Você está na página 1de 286

Tecnologia social

&

políticas públicas

Organização ADRIANO BORGES COSTA

Instituto Pólis Fundação Banco do Brasil Gapi/Unicamp

São Paulo

2013

Fundação Banco do Brasil

Presidência JOSÉ CAETANO DE ANDRADE MINCHILLO Diretoria Executiva de Desenvolvimento Social ALFREDO LEOPOLDO ALBANO JUNIOR Diretoria Executiva de Gestão de Pessoas, Controladoria e Logística PAULO CÉSAR MACHADO Gerência de Pessoas e Infraestrutura – Gepin ANDRÉ GRANGEIRO BOTELHO Gerência de Assessoramento Técnico – Geate CLAITON JOSÉ MELLO Gerência de Comunicação - Gecom EMERSON FLÁVIO MOURA WEIBER Gerência de Tecnologia da Informação – Getec FÁBIO MARCELO DEPINÉ Gerência de Autorização de Pagamentos – Gerap FERNANDO LUIZ DA ROCHA LIMA VELLOZO Gerência de Implementação de Programas e Projetos – Geimp GERMANA AUGUSTA DE MELO MOREIRA LIMA MACENA Gerência de Assessoramento Estratégico e Controles Internos – Gerac JEFFERSON D’AVILA DE OLIVEIRA Secretaria Executiva – Secex JEOVAN SOARES Gerência de Monitoramento e Avaliação – Gemav JOÃO BEZERRA RODRIGUES JÚNIOR Gerência de Finanças e Controladoria – Gefic JOSÉ CLIMÉRIO SILVA DE SOUZA Gerência de Análise de Projetos – Gepro JÚLIO MARIA DE LIMA CAETANO Gerência de Parcerias Estratégicas e Modelagem de Programas e Projetos – Gepem MARIA DA CONCEIÇÃO CORTEZ GURGEL

Instituto Pólis

Instituto de Estudos, Formação e Assessoria em Políticas Sociais

Presidente RENATO CYMBALISTA Vice-Presidente JOSÉ CARLOS VAZ Coordenação executiva ELISABETH GRIMBERG, HAMILTON FARIA, MARGARETH MATIKO UEMURA, NELSON SAULE JÚNIOR Coordenação de projetos ADRIANO BORGES COSTA, ANNA LUIZA SALLES SOUTO, CHRISTIANE COSTA, ELISABETH GRIMBERG, HAMILTON FARIA, JORGE KAYANO, MARGARETH MATIKO UEMURA, NELSON SAULE JÚNIOR, SILVIO CACCIA BAVA

Tecnologia social e políticas públicas

Coordenação da pesquisa e organização da publicação Adriano Borges Costa

Equipe de pesquisadores Adriano Borges Costa Carolina Bagattolli Kate Dayana R. de Abreu Manuella Maia Ribeiro Milena Pavan Serafim Rafael de Brito Dias Vanessa M. Brito de Jesus

Parceria institucional Gapi/Unicamp – Grupo de Análise de Políticas de Inovação da Universidade Estadual de Campinas

Autor convidado

Renato Dagnino

Edição de texto Tina Amado

Edição de arte, diagramação eletrônica Daniel Carvalho

Preparação da publicação Pixeletra M.E. Simples

Capa

Daniel Kondo

CATALOGAÇÃO NA FONTE – PÓLIS/ CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO E INFORMAÇÃO

COSTA, Adriano Borges, (Org.) Tecnologia Social e Políticas Públicas. -- São Paulo: Instituto Pólis; Brasília: Fundação Banco do Brasil, 2013. 284 p.

Autores: Adriano Borges Costa, Manuella M. Ribeiro, Milena P. Serafim, Rafael de B. Dias, Vanessa M. B. de Jesus, Renato P. Dagnino, Carolina Bagattolli, Kate D. R. de Abreu.

ISBN 978-85-7561-063-3

1. Tecnologia social. 2. Produção (Teoria econômica) - Aspectos sociais. 3. Economia solidária. 4. Políticas públicas. 5. Desenvolvimento sustentável. 6. Consumo (Sustentável) - Aspectos sociais. 7. Cooperativismo. 8. Desenvolvimento local. I. Costa, Adriano Borges. II. Ribeiro, Manuella M. III. Serafim, Milena P. IV. Dias, Rafael de B. V. Jesus, Vanessa M. B. VI. Dagnino, Renato P. VII. Bagattolli, Carolina. VIII. Abreu, Kate D.R.de. IX. Instituto Pólis. X. Título.

CDU 330.567.2

Esta publicação foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

- Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada. pelo Instituto Pólis Rua Araújo, 124 – Vila Buarque

pelo Instituto Pólis Rua Araújo, 124 – Vila Buarque 01220-020 São Paulo SP

Agradecimentos

Às seguintes entidades e pessoas que, de diversas formas, ajudaram a viabilizar este trabalho:

Agência Executiva da Gestão das Águas do Estado da Paraíba Agricultores de João Pinheiro, Minas Gerais Alcides Eduardo dos Reis Peron, do Gapi/Unicamp ASA-Brasil – Articulação no Semiárido Brasileiro Associação de Apoio à Agricultura Familiar – Alfa, João Pinheiro, Minas Gerais Associação Patac – Programa de Aplicação de Tecnologia Apropriada às Comunidades, Campina Grande, Paraíba Associação Programa 1 Milhão de Cisternas, Recife, Pernambuco Associados do Fundo Rotativo Solidário de Aroeira, Pernambuco Associados do Fundo Rotativo Solidário de Cachoeira da Pedra D’Água, Pernambuco Associados do Fundo Rotativo Solidário de Gameleira, Pernambuco Associados do Fundo Rotativo Solidário de São Vicente Seridó, Pernambuco Casa Familiar Rural de Igrapiúna, Bahia Cedir – Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática da Universidade de São Paulo Centro de Assessoria do Assuruá, Irecê, Bahia Centro Sabiá, Recife, Pernambuco Embrapa instrumentação Agropecuária, São Carlos, São Paulo Escola Ministro Jarbas Passarinho, Camaragibe, Pernambuco Gabriel Cezar Carneiro dos Santos, pela disponibilidade em relatar sua experiência, Camaragibe, Pernambuco Gestores das associações de moradores da comunidade de Caatinga Grande, em São José do Seridó, Rio Grande do Norte Gestores do sistema implantado pelo Programa Água Doce no assentamento Cachoeira Grande em Aroeiras, Paraíba Isnaldo Cândido da Costa, pelo apoio operacional durante a visita de campo, Campina Grande, Paraíba Moradores da Comunidade Fazenda da Mata, Amparo, Paraíba Moradores da Comunidade Ligeiro, Serra Branca, Paraíba Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis Polo Sindical de Borborema, Campina Grande, Paraíba Prefeitura Municipal de Caratinga, Minas Gerais Prefeitura Municipal de Maringá, Paraná Rogério Miziara, da Fundação Banco do Brasil Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente Telma Hoyler, pelo auxílio à formulação desta pesquisa, São Paulo E a Christiane Costa, Elisabeth Grimberg, Jorge Kayano e Silvio Caccia Bava, do Instituto Pólis, São Paulo

Prefácio

A abordagem vivencial trazida neste texto alicerça-se na valiosa

contribuição teórica de mestres e pensadores sobre o conceito e as possibilidades para o desenvolvimento das tecnologias sociais nos últimos anos. Inobstante o reconhecimento de registros históricos que mantêm relação com

o tema, podemos afirmar que, a partir da década de 1960, com o aumento da

produção das chamadas tecnologias apropriadas, gradativamente o conceito

de tecnologia social passou a ser construído e a sua prática adotada no Brasil.

As tecnologias sociais passam a ser mais conhecidas na medida em que se

apresentam como alternativas modernas, simples e de baixo custo para a solução de problemas estruturais das camadas mais excluídas da sociedade. Nelas podemos encontrar soluções efetivas para temas como a educação, meio

ambiente, energia, alimentação, habitação, água, trabalho e renda, saúde, entre outros. As tecnologias sociais alicerçam-se em duas premissas fundamentais para sua propagação: a participação das pessoas das comunidades que as desenvolvem e a sustentabilidade nas soluções apresentadas. Diante deste contexto, o trabalho desenvolvido pela Fundação Banco do Brasil (FBB) apresenta-se como uma experiência a ser conhecida. A FBB, desde

a sua criação, em 1985, atua no campo da Ciência e Tecnologia apoiando

projetos sociais e de pesquisa. No ano 2000, decide, estrategicamente, internalizar de forma mais significativa o tema das tecnologias sociais em sua

atuação. Em 2001, a FBB criou o programa Banco de Tecnologias Sociais (BTS), passando a investir na captação e difusão de tecnologias já implementadas, reaplicáveis e efetivas na resolução de problemas sociais. Como estratégia de captação das tecnologias sociais a comporem o BTS, no mesmo ano, a FBB instituiu o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. As tecnologias sociais certificadas por meio do Prêmio são incluídas no BTS, base de dados disponível no site da Fundação, iniciando-se, a partir daí, um trabalho de disseminação das tecnologias sociais. A partir de 2003, a FBB, em sintonia com o Programa Fome Zero do governo federal, passou a trabalhar com a reaplicação de tecnologias sociais voltadas à geração de trabalho e renda. Esta decisão exigiu que fosse definido um conjunto de ações estruturantes, através da articulação de parcerias e incentivo aos empreendimentos econômicos e solidários, com o propósito de melhorar as condições de vida de comunidades com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

A FBB, juntamente com diversos parceiros institucionais, já investiu

significativos recursos na reaplicação de tecnologias sociais. A maior dimensão destes investimentos sociais foi potencializada em 2004, com a criação da Rede

de Tecnologia Social (RTS). A RTS possui hoje mais de 800 instituições filiadas, que adotaram o tema das tecnologias sociais como linha de atuação. É neste contexto que se amplia, com a atuação destas instituições e, principalmente, frente à grande dimensão dos problemas sociais que ainda enfrentamos, o entendimento de que as tecnologias sociais podem se constituir em alternativas de efetivas políticas públicas.

As tecnologias sociais e as políticas públicas possuem características

comuns, entre as quais podemos elencar: atendem a demandas da sociedade, resultam de interações sociais, envolvem atores públicos e privados, promovem o desenvolvimento e a sustentabilidade socioeco- nômica e ambiental, fortalecem e estimulam a organização com participação social e política, proporcionando a inclusão social por meio da geração de trabalho e renda. Assim como as políticas públicas, as tecnologias sociais pressupõem a participação efetiva da comunidade no seu processo de construção e/ou apropriação. A atual política governamental do Brasil de apoio incondicional à inclusão social permite, com segurança, a implementação de políticas públicas visando à disseminação de tecnologias sociais. O País está presenciando um importante processo de transformação social, construindo uma dinâmica diferente, na qual os problemas sociais não são resolvidos apenas por meio de políticas isoladas, mas ganham como aliado o protagonismo social no processo de desenvolvimento da nossa sociedade. Medidas do governo federal foram reforçadas por iniciativas que emergiram da própria sociedade. Como exemplo de tecnologias sociais que se transformaram em

políticas públicas, podemos citar o PAIS - Produção Agroecológica Integrada

e Sustentável, que possibilita suprir as necessidades de segurança alimentar dos agricultores familiares e também a geração de renda através da comercialização do excedente, e o Programa Horta Comunitária do

Município de Maringá (PR), uma política orientada para a agricultura urbana

e periurbana.

A comercialização de produtos oriundos de tecnologias sociais

voltadas à produção agroecológica encontra na Lei 11.947, de 16 de junho de 2009, que dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar, uma das

possibilidades concretas para contribuir com o consumo saudável e também melhorar a renda do pequeno produtor rural. Esta Lei estabelece que do total dos recursos financeiros repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), no mínimo 30% deverão ser utilizados na compra de alimentos diretamente da agricultura familiar, do empreendedor

familiar rural ou de suas organizações, priorizando-se os assentamentos da reforma agrária, as comunidades tradicionais indígenas e comunidades quilombolas. Outra ação governamental que incentiva a comercialização de produtos alimentícios de tecnologias sociais é o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que pé operado pela Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB). Uma Tecnologia Social muito conhecida que já virou política pública é a “Cisterna de Placas”. Trata-se de uma metodologia simples, desenvolvida em interação com a comunidade e que há mais de 10 anos vem sendo reaplicada por entidades da sociedade civil ligadas à Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA) para minimizar o problema na seca no Nordeste. É um caso emblemático que demonstra como o saber popular virou política pública e gera cidadania, a exemplo do programa Água Para Todos em que a FBB proporcionou a construção de 60 mil cisternas de placas em parceria com os movimentos sociais. Complementando esta ação, a FBB, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), a Petrobras e parceiros, estão apoiando outro programa desenvolvido pela ASA, o P1+2 – Uma Terra Duas Águas, por meio do qual, onde já existe a cisterna de placas, são reaplicadas tecnologias sociais para captação e armazenamento de água da chuva para produção agropecuária. Outro caso de Tecnologia Social que se transformou em política pública é a “Redução do Impacto Ambiental e Geração de Renda através do Uso do Rejeito da Dessalinização da Água”. O rejeito da dessalinização da água, quando jogado no solo, desertifica-o ainda mais. A Tecnologia Social soluciona este problema, aproveitando o rejeito para a produção de peixes e plantio de halófitas, plantas que absorvem o sal da água e que são utilizadas como forrageiras para caprinos. O Ministério do Meio Ambiente criou o Programa Água Doce, por meio do qual reaplica esta tecnologia nos municípios do semiárido brasileiro onde existem dessalinizadores. Considerando estes exemplos e que as tecnologias sociais constituem-se em efetivas soluções de transformação social podemos afirmar que a sua disseminação aliada à formulação das políticas públicas poderá contribuir, sobremaneira, para o desenvolvimento sustentável do País. Nós, da Fundação Banco do Brasil, temos o compromisso de disseminar a importância do protagonismo social e também de incluí-lo na agenda de discussão das autoridades, lideranças e da sociedade em geral. Esse é um tema de fundamental importância no processo de desenvolvimento do país.

Fundação Banco do Brasil

Sumário

. CAPÍTULO 1 - Tecnologia social: breve referencial teórico e experiências ilustrativas

APRESENTAÇÃO

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.11

17

Vanessa M. B. de Jesus, Adriano B. Costa

Tecnologia social no plano conceitual

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

18

A

construção de soluções tecnológicas no plano material

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

24

Considerações finais

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

30

Referências .

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

. CAPÍTULO 2 - Estado e sociedade civil na implantação de políticas de cisternas

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

31

33

Adriano B. Costa, Rafael de B. Dias

A

convivência com o Semiárido como novo paradigma de

35

A

inserção na agenda governamental e a formulação da política

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

38

A

implementação do programa

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

45

O

saber sociotécnico na construção da tecnologia social cisternas de placas

51

Rompimentos e descontinuidades entre ASA e MDS

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

54

Considerações sobre uma política pública de tecnologia social

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

59

Referências .

.

. CAPÍTULO 3 - A experiência paraibana de Fundos Rotativos Solidários

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

63

65

Manuella M. Ribeiro, Vanessa M. B. de Jesus

Os fundos rotativos solidários .

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

67

A

experiência paraibana

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

72

Políticas públicas de fundos rotativos solidários

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

77

A

formulação de políticas públicas para fundos rotativos

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

79

Referências

. CAPÍTULO 4 - Tratamento do resíduo eletrônico na perspectiva da inclusão social

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

83

85

Milena P. Serafim, Manuella M. Ribeiro

O

resíduo eletrônico

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

. 88

Políticas públicas para resíduos eletrônicos

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

92

A

inclusão dos catadores de materiais recicláveis via tecnologia social

100

Considerações finais

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

. 110

Referências

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

. 111

CAPÍTULO 5 - Educação contextualizada e tecnologia social: a experiência da Casa Familiar

 

Rural de Igrapiúna (BA)

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

. 113

Carolina Bagattolli, Vanessa M. B. de Jesus

 

A

Casa Familiar Rural de Igrapiúna

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

. 114

O

currículo diferenciado

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

. 122

Tecnologia social como instrumento

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

. 127

Limites para a reaplicação da experiência

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.130

Referências .

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

. 132

CAPÍTULO 6 - Agricultura urbana: análise do Programa Horta Comunitária do Município de

 
 

Maringá (PR) .

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

. 133

Milena P. Serafim, Rafael de B. Dias

 

Algumas observações sobre a agricultura urbana

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.135

O

Programa Horta Comunitária de Maringá

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.139

Considerações sobre viabilidade e continuidade de políticas de hortas comunitárias urbanas

149

Referências

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

. 151

CAPÍTULO 7 - O Programa Água Doce: transformando uma tecnologia convencional em

tecnologia social .

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.153

Adriano B. Costa, Kate D. R. de Abreu

As etapas da política e a construção de uma tecnologia social híbrida

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.155

A

relação entre a tecnologia e a comunidade

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

166

Os riscos de se implantar tecnologia social em escala .

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.176

Considerações finais

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

. 181

Referências

.

. CAPÍTULO 8 - Tecnologia social e tratamento de esgoto na área rural.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.183

184

Milena P. Serafim, Rafael de B. Dias

O

Programa Nacional de Saneamento

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

186

Saneamento básico: desafios e soluções.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

190

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.193

Experiências de tecnologia social na área rural Considerações finais Referências

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

. CAPÍTULO 9 - Integração de tecnologias sociais: reflexões sobre práticas iniciais

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

202

204

207

Vanessa M. B. de Jesus, Carolina Bagattolli

O quê, por quê e como integrar

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

209

A experiência mineira de integração de

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

. 213

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

220

Os desafios da integração Referências .

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

CAPÍTULO 10 - Políticas públicas e tecnologia social: algumas lições das experiências em

.

. 221

desenvolvimento no Brasil

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.223

Adriano B. Costa, Rafael de B. Dias

Conceito de política pública e suas perspectivas

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

224

. O desafio de alcançar escala sem descaracterizar a tecnologia social

Os arranjos institucionais analisados

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

230

233

Sobre o papel dos implementadores na adequação sociotécnica

.

.

.

.

.

.

.

.

.237

Sobre as políticas de C&T para inclusão social.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.241

Considerações finais

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

243

Referências

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

245

CAPÍTULO 11 - O envolvimento da FBB com políticas públicas em tecnologia social: mais

 

um momento de viragem

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

247

Renato P. Dagnino

Sobre o fundamento analítico-conceitual do atual momento de viragem

“Meninos, eu vi!”.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

. 251

258

. Os momentos de viragem

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

259

Considerações finais

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

268

APÊNDICE I Notas sobre os autores .

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.275

APÊNDICE II Alguns aspectos

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

278

Lista de quadros

Quadro 1

Quadro 2

. Resíduos sólidos e seus responsáveis pelo tratamento e disposição final

Estudos de caso realizados

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

. 15

. 89

Quadro 3

Quadro 4

. Quantidade de material presente em resíduos de equipamentos eletroeletrônicos

.

Substâncias, tipos de contaminação e efeitos

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

. 90

92

Quadro 5

.

.