APOSTILA DA LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL

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Conteúdo: 1. Introdução 2. A LDB e de Legislação Educacional 3. As duas faces da legislação educacional 4. O Direito Educacional no Brasil 5. A LDB à luz do Direito Constitucional Positivo 6. Aspectos Jurídicos da LDB 7. A LDB e a organização escolar 8. Íntegra da Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. 9. Questões de concursos

1. Introdução É objetivo deste trabalho contribuir para o estudo introdutório da Lei 9.394, de modo a sistematizar seus dispositivos legais que influem e determinam o direito educacional no Brasil, a partir dos anos 90. A Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996, mais conhecida por de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, ou simplesmente LDB, é vista aqui como o principal documento do ordenamento jurídico-educacional do País nos anos 90. A LDB é no nosso entendimento contribuição das mais significativas do Governo do Brasil e de grande impacto nas instituições de ensino e que, por isso mesmo, suas informações devem ser levadas, com juízo crítico, a educadores, parlamentares, gestores educacionais e juristas que se preocupam com as questões da educação escolar. A investigação do Direito da Educação e de seu objeto, a legislação educacional, exige de educadores e juristas a compreensão da teoria educacional e da doutrina jurídica, especialmente o direito constitucional positivo. No presente trabalho, procuramos fazer a interface entre o direito e a educação posto que, a partir do novo ordenamento jurídico do país, instaurado em 1988, a educação ascendeu à categoria de direito público subjetivo. 2. A LDB e a legislação educacional O que é Legislação Educacional? Legislação da educação é a mesma coisa de legislação de ensino? A legislação educacional é disciplina da Pedagogia ou do Direito? Qual o lugar da Legislação Educacional no âmbito das Ciências jurídicas? Estas são questões que exigem mais do que respostas pontuais e prontas, mas um exercício de desvelamento conceptual de legislação e educação. As palavras legislação e educação nos fazem remontar à Roma Clássica, especialmente ao Direito Romano. Derivada do latim legislatio, a palavra legislação quer dizer, literalmente, ato de legislar, isto é, o direito de fazer, preceituar ou decretar leis. A legislação é, pois, o ato de estabelecer leis através do poder legislativo. Também derivada do latim, a palavra educação vem de educare, e com esta raiz, quer dizer, ato de amamentar. Também há que diga que educação teria origem também na raiz latina educere, que pode ser traduzida como ato de conduzir, de levar adiante o educando. Atualmente, as tendências pedagógicas acolhem esta segunda etimologia. Assim, quando digo legislação da educação, posso estar me referindo à instrução ou aos processos de formação que se dão não apenas nos estabelecimentos de ensino como também em outras ambiências culturais como a família, a igreja, o sindicato, entre outros. A atual compreensão de legislação da educação, no âmbito da LDB, considerada como a lei magna da educação, é a de educação escolar mas não restrita à concepção de instrução, voltada somente à transmissão de conhecimento nos estabelecimentos de ensino. Na LDB, a educação é concebida como processo de formação abrangente, inclusive o de formação de cidadania e o trabalho como principio educativo, portanto, não restrita às instituições de ensino. Aqui, reside a possibilidade de se contemplar a legislação educacional como a legislação que recolhe todas os atos e fatos jurídicos que tratam da educação como direito social do cidadão e direito público subjetivo dos educandos do ensino fundamental. Já nas suas raízes conceituais, etimológicas e históricas as palavras legislação e educação não tinham sentido unívoco, isto é, já traziam na sua formação histórica o caráter da polissemia. Na Roma, legislação tanto podia significar o conjunto de leis específicas de uma matéria ou negócio como a lei no seu sentido mais abrangente. Hoje, a situação não mudou muito: quando nos referimos à legislação tanto no sentido estreito como no sentido largo, por extensão. Assim, a expressão legislação educacional me revela um conjunto de normas legais sobre a matéria educacional. Se falo legislação educacional brasileira, refiro-me às leis que de modo geral formam o ordenamento cultural do país. Com a palavra educação, teremos situação semelhante. Ora a palavra educação refere-se aos processos de formação escolar, dentro e fora dos estabelecimentos de ensino, ora tem conceito restrito

à educação escolar que se dá unicamente nos estabelecimentos de ensino. Daí, falar-se, em outros tempos, em legislação de ensino e em legislação da educação. Então, entendamos o seguinte: a legislação da educação pode ser considerada como o corpo ou conjunto de leis referentes à educação, seja ela estritamente voltada ao ensino ou às questões à matéria educacional, como, por exemplo, a profissão de professor, a democratização de ensino ou as mensalidades escolares. Ainda assim, a partir do nova ordem geral da educação nacional, decorrente da Lei 9.394/96, poderíamos de alguma forma cogitar o uso das expressões legislação educacional e legislação de ensino. Quanto utilizarmos a expressão legislação educacional ou legislação da educação estaremos nos referindo à legislação que trata da educação escolar, nos níveis de educação (básica e superior). Quando dizemos legislação educacional estamos nos referindo, portanto, de forma geral, à educação básica(educação infantil, ensino fundamental e ensino médio) e à educação superior. Daí, posso referir-me apenas à legislação da educação básica ou à legislação da educação superior. Se desejo referir-me aos níveis de ensino fundamental e ensino médio, que formam à educação básica, posso utilizar a expressão legislação do ensino fundamental ou legislação do ensino médio. Certo é que a legislação educacional pode ser, pois, tomada como corpo ou conjunto de leis referentes à educação. É um complexo de leis cujo destinatário é o homem trabalhador ou o homem consumidor. É este o sentido de legislação como legis data. A legislação se revela, sobretudo, em regulamentos ditos orgânicos ou ordenados, expedidos pelos magistrados em face da outorga popular. A legislação educacional, como nos parece sugerir, é uma disciplina de imediato interesse do Direito ou mais precisamente do Direito Educacional. Mas um olhar interdisciplinar dirá que ela é central na Pedagogia quando no estudo da organização escolar. Por não termos alcançado, ainda, uma fase de pleno gozo de eqüidade, diríamos que a legislação educacional é até final do século XX a única forma de Direito Educacional que conhecemos e vivenciamos na estrutura e funcionamento da educação brasileira. Desta forma, a legislação educacional pode ser entendida como a soma de regras instituídas regular e historicamente a respeito da educação. Todas as normas educacionais, legais e infralegais, leis e regulamentos, com instrução jurídica, relativas ao setor educacional, na contemporaneidade e no passado, são de interesse da legislação educacional. Vemos, deste modo, que a legislação educacional pode ter uma acepção ampla, isto é, pode significar as leis da educação, que brotam das constituições nacionais, como a Constituição Federal, considerada a Lei Maior do ordenamento jurídico do país, às leis aprovadas pelo Congresso Nacional e sancionadas pelo Presidente da República. Pode, também, a legislação abranger os decretos presidenciais, as portarias ministeriais e interministeriais, as resoluções e pareceres dos órgãos ministeriais ou da administração superior da educação brasileira. Para este trabalho, vai nos interessar o sentido da Legislação Educacional como ação do Estado sobre a educação, vista, pelo Estado-gestor, como política social. A legislação educacional é, portanto, base da sustentação da estrutura político-jurídica da educação. 3. As duas faces da legislação educacional A legislação Educacional possui duas naturezas: uma reguladora e uma regulamentadora. A partir de seu caráter, podemos derivar sua tipologia. Dizemos que a legislação é reguladora, quando se manifesta através de leis, sejam federais, estaduais ou municipais. As normas constitucionais que tratam da educação são as fontes primárias da regulação e organização da educação nacional, pois, por elas, definem-se as competências constitucionais e atribuições administrativas da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Abaixo das normas constitucionais, temos as leis federais, ordinárias ou complementares, que regulam o sistema nacional de educação.

no plano do Direito Educacional. Esta pequeno comentário à LDB é uma contribuição teórica à sistematização do Direito Educacional. O Direito Educacional é. do outro. enfim. com definição e repartição equilibrada das competências constitucionais relativas à Educação. as resoluções. mas prescritiva. A regulamentação não cria direito porque limita-se a instituir normas sobre a execução da lei. mas. isto é. o conteúdo da Lei Fundamental do Estado. a norma jurídica fundamental. seja social ou público subjetivo. Não alcançamos. Os decretos presidenciais. materialmente. o Direito da Educação deve estar no elenco das disciplinas das Ciências Jurídicas ou das Ciências da Educação. alcançamos plenamente um Direito Constitucional da Educação. mas assinalou o grau de dependência das normas educacionais à sociedade política. a ponto de não termos dúvida de que. ainda. Diríamos. quem está desenvolvendo reflexão na Pós-Graduação em Direito puxa a reflexão para o jurídico e os que estão. a imperatividade normativa reside na origem da fonte de direito. em substância. na fase de Legislação. apropriou-se do discurso ou teoria educacional e não avançou na construção jurídica e doutrinária da Educação. volta-se à própria práxis da educação. Por isso. que a estrutura político-jurídica da educação contida na Constituição Federal e nas Leis Federais regulam a estrutura político-jurídica da educação enquanto os decretos. na medida em que o constitucionalismo moderno foi ampliando as dimensões normativas da Constituição. A legislação regulamentadora. introduzindo. Mas. puxam o Direito Educação para a teoria educacional. poder. como o Conselho Nacional da Educação ou o Fundo de Desenvolvimento da Educação como serão executadas as regras jurídicas ou das disposições legais contidas no processo de regulação da educação nacional. do ponto de vista teórico. um “órfão acadêmico” . Confesso que me vem dúvida com relação o lugar do Direito Educacional(o da Educação Escolar) no campo das ciências: aproxima-se mais das Ciências Jurídicas ou das Ciências da Educação? A meu ver. descritivo e receptivo. o processo regulatório voltar-se sempre aos princípios gerais e à disposição da educação como direito. 1. no Brasil. a Constituição. os pareceres. estabelecer regras gerais de Direito ou normas gerais criadores de Direito. do outro lado. . prescrevem a forma de funcionamento do serviço educacional. a regra geral. alargou. passou a ter um caráter reducionista. as resoluções e pareceres dos órgãos do Ministério da Educação. tomando as providências indispensáveis para o funcionamento dos serviços educacionais. inaugurada por Pombal. deve ser disciplina na Educação. o Direito Educacional avançou de um lado. Pelo contrário. isto é. Afinal. se de um lado não saímos da fase de Legislação. o da Educação. ao contrário da legislação reguladora não é descritiva. ainda está na sua fase de Legislação do Ensino. na Colônia e expressivamente produzida após a Constituição de 1824 não apenas confirmou a tradição ibérica do direito escrito.Portanto. com análise e objeto bem definidos. pois. O Direito Educacional no Brasil O Direito Educacional. isto é. Daí.A legislação reguladora estabelece. devemos desenvolver uma reflexão com a intervenção da abordagem jurídica. que no século XXI. Quando dizemos que a educação é direito social ou que o acesso ao ensino fundamental é direito público subjetivo. Na sua fase de Legislação. O principal traço da regulação é sua força de regular. para tentarmos chegar a uma reflexão mais doutrinária e com perspectiva de se definir o lugar do Direito Educacional no âmbito das Ciências. as portarias ministeriais e interministeriais. uma fase propriamente dita do Direito. as leis devem ser respeitadas e cumpridas. as instruções. seja Federal. Estadual ou Municipal. estruturou e fez funcionar o sistema educacional. uma vez aprovadas. isto é. ainda. Acreditamos. no seu texto. a matéria educacional. ou que pode traduzido também pela democraticamente. as portarias. regularmente. chagaremos a um modelo de sistematização das normas educacionais para em outro momento vislumbramos um estágio de Direito da Educação em que movimentos sociais em favor do Direito à Educação estejam sob a égide da doutrina e da jurisprudência na Educação. a de ter o Direito Educacional como corpo doutrinário. a tradição legisferante da Educação. Não foi por falta de produção legislativa.

Minha inclinação. de práxis social. estabilização constitucional e formais de aplicabilidade) vão se integrando nas Constituições Nacionais. com fundamento teórico no Direito Constitucional Positivo. Na medida que. torna-se mais intervencionista e social e assume novas finalidades no campo da política social. este conhecimento permite fixar as características. 219). dos séculos XVIII e XIX. vem do reconhecimento que não se conhece uma lei ordinária sem uma base jurídica. 8º a 16). no âmbito das Constituições brasileiras. limitada. promulgada em 1996. Assim. relevante não apenas para a Histórica da Educação bem como a definição do objeto do Direito Educacional. assim. através de uma intercessão interdisciplinar que considero inovadora. entendido como criação jurídico-positivo. na maioria das vezes. isto é. que vimos a validade de se aplicar uma teoria de estruturação normativa caracterizar a matéria educacional como fato jurídico gerador de eficácia jurídica. no Brasil. mais tarde. contém normas que regulam a organização e funcionamento do Estado. uma visão de totalidade dos fatos jurídicos de uma época ou regime político. Não quero defender intransigentemente a abordagem jurídica no estudo das normas educacional. não apenas localizamos as normas legais. conforme tabela abaixo: a. através de cinco categorias estruturantes das constituições escritas. limitativos. por exemplo. na proporção em que as cinco categorias de elementos constitucionais(orgânicos. as fontes legais citadas em boa parte das referências da historiografia educacional ou ensaios de legislação de ensino. No meu entender. efetivamente. como educador. Para ilustrar. concluímos que a estrutura normativa reflete o modelo de constitucionalismo predominante no Século XIX.. mas as qualifico juridicamente. passarão a integrar o conjunto sistemático da ordem educacional no âmbito das Constituições Nacionais. não se registrou nenhuma norma educacional na categoria Elementos Sócio-Ideológicos. poderia usar do mesmo expediente para descrever as normas educacionais na LDB. sistematizamos as normas legais da Lei 9.2. por uma abordagem jurídica frente às normas educacionais.394/96 . A LDB à luz do Direito Constitucional Positivo Com este comentário à LDB. mas julgo ser um procedimento metodológico bastante completo e capaz de oferecer suficientemente. o que torna a leitura da Educação no plano do ordenamento jurídico do país bastante restrita. do art. no decorrer de sua evolução histórica.A Lei 9. e à medida em que o Estado Federal. a Constituição para a construção do Direito Constitucional da Educação é de suma importância: no texto constitucional já recolhemos fragmentos de normas educacionais que. Sabemos que o Constitucionalismo Clássico.394/96. predominante nos Títulos IV – (Da Organização da Educação Nacional. A Constituição de 1824. para o estágio em que se encontra o Direito Educacional. Estou certo de que a estrutura é. No entanto. Estas normas concentram-se. “uma ordenação reveladora do modo de ser dos elementos que a integram”(HORTA: 1995. estão destituídas de uma exegese jurídica. modelo apresentado pelo constitucionalista José Afonso da Silva(1995) Com este procedimento. a matéria constitucional se exauria na organização dos Poderes do Estado e na Declaração dos Direitos e Garantias Individuais. as formas e as modalidades com que a norma se apresenta no ordenamento jurídico do País. Aspectos jurídicos da LDB Em se tratando se sistematização normativa. a LDB na linguagem dos educadores. Foi a partir da estrutura das normas educacionais. 3. A análise de conteúdo é. SócioIdeológicos. o que pode ser aplicado à Constituição Federal podese. As normas jurídicas relativas à Educação contidas na Constituição de 1824 são regras antecipadoras do direito à educação e das normas de princípio educacional (a gratuidade do ensino). sua matriz. por exemplo. A investigação leva-nos a crer que somente com uma abordagem jurídica temos condições de ver o grau de expansividade ou incidência da matéria educacional no ordenamento constitucional do País. estruturo a educação como norma constitucional. aplicar à Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). O entendimento da LDB passa necessariamente pelo compreensão do texto constitucional de 1988. VI – . a sociedade política imperial não vai identificar a matéria educacional nem ordená-la em um conjunto de regras constitucionais reguladoras da atividade educacional. e da evolução constitucional no Brasil. p. Normas orgânicas . também.

867 a 92) e no Art. Estão estas normas inscritas no Título III – Do Direito à Educação e do Dever de Educar (Art. Com a nova a LDB. por exemplo. a maior contribuição das obras de História da Educação Brasileira está na indexação das fontes legais e do registro de mudanças ocorridas na estrutura do . 77) b. lado a lado. e. A educação superior. 6º e 7º) e Título II – Dos Princípios e Fins da Educação nacional (Art. 69. Pode-se constatar a assertiva pelo próprio registro da legislação no âmbito da História da Educação Brasileira. A educação básica é divida. dividida em cursos seqüenciais. preâmbulo da Lei 7. §6º) e o ingresso de docente exclusivamente por concurso público de provas e títulos nas instituições de ensino. O êxito ou fracasso da organização escolar está condicionado aos determinantes jurídicos da sociedade. a defesa da aplicação dos recursos financeiros (Art. Segunda etapa e 3) Ensino Médio. É norma limitativa o Art. Mandato de segurança individual. isto é. Estão presentes predominantemente nas disposições transitórias (Art. por sua vez. premunindo os meios e técnicas contra sua infringência. ainda. 7º. anteriormente. 21 a art. c. limitando a ação dos poderes estatais e dão a tônica do Estado de Direito. mas poderíamos lembrar. do Título III – Do Direito à Educação e do Dever de Educar. A LDB e a organização escolar LDB. juridicamente. As normas ou determinantes jurídicos são atuantes no sistema escolar brasileiro e respondem pela maior parte da organização e funcionamento do sistema escolar brasileiro. o acesso ao ensino fundamental (Art. Se isso é verdade. o Direito Educacional ainda está na sua fase de Legislação do Ensino e. d) educação indígena e e) educação a distância. Como disse. Direito Educacional e organização escolar caminham juntos. Maria Luisa Ribeiro. a estrutura de poder. Normas de estabilização da lei – A LDB traz artigos que asseguram. não chegou a fase de direito. 4º. apresentam a legislação apenas como reflexo das correlações de força política que dominam. 5º). que se dá em várias ambiências. São os seguintes remédios constitucionais previstos: direito de petição. etapa final. 2º e Art. extensão e pós-graduação. A LDB bifurca a educação escolar assim: a) educação básica e b) educação superior. 1º.(Dos Profissionais da Educação. as incursões dos educadores e historiógrafos da educação brasileira pelo campo do Direito Educacional são uma necessidade premente.A LDB estatui regras de aplicação imediata da Lei. manifesto em níveis. 3º) e Título V – Dos Níveis e das modalidades de educação e ensino (Art. Ação popular contra crime de responsabilidade.A LDB consubstancia normas que revelam o caráter de compromisso liberal/neo-liberal do Estado com a sociedade. a educação é vista como um processo. Normas formais de aplicabilidade imediata . Normas sócio-ideológicas . em etapas (e não em subníveis) desta forma: 1) Educação Infantil. Chiridalli.A LDB traz normas que consubstanciam o elenco dos direitos e garantias fundamentais. a rigor. sob a égide da Jurisprudência e da Doutrina. Entre as modalidades. etapas e modalidades. Tomemos. b) educação profissional e c) educação de jovens e adultos. por seu turno. 68 a Art. 60) d. podemos citar: a) educação especial. que ao relatarem sobre os fatos históricos da educação brasileira. primeira etapa. No tocante ao Direito Constitucional. 2) Ensino Fundamental. graduação. em determinado momento da história nacional. Art. 61 a 67) e VII – Dos Recursos Financeiros (Art. obras como historiográficas como as Otaíza romanelli. a não ser nos termos nela própria estatuídos. Normas limitativas . no Brasil.

Leis Complementares e Ordinárias. inclusive. P. certamente é a definição de competências e incumbências dos entes federativos. não se constrói o Direito Educacional. segundo o autor. uma vez aplicadas à legislação do ensino. Acredito mesmo que não houve. que. uma vez controladoras do estado. 265-267). na medida em que negociam tais normas e leis com as classes não dominantes. Ora. para fazer valer o reordenamento do Estado Federal brasileiro que reconhece a União. implica em um corpo doutrinário. especialmente decretos. no arcabouço jurídico. no Brasil. mas imposto pelas facções políticas à organização do ensino (ROMANELLI: 1983. educação e sociedade. por exemplo. como. A teorização de José Afonso da Silva traz a perspectiva de não apenas mapear as normas educacionais no âmbito das Constituições. a legislação do ensino estaria num plano a que chama de políticas educacionais. qualificando juridicamente as normas legais para alcance prática efetivamente eficaz. é apontada pela autora como fator atuante na evolução do sistema educacional brasileiro. por haver construído uma teorização de estruturação das normas constitucionais cujas categorias permitem. Em substância. implica em sinalizar princípios que regem o ordenamento educacional do País. p. de Paulo Ghiraldelli Jr.127). das Leis Constitucionais. Cremos que o principal referencial teórico para os estudos de direto educacional está no âmbito do Direito Constitucional Positivo. especialmente nas formulações teóricas de constitucionalizas como José Afonso da Silva e Raul Machado Horta. apenas com uma indexação legislação. seja a nível da União ou dos Estados. No Brasil. Um dado importante e central na relação Estado e Educação. as leis não devem ser apenas registradas como fatos políticos. de caráter alfabético ou cronológico. mas determinamos o grau de responsabilidade social das entidades intergovernamentais e sua capacidade de produção ou criação legislativa. Na História da Educação. no decorrer da obra historiográfica. a sistematização. leis constitucionais e da legislação do ensino. sem os quais não há como ultrapassar a fase de legislação do ensino e alcançar a fase do direito educacional propriamente dita que. um índex de documentos legislativos seguindo um critério cronológico(1983. uma sistematização mais rigorosa das normas educacionais. Em substância. inclusive. a profissão de professor. estão História da Educação no Brasil. de Otaíza de Oliveira Romaneli. mas com a doutrina ou construção jurídica das fontes legais. os Municípios e o Distrito Federal como entes federativos. No entanto. que. contribuir para a definição das competências constitucionais da Educação na medida em que vai definindo os atores-agentes ou coadjuvantes nos processos educativos previstos na legislação do ensino. na bibliografia de seu trabalho. Entre as obras que organizam a legislação do ensino na medida em que as mudanças vão corrente na estrutura do sistema educativo. a democratização de ensino ou as mensalidades escolares. oferece. A sistematização vai além da classificação normativa. seja ela estritamente voltada ao ensino ou às questões à matéria educacional. somente a partir dos anos 90 é que legislação educacional passa ter mais eficàcia e eficiência na administração pública. Daí. estão coordenadas entre si. com destaque para os projetos das classes dominantes de diversas classes sociais. a rigor. A legislação da educação pode ser considerada como o corpo ou conjunto de leis referentes à educação. a sistematização da normas educacionais com fins de construção jurídica do Direito Educacional tem como maior exigência uma qualificação jurídica das normas.sistema educativo decorrentes das constituições. A legislação. envolve a relação entre Estado. isto é. quanto mais qualificamos juridicamente as normas legais relativas à Educação. especialmente o primeiro. a menos que se entenda por sistematização apenas uma indexação da legislação do ensino. mas de mostrar como elas. até meados dos anos 90. por sua vez. portarias e pareceres. mas interpretados à luz da técnica jurídica capaz de revelar a virtualidade da regulação da sociedade. implementam tais projetos na medida em que ditam as leis e as normas educacionais e. sob a ótica do Direito Constitucional. a análise e a sistematização das normas educacionais. Entende-se o plano de políticas educacionais como o plano que diz respeito aos projetos educacionais das diversas classes sociais. os Estados. . dentro de uma perspectiva mais doutrinária.

de forma geral. Se desejo referir-me aos níveis de ensino fundamental e ensino médio. pelo Estado-gestor. nos níveis de educação (básica e superior). são de interesse da legislação educacional.394/96. Por não termos alcançado. portanto. às leis aprovadas pelo Congresso Nacional e sancionadas pelo Presidente da República. que brotam das constituições nacionais. isto é. É um complexo de leis cujo destinatário é o homem trabalhador ou o homem consumidor. É este o sentido de legislação como legis data. em regulamentos ditos orgânicos ou ordenados. expedidos pelos magistrados em face da outorga popular. é uma disciplina de imediato interesse do Direito ou mais precisamente do Direito Educacional. que a legislação educacional pode ter uma acepção ampla. como nos parece sugerir. vista. ainda. pois. A legislação se revela. como a Constituição Federal. com instrução jurídica. leis e regulamentos. Certo é que a legislação educacional pode ser. pode significar as leis da educação. relativas ao setor educacional. na contemporaneidade e no passado. . Quando dizemos legislação educacional estamos nos referindo. diríamos que a legislação educacional é até final do século XX a única forma de Direito Educacional que conhecemos e vivenciamos na estrutura e funcionamento da educação brasileira. Pode. A legislação educacional. considerada a Lei Maior do ordenamento jurídico do país. Daí. decorrente da Lei 9. A legislação educacional é. Desta forma. Todas as normas educacionais. ensino fundamental e ensino médio) e à educação superior. sobretudo. à educação básica(educação infantil. Para este comentário à LDB. como política social. a legislação educacional pode ser entendida como a soma de regras instituídas regular e historicamente a respeito da educação. poderíamos de alguma forma cogitar o uso das expressões legislação educacional e legislação de ensino. vai nos interessar o sentido da Legislação Educacional como ação do Estado sobre a educação. deste modo. tomada como corpo ou conjunto de leis referentes à educação. uma fase de pleno gozo de eqüidade. Quanto utilizarmos a expressão legislação educacional ou legislação da educação estaremos nos referindo à legislação que trata da educação escolar. legais e infralegais.Ainda assim. posso referir-me apenas à legislação da educação básica ou à legislação da educação superior. a legislação abranger os decretos presidenciais. as resoluções e pareceres dos órgãos ministeriais ou da administração superior da educação brasileira. também. portanto. que formam à educação básica. Mas um olhar interdisciplinar dirá que ela é central na Pedagogia quando no estudo da organização escolar. as portarias ministeriais e interministeriais. base da sustentação da estrutura político-jurídica da educação. Vemos. a partir do nova ordem geral da educação nacional. posso utilizar a expressão legislação do ensino fundamental ou legislação do ensino médio.

VI .vinculação entre a educação escolar.acesso aos níveis mais elevados do ensino.igualdade de condições para o acesso e permanência na escola. garantindo-se aos que forem trabalhadores as condições de acesso e permanência na escola. tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando. 4º O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de: I . nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais. II .gestão democrática do ensino público. a arte e o saber. na forma desta Lei e da legislação dos sistemas de ensino. no trabalho. VIII . VII .atendimento gratuito em creches e pré-escolas às crianças de zero a seis anos de idade. TÍTULO III Do Direito à Educação e do Dever de Educar Art. 2º A educação. III . III . ensinar. V . V . IV . X . o trabalho e as práticas sociais.oferta de educação escolar regular para jovens e adultos. na convivência humana.LEI Nº 9.respeito à liberdade e apreço à tolerância. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: TÍTULO I Da Educação Art. em instituições próprias.liberdade de aprender.valorização da experiência extra-escolar.ensino fundamental. VI . Art. § 1º Esta Lei disciplina a educação escolar. . com características e modalidades adequadas às suas necessidades e disponibilidades. DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996 Atualizada até JUNHO/2005 Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. 1º A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar. § 2º A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social. por meio do ensino. adequado às condições do educando. pesquisar e divulgar a cultura. o pensamento.atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com necessidades especiais. II .coexistência de instituições públicas e privadas de ensino.gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais.pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. IV .garantia de padrão de qualidade. da pesquisa e da criação artística.progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio. TÍTULO II Dos Princípios e Fins da Educação Nacional Art. obrigatório e gratuito.valorização do profissional da educação escolar. IX . XI .394. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: I . inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria. que se desenvolve.oferta de ensino noturno regular. predominantemente. segundo a capacidade de cada um. inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana. preferencialmente na rede regular de ensino. VII . dever da família e do Estado. nas instituições de ensino e pesquisa.

pela freqüência à escola. no ensino fundamental. TÍTULO IV Da Organização da Educação Nacional Art. o ensino fundamental e o ensino médio. atendidas as seguintes condições: I . em colaboração com os Estados.recensear a população em idade escolar para o ensino fundamental. na hipótese do § 2º do art. V . o Distrito Federal e os Municípios organizarão.fazer-lhes a chamada pública.capacidade de autofinanciamento. 8º A União. o Poder Público assegurará em primeiro lugar o acesso ao ensino obrigatório.VIII . nos termos deste artigo. . ainda.organizar. Art. objetivando a definição de prioridades e a melhoria da qualidade do ensino.assegurar processo nacional de avaliação do rendimento escolar no ensino fundamental. de insumos indispensáveis ao desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem.prestar assistência técnica e financeira aos Estados. e os jovens e adultos que a ele não tiveram acesso. ao Distrito Federal e aos Municípios para o desenvolvimento de seus sistemas de ensino e o atendimento prioritário à escolaridade obrigatória. por meio de programas suplementares de material didático-escolar. § 1º Compete aos Estados e aos Municípios. no ensino fundamental público. II . III . exercendo sua função redistributiva e supletiva. o Distrito Federal e os Municípios. IV . os respectivos sistemas de ensino. a partir dos seis anos de idade.coletar. podendo qualquer cidadão. poderá ela ser imputada por crime de responsabilidade. associação comunitária. junto aos pais ou responsáveis. 6o É dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula dos menores.atendimento ao educando.zelar.padrões mínimos de qualidade de ensino. § 3º Qualquer das partes mencionadas no caput deste artigo tem legitimidade para peticionar no Poder Judiciário. Art. organização sindical. contemplando em seguida os demais níveis e modalidades de ensino. 208 da Constituição Federal.elaborar o Plano Nacional de Educação. § 5º Para garantir o cumprimento da obrigatoriedade de ensino. 5º O acesso ao ensino fundamental é direito público subjetivo. acionar o Poder Público para exigi-lo. que nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos. 9º A União incumbir-se-á de: I . grupo de cidadãos. definidos como a variedade e quantidade mínimas. alimentação e assistência à saúde. entidade de classe ou outra legalmente constituída. e com a assistência da União: I . § 2º Em todas as esferas administrativas. o Distrito Federal e os Municípios. médio e superior. analisar e disseminar informações sobre a educação. 213 da Constituição Federal. manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais do sistema federal de ensino e o dos Territórios. VI . em colaboração com os sistemas de ensino. III .estabelecer. por aluno. em regime de colaboração.cumprimento das normas gerais da educação nacional e do respectivo sistema de ensino. em colaboração com os Estados. Art. e. o Ministério Público. II . transporte. IX .autorização de funcionamento e avaliação de qualidade pelo Poder Público. em regime de colaboração. redistributiva e supletiva em relação às demais instâncias educacionais. o Poder Público criará formas alternativas de acesso aos diferentes níveis de ensino. articulando os diferentes níveis e sistemas e exercendo função normativa. § 2º Os sistemas de ensino terão liberdade de organização nos termos desta Lei. II . sendo gratuita e de rito sumário a ação judicial correspondente. § 1º Caberá à União a coordenação da política nacional de educação. Art. conforme as prioridades constitucionais e legais. de modo a assegurar formação básica comum. independentemente da escolarização anterior. § 4º Comprovada a negligência da autoridade competente para garantir o oferecimento do ensino obrigatório. os Estados. competências e diretrizes para a educação infantil. 7º O ensino é livre à iniciativa privada. III . ressalvado o previsto no art.

criado por lei.assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aula estabelecidas. § 1º Na estrutura educacional. os cursos das instituições de educação superior e os estabelecimentos do seu sistema de ensino. manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais dos seus sistemas de ensino. VI . com prioridade. IV . supervisionar e avaliar. manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais dos seus sistemas de ensino.baixar normas complementares para o seu sistema de ensino.assumir o transporte escolar dos alunos da rede municipal. o ensino fundamental.autorizar.articular-se com as famílias e a comunidade. Os Municípios incumbir-se-ão de: I . criando processos de integração da sociedade com a escola. 10. formas de colaboração na oferta do ensino fundamental. VII .VII . com a cooperação dos sistemas que tiverem responsabilidade sobre este nível de ensino. bem como sobre a execução de sua proposta pedagógica. com prioridade. II . reconhecer.administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financeiros. IX . . Ao Distrito Federal aplicar-se-ão as competências referentes aos Estados e aos Municípios. credenciar e supervisionar os estabelecimentos do seu sistema de ensino. Art. integrando-os às políticas e planos educacionais da União e dos Estados.autorizar. III . V .assegurar processo nacional de avaliação das instituições de educação superior.organizar. 11. V . § 2° Para o cumprimento do disposto nos incisos V a IX. terão a incumbência de: I .assegurar o ensino fundamental e oferecer. respectivamente. credenciar. haverá um Conselho Nacional de Educação.elaborar e executar políticas e planos educacionais.oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas.baixar normas complementares para o seu sistema de ensino. desde que mantenham instituições de educação superior. 12. Os estabelecimentos de ensino. IV . os cursos das instituições de educação superior e os estabelecimentos do seu sistema de ensino. de acordo com a população a ser atendida e os recursos financeiros disponíveis em cada uma dessas esferas do Poder Público. VII .exercer ação redistributiva em relação às suas escolas. VIII . credenciar. permitida a atuação em outros níveis de ensino somente quando estiverem atendidas plenamente as necessidades de sua área de competência e com recursos acima dos percentuais mínimos vinculados pela Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento do ensino.baixar normas gerais sobre cursos de graduação e pós-graduação.assumir o transporte escolar dos alunos da rede estadual. II .autorizar. Os Municípios poderão optar. por se integrar ao sistema estadual de ensino ou compor com ele um sistema único de educação básica. reconhecer. ainda. Parágrafo único. II .velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente. VI . Parágrafo único. respectivamente. com funções normativas e de supervisão e atividade permanente. Art. as quais devem assegurar a distribuição proporcional das responsabilidades. supervisionar e avaliar.informar os pais e responsáveis sobre a freqüência e o rendimento dos alunos.prover meios para a recuperação dos alunos de menor rendimento. respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino. III .organizar. Art. com os Municípios. VI . § 3º As atribuições constantes do inciso IX poderão ser delegadas aos Estados e ao Distrito Federal.definir. e. Os Estados incumbir-se-ão de: I . o ensino médio. a União terá acesso a todos os dados e informações necessários de todos os estabelecimentos e órgãos educacionais. IV . integrando e coordenando as suas ações e as dos seus Municípios. V . III . em consonância com as diretrizes e planos nacionais de educação.elaborar e executar sua proposta pedagógica.

zelar pela aprendizagem dos alunos.públicas. ao juiz competente da Comarca e ao respectivo representante do Ministério Público a relação dos alunos que apresentem quantidade de faltas acima de cinqüenta por cento do percentual permitido em lei. 13. III – os órgãos municipais de educação.particulares em sentido estrito. assim entendidas as mantidas e administradas por pessoas físicas ou jurídicas de direito privado. No Distrito Federal. respectivamente. 17. Os sistemas de ensino assegurarão às unidades escolares públicas de educação básica que os integram progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa e de gestão financeira. respectivamente.ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos.colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade. VI . IV . 18. observadas as normas gerais de direito financeiro público. assim entendidas as que são instituídas por grupos de pessoas físicas ou por uma ou mais pessoas jurídicas. Art. pelo Poder Público estadual e pelo Distrito Federal. III . IV . II . de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios: I . II .participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino. à avaliação e ao desenvolvimento profissional.as instituições de educação superior mantidas pelo Poder Público municipal. Parágrafo único. V .privadas.as instituições de ensino mantidas pela União. 16. 15.VIII – notificar ao Conselho Tutelar do Município.elaborar e cumprir plano de trabalho.comunitárias. 14. Art. As instituições privadas de ensino se enquadrarão nas seguintes categorias: I . Art. Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica. As instituições de ensino dos diferentes níveis classificam-se nas seguintes categorias administrativas: I . II .os órgãos federais de educação. . Art.as instituições de ensino fundamental e médio criadas e mantidas pela iniciativa privada. assim entendidas as criadas ou incorporadas.as instituições do ensino fundamental. III . médio e de educação infantil mantidas pelo Poder Público municipal.estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor rendimento. II .os órgãos de educação estaduais e do Distrito Federal. assim entendidas as que são instituídas e mantidas por uma ou mais pessoas físicas ou jurídicas de direito privado que não apresentem as características dos incisos abaixo. Os docentes incumbir-se-ão de: I . O sistema federal de ensino compreende: I . inclusive cooperativas de professores e alunos que incluam na sua entidade mantenedora representantes da comunidade. III . Art. Os sistemas municipais de ensino compreendem: I .as instituições de ensino mantidas.as instituições de educação infantil criadas e mantidas pela iniciativa privada.participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola. II .participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes. Art. além de participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento. II . criadas e mantidas pela iniciativa privada. mantidas e administradas pelo Poder Público. Art. II . integram seu sistema de ensino. Art. segundo a proposta pedagógica do estabelecimento de ensino. 20. as instituições de educação infantil. Os sistemas de ensino dos Estados e do Distrito Federal compreendem: I . 19.as instituições de educação superior criadas e mantidas pela iniciativa privada.

Art. ou por forma diversa de organização.filantrópicas. distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar. nos níveis fundamental e médio. grupos não-seriados. a série ou fase anterior. mediante avaliação feita pela escola. 24. b) possibilidade de aceleração de estudos para alunos com atraso escolar. assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores. . sem com isso reduzir o número de horas letivas previsto nesta Lei. períodos semestrais. formada pela educação infantil. ou outros componentes curriculares. artes. pode ser feita: a) por promoção. observadas as normas do respectivo sistema de ensino. ensino fundamental e ensino médio.a classificação em qualquer série ou etapa. com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais. TÍTULO V Dos Níveis e das Modalidades de Educação e Ensino CAPÍTULO I Da Composição dos Níveis Escolares Art. inclusive climáticas e econômicas. para o ensino de línguas estrangeiras. alternância regular de períodos de estudos. ciclos.poderão organizar-se classes. CAPÍTULO II DA EDUCAÇÃO BÁSICA Seção I Das Disposições Gerais Art. d) aproveitamento de estudos concluídos com êxito.a verificação do rendimento escolar observará os seguintes critérios: a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno.nos estabelecimentos que adotam a progressão regular por série.educação superior. 22. com aproveitamento. V . ou turmas. com base na idade. exceto a primeira do ensino fundamental. assim entendidas as que são instituídas por grupos de pessoas físicas ou por uma ou mais pessoas jurídicas que atendem a orientação confessional e ideologia específicas e ao disposto no inciso anterior. sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o recomendar. II . Art. que defina o grau de desenvolvimento e experiência do candidato e permita sua inscrição na série ou etapa adequada. A educação básica poderá organizar-se em séries anuais. com alunos de séries distintas. § 1º A escola poderá reclassificar os alunos. b) por transferência. 21. A educação básica. para candidatos procedentes de outras escolas. o regimento escolar pode admitir formas de progressão parcial. será organizada de acordo com as seguintes regras comuns: I . tendo como base as normas curriculares gerais. quando houver. na competência e em outros critérios. para alunos que cursaram.confessionais. IV .a carga horária mínima anual será de oitocentas horas. conforme regulamentação do respectivo sistema de ensino. inclusive quando se tratar de transferências entre estabelecimentos situados no País e no exterior.III . III . IV . 23. § 2º O calendário escolar deverá adequar-se às peculiaridades locais. excluído o tempo reservado aos exames finais. A educação básica tem por finalidades desenvolver o educando. II .educação básica. desde que preservada a seqüência do currículo. a critério do respectivo sistema de ensino. na forma da lei. c) possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado. A educação escolar compõe-se de: I . c) independentemente de escolarização anterior. com níveis equivalentes de adiantamento na matéria. na própria escola.

estabelecer parâmetro para atendimento do disposto neste artigo. 28. cuja escolha ficará a cargo da comunidade escolar. a serem disciplinados pelas instituições de ensino em seus regimentos. torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. ainda. africana e européia. o estudo da língua portuguesa e da matemática. nos diversos níveis da educação básica. § 1o O conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o estudo da História da África e dos Africanos. II – maior de trinta anos de idade. Os conteúdos curriculares da educação básica observarão. § 5º Na parte diversificada do currículo será incluído. VI . § 2º O ensino da arte constituirá componente curricular obrigatório. estiver obrigado à prática da educação física. V – (VETADO) VI – que tenha prole. especialmente do Brasil. de 21 de outubro de 1969. Na oferta de educação básica para a população rural.cabe a cada instituição de ensino expedir históricos escolares. a luta dos negros no Brasil.e) obrigatoriedade de estudos de recuperação. à vista das condições disponíveis e das características regionais e locais. de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos. a ser complementada. Art. o ensino de pelo menos uma língua estrangeira moderna. § 3o A educação física. conforme o disposto no seu regimento e nas normas do respectivo sistema de ensino. em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar. a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional. declarações de conclusão de série e diplomas ou certificados de conclusão de cursos. VII . exigida a freqüência mínima de setenta e cinco por cento do total de horas letivas para aprovação. II . III . para os casos de baixo rendimento escolar. obrigatoriamente.o controle de freqüência fica a cargo da escola.orientação para o trabalho. a carga horária e as condições materiais do estabelecimento. integrada à proposta pedagógica da escola. da economia e da clientela. em situação similar. é componente curricular obrigatório da educação básica. 26. § 4º O ensino da História do Brasil levará em conta as contribuições das diferentes culturas e etnias para a formação do povo brasileiro. a partir da quinta série. Será objetivo permanente das autoridades responsáveis alcançar relação adequada entre o número de alunos e o professor. oficiais e particulares. § 3o (VETADO) Art. os sistemas de ensino promoverão as adaptações necessárias à sua adequação às peculiaridades da vida rural e de cada região. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio. obrigatoriamente. Art. especialmente: . econômica e política pertinentes à História do Brasil.consideração das condições de escolaridade dos alunos em cada estabelecimento. § 2o Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar. 25. em especial nas áreas de Educação Artística e de Literatura e História Brasileiras. IV – amparado pelo Decreto-Lei no 1. Art. com as especificações cabíveis. IV .promoção do desporto educacional e apoio às práticas desportivas não-formais. resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social. as seguintes diretrizes: I .a difusão de valores fundamentais ao interesse social. especialmente das matrizes indígena. dentro das possibilidades da instituição. exigida pelas características regionais e locais da sociedade. o conhecimento do mundo físico e natural e da realidade social e política. da cultura. Os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacional comum. de respeito ao bem comum e à ordem democrática. III – que estiver prestando serviço militar inicial ou que. Art. Parágrafo único. por uma parte diversificada. § 1º Os currículos a que se refere o caput devem abranger. Cabe ao respectivo sistema de ensino. 27. sendo sua prática facultativa ao aluno: I – que cumpra jornada de trabalho igual ou superior a seis horas. de preferência paralelos ao período letivo. 26-A. aos direitos e deveres dos cidadãos.044.

terá por objetivo a formação básica do cidadão mediante: I . é parte integrante da formação básica do cidadão e constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental. § 2º O ensino fundamental será ministrado progressivamente em tempo integral. Art. complementando a ação da família e da comunidade. sem o objetivo de promoção. 32. 30. tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade. O ensino religioso. a critério dos sistemas de ensino. tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura. dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social. § 1º São ressalvados os casos do ensino noturno e das formas alternativas de organização autorizadas nesta Lei. § 2º Os estabelecimentos que utilizam progressão regular por série podem adotar no ensino fundamental o regime de progressão continuada. III . 34. Art. Na educação infantil a avaliação far-se-á mediante acompanhamento e registro do seu desenvolvimento. O ensino fundamental. incluindo adequação do calendário escolar às fases do ciclo agrícola e às condições climáticas. de matrícula facultativa. tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores. vedadas quaisquer formas de proselitismo. para a definição dos conteúdos do ensino religioso. assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil. das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade. 31.adequação à natureza do trabalho na zona rural. II .a compreensão do ambiente natural e social. observadas as normas do respectivo sistema de ensino. da tecnologia. Seção II Da Educação Infantil Art. II ." Art. primeira etapa da educação básica. mesmo para o acesso ao ensino fundamental. A educação infantil. em seus aspectos físico. sendo progressivamente ampliado o período de permanência na escola. III . ou entidades equivalentes. para as crianças de quatro a seis anos de idade.o fortalecimento dos vínculos de família. sem prejuízo da avaliação do processo de ensinoaprendizagem.creches. sendo o ensino a distância utilizado como complementação da aprendizagem ou em situações emergenciais.conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às reais necessidades e interesses dos alunos da zona rural. intelectual e social.o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem. § 1º É facultado aos sistemas de ensino desdobrar o ensino fundamental em ciclos. Seção IV Do Ensino Médio . Art.I . A educação infantil será oferecida em: I . obrigatório e gratuito na escola pública a partir dos seis anos. 33.pré-escolas. A jornada escolar no ensino fundamental incluirá pelo menos quatro horas de trabalho efetivo em sala de aula. do sistema político. II . § 4º O ensino fundamental será presencial. § 1º Os sistemas de ensino regulamentarão os procedimentos para a definição dos conteúdos do ensino religioso e estabelecerão as normas para a habilitação e admissão dos professores.organização escolar própria. para crianças de até três anos de idade. Seção III Do Ensino Fundamental Art. § 3º O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa. § 2º Os sistemas de ensino ouvirão entidade civil. 29.o desenvolvimento da capacidade de aprender. da escrita e do cálculo. psicológico. IV . constituída pelas diferentes denominações religiosas. com duração mínima de oito anos. assegurada às comunidades indígenas a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem.

36.a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando. 37.a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental. § 4º A preparação geral para o trabalho e.no nível de conclusão do ensino médio. com duração mínima de três anos. poderão ser desenvolvidas nos próprios estabelecimentos de ensino médio ou em cooperação com instituições especializadas em educação profissional. possibilitando o prosseguimento de estudos. terá como finalidades: I . habilitando ao prosseguimento de estudos em caráter regular. § 3º Os cursos do ensino médio terão equivalência legal e habilitarão ao prosseguimento de estudos. Seção V Da Educação de Jovens e Adultos Art. III . como disciplina obrigatória. § 2º O Poder Público viabilizará e estimulará o acesso e a permanência do trabalhador na escola. a habilitação profissional. para continuar aprendendo. no ensino de cada disciplina. relacionando a teoria com a prática. O ensino médio.a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos. IV . § 2º O ensino médio.domínio dos conhecimentos de Filosofia e de Sociologia necessários ao exercício da cidadania. mediante cursos e exames. a língua portuguesa como instrumento de comunicação.conhecimento das formas contemporâneas de linguagem. oportunidades educacionais apropriadas. para os maiores de quinze anos. que compreenderão a base nacional comum do currículo. o processo histórico de transformação da sociedade e da cultura. mediante ações integradas e complementares entre si.Art.destacará a educação tecnológica básica. CAPÍTULO III DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL . seus interesses. O currículo do ensino médio observará o disposto na Seção I deste Capítulo e as seguintes diretrizes: I . II . em caráter optativo. III . § 1º Os conteúdos. para os maiores de dezoito anos.será incluída uma língua estrangeira moderna.adotará metodologias de ensino e de avaliação que estimulem a iniciativa dos estudantes. consideradas as características do alunado. facultativamente. III . II . II . acesso ao conhecimento e exercício da cidadania. 35. § 1º Os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos jovens e aos adultos. § 2º Os conhecimentos e habilidades adquiridos pelos educandos por meios informais serão aferidos e reconhecidos mediante exames. § 1º Os exames a que se refere este artigo realizar-se-ão: I . e uma segunda. etapa final da educação básica. incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico. escolhida pela comunidade escolar. a compreensão do significado da ciência.no nível de conclusão do ensino fundamental. de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores. Art. que não puderam efetuar os estudos na idade regular. das letras e das artes. Art. condições de vida e de trabalho. II . dentro das disponibilidades da instituição. poderá prepará-lo para o exercício de profissões técnicas. A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria. atendida a formação geral do educando. as metodologias e as formas de avaliação serão organizados de tal forma que ao final do ensino médio o educando demonstre: I .o aprimoramento do educando como pessoa humana. Os sistemas de ensino manterão cursos e exames supletivos.domínio dos princípios científicos e tecnológicos que presidem a produção moderna. 38.

VII . poderá ser objeto de avaliação. VI . aberta à participação da população. 45.promover a extensão. Os diplomas de cursos de educação profissional de nível médio. em instituições especializadas ou no ambiente de trabalho.estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente. 44. conduz ao permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva. cursos de especialização. desenvolver o entendimento do homem e do meio em que vive.suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento cultural e profissional e possibilitar a correspondente concretização. além dos seus cursos regulares. abertos a candidatos que tenham concluído o ensino médio ou equivalente e tenham sido classificados em processo seletivo. condicionada a matrícula à capacidade de aproveitamento e não necessariamente ao nível de escolaridade. de diferentes níveis de abrangência. A autorização e o reconhecimento de cursos. Parágrafo único. de publicações ou de outras formas de comunicação. abertos a candidatos que atendam aos requisitos estabelecidos em cada caso pelas instituições de ensino.estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo. Art. bem como o credenciamento de instituições de educação superior. III . aperfeiçoamento e outros. O conhecimento adquirido na educação profissional. A educação profissional. à ciência e à tecnologia. em desativação . reconhecimento e certificação para prosseguimento ou conclusão de estudos. Art. ao trabalho. IV . desse modo. Art. V . IV . abertos a candidatos que atendam aos requisitos estabelecidos pelas instituições de ensino. 41. conforme o caso. abertos a candidatos diplomados em cursos de graduação e que atendam às exigências das instituições de ensino. Parágrafo único.incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica. CAPÍTULO IV DA EDUCAÇÃO SUPERIOR Art. § 1º Após um prazo para saneamento de deficiências eventualmente identificadas pela avaliação a que se refere este artigo. integrando os conhecimentos que vão sendo adquiridos numa estrutura intelectual sistematizadora do conhecimento de cada geração. As escolas técnicas e profissionais. bem como o trabalhador em geral. jovem ou adulto. O aluno matriculado ou egresso do ensino fundamental. II . A educação profissional será desenvolvida em articulação com o ensino regular ou por diferentes estratégias de educação continuada. 40. Art. II . haverá reavaliação. em particular os nacionais e regionais. prestar serviços especializados à comunidade e estabelecer com esta uma relação de reciprocidade. III . públicas ou privadas. 46.Art. A educação superior abrangerá os seguintes cursos e programas: I . periodicamente.de pós-graduação. Art. 43.formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento. A educação superior tem por finalidade: I . quando registrados.cursos seqüenciais por campo de saber. científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino. A educação superior será ministrada em instituições de ensino superior.de graduação. visando à difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e da pesquisa científica e tecnológica geradas na instituição. integrada às diferentes formas de educação. inclusive no trabalho. terão validade nacional. que poderá resultar.de extensão. e. sendo renovados. contará com a possibilidade de acesso à educação profissional. e colaborar na sua formação contínua. terão prazos limitados. com variados graus de abrangência ou especialização. compreendendo programas de mestrado e doutorado. 42.promover a divulgação de conhecimentos culturais. após processo regular de avaliação. abertos à comunidade. oferecerão cursos especiais. médio e superior. Art. 39. visando o desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura. aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira.

51.fixar os currículos dos seus cursos e programas. Na educação superior. quando for o caso. 49. As instituições de educação superior aceitarão a transferência de alunos regulares.um terço do corpo docente. para a superação das deficiências. tem. ou em descredenciamento. em sua sede. § 2º Os alunos que tenham extraordinário aproveitamento nos estudos. na hipótese de existência de vagas. e aqueles conferidos por instituições não-universitárias serão registrados em universidades indicadas pelo Conselho Nacional de Educação. quanto regional e nacional. É facultada a criação de universidades especializadas por campo do saber. antes de cada período letivo. § 1º Os diplomas expedidos pelas universidades serão por elas próprias registrados. poderão ter abreviada a duração dos seus cursos. Art. III . do respectivo sistema de ensino.de cursos e habilitações.um terço do corpo docente em regime de tempo integral. § 2º Os diplomas de graduação expedidos por universidades estrangeiras serão revalidados por universidades públicas que tenham curso do mesmo nível e área ou equivalente. independente do ano civil. sem prejuízo de outras. obrigando-se a cumprir as respectivas condições. o Poder Executivo responsável por sua manutenção acompanhará o processo de saneamento e fornecerá recursos adicionais. Parágrafo único. articulando-se com os órgãos normativos dos sistemas de ensino. Art. 53. Art. II . são asseguradas às universidades. tanto do ponto de vista científico e cultural. quando houver. em intervenção na instituição. em suspensão temporária de prerrogativas da autonomia. Art. demonstrado por meio de provas e outros instrumentos de avaliação específicos. requisitos. respeitando-se os acordos internacionais de reciprocidade ou equiparação. excluído o tempo reservado aos exames finais. No exercício de sua autonomia. 50. aplicados por banca examinadora especial. 48. Parágrafo único. cursos e programas de educação superior previstos nesta Lei. qualificação dos professores. de pesquisa. quando registrados. as seguintes atribuições: I . § 1º As instituições informarão aos interessados. ao deliberar sobre critérios e normas de seleção e admissão de estudantes.produção intelectual institucionalizada mediante o estudo sistemático dos temas e problemas mais relevantes. . e mediante processo seletivo. § 3º É obrigatória a freqüência de alunos e professores. pelo menos. II . As instituições de educação superior. com titulação acadêmica de mestrado ou doutorado. 47. os programas dos cursos e demais componentes curriculares. Art. recursos disponíveis e critérios de avaliação. no período noturno. garantida a necessária previsão orçamentária. cursos de graduação nos mesmos padrões de qualidade mantidos no período diurno. As universidades são instituições pluridisciplinares de formação dos quadros profissionais de nível superior. § 3º Os diplomas de Mestrado e de Doutorado expedidos por universidades estrangeiras só poderão ser reconhecidos por universidades que possuam cursos de pós-graduação reconhecidos e avaliados. salvo nos programas de educação a distância. que se caracterizam por: I . de extensão e de domínio e cultivo do saber humano. de acordo com as normas dos sistemas de ensino. obedecendo às normas gerais da União e. As instituições de educação superior credenciadas como universidades. se necessários. na mesma área de conhecimento e em nível equivalente ou superior. observadas as diretrizes gerais pertinentes. sendo obrigatória a oferta noturna nas instituições públicas. levarão em conta os efeitos desses critérios sobre a orientação do ensino médio. terão validade nacional como prova da formação recebida por seu titular. § 2º No caso de instituição pública. para cursos afins. § 4º As instituições de educação superior oferecerão. organizar e extinguir. duzentos dias de trabalho acadêmico efetivo. Os diplomas de cursos superiores reconhecidos. As transferências ex officio dar-se-ão na forma da lei. mediante processo seletivo prévio. Art. abrirão matrícula nas disciplinas de seus cursos a alunos não regulares que demonstrarem capacidade de cursá-las com proveito. no mínimo. quando da ocorrência de vagas. o ano letivo regular.criar. sua duração. 52. Art.

de estatuto jurídico especial para atender às peculiaridades de sua estrutura. III . para aquisição de bens imóveis. dentro dos recursos orçamentários disponíveis. sobre: I . § 2º Atribuições de autonomia universitária poderão ser estendidas a instituições que comprovem alta qualificação para o ensino ou para a pesquisa.firmar contratos. modificação e extinção de cursos. VII . Para garantir a autonomia didático-científica das universidades.III . organização e financiamento pelo Poder Público. VI . programas e projetos de investimentos referentes a obras. Parágrafo único.administrar os rendimentos e deles dispor na forma prevista no ato de constituição.propor o seu quadro de pessoal docente. os docentes ocuparão setenta por cento dos assentos em cada órgão colegiado e comissão.aprovar e executar planos. diplomas e outros títulos.planos de carreira docente. inclusive nos que tratarem da elaboração e modificações estatutárias e regimentais. 55. técnico e administrativo. 54. V . com base em avaliação realizada pelo Poder Público. II . legados e cooperação financeira resultante de convênios com entidades públicas e privadas.efetuar transferências. III . serviços e aquisições em geral. VI . em seu Orçamento Geral. atendidas as normas gerais pertinentes e os recursos disponíveis. programas e projetos de pesquisa científica. Art. quitações e tomar outras providências de ordem orçamentária. IV .realizar operações de crédito ou de financiamento. As instituições públicas de educação superior obedecerão ao princípio da gestão democrática. VII . Art. na forma da lei. As universidades mantidas pelo Poder Público gozarão. VIII .estabelecer planos. bem como da escolha de dirigentes.aprovar e executar planos.programação das pesquisas e das atividades de extensão. de que participarão os segmentos da comunidade institucional. financeira e patrimonial necessárias ao seu bom desempenho. serviços e aquisições em geral. além das atribuições asseguradas pelo artigo anterior. expansão. X . assegurada a existência de órgãos colegiados deliberativos. IV . 56. § 1º No exercício da sua autonomia.adotar regime financeiro e contábil que atenda às suas peculiaridades de organização e funcionamento. as universidades públicas poderão: I .elaborar e reformar os seus estatutos e regimentos em consonância com as normas gerais atinentes.fixar o número de vagas de acordo com a capacidade institucional e as exigências do seu meio.elaboração da programação dos cursos. IV . caberá aos seus colegiados de ensino e pesquisa decidir. VI .contratação e dispensa de professores. bem como administrar rendimentos conforme dispositivos institucionais. Art. assim como um plano de cargos e salários. de acordo com os recursos alocados pelo respectivo Poder mantenedor. nas leis e nos respectivos estatutos. Em qualquer caso. programas e projetos de investimentos referentes a obras. doações. IX .ampliação e diminuição de vagas.elaborar o regulamento de seu pessoal em conformidade com as normas gerais concernentes. Parágrafo único.elaborar seus orçamentos anuais e plurianuais.criação.conferir graus. produção artística e atividades de extensão. assim como dos seus planos de carreira e do regime jurídico do seu pessoal. heranças. . instalações e equipamentos. Caberá à União assegurar. acordos e convênios. com aprovação do Poder competente. recursos suficientes para manutenção e desenvolvimento das instituições de educação superior por ela mantidas.receber subvenções. V . local e regional. anualmente. II . V .

em virtude de suas deficiências. a modalidade de educação escolar. dever constitucional do Estado.programas de formação pedagógica para portadores de diplomas de educação superior que queiram se dedicar à educação básica. na modalidade Normal. quando necessário.acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais suplementares disponíveis para o respectivo nível do ensino regular. V . tem início na faixa etária de zero a seis anos.professores com especialização adequada em nível médio ou superior. para os efeitos desta Lei.aproveitamento da formação e experiências anteriores em instituições de ensino e outras atividades. para atendimento especializado. para fins de apoio técnico e financeiro pelo Poder Público.Art. não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular. II . III .cursos formadores de profissionais para a educação básica. como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental. Parágrafo único. bem como professores do ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns. Nas instituições públicas de educação superior. Art. 61. Art. o professor ficará obrigado ao mínimo de oito horas semanais de aulas. Entende-se por educação especial. 57. II . intelectual ou psicomotora. Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades especiais: I . oferecida preferencialmente na rede regular de ensino. de modo a atender aos objetivos dos diferentes níveis e modalidades de ensino e às características de cada fase do desenvolvimento do educando. visando a sua efetiva integração na vida em sociedade. sempre que. Os órgãos normativos dos sistemas de ensino estabelecerão critérios de caracterização das instituições privadas sem fins lucrativos. serviços de apoio especializado. recursos educativos e organização específicos. IV . destinado à formação de docentes para a educação infantil e para as primeiras séries do ensino fundamental. para educandos portadores de necessidades especiais. de graduação plena. durante a educação infantil. TÍTULO VI Dos Profissionais da Educação Art. 58.terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental. escolas ou serviços especializados. para atender às peculiaridades da clientela de educação especial. Art. § 1º Haverá.educação especial para o trabalho. a oferecida em nível médio. bem como para aqueles que apresentam uma habilidade superior nas áreas artística. CAPÍTULO V DA EDUCAÇÃO ESPECIAL Art.a associação entre teorias e práticas. O Poder Público adotará. Art. especializadas e com atuação exclusiva em educação especial. inclusive mediante a capacitação em serviço. em curso de licenciatura. como alternativa preferencial. na escola regular. A formação de profissionais da educação. Os institutos superiores de educação manterão: I . independentemente do apoio às instituições previstas neste artigo. em função das condições específicas dos alunos. 62. admitida. em universidades e institutos superiores de educação. mediante articulação com os órgãos oficiais afins. inclusive o curso normal superior. III . inclusive condições adequadas para os que não revelarem capacidade de inserção no trabalho competitivo.currículos.programas de educação continuada para os profissionais de educação dos diversos níveis. 59. . métodos. terá como fundamentos: I . para atender às suas necessidades. § 2º O atendimento educacional será feito em classes. técnicas. a ampliação do atendimento aos educandos com necessidades especiais na própria rede pública regular de ensino. II . 63. e aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar para os superdotados. A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior. 60. § 3º A oferta de educação especial.

piso salarial profissional. II . ou o que consta nas respectivas Constituições ou Leis Orgânicas. até o décimo dia do mês subseqüente. para efeito do cálculo previsto neste artigo. até o trigésimo dia. IV . serão apuradas e corrigidas a cada trimestre do exercício financeiro. assegurando-lhes. supervisão e orientação educacional para a educação básica.ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos. reconhecido por universidade com curso de doutorado em área afim.recursos arrecadados do vigésimo primeiro dia ao final de cada mês. do Distrito Federal e dos Municípios. poderá suprir a exigência de título acadêmico. e os Estados. Serão recursos públicos destinados à educação os originários de: I . a base comum nacional. § 3º Para fixação inicial dos valores correspondentes aos mínimos estatuídos neste artigo. 68. IV .aperfeiçoamento profissional continuado. o Distrito Federal e os Municípios.condições adequadas de trabalho. vinte e cinco por cento. no mínimo. III . exceto para a educação superior. prioritariamente em programas de mestrado e doutorado. compreendidas as transferências constitucionais.receita de impostos próprios da União. será considerada a receita estimada na lei do orçamento anual. nos termos das normas de cada sistema de ensino. § 4º As diferenças entre a receita e a despesa previstas e as efetivamente realizadas. planejamento. 69.período reservado a estudos. § 5º O repasse dos valores referidos neste artigo do caixa da União. ou pelos Estados aos respectivos Municípios.recursos arrecadados do décimo primeiro ao vigésimo dia de cada mês. anualmente.receita de transferências constitucionais e outras transferências. A formação de profissionais de educação para administração.receita do salário-educação e de outras contribuições sociais. será feita em cursos de graduação em pedagogia ou em nível de pós-graduação. na manutenção e desenvolvimento do ensino público. da receita resultante de impostos. com base no eventual excesso de arrecadação. inclusive com licenciamento periódico remunerado para esse fim. II . . 67. por lei que autorizar a abertura de créditos adicionais. inclusive nos termos dos estatutos e dos planos de carreira do magistério público: I . receita do governo que a transferir. planejamento e avaliação. A União aplicará. dos Estados. Art.outros recursos previstos em lei. A experiência docente é pré-requisito para o exercício profissional de quaisquer outras funções de magistério. nunca menos de dezoito. 66. VI . A preparação para o exercício do magistério superior far-se-á em nível de pós-graduação. O notório saber. TÍTULO VII Dos Recursos financeiros Art. quando for o caso. do Distrito Federal e dos Municípios ocorrerá imediatamente ao órgão responsável pela educação.recursos arrecadados do primeiro ao décimo dia de cada mês.progressão funcional baseada na titulação ou habilitação. Art. ajustada. A formação docente. Parágrafo único. observados os seguintes prazos: I . até o vigésimo dia. que resultem no não atendimento dos percentuais mínimos obrigatórios. Art. nesta formação. III . 65. não será considerada. § 2º Serão consideradas excluídas das receitas de impostos mencionadas neste artigo as operações de crédito por antecipação de receita orçamentária de impostos. Parágrafo único. V . III . e na avaliação do desempenho. § 1º A parcela da arrecadação de impostos transferida pela União aos Estados. V . ao Distrito Federal e aos Municípios. Art. incluirá prática de ensino de. 64. garantida.receita de incentivos fiscais. Os sistemas de ensino promoverão a valorização dos profissionais da educação. incluído na carga de trabalho. dos Estados. trezentas horas. inspeção.Art. II . a critério da instituição de ensino.

quando em desvio de função ou em atividade alheia à manutenção e desenvolvimento do ensino. II . quando efetivada fora dos sistemas de ensino. farmacêutica e psicológica. 212 da Constituição Federal. As receitas e despesas com manutenção e desenvolvimento do ensino serão apuradas e publicadas nos balanços do Poder Público.obras de infra-estrutura. V .aquisição. 74. III . 165 da Constituição Federal. VI . Parágrafo único. § 2º A capacidade de atendimento de cada governo será definida pela razão entre os recursos de uso constitucionalmente obrigatório na manutenção e desenvolvimento do ensino e o custo anual do aluno. considerando variações regionais no custo dos insumos e as diversas modalidades de ensino. 73.aquisição de material didático-escolar e manutenção de programas de transporte escolar. Art. . 75. considerado o número de alunos que efetivamente freqüentam a escola. Considerar-se-ão como de manutenção e desenvolvimento do ensino as despesas realizadas com vistas à consecução dos objetivos básicos das instituições educacionais de todos os níveis. VII . 72.programas suplementares de alimentação. no art.concessão de bolsas de estudo a alunos de escolas públicas e privadas. O custo mínimo de que trata este artigo será calculado pela União ao final de cada ano. A ação supletiva e redistributiva da União e dos Estados será exercida de modo a corrigir. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias e na legislação concernente. a União poderá fazer a transferência direta de recursos a cada estabelecimento de ensino. progressivamente. precipuamente. o Distrito Federal e os Municípios.formação de quadros especiais para a administração pública. sejam militares ou civis. Art. com validade para o ano subseqüente.remuneração e aperfeiçoamento do pessoal docente e demais profissionais da educação. VI . e outras formas de assistência social.subvenção a instituições públicas ou privadas de caráter assistencial. § 1º A ação a que se refere este artigo obedecerá a fórmula de domínio público que inclua a capacidade de atendimento e a medida do esforço fiscal do respectivo Estado. baseado no cálculo do custo mínimo por aluno.pesquisa. 71. VIII . relativo ao padrão mínimo de qualidade. compreendendo as que se destinam a: I . do Distrito Federal ou do Município em favor da manutenção e do desenvolvimento do ensino. IV . IV . construção e conservação de instalações e equipamentos necessários ao ensino. inclusive diplomáticos. capaz de assegurar ensino de qualidade. § 3º Com base nos critérios estabelecidos nos §§ 1º e 2º. na prestação de contas de recursos públicos. 70. A União.amortização e custeio de operações de crédito destinadas a atender ao disposto nos incisos deste artigo. II . manutenção. o cumprimento do disposto no art. quando não vinculada às instituições de ensino.pessoal docente e demais trabalhadores da educação. desportivo ou cultural.realização de atividades-meio necessárias ao funcionamento dos sistemas de ensino.levantamentos estatísticos. Art. Os órgãos fiscalizadores examinarão.§ 6º O atraso da liberação sujeitará os recursos a correção monetária e à responsabilização civil e criminal das autoridades competentes. Art. ainda que realizadas para beneficiar direta ou indiretamente a rede escolar. as disparidades de acesso e garantir o padrão mínimo de qualidade de ensino. Art. prioritariamente. Não constituirão despesas de manutenção e desenvolvimento do ensino aquelas realizadas com: I . ao aprimoramento de sua qualidade ou à sua expansão. V . III – uso e manutenção de bens e serviços vinculados ao ensino. assistência médico-odontológica. Art. ou. que não vise. assim como nos relatórios a que se refere o § 3º do art. estabelecerá padrão mínimo de oportunidades educacionais para o ensino fundamental. estudos e pesquisas visando precipuamente ao aprimoramento da qualidade e à expansão do ensino. em colaboração com os Estados.

A União apoiará técnica e financeiramente os sistemas de ensino no provimento da educação intercultural às comunidades indígenas. III . será oferecida por instituições especificamente credenciadas pela União. O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro como ‘Dia Nacional da Consciência Negra’. conhecimentos técnicos e científicos da sociedade nacional e demais sociedades indígenas e não-índias. ou ao Poder Público. podendo ser dirigidos a escolas comunitárias. TÍTULO VIII Das Disposições Gerais Art. com os seguintes objetivos: I .assegurem a destinação de seu patrimônio a outra escola comunitária. 76. IV . na área de ensino de sua responsabilidade. ficando o Poder Público obrigado a investir prioritariamente na expansão da sua rede local. 77.manter programas de formação de pessoal especializado. II . 79. Art. com a colaboração das agências federais de fomento à cultura e de assistência aos índios. II . 80. e de educação continuada. em todos os níveis e modalidades de ensino. confessionais ou filantrópicas que: I . Art. dos Estados e dos Municípios se estes oferecerem vagas. filantrópica ou confessional. conforme o inciso VI do art. O Sistema de Ensino da União. § 1º Os programas serão planejados com audiência das comunidades indígenas.proporcionar aos índios. na forma da lei. desenvolvendo programas integrados de ensino e pesquisa. A ação supletiva e redistributiva prevista no artigo anterior ficará condicionada ao efetivo cumprimento pelos Estados. 79-A.prestem contas ao Poder Público dos recursos recebidos.elaborar e publicar sistematicamente material didático específico e diferenciado. desenvolverá programas integrados de ensino e pesquisa. em número inferior à sua capacidade de atendimento. Art. a reafirmação de suas identidades étnicas. a recuperação de suas memórias históricas. § 1º A educação a distância. bonificações. inclusive mediante bolsas de estudo.§ 4º A ação supletiva e redistributiva não poderá ser exercida em favor do Distrito Federal. 79-B. incluídos nos Planos Nacionais de Educação. participações ou parcela de seu patrimônio sob nenhuma forma ou pretexto. § 2º As atividades universitárias de pesquisa e extensão poderão receber apoio financeiro do Poder Público. . IV . Os recursos públicos serão destinados às escolas públicas. dividendos. sem prejuízo de outras prescrições legais. organizada com abertura e regime especiais. 78. (VETADO) Art. 10 e o inciso V do art. destinado à educação escolar nas comunidades indígenas. quando houver falta de vagas e cursos regulares da rede pública de domicílio do educando. Art. terão os seguintes objetivos: I . Art.apliquem seus excedentes financeiros em educação. O Poder Público incentivará o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino a distância. suas comunidades e povos. no caso de encerramento de suas atividades. a valorização de suas línguas e ciências. § 1º Os recursos de que trata este artigo poderão ser destinados a bolsas de estudo para a educação básica.desenvolver currículos e programas específicos. o acesso às informações.comprovem finalidade não-lucrativa e não distribuam resultados. Distrito Federal e Municípios do disposto nesta Lei. para oferta de educação escolar bilingüe e intercultural aos povos indígenas. III . § 2º A União regulamentará os requisitos para a realização de exames e registro de diploma relativos a cursos de educação a distância. 11 desta Lei. para os que demonstrarem insuficiência de recursos.fortalecer as práticas sócio-culturais e a língua materna de cada comunidade indígena. suas comunidades e povos. II .garantir aos índios. § 2º Os programas a que se refere este artigo. neles incluindo os conteúdos culturais correspondentes às respectivas comunidades.

resultante da incorporação dos alunos de seis anos de idade. 41 da Constituição Federal e 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. ressalvados os direitos assegurados pelos arts. ao Congresso Nacional. Qualquer cidadão habilitado com a titulação própria poderá exigir a abertura de concurso público de provas e títulos para cargo de docente de instituição pública de ensino que estiver sendo ocupado por professor não concursado. sem ônus para o Poder Público. estar segurado contra acidentes e ter a cobertura previdenciária prevista na legislação específica. o Estado e a União. 82. Art.concessão de canais com finalidades exclusivamente educativas. utilizando também. Art. no prazo de um ano a partir da publicação desta Lei. Parágrafo único. O ensino militar é regulado em lei específica. os recursos da educação a distância. desde que obedecidas as disposições desta Lei. que incluirá: I . § 4º Até o fim da Década da Educação somente serão admitidos professores habilitados em nível superior ou formados por treinamento em serviço.prover cursos presenciais ou a distância aos jovens e adultos insuficientemente escolarizados. 87. por mais de seis anos. O estágio realizado nas condições deste artigo não estabelecem vínculo empregatício. admitida a equivalência de estudos. na sua condição de instituições de pesquisa. 85. encaminhará.custos de transmissão reduzidos em canais comerciais de radiodifusão sonora e de sons e imagens. Art. com especial atenção para os grupos de sete a quatorze e de quinze a dezesseis anos de idade. 81. § 3º Cada Município e. em sintonia com a Declaração Mundial sobre Educação para Todos. III . no ensino fundamental. § 4º A educação a distância gozará de tratamento diferenciado. no caso de todas as redes escolares. também. o Plano Nacional de Educação. nos termos da legislação específica. Os discentes da educação superior poderão ser aproveitados em tarefas de ensino e pesquisa pelas respectivas instituições. supletivamente. a iniciar-se um ano a partir da publicação desta Lei.reserva de tempo mínimo. III . Art. É instituída a Década da Educação. § 1º A União.integrar todos os estabelecimentos de ensino fundamental do seu território ao sistema nacional de avaliação do rendimento escolar. exercendo funções de monitoria. podendo o estagiário receber bolsa de estágio. 86.realizar programas de capacitação para todos os professores em exercício. II . caberão aos respectivos sistemas de ensino. II . para isto. Art. de acordo com seu rendimento e seu plano de estudos. no caso das redes escolares públicas. e c) não redução média de recursos por aluno do ensino fundamental na respectiva rede pública. deverá: I – matricular todos os educandos a partir dos seis anos de idade. 83.§ 3º As normas para produção. com diretrizes e metas para os dez anos seguintes. . controle e avaliação de programas de educação a distância e a autorização para sua implementação. Os sistemas de ensino estabelecerão as normas para realização dos estágios dos alunos regularmente matriculados no ensino médio ou superior em sua jurisdição. TÍTULO IX Das Disposições Transitórias Art. É permitida a organização de cursos ou instituições de ensino experimentais. 84. IV . podendo haver cooperação e integração entre os diferentes sistemas. As instituições de educação superior constituídas como universidades integrar-se-ão. b) atingimento de taxa líquida de escolarização de pelo menos 95% (noventa e cinco por cento) da faixa etária de sete a catorze anos. § 2º O Poder Público deverá recensear os educandos no ensino fundamental. atendidas as seguintes condições no âmbito de cada sistema de ensino: a) plena observância das condições de oferta fixadas por esta Lei. Art. pelos concessionários de canais comerciais. de acordo com as normas fixadas pelos sistemas de ensino. ao Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia.

de 21 de dezembro de 1995 e. ainda.024. 212 da Constituição Federal e dispositivos legais pertinentes pelos governos beneficiados. Art. 91. de 18 de outubro de 1982. § 6º A assistência financeira da União aos Estados.692. os Estados. 90. o Distrito Federal e os Municípios adaptarão sua legislação educacional e de ensino às disposições desta Lei no prazo máximo de um ano. bem como a dos Estados aos seus Municípios. preservada a autonomia universitária.044. § 1º As instituições educacionais adaptarão seus estatutos e regimentos aos dispositivos desta Lei e às normas dos respectivos sistemas de ensino. a contar da publicação desta Lei. de 20 de dezembro de 1961. e 5. As creches e pré-escolas existentes ou que venham a ser criadas deverão. de 28 de novembro de 1968. ao Distrito Federal e aos Municípios. Revogam-se as disposições das Leis nºs 4. nos prazos por estes estabelecidos. Art. no prazo de três anos. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Paulo Renato Souza .540. a partir da data de sua publicação. 20 de dezembro de 1996. e as demais leis e decretos-lei que as modificaram e quaisquer outras disposições em contrário. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.192. pelos órgãos normativos dos sistemas de ensino. 89. integrar-se ao respectivo sistema de ensino. Brasília. de 24 de novembro de 1995 e 9. A União. 175º da Independência e 108º da República. 92. 88. § 2º O prazo para que as universidades cumpram o disposto nos incisos II e III do art. Art.131. Art. 52 é de oito anos. Art. não alteradas pelas Leis nºs 9. ficam condicionadas ao cumprimento do art. mediante delegação deste. as Leis nºs 5. As questões suscitadas na transição entre o regime anterior e o que se institui nesta Lei serão resolvidas pelo Conselho Nacional de Educação ou.§ 5º Serão conjugados todos os esforços objetivando a progressão das redes escolares públicas urbanas de ensino fundamental para o regime de escolas de tempo integral. de 11 de agosto de 1971 e 7.

A( ) Somente as afirmativas I e II estão corretas. trabalho. das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade. C( ) Somente os itens II.Acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais suplementares disponíveis para o respectivo nível de ensino regular. tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura. da Lei 9394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional .2005) A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 20/dez/96 estabelece no art. C( ) Somente a afirmativa IV está correta. mediante: I . da tecnologia. técnicas. C( ) cidadania.a compreensão do ambiente natural e social. E( ) Somente o item V está correto.o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem. II . obrigatório e gratuito na escola pública. III e IV estão corretos. 32 que o Ensino Fundamental com a duração mínima de oito anos.o desenvolvimento de ações práticas que fortalecem sentimentos exclusivos em relação às diferenças étnicas e sociais. B( ) Somente a afirmativa III está correta. para atendimento especializado. Assinale a alternativa CORRETA.LDB (Lei N° 9. III . A( ) profissão. V . III e V estão corretos.2005) De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). não apenas assegura oferta de oportunidade escolar à população de jovens e adultos situados fora da . a Educação no Brasil tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando. V . A( ) Todos os itens elencados estão corretos. D( ) Somente as afirmativas I. II.o desempenho da capacidade de aprender. IV . III e V estão corretas.2005) Os Art. métodos.Terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental. B( ) cidadania. para educandos portadores de necessidades especiais. seu preparo para o exercício da _________________ e sua qualificação para o ______________. IV . D( ) Os itens I. e aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar para superdotados. da escrita e do cálculo.o fortalecimento dos vínculos de família.SC .SC .SC . D( ) profissão. Capítulo V. por não acompanhar o processo.2004) A Lei de Diretrizes e Bases .394/96). E( ) Somente as afirmativas I. Assinale a alternativa que preenche CORRETAMENTE as lacunas.Professores com especialização adequada em nível médio ou superior. futuro. Os sistemas educacionais devem assegurar aos educandos com necessidades especiais: I .definem educação especial como uma modalidade de educação escolar que deve ser oferecida preferencialmente na rede regular de ensino. B( ) Somente os itens I e II estão corretos. II e III estão corretas.CE . II. tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores. II . terá por objetivo a formação básica do cidadão. Assinale a alternativa CORRETA. recursos educativos e organização específicos para atender às suas necessidades. os laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.Informação aos pais sobre a impossibilidade de seu filho freqüentar a escola regular. no seu art. 04) (Secretaria Estadual de Educação . trabalho. lazer. do sistema político.QUESTÕES DE CONCURSOS 01) (Secretaria de Educação e Inovação .Currículos. 02) (Secretaria de Educação e Inovação . em virtude de suas deficiências. 58 e 59. 03) (Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis . 2o. III . bem como professores do ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns.

formas de organização e processos de avaliação diferenciados daqueles destinados aos alunos que estão na escola na idade própria. veio dar uma nova orientação para a educação no Brasil. lucrativas. (B) Prioridade para o ensino fundamental.idade regular. que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional no artigo 3º. e) é a primeira etapa da Educação Básica e tem por finalidade o desenvolvimento integral da criança até os dez anos de idade. que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. o ensino fundamental e o ensino médio. Nessa perspectiva. 05) (Prefeitura Municipal de Serra . (C) educação básica e superior.ES . de 20 de dezembro de 1996. confessionais. . comunitárias. definida como um conjunto de processos de formação da pessoa. . . c) é uma etapa anterior à Educação Básica e tem por finalidade o desenvolvimento integral da criança até os sete anos de idade. que trata do ensino. gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais.2004) De acordo com a Lei 9394. confessionais. incluindo conteúdos.BA . as instituições privadas de ensino se enquadram nas seguintes categorias: (A) particulares. garantia de padrão de qualidade. (B) particulares. (D) particulares. 06) (Prefeitura Municipal de Serra . filantrópicas. filantrópicas. como também estabelece a necessidade de toda uma abordagem pedagógica.É ensino oficial. gratuito e não obrigatório. a educação escolar compõe-se de: (A) educação infantil e fundamental. III. confessionais. (E) individuais. 10) (Educador Social – Fundação da Criança e do Adolescente / AP – 2004) A Educação Básica inclui a educação infantil. metodologias. NÃO apresenta o seguinte princípio: (A) (B) (C) (D) (E) respeito à liberdade e apreço à tolerância. religiosas. filantrópicas.2004) Conforme o artigo 21 da LDBEN (9394/96). (D) Adoção de uma concepção global de educação. religiosas. comunitárias.ES . (D) educação formal e não formal.2004) A Lei 9394. 08) (Prefeitura Municipal de Alagoinhas . comunitárias. 07) (Prefeitura Municipal de Alagoinhas . (B) educação religiosa e média.2004) De acordo com o artigo 20º da Lei 9394/96 de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. d) não constitui uma etapa e tem por finalidade o desenvolvimento integral da criança até os seis anos de idade. lucrativas. coletivas. (E) Centralização político-administrativa. (E) educação alternativa e oficial.Ocorre nos sistemas municipais de ensino com a finalidade do desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade. que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.Submete a criança a verificação de rendimento com obrigações controladas.BA . tendo como princípios norteadores: (A) Harmonização com os preceitos constitucionais referente à educação. (C) Valorização dos profissionais da educação. indissociabilidade entre Estado e Igreja. 09) (Educador Social – Fundação da Criança e do Adolescente / AP – 2004) A Lei nº 9394/96. valorização do profissional da educação escolar. . sendo em creche até os três e pré-escolas até os seis anos. (C) individuais. b) é a segunda etapa da Educação Básica e tem por finalidade o desenvolvimento integral da criança até os seis anos de idade. são fundamentais na Educação de Jovens e Adultos: A) Experiências vivenciadas na escola regular B) Estudos presenciais e acadêmicos formais C) Experiências de vida e do trabalho do aluno D) Aprendizagens formais de cursos regulares. a Educação Infantil: a) é a primeira etapa da Educação Básica e tem por finalidade o desenvolvimento integral da criança até os seis anos de idade. coletivas. Em relação à educação infantil é correto afirmar: I. II.

Suas características são: I. (A) I. .Cursos de nível superior. ficando devendo as que ficou reprovado. durante a educação fundamental. (C) III.394/96 criou os cursos seqüenciais por campo do saber. porém. (C) Não é objeto de avaliação para reconhecimento e certificação para o prosseguimento e conclusão dos estudos. existindo. também. em suas línguas nativas. V apenas.Poderá ser desdobrado em ciclos.Menor duração para integralização do que os de graduação. (D) I. (B) I. é incorreto afirmar: (A) Modalidade de ensino oferecida unicamente em instituições privadas. ao seu término. (D) Há necessidade de capacitação dos professores para atendimento em nível médio e superior.IV. (D) O acesso à educação profissional abrange os matriculados ou egressos do ensino fundamental.O regime de progressão continuada significa considerar como cumpridas as disciplinas com aproveitamento. V apenas. abertos a candidatos que atendam aos requisitos estabelecidos pelas instituições de ensino. 13) (Assistente Social – Fundação da Criança e do Adolescente / AP – 2004) Sobre a educação profissional integrada às diferentes formas de educação.O ensino religioso é facultativo. (E) V. (B) Os diplomas de cursos de educação profissional possuem validade nacional. com concepção e implementação flexível e aberta. a alternativa incorreta é: (A) II (B) III (C) IV (D) I (E) Todas as alternativas estão incorretas. é incorreto afirmar que: I. V. 12) (Assistente Social – Fundação da Criança e do Adolescente / AP – 2004) Em relação ao ensino fundamental. mas não de graduação ou pós-graduação. (C) II.Cursos que dão direito. III. (E) III. o conhecimento adquirido no ambiente de trabalho. V. IV. III. IV apenas. . (D) IV. conduzindo ao permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva. é incorreto afirmar: (A) É desenvolvida em articulação com o ensino regular ou por diferentes estratégias de educação continuada. IV. III. IV.Cursos que atendem às demandas sociais e podem ser freqüentados por portadores de certificados de conclusão de nível médio.As populações indígenas o recebem. 11) (Assistente Social – Fundação da Criança e do Adolescente / AP – 2004) A LDB – Lei 9. II. . é obrigatória nele a matricula. (B) II.Acompanha-se e registra-se o desenvolvimento da criança como procedimento orientador de atitudes para com ela. a um diploma. IV apenas. II. As assertivas corretas são: (A) I.Organização definida por campo do saber. II. (B) A oferta é dever do Estado e abrange a faixa etária de zero a seis anos. (E) Há uma política inclusiva no sistema regular de ensino dos portadores de necessidades especiais. V apenas. recebem apoio técnico e financeiro do Poder Púbico. A assertiva incorreta é. 14) (Assistente Social – Fundação da Criança e do Adolescente / AP – 2004) Em relação à educação especial. sem fins lucrativos com atuação na educação especial. IV.Não tem por objetivo a ambientação da criança no meio escolar. III. (C) As instituições privadas. (E) Será desenvolvida em instituições especializadas ou no ambiente de trabalho. médio e superior. Com base nas assertivas.

alternância regular de períodos de estudos. as entidades de classe. quando trabalhadores com jorna(D) permitida a saída antecipada. 25% e 30% (E) 20%. 4o). respectivamente. (E) facultada a exigência da freqüência mínima de 75% do total de horas letivas para aprovação. 69 da LDB. as organizações sindicais da educação. inclusive as climáticas e as econômicas. ou outra legalmente constituída como o Ministério Público. (E) atribuições de ações que educadores e pais precisam realizar junto à direção escolar. (C) apenas as organizações sindicais da educação. término das aulas. 25% e 30% (C)) 18%. podem acionar o Poder Público para exigi-lo. significa que (A) apenas o Ministério Público tem o poder de acionar o Poder Público para exigi-lo. ou outra legalmente constituída. a critério do respectivo sistema de ensino. pelos Estados. (B) qualquer cidadão. (B) obrigações dos profissionais e dos pais na organização da escola. compreendida as transferências constitucionais.23 da LDB. 17) (Magistério do Ensino Médio / MA – Fundação Carlos Chagas – 2005) Quanto à organização dos estudos de que trata o art. 25% e 25% (B) 15%. a LDB determina que o calendário escolar.15) (Magistério do Ensino Médio / MA – Fundação Carlos Chagas – 2005) O direito público subjetivo. deverá . ainda. pelas empresas. 5o da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional . pelo Distrito Federal e pelos Municípios. adequado às condições do educando. participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola. (C) participação. entidade de classe. 16) (Magistério do Ensino Médio / MA – Fundação Carlos Chagas – 2005) Estão expressos na LDB: I. nunca menos do que os seguintes percentuais da receita resultante de impostos. participação da comunidade escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes. o Ministério Público. transcrevendo dispositivo da Constituição Federal. (D) flexibilidade. (E) conformação. Estes princípios referem-se às (A) incumbências dos docentes e dos pais em relação à ação educativa. (C) normas da gestão democrática do ensino público na educação básica. o art. determina que sejam aplicados anualmente na manutenção e desenvolvimento do ensino público. grupos não seriados. grupo de cidadãos. configura-se o princípio da (A) isonomia. ou por forma diversa de organização. conquista obtida na Constituição Federal e referendada no art. (E)) qualquer cidadão.LDB (Lei no 9. (B) racionalidade.394/96) para o acesso do ensino fundamental. organização sindical. a educação básica poderá organizar-se em séries anuais. o Ministério Público. (A) 12%. 20) (Magistério do Ensino Médio / MA – Fundação Carlos Chagas – 2005) Considerando as peculiaridades locais. podem acionar o Poder Público para exigi-lo. ciclos. (D) condições de realização do trabalho coletivo que a escola precisa efetivar. Neste artigo. (C) garantida a liberação de horário de estudos em época de provas. 30% e 25% 19) (Magistério do Ensino Médio / MA – Fundação Carlos Chagas – 2005) De acordo com a LDB (art. a partir de solicitação ao Ministério Público. na educação básica. ainda. sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o recomendar. aos alunos do ensino noturno é (A) garantida a oferta de ensino regular. II. (D) tanto as associações comunitárias. ou outra legalmente constituída. 25% e 25% (D) 18%. 18) (Magistério do Ensino Médio / MA – Fundação Carlos Chagas – 2005) Quanto ao financiamento da educação. e. podem acionar o Poder Público para exigi-lo. associação comunitária. uma hora antes do da de trabalho superior a seis horas diárias. pela União. com base na idade. pode acionar o Poder Público para exigi-lo. na competência e em outros critérios. e. (B) exigida a reorganização curricular de acordo com turno de trabalho do aluno. entidade de classe. períodos semestrais.

23) (Magistério do Ensino Médio / MA – Fundação Carlos Chagas – 2005) Segundo a LDB. consolidação e aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental. somente. (E) ponderação entre os aspectos qualitativos e os quantitativos durante o período de aprendizagem. 21.(A) prever adequações de horário e dias letivos. compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos. (B) II. (D) educação infantil. incluído aí o tempo reservado aos exames finais.2005) Sobre o disposto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9394/96) que trata da Proposta Pedagógica. observando-se a (A) prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais. (D) constar de 180 dias letivos nas áreas rurais. do respectivo sistema de ensino. 22) (Magistério do Ensino Médio / MA – Fundação Carlos Chagas – 2005) A Constituição Federal de 1988 confere ao Ensino Médio o estatuto de direito de todos os cidadãos e a LDB lhe confere caráter de norma legal como parte da Educação Básica. de modo a possibilitar recuperação paralela durante o processo. para adequar-se ao Estatuto do Magistério e ao Plano de Cargos. e) A LDB determina que. estabelece que a educação básica é formada pelos seguintes níveis de ensino: (A) ensino fundamental e ensino médio. devendo ser desconsiderados no PPP. II. (B) prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e os resultados das provas finais. somente. (C) prever 800 horas de aula. o Ensino Médio terá como finalidade a I. III. b) Cada uma das unidades escolares. a relação da Escola com a comunidade é matéria circunscrita aos Estatutos da Associação de Pais e Mestres e do Conselho Escolar. d) Segundo a LDB. relacionando a teoria com a prática no ensino de cada disciplina. reduzindo-os se necessário. ensino fundamental e ensino médio. (D) prevalência dos aspectos quantitativos sobre os qualitativos nas avaliações bimestrais. (C) III. denominada por alguns autores como Projeto Político Pedagógico (PPP). . Está correto o afirmado em (A) I e III. incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico. (E) ser organizado pelo conselho da escola e encaminhado à Secretaria de Educação. em atendimento às necessidades locais. (C) ensinos fundamental e médio regulares e na modalidade de educação de jovens e adultos. conforme a realidade local. 24) (Magistério do Ensino Médio / PR . deve existir um PPP para cada um deles. em consonância com os princípios democráticos definidos pela LDB. 21) (Magistério do Ensino Médio / MA – Fundação Carlos Chagas – 2005) De acordo com a LDB. Carreira e Vencimentos. por meio do art. que contemplam estas questões. possibilitando o prosseguimentos de estudos. (D) I e II. (E) pré-escola. (C) prevalência dos aspectos quantitativos sobre os qualitativos a partir das avaliações nacionais. naquelas unidades escolares que ofertam diferentes níveis de Ensino. c) A LDB determina que os conteúdos curriculares específicos das disciplinas compõem o Regimento Geral da Escola. (B) ensinos fundamental e médio e a modalidade de educação especial. (E) I. respeitando as normas do seu sistema de ensino. ensino fundamental e ensino médio técnico e tecnológico. contando com a participação dos professores e dos profissionais da educação. somente. (B) adequar-se. deverá elaborar a sua proposta pedagógica. sem com isso reduzir o número de horas letivas previsto na Lei. quando. preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando como pessoa humana. II e III. somente. devendo ser excluída do PPP. distribuídas por um mínimo de 200 dias letivos por ano. a avaliação do desempenho do aluno deverá ser contínua e cumulativa. é correto afirmar: a) A LDB recomenda que as condições salariais e de trabalho do magistério devem estar presentes no PPP.

D 10. c) Apenas as proposições I e II são verdadeiras d) Apenas as proposições I. A 06. E . A 22. C 17. D 26. segundo a Lei n. III e IV estão corretos. C 07. IV. com ele. relacionando a teoria com a prática. com prioridade. D 08. o ensino fundamental. em consonância com as diretrizes e planos nacionais de educação. D 23. O aprimoramento do educando como pessoa humana. no ensino de cada disciplina. e) Apenas as proposições I. é CORRETO afirmar: I. c) Apenas os itens III e IV estão corretos. A 15. D 18. C 19. e) Todos os itens estão corretos. GABARITO 01. A 09. Compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos. o ensino médio. E 16. D 02. II. b) Apenas a proposição II é verdadeira. Cabe ao estado assegurar o ensino fundamental e oferecer. no que se refere à organização da educação nacional. Os municípios poderão optar por se integrarem ao sistema estadual de ensino ou compor. III e IV são verdadeiras. com prioridade. Consolidação e aprofundamento de conhecimentos previamente adquiridos no ensino fundamental. C 13. Marque a alternativa CORRETA: a) Apenas os itens I e II estão corretos. II e III são verdadeiras. Marque a alternativa CORRETA: a) Apenas a proposição I é verdadeira. B 21. E 24.2003) O ensino médio tem como finalidades. Compete ao estado oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas e. D 12. 26) (Magistério do Ensino Médio e Fundamental / GO . B 04.25) (Magistério do Ensino Médio e Fundamental / GO . A 20.2003) Analisando os artigos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. III. III. C 14. um sistema único de educação básica. b) Apenas os itens I. II. B 11. E 03. incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico. 9. C 05. d) Todos os itens estão incorretos. Preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando. IV. B 25.394/96 (LDB): I. Cabe ao estado elaborar e executar políticas e planos educacionais.

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