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Erwin Johannes Eugen Rommel (Heidenheim, 15 de Novembro de 1891 – Herrlingen, 14

de Outubro de 1944) (também conhecido como A Raposa do Deserto, Wüstenfuchs,


Sound? ouvir) foi um dos mais destacados e brilhantes oficiais do exército alemão
durante a Segunda Guerra Mundial.

Rommell ficou mundialmente famoso por sua intervenção na África do Norte entre
1941 e 1943, no comando do Afrika Korps, um destacamento do exército alemão
destinado a auxiliar as forças italianas que então batiam em retirada frente ao
exército britânico. Por sua audácia e domínio das táticas de guerra com blindados,
granjeou o apelido de A Raposa do Deserto e entre os árabes como O Libertador,
sendo temido e respeitado tanto por seus comandados quanto por seus inimigos.
Índice
[esconder]

* 1 Biografia
o 1.1 Primeira Guerra Mundial
o 1.2 Entre Guerras
o 1.3 Segunda Guerra Mundial
+ 1.3.1 Divisão Fantasma
+ 1.3.2 Norte de África
# 1.3.2.1 Cerco de Tobruk
# 1.3.2.2 Panzergruppe Afrika
+ 1.3.3 Europa
o 1.4 Falecimento
* 2 Patentes
* 3 Condecorações
* 4 Comandos
* 5 Referências
* 6 Ver também

[editar] Biografia

Rommel nasceu em Heidenheim, aproximadamente 40 km de Ulm, no estado de


Württemberg, sendo batizado em 17 de Novembro de 1891. Foi o segundo filho do
professor protestante Erwin Rommel, reitor de escola secundária em Aalen, e Helene
von Luz, filha de um proeminente dignitário local. O casal teve ainda outros três
filhos, dois meninos, Karl e Gerhard, e uma menina, Helene. O seu irmão mais
velho, Karl Rommel, entrou como voluntário no Exército se tornando piloto de
reconhecimento, sendo admitido somente nos últimos exames. Já Gerhard Rommel, o
seu irmão mais novo, se tornou cantor de Ópera.

Aos quatorze anos, Rommel e um amigo construíram um planador em tamanho natural


que voava, embora não muito longe. O jovem Rommel queria ser mecânico e desejava
se tornar um engenheiro aeronáutico, mas ingressou no Exército devido às
insistências de seu pai que o recomendou para o Exército Württemberg, descrevendo
ele como "próspero, de confiança e um bom ginasta".

De início foi rejeitado pela artilharia e engenharia do Exército, sendo mais


tarde, em Março de 1910, chamado para fazer o exame médico para admissão, sendo
neste exame detectado uma hérnia, mas foi aceito mesmo assim como cadete.

Seu pai assinou a documentação necessária e pagou o uniforme de Fahnenjunker,


entrando no seu regimento no dia 19 de Julho de 1910, aos 18 anos de idade, no
124º Regimento de Infantaria de Württemberg de onde foi enviado para a Escola Real
de Oficiais Cadetes de Danzig, terminando o seu treinamento no mês de Novembro de
1911. Nesta época, Rommel conheceu Lucie Mollin, dançarina, que estava em Danzig
para estudar línguas, tendo os dois logo se apaixonado.
[editar] Primeira Guerra Mundial
Foi promovido para Leutnant em Janeiro de 1912 e o 124ª Regimento de Infantaria
enviado para o antigo monastério de Weingarten, próximo de Stuttgart. Pelos
próximos dois anos Rommel passou treinando os novos recrutas, sendo nesta época
pouco popular com os outros recrutas pelo fato não consumir bebida alcoólica e não
fumar, dedicando-se unicamente ao serviço militar e à sua esposa.

Foi enviado para o 49ª Regimento de Infantaria no dia 1 de Março de 1914


permanecendo na área de Ulm, próximo de sua casa, onde se tornou comandante de uma
bateria nesta unidade. Permaneceu por mais de dois anos nos Campos de Batalha
contra a França em que afirmava que ás vezes dava para ouvir os tiros das
execuções realizadas pelos franceses contra prisioneiros de guerra.

No mês de Setembro, enquanto estava em Varennes, foi ferido em sua coxa esquerda
por um tiro de rifle que havia recocheteado e acabou atingindo-o, tendo em seguida
entrado num combate corpo-a-corpo contra três soldados franceses pelo fato de seu
rifle estar sem munição. Foi condecorado com a Cruz de Ferro de 2ª Classe por este
fato

Devido aos ferimentos sofridos, permaneceu fora de combate por vários meses,
retornando para o seu Regimento no dia 13 de Janeiro de 1915, onde logo participou
de um combate em trincheiras na Floresta de Argonnes. Duas semanas mais tarde
avançou com um outro soldado soldado por cerca de 100 metros num terreno com arame
farpado contra as posições inimigas onde conseguiu capturar quatro bunkers
inimigos, ajudou a sua unidade contra um ataque de um batalhão inimigo e em
seguida ajudou a sua unidade a recuar após um contra-ataque francês, tendo a sua
unidade perdido somente doze soldados. Por estes novos atos de bravura foi
condecorado com a Cruz de Ferro 1ª Classe.

Foi novamente ferido em combate em no mês de Julho e no mês de outubro foi


colocado no comando do recém-formado Batalhão de Montanha Württemberg, formado
após um ano de treinamento, contando com seis Companhias de Rifles e seis Pelotões
de metralhadoras de Montanha. Após a formação, foram enviados para a Romênia para
combater os russos. Theodor Werner, um dos comandantes destes pelotões uma vez
disse que "Quando havia perigo, ele sempre estava em nossa frente nos chamando
para segui-lo. Ele parecia não conhecer o medo. Os seus homens o tornaram um ídolo
e tinham fé nele."

Antes, num período de folga, casa-se em Danzig a 29 de Novembro de 1916 com Lucie
Marie Mollin, sua companheira até o fim dos seus dias.

No mês de Janeiro de 1917 Rommel já era comandante de um Abteilung e de um


destacamento contendo de três a sete companhias de montanha. O seu batalhão
permaneceu na França até Julho do mesmo ano e após foi enviado para o fronte
romeno, sendo ferido por um disparo apenas dois dias após a sua chegada, no dia 10
de Agosto de 1917, desta vez no seu braço esquerdo, fato que o fez afastar-se do
comando por dois meses. No dia 26 de Setembro o seu batalhão foi enviado para o
Norte da Itália.

Os italianos haviam entrado na guerra contra a Áustria em 1915 com o objetivo de


tomar de volta o porto Adriático de Trieste, tendo ocorrido até o momento da
chegada de Rommel onze batalhas no rio que faz a divisa, o Isonzo. No seu 20º
ataque utilizaram 5 divisões de infantaria com centenas de armas pesadas causando
grandes baixas aos soldados austríacos que pediram auxílio.

A ajuda logo veio com a criação do 14º Exército Alemão, sob comando do General
Otto von Bellow, que foi enviado para a área. Nas unidades sob seu comando estava
a de Rommel que chegou no local no mês de Outubro de 1917. Logo ao chegar percebeu
que as condições de batalha naquele fronte era bem diferentes do que o que havia
encontrado na França pelo fato de o terreno ser bem mais acidentado.

O General von Below atacou pela parte sul do rio Isonzo tendo como principais
alvos o Monte Mataiur, Monte Kuk, o cume de Kolovrat e a Colina 1114. Haviam
centenas de soldados italianos no alto destas posições e tantas outras centenas de
construções que abrigavam as armas de infantaria para defendê-las.

Na campanha desenvolvida nos Montes Cárpatos, sobressaiu-se novamente, tendo


conduzido com sucesso uma companhia de infantaria de montanha e obtendo diversas
vitórias.

Foi oferecido uma recompensa aos comandantes que atingissem estes objetivos
primeiro, criando a disputa entres as unidades que vinham das províncias da
Baviera, Silésia e Swabia. Um destes comandantes, o Leutnant Ferdinand Schörner
(Espadas de Cruz de Cavaleiro n° 23) atacou e tomou a Colina 1114 sendo
condecorado com a Pour le Mérite, condecoração esta que deveria ser dada a Rommel
segundo o comandante das unidades no local, o Major Theodor Sproesser, que numa
reportagem de guerra havia informado que na noite anterior a unidade de Rommel
havia encontrado uma passagem para entrar nas linhas italianas levando somente
três horas para fazê-lo, tomando o Monte Kuk onde conseguiu aprisionar 40 oficiais
e 1 500 soldados.

Outra condecoração havia sido disponibilizada pelo General von Bellow para o
oficial que tomasse o Monte Mataiur, com 5 400 pés de altura. Se seguiu um intenso
combate para a tomada do Monte que durou mais de 53 horas, tendo após este tempo
os italianos começado a recuar, sendo feito mais de 120 prisioneiros e Rommel foi
o primeiro a chegar ao seu topo. Às 11:40 ordenou que fossem acenadas uma bandeira
branca e três verdes para comemorar o feito, tendo a tomada do monte custado a
vida de somente um de seus soldados.

Na manhã seguinte a vitória foi anunciada pelo General Erich von Ludendorff, chief
of the General Staff, e atribuída ao Leutnant Walther Schnieber, comandante de uma
Companhia da Silésia o que deixou Rommel extremamente furioso, mas nada pôde
fazer.

No dia 4 de Novembro esteve a frente do 14º Exército chegando ao rio Tagliamento,


onde combateu os italianos que tentavam atrasar o seu avanço. No dia 7 de Novembro
a unidade de Rommel capturou uma passagem a 4 700 pés e dois dias mais tarde
capturou outro passagem, se dirigindo para os sistemas de defesa de montanha
italianos, onde a estrada em que seguia havia sido explodida, estando esta na face
de um morro de 600 pés de altura, tendo de fazer a passagem pelo outro lado, numa
ponte suspensa a 500 pés de altura.

Chegaram próximo de Longarone quando forma atacados por metralhadoras e rifles a


uma distância de 600 metros da posição em que estavam, tendo entre eles o rio
Piave, sendo derrubada em seguida a única ponte para a travessia do rio.

Ordenou que uma companhia e um pelotão fizessem a aproximação, seguindo Rommel


juntamente com os seus soldados, tendo dezoito de seus soldados feito a travessia
do rio sob constante fogo inimigo, logo após, mais soldados passaram para o outro
lado, estabelecendo uma posição às 16:00 ao sul de Longarone. Após tomaram a
estrada de acesso a cidade e a ferrovia, desarmando 800 soldados italianos.

Mais cinco companhias o seguiram na travessia do rio e seguiram o avanço em


direção à Longarone. Encontraram uma barricada armada no meio da estrada protegida
com metralhadoras, sendo obrigado a ordenar um breve recuo, estando numa situação
complicada, onde haviam 10 000 soldados italianos na sua frente e as tropas de
Rommel estavam com um número muito reduzido, tendo apenas 25 soldados a sua
disposição naquele momento, sendo todos feitos prisioneiros ao serem alcançados
pelas tropas italianas, conseguindo apenas Rommel escapar para reagrupar o seu
Abteilung.

Foram realizados seis ataques pelas forças italianas que tentavam tomar a posição
em que Rommel estava, sendo atacados com metralhadoras e forçados a recuar todas
as vezes. Recebeu apoio de seu superior, o Major Sproesser que enviou ajuda das
suas unidades e de outras vindas da divisa austríaca, chegando na posição de
Rommel no meio da noite.

No dia seguinte Rommel atacou juntamente com as novas forças, tendo em seguida o
comandante italiano enviado uma carta em que anunciava a rendição das forças
italianas nos arredores de Longarone, carta esta trazida pelo Leutnant Schoeffel
que havia sido feito prisioneiro de guerra e que ainda trazia mais de cem
prisioneiros de guerra.

Após estes dez dias da Batalha de Longarone o batalhão de Sproesser perdeu 30


soldados e um oficial (caiu de uma montanha) e a unidade de Rommel capturou num
único dia nesta cidade um total de 8 000 soldados italianos. Após estes feitos foi
finalmente reconhecida a sua bravura pelo Kaiser e condecorado com a Pour le
Mérite, sendo citado que a condecoração era por ter chegado a linha de Kolovrat,
tomar o Monte Mataiur e por capturar Longarone.

Esta ficou conhecida como a Batalha de Caporetto, na qual seus homens capturaram
mais de 9.000 homens e 81 canhões inimigos, contribuindo ativamente para a
desintegração das posições defensivas italianas. Com esse feito, Rommel foi
promovido a capitão e agraciado com a Pour le Mérite.
[editar] Entre Guerras

Terminada a Primeira Guerra Mundial, Rommel dedica-se a reestruturar o exército


alemão derrotado na guerra e ao qual impunha-se uma série de limitações pelo
Tratado de Versalhes. A monarquia tinha dado lugar a República de Weimar, nas ruas
os comunistas, nazis e outros grupos realizavam manifestações, tendo tornado o
país num caos.

Rommel era Capitão do Exército tendo 27 anos de idade. O Exército foi praticamente
desmontado, sendo criado o Exército dos 100 000 Homens. Rommel permaneceu no
Exército ao contrário de muitos de seus colegas que saíram, mas agora ele não
conseguia mais se imaginar vivendo uma vida civil.

Rommel foi enviado para Friedrichshafen, no Lago Constance onde comandou a 32ª
Companhia de Segurança Interna, formado de marinheiros que zombavam de suas
condecorações e se recusavam a obedecê-lo. Na primavera de 1920, Rommel participou
de operações contra rebeldes em Münsterland e Westphalia.

No dia 1 de Outubro de 1920, foi enviado para Stuttgart onde comandou o 13º
regimento de infantaria, comando este onde permaneceu pelos próximos nove anos,
sendo um dos 4.000 oficiais permitidos pelo Tratado de Versalhes. Nesta unidade
ele estudou sobre as metralhadoras pesadas, motores de combustão interna e dedicou
o seu tempo livre para os seus hobis. Mais tarde foi com Lucie em 1927 para a
Itália de motocicleta para mostrar a ela onde havia lutado na Primeira Guerra
Mundial. No ano seguinte nasceria o seu filho Manfred em Dezembro de 1928.

Rommel foi enviado para a Escola de Infantaria de Dresden em 1 de Outubro de 1929,


lá encontrou o instrutor Ferdinand Schörner,seu antigo rival da campanha italiana.
Mais tarde Rommel acabou se tornando instrutor nesta escola, sendo um dos mais
populares.
Em Outubro de 1934 foi posto no comando de um batalhão em Goslar, nas montanhas no
centro da Alemanha, onde passou dois anos. Foi no dia 30 de Setembro de 1934 que
Rommel teve o seu primeiro contato com o homem que de um jeito ou de outro,
definiu o seu destino, este era Adolf Hitler, que havia chegado ao poder um ano
antes.

Em 1935 Rommel foi enviado para Potsdam onde se tornou instrutor de uma nova
Escola Militar, sendo declarado em março de 1935 a expansão da Wehrmacht sendo
enviados para a Escola 250 novos cadetes, que marcharam pelo corredor tendo nas
paredes deste a pintura de 40 marechais de campo alemães e prussianos sendo após
recebidos por uma leitura de Rommel.

Em Setembro de 1936 foi chamado por Hitler onde ficou responsável pela segurança.
Um dia, Hitler decidiu sair para dar uma volta de carro e queria que não mais de
seis carros o acompanhassem, e ao chegar a hora marcada o quartel general de
Hitler estava cheio de carros de ministros, generais e outras pessoas que apenas
queriam ir junto nesta excursão. Rommel deixou somente seis carros passarem e
bloqueou os demais, fechando a estrada com dois blindados sendo após parabenizado
por Hitler.

No ano de 1937, Rommel faz um relato da sua experiência e observações pessoais,


resgata as suas anotações que havia feito durante o seu tempo de Primeira Guerra
Mundial e escreve o livro Infanterie Greift an (Ataque de Infantaria) sendo
vendidos 400.000 exemplares na Alemanha antes e durante a Segunda Guerra Mundial,
valendo-lhe destaque nos círculos militares e atenção favorável de Hitler.

Em fevereiro de 1937 Rommel foi recrutado por Baldur von Schirach sendo adicionado
a um número de 3 000 jovens líderes. Foi selecionado por Hitler para dirigir o
Führerbegleitbataillon, o batalhão da guarda pessoal de Hitler, tendo como missão
escoltar o Führer. Numa dessas missões, Rommel deve de organizar uma escolta
militar para que Hitler pudesse ir até os Sudetos, território em disputa com a
Tchecoslováquia que recém fora adicionado ao território alemão no dia 30 de
Setembro de 1938. Esta proximidade com o Führer fez com que Rommel tivesse contato
direto com a cúpula nazista, como o chefe da Waffen-SS Heinrich Himmler, com o
qual aparece numa fotografia estando num trem.

Ocorreu a Anschluss com a Áustria e anexação sem ser disparado nenhum tiro e
Rommel recebeu no dia 10 de Novembro de 1938 o comando da Academia de Guerra de
Wiener Neustadt, próxima de Viena, sendo ambição de Rommel transformar o local na
mais moderna Escola de Guerra (em alemão: Kriegsschule) do Reich.

Logo foi chamado por Hitler por duas vezes durante o mês de março de 1939 para
organizar a sua guarda, a primeira foi no dia 15 durante a ocupação de Praga e no
dia 23 no porto Báltico de Memel enquanto era realizada o retorno das tropas da
Lituânia.

Rommel foi promovido para Generalmajor no dia 1 de Agosto de 1939 e vacinado


contra Tifo, em preparação à Invasão da Polônia. Após receber uma carta em que era
esperada a sua presença em Berlim para um novo serviço. Ao chegar se tornou o
chefe do Quartel General de Hitler durante a Invasão da Polônia. Logo enviou uma
carta para a sua esposa contando o acontecido.

Se apresentou formalmente à Hitler às 15:45 do dia 25 de Agosto de 1939 como sendo


agora um novo general. Poucos minutos antes, Hitler havia saido de uma conferencia
o ministro Joachim von Ribbentrop onde ele havia anunciado a Invasão da Polônia]].
Às 16:45, Rommel saiu com o seu batalhão de escolta do Führer, sob ordens deste, e
se dirigiu para Bad Polzin, numa antiga via férrea na Pomerânia, próxima da
fronteira com a Polônia, estando lá o Exército se preparando para a invasão.

O Batalhão de Rommel tinha um total de 16 oficiais, 93 oficiais não comicionados e


274 soldados alistados, estando equipada com 4 armas antitanques de 37 milímetros
e 14 armas antiaéreas de 20 milímetros.
[editar] Segunda Guerra Mundial

Teve o início da Segunda Guerra Mundial, entrando Rommel em ação no dia 4 de


Setembro ao chegar o trem do Führer, de codnome Amerika, vindo mais tarde o
Heinrich, trem de Himmler e o dos jovens ministros do partido nazi, tendo Rommel
organizado a segurança ao redor da Estação.
Rommel juntamente com Hitler na Polônia 1939

O pensamento de Rommel no princípio era de que Hitler estava fazendo apenas uma
visita breve ao fronte, mas permaneceu por lá mais três semanas. Durante este
tempo, Rommel visitava o fronte com freqüência para observar as táticas usadas
nesse novo meio de guerra, a Blitzkrieg, onde as tropas faziam um avanço rápido
enquanto que recebiam suporte aéreo para abrir caminho. No seu caminho ainda
haviam atiradores de elite polonesês escondidos nas florestas e encontrava as
armas ultrapassadas polonesas destruídas ao lado da estrada.
[editar] Divisão Fantasma

Após a Invasão da Polônia, Rommel disse a Hitler que gostaria de comandar uma
divisão, sendo indicado para dirigir uma Divisão de Montanha em Innsbruck ou
Munique devido a experiência de combate que tinha e pela fama que conquistou
atuando nestas unidades na Primeira Guerra Mundial. Mas Rommel não ficou
satisfeito e pediu a Hitler para comandar algo melhor, como uma Divisão Panzer,
pedido este recusado pelo chefe do Exército já que Rommel tinha experiência
somente como oficial de infantaria e não tinha conhecimento sobre tanques, mas
esta negação não foi aceita por Hitler que enviou um telegrama para Rommel no dia
6 de Fevereiro de 1940 para comparecer no dia 10 em Bad Godesberg, no Rhine, ao
chegar recebeu o comando da 7ª Divisão Panzer.

A unidade de Rommel estava equipada com os Panzer III e IV, com 20 toneladas, 320
cavalos de potência com um motor a gasolina e que atingia no máximo os 25 km/h,
mas a maioria de seus tanques eram os 38T tchecos, que pesavam 9 toneladas e era
mais rápido em relação aos Panzer, tendo um total de 218 tanques na unidade, sendo
metade destes de fabricação checa. A divisão era formada principalmente pelo
pessoal vindo da Thuringia.

A 7ª Divisão Panzer, juntamente com a 5ª Divisão Panzer ficaram sob o comando do


XV Corpo de Exército do General Hermann Hoth, estando este sob comando do 4º
Exército do General Günther Hans von Kluge que avançaria sobre a Bélgica quando
fosse dada a ordem do Führer, criando assim uma distração para as forças
britânicas que se dirigiriam para a área com a finalidade de conter o avanço
alemão, enquanto que a verdadeira frente de avanço seguiria a partir do Meuse,
onde conseguiriam cercar as tropas Aliadas.

A Divisão foi movida do Rhine para a fronteira com a Bélgica, começando os ataques
com a artilharia e o avanço blindado no dia 9 de Maio de 1940 na área de Wahn.
Recebeu às 13:45 a palavra chave "Dortmund", que significava que o ataque pelo
oeste iria iniciar às 5:45 do outro dia. Neste dia se iniciou uma grande ofensiva
aérea onde não era possível se escutar nenhum disparo, somente as explosões dos
belgas que derrubavam as suas pontes e destruíam as estradas. Às vezes Rommel
avançava em seu Panzer III especialmente adaptado e outras avançava com o Panzer
IV do Coronel Rothenburg, e outras vezes ainda sobrevoava o campo de batalha com o
planador de observação Storch.
No dia 12 de Maio a divisão chegou no rio Meuser, cruzando-o às 4:30 com botes de
borracha, onde sofreu muitas baixas, tendo cruzado na noite seguinte os seus
tanques e armas pesadas por uma ponte que havia construído sobre o rio passando
após pela floresta de Cerfontaine no dia 16 de Maio tendo na noite seguinte
avançado 35 quilômetros, tendo como objetivo chegar até Avesnes. A essa altura a
5ª Divisão Panzer, que estava avançando juntamente com a unidade de Rommel, estava
30 quilômetros atrás, decidindo Rommel parar e esperar impacientemente pela sua
chegada até que então escutou o ronco de tanques que se dirigiam para a sua
posição e continuou o avanço imaginando que eram as forças da 5ª Divisão Panzer.

Na verdade os sons que Rommel ouviu foram de uma Unidade Blindada Pesada francesa
que estava atacando a sua unidade pela retaguarda, conseguindo destruir alguns
tanques ao alcança-la. Para responder ao ataque os Panzer IV de Hanke recuaram e
contra-atacaram a unidade sozinhos, sendo este comandante recomendado por Rommel
para receber a Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro. Após continuaram com a avanço e
chegaram até a ponte de Landrecies sobre o Sambre, tendo até este dia feito 3 500
prisioneiros.

Nos próximos 10 quilômetros de avanço a unidade deixou para trás centenas de


tanques e veículos militares destruídos, muitos destes queimavam com soldados
mortos e feridos em seus interior. O número de franceses que se rendiam era cada
vez maior. Chegaram até o vilarejo de Pommereuil e entraram em formação no alto da
colina próxima do local e Rommel disse:A sua rota agora será Le Cateau, Arras,
Amiens, Rouen e Le Havre...encham os tanques, avante!.

Tomou a cidade de Cambrai com pequena oposição tendo neste dia, 19 de Maio,
capturado 650 soldados inimigos e outros 500 no dia seguinte. Foi neste dia, 20 de
Maio, que Rommel enfrentou pela primeira vez os soldados britânicos, que tentavam
sair rapidamente do Bolsão de Flanders no dia 21, tendo a infantaria e as armas
antitanques de Rommel passado a enfrentar os blindados pesados Matilda Mark II,
sendo o seu avanço parado devido a um contra-ataque no setor de Arras.

O único meio encontrado por Rommel para conter o avanço dos Matilda era utilizar
os disparos de Flak 88, tendo se seguido uma batalha sangrenta. Durante o avanço
foram atacados por atiradores de elite Aliados que mataram muitos dos comandantes
da 4ª e 7ª Companhia antitanque, tendo Rommel conseguido escapar.

No dia 27 de Maio Rommel recebeu o comando temporário de duas unidades da 5ª


Divisão Panzer para atacar Lille, ajuda esta muito bem vinda, pois estes dois
Regimentos estavam armados com os mais modernos blindados da Wehrmacht. Ao sair de
uma reunião com os comandantes destas unidades, Rommel recebeu a notícia de que
receberia a Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro, mas estava determinado a dominar
Lille primeiro, tendo esta ação auxiliado o bloqueio da Retirada de Dunquerque.

Foi iniciado uma operação do Primeiro Exército Francês para tentar tomar Lille de
volta, tendo Rommel conseguido formar uma defesa eficiente, tendo aprisionado um
total de 6 849 solados, capturou 48 tanques leves e destruiu 18 tanques pesados e
295 tanques leves.

Impressionado com as ações de Rommel, Hitler o chamou de volta para Charleville,


na área de Ardenas no dia 2 de Junho de 1940 para discutir as ações dos últimos
dias de combate na França, anunciando nesta ocasião que uma nova ofensiva iria
começar no dia 5 de Junho.

No dia 5 de Junho a divisão de Rommel cruzou o Somme usando duas pontes férreas
que o inimigo não havia derrubado, encontrando a resistência da artilharia que
atacou durante muitas horas, seguido da infantaria que era composta por sua
maioria de soldados negros que vinham de colônias francesas e nunca estiveram na
França.

Chegou ao rio Sena onde tentou cruzar pelas pontes de Elbeuf que haviam sido
derrubadas se dirigindo em seguida para Sotteville na meia-noite do dia 8 de
Junho, chegando ao Oceano no dia 10 de Junho próximo de Dieppe, chegando 24 horas
mais tarde em Saint-Valéry onde encontraram soldados britânicos e franceses que
esperavam na praia para serem resgatados. Rommel anunciou que as tropas na praia
deveriam se render às 9:00. Os franceses logo se renderam, mas os britânicos
continuaram lutando, tendo Rommel ordenado um ataque de artilharia e um
bombardeio. No dia seguinte os equipamentos estavam destruídos e restavam poucos
soldados vivos, tendo o comandante do 9º Corpo Francês se rendido à ele, seguido
por mais 9 generais britânicos. O Major General Victor Fortune, comandante da 51ª
Divisão de Infantaria (Highlands) não gostou nenhum pouco do fato de ter de se
render a um general tão jovem.

No dia 16 de Junho, Rommel e a sua unidade cruzaram uma ponte erguida pela
Wehrmacht sobre o rio Sena. No outro dia Rommel ouviu pelo rádio que os franceses
estavam pedindo a assinatura de um armistício, tendo então sido ordenado por
Hitler a tomar as praias até a divisa com a Espanha, percorrendo 160 quilômetros
no dia 16 e outros 320 quilômetros no dia 17 de Junho, tendo encontrado
resistência somente no dia 18 de Junho em Cherbourg, mais importante porto
marítimo frances da época. Embora tenha encontrado resistência neste dia,
conseguiu avançar mais 350 quilômetros, sendo conhecida como a Divisão Fantasma
pela velocidade com que se movia sem ser barrada pelos inimigos. Rommel encerrou a
campanha na França com um total de 97 000 prisioneiros tendo perdido somente 42
blindados.

Com o final da vitoriosa campanha francesa a Alemanha passava a se preparar para


uma possível invasão da Inglaterra permanecendo a 7ª Divisão Panzer na França por
todo o verão de 1940.

Enquanto isso, Rommel foi convidado para participar do Filme Vitória no Oeste
(título em alemão: Siege im Westen) pelo Ministro da Propaganda Joseph Goebbels
onde foram encenadas as ações da Divisão Fantasma ao cruzar o Somme, sendo
utilizados prisioneiros de guerra franceses negros para fazer as cenas da rendição
de uma vila.

No dia 9 de Setembro foi chamado para comparecer na Chancelaria de Hitler sendo


condecorado com a Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro com Folhas de Carvalho.
Retornou para o Canal da Mancha no dia 14 de Setembro em Rouen, tendo nesta data
quase todos os seus veículos blindados e trucks embarcado, apenas esperando a
ordem de invasão, mas se passaram semanas e esta ordem não foi dada, tendo
decidido Hitler atacar em outro fronte. Foi novamente convocado para comparecer em
Berlim no dia 6 de Fevereiro de 1941, onde recebeu as instruções para o seu novo
trabalho.
[editar] Norte de África
Rommell (esq.) e seus oficiais no deserto da África do Norte.

Benito Mussolini havia declarado guerra contra a Inglaterra e a França duas


semanas após as forças destas nações terem saído de Dunquerque em Junho de 1940,
tendo convocado todos os soldados que a Itália tinha na Líbia, sendo um total de
220 000 soldados, para iniciar um combate contra os britânicos no Egito e realizar
a captura do Canal de Suez. Esta ofensiva teve inicio no mês de setembro de 1940
sob comando do Marechal Rodolfo Graziani. A ofensiva não avançou muito em
território inimigo, chegando somente até Sidi Barrani. Foi oferecido auxílio de
Hitler que pretendia enviar para a área uma de suas novas armas, as Divisões
Panzer, que foram recusados, já que se consideravam capazes de controlar a
situação.
Mussolini continuou a sua campanha invadindo o delta do Nilo e em seguida a
Albania o que provocou o descontentamento de Hitler, já que tinha planos para a
região e convocou o General Wilhelm von Thoma para enviar uma força Panzer para
auxiliar os italianos, pois um possível fracasso poderia prejudicar muito as
estratégias alemãs.

Rommel foi nomeado comandante do Afrika Korps e chegou na África no dia 12 de


Fevereiro de 1941 enquanto que as forças italianas estavam recuando através de
Tripoli. No dia seguinte fez um vôo de reconhecimento com um Heinkel onde pôde ver
as defesas existentes ao redor do porto de Tripoli.

Após Rommel sobrevoou o deserto de Sirte, vendo após a estrada construída pelo
Marechal Balbo que ia de Tripoli até a fronteira egípcia. Rommel se encontrou com
os Generais Gariboldi e o Chief of General Staff das forças italianas, Mario
Roatta. Mais tarde jantou com os generais num hotel de Tripoli, onde foi
perguntado por um dos presentes como havia ganhado a sua Pour le Mérite. Sem
pensar duas vezes respondeu: "Longarone". Esta resposta não os agradou já que os
italianos nunca aceitaram o fato de perder esta batalha na Primeira Guerra
Mundial, o que encerrou as conversas entre eles naquela noite.

No dia 14 de Fevereiro de 1941 as primeiras tropas de Rommel começaram a


desembarcar, entre elas estavam o 3º Batalhão de Reconhecimento e o 39º Batalhão
Antitanque, sendo desembarcados na noite seguinte 6 000 toneladas de equipamentos,
entre estes estavam: armas pesadas, munição, veículos de transporte e veículos
blindados. No dia seguinte foi realizada uma parada militar assistida por Rommel e
os generais italianos, além de muitos curiosos italianos e árabes. Era esperado
por Rommel a chegada da 15ª Divisão Panzer e da 5ª Divisão Leve, sendo realizado
uma parada militar quando havia chegado esta última em Tripoli. Para confundir as
aeronaves de reconhecimento Aliadas, Rommel ordenou que fossem construídos
centenas de tanques com árvores e restos de carros, fazendo parecer que a força
alemã era bem maior.

Haviam muitos soldados aliados em Tobruk e arredores, com um intenso movimento de


navios que chegavam e partiam diariamente, sendo assim, Rommel não sabia ao certo
o que os inimigos pretendiam, se os aliados estavam enviando reforços para a
África ou se as tropas estavam sendo evacuadas para outro fronte. Tentando conter
uma grande ofensiva alemã, os britânicos enviaram para Tobruk as suas melhores
unidades.

Os primeiros combates entre as forças da Afrika Korps e as forças britânicas


iniciaram no dia 24 de Fevereiro em El Agheila e no dia 31 de Março foi realizado
um ataque contra as forças britânicas em Mersa Brega, onde Erwin Rommel mais uma
vez utilizou as táticas da Blitzkrieg. O avanço alemão continuou, passando por
Tripolitania, Cirenaica e Benghazi, capturando em seguida Bardia e Salum no dia 15
de Abril, conseguindo as suas forças chegar até a fronteira com o Egito, forçando
os britânicos a recuarem até os arredores de Tobruk.
[editar] Cerco de Tobruk

Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: Cerco de Tobruk

Tomar Tobruk era de vital importância para a continuação da campanha na África


pois era o melhor porto de todo o Norte da África, podendo facilitar a logística
para o Afrika Korps e para chegar até o Egito teriam de acabar com a resistência
Aliada que estava neste porto, pois poderiam facilmente atacar as tropas que
levariam suprimentos para o fronte.

Rommel se aproximou de Tobruk e iniciou o ataque no dia 11 de Abril tendo o avanço


iniciado Às 4:45 com o 8º Batalhão de Metralhadoras pelo sul enquanto que mais de
20 avançaram pela direita. O avanço dos blindados não durou muito pois havia uma
barreira antitanques que impossibilitava a passagem No dia seguinte Rommel decidiu
retomar a ofensiva utilizando uma tempestade de areia como cobertura. Pouco antes
do ataque a tempestade parou, mas o ataque se iniciou mesmo assim.

A batalha durou até o domingo, dia 13 de abril, quando iniciou um ataque de


artilharia seguido após pelas tropas batalhão que tinham como objetivo estabelecer
uma cabeça-de-ponte que possibilitaria a chegada das tropas. Mas o ataque não deu
certo pois eram 500 soldados alemães com 20 blindados contra os 34 000 defensores
do Exército Britânico. Ao sair de lá na noite seguinte as tropas de Rommel
contavam com apenas 116 soldados, sendo o resto feito prisioneiro ou morrido
durante os combates. Rommel pensou em realizar um novo ataque, mas decidiu
permanecer na defesa até o final do mês.

O novo ataque ocorreu no dia 30 de Abril quando Rommel se dirigiu para a linha de
frente onde observou a tomada da Colina 209 na noite do mesmo dia, conseguindo o
controle da colina às 9:00 da manhã do dia seguinte. Mas neste dia a 15ª Divisão
Panzer, comandada por Hans-Karl Freiherr von Esebeck, sofreu grandes baixas contra
as tropas aliadas, tendo as perdas em algumas unidades chegado a 50%. As baixas do
lado alemão chegado a 1 200 soldados, entres estes estavam os mortos, feridos ou
desaparecidos em ação.

Mesmo não tendo conseguido tomar Tobruk, a linha de frente alemã avançou mais 700
milhas em território inimigo, estando a esta altura a 1 110 milhas de distância de
Tripoli, de onde vinham os seus suprimentos, que nesta época eram de 24 000
toneladas por mês, sendo necessários mais 20 000 toneladas para continuar com o
avanço.

Durante este tempo em que esteve lutando em Tobruk, a outra parte da Afrika Korps
havia capturado a passagem de Halfaya. Este fronte era muito importante para
Rommel, pois era nesta passagem e em Sollum onde os tanques podiam facilmente
alcançar o deserto e chegar até a Libia, deixando-o vulnerável a um ataque
britânico vindo do Egito.

Foram realizadas duas ofensivas aliadas (Operação Brevity e Operação Battleaxe)


para tentar romper o Cerco de Tobruk mas ambas falharam, sendo que para a Operação
Battleaxe foram enviados 238 novos tanques para auxiliar os aliados, tendo a
batalha iniciado no dia 14 de Junho. Os aliados atacavam com os tanques pesados
Matilda que tinham uma blindagem elevada sendo necessário o uso dos Flak 88 para
destruí-los, tendo, ao final do dia 15, sido destruídos 11 dos 12 Matilda no alto
do platô e outros quatro haviam sido destruídos em minas pela costa, sendo
destruídos ainda um total de outros 60 tanques.

Foi realizado no dia 16 um contra-ataque que tomou de volta o Forte Capuzzo que os
britânicos haviam capturado na noite passada. Mas este contra-ataque não durou
muito, sobrando apenas 35 de seus 80 tanques. Enquanto isso a 5ª Divisão Leve
estava enfrentado uma grande ofensiva aliada em Sidi Omar. Numa das mensagens
interceptadas dos aliados, o comandante da 7ª Brigada Blindada diz: A situação é
desesperadora e pede reforços de Cairo para continuar com os combates, assim
Rommel iniciou uma grande ofensiva contra os aliados. Nestes poucos dias as
unidades sob comando de Rommel destruíram um total de 180 a 200 blindados
inimigos, enquanto que as forças de Rommel perderam apenas 12.
[editar] Panzergruppe Afrika

Estas suas vitórias na África voltaram a atenção da mídia alemã para Rommel que
passou a ser visto como um heroi, tendo o Oberkommando der Wehrmacht decidido
criar um Panzergruppe Rommel onde iria comandar o Afrika Korps e o 21º Corpo de
Infantaria Italiano, mas depois foi nomeado oficialmente como Panzergruppe Afrika.

Mais tarde, passada meia hora da meia noite de 17-18 de novembro de 1941 ocorreu
um ataque ao QG do Panzergruppe Afrika com a intenção de matar Rommel, terminando
com a morte dos invasores, como o Major Keyes que foi morto acidentalmente por um
de seus homens e morreram ainda dois oficiais e dois soldados alemães. Todos estes
mortos, inclusive o Major Geoffrey Keyes, foram enterrados com honras militares
dias mais tarde.

Esta ação era o inicio de uma grande ofensiva aliada quejá havia sido detectada na
metade de Outubro, quando se percebeu a grande movimentação de tropas no Egito.
Esta ofensiva iniciou no dia 18 de Novembro, quando os britânicos atacaram o
flanco sul. Estas eram tropas do 8º Exército Britânico que tinham como objetivo:
destruir as forças alemãs-italianas, libertar Tobruk e avançar para ocupar a
Tripolitania. Pelo deserto avançou o XXX Corpo Britânico em direção a Tobruk.

A vantagem britânica era bem evidente, contava com 724 tanques e 1 100 aeronaves
enquanto que Rommel tinha a disposição 414 blindados, dos quais 154 eram italianos
e 50 estavam em manutenção e tinha 120 aeronaves alemãs e em torno de 200
italianas a disposição. Por estas ações, Rommel decidiu não continuar com o ataque
a Tobruk e concentrou as atenções na parte norte, onde as forças britânicas
avançaram por Gabr Saleh. Esta ofensiva forçou Rommel a recuar pela primeira vez
na vida.

Com sua brilhante intervenção naquele teatro de operações, não obstante as enormes
dificuldades logísticas que enfrentou, foi capaz de desequilibrar o combate a
favor das forças do Eixo, por pouco não conseguindo uma vitória decisiva sobre as
forças britânicas.

Durante o período de comando no Norte da África, tornou-se mundialmente conhecido


como "A Raposa do Deserto" devido à sua reconhecida astúcia como líder militar.

Mesmo com todo o empenho de Rommel, as forças do Eixo na África acabaram sendo
derrotadas, principalmente por falta de apoio logístico e de ênfase do Alto
Comando Alemão do que por incompetência. Rommel retira-se para a Itália e
trabalhou no comando da organização das linhas de resistência contra as tropas
aliadas que haviam invadido o país.
[editar] Europa
Rommel em Dezembro de 1943

Em novembro de 1943, Rommel foi escolhido para supervisionar as defesas das áreas
costeiras ocupadas da Dinamarca, Países Baixos, Bélgica e França contra possíveis
desembarques aliados, devendo-se a ele grande parte das melhorias que se
verificaram posteriomente nessas defesas.

Em Janeiro de 1944, é designado como comandante do Grupo de Exércitos B,


estacionado na França ocupada, cobrindo a região que se estendia de Ostende ao rio
Loire. Neste comando, Rommel passou ativamente a implementar melhorias naquilo que
os alemães chamavam de Muralha do Atlântico, que consistia numa rede de casamatas,
áreas minadas e obstáculos posicionados na região litorânea de forma a impedir uma
possível e esperada invasão do continente europeu por parte das forças aliadas. É
de se ressaltar que Rommel, ao contrário de outros comandantes alemães, acreditava
que os possíveis desembarques aliados ocorressem na região da Normandia, o que de
fato ocorreu no Dia D. Em 6 de junho de 1944, dia do desembarque aliado, Rommel
não se encontrava no local pois havia retornado para casa a fim de comemorar o
aniversário de sua esposa. Ao saber da invasão aliada, Rommel voltou imediatamente
para França, porém já era tarde e os Aliados tinham estabelecido além de uma forte
cabeça de ponte, também uma grande superioridade aérea.

Em 17 de Julho de 1944, 41 dias após o início dos desembarques aliados lançados no


Dia D, Rommel foi gravemente ferido por um caça Spitfire canadense e permaneceu
hospitalizado por vários dias. Nesse período, Claus von Stauffenberg executou o
atentado de 20 de julho de 1944 contra Hitler, que escapou por pouco, com
ferimentos leves (a mesa da conferência acabou por lhe servir de escudo). Sem
nunca ter feito parte do partido nazista, Rommel tornara-se cada vez mais crítico
ao governo do Führer.
[editar] Falecimento
Funeral de Rommel

Implicado no atentado por suas ligações com os oficiais conspiradores, Rommel,


ainda em recuperação médica, recebe em sua casa a visita de dois oficiais generais
em 14 de Outubro de 1944.

Devido ao seu prestígio nacional, estes oficiais, leais a Hitler, trazem os termos
do Führer a Rommel: ir a Berlim, passar por um julgamento popular e
inevitavelmente ser condenado à morte, condenando também sua família a ser
confinada em um campo de concentração ou, sozinho, acompanhar os dois oficiais e
ingerir veneno para suicidar-se, opção esta que garantiria a integridade de seus
familiares. Rommel sem dúvida escolhe a segunda alternativa, despede-se da família
e acompanha os dois oficiais embarcando em seu automóvel.

Às 13:25 os Generais Burgdorf e Maisel, fizeram a entrega do cadável de Rommel ao


Hospital de Ulm. O médido-chefe, que se dispunha a proceder a autópsia, foi
prontamente interrompido por Burgdorf que lhe disse: "Não toque no corpo. Em
Berlim já se tomaram todas as providências." Talvez, jamais se venha a saber o que
exatamente se passou no caminho de Ulm. Burgdorf pereceu com Hitler, no
subterrâneo da chacelaria do Reich. Maisel que ao final da querra foi condenado
juntamente como motorista da SS , afirmam terem recebido ordens de abandonar o
carro por alguns momentos, quando retornaram encontraram Rommel agonizando.
Túmulo de Rommel

Seu funeral foi celebrado em 18 de Outubro de 1944 com as mais altas honrarias
militares do III Reich e, oficialmente sua "causa mortis" foi anunciada como
efeito dos ferimentos que recebera meses antes.

Seus restos mortais, depois de cremados foram sepultados em Herrlingen, Alemanha,


no cemitério próximo de sua casa. Sua família não foi perseguida após sua morte.
Um dos seus filhos chegou ao cargo de presidente da câmara (Bürgermeister) da
cidade de Stuttgart.
[editar] Patentes

* Fähnrich – 19 de Julho de 1910


* Leutnant – 27 de Janeiro de 1912
* Oberleutnant – 18 de Setembro de 1915
* Hauptmann - 18 de Outubro de 1918
* Major – 1 de Abril de 1932
* Oberstleutnant – 1 de Outubro de 1933
* Oberst – 1 de Outubro de 1937
* Generalmajor – 1 de Agosto de 1939
* Generalleutnant – 9 de Fevereiro de 1941
* General der Panzertruppe – 1 de Julho de 1941
* Generaloberst – 24 de Janeiro de 1942
* Generalfeldmarschall – 21 de Junho de 1942

[editar] Condecorações
* Württembergische Goldene Verdienstmedaille 25 de Fevereiro de 1915
* Ordem do Mérito Militar 4ª Classe com Espadas
* Ordem do Mérito Militar 2ª Classe
* Ordem de Friedrich Württembergischer com Espadas 1ª Classe
* Ordem do Mérito Militar 8 de Abril de 1915
* Cruz do Mérito Militar 3ª Classe
* Cruz de Ferro (1914) 2ª Classe 30 de Setembro de 1914
* Cruz de Ferro (1914) 1ª Classe 22 de Março de 1915
* Pour le Mérite 10 de Dezembro de 1917
* Badge de Feridos (1918) em Prata 1918
* Cruz de Honra 1934
* Sudetenland Medal (invasão dos Sudetos pela Wehrmacht)
* Memel Medal
* Medaille zur Erinnerung an den 1 de Outubro de 1938
* Spange zur Medaille zur Erinnerung an den 1 de Outubro de 1938
* Cruz de Ferro 2ª Classe 17 de Maio de 1940
* Cruz de Ferro 1ª Classe 21 de Maio de 1940
* Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro com Folhas de Carvalho, Espadas, e
Diamantes
o Cruz de Cavaleiro 27 de Maio de 1940
o Folhas de Carvalho 20 de Março de 1941 nº 10
o Espadas 20 de Janeiro de 1942
o Diamantes 11 de Março de 1943 nº 6
* Verwundetenabzeichen 1939 in Gold - Badge de Feridos em Ouro 7 de Agosto de
1944
* Panzerkampfabzeichen (Ohne Zahlen) im Silver - Badge de Panzer em Prata
* Medaglia al Valore Militare Argento Medalha do Valor Militar em Prata 22 de
Abril de 1941
* Ordine Militare di Savoya -Grande Ufficiale 15 de Janeiro de 1942
* Medaglia al Merito della Croce Rossa Italiana - Silver 15 de Janeiro de 1942
* Ordem Colonial da Estrela da Itália - Cavaliere della Croce Grande 28 April
1942
* Militärorden von Savoyen – Großoffizierskreuz – Mid-1942
* (Ordinul Mihai Viteazul) Ordem Romena de Michael o Bravo 3ª e 2ª Classe 12
de Julho de 1944
* Condecorado duas vezes com Wehrmachtbericht (26 June 1942 und 10 September
1943)
* Ehrenkreuz für Frontkämpfer
* Medaille zur Erinnerung an die Heimkehr des Memellandes
* Ärmelband Afrika
* Gemeinsames Flugzeugführer-Beobachter Abzeichen mit Brillianten
* Dienstauszeichnung der Wehrmacht 4ª Classe, 4 Anos
* Dienstauszeichnung der Wehrmacht 3ª Classe, 12 Anos
* Dienstauszeichnung der Wehrmacht 2ª Classe, 18 Anos
* Dienstauszeichnung der Wehrmacht 1ª Classe, 25 Anos