as sílabas da palavra “óbvio”, com a indicação da sílaba tônica: ób-vio. Notou que ela é paroxítona terminada em ditongo oral? Faça o mesmo com as palavras constantes em A, C, D e E para constatar que elas também se enquadram na mesma regra. Agora tomemos a palavra juízes: ju-í-zes. “Professor, ela também é paroxítona!”, alguém deve ter gritado. Mas observe atentamente que nas regras das paroxítonas não existe razão para acentuar as que terminam em 41

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 “es” (esse enquadramento é para as oxítonas). Em juízes, o acento agudo no -í- se deve à regra do hiato, item “b”. Resposta – B

13. (FGV/MEC/ADMINISTRADOR DE BANCO DE DADOS/2009) Assinale a alternativa em que a palavra tenha sido acentuada seguindo regra distinta das demais. (A) Amazônia (B) planetária (C) resistência (D) níveis (E) países Comentário – Achou algo parecido? Pois é, as questões se repetem mesmo, com leves mudanças. Até a palavra níveis é a mesma. Por quê? Provavelmente porque a banca sabe que muitos candidatos pensam logo no tal ditongo crescente. Mas reafirmo aqui o que disse antes: DITONGO ORAL, como em Amazônia, planetária e resistência. A palavra países recebe acento porque a vogal -í- representa a segunda vogal do hiato, constitui a sílaba tônica da palavra e está sozinha (poderia estar acompanhada de -s, como em país.). Resposta – E

14. (FGV/SENADO FEDERAL/ADVOGADO/2008) Assinale a alternativa em que a palavra indicada tenha sido acentuada por regra distinta das demais. (A) instituídas (L.4) (B) transparência (L.14) (C) remuneratório (L.6)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 (D) Judiciário (L.2) (E) Ministério (L.88) Comentário – Sem sombra de dúvidas – pois agora as palavras constantes nas opções B, C, D e E são realmente paroxítonas terminadas em ditongo crescente – você deve ter assinalado a palavra “instruídas”. Esta recai na regra descrita acima sobre hiato: ins-tru-í-das. Nunca é demais dizer que a regra é DITONGO ORAL, independentemente de ser crescente ou decrescente. Resposta – A

15. (FGV/POTIGÁS/CONTADOR JÚNIOR/2006) Assinale a alternativa em que a palavra tenha sido acentuada seguindo a mesma regra que país (L.9). (A) Bolívia (L.9) (B) gás (L.24) (C) pivô (L.59) (D) comércio (L.72) (E) reconstruí-la (l.77) Comentário – Já está evidente que as palavras “Bolívia” e “comércio” são acentuadas por serem paroxítonas terminadas em ditongo oral. Também não é difícil perceber que “gás” é monossílaba tônica terminada em “as” e que “pivô” enquadra-se nas regras das oxítonas terminadas em -o(s). Restou a opção E, que trouxe a vogal -í- como a segunda do hiato existente em re-cons-tru-í-la, sendo ela mesma a sílaba tônica da palavra e estando sozinha na sílaba. É isso que também justifica a acentuação da palavra “país” (a diferença é que aqui a vogal está acompanha da consoante –s, mas isso é possível, conforme já expliquei). Permita-me “colocar mais lenha na fogueira”. Como você justificaria, por exemplo, os acentos nas palavras construí-la-íamos (= www.pontodosconcursos.com.br 43

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 construiríamos + a) e construí-la-ás (= construirás + a)? Não vai dizer que você tremeu? Mantenha a calma e analise cada elemento separadamente: a) construí-: já está claro o motivo do acento agudo (inclusive foi objeto do exercício que motivou esta discussão); -la-: pronome oblíquo átono não recebe acento (compare com o substantivo lá (nota musical) e o advérbio lá, ambos monossílabos tônicos; -íamos: elemento que se encaixa nas regras das proparoxítonas: todas são acentuadas. b) construí-: não preciso mais explicar; -la-: também dispensa explicação; -às: monossílabo tônico, como pá, já, vá etc. Resposta – E 16. (FGV/CAERN/AGENTE ADMINISTRATIVO/2010) Assinale a palavra que NÃO tenha sido acentuada pela mesma regra que as demais. (A) até (L.73) (B) está (L.44) (C) País (L.35) (D) biogás (L.55) (E) contará (L.60) Comentário – Já percebeu que o vocábulo “País” é figurinha marcada nas provas da FGV quando o assunto é acentuação? Na questão anterior, expliquei que o acento agudo fundamenta-se na regra dos hiatos, e não na regra das oxítonas, como “até”, “está”, “biogás” e “contará”. É bom ficar atento! Resposta – C

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 2 – DITONGOS a) ÉU, ÉI, ÓI: quando tônicos e abertos. Ex.: chapéu, assembléia, jibóia, céu, papéis. CUIDADO! Os ditongos abertos EU, EI e OI, quando não constituírem a sílaba tônica (formarem a sílaba subtônica), não serão acentuados: ceuzinho, pasteizinhos, anzoizinhos.

ATENÇÃO! O novo Acordo Ortográfico estabeleceu que esses ditongos não serão mais acentuados quando ocuparem a penúltima posição da sílaba, ou seja, quando o vocábulo for paroxítono: assembleia, jiboia, ideia, europeia, heroico. Ressalto que até 31/12/2012 é facultativo recorrer ao novo Acordo Ortográfico.

17. (FGV/POTIGAS/NÍVEL MÉDIO/2006) Assinale a alternativa em que o vocábulo tenha sido acentuado por regra distinta da dos demais. (A) família (L.2) (B) ciência (L.5) (C) possíveis (L.6) (D) conseqüência (L.13) (E) asteróides (L.22) Comentário – Olha o DITONGO ORAL aí de novo, gente! É isso o que justifica os acentos nas palavras paroxítonas constantes das alternativas A, B, C e D. Em “asteróide”, apesar de a palavra também ser paroxítona, o motivo da acentuação é outro: ditongo “-oi-” aberto e tônico. Esse acento deixou de existir por causa do novo Acordo Ortográfico, que o manteve apenas em palavras oxítonas e monossílabas: herói, mói (até 31/12/2012 é possível

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 usá-lo). Contudo a prova foi em 2006, quando (quase) ninguém falava da mudança ortográfica. Resposta – E

18. (FGV/SSP-RJ/INSPETOR/2008 – adaptada) “E no alto da torre exibo-te o varal. Onde balança ao léu minh’alma” (versos 24 e 25). A respeito dos versos acima, julgue o item seguinte: o acento em “léu” se justifica como acento diferencial, para não se confundir com o verbo leu. Comentário – Isso é balela. O vocábulo “léu” é ditongo tônico e aberto; a forma verbal leu também é tônica, mas a pronúncia é fechada, como os pronomes possessivos seu, meu, teu. Resposta – item errado.

3 – GUE e QUI a) Diante de E ou I, a letra U que compõe os grupos GUE e QUI receberá trema quando for pronunciada fracamente; sendo, pois, semivogal. Ex.: eloqüente, agüentar, pingüim, lingüiça. b) Diante de E ou I, a letra U que compõe os grupos GUE e QUI receberá

acento agudo quando for pronunciada fortemente; sendo, pois, vogal. Ex.: averigúe, obliqúes, apazigúe. CUIDADO! Quando a letra U não for pronunciada, não receberá nenhum acento: quilo, quente. O que temos aqui é simplesmente um dígrafo representado pelas letras “qu”. Ainda que seja pronunciada, não receberá nenhum acento gráfico se estiver diante de A ou de O: água, quota (ou cota). 46

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 ATENÇÃO! O trema foi abolido pelas novas regras. Também o foi o acento agudo no U tônico dos grupos GUE, GUI, QUE, QUI de verbos como averiguar, apaziguar, arguir, redarguir, enxaguar. Repito: até 31/12/2012 estaremos no período de transição, sendo aceitas as duas formas.

19. (FGV/SSP-RJ/PERITO/2009 – adaptada) Julgue a assertiva abaixo: Em “O público brasileiro tem ouvido, com alguma frequência, notícias a respeito de possível rebelião de países vizinhos contra aquilo que seus governantes chamam de dívidas ilegítimas.”, há uma palavra com grafia incorreta. Comentário – Muita gente escorregou aqui, pois acharam que o vocábulo “frequência”, sem trema, estava escrito erradamente. Contudo, os candidatos se esqueceram de que o novo Acordo Ortográfico passou a vigorar em 1º de janeiro de 2009. Como expliquei acima, o trema foi abolido por ele. Portanto o item deveria ter sido julgado incorreto. Resposta – Item errado.

4 – ACENTO DIFERENCIAL (com a vigência das novas regras, foi abolido, salvo algumas exceções, que estão destacadas abaixo; todavia o período de transição – que vai até 31/12/2012 – dá-nos a faculdade quanto ao uso) O acento diferencial (agudo ou circunflexo) é utilizado para distinguir uma palavra de outra que se grafa de igual maneira. A seguir, apresento uma pequena relação. Ele tem – eles têm (verbo TER na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 Ele vem – eles vêm (verbo VIR na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo) ATENÇÃO! Repare que as formas TEM e VEM constituem monossílabos tônicos terminado por EM. Lembre-se de que apenas as terminações A(S), E(S) e O(S) recebem acento: má, fé, nó. É muito comum as bancas examinadoras explorarem questões envolvendo esses verbos. Elas relacionam, por exemplo, um sujeito no singular à forma verbal TÊM (com acento circunflexo mesmo) e perguntam se a concordância está correta. Obviamente, se a forma verbal empregada é TÊM, o sujeito deve ser representado por um nome plural. Fique atento para esse detalhe. Atente ainda para o fato de o acento circunflexo (diferencial) não ter sido abolido desses verbos nem de seus derivados. Portanto, continue a usá-lo. Ele detém – eles detêm (verbo DETER na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo) Ele provém – eles provêm (verbo PROVIR na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo) ATENÇÃO! Agora, a “pegadinha” é outra. As bancas gostam de explorar o motivo do acento nos pares detém/detêm, mantém/mantêm, provém/provêm, todos derivados dos verbos TER e VIR. Repare que a forma correspondente à terceira pessoa do singular recebe acento AGUDO em virtude de ser uma oxítona terminada por EM. Já a forma correspondente à terceira pessoa do plural recebe acento CIRCUNFLEXO para diferenciar-se do singular.

20. (FGV/BADESC/NÍVEL MÉDIO/2010) A palavra têm, na frase “estes últimos têm consciência plena” (L.46), recebe acento gráfico porque: (A) está no plural. www.pontodosconcursos.com.br 48

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 (B) termina em consoante. (C) é monossílaba átona. (D) começa com consoante. (E) contém vogal aberta. Comentário – Ficou fácil responder a esta questão, não é mesmo? O verbo ter foi conjugado na terceira pessoa do plural para concordar com o sujeito: “estes últimos” (= eles). Esclareço que o verbo é tônico, e não átono conforme disse o examinador na opção C. Resposta – A Côa – côas (forma do verbo COAR) Coa – coas (contração entre a preposição com e o artigo a(s))

Pára (flexão do verbo PARAR) Para (preposição) Péla (flexão do verbo PELAR) Pela (contração da preposição e artigo) Pêra (substantivo = fruta – no plural não leva acento: peras) Péra (substantivo = pedra) Pera (preposição arcaica) Pôde (3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo) Pode (3ª pessoa do singular do presente do indicativo) ATENÇÃO! O novo acordo não aboliu o acento diferencial de PÔDE. Vocês devem usá-lo. Póla (substantivo = pancadaria) Pôla (substantivo = broto de árvore)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 Polo(a) (contração arcaica de preposição e artigo) Pólo (substantivo = cada uma das extremidades do eixo da Terra) Pôlo (substantivo = filhote de gavião) Pôr (verbo) Por (preposição) ATENÇÃO! O novo acordo também não aboliu o acento diferencial de PÔR. Vocês devem usá-lo. Fôrma (substantivo = molde) Forma (substantivo = disposição exterior de algo)

ATENÇÃO! É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara: Qual é a forma da fôrma do bolo?

Não se esqueça de que o novo Acordo Ortográfico está em vigor e que a Academia Brasileira de Letras já lançou oficialmente o novo VOLP. Portanto nada impede de as bancas examinadoras exigirem de você conhecimentos a respeito dele. Fique com Deus e até a próxima aula! Professor Albert Iglésia

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 QUESTÕES SEM COMENTÁRIOS

1.

(FGV/SENADO FEDERAL/ANALISTA DE SISTEMAS/2008) “Em primeiro lugar, não estão em xeque as inegáveis e insubstituíveis virtudes que os mercados possuem quando funcionam de maneira mais livre, sem interferências externas, na alocação dos recursos.” (L.37-40) No trecho acima, grafou-se corretamente a palavra xeque, de acordo com o sentido pretendido no texto. Assinale a alternativa em que não se tenha mantido correção gráfica ao utilizar a palavra destacada.

(A) Finalmente o enxadrista deu o xeque-mate. (B) Com ética e consciência cidadã, o povo dará um cheque à corrupção. (C) Chegou em visita ao Congresso o xeque árabe. (D) Porque estava sem talão, teve de pedir um cheque avulso. (E) Deixe que eu cheque a lista de passageiros.

2.

(FGV/CODESP/ADVOGADO/2010) O aproveitamento das oportunidades que estão surgindo é valioso porque, além da realização pessoal na vida profissional, é um atalho para melhora dos níveis de renda e de bem-estar de fatias cada vez maiores da população brasileira. (L.63-67) No trecho acima, empregou-se corretamente uma das formas do porquê. Assinale a alternativa em que isso NÃO tenha ocorrido.

(A) Sem

ter

por

quê,

em

se

falando

de

habilidades,

discutir

mais

profundamente, calamo-nos. (B) Vamos destacar as habilidades por que somos conhecidos.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 (C) Ele esperava saber por que, naquele departamento, sua habilidade não era valorizada. (D) Porque nossa habilidade não era valorizada não íamos demonstrá-la? (E) Não conseguimos saber por quê, mas tentamos.

3.

(FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL

ICMS/2007)

Em

antimaterialista,

utilizou-se

corretamente a regra de emprego do hífen com o prefixo anti-. Assinale a alternativa em que isso não tenha ocorrido. (A) anti-higiênico (B) antiaéreo (C) anti-rábico (D) anti-semita (E) anti-inflacionário

4.

(FGV/SENADO FEDERAL/ADVOGADO/2008) Em não-efetivação (L.33), utilizou-se corretamente o hífen. Das palavras abaixo, somente uma está correta. Assinale-a.

(A) sócio-ambiental (B) tele-reportagem (C) macro-encefalia (D) trans-humano (E) sub-reptício

5.

(FGV/SENADO FEDERAL/ANALISTA DE SISTEMAS/2008 – adaptada) “‘Podemos caracterizar as economias bem-sucedidas do pósguerra, mas

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 não podemos apontar com segurança os fatores que selaram seu êxito nem os fatores sem os quais elas poderiam ter sido exitosas.’” (L.60-63) A respeito do trecho acima, analise os itens a seguir: I. II. O antônimo de bem-sucedidas é “malsucedidas”. A palavra pós-guerra é grafada com hífen, assim como toda palavra que trouxer o prefixo "pós-".

6.

(FGV/SENADO

FEDERAL/ANALISTA

CONTÁBIL/2008)

A

palavra

megadiversidade foi grafada corretamente no texto. Assinale a alternativa em que, compondo-se palavra com o elemento mega-, obedeceu-se às regras de ortografia. (A) mega-homenagem (B) megaipótese (C) mega sucesso (D) megaritual (E) mega-evento

7.

(FGV/JUIZ/TJ-MS/2008) Utilizou-se corretamente a regra moderna de grafia de siglas em OMC (L.12), ONU (L.28) e FMI (L.29). Assinale a alternativa em que isso não tenha ocorrido.

(A) AGU (B) ADI (C) Emerj (D) EMATRA (E) PIS

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 8. (FGV/SERC-MS/Analista de TI/2006) Assinale a alternativa em que o vocábulo não tenha sido acentuado pela mesma regra que os demais. (A) atrás (B) lá (C) ninguém (D) vovó (E) você

9.

(FGV/CODESP/NÍVEL SUPERIOR/2010) Assinale a palavra que tenha sido acentuada por regra DISTINTA das demais.

(A) relógio (L.47) (B) deficiências (L.23) (C) distância ( L.58) (D) nível (L.4) (E) níveis (L.66)

10. (FGV/SENADO FEDERAL/ANALISTA DE SISTEMAS/2008) A palavra êxito (L.62) recebeu acento por se tratar de proparoxítona. Nas alternativas a seguir, em que todas as palavras estão propositalmente grafadas sem acento, uma naturalmente não receberia acento por não se tratar de proparoxítona. Assinale-a. (A) interim. (B) rubrica. (C) recondito. (D) arquetipo. (E) lugubre.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 Comércio exterior da Baixada Santista atinge US$ 1,6 bilhão no 12 trimestre O Baixada para trás comércio Santista, a do montante crise nos ano, fechados exterior a econômica últimos os na dois negócios região maior com a que o variação somou dos balança ontem Indústria são de da o órgãos conforme um cada Baixada Porto públicos e suas despachos e cidade pelo parâmetro região do das do que nove reduziu anos. de somaram que primeiro foi US$ 77,56 de No US$ o cidades as da deixou trocas primeiro e 1,668 registrado trimestre melhor bilhões. do As foram negócio brasileira do (MDIC). se o os devido Santos, de cada pelo medir comércio números à qual de e município exemplo brasileiro,

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para o mercado internacional.
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mercadorias,

contando com maior facilidade. www.pontodosconcursos.com.br 55

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0
(Samuel Rodrigues. A Tribuna. Santos, 16 de abril de 2010)

11. (FGV/CODESP/TÉC. EM INFORMÁTICA/2010) No texto, há casos de palavras acentuadas por regras diferentes. Nas alternativas a seguir, encontram-se exemplos das regras presentes no texto, À EXCECÃO DE UMA. Assinale-a. (A) Panamá (B) rádio (C) parágrafo (D) saúde (E) fé

12. (FGV/BESC/NÍVEL SUPERIOR/2004) Assinale a alternativa em que a palavra NÃO siga a mesma regra de acentuação que “óbvio” (L.19). (A) necessário (L.8) (B) juízes (L.24) (C) início (L.46) (D) cenário (L.47) (E) monetário (L.53)

13. (FGV/MEC/ADMINISTRADOR DE BANCO DE DADOS/2009) Assinale a alternativa em que a palavra tenha sido acentuada seguindo regra distinta das demais. (A) Amazônia (B) planetária (C) resistência (D) níveis (E) países www.pontodosconcursos.com.br 56

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 14. (FGV/SENADO FEDERAL/ADVOGADO/2008) Assinale a alternativa em que a palavra indicada tenha sido acentuada por regra distinta das demais. (A) instituídas (L.4) (B) transparência (L.14) (C) remuneratório (L.6) (D) Judiciário (L.2) (E) Ministério (L.88)

15. (FGV/POTIGÁS/CONTADOR JÚNIOR/2006) Assinale a alternativa em que a palavra tenha sido acentuada seguindo a mesma regra que país (L.9). (A) Bolívia (L.9) (B) gás (L.24) (C) pivô (L.59) (D) comércio (L.72) (E) reconstruí-la (l.77)

16. (FGV/CAERN/AGENTE ADMINISTRATIVO/2010) Assinale a palavra que NÃO tenha sido acentuada pela mesma regra que as demais. (A) até (L.73) (B) está (L.44) (C) País (L.35) (D) biogás (L.55) (E) contará (L.60)

17. (FGV/POTIGAS/NÍVEL MÉDIO/2006) Assinale a alternativa em que o vocábulo tenha sido acentuado por regra distinta da dos demais.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 0 (A) família (L.2) (B) ciência (L.5) (C) possíveis (L.6) (D) conseqüência (L.13) (E) asteróides (L.22)

18. (FGV/SSP-RJ/INSPETOR/2008 – adaptada) “E no alto da torre exibo-te o varal. Onde balança ao léu minh’alma” (versos 24 e 25). A respeito dos versos acima, julgue o item seguinte: o acento em “léu” se justifica como acento diferencial, para não se confundir com o verbo leu.

19. (FGV/SSP-RJ/PERITO/2009 – adaptada) Julgue a assertiva abaixo: Em “O público brasileiro tem ouvido, com alguma frequência, notícias a respeito de possível rebelião de países vizinhos contra aquilo que seus governantes chamam de dívidas ilegítimas.”, há uma palavra com grafia incorreta.

20. (FGV/BADESC/NÍVEL MÉDIO/2010) A palavra têm, na frase “estes últimos têm consciência plena” (L.46), recebe acento gráfico porque: (A) está no plural. (B) termina em consoante. (C) é monossílaba átona. (D) começa com consoante. (E) contém vogal aberta.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 Olá, prezado(a) aluno(a)! Como foram para você esses dias que antecederam a nossa aula? Para mim não foram fáceis. Alguns contratempos me impediram de enviar esta aula na data que havíamos combinado. Por isso quero me desculpar com você. Espero poder contar com sua compreensão. Hoje, então, estudaremos o que está discriminado abaixo. AULA Texto e discurso Significação contextual de palavras e expressões Leitura, análise e interpretação 1 Coesão e coerência Tipologia textual Adequação da linguagem Paráfrase e paródia Discurso direto e indireto Como já estamos atrasados, vamos logo ao que mais nos interessa aqui. SIGNIFICAÇÃO CONTEXTUAL DE PALAVRAS E EXPRESSÕES É prudente iniciarmos tratando das relações lexicais que podem influenciar a análise e interpretação de um texto. São elas: a) Sinonímia – Palavras que indicam o mesmo objeto/referente. Exemplo: Longo e comprido era o corredor. As palavras destacadas são termos sinônimos, pois têm o mesmo referente: a dimensão do corredor. É possível, portanto, haver um objeto (referente) com várias denominações: carro, veículo, meio de transporte etc. Ocorre que também é possível que palavras como cara, rosto e face designem, conforme o contexto, referentes distintos. Veja os exemplos abaixo: CONTEÚDO

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 Tem a cara de pau de sustentar a mentira. Seus rosto se enrubesceu. Cristo deu a outra face. Isso se dá porque sinônimos perfeitos não existem. E Embora se fale em palavras sinônimas, também existem frases sinônimas. Joana é a mulher de Marcelo. Marcelo é o marido de Joana. b) Antonímia – Vocábulos de significados opostos: dizer e

desdizer; amar e odiar. Nem sempre é fácil detectar o grau de antonímia. Vejamos o caso de quente e frio, eles são antônimos? Sim, em princípio, mas o significado depende do contexto. Vejam os exemplos: A cerveja estava quente/fria. A sopa estava quente/fria. Não se serve cerveja como sopa; logo cerveja quente (não gelada) não equivale necessariamente à quentura de uma sopa (a 70 graus, por exemplo). Há gradações entre as características que nem sempre recobrem os mesmos referentes, pois seu emprego depende de um contexto situacional. Tanto na sinonímia quanto na antonímia existem gradações entre os sentidos ou nem tanto em assim. c) Homonímia – São palavras diferentes no sentido, tendo a mesma escrita ou a mesma pronúncia. É o caso dos: Manga (tecido) Homônimos perfeitos (mesma grafia e pronúncia) Manga (fruta) Banco (móvel para assento de pessoas) Banco (instituição financeira)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 Esse (pronome) Homônimos homógrafos (mesma grafia) Esse (nome da letra S) Ele (pronome pessoal) Ele (letra do alfabeto) Cela (aposento; mesmo que cadeia) Homônimos homófonos (mesma pronúncia) Sela (arreio acolchoado que se coloca no dorso da cavalgadura e sobre o qual monta o cavaleiro) Não se devem confundir os casos de homonímias com os de polissemia semântica. No primeiro caso, há duas entradas distintas no dicionário. No segundo, trata-se de uma entrada apenas no dicionário e várias acepções derivadas, que vão se encaixando nos vários contextos, como os exemplos do uso de linha, a seguir: A linha era azul Dizem que a única mulher que andou na linha o trem matou. Esse ônibus faz a linha Norte-Sul. Pela polissemia, um mesmo vocábulo pode ter seu sentido estendido, por conotação (sentido figurado). Exemplo: Lia o livro de cabo a rabo (expressão que significa do começo ao fim – “cabo” remete a cabeça, a parte do alto; “rabo”, ao final do corpo). Essa noção ficou cristalizada na língua, como outras tantas: Até aí morreu o Neves; Inês é morta. Novamente o contexto d) é responsável pela definição do significado, que é atualizado em diferentes situações de uso. Paronímia – É a relação entre palavras que têm formas parecidas, mas cujos significados diferem, pois têm origens diferentes, como por exemplo: descrição e discrição; eminente e iminente, tráfico e tráfego, emigrar e imigrar.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 e) Hiperônimo e Hipônimo – Palavras como “computador”,

“monitor”, “impressora” e “teclado” apresentam certa familiaridade de sentido pelo fato de pertencerem ao mesmo campo semântico, ou seja, ao universo da informática. Já a palavra “equipamento” possui um sentido mais amplo, que engloba todas as outras. Nesse caso, dizemos que “computador”, “monitor”, “impressora” e “teclado” são hipônimos de “equipamento”. Por sua vez, “equipamento” é um hiperônimo das outras palavras. Vamos analisar um texto (um cartoon do humorista Feifer) e perceber, por exemplo, como a noção de sinonímia das palavras nem sempre se recobre totalmente. “Eu pensava que era pobre. Aí, disseram que eu não era pobre, eu era necessitado. Aí, disseram que era autodefesa eu me considerar necessitado, eu era deficiente. Aí, disseram que deficiente era uma péssima imagem, eu era carente. Aí, disseram que carente era um termo inadequado. Eu era desprivilegiado. Até hoje eu não tenho um tostão, mas tenho já um grande vocabulário.”
(In: SOARES, Magda. Linguagem e escola – uma perspectiva social. São Paulo, Ática, 1986. P. 52)

Comentário – No fragmento dado, podemos ver que o gênero textual já indica uma leitura político-ideológica para o texto. Trata-se de um texto humorístico, com uma finalidade de crítica social: enumerar os vários nomes (só aparentemente sinônimos) com que se costuma definir uma classe social (pobre, necessitado, carente, desprivilegiado etc.) não vai resolver o problema da pobreza no país. O único ganho para o pobre foi o aumento de seu vocabulário, o que não deixa de ser também uma crítica ao palavrório inútil daqueles que tentam resolver o problema das diferenças sociais no país, apenas com denominações eufemísticas; utilizam apenas novos nomes para os

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 processos, que são desacompanhados das ações sociais. O texto humorístico presta-se a uma crítica social sobre o fato de haver “muitas palavras e pouca ação”.

(...) A liberdade, escolha, só é a decisão, que é por manifestação fundamento de o nossa mundo possível tendo

axiológico, tanto quanto este tem por condição de possibilidade a liberdade. Não se pode estimar sem alternativas possíveis. Na medida do que, Na a em que de a que é algum outro; não a se escolhe, Ao ou se sob avalia algum escolhido de à para um obter é a o consciência pondera-se melhor dirigida significa (...)
(Adaptado de ALVES, Alaôr Caffé. As categorias da ética. In: www.centrodebate.org)

preferido. modo o

escolher

caminho, outras está Isto

prisma, mata Ela

em à

relação ação, à

caminho pode à haver nos

possibilidades. que

escolha escolha,

indiferença. leva

exteriorização,

tomada

posição.

decisão,

determinação

normativa ou imperativa de uma via em detrimento de outra.

1.

(FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) A escolha, a decisão, que é manifestação de nossa liberdade, só é possível tendo por fundamento o mundo axiológico. Considerando o contexto da frase, o vocábulo sublinhado tem significado equivalente a:

(A) das normas. (B) dos mercados. (C) dos indivíduos. (D) das liberalidades. www.pontodosconcursos.com.br 5

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 (E) das verdades. Comentário – o adjetivo “axiológico” (de axiologia = teorias, avaliações, análises e estudos que abordam a questão dos valores, especialmente valores morais). Segundo o contexto, seu melhor significado aproxima-se do significado da expressão das normas. Releia o final do segundo parágrafo transcrito: “Isto significa que a escolha, a decisão, nos leva à determinação normativa ou imperativa de uma via em detrimento de outra.” Resposta – A

2.

(FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) De acordo com o contexto, observa-se emprego não-literal de vocábulo ou expressão em:

(A) Isso não ocorre com os animais brutos. (B) supõe a avaliação de múltiplos fatores. (C) Na escolha não pode haver indiferença. (D) o caminho escolhido mata outras possibilidades. (E) O fenômeno ético não é um acontecimento individual. Comentário – Emprego de linguagem não-literal é o mesmo que linguagem CONOTATIVA com Resposta – D (o contrário seria linguagem DENOTATVA, literal). Não precisamos ir ao texto para percebermos que a letra D contém dois vocábulos

(...) A nela, Os economia os seres Não há se é um nada nível de essencial agem, então, inexorável a da em realidade escolhas, seus as histórica; tomam humanos dispuseram, fazem

iniciativas.

movimentos. motivações 6

marxistas

discutir

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1
75

dos (...)

sujeitos

que

modificam

a

realidade

objetiva.

Passaram

a

debater idéias extraídas de Gramsci, Lukács, Adorno.

(Leandro Konder. Esquerda e direita no Brasil, hoje. Folha de São Paulo, 13/04/2006)

3.

(FGV/SEFAZ-MS/FISCAL DE RENDAS/2006) A palavra inexorável (L.73) só não pode ser substituída, no texto, sob pena de alteração de sentido, por:

(A) implacável. (B) indelével. (C) inelutável. (D) perituro. (E) sempiterno. Comentário – O vocábulo inexorável pode ser substituído por: rigoroso, indelével (= indestrutível), inflexível, inelutável, implacável; também pode ser trocado por sempiterno (= inesgotável, que não teve princípio nem jamais terá fim; eterno, perpétuo). Já o vocábulo perituro denota aquilo que é perecível, que há de acabar. Resposta – D

(...) Ainda de acordo com DaMatta, a informalidade é também exercida autoridade
45

por

esferas "maior" a

de vê-se

influência coagida

superiores. por de

Quando uma

uma

"menor", uma

imediatamente ameaça fazer uso de sua influência; dessa forma, buscará sanção. (...)
(Jeitinho. In: www.wikipedia.org – com adaptações.)

dissuadir

autoridade

"menor"

aplicar-lhe

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 4. (FGV/BADESC/ADVOGADO/2010) Observando a frase “buscará dissuadir a autoridade ‘menor’ de aplicar-lhe uma sanção” (L.46-47), assinale a alternativa em que a substituição da palavra sublinhada mantenha o sentido que se deseja comunicar no texto. (A) obrigar. (B) desaconselhar. (C) persuadir. (D) convencer. (E) coagir. Comentário – A frase integra o texto intitulado Jeitinho, que aparecerá na íntegra mais abaixo. Eis o significado contextual do vocábulo “dissuadir”: fazer alguém mudar de ideia, opinião ou intenção; tirar de um propósito; despersuadir, desaconselhar: Queria fazer a viagem, mas a mulher o dissuadiu. Resposta – B

Todas as noções vistas até aqui tratam da complexa relação de significados que existe entre os vocábulos de uma língua. Vamos examinar, a seguir, o conceito de texto e textualidade, que também ajudará a compreender melhor as intrincadas redes de relação de sentidos atualizados nos textos. Antes, porém, apresento a você uma singela relação de homônimos e parônimos. Confira!

acender = atear fogo ascender = subir acerca de = a respeito de, sobre cerca de = aproximadamente há cerca de = faz aproximadamente

coser = costurar cozer = cozinhar deferir = conceder diferir = adiar descrição = representação

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 afim = semelhante, com afinidade a fim de = com a finalidade de amoral = indiferente à moral imoral = contra a moral, libertino, devasso apreçar = marcar o preço apressar = acelerar arrear = pôr arreios arriar = abaixar bucho = estômago de ruminantes buxo = arbusto ornamental caçar = abater a caça cassar = anular cela = aposento sela = arreio censo = recenseamento senso = juízo cessão = ato de doar seção ou secção = corte, divisão sessão = reunião chá = bebida xá = título de soberano no Oriente chalé = casa campestre xale = cobertura para os ombros cheque = ordem de pagamento xeque = lance do jogo de xadrez comprimento = extensão cumprimento = saudação concertar = harmonizar, combinar consertar = remendar, reparar conjetura = suposição, hipótese conjuntura = situação, circunstância infligir = aplicar pena ou castigo infringir = transgredir, violar, desrespeitar intemerato = puro, íntegro, incorrupto intimorato = destemido, valente, corajoso intercessão = súplica, rogo interse(c)ção = ponto de encontro de duas linhas laço = laçada discrição = ato de ser discreto descriminar = inocentar discriminar = diferençar, distinguir despensa = compartimento dispensa = desobrigação despercebido = sem atenção, desatento desapercebido = desprevenido discente = relativo a alunos docente = relativo a professores emergir = vir à tona imergir = mergulhar emigrante = o que sai imigrante = o que entra eminente = nobre, alto, excelente iminente = prestes a acontecer esperto = ativo, inteligente, vivo experto = perito, entendido espiar = olhar sorrateiramente expiar = sofrer pena ou castigo estada = permanência de pessoa estadia = permanência de veículo flagrante = evidente fragrante = aromático fúsil = que se pode fundir fuzil = carabina fusível = resistência de fusibilidade calibrada incerto = duvidoso inserto = inserido, incluso incipiente = iniciante insipiente = ignorante indefesso = incansável indefeso = sem defesa suar = transpirar sortir = abastecer surtir = originar sustar = suspender suster = sustentar tacha = brocha, pequeno prego taxa = tributo tachar = censurar, notar defeito

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 lasso = cansado, frouxo ratificar = confirmar retificar = corrigir soar = produzir som em taxar = estabelecer o preço vultoso = volumoso vultuoso = atacado de vultuosidade

LEITURA, ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO • Texto, textualidade e contexto Você sabe o que realmente é um texto? Bem, a noção de texto recobre sempre a de um instrumento transmissor de mensagens, isto é, uma forma de comunicar uma intenção qualquer, por meio de uma ou mais palavras em sequência. Qualquer usuário de uma língua sabe identificar o que é e o que não é um texto, mas defini-lo torna-se um problema, pois sua realização envolve fatores de vários campos: linguísticos, pragmáticos e comunicativos. E isso envolve o contexto e os usuários da linguagem. Podemos ter uma infinidade de textos, desde uma pequena sequência, na forma de um pedido de socorro, ou um bilhete, por exemplo, ou sequências maiores, como uma notícia jornalística, um relatório, uma ata, um sermão ou um romance de mais de seiscentas páginas, ou ainda uma novela, um conto, uma sentença proferida por um juiz etc. Façamos um pequeno exercício de leitura e resumo da ideia central de cada fragmento abaixo. 1. “O guarda-noturno caminha com delicadeza, para não assustar,

para não acordar ninguém. Lá vão seus passos vagarosos, cadenciados, cosendo sua própria sombra com a pedra da calçada (...).” (Crônica de Cecília Meireles intitulada O anjo da noite)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 2. “A Polícia militar entrou ontem em choque de mnhã com os

moradores do bairro de Realengo (zona norte do Rio) que obstruíam, das 9h às 11h, duas pistas da Avenida Brasil, principal via de acesso ao Rio. Eles protestavam contra os atropelamentos perto do CIEP Thomas Jefferson, na margem da Avenida e pediam a construção de uma passarela para pedestres (...).” (Folha de São Paula)

Então, será que você compreendeu a ideia principal do que acabou de ler? Embora incompletos, os fragmentos dão a noção dos textos como um todo significativo e de sua intencionalidade, característica principal de um texto como uma unidade de sentido. O fragmento de Cecília fala da passagem do guarda-noturno pelas ruas desertas; o segundo trata de uma notícia de um confronto entre polícia e a população de um bairro no Rio (Realengo) com protestos por causa de atropelamentos na Avenida Brasil. Pela leitura dos fragmentos anteriores, você observou que todos pertencem a textos, elaborados como partes de uma unidade de comunicação intencional. E para se tornarem uma unidade de sentido, possuem uma característica fundamental, que é a textualidade. Chama-se textualidade ao conjunto de propriedades que uma manifestação verbal deve possuir para construir um texto. Pode-se dizer que é a textualidade que transforma qualquer sequência linguística em uma unidade de sentido; é ela que lhe dá coerência. Que tal examinarmos, por exemplo, a sequência abaixo e vermos se ela constitui um texto? Vamos lá?

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 João vai à padaria. A padaria é feita de tijolos. Os tijolos são caríssimos. Também os mísseis são caríssimos. Os mísseis são lançados no espaço. Segundo a teoria da relatividade, o espaço é curvo. A geometria Rimaniana dá conta desse fenômeno. Percebeu como a sequência anterior não constitui um texto? E por quê? Porque, embora apareçam nela todos os elementos necessários à ligação entre os termos, não é possível estabelecer entre eles uma continuidade responsável pela unidade de sentido; dizemos, então, que a passagem não é um texto, por lhe faltar textualidade. A textualidade atrela-se à noção de contexto ou situação. Qualquer falante sabe que a comunicação verbal não se realiza por meio de palavras ou frases isoladas, desligadas da situação em que são produzidas. Se alguém perguntar a um passante: – Você sabe onde fica a rua X? a pergunta feita naquela situação determinada deve indicar que o interpelante não quer apenas indagar se o outro sabe a localização da rua, mas que ele está lhe pedindo informação sobre como chegar até lá. Nessa situação, a pergunta torna-se um pedido de informação, ou auxílio. Se o inquiridor obtiver do transeunte simplesmente a resposta: – Sei. e este continuar o seu caminho, pode-se dizer que a sequência não constituiu o texto desejado, já que não comunicou a intenção específica. Dizemos que, nesse caso, não houve um texto interativo no sentido que estamos considerando aqui.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 As categorias da ética A vida humana se caracteriza por ser fundamentalmente

ética. Os conceitos éticos "bom" e "mau" podem ser predicados a todos os atos humanos, e somente a estes. Isso não ocorre com os animais brutos. Um animal que ataca e come o outro não é
5

considerado maldoso, não há violência entre eles. Mesmo eticamente. nas ações os atos de caráter sempre é a técnico servem sua trama sim podem para a ser qualificados ou ou Esses técnicas obter atos não expansão adequada

limitação do ser humano. Sob a perspectiva ética, o que importa lógica, a eficiente A para resultados, segue mas qualificação relativas ética aos

10

desses resultados. eficiência técnica regras técnicas, meios, e não normas éticas, relativas aos fins. A energia nuclear pode ser empregada para o bem ou para o mal. Na verdade, ela
15

é

investigada,

apurada

e

criada para

algum

resultado,

que

lhe

confere validade. Não vale por si mesma, do ponto de vista ético. Pode valer pela sua eventual utilidade, como meio; mas o uso de energia nuclear, para ser considerado bom ou mau, deve referirse aos fins humanos a que se destina.
20

Vê-se, humanas.

pois, Isso

que ocorre

o

plano porque

ético o

permeia é

todas um

as ser

ações livre,

homem

vocacionado para o exercício da liberdade, de modo consciente. Sem liberdade não há ética. A liberdade supõe a operação sobre alternativas; ela se concretiza mediante a escolha, a decisão, a
25

consciência unilinear afirmação

do da

que

se à

faz.

Isso da

implica

refugir

à

determinação causal. Diante É a da

necessária,

determinação

meramente multiplicidade.

contingência,

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 multiplicidade escolhemos.
30

de

caminhos

a

nossa

disposição,

avaliamos

e

Na verdade, somos obrigados a escolher. Somos obrigados a exercer a liberdade. Assim, a decisão supõe a possibilidade e, paradoxalmente, a necessidade de estimar as coisas e as ações humanas de complexa. do valor. para Aí, atender fatores portanto, há as que nossas demandas; uma supõe a avaliação humana a esfera esfera, múltiplos perfazem também sem situação Essa

35

temos

compreendida valoração.

Não

liberdade

entretanto, é muito ampla, pois envolve não só o mundo da ética, mas também o da utilidade, da estética, da religião etc. Sob
40

o da

ângulo

especificamente definição respeito ética, a

ético, ética

não

haverá não

escolha, houver Eis por

exercício avaliação, que na

liberdade, da

quando

preferência base

das

ações

humanas.

como

dissemos,

encontram-se avaliadas. de o nossa mundo

necessariamente a liberdade e a valoração; a ética só se põe no mundo da liberdade, da escolha entre ações humanas
45

A liberdade,

escolha, só é

a

decisão,

que

é por

manifestação fundamento

possível

tendo

axiológico, tanto quanto este tem por condição de possibilidade a liberdade. Não se pode estimar sem alternativas possíveis. Na
50

medida do que, Na a

em que de a

que é algum

se

escolhe, Ao ou

se sob

avalia algum escolhido de à

para um

obter é

a o

consciência pondera-se melhor dirigida em à

preferido. modo o

escolher

caminho, outras está Isto

prisma, mata Ela

relação ação, à

outro; não a

caminho pode à haver nos

possibilidades. significa que

escolha escolha,

indiferença. leva

exteriorização,

tomada

posição.

55

decisão,

determinação

normativa ou imperativa de uma via em detrimento de outra. www.pontodosconcursos.com.br 14

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 O e, por enquanto
60

mundo meio as não

oferece as

resistências ações As ações

e

determinações se éticas realizam brilham

necessárias precisamente justamente como sua

destas,

éticas

contrariam. só se Não da

quando se opõem às tendências "naturais" do homem. Assim, a liberdade sem A contrapõe há e ética é à sem o necessidade, impulsão, de negação, mas também existe em função desta. Não há liberdade necessidade. prova sem a desejo. da só um melhor liberdade esforço superação

65

necessidade,

afirmando-a

negando-a

dialeticamente,

tempo. Então, o mundo ético só é possível no meio social, no bojo das determinações sociais. O fenômeno ético não é um acontecimento individual, existente apenas no plano da consciência pessoal. Isso porque o
70

ente singular do homem só se manifesta, como ser autêntico, em suas Esse relações fenômeno universais é também circulação com o a de sociedade relações das dos e com a e natureza. históricas, da maior resultante sociais

compreendendo e os meios de

mundo

necessidades, bens possuem

natureza. A ética só existe no seio da comunidade humana.
75

econômica

liberdade do que aqueles que não têm o poder desse controle. Por aí se vê também que a liberdade e a ética não se reduzem a fenômenos meramente subjetivos; elas têm sempre dimensões sociais, históricas e objetivas.
80

Há, assim, um grande esforço, um esforço ético-político para se obter uma quer A as distribuição dentro meta-ética condições das é mais igualitária dos direitos quer entre entre os as e No 15 homens, meta-ética. comunidades, utópica, imediatas

comunidades. Na verdade existe uma ética sobre a ética, uma crítica, da subversiva social. transcende vida

85

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 entanto, ela precisa ser possível no mundo dos fatos sociais, sob pena de se perder como uma utopia de meros sonhos.
(Adaptado de ALVES, Alaôr Caffé. In: www.centrodebate.org)

5.

(FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) A partir da tese defendida pelo autor, é correto afirmar que:

(A) a ética é condicionante da existência humana e fundamenta qualquer tipo de ação que envolva uma escolha entre “certo” e “errado”. (B) o conceito de ética aplica-se sobretudo aos seres humanos que praticam atos de natureza técnica e atuam profissionalmente. (C) a violência entre animais brutos decorre da inexistência de uma noção ética que regule suas relações. (D) as noções de “bom” e “mau” estão na base das organizações sociais, sejam elas humanas ou não. (E) o princípio ético que orienta os atos técnicos está menos nos seus resultados e mais na própria concepção desses atos. Comentário – Alternativa A: a tese (ou ideia central) de um texto normalmente surge logo no primeiro parágrafo (parágrafo introdutório). De acordo com ela, a ética é a característica fundamental da vida humana e, consequentemente, é nela que os atos humanos devem estar baseados. Item certo. Alternativa B: o conceito de ética aplica-se a todos os seres humanos, inclusive nos que são caracterizados conforme esta assertiva. Item errado. Alternativa C: ainda de acordo com o primeiro parágrafo, “não há violência entre eles”, pois estão destituídos de qualquer concepção ética. Item errado.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 Alternativa D: essas noções dizem respeito exclusivamente às organizações humanas (não há como relacionar essas noções a organizações não humanas). Item errado. Alternativa E: o segundo parágrafo é fundamental para respondermos adequadamente. Segundo ele, os resultados têm grande importância do ponto de vista ético: “Sob a perspectiva ética, o que importa nas ações técnicas obter não é a sua mas trama sim lógica, a adequada ou ética eficiente para resultados, qualificação

desses resultados. Item errado. Resposta – A

6.

(FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) Com relação aos terceiro e quarto parágrafos, analise as afirmativas a seguir.

I. II.

O objetivo principal do terceiro parágrafo é conceituar regras técnicas e normas éticas. O plano do terceiro parágrafo inclui uma exemplificação para sustentar a tese anteriormente explicitada.

III. O início do quarto parágrafo apresenta uma conclusão acerca das ideias apresentadas no terceiro. Assinale: (A) se somente a afirmativa I estiver correta. (B) se somente a afirmativa II estiver correta. (C) se somente a afirmativa III estiver correta. (D) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. (E) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. Comentário – É impossível que as afirmativas I e II sejam corretas, pois elas se excluem. Portanto você deve imediatamente descartar a letra D. A leitura

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 atenta do terceiro parágrafo nos fará entender que nele existe um exemplo do que foi dito sobre “os atos de caráter técnico”. Conclui-se com isso que: se a afirmativa II é correta, a I é incorreta e também deve ser desprezada. Exclua, então, a letra A. Eis abaixo um exemplo1 de parágrafo desenvolvido com o objetivo de conceituar algo: Cespe/TRT 10ª Região/2005 – Tipologia: dissertação argumentativa Tema: o aperfeiçoamento dos procedimentos é fator prescindível para a democratização efetiva da justiça. “A necessidade da desburocratização da justiça Entende-se por democratização da justiça a possibilidade de que a todos seja prestada, de fato, a junção jurisdicional tal qual na Constituição Federal: com celeridade e qualidade. (...)” Breve comentário – O candidato iniciou o parágrafo com um conceito, explicando o ponto-chave do tema: a democratização da justiça. Vamos analisar o item III para decidirmos entre as letras B, C e E. A afirmativa está correta e o autor deixou uma dica ao candidato: a conjunção “pois”. Quando surge isolada por vírgulas e após o verbo da oração que integra, essa conjunção constitui segmento de caráter conclusivo. Item correto, assim como o item II. Resposta – E

1

O exemplo foi extraído de uma redação de candidato a concurso público. Por questões óbvias, a identidade dele será preservada.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 7. (FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) Da compreensão adequada de conceitos apresentados pelo texto, analise as afirmativas a seguir. I. II. O senso-comum de liberdade é reconstruído e passa a incluir a noção de que nem todos são livres na mesma medida. O conceito de ética fundamenta-se numa perspectiva naturalista e põe em segundo plano seu viés social. III. As ideias de liberdade e obrigação não são concepções excludentes; ao contrário, envolvem implicação necessária. Assinale: (A) se somente a afirmativa I estiver correta. (B) se somente a afirmativa II estiver correta. (C) se somente a afirmativa III estiver correta. (D) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. (E) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. Comentário – Afirmativa I: está sustentada na seguinte passagem: “Os homens ou grupos de homens que controlam a produção e os meios de circulação econômica dos bens possuem maior liberdade do que aqueles que não têm o poder desse controle.” Afirmativa correta. Afirmativa II: não! Esse conceito se opõe a essa perspectiva, repare: “As ações éticas brilham justamente quando se opõem às tendências ‘naturais’ do homem”. Além disso, o viés social é o que possibilita a manifestação da ética, tendo, portanto, importância significativa: “o mundo ético só é possível no meio social, no bojo das determinações sociais”. Afirmativa incorreta. Afirmativa III: é verdade, conforme se depreende do seguinte trecho: a “Na a verdade, somos obrigados a a escolher. supõe a Somos obrigados e, exercer liberdade. Assim, decisão possibilidade

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 paradoxalmente, Resposta – D a necessidade de estimar as coisas e as ações

humanas para atender as nossas demandas”. Item correto.

8.

(FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) Da leitura do quarto parágrafo, deduz-se que o autor:

(A) afirma-se perplexo ante a unilateralidade das escolhas. (B) contraria a ideia de liberdade como ação racionalmente concebida. (C) opõe-se à aceitação do determinismo como fonte das ações humanas. (D) defende a vocação como forma de realização pessoal. (E) situa na determinação causal a origem da infelicidade humana. Comentário – Alternativa A: o autor se posiciona contrariamente à

unilateralidade das escolhas sem demonstrar perplexidade. Item errado. Alternativa B: não, o autor defende essa liberdade, para cujo exercício ele está vocacionado. Item errado. Alternativa C: sim, essa é linha argumentativa do autor. Releia, por exemplo, o seguinte trecho: “A liberdade supõe a operação sobre alternativas; ela se concretiza mediante a escolha (...). Isso implica refugir à determinação unilinear necessária, à determinação meramente causal.” Item certo. Alternativa D: não está presente no quarto parágrafo argumento favorável ou contrário à realização pessoal. Item errado. Alternativa E: também não é tratada no quarto parágrafo a origem da infelicidade humana; esta alternativa e a anterior são descabidas. Resposta – C

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20

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 Esquerda e direita no Brasil, hoje Ninguém movimento conquistas Podemos
5

pode

pretender A na de Nossas Vemos E, área

negar da de

diversos hoje, medicina,

progressos se beneficia por dores

no de com água na os do de a não

da ser

história. operados

humanidade, anestesia, casas cada a

importantes Dispomos aviões. esgoto. rádio. está

exemplo.

com

suavizar transporte luz mais, gira alguns de fazer do

analgésicos. helicópteros, encanada, TV,

meios filmes,

rapidíssimos, elétrica, seriados utilizamos em torno Até

têm vez

acompanhamos

ouvimos Tal como de de As

computadores, a internet.
10

organizada, com e um

sociedade que de

mercado, "economia não

acordo nenhum força de

sistema tão

chamam crescer no

mercado", experiências

outros, feitas

"capitalismo". nome

hoje,

surgiu

sistema própria

capaz em para não

economia.
15

socialismo

manifestaram O e nada natural. modo

suficiente capitalista a na e

competir, tem de

plano suicida, morte à quando

do crescimento econômico, com o capitalismo. produção ele vocação de indica Seus que esteja ponto arena fazem têm cá; morrer concessões feito a não

representantes necessário 20 Os do tempo

política

recorrem

20

repressão conveniente.

quando

trabalhadores para em que – eram mais

conquistas sentem de jornadas –

significativas, saudades Parte do

século

visivelmente obrigados que no

trabalho de 12 horas.
25

dos

trabalhadores

passado

chega

mesmo a integrar-se à burguesia. Esse, porém, é um caminho que só pode ser percorrido por poucos. Alguns progridem. Faz

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 parte da lógica do sistema, A O das classes as contudo, médias torna que de está muito favorável a internas. posições reunidas um de A no as sendo massas da mais dessas à

permaneçam
30

excluídas. política eficiente.

cooptação individualismo

setores

representação resoluta, confusas mais

característico

camadas uma Nas

intermediárias situação atuais do

vulneráveis ao direita neoliberais

sedução das classes dominantes. Temos
35

histórica condições, PT, as

bloco vem política do PMDB mais à

conservador. administrando econômica PSDB PSDB e e no (não do as

suas governo

contradições tendências

diferentes os

tranqüilizaram a direita nos últimos anos. Tanto no PT como no
40

PMDB quer

líderes que

posicionados eles sejam O

pouco

esquerda A Soviética
45

dizer

esquerda) da mais ainda Há

foram União de 15 afeta pessoas sem

marginalizados. esquerda não se No PSDB.
50

está

desarticulada. só e é de os partidos o

naufrágio

arrastou passaram, o

comunistas:

anos

estilhaçamento angustiante.

dolorosamente diversas organizações socialistas. Brasil, Há quadro gente complexo, esquerda de esquerda no PT, no PC do B, no PSB, no PDT e até no muita circunstancialmente partido. E há a valente iniciativa da senadora Heloísa Helena, o PSOL. Mas ainda não há um programa alternativo maduro que se contraponha à euforia do programa conservador, aplicado por gente que foi de esquerda e aplaudido pela direita. Nas atuais condições em que exerce a sua hegemonia, a
55

direita

"moderada"

conseguiu

infiltrar

seus

critérios

no

discurso

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 da esquerda "moderada". eram a de Os os falar que "moderados" marxistas no num estavam das que dão o estilo. O em

conteúdo é dado pela "leitura" oficial da economia. Antigamente, torno
60

polemizavam

da a os a fé

economia, convicção empurrava

apoiados

"materialismo "materialismo na crista para de de

histórico". econômico". uma onda para e o

Alguns Tinham que

chegaram

inexoravelmente relações da

adiante, produção

promover A derrotas.

transformação determinista Duras a sua na

crescimento das forças produtivas.
65

dinâmica da conviver ampliação essencial agem, então, a inexorável a

economia história

contribuiu política diversidade e pela

para que a esquerda tradicional, despreparada, sofresse lições a pela convenceram interna,
70

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sua

em

liberdades realidade escolhas, seus as

superação das desigualdades. A nela, Os economia os seres Não se que nível de histórica; tomam humanos dispuseram, modificam fazem

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movimentos. motivações Passaram a

marxistas sujeitos

discutir

75

realidade

objetiva.

debater idéias extraídas de Gramsci, Lukács, Adorno. Curiosamente, no momento em que os marxistas (e, com eles, dos
80

a

esquerda da e

em ética,

geral) a da a (e

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afligem no presente. chave o instrumento como simbólico dizia eficiente sempre dominante (que, Marx,

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1
85

ideologia convencer há tentado precisam chegar promete melhores aconteceu

das que

classes as para

dominantes): o É capitalismo, ela nas pede tempo, materiais conquistas da que elites a

é

ela que para chave,

que o

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alternativa e ao se a

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sustenta

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90

Empunhando o

cara-de-pau, que,

paciência eles de

aos vão

trabalhadores beneficiar tal aviões

condições com

cidadania,

medicina,

95

computadores, que demoraram, mas vieram. Permito-me perguntar: vieram mesmo?
(Leandro Konder. Folha de São Paulo, 13/04/2006)

9.

(FGV/SEFAZ-MS/FISCAL DE RENDAS/2006) Assinale a alternativa que apresente comentário pertinente ao texto

(A) O texto apresenta um desabafo a respeito da situação política do Brasil, apontando, perspicazmente, por comparação, os motivos por que não teria êxito a instauração de um regime socialista. (B) O texto discorre sobre a situação histórico-política internacional, objetivando analisar especificamente o caso brasileiro no tocante à falta de espaço para o surgimento de partidos políticos renovadores, capazes de revelar o discurso falho da extrema direita. (C) O texto reafirma a ineficácia do socialismo como forma de governo e aponta, no capitalismo, tanto no cenário internacional quanto no doméstico, a supremacia dos blocos moderados, de esquerda e direita, ditando falaciosamente a democracia ao povão.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 (D) O texto aponta, no cenário político doméstico, o processo de

desarticulação da esquerda, como resultado do fim do modelo socialista e da supremacia da direita ao ditar a interpretação da economia. (E) O texto questiona se os valores apontados como conquistas pela direita de fato aconteceram, observando que a interpretação falaciosa da realidade atraiu antigos esquerdistas a sobejarem teorias que explicassem as falhas no processo democrático historicamente. Comentário – Alternativa A: O desabafo e a comparação existem, mas a perspectiva em relação ao socialismo é sobre os fatos passados que não sustentaram esse regime, e não sobre uma possibilidade futura de implantação dele: “As experiências feitas em nome do socialismo não manifestaram força própria suficiente para competir, no plano do crescimento econômico, com o capitalismo.” (l. 14-16) Alternativa B: a crítica feita no texto não é à “extrema direita”, mas sim à “direita moderada”. Observe: “Nas atuais condições em que exerce a sua hegemonia, a direita ‘moderada’ conseguiu infiltrar seus critérios no discurso da esquerda ‘moderada’. Os ‘moderados’ dão o estilo.” (l. 54-56) Alternativa C: a supremacia é da direita moderada, como se lê no fragmento apresentado no comentário acima. Alternativa E: o verbo sobejar significa suprir-se com superabundância. A explicação não é sobre as falhas no processo democrático; é sobre a falha de “diversas organizações socialistas”. O que achou do texto? E das alternativas? Vamos ser sinceros: tudo muito extenso, complexo, difícil..., não é mesmo? Mas é bom você se acostumar, pois a FGV não perdoa ao escolher seus textos. É claro que ela pode facilitar as coisas, mas não se surpreenda ao se deparar com um texto e uma questão como estes. Resposta – D

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 10. (FGV/SEFAZ-MS/FISCAL DE RENDAS/2006) O nono parágrafo, em relação ao oitavo, apresenta-se como: (A) explicação. (B) exemplificação. (C) complemento. (D) desdobramento. (E) oposição. Comentário – A relação estabelecida entre eles é de oposição. Contrastam-se os discursos atuais e antigos sobre a economia. Hoje em dia, os moderados dão o estilo; antigamente, eram os marxistas. Resposta – E

(Angeli. www2.uol.com.br/angeli)

11. (FGV/SEFAZ-MS/FISCAL DE RENDAS/2006) Ao associar-se a charge com o seu título, percebe-se que a interpretação é possível pela via: (A) alegórica. (B) fática.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 (C) lúdica. (D) metonímica. (E) sofística. Comentário – Charge é um desenho caricatural com ou sem legenda, publicado em jornal, revista ou afim, que se refere diretamente a um fato atual ou a uma personalidade pública e os satiriza ou critica ironicamente. A associação dela com seu título permite-nos interpretar o texto pela via alegórica, que é a expressão do pensamento ou da emoção muito comum por meio da pintura e da escultura. Resposta – A

Jeitinho O jeitinho não se relaciona com um sentimento revolu-

cionário, pois aqui não há o ânimo de se mudar o status quo. O que se busca é obter um rápido favor para si, às escondidas e sem chamar a atenção; por isso, o jeitinho pode ser também
5

definido como "molejo", "jogo de cintura", habilidade de se "dar bem" em uma situação "apertada". Em Roberto dos sua obra em O Que a relação e aos Faz às zelosa o Brasil, dos leis. dos no Brasil?, o antropólogo e a a atitude causa a é de das que DaMatta compara postura norte-americanos que a norte-americanos entanto, apenas que, à afirma

brasileiros e

Explica

10

formalista, admiração ver ingênuo O violadas

respeitadora espanto as a próprias

brasileiros, instituições;

acostumados

violar e ausência

creditar

postura

brasileira

educação adequada.
15

antropólogo as

prossegue instituições

explicando brasileiras

diferente

norte-americanas,

foram

desenhadas 27

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 para coagir e desarticular o indivíduo. A natureza do Estado é naturalmente coercitiva; porém, no caso brasileiro, é inadequada à
20

realidade

individual.

Um

curioso

termo

Belíndia

define

precisamente esta situação: leis e impostos da Bélgica, realidade social da Índia. Ora, realidade vezes incapacitado opressora, o pelas leis, descaracterizado utilizar por uma que uma brasileiro à sua buscará recursos de

vençam a dureza da formalidade se quiser obter o que muitas
25

será

necessário utilizará

sobrevivência. tentará

Diante

autoridade,

termos

emocionais,

descobrir

alguma

coisa que possuam em comum - um conhecido, uma cidade da qual gostam, a “terrinha” natal onde passaram a infância – e apelará
30

para

um

discurso

emocional,

com

a

certeza

de

que

a

autoridade, sendo exercida por um brasileiro, poderá muito bem se sentir tocada por esse discurso. E muitas vezes conseguirá o que precisa. Nos Estados Unidos e da América, as leis não admitem na esfera permissividade alguma possuem franca influência

35

dos costumes e da vida privada. Em termos mais populares, dizseque, lá, ou “pode” ou “não pode”. No Brasil, descobre-se que é possível um “pode-e-não-pode”. pretexto para É uma contradição simples: o acredita-se que a exceção a ser aberta em nome da cordialidade não constituiria outras exceções. Portanto, jeitinho jamais gera formalidade, e essa jamais sairá ferida após o uso desse atalho. Ainda de acordo com DaMatta, a informalidade é também exercida autoridade por esferas "maior" de vê-se influência coagida superiores. por Quando uma uma "menor",

40

45

imediatamente ameaça fazer uso de sua influência; dessa forma, www.pontodosconcursos.com.br 28

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 buscará sanção. A sabe fórmula por com quem público típica está que de tal atitude vale Num está da contida célebre no frase clássico, por golpe "você um uma conhecido
50

dissuadir

a

autoridade

"menor"

de

aplicar-lhe

uma

"carteirada", vê

que se seu

falando?".

exemplo

promotor

carro

sendo

multado

autoridade de trânsito imediatamente fará uso (no caso, abusivo) de sua autoridade: "Você sabe com quem está falando? Eu sou o promotor público!". No entendimento de Roberto DaMatta, de
55

qualquer forma, um "jeitinho" foi dado.
(In: www.wikipedia.org – com adaptações.)

12. (FGV/BADESC/ADVOGADO/2010) De acordo com o texto, é correto afirmar que: (A) o jeitinho brasileiro é um comportamento motivado pelo descompasso entre a natureza do Estado e a realidade observada no plano do indivíduo. (B) as instituições norte-americanas, bem como as brasileiras, funcionam sem permissividade porque estão em sintonia com os anseios e atitudes do cidadão. (C) a falta de educação do brasileiro deve ser atribuída à incapacidade de o indivíduo adequar-se à lei, uma vez que ele se sente desprotegido pelo Estado. (D) a famosa “carteirada” constitui uma das manifestações do jeitinho brasileiro e define-se pelo fato de dois poderes simetricamente representados entrarem em tensão. (E) nos Estados Unidos da América, as leis influem decisivamente apenas na vida pública do cidadão, ao contrário do que ocorre no Brasil, onde as leis logram mudar comportamentos no plano dos costumes e da vida privada.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 Comentário – Alternativa A: encontra apoio sobretudo na seguinte passagem: “A natureza do Estado é naturalmente coercitiva; porém, no caso brasileiro, é inadequada à realidade individual.” (terceiro parágrafo) Alternativa B: no terceiro parágrafo está a explicação de Roberto DaMatta que esclarece que as instituições norte-americanas e as brasileiras são diferentes. Estas “foram desenhadas para coagir e desarticular o indivíduo” e são inadequadas à realidade do indivíduo. Item errado. Alternativa C: a relação de causa e consequência foi invertida, observe: “é ingênuo creditar a postura brasileira [consequência] apenas à ausência de educação adequada [causa]. Item errado. Alternativa D: os poderes não são simétricos; o princípio da “carteirada” está bem explicado no penúltimo parágrafo: “Quando uma autoridade ‘maior’ vê-se coagida por uma ‘menor’, imediatamente ameaça fazer uso de sua influência; dessa forma, buscará dissuadir a autoridade ‘menor’ de aplicar-lhe uma sanção.” Item errado. Alternativa E: lê-se no antepenúltimo parágrafo que “Nos Estados Unidos da América, as leis não admitem permissividade alguma e possuem franca influência na esfera dos costumes e da vida privada”. Item errado. Resposta – A

13. (FGV/BADESC/ADVOGADO/2010) Com relação à estruturação do texto e dos parágrafos, analise as afirmativas a seguir. I. II. O primeiro parágrafo introduz o tema, discorrendo sobre a origem histórica do jeitinho. A tese, apresentada no segundo parágrafo, encontra-se na frase iniciada por no entanto.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 III. O quarto parágrafo apresenta o argumento central para a sustentação da tese. Assinale: (A) se somente a afirmativa I estiver correta. (B) se somente a afirmativa II estiver correta. (C) se somente a afirmativa III estiver correta. (D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. (E) se todas as afirmativas estiverem corretas. Comentário – Afirmativa I: tema é o assunto sobre o qual discorreremos. Assim sendo, a primeira parte da afirmativa está correta. O erro surge na segunda parte, pois não existe esse discurso sobre a origem histórica. No primeiro parágrafo, o texto tratou de caracterizar o “jeitinho”, dizer o que ele é e o que não é. Item errado. Afirmativa II: tese é a ideia central (tese ou tópico frasal principal) do texto, formulada a partir do tema e seguida pelos argumentos que a sustentam. Item certo. Afirmativa III: aqui está o argumento: “incapacitado pelas leis, descaracterizado por uma realidade opressora, o brasileiro buscará utilizar recursos que vençam a dureza da formalidade se quiser obter o que muitas vezes será necessário à sua sobrevivência”. Item certo. Resposta – D

Pressuposições e inferências (implícitos e subentendidos) “Fiz faculdade, mas aprendi algumas coisas.” A frase acima transmite duas informações: ele frequentou um

curso superior e aprendeu algumas coisas.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 No entanto, essas duas informações transmitem de forma implícita uma crítica ao sistema de ensino vigente. Essa crítica se dá através do uso da preposição “mas”. Assim, percebemos que um dos aspectos mais intrigantes que pode ser apresentado por um texto é o fato de ele dizer aquilo que parece não dizer, ou seja, é a presença de enunciados pressupostos ou inferidos. Um leitor é considerado perspicaz quando consegue ler as entrelinhas do texto, isto é, quando capta as mensagens implícitas. Para não “cair” na exploração maliciosa de alguns textos que abusam dos aspectos pressupostos ou inferidos, devemos saber que: a) utilizadas. “O tempo continua chuvoso.” (informação implícita: estava chovendo antes) “Pedro deixou de fumar.” (informação implícita: fumava antes) b) inferências são insinuações escondidas por trás de uma pressupostos são ideias não expressas de maneira explícita, mas que podem ser percebidas a partir de certas palavras ou expressões

declaração e dependem do contexto e do conhecimento de mundo que o ouvinte ou o leitor têm. Quando um fumante com o cigarro pergunta: – Você tem fogo?, por trás dessa pergunta se infere: – Acenda-me o cigarro, por favor. Caso você encontre alguém correndo na rua e gritando – Pega ladrão! Pega ladrão!”, você subentenderá que esse alguém foi (ou está sendo) assaltado e clama por socorro, não é mesmo? www.pontodosconcursos.com.br 32

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 Detectar o pressuposto durante uma leitura é fundamental para a interpretação textual, uma vez que esse recurso argumentativo não é posto em discussão pelo autor do texto e, por isso mesmo, pode levar o leitor a interpretar o texto erroneamente. Os pressupostos são marcados por: a) mais tarde.) b) c) verbos: “O caso do contrabando tornou-se público.” (pressuposto: o caso não era público.) orações adjetivas: “Os candidatos a prefeito, que só querem defender seus interesses, não pensam no povo.” (pressuposto: todos os candidatos a prefeito têm interesses individuais.) d) no Brasil.) Enquanto o pressuposto é um dado apresentado como indiscutível para o falante e o ouvinte, não permitindo contestações; a inferência é de responsabilidade do ouvinte, uma vez que o falante esconde-se por trás do sentido literal das palavras. A inferência pode ser uma maneira encontrada pelo falante para transmitir algo sem se comprometer com a informação. adjetivos: “Os partidos radicais acabarão com a democracia no Brasil.” (pressuposto: existem partidos radicais e não radicais advérbios: “Os resultados da pesquisa ainda não chegaram

até nós.” (pressuposto: os resultados já deviam ter chegado ou vão chegar

14. (FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) Mesmo os atos de caráter técnico podem ser qualificados eticamente. Esses atos sempre servem para a expansão ou limitação do ser humano. Sob a perspectiva ética, o que importa nas ações técnicas não é a sua trama lógica, adequada ou

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 eficiente para obter resultados, mas sim a qualificação ética desses resultados. No trecho acima, está implícita uma posição contrária à concepção de neutralidade atribuída aos atos de caráter técnico. O instrumento linguístico que permite a construção desse implícito é o emprego do vocábulo: (A) qualificados. (B) limitação. (C) mesmo. (D) não. (E) mas. Comentário – A palavra denotativa de inclusão “Mesmo” (= inclusive, até) permite pressupor que “os atos de caráter técnico” também podem se revestir de determinada característica (“qualificados eticamente”) que os torne avessos à concepção de neutralidade comumente atribuída a eles. Resposta – C

COESÃO E COERÊNCIA Primeiramente, vamos diferenciar os dois conceitos. A coesão refere-se aos vínculos que se estabelecem entre as partes de um enunciado ou de uma sequência maior. A noção de coerência, embora muito ligada à de coesão, diz respeito mais ao processo de compreensão e de interpretabilidade de um texto. Podemos nos valer do quadro abaixo para melhor entender esses conceitos:

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 Coesão Articulação entre palavras Coerência e Manutenção da sequência lógica de argumentação. (advérbios, Não deve haver bruscas contradições no rumo e do

enunciados do texto. Elementos conjunções, etc.). Relação sintática. coesivos preposições,

pronomes mudanças

pensamento. Relação semântica.

Observem o exemplo abaixo. Comprei três laranjas e coloquei-as no freezer, pois tencionava fazer uma salada de frutas bem geladinha com elas; mas, como fui à rua e me demorei muito, não pude aproveitá-las na salada porque ficaram todas congeladas. Nesse pequeno texto, há vários elementos que estabelecem ligação entre as partes dele, além do jogo verbal e da sequência de ações; enfim, são elementos reconhecíveis e que formam os elos entre os termos. Na próxima passagem, no entanto, há uma carência de elementos sintáticos de ligação entre os períodos que compõem o texto. Olhar fito no horizonte. Apenas o mar imenso. Nenhum sinal de vida humana. Tentava recordar alguma coisa. Nada. Como você pode perceber, o que permite dar um sentido ao texto é a possibilidade de se estabelecer uma relação semântica (SENTIDO) ou pragmática (INTERACIONAL) entre os elementos da sequência. Assim sendo, é possível admitir que a coerência é mais relevante do que a coesão para a construção de um texto, embora os dois fatores sejam características importantes de todo bom texto.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 • Processos de coesão textual Existem determinados vocábulos na língua que não devem ser interpretados semanticamente por seu próprio sentido, mas sim em função da referência que estabelecem com outros itens. Um item referencial tomado isoladamente é vazio e significa apenas: procure a informação em outro lugar. Observem o exemplo seguinte: João é o maior empresário daqui. No Distrito Federal, não há outro que o supere. Repare que “João” é retomado no segundo período pelo pronome “o”; enquanto o advérbio “aqui”, no primeiro período, antecipa a circunstância de lugar indicada por “Distrito Federal”. No caso da retomada, temos uma anáfora. No caso de sucessão, uma catáfora. Observa-se na coesão a propriedade de unir termos e orações por meio de conectivos. A escolha errada desses conectivos pode ocasionar a deturpação do sentido do texto. Que tal treinarmos o emprego dos mecanismos de coesão a partir do texto abaixo? Vamos lá? Oito pessoas morreram (cinco passageiros de uma mesma família e dois tripulantes, além de uma mulher que teve ataque cardíaco) na queda de um avião (1) bimotor Aero Commander, da empresa J. Caetano, da cidade de Maringá (PR). O avião (1) prefixo PTI-EE caiu sobre quatro sobrados da Rua Andaquara, no bairro de Jardim Marajoara, Zona Sul de São Paulo, por volta das 21h40 de sábado. O impacto (2) ainda atingiu mais três residências. Estavam no avião (1) o empresário Silvio Name Júnior (4), de 33 anos, que foi candidato a prefeito de Maringá nas últimas eleições (leia reportagem nesta página); o piloto (1) José Traspadini (4), de 64 anos; o co-piloto (1) Geraldo

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 Antônio da Silva Júnior, de 38; o sogro de Name Júnior (4), Márcio Artur Lerro Ribeiro (5), de 57; seus (4) filhos Márcio Rocha Ribeiro Neto, de 28, e Gabriela Gimenes Ribeiro (6), de 31; e o marido dela (6), João Izidoro de Andrade (7), de 53 anos. Izidoro Andrade (7) é conhecido na região (8) como um dos maiores compradores de cabeças de gado do Sul (8) do país. Márcio Ribeiro (5) era um dos sócios do Frigorífico Naviraí, empresa proprietária do bimotor (1). Isidoro Andrade (7) havia alugado o avião (1) Rockwell Aero Commander 691, prefixo PTI-EE, para (7) vir a São Paulo assistir ao velório do filho (7) Sérgio Ricardo de Andrade (8), de 32 anos, que (8) morreu ao reagir a um assalto e ser baleado na noite de sexta-feira. O avião (1) deixou Maringá às 7 horas de sábado e pousou no aeroporto de Congonhas às 8h27. Na volta, o bimotor (1) decolou para Maringá às 21h20 e, minutos depois, caiu na altura do número 375 da Rua Andaquara, uma espécie de vila fechada, próxima à avenida Nossa Senhora do Sabará, uma das avenidas mais movimentadas da Zona Sul de São Paulo. Ainda não se conhecem as causas do acidente (2). O avião (1) não tinha caixa preta e a torre de controle também não tem informações. O laudo técnico demora no mínimo 60 dias para ser concluído. Segundo testemunhas, o bimotor (1) já estava em chamas antes de cair em cima de quatro casas (9). Três pessoas (10) que estavam nas casas (9) atingidas pelo avião (1) ficaram feridas. Elas (10) não sofreram ferimentos graves. (10) Apenas escoriações e queimaduras. Elídia Fiorezzi, de 62 anos, Natan Fiorezzi, de 6, e Josana Fiorezzi foram socorridos no Pronto Socorro de Santa Cecília. 1. REPETIÇÃO: o elemento (1) foi repetido diversas vezes durante o texto.

Observem que o vocábulo “avião” foi muito usado, principalmente por ter sido

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 o veículo envolvido no acidente, que é a notícia propriamente dita. A repetição é um dos principais elementos de coesão do texto jornalístico, que, por sua natureza, deve dispensar a releitura por parte do receptor (o leitor, no caso). A repetição pode ser considerada a mais explícita ferramenta de coesão. 2. REPETIÇÃO PARCIAL: na retomada de nomes de pessoas, a repetição

parcial é o mais comum mecanismo coesivo do texto jornalístico. Costuma-se, uma vez citado o nome completo de um entrevistado - ou da vítima de um acidente, como se observa com o elemento (7), na última linha do segundo parágrafo e na primeira linha do terceiro -, repetir somente o(s) seu(s) sobrenome(s). Quando os nomes em questão são de celebridades (políticos, artistas, escritores, etc.), é de praxe, durante o texto, utilizar a nominalização por meio da qual são conhecidas pelo público. Exemplos: Nedson (para o prefeito de Londrina, Nedson Micheletti); Farage (para o candidato à prefeitura de Londrina em 2000 Farage Khouri); etc. Nomes femininos costumam ser retomados pelo primeiro nome, a não ser nos casos em que os sobrenomes sejam, no contexto da matéria, mais relevantes e as identifiquem com mais propriedade. 3. ELIPSE: é a omissão de um termo que pode ser facilmente deduzido

pelo contexto da matéria. Veja-se o seguinte exemplo: Estavam no avião (1) o empresário Silvio Name Júnior (4), de 33 anos, que foi candidato a prefeito de Maringá nas últimas eleições; o piloto (1) José Traspadini (4), de 64 anos; o co-piloto (1) Geraldo Antônio da Silva Júnior, de 38. Perceba que não foi necessário repetir-se a palavra “avião” logo após as palavras “piloto” e “copiloto”. Numa matéria que trata de um acidente de avião, obviamente o piloto será de aviões; o leitor não poderia pensar que se tratasse de um piloto de automóveis, por exemplo. No último parágrafo ocorre outro exemplo de elipse: Três pessoas (10) que estavam nas casas (9) atingidas pelo avião (1) ficaram feridas. Elas (10) não sofreram ferimentos graves. (10) Apenas

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 escoriações e queimaduras. Note que o (10) antes de “Apenas” é uma omissão de um elemento já citado: Três pessoas. Na verdade, foi omitido, ainda, o verbo: (As três pessoas sofreram) Apenas escoriações e queimaduras. 4. SUBSTITUIÇÕES: uma das mais ricas maneiras de se retomar um

elemento já citado ou de se referir a outro que ainda vai ser mencionado é a substituição, que é o mecanismo pelo qual se usa uma palavra (ou grupo de palavras) no lugar de outra palavra (ou grupo de palavras). Confira os principais elementos de substituição: 4.1 Pronomes: a função gramatical do pronome é justamente substituir ou

acompanhar um nome. Ele pode, ainda, retomar toda uma frase ou toda a idéia contida em um parágrafo ou no texto todo. Na matéria-exemplo, são nítidos alguns casos de substituição pronominal: o sogro de Name Júnior (4), Márcio Artur Lerro Ribeiro (5), de 57; seus (4) filhos Márcio Rocha Ribeiro Neto, de 28, e Gabriela Gimenes Ribeiro (6), de 31; e o marido dela (6), João Izidoro de Andrade (7), de 53 anos. O pronome possessivo seus retoma Name Júnior (os filhos de Name Júnior...); o pronome pessoal ela, contraído com a preposição de na forma dela, retoma Gabriela Gimenes Ribeiro (e o marido de Gabriela...). No último parágrafo, o pronome pessoal elas retoma as três pessoas que estavam nas casas atingidas pelo avião: Elas (10) não sofreram ferimentos graves. Vejamos outros casos de substituições indicadas por pronomes: a) Muitos brasileiros estavam assistindo à corrida, mas isso não bastou para que Rubinho vencesse a prova (o pronome demonstrativo isso retoma a ideia, expressa anteriormente, de que muitos brasileiros estavam assistindo à corrida); b) Em época de fim de ano, as pessoas que trabalham com carteira assinada recebem o 13º salário, o que aquece a economia do país (o pronome

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 demonstrativo o retoma o fato de as pessoas trabalharem com carteira assinada); c) (...) Sérgio Ricardo de Andrade (8), de 32 anos, que (8) morreu ao reagir a um assalto e ser baleado na noite de sexta-feira (o pronome relativo que retoma Sérgio Ricardo de Andrade - Sérgio Ricardo de Andrade morreu ao reagir a um assalto...); d) A Jonas Ricardo foram atribuídas atitudes violentas. Segundo sua esposa, ele a agrediu na última segunda-feira... (o pronome pessoal ele retoma Jonas Ricardo; o pronome pessoal a retoma sua esposa). 4.2 Epítetos: são palavras ou grupos de palavras que, ao mesmo tempo em

que se referem a um elemento do texto, qualificam-no. Essa qualificação pode ser conhecida ou não pelo leitor. Caso não seja, deve ser introduzida de modo que fique fácil a sua relação com o elemento qualificado. a) (...) foram elogiadas pelo por Fernando Henrique Cardoso. O

presidente, que voltou há dois dias de Cuba, entregou-lhes um certificado... (o epíteto presidente retoma Fernando Henrique Cardoso; poder-se-ia usar, como exemplo, sociólogo); b) Edson Arantes de Nascimento gostou do desempenho do Brasil. Para o ex-Ministro dos Esportes, a seleção... (o epíteto ex-Ministro dos Esportes retoma Edson Arantes do Nascimento; poder-se-iam, por exemplo, usar as formas: jogador do século, número um do mundo). 4.3 Sinônimos ou quase sinônimos: palavras com o mesmo sentido (ou

muito parecido) dos elementos a serem retomados. Exemplo: O prédio foi demolido às 15h. Muitos curiosos se aglomeraram ao redor do edifício, para conferir o espetáculo (edifício retoma prédio. Ambos são sinônimos). 4.4 Nomes deverbais: são derivados de verbos e retomam a ação expressa

por eles. Servem, ainda, como um resumo dos argumentos já utilizados. www.pontodosconcursos.com.br 40

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 Exemplos: Uma fila de centenas de veículos paralisou o trânsito da Avenida Higienópolis, como sinal de protesto contra o aumento dos impostos. A paralisação foi a maneira encontrada... (paralisação, que deriva de paralisar, retoma a ação de centenas de veículos de paralisar o trânsito da Avenida Higienópolis). O impacto (2) ainda atingiu mais três residências (o nome impacto retoma e resume o acidente de avião noticiado na matériaexemplo). 4.5 Elementos classificadores e categorizadores: referem-se a um

elemento (palavra ou grupo de palavras) já mencionado ou não por meio de uma classe ou categoria a que esse elemento pertença: Uma fila de centenas de veículos paralisou o trânsito da Avenida Higienópolis. O protesto foi a maneira encontrada... (protesto retoma toda a idéia anterior - da paralisação -, categorizando-a como um protesto); Quatro cães foram encontrados ao lado do corpo. Ao se aproximarem, os peritos enfrentaram a reação dos animais (animais retoma cães, indicando uma das possíveis classificações que se podem atribuir a eles). 4.6 Advérbios: palavras que exprimem circunstâncias, principalmente as de

lugar. Em São Paulo, não houve problemas. Lá, os operários não aderiram... (o advérbio de lugar lá retoma São Paulo). Exemplos de advérbios que comumente funcionam como elementos referenciais, isto é, como elementos que se referem a outros do texto: aí, aqui, ali, onde, lá, etc. Bem, creio que devem estar cansados. Mas não parem agora, pois já estamos chegando ao final desta aula introdutória. Aprenderemos agora a diferenciar vários tipos de textos e a identificar suas respectivas características.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 (...) Na verdade, somos obrigados a escolher. Somos obrigados a exercer a liberdade. Assim, a decisão supõe a possibilidade e, paradoxalmente, a necessidade de estimar as coisas e as ações humanas de do complexa. valor. para Aí, atender fatores portanto, há as que nossas demandas; uma supõe a avaliação humana a esfera esfera, múltiplos perfazem também sem situação Essa

temos

compreendida valoração.

Não

liberdade

entretanto, é muito ampla, pois envolve não só o mundo da ética, mas também o da utilidade, da estética, da religião etc. (...)
(Adaptado de ALVES, Alaôr Caffé. As categorias da ética. In: www.centrodebate.org)

15. (FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) O advérbio Aí, no quinto parágrafo, refere-se ao processo compreendido nas etapas assim apresentadas pelo autor. (A) situação humana / múltiplos fatores / demandas (B) liberdade / decisão / avaliação (C) decisão / possibilidade / liberdade (D) decisão / possibilidade / avaliação (E) múltiplos fatores / demandas / ações humanas Comentário – Esta é uma questão que trata da coesão referencial estabelecida entre elementos textuais. O advérbio “Aí” retoma a ideia anterior, em que estão contidas as seguintes etapas: decisão necessidade de estimar possibilidade e avaliação. Entendo que a segunda etapa está mal

representada, mas não vejo motivo para que alguém brigasse com a banca e exigisse a anulação da questão. Afinal, a letra D traz, mesmo resumidamente, a indicação dessa etapa Resposta – D www.pontodosconcursos.com.br 42

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 16. (FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) Nas alternativas a seguir, ambas as expressões servem essencialmente à articulação sequencial das ideias do texto, à exceção de uma. Assinale-a. (A) pois / porque (4º parágrafo). (B) assim / entretanto (5º parágrafo). (C) quando / eis por que (6º parágrafo). (D) mas também / então (9º parágrafo). (E) por aí / sempre (11º parágrafo). Comentário – Outra vez estamos às voltas com elementos (conjunções, advérbio e palavra de designação) que promovem a coesão entre segmentos do texto intitulado As categorias da ética e expressam explicação, tempo, conclusão, oposição, adição. A única exceção é o advérbio “sempre”. Leia a passagem em que ele foi empregado: “Por aí se vê também que a liberdade e a ética não se reduzem a fenômenos meramente subjetivos; elas têm sempre dimensões sociais, históricas e objetivas.” Esse advérbio de tempo é meramente para indicar que o processo designado pelo verbo ter é contínuo, não se interrompe. Resposta – E

17. (FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) Nas atuais condições em que exerce a sua hegemonia, a direita "moderada" conseguiu infiltrar seus critérios no discurso da esquerda "moderada". (L.54-56) A palavra seus no trecho acima tem valor: (A) anafórico. (B) anastrófico. (C) catafórico. (D) hiperbólico.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 (E) paragramático Comentário – O pronome possessivo “seus” retoma a expressão anterior “direita moderada” e lhe atribui a posse dos “critérios” (= critérios da direita moderada). Portanto não há dúvidas: a função coesiva do pronome tem valor anafórico. Resposta – A

TIPOLOGIA TEXTUAL Tipologia Textual designa uma espécie de sequência teoricamente definida pela natureza linguística de sua composição (aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas). Ex.: descrição, narração, exposição, argumentação e injunção. Para efeito de prova, usaremos as terminologias: texto expositivo e texto argumentativo (ou dissertação expositiva e dissertação argumentativa). Veja com mais detalhes cada um deles. Texto descritivo (“retrato” verbal) É o tipo de redação na qual se apontam as características que compõem um determinado objeto, pessoa, animal, ambiente ou paisagem. Apresenta elementos que, quando juntos, produzem uma “imagem”. Exemplo: Sua estatura era alta, e seu corpo, esbelto. A pele morena refletia o sol dos trópicos. Os olhos negros e amendoados espalhavam a luz interior de sua alegria de viver e jovialidade. Os traços bem desenhados compunham uma fisionomia calma, que mais parecia uma pintura. Despertem para as características desse tipo de texto: 44

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 1) 2) 3) 4) 5) Predomínio de adjetivos. Descrição objetiva (expressionista): limita-se aos aspectos reais e visíveis; não há opinião do autor sobre o tema. Descrição subjetiva (impressionista): o autor emite sua opinião sobre o assunto. Descrição física: limita-se à descrição dos traços externos e visíveis, tais como altura, cor da pele, tipo de nariz e cabelo, etc. Descrição psicológica: está relacionada a aspectos do comportamento da pessoa descrita: se é carinhosa, agressiva, calma, comunicativa, egoísta, generosa, etc. 6) Não há uma sucessão de acontecimentos ou fatos, mas sim a apresentação pura 7) e simples do estado a ser descrito em um determinado momento. Aqui, a matéria é o objeto.

Texto narrativo É a modalidade de redação na qual contamos um ou mais fatos que ocorrem em determinado tempo e lugar, envolvendo certos personagens. Exemplo: Em uma noite chuvosa do mês de agosto, Paulo e o irmão caminhavam Subitamente pela foram rua mal-iluminada por que um conduzia homem à sua residência. Pararam, abordados estranho.

atemorizados, e tentaram saber o que o homem queria, receosos de que se tratasse de um assalto. Era, entretanto, somente um bêbado que tentava encontrar, com dificuldade, o caminho de sua casa. Note as características do tipo narrativo: 1) O fato narrado pode ser real ou fictício.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 2) A descrição insere-se na narração, dada a importância de se

caracterizarem os personagens envolvidos na trama e o cenário em que ela se desenvolve. 3) Narração em 1ª pessoa: ocorre quando o fato é contado por alguém que se envolve nos acontecimentos ao mesmo tempo em que conta o caso (uso dos pronomes nós, eu). 4) Narração em 3ª pessoa: o narrador conta a ação do ponto de vista de quem vê o fato acontecer na sua frente (narrador onisciente); ele não participa da ação (uso dos pronomes ele(a), eles(as)). 5) Narração objetiva: o narrador apenas relata os fatos, sem se deixar envolver emocionalmente com o que está noticiado. É de cunho impessoal e direto. 6) Narração subjetiva: leva-se em conta as emoções, os sentimentos envolvidos na história. São ressaltados os efeitos psicológicos que os acontecimentos desencadeiam nos personagens. 7) 8) A progressão temporal (exposição, complicação, clímax e desfecho) é essencial para o desenvolvimento da trama. O tempo predominante é o passado, cronológico (um minuto, uma hora, uma semana, um ano etc.) ou psicológico (vivido por meio de flashback, é a memória do narrador). Texto argumentativo (dissertação argumentativa) É o tipo de composição na qual expomos ideias seguidas da apresentação de argumentos que as comprovem. Tem por objetivo a defesa de um ponto de vista, por meio da persuasão. Exemplo: Tem havido muitos debates sobre a eficiência do sistema educacional brasileiro. Argumenta-se que ele deve ter por objetivo despertar no estudante a capacidade de absorver informações dos mais diferentes tipos e relacioná-las com a realidade circundante. Um sistema de ensino voltado para 46

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 a compreensão dos problemas socioeconômicos e que despertasse no aluno a curiosidade científica seria por demais desejável. Ainda que de forma sutil, defende-se aqui uma mudança no atual sistema de ensino do país. Como forma de convencer o leitor a respeito dessa necessidade, o autor sustenta que ela é compartilhada por outras pessoas, que já discutem o assunto. Texto expositivo (informativo; dissertação expositiva) O objetivo do texto é passar conhecimento para o leitor. Nesse tipo textual, não se faz, categoricamente, a defesa de uma ideia. Encontrado em livros didáticos e paradidáticos (material complementar de ensino), enciclopédias, jornais, revistas (científicas, informativas, etc.). Exemplo: A história do celular é recente, mas remonta ao passado – e às telas de cinema. A mãe do telefone móvel é a austríaca Hedwig Kiesler (mais conhecida pelo nome artístico Hedy Lamaar), uma atriz de Hollywood que estrelou o clássico Sansão e Dalila (1949). Hedy tinha tudo para virar celebridade, mas pela inteligência. Ela foi casada com um austríaco nazista fabricante de armas. O que sobrou de uma relação desgastante foi o interesse pela tecnologia. Já nos Estados Unidos, durante a Segunda Guerra Mundial, ela soube que alguns torpedos teleguiados da Marinha haviam sido interceptados por inimigos. Ela ficou intrigada com isso, e teve a idéia: um sistema no qual duas pessoas podiam se comunicar mudando o canal, para que a conversa não fosse interrompida. Era a base dos celulares, patenteada em 1940. Repare agora que, diferentemente da intenção do autor do texto acima, este aqui não tem a presunção de convencer ninguém a respeito de algo. Limita-se apenas a transmitir ao leitor uma informação sobre o surgimento do aparelho celular, de forma imparcial e objetiva. www.pontodosconcursos.com.br 47

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 Texto injuntivo (instrucional) Indica como realizar uma ação; aconselha. É também utilizado para predizer acontecimentos e comportamentos. Utiliza linguagem objetiva e simples. Há predomínio da função conativa ou apelativa (o emissor procura influenciar o comportamento do receptor; como o emissor se dirige ao receptor, é comum o uso de tu, você, nós, ou o nome da pessoa, além dos vocativos e imperativos; usada nos discursos, sermões e propagandas que se dirigem diretamente ao consumidor – instruções de uso de um aparelho; leis; regulamentos; receitas de comida; guias; regras de trânsito). Exemplo: "Coloque a tampa e a seguir pressione." (verbo no imperativo) "Coloca-se a tampa e a seguir pressiona-se." (verbo no presente do indicativo) "Colocar a tampa e a seguir pressionar." (verbo no infinitivo) Agora, tenta-se, por meio de uma linguagem persuasiva, fazer com que o leitor execute certas ações a fim de obter o efeito desejado.

18. (FGV/BADESC/ADVOGADO/2010) Assinale a alternativa que identifique a composição tipológica do texto “Jeitinho”. (A) Descritivo, com sequências narrativas. (B) Expositivo, com sequências argumentativas. (C) Injuntivo, com sequências argumentativas. (D) Narrativo, com sequências descritivas. (E) Argumentativo, com sequências injuntivas Comentário – Os teóricos argumentam que dificilmente haverá um texto homogêneo, tipo de texto. ou seja, puramente descritivo, expositivo, argumentativo, narrativo e injuntivo. A característica que mais sobressai é a que determina o

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 Falando especificamente do texto intitulado Jeitinho, o que se observa acentuadamente são passagens que transmitem ao leitor informações sobre o que o antropólogo Roberto DaMatta escreveu sobre o jeitinho. As sequências argumentativas ficam por conta do ponto de vista dele sobre o tema. Por exemplo: “Ainda de acordo com DaMatta, a informalidade é também exercida por esferas de influência superiores.”; “No entendimento de Roberto DaMatta, de qualquer forma, um ‘jeitinho’ foi dado.” Resposta – B

ADEQUÇÃO DE LINGUAGEM • Modalidades linguísticas Você já percebeu que a língua é um código de que se serve o homem para elaborar mensagens, para se comunicar. Interessante ainda é perceber que, para realizar seu objetivo, a língua utiliza modalidades diferentes. São basicamente duas modalidades: Língua popular ou língua cotidiana: é mais espontânea e dinâmica. Usada muitas vezes em situações informais: conversa entre amigos ou em família. São exemplos as gírias, os dialetos e os jargões. • • • • • • • • Tô preocupado. Fiquei grilado. E aí, beleza? Gelinho, sacolé, chupchup Abrir o bico Peticionar Deletar Câmbio Língua culta ou línguapadrão: compreende a língua literária. Utilizada pelas emissoras de rádio e televisão; jornais, revistas, empresas, órgãos públicos, etc. Está associada à escola (gramática). • • • • • • • • Estou preocupado. Fiquei pensativo. E aí, tudo bem? Suco de frutas congelado dentro de um saco plástico Contar a verdade Pedir ao juiz Apagar Negociação de moeda estrangeira 49

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 • O conceito de erro Em rigor, ninguém comete erro em língua, exceto nos casos de ortografia. O que normalmente se comete são transgressões da norma culta. De fato, aquele que, num momento íntimo do discurso, diz: "Ninguém deixou ele falar", não comete propriamente erro; na verdade, transgride a norma culta. Importa considerar, assim, o momento do discurso: O momento íntimo (informal) é o das liberdades da fala. No recesso do lar, na fala entre amigos, parentes, namorados, etc., portanto, são consideradas perfeitamente normais construções do tipo: a) Eu não vi ela hoje. b) Ninguém deixou ele falar. c) Deixe eu ver isso! d) Eu te amo, sim, mas não abuse (você)! e) Não assisti o filme nem vou assisti-lo. f) Sou teu pai, por isso vou perdoá-lo. O momento formal é o do uso da língua-padrão, que é a língua da Nação. Tomam-se por base aqui as normas estabelecidas na gramática, ou seja, a norma culta. Assim, aquelas mesmas construções se alteram: a) Eu não a vi hoje. b) Ninguém o deixou falar. c) Deixe-me ver isso! d) Eu te amo, sim, mas não abuses (tu)! e) Não assisti ao filme nem vou assistir a ele. f) Sou seu pai, por isso vou perdoar-lhe.

No momento íntimo, a informalidade prevalece sobre a norma culta, deixando mais livres os interlocutores.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 Vale lembrar, finalmente, que a língua é um costume. Como tal, qualquer transgressão, ou chamado erro, deixa de sê-lo no exato instante em que a maioria absoluta o comete, passando, assim, a constituir fato linguístico, registro de linguagem definitivamente consagrado pelo uso, ainda que não tenha amparo na rigidez gramatical. O vocábulo têxtil, que significa rigorosamente aquilo que se pode tecer, em virtude do seu significado, não poderia ser adjetivo associado à indústria, já que não existe indústria que se pode tecer. Hoje, porém, temos não só a indústria como também o operário têxtil, em vez da indústria de fibra têxtil e do operário da indústria de fibra têxtil. Uma frase “correta”, portanto, não é aquela que se contrapõe a uma frase “errada”; é, na verdade, uma frase elaborada conforme as normas gramaticais; em suma, conforme a norma padrão. Importante é sabermos que o nível da linguagem, a norma linguística, deve variar de acordo com a situação em que se desenvolve o discurso. O ambiente sócio-cultural determina o nível da linguagem a ser empregado. O vocabulário, a sintaxe, a pronúncia e até a entoação variam segundo esse nível. Um padre não fala com uma criança como se estivesse dizendo missa, assim como uma criança não fala como um adulto. Um engenheiro não usará um mesmo discurso, ou um mesmo nível de fala, para colegas e para pedreiros, assim como nenhum professor utiliza o mesmo nível de fala no recesso do lar e na sala de aula. • A Gíria Ao contrário do que muitos pensam, a gíria não constitui um flagelo da linguagem. Quem, um dia, já não usou “bacana”, “bizu”, “cara”, “cuca”? O mal maior da gíria reside na sua adoção como forma permanente de comunicação, desencadeando um processo não só de esquecimento, como de 51

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 desprezo do vocabulário oficial. Usada no momento certo, porém, a gíria é um elemento receptor. Veja esta tira: de linguagem que denota expressividade e revela grande criatividade, desde que, naturalmente, adequada à mensagem, ao meio e ao

Agora me responda: a) qual nível de linguagem é utilizado pelo locutor? Justifique sua resposta com elementos do texto. b) que modificações podem ser feitas para transformar a linguagem empregada em culta ou popular, conforme o caso? Acertou se respondeu, primeiramente, “nível popular”, com base nas expressões “filar” (segundo quadrinho) e “né” (último quadrinho). Poderíamos reescrever o texto e alterar as palavras destacadas para comer e não é, por exemplo.

(...) Antigamente, torno
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eram a de

os falar que

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que

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"materialismo "materialismo na crista para de de

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Alguns Tinham que

chegaram

inexoravelmente relações

adiante, produção

promover

transformação

crescimento das forças produtivas. www.pontodosconcursos.com.br 52

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 (...)
(Leandro Konder. Esquerda e direita no Brasil, hoje. Folha de São Paulo, 13/04/2006)

19. (FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) A expressão na crista de uma onda (L.61) tem origem no registro: (A) burocrático. (B) culto. (C) inculto. (D) informal. (E) regional. Comentário – A expressão é um exemplo de gíria, que se enquadra no registro informal da língua e que pode significar na moda, em momento de sucesso ou evidência, no ápice de uma situação. Resposta – D

PARÁFRASE E PARÓDIA E por falar em “reescrever o texto”, esclareço que toda vez que uma obra faz alusão à outra, ocorre a intertextualidade. Isso se concretiza de várias formas. Aqui, abordarei aquela que costuma aparecer em provas, só que com uma outra “roupagem”: a paráfrase. Também farei distinção entre ela e a paródia (outra forma de intertextualidade). Inicialmente, darei a vocês um exemplo de cada umas dessas manifestações. Depois, comentarei as características que as distinguem. Texto Original Minha terra tem palmeiras Onde canta o sabiá, As aves que aqui gorjeiam

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 Não gorjeiam como lá.
(Gonçalves Dias, “Canção do exílio”).

Paráfrase Meus olhos brasileiros se fecham saudosos Minha boca procura a ‘Canção do Exílio’. Como era mesmo a ‘Canção do Exílio’? Eu tão esquecido de minha terra... Ai terra que tem palmeiras Onde canta o sabiá!
(Carlos Drummond de Andrade, “Europa, França e Bahia”).

Paródia Minha terra tem palmares onde gorjeia o mar os passarinhos daqui não cantam como os de lá.
(Oswald de Andrade, “Canto de regresso à pátria”).

Na paráfrase, as palavras são mudadas, porém a ideia do texto original é confirmada pelo novo texto; a alusão ocorre para atualizar, reafirmar os sentidos ou alguns sentidos do texto citado. É dizer com outras palavras o que já foi dito. E não apenas com outras palavras, mas também com outra estruturação sintática. Normalmente, as bancas indagam se, nesse processo, a coesão (correção gramatical) e a coerência (significado original do texto) foram mantidas. É muito importante que esses dois aspectos sejam respeitados na hora de parafrasear o texto original. 54

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 Em nossa primeira reescritura (paráfrase) acima, note que não há mudança do sentido principal do texto, que é a saudade da terra natal. Mas em relação à paródia, há uma mudança significativa na coerência. O nome “palmares”, escrito com letra minúscula, substitui a palavra palmeiras. Há um contexto histórico, social e racial neste texto. Palmares é o quilombo liderado por Zumbi, foi dizimado em 1695. Há uma inversão do sentido do texto primitivo que foi substituído pela crítica à escravidão existente no Brasil. Outro exemplo de paródia é a propaganda que faz referência à obra prima de Leonardo Da Vinci, Mona Lisa:

Finalmente, entraremos na parte final da aula de hoje. Você deve estar ainda mais cansado. Mas não desista agora, pois estamos no último tópico deste encontro. Falta só um pouquinho. Trataremos de tipos de discurso. DISCURSOS DIRETO E INDIRETO • Discurso Direto No discurso direto, o narrador transcreve as palavras da própria personagem. É comum aparecerem neste tipo de discurso os chamados verbos de elocução, ou “de dizer” (dicendi) – falar, dizer, responder, retrucar, indagar, declarar, exclamar etc. Além disso, usam-se algumas notações gráficas que marquem tais falas:

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 a) travessão; b) dois pontos, c) aspas. Exemplos: 1. Para o advogado, o processo não vem correndo como deveria: “Às vezes, sinto morosidade por parte da Justiça”. (por encerrar todo o período, o ponto final deve ficar fora das aspas) 2. O advogado disse: “Às vezes, sinto morosidade por parte da Justiça”. (esta forma deve ser evitada, sendo preferível a que se segue) 3. O advogado disse: – Às vezes, sinto morosidade por parte da Justiça. 4. Para o advogado, o processo não vem correndo como deveria. “Às vezes, sinto morosidade por parte da Justiça.” (repare que agora o ponto final está dentro das aspas, pois encerra apenas a fala do personagem) 5. Para o advogado, o processo não vem correndo como deveria. “Às vezes, sinto morosidade por parte da Justiça”, declarou ele. 6. Para o advogado, o processo não vem correndo como deveria. Segundo ele, “Ás vezes, nota-se morosidade por parte da Justiça”. • Discurso Indireto O discurso indireto apresenta as palavras das personagens através do narrador, que reproduz o que ouviu, podendo suprimir ou modificar o que achar necessário. A estruturação desse discurso não carece de marcações gráficas especiais, uma vez que sempre é o narrador que detém a palavra. Usualmente, a estrutura traz verbo dicendi e oração subordinada substantiva com verbo num tempo passado em relação à fala da personagem.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 Exemplos: 1. Fala do personagem: – Preciso estudar mais. Discurso indireto: Disse que precisava estudar mais. 2. Fala do personagem: – Não quebrei nada desta sala. Discurso indireto: A criança afirmou à mãe que não tinha quebrado (quebrara) nada daquela sala. Atenção! Note as alterações feitas nas estruturas gramaticais da transcrição indireta do discurso, como no tempo verbal (preciso, precisava; quebrei, tinha quebrado ou quebrara), nos pronomes (desta, daquela). Confira a tabela de transposição do discurso direto para o indireto: Discurso Direto 1. Enunciado em primeira ou em 1. na Justiça"; "Delegado, segunda pessoa: "Eu não confio O mais senhor vai me prender?" 2. Discurso Indireto Enunciado em terceira pessoa: detento disse na que (ele) não Logo mais Justiça;

o confiava

depois, perguntou ao delegado se (ele) iria prendê-lo. Verbo no pretérito imperfeito

Verbo no presente: "Eu não 2.

confio mais na Justiça" 3.

do indicativo: O detento disse que não confiava mais na Justiça. Verbo no pretérito mais-que-

Verbo no pretérito perfeito: 3.

"Eu não roubei nada".

perfeito (simples ou composto) do indicativo: O acusado defendeuse, dizendo que não tinha roubado (que não roubara) nada.

4.

Verbo no futuro do presente: 4. justiça de

Verbo no futuro do pretérito:

"Faremos

qualquer Declararam que fariam justiça de

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 maneira". 5. delegacia", promotor”. 6. Pronomes este, esta, disse o delegado qualquer maneira. Verbo no pretérito imperfeito ao do subjuntivo: O delegado ordenou ao promotor que saísse da delegacia. isto, 6. Pronomes O aquele, gerente da aquela, empresa que

Verbo no imperativo: "Saia da 5.

esse, essa, isso: "A esta hora não aquilo: responderei nada". tentou

justificar-se,

dizendo

àquela hora não responderia nada à imprensa. 7. Advérbio aqui: "Daqui eu não 7. Advérbio ali: O grevista sairei tão cedo". certificou os policiais de que dali não sairia tão cedo.

(Angeli. www2.uol.com.br/angeli)

20. (FGV/SEFAZ-MS/FISCAL DE RENDAS/2006) Assinale a alternativa em que se encontre a melhor redação da transposição da fala do primeiro balão para o discurso indireto.

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58

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 (A) O homem rico disse ao homem pobre que o filho daquele era o com a fitinha azul. E perguntou ao pobre qual era o deste. (B) O homem rico disse ao homem pobre que o seu era aquele com a fitinha azul. E perguntou ao pobre qual era o dele. (C) O homem rico disse ao homem pobre que seu filho era o com a fitinha azul. E perguntou ao pobre qual era o seu. (D) O homem rico disse ao homem pobre que o dele era aquele com a fitinha azul. E perguntou ao pobre qual filho era seu. (E) O homem rico disse ao homem pobre que o filho dele era o com a fitinha azul. E perguntou ao pobre qual era o seu. Comentário – Quanto aos elementos gramaticais, não se percebe erro. As transposições estão adequadas. O problema surge em relação ao aspecto discursivo. Com exceção da letra A, em todas as demais há ambiguidade causada pelo emprego dos pronomes possessivos “seu” e/ou “dele” após dois referentes capazes de satisfazerem a coesão textual (o filho com fitinha azul é do rico ou do pobre?). Como o examinador exigiu a melhor resposta, esse aspecto deve ser observado. Para desfazer a tal ambiguidade, devemos utilizar outro recurso coesivo: os demonstrativos aquele e este. Aquele retoma o primeiro elemento mencionado, o que está mais distante (o homem rico); este retoma o último elemento, o que está mais próximo (o homem pobre). Resposta – A

Um grande abraço e fique com Deus! Professor Albert Iglésia

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59

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1

QUESTÕES SEM COMENTÁRIOS

(...) A liberdade, escolha, só é a decisão, que é por manifestação fundamento de o nossa mundo possível tendo

axiológico, tanto quanto este tem por condição de possibilidade a liberdade. Não se pode estimar sem alternativas possíveis. Na medida do que, Na a em que de a que é algum outro; não a se escolhe, Ao ou se sob avalia algum escolhido de à para um obter é a o consciência pondera-se melhor dirigida significa (...)
(Adaptado de ALVES, Alaôr Caffé. As categorias da ética. In: www.centrodebate.org)

preferido. modo o

escolher

caminho, outras está Isto

prisma, mata Ela

em à

relação ação, à

caminho pode à haver nos

possibilidades. que

escolha escolha,

indiferença. leva

exteriorização,

tomada

posição.

decisão,

determinação

normativa ou imperativa de uma via em detrimento de outra.

1.

(FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) A escolha, a decisão, que é manifestação de nossa liberdade, só é possível tendo por fundamento o mundo axiológico. Considerando o contexto da frase, o vocábulo sublinhado tem significado equivalente a:

(A) das normas. (B) dos mercados. (C) dos indivíduos. (D) das liberalidades. (E) das verdades.

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60

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 2. (FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) De acordo com o contexto, observa-se emprego não-literal de vocábulo ou expressão em: (A) Isso não ocorre com os animais brutos. (B) supõe a avaliação de múltiplos fatores. (C) Na escolha não pode haver indiferença. (D) o caminho escolhido mata outras possibilidades. (E) O fenômeno ético não é um acontecimento individual.

(...) A nela, Os
75

economia os seres Não

é há

um nada

nível de a

essencial agem, então, inexorável a realidade

da em

realidade escolhas, seus as

histórica; tomam

humanos dispuseram, modificam

fazem

iniciativas. dos (...)

movimentos. motivações Passaram a

marxistas sujeitos

se que

discutir

objetiva.

debater idéias extraídas de Gramsci, Lukács, Adorno.

(Leandro Konder. Esquerda e direita no Brasil, hoje. Folha de São Paulo, 13/04/2006)

3.

(FGV/SEFAZ-MS/FISCAL DE RENDAS/2006) A palavra inexorável (L.73) só não pode ser substituída, no texto, sob pena de alteração de sentido, por:

(A) implacável. (B) indelével. (C) inelutável. (D) perituro. (E) sempiterno.

(...)

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61

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 Ainda de acordo com DaMatta, a informalidade é também exercida autoridade
45

por

esferas "maior" a

de vê-se

influência coagida

superiores. por de

Quando uma

uma

"menor", uma

imediatamente ameaça fazer uso de sua influência; dessa forma, buscará sanção. (...)
(Jeitinho. In: www.wikipedia.org – com adaptações.)

dissuadir

autoridade

"menor"

aplicar-lhe

4.

(FGV/BADESC/ADVOGADO/2010) Observando a frase “buscará dissuadir a autoridade ‘menor’ de aplicar-lhe uma sanção” (L.46-47), assinale a alternativa em que a substituição da palavra sublinhada mantenha o sentido que se deseja comunicar no texto.

(A) obrigar. (B) desaconselhar. (C) persuadir. (D) convencer. (E) coagir.

As categorias da ética A vida humana se caracteriza por ser fundamentalmente

ética. Os conceitos éticos "bom" e "mau" podem ser predicados a todos os atos humanos, e somente a estes. Isso não ocorre com os animais brutos. Um animal que ataca e come o outro não é
5

considerado maldoso, não há violência entre eles. Mesmo eticamente. os atos de caráter sempre técnico servem podem para a ser qualificados ou Esses atos expansão

limitação do ser humano. Sob a perspectiva ética, o que importa

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62

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 nas
10

ações

técnicas obter

não

é

a

sua

trama sim

lógica, a

adequada

ou

eficiente A

para

resultados, segue

mas

qualificação relativas

ética aos

desses resultados. eficiência técnica regras técnicas, meios, e não normas éticas, relativas aos fins. A energia nuclear pode ser empregada para o bem ou para o mal. Na verdade, ela
15

é

investigada,

apurada

e

criada para

algum

resultado,

que

lhe

confere validade. Não vale por si mesma, do ponto de vista ético. Pode valer pela sua eventual utilidade, como meio; mas o uso de energia nuclear, para ser considerado bom ou mau, deve referirse aos fins humanos a que se destina.
20

Vê-se, humanas.

pois, Isso

que ocorre

o

plano porque

ético o

permeia é

todas um

as ser

ações livre,

homem

vocacionado para o exercício da liberdade, de modo consciente. Sem liberdade não há ética. A liberdade supõe a operação sobre alternativas; ela se concretiza mediante a escolha, a decisão, a
25

consciência unilinear afirmação escolhemos.

do da

que

se à

faz.

Isso da a

implica

refugir

à

determinação causal. Diante avaliamos É a da e

necessária, de

determinação nossa

meramente multiplicidade. disposição,

contingência, caminhos

multiplicidade

30

Na verdade, somos obrigados a escolher. Somos obrigados a exercer a liberdade. Assim, a decisão supõe a possibilidade e, paradoxalmente, a necessidade de estimar as coisas e as ações humanas de complexa. do valor. para Aí, atender fatores portanto, há as que nossas demandas; uma supõe a avaliação humana a esfera esfera, múltiplos perfazem também sem situação Essa

35

temos

compreendida valoração.

Não

liberdade

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63

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 entretanto, é muito ampla, pois envolve não só o mundo da ética, mas também o da utilidade, da estética, da religião etc. Sob
40

o da

ângulo

especificamente definição respeito ética, a

ético, ética

não

haverá não

escolha, houver Eis por

exercício avaliação, que na

liberdade, da

quando

preferência base

das

ações

humanas.

como

dissemos,

encontram-se avaliadas. de o nossa mundo

necessariamente a liberdade e a valoração; a ética só se põe no mundo da liberdade, da escolha entre ações humanas
45

A liberdade,

escolha, só é

a

decisão,

que

é por

manifestação fundamento

possível

tendo

axiológico, tanto quanto este tem por condição de possibilidade a liberdade. Não se pode estimar sem alternativas possíveis. Na
50

medida do que, Na a

em que de a

que é algum

se

escolhe, Ao ou

se sob

avalia algum escolhido de à

para um

obter é

a o

consciência pondera-se melhor dirigida em à

preferido. modo o

escolher

caminho, outras está Isto

prisma, mata Ela

relação ação, à

outro; não a

caminho pode à haver nos

possibilidades. significa O e, por enquanto
60

escolha escolha,

indiferença. leva

exteriorização,

tomada

posição.

55

que

decisão, e

determinação necessárias precisamente justamente como sem a sua

normativa ou imperativa de uma via em detrimento de outra. mundo meio as não oferece as resistências ações As ações à sem o determinações se éticas realizam brilham destas, éticas

contrariam. só se Não da

quando se opõem às tendências "naturais" do homem. Assim, a liberdade sem A contrapõe há e ética é necessidade, impulsão, de negação, mas também existe em função desta. Não há liberdade necessidade. prova desejo. da só 64 um melhor liberdade esforço superação

65

necessidade,

afirmando-a

negando-a

dialeticamente,

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 tempo. Então, o mundo ético só é possível no meio social, no bojo das determinações sociais. O fenômeno ético não é um acontecimento individual, existente apenas no plano da consciência pessoal. Isso porque o
70

ente singular do homem só se manifesta, como ser autêntico, em suas Esse relações fenômeno universais é também circulação com o a de sociedade relações das dos e com a e natureza. históricas, da maior resultante sociais

compreendendo e os meios de

mundo

necessidades, bens possuem

natureza. A ética só existe no seio da comunidade humana.
75

econômica

liberdade do que aqueles que não têm o poder desse controle. Por aí se vê também que a liberdade e a ética não se reduzem a fenômenos meramente subjetivos; elas têm sempre dimensões sociais, históricas e objetivas.
80

Há, assim, um grande esforço, um esforço ético-político para se obter uma quer A as distribuição dentro meta-ética condições das é mais igualitária dos direitos quer entre entre os as e No homens, meta-ética. comunidades, utópica, imediatas

comunidades. Na verdade existe uma ética sobre a ética, uma crítica, da subversiva social. transcende vida

85

entanto, ela precisa ser possível no mundo dos fatos sociais, sob pena de se perder como uma utopia de meros sonhos.
(Adaptado de ALVES, Alaôr Caffé. In: www.centrodebate.org)

5.

(FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) A partir da tese defendida pelo autor, é correto afirmar que:

(A) a ética é condicionante da existência humana e fundamenta qualquer tipo de ação que envolva uma escolha entre “certo” e “errado”.

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65

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 (B) o conceito de ética aplica-se sobretudo aos seres humanos que praticam atos de natureza técnica e atuam profissionalmente. (C) a violência entre animais brutos decorre da inexistência de uma noção ética que regule suas relações. (D) as noções de “bom” e “mau” estão na base das organizações sociais, sejam elas humanas ou não. (E) o princípio ético que orienta os atos técnicos está menos nos seus resultados e mais na própria concepção desses atos.

6.

(FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) Com relação aos terceiro e quarto parágrafos, analise as afirmativas a seguir.

I. II.

O objetivo principal do terceiro parágrafo é conceituar regras técnicas e normas éticas. O plano do terceiro parágrafo inclui uma exemplificação para sustentar a tese anteriormente explicitada.

III. O início do quarto parágrafo apresenta uma conclusão acerca das ideias apresentadas no terceiro. Assinale: (A) se somente a afirmativa I estiver correta. (B) se somente a afirmativa II estiver correta. (C) se somente a afirmativa III estiver correta. (D) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. (E) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.

7.

(FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) Da compreensão adequada de conceitos apresentados pelo texto, analise as afirmativas a seguir.

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66

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 I. II. O senso-comum de liberdade é reconstruído e passa a incluir a noção de que nem todos são livres na mesma medida. O conceito de ética fundamenta-se numa perspectiva naturalista e põe em segundo plano seu viés social. III. As ideias de liberdade e obrigação não são concepções excludentes; ao contrário, envolvem implicação necessária. Assinale: (A) se somente a afirmativa I estiver correta. (B) se somente a afirmativa II estiver correta. (C) se somente a afirmativa III estiver correta. (D) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. (E) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.

8.

(FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) Da leitura do quarto parágrafo, deduz-se que o autor:

(A) afirma-se perplexo ante a unilateralidade das escolhas. (B) contraria a ideia de liberdade como ação racionalmente concebida. (C) opõe-se à aceitação do determinismo como fonte das ações humanas. (D) defende a vocação como forma de realização pessoal. (E) situa na determinação causal a origem da infelicidade humana.

Esquerda e direita no Brasil, hoje Ninguém movimento conquistas Podemos da ser pode pretender A na área negar da diversos hoje, medicina, suavizar progressos se beneficia por dores no de com

história. operados

humanidade, anestesia,

importantes

exemplo.

com

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67

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1
5

analgésicos. helicópteros, encanada, TV,

Dispomos aviões. esgoto. rádio. está

de Nossas

meios casas cada a filmes,

de

transporte têm luz mais, gira alguns de fazer do

rapidíssimos, elétrica, seriados utilizamos em torno Até água na os do de a não plano suicida, morte à quando conquistas não sentem de jornadas –

Vemos E,

acompanhamos vez

ouvimos Tal como de de As

computadores, a internet.
10

organizada, com e um

sociedade que de

mercado, "economia não

acordo nenhum força de

sistema tão

chamam crescer no

mercado", experiências

outros, feitas

"capitalismo". nome

hoje,

surgiu

sistema própria

capaz em para não

economia.
15

socialismo

manifestaram O e nada natural. modo

suficiente capitalista a na e

competir, tem de

do crescimento econômico, com o capitalismo. produção ele vocação de indica Seus que esteja ponto arena fazem têm cá; morrer concessões feito a

representantes necessário 20 Os do tempo

política

recorrem

20

repressão conveniente.

quando

trabalhadores para em que – eram mais

significativas, saudades Parte do

século

visivelmente obrigados que no

trabalho de 12 horas.
25

dos

trabalhadores

passado

chega

mesmo a integrar-se à burguesia. Esse, porém, é um caminho que só pode ser percorrido por poucos. Alguns progridem. Faz parte da lógica do sistema, A O das classes as contudo, médias torna que de está muito as sendo massas da mais dessas à permaneçam
30

excluídas. política eficiente.

cooptação individualismo

setores

representação resoluta, confusas mais

característico

camadas

intermediárias

vulneráveis

sedução das classes dominantes. www.pontodosconcursos.com.br 68

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 Temos
35

uma Nas suas do as

situação atuais do

histórica condições, PT, as

favorável a internas. posições reunidas um de A

ao direita

bloco vem política do PMDB mais à

conservador. administrando econômica PSDB PSDB e e no (não

contradições tendências

governo

neoliberais no

diferentes os

tranqüilizaram a direita nos últimos anos. Tanto no PT como no
40

PMDB quer

líderes que

posicionados eles sejam O

pouco

esquerda A Soviética
45

dizer

esquerda) da mais ainda Há

foram União de 15 afeta pessoas sem

marginalizados. esquerda não se No PSDB.
50

está

desarticulada. só e é de os partidos o

naufrágio

arrastou passaram, o

comunistas:

anos

estilhaçamento angustiante.

dolorosamente diversas organizações socialistas. Brasil, Há quadro gente complexo, esquerda de esquerda no PT, no PC do B, no PSB, no PDT e até no muita circunstancialmente partido. E há a valente iniciativa da senadora Heloísa Helena, o PSOL. Mas ainda não há um programa alternativo maduro que se contraponha à euforia do programa conservador, aplicado por gente que foi de esquerda e aplaudido pela direita. Nas atuais condições em que exerce a sua hegemonia, a
55

direita da

"moderada"

conseguiu

infiltrar

seus

critérios dão o

no

discurso estilo. O em

esquerda

"moderada". eram a de

Os os

"moderados" marxistas no num estavam que

conteúdo é dado pela "leitura" oficial da economia. Antigamente, torno
60

polemizavam

da a os

economia, convicção empurrava

apoiados falar que

"materialismo "materialismo na crista para de

histórico". econômico". uma onda para 69

Alguns Tinham que

chegaram

inexoravelmente

adiante,

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 promover A derrotas. convenceram interna,
70

a fé

transformação determinista Duras a sua na

das

relações da

de

produção

e

o

crescimento das forças produtivas.
65

dinâmica da conviver ampliação essencial agem, então, a inexorável a

economia história

contribuiu política diversidade e pela

para que a esquerda tradicional, despreparada, sofresse lições a pela esquerda luta é há se que um nada com das da em

contundentes

sua

em

liberdades realidade escolhas, seus as

superação das desigualdades. A nela, Os economia os seres Não nível de histórica; tomam humanos dispuseram, modificam fazem

iniciativas. dos

movimentos. motivações Passaram a

marxistas sujeitos

discutir

75

realidade

objetiva.

debater idéias extraídas de Gramsci, Lukács, Adorno. Curiosamente, no momento em que os marxistas (e, com eles, dos
80

a

esquerda da e

em ética,

geral) a da a (e

sublinhavam direita que

a

significação a a

crucial da da nos da a nos não foi

valores,

assumia dos

centralidade chave que

economia

passava correta é

acreditar

possuía

compreensão Essa ideologia
85

solução)

problemas mais é

afligem no presente. chave das que o instrumento como dominantes): o É capitalismo, ela nas pede que elites a simbólico dizia é ela que para chave, eficiente sempre em que já dominante classes as para (que, Marx, que o são

ideologia convencer há tentado precisam chegar

insiste

desigualdades

sociais

naturais, socialismo que depois, com a as

alternativa e ao se a

fracassou. enraizar direita povão.

sustenta

liberdades lentamente, costumeira e 70

90

Empunhando

cara-de-pau,

paciência

aos

trabalhadores

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 promete melhores aconteceu
95

que, com

com as

o

tempo, materiais da

eles de

vão

se os

beneficiar tal aviões e

de como os

condições

cidadania,

conquistas

medicina,

computadores, que demoraram, mas vieram. Permito-me perguntar: vieram mesmo?
(Leandro Konder. Folha de São Paulo, 13/04/2006)

9.

(FGV/SEFAZ-MS/FISCAL DE RENDAS/2006) Assinale a alternativa que apresente comentário pertinente ao texto

(A) O texto apresenta um desabafo a respeito da situação política do Brasil, apontando, perspicazmente, por comparação, os motivos por que não teria êxito a instauração de um regime socialista. (B) O texto discorre sobre a situação histórico-política internacional, objetivando analisar especificamente o caso brasileiro no tocante à falta de espaço para o surgimento de partidos políticos renovadores, capazes de revelar o discurso falho da extrema direita. (C) O texto reafirma a ineficácia do socialismo como forma de governo e aponta, no capitalismo, tanto no cenário internacional quanto no doméstico, a supremacia dos blocos moderados, de esquerda e direita, ditando falaciosamente a democracia ao povão. (D) O texto aponta, no cenário político doméstico, o processo de desarticulação da esquerda, como resultado do fim do modelo socialista e da supremacia da direita ao ditar a interpretação da economia. (E) O texto questiona se os valores apontados como conquistas pela direita de fato aconteceram, observando que a interpretação falaciosa da realidade atraiu antigos esquerdistas a sobejarem teorias que explicassem as falhas no processo democrático historicamente.

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71

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 10. (FGV/SEFAZ-MS/FISCAL DE RENDAS/2006) O nono parágrafo, em

relação ao oitavo, apresenta-se como: (A) explicação. (B) exemplificação. (C) complemento. (D) desdobramento. (E) oposição.

(Angeli. www2.uol.com.br/angeli)

11. (FGV/SEFAZ-MS/FISCAL DE RENDAS/2006) Ao associar-se a charge com o seu título, percebe-se que a interpretação é possível pela via: (A) alegórica. (B) fática. (C) lúdica. (D) metonímica. (E) sofística.

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72

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 Jeitinho O jeitinho não se relaciona com um sentimento revolu-

cionário, pois aqui não há o ânimo de se mudar o status quo. O que se busca é obter um rápido favor para si, às escondidas e sem chamar a atenção; por isso, o jeitinho pode ser também
5

definido como "molejo", "jogo de cintura", habilidade de se "dar bem" em uma situação "apertada". Em Roberto dos sua obra em O Que a relação e aos Faz às zelosa o Brasil, dos leis. dos no Brasil?, o antropólogo e a a atitude causa a é de das que DaMatta compara postura norte-americanos que a norte-americanos entanto, apenas que, à afirma

brasileiros e

Explica

10

formalista, admiração ver ingênuo O violadas

respeitadora espanto as a próprias

brasileiros, instituições;

acostumados

violar e ausência

creditar

postura

brasileira

educação adequada.
15

antropólogo as

prossegue instituições

explicando brasileiras

diferente

norte-americanas,

foram

desenhadas

para coagir e desarticular o indivíduo. A natureza do Estado é naturalmente coercitiva; porém, no caso brasileiro, é inadequada à
20

realidade

individual.

Um

curioso

termo

Belíndia

define

precisamente esta situação: leis e impostos da Bélgica, realidade social da Índia. Ora, realidade vezes incapacitado opressora, o pelas leis, descaracterizado utilizar por uma que uma brasileiro à sua buscará recursos de

vençam a dureza da formalidade se quiser obter o que muitas
25

será

necessário utilizará

sobrevivência. tentará

Diante

autoridade,

termos

emocionais,

descobrir

alguma

coisa que possuam em comum - um conhecido, uma cidade da

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73

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 qual gostam, a “terrinha” natal onde passaram a infância – e apelará
30

para

um

discurso

emocional,

com

a

certeza

de

que

a

autoridade, sendo exercida por um brasileiro, poderá muito bem se sentir tocada por esse discurso. E muitas vezes conseguirá o que precisa. Nos Estados Unidos e da América, as leis não admitem na esfera permissividade alguma possuem franca influência

35

dos costumes e da vida privada. Em termos mais populares, dizseque, lá, ou “pode” ou “não pode”. No Brasil, descobre-se que é possível um “pode-e-não-pode”. pretexto para É uma contradição simples: o acredita-se que a exceção a ser aberta em nome da cordialidade não constituiria outras exceções. Portanto, jeitinho jamais gera formalidade, e essa jamais sairá ferida após o uso desse atalho. Ainda de acordo com DaMatta, a informalidade é também exercida autoridade por esferas "maior" a típica está que de vê-se influência coagida "menor" atitude vale Num superiores. por de Quando uma uma "menor", uma golpe "você um uma

40

45

imediatamente ameaça fazer uso de sua influência; dessa forma, buscará sanção. A sabe fórmula por com quem público de tal está da contida célebre no frase clássico, por conhecido "carteirada", vê que se seu dissuadir autoridade aplicar-lhe

50

falando?".

exemplo

promotor

carro

sendo

multado

autoridade de trânsito imediatamente fará uso (no caso, abusivo) de sua autoridade: "Você sabe com quem está falando? Eu sou o promotor público!". No entendimento de Roberto DaMatta, de
55

qualquer forma, um "jeitinho" foi dado.
(In: www.wikipedia.org – com adaptações.)

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74

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 12. (FGV/BADESC/ADVOGADO/2010) De acordo com o texto, é correto afirmar que: (A) o jeitinho brasileiro é um comportamento motivado pelo descompasso entre a natureza do Estado e a realidade observada no plano do indivíduo. (B) as instituições norte-americanas, bem como as brasileiras, funcionam sem permissividade porque estão em sintonia com os anseios e atitudes do cidadão. (C) a falta de educação do brasileiro deve ser atribuída à incapacidade de o indivíduo adequar-se à lei, uma vez que ele se sente desprotegido pelo Estado. (D) a famosa “carteirada” constitui uma das manifestações do jeitinho brasileiro e define-se pelo fato de dois poderes simetricamente representados entrarem em tensão. (E) nos Estados Unidos da América, as leis influem decisivamente apenas na vida pública do cidadão, ao contrário do que ocorre no Brasil, onde as leis logram mudar comportamentos no plano dos costumes e da vida privada.

13. (FGV/BADESC/ADVOGADO/2010) Com relação à estruturação do texto e dos parágrafos, analise as afirmativas a seguir. I. II. O primeiro parágrafo introduz o tema, discorrendo sobre a origem histórica do jeitinho. A tese, apresentada no segundo parágrafo, encontra-se na frase iniciada por no entanto. III. O quarto parágrafo apresenta o argumento central para a sustentação da tese. Assinale: (A) se somente a afirmativa I estiver correta.

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75

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 (B) se somente a afirmativa II estiver correta. (C) se somente a afirmativa III estiver correta. (D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. (E) se todas as afirmativas estiverem corretas.

14.

(FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) Mesmo os atos de caráter técnico podem ser qualificados eticamente. Esses atos sempre servem para a expansão ou limitação do ser humano. Sob a perspectiva ética, o que importa nas ações técnicas não é a sua trama lógica, adequada ou eficiente para obter resultados, mas sim a qualificação ética desses resultados. No trecho acima, está implícita uma posição contrária à concepção de neutralidade atribuída aos atos de caráter técnico. O instrumento linguístico que permite a construção desse implícito é o emprego do vocábulo:

(A) qualificados. (B) limitação. (C) mesmo. (D) não. (E) mas.

(...) Na verdade, somos obrigados a escolher. Somos obrigados a exercer a liberdade. Assim, a decisão supõe a possibilidade e, paradoxalmente, a necessidade de estimar as coisas e as ações humanas de complexa. para Aí, atender fatores portanto, as que nossas demandas; uma supõe a avaliação humana a esfera 76 múltiplos perfazem também situação

temos

compreendida

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 do valor. Não há liberdade sem valoração. Essa esfera,

entretanto, é muito ampla, pois envolve não só o mundo da ética, mas também o da utilidade, da estética, da religião etc. (...)
(Adaptado de ALVES, Alaôr Caffé. As categorias da ética. In: www.centrodebate.org)

15. (FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) O advérbio Aí, no quinto parágrafo, refere-se ao processo compreendido nas etapas assim apresentadas pelo autor. (A) situação humana / múltiplos fatores / demandas (B) liberdade / decisão / avaliação (C) decisão / possibilidade / liberdade (D) decisão / possibilidade / avaliação (E) múltiplos fatores / demandas / ações humanas

16.

(FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) Nas alternativas a seguir, ambas as expressões servem essencialmente à articulação sequencial das ideias do texto, à exceção de uma. Assinale-a.

(A) pois / porque (4º parágrafo). (B) assim / entretanto (5º parágrafo). (C) quando / eis por que (6º parágrafo). (D) mas também / então (9º parágrafo). (E) por aí / sempre (11º parágrafo).

17. (FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) Nas atuais condições em que exerce a sua hegemonia, a direita "moderada" conseguiu infiltrar seus critérios no discurso da esquerda "moderada". (L.54-56) A palavra seus no trecho acima tem valor:

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 (A) anafórico. (B) anastrófico. (C) catafórico. (D) hiperbólico. (E) paragramático

18. (FGV/BADESC/ADVOGADO/2010) Assinale a alternativa que identifique a composição tipológica do texto “Jeitinho”. (A) Descritivo, com sequências narrativas. (B) Expositivo, com sequências argumentativas. (C) Injuntivo, com sequências argumentativas. (D) Narrativo, com sequências descritivas. (E) Argumentativo, com sequências injuntivas

(...) Antigamente, torno
60

eram a de

os falar que

marxistas no num estavam das

que

polemizavam

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economia, convicção empurrava

apoiados

"materialismo "materialismo na crista para de de

histórico". econômico". uma onda para e o

Alguns Tinham que

chegaram

inexoravelmente relações

adiante, produção

promover (...)

transformação

crescimento das forças produtivas.

(Leandro Konder. Esquerda e direita no Brasil, hoje. Folha de São Paulo, 13/04/2006)

19. (FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) A expressão na crista de uma onda (L.61) tem origem no registro: (A) burocrático.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 1 (B) culto. (C) inculto. (D) informal. (E) regional.

(Angeli. www2.uol.com.br/angeli)

20. (FGV/SEFAZ-MS/FISCAL DE RENDAS/2006) Assinale a alternativa em que se encontre a melhor redação da transposição da fala do primeiro balão para o discurso indireto. (A) O homem rico disse ao homem pobre que o filho daquele era o com a fitinha azul. E perguntou ao pobre qual era o deste. (B) O homem rico disse ao homem pobre que o seu era aquele com a fitinha azul. E perguntou ao pobre qual era o dele. (C) O homem rico disse ao homem pobre que seu filho era o com a fitinha azul. E perguntou ao pobre qual era o seu. (D) O homem rico disse ao homem pobre que o dele era aquele com a fitinha azul. E perguntou ao pobre qual filho era seu. (E) O homem rico disse ao homem pobre que o filho dele era o com a fitinha azul. E perguntou ao pobre qual era o seu.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 Olá! Como você passou a semana? Estudou muito? Hoje iniciamos a aula 2 deste preparatório para o Senado Federal. Falaremos sobre classes, emprego, estrutura e formação de palavras. Também veremos nesta aula a flexão de nomes. Não se trata das inúmeras regras de concordância nominal como estamos acostumados a ver e que envolvem, por exemplo, o uso de mesmo, próprio, anexo, bastante e meio. Na verdade, abordaremos aqui a variação de gênero, número e grau de substantivos, adjetivos e advérbios. Esclareço ainda que, na aula de hoje, estudaremos oito das dez classes gramaticais da Língua Portuguesa: pronomes e verbos ficarão para o próximo encontro. Então, vamos lá! ESTRUTURA DE PALAVRAS Vamos iniciar com um breve conceito sobre morfemas

(elementos estruturais das palavras). Observe: escol-a; pré-escol-a; escol-inh-a. Percebeu que todas as palavras têm pelo menos um elemento comum entre si: escol? Além disso, percebeu que cada elemento destacável é responsável por um aspecto diferente do significado delas? Assim: escol-: elemento básico da palavra, considerada sob o aspecto gramatical e prático, dentro da Língua Portuguesa atual; a-: elemento que, junto ao anterior, forma o tema do nome “escola”; pré-:indica aquilo que vem antes; -inh-: denota ideia de diminutivo (em alguns casos, confere valor depreciativo: povinho, gentinha). As unidades mínimas de significação que compõem uma palavra são chamadas de morfemas.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 • 1. CLASSIFICAÇÃO DOS MORFEMAS

RADICAL – Morfema comum a uma mesma família de palavras e que

possui a significação básica delas. As palavras que possuem o mesmo radical são chamadas de cognatas (pertencem à mesma família etimológica). Ex.: ferro, ferreiro, ferradura – terra, terreno, terreiro – carro, carroça, carruagem. 2. AFIXO (ou morfema derivacional) – Morfema capaz de alterar a

significação básica de um radical, podendo também alterar a classe gramatical. Divide-se em prefixo (antes do radical) e sufixo (após o radical). Ex.: desleal – infeliz – feliz (adj.) + mente = felizmente (adv.) – favor (subst.) + ecer = favorecer (verbo). 3. VOGAL TEMÁTICA – Morfema que serve de ligação entre o radical e as

desinências; classifica-se em: nominal (“a”, “e”, “o”, quando átonas finais) e verbal (“a”, “e”, “i”, designam as três conjugações verbais). O conjunto radical + vogal temática denomina-se tema. Ex.: lata, combate, livro – cantar (1ª conjug.), vender (2ª conjug.), partir (3ª conjug.). ATENÇÃO! 1 – Sofá, café, cipó, paz, lápis: os nomes terminados em vogais tônicas, bem como os terminados em consoante, não possuem vogal temática, tudo é radical. 2 – O verbo PÔR e seus derivados pertencem à segunda conjugação: “pôr” vem do latim “poer”, cuja vogal temática é “e” (2ª conjug.).

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 4. DESINÊNCIA (ou morfema flexionaL) – Morfema que indica as flexões

das palavras variáveis, também se dividindo em: nominal (indica o gênero e o número) e verbal (indica modo-tempo e número-pessoa). Ex.: menino – menina; garoto – garota: desinência nominal de gênero (conceito sustentado por Cegalla, Ernani Terra, Celso Cunha, Ulisses Infante e Pasquale Cipro Neto, por exemplo; outros autores, como João Domingos Maia e Luiz Antônio Sacconi, dizem que a letra “o” em menino, por exemplo, é vogal temática – as bancas não costumam entrar nessa discussão, mas fica aqui o registro). Ex.: mar – mares; giz – gizes: desinência nominal de número (de acordo com Ulisses Infante e Pasquale Cipro Neto; já Luiz Antônio Sacconi diz que a letra “e” classifica-se como vogal temática). Ex.: estudá-va-mos: va = desinência verbal modo-temporal (pretérito imperfeito do indicativo); mos = desinência verbal númeropessoal (1ª pessoa do plural). Ex.: vende-ríe-is: rie = desinência verbal modo-temporal; is = desinência verbal número-pessoal. ATENÇÃO! Desinência Nominal de Gênero X Vogal Temática Nominal. Ex.: moço – moça: as desinências nominais de gênero fazem clara distinção entre masculino e feminino; mesa, dente, livro: como percebemos, isso não acontece com as vogais temáticas nominais.

5.

VOGAL E CONSOANTE DE LIGAÇÃO – na verdade, não chegam a ser

essencialmente morfemas; pois não acrescentam nenhum significado à palavra, mas apenas facilitam a sua pronúncia.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 Ex.: guri + ada = gurizada – pau + ada = paulada – café + eira = cafeteira ágil + dade = agilidade – gás + metro = gasômetro

1.

(FGV/POTIGÁS/ADMINISTRADOR JÚNIOR/2006) Assinale a alternativa em que a palavra contenha o mesmo número de radicais que beligerâncias.

(A) brasileira (B) unilaterais (C) livremente (D) convivência (E) civilizadamente Resposta – B Comentário – Beligerância é o estado de beligerante (adjetivo que qualifica algo ou alguém que está ou promove guerra). Nota-se a presença de dois elementos que trazem a significação básica do vocábulo: beli (bélico = que é referente à guerra ou próprio dela) e ger (que também é encontrado em gerar; gerente; gerir = dar existência, origem; causar). Alternativa A: brasil é o único radical presente; eira é sufixo. Alternativa B: aqui também temos dois elementos que trazem a significação básica da palavra unilaterais (uni + lateral). Alternativa C: o único radical é o elemento livr; e é vogal temática e mente é sufixo. Alternativa D: viv é o radical; con é prefixo que denota companhia; ência é sufixo e indica resultado da ação de conviver. Alternativa E: o radical é civ; il, ada e mente são sufixo; iz representa vogal e consoante de ligação. www.pontodosconcursos.com.br 4

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 2. (FGV/MINISTÉRIO DA CULTURA/AGENTE ADMINISTRATIVO/2006) Na

palavra fotografia, há dois radicais: "luz" + "escrever". Assinale a alternativa em que tenha havido erro na indicação do sentido do primeiro radical. (A) antropografia – corpo humano (B) bibliografia – livro (C) braquigrafia – redução (D) cinegrafia – movimento (E) datilografia – mão Resposta – E Comentário – com exceção do elemento datilo, todos têm seu significado expresso corretamente. Datilo (do grego dátktylos) tem a ver com dedo. O examinador foi capcioso e disse “mão”.

3.

(FGV/MINISTÉRIO DA CULTURA/AGENTE ADMINISTRATIVO/2006) Assinale a alternativa que não apresente a classificação correta de um dos elementos mórficos do vocábulo deixasse

(A) deix- = radical (B) -e = desinência número-pessoal (C) -a = vogal temática verbal (D) deixa = tema (E) -sse = desinência modo-temporal Resposta – B Comentário – Perceba que não há como as alternativas B e E estarem corretas ao mesmo tempo. A letra e não pode ser analisada separadamente, pois integra o morfema -sse, o qual designa o tempo e modo verbal:

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 pretérito imperfeito do subjuntivo. Portanto a letra B não apresenta classificação correta.

4.

(FGV/MINISTÉRIO DA CULTURA/AGENTE ADMINISTRATIVO/2006) Assinale a alternativa em que o prefixo tenha o mesmo sentido que o de imigrantes

(A) imberbe (B) imergir (C) incréu (D) iníquo (E) inválido Resposta – B Comentário – O prefixo referido é i-; que integra o grupo in-, en-, em-, e-. Todos indicam movimento para dentro, conversão em, tornar (ingerir, imerso, engarrafar, entristecer, engolir, embarcar, emudecer). Assim sendo, Se, por exemplo, um estrangeiro entra em nosso país, ele é considerado pelos brasileiros um imigrante. Imergir significa mergulhar, afundar, adentrar. Fique atento, porque in-, im- e i- podem indica negação, carência, ausência, falta (indelével, infelicidade, ilegal, irracional, irredutível, impune). É isso o que ocorre nas demais palavras: – imberbe: que não tem barba; – incréu: que não tem fé; – iníquo: que não tem senso de justiça; – inválido: que não tem validade.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 5. (FGV/POLÍCIA CIVIL-RJ/INSPETOR/2008) Em xenofobia, há a seguinte combinação de sentidos: estrangeiro + aversão. Assinale a alternativa em que a explicação do sentido do elemento que antecede -fobia não tenha sido feita corretamente. (A) pantofobia (pantera) (B) estasiofobia (permanecer de pé) (C) fotofobia (luz) (D) ictiofobia (peixe) (E) gamofobia (casamento) Resposta – A Comentário – Apenas o elemento “panto–” está com seu sentido indicado erroneamente. Ele, na verdade, significa tudo, todo e provém do grego pan–, pantós–. Está presente, por exemplo, nas palavras panteísmo, pantógrafo, panacéia. Pantofobia expressa o estado de ansiedade que induz o indivíduo a ter medo de tudo.

6.

(FGV/CODESP/ADMINISTRADOR/2010) Assinale o par de vocábulos em que seus elementos mórficos destacados NÃO tenham o mesmo sentido.

(A) (B) (C) (D) (E)

metropolitana – metrologia economia – ecologia telecomunicações – telepatia petróleo – petrificar sintonia – sinergia

Resposta – A Comentário – Alternativa A: “metropolitana” remete-nos à metrópole (cidade grande, principal, importante; do grego méter/metrós + pólis: mãe

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 + cidade). Já “metrologia” (estudo e descrição dos sistemas de pesos e medidas) nos lança de volta ao grego métron (medida), também presente, por exemplo, nas palavras métrico, quilômetro, termômetro. É esta a resposta da questão. Alternativa B: o radical “eco–” traduz a ideia de casa; habitação; meio ambiente; residência; bens; propriedade. Também está presente nas seguintes palavras: ecodesenvolvimento, ecólogo, ecônomo, ecosfera, ecossistema, Alternativa distanciamento. Alternativa D: o radical “petr–” traduz a ideia de pedra, rochedo: pétreo; petrificação. Alternativa E: o prefixo “sin–” (ou sim–, si–) indica conjunto, simultaneidade (sintaxe, síntese, sinfonia, simpatia, simetria etc.) ecossociológico, C: o radical ecotoxicologia, “tele–” ecoturismo, longe, ecoturista etc. significa

7.

(FGV/SAD-PE/ANALISTA EM GESTÃO ADMINISTRATIVA/2008) Essas pessoas, portanto, costumam ser vítimas de si mesmas e de um estilo de vida estressante auto-produzido. Assinale a alternativa que contenha um vocábulo cuja forma auto assuma valor diferente do que é veiculado em auto-produzido.

(A) autobiografia (B) autodidata (C) auto-estrada (D) auto-esterilidade (E) auto-extermínio Resposta – C

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 Comentário – Em “auto-produzido”, utilizou-se o prefixo auto–, que significa por si mesmo ou de si mesmo; próprio, independente e com ele se podem formar muitas palavras: autobiografia, autodidata, autoesterelidade, autoextermínio, autossuficiência (grafias conforme o novo Acordo Ortográfico), autocombustão, autodomínio etc. Em “auto-estrada” (a grafia também de acordo com o novo sistema ortográfico é sem hífen: autoestrada), o elemento “auto” é forma reduzida de automóvel e está presente com a mesmo ideia nas palavras: autódromo, autoescola, autopista, autorama etc.

PROCESSOS DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS Com relação ao radical, as palavras podem ser: 1. 2 SIMPLES – possuem apenas um radical: velho, novo, Brasil, pé COMPOSTA – possuem mais de um radical: ferro-velho, girassol Quanto à origem de formação, as palavras podem ser: 1. PRIMITIVAS – não derivam de outras da Língua Portuguesa, mas podem dar origem a outras palavras: pedra, pobre, ferro. 2. DERIVADAS – originam-se de outras palavras da Língua: pedreiro, empobrecer, ferradura. OS PROCESSOS PRINCIPAIS 1. DERIVAÇÃO

1.1 PROGRESSIVA – com o acréscimo de afixos, dividindo-se em: a) PREFIXAL – com o acréscimo de prefixo: desleal, infeliz, pré-história, vice-diretor. www.pontodosconcursos.com.br 9

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 b) SUFIXAL – com o acréscimo de sufixo: lealdade, felicidade,

historiador, diretoria. c) PREFIXAL E SUFIXAL – com o acréscimo de prefixo e sufixo: deslealdade, infelicidade, pré-historiador, vice-diretoria. d) PARASSINTÉTICA – com o acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo: empobrecer, ajoelhar, engavetar.

1.2 REGRESSIVA, DEVERBAL, PÓS-VERBAL – ocorre quando se retira a parte final de uma palavra primitiva, obtendo por essa redução uma palavra derivada; ocorre na formação de substantivos abstratos a partir de verbos (principalmente com os da 1ª e 2ª conjugações), substituindo a terminação verbal pela vogal temática nominal. Ex.: buscar – busca; cortar – corte; perder – perda; vender – venda; sacar – saque; tocar – toque ATENÇÃO! Os substantivos deverbais são sempre nomes que denotam ação. Isso é importante porque há casos em que o verbo se forma a partir do substantivo. Quando a palavra denota algum objeto ou substância, o verbo deriva do substantivo. Ex.: planta (obj.) – plantar (verbo deriv.); perfume (subst.) – perfumar (verbo deriv.); azeite (subst.) – azeitar (verbo deriv.)

1.3 IMPRÓPRIA – ocorre quando determinada palavra, sem sofrer qualquer acréscimo ou supressão em sua forma, muda de classe gramatical; também pode acontecer de a palavra mudar a sua classificação dentro da própria classe gramatical.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 Ex.: Você aceita um não como resposta? (advérbio virou substantivo) O Dr. Leão é um bom médico. (substantivo comum virou substantivo próprio) José Oliveira (substantivo comum virou substantivo

próprio) Ele é inteligente e lido (adjetivo a partir do particípio verbal) Ela pisava forte. (adjetivo virou advérbio) Silêncio! Bravo! Viva! (substantivo, adjetivo e verbo viraram interjeição) Quer... quer...; Já... já... (verbo e advérbio viraram conjunção)

2.

COMPOSIÇÃO

2.1 JUSTAPOSIÇÃO – as palavras são colocadas lado a lado, não há alteração fonética em nenhuma delas, ambas conservam seu acento tônico: segunda-feira; passatempo, democracia, agricultura. 2.2 AGLUTINAÇÃO – ocorre quando os elementos sofrem alterações fonéticas, fundindo-se num só; neste caso só há um acento tônico: em + boa + hora = embora; plano + alto = planalto; retilíneo; crucifixo; ambidestro; demagogo. OUTROS PROCESSOS 1 ABREVIAÇÃO, REDUÇÃO VOCABULAR – emprega-se parte da palavra no lugar da sua totalidade. www.pontodosconcursos.com.br 11

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 Ex.: cinematógrafo – cinema – cine; pneumático – pneu; extraordinário – extra; pornográfico – pornô; otorrinolaringologista – otorrino; poliomielite – pólio. 2 SIGLA – consiste na utilização das letras iniciais que formam a expressão. Ex.: FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço ONU – Organizações das Nações Unidas Embratur – Empresa Brasileira de Turismo 3 ONOMATOPEIA – ocorre quando se forma uma palavra por meio da imitação de sons; procura-se reproduzir um determinado som, adaptando-o ao conjunto de fonemas de que a língua dispõe. Ex.: miau, cacarejar, pingue-pongue, tique-taque, reco-reco, zunzunzum, relinchar. 4 HIBRIDISMO – consiste na associação de elementos oriundos de línguas distintas. Ex.: abreugrafia (abreu – português; grafia – grego) automóvel (auto – grego; móvel – latim) sociologia (sócio – latim; logia – grego) goiabeira (goiab – tupi; eira – português) burocracia (buro – francês; cracia – grego) sambódromo (sambo – africano; dromo – grego) surfista (surf – inglês; ista – grego) bígamo (bi – latim; gamo – grego) endovenoso (endo – grego; venoso – latim)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 monóculo (mono – grego; culo – latim) televisão (tele – grego; visão – latim) Agora que você já tem uma base teórica adequada, podemos resolver outros exercícios de provas anteriores. Vamos a eles!

8.

(FGV/MINISTÉRIO DA CULTURA/AGENTE ADMINISTRATIVO/2006) Assinale a alternativa em que a palavra tenha sido formada pelo mesmo processo que infra-estrutura

(A) nova-iorquina (B) Paraisópolis (C) planejando (D) sobreviver (E) embora Resposta – D Comentário – Como a questão é de 2006, a palavra “infra-estrutura” deveria ser escrita com hífen. Diante de VOGAL, H, R e S, o prefixo infraligava-se ao outro elemento por meio do hífen. Atualmente, o hífen será usado se o segundo elemento iniciar por H ou por A (vogal idêntica à que finaliza o prefixo). Já deu, então, para você notar que o processo de formação da palavra destacada é prefixação, semelhantemente ao que ocorre em “sobreviver”. Nas outras opções, temos: – “nova-iorquina”: composição por justaposição; – “Paraisópolis”: sufixação; – “planejando”: sufixação; – “embora”: composição por aglutinação.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 9. (FGV/MINISTÉRIO DA CULTURA/ENGENHEIRO CIVIL/2006) A palavra Emudecendo (verso 13) foi formada pelo processo de: (A) composição por aglutinação. (B) derivação prefixal. (C) derivação parassintética. (D) derivação sufixal. (E) derivação imprópria. Resposta – C Comentário – A partir do substantivo mudo, foram acrescentados simultaneamente o prefixo – e o sufixo –ecendo, o que caracterizou derivação parassintética.

10. (FGV/SENADO FEDERAL/ADVOGADO/2008) Assinale a alternativa em que a palavra tenha sido formada por processo distinto das demais. (A) autoconhecimento (B) supersalários (C) geométrica (D) insatisfação (E) imprecisas Resposta – C Comentário – Somente a palavra “geométrica” é formada por derivação sufixal. O morfema ic(a)– foi adicionado à palavra geometria, já existente na Língua. Nos demais casos, o processo de formação de palavras é derivação prefixal: – “autoconhecimento”: acréscimo do morfema auto– à palavra conhecimento.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 – “supersalários”: acréscimo do morfema super– ao

vocábulo preexistente salários. – “insatisfação”: a prefixação foi feita por meio do morfema in– adicionado ao substantivo satisfação. – “imprecisas”: o prefixo im– foi adicionado à palavra precisas.

11. (FGV/MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO/ADMINISTRADOR DE BANCO DE DADOS/2008) Assinale a alternativa em que a palavra tenha sido formada pela união de dois radicais, ou seja, bases de sentido das palavras. (A) autogeridas (B) descolonização (C) superendividamento (D) ecossistema (E) desigualdades Resposta – D Comentário – Em “ecossistema”, houve uma composição híbrida formada pelo radical grego eco (= casa, hábitat) e o substantivo “sistema”. Alternativa A: “auto–” é prefixo, expressa ideia de por si mesmo. Alternativa B: “des–” é prefixo latino de valor semântico de negação, contrariedade. Alternativa C: o prefixo “super–” (= excesso, abundância) foi acrescido ao substantivo “endividamento”, que é formado por parassíntese a partir da substantivo dívida. Alternativa E: novamente houve o acréscimo do prefixo “des–”, que já foi objeto de comentário na presente questão. www.pontodosconcursos.com.br 15

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 12. (FGV/POLÍCIA CIVIL-RJ/INSPETOR/2008) Assinale a alternativa em que a palavra indicada não seja formada pelo mesmo processo que as demais. (A) ilegais (B) desacompanhado (C) incompatíveis (D) demográfica (E) inter-regionais Resposta – D Comentário – O vocábulo “demográfica” decorre da união de dois radicais de origem grega: dem (povo) e graf (escrita). Assim sendo, o processo de formação dessa palavra é composição por justaposição. Nos demais casos, temos acréscimo de prefixos: – “ilegais” = i– + legais; – “desacompanhado” = des– + acompanhado; – “incompatíveis” = in– + compatíveis; – “inter-regionais” = inter– + regionais.

13. (FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DO ICMS/2009) Com relação aos processos de formação de palavras, analise as afirmativas a seguir: I. II. estruturador, civilizacional e renováveis são adjetivos formados por derivação sufixal. hominização, dilapidação e autodestruição são substantivos formados por composição e derivação. III. autodestruição, contrapartida e responsabilidade são substantivos formados por composição. Assinale:

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 (A) se somente a afirmativa I estiver correta. (B) se somente a afirmativa II estiver correta. (C) se somente a afirmativa III estiver correta. (D) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. (E) se todas as afirmativas estiverem corretas. Resposta – A Comentário – Item I: certo. À palavra estrutura, foi adicionado o sufixo – dor (que denota profissão, ofício, agente). Ao já existente vocábulo civilização – que também é formado por sufixação –, foi posto o sufixo –al (interessante que, para isso, a forma erudita foi evocada: civilizacion). Por último, houve a utilização do sufixo –vel (que foi pluralizado em –veis) a partir da forma verbal renovar. Item II: errado. Não existe composição, que se caracteriza pela união de dois radicais. O que existe é derivação sufixal (hominizar + ção; dilapidar + ção) e derivação prefixal e sufixal (auto + destruir + ção). Item III: errado. Já bastaria a explicação anterior para você constatar que “autodestruição” não é formada por composição. Mas analisemos também as demais palavras. – “contrapartida”: houve o acréscimo do prefixo contra– ao vocábulo partida. – “responsabilidade”: houve o emprego do sufixo –(i)dade à palavra preexistente responsável.

14. (FGV/SEFAZ-AP/FISCAL DO ICMS/2010) Com relação aos processos de formação de palavras, analise as afirmativas a seguir: I. II. Na palavra jeitinho, o sufixo -inho significa “diminuição”. Denomina-se utilitarista. www.pontodosconcursos.com.br 17 composição o processo de formação da palavra

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 III. A palavra analfabetismo forma-se por derivação prefixal e sufixal, a partir do radical alfabet-. Assinale: (A) se somente a afirmativa I estiver correta. (B) se somente a afirmativa II estiver correta. (C) se somente a afirmativa III estiver correta. (D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. (E) se todas as afirmativas estiverem corretas. Resposta – C Comentário – Item I: errado. Nem sempre os sufixos –(z)inho e –(z)ito indicam diminuição física de algo. Às vezes, eles expressam o sentimento do interlocutor em relação ao ser nomeado (amorzinho, docinho, benzinho etc.); não é raro conferir valor semântico depreciativo (carrinho, golzinho, povinho, gentinha, juizinho etc.), como também ocorreu aqui. Item II: errado. Tal palavra é formada por sufixação, ou seja, com o emprego do morfema –ista (participante, seguidor de doutrina, escola, religião, esporte, profissão) ao vocábulo preexistente utilitário. Item III: certo. Para efeito de esclarecimento, é bom saber que o prefixo grego an– traz a ideia de negação, carência, e o sufixo grego –ismo forma substantivo que traduz ciência, escola, sistema político, religioso (romantismo, modernismo, socialismo, catolicismo etc.)

15. (FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DO ICMS/2010) Quanto à estrutura e formação do vocábulo meta-ética, é correto afirmar que: (A) forma-se pelo processo de composição por aglutinação. (B) tem agregada ao radical étic- uma desinência nominal de gênero feminino.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 (C) contém um prefixo de origem grega também presente na palavra “metafísica”. (D) apresenta uma vogal de ligação –a, necessária em razão do hífen. (E) constitui-se por meio da justaposição de dois substantivos. Resposta – C Comentário – Alternativa A: errada. Na aglutinação, unem-se dois ou mais vocábulos ou radicais e há supressão de um ou mais de um de seus elementos fonéticos (fidalgo = filho de algo; quintessência = quinta essência; boquiaberto = boca aberto etc.). Esse fato linguístico não ocorreu na palavra “meta-ética”. Meta– é prefixo, não possui autonomia. Alternativa B: errada. Muito cuidado aqui! Ética (conjunto de princípios, normas e regras que devem ser seguidos para que se estabeleça um comportamento moral exemplar) é substantivo feminino. Não é possível fazer-se oposição de gênero (masculino/feminino); portanto o a é vogal temática nominal. Não confunda o emprego desse vocábulo como adjetivo, em que o a passa a ser desinência nominal de gênero feminino, pois é possível estabelecer-se a distinção entre os gêneros: ele é ético/ela é ética. Alternativa C: certa. O prefixo grego meta– pode exprimir mudança, além, depois de, no meio (metamorfose, metáfora, metonímia, metacarpo, metatarso). Alternativa D: errada. Completamente descabida. Não existe a tal vogal de ligação para unir palavras por meio do hífen. O “a” integra, como já vimos, o prefixo. Alternativa E: errada. Na justaposição ocorre a união de duas ou mais palavras (ou radicais) sem que haja alteração em suas estruturas. Como vimos, meta- é prefixo, não tem autonomia.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 16. (FGV/CAERN/AGENTE ADMINISTRATIVO/2010) Assinale a palavra que seja formada pelo mesmo processo que megalópoles. (A) internacional (B) sustentabilidade (C) saneamento (D) obrigatoriedade (E) olímpicos Resposta – A Comentário justaposição, – A rigor, os em “megalópoles” mega– (= houve composição presente por em pois elementos grande;

megalomania, megaton, megaevento etc.) e –póles (= cidade; presente em acrópole, Petrópolis, metrópole etc.) nos remetem aos radicais gregos megás e polis. Entretanto, parece que, na passagem para o Português, mega– cristalizou-se como prefixo (ou falso prefixo). E foi assim que a banca entendeu para justificar o gabarito e evidenciar a derivação prefixal, como em internacional (inter– + nacional). Nessas horas, o candidato deve escolher a melhor resposta. Nas demais alternativas, temos derivação sufixal: – sustentável + –(i)dade; – sanear + –mento; – obrigatório + –(e)dade – olimp– (ref. à cidade de Olímpia, na Grécia) + –ico.

17. (FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DO ICMS/2008) Assinale a alternativa em que a palavra indicada não seja formada pelo mesmo processo que injustiça. (A) (B) tecnologias auto-organização

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 (C) (D) (E) antielisão ilícito internacional

Resposta – A Comentário – A palavra “injustiça” é formada por derivação prefixal (in– + justiça), bem como as palavras: “auto-organização” (auto–), “antielisão” (anti–), “ilícito” (i–) e “internacional” (inter–). A palavra “tecnologias” é formada por derivação sufixal: teknos (radical grego) + log (outro radical grego) + –ia (sufixo nominal).

CLASSES E EMPREGOS DE PALAVRAS Agora vamos tratar das classes gramaticais e seus empregos. Comecemos com uma definição sucinta a respeito de cada classe gramatical. Classe gramatical Definição É a palavra que nomeia os seres (pessoas, lugares, Substantivo instituições, animais, entes de natureza espiritual ou mitológica, etc.) Tem a mesma forma para o singular e o plural: Substantivo comum de dois números lápis, vírus, ônibus, mil-folhas. A diferença será estabelecida etc. Apresenta uma só forma para ambos os gêneros. Substantivo comum de Efetua-se a distinção por meio do artigo ou de dois gêneros qualquer outro determinante. Exemplos: o/a colega, o/a agente, o/a lojista. por meio de outro elemento linguístico: o lápis, os lápis, o vírus, os vírus

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 Possui uma só forma e um só gênero a fim de Substantivo sobrecomum designar pessoas de ambos os sexos. Exemplos: a pessoa, a vítima, a criança, o cônjuge, o monstro. Apresenta uma só forma e um só gênero a fim de designar animais de ambos os sexos. Usam-se as Substantivo epiceno expressões “macho” e “fêmea” para fazer-se a distinção. Exemplos: a águia macho ou fêmea, a cobra macho ou fêmea, o crocodilo macho ou fêmea, o jacaré macho ou fêmea, etc. É a palavra que se antepõe para ao substantivo, ou

servindo Artigo (definidos: o, a, os, as; indefinidos: um, uma, uns, umas)

basicamente

generalizar

particularizar o sentido desse substantivo. Em alguns casos, o artigo é essencial na identificação do gênero e do número do substantivo. Exemplos: Um aluno faltou à aula. / O aluno faltou à aula. – O gerente foi demitido. / A gerente foi demitida. – O pires quebrou. / Os pires quebraram. Palavra que se relaciona com o substantivo para lhe

Adjetivo

atribuir uma característica. Com ele concorda em número e gênero. Exemplos: mulher alta, livros bons, árvore alta, tapete novo etc. Mantém a mesma forma tanto quando se refere a substantivos masculinos quanto a femininos.

Adjetivo uniforme

Exemplos: Decisão favorável, parecer favorável, obra incrível, livro incrível, rapaz adorável, moça adorável.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 É a palavra que indica a quantidade ou a posição dos Numeral seres. Exemplos: dois, quinze, cem (cardinais); segundo, décimo quinto, centésimo (ordinais); meio, um terço, um inteiro e treze avos (fracionários); dobro, triplo, quádruplo (multiplicativos). É a palavra invariável que se refere a um verbo, um advérbio ou a um adjetivo, indicando uma circunstância (causa, tempo, modo etc.). Exemplos: Ele chegou cedo. (refere-se à forma verbal Advérbio “chegou”, modificando-lhe o sentido). Você agiu bastante mal. (refere-se ao advérbio “mal”, intensificando-lhe o sentido). Essa é a atitude menos correta. (refere-se ao adjetivo “correta”, intensificando-lhe o sentido). É a palavra invariável que exprime emoções ou que procura agir sobre o interlocutor, levando-o a Interjeição adotar certo comportamento sem que se faça uso de estruturas linguísticas mais elaboradas. Exemplos: Ah! – Psiu! – Opa! – Eia! É a palavra invariável que conecta (liga) palavras Preposição ou orações. Exemplos: flor da boca da pele do céu. – Vou à Roma de César. – O aluno pediu para sair mais cedo. É a palavra invariável que une orações ou termos Conjunção de uma oração. No desempenho desse papel, a conjunção pode relacionar termos e orações sintaticamente equivalentes (as chamadas orações

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 coordenadas) ou relacionar uma oração principal a uma oração que lhe é subordinada. Exemplos: Pedro e Paulo saíram. Pedro foi ao cinema, e Paulo foi ao teatro. É preciso que estudemos. É a partir do conhecimento das definições que reuniremos subsídios para compreender o funcionamento de cada classe gramatical e o nexo semântico que elas estabelecem com o restante do período em que estão inseridas. • Emprego de substantivos Com frequência, as formas sintéticas (constituídas pelo

acréscimo de um sufixo) de aumentativo e diminutivo indicam valor semântico pejorativo: mulherzinha; livreco, sabichão etc. Vezes há em que essas mesmas formas são empregadas para traduzir valor semântico afetivo, carinhoso: amorzinho, mulherão, mãezona, paizinho etc. Em alguns casos, o emprego dessas formas já não indica mais a ideia de grau aumentativo ou diminutivo. Passam elas a sugerir significado diferente daquele expresso pelo substantivo normal: caixão, cartilha, folhinha (calendário), película, portão, flautim, calção etc. • Emprego de artigos com:

01) Ambos Usa-se o artigo entre o numeral ambos e o elemento posterior, caso este admita o seu uso. Ex.: Ambos os atletas foram declarados vencedores. (Atletas é substantivo que admite artigo.)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 Ambas as leis estão obsoletas. (Leis é substantivo que admite artigo.) Ambos vocês estão suspensos. (Vocês é pronome de tratamento que não admite artigo.) 02) Todos Usa-se o artigo entre o pronome indefinido todos e o elemento posterior, caso este admita o seu uso. Ex.: Todos os atletas foram declarados vencedores. Todas as leis devem ser cumpridas. Todos vocês estão suspensos. 03) Todo Diante do pronome indefinido todo, usa-se o artigo para indicar integralidade do que é considerado, totalidade da parte; não se usa para indicar generalização. Ex.: Todo o país participou da greve. (O país todo, completamente.) Todo país sofre por algum motivo. (Qualquer país, todos os países.) ATENÇÃO! Quando surge em prova, normalmente é perguntado se o emprego ou a retirada do artigo preserva ou altera a informação original. Perceba que há alteração de sentido. Tomando o segundo exemplo como ponto de partida, a construção Todos os países (no plural mesmo) sofrem por algum motivo conserva o significado inicial. 04) Cujo Não se usa artigo imediatamente após o pronome relativo cujo, nem antes dele.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 Ex.: As mulheres, cujas bolsas desapareceram, ficaram revoltadas. (e não: cujas as bolsas.) 05) Pronomes Possessivos Diante de pronomes possessivos, o uso do artigo é facultativo. Ex.: Encontrei seus amigos no Shopping. Encontrei os seus amigos no Shopping. 06) Nomes de pessoas Diante de nome de pessoas, só se usa artigo para indicar afetividade ou familiaridade. Ex.: 07) Casa Só se usa artigo diante da palavra casa (lar, moradia) se a palavra estiver especificada. Ex.: Saí de casa há pouco. Saí da casa do Gilberto há pouco. 08) Terra Se a palavra terra significar "chão firme", só haverá artigo quando estiver especificada. Se significar planeta, usa-se com artigo. Ex.: Os marinheiros voltaram de terra, pois irão à terra do O Pedrinho mandou uma carta a Fernando Henrique Cardoso.

comandante. Os astronautas voltaram da Terra. 09) Nomes de lugar Só se usa artigo diante da maioria dos nomes de lugar quando estiver qualificado. Ex.: Estive em São Paulo, ou melhor, estive na São Paulo de Mário de Andrade.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 10) Nomes de jornais, revistas, obras literárias Deve-se evitar contrair com preposição o artigo que faz parte do nome de jornais, revistas, obras literárias. Ex.: Li a notícia nO Estado de São Paulo. (ou Li a notícia no Estado de São Paulo) – não recomendado Li a notícia em O Estado de São Paulo. – recomendado

18. (FGV/CODESP/ADVOGADO/2010)

...algumas

iniciativas

inovadoras

começam a apresentar resultados, o que pode motivar a reprodução dessa experiência pelo país inteiro. (L.31-33) No trecho acima, há quantos artigos? (A) Um. (B) Nenhum. (C) Quatro. (D) Três. (E) Dois. Resposta – E Comentário – Os artigos são “a” (que acompanha o substantivo “reprodução” em “motivar a reprodução”) e “o” (que se uniu à preposição “per” em “pelo país”). Eis alguns cuidados que você deve tomar: – em “começam a apresentar”, o “a” é preposição que articula a locução verbal (saiba que verbo repele artigo antes dele); – em “o que”, há pronome demonstrativo (equivalente a isso), o qual retoma por coesão anafórica toda a ideia anterior.

Emprego de adjetivos

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 Destacarei dois fatos importantes quanto ao emprego deles. O primeiro é que também atingem o grau superlativo (eleva ou reduz a qualidade de um ser no mais alto grau em comparação ou não com a de outro ser) com a repetição do adjetivo: Ex.: O filme foi muito lindo. O final do filme foi lindo, lindo. O segundo fato é que, quando comparamos a mesma qualidade atribuída a dois seres, não empregamos as formas mais bom, mais mau, mais grande e mais pequeno. Ex.: Conquistar é melhor do que ganhar. A reprovação é pior do que alguns meses de dedicação. Mas quando comparadas qualidades diferentes do mesmo ser, usamos a forma analítica desses adjetivos. Ex.: João é mais pequeno do que inteligente. Seu comportamento é mais bom do que mau.

19. (FGV/SAD-AP/DELEGADO DE POLÍCIA/2010) Assinale a alternativa em que o termo sublinhado tenha função adjetiva. (A) Característica da nação. (B) Ameaça de colapso. (C) Deterioração de valores. (D) Instituição da escravidão. (E) Uso de violência. Resposta – A Comentário – Apenas a locução “da nação” atribui ao substantivo com o qual se relaciona uma qualidade, um atributo. As demais expressões sublinhadas complementam o sentido dos respectivos substantivos, 28

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 característica típica de complemento nominal. Anote uma importante distinção entre locução adjetiva e complemento nominal (ambos surgem preposicionados e podem se relacionar com substantivos): – a locução adjetiva (que sintaticamente é adjunto adnominal) representa a origem ou o agene causador do que se está declarando: amor de Deus (Deus é a origem do amor; ele é o agente que ama); – o complemento nominal representa o objeto ou o paciente do que se declara: amor a Deus (Deus agora é o objeto/alvo do amor; ele recebe/sofre os efeitos desse amor).

• a)

Emprego de numerais Na designação de reis, imperadores, papas, séculos e capítulos de uma

obra, devemos usar o ordinal até dez e o cardinal de onze em diante. Ex.: D. Pedro I (primeiro) – João Paulo II (segundo) – século VIII (oitavo) – Canto X (décimo) – Luís XV (quinze) – João XXIII (vinte e três) – século XX (vinte) – Capítulo XI (onze) b) Na enumeração de artigos, decretos e portarias, devemos usar o

ordinal até nove e o cardinal de dez em diante. Ex.: artigo 1º (primeiro) – artigo 9º (nono) – artigo 10 (dez) – artigo 21 (vinte e um) c) Quando nos referimos a dias do mês, número de casas, páginas,

cabines poltronas, folhas e quartos de hotel, devemos usar o cardinal. Ex.: 13 maio 2003 (treze de maio de dois mil e três) – casa 15 (quinze) – página 1 (um)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 ATENÇÃO! Empregamos o ordinal quando o dia do mês for o primeiro. E quando o numeral vier antes do substantivo, usaremos o ordinal: vigésima casa, décima página. • Emprego de advérbios Referem-se a um verbo, um advérbio ou a um adjetivo, acrescentando-lhes informações circunstanciais, acessórias. Ex.: Ele chegou cedo. (refere-se à forma verbal “chegou” e indica quando a ação verbal se realizou) Você agiu bastante mal. (refere-se ao advérbio “mal”, intensificando o modo indicado pelo advérbio) Essa é a atitude menos correta. (refere-se ao adjetivo “correta”, adicionando-lhe valor semântico intensificador) Em alguns casos, os advérbios podem se referir a uma oração inteira. Nesse caso, normalmente transmitem a avaliação de quem fala ou escreve sobre o conteúdo da oração. Ex.: Infelizmente, os deputados aprovaram as emendas. As providências foram infrutíferas, lamentavelmente. Observamos que os advérbios bem e mal, quando juntos a adjetivos (ou a particípios), são empregados na forma analítica para indicar o grau comparativo de superioridade. Ex.: O quarto está mais bem pintado (do) que a sala. Joaquim é mais mal educado (do) que Pedro. Alguns advérbios podem assumir formas diminutivas (e passam a ter valor superlativo) para indicar linguagem afetiva. Ex.: Chegaram agorinha. Terminei a prova rapidinho. www.pontodosconcursos.com.br 30

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 Ocorrendo o emprego sequencial de advérbios terminados em mente, a terminação pode ser usada apenas no último advérbio (prevalece o conjunto) ou em todos eles (destaca-se cada ideia). Ex.: Calma e silenciosamente, a aluna repassava os ensinamentos. Calmamente ensinamentos. ATENÇÃO! É possível que alguns adjetivos sejam empregados como advérbios. Nesse caso, ficam invariáveis. Ex.: Não falem alto! As aulas de português não custam caro. e silenciosamente, a aluna repassava os

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 (...) Mais adiante, afirma: “Não conhecemos as condições
60 suficientes para o crescimento. Podemos caracterizar as

economias bem-sucedidas do pós-guerra, mas não podemos apontar com segurança os fatores que selaram seu êxito nem os fatores sem os quais elas poderiam ter sido exitosas.” Certamente essas frases devem nos deixar algo perplexos, (...)
(Carlos Luque. Folha de São Paulo. 30 de setembro de 2008)

20. (FGV/SENADO FEDERAL/ANALISTA DE SISTEMAS/2008) Assinale a alternativa em que a palavra indicada, no texto, se classifique como advérbio. (A) livre (L.39) (B) profunda (L.2) (C) melhor (L.4) (D) algo (L.64) (E) após (L.7) Resposta – D Comentário – Alternativa A: tem-se adjetivo caracterizador do substantivo “maneira”. Alternativa B: tem-se outro adjetivo, agora caracterizador do substantivo “recessão”. Alternativa C: tem-se novamente um adjetivo, que caracteriza o substantivo “operação”. Alternativa D: normalmente, o vocábulo algo surge como pronome indefinido: Coma algo antes de sair. (alguma coisa; coisa indeterminada, não conhecida ou não especificada; qualquer coisa). Ocorre

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 que ele também pode ser utilizado como advérbio para indicar intensidade (um pouco; em algum grau ou medida): Estavam algo assustados. E foi assim que surgiu no texto ao lado do adjetivo “perplexos”. Alternativa E: tem-se preposição essencial (a, ante, até, após, com, contra, de, desde, entre, para, por, perante, em, sem, sob, sobre, trás).

Emprego de preposições Servem para conectar (ligar) palavras e orações, estabelecendo

uma relação de subordinação do termo consequente ao termo antecedente. Ex.: O caderno de português ficou na escola. (a preposição

estabeleceu vínculo entre as palavras “caderno” e “português”, pertencentes à mesma oração) O medo de fracassar atormentava-o dia e noite. (agora, a preposição promoveu o vínculo entre o substantivo “medo” e a oração completiva nominal “fracassar”) Usualmente, as preposições são desprovidas de valor semântico. Porém, às vezes indicam noções fundamentais à compreensão da frase. Ex.: Estou com você. (associação, a favor) Estou contra você. (posição contrária) Pus sob a mesa. (posição inferior) Pus sobre a mesa (posição superior) Às noites, jogava dominó. (tempo habitual, periodicidade) Dei pirulitos para as crianças, uma a uma. (distribuição) Veio de casa. (origem) • Emprego de conjunções

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 Unem orações ou termos de uma oração. No desempenho desse papel, a conjunção pode relacionar termos e orações sintaticamente equivalentes (as chamadas orações coordenadas) ou relacionar uma oração principal a uma oração que lhe é subordinada. Note que as preposições, ao conectarem termos de uma mesma oração, estabelecem entre eles um vínculo de subordinação. Já as conjunções, um vínculo de coordenação. Ex.: Pedro e Paulo saíram. (os vocábulos “Pedro” e “Paulo” mantêm entre si uma relação de equivalência sintática) Pedro foi ao cinema, e Paulo foi ao teatro. (as orações “Pedro foi ao cinema” e “e Paulo foi ao teatro” também estão em um vínculo de coordenação) É preciso que estudemos. (agora, a conjunção “que” estabelece uma relação de subordinação entre as orações “É preciso” e “que estudemos”) Há palavras que podem pertencer a diferentes grupos de conjunções (e, que, porque, pois, porquanto, por exemplo). Mais importante do que memorizar as conjunções será observá-las em seus contextos e, a partir dessa observação, encaixá-la em um grupo. CONJUNÇÕES COORDENATIVAS aditivas e, nem, mas, também, mas ainda, como também, bem como e, mas, porém, todavia, contudo, entretanto, senão, ao adversativas passo que, antes (= pelo contrário), no entanto, não obstante, apesar disso, em todo caso)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 alternativas conclusivas explicativas ou, ou... ou, ora... ora, já... já, quer... quer logo, portanto, por conseguinte, pois (após verbo), por isso que, porque, porquanto, pois (antes de verbo) CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS integrantes subordinadas substantivos: objetiva (introduzem que funcionam objetiva subjetiva, orações como indireta, predicativa, que, se

direta,

completiva nominal, apositiva) adverbiais (introduzem orações subordinadas que traduzem circunstâncias) que, porque, pois, como porquanto, visto que, visto causais como, já que, uma vez que, desde que, na medida em que como, (tal) qual, tal e qual, assim como, (tal) como, (tão comparativas ou tanto) como, (mais) que ou do que, (menos) que ou do que, (tanto) quanto, que nem, feito (= como, do mesmo modo que), o mesmo que (= como) embora, conquanto, que, ainda que, mesmo que, ainda concessivas quando, mesmo quando, poso que, por mais que, por muito que, por menos que, se bem que, em que (pese), nem que, dado que, sem que (= embora não) condicionais conformativas se, caso, contanto que, desde que, salvo se, sem que (= se não), a não ser que, a menos que, dado que. como, conforme, segundo, consoante

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 que (precedido dos termos intensivos tal, tão, tanto, consecutivas tamanho, às vezes subentendidos), de sorte que, de modo que, de forma que, de maneira que, sem que, que (não) finais para que, a fim de que, que (= para que), de modo que à proporção que, à medida que, ao passo que, quanto proporcionais mais... (tanto mais), quanto mais... (tanto menos), quanto menos... (tanto mais), quanto mais... (mais), (tanto)... quanto Quando, enquanto, logo que, mal (= logo que), sempre temporais que, assim que, desde que, antes que, depois que, até que, agora que, ao mesmo tempo que, toda vez que

21. (FGV/MEC/DOCUMENTADOR/2009) Nas alternativas a seguir, a frase em que o vocábulo sublinhado pertence a uma classe gramatical diferente de todas as demais ocorrências é: (A) "Um relatório da Associação Nacional dos Jornais (ANJ) revelou que, nos últimos doze meses...". (B) "Assim, um juiz que, de forma monocrática...". (C) "...passa a constituir uma aberração dentro do poder que ele representa...". (D) "A frequência com que esse tipo de atitude...". (E) "...defesa da liberdade de imprensa e do livre pensamento, que é princípio fundamental dos regimes democráticos." Resposta – A

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 Comentário – Em “revelou que” (alternativa A), o vocábulo sublinhado é conjunção integrante, pois introduz o complemento (objeto direto) do verbo transitivo direto revelar. Nas demais opções, o “que” é pronome relativo, pois se refere a um termo antecedente (“juiz”; “poder”; “frequência”; “defesa da liberdade de imprensa e do livre pensamento”), substituindo-o na oração adjetiva que inicia.

22. (FGV/SEA-AP/Auditor da Receita do Estado/2010) A conjunção Contudo (L.7) conecta: (A) a oração subordinada aditiva à oração principal: sempre há alguém falando. (B) os parágrafos um e dois, introduzindo valor de consequência entre os fatos. (C) os parágrafos um e dois, apresentando uma conclusão acerca do que se disse. (D) a oração subordinada subjetiva à principal: é preciso notar. (E) os parágrafos um e dois, informando contraste entre as ideias expostas. Resposta – E Comentário – Seja sinceros: você precisa mesmo do texto para responder a esta pergunta? Releia atentamente o quadro das conjunções. Contudo não estabelece relação de dependência (subordinação) entre as orações que conecta (descarte as letras A e D). Essa conjunção, conforme o quadro apresentado, expressa ressalva, contraste, oposição, adversidade (descarte as letras B e C). Sobrou a última opção.

FLEXÃO NOMINAL

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 Com sua licença, passo a trabalhar de forma diferente a partir de agora. “Por quê”? – você deve ter se perguntado. Bem, este assunto (flexão nominal) não é frequente nas provas da FGV (nem mesmo em outras bancas semelhantes). Por isso sou obrigado a lançar mão de outros recursos didáticos, a fim de que a teoria seja explicada adequadamente. Em vez de apresentar já no início a parte teórica sobre o assunto, explicá-la-ei em decorrência das questões (e são poucas as que considerei convenientes para você!). Acredito que este tópico do programa não será explorado na sua prova, mas devo cumprir o protocolo. Espero que você compreenda, pois utilizarei questões de outra banca.

23. (FUNDATEC/EMATER-RS/ECONOMISTA/2008) que se seguem.

Julgue

as

informações

I – Ao se pluralizar a palavra equação na frase A equação contém os ingredientes do sucesso. (l. 03), apenas duas outras palavras deveriam sofrer ajustes para fins de concordância. II – Se, em Era um empresário ausente do campo e presente nas grandes capitais, onde esbanjava suas riquezas. (l. 06-07), substituíssemos a palavra empresário por administradora, ocorreria apenas uma outra alteração no período. Resposta – Itens corretos. Comentário – É importante reescrever as passagens já com as alterações sugeridas e compará-las como a forma original. I – As equações contêm os ingredientes do sucesso. II – Era uma administradora ausente do campo e presente nas grandes capitais, onde esbanjava suas riquezas. Em I, sofreram modificações de número o artigo A > As (de singular a plural) e o verbo contém > contêm (note a substituição do www.pontodosconcursos.com.br 39

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 acento agudo pelo circunflexo, que indica a terceira pessoa do plural: elas). Em II, a mudança ocorreu no gênero do artigo: um > uma. Tudo isso foi feito para preservar a harmonia com os substantivos equação > equações e empresário > administradora. O artigo inclui-se no conjunto das classes gramaticais variáveis; sofre flexão de gênero e número, de acordo com o substantivo que acompanha, como se percebe neste exercício.

24. (FUNDATEC/SEC.

DA

ADMIN.

MUNIC.

DE

CAXIAS

DO

SUL/ECONOMISTA/2007) Considere a seguinte proposta de alteração em palavra do texto e assinale com V, se for verdadeira, ou com F, se falsa. ( ) Se a palavra jornais (linha 11) fosse substituída por revista, apenas três alterações seriam necessárias para manter a correção gramatical do período em que está inserida.
11 (...) Os jornais ficaram mais estreitos para economizar papel, mas também porque 12 diminuiu a área para expansão dos nossos cotovelos. (...)

Resposta – Item verdadeiro. Comentário – Como estamos novamente às voltas com substituição de palavras do texto original, minha orientação continua a mesma: reescreva a passagem já com as alterações propostas e faça a comparação.
11 (...) A revista ficou mais estreita para economizar papel, mas também porque 12 diminuiu a área para expansão dos nossos cotovelos. (...)

Dessa forma fica claro que realmente são apenas três alterações necessárias: a do artigo (Os > A), a do verbo (ficaram > ficou) e a do adjetivo (estreitos > estreita).

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 O artigo, conforme comentário à questão anterior,

flexiona-se em gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural) para manter a harmonia com o substantivo a que se refere (revista). Sobre a flexão do verbo, o comentário ficará para o próximo encontro, uma vez que o propósito agora é tratar da flexão nominal. Já a flexão do adjetivo merece uma explicação mais detalhada. Note que ele flexionou-se em gênero e número (estreitos > estreita) em razão do novo substantivo: revista. Portanto a flexão do gênero do adjetivo orienta-se pelo gênero do substantivo, procedendo-se às alterações necessárias (adjetivos biformes): aluno estudioso (masculino) aluna estudiosa (feminino) Todavia, há aqueles que têm somente uma forma

(uniformes) para relacionar-se com os substantivos: aluno inteligente (masculino) aluna inteligente (feminino) Alguns adjetivos também merecem sua atenção. São eles: Masculino ateu plebeu sandeu judeu réu motor gerador incolor, bicolor, tricolor, maior, atéia plebéia sandia judia ré motriz geratriz invariáveis Feminino

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 menor, superior, inferior, anterior, posterior Uma observação ainda deve ser feita sobre a flexão dos adjetivos. Se a palavra for um substantivo exercendo papel de adjetivo, ela ficará invariável: colisões monstro, sapatos cinza, calças rosa, blusas vinho etc.

25. (FUNDATEC/PETROBRÁS/ECONOMISTA/2004) Considere as seguintes afirmações sobre a flexão de número de substantivos e adjetivos retirados do texto. I – O vocábulo profissionais (linha 04) foi formado pelo mesmo processo que formaria o plural de trivial (linha 09) e desleal (linha 11). II – O plural das palavras invisível (linha 10) e difícil (linha 24) não é formado pelo mesmo processo. III – Pluralizam-se as palavras vulgar (linha 12) e feliz (linha 17) da mesma maneira. Quais estão corretas? A) Apenas a I. B) Apenas a II. C) Apenas a I e a III. D) Apenas a II e a III. E) A I, a II e a III. Resposta – Alternativa E. Comentário – Tratou-se aqui do plural (flexão de número) de substantivos e adjetivos simples. O plural destes obedece às regras daqueles, assim:

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 1 – Terminados em VOGAL, DITONGO, TRITONGO ou HIATO, acrescenta-se S: Ex.: manga – mangas, história – histórias, economia – economias

2 – Terminados em ÃO, faz-se o plural de três formas: 2.1 – Mudando a terminação por ÕES: Ex.: balão – balões, coração – corações, vulcão – vulcões, peão – peões, leão – leões, etc. 2.2 – Mudando a terminação por ÃES: Ex.: alemão – alemães, cão – cães, capelão – capelães, escrivão – escrivães, tabelião – tabeliães, etc. 2.3 – Acrescentando-se S à terminação: Ex.: cidadão – cidadãos, acórdão – acórdãos, cristão – cristãos, cortesão – cortesãos, bênção – bênçãos, etc. Obs.: Há palavras que possuem mais de um plural: alazão – alazães – alazões, anão – anãos – anões, charlatão – charlatães – charlatões, castelão – castelãos – castelões, guardião – guardiães – guardiões, vulcão – vulcãos – vulcões, alão – alães – alãos – alões, aldeão – aldeães – aldeões – aldeãos, ancião – anciãos – anciões – anciães, ermitão – ermitãos – ermitões – ermitães, vilão – vilãos – vilões – vilães, etc. 3 – Terminados em AL, EL, OL ou UL, substitui-se o L por IS: Ex.: carnaval – carnavais, jornal – jornais, papel – papéis, sol – sóis, lençol – lençóis, taful – tafuis, paul – pauis, etc. Exceções: mal – males, cônsul – cônsules. 4 – Se terminarem por IL, o plural será feito de dois modos:

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 4.1 – Se for tônico, troca-se o L por S: ardil – ardis, barril – barris, funil – funis, etc. 4.2 – Se for átono, troca-se a terminação por EIS: difícil – difíceis, fácil – fáceis, fóssil – fósseis, etc. Obs.: As palavras RÉPTIL e PROJÉTIL, como paroxítonas, fazem o plural RÉPTEIS e PROJÉTEIS; como oxítonas, REPTIL e PROJETIL, fazem REPTIS e PROJETIS.

5 – Terminados em R ou Z, acrescenta-se ES: Ex.: mar – mares, rapaz – rapazes, açúcar – açúcares, raiz – raízes, etc. Obs.: Caráter tem o plural caracteres. 6 – Terminados por S, faz-se o plural assim: 6.1 – Se forem paroxítonos, ficam invariáveis: o atlas – os atlas, o lápis – os lápis, o oásis – os oásis, etc. 6.2 – Se forem oxítonos ou monossílabos, acrescenta-se ES: ás – ases, gás – gases, revés – reveses, etc. Exceções: cais – invariável, cós – invariável (ou coses). 7 – Terminados por M, troca-se essa letra por NS: Ex.: bem – bens, homem – homens, jardim – jardins, etc. 8 – Terminados por N, acrescenta-se S ou ES: Ex.: gérmen – germens (ou gérmenes), hífen – hifens (ou hífenes), pólen – polens (ou pólenes), etc.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 São essas as poucas questões sobre flexão nominal que julguei pertinentes. Reafirmo não acreditar que a instituição cobre algo sobre esse tópico. Sugiro dar ênfase à formação de palavras, ao emprego de conjunções. Ficarei aguardando as dúvidas, as sugestões e os comentários. Não deixe de interagir. O êxito deste curso também depende da sua participação. Professor Albert Iglésia

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 QUESTÕES SEM COMENTÁRIOS 1. (FGV/POTIGÁS/ADMINISTRADOR JÚNIOR/2006) Assinale a alternativa em que a palavra contenha o mesmo número de radicais que beligerâncias. (A) brasileira (B) unilaterais (C) livremente (D) convivência (E) civilizadamente

2.

(FGV/MINISTÉRIO

DA

CULTURA/AGENTE

ADMINISTRATIVO/2006)

Na

palavra fotografia, há dois radicais: "luz" + "escrever". Assinale a alternativa em que tenha havido erro na indicação do sentido do primeiro radical. (A) antropografia – corpo humano (B) bibliografia – livro (C) braquigrafia – redução (D) cinegrafia – movimento (E) datilografia – mão

3.

(FGV/MINISTÉRIO DA CULTURA/AGENTE ADMINISTRATIVO/2006) Assinale a alternativa que não apresente a classificação correta de um dos elementos mórficos do vocábulo deixasse

(A) deix- = radical (B) -e = desinência número-pessoal (C) -a = vogal temática verbal www.pontodosconcursos.com.br 46

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 (D) deixa = tema (E) -sse = desinência modo-temporal

4.

(FGV/MINISTÉRIO DA CULTURA/AGENTE ADMINISTRATIVO/2006) Assinale a alternativa em que o prefixo tenha o mesmo sentido que o de imigrantes

(A) imberbe (B) imergir (C) incréu (D) iníquo (E) inválido

5.

(FGV/POLÍCIA CIVIL-RJ/INSPETOR/2008) Em xenofobia, há a seguinte combinação de sentidos: estrangeiro + aversão. Assinale a alternativa em que a explicação do sentido do elemento que antecede -fobia não tenha sido feita corretamente.

(A) pantofobia (pantera) (B) estasiofobia (permanecer de pé) (C) fotofobia (luz) (D) ictiofobia (peixe) (E) gamofobia (casamento)

6.

(FGV/CODESP/ADMINISTRADOR/2010) Assinale o par de vocábulos em que seus elementos mórficos destacados NÃO tenham o mesmo sentido.

(A) metropolitana – metrologia

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 (B) economia – ecologia (C) telecomunicações – telepatia (D) petróleo – petrificar (E) sintonia – sinergia

7.

(FGV/SAD-PE/ANALISTA EM GESTÃO ADMINISTRATIVA/2008) Essas pessoas, portanto, costumam ser vítimas de si mesmas e de um estilo de vida estressante auto-produzido. Assinale a alternativa que contenha um vocábulo cuja forma auto assuma valor diferente do que é veiculado em auto-produzido.

(A) autobiografia (B) autodidata (C) auto-estrada (D) auto-esterilidade (E) auto-extermínio

8.

(FGV/MINISTÉRIO DA CULTURA/AGENTE ADMINISTRATIVO/2006) Assinale a alternativa em que a palavra tenha sido formada pelo mesmo processo que infra-estrutura

(A) nova-iorquina (B) Paraisópolis (C) planejando (D) sobreviver (E) embora

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 9. (FGV/MINISTÉRIO DA CULTURA/ENGENHEIRO CIVIL/2006) A palavra Emudecendo (verso 13) foi formada pelo processo de: (A) composição por aglutinação. (B) derivação prefixal. (C) derivação parassintética. (D) derivação sufixal. (E) derivação imprópria.

10. (FGV/SENADO FEDERAL/ADVOGADO/2008) Assinale a alternativa em que a palavra tenha sido formada por processo distinto das demais. (A) autoconhecimento (B) supersalários (C) geométrica (D) insatisfação (E) imprecisas

11. (FGV/MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO/ADMINISTRADOR DE BANCO DE DADOS/2008) Assinale a alternativa em que a palavra tenha sido formada pela união de dois radicais, ou seja, bases de sentido das palavras. (A) autogeridas (B) descolonização (C) superendividamento (D) ecossistema (E) desigualdades

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 12. (FGV/POLÍCIA CIVIL-RJ/INSPETOR/2008) Assinale a alternativa em que a palavra indicada não seja formada pelo mesmo processo que as demais. (A) ilegais (B) desacompanhado (C) incompatíveis (D) demográfica (E) inter-regionais

13. (FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DO ICMS/2009) Com relação aos processos de formação de palavras, analise as afirmativas a seguir: I. II. estruturador, civilizacional e renováveis são adjetivos formados por derivação sufixal. hominização, dilapidação e autodestruição são substantivos formados por composição e derivação. III. autodestruição, contrapartida e responsabilidade são substantivos formados por composição. Assinale: (A) se somente a afirmativa I estiver correta. (B) se somente a afirmativa II estiver correta. (C) se somente a afirmativa III estiver correta. (D) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. (E) se todas as afirmativas estiverem corretas.

14. (FGV/SEFAZ-AP/FISCAL DO ICMS/2010) Com relação aos processos de formação de palavras, analise as afirmativas a seguir:

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 I. II. Na palavra jeitinho, o sufixo -inho significa “diminuição”. Denomina-se utilitarista. III. A palavra analfabetismo forma-se por derivação prefixal e sufixal, a partir do radical alfabet-. Assinale: (A) se somente a afirmativa I estiver correta. (B) se somente a afirmativa II estiver correta. (C) se somente a afirmativa III estiver correta. (D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. (E) se todas as afirmativas estiverem corretas. composição o processo de formação da palavra

15. (FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DO ICMS/2010) Quanto à estrutura e formação do vocábulo meta-ética, é correto afirmar que: (A) forma-se pelo processo de composição por aglutinação. (B) tem agregada ao radical étic- uma desinência nominal de gênero feminino. (C) contém um prefixo de origem grega também presente na palavra “metafísica”. (D) apresenta uma vogal de ligação –a, necessária em razão do hífen. (E) constitui-se por meio da justaposição de dois substantivos.

16. (FGV/CAERN/AGENTE ADMINISTRATIVO/2010) Assinale a palavra que seja formada pelo mesmo processo que megalópoles. (A) internacional (B) sustentabilidade

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 (C) saneamento (D) obrigatoriedade (E) olímpicos

17. (FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DO ICMS/2008) Assinale a alternativa em que a palavra indicada não seja formada pelo mesmo processo que injustiça. (A) tecnologias (B) auto-organização (C) antielisão (D) ilícito (E) internacional

18. (FGV/CODESP/ADVOGADO/2010)

...algumas

iniciativas

inovadoras

começam a apresentar resultados, o que pode motivar a reprodução dessa experiência pelo país inteiro. (L.31-33) No trecho acima, há quantos artigos? (A) Um. (B) Nenhum. (C) Quatro. (D) Três. (E) Dois.

19. (FGV/SAD-AP/DELEGADO DE POLÍCIA/2010) Assinale a alternativa em que o termo sublinhado tenha função adjetiva. (A) Característica da nação. (B) Ameaça de colapso.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 (C) Deterioração de valores. (D) Instituição da escravidão. (E) Uso de violência.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 (...) Mais adiante, afirma: “Não conhecemos as condições
60 suficientes para o crescimento. Podemos caracterizar as

economias bem-sucedidas do pós-guerra, mas não podemos apontar com segurança os fatores que selaram seu êxito nem os fatores sem os quais elas poderiam ter sido exitosas.” Certamente essas frases devem nos deixar algo perplexos, (...)
(Carlos Luque. Folha de São Paulo. 30 de setembro de 2008)

20. (FGV/SENADO FEDERAL/ANALISTA DE SISTEMAS/2008) Assinale a alternativa em que a palavra indicada, no texto, se classifique como advérbio. (A) livre (L.39) (B) profunda (L.2) (C) melhor (L.4) (D) algo (L.64) (E) após (L.7)

21. (FGV/MEC/DOCUMENTADOR/2009) Nas alternativas a seguir, a frase em que o vocábulo sublinhado pertence a uma classe gramatical diferente de todas as demais ocorrências é: (A) "Um relatório da Associação Nacional dos Jornais (ANJ) revelou que, nos últimos doze meses...". (B) "Assim, um juiz que, de forma monocrática...". (C) "...passa a constituir uma aberração dentro do poder que ele representa...". (D) "A frequência com que esse tipo de atitude...". www.pontodosconcursos.com.br 55

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 (E) "...defesa da liberdade de imprensa e do livre pensamento, que é princípio fundamental dos regimes democráticos."

22. (FGV/SEA-AP/Auditor da Receita do Estado/2010) A conjunção Contudo (L.7) conecta: (A) a oração subordinada aditiva à oração principal: sempre há alguém falando. (B) os parágrafos um e dois, introduzindo valor de consequência entre os fatos. (C) os parágrafos um e dois, apresentando uma conclusão acerca do que se disse. (D) a oração subordinada subjetiva à principal: é preciso notar. (E) os parágrafos um e dois, informando contraste entre as ideias expostas.

23. (FUNDATEC/EMATER-RS/ECONOMISTA/2008) que se seguem.

Julgue

as

informações

I – Ao se pluralizar a palavra equação na frase A equação contém os ingredientes do sucesso. (l. 03), apenas duas outras palavras deveriam sofrer ajustes para fins de concordância. II – Se, em Era um empresário ausente do campo e presente nas grandes capitais, onde esbanjava suas riquezas. (l. 06-07), substituíssemos a palavra empresário por administradora, ocorreria apenas uma outra alteração no período.

24. (FUNDATEC/SEC.

DA

ADMIN.

MUNIC.

DE

CAXIAS

DO

SUL/ECONOMISTA/2007) Considere a seguinte proposta de alteração

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 2 em palavra do texto e assinale com V, se for verdadeira, ou com F, se falsa. ( ) Se a palavra jornais (linha 11) fosse substituída por revista, apenas três alterações seriam necessárias para manter a correção gramatical do período em que está inserida.
11 (...) Os jornais ficaram mais estreitos para economizar papel, mas também porque 12 diminuiu a área para expansão dos nossos cotovelos. (...)

25. (FUNDATEC/PETROBRÁS/ECONOMISTA/2004) Considere as seguintes afirmações sobre a flexão de número de substantivos e adjetivos retirados do texto. I – O vocábulo profissionais (linha 04) foi formado pelo mesmo processo que formaria o plural de trivial (linha 09) e desleal (linha 11). II – O plural das palavras invisível (linha 10) e difícil (linha 24) não é formado pelo mesmo processo. III – Pluralizam-se as palavras vulgar (linha 12) e feliz (linha 17) da mesma maneira. Quais estão corretas? A) Apenas a I. B) Apenas a II. C) Apenas a I e a III. D) Apenas a II e a III. E) A I, a II e a III.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 VERBO (FLEXÃO E EMPREGO DE TEMPOS E MODOS) Devo um pedido de perdão a você, que aguardou ansiosamente a disponibilização desta aula. Quando você adquiriu este curso, não ficou combinado que deveria aceitar os problemas, as dificuldades e outros impedimentos do professor, não é verdade? Portanto você tem direito de reclamar. Só quero deixar registrado que não enviei a aula antes em virtude de alguns imprevistos e, principalmente, porque estava envolvido com a elaboração de recursos para candidatos do concurso do MPU. Mesmo que isso não justifique, acredito que você merece uma explicação. Iniciarei a aula de hoje tratando do verbo – um tema que dá o que falar (perdoe o trocadilho), pois é a classe de palavra mais rica em flexões: tempo, modo, número, pessoa e voz. Além dessas categorias, há o aspecto verbal, ou seja, o ponto de vista do qual o locutor considera a ação expressa pelo verbo. Pode ele considerá-la concluída (observada no seu término, no seu resultado) ou não concluída (observada na sua duração, na sua repetição). Começo com uma simples questão para testá-lo, em seguida expondo alguns conceitos essenciais. À medida que outros exercícios de provas anteriores surgirem, a explicação será estendida ou confirmada.

1.

(FGV/SEFAZ-MS/FISCAL

DE

RENDAS/2006)

Mas

ainda

não

um

programa alternativo maduro que se contraponha à euforia do programa conservador, aplicado por gente que foi de esquerda e aplaudido pela direita. Quantos verbos há no trecho acima? (A) seis (B) cinco (C) quatro

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 (D) três (E) dois Resposta – B Comentário – Que tal? Acertou? Se sim, meus parabéns! Caso contrário, confira quais são os verbos existentes no trecho acima: 1 – “há”; 2 – “se contraponha”; 3 – “aplicado”; 4 – “foi”; 5 – “aplaudido”. Isso foi só um teste. A seguir existem explicações detalhadas sobre o assunto, as quais farão você compreendê-lo melhor.

FLEXÕES VERBAIS • 1. Voz ATIVA indica que o processo verbal foi praticado pelo sujeito do verbo. Ex.: Cabral descobriu o Brasil. 2. PASSIVA indica que o processo verbal foi sofrido pelo sujeito do verbo.

Ex.: O Brasil foi descoberto por Cabral. ATENÇÃO! 1 – Observe, de acordo com os exemplos anteriores, que o SUJEITO da voz ativa (Cabral) torna-se AGENTE DA PASSIVA, assim como o OBJETO DIRETO da voz ativa (o Brasil) torna-se SUJEITO da voz passiva. 2 – Entretanto, quando o SUJEITO da voz ativa for

INDETERMINADO, na voz passiva não haverá AGENTE DA PASSIVA. Ex.: Resolveram as questões. – voz ativa com sujeito indeterminado.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 As questões foram resolvidas. (ou Resolveram-se as questões.) – voz passiva sem agente da passiva. 3 – A voz passiva pode ser dividida em verbal ou analítica e pronominal ou sintética. Ex.: Aquelas crianças foram abandonadas. – verbo auxiliar + verbo principal no particípio = analítica. Abandonaram-se aquelas crianças. – verbo TRANSITIVO DIRETO + pronome SE = sintética. Agora considere o seguinte trecho: “(...) Pacientes afetados pela síndrome ultrapassaram muito a ‘fronteira da adaptabilidade às demandas’ (...)”. Novamente, vamos treinar a transformação da voz ativa para a passiva. VOZ ATIVA Pacientes Sujeito afetados síndrome Verbo transitivo direto ultrapassaram (o quê?) a Objeto direto fronteira da pela Agente passiva Locução (voz analítica) A fronteira da adaptabilidade às demandas verbal passiva foi ultrapassada VOZ PASIVA da pelos pacientes pela afetados síndrome

adaptabilidade às Sujeito paciente demandas

Há ainda alguns cuidados a respeito das vozes passiva e ativa: a) b) c) Ficou-se feliz com o resultado. – verbo de LIGAÇÂO + SE = Vive-se bem neste lugar. – verbo INTRASITIVO + SE = Precisa-se de professores. – verbo TRANSITVO INDIRETO + sujeito indeterminado sujeito indeterminado SE = sujeito indeterminado www.pontodosconcursos.com.br 3

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 d) Ama-se a Deus. Verbo TRANSITIVO DIRETO + SE + OBJETO

DIRETO PREPOSICIONADO = sujeito indeterminado 3. REFLEXIVA indica que o processo verbal é praticado e sofrido pelo

sujeito ao mesmo tempo. Ex.: Não me considero tão importante. Reservamo-nos o direito de ficar calado. Ele se deu um presente. ATENÇÃO! 1 – Observe, de acordo com os exemplos anteriores, que o verbo vem acompanhado de um pronome oblíquo que lhe serve de objeto e representa a mesma pessoa do sujeito. 2 – Na prática, identifica-se a voz reflexiva acrescentando, conforme a pessoa, as expressões a mim mesmo, a ti mesmo, a si mesmo etc. Ex.: Feri-me a mim mesmo. Julgai-vos a vós mesmos. 3 – No plural, a voz reflexiva pode indicar reciprocidade. Ex.: Os amigos se cumprimentaram. Amavam-se um ao outro. • Número e Pessoa 1ª singular plural • eu nós 2ª tu vós 3ª ele/ela eles/elas

Modo e Tempo

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 Os modos indicam as diferentes maneiras de um fato se realizar. Os tempos situam o fato ou a ação verbal dentro de determinado momento (durante o ato da comunicação, antes ou depois dele). MODOS presente perfeito indicativo pretérito imperfeito mais-que-perf. do presente do pretérito TEMPOS SIMPLES (tenho) (tive) (tinha) (tivera) (terei) (teria) (tenha) imperfeito (tivesse) (tiver) afirmativo negativo (tem tu) (não tenhas tu)

futuro presente subjuntivo pretérito futuro imperativo

MODOS pretérito Indicativo futuro

TEMPOS COMPOSTOS (tenho/hei cantado) Perfeito mais-que-perfeito (tinha/havia cantado)

do presente do pretérito Perfeito mais-que-perfeito

(terei/haverei cantado) (teria/haveria cantado) (tenha/haja cantado) (tivesse/houvesse cantado)

pretérito Subjuntivo futuro

(tiver/houver cantado)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 ATENÇÃO! 1. O quadro acima é uma síntese da formação dos tempos

compostos da voz ativa. Eles são formados pelos verbos auxiliares ter ou haver, seguidos do particípio do verbo principal. Ex.: Temos estudado muito. Tinha posto a televisão na sala. Havíamos chegado tarde. 2. presente e ao Note que não há tempos compostos relativos ao imperfeito. Eles são usados para formar,

pretérito

respectivamente, o pretérito perfeito composto e o pretérito mais-que-perfeito composto. Também não há tempo composto relativo ao modo imperativo. 3. do verbo principal. Ex.: Temos sido ensinados pelo professor. O casal havia sido visto no restaurante. O tempo composto da voz passiva é formado com o

emprego simultâneo dos auxiliares ter ou haver e ser, seguidos do particípio

2.

(FGV/SEFAZ-MS/FISCAL DO ICMS/2006) O que você quer? Passando-se o período acima para a forma de tratamento vós e para o futuro do pretérito do indicativo, obtém-se:

(A) O que vós quererias? (B) O que vós quiserdes? (C) O que vós queríeis? (D) O que vós quereríeis? (E) O que vós querereis? Resposta – D Comentário – O foco aqui é na conjugação do verbo querer, que vai se flexionar na segunda pessoa do plural (vós) do futuro do pretérito do www.pontodosconcursos.com.br 6

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 indicativo: eu quereria, tu quererias, ele quereria, nós quereríamos, vós quereríeis, eles quereriam. Nas demais opções, temos: – letra A: segunda pessoa do singular do futuro de pretérito: tu quererias (conforme visto acima); – letra B: segunda pessoa do plural do futuro do subjuntivo (quando eu quiser, quando tu quiseres, quando ele quiser, quando nós quisermos, quando vós quiserdes, quando eles quiserem); – letra C: segunda pessoa do plural do pretérito imperfeito do indicativo (eu queria, tu querias, ele queria, nós queríamos, vós queríeis, eles queriam); – letra E: segunda pessoa do plural do futuro do presente (eu quererei, tu quererás, ele quererá, nós quereremos, vós querereis, eles quererão)

3.

(FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2007) Assinale a alternativa em que a alteração da estrutura “de as gerações presentes virem a exauri-los” provocou correta mudança da forma do verbo vir.

(A) colocando-se a possibilidade de que as gerações presentes venham a exauri-los (B) colocando-se a possibilidade de que as gerações presentes vissem a exauri-los (C) colocando-se a possibilidade de que as gerações presentes vierem a exauri-los (D) colocando-se a possibilidade de que as gerações presentes viriam a exauri-los

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 (E) colocando-se a possibilidade de que as gerações presentes vinham a exauri-los Resposta – A Comentário – O verbo vir foi corretamente conjugado na terceira pessoa do plural do presente do subjuntivo (que eu venha, que tu venhas, que ele venha, que nós venhamos, que vós venhais, que eles venham). A conjunção “que”, combinada com a ideia hipotética da declaração, impõe-nos essa flexão de tempo e modo para que seja mantida a coerência textual. Alternativa B: “vissem” corresponde à terceira pessoa do plural do pretérito imperfeito do subjuntivo do verbo ver (se eu visse, se tu visses, se ele visse, se nós víssemos, se vós vísseis, se eles vissem). Alternativa C: “vierem” representa a terceira pessoa do plural do futuro do subjuntivo do verbo vir (quando eu vier, quando tu vieres, quando ele vier, quando nós viermos, quando vós vierdes, quando eles vierem), flexão que prejudica a correção da frase e a coerência textual. Alternativa D: “viriam” é a conjugação do verbo vir na terceira pessoa do plural do futuro do pretérito do indicativo (eu viria, tu virias, ele viria, nós viríamos, vós viríeis, eles viriam); a relação entre as ideias não suporta o emprego de um verbo indicativo de fato pretérito. Alternativa E: “vinham” é a flexão do verbo vir na terceira pessoa do plural do pretérito imperfeito do indicativo (eu vinha, tu vinhas, ele vinha, nós vínhamos, vós vínheis, eles vinham); novamente, a tentativa de empregar uma forma verbal tradutora de ideia passada prejudica os aspectos gramaticais e semânticos da frase.

4.

(FGV/TCM-PA/AUDITOR/2008) “Apesar das injeções maciças de liquidez efetuadas pelos grandes bancos centrais, nunca se vira uma seca tão severa de dinheiro nos mercados.” 8

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 Assinale a forma verbal que poderia substituir o verbo destacado no trecho acima, sem prejuízo gramatical ou semântico. (A) tivera visto (B) tinha visto (C) viu (D) via (E) tem visto Resposta – B Comentário – A forma verbal “vira” é a conjugação do verbo ver na terceira pessoa do singular do pretérito mais-que-perfeito (simples): eu vira, tu viras, ele vira, nós víramos, vós ví eles viram . A forma “tinha visto” também é pretérito mais-que-perfeito (composto), formada pelo verbo ter no pretérito imperfeito + verbo principal no particípio. Logo, há equivalência entre as duas formas. Alternativa A: cuidado! Volte ao item 2 da “ATENÇÃO!” e perceba que aqui o examinador tentou enganar você com uma falsa formação do pretérito mais-que-perfeito composto. Eu disse imediatamente acima que essa conjugação é formada com o verbo ter (ou haver) conjugado no pretérito imperfeito. Alternativa C: o verbo ver foi conjugado no pretérito perfeito do indicativo. Alternativa D: o verbo foi flexionado no pretérito imperfeito do indicativo. Alternativa E: tem-se o verbo ver conjugado no pretérito perfeito composto do indicativo (presente do verbo ter + particípio do verbo principal), que indica fato ocorrido com frequência ultimamente.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 5. (FGV/SENADO FEDERAL/TÉC. LEG.- ADMINISTRAÇÃO/2008) “A política de Estado tem evoluído no sentido de encontrar respostas a tais necessidades.” A respeito do período acima, analise as afirmativas a seguir: I. II. A forma tem evoluído está no pretérito perfeito. No período há somente um verbo em forma nominal. Assinale: (A) se as duas afirmativas estiverem corretas. (B) se nenhuma afirmativa estiver correta. (C) se somente a afirmativa I estiver correta. (D) se a afirmativa II estiver correta. Resposta – C Comentário – Item I: sim, a forma “tem evoluído” é a flexão do verbo evoluir no pretérito perfeito composto. Observe que o verbo auxiliar (“tem”) está conjugado no presente. Item II: não, pois o verbo evoluir, no tempo composto, apresenta-se no particípio regular; o verbo encontrar está empregado no infinitivo.

6.

(FGV/SSP-RJ/PERITO DA POLÍCIA CIVIL-BIOLOGIA/2009) “O público brasileiro tem ouvido, com alguma frequência, notícias a respeito de possível rebelião de países vizinhos contra aquilo que seus governantes chamam de dívidas ilegítimas.” No trecho acima, as formas verbais estão, respectivamente, no:

(A) presente do indicativo e presente do indicativo. (B) presente do indicativo e presente do subjuntivo.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 (C) presente do subjuntivo e presente do indicativo. (D) pretérito perfeito do indicativo e presente do subjuntivo. (E) pretérito perfeito do indicativo e presente do indicativo. Resposta – E Comentário – Eis abaixo as formas verbais: – “tem ouvido”: pretérito perfeito (composto) do indicativo; e – “chamam”: presente do indicativo.

7.

(FGV/PREF.

DE

CAMPINAS/COORDENADOR

PEDAGÓGICO/2008)

“A

palavra ‘bárbaro’ provém do grego antigo e significa ‘não grego’.” Assinale a alternativa em que não se tenha flexão correta do verbo destacado no trecho acima. (A) provêm (B) proveio (C) provieste (D) provisse (E) provimos Resposta – D Comentário – Alternativa A: terceira pessoa do plural do presente do indicativo do verbo provir (eu provenho, tu provéns, ele provém, nós provimos, vós provindes, eles provêm). Flexão correta (você perceberá que este verbo é derivado de vir). Alternativa B: terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo do verbo provir (eu provim, tu provieste, ele proveio, nós proviemos, vós proviestes, eles provieram). Flexão correta.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 Alternativa Flexão correta. Alternativa D: a forma “provisse” não existe. Ou se diz previsse (pretérito imperfeito do subjuntivo do verbo prever: se eu previsse, se tu previsses, se ele previsse, se nós prevíssemos, se vós prevísseis, se eles previssem), ou proviesse (pretérito imperfeito do subjuntivo do verbo provir: se eu proviesse, se tu proviesses, se ele proviesse, se nós proviéssemos, se vós proviésseis, se eles proviessem). Flexão errada. Alternativa E: conforme indicado no comentário da alternativa A, “provimos” corresponde à primeira pessoa do plural do presente do indicativo do verbo provir. Flexão correta. C: como exemplifiquei acima, provieste

corresponde à segunda pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo.

8.

(FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) Na frase a seguir “A liberdade supõe a operação sobre alternativas;”, o verbo irregular foi flexionado corretamente. Assinale a alternativa em que se apresenta flexão incorreta da forma verbal.

(A) Eles impunham condições para que o acordo fosse assinado. (B) O julgador interveio na polêmica sobre os critérios de seleção. (C) Não foi confirmado se a banca quereria dar à redação caráter eliminatório. (D) Se os autores se disporem a ratear o valor, a publicação da revista será certa. (E) É necessário que atentemos para a questão da mudança de paradigma científico. Resposta – D

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 Comentário – O verbo aludido é supor, conjugado como o verbo propor: eu suponho, tu supões, ele supõe, nós supomos, vós supondes, eles supõem (presente do indicativo). Alternativa A: “impunham” representa a terceira pessoa do plural do pretérito imperfeito do indicativo do verbo impor (eu impunha, tu impunhas, ele impunha, nós impúnhamos, vós impúnheis, eles impunham). Flexão correta. Alternativa B: “interveio”, cujo paradigma é o verbo vir, é a flexão do verbo intervir na terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo (eu intervim, tu intervieste, ele interveio, nós interviemos, vós interviestes, eles intervieram). Flexão correta. Alternativa C: “quereria” é a terceira pessoa do singular do futuro do pretérito do indicativo do verbo querer (eu quereria, tu quererias, ele quereria, nós quereríamos, vós quereríeis, eles quereriam). Flexão correta. Alternativa D: no futuro do subjuntivo, o verbo dispor(-se), que segue a conjugação do verbo propor, deve ser assim flexionado: quando eu dispuser, quando tu dispuseres, quando ele dispuser, quando nós dispusermos, quando vós dispuserdes, quando eles dispuserem. Flexão incorreta. Alternativa E: “atentemos”, que segue o verbo cantar, é a segunda pessoa do plural do presente do subjuntivo do verbo atentar (que eu atente, que tu atentes, que ele atente, que nós atentemos, que vós atenteis, que eles atentem). Flexão correta.

LOCUÇÃO (OU PERÍFRASE) VERBAL É o conjunto constituído de dois ou mais verbos, dos quais um é o principal (o último), e os demais, auxiliares. As flexões de número, pessoa, modo e tempo ocorrem no verbo auxiliar. 13

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 Ex.: Ninguém poderá sair. – O juiz deixou de marcar a falta. Nós estamos estudando. – Ninguém podia estar cantando. Tínhamos estudado muito para a prova. A questão havia sido anulada pela banca.

9.

(FGV/CODESP/AUXILIAR PORTUÁRIO/2010) “Nos Estados Unidos e na Europa existem legislações em trâmite nos parlamentos...” No trecho acima, o verbo destacado pode ser substituído, sem prejuízo de ordem gramatical, por

(A) devem haver (B) deve existir (C) houveram (D) deverão haver (E) poderão existir Resposta – E Comentário – O verbo existir é pessoal; quando surge como verbo principal de uma locução, é o seu auxiliar que se flexiona em número e pessoa para concordar com o sujeito: “poderão existir” (verbo auxiliar + verbo principal). O verbo haver pode ser usado com sentido de existir, mas com flexão própria. Ele é impessoal e se mantém na terceira pessoa do singular (...houve legislações...). Quando surge como verbo principal de uma locução, transfere sua impessoalidade para seu auxiliar e o obriga a se manter na terceira pessoa do singular (...deve haver...).

EMPREGO DOS MODOS VERBAIS Indicativo: é associado a ações presentes, pretéritas (ou passadas) ou futuras que consideramos de ocorrência certa.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 Subjuntivo: também é associado a acontecimentos presentes, pretéritos ou futuros; mas com ocorrência provável, hipotética, duvidosa. Imperativo: associado a ordens, pedidos, súplicas que desejamos.

E por falar no “imperativo”, creio que a tabela abaixo o(a) ajudará a compreender o processo de formação dele. Presente do Indicativo eu cant-o tu cant-a-s (- s) ele cant-a nós cant-a-mos vós cant-a-is (- s) eles cant-a-m Imperativo Afirmativo Presente do Subjuntivo eu cant-e tu cant-e-s ele cant-e nós cant-e-mos vós cant-e-is eles cant-e-m Imperativo Negativo

cant-a tu cant-e você cant-e-mos nós cant-a-i vós cant-e-m vocês

não cant-e-s tu não cant-e você não cant-e-mos nós não cant-e-is vós não cant-e-m vocês

10. (FGV/SEFAZ-MS/FISCAL DE RENDAS/2006) Passando a fala "Adivinhe" para a forma de tratamento vós, obtém-se: (A) Adivinhais. (B) Adivinhai. (C) Adivinheis. (D) Adivinhei. (E) Adivinde. Resposta – B Comentário – A formar verbal “Adivinhe” está conjugada na terceira pessoa do singular do imperativo afirmativo, que deriva do presente do subjuntivo. Passando para a segunda pessoa do plural (vós), devemos recorrer ao presente do indicativo e retirar o S: vós adivinhais > adivinhai vós.

EMPREGO DOS TEMPOS VERBAIS 15

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 O presente do indicativo pode indicar valores semânticos tais como: 1. fato que se realiza no momento do discurso.

Ex.: A turma toda estuda agora. 2. fato permanente

Ex.: O sol aquece a Terra. 3. fato habitual.

Ex.: Aquele atleta levanta cedo, alimenta-se bem e treina intensamente. 4. presente histórico, ou seja, substitui o pretérito para enfatizar a

descrição do fato, conferir mais vivacidade a ele. Ex.: Antes de subir aos céus, Jesus diz a seus discípulos: “Eu sou o caminho, a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6). 5. certeza do fato a que nos referimos e que acontecerá brevemente,

substituindo o futuro do presente. Ex.: O artilheiro disse que joga amanhã. Presidente americano chega amanhã ao Brasil.
linguagem jornalística

ATENÇÃO! Esses dois últimos complicam muitos candidatos. O pretérito perfeito do indicativo indica que o fato foi perfeitamente concluído. Ex.: O réu recorreu da decisão do juiz. Também é frequente em provas a discussão sobre os aspectos indicados pelo pretérito imperfeito do indicativo. Fique atento aos valores semânticos desse tempo verbal: 1. indica fato que ocorria habitualmente;

Ex.: Joãozinho era o primeiro a terminar as provas.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 2. seu uso em substituição ao presente traduz cortesia e atenua uma afirmação ou um pedido; Ex.: Eu queria saber se o diretor já chegou. 3. indica simultaneidade entre dois fatos passados;

Ex.: Os alunos estudavam para o concurso quando o edital foi publicado. 4. denota consequência de um fato hipotético; substitui, nesses casos, o futuro do pretérito. Ex.: Houvesse estudado mais, passava em primeiro lugar. O pretérito mais-que-perfeito do indicativo indica um fato passado e anterior a outro também passado. Ex.: Quando o candidato chegou ao local do concurso, o portão já se fechara. Pode também surgir em frases optativas: Ex.: Quem me dera casar com ela... O futuro do presente do indicativo pode, além de indicar um fato que ainda vai acontecer, sugerir valor semântico de imperativo: Ex.: Nas férias, viajaremos para Caldas Novas. “Não adulterarás” (Êxodo 20:13) Dentre os valores semânticos do futuro do pretérito do

indicativo, destaco: 1. o que indica ação futura em relação a outra no passado.

Ex.: Em virtude dos acontecimentos, decidiram que ficariam em casa. 2. aquele que indica um fato cuja realização está vinculada a uma condição

que não se concretizou antes e que, provavelmente, não se realizará. Nesse caso, é reforçado o caráter hipotético da declaração. Ex.: Se estudássemos mais, obteríamos a classificação.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 CUIDADO! Empregando-se a forma verbal da primeira oração no presente ou no futuro do subjuntivo (estudemos ou estudarmos), com as devidas modificações, a condição expressa por ela será tomada como uma hipótese que poderá ocorrer, ou não. Caso estudemos mais, obteremos a classificação. Se estudarmos mais, obteremos a classificação.

Em relação ao subjuntivo, note que os tempos podem indicar hipótese, condição ou vontade do indivíduo que fala enunciadas no presente, no pretérito ou no futuro. Ex.: Meu desejo é que todos sejam aprovados. (presente do subjuntivo) Paula talvez lhe telefonasse à noite. (pretérito imperfeito do subjuntivo) Se estudares, terás bom resultado. (futuro do subjuntivo) Também é digno de nota o emprego do pretérito imperfeito do subjuntivo como condição para a ocorrência de outra ação verbal. Ex.: Se estudássemos mais, obteríamos a classificação.

11. (FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2009) O que está fora da sociedade seria desumano. O tempo verbal destacado constitui recurso expressivo adequado para indicar: (A) mudança ocorrida no momento em que se fala. (B) ação conduzida no passado não concluído. (C) situação tomada como hipotética. (D) advertência sobre um fato futuro. (E) fato passado de curso prolongado.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 Resposta – C Comentário – O verbo ser foi flexionado no futuro do pretérito do indicativo, o que reforça o caráter hipotético da declaração.

FORMAS NOMINAIS DO VERBO São formas verbais que só exprimem tempo e modo através do contexto e desempenham funções de substantivos, adjetivos e advérbios: Ex.: O brincar alegra as crianças. (substantivo) Cozida, a batata fica mais saborosa. (adjetivo) Venceu na vida trabalhando. (advérbio) 1. Infinitivo É a forma como designamos os verbos. O infinitivo é

impessoal quando, não flexionado, não se refere a nenhuma pessoa gramatical e desempenha a função de substantivo. Por outro lado, será pessoal quando, flexionado, referir-se a uma pessoa gramatical. Não transmite nenhuma noção temporal. Ex.: Minha diversão preta é dançar. (substantivo) Estamos felizes por termos conseguido a vitória. (nós: sujeito) 2. Gerúndio Expressa a ação em desenvolvimento.

Ex.: Pessoas sorrindo compunham a foto. (adjetivo) Chegando o dinheiro, viajou. (advérbio) 3. Particípio Assume valor de substantivo e de adjetivo.

Ex.: A chegada do avião foi pontual. (substantivo) Os fogos de artifício tornaram a cidade iluminada. (adjetivo) FORMAS NOMINAIS infinitivo impessoal cantar TEMPOS COMPOSTOS ter/haver cantado

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 cantar cantares infinitivo pessoal cantar cantarmos cantardes cantarem gerúndio particípio ATENÇÃO! 1. cantando cantado Para as 2ª e 3ª conjugações, a terminação do particípio ter/haver cantado teres/haveres cantado ter/haver cantado termos/havermos cantado terdes/haverdes cantado terem/haverem cantado tendo/havendo cantado

é ido: vendido, partido. 2. particípio. CLASSIFICAÇÃO DOS VERBOS QUANTO À FORMA a) Regular não apresenta irregularidade no radical nem nas desinências, Perceba que não há tempo composto relativo ao

seguindo o paradigma de sua conjugação (cantar – 1ª conjugação; vender – 2ª conjugação; partir – 3ª conjugação) Ex.: amar, aguar, averiguar, coar, mobiliar, optar, saudar, suar, viajar, beber, unir, atribuir, etc. ATENÇÃO! 1. Para sabermos se um verbo é regular, precisamos

conjugá-lo no presente e no pretérito perfeito do indicativo. Ex.: toc-o, toc-a-s, toc-a, toc-a-mos, toc-a-is, toc-a-m / toqu-e-i, toc-a-ste, toc-o-u, toc-a-mos, toc-a-stes, toc-a-ram 2. arriar, etc. Exceções: Mediar, Ansiar, Remediar, Incendiar e Odiar (MARIO) recebem a letra E nas formas rizotônicas (= a sílaba tônica integra o radical) www.pontodosconcursos.com.br 20 Os verbos terminados em IAR são regulares: vigiar,

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 Ex.: arriar – arrio, arrias, arria, arriamos, arriais, arriam odiar – odeio, odeias, odeia, odiamos, odiais, odeiam b) Irregular apresenta irregularidades no radical e/ou nas desinências.

Ex.: caber, fazer, acudir, aderir, atrair, cear, construir, dizer, crer, poder, prover, prever, saber, dar, rir, vir, etc. perder = perco, perdes, perde fazer = faço, fazes, faz caber = caibo, cabes, cabe ATENÇÃO! Os verbos terminados em EAR são irregulares, recebem a letra I nas formas rizotônicas. Ex.: arrear – arreio, arreias, arreia, arreamos, arreais, arreiam passear – passeio, passeias, passeia, passeamos, passeais, passeiam c) Anômalo É o verbo que apresenta grandes alterações no radical.

Segundo Luiz Antônio Sacconi, João Domingues Maia, Ulisses Infante e Pasquale Cipro Neto, por exemplo, em português só existem dois: ser e ir. Entretanto, Celso Cunha registra que a NGB também classifica como anômalo os verbos ter, haver, estar, vir e pôr. d) Defectivo É o verbo que não possui determinados tempos, modos e

pessoas. Incluem-se nesta categoria os verbos impessoais e unipessoais. Ex.: reaver, precaver, falir, computar, abolir, haver (sentido de existir), nevar, trovejar, trovejar, latir, rugir, etc. ATENÇÃO! Quando se tratar de sentido conotativo, os verbos que indicam fenômenos da natureza podem ser usados como pessoais. Ex.: Os estudantes amanheciam para uma nova época.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 e) Abundante é o verbo que apresenta mais de uma forma equivalente,

geralmente no particípio. Ex.: aceitar = aceitado, aceito – prender = prendido, preso – imprimir = imprimido, impresso ATENÇÃO! 1. O particípio regular é normalmente usado na voz ativa,

com os auxiliares ter ou haver. Ex.: Ele não tinha aceitado as minhas desculpas. 2. O particípio irregular é normalmente usado na voz passiva com os auxiliares ser ou estar. Ex.: Minhas desculpas não foram aceitas por ele. 3. Admitamos, porém, que essas recomendações não são rigorosamente seguidas, havendo numerosas formas irregulares que se usam tanto na voz ativa como na passiva, e algumas formas regulares também empregadas na voz passiva. VOZ ATIVA Tinha aceitado (aceito) o convite. Tinha elegido (eleito) os candidatos. Tinha entregado (entregue) a carta. Tinha ganhado (ganho) o prêmio. Tinha imprimido (impresso) a obra. Tê-lo-iam pegado (pego) de surpresa. Tinha salvado (salvo) muitas vidas. VOZ PASSIVA Os convite foram aceitos. Os candidatos são eleitos. As cartas eram entregues. O prêmio foi ganho. Foi impressa a obra. O ladrão foi pego pela polícia. A vida foi salva.

CORRELAÇÃO VERBAL Termino a primeira parte da aula com explicações sobre

correlação verbal – coerência que, em uma frase ou sequência de frases, deve haver entre as formas verbais utilizadas. Ou seja, é preciso que haja 22

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 articulação temporal entre os verbos, que eles se correspondam, de maneira a expressar as ideias com lógica. Tempos e modos verbais devem, portanto, combinar entre si. Veja este exemplo: Seu eu dormisse durante as aulas, jamais aprenderia a lição. O verbo dormir está no pretérito imperfeito do subjuntivo. Sabemos que o subjuntivo expressa dúvida, incerteza, possibilidade, eventualidade. Assim, em que tempo o verbo aprender deve estar, de maneira a garantir que o período tenha lógica? Na frase, aprender é usado no futuro do pretérito (aprenderia), um tempo que expressa, dentre outras ideias, uma afirmação condicionada (que depende de algo), quando esta se refere a fatos que não se realizaram e que, provavelmente, não se realizarão. O período, portanto, está coerente, já que a ideia transmitida por dormisse é exatamente a de uma dúvida, a de uma possibilidade que não temos certeza se ocorrerá. Veja o mesmo exemplo, mas sem correlação verbal: Se eu dormisse durante as aulas, jamais aprenderei a lição. Temos dormir no subjuntivo, novamente. Mas aprender está conjugado no futuro do presente, um tempo verbal que expressa, dentre outras ideias, fatos certos ou prováveis. Nesse caso, não podemos dizer que jamais aprenderemos a lição, pois o ato de aprender está condicionado não a uma certeza, mas apenas à hipótese (transmitida pelo pretérito imperfeito do subjuntivo) de dormir. A seguir, veja alguns casos em que os tempos verbais são concordantes: 1. presente do indicativo + presente do subjuntivo: Exijo que você faça o dever. 2. pretérito perfeito do indicativo + pretérito imperfeito do subjuntivo:

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 Exigi que ele fizesse o dever. 3. presente do indicativo + pretérito perfeito composto do subjuntivo: Espero que ele tenha feito o dever. 4. pretérito imperfeito do indicativo + mais-que-perfeito composto do subjuntivo: Queria que ele tivesse feito o dever. 5. futuro do subjuntivo + futuro do presente do indicativo: Se você fizer o dever, eu ficarei feliz. 6. pretérito imperfeito do subjuntivo + futuro do pretérito do indicativo: Se você fizesse o dever, eu leria suas respostas. 7. pretérito mais-que-perfeito composto do subjuntivo + futuro do pretérito composto do indicativo: Se você tivesse feito o dever, eu teria lido suas respostas. 8. futuro do subjuntivo + futuro do presente do indicativo: Quando você fizer o dever, dormirei. 9. futuro do subjuntivo + futuro do presente composto do indicativo: Quando você fizer o dever, já terei dormido. PRONOMES (EMPREGO, FORMAS DE TRATAMENTO E COLOCAÇÃO) Na última parte da aula, o assunto a ser tratado é pronomes: classificação, emprego e colocação. Eis uma breve exposição sobre a classificação deles. Palavra que substitui o nome (pronome substantivo) ou que o Pronome acompanha (pronome adjetivo) para tornar claro o seu significado. Existem seis classes de pronomes:

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 Indica diretamente as pessoas do discurso (no singular ou no plural): 1ª pessoa: quem fala; 2ª pessoa: com quem se fala; 3ª pessoa: de quem se fala. Eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas (do

caso reto). Me, te, se, lhe, o, a, nos, vos, se, lhes, os, as (do caso
pessoal

oblíquo átono). Mim, comigo, ti, contigo, si, consigo, conosco, convosco (do caso oblíquo tônico). Também são pessoais os pronomes de
tratamento: você, excelência, etc. Refere-se às pessoas gramaticais, atribuindo-lhes a posse de senhor, senhora, vossa senhoria, vossa

possessivo

algo: Meu, minha, meus, minhas, nosso, nossa, nossos, nossas, teu, tua, teus, tuas, vosso, vossa, vossos, vossas, seu, sua, seus, suas. Indica a posição dos seres em relação às pessoas do discurso, situando-os no Este, Esse, tempo esta, essa, e estes, esses, no estas, essas, espaço. isto. isso.

demonstrativo 1ª. 2ª.

Pessoa: Pessoa:

3ª. Pessoa: Aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo. É aquele que, em uma oração, se refere a um termo constante em oração anterior, chamado antecedente. Exemplo: O avião relativo

que chegou estava danificado. São pronomes relativos: que,
quem, quanto(s), quanta(s), cujo(s), cuja(s), o qual, a qual, os quais, as quais. Refere-se à terceira pessoa do discurso num sentido vago ou

indefinido

exprimido quantidade indeterminada. Exemplos: Quem espera

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3

sempre alcança. Alguns podem flexionar-se em gênero e
número. São pronomes indefinidos: algum, alguns, nenhum, nenhuns, qualquer, quaisquer, ninguém, todo, tudo, nada, algo etc. interrogativo É aquele usado para formular uma pergunta direta ou indireta: que, quem, qual, quanto.

12. (FGV/SSP-RJ/PERITO DA POLÍCIA CIVIL-BIOLOGIA/2009) “Atinge toda a região e a si mesmo, pois o Equador é credor no âmbito do CCR, e a efetiva realização da ameaça de não honrar compromisso assumido o impedirá de receber aquilo que lhe é devido.” No trecho acima há: (A) oito pronomes. (B) sete pronomes. (C) seis pronomes. (D) cinco pronomes. (E) quatro pronomes. Resposta – C Comentário – Vamos identificar cada pronome: 1 - “toda”: pronome indefinido; 2 – “si”: pronome pessoal do caso oblíquo tônico; 3 – “o”: pronome pessoal do caso oblíquo átono; 4 – “aquilo”: pronome demonstrativo; 5 – “que”: pronome relativo; 6 – “lhe”: pronome pessoal do caso oblíquo átono.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 EMPREGO DE PRONOMES • Diferenças quanto ao emprego dos pronomes pessoais do caso reto e do caso oblíquo: a) Ele virou ela. – Na função de sujeito e de predicativo, o pronome pessoal utilizado será, via de regra, do caso reto. b) Quero falar com ele. Sou útil a ele. Vi-o na rua. Serão empregados os do caso oblíquo nas demais funções sintáticas (complemento verbal, complemento nominal etc.). Atente para o fato de que esses pronomes são frequentemente utilizados para promover a coesão e a coerência textual. c) Eu contei a ti o que acontecera. Você terá de viajar com nós dois. Você terá de viajar conosco. (= com + nós) Os pronomes oblíquos tônicos são precedidos de preposição. Usa-se com nós ou com vós quando tais expressões vêm acompanhadas de elementos de realce, numeral, pronome ou oração adjetiva.

CUIDADO! Não vá sem eu saber. / Todos saíram, exceto eu (saí). Mesmo diante de preposição, o pronome pessoal do caso reto será empregado quando for sujeito de verbo, ainda que este esteja elíptico. d) Maria fez aniversário. Pedro deu-lhe um presente. (“deu” = VTDI; “um presente” = OD) Maria fez aniversário. Pedro a presenteou. (“presenteou” = VTD)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 Como complementos verbais, O(S) e A(S) desempenham função de objeto direto; LHE(S), de objeto indireto. ATENÇÃO! O pronome oblíquo LHE pode equivaler-se a um possessivo, caso em que transmitirá noção de posse: Pediu-lhe os brinquedos emprestados. / Pediu os seus brinquedos emprestados / Pediu os brinquedos dele emprestados.

e)

Mandei-o sair da sala. Fiz-lhes ver que estavam errados. Em construções cujo verbo principal é causativo (mandar, deixar, fazer)

ou sensitivos (ver, ouvir, sentir), O(S) e A(S) desempenham função de sujeito do verbo (infinitivo) da oração subordinada. CUIDADO! LHE(S) só poderá ser sujeito de verbo infinitivo transitivo direto. Mandei-lhe sair da sala seria uma construção errada, já que “sair” tem regência intransitiva.

13. (FGV/BADESC/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2010) Analise o fragmento a seguir. Explica que a atitude causa formalista, admiração respeitadora e espanto e aos zelosa dos

norte-americanos

brasileiros,

acostumados a violar e a ver violadas as próprias instituições. Assinale a alternativa que apresente as propostas de substituição dos trechos sublinhados nas quais se preserva a correção estabelecida pela norma gramatical. (A) Causa-lhe admiração e espanto / a vê-la violadas. (B) Causa-os admiração e espanto / a ver-lhes violadas. 28

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 (C) Causa-los admiração e espanto / a ver-lhe violadas. (D) Causa-os admiração e espanto / a vê-as violadas. (E) Causa-lhes admiração e espanto / a vê-las violadas. Resposta – E Comentário – O verbo causar possui dois complementos: “admiração e espanto” (objeto direto) e “aos brasileiros” (objeto indireto). O primeiro pode ser substituído pelo pronome oblíquo átono os (a forma los só se justifica diante de verbos terminados por R, S ou Z: causar + os = causá-los); o segundo, por lhes. O examinador optou por repetir o primeiro complemento (objeto direto) e substituir o segundo (objeto indireto): “Causa-lhes admiração e espanto”. Em seguida, temos que analisar o regime do verbo ver. Ele é transitivo direto, exige complemento sem preposição (objeto direto), que foi representado pela expressão “as próprias instituições”. Esse complemento pode ser substituído pelo pronome oblíquo átono as, que assume a forma las porque o verbo termina em R: ver + as = vê-las. • Pronomes possessivos Referem-se às pessoas gramaticais, atribuindo-lhes a posse de algo. Concordam em gênero e número com a “coisa” possuída. Ex.: Eu trouxe meu caderno. Tu trouxeste tuas canetas. Primeira pessoa Meu(s), nassa(s) minha(s), nosso(s),

Segunda pessoa Teu(s), tua(s), vosso(s), vossa(s) Terceira pessoa Seu(s), sua(s)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 • Pronomes demonstrativos Indicam a posição dos seres em relação às pessoas do discurso, situando-os no tempo e no espaço. Pronomes Este (s), esta (s), isto Esse (s), essa (s), isso Aquele (s), aquela (s), aquilo Ex.: Nestas últimas horas tenho aprendido muito. Este rapaz ao meu lado é meu amigo. Essas horas que passamos na praia foram muito agradáveis. O que é isso aí do teu lado? Naquela época, a vida era melhor. O que é aquilo atrás do carro? Tempo Espaço

Presente; momento atual Perto de quem fala Passado próximo Passado longínquo Perto da pessoa com quem se fala Longe de quem fala e da pessoa com quem se fala

Casos Especiais (empregados como elementos de coesão) a) Meu argumento é este: não há democracia sem justiça. (Este e isto: empregados quando ainda vai ser feita a referência; promove a coesão textual conhecida como catafórica.). Não há democracia sem justiça. Esse é meu argumento. (Esse e isso: empregado quando já foi feita a referência; promove a coesão textual conhecida como anafórica) b) Comprei uma moto e uma bicicleta. Esta eu dei para meu irmão; aquela, para mim mesmo. (Este e aquele servem para retomar 30

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 elementos já citados e desfazer possíveis ambiguidades quanto à compreensão do enunciado. Este diz respeito ao último termo; aquele, ao primeiro.) c) O que ele disse era verdade. Passará a que for mais capacitada. a(s) e o(s) diante de que (pronome relativo) – e de – preposição – serão pronomes demonstrativos, equivalendo-se a aquela(s), aquele(s), aquilo) Cunha e Cintra (Nova gramática do português contemporâneo, 2008, págs. 354-5) ensinam que o demonstrativo O (e suas variações) pode ser empregado diante de uma oração ou, mais raramente, por uma expressão adjetiva, e dão o seguinte exemplo: Ingrata para os da terra, boa para os que não são.
(C. Pena Filho)

14. (FGV/POTIGAS/CONTADOR/2006) A diplomacia é exatamente isto: a arte de usar sinais e palavras para manifestar agrados e desagrados, defender interesses e estabelecer limites, construir respeito recíproco e negociar parcerias. O pronome destacado no trecho acima exerce função: (A) anafórica. (B) dêitica. (C) epanafórica. (D) catafórica. (E) díctica. Resposta – D

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 Comentário – Como o pronome “isto” antecipa o que será dito, sua função é catafórica. Função dêitica (ou díctica, tanto faz) é aquela que faz referência exofórica1 (traz algo de fora para dentro do texto), sendo responsável por situar algo no tempo ou no espaço. Exemplo: Esse rapaz é meu amigo. Eu estou falando de que rapaz? Do que está próximo a mim ou de outra pessoa ou outro lugar? Além disso, há diferenças no emprego de esse, este e aquele. Repare: - Esta é minha mãe. (ela está proximo a mim) - Essa é minha mãe. (ela está próxima à pessoa com quem falo) - Aquela é minha mãe. (agora ela está distante de nós dois) Como você pode notar, a referência espacial indicada pelos pronomes em cada uma das frases é diferente. Outro exemplo comum ocorre com o uso de advérbios: Hoje estou escrevendo esta aula. Você advérbio “Hoje”. E que é função epanafórica? Na verdade não temos uma função propriamente dita, mas sim uma figura de linguagem que se constitui na repetição de palavras, semelhante à anáfora. Esse tipo de figura pode surgir com outros nomes: epanadiplose, epanalepse, epanastrofe, epânodo. Todas são tipos de repetição de palavras, quer no início, quer no fim das frases. precisa agora saber em que dia o locutor

pronunciou/escreveu essa frase para situar no tempo a correta referência do

1

Ao contrário, a função endofórica faz referência a termos que estão dentro do próprio texto.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 15. (FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2008) No trecho “O avanço deste não acarreta necessariamente impacto positivo daquela”, os pronomes demonstrativos exercem, respectivamente, função: (A) anafórica e catafórica. (B) catafórica e catafórica. (C) anafórica e anafórica. (D) catafórica e anafórica. (E) dêitica e dêitica. Resposta – C Comentário – Bem, depois da explicação anterior, ficou fácil assinalar a alternativa correta, não é mesmo? Os pronomes “este” e “aquele” retomam o que foi dito anteriormente. O demonstrativo “este” se refere ao que foi mencionado primeiro; “aquele” retoma o que foi dito por último. Portanto os dois cumprem funções anafóricas.

16. (FGV/TJ-MS/JUIZ SUBSTITUTO/2008)

“Mas a co-relação de forças não

lhes permite ir mais longe, e essa paralisia favorece o retorno dos acordos bilaterais ou regionais. Com isso, falta um projeto mundial coerente em que o desenvolvimento do comércio seja articulado ao equilíbrio social e ambiental.” Os pronomes grifados no trecho acima têm, respectivamente, valor: (A) catafórico e catafórico. (B) anafórico e anafórico. (C) dêitico e dêitico. (D) anafórico e catafórico. (E) catafórico e anafórico. Resposta – B

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 Comentário – De novo! O demonstrativo “essa” faz referência a ideia de estagnação declarada no segmento anterior. Semelhantemente, o pronome “isso” também retoma uma ideia anterior: “o retorno dos acordos bilaterais ou regionais”. Ambos, portanto, têm valor anafórico.

17. (FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) A energia nuclear pode ser empregada para o bem ou para o mal. Na verdade, ela é investigada, apurada e criada para algum resultado, que lhe confere validade. Não vale por si mesma, do ponto de vista ético. Pode valer pela sua eventual utilidade, como meio; mas o uso de energia nuclear, para ser considerado bom ou mau, deve referir-se aos fins humanos a que se destina. Considerando as estratégias de referenciação no trecho acima, assinale a alternativa cujo pronome não se refere à expressão “energia nuclear”: (A) ela. (B) lhe. (C) si. (D) sua. (E) que. Resposta – E Comentário – De fato, o pronome relativo “que” é o único que não retoma a expressão “energia nuclear”. Ele substitui a expressão “fins humanos”, seu antecedente.

Pronomes indefinidos São os que têm sentido vago, impreciso, indeterminado.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 Casos Particulares a) Certo livro: antes do substantivo, equivale-se a pronome indefinido. Livro certo: depois, equivale-se a adjetivo. b) Algum livro deve ser igual a este. Antes do substantivo, tem valor positivo, afirmativo, exprime possibilidade; é o contrário de nenhum, que tem valor semântico negativo. Livro algum deve ser igual a este. Depois, tem significação negativa mais enfática do que a expressa por nenhum, indica impossibilidade. Na língua moderna, algum(a) cristalizou-se com

significação negativa (= nenhum) quando empregado depois de substantivo e com valor positivo anteposto a ele. Antigamente não era assim, quando algum(a) podia ter sentido afirmativo ou negativo independente de sua posição, como se depreende dos versos de Camões, em Os lusíadas: “Desta gente refresco algum tomamos E do rio fresca água; mas com tudo Nenhum sinal aqui da Índia achamos No povo, com nós outros quase mudo.” (V, 69) (“refresco algum” = algum refresco = sentido positivo) “Vós a quem não somente algum perigo Estorva conquistar o povo imundo” (VII, 2) (“algum perigo” = nenhum perigo = valor negativo) Mas, em geral, o pronome indefinido algum(a) adquire mesmo valor negativo em frases onde já existem outras formas negativas, como não, nem, sem: “...é muito provável que ela não tenha problema algum.” “...é muito provável que ela não tenha algum problema.”

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 • a) Pronomes relativos Eis os velhos amigos de que lhe falhei. Eis o instrumento de que lhe falei. O pronome relativo QUE pode ser empregado tanto para substituir coisa quanto para representar pessoa. Rejeita preposições com duas ou mais sílabas e dispensa sem e sob. Lembre-se de que para ser conjunção integrante, esse vocábulo deve unir uma oração subordinada de valor substantivo (objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, sujeito, predicativo, aposto) à sua principal. Considere este fragmento: “...eles explicam que tipo de rodovia cada uma é.”, em que a oração sublinhada é objeto direto da forma verbal “explicam” e o “que” não é pronome relativo.

b)

A casa onde morei era muito antiga. (certo) A reunião onde estávamos acabou tarde. (errado) ONDE é usado restritivamente em referência a lugar. A escola onde estudo foi fechada. A escola aonde vais é muito longe. A escola donde vens é muito longe. ONDE é pronome relativo quando substitui um termo antecedente,

como no primeiro exemplo (onde = escola). Não deve ser confundido com onde = advérbio interrogativo: “Onde você estuda?”. Observe que agora o vocábulo onde não substitui nenhum termo anterior, apenas introduz uma pergunta que exprime a ideia de lugar.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 Usaremos aonde (contração de a + onde) quando o verbo que surgir após esse pronome relativo exprimir ideia de movimento e exigir a preposição “a”. Se o verbo indicativo de movimento reger preposição “de”, usaremos “donde” (contração de de + onde). Ressalto que o verbo seguinte deve indicar movimento e não permanência (como no primeiro exemplo). Com verbos estáticos, que exprimem permanência, a preposição empregada será “em”. Na Língua Portuguesa não existe nonde, isto é, a suposta contração de em + onde.

c)

Ele participou da reunião, a qual deu origem ao atual grupo de trabalho. O relativo o qual (e variações) é útil para desfazer ambiguidades.

Perceba que, se fosse empregado o relativo QUE, haveria margem para a seguinte dúvida: a reunião ou ele deu origem ao atual grupo de trabalho?

d)

É uma pessoa com cujas opiniões não podemos concordar. O pronome relativo CUJO(S)/CUJA(S) estabelece uma relação de

posse/dependência entre os termos antecedente e consequente. Concorda em gênero e número com a “coisa” possuída. Muito cuidado quando a banca lhe propuser a substituição dele por outro relativo (que, a/o qual, quem), a pretexto de que serão mantidas a correção gramatical e a coerência argumentativa. ISSO NÃO É VERDADE. NÃO É POSSÍVEL FAZER TAL SUBSTITUIÇÃO. Não confunda o caso anterior (correspondência entre que e o/a qual) com este. Observe esta construção: O professor cujo o filho nasceu está feliz. O que acha? Certa ou errada? ERRADA. A norma gramatical não abona o

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 emprego de artigo antes (...o cujo...) ou depois (...cujo o...) do relativo CUJO, daí o motivo de não se empregar o acento indicativo de crase diante dele.

e)

Esta é a pessoa a quem prezo como amigo. O pronome relativo QUEM é utilizado em referência a pessoas e se

faz acompanhar de preposição. Eu disse PREPOSIÇÃO e não artigo. Portanto, se perguntarem a você qual a classe gramatical daquele “a” em negrito, NADA DE DIZER “ARTIGO”.

f)

Esqueci tudo quanto foi dito. Podemos confiar em todos quantos estão presentes. Podemos confiar em todas quantas estão presentes. QUANTO (e variações) será pronome relativo quando estiver

acompanhado de tudo (e variações). g) Essa é a hora quando as garças levantam vôo. Não entendi a maneira como ela se dirigiu a mim. QUANDO e COMO serão pronomes relativos sempre que se referirem a um termo antecedente (“hora” e “maneira”, nessa ordem). O primeiro tem valor semântico de tempo; o segundo, de modo.

18. (FGV/SEFAZ-AP/FISCAL DO ICMS/2010) De acordo com a norma padrão, o pronome relativo está corretamente empregado na seguinte alternativa: (A) Esses são alguns autores sem cujas ideias ele jamais teria escrito o artigo. (B) As características que um povo se identifica devem ser preservadas. (C) Esse é o projeto cuja a meta principal é a reflexão sobre civismo no Brasil. (D) Eis os melhores poemas nacionalistas os quais se tem conhecimento. 38

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 (E) Aqueles são os escritores cujos foram lançados os romances traduzidos. Resposta – A Comentário – Devo chamar a sua atenção o uso de preposição para reger o pronome relativo. Ela será usada de acordo com a regência do verbo (ou nome) que surge após o relativo. Alternativa A: ele jamais teria escrito o artigo sem o quê? Sem as ideias de alguns autores. O pronome relativo “cujas” estabelece a relação de dependência entre “alguns autores” (termo antecedente) e “ideias” (termo conseqüente). Alternativa B: um povo se identifica com o quê? Com as características. Eis, então, a construção correta: As características com que um povo se identifica devem ser preservadas; Alternativa C: o erro aqui não tem a ver com a ausência da preposição, mas sim com o emprego do artigo “a” após o relativo “cuja”. Como já foi explicado, isso é proibido! Alternativa D: quem tem conhecimento tem conhecimento de correção: Eis os algo. Onde foi parar a preposição de exigida pelo nome “conhecimento”? Eis a

:4

melhores

poemas

i

nacionalistas

dos

quais

se

tem

conhecimento. Alternativa E: além da má ordenação dos termos, que prejudica a coerência da frase, o enunciado tem um “o” a mais. Note a diferença: Aqueles são os escritores cujos romances traduzidos foram lançados.

Formas de Tratamento Tratamento Abreviatura Sr., Srª V. Uso tratamento formal tratamento informal

Senhor, Senhora Você

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 Vossa Alteza Vossa Eminência Vossa Excelência Vossa Magnificência Vossa Majestade Vossa Reverendíssima Vossa Santidade Vossa Senhoria V. A. V. Emª V. Exª V. Magª V. M. V. Rev.ma V. S. V. Sª príncipes e duques cardeais altas autoridades e oficiais-generais reitores de universidades reis e imperadores sacerdotes em geral papa tratamento formal para pessoas graduadas.

As formas de tratamento designam indiretamente à 2ª pessoa do discurso (aquela com quem se fala), mas conduzem a concordância nominal e verbal da frase para a terceira pessoa do singular ou do plural, conforme o caso.

• a)

Particularidades

Vossa Excelência fez um belo discurso. (para dirigir-se à pessoa, ainda que por meio de correspondências) Sua Excelência fez um belo discurso. (para falar da pessoa)

b)

Vossa Excelência apresentará seus projetos? (note que o verbo e o pronome possessivo correspondem à terceira pessoa e o adjetivo tende a concordar com o gênero da pessoa referida – concordância ideológica)

c)

Se você chegar cedo, eu vou te ajudar. (errado) Se você chegar cedo, eu vou ajudá-lo (você). (certo) (muito cuidado: mesmo os pronomes de tratamento informal levam os outros pronomes para a terceira pessoa)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 Colocação dos Pronomes Oblíquos Átonos Antes de apresentar os casos de colocação pronominal, cabe lembrar que próclise é a ocorrência do pronome antes do verbo (Fingiu que não o reconheceu.). Quando acontece o inverso, ou seja, o pronome surge após o verbo, temos um caso de ênclise, que na escrita é marcada pela presença do hífen (Dá-me sua ajuda.). A mesóclise, que só ocorre com verbos no futuro do presente e no futuro do pretérito, é o emprego do pronome no “meio” do verbo, entre a forma infinitiva e a desinência modo-temporal (Dar-lhe-ia minha ajuda.). Casos de Próclise a) Palavras negativo b) Advérbios sem pausa c) Conjunções relativos d) Conjunções coordenativas alternativas interrogativos f) Pronomes indefinidos Ora se atribulava, ora se aquietava. Das duas uma: ou as faz ela, ou as faço eu. Por que te afliges tanto? Tudo me foi dado. Alguém te contou a verdade? g) Frases exclamativas e Como te atreves! optativas h) Preposição em verbo no gerúndio Deus o abençoe, meu filho! + Em se tratando desse assunto, nada mudará. de sentido Nada me fará desistir. Ninguém me fará desistir. Aqui se fazem chaves. Talvez se cumprimentassem. Quando lhe dissemos a verdade, chorou muito. subordinativas e pronomes O livro que me deste é muito interessante.

e) Pronomes e advérbios Quem lhe contou a verdade?

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 Casos de Mesóclise a) Verbo no futuro do Amar-te-ei a vida inteira. (Não te amarei a vida Dar-lhe-ia o livro. (Jamais lhe daria o livro.) presente ou do pretérito, inteira.) sem palavra atrativa

Casos de Ênclise a) Antes de tentar decorar Levante-se e lute. qualquer outra da da um regra, é Tratando-se desse assunto, nada mudará. Vendê-lo era o que mais importava. fundamental saber que a tendência o uso língua ênclise. dos casos

portuguesa recai sobre Aqui, fazem-se chaves. Portanto, se não ocorrer qualquer mencionados anteriormente, usaremos a ênclise. Alguns pontos precisam ser ressaltados neste momento: 1 – O particípio não admite ênclise. Dada-me a resposta, calei-me. (errado) Dada a mim a resposta, calei-me. (certo) 2 – O futuro do presente e o futuro do pretérito também não admitem ênclise. Direi-te a verdade. (errado) Dir-te-ei a verdade (certo) 3 – O numeral ambos, quando sujeito, também atrai o pronome oblíquo átono. Ambos se casarão amanhã. www.pontodosconcursos.com.br 42

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 4 – É licita a próclise ou a ênclise quando o infinitivo estiver precedido de preposição ou palavra negativa. Estou aqui para te servir (ou servir-te). Meu desejo era não o incomodar (ou incomodá-lo). 5 – Quando o infinitivo vier precedido pela preposição a, a próclise não será possível se o pronome for o ou a. Estamos a contemplá-la. Se soubesse, não continuaria a lê-lo. Começou a lhe ensinar português (ou ensinar-lhe). Até agora, a posição do pronome oblíquo átono levou em conta a existência de apenas um verbo. Veja a seguir como empregá-los em relação a uma locução verbal (verbo auxiliar + verbo principal). a) Verbo auxiliar + infinitivo Eu devo fazer-lhe um favor. (ênclise do verbo principal) Eu não lhe devo fazer um favor. (próclise do verbo auxiliar; a palavra atrativa impede a ênclise) Eu não devo fazer-lhe um favor. (ênclise do verbo principal; o advérbio “não” é insuficiente para impedi-la) b) Verbo auxiliar + preposição + infinitivo Os jovens deixaram de falar-se. (ênclise do principal) c) Verbo auxiliar + gerúndio Estou obedecendo-lhe. (ênclise do principal)

Ex.: Eu devo-lhe fazer um favor. (ênclise do verbo auxiliar)

Ex.: Os jovens deixaram de se falar. (próclise do principal)

Ex.: Estou-lhe obedecendo. (ênclise do auxiliar)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 Não lhe estou obedecendo. (próclise do auxiliar, em virtude da palavra atrativa, que impede a ênclise) Não estou obedecendo-lhe. (ênclise do principal; distante, o advérbio perde sua força atrativa) d) Verbo auxiliar + particípio do verbo principal por estar ele no particípio) Não me havia levado ao cinema. (próclise do auxiliar, em virtude do advérbio de negação) Devo esclarecer ainda que, na fala brasileira (diferentemente do que ocorre na tradição lusitana), os pronomes oblíquos átonos tendem a ficar “solto” entre o verbo auxiliar e o principal, formando a próclise deste, como atestam os exemplos abaixo, extraídos de excelentes escritores modernos. a) b) c) “Mas agora já sabemos nos defender” (Guimarães Rosa) “Meus olhos iam se enchendo de água.” (Raquel de Queirós) “A conversa na mesa teria lhe dado suficiente prestígio para isso?” (Jorge Amado)

Ex.: Havia-me levado ao cinema. (ênclise do auxiliar; não é possível a ênclise

19. (FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2007) Em “exauri-los” e “poder-seá”, construiu-se corretamente a junção do pronome à forma verbal Assinale a alternativa em que isso não ocorreu. (A) cancelaríamos + as = cancelá-las-íamos (B) permitireis + os = permiti-los-eis (C) fizestes + lhes = fizeste-lhes (D) encontraram + os = encontraram-nos (E) aprenderás + as = aprendê-las-·ás Resposta – C

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 Comentário – Que tal recordar a forma correta de juntar pronomes oblíquos átonos a verbos? – me, te, se, lhe, lhes, o, a, os, as, nos, vos: a) associados a verbos terminados em –r, -s ou –z, e à palavra eis, os pronomes o, a, os, as assumem as antigas formas lo, la, los, las, caindo aquelas consoantes: Mandaram prendê-lo. / Ajudemo-la. / Fê-los entrar. / Ei-lo aqui! b) associados a verbos terminados em ditongo nasal (-am, -em; -ão, -õe), os ditos pronomes tomam as forma no, na, nos, nas: Trazem-no. / Ajudavam-na. / Dão-nos de graça. / Põe-no aqui. c) associados a verbos conjugados no futuro do presente do indicativo ou no futuro do pretérito do indicativo, os pronomes “dividem” o verbo, sendo empregados logo após o infinitivo e antes da desinência, respeitando as regras anteriores: cantar + o + ei = cantá-lo-ei; dar + lhe + ei = dar-lhe-ei. Conclui-se, assim, que a forma correta é fizestes-lhes (sem a necessidade de eliminar o S final do verbo).

20. (FGV/SAD-AP/DELEGADO DE POLÍCIA/2010) A alternativa que contraria a colocação pronominal exigida pelo padrão escrito culto é: (A) os órgãos aos quais se destinam as verbas desenvolvem projetos de segurança pública. (B) dever-se-ia refletir sobre a construção histórica da violência. (C) não põe-se em prática uma adequada política de prevenção ao crime. (D) o jovem prefeito foi-se afirmando no cenário político. (E) o secretário vai enviar-lhe os resultados da pesquisa no início da semana. www.pontodosconcursos.com.br 45

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 Resposta – C Comentário – Alternativa A: correta, pois o pronome relativo “os quais” atrai o pronome oblíquo “se”. É um caso de próclise obrigatória. Alternativa B: correta, pois com verbos no futuro do presente ou futuro do pretérito, o pronome deve figurar no “meio” deles. É um caso de mesóclise. Alternativa C: o advérbio “não” atrai o pronome “se” (próclise obrigatória), que não pode se empregado depois do verbo (ênclise). Alternativa D: no meio de uma locução, o pronome pode surgir depois do auxiliar com ou sem hífen, ou depois do principal com hífen (ênclise). Alternativa E: aqui, preferiu-se a ênclise do verbo principal da locução “vai enviar” e colocou-se o pronome “lhe” depois dele.

Por hoje é só. Se tiver dúvidas, use o fórum. Fique com Deus e até a próxima aula. Professor Albert Iglésia

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 QUESTÕES SEM COMENTÁRIOS

1.

(FGV/SEFAZ-MS/FISCAL

DE

RENDAS/2006)

Mas

ainda

não

um

programa alternativo maduro que se contraponha à euforia do programa conservador, aplicado por gente que foi de esquerda e aplaudido pela direita. Quantos verbos há no trecho acima? (A) seis (B) cinco (C) quatro (D) três (E) dois

2.

(FGV/SEFAZ-MS/FISCAL DO ICMS/2006) O que você quer? Passando-se o período acima para a forma de tratamento vós e para o futuro do pretérito do indicativo, obtém-se:

(A) O que vós quererias? (B) O que vós quiserdes? (C) O que vós queríeis? (D) O que vós quereríeis? (E) O que vós querereis?

3.

(FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2007) Assinale a alternativa em que a alteração da estrutura “de as gerações presentes virem a exauri-los” provocou correta mudança da forma do verbo vir.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 (A) colocando-se a possibilidade de que as gerações presentes venham a exauri-los (B) colocando-se a possibilidade de que as gerações presentes vissem a exauri-los (C) colocando-se a possibilidade de que as gerações presentes vierem a exauri-los (D) colocando-se a possibilidade de que as gerações presentes viriam a exauri-los (E) colocando-se a possibilidade de que as gerações presentes vinham a exauri-los

4.

(FGV/TCM-PA/AUDITOR/2008) “Apesar das injeções maciças de liquidez efetuadas pelos grandes bancos centrais, nunca se vira uma seca tão severa de dinheiro nos mercados.” Assinale a forma verbal que poderia substituir o verbo destacado no trecho acima, sem prejuízo gramatical ou semântico.

(A) tivera visto (B) tinha visto (C) viu (D) via (E) tem visto

5.

(FGV/SENADO FEDERAL/TÉC. LEG.- ADMINISTRAÇÃO/2008) “A política de Estado tem evoluído no sentido de encontrar respostas a tais necessidades.” A respeito do período acima, analise as afirmativas a seguir:

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 I. II. A forma tem evoluído está no pretérito perfeito. No período há somente um verbo em forma nominal. Assinale: (A) se as duas afirmativas estiverem corretas. (B) se nenhuma afirmativa estiver correta. (C) se somente a afirmativa I estiver correta. (D) se a afirmativa II estiver correta.

6.

(FGV/SSP-RJ/PERITO DA POLÍCIA CIVIL-BIOLOGIA/2009) “O público brasileiro tem ouvido, com alguma frequência, notícias a respeito de possível rebelião de países vizinhos contra aquilo que seus governantes chamam de dívidas ilegítimas.” No trecho acima, as formas verbais estão, respectivamente, no:

(A) presente do indicativo e presente do indicativo. (B) presente do indicativo e presente do subjuntivo. (C) presente do subjuntivo e presente do indicativo. (D) pretérito perfeito do indicativo e presente do subjuntivo. (E) pretérito perfeito do indicativo e presente do indicativo.

7.

(FGV/PREF.

DE

CAMPINAS/COORDENADOR

PEDAGÓGICO/2008)

“A

palavra ‘bárbaro’ provém do grego antigo e significa ‘não grego’.” Assinale a alternativa em que não se tenha flexão correta do verbo destacado no trecho acima. (A) provêm (B) proveio (C) provieste

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 (D) provisse (E) provimos

8.

(FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) Na frase a seguir “A liberdade supõe a operação sobre alternativas;”, o verbo irregular foi flexionado corretamente. Assinale a alternativa em que se apresenta flexão incorreta da forma verbal.

(A) Eles impunham condições para que o acordo fosse assinado. (B) O julgador interveio na polêmica sobre os critérios de seleção. (C) Não foi confirmado se a banca quereria dar à redação caráter eliminatório. (D) Se os autores se disporem a ratear o valor, a publicação da revista será certa. (E) É necessário que atentemos para a questão da mudança de paradigma científico.

9.

(FGV/CODESP/AUXILIAR PORTUÁRIO/2010) “Nos Estados Unidos e na Europa existem legislações em trâmite nos parlamentos...” No trecho acima, o verbo destacado pode ser substituído, sem prejuízo de ordem gramatical, por

(A) devem haver (B) deve existir (C) houveram (D) deverão haver (E) poderão existir

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 10. (FGV/SEFAZ-MS/FISCAL DE RENDAS/2006) Passando a fala "Adivinhe" para a forma de tratamento vós, obtém-se: (A) Adivinhais. (B) Adivinhai. (C) Adivinheis. (D) Adivinhei. (E) Adivinde.

11. (FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2009) O que está fora da sociedade seria desumano. O tempo verbal destacado constitui recurso expressivo adequado para indicar: (A) mudança ocorrida no momento em que se fala. (B) ação conduzida no passado não concluído. (C) situação tomada como hipotética. (D) advertência sobre um fato futuro. (E) fato passado de curso prolongado.

12. (FGV/SSP-RJ/PERITO DA POLÍCIA CIVIL-BIOLOGIA/2009) “Atinge toda a região e a si mesmo, pois o Equador é credor no âmbito do CCR, e a efetiva realização da ameaça de não honrar compromisso assumido o impedirá de receber aquilo que lhe é devido.” No trecho acima há: (A) oito pronomes. (B) sete pronomes. (C) seis pronomes.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 (D) cinco pronomes. (E) quatro pronomes.

13. (FGV/BADESC/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2010) Analise o fragmento a seguir. Explica que a atitude causa formalista, admiração respeitadora e espanto e aos zelosa dos

norte-americanos

brasileiros,

acostumados a violar e a ver violadas as próprias instituições. Assinale a alternativa que apresente as propostas de substituição dos trechos sublinhados nas quais se preserva a correção estabelecida pela norma gramatical. (A) Causa-lhe admiração e espanto / a vê-la violadas. (B) Causa-os admiração e espanto / a ver-lhes violadas. (C) Causa-los admiração e espanto / a ver-lhe violadas. (D) Causa-os admiração e espanto / a vê-as violadas. (E) Causa-lhes admiração e espanto / a vê-las violadas.

14. (FGV/POTIGAS/CONTADOR/2006) A diplomacia é exatamente isto: a arte de usar sinais e palavras para manifestar agrados e desagrados, defender interesses e estabelecer limites, construir respeito recíproco e negociar parcerias. O pronome destacado no trecho acima exerce função: (A) anafórica. (B) dêitica. (C) epanafórica. (D) catafórica.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 (E) díctica.

15. (FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2008) No trecho “O avanço deste não acarreta necessariamente impacto positivo daquela”, os pronomes demonstrativos exercem, respectivamente, função: (A) anafórica e catafórica. (B) catafórica e catafórica. (C) anafórica e anafórica. (D) catafórica e anafórica. (E) dêitica e dêitica.

16. (FGV/TJ-MS/JUIZ SUBSTITUTO/2008)

“Mas a co-relação de forças não

lhes permite ir mais longe, e essa paralisia favorece o retorno dos acordos bilaterais ou regionais. Com isso, falta um projeto mundial coerente em que o desenvolvimento do comércio seja articulado ao equilíbrio social e ambiental.” Os pronomes grifados no trecho acima têm, respectivamente, valor: (A) catafórico e catafórico. (B) anafórico e anafórico. (C) dêitico e dêitico. (D) anafórico e catafórico. (E) catafórico e anafórico.

17. (FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) A energia nuclear pode ser empregada para o bem ou para o mal. Na verdade, ela é investigada, apurada e criada para algum resultado, que lhe confere validade. Não vale

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 por si mesma, do ponto de vista ético. Pode valer pela sua eventual utilidade, como meio; mas o uso de energia nuclear, para ser considerado bom ou mau, deve referir-se aos fins humanos a que se destina. Considerando as estratégias de referenciação no trecho acima, assinale a alternativa cujo pronome não se refere à expressão “energia nuclear”: (A) ela. (B) lhe. (C) si. (D) sua. (E) que.

18. (FGV/SEFAZ-AP/FISCAL DO ICMS/2010) De acordo com a norma padrão, o pronome relativo está corretamente empregado na seguinte alternativa: (A) Esses são alguns autores sem cujas ideias ele jamais teria escrito o artigo. (B) As características que um povo se identifica devem ser preservadas. (C) Esse é o projeto cuja a meta principal é a reflexão sobre civismo no Brasil. (D) Eis os melhores poemas nacionalistas os quais se tem conhecimento. (E) Aqueles são os escritores cujos foram lançados os romances traduzidos. 19. (FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2007) Em “exauri-los” e “poder-seá”, construiu-se corretamente a junção do pronome à forma verbal Assinale a alternativa em que isso não ocorreu. (A) cancelaríamos + as = cancelá-las-íamos (B) permitireis + os = permiti-los-eis (C) fizestes + lhes = fizeste-lhes (D) encontraram + os = encontraram-nos (E) aprenderás + as = aprendê-las-·ás

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 20. (FGV/SAD-AP/DELEGADO DE POLÍCIA/2010) A alternativa que contraria a colocação pronominal exigida pelo padrão escrito culto é: (A) os órgãos aos quais se destinam as verbas desenvolvem projetos de segurança pública. (B) dever-se-ia refletir sobre a construção histórica da violência. (C) não põe-se em prática uma adequada política de prevenção ao crime. (D) o jovem prefeito foi-se afirmando no cenário político. (E) o secretário vai enviar-lhe os resultados da pesquisa no início da semana.

GABARITO 1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) 8) 9) B D A B C E D D E 11) C 12) C 13) E 14) D 15) C 16) B 17) E 18) A 19) C 20) C 55

10) B

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 Seja bem-vindo(a) à nossa aula 4! Hoje começamos a tratar da sintaxe da oração e do período. Faremos isso dividindo o conteúdo em duas aulas. Nesta, estudaremos as relações sintáticas entre os termos da oração; na próxima, a sintaxe das orações do período. E por falar em “período” e “oração”, você sabe identificar um(a)? Sabe também diferenciar oração de frase? Veja os exemplos seguintes e responda ao que se pede. a) – Bom dia, senhor Miguel! Tudo bem? b) – Sim, está tudo bem comigo, obrigado. Então, quantas frases, orações e períodos existem no diálogo acima? Se você respondeu: “três frases, uma oração e um período” acertou. Se respondeu algo diferente disso, precisa entender que: frase é todo enunciado que possui sentido completo, capaz de transmitir uma informação satisfatória para a situação em que é utilizado. Assim sendo, na fala do primeiro personagem existem duas frases: a primeira é encerrada pelo ponto de exclamação; a segunda, pelo ponto de interrogação. Na fala do segundo personagem existe apenas um enunciado, isto é, uma frase, que é delimitada pelo ponto. O conceito de frase é, portanto, bastante abrangente, incluindo desde estruturas linguísticas muito simples até estruturas complexas: – Ai! – Durante algum tempo, vivi no Rio de Janeiro. As frases de maior complexidade normalmente se organizam a partir de um ou mais verbos (locuções verbais). À frase que se organiza ao redor de um verbo ou locução verbal damos o nome de oração. Portanto, o primeiro enunciado não caracteriza uma oração, já que nele não há verbo. A segunda fala, observe, se organiza em torno da forma verbal “está” e constitui a única oração do diálogo. www.pontodosconcursos.com.br 1

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 A frase organizada em orações constitui o período, que pode ser simples (formado apenas por uma oração) ou composto (formado por mais de uma oração). Atente para o fato de que o final do período é marcado por ponto, ponto de exclamação, ponto de interrogação, e não por vírgula ou ponto-e-vírgula. Veja os exemplos: Vive-se um momento social delicado. (período simples, uma só oração). Ele estuda, trabalha e pratica esporte. (período composto, três orações). Guarde esses conceitos, principalmente o de período, pois na aula 5, ao estudarmos detalhadamente as orações, estabeleceremos distinção entre período composto por coordenação, por subordinação e período misto. Por enquanto, limitemo-nos aos termos da oração. E só faz sentido falar deles quando estivermos diante de uma oração. O organograma abaixo é uma apresentação sistemática e resumida do que entendemos por termos da oração. TERMOS DA ORAÇÃO Essenciais 1 - Sujeito 2 - Predicado Integrantes 1 – Complemento verbal 2 – Complemento nominal 3 – Agente da passiva Acessórios 1 – Adjunto adverbial 2 – Adjunto adnominal 3 – Aposto

Eis os termos da oração! Sentiu a falta do vocativo? É que ele, na verdade, não faz parte desse grupo, isto é, não faz parte da oração, é um

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2

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 termo independente dela. Não fique espantado. Os livros somente o apresentam na mesma seção em que tratam dos termos da oração por uma questão meramente didática. É isso que também farei aqui, principalmente porque, em prova, é comum as bancas examinadoras induzirem os candidatos a confundir o vocativo com o sujeito da oração. TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO 1. Sujeito é o termo do qual se declara alguma coisa; concorda

em número e pessoa com o verbo da oração (concordância verbal). Frise-se que só faz sentido falar em sujeito quando estamos lidando com orações, ou seja, quando é possível perceber uma relação entre um determinado termo de uma oração e o verbo dessa mesma oração. Nós estudamos muito. José e Maria estudam muito. Sujeito é uma função substantiva da oração, ou seja, são os substantivos e as palavras de valor substantivo que atuam como núcleos dessa função nas orações da Língua Portuguesa. Observe: Os cidadãos Todos Ambos Os covardes Na sequência, temos: substantivo, pronome substantivo, manifestaram sua insatisfação.

numeral substantivo e adjetivo substantivado exercendo a função de núcleo do sujeito. Também é possível que o sujeito seja representado por uma oração inteira. Era forçoso que fosse assim. www.pontodosconcursos.com.br 3

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 • TIPOS DE SUJEITO Simples possui apenas um núcleo.

1.1

Todos aqueles estudantes participaram da manifestação. 1.2 Oculto, elíptico, implícito, desinencial expresso na oração, mas pode é aquele que não está ser identificado pela

materialmente

desinência verbal ou pelo contexto. Ficamos algum tempo sem falar. (o sujeito da oração é “nós”, indicado pela desinência de primeira pessoa do plural “mos”). “Soropita ali viera; na véspera, lá dormira”. (o contexto nos permite afirmar que o sujeito da forma verbal “dormira” tem sua referência em “Soropita”). Hoje estudei muito. (o sujeito agora é representado pelo pronome de primeira pessoa do singular “eu”). “Guilhermina bocejou. Iria adormecer?” (outra vez, o contexto nos auxilia na identificação do sujeito, que tem como referência o termo “Guilhermina”) 1.3 Composto possui mais de um núcleo.

O professor, a diretora e eu saímos cedo. O lazer e o esporte conduzem à saúde mental e física.

1.4

Indeterminado

é aquele que não se pode ou não se quer

determinar, podendo ocorrer de duas maneiras basicamente: a) colocando-se o verbo na terceira pessoa do plural, sem que haja referência a outro termo anteriormente identificado.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 Telefonaram para você. Gritaram muito. b) colocando o pronome oblíquo se (como índice de

indeterminação do sujeito) junto a verbos de ligação, intransitivos, transitivos indiretos ou transitivos diretos cujos objetos diretos estejam preposicionados; os verbos ficam sempre na terceira pessoa do singular: Ficou-se feliz. Vive-se bem. Gosta-se de você. Bebeu-se do vinho. (caso a preposição fosse retirada – bebeu-se o vinho –, teríamos uma voz passiva sintética com sujeito representado pelo termo “o vinho”). 1.5 Inexistente ou oração sem sujeito ocorre quando o fato

expresso na oração não pode ser atribuído a nenhum ser, surgindo um dos chamados verbos impessoais, os quais ficam sempre na terceira pessoa do singular (com raríssimas exceções). Observe os seguintes casos: a) verbos que exprimem fenômenos da natureza: chover, nevar, gear, amanhecer, entardecer etc. Está amanhecendo. Trovejou violentamente. ATENÇÃO! Choveram flores sobre os noivos. o verbo foi empregado com

sentido figurado (conotativo), por isso possui sujeito (simples).

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 b) utilizando-se o verbo haver no sentido de existir,

acontecer, ou indicando tempo decorrido. Aqui há alunos estudiosos. Houve muitas brigas depois do jogo. Há meses não o via. ATENÇÃO! O verbo ter, de acordo com a norma culta, só pode ser empregado na oração quando indicar posse e possuir sujeito. Caso contrário, será substituído pelo verbo haver no sentido de existir. O aluno não teve aula. – correto Não tem aula. – errado / Não há aula. – correto

c) utilizando-se

o

verbo

fazer exprimindo fenômeno da

natureza ou tempo decorrido. Faz muito calor aqui. Faz anos que não o vejo. ATENÇÃO! Fazem dois dias de vida os bebês. nesse exemplo, o fato

expresso na oração foi atribuído ao termo “os bebês”; sendo, pois, sujeito.

d) utilizando-se o verbo ir exprimindo tempo decorrido. Vai para uns quinze anos escrevi uma crônica do Curvelo. e) utilizando-se o verbo ser indicando distância ou tempo decorrido. Da minha casa à tua são dez quilômetros. É uma hora e trinta minutos. // São duas horas. Hoje são oito de maio. // Hoje é dia oito de maio.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 Observe que a verbo SER concorda com a expressão que indica a distância ou o tempo decorrido. 2. Predicado é tudo aquilo que se declara a respeito do sujeito;

em termos práticos, equivale a tudo que é diferente do sujeito e do vocativo, quando este ocorrer. À noite, a temperatura diminuiu.
sujeito predicado

Observação: Em todo predicado necessariamente existe um verbo, que é o que de fato caracteriza uma oração, já que pode haver oração sem sujeito, como você já perceberá.

TIPOS DE PREDICADO Verbal possui como núcleo um verbo nocional (ou uma

2.1

locução verbal), isto é, um verbo que exprime ação, acontecimento, fenômeno natural, desejo, atividade mental (são mais conhecidos como verbos transitivos e verbos intransitivos) Ele está correndo. Eu amo minha esposa. Precisa-se de professores. Dei um presente a ela. 2.2 Nominal possui como núcleo um nome (adjetivo, substantivo

ou outra palavra com valor substantivo), que desempenha a função de predicativo do sujeito (termo que caracteriza o sujeito, tendo como intermediário um verbo); seu verbo é não-nocional (mais conhecido como verbo de ligação).

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 Ele está cansado. Você parece um monstro. A vida é um constante retomar. (note que aqui o verbo “retomar” foi substantivado pela presença do artigo indefinido “um”).

ATENÇÃO! Verbos podem variar de regime de acordo com o sentido que possuem na oração. Esse é o caso, por exemplo, do verbo ESTAR. Em “Ele está correndo”, o verbo “está” é auxiliar e integra uma locução verbal indicativa de um processo, uma ação. Diferente é o seu emprego em “Ele está cansado”, frase em que o mesmo verbo agora é tomado como não nocional, ou de ligação. Na primeira frase, tem-se predicado verbal; na segunda, nominal. Variação semelhante pode ser observada também nos seguintes exemplos: “A correnteza virou a canoa” e “A lagarta virou borboleta”. No primeiro caso, o verbo “virou” indica uma ação; é, pois, nocional e núcleo do predicado verbal. Já no segundo, se valor semântico indica uma mudança de estado; sendo, portanto, não nocional e integrante de predicado nominal cujo núcleo é o termo “lagarta”.

2.3

Verbo-Nominal

apresenta dois núcleos: um verbo (que será

sempre nocional) e um nome (que funcionará como predicativo do sujeito ou do objeto). Os excursionistas voltaram exaustos da caminhada. O ato foi acusado de ilegal. Consideramos inaceitável a proposta apresentada.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 1. (FGV/SSP-RJ/PERITO CRIMINAL – FÍSICA/2008) “Não vale a pena, nessa conjuntura, fragilizar o governo e sua política externa, como se fosse possível tornar esta matéria elemento decisivo para o jogo eleitoral para daqui a dois anos.” A respeito do trecho acima, analise os itens a seguir: I. II. O sujeito do primeiro verbo do trecho é oracional. O termo elemento decisivo tem função de predicativo do objeto.

III. O sujeito do verbo no subjuntivo é oracional. Assinale: (A) se apenas os itens I e II estiverem corretos. (B) se apenas os itens I e III estiverem corretos. (C) se apenas os itens II e III estiverem corretos. (D) se nenhum item estiver correto. (E) se todos os itens estiverem corretos. Gabarito – E Comentário – Item I: para verificar a exatidão do que foi dito, você precisa fazer a pergunta ao verbo: “O que não vale a pena?” Eis a resposta: “fragilizar o governo e sua política externa”. Esse é o termo sobre o qual a declaração foi feita. Note ainda que esse sujeito possui um verbo, que caracteriza uma oração. Item certo. Item II: o termo “elemento decisivo” qualifica o objeto direto do verbo “tornar”: “esta matéria”. Se você quiser tirar a dúvida, substitua o objeto direto por um pronome substantivo: ...torná-la (esta matéria) elemento decisivo... Note que o atributo dele permanece inalterado. Item certo. Item III: o verbo aludido é “fosse” (pretérito imperfeito do subjuntivo). Eu sugiro que você faça novamente à pergunta ao verbo:

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 “Como se fosse possível o quê?” A resposta é o sujeito: “testar a matéria”, que também traz um verbo em sua estrutura. Item certo.

2.

(FGV/SSP-RJ/INSPETOR DE POLÍCIA CIVIL/2008) “...o Estado pode considerar desnecessária a tradução dos documentos...” No trecho acima, o termo destacado exerce função sintática de:

(A) adjunto adnominal. (B) adjunto adverbial. (C) complemento nominal. (D) predicativo do objeto. (E) predicativo do sujeito. Gabarito – D Comentário – O verbo “considerar” é transitivo direto. O termo “a tradução dos documentos” é o seu objeto direto. O adjetivo “desnecessária” é a característica desse objeto; sintaticamente é o predicativo dele. Confirme isso substituindo o objeto direto por um pronome oblíquo átono: ...considerá-la desnecessária...

3.

(FGV/SENADO FEDERAL/CONSULTOR DE ORÇAMENTO/2008) (...) Ora, o simples fato de o país ter percebido, estupefato, que houve 409.000 interceptações telefônicas autorizadas (...) O termo estupefato exerce a função de:

(A) predicativo do sujeito. (B) adjunto adnominal. (C) adjunto adverbial. (D) predicativo do objeto.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 (E) aposto. Gabarito – A Comentário – O adjetivo “estupefato” atribui ao substantivo “país” uma qualidade. Sintaticamente, esse substantivo funciona como sujeito da locução “ter percebido” (infinitivo composto do verbo perceber); o adjetivo funciona como predicativo desse sujeito. Atenção! Quando antecipado ou intercalado, o predicativo do sujeito surge sempre separado pela vírgula: Insatisfeita, a torcida vaiou o time.

TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO 1. Complemento Verbal termo que completa o sentido dos

verbos transitivos. 1.1 Objeto Direto (OD) completa o sentido de um verbo

transitivo direto e, normalmente, aparece sem preposição (a preposição não é obrigatória). Quero glória e fama. Os jornais nada publicaram. Observações: Em alguns casos, o OD vem representado por uma oração (a qual chamamos de oração subordinada substantiva objetiva direta). Não quero que fiques triste. Os pronomes oblíquos também representam complementos verbais, porém os pronomes o, a, os, as só funcionam como OD. Comprei-o hoje. Puseram-na de joelhos. Irei levar-te de carro.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 Às vezes, pode o objeto direto vir regido por preposição (objeto direto preposicionado). São casos especiais de ocorrência. Seja como for, esteja certo de que é a regência do verbo (e não a preposição) que determinará se o complemento é ou não objeto direto. Tome nota dos casos mais frequentes: a) Com verbos que exprimem sentimentos: Amamos a Deus. Não amo a ninguém. b) Para evitar ambiguidade: Ama-se aos pais. Notadamente aos mais desfavorecidos atingem essas medidas. c) Por motivo de ênfase: A médico, confessor e letrado nunca enganes. Cumpri com a minha palavra. d) Diante de pronome oblíquo tônico: “Rubião esqueceu a sala, a mulher e a si”. O novo horário incomoda a mim. Também pode o OD vir representado, repetidamente, por um pronome oblíquo átono ou tônico. É o que chamamos de objeto direto pleonástico (ODP) Árvore, filho e livro, queria-os perfeitos.
OD ODP

Encontrou-nos a nós.
OD ODP

1.2

Objeto Indireto (OI)

completa o sentido de um verbo

transitivo indireto e, normalmente, aparece preposicionado. Preciso de ajuda. www.pontodosconcursos.com.br 12

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 Duvidava da riqueza da terra. Observações: Em alguns casos, o OI vem representado por uma oração (a qual chamamos de oração subordinada substantiva objetiva indireta). Preciso de que me ajude. Já OI: Dei-lhe o livro. As noites não lhes trouxeram repouso. Não me pertencem os seus óculos. vimos que os pronomes oblíquos podem representar

complementos verbais, porém os pronomes lhe e lhes só funcionam como

Semelhantemente ao que acontece com o objeto direto, o objeto indireto pode também ser representado, repetidamente, por um pronome oblíquo átono ou tônico ou por pronome de tratamento (objeto indireto pleonástico): A mim, ensinou-me tudo. Aos meus escritores, não lhes dava importância. Quem lhe disse a você que estavam no palheiro?

4.

(FGV/MINISTÉRIO DA CULTURA/ENGENHEIRO CIVIL/2006) Assinale a alternativa cujo termo sublinhado desempenhe função sintática distinta dos demais.

(A) “...você localiza em Rio Branco, no bairro Chico Mendes, uma rua Gregório Filho, cruzamento...” (B) “...uma casa de encantamentos, tem cerca, canteiros verdes, goiabeiras e cupuaçuzeiro...”

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 (C) “...tem dez novas seringueiras que em 15 anos vão estar chovendo sementes no quintal...” (D) “Na pirâmide de caixotes em que se guardam os livros...” (E) “Foi comovente acompanhar o hasteamento das bandeiras...” Gabarito – D Comentário – Tomemos o segmento “em que se guardam os livros.” Notou o pronome “se” acompanhado do verbo transitivo direto “guardam”? Isso o faz lembrar-se de algo? Sim, da voz passiva sintética, não é mesmo? Ela pode até ser transforma em voz passiva analítica: ...em que os livros são guardados. Creio que agora não resta dúvida de que o termo “os livros” funciona como sujeito (paciente) do verbo “guardam” (observe ainda a concordância de número e pessoa entre eles). Em todas as outras opções temos objetos diretos, que complementam, respectivamente, os sentidos dos verbos “localiza” (letra A), “tem” (letra B), “chovendo” (letra C – cuidado aqui, pois o verbo foi empregado com sentido figurado ou conotativo), “acompanhar” (letra E).

5.

(FGV/SENADO

FEDERAL/ANALISTA

CONTÁBIL/2008)

(...)

Por

isso

mesmo, a Carta Magna, reconhecendo a anterioridade dessa relação ao regime de propriedade, concedeu-lhes o usufruto das terras que ocupam, atribuiu o pertencimento delas à União e conferiu ao Estado o dever de zelar pela sua integridade (...) No fragmento de texto acima, à União exerce a função sintática de: (A) adjunto adverbial. (B) objeto indireto. (C) adjunto adnominal. (D) complemento nominal.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 (E) agente da passiva. Gabarito – B COMENTÁRIO – Observe que o verbo “atribuiu” tem seu sentido complementado por dois termos: (o quê?) “o pertencimento delas” (sem preposição) e (a quem?) “à União” (termo preposicionado). O primeiro complemento é objeto direto; o segundo, objeto indireto.

6.

(FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL

DE

RENDAS/2008)

No

trecho

“não

necessariamente impondo ônus adicionais às gerações futuras” , o termo grifado exerce a função sintática de: (A) adjunto adverbial. (B) adjunto adnominal. (C) complemento nominal. (D) sujeito. (E) objeto indireto. Gabarito – E Comentário – Duas perguntas simples e eficazes ajudam-nos a resolver questões desse tipo: “Impondo o quê?” e “Impondo a quem?”. A primeira resposta (“ônus adicionais”) revela-nos o objeto direto do verbo; a segunda (“às gerações futuras”), o objeto indireto dele.

7.

(FGV/SEFAZ-AP/FISCAL DE RENDAS/2010) De acordo com a norma gramatical, o item em que se substituiu corretamente o complemento verbal sublinhado por um pronome é:

(A) buscar a felicidade individual/ buscar-la. (B) preocupa certos conservadores/ preocupa-lhes.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 (C) localizará as raízes de nosso analfabetismo político/ localizará elas. (D) sabemos que é preciso uma educação politizada/ sabemo-lo. (E) tenhamos visto um momento/ tenhamos-no visto. Gabarito – D Comentário – Preliminarmente, você deve saber que os pronomes oblíquos átonos a(s) e o(s) só podem complementar verbos transitivos diretos, exercendo a função de objeto direto deles. Já o pronome oblíquo lhe(s) complementa verbos transitivos indiretos e funciona como objeto indireto deles. Alternativa A: ao se unir a um pronome oblíquo átono, os verbos terminados em R, S ou Z perdem essas consoantes: buscá-la. Alternativa B: o termo sublinhado é objeto direto, por isso deveria ser substituído por os: preocupa-os. Alternativa C: com verbos no futuro do presente ou do pretérito, o pronome oblíquo que funciona como objeto direto ocupa a posição mesoclítica, com as devidas acomodações: localizá-la-á. Conforme a norma gramatical, os pronomes retos ele(s) e ela(s) não funcionam como complementos verbais. Alternativa D: o termo sublinhado é objeto direto do verbo “sabemos” (o quê?) e pode ser substituído pelo pronome oblíquo o. A união de ambos faz o S final do verbo ser desprezado e transforma o o em lo: “sabemo-lo”. Alternativa E: de acordo com a explicação anterior, a forma correta é tenhamo-lo visto. O pronome oblíquo só recebe a consoante N quando se une a verbos terminados em ditongo nasal: põe-no, cantam-na etc.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 2. Complemento Nominal (CN) termo que integra ou limita o

sentido de um advérbio, adjetivo ou substantivo abstrato; aparece sempre preposicionado e indica o alvo ou o paciente do processo. Agiu favoravelmente a ambos. (o termo em destaque

complementa o sentido do advérbio “favoravelmente”). O fumo é prejudicial à saúde. (o termo em destaque

complementa o significado semântico do adjetivo “prejudicial”). Tenho confiança em ti. (agora, é o substantivo abstrato “confiança” que tem seu valor semântico complementado pelo termo em negrito). A função de CN é representada por um substantivo ou por qualquer palavra substantivada, conforme se depreende dos exemplos anteriores. Isso quer dizer que essa função sintática também pode ser exercida por uma oração (subordinada substantiva completiva nominal): Estou com vontade de suprimir este capítulo. A fim de que você se sinta seguro na hora de identificar o CN e não o confundir com o adjunto adnominal (ADJ. ADN.), eis algumas dicas importantes: I. adjetivo é CN. Ela mora perto do curso. (CN) II. Substantivo concreto não admite CN. Todo termo preposicionado que depende de advérbio ou

Comprei o livro de Machado de Assis. (ADJ. ADN.) III. Todo termo que depende de substantivo abstrato será CN

se a preposição não for de.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 A alegria na paz é infinita. (CN) IV. Caso a preposição seja de, o termo preposicionado será CN

quando sofrer a ação (termo paciente, ou o alvo do processo); e será ADJ. ADN. quando praticar a ação (termo que indica o agente ou a origem do processo). A descoberta da vacina foi benéfica. (CN – note que a expressão “da vacina” indica o que foi descoberto). A descoberta do cientista foi benéfica. (ADJ. ADN. – agora, o termo “do cientista” expressa o agente da ação de descobrir).

TEXTO II

8.

(FGV/SEFAZ-MS/AGENTE

TRIBUTÁRIO

ESTADUAL/2006)

Assinale

a

alternativa que apresente, respectivamente, a correta função sintática de medo e de abrir no texto II. (A) adjunto adverbial – objeto indireto www.pontodosconcursos.com.br 18

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 (B) predicativo do sujeito – complemento nominal (C) predicativo do sujeito – adjunto adnominal (D) objeto direto – adjunto adnominal (E) objeto direto – complemento nominal Gabarito – E Comentário – O substantivo abstrato “medo” complementa o valor semântico do verbo transitivo “tem”, servindo-lhe de objeto direto. Por sua vez, o termo preposicionado “de abrir” complementa o sentido daquele nome, sendo o alvo do “medo”. Logo, as funções sintáticas desempenhadas pelos termos são, respectivamente, objeto direto e complemento nominal.

9.

(FGV/FNDE/TÉCNICO EM FINANCIAMENTO/2007) “É precisamente nesse contexto que surgem o direito à intercomunicação, a inteligência coletiva...” No trecho acima, se grafássemos o segundo A com acento indicativo de crase (à inteligência coletiva), ocorreria uma mudança de função sintática do termo à inteligência coletiva, que deixaria de ser:

(A) sujeito e passaria a ser objeto indireto. (B) objeto direto e passaria a ser objeto indireto. (C) complemento nominal e passaria a ser adjunto adverbial. (D) sujeito e passaria a ser complemento nominal. (E) objeto direto e passaria a ser complemento nominal. Gabarito – D Comentário – A relação original entre os constituintes sintáticos da oração nos permite entender que “o direito à intercomunicação” e “a inteligência coletiva” formam o sujeito composto do verbo “surgem”. Normalmente, quando o sujeito vem depois do verbo, as pessoas tendem a confundi-lo

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 com o objeto, pois a ordem natural dos termo é SVO. Experimente reordenar os termos: É precisamente nesse contexto que o direito à intercomunicação, a inteligência coletiva surgem... Ficou melhor? Caso o acento grave fosse utilizado como o examinador sugeriu, o sujeito “a inteligência coletiva” se tornaria complemento do nome “direito”: ...direito à intercomunicação, à inteligência...

10. (FGV/DOCAS-SP/AUXILIAR

PORTUÁRIO/2010)

Os

mesmos

quatro

setores seriam sensíveis a essas medidas no resto do mundo. O termo sublinhado no trecho acima exerce a função sintática de (A) objeto direto. (B) complemento nominal. (C) adjunto adnominal. (D) adjunto adverbial. (E) predicativo do sujeito. Gabarito – B Comentário – O termo sublinhado complementa o sentido do adjetivo “sensíveis”. Repare que esse termo vem preposicionado (o “a” não recebe acento grave indicativo de crase porque diante de “esse” ele é proibido). Termo preposicionado que completa sentido de adjetivo exerce função de complemento nominal.

3.

Agente da Passiva

termo que, na voz passiva, pratica a

ação expressa pelo verbo, a qual é sofrida pelo sujeito. As ruas foram lavadas pelas chuvas. Mariana era apreciada por todos quantos iam a nossa casa.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 Atenção! Como regra geral, a voz passiva é uma flexão privativa dos verbos TD. Quando você tiver VTD + SE (às vezes, o pronome surge anteposto ao verbo), o pronome será apassivador, e não índice de indeterminação do sujeito. O termo “agente da passiva” vem sempre introduzido por preposição (por, per, de). A voz passiva sempre apresenta sujeito, o qual é o paciente da ação expressa pelo verbo; A voz passiva analítica (ou verbal) pode apresentar agente da passiva, mas a voz passiva sintética (ou pronominal) nunca apresentará agente da passiva. Cabral descobriu o Brasil. (voz ativa com sujeito simples: “Cabral”). O Brasil foi descoberto por Cabral. (voz passiva analítica; o termo destacado é o agente). Vendem flores. (voz ativa com sujeito indeterminado). Flores são vendidas. (voz passiva analítica sem agente da passiva). Vendem-se flores. (voz passiva sintética sem agente da passiva).

11. (FGV/POTIGÁS/ADMINISTRADOR JÚNIOR/2006) Não, a política externa não pode se guiar por convicções e preferências partidárias. O termo grifado acima desempenha função sintática de: (A) complemento nominal. (B) objeto indireto. (C) adjunto adverbial. (D) agente da passiva.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 (E) adjunto adnominal Gabarito – D Comentário – Vamos combinar uma coisa: quando você identificar um pronome SE na frase, imediatamente analise o verbo ao qual ele está atrelado. Se o verbo for TD, muito provavelmente essa construção representa voz passiva sintética. Como toda voz passiva sintética pode ser transformada em voz passiva analítica, faça a devida transformação e comprove: - Não, a política externa não pode se guiar por convicções e preferências partidárias. (voz passiva sintética) - Não, a política externa não pode ser guiada por convicções e preferências partidárias. (voz passiva analítica) Nos dois casos, o sujeito “a política externa” sofre ou recebe a ação indicada pela locução verbal. E o termo em negrito é o desencadeador ou agente desse processo. Este é, pois, agente da passiva.

12. (FGV/BADESC/TÉCNICO DE FOMENTO/2010) Assinale a alternativa em que a classificação da palavra se, no trecho “a falta de caráter é algo intrínseco e altamente difundido na maioria das atividades que se desenvolvem neste país”, esteja correta. (A) Pronome reflexivo. (B) Partícula apassivadora. (C) Índice de indeterminação do sujeito. (D) Conjunção subordinativa condicional. (E) Parte integrante do verbo. Gabarito – B

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 Comentário – Se você seguiu o meu conselho, deve ter verificado que o “se” forma com o verbo “desenvolvem” (= transitivo direto) voz passiva sintética (ou pronominal): - ...na maioria das atividades que se desenvolvem neste país. (voz passiva sintética) - ...na maioria das atividades que são desenvolvidas neste país. (voz passiva analítica) Nos dois casos, o verbo concorda com o termo “na maioria das atividades”, antecedente do pronome relativo “que” (este é o verdadeiro sujeito do verbo – não se preocupe, por enquanto, com esse tipo de concordância, pois será detalhada na aula específica). Repare que o agente da passiva (que não é obrigatório) não está indicado no trecho. Já que a questão nos permite, vamos estender a explicação sobre as funções do SE. • 1. Valores morfológicos: integrante do verbo (acompanha os chamados verbos

Parte

reflexivos essenciais, os seja, expressam uma ação que o sujeito não pode exercer efetivamente sobre outro ser) Ex.: A turma queixou-se da prova. 2. Partícula expletiva ou de realce (usado simplesmente por uma questão de estilo ou ênfase) Ex.: Todos já se foram. Ela riu-se com a pergunta. 3. Substantivo (acompanhado de artigo ou de pronome adjetivo) Ex.: Nenhum “se” deixará de ser estudado. O revisor retirou o se da frase. 4. Conjunção (conecta orações) www.pontodosconcursos.com.br 23

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 Ex.: Não sei se ele virá. (integrante) Se vier, traga uma garrafa de refrigerante. (condicional) Se não me amas, só me resta partir. (causal) 5. Pronome apassivador (ocorre com verbos transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos em estrutura de voz passiva sintética; indica que a ação verbal é sofrida pelo sujeito) Ex.: Vendem-se casas. Doaram-se alguns livros à escola. 6. Índice de indeterminação do sujeito Ex.: Precisa-se de ajudantes. (VTI + SE) Brinca-se muito neste lugar. (VI + SE) É-se feliz aqui. (VL + SE) Ama-se a Deus. (VTD + SE + PREPOSIÇÃO)

Sintaticamente, o SE (= pronome reflexivo) pode desempenhar as seguintes funções, retomando por coesão anafórica o sujeito do verbo, substituindo-o:

1.

Objeto direto (indica que o agente e o paciente da ação verbal são os mesmos) Ex.: A vítima medicou-se.

2.

Objeto indireto Ex.: Ele impôs-se severo regime.

3.

Sujeito (de verbo no infinitivo; faz parte de um período composto) Ex.: Deixou-se ficar na cadeira de balanço. Bem, estamos chegando ao fim desta aula. É compreensível que

você esteja meio cansado(a). Tenho consciência de que é muita informação ao mesmo tempo. Mas, sinceramente, julgo importante este assunto. Se

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 você não conseguir compreender a relação estabelecida entre os termos da oração, terá dificuldades de responder corretamente às questões de prova e de compreender algumas relações sintáticas entre as orações. Logo, avance mais um pouquinho. Vamos lá! TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO 1. Adjunto Adnominal é termo de valor adjetivo que serve

para especificar ou delimitar o significado do substantivo, podendo ser expresso por: a) b) c) d) e) f) adjetivo: Compareceram pessoas interessadas. locução adjetiva: Era um homem de consciência. artigo: O mar era um lago sereno e azul. pronome adjetivo: Minha camisa é igual à sua. numeral adjetivo: Casara-se havia duas semanas. oração adjetiva: Os cabelos, que eram fartos e lisos,

caíram-lhe pelo rosto. Observação: o mesmo substantivo pode vir acompanhado por mais de um adjunto adnominal: As nossas primeiras experiências científicas fracassaram. Cuidado para você não confundir adjunto adnominal com predicativo do objeto, e vice-versa. Abaixo, separei algumas dicas para facilitá-lo a distinguir um e outro. Assim como o complemento nominal, o adjunto adnominal também é parte efetiva do mesmo termo que tem o substantivo como núcleo. Basta substituir esse termo por um pronome substantivo e perceber que o adjunto adnominal também desaparece:

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 O novo método facilitou os alunos despreparados.
AA AA Núc. do Suj. AA Núc. do OD AA

Ele facilitou-os.
Suj. OD

A mesma substituição não pode ser feita para o predicativo do objeto: Sua atitude deixou seus amigos perplexos.
AA Núc. do Suj. AA Núc. do OD POD

Ela deixou-os perplexos.
Suj. OD POD

13. (FGV/PREF. DE ANGRA DOS REIS-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) (...) Já há evidências de que mudanças climáticas introduziram epidemias em regiões anteriormente livres delas.(...) Em relação à estrutura sintática do período acima, analise as

afirmativas a seguir: I. II. Há, em todo o período, dois casos de complemento nominal. Há, em todo o período, dois casos de objeto direto.

III. Há, em todo o período, dois casos de adjunto adnominal. Assinale (A) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. (B) se todas as afirmativas estiverem corretas. (C) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas. (D) se nenhuma afirmativa estiver correta.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 (E) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas. Gabarito – B Comentário – Item I: os dois complementos nominais são “...de que mudanças climáticas...”, que complementa o sentido do substantivo abstrato “evidências”, e “...delas”, que complementa o valor semântico do adjetivo “livres”. Item correto. Item II: os dois objetos diretos são “evidências”, que complementa o significado da forma verbal “há”, e “epidemias”, que encerra a significação do verbo “introduziram”. Item correto. Item III: os dois adjuntos adnominais são representados pelo adjetivo “climáticas”, que qualifica o substantivo “mudanças”, e pelo adjetivo “livres”, que classifica o substantivo “regiões”. Item correto.

2.

Adjunto Adverbial

é termo de valor adverbial que denota as

circunstâncias em que se desenvolve o processo verbal, ou intensifica o sentido deste, de um adjetivo ou de um advérbio, podendo ser expresso por: a) b) c) advérbio: Aqui não fica ninguém reprovado. locução ou expressão adverbial: Lá embaixo, nós

começamos a dançar sob o sol do meio-dia. oração subordinada adverbial: Quando acordou, não havia mais ninguém por perto. Os adjuntos adverbiais recebem diversas classificações, todas de acordo com a circunstância que indicam. A seguir, há apenas uma pequena relação: a) b) causa: Por que lhes daria tanta dor? companhia: Vivia com Daniela.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 c) d) e) f) g) h) i) j) k) l) m) n) o) condição: Sem estudar, não passará. concessão: Apesar de tudo, estudamos muito. dúvida: Acaso fizeste mesmo isso? fim: Há homens para tudo. instrumento: Bati-lhe com o chicote. intensidade: Gosto muito de ti. lugar: Veja aonde vai. matéria: Esta é feita de barro. meio: Voltamos de bote. modo: Vagarosamente ela recolheu o fio. negação: Não desanimem. preço: O curso custa cem reais. tempo: Estudaremos até as duas horas.

Observação: Às vezes não é possível precisar a circunstância expressa pelo adjunto adverbial. Neste exemplo, é difícil distinguir se o adjunto adverbial é de modo ou de intensidade: Entreguei-me calorosamente àquela causa.

14. (FGV/CODESP/ADMINISTRADOR/2010)

O

ensino

técnico

profissionalizante de fato precisa hoje correr contra o relógio, pois, se persistir a falta de pessoal qualificado, as oportunidades acabam definitivamente perdidas pela desistência dos potenciais empregadores. O termo sublinhado no período acima exerce a função sintática de (A) adjunto adverbial. (B) agente da passiva. (C) complemento nominal. (D) adjunto adnominal.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 (E) objeto indireto. Gabarito – A Comentário – O termo sublinhado tem valor semântico de causa da perda definitiva das oportunidades; sintaticamente, funciona como adjunto adverbial.

3.

Aposto ou a

é termo de caráter nominal que se junta a um qualquer palavra substantivada, para explicá-lo,

substantivo,

especificá-lo, esclarecê-lo, desenvolvê-lo ou resumi-lo, classificando-se em: a) b) c) d) alegres. e) era paixão. O aposto também pode vir representado por uma oração (oração subordinada substantiva apositiva). Só quero uma coisa: que vocês estudem. Sintaticamente, o aposto equivale ao termo a que se refere (sujeito, predicativo, complemento verbal, complemento nominal, agente da passiva, etc.). resumitivo ou recapitulativo: Amor, alegria, saudade, tudo explicativo: O professor, um homem muito estudioso, especificativo: A cidade de Paracambi é linda. enumerativo: Ele reivindicava várias coisas: melhor

escreveu vários livros.

salário, assistência médica e redução da carga horária. distributivo: Havia várias pessoas: umas tristes, outras

Ela, Dora, foi muitíssimo discreta.
Suj

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4

As escrituras eram duas: a da hipoteca e a da venda das propriedades.
Pred. do Suj.

O aposto especificativo não vem marcado por sinais de pontuação (dois-pontos, vírgulas, travessão). Esse tipo de aposto é, normalmente, um substantivo próprio que individualiza um substantivo comum, prendendo-se a ele diretamente ou por meio de preposição. A cidade de Lisboa é linda. O cantor Caetano Veloso foi premiado novamente. O mês de maio é o mês das noivas.

15. (FGV/MINISTÉRIO DA CULTURA/ENGENHEIRO CIVIL/2006) Assinale a alternativa que apresente caso de aposto. (A) “...você localiza em Rio Branco, no bairro Chico Mendes, uma rua Gregório Filho...” (B) “...uma casa de encantamentos, tem cerca, canteiros verdes, goiabeiras e cupuaçuzeiro...” (C) “...Uma varanda aberta, acolhedora, envolve a casinha de madeira reformada...” (D) “...ao alcance das mãos e olhos ávidos, curiosos, remexendo o acervo dos livros...” (E) “...troncos naturais polidos e cortados sustentam outras coleções como mesas de apoio, enquanto os muito pequenos, sentados lado a lado em esteiras de palha de bananeira, rolam as páginas coloridas...” Gabarito – A Comentário – O termo “Chico Mendes” (substantivo próprio) especifica o “bairro” (substantivo comum) e funciona como aposto. www.pontodosconcursos.com.br 30

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 Alternativa B: a expressão “canteiros verdes”, juntamente com “cerca”, “goiabeiras” e “cupuaçuzeiro”, constitui o complemento direto do verbo “tem”. Alternativa C: o adjetivo “acolhedora” qualifica o substantivo “varanda” (note a concordância de gênero e número entre ambos), funcionando como adjunto adnominal dele. Alternativa D: semelhantemente, o adjetivo “curiosos” caracteriza os substantivos “mãos” e “olhos”, exercendo função típica adjunto adnominal. A concordância com o masculino se dá por causa da prevalência dele numa situação de concorrência com o gênero feminino (isso será retomado na aula sobre regras de concordância). Alternativa E: toda a expressão sublinhada é outro adjunto adnominal dos “troncos”, termo subentendido na expressão “os (troncos) muito pequenos”.

16. (FGV/CAERN/AGENTE

ADMINISTRATIVO/2010)

“O

desenvolvimento

sustentável é política de governo em algumas cidades, e não apenas um conjunto de medidas dirigidas a questões pontuais”, diz Laura Valente de Macedo, diretora regional para América Latina e Caribe do ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade. No trecho acima, há quantas ocorrências de aposto? (A) Uma. (B) Nenhuma. (C) Três. (D) Quatro. (E) Duas. Gabarito – E

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 Comentário – Há apenas duas ocorrências de aposto: - “diretora regional para América Latina e Caribe do ICLEI”, que explica/esclarece quem de fato é “Laura Valente de Macedo”; e “Governos Locais pela Sustentabilidade”, que explica/esclarece o significado de “ICLEI”.

17. (FGV/SSP-AP/DELEGADO DE POLÍCIA/2010) A alternativa que analisa corretamente a função sintática do fragmento sublinhado é: (A) “Portanto, a sociedade brasileira tradicional, a partir de um complexo equilíbrio de hierarquia e individualismos...”– aposto. (B) “A sociedade civil, por si só, é insuficientemente organizada para enfrentar esses desafios e criar alternativas...” – objeto direto. (C) “Na sociedade tradicional, com sua violência constitutiva, existiam mecanismos de controle social que marcaram uma moralidade básica compartilhada.” – sujeito. (D) “Hoje um projeto capaz de mobilizar a nação passa, inevitavelmente, pelo estabelecimento de uma política...” – adjunto adnominal. (E) “A perda de credibilidade...” – objeto indireto. Gabarito – C Comentário – Alternativa A: compare o que afirmou o examinador com o que eu expliquei sobre as características de um aposto. Não há no segmento errado. Alternativa B: objeto direto é termo que complementa sentido de verbo transitivo direto. O particípio “organizada” é o próprio nenhum termo que seja explicado, especificado, esclarecido, desenvolvido ou resumido pelo termo sublinhado. Item

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 verbo, que com o auxílio do verbo “é” forma a voz passiva analítica. Item errado. Alternativa C: aqui, o cuidado que você deve tomar é não confundir sujeito com objeto direto. O mais comum é realmente o sujeito surgir anteposto ao verbo e o objeto, posposto a ele. Mais essa regra geral às vezes não é seguida. Em “existiam mecanismos de controle social”, o termo sublinhado é o sujeito da forma verbal (O que existia? Mecanismos de controle social existiam.). Item certo. Alternativa D: “inevitavelmente” é termo de valor adverbial que denota a circunstância em que se desenvolve o processo verbal. Funciona, portanto, como adjunto adverbial. É comum o sufixo –mente unir-se a adjetivos para formar advérbios (infeliz + mente = infelizmente, legal + mente = legalmente). Item errado. Alternativa E: para ser objeto indireto, um termo tem que complementar o sentido de um verbo. O vocábulo “perda” é substantivo abstrato; seu significado é complementado pelo termo “de credibilidade”. Faça o teste: a credibilidade perde ou é perdida? Ela é perdida, percebe? Então, se é paciente, sua função sintática é complemento nominal. Item errado.

Por fim, quero apresentar-lhe o vocativo. Ele é um termo isolado, não faz parte dos termos essenciais, dos termos integrantes nem dos termos acessórios. A função do vocativo é chamar ou interpelar a pessoa a quem nos dirigimos. Vem sempre marcado por pontuação, admite a anteposição de interjeição e não deve ser confundido com o sujeito da oração. Meu amigo, que horas são? (sujeito inexistente)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 A ordem, meus amigos, é a base do governo. (sujeito: “A ordem”) Ó minha amada, que olhos os teus! (frase nominal). Por enquanto é só. Abaixo estão as questões sem os respectivos comentários, para que você possa se exercitar durante a semana. Adiante está o gabarito. Fique com Deus e até a próxima aula. Prof. Albert Iglésia

QUESTÕES SEM COMENTÁRIOS

1.

(FGV/SSP-RJ/PERITO CRIMINAL – FÍSICA/2008) “Não vale a pena, nessa conjuntura, fragilizar o governo e sua política externa, como se fosse possível tornar esta matéria elemento decisivo para o jogo eleitoral para daqui a dois anos.” A respeito do trecho acima, analise os itens a seguir:

I. II.

O sujeito do primeiro verbo do trecho é oracional. O termo elemento decisivo tem função de predicativo do objeto.

III. O sujeito do verbo no subjuntivo é oracional. Assinale: (A) se apenas os itens I e II estiverem corretos. (B) se apenas os itens I e III estiverem corretos. (C) se apenas os itens II e III estiverem corretos. (D) se nenhum item estiver correto. (E) se todos os itens estiverem corretos.

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2.

(FGV/SSP-RJ/INSPETOR DE POLÍCIA CIVIL/2008) “...o Estado pode considerar desnecessária a tradução dos documentos...” No trecho acima, o termo destacado exerce função sintática de:

(A) adjunto adnominal. (B) adjunto adverbial. (C) complemento nominal. (D) predicativo do objeto. (E) predicativo do sujeito.

3.

(FGV/SENADO FEDERAL/CONSULTOR DE ORÇAMENTO/2008) (...) Ora, o simples fato de o país ter percebido, estupefato, que houve 409.000 interceptações telefônicas autorizadas (...) O termo estupefato exerce a função de:

(A) predicativo do sujeito. (B) adjunto adnominal. (C) adjunto adverbial. (D) predicativo do objeto. (F) aposto.

4.

(FGV/MINISTÉRIO DA CULTURA/ENGENHEIRO CIVIL/2006) Assinale a alternativa cujo termo sublinhado desempenhe função sintática distinta dos demais.

(A) “...você localiza em Rio Branco, no bairro Chico Mendes, uma rua Gregório Filho, cruzamento...”

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 (B) “...uma casa de encantamentos, tem cerca, canteiros verdes, goiabeiras e cupuaçuzeiro...” (C) “...tem dez novas seringueiras que em 15 anos vão estar chovendo sementes no quintal...” (D) “Na pirâmide de caixotes em que se guardam os livros...” (E) “Foi comovente acompanhar o hasteamento das bandeiras...”

5.

(FGV/SENADO

FEDERAL/ANALISTA

CONTÁBIL/2008)

(...)

Por

isso

mesmo, a Carta Magna, reconhecendo a anterioridade dessa relação ao regime de propriedade, concedeu-lhes o usufruto das terras que ocupam, atribuiu o pertencimento delas à União e conferiu ao Estado o dever de zelar pela sua integridade (...) No fragmento de texto acima, à União exerce a função sintática de: (A) adjunto adverbial. (B) objeto indireto. (C) adjunto adnominal. (D) complemento nominal. (E) agente da passiva.

6.

(FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL

DE

RENDAS/2008)

No

trecho

“não

necessariamente impondo ônus adicionais às gerações futuras” , o termo grifado exerce a função sintática de: (A) adjunto adverbial. (B) adjunto adnominal. (C) complemento nominal. (D) sujeito. (E) objeto indireto. www.pontodosconcursos.com.br 36

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7.

(FGV/SEFAZ-AP/FISCAL DE RENDAS/2010) De acordo com a norma gramatical, o item em que se substituiu corretamente o complemento verbal sublinhado por um pronome é:

(A) buscar a felicidade individual/ buscar-la. (B) preocupa certos conservadores/ preocupa-lhes. (C) localizará as raízes de nosso analfabetismo político/ localizará elas. (D) sabemos que é preciso uma educação politizada/ sabemo-lo. (E) tenhamos visto um momento/ tenhamos-no visto.

TEXTO II

8.

(FGV/SEFAZ-MS/AGENTE

TRIBUTÁRIO

ESTADUAL/2006)

Assinale

a

alternativa que apresente, respectivamente, a correta função sintática de medo e de abrir no texto II. (A) adjunto adverbial – objeto indireto www.pontodosconcursos.com.br 37

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 (B) predicativo do sujeito – complemento nominal (C) predicativo do sujeito – adjunto adnominal (D) objeto direto – adjunto adnominal (E) objeto direto – complemento nominal

9.

(FGV/FNDE/TÉCNICO EM FINANCIAMENTO/2007) “É precisamente nesse contexto que surgem o direito à intercomunicação, a inteligência coletiva...” No trecho acima, se grafássemos o segundo A com acento indicativo de crase (à inteligência coletiva), ocorreria uma mudança de função sintática do termo à inteligência coletiva, que deixaria de ser:

(A) sujeito e passaria a ser objeto indireto. (B) objeto direto e passaria a ser objeto indireto. (C) complemento nominal e passaria a ser adjunto adverbial. (D) sujeito e passaria a ser complemento nominal. (E) objeto direto e passaria a ser complemento nominal.

10. (FGV/DOCAS-SP/AUXILIAR

PORTUÁRIO/2010)

Os

mesmos

quatro

setores seriam sensíveis a essas medidas no resto do mundo. O termo sublinhado no trecho acima exerce a função sintática de (A) objeto direto. (B) complemento nominal. (C) adjunto adnominal. (D) adjunto adverbial. (E) predicativo do sujeito.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 11. (FGV/POTIGÁS/ADMINISTRADOR JÚNIOR/2006) Não, a política externa não pode se guiar por convicções e preferências partidárias. O termo grifado acima desempenha função sintática de: (A) complemento nominal. (B) objeto indireto. (C) adjunto adverbial. (D) agente da passiva. (E) adjunto adnominal

12. (FGV/BADESC/TÉCNICO DE FOMENTO/2010) Assinale a alternativa em que a classificação da palavra se, no trecho “a falta de caráter é algo intrínseco e altamente difundido na maioria das atividades que se desenvolvem neste país”, esteja correta. (A) Pronome reflexivo. (B) Partícula apassivadora. (C) Índice de indeterminação do sujeito. (D) Conjunção subordinativa condicional. (E) Parte integrante do verbo.

13. (FGV/PREF. DE ANGRA DOS REIS-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) (...) Já há evidências de que mudanças climáticas introduziram epidemias em regiões anteriormente livres delas.(...) Em relação à estrutura sintática do período acima, analise as

afirmativas a seguir: I. II. Há, em todo o período, dois casos de complemento nominal. Há, em todo o período, dois casos de objeto direto.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 III. Há, em todo o período, dois casos de adjunto adnominal. Assinale (A) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. (B) se todas as afirmativas estiverem corretas. (C) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas. (D) se nenhuma afirmativa estiver correta. (E) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.

14. (FGV/CODESP/ADMINISTRADOR/2010)

O

ensino

técnico

profissionalizante de fato precisa hoje correr contra o relógio, pois, se persistir a falta de pessoal qualificado, as oportunidades acabam definitivamente perdidas pela desistência dos potenciais empregadores. O termo sublinhado no período acima exerce a função sintática de (A) adjunto adverbial. (B) agente da passiva. (C) complemento nominal. (D) adjunto adnominal. (E) objeto indireto.

15. (FGV/MINISTÉRIO DA CULTURA/ENGENHEIRO CIVIL/2006) Assinale a alternativa que apresente caso de aposto. (A) “...você localiza em Rio Branco, no bairro Chico Mendes, uma rua Gregório Filho...” (B) “...uma casa de encantamentos, tem cerca, canteiros verdes, goiabeiras e cupuaçuzeiro...”

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 (C) “...Uma varanda aberta, acolhedora, envolve a casinha de madeira reformada...” (D) “...ao alcance das mãos e olhos ávidos, curiosos, remexendo o acervo dos livros...” (E) “...troncos naturais polidos e cortados sustentam outras coleções como mesas de apoio, enquanto os muito pequenos, sentados lado a lado em esteiras de palha de bananeira, rolam as páginas coloridas...”

16. (FGV/CAERN/AGENTE

ADMINISTRATIVO/2010)

“O

desenvolvimento

sustentável é política de governo em algumas cidades, e não apenas um conjunto de medidas dirigidas a questões pontuais”, diz Laura Valente de Macedo, diretora regional para América Latina e Caribe do ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade. No trecho acima, há quantas ocorrências de aposto? (A) Uma. (B) Nenhuma. (C) Três. (D) Quatro. (E) Duas.

17. (FGV/SSP-AP/DELEGADO DE POLÍCIA/2010) A alternativa que analisa corretamente a função sintática do fragmento sublinhado é: (A) “Portanto, a sociedade brasileira tradicional, a partir de um complexo equilíbrio de hierarquia e individualismos...”– aposto. (B) “A sociedade civil, por si só, é insuficientemente organizada para enfrentar esses desafios e criar alternativas...” – objeto direto.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 4 (C) “Na sociedade tradicional, com sua violência constitutiva, existiam mecanismos de controle social que marcaram uma moralidade básica compartilhada.” – sujeito. (D) “Hoje um projeto capaz de mobilizar a nação passa, inevitavelmente, pelo estabelecimento de uma política...” – adjunto adnominal. (E) “A perda de credibilidade...” – objeto indireto.

GABARITO 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. E D A D B E D E D

10. B 11. D 12. B 13. B 14. A 15. A 16. E 17. C

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 Na aula de hoje, darei continuidade ao estudo sobre a sintaxe da oração e do período, agora com o foco voltado para a relação existente entre as orações. Será preciso lançar mão de conceitos sobre o que é uma oração e o que é um período. Lembra-se de que na aula anterior iniciei minhas explicações esclarecendo o que é uma oração e o que é um período? Se você ainda tem dúvidas de reconhecê-los, deve reler a aula 4. Se precisar, utilize também outros recursos didáticos (livros, apostilas, resumos etc.). Tenho notado que muitos alunos sentem dificuldades de responder às questões de provas sobre orações porque não compreendem seus valores semânticos, muita vezes explicitados logo pela conjunção introdutória, e suas corretas nomenclaturas. Mas devo dizer que sou contra aquele tipo de “decoreba” a que normalmente nos sujeitamos durante os tempos escolares. É possível, por exemplo, que uma conjunção tipicamente adversativa introduza uma oração de valor semântico aditivo, e vice-versa – o que mudará, obviamente, a classificação da conjunção e, por consequência, da própria oração. Admito, porém, que há significativa importância nos estudos “cartezianos” das orações. Alguns professores tornam esse assunto mais difícil de ser compreendido porque partem do princípio de que seus alunos já vão para a sala de aula sabendo classificar cada oração, reconhecendo suas características e valores semânticos. Não pretendo incorrer em equívoco semelhante, por isso iniciarei explicando cada uma delas separada e detalhadamente. De início, você deve observar que as orações surgem organizadas em períodos. Um período pode ser classificado em simples ou composto. Será simples quando contiver apenas uma oração (um verbo ou uma locução verbal), caso em que a oração será dita oração absoluta.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 Vive-se um momento social delicado. Os alunos continuam estudando. Será composto quando nele houver mais de uma oração, caso em que as orações estarão articuladas em uma relação de igualdade (coordenação) ou dependência (subordinação) sintáticas. Eu vou à escola; você, à praia. A primeira observação a ser feita sobre o exemplo acima é que o verbo da segunda oração – “você, à praia” – foi substituído pela vírgula, já que esta é uma das funções desse sinal de pontuação. A segunda, perceba, é que as orações se equivalem sintaticamente, o que caracteriza a coordenação entre elas. Note que na palavra “coordenação” existe o elemento “co-”, que traduz a ideia de igualdade, nivelamento. Em outras palavras, não há o exercício de uma função sintática (sujeito, objeto, adjunto adnominal, adjunto adverbial etc.) por qualquer das orações do período. É necessário que vocês estudem. A respeito da frase anterior, podemos dividi-la em duas orações: “É necessário” e “que vocês estudem”. Você já deve ter percebido que a primeira oração é constituída por um verbo de ligação (“é”) e por um termo (“necessário”) que confere um atributo ao sujeito desse verbo. Mas onde está o sujeito dele? Se você percebeu que o sujeito é a segunda oração (“que vocês estudem”) está de parabéns! Caso contrário, sugiro que coloque a frase na ordem direta:

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 Que vocês estudem é necessário. Ficou melhor? Não?! Tente usar um velho e bom artifício: substitua a oração “Que vocês estudem” pelo pronome ISSO, assim: Isso é necessário. Notou agora a função sintática de sujeito sendo exercida pela oração “Que vocês estudem”? Pois é, quando uma oração desempenha alguma função sintática na outra, dizemos que a relação entre elas é de subordinação. Note que no vocábulo “subordinação” existe o prefixo “sub-”, tradutor da noção de posição abaixo, dependência. Às vezes, em um mesmo período, as orações que o compõem articulam-se de forma coordenada e, também, subordinada. Eu disse que trabalho e estudo. As duas últimas orações (“que trabalho e estudo”)

subordinam-se sintaticamente à primeira (“Eu disse”), complementando o significado do verbo “disse” (o que?), exercendo a função sintática de objeto direto (isso). Não obstante, entre si mesmas, as duas últimas orações estabelecem uma relação sintática coordenada. A terceira oração soma-se à segunda para, juntas, indicarem o que foi dito. Logo, o período é misto, ou seja, composto por subordinação e coordenação ao mesmo tempo.

1.

(FGV/CODESP/ADMINISTRADOR/2010) (...) São numerosas oportunidades perdidas que se multiplicarão, se a economia brasileira continuar com seu impulso de crescimento – e a qualidade da educação continuar baixa.(...)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 A respeito da composição do período acima, analise as afirmativas a seguir: I. II. Há uma oração principal. Há duas orações subordinadas adverbiais.

III. O período é composto por coordenação e subordinação. Assinale: (A) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas (B) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas (C) se todas as afirmativas estiverem corretas (D) se nenhuma alternativa estiver correta (E) Se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas Gabarito – E Comentário – Sugiro que você sublinhe ou circule os verbos, pois eles representam a quantidade de orações: “São”, “multiplicarão”, “continuar” e “continuar” (ele se repete mesmo). Temos, portanto, quatro orações, assim constituídas: 1 – “São numerosas oportunidades perdidas” 2 – “que se multiplicarão” 3 – “se a economia brasileira continuar com seu impulso de crescimento” 4 – “e a qualidade da educação continuar baixa.” Agora temos que analisar a relação existente entre elas. A primeira oração é principal em relação à segunda. Esta é subordinada (adjetiva) à primeria porque funciona como adjunto adnominal restritivo (o “que” é pronome relativo e substitui a expressão “numerosas oportunidades perdidas”). Mas a segunda oração é tamém princiapal em relação à terceira e à quarta. Repare que estas exprimem as condições para que as numerosas oportunidades perdidas se multipliquem. Sendo assim, a terceira e a quarta www.pontodosconcursos.com.br 4

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 oração equivalem-se a adjuntos adverbiais condicionais e são verdadeiras orações subordinadas adverbiais. Finalmente, a relação entre as duas últimas orações é de coordenação; ambas são independentes sintaticamente falando. Note que as ideias expressas por elas se somam e não dependem uma da outra (a conjunção coordenativa “e” ajuda a evidenciar essa relação). Conclui-se, então, que existem duas orações principais, duas orações subordinadas adverbiais e que o período é composto por subordinaçaõ e coordenação (período misto).

2.

(FGV/PREFEITURA DE ANGRA DOS REIS-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) (...) Da mesma forma, diarreias epidêmicas, parasitoses intestinais e outras enfermidades transmissíveis por meio da água contaminada têm sua incidência aumentada, tanto por causa das dificuldades de saneamento nas secas, quanto por contaminação com esgotos, lixo e dejetos de animais durante as enchentes.(...) O período acima

(A) é composto por coordenação. (B) é composto por subordinação. (C) é composto por coordenação e subordinação. (D) é simples. (E) apresenta orações reduzidas. Gabarito – D Comentário – Esta questão é bem mais simples, não é mesmo? Porém é possível que alguém se impressione por causa do tamanho do enunciado. Saiba que tamanho não é documento! Conte quantos verbos ou locuções verbais aparecem no período. E aí? Só um: “têm”, conjugado na terceira

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 pessoa do plural do presente do indicativo! Então só existe uma oração, que é chamada de absoluta, e o período é simples.

Bem, já que falamos na relação coordenada entre orações, precisamos agora estudar as classificações e os valores semânticos de cada uma delas. Além disso, devemos notar se essa articulação coordenada se dá por meio de um conectivo ou não. Sendo a resposta afirmativa, teremos uma coordenação sindética (o vocábulo síndeto significa conjunção) entre orações. Caso a resposta seja negativa, estaremos de uma coordenação assindética (sem conjunção). Averiguemos! ORAÇÕES COORDENADAS ASSINDÉTICAS E SINDÉTICAS As orações coordenadas que se ligam uma às outras sem conjunção são chamadas assindéticas. Diferentemente, as orações coordenadas sindéticas são conectadas por uma conjunção que recebe nome semelhante ao da oração. Lá estava, lá fiquei. (coordenada assindética, sem conjunção) Sentou e olhou ao redor. (coordenada sindética, com conjunção) Estudou, conjunção) mas não passou. (coordenada sindética, com

ATENÇÃO! 1 – Costuma-se chamar coordenada inicial a primeira oração de um período composto por coordenação. 2 – O mesmo período pode ser composto por orações coordenadas assindéticas e sindéticas. “Vi, vim e venci.” (a segunda oração – “vim” – coordena-se à primeira sem conjunção; a terceira – “e venci” – articula-se por meio da conjunção “e”). www.pontodosconcursos.com.br 6

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 • CLASSIFICAÇÃO DAS ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS a) Aditivas – indicam fatos sequenciais, dando a ideia de soma, de acrescentamento ao que já foi dito. Ela falava, e eu ouvia. Nossas crianças não fumam nem bebem. Ele não só passou no concurso, mas também tirou o primeiro lugar. (esta é uma estrutura aditiva enfática) b) Adversativas – exprimem fatos com valores semânticos de oposição, ressalva, adversidade em relação ao que se declarou antes; a ideia é de contraste. Apressou-se, contudo não chegou a tempo.

Principais conjunções e locuções: mas, porém, todavia, entretanto, no entanto, não obstante, contudo.

3.

(FGV/SSP-RJ/OFICIAL DE CARTÓRIO/2008) (...) No entanto, o tema central do encontro - o desmatamento de uma região que perde um Rio de Janeiro por mês de floresta – foi o que menos parece ter mobilizado os participantes (...). O conectivo “no entanto” pode ser substituído, mantendo-se o sentido original, por:

(A) ainda que. (B) entretanto.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 (C) portanto. (D) visto que. (E) pois. Gabarito – B Comentário – A utilização do conectivo no entanto evidencia o valor adversativo do segmento textual. Esse mesmo valor pode ser preservado por meio da conjunção entretanto. As outras conjunções traduzem sentidos diferentes. Veja: – ainda que: concessivo; – portanto: conclusivo; – visto que: causal; – pois: explicação, conclusão e causa

4.

(FGV/SEFAZ-AP/FISCAL DE RENDAS/2010) (...) Em qualquer lugar (mesmo que seja um ônibus, por exemplo), sempre há alguém falando sobre a crise na saúde, a crise na educação e, inclusive, a crise ética na política brasileira. Contudo, é preciso notar também que, muitas vezes, enquanto cidadãos, nós mesmos raramente decidimos fazer alguma coisa pela transformação da realidade (...) A conjunção Contudo conecta:

(A) a oração subordinada aditiva à oração principal: sempre há alguém falando. (B) os parágrafos um e dois, introduzindo valor de consequência entre os fatos. (C) os parágrafos um e dois, apresentando uma conclusão acerca do que se disse.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 (D) a oração subordinada subjetiva à principal: é preciso notar. (E) os parágrafos um e dois, informando contraste entre as ideias expostas. Gabarito – E Comentário – O exercício comprava a minha explicação. Quando era de se esperar um engajamento dos cidadãos para mudar a realidade, veio a constatação de que isso raramente acontece. Portanto a ideia introduzida pelo conectivo “Contudo” contraria a anterior. Algumas observações são importantes: – não existe oração subordinada aditiva (letra A); – a conjunção contudo jamais introduz uma consequência (letra B) ou uma conclusão (letra C); – essa conjunção integra o rol das conjunções coordenativas, por isso não pode introduzir oração subordinada (letra D).

5.

(FGV/BADESC/ANALISTA DE RISCO DE CRÉDITO/2010) A natureza do Estado é naturalmente coercitiva; porém, no caso brasileiro, é inadequada à realidade individual. A respeito do uso do vocábulo porém no fragmento acima, é correto afirmar que se trata de uma conjunção:

(A) subordinativa que estabelece conexão entre a oração principal e a adverbial concessiva. (B) integrante que estabelece conexão entre períodos coordenados com valor de consequência. (C) coordenativa que estabelece conexão entre as orações introduzindo oração de valor adversativo. (D) integrante que estabelece conexão entre a oração principal e a oração objetiva direta.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 (E) coordenativa que estabelece conexão entre as orações introduzindo oração com valor explicativo. Gabarito – C Comentário – Esta questão é parecida com a anterior. A conjunção “porém” articula orações coordenadas; o sentido da segunda se opõe ao da primeira.

c)

Alternativas – exprimem fatos que se alternam ou se excluem mutuamente. Ora respondia, ora ficava mudo. Estarei lá, quer você permita, quer você não permita.

ATENÇÃO! Embora a conjunção apareça na oração coordenada inicial, ela não é classificada como sindética alternativa. Principais conjunções: ou... ou...; ora... ora...; já... já...; quer... quer...; seja... seja...

d)

Conclusivas – expressam uma conclusão lógica que é obtida a partir dos fatos expressos na oração anterior. Ele estuda; passará, pois.

ATENÇÃO! A conjunção pois tem valor semântico conclusivo quando aparece após o verbo da oração em que surge. Antes dele, porém, ela integra oração de cunho explicativo. Principais conjunções e locuções: logo, pois, portanto, por conseguinte, por isso, de modo que, em vista disso.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 e) Explicativa – expressam a justificativa de uma ordem,

suposição, sugestão etc. Fique calmo, pois ele já vem. Choveu durante a noite, porque as ruas estão molhadas.

ATENÇÃO! Não devemos confundir explicação com causa, isto é, orações coordenadas sindéticas explicativas com orações subordinadas adverbiais causais. Uma explicação é sempre posterior ao fato que a gerou; uma causa é sempre anterior à consequência gerada. Além disso, as orações explicativas normalmente aparecem após frases imperativas ou optativas. Principais conjunções: que, porque, porquanto, pois (antes do verbo da oração explicativa).

6.

(FGV/SENADO

FEDERAL/POLÍCIA

LEGISLATIVA/2008)

“...a

inflação

funcionou como uma crueldade superveniente, pois os títulos não tinham correção monetária.” A palavra grifada no trecho acima pode ser substituída sem provocar perda de sentido por: (A) porquanto (B) portanto (C) não obstante (D) conquanto (E) consoante Gabarito – A

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 Comentário – Se você prestou atenção no rol de conjunções, acertou tranquilamente esta fácil questão. Registre-se que os demais conectivos exprimem: – portanto: conclusão; – não obstante: adversidade; – conquanto: concessão; – consoante: conformidade.

7.

(FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2009) (...) A sociedade não tem lado de fora. O que está fora da sociedade seria desumano, pois ela nada mais é que a relação entre os humanos.(...) A respeito do uso do vocábulo pois no fragmento acima, pode-se afirmar que se trata de:

(A) uma conjunção subordinativa que estabelece conexão entre as orações introduzindo valor de explicação. (B) uma preposição que estabelece conexão entre períodos coordenativos introduzindo valor de consequência. (C) uma conjunção coordenativa que estabelece conexão entre as orações introduzindo valor de alternância. (D) um pronome relativo que introduz a oração relativa explicativa, retomando a expressão sociedade. (E) uma conjunção coordenativa que estabelece conexão entre as orações introduzindo valor de explicação. Gabarito – E Comentário – Não existe conjunção subordinativa explicativa (letra A); isso é uma pegadinha do examinador para ver se você conhece a correta

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 classificação das orações. O vocábulo pois não se apresenta como preposição (letra B) nem como conjunção alternativa (letra C). Classificá-la como pronome relativo é outro absurdo. Enfim, note que ela surgiu antes do verbo da oração da qual é parte integrante: “pois ela nada mais é que a relação entre os humanos”.

OBSERVAÇÕES – 1 – “Não se deve classificar uma oração considerando apenas a conjunção que a introduz. Pediu-lhe a filha em casamento, e logo se arrependeu. Apesar da conjunção ‘e’ ser normalmente aditiva,

percebe-se que a segunda oração é coordenada sindética adversativa; pois, nesse contexto, a conjunção ‘e’ apresenta valor de contraste, de oposição.” (João Domingues Maia) 2 – “Para a Nomenclatura Gramatical Brasileira, no entanto, vale a forma. A conjunção ‘e’ é aditiva e fim. (...) felizmente, essa visão limitada já está fora de moda. A classificação leva em conta o sentido efetivo.” (Ulisses Infante e Pasquale Cipro Neto) 3 – “Há orações coordenadas assindéticas que possuem claramente valor de sindéticas, porque apresentam um conectivo subentendido. Fiz o possível para previnir-lhes o perigo; ninguém me ouviu. Fale baixo: não sou surdo. A terceira oração do primeiro período (‘ninguém me ouviu’) e a segunda do segundo período (‘não sou surdo’), apesar de formalmente assindéticas, já que não apresentam conjunção, têm sentidos bem marcados: a primeira www.pontodosconcursos.com.br 13

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 tem valor semântico adversativo (equivale a ‘mas ninguém me ouviu’); a segunda, explicativo (equivale a ‘pois não sou surdo’). Por isso convém insistir em que você se preocupe mais com o uso efetivo das estruturas linguísticas do que com discussões às vezes intermináveis sobre questões de mera nomenclatura.” (Ulisses Infante e Pasquale Cipro Neto, com adaptçaões) Antes de passar adiante e tratar das orações subordinadas, quero exemplificar o que foi dito anteriormente com um exercício.

8.

Marque a alternativa em que se observa a mesma relação de sentido de adição que se verifica entre as orações coordenadas em “Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal”.

(A) (B) (C) (D)

Tem olhos, e não vê. Tem boca, e não fala. — Você pode viajar sozinha, mas apenas por uma semana. Qualquer passo em falso, e você colocará tudo a perder! A nova secretária era competente, mas principalmente responsável.

Gabarito – D Comentário – Na alternativa A, as orações coordenadas introduzidas pela conjunção “e” possuem claro valor semântico adversativo. Em B, a oração “mas apenas por uma semana” expressa a condição para que o fato mencionado anteriormente seja levado a efeito. A terceira alternativa apresenta oração coordenada que traduz a consequência imediata da realização do fato mencionado antes. Finalmente, é na última alternativa em que encontramos oração coordenada (“mas principalmente responsável”) com a mesma relação de sentido aditivo existente também na oração “mas livrai-nos do mal”, no comando da questão. www.pontodosconcursos.com.br 14

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 Como você pode perceber, não devemos nos limitar à análise fria e tradicional das conjunções durante o processo de classificação das orações. É fundamental, antes, perceber a relação semântica existente entre elas. Mas é bom trazer na mente os sentidos mais frequentes de alguns conectivos. CONECTIVOS COORDENATIVOS adição e, nem, mas, também, mas ainda, como também, bem como, além disso, além do mais, ademais etc. e, mas, porém, todavia, contudo, entretanto, senão, ao adversidade passo que, antes (= pelo contrário), no entanto, não obstante, apesar disso, em todo caso etc. alternância conclusão explicação ou, ou... ou, ora... ora, já... já, quer... quer logo, portanto, por conseguinte, pois (após verbo), por isso que, porque, porquanto, pois (antes de verbo)

9.

(FGV/CAERN/ADMINISTRADOR/2010) Ademais, como o mundo é obra de um arquiteto universal (não exatamente o Deus judaico-cristão, mas uma divindade criadora mesmo assim), desvendar os segredos do mundo equivale a desvendar a "mente de Deus". O termo destacado no trecho acima pode ser substituído, sem prejuízo de sentido, por

(A) (B) (C) (D)

Além do mais Entretanto Conquanto Portanto www.pontodosconcursos.com.br 15

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 (E) Consequentemente

Gabarito – A Comentário – De acordo com o quadro acima, há correspondência entre os conectivos aditivos ademais e além do mais. Os outros comunicam as seguintes ideias: – entretanto: oposição, ressalva, adversidade; – conquanto: concessão; – portanto, conclusão – consequentemente: consequência.

10. (FGV/CODESP/ADMINISTRADOR/2010) (...) Mas, simultaneamente a essa premência de curto prazo, espera-se que a cadeia de ensino no país, da pré-escola à universidade, acelere ou implante programas que possibilitem um substancial salto de qualidade.(...) Assinale a alternativa que NÃO pode substituir o termo grifado no período acima, sob pena de alteração de sentido. (A) Não obstante (B) Entretanto (C) Porquanto (D) Contudo (E) No entanto Gabarito – C Comentário – O conectivo “Mas” imprime ao segmento o sentido de adversidade. Entre as conjunções relacionadas nas alternativas, somente porquanto não é capaz de comunicar a mesma ideia. Porquanto pode exprimir causa ou explicação.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 A partir de agora, trataremos das orações subordinadas, que podem exercer funções típicas de substantivos, advérbios e adjetivos. Antes de estudarmos suas características e valores semânticos, apresentarei um quadro-resumo delas. Orações Subordinadas

Substantivas 1 – Subjetiva 2 – Predicativa 3 – Objetiva Direta 4 – Objetiva Indireta 5 – Completiva Nominal 6 - Apositiva

Adverbiais 1 – Causal 2 – Consecutiva 3 – Condicional 4 – Concessiva 5 – Comparativa 6 – Conformativa 7 – Temporal 8 – Proporcional 9 – Final

Adjetivas 1 – Explicativa 2 – Restritiva

ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS São aquelas que desempenham funções típicas de substantivos no período simples. Elas podem surgir em duas formas: 1. desenvolvidas ligam-se à oração principal por meio das

conjunções subordinativas integrantes que e se, ou ainda por meio de um pronome ou advérbio interrogativo. É importante que estudemos com afinco. (conjunção integrante) Perguntamos se voltará hoje. (conjunção integrante) www.pontodosconcursos.com.br 17

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 Ele quer saber que horas são. (pronome interrogativo) Ele indagou quando será a prova. (advérbio interrogativo) 2. reduzidas apresentam verbo no infinitivo e podem ser introduzidas

por preposição. É importante estudar com afinco. Pensou em omitir o fato, mas se arrependeu.

11. (FGV/SENADO

FEDERAL/TÉCNICO

LEGISLATIVO

ADMINISTRAÇÃO/2008) “Aqueles com aptidão a ajudá-los, se não estimulados por cenários competitivos, estarão fadados a não encontrar motivação para o exercício de suas funções.” A respeito do período acima, analise os itens a seguir: I. II. O período é composto por quatro orações. Há três orações reduzidas.

III. Há uma oração coordenada. Assinale: (A) se todos os itens estiverem corretos. (B) se somente o item II estiver correto. (C) se somente o item III estiver correto. (D) se somente o item I estiver correto. (E) se nenhum item estiver correto. Gabarito – D Comentário – Item I: certo. Para saber a quantidade de orações é preciso contar quantos verbos e locuções verbais existem no período. São eles: ajudar (em “ajudá-los”), ser (em “se não [forem] estimulados”) – note que

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 ele foi ocultado, mas pode ser facilmente entendido no contexto –, estar (“estarão fadados” e encontrar (em “encontrar motivação”). Item II: errado. De fato, apenas dois verbos estão na forma nominal: “ajudar” e “encontrar” (infinitivo), os outros estão flexionados no futuro do subjuntivo (“se não [forem]estimulados”) e no futuro do presente do indicativo (“estarão”). Item III: errado. Não há oração coordenada no período.

Subjetiva (equivale-se ao sujeito da oração principal) É fundamental a sua opinião sobre o assunto. É fundamental que você opine sobre o assunto. É fundamental você opinar sobre o assunto. O primeiro exemplo constitui-se de período simples. Nele há

apenas uma oração (um só verbo), cujo sujeito é a expressão a sua opinião sobre o assunto. Colocando-se a frase na ordem direta, é mais fácil perceber isso: A sua opinião sobre o assunto é fundamental. Nos dois últimos exemplos, há períodos compostos, pois a expressão inicial foi transformada em duas orações: uma na forma desenvolvida (com a conjunção integrante que); outra na forma reduzida (verbo opinar no infinitivo).

ATENÇÃO! Quando ocorre oração subordinada substantiva subjetiva, o verbo da oração principal sempre fica na terceira pessoa do singular.

Estruturas típicas da oração principal nesse caso são:

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 1. verbo de ligação + predicativo é bom...; é conveniente...; é

claro...; está comprovado...; parece certo ...; fica evidente... etc. É preciso que se adotem providências eficazes.. Parece estar provado que soluções mágicas não funcionam.. 2. verbo na voz passiva sintética ou analítica sabe-se...; soube-se...;

comenta-se...; dir-se-ia...; foi anunciando...; foi dito... etc. Sabe-se que a prova está próxima. Foi dito que a prova será adiada. 3. verbos como cumprir, convir, acontecer, importar, ocorrer, suceder, parecer, constar, urgir etc. conjugados na terceira pessoa do singular. Convém estarmos aqui. Urge que tomemos uma decisão. • Objetiva Direta Complementa o valor semântico do verbo transitivo direto da oração principal, articulando-se com ela sem o intermédio de preposição obrigatória. Ressalte-se que, nas frases interrogativas indiretas, as orações subordinadas substantivas objetivas diretas podem ser introduzidas pelas conjunções subordinativas integrantes pronomes ou advérbios interrogativos. Tome cuidado porque as bancas examinadoras podem perguntar, por exemplo, se “as palavras em destaque nos trechos abaixo www.pontodosconcursos.com.br 20 se ou que e, ainda, por

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 possuem a mesma classificação gramatical” e sublinhar, maliciosamente, dois vocábulos introdutores de orações subordinadas substantivas objetivas diretas. Partindo da ideia comum de que elas são iniciadas por conjunções integrantes, é possível que algum candidato mais afoito diga “sim”, sem se dar conta de que pode estar diante de uma conjunção integrante e um pronome interrogativo. Todos sabemos que ele aceitará o convite. como as coisas funcionam aqui. onde fica a farmácia. quanto custa o remédio. quando acabam as aulas. qual é a matéria da prova.

ATENÇÃO! Com os verbos deixar, mandar fazer (causativos), ver, sentir e ouvir (sensitivos), ocorre um tipo especial de oração subordinada substantiva objetiva direta: Ouvi-os bater. Deixe-me entrar. As orações em destaque são reduzidas de infinitivo. E o mais interessante é que os pronomes oblíquos átonos os e me são os sujeitos dos verbos no infinitivo. Na Língua Portuguesa, esse é o único caso em que tais pronomes desempenham tal função sintática.

12. (FGV/CODESP/TÉCNICO EM INFORMÁTICA/2010) Em 1994, foi criado o Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho (National Economic Development and Labour Council – NEDLAC), cujo principal objetivo consistia em promover a integração entre governo, www.pontodosconcursos.com.br 21

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 empresários e trabalhadores, tornando as decisões econômicas mais abrangentes para promover as metas do crescimento econômico e da igualdade social. Em relação ao período acima, analise as afirmativas a seguir: I. II. O período é composto por quatro orações. Há duas ocorrências de predicativo do objeto.

III. Há um caso de oração subordinada substantiva objetiva direta. Assinale (a) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas (b) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas (c) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas (d) se nenhuma afirmativa estiver correta (e) se todas as afirmativas estiverem corretas Gabarito – D Comentário – Item I: errado. É melhor prestar atenção na quantidade de verbos e locuções verbais: “foi criado” (locução), “consistia”, “promover”, “tornando”, “promover”. Verifica-se, assim, que existem cinco orações, duas desenvolvidas e três reduzidas. Item II: errado. Só existe uma ocorrência de predicativo do objeto, a qual se encontra na oração “tornando as decisões econômicas mais abrangentes”. O verbo tornar é transobjetivo, isto é, seu sentido requer, além de um complemento-objeto, uma qualificação para esse complemento (= predicativo do objeto). Na citada oração, o objeto direto é o termo “as decisões econômicas” e o termo “abrangentes” é o predicativo dele. Item III: errado. O que existe e recebe designação parecida com a que foi usada pelo examinador é oração subordinada substantiva objetiva indireta. A oração “em promover a integração entre governo,

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 empresários e trabalhadores” complementa o sentido do verbo transitivo indireto consistir (quem consiste consiste em algo).

Objetiva Indireta Completa o sentido de um verbo transitivo indireto da oração

principal. Normalmente vem introduzida por preposição, mas esta pode ser omitida. Lembro-me de que fizemos muitas visitas. (Mário Donato) Meu Deus, só agora me lembrei que a gente morre. (Clarice
Lispector)

Completiva Nominal Liga-se a um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) da

oração principal completando seu significado. É introduzida por preposição (como todo complemento nominal). Aqui, o emprego da preposição não é facultativo. A omissão dela implica erro de regência e revela falta de coesão. Tenho a impressão de estar sempre no mesmo lugar.
substantivo

A nova metodologia é útil para diminuir a margem de erro.
adjetivo

Está perto de fazermos a prova.
advérbio

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 • Predicativa Funciona como um predicativo do sujeito da oração principal; seu valor semântico caracteriza, especifica, determina o sujeito dela. É de se notar também a presença de um verbo de ligação na oração principal. Nosso desejo era encontrares o teu caminho. O triste é que não era uma planta qualquer.

13. (FGV/SENADO

FEDERAL/TÉCNICO

LEGISLATIVO

ADMINISTRAÇÃO/2008) “Mas o fato é que transparência deixou de ser um processo de observação cristalina para assumir um discurso de políticas de averiguação de custos engessadas que pouco ou quase nada retratam as necessidades de populações distintas.”. A oração grifada no trecho acima classifica-se como: (A) subordinada substantiva predicativa. (B) subordinada adjetiva restritiva. (C) subordinada substantiva subjetiva. (D) subordinada substantiva objetiva direta. (E) subordinada adjetiva explicativa. Gabarito – A Comentário – Observe que o verbo de ligação “é” relaciona o sujeito “o fato” à sua respectiva característica: “que transparência deixou de ser um processo de observação cristalina”. Se você preferir, substitua a oração predicativa pelo pronome isso: Mas o fato é isso. Ficou melhor?

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 • Apositiva Atua como aposto de um termo da oração principal e é marcada pela pontuação (vírgula, dois pontos). Seu significado amplia, explica, desenvolve, resume o conteúdo da oração principal. O boato, de que o presidente renunciaria, espalhou-se

rapidamente. Só resta uma alternativa: encontrar o culpado. ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS Características I. Têm valor semântico de advérbio (causa, tempo, condição,

finalidadde etc.) e exercem função de adjunto adverbial em relação à oração principal; II. Desenvolvidas: possuem verbo no modo indicativo ou subjuntivo

e são introduzidas por conjunção; III. Reduzidas: possuem verbo na forma nominal (infinitivo, gerúndio,

particípio).

Classificações I. Causal: expressa a causa do que se diz na oração principal. Como não haviam combinado, uns cantavam em inglês e outros em português. (Clarice Lispector)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 14. (FGV/SENADO FEDERAL/POLÍCIA LEGISLATIVA/2008) “Em julho de 1898, temendo por sua saúde, escreveu um testamento, deixando para Carolina, sua esposa, entre outros bens, 7.000 contos em títulos da dívida pública do empréstimo nacional de 1895.” No período acima, a oração destacada tem valor: (A) condicional. (B) concessivo. (C) causal. (D) consecutivo. (E) conformativo. Gabarito – C Comentário – O que motivou o marido a escrever um testamento? O temor por sua saúde, ideia que foi apresentada sob a forma de oração reduzida, com verbo no gerúndio.

II.

Consecutiva: apresenta a consequência do que se diz na oração

principal. Fiquei tão alegre com esta idéia que ainda agora me treme a pena na mão. (Machado de Assis)

III.

Condicional: estabelece uma condição para que o fato expresso na

oração principal se realize. Eu cantarei, se as Musas me ajudarem, a verdadeira história de Elpenor. (Augusto Meyer) IV. Concessiva: expressa um fato que deveria impedir o

acontecimento do que se declara na oração principal.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 (...) descobri-me, embora estivessem muitas pessoas na sala. (Graciliano Ramos)

15. (FGV/PREFEITURA DE CAMPINAS/VICE-DIRETOR/2008) “...ainda que a escola e a universidade estejam perdendo progressivamente seu monopólio de criação e transmissão do conhecimento, os sistemas de ensino públicos podem ao menos dar-se por nova missão a de orientar os percursos individuais no saber e contribuir para o reconhecimento do conjunto de know-how das pessoas, inclusive os saberes nãoacadêmicos.” O termo grifado no trecho acima não pode ser substituído por: (A) embora. (B) não obstante. (C) conquanto. (D) porquanto. (E) mesmo que. Gabarito – D Comentário – A locução introduz segmento textual com valor semântico concessivo, de ressalva, que deveria obstruir ou mesmo impedir a realização do fato declarado posteriormente. A mesma ideia de concessão pode ser também introduzida pelas conjunções e locuções: embora, não obstante, conquanto e mesmo que. A conjunção porquanto figura em enunciados de valor semântico de causal ou de explicação.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 V. Comparativa: indica o segundo elemento de uma comparação. Ele saiu da vida como quem sai de uma festa. (Cassiano Ricardo)

Atenção!

Muitas

vezes,

o

verbo

da

oração

subordinada

adverbial

comparativa está oculto. As ideias marinhavam-lhe no cérebro, como em hora de temporal (...). (Machado de Assis) Além disso, a oração à qual se subordina a oração comparativa pode apresentar expressões como: mais, menos, pior, tal, tanto.

VI.

Conformativa: a ideia expressa nela está de acordo com a que é

dita na oração principal. Conforme nos mandara o sargento, ficamos passando um pelo outro. (Mário Donato) VII. Proporcional: expressa um fato que se realiza proporcionalmente

ao que se diz na oração principal. Quanto mais uma civilização é artista, mais ela se afasta da natureza. (Graça Aranha)

VIII. Final: indica a finalidade do que se diz na oração principal. O fuzil foi passado de mão em mão, para que todos aprendessem os quatro movimentos.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 16. (FGV/FNDE/TÉCNICO/2007) (...) Sua marca será o poder que uma parcela cada vez maior da humanidade terá para se livrar da condição de mero consumidor e tornar-se, também, produtor de bens simbólicos. (...) É correto afirmar que a oração para se livrar da condição de mero consumidor aponta circunstância de: (A) proporcionalidade. (B) finalidade. (C) causa. (D) consequência. (E) condição. Gabarito – B Comentário – A oração representa a finalidade do poder que uma parcela cada vez maior da humanidade terá. Repare que não existe conjunção introduzindo-a e que seu verbo está na forma nominal conhecida como infinitivo.

IX.

Temporal: expressa o tempo em que ocorre o que se diz na oração Quando o semáforo abriu, ele tentou arrancar na bicicleta (...). (Lourenço Diaféria) Observe que as três orações subordinadas abaixo apresentam

principal.

estruturas diferentes das anteriores. Nelas não há verbos desenvolvidos (conjugados no modo indicativo ou subjuntivo) nem conjunções. Agora, os verbos assumem uma das formas nominais (gerúndio, infinitivo e particípio).

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 Ao abrir o semáforo, ele tentou arrancar na bicicleta. (infinitivo) Aberto o semáforo, ele tentou arrancar na bicicleta. (particípio) Abrindo o semáforo, ele tentou arrancar na bicicleta. (gerúndio) Uma vez estudadas as características e os valores semânticos das orações subordinadas adverbiais, convém agora apontar as principais conjunções que fazem a articulação entre elas e sua principal. Porque; como; que; pois; porquanto; visto que; dado que; já que; uma vez que; na medida em que; etc. Que, de forma que, de maneira que, de modo que etc. Que; (do) que; quanto; como; assim como; bem como; etc. Ainda que; embora; mesmo que; posto que; por mais Concessivas que; se bem que; por pouco que; nem que; conquanto etc. Condicionais Conformativas Finais Proporcionais Se; caso; sem que; contanto que; salvo se; desde que; a menos que; a não ser que; que; etc. Conforme; como; segundo; consoante; etc. Para que; a fim de que; que; etc. À medida que; à proporção que; ao passo que; quanto mais... mais; quanto menos... menos; quanto maior... maior; etc. Quando; enquanto; antes que; depois que; desde que; Tempo logo que; assim que; até que; que; apenas; mal; sempre que; tanto que; etc.

Causais Consecutivas Comparativas

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 17. (FGV/TCM-PA/AUDITOR/2008) “Como foi a primeira perda desde o lançamento de suas ações na Bolsa, em 1994, o resultado teve efeito de um terremoto financeiro, nos já violentamente traumatizados EUA.” Assinale a alternativa em que o termo indicado não poderia substituir o termo destacado no trecho acima sob pena de provocar alteração gramatical e semântica. (A) Já que (B) Uma vez que (C) Por que (D) Dado que (E) Visto que Gabarito – C Comentário – A conjunção destacada possui valor semântico causal (ela integra segmento que traduz a razão ou o motivo do efeito do resultado). Volte à primeira linha da tabela acima e observe que lá estão todas as conjunções relacionadas pelo examinador. O detalhe fica por conta da expressão Por que, escrita separadamente. Sendo conjunção causal, a escrita correta não permite separação: Porque. Do jeito que foi apresentada na letra C, a expressão é pronome interrogativo, muda o segmento textual para uma indagação direta e exige o emprego do ponto de interrogação.

Dizem que se conselho fosse bom ninguém daria, mesmo assim eu arrisco um: não confunda as locuções conjuntivas à medida que e na medida em que. A primeira introduz oração subordinada tradutora de valor semântico de proporcionalidade; a segunda inicia oração subordinada que expressa a causa de um fato. Já vi muito candidato bom “derrapar” por falta de atenção a esse detalhe.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 18. (FGV/SENADO FEDERAL/TÉCNICO LEGISLATIVO –

ADMINISTRAÇÃO/2008) “Isso tem sua lógica, na medida em que essas sociedades se preocupam também com os custos, mas se acostumaram a lidar com dados sobre os quais quase nada é debatido por parte de nossos mandatários da esfera política.” Assinale a alternativa que poderia substituir a estrutura grifada, sem incorrer em alteração semântica. (A) à proporção que (B) já que (C) à medida que (D) conforme (E) ao ponto em que Gabarito – B Comentário – Gostou do primeiro conselho? Repare que, traiçoeiramente, o examinador relacionou A que. Conforme exprime circunstância de conformidade; e ao ponto em que pode traduzir consequência: “As universidades públicas federais foram sucateadas ao ponto em que faltou dinheiro até mesmo para pagar as contas de luz, como foi o caso na UFRJ.” locução nas alternativas na as locuções em conjuntivas que é bem proporcionais à proporção que e à medida que? conjuntiva medida característica de circunstância adverbial de causa, assim como a locução já

Quer outro conselho? Não confunda oração subordinada adverbial causal com oração coordenada sindética explicativa! Em alguns momentos, elas podem apresentar semelhanças que dificultam a análise correta. Por exemplo, ambas admitem as conjunções pois, que, www.pontodosconcursos.com.br 32

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 porque, porquanto. Porém, um pouco de atenção para os aspectos que vou assinalar pode ser de grande utilidade: [Ele 1. pegou a doença] [porque [Não ande Não há descalço,] relação apenas que [porque e o

andava descalço.]

você vai pegar uma doença.] de causa é dado se

Há uma relação de causa 1.

e consequência entre as duas orações. consequência: motivo descalço. 2. a oração eliminada. 3. A conjunção que introduz 2. causal não pode para

não

ande

Pode-se eliminar a conjunção você se vai pegar uma a

ser coordenativa explicativa: Não ande descalço, doença.

A oração adverbial pode 3.

Não

pode

transformar em

ser transformada em oração reduzida oração de infinitivo: Ele pegou a doença reduzida. por andar descalço. 4. principal hipótese. O não verbo expressa da oração 4.

coordenada

oração

A oração anterior à explicativa possui verbo no

dúvida

ou geralmente

imperativo ou tem caráter hipotético. De outro modo, poderíamos dizer: Ele deve ter andado descalço, pois pegou uma doença.

ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS As orações subordinadas adjetivas podem equivaler-se, semanticamente, a adjetivos, ou seja, caracterizar um substantivo, atribuindo-lhe qualidade, estado ou modo de ser. Sintaticamente, podem

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 exercer a função de adjunto adnominal de um termo da oração principal. Observem: Deve-se investir em soluções definitivas. Deve-se investir em soluções que resolvam definitivamente os problemas. Comparando os dois exemplos acima, é fácil perceber que, no segundo, a oração “que resolvam definitivamente os problemas” discrimina o substantivo “soluções” e restringe o seu alcance semântico. Além disso, exerce função idêntica à do adjetivo “definitivas” no primeiro exemplo: ambas as expressões são adjuntos adnominais do substantivo “soluções”, que é núcleo do objeto indireto. • ORAÇÕES ADJETIVAS RESTRITIVAS E EXPLICATIVAS Na relação que estabelecem com o termo a que se referem, as orações subordinadas adjetivas podem atuar de duas maneiras distintas: restringindo e individualizando esse termo ou simplesmente explicando, realçando, amplificando uma informação sobre ele. O jovem que estuda passa. O homem que luta vence.
Oraç. Subord. Adj. Restritivas

O homem, que é mortal, almeja a vida eterna. Cristo, que é filho de Deus, morreu por nós. No primeiro caso, as orações adjetivas

Oraç. Subord. Adj. Explicativas

equiparam-se

a

verdadeiros adjetivos restritivos (aqueles cujos valores semânticos não

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 constituem um atributo inerente a todo e qualquer ser de mesma natureza): nem todo jovem passa (apenas o que estuda); nem todo homem vence (somente o que luta). Elas funcionam como adjuntos adnominais e não podem ser separadas do substantivo por vírgulas. No segundo caso, as orações adjetivas têm valor semântico explicativo, pois expressam uma característica intrínseca, essencial ao termo a que se referem: todo homem é mortal; Cristo é filho de Deus. Por não influenciarem o significado do termo a que se referem, podem ser retiradas da frase ou ficarem separadas do substantivo pela pontuação sem implicar alteração semântica. Sendo assim, elas se assemelham a um aposto explicativo. Note que as conexões entre as orações subordinadas adjetivas apresentadas até aqui e suas orações principais são feitas pelo pronome relativo que. Esse pronome, além de conectar (ou relacionar – daí o nome relativo) os dois tipos de orações, também desempenha uma função sintática na oração subordinada que introduz. No desempenho dessa função, o pronome relativo ocupa o papel que seria exercido pelo termo que ele substitui (o antecedente). Deve-se investir em soluções. Essas soluções devem resolver
sujeito

definitivamente os problemas. Deve-se investir em soluções [que resolvam definitivamente os problemas.]
sujeito

Quando as orações subordinadas adjetivas são introduzidas por um pronome relativo e apresentam verbo no modo indicativo ou subjuntivo (forma finita), elas são chamadas de desenvolvidas. E quando não são introduzidas por um pronome relativo (podem ser introduzidas por 35

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 preposição) e apresentam verbo numa das formas nominais (infinitivo, gerúndio e particípio), elas são chamadas de reduzidas. Essas são as ideias tão valorizadas por ele. Via-se um cartaz comunicando a falência. Nosso argumento foi o primeiro a cair.

19. (FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2007) Observe atentamente o trecho a seguir: (...) A reflexão jurídica sobre o assunto, contudo, não se tem mostrado tão farta quanto aquela encontrada na economia. Isso se deve, talvez, à associação feita ao tema dos efeitos na utilização de recursos entre gerações especificamente na década de 70, quando o movimento ambientalista passou a formular um discurso jurídico mais sólido, angariando adeptos das mais variadas formações, em diversas partes do planeta (...) Analise sua estrutura sintática e avalie as afirmativas a seguir: I. II. O primeiro período é composto por três orações. No segundo período encontram-se orações reduzidas de particípio e de gerúndio. III. No segundo período ocorrem dois casos de oração coordenada. IV. A oração “quando o movimento ambientalista passou a formular um discurso jurídico mais sólido” classifica-se como subordinada adjetiva. Assinale: (A) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. (B) se somente as afirmativas III e IV estiverem corretas. (C) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 (D) se somente as afirmativas I, II e IV estiverem corretas. (E) se todas as afirmativas estiverem corretas. Gabarito – D Comentário – Item I: certo. Eis o primeiro período, encerrado pelo ponto: “A reflexão jurídica sobre o assunto, contudo, não se tem mostrado tão farta quanto aquela encontrada na economia.” Observe bem: a primeira oração se constitui em torno da locução verbal “se tem mostrado”, que é tempo composto do verbo mostrar; a segunda oração é subordinada adverbial comparativa e foi apresentada com o verbo oculto, como de costume: “quanto aquela... (se tem mostrado)”; finalmente, a terceira oração é subordinada adjetiva restritiva reduzida de particípio: “encontrada na economia” (= que se encontra na economia). Item II: item certo. A oração (subordinada adjetiva) reduzida de particípio é a seguinte: “feita ao tema dos efeitos na utilização de recursos entre gerações especificamente na década de 70”, que restringe o significado do substantivo “associação”. A oração reduzida de gerúndio é: “angariando adeptos das mais variadas formações, em diversas partes do planeta”. Item III: errado. Não se verifica nenhuma oração coordenada no segundo período. Item IV: certo. Se você respondeu com base apenas na classificação tradicional da conjunção quando (conjunção subordinativa adverbial temporal), deve ter errado. A oração “quando o movimento ambientalista passou a formular um discurso jurídico mais sólido” constitui uma explicação, um esclarecimento a respeito da “década de 70”, que foi representada semanticamente pelo vocábulo “quando”, um pronome-advérbio relativo. Veja a transformação: na década de 70

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 (quando) o movimento ambientalista passou a formular um discurso jurídico mais sólido. Podem ser utilizadas como pronomes relativos as palavras: - como (= pelo qual): Não me parece correto o modo como você agiu semana passada. - quando (= em que, nas indicações de tempo): Bons eram os tempos quando podíamos jogar videogame. Sinto saudades da época em que (quando) morávamos no exterior. - onde (= em que, nas indicações de lugar): A casa onde eu morava foi assaltada.

20. (FGV/SSP-RJ/INSPETOR DE POLÍCIA CIVIL/2008) “Conduzo tua lisa mão / Por uma escada espiral / E no alto da torre exibo-te o varal / Onde balança ao léu minh’alma” Tomando o trecho acima como um período composto, há: (A) três orações, sendo duas subordinadas. (B) três orações, sendo uma subordinada. (C) quatro orações, sendo duas coordenadas. (D) quatro orações, sendo uma coordenada. (E) duas orações, sendo uma coordenada. Gabarito – B Comentário – O período possui três orações e é misto, composto por subordinação e coordenação ao mesmo tempo. Entre as orações “Conduzo tua lisa mão / Por uma escada espiral / E no alto da torre exibo-te o varal”, existe uma relação coordenada; a segunda é aditiva.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 Entre as orações “E no alto da torre exibo-te o varal / Onde balança ao léu minh’alma”, a relação é de subordinação; a primeira é a principal e a segunda é sua subordinada adjetiva restritiva. Note que não há pontuação separando-a da anterior e o pronome relativo “Onde” substitui o antecedente “varal”.

Por hoje é só, prezado aluno. Sugiro que intensifique os estudos. Não esmoreça por causa dessa ou daquela disciplina. Sempre haverá dificuldades a serem superadas em qualquer área de nossas vidas, principalmente quando estivermos diante de grandes conquistas. Meu conselho é que você esteja realmente decidido a se tornar servidor do Senado Federal e, por isso mesmo, faça o que for preciso. O que muda a nossa história é o que decidimos e fazemos, e não o que pensamos e falamos. Se você quer mesmo trabalhar no Senado, vá em frente! Bons estudos e que Deus o(a) abençoe! Professor Albert Iglésia

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 QUESTÕES SEM COMENTÁRIOS

1.

(FGV/CODESP/ADMINISTRADOR/2010) (...) São numerosas oportunidades perdidas que se multiplicarão, se a economia brasileira continuar com seu impulso de crescimento – e a qualidade da educação continuar baixa.(...) A respeito da composição do período acima, analise as afirmativas a seguir:

I. II.

Há uma oração principal. Há duas orações subordinadas adverbiais.

III. O período é composto por coordenação e subordinação. Assinale: (A) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas (B) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas (C) se todas as afirmativas estiverem corretas (D) se nenhuma alternativa estiver correta (E) Se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas

2.

(FGV/PREFEITURA DE ANGRA DOS REIS-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) (...) Da mesma forma, diarreias epidêmicas, parasitoses intestinais e outras enfermidades transmissíveis por meio da água contaminada têm sua incidência aumentada, tanto por causa das dificuldades de saneamento nas secas, quanto por contaminação com esgotos, lixo e dejetos de animais durante as enchentes.(...) O período acima

(A) é composto por coordenação. www.pontodosconcursos.com.br 40

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 (B) é composto por subordinação. (C) é composto por coordenação e subordinação. (D) é simples. (E) apresenta orações reduzidas.

3.

(FGV/SSP-RJ/OFICIAL DE CARTÓRIO/2008) (...) No entanto, o tema central do encontro - o desmatamento de uma região que perde um Rio de Janeiro por mês de floresta – foi o que menos parece ter mobilizado os participantes (...). O conectivo “no entanto” pode ser substituído, mantendo-se o sentido original, por:

(A) ainda que. (B) entretanto. (C) portanto. (D) visto que. (E) pois.

4.

(FGV/SEFAZ-AP/FISCAL DE RENDAS/2010) (...) Em qualquer lugar (mesmo que seja um ônibus, por exemplo), sempre há alguém falando sobre a crise na saúde, a crise na educação e, inclusive, a crise ética na política brasileira. Contudo, é preciso notar também que, muitas vezes, enquanto cidadãos, nós mesmos raramente decidimos fazer alguma coisa pela transformação da realidade (...) A conjunção Contudo conecta:

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 (A) a oração subordinada aditiva à oração principal: sempre há alguém falando. (B) os parágrafos um e dois, introduzindo valor de consequência entre os fatos. (C) os parágrafos um e dois, apresentando uma conclusão acerca do que se disse. (D) a oração subordinada subjetiva à principal: é preciso notar. (E) os parágrafos um e dois, informando contraste entre as ideias expostas.

5.

(FGV/BADESC/ANALISTA DE RISCO DE CRÉDITO/2010) A natureza do Estado é naturalmente coercitiva; porém, no caso brasileiro, é inadequada à realidade individual. A respeito do uso do vocábulo porém no fragmento acima, é correto afirmar que se trata de uma conjunção:

(A) subordinativa que estabelece conexão entre a oração principal e a adverbial concessiva. (B) integrante que estabelece conexão entre períodos coordenados com valor de consequência. (C) coordenativa que estabelece conexão entre as orações introduzindo oração de valor adversativo. (D) integrante que estabelece conexão entre a oração principal e a oração objetiva direta. (E) coordenativa que estabelece conexão entre as orações introduzindo oração com valor explicativo.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 6. (FGV/SENADO FEDERAL/POLÍCIA LEGISLATIVA/2008) “...a inflação

funcionou como uma crueldade superveniente, pois os títulos não tinham correção monetária.” A palavra grifada no trecho acima pode ser substituída sem provocar perda de sentido por: (A) porquanto (B) portanto (C) não obstante (D) conquanto (E) consoante

7.

(FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2009) (...) A sociedade não tem lado de fora. O que está fora da sociedade seria desumano, pois ela nada mais é que a relação entre os humanos.(...) A respeito do uso do vocábulo pois no fragmento acima, pode-se afirmar que se trata de:

(A) uma conjunção subordinativa que estabelece conexão entre as orações introduzindo valor de explicação. (B) uma preposição que estabelece conexão entre períodos coordenativos introduzindo valor de consequência. (C) uma conjunção coordenativa que estabelece conexão entre as orações introduzindo valor de alternância. (D) um pronome relativo que introduz a oração relativa explicativa, retomando a expressão sociedade. (E) uma conjunção coordenativa que estabelece conexão entre as orações introduzindo valor de explicação. www.pontodosconcursos.com.br 43

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 8. Marque a alternativa em que se observa a mesma relação de sentido de adição que se verifica entre as orações coordenadas em “Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal”. (A) (B) (C) (D) Tem olhos, e não vê. Tem boca, e não fala. — Você pode viajar sozinha, mas apenas por uma semana. Qualquer passo em falso, e você colocará tudo a perder! A nova secretária era competente, mas principalmente responsável.

9.

(FGV/CAERN/ADMINISTRADOR/2010) Ademais, como o mundo é obra de um arquiteto universal (não exatamente o Deus judaico-cristão, mas uma divindade criadora mesmo assim), desvendar os segredos do mundo equivale a desvendar a "mente de Deus". O termo destacado no trecho acima pode ser substituído, sem prejuízo de sentido, por

(A) (B) (C) (D) (E)

Além do mais Entretanto Conquanto Portanto Consequentemente

10. (FGV/CODESP/ADMINISTRADOR/2010) (...) Mas, simultaneamente a essa premência de curto prazo, espera-se que a cadeia de ensino no país, da pré-escola à universidade, acelere ou implante programas que possibilitem um substancial salto de qualidade.(...)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 Assinale a alternativa que NÃO pode substituir o termo grifado no período acima, sob pena de alteração de sentido. (A) Não obstante (B) Entretanto (C) Porquanto (D) Contudo (E) No entanto

11. (FGV/SENADO

FEDERAL/TÉCNICO

LEGISLATIVO

ADMINISTRAÇÃO/2008) “Aqueles com aptidão a ajudá-los, se não estimulados por cenários competitivos, estarão fadados a não encontrar motivação para o exercício de suas funções.” A respeito do período acima, analise os itens a seguir: I. II. O período é composto por quatro orações. Há três orações reduzidas.

III. Há uma oração coordenada. Assinale: (A) se todos os itens estiverem corretos. (B) se somente o item II estiver correto. (C) se somente o item III estiver correto. (D) se somente o item I estiver correto. (E) se nenhum item estiver correto.

12. (FGV/CODESP/TÉCNICO EM INFORMÁTICA/2010) Em 1994, foi criado o Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho (National Economic Development and Labour Council – NEDLAC), cujo

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 principal objetivo consistia em promover a integração entre governo, empresários e trabalhadores, tornando as decisões econômicas mais abrangentes para promover as metas do crescimento econômico e da igualdade social. Em relação ao período acima, analise as afirmativas a seguir: I. II. O período é composto por quatro orações. Há duas ocorrências de predicativo do objeto.

III. Há um caso de oração subordinada substantiva objetiva direta. Assinale (a) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas (b) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas (c) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas (d) se nenhuma afirmativa estiver correta (e) se todas as afirmativas estiverem corretas

13. (FGV/SENADO

FEDERAL/TÉCNICO

LEGISLATIVO

ADMINISTRAÇÃO/2008) “Mas o fato é que transparência deixou de ser um processo de observação cristalina para assumir um discurso de políticas de averiguação de custos engessadas que pouco ou quase nada retratam as necessidades de populações distintas.”. A oração grifada no trecho acima classifica-se como: (A) subordinada substantiva predicativa. (B) subordinada adjetiva restritiva. (C) subordinada substantiva subjetiva. (D) subordinada substantiva objetiva direta. (E) subordinada adjetiva explicativa.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 14. (FGV/SENADO FEDERAL/POLÍCIA LEGISLATIVA/2008) “Em julho de 1898, temendo por sua saúde, escreveu um testamento, deixando para Carolina, sua esposa, entre outros bens, 7.000 contos em títulos da dívida pública do empréstimo nacional de 1895.” No período acima, a oração destacada tem valor: (A) condicional. (B) concessivo. (C) causal. (D) consecutivo. (E) conformativo.

15. (FGV/PREFEITURA DE CAMPINAS/VICE-DIRETOR/2008) “...ainda que a escola e a universidade estejam perdendo progressivamente seu monopólio de criação e transmissão do conhecimento, os sistemas de ensino públicos podem ao menos dar-se por nova missão a de orientar os percursos individuais no saber e contribuir para o reconhecimento do conjunto de know-how das pessoas, inclusive os saberes nãoacadêmicos.” O termo grifado no trecho acima não pode ser substituído por: (A) embora. (B) não obstante. (C) conquanto. (D) porquanto. (E) mesmo que.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 16. (FGV/FNDE/TÉCNICO/2007) (...) Sua marca será o poder que uma parcela cada vez maior da humanidade terá para se livrar da condição de mero consumidor e tornar-se, também, produtor de bens simbólicos. (...) É correto afirmar que a oração para se livrar da condição de mero consumidor aponta circunstância de: (A) proporcionalidade. (B) finalidade. (C) causa. (D) consequência. (E) condição.

17. (FGV/TCM-PA/AUDITOR/2008) “Como foi a primeira perda desde o lançamento de suas ações na Bolsa, em 1994, o resultado teve efeito de um terremoto financeiro, nos já violentamente traumatizados EUA.” Assinale a alternativa em que o termo indicado não poderia substituir o termo destacado no trecho acima sob pena de provocar alteração gramatical e semântica. (A) Já que (B) Uma vez que (C) Por que (D) Dado que (E) Visto que

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 18. (FGV/SENADO FEDERAL/TÉCNICO LEGISLATIVO –

ADMINISTRAÇÃO/2008) “Isso tem sua lógica, na medida em que essas sociedades se preocupam também com os custos, mas se acostumaram a lidar com dados sobre os quais quase nada é debatido por parte de nossos mandatários da esfera política.” Assinale a alternativa que poderia substituir a estrutura grifada, sem incorrer em alteração semântica. (A) à proporção que (B) já que (C) à medida que (D) conforme (E) ao ponto em que

19. (FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2007) Observe atentamente o trecho a seguir: (...) A reflexão jurídica sobre o assunto, contudo, não se tem mostrado tão farta quanto aquela encontrada na economia. Isso se deve, talvez, à associação feita ao tema dos efeitos na utilização de recursos entre gerações especificamente na década de 70, quando o movimento ambientalista passou a formular um discurso jurídico mais sólido, angariando adeptos das mais variadas formações, em diversas partes do planeta (...) Analise sua estrutura sintática e avalie as afirmativas a seguir: I. II. O primeiro período é composto por três orações. No segundo período encontram-se orações reduzidas de particípio e de gerúndio. III. No segundo período ocorrem dois casos de oração coordenada. www.pontodosconcursos.com.br 49

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 IV. A oração “quando o movimento ambientalista passou a formular um discurso jurídico mais sólido” classifica-se como subordinada adjetiva. Assinale: (A) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. (B) se somente as afirmativas III e IV estiverem corretas. (C) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. (D) se somente as afirmativas I, II e IV estiverem corretas. (E) se todas as afirmativas estiverem corretas.

20. (FGV/SSP-RJ/INSPETOR DE POLÍCIA CIVIL/2008) “Conduzo tua lisa mão / Por uma escada espiral / E no alto da torre exibo-te o varal / Onde balança ao léu minh’alma” Tomando o trecho acima como um período composto, há: (A) três orações, sendo duas subordinadas. (B) três orações, sendo uma subordinada. (C) quatro orações, sendo duas coordenadas. (D) quatro orações, sendo uma coordenada. (E) duas orações, sendo uma coordenada.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA Aula 5 GABARITO 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. E D B E C A E D A

10. C 11. D 12. D 13. A 14. C 15. D 16. B 17. C 18. B 19. D 20. B

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 PONTUAÇÃO Começaremos a aula de hoje tratando do emprego dos sinais de pontuação. O uso adequado deles é extremamente relevante para o significado de uma frase. Nas provas de concursos, o mais explorado é a vírgula. É compreensível que seja assim, pois o uso dela requer atenção especial, em virtude de sua variabilidade de aplicações e efeitos. Para você ter apenas uma ideia do que isso significa, leia alguns exemplos extraídos da campanha dos 100 anos da Associação Brasileira de Imprensa (ABI): 1 – Vírgula pode ser uma pausa... ou não. – Não, espere. – Não espere. 2 – Ela pode sumir com seu dinheiro. – R$ 23,4. – R$ 2,34. 3 – Pode ser autoritária. – Aceito, obrigado. – Aceito obrigado. 4 – Pode criar heróis. – Isso só, ele resolve. – Isso só ele resolve. 5 – E vilões. – Esse, juiz, é corrupto. – Esse juiz é corrupto. 6 – Ela pode ser a solução. – Vamos perder, nada foi resolvido.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 – Vamos perder nada, foi resolvido. 7 – A vírgula muda uma opinião. – Não queremos saber. – Não, queremos saber. Uma vírgula muda tudo. ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação. Detalhes Adicionais: SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.

Se você é mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER. Se você é homem, colocou a vírgula depois de TEM. Entendeu a importância de sabermos pontuar adequadamente uma frase? Um pequeno deslize no emprego da vírgula, por exemplo, pode ser fatal! Leia o trecho de uma reportagem sobre a morte da menina Isabella Nardoni:

O inquérito com mais de mil páginas sobre a morte da menina Isabella Nardoni, 5 anos, será entregue pela polícia nesta quarta (30/04) ao promotor Francisco Cembranelli. A conclusão é que a menina foi espancada e morta pelo pai, Alexandre e pela madrasta, Anna Carolina Trotta Jatobá. O principal motivo, segundo a polícia, foi ciúmes. Para determinar a motivação do crime, a polícia se baseou em cerca de 65 depoimentos. 2

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 Familiares, vizinhos e importantes testemunhas revelaram a conturbada vida conjugal de Alexandre e Anna Carolina. (Correio Brasiliense, 30/04/2008 – internet).

A julgar pelo que foi noticiado no jornal, houve mais um acusado pela morte da Isabella: Alexandre. Sem a vírgula para separá-lo da conjunção “e”, têm-se a impressão de que existem três suspeitas: o pai, Alexandre e a madrasta (Anna Carolina). Na verdade, por ser apenas uma explicação de quem é o pai da menina morta, o termo “Alexandre” deveria vir ente vírgulas. Ainda que a vírgula seja o sinal de pontuação com a maior frequência nas provas de concurso, convém estudarmos os demais. VÍRGULA (assinala uma pequena pausa) I. a) função sintática: Ex.: Os livros, os cadernos, os lápis e as borrachas estão sobre a mesa.
núcleo núcleo sujeito composto núcleo núcleo

Entre os termos da oração, serve para: separar elementos coordenados que possuem a mesma

Obs.: havendo repetição da conjunção E para separar os elementos de mesma função sintática, a vírgula pode se repetir. Ex.: Comprou sapato, e bolsa, e meias.
objeto direto

b)

assinalar

a

omissão

do

verbo,

ou

de

outro

termo

compreendido por meio do contexto (vírgula vicária): Ex.: No mar há os peixes; no céu, as estrelas...
A vírgula substitui a forma verbal “há”

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6

c)

separar adjuntos adverbiais deslocados:

Ex.: Neste momento, o pelotão se pôs em fuga. Obs.: aqui, o aluno deve admitir certa flexibilidade, pois há muitos gramáticos e escritores que não a empregam. d) Ex.: romancista. e) separar o vocativo: separar o aposto explicativo: Jorge Amado, autor de “Jubiabá”, é um excelente

Ex.: Não toque nesses doces, menino! f) separar datas de localidades:

Ex.: Brasília, 1º de março de 1985. g) separar expressões de caráter explicativo (por exemplo;

isto é; ou seja; a saber etc.): Ex.: Ele consegue, por exemplo, dirigir sozinho. h) separar conjunções intercaladas:

Ex.: Ela virá; não se sabe, contudo, quando. i) separar objetos pleonásticos:
objeto direto objeto direto pleonástico

Ex.: O relógio, guarda-o no bolso do paletó. j) separar o predicativo do sujeito invertido ou intercalado: O torcedor, decepcionado, afastou-se lentamente. www.pontodosconcursos.com.br 4

Ex.: Decepcionado, o torcedor afastou-se lentamente.

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 II. a) Entre orações, serve para: separar orações coordenadas assindéticas

Ex.: Pare, olhe, siga. b) aditivas. Ex.: Vá, mas volte sempre. Obs.: usa-se a vírgula para separar orações coordenadas sindéticas aditivas de sujeitos diferentes ou com repetição da conjunção. Ex.: Ele foi ao Japão, e ela foi à Itália.
sujeito sujeito

separar as orações coordenadas sindéticas, exceto as

(inexistindo a conjunção, o ponto e vírgula é aconselhável) E estuda, e trabalha, e dorme...

Atenção! Há casos em que as típicas conjunções aditivas introduzem orações adversativas; assim sendo, o emprego da vírgula é obrigatório. Ex.: Estudou, e não passou. (semanticamente, a conjunção “e” tem valor adversativo)

c)

separar orações adverbiais antecipadas ou intercaladas

(quando vierem na ordem direta, o emprego será facultativo) Ex.: Ao anoitecer, saíram. Saíram ao anoitecer. Saíram, ao anoitecer.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 d) separar orações subordinadas adjetivas explicativas.

Ex.: Jesus Cristo, que também é Deus, ressuscitou. e) f) separar as orações intercaladas: separar as orações subordinadas substantivas apositivas:

Ex.: Creio, disse ele, que esse é um caso perdido. Ex.: É imprescindível que o país adote duas diretrizes, distribuir renda e reconstruir o ensino público. III. Não se usa vírgula a) entre sujeito e predicado (mesmo quando o sujeito é muito

longo ou vem depois do predicado): Ex.: Os pequenos filhotes de vira-lata destruíram meu jardim.
sujeito predicado

Obs.: a intercalação de termos entre o sujeito e o predicado deve ser marcada por vírgulas, uma antes e outra depois. Ex.: Os deputados, ontem à tarde, decidiram aceitar o projeto do
sujeito predicado

presidente da República. b) entre o verbo e seu complemento (OD ou OI):
verbo OD OI

Ex.: Entreguei o presente ao aniversariante. c) entre o nome e seu adjunto ou complemento:
nome

Ex.: A todos os presentes informamos os novos valores dos produtos que vendemos.
adjunto adnominal

Não há necessidade de tanta estupidez.
nome complemento nominal

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 d) para isolar o agente da passiva

Ex.: As medidas econômicas foram aprovadas pelo presidente. e) para separar as orações subordinadas substantivas (exceto

a apositiva) da sua principal. Ex.: Duvido de que esse prefeito dê prioridade às questões sociais. PONTO I. Em relação ao mesmo parágrafo, é empregado no final de
oração subordinada substantiva objetiva indireta

cada período, indicando uma pausa mais longa entre as frases. Ex.: A menina abriu os olhos pasmada. Suavemente avisado, o cachorro estacou diante Del. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam. (Clarice Lispector) II. Em relação a parágrafos distintos, assinala a passagem de

um conjunto de idéias a outro de natureza diversa. Ex.: A monarquia se enterrava. Revogou-se, portanto, o exílio dos Braganças, trouxeram-me para cá os ossos do velho monarca e de sua esposa. E recebeu-se a visita do Rei Alberto, a quem ofereceram festas magníficas. As finanças do Brasil não iam mal, permitiam despesas de vulto. Iniciaram-se então as obras contra a seca do Nordeste, que logo foram interrompidas. (Graciliano Ramos) PONTO DE INTERROGAÇÃO

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 I. Usado nas interrogações diretas.

Ex.: Fazer o quê? O vazamento se dava entre o soalho e o forro, não havia acesso possível. Onde descobrir um bombeiro em Londres, num sábado à noite? (Fernando Sabino)

PONTO DE EXCLAMAÇÃO I. Usa-se nos enunciados de entonação exclamativa, depois

de interjeições, vocativos, verbos no imperativo. Ex.: Que linda manhã! Ai! Essa doeu. Filho! Vem aqui. Avançar! PONTO E VÍRGULA (pausa intermediária entre o ponto e a vírgula) I. uso: a) informações: Ex.: Encontramos na reunião: José, o presidente; Pedro, o vice; Carlos, o primeiro-secretário; Francisco, o tesoureiro; e outros convidados. b) para separar enumeração após dois pontos: para separar, numa série, elementos que já estão anteriormente separados por vírgula, a fim de ressaltar a hierarquia das O emprego deste sinal de pontuação depende muito do

contexto. Em geral, podemos seguir as orientações abaixo quanto ao seu

Ex.: Os alunos devem respeitar a seguintes regras:

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 – não fumar dentro do colégio; – não fazer algazarras durante o intervalo; – respeitar os funcionários e os colegas; – trazer sempre o material escolar. c) para separar as orações coordenadas sindéticas com

conjunção intercalada: Ex.: Apressou-se; não chegou, porém, a tempo. DOIS-PONTOS I. Antes de uma citação.

Ex.: Disse Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”. (João 14:6) II. direto. Ex.: Sempre que o professor entra em sala ele diz: – Essa moleza vai acabar. III. Antes de uma enumeração. Para introduzir a fala de uma personagem, no discurso

Ex.: A dupla articulação da linguagem caracteriza-se: a) pela combinação e b) pela comutação. IV. Para esclarecer, explicar ou concluir o que foi dito.

Ex.: Todos já sabiam: ele não seria eleito.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 V. apositiva. Ex.: Só espero uma coisa: que você estude. RETICÊNCIAS I. personagem. Ex.: Jaó! Diga-me... você... me traiu? II. Para indicar que, em um diálogo, a fala de uma Para indicar certa indecisão, dúvida, surpresa na fala da Para separar uma oração subordinada substantiva

personagem foi interrompida pela fala de outra. Ex.: – Já que todos deram sua opinião... – Um momento, seu presidente, ainda falta eu. III. Para sugerir ao leitor que complete a frase dita.

Ex.: Quem não se comunica... IV. suprimidos. Ex.: “Vou contar aos senhores (...), principiou Alexandre amarrando o cigarro de palha.” (Graciliano Ramos) TRAVESSÃO I. Nos diálogos, marca a mudança de interlocutor. Para indicar, em uma citação, que alguns trechos foram

Ex.: – Quais são os símbolos da pátria?

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 – Que pátria? – Da nossa pátria, ora bolas! (Paulo Mendes Campos) II. intercaladas. Ex.: Mesmo com o tempo revoltoso – chovia, parava, chovia, parava outra vez... – a claridade devia ser suficiente p’ra mulher ter avistado mais alguma coisa. (Mário Palmério) Serve para isolar palavras, expressões explicativas, frases

Atenção! Uso de travessões em vez de vírgulas Muitas vezes, as vírgulas são substituídas por travessões. Isso confere modernidade ao texto, além de deixá-lo mais claro. Veja: 1) E aquelas que ainda não tiveram a sua oportunidade – a sua hora e sua vez, como diria mestre Rosa – ficam num desespero de "aparecer", de "vencer", de "ser alguém". (Ser alguém, Rachel de Queiroz) 2) Hoje é dia de falar das sogras, essas santas senhoras tão mal compreendidas neste mundo de Deus. Acredite em tudo o que você sempre ouviu falar de mal delas, que são perigosas; a melhor política, já que não se pode matá-la – ainda –, é a distância. (Danuza Leão. Sogra X Sogra) 3) Como temos pouco poder e voz na arena internacional – e temos cada vez menos –, os maus resultados por fazer a coisa certa de maneira errada (para não dizer, errática, como no Mercosul, por exemplo) permanecem restritos ao nosso território e pesam apenas sobre os nossos

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 próprios ombros. (...) E seu governo, em vez de fazer certa a coisa destravando os investimentos, para fazer a coisa certa, aumentar o crescimento -, optou por um choque de demanda: (...). (Marco Antonio Rocha. O crescimento do Peru no pires. In: Estadão, 5/2/2007) 4) Ironia das ironias, o CMN (Conselho Monetário Nacional) decidiu, alguns dias antes da semana do consumidor – comemora-se neste 15 de março o Dia Internacional do Consumidor –, reduzir o rendimento das cadernetas de poupança e, por tabela, do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). (Maria Inês Dolci. Balas perdidas contra o consumido. In: Folha, 13/32007) 5) Primeiro, partindo do fato de que os êxitos da medicina estão eliminando infecções que são das causas mais freqüentes de mortes – e com isso alongam a vida média das pessoas –, coloca-se esta questão: a contrapartida da vida mais longa costuma ser a convivência com doenças crônicas, degenerativas e/ou desabilitantes; O que é mesmo a morte? E a vida? (Washington Novaes. In: Estadão, 1/2/2008) Você deve ter observado que, nos exemplos 3, 4 e 5, após o travessão, há vírgula. Por quê? Experimente tirar o que está entre os travessões. Você verá que a vírgula é obrigatória. PARÊNTESES I. Nas indicações bibliográficas.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 Ex.: p. 109.) II. Nas indicações cênicas dos textos teatrais. “Sede assim qualquer coisa serena, isenta, fiel.”

(MEIRELLES, Cecília. Flor de poemas. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1972,

Ex.: – Mãos ao alto! (João automaticamente levanta as mãos, com os olhos fora das órbitas. Amália se volta.) (G. Figueiredo) III. Para isolar termos e orações intercaladas de natureza semântica explicativa. Ex.: “... e a jovem (ela tem dezenove anos) poderia mordê-lo, morrendo de fome.” (Clarice Lispector) ASPAS I. Para indicar citações.

Ex.: “Viver é lutar”, disse Gonçalves Dias. II. Para assinalar neologismos, estrangeirismos, gírias (uso

informal da língua) etc. Ex.: Havia um “play-ground” excelente. Ele era o que mais “colava” na prova. III. Citar títulos de obras artísticas ou científicas.

Ex.: “Vidas Secas” ganhou vários prêmios. IV. Para indicar ironia.

Ex.: Com um “amigo” desses...

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 REGÊNCIA Agora estudaremos a regência de alguns nomes e verbos. Digo isso porque a grande quantidade deles no léxico da nossa Língua não nos permite estudar o assunto em sua inteireza. Ficaremos, então, no estudo da regência de um grupo de nomes e verbos cujo conhecimento não pode faltar a você. REGÊNCIA NOMINAL Regência nominal é a relação entre um substantivo, adjetivo ou advérbio transitivo e seu respectivo complemento nominal. Essa relação é intermediada por uma preposição. Vejamos três exemplos do que acabei de falar: (A) Os cursos do Ponto têm sido úteis a muitos candidatos.
ADJ. PREP. COMP. NOMINAL

(B)

Por causa dos cursos do Ponto, muitos candidatos estão mais perto da aprovação.
ADV. COMP. NOMINAL PREP. (de + a)

(C)

Todos vocês têm capacidade para passar no concurso!
SUBST. PREP. COMP. NOMINAL

É importante você notar que muitos nomes seguem o mesmo regime dos verbos correspondentes. Conhecer o regime de um verbo significa, nesses casos, conhecer o regime dos nomes cognatos. Abaixo está uma relação de nomes e suas regências que merecem sua atenção:

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 Acessível a Favorável a Acostumado com Alheio a Alusão a Ansioso por Atenção a ou para Atento a ou em Benéfico a Compatível com Cuidadoso com Desacostumado a ou com Desatento a Desfavorável a Desrespeito a Estranho a Morador em Natural de Necessário a Necessidade de Nocivo a Respeito a ou por Sensível a Simpatia por Simpático a Útil a ou para a ou Fiel a Grato a Hábil em Habituado a Inacessível a Indeciso em Invasão de Junto a ou de Leal a Maior de Prejudicial a Próprio de ou para Próximo a ou de Querido de ou por Residente em Odioso a ou para Posterior a Preferência a ou por Preferível a Ódio a ou contra

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 Versado em Atenção especial deve ser dada aos nomes que regem preposição A, por possibilitarem a ocorrência de crase. Ex:. Você é favorável à volta da CPMF? (...favorável a + a volta...) A seleção de uma ou outra preposição para acompanhar o nome regente parece não ter critérios bem definidos. Em consulta feita ao Dicionário de regimes substantivos e adjetivos1, de Francisco Fernandes, observam-se, por exemplo, variadas construções possíveis para satisfazer a regência do substantivo dificuldade(s), entre elas estão: (1) (2) (3) (4) "Com pouco mais estaria o Dr. Luís em dificuldades com fornecedores." "O ar carbonifica-se duma espessura ácida, que pelas dificuldades de o respirar propende à sonolência." "Eu não tive dificuldade em mostrar na que Felisbelo de seus procurava apenas uma achega." "Nunca encontrou dificuldade realização projetos." Observa-se aqui apenas a obrigatoriedade de se contrair a preposição em com o artigo correspondente ao substantivo com o qual forma um constituinte. Isso é o que ocorre em (3). Há bons dicionários que nos orientam a utilizar as preposições adequadamente. Um deles é o Dicionário prático de regência nominal, do professor Celso Pedro Luft. E é importante lê-los. A omissão ou o uso inadequado da preposição trazem prejuízo à frase. Caso não tenha entendido alguma explicação, sugiro que volte a ela imediatamente. Não prossiga sem que as dúvidas tenham sido
1

FERNANDES, Francisco, 1980, Dicionário de regimes substantivos e adjetivos, Porto Alegre, Editora Globo.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 esclarecidas. Ao entrarmos no tópico sobre regência verbal (faremos isso nas próximas linhas), é recomendável que você esteja seguro em relação ao que acabamos de estudar. Outras informações serão acrescentadas. Não deixe que as dúvidas se acumulem. REGÊNCIA NOMINAL Começo este tópico trazendo à memória conceitos de

transitividade verbal. Você se lembra disso? Verbos cujos complementos (objetos diretos ou objetos indiretos) lhes integram os sentidos são classificados como transitivos. Estão divididos em: a) transitivos diretos: seus complementos (objetos diretos) não são introduzidos obrigatoriamente por preposição; (1) (2) Quero água.
VTD OD

A médico, confessor e letrado nunca enganes.
ODP VTD

Em (2), a preposição “A” é empregada simplesmente por motivo de ênfase, e não pela exigência da transitividade do verbo. Nesse caso, o complemento vem preposicionado; contudo permanece como objeto direto. b) transitivos indiretos: seus complementos (objetos

indiretos) são necessariamente introduzidos por uma preposição, exceto quando empregado um pronome oblíquo átono (me, te, se, nos, vos, lhe); (3) Gosto de água.
VTI OI

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 (4) c) Custou-me entender o assunto. transitivos
VTI OI

diretos

e

indiretos

(ou

bitransitivos):

reúnem, ao mesmo tempo, objetos diretos e indiretos; (5) Deram-lhe um presente.
VTDI OI OD

Há também verbos considerados de sentidos completos, por não exigirem complementos que lhes integrem os significados. São conhecidos como intransitivos. (6) Infelizmente, a vítima do acidente morreu.
VI

Todos esses verbos são considerados nocionais (possuem valor semântico, denotam acontecimento, fenômeno natural, desejo, atividade mental). Existe ainda uma categoria de verbos que precisa ser mencionada aqui. É a dos verbos de ligação, também considerados não nocionais ou copulativos. Esses verbos, de significados indefinidos (ou predicações incompletas), unem (ligam, servem de “ponte”) o sujeito da oração a seu predicativo (função esta desempenhada por adjetivos, substantivos ou pronomes). (7) Maria é feliz.
Suj. VL Pred.

Verbos de ligação denotam situação permanente, situação transitória, mudança de situação. (8) (9) João é estudioso. (situação permanente) João está cansado. (situação transitória) 18

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 (10) João ficou alegre. (mudança de situação) Estaria tudo muito bom se as coisas fossem tão certinhas assim, não é mesmo? O fato é que a classificação de um verbo em transitivo direto, transitivo indireto, transitivo direto e indireto, intransitivo ou de ligação dependerá das relações semântico-sintáticas entre os termos da oração. (11) João anda cansado. (12) João anda depressa. Em (11), o verbo (“anda”) denota o estado de “João” no momento da fala e liga o sujeito da oração (“João”) ao seu predicativo (“cansado”). É, pois, verbo de ligação (copulativo, não nocional). Em (12), o mesmo verbo agora indica a ação exercida pelo sujeito. É, pois, verbo nocional. Note que o vocábulo “depressa” não integra o significado do verbo, mas indica a circunstância (de modo) em que a ação é desenvolvida. Uma vez entendido o porquê da classificação de um verbo em transitivo (direto; indireto; direto e indireto), intransitivo ou de ligação, convém tratar especificamente da regência de alguns verbos. Diga-se ainda que “a regência verbal pretende estabelecer os diversos regimes com que um verbo pode ser empregado”, como nos ensina o eminente professor Décio Sena. ASSISTIR a) complemento campeonato. Transitivo indireto com sentido de VER, OBSERVAR; seu é regido pela preposição A: Assistimos ao final do

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 b) Transitivo indireto com sentido de COMPETIR, CABER,

TER DIREITO; seu complemento também é regido pela preposição A: Não assiste ao professor reclamar tanto. c) Transitivo direto ou transitivo indireto (neste caso, exige preposição A) com sentido de SOCORRER, PRESTAR ASSISTÊNCIA: O médico assistiu a vítima. Igualmente correta estaria a construção: O médico assistiu à vítima. Repare o acento grave indicativo de crase (fusão da preposição A com o artigo feminino A(S) que antecede substantivo de mesmo gênero gramatical). d) Intransitivo com sentido de MORAR, RESIDIR: Há seis anos resido em Brasília. Observe a presença da preposição “em” exigida pelo verbo e que introduz o adjunto adverbial de lugar (não confunda esse termo com objeto indireto). LEMBRAR/ESQUECER É comum que algumas pessoas se atrapalhem com o uso desses verbos. Isso ocorre porque eles apresentam variados regimes. Vamos a eles! a) Transitivos diretos quando conjugados sem auxílio do pronome (parte integrante do verbo): Esqueci o livro. Lembrou cada detalhe. Temos aqui: I) II) b) sujeito oculto: eu e ele; objeto direto: “o livro” e “cada detalhe”. Transitivos (parte indiretos do quando Esqueci-me conjugados do livro.

pronominalmente I) II)

integrante

verbo):

Lembrou-se de cada detalhe. O que temos agora? parte integrante do verbo: “me” e “se”; objeto indireto: “do livro”; “de cada detalhe”.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 c) representada I) Transitivos indiretos quando em construções nas quais a pelo pronome oblíquo) representa o objeto indireto:

coisa esquecida assume a função de sujeito e a pessoa (normalmente Esqueceu-me o livro. Lembrou-me cada detalhe. Perceba: sujeito: “o livro” e “cada detalhe”; II) objeto indireto: “me”. RESPONDER a) Transitivo direto e indireto (exige preposição A) com objeto direto representado por coisa e objeto indireto representado por pessoa: Respondi o telegrama ao amigo. b) c) Transitivo indireto (exige preposição A) com relação à Transitivo direto com relação ao que foi respondido ou à pergunta feita: Ele respondeu ao interrogatório. resposta dada: Ele respondeu que não iria à praia. ATENDER Pode ser trnasitivo direto ou indireto (neste caso, exige preposição A). Por exemplo: Atendi o chamado imediatamente. ou Atendi ao chamado imediatamene. Seguem o mesmo regime de ATENDER os verbos SATISFAZER e PRESIDIR. O diretor presidiu a(à) reunião. Satisfarei (a)o teu desejo. ASPIRAR a) campo. b) VTI (prep. A) = desejar, almejar: O escriturário aspira ao cargo de gerente. VTD = sorver, respirar: Gosto de aspirar o ar puro do

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 CHAMAR a) b) c) VTD = convocar, solicitar a presença: Chamei o professor. VTI (prep. POR) = invocar, pedir ajuda: Chamei por Deus. VTD ou VTI = qualificar, nomear, apelidar: Chamei-o

patriota (de patriota) // Chamei-lhe patriota (de patriota). CUSTAR a) b) amargas. c) IMPLICAR a) VTD = acarretar, trazer conseqüência: Teu nervosismo implicou a tua reprovação. b) VTI (prep. COM) = contender: Ela implica muito com o seu irmão. c) VTI (prep. EM) = pronominal: Implicou-se em situações delicadas. INFORMAR/AVISAR/CIENTIFICAR/NOTIFICAR a) VTDI: Informei a prova ao aluno. Informei o aluno da (de + a) prova. Aqui, o que não pode acontecer é que coisa e pessoa sejam objeto direto ou objeto indireto: Informei a prova o aluno. (errado) Informei-lhe da prova. (errado) VI = estabelecer preço: Este rádio custou vinte reais. VTI (conjugado na 3ª pessoa) = ser difícil, ser penoso: VTDI = acarretar: A imprudência custou-lhe lágrimas Custou-me entender este assunto.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 PREFERIR a) VTDI (seu complemento indireto é regido pela preposição A): Prefiro cinema a televisão. Prefiro o cinema à (a + a) televisão. (CERTO – artigo de um lado, artigo também de outro lado!). Prefiro mais cinema do (de + o) que televisão. (ERRADO). Observação – O significado de PREFERIR não admite gradações (mais... que; menos... que; tanto... quanto). Além disso, a preposição que rege seu complemento indireto é, obrigatoriamente, A. VISAR a) b) c) VTD = mirar, ver: O caçador visou o tigre. VTD = rubricar, dar visto: O gerente visou o cheque. VTI (prep. A)= almejar, ter como objetivo: Visamos ao bom

ensino da linguagem. MORAR/RESIDIR/SITUAR a) VI (prep. EM): Ela reside na (em + a) rua Dr. Nilo Peçanha. (CERTO) / Ela reside à (a + a) rua Dr. Nilo Peçanha. (ERRADO) OBEDECER/DESOBEDECER a) pais. VTI (prep. A): Obedeço a meu pai. Não desobedeça a seus

CRASE No último assunto da aula de hoje, vamos estudar os casos de ocorrência (ou não) de crase, um fenômeno linguístico que consiste na

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 pronúncia de vogais idênticas e sequenciais em uma mesma sílaba. Observe como isso se dá nos versos do poeta Casemiro de Abreu: “Teu pensamento é como o Sol que morre Há de cismando mergulhar-se em mágoas Durante a noite quando o orvalho desce.” Entretanto, o que nos interessa nesta aula são apenas os casos de crase envolvendo a preposição A e a vogal A, que recebem notação gráfica específica (acento grave): À. (A) Fomos à (a + a) festa de aniversário do nosso vizinho.

Como regra geral, toda vez que um termo regente (seja nome, seja verbo) exigir preposição A e o termo regido vier determinado pelo artigo feminino A(S), a crase surgirá e deverá ser indicada pelo acento grave (`), como no exemplo acima. Também merecem destaque os casos de crase que surgem do encontro da preposição A com a letra A que inicia os pronomes demonstrativos AQUELA(S), AQUELE(S) e AQUILO, bem como com o A (= aquela) pronome demonstrativo. (B) (C) O aluno referia-se àquela questão anulada da prova. O prêmio foi dado à que chegou primeiro.

Em (B), a forma verbal “referia-se” (“se” é parte integrante do verbo) é transitivo indireto. Seu complemento é regido pela preposição A, que se une ao A inicial do pronome demonstrativo “aquela”. Em (C), o complemento indireto de “dado” é regido também pela preposição A, que se aglutina com o pronome demonstrativo A (= aquela).

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 CASOS OBRIGATÓRIOS 1. Nas locuções adverbiais femininas (A) (B) 2. Sairás às pressas. Todos, à uma, aplaudiram a decisão do professor.

Nas locuções prepositivas femininas (C) (D) Vivia às expensas do (de + o) tio. A polícia saiu à procura da (de + a)quadrilha.

Observação – A crase será de rigor quando uma locução prepositiva terminada por a estiver diante de artigo feminino que acompanha substantivo. Veja um exemplo abaixo. “(...) pode
7

Por

outro não científicos

lado, somente com

creio quanto

também à

que

se de ou

questionar,

aplicação destrutivas

conhecimentos

finalidades

nocivas à humanidade e à natureza, mas também quanto à distribuição desses benefícios entre diferentes setores da sociedade.” 3. Nas locuções conjuntivas femininas (E) (F) À medida que estudo, mais aprendo. À proporção que vocês estudam, mais se aproximam da aprovação. 4. Antes de pronome possessivo feminino substantivo (retornem à aula 2, página 4, se vocês tiverem dúvidas quanto ao que seja pronome substantivo) (G) (H) 5. Sou favorável à proposta dele e não à sua. Refiro-me a sua proposta e à minha.

Antes de nomes masculinos quando possamos subentender as palavras MODA, MANEIRA

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 (I) (J) Cortou cabelo à (maneira de) príncipe Danilo. Usava sapatos à (moda) Luís XV. CASOS FACULTATIVOS 1. Antes de nome próprio feminino (se for personagem histórica, o uso é proibido) (A) (B) 2. Refiro-me a (à) Joana. Refiro-me a Joana d’Arc.

Antes de pronome possessivo feminino adjetivo. (C) Dedico a (à) minha irmã todo o meu trabalho.

Convém ressaltar que o emprego facultativo do acento deriva da possibilidade de se omitir o artigo feminino A que antecede pronomes possessivos femininos que acompanham substantivos. 3. Quando o A (artigo) vem precedido pela preposição ATÉ. (D) Correu até a (à) árvore.

Se pensarmos na frase Correu até o poste, por exemplo, perceberemos que a preposição A (“...até ao poste”) não foi empregada comcomitantemente à preposição “até”. Daí vem a alegação de que o emprego da preposição A é facultativo em casos semelhantes. CASOS PROIBIDOS 1. Antes de nomes masculinos (A) (B) 2. Comprou a prazo. Dei aquela calça a este homem.

Antes de verbo.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 (C) 3. Antes de Começou a chover. pronome de tratamento (exceções: SENHORA,

SENHORITA, MADAME) (D) 4. Referiu-se a Vossa Excelência.

Antes de pronomes oblíquos (E) Dedico o meu trabalho a ela.

5.

Antes de pronomes indefinidos (F) Ofereci um presente a alguém desta sala.

6.

Antes de artigo indefinido (G) Concedeu a bolsa de estudos a uma menina pobre.

Você deve comparar este exemplo com o que traz uma locução adverbial feminina e constitui-se em caso obrigatório de crase: Todos, à uma, aplaudiram a decisão do professor. (pág. 24) 7. Quando o A precede palavras femininas no plural (H) Respondeu a cartas pouco elogiosas.

Aqui, existe apenas a preposição A, em decorrência da regência da forma verbal “Respondeu”. A ausência do artigo feminino plural (as) precedendo o substantivo “cartas” amplia, generaliza, indetermina o alcance semântico dele. Em resumo, é o seguinte: nunca use crase na seguinte estrutura: singular (a) + plural (cartas). 8. Quando a preposição A se encontra entre palavras idênticas (I) 9. Perdeu o gol cara a cara com o goleiro.

Com o pronome relativo CUJO(S), CUJA(S) (J) A pessoa a cuja filha me refiro estuda neste colégio.

O “a” que surge antes do pronome relativo é simplesmente a preposição exigida pela regência do verbo pronominal REFERIR-SE. Como o 27

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 pronome relativo CUJO (e suas variações) não admite o uso de artigo que o acompanhe, não há o encontro de dois sons iguais. 10. Com pronome relativo QUEM (K) A pessoa a quem me refiro estuda neste colégio.

Vale também para este caso a explicação dada anteriormente. Atenção! É necessário ter cuidado com os pronomes relativos QUE e A QUAL. Em relação ao primeiro, a crase ocorrerá se o termo anterior a ele (seja verbo, seja nome) reger preposição A e o termo seguinte for um dos pronomes demonstrativos A(S), AQUELA(S), AQUELE(S), AQUILO (L) Dirigi-me às que estavam de serviço na recepção.

Perceba que existe a contração da preposição A, exigida pelo verbo DIRIGIR-SE, com o pronome demonstrativo AS (= aquelas). (M) Sou favorável à que chegou primeiro.

Em relação ao pronome relativo A QUAL, a crase surgirá se o termo posterior a ele reger preposição A, que deverá ocupar posição imediatamente anterior ao pronome, contraindo-se com o A inicial que o integra. (N) A festa à qual nos dirigimos começará agora.

11. Diante de qualquer preposição diferente de ATÉ (O) (P) Ele o esperava desde as oito horas. O trabalho ficará pronto após as seis horas.

12. Diante de nome próprio feminino que designe personagens históricas, ilustres, celebridades ou entidades religiosas

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 (Q) (R) Refiro-me a Joana d’Arc. Rogou a Nossa Senhora que o ajudasse.

13. Antes dos pronomes demonstrativos ESTA, ESSA (S) Chegamos a esta cidade há cinco anos.

14. Quando se atribui ao substantivo valor semântico indefinido (T) Cristo não fazia jus a morte tão humilhante.

15. Antes da palavra DISTÂNCIA usada sem qualquer especificação (U) A vítima reconheceu o ladrão a distância.

16. Quando a palavra CASA vem sem nenhum determinante. (V) Vou a casa imediatamente.

17. Quando a palavra TERRA se encontra em oposição a BORDO. (W) Os marinheiros queriam ir a terra.

Agora já podemos resolver algumas questões de prova para ver como tudo isso é cobrado pela FGV.

1.

(FGV/PREFEITURA DE ANGRA/FISCAL DE TRIBUTOS/2010) (...) Uma vez que o ar mais quente retém mais água do que o frio, em algumas regiões haverá muita chuva; em outras, as secas se repetirão.(...) A respeito da pontuação do período acima, analise as afirmativas a seguir:

I. II.

A última vírgula do período se justifica por se tratar de zeugma. A primeira vírgula do período se justifica por separar orações sintaticamente equivalentes. 29

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 III. O ponto e vírgula pode ser substituído por ponto, colocando-se a palavra seguinte com a primeira letra em maiúscula. Assinale (A) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. (B) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas. (C) se apenas as afirmativas II e II estiverem corretas. (D) Se nenhuma afirmativa estiver correta. (E) Se todas as afirmativas estiverem corretas. Gabarito – A Comentário – Afirmativa I: certa. Zeugma é uma figura de linguagem que consiste vicária. Afirmativa II: errada. As orações não são equivalentes. A primeira é subordinada adverbial causal, e a vírgula marca a antecipação dela. Afirmativa III: certa. O ponto, em relação ao mesmo parágrafo, é empregado no final de cada período para indicar uma pausa mais longa entre as frases. A substituição do ponto e vírgula por ele não gera prejuízo ao trecho, mas exige uma modificação ortográfica, conforme o examinador indicou. na omissão de um termo anteriormente mencionado. Na declaração, o termo omitido é “regiões”, que foi substituído pela vírgula

2.

(FGV/CAERN/TÉCNICO EM CONTABILIDADE/2010) (...) Como a cultura escrita está reagindo às diferentes inovações? (...) Na frase acima, empregou-se corretamente o acento grave indicativo do fenômeno da crase.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 Assinale a alternativa em que isso NÃO tenha ocorrido. (A) Estaremos prontos às 18 horas. (B) O curso vai de segunda à sexta (C) Iremos à Natal dos nossos antepassados (D) Ele saiu à francesa. (E) Responderemos às suas indagações. Gabarito – B Comentário – Em “...está reagindo às diferentes inovações?”, a preposição A exigida pelo verbo REAGIR (transitivo indireto) aglutinou-se com o artigo AS que acompanha o objeto indireto (“as diferentes inovações”). Na alternativa A, temos um caso de crase obrigatória com locução adverbial feminina. Na alternativa B, a falta de paralelismo no segmento “de segunda à sexta” impede a existência de crase. Note que de um lado da expressão há somente preposição (“de”); do outro, há preposição e artigo (a + a). Eis a correção: “de segunda a sexta”. Isso também vale para as indicações de horas: de 8h a 10h; das 8h às 10h. Na alternativa C, é possível atestar a ocorrência da crase usando um artifício: se vou a e volto da, crase há; se vou a e volte de, crase para quê? Vamos conferir? Vou à Natal dos nossos antepassados, volto da Natal dos nossos antepassados. Caso a cidade viesse sem especificação, a crase não ocorreria: vou à Natal, volto de Natal. Na alternativa D, existe outra locução adverbial feminina: “à [moda ou maneira] francesa”, o que fundamenta o emprego do acento grave. Na alternativa E, o verbo RESPONDER é transitivo indireto e exige preposição A, que se contraiu com o artigo definido AS pertencente ao objeto indireto “as suas indagações”.

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3.

(FGV/CODESP/ADMINISTRADOR/2010) (...) Sem melhorar a educação pública, milhões continuarão prisioneiros do assistencialismo, e as empresas, desassistidas (...). A respeito da pontuação do período acima, analise as afirmativas a seguir:

I. II.

A segunda vírgula se justifica por separar sujeitos de orações diferentes. A terceira vírgula é caso de zeugma. a ele seria melhor vir um ponto e vírgula. Assinale

III. Ao se retirar o E do período, no lugar da vírgula imediatamente anterior

(A) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas (B) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas (C) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas (D) se todas as afirmativas estiverem corretas (E) se nenhuma afirmativa estiver correta. Gabarito – D Comentário – A primeira vírgula foi empregada porque uma oração subordinada adverbial foi antecipada “Sem melhorar a educação pública”. A segunda vírgula se justifica por separar orações que possuem sujeitos distintos de orações diferentes: “milhões continuarão prisioneiros do assistencialismo” e “e as empresas, desassistidas”. Lembre-se de que a vírgula é recomendada mesmo diante da conjunção aditiva E, quando esta introduz oração coordenada com sujeito diferente daquele da oração anterior. No caso de inexistir a conjunção aditiva, realmente o emprego do ponto e vírgula é aconselhável. Na dúvida, volte à página 5.

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4.

(FGV/CODESP/AUXILIAR OPERACIONAL PORTUÁRIO/2010) (...) De acordo com o estudo do Cindes, quatro setores seriam mais sensíveis: papel, celulose e gráfica; refino de petróleo e petroquímico; siderurgia; e produtos químicos.(...) A respeito do período acima, analise as afirmativas a seguir:

I. II.

O último ponto e vírgula é desnecessário, uma vez que já há a conjunção E. Os dois pontos introduzem uma enumeração.

III. Todas as ocorrências da conjunção E têm valor aditivo. Assinale (A) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas (B) se nenhuma afirmativa estiver correta (C) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas (D) se todas as afirmativas estiverem corretas. (E) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas Gabarito – E Comentário – A única afirmativa errada é a primeira. O ponto e vírgula tem papel importantíssimo na separação dos itens enumerados. Como existem elementos interligados pela conjunção aditiva “e” que constituem um conjunto (“papel, celulose e gráfica” e “refino de petróleo e petroquímico), a retirada do ponto e vírgula daria a impressão de que “siderurgia e produtos químicos” seriam elementos de um mesmo conjunto. Essa ideia comprometeria a coerência textual, pois passaria a falsa noção de existirem apenas três setores em vez dos quatro que foram mencionados.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 5. (FGV/CODESP/AUXILIAR OPERACIONAL PORTUÁRIO/2010) Em “À beira do cais”, empregou-se corretamente o acento indicativo da crase. Assinale a alternativa em que NÃO se seguiram as regras gramaticais do emprego do acento da crase. (A) A prova vai até as 17 horas (B) O cartão não pode ser marcado a lápis (C) O caderno de questões só pode ser levado a partir das 16 horas. (D) Não é possível realizar a prova com aparelhos eletrônicos à tiracolo (E) Cuidado para não chutar a carteira do candidato a sua frente Gabarito – D Comentário – Alternativa A: com a preposição até, a crase é facultativa. Alternativa masculina. Alternativa C: a crase também é proibida diante de verbo. Alternativa D: a palavra tiracolo é um substantivo masculino, portanto afasta a possibilidade de ocorrência de crase. Alternativa E: com pronome possessivo adjetivo a crase pode ou não ocorrer. B: a crase é proibida diante de palavra

6.

(FGV/CODESP/TÉCNICO

EM

INFORMÁTICA/2010)

Em

...devido

à

proximidade com o Porto de Santos... , empregou-se corretamente o acento indicativo do fenômeno da crase. Assinale a alternativa em que isso NÃO tenha ocorrido (A) O horário de trabalho é das 8h às 18h, de segunda a sábado (B) Fomos à Santos da modernidade portuária (C) Estávamos face à face com o perigo (D) Ele sempre compra à vista.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 (E) Preferimos nosso filé à Osvaldo Aranha Gabarito – C Comentário – Alternativa A: compare as expressões “das 8h às 18h” e “de segunda a sábado” e note que na primeira existe o emprego paralelo do artigo “as”, o que fundamenta o uso do acento grave. Alternativa B: utilize o artifício para comprovar o emprego correto do acento grave: Fomos à Santos da modernidade portuária, voltamos da Santos da modernidade portuária. Sem a locução adjetiva, o acento torna-se proibido: Fomos à voltamos de Santos. Alternativa C: é totalmente errado usar acento grave entre palavras repetidas. Alternativa D: a crase é obrigatória com locução adverbial feminina. Alternativa E: está subentendida a locução à moda de ou à maneira de.

7.

(FGV/BADESC/ANALISTA

ADMINISTRATIVO/2010)

A

construção

da

frase “tentará descobrir alguma coisa que possuam em comum – um conhecido, uma cidade da qual gostam”, está correta em relação à regência dos verbos possuir e gostar. De acordo com a norma padrão, assinale a alternativa que apresente erro de regência. (A) Apresentam-se algumas teses a cujas ideias procuro me orientar. (B) As características pelas quais um povo se identifica devem ser preservadas. (C) Esse é o projeto cujo objetivo principal é a reflexão sobre a brasilidade. (D) Eis os melhores poemas nacionalistas de que se tem conhecimento.

35

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 (E) Aquela é a livraria onde foi lançado o romance recorde de vendas. Gabarito – A Comentário – Alternativa A: quem se orienta se orienta por algo ou alguém. Então, a preposição que rege o complemento do verbo orientar não pode ser a preposição a: “a cujas ideias”. Eis a correção: Apresentam-se algumas teses por cujas ideias procuro me orientar. Alternativa B: use o mesmo raciocínio aqui também: quem se identifica se identifica por (per). Com o vocábulo a que integra o pronome relativo a qual, tem-se pelo, que rege o complemento do verbo, semanticamente representado pelo pronome relativo. Alternativa C: também não se verifica erro de regência aqui. Note que agora não se faz necessária nenhuma preposição antes do pronome relativo (“cujo”), pois o verbo da oração a que ele pertence (“cujo objetivo principal é a reflexão sobre a brasilidade”) é de ligação. Alternativa D: acertadamente, foi empregada a preposição “de” antes do relativo “que”. Semanticamente, esse relativo representa o complemento do nome “conhecimento”. Como todo complemento nominal, deve ser precedido por preposição. Alternativa E: a locução verbal “foi lançado” requereu a preposição em para introduzir o adjunto adverbial que indica o lugar de lançamento do romance: “a livraria”. Esse adjunto adverbial é semanticamente representado pelo pronome relativo “onde”, que não se contrai com a preposição em, esta desaparece diante dele.

8.

(FGV/BADESC/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2010) Na frase “é ingênuo creditar a postura brasileira apenas à ausência de educação adequada” foi corretamente empregado o acento indicativo de crase.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 Assinale a alternativa em que o acento indicativo de crase está corretamente empregado. (A) O memorando refere-se à documentos enviados na semana passada. (B) Dirijo-me à Vossa Senhoria para solicitar uma audiência urgente. (C) Prefiro montar uma equipe de novatos à trabalhar com pessoas já desestimuladas. (D) O antropólogo falará apenas àquele aluno cujo nome consta na lista. (E) Quanto à meus funcionários, afirmo que têm horário flexível e são responsáveis. Gabarito – D Comentário – Alternativa A: cometeu-se o erro de empregar o acento grave indicativo de crase diante de palavra masculina. Além disso, não existe crase na estrutura SINGULAR + PLURAL (lembra?). Alternativa B: pronomes de tratamento também afastam a ocorrência de crase. Alternativa C: diante de verbo também está proibido o uso do acento grave. Alternativa D: houve correta contração da preposição “a” exigida pela regência do verbo “falará” (falará a quem?) com o a inicial do pronome demonstrativo “aquele”. Alternativa E: acentuou-se erradamente o “a” que antecede o pronome possessivo masculino “meus”. Observe que a estrutura SINGULAR + PLURAL se repetiu.

9.

(FGV/BADESC/ANALISTA

ADMINISTRATIVO/2010)

Assinale

a

alternativa em que a vírgula está corretamente empregada.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 (A) O jeitinho, essa instituição tipicamente brasileira pode ser considerado, sem dúvida, um desvio de caráter. (B) Apareciam novos problemas, e o funcionário embora competente, nem sempre conseguia resolvê-los. (C) Ainda que os níveis de educação estivessem avançando, o sentimento geral, às vezes, era de frustração. (D) É claro, que se fôssemos levar a lei ao pé da letra, muitos sofreriam sanções diariamente. (E) O tempo não para as transformações sociais são urgentes mas há quem não perceba esse fato, que é evidente. Gabarito – C Comentário – Alternativa A: errada. Faltou uma vírgula (depois de “brasileira”) para isolar o aposto explicativo “essa instituição tipicamente brasileira”, que se intercalou entre o sujeito “O jeitinho” e a locução verbal “pode ser considerado”. Alternativa B: errada. A ausência de uma vírgula após “funcionário” fez com que o segmento de natureza adverbial concessiva “embora competente” não fosse corretamente isolado e caracterizou separação indevida entre o sujeito “o funcionário” e o verbo “conseguia”. Alternativa C: certa. A primeira vírgula separa uma oração subordinada adverbial antecipada; a segunda isola outro termo de valor adverbial, que se intercalou entre o sujeito “o sentimento geral” e o verbo “era”. Alternativa D: errada. A primeira vírgula deveria ser empregada após a conjunção integrante “que”, para demonstrar o isolamento de uma oração subordinada adverbial condicional (“se fôssemos levar a lei ao pé da letra”) intercalada. A conjunção introduz o sujeito

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 oracional “que muitos sofreriam sanções diariamente” e não pode ser dele separada por meio da vírgula. Alternativa E: errada. Faltou uma vírgula para separar as orações coordenadas com sujeitos diferentes “O tempo não para” e “as transformações sociais são urgentes”, como também faltou um ponto e vírgula para separar a oração coordenada adversativa introduzida pela conjunção “mas”. A última vírgula está bem empregada, pois serve para separar uma oração adjetiva explicativa.

10. (FGV/SEFAZ-AP/FISCAL DE RENDAS/2010) O emprego correto da vírgula verifica-se apenas em: (A) A educação, saída ideal para diversos problemas sociais, requer empenho coletivo, e a sociedade deve oferecê-lo. (B) A administração do dinheiro público que é bem de todos, precisa ser controlada, e regulada por leis adequadas. (C) Embora sejam instrumentos democráticos as leis não garantem a ética na gestão pública, fato incontroverso no Brasil. (D) É claro, que se fôssemos levar a lei ao pé da letra, muitos sofreriam sanções diariamente. (E) O tempo não para, as transformações sociais são urgentes mas há quem não perceba, que isso é evidente. Gabarito – A Comentário – Alternativa A: certa. A primeira e a segunda vírgula separam adequadamente inicial. Alternativa B: errada. Faltou a primeira vírgula que contribui para o isolamento da oração adjetiva explicativa “que é bem de todos”. A 39 o aposto explicativo; a última separa uma oração coordenada aditiva com sujeito diferente daquele da oração coordenada

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 última vírgula, ao contrário, está sobrando. Como as orações são

coordenadas e têm o mesmo sujeito, ela não precisa ser usada. Alternativa C: errada. Faltou uma vírgula para indicar a antecipação da oração subordinada adverbial concessiva “Embora sejam instrumentos democráticos”. Alternativa D: errada. Opa! Acho que já vimos isso antes: questão 9, alternativa D. Alternativa E: errada. Esta também é conhecida nossa: questão 9, alternativa E. O detalhe é que agora foi empregada corretamente uma vírgula separando a oração coordenada aditiva com sujeito diferente daquele da coordenada inicial. Mas continua faltando um ponto e vírgula separando a coordenada adversativa introduzida pela conjunção “mas”.

11. (FGV/SEFAZ-AP/FISCAL DE RENDAS/2010) Na frase “as ações que nós reproduzimos em nosso cotidiano”, a regência do verbo em destaque é a mesma de: (A) Alguns atribuem valor positivo ao famoso jeitinho. (B) Essa crítica, sem dúvida, cabe a todos os brasileiros. (C) Prefiro oposição inteligente a adesões inseguras. (D) Sem dúvida, a noção de civismo está na pauta de debates. (E) O comodismo contamina o indivíduo cansado de lutar em vão. Gabarito – E Comentário – O verbo reproduzir possui regência transitiva direta; seu complemento direto está representado pelo pronome relativo “que”, o qual substitui o antecedente “as ações”. Alternativa A: o verbo atribuir é transitivo direto e indireto. O termo “valor positivo” é o seu objeto direto, e “ao famoso jeitinho” é seu objeto indireto. 40

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 Alternativa B: o verbo caber foi usado como transitivo indireto. O termo “a todos os brasileiros” é seu objeto indireto. Alternativa C: o verbo preferir, como já foi falado, é transitivo direto e indireto. Alternativa D: utilizou-se o verbo estar como intransitivo. O termo “na pauta de debates” é adjunto adverbial. Alternativa E: contaminar também é transitivo direto. O termo seguinte é seu objeto direto. 12. (FGV/SEFAZ-AP/FISCAL DE RENDAS/2010) Ao substituir a expressão sublinhada no fragmento “se reduz à crítica que não busca alterar a realidade“, assinale a alternativa em que o acento indicativo de crase deve ser empregado. (A) se reduz a mesma crítica. (B) se reduz a certa crítica. (C) se reduz a qualquer crítica. (D) se reduz a alguma crítica. (E) se reduz a toda crítica. Gabarito – A Comentário – Vamos verificar a ocorrência ou não de crase por meio de outro artifício: se usarmos ao(s) diante de palavra masculina, usaremos à(s) diante de palavra feminina. Alternativa A: se reduz ao mesmo crítico; então há crase em se reduz à mesma crítica. Alternativa B: se reduz a certo crítico; então não há crase em se reduz a certa crítica. Alternativa C: se reduz a qualquer crítico; então não há crase em se reduz a qualquer crítica.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 Alternativa D: se reduz a algum crítico; então não há crase em se reduz a alguma crítica. Alternativa E: se reduz a todo crítico; então não há crase em se reduz a toda crítica. 13. (FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) Dos trechos transcritos do texto, assinale aquele em que se poderia empregar opcionalmente o acento indicativo de crase. (A) Preferência a respeito das ações humanas. (B) Diante da multiplicidade de caminhos a nossa disposição. (C) Na verdade, somos obrigados a escolher. (D) Podem ser predicados a todos os atos humanos. (E) Não se reduzem a fenômenos meramente subjetivos. Gabarito – B Comentário – Alternativa A: caso proibido, pois estamos diante de nome masculino (“respeito”). Alternativa B: caso facultativo, pois estamos diante de pronome possessivo adjetivo (“nossa”). Alternativa C: caso proibido, pois estamos diante de verbo (“escolher”). Alternativa D: a crase é proibida diante de nome masculino, pronome indefinido e na estrutura SINGULAR + PLURAL (“a todos”). Alternativa E: novamente a crase é proibida, pois estamos diante de nome masculino (“fenômenos”) e da estrutura SINGULAR + PLURAL.

14. (FGV/MEC/ADMINISTRADOR DE BANCO DE DADOS/2010) “A evolução das grandes regiões se diferencia: as respostas de cada uma à crise de hegemonia norte-americana são muito diferentes.” 42

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 Os dois-pontos no trecho acima introduzem uma: (A) enumeração. (B) explicação. (C) causa. (D) explicitação. (E) consequência. Gabarito – D Comentário – Há uma diferença sutil entre explicação e explicitação que a FGV considera: a explicação é a ação de explicar ou fazer entender algo já dito ou apresentado; a explicitação é a ação de revelar algo, fazê-lo conhecido. Como a tal diferença só é dada a conhecer após os dois-pontos, a melhor resposta realmente se encontra na letra D.

15. (FGV/MEC/ADMINISTRADOR

DE

BANCO

DE

DADOS/2010)

“O

movimento altermundialista deverá também responder à nova situação mundial nascida da crise escancarada da fase neoliberal da globalização capitalista.” No trecho acima, empregou-se corretamente o acento grave indicativo de crase. Assinale a alternativa em que isso não tenha ocorrido. (A) Eles visaram à premiação no concurso. (B) Sempre nos referimos à Florianópolis dos açorianos. (C) Nossos cursos vão de 8h às 18h. (D) A solução foi sair à francesa. (E) Fizemos uma longa visita à casa nova dos nossos amigos. Gabarito – C

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 Comentário – Alternativa A: correta. O verbo visar é transitivo indireto no sentido de almejar. A preposição “a” que rege seu complemento contraiu-se com o artigo definido “a” que acompanha seu objeto indireto. Alternativa B: correta. Quem se refere se refere a algo. A preposição se contraiu com o artigo definido a admitido pelo substantivo. Alternativa C: incorreta. Já comentamos aqui casos semelhantes. Como não existe artigo em “de 8h”, também não dever existir artigo em “a 18h”, o que inviabiliza o uso do acento grave. Compare com “das 8h às 18h”, em que o acento está corretamente empregado. Alternativa D: correta. Ocorreu aqui a elipse da palavra moda ou maneira, das locuções à moda de, à maneira de. Alternativa E: correta. Com a palavra casa, a crase só ocorre quando esta vem determinada. Note a diferença: Vou a casa / Vou à casa dos meus pais.

16. (FGV/SENADO FEDERAL/ANALISTA CONTÁBIL/2008) “Não só porque no mundo todo cresce a convicção da importância dos povos tradicionais para o futuro da humanidade, precisamente em virtude de sua relação específica com a terra e a natureza, mas também porque a sociedade do conhecimento, acelerada construção, não pode prescindir da diversidade cultural para seu próprio desenvolvimento.” Assinale a alternativa que apresente pontuação igualmente correta para o trecho acima. (A) Não só porque no mundo todo cresce a convicção da importância dos povos tradicionais para o futuro da humanidade – precisamente em virtude de sua relação específica com a terra e a natureza –, mas também porque a sociedade do conhecimento, acelerada construção,

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 não pode prescindir da diversidade cultural para seu próprio

desenvolvimento. (B) Não só porque no mundo todo cresce a convicção da importância dos povos tradicionais para o futuro da humanidade – precisamente em virtude de sua relação específica com a terra e a natureza, mas também porque a sociedade do conhecimento – acelerada construção – não pode prescindir da diversidade cultural para seu próprio desenvolvimento. (C) Não só porque, no mundo todo, cresce a convicção da importância dos povos tradicionais para o futuro da humanidade, precisamente em virtude de sua relação específica com a terra e a natureza mas também porque a sociedade do conhecimento – acelerada construção –, não pode prescindir da diversidade cultural para seu próprio desenvolvimento. (D) Não só porque, no mundo todo, cresce a convicção da importância dos povos tradicionais, para o futuro da humanidade, precisamente em virtude de sua relação específica com a terra e a natureza, mas, também, porque a sociedade do conhecimento – acelerada construção, não pode prescindir da diversidade cultural, para seu próprio desenvolvimento. (E) Não só porque no mundo todo, cresce a convicção da importância dos povos tradicionais para o futuro da humanidade – precisamente em virtude de sua relação específica com a terra e a natureza – mas também porque a sociedade do conhecimento, acelerada construção, não pode prescindir da diversidade cultural para seu próprio desenvolvimento. Gabarito – A Comentário – Alternativa A: certa. Os travessões marcam a intercalação de uma oração entre as coordenadas “Não só porque...” e “...mas também...”.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 Nesse caso, é necessário haver dois travessões, um no início da intercalação e outro no final dela. A primeira vírgula é empregada para separar a oração coordenada aditiva pertencente à construção enfática expressa pelos articuladores correlatos “Não só..., mas também...”. As duas vírgulas seguintes isolam um aposto de natureza explicativa. Alternativa B: errada. Faltou o segundo travessão para isolar a oração intercalada. O isolamento do aposto por meio de travessões sustenta-se nas normas de pontuação. Alternativa C: errada. As duas primeiras vírgulas não prejudicam a correção gramatical, pois isolam termo de natureza adverbial. Mas a ausência de uma vírgula para isolar a oração intercalada “precisamente em virtude de sua relação específica com a terra e a natureza” fere as normas de pontuação. A vírgula após o segundo travessão que isola o aposto também, pois causou indevida separação entre o sujeito “a sociedade do conhecimento” e a locução verbal “pode prescindir”. Alternativa D: errada. O complemento “para o futuro da humanidade” foi isolado erroneamente do nome “importância”. Isolado o vocábulo “também”, perde-se o caráter aditivo da expressão “mas também”, e a conjunção “mas” assume seu natural valor semântico adversativo. No lugar da penúltima vírgula, deveria ser utilizado outro travessão para concluir o isolamento do aposto explicativo. Alternativa E: errada. A primeira vírgula fragmentou inadequadamente a oração coordenada inicial. A tentativa de isolar o adjunto adverbial falhou por utilizar somente uma vírgula depois dele. Como já foi assinalado, faltou uma vírgula após o segundo travessão.

17. (FGV/SSP-RJ/INSPETOR DE POLÍCIA CIVIL/2008)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 (...) Sob o pretexto de organizar a expulsão, batizada de

“afastamento”, o estrangeiro pode ser detido por até 18 meses. As condições de detenção e expulsão são inaceitáveis: em princípio, há espaços isolados denominados “centros de retenção” (os que já existem lembram campos de concentração).(...) No trecho acima, a função dos parênteses é: (A) explicar a idéia anterior. (B) exemplificar o dito anteriormente. (C) especificar um elemento particular dentre os gerais. (D) apresentar uma idéia que se deseja manter como observação à parte. (E) ressalvar um dado dito anteriormente. Gabarito – D Comentário – Esse tipo de oração é também conhecida como oração interferente (aquelas que se acrescentam à margem da frase, como esclarecimento, observação, ressalva etc.) Elas são estranhas à estrutura do período, por isso interferem na sequência lógica da frase. Exemplos: "Se me atirasse às bananas (devo ter comido meia dúzia), não poderia ter feito as milhares de coisas que fiz." (Lígia Fagundes Teles) "É bem feiozinho, benza-o Deus, o teu tal amigo," (Aluísio de Azevedo) "Tive (porque não direi tudo?), tive remorsos." (M. de Assis) No fragmento, destaca-se a intenção de se fazer uma observação à parte.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 18. (FGV/SSP-RJ/INSPETOR DE POLÍCIA CIVIL/2008) Assinale a alternativa em que não se tenha caso de regência verbal de acordo com a norma culta. (A) Ele preferia divertir-se a estudar. (B) Assistimos nosso irmão no acidente. (C) Eles esqueceram do livro. (D) Visarei às metas traçadas pela equipe. (E) No fim do mês, o patrão pagou ao empregado. Gabarito – C Comentário – Alternativa A: certa. O verbo preferir é TDI, e seu objeto indireto vem regido pela preposição a. Alternativa B: certa. O verbo assistir pode ser transitivo direto com sentido de prestar socorro, ajuda. Alternativa C: errada. Observe que não foi usado o verbo lembrar-se (pronominal). Ele é TI, mas lembrar (sem o pronome) é TD. A construção correta é: Eles esqueceram o livro. Alternativa D: certa. No sentido de almejar, ter como objetivo, o verbo visar é TI e requer a preposição a para reger seu objeto indireto. Alternativa E: certa. Com o verbo pagar, a pessoa é o OI – o verbo, é claro, é TI e exige a preposição a.

19. (FGV/SENADO FEDERAL/POLÍCIA LEGISLATIVA/2008) (...) Depois de alguns pagamentos em 1934, veio um “calote” completo em 1937.(...) A palavra “calote” foi grafada entre aspas porque: (A) é uma palavra de uso informal. 48

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 (B) corresponde a um estrangeirismo. (C) é um neologismo. (D) está sendo usada fora do seu sentido habitual. (E) representa a fala de outra pessoa. Gabarito – A Comentário – A palavra é de uso informal, mais conhecida como gíria, significa o ato ou fato de não pagar uma dívida; golpe, trapaça.

20. (FGV/SENADO FEDERAL/ANALISTA CONTÁBIL/2008) “É sabido que a terra não pertence aos índios; antes, são eles que pertencem à terra.” No período acima, utilizou-se corretamente o acento indicativo de crase antes da palavra terra. Assinale a alternativa em que isso não tenha ocorrido. (A) Voltarei à terra natal. (B) A sonda espacial retornará em breve à Terra. (C) Quando chegamos à terra, ainda sentíamos em nosso corpo o balanço do mar. (D) Eu me referia à terra dos meus antepassados. (E) Havendo descuido, a areia será misturada à terra. Gabarito – C Comentário – Apenas na frase “Quando chegamos à terra, ainda sentíamos em nosso corpo o balanço do mar.”, a palavra “terra” foi empregada em oposição a bordo. Isso proíbe o uso do acento grave indicativo de crase.

21. (FGV/SSP-RJ/OFICIAL DE CARTÓRIO/2008) “No entanto, o tema central do encontro – o desmatamento de uma região que perde um Rio de

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 Janeiro por mês de floresta – foi o que menos parece ter mobilizado os participantes”. Assinale a alternativa que apresenta o objetivo do emprego dos travessões. (A) Fazer uma enumeração. (B) Esclarecer uma informação. (C) Retificar um dado anterior. (D) Definir um vocábulo. (E) Apresentar um argumento. Gabarito – B Comentário – O segmento entre os travessões é aposto explicativo, cujo valor semântico esclarece o sentido da expressão “o tema central do encontro”. Então, o que achou das questões? Não são difíceis, não é mesmo? Espero que você tenha tido um bom desempenho. A partir da próxima página, as questões encontram-se sem os meus comentários. Aproveite-as para revisar o conteúdo durante a semana. Fique com Deus um grande abraço. Professor Albert Iglésia QUESTÕES SEM COMENTÁRIOS 1. (FGV/PREFEITURA DE ANGRA/FISCAL DE TRIBUTOS/2010) (...) Uma vez que o ar mais quente retém mais água do que o frio, em algumas regiões haverá muita chuva; em outras, as secas se repetirão.(...) A respeito da pontuação do período acima, analise as afirmativas a seguir:

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 I. II. A última vírgula do período se justifica por se tratar de zeugma. A primeira vírgula do período se justifica por separar orações sintaticamente equivalentes. III. O ponto e vírgula pode ser substituído por ponto, colocando-se a palavra seguinte com a primeira letra em maiúscula. Assinale (A) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. (B) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas. (C) se apenas as afirmativas II e II estiverem corretas. (D) Se nenhuma afirmativa estiver correta. (E) Se todas as afirmativas estiverem corretas.

2.

(FGV/CAERN/TÉCNICO EM CONTABILIDADE/2010) (...) Como a cultura escrita está reagindo às diferentes inovações? (...) Na frase acima, empregou-se corretamente o acento grave indicativo do fenômeno da crase. Assinale a alternativa em que isso NÃO tenha ocorrido.

(A) Estaremos prontos às 18 horas. (B) O curso vai de segunda à sexta (C) Iremos à Natal dos nossos antepassados (D) Ele saiu à francesa. (E) Responderemos às suas indagações.

3.

(FGV/CODESP/ADMINISTRADOR/2010) (...) Sem melhorar a educação pública, milhões continuarão prisioneiros do assistencialismo, e as empresas, desassistidas (...). 51

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 A respeito da pontuação do período acima, analise as afirmativas a seguir: I. II. A segunda vírgula se justifica por separar sujeitos de orações diferentes. A terceira vírgula é caso de zeugma. a ele seria melhor vir um ponto e vírgula. Assinale (A) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas (B) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas (C) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas (D) se todas as afirmativas estiverem corretas (E) se nenhuma afirmativa estiver correta.

III. Ao se retirar o E do período, no lugar da vírgula imediatamente anterior

4.

(FGV/CODESP/AUXILIAR OPERACIONAL PORTUÁRIO/2010) (...) De acordo com o estudo do Cindes, quatro setores seriam mais sensíveis: papel, celulose e gráfica; refino de petróleo e petroquímico; siderurgia; e produtos químicos.(...) A respeito do período acima, analise as afirmativas a seguir:

I. II.

O último ponto e vírgula é desnecessário, uma vez que já há a conjunção E. Os dois pontos introduzem uma enumeração.

III. Todas as ocorrências da conjunção E têm valor aditivo. Assinale (A) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas (B) se nenhuma afirmativa estiver correta (C) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas 52

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 (D) se todas as afirmativas estiverem corretas. (E) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas

5.

(FGV/CODESP/AUXILIAR OPERACIONAL PORTUÁRIO/2010) Em “À beira do cais”, empregou-se corretamente o acento indicativo da crase. Assinale a alternativa em que NÃO se seguiram as regras gramaticais do emprego do acento da crase.

(A) A prova vai até as 17 horas (B) O cartão não pode ser marcado a lápis (C) O caderno de questões só pode ser levado a partir das 16 horas. (D) Não é possível realizar a prova com aparelhos eletrônicos à tiracolo (E) Cuidado para não chutar a carteira do candidato a sua frente

6.

(FGV/CODESP/TÉCNICO

EM

INFORMÁTICA/2010)

Em

...devido

à

proximidade com o Porto de Santos... , empregou-se corretamente o acento indicativo do fenômeno da crase. Assinale a alternativa em que isso NÃO tenha ocorrido (A) O horário de trabalho é das 8h às 18h, de segunda a sábado (B) Fomos à Santos da modernidade portuária (C) Estávamos face à face com o perigo (D) Ele sempre compra à vista. (E) Preferimos nosso filé à Osvaldo Aranha

7.

(FGV/BADESC/ANALISTA

ADMINISTRATIVO/2010)

A

construção

da

frase “tentará descobrir alguma coisa que possuam em comum – um

53

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 conhecido, uma cidade da qual gostam”, está correta em relação à regência dos verbos possuir e gostar. De acordo com a norma padrão, assinale a alternativa que apresente erro de regência. (A) Apresentam-se algumas teses a cujas ideias procuro me orientar. (B) As características pelas quais um povo se identifica devem ser preservadas. (C) Esse é o projeto cujo objetivo principal é a reflexão sobre a brasilidade. (D) Eis os melhores poemas nacionalistas de que se tem conhecimento. (E) Aquela é a livraria onde foi lançado o romance recorde de vendas.

8.

(FGV/BADESC/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2010) Na frase “é ingênuo creditar a postura brasileira apenas à ausência de educação adequada” foi corretamente empregado o acento indicativo de crase. Assinale a alternativa em que o acento indicativo de crase está corretamente empregado.

(A) O memorando refere-se à documentos enviados na semana passada. (B) Dirijo-me à Vossa Senhoria para solicitar uma audiência urgente. (C) Prefiro montar uma equipe de novatos à trabalhar com pessoas já desestimuladas. (D) O antropólogo falará apenas àquele aluno cujo nome consta na lista. (E) Quanto à meus funcionários, afirmo que têm horário flexível e são responsáveis.

9.

(FGV/BADESC/ANALISTA

ADMINISTRATIVO/2010)

Assinale

a

alternativa em que a vírgula está corretamente empregada.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 (A) O jeitinho, essa instituição tipicamente brasileira pode ser considerado, sem dúvida, um desvio de caráter. (B) Apareciam novos problemas, e o funcionário embora competente, nem sempre conseguia resolvê-los. (C) Ainda que os níveis de educação estivessem avançando, o sentimento geral, às vezes, era de frustração. (D) É claro, que se fôssemos levar a lei ao pé da letra, muitos sofreriam sanções diariamente. (E) O tempo não para as transformações sociais são urgentes mas há quem não perceba esse fato, que é evidente.

10. (FGV/SEFAZ-AP/FISCAL DE RENDAS/2010) O emprego correto da vírgula verifica-se apenas em: (A) A educação, saída ideal para diversos problemas sociais, requer empenho coletivo, e a sociedade deve oferecê-lo. (B) A administração do dinheiro público que é bem de todos, precisa ser controlada, e regulada por leis adequadas. (C) Embora sejam instrumentos democráticos as leis não garantem a ética na gestão pública, fato incontroverso no Brasil. (D) É claro, que se fôssemos levar a lei ao pé da letra, muitos sofreriam sanções diariamente. (E) O tempo não para, as transformações sociais são urgentes mas há quem não perceba, que isso é evidente.

11. (FGV/SEFAZ-AP/FISCAL DE RENDAS/2010) Na frase “as ações que nós reproduzimos em nosso cotidiano”, a regência do verbo em destaque é a mesma de:

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 (A) Alguns atribuem valor positivo ao famoso jeitinho. (B) Essa crítica, sem dúvida, cabe a todos os brasileiros. (C) Prefiro oposição inteligente a adesões inseguras. (D) Sem dúvida, a noção de civismo está na pauta de debates. (E) O comodismo contamina o indivíduo cansado de lutar em vão.

12. (FGV/SEFAZ-AP/FISCAL DE RENDAS/2010) Ao substituir a expressão sublinhada no fragmento “se reduz à crítica que não busca alterar a realidade“, assinale a alternativa em que o acento indicativo de crase deve ser empregado. (A) se reduz a mesma crítica. (B) se reduz a certa crítica. (C) se reduz a qualquer crítica. (D) se reduz a alguma crítica. (F) se reduz a toda crítica.

13. (FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) Dos trechos transcritos do texto, assinale aquele em que se poderia empregar opcionalmente o acento indicativo de crase. (A) Preferência a respeito das ações humanas. (B) Diante da multiplicidade de caminhos a nossa disposição. (C) Na verdade, somos obrigados a escolher. (D) Podem ser predicados a todos os atos humanos. (E) Não se reduzem a fenômenos meramente subjetivos.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 14. (FGV/MEC/ADMINISTRADOR DE BANCO DE DADOS/2010) “A evolução das grandes regiões se diferencia: as respostas de cada uma à crise de hegemonia norte-americana são muito diferentes.” Os dois-pontos no trecho acima introduzem uma: (A) enumeração. (B) explicação. (C) causa. (D) explicitação. (E) consequência.

15. (FGV/MEC/ADMINISTRADOR

DE

BANCO

DE

DADOS/2010)

“O

movimento altermundialista deverá também responder à nova situação mundial nascida da crise escancarada da fase neoliberal da globalização capitalista.” No trecho acima, empregou-se corretamente o acento grave indicativo de crase. Assinale a alternativa em que isso não tenha ocorrido. (A) Eles visaram à premiação no concurso. (B) Sempre nos referimos à Florianópolis dos açorianos. (C) Nossos cursos vão de 8h às 18h. (D) A solução foi sair à francesa. (E) Fizemos uma longa visita à casa nova dos nossos amigos.

16. (FGV/SENADO FEDERAL/ANALISTA CONTÁBIL/2008) “Não só porque no mundo todo cresce a convicção da importância dos povos tradicionais para o futuro da humanidade, precisamente em virtude de sua relação específica com a terra e a natureza, mas também porque a sociedade

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 do conhecimento, acelerada construção, não pode prescindir da diversidade cultural para seu próprio desenvolvimento.” Assinale a alternativa que apresente pontuação igualmente correta para o trecho acima. (A) Não só porque no mundo todo cresce a convicção da importância dos povos tradicionais para o futuro da humanidade – precisamente em virtude de sua relação específica com a terra e a natureza –, mas também porque a sociedade do conhecimento, acelerada construção, não pode prescindir da diversidade cultural para seu próprio desenvolvimento. (B) Não só porque no mundo todo cresce a convicção da importância dos povos tradicionais para o futuro da humanidade – precisamente em virtude de sua relação específica com a terra e a natureza, mas também porque a sociedade do conhecimento – acelerada construção – não pode prescindir da diversidade cultural para seu próprio desenvolvimento. (C) Não só porque, no mundo todo, cresce a convicção da importância dos povos tradicionais para o futuro da humanidade, precisamente em virtude de sua relação específica com a terra e a natureza mas também porque a sociedade do conhecimento – acelerada construção –, não pode prescindir da diversidade cultural para seu próprio desenvolvimento. (D) Não só porque, no mundo todo, cresce a convicção da importância dos povos tradicionais, para o futuro da humanidade, precisamente em virtude de sua relação específica com a terra e a natureza, mas, também, porque a sociedade do conhecimento – acelerada construção, não pode prescindir da diversidade cultural, para seu próprio desenvolvimento.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 (E) Não só porque no mundo todo, cresce a convicção da importância dos povos tradicionais para o futuro da humanidade – precisamente em virtude de sua relação específica com a terra e a natureza – mas também porque a sociedade do conhecimento, acelerada construção, não pode prescindir da diversidade cultural para seu próprio desenvolvimento.

17. (FGV/SSP-RJ/INSPETOR DE POLÍCIA CIVIL/2008) (...) Sob o pretexto de organizar a expulsão, batizada de

“afastamento”, o estrangeiro pode ser detido por até 18 meses. As condições de detenção e expulsão são inaceitáveis: em princípio, há espaços isolados denominados “centros de retenção” (os que já existem lembram campos de concentração).(...) No trecho acima, a função dos parênteses é: (A) explicar a idéia anterior. (B) exemplificar o dito anteriormente. (C) especificar um elemento particular dentre os gerais. (D) apresentar uma idéia que se deseja manter como observação à parte. (E) ressalvar um dado dito anteriormente. 18. (FGV/SSP-RJ/INSPETOR DE POLÍCIA CIVIL/2008) Assinale a alternativa em que não se tenha caso de regência verbal de acordo com a norma culta. (A) Ele preferia divertir-se a estudar. (B) Assistimos nosso irmão no acidente. (C) Eles esqueceram do livro. (D) Visarei às metas traçadas pela equipe. (F) No fim do mês, o patrão pagou ao empregado. 59

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19. (FGV/SENADO FEDERAL/POLÍCIA LEGISLATIVA/2008) (...) Depois de alguns pagamentos em 1934, veio um “calote” completo em 1937.(...) A palavra “calote” foi grafada entre aspas porque: (A) é uma palavra de uso informal. (B) corresponde a um estrangeirismo. (C) é um neologismo. (D) está sendo usada fora do seu sentido habitual. (F) representa a fala de outra pessoa.

20. (FGV/SENADO FEDERAL/ANALISTA CONTÁBIL/2008) “É sabido que a terra não pertence aos índios; antes, são eles que pertencem à terra.” No período acima, utilizou-se corretamente o acento indicativo de crase antes da palavra terra. Assinale a alternativa em que isso não tenha ocorrido. (A) Voltarei à terra natal. (B) A sonda espacial retornará em breve à Terra. (C) Quando chegamos à terra, ainda sentíamos em nosso corpo o balanço do mar. (D) Eu me referia à terra dos meus antepassados. (E) Havendo descuido, a areia será misturada à terra.

21. (FGV/SSP-RJ/OFICIAL DE CARTÓRIO/2008) “No entanto, o tema central do encontro – o desmatamento de uma região que perde um Rio de

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 Janeiro por mês de floresta – foi o que menos parece ter mobilizado os participantes”. Assinale a alternativa que apresenta o objetivo do emprego dos travessões. (A) Fazer uma enumeração. (B) Esclarecer uma informação. (C) Retificar um dado anterior. (D) Definir um vocábulo. (E) Apresentar um argumento.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 6 GABARITO 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. A B D E D C A D C

10. A 11. E 12. A 13. B 14. D 15. C 16. A 17. D 18. C 19. A 20. C 21. B

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 Hoje nossa aula é sobre sintaxe de concordância. Essa expressão pomposa nada mais significa do que a relação estabelecida, como regra geral, entre o verbo da oração e o sujeito dela; entre o artigo, o adjetivo, o numeral adjetivo, o pronome adjetivo e o substantivo a que se referem. O primeiro tipo de relação é mais conhecido nos manuais de gramática e nas salas de aula como concordância verbal; o segundo, como concordância nominal. Existem muitas regras específicas, detalhes, exceções envolvendo esse assunto. Aqui, tentarei abordar um número suficiente de casos. Começarei pelos casos de concordância verbal. Vamos a eles! CASOS GERAIS DE CONCORDÂNCIA VERBAL O verbo e o sujeito de uma oração concordam em número e pessoa. "O outono é mais estação da alma..." (C. D. A.) "Todas estavam ainda verdes." (C. D. A.) Quando o sujeito é composto, isto é, possuir mais de um núcleo, verifica-se o seguinte:

1.

(FGV/SERC-MS/ANALISTA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/2006) “O que você quer?” Passando-se o período acima para a forma de tratamento vós e para o futuro do pretérito do indicativo, obtém-se:

(A) O que vós quererias? (B) O que vós quiserdes? (C) O que vós queríeis? www.pontodosconcursos.com.br 1

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 (D) O que vós quereríeis? (E) O que vós querereis? Gabarito – D Comentário – Vamos ver como se conjuga o verbo querer no futuro do pretérito do indicativo: eu quereria, tu quererias, ele quereria, nós quereríamos, vós quereríeis, eles quereriam. Alternativa A: segunda pessoa do singular do futuro do pretérito do indicativo: eu quereria, tu quererias, ele quereria, nós quereríamos, vós quereríeis, eles quereriam. Alternativa B: segunda pessoa do plural do futuro do subjuntivo: (quando) eu quiser, tu quiseres, ele quiser, nós quisermos, vós quiserdes, eles quiserem. Alternativa C: segunda pessoa do plural do pretérito imperfeito do indicativo: eu queria, tu querias, ele queria, nós queríamos, vós queríeis, eles queriam. Alternativa E: segunda pessoa do plural do futuro do presente do indicativo: eu quererei, tu quererás, ele quererá, nós quereremos, vós querereis, eles quererão.

2.

(FGV/SENADO

FEDERAL/TÉCNICO

LEGISLATIVO

POLÍCIA

LEGISLATIVA/2008) “...a cédula com Machado deixa de circular por valer menos de um centavo de dólar.” Assinale a alternativa em que, passando-se o trecho acima para o plural, manteve-se adequação à norma culta. (A) ...as cédulas com Machados deixam de circularem por valerem menos de centavos de dólares.

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2

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 (B) ...as cédulas com Machado deixam de circularem por valer menos de centavos de dólar. (C) ...as cédulas com Machados deixam de circular por valerem menos de centavos de dólares. (D) ...as cédulas com Machado deixam de circularem por valerem menos de centavos de dólar. (E) ...as cédulas com Machado deixam de circular por valerem menos de centavos de dólar. Gabarito – E Comentário – Havendo uma locução verbal, cabe somente ao verbo auxiliar a flexão de número e pessoa para concordar com o sujeito. Portanto, estão erradas as alternativas A, B e D. As locuções “com Machado” e “de dólar” não se flexionam, pois os substantivos designam especificamente seres únicos: respectivamente o ilustre Machado de Assis e a moeda americana. Com sintagmas formados de um núcleo seguido de uma locução adjetiva (“as cédulas com Machado”, “centavos de dólar”), apenas o núcleo é pluralizado (corte de tecido/cortes de tecido, tipo de carne/tipos de carne). Mas às vezes o substantivo pertencente à locução deve, por exigência de natureza semântica, ser pluralizado. É inadequado dizer, por exemplo, uma caixa de sapato, porque a caixa contém mais de um item. Diga, então, caixa de sapatos, caixa de fósforos, caixa de bombons, cesta de frutas, loja de brinquedos, talão de cheques...

1. Representado por pessoas gramaticais diferentes sobre a terceira (ELES).

a primeira pessoa

(NÓS) prevalecerá sobre as demais, e a segunda (VÓS) terá preferência

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 Eu, tu e os cidadãos (Nós) saímos. Tu e os cidadãos (Vós) saístes. (norma culta) Tu e os cidadãos (Vocês) saíram. (norma popular – ocorre que os pronomes TU e VÓS, no falar do português do Brasil, são frequentemente substituídos por VOCÊ e VOCÊS, o que leva o verbo para a terceira pessoa) 2. Anteposto ao verbo rígida ou gramatical). Pai e filho conversaram longamente. As imagens e o som não estavam adequados. 3. Posposto ao verbo ou gramatical) ou o verbo poderá ficar no plural (concordância rígida concordará com o núcleo mais próximo o verbo ficará sempre no plural (concordância

(concordância atrativa).

Caíram uma flor e duas folhas. (ou “Caiu”, para concordar apenas com “uma flor”)

Saiu o ancião e seus amigos. (ou “Saíram”, para concordar com todos os núcleos) Saíste tu e Pedro. (ou “Saístes”, para concordar com todos os núcleos; ou “Saíram”, de acordo com a norma popular)

ATENÇÃO! Quando há reciprocidade, no entanto, a concordância deve ser feita no plural.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 Agrediram-se o deputado e o senador. Ofenderam-se o jogador e o árbitro.

3.

(FGV/MEC/ADMINISTRADOR DE BANCO DE DADOS/2008) “A crise energética e a climática revelam os limites do ecossistema planetário.” Assinale a alternativa em que, alterando-se o trecho acima, sem provocar mudança de sentido, manteve-se adequação à norma culta.

(A) A crise energética e climática revelam os limites do ecossistema planetário. (B) As crises energética e climática revelam os limites do ecossistema planetário. (C) A crise energética e climática revela os limites do ecossistema planetário. (D) As crises energética e a climática revelam os limites do ecossistema planetário. (E) As crises energética e climática revela os limites do ecossistema planetário. Gabarito – B Comentário – Repare que, inicialmente, temos um caso de sujeito composto (“a crise energética” e “a [crise] climática”). O artigo definido “a”, que se repete, determina cada núcleo separadamente. A ideia, então, é a de que existem dois tipos de crise: energética e climática. Nossa resposta deve preservar o sentido e a correção gramatical. Alternativa A: o artigo definido no singular indica que há somente uma crise, qualificada ao mesmo tempo pelos adjetivos “energética” e “climática”. Como o sujeito é simples e seu núcleo (“crise”)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 está no singular, o verbo deve se flexionar na terceira pessoa do singular: revela. Alternativa B: com o artigo e o núcleo no plural (“As crises”) seguidos dos adjetivos “energética” e “climática”, preserva-se a ideia inicial. A correção gramatical também é mantida com o verbo revelar flexionado na terceira pessoa do plural em concordância com o núcleo do sujeito: “crises”. Alternativa C: a adequação à norma gramatical foi mantida (o verbo concorda e número e pessoa com o núcleo do sujeito), mas a ideia inicial foi prejudicada: há somente uma crise. Alternativa D: para se manter a ideia inicial de existência de duas crises e também a correção gramatical, duas opções são possíveis: 1 – As crises energética e climática revelam...; 2 – A crise energética e a climática revelam... Alternativa E: a ideia inicial foi mantida, mas a correção gramatical foi transgredida com o verbo no singular (“revela”), em total falta de concordância com o núcleo “crises”. CASOS PARTICULARES DE CONCORDÂNCIA VERBAL 1. Verbos impessoais do singular. Choveu muito. Deve nevar muito naquelas regiões. Aqui faz verões terríveis. Deve fazer dez anos que eles chegaram. Há anos não o vejo. Ia para dez anos que não o via. Já passava de dez horas. www.pontodosconcursos.com.br 6
Verbos que indicam tempo decorrido Verbos que indicam fenômenos naturais

não possuem sujeito, ficando na terceira pessoa

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Poderá haver alunos reprovados.

Verbo “haver” com sentido de “existir”, “acontecer”, “ocorrer”.

4.

(FGV/FNDE/ESPECIALISTA

EM

FINANCIAMENTO

E

EXECUÇÃO

DE

PROGRAMAS E PROJETOS EDUCACIONAIS/2007) Assinale a alternativa em que, alterando-se a forma verbal do trecho que não existem nós centrais, não se respeitou a norma culta. (A) que não há nós centrais (B) que não devem existir nós centrais (C) que não devem haver nós centrais (D) que não há de haver nós centrais (E) que não hão de existir nós centrais Gabarito – C Comentário – O examinador quer a construção sintaticamente errada. Quando houver uma locução verbal, fique de olho vem vivo no verbo principal, pois e ele que vai dizer ser o auxiliar será ou não flexionado. Em “devem haver” (letra C), o verbo principal (“haver”) foi usado com sentido de existir. Nesse caso, ele é impessoal e sua impessoalidade é transmitida ao seu auxiliar, que deve se flexionar obrigatoriamente na terceira pessoa do singular.

5.

(FGV/SENADO transparência...”

FEDERAL/TÉCNICO “...há outras

LEGISLATIVO formas de garantir

– a

ADMINISTRAÇÃO/2008)

Assinale a alternativa em que, alterando-se o trecho acima, manteve-se adequação à norma culta. (A) ...há de existir outras formas de garantir a transparência...

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 (B) ...hão de haver outras formas de garantir a transparência... (C) ...devem existir outras formas de garantir a transparência... (D) ...devem haver outras formas de garantir a transparência... (E) ...podem haver outras formas de garantir a transparência... Gabarito – C Comentário – Alternativa A: errada. O verbo “existir” – o principal –, transfere sua pessoalidade para o seu auxiliar, que deve se flexionar na terceira pessoa do plural (hão) para concordar com “formas”, núcleo do sujeito. Alternativa B: errada. Agora o verbo principal é o “haver”, impessoal com sentido de existir, o que deve manter o verbo auxiliar na terceira pessoa do singular (há). Alternativa C: certa. O que deveria ter acontecido na alternativa A ocorreu aqui: a flexão do verbo auxiliar, por influência da pessoalidade do verbo principal (“existir”). Alternativas D e E: erradas. Ocorreu o mesmo erro presente na alternativa B.

2. Verbos unipessoais caber, constar,

são os que possuem sujeito, ficando na terceira convir, faltar, importar, interessar, ocorrer,

pessoa do singular ou do plural; os principais são acontecer, bastar, parecer, restar, urgir, etc. Basta uma reflexão.
sujeito

Faltam apenas quatro linhas.
sujeito

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 6. (FGV/BADESC/TÉCNICO DE FOMENTO/2010) Na frase “Não resta dúvida de que esse tipo de pensamento aplaca muitas consciências”, a flexão do vocábulo dúvida no plural: (A) gera a obrigatoriedade de se flexionar mais um vocábulo apenas. (B) mantém a frase da mesma forma como se encontra redigida. (C) leva à flexão opcional de mais dois vocábulos. (D) implica a flexão nominal e verbal de três vocábulos obrigatoriamente. (E) obriga o emprego da primeira pessoa do plural na forma do verbo. Gabarito – A Comentário – O sujeito da forma verbal “resta” é o termo “dúvida”. Obrigatoriamente, a passagem desse sujeito para o plural (dúvidas) acarretaria a flexão do verbo na terceira pessoa do plural (restam). Como se verá abaixo, mais nenhuma modificação precisaria ser feita: Não restam dúvidas de que esse tipo de pensamento aplaca muitas consciências

3. Sujeito oracional ficará no singular.

se o sujeito for oracional, o verbo da oração principal

Falta fazer quatro linhas.
sujeito

Urge que tomemos uma atitude radical.
sujeito

4. Pronome apassivador e índice de indeterminação do sujeito Dá-se aula. (com verbos transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos, o SE é pronome apassivador e o verbo da oração – “dá” – deve concordar com o sujeito – “aula”)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 Dão-se aulas. (pluralizando-se o sujeito – “aulas” –, o verbo deve flexionar-se também no plural – “Dão”; e o “se” continua como pronome apassivador) Precisa-se de professores. (agora, o vocábulo “SE” acompanha verbo transitivo indireto – “Precisa” – e, por isso, denomina-se índice de indeterminação do sujeito, o que força o verbo a ficar na terceira pessoa do singular, situação que se repete com verbos intransitivos, de ligação e verbo transitivo direto + SE + preposição) 5. Coletivo o verbo concordará com o coletivo, estando próximo a ele;

mas, se estiver distante, o verbo poderá ficar no singular ou no plural, conforme se queira destacar mais a idéia dos indivíduos. O povo não revelou nada. O grupo se dividiu; mais adiante, porém, se reuniram (ou reuniu). 6. Expressão partitiva quando o sujeito é formado por uma expressão

partitiva (parte de..., metade de..., o grosso de..., a maioria de..., a maior parte de..., grande número de..., etc.) seguida de substantivo ou pronome no plural, o verbo pode ficar no singular, preferencialmente, ou no plural. A maioria das crianças não mente. (conc. rígida ou gramatical) A maioria das crianças não mentem. (conc. atrativa)

7.

(FGV/SSP-RJ/OFICIAL DE CARTÓRIO/2008) “...a maioria dos policiais procure...”; as gramáticas de língua portuguesa ensinam que com a

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 expressão “a maioria de” seguida de substantivo plural, a concordância se faz predominantemente no singular (concordando com maioria), mas pode concordar no plural, em função do substantivo (Maria Helena de Moura Neves, Guia de uso do português, Editora Unesp, SP, 2003, p. 493). Assim sendo, pode-se dizer da concordância verbal feita nessa frase do texto que ela: (A) assume a única forma possível de concordância verbal. (B) prefere uma das formas de concordância verbal possível. (C) apresenta uma forma errada de concordância verbal. (D) mostra preferência por uma concordância verbal menos utilizada. (E) indica a utilização de uma forma verbal de concordância não estudada nas gramáticas. Gabarito – B Comentário – A concordância com o núcleo da expressão (“maioria”) é a predominante por ser a gramatical ou rígida, mas é licito concordar atrativamente com a locução que especifica o substantivo: ...a maioria dos policiais procurem...

8.

(FGV/SAD-AP/DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL/2010) De acordo com as regras de concordância verbal do padrão escrito culto, assinale a alternativa incorreta.

(A) A maioria dos brasileiros já viveram situações violentas no cotidiano. (B) Sem dúvida, devem haver formas de combater pacificamente a violência. (C) No artigo em análise, trata-se de questões referentes à origem histórica da violência.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 (D) Faz séculos que se verificam situações de opressão na sociedade brasileira. (E) Sempre existirão pessoas dispostas a resistir ao comodismo. Gabarito – B Comentário – Alternativa A: correta. Tanto está certa a concordância com o termo “maioria” quanto a concordância com “brasileiros”. A banca preferiu concordar com o segundo. Alternativa B: incorreta. Na locução “devem haver”, a impessoalidade do verbo “haver”, o principal, reflete no verbo auxiliar, que deve flexionar-se na terceira pessoa do singular: deve. Alternativa C: correta. O pronome “se” é índice de indeterminação do sujeito. Nesse caso, o verbo concorda obrigatoriamente na terceira pessoa do singular. Alternativa D: correta. Usou-se o verbo fazer na indicação de tempo, o que o faz permanecer invariavelmente na terceira pessoa do singular. Já o verbo verificar, que foi usado na voz passiva sintética (note o pronome “se”), tem como núcleo do sujeito o substantivo plural “situações”, razão pela qual se flexionou na terceira pessoa do plural. Alternativa E: correta. O verbo existir, que é pessoal, tem como núcleo do sujeito o substantivo plural “pessoas”, razão que o faz concordar obrigatoriamente na terceira pessoa do plural. Com respeito à concordância do verbo “resistir”, adianto que ele também poderia se flexionar na terceira pessoa do plural (resistirem) para concordar com “pessoas”. A orientação é a seguinte: – se o sujeito do infinitivo é igual ao do verbo da oração principal, a flexão daquele é facultativa. Exemplo: [Reunir-nos-emos com eles] [para apresentar/apresentarmos os problemas da empresa]. – o sujeito comum das orações é nós. www.pontodosconcursos.com.br 12

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 Mais à frente sistematizarei as orientações a respeito da flexão do infinitivo. 7. Quantidade aproximada de substantivo, Cerca de o quando houver uma quantidade aproximada obrigatoriamente candidatos concordará no com o

(perto de..., cerca de..., coisa de..., mais de..., menos de..., etc) seguida verbo dois substantivo. mil passaram concurso. (concordância rígida ou gramatical) ATENÇÃO! Com a expressão mais de um, devemos ter mais cuidado. O verbo só vai para o plural quando há ideia de reciprocidade ou quando a expressão surge repetida. Mais de uma máquina estava parada. Mais de um casal se agrediram. Mais de uma flor, mais de uma folha foram arrancadas. 8. Pronome relativo que se o sujeito for o pronome relativo que, o verbo

concordará com o antecedente. Fui eu que cheguei por último. Foste tu que chegaste por último. 9. Pronome relativo quem o verbo concordará com o antecedente ou

ficará na terceira pessoa do singular. Fui eu quem cheguei por último. Fui eu quem chegou por último.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 10. Um dos que o verbo ficará na terceira pessoa do singular,

concordando com um, ou na terceira pessoa do plural, concordando com os (dos = de + os). Você é um dos que fala/falam menos. O Amazonas é um dos rios que corta/cortam a floresta equatorial. ATENÇÃO! Quando houver idéia de exclusão necessária, o verbo ficará no singular. É uma das tragédias de Racine que se apresentará hoje no teatro. Ela é uma das candidatas que preencherá a vaga. 11. Pronome indefinido, interrogativo ou demonstrativo + de (dentre) nós, vós ou vocês pessoal. Algum dentre vós sairá antes? Quais de nós sairão (sairemos) antes? Falo com aqueles dentre vós que trabalham (trabalhais). 12. Cada um o verbo ficará no singular. o verbo concorda com o pronome (sujeito); mas, se este estiver no plural, o verbo poderá concordar com o pronome

Cada um de nós estudará para o concurso. Cada um de vocês passará. 13. Pronome de tratamento o verbo concordará sempre na terceira

pessoa do singular ou do plural. www.pontodosconcursos.com.br 14

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 Vossa Excelência é muito digno. Vossas Senhorias são muito exigentes. 14. Fração rigorosamente, o verbo concorda com o numerador;

havendo parte inteira, o verbo concordará com ela. Um terço dos alunos foi embora. Dois inteiros e um quarto dos alunos passaram. ATENÇÃO! É possível ainda usar o verbo no plural quando o número fracionário vier seguido de substantivo no plural. Essa posição é sustentada, por exemplo, pelo mestre Cegalla (Novíssima gramática da Língua Portuguesa, 48ª edição, Companhia Editora Nacional, São Paulo, 2008, página 470) “Um quinto dos homens eram de cor escura.” Recomendo que você observe atentamente todas as opções apresentadas pelo examinador.

15. Porcentagem

o verbo concorda, a rigor, com o numeral.

Um por cento dos alunos recusou-se a colaborar. Vinte e cinco por cento dos candidatos faltaram. Apenas 1,78% votou nesse candidato. (a concordância é com a parte inteira) ATENÇÃO! Bechara (Moderna gramática portuguesa – 37ª edição revista, ampliada e atualizada conforme o novo Acordo Ortográfico – Rio de Janeiro: Nova Fronteira – 2009 – página 566) nos ensina que “Nas linguagens modernas em que entram expressões numéricas de porcentagem, a

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 tendência é fazer concordar o verbo com o termo preposicionado que especifica a referência numérica”. “Trinta por cento do Brasil assistiu à transmissão dos jogos da Copa.” Trinta por cento dos brasileiros assistiram aos jogos da Copa.” Aqui também recomendo que você observe atentamente todas as opções apresentadas pelo examinador, que pode considerar corretas as duas possibilidades de concordância.

9.

(FGV/CODESP/AUXILIAR OPERACIONAL PORTUÁRIO/2010) (...) Se essas restrições entrarem em vigor mundo afora, por volta de 20% das vendas externas brasileiras na configuração de hoje em termos de destinos, volumes e preços seriam afetadas.(...) Assinale a alternativa em que a alteração do sublinhado no trecho acima NÃO tenha sido feita em respeito às normas gramaticais

(A) por volta de 12% das vendas seriam afetados (B) por volta de 1,2% das vendas seria afetado (C) por volta de 0,2% das vendas seriam afetadas (D) por volta de 1,9% das vendas seriam afetados (E) por volta de 0,99% das vendas seria afetado Gabarito – D Comentário – A FGV considera correta a possibilidade de concordância com o numeral ou com a locução especificativa. Alternativa A: certa. A concordância foi feita com o numeral, que está no gênero masculino (doze) e indica plural.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 Alternativa B: certa. A concordância foi feita com o numeral, cuja parte inteira (um) define a flexão de gênero e número. Alternativa C: certa. A concordância agora é com vendas, núcleo da expressão que especifica o numeral. Alternativa D: errada. Optando-se pela concordância com o numeral (1,9%), a forma correta é seria afetado, por causa da parte inteira. Querendo-se concordar com o núcleo vendas, a flexão correta é seriam afetadas. Alternativa E: certa. A concordância foi estabelecida com a parte inteira (zero), que transmite a ideia de masculino singular.

10. (FGV/SSP-RJ/INSPETOR

DE

POLÍCIA

CIVIL/2008)

“Estima-se

que

possam ser expulsos da Europa 8 milhões de estrangeiros...” Assinale a alternativa em que se tenha mantido a concordância adequada à norma culta ao se reescrever o trecho acima. (A) Estima-se que possa ser expulso da Europa dez por cento dos estrangeiros... (B) Estima-se que possam ser expulsos da Europa milhares de pessoas... (C) Estima-se que possam ser expulsos da Europa 1 milhão do grupo... (D) Estima-se que possa ser expulso da Europa três quartos dos estrangeiros... (E) Estima-se que possam ser expulsos da Europa 1,98% do grupo... Gabarito – B Comentário – Em todas as alternativas o verbo “Estima-se” (voz passiva sintética) está corretamente no singular porque o sujeito dele apresentou-se sob a forma de oração (subordinada substantiva subjetiva).

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 Alternativa A: a expressão “dez por cento dos estrangeiros” não permite que os verbo fiquem no singular, pois a numeral “dez” e o substantivo “estrangeiros” transmitem a ideia de plural. Eis a correção: ... possam ser expulsos... Alternativa B: está correta e merece sua total atenção. Milhão, bilhão e milhar são substantivos masculinos, por isso devem concordar no masculino os artigos, numerais e pronomes que os precedem: Os dois milhões de pessoas; uns três milhões de árvores, aqueles bilhões de criaturas. Já o verbo no particípio e o adjetivo podem concordar no masculino ou no feminino com o substantivo feminino: Dois milhões de sacas de soja estão ali armazenados (ou armazenadas). Os outros cinco milhões de moedas serão cunhados (ou cunhadas). Portanto estaria igualmente correta a construção: Estima-se que possam ser expulsas da Europa milhares de pessoas... Alternativa C: errada. Com milhão, bilhão e trilhão (no singular), só haverá possibilidade de plural se esses substantivos numéricos estiverem seguidos de substantivo no plural: Um milhão de fiéis agruparam-se em procissão. Alternativa D: errada: Na expressão “três quartos dos estrangeiros” o numerador indica plural e o substantivo “estrangeiros também”. Por isso a concordância adequada é: possam ser expulsos.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 Alternativa E: errada. Agora a indicação é somente de singular, quer seja a parte inteira (“1”) do numeral percentual, quer seja o substantivo especificativo dele (“grupo”). Por isso a concordância correta é: possa ser expulso.

11. (FGV/CAERN/AGENTE ADMINISTRATIVO/2010) Hoje, apenas 16% dos 192 milhões de brasileiros vivem na zona rural, de acordo com o IBGE. Com base no conhecimento das regras de concordância, assinale a alternativa em que se manteve correção gramatical ao se alterar a estrutura acima. (A) Hoje, apenas 0,99% vivem na zona rural (B) Hoje, apenas 1,6 milhão vivem na zona rural (C) Hoje, apenas um quarto vivem na zona rural. (D) Hoje, apenas 1,6% vive na zona rural (E) Hoje, apenas dois terços vive na zona rural Gabarito – D Comentário – Alternativa A: errada. A concordância verbal deve ser feita com a parte inteira do numeral (zero), que indica singular. Alternativa B: errada. A concordância verbal deve ser feita com a parte inteira do numeral (um), que indica singular. Alternativa C: errada. A concordância verbal deve ser feita com o numerador da fração (um), que indica singular. Alternativa D: certa. É a confirmação da regra. Alternativa E: errada. A concordância verbal deve ser feita com o numerador da fração (dois), que indica plural.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 16. Substantivos sinônimos (ou quase sinônimos) e substantivos em gradação o verbo concorda gramaticalmente com todos os núcleos ou atrativamente com o mais próximo.

Medo e temor me assusta/assustam. Uma palavra, um movimento, um simples gesto

causava/causavam-lhe medo. 17. Aposto resumitivo se o sujeito composto for resumido por um

aposto (pronome indefinido), o verbo concordará com o aposto. Alunos, professores, diretores, ninguém chegava a um acordo.
sujeito composto aposto resumitivo

Pelé, Garrincha, Didi, todos foram campeões mundiais.
sujeito composto aposto resumitivo

18.

Infinitivos antônimos ou determinados

verbo no plural.

Discordar e apoiar são próprios da democracia. O andar e o nadar fazem bem à saúde. ATENÇÃO! Se os infinitivos não forem antônimos ou não estiverem determinados, o verbo ficará no singular. Andar e nadar faz bem a saúde. Sujar a roupa de giz e passar a noite corrigindo prova nunca desanimou os professores. 19. Um e outro verbo no singular ou no plural.

Um e outro jogador foi/foram expulsos.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 ATENÇÃO! Havendo ideia de reciprocidade com a expressão um e outro, o plural é obrigatório. Um e outro insultaram-se.

20. Um ou outro; nem um nem outro autores: Um ou outro jogador fez gols.

a corrente majoritária indica o

singular; todavia esses casos suscitam divergências entre consagrados

Nem um nem outro garoto brigou na rua. a) Cunha e Cintra: “As expressões um ou outro e nem um nem outro, empregadas como pronome substantivo ou como pronome adjetivo, exigem normalmente o verbo no singular: Nem um nem outro havia idealizado previamente este encontro.” Prosseguem os mestres: “Não é rara, porém, a construção com o verbo no plural quando as expressões se empregam como pronome substantivo: Nem um nem outro desejavam questionar.” (Nova gramática do português contemporâneo, 5ª edição, Rio de Janeiro: Lexikon, 2008, página 527); b) Pasquale e Ulisses: “Com as expressões um ou outro e nem um nem outro, a concordância costuma ser feita no singular, embora o plural também seja praticado. (...) Não há uniformidade no tratamento dado a essas expressões por gramáticos e escritores.” (Gramática da língua portuguesa, São Paulo: Scipione, 1998, página 486); c) Bechara: “Com nem um nem outro é de rigor o singular para o substantivo e verbo: Nem um nem outro livro merece ser lido.” (Moderna gramática portuguesa, 37ª edição revista, ampliada e atualizada conforme o novo Acordo Ortográfico, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009, página 548);

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 d) Cegalla: “O sujeito sendo uma dessas expressões [um e outro e nem um nem outro], o verbo concorda, de preferência, no plural. Exemplos: Nem uma nem outra foto prestavam [ou prestava]” (Novíssima gramática da língua portuguesa, 48a. edição revista, São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2008, páginas 556 e 557). ATENÇÃO! Recomendo que você mantenha certa flexibilidade ao encarar questões desse tipo. 21. Sujeitos ligados por ou ou nem o verbo ficará no singular. Nem Paulo, nem Ana reclamaram do salário. Pedro ou Paulo sairão mais cedo. José ou Pedro casará com ela. (apesar de tudo, uma pessoa só pode casar com outra, e não com outras ao mesmo tempo – risos) Fulano ou Beltrano será o goleiro titular. (somente um goleiro pode ser titular em um jogo; o outro é o reserva) “A Línguística ou Glotologia é a ciência que estuda a evolução da linguagem humana.” o verbo ficará, normalmente, no

plural; mas, se houver ideia de exclusão obrigatória ou sinonímia,

ATENÇÃO! Se houver ideia de retificação, o verbo concordará com o mais próximo. O ladrão ou os ladrões, não sei ao certo, assaltaram o banco. Os ladrões ou o ladrão, não sei ao certo, assaltou o banco.

12. (FGV/SERC-MS/AGENTE TRIBUTÁRIO ESTADUAL/2006) No trecho o primeiro namorado ou o primeiro marido não sabem , o verbo foi www.pontodosconcursos.com.br 22

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 flexionado corretamente no plural, observando o caso de sujeito composto com núcleos ligados por OU. Assinale a alternativa em que, no mesmo caso, a flexão do verbo não seria possível. (A) Esperávamos que ele ou o irmão viessem nos apanhar. (B) Umidade intensa ou ressecamento excessivo não nos fazem bem. (C) João Carlos ou Pedro se casariam com Marta. (D) O jornal ou a revista podem apresentar detalhadamente a notícia. (E) Podem ser entregues o original do documento ou sua cópia. Gabarito – C Comentário – Somente em C a ideia é de clara exclusão.

22. Sujeitos ligados por com todos os sujeitos.

o verbo fica no plural, dando ênfase a

O professor com o aluno montaram o equipamento. ATENÇÃO! Na oração “O professor, com o aluno, montou o equipamento”, a expressão “com o aluno” é, na verdade, adjunto adverbial de companhia; por isso o verbo fica no singular.

23.

Haja vista

essa expressão, no singular, está sempre certa; porém

pode variar se o seu referente estiver no plural: Haja vista o caso. Haja(m) vista os casos. Haja vista dos (aos) casos. (aqui, a preposição impede que a expressão varie)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 24. Títulos de obras e nomes próprios de lugar a concordância é feita

levando-se em conta a presença ou a ausência de artigo. Os Lusíadas pertencem a Camões. Os Estados Unidos perderam muitos troféus. Minas gerais ganhou todas as competições.

ATENÇÃO! Quando o sujeito for título de obra, o verbo poderá concordar com o sujeito ou com o predicativo. Os Lusíadas são/é a obra máxima de Camões.

25.

Concordância do verbo ser

em muitas situações, esse verbo deixa

de concordar com o sujeito para concordar com o predicativo; em outras, pode concordar com um ou com outro, de acordo com o termo que se quer enfatizar: a) O termo que indica pessoa tem precedência sobre coisa/objeto. Maria era as esperanças de todos. O mundo são os homens. b) O pronome pessoal tem precedência sobre o nome. Os culpados éramos nós. “O Estado sou eu”. c) O pronome pessoal ou nome têm precedência sobre qualquer outro pronome. Quem és tu?

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 Tudo são flores.

ATENÇÃO! No segundo caso, quando o sujeito é representado pelos pronomes tudo, nada, isto, isso, aquilo, considera-se possível também a concordância com o pronome. Tudo é flores.

d)

O plural tem precedência sobre o singular. A casa eram umas folhas. A sua paixão eram filmes de terror.

ATENÇÃO! Modernamente, já se aceita a concordância com o sujeito, quando este é representado por coisa/objeto. A casa era umas folhas. Aquele amor é cacos de um passado.

e)

O verbo SER mantém-se na terceira pessoa do singular nas expressões que indicam preço, valor, medida, peso. Dois quilos é pouco. Vinte mil cruzeiros é demais. Três metros é mais do que preciso.

f)

Nas indicações de distância, tempo (horas, data...), o verbo SER concordará com a expressão designativa de distância e tempo. Da Tijuca à Barra são oito quilômetros. Era uma hora e cinquenta e nove segundos. Hoje são 21 de maio.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 13. (FGV/SENADO FEDERAL/ANALISTA LEGISLATIVO – TRADUÇÃO E

INTERPRETAÇÃO/2008) “Foram 20 meses de muito poder...” Assinale a alternativa em que, alterando-se a forma grifada acima, não se manteve adequação à norma culta. (A) Há 20 meses de muito poder... (B) Fazem 20 meses de muito poder... (C) Havia 20 meses de muito poder... (D) São 20 meses de muito poder... (E) Completam 20 meses de muito poder... Gabarito – B Comentário – Os verbos haver e fazer (alternativas A e C) são impessoais nas indicações de tempo e ficam, invariavelmente, na terceira pessoa do singular. O verbo fazer (alternativa B) também deve seguir a mesma orientação; como isso não aconteceu, feriu-se a norma gramatical. O verbo ser (alternativa D), embora impessoal, concordou com a expressão “20 meses”. O verbo completar é pessoal, por isso deve se flexionar.

14. (FGV/SENADO FEDERAL/ANALISTA LEGISLATIVO – SUPERVISOR DE PROGRAMAÇÃO DE TV/2008) “No próximo ano, completam-se 20 anos da queda do Muro de Berlim...” Assinale a alternativa em que, alterando-se o trecho acima, não se manteve a adequação à norma culta. (A) No próximo ano, faz 20 anos da queda do Muro de Berlim... (B) No próximo ano, comemoram-se 20 anos da queda do Muro de Berlim... (C) No próximo ano, serão 20 anos da queda do Muro de Berlim... (D) No próximo ano, completar-se-ão 20 anos da queda do Muro de Berlim... www.pontodosconcursos.com.br 26

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 (E) No próximo ano, farão 20 anos da queda do Muro de Berlim... Gabarito – E Comentário – O que achou desta questão? Muito parecida com a anterior, não é mesmo? Pois então vamos direto ao erro. Em “farão 20 anos” (alternativa E), o verbo fazer é impessoal por estar indicando tempo decorrido e deve se manter na terceira pessoa do singular, como na letra A.

26. Concordância com a expressão é que

leia o que os ilustres

gramáticos Cunha e Cintra têm a nos dizer a esse respeito: “A locução é que é invariável e vem sempre colocada entre o sujeito da oração e o verbo a que ele se refere. Assim: ‘José é que trabalhou, mas os irmãos é que se aproveitaram do seu esforço.’” Mas todo cuidado é pouco! Continue a ler as lições de Cunha e Cintra: “[A expressão ‘é que’] é uma construção fixa, que não deve ser confundida com outra semelhante, mas móvel, em que o verbo ser antecede o sujeito e passa, naturalmente, a concordar com ele e a harmonizar-se com o tempo dos outros verbos. Compare-se, por exemplo, ao anterior o seguinte exemplo: ‘José é que trabalhou, mas foram os irmãos que se aproveitaram do seu esforço.’ Ou este: ‘Foi José que trabalhou, mas os irmãos é que se aproveitaram do seu esforço.’.”

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 27. O verbo PARECER pode relacionar-se de duas maneiras distintas com o infinitivo: Os dias parecem voar. a forma verbal parecem é verbo

auxiliar de voar; Os dias é o sujeito da oração. Os dias parece voarem. aqui houve uma inversão da ordem

dos termos: Parece voarem os dias. Neste caso, o verbo parece é o verbo da oração principal, cujo sujeito é a oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo voarem os dias. Se desenvolvermos essa oração, teremos: Parece que os dias voam.

ATENÇÃO! Quando a construção for feita no singular, as duas análises são possíveis. O dia parece voar. não sabemos se aqui o verbo parece é auxiliar do verbo voar, ficando no singular por concordar com o sujeito O dia, ou se a ordem está invertida: Parece o dia voar, sendo a oração o dia voar sujeito do verbo Parece.

Para finalizar a parte de concordância verbal, tratemos da concordância com verbo no infinitivo. A flexão do infinitivo para concordar com o sujeito da oração é assunto que gera muitas discussões entre estudantes, sejam eles professores ou alunos. Em geral podemos seguir as orientações abaixo. I. Flexiona-se o infinitivo quando há sujeito claro, explícito na mesma oração em que surge o verbo no infinitivo. Não é necessário [vocês chegarem cedo].
sujeito

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 II. Mesmo não estando explícito o sujeito, pode-se flexionar o infinitivo para evitar ambiguidade. Está na hora [de começar o trabalho]. (Quem: eu, você?) Está na hora [de começarmos o trabalho]. (nós) III. Quando o sujeito do infinitivo for diferente do sujeito da

oração anterior, também ocorrerá a flexão. [Vejo] [(vocês) estarem atrasados novamente]. IV. Sendo os sujeitos iguais, a flexão é facultativa.

[Reunir-nos-emos com eles] [para apresentar/apresentarmos os problemas da empresa]. – o sujeito comum das orações é nós. V. Atente agora para a estrutura formada por PREPOSIÇÃO A

+ INFINITIVO, pois é possível tanto a flexão como a não flexão. O rapaz ajudava as garotas a se superar/superarem
sujeito

VI.

Com a voz passiva, a flexão é obrigatória.

As tarefas a serem feitas são essas. VII. É facultativa a flexão do infinitivo se o sujeito não é representado por pronome átono e se o verbo da oração determinada pelo infinitivo for causativo (mandar, deixar, fazer) ou sensitivo (ver, ouvir, sentir). Veja um exemplo: Mandei sair os alunos./Mandei saírem os alunos.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 VIII. Flexiona-se obrigatoriamente o infinitivo se o sujeito é diferente de pronome átono e determinante de verbo não causativo nem sensitivo. Veja um exemplo: Esperei saírem todos. CONCORDÂNCIA NOMINAL A partir de agora, trataremos da concordância nominal. Admito que não é fácil selecionar questões sobre esse assunto elaboradas recentemente pela FGV. Ao que parece, essa banca examinadora privilegia os casos de concordância verbal. Por isso o alcance aqui será menor. Meu intuito não é derramar sobre você uma avalanche de informações “desnecessárias”, mas sim orientá-lo(a) quanto aos prováveis questionamentos sobre concordância nominal feitos Pela FGV. Nesse sentido, partiremos de algumas questões para a teoria. Quando for conveniente, ampliarei a explicação para abranger outros casos de concordância nominal.

15. (FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2008) “... mostram que um terço dos pagamentos realizados por intermédio de instituições financeiras foi tributado apenas por aquela contribuição...” Assinale a alternativa em que, ao se alterar o termo “um terço”, não se tenha mantido a concordância em conformidade com a norma culta. Desconsidere a possibilidade de concordância atrativa. (A) mostram que 0,27% dos pagamentos realizados por intermédio de instituições financeiras foi tributado apenas por aquela contribuição.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 (B) mostram que menos de 2% dos pagamentos realizados por intermédio de instituições financeiras foram tributados apenas por aquela contribuição. (C) mostram que grande parte dos pagamentos realizados por intermédio de instituições financeiras foi tributado apenas por aquela contribuição. (D) mostram que três quartos dos pagamentos realizados por intermédio de instituições financeiras foram tributados apenas por aquela contribuição. (E) mostram que 1,6 milhão dos pagamentos realizados por intermédio de instituições financeiras foi tributado apenas por aquela contribuição. Gabarito – C Comentário – A questão mistura concordância verbal com concordância nominal. Com relação à concordância verbal, os casos surgidos aqui já são conhecidos por você, por isso serei breve ao comentá-los. Só um alerta: ao dizer para desconsiderar os casos de concordância atrativa, o examinador proibiu-nos de levar em conta as locuções especificativas das expressões partitivas, das porcentagens e dos numerais decimais. Alternativa A: certa. “foi tributado” concorda com a parte inteira do numeral (zero), que indica singular e masculino, em harmonia com o gênero do substantivo “pagamentos”. Alternativa B: certa. “foram tributados” concorda com o numeral indicativo da porcentagem (dois), que indica plural e masculino, em harmonia com o gênero do substantivo “pagamentos”. Alternativa D: certa. “foram tributados” concorda com o numerador (três) da fração, que indica plural e masculino, em harmonia com o gênero do substantivo “pagamentos”. Alternativa E: certa. “foi tributado” concorda com a parte inteira do numeral (um), que indica singular e masculino, em harmonia com o gênero do substantivo “pagamentos”.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 Alternativa C: errada. Por ser uma das formas nominais do verbo e poder se comportar como um adjetivo, os verbos no particípio flexionam-se em gênero e número para concordar com o substantivo a que se referem. É possível os verbos no particípio surgirem acompanhados de outros verbos (auxiliares), formando com eles uma locução verbal. Nesses casos, os verbos auxiliares (ser, estar, haver, ter, ficar) flexionam-se em pessoa, número, tempo e modo. Exemplos: Fica autorizado as visitas diurnas às praias desta região. (inadequado) Ficam autorizadas as visitas diurnas às praias desta região. (adequado) – sujeito: as visitas diurnas – núcleo do sujeito: visitas – visitas: substantivo feminina plural Foram corrigidos o valor das moedas locais. (inadequado) Foi corrigido o valor das moedas locais (adequado) – sujeito: o valor das moedas locais – núcleo do sujeito: valor – valor: substantivo masculino singular Sendo assim, o particípio do verbo tributar deve concordar no feminino com a expressão “grande parte”: foi tributada.

16. (FGV/FNDE/ESPECIALISTA

EM

FINANCIAMENTO

E

EXECUÇÃO

DE

PROGRAMAS E PROJETOS EDUCACIONAIS/2007) Assinale a alternativa em que a alteração do trecho os quase 6 bilhões de seres humanos esteja em consonância com a norma culta. (A) os quase 6 milhões de pessoas (B) as quase 6 milhares de pessoas (C) os quase 6 mil pessoas

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 (D) as quase 6 bilhões de pessoas (E) os quase 6 centenas de pessoas Gabarito – A Comentário – Anteriormente, expliquei a concordância nominal com milhão, bilhão e milhar. Permita-me repetir a regra: milhão, bilhão e milhar são substantivos masculinos, por isso devem concordar no masculino os artigos, numerais e pronomes que os precedem: Os dois milhões de pessoas; uns três milhões de árvores, aqueles bilhões de criaturas. Conclui-se que a letra A está certa e as letras B e D estão erradas. Alternativa C: errada. O artigo concorda com o substantivo “pessoas”, devendo flexionar-se no feminino plural: as. Alternativa E: errada. O artigo concorda com o núcleo da expressão (“centenas”), ficando no feminino plural: as.

17. (FGV/POTIGÁS/TÉCNICO EM CONTABILIDADE/2006) (...) Não encontrou acolhida a hipótese de conservar tudo como estava, pelo recurso de batizar de "planetas clássicos" os nove planetas tradicionais e fechar as portas da família aos intrusos.(...) No trecho acima, a palavra acolhida foi flexionada corretamente, para concordar com o termo a que se refere (hipótese). Assinale a alternativa em que a concordância não se fez segundo a norma culta. (A) A moça disse: "Obrigada." (B) Ele pediu emprestado dez reais. (C) Eles são tais qual o pai. www.pontodosconcursos.com.br 33

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 (D) Eram motivos o mais interessantes possível. (E) Ela ficou meio atormentada com a notícia. Gabarito –B Comentário – Alternativa A: certa. Mesmo, próprio, leso, incluso, obrigado, quite concordam com o substantivo a que se referem. Ele MESMO falou. Elas MESMAS falaram. Eles PRÓPRIOS falaram. Ela PRÓPRIA falou. Foi um crime de LESA-pátria. Ela praticou um crime de LESO-patriotismo. Seguem INCLUSOS os documentos. Segue INCLUSA a cópia. Muito OBRIGADO falou José. Muito OBRIGADA falou Maria. José está QUITE. Nós estamos QUITES. Alternativa B: errada. O adjetivo “emprestado” funciona como predicativo do objeto “dez reais”. Nessa função e antecipado, pode concordar gramaticalmente com todos os núcleos ou atrativamente com o mais próximo. No nosso caso, o núcleo é um só: “reais”, que leva o adjetivo para o plural: emprestados. Alternativa C: certa. Tal qual significa exatamente igual, sem diferença. A primeira palavra (tal) concorda com o elemento anterior a ela; a segunda (qual) concorda com o elemento posterior a ela. Então as possíveis concordâncias são: Eles são tais quais os pais. Eles são tais qual o pai.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 Ele é tal quais os pais. Ele é tal qual o pai. Alternativa D: certa. O adjetivo possível o adjetivo pode ter as seguintes concordâncias: a) se estiver precedido de o/a mais, o/a menos, o/a maior,

o/a menor, o/a melhor, o/a pior, quanto, o adjetivo ficará invariável, concordando com o artigo. Ex.: Cadernos o mais limpos POSSÍVEL. b) ficará no plural. Ex.: Cadernos os menos limpos POSSÍVEIS. Alternativa E: certa. Meio = metade = numeral = variável. Ex.: Ele comeu MEIA maçã. MEIA classe terá que permanecer após MEIO-dia e MEIA. Meio invariável. Ela estava MEIO doente. A porta estava MEIO aberta. = mias ou menos, parcialmente = advérbio = se, no entanto, os artigos estiverem no plural, o adjetivo

Lembre-se também de que, conforme a regra geral de concordância nominal, o artigo, o adjetivo, o pronome adjetivo e o numeral adjetivo concordam com o substantivo a que se referem em gênero e número. O aluno discreto não viu aquela moça com duas alianças.
Art. Adj. Pron. Adj. Num. Adj.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 Quando o adjetivo se refere a mais de um substantivo, verifica-se o seguinte: 1. Substantivos do mesmo gênero o adjetivo ficará neste gênero e no

plural; poderá, ainda, concordar com o núcleo mais próximo. Caderno e livro bons. (ou bom) Casa e cadeira lindas. (ou linda) 2. Substantivos de gêneros diferentes o adjetivo ficará no masculino e

no plural; poderá, ainda, concordar com o núcleo mais próximo. Caderno e casa bons. (ou boa) Gravata e terno lindos. (ou lindo) 3. 4. Substantivos antepostos Substantivos pospostos adjetivo no plural ou no singular, conforme a concordância mais notável será a atrativa.

exemplos vistos até agora.

Tratava-se de inoportuno momento e lugar. Tratava-se de inoportuna ocasião e lugar.

18. (FGV/POTIGÁS/ADMINISTRADOR JÚNIOR/2006) “Permanente é o país e suas escolhas”. Embora a palavra permanente se refira a país e suas escolhas, a concordância se fez corretamente com o mais próximo. Assinale a alternativa em que tenha havido inadequação à norma culta da língua no que tange às regras de concordância. (A) As alegrias da casa era ele. (B) Compramos caras blusas e sapatos. www.pontodosconcursos.com.br 36

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 (C) Ele pediu emprestado os livros com as anotações. (D) Cheguei eu e ele para a festa. (E) Marcamos ao meio-dia e meia. Gabarito – C Comentário – Alternativa A: certa. Como explicado antes, o verbo ser deixou de concordar com o sujeito para concordar com o predicativo, pois o pronome pessoal (“ele”) tem precedência sobre o nome (“alegrias”). Alternativa B: certa. Caro é advérbio quando indica uma circunstância do processo verbal (A ignorância custa caro.). Nesse caso, fica invariável. Mas também pode ser adjetivo. Nesse caso, exprime um atributo do substantivo (A gasolina está cara!). Na frase “Compramos caras blusas e sapatos.”, “caros” é adjetivo e concorda atrativamente com o substantivo “blusas”. Alternativa C: errada. O adjetivo “emprestado” funciona como predicativo do objeto “livros com as anotações”. Nessa função e antecipado, pode concordar gramaticalmente com todos os núcleos ou atrativamente com o mais próximo. No nosso caso, o núcleo é um só: “livros”, que leva o adjetivo para o plural: emprestados. Alternativa D: certa. O verbo veio antecipado aos núcleos do sujeito (“eu” e “ele”), situação que lhe permite concordar com o mais próximo (“eu”). Isso justifica a flexão do verbo chegar na primeira pessoa do singular. Alternativa E: certa. Meio é advérbio quando se equivale a mais ou menos, parcialmente (A porta está meio aberta.). Nesse caso, refere-se a adjetivo e é invariável. É numeral quando significa metade (Comi meia maçã. Meia porção é suficiente.), podendo flexionar-se em gênero e número para concordar com o substantivo ao qual se refere. A frase

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 “Marcamos ao meio-dia e meia.” é um bom exemplo: “meio-dia” é metade do dia e “meia” significa meia hora (=metade da hora).

Em “haja vista”, o substantivo “vista” é invariável: Haja vista o silêncio. Haja(m) vista os barulhentos. Em “a olhos vistos”, a expressão fica invariável ou a palavra “vistos” concorda com o substantivo a que se refere: Ela cresce a olhos vistos. Ela cresce a olhos vista. Como “seguro morreu de velho”, apresento agora algumas expressões que merecem cuidado especial. 1. É bom, é necessário, é preciso, é permitido, é proibido quando o

sujeito dessas expressões estiver determinado (por artigos, pronomes ou numerais adjetivos), a concordância será feita normalmente; se, entretanto, não existir determinante, a expressão ficará invariável. É proibida a entrada. É proibido entrada. Água é bom para a saúde. Esta água é boa para a saúde. 2. Todo = totalmente poderá flexionar-se em gênero e número para

concordar com o (pronome) substantivo a que se refere. Ele vinha todo de branco. Elas vinham todas de branco.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 CUIDADO! Eles são todo-poderosos. Elas são todo-poderosas. Essa expressão pode ter seu segundo elemento flexionado, mas não o primeiro!!!

3.

Ao tratarmos de cores, observaremos o seguinte: a) se a cor é representada por adjetivo, varia; sapato branco camisas amarelas b) se a cor é representada por substantivo, não varia

(subentende-se a locução adjetiva cor de...); sapatos cinza camisas rosa c) se a cor é representada por adjetivo + adjetivo, só o último elemento varia; blusas verde-claras camisas azul-escuras d) se a cor é representada por adjetivo + substantivo, o composto fica invariável. blusas verde-limão calças azul-piscina

19. (FGV/PREFEITURA DE ANGRA DOS REIS/FISCAL DE TRIBUTOS/2010) Esses raios infravermelhos acabam absorvidos pelos gases liberados principalmente pelos combustíveis fósseis (metano, gás carbônico,

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 óxido nitroso e outros), que deixaram de ser removidos da atmosfera por causa do desmatamento e da produção excessiva. No período acima, foi feita a concordância nominal correta com a palavra infravermelho. Assinale a alternativa em que NÃO se tenha obedecido às regras de concordância nominal. (A) Buscou proteção contra raios ultravioleta. (B) Compraremos camisas cinza (C) Usaremos nossos uniformes azul-claros (D) Gostamos de carros vermelhos-sangue (E) Não sabemos onde foram parar as folhas rosa Gabarito – D Comentário – Alternativa A: certa. A palavra ultravioleta é invariável. Alternativa B: certa. Está subentendida a expressão cor de, o que torna o substantivo invariável. Alternativa C: certa. Sendo o composto formado por adjetivo + adjetivo, somente o segundo varia. Alternativa D: errada. A cor agora é formada por adjetivo + substantivo, o que torna o composto invariável: carros vermelho-sangue. Alternativa E: certa. Está subentendida novamente a expressão cor de, o que torna invariável o substantivo rosa.

Por hoje é só. Bons estudos e que Deus o(a) abençoe! Até a próxima aula. Professor Albert Iglésia

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 QUESTÕES SEM COMENTÁRIOS

1.

(FGV/SERC-MS/ANALISTA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/2006) “O que você quer?” Passando-se o período acima para a forma de tratamento vós e para o futuro do pretérito do indicativo, obtém-se:

(A) O que vós quererias? (B) O que vós quiserdes? (C) O que vós queríeis? (D) O que vós quereríeis? (E) O que vós querereis?

2.

(FGV/SENADO

FEDERAL/TÉCNICO

LEGISLATIVO

POLÍCIA

LEGISLATIVA/2008) “...a cédula com Machado deixa de circular por valer menos de um centavo de dólar.” Assinale a alternativa em que, passando-se o trecho acima para o plural, manteve-se adequação à norma culta. (A) ...as cédulas com Machados deixam de circularem por valerem menos de centavos de dólares. (B) ...as cédulas com Machado deixam de circularem por valer menos de centavos de dólar. (C) ...as cédulas com Machados deixam de circular por valerem menos de centavos de dólares. (D) ...as cédulas com Machado deixam de circularem por valerem menos de centavos de dólar. (E) ...as cédulas com Machado deixam de circular por valerem menos de centavos de dólar. www.pontodosconcursos.com.br 41

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 3. (FGV/MEC/ADMINISTRADOR DE BANCO DE DADOS/2008) “A crise energética e a climática revelam os limites do ecossistema planetário.” Assinale a alternativa em que, alterando-se o trecho acima, sem provocar mudança de sentido, manteve-se adequação à norma culta. (A) A crise energética e climática revelam os limites do ecossistema planetário. (B) As crises energética e climática revelam os limites do ecossistema planetário. (C) A crise energética e climática revela os limites do ecossistema planetário. (D) As crises energética e a climática revelam os limites do ecossistema planetário. (E) As crises energética e climática revela os limites do ecossistema planetário.

4.

(FGV/FNDE/ESPECIALISTA

EM

FINANCIAMENTO

E

EXECUÇÃO

DE

PROGRAMAS E PROJETOS EDUCACIONAIS/2007) Assinale a alternativa em que, alterando-se a forma verbal do trecho que não existem nós centrais, não se respeitou a norma culta. (A) que não há nós centrais (B) que não devem existir nós centrais (C) que não devem haver nós centrais (D) que não há de haver nós centrais (E) que não hão de existir nós centrais

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 5. (FGV/SENADO transparência...” Assinale a alternativa em que, alterando-se o trecho acima, manteve-se adequação à norma culta. (A) ...há de existir outras formas de garantir a transparência... (B) ...hão de haver outras formas de garantir a transparência... (C) ...devem existir outras formas de garantir a transparência... (D) ...devem haver outras formas de garantir a transparência... (E) ...podem haver outras formas de garantir a transparência... FEDERAL/TÉCNICO “...há outras LEGISLATIVO formas de garantir – a

ADMINISTRAÇÃO/2008)

6.

(FGV/BADESC/TÉCNICO DE FOMENTO/2010) Na frase “Não resta dúvida de que esse tipo de pensamento aplaca muitas consciências”, a flexão do vocábulo dúvida no plural:

(A) gera a obrigatoriedade de se flexionar mais um vocábulo apenas. (B) mantém a frase da mesma forma como se encontra redigida. (C) leva à flexão opcional de mais dois vocábulos. (D) implica a flexão nominal e verbal de três vocábulos obrigatoriamente. (E) obriga o emprego da primeira pessoa do plural na forma do verbo.

7.

(FGV/SSP-RJ/OFICIAL DE CARTÓRIO/2008) “...a maioria dos policiais procure...”; as gramáticas de língua portuguesa ensinam que com a expressão “a maioria de” seguida de substantivo plural, a concordância se faz predominantemente no singular (concordando com maioria), mas pode concordar no plural, em função do substantivo (Maria Helena de Moura Neves, Guia de uso do português, Editora Unesp, SP, 2003, p. 493).

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 Assim sendo, pode-se dizer da concordância verbal feita nessa frase do texto que ela: (A) assume a única forma possível de concordância verbal. (B) prefere uma das formas de concordância verbal possível. (C) apresenta uma forma errada de concordância verbal. (D) mostra preferência por uma concordância verbal menos utilizada. (E) indica a utilização de uma forma verbal de concordância não estudada nas gramáticas.

8.

(FGV/SAD-AP/DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL/2010) De acordo com as regras de concordância verbal do padrão escrito culto, assinale a alternativa incorreta.

(A) A maioria dos brasileiros já viveram situações violentas no cotidiano. (B) Sem dúvida, devem haver formas de combater pacificamente a violência. (C) No artigo em análise, trata-se de questões referentes à origem histórica da violência. (D) Faz séculos que se verificam situações de opressão na sociedade brasileira. (E) Sempre existirão pessoas dispostas a resistir ao comodismo.

9.

(FGV/CODESP/AUXILIAR OPERACIONAL PORTUÁRIO/2010) (...) Se essas restrições entrarem em vigor mundo afora, por volta de 20% das vendas externas brasileiras na configuração de hoje em termos de destinos, volumes e preços seriam afetadas.(...)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 Assinale a alternativa em que a alteração do sublinhado no trecho acima NÃO tenha sido feita em respeito às normas gramaticais (A) por volta de 12% das vendas seriam afetados (B) por volta de 1,2% das vendas seria afetado (C) por volta de 0,2% das vendas seriam afetadas (D) por volta de 1,9% das vendas seriam afetados (E) por volta de 0,99% das vendas seria afetado

10. (FGV/SSP-RJ/INSPETOR

DE

POLÍCIA

CIVIL/2008)

“Estima-se

que

possam ser expulsos da Europa 8 milhões de estrangeiros...” Assinale a alternativa em que se tenha mantido a concordância adequada à norma culta ao se reescrever o trecho acima. (A) Estima-se que possa ser expulso da Europa dez por cento dos estrangeiros... (B) Estima-se que possam ser expulsos da Europa milhares de pessoas... (C) Estima-se que possam ser expulsos da Europa 1 milhão do grupo... (D) Estima-se que possa ser expulso da Europa três quartos dos estrangeiros... (E) Estima-se que possam ser expulsos da Europa 1,98% do grupo...

11.

(FGV/CAERN/AGENTE ADMINISTRATIVO/2010) Hoje, apenas 16% dos 192 milhões de brasileiros vivem na zona rural, de acordo com o IBGE. Com base no conhecimento das regras de concordância, assinale a alternativa em que se manteve correção gramatical ao se alterar a estrutura acima.

(A) Hoje, apenas 0,99% vivem na zona rural

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 (B) Hoje, apenas 1,6 milhão vivem na zona rural (C) Hoje, apenas um quarto vivem na zona rural. (D) Hoje, apenas 1,6% vive na zona rural (E) Hoje, apenas dois terços vive na zona rural

12. (FGV/SERC-MS/AGENTE TRIBUTÁRIO ESTADUAL/2006) No trecho o primeiro namorado ou o primeiro marido não sabem , o verbo foi flexionado corretamente no plural, observando o caso de sujeito composto com núcleos ligados por OU. Assinale a alternativa em que, no mesmo caso, a flexão do verbo não seria possível. (A) Esperávamos que ele ou o irmão viessem nos apanhar. (B) Umidade intensa ou ressecamento excessivo não nos fazem bem. (C) João Carlos ou Pedro se casariam com Marta. (D) O jornal ou a revista podem apresentar detalhadamente a notícia. (E) Podem ser entregues o original do documento ou sua cópia.

13. (FGV/SENADO

FEDERAL/ANALISTA

LEGISLATIVO

TRADUÇÃO

E

INTERPRETAÇÃO/2008) “Foram 20 meses de muito poder...” Assinale a alternativa em que, alterando-se a forma grifada acima, não se manteve adequação à norma culta. (A) Há 20 meses de muito poder... (B) Fazem 20 meses de muito poder... (C) Havia 20 meses de muito poder... (D) São 20 meses de muito poder... (E) Completam 20 meses de muito poder...

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 14. (FGV/SENADO FEDERAL/ANALISTA LEGISLATIVO – SUPERVISOR DE PROGRAMAÇÃO DE TV/2008) “No próximo ano, completam-se 20 anos da queda do Muro de Berlim...” Assinale a alternativa em que, alterando-se o trecho acima, não se manteve a adequação à norma culta. (A) No próximo ano, faz 20 anos da queda do Muro de Berlim... (B) No próximo ano, comemoram-se 20 anos da queda do Muro de Berlim... (C) No próximo ano, serão 20 anos da queda do Muro de Berlim... (D) No próximo ano, completar-se-ão 20 anos da queda do Muro de Berlim... (E) No próximo ano, farão 20 anos da queda do Muro de Berlim...

15. (FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2008) “... mostram que um terço dos pagamentos realizados por intermédio de instituições financeiras foi tributado apenas por aquela contribuição...” Assinale a alternativa em que, ao se alterar o termo “um terço”, não se tenha mantido a concordância em conformidade com a norma culta. Desconsidere a possibilidade de concordância atrativa. (A) mostram que 0,27% dos pagamentos realizados por intermédio de instituições financeiras foi tributado apenas por aquela contribuição. (B) mostram que menos de 2% dos pagamentos realizados por intermédio de instituições financeiras foram tributados apenas por aquela contribuição. (C) mostram que grande parte dos pagamentos realizados por intermédio de instituições financeiras foi tributado apenas por aquela contribuição. (D) mostram que três quartos dos pagamentos realizados por intermédio de instituições financeiras foram tributados apenas por aquela contribuição.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 (E) mostram que 1,6 milhão dos pagamentos realizados por intermédio de instituições financeiras foi tributado apenas por aquela contribuição.

16. (FGV/FNDE/ESPECIALISTA

EM

FINANCIAMENTO

E

EXECUÇÃO

DE

PROGRAMAS E PROJETOS EDUCACIONAIS/2007) Assinale a alternativa em que a alteração do trecho os quase 6 bilhões de seres humanos esteja em consonância com a norma culta. (A) os quase 6 milhões de pessoas (B) as quase 6 milhares de pessoas (C) os quase 6 mil pessoas (D) as quase 6 bilhões de pessoas (E) os quase 6 centenas de pessoas

17. (FGV/POTIGÁS/TÉCNICO EM CONTABILIDADE/2006) (...) Não encontrou acolhida a hipótese de conservar tudo como estava, pelo recurso de batizar de "planetas clássicos" os nove planetas tradicionais e fechar as portas da família aos intrusos.(...) No trecho acima, a palavra acolhida foi flexionada corretamente, para concordar com o termo a que se refere (hipótese). Assinale a alternativa em que a concordância não se fez segundo a norma culta. (A) A moça disse: "Obrigada." (B) Ele pediu emprestado dez reais. (C) Eles são tais qual o pai. (D) Eram motivos o mais interessantes possível. (E) Ela ficou meio atormentada com a notícia.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 18. (FGV/POTIGÁS/ADMINISTRADOR JÚNIOR/2006) “Permanente é o país e suas escolhas”. Embora a palavra permanente se refira a país e suas escolhas, a concordância se fez corretamente com o mais próximo. Assinale a alternativa em que tenha havido inadequação à norma culta da língua no que tange às regras de concordância. (A) As alegrias da casa era ele. (B) Compramos caras blusas e sapatos. (C) Ele pediu emprestado os livros com as anotações. (D) Cheguei eu e ele para a festa. (E) Marcamos ao meio-dia e meia.

19. (FGV/PREFEITURA DE ANGRA DOS REIS/FISCAL DE TRIBUTOS/2010) Esses raios infravermelhos acabam absorvidos pelos gases liberados principalmente pelos combustíveis fósseis (metano, gás carbônico, óxido nitroso e outros), que deixaram de ser removidos da atmosfera por causa do desmatamento e da produção excessiva. No período acima, foi feita a concordância nominal correta com a palavra infravermelho. Assinale a alternativa em que NÃO se tenha obedecido às regras de concordância nominal. (A) Buscou proteção contra raios ultravioleta. (B) Compraremos camisas cinza (C) Usaremos nossos uniformes azul-claros (D) Gostamos de carros vermelhos-sangue (E) Não sabemos onde foram parar as folhas rosa

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 7 GABARITO 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. D E B C C A B B D

10. B 11. D 12. C 13. B 14. E 15. C 16. A 17. B 18. C 19. D

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 Olá! Hoje é a última aula deste curso preparatório para o tão esperado concurso do Senado Federal. Quero aproveitar para agradecer sua companhia durante esses “encontros”. Sou grato pelas sugestões, críticas e elogios. Tudo isso fez com que eu procurasse melhorar progressivamente o conteúdo das aulas. Tenha a certeza de que o material que você possui reflete a tendência da FGV. Com ele, você é capaz de fazer uma ótima prova de Língua Portuguesa. Resta-nos ainda tratar de um assunto importante: REDAÇÃO OFICIAL No último concurso do Senado, a banca examinadora cobrou dos candidatos conhecimentos sobre o Manual de Redação da Presidência da República e o Manual de Elaboração de Textos do Senado Federal. Nesta aula, partiremos das questões de provas anteriores para a exposição do conteúdo teórico.

1.

(FGV/CODESP/ADMINISTRADOR/2010)

Com

base

no

Manual

de

Redação da Presidência da República, analise as afirmativas a seguir: I. O padrão culto nada tem contra a simplicidade de expressão, desde que não seja confundida com pobreza de expressão. De nenhuma forma o uso do padrão culto implica emprego de linguagem rebuscada. II. Não existe propriamente um “padrão oficial de linguagem”; o que há é o uso do padrão culto nos atos e comunicações oficiais. O jargão burocrático, como todo jargão, deve ser evitado, pois terá sempre sua compreensão limitada. III. A linguagem técnica deve ser empregada apenas em situações que a exijam, sendo de evitar o seu uso indiscriminado. Certos rebuscamentos acadêmicos, e mesmo o vocabulário próprio a determinada área, são de

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 difícil entendimento por quem não esteja com eles familiarizado. Devese ter o cuidado, portanto, de explicitá-los em comunicações encaminhadas a outros órgãos da administração e em expedientes dirigidos aos cidadãos. Assinale (A) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas (B) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas (C) se todas as afirmativas estiverem corretas (D) se nenhuma afirmativa estiver correta (E) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas Gabarito – C Comentário – As comunicações que partem dos órgãos públicos devem ser compreendidas por todo e qualquer cidadão brasileiro. Para atingir esse objetivo, há que evitar o uso de uma linguagem restrita a determinados grupos. Não há dúvida que um texto marcado por expressões de circulação restrita, como a gíria, os regionalismos vocabulares ou o jargão técnico, tem sua compreensão dificultada. Ressalte-se que há necessariamente uma distância entre a língua falada e a escrita. Aquela é extremamente dinâmica, reflete de forma imediata qualquer alteração de costumes, e pode eventualmente contar com outros elementos que auxiliem a sua compreensão, como os gestos, a entoação, etc., para mencionar apenas alguns dos fatores responsáveis por essa distância. Já a língua escrita incorpora mais lentamente as transformações, tem maior vocação para a permanência, e vale-se apenas de si mesma para comunicar. A língua escrita, como a falada, compreende diferentes níveis, de acordo com o uso que dela se faça. Por exemplo, em uma carta a um amigo, podemos nos valer de determinado padrão de linguagem que 2

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 incorpore expressões extremamente pessoais ou coloquiais; em um parecer jurídico, não se há de estranhar a presença do vocabulário técnico correspondente. Nos dois casos, há um padrão de linguagem que atende ao uso que se faz da língua, a finalidade com que a empregamos. O mesmo ocorre com os textos oficiais: por seu caráter impessoal, por sua finalidade de informar com o máximo de clareza e concisão, eles requerem o uso do padrão culto da língua. Há consenso de que o padrão culto é aquele em que a) se observam as regras da gramática formal, e b) se emprega um vocabulário comum ao conjunto dos usuários do idioma. É importante ressaltar que a obrigatoriedade do uso do padrão culto na redação oficial decorre do fato de que ele está acima das diferenças lexicais, morfológicas ou sintáticas regionais, dos modismos vocabulares, permitindo, por essa razão, que se atinja a pretendida compreensão por todos os cidadãos. Lembre-se de que o padrão culto nada tem contra a simplicidade de expressão, desde que não seja confundida com pobreza de expressão. De nenhuma forma o uso do padrão culto implica emprego de linguagem rebuscada, nem dos contorcionismos sintáticos e figuras de linguagem próprios da língua literária. Pode-se concluir, então, que não existe propriamente um “padrão oficial de linguagem” (preste muita atenção!); o que há é o uso do padrão culto nos atos e comunicações oficiais. É claro que haverá preferência pelo uso de determinadas expressões, ou será obedecida certa tradição no emprego das formas sintáticas, mas isso não implica, necessariamente, que se consagre a utilização de uma forma de linguagem burocrática. O jargão burocrático, como todo jargão, deve ser evitado, pois terá sempre sua compreensão limitada. www.pontodosconcursos.com.br 3

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 A linguagem técnica deve ser empregada apenas em situações que a exijam, sendo de evitar o seu uso indiscriminado. Certos rebuscamentos acadêmicos, e mesmo o vocabulário próprio a determinada área, são de difícil Deve-se entendimento ter o por quem não de esteja com eles em familiarizado. cuidado, portanto, explicitá-los

comunicações encaminhadas a outros órgãos da administração e em expedientes dirigidos aos cidadãos.

2.

(FGV/CODESP/ADMINISTRADOR/2010)

Com

base

no

Manual

de

Redação da Presidência da República, devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofício as seguintes informações do remetente: I. II. nome do órgão ou setor; endereço postal;

III. telefone e endereço de correio eletrônico. Analise os itens acima e assinale (A) se apenas os itens I e II estiverem corretos. (B) se apenas os itens I e III estiverem corretos (C) se apenas o item I estiver correto (D) se nenhum item estiver correto (E) se todos os itens estiverem corretos Gabarito – E Comentário – Está tudo certo; mas quais são as “pegadinhas”? As informações são do remetente (entendeu?) e elas devem constar no cabeçalho ou no rodapé (o mais usual, na prática, é constar no cabeçalho; mas o manual diz que pode ser em um lugar ou em outro).

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 3. (FGV/CODESP/TÉCNICO EM INFORMÁTICA/2010) Num diálogo com um deputado federal, o pronome indicado para se dirigir a ele é (A) Sua Excelência (B) Vossa Excelência (C) Ilustríssimo Senhor (D) Vossa Eminência (E) Sua Eminência Gabarito – B Comentário – Abaixo consta uma tabela com as designações adequadas para o tratamento de diversas autoridades. Antes, porém, preciso ressaltar uma coisinha: o examinador fez questão de dizer que o diálogo se dá diretamente com a pessoa. Isso faz muita diferença. Quando falamos com a pessoa, usamos Vossa; quando falamos da pessoa, usamos Sua. É por isso que a primeira alternativa – creio que ela não está lá por acaso – não serve como resposta. AUTORIDADES Presidente da República; Presidente do Congresso Nacional; Presidente do Supremo Tribunal Federal. Vice-Presidente; Ministros de Estado; Chefe do Gabinete de Segurança Institucional; Advogado-Geral da União; Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República; Chefe da Corregedoria Geral da União; Chefe da Casa Civil da Presidência da República; Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Distrito Federal; Oficiais-Generais das Forças Armadas; Embaixadores; FORMA DE ABREVIATURA TRATAMENTO Vossa ou Sua Excelência V. Ex.ª VOCATIVO Excelentíssimo Senhor + cargo

SS

S

Vossa ou Sua Excelência

V. Ex.ª

Senhor + cargo

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 Secretários-Executivos de Ministérios e demais ocupantes de cargos de natureza especial; Secretários de Estado dos Governos Estaduais; Prefeitos Municipais; Deputados Federais e Senadores; Membros de Tribunais; Ministro do Tribunal de Contas da União; Deputados Estaduais e Distritais; Presidentes das Câmaras Legislativas e Municipais; Juízes; Auditores da Justiça Militar; Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais; Ministros dos Tribunais Superiores. Senhor + cargo ou para autoridade que não possuir cargo: Senhor Fulano de Tal Magnífico Reitor Santíssimo Padre Eminentíssimo Senhor Cardeal ou Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal Excelentíssimo ou Reverendíssimo Senhor + título Reverendo

Demais autoridades e particulares

Vossa ou Sua Senhoria

V. S.ª

Reitores de Universidades Papa

Cardeais

Vossa ou Sua Magnificência Vossa ou Sua Santidade Vossa ou Sua Eminência ou Vossa ou Sua Eminência Reverendíssima Vossa ou Sua Excelência Reverendíssima Vossa ou Sua Reverência

V. M. V.S.

V. Em.ª ou V. Em.ª Revm.ª

Arcebispos e Bispos Sacerdotes, Clérigos e demais religiosos

V. Ex.ª Revm.ª

V. Rev.

ATENÇÃO! Não use o tratamento digníssimo (DD), pois a dignidade é um pressuposto do cargo.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 O superlativo ilustríssimo (Ilmo.) também é dispensado. Doutor (Dr.) não é forma de tratamento, mas sim título acadêmico. Evite usá-lo indiscriminadamente. É admissível apenas para quem concluiu curso universitário de doutorado. Por força da tradição, o uso para advogados e médicos é flexibilizado.

4.

(FGV/CAERN/ADMINISTRADOR/2010) Com base no Manual de Redação da Presidência da República, analise as afirmativas a seguir:

I.

A linguagem técnica deve ser empregada apenas em situações que a exijam, devendo-se evitar o e seu uso o indiscriminado. vocabulário Certos a rebuscamentos acadêmicos, mesmo próprio

determinada área, são de difícil entendimento por quem não esteja com eles familiarizado. Deve-se ter o cuidado, portanto, de explicitá-los em comunicações encaminhadas a outros órgãos da administração e em expedientes dirigidos aos cidadãos. II. A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto oficial. Pode-se definir como claro aquele texto que possibilita imediata compreensão pelo leitor. No entanto, a clareza não é algo que se atinja por si só: ela depende estritamente das demais características da redação oficial. Para ela concorrem a impessoalidade, que evita a duplicidade de interpretações que poderia decorrer de um tratamento personalista dado ao texto; o uso do padrão culto de linguagem, em princípio, de entendimento geral e por definição avesso a vocábulos de circulação restrita, como a gíria e o jargão; a formalidade e a padronização, que possibilitam a imprescindível uniformidade dos textos; a concisão, que faz desaparecer do texto os excessos linguísticos que nada lhe acrescentam. 7

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 III. Fica dispensado o emprego do superlativo ilustríssimo para as

autoridades que recebem o tratamento de Vossa Senhoria e para particulares. É suficiente o uso do pronome de tratamento Senhor. Doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico. Deve-se evitar usá-lo indiscriminadamente. Como regra geral, deve-se empregálo apenas em comunicações dirigidas a pessoas que tenham tal grau por terem concluído curso universitário de doutorado. É costume designar por doutor os bacharéis, especialmente os bacharéis em Direito e em Medicina. Nos demais casos, o tratamento Senhor confere a desejada formalidade às comunicações. Assinale (A) (B) (C) (D) (E) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas se todas as afirmativas estiverem corretas se somente as afirmativas II e III estiverem corretas se somente as afirmativas I e II estiverem corretas se nenhuma afirmativa estiver correta

Gabarito – B Comentário – Esta questão vem confirmar o que eu já disse até aqui. Vou aproveitá-la para expandir o comentário sobre as características gerais do texto administrativo, que incluem aspectos mencionados no item II. 1 – Impessoalidade Tem relação com três aspectos: a) comunica: b) Impessoalidade de quem recebe a comunicação: cidadão (público) ou órgão público; Ausência de impressões individuais de quem

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 c) público. Em outras palavras, isso quer dizer que a comunicação, embora assinada por uma pessoa física competente para essa finalidade, não deve conter o juízo que, possivelmente, ela faz do assunto tratado. Seja quem for – o chefe do departamento, o diretor ou superintendente da instituição, o garçom, o motorista etc. –, estará sempre agindo em nome da Administração, sendo ele o representante dos interesses dela. Sua opinião particular deve ser guardada para outra ocasião. Além disso, a pessoa que recebe a comunicação – seja pessoa física, seja pessoa jurídica – não deve ser tratada com informalidade, favorecimento ou discriminação pelo fato de, eventualmente, manter algum vínculo afetivo com a pessoa responsável pela emissão do documento (signatário). O tratamento, para quem quer seja, deve ser igual, baseado nos princípios da impessoalidade e da imparcialidade. Não convém nesse tipo de redação a utilização de adjetivos, advérbios, diminutivos e outras expressões que denotem carinho, admiração, submissão, ironia, desprezo. Por fim, um agente púbico não deve usar a prerrogativa do cargo nem se valer dos meios públicos para tratar de assuntos de seu interesse particular. Deve ele sempre agir no interesse da Administração, que é o bem comum, o bem público. 2 – Linguagem formal Os textos oficiais devem permitir a compreensão de todo e qualquer cidadão brasileiro. Por isso, evitam-se gírias, regionalismos vocabulares, jargões técnicos e estrangeirismos. No lugar dessas expressões, usa-se a norma padrão da língua, isto é, a gramática normativa (aquelas regras ensinadas nas escolas, nos cursinhos...). Além – Caráter impessoal do assunto tratado: interesse

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 disso, deve-se preferir um vocabulário simples (imagine o que o leitor do seu texto sentiria se tivesse que lê-lo com um dicionário ao lado). Entende-se que a norma padrão da língua está acima das diferenças lexicais, morfológicas ou sintáticas regionais, dos modismos vocabulares etc. Mas é importante ressaltar que: a) simplicidade de expressão não é pobreza de

expressão – evita-se a linguagem rebuscada, os contorcionismos sintáticos e as figuras de linguagem próprios da língua literária; b) ser evitado. 3 – Formalidade e padronização A formalidade de tratamento diz respeito tanto à polidez, à civilidade no enfoque dado ao assunto, quanto ao uso adequado dos pronomes de tratamento. A padronização alcança ainda o tipo de papel usado para o texto definitivo, a correta diagramação do texto. (Mais à frente detalharei esse tópico para você, inclusive com exemplos extraídos do próprio manual da PR) 4 – Concisão Diz respeito à economia linguística. Dispensam-se quanto à linguagem técnica, ela deve ser empregada somente em situações que a exijam; portanto, seu uso indiscriminado deve

palavras inúteis, redundâncias ou repetições desnecessárias, que servem apenas para “encher linguiça”. Concisão não se confunde com economia de pensamento. Passagens importantes do texto não devem ser eliminadas no afã de reduzir o tamanho do texto. Portanto, atente para a hierarquia de ideias (fundamentais X secundárias) e dispense as que não forem significativas.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 Pelo menos dois fatores contribuem para a concisão: a) b) 5 – Clareza Refere-se à compreensão do texto pelo leitor. Aliás, só é possível haver comunicação eficaz quando locutor e interlocutor se entendem. Imagine, por exemplo, dois falantes de línguas distintas conversando, sem que nenhum deles entenda a língua do outro e sem que haja algum intérprete. Que confusão! Se pretendemos ser compreendidos por quem lerá o nosso texto, é fundamental que nos importemos com o significado das palavras e expressões empregadas no texto, bem como com as construções sintáticas elaboradas ao redigirmos. Existem alguns fatores que comprometem a clareza e, por isso mesmo, devem ser evitados: a) ambiguidade; b) passagens obscuras; c) erros de ortografia e gramaticais. Aqui vai um lembrete importante: esclareça os termos técnicos, o significado das siglas e abreviações e os conceitos específicos que não possam ser dispensados. A partir da tabela1 abaixo, obtemos vários exemplos de textos obscuros, os quais devem ser evitados. Combinando-se as expressões das várias colunas, podem ser feitas várias “frases” com uma característica comum: nenhuma delas tem sentido! conhecimento do assunto a ser tratado e uma boa revisão do texto escrito.

KURY, Adriano da Gama. Para falar e escrever melhor o português. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989. p.18 - 19. Segundo o autor, o quadro consta da obra de Cesare Marchi Impariamo Italiano (“Aprendamos o Italiano”) Milão, Rizzoli Ed., 1984, e teria sido elaborado por dois professores universitários italianos no estudo “Prontuário de frases para todos os usos para preencher o vazio de nada”.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8

COLUNA A

COLUNA B

COLUNA C

COLUNA D

COLUNA E

COLUNA F

COLUNA G

no interesse substanciando e numa ótica primário da vitalizando, preventiva população, e não mais curativa, sem não assumindo no contexto prejudicar o nunca como de um atual nível implícito, sistema das integrado, contribuições, pontual com critérios potenciando e na medida 3. O critério reconduz a a sínteses correspondência nãometodológico incrementando, em que isso entre objetivos e dirigísticos, seja recursos factível, se uma correta caracteriza relação entre e por estrutura superestrutura a superação de 2. O quadro prefigura cada obstáculo normativo e/ou resistência passiva 4. O modelo de incrementa o desenvolvimento redirecionamento das linhas de tendências em ato o 5. O novo tema propicia social incorporamento das funções e a descentralização decisional

1. A necessidade emergente

a transparência de cada ato decisional. um indispensável salto de qualidade.

o aplanamento de discrepâncias e discrasias existentes. para além evidenciando e em termos a adoção de das explicitando, de eficácia e uma contradições eficiência, metodologia e dificuldades diferenciada. iniciais, numa visão ativando e a cavaleiro a redefinição orgânica e implementando, da situação de uma nova não contingente, figura totalizante, profissional.

6 – Coesão É a relação linear entre as sentenças, ou seja, o perfeito “ajustamento” entre palavras, expressões, frases, períodos e parágrafos de um texto. Aponta para as relações sintáticas do texto. Ela é obtida por meio do que chamamos de elementos coesivos: a) advérbios (lá, aqui etc.); b) locuções adverbiais (de vez em quando, em cima etc.); c) conjunções coordenativas e subordinativas (mas, porque etc.); d) locuções conjuntivas (mesmo que, par que etc.); e) preposições (de, para, com etc.); f) locuções prepositivas (diante de, a partir de etc.); 12

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 g) itens continuativos (então, daí etc.) Imagine um montador que precisa aprontar um móvel – um armário de parede, por exemplo – de um cliente. Sem dúvidas, ele fará isso usando parafusos, arruelas, buchas etc. E não podem ser de qualquer tamanho ou espessura. Cada item desses deve ser escolhido adequadamente, de acordo com o peso do móvel e do que ele vai guardar. Tudo para deixar seu armário bem ajustado, para não desmontar em seguida! Pois é assim que os elementos coesivos funcionam. Eles “apertam”, ajustam, unem as partes do texto, dão sustentação a elas. 7 – Coerência Enquanto a coesão diz respeito às relações sintáticas do texto, a coerência aponta para a manutenção da sequência lógica argumentativa. Isso quer dizer que não deve haver contradições e mudanças bruscas no rumo do pensamento. As relações semânticas entre as ideias do texto devem estar em perfeita harmonia. 8 – Uniformidade É obtida com a padronização, que permite que

comunicações elaboradas em diferentes setores da Administração guardem entre si certa uniformidade.

5.

(FGV/MEC/ADMINISTRADOR DE BANCO DE DADOS/2008) A respeito da redação oficial, analise as afirmativas a seguir:

I.

As comunicações oficiais devem ser sempre formais, isto é, obedecem a certas regras de forma: além das exigências de impessoalidade e uso do padrão culto de linguagem, é imperativo, ainda, certa formalidade de

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 tratamento. Não se trata somente da eterna dúvida quanto ao correto emprego deste ou daquele pronome de tratamento para uma autoridade de certo nível; mais do que isso, a formalidade diz respeito à polidez, à civilidade no próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida a comunicação. II. A linguagem técnica deve ser empregada apenas em situações que a exijam, sendo de evitar o seu uso indiscriminado. Certos rebuscamentos acadêmicos, e mesmo o vocabulário próprio a determinada área, são de difícil entendimento por quem não esteja com eles familiarizado. Devese ter o cuidado, portanto, de explicitá-los em comunicações encaminhadas a outros órgãos da administração e em expedientes dirigidos aos cidadãos. III. Não há necessariamente uma distância entre a língua falada e a escrita. Aquela é extremamente dinâmica, reflete de forma imediata qualquer alteração de costumes, e pode eventualmente contar com outros elementos que auxiliem a sua compreensão, como os gestos, a entoação, etc., para mencionar apenas alguns dos fatores responsáveis por essa distância. Já a língua escrita incorpora mais lentamente as transformações, tem maior vocação para a permanência, e vale-se apenas de si mesma para comunicar. Assinale: (A) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas. (B) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. (C) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas. (D) se nenhuma afirmativa estiver correta. (E) se todas as afirmativas estiverem corretas. Gabarito – A

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 Comentário – Do que foi visto até agora, constata-se que o item III está errado, mas apenas em um detalhe: em dizer que “Não há necessariamente uma distância entre a língua falada e a escrita”. Eu disse ao comentar a primeira questão que há necessariamente uma distância entre a língua falada e a escrita. Acho que o examinador testou a atenção dos candidatos e inseriu o advérbio de negação no primeiro período.

6.

(FGV/MEC/ADMINISTRADOR DE BANCO DE DADOS/2008) A respeito dos documentos na redação oficial, analise as afirmativas a seguir:

I.

Aviso e ofício são modalidades de comunicação oficial praticamente idênticas. A única diferença entre eles é que o aviso é expedido exclusivamente por Ministros de Estado, para autoridades de mesma hierarquia, ao passo que o ofício é expedido para e pelas demais autoridades. Ambos têm como finalidade o tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração Pública entre si e, no caso do ofício, também com particulares.

II.

O

memorando

é

a

modalidade um

de

comunicação órgão, que

entre

unidades estar

administrativas

de

mesmo

podem

hierarquicamente em mesmo nível ou em níveis diferentes. Trata-se, portanto, de uma forma de comunicação eminentemente interna. Pode ter caráter meramente administrativo, ou ser empregado para a exposição de projetos, idéias, diretrizes, etc. a serem adotados por determinado setor do serviço público. III. Quanto à forma, o memorando não segue o modelo do padrão ofício, além de ter seu destinatário mencionado pelo cargo que ocupa. Assinale: (A) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 (B) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. (C) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas. (D) se nenhuma afirmativa estiver correta. (E) se todas as afirmativas estiverem corretas. Gabarito – A Comentário – O erro foi ter dito que “o memorando não segue o modelo do padrão ofício”. Os três documentos que seguem esse tal padrão são memorando, ofício e aviso. A segunda parte da informação está correta. O PADRÃO OFÍCIO Existem três tipos de documentos que se DIFERENCIAM ANTES PELA FINALIDADE do que pela forma: o ofício, o aviso e o memorando. Com o fito de uniformizá-los, adota-se uma diagramação única, que siga o que chamamos de padrão ofício. Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto nos casos em que estejam organizados em itens ou títulos e subtítulos. Quando não se Partes do texto tratar de mero encaminhamento Apresentação do assunto Evite Introdução o uso das Deve ser Quando se tratar de mero encaminhamento “Em resposta ao Aviso nº feita 45/2010/SAJao PR, de 1º de que abril de 2010, em a encaminho anexo cópia do Ofício 34/2010/DGAnº

formas: “Tenho a referência honra de”; “Tenho documento o prazer de”; solicitou informação. “Cumpre-me informar que”. Seja objetivo!

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 PR, abril do Departamento Geral que trata de da do Fulano Administração, requisição servidor de Tal.” Detalhamento do assunto Havendo mais de Desenvolvimento uma ideia sobre o assunto, cada uma delas deverá ficar em um parágrafo distinto (clareza). Reafirmação Conclusão posição recomendada sobre o assunto. Tipo da fonte: Times New Romam. Tamanho da fonte: 12 para o corpo do texto; 11 para as citações; 10 para as notas de rodapé. da Havendo necessidade de se fazer comentário o poderão acrescentados parágrafos de desenvolvimento. algum sobre ser assunto, de de 10 de

2010,

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 Espaçamento: possuir tal recurso. As páginas devem ser numeradas a partir da segunda. Não se deve abusar de negrito, itálico, sublinhado, letras maiúsculas, sombreado, relevo, bordas ou qualquer outra formatação que afete a sobriedade do documento. Impressão: cor preta e em papel branco (colorida somente para gráficos e ilustrações necessários); tamanho A-4; pode ser feita em ambos os lados do papel (neste caso as distâncias das margens serão invertidas: “margem espelho”). Documento arquivo Rich Text. Dentro do possível, preservar os documentos elaborados para consulta posterior e aproveitamento de trechos em casos análogos. Para facilitar a localização, os nomes dos arquivos devem ser formados da seguinte maneira: tipo do documento + número do documento + palavras-chaves do conteúdo: Ex.: Of. 123 - relatório produtividade ano 2002. de texto: preferencialmente, formato de simples entre linhas; 6 pontos entre

parágrafos; ou uma linha em branco se o editor de texto utilizado não

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 Expedido por e para Quando (órgãos distintos) Expedido Expedido exclusivamente Aviso ministros para de autoridade por Estado de caráter Marcado pela agilidade na tramitação e Os devem no se próprio para expor simplicidade o ofício for

as demais autoridades endereçado a mais de um Ofício destinatário, chama-se também ofício-circular.

para particulares.

mesma hierarquia. Comunicação unidades Memorando mesmo (comunicação interna). entre Possui administrativo.

administrativas de um Empregado

órgão projetos, ideias, diretrizes, burocrática. etc. a serem adotados por despachos determinado setor público. dados

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 documento ou em folha de continuação. Expedido por Ministro. Serve para: Se envolver mais de um Segue determinado Ministério, será assinada ofício (interministerial) o se padrão for Dirigido ao presidente a) informar ou ao vice-presidente assunto; da República. Exposição de Motivos

por todos os envolvidos informativo. Se for para propor alguma medida ou submeter projeto de ato normativo, é acompanhado de anexo em modelo específico.

b) propor alguma medida; c) submeter projeto de ato normativo.

Ata (não abordado pelo Manual

Registro fatos, de uma

sucinto

de Devem-se

evitar

as Verificando-se qualquer Assinam: redação, deverá ser secretário membros e (as

ocorrências, abreviaturas, e os números engano no momento da presidente, assembleia, imediatamente

resoluções e decisões são escritos por extenso.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 da PR) sessão ou reunião. Escreve-se seguidamente divisões de (não tudo retificado empregandose assinaturas destes há palavras retificadoras: podem constar em uma lista ou livro de presenças) Na hipótese de qualquer omissão ou erro depois de lavrada a Ata, farseá uma ressalva: “em se tempo”. “Na linha. , Instrumento chefes dos Poderes. Obs.: minuta de Mensagens mais pelo onde lê......, leia-se. ........”. usuais A mensagem, como os pelo presidente não de da traz seu comunicação entre os expedidas Mensagem Executivo demais atos assinados de República, b) identificação parágrafos), “digo”

sem rasuras, emendas ou entrelinhas.

ao Congresso Nacional: a) encaminhamento de lei; de projeto

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 mensagem pode ser encaminhamento encaminha Ministérios Presidência República, acessorias redação final. a caberá pelos medida da currículo provisória; do de signatário. c)

à indicação de autoridades (o indicado, assinado, cuja devidamente

a acompanha a mensagem); d) pedido de autorização para o Presidente do 15 ou o se País dias; de por e) atos Vice-Presidente ausentarem mais de

encaminhamento

de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e TV; f) de encaminhamento

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 prestação exercício sessão de contas de g) (o

anterior; legislativa

mensagem de abertura da portador da mensagem é o Chefe da Casa Civil e vai encadernada em forma de livro para todos de por ao da de os h) sansão meio Casa); de i) congressistas); comunicação Congresso, Aviso secretário

(dirigida aos membros do primeiro veto

comunicação

(dirigida ao presidente do

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 Senado). Trata-se de forma de Seu uso restringe-se aos Não há padrão rígido; comunicação Telegrama casos em que: sua forma e estrutura seguem os formulários disponíveis nas agências dos Correios e em seu sítio na Internet. arquivamento, deve se ser dispendiosa aos cofres a) não seja possível o uso de fax; públicos e b) não seja possível o uso tecnologicamente de correio eletrônico; e c) a urgência justifique. superada. Para transmissão O documento antecipada mensagens Fax de quando necessário,

original, O

deve necessário,

e seguir posteriormente pela feito com cópia do fax, pois o papel do próprio fax se deteriora rapidamente.

documentos urgentes, via e na forma normal. quando não é possível o envio deles por correio eletrônico.

Correio

Principal

forma

de Flexibilidade: não interessa A

mensagem

que Sempre

que

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 Eletrônico comunicação transmissão documentos, e da celeridade. para definir forma rígida para encaminha algum anexo disponível, utilizar de sua estrutura. em uso de linguagem com uma Para utilizado, Obs. 2: o campo “assunto” preferencialmente, deve modo tanto ser a do preenchido facilitar de formato Rich Text. a os anexados, deve deve informações fornecer o recurso de de mínimas “confirmação

virtude do baixo custo Obs 1.: deve-se evitar o sobre o conteúdo dele. incompatível

leitura”. Caso não seja possível, pedir de da em

arquivos confirmação ser recebimento. Nos termos o legislação

comunicação oficial.

vigor, é necessário existir certificação digital remetente tenha documental. do para valor

organização

documental destinatário

quanto do remetente.

que a mensagem

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 7. (FGV/SENADO FEDERAL/ANALISTA CONTÁBIL/2008) Com base no Manual de Redação da Presidência da República, analise as afirmativas a seguir: I. Em comunicações oficiais, está abolido o uso do tratamento

“digníssimo”. A dignidade é pressuposto para que se ocupe qualquer cargo público, sendo desnecessária sua repetida evocação. II. Em comunicações oficiais, é correto usar o vocativo “Excelentíssimo Senhor Senador”. III. É recomendável evitar expressões como “Tenho a honra de”. Assinale: (A) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. (B) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. (C) se todas as afirmativas estiverem corretas. (D) se nenhuma afirmativa estiver correta. (E) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. Gabarito – A Comentário – Como já comentei nesta aula o fundamento do item I, permita-me ressaltar apenas os outros dois. De acordo com a tabela que se inicia na página 5, o vocativo Excelentíssimo Senhor + Cargo é privativo dos chefes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Para senador, o vocativo adequado é apenas: Senhor Senador. A respeito de algumas expressões que devem ser evitadas, a tabela constante na página 16 esclarece a questão; mas é bom relacionar outras que sofrem a mesma restrição, pois também caracterizam falta de objetividade: “De ordem do(a)...”; “Aproveitamos o ensejo...”; “A presente tem a finalidade de...”; “O assunto em epigrafe...”; “Vimos por meio

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 desta...”; “Sem mais nada para o momento...”; “Estamos a sua inteira disposição...”; e outras semelhantes. O uso do gerúndio também deve ser comedido, principalmente quando surge em uma locução verbal. Segmentos como “estamos informando” pode ser escrito, de maneira concisa, assim: informamos. E o que dizer, por exemplo, dos famosos “Vou estar providenciando”, “Vou estar transferindo”, em que surgem a construção INFIRNITIVO + GERÚNDIO? Melhor nem comentar!

8.

(FGV/SENADO

FEDERAL/ANALISTA

CONTÁBIL/2008)

Assinale

a

alternativa incorreta quanto ao uso de maiúsculas e minúsculas, segundo o Manual de Elaboração de Textos do Senado Federal. (A) Moro na Capital. (B) Procure o Decreto-Lei 292. (C) O governante se comportou como um Nero. (D) Eles estudaram no Colégio Pedro II. (E) Devemos reler O Espírito das Leis, de Montesquieu. Gabarito – C Comentário – Além do emprego nas situações abaixo discriminadas, a inicial maiúscula costuma ser utilizada para realçar determinados nomes, sendo este um recurso estilístico valioso, especialmente se usado com parcimônia. Lembre-se, a propósito, de que a apresentação do texto também deve ser padronizada quanto à utilização de iniciais maiúsculas ou minúsculas. Assim, se o autor opta por grafar “Estado” com maiúscula, mesmo desacompanhado do seu determinante, esse uso deve ser mantido em todo o texto. Emprega-se a letra inicial maiúscula:

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 a) no começo de período, artigo ou parágrafo de lei, verso

ou citação direta. Exemplos: Disse o Padre Antônio Vieira: “Estar com Cristo em qualquer lugar, ainda que seja no Inferno, é estar no Paraíso”. Art. 215. O Estado garantirá o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais. § 1º O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional. Hoje quedamos sós. Em toda parte, Somos muitos e sós. Eu, como os outros. Já não sei vossos nomes nem vos olho Na boca, onde a palavra se calou.
(Carlos Drummond de Andrade)

Observação – Alguns poetas usam, à espanhola, a minúscula no princípio de cada verso, quando a pontuação o permite. Exemplo: Aqui, sim, no meu cantinho, vendo-me rir-me o candeeiro, gozo o bem de estar sozinho e esquecer o mundo inteiro.
(Castilho)

b)

nos

substantivos

próprios

de

qualquer

espécie:

antropônimos, topônimos, patronímicos, cognomes, alcunhas, tribos e castas, designações de comunidades religiosas e políticas, nomes sagrados e relativos a religiões, entidades mitológicas e astronômicas, etc. Exemplos: José, Maria, Macedo, Freitas, Brasil, América, Guanabara, Tietê, Atlântico, Antoninos, Afonsinhos, Conquistador, Magnânimo, Coração de Leão,

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 Sem Pavor, Deus, Jeová, Alá, Assunção, Ressurreição, Júpiter, Baco, Cérbero, Via Láctea, Canopo, Vênus. Observação – Os nomes de povos escrevem-se com inicial minúscula, não só quando designam habitantes ou naturais de um estado, província, cidade, vila ou distrito, mas ainda quando representam coletivamente uma nação: amazonenses, venezuelanos. c) nos nomes próprios de eras históricas e épocas baianos, estremenhos, fluminenses, guarapuavanos, jequieenses, paulistas, pontalenses, romenos, russos, suíços, uruguaios,

notáveis. Exemplos: Hégira, Idade Média, Quinhentos (o século XVI), Seiscentos (o século XVII). Observação – Essa regra não se aplica à palavra século, grafada com inicial minúscula sempre que não iniciar período. d) nos nomes de vias e lugares públicos. Exemplos:

Avenida Rio Branco, Beco do Carmo, Largo da Carioca, Praia do Flamengo, Praça da Bandeira, Rua Larga, Rua do Ouvidor, Terreiro de São Francisco, Travessa do Comércio. e) nos nomes que designam altos conceitos religiosos,

políticos ou nacionalistas. Exemplos: Igreja (Católica, Apostólica, Romana), Nação, Estado, Pátria, País, Raça. Observação – Esses nomes se escrevem com inicial minúscula quando são empregados em sentido geral ou indeterminado. f) nos nomes que designam artes, ciências ou disciplinas,

bem como nos que sintetizam, em sentido elevado, as manifestações do engenho e do saber. Exemplos: Agricultura, Arquitetura, Educação Física, Filologia Portuguesa, Direito, Medicina, Engenharia, História do Brasil, Geografia, Matemática, Pintura, Arte, Ciência, Cultura. 29

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 Observação – Os nomes idioma, idioma pátrio, língua, língua portuguesa, vernáculo e outros análogos escrevem-se com inicial maiúscula quando empregados com especial relevo. g) nos nomes que designam altos cargos, dignidades ou

postos. Exemplos: Papa, Cardeal, Arcebispo, Bispo, Patriarca, Vigário, Vigário-Geral, Presidente da República, Ministro da Educação, Governador do Estado, Embaixador, Almirantado, Secretário de Estado. Observações – Justifica-se o emprego de iniciais maiúsculas em tais nomes pela deferência especial que merecem os ocupantes desses cargos, dignidades ou postos. O emprego não se justifica, entretanto, quando os termos são usados de modo vago ou geral: Sonha ser papa; Candidatou-se a governador do Estado do Pará; Aspira ao cargo de presidente da república; Será promovido a embaixador. No caso de termos compostos, todas as palavras devem ser grafadas com iniciais maiúsculas, exceto as partículas (artigos, preposições, advérbios, conjunções e palavras inflexivas): Capitão-de-Mar-e-Guerra, Consultor-Geral. h) agremiações, Exemplos: nos e nomes do de repartições, públicos do Inspetoria corporações ou Ensino ou

edifícios

estabelecimentos Ensino,

particulares. Superior,

Diretoria-Geral

Ministério, das Relações Exteriores, Academia Paranaense de Letras, Círculo de Estudos, “Bandeirantes”, Presidência da República, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Tesouro do Estado, Departamento Administrativo do Serviço Público, Banco do Brasil, Imprensa Nacional, Teatro de São José, Tipografia Rolandiana, Edifício Palácio do Rádio II. i) nos títulos de livros, jornais, revistas, produções

artísticas, literárias e científicas. Exemplos: Imitação de Cristo, Horas Marianas, Correio da Manhã, Revista Filológica, Transfiguração (de Rafael), 30

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 Norma (de Belini), O Guarani (de Carlos Gomes), O Espírito das Leis (de Montesquieu). Observação – Não se escrevem com maiúscula inicial as partículas monossilábicas que se acham no interior de vocábulos compostos ou de locuções ou expressões que têm iniciais maiúsculas: Queda do Império, O Crepúsculo dos Deuses, Histórias sem Data, A Mão e a Luva, Festas e Tradições Populares do Brasil. j) nos nomes de tributos, acordos, cartas e declarações internacionais. Exemplos: Imposto Sobre Produtos Industrializados, Taxa de Limpeza Urbana, Convenção Americana de Direitos Humanos, Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, Carta das Nações Unidas, Declaração Universal de Direitos Humanos. l) nos nomes de fatos históricos e importantes, de atos solenes e de grandes empreendimentos públicos. Exemplos: Centenário da Independência do Brasil, Descobrimento da América, Questão Religiosa, Reforma Ortográfica, Acordo Luso-Brasileiro, Exposição Nacional, Festa das Mães, Dia do Município, Glorificação da Língua Portuguesa. m) nos nomes de escolas de qualquer espécie ou grau de ensino. Exemplos: Faculdade de Filosofia, Escola Superior de Comércio, Ginásio do Estado, Colégio Pedro II, Colégio Marista de Brasília, Instituto de Educação, Grupo Escolar de Machado de Assis. n) nos nomes comuns, quando personificados ou

individualizados, e de seres morais ou fictícios. Exemplos: A Capital da República, a Transbrasiliana, moro na Capital, o Natal de Jesus, o Poeta Camões, a ciência da Antigüidade, os habitantes da Península, a Bondade, a Virtude, o Amor, a Ira, o Medo, o Lobo, o Cordeiro, a Cigarra, a Formiga.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 Observação – Incluem-se nesta norma os nomes que designam atos das autoridades públicas, quando empregados em correspondência ou documentos oficiais, desde que devidamente identificados: A Lei de 13 de maio, o Decreto-Lei nº 292, o Decreto nº 20.108, a Portaria de 15 de junho, o Regulamento nº 737, o Acórdão de 3 de agosto. Se o ato for designado por palavra composta, todos os seus termos componentes (exceto as partículas) devem ser grafados com inicial maiúscula: Decreto-Lei. o) nos nomes dos pontos cardeais, quando designam regiões. Exemplos: os povos do Oriente; o falar do Norte é diferente do falar do Sul; a guerra do Ocidente. Observação – Os nomes dos pontos cardeais escrevem-se com inicial minúscula quando designam direções ou limites geográficos: Percorri o país de norte a sul e de leste a oeste; Portugal está limitado a leste pela Espanha e a oeste pelo Atlântico. p) nos nomes, adjetivos, pronomes e expressões de

tratamento ou reverência. Exemplos: D. (Dom ou Dona), Sr. (Senhor), Sra. (Senhora); DD. ou Digmo. (Digníssimo), MM. ou Mmo. (Meritíssimo), Revmo. (Reverendíssimo), V.Reva. (Vossa Reverência), S. E. (Sua Eminência), V. M. (Vossa Majestade), V. A. (Vossa Alteza), V. Sa. (Vossa Senhoria), V. Exa. (Vossa Excelência), V. Exa. Revma. (Vossa Excelência Reverendíssima), V. Exas. (Vossas Excelências). Observação – As formas que se acham ligadas a essas expressões de tratamento devem ser também escritas com iniciais maiúsculas: D. Abade, Exma. Sra. Diretora, Sr. Almirante, Sr. Capitão-de-Mar-e-Guerra, MM. Juiz de Direito, Exmo. e Revmo. Sr. Arcebispo Primaz, Magnífico Reitor, Excelentíssimo Senhor Presidente da República, Eminentíssimo Senhor Cardeal, Sua Majestade, Sua Alteza Real. 32

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 q) nas palavras que, no estilo epistolar, dirigem-se a um amigo, a um colega, a uma pessoa respeitável, as quais, por deferência, consideração ou respeito, se queira realçar. Exemplos: meu bom Amigo, caro Colega, meu prezado Mestre, estimado Professor, meu querido Pai, minha adorável Mãe, meu bom Padre, minha distinta Diretora, caro Doutor, prezado Capitão.

Emprega-se a inicial minúscula Por contraposição, os termos não referidos no tópico anterior devem vir em minúscula (ou caixa baixa). As instruções abaixo buscam facilitar o emprego da inicial minúscula: a) nos nomes dos dias da semana, dos meses e das estações do ano. b) nos nomes de festas pagãs ou populares. Exemplos: carnaval, saturnais, bumba-meu-boi, entrudo. c) nos compostos em que o nome próprio torna-se comum, formando uma só unidade semântica. Exemplos: castanha-do-pará, pau-brasil, deus-nos-acuda, joão-ninguém. d) nas palavras derivadas de nomes estrangeiros. Exemplos: bachiano, goethismo. Observação – Esses derivados permanecem na grafia original, exceto na terminação. e) nos intitulativos gerais de doutrinas, correntes e escolas de pensamento, religiões e regimes políticos. Exemplos: positivismo, kantismo, beethoveniano, byronismo, comtiano, freudiano,

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 romantismo, barroco, marxismo, catolicismo, cristianismo, parlamentarismo, presidencialismo. f) na sequência de alíneas e de incisos, que devem ter início na altura do parágrafo do texto. Exemplos: São benefícios concedidos pelo IPC: a) auxílio-doença; b) auxílio-funeral; c) pecúlio. A escolha de seus membros compete: I – ao Senado Federal; II – à Assembléia Geral; III – ao Conselho Deliberativo. g) depois do sinal de dois-pontos que não precede citação ou nome próprio e depois de pontos de interrogação ou exclamação, se o sentido está incompleto até essas anotações (que valem, no caso, por vírgula, ponto e vírgula e dois-pontos, cumulativamente). Exemplos: Oh! não vale a pena repetir: é coisa de somenos. Que é isso! que é que tem? Quem és tu? que esse estupendo corpo certo me tem maravilhado. Vês, peralta? é assim que um moço deve zelar o nome dos seus? h) nas partículas intermediárias (artigos, preposições,

advérbios, conjunções e palavras inflexivas) monossilábicas dos onomásticos compostos (título de obras, acordos, conferências, congressos, etc.). Exemplos: Crônicas de Risos e Lágrimas, Ninguém Escreve ao Coronel,

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 Triste Fim de Policarpo Quaresma, II Congresso Nacional de Biblioteconomia, Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos. Observação – Assim, além de serem grafadas com inicial maiúscula quando contam com duas ou mais sílabas, essas partículas também o são quando abrem o onomástico composto: Os Sinos da Agonia, O General em seu Labirinto, Com Açúcar e com Afeto, Convenção Sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher. i) nos adjetivos gentílicos e pátrios e na designação de grupos étnicos. Exemplos: brasileiros, ingleses, xavantes, tamoios, paulistanos, mato-grossenses, mineiros. Observação – Em Antropologia, recomenda-se o uso com inicial maiúscula, e no singular, da designação de tribos e castas indígenas: os Maué, e não os maués. j) nos nomes próprios tornados comuns (por antonomásia). Exemplos: O ditador daquele país comportou-se como um nero. A atriz apresentou-se como uma eva. Cantava feito uma diva. Observações – Quando, porém, os nomes próprios – empregados como apelativos – indicam genericamente uma classe de indivíduos semelhantes aos designados por aqueles nomes, a inicial é maiúscula: Vários poetas têm-se comportado como se Homeros fossem. Incidentemente, o plural é normal nos nomes próprios: os Brasis, os Portugais, os Cabrais, os Salazares. l) no substantivo que designa a espécie de acidente

geográfico e obra civil. Exemplos: oceano Atlântico, mar Mediterrâneo, rio Amazonas, baía de Guanabara, cordilheira dos Andes, vale do Paraíba, deserto do Saara, gruta de Maquiné, ilha do Bananal, floresta da Tijuca, lago Paranoá, canal de Suez, ponte Rio–Niterói, viaduto do Chá, aeroporto de

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 Cumbica, usina de Itaipu, rodovia BR-116 (Rio–Bahia), estrada Rio– Petrópolis, túnel Rebouças, porto de barragem de Sobradinho. m) nos epítetos dos topônimos, nas preposições que os relacionam no espaço, bem como nos adjuntos que lhes delimitam a extensão ocasional em que são tomados. Exemplos: alto Amazonas, médio São Francisco, baixo Tapajós, além Atlântico, aquém Andes, Brasil meridional. Observações – Quando tais elementos se incorporam aos topônimos, fazendo parte de seu nome oficial ou de nome consagrado pelo uso, grafamse com inicial maiúscula: Recôncavo Baiano, Pantanal Mato-Grossense, Oriente Médio, Trás-os-Montes, África Equatorial Francesa, Coréia do Sul, Planalto Central, Baixada Fluminense, Mata Atlântica, Floresta Amazônica. Também as zonas geoeconômicas do Nordeste e as designações de ordem geográfica ou político-administrativa são grafadas com maiúscula: Meio-Norte, Zona da Mata, Agreste, Sertão, Amazônia Legal, Polígono das Secas, Triângulo Mineiro. Porém, quando se trata de adjetivo qualificativo, e não de designativo oficial, grafam-se com inicial minúscula: região amazônica, floresta atlântica, hiléia amazônica, costa atlântica. n) na palavra raios, que deve ser sempre pluralizada. Exemplos: raios X, raios alfa, raios beta, raios delta, raios gama, raios infravermelhos, raios ultravioleta. Observações – Grafa-se sempre com maiúscula o x, de raios X. Nos adjetivos compostos designativos de cores, o segundo elemento só varia se for adjetivo, o que explica a diferença entre raios ultravioleta e infravermelhos: “violeta” é nome (de planta); “vermelho” é legítimo adjetivo.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 o) nos seguintes termos desacompanhados de determinante (adjetivo qualificador ou número): lei, decreto, projeto, resolução, medida provisória, emenda, plano, simpósio, seminário, conferência, etc. Exemplos: O projeto dispõe sobre o reajuste das mensalidades

escolares. A resolução que determina o critério da proporcionalidade partidária tem boas chances de ser aprovada. Com essa medida provisória, o Governo pretende alterar a legislação do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI). Foram abordados vários assuntos de interesse da população durante o simpósio. Observações – Lembre-se de que o texto da Lei Complementar nº 95, de 26 de fevereiro de 1998, que trata da elaboração, redação, alteração e consolidação das leis, sugere o uso de inicial maiúscula para indicar auto-referência em lei, medida que deve ser adotada no caso de minuta de proposição legislativa. Exemplo: Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Vale enfatizar a obrigatoriedade do uso da inicial maiúscula sempre que um dos termos retromencionados aparecer seguido de determinante ou número: Medida Provisória nº 2.733/99, Lei de Combate ao Crime Organizado, Lei Antitruste. p) nas expressões senhor(es) e senhora(s) empregadas como vocativo, devendo ser grafadas por extenso. Exemplos: senhor Presidente, senhores Senadores, senhores representantes de sindicatos, senhores visitantes, meus senhores, minhas senhoras... q) nos seguintes termos quando não estiverem no início do período: trópico, hemisfério, pólo, continente, meridiano, paralelo, equador, latitude, longitude, círculo polar ártico e antártico, etc. 37

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 9. (FGV/SENADO FEDERAL/ANALISTA CONTÁBIL/2008) A respeito das regras para grafia de numerais, com base no Manual de Elaboração de Textos do Senado Federal, analise os itens a seguir. I. II. Não se inicia período com algarismo arábico, devendo o número ser grafado por extenso, independentemente de ser cardinal ou ordinal. Grafam-se por extenso os numerais expressos num único vocábulo e em algarismos aqueles que exigem mais de uma palavra para serem veiculados. III. Nas datas escritas por extenso, indicam-se o dia e o ano em algarismos arábicos e o mês pelo nome correspondente. Nas abreviadas, os três elementos são expressos em algarismos arábicos e aparecem separados por hífen ou barra. Assinale: (A) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. (B) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. (C) se nenhuma afirmativa estiver correta. (D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. (E) se todas as afirmativas estiverem corretas. Gabarito – E Comentário – A questão tratou da escrita de numerais em textos técnicos (estudos, pareceres, notas técnicas). Vamos expandir e exemplificar o que diz o Manual do Senado. Preste muita atenção. a) Não se inicia período com algarismo arábico, devendo o número ser grafado por extenso, independentemente de ser cardinal ou ordinal. Exemplos: Dezesseis anos era a idade da moça que trazia o céu nos olhos.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 Sexagésimo aniversário da fundação da escola era a comemoração do dia. b) Grafam-se por extenso os numerais expressos num único vocábulo e em algarismos aqueles que exigem mais de uma palavra para serem veiculados. Exemplo: Mais de quinhentas pessoas compareceram à cerimônia de posse do Presidente da República, mas apenas 250 tinham sido convidadas. Destas, apenas vinte representavam Estados estrangeiros. Observações – A mesma regra é válida para as percentagens, utilizando-se a expressão “por cento” ou o símbolo “%” conforme o numeral seja veiculado por uma ou mais palavras: quinze por cento, cem por cento, 42%, 57%. O símbolo, entretanto, deve vir grafado imediatamente depois do algarismo, sem qualquer espaço em branco. Especificamente para a transcrição de numerais acima do milhar, pode-se recorrer tanto à aproximação do número fracionário quanto ao desdobramento dos termos numéricos: 23,6 milhões ou 23 milhões e 635 mil. Para maior garantia, os valores monetários devem ser expressos em algarismos seguidos da indicação da quantia, por extenso, entre parênteses: R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais). Se o valor mencionado estiver localizado no final da linha, não o separe: coloque o cifrão em uma linha e o numeral na seguinte. c) Nenhum numeral leva hífen, salvo postos e graduações da hierarquia militar e da diplomacia. Exemplo: Dois servidores deixaram de receber o adiantamento do 13° salário em junho: o 2º-tenente responsável pela segurança do prédio,

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 Sr. Antônio Leite, e o 1º-secretário responsável pela chefia do cerimonial, Sr. Camilo Marques. d) Não se emprega artigo antes do numeral, a menos que o numeral anteceda substantivo. Exemplos: Todos quatro estudam. Todos os quatro filhos dele estudam. Observações – O pronome indefinido “todos” só se emprega de três em diante. Considerados numerais duais, os termos “ambos” e “ambas” são usados no lugar de “dois” e “duas” e só dispensam o artigo que ordinariamente os segue quando não acompanhados por substantivo: Ambos os alunos são estudiosos. Marido e mulher, ambos graduaram-se em Direito. e) Tanto gráficos, gravuras, ilustrações, fotografias,

figuras, esquemas, tabelas e quadros constantes dos textos, como idades, datas, escores de jogos, vereditos e contagem de votos devem ser numerados com algarismos arábicos. Exemplos: A Tabela 5 mostra a evolução da taxa de mortalidade nos últimos meses. Marcelo tem 30 anos. No plebiscito, foram 200 votos contra a reeleição e 100 a favor dela. O Júri absolveu-o por 4 a 3. Observações – Em tais casos, não se aplica a regra referida na letra “b”. Lembre-se, porém, de que o decurso de tempo será sempre grafado por extenso: Marcelo nasceu há trinta anos. A reunião durou duas horas e meia. 40

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 f) Nas datas escritas por extenso, indicam-se o dia e o ano em algarismos arábicos e o mês pelo nome correspondente. Nas abreviadas, os três elementos são expressos em algarismos arábicos e aparecem separados por hífen ou barra. Exemplos: 14 de março de 1997; 5 de julho de 1995; 12 de outubro de 1984; 1º de maio de 1999; 13-12-41; 27/1/92. Observações – Não se utiliza o zero à esquerda dos numerais que indicam dia e mês nem se usa ponto para separar os algarismos que expressam ano. O primeiro dia do mês – ao contrário dos demais que são expressos na forma cardinal – é sempre indicado pela abreviatura do número ordinal: 1º/11/98, 1º de fevereiro de 1915; 1º-1-2000. Não se utiliza a forma abreviada da data quando só se faz referência a ano ou a mês e ano: 1980; 2001; agosto de 1937; janeiro de 1989; junho de 1891; abril de 1713. g) Embora sejam minoria, alguns numerais estão sujeitos à flexão de número e gênero, desde que não apareçam substantivados. Exemplo: Refiro-me à procuração que se encontra a folhas trinta e duas. h) As frações são invariavelmente indicadas por algarismos numéricos se decimais, mas também podem ser escritas por extenso quando ambos os elementos designados estão entre um e nove. Exemplos: 0,3; 12,75; 4/12; 7/25; 5/6; dois terços; um quarto. i) Os algarismos romanos são usados normalmente na indicação de séculos; imperadores, papas; grandes divisões das Forças Armadas; congressos, seminários, reuniões, e outros acontecimentos repetidos periodicamente; dinastias; paginação de prefácio; numeração de livro, título, capítulo, seção e subseção de diplomas legais. Exemplos: século XIX, século IV a.C.; Filipe IV, Napoleão I, João XXIII; I Comando do Exército, IV Distrito Naval; XV Bienal de São Paulo, XX Copa do Mundo; I Dinastia Maia; Seção III do Capítulo I do Título V da Constituição Federal. 41

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 Observações – Só se pode lançar mão do uso de caracteres minúsculos no caso da numeração das páginas de prefácio: i, ii, iii, iv. Para fins de leitura, os algarismos romanos de I a X são tidos por ordinais, estejam eles antepostos ou pospostos ao termo que qualificam. Já a partir do XI, eles só recebem tal leitura se antepostos: século I (século primeiro) ou I século (primeiro século) século X (século décimo); mas século XI (século onze) ou XI século (décimo primeiro século); XX Salão do Automóvel (vigésimo); IV Bienal do Livro (quarta). Na redação legislativa, entretanto, o número dez é sempre cardinal, independentemente de aparecer sob a forma de algarismo arábico ou romano: art. 10 (artigo dez), inciso X (inciso dez). j) O Código de Endereçamento Postal (CEP) constitui-se obrigatoriamente de cinco dígitos, sem ponto nem espaço entre eles, seguidos de um hífen, mais três dígitos, que servem para indicar a localização do logradouro, sendo arábicos todos eles. Exemplo: CEP 70165-900. l) Utiliza-se o numeral ordinal abreviado para designar artigos e parágrafos de leis e proposições legislativas até o nono, inclusive. A partir daí, emprega-se o algarismo arábico, seguido de ponto. Exemplos: arts. 2º e 7º; § 5º e 9º; art. 12.; § 10.; art. 227. Observações: – Seja qual for o numeral empregado, os termos “artigo” e “parágrafo” devem ser grafados de forma abreviada: “art.” e “§” para o singular e arts. e §§ para o plural. Não se usa, porém, a forma abreviada quando essas palavras aparecem acompanhadas de adjetivo, motivo pelo qual não se abrevia o termo “parágrafo” dentro da expressão “parágrafo único”.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 m) Utiliza-se o algarismo romano para designar os incisos (desdobramentos de artigos e parágrafos), que se separam de seus respectivos textos por travessão ladeado de espaços. Exemplos: O processo legislativo compreende a elaboração de: I – emendas à Constituição; II – leis complementares; III – leis ordinárias; IV – leis delegadas; V – medidas provisórias; VI – decretos legislativos; VII – resoluções. n) Indicam-se com algarismos arábicos, seguidos de ponto, os itens (desdobramentos das alíneas). Exemplo: Art. 4º Toda criança tem o direito de brincar. § 1º Compete à família, ao Estado e à sociedade: I – prover a criança de: a) condições de lazer que incluam: 1. local bem ventilado; 2. equipamentos seguros; 3. assistência de supervisor especializado. o) muitas são as variações possíveis para a indicação de horários por meio de algarismos. Exemplos: 19h; 22 horas; 20h30min; 1h17min5seg; cinco horas; às nove e meia da manhã; ao meio dia e meia. Observação – Entre as variações possíveis, contudo, não se admite o uso da forma inglesa, representada pelo emprego do sinal de dois-pontos entre o indicador da hora e o dos minutos.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 10. (FGV/SENADO FEDERAL/ANALISTA CONTÁBIL/2008) A respeito do Padrão Ofício, conforme ensina o Manual de Redação da Presidência da República, analise as afirmativas a seguir. I. II. Todos os tipos de documentos do Padrão Ofício devem ser impressos em papel ofício. Para facilitar a localização, os nomes dos arquivos devem ser formados da seguinte maneira: tipo do documento + número do documento + palavras-chave do conteúdo. III. Deve ser utilizada fonte do tipo Times New Roman de corpo 12 no texto em geral, 11 nas citações, e 10 nas notas de rodapé. Assinale: (A) se todas as afirmativas estiverem corretas. (B) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. (C) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. (D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. (E) se nenhuma afirmativa estiver correta. Gabarito – D Comentário – Aprendemos isso quando tratamos dos documentos que se conformam com o padrão ofício (páginas 16 a 18). Portanto o único problema diz respeito ao “papel ofício”. O correto é papel A 4. Parece que o examinador fez um jogo de palavras com as expressões padrão ofício e papel ofício.

11. (FGV/SENADO FEDERAL/ADVOGADO/2008) Com base nos manuais citados, analise as afirmativas a seguir: I. Ao elaborar pronunciamentos, proposições legislativas, pareceres,

estudos ou notas técnicas, o consultor há de ter em mente que o texto 44

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 a redigir deve ser compreendido e aprovado pelo destinatário, mesmo porque resulta, quase sempre, de solicitação por este formulada. Daí a necessidade de uma interação equilibrada e harmoniosa entre a Consultoria e quem lhe solicita o trabalho. II. Se o uso sistemático de figuras de retórica é admissível nas peças literárias e nos discursos, que amiúde se utilizam de linguagem refinada e grandiloquente, ele se revela inadequado à redação de textos técnicos e legais, que devem primar pela clareza e objetividade. III. O princípio constitucional da publicidade, que também rege a feitura das leis, está longe de esgotar-se na mera publicação do texto, estendendose, ainda, ao alcance delas por todo e qualquer cidadão. Assinale: (A) se todas as afirmativas estiverem corretas. (B) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. (C) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. (D) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. (E) se nenhuma afirmativa estiver correta. Gabarito – A Comentário – Em sua página 9, o Manual do Senado trata da tentativa de alguns de justificarem o uso sistemático de figuras de retórica, de expressões enviesadas e de a tantos outros do enfeites texto e linguísticos dificultam que sua normalmente comprometem clareza

compreensão. Nesse sentido, os itens acima são verdadeiras observações relativas a estilo. Todos estão corretos e constituem quase que a transcrição literal de passagens do Manual. É bom lê-los com atenção.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 12. (FGV/SENADO FEDERAL/ADVOGADO/2008) Com base nos manuais citados, assinale a afirmativa incorreta. (A) Devem-se escolher termos que tenham o mesmo sentido e significado em todo o território nacional ou na maior parte dele, evitando o emprego de expressões regionais ou locais. (B) É necessário articular a linguagem comum ou técnica para a perfeita compreensão da idéia veiculada no texto. (C) É necessário usar as palavras e expressões em seu sentido comum, salvo quando o assunto for de natureza técnica, hipótese em que se empregarão a nomenclatura e terminologia próprias da área. (D) Preferencialmente deve-se manifestar o pensamento ou a idéia com as mesmas palavras, podendo-se empregar a sinonímia com propósito estilístico. (E) Deve-se atentar para a construção de orações na ordem direta, evitando preciosismos, neologismos, intercalações excessivas, jargão técnico, lugares comuns, modismos e termos coloquiais. Gabarito – D Comentário – Alternativa A: certa. Podemos ler na página 9 do Manual do Senado que: As comunicações que partem dos órgãos públicos federais devem ser compreendidas por todo e qualquer cidadão brasileiro. Para atingir esse objetivo, há que evitar o uso de uma linguagem restrita a determinados grupos. Não há dúvida que um texto marcado por expressões de circulação restrita, como a gíria, os regionalismos vocabulares ou o jargão técnico tem sua compreensão dificultada. Alternativa B: certa. Fala-se aqui sobre um aspecto da precisão que deve estar presente em textos técnicos ou legais: “articulação 46

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 da linguagem comum ou técnica para a perfeita compreensão da ideia veiculada no texto” (página 10 do Manual do Senado). Alternativa C: certa. Agora o examinador voltou à pagina 9 para abordar a linguagem a ser utilizada em textos técnicos ou legais: “uso de palavras e expressões em seu sentido comum, salvo quando o assunto for de natureza técnica, hipótese em que se empregarão a nomenclatura e terminologia próprias da área”. Alternativa D: errada. Ao tratar das exigências para que haja precisão em um texto técnico ou legal, o Manual do Senado estabelece que o emprego de sinonímia com propósito meramente estilístico deve ser evitado (página 10). Alternativa E: certa. Com respeito á clareza, o Manual do Senado (página 9) esclarece que seja feito uso “da construção de orações na ordem direta, evitando preciosismos, neologismos, intercalações excessivas, jargão técnico, lugares-comuns, modismos e termos coloquiais”.

13. (FGV/SENADO FEDERAL/ADVOGADO/2008) Contemporaneamente, os fechos para comunicação, com base nos manuais citados, são: (A) somente “atenciosamente” e “respeitosamente”. (B) preferencialmente “atenciosamente” e “cordialmente”. (C) somente “cordialmente” e “respeitosamente”. (D) preferencialmente “cordialmente” e “respeitosamente”. (E) somente “atenciosamente” e “cordialmente”. Gabarito – A Comentário – O fecho tem a finalidade de marcar o final do texto e saudar o destinatário. Ele, o fecho, não é numerado como os demais parágrafos.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 Além disso, os fechos utilizados atualmente nos documentos oficiais são os seguintes: – “Respeitosamente”, para autoridades superiores, inclusive quando se tratar do presidente da República; – “Atenciosamente”, para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior. Ficam excluídas as comunicações dirigidas a autoridades estrangeiras, que atendem a rito e tradição próprios.

14. (FGV/SENADO

FEDERAL/TÉCNICO Com base no

LEGISLATIVO Manual de Redação

– da

ADMINISTRAÇÃO/2008)

Presidência da República, analise as afirmativas a seguir: I. A concisão é antes uma qualidade do que uma característica do texto oficial. Conciso é o texto que consegue transmitir um máximo de informações com um mínimo de palavras. Para que se redija com essa qualidade, é fundamental que se tenha, além de conhecimento do assunto sobre o qual se escreve, o necessário tempo para revisar o texto depois de pronto. É nessa releitura que muitas vezes se percebem eventuais redundâncias ou repetições desnecessárias de idéias. II. O esforço de sermos concisos atende, basicamente ao princípio de economia lingüística, à mencionada fórmula de empregar o mínimo de palavras para informar o máximo. Não se deve de forma alguma entendê-la como Economia de pensamento, isto é, não se devem eliminar passagens substanciais do texto no afã de reduzi-lo em tamanho. Trata-se exclusivamente de cortar palavras inúteis, redundâncias, passagens que nada acrescentem ao que já foi dito. III. A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto oficial. Pode-se definir como claro aquele texto que possibilita imediata compreensão 48

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 pelo leitor. No entanto, a clareza não é algo que se atinja por si só: ela depende estritamente das demais características da redação oficial. Assinale: (A) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. (B) se todas as afirmativas estiverem corretas. (C) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. (D) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. (E) se nenhuma afirmativa estiver correta. Gabarito – B Comentário – Já expus nesta aula, nas páginas 10 e 11, o que devemos compreender comentário. por concisão e clareza. Esta questão reforça o meu

15. (FGV/SENADO

FEDERAL/TÉCNICO

LEGISLATIVO

ADMINISTRAÇÃO/2008) Com base nas regras do Manual de Redação da Presidência da República acerca da redação de atos normativos, analise as afirmativas a seguir: I. O parágrafo é representado pelo sinal gráfico §. Também em relação ao parágrafo, consagra-se a prática da numeração ordinal até o décimo (§ 10º) e cardinal a partir do parágrafo onze (§ 11). No caso de haver apenas um parágrafo, adota-se a grafia parágrafo único (ou “§ único”). Os textos dos parágrafos serão iniciados com letra maiúscula e encerrados com ponto-final. II. Os incisos são utilizados como elementos discriminativos de artigo se o assunto nele tratado não puder ser condensado no próprio artigo ou não se mostrar adequado a constituir parágrafo. Os incisos são indicados por algarismos romanos e as alíneas por letras.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 III. As alíneas ou letras constituem desdobramentos dos incisos e dos parágrafos. A alínea ou letra será grafada em minúsculo e seguida de parêntese: a); b); c); etc. O desdobramento das alíneas faz-se com números cardinais, seguidos do ponto: 1.; 2.; etc. Assinale: (A) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. (B) se nenhuma afirmativa estiver correta. (C) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. (D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. (E) se todas as afirmativas estiverem corretas. Gabarito – D Comentário – Muita atenção, prezado(a) aluno(a). Está quase tudo certo, quase tudo é transcrição fiel do Manual da Presidência (páginas 81 e 82). Os únicos erros encontram-se na afirmativa I, observe: O parágrafo é representado pelo sinal gráfico §. Também em relação ao parágrafo, consagra-se a prática da numeração ordinal até o nono (§ 9o) e cardinal a partir do parágrafo dez (§ 10). No caso de haver apenas um parágrafo, adota-se a grafia Parágrafo único (e não “§ único”). Os textos dos parágrafos serão iniciados com letra maiúscula e encerrados com ponto-final. Veja este exemplo extraído do art. 5º da Constituição: Art. 5o Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 (...) LXXX – conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania; LXXII – conceder-se-á habeas-data: a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público; b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo; (...) § 1o As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. § 2o Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte.

16. (FGV/SENADO

FEDERAL/TÉCNICO

LEGISLATIVO

ADMINISTRAÇÃO/2008) No âmbito da Consultoria Legislativa, segundo o Manual de Elaboração de Textos do Senado Federal, ocorre preâmbulo em: (A) parecer, somente. (B) relatório e parecer. (C) requerimento, somente. (D) parecer e requerimento. 51

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 (E) projeto. Gabarito – E Comentário – A tabela abaixo esclarece os tipos de documentos que contêm preâmbulo:
Parecer / Relatório Projeto O CONGRESSO NACIONAL decreta: Preâmbulo – O CONGRESSO NACIONAL promulga: O SENADO FEDERAL resolve: PEC As Mesas da Câmara dos (...) Deputados Federal, e do nos Senado – Requerimento

17. (FGV/SENADO

FEDERAL/TÉCNICO

LEGISLATIVO

ADMINISTRAÇÃO/2008) Com base nas regras sobre uso de siglas e acrônimos do Manual de Elaboração de Textos do Senado Federal, analise as afirmativas a seguir: I. II. O uso de siglas e acrônimos deve ser parcimonioso e restringir-se àqueles já existentes e consagrados. As siglas e os acrônimos devem ser escritos no mesmo corpo do texto, sem o uso de pontos intermediários ou finais. III. Na primeira citação, a expressão designada deve vir escrita por extenso, de forma completa e correta, antes ou depois da sigla ou do acrônimo respectivo. Assinale: (A) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. (B) se todas as afirmativas estiverem corretas. (C) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. (D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. (E) se nenhuma afirmativa estiver correta.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 Gabarito – A Comentário – Conforme o Manual do Senado, há relativo consenso acerca de alguns pontos , a saber: a) uso de siglas e acrônimos deve ser parcimonioso e restringir-se àqueles já existentes e consagrados. b) as siglas e os acrônimos devem ser escritos no mesmo corpo do texto, sem o uso de pontos intermediários ou finais. Exemplos: OEA, ONU, OIT, Embrapa, Contran, Embratur, CDBs, Ufirs, GPs. c) na primeira citação, a expressão designada deve vir escrita por extenso, de forma completa e correta, sempre antes da sigla ou do acrônimo respectivo, que deve estar entre parênteses ou travessões e em letras maiúsculas. Exemplos: O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou ontem mais uma medida restritiva. A discussão do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) pela Câmara ainda promete alongar-se por muito tempo. A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste

(Sudene) criou comissão de estudo para elaborar as normas balizadoras do programa de investimento a ser instituído ainda neste ano. Observações – Pode-se dispensar a explicação apenas para a representação do nome dos partidos políticos e das empresas comerciais, exceto públicas ou estatais, quando a forma abreviada já se tornou sinônimo do próprio nome: PMDB, PFL, PSDB, Varig, Vasp, Bradesco. De qualquer modo, em caso de dúvida, deve-se transcrever o significado da sigla. Recomenda-se conectivos presentes nas cuidado extra para a transcrição principal dos de expressões designadas, fonte

equívocos, a exemplo do que acontece com o Instituto Brasileiro do (e não 53

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 “de”) Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Entretanto, não se deve descuidar dos demais componentes das expressões, pois a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) muitas vezes se transforma em “Confederação” e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) converte-se em instituto de “seguridade”. Não se admite a separação silábica de sigla ou acrônimo grafado com letras maiúsculas. d) as siglas partidárias, seguidas das siglas dos Estados, devem ser separadas por travessão, com espaço antes e depois dele Exemplo: O Senador Eduardo Suplicy (PT – SP) pediu a palavra, pela ordem. e) as siglas de até três letras devem ser escritas com letra maiúscula. Exemplos: PM, TV, CPF, GP; BC, ONU, USP, PUC; PT, PV, PPS; DF, RJ, AC, MG. f) as siglas e os acrônimos com quatro letras ou mais são grafados em maiúscula quando se pronuncia separadamente cada uma de suas letras ou partes, mas recebem apenas a inicial maiúscula – a partir da segunda aparição no texto – no caso de terem a pronúncia de vocábulo. Exemplos: CNBB, CPFL, BNDES, Sudene, Cobal, Condephaat, Masp, Vasp, Eletropaulo, Varig. g) excepcionalmente, pode haver a concorrência de letras maiúsculas e minúsculas na estrutura de sigla e acrônimo, a fim de evitar confusão com outros termos assemelhados. Exemplos: CNPq16 (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), UnB (Universidade de Brasília), CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), SPTrans (São Paulo Transporte S.A.) h) via de regra, deve-se empregar as siglas e os acrônimos dos órgãos estrangeiros na sua versão em português, que corresponde à expressão original traduzida. Entretanto, adota-se a forma abreviada original

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 quando o seu uso já é disseminado internacionalmente. De todo modo, a expressão por ela designada deve ser necessariamente traduzida. Exemplos: Organização das Nações Unidas (ONU), Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), Agência Internacional de Desenvolvimento (AID), Estados Unidos da América (EUA), Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Fifa (Federação Internacional de Futebol Associado), Fisa (Federação Internacional de Automobilismo Esportivo), Foca (Federação dos Construtores de Fórmula 1). i) deve-se evitar, ao máximo, o emprego de abreviaturas nos textos corridos, mesmo nos casos de transcrição de endereços. Exemplos: O rapaz – que mora na Rua Augusta, 525 – andou doze quilômetros para entregar a carta da tia ao amigo dela, morador da Avenida Paulista, 171. j) quando for imperiosa a necessidade de formar abreviatura, deve-se fazer com que ela termine em consoante, seguida de ponto, conservando-se todos os sinais gráficos existentes até o corte efetuado. Exemplos: fil. ou filos. (filosofia), fís. (física), pág. (página), séc. (século), etc. (et cetera). Observações – Caso a palavra a ser abreviada tenha um grupo de consoantes no ponto em que se quer estabelecer o corte, esse grupo deve ser mantido: depr. (depreciativo), ópt. (óptica), obs. (observação), mons. (monsenhor), asp. (aspirante), etc. O termo “S. A.”, embora tenha a aparência de sigla, constitui a abreviatura das palavras “sociedade” e “anônima”. Por isso, exige o uso do ponto, que não pode ser substituído por barra em hipótese alguma.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 l) os plurais também comportam abreviatura, sendo

geralmente indicados pelo acréscimo da letra “s” antes do ponto que indica o corte. Todavia, alguns plurais são indicados pela duplicação da letra. Exemplos: sécs. XV e XVI; págs. 54 e 55; fls. 56 e segs.; srs.; dras.; S. Sas.; V. Exas.; AA. (autores); EE. (editores). Observações – Repare que o “S.” de “Sua Senhoria” e o “V.” de “Vossa Excelência” ficam invariáveis nos exemplos acima. Isso porque não há forma abreviada plural para os possessivos integrantes dos pronomes de tratamento. Tampouco se pluraliza a abreviatura de “dons” ou “donas”. Além do plural, a duplicação da letra pode também indicar o superlativo: D. (digno), DD. (digníssimo). m) não se abrevia nome geográfico fora de título

(manchete, nome de obra, etc.). Neste, contudo, têm livre curso a utilização da abreviatura “S.” para “São”, “Santo” e “Santa” e a substituição dos nomes das cidades de São Paulo, Belo Horizonte e New York, exclusivamente, por suas respectivas siglas (SP, BH e NY) n) as abreviaturas do sistema de unidades de medida, ao contrário das demais, não recebem ponto nem plural, são grafadas com letras minúsculas e separadas por espaço do número que normalmente acompanham. Exemplos: 289 t; 3 kg; 45 g; 130 m; 12 km; 1 h; 22 h; 7 min, 18 s; 50 l; 600 ml; 27 ha. Observações – Só se suprime o espaço entre a abreviatura e o número diante da possibilidade de fraude e no caso de transcrição completa de horário (hora e minutos ou hora, minutos e segundos). Exemplos: 9h57min; 1h20min; 18h16min14s. Não se abrevia unidade de medida não determinada e tampouco se misturam abreviaturas com medidas transcritas por extenso. Exemplo: 56

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 Um letreiro próximo à rodovia dos Imigrantes indicava a existência de um telefone de emergência a cada mil metros. Todavia, ele já rodava há vinte minutos na estrada, numa velocidade de 60 km/h, e não tinha visto um sequer.

18. (FGV/SENADO

FEDERAL/POLÍCIA

LEGISLATIVA/2008)

“Depois

de

alguns pagamentos em 1934, veio um ‘calote’ completo em 1937. Nos 40 anos entre 1895 e 1935, menos de 18% do empréstimo foi amortizado, e os juros foram pagos apenas em 12 anos.” Considerando que o trecho acima faça parte de um texto técnico, assinale a alternativa em que ele estaria corretamente redigido, segundo o Manual de Elaboração de Textos do Senado Federal. (A) Depois de alguns pagamentos em mil novecentos e trinta e quatro, veio um ‘calote’ completo em mil novecentos e trinta e sete. Nos quarenta anos entre mil oitocentos e noventa e cinco e mil novecentos e trinta e cinco, menos de dezoito por cento do empréstimo foi amortizado, e os juros foram pagos apenas em doze anos. (B) Depois de alguns pagamentos em 1934, veio um ‘calote’ completo em 1937. Nos quarenta anos entre 1895 e 1935, menos de dezoito por cento do empréstimo foi amortizado, e os juros foram pagos apenas em doze anos. (C) Depois de alguns pagamentos em 1934, veio um ‘calote’ completo em 1937. Nos quarenta anos entre 1895 e 1935, menos de 18% do empréstimo foi amortizado, e os juros foram pagos apenas em doze anos. (D) Depois de alguns pagamentos em 1934, veio um ‘calote’ completo em 1937. Nos 40 anos entre 1895 e 1935, menos de dezoito por cento do empréstimo foi amortizado, e os juros foram pagos apenas em 12 anos. 57

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 (E) Depois de alguns pagamentos em 1934, veio um ‘calote’ completo em 1937. Nos 40 (quarenta) anos entre 1895 e 1935, menos de 18% (dezoito por cento) do empréstimo foi amortizado, e os juros foram pagos apenas em 12 (doze) anos. Gabarito – B Comentário – Esta é uma boa questão para recordarmos alguns preceitos sobre o que já foi exposto anteriormente: a escrita de numerais em um texto técnico, segundo o Manual do Senado. – Grafam-se por extenso os numerais expressos num único vocábulo e em algarismos aqueles que exigem mais de uma palavra para serem veiculados. A mesma regra é válida para as percentagens, utilizando-se a expressão “por cento” ou o símbolo “%” conforme o numeral seja veiculado por uma ou mais palavras: quinze por cento, cem por cento, 42%, 57%. O símbolo, entretanto, deve vir grafado imediatamente depois do algarismo, sem qualquer espaço em branco. – Para maior garantia, os valores monetários devem ser expressos em algarismos seguidos da indicação da quantia, por extenso, entre parênteses: R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais). – tanto gráficos, gravuras, ilustrações, fotografias, figuras, esquemas, tabelas e quadros constantes dos textos, como idades, datas, escores de jogos, vereditos e contagem de votos devem ser numerados com algarismos arábicos. Exemplos: A Tabela 5 mostra a evolução da taxa de mortalidade nos últimos meses. Marcelo tem 30 anos. No plebiscito, foram 200 votos contra a reeleição e 100 a favor dela. O Júri absolveu-o por 4 a 3.

58

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 Lembre-se, porém, de que o decurso de tempo será sempre grafado por extenso: Marcelo nasceu há trinta anos. A reunião durou duas horas e meia.

19. (FGV/SENADO

FEDERAL/ANALISTA Com

LEGISLATIVO no Manual

– de

TRADUÇÃO Redação

E da

INTERPRETAÇÃO/2008)

base

Presidência da República, analise as afirmativas a seguir: I. A língua escrita, como a falada, compreende diferentes níveis, de acordo com o uso que dela se faça. Por exemplo, em uma carta a um amigo, podemos nos valer de determinado padrão de linguagem que incorpore expressões extremamente pessoais ou coloquiais; em um parecer jurídico, não se há de estranhar a presença do vocabulário técnico correspondente. Nos dois casos, há um padrão de linguagem que atende ao uso que se faz da língua, a finalidade com que a empregamos. O mesmo ocorre com os textos oficiais: por seu caráter impessoal, por sua finalidade de informar com o máximo de clareza e concisão, eles requerem o uso do padrão culto da língua. II. Há consenso de que o padrão culto é aquele em que a) se observam as regras da gramática formal, e b) se emprega um vocabulário comum ao conjunto dos usuários do idioma. É importante ressaltar que a obrigatoriedade do uso do padrão culto na redação oficial decorre do fato de que ele está acima das diferenças lexicais, morfológicas ou sintáticas regionais, dos modismos vocabulares, das idiossincrasias lingüísticas, permitindo, por essa razão, que se atinja a pretendida compreensão por todos os cidadãos. III. O padrão culto nada tem contra a simplicidade de expressão, desde que não seja confundida com pobreza de expressão. De nenhuma forma o 59

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 uso do padrão culto implica emprego de linguagem rebuscada, nem dos contorcionismos sintáticos e figuras de linguagem próprios da língua literária. Assinale: (A) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas. (B) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. (C) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas. (D) se todas as afirmativas estiverem corretas. (E) se nenhuma afirmativa estiver correta. Gabarito – D Comentário – Voltamos às características gerais do texto administrativo. Elas já foram objeto do nosso comentário (principalmente nas questões 1 e 4). Levando-se em consideração ainda que todas as afirmativas aqui apresentadas estão corretas, é desnecessário acrescentar mais alguma coisa.

20. (FGV/SENADO da Presidência

FEDERAL/ANALISTA da República

LEGISLATIVO do uso

– dos

TRADUÇÃO pronomes

E de

INTERPRETAÇÃO/2008) Em relação ao que ensina o Manual de Redação acerca tratamento, analise as afirmativas a seguir: I. II. Vossa Excelência Reverendíssima é usado em comunicações dirigidas a arcebispos e bispos. Vossa Reverendíssima é usado para monsenhores, cônegos e superiores religiosos. III. Vossa Senhoria Reverendíssima é empregado para sacerdotes, clérigos e demais religiosos. Assinale: 60

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 (A) se nenhuma afirmativa estiver correta. (B) se todas as afirmativas estiverem corretas. (C) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas. (D) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. (E) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas. Gabarito – E Comentário – O problema está no que se afirma no item III. Vossa Senhoria Reverendíssima ou simplesmente Vossa Reverendíssima, como na segunda sentença, servem para tratar monsenhores, cônegos e superiores religiosos. Já sacerdotes, clérigos e demais religiosos são tratados por Vossa Reverência. Consulte, se preferir, a tabela que se inicia na página 5. A propósito do uso dos pronomes de tratamento, importa ainda comentar as seguintes orientações: – levam o verbo e os demais pronomes para a terceira pessoa: Vossa Senhoria deve indicar seu substituto. – quanto aos adjetivos referidos a esses pronomes, a concordância deve coincidir com o sexo da pessoa: Vossa Excelência deve estar satisfeita – se for mulher.

21. (FGV/SENADO

FEDERAL/ANALISTA

LEGISLATIVO

TRADUÇÃO

E

INTERPRETAÇÃO/2008) De acordo com o Manual de Redação da Presidência da República, analise as afirmativas a seguir: I. O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder é Excelentíssimo Senhor, seguido do cargo respectivo. As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Senhor, seguido do cargo respectivo. II. Fica dispensado o emprego do superlativo ilustríssimo para as autoridades que recebem o tratamento de Vossa Senhoria e para 61

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 particulares. É suficiente o uso do pronome de tratamento Senhor. No entanto, é possível substituir excelentíssimo, nos casos em que se aplicar, por digníssimo. III. Doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico. Deve-se evitar usá-lo indiscriminadamente. Como regra geral, deve-se empregá-lo apenas em comunicações dirigidas a pessoas que tenham tal grau por terem concluído curso universitário de doutorado. É costume designar por doutor os bacharéis, especialmente os bacharéis em Direito e em Medicina. Nos demais casos, o tratamento Senhor confere a desejada formalidade às comunicações. Assinale: (A) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. (B) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas. (C) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas. (D) se todas as afirmativas estiverem corretas. (E) se nenhuma afirmativa estiver correta. Gabarito – A Comentário – Já tratamos destes assuntos aqui na aula (páginas 5-7). Frise-se que: – somente para os chefes de Poder o vocativo é Excelentíssimo Senhor + Cargo; – tanto ilustríssimo quanto digníssimo estão abolidos pelo Manual da Presidência, sem distinção. – Doutor não é pronome de tratamento, e sim título acadêmico, o qual pode ser usado para designar quem possui doutorado, salvo raras exceções consagradas pelo uso, como acontece em relação aos bacharéis em Medicina e Direito.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 22. (FGV/SENADO FEDERAL/ANALISTA LEGISLATIVO – TRADUÇÃO E

INTERPRETAÇÃO/2008) Com base no que rege o Manual de Redação da Presidência da República acerca da exposição de motivos, analise as afirmativas a seguir: I. II. Formalmente, a exposição de motivos tem a apresentação do padrão ofício. A exposição de motivos, de acordo com sua finalidade, apresenta duas formas básicas de estrutura: uma para aquela que tenha caráter exclusivamente informativo e outra para a que proponha alguma medida ou submeta projeto de ato normativo. III. No caso da exposição de motivos que simplesmente leva algum assunto ao conhecimento do Presidente da República, sua estrutura segue o modelo do padrão ofício, acompanhado da indicação de que medida adotar. Assinale: (A) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. (B) se nenhuma afirmativa estiver correta. (C) se todas as afirmativas estiverem corretas. (D) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas. (E) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas. Gabarito – D Comentário – Formalmente, a exposição de motivos tem a apresentação do padrão ofício. O item I é verdadeiro. A exposição de motivo que tem caráter exclusivamente informativo segue o modelo referido para o padrão ofício. A que propõe alguma medida ou submeta projeto de ato normativo segue modelo apropriado, que contém, inclusive, “formulário de anexo à exposição de motivos, devidamente preenchido”. O item II também é verdadeiro. 63

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 A indicação de que medida adotar consta na exposição de motivos que submeta à consideração do Presidente da República a sugestão de alguma medida ou que lhe apresente projeto de ato normativo. Na introdução do texto, é apresentado o problema que está a reclamar a adoção da medida ou do ato normativo proposto. No desenvolvimento, é apontado o porquê de ser aquela medida ou aquele ato normativo o ideal para se solucionar o problema, e eventuais alternativas existentes pra equacioná-lo. Na conclusão, reforça-se qual medida deve ser tomada, ou qual ato normativo deve ser editado para solucionar o problema. O item III é falso.

23. (FGV/SENADO

FEDERAL/ANALISTA

LEGISLATIVO

TRADUÇÃO

E

INTERPRETAÇÃO/2008) Em relação ao uso do itálico, com base nas orientações do Manual de Elaboração de Textos do Senado Federal, analise as afirmativas a seguir: I. Recomenda-se o uso de itálico para indicar títulos de livros, revistas, jornais e obras de arte em geral, bem como palavras e expressões estrangeiras. Os títulos de acordos, conferências, congressos e assemelhados não recebem itálico nem qualquer outra forma de destaque gráfico no texto. II. Pode-se utilizar a fonte em itálico nas citações longas, que aparecem destacadas do texto, ou no caso da transcrição literal de ementas. Se a ementa for pequena, ainda é possível transcrevê-la entre aspas. III. Ao invés do itálico, ainda é possível utilizar o grifo com idêntica serventia, mas não se recomenda o emprego desse artifício para o destaque integral de citações longas. Quando se quer destacar apenas um trecho delas, porém, o grifo revela-se a solução perfeita. Assinale: 64

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 (A) se nenhuma afirmativa estiver correta. (B) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas. (C) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. (D) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas. (E) se todas as afirmativas estiverem corretas. Gabarito – E Comentário – Como tudo está de acordo com o referido Manual, creio que não há muito o que dizer. Apenas solicito sua especial atenção para o primeiro item.

Assim finalizamos este curso. Desejo que Deus o(a) abençoe e que você obtenha o êxito que almeja. Professor Albert Iglésia

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 QUESTÕES SEM COMENTÁRIOS

1.

(FGV/CODESP/ADMINISTRADOR/2010)

Com

base

no

Manual

de

Redação da Presidência da República, analise as afirmativas a seguir: I. O padrão culto nada tem contra a simplicidade de expressão, desde que não seja confundida com pobreza de expressão. De nenhuma forma o uso do padrão culto implica emprego de linguagem rebuscada. II. Não existe propriamente um “padrão oficial de linguagem”; o que há é o uso do padrão culto nos atos e comunicações oficiais. O jargão burocrático, como todo jargão, deve ser evitado, pois terá sempre sua compreensão limitada. III. A linguagem técnica deve ser empregada apenas em situações que a exijam, sendo de evitar o e seu uso o indiscriminado. vocabulário Certos a rebuscamentos acadêmicos, mesmo próprio

determinada área, são de difícil entendimento por quem não esteja com eles familiarizado. Deve-se ter o cuidado, portanto, de explicitá-los em comunicações encaminhadas a outros órgãos da administração e em expedientes dirigidos aos cidadãos. Assinale (A) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas (B) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas (C) se todas as afirmativas estiverem corretas (D) se nenhuma afirmativa estiver correta (E) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 2. (FGV/CODESP/ADMINISTRADOR/2010) Com base no Manual de

Redação da Presidência da República, devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofício as seguintes informações do remetente: I. II. nome do órgão ou setor; endereço postal;

III. telefone e endereço de correio eletrônico. Analise os itens acima e assinale (A) se apenas os itens I e II estiverem corretos. (B) se apenas os itens I e III estiverem corretos (C) se apenas o item I estiver correto (D) se nenhum item estiver correto (E) se todos os itens estiverem corretos

3.

(FGV/CODESP/TÉCNICO EM INFORMÁTICA/2010) Num diálogo com um deputado federal, o pronome indicado para se dirigir a ele é

(A) Sua Excelência (B) Vossa Excelência (C) Ilustríssimo Senhor (D) Vossa Eminência (E) Sua Eminência

4.

(FGV/CAERN/ADMINISTRADOR/2010) Com base no Manual de Redação da Presidência da República, analise as afirmativas a seguir:

I.

A linguagem técnica deve ser empregada apenas em situações que a exijam, devendo-se evitar o e seu uso o indiscriminado. vocabulário Certos a rebuscamentos acadêmicos, mesmo próprio

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 determinada área, são de difícil entendimento por quem não esteja com eles familiarizado. Deve-se ter o cuidado, portanto, de explicitá-los em comunicações encaminhadas a outros órgãos da administração e em expedientes dirigidos aos cidadãos. II. A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto oficial. Pode-se definir como claro aquele texto que possibilita imediata compreensão pelo leitor. No entanto, a clareza não é algo que se atinja por si só: ela depende estritamente das demais características da redação oficial. Para ela concorrem a impessoalidade, que evita a duplicidade de interpretações que poderia decorrer de um tratamento personalista dado ao texto; o uso do padrão culto de linguagem, em princípio, de entendimento geral e por definição avesso a vocábulos de circulação restrita, como a gíria e o jargão; a formalidade e a padronização, que possibilitam a imprescindível uniformidade dos textos; a concisão, que faz desaparecer do texto os excessos linguísticos que nada lhe acrescentam. III. Fica dispensado o emprego do superlativo ilustríssimo para as autoridades que recebem o tratamento de Vossa Senhoria e para particulares. É suficiente o uso do pronome de tratamento Senhor. Doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico. Deve-se evitar usá-lo indiscriminadamente. Como regra geral, deve-se empregálo apenas em comunicações dirigidas a pessoas que tenham tal grau por terem concluído curso universitário de doutorado. É costume designar por doutor os bacharéis, especialmente os bacharéis em Direito e em Medicina. Nos demais casos, o tratamento Senhor confere a desejada formalidade às comunicações. Assinale (A) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 (B) (C) (D) (E) se todas as afirmativas estiverem corretas se somente as afirmativas II e III estiverem corretas se somente as afirmativas I e II estiverem corretas se nenhuma afirmativa estiver correta

5.

(FGV/MEC/ADMINISTRADOR DE BANCO DE DADOS/2008) A respeito da redação oficial, analise as afirmativas a seguir:

I.

As comunicações oficiais devem ser sempre formais, isto é, obedecem a certas regras de forma: além das exigências de impessoalidade e uso do padrão culto de linguagem, é imperativo, ainda, certa formalidade de tratamento. Não se trata somente da eterna dúvida quanto ao correto emprego deste ou daquele pronome de tratamento para uma autoridade de certo nível; mais do que isso, a formalidade diz respeito à polidez, à civilidade no próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida a comunicação.

II.

A linguagem técnica deve ser empregada apenas em situações que a exijam, sendo de evitar o seu uso indiscriminado. Certos rebuscamentos acadêmicos, e mesmo o vocabulário próprio a determinada área, são de difícil entendimento por quem não esteja com eles familiarizado. Devese ter o cuidado, portanto, de explicitá-los em comunicações encaminhadas a outros órgãos da administração e em expedientes dirigidos aos cidadãos.

III. Não há necessariamente uma distância entre a língua falada e a escrita. Aquela é extremamente dinâmica, reflete de forma imediata qualquer alteração de costumes, e pode eventualmente contar com outros elementos que auxiliem a sua compreensão, como os gestos, a entoação, etc., para mencionar apenas alguns dos fatores responsáveis por essa distância. Já a língua escrita incorpora mais lentamente as 69

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 transformações, tem maior vocação para a permanência, e vale-se apenas de si mesma para comunicar. Assinale: (A) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas. (B) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. (C) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas. (D) se nenhuma afirmativa estiver correta. (E) se todas as afirmativas estiverem corretas.

6.

(FGV/MEC/ADMINISTRADOR DE BANCO DE DADOS/2008) A respeito dos documentos na redação oficial, analise as afirmativas a seguir:

I.

Aviso e ofício são modalidades de comunicação oficial praticamente idênticas. A única diferença entre eles é que o aviso é expedido exclusivamente por Ministros de Estado, para autoridades de mesma hierarquia, ao passo que o ofício é expedido para e pelas demais autoridades. Ambos têm como finalidade o tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração Pública entre si e, no caso do ofício, também com particulares.

II.

O

memorando

é

a

modalidade um

de

comunicação órgão, que

entre

unidades estar

administrativas

de

mesmo

podem

hierarquicamente em mesmo nível ou em níveis diferentes. Trata-se, portanto, de uma forma de comunicação eminentemente interna. Pode ter caráter meramente administrativo, ou ser empregado para a exposição de projetos, idéias, diretrizes, etc. a serem adotados por determinado setor do serviço público. III. Quanto à forma, o memorando não segue o modelo do padrão ofício, além de ter seu destinatário mencionado pelo cargo que ocupa.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 Assinale: (A) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas. (B) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. (C) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas. (D) se nenhuma afirmativa estiver correta. (E) se todas as afirmativas estiverem corretas.

7.

(FGV/SENADO FEDERAL/ANALISTA CONTÁBIL/2008) Com base no Manual de Redação da Presidência da República, analise as afirmativas a seguir:

I.

Em

comunicações

oficiais,

está

abolido

o

uso

do

tratamento

“digníssimo”. A dignidade é pressuposto para que se ocupe qualquer cargo público, sendo desnecessária sua repetida evocação. II. Em comunicações oficiais, é correto usar o vocativo “Excelentíssimo Senhor Senador”. III. É recomendável evitar expressões como “Tenho a honra de”. Assinale: (A) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. (B) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. (C) se todas as afirmativas estiverem corretas. (D) se nenhuma afirmativa estiver correta. (E) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.

8.

(FGV/SENADO

FEDERAL/ANALISTA

CONTÁBIL/2008)

Assinale

a

alternativa incorreta quanto ao uso de maiúsculas e minúsculas, segundo o Manual de Elaboração de Textos do Senado Federal.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 (A) Moro na Capital. (B) Procure o Decreto-Lei 292. (C) O governante se comportou como um Nero. (D) Eles estudaram no Colégio Pedro II. (E) Devemos reler O Espírito das Leis, de Montesquieu.

9.

(FGV/SENADO FEDERAL/ANALISTA CONTÁBIL/2008) A respeito das regras para grafia de numerais, com base no Manual de Elaboração de Textos do Senado Federal, analise os itens a seguir.

I. II.

Não se inicia período com algarismo arábico, devendo o número ser grafado por extenso, independentemente de ser cardinal ou ordinal. Grafam-se por extenso os numerais expressos num único vocábulo e em algarismos aqueles que exigem mais de uma palavra para serem veiculados.

III. Nas datas escritas por extenso, indicam-se o dia e o ano em algarismos arábicos e o mês pelo nome correspondente. Nas abreviadas, os três elementos são expressos em algarismos arábicos e aparecem separados por hífen ou barra. Assinale: (A) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. (B) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. (C) se nenhuma afirmativa estiver correta. (D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. (E) se todas as afirmativas estiverem corretas.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 10. (FGV/SENADO FEDERAL/ANALISTA CONTÁBIL/2008) A respeito do Padrão Ofício, conforme ensina o Manual de Redação da Presidência da República, analise as afirmativas a seguir. I. II. Todos os tipos de documentos do Padrão Ofício devem ser impressos em papel ofício. Para facilitar a localização, os nomes dos arquivos devem ser formados da seguinte maneira: tipo do documento + número do documento + palavras-chave do conteúdo. III. Deve ser utilizada fonte do tipo Times New Roman de corpo 12 no texto em geral, 11 nas citações, e 10 nas notas de rodapé. Assinale: (A) se todas as afirmativas estiverem corretas. (B) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. (C) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. (D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. (E) se nenhuma afirmativa estiver correta.

11. (FGV/SENADO FEDERAL/ADVOGADO/2008) Com base nos manuais citados, analise as afirmativas a seguir: I. Ao elaborar pronunciamentos, proposições legislativas, pareceres,

estudos ou notas técnicas, o consultor há de ter em mente que o texto a redigir deve ser compreendido e aprovado pelo destinatário, mesmo porque resulta, quase sempre, de solicitação por este formulada. Daí a necessidade de uma interação equilibrada e harmoniosa entre a Consultoria e quem lhe solicita o trabalho. II. Se o uso sistemático de figuras de retórica é admissível nas peças literárias e nos discursos, que amiúde se utilizam de linguagem refinada

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 e grandiloquente, ele se revela inadequado à redação de textos técnicos e legais, que devem primar pela clareza e objetividade. III. O princípio constitucional da publicidade, que também rege a feitura das leis, está longe de esgotar-se na mera publicação do texto, estendendose, ainda, ao alcance delas por todo e qualquer cidadão. Assinale: (A) se todas as afirmativas estiverem corretas. (B) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. (C) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. (D) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. (E) se nenhuma afirmativa estiver correta.

12. (FGV/SENADO FEDERAL/ADVOGADO/2008) Com base nos manuais citados, assinale a afirmativa incorreta. (A) Devem-se escolher termos que tenham o mesmo sentido e significado em todo o território nacional ou na maior parte dele, evitando o emprego de expressões regionais ou locais. (B) É necessário articular a linguagem comum ou técnica para a perfeita compreensão da idéia veiculada no texto. (C) É necessário usar as palavras e expressões em seu sentido comum, salvo quando o assunto for de natureza técnica, hipótese em que se empregarão a nomenclatura e terminologia próprias da área. (D) Preferencialmente deve-se manifestar o pensamento ou a idéia com as mesmas palavras, podendo-se empregar a sinonímia com propósito estilístico.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 (E) Deve-se atentar para a construção de orações na ordem direta, evitando preciosismos, neologismos, intercalações excessivas, jargão técnico, lugares comuns, modismos e termos coloquiais.

13. (FGV/SENADO FEDERAL/ADVOGADO/2008) Contemporaneamente, os fechos para comunicação, com base nos manuais citados, são: (A) somente “atenciosamente” e “respeitosamente”. (B) preferencialmente “atenciosamente” e “cordialmente”. (C) somente “cordialmente” e “respeitosamente”. (D) preferencialmente “cordialmente” e “respeitosamente”. (E) somente “atenciosamente” e “cordialmente”.

14. (FGV/SENADO

FEDERAL/TÉCNICO Com base no

LEGISLATIVO Manual de Redação

– da

ADMINISTRAÇÃO/2008)

Presidência da República, analise as afirmativas a seguir: I. A concisão é antes uma qualidade do que uma característica do texto oficial. Conciso é o texto que consegue transmitir um máximo de informações com um mínimo de palavras. Para que se redija com essa qualidade, é fundamental que se tenha, além de conhecimento do assunto sobre o qual se escreve, o necessário tempo para revisar o texto depois de pronto. É nessa releitura que muitas vezes se percebem eventuais redundâncias ou repetições desnecessárias de idéias. II. O esforço de sermos concisos atende, basicamente ao princípio de economia lingüística, à mencionada fórmula de empregar o mínimo de palavras para informar o máximo. Não se deve de forma alguma entendê-la como Economia de pensamento, isto é, não se devem eliminar passagens substanciais do texto no afã de reduzi-lo em

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 tamanho. Trata-se exclusivamente de cortar palavras inúteis,

redundâncias, passagens que nada acrescentem ao que já foi dito. III. A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto oficial. Pode-se definir como claro aquele texto que possibilita imediata compreensão pelo leitor. No entanto, a clareza não é algo que se atinja por si só: ela depende estritamente das demais características da redação oficial. Assinale: (A) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. (B) se todas as afirmativas estiverem corretas. (C) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. (D) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. (E) se nenhuma afirmativa estiver correta.

15. (FGV/SENADO

FEDERAL/TÉCNICO

LEGISLATIVO

ADMINISTRAÇÃO/2008) Com base nas regras do Manual de Redação da Presidência da República acerca da redação de atos normativos, analise as afirmativas a seguir: I. O parágrafo é representado pelo sinal gráfico §. Também em relação ao parágrafo, consagra-se a prática da numeração ordinal até o décimo (§ 10º) e cardinal a partir do parágrafo onze (§ 11). No caso de haver apenas um parágrafo, adota-se a grafia parágrafo único (ou “§ único”). Os textos dos parágrafos serão iniciados com letra maiúscula e encerrados com ponto-final. II. Os incisos são utilizados como elementos discriminativos de artigo se o assunto nele tratado não puder ser condensado no próprio artigo ou não se mostrar adequado a constituir parágrafo. Os incisos são indicados por algarismos romanos e as alíneas por letras.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 III. As alíneas ou letras constituem desdobramentos dos incisos e dos parágrafos. A alínea ou letra será grafada em minúsculo e seguida de parêntese: a); b); c); etc. O desdobramento das alíneas faz-se com números cardinais, seguidos do ponto: 1.; 2.; etc. Assinale: (A) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. (B) se nenhuma afirmativa estiver correta. (C) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. (D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. (E) se todas as afirmativas estiverem corretas.

16. (FGV/SENADO

FEDERAL/TÉCNICO

LEGISLATIVO

ADMINISTRAÇÃO/2008) No âmbito da Consultoria Legislativa, segundo o Manual de Elaboração de Textos do Senado Federal, ocorre preâmbulo em: (A) parecer, somente. (B) relatório e parecer. (C) requerimento, somente. (D) parecer e requerimento. (E) projeto.

17. (FGV/SENADO

FEDERAL/TÉCNICO

LEGISLATIVO

ADMINISTRAÇÃO/2008) Com base nas regras sobre uso de siglas e acrônimos do Manual de Elaboração de Textos do Senado Federal, analise as afirmativas a seguir:

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 I. II. O uso de siglas e acrônimos deve ser parcimonioso e restringir-se àqueles já existentes e consagrados. As siglas e os acrônimos devem ser escritos no mesmo corpo do texto, sem o uso de pontos intermediários ou finais. III. Na primeira citação, a expressão designada deve vir escrita por extenso, de forma completa e correta, antes ou depois da sigla ou do acrônimo respectivo. Assinale: (A) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. (B) se todas as afirmativas estiverem corretas. (C) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. (D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. (E) se nenhuma afirmativa estiver correta.

18. (FGV/SENADO

FEDERAL/POLÍCIA

LEGISLATIVA/2008)

“Depois

de

alguns pagamentos em 1934, veio um ‘calote’ completo em 1937. Nos 40 anos entre 1895 e 1935, menos de 18% do empréstimo foi amortizado, e os juros foram pagos apenas em 12 anos.” Considerando que o trecho acima faça parte de um texto técnico, assinale a alternativa em que ele estaria corretamente redigido, segundo o Manual de Elaboração de Textos do Senado Federal. (A) Depois de alguns pagamentos em mil novecentos e trinta e quatro, veio um ‘calote’ completo em mil novecentos e trinta e sete. Nos quarenta anos entre mil oitocentos e noventa e cinco e mil novecentos e trinta e cinco, menos de dezoito por cento do empréstimo foi amortizado, e os juros foram pagos apenas em doze anos.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 (B) Depois de alguns pagamentos em 1934, veio um ‘calote’ completo em 1937. Nos quarenta anos entre 1895 e 1935, menos de dezoito por cento do empréstimo foi amortizado, e os juros foram pagos apenas em doze anos. (C) Depois de alguns pagamentos em 1934, veio um ‘calote’ completo em 1937. Nos quarenta anos entre 1895 e 1935, menos de 18% do empréstimo foi amortizado, e os juros foram pagos apenas em doze anos. (D) Depois de alguns pagamentos em 1934, veio um ‘calote’ completo em 1937. Nos 40 anos entre 1895 e 1935, menos de dezoito por cento do empréstimo foi amortizado, e os juros foram pagos apenas em 12 anos. (E) Depois de alguns pagamentos em 1934, veio um ‘calote’ completo em 1937. Nos 40 (quarenta) anos entre 1895 e 1935, menos de 18% (dezoito por cento) do empréstimo foi amortizado, e os juros foram pagos apenas em 12 (doze) anos.

19. (FGV/SENADO

FEDERAL/ANALISTA Com

LEGISLATIVO no Manual

– de

TRADUÇÃO Redação

E da

INTERPRETAÇÃO/2008)

base

Presidência da República, analise as afirmativas a seguir: I. A língua escrita, como a falada, compreende diferentes níveis, de acordo com o uso que dela se faça. Por exemplo, em uma carta a um amigo, podemos nos valer de determinado padrão de linguagem que incorpore expressões extremamente pessoais ou coloquiais; em um parecer jurídico, não se há de estranhar a presença do vocabulário técnico correspondente. Nos dois casos, há um padrão de linguagem que atende ao uso que se faz da língua, a finalidade com que a empregamos. O mesmo ocorre com os textos oficiais: por seu caráter

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 impessoal, por sua finalidade de informar com o máximo de clareza e concisão, eles requerem o uso do padrão culto da língua. II. Há consenso de que o padrão culto é aquele em que a) se observam as regras da gramática formal, e b) se emprega um vocabulário comum ao conjunto dos usuários do idioma. É importante ressaltar que a obrigatoriedade do uso do padrão culto na redação oficial decorre do fato de que ele está acima das diferenças lexicais, morfológicas ou sintáticas regionais, dos modismos vocabulares, das idiossincrasias lingüísticas, permitindo, por essa razão, que se atinja a pretendida compreensão por todos os cidadãos. III. O padrão culto nada tem contra a simplicidade de expressão, desde que não seja confundida com pobreza de expressão. De nenhuma forma o uso do padrão culto implica emprego de linguagem rebuscada, nem dos contorcionismos sintáticos e figuras de linguagem próprios da língua literária. Assinale: (A) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas. (B) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. (C) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas. (D) se todas as afirmativas estiverem corretas. (E) se nenhuma afirmativa estiver correta.

20. (FGV/SENADO da Presidência

FEDERAL/ANALISTA da República

LEGISLATIVO do uso

– dos

TRADUÇÃO pronomes

E de

INTERPRETAÇÃO/2008) Em relação ao que ensina o Manual de Redação acerca tratamento, analise as afirmativas a seguir:

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 I. II. Vossa Excelência Reverendíssima é usado em comunicações dirigidas a arcebispos e bispos. Vossa Reverendíssima é usado para monsenhores, cônegos e superiores religiosos. III. Vossa Senhoria Reverendíssima é empregado para sacerdotes, clérigos e demais religiosos. Assinale: (A) se nenhuma afirmativa estiver correta. (B) se todas as afirmativas estiverem corretas. (C) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas. (D) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. (E) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.

21. (FGV/SENADO

FEDERAL/ANALISTA

LEGISLATIVO

TRADUÇÃO

E

INTERPRETAÇÃO/2008) De acordo com o Manual de Redação da Presidência da República, analise as afirmativas a seguir: I. O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder é Excelentíssimo Senhor, seguido do cargo respectivo. As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Senhor, seguido do cargo respectivo. II. Fica dispensado o emprego do superlativo ilustríssimo para as autoridades que recebem o tratamento de Vossa Senhoria e para particulares. É suficiente o uso do pronome de tratamento Senhor. No entanto, é possível substituir excelentíssimo, nos casos em que se aplicar, por digníssimo. III. Doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico. Deve-se evitar usá-lo indiscriminadamente. Como regra geral, deve-se

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 empregá-lo apenas em comunicações dirigidas a pessoas que tenham tal grau por terem concluído curso universitário de doutorado. É costume designar por doutor os bacharéis, especialmente os bacharéis em Direito e em Medicina. Nos demais casos, o tratamento Senhor confere a desejada formalidade às comunicações. Assinale: (A) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. (B) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas. (C) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas. (D) se todas as afirmativas estiverem corretas. (E) se nenhuma afirmativa estiver correta.

22. (FGV/SENADO

FEDERAL/ANALISTA

LEGISLATIVO

TRADUÇÃO

E

INTERPRETAÇÃO/2008) Com base no que rege o Manual de Redação da Presidência da República acerca da exposição de motivos, analise as afirmativas a seguir: I. II. Formalmente, a exposição de motivos tem a apresentação do padrão ofício. A exposição de motivos, de acordo com sua finalidade, apresenta duas formas básicas de estrutura: uma para aquela que tenha caráter exclusivamente informativo e outra para a que proponha alguma medida ou submeta projeto de ato normativo. III. No caso da exposição de motivos que simplesmente leva algum assunto ao conhecimento do Presidente da República, sua estrutura segue o modelo do padrão ofício, acompanhado da indicação de que medida adotar. Assinale:

82

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 (A) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. (B) se nenhuma afirmativa estiver correta. (C) se todas as afirmativas estiverem corretas. (D) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas. (E) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.

23. (FGV/SENADO

FEDERAL/ANALISTA

LEGISLATIVO

TRADUÇÃO

E

INTERPRETAÇÃO/2008) Em relação ao uso do itálico, com base nas orientações do Manual de Elaboração de Textos do Senado Federal, analise as afirmativas a seguir: I. Recomenda-se o uso de itálico para indicar títulos de livros, revistas, jornais e obras de arte em geral, bem como palavras e expressões estrangeiras. Os títulos de acordos, conferências, congressos e assemelhados não recebem itálico nem qualquer outra forma de destaque gráfico no texto. II. Pode-se utilizar a fonte em itálico nas citações longas, que aparecem destacadas do texto, ou no caso da transcrição literal de ementas. Se a ementa for pequena, ainda é possível transcrevê-la entre aspas. III. Ao invés do itálico, ainda é possível utilizar o grifo com idêntica serventia, mas não se recomenda o emprego desse artifício para o destaque integral de citações longas. Quando se quer destacar apenas um trecho delas, porém, o grifo revela-se a solução perfeita. Assinale: (A) se nenhuma afirmativa estiver correta. (B) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas. (C) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. (D) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas. (E) se todas as afirmativas estiverem corretas. 83

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS PARA O SENADO FEDERAL TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 8 GABARITO 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. C E B B A A A C E

10. D 11. A 12. D 13. A 14. B 15. D 16. E 17. A 18. B 19. D 20. E 21. A 22. D 23. E

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