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Termodinâmica

Lista 2
Sérgio Luiz Pereira

1) Verifique se a estimativa de Joule para a variação de temperatura da água entre o sopé e o topo
das cataratas de Niágara era correta, calculando a máxima diferença de temperatura possı́vel
devida à queda da água. A altura de queda é de 50 m.

A energia potencial gravitacional, (∆Eg = mg∆h) pode ser comparada com a variação de calor
do sistema (∆Q = mc∆T ). Daı́:

g∆h (9, 8)(50)


mg∆h = mc∆T ⇒ g∆h = c∆T ⇒ ∆T = ⇒
c 1

Como o calor especı́fico da água é c = 1cal/gK = 4190J, então

(9, 8)(50)
∆T = = 0, 12K
4190

5) Um calorı́metro de alumı́nio de 250g contém 0, 5l de água a 20◦ C, inicialmente em equilı́brio. Coloca-


se dentro do calorı́metro um bloco de gelo de 100g. Calcule a temperatura final do sistema. O calor
especı́fico do alumı́nio é 0, 21cal/g ◦ C e o calor latente de fusão do gelo é de 80 cal/g (durante o
processo de fusão, o gelo permanece a 0◦ C).

Vamos supor, inicialmente, que o calor fornecido pelo calorı́metro e pela água é suficiente para
derreter todo o gelo.
O calor fornecido ao gelo é ∆Q(gelo) = mgelo Lgelo + mgelof cagua (Tf − Tg ), onde mgelo é a
massa do gelo,mgelof é a massa do gelo fundido; Lgelo e cagua são o calor latente de fusão do
gelo e calor especı́fico da água, respectivamente; e Tf e Tg são a temperatura final do sistema e
a temperatura inicial do gelo.
O calor cedido ao gelo pelo calorı́metro e pela água é ∆Qc+agua = (mc cc +magua cagua (Tc −Tf ),
onde mc e magua são a massa do calorı́metro e a massa da água, respectivamente; e cc e cagua
são o calor especı́fico do calorı́metro e da água, respectivamente; e Tc é a temperatura inicial do
calorı́metro.

∆Q(gelo) = ∆Qc+agua
mgelo Lgelo + mgelof cagua Tf = mc cc Tc − mc cc Tf + magua cagua Tc − magua cagua Tf
(mgelof cagua + mc cc + magua cagua )Tf = −mgelo Lgelo + (mc cc + magua cagua )Tc

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−mgelo Lgelo + (mc cc + magua cagua )Tc
Tf =
mgelof cagua + mc cc + magua cagua
(−100)(80) + [(250)(0, 21) + (500)(1)](20)
Tf =
(250)(0, 21) + (100)(1) + (500)(1)

Tf = 4, 7 C

6) Um calorı́metro de latão de 200 g contém 250 g de água a 30◦ C, inicialmente em equilı́brio. Quando
150 g de álcool etı́lico a 15◦ C são despejadas dentro do calorı́metro, a temperatura de equilı́brio
atingida é de 26, 3◦ C. O calor especı́fico do latão é 0,09 cal/g. Calcule o calor especı́fico do álcool
etı́lico.
Calor cedido pelo calorı́metro:

∆Qcalorimetro = (200g)(0, 09cal/g)(30◦ C − 26, 3◦ C) = 66, 6cal

Calor cedido pela água do calorı́metro:

∆Qagua = (250g)(1, 0cal/g)(30◦ C − 26, 3◦ C) = 925cal

Calor recebido alcool:

∆Qalcool = (150g)(c)(26, 3◦ C − 15◦ C) = (1695g ◦ C)c

O calor cedido é igual ao calor recebido. Assim,

Qcedido = Qrecebido
66, 6cal + 925cal = (1695g ◦ C)c
921, 5cal
c =
1695g ◦ C
c = 0, 59cal/g ◦ C

7) Um calorı́metro de capacidade térmica igual a 50 cal/g contém uma mistura de 100 g de água e
100 g de gelo, em equilı́brio térmico. Mergulha-se nele um aquecedor elétrico de capacidade térmica
desprezı́vel, pelo qual se faz passar uma corrente, com potência P constante. Após 5 minutos, o
calorı́metro contém água a 39, 7◦ C. O calor latente de fusão é 80 cal/g. Qual é a potência (em W)
do aquecedor?
Quantidade de calor recebido para dissolver o gelo:

Qgelo = (100g)(89, 7cal/g) = 8000cal

Quantidade de calor recebido para elevar a temperatura do sistema

Qsis = (mc + C)∆T = [(200g)(1cal/g) + 50cal/g](39, 7◦ C) = 9925cal

Convertendo o calor recebido de calorias para Joule, obtemos:

QJ = (8000cal + 9925cal)(4, 195J/cal) = 7, 52 × 104 J

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Pela definição de potência temo:

|Q|
P =
t
7, 52 × 104 J 7, 52 × 104 J
= =
5min 300s
= 250W

8) O calor especı́fico de um fluido pode ser medido com o auxı́lio de um calorı́metro de fluxo (fig.). O
fluido atravessa o calorı́metro num escoamento estacionário, com vazão de massa Vm (massa por
unidade de tempo) constante. Penetrando à temperatura Ti , o fluido passa por um aquecedor elétrico
de potência P constante e emerge com temperatura Tf , em regime estacionário. Numa experiência
com benzeno, tem-se Vm = 5g/s, P = 200W , Ti = 15◦ C e Tf = 38, 3◦ C. Determine o calo
especı́fico do benzeno.
Como o fluxo é de 5g/s, o calor recebido em 1 segundo é:

Q = mc∆T = 5g · c(22, 7◦ C) = (116, 5cal)c = (116, 5cal)(4, 190)c = 487, 7cJ

Q
Como P =
∆T
487, 67c
200 =
1s
200
c =
487, 67
= 0, 41cal/g ◦ C

9) Num dos experimentos originais de Joule, o trabalho era produzido pela queda de uma massa de
26,3 kg de uma altura de 1,60 m, repetida 20 vezes. O equivalente em água da massa da água e do
calorı́metro que a continha era de 6,32 kg e a variação de temperatura medida foi de 0, 313◦ C. Que
valor para o equivalente mecânico da caloria resulta destes dados experimentais?
O equivalente mecânico da caloria é obtido de:

W
J =
Q
20[(26, 3)(9, 81)(1, 6)]
=
(6, 32 × 103 )(1)(0, 131)
8256J
=
1978cal
= 4, 17J/cal

10) A uma temperatura ambiente de 27◦ C, uma bala de chumbo de 10g, com uma velocidade de 300
m/s, penetra num pêndulo balı́stico de massa igual a 200 g e fica retida nele. se a energia cinética
dissipada pela bala fosse totalmente gasta em aquecê-la, daria para derreter uma parte dela? Em

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caso afirmativo, quantas gramas? O calor especı́fico do chumbo é 0, 031cal/g ◦ C, sua temperatura
de fusão é de 327◦ C e o calor latente de fusão é 5,85cal/g.
(0,010kg)(300m/s)2
A energia cinética da bala é Kb = 2 = 450J
Parte da energia cinética da bala é dissipada no impacto e é encontrada pelo calculo do momento
cd inércia, ou seja, (10g)(300m/s) = (200g)v, de onde temos v = 15m/s. A energia dissipada
será, então:
(0, 210kg)(15m/s)2
Kd = = 23, 6J
2
Daı́ temos a energia cinética lı́quida K = 450J − 23, 6J = 426, 4J ≈ 101, 8cal.
Considerando toda a energia discipada pela bala para aquecê-la, supondo suficiente para derreter
parte dela, temos:

K = mc∆T + Lmd
101, 8 = (10)(0, 031)(327 − 27) + (5, 85)md
(5, 85)md = 101, 8 − 93 = 8, 8cal
8, 8cal
md =
5, 85cal/g
md = 1, 5g

11) Uma barra de secção transversal constante de 1cm2 de área tem 15 cm de comprimento, dos quais
5 cm de alumı́nio e 10 cm de cobre. A extremidade de alumı́nio está em contato com um reser-
vatório térmico a 100◦ C, e a de cobre com outro, a 0◦ C. A condutividade térmica do alumı́nio é
0, 48cal/s.cm.◦ C e a do cobre é 0, 92cal/s.cm.◦ C.
a) Qual é a temperatura da barra na junção entre o alumı́nio e o cobre?
O fluxo de calor que passa pelas duas barras é constante e é calculado por:
dQ T − T0
= kA
dt l
dQ T − 100 0−T
= (0, 48)(1) = (0, 92)(1)
dt 5 10
= 0, 48T − 48 = −0, 46T
48
T = = 51◦ C
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b) Se o reservatório térmico a 0◦ C é uma mistura de água com gelo fundente, qual é a massa de
gelo que se derrete por hora? O calor latente de fusão do gelo é 80 cal/g.
O fluxo total é obtido de:
dQ A(T2 − T1 )
= l1 l2
dt k1 + k2
(1)(100 − 0)
= 5 10
0,48 + 0,92
= 4, 96cal/s

O total de calor cedido em 1 hora é (Q = 4, 96cal)(3600s) = 1, 7 × 104 cal/h. O total de


gelo derretido é:
Q 1, 7 × 104
Q = mL ⇒ m = = ≈ 212g
l 80

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12) Uma barra metálica retilı́nea de secção homogênea é formada de três segmentos de materiais dife-
rentes, de comprimentos l1 , l2 e l3 , e condutividades térmicas k1 , k2 e k3 , respectivamente. Qual é
a condutividade térmica k da barra como um todo (ou seja, de uma barra equivalente de um único
material e comprimento (l1 + l2 + l3 )?
Os fluxos são iguais em ambas as barras, daı́:

dQ Ak(T2 − T1 ) A(T2 − T1 )
= = l1 l2 l3
dT l1 + l2 + l3 k1 + k2 + k3
k 1
= l1 l2 l3
l1 + l2 + l3 k1 + k2 + k3
l1 + l2 + l3
k = l1 l2
k1 + k2 + kl33

13) Duas esferas metálicas concêntricas, de raios r1 e r2 > r1 , são mantidas respectivamente às tempe-
raturas T1 e T2 , e estão separadas por uma camada de material homogêneo de condutividade térmica
k. Calcule a taxa de transmissão de calor por unidade de tempo através dessa camada. (Sugestão:
Considere uma superfı́cie esférica concêntrica intermediária de raio r(r1 < r < r2) e escreva a lei de
condução do calor através dessa superfı́cie. Integre depois em relação a r, de r = r1 até r = r2 .
Sendo ΦQ = dQ dt o fluxo de calor em uma esfera intermediária com raio r e espessura dr temos
que o fluxo é calculado do seguinte modo:

kAdT k(4πr2 )(dT )


ΦQ = − =−
dr dr
dr
 
ΦQ = −4πkdT
r2

Integrando o lado esquedo com relação ao raio r e o lado direito com relação à temperatura
obtemos:
Z r2 Z T2
dr
ΦQ = −4πk dT
r2r1 T1
1 1
 
ΦQ − = 4πk(T2 − T1 )
r1 r2
r2 − r1
ΦQ = 4πk(T2 − T1 )
r1 r2
r1 r2
φQ = 4πk (T2 − T1 )
r2 − r1

14) Generalize o resultado do Problema 13 ao caso da condução do calor através de uma camada de
material de condutividade térmica k entre dois cilindros concêntricos de raios ρ1 e ρ2 > ρ1 e de
comprimento l >> ρ2 , de modo que se possam desprezar efeitos das extremidades.

a) Calcule a taxa de transmissão de calor por unidade de tempo através da camada.


Como no exercı́cio anterior, imaginamos um cilindro intermediário de raio ρ(ρ1 < ρ < ρ2 ,
com espessura dρ.

kAdT k(2πρl)(dT )
ΦQ = − =−
dρ dρ

 
ΦQ = −2πkldT
ρ

5
Integrando o lado esquedo com relação ao raio ρ e o lado direito com relação à temperatura
obtemos:
Z ρ2 Z T2

ΦQ = −2πkl dT
ρ1 ρ T1
ρ2
 
ΦQ ln = −2πkl(T2 − T1 )
ρ1
T1 − T2
φQ = 2πkl
ln(ρ2 /ρ1 )

b) Aplique o resultado a uma garrafa térmica cilı́ndrica, com ρ1 = 5cm, ρ2 = 5, 5cm e l = 20cm,
com uma camada de ar entre as paredes interna e externa. A condutividade térmica do ar é de
5, 7 × 10−5 cal/s.cm.◦ C. A garrafa contém café inicialmente a 100◦ C e a temperatura externa
é de 25◦ C. Quanto tempo demora para que o café esfrie até a temperatura ambiente?
Sustituindo os valores na equação anterior obtemos:
25 − 100
φQ = 2(3, 1415)(5, 7 × 10−5 )(20)
ln(5, 5/5, 0)
= −5, 64cal/s

O cilindro perde calor para o meio ambiente. Considerando o café como água, o cálculo do
volume é V = πρ2 l = (3, 1415)(5cm)2 (20cm) = 1570cm3 = 1570g, já que a densidade da
água é de 1kg por litro. A carga total fornecida ao meio ambiente é:

Q = (1570g)(1cal/g ◦ C)(25 − 100)◦ C = 1, 18 × 105 cal

O tempo total para perder todo calor é:

1, 18 × 105 cal
T =
5, 64cal/s
T = 20922s ≈ 5h e 48min

15) Uma chaleira de alumı́nio contendo água em ebulição, a 100◦ C, está sobre uma chama. O raio do
fundo da chaleira é de 7, 5cm e sua espessura é de 2mm. a condutividade térmica do alumı́nio é
0, 49cal/s.cm.◦ C. A chaleira vaporiza 1l de água em 5min. O calor de vaporização da água a 100◦ C
é de 540cal/g. A que temperatura está o fundo da chaleira? Despreze as perdas pelas superfı́cies
laterais.
O calor recebido durante 5 min para vaporizar 1 litro de água é Q = mL = (1000g)(540cal/g) =
5 cal
5, 4 × 105 cal. O fluxo de calor é, então de Qt = 5,4×10
300s = 1800cal/s.
O fluxo de calor no fundo da panela é:
dQ kA(T − T1 )
=
dt r
(0, 49)(π(7, 5)2 )(T − 100)
1800 =
0, 2
(1800)(0, 2)
T − 100 =
86, 59
T = 100 + 4, 16
T = 104, 16◦ C.

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16) Num paı́s frio, a temperatura sobre a superfı́cie de um lago caiu a 110◦ C e começa a formar-se uma
camada de gelo sobre o lago. A água sob o gelo permanece a 0◦ C: o gelo flutua sobre ela e a camada
de espessura crescente em formação serve como isolante térmico, levando ao crescimento gradual de
novas camadas de cima para baixo.
a) Exprima a espessura l da camada de gelo formada, decorrido um tempo t do inı́cio do processo
de congelamento, como função da condutividade térmica k do gelo, da sua densidade ρ e calor
latente de fusão L, bem como da diferença de temperatura ∆T entre a água e a atmosfera
acima do lago. (Sugestão: Considere a agregação de uma camada de espessura dx à camada
já existente, de espessura x, e integre em relação a x.)
O calor necessário para congelamento da água é Q = mL. Derivando, obtemos dQ Ldm
dt = dt =
LρdV LρAdx dQ
dt = dt . O fluxo de calor pode, também, ser calculado dt = f rackA∆T x.
Comparando as duas equações obtemos:
LρAdx kA∆T
=
dt x
k∆T
xdx = dt

Z l Z t
k∆T 0
xdx = dt
0 0 Lρ
l2 k∆T
= t
2 Lρ
s
2k∆T
l = t

b) No exemplo acima, calcule a espessura da camada de gelo 1h após iniciar-se o congelamento,


sabendo que k = 4, 0 × 10−3 cal/s.cm.◦ C, ρ = 0, 92g/cm3 e L = 80cal/g.

s
2k∆T
l = t

s
2(4 × 10−3 )(10)
= (60)(60)
(80)(0, 92)
= 1, 98cm

17) À pressão atmosférica, a vaporização completa de 1l de água a 100◦ C gera 1, 671m3 de vapor de
água. O calor latente de vaporização da água a esta temperatura é 539, 6cal/g.
a) Quanto trabalho é realizado pela expansão do vapor no processo de vaporização de 1l de água?
Para o processo a pressão constante podemos encontrar o trabalho com a equação W =
p(Vf − Vi ).
W = (1, 013 × 105 P a)(1, 671m3 − 0, 001m3 ) = 1, 69 × 105 J

b) Qual é a variação de energia interna do sistema nesse processo?


A energia recebida pelo sistema, em Jaules, é:

Q = Lv m = (539, 6)(4, 186)(1000) = 2, 26 × 106 J

A variação da energia interna é:

∆U = Q − W = 2, 26 × 106 J − 1, 69 × 105 J = 2, 09 × 106 J

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18) Um fluido homogêneo pode passar de um estado inicial i a um estado final f no plano (P, V ) através
de dois caminhos diferentes, representados por iaf e ibf no diagrama indicador (fig.). A diferença de
energia interna entre os estados inicial e final é Uf − Ui = 50J. O trabalho realizado pelo sistema na
passagem de i para b é de 100J. O trabalho realizado pelo sistema quando descreve o ciclo (iabf i)
é de 200J. A partir desses dados, determine, em magnitude e sinal:

a) A quantidade de calor Q(ibf ) , associada ao caminho ibf ;


O trabalho no caminho ibf é:

Wibf = Wib + Wbf = 100J + 0 = 100J

.
A quantidade de calor é encontrada a partir de ∆U = Q − W de onde tiramos

Q = ∆U + W = 50J + 100J = 150J

b) O trabalho Wi→f ;
O trabalho no caminho Wi→f é:

W(ia) + W(af ) + W(f b) + W(bi) = W(iaf bi)


0 + W(af ) − 0 − 100J = 200J
W(af ) = 300J
ou seja,
Wi→f = W(ia) + W(af ) = 0 + 300J = 300J

c) A quantidade de calor Q(iaf ) associada ao caminho iaf ;


A quantidade de calor no caminho (iaf ) é:

∆U = Q − W(iaf )
50J = Q − 300J
Q = 350J

d) Se o sistema regressa do estado final ao estado inicial seguindo a diagonal f ci do retângulo


(fig.), o trabalho W(f ci) e a quantidade de calor Q(f ci) associados a esse caminho.
O trabalho será do caminho (f ci) é:

W(af ) − W(ib)
 
W(f ci) = − + W(b)
2
300J − 100J
 
W(f ci) = − + 100J
2
W(af ) = −200J

A quantidade de calor associada ao caminho (f ci) é:

∆U = −[Q(f ci) − W(f ci) ]


Q(f ci) = −∆U − W(f ci)
Q(f ci) = −50J − 200J
Q(f ci) = −250J

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19) O diagrama indicador da Fig., onde a pressão é medida em bar e o volume em l, está associado
com um ciclo descrito por um fluido homogêneo. Sejam W , Q e ∆U , respectivamente o trabalho,
quantidade de calor e variação de energia interna do sistema associados com cada etapa do ciclo e
com o ciclo completo, cujos valores (em J) devem ser preenchidos na tabela abaixo.
O trabalho na etapa ab é: Wab = (1 × 105 )[(10 − 5) × 10−3 ] = 500J
O trabalho na etapa bc é: Wbc = (1 × 105 )[(10 − 5) × 10−3 ] + 12 [(2 − 1) × 105 ][(10 − 5) × 10−3 ] = −750J
O trabalho na etapa ca é nulo pois não há variação no volume: Wca = 0
O trabalho na ciclo abca é: Wabca = Wab + Wbc + Wca = 500J − 750J + 0 = −250J

A energia interna na etapa ab é: Uab = Qab − Wab = 800J − 500J = 300J
A energia interna no ciclo abca é: Uabca = 0
A energia interna no cicla bc é: Ubc = Uabca − Uca − Uab = 0 − (−100J) − 300J = −200J

O calor da etapa bc é: U = Q − W ⇒ Q = U + W = (−200J) + (−750J) = −950J


O calor na etapa ca é: U = Q − W ⇒ Q = U + W = (−100J) + 0 = −100J
O calor no ciclo abca é: U = Q − W ⇒ Q = U + W = 0 + (−250) = −250J

ETAPA W(J) Q(J) ∆U


ab 500 800 300
bc -750 -950 -200
ca 0 -100 -100
Ciclo(abca) -250 -250 0