Você está na página 1de 28

MÚSICA TRADICIONAL ALENTEJANA por Francisco Baião (dos „Irmãos Charrua‟) e Manuel Aleixo

(Mostra de um simples trabalho entre Amigos que se encontram, cantam, gravam e editam um CD familiar para partilhar com Amigos... Uma MOSTRA, como centenas de outros espalhados pelo Alentejo...).

MÚSICA TRADICIONAL ALENTEJANA por Francisco Baião e Manuel Aleixo CD com 22 MODAS (ver mais músicas e letras: AQUI) 01 Dá-me uma gotinha d'Água 02 Levanta a saia, Mariana 03 Abraço ao Alentejo 04 Maria da Rocha 05 Mas que praias
Capa do CD

06 Ceifeira 07 Linda Noiva tem Portel 08 Verão 09 Ó rama ó que linda rama 10 Olha a noiva se vai linda 11 Vila de Frades 12 Vou-me embora vou partir

Capa alternativa do CD, com joraga de lado e os Artistas: Francisco Baião Charrua e Manuel de Sousa Aleixo. Em fundo, brasão da Freguesia de São Matias, Beja

13 Oh Moura linda 14 Trago Alentejo na voz 15 Que inveja tens tu das Rosas 16 Nossa Senhora do Carmo 17 Mértola Vila Morena 18 Ao romper da bela aurora 19 Cantarinhas de Beringel 20 Castelo de Beja 21 Com que letra se escreve Maria

Igreja de São Matias

22 Mexicano

Música Tradicional Alentejana por Francisco Baião e Manuel Aleixo São Matias - Beja - 2011

Algumas dezenas de MODAS gravadas no estúdio caseiro do Manuel Alexandre, em São Matias, Beja, nalgumas horas - Fora d'Horas... A abrir, a canção mais recente... VIVER A VIDA (para OUVIR pode clicar no título ou AQUI na imagem)

Letra de Dona Antónia Carvalho; Música e voz de Manuel Alexandre, São Matias, Beja. «A D. Antónia hoje passou pelo meu escritório e deixou-me esta coisa assim muito simples. Eu prometi juntar a musica. 15 de Novembro de 2011 - Manuel Alexandre» VIVER A VIDA Oh vida dai-nos a vida Que valha a pena viver Há muito quem viva a vida E outros vivem sem saber Desde o princípio da vida Que a vida nos dá o Ser Tudo na Vida tem vida Tudo na Vida é viver Vai vivendo a Tua vida E não olhes para trás Que uma vida bem vivida É a vida de amor e Paz Dona Antónia Carvalho, em 15 de Novembrode 2011 Pode ver outro poema da D. Antónia: http://www.joraga.net/iBrito/pags/05outrosPoetasSMatias06.htm

Música Tradicional Alentejana por Francisco Baião e Manuel Aleixo São Matias - Beja - 2011
DÁ-ME UMA GOTINHA D'ÁGUA Pode ouvir: Dá-me uma gotinha d'Água Fui à fonte beber água Achei um raminho verde Quem o perdeu tinha amores Quem o perdeu tinha amores Quem o achou tinha sede! Dá-me uma gotinha d‟água Dessa que eu oiço correr! Entre pedras e pedrinhas, Entre pedras e pedrinhas, Alguma gota há-de haver! Alguma gota há-de haver, Quero molhar a garganta, Quero cantar com‟a rola Quero cantar com‟a rola Como a rola ninguém canta!
Pode ver mais quadras do Cancioneiro das Fontes em: http://www.joraga.net/pags/61fontes1.htm Se quiser ver mais do CANTOS e enCANTOS das FONTES, PODE ver: http://www.joraga.net/pags/61fontes.htm

Daqui até à malhada Lindos beijos lhe vou dando Já cá levo a minha noiva Já cá levo a minha noiva Já me posso ir andando Dá-me uma gotinha d‟água Dessa que eu oiço correr Etc.

Marianita SE FORES ao Alentejo Se fores ao Alentejo, pergunta pela Mariana. É uma moça baixinha que até no cantar tem fama. Marianita é baixinha Usa a saia abana, abana Quero com isto dizer-te Levanta a saia, Mariana Levanta a saia, Mariana Debaixo dessa sombrinha Tenho-te dito mil vezes Marianita hás-de ser minha.

Meu Alentejo Como tu não há igual Há muito que te não vejo A cantar por Portugal Vamos todos a cantar Vamos todos a cantar Esta canção de alegria Dar as mãos e sonhar Amanhã é outro dia Dia de felicidade Aquele que vai nascer Minha terra que saudade Minha terra que saudade Cantemos para esquecer Meu Alentejo Tu és planície sem par Só tu sentes o desejo Vem toda a gente a cantar Meu Alentejo Como tu Não há igual Há muito que te não vejo A cantar por Portugal Vamos todos a cantar... Duas vezes e acaba
(Hino de "os Chaparros", de Santiago do Cacém) Maria da Rocha, Do alto rochedo, Quem namora a Rocha, quem namora a Rocha, Namora-a sem medo.

Maria da Rocha

Namora-a sem medo, Medo de ninguém, Maria da Rocha, Maria da Rocha, Da rocha, meu bem. Tu vê lá se queres, Tu vê lá se querias, Que no mundo inteiro, que no mundo inteiro. Não faltam Marias. E não faltam Marias, Não faltam mulheres, Tu vê lá se querias, Tu vê lá se querias, Tu vê lá se queres. Quando luxa a filha, Luxa o pai também, Maria da Rocha, Maria da Rocha, Da Rocha meu bem.

http://terradosespantos.blogspot.com/2009/03/o-tempoescultor.html Ver tb: http://wencesmc.web.interacesso.pt/delgado1tx.htm

Mas que praias

Ai que praias tão lindas, tão belas, 'ra meia noite, estava a sonhar, Assentado no barco mais ela , Namorando ao fresco luar.

http://jenifferjornalista.blogspot.com/2010/02/com-caloraoir-praia-noite-virou-rotina.html

Ceifeira

Ceifeira, Linda Ceifeira O sol é que alegra o dia, Pela manhã quando nasce. Ai de nós o que seria Se o sol um dia faltasse! Ceifeira, linda ceifeira! Eu hei-de casar contigo! Lá nos campos, secos campos, À calma ceifando o trigo À calma ceifando o trigo Pela força do calor! Ceifeira, linda ceifeira Hás-de ser o meu amor! O tempo atrasado esquece... E a mim ao pensar me vem.. Todo erro se conhece Quando remédio não tem!

Pedro Flora http://olhares.aeiou.pt/ceifeira-do-alentejofoto958736.html

Linda Noiva tem Portel

Linda Noiva tem Portel És tu ó serra do mendro (Mi + La + Si +) Vestida de malmequer (La + Si + Mi +) E raminhos de aloendro
Teu nome custou á vida Está escrito no papel E no mundo és conhecida Pela serra de Portel És linda na primavera Os campos mudam de cor E chegam as andorinhas Na serra há tanta flor De loucuras ou ciúmes De alecrim és perfumada Ó Serra de pão e lume De portel moira encantada

Serra do Mendro Natureza | Serras Localizada no limite dos distritos de Évora e Beja, entre Vidigueira e Portel. É uma serra fortemente arborizada que pertence ao Maciço Antigo a sul do Tejo. É uma ramificação da serra de Portel. http://www.lifecooler.com/Portugal/natureza/SerradoMendro

Linda Noiva tem Portel És tu ó serra do mendro Vestida de malmequer E raminhos de aloendro Teu nome custou á vida Está escrito no papel E no mundo és conhecida Pela serra de Portel Verão Brasa dourada e celeste Esvaiu do campo agreste Doirando mais as espigas Ceifeiros corpos curvados Ceifando e atando em molhos A bênção loira da vida Meu Alentejo Enquanto isto se processa O Sol ferido e sem pressa Queima mais até as bronzear O Suor rasga a camisa Homem queimado mais fica E a vida é feita de brasa. O calor castiga os corpos Os ceifeiros vão ceifando Sem para o seu labor O seu cantar é dolente É certo que é boa gente Tem mais sol e tem mais cor Instrumental

Verão

http://bloguemargarida.blogspot.com/2010/10/douradoazeitona.html

Meu Alentejo Enquanto isto se processa O Sol ferido e sem pressa Queima mais até as bronzear O Suor rasga a camisa Homem queimado mais fica E a vida é feita de brasa. (Duas vezes e termina)

Ó rama ó que linda rama

Ó rama, ó que linda rama, Ó rama da oli veira! O meu par é o mais lindo Que anda aqui na roda inteira! Que anda aqui na roda inteira, Aqui e em qualquer lugar, Ó rama, que linda rama, Ó rama do olival! Eu gosto muito de ouvir Cantar a quem aprendeu. Se houvera quem me ensinara, Quem aprendia era eu! Não m'invejo de quem tem Parelhas, éguas e montes; Só m'invejo de quem bebe A água em todas as fontes. Fui à fonte beber água, Encontrei um ramo verde; Quem o perdeu tinha amores, Quem o achou tinha sede.

http://www.esec-tomascabreira.rcts.pt/acanto.tc/actividades/repertoriopautas/ oramadaoliveirag.jpg

Debaixo da oliveira Não se pode namorar; A folha é miudinha, Deixa passar o luar.

OLHA A NOIVA SE VAI LINDA Anda cá para os meus braços Se bom filho queres ser Os meus braços dão saúde, A quem está, a quem está Para morrer OLHA A NOIVA SE VAI LINDA NO DIA DO SEU NOIVADO TAMBÉM EU QUERIA SER TAMBÉM EU QUERIA SER TAMBÉM EU QUERIA, TAMBÉM QUERIA SER CASADO SER CASADO E TER JUIZO ACHO QUE É BONITO ESTADO TAMBÉM EU QUERIA SER TAMBÉM EU QUERIA SER TAMBÉM EU QUERIA, TAMBEM QUERIA SER CASADO Menina tire a camisa Que tem á sua Janela Que a camisa sem a gola Lembra-me , lembra-me A dona sem ela OLHA A NOIVA SE VAI LINDA NO DIA DO SEU NOIVADO TAMBÉM EU QUERIA SER TAMBÉM EU QUERIA SER TAMBÉM EU QUERIA, TAMBÉM QUERIA SER CASADO SER CASADO E TER JUIZO ACHO QUE É BONITO ESTADO TAMBÉM EU QUERIA SER TAMBÉM EU QUERIA SER TAMBÉM EU QUERIA, TAMBEM QUERIA SER CASADO Adeus vila de Portel Tão longe me vais ficando Minha boca, se vai rindo Meus olhos, meus olhos Se vão chorando OLHA A NOIVA SE VAI LINDA NO DIA DO SEU NOIVADO TAMBÉM EU QUERIA SER TAMBÉM EU QUERIA SER TAMBÉM EU QUERIA, TAMBÉM QUERIA SER CASADO SER CASADO E TER JUIZO ACHO QUE É BONITO ESTADO TAMBÉM EU QUERIA SER TAMBÉM EU QUERIA SER TAMBÉM EU QUERIA, TAMBEM QUERIA SER CASADO

Olha a noiva se vai linda

Vila de Frades

“Vila de Frades” INSTRUMENTAL Um sangue rubro dessa sua cor O seu perfume no seu paladar Canta o Alentejo os seus sabores Esse desejo de saber cantar Vila de Frades já não tem abades Mas tem adegas que são catedrais Os seus palhetes são brilharetes São de beber e chorar por mais (duas vezes ) São de beber e chorar por mais Nossas gargantas são o seu caminho Cantam os melros cantam os pardais Cantamos nós à festa do vinho Vila de Frades já não tem abades Mas tem adegas que são catedrais Os seus palhetes são brilharetes São de beber e chorar por mais (duas vezes) Pacata pura sem grandes alardes Também outrora tomada à moirana Branca e singela é Vila de Frades Nesta planície linda alentejana Vila de Frades já não tem abades Mas tem adegas que são catedrais Os seus palhetes são brilharetes São de beber e chorar por mais (três vezes e termina)

http://espacoememoria.blogspot.com/2010/12/asfestas-baquicas-de-vila-de-frades.html

http://pracadarepublica.weblog.com.pt/talhas %20na%20adega%20vila%20de%20frades.jpg

Vou-me embora vou partir Vou-me embora, vou partir mas tenho esperança de correr o mundo inteiro, quero ir quero ver e conhecer rosa branca e a vida do marinheiro sem dormir E a vida do marinheiro branca flor que anda lutando no mar com talento adeus adeus minha mãe, meu amor eu hei-de ir hei-de voltar com o tempo
http://almadaplanicie.blogspot.com/2010/03/voume-embora-vou-partir.html

Vamos todos a cantar, esta canção de alegria Dar as mãos e sonhar, que amanhã é outro dia Dia de felicidade, daquele que vai nascer Minha terra que saudade, minha terra que saudade Cantemos para esquecer. Abraço ao Alentejo
(Refrão)

Meu Alentejo, tu és planície sem paz Só tu sentes e eu desejo, ver toda a gente a cantar Meu Alentejo, como tu não há igual Há muito que te não vejo, a cantar por Portugal. Vamos todos a cantar, esta canção de alegria Dar as mãos e sonhar, que amanhã é outro dia Dia de felicidade, daquele que vai nascer Minha terra que saudade, minha terra que saudade Cantemos para esquecer.
(Refrão)

http://farm4.static.flickr.com/3561/3309385573 _c1b0600db8.jpg

Meu Alentejo, tu és planície sem paz Só tu sentes e eu desejo, ver toda a gente a cantar Meu Alentejo, como tu não há igual Há muito que te não vejo, a cantar por Portugal. Vamos todos a cantar, esta canção de alegria Dar as mãos e sonhar, que amanhã é outro dia Dia de felicidade, daquele que vai nascer Minha terra que saudade, minha terra que saudade Cantemos para esquecer.

Oh Moura linda

Oh Moura Linda Linda Terra que te beija, O Ardila e Guadiana! Às outras causas inveja, Linda vila alentejana! Ó Moura linda de graça infinda, Como tu outra não vi! Simples singela, és sempre bela, És sempre bela, como belo é tudo em ti! Os teus prados verdejantes, Salpicados de papoilas! Tornam-se mais cativantes, Se os mondam lindas moçoilas! Ó Moura linda de graça infinda, Como tu outra não vi! Etc.

http://www.portaldemoura.com/index.php?id= 16&option=com_content&task=view

Trago Alentejo na Voz Trago Alentejo na Voz Do cantar da minha gente Ai rios de todos nós Que te perdes na corrente Ai rios de todos nós Que te perdes na corrente Ai planícies sonhadas Ai centenas de olivais Ai ventos na madrugada Que me transcendem demais Ai ventos na madrugada Que me transcendem demais AMIGOS, AMIGOS PAPOILAS DE TRIGO SÓ EU LÁ AS TENHO E DE BRAÇO DADO CONTIGO A MEU LADO É DE LÁ QUE EU VENHO E DE BRAÇO DADO CANTANDO AO AMOR GUARDAMOS O GADO PAPOILAS EM FLOR QUE O VENTO NUM BRADO REFESCA O CALOR E DE BRAÇO DADO CONTIGO A MEU LADO CANTAMOS AMOR http://defado.blogspot.com/2010/07/tragoalentejo-na-voz.html Ai rebanhos de saudades Que deixei naqueles montes Ai pastores que ansiedades Bebendo a água nas fontes Ai pastores que ansiedades Bebendo a agua nas fontes Ai sede das tardes quentes Ai lembrança que me alcança Ai terra prenha de gente Nos olhos de uma criança Ai terra prenha de gente Nos olhos de uma criança AMIGOS, AMIGOS PAPOILAS DE TRIGO SÓ EU LÁ AS TENHO E DE BRAÇO DADO CONTIGO A MEU LADO É DE LÁ QUE EU VENHO E DE BRAÇO DADO CANTANDO AO AMOR GUARDAMOS O GADO PAPOILAS EM FLOR Trago Alentejo na Voz (António Zambujo) QUE O VENTO NUM BRADO REFESCA O CALOR E DE BRAÇO DADO CONTIGO A MEU LADO CANTAMOS AMOR

Trago Alentejo na voz

Levanta a saia, Mariana

MARIANITA ÉS BAIXINHA Marianita és baixinha Ai roja a saia pela lama Ai tenho-te o dito mil vezes Ai levanta a saia, Mariana. Levanta a saia, Mariana Ai, debaixo desta sombrinha Ai, tenho-te o dito mil vezes Ai, Marianita és baixinha. Se tu não foras Mariana Ai não vinhas aos braços meus, Ai, assim, como és Mariana Ai, Marianita, adeus, adeus.

http://www.joraga.net/gruposcorais/pags09_ pautas_09_CSerpa_MRitaOPC/0523_CdeSerpa_MritaCortez _p230_091_MarianitaESbaixinha.htm

Marianita, adeus, adeus, Ai, adeus p´ra toda a semana, Ai não vinhas aos braços meus Ai, se tu não foras Mariana.

Nossa Senhora do Carmo

NOSSA SENHORA DO CARMO Senhora Que és padroeira Da nossa terra Hospitaleira Nossa Senhora do Carmo Que está lá no seu altar Todos lá vamos ajoelhar E a cantar, a cantar, vamos rezar Pedimos A uma voz Nossa Senhora Rogai por nós Nossa Senhora do Carmo Que está no seu altar Etc.

Mexicano (Fá +) Eu sou Mexicano Um doido mundanom que sonha afinal Quis ser vagabundo , Pra dar volta ao mundo P'ra ver Portugal (Fá + Fá +) Vi lindas colinas Paisagens divinas Jardins de encantar (Dó +) e no ribatejo senti o desejo e fui cavalgar (Fá +)
(La # + Fa+ =» Dó +) (Dó +)

Mexicano

Ai, eu não vi ainda Terra mais linda (Fá +) O Povo toureiro Atrás do matreiro, em nuvens de pó Só é um valente Em pegar de frente Sem medo e sem dó Há vinho, há fado Fandango dançado O amor em explendor E loiras amei, morenas beijei Perdidas de amor Ai, eu não vi ainda Terra mais linda...
Nota de M. Aleixo:«O "mexicano"... é sobretudo uma recordação da minha infânica, porque me lembro do Francisco Charrua a cantar nos altifalantes que anunciavam os cinemas intenerantes e que também passavam por S.Matias. Perguntei-lhe se ele lembrava da letra e depressa reconstruimos a canção. Tem gente em São Matias que se lembra dos bons momentos do Francisco a cantar nos teatros. O Mexicano ficou na minha memória e na de muitos são matienses e, cantada por ele, é magnifica.»

Que inveja tens tu da rosa

Que inveja tens tu da rosa Trabalhei enquanto pude, levantei a minha enxada. perdi no campo a saúde, não posso perder mais nada. Que inveja tens tu da rosa, se és linda como elas são? A rainha das «felores» tratadas por tuas mãos. Tratadas por tuas mãos, pelas tuas mãos mimosas. Se és linda como elas são, que inveja tens tu da rosa?

AI TE MIM TANTA LARANJA Se passares a Portel, Repara logo á entrada Está lá uma Laranjeira Q´inda não foi abalada Ai de mim tanta laranja Tanta silva tanta amora Tanta menina bonita (Coro) E eu sem ter nenhuma agora Eu seu sem ter nenhuma agora Minha mãe filhas não tem Ai de mim tanta laranja (Coro) Que esta laranjeira tem A Laranja quando nasce Nasce logo redondinha Também tu quando nasceste Nasceste para ser minha Ai de mim tanta laranja Tanta silva tanta amora Tanta menina bonita (Coro) E eu sem ter nenhuma agora
http://www.joraga.net/gruposcorais/ pags10_pautas_10_PadreMarvao/pautas_ EstudosCante_PMarvao_006_606%20_ AidemimtantaLaranja.htm

Ai de mim tanta laranja

Eu seu sem ter nenhuma agora Minha mãe filhas não tem Ai de mim tanta laranja (Coro) Que esta laranjeira tem Eu já disse á laranjeira Que não desse mais flor Pode passar sem laranjas Como eu passo sem amor Ai de mim tanta laranja Tanta silva tanta amora ...

ALDEIA DA LUZ Adeus o casas branquinhas, ruas estreitinhas quintais e hortas Adeus telhados baixinhos, adeus óninhos são coisas mortas Adeusóo vid'a pulsar, adeus lugar qu'eu nunca esqueço Eras pequena demais, dizem os tais qu'é o progresso Fica na minha memoria passou a história, ja não seduz Porém enquanto eu viver não te vou esquecer, Aldeia da Luz Aldeia da Luz agora chegou a hora da despedida Eu nunca mais te hei-de ver nem vai nascer em ti mais vida Em nome do que há-de vir tu vais partir, alguém te leva Vá lá diz adeus ao mundo vai para o fundo do lago d'Alqueva Ficas na minha memória passou a história, ja não seduz Porém enquanto eu viver não te vou esquecer, Aldeia da Luz...

ALDEIA DA LUZ

http://www.pportodosmuseus.pt/?p=16695

Alqueva “in popular” Já minha avó me dizia O meu pai me confirmava Ao lume da chaminé Vão regar o Alentejo Onde estás que eu não te vejo Mas desta vez é que é. Já lá vem um bate sermão E vem outro diz que não Lá fica a obra parada Ás vezes penso pr‟ra mim Mas porque é que eu sou assim Já não acredito em nada ALQUEVA TANTA GENTE TANTA MÁGOA TANTA TERRA A PEDIR ÁGUA TANTA CEIFA POR FAZER ALQUEVA NASCI, CRESCI E VIVI COM A ESPERANÇA POSTA EM TI MAS VOU PARTIR SEM TE VER Promete vida de sonho E um futuro tão risonho Com um ar tão decidido Pois a água prometida Para lavar a nossa vida É só a que tem chovido O projecto do Alqueva Quem te tráz e quem te leva Fazem tantas diabruras E agora para terminar Ainda tinham que inventar Essa história das gravuras ALQUEVA TANTA GENTE TANTA MÁGOA TANTA TERRA A PEDIR ÁGUA TANTA CEIFA POR FAZER ALQUEVA NASCI, CRESCI E VIVI COM A ESPERANÇA POSTA EM TI MAS VOU PARTIR SEM TE VER

Alqueva

Ao Romper da Bela Aurora Ao romper da bel‟aurora, sai o pastor da choupana.... vem gritando em altas vozes Muito padece quem ama Meu lírio roxo Muito padece quem ama Ao Romper da Bela Aurora Muito padece quem ama Mais padece quem namora Sai o pastor da choupana Ao romper da bela aurora Meu lírio roxo Ao Romper da Bela Aurora Gosto de quem canta bem É uma prenda bonita Não empobrece ninguém Assim como não enrica Assim como não enrica Não empobrece ninguém È uma prenda bonita Gosto de quem canta bem Meu lírio roxo Assim como não enrica

Bago de milho redondo Semeei no meu quintal A semente de um repolho Nasceu um velho careca Com um abatata no olho Bago de milho redondo Rega o pé aí rega o pé Já não tenho quem me queira Queres-me tu oh meu José Queres-me tu oh meu José Queres-me tu oh meu Francisco Bago de milho redondo Rega o pé ao malvaísco Oh minha mãe minha mãe Oh minha mãe minha amada Quem tem uma mãe tem tudo Quem não tem mãe não tem nada Bago de milho redondo Rega o pé aí rega o pé Já não tenho quem me queira Queres-me tu oh meu José Queres-me tu oh meu José Queres-me tu oh meu Francisco Bago de milho redondo Rega o pé ao malvaísco

Bago de milho redondo

http://nutrilobo.blogspot.com/2010/10/hojeeu-vou-falar-sobre-milho.html

Cantarinhas de Beringel Autor: Vicente Rodrigues Concelho: Alcácer do Sal http://clientes.netvisao.pt/josant16/vicente.htm Cantarinha de Beringel de fresco barro encarnado da água doce fazes mel da fresca doce gelado ai e essa tua esbelteza que uma tal graça encerra foi roubá-la a Natureza prás moças da minha terra. Cantarinha de Beringel minha linda cantarinha pequenina graciosa delicada donairosa ai toda tão maneirinha as moças da minha terra modeladas a cinzel pequeninas delicadas são como tu engraçadas cantarinhas de Beringel. Quando o sol no horizonte vai morrendo p‟la tardinha lá vai a moça prá fonte à cabeça a cantarinha ai a moça é tão formosa qual bonequita de louça mas não sei qual mais airosa se a cantarinha se a moça.
http://lena-life.blogspot.com/2008/09/cantarinhas-deberingel.html

http://www.hotfrog.pt/Empresas/AmilcarGrilo-Dancante

Cantarinhas de Beringel

Vicente Rodrigues nasceu a 2 de Novembro de 1910 e faleceu em 12 de Janeiro de 1982. Natural de Alcáçovas, residiu desde tenra idade até ao fim dos seus dias, na Vila do Torrão.

EU OUVI MIL VEZES OUVI Já que me pedes que eu cante Vou-te fazer a vontade Eu não sei, que gosto é o teu Ouvir cantar a quem não sabe EU OUVI MIL VEZES OUVI LÁ NOS CAMPOS ROFAR OS TAMBORES DAS JANELAS LHES BRADAM AS DAMAS (CORO) JÁ LÁ VEM, JÁ LÁ VEM MEUS AMORES Minhas cantigas não são Dirigidas a ninguém Cada qual cante o que sabe E o que á memória lhe vem EU OUVI MIL VEZES OUVI LÁ NOS CAMPOS ROFAR OS TAMBORES DAS JANELAS BRADAM AS DAMAS (CORO) JÁ LÁ VEM, JÁ LÁ VEM MEUS AMORES
http://www.joraga.net/gruposcorais/ pags09_pautas_09_CSerpa_MRitaOPC/0506_CdeSerpa_ MRitaCortez_p196_074_euOuviMilVezes.htm

EU OUVI MIL VEZES OUVI

Cantando se leva a vida Eu levo a vida a cantar Quantas vezes eu não canto Com vontade de chorar EU OUVI MIL VEZES OUVI LÁ NOS CAMPOS ROFAR OS TAMBORES (CORO) DAS JANELAS BRADAM AS DAMAS JÁ LÁ VEM, JÁ LÁ VEM MEUS AMORES (DUAS VEZES E ACABA)

Foste, Foste que eu bem sei que foste O cantar parece bem Éuma coisa bonita Não empobrece ninguém Assim como não enrica Foste, foste que eu bem sei que foste No domingo é tourada E ao subir do camarote Eu vi-te a saia bordada Eu vi-te a saia bordada Mas que bordado tão lindo Foste, Foste que eu bem sei que foste Foste, foste que eu bem sei que foste À tourada no domingo Não me inveja de quem tem Carros parelhas e montes Só me inveja de quem bebe A água em todas as fontes Foste, foste que eu bem sei que foste No domingo é tourada E ao subir do camarote Eu vi-te a saia bordada Eu vi-te a saia bordada Mas que bordado tão lindo Foste, foste que eu bem sei que foste À tourada no domingo Já com esta são três vezes Que aqui passo á tua rua Sempre com a porta fechada Não sei que vida é a tua Foste, foste que eu bem sei que foste No domingo é tourada E ao subir do camarote Eu vi-te a saia bordada Eu vi-te a saia bordada Mas que bordado tão lindo Foste, foste que eu bem sei que foste À tourada no domingo

Lá vai uma embarcação É tão triste ver partir Um barco do continente Para Angola ou Moçambique Lá lai outro contingente Tanta lágrima perdida Quando o Barco larga o cais Adeus minha mãe querida Não sei se voltarei mais Lá vai uma embarcação Lá vai uma embarcação Por esses mares fora Por aqueles que lá vão Há muita gente que chora Há muita gente que chora Com mágoas no coração Por esse mares a fora Lá vai uma embarcação É tão triste ver partir Um barco do continente Para Angola ou Moçambique Lá lai outro contingente
http://terralampada.blogspot.com/2011/06/laiade-explicacao-com-este-revisita.html

Tanta lágrima perdida Quando o Barco larga o cais Adeus minha mãe querida Não sei se voltarei mais Lá vai uma embarcação Por esses mares fora Por aqueles que lá vão Há muita gente que chora Há muita gente que chora Com mágoas no coração Por esse mares a fora Lá vai uma embarcação

Mértola Linda Vila Alentejana Nove freguesias tem A Vila, uma ficaria, Corte do Pinto e Santana Espírito Santo e Alcaria TENS O GUADINA AOS PÉS LINDA VILA ALENTEJANA OUTRORA JÁ FOSTE CIDADE CUNHASTE MOEDA E FAMA TENS MESQUITA TENS MUSEU CASTELO E TORRE ROMANA HOJE ÉS SEDE DE CONCELHO MÉRTOLA VILA ALENTEJANA São Sebastião dos carros São João dos Caldeireiros São Pedro de Sólis a Oitava E São Miguel do Pinheiro TENS O GUADINA AOS PÉS LINDA VILA ALENTEJANA OUTRORA JÁ FOSTE CIDADE CUNHASTE MOEDA E FAMA TENS MESQUITA TENS MUSEU CASTELO E TORRE ROMANA HOJE ÉS SEDE DE CONCELHO MÉRTOLA VILA ALENTEJANA (duas vezes e termina)

Mértola Linda Vila Alentejana

http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A9rtola

Nasce o Sol no Alentejo O Sol é que alegra o dia, Pela manhã quando nasce. Ai de nós o que seria, Se o Sol um dia faltasse! Nasce o Sol no Alentejo, Nasce água clara na fonte, Nasce em mim a saudade, Na ladeira do teu monte. Na ladeira do teu monte, Meu amor quando te vejo, Nasce água clara na fonte, Nasce o Sol no Alentejo! Ó luar da meia noite, Tu tens lá segredos meus. Ó luar não me descubras, Que os meus segredos são teus! Nasce o Sol no Alentejo, Nasce água clara na fonte, Etc.

Nasce o Sol no Alentejo

NÃO TE FAÇAS CORADINHA O coração quando fala Fala alto pra se ouvir Se muitas vezes se cala É pra ficar a sentir Se muitas vezes se cala É pra ficar a a sentir NÃO TE FAÇAS CORADINHA QUANDO ESTÁS AO PÉ DE MIM QUE AS MINHAS MOSTRAM AS TUAS SÃO ASSIM ASSIM ASSIM SÃO ASSIM ASSIM ASSIM SÃO ASSIM ASSIM ASSADO NÃO TE FAÇAS CORADINHA AO PÉ DO TEU NAMORADO NÃO TE FAÇAS CORADINHA AO PÉ DO TEU NAMORADO A roseira cardeal Dá rosas a três a três O amor que é leal Vai e torna outra vez O amor que é leal Vai e torna outra vez NÃO TE FAÇAS CORADINHA QUANDO ESTÁS AO PÉ DE MIM QUE AS MINHAS MOSTRAM AS TUAS SÃO ASSIM ASSIM ASSIM SÃO ASSIM ASSIM ASSIM SÃO ASSIM ASSIM ASSADO NÃO TE FAÇAS CORADINHA AO PÉ DO TEU NAMORADO NÃO TE FAÇAS CORADINHA AO PÉ DO TEU NAMORADO Quando os passarinhos choram Já não há entendimento Farei que já não vejo Meu amor há tanto tempo Farei que já não vejo Meu amor há tanto tempo NÃO TE FAÇAS CORADINHA QUANDO ESTÁS AO PÉ DE MIM QUE AS MINHAS MOSTRAM AS TUAS SÃO ASSIM ASSIM ASSIM SÃO ASSIM ASSIM ASSIM SÃO ASSIM ASSIM ASSADO NÃO TE FAÇAS CORADINHA AO PÉ DO TEU NAMORADO NÃO TE FAÇAS CORADINHA AO PÉ DO TEU NAMORADO

NÃO TE FAÇAS CORADINHA

http://wwwmodamaniamaira.blogspot.com/2011_09_01_archive.html

Oh erva Cidreira Se eu tivesse amores Que me têm dado Tinha a casa cheia Até ao telhado Ó erva cidreira, Que„stás no alpendre, Quanto mais se rega, Mais a folha pende. Mais a folha pende, Mais a rosa cheira, Que‟stás no alpendre, Ó erva cidreira! Algum dia eu era Agora já não Da tua roseira O melhor botão Ó erva cidreira, Que„stás no alpendre, Etc

Oh erva Cidreira

http://millefoliumnaturezaesaude.blogspot.com/

MÚSICA TRADICIONAL ALENTEJANA por Francisco Baião (dos Irmãos Charrua) e Manuel Aleixo

Corroios, www.joraga.net, Dezembro 2011
http://www.joraga.net/gruposcorais/pags/02outrasModas_MAleixo_2011.htm