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OLIVEIRA, Roberto Cardoso. SOBRE O PENSAMENTO ANTROPOLÓGIOCO. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro; Brasília: CNPq, 1988. Pp 91 à 129.

CAPÍTULO 4

A categoria de (des)ordem e a pós-modernidade da Antropologia

Neste capítulo o autor apresenta as três escolas que compõem os paradigmas

da ordem são eles: o Funcionalismo, o Culturalismo e o Estruturalismo; Unidas,

pretendiam fundar uma nova disciplina científica que unisse racionalismo e objetividade, proporcionando à nova disciplina o caráter positivista, enraizado

no Iluminismo. Considerando as escolas, o autor deixa claro que os seguidores

tentavam controlar a subjetividade, a história e o indivíduo, objetivando

organizar o tempo em etapas evolutivas.

O paradigma francês racionalista auxiliou na descoberta de formas

elementares que construíam o pensamento primitivo; enquanto a escola funcionalista-estrutural estuda a estrutura de parentesco na Inglaterra, paralelamente nos Estados Unidos elabora estudos sobre os

padrões/regularidades culturais.

O paradigma hermenêutico pós-moderno, da desordem, retirou qualquer

“sentido” restrito, ou não, da Antropologia - os pós-modernistas romperam com

os antecessores e passaram a utilizar os textos como exemplos de erros

teóricos, metodológicos, políticos e morais; A hermenêutica atribui à reflexão

antropológica subjetividade, individualidade e historicidade, consequentemente

na Antropologia Interpretativa o pesquisador assume sua condição de

intérprete. (Ressaltando que nas formas anteriores o homem era visto biologicamente e categorizado de acordo com o “estagio evolutivo” que se encaixava)

Roberto Cardoso de Oliveira admite que a tensão causada pela hermenêutica pós-moderna resulta no aprimoramento do paradigma e outros antropólogos, como Maus e Fischer, acreditam na coexistência das quatro escolas, tradicionais e a novas que estabelecem uma pluralidade de versões que aumentam as potencialidades.

Por fim, ao discutir sobre uma nova perspectiva que rejuvenesceu e dinamizou

a antropologia, a hermenêutica, percebo o desenvolvimento da configuração do saber antropológico, pois antes de concluir o capítulo percebi a introdução da intersubjetividade, reflexividade e historicidade a desordem e racionalidade metodológica a ordem.

CAPÍTULO 5

A DISCIPLINA NA PERIFERIA - O que é isso que chamamos de antropologia brasileira?

A princípio o autor fundamenta o modelo matriarcal da disciplina no cruzamento

das tradições intelectualista e empirista constatando as vertentes antônimas

das categorias de sincronia e diacronia com os seguintes domínios e

paradigmas:

Domínio intelectualista/sincronia = paradigma racionalista;

Domínio empirista/sincronia = paradigma estrutural-funcionalista;

Domínio empirista/diacronia = paradigma culturalista;

Domínio intelectualista/diacronia = paradigma hermenêutico;

A Antropologia no Brasil era conhecida como Etnologia; em decorrência da

subordinação aos objetos reais, surgiram duas tradições no campo brasileiro: a

Etnologia Indígena e a Antropologia da Sociedade Nacional que tiveram como principais nomes, no período que corresponde às décadas de 20 e 30, Curt Nimuendaju e Gilberto Freyre, respectivamente outros nomes importantes participaram do período, mas não deixaram obras com o mesmo impacto. (Destacando Heloísa Alberto Torres com seu trabalho sobre a ilha de Marajó). No final dos anos 40 e princípios de 50 Florestan Fernandes e Darcy Ribeiro reuniam os graduandos em antropologia ao redor dos seus projetos.

O atual período que começou nos anos 60 coincidiu com a criação dos cursos

de Pós-graduação, corresponde ao inicio da articulação entre Cultura e Estrutura, ou ainda entre Sociologia e Antropologia termos e disciplinas até então antinômicos – A partir daí começaram os “estudos de comunidade”.

Desfeita a tensão dos paradigmas, o agrupamento dos conceitos amadureceu

a disciplina no Brasil, enquanto internacionalmente já são perceptíveis as

alterações nos conceitos de Cultura e Estrutura, segundo o Roberto Cardoso de Oliveira, tendo em comum à ideia (e o valor) da objetividade.

Paralelamente a polissemia dos conceitos, no Brasil a Antropologia Cultural e Social tem se inclinado/movimentado para a representação considerando que as abordagens tem se direcionado a interpretação e não apenas explicação dos símbolos.

Através desta narrativa pude compreender o motivo da concentração de

estudos antropológicos brasileiros em duas áreas, segundo a versão de Oliveira. Como o próprio autor diz no final: “somos membros de uma

comunidade profissional

respostas sobre a disciplina” (pg 120).

e com um quadro comparativo poderemos encontrar