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Faculdade de Engenharia, Arquitetura e Urbanismo – FEAU. Engenharia de Produção – Noturno – 6º

Faculdade de Engenharia, Arquitetura e Urbanismo FEAU.

Engenharia de Produção Noturno 6º Semestre.

Aula prática No. 07 Processo de soldagem TIG

Felipe Brancati RA: 11.1962-7

Gabriel M. Montovani RA: 10.4224-4

Guilherme M. Perussi RA: 11.8604-8

Gustavo B. O. Ramin RA: 12.5058-8

Murilo A. Moura RA: 11.3355-2

Wesley Martins RA: 11.4523-4

Processos Produtivos II

Santa Barbara D`Oeste, 29 de Outubro de 2013.

Aula prática No. 07 Processo de soldagem TIG

Felipe Brancati RA: 11.1962-7

Gabriel M. Montovani RA: 10.4224-4

Guilherme M. Perussi RA: 11.8604-8

Gustavo B. O. Ramin RA: 12.5058-8

Murilo A. Moura RA: 11.3355-2

Wesley Martins RA: 11.4523-4

Prof. Erivelto Marino

Relatório de Experimento apresentado para

avaliação da Disciplina Processos Produtivos II do

6º semestre, do Curso de Engenharia de Produção,

da Universidade Metodista de Piracicaba sob

orientação do Prof. Erivelto Marino.

Sumário

1. Objetivo

4

2. Introdução: Processo de soldagem TIG

4

3. Equipamentos

5

3.1. Transformador

5

3.2. Tocha

6

3.3. Sistema de refrigeração da tocha

6

3.4. Refrigeração a água

6

3.5. Ignição do arco

7

3.6. cilindro de gás

7

3.7. corrente contínua

7

3.8. corrente alternada

8

3.9. corrente de alta frequência

9

4. Procedimento

10

5. Conclusão

11

6. Questões

12

7. Bibliografia

12

1.

Objetivo

Na experiência realizada teve como objetivo estudar a soldagem a arco elétrico pelo processo TIG (Tungsten Inert Gas), onde o arco elétrico é estabelecido entre um eletrodo nu e não consumível de tungstênio e o material de base.

2. Introdução: Processo de soldagem TIG

Neste processo, a proteção da poça de fusão é realizada por um fluxo de gás inerte

proveniente da tocha de soldagem, podendo ser Argônio, Hélio ou misturas de ambos.

O uso de material de adição (geralmente em forma de vareta) é opcional dependendo

de sua aplicação, pois a soldagem pode ser efetuada apenas com a fusão do material

de base.

No equipamento para soldagem com TIG, há um componente chamado Unidade de Alta Freqüência, que tem a função de abrir o arco elétrico à distância (sem ser por

atrito, ou seja, sem que o eletrodo encoste-se ao material de base), evitandose assim

a inclusão de tungstênio na poça de fusão. Esta fusão do eletrodo, além de atuar

como concentrador de tensões no interior da junta cria um par galvânico com o material de base, gerando a corrosão da junta. Para isso, este componente aumenta drasticamente a tensão (valores entre 500 e 2000V) para abrir o arco, logo em seguida

a tensão cai para valores próximos a 20V para que a corrente seja alta suficiente para iniciar a soldagem.

O tipo mais utilizado de corrente neste processo é o C-, pois assim a maior quantidade

de calor fica na peça, evitando a fusão do eletrodo e sua inclusão na junta e gerando maior penetração da solda. Entretanto, para soldagem de alumínios, por exemplo, é comum o uso de corrente alternada

para soldagem de alumínios, por exemplo, é comum o uso de corrente alternada Figura 1:Esquema da

Figura 1:Esquema da soldagem TIG

3.

Equipamentos

Para as aplicações mais comuns, o equipamento requerido para soldagem pelo processo TIG é relativamente simples. Consiste de uma fonte de energia elétrica que pode ser ao mesmo tempo um transformador, no caso de corrente alternada, ou um retificador ou gerador, no caso de corrente contínua; uma tocha com suporte para o eletrodo; um cabo de condução para o gás de proteção; um cabo para o sistema de refrigeração e um para a fonte de energia; uma fonte de gás, que pode ser um cilindro e um regulador de pressão, ou um conjunto de cilindros com canalização para alimentar a rede de distribuição, no caso de soldagem com vários postos de trabalho; e um regulador de vazão de gás.

postos de trabalho; e um regulador de vazão de gás. Figura 2:Equipamentos necessários para soldagem TIG

Figura 2:Equipamentos necessários para soldagem TIG

3.1.

Transformador

Um transformador básico para soldagem com corrente alternada apresenta as seguintes partes: transformador monofásico ou trifásico, responsável pela transformação da corrente da rede em corrente de soldagem, pela redução da tensão da rede para tensão de soldagem e pelo aumento da intensidade da corrente da rede para intensidade de corrente de soldagem; gerador de alta frequência, que gera impulsos de alta tensão de elevada frequência para ignição sem contato do arco

elétrico durante a soldagem; condensador protetor; condensador-filtro, para compensação das semi-ondas variáveis de corrente que podem surgir na soldagem; válvula magnética de gás protetor, para abertura e fechamento eletromagnéticos do suprimento de gás; e unidades de comando, com as funções de ativação e desativação da corrente de soldagem, regulagem da intensidade da corrente de soldagem, controle da válvula magnética de gás protetor com tempo regulável para pré e pós-fluxo, regulagem do condensador de filtragem.

3.2.

Tocha

A tocha conduz a corrente e o gás inerte para a zona de soldagem; tem a

extremidade revestida de material isolante a fim de ser manuseada com segurança pelo operador. A tocha serve como suporte do eletrodo de tungstênio e também fornece o gás de proteção. Dentro da tocha existe uma pinça que segura o eletrodo, e que deve ser selecionada de acordo com o diâmetro do eletrodo. Uma grande variedade de tochas existente no mercado possibilita sua adaptação a soldas de difícil acesso.

possibilita sua adaptação a soldas de difícil acesso. Figura 3: Componentes do bico de soldagem O

Figura 3: Componentes do bico de soldagem

O bocal da tocha, que pode ser cerâmico ou metálico, tem a função de

direcionar o gás de proteção; também deve ser escolhido segundo a espessura

e a forma da junta a ser soldada ou a corrente elétrica utilizada. O bocal de cerâmica é recomendado para corrente de soldagem inferior a 250 A. O diâmetro do bocal de gás deve ter um tamanho suficiente para proteger adequadamente a poça de fusão e a área aquecida.

uma regra prática diz que o diâmetro interno do bocal deve ser de quatro vezes o diâmetro do eletrodo

3.3. Sistema de refrigeração da tocha

O forte calor do arco elétrico e as altas correntes impõem a refrigeração da

tocha e do cabo de soldagem. Desta forma, consegue-se uma proteção

adequada e o equipamento torna-se flexível e de fácil manejo. A refrigeração

da tocha pode ser feita por água ou por ar.

3.4. Refrigeração a água

A água utilizada para o resfriamento deve ser limpa, a fim de não restringir ou

entupir as passagens, o que ocasiona superaquecimento e avaria do equipamento. Nos casos em que a água disponível não é limpa, aconselha-se o uso de filtros. A maioria das oficinas tem um suprimento de água potável; no entanto, à vezes o trabalho é executado em grandes oficinas ou no campo, onde nem sempre se pode obter água sob pressão adequada, principalmente

quando se usa mangueira muito longa; em tais casos, recomenda-se o uso de uma unidade com bomba e tanque de água, com capacidade suficiente para as necessidades. Modernos conjuntos TIG com tochas resfriadas a água dispõem de uma unidade autônoma de resfriamento.

A pressão adequada de água varia de acordo com a tocha; se a pressão de água existente for superior a 4kg/cm 2 , é necessário utilizar o regulador de água para evitar possíveis avarias nas mangueiras. O sistema de refrigeração a água, dotado de motor elétrico, bomba e radiador, é empregado em ciclos de trabalho bem altos, na faixa de 200 a 450A, dependendo do fabricante.

3.5. Ignição do arco

No processo TIG, a ignição do arco é feita sem tocar o eletrodo na peça para evitar a transferência do tungstênio para a peça e danos no eletrodo, o qual deve ser apontado antes do início do trabalho. A abertura é feita por meio de dispositivos que formam um tipo de arco piloto. O mais utilizado é um ignitor de alta freqüência que providencia um sinal de alta tensão e alta frequência, de 5kV e 5kHz, e permite a ionização da coluna de gás entre o eletrodo e a peça, induzindo a abertura. Alguns segundos antes de abrir o arco, é recomendável iniciar a vazão do gás inerte; esse intervalo de tempo é conhecido como pré- purga de gás. Em seguida, acende-se o arco com auxílio do ignitor de alta frequência e dirige-se a tocha para um determinado local de modo a permitira formação da poça de fusão; quando a poça atinge o tamanho necessário, pode-se iniciar a soldagem.

o sinal de alta frequência é de potência baixíssima e não afeta a segurança do operador

3.6. cilindro de gás

O gás de proteção é fornecido em cilindros de aço sob pressão. Para tornar a pressão adequada ao funcionamento da tocha, adapta-se um regulador com medidor de vazão. A medição da vazão é necessária porque os vários materiais requerem diferentes fluxos de gás para uma proteção adequada. Nos casos em que grande quantidade de material é soldada continuamente, é possível fazer estoques de argônio líquido, de mistura de gases e também de argônio e outros gases, usando misturadores e uma canalização de cilindros com medidor de vazão para cada posto de soldagem.

3.7. corrente contínua

Quando se trabalha com CC, o ignitor de alta frequência é usado apenas para abrir o arco e em seguida é desligado. Geralmente os aparelhos possuem um dispositivo que inibe as faíscas do ignitor quando o arco está aberto. Na soldagem com CC, o circuito pode ter o eletrodo ligado tanto ao polo negativo quanto ao positivo.

Figura 4: Fonte de corrente utilizada 3.8. corrente alternada Teoricamente, uma soldagem com CA é

Figura 4: Fonte de corrente utilizada

3.8. corrente alternada

Teoricamente, uma soldagem com CA é uma combinação das soldagens com CC + e CC". A corrente assemelha-se a uma onda, cuja parte superior representa a polaridade positiva, ou CC + , e a inferior a negativa ou CC". Os elétrons e os íons partem da peça para o eletrodo e vice-versa, causando uma concentração equilibrada de calor de 50% para cada um e um cordão com penetração média

.

de 50% para cada um e um cordão com penetração média . Figura 5: Esquema do

Figura 5: Esquema do fluxo de elétrons para corrente alternada

A CA é aplicada na soldagem de alumínio, magnésio e suas ligas. Na soldagem com CA, o arco tende a extinguir quando a corrente é muito baixa ou nula, uma vez que a corrente cai a zero a cada inversão de polaridade; neste caso, o ignitor deve permanecer ligado para estabilizar a descarga elétrica.

3.9.

corrente de alta frequência

Quando se trabalha com CA, existe em algumas máquinas um circuito aberto que fornece alta tensão ou alta frequência por meio de um gerador, com as finalidades de permitir a abertura do arco elétrico sem que o eletrodo toque a peça e também promovera reignição do arco, nas situações em que a corrente alternada tende a zero.

As correntes de soldagem utilizadas no processo TIG apresentam curvas características de forte inclinação ou curvas características tombantes que mostram o comportamento dos parâmetros de tensão e corrente durante a soldagem.

dos parâmetros de tensão e corrente durante a soldagem. Figura 6: Curvas características tombantes para corrente

Figura 6: Curvas características tombantes para corrente de alta frequência

A vantagem de a fonte apresentar essas curvas está em que nos arcos voltaicos curtos ou longos, comuns na soldagem manual e que dependem do soldador, a variação de intensidade da corrente de soldagem é reduzida. Isto significa que durante a soldagem, mesmo com grandes variações do comprimento de arco, que provocam variações também grandes de tensão, a intensidade de corrente permanece aproximadamente a mesma.

De acordo com os objetivos de soldagem, selecionam-se as correntes adequadas a cada material, de acordo com o quadro.

correntes adequadas a cada material, de acordo com o quadro. Tabela com correntes adequadas para cada

Tabela com correntes adequadas para cada tipo de material a ser soldado

4. Procedimento

Inicialmente, a fonte foi regulada conforme os parâmetros de composição do material de base e do eletrodo, vazão de gás de proteção e espessura da chapa.

Com as peças já posicionadas e ponteadas (para evitar desalinhamento durante o processo), o arco elétrico foi aberto, pelo acionamento da Unidade de Alta Freqüência, dando início ao processo de soldagem.

Foram efetuados dois tipos de condução do material líquido: “puxando” a caneta (o que gerou menor penetração de soldagem) e “empurrando” a mesma (maior penetração de soldagem devido ao auxílio do gás de proteção) para que tivéssemos contato com ambos os modos de condução da soldagem e suas dificuldades. A solda foi realizada em todo o comprimento da chapa

A solda foi realizada em todo o comprimento da chapa Figura 7: Procedimento de soldagem TIG

Figura 7: Procedimento de soldagem TIG no laboratório

Figura 8: Chapas para soldagem utilizadas 5. Conclusão Este processo permite a soldagem de materiais

Figura 8: Chapas para soldagem utilizadas

5. Conclusão

Este processo permite a soldagem de materiais nobres, como aço inox e ligas de níquel com taxa de deposição baixa (0,2 a 1,3 kg/h), apresentando, portanto, baixa produtividade, apesar de permitir a soldagem em qualquer posição.

Trata-se de um processo caro, pois o soldador deve ser experiente, qualificado e geralmente específico para este tipo de solda, evitando a inclusão de tungstênio na junta soldada.

6.

Questões

Quais os materiais indicados para soldagem usando o processo TIG?

o processo TIG é usado para aços comuns e especiais, principalmente para pequenas espessuras ( menores do que 2 ou 3 mm) onde é possível obter melhor aspecto da solda e menores deformações nas peças . É o principal processo quando se trata de ligas leves e metais especiais.

O TIG é considerado insubstituível quando se trata de obter bom aspecto da

junta combinado com baixas tensões internas e pequenas deformações no aço inoxidável.

O que acontece se usar CC com o eletrodo positivo?

O fluxo da corrente vai inverter e consumir o eletrodo

Porque é usada uma corrente secundária de alta frequência no processo?

O ignitor de alta frequência facilita e mantém a abertura do arco, as máquinas

menores não possuem essa função então é preciso aproximar o arco.

Em que situação é possível a não utilização da vareta de adição?

Em paredes grossas com chanfro

7. Bibliografia

Disponível em:

<http://www.esab.com.br/br/por/Instrucao/processos_soldagem/solda gem_tig.cfm>. Acesso em: 22 out.2013.

Disponível em: < http://www.infosolda.com.br/artigos/processos-de- soldagem/364-processo-de-soldagem-tig-gtaw.html>. Acesso em: 23

out.2013.

Disponível em:<http://blogdosoldador.com.br/site-brasileiro-da-dicas-para-

soldagem-tig/>. Acesso em: 23 out.2013.