ESTUDOS sobre o CANTE ALENTEJANO de PADRE ANTÓNIO MARVÃO, Edição do Instituto Nacional para o Aproveitamento dos Tempos Livres

dos Trabalhadores, 1997, 206 pp.
http://www.joraga.net/gruposcorais/pags10_pautas_10_PadreMarvao/lista10_pauta_Estud osCante_PMarvao_600_733_listade133pautas.htm

LISTA 10 – Estudos CANTE, Padre Marvão (de - 593 - 600? a 725 - 733???) com 133 PAUTAS MUSICAIS
Recolha, digitalização e organização de José Rabaça Gaspar Corroios 2010 – reorganização em 2012 01

Totais soma

Nº na obra

Nome da moda

Pág obra

Lista das Pautas in: Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997. ÍNDICE DOS EXEMPLOS MUSICAIS: 601 602 603 604 605 606 607 608 609 610 611 612 613 614 615 616 617 618 619 620 621 622 623 624 625 626 627 628 629 630 631 632 633 634 635 636 637 638 639 640 641 642 643 644 645 646
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. 34. 35. 36. 37. 38. 39. 40. 41. 42. 43. 44. 45. 46.

Adeus, cemitério novo Adeus, Vila da Idanha* Água leva o regador* Ai, ai, ai Ai, ai, ai, ai* Ai de mim, tanta laranja Ai que praias Ai sim, meu benzinho Aldeia de Amareleja Alecrim Aleluia Amores daquela banda Anda cá, José, se queres Anda cá, senta-te aqui A Nossa Senhora d'Aires Ao cantar do passarinho Ao passar a ribeirinha Ao romper da bela aurora À porta duma Alma Santa * A ribeira do sol posto A roupa o marinheiro As cobrinhas de água As SAIAS (A)voa, pombinha (a)voa Cantem, bailem, moças Ceifeira * Chamaste-me lavadeira Com que letra se escreve Maria Dizem que o cigarro tira Doba, doba, dobadeira doba Donde vens, ó Ana Estas calçadinhas Eu deitei o limão verde Eu esta manhã achei Eu fui ao mar à laranja Eu já vi uma andorinha Eu sou manjarico Eu sou marinheiro Ferreira do Alentejo Foste(s),eu bem sei que foste(s) Foste(s)-te a gabar ao Porto Fui ao trevo Fui-te ver 'stavas lavando Gira vai-te* Hino da paz Já fui bago

12 11 50 48 69 153 66 101 127 169 182 62 142 173 20 70 78 8 36 195 40 121 188 56 190 61 147 85 95 100 57 84 155 44 151 162 42 98 129 55 86 80 92 193 13 183

647 648 649 650 651 652 653 654 655 656 657 658 659 660 661 662 663 664 665 666 667 668 669 670 671 672 673 674 675 676 677 678 679 680 681 682 683 684 685 686 687 688 689 690 691 692 693 694 695 696 697 698 699 700 701

47. 48. 49. 50. 51. 52. 53. 54. 55. 56. 57. 58. 59. 60. 61. 62. 63. 64. 65. 66. 67. 68. 69. 70. 71. 72. 73. 74. 75. 76. 77. 78. 79. 80. 81. 82. 83. 84. 85. 86. 87. 88. 89. 90. 91. 92. 93. 94. 95. 96. 97. 98. 99. 100. 101.

Já lá vai o comboio novo Já lá vem rompendo aurora * Já morreu o boi capote * Já morreu quem me lavava Já não vou a Vendas Novas João Brandão Lá em Santa Iria Lá vai o comboio Lindo amor Manjarico Maria da Rocha Marianita és baixinha Matilde, levanta a saia Menina da saia branca Meu benzinho Meu lírio roxo Meu lírio roxo do campo Meu menino Moda da lavoura Moda da lavoura Moda pulada Mondadeira alentejana Multo bem parece Não quero que vás à monda No alto daquela serra No mar largo Nossa Senhora do Carmo * Ó abre-me a porta Ó ai, Ó ai Ó aldeia da laranja O Alentejo dá pão * Ó alta silva do bosque Ó amor, amor Ó Ana Ó António Ó Brinches Ó cachopa Ó erva cidreira Ó Helena Olha a laranjada China Ó Maria Rita Ó menina Ameliazinha O Menino Ó meu Baleizão* O meu menino Ó meu Menino Jesus Ó minha pombinha branca Onde vais, ó Luisinha Onde vais pecador Ó pavão, lindo pavão Ó que brinca o moxo Ó rama Os navios estão a bordo Os Reis Os Reis

81 16 22 90 130 143 102 23 120 88 135 9 137 108 109 49 116 51 21 197 192 27 87 89 74 115 14 53 79 154 26 168 97 82 141 99 103 111 136 152 94 71 178 72 179 177 160 139 181 163 161 104 96 37 180

702 102. Ó tim tim 189 703 103. O truc truc do montinho 191 704 104. Ó Xica lá do oiteiro 140 705 105. Passarinho que tão bem cantas 164 706 106. Pediste-me uma laranja * 75 707 107. Ponte Nova do Algarve* 73 708 108. Qu'é da laranjinha 39 709 109. Quem há-de 43 710 110. Que viva a festa 113 711 111. Ribeira vai cheia 83 712 112. Ri-có-có 112 713 113. Rondei 110 714 114. Rosa branca 123 715 115. Rouxinol repenica o cante 159 716 116. São saias 187 717 117. Sarapateado 52 718 118. Se fores um dia a Serpa 128 719 119. Se meu bem soubesse 41 720 120. Senhor Jesus dos Quartéis* 15 721 121. Senhora do Livramento 28 722 122. Senhora Zefa, não vá 114 723 123. Serra da neve * 29 724 124. Solidão 172 725 125. 'Stando à porta da Cruz Nova 93 726 126. Suspiros, ais e tormentos 174 727 127. Tiroliro 64 728 128. Toda bela noite eu estive 47 729 129. Uma laranja 58 730 130. Vai-te embora, António 91 731 131. Vamos nós seguindo 122 732 132. Vila Nova, Vila Nova 65 733 133. Vira-te p'ra mim, ó Rosa 138 *Nota do Editor *Os exemplos musicais foram extraídos das obras «O Cancioneiro Alentejano» (1955) e «Fisionomia do Cante Alentejano» (1970), excepto os assinalados com * que se apresentam pela primeira vez em transcrição do Padre António Marvão.

- 601? - 001 - Adeus Cemitério Novo

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

001 Adeus Cemitério Novo Adeus, cemitério novo. De roda tudo são fitas Ó terra que estás gstando És tão linda, Caras lindas tão bonitas. Caras lindas tão bonitas Caras lindas tão mimosas Adeus, cemitério novo. És tão linda, De roda tudo são rosas.

- 602? 002 - Adeus, Vila da Idanha

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

002

Adeus, Vila da Idanha Adeus, Vila da Idanha Abrasada sejas tu Com suspiros e abraços És tão linda Não te quero mal nenhum.

- 603? 003 - Água leva o regador

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

003

Água leva o regador Água leva o regador Água leva o regadinho Enquanto rega e não rega Vou falar ao meu benzinho Vou falar ao meu benzinho Vou falar ao meu amor. Água leva o regadinho, Água leva o regador.

604? - 004 - Ai, Ai Ai

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

004

Ai, Ai Ai Anda cá se queres água. Anda cá se queres água. Ai, Ai Ai Que os meus olhos te a dão É pouca, mas é clara. É pouca, mas é clara. Ai, Ai Ai Nascida do coração.

605? - 005 - Ai, Ai, Ai, Ai

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

005

Ai, Ai, Ai, Ai Tenho dentro do meu peito Ao lado do coração Ai, Ai, Ai, Ai Ao lado do coração Duas letrinhas que dizem Morrer sim, deixar-tr não! Ai, Ai, Ai, Ai Ai, morrer sim, deixar-te não.

606? - 006- Ai de mim tanta laranja

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

006

Ai de mim tanta laranja Ai de mim tanta laranja Tanta silva, tanta amora, Tanta moça, tão bonita E o meu pai sem uma nora. E o meu pai sem uma nora, Minha mãe nora não tem. Ai de mim tanta laranja Que esta laranjeira tem.

607? - 007- Ai que praias

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

007

Ai que praias Ai que praias tão lindas tão belas Era meia noite e eu estava a sonhar, (A)s sentado num banco mais elas Namorando ao fresco luar. (A)s sentado num banco mais elas Namorando ao fresco luar.

608? - 008 - Ai sim, meu benzinho

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

008

Ai sim, meu benzinho Ai sim, meu benzinho. Eu vou, eu vou Mostrar carinho A quem te amou. A quem te amou A quem te amava. Ó meu benzinho, Eu já cá estava.

609? - 009 - Aldeia da Amareleja

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

009

Aldeia da Amareleja
Aldeia da Amareleja Tem campo de aviação Esta moda trago eu Gravada no coração. Gravada no coração Aldeia da Amareleja Aldeia da Amareleja Tem campo de aviação.

610? - 010 - Alecrim

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

010

Alecrim Alecrim, alecrim aos molhos Por causa de ti, choram os meus olhos. Ó meu amor, quem t'o disse a ti Que a flor do campo era o alecrim? Ó alecrim, Tens a condição De morreres queimado Pelo São João.

611? - 011 - Aleluia

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

011

Aleluia Ressuscitou o nosso Deus Aleluia, Aleluia, Aleluia, Aleluia.

612? - 012 - Amores daquela Banda

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

012

Amores daquela Banda Ribeira vai cheia E o barco não anda Tenho o meu amor Lá daquela banda. Lá daquela banda Lá daquele lado. Ribeira vai cheia E o barco parado.

613? - 013 - Anda cá, José, se queres

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

013 Anda cá, José, se queres Anda cá, José, se queres A tua roupa lavada Ai, paga a uma lavadeira Ai, que eu não sou tua criada. Que eu não sou tua criada, Que eu não sou criada tua. E o barco parado. Anda cá, José, se queres, Ai, põe o chapéu, vai p'ra rua. Põe o chapéu, vai p'ra rua, Põe o chapéu, vai p'ra 'strada, Anda cá, José, se queres, A tua roupa lavada.

614? - 014 - Anda cá, senta-te aqui

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

014 Anda cá, senta-te aqui Anda cá, senta-te aqui Tu numa pedra e eu noutra. Anda cá, senta-te aqui Tu numa pedra e eu noutra. Assim choraremos ambos Que a nossa ventura é pouca. Assim choraremos ambos Que a nossa ventura é pouca. Que a nossa ventura é pouca, Anda cá, senta-te aqui. Anda cá, senta-te aqui, Tu numa pedra e eu noutra.

615? - 015 - A Nossa Senhora d'AIRES

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

015

A Nossa Senhora d'AIRES A Nossa Senhora d'AIRES 'Stá metida num deserto Em chegando a mocidade Parece um céu aberto. Parece um céu aberto Com toda a nossa gentinha Fui solteira, vim casada Foi milagre da Santinha.

Nota p. 18: A moda da Senhora de Aires, também muito cantada, alusão à Senhora de Aires de Viana do Alentejo, diz assim no verso: A Nossa Senhora d'Aires 'Stá metida num deserto, Em chegando a mocidade Parece um céu aberto. Parece um céu aberto Com toda a sua gentinha, Fui solteira vim casada, Foi milagre da Santinha. Cantava-se especialmente nas romarias àquele Santuário e não só. Foram célebres essas romarias. Musicalmente a moda principia no 4º grau da escala diatónica, ou seja, na subdominante. Há muitas modas que principiam nesse grau, do que, em pormenor, nos ocuparemos no Capítulo XV. A harmonização do 4° grau é tida como impressionista. E de notar que em todas as sequências da moda nunca mais se repete o acorde do 4° grau. É só no primeiro compasso. Além desse aspecto, que é muito importante no que diz respeito às estruturas das modas alentejanas, tem ainda a particularidade de a melodia ser ainda construída, em parte, na subida por segundas e na descida por terceiras.

616? - 016 - Ao Cantar do Passarinho

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

016

Ao cantar do passarinho Ó amor, dá-me um beijinho Que eu um beijo te darei. Ai, ao cantar do passarinho 'Stava no milho (dormindo) acordei. 'Stava no milho (dormindo) acordei, Ó amor, dá-me um beijinho, Ó amor, dá-me um beijinho, Que eu um beijo te darei.

617? - 017 - Ao passar a ribeirinha

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

017

Ao passar a ribeirinha Ao passar a ribeirinha, Puz o pé, molhei a meia. Não casei na minha terra Ó ai Fui casar a terra alheia. Fui casar a terra alheia E não quis casar na minha Puz o pé, molhei a meia Ó ai Ao passar a ribeirinha.

618? - 018 - Ao Romper da Bela Aurora

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

018

Ao Romper da Bela Aurora Ao romper da bela aurora Sai o pastor da choupana Vai dizendo em altas vozes Muito padece quem ama Muito padece que ama Muito mais de quem namora Sai o pastor da cabana (ou choupana) Ao romper da bela aurora

619? - 019 - À porta duma Alma Santa

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

019

À porta duma Alma Santa À Porta duma Alma Santa Bate, meu Deus, Bate, meu Deus, a toda a hora. Alma Santa respondeu: Ó meu Deus, Ó meu Deus, que queres agora? Quero-te ti, quero-te a ti, Lá para o Reino da Glória.

620? - 020 - A Ribeira do Sol Posto

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

020

A Ribeira do Sol Posto A Ribeira do Sol Posto Tem uma ponte moderna Agora que já 'stá feita Toda a gente se governa. Toda a gente se governa O passar por lá dá gosto Tem uma ponte moderna A Ribeira do Sol Posto.

621? - 021 - A Roupa do Marinheiro

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

021

A Roupa do Marinheiro A Roupa do Marinheiro Não é lavada no rio. É lavada no mar alto À sombra do seu navio. À sombra do seu navio, À sombra do seu vapor. Não é lavada no rio A Roupa do meu amor.
Obs. - O solista canta qualquer das vozes, nos primeiros oito compassos.

622? - 022 - As Cobrinhas d'Água

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

022

As Cobrinhas d'Água As Cobrinhas d'Água São minhas comadres Se por lá passares Dá-lhs saudades. Dá-lhs saudades, Saudades minhas. Se por lá passares Ao pé das conrinhas.

623? - 023 - As SAIAS

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

023

As SAIAS São SAIAS, amor são saias Segura-te, amor, Na roda não caias São SAIAS, amor, da moda Segura-te, amor, Não caias roda.

624? - 024 - (A)Avoa, Pombinha (a)voa

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

024

(A)Avoa, Pombinha (a)voa (A)Avoa, Pombinha (a)voa, Vai poisa rao teu pombal. Minh'amada m'ensinou: Querer bem, Saber amar. Querer bem, Saber amar, Isso faz qualquer amante, (*) Amar, depois de ofendido, Só a mim, que sou constante.
(*) Pessoa que ama

625? - 025 - Cantem, bailem, Moças

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

025

Cantem, bailem, Moças Cantem, bailem, moças Que isto é entrudo. Lá vem a quaresma, Que se acaba tudo. Que se acaba tudo Cantem, bailem, moças Cantem, bailem, moças Que isto é entrudo.

626? - 026 - Ceifeira

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

026 Ceifeira
Mal não uses, mal não cuides, Não te apresses na subida Nós somos os alcatruzes, Da grande roda da vida. Da grande roda da vida Mal não uses, mal não cuides Mal não uses, mal não cuides Não te apresses na subida. Ceifeir'ó linda ceifeira, Ceifando no arrozal! Ceifando traz uma espiga Nos laços do avental. Nos laços do avental, Traz a foice à sua beira, Ceifando no arrozal Ceifeira,linda ceifeira. Des. por Manuel Palma Valente Dionísio

627? - 027 - Chamaste(s)-me Lavadeira

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

027

Chamaste(s)-me Lavadeira Chamaste(s)-me lavadeira Por 'star no rio a lavar, À sombra duma nogueira, Passo o dia, Passo o dia a trabalhar. Passo o dia a trabalhar, Chamaste(s)-me lavadeira. Chamaste(s)-me lavadeira, Por 'star no rio a lavar.

628? - 028 - Com que letra se escreve Maria

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

028

Com que letra se escreve Maria Com que letra se escreve Maria Com que letra se escreve gratidão Com que letra se escreve lealdade Com que letra se escreve coração. Maria se escreve com M Gratidão, gratidão com G Lealdade, lealdade com L Coração, Coração com C.

629? - 029 - Dizem que o Cigarro Tira

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

029

Dizem que o Cigarro Tira Dizem que o cigarro tira As máguas do coração. Faço um cigarro e fumo E as máguas não se me vão.
Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

029

630? - 030 - Doba, doba, dobadeira doba

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

030

DOBA, DOBA, DOBADEIRA DOBA Doba, doba, dobadeira doba Não me empeces a meada O novelo 'inda está pequeno E a mamã já 'stá zangada. A mamã já 'stá zangada O papá já se zangou Doba, doba, dobadeira doba Ai que linda doba a mamã dobou.

631? - 031 - Donde vens, ó Ana

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

031

Donde vens, ó Ana Donde vens, ó Ana. Venho da Junqueira. Cheira-m'o teu fato À flor da laranjeira. À flor da laranjeira À flor do alecrim. Donde vens, ó Ana. Venho do jardim.

632? - 032 - Estas Calçadinhas

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

032

Estas Calçadinhas Vão ter ao vapor. Ó meu lindo bem Ó meu lindo amor. Meu lindo amor Meu lindo bem Estas Calçadinhas Vão ter a Belém.

633? - 033 - Eu deitei um Limão Verde

Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

033

Eu deitei um Limão Verde Eu deitei um limão verde , Que à tua porta parou. Quando o limão te quer bem, Que fará quem o deitou.

634? - 034 - Eu esta Manhã Achei

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

034

Eu esta Manhã Achei Eu esta manhã achei Debaixo da minha janela Uma cartinha de amor Ó ai, quem ficou sem ela. Ó ai, quem ficou sem ela, Sem ela, quem ficaria. Ela vinha bem escrita, Mas o nome não dizia. Mas o nome não dizia, Ai, o nome da donzela. Eu esta manhã achei Debaixo da minha janela.

635? - 035 - Eu fui ao Mar à Laranja

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

035

Eu fui ao Mar à Laranja Eu fui ao mar à laranja Às quatro da madrugada Para dar ao meu amor, Ó Rosa, Numa manhã de geada. Numa manhã de geada, Numa manhã de calor, Eu fui ao mar à laranja Para dar ao meu amor.

636? - 036 - Eu já vi uma Andorinha

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

036

Eu já vi uma Andorinha Eu já vi uma andorinha Fazer parada, ai sim, ai não, Eu já vi uma andorinha Fazer parada, ai sim, ai não. O cantar é O bailar, co' O cantar é O bailar, co' da pé da pé cabeça no chão. cabeça no chão.

O bailar é co' pé no chão, Delicadinha, delicadinha. Fazer parada no chão, Eu já vi uma andorinha.

637? - 037 - Eu sou Manjarico

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

037 Eu sou Manjarico Os olhos requerem olhos E os corações, corações. Os olhos requerem olhos E os corações, corações. Eu sou alecrim Tu és uma flor. Eu sou manjarico Tu és meu amor. E os meus requerem os teus Em certas ocasiões. E os meus requerem os teus Em certas ocasiões. Eu sou alecrim Tu és uma flor. Eu sou manjarico Tu és meu amor.

638? - 038 - Eu sou Marinheiro

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

038

Eu sou Marinheiro Eu sou marinheiro, Marinheiro sou. Eu sou da barquinha, Que s'afundou. Que se afundou Vai a afundar Sou marinheiro Moro à beira mar.

639? - 039 - Ferreira do Alentejo

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

039

Ferreira do Alentejo Ferreira do Alentejo Ai é Como a mãe com as filhas Não há terra mais bonita, É terra de maravilhas. É terra de maravilhas Como esta outra não há. Ferreira do Alentejo És minha terra natal.

640? - 040 - Foste(s) Eu bem Sei que Foste(s)

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

040

Foste(s) Eu bem Sei que Foste(s) Foste(s) eu bem sei que foste(s) No Domingo à tourada Ao subir ao camarote AI, Eu vi-te a saia bordada. Eu vi-te a saia bordada, Ai que bordado tão fino, Foste(s) eu bem sei que foste(s) Ai, à tourada no Domingo.

641? - 041 - Foste(s)-te a gabar ao Porto

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

041

Foste(s)-te a gabar ao Porto Foste(s)-te a gabar ao Porto Que me deste(s) um Que me deste(s) um Que me deste(s) um cruzado. Também eu te dei um lenço `Pela minha mão bordado. Numa parte leva a lua Noutra leva o sol animado.

642? - 042 - Fui ao Trevo

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

042

Fui ao Trevo Fui ao trevo, colher trevo, Achei o trevo colhido. Se me atrevo, não me atrevo Se me atrevo, não me atrevo Ai, ó Rosa, falar contigo. Ó Rosa, falar contigo, Seja aqui ou onde for, Tu é que és a minha amada, Tu é que és a minha amada, Ai, hás-de ser o meu amor.

643? - 043 - Fui-te ver... 'Stavas Lavando

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

043 Fui-te ver... 'Stavas Lavando Fui-te ver... 'stavas lavando Fui-te ver... 'stavas lavando No rio sem assabão Lava-te em água de rosas Lava-te em água de rosas: Fica-te o cheiro na mão. Fica-te o cheiro na mão Fica-te o cheiro na mão Fica-te o cheiro no fato... Se eu morrer e tu ficares Se eu morrer e tu ficares Adora-me o meu fato. Adora-me o meu retrato Adora-me o meu retrato Adora-me o coração! Fui-te ver... 'stavas lavando Fui-te ver... 'stavas lavando No rio sem assabão.

644? - 044 - Gira, Vai-te

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

044

GIRA, VAI-TE Eu cuidava com o tempo Minha pena acabaria Agora vai em aumento A toda a hora do dia... Gira, vai-te que te não quero Que venhas ao meu jardim Vai-te, vai-te que te não quero Eu quero-te só a ti.

645? - 045 - Hino da PAZ

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

045

Hino da PAZ Quem no mundo existe Deve conhecer Que esta vida é triste, Sem melhoras ter. Vamos a pedir P'ra guerra acabar À Virgem Maria, Que está no altar.

Vamos a pedir P'ra guerra acabar À Virgem Maria, Que está no altar. Nossa Senhora Mãe de Jesus, Salvai Portugal Desta negra Cruz. Vós que tendes poder, No céu e na terra, 'Stendei mãos ao mundo Acabai a guerra. Vós que tendes poder, No céu e na terra, 'Stendei mãos ao mundo Acabai a guerra.

646? - 046 - JÁ FUI BAGO

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

046

JÁ FUI BAGO Já fui bago, enquanto grão Deus me deu esta virtude. Já fui bago, enquanto grão Deus me deu esta virtude. P'ra que toda a gente Que de mim se faz o P'ra que toda a gente Que de mim se faz o cuide pão. cuide pão.

647? - 047 - JÁ LÁ VAI O COMBOIO NOVO

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

047

JÁ LÁ VAI O COMBOIO NOVO Já lá vai o comboio novo Muito bem embandeirado. Se as bandeiras fossem d'ouro, Não trajava de encarnado. Ai, ó ai Não trajava de encarnado. Não trajava de encarnado, Não dava vivas ao povo. Muito bem embandeirado Já lá vai o comboio novo.

648? - 048 - JÁ LÁ VEM ROMPENDO A AURORA

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

048

Á LÁ VEM ROMPENDO A AURORA Já lá vem rompendo a aurora Os campos são um jardim Canta o lindo passarinho Na rama do alecrim.

649? - 049 - JÁ MORREU O BOI CAPOTE

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

049

JÁ MORREU O BOI CAPOTE Já morreu o boi capote Camarada do pombinho Quem não fôr capaz não bote Regos ao pé do cami(inho). Regos ao pé do camiinho. Já morreu o boi capote. Já morreu o boi capote, Camarada do pombinho.

650? - 050 - JÁ MORREU QUEM ME LAVAVA

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

050

JÁ MORREU QUEM ME LAVAVA Já morreu quem me lavava, Minha rica lavadeira, Deixava a roupa de neve, Naquela fresca ribeira. Naquela fresca ribeira É que a roupa aclarava. Minha rica lavadeira, Já morreu quem me lavava.
- O solista pode cantar, indistintamente, a primeiraa ou segunda voz, nos primeiros oito compassos.

651? - 051 - JÁ NÃO VOU A VENDAS NOVAS

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

051

JÁ NÃO VOU A VENDAS NOVAS Já não vou a Vendas Novas, Já não vejo o meu amor, Empresta-m'o guarda chuva, Maquinista do vapor. Maquinista do vapor, Maquinista da estação, Já não vou a Vendas Novas, Amor do meu coração.

652? - 052 - JOÃO BRANDÃO

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

052

JOÃO BRANDÃO 'Stando eu à minha porta Encostado ao meu balcão... Mais brando... Encostado ao meu balcão... Ouvi uma vez (voz?) dizer: 'Stás preso, João Brandão. Mais brando... 'Stás preso, João Brandão.

653? - 053 - LÁ EM SANTA IRIA

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

053

LÁ EM SANTA IRIA Lá em Sant'Iria Casaram-me à força. Eu q'eria a mais velha Deram-me a mais moça. Deram-me a mais moça. Deram-me a mais moça, Que era o que eu não q'ria Casaram-me à força Lá em Sant'Iria.

654? - 054 - LÁ VAI O COMBOIO

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

054

LÁ VAI O COMBOIO Lá vai o comboio, lá vai Lá vai ele a assobiar Lá vai o meu lindo amor Para a vida militar. Para a vida militar Para aquela triste vida. Lá vai o comboio, lá vai Leva pressa, na partida! Leva pressa, na partida Leva pressa, no vapor... Para aquela triste vida Lá vai o meu lindo amor!

655? - 055 - LINDO AMOR

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

055

LINDO AMOR Lindo amor, pois sim, pois sim, Lindo amor, pois sim, pois não, Se eu morresse em tua casa, Para quem era a paixão? Para quem era a paixão? A paixão era p'ra mim. Lindo amor, pois não, pois não, Lindo amor, pois não, pois sim.

656? - 056 - MANJARICO

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

056

MANJARICO Manjarico, folha recortada, Dá-lh'o vent'abana, abana. Tomara já cá chamar A tua irmã, minha mana. À tua irmã, minha mana, A tua mana, cunhada. Dá-lh'o vent'abana, abana Manjarico, folha recortada.

657? - 057 - MARIA DA ROCHA

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

057

MARIA DA ROCHA Maria da Rocha, Do alto rochedo. Quem namora a Rocha... Quem namora a Rocha Não deve ter medo. Não deve ter medo Medo de ninguém. Maria da Rocha... Maria da Rocha, Tu és o meu bem.

658? - 058 - MARIANITA ÉS BAIXINHA

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

058

MARIANITA ÉS BAIXINHA Marianita és baixinha Ai roja a saia pela lama Ai tenho-te o dito mil vezes Ai levanta a saia, Mariana. Levanta a saia, Mariana Ai, debaixo desta sombrinha Ai, tenho-te o dito mil vezes Ai, Marianita és baixinha.

Se tu não foras Mariana Ai não vinhas aos braços meus, Ai, assim, como és Mariana Ai, Marianita, adeus, adeus. Marianita, adeus, adeus, Ai, adeus p´ra toda a semana, Ai não vinhas aos braços meus Ai, se tu não foras Mariana.
Nota da p. 17 Havia em Amareleja, não sei se ainda há, o costume de se cantar a moda de Marianita és Baixinha (*) em dias de casamento. O verso diz assim:

Marianita és baixinha Ai, roja a saia pela lama Ai, tenho-te dito mil vezes Ai, Levanta a sala Mariana. Levanta a sala Mariana Ai, debaixo desta sombrinha Ai, tenho-te dito mil vezes Ai, Marianita és baixinha Se tu não foras Mariana Ai, não vinhas aos braços meus Ai, assim como és Mariana Ai, Marianita, adeus, adeus. Marianita, adeus, adeus. Ai, adeus p'ra toda a semana Ai, não vinhas a braços meus Ai, se tu não foras Mariana. Os convidados para o casamento, homens e mulheres, em grupo, com os noivos no meio e à frente, desde a casa do banquete até à casa para onde iam habitar os noivos, cantavam esta moda. Feitas as despedidas, voltavam de novo para a casa da festa, cantando já outra moda. Esta moda da Marianita, musicalmente tem uma característica espe-cial, que é a seguinte: no início do coro, em quatemário, as duas vozes descem em quintas perfeitas e paralelas, o que é contra as regras da composiçao musical e que é uma prova da sua autêntica originalidade popular. * Cfr. "o canto árabe e o cante alentejano"

659? - 059 - MATILDE LEVANTA A SAIA

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

059

MATILDE LEVANTA A SAIA Matilde, levanta a saia, Não a deixes arrojar. Que a saia custou dinheiro, E o dinheiro custa a ganhar. O dinheiro custa a ganhar, Quem ganha o dinheiro, sou eu. Matilde, levanta a saia, Levanta a saia, mando eu.

660? - 060 - MENINA DA SAIA BRANCA

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

060

MENINA DA SAIA BRANCA Menina da saia branca Foi passar ao apiadeiro Apertou a mão ao chefe Julgando que era solteiro. Julgando que era solteiro, Enganou-se, era casado. Menina da saia branca, Do cachiné encarnado.

661? - 061 - MEU BENZINHO

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

061

MEU BENZINHO Coração por coração, Meu benzinho, Amor, não deixes o meu, Meu benzinho Ora adeus, adeus, meu benzinho Amor, não deixes o meu. Olha que o meu coração, Meu benzinho, Sempre foi leal ao teu, Meu benzinho, Ora adeus, adeus, meu benzinho, Sempre foi leal ao teu.

662? - 062 - MEU LÍRIO ROXO

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

062

MEU LÍRIO ROXO As estrelas do Céu correm Todas numa carreirinha. Meu lírio roxo Todas numa carreirinha. Também os amores correm Da tua mão para a minha. Meu lírio roxo Da tua mão para a minha.

663? - 063 - MEU LÍRIO ROXO DO CAMPO

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

063

MEU LÍRIO ROXO DO CAMPO Meu lírio roxo do campo Criado na Primavera Quem me dera, amor, saber Ai, Ai A tua tenção qual era. A tua tenção qual era, Desejava, amor, saber, Meu lírio roxo do campo Ai, Ai Quem te pudesse valer.

664? - 064 - MEU MENINO (S. Matias Beja)

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

064

MEU MENINO (S. Matias Beja) Meu Menino, Meu doce Jesus, Ó meu Redentor, Salvai-me Senhor. Os vossos olhos de misericórdia Amor. Ó meu Redentor, Salvai-me Senhor. Ditosa Belém Que o mundo abrigais, Dizei à Mãe Santa Bendita sejais.
Pode ser ouvida, cantada pela Bia São, de São Matias, Beja - AQUI

665? - 065 - MODA DA LAVOURA

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

065

MODA DA LAVOURA Ai, tu é que és o meu rapaz Quando é que lá va(i)s Quando é que lá va's Ai, vai ao jardim das flores Lá me encontrarás Lá me encontrarás.

Ai, se não me encontrares, Torna a voltare(s), Torna a voltare(s). Ai pergunta a quem tenha amores, Aquem tenha amores A quem saiba amar.
Ver tb. a moda seguinte, da página 197 (esta é da p. 21) e Nota da p. 18/19: Outra moda com bastante interesse é a Moda da Lavoura. Esta moda cantava-se quando se faziam os alqueives e as sementeiras. Há várias versões dessa moda, tanto na música como no verso. A que nós apresentamos aqui foi ouvida a uma pessoa de Amareleja, na casa dos 80, o Sr. Silvério Gordilho, e diz assim: Ai, tu é que és o meu rapaz

Quando é que lá va(i)s Quando é que lá va(i)s ; Ai, vai ao jardim das flores Lá me encontrarás, Lá me encontrarás. Ai, se lá não me encontrares Torna a voltare(s) Torna a voltare(s) Ai, pergunta a quem tenha amores, A quem tenha amores, A quem saiba amar. Há outra versão que diz assim: Já morreu o boi capote Camarada do pombinho, Quem não for capaz não bote Regos ao pé do caminho.
(Ver a moda JÁ MORREU O BOI CAPOTE nº 49 p. 22) A música dos primeiros versos desenvolve-se à base de melismas e recortes que lhe dão muita graciosidade, sem lhes fazer perder o compasso que é muito lento. É também deste tipo a moda: Lá vai o combóio, lá vai, Lá vai ele a assobiar. Lá vai o meu lindo amor Para a vida militar. Esta moda, porém, é cantada com outro andamento.

666? - 066 - MODA DA LAVOURA

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

066

MODA DA LAVOURA Lembra-me o tempo passado Tudo se vai acabando Os bois puxando o arado Os bois puxando o arado E o almocreve cantando. O almocreve cantando, Cultivando lindos prados. Quando vejo alguém lavrando Quando vejo alguém lavrando Lembram-me os tempos passados.
Ver tb. as moda anteriores da p. 21 e 22 (esta é da p. 197) (Ver a moda JÁ MORREU O BOI CAPOTE nº 49 p. 22)

667? - 067 - MODA PULADA

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

067

MODA PULADA Os olhos requerem olhos, Ai, Os olhos requerem olhos. E os corações, corações Ai, os meus requerem os teus Em certas ocasiões.

668? - 068 - MONDADEIRA ALENTEJANA

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

068

MONDADEIRA ALENTEJANA Mondadeira alentejana Lenço de todas as cores Vai mondando, Vai cantando Cantigas aos seus amores. Um dia mais tarde, quando Chega a ceifa, que alegria Vai cantando, Vai mondando Chega mais depressa o dia

670? - 070 - NÃO QUERO QUE VÁS À MONDA

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

070

NÃO QUERO QUE VÁS À MONDA Não quero que vás à monda Nem ao ribeiro lavar Só quero que me acompanhes Ó meu lindo amor No dia em que me casar. No dia em que me casar Hás-de ser minha madrinha. Não quero que vás à monda Ó meu lindo amor Nem à ribeira sozinha.

671? - 071 - NO ALTO DAQUELA SERRA

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

071

NO ALTO DAQUELA SERRA No alto daquela serra No alto daquela serra Ai, 'stá um lenço 'stá um lenço de mil cores Ai, 'stá um lenço 'stá um lenço de mil cores. 'Stá dizendo, viva, viva, 'Stá dizendo, viva, viva, Ai, quem 'stá Ai, quem 'stá a ter amores Ai, quem 'stá Ai, quem 'stá a ter amores.

672? - 072 - NO MAR LARGO

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

072

NO MAR LARGO No mar largo, em ondas fortes Vem um pobre coração, Acompanhado da sorte. 'Strelinha do Norte Procurando a salvação. Procurando a salvação, Nesta terra abençoada. Tu bem sabes, minha qu'rida, Vou perder a vida, No meio da água salgada.

673? - 073 - NOSSA SENHORA DO CARMO

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

073

NOSSA SENHORA DO CARMO Nossa Senhora do Carmo Que 'stás lá no seu altar Todos lá vamos, ajoelhar A cantar, a cantar vamos rezar. Senhora, que és Padroeira Da nossa Terra, Rogai por nós.

674? - 074 - Ó ABRE-ME A PORTA

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

074

Ó ABRE-ME A PORTA Ó abre-me a porta, Minha queridinha, Que eu vivo enfadado, De viveres sozinha. De viveres sozinha, Nesta escuridão. Ó abre-me a porta, Do teu coração.

675? - 075 - Ó AI, Ó AI

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

075

Ó AI, Ó AI Ó ai, ó ai Santinha Santinha, ó ai, ó ai Santinha, Santinha Dá-me a tua mão Que te dou a minha. Dá-me a tua mão Que te dou a minha. Que te dou a minha E o meu coração Ó ai, Santinha Dá-me a tua mão. Ó ai, Santinha Dá-me a tua mão.

676? - 076 - Ó ALDEIA DA LARANJA

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

076

Ó ALDEIA DA LARANJA Ó aldeia da laranja, Ao pé da estrada real Quem tem o amor à vista Passa a vida menos mal. Passa a vida menos mal, Passa a vida alegremente, Ó aldeia da laranja, Ao pé da estrada corrente.

677? - 077 - O ALENTEJO DÁ PÃO

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

077

O ALENTEJO DÁ PÃO O Alentejo é que é O celeiro da nação Nós somos alentejanos Somos da terra do pão. Somos da terra do pão O Alentejo é que é O Alentejo é que é O celeiro da nação.

678? - 078 - Ó ALTA SILVA DO BOSQUE

Ó ALTA SILVA DO BOSQUE Ó alta silva do bosque, Ó alta silva do bosque, Vem-te dispor no meu peito. Vem-te dispor no meu peito. Eu não sei que tirania, Eu não sei que tirania Meu coração te tem feito! Meu coração te tem feito!

679 - 079 - Ó AMOR, AMOR

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

079

Ó AMOR, AMOR Ó Amor, amor As tuas razões Fazem abrandar Duros corações. Duros corações Ó Amor, amor Ó Amor, amor As tuas razões.

680 - 080 - Ó ANA

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

080

Ó ANA Minha mãe chamou a Ana A Ana não 'stava lá Ó ANA, Ó ANA, Sim senhora, minha mãe vou já.

681 - 081 - Ó ANTÓNIO

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

081

Ó ANTÓNIO Ó António, Lindo António Senta-te aqui ao meu lado, Nesta cadeirinha nova, Feita da raiz do cravo, Feita da folha da rosa. Feita da folha da rosa Feita da folha do cravo Nesta cadeirinha nova, Senta-te aqui ao meu lado.

682 - 082 - Ó BRINCHES

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

082

Ó BRINCHES Ó BRINCHES, amável Brinches, Já te não chamam aldeia, Chamam-te nobre cidade, Onde o meu amor passeia. Onde o meu amor passeia Pela manhã e à tarde. Já te não chamam aldeia, Ó Brinches, nobre cidade.

683 - 083 - Ó CACHOPA

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

083

Ó CACHOPA Ó cachopa, linda moça Que eu te o diga, não faz mal Já lá vem o rei dos pretos Chegadinho a Portugal. Chegadinho a Portugal Chegará est semana, Viva o capitão Mousinho Que prendeu o Guncunhana.

684 - 084 - Ó ERVA CIDREIRA

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

084

Ó ERVA CIDREIRA Ó erva cidreira Que 'stás na varanda Quanto mais se rega, Trai larai Mais a folha abranda, Ai, ai. Mais a folha abranda Mais a rosa cheira. Que 'stás na varanda Trai larai Ó erva cidreira Ai, ai.

685 - 085 - Ó HELENA

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

085

Ó HELENA Ó Helena, ó Helena Ó Helena, amores meus Diz-me como tens passado Menos mal, graças a Deus. Menos mal, graças a Deus. Menos mal, graças a Deus Menos mal, nuito obrigado Ó Helena, amores meus Diz-me como tens passado.

686 - 086 - OLHA A LARANJA DA CHINA

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

086

OLHA A LARANJA DA CHINA Olha a laranja da China Criada no arvoredo Não te ponhas à esquina, Que eu passo e não tenho medo. Que eu passo e não tenho medo. Desses teus olhos, menina. Criada no arvoredo, Olha a laranja da China.

687 - 087 - Ó MARIA RITA

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

087

Ó MARIA RITA Eu hei-de ir para as montanhas Ó Maria rita, ó mulher bonita. Gozar das faias bonitas. Gozar das faias bonitas. Ó Maria rita, ó mulher bonita. A chorar com desafogo, As tristezas dos meus dias As tristezas dos meus dias.

688 - 088 - Ó MENINA AMELIAZINHA

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

088

Ó MENINA AMELIAZINHA Ó menina Ameliazinha Não chores que também vais 'Inda és muito criancinha 'Inda és muito criancinha Para ires a Cascais Para ires a Cascais. Para ires a Cascais 'Inda és muito criancinha. Não chores que também vais, Ó menina Ameliazinha.

689 - 089 - O MENINO

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

089

O MENINO I Três palavras disse a Virgem Quando nasceu o Menino: Vinde cá meu bago d'oiro Meu Sacramento divino.

II Três palavras disse a Virgem Quando o Meninonasceu: Vinde cá meu bago d'oiro Rei do Céu, amparo meu. III Uma noite, à meia noite, À meia noite seria, Ouvimos cantar os anjos Ao Menino de Maria. IV Entrai pastorinho, entrai, Por esses portais sagrados, Irás ver o Deus Menino Sobre palhinhas deitado. V Coração cheio de bondade Nos ensina a amar. Tanto que por nós sofreste Morreste p'ra nos salvar.

690 - 090 - Ó MEU BALEIZÃO

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

090

Ó MEU BALEIZÃO Ó meu Baleizão, Minha aldeia nova Saudades tuas, Saudades tuas Me levaram à cova. Me levaram à cova Debaixo do chão, Minha aldeia nova, Minha aldeia nova, Ó meu Baleizão.

691 - 091 - O MEU MENINO

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

091

O MEU MENINO Do tronco nasceu a rama Ai, da rama nasceu a flor. Da flor nasceu Maria, Ai, de Maria nasceu o Redentor. Eu hei-de dar, ao Menino, Uma fita p'ró chapéu. Também ele me há-de dar Um lugarzinho no céu.

692 - 092 - Ó MEU MENINO JESUS

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

092

Ó MEU MENINO JESUS Ó meu Menino Jesus Boquinha de pão e leite Vossa Mãe, Vossa Mãe é uma rosa Vosso Pai um ramalhete Trailari, larilólé, Menino nascido é. Todo o filho de homem nobre Nasce num berço dourado, Só TU, Menino Jesus, Numas palhinhas deitado. Trailari, larilólé, Menino nascido é.

693 - 093 - Ó MINHA POMBINHA BRANCA

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

093

Ó MINHA POMBINHA BRANCA Ó minha pombinha branca, Como queres que eu lá vá É de noite, faz escuro Eu de dia não vou lá. Eu de dia não vou lá. Eu de dia não vou lá Eu à noite lá não vou, Ó minha pombinha branca, Se me queres, aqui estou.

694 - 094 - ONDE VAIS Ó LUIZINHA

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

094

ONDE VAIS Ó LUIZINHA Onde vais, ó Luizinha, Onde vais, ó Luizinha, Com o teu cabelo à faia? Com o teu cabelo à faia? Vou ver o meu amor, Vou ver o meu amor, Que anda nas ondas da praia. Que anda nas ondas da praia. Que anda nas ondas da praia Que anda no mar, à sardinha. Com o teu cabelo à faia Onde vais, ó Luizinha?

695 - 095 - ONDE VAIS, PECADOR

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

095

ONDE VAIS, PECADOR Onde vais, onde vais, pecador? Eu venho à busca de Nosso Senhor. Ora vai, ora vai, com cuidado, Mas nunca te esqueça o Bendito e Louvado Bendito e Louvado seja O Filho da Virgem que morreu na Cruz. Consola, consola, da graça da Cruz P'ra não se perderem as almas Por todas as vidas nos braços da Cruz Aleluia, aleluia que ressuscitou Jesus.

696 - 096 - Ó PAVÃO LINDO PAVÃO

Ó PAVÃO LINDO PAVÃO Ó pavão, lindo pavão, Lindas penas que o pavão tem! Não vi olhos para amar, Como são os do meu bem. Como são os do meu bem Como são os da minha amada. Ó pavão, lindo pavão, Ó pavão, pena riscada.

697 - 097 - Ó QUE BRINCA O MOXO

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

097

Ó QUE BRINCA O MOXO Ó que brinca o moxo? Ó que dança o coxo? Venha cá, meu cravo roxo. Ó que brica aqui? Ó que dança ali? Dança, amor qu'eu já danc'i.

698 - 098 - Ó RAMA

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

098

Ó RAMA Ó rama, ó que linda rama Ó rama da oliveira O meu par é o mais lindo Que anda aqui na brincadeira. Que anda aqui na brincadeira É mentira, não é tal. Ó rama, ó que linda rama Ó rama do olival.

699 - 099 - OS NAVIOS 'STÃO A BORDO

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

099

OS NAVIOS 'STÃO A BORDO Os navios 'stão a bordo E as tropas vão embarcar, Levam destino à França, Meu bem Nós vamos nela lutar. Nós vamos nela lutar Este mundo é um globo. As tropas vão embarcar, Sim, meu bem, e os navios 'stão a bordo.

700 - 100 - OS REIS

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

100

OS REIS Quais são os três cavalheiros, Que fazem, que fazem sombra no mar? São os três do Oriente, Que Jesus, que Jesus vêm buscar.

701 - 101 - OS REIS

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

101

OS REIS Quais são os três cavalheiros, Que fazem, que fazem sombra no mar? São os três do Oriente, Que Jesus, que Jesus vêm buscar.

I Lá das bandas do Oriente O trio dos Magos se parte Guiado por uma estrela, Para ver o Sol que nasce. II Não perguntam por pousada Nem aonde irão parar, Perguntam só por Jesus, E onde o irão achar. III Aquele Herodes malvado, Muito pervetso e daninho, Mandou ensinar aos Reis, Às avessas, o caminho. IV Os três Reis, como eram sábios, O caminho, não erraram, Foram dar a Belém, P'las estrelas que os guiaram. V Foram-no achar em Belém, Revestido no Altar, Com três mil almas em roda, Todas para comunhar.

702 - 102 - Ó TIM TIM

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

102

Ó TIM TIM Ó tim tim, olaré, tim tim. Ó téu téu, olaré téu téu. Quatro borlas tenho eu, Nas bordas do meu chapéu. Padre Nossos das mulheres. Não levam almas ao Céu. Não levam almas ao Céu, Ó tim tim, olaré, tim tim. Ó tim tim, olaré, tim tim. Ó téu téu, olaré téu téu.

703 - 103 - O TRUC TRUC DO MONTINHO

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

103

O TRUC TRUC DO MONTINHO Pus-me a contar as estrelas, Contei duzentas e doze. Pus-me a contar as estrelas, Contei duzentas e doze. Com São Com São as duas do teu rosto duzentas e catorze. as duas do teu rosto duzentas e catorze.

704 - 104 - Ó XICA LÁ DO OITEIRO

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

104

Ó XICA LÁ DO OITEIRO Ó Xica, lá do oiteiro, Do avental encarnado, Se vires, por lá, meu bem Não digas que sou casado. Não digas que sou casado, Não digas que sou solteiro. Do avental encarnado, Ó Xica, lá do oiteiro.

705 - 105 - PASSARINHO QUE TÃO BEM CANTAS

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

105

PASSARINHO QUE TÃO BEM CANTAS Passarinho que tão bem cantas Como invejo o teu cantar. Ai, vai pedir alívio a Deus, Para o meu triste penar. Para o meu triste penar. Vai pedir àquela ingrata, Que o coração também morre, Quando, com amor, se mata.

706 - 106 - PEDISTE(S)-ME UMA LARANJA

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

106

PEDISTE(S)-ME UMA LARANJA Pediste(s)-me uma laranja Meu pai não tem laranjal. Ai, se queres um limão doce, Vai à porta do quintal. Vai à porta do quintal, Que lá 'stá o limoeiro. Ai, não há para armar cantigas, Como é um rapaz solteiro. Como é um rapaz solteiro, Como é um homem casado. Ai, dá o sim ao teu amor, Não o tragas enganado.

707 - 107 - PONTE NOVA NO ALGARVE

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

107

PONTE NOVA NO ALGARVE Ponte nova da Algarve 'Stá feita numa romã, Onde, o meu amor passeia, Domingo pela manhã. Domingo pela manhã, Pela manhã e à tarde, 'Stá feita numa romã, Ponte nova da Algarve.

708 - 108 - QU'É DA LARANJINHA

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

108

QU'É DA LARANJINHA Algum dia, tinha eu, Então! Nesta rua, uma cadeira, Então Qu'e da laranjinha Então Ai, então! 'stá na nossa mão. Onde sentava meus olhos, Que agora vão de carreira.

709 - 109 - QUEM HÁ-DE

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

109

QUEM HÁ-DE Quem há-de, meu bem, quem há-de, 'Star um dia, todo o dia, Sem ver a minha dorada, Das onze, até ao meio dia. Das onze, até ao meio dia, Do meio dia, até à tarde. Sem ver a minha dorada, Quem há-de, meu bem, quem há-de.

710 - 110 - QUE VIVA A FESTA

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

110

QUE VIVA A FESTA Ó alta faia sombria, Que viva a festa. Se vires passar meu bem. Que viva a festa. Não há, não vi, Se vais à festa, Ficas sem mim. Diz-lhe que eu sou amado. Que viva a festa, Mas não lhe digas de quem. Que viva a festa, Não há, não vi, Se fores à festa, Ficas sem mim.

711 - 111 - RIBEIRA VAI CHEIA

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

111

RIBEIRA VAI CHEIA Ribeira vai cheia E o barco nõ anda, Tenho o meu amor, Lá daquela banda. Lá daquela banda. Lá daquele lado. Ribeira vai cheia E o barco parado.

712 - 112 - RI-CÓ-CÓ

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

112

RI-CÓ-CÓ Algum dia, tinha eu, Ri-có-có, tiroliroló Nesta rua uma cadeira Nesta rua uma cadeira Onde assentva meus olhos, Ri-có-có, tiroliroló Que agora vão de carreira, Que agora vão de carreira.

713 - 113 - RONDEI

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

113

RONDEI É um regalo na vida, À beira d'água, morar Rondei, 'stou rondando, Namorei, namorando. À beira d'água, morar Quem tem sede, vai beber, Quem tem calma, vai nadar. Rondei, 'stou rondando, Namorei, namorando. À beira d'água, morar.

714 - 114 - ROSA BRANCA

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

114

ROSA BRANCA Rosa branca, desmaiada Onde deixaste(s) o cheiro? Deixei-o, no meu quintal, À sombra do limoeiro. À sombra do limoeiro, Onde não seja regada. Onde não deixaste(s) o cheiro Rosa branca, desmaiada?

715 - 115 - ROUXINOL REPENICA O CANTE

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

115

ROUXINOL REPENICA O CANTE Rouxinol repenica o cante, Vai passar à passadeira. Já se não pode ir a Beja, Sem passar à Vidigueira. Sem passar à Vidigueira Sem ir beber ao Barreiro. Rouxinol repenica o cante, Dezassete é o primeiro.

716 - 116 - SÃO SAIAS

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

116

SÃO SAIAS São saias, meu bem, são saias, São saias que andam na roda Segura-te bem, não caias, Que elas têm pouca roda.

717 - 117 - SARAPATEADO

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

117

SARAPATEADO Eu cuidava, com o tempo, Minha pena acabaria... Sim, meu bem, sarapateado, Quem quiser bailar, venha bem calçado, Sim, meu bem, sarapateado. Mas ela vai em aumento, A toda a hora do dia, Sim, meu bem, sarapateado. Quem quiser bailar, venha bem calçado, Sim, meu bem, sarapateado.

718 - 118 - SE FORES UM DIA A SERPA

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

118

SE FORES UM DIA A SERPA Se fores um dia a Serpa, Pergunta pela Mariana. É uma moça baixinha, Que até no cantar tem fama. Que até no cantar tem fama, Esta moda não é esta. Pergunta pela Mariana, Se fores um dia a Serpa.

719 - 119 - SE MEU BEM SOUBESSE

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

119

SE MEU BEM SOUBESSE Se meu bem soubesse, Que o meu peito sente. Que te importa a ti Amor meu amor Tenho mais valor Se te vejo qui.

720 - 120 - SENHOR JESUS DOS QUARTÉIS

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

120

SENHOR JESUS DOS QUARTÉIS Senhor Jesus, Pão da vida, Penhor de Ressurreição, Sois alimento e bebida, Banquete de comunhão.

721 - 121 - SENHORA DO LIVRAMENTO

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

121

SENHORA DO LIVRAMENTO Senhora do Livramento, Livrai o meu namorado, Para que ele seja livre... Ai meu Jesus, Ai meu Jesus, Dessa vida de soldado, Dessa vida de soldado.

722 - 122 - SENHORA ZEFA, NÃO VÁ

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

122

SENHORA ZEFA, NÃO VÁ Senhora Zefa, não vá Áááááááá Outra vez à minha porta. Senhora Zefa, não vá Outra vez à minha porta. Se lá voltar outra vez Áááááááá A brincadeira está torta. Se lá voltar outra vez, A brincadeira está torta.

723 - 123 - SERRA DA NEVE

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

123

SERRA DA NEVE Ó alta serra da neve, Ó alta serra da neve, Vem-te dispor em meu peito Vem-te dispor em meu peito Eu não sei que simpatia Eu não sei que simpatia O meu amor me tem feito. O meu amor me tem feito.

724 - 124 - SOLIDÃO

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

124

SOLIDÃO Solidão, ai dão, ai dão, Cá p'ra mim, quer sim, quer não Vem a morte, leva a gente, Quem não há-de ter paixão. Quem não há-de ter paixão, Quem paixão, não há-de ter!... Vem a morte, leva a gente, Hei-de amar-te, até morrer.

725 - 125 - 'STANDO À PORTA DA CRUZ NOVA

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

125

'STANDO À PORTA DA CRUZ NOVA 'Stando à porta da Cruz Nova, Cantando a minha cantiga, Deu-m'o coração pancada, Fui falar à rapariga. Fui falar à rapariga, Fui falar à minha amada. 'Stando à porta da Cruz Nova, Deu-m'o coração pancada.

726 - 126 - SUSPIROS, AIS E TORMENTOS

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

126

SUSPIROS, AIS E TORMENTOS Suspiros, ais e tormentos 'maginações e cuidados tando à porta da Cruz Nova, É o manjar dos amores, Ai, quando vivem separados.

727 - 127 - TIROLIRO

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

127

TIROLIRO Comadre, minha comadre Gosto muito da sua pequena Comadre, minha comadre Gosto muito da sua pequena É bonita apresenta-se bem Parece que tem a face morena.

É bonita apresenta-se bem Parece que tem a face morena. Lá em cima está o tiro-liro-liro Cá em baixo está o tiro-liro-liro-ló Lá em cima está o tiro-liro-liro Cá em baixo está o tiro-liro-liro-ló Juntaram-se os dois à esquina A tocar a concertina A dançar o solidó. Comadre, minha comadre Gosto muito da sua afilhada Comadre, minha comadre Gosto muito da sua afilhada É bonita apresenta-se bem Parece que tem a face rosada. É bonita apresenta-se bem Parece que tem a face rosada.

728 - 128 - TODA A BELA NOITE EU ESTIVE

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

128

TODA A BELA NOITE EU ESTIVE Ó alta faia sombria Se vires passar meu bem Toda a bela noite estive Com o pensamento em ti Só tu, agora, meu amor, Já te não lembras de mim. Diz(e)-lhe que eu que sou amada Mas não lhe digas de quem.

729 - 129 - UMA LARANJA

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

129

UMA LARANJA Ai uma laranja, Duas laranjas, Três laranjas num pé só, Ai, fui colher uma laranja Para dar à minha avó. Para dar à minha avó Para dar ao meu benzinho Ai uma laranja, Duas laranjas, Três laranjas num raminho.

730 - 130 - VAI-TE EMBORA, ANTÓNIO

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

130

VAI-TE EMBORA, ANTÓNIO Vai-te embora, António, Vai-te embora, vai, Deixa a rapariga, Que ela não tem pai. Que ela não tem pai, Casar não se obriga, Vai-te embora, António, Deixa a rapariga.

731 - 131 - VAMOS NÓS SEGUINDO

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

131

VAMOS NÓS SEGUINDO Vamos nós seguindo, Por esses campos fora, Que a manhã vem vindo, Dos lados d'aurora. Dos lados d'aurora, a manhã vem vindo, Por esses campos fora, Vamos nós seguindo.

732 - 132 - VILA NOVA, VILA NOVA

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

132

VILA NOVA, VILA NOVA Vila Nova, vila Nova, Vila Nova da Rainha, Se eu fosse filho d'El Rei, ó ai, Já Vila Nova era minha. Já Vila Nova era minha Já estava na minha mão, Vila Nova, vila Nova,ó ai, Vila Nova do Torrão.

733 - 133 - VIRA-TE P'RA MIM Ó ROSA

Estudos sobre o Cante Alentejano, de Padre António Marvão, INSTITUTO NACIONAL PARA O APROVEITAMENTO DOS TEMPOS LIVRES DOS TRABALHADORES, 1997.

133

VIRA-TE P'RA MIM Ó ROSA Vira-te p'ra mim, ó Rosa Que eu p'ra ti já 'stou voltado. É o luxo dos rapazes É usar chapéu ao lado. É usar chapéu ao lado, Isto, amor, é sempre assim. Ou eu vou para 'o pé dela Ou ela p'r'ó pé de mim.

LISTA 10 (de - 593 - 600? a 725 - 733???) - 133 PAUTAS MUSICAIS in - ESTUDOS sobre o CANTE ALENTEJANO de PADRE ANTÓNIO MARVÃO,
Edição do Instituto Nacional para o Aproveitamento dos Tempos Livres dos Trabalhadores, 1997, com 206 páginas.
continuação de Lista 01 (ver antes) 63 PAUTAS MUSICAIS in TRADIÇÃO de SERPA, publicada entre Janeiro de 1899 e Junho de 1904 e LISTA 02 (ver antes) (64 a 152) 89 PAUTAS de MODAS E DANÇAS recolhidas no ALENTEJO CANCIONEIRO DE MUSICAS POPULARES Cancioneiro de musicas populares: collecção recolhida e escrupulosamente trasladada para canto e piano por Cesar A. das Neves / coord. a parte poetica por Gualdino de Campos; pref. pelo Exmo Sr. Dr. Teophilo Braga. - V. 1, fasc. 1 (1893)-V. 3, fasc. n. 75 (1899). LISTA 03 (153 a 203) 51 (em 25) PAUTAS MUSICAIS in subsídio para o CANCIONEIRO POPULAR do BAIXO ALENTEJO Volume II, Comentário, recolha e notas de Manuel Joaquim Delgado, 2ª ed. INIC, Lisboa, 1980 (1ª 1955). LISTA 04 (204 a213) 10 PAUTAS MUSICAIS in - CANÇÃO POPULAR PORTUGUESA de Fernando Lopes Graça, 2ª ed. remodelada e ampliada, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1974 (1ª 1954). LISTA 05 (214 a 244) 31 PAUTAS MUSICAIS in - CANTARES DO POVO PORTUGUÊS Estudo crítico, recolha e comentário de RODNEY GALLOP, 2ª ed. Instituto de Alta Cultura, Lisboa, MCLX (1ª 1934? - trabalho de campo desde 1932... dois anos e meio...). LISTA 06 (245 a 282) 38 PAUTAS MUSICAIS in - CANCIONEIRO POPULAR PORTUGUÊS Michel Giacometti, com a colaboração de Fernando Lopes Graça, Círculo de Leitores, Lisboa, 1981. LISTA 07 (283 a 307) 25 PAUTAS MUSICAIS in - MÚSICA TRADICIONAL PORTUGUESA (Pode ver a OBRA in) Cantares do Baixo Alentejo por J. Ranita da Nazaré, Biblioteca Breve, Instituto de cultura Portuguesa, Venda Nova, Amadora, 1979. LISTA 08 (de 308 a 432) PAUTAS MUSICAIS MOMENTOS VOCAIS DO BAIXO ALENTEJO – Cantares do CANCIONEIRO DA TRADIÇÃO ORAL, de João Ranita da Nazaré, Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 1986 LISTA 09 (de 432 a ...) 410 páginas de PAUTAS MUSICAIS in - CANCIONEIRO DE SERPA de Maria Rita Ortigão Pinto Cortez, Edição da Câmara Municipal de Serpa, 1994, com 410 páginas com escrita, pautas e desenhos à mão!!!

Pautas Musicais Lista 10 - in
ESTUDOS SOBRE O CANTE ALENTEJANO, de Padre António Marvão, Instituto Nacional para o Aproveitamento dos Tempos Livres dos Trabalhadores, 1997, donde digitalizámos 133 pautas. – (Esta obra chegou-nos através da colaboração de José Francisco Pereira e Eduarda Rosa, do Tratado do Cante) - Como acontece muitas vezes: "Os últimos são os primeiros"!!!

Continua com a
Lista 11 - in ALENTEJO 100 POR CENTO de Prof. JOAQUIM ROQUE, 2ª Edição 1990, Peroguarda, Ferreira do Alentejo, com 196 páginas, donde conseguimos digitalizar 18 pautas musicais e respectivas letras.

ESTUDOS sobre o CANTE ALENTEJANO de PADRE ANTÓNIO MARVÃO, Edição do Instituto Nacional para o Aproveitamento dos Tempos Livres dos Trabalhadores, 1997, 206 pp.
http://www.joraga.net/gruposcorais/pags10_pautas_10_PadreMarvao/lista10_pauta_Estud osCante_PMarvao_600_733_listade133pautas.htm

LISTA 10 – Estudos CANTE, Padre Marvão (de - 593 - 600? a 725 - 733???) com 133 PAUTAS MUSICAIS
Recolha, digitalização e organização de José Rabaça Gaspar Corroios 2010 – reorganização em 2012 01