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Problemas Resolvidos de Física Prof. Anderson Coser Gaudio – Depto.

Física – UFES

HALLIDAY, RESNICK, WALKER, FUNDAMENTOS DE FÍSICA, 4.ED., LTC, RIO DE


JANEIRO, 1996.

FÍSICA 2

CAPÍTULO 17 – ONDAS I

06. Escreva a equação para uma onda se propagando no sentido negativo do eixo x e que tenha uma
amplitude de 0,010 m, uma freqüência de 550 Hz e uma velocidade de 330 m/s.
(Pág. 131)
Solução.
A equação geral de uma onda progressiva que se propaga no sentido x é:
y x,t ym sen kx t
Para compor a equação, é preciso apenas determinar o valor da amplitude da onda (ym), do número
de onda angular (k) e da freqüência angular ( ). A amplitude foi dada no enunciado. A freqüência
angular pode ser calculada a partir da freqüência (f):
2 f 2 550 Hz 3.455, 7519 rad/s 3.460 rad/s
O número de onda angular está relacionado com a velocidade de propagação da onda:
3.455, 7519 rad/s
k 10, 4719 rad/m 10,5 rad/m
v 330 m/s
Logo:
y x ,t 0,010 m sen 10,5 rad/m x 3.460 rad/s t

11. A equação de uma onda transversal se propagando numa corda é dada por
y x ,t 2, 0 mm sen 20 m 1 x 600 s 1 t
(a) Ache a amplitude, freqüência, velocidade e o comprimento de onda.
(b) Ache a velocidade escalar máxima de uma partícula da corda.
(Pág. 131)
Solução.
(a) Comparando-se a função de onda fornecida pelo enunciado com a função de onda geral de uma
onda transversal progressiva:
y x,t ym sen kx t
Podemos identificar imediatamente a amplitude ym:
ym 2, 0 mm
A freqüência f vale:
600 rad/s
f 95, 4929 Hz
2 2
f 95,5 Hz
A velocidade de propagação da onda v vale:

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a
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600 rad/s
v
k 20 rad/m
v 30 m/s
O comprimento de onda vale:
v 30 m/s
1
0,3141 m
f 95,4929 s
0,31 m
(b) A velocidade de uma partícula da corda u, localizada na coordenada x é dada por:
y x ,t ym sen kx t
u x ,t
t t
u x,t ym cos kx t
A velocidade u será máxima (umax) quando a função cosseno for 1.
umax ym
1
umax 2,0 mm 600 s
umax 1, 2 m/s

15. Prove que, se uma onda transversal está se propagando ao longo de uma corda, então a
inclinação de qualquer ponto da corda é numericamente igual à razão entre a velocidade escalar
da partícula e a velocidade escalar da onda naquele ponto.
(Pág. 131)
Solução.
Considere a seguinte onda transversal progressiva:
y x,t ym sen kx t
O gráfico da função acima, no instante t e intervalo 0 x 4 /k, está representado na figura abaixo:
y
ym
v

x1 x

ym
y
A inclinação da corda (declividade da função) em x = x1 é dada por , que é a derivada parcial
x x1

de y(x,t) em relação a x, no ponto x = x1.

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y
kym cos kx t (1)
x x1

A razão entre a velocidade escalar transversal, u, e a velocidade escalar da onda, v, no ponto x = x1


vale:
y
u x1 t x1 ym
cos kx t
v v v
Como:

k
v
Temos:
u x1
kym cos kx t (2)
v
Comparando-se (1) e (2):
y u x1
,
x x1 v
que é o que queríamos provar.

16. Uma onda de freqüência 500 Hz tem uma velocidade de 350 m/s. (a) Quão afastados estão dois
pontos que têm uma diferença de fase de /3 rad? (b) Qual é a diferença de fase entre dois
deslocamentos, num determinado ponto, em tempos separados de 1,00 ms?
(Pág. 131)
Solução.
Seja y(x,t) uma onda transversal que progride no sentido positivo de x:
y x,t ym sen kx t
Sendo conhecidas a freqüência f e a velocidade de propagação v, podemos determinar k e , que
serão usados adiante.
2 f
2 f
k (1)
v v
(a) Deseja-se determinar a distância, sobre o eixo x, que corresponda a uma diferença de fase =
/3. Considere o seguinte esquema:

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a
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y (2 )

x
x ( /3)

Há pelo menos duas maneiras de calcular x. A primeira é por comparação:


x
2 /3

x
6
Como:
2
2 v
2 f
k f
v
Na equação acima, k foi substituído por (1):
v 350 m/s
x 0,1166 m
6f 6 500 Hz
x 0,117 m
A segunda forma de calcular x é considerando-se a existência de duas ondas, y1 e y2, defasadas de
/3:
y1 x,t ym sen kx t

y2 x,t ym sen kx t
3
As funções y1 e y2 estão representadas no gráfico abaixo:
y
y1
y2

x1 x2 x
x

Como os pontos x1 e x2 correspondem a y1 = 0 e y2 = 0, respectivamente, temos:


y1 y2 0

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a
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ym sen kx1 t ym sen kx2 t


3

kx1 t kx2 t
3

k x2 x1
3

x2 x1 x
3k
Utilizando-se (1):

x2 x1 x
2 f
3
v
v
x
6f
(b) Vamos utilizar o primeiro método usado no item (a) para o cálculo de .
T t
2
1
f t
2
1
2 f t 2 500 s 1,00 10 3 s rad
3,14 rad

20. A tensão num fio preso em ambos os extremos é duplicada sem que haja qualquer mudança
considerável em seu comprimento. Qual é a razão entre as velocidades das ondas transversais
nesse fio, antes e depois do aumento de tensão?
(Pág. 131)
Solução.
Vamos utilizar o índice 1 para a situação inicial e 2 para a final. As velocidades v1 e v2 valem:
1
v1

2 1
v2

Nas equações acima, é a tensão e é a densidade linear de massa das cordas. A razão pedida é:
1
v1
v2 2 1

v1 1
v2 2
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25. Uma corda esticada tem uma massa por unidade de comprimento de 5,0 g/cm e uma tensão de
10 N. Uma onda senoidal nessa corda tem uma amplitude de 0,12 mm e uma freqüência de 100
Hz e se propaga no sentido de x decrescente. Escreva uma equação para essa onda.
(Pág. 132)
Solução.
A equação geral para uma onda transversal que se propaga no sentido de x decrescente é:
y x,t ym sen kx t
A amplitude ym foi dada no enunciado. Vamos calcular o número de onda angular k.
2 2 2 f 2 f 0,50 kg/m
k 2 f 2 100 Hz 140, 4962 rad/m
v v 10 N
f
k 140 rad/m
A freqüência angular vale:
2 f 2 100 Hz 628,3185 rad/s
630 rad/s
Logo:
y x ,t 0,12 mm sen 140 rad/m x 630 rad/s t

27. Uma onda senoidal transversal senoidal está se propagando ao longo de uma corda no sentido
de x decrescente. A Fig. 17-24 mostra um gráfico do deslocamento como função da posição, no
instante t = 0. A tensão na corda é 3,6 N e sua densidade linear é 25 g/m. Calcule (a) a
amplitude, (b) o comprimento de onda, (c) a velocidade da onda e, (d) o período da onda. (e)
Ache a velocidade máxima de uma partícula da corda. (f) Escreva uma equação descrevendo a
onda progressiva.

(Pág. 132)
Solução.

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a
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y (cm)

ym

x (cm)

A análise do gráfico mostra que:


(a) Amplitude:
ym 5, 0 cm
(b) Comprimento de onda:
40 cm
(c) Velocidade de propagação:
3,6 N
v
2,5 10 2 kg

v 12 m/s
(d) Período:
0, 40 m
T 0, 0333 s
v 12 m/s
T 33 ms
(e) A velocidade máxima umax de um elemento de corda é dada por (ver Probl. 11 - Item (b))
umax ym
2 2
umax ym 0,050 m 9, 4247 m/s
T 0,0333 s
umax 9, 4 m/s
(f) Para compor a função de onda, precisamos determinar a freqüência angular ,
2 2
188, 4955 rad/s
T 0,0333 s
190 rad/s
o número de onda angular k,
2 2
k 15,7079 rad/m
0, 40 m
k 16 rad/m
e a constante de fase . No instante t = 0, o deslocamento vertical da onda é y(5,0) = 4,0 cm. Ou seja:
y(5,0) 0, 040 m

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a
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y(5,0) ym sen kx

0,040 m 0,050 m sen 15,7079 rad/m 0,050 m

sen 15,7079 rad/m 0,050 m 0,80


Há dois ângulos entre 0 e 2 rad cujo seno é igual a 0,80: 1 = 0,9272... rad e 2 = 2,2142... rad. A
análise da velocidade vertical do elemento de onda em x = 0 é capaz de indicar o valor correto. A
velocidade vertical do elemento de onda em x no instante t, u(x,t), vale:
y x ,t ym sen kx t
u x ,t ym cos kx t
t t
Para 1 = 0,9272... rad, no instante t =0, a velocidade vertical do elemento de onda em x = 0, u(0,0)
vale:
u1 0,0 190 rad/s 0,050 m cos 0 0 0,9272 rad 5,7 m/s
Para 2 = 2,2142... rad:
u2 0,0 190 rad/s 0,050 m cos 0 0 2, 2142 rad 5,7 m/s
Segundo o enunciado, a onda movimenta-se no sentido x, ou seja, para a esquerda. Isto implica em
que, no instante t = 0 (que é o instante retratado na Fig. 17-24), o elemento de corda que cruza o
eixo y esteja se movendo no sentido +y, ou seja, para cima (u 0). Portanto, a constante de fase
correta é = 1 = 0,9272... rad.
Finalmente:
y( x,t ) 0,050 m sen 16 rad/m x 190 rad/s t 0,93 rad

30. Um fio de 10,0 m de comprimento e de massa 100 g é tracionado por uma tensão de 250 N. Se
dois pulsos, separados no tempo de 30,0 ms, são gerados, um em cada extremidade do fio, onde
eles se encontrarão pela primeira vez?
(Pág. 132)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:
v

t01 = 0
v v
t02 = t

0 d L x
v v

t1 = t2
O pulso 1 foi gerado no instante t01 = 0, enquanto que o pulso 2 em t02 = t =30,0 ms. A velocidade
escalar dos pulsos é a mesma e dada por:
L
v
m

________________________________________________________________________________________________________ 8
a
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onde é a tensão no fio, é a densidade linear de massa do fio, m é a sua massa e L o seu
comprimento. Vamos analisar o movimento, com velocidade constante, do pulso 1:
x1 x01 vx1 t1 t01

L
d 0 t1 0
m
m
t1 d (1)
L
Agora vamos analisar o movimento do pulso 2:
x2 x02 vx 2 t2 t02

L
d L t2 t
m

L m
t2 L d t (2)
m L
Como os pulsos deverão encontrar-se no ponto d no mesmo instante de tempo, conclui-se que t1 =
t2. Igualando-se (1) e (2):
m L m
d L d t
L m L

1 L 1 250 N 10,0 m
d L t 10,0 m 30,0 10 3 s 7,3717 m
2 m 2 0,100 kg

d 7,37 m

33. A potência P1 é transmitida por uma onda de freqüência f1 numa corda sob tensão 1. Qual é a
potência transmitida P2 em termos de P1 (a) se a tensão da corda for aumentada para 2 = 4 1 e
(b) se, ao invés, a freqüência for diminuída para f2 = f1/2?
(Pág. 132)
Solução.
A situação 1 é caracterizada pelos seguintes parâmetros: P1, f1 e 1.

(a) P2 = ? para 2 = 4 1
A potência transmitida na situação 1 é dada por:
1
P1 v1 12 ym2 1
2
Onde:
1
v1

1 2 f1
Logo:
1 2
P1 1
4 f12 ym2 1 (1)
2
________________________________________________________________________________________________________ 9
a
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Na situação 2, teremos:
1 4 2
P2 1
4 f12 ym2 1 (2)
2
Dividindo-se (2) por (1):
P2 4 1
P1 1

P2 2 P1
(b) P2 = ? para f2 = f1/2
Agora, na situação 2, teremos:
1 1 2 f12 2
P2 4 ym1 (3)
2 4
Dividindo-se (3) por (1):
f12
P2 4
P1 f12
P1
P2
4

35. Uma onda senoidal transversal é gerada numa extremidade de uma longa corda horizontal, por
uma barra que se move para cima e para baixo entre extremos que distam 1,00 cm. O
movimento é contínuo e repetido regularmente 120 vezes por segundo. A corda tem uma
densidade linear de 120 g/m e é mantida sob uma tensão de 90,0 N. Ache (a) o valor máximo da
velocidade transversal u e (b) o valor máximo da componente transversal da tensão. (c) Mostre
que os dois valores máximos, calculados acima, ocorrem para os mesmos valores de fase da
onda. Qual é o deslocamento transversal y da corda nessas fases? (d) Qual é a máxima potência
transferida ao longo da corda? (e) Qual é o deslocamento transversal y quando esta transferência
máxima de potência acontece? (f) Qual é a transferência mínima de potência ao longo da corda?
(g) Qual é o deslocamento transversal y quando esta transferência mínima de potência ocorre?
(Pág. 132)
Solução.
(a) A velocidade máxima umax de um elemento de corda é dada por (ver Probl. 11 - Item (b))
1
umax ym 2 fym 2 120 s 5,00 10 3 m 3,7699 m/s
umax 3, 77 m/s
(b) A componente transversal da tensão ( y) é dada, para pequenas amplitudes, por:
y( x ,t )
y
x
Note que se y / x 0 (corda na horizontal, tal como na parte superior de um pulso), teremos
y 0 . Logo, para uma função de onda transversal progressiva do tipo:
y x,t ym sen kx t
A componente transversal da tensão será:
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a
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y .kym cos kx t
O valor máximo de y ( y,max) ocorrerá quando cos kx t 1.

y ,max .kym . ym . 2 fym


v
1
y ,max 2 fym 2 120 s 5,00 10 3 m 0,120 kg/m 90,0 N 12,3891 N

y ,max 12, 4 N
(c) Como foi demonstrado nos itens (a) e (b), umax e y,maxocorrem quando cos (kx t) = 1. O
deslocamento transversal (y) é zero quando cos (kx t) = 1, pois sen (kx t) = 0.
(d) A potência máxima é dada por:
1 2
dmumax 2
dK 2 dxumax 2 2
Pmax 2 max 2 v 2 fym 4 vf 2 ym2 4 2
f 2 ym2
dt dt dt
2
Pmax 4 f 2 ym2
2 2
2 1 3
Pmax 4 120 s 5, 00 10 m 0,120 kg/m 90, 0 N 46, 7061 W

Pmax 46,7 W
(e) A potência máxima Pmax ocorre quando a velocidade transversal e a deformação da corda forem
máximos (energias cinética e potencial máximas). Isso ocorre no mesmo deslocamento transversal
em que umax ocorre (cos (kx t) = 1), ou seja, em y = 0.
(f) A transferência mínima de potência ocorre quando a velocidade transversal e a deformação da
corda forem mínimas. Como em y = ym a velocidade transversal é zero, a energia cinética também é
zero. Em y = ym a energia potencial também é zero. Logo, a potência mínima também é zero.
(g) A potência P é mínima quando y = ym = 0,500 cm.

38. Uma fonte S e um detector de ondas de rádio D estão localizados ao nível do solo a uma
distância d (Fig. 17-26). Ondas de rádio de comprimento chegam a D, pelo caminho direto ou
por reflexão, numa certa camada da atmosfera. Quando a camada está numa altura H, as duas
ondas chegam em D exatamente em fase. À medida que a camada sobe, a diferença de fase
entre as duas ondas muda, gradualmente, até estarem exatamente fora de fase para uma altura de
camada H + h. Expresse em termos de d, H, e h.

(Pág. 133)
Solução.
Considere o esquema abaixo:

________________________________________________________________________________________________________ 11
a
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B
h
A

d/2 d/2
S D
d
Se as ondas que chegam ao detector (D) pelos caminhos SD e SAD estão em fase, a diferença entre
as distâncias percorridas deve ser igual a n , onde n é um número inteiro:
d SAD d SD n
1/ 2
d2 2
2 H d n
4
1/ 2
d2 4H 2 d n (1)
A perda de sinal observada em D quando a onda percorre o caminho SBD é devida à interferência
destrutiva que ocorre quando esta encontra a onda que percorreu o caminho SD. Isto significa que o
caminho SBD é maior do que SAD em apenas /2. Ou seja:

d SBD d SD n (2)
2
Substituindo-se o valor de n de (1) em (2):
2 1/ 2 1/ 2
d2 4 H h d d 2 4H 2 d
2
2 1/ 2 1/ 2
2 d2 4 H h 2 d2 4H 2

41. Determine a amplitude de uma onda resultante da combinação de duas ondas senoidais que se
propagam no mesmo sentido, possuem mesma freqüência, têm amplitudes de 3,0 cm e 4,0 cm e
diferença de fase de /2 rad.
(Pág. 133)
Solução.
Sejam y1 e y2 as equações das ondas transversais que se propagam no sentido de x crescente:

y1 x,t ym1 sen kx t ym1 cos kx t


2
y2 x,t ym2 sen kx t
A combinação (sobreposição) das duas ondas resulta em:
y x,t y1 x,t y2 x,t ym1 cos kx t ym2 sen kx t (1)
A determinação da amplitude ym da função y(x,t) pode ser feita por meio da localização dos seus
pontos de máximo, y = ym, ou mínimo, y = ym.

________________________________________________________________________________________________________ 12
a
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y x,t
kym1 sen kx t kym 2 cos kx t 0
x
ym1 sen kx t ym 2 cos kx t
ym 2
tan kx t
ym1

1 ym 2
kx t tan (2)
ym1
Isto significa que sempre que kx t assumir o valor tan 1(ym2/ym1), o valor de y(x,t) será um ponto
de máximo ou mínimo. Substituindo-se (2) em (1):
1 ym 2 1 ym 2
y x ,t ym ym1 cos tan ym 2 sen tan
ym1 ym1

1 4, 0 cm 1 4, 0 cm
ym 3, 0 cm cos tan 4, 0 cm sen tan
3, 0 cm 3, 0 cm

ym 5, 0 cm

46. Uma corda de violão, de náilon, tem uma densidade linear de 7,2 g/m e está sob uma tensão
igual a 150 N. Os suportes fixos estão distanciados 90 cm. A corda está oscilando de acordo
com o padrão de onda estacionária mostrado na Fig. 17-27. Calcule (a) a velocidade escalar, (b)
o comprimento de onda e (c) a freqüência das ondas cuja superposição origina essa onda
estacionária.

(Pág. 133)
Solução.
(a) A velocidade escalar da onda vale:
150 N
v 144,3375 m/s
7, 2 10 3 kg/m

v 140 m/s
(b) A Fig. 17-27 mostra que a vibração ocorre no terceiro harmônico (n = 3), logo o comprimento
de onda vale:
2 L 2 0,90 m
n 3
0,60 m
(c) A freqüência vale:
v 144,3375 m/s
f 240,5626 Hz
0, 60 m

________________________________________________________________________________________________________ 13
a
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f 240 Hz

49. Uma corda de comprimento igual a 125 cm tem massa 2,00 g. Ela é esticada sob uma tensão de
7,00 N entre dois suportes fixos. (a) Qual é a velocidade da onda nessa corda? (b) Qual é a mais
baixa freqüência de ressonância para essa corda?
(Pág. 133)
Solução.
(a) A velocidade escalar de propagação da onda vale:
L 7,00 N 1, 25 m
v 66,1437 m/s
m 2,00 10 3 kg

v 66,1 m/s
(b) Uma corda ressonante fixa em ambas as extremidades é capaz de acomodar um número inteiro
de meios comprimentos de onda:

L n , n = 1, 2, 3, ...
2
Como:
v
f
Logo:
nv
L
2f
nv
fn
2L
Onde f1, f2, f3, etc. são as freqüências de ressonância para n =1, 2, 3, etc. A mais baixa freqüência de
ressonância é f1:
1v 66,1437 m/s
f1 26, 4575 Hz
2L 2 1, 25 m
f1 26,5 Hz

51. Um fio de 1,50 m tem massa 8,70 g e é mantido sob uma tensão de 120 N. O fio é rigidamente
seguro em ambas as extremidades e levado a vibrar. Calcule (a) a velocidade das ondas nesse
fio, (b) os comprimentos de onda que produzem ondas estacionárias, com um e dois meios
comprimentos de onda, nesse fio e (c) as freqüências das ondas que produzem ondas
estacionárias, nas mesmas condições do item anterior.
(Pág. 133)
Solução.
(a) A velocidade escalar de propagação da onda vale:
L 120 N 1,50 m
v 143,8389 m/s
m 8,70 10 3 kg

v 144 m/s
(b) A onda estacionária com um meio comprimento de onda deve satisfazer à seguinte condição:
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a
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L
2
2L 2 1,50 m
3,00 m
A onda estacionária com dois meios comprimentos de onda deve satisfazer à seguinte condição:
L

L 2
2
L
1,50 m
(c) A freqüência de uma onda estacionária pode ser calculada por meio de:
v
f

Para = 3,00 m:
143,8389 m/s
f 47,9463 m
3, 00 m
f 47,9 m
Para = 1,50 m:
143,8389 m/s
f 95,8926 m
1,50 m
f 95,9 m

53. A corda A está esticada entre dois grampos separados por uma distância l. A corda B, de mesma
densidade linear e submetida à mesma tensão que a corda A, está esticada entre dois grampos
separados por uma distância 4l. Considere os primeiros oito harmônicos da corda B. Qual deles
- se algum - tem uma freqüência de ressonância igual a alguma freqüência de ressonância de A?
(Pág. 134)
Solução.
Pelo fato de ambas as cordas terem a mesma densidade linear de massa e estarem sujeitas à mesma
tensão, a velocidade escalar das ondas transversais produzidas nessas cordas devem ser iguais, ou
seja, vA = vB = v. Para uma corda que tem suas extremidades fixas, temos as seguintes freqüências
de ressonâncias (veja a solução Probl. 49, item b):
nv
fn , n = 1, 2, 3, etc.
2l
As oito primeiras freqüências da corda B são:
________________________________________________________________________________________________________ 15
a
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1v v 5v
n=1 f B1 n=5 f B5
2 4l 8l 8l
2v v 3v
n=2 fB2 n=6 f B6
2 4l 4l 4l
3v 7v
n=3 f B3 n=7 f B7
8l 8l
v v
n=4 fB4 n=8 f B8
2l l
Analisando-se as possíveis freqüências de ressonância da corda A, temos:
1v v 5v
n=1 f A1 n=5 f A5
2 l 2l 2l
2v v 3v
n=2 f A2 n=6 f A6
2 l l l
3v
n=3 f A3 etc.
2l
2v
n=4 f A4 etc.
l
Vemos que apenas duas freqüências de ressonância de B coincidem com as freqüências de A. São
elas:
f A1 fB4
f A2 f B8

54. Duas ondas estão se propagando na mesma corda, muito comprida. Um vibrador no extremo
esquerdo da corda gera uma onda dada por
1 1
y1 6, 0 cm cos 2, 0 m
t x 8, 0 s
2
enquanto um outro no extremo direito da corda gera a onda
y1 6, 0 cm cos 2, 0 m 1 x 8, 0 s 1 t
2
(a) Calcule a freqüência, o comprimento de onda e a velocidade escalar de cada onda. (b)
Determine os pontos onde não existe movimento (os nós). (c) Em quais pontos o movimento da
corda é máximo?
(Pág. 134)
Solução.
(a) Comparando-se as funções das ondas fornecidas no enunciado com uma função geral da onda
transversal progressiva:
y x,t ym cos kx t
Vemos que as freqüências das duas ondas são idênticas e valem:
1
8, 0 s 8, 0 s 1

f 2
2 2 4

________________________________________________________________________________________________________ 16
a
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1
f 2,0 s
Da mesma forma, os comprimentos de onda são iguais:
2 2
4 2, 0 m
k 2, 0 m 1

2
2,0 m
Idem para a velocidade escalar das duas ondas:
1
v f 2,0 m 2,0 s
v 4,0 m/s
(b) Vamos construir a onda resultante da sobreposição das duas ondas dadas, que corresponde à
soma das duas funções de onda:
1 1 1 1
y 6,0 cm cos 2,0 m x 8,0 s t cos 2,0 m x 8,0 s t
2 2
A expressão acima pode ser representada por:
y 6, 0 cm cos cos
Aplicando-se a identidade trigonométrica:
1 1
cos cos 2cos cos
2 2
Teremos:
1 1 1 1 1 1
y 6, 0 cm 2cos 2, 0 m x 2, 0 m x cos 8, 0 s t 8, 0 s t
2 2 2 2 2 2
1 1
y 12 cm cos 2,0 m t x cos 8,0 s
2 2
Uma representação geral para a onda estacionária acima pode ser:
y ym ( x ) cos t
Onde ym(x) é a amplitude da onda estacionária em cada ponto x da corda. Os nós da onda
estacionária correspondem aos pontos da corda onde ym(x) =0, ou seja:
1
cos 2,0 m xnó 0
2
Isto implica em:
1 1
2,0 m xnó n , n = 0, 1, 2, 3, etc.
2 2
1
xnó n 1, 0 m , n = 0, 1, 2, 3, etc.
2
(c) Os antinós ocorrerão em:
1
cos 2,0 m xantinó n , n = 0, 1, 2, 3, etc.
2
xantinó n 1, 0 m , n = 0, 1, 2, 3, etc.
Veja o esquema da onda estacionária:
________________________________________________________________________________________________________ 17
a
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nós antinós

0 1 2 3 4 5
x (m)

56. Uma corda está esticada entre suportes fixos separados por 75,0 cm. Observou-se que tem
freqüências ressonantes em 420 e 315 Hz e nenhuma outra neste intervalo. (a) Qual é a
freqüência de ressonância mais baixa dessa corda? (b) Qual é a velocidade de onda para essa
corda?
(Pág. 134)
Solução.
(a) A fórmula geral para as freqüências ressonantes numa corda esticada com ambas as
extremidades fixas é (veja a solução Probl. 49, item b):
nv
fn , n = 1, 2, 3, etc.
2l
Como não há outras freqüências ressonantes entre as duas freqüências dadas, conclui-se que essas
freqüências são harmônicos consecutivos. ou seja:
nv
fn 315 Hz
2l
n 1 v
fn 1 420 Hz
2l
Fazendo-se a diferença entre essas freqüências:
n 1 v nv 1v
fn 1 fn f1
2l 2l 2l
Logo:
f1 fn 1 fn 420 Hz 315 Hz
f1 105 Hz
(b) Para o primeiro harmônico, o comprimento de onda é:
1 2L
Veja o esquema:
L= /2

Logo, a velocidade escalar da onda será:


1
v f
1 1 2Lf1 2 0,750 m 105 s 157,5 m/s
v 158 m/s

________________________________________________________________________________________________________ 18
a
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58. Dois pulsos se propagam ao longo de uma corda em sentidos opostos, como na Fig. 17-29. (a)
Se a velocidade de onda v é 2,0 m/s e os pulsos estão a uma distância de 6,0 cm em t = 0,
esboce os padrões resultantes para t = 5,0, 10, 15, 20 e 25 ms. (b) O que aconteceu com a
energia em t = 15 ms?

(Pág. 134)
Solução.
(a) Após um intervalo de tempo t, o pulso da esquerda (pulso 1) terá executado um deslocamento:
x1 v t
Enquanto que o pulso da direita (pulso 2):
x2 v t
Após t, a posição de cada pulso será:
x1 x1,0 x1 x1,0 v t
x2 x2,0 x2 x2,0 v t
Portanto, a distância d entre os pulsos será:
d x2 x1 x2,0 v t x1,0 v t x2,0 v t x1,0 v t

d x2,0 x1,0 2v t d0 2v t

d 0,060 m 4,0 m/s t


Nas equações acima, representamos d0 como a distância original entre os pulsos. Portanto, após t
= 5,0 ms:
3
d 0, 060 cm 4, 0 m/s 5, 0 10 s 0, 04 m

d 40 cm
v
t = 5,0 ms
v
Após t = 10 ms:
3
d 0, 060 cm 4, 0 m/s 10 10 s 0, 02 m

d 20 cm
v
t = 10 ms
v
Após t = 15 ms:
3
d 0, 060 cm 4, 0 m/s 15 10 s 0, 0 m

________________________________________________________________________________________________________ 19
a
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d 0 cm
t = 15 ms
Após t = 20 ms:
3
d 0, 060 cm 4, 0 m/s 20 10 s 0, 2 m

d 20 cm
v
t = 20 ms
v
Após t = 25 ms:
3
d 0, 060 cm 4, 0 m/s 25 10 s 0, 4 m

d 40 cm
v
t = 25 ms

v
(b) Quando os pulsos estão viajando, transportam energia cinética (devido à velocidade transversal
das partículas de corda) e energia potencial (devido ao estiramento da corda para formar o pulso).
Quando os pulsos se tocam, seus deslocamentos transversais, de sinais opostos, anulam-se, até
desaparecerem quando da sobreposição total. Como não há mais deslocamento transversal nesse
instante, não haverá energia potencial armazenada na onda. Devido à conservação da energia
mecânica do sistema, toda a energia transportada estará na forma de energia cinética.

61. A vibração de um diapasão a 600 Hz estabelece ondas estacionárias numa corda presa nas duas
extremidades. A velocidade escalar da onda na corda é 400 ms. A onda estacionária tem dois
comprimentos de onda e uma amplitude de 2,0 mm. (a) Qual é o comprimento da corda? (b)
Escreva uma equação para o deslocamento da corda em função da posição e do tempo.
(Pág. 134)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:
L

(a) O comprimento da corda vale:


v 400 m/s
L 2 2 2 1,3333 m
f 600 Hz
L 1,33 m
(b) A equação de uma onda estacionária pode ser representada por:
y( x,t ) 2 ym sen kx cos t ym' sen kx cos t

________________________________________________________________________________________________________ 20
a
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Na equação acima, ym é a amplitude das ondas que originaram a onda estacionária e y m' é a
amplitude da onda estacionária. Para compor a função da onda estacionária, precisamos apenas
determinar k e . A freqüência angular vale:
2 f 2 600 Hz 3.769,91 rad/s
O número de onda angular vale:
3.769,91 rad/s
k 9, 4247 rad/m
v 400 m/s
Logo:
y( x,t ) 2,0 mm sen 9, 42 rad/m x cos 3.770 rad/s t

62. Numa experiência com ondas estacionárias, uma corda de 90 cm de comprimento está
conectada ao terminal de um diapasão elétrico e oscilando perpendicularmente ao seu
comprimento, na freqüência de 60 Hz. A massa da corda é 0,044 kg. (a) A que tensão deve ser a
corda submetida (pesos estão presos na outra ponta) para ela vibrar com dois comprimentos de
onda? (b) O que aconteceria se o diapasão fosse girado de forma a vibrar paralelamente ao
comprimento da corda?
(Pág. 134)
Solução.
Considere o seguinte esquema:
L

(a) A tensão na corda pode ser obtida por meio da manipulação de alguns parâmetros envolvidos na
composição da onda, tais como a densidade linear de massa , a velocidade escalar da onda v, a
massa da corda m, o comprimento da corda L e a freqüência de vibração f:
2
2 m 2 m L
v f f2
L L 2
2
mLf 2 0, 044 kg 0,90 m 60 Hz
35, 64 N
4 4
36 N

63. Considere uma onda estacionária que é a soma de duas ondas idênticas se propagando em
sentidos opostos. Mostre que a energia cinética máxima em cada meio comprimento de onda
dessa onda estacionária é 2 2 ym2f v.
(Pág. 134)
Solução.
Seja a equação de onda estacionária:

________________________________________________________________________________________________________ 21
a
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y( x ,t ) 2 ym sen kx cos t
A velocidade transversal de um elemento do meio que conduz a onda é:
y x,t
u x ,t 2 ym sen kx sen t
t
A velocidade transversal máxima é atingida quando sen t = 1, ou seja, em y(x,t) = 0. Logo:
umax( x ) 2 ym sen kx (1)
Considerando-se meio comprimento de onda transversal, como no esquema que segue:
L

dx dm
x

umax(x)
A energia cinética máxima de um elemento de massa dm da corda é dado por:
1 2 1 2
dK max( x ) dmumax( x) dxumax( x) (2)
2 2
Substituindo-se (1) em (2):
1 2
dK max( x ) dx 2 ym sen kx 2 2 ym2 sen 2 kx dx
2
A energia cinética máxima em meio comprimento de onda será dado pela integral:
2
/2 1
Kmax, /2 2 ym2 sen 2 kx dx 2 2
ym2 sen k
0 4 4k
Como k = 2 (verifique!), teremos:
2 1
Kmax, /2 2 ym2 2
ym2 (3)
4 2
Da relação v = /k:
2
v2 k 2
2 2 2 2 2
2 4 4 v 4 v
v2k 2 v2 2
v
f
2
4 2vf (4)
Substituindo-se (4) em (3):
2
K max, /2 2 ym2 vf

65. Uma corda, submetida a uma tensão de 200 N e presa em ambas as extremidades, oscila no
segundo harmônico de uma onda estacionária. O deslocamento da corda é dado por
y 0,10 m sen x / 2 sen12 t
onde x = 0 numa das pontas da corda, x é dado em metros e t em segundos. Quais são (a) o
comprimento da corda, (b) a velocidade escalar das ondas na corda e (c) a massa da corda? (d)
Se a corda oscilar num padrão de onda estacionária referente ao terceiro harmônico, qual será o
________________________________________________________________________________________________________ 22
a
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período de oscilação?
(Pág. 134)
Solução.
Considere o seguinte esquema, que mostra uma onde estacionária que vibra em seu segundo
harmônico:
L

Comparando-se a equação da onda estacionária fornecida no enunciado com a equação geral de


uma onda estacionária:

y( x,t ) 2 ym sen kx cos t 2 ym sen kx sen t


2
Podemos concluir que o número de onda angular k vale:
1
k m
2
E que a velocidade angular vale:
k 12 s 1
(a) Como a onda estacionária vibra no segundo harmônico, isto significa que há dois meios
comprimentos de onda (meio comprimento de onda para cada harmônico) no comprimento L da
corda.
2 2
L 2
2 k 1
m
2
L 4,0 m
(b) A velocidade de propagação da onda transversal vale:
1
12 s
v
k 1
m
2
v 24 m/s
(c) A massa da corda vale:
L
v
m
L 200 N 4,0 m
m 2
1,3888 kg
v2 24 m/s
m 1, 4 kg
(d) O esquema a seguir mostra uma onda estacionária vibrando em seu terceiro harmônico:

________________________________________________________________________________________________________ 23
a
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Quando a onda vibra em seu terceiro harmônico, temos:

L 3
2
2L
3
O período da onda estacionária será:
2L 2 4, 0 m
T 1,1111 s
v 3v 3 24 m/s
T 1,1 s

67. Uma onda estacionária resulta da soma de duas ondas transversais progressivas dadas por
y1 0, 050 cos x 4 t
y2 0, 050 cos x 4 t
onde x, y1 e y2 estão em metros e t em segundos. (a) Qual é o menor valor positivo de x que
corresponde a um nó? (b) Em quais instantes no intervalo 0 t 0,50 s a partícula em x = 0 terá
velocidade zero?
(Pág. 134)
Solução.
A onda estacionária resultante y da sobreposição de y1 e y2 corresponde à soma dessas duas ondas:
y y1 y2 0,050 cos x 4 t cos x 4 t
Aplicando-se a identidade trigonométrica:
1 1
cos cos 2cos cos
2 2
Teremos:
1 1
y 0,050.2cos x 4 t x 4 t cos x 4 t x 4 t
2 2
y 0,10 cos x cos 4 t
y 0,10 cos x cos 4 t (1)
Uma representação geral para a onda estacionária acima pode ser:
y ym ( x ) cos t
(a) Os nós da onda estacionária ocorrerão sempre que cos x = 0, ou seja, quando:
1
x n , n = 0, 1, 2, 3, etc.
2
O menor valor positivo de x onde há nó corresponde ao valor de n = 0:

________________________________________________________________________________________________________ 24
a
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1
x 0
2 2
1
x m
2
O esquema a seguir mostra a onda estacionária y no instante t = 0, em 0 x 5:
y

(b) A velocidade transversal da corda u é dada por:


y 0,10 cos x cos 4 t
u 0,10.4 cos x sen 4 t
t t
u 0,40 cos x sen 4 t
Em x = 0, a velocidade transversal será zero sempre que sen 4 t = 0. ou seja:
4 t n , n = 0, 1, 2, 3, etc.
n
t
4
Entre 0,0 e 0,5 s, inclusive, a partícula da corda em x = 0 terá velocidade zero nos seguintes
instantes: t = 0 s, t = ¼ s e t = ½ s.

________________________________________________________________________________________________________ 25
a
Halliday, Resnick, Walker - Física 2 - 4 Ed. - LTC - 1996. Cap. 17 – Ondas I
Problemas Resolvidos de Física Prof. Anderson Coser Gaudio – Depto. Física – UFES

RESNICK, HALLIDAY, KRANE, FÍSICA, 4.ED., LTC, RIO DE JANEIRO, 1996.

FÍSICA 2

CAPÍTULO 19 – MOVIMENTO ONDULATÓRIO

18. Na Fig. 27a, a corda n.o 1 tem densidade linear de massa 3,31 g/m, e a corda n. o 2 é 4,87 g/m.
Elas estão esticadas devido ao peso de um bloco cuja massa é M = 511 g. (a) Calcule a
velocidade de onda em uma corda. (b) O bloco agora é dividido em dois (com M1 + M2 = M) e o
aparelho é rearranjado como aparece na Fig. 27b. Determine M1 e M2 para que as velocidades
de onda nas duas cordas sejam iguais.

(Pág. 119)
Solução.
(a) A figura abaixo mostra o diagrama das forças que agem na polia central da Fig. 27a, onde F é a
tensão na corda e P é o peso da massa M:
F F y

z x

P
A partir do diagrama é fácil concluir que:
2F P Mg
Mg
F
2
A velocidade de uma onda transversal numa corda é dada por:
F
v

Logo, a velocidade da onda na corda 1 vale:


________________________________________________________________________________________________________ 26
a
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F Mg 511 g 9,81 m/s 2


v1 27,5179 m/s
1 2 1 2 3,31 g/m
v1 27,5 m/s
A velocidade da onda na corda 2 vale:

Mg 511 g 9,81 m/s 2


v1 22, 6863 m/s
2 2 2 4,87 g/m
v1 22, 7 m/s
(b) O enunciado agora exige que as velocidades em ambas as cordas sejam iguais:
v1 v2
F1 F2
1 2

M1g M2g
1 2

2
M2 M1 (1)
1

Mas existe a seguinte restrição:


M1 M 2 M
M2 M M1 (2)
Igualando-se (1) e (2):
1 M 3,31 g/m 511 g
M1 206, 7738 g
1 2 3,31 g/m 4,87 g/m
M1 207 g
Logo:
M2 304 g

21. O tipo de borracha usada em algumas bolas de beisebol e de golfe obedece a lei de Hooke numa
para ampla faixa de alongamentos. Uma tira desse material tem comprimento L e massa m.
Quando uma força F é aplicada, a tira aumenta de L. (a) Qual é a velocidade (em termos de m,
L e constante de força k) para ondas transversais nessa tira? (b) Usando sua resposta à parte
(a), mostre que o tempo necessário para um pulso transversal percorrer o comprimento da tira
de borracha é proporcional a 1/ L se l L e é constante se l L.
(Pág. 119)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:

________________________________________________________________________________________________________ 27
a
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m, k Elástico

F
(a) A velocidade da onda transversal na tira é dada por:
F
v (1)

A força F aplicada na tira produz uma deformação que é proporcional ao módulo da força (lei de
Hooke), sendo que no equilíbrio, F corresponde à tensão na tira:
F k L
A densidade linear da tira, , é a razão entre a sua massa, que é constante, e seu comprimento, que
depende do grau de estiramento:
m
L L
Substituindo F e em (1):
k L
v
m
L L
k L2 L
v 1
m L
(b) A velocidade de um pulso que percorre a tira vale:
x
v
t
Para um deslocamento x L L , o intervalo de tempo vale:
L L
t (2)
v
Substituindo-se a expressão de v obtida no item (a) em (2):
2
L L m L L
t
k L k L L L
L L
m
m L L
t
k L
Para l L, teremos:
mL 1
t
k L L
Para l L, teremos:

________________________________________________________________________________________________________ 28
a
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m
t constante
k

22. Uma corda uniforme de massa m e comprimento L está dependurada do teto. (a) Mostre que a
velocidade de uma onda transversal nessa corda é uma função de y, a distância a partir do
extremo inferior, e é dada por v gy . (b) Mostre que o tempo necessário para uma onda
transversal percorrer o comprimento da corda é t 2 L / g . (c) A massa da corda afeta os
resultados de (a) e (b)?
(Pág. 119)
Solução.
Considere o seguinte esquema:

v ( y)

(a) A tensão na corda é variável. Num dado ponto da corda, a tensão é igual ao peso da porção da
corda abaixo daquele ponto. No esquema acima, a tensão no ponto P, localizado a uma altura y da
extremidade inferior da corda, vale:
F( y ) m( y ) g gy
Logo, a velocidade da onda transversal na corda vale:
F( y ) gy
v( y )

v( y ) gy
(b) O tempo que a onda leva para percorrer o comprimento da corda pode ser obtido da seguinte
forma:
dy
v( y ) gy
dt
dy
dt
gy
t L dy
dt
0 0
gy
L
2 gy
t
g 0

________________________________________________________________________________________________________ 29
a
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L
t 2
g
(c) A massa da corda não interfere nos resultados dos itens (a) e (b).

23. Um fio não uniforme de comprimento L e massa M tem densidade linear de massa variável,
dada por = kx, onde x é a distância a uma extremidade do fio e k uma constante. (a) Mostre
que M = kL2/2. (b) Mostre que o tempo t necessário para que um pulso gerado em uma das
extremidades do fio chegue à outra extremidade é t 8ML / 9F , onde F é a tração no fio.
(Pág. 119)
Solução.
(a) A massa da corda pode ser calculada a partir da definição da densidade linear de massa:
dm
( x) kx
dx
M L
dm kxdx
0 0

kL2
M
2
(b) O tempo que a onda leva para percorrer a extensão da corda pode ser calculado a partir da
definição da velocidade:
dx F F
v( x )
dt ( x) kx

kx
dx dt
F
t k L
dt xdx
0 F 0

k 2 3 4kL3
t L
F 3 9F
Do item (a), temos:
2M
k
L2
Logo:
8ML
t
9F

27. Uma onda progride uniformemente em todas as direções, a partir de uma fonte puntiforme. (a)
Justifique a seguinte expressão para o deslocamento y do meio a qualquer distância r da fonte:
Y
y sen k r vt .
r
Considere a velocidade, direção de propagação, periodicidade e intensidade da onda. (b) Quais
são as dimensões da constante Y.
(Pág. 119)

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Problemas Resolvidos de Física Prof. Anderson Coser Gaudio – Depto. Física – UFES

Solução.
(a) No esquema abaixo, a uma distância r1 da fonte sonora F, a intensidade da onda é I1 e a área da
frente de onda é A1. Pode-se afirmar que a potência transmitida P é a mesma para cada frente de
onda.
r2

I
I2
v
I1
F y
A1
A2
r1
A

r
Logo:
P1 P2
I1 A1 I 2 A2 (1)
Mas:
2
I 1/ 2 v y m2 (2)
Ou seja:
I y m2
Substituindo-se (2) em (1) e simplificando-se:
y m2 1 A1 y m2 2 A2
y m2 1 4 r12 y m2 2 4 r22
y m2 1 r12 y m2 2 r22 y m2 r 2 Cte Y2
O termo constante foi arbitrariamente chamado de Y. A amplitude de deslocamento ym da onda
sonora vale:
Y
ym (3)
r
A equação geral de uma onda sonora progressiva, em termos de deslocamento é:
y ( x ,t ) y m sen(kx t )
Considerando-se que a constante de fase = 0 (arbitrário) e que a coordenada x é r:
y ( r ,t ) y m sen(kr t) (4)
Multiplicando-se e dividindo-se o argumento da função seno de (4) por k, o número de onda
angular, e substituindo-se o valor de ym dado por (3):
Y
y ( r ,t ) sen k (r vt) (5)
r
Em (5), foi usada a identidade v = /k.
(b) Como ym e r devem ter dimensão L, cuja unidade SI é o metro, a constante Y deverá ter
dimensão L2.

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