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Simulado II

QUESTÃO 01

“Asa branca”, composição de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, é umas das canções mais conhecidas da história da música brasileira. Transcrevemos dela a quarta estrofe, procurando “imitar” a pronúncia das palavras na gravação do próprio Luiz Gonzaga:

Hoje longe muitas légua, Numa triste solidão, Espero a chuva caí de novo, Pra mim vortá pro meu sertão.

Em algumas gravações mais recentes, porém, os intérpretes de “Asa branca” preferiram alterar a variante lingüística empregada por Luiz Gonzaga,

cantando:

Hoje longe muitas léguas, Numa triste solidão, Espero a chuva cair de novo, Para eu voltar para o meu sertão.

Comparando os dois textos e considerando que o narrador de “Asa branca” é um típico retirante nordestino, assinale a alternativa correta.

A) A gravação de Luiz Gonzaga se vale de registros

lingüísticos incompatíveis com a situação de comunicação apresentada na canção.

B) A versão mais “formal” da letra da canção é mais

persuasiva, já que respeita o padrão culto da língua e por isso atinge mais falantes.

C) Ambas as versões de “Asa branca” produzem os

mesmos efeitos, já que essas sutilezas gramaticais não interferem na produção do sentido. D) A gravação de Luiz Gonzaga emprega uma variante lingüística mais coerente com o tema da canção.

E) A segunda versão da letra se vale de uma variante

lingüística típica de alguém que está diante do problema da seca no nordeste. A gravação original de “Asa branca”, ao empregar uma variante lingüística tipicamente popular, produz um efeito de aproximação com o universo social dos retirantes nordestinos que deparam constantemente com o problema da seca. Assim, a versão “original” da letra é mais coerente com o tema da canção. Resposta: D

QUESTÃO 02

A diversidade é uma característica marcante do

fenômeno vida. Os organismos podem ser tão diferentes quanto um mosquito e um elefante, um cavalo e uma ostra, uma bactéria e uma árvore alta da floresta. No entanto, todos eles apresentam algumas características comuns, que revelam um parentesco entre eles, por mais diferentes que sejam.

Considere os atributos abaixo relacionados:

I — presença de células em praticamente todos os

organismos;

II — variabilidade morfológica dentro de um mesmo

grupo;

Quais dessas características reforçariam a noção de que todos os organismos tiveram uma origem comum, nos primórdios da história da vida?

A) I, II e III.

B) I, III e IV.

C) I, IV e V.

D) II, III e V.

E) III, IV e V

. A presença do padrão celular em praticamente todos

os organismos vivos é um excelente indício de sua

origem comum (afirmação I). Além disso, o sistema de tradução da informação genética, ou seja, seu “código genético” (não confundir com “informação genética”) é o mesmo na maioria deles — envolvendo a seqüência

funcional DNA −−− RNA −−− proteínas (afirmação IV). Por fim, os seres de organização celular utilizam proteínas especiais, as enzimas, como ferramentas

obrigatórias de suas reações químicas (afirmação V).

A capacidade de produzir seu próprio alimento

orgânico (afirmação III) é exclusiva dos autótrofos (fotossintetizantes ou quimiossintetizantes), característica não compartilhada por todos os seres vivos. Por fim, a variabilidade, seja dentro do mesmo grupo (afirmação II) ou entre um grupo e outro, nunca poderia ser um argumento a favor de uma origem comum. Resposta: C

QUESTÃO 03 No dia 30/3/2006 um foguete russo (Soyuz TMA-8) levou para a estação orbital internacional (ISS) o primeiro astronauta brasileiro, Marcos César Pontes. A cobertura jornalística de tal vôo incluiu uma afirmação errônea com relação à gravidade no interior da ISS: dizia-se que a gravidade é nula. A figura apresentada a seguir satiriza a situação de um astronauta em órbita e de fato sugere a inexistência de gravidade na nave.

e de fato sugere a inexistência de gravidade na nave. A explicação correta para tal fenômeno

A explicação correta para tal fenômeno é que, em órbita:

A) a força gravitacional é equilibrada pela força centrífuga.

B) a gravidade não é nula. O astronauta flutua porque

a pressão atmosférica fora da nave é zero, pois no

espaço não há ar.

C) a gravidade terrestre é equilibrada pela gravidade

lunar, pois a nave encontra-se afastada da Terra e

III

— capacidade de produzir o próprio alimento

próxima

orgânico;

à Lua.

IV — utilização de um mesmo código genético;

V — uso de enzimas como ferramentas do

metabolismo.

D) a nave e todos os seus elementos estão caindo

juntos com a mesma aceleração; daí a sensação de gravidade zero.

E) a gravidade é próxima de zero, porém não é zero,

tanto que é comum usar-se o termo microgravidade.

A) Incorreta. A força centrífuga não existe.

B) Incorreta. O fato de a pressão atmosférica ser zero

não explica o fenômeno.

C) Incorreta. O afastamento da nave em relação à

Terra e a aproximação da nave em relação à Lua são

insignificantes.

D) Correta. O fato de todos estarem caindo com a

mesma aceleração causa a impressão de falta de

gravidade.

E) Incorreta. Na ISS a gravidade corresponde a 90%

da gravidade na superfície da Terra. Resposta: D

QUESTÃO 04

RObserve o texto verbal e visual para responder à questão 28.esolução Questão 23

para responder à questão 28. esolução Questão 23 ▼ ReVocê ficaria intimidado numa s Você ficaria

ReVocê ficaria intimidado numa s

Você ficaria intimidado numa situação como esta?(Figura 1)

O

O livro tem o poder de

mudar a sociedade. E agora? (Figura 2)

A propósito desse texto, são feitos os seguintes

comentários:

I — A frase O LIVRO TEM O PODER DE MUDAR A SOCIEDADE traduz por meio de palavras o significado sugerido pelas figuras II — O adolescente, ao tirar um livro de trás da jaqueta

(figura 2), quebra uma expectativa criada pela figura 1.

III — A figura 2 induz uma presumível resposta

negativa à pergunta E AGORA?

IV — A figura 1 sugere uma atitude de intimidação; a

figura 2, uma atitude de desafio.

Sobre esses comentários, pode-se dizer que:

A) todos são corretos.

B) são corretos apenas I, II e III.

C) são corretos apenas I, II e IV.

D) são corretos apenas II e III.

E) são corretos apenas I e IV.

A figura 1 sugere uma situação em que o leitor poderia

sentir-se intimidado pela perspectiva de ser vítima de um ato de violência, pois o preconceito cria a expectativa de que o adolescente tirará uma arma de trás da jaqueta. A figura 2 quebra essa expectativa ao mostrar, no lugar de um objeto ameaçador, um livro — objeto que não intimida e é valorizado socialmente. Assim, entende-se que “o livro tem o poder de mudar

a sociedade” tanto porque é capaz de integrar um

indivíduo antes marginalizado, ao fazer dele um leitor,

quanto porque modifica o modo como ele é olhado. Resposta: A

QUESTÃO 05

Observe as duas imagens e o texto que seguem, todos relacionados à questão dos transgênicos:

CAMPANHA NACIONAL POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS

CAMPANHA NACIONAL POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS Em março de 2006, o Brasil sediou o
CAMPANHA NACIONAL POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS Em março de 2006, o Brasil sediou o

Em março de 2006, o Brasil sediou o Terceiro Encontro das Partes do Protocolo de Cartagena (COP- -MOP 3), que procurava estabelecer regras sobre biossegurança. A ausência ou insuficiência

delas poderia ocasionar prejuízos como, por exemplo,

a retirada do mercado de alimentos geneticamente

modificados não autorizados para consumo humano.

A expectativa em relação ao encontro foi grande, já

que durante o segundo encontro a delegação brasileira impediu o avanço das negociações por se

recusar a apoiar a proposta favorável à indicação clara

e adequada —contém OGMs— nas cargas de

exportação de produtos transgênicos. Esperava-se que essa posição não se repitisse, já que não era adequada do ponto de vista ambiental, dos direitos dos consumidores e tampouco do comercial. Além disso, afrontava o Código de Defesa do Consumidor, em que se afirma ser direito do consumidor a divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, assegurada a liberdade de escolha; além da informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços. (Adaptado de http://www.idec.org.br/emacao.asp?id=1097, 7/3/2006)

Com base na análise das imagens e do texto, aponte a alternativa que interpreta de forma correta a situação técnico-científica que envolve o debate sobre esse assunto.

A) Para muitos cientistas, alimentos transgênicos

podem aumentar a resistência a antibióticos, causar alergias e contaminar plantações vizinhas, o que explicaria a hesitação do governo brasileiro em assumir uma posição sobre a questão e justifica a Campanha Nacional por um Brasil Livre de Transgênicos. B) A certeza de que a tecnologia de transgênicos não é nociva à humanidade ou ao meio ambiente não justifica a posição do governo brasileiro e apóia o cartaz que faz campanha para que todos experimentem esses alimentos. C) Se os organismos transgênicos são espécies mais resistentes a doenças, isso fortalece o cartaz que incentiva todos a experimentarem esses produtos, o

que, segundo o texto, seria um direito do consumidor.

D) Muitos produtos com utilidade biofarmacêutica

podem ser produzidos por animais e plantas transgênicas, com custo muito menor do que os produzidos por técnicas convencionais, o que é direito do consumidor, segundo o texto, e invalida a imagem utilizada pela Campanha Nacional por um Brasil Livre de Transgênicos.

E) Se os organismos transgênicos conseguem

modificações positivas, impossíveis de serem obtidas com técnicas tradicionais, o texto deixa claro que é

direito do consumidor acessar essas mercadorias, o que também invalida a imagem da Campanha Nacional por um Brasil Livre de Transgênicos.

O texto discute

a falta

de uma

posição clara do

governo brasileiro

no

polêmico

debate

sobre

a

questão dos OGMs. As duas imagens apresentam visões diversas sobre esse importante debate técnico- científico, defendendo abertamente pontos de vista completamente opostos. Somente a alternativa A desenvolve uma interpretação que apresenta argumentos convincentes e compatíveis com o texto e com uma das ilustrações, no caso a primeira, que defende a proibição dos transgênicos no Brasil. Resposta: A

Andrade, busca aproximar a alta cultura da cultura popular ao transgredir, propositalmente, a norma culta da língua (ausência de pontuação). Além disso, o enunciador assinala que o desconhecimento da norma não impede a eficácia na vida — as personagens falam “teiado” e constroem “telhados”. A visão de mundo dos enunciadores é diversa no que diz respeito às relações entre alta cultura e cultura popular. O modernista se opõe ao pré-modernista. Este

QUESTÃO 07

QUESTÃO 06

estabelece uma nítida linha de separação entre os dois universos culturais; aquele adota uma atitude de inclusão, que pressupõe compreensão e respeito pela

TEXTO I Florindo, também supersticioso, não teve ânimo de resistir; mas quando chegaram aos cajueiros ele agarrou- a, tirou-a de novo a si e, em voz cálida, que tremia, concordando com o seu escrúpulo, pediu-lhe:

diferença. Resposta: A

— Oia, ocê tem razão

mas

e depois da reza?

“Pequenos países da Micronésia (Ilhas Marshall, Estados Federados da Micronésia, Guam e Mariana

Depois da reza ocê vem? — Não, Florindo. A gente tem de se casá mió?

Pois não é

do Norte), no Oceano Pacífico, lutam contra o aquecimento global (provocado pela emissão de gases de estufa gerados principalmente pela indústria

 

(Coelho

Neto,

dos países desenvolvidos) e a degradação ambiental.

“Escrúpulo”, in Banzo)

As principais conseqüências desses fenômenos são a

TEXTO II vício na fala

descoloração dos recifes de coral, o aumento do nível do mar e a erosão das praias. Em termos de vida terrestre, a região é um “hotspot”, termo técnico que

Para dizerem milho dizem mio Para melhor dizem mió Para pior pió Para telha dizem teia Para telhado dizem teiado E vão fazendo telhados (Poesias Reunidas, Oswald de Andrade)

Considere as afirmações e assinale a alternativa correta. I — No Texto II, a agressão à norma culta feita pelo enunciador é proposital, mas não se pode dizer o

se refere às áreas mais variadas e ameaçadas do planeta quanto à biodiversidade. Cerca de 442 espécies, entre pássaros, répteis e peixes de água doce são endêmicas (só existem ali), estão em perigo e correm sério risco de extinção. Outro problema é a vulnerabilidade das ilhas a espécies invasoras. A introdução acidental de uma única serpente arbórea nos anos 1950 já levou à extinção de nove espécies de pássaros e ao fim de todos os lagartos que só eram encontrados nessa região”. (Adaptado de LOPES, R.J., “Contra a maré”, Folha de S.Paulo, 9/4/2006, Caderno Mais!, p. 9)

mesmo das personagens implícitas.

Com

base

nos

fatos

relatados

no texto,

pode-se

II — No Texto I, o narrador culto desvaloriza as

personagens, não só por mimetizar suas falas incultas, em contraste com o seu domínio lingüístico

sofisticado, mas, também, por caracterizá-las como supersticiosas.

III — No Texto II, o enunciador valoriza as

afirmar que:

A) a introdução acidental de espécies invasoras nos

países da Micronésia conduziu à extinção de todas as espécies de pássaros que viviam na região.

B) a principal alteração ambiental que provocou a

personagens ao considerar que elas são capazes de construir telhados corretamente, a despeito da incorreção gramatical de seu modo de falar (“teiado”).

extinção de 442 espécies endêmicas da região foi o aquecimento global causado pela emissão de gases de estufa.

IV

— Cotejando os dois textos, nota-se que os modos

C)

a região abrangida por alguns países da Micronésia

de

populares são diversas. No caso, a diversidade é

proceder da literatura culta em relação às formas

A) Todas as afirmações são corretas.

é um “hotspot”, ou seja, área de grande biodiversidade ameaçada pela descoloração dos recifes de coral.

devida, em boa parte, às características inerentes a

D)

o aquecimento global provocado pela emissão de

dois momentos histórico-literários: o Pré-Modernismo que, geralmente, enfatizou a inferioridade cultural das

gases de estufa pode ser responsável pela descoloração dos recifes de coral e pelo aumento do

camadas populares, e o Modernismo que, ao

nível do mar na Micronésia .

contrário, valorizou as manifestações da cultura

E)

a diminuição da biodiversidade na Micronésia pode

popular.

ser compensada pela introdução acidental de espécies invasoras, como cobras e lagartos que só vivem naquela região.

B) São corretas todas as afirmações, exceto a II.

Segundo o texto, a introdução de uma única espécie

C) Todas as afirmações são incorretas.

de serpente arbórea levou à extinção de nove

D) São corretas todas as afirmações, exceto a IV.

espécies de pássaros, e não de todas, como afirma

E) São incorretas as afirmações I e III.

erroneamente a alternativa A. O aquecimento global

O Texto I, do pré-modernista Coelho Neto, vê as manifestações da cultura popular com superioridade. A distância é marcada no confronto da linguagem do narrador com a das personagens. Estas são apresentadas como inferiores, porque são marcadas pela ignorância, explicitada no uso da variante lingüística popular e na superstição que lhes é atribuída. A superioridade cultural do narrador é implícita ao seu domínio da norma lingüística culta e à, também implícita, descrença em superstições. O Texto II, do modernista Oswald de

não provocou, pelo menos por enquanto, a extinção de 442 espécies endêmicas da região, fato relatado incorretamente pela alternativa B. Sem dúvida, a região abrangida pelos países da Micronésia é um hotspot. No entanto, o texto não faz alusão à descoloração dos recifes de coral como causadora da redução da biodiversidade da região, como relatado incorretamente pela alternativa C. Ao contrário do que afirma a alternativa E, a introdução acidental de espécies invasoras é mais uma ameaça à redução da biodiversidade na

região, o que é evidenciado pela extinção de todos os lagartos que lá viviam. Resposta: D

QUESTÃO 08

Os dois textos seguintes servem de base para responder à questão. Trata-se de um fragmento do lingüista Fernando Tarallo e de um trecho da “Carta pras icamiabas”, extraído da obra Macunaíma, de Mário de Andrade.

Texto I Em toda comunidade de fala são freqüentes as formas

lingüísticas

variação dá-se o nome de “variantes”. “Variantes lingüísticas” são, portanto, diversas maneiras de se dizer a mesma coisa em um mesmo contexto, e com o mesmo valor de verdade. (Fernando Tarallo. A pesquisa sociolingüística. São Paulo, Ática, 1994)

em

em variação. (

)

A essas

formas

Texto II Ora, sabereis que a sua riqueza de expressão intelectual é tão prodigiosa, que falam numa língua e

escrevem noutra. (

paulistanos dum linguajar bárbaro (

desprezível língua se utilizam na conversação os naturais desta terra, logo que tomam da pena, se despojam de tanta asperidade, e surge o Homem Latino, de Lineu, exprimindo-se numa outra linguagem, mui próxima da vergiliana, no dizer de um panegirista meigo idioma, que, com imperecível galhardia, se intitula: língua de Camões. ( ) Outrossim, hemos adquirido muitos livros bilíngües, chamados “burros”, e o dicionário Pequeno Larousse; e já estamos em condições de citarmos no original latino muitas frases célebres dos filósofos e os testículos da Bíblia. (Mário de Andrade. Macunaíma. São Paulo, Martins Fontes, s.d.)

Nas conversas, utilizam-se os

mas si de tão

)

)

Relacionando os dois textos, podemos afirmar, sobre

o fragmento da “Carta pras icamiabas”, que o

enunciador:

A) procura utilizar uma variante lingüística culta, para

mostrar-se superior aos paulistanos, cuja “asperidade” critica.

B) demonstra, ao empregar uma linguagem mais

formal, seu empenho em escolher uma variante compatível com o gênero carta familiar.

C) considera o “linguajar bárbaro” dos paulistanos

como uma variante inaceitável na conversação.

D) ironiza os paulistanos, parodiando o pedantismo

com que utilizavam a variante culta escrita.

E) admira a riqueza intelectual dos paulistanos, que

dominam tanto o “linguajar bárbaro” quanto o “meigo idioma” de Camões. Macunaíma mostra como algo risível o uso que os paulistanos faziam da variante culta escrita. Opondo- - se o “linguajar bárbaro” da fala cotidiana ao do

“Homem Latino” que “toma da pena”, surge o tema do artificialismo da escrita. Esse artificialismo poderia inclusive causar impropriedades como “testículos da Bíblia” (em vez de versículos), enfatizando seu ridículo. Dessa forma, estão presentes no fragmento da carta a ironia e a paródia em relação ao pedantismo daqueles paulistanos. Resposta: D

QUESTÃO 09

O texto a seguir foi adaptado do Jornal da Unesp,

(edição nº 220, março/2007) para servir de base às questões 09 e 10

Empresa fabricará biopesticida da UNESP.Produto à base de sacarose e óleo de soja foi desenvolvido em São José do Rio Preto e Jaboticabal

… A principal característica do novo biopesticida é matar as pragas por desidratação. Nos testes de laboratório e em cultivos protegidos, a substância eliminou entre 90% e 100% da população de moscas- brancas (insetos), que atacam mais de 700 espécies de hortaliças e frutas. “O produto mostrou-se eficaz também contra três espécies de ácaros (aracnídeos), que agridem seringueiras, plantas ornamentais e lavouras de amendoim”, destacou o professor Reinaldo Feres, do Ibilce. “O princípio ativo é um derivado do açúcar, que destrói a camada de gordura da estrutura biológica que sustenta o corpo dos animais; essa camada tem como principal função evitar a perda de água”, explica Maurício Boscolo, coordenador dos estudos no Ibilce. Por ser um composto à base de sacarose e óleo de soja, o pesticida não oferece riscos à saúde de quem consome os alimentos ou manipula o produto. Também, por ser biodegradável, não polui o ambiente, não afeta o desenvolvimento da planta e, agindo exclusivamente no local desejado, não elimina outros predadores das pragas usados no controle biológico, como ocorre com os pesticidas tóxicos convencionais. “As frutas e vegetais podem ser consumidos sem riscos, diferentemente dos alimentos protegidos por pesticidas comuns, que necessitam de um período de carência”.

O texto faz referência à estrutura biológica que sustenta o corpo de todos os artrópodes (insetos, aracnídeos, etc.), isto é, ao esqueleto, que, no caso desses animais, é externo (exoesqueleto), sendo produzido pela epiderme e obrigatoriamente renovado após mudas periódicas que acompanham o crescimento do corpo.

Pode-se inferir corretamente, a partir do texto, que:

A) o esqueleto dos artrópodes não tem outra função

que não seja a de sustentar o corpo desses animais.

B) o novo biopesticida, ao destruir a camada

impermeabilizante do exoesqueleto, faz com que os

animais percam água e morram.

C) o pesticida dissolve o esqueleto de insetos e

ácaros, matando-os por desidratação.

D) o pesticida, mesmo aplicado fora dos limites dos

locais onde sua ação se faz desejada, não afetaria a camada de gordura superficial de artrópodes

controladores de pragas.

E) a nova substância enfraquece a camada protetora

que reveste o corpo das pragas, facilitando a ação de

outros pesticidas. O texto é claro ao afirmar que o pesticida mata as pragas por desidratação, ao destruir a camada de gordura do exoesqueleto, isto é, da estrutura que sustenta o corpo (alternativa B) e, assim, invalida a alternativa C. A principal função dos esqueletos em geral é a de servir como armadura de sustentação do corpo; outras funções podem associar-se secundariamente a ela (proteção de órgãos internos e impermeabilização, por exemplo), o que invalida a alternativa A. O texto não contém nenhuma afirmação que permita concluir o que está na alternativa E. Resposta: B

QUESTÃO 10

O texto faz referência à idéia de controle biológico, a qual está corretamente expressa em uma das alternativas seguintes:

A) O pesticida não oferece risco à saúde por ser

composto de substâncias naturais controladas.

B) Usado exclusivamente no local desejado, o

biopesticida não elimina outros predadores das pragas.

C)

Pragas podem ser controladas pelo emprego de

outros seres vivos que atuam como seus predadores. D) Alimentos protegidos por pesticidas comuns devem ser controlados, evitando-se seu consumo antes de

um período de carência.

E) Por ser biodegradável, o pesticida não polui o

ambiente nem afeta o desenvolvimento da planta. O controle biológico nas cadeias alimentares dos ecossistemas se faz pelo emprego de um tipo de ser vivo — um predador, por exemplo — que controle populações de uma praga, reduzindo ou eliminando os prejuízos por ela causados. Resposta: C Resoluç