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A distinção entre técnica e tecnologia: vantagens e desvantagens da automação industrial

A distinção entre técnica e tecnologia: vantagens e desvantagens da automação industrial

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2012 - Iran de Paula Toledo - Atividade apresentada à Universidade Leonardo da Vinci, como requisito parcial de avaliação – dissertativa – da disciplina de Automação Industrial para obtenção do título de especialista (pós–graduação – lato sensu) em Engenharia de Produção, sob a orientação do Prof. Mestre Anaor Junior Cardoso de Aguiar.
2012 - Iran de Paula Toledo - Atividade apresentada à Universidade Leonardo da Vinci, como requisito parcial de avaliação – dissertativa – da disciplina de Automação Industrial para obtenção do título de especialista (pós–graduação – lato sensu) em Engenharia de Produção, sob a orientação do Prof. Mestre Anaor Junior Cardoso de Aguiar.

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Iran de Paula Toledo 1

A DISTINÇÃO ENTRE TÉCNICA E TECNOLOGIA: Vantagens e Desvantagens da Automação Industrial

Atividade apresentada ao Centro Universitário Leonardo da Vinci, como requisito parcial de avaliação – dissertativa – da disciplina de Automação Industrial para obtenção do título de especialista (pós–graduação – lato sensu) em Engenharia de Produção, sob a orientação de: Professor Orientador: Anaor Junior Cardoso de Aguiar2 Nota: Este artigo sofreu finos ajustes devido a sua não vinculação a outros contextos da disciplina, e a sua versão original recebeu a melhor nota da Universidade. Palavras – chaves: Engenharia. Técnica. Tecnologia. Inovação. Processos. Mercado.

INDAIAL Estado de Santa Catarina – Brasil Agosto – 2011

Bacharel em Administração, TBD; pós-graduado em administração mercadológica, engenharia de produção, MBA em marketing, comunicação e eventos; endereço eletrônico: iran.toledo@hotmail.com 2 Bacharel em Administração; pós-graduado em inteligência de negócios, mestre em administração; Professor Orientador.
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RESUMO

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epois de abordar exaustivamente as vantagens e desvantagens da automação industrial a partir da distinção entre técnica e tecnologia, talvez seja possível lidar mais bem com os riscos inerentes ao seu uso e, assim pressupor ações mais efetivas para combater muitos dos excessos e extravios provocados pela inovação tecnológica que em algumas nações, ao contrário de outras, tem resultado em significativas melhorias para sua população. A fronteira entre invenção e inovação e, a abordagem mais recente sobre ciência não têm apenas o propósito de aclarar o processo de inovação, inclusive a tecnológica em si, mas, também, inferir que há relação inata deste com a natureza humana, notadamente percebida depois de resumir, analisar e discutir conceitos, definições, processos e os resultados que suas ações – figurando como destacadas e importantes atoras da modernidade do século XXI – tem causado aos sistemas de convívio organizado, sem necessariamente, contribuir para valorizar a vida, a morte ou a jornada entre estas, logo, ignorando do racionalismo do conhecimento ao cumprimento da sua função social, especialmente à efetividade da organização, distribuição, monitoria, e, ou controle racional dos recursos; entendimento que coaduna com algum sucesso no enfrentamento de problemas sociais por uns, e por outros não.

Palavras – chaves: Engenharia. Técnica. Tecnologia. Inovação. Processos. Mercado.

TOLEDO, Iran de Paula. Pós Graduação – lato sensu em Engenharia de Produção. Indaial | SC, 2011.

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ÍNDICE DE TABELAS
Tabela 1 – Comparativo entre Técnica e Tecnologia ............................................................................................... 4 Tabela 2 – Propósitos da Automação ............................................................................................................................. 7 Tabela 3 – Comparativo de vantagens entre homens e máquinas ..................................................................... 8 Tabela 4 – Tipos de Controle de Acesso ..................................................................................................................... 11 Tabela 5 – Classificação dos Métodos Utilizados .................................................................................................... 12 Tabela 6 – Quadro Sintético de Obras Consultadas ............................................................................................... 13

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SUMÁRIO

1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8.

DISTINÇÃO ENTRE TÉCNICA E TECNOLOGIA ................................................................................................... 4 PROCESSO DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA .......................................................................................................... 5 VANTAGENS DA AUTOMAÇÃO NA INDÚSTRIA GLOBALIZADA ................................................................. 7 PROBLEMAS SOCIAIS CONSEQUENTES DA AUTOMAÇÃO E A FALTA DE PREPARO DO PROFISSIONAL LIGADO À AUTOMAÇÃO ............................................................................................................. 8 POSSIBILIDADES TECNOLÓGICAS CONTRADITÓRIAS DAS MÁQUINAS INFORMACIONAIS ...... 10 METODOLOGIA ........................................................................................................................................................... 12 CONCLUSÃO ................................................................................................................................................................. 13 REFERÊNCIAS ............................................................................................................................................................. 13

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1. DISTINÇÃO ENTRE TÉCNICA E TECNOLOGIA Comparativamente à tenuidade acerca das fronteiras entre invenção e inovação está a distinção entre técnica e tecnologia, cujas evidências pressupõem-se à relação de causa e efeito. Tabela 1 – Comparativo entre Técnica e Tecnologia SQ
TÉCNICA O Dicionário Aurélio (versão eletrônica 3.0, 1999), define técnica, como sendo a maneira, jeito ou habilidade especial de executar ou fazer algo; prática. Bazzo, Lisingen e Teixeira3 (2003, p.40-41) citados por Silveira et al (2005, p.6), esclarecem que a “técnica” faz referência a habilidades, procedimentos e artefatos desenvolvidos sem a ajuda do conhecimento científico. Ortega y Gasset4 (1965), citado por Cupani (2004, p. 494), afirma que um dos primeiros autores a refletir sobre a técnica observou que o homem não se limita a adequar-se à natureza, mas adapta a natureza a suas necessidades ou propósitos, criando o supérfluo.

TECNOLOGIA
O Dicionário Aurélio (versão eletrônica 3.0, 1999), define Tecnologia como sendo um conjunto de conhecimentos que se aplicam a um determinado ramo de atividade. Bazzo, Lisingen e Teixeira3 (2003, p.40-41) citados por Silveira et al (2005, p.6), esclarecem que a “tecnologia” se refere aos sistemas desenvolvidos levando em conta o conhecimento científico.

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Borgmann5 (professor nos EUA), em citação de Cupani (2004, p.499), entende que tecnologia não designa uma forma de técnica, mais evoluída e potente graças à sua associação com a ciência, mas um modo de vida próprio da modernidade.

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Para Cupani (2004, p.495) a técnica serve-se do Para Cupani (2004, p.495) a tecnologia recorre saber vulgar tradicional, eventualmente explicitamente ao saber científico (dados, leis, impregnado de saber científico que não é teorias). reconhecido como tal. Bunge6 (adotando uma distinção do historiador Lewis Mumford) em citação de Cupani (2004, p.495), declara que entende por técnica o controle ou a transformação da natureza pelo homem, o qual faz uso de conhecimentos précientíficos. A enciclopédia eletrônica Wikipedia7 (2011) define técnica como um termo originário do Bunge6 (1985b, p.231) em citação de Cupani (2004, p.496), define tecnologia como o “campo de conhecimento relativo ao desenho de artefatos e à planificação da sua realização, operação, ajuste, manutenção e monitoramento à luz do conhecimento científico. Ou, resumidamente: o estudo científico do artificial”. Miranda8 (2002, p.51) citado por Silveira et al (2005, p.6), afirma que a tecnologia moderna não

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BAZZO, W. A.; LINSINGEN, I. V.; PEREIRA, L. T. V., Introdução aos estudos CTS (Ciência, Tecnologia e Sociedade). Madri, Espanha: OEI (Organização dos Estados Ibero-americanos), 2003. 4 ORTEGA y Gasset, J. Meditación de la técnica. Madri, Espasa-Calpe, 1965. 5 BORGMANN, Albert. Technology and the character of contemporary life. A philosophical inquiry. Chicago/Londres, The University of Chicago Press, 1984. 6 Bunge, M. La investigación científica. Barcelona, Ariel, 1969. _______. Treatise on basic philosophy. Dordrecht, Reidel, 1984-1989. 8 v. _______. Epistemologia. São Paulo, T. A. Queiros/Edusp, 1980. _______. Seudociencia e ideología. Madri, Alianza, 1985a. _______. Treatise on basic philosophy. Dordrecht, Reidel, 1985b.Tomo 7: Philosophy of science and technology. _______. _______. Dordrecht, Reidel, 1989. Tomo 8: The good and the right. 7 WIKIPEDIA. Disponível em <http://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%A9cnica>. Acesso em: 10 ago. 2011.
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TÉCNICA grego (techné) cuja tradução é arte. Afirma ainda que técnica seja o procedimento ou o conjunto de procedimentos que têm como objetivo obter determinado resultado no campo da ciência, da tecnologia, das artes ou em outra atividade. E que estes procedimentos não excluem a criatividade. “A técnica não é privativa do homem, pois também se manifesta na atividade de todo ser vivo e responde a uma necessidade de sobrevivência. No animal, a técnica é característica de cada espécie. No ser humano, a técnica surge de sua relação com o meio e se caracteriza por ser consciente, reflexiva, inventiva e fundamentalmente individual”. (WIKIPEDIA, 2011).

TECNOLOGIA
pode ser considerada um mero estudo da técnica. E descreve a tecnologia como resultante da “aliança entre técnica e ciência”. Bastos9 (1998, p.13) citado por Silveira et al (2005, p.6), parece corroborar com Miranda, ao afirmar que a tecnologia é um modo de produção, o qual utiliza todos os instrumentos, invenções e artifícios e que, por isso, é também uma maneira de organizar e perpetuar as vinculações sociais no campo das forças produtivas. Dessa forma, a tecnologia é tempo, é espaço, custo e venda, pois não é apenas fabricada no recinto dos laboratórios e usinas, mas recriada pela maneira como for aplicada e metodologicamente organizada.

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Fonte: Adaptado por Iran de Paula Toledo (2011). Conforme nos ensina Marconi e Lakatos10 (2005, p.262) apud Silva e Urbaneski (2009, p.14), o conteúdo deste artigo, além de “abranger os mais variados aspectos”, propõe-se levar ao conhecimento do público intelectual ou especializado nesse assunto novas ideias, para sondagem de opiniões ou atualização de informes. 2. PROCESSO DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA Embora haja muitos entendimentos acerca da definição de inovação tecnológica, inclusive contrários aos apresentados neste, faremos uso das pesquisas de Silveira11 e Bazzo12 (2005), Vaz13 et al (2009), Mattes14 (2011) e outros, inclusive para diferenciar invenção de inovação e, esta de ciência. Gonçalves e Gomes15 (1993) apud Vaz et al (2009) definem invenção como “a descoberta das relações científicas ou técnicas que tornam possível o novo modo de fazer coisas, a inovação é sua aplicação comercial”.

MIRANDA, A. L. Da natureza da tecnologia: uma análise filosófica sobre as dimensões ontológica, epistemológica e axiológica da tecnologia moderna. Paraná: CEFET-PR, 2002. (Dissertação de mestrado). 9 BASTOS, J. A. S. L. A. de (Org.). Tecnologia e interação. Curitiba: CEFET-PR, 1998. 10 MARCONI, Maria de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de Metodologia Científica. 6. ed. São Paulo: Atlas,2005. 11 SILVEIRA, Rosemari Monteiro Castilho Foggiatto. Graduada em farmácia, bioquímica e educação física; mestre em tecnologia; doutora em educação científica e tecnológica. Professora universitária. 12 BAZZO, Walter Antonio. Engenheiro mecânico, mestre em engenharia mecânica; doutor em educação tecnológica. Professor universitário. 13 VAZ, Caroline Rodrigues: especialista em educação cientifica e tecnológica, especialista e mestranda de engenharia de produção pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Campus Ponta Grossa. caroline-vaz@hotmail.com 14 MATTES, Wilmar. Graduado em administração, MBA em gestão de negócios internacionais, mestre e doutorando em engenharia mecânica. 15 GONÇALVES, J. E. L.; GOMES, C. A. A tecnologia e a realização do trabalho. Revista de Administração de Empresas, São Paulo, n. 1, v. 33, janeiro-fevereiro, 1993, p. 106-121.
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Lemos16 (2000) apud Vaz et al (2009) define que a inovação caracteriza-se “como a busca, descoberta, experimentação, desenvolvimento, imitação e adoção de novos produtos, processos e novas técnicas organizacionais”. O autor ensina ainda, que as inovações podem ser do tipo radical (desenvolvimento e introdução de um novo produto ou processo) ou incremental (introdução de melhoria naquilo que já existe). Rossetto17 (2006) apud Vaz et al (2009) afirma que “a inovação não se resume a ter uma ideia nova, mas implantá-la e a viabilizá-la na prática”. Vaz comenta que os teóricos costumam dizer, que isso diferencia a criatividade da inovação. Portanto, desenvolver uma nova fórmula, mistura ou receita, uma nova embalagem, simplificar um processo de produção ou de atendimento, ou ainda aquela ação de marketing inusitada constituem formas de inovação. À criação ou aperfeiçoamento de algum processo ou objeto chama-se invenção, podendo esta ser inusitada ou não, pois, é possível que já exista em alguma outra localidade sem o conhecimento de seus autores. Embora não seja objeto deste estudo convém aclarar que há significativa distinção entre invento e descoberta, ou seja, a revelação de fatos, como por exemplo, leis da natureza, corpos celestes e outros que por si só não representam uma solução para aquilo que já existe não é invento, porque não implica em mutações dos estados da natureza. (WIKIPÉDIA18, 2012). Para Silveira11 e Bazzo12 (2005) a definição de ciência mais aceita pela comunidade científica é a proposta pela UNESCO que declara: “a ciência é o conjunto de conhecimentos organizado sobre os mecanismos de causalidade dos fatos observáveis, obtidos através do estudo objetivo dos fenômenos empíricos”. Não se confundindo, portanto, com inovação, embora ambas apliquem um código de racionalidade, especialmente o método científico. Os estudos de Groover19 (2008) e Borges20 (2000) apud Mattes (2011, p.11), concluíram que as primeiras iniciativas do homem para mecanizar atividades manuais ocorreram na pré-história. Os autores ensinam que para poupar esforço, o homem criou a roda, o moinho movido por vento ou força animal e as rodas d’água, chegando à revolução industrial do século XVIII, e depois, a Revolução Tecnológica do século XX. Para Borges20 (2000) apud Mattes (2011, p.12) “a automação só ganhou destaque na sociedade quando o sistema de produção agrário e artesanal se transformou em industrial, a partir da segunda metade do século XVIII, inicialmente na Inglaterra”. Já no início do século XX, surgiram os sistemas inteiramente automáticos, sucedendo dispositivos simples e semiautomáticos, pois, segundo Mattes (2011, p.11), no período da revolução industrial o auge tecnológico era mecânico, enquanto na revolução tecnológica prevaleceu o progresso da informação e da eletrônica. Rigoni21 (2010, p.14) afirma que durante e após a segunda guerra mundial, “a produtividade passou a ser peça chave para atender aos objetivos da indústria, o que a fez se tornar mais dependente do bom funcionamento das máquinas, a fim de garantir maior disponibilidade e confiabilidade”. Desde então, para atender à necessidade de aumentar a produção e a produtividade, surge uma série de inovações tecnológicas, conforme Mattes (2011, p.12-15), dentre as quais:
LEMOS, C. Inovação na Era do Conhecimento. Revista Parcerias Estratégicas, n. 8, maio, 2000, p. 157-179. ROSSETTO, R. Inovação: é o nome do jogo. Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, julho, 2006, p. 46-56. 18 WIKIPEDIA. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Invento>. Acesso em: 10 mai. 2012. 19 GROOVER, Mikell P. Automation, production systems, and computer-integrated manufacturing. Publisher: Prentice-hall Of India Pvt Ltd., 2008. 20 BORGES, Francisco Carlos D’Emílio et al. Apostila telecurso 2000: automação industrial. Rio de Janeiro: Globo, 2000. 21 RIGONI, Jociane. É administradora, professora universitária e pesquisadora nas áreas de marketing e logística, mestre na área de comprometimento organizacional e doutora em marketing de relacionamento.
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A primeira geração de computadores (1946); A segunda geração de computadores (1952); A primeira geração de robô programável (1954); A primeira exportação de computação gráfica (1959); Programa CAD (Projeto auxiliado por computador), (1965); A terceira geração de computadores (1975); Programas CAM e CAE (Engenharia auxiliada por computador), (1980); A quarta geração de computadores (pessoais); Sistemas de controle e supervisão eletrônicos (DCS, PLC, SCADA); Sistemas de controle e supervisão eletrônicos especialistas; Robôs controlados por computadores;

O sucesso da indústria farmacêutica é atribuído à inovação tecnológica, cujo custo para as três fases da pesquisa (inicial, pré-clínica e a clínica) até o desenvolvimento de um medicamento inovador é de 15 anos, sendo a primeira destas fases, na qual se tenta identificar um princípio ativo, aquela em que se investe mais tempo e dinheiro. O custo da inovação para esse setor é de 20% sobre o seu faturamento bruto. (SELAN, KANNEBLEY, PORTO, 2007). 3. VANTAGENS DA AUTOMAÇÃO NA INDÚSTRIA GLOBALIZADA Se de um lado temos a natural tendência pela evolução que desperta no ser humano a capacidade de criar, de outro, temos o resultado de suas criações, em geral tentando aperfeiçoar as suas características. A robótica e a informática são ferramentas que têm o propósito de fazer mais e melhor, coisas em que o homem “nu”, ou seja, dotado de capacidades inatas à sua espécie ainda que em maior ou menor disponibilidade entre um e outro é limitado. Para Mattes (2011, p.33), “o desenvolvimento de máquinas automáticas introduziu um elevado grau de flexibilidade nos atuais ambientes de produção, dada a sua flexibilidade de utilização em diferentes tarefas através de simples adaptações, como: mudança de ferramenta e reprogramação”. Tabela 2 – Propósitos da Automação Objetivos Melhorias na qualidade dos produtos Reduzir custos de produção Alta capacidade produtiva Baixo índice de perdas Automatizar processos, tornando-os independentes. Tecnológicos Controle de produção industrial realimentados Máquinas de montagem mecanizadas Robôs de uso industrial Linhas de produção industrial (transfer); Máquinas-ferramenta dotadas de comandos numéricos Eficientes dispositivos da segurança do equipamento Inteligência artificial capaz de compartilhar dados de processos com outros sistemas.

Fonte: adaptado de Mattes (2011).

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A tabela a seguir, embora não resuma a totalidade das vantagens entre homens e máquinas, ao comparar alguns dos pontos fortes entre estes propõe-se revelar suas limitações, notadamente contrariando formações culturais diversas. Tabela 3 – Comparativo de vantagens entre homens e máquinas Pontos fortes de seres humanos 1 2 3 4 5 6 7 Estímulos e sentido inesperado Desenvolvem novas soluções Pontos fortes de máquinas

Executam decisões de rotina rapidamente Aplicam as forças de alta potência Executam multitarefas de forma Lidam com problemas abstratos consistente Executam tarefas repetitivas ou Adaptam-se à mudança sequenciadas de forma consistente Armazenam e recuperam grandes Generalizam a partir de observações quantidades de dados com exatidão Executam cálculos complexos Aprendem com a experiência rapidamente Fazem escolhas difíceis baseadas em Toleram variados tipos de ambientes por dados incompletos variados períodos Fonte: Adaptado de Groover19 (2008, p.8) apud Mattes (2011, p.41).

4. PROBLEMAS SOCIAIS CONSEQUENTES DA AUTOMAÇÃO E A FALTA DE PREPARO DO PROFISSIONAL LIGADO À AUTOMAÇÃO Problemas sociais são aqueles cuja origem advém de fatores sociais e têm consequências sociais, conforme Sebastião Vila Nova apud Ribeiro22 (2011). Segundo o autor – Ribeiro – o que é um problema para uma cultura pode não ser em outra. Dentre outros, são fatores sociais fundamentais: a alimentação, o vestuário e a moradia; são fatores sociais essenciais: a educação, saneamento básico e o transporte; são fatores sociais primos: saúde, segregação social, trabalho e outros. Em países pouco comprometidos com a educação, a automação pode se tornar um problema social, pois, para cada inovação tecnológica requer-se um novo aprendizado, não bastando, portanto, concluir a graduação ou especialização, porque é necessário o constante aperfeiçoamento para acompanhar o ritmo das inovações. A globalização altera e pode afetar ainda mais os problemas sociais. Países desenvolvidos produzem com melhor qualidade, maior segurança operacional, menor custo e tempo e, em maior quantidade, commodities e supérfluos. Apoiados pelas leis ou práticas de mercado esses países exportam seus excedentes para aqueles não tão desenvolvidos que incapazes de concorrer, tornamse cada vez mais dependentes ou devedores de alguma outra forma de submissão. Mattes (2011) ensina que a insegurança econômica, advinda da questão da substituição do homem pela máquina, teve seu início com a revolução industrial de certo modo, corroborando com estudiosos que atribuem à tecnologia, à inovação tecnológica e à ciência a responsabilidade, ou parte dela, por inúmeros males e problemas, tal como Bunge23 (1969, 1980, 1984, 1985a, 1985b,
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RIBEIRO, Paulo Silvino. Bacharel, mestre e doutor em sociologia (UNICAMP). BUNGE, M. apud Cupani em nota de rodapé (2004, p.499) é um notório defensor do enfoque sistêmico em ciência e filosofia e autor de exemplos como: o automóvel aumentou enormemente a poluição ambiental e reforçou o individualismo; a “revolução verde” ampliou a distância entre pobres e ricos; a televisão torna as crianças passivas.

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1989-8v) apud Cupani24 (2004). Muitos dos excessos e extravios da tecnologia são para ele (citando Bunge, 1989), derivados do código moral nela implícito. Tal pensamento encontra sustentação em países como o Japão, China e tigres asiáticos, porque neles há valores humanos centenários que a explosão industrial e tecnológica, após a segunda guerra mundial, não exigiu das escolas disciplinas adicionais voltadas para o comportamento em sociedade. Os estudos nesses países estão focados na busca do conhecimento científico para lidar com a inovação tecnológica, inclusive os avanços de sistemas de troca de bens e serviços. Para manterem-se na vanguarda cuidam para manter extintos, o analfabetismo e a mão de obra desqualificada (a boa relação humana é inerente nessas culturas). É importante destacar que as escolas, inclusive públicas, frequentadas por 76% dos estudantes, são pagas. Resultante da experiência profissional do autor, combinada com publicações e relatos do senso comum, a argumentação a seguir requer estudos adicionais, especialmente por tratar-se de preparo educacional e profissional. Notórios têm sidos os esforços para melhorar a qualidade do ensino no Brasil, no entanto, nulos ou pouco relevantes são os avanços ou melhorias. Nogueira25 (G1, 2011) divulga que as avaliações da OAB reprovam 88% dos candidatos. A revista Consultor Jurídico26 (13/11/2011) publica que o presidente nacional da OAB é acusado por meio de ação civil pública de práticas ilegais. Em outra publicação a mesma revista informa que outros dirigentes da OAB, também, já foram alvo de investigação (14/11/2011). Esses dados revelam que aquela mínima parcela aprovada pela referida avaliação (executada pela FGV) não previne falhas que se não fundamentais, são necessárias ou úteis ao exercício da cidadania, advocacia, invocação ou aplicação de princípios do direito, pondo em perspectiva que tanto as avaliações realizadas pela referida instituição quanto à formação educacional de parte dos seus membros têm falhas profundas. Prédios que desabam durante a construção, rodovias visivelmente defeituosas, bairros, ruas e construções com transparentes falhas de projeto e aplicação dos materiais; médicos, políticos e empresários despreparados ou irresponsáveis, também, frequentam os noticiários afetando as tentativas de vida organizada e de qualidade mínima. Segundo Silveira11 (2005, p.7): Passados mais de três séculos, a história do desenvolvimento tecnológico nos dá condições suficientes para avaliar as significações da tecnologia moderna que modelou a sociedade como industrial, pós-industrial e por último, da sociedade informática. Miranda8 (2002, p.56) cita que segundo alguns pensadores da atualidade como: “Robert Kurz, Arrighi, Ramonet, Boaventura Santos, vivemos hoje o ‘colapso da modernização’. A começar pela própria confiança absoluta na ciência que emanciparia o homem de toda escravidão, obscurantismos e medo. De fato, isso não ocorreu, o que constatamos hoje é a escravidão do próprio homem pelas suas invenções e descobertas tecnológicas, só possíveis graças à aliança entre ciência e técnica”. Miranda ainda acrescenta “Nunca na história da humanidade tantas pessoas morreram de fome, na miséria ou pela violência, cujos dados são apontados
CUPANI, Alberto. Graduado e doutor em filosofia. Têm pós-doutorado, é pesquisador do CNPQ e professor titular UFSC. 25 NOGUEIRA, Fernanda. Exame de Ordem reprova 88% dos inscritos, segundo OAB. Disponível em: < http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2011/07/exame-de-ordem-reprova-88-dos-inscritos-segundooab.html>. Acesso em: 12 ago. 2011. 26 Revista Consultor Jurídico. Ophir Cavalcente é acusado de receber salário indevido. Disponível em: < http://consultor-juridico.jusbrasil.com.br/noticias/2924387/ophir-cavalcante-e-acusado-de-r-1-5-milhoes-emsalario-ilegal >. Acesso em: 29 dez. 2011.
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por Boaventura (2000, p.22)27”. Miranda8 (2002, p.56), também, expõe a opinião de Hobsbawn28 sobre a história do século XX, o qual considera que vivemos a era dos extremos, devido aos paradoxos que se nos apresentam. A começar pelo próprio avanço tecnológico de um lado e o extermínio de culturas e povos (seja pela miséria, seja pela guerra) de outro. A automação está presente na indústria, comércio e serviços, no setor bancário e nas instituições públicas, dentre outros, requerendo várias categorias de especialistas para preservar o seu funcionamento, além dos usuários que devem, também, serem profissionais capacitados para fazer uso dela. 5. POSSIBILIDADES TECNOLÓGICAS CONTRADITÓRIAS DAS MÁQUINAS INFORMACIONAIS Uma corrente de pensamento defende que: O novo paradigma é visto, portanto, como a resposta encontrada pelo sistema capitalista para o esgotamento de um padrão de acumulação baseado na produção em larga escala de cunho fordista, utilização intensiva de matéria e energia e capacidade finita de gerar variedade. (LASTRES; FERRAZ, 1999, p.36). Uma segunda corrente de pensamento defende que “o que mudou não é o tipo de atividade na qual a humanidade está engajada, mas sim a habilidade em usar uma força produtiva a qual distingue nossa espécie biológica das demais: nossa capacidade de processar símbolos”. (CASTELLS29, 1996, p.92 apud LASTRES e FERRAZ, 1999). A terceira corrente defende que depois de Marx, "as características tecnológicas do maquinismo – bem como as da automação – não se confundem com o seu modo de utilização capitalista". O autor, afirma ainda que “a transferência para as máquinas de um novo tipo de funções cerebrais abstratas encontra-se no cerne da revolução informacional”. (LOJKINE, 1995, p. 3-11 apud LASTRES e FERRAZ, 1999)30. A quarta corrente conclui que “em termos de ideais, a Revolução da Informação repetirá os êxitos da Revolução Industrial. Só que, desta vez, parte do trabalho do cérebro e não dos músculos, será transferido para as máquinas”. (DERTOUZOS, 1997, p.46 apud LASTRES e FERRAZ, 1999)31. A quinta corrente de pensamento é uma fusão das quatro correntes anteriores e, está mais bem descrita no texto a seguir integralmente transcrito do artigo de Silveira32 (2005): [...]” O método científico, que levava sempre a uma dominação cada vez mais eficaz da natureza, proporcionou depois também os conceitos puros e os
SANTOS, B. S de . Crítica da razão indolente contra o desperdício da experiência. São Paulo: Cortez, 2000, p.22 e ss. HOBSBAWN, E. A era dos extremos: o breve século XX. São Paulo: Cia das Letras, 1995. 29 CASTELLS, M. The Information age: economy, society and culture. Oxford: Blackwell, 1996 (tradução para o português publicada em 1999). 30 LOJKINE, J. A revolução Informacional. São Paulo: Editora Cortez, 1995. 31 DERTOUZOS, M. O que será: como o mundo da informação transformará nossas vidas. São Paulo: Cia das Letras, 1997. 32 SIlVEIRA, Sérgio Amadeu da. Professor.
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instrumentos para uma dominação cada vez mais eficiente do homem sobre os homens, através da dominação da natureza... Hoje, a dominação eternizase e amplia-se não só mediante a tecnologia, mas como tecnologia; e esta proporciona a grande legitimação ao poder político expansivo, que assume em si todas as esferas da cultura. Neste universo, a tecnologia proporciona igualmente a grande racionalização da falta de liberdade do homem e demonstra a impossibilidade "técnica" de ser autônomo, de determinar pessoalmente a sua vida. Com efeito, esta falta de liberdade não surge nem irracionalmente nem como política, mas antes como sujeição ao aparelho técnico que amplia a comodidade da vida e intensifica a produtividade do trabalho. A racionalidade tecnológica protege assim antes a legalidade da dominação em vez de a eliminar e o horizonte instrumentalista da razão abre-se a uma sociedade totalitária de base racional". (Marcuse citado in: Habermas33, Técnica e Ciência como Ideologia, p.49). A característica básica da sociedade informacional é sua dependência absoluta das linguagens artificiais, muitas delas construídas de modo privado e fechado, distantes da compreensão mesmo da maioria dos cidadãos que as utilizam. Para o Prof. Lawrence Lessig, no ciberespaço o código é a lei. Vamos a um exemplo... Tabela 4 – Tipos de Controle de Acesso Universidade de Chicago
Na Universidade de Chicago se você quer acessar a Internet deve simplesmente conectar sua máquina nos pontos de rede da instituição. Qualquer máquina com conexão Ethernet pode ser plugada na rede. Uma vez conectado, seu computador tem acesso total à Internet -- acesso que é e era completo, anônimo e livre. A razão para esta liberdade era a decisão de um administrador, Geoffrey Stone, da Escola de Direito e um professor de liberdade de expressão. Quando a universidade estava desenhando sua rede, os técnicos perguntaram a Stone se a comunicação anônima seria permitida. Stone, citando o princípio de que as normas que regulam a comunicação na universidade devem ser as mesmas que regulam a liberdade de expressão no país, como a Primeira Emenda da Constituição norte-americana, disse sim. As pessoas têm o direito de se comunicar anonimamente na universidade porque a Primeira Emenda garante o mesmo direito diante do governo. Daquela decisão política surgiu a arquitetura de rede da Universidade de Chicago.

Harvard
Em Harvard as regras são diferentes. Se você pluga sua máquina na Ethernet da Harvard Law School não terá acesso para a rede. Você não pode conectar sua máquina na rede sem registrá-la -- licenciá-la, aprová-la e verificá-la. Somente os membros da comunidade universitária podem registrar suas máquinas. Uma vez registradas, todas as interações com a rede são monitoradas e as máquinas são identificadas. O acordo de uso avisa sobre esta prática. O anonimato não é permitido por ser contra as regras da instituição. O controle de acesso é baseado em quem você é. As interações e permissões podem ser traçadas dependendo do que você faz. Este desenho também nasceu da decisão do administrador, alguém menos preocupado do que Geoffrey Stone na proteção da Primeira Emenda.

Fonte: Adaptado de Silveira (2011).
33

HABERMAS, J. Theorie und Praxis. Frankfurt, Suhrkamp, 1968.

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Controlar o acesso era o ideal de Harvard; facilitar o acesso era o ideal de Chicago. Harvard escolheu a tecnologia que realiza as possibilidades de controle, enquanto Chicago escolheu tecnologias para facilitar o acesso. Estas duas redes diferem no mínimo em dois importantes caminhos:  Primeiro e mais óbvio, eles diferem nos valores que encampam. A diferença é pelo desenho da arquitetura de cada rede. Na Universidade de Chicago, os valores da Primeira Emenda determinou o desenho da sua rede.  Outros valores determinaram o desenho da rede de Harvard. (LESSIG, 1999: 26).

“[...]

É provável que nem um, nem outro – Harvard e Chicago – se constituam bons modelos para o Brasil, mas talvez a sua combinação ou outro totalmente inovador, no entanto, não é prudente que estas buscas tenham origem apenas nos conceitos de mercado e economia, mesmo diante de exemplos como a Coréia que em menos de 60 anos, qualificou 100% da sua população que equivale a ¼ da brasileira e hoje, tem um PIB praticamente igual ao Brasil, entretanto, numa área territorial que equivale a menos que o Estado de Pernambuco, tal como o Japão, contudo, neste caso, o PIB é quatro vezes maior que o brasileiro.

6. METODOLOGIA A metodologia empregada está descrita na tabela a seguir, cujos conceitos foram retirados dos ensinamentos de Silva e Urbaneski (2009, p. 47-66): Tabela 5 – Classificação dos Métodos Utilizados Classificação da Natureza Abordagem Tipo Básica Qualitativa Descrição “produzir conhecimentos novos [...]” (GIL, 1999)
“[...] Não requer o uso de métodos e técnicas estatísticas [...]”. (GIL, 1999)

Objetivo

Exploratória

“Proporciona maior proximidade com o problema, visando torná-lo explícito ou definir hipóteses. Procura aprimorar ideias ou descobrir intuições. Possui um planejamento flexível, envolvendo, em geral, levantamento bibliográfico, [...]”. (GIL, 1996; DENCKER, 2000). “Utiliza material já publicado, [...].” (GIL, 1999). O exaustivo estudo das obras consultadas,

Procedimento

Pesquisa bibliográfica Coleta de dados

Fonte: Adaptado de Silva e Urbaneski (2009, p.47-66). O procedimento de pesquisa bibliográfica, ou seja, o uso de material já publicado por meios convencionais e eletrônicos (teses, artigos científicos, monografias em geral, artigos de periódicos, conteúdos específicos de disciplinas de instituições de ensino, livros, revistas, jornais e outros), conforme ensinam Silva e Urbaneski (2009, p. 55), para coleta de dados empregada pelo
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pesquisador é a exaustiva e atenta leitura das obras literárias, cujo rigor para seleção das fontes levou a reduzir ou selecionar aquelas cujo autor(es) expressava(m) algum sentimento de idoneidade quer seja pela popularidade do agente responsável pela divulgação, ou da expressividade (acadêmica e, ou profissional) do autor proprietário da publicação.

Tabela 6 – Quadro Sintético de Obras Consultadas TP Eletrônico Convencional Total Livro – 03 03 TCC 2 – 2 Periódico 2 – 2 Outros 5 – 5 Qtde 09 03 12

Fonte: Iran de Paula Toledo (2011).

7. CONCLUSÃO A pesquisa de Cupani (2004) aclara que muitos dos excessos e extravios da tecnologia são derivados do código moral nela implícito. Conclusão que se sustenta em países como o Japão, China e tigres asiáticos, porque seus valores humanos – centenários – não têm sido afetados pela explosão industrial e tecnológica, não requerendo, portanto, de suas escolas, disciplinas adicionais voltadas para o comportamento em sociedade e, sim para lidar com a inovação tecnológica, inclusive os avanços de sistemas de troca de bens e serviços. Entretanto, se no oriente a automação têm sido a solução aos problemas sociais que enfrentavam motivo pelo qual, mantêm-se na vanguarda, inclusive da extinção do analfabetismo e da mão de obra desqualificada, embora as escolas, inclusive públicas, frequentadas por 76% dos estudantes, sejam pagas não é dispensável ou irrelevante novos estudos que busquem evidências da importância da inovação tecnológica. E, do mesmo modo, não é sensatez ou ciência que estas buscas tenham origem apenas nos conceitos de mercado, mesmo diante de exemplos como a Coréia que em menos de 60 anos, qualificou 100% da sua população e hoje, tem um PIB praticamente igual ao Brasil com o equivalente a ¼ da população brasileira, numa área territorial menor que o Estado de Pernambuco, tal como o Japão, contudo, neste caso, o PIB é quatro vezes maior que o brasileiro. Concluí-se que talvez seja possível combater muitos dos excessos e extravios provocados pela inovação tecnológica se a colocarmos a serviço de todos, conforme defende M. Bunge, bastando para isso, que a sua busca e uso tenham origem na defesa de uma ética que aponte suas responsabilidades naturais e sociais e, nesse sentido, os já testados modelos educacionais e de convívio coletivo por países orientais podem inspirar e facilitar ações reformadoras.

8. REFERÊNCIAS CUPANI, Alberto, A tecnologia como problema filosófico: três enfoques. São Paulo: Scielo, 2004. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ss/v2n4/a02v2n4.pdf>. Acesso em: 10 ago. 2011. LASTRES, Helena Maria Martins; FERRAZ, João Carlos. Informação e Globalização na Era do Conhecimento. Economia da Informação, do Conhecimento e do Aprendizado. Biblioteca Digital, EPTIC, 1999. Disponível em: <
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