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Palestra no Congresso de Enfermagem PP5ASN – Alda Niemeyer

Palestra no Congresso de Enfermagem PP5ASN – Alda Niemeyer Esta parte inicial, obviamente, não integrou a

Esta parte inicial, obviamente, não integrou a palestra da querida ‘Oma’ Alda.

Sou radioamador (PY2NY) desde outubro de 1981. Tinha quinze anos de idade e dava meus primeiros passos nos domínios das comunicações pelas ondas do ‘éter’. Após poucos meses usando apenas a voz (SSB/AM), em dezembro daquele ano já arriscava as primeiras transmissões em telegrafia (CW/Morse). O primeiro contato realizado nessas condições se deu com Nogushi PY4CG, de Três Corações, o que o transformou em meu padrinho de rádio.

Minha história com o radioamadorismo começou lá, e mais de trinta anos se passaram, quase todos eles em companhia de minha esposa, Ana, que se tornou radioamadora em 1995 – PU2VYT.

O radioamadorismo quebrou todas as fronteiras e rompeu todos os limites do relacionamento humano. Não é possível contar quantas vezes fomos recebidos em aeroportos, rodoviárias ou estações de trem, por colegas com os quais só tínhamos contatos pelo rádio.

Não é possível saber a raça, religião ou classe social de seu interlocutor, no momento em que você inicia um comunicado com alguma pessoa que atendeu seu chamado geral (CQ), e é desse ponto de partida que foram construídas centenas de amizades.

Nossa querida “Vovó” Alda está em nossos livros de registros de comunicados (logbook) desde logo. PP5ASN é seu indicativo de chamada, concedido pelo governo. A atividade

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radioamadorística é exercida mediante licença, obtida após a realização de exames técnicos e operacionais.

Curiosamente, depois de décadas, Ana e eu percebemos mais um ponto de ‘contato’ entre ‘Oma’ Alda e nós. A Segunda Guerra Mundial, de uma forma ou de outra, tocou nossas vidas. E assim, meio sem querer, meio sem saber, vimo- nos unidos reciprocamente também por essa área de interesse, do ponto de vista histórico. Ressalva seja feita – o que ‘Oma’ Alda relata é a pontinha do ‘iceberg’, que nos leva a pensar como qualquer guerra é estúpida.

alegria que recebemos,

recentemente, o presente que agora compartilhamos com os amigos, devidamente autorizados pela “Vovó” Alda,

radioamadora ilustre PP5ASN.

E foi

com

muita

Trata-se de uma palestra proferida por ela em Blumenau, quando se dirigiu a enfermeiras e enfermeiros em formação. É um resumo magistral do que é se dedicar a essa profissão.

Para nós, interessados em História Contemporânea, mormente a Segunda Guerra, é um retrato da sobrevivência do ser humano sob as piores condições.

É surpresa, é aprendizado, é lição de vida e pintura do Mundo que quer dizer “NÃO” às guerras, mas não consegue.

Obrigado pela autorização, ‘Oma’ Alda. Vamos contar aos outros um pouco do que nos contou e honrar, assim, todos aqueles que como a senhora, sobreviveram ao maior conflito bélico do Século XX.

Um beijo carinhoso de seus amigos, Vitor & Ana.

Jaboticabal, dezembro de 2014.

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Palestra no Congresso de Enfermagem PP5ASN – Alda Niemeyer Sou Alda Niemeyer, tenho 94 anos, vivendo

Sou Alda Niemeyer, tenho 94 anos, vivendo há 58 aqui em Blumenau.

Nasci em Joinville 1 , sou Catarinense de quarta geração, descendente de dinamarqueses, alemães e suíços. Meus antepassados chegaram aqui em Santa Catarina nos anos 1849-1850, para construir vida nova na Colônia Dona Francisca 2 . Duas das minhas bisavós já nasceram ali. Quando meu pai faleceu, em Joinville, minha mãe voltou a morar em Curitiba 3 , na casa dos pais dela. Em Curitiba cresci, estudei e tive vida de criança e jovem bem protegida, até 1939. Neste ano, minha irmã e eu ganhamos uma viagem de turismo para Alemanha. Chegamos lá no dia 1º de maio, viajamos despreocupadamente pela Alemanha, descobrindo coisas lindas, totalmente novas. Tínhamos a passagem de volta para o Brasil paga, camarote reservado num navio da Hamburg-Süd 4 para 12 de Outubro. Só que, no dia 1º de setembro eclodiu a Segunda Guerra Mundial, e, com isso, não havia mais possibilidade de voltar para casa. Meu padrasto era gerente do Banco Alemão Transatlântico 5 , em Curitiba. Ele conseguia transferir Marcos 6 de ouro, e assim garantir a nossa estadia, só que não foi possível sacar esses valores e viajar para a Suíça, onde estaríamos seguras, com parentes distantes. A Alemanha precisava de Marcos (divisas) e por isso retinham o dinheiro dos estrangeiros em situação semelhante à nossa, liberando apenas pequenas quantias por vez, aos seus proprietários. Isso contribuía para o orçamento da guerra, para garantir petróleo, manter aviões e tanques de guerra, por exemplo. Simplesmente não nos davam o visto de saída do país. Mas, isto só descobrimos depois da guerra. Eu vi,

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vivi, e sobrevivi, por milagre de Deus, ao maior e mais destruidor ataque aéreo dessa guerra, os bombardeios das forças aéreas americanas e inglesas à cidade de Dresden 7 , em 13 de fevereiro 1945. Soterrados no porão da casa bombardeada, saímos por um buraco no alicerce para enfrentar um inferno de fogo, só com a roupa no corpo. Literalmente sem lenço e sem documento. Tropeçamos sobre os destroços até o Rio Elba. Uma sanefa 8 em chamas, ou coisa parecida, me atingiu no rosto, afundou um pouco a testa e o calor me cegou por três semanas. Mesmo assim andei 250 quilômetros, entre outros fugitivos do bombardeio ou, os que já vieram de mais longe, correndo de medo da invasão russa, que se estava aproximando. A guerra terminou dois meses depois daquela tragédia.

Vamos voltar para 1939. De qualquer jeito tivemos que nos virar durante todos estes anos difíceis, num país estranho. Liberavam cada mês uma certa quantia do dinheiro que nosso pai havia depositado, para nosso sustento. Os recursos financeiros garantiram à minha irmã a possibilidade de estudar na Escola Superior de Música. E assim, ela trabalhando meio período como condutora de bonde, como estrangeira, garantiu o direito de estudar. Eu comecei a trabalhar numa Clínica Dentária, onde trabalhavam três médicos já mais idosos, por isto livre do serviço militar.

Como nada na Alemanha se faz sem cursos profissionalizantes, nem cabeleireira, nem balconista escapa disto, comecei a estudar também. Fiz cursos de enfermagem e paralelamente cursos na Cruz Vermelha 9 . Isto era permitido para estrangeiros. Passei assim todos os anos – de 1939 até 1947 – na Alemanha. Não foi fácil para uma moça que foi sempre protegida, com uma educação bem tradicional. Educação que naquela época era bem diferente de tudo o que se vive hoje. Mesmo assim minha irmã e eu já tínhamos fugido da regra, pois viajar sozinhas, sem pais, era revolucionário

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naqueles anos. Nós tínhamos apenas 17 e 18 anos quando partimos para nossa aventura, cujo final não podíamos imaginar.

Bom, -- meu dia de trabalho começava às 07h30min na Clínica. Comecei na estaca zero, limpar instrumentos, atender clientes e preencher fichas, etc. E, três vezes por semana, tive que freqüentar os cursos de atendente de consultório dentário. Fui fazendo tudo que como mandava o figurino, fiz os cursos seguintes, cursos de enfermagem básica e cursos na Cruz Vermelha. Meu dia estava tomado de ocupações sérias. Mas, valeu.

Como a clínica era famosa, havia contrato com o Exército. Assim chegaram soldados nos consultórios, com ferimentos nos rostos, para restauração de arca dentária. Lembro-me perfeitamente de um jovem oficial que chegou. Ele havia pisado numa mina, levando toda carga de explosivos na frente no corpo, atingindo principalmente o rosto, não protegido. O rosto parecia uma caveira, osso e pele. Tudo queimado. Tivemos que retirar os restos dos dentes e as raízes que ficaram, depois da destruição da face. Foi muito triste de ver. Bom, tempo depois, fui a um banco, quando vi no guichê ao meu lado, mãos que me pareciam conhecidas, mãos queimadas, que eu já havia visto antes. Levantei o olhar, vi um rosto sorridente que disse: ”Me reconhece?”. Era aquele oficial deformado que havíamos atendido. Algum Pitangui alemão tinha feito milagres no rosto daquele homem. Ele deve ter notado meu espanto, me convidou para um cafezinho – ou aquilo que chamávamos de café naqueles anos – e me contou que passou meses e meses com cirurgias, uma atrás da outra. Falou da dificuldade de ficar em posições complicadas, quando foi transplantada a pele, por exemplo, com o braço perto do rosto. Modelo para esta reforma eram fotografias dele de antes dos ferimentos. Eu só sei que vi um milagre diante de mim. Alguns dias depois, ele voltou para nossa clínica, para receber

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próteses dentárias. A gente só o reconhecia pelas mãos, que pareciam mais pé de galinha, ossos com pele meio escura, sem possibilidade de consertar. Mas, este é só um caso dentre tantos que vi nos nossos consultórios, onde nossos três cirurgiões dentistas fizeram seus milagres, que eu pude acompanhar, porque também havia “crescido” dentro da minha profissão, atendendo agora os médicos nas cadeiras, nas cirurgias e trabalhos em geral. Cursos de aperfeiçoamento, sempre fiz.

Os anos passaram. E, nós do ramo da saúde, tivemos que prestar nosso “serviço de guerra” também, dentro das necessidades que se mostravam. Homens enfermeiros foram mandados, conforme a idade, diretamente para hospitais de

guerra no Front. Os plantões noturnos nas cidades tiveram que ser garantidos por gente que trabalhava em consultórios ou clinicas dentarias, ou outros ramos dentro do setor Saúde. Três vezes por semana eu fiz também plantão noturno num hospital de guerra, onde chegavam os feridos dos campos de batalha. O que vi lá me marcou muito. Jovens, soldados do todas as idades, mutilados. Sem braços, sem pernas, corpos feridos e judiados de

foi difícil e doloroso de ver e atender. Os

recursos eram precários. Medicamentos precisavam ser bem dosados. Os casos que inspiravam esperança eram atendidos em primeiro lugar, enquanto os “casos já dados por perdidos”, recebiam os remédios necessários, analgésicos ou morfina 10 . Parece cruel, mas era necessário. Não havia penicilina 11 naquele tempo. Tudo era difícil de conseguir. Bandagens e gazes eram lavadas, esterilizadas e usadas duas, três vezes. Durante a noite, no plantão, entre um atendimento e outro, enrolamos bandagens. Nossa enfermeira-chefe era uma rocha de pessoa, conhecimento e energia acumulada. Ela exigia que enrolássemos as gazes com as duas mãos, jamais estendendo as faixas sobre as mesas, o que teria sido bem mais fácil e rápido. Mas, ela pegava um rolo, antes de ele ir para a autoclave 12 para ser esterilizado e dizia: “Esta foi enrolada na mesa, está dura

todas as formas

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demais, enrolem de novo!” Ninguém escapava ao olhar crítico da enfermeira chefe. Por outro lado, quando ela dizia: “Cuidem bem do paciente no leito doze, este provavelmente não vai passar dessa noite.”, podíamos contar que algo ia acontecer, porque o olho clínico e a experiência dela eram infalíveis.

Lá estávamos então, ao lado de um jovem que chorava: “Não me deixem morrer, eu quero viver!” – e a gente sabia que ele não tinha condições. Ou, num outro leito alguém pediu: ”Enfermeira, se eu morrer, mande esta carta para minha mãe!”. O que poderíamos fazer? Segurar as mãos, se ele ainda as tivesse. Ou abraçar o pobrezinho, às vezes trancando o próprio choro. Foi um tempo difícil e amargo para alguém de 20 anos, que havia sido criada como criança mimada, moça protegida, cuidada por pais e avós numa vida segura e sólida.

Foi doloroso ver soldados vindo do Front, dias e dias deitados sem atendimento médico, num trem-hospital, cheio de feridos, onde tinha somente o mínimo de pessoal de enfermagem, cuidando, dando água, comida e atendimento bem precário. Difícil vê-los chegarem sujos, suados, com feridas fedendo em bandagens ensangüentadas. Lembro-me de um moço que chegou com muitos outros feridos no meio de uma noite fria e escura. Uma perna dele foi estraçalhada. Como não havia nada para imobilizar a perna, onde ele foi atendido, usavam a perna boa para isto. Faixas seguravam bem firmes, uma perna na outra. Não sei quanto tempo ele viajou desta forma, deitado precariamente em maca improvisada. Só sei, quando tiramos as bandagens sujas, endurecidas por sangue e pus, tinha a perna, antes sadia, se ligado aos ferimentos da perna ferida. Grudada mesmo uma perna na outra. Ele foi diretamente para cirurgia, para separar as pernas. A ferida, com ossos esfarelados, toda purulenta, foi amputada e, a outra, agora também com feridas abertas, tratada da melhor maneira

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possível, com curativos e, com todo cuidado, todo carinho e os meios possíveis.

Quero abrir aqui um parênteses! Alguns anos depois, numa viagem para a Alemanha, encontrei com uma enfermeira, amiga dos tempos de guerra. Perguntei onde e em que ela estava trabalhando agora. Ela me confessou, com a promessa de sigilo na época, que estava numa casa especial, toda secreta, num parque grande, com médicos e todos os recursos possíveis, onde viviam os “mortos vivos”. Homens que voltavam da guerra, tão mutilados, sem pernas, braços ou irreconhecíveis, que foram dados como mortos para as famílias. Troncos com cabeças, homens realmente mutilados de todas as formas. Claro que com o tempo, e aos poucos, foram diminuindo nesta casa estes “hóspedes”, como ela chamou aqueles heróis. Morreram lá pela segunda vez e, definitivamente. Conto isto para vocês, porque agora, pelo decorrer dos anos, certamente não deve ter mais nenhum desses homens vivos lá ainda. Também perdi o contato com minha amiga, que tinha a minha idade. Talvez ela também já passou “para o andar de cima”.

1943 – Depois que casei com um capitão da

Organização Todt 13 , uma organização paramilitar, e engravidei, pedi minha transferência para uma Maternidade. Outro ambiente, outras experiências, outro trabalho, completamente diferente. Novos cursos, evidentemente, também. Como iniciante era trabalho cuidar das parturientes, levar comadres para elas, passar água morna depois de tudo feito, jogar o

quantas vezes vomitei atrás destes

conteúdo fora

“ingredientes”! Mas, me rendeu não só mais um certificado, como experiência também. Bom foi o trabalho no berçário. Sala grande e espaçosa, clara e linda. Na parede havia desenhos e pinturas de bebês, em todas posições, rindo, chorando, dormindo. Entre eles os três grande “Rs” dos cuidados com recém-nascidos. Em alemão “RUHE” – “REGELMÄSSIGKEIT” e

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“REINLICHKEIT”. Traduzindo, RUHE seria silêncio (calma); REGELMÄSSIGKEIT significa regularidade; e por fim REINLICHKEIT, que é limpeza. Apliquei tudo que aprendi ali depois, quando tive meus seis filhos, continuando desta forma com meus netos, quando permaneciam quatro ou cinco meses comigo. Na época da Guerra ninguém sequer sonhava com fraldas descartáveis. Absorventes para as parturientes, nem pensar. Luvas eram dadas para nós só em extrema necessidade. Como fiquei só na ala dos partos normais, não vi muito das cesarianas, ou cirurgias ginecológicas. Mas o curso também tinha nos informado e preparado para este atendimento.

Tudo isto que aprendi, botei em pratica na minha família. E, no meu segundo casamento com um médico, com ele num hospital em Trombudo Alto (hoje Agrolândia 14 , acho eu) pude praticar mais neste ramo. Penicilina, vi pela primeira vez depois da guerra, quando meu primeiro filho teve um tifo atípico, sarampo e pneumonia junto. Ficou num hospital de crianças, na ala de isolamento. O médico era ucraniano. Muito simpático, ele deixou meu pequeno separado, no quarto dele, entrou em contato com as autoridades da ocupação americana, para conseguir penicilina. Isto já após guerra, em Munique. Ele conseguiu penicilina para meu filho, que sobreviveu. Aliás, ele fará 70 anos em agosto. O que é uma cesariana, vi de perto aqui na antiga Maternidade Elsbeth Koehler 15 , onde meu marido durante muitos anos de trabalho, ajudou a nascer 12 mil blumenauenses. Impressionou-me um parto a ferro, que foi complicado. E, só depois de ter tido seis filhos em partos normais, vi quanta complicação pode acontecer num parto.

Vocês, enfermeiras e enfermeiros escolheram uma profissão nobre e maravilhosa. Vocês vão precisar tudo que a gente espera de um ser humano: coração, amor, paciência, dedicação, solidariedade e conhecimentos! Eu acompanhei o desenvolvimento da Medicina. As doenças ficaram as mesmas,

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mas os meios de tratamento mudaram e se modernizaram. Os recursos que vocês têm, são infinitamente maiores do que os de 50 ou 60 anos atrás. Usem todo o conhecimento com amor ao próximo e com compaixão.

Tive a sorte de, nos últimos anos, ser operada e tratada com todos os recursos modernos, por cirurgiões maravilhosos. Fiquei impressionada e encantada com toda esta experiência. Desde a anestesia, preparada e dosada, até noites na UTI, vi e senti como é importante ser tratado por uma mão carinhosa, receber um sorriso quando a gente se sente vulnerável e, até perdido, com dor, indefeso e fraco. Por mais eficientes e dedicados que sejam os médicos, os cirurgiões, mais perto dos doentes ficam sempre as enfermeiras e os enfermeiros. E, como é bom que vocês existem.

Parabéns pela escolha desta profissão.

Obrigada,

Alda Niemeyer

1 https://www.joinville.sc.gov.br/

2 http://pt.wikipedia.org/wiki/Col%C3%B4nia_Dona_Francisca

3 http://www.curitiba.pr.gov.br/

4 http://pt.wikipedia.org/wiki/Hamburg_S%C3%BCd

5 http://orioqueorionaove.com/2013/01/24/antigo-banco-alemao-transatlantico/

http://www.fazenda.rj.gov.br/sefaz/faces/oracle/webcenter/portalapp/pages/navigation-

renderer.jspx?_afrLoop=367893266084000&datasource=UCMServer%23dDocName%3A74300&_adf.ctr

l-state=wi5cebazi_9

Menção à liquidação do Banco Alemão Transatlântico em:

http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/rda/article/viewFile/12588/11476

6 http://pt.wikipedia.org/wiki/Marco_alem%C3%A3o

7 http://veja.abril.com.br/especiais_online/segunda_guerra/edicao008/sub1.shtml

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http://pt.wikipedia.org/wiki/Bombardeamento_de_Dresden

8 http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-

portugues&palavra=sanefa

9 https://www.icrc.org/por/

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http://drauziovarella.com.br/drauzio/morfina/

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http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/controle/rede_rm/cursos/rm_controle/opas_web/modulo1/pe

nicilinas.htm

12 http://pt.wikipedia.org/wiki/Autoclave

13 http://pt.wikipedia.org/wiki/Organisation_Todt

14 http://pt.wikipedia.org/wiki/Agrol%C3%A2ndia

15 http://www.luteranos.com.br/conteudo/um-centenario-de-desafios-e-conquistas

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