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DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS
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Desertificação

Milhões de hectares

300
250

Desmatamento

200

Superpastejo
150

Cultivos
100
50
0

África

Ásia

Australásia

Europa
Re giões

América do Norte

América do Sul

GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS

GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA
E CIÊNCIAS AMBIENTAIS

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GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS

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GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS

BRENO MACHADO GRISI

GLOSSÁRIO DE
ECOLOGIA
E CIÊNCIAS
AMBIENTAIS
(3ª edição revisada e ampliada)
ILUSTRADO COM FOTOS, QUADROS, FIGURAS E
GRÁFICOS

JOÃO PESSOA
2007

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GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS

Breno Machado Grisi
Endereço eletrônico: brenogrisi@yahoo.com.br
Blog: http://brenogrisi-ecologiaemfoco.blogspot.com

Capa: no sentido horário começando com o (i) mapa resumido dos biomas
brasileiros (informação/divulgação do Ministério do Meio Ambiente); (ii)
pintor-verdadeiro (Tangara fastuosa), pássaro da Mata Atlântica (foto de
documento sobre a Mata Atlântica, sem dados da publicação); (iii)
captação e armazenamento do dióxido de carbono (foto de documento
sobre iniciativa de estudos do IPCC – International Panel on Climate
Change,); (iv) gráfico representativo da desertificação mundial; (v)
carvoaria na amazônia, uma das causas do desflorestamento (foto
reproduzida de Collins, M. (ed.) (1990) The last rain forests. London,
Mitchell Beazley Publ., 200p.)

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das caatingas do Nordeste. “botânicos”.. Josés. DEDICO às crianças brasileiras cujos pais desprovidos de recursos. “zoólogos”.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS HOMENAGEIO os “Severinos. “ecólogos” anônimos que puseram nomes em todas as plantas e praticamente todos os animais desse bioma brasileiro e sempre souberam usufruir dos limitados recursos da Natureza ao seu alcance.. mesmo sem ter um mínimo conhecimento teórico hoje propiciado pela ecologia e ciências ambientais. não poderão lhes dar a oportunidade de se beneficiarem com os resultados práticos da ciência e tecnologia 5 . Marias”.

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GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS “O objetivo da ciência não é o de abrir portas para a sabedoria infinita. mas o de estabelecer limites para o erro infinito” Bertolt Brecht 7 .

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Agradeço em particular. ajudaram-me a entender que o objetivo final de quem tenta contribuir para o conhecimento das ciências que lidam com o meio ambiente. está sempre muito distante para ser alcançado. 9 .GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS Agradecimentos: a todos que tiveram oportunidade de testar os termos inseridos nas duas primeiras edições e cujas sugestões estimularam-me na busca da melhoria do presente trabalho. aos Mestres que testando as edições anteriores “na linha de frente” dos estudos em ecologia.

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fixarão os termos introduzidos. estão relacionados direta ou indiretamente com as características ambientais do ser vivo. é usualmente de comprimento modesto. nele é selecionado o que se julga ser obscuro. Os termos aqui incluídos foram selecionados a partir de conceituações feitas pelos autores de livros e artigos relacionados na bibliografia consultada e apresentada no final do glossário. tudo é julgado como obscuro. era um observador perspicaz da Natureza). que se originou como ciência no início do século XX. embora de emprego comum em outras ciências (geologia. como a botânica e a zoologia. por exemplo. Suponhamos que se cada século vivido por nós do mundo ocidental correspondesse a 10 anos. fáceis de serem entendidos. A vivência ou confirmação dos fenômenos e processos descritos como novos. 11 . pode ser considerada como disciplina novíssima. em oposição a um Dicionário e a um Vocabulário: “um glossário é uma lista alfabética de palavras difíceis que são usadas num assunto ou texto específico.L. oceanografia etc). botânica.R.C.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS apresentação N ão há nenhuma pretensão aqui de apresentar uma enciclopédia ou dicionário tecnológico com todos os termos ecológicos. não haveria como negar que a obra maior de referência aqui utilizada foi o livro dos ecólogos M. fazendo-os comuns e desejavelmente. estariam hoje com mais de “230 anos de existência”. a botânica e a zoologia. A ecologia. e um dicionário é um trabalho mais ambicioso. enquanto num vocabulário. ou melhor dizendo. São também focalizados termos que. Neste aspecto.. relacionados com as “ciências ambientais”. cujos estudos iniciaram-se com os gregos (Aristóteles. Daí a possível explicação à tendência de se introduzir tantos termos. enquanto a ecologia estaria prestes a completar seu “1o aninho de vida”. Neste aspecto é interessante lembrar o que diz o “The New Fowler’s Modern English Usage” (um clássico da língua inglesa) sobre o que seja um GLOSSÁRIO.Harper (nas edições 2a. O objetivo maior é definir claramente alguns dos termos mais comuns de ecologia e ciências ambientais. devido às novas descobertas e necessidade de definí-las ou conceituá-las.Townsend e J. embora tenha termos com semelhanças a de um glossário”.Begon. comparada com outras disciplinas das ciências biológicas. C. 384 a 322 a.

que constam da bibliografia. Ricklefs (“The economy of nature”).E. devendo o leitor no entanto. apenas mais uma obra simples de referência. mesmo em sua terceira edição. para facilitar seu entendimento ou complementar sua conceituação. que em sua quinta edição (2007) inclui uma nova seção de grande utilidade (“Data Analysis Update”. Considero ser o presente trabalho. para os mais avançados e que figuram na “Bibliografia Utilizada para o Glossário”. foi a de R. são muitos os sites disponíveis na Internet e que podem ser de grande utilidade para enriquecer conhecimento e elucidar dúvidas. Outra obra de consulta freqüente. Este glossário. considero ser uma experiência incipiente. ou Atualização de Análise de Dados). Neste sentido. críticas e sugestões. constando da Bibliografia. solicitam-se aos consulentes em geral. visando atender aqueles que estudam ecologia ou que estão interessados no conhecimento das ciências ambientais. direcionada para principiantes. 12 . devendo por isso ser melhorado e ampliado futuramente. de 2006).GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS do ano 1990 e 4a. ser cuidadoso com relação às fontes de consulta. devendo ser complementada com consultas a outras mais específicas. Hoje em dia. Muitos desses termos foram modificados em sua definição.

ACIDOFILIA) ACIDOFÍLICO e ACIDOFILIA são termos derivados ou relacionados ao termo ou verbete de entrada ACIDÓFILO. de: • “FITNESS” O termo (sem equivalente preciso em português) é definido em “fitness”. LAGO Embora raros. • “GUILD” O termo (sem equivalente preciso em português) é definido em “guild”. 13 . com mesmo significado ecológico. • ACIDÓFILO (ACIDOFÍLICO. por serem às vezes mais conhecidos sob a denominação original. mas o nome principal vem em primeiro lugar e o complemento vem logo após vírgula: • AUTOTRÓFICO. por exemplo. Alguns termos estão definidos em outros. Estes são os casos. Exemplo: • CARNÍVORO (Ver CADEIA ALIMENTAR) No verbete CADEIA ALIMENTAR o termo carnívoro é definido.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS Aos consulentes Quando determinado termo tiver sinônimos ou corresponder a termos similares. estes figuram com um sinal de igualdade. ou outra língua. aparecem verbetes (termos de entrada) em inglês. no qual foram necessariamente inseridos. Exemplo: • HABITAT HABITAT = ECOTOPO = BIOTOPO A definição é dada no termo mais comum: HABITAT. Alguns outros termos são usualmente utilizados como denominações compostas. ou o termo em português ainda não está bem definido ou não se consagrou seu uso.

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: acromático (sem coloração. o oxigênio e orgânicos. Ex. Fatores abióticos ou componentes abióticos de um ecossistema: são os fatores ambientais físicos desse ecossistema (clima. a rochedo que aflora acima d’água.br: no sentido horário começando com a vista aérea dos abrolhos. anêmona.) desprovido de vida. e APÊNDICE IV – ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) ABROLHO Denominação dada geralmente. a alta pressão hidrostática pode gerar acomodações das camadas do subsolo. falta. ABALOS SÍSMICOS (EM REPRESAS) Nas represas com grandes massas de água. gerando abalos sísmicos. ilhas. Inúmeros são os peixes que habitam nos seus exuberantes recifes de corais (parus. barracudas. lembrando a palavra aderir.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS A “a-” e “an-” Prefixo de origem grega indicando “ausência. Redonda. “ab-” e “ad-” Prefixos latinos. dispostas em arco. A parte da geofísica que estuda os terremotos e a propagação das ondas (elásticas) sísmicas é a Sismologia. por exemplo) ou químicos (inorgânicos como a água. arraias . e APÊNDICE IV – ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) ABISSOPELÁGICO (ou ABISSALPELÁGICO) (Ver ZONA ABISSOPELÁGICA. por exemplo em botânica. como os ácidos húmicos etc). Sueste e Guarita. enguias. sua provável origem de borda de cratera vulcânica. no litoral sul da Bahia (a 70 km da costa). composto. constituindo-se nas ilhas de Santa Bárbara. 15 . “Ab-” significa “do lado oposto ou afastado do eixo”. e APÊNDICE IV – ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) ABISSOBENTÔNICO (ou ABISSOBÊNTICO ou ABISSALBENTÔNICO ou ABISSALBÊNTICO) (Ver ZONA ABISSOBENTÔNICA. meros. badejos. anaeróbio (que vive na ausência de oxigênio). despigmentado). como o do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos. referindo-se. referindo-se no caso botânico à face superior da folha (adaxial). denunciando. (Ver BIÓTICO) ABISSAL (Ver ZONA ABISSAL.). e lá vivem também golfinhos e aves marinhas (ver fotos que seguem do site ibama. garoupas.. ave marinha e peixe-pedra).. De julho a novembro as baleias jubarte ali procriam. “Ad-” quer dizer “que se encontra do lado do eixo ou próximo a ele”. (Ver ESCALA DE RICHTER) ABIOSSÉSTON (Ver SÉSTON) ABIÓTICO Sem vida. formando por vezes. no mar.. à face inferior da folha (abaxial). Alguns termos de entrada virão a seguir. geralmente ocupando áreas extensas.. Diz-se do meio ou do elemento (substância. Siriba. entre Caravelas (sul da Bahia) e São Mateus (norte do Espírito Santo). O parque assenta-se sobre cinco formações rochosas. sem”.gov.

Não é imediatamente biodegradável e é altamente tóxico aos organismos aquáticos. quando se deseja informação superficial e mais rápida sobre determinada situação de uma planta ou animal (como por exemplo na seguinte classificação: 1) muito raro. ABUNDÂNCIA Este termo é geralmente usado para designar uma estimativa grosseira de densidade. dedicando-lhes um mínimo de cuidado. Aplica-se este termo ao processo de queda de partes de plantas (folhas. sendo este muito procurado por ter eficiente propriedade de limpeza e produção de espuma. (Ver ABUNDÂNCIA RELATIVA. auxiliando a induzir e prolongar a dormência de gemas vegetativas. e ESPÉCIE RARA) 16 . e europa ocidental contêm o “ABS”. é dita passiva. DENSIDADE. sigla em inglês) é também um potente inibidor de crescimento..A.) por ação de substância estimuladora (abscisina). 2) raro. Além disso. frutos . O ácido abscísico (ABA. flores.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS (Ver RECIFES) “ABS − ALKYLBENZENE SULPHONATE” O sulfonato de alquilbenzeno (sigla em inglês. o ABA é inibidor de germinação de semente e exerce papel importante no fechamento de estômatos.U. ABSENTEÍSMO Refere-se ao comportamento de certos animais que nidificam a uma certa distância de sua área de vivência (onde estão seus outros descendentes). 3) ocasional. ABSCISÃO Processo natural em que duas partes de um organismo se separam. Cinqüenta por cento dos detergentes (líquido ou em pó) comercializados nos E. e se é resultado de forças que “puxam” a água a partir da corrente transpiratória gerada pelas folhas. ABSORÇÃO Movimento de íons e água para dentro da raiz da planta. levando alimento para os filhotes. 4) abundante. 5) muito abundante).. DENSIDADE ECOLÓGICA. se ocorre como resultado de processos metabólicos da raiz (contra um gradiente) é dita ativa. “ABS”) é uma substância surfactante (tensoativa) usada como detergente.

ao longo de cercas etc. da classe dos aracnídeos. A planta que serve como hospedeira de ácaro é um organismo acarófito. (Ver LATOLIZAÇÃO. de etanol para ácido acético. Qualquer remoção de vegetação em torno de construção. (Ver ABUNDÂNCIA. e EFEITOS ANTIMICROBIANOS) AÇÃO DEPENDENTE / INDEPENDENTE DA DENSIDADE (Ver DENSIDADE) AÇÃO FUNGISTÁTICA (Ver ANTIBIOSE. o organismo que não consegue viver em tal pH é chamado de acidófobo (ou acidofóbico). DENSIDADE. O oposto. constituindo-se no processo dominante de decomposição dos minerais primários no solo. ACETIFICAÇÃO Conversão por bactérias aeróbias. formam-se ácidos orgânicos que reduzem o pH das águas. As rochas que sofrem acidólise total (ex. ou seja. e SILICATOS) ACIDOTRÓFICO (Ver ACIDÓFILO) ACLIMAÇÃO (ou ACLIMATAÇÃO) (Ver ADAPTAÇÃO) ACLIMATAÇÃO (ou ACLIMAÇÃO) (Ver ADAPTAÇÃO) 17 . ocorre a acidólise (ao invés de hidrólise). ACAROFITISMO Simbiose ácaro-planta. ÁCIDO ABSCÍSICO e ABSCISINA (Ver ABSCISÃO) ACIDOBIÔNTICO (Ver ACIDÓFILO) ACIDÓFILO (ACIDOFÍLICO. Usa-se o termo acidotrófico para designar aquele que se alimenta de substâncias ácidas (ou microrganismo que vive de substrato ácido). de reação com pH <3: KAlSi3O8 + 4H+ + 4H2O → 3H4SiO4 + Al3+ + K+) geram solos constituídos praticamente apenas dos minerais primários mais insolúveis. ACASALAMENTO ou COPULAÇÃO EXTRA-PAR (Ver EXOCRUZAMENTO) “ACCESSIBILITÉ” Termo importado do francês.: animais vistos por hora) ou como porcentagem (ex.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS ABUNDÂNCIA RELATIVA Refere-se à abundância de um determinado organismo. do filo dos artrópodes).: porcentagem de quadrados ou pontos de amostragem ocupados por determinada espécie de planta ou animal fixo). e “-filia” / “-filo”) ACIDÓFOBO (Ver ACIDÓFILO) ACIDÓLISE Em ambientes (alguns deles frios) onde a decomposição da matéria orgânica não é total. (Ver “alcali-”. Nestes ambientes com pH <5. usado em fitossociologia referindo-se às condições prevalecentes num certo local e que podem influenciar na possibilidade de um propágulo ali se estabelecer. relacionando-se com o tempo (ex. ACICULIFOLIADA (Ver FLORESTA ACICULIFOLIADA) ACIDENTAL (ou CASUAL) Diz-se geralmente de uma espécie vegetal que normalmente não ocorre numa certa comunidade ou habitat. e DENSIDADE ECOLÓGICA) AÇÃO BACTERIOSTÁTICA (Ver ANTIBIOSE. pondo-os em solução. e EFEITOS ANTIMICROBIANOS) ACARICIDA Diz-se da substância que mata ácaros e carrapatos (acarinos. tornando capaz a complexação do ferro e alumínio. ACIDOFILIA) ACIDÓFILO = ACIDOBIÔNTICO Organismo que medra em ambiente ácido (em pH abaixo de 7). ACEIRO Remoção de parte de uma vegetação feita para evitar a propagação do fogo ou como trilha. tal como ocorre nos espodossolos (alguns dos antigos podzólicos).

como alguns seres humanos africanos. para o alto da árvore. ou seja. progressivamente. em que os vegetais. ACUMULAÇÃO (ou GRAU DE ACUMULAÇÃO) (Ver GRAU DE ACUMULAÇÃO) ADAPTAÇÃO ADAPTAÇÃO = ADAPTAÇÃO ECOLÓGICA Capacidade que tem determinado ser vivo (ou determinado elemento constituinte morfológico ou fisiológico do organismo do ser vivo) de ajustar-se a um ambiente. 2) Os círculos desenhados nas folhas realçam a superfície do limbo. atribui-se uma reação de robustecimento (termo usado entre os horticultores. estende-se à participação ativa na periodicidade (Ver RELÓGIO BIOLÓGICO) como um meio para coordenar e regular funções vitais. reduzindo a intensidade da cor verde). A adaptação envolve mudança genética. A B C D E Obs. do inglês “hardening” = robustecimento. Tal tolerância ao resfriamento. natural ou feito pelo homem a partir de represamento de um rio ou condução de água vinda de outro local.: 1) A: folha de plântula de Q. nigra. importante na absorção da luz. do hemisfério norte por exemplo. A adaptação vai além da mera tolerância às flutuações ambientais. comparada com os lobos da folha. ACRIDOFAGIA Hábito de comer gafanhotos (estes acrídeos são insetos ortópteros heterometabólicos). endurecimento). Serve de abastecimento d’água (manancial) e para irrigação. já em outubro (no outono) adquirem tolerância ao abaixamento da temperatura. Às plantas de clima frio. 1986). próximo do solo. como a Casuarina. AÇUDE Reservatório de água. de A para E. ACTÓFILO (ACTOFILIA) Organismo que vive sobre rochas costeiras.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS ACLIVE CONTINENTAL (Ver TALUDE (e TALUDE CONTINENTAL). ACTINORRIZA Tipo de actinomiceto (bactérias filamentosas do gênero Frankia) que vive em simbiose com raízes de certas plantas. Acridófago é aquele que come gafanhotos. ocorrendo geralmente no processo de sedimentação. estes se acentuam à medida que as folhas reduzem a superfície do limbo. Em muitos ecossistemas observa-se uma redução da intensidade clorofílica nas folhas de sombra (do estrato inferior) para as de sol (do estrato superior) (na figura. devendo-se entender que “ajustarse” é uma conseqüência do passado. (Ver FATOR LIMITANTE) 18 . depende do estádio de desenvolvimento da planta. inaptos a lidarem com a friagem no verão. ao passo que a aclimatação geralmente não envolve. (Ver “-cola”) ACTINOMICETO Denominação não-taxonômica dada a um tipo de bactéria filamentosa. à medida em que elas vão estar em maior contato com a luz (no topo das árvores). C. B: Folha de um ramo à sombra. apresentando certas características que a põem entre a bactéria e o fungo verdadeiro. e APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) ACONDICIONAMENTO DE NICHO (Ver NICHO ECOLÓGICO) ACREÇÃO Um aglomerado ou deposição de material. ACRODENDRÓFILO Que vive no topo de árvores. A figura seguinte mostra a adaptação morfológica de folhas do carvalho negro (Quercus nigra) à luz (COLINVAUX. D e E: folhas.

reduzindo-se sua pressão e se expandindo adiabaticamente na atmosfera. atingem a grandes distâncias da costa. naturais ou sintéticas. por exemplo. cor ou textura ou alterar outras características. ADESÃO Atração molecular que mantém duas substâncias dissimilares. ou evitar sua oxidação (antioxidantes) ou que não adquira umidade (antiumectantes) ou que a adquira (umectantes). Em algumas populações 19 . sem perda nem ganho de temperatura. em oposição ao aloparasita. AERÓBIO Organismo que respira aerobiamente. Exemplo: aerossóis marinhos. os nutrientes necessários a uma boa produtividade. (Ver ADSORÇÃO. que conduzidas pelo vento. com diversos propósitos (conservar. (Ver ADESÃO. como o pH. cancerígenas. fornecendo a um cultivo. (Ver RESPIRAÇÃO AERÓBIA) AEROSSOL Pequena partícula (< 0. ou como resultado de processos reprodutivos ou como resultado de atrações sociais (nos animais superiores). AFÓTICO (Ver ZONA AFÓTICA) AGENTE LARANJA (Ver DIOXINAS) AGENTE POLUIDOR (Ver POLUENTE) AGREGAÇÃO Agrupamento de indivíduos de uma mesma população. e FERTILIZANTE) ADUBAÇÃO VERDE Procedimento recomendado na agroecologia e hoje bastante utilizado na prática agrícola em geral. Tais aditivos são submetidos à rigorosa análise toxicológica.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS ADAPTAÇÃO ECOLÓGICA (Ver ADAPTAÇÃO) ADELFOFAGIA Diz-se geralmente de larvas que se alimentam de outras larvas ou de ovos de animais que lhes são relacionados taxonomicamente (às vezes da mesma espécie). trigo ou milho. AFITAL (Ver ZONA AFITAL) AFLATOXINAS Substâncias tóxicas. em resposta às diferenças de habitat ou em resposta às mudanças diárias ou estacionais. melhorar o sabor. como a que ocorre entre a água e partículas minerais do solo. de incorporar ao solo matéria orgânica proveniente de um cultivo (geralmente os remanescentes deixados após a colheita do produto agrícola desejado). que são partículas contendo sais marinhos. ou seja. E em assim sendo. Utiliza-se esta expressão também quando se deseja referir-se ao enriquecimento em nitrogênio que as leguminosas proporcionam ao solo. geralmente temporária. complementar com vitaminas ou aminoácidos. e COESÃO) ADIABÁTICO Aplica-se este termo. produzidas por fungos (Aspergillus flavus) que proliferam em grãos de amendoim. juntas. mal armazenados. e COESÃO) ADUBAÇÃO ORGÂNICA Uso de material orgânico (partes de plantas.001 mm) sólida ou líquida. ADSORÇÃO Ligação. com a finalidade de melhorar as condições nutricionais e edáficas do solo. sua temperatura cairá ao tempo em que se expande para ocupar maior volume. pela simbiose de suas raízes com bactérias fixadoras de nitrogênio atmosférico. ADITIVOS ALIMENTARES Substâncias. adicionadas aos alimentos processados. a uma massa de ar que se eleva. ou de várias populações. antes de se permitir seu uso na indústria alimentícia. de íons ou compostos à superfície de sólidos. dejetos animais etc) para fertilizar um solo. ADELFOPARASITA Um organismo que parasita um hospedeiro que se lhe relaciona taxonomicamente. (Ver COMPOSTAGEM. em suspensão no ar ou gás. mexilhões) também podem concentrar aflatoxinas em suas carnes. ao tempo em que se evita sua erosão e degradação de suas propriedades. Alguns invertebrados marinhos (ostras.

procedimento similar é encontrado na caatinga. em algumas populações animais com certa organização racional. agroflorestal. como suprimento para “tempos mais difíceis”. o plantio de árvores frutíferas nativas. são também consideradas como sério problema ecológico. onde se estabeleceu vegetação secundária. Alguns autores subdividem o agreste em sublitorâneo e da borborema. adotado historicamente nos ecossistemas de floresta tropical. Nas fotos que seguem (do site: www. No agreste da borborema ocorrem: catingueira. de maneira a manter o sistema economicamente produtivo. poderá ser novamente utilizada para o cultivo.biosferadacaatinga. plantando milho. Opuntia sp). palma . preservando a biodiversidade e as características. estando aqui inserido o ser humano. Em certas agregações. Caesalpinia pyramidalis. Anadenanthera macrocarpa. Tem sido agora comum encontrar-se na amazônia. No nordeste brasileiro. do sistema original natural. segundo W. A combinação deste sistema com diversidade de atividades antrópicas (agrícola. no estado da Paraíba. em que o ser humano derruba trecho da floresta. com cultivos de banana. umbuzeiro. (Ver BIOCLIMATOLOGIA) AGROECOLOGIA Aplicação de princípios ecológicos nas ciências agronômicas. Spondias tuberosa. Na amazônia os indígenas ainda praticam a agricultura itinerante. também conhecido por “slash-and-burn” (em inglês. Zizyphus joazeiro. A área inicial abandonada. os novos indivíduos são admitidos no grupo ocupando inicialmente a borda. por exemplo. principalmente em Rondônia. como o facheiro.. AGRESTE Ecossistema de transição entre a mata úmida e a caatinga. mandioca etc. assim como muitos agricultores ditos civilizados usam este sistema. As queimas de pastagens. AGRICULTURA ITINERANTE Tipo de sistema agrícola (“shifting cultivation”. sendo também usada a expressão “clear cutting”). possuindo portanto espécies vegetais comuns desses ecossistemas.org. angico. ou seja. No processo de agregação vale considerar o “egoísmo dentro da manada” (tradução literal do inglês “selfish herd”. de tração animal e do próprio homem) visando uma produção agrícola apenas suficiente para gerar alimento e recursos para o sustento do próprio agricultor e sua família. e o pau d’arco Tabebuia sp.Hamilton. Raramente há produção de excedente para a comercialização ou para armazenar. AGRICULTURA DE SUBSISTÊNCIA Uso de energia (energia solar. o “território perigoso”. (Ver BIOAGRONOMIA) AGROECOSSISTEMA (Ver AGROSSISTEMA) AGROFLORESTA O sistema agroflorestal baseia-se na reconstituição do complexo sistema florestal original. 20 . pesca e caça) é que pode se constituir em garantia de sucesso ecológico e econômico na obtenção de melhor qualidade de vida ambiental. AGROCLIMATOLOGIA O estudo do clima em relação à produtividade de plantas e animais de importância na agropecuária.) e em período seco (à direita. além de bromeliáceas e cactáceas. primitivo. Passa então a ocupar novo trecho de floresta e assim por diante. Cereus jamacaru. Schinopsis brasiliensis. a periferia é mais suscetível ao ataque de predadores. extrativista. Crotalum sp. queimando-o como preparo da terra para o cultivo de subsistência. baraúna. abandonando essa área que se tornou improdutiva. o mais próximo possível. nele inserindo-se algum tipo de cultivo ou diferentes tipos de cultivo. feita para controlar as “ervas daninhas” que nelas proliferam. mandioca.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS (inclusive a de seres humanos) ocorre uma agregação num determinado local do seu habitat escolhido como área de dormida. em período chuvoso (à esquerda. autor: Pieter Vranckx) vê-se sistema agroflorestal na caatinga.. juazeiro. entre parcelas de plantio de mandioca.br.D. após cerca de 20 anos. com cultivo de palma. Ao aumento de densidade de predador em locais (ou manchas de habitat da presa) onde se concentre maior número de presa. milho. em inglês). dá-se o nome de resposta de agregação. obtendo durante poucos anos (4 a 6 ) alimento e posteriormente. sem equivalência precisa em português). além de outras. No primeiro ocorrem: marmeleiro.

ÁGUA CAPILAR Água existente nos poros do solo. ou seja. No caso específico de cultivo introduzido em floresta. (Ver ECOLOGIA INDUSTRIAL) AGRONOMIA Conjunto de ciências e princípios aplicados à agricultura. de 18/06/86 estabelece nove classes para as águas doces. geralmente para abastecimento. As raízes de muitas plantas se beneficiam somente dessa água. Quanto às águas doces há as seguintes classes e respectivas destinações: I-Classe especial destinada: a) ao abastecimento doméstico sem prévia ou com simples desinfecção. nos seus espaços ou interstícios. adequada para o consumo humano. b) à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS AGROINDÚSTRIA Atividade industrial baseada no beneficiamento de produto obtido da agricultura e/ou pecuária. satisfazendo aos padrões de potabilidade determinados pelo Ministério da Saúde. destilarias de álcool. (Ver AGROFLORESTA. têxteis. aderindo às partículas como uma película e que sob a influência de “forças capilares” (decorrentes de um gradiente de potencial de água) disponibiliza-se à absorção pelas raízes das plantas e pela microbiota. 21 . AQÜICULTURA. curtumes. ÁGUA DURA (Ver DUREZA DA ÁGUA) ÁGUA HIGROSCÓPICA Vapor d’água adsorvido às partículas do solo. (Ver AGROECOLOGIA) AGROSSISTEMA AGROSSISTEMA = AGROECOSSISTEMA = ECOSSISTEMA AGRÍCOLA Sistema ecológico introduzido e manipulado pelo homem. óleos vegetais. sucos e conservas. dá-se o nome de agrofloresta. fecularias. que penetra no solo. laticínios. antes de receber qualquer tratamento. constituído por seres vivos (componente biótico) em interação com o ambiente (componente abiótico). frigoríficos e matadouros. AGROTÓXICO (Ver PESTICIDA) ÁGUA BRUTA Água. salobras e salinas do Território Nacional. e ECOSSISTEMA) AGROSTOLOGIA Estudo das gramíneas. bebidas. A Resolução CONAMA nº 20. ÁGUA INTERSTICIAL (Ver ÁGUA DE PERCOLAÇÃO) ÁGUA MOLE (Ver DUREZA DA ÁGUA) ÁGUA POTÁVEL Água de boa qualidade. ÁGUA DE PERCOLAÇÃO ÁGUA DE PERCOLAÇÃO = ÁGUA INTERSTICIAL Água. Exemplos: usina de cana-de-açúcar. geralmente de precipitação pluvial.

V-Classe 4 destinada: a) à navegação. (Ver EQUILÍBRIO DE HARDY-WEINBERG) 22 . esqui aquático e mergulho). após tratamento convencional.001 ÁGUA RESIDUÁRIA Água de despejo. os coliformes totais deverão estar ausentes em qualquer amostra. b) à harmonia paisagística.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS II-Classe 1 destinada: a) ao abastecimento doméstico após tratamento simplificado. Certos aldeídos poluentes têm cheiro desagradável. Alguns são venenosos. contendo resíduo com potencialidade para poluir. natação e mergulho). Se um organismo tem afinidade por este meio ou ambiente. como os derivados da exaustão do diesel.001 0. No quadro que segue estão representados os valores das principais fontes de água da Terra (COLINVAUX.104 0. (Ver ACIDÓFILO) ALDEÍDOS Compostos orgânicos que contêm o grupo -CHO ligado a hidrocarbono. c) à recreação de contato primário (natação. Planta incapaz de tolerar solo alcalino ou básico é dita basífuga. irritando nariz e olhos.013 TOTAL (%) 97. c) à dessedentação de animais.125 0.008 0. É de importância ecológica. citam-se como exemplos.0 29. b) à irrigação de culturas arbóreas. Como exemplo de seus valores. qualquer substância de sabor cáustico ou acre e que tem sido utilizado para indicar meio ou ambiente alcalino ou básico (com pH acima de 7). 1986).067 0.005 0. uma vez que participa do fluxo energético. geralmente representados em porcentagem. RESERVATÓRIO Oceanos Gelo glacial Lençol freático Água retida no solo Água doce dos lagos Mares em terra e lagos salgados Rios e riachos Atmosfera (nuvens e vapor no ar) VOLUME DE ÁGUA (X 106 km3) 1322. podendo ocorrer morte ou recuperação rápida. d) à irrigação de hortaliças e plantas frutíferas. ALDRIN (Ver ORGANOCLORADO) ALELO Um ou outro gene. c) à recreação de contato primário (esqui aquático. b) à proteção das comunidades aquáticas. e) à criação natural e/ou intensiva (aqüicultura) de espécies destinadas à alimentação humana.009 0. III-Classe 2 destinada: a) ao abastecimento doméstico. após tratamento convencional.2 8.15 0. por exposição à determinada substância tóxica / agente causador de doença. chamados de homólogos.4 0. IV-Classe 3 destinada: a) ao abastecimento doméstico. a febre tifóide e o sarampo. significando “soda”. Para as águas de Classe Especial. No caso de doença. d) à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvolvam rentes ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de película. cerealíferas e forrageiras. responsáveis por uma mesma característica hereditária. de um mesmo par de cromossomos. “alcali-” “alcali-” = “basi-” Prefixo de origem árabe.21 2. um solo arenoso tem um albedo de 25 a 30 e uma floresta de 5 a 10. (Ver CRÔNICO) AIA (AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL) (Ver IMPACTO AMBIENTAL) ALBEDO Relação entre a energia (solar ou eletromagnética) incidente e a refletida. ele é dito alcalófilo (ou alcalifílico) ou ainda basófilo (ou basofílico). e) à criação natural e/ou intensiva (aqüicultura) de espécies destinadas à alimentação humana.0001 0.62 0. ou seja. c) aos usos menos exigentes. b) à proteção das comunidades aquáticas. e se não o tolera é dito alcalófobo ou basófobo. ÁGUA SUBTERRÂNEA (Ver LENÇOL FREÁTICO) AGUDO (EFEITO AGUDO / DOENÇA AGUDA) Efeito / doença que ocorre em curto espaço de tempo.

intimamente relacionadas. que inibe plântulas de coníferas e que tem efeito antibiótico sobre fungos. assim chamadas pelos ecólogos e conhecidas na linguagem agronômica como “ervas daninhas”. (Ver AUTÓCTONE) ALOGAMIA (Ver EXOCRUZAMENTO) ALOMETRIA Estudo das mudanças de proporções das partes de um organismo no decorrer do seu crescimento. embora vivendo geograficamente separadas. (Ver FEROMÔNIOS. são também alcunhados de “invasores”. do mesmo gênero).GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS ALELOPATIA Termo geralmente usado para indicar a inibição do desenvolvimento de uma população. descendentes de um ancestral comum (portanto. As “plantas invasoras” de cultivos. é aquele que se origina em outro local e é transportado para determinado ambiente na forma vegetativa ou de esporo. e PESTICIDA) ALGICIDA Agente químico que mata alga. através de substâncias químicas inibidoras produzidas por plantas. ALOCAÇÃO REPRODUTIVA (Ver ESFORÇO REPRODUTIVO) ALOCÓRICO (ALÓCORE) Ocorrendo em duas ou mais comunidades dentro de uma determinada região geográfica. problemas de dose-resposta. CLASSIFICAÇÃO DE) ALITIZAÇÃO (Ver SILICATOS) ALLEE (Ver PRINCÍPIO DE ALLEE) ALLEN (Ver REGRAS ECOGEOGRÁFICAS) “alo-” Prefixo significando “outro”. aloquímico. ALGÍVORO (ALGIVORIA) Organismo que se alimenta de algas. que viabilizam mudança comportamental em indivíduos de outra espécie. alóctone etc. (Ver ADELFOPARASITA) ALOPATRIA Caso em que duas espécies. em oposição ao adelfoparasita. (Ver RELAÇÃO ALOMÉTRICA) ALOMÔNIO (Ver FEROMÔNIO) ALOPARASITA Um organismo que parasita um hospedeiro que não se lhe relaciona taxonomicamente. são em muitos casos. como por exemplo: alocórico. também chamado de “invasor”. apresentam convergência de 23 . produzido por liquens. aloparasita. Há inúmeros termos com este prefixo. diferenças raciais e história evolutiva. Animais que foram inadvertidamente introduzidos pelo ser humano em ambientes que lhes são estranhos. organismos alóctones. A “lei alométrica” tem sido aplicada com sucesso nos aspectos relacionados ao metabolismo. (Ver “-coria”) ALÓCTONE ALÓCTONE = INVASOR Organismo alóctone. Um exemplo é o ácido úsmico. (Ver ANTIBIOSE) ALELOQUÍMICOS São produtos ditos semioquímicos. alomônio. ALGOLOGIA (Ver “fico-”) ALIMENTOS GENETICAMENTE MODIFICADOS (Ver TRANSGÊNICOS) ALISSOLOS (Ver SOLOS BRASILEIROS.

ALOTRÓFICO. age como uma toxina ou como um redutor de digestibilidade. enfatizaram a necessidade de se introduzir processos produtivos que trabalhassem com a Natureza e não contra ela. têm características (morfológicas. ocorre a partir da degradação de aminoácidos realizada por bactérias específicas. (Ver ELUVIÃO) AMBIENTALISMO DA EMANCIPAÇÃO Talvez seja esta expressão a mais adequada para traduzir a expressão norte-americana “emancipatory environmentalism” ou ecologia do bem-estar humano. (Ver ESPÉCIE EM VIA DE EXTINÇÃO.: uma população pode produzir toxina que inibirá outra população. a larva ao eclodir do ovo já tem a forma do imago ou adulto (ex. O isolamento geográfico (ou uma barreira topográfica ou espacial qualquer) pode resultar numa especiação alopátrica. Clostridium e Penicillium.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS caractéres. (Ver HOLOMETABÓLICO. geralmente arbustiva ou herbácea. e “IUCN”) AMENSALISMO Tipo de interação ecológica na qual uma das populações é inibida e a outra não é afetada.a partir das seguintes reações: NH4OH ↔ NH4 + OH. priorizando o uso de produtos orgânicos e os recicláveis. embora não estejam ainda sob risco de extinção. Os solos de aluvião são geralmente. poderão estar se não forem adotadas medidas urgentes para sua proteção. Ex. proveniente do próprio rio. mas a população produtora não é afetada diretamente pela supressão da população competidora. holística. dá-se a essa comunidade vegetal também o nome de orófila (fala-se que orófito é um vegetal da montanha). formando-se íons NH4+ e íons OH. LAGO (Ver AUTOTRÓFICO. como as dos gêneros Pseudomonas. é dita vegetação aluvial. Na água. como parte de seu mecanismo de defesa contra herbívoros. que no solo. para o planejamento econômico. “altruism” e “selfishness” ou “spitefulness”) nos estudos sobre interações sociais entre certas espécies (como em insetos sociais). ALQUILBENZENO (Ver “ABS − ALKYLBENZENE SULPHONATE”) ALTRUÍSMO e EGOÍSMO (ou MALEVOLÊNCIA) Alguns autores usam estas expressões (em inglês respectivamente.ou NH3 + H2O ↔ NH4 + OH-. professado pelo ecólogo norte-americano Barry Commoner e pelo economista alemão Ernst Friedrich Schumacher. No egoísmo o “fitness” do doador aumenta. O termo subalpino. Uma vegetação que ocorra em áreas sob influência dos cursos d’água. e HEMIMETABÓLICO) AMONIFICAÇÃO Processo de formação de amônia. (Ver INTERAÇÃO ECOLÓGICA) AMETABÓLICO (ou AMETÁBOLO) Diz-se do inseto que se desenvolve sem metamorfose. ou seja. nas margens ou várzeas de rios. piolho). ecológicas ou de comportamento) similares. (Ver SIMPATRIA) ALOQUÍMICO Um composto secundário produzido por plantas. lagoas e assemelhados. e ECOFEMINISMO) AMBIENTE (Ver MEIO AMBIENTE) AMEAÇADO DE EXTINÇÃO Alguns autores aplicam este termo para espécies que. (Ver JOGO DO FALCÃO-POMBO) “ALTWASSER” (Ver MEANDROS) ALUVIÃO Deposição de material. em fitogeografia. No altruísmo a espécie recipiente recebe o benefício da espécie doadora. o gás de amônia tem alta solubilidade. LAGO) ALPINO (ou ALPESTRE) e SUBALPINO Os organismos que vivem em altitudes elevadas (a 1000 m ou mais de altitude) são geralmente denominados de alpinos ou alpestres. AMBIENTALISTA (Ver ECOLOGISMO.: pulga. Estes. refere-se às plantas que vivem no alto das montanhas. Esta última terá seu “fitness” reduzido. Quando uma substância que forneça íon 24 . é uma aproximação de caráter mais ambientalista. férteis e produtivos. isto é. fisiológicas.

(Ver “-coria”) ANELAMENTO Remoção dos tecidos vegetais do câmbio e floema de uma árvore (ou arbusto). Daí se inferem as mudanças ocorridas no tamanho da população. (Ver RESPIRAÇÃO ANAERÓBIA) ANÁLISE DE VIABILIDADE DE POPULAÇÃO A análise de viabilidade de uma população. Este é uma ferramenta que explora a viabilidade de populações sujeitas a inúmeros fatores que as põem em risco (perda de habitat. é uma estimativa das probabilidades de extinção de uma população. R. em direção ao mar. respectivamente. Wildlife Research. Os termos potamódromo e oceanódromo dizem respeito aos organismos que só se movimentam (ou migram) nos rios e nos oceanos. Um exemplo de sua aplicação pode ser visto no trabalho de um dos seus pioneiros em usá-lo: “Lacy. (1993). competição ou predação por espécies introduzidas. de outubro a maio. Este autor afirma que o VORTEX é particularmente recomendado para investigar espécies animais com baixa fecundidade e longo período de vida. coelhos e outros roedores. (Ver LEI DA TOLERÂNCIA) ANABOLISMO Fase inicial do metabolismo. para a desova. à sobrevivência de uma população. ANÁLISE DE VULNERABILIDADE DE UMA POPULAÇÃO Análise geralmente feita sobre populações ou espécies sob risco de extinção. para a desova. e METABOLISMO) ANÁDROMO ANÁDROMO = PIRACEMA Organismo. uma vez que o fluxo de carboidratos entre as folhas e as raízes é interrompido. aves e répteis. causada muitas vezes pelo pastejo de caprinos ou por esquilos. super-captura. quanto às suas chances de se extinguirem. construtiva. sendo este aspecto tratado no termo ANÁLISE DE VIABILIDADE DE POPULAÇÃO. Denomina-se catádromo o peixe que desce o rio. ANÁLOGOS (Ver ESTRUTURAS ANÁLOGAS e ESTRUTURAS HOMÓLOGAS) ANDROCÓRICO (ANDROCORE) Dispersão pela ação humana. menos mortes ocorridas. e DESNITRIFICAÇÃO) AMPLITUDE ECOLÓGICA AMPLITUDE ECOLÓGICA = LIMITE DE TOLERÂNCIA = TOLERÂNCIA AMBIENTAL Amplitude de condições ambientais. É uma fase de assimilação. Utiliza-se nesta análise um modelo de simulação para computador denominado de VORTEX. Algumas espécies realizam a piracema todos os anos. 25 . O termo “tolerância” será melhor usado quando se desejar referir-se aos extremos dentro dos quais um organismo pode sobreviver. adicionadas principalmente dos processos de nascimento. a partir de análises do processo de extinção que incorporam ameaças. (Ver CATABOLISMO. geralmente peixe. e ESPÉCIE EM VIA DE EXTINÇÃO) ANÁLISE DO FATOR CHAVE Estimativa do número de indivíduos de uma espécie presentes numa área em determinado tempo da “estatística vital da população” em que são computadas as condições anteriormente presentes. em que se procura verificar ao acaso o número de filhotes que cada fêmea gera anualmente e qual dos dois alelos de um locus gênico é transmitido de cada um dos pais para cada descendente. identificáveis. Melhor metodologia é aplicada num programa para computação (VORTEX) e que analisa a viabilidade de populações sujeitas às interações determinísticas e processos ao acaso. pela reação: NH3 + H+ → NH4+. de transmissão de genes através de gerações. onde ocorre síntese de substâncias que se constituirão na estrutura celular de um organismo.C.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS de hidrogênio é adicionada a uma solução de amônia. mais imigrantes e menos emigrantes.). provocando morte da planta. conhecida originalmente em inglês como “PVA − Population Viability Analysis”. (Ver NITRIFICAÇÃO. Neste programa são simulados: processos de nascimento e morte. 20(1): 45-65”. nas quais um organismo pode viver e prosperar. (Ver ANÁLISE DE VIABILIDADE DE POPULAÇÃO. como mamíferos. etc. há liberação de íon de amônia. VORTEX: a computer simulation model for population viability analysis. que sobe o rio em direção às cabeceiras. (Ver DEFESO) ANAERÓBIO Organismo que respira anerobiamente.

e SINERGISMO) ANTAGONISMO MÚTUO Refere-se à ação negativa recíproca. adultos e larvas destas espécies. Se a substância impedir desenvolvimento de fungo. os fatores sociais.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS ANEMOCORIA (Ver “-coria”) ANEMOFILIA (Ver “-filia” / “-filo”) ANILHAMENTO Tipo de marcação usada para identificar um animal em estudo. danosa a outro indivíduo ou outra população com a qual compete. e PREDAÇÃO MÚTUA) ANTAGONISTAS (Ver ANTAGONISMO. por exemplo. contendo informações (numéricas) de sua origem. Antagonismo. por determinado indivíduo ou população. interpretando tudo em função de sua existência. neste último caso cita-se como exemplo clássico a ação da penicilina. ou seja. nos referimos ao “meio antrópico”. “ANIMALIA” (Ver REINO) ANÓXICO Sem oxigênio. castaneum. ou seja. (Ver EXTINÇÃO ANTROPOGÊNICA) APA (Ver ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL) APARTE (Ver “CULL”) 26 . predam ovos e pupas. ANTROPOCÊNTRICO Considerando o homem como o ser mais importante do Universo. (Ver ANTRÓPICO) ANTRÓPICO Relativo ao homem. (Ver COEFICIENTE DE INTERFERÊNCIA. parasitismo e predação (ou predatismo)” e em que uma das espécies em interação se beneficia. para estudo de aves migratórias. na competição interespecífica ou na predação mútua. é oposto a sinergismo. (Ver ANTAGONISMO. (Ver ALELOPATIA. como as do exemplo clássico descrito. produzida pelo mofo (que ocorre no pão) e inibidora do desenvolvimento de bactérias (ação bacteriostática). (Ver ECOCÊNTRICO) ANTROPOGÊNICO Refere-se à antropogenia ou antropogênese. Há circunstâncias em que se usa este termo para indicar algo “de origem humana ou causado pelo homem” (ver EXTINÇÃO ANTROPOGÊNICA). comensalismo. geralmente entre duas espécies. em termos gerais. e RECURSOS ANTAGONISTAS) ANTIBIOSE Produção de substância. que vivem preferencialmente em farinha de trigo (os coleópteros Tribolium confusum e T. Muito útil. em termos daquilo que lhe pertence e relativo às suas ações e modificações que ele causa à Natureza. reciprocamente. em interação com o ambiente em que ele vive. a ação é fungistática. econômicos e culturais. Quando por exemplo. que diz respeito à origem e desenvolvimento da espécie humana. ANTAGONISMO ANTAGONISMO = INTERFERÊNCIA Termo que reúne as categorias de interação ecológica: “competição. e EFEITOS ANTIMICROBIANOS) ANTIMICROBIANOS (Ver EFEITOS ANTIMICROBIANOS) ANTRÓPICO Relativo ao ser humano. Aplica-se o termo antagonismo mútuo ou ainda predação recíproca ao caso em que indivíduos de duas espécies diferentes competem entre si. A antibiose diz respeito tanto a organismos superiores quanto a microrganismos. queremos dizer tudo que diz respeito ao homem. em que se coloca um anel numa das patas.

e DOMÍNIOS DOS MICRORGANISMOS) ÁREA BASAL Área seccional transversal de árvores.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS APOSEMATISMO Embora pouco usado. 1987) 27 ÁREA BASAL (m2/ha) 7. Alguns destes animais são extremamente venenosos (rãs da amazônia) e outros têm sabor apenas desagradável. camarões. ostreicultura.5 . este termo diz respeito a uma reação importante no reino animal.4 . Alguns exemplos de valores de área basal da região central da amazônia (LONGMAN & JENÍK. onde r é o raio e P o perímetro medido.16. e MIMETISMO MÜLLERIANO (ou de MÜLLER)) “APOSTA.3.A. (Ver BIOCIDA) ARCHAEA (Ver ÁRVORE FILOGENÉTICA UNIVERSAL.7 50 0 25. − DIÂMETRO À ALTURA DO PEITO) ou cobertura de uma determinada área ocupada por gramíneas.7 5265 805 Obs.9 . peixes. delimitada pela circunferência traçada à altura do peito. DEFESA QUÍMICA. será: Área = π. como se as árvores (com mais de 10 cm de perímetro) tivessem sido cortadas (a 1. que é o fato de algumas espécies realçarem cores. mede-se o perímetro da árvore à altura do peito. a área basal da circunferência assim delimitada é deduzida a partir das fórmulas: r = P / 2. (Ver CAMUFLAGEM. caranguejos e siris. carcinicultura etc). CERCANDO UMA ou “APOSTANDO DOS DOIS LADOS” (Ver “BET HEDGING”) APTIDÃO (Ver “FITNESS”) AQUECIMENTO GLOBAL (Ver EFEITO ESTUFA) AQÜICULTURA Cultivo de organismos aquáticos.7 315 0 14. Logo.r2.6 5 2 1 .23.1.P. retendo-a ou permitindo sua passagem para o lençol freático ARAUCÁRIA (Ver FLORESTA ACICULIFOLIADA) ARBORICIDA Um agente químico que mata árvore. CRÍPTICO.π.6 2765 155 3 . comumente medida à altura do peito (Ver D. piscicultura. de água salgada ou doce (de ostras. 1987) são apresentados no quadro seguinte: ALTURA MÉDIA DA COPA (m) NÚMERO DE INDIVÍDUOS/ha ÁRVORES PALMEIRAS 35. a área basal. AQÜÍFERA(O) Denomina-se aqüífera a rocha permeável à água. Para calcular esta área. às vezes berrantes e brilhantes.: (segundo LONGMAN & JENÍK. Ao cultivo de organismos marinhos dá-se o nome de maricultura. MIMETISMO.4 760 15 5.8. conforme esquematizada a seguir uma área de 400 m2 (20 m X 20 m).9 . A visão de uma determinada área em que se efetuou a medição de área basal seria semelhante à de uma “vista aérea” de um trecho da mata.30 m do solo). que servem de advertência para possíveis predadores.1 14. A área basal é o melhor indicador da densidade de uma vegetação.

contendo ecossistema que se deseje proteger de interferência humana e que para isso é disciplinado o uso do solo. Área em geral de pequena extensão.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS 1) Para efeito de comparação. com relação camada de alumínio e sílica de 2 : 1. com relação também de 2 : 1. alumínio e sílica. onde os íons de Al3+ não são substituídos pelos de Si4+. A avaliação e identificação dessas áreas e as ações prioritárias far-se-ão considerando-se os seguintes conjuntos de biomas: I – Amazônia. desde que devidamente controlados pelos órgãos supervisores e fiscalizadores. predominantemente coloidal e cristalina. é permitido o exercício do pastejo equilibrado e a colheita limitada de produtos naturais.Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. e UNIDADES DE CONSERVAÇÃO) ÁREA DE RELEVANTE INTERESSE ECOLÓGICO (ARIE) Categoria de unidade de conservação do Grupo II do SNUC. e APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) ARGILA É uma pequena partícula do solo (tamanho inferior a 2 μm). com pouca ou nenhuma ocupação humana. de onde proveio esta fina argila usada na fabricação da porcelana chinesa). (Ver SNUC − SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO. às Unidades de Conservação. em alguns tipos de argila ocorrem também íons de ferro. podem não ser comparáveis. no âmbito das atribuições do Ministério do Meio Ambiente. II – Cerrado e Pantanal. Entre outras atividades não predatórias. ilita ou mica hidratada (nome derivado de Illinois. constituída por terras públicas ou privadas. 2) Cálculos de área basal (e de classes de diâmetro de árvores) de diferentes estudos. sendo no entanto proibidas quaisquer atividades que possam por em risco a conservação dos ecossistemas. com relação alumínio e sílica de 1 : 1. uma floresta natural nas montanhas da Europa central tem uma área basal total de árvores entre 40 e 50 m2/ha. de onde foi pela primeira vez descrita). III – Caatinga. a proteção especial à espécie de biota localmente rara e a harmonia da paisagem. caolinita (nome derivado do chinês “kao-ling”. Citam-se os seguintes tipos (clássicos) de argila: montmorilonita (nome derivado de cidade francesa. (Ver SNUC − SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO. zinco.A. formando ligações iônicas.U. com características naturais extraordinárias ou que abriga exemplares raros da biota regional. (Ver UNIDADES DE CONSERVAÇÃO) AREIA (Ver TEXTURA DO SOLO) ARENA (Ver TERRITORIALIDADE) ARESTA CONTINENTAL (Ver TALUDE (e TALUDE CONTINENTAL). Sua estrutura constituise de planos com átomos de O sustentados por átomos de Al e Si. daí sua CTC (seus sítios negativos) ser 28 . que significa montanha elevada. formada a partir de produtos solúveis de minerais primários. ou os de Mg2+ não o são pelos de Al3+. IV – Mata Atlântica e Campos Sulinos. utilização sustentável e repartição dos benefícios da biodiversidade. são regulamentadas no Decreto no 5.) com estrutura similar à da montmorilonita. em cuja composição química participa em sua maioria oxigênio (70 a 85% do volume) e mais íons de hidroxila. Área.092. Detalhes da instituição e aplicações de tal decreto podem ser vistos em PAZ et al. ÁREA DE DORMIDA (Ver AGREGAÇÃO) ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL (APA) Categoria de unidade de conservação do Grupo II do SNUC. e V – Zona Costeira e Marinha. (2006). do levantamento de solos daquele lugar nos E. mas com íons de potássio que tornam as camadas aderentes de maneira a dificultar a penetração de água. e UNIDADES DE CONSERVAÇÃO) ÁREA DE TENSÃO ECOLÓGICA (Ver ECOTONO) ÁREAS ESPECIAIS Denominação dada pelo IBGE . (Ver UNIDADES DE CONSERVAÇÃO) ÁREAS PRIORITÁRIAS PARA A CONSERVAÇÃO A definição de regras para identificação de áreas prioritárias para a conservação. que assim atuam como atrativos de átomos com cargas positivas e negativas. entre cujas camadas a água penetra facilmente. de 21/05/2004. magnésio e potássio. tida como pegajosa.

mas com alta CTC. como também os fungos. CLASSIFICAÇÃO DE) ARIDEZ (Ver ÍNDICE DE ARIDEZ) ÁRIDO (REGIÃO ou CLIMA) (Ver DESERTO) ÁRIDO-ATIVA. como sementes e componentes morfo-anatômicos especiais. tais como telhas.. pesquisadores da biologia molecular organizaram os seres vivos partindo de um ancestral comum (a “raiz da árvore”) e daí ramificando-se em três grandes domínios: “archaea” e “bacteria” (procariotos) e “eukarya” (eucariotos). ÁRIDO-PASSIVA. para a desova. com árvores em geral de 30 a 40 m de altura. ASBESTO Fibra natural. As “archaea” são consideradas como os organismos mais primitivos. ÁRIDO-TOLERANTE. isolantes térmicos usados em construção. para a desova. facilmente hidratável. geralmente em ecossistema de floresta. tal tipo de árvore (algumas chegando aos 50 m).GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS baixa. tais como aumento na eficiência de absorção (condução) e de economia (transpiração) de água. estando mais exposta à radiação e ventos. columbiforme. as plantas e os animais. Nos “eukarya” figuram desde os protozoários. porém menos do que a montmorilonita. Diz-se também arribada. MgSiO4).) ARRIBAÇÃO ARRIBAÇÃO = ARRIBAÇÃ = AVE DE ARRIBAÇÃO = AVOANTE Fenômeno ou ave. ARRIBADA. que migra para certos locais do nordeste brasileiro. produzindo o fenômeno denominado de arribada. Numa floresta tropical. podendo tender à deciduidade. com camadas fracamente aderidas entre si por moléculas hidratadas de magnésio. que algas foliares (Sargassum spp e outras). o 16S ou o 18S) e a partir de métodos de seqüenciamento macromoleculares relacionados. (Ver TEXTURA DO SOLO) ARGILOMINERAIS (Ver SILICATOS) ARGISSOLOS (Ver SOLOS BRASILEIROS. vermiculita com estrutura similar a da ilita. como a da amazônia ou da mata atlântica. fixas sobre rodolitos e sob ação de correntes mais fortes. ALGAS DE É muito comum nos locais adjacentes a bancos de algas. embreagem e freios de automóveis 29 . PLANTA Planta que utiliza mecanismos fisiológicos de resistência à seca. de amianto (silicato de magnésio.. PLANTA Planta que sobrevive nos períodos de seca graças à produção de estruturas resistentes. certamente transpiram mais do que as outras árvores. PLANTA Planta que resiste à seca sem danos citoplasmáticos. sendo por isso muito usada em plantas envasadas (como nos estudos de MVA).. sendo portanto resistente à penetração de água (não incha e por isso é utilizada na confecção de potes de barro). estando entre estes procariotos os microrganismos hipertermofílicos. durante a baixa-mar.. (Ver ARRIBAÇÃO) ARROIO (Ver CÓRREGO) ÁRVORE EMERGENTE Numa vegetação. utilizada na fabricação de diversos artigos. os metanogênicos e os halofílicos extremos. se desloquem até as praias. quando se refere à migração das tartarugas. dá-se este nome à arvore cuja copa destaca-se acima das demais. / EXO. ARIE (Ver ÁREA DE RELEVANTE INTERESSE ECOLÓGICO) ARQUEBACTÉRIAS (Ver DOMÍNIOS DOS MICRORGANISMOS) ARQUIBÊNTICA (ou ARQUIBENTÔNICA ou ARQUIBENTAL) (Ver ZONA ARQUIBÊNTICA) ARREICA (Ver REGIÃO ARREICA / ENDO. ÁRVORE FILOGENÉTICA UNIVERSAL Com o uso do seqüenciamento pelo rRNA (ácido ribonucleico ribossômico. com forte ligação do H ao O.

que é a porcentagem de alimento assimilado por um organismo e que é usado com o mesmo propósito.: “avicennietum”. dividido pelo número de amostras no qual poderia se esperar que ocorressem por acaso. de composição definida. aborto. Alguns autores acham conveniente atribuir nomes às diversas associações vegetais. (Ver TAXA DE ASSIMILAÇÃO LÍQUIDA) ASSOCIAÇÃO INTERESPECÍFICA Refere-se às diferentes espécies que vivem muito próximas ou que geralmente ocorrem juntas. É comum usar-se o sufixo “-etum” para designar uma associação. ASBESTOSE (Ver ASBESTO. Caracteriza-se pela presença de um ou mais dominantes que lhes são peculiares. Ao índice da freqüência de co-ocorrência de duas espécies dá-se o nome de coeficiente de associação. Ex. nos sedimentos de rios.. bronquite.Schinopsis brasiliensis (espécies vegetais da caatinga. em camadas sucessivas. causam (em alguns anos de contato direto) a asbestose (doença pulmonar). que é calculado como o número de amostras no qual ambas as espécies ocorrem. ASSOCIAÇÃO VEGETAL É um tipo de comunidade vegetal. ASSEMBLÉIA Um ajuntamento de organismos sociais objetivando uma atividade em grupo (de insetos. poderá ser um problema ecológico.. É insolúvel em água e resistente à biodegradação. ATERRAMENTO DE SEDIMENTO (Ver SEDIMENTAÇÃO) ATERRO SANITÁRIO Disposição do lixo de uma cidade. ou: EP = Pn/An X 100. como sendo a porcentagem de alimento ingerido por um organismo e que é usado no seu crescimento e reprodução e a eficiência de produção líquida. ocorrendo as duas últimas em “baixadas” e a primeira. combinado ao nome genérico da espécie dominante. numa depressão ampla.Zizyphus . microscópicas. esta assimilação pode ser dada pela relação alimento absorvido : alimento ingerido. Suas fibras. Nos heterótrofos (consumidores) refere-se à energia metabolizada. a “produção dos consumidores”. sendo altamente tóxico e podendo causar problemas (por ingestão ou contato) gástricos. se inaladas. Alguns autores preferem distinguir a eficiência de produção bruta. defeitos congênitos. acumulando-se ao longo da cadeia alimentar. O “chorume” resultante da decomposição no aterro sanitário.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS etc. embora pareça uma solução econômica. cada uma recoberta por solo e depois compactada. a associação Caesalpinia . resultado da mistura de compostos clorados em vários graus.egestão = assimilação. lesões na pele e tumores. comunidade de manguezal dominada por planta do gênero Avicennia. é usado para dissipar calor em capacitores elétricos e transformadores. lagos etc. ATMOSFERA ATMOSFERA = ATMOSFERA TERRESTRE = HOMOSFERA 30 . de acordo com a sua finalidade. danos renais e hepáticos. apresentando uma fisionomia uniforme e crescendo em condições de habitat uniforme. poderá atingir o lençol freático e por isso. ou em outras palavras. oleoso. como por exemplo. próxima a córregos e rios e que muitas vezes são encontradas formando tais associações características). tal eficiência é também conhecida como coeficiente de eficiência de assimilação.). é portanto. Contatos curtos podem causar mesotelioma. conhecidas também como “PCBs − Polichlorinated biphenyl”. Em ecologia usa-se a expressão eficiência de produção que é a porcentagem da energia assimilada (An) que é incorporada como nova quantidade de biomassa (Pn). peixes . ou seja: ingestão de alimentos . referindo-se também a um estádio numa sucessão ecológica. Um deles. e SILICOSE) ASCAREL Grupo de substâncias orgânicas (bifenilas policloradas). uma forma fatal de câncer. (Ver CONSOCIAÇÃO) ASSOCIES Um estádio intermediário e não-estável no desenvolvimento de uma associação. ASSIMILAÇÃO ASSIMILAÇÃO = ENERGIA METABOLIZADA No caso dos autótrofos (produtores primários) a “assimilação” corresponde à produtividade primária bruta. de acordo com os seus dominantes peculiares. ASSOREAMENTO Deposição geomórfica.

A atmosfera subdivide-se nas seguintes camadas: Troposfera (0 .40 km).000 km de altitude.031 %. originou-se provavelmente de vulcão truncado pela erosão marinha. daí também ser conhecida como homosfera.028 % e em 1968 era 0. em %): Componente químico Quantidade (%) Nitrogênio (N2) 78.08 Oxigênio (O2) 20. Estratopausa (30 . Em 2004 foram registrados 379 ppm de CO2. He e H).10 km de altitude). Sua composição química é homogênea. longevidade. do manejo e dos equipamentos em relação ao impacto sobre o ambiente. O. objetivando facilitar o manejo e o controle das práticas ambientais e estimar a obediência às exigências regulamentares. tendo ocorrido um aumento de 60 % da era pre-industrial para a industrial. Estratosfera (15 .GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS Conjunto de várias camadas externas ao nosso planeta e que atinge os 1. por aglomeração de algas calcárias. chegando a atingir os 10.033* Neônio (Ne) 0.00002 * Obs.93 Dióxido de carbono (CO2) 0. (Ver ALÓCTONE) 31 . periódica e objetiva da performance de um empreendimento.000 km de altitude.00005 Metano (CH4) 0. potencial biótico enfim. documentada. contribuindo assim para o metabolismo da comunidade.00009 Hidrogênio (H) 0.0001 Xenônio (Xe) 0. (Ver ABROLHO) ATRAZINA (Ver ORGANOCLORADO) ATRIBUTOS DA POPULAÇÃO ATRIBUTOS DA POPULAÇÃO = PROPRIEDADES DO GRUPO POPULACIONAL Referem-se àquelas características inerentes à população e não ao indivíduo da população. Mesopausa (80 . (Ver OZONOSFERA) ATOL Refere-se a um tipo de recife. Mesosfera (40 . O Atol das Rocas.84 Argônio (A) 0. Tropopausa (com 3 km ou mais). com composição química variável (com camadas de N2.80 km). AUSTRALIANA. mortalidade. devendo-se no entanto considerar-se o “fitness” do indivíduo. São como se fossem “padrões”.30 km). AULÓFITA Planta não-parasita que vive dentro de uma cavidade existente em outra planta. mais espessa no equador do que nos polos. (Ver “FITNESS”) “AUFWUCHS” (Ver PERIFITON) AUDITORIA AMBIENTAL Avaliação sistemática.00005 Monóxido de dinitrogênio (N 2O) 0. com tendência circular.0018 Hélio (He) 0.90 km). formado geralmente em torno de uma laguna. tais como a natalidade.: em 1880 a quantidade estimada era 0. a 200 km da costa do Rio Grande do Norte. multiplica-se. REGIÃO (Ver REGIÕES ZOOGEOGRÁFICAS) AUTOCORIA (Ver “CORIA”) AUTÓCTONE AUTÓCTONE = INDÍGENO Organismo originado em determinado local e que em certo estádio de desenvolvimento da comunidade ele cresce. Segue-se a termosfera ou heterosfera.0005 Criptônio (Kr) 0. Seus componentes de destaque são (por volume.

que recebe matéria orgânica das áreas circundantes. A autorregulação pode ocorrer como resultado de um ou mais processos “dependentes da densidade” agindo sobre as taxas de natalidade (e/ou imigração) e/ou de mortalidade (e/ou emigração). e OLIGOTRÓFICO) AUTÓTROFO Organismo que obtém energia da luz (fotoautótrofo) ou da oxidação de compostos inorgânicos ou íons (quimioautótrofo) e adquire carbono parcial ou totalmente do CO2. fungos. Alguns autores especificam que esta dependência não existe no “tipo selvagem” de. estabeleça limites ao seu crescimento. AUTOÉCIO (Ver o sufixo “-ÉCIO”) AUTOECOLOGIA AUTOECOLOGIA = AUTECOLOGIA Uma das subdivisões da ecologia.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS AUTODEPURAÇÃO Purificação natural de um sistema aquático. (Ver DISTRÓFICO. que estuda o organismo individual ou indivíduos de determinada espécie em relação ao ambiente. mesmo que o suprimento de alimento (presas) exista em abundância. como por exemplo a aminoácidos e vitaminas. dependendo de diversos fatores ambientais. como local para nidificação. (Ver SINECOLOGIA) AUTOLIMITAÇÃO Quando a densidade de predadores aumenta. em determinado local. AUTOPARASITA (Ver HPERPARASITA) AUTOPELÁGICO (Ver PELÁGICO) AUTORRALEAMENTO (Ver LEI DA POTÊNCIA DOS TRÊS MEIOS) AUTORREGULAÇÃO (ou AUTO REGULAÇÃO) AUTORREGULAÇÃO = REGULAÇÃO DE UMA POPULAÇÃO Refere-se à tendência de uma população em diminuir de tamanho quando atinge um nível particularmente mais alto e de aumentar de tamanho quando abaixo desse nível. chegar-se-á a um ponto em que algum outro tipo de recurso poderá faltar. como por exemplo. microrganismo (conhecido como protótrofo. o de “interferência mútua”. (Ver AUTÓTROFO) AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL (AIA) (Ver IMPACTO AMBIENTAL) AVE DE ARRIBAÇÃO (Ver ARRIBAÇÃO) AVE MIGRATÓRIA (Ver ARRIBAÇÃO) AVOANTE (ver ARRIBAÇÃO) AXÊNICO (Ver CULTURA AXÊNICA) AZODRIN (Ver ORGANOFOSFORADO) 32 . ou seja. algas). Embora o modelo de Lotka-Volterra considere que um grande número de presas seja sempre suficiente para manter sempre um grande número de predadores. protozoários. fala-se em lago alotrófico. mormente efetuado a partir de atividade microbiana (bactérias. AUTOTRÓFICO. por exemplo. embora sua fonte principal de carbono continue sendo CO2 e são denominadas fotoauxótrofos. também se aplica este termo às linhagens de microrganismos que não conseguem sintetizar um ou mais fatores essenciais ao crescimento. (Ver HETERÓTROFO) AUXOTROFIA Diz-se da dependência dos organismos a um ou mais nutrientes. que se nutre de uma única fonte de alimento). LAGO Um lago onde praticamente toda a matéria orgânica nele existente é originária do próprio lago. sendo a oxigenação um dos mais importantes. o mais provável é que em certo nível de densidade populacional. em oposição. EUTRÓFICO. local seguro de refúgio ou para dormida etc. Algumas algas fotossintetizadoras requerem um ou mais fatores de crescimento. um mecanismo.

Acredito ser esta denominação mais apropriada para definir o organismo que se alimenta de bactérias do que bacteriófago. e DOMÍNIOS DOS MICRORGANISMOS) BACTERICIDA Substância que elimina bactérias. e EFEITOS ANTIMICROBIANOS) BACTERÍVORO Organismo (como certos protozoários) que se alimenta de bactérias. (Ver EFEITOS ANTIMICROBIANOS. e “-voria”) BAIXA-MAR BAIXA-MAR = MARÉ BAIXA Altura mínima da maré. correspondendo ao limite inferior do estirâncio. tais como: 1) Refere-se à concentração de determinado poluente na ausência da fonte poluidora. tendo pico de absorção de luz entre 800 nm e 890 nm. que antes ali ocorria. Alguns autores usam o termo “ruído ambiental” (do inglês “environmental ‘noise’”) referindo-se a “sinais estranhos” que tendem a mascarar processos bióticos. e FAGO) BACTERIOLÍTICO (Ver EFEITOS ANTIMICROBIANOS) BACTERIOPLÂNCTON (Ver APÊNDICE V − PLÂNCTON: TIPOS E CATEGORIAS DE TAMANHO) BACTERIOSTASE (Ver ANTIBIOSE) BACTERIOSTÁTICO(A) (Ver ANTIBIOSE. por exemplo. que ocorre nas cianobactérias. 2) Diz também respeito ao nível de radiação proveniente de fontes naturais ou de outras fontes além daquelas que estejam sendo medidas e são usadas como dados de referência contra as quais sejam comparadas para efeito de informação ao público. Em português aplica-se o termo equivalente “ruído de fundo” para designar possíveis interferências nas medições. (Ver APÊNDICE IV – ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) BAKER (Ver REGRA DE BAKER) 33 . que é a faixa dos raios infravermelhos. BACTERIOFAGIA (Ver BACTERÍVORO. sem sua influência direta. de material radioativo. (Ver RADIAÇÃO DE FUNDO) BACTÉRIA (e “BACTERIA”) (Ver ÁRVORE FILOGENÉTICA UNIVERSAL. 3) Algumas vezes refere-se à concentração de determinada substância a alguma distância da fonte e portanto. e PESTICIDA) BACTERIOCLOROFILA Pigmento. que alguns autores (principalmente os de língua inglesa) aplicam ao fago. quimicamente diferente da clorofila. (Ver FAGO.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS B BACHARACH (Ver ESCALA DE BACHARACH) “BACKGROUND” Termo muito utilizado na língua inglesa para designar diversos efeitos.

ou seja: Troca do conteúdo de calor = metabolismo – evaporação ± radiação ± condução ±convecção. Estando as comunidades em equilíbrio dinâmico. em ecofisiologia vegetal. O CENARGEN – Centro Nacional de Recursos Genéticos. ou sêmen. Quando a entrada é superior à saída há um acúmulo de nutrientes. ao balanço ou valores de economia de água de uma planta. A figura seguinte (extraída de BEGON et al.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS BALANÇO DE CALOR É um balanço do conteúdo energético ou teor de calor de um organismo (“heat budget”. Estes propágulos são colocados em recipientes herméticos e em baixa temperatura. 2) O balanceamento perfeito entre ganhos e perdas determina que a troca de calor do organismo seja 0 (zero). da EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. BALANÇO HÍDRICO Balanço da entrada e saída de água num determinado compartimento ambiental (lago ou bacia hidrográfica qualquer).saída = armazenamento. BANDO. emissão e absorção de gases precipitações úmida e seca FBN precipitações úmida e seca fluxo de água desnitrificação FBN e desnitrificação fluxo de água p/ rios e estuários dissolução e emissão de gases perda por aerossóis água p/ o lençol freático intemperização de rocha e solo fluxo de água do lençol freático perda p/ e liberação do sedimento BANCO DE GERMOPLASMA Determinada área de um ecossistema preservada para fins de estoque de espécies vegetais e animais. em Brasília. As comunidades em sucessão ecológica têm tipicamente a representação: entrada . ANDAR EM (Ver “FLOCKING”) 34 . convecção e evaporação ou transpiração) somados ao calor interno que é gerado pela metabolização dos alimentos. muitas vezes em forma de necromassa.. ou seja. “a entrada (ou ganho) de nutrientes = a saída (ou perda)”. podendo ser armazenados por dezenas de anos. em inglês). que é geralmente expresso por uma equação que se refere à taxa de troca de calor desse organismo (com o ambiente) em termos de ganhos e perdas (pela radiação. condução e convecção pode acrescentar ou retirar calor do organismo em questão. para fins futuros. Obs. Observar na figura que: a) FBN = fixação biológica do nitrogênio (N2 atmosférico). b) Os dois ecossistemas estão ligados pelo fluxo de água.: 1) o símbolo mais ou menos (±) é utilizado porque radiação. Refere-se este termo também. vem realizando trabalhos nesse sentido. que é uma importante “saída” de nutrientes do ecossistema terrestre e uma importante “entrada” no ecossistema aquático. BALANÇO NUTRICIONAL Ganho e perda de nutrientes por comunidades. enfim seus mecanismos de manutenção deste imprescindível componente da matéria viva. condução. de multiplicação. Diz-se também de locais onde são preservadas sementes. suas perdas pela transpiração. 1990) ilustra alguns componentes representativos do balanço nutricional de um ecossistema terrestre e um aquático. sua capacidade de absorção de água.

como as lagoas. limite ou um impedimento qualquer (de origem natural ou antrópica) que impeça a dispersão de população ou populações de organismos.325 Pa = 0. (Ver SOMBRAS DE CHUVA) “baro-” Prefixo de origem grega significando “peso. Na foto ao lado vê-se o ratão-dobanhado (Myocastor coypus).1013MPa) (ver APÊNDICE II − SI − SISTEMA INTERNACIONAL DE UNIDADES). BASES TROCÁVEIS (Ver CÁTIONS TROCÁVEIS. BARÓFILO Termo geralmente utilizado para indicar microrganismo que prefere viver sob alta pressão. em que a um organismo ou a uma ação ou situação se atribui a propriedade relacionada à pressão em geral ou atmosférica: barosensível (que não tolera pressão hidrostática elevada. semelhante às várzeas e propícias à agricultura. gravidade” e que é usado no sentido de “pressão atmosférica” como prefixo de muitos termos. por exemplo. como por exemplo: barômetro (aparelho que mede a pressão atmosférica). e SATURAÇÃO DE BASES) “basi-” (Ver “alcali-”) “BASKING RANGE” (Ver FAIXA DE AQUECIMENTO AO SOL) BASÓFILO (ou BASIFÍLICO) (Ver “alcali-”) 35 . dificultando ou impedindo suas interações com outros organismos. o banhado garante a existência de ecossistemas vizinhos. num trecho desse ecossistema (foto do site www. barocórico (cujo propágulo se dispersa graças a seu peso). em João Pessoa (PB). isolando-os e assim. fornecendo-lhes água durante a seca e retendo-a durante a cheia (ação de tamponamento).GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS BANHADO Denominação comum no sul do Brasil. do gênero Spirillum. é sabido que a serra da Borborema (em Campina Grande) constitui-se em barreira para a chuva que poderia cair nas microrregiões dos carirís. É conhecida uma espécie de bactéria. (Ver SIMPATRIA) BARREIRAS (SÉRIE ou FORMAÇÃO) São assim chamados os terrenos da série Barreiras. no ponto mais oriental do Brasil. um roedor miocastorídeo. Na Natureza. e muitos outros termos. ocorrendo do Amapá ao Rio de Janeiro. que cresce bem mais rápido sob pressão entre 300 e 600 atm.wikipedia. barlavento é o lado de onde vem o vento e sotavento é o lado da montanha protegido do vento. As barreiras são geralmente arenitos friáveis.org). Observe que a unidade “atm” deve ser substituída por Pa (Pascal) (1 atm = 101. barotropismo (orientação em resposta a estímulo de pressão) e muitos outros. deste Estado. das extensões de terra inundadas por rios. e PRADARIAS) BARLAVENTO e SOTAVENTO Em relação a um obstáculo. sendo bastante típica a falésia da ponta do Cabo Branco. BARREIRA ECOLÓGICA (ou BARREIRA AMBIENTAL) Obstáculo. e SIMPATRIA) BARREIRA DE CHUVA BARREIRA DE CHUVA = SOMBRA DE CHUVA Interrupção de precipitação pluvial (ou de precipitação atmosférica) no lado de sotavento de uma cadeia montanhosa ou serras. há algumas que são argilosas. uma montanha por exemplo. No estado da Paraíba. BARREIRA AMBIENTAL (Ver BARREIRA ECOLÓGICA. (Ver CAMPOS SULINOS. Esta serra alonga-se paralelamente às microrregiões do brejo e litoral paraibanos. do que sob 1 atm. formações terciárias.

NÉCTON. Refere-se. “BHC − BENZENE HEXACHLORIDE” (ou HEXACLORETO DE BENZENO) (Ver ORGANOCLORADO) BHOPAL. (Ver BENTOS) BENTOPELÁGICO(A) (Ver ZONA BENTOPELÁGICA. à redução do risco de mortalidade ou falha reprodutiva. profundidade”. lago e oceano. ou seja. ou diluindo tais riscos no tempo e no espaço. É usado em referência ao leito ou sedimento de fundo de rio. perene.. pela adoção de uma estratégia ou de estratégias simultâneas. (Ver APÊNDICE IV – ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) BATIPELÁGICO(A) (Ver ZONA BATIPELÁGICA) BATRACOTOXINAS (Ver DEFESA QUÍMICA) “BCF − BIOCONCENTRATION FACTOR” (Ver FATOR DE BIOCONCENTRAÇÃO) “benti-” (ou “bento-”) Prefixo de origem grega significando “fundura. BIFENILAS POLICLORADAS (ou “PCBs” ou ASCAREL) (Ver ASCAREL) BÍFERO Que floresce e frutifica duas vezes ao ano. ou apostando dos dois lados”. TRAGÉDIA DE Cidade da Índia onde. (Ver “benti-”.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS “bati-” Prefixo de origem grega que significa “profundo”. São muitos os termos em que se usa tal prefixo. infecções renais e hepáticas. por sua vez. em 1984. bentopleustófita (planta que vive livremente no leito de um lago e que pode ser carregada pelas correntes de água). de grande profundidade oceânica) etc. ocorreu o que talvez tenha sido o pior acidente industrial do mundo. BIOACUMULAÇÃO (Ver BIOMAGNIFICAÇÃO) BIOAGRONOMIA Parte das ciências biológicas onde se estuda a aplicação de princípios biológicos e ecológicos. no ciclo vital de um organismo.500 pessoas morreram. e muitos outros. esterilidade. referindo-se à zona ou local de profundidade aquática. BICADA. Cerca de 20.000 pessoas sofreram de cegueira. Cerca de 45 Mg (megagrama = tonelada) do gás isocianato de metila. Alguns autores também usam este termo para significar “que produz duas safras por estação”. seria um exemplo. batiplâncton (plâncton da região batipelágica ou seja. como em batimetria (medição do relevo no fundo de oceanos. usado na fabricação de carbamato (pesticida) vazaram e pelo menos 2. visando a melhoria da produção das plantas de interesse econômico. como por exemplo: bentófita (planta que vive no leito de um corpo de água ou rio). altamente tóxico. NEUSTON. Utilizado em diversos termos. ORDEM DE (ou DOMINÂNCIA DE) Do inglês “peck order” é a hierarquia de dominância existente principalmente entre as aves. sendo um comportamento de ordem social (agressivo ou não) em que um indivíduo domina outro de posição hierárquica inferior e assim por diante.. APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) BENTOS Organismos aderidos ou em repouso sobre o fundo de habitats aquáticos ou vivendo nos sedimentos de fundo. bica outra ave que vem abaixo nessa dita ordem (ou “rank”). Há geralmente um domínio físico. (Ver AGROECOLOGIA) 36 . a Union Carbide. uma ave de maior posição dominante bica a que lhe está imediatamente abaixo e esta. ao invés de anual. tuberculose e outros problemas sérios. usando-se batímetro). A indústria de pesticidas responsável era americana. bentopotâmico (que vive em leito de rio ou córrego). PLÂNCTON. A reprodução contínua. e PLEUSTON) BERGER-PARKER (Ver ÍNDICE DE BERGER-PARKER) BERGMAN (Ver REGRAS ECOGEOGRÁFICAS) “BET HEDGING” Em inglês significa literalmente “cercando uma aposta.

37 . (Ver DECOMPOSIÇÃO) BIODIESEL O biodiesel é um combustível alternativo ao diesel (este último obtido do petróleo). (Ver ECOCIDA) BIOCLÁSTICO.) observaram que o etanol reduziria em 12% a emissão de gases do efeito estufa. Resume-se na conversão de substrato para biomassa celular. sendo esta reação denominada de “transesterificação”. constituídos por algas calcárias ou por fragmentos de conchas (coquinas e areias carbonáticas). com habitat uniforme). soja e mamona vêm sendo apontados como as principais fontes de biodiesel. BIODIVERSIDADE BIODIVERSIDADE = DIVERSIDADE BIOLÓGICA Variação do número de espécies em determinado ecossistema. BIÓCORO (ou BIOCÓRIO ou BIOCORE) (Ver “-coria”) BIODEGRADAÇÃO Degradação de compostos orgânicos ou inorgânicos. são formados principalmente por algas calcárias. (Ver COMUNIDADE) BIOCICLO (Ver BIOSFERA) BIOCIDA Um agente químico tóxico ou letal para um organismo. e os não-biodegradáveis são os que não se decompõem por processos naturais. Granulados bioclásticos marinhos. pesquisadores da Universidade de Minnesota (E.A.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS BIOCENOLOGIA (ou CENOBIOLOGIA) Estudo qualitativo e quantitativo de biocenoses (ou comunidades). BIOCLIMATOLOGIA Estudo do clima. determinada geralmente pela ação de microrganismos. Mas eles estimam que nos E. equivalente à comunidade. Este é um importante componente funcional dos ecossistemas.U. gama ou regional (a variedade observada em todos os habitats numa região) e beta (a diferença entre um habitat e o próximo). em que se criam condições para que matéria orgânica em decomposição produza gases. É considerado como recurso natural renovável e biodegradável. geralmente de atividade microbiana. geralmente de construção e manutenção simples. cobriria menos de 5% da demanda atual por combustível naquele país. a ser usado em veículos com motores do tipo diesel. relacionado à flora e à fauna.A. Refere-se ao conjunto da fitocenose. GRANULADO Constituído por fragmentos de material orgânico. no Brasil. em comparação com o petróleo. enquanto o biodiesel reduziria as emissões em até 41% em relação ao diesel comum. Os óleos de girassol.U. BIODEGRADÁVEL (Ver BIODEGRADAÇÃO) BIODETERIORAÇÃO Deterioração ou estrago de um material. “BIOCONCENTRATION FACTOR − BCF” (Ver FATOR DE BIOCONCENTRAÇÃO) BIOCONVERSÃO Conversão de um substrato para um produto ou produtos. (Ver ZONEAMENTO) BIODIGESTOR Equipamento. Os granulados bioclásticos marinhos são aqueles de composição carbonática. geralmente dos seus efeitos sobre a biota. Os compostos que sofrem mineralização microbiana são denominados de biodegradáveis e os resistentes a esse fenômeno são chamados de recalcitrantes. o biodiesel obtido de todo o milho e soja que lá são produzidos. zoocenose e ecotopo. Conforme revelado em New Scientist (13/07/06). BIOCENOSE BIOCENOSE = COMUNIDADE Termo usado por autores russos e europeus em geral. resultante de ação biológica. por ação enzimática ou celular. Alguns autores falam de três tipos de diversidade: alfa ou local (variedade de números de espécies em área pequena. uma vez que é obtido de reação química de óleos (vegetais) ou gorduras (de animais) com um álcool e na presença de um catalisador.

aquecimento . embriogêneses. ocorreria um gradiente de riqueza em que a biodiversidade dos herbívoros aumentaria e sobre eles aumentaria a pressão dos predadores. por caminhos característicos. fala-se em Fitogeografia e dos animais. (2005) O mundo sustentável: abrindo espaço na mídia para um planeta em transformação. fertilização. diferenciação de tecidos. Pode ser utilizado para gerar calor (para cozinhar. crescimento. 302p. (Ver REGIÕES ZOOGEOGRÁFICAS) BIOGEOGRAFIA DE ILHAS (Ver TEORIA DA BIOGEOGRAFIA DE ILHAS) BIOINDICADOR (Ver INDICADOR ECOLÓGICO) BIOLIXIVIAÇÃO Lixiviação determinada pela ação. formando sulfato de ferro e liberando o cobre para o ambiente. age sobre o sulfeto de cobre (CuS). e POLÍTICA NACIONAL DA BIODIVERSIDADE) BIOENERGÉTICA (Ver ECOLOGIA ENERGÉTICA) BIOESPELEOLOGIA (ou BIOESPEOLOGIA) Estudo da vida nas grutas e cavernas.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS Alguns autores admitem que ocorre na biosfera um aumento significativo na biodiversidade em função da variação climática. passando por uma série de processos comuns a todos. fisiológicas etc. quais sejam: gametogêneses. BIOGEOCENOSE (Ver ECOSSISTEMA) BIOGEOCICLAGEM BIOGEOCICLAGEM = GEOBIOCICLAGEM Fenômeno comum nos sistemas ecológicos em que os elementos químicos. Alguns autores utilizam este termo como sinônimo de fagótrofo ou macroconsumidor. 38 . Tal “força extrínseca”.A. Seria difícil este efeito cascata ser explicado no caso dos desertos tropicais e nas regiões de altitude elevada (ambos com baixa biodiversidade). em geral. BIÓFAGO Organismo que se alimenta de outro organismo vivo. oxidando-o na presença de íon férrico (Fe+++). tem sobre ele a maior usina de energia do mundo sobre aterro de lixo e é capaz de produzir 22 MW. senescência e morte. Editora Globo. ou seja. (Ver LIXIVIAÇÃO) BIOLOGIA AMBIENTAL (Ver ECOLOGIA) BIOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO Refere-se ao estudo das mudanças biológicas (anatômicas. que estuda a distribuição geográfica da flora e fauna fósseis. organogêneses.” é informado que o aterro Bandeirantes. geraria um efeito cascata. O Thiobacillus.). Da sua composição típica participam o metano (62%) e gás carbônico (38%). em São Paulo. BIOMA BIOMA = ZONA MAIOR DE VIDA É a maior unidade de comunidade terrestre com flora. Os organismos multicelulares exibem muitas similaridades ao longo de suas gerações. que seria a Fito e a Zoogeografia modernas (estuda a flora e a fauna atuais). energia suficiente para abastecer uma cidade de 400 mil habitantes. diferenciação celular. BIOGÁS Resultante da digestão anaeróbia da matéria orgânica. fauna e clima próprios. reprodução. É um termo geralmente aplicado aos grandes ecossistemas terrestres (ver BIOMA OCEÂNICO). como por exemplo. e TEORIA DA CICLAGEM MINERAL DIRETA) BIOGEOGRAFIA Disciplina da geografia que trata da distribuição dos organismos. Há também a Paleobiogeografia. incluindo os nutrientes. na cadeia alimentar. (Ver “eMergia” SOLAR. geralmente de microrganismos. São Paulo. a riqueza em espécies vai aumentando dos polos para os trópicos... passando dos organismos para o ambiente e daí de volta para os organismos. Zoogeografia.) que ocorrem num organismo vivo durante o seu ciclo vital. No caso das plantas. morfológicas. sobre metais ou ligas metálicas. HIPÓTESE DO DISTÚRBIO INTERMEDIÁRIO (DE CONNELL). a Neobiogeografia. (Ver CICLO DE NUTRIENTES. maturação. NUTRIENTES. da água residuária doméstica e de diversos resíduos de origem orgânica. Em “Trigueiro. tendem a circular na biosfera.por exemplo. ou seja. que por sua vez teria sua biodiversidade aumentada e assim por diante.

0 4. BIOMAGNIFICAÇÃO BIOMAGNIFICAÇÃO = MAGNIFICAÇÃO BIOLÓGICA = BIOACUMULAÇÃO Fenômeno que ocorre com muitos poluentes lipofílicos e persistentes no ecossistema. com “infauna” (biota animal no interior de um sedimento) típica.01 0. apresentando zonação típica de organismos neles fixados. O termo biomassa.2 3.2 BIOMASSA BIOMASSA = PRODUTO EM PÉ (“STANDING CROP”) Em ecologia.15 . alguns o dividem nos sub-biomas “planctônico.0. que significa literalmente massa de matéria viva.m-2 ou ainda em Mg. e FORMAÇÃO VEGETAL) (Ver outras denominações de BIOMA que seguem) BIOMA DA COSTA ARENOSA Bioma costeiro caracterizado por sedimentos com grânulos grosseiros. BIOMA OCEÂNICO Denomina-se assim o bioma em “oceano aberto” (“mar aberto”). biomassa refere-se à quantidade de matéria orgânica viva presente num determinado tempo e por unidade de área (da superfície terrestre) ou de volume (de água).002 0.25 0. HEINRICH). Tal concentração do poluente. com “infauna” relativamente pobre. 1990): ORGANISMO Sedimentos Spartina Equinodermas Anelídeos Bivalvos Gastrópodes Crustáceos Musculatura de peixe Fígado de peixe Musculatura de mamífero Musculatura de ave Fígado de mamífero Fígado de ave PARTES POR MILHÃO (ppm) < 0. o que os levam a uma concentração cada vez maior nos últimos elos da cadeia alimentar.001 < 0.04 1. por um fator de 104 a 106. sem sofrerem degradação nem excreção significantes. (Ver ZONA(S) CLIMÁTICA(S) (de WALTER. BIOMA DA COSTA ROCHOSA Bioma costeiro caracterizado por substratos sólidos estáveis. A figura que segue ilustra as diferentes proporções de biomassa animal e microbiana num 39 .001 . nos carnívoros em geral e grandes peixes predadores). BIOMA DA COSTA LAMACENTA Bioma da costa ou litoral caracterizado por sedimentos finos móveis. mata atlântica e pantanal.13 0.m-2 ou kg.0.28 1. caatinga.ha-1. em que são absorvidos inicialmente por microrganismos procariotos e eucariotos e daí são transferidos para os organismos do nível trófico seguinte e assim sucessivamente.3 8. relativamente rica. cerrado. também é aplicado para designar quantidades de microrganismos produzidos comercialmente para uso como alimento para o ser humano e como ração para animais. no caso de ecossistemas terrestres) (Mg = 1. Fala-se ainda em biomas costeiros (ecossistemas de manguezais.000. nectônico e bentônico”. no topo da cadeia alimentar (como por exemplo nas aves de rapina. pode alcançar níveis mais altos do que no ambiente. O quadro seguinte mostra as diversas concentrações de metilmercúrio em organismos de um ecossistema de brejo à beira-mar (GOUDIE.000g = 1 tonelada).57 2. A biomassa é geralmente expressa em termos de matéria seca (g. distante das influências do litoral ou costa.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS Alguns biomas brasileiros: floresta amazônica. dunas e restingas) e dos campos sulinos.26 0.

bioquímica e fisiologia. (Ver RECOMPOSIÇÃO) BIOSFERA BIOSFERA = ECOSFERA Espaço do globo terrestre ocupado pelos seres vivos. Segundo os autores (PIMENTEL & PIMENTEL. resíduos em geral e outros poluentes ou agentes de degradação ambiental. em geral. ou microflora e microfauna (organismos com dimensões microscópicas). os ecotopos continentais e insulares). BIOSSÉSTON (Ver SÉSTON) BIOSSISTEMA (Ver NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO DA MATÉRIA VIVA) BIOTA Todos os componentes vivos de um local ou sistema ecológico (ecossistema). e macrobiota (organismos com dimensões superiores a 40 mm ou 50 mm). fundamentadas nos conhecimentos da biologia molecular. BIOTECNOLOGIA (e BIOTECNOLOGIA DO SOLO) Uso de métodos e técnicas. Portanto. nesse ecossistema uma produção anual de fitomassa de 2. usando-se plantas em simbiose com bactérias da FBN e fungos endomicorrízicos. Considera-se.5 mamíferos: 1. através da engenharia genética.). assim distribuídas (em porcentagem): aves: 0. tais como o petróleo e derivados (óleo diesel. às águas e sedimentos de ambientes aquáticos (hidrosfera) e à porção da atmosfera habitada pelos organismos que voam (pássaros) ou que flutuam (bactérias). geralmente referindo-se a organismos do solo (com menos de 50 mm ou 40 mm.400 kg (peso seco) seria capaz de manter uma zoomassa (animal) e uma microbiomassa (de microrganismos) de 200 kg (peso seco) / ano.. 1979). (Ver MONITORAMENTO) BIONOMIA (Ver ECOLOGIA) BIORREMEDIAÇÃO Este termo foi introduzido para caracterizar a limpeza de ambientes (solo e água) poluídos. ou seja. Alguns autores subdividem a biosfera em biociclos. a partir do uso de microrganismos decompositores (ou degradadores). solventes . até um tamanho visto com uma pequena lupa de mão). utiliza o potencial genético de microrganismos. no caso de avaliação de mudanças ou impacto de efluentes industriais. microbiologia.5 outros animais:10 artrópodos: 20 oligoquetas:25 microbiota: 43 BIOMONITORAÇÃO (ou BIOMONITORIZAÇÃO ou BIOMONITORAMENTO) O uso de organismos vivos como indicadores de condições ambientais. refere-se à toda superfície terrestre (litosfera). utilizando organismos ou qualquer de suas partes para obter ou 40 . quais sejam: epinociclo (o biociclo das terras firmes. “criando novos” microrganismos (ou novas cepas ou linhagens) capazes de degradar certos compostos específicos (recalcitrantes.. Fala-se assim em microbiota. xenobióticos). mesobiota. Biorremediação é também um termo aplicado para indicar a recuperação ou regeneração de solos degradados. A biotecnologia. limnociclo (o biociclo das águas doces ou ecotopos dulciaquícolas) e o talassociclo (os biociclos ou ecotopos marinhos).GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS hectare de um ecossistema de região temperada.000 m acima deste nível. que há vida desde cerca de 60 m abaixo do nível do mar até cerca de 60.

reduzido” e que ocorre em muitos termos. denominam-se bolor ou mofo.105 km2. Muitos deles têm por habitat o solo e material vegetal em decomposição. No estado da Paraíba a zona do brejo é uma zona incrustada entre a borborema oriental e a borborema central. Alagoa Nova.00001mg/kg de peso corpóreo). braquicarpo (que tem fruto curto). braquicéfalo (que tem o crânio um pouco alongado e ovóide). animais) com ampla aplicação (indústria. e muitos outros termos. e BIOTA) BIOTOPO BIOTOPO (ou BIÓTOPO) = ECOTOPO (ou ECÓTOPO) (Ver HABITAT) BIOTRÓFICO (Ver PARASITA BIOTRÓFICO) BISSIALITIZAÇÃO (Ver SILICATOS) “BLOOM” Denominação em inglês que poderia ser traduzida como “explosão” na densidade de populações. plantas e animais e/ou para desenvolver novos organismos (microrganismos. ainda pode ser encontrada em vários locais a 500 ou 600 m de altitude. (Ver ABIÓTICO. registros de alta produtividade têm sido feitos tanto em “bloom” de primavera como em de outono. Alguns autores usam o termo.400 mm. animais. em lagos temperados. onde a precipitação pluvial. formando ramificações com conídios (esporos assexuados) nas extremidades. plantas. “HAB – Harmful Algal Bloom” referindo-se a uma “explosão algal nociva”. Diz-se dos componentes vivos de um eco ou agrossistema (plantas. otimizar a produtividade agrícola e a qualidade do meio ambiente. BRILLOUIN (Ver ÍNDICE DE BRILLOUIN) BUMERANGUE ECOLÓGICO (Ver EFEITO BUMERANGUE) “BUTTERFLY EFFECT” (Ver EFEITO BORBOLETA) 41 . atribuída geralmente aos animais ciliados e algas (presumivelmente em mutualismo). serviços) em benefício do ser humano. Os bolores do grupo dos zigomicetos (gêneros Mucor e Rhizopus) são comuns sobre o pão “estragado”. o brejo é um local quase ou permanentemente alagado (Ver PÂNTANO). produzida pela bactéria Clostridium botulinum que se desenvolve principalmente nas carnes em conserva. Na zona do brejo estão os municípios de Areia. BREJO BREJO = PALUDE = PALUSTRE = PÂNTANO = PAUL Em termos gerais. Componentes ou fatores bióticos de um eco ou agrossistema: todos os seres vivos desses sistemas ecológicos. microrganismos).GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS melhorar produtos. Na “biotecnologia de solo” pretende-se com o estudo e a manipulação de microrganismos e seus processos metabólicos. Há outros gêneros que se desenvolvem sobre o queijo e frutas muito maduras. BORBOLETA (Ver EFEITO BORBOLETA) BOTULISMO Toxina. Borborema e outros. em inglês. BIÓTICO Que tem vida. atinge os 1. cujas hifas se entrelaçam formando micélio. (Ver MARÉ VERMELHA) BOLOR BOLOR = MOFO Aos fungos filamentosos. como braquignatos (crustáceos decápodes ou caranguejos). agricultura. Esta zona beneficia-se das massas de ar úmidas provenientes do atlântico. com cerca de 1. Bananeiras. considerada supertóxica (DL50 de 0. ocorrendo em condições aquáticas favoráveis (correntes e nutrientes). média anual. A mata do brejo ou mata latifoliada de altitude. “braqui-” Prefixo de origem grega designando “curto.

GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS 42 .

Cereus jamacaru. no processo fotossíntético. Aspidosperma pyrifolium. C4 (PLANTA C4) Planta que. sendo de clima menos árido do que as anteriores. macambira. onde se destacam: mandacarú. como a cana-deaçúcar e o milho. CAATINGA AMAZÔNICA (Ver CAMPINARANA) 43 . Aristida sp. jurema. destacando-se: faveleira.584. e na direita durante plena seca): Obs.biosferadacaatinga. Muitas “plantas invasoras” ou “ervas daninhas” são também C4. arbustivo-arbóreos. Caesalpinia pyramidalis. pereiro. São consideradas como plantas de alta produtividade. o ácido fosfoglicérico (PGA). da classificação de Köppen). são em geral tipos semelhantes. algumas suculentas (cactáceas) e áfilas (sem folhas). aparecendo por vezes o xique-xique. 2) Seridó: situada na região centro-norte da Paraíba. com uma representação significativa de cerca de 40. CICLO DE) CAATINGA Ecossistema típico da região nordeste do Brasil. e caroá. angico monjolo. o ácido málico ou aspártico.6 km2 no estado da Paraíba. é uma caatinga pobre em elementos vegetais. Pilosocereus gounellei. destacando-se o estrato herbáceo formado pelo capim panasco. Piptadenia zehntueri. Neoglaziovia variegata. forma como primeiro produto da fixação do CO2. Caracteriza-se pela adaptação das plantas ao clima semi-árido (Bsh e Aw’. Copernica cerifera. Cnidoscolus phyllacanthus. que tem quatro átomos de C na sua molécula. forma como primeiro produto da fixação do CO2. xique-xique. Mimosa sp. Bromelia laciniosa. com xique-xique no primeiro plano. a catingueira e a jurema.: fotos obtidas do site: www. arbustiva.000 km2 dos 56. Tipos de caatinga da Paraíba: 1) Carirís e curimataú: ocorrem após o agreste. (Ver HATCH-SLACK. espinhosas. com espécies caducifólias.org. Nas margens dos rios ocorrem a oiticica. catingueira. são plantas C4.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS C C3 (PLANTA C3) Planta que.br. Gramíneas tropicais. uma caatinga ainda no período não totalmente seco. A maioria das plantas é C3. Licania rigida. que tem 3 átomos de C na sua molécula. Sertão: ocupa a região oeste do Estado. 3. Ver fotos que seguem (na foto à esquerda. é menos densa. jurema preta. no sentido leste-oeste. no processo de fotossíntese. Mimosa hostilis. carnaúba.

A caça de subsistência e mais ainda a esportiva. são em geral predatórias. em que suas folhas caem. consumidores de primeira ordem ou herbívoros. onde geralmente neva. é transferida de um organismo para outro. podendo ser utilizado na agricultura. gambás e roedores. ossos animais e carapaças de alguns animais. Muitas plantas da caatinga. Um exemplo de uma cadeia alimentar simples seria: Capim ⇒ gafanhoto ⇒ sapo ⇒ cobra ⇒ carcará. São ricos em cálcio também casca de ovos. CLASSIFICAÇÃO DE) CAMPANHA GAÚCHA (Ver ESTEPE) 44 . que no seu coonjunto (e não suas árvores individualmente) perde entre 20 e 50% de sua folhagem. A caça predatória destes animais causa desequilíbrios ecológicos devido às funções benéficas que estes animais também realizam no ecossistema. O organismo que tem afinidade com o cálcio diz-se ser calcífilo (ou calcifílico) e o oposto. constituída pelos seguintes níveis tróficos: produtores primários.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS CAÇA PREDATÓRIA Conseqüência maléfica à fauna silvestre. Uma vegetação. A cadeia alimentar é. diz-se chamar-se de semicaducifólia ou semidecídua. como conseqüência de seca. que são as plantas clorofiladas. São muitos os termos usados com este prefixo. através dos quais a energia alimentar proveniente dos produtores. numa seqüência de organismos que ingerem e que são ingeridos. CALCÁRIO Designação generalizada atribuída a compostos que contêm cálcio. que é proibida desde 1967 pela Lei nº 5.197. e assim por diante. também ocorre caducifolia. conchas de ostras. geralmente mata de regiões com uma estação seca e com uma estação fria. A predação muitas vezes ocorre com a “justificativa do homem do campo de eliminar pragas” (ou animais invasores) como morcegos. (Ver PRAGA) CADEIA ALIMENTAR Série de organismos de um ecossistema. calcífobo (ou calcífugo. como a faveleira (Cnidoscolus phyllacanthus) e a jurema (Mimosa sp) são caducifólias. como corretivo de solo. ou ainda com calcário e pedra calcária e similares. que devoram os consumidores de segunda ordem. causada principalmente pelo exercício da caça profissional e comércio de produtos e subprodutos desta atividade. em seguida vêm os consumidores de segunda ordem ou carnívoros de primeira ordem. hidróxidos e carbonatos de cálcio ou de cálcio e magnésio. no período desfavorável. que se alimentam dos herbívoros. Em ambientes muito frios. Alguns autores dividem a cadeia alimentar em dois tipos principais: a) Cadeia alimentar de pastejo (na qual se fundamenta o ecossistema marinho). em geral. que danificam seus cultivos e criações. que devoram os produtores primários. “calci-” Prefixo de origem latina. muitas variedades neutralizadoras de pH ácido. (Ver “alcali-”) CALHAU (Ver TEXTURA DO SOLO) CALVIN-BENSON (Ver CICLO DE CALVIN-BENSON) CAMADA DE OZÔNIO (Ver OZONOSFERA) CAMBISSOLOS (Ver SOLOS BRASILEIROS. como os óxidos. que é incapaz de tolerar o cálcio). Quimicamente a base é CaO. seguem-se os consumidores de terceira ordem ou carnívoros de segunda ordem. b) Cadeia alimentar de detritos (na qual se fundamenta o ecossistema terrestre). e TEIA ALIMENTAR) CADUCIFOLIA CADUCIFOLIA = DECÍDUA Fenômeno que ocorre periodicamente em muitas plantas (geralmente adaptadas a ambiente com escassez d’água). Considera-se uma comunidade vegetal como caducifólia ou decídua. principalmente quando realizadas sem nenhum critério ou controle e nos períodos críticos de redução da produção agropecuária como por exemplo. de 03/01/1967. usado para indicar relação com cálcio. (Ver FLUXO DE ENERGIA. quando 90% de seus componentes (geralmente árvores) perdem as folhas.

passando portanto muitas vezes desapercebidos aos possíveis predadores. geralmente com altas taxas intrínsecas de crescimento. é uma mata relativamente baixa. Caparaó. de autoria desconhecida. com predominância de árvores com troncos finos. e MIMETISMO) CANIBALISMO Predação intraespecífica. ou seja. PR. eriocaulácea e outras. fazendo com que se assemelhem com o ambiente em que vivem. à semelhança do bicho-pau (ou louva-a-Deus) com gravetos ou ramos finos de plantas. à semelhança da água onde vivem. ocorrendo expressivamente no alto rio Negro. têm sido desenvolvidos na expectativa de se entender o fenômeno do caos. Cipó. do planalto. nos estudos de competição intraespecífica. São muitos os subtipos. assim como a transparência das medusas. 2) Campos da hiléia: ocorrendo principalmente na região do baixo rio Amazonas. Itatiaia. a água em excesso prejudica as plantas. Este termo é mais adequado para definir este tipo de caracterização animal do que mimetismo. Neste último. 45 . com cobertura vegetal baixa. da campanha e da vacaria (SP. (Ver APOSEMATISMO. CAMPOS SULINOS Denominação abrangente dos ecossistemas de campos que ocorrem do sul do estado de São Paulo ao sul do Rio Grande do Sul. “governadas”por equações diferenciais. CAMPO CERRADO (Ver CERRADO) CAMPOS Os campos ou “formações campestres” são ecossistemas com o solo coberto geralmente por gramíneas. E assim. em geral ocupando o alto das serras (Bocaina. Modelos matemáticos. de trecho de campo no Rio Grande do Sul). e quando há sêca e em locais com solo profundo. destacando-se no Brasil os seguintes: 1) Campos meridionais: incluindo subtipos como os gerais.000 mm. O verde de alguns gafanhotos. O humus acumulado no solo arenoso torna-o muito ácido. flutuações.500 mm a 3. o solo arenoso não propicia a ascensão da água por capilaridade. RS e MS). Quando há excesso de chuva e em locais de solo raso. SC. (Ver PRADRIAS) CAMPO SUJO (Ver CERRADO) CAMUFLAGEM Um tipo de padrão de cor e forma que alguns animais ostentam. com boa distribuição no ano. melastomatácea. estimado em mais de 130. 3) Campos serranos: tipo de ecossistema de altitude. a vegetação tende a ser xerofítica mas a folhagem persiste.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS CAMPINARANA CAMPINARANA = CAATINGA AMAZÔNICA Campinarana ou “falsa campina”. concentrase a maior extensão de campos sulinos. descontínua. podendo haver trechos sem nenhuma cobertura vegetal e muito espaçadamente ocorrem subarbustos e raramente arbustos.000 km2 (ver ao lado. A temperatura média anual é 24oC (um pouco superior a das matas circundantes) e a precipitação anual varia de 2. CAOS Termo que alguns autores utilizam para definir mudanças caóticas numa população. Chama-se de canibalismo filial aquele realizado dentro da própria família. sobre podzol hidromórfico ou regossolo de areia branca. e heterocanibalismo aquele realizado fora da própria família. [Ver CAMPOS SULINOS]. Os campos de várzea também são aqui incluídos. são alguns exemplos. dos Órgãos etc). foto. onde são freqüentes plantas das famílias veloziácea.

nenhuma nação teria o direito de exigir ou reivindicar de outro país que este sacrifique seus recursos (florestas. A figura que segue. é geralmente estimada no laboratório. Tem por finalidade. A qualidade de vida como resultado da capacidade cultural de um povo se reduziria à pobreza e ruína ambiental se a prioridade fosse a capacidade de suporte (ambiental) pura e simples. Tal capacidade pode ser estimada no campo. isto é. CAPACIDADE DE TROCA CATIÔNICA − CTC (Ver CTC) CAPOEIRA Termo aplicado vulgarmente para designar uma vegetação secundária que se sucede a uma primária. usam-se as denominações (dependendo da densidade de vegetação): capoeira rala. quando a amostra é colocada num funil com algodão de vidro na sua saída. seja por queima desta ou desmatamento. patrimônio paisagístico e outros bens naturais) em benefício de outros países (alguns esgotaram os seus recursos de maneira inconseqüente). além da necessidade de “pão e água para todos os passageiros da espaçonave Terra”. 46 . autor da obra “The Tragedy of the Commons” (1968). quando a amostra é colocada num cadinho de Gooch) e daí mede-se a quantidade de água retida após 2 horas de saturação. Posteriormente mede-se a quantidade de água retida pela amostra de solo. densa ou grossa. mostra algumas das possibilidades de armazenamento do CO2. fontes de água naturais. colocando-se solo em recipiente com orifícios no fundo e saturando-se o solo com água. Aos diferentes estádios de sua evolução. ou adsorvida por baixo. O esquema acima foi reproduzido do relatório especial do IPCC (2005) (ver na BIBLIOGRAFIA. sendo também dada em porcentagem. Uma amostra de solo (25g. O recipiente é posto no próprio local de onde se retirou o solo. por exemplo) previamente seca em estufa (105°C) é saturada com água (colocada por cima. CAPTOR (ou DRENO) (Ver FONTE E DRENO (ou CAPTOR)) CAPTURA E ARMAZENAMENTO DE DIÓXIDO DE CARBONO Programa do “IPCC − Intergovernmental Panel on Climate Change” (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática) da “UNEP – United Nations Environment Programme” (programa das Nações Unidas para o meio ambiente). Este ecólogo enfatiza que. estudar meios para capturar e armazenar o CO2. A capacidade de suporte cultural é uma expressão que foi introduzida pelo professor de ecologia humana norte-americano Garrett Hardin. Em outras palavras. principalmente o gerado pelas indústrias e usinas produtoras de energia a partir de queima de compostos de origem orgânica. site do IPCC) e mostra alguns dos seus pontos essenciais.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS CAPACIDADE DE CAMPO (DO SOLO) Quantidade de água que permanece no solo quando este é saturado com água e o excesso é drenado naturalmente. CAPACIDADE DE SUPORTE (e CAPACIDADE DE SUPORTE CULTURAL) CAPACIDADE DE SUPORTE = CAPACIDADE DE MANUTENÇÃO AMBIENTAL Limite em que determinado ecossistema é capaz de suportar (ou manter) uma população ou populações. no ponto em que não há modificação significante no número de indivíduos dessa população. em nível de equilíbrio. ou capoeirão. (Ver CAPACIDADE DE SATURAÇÃO (DO SOLO)) CAPACIDADE DE MANUTENÇÃO AMBIENTAL (Ver CAPACIDADE DE SUPORTE. um país qualquer “não deveria ter mais pessoas do que poderia ter para desfrutar diariamente de um copo de vinho e um pedaço de bife no jantar”. e CAPACIDADE DE SUPORTE CULTURAL) CAPACIDADE DE SATURAÇÃO (DO SOLO) Semelhante à capacidade de campo. é geralmente expresso em porcentagem.

(Ver TIOCARBAMATO) CARBONO (NA BIOSFERA) (Ver FONTE E DRENO. transporte e armazenamento deste gás. coleópteros. alguns helmintos. um carnívoro. Uma alta carga poluidora expressa o potencial (não quantificado) de poluição de um efluente para um ecossistema aquático. a longo prazo. embora considerado de toxicidade moderada para mamíferos.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS O processo como um todo. Quando se diz que a carga poluidora é admissível. O carbofuran (inseticida e nematicida) também é altamente tóxico para mamíferos. em locais isolados do contato com a atmosfera. assim como incremento na captura biológica de CO2 e redução de outros gases que contribuem para o efeito estufa. enquanto os pequenos (centopéias. CAPTURA-RECAPTURA (Ver ÍNDICE DE LINCOLN (OU CAPTURA-MARCAÇÃO-RECAPTURA (MÉTODO DE)) CARBAMATO Composto derivado do ácido carbâmico.). mudança para alternativas Visão geral das opções de armazenamento geológico: 1 Reservatórios já esgotados de petróleo e gás 2 Uso de CO2 na recuperação intensificada de petróleo e gás 3 Formações salinas profundas: (a) no mar. e INICIATIVA PARA MITIGAÇÃO DO CARBONO) CARGA POLUIDORA Quantidade de poluente lançado num corpo d’água. o carbamato “aldoxycarb” é altamente tóxico para mamíferos. o carbaril. consta de captura.. hienas.. outras iniciativas tais como eficiência na melhoria do uso de energia. é muito tóxico para invertebrados aquáticos. pássaros e invertebrados aquáticos. sem deixar de ser portanto. visando à mitigação da problemática do aquecimento global (efeito estufa). pássaros e peixes. Um outro carbamato. isto significa (não quantitativamente) que os poluentes não afetarão o ecossistema aquático para onde é lançado o efluente. refere-se este termo àquele animal que se alimenta de outros animais mortos. usado como agrotóxico ou pesticida. (b) na terra 4 Uso de CO2 na recuperação intensificada de metano do lençol carbonífero Gás ou petróleo produzido CO2 injetado CO2 armazenado energéticas (energias renováveis e energia nuclear). alguns lobos . Incluem-se neste caso os animais de maior porte (urubus. e alguns moluscos e crustáceos nos ecossistemas aquáticos) são designados como detritívoros. CARNICEIRO Embora signifique animal que se alimenta de carne. No entanto. Também estão previstas nesse estudo. separação de outros subprodutos industriais. (Ver DETRITÍVOROS) CARNÍVORO (Ver CADEIA ALIMENTAR) 47 . Alguns carbamatos são extremamente tóxicos a insetos benéficos como abelhas e vespas (produtores de mel e polinizadores). com ação semelhante ao organofosforado e tido como de menor toxicidade para os mamíferos.

e REJEITO) CATÁDROMO (Ver ANÁDROMO. China e Índia são os detentores das maiores reservas do mundo. ou seja. e quando é o alimento o determinante. EXCRETA. Hairston. Smith e L. F. um tanto quanto áspero e espinhento. (Ver CRIPTOBIÓTICO) CASUAL (Ver ACIDENTAL) “CAT − CENTRE FOR ALTERNATIVE TECHNOLOGY” (Ver TECNOLOGIA ALTERNATIVA) CATABOLISMO Fase que se segue ao anabolismo. Em termos de conseqüências ambientais com o uso desta imensa fonte de energia. É uma forma fóssil de armazenamento do carbono. com certa semelhança a um campo de cerrado. (Ver DESASTRE) CÁTIONS TROCÁVEIS CÁTIONS TROCÁVEIS = BASES TROCÁVEIS Cátions que podem ser substituídos por outros e que em solução no solo formam bases. é uma catástrofe. a partir da tecnologia vigente. exterminariam a maioria da vegetação”. e SATURAÇÃO DE BASES) CAVERNÍCOLA (Ver “-cola”. (Ver METABILISMO. Dá-se o nome de catabólito (ou excreta) ao produto resultante do catabolismo. Uma erupção vulcânica que ocorra inesperada e fortuitamente. ao longo dos diferentes níveis tróficos da comunidade. formando então um minério com alta concentração de carbono. em que a matéria orgânica (anteriormente assimilada) é oxidada e degradada a componentes menores (mais simples). CATÁSTROFE Evento ou distúrbio tão pouco freqüente num ecossistema que as populações não guardam. E ainda: quando o nível mais alto da cadeia trófica é o determinante do tamanho dos demais níveis que lhe estão abaixo. preocupa o seu altíssimo potencial de contribuição à poluição atmosférica. e os seus reflexos no aquecimento global (ou efeito estufa). e DEFESO) CATANDUVA (ou CATANDUBA) Tipo de mato rasteiro. e “troglo-”) CAVIOMORFO(A) (Ver ESPÉCIE CAVIOMORFA) 48 . Os cátions adsorvidos resistem à remoção por lixiviação. é o que se chama de “cascata trófica”. registros de sua ocorrência. que são utilizadas como filtro. da Universidade de Michigan (E.) que em 1960 sugeriram que “a Terra é verde porque os carnívoros reprimem as atividades dos herbívoros.U. utilizado por RICKLEFS (2007). Este fenômeno. (Ver “SYNFUEL”) CASCALHO (Ver TEXTURA DO SOLO) “CASCATA TRÓFICA” Este termo. daí também a denominação “bases trocáveis”. diz-se ocorrer um “contrôle de baixo para cima”. devido à sua grande capacidade de adsorção. geralmente obtidas pela queima da celulose (sem ar). mas podem ser “trocados” por outros (competição pelos sítios negativos) de maior força de adsorção. EGESTA. geneticamente. No Brasil destaca-se o estado de Santa Catarina com grande reserva de carvão mineral betuminoso. diz-se ocorrer um “contrôle de cima para baixo”. (Ver CTC. na seguinte ordem: Na < K = NH4 < Mg = Ca < Al(OH)2 < H. CASMÓFITO Vegetal que se desenvolve em fissuras e fendas de rochas.Slobodkin. Esta força aumenta com a valência do cátion.A. A “IEA – International Energy Agency” (Agência Internacional de Energia) estima que haja uma reserva mundial de 3 trilhões de toneladas de carvão mineral (sólido) que somados à forma gaseificada totalizariam 6 trilhões de toneladas. provindo provavelmente da transformação da celulose dos vegetais (formando a hulha) que perde hidrogênio e oxigênio. que mostra os efeitos indiretos das interações consumidor-recurso disponível. que se consumissem livremente. CARVÃO MINERAL Também conhecido como carvão de pedra.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS CARVÃO ATIVADO Partículas de carvão. refere-se a um trabalho original dos ecólogos N.

arbustivos. As características (médias) da vegetação e do solo dos quatro tipos de cerrado acima mencionados. o censo é uma tentativa de se contar todos os membros constituintes de uma população. A celulose representa cerca de 1/3 de todo o CO2 fixado pelas plantas. 1990). são dependentes da ação do fogo. profundas. de autoria do ecólogo Leopoldo Magno Coutinho. ilustram um cerrado. A vegetação apresenta escleromorfismo oligotrófico. aumenta do campo sujo para o cerradão. depende essencialmente de características do solo. CENOBIOLOGIA (Ver BIOCENOLOGIA) CENSO Em ecologia. Estima-se que essa vegetação cobre área aproximada de 2 milhões de km2. As raízes são na maioria. Este autor foi um dos primeiros a defender a hipótese de que o cerrado é um bioma cujas características e existência. Ex. o gradiente do campo sujo de cerrado ao cerradão. formado por um gradiente de densidade de vegetação com estratos herbáceo. importante nutriente. como cerrado. que aumenta no sentido campo sujo de cerrado → campo cerrado → cerrado → cerradão. componente fundamental da parede celular dos vegetais clorofilados. Na Paraíba alguns autores consideram os tabuleiros. MS.: cenose (uma assembléia de organismos com preferências ecológicas similares). por exemplo. As fotos abaixo. nos estados de MT. atinge também o sul do AM e os estados de SP e PR. diminui no solo à medida que a densidade de vegetação aumenta. com troncos de casca grossa. stricto sensu (à direita). assim como em demografia. subtipo campo sujo (à esquerda) e um cerrado. 49 . estando este fator ecológico presente nesse bioma há milênios (COUTINHO. (Ver ENZIMAS DO SOLO) CELULOSE Polímero de moléculas de glicose. estão representados no quadro que segue (GOODLAND & FERRI. o Al que é tóxico.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS CELULOLÍTICO Diz-se do processo em que a enzima celulase decompõe a celulose. e TEXTURA DO SOLO) CERRADÃO (Ver CERRADO) CERRADO O cerrado é um tipo de “savana brasileira”. estando seu núcleo no Brasil central. Segundo alguns autores. designando o sentido de “compartilhar”. GO e MG. 1979). arbustivo e arbóreo. CEPA (Ver LINHAGEM) CEROSIDADE DO SOLO (Ver PERFIL DO SOLO. cujas árvores apresentam aparência retorcida. CENO Palavra grega. O algodão é um exemplo de celulose quase pura. usada muitas vezes como prefixo. o fósforo (PO4).

situada no centro do estado da Bahia. tendo sido fundada em 1993.3 3.036 0.408 2. CFC − CLOROFLUORCARBONO (ou CARBONO FLUORCLORADO) Substância utilizada industrialmente.08 0. onde nascem quase todos os rios das bacias do Paraguaçu.2 52.08 0. Jacuípe e rio de Contas.2 3. embora menos impactante na ozonosfera. Esta é uma região de serras. desodorizadores etc) e em processos de fabricação de plásticos. O FSC recebe apoio do setor ambientalista e pouco a pouco.16 0.6 38. Os CFCs vêm sendo substituídos pelos HCFCs – hidroclorofluorcarbonos (com menos átomos de cloro do que os CFCs) e pelos HFCs – hidrofluorcarbonos (que não contêm nem cloro nem bromo).S.1 34. com diversidade de espécies da caatinga e flora serrana. diclorodifluormetano. permanecendo na atmosfera por mais tempo do que os CFCs e o CO2. A vegetação é exuberante. em inglês. México.2 5. em aparelhos de ar condicionado e de refrigeração. com o objetivo de promover a conservação cuidando do credenciamento e monitoramento de certificadores de florestas que estejam submetidas a práticas de bom manejo.07 0.044 0.0 • M. até um certo tempo muito usados.300 • área basal/ha (cm2) 849 1. exótica.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS CARACTERÍSTICA CAMPO SUJO CAMPO CERRADO CERRADO CERRADÃO a) Vegetação: 1 3 19 46 • dossel (%) 3 4 6 9 • altura das árvores (m) 300 7. à qual se atribui a indesejável ação destruidora da ozonosfera.600 16. muito comum no Brasil Central.17 • K (meq/100mL) 0.2 5.: chapada Diamantina. Conselho de Procuradoria.wikipedia. com destaque para as veloziáceas.215 • nº de árvores/há 31 36 43 55 • nº de espécies arbóreas 96 93 95 100 • nº total de espécies b) Solo: 5.08 0. propelentes do tipo aerossol (em inseticidas.10 • N (%) 0. Tais propelentes. orquídeas e sempre-vivas.88 1.O.32 • C (%) 0. produzindo óxido de cloro e oxigênio molecular. 50 . Ex. O cloro da molécula do CFC reage rapidamente com o ozônio.91 2.024 0. ou Intendência. (%) 58.067 • PO4 (%) 3. geralmente de altitude.4 5. As fotos a seguir são do site www.3 4.4 • pH 1. sediada em Oaxaca. exerce efeito poderoso no efeito estufa. A Convenção de Genebra para a Proteção da Camada de Ozônio (1985) e o Protocolo de Montreal (1987) constituíram-se nos primeiros acordos internacionais para reduzir o uso dos CFCs no final do século XX e início do século XXI. (Ver OZONOSFERA) CHAPADA Tipo de relevo. CCl3F ou triclorofluormetano e o CFC-12 ou CCl2F2.6 • Saturação de Al (%) CERTIFICAÇÃO DE MATERIAL DE FLORESTAS Documento ou certificado concedido aos explotadores de recursos florestais.com. Estes últimos. a da esquerda mostrando vista geral e a da direita flora típica da chapada Diamantina.800 31. bromélias. com extensas áreas planas.93 1.07 0. O “FSC – Forest Stewardship Council” (literalmente. É uma entidade nãogovernamental (sem fins lucrativos) internacional. de Florestas) é a primeira instituição credenciadora de certificadores na área florestal. também do setor empresarial e de governos de diferentes países.253 3. são conhecidos comercialmente como gás “freon” e os principais produzidos são o CFC-11.

ocorrido em 26/04/1986 na antiga União Soviética.000 pessoas morrerão de câncer (além dos 9. levemente alcalino. se utilizam apenas da água que se precipita durante a estação das chuvas. noroeste do México. de Mudança Climática” (“CCX – Chicago Climate Exchange”) é um empreendimento piloto de negociação internacional. Estima-se que 100 milhões de Ci (unidades Curie. CHERNOBYL Desastre de conseqüências imensuráveis. em pequenas áreas na Austrália. CLASSIFICAÇÃO DE) CHICAGO (DE MUDANÇA CLIMÁTICA). Detalhes do sistema podem ser vistos no site da referida bolsa: www. Estima-se também um aumento na taxa de mortalidade de seres humanos de 0.chicagoclimatex. As conseqüências da precipitação radioativa do césio-137 far-se-ão sentir em diversas regiões do planeta.wikipedia. ou seja. 51 . com aproximadamente 1 m de espessura e que é tido. E. referindo-se a um tipo de solo da região central e sul da Rússia. na Estação de Energia Nuclear de Chernobyl (cidade a 104 km de Kiev. na Ucrânia). muito rico em humus.05%.U. entre os anos de 2003 e 2010. mesmo naquelas supostamente distantes de Chernobyl. A foto à direita (do site www. enquanto outras. que penetra através de fissuras nas rochas. bolsa de A “bolsa de Chicago. distribuindo-se amplamente.7X1010 Bq. 1 Ci = 3. como o solo mais fértil do mundo. nas montanhas Santa Ynez.com). Chile e África do Sul. A unidade de medida das emissões é a tonelada métrica (ou megagrama) de dióxido de carbono. ao longo de dezenas de anos. em que empreendimentos os mais diversos (e conseqüentemente os respectivos países onde estão instalados) poderão receber benefícios ao implantarem programas de redução na emissão de gases do efeito estufa e de seu seqüestro. como a espécie típica do chaparral da Califórnia. (Ver SOLOS BRASILEIROS. em Santa Barbara. Algumas espécies de plantas têm sistema radicular profundo. CHERNOSSOLOS (Ver SOLOS BRASILEIROS.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS CHAPARRAL Vegetação dominada por arbustos de folhas endurecidas (esclerófilas). ocorrendo nas regiões de clima do tipo mediterrâneo (brando. Salvia mellifera (a salvia preta). resistentes à seca e por plantas lenhosas de crescimento lento.A. ou massapê preto. com raízes menos profundas. na Europa.com) é de uma vegetação montanhosa de chaparral. becquerel) de material radioativo tenha emanado afetando diretamente os seres vivos num raio de pelo menos 30 km da Estação. CLASSIFICAÇÃO DE) CHERNOZEM (ou “TCHERNOZIOM”) Termo que em russo significa “tcherno” = negrume e “ziom” = terra de grande extensão. Califórnia. inverno úmido e verão seco).5 milhões que se esperam morrer dessa doença) ao longo dos 70 anos que se seguirão a esse desastre. para a agricultura. mais 5.

sintetizados na fotossíntese (nas fotofosforilações cíclica e acíclica). Estes ácidos acidificam a água da chuva para pH abaixo de 5. representando as respectivas concentrações de nutrientes: 1 Entrada pela chuva Biomassa Queda de folhas. CHUVA OROGRÁFICA (Ver SOMBRAS DE CHUVA) CIANOBACTÉRIA Denominação dada. inclusive à própria RDP... A figura seguinte ilustra a circulação de nutrientes (1) idealizada. 1987): 52 . Há plantas que formam inicialmente. segundo TIVY & O’HARE (1986). Na verdade. (Ver DEFESA QUÍMICA) CICLO DE CALVIN-BENSON É o ciclo de fixação do CO2. à antiga “alga verde-azul”. É um procarioto fixador de N2 atmosférico.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS CHORUME Líquido escuro. Observar as proporções de espessura (setas) e tamanho (círculos) no esquema. e HATCH-SLACK. em que os vegetais clorofilados absorvem CO2 do ar. como em samambaia (Pteridium aquilinum). (2) em floresta decídua temperada e (3) em floresta pluvial tropical.0.p. (Ver ATERRO SANITÁRIO) CHUVA ÁCIDA Chuva contendo compostos ácidos. produzido pela decomposição do lixo amontoado em aterro sanitário. CIANETO (Ver DEFESA QUÍMICA) CIANOGÊNICO Organismo vivo que produz ou libera o ácido cianídrico (HCN). ácido e mal cheiroso. Necromassa Mineralização 2 Entrada por intemperismo B Absorção pelas plantas N 3 Solo B N Perda por escorrimento S S Perda por lixiviação A figura a seguir representa a ciclagem em floresta clímax da Nova Guiné (Nye. Concentrações variadas de cianeto constituem-se em “defesa química” de certas plantas. queima de combustíveis fósseis (este em menor escala) etc.plantas C3). recentemente. (Ver C3. o nome “cianogênio” refere-se mais especificamente ao gás C2N2. C4. reduzido). também tóxico e inflamável. A energia utilizada neste ciclo é fornecida pelo ATP (adenosina trifosfato) e NADPH2 (nicotinamida adenina difosfato. LONGMAN & JENÍK. ao invés do PGA (que tem 3 átomos de C . sulfúrico e nítrico. queima de carvão mineral. reagindo com a ribulose difosfato (RDP ou RuDP). originados dos poluentes primários óxidos de enxofre e de nitrogênio. CICLO DE) CICLO (ou CICLAGEM) DE NUTRIENTES Refere-se ao caminho percorrido pelos nutrientes na Natureza.plantas C4). formando em seguida o ácido fosfoglicérico (PGA) e daí por diante vai dando origem aos demais compostos essenciais (açúcares etc). incluído no reino Monera. que existem na atmosfera como decorrência de atividades industriais. que é tóxico. o ácido málico ou aspártico (com 4 átomos de C . cit.

000 N 19. Devido à rotação da Terra. Estudos sugerem que os furacões estão ficando mais fortes. em 29/08/2005. além de causar prejuízos de bilhões de dólares. no golfo do México.460 N 91 K 11. tem levado os cientistas a hipotetisar que o 53 . derrubam paredes finas e destelham tetos frágeis. no verbete NUTRIENTES.270 Mg 187 Queda de folhas N 91 P 5. Eles podem ter de 80 a 800 km de diâmetro e ventos acima de 180 km/h.1 K 28 Ca 95 Mg 19 Entrada pela chuva: N 6.S: 310. (Ver BIOGEOCICLAGEM) CICLO DE VIDA Seqüência de estádios (ou fases) da vida de um organismo.560 e P solúvel 16 Ca 3. circundado por uma estrutura de chuvas.S. A revista americana Science (em 2005) divulgou que o número de furacões das Categorias 4 e 5 tem quase que duplicado nos últimos 35 anos (18 por ano.5 P 0.5 P 9.S. a partir de 1990). 415.ano-1 Demais valores. CICLONE Um ciclone tropical é um distúrbio atmosférico violento.3 Ca 3. forçando milhares de pessoas a abandonarem a cidade e matando aproximadamente mil pessoas.000 N 137 K 186 P 6. em kg. Quanto aos danos que podem causar.: 40.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS Vegetação acima do solo: P. ventos de 111 a 130 km/h arrancam árvores com sistema radicular pouco profundo.6 Mg 1. nuvens e ventos muito fortes. O Katrina foi considerado o desastre natural mais destrutivo que atingiu o sul dos Estados Unidos. nos oceanos tropicais que ocorre entre as latitudes aproximadas de 5 e 30 graus.5 K 71 Ca 19 Mg 11 Necromassa P.O.5 Absorção Solo M. em kg. a partir do desenvolvimento do zigoto até a produção de zigotos descendentes (ou seja.750 Mg 682 Sistema radicular P.ha-1 Pontilhados: sem dados quantitativos Ver também figura sobre concentração de nutrientes em floresta tropical e de região temperada. Um ciclone tropical tem pressão atmosférica muito baixa no seu calmo centro (o “olho”).:6. queda de folhas e percolação foliar.S. estima-se que ventos de 74 a 93 km/h desfolha e arranca galhos de árvores. em ambos os hemisférios. principalmente Nova Orleans. fazendo objetos se tornarem verdadeiros “mísseis”.000 N 683 K 668 P 37 Ca 1. gira no sentido dos ponteiros do relógio no hemisfério sul e no sentido contrário no hemisfério norte (de acordo com a força de Coriolis). Os ventos podem exercer uma pressão de 400 kg/m2.3 Percolação foliar: N 30 P 2.200 K 403 P total 2. de sua progênie). no estado da Louisiana. No Atlântico e no Caribe os ciclones são denominados de furacões e no Pacífico são conhecidos como tufões.4 Ca 333 Mg 61 Lixiviação e percolação (p/ o lençol freático) Entrada pela chuva.ha-1.5 K 7.8 Ca 96 Mg 14. O fato de que as tempestades tropicais retiram energia da água oceânica para ganhar força.

entre as ciências ambientais consideram-se além da ecologia. embora se saiba que as várias espécies de árvore possam se especializar para germinar nos mais diferentes locais. principalmente). Vê-se como uma clareira pode modificar o fator ambiental umidade. Ciófilo (ou esciófilo ou esciofílico e outros termos similares.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS aquecimento global e as águas mais quentes a ele associadas. 1. ver dicionário) é um organismo que gosta de viver à sombra ou em baixa intensidade de luz. climatologia. biologia.4 0. no entanto. com bastante ênfase). adicionadas daquelas que mesmo não estando inteiramente voltadas ao conhecimento dos componentes e fenômenos naturais. geologia. (Ver DISTÚRBIO.4 1. (e diversas outras). aberto por ação natural (queda de árvore se for numa floresta. Esta hipótese. geralmente circundando. sugerindo que a colonização depende mais do acaso de recrutamento do que das condições ambientais da clareira. Portanto. DE CONNELL) 54 . contribuem direta ou indiretamente para isso. geografia. CICLOS DE LIMITES ESTÁVEIS Na relação predador-presa há populações com tendência a retornar ao ciclo original. Nos sistemas aquáticos a ação da maré (ondas fortes) poderá causar clareira nas algas. agronomia.6 0. CIÓFITO(A) / CIÓFILO(A) CIÓFILO = ESCIÓFILO = PLANTA DE SOMBRA Ciófita é uma planta que vive melhor à sombra. completamente ou parcialmente uma área urbanizada ou de origem antrópica. incluem-se também a física (ambiental. podendo nas pastagens este fenômeno ocorrer pela ação intensiva dos pastejadores (o gado) ou outro herbívoro. requer comprovações mais seguras uma vez que o número total de furacões e sua longevidade têm decrescido nos últimos 10 anos. e HIPÓTESE DO DISTÚRBIO INTERMEDIÁRIO. CIÊNCIAS AMBIENTAIS As ciências ambientais podem ser consideradas como o conjunto das diversas ciências da Natureza. após certos distúrbios. CIRCALITORAL (Ver ZONA CIRCALITORÂNEA) “CITES − CONVENTION ON INTERNATIONAL TRADE IN ENDANGERED SPECIES” (Ver “CONVENTION ON INTERNATIONAL TRADE IN ENDANGERED SPECIES − CITES”) CLAREIRA (e DINÂMICA DE CLAREIRA) Espaço (ou “mancha”) gerado num ecossistema. Na figura que segue (reproduzida de LONGMAN & JENÍK.2 0 Clareira Dossel Abertura 20 16 12 8 4 Estrato inferior 0 Pressão (KPa) DEFICIT DE SATURAÇÃO DE VAPOR D'ÁGUA Horas do dia Estudos sobre dinâmica de clareira (do inglês “gap dynamics”) têm mostrado nos trópicos. poderiam levar a furacões mais fortes. Opõe-se este termo a heliófilo. queima leve e restrita etc) ou por ação antrópica (derrubada ou queima de pequeno trecho). descaracterizando o ambiente natural. sociologia. CIMENTAÇÃO DO SOLO (Ver PERFIL DO SOLO) CINTURÃO (ou CINTO) VERDE Uma estreita faixa ou área de vegetação.2 1 0.8 0. sobre os recifes. 1987) está representado o andamento diário do Déficit de saturação do Vapor d’Água em quatro situações numa floresta tropical de Costa Rica. que tanto as plantas de sol quanto as de sombra são capazes de colonizarem clareiras. segundo observaram Steve Hubbell e colaboradores no Panamá. ou ciências naturais. economia e diversas outras. química (ambiental. vento forte.

U. CLIMATOGRAMA (Ver DIAGRAMA CLIMÁTICO) CLIMATOPO O conjunto das condições climáticas e atmosféricas em geral. como por exemplo. degradando-se em seguida. para definir os pontos finais de sucessão. no qual uma fêmea de uma espécie rouba a presa ou a reserva de alimento da fêmea de outra espécie para alimentar sua prole. incluindo por exemplo: luz. cenoclino (uma seqüência de comunidades distribuídas ao longo de um gradiente ambiental). por exemplo). O termo “continuum” confunde-se com clino(a) se usado no sentido de gradiente de características ambientais e não exclusivamente como gradiente de adaptações dos organismos de uma população ou de composição de comunidade. refere-se a um determinado gradiente. CLÍMAX TRANSITÓRIO e CLÍMAX CÍCLICO Alguns autores aplicam o termo clímax transitório à condição de máximo desenvolvimento de um ecossistema como conseqüência da estacionalidade. chamada então de clímax topográfico. de um determinado habitat ou ecotopo. geralmente como sufixo. e TEORIAS MONO E POLICLÍMAX) CLÍMAX CLIMÁTICO Uma comunidade cuja estrutura e composição foram estabelecidas pela ação macroclimática.T. que por sua vez dependerá da existência da planta Z. por exemplo). como ocorre por exemplo nas lagoas temporárias nas regiões semi-áridas. O clímax cíclico é marcado por algumas particularidades. (Ver CLÍMAX TRANSITÓRIO e CLÍMAX CÍCLICO) CLÍMAX DE FOGO Uma comunidade onde a ação freqüente do fogo selecionou espécies vegetais tolerantes a este fator ecológico (muitas vezes de origem antrópica). Muitos autores atribuem esta característica aos cerrados. também num sistema aquático). CLÍMAX TOPOGRÁFICO Em locais onde um declive acentuado e sua posição geográfica permitem uma incidência de radiação. onde ocorrem etapas sucessivas que culminam com um máximo desenvolvimento. CLÍMAX (Ver COMUNIDADE CLÍMAX. constitui-se num clímax de fogo. pau-ferro e tília americana (Tiliaceae). Daí os termos termoclino (gradiente de temperatura num sistema aquático.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS CLASSIFICAÇÃO DE BIOMAS DE WHITTAKER (Ver ZONA(S) CLIMÁTICA(S) (de WALTER. oxigênio. dinâmica. O tempo de vida da espécie dominante é que determinará a duração de cada estádio. dióxido de carbono.P.A. em estudos no sudoeste de Wisconsin (E. temperatura do ar. no caso em que uma espécie de planta X cujas sementes só germinam e crescem sob uma planta Y.). “-clino” ou “-clina” Derivado do grego. O “continuum index” (que poderia ser traduzido do inglês como “índice de continuidade”) foi aplicado por J. Esta denominação é aplicada às situações em que surge um microclima marcante. diferente da que ocorre numa condição topográfica normal (uma planície. vento etc. variando de locais secos dominados por carvalho (Fagaceae) e faia (Salicaceae) até locais úmidos dominados por bordo (Aceraceae). Ela é muito comum nas encostas de montanhas. Por conseqüência. (Ver CLINOLIMNIO e TERMOCLINO) 55 . picnoclino (gradiente de densidade. forma-se aí um clímax edáfico. CLÍMAX EDÁFICO Em todas as situações em que o substrato edáfico (solo) apresente peculiaridades pronunciadas que permitem o aparecimento e a manutenção de uma cobertura vegetal que a fazem diferir do clímax climático circunvizinho. animais cujo alimento provém principalmente do rebrotamento das plantas após a queima. constitui-se num clímax climático.McIntosh. estabelecem-se nesse local.Curtis e R. gases liberados pelas indústrias etc. HEINRICH)) “CLEAR CUTTING” (Ver AGRICULTURA ITINERANTE) CLEPTOPARASITISMO Forma de parasitismo encontrado em alguns organismos sociais. há a probabilidade de ali se estabelecer uma comunidade. e esta dependerá da planta X. num gradiente. com a chegada do período seco. em decorrência de uma característica topográfica. CLÍMAX ZOÓTICO Diz-se da comunidade onde um herbívoro dominante e a vegetação por ele “modelada” formam um sistema de interação recíproca.

fazendo-o então crescer. admite-se ser geneticamente idêntico ao organismo que lhe gerou e é assim chamado de clone. e LEGISLAÇÃO AMBIENTAL) CO-DOMINANTE Espécie que. admitindo-se assim que todos esses organismos são geneticamente iguais. e CLONAL. visando à melhoria de qualidade de vida da população e à compatibilização do desenvolvimento sócio-econômico com a preservação do ambiente e do equilíbrio ecológico”. um segmento de uma cadeia de DNA ou gene. CLONAGEM Em biologia molecular a clonagem é considerada como um procedimento no qual uma determinada seqüência de DNA. É um tipo de linhagem ou cepa. juntamente com outra ou outras. (Ver CLONAGEM) CLONE Em biologia molecular o clone é um indivíduo (unidade vetor ou hospedeiro) constituído por uma única seqüência inserida de DNA. domina numa comunidade. por exemplo. A floresta clonal. FLORESTA) CLONAL. FLORESTA Todo organismo derivado de multiplicação assexual ou vegetativa originado de um único organismo parental (pai ou mãe). originada de uma única célula progenitora. extraído de uma célula qualquer de um animal macho. (Ver CONAMA. reconhecidas de utilidades às terras que revestem. proveram um relatório (“Special Report on Carbon Capture and Storage (CCS) – 2005”. ambiental. introduzindo a molécula híbrida resultante numa célula que possa replicála. fazendo então esta célula crescer em meio de cultura apropriado. O “novo Código Florestal Brasileiro” foi instituído pela Lei nº 4.771. originando-se de manipulação pela engenharia genética. (Ver DOMINANTE ECOLÓGICO) COEFICIENTE DE ASSOCIAÇÃO (Ver ASSOCIAÇÃO VEGETAL) 56 . 1º semelhante ao do Código Federal e seu Art.002. LAGO). de estudos sobre Mitigação da Mudança de Clima (do IPCC). são bens de interesse comum a todos os habitantes do País. Assim sendo. econômica e social para capturar e armazenar CO2. como um gene. O Código Florestal do Estado da Paraíba foi instituído pela Lei nº 6. de 15/09/65. é reproduzida em grandes quantidades a partir de sua inserção num vetor adequado.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS CLINOLIMNIO Parte do hipolimnio de um lago no qual a taxa de aquecimento cai exponencialmente com a profundidade (ver figura em EUTRÓFICO. Este código estadual tem o seu Art. Atribui-se esta denominação também a uma assembéia de organismos derivados de reprodução assexual ou vegetativa e que são provenientes de um só dos pais. (Ver INICIATIVA PARA MITIGAÇÃO DO CARBONO) CÓDIGO FLORESTAL Diz respeito à lei de proteção às florestas e demais tipos de vegetação. (Ver CLONE. analisando a viabilidade técnica. é uma floresta homogênea originada de um único indivíduo parental. além da possibilidade de armazenamento em depósitos salinos profundos. 2º diz: “ A política florestal do Estado tem por fim o uso adequado e racional dos recursos florestais com base nos conhecimentos ecológicos. exercendo-se os direitos de propriedade com as limitações que a legislação em geral e especialmente esta Lei estabelecem”. conforme prevê seu Artigo 1º: “As florestas existentes no território nacional e as demais formas de vegetação. através do Grupo III. de 29/12/94 (data de publicação no Diário Oficial do Estado). Uma das propostas importantes é a do armazenamento geológico do CO2 emitido pelas atividades humanas (principalmente industrial) nos vazios subterrâneos onde antes existia petróleo ou gás. seria inserido num óvulo de uma fêmea desprovido de seu material genético. portanto. CLOROFLUORCARBONO (Ver CFC) Cmic : Corg (Ver RELAÇÃO CARBONO DE MICRORGANISMOS : CARBONO ORGÂNICO TOTAL) C:N (Ver RELAÇÃO C : N) CO2 (ou DIÓXIDO DE CARBONO) (Ver EFEITO ESTUFA) CO2 – CAPTURA E ARMAZENAMENTO O “IPCC – Intergovernmental Panel on Climate Change” juntamente com o “UNEP – United Nations Environment Programme”.

estará se criando espaço e recursos para outras espécies. significando na prática um “índice de similaridade” existente entre amostras de duas comunidades. (Ver ADESÃO) CO-ESPECÍFICO Pertencente à mesma espécie. Suponha-se que 10 indivíduos de uma espécie 2 tenha o mesmo efeito inibitório (competindo entre si. A predação também propicia a coexistência de espécies entre as quais provavelmente poderia ocorrer “exclusão competitiva” (este efeito da ação predatória ocorre porque a densidade de algumas espécies reduzem-se para níveis em que a competição deixa de ser importante). Dáse o nome também a este processo de interferência mútua. Esta constante 1/10 é chamada de coeficiente de competição e é representada por α12 (leia-se “alfa um-dois”) que em suma. O aumento da temperatura desfaz ou diminui a coesão. COEFICIENTE DE COMUNIDADE Termo utilizado por alguns ecólogos. que em algumas espécies consituem-se em parte comestível. COGUMELO O cogumelo é um tipo de fungo também filamentoso. correlacionada com a sua densidade de população. Algumas espécies 57 . sendo expressa em porcentagem. fixada por uma planta na forma de ligações químicas. E heteroespecífico é quando pertence a espécies diferentes. estimada pela conversão de CO2 para carboidrato. EFICIÊNCIA DE) COEFICIENTE DE EFICIÊNCIA DE ASSIMILAÇÃO (Ver ASSIMILAÇÃO) COEFICIENTE DE EFICIÊNCIA FOTOSSINTÉTICA NA UTILIZAÇÃO DE ENERGIA É a proporção da energia absorvida. ou sementes de plantasaves dispersoras. O resultado é uma correlação negativa (a taxa decresce com o aumento da densidade). torna difícil sua admissão. A coexistência oriunda deste processo é conhecida como coexistência mediada pelo explotador. O efeito competitivo total (intra e interespecífico) sobre a espécie 1 será então equivalente ao efeito de (N1 + N2/10) indivíduos da espécie 1. dividida pela soma de seus desvios padrões. COEFICIENTE DE RELAÇÃO (Ver IGUALDADE POR DESCENDÊNCIA) COESÃO Atração molecular que mantém duas substâncias similares. Ex. COEXISTÊNCIA Usa-se este termo para designar a existência simultânea. em que C é o número de amostras comuns às duas comunidades.). esta parte é extremamente venenosa (gênero Amanita). Quando uma espécie competidora dominante é a que mais sofre. calculado pela fórmula simples: 2C / (A + B). Em outras.: as fêmeas de uma certa espécie parasitóide aumentam sua emigração (reduzem em número no hospedeiro) à medida que sua densidade populacional aumenta.. por exemplo. A é o número de amostras de uma das comunidades e B o da outra comunidade. juntas. de espécies competidoras. que se caracteriza principalmente por formar grandes estruturas. numa comunidade. como resultado de adaptações seletivas. ou planta-herbívoro. ou seja intraespecificamente) de um único indivíduo da espécie 1. aumentando a biodiversidade. os corpos frutíferos. COEFICIENTE DE EFICIÊNCIA ECOLÓGICA (Ver EFICIÊNCIA ECOLÓGICA. (Ver PRINCÍPIO DA EXCLUSÃO COMPETITIVA) COEXISTÊNCIA MEDIADA PELO EXPLOTADOR (Ver COEXISTÊNCIA) COEVOLUÇÃO Processo em que duas espécies intimamente relacionadas ostentam modificações (ou adaptações) que indicam evolução simultânea. É fácil entender e admitir a coevolução no mutualismo planta-bactéria fixadora de N2 ou planta-polinizador (inseto. temporal e espacial. calculada como a diferença entre as duas médias. a coevolução conduz ambas as espécies a especializações cada vez mais estreitamente relacionadas. uma vez que as evidências (se existirem) são sutís (ou pouco prováveis).GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS COEFICIENTE DE COMPETIÇÃO É uma medida do grau em que indivíduos de uma espécie competidora utiliza o recurso de outras espécies. mas a coevolução de presa-predador. COEFICIENTE DE DIFERENÇA Uma medição da diferença entre duas populações. e CONSUMO.. COEFICIENTE DE INTERFERÊNCIA Medição (com represesentação gráfica) da taxa de consumo do alimento por um consumidor. mede o efeito competitivo per capita da espécie 2 sobre a espécie 1. pela ação brusca de um distúrbio. ou seja. ave.

no solo. depositando-se como camadas. (Ver ÁGUA POTÁVEL) COLMATAGEM ou COLMATAÇÃO Termo geralmente utilizado para designar um aterramento natural. Muitos deles são fundamentais na decomposição da matéria orgânica no solo. e LEVEDURA) COIVARA (Ver ENCOIVARAMENTO) “-cola” (SUFIXO) Sufixo latino significando aquele que “habita”. COMBUSTÍVEL FÓSSIL Potencial energético. COMPARTIMENTO Por conveniência. armazenado no subsolo a partir de matéria orgânica (plantas e animais) decomposta ao longo dos vários períodos ou eras geológicas (milhões de anos). o que vive sobre ou dentro de planta é plantícola.: a rêmora e o tubarão. Partículas orgânicas formam. o habitante da caverna é cavernícola (ou troglóbio ou troglobionte). colóides. em microbiologia. os primeiros são geralmente incubados a 35 ou 37 °C e os segundos a aproximadamente 43 °C. dificilmente se difunde nesta. o que vive em palude ou local pantanoso é paludícola. COLIFORMES Bactérias coliformes são bacilos Gram negativos que degradam a lactose. Refere-se a qualquer grupo de organismos em convivência próxima. pode ter um máximo de 250 coliformes fecais/100 mL ou 1. havendo contato direto ou continuidade entre as células. Os coliformes “totais” e os coliformes “fecais” medidos na água. o que vive na água é aqüícola. formando uma típica colônia verde-metálica brilhante. Aquele ser que vive sobre árvore é arborícola. alterando o teor de diversos componentes químicos (C. COLONIZAÇÃO Processo em que espécies imigrantes se estabelecem em área anteriormente vazia. COMENSALISMO Tipo de interação ecológica na qual uma das populações é beneficiada e a outra não é afetada. (Ver INTERAÇÃO ECOLÓGICA) COMISSÃO INTERNACIONAL DE PESCA DA BALEIA Em inglês. S. e ESPÉCIE PIONEIRA) COLORAÇÃO DE ADVERTÊNCIA (Ver APOSEMATISMO) COLÚVIO / COLUVIAL Detritos rochosos provenientes do intemperismo. Em resumo. representa interferência do homem na biogeociclagem. utilizadas como indicadoras de potabilidade da água. que participam na retenção de nutrientes nos grumos. pela ação da gravidade. ou o faz muito lentamente. através de membrana semipermeável. Usa-se atualmente a unidade decilitro (100 mL = 10dL). que descem uma encosta. Em termos ecológicos. (Ver GRUMO (DO SOLO)) COLÔNIA Termo de uso bastante amplo. (Ver BOLOR. visto assim pelo ser humano civilizado. Há cogumelos pertencentes aos grupos dos ascomicetos e dos basidiomicetos. e ainda. Esta denominação substitui perfeitamente o anglicismo “pool”. A água excelente (chamada “3 estrelas”) para balneabilidade. é também um potencial de poluição. publicada em 18/06/86. etc. N etc) no ar. em depressões. considera-se compartimento como sendo uma divisão ou parte de um ecossistema que pode ser estudada quantitativamente. (Ver COLÔNIA. o que vive sobre alga é algícola.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS constituem os chamados fungos ectomicorrízicos.250 coliformes totais/100 mL de água. a água especial para abastecimento não deve conter coliformes totais. além de potencial energético. que alguns ainda insistem em usar. intenciona regulamentar quotas para os países que realizam captura e industrialização deste mamífero. quando suspensa em água. Ex. diferem na sua incubação. um certo número de células ou de microrganismos de uma determinada espécie que se desenvolvem agregadamente. De acordo com a resolução nº 20 do CONAMA − Conselho Nacional do Meio Ambiente. o que vive na casca de árvore é cortícola. COLÓIDE Termo dado a partículas muito diminutas (entre 1 μm e 1 nm) que. DOMÍNIOS DOS MICRORGANISMOS. água e solo. É um tipo de unidade de um ecossistema composta de matéria e energia. “International Whaling Commission”. 58 . assim como um grupo de uma sociedade integrada cujos membros se especializam em subunidades e também um grupo de organismos que acabaram de se estabelecer numa área.

geralmente abiótica. seja cultivado isoladamente ou em população mista. onde os nutrientes (ou elementos químicos e compostos inorgânicos e orgânicos) movem-se lentamente. que se beneficia da espécie 1. e FONTE E DRENO) COMPARTIMENTO DE TROCA (Ver COMPARTIMENTO DE CICLAGEM) COMPENSAÇÃO DE DENSIDADE (Ver DEPENDÊNCIA DA DENSIDADE . ou ainda dizendo. bastante ativa. 2) Neste experimento Gause confirma a hipótese de Lotka-Volterra. a partir de experimento clássico de Gause com protozoários (Paramecium aurelia e P. Muitas inferências (incluindo um “sem-número” de termos e expressões) são feitas a partir destes dois amplos processos ecológicos. representado no esquema do verbete BIOGEOCICLAGEM. fundamentais à homeostase e evolução dos ecossistemas. No caso do ciclo do nitrogênio. Observar nesta figura: 1) Paramacium aurelia. competição refere-se à interação entre dois organismos ou duas populações. a qual prevê que duas espécies muito próximas não ocupam o mesmo nicho por muito tempo. COMPETIÇÃO ASSIMÉTRICA Quando numa competição entre duas espécies (ou dois indivíduos da mesma espécie) uma delas (ou um indivíduo) se prejudica mais do que a outra (ou o outro indivíduo).e PREDATISMO) COMPENSAÇÃO DE LUZ (Ver PONTO DE COMPENSAÇÃO) COMPENSAÇÃO EXATA DEPENDENTE DA DENSIDADE (Ver DEPENDÊNCIA DA DENSIDADE) COMPETIÇÃO APARENTE Quando indivíduos de uma só espécie predam duas diferentes espécies de presa (espécie 1 e espécie 2). 59 . 1986). Este ato de “ser diferente” favorecerá a coexistência mas somente porque reduziu a “competição aparente”. se por exemplo. que disputam por determinado componente ambiental (nutriente. luz. afeta indiretamente a espécie 2. podendo ser de grandes proporções. este compartimento seria. Na competição pode ocorrer que os indivíduos ou as populações envolvidas se inibam mutuamente ou que um dos competidores afete o outro na luta por um suprimento escasso. EVITAÇÃO (ou ESCAPE) DA (Ver FANTASMA DA COMPETIÇÃO PASSADA) COMPETIÇÃO (INTERESPECÍFICA e INTRAESPECÍFICA) Num sentido amplo. No caso do ciclo do nitrogênio. daí havendo uma competição aparente entre as espécies de presa. caudatum) (COLINVAUX. onde os nutrientes (ou elementos químicos e compostos inorgânicos e orgânicos) movem-se rapidamente. a espécie 1 mudasse de habitat ou se houver uma diferenciação de nicho. e FONTE E DRENO) COMPARTIMENTO DE RESERVA Parte de um ecossistema. a parte relacionada ao armazenamento deste elemento nos sedimentos. E a intraespecífica é a que ocorre entre dois ou mais indivíduos (ou populações) da mesma espécie. passando do meio biótico para o abiótico e vice-versa. o predador atacará mais a espécie 2. espaço etc). o aumento em abundância da espécie predadora. este compartimento seria. A competição interespecífica é a que ocorre entre dois ou mais indivíduos (ou populações) de diferentes espécies. Haverá a possibilidade de uma “convivência pacífica” entre as espécies de presa. sofrerá mais seus ataques. por exemplo. representado no esquema do verbete BIOGEOCICLAGEM. Segue uma representação de competição. (Ver COMPARTIMENTO DE CICLAGEM. diminuindo a espécie 1.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS COMPARTIMENTO DE CICLAGEM (ou “POOL” DE CICLAGEM) COMPARTIMENTO DE CICLAGEM = COMPARTIMENTO DE TROCA Parte de um ecossistema. que devido ao aumento dos predadores. (Ver COMPARTIMENTO DE RESERVA. por exemplo. enquanto Paramecium caudatum tende a morrer (mais rapidamente quando em população mista). COMPETIÇÃO EVOLUTIVA. persiste. no processo de biogeociclagem. a parte relacionada à nitrificação. no processo de biogeociclagem.

No pantanal ocorre uma das maiores concentrações faunísticas do mundo. Felis pardalis. Hidrochaeris hidrochaeris. que foram introduzidas em 1954 por A. que quando uma determinada espécie de abelha foi suprimida de um local que competia com outra espécie.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS Paramecium aurelia isolado população mista VOLUME 150 50 120 isolado P. yacare. ou seja. a onça. Cayman c. um recurso remanescente (portanto.Nicholson. também do inglês “(pure) scramble competition” e sem equivalente corriqueiro em português. é considerada como uma forma de “supercompensação de dependência da densidade”. caudatum população mista 40 2 6 10 14 18 DIAS (Ver COEFICIENTE DE COMPETIÇÃO. Panthera onca palustris (ver foto que segue). COMPETIÇÃO POR INTERFERÊNCIA Competição entre dois organismos na qual um dos competidores exclui fisicamente o outro. Na competição por “adversidade extrema”. diferenciavam-se pela dieta alimentar. coexistindo no mesmo local. Felis concolor. COMPETIÇÃO POR EXPLOTAÇÃO Ocorre numa competição.J. suçuarana. quando cada indivíduo é afetado por um recurso que permanece. aves típicas. ver foto que segue) e o cabeça-seca. ou seja. Mycteria americana. A procura ou tendência em diferenciar-se quanto ao uso dos recursos é denominada de diferenciação de nicho. com elevações esparsas. esta última prontamente passou a explorar flores menos procuradas. que antes somente eram visitadas pela espécie suprimida. COMPLEMENTARIDADE DE NICHO Tendência em que duas espécies que ocupam posição similar num nicho com certa dimensão. é tida como aquela em que há um número constante de vencedores ou sobreviventes. Sua diversidade ambiental emprestou-lhe o nome de “complexo”. Jabiru mycteria (ave símbolo do pantanal. da parte do habitat onde o recurso é explotável. habilidade em superar a resistência ambiental atribuída aos organismos já presentes em determinado habitat. em que os competidores são afetados de maneira tão adversa que não deixa sobreviventes. COMPETIÇÃO APARENTE. proveniente do inglês “contest competition”. onde predomina a baixa altitude (média de 100 m acima do nível do mar). submetida esta planície às cheias periódicas do rio Paraguai. na região centro-oeste (principalmente no Mato Grosso do Sul).000 km2. nãoabundante). Ocupa cerca de 200. difiram com relação a outra dimensão de nicho. COMPETIÇÃO POR “CONTENDA” E POR “ADVERSIDADE EXTREMA”. referindo-se ao que comumente ocorre na competição intraespecífica. tuiuiú ou jaburu. COMPETITIVIDADE Um dos atributos dos organismos necessários à colonização e sucessão. jaguatirica. COMPETIÇÃO PASSADA (Ver “FANTASMA DA COMPETIÇÃO PASSADA”) COMPETIÇÃO POR “CONTENDA” E POR “ADVERSIDADE EXTREMA” Expressões sem equivalentes precisos em português. (Ver NICHO ECOLÓGICO) COMPLEXO DO PANTANAL É um sistema ecológico (ou bioma) formado por distintos ambientes. Observou-se por exemplo. capivara. Forma uma espécie de delta interno devido à pouca declividade do terreno (3 m / km) e com isso há deposição lenta de matéria orgânica no solo. nele destacam-se: o jacaré. cervo-dopantanal. A competição por “contenda”. fertilizando-o. e PRINCÍPIO DA EXCLUSÃO COMPETITIVA). Blastocerus dichotomus. Isto demonstra que as duas espécies. após a explotação realizada pelos seus competidores. 60 . isto quando o suprimento do recurso é limitado.

O solo.br. e na foto da direita. 4) Tabual (tabua. 2) Carandazal (carandá. 3) Buritizal (burití. Tabebuia caraiba). bactérias e fungos que vivem num ambiente. australis). Mauritia sp). aluvial. ninho de tuiuiú (ambas fotos obtidas do site www. Cyperus giganteus). Plantas. que é usado como adubo orgânico. nas fotos inferiores.br).org. Typha domingensis). COMPOSTO (Ver COMPOSTAGEM) COMUNIDADE COMUNIDADE = BIOCENOSE Todas as populações que ocupam determinado local do meio ambiente. interagindo entre si. 5) Pirizal (pirí. As fotos abaixo mostram: a superior da esquerda (do site www.ecoa. animais. estrutura. afirmando que este processo é mais rápido do que a compostagem simples. Na foto superior. Os ecossitemas do Pantanal são altamente dinâmicos. ou corixas do pantanal (parte inferior da foto) que são canais de campos baixos por onde se escoa a água para os rios vizinhos. COMPORTAMENTO MIGRATÓRIO (Ver MIGRAÇÃO e COMPORTAMENTO MIGRATÓRIO) COMPOSTAGEM Ajuntamento de resíduos orgânicos. ocupando um terço da bacia do rio Paraguai superior. da direita. lagoas formadas após a retração das águas provenientes das cheias e os corixos. à esquerda a onça pintada no meio de aguapés e outras plantas flutuantes (autor da foto: Duncan Chapman). relações ambientais. jacarés. Alguns autores usam o termo vermicompostagem para definir a transformação biológica do composto pela ação combinada dos oligoquetas (minhocas) e da microbiota do seu trato digestivo.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS Associações ou aglomerações vegetais típicas: 1) Paratudal (paratudo. do Pantanal é rico. podendo ser empilhados em camadas alternadas com solo ou cinza ou calcário. umedecido e misturado periodicamente e que após certo período de decomposição gera o produto final.ecoa.org. desenvolvimento e função. o “composto”. funcionando o ambiente como uma “esponja” em que as cheias anuais transformam a paisagem por completo.wikipedia. 61 . do site www.com). com composição própria. Copernica alba e C. uma ciperácea aquática grande.

para ser testado por experimentação ou observação. estudar e propor a instâncias superiores do Governo. da FBCN − Fundação Brasileira para a Conservação da Natureza e de associações civis de defesa ambiental (representando as cinco regiões geográficas do país). de circunstâncias. mas que não se propõe a ser testada. visando a previsão de fenômenos.CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE O Conselho Nacional do Meio Ambiente foi instituído pela Lei nº 6. diretrizes de políticas governamentais para o meio ambiente e recursos ambientais. fala-se em comunidade vegetal e a diversas populações animais. é um conceito amplo. e LEGISLAÇÃO AMBIENTAL) CONCENTRAÇÃO LETAL (ou LC50) Concentração de um produto químico que no meio (de cultura) ou ambiente. CONEXÃO Uma possível tradução do inglês “connectance”. e CLÍMAX ZOÓTICO) CONAMA . em ciência é um conceito com alto grau de certeza (ou convicção). Tal estabilidade reflete uma situação dinâmica e nunca estática. REDUCIONISMO. experimentação ou raciocínio e da qual se espera responder por uma ampla variedade (ou gama) de fenômenos cobertos no seu âmbito. tendo por finalidade: I) assessorar.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS Referindo-se somente a diversas populações de plantas. (Ver CONECTIVIDADE) CONIÓFILO Que se desenvolve sobre substratos enriquecidos com poeira. (Ver CLÍMAX CLIMÁTICO. CLÍMAX TOPOGRÁFICO. CLÍMAX DE FOGO. impedindo assim. sobre normas e padrões compatíveis com o meio ambiente ecologicamente equilibrado e essencial à sadia qualidade de vida. portanto. representando Ministérios. REDUCIONISMO. da interação seres vivos-ambiente. É composto por mais de 70 membros. Usa-se o símbolo LC50 (do inglês “lethal concentration”) para indicar a morte de 50% dos indivíduos ou de parte da amostra. semelhante a uma hipótese. no âmbito de sua competência. e SUPERORGANISMO) CONECTIVIDADE Termo usado para designar as interrelações entre diferentes componentes ou compartimentos de um ecossistema. Neste estádio clímax a composição em espécies é mantida razoavelmente constante no tempo. baseado em observação extensiva.938. (Ver BIOCENOSE) COMUNIDADE ABERTA e COMUNIDADE FECHADA Em ecologia vegetal usa-se a primeira denominação para aquela comunidade que se mostra com cobertura incompleta da área. significando a relação de ligações “potenciais” dentro de uma teia ou rede alimentar para as ligações que “realmente” existem. a entrada de imigrantes. Alguns autores usam o termo “teias de conectividade” quando se referem às relações que retratam as ligações numa teia ou rede alimentar. COMUNIDADE CLÍMAX Forma estabilizada. LEI e TEORIA A conjetura não passa de uma especulação. HIPÓTESE. de 31/08/81. permitem imigrantes. CONJUGAÇÃO (Ver TRANSFERÊNCIA DE DNA) CONNELL (Ver HIPÓTESE DO DISTÚRBIO INTERMEDIÁRIO (DE CONNELL)) CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE (Ver CONAMA) 62 . Lei. CLÍMAX EDÁFICO. confederações de trabalhadores. é formada por tufos (ou agrupamentos) de plantas que não chegam a se tocar (separados por distância inferior ao seu diâmetro). II) deliberar. fala-se em comunidade animal. quando cobertos por poeira. suficiente para se confiar em seu uso. e SUPERORGANISMO) CONCEPÇÃO “INDIVIDUALÍSTICA” (ou DO INDIVIDUALISMO) (Ver HOLISMO (ou HOLÍSTICO). A comunidade fechada é uma associação ou assembléia de plantas que recobrem toda a área de habitat disponível. Dizse também de alguns liquens que medram bem. Teoria. contendo geralmente excreta. conceito restrito geralmente postulado como uma explicação potencial para um fenômeno. em que esses componentes mantêm-se em harmonia e equilíbrio. CONJETURA. Hipótese. causa a morte de pelo menos metade dos organismos ali existentes. CONCEPÇÃO HOLÍSTICA (Ver HOLISMO (ou HOLÍSTICO). integrando o SISNAMA − Sistema Nacional do Meio Ambiente. (Ver CÓDIGO FLORESTAL. Presidentes da ABES − Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e do Meio Ambiente.

expressa usualmente pela seguinte escala: r (menos de 1%). com o propósito de obter-se a mais alta qualidade sustentável de vida humana”. R a respiração e FU (rejeitos. ser confundida com poluição. que é formado pelos produtores. CONSTÂNCIA Termo usado em ecologia vegetal para definir uma medição do padrão de distribuição de uma planta. “CONTINUUM” (e “CONTINUUM INDEX”) (Ver “-clino” ou “-clina”) CONTRACORRENTE (e CIRCULAÇÃO CONTRACORRENTE) Em termos de ecossistema aquático. geralmente o ser humano. a circulação contracorrente ou ainda o multiplicador de contracorrente é encontrado em muitos organismos. Este termo. não deve ser confundido com CONSORCIAÇÃO. Formam-se então colônias. III (41 – 60%). ou seja. A constância é também um termo usado em estudos de dinâmica de ecossistema para definir a inexistência de mudança num determinado parâmetro. de forma circular. utilizada em laboratório para cultivar microrganismos). como por exemplo: (i) em 63 . de pequeno volume. expresso em porcentagem. CONSUMIDOR Organismo heterotrófico. tipicamente de diferentes filos (ou “phyla”) vivendo em associação íntima ou bastante próxima. com substâncias nocivas à saúde. A contaminação referese ao efeito do contato com poluentes. incubando-se durante um certo tempo. Como a maioria dos microrganismos carece de enzimas que utilizem o agar. I (1 – 20%). P a produção. CONTAGEM (DE MICRORGANISMOS. Como a conservação é uma interação homem-Natureza. Uma pequena quantidade da diluição desejada da amostra é espalhada sobre o agar na placa e esta é colocada sob temperatura ideal para o crescimento microbiano. de uso pouco comum em Ecologia. II (21 – 40%). O consumidor ocupa os níveis tróficos seguintes ao primeiro. podendo ser expressa por: C = P + R + FU. a partir do número de diferentes quadrados amostrados que contenham aquela determinada espécie. ou seja. IV (61 – 80%) e V (81 – 100%). (Ver NÚMERO MAIS PROVÁVEL − NMP) CONTAMINAÇÃO Resultado do contato de organismos. cada bactéria gera uma colônia. uma sigla usada em ecologia energética). em que um cultivo é associado a outro. principalmente bactérias. ela implica em atitudes inteligentes na utilização dos ecossistemas terrestres e aquáticos e também de melhoria das condições ambientais sem que esses ambientes percam sua originalidade. EFICIÊNCIA DE Em ecologia energética o consumo é a ingestão total de alimento ou energia por um indivíduo ou população heterotrófica ou ainda por uma unidade trófica. E a eficiência de consumo é a quantidade de energia transferida de um nível trófico para o nível mais próximo. (Ver PRESERVAÇÃO) CONSOCIAÇÃO Consociação vegetal em que há apenas uma espécie dominante. numa mesma área. As colônias são contadas. (Ver ASSOCIAÇÃO VEGETAL) CONSOCIES Etapa do desenvolvimento de uma consociação. tais como substâncias tóxicas ou radioativas ou organismos patogênicos. este é adicionado de nutrientes e é colocado em placas de Petri (placa ou recipiente achatado. EM PLACAS) Método amplamente utilizado para contar microrganismos viáveis. não devendo portanto. (Ver CADEIA ALIMENTAR) CONSUMO. desprezando-se aquelas placas com quantidade muito reduzida ou excessivamente grande de colônias. por unidade de tempo. que não sendo capaz de produzir o próprio alimento o recebe dos produtores primários. refere-se a contracorrente a uma corrente que flui junto a outra corrente mas em sentido oposto.onde C é o consumo. “conservação é o manejo dos recursos do ambiente.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS CONSERVAÇÃO Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (ver “IUCN”). CONSORCIAÇÃO (Ver CONSOCIAÇÃO) “CONSORTIUM” (ou CONSÓRCIO) Grupo de indivíduos de diferentes espécies. Em fisiologia animal e de grande interesse na ecologia energética. de uso generalizado em agronomia.

tem sido uma técnica usada nesse sentido. entre eles: fêmeas com baixa freqüência de cruzamento. recrutados numa população. assim como (iii) peixes nas suas guelras. dejetos”. (ii) répteis e pássaros marinhos também dispõe de tal mecanismo nas “glândulas de sal” (geralmente em pares nos pássaros. Os de vida livre são os organismos mais abundantes no mar. PRUDÊNCIA” A “prudência convencional” é um termo que poderia ser assim traduzido do inglês “coventional wisdom” querendo dizer-se em estudos sobre complexidade e estabilidade de comunidades que: uma crescente complexidade numa comunidade conduz a uma crescente estabilidade. em via de extinção. “CONVENTION OF INTERNATIONAL TRADE IN ENDANGERED SPECIES (OF WILD FLORA AND FAUNA) . onde estas conduzem o sangue que vai se resfriando à medida que flui para as partes externas e as veias retornam o sangue venoso que vai se aquecendo ao retornar). COORTE Grupo de indivíduos (geralmente de animais) da mesma idade. geralmente arbórea cultivada. esta adaptação ocorre também (v) nos pingüins da Antártica. na base da cadeia alimentar. COPÉPODES Organismos da subclasse Crustacea. COPRÓFAGO (ou MERDÍVORO) Organismo que ingere dejetos (fezes). de ar.5 mm a 10 mm de comprimento). e até mesmo para mamíferos como a baleia. 64 . Ainda é usado para referir-se a uma categoria taxonômica. (Ver MIP) “CONVENCIONAL. é um corte periódico numa vegetação.. encontram-se próximo ao equador e se eleva sob a influência do calor do sol. servindo de alimento. sendo a maioria das suas 6000 espécies marinhas de vida livre minúsculas (de 0. dromedários e alguns outros animais de deserto dispõem de multiplicadores de contracorrente atuando nas narinas (mantendo-as sempre umedecidas e resfriadas) e nos rins. Sua efetividade dependerá de vários fatores. ditos coprofílicos. com a finalidade de reduzir sua população para nível abaixo de dano econômico ou nível tolerável. para estimular o múltiplo rebrotamento. “COPPICING” (= PODA RASTEIRA) Este termo em inglês pode ser traduzido como “poda rasteira”. em média. onde a contracorrente atua de maneira fundamental na manutenção da temperatura nas patas e pés dessas aves. como nas barbatanas de golfinhos (as veias envolvem as artérias. sendo portanto a comunidade menos suscetível a mudanças. “copro-” Prefixo de origem grega que se refere a “fezes. no mesmo tempo. como o Metarrhizium anisopliae. ou seja. Exemplo: alguns fungos. há maior força de interações. Muitos detritívoros são coprófagos.. embora muitas sejam parasitas e outras simbiontes. COPIOTRÓFICO Organismo que cresce somente na presença de alta concentração de nutrientes. que se encontram muitas vezes enriquecidos pela atividade de microrganismos. machos estirilizados com alta competividade com os demais machos. por irradiação. A estirilização de insetos machos. a inúmeras espécies de peixes.CITES” Convenção sobre o comércio internacional de espécies da flora e da fauna. como a cigarrinha da cana-de-açúcar. O ar trpical carregado de umidade ao elevar-se resfria na área de convergência e a umidade em condensação forma nuvens e se precipita. têm sido usados para controlar pragas em certos cultivos. secretando cloreto de sódio concentrado nos ductos nasais e que são excretados como gotas de sal). CONTROLE AUTOCIDA Forma de controle biológico em que se usa a própria praga para aumentar sua taxa de “mortalidade” (no sentido de desaparecimento). significando isto que com mais espécies há mais interações entre elas e conseqüentemente. vindas das regiões subtropicais dos hemisférios norte e sul (latitudes de 30o). Refere-se também a uma determinada classe de idade. não porque exista mais água nessas regiões do que nas outras. CONTROLE BIOLÓGICO Utilização intencional dos inimigos naturais de um organismo indesejável ao homem.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS mamíferos aquáticos. A bactéria Bacillus thuringiensis produz toxina (δendotoxina) nociva a certas pragas (insetos). face a uma perturbação. reduzida probabilidade de imigração de machos férteis e fêmeas com ovos fertilizados . Daí afirmar-se que os trópicos são mais úmidos. ZONA DE Região da Terra na qual as correntes de superfície. (iv) camelos. CONVERGÊNCIA DE CARACTÉRES (Ver ALOPATRIA) CONVERGÊNCIA INTERTROPICAL. concentrando a urina. mas sim porque neles a água cicla mais rapidamente.

O corredor ecológico é uma concepção moderna relacionada a manejo e conservação de fauna. reservatório. Nas costas do Brasil são mais comuns os corais originados de antozoários e hidrozoários (celenterados) que constroem um “esqueleto” de matéria orgânica ou carbonato de cálcio.com) mostra estrêla-do-mar de cor azul (Linckia laevigata) repousando sobre coral Acropora. refúgio etc) para certos animais. de pequena extensão e às vezes intermitente. dará alternativas de habitats (alimento. Ainda alguns autores usam biócoro ou biocore quando se referem a um grupo de biotopos similares. É utilizado mais comumente para indicar a forma de dispersão dos vegetais. COPULAÇÃO ou ACASALAMENTO EXTRA-PAR (Ver EXOCRUZAMENTO) CORAL Concreção calcária formada no mar. CORRENTE DE BENGUELA (Ver RESSURGÊNCIA) CORRENTE DO PERU (ou CORRENTE DE HUMBOLDT) (Ver HUMBOLDT. a partir de pólipos. No sentido de “espaço” alguns autores denominam de biócoro (ou biocório) ao conjunto de condições inerentes a um “ecossistema”. Os corredores de mata. zoocoria (pelos animais). e RESSURGÊNCIA) 65 . Nos corais são comuns ocorrerem as algas zooxantelas. CORIOLIS (Ver FORÇA DE CORIOLIS) CORPO DE ÁGUA Qualquer sistema aquático (rio. e RECIFES) “-coria” Sufixo de origem grega que significa “dispersão.wikipedia. isto ocorrendo. são uma idéia defendida por alguns conservacionistas. de que os remanescentes de matas (ou relitos) devem se interligar a partir de “faixas” de mata. como nos seguintes casos: anemocoria (dispersão pelo vento). da Austrália. CÓRREGO CÓRREGO = ARROIO = REGATO = RIBEIRO Curso de água. autocoria (autodispersão ou por expulsão ou ainda por produção de estolões). que vive em fezes de diversos tipos de animais (da mesofauna do solo. Teoricamente. oceano) que receba efluentes líquidos (ou água residuária). equinodermas. geralmente “fungo coprofílico”. (VerATOL. protozoários. CORRENTE DE.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS COPRÓFILO Organismo. tratados ou não. e muitas outras denominações. CORREDOR e CORREDOR ECOLÓGICO Em termos geológicos o corredor é uma conexão contínua ligando massas de terra adjacentes e existente há longo período geológico de tempo. possibilidades de deslocamento. moluscos. estreito. propiciando assim aos animais. enriquecendo-as com certos nutrientes. lago. hidrocoria (pela água). A foto ao lado (do site www. na Grande Barreira de Recifes (de corais). espaço”. assim como de pássaros e de animais maiores). sendo esta última denominação a mais usada e mais aceita. úteis aos organismos coprófagos. pouco volumoso.

e quando as diversas partes do corpo de água se misturam.000 vezes mais do que o planeta Terra!). ocorrendo morte ou migração de peixes e aves próximas. seca nas regiões temperadas-norte e uma intensa atividade de furacões no oceano atlântico norte. a correnteza é laminar. essenciais à cadeia alimentar marinha. daí esta denominação. viabilizando maciça transformação do tempo. porosidade. por exemplo). mesmo na chamada fase estacionária de crescimento. fazem com que as águas quentes permaneçam próximas da América do Sul. Os ventos alísios enfraquecidos. África e Indonésia.6 ≅ 44 (obs. que assim entra em fase estacionária de crescimento. que se priva das chuvas de monção. a população duplicará em 44 anos. norte da Austrália e sudeste do Pacífico). visando obter madeira já em fase matura ou para eliminar árvore com algum tipo de problema (doença. ou seja. CRESCIMENTO LINEAR. proveniente da Indonésia. afetando imensas regiões da Terra. no Peru e no Equador. densidade.6% e se esta taxa de crescimento continuar. impedindo a ressurgência.. ou seja 70/1. tais como pH. em 48 horas produziria uma massa que pesaria 4. (Ver CRESCIMENTO EXPONENCIAL. assim como no sudeste e sul do Brasil. de uma população por exemplo. continuam metabolizando (alimentando-se das células microbianas mortas) e chegam até a crescer. e FASE ESTACIONÁRIA DE CRESCIMENTO) CRESCIMENTO EXPONENCIAL Crescimento. 10-12 gramas) crescesse exponencialmente.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS CORRENTE “EL NIÑO” Assim chamada porque ocorre em dezembro. CORRENTEZA (LAMINAR e TURBULENTA) Quando a movimentação da água dá-se paralelamente (à superfície) sem ocorrer mistura. onde ocorrem chuvas e no Brasil ocasionando fortes chuvas no norte e nordeste e estiagem no sul. detectando um fenômeno que teria efeitos opostos aos da corrente “El Niño”. Seus efeitos fazem-se sentir na Austrália. com as grandes enchentes. com a seca.. É um processo que estimula o rebrotamento e o surgimento de novos indivíduos.: aplica-se a regra prática dos “70/percentual de crescimento = tempo para duplicação em anos”. num ecossistema com indivíduos em idade não-uniforme (numa floresta natural. juntando-se à Oscilação do Sul (mudança de pressão atmosférica na superfície terrestre. tempestade de areia. calcário.) com a finalidade de melhorar suas propriedades (que não as de fertilidade). num percentual fixo do total e em determinado período de tempo. Tais acontecimentos registraram-se com bastante intensidade nos anos 1982-83 e novamente em 1991-92. os ventos alísios aumentam levando as águas quentes superficiais para a Ásia. Na prática. onde ocorre aumento no número de seus componentes. conforme a fórmula matemática básica de crescimento exponencial). ou na India. ou seja. (Ver MANEJO SUSTENTADO) CRENÓFILO Que se desenvolve numa fonte natural ou próximo a ela. e tufões no oeste do Pacífico. resulta dos ventos que sopram na direção do hemisfério sul. CRESCIMENTO ALOMÉTRICO (Ver ALOMETRIA) CRESCIMENTO CRÍPTICO Alguns microrganismos. empurrando uma corrente marinha quente. 66 . com um tempo de geração de 20 min. A este efeito conjunto do “El Niño” com a Oscilação do Sul aplica-se a sigla ENOS. visando o melhor crescimento das plantas... à maneira do aumento geométrico dos “grãos de trigo no tabuleiro de xadrez”. deram o nome a este fenômeno de “La Niña”. geralmente na fase intermediária de seu desenvolvimento.. Nos rios e córregos naturais a correnteza dificilmente é laminar. Esta caracteriza-se por chuvas pesadas em muitas regiões dos trópicos. CORRETIVO DO SOLO Qualquer composto adicionado ao solo (gesso. se em 1994 a população humana mundial aumentou em 1. As águas quentes não propiciam abundância de nutrientes. Pesquisadores norte-americanos e europeus. ao longo das costas do Equador e do Peru. por exemplo). mantendo assim o ecossistema com desenvolvimento não-uniforme. (Ver FERTILIZANTE) CORTE SELETIVO Corte de árvores. Certamente isto não aconteceria porque haveria limite de nutrientes para o crescimento desta bactéria. sendo graficamente representado por uma curva em forma de J. ela é turbulenta. Como curiosidade estima-se que se uma bactéria (que pesa não mais do que um trilionésimo de um grama. queimadas. a cada dois a sete anos (“El Niño” significa em espanhol menino Jesus).

e MIMETISMO) CRIPTOBIÓTICO / CRIPTOFAUNA / CRIPTOZÓICO Que vive escondido. (Ver “-clino” ou “-clina”) C–S–R. mas podem ser substituídos (trocados) por outros cátions da solução do solo por efeito da competição (o grande número de íons positivos presentes leva à competição pelos sítios negativos). em solos com pH superior a 6 ou 7. especialmente devido à sua coloração. cronofauna (uma comunidade animal geograficamente restrita que mantém seu caráter básico ao longo de um período de tempo geologicamente significativo). FASE ESTACIONÁRIA DE CRESCIMENTO. que hoje deve ser representada por: a) 1 meq/100g = 1 cmol (+) / kg de solo (ou 1 centimol) b) “ “ “ = 10 mmol (+) / kg “ “ (ou 1 milimol) 67 . Nos sítios (locais) de troca catiônica. em fendas etc. chamando-se esta parte “criptodepressão”. uma “característica críptica”.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS (Ver CRESCIMENTO LINEAR. em cinco dias a população cresceu em quinze indivíduos e em um mês terá crescido em 90 indivíduos. (Ver APOSEMATISMO. mantêm suas águas abaixo do nível marinho. se integram ao ambiente tornando-se difícil sua detecção por predadores e às vezes também por suas presas. CRÔNICO (EFEITO CRÔNICO / DOENÇA CRÔNICA) Efeito/doença que ocorre em tempo longo. citam-se a malária (que periodicamente ressurge violentamente no indivíduo contaminado). Mg2+ e K+. os íons geralmente adsorvidos à argila ou colóide orgânico são Ca2+. EQUAÇÃO LOGÍSTICA.: cronoclino (uma mudança gradual num caráter ou grupo de caracteres ao longo de um período extenso de tempo geológico). O subscrito “c” significa a carga do íon. como os de Na+. TRIÂNGULO (Ver TRIÂNGULO C–S–R) CTC . Na nomenclatura antiga usava-se para CTC a unidade meq ou miliequivalente/100g de solo. enquanto nos solos ácidos tais sítios são ocupados na maioria por íons de Al(OH)2. ANIMAL / CARACTERÍSTICA Refere-se ao fato de que alguns animais. (Ver CRESCIMENTO EXPONENCIAL) CRESCIMENTO ZERO (Ver ISOCLINO ZERO) CRIME AMBIENTAL (Ver LEGISLAÇÃO AMBIENTAL) CRIÓFILO (ou CRIOFÍLICO) / CRIOFILIA Organismo que medra em temperaturas baixas. Os cátions adsorvidos resistem à lixiviação. No sentido de parecer-se com o ambiente em que está. Ex.CAPACIDADE DE TROCA CATIÔNICA Diz respeito ao total de cátions trocáveis adsorvidos ao solo. podendo progredir para uma condição pior ou desaparecer com a idade do indivíduo afetado. assim como a asma (que pode desaparecer com o crescimento da criança). o câncer e doenças cardiovasculares. e TAXA DE CRESCIMENTO) CRESCIMENTO LINEAR Crescimento de uma população por exemplo. expresso em centimolesc (+) por kg de solo. Estima-se que 1% de humus ou matéria orgânica do solo (1g de humus/100g de solo) tem uma CTC de 2 cmolc / kg de solo e que 1% de montmorilonita tem uma CTC de cerca de 1 cmolc (100cmolc/kg para 100% de argila). onde ocorre aumento no número de seus componentes em quantidade fixa por cada unidade de tempo. (Ver CASMÓFITO) CRIPTODEPRESSÃO Alguns lagos que têm a superfície acima do nível do mar. Quantidades menores de outros íons. ocorrem em alguns dos sítios de troca. (Ver TERMÓFILO) CRÍPTICO(A). e outras denominações. um termo mais usado é camuflagem. No caso de doença. sob pedras. NH4+ e Zn2+. para designar o organismo resistente a temperaturas baixas. argila ou colóide orgânico. (Ver AGUDO (EFEITO AGUDO / DOENÇA AGUDA)) “crono-” Prefixo de origem grega significando “tempo”. CAMUFLAGEM. A CTC refere-se à quantidade desses sítios negativos existentes no solo. Esta é assim. Alguns admitem ainda o termo criofilático. por exposição a determinada substância tóxica/agente causador de doença. Se a cada dia nascem três indivíduos numa determinada população humana.

Usa-se comumente a abreviatura c. (Ver ENGENHARIA GENÉTICA) CULTIVO ROTACIONAL CULTIVO ROTACIONAL = ROTAÇÃO DE CULTURAS Alternância de diferentes tipos de cultivo. geralmente em que foi feito melhoramento genético. carioca. CUPIM (Ver TÉRMITAS) CURVA DE SOBREVIVÊNCIA Curva representativa do declínio.: Phaseolus vulgaris c. O termo variedade refere-se à subespécie ou híbrido silvestre. Termo comum em microbiologia. (Ver SATURAÇÃO DE BASES) “CULL” (APARTE) Denominação em inglês de um processo de manejo em que se faz o aparte (se separa) dos indivíduos de pouco valor (de uma manada.v. maior resistência à praga ou à seca etc. em número e ao longo do tempo. CULTURA AXÊNICA Refere-se à cultura pura . visando por exemplo. de um grupo de recémnascidos ou de indivíduos que acabaram de emergir.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS c) “ “ “ = 10 mmol (1/2 Ca2+) / kg de solo (se for usado Ca). conferindo-lhe resistência potencial à praga de lepidópteros. como por exemplo. para indicar a cultivar. é interpretada também como uma representação gráfica da probabilidade desses descendentes de sobreviverem nas idades subseqüentes. Há interesse especial em ecologia. sobre os estudos das variedades introduzidas pelo homem no meio ambiente e suas interações com outras espécies e o meio abiótico. CULTIVAR − C. Exemplo: algodão. que poderá ser reposto ao solo com plantio de leguminosa. livre de organismos contaminantes. ou que estejam doentes. após a criação e disseminação dos transgênicos. por exemplo).v. alguns sendo sacrificados. que estejam em condições físicas inferiores em relação aos demais. de resistência à seca ou a uma praga. (Ver TABELA DE FERTILIDADE. foi inserido em tabaco (planta do fumo).V. maior produtividade. principalmente na época atual. que possa conferir a este cultivo uma certa propriedade. obtida de cultivo. CULTIVO ITINERANTE (Ver AGRICULTURA ITINERANTE) CULTIVO MANIPULADO GENETICAMENTE Na engenharia genética tem se procurado inserir num determinado cultivo um gene proveniente de outro organismo. ex. O gene δ-endotoxina. como no caso dos organismos modulares. e TABELA DE VIDA) 68 . isolado da bactéria Bacillus thuringiensis (utilizada em controle biológico). milho e fumo são grandes consumidores de nitrogênio. (ou CV) Designação de variedade de planta de uma determinada espécie. com a finalidade de reduzir ou repor nutrientes consumidos por certos vegetais.

por exemplo). É um índice biológico usado para monitorar poluição aquática e que é obtido geralmente pelo seguinte procedimento: uma amostra de água é colocada em frasco especial (capaz de excluir todo o ar da amostra) e deixada em incubação a 20 °C durante 5 dias. − DIÂMETRO À ALTURA DO PEITO Diâmetro de secção transversal.30 m do solo (ou 1. que oxidam a matéria orgânica) é estimada a partir da medição da quantidade do oxigênio residual (por comparação com amostra-controle).) DBO − DEMANDA BIOLÓGICA DE OXIGÊNIO É o mesmo que Demanda Bioquímica de Oxigênio.35 m. onde os organismos agem espontaneamente determinando variações dentro das populações e espécies e que resulta na sobrevivência do mais apto. 1990): 69 . − DIÂMETRO DA BASE (Ver D.B. por exemplo) mede-se o D. a quantidade de O2 consumida (pelos microrganismos existentes na amostra. geralmente efetuada em troncos de árvores. medindo-se com dicromato ou permanganato. (diâmetro da base). qualquer gasto adicional compromete o benefício (lucro). Em vegetação arbustiva (na caatinga. (Ver NEO-DARWINISMO) D. a quantidade do reagente consumido durante a oxidação da matéria orgânica. ou seja. que expressa a evolução como ocorrendo através de seleção natural (ou a luta pela vida).P. utilizado em cálculo de área basal.A. avaliação de cobertura vegetal etc. ou como um dado útil em estimativa de biomassa vegetal. Costuma-se estimar também a DQO − Demanda Química de Oxigênio.P.A. D. competindo pelo O2 com os organismos maiores (peixes. (Ver ÁREA BASAL) DARLING. para designar a observação da combinação da densidade de praga e as densidades dos seus “inimigos naturais” além da qual se faz necessário intervir. Usa-se a expressão limiar de ação de controle. A figura que segue ilustra a curva de oxigênio (linha contínua) e a curva de demanda biológica de oxigênio ou DBO (linha interrompida). para evitar dano econômico. Quando o valor de DBO é alto. levantamento de densidade de vegetação. ao longo de um rio e considerando um determinado ponto onde ocorre despejo de uma certa atividade humana (segundo MILLER. segundo alguns autores). EFEITO DE) DARWINISMO Processo evolutivo que ocorre na Natureza na visão de Charles Darwin. isto significa que os microrganismos existentes estão em quantidade elevada.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS D DANO ECONÔMICO DANO ECONÔMICO = NÍVEL DE INJÚRIA Refere-se ao nível em que o controle de uma praga na agricultura está no limiar econômico. a 1. consumindo (demandando) muito oxigênio.B. EFEITO DE (Ver FRASER-DARLING. que indica o carbono orgânico total da amostra de água.

utilizado como solvente de óleos. no sistema nervoso central. Há uma tendência atual para se considerar a decomposição como mais importante para o ecossistema do que os próprios decompositores. gera problemas respiratórios. DDD (Ver ORGANOCLORADO) DDE (Ver ORGANOCLORADO) DDT (Ver ORGANOCLORADO) DE (Ver DOSE EFETIVA) DECIBEL (db) Unidade não-absoluta de medida do som. É importante também observar os efeitos das ações físicas no processo da decomposição.0002 microbars (ou dinas/cm2 ou uma energia de cerca de 10-6 watts). 90 db podem ser considerados como nível crítico de dano para o ouvido humano. Saprófito ou saprofítico refere-se aos vegetais (plantas) que retiram seus alimentos da matéria orgânica em decomposição. Juntamente com essas substâncias simples. absorvendo alguns produtos da decomposição e liberando nutrientes inorgânicos que serão utilizados pelos produtores. muitas das quais são nutrientes inorgânicos.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS ponto de descarga Organismos Concentração zona límpida. gordura. presumivelmente carcinogênico. em certos ecossistemas. graxas. 100 e 1010 vezes o limite mínimo. Seu vapor.. baseada na razão logarítmica da intensidade do som (I) para um nível de referência (Io) estabelecido arbitrariamente como a pressão sonora (mínima audível ao ser humano) de 0. com organismos de água normal O2 dissolvido zona de decomposição. DECOMPOSITOR DECOMPOSITOR = MICROCONSUMIDOR = OSMÓTROFO = REDUTOR = SAPRÓBIO = SAPROBIONTE = SAPRÓFAGO = SAPRÓFILO = SAPRÓTROFO = SAPROXENO Organismo heterotrófico. Inicialmente obtém-se o bel: bel = log10 I/Io. e depois o decibel: db = 10 log10 I/Io. os animais demonstraram ser mais importantes do que bactérias e fungos no processo de decomposição da matéria orgânica. bactérias anaeróbias. principalmente bactérias e fungos. 20 e 100 db significam respectivamente 10. zona límpida DBO Tempo ou distância rio abaixo DCE − DICLOROETANO Composto obtido na indústria do cloro. Nos ecossistemas 70 . 10.. gomas. Portanto. são liberadas substâncias orgânicas que poderão fornecer energia ou inibir ou estimular outros componentes bióticos do ecossistema. danos ao fígado e rins. no solo. com peixes pouco exigentes zona de recuperação fungos. que degradam os compostos complexos dos protoplasmas mortos. água e componentes minerais) atingindo. uma vez que. Em geral. problemas nos olhos. um estado final de humus. DECÍDUA (Ver CADUCIFOLIA) DECLÍNO PROGRESSIVO (NA DENSIDADE POPULACIONAL) (Ver LEI DA POTÊNCIA DOS TRÊS MEIOS (-3/2)) DECOMPOSIÇÃO DECOMPOSIÇÃO = PUTREFAÇÃO Processo de desintegração da estrutura da matéria orgânica em que moléculas orgânicas complexas se transformam em substâncias simples (dióxido de carbono. resinas e principalmente borracha.

na Flórida. usando-as para caçar com eficiência duradoura (de pelo menos 1 ano) (segundo artigoreportagem de M. reduzem a superfície de transpiração da planta: Obs.: ambas as fotos do site www. os espinhos são folhas modificadas. principalmente nas regiões de grande infestação. foto da esquerda) e em cactos (foto da direita). Muitas plantas são ricas em tais substâncias. como por exemplo os espinhos em certas plantas da caatinga (bromélias. glicosídeos. p. publicado em National Geographic.Moffett.98-111). são incluídas no grupo dos metabólitos secundários. (Ver DEFESA QUÍMICA) DEFESA NATURAL (Ver DEFESA QUÍMICA) DEFESA QUÍMICA Produção de substâncias químicas (muitas delas são metabólitos secundários) por certos organismos e que desempenham nestes a função de “defesa” contra possíveis predadores ou competidores.org. resinas. que se ligam facilmente às proteínas. de Tadeu Jankosviki. tóxica. E há substâncias que são produzidas (por plantas) em resposta a danos causados por herbívoros ou outro qualquer agente. formando a quinona..187. que além de protegerem o cacto contra predadores. epibatidinas (de efeito 200 vezes superior à ação da morfina e similares) e pumiliotoxinas em sua pele.W. ácido oxálico etc. Grande parte de substâncias desse tipo. desenvolveram estruturas e alguns. como alcalóides. Índios do oeste da Colômbia esfregam as pontas de suas flechas e setas da zarabatana. tornando-as indigestas. uma vez que este composto reduz a ação do protetor em cerca de 30%. tais como no Alaska e nos “Everglades”. DEFENSIVO AGRÍCOLA (Ver PESTICIDA) DEFESA ECONÔMICA (Ver POSSIBILIDADE DE DEFESA ECONÔMICA) DEFESA (EM PLANTAS) Muitos vegetais. constituindo-se em substâncias tóxicas para os animais. cianeto. Entre estas há os taninos. na pele de rãs (Dendrobates auratus e Phyllobates terribilis). Vol. Entre os animais valem ser destacados: um gastrópodo marinho que produz ácido sulfúrico e um “besouro bombardeiro” (Brachinus crepitans) que produz hidroquinona e peróxido de hidrogênio em seu abdômen (que se misturam em câmara de explosão sob ação da enzima peroxidase.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS aquáticos citam-se os organismos saprobiontes (resistem a águas poluídas). o inseto a ejeta como um “spray” explosivo). saprófilos (estão geralmente presentes em tais águas) e saproxenos (não se encontram nessas águas). Há também os alcalóides.A. constituindo-se na chamada defesa constitutiva. 1995. As estruturas são facilmente notadas. (Ver DECOMPOSIÇÃO) “DEET – N. taninos. flavonóides. terpenóides.br: a da esquerda. constituindo-se na chamada defesa induzida. no 5.biosferadacaatinga. extremamente venenosas ao simples toque. (Ver CIANOGÊNICO) 71 . e a da direita de Roberto Linsker. óleos essencias em folhas e ramos de algumas plantas.U. durante o processo evolutivo.N-DIETHYL-META-TOLUAMIDE” Composto usado nos repelentes (de insetos). Há substâncias que são mantidas pelo organismo (plantas) durante todo o seu tempo de vida. nos quais algumas plantas são ricas. Há indicações de que este composto causa danos neurológicos em ratos e por isso é recomendado que o produto repelente não contenha mais do que 30% de “DEET” e que seu uso não seja nunca combinado a protetor solar. Sapos e rãs produzem batracotoxinas. Nestes últimos. compostos químicos que tornaram possível defender-se do ataque de herbívoros. espinhos de muitas plantas produzem substâncias tóxicas variadas. muito utilizados nos E.

como o fogo ou temporal. “DENDRIUM” Uma comunidade de orquídeas. procurando entender o processo de aquecimento global). DENDROTELMATOBIONTES (Ver FITOTELMOS) DENSIDADE Refere-se ao número ou biomassa de indivíduos de uma espécie. certamente resultantes da devastação da vegetação dos arredores. cujos efeitos poderão ser desastrosos no caso de alta densidade populacional. tendem a depositar-se no fundo do sistema aquático (mar ou lago). como por exemplo aos da piracema. de acordo com o IBAMA. dos anéis de crescimento). sendo ameaçada pela aproximação de dunas gigantescas. por unidade de área ou volume. e ÍNDICE DE DENSIDADE) 72 . proibindo-se a pesca predatória com o uso de redes. É a ação de proteção às espécies da fauna. DEPENDÊNCIA OU DEPENDENTE DA DENSIDADE. dendropirocronologia (utiliza tal conhecimento dos anéis de crescimento para tentar reconstruir a história de incêndios florestais). DENSIDADE ECOLÓGICA. Do ponto de vista do interesse de exploração de um recurso natural pelo ser humano. Entre os diversos aspectos ecológicos relacionados à dependência e à independência da densidade. tarrafas. Nouakchott. “dendro-” Prefixo de origem grega significando “árvore”. bombas etc. no geral. dendrófago (que se alimenta de madeira). refere-se à explotação até uma taxa limite de reconstituição natural. e há também os independentes (ação independente da densidade) como por exemplo um desastre ou uma catástrofe. DEFICIT DE SATURAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA É uma medida da quantidade de água que falta no ar em relação ao ar saturado. ou seja. vê-se a capital da Mauritânia. puçás. que consiste em fiscalizar a pesca no período em que ela acontece. que causariam grande apreensão de peixes e mortandade predatória. a carência de nutrientes. dendroquímica (campo emergente da química ambiental em que se analisa a composição química. respectivamente nos ecossistemas terrestre ou aquático. Neste período. cujos efeitos sobre as populações não dependerão da densidade populacional. pode se constituir em degradação. (Ver ABUNDÂNCIA.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS DEFESO Literalmente significa ato de proibição. ou seja. Há diversos aspectos ecológicos dependentes da densidade (ação dependente da densidade) como por exemplo. dendroclimatologia (parte da climatologia que utiliza o conhecimento sobre os registros em anéis de crescimento das árvores para quantificar os níveis de elevação do dióxido de carbono na atmosfera. (Ver CLAREIRA) DEGRADAÇÃO AMBIENTAL É a redução de um recurso natural renovável até um certo nível de produção sustentável. são também mencionados os fatores de crescimento. que vive sobre árvore). São bastante variadas as conotações da degradação ambiental.: dendrocronologia (método de datação usando contagem dos anéis de crescimento anual das árvores). Na foto seguinte. da NASA (obtida pelo Landsat). DEMANDA BIOLÓGICA (ou BIOQUÍMICA) DE OXIGÊNIO − DBO (Ver DBO) DEMANDA QUÍMICA DE OXIGÊNIO − DQO (Ver DBO) DEMERSAL Termo que se refere a ovos (de peixes) que não flutuando. qualquer “ameaça” à continuidade de explotação. especialmente minerais. Ex. de outubro a maio. dendrícola (o mesmo que arborícola. só se permite o uso de linha e anzol.

Reciprocamente. ela é denominada de supercompensação da dependência da densidade. relativa ao número total de indivíduos (Ntot) de todas as espécies dentro dessa área ou comunidade. a reação de uma população dependerá do número de indivíduos que a compõem. Assim sendo. pode ocorrer uma das seguintes tendências: (i) estímulo ao crescimento da população (reduzindo a mortalidade ou aumentando a fecundidade) quando a densidade de população aumenta. ocorrer uma certa escassez de alimento.4 cm de diâmetro interno) é enterrado no solo e uma amostra de solo é coletada. Por outro lado. fenômenos ou processos. DEPRESSÃO DA PROCRIAÇÃO CONSANGÜÍNEA Perda do “vigor híbrido” entre os membros de uma prole. (Ver HOMOZIGOSIDADE) 73 . Há três possíveis explicações para este “desvio da equação logística”: (i) refere-se inicialmente ao “efeito Allee”. constituindo-se assim uma dependência de densidade. Quando um aumento na densidade inicial de uma população é exatamente contrabalançado pelo aumento da mortalidade e/ou redução na taxa de natalidade e/ou taxa de crescimento. usando-se a fórmula: Densidade relativa = 100Na/Ntot. e ÍNDICE DE DENSIDADE) DENSIDADE RELATIVA Uma medida da densidade de uma espécie (representada por a) numa área ou comunidade. a heterozigosidade).15 g/cm3. quando uma dependência da densidade de população é tão intensa que aumentos na densidade inicial conduzem a reduções na densidade final. relações presa-predador e parasitahospedeiro e até mesmo tamanho de indivíduos numa população. b) O volume do cilindro é dado por: V = πr2h = 3.6 g/76 cm3 = 1. é bem possível que os efeitos destas catástrofes sobre as populações independam da densidade (ver também FATORES “DEPENDENTE” e “INDEPENDENTE” DA DENSIDADE). por exemplo. de área ou volume que possa ser eventualmente colonizado pela população da espécie em questão. quando muda. no qual a capacidade de indivíduos encontrarem seu par reprodutivo é intensificada com o aumento da população. Sua estimativa pode ser feita da seguinte maneira (MILLER & DONAHUE. mas excluindo a umidade. no momento em que for atingida por um certo fenômeno ou processo. (ii) ou retardamento ao crescimento da população (aumentando a mortalidade ou reduzindo a fecundidade) quando a densidade de população diminui. DENSIDADE ECOLÓGICA Termo usado por alguns autores para indicar o número ou biomassa de indivíduos de uma espécie. Muitos processos ecológicos estão relacionados com a dependência da densidade. DENSIDADE. a competição intra e interespecífica. dando então como resultado. há reações dessa população que dependerão da sua densidade. 87. diz-se ocorrer uma compensação exata dependente da densidade.14 X 2. gerando assim alta homozigosidade (reduzindo portanto.22 X 5 cm = 76 cm3. sendo usualmente expressa como porcentagem. DEPENDÊNCIA INVERSA DA DENSIDADE Refere-se à mudança na influência de um fator ambiental (denominado “fator dependente inverso da densidade”) que afeta a densidade de população que. Se por outro lado. Alguns autores chamam de intensidade de abundância a este número de indivíduos por local habitável numa comunidade. abióticos ou bióticos e a densidade populacional de um determinado organismo. ocorrer por exemplo. Por sua vez.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS DENSIDADE APARENTE (DE UM SOLO) Refere-se à densidade de um volume de solo.6 g. incluindo o ar (sua porosidade) e a matéria orgânica. há reações da população a certos fatores (abióticos ou bióticos) que independem da densidade. c) Densidade aparente = massa do solo/volume do solo = 87. por unidade de espaço de habitat. da maneira como ele existe naturalmente. 1990): a) Um cilindro (com 5 cm de altura e 4. seca em estufa a 105°C. (Ver ABUNDÂNCIA. como o crescimento populacional. Se. quando aumentos na taxa de mortalidade ou reduções na de natalidade ou na taxa de crescimento ocorrem na dependência da densidade em magnitude inferior aos aumentos na densidade inicial e de maneira que aumentos nesta densidade inicial ainda conduzem a aumentos ainda menores na densidade final. sem alterar a estrutura do solo. (iii) ou seria devido ao aumento da capacidade da população (no caso de animais) de predar populações de presas. DEPENDÊNCIA (ou DEPENDENTE) DA DENSIDADE Relação entre fatores. resultando na expressão gênica de caractéres deletérios. denomina-se este processo de subcompensação da dependência da densidade. (ii) poderá estar relacionada ao aumento da diversidade e conseqüente diminuição da incidência de mutações deletérias. um incêndio ou enchente. que cruzam entre si. ou seja.

Congo. As fotos que seguem. São muitas as causas da desertificação. sendo então um estímulo que serve para iniciar uma atividade instintiva. “releaser”. podendo ocorrer como conseqüência climática. do governo federal. combinada com outros agentes. significando literalmente. mostram efeitos da desertificação na Mongólia central: 74 . O MMA − Ministério do Meio Ambiente. São José dos Cordeiros. o econômico e o social. O fogo no cerrado e a seca na região nordeste do Brasil. por suas repercussões negativas. no Chile. Regiões onde ocorrem precipitações abaixo dessa magnitude e muito irregulares (ano ou anos sem chuva) determinando escassez crítica de água ao meio biótico. Alguns acidentes. do que evolutivas. sem comprometer a disponibilidade de recursos que as gerações futuras necessitarão”. dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal. respeitando e procurando manter as características da Natureza. queimas repetidas etc. Nesta microrregião a precipitação pluvial em 1993 foi inferior a 50 mm (no Saara chove 200 mm/ano e no deserto de Atacama. sendo registrado no processo evolutivo. podem ser definidos como desastres. Sumé. esperando-se com isso. em terra onde a produtividade agroecológica é insignificante. Alguns autores fazem distinções entre três tipos de desenvolvimento sustentável: o ecológico. (Ver “IMPRINTING”) DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO (Ver DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL) DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL = DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO = ECODESENVOLVIMENTO Pode ser definido como: “melhoria da qualidade de vida humana. (Ver MANEJO SUSTENTADO) DESERTIFICAÇÃO Processo de origem climática e/ou antrópica. O bioma de deserto ocorre em extremos de temperatura. são ditas regiões áridas. principalmente o ocidental. (Ver CATÁSTROFE) DESENCADEADOR (ou LIBERADOR) Em inglês. erosão. Camalaú. tais como superpastejo ou superexplotação. (Ver SAHEL) DESERTO Termo aplicado à região onde a precipitação pluvial é geralmente inferior a 250 mm/ano. onde estão os municípios de Taperoá (ao norte). afetando a vida de populações de maneira a exercer pressão seletiva.org. criou uma Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável − CPDS. que converte um determinado local sob cobertura vegetal natural ou sob cultivo. Serra Branca. além disso. É bem possível que esta seja uma “ordem crescente de dependência”.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS DERIVA GENÉTICA (ou DESVIO GENÉTICO) Mudança na freqüência do alelo. com distribuição irregular (às vezes a chuva cai num período muito curto do ano) são denominadas de semi-áridas. Ou: “desenvolvimento sócio-econômico. baseado em princípios ecológicos. na Mongólia. Ouro Velho. no norte da África e o de baixa temperatura no deserto de Gobi. na fecundidade e mortalidade de uma população. a atividade humana mais comum é a olaria (caieiras e cerâmicas). Poderia ainda ser: “desenvolvimento visando às necessidades do presente. para exploração dos seus recursos. como o de alta temperatura no deserto do Saara.greenpeace. e aquelas onde a precipitação é em torno desse nível. São João do Tigre e São Sebastião do Umbuzeiro (ao sul) seja hoje uma microrregião em processo de desertificação. são classificados como desastres. devido mais às variações aleatórias. que sejam evitados o desperdício e a degradação ambiental”. sendo menor do que a evaporação potencial. dos arquivos do “Greenpeace International”. Prata. É bem possível que os carirís paraibanos. chove 75 mm/ano). não proporcionando condições para o estabelecimento de uma biota significantemente densa. Monteiro. site www. dentro da capacidade de suporte dos ecossistemas”. e VARIABILIDADE GENÉTICA) DESASTRE Evento ou distúrbio que ocorre freqüentemente num ecossistema. como alguns aqui referenciados. como os de Bhopal e Chernobyl. sendo portanto. (Ver ESPÉCIE EM VIA DE EXTINÇÃO. desencadeador ou liberador.

DESPEJO INDUSTRIAL (Ver EFLUENTE) DESVIO GENÉTICO (Ver DERIVA GENÉTICA) DETERMINISMO Baseia-se na teoria de que o resultado de qualquer processo é estritamente predeterminado por causas antecedentes definidas e leis naturais. por corte e abate das plantas. em que bactérias desnitrificantes (Pseudomonas desnitrificans. o Japão. filhote morto. mostram: a da esquerda.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS a primeira foto. e a da direita. As fotos seguintes. 75 . também do Greenpeace. DESNITRIFICAÇÃO Processo de degradação do nitrato. que ocorre no solo e em ecossistemas aquáticos. de uma ou mais espécies similares ecologica ou reprodutivamente. atingindo por vezes. e APÊNDICE VI – OS MAIORES DESERTOS DO MUNDO) DESERTO SUBTROPICAL (Ver ZONA(S) CLIMÁTICA(S) (de WALTER. de origem antrópica. originando-se da presença. no mesmo ambiente. utilização de madeira etc). de remoção de uma cobertura vegetal natural (geralmente uma mata ou floresta). implicando assim na idéia de que pode ser previsível. em desespero de fome por falta de pastagem. é um exemplo) formam principalmente óxido nitroso (N2O) e nitrogênio molecular (N2). geralmente em condições anaeróbias. agricultura. tempestade de areia muito freqüente na Mongólia. mostra local onde antes existia água e a da direita. HEINRICH)) DESFLORESTAMENTO (Ver DESMATAMENTO) DESIDROGENASE (Ver ENZIMAS DO SOLO) DESLOCAMENTO DE CARACTÉRES Processo pelo qual um caráter morfológico de uma espécie muda com a seleção natural. a da esquerda. de camela que não produzia leite (por falta de pastagem). para diversas finalidades (expansão urbana. (Ver DESERTIFICAÇÃO. cabra montanhesa protegida com roupa para evitar que companheiras devorem seus pêlos. DESMATAMENTO Processo.

ou seja. dá uma idéia global do clima. [nº de anos dos dados coletados. DIAGRAMA CLIMÁTICO Representação gráfica do clima de uma região.: 1) No alto da figura vêem-se a partir da esquerda: cidade (altitude. média das máximas (30. O diagrama climático. proposto pelo biogeógrafo e ecólogo alemão Heinrich Walter. a partir de cima: temperatura máxima registrada no período dos 27 anos de coleta dos dados (38. temperatura média anual (19.6mm). por”.3oC). 27]. (Ver CARNICEIRO. seguem-se os valores de temperatura (entre 10 e 30oC) e embaixo a média das mínimas (7.8oC) e precipitação pluvial média anual (1. 38. dá-se o nome de climatograma.4 30. o diageotropismo resulta num crescimento paralelo à superfície do solo. na abscissa: os meses do ano. “dia-” Prefixo de origem grega significando “através.301. A figura que segue é um diagrama climático representativo do clima de Pirassununga (SP). numa região de cerrado (GRISI. desintegrando a matéria orgânica a partículas que se tornam mais suscetíveis à decomposição. coletados num longo período de tempo e representados nos doze meses do ano. de 584m). na ordenada os valores de precipitação (entre 20 e 300 mm).GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS DETERMINÍSTICO (Ver ESPÉCIE EM VIA DE EXTINÇÃO) DETRITÍVORO Organismo que se alimenta de detritos orgânicos. Exemplos de detritívoros: centopéias. 76 . feita a partir dos dados (médias) de temperatura e precipitação.6mm 300 100 80 30 60 20 40 10 20 Precipitação (mm) Temperatura (oC) 200 7. DIAGEOTROPISMO DIAGEOTROPISMO = GEODIATROPISMO Orientação em ângulo reto à direção da gravidade. Alguns verbetes com este prefixo são apresentados a seguir. durante. 1978).8oC Pirassununga (584m) [27] 1. como o diagrama climático refere-se a uma região no hemisfério sul. No que se refere à planta ou animal aderido a uma superfície.3 J A S O N D J F M A M J MESES DO ANO Obs. exercendo importante papel ecológico no ciclo da matéria. e DECOMPOSITOR) DETRITO ORGÂNICO Partícula de matéria orgânica originária do processo de desintegração de organismos mortos ou de suas partes. 4) Embaixo. 2) À esquerda na ordenada. os meses mais quentes (e mais chuvosos) são colocados no meio do gráfico.0 -3. 3) À direita.0oC).0 19. alguns helmintos e coleópteros (nos ecossistemas terrestres) e moluscos e alguns crustáceos (nos ecossistemas aquáticos).301.0oC) e finalmente a mínima registrada no período dos 27 anos (-3.4oC). Quando se representam os dados de precipitação e temperatura de um período de um (1) ano.

Algumas dioxinas são usadas no processo de branqueamento do papel.001 mg/kg de peso corpóreo). daí a representação. Diz-se da espécie que tem espécime (ou indivíduo) com flor masculina e espécime com flor feminina.). combinando cloro e hidrocarbonetos. A dioxina TCDD (Tetraclorodibenzodioxina) é uma das substâncias mais tóxicas (teratogênica) já fabricada pelo homem (LD50 ou DL50 de 0. em que há uma parada no seu desenvolvimento. por exemplo. e TRIÓICA) DIÓXIDO DE CARBONO (ou CO2) (Ver CAPTURA E ARMAZENAMENTODE DIÓXIDO DE CARBONO.4..P.A. como pupa e somente dá continuidade ao desenvolvimento na próxima safra desse fruto. fraldas descartáveis. No caso do ser humano. (Ver DORMÊNCIA) DIÁSPORA (Ver PROPÁGULO) DIAZINON (Ver ORGANOFOSFORADO) DICLOROETANO (Ver DCE) DIELDRIN (Ver ORGANOCLORADO) DIFERENCIAÇÃO DE NICHO (Ver COMPLEMENTARIDADE DE NICHO) DIFERENTE e DIVERSO Diferente: organismo que difere de outro por ter uma ou mais características dissimilares.4-D e 2. devendo por isso seu uso ser banido da fabricação de filtros (ou coadores). em que se considera uma comunidade como um mosaico de manchas (ou sítios) nas quais ocorrem interações bióticas e distúrbios abióticos. embalagens cartonadas de alimentos. (Ver MONÓICA. que no período de julho a setembro a curva de precipitação ficou abaixo da curva de temperatura. absorventes higiênicos e outros produtos. DIÂMETRO À ALTURA DO PEITO (Ver D. permanece então em diapausa.5-T). 2. da respectiva área. utilizado como desfolhante pelos americanos no Vietnã. alimento . é uma mistura meio-a-meio desses dois herbicidas. por exemplo. como a que ocorre na hibernação. É um subproduto gerado. da fabricação de preservativo de madeira (“PCP − Pentachlorophenol”) e de herbicidas (o silvex. e EFEITO ESTUFA) DIOXINAS Grupo de mais de 100 compostos de hidrocarbonetos clorados. comum em vários insetos (holometabólicos). a respectiva área é representada em negrito. DIAHELIOTROPISMO Resposta de uma planta inteira ou de uma de suas partes. DIMÍTICOS (Ver HOLOMÍTICOS) DINÂMICA DE MANCHAS Do inglês “patch dynamics”. Há insetos que põem ovos em um fruto e a larva desenvolve-se à medida que o fruto cresce. tornando certo indivíduo (ou certa ocorrência) distinto de outro (ou outra).GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS 5) Observar no gráfico. pessoas têm interesses e habilidades diversas. Fenômeno. 77 . formados sob ação de alta temperatura.. orientadas em ângulo reto à direção da luz solar incidente.) DIAPAUSA Uma pausa ou interrupção em decorrência de período estacional. O agente laranja. com posterior retomada do processo. temperatura. No período em que a precipitação for superior a 100 mm (de outubro a março). DINÂMICA DE POPULAÇÃO (ou DE POPULAÇÕES) (Ver ECOLOGIA DE POPULAÇÕES) DINAMICAMENTE FRÁGIL (Ver ESTABILIDADE) DINAMICAMENTE ROBUSTA (Ver ESTABILIDADE) DIÓICA(O) Originalmente chamava-se “espécie dioécia”. Diverso: é aquele organismo que apresenta uma faixa ou variação de diferenças. por pontilhado. causada por mudança num fator ecológico (luminosidade.

segundo alguns autores. edáfico ou topográfico. CLÍMAX TOPOGRÁFICO. duas vezes”. (Ver “haplo-”) DIREITO AMBIENTAL Parte do direito que. é apropriado quando se refere ao clímax de fogo ou ao zoótico. É mais abrangente do que o direito ecológico. Registra-se esta distribuição em planta. distinguindo os indivíduos por faixa de idade. DISTRIBUIÇÃO DISJUNTA Distribuição geográfica de uma espécie ou outro taxon. Alguns autores usam o termo distribuição policêntrica referindo-se à população. A distribuição etária é um dado importante nos estudos de dinâmica de populações. CLÍMAX ZOÓTICO. isoladas. larvas etc) para dentro ou para fora da população ou da área ocupada pela população. visando à sistematização de comportamento humano relacionado aos ecossistemas. Nos animais o deslocamento dá-se comumente em massas e com o propósito de procriar. característica peculiar de solo. DISPERSÃO CLONAL (Ver DISPERSÃO) DISPERSÃO DA POPULAÇÃO Movimento de indivíduos ou de seus propágulos (sementes.). DISTRIBUIÇÃO ETÁRIA Forma de representação de uma população. Há também a hipótese de que a distribuição atual seja um relito de população que antes se distribuía de maneira mais ampla. baseados em princípios apropriados. referindo-se este mais especificamente ao conjunto de técnicas. esporos.: temperatura. significa o movimento ou crescimento à parte. observações ou indivíduos estão mais agregados ou aglomerados do que numa distribuição aleatória.. ou seja. enquanto uma 78 . cujos componentes estão amplamente separados. indicando o que poderá ser esperado no futuro. jovens. São mencionadas três formas de dispersão: a) Migração: deslocamento periódico e com retorno. b) Emigração: deslocamento para uma outra região. espécie ou táxon que ocorre em diversas áreas geográficas amplamente separadas.. exemplo: uma população com grande número de jovens tende a crescer rápido. TAMANHO DE) DISTRIBUIÇÃO (Ver PADRÃO DE DISTRIBUIÇÃO) DISTRIBUIÇÃO BICÊNTRICA Ocorre quando determinada espécie habita regiões distintas. (Ver ÍNDICE DE DISPERSÃO) DISSIMILARIDADE (Ver ÍNDICE DE SIMILARIDADE) DISTÂNCIA DE DISPERSÃO (Ver VIZINHANÇA. como presença de calcário .GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS “diplo-” Prefixo de origem grega significando “duplo. No caso de dispersão clonal. considera as jurisprudências e outros instrumentos da ciência jurídica aplicados ao meio ambiente. indicando que a presença de um indivíduo ou valor aumenta a probabilidade de um outro ocorrer mais próximo. de uso geral. na diluição e redução da concentração de poluentes na água ou no ar. de um organismo modular. e COMUNIDADE CLÍMAX) DISPERSÃO Termo. mantida por contínuos distúrbios causados pelo homem ou pelos seus animais domésticos. c) Imigração: deslocamento definitivo proveniente de outra região. CLÍMAX DE FOGO. (Ver CLÍMAX CLIMÁTICO. cujos propágulos encontraram condições ambientais com especificidade às suas necessidades (ex. DISTRIBUIÇÃO CONTAGIOSA (ou POR CONTÁGIO) Padrão de distribuição no qual valores. indivíduos recém-nascidos (ou filhotes). DIREITO ECOLÓGICO (Ver DIREITO AMBIENTAL) DISCLÍMAX DISCLÍMAX = SUBCLÍMAX ANTROPOGÊNICO Comunidade estável que não é tida como clímax climático. CLÍMAX EDÁFICO. regras e instrumentos jurídicos. além do conjunto das normas da legislação ambiental. Este termo. adultos e velhos (por exemplo). que implica por exemplo. que se destaca de sua “fonte de origem”.

Em termos epidemiológicos.Lucas e G.A.L. as pressões de competição e interferências. A taxa reprodutiva de uma doença precisa ser maior do que 1 para que ocorra uma epidemia. de maneira que a distância entre eles é maior do que se a distribuição fosse ao acaso.D. o cerne da questão reside no “teorema do limiar” (“threshold theorem”. brusca ou não. DESASTRE. MECANISMOS DE TRANSFERÊNCIA DE (Ver TRANSFERÊNCIA DE DNA) DOADOR (Ver MODELO CONTROLADO-PELO-DOADOR) DOENÇA e ECOLOGIA DA DOENÇA Doença é um mal que acomete um organismo (planta ou animal. que pode ser um parasita (helminto. geralmente chamado de hospedeiro) e que é causado por um agente (denominado patógeno) microbiano (vírus. Em termos ecológicos refere-se a um evento pouco usual ou pouco freqüente que possa atingir um ecossistema.Fretwell. furacão etc. DISTRIBUIÇÃO LIVRE IDEAL (ou “IDEALIZADA”) Alguns autores (S. GAMA e BETA (Ver BIODIVERSIDADE) DIVERSIDADE BIOLÓGICA (Ver BIODIVERSIDADE) DIVERSIDADE GENÉTICA (Ver VARIABILIDADE GENÉTICA) DIVERSO (Ver DIFERENTE) DL (Ver DOSE LETAL) DNA. e ÍNDICE DE DIVERSIDADE DE ESPÉCIES) DIVERSIDADE ALFA. bactéria. se um consumidor forrageia (consome) de maneira otimística. eliminando alguns indivíduos e abrindo espaço para nova colonização pelas mesmas espécies ou não. (Ver CATÁSTROFE. como o fogo (ou incêndio). Os consumidores “idealizam” seu julgamento do que seja disponível (ou “proveitoso”. aleatório. Para alguns consumidores. DISTRÓFICO. de um processo. ação ou condição que seja tida como normal. dando-lhe aparência marrom escura ou preta. H. fungo. sendo esta taxa definida como um número médio de novas infecções geradas por indivíduo infectado. no entanto. Em epidemiologia sabe-se que tal teorema. embora transparente.0 a 5. são superiores às atrações de manchas (sítios) com mais recursos. tempestade violenta.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS população com grande número de indivíduos velhos estará em declínio e o meio termo indica um equilíbrio. por exemplo). EUTRÓFICO. no que diz respeito aos impactos da doença sobre as populações de tais hospedeiros. protozoário) ou por outro organismo. Ecologia da doença: designação que alguns autores dão à interação do comportamento e ecologia de hospedeiros com a biologia do patógeno ou patógenos. e HIPÓTESE DO DISTÚRBIO INTERMEDIÁRIO (DE CONNELL)) DIVERGÊNCIA DE CARACTÉRES (Ver SIMPATRIA) DIVERSIDADE (Ver BIODIVERSIDADE. em média. em inglês). Fala-se então em distúrbio ou perturbação estocástica. e OLIGOTRÓFICO) DISTÚRBIO DISTÚRBIO = PERTURBAÇÃO Interrupção. CLAREIRA (e DINÂMICA DE CLAREIRA).5. húmica. não tem validade para as 79 . em termos de recursos a serem por eles explorados) e daí são livres para se mobilizarem nas diversas subáreas. e FORRAGEADOR ÓTIMO) DISTRIBUIÇÃO POLICÊNTRICA (Ver DISTRIBUIÇÃO BICÊNTRICA) DISTRIBUIÇÃO POR IGUAL (ou EQÜITATIVA) Considera-se uma distribuição (por igual ou eqüitativa) dos indivíduos de uma população. com pH 4. em termos comportamentais. ou seja. o processo de redistribuição continuará. (Ver AUTOTRÓFICO. LAGO Lago rico em matéria orgânica. que é um evento fortuito. (Ver EFICIÊNCIA DE PROCURA. se a densidade de hospedeiros suscetíveis estiver abaixo de um valor crítico. dissolvida. até que a disponibilidade de recursos de todas as subáreas ou manchas (diversos sítios) do local explorado se tornem iguais. terremoto. a transmissão de uma doença não ocorrerá o rápido bastante para causar aumento no número de indivíduos infectados.Parker) propuseram que. daí evitam agregações.

(Ver “-cola”) 80 . DOSSEL Refere-se à folhagem das árvores. (Ver DIAPAUSA. Embora o termo seja de uso comum entre os fitoecólogos. Entre as arquebactérias estão aquelas. Alguns autores consideram dois tipos de dormência: previsível (refere-se à diapausa de alguns animais) e conseqüencial (que ocorre em resposta às condições adversas). que juntamente com as “archaea” são os representantes dos procariotos e as “eukarya” que se constituem nos eucariotos. como o que ocorre nas sementes das plantas. É raro encontrar-se a sigla DL. alguns autores afirmam que animais (usualmente predadores) também podem exercer dominância em comunidades. e TAXON) DORMÊNCIA DORMÊNCIA = LATÊNCIA Parada temporária do desenvolvimento / crescimento. numa comunidade. e entre as eucárias. sendo geralmente expressa em mg/kg de peso corpóreo (peso fresco). Os microrganismos estão organizados taxionomicamente em três domínios: “bacteria”. alguns autores chamam de dominante alfa. e PRAGA) DOMIN (Ver ESCALA DE DOMIN) DOMINÂNCIA (Ver ÍNDICE DE DOMINÂNCIA) DOMINÂNCIA DE BICADA (Ver BICADA. afetando o ambiente mais do que as demais espécies. DOMINANTE ECOLÓGICO Espécie vegetal que.. que vivem em ambientes extremos (de temperatura. e HIBERNAÇÃO) DOSE EFETIVA (ou ED50) É a dose efetiva necessária para produzir uma determinada resposta em metade da população de organismos testes. É raro encontrar-se a sigla DE. daí a denominação de espécie-chave. ORDEM DE (OU DOMINÂNCIA DE)) DOMINÂNCIA ECOLÓGICA (Ver DOMINANTE ECOLÓGICO) DOMINÂNCIA RELATIVA Em ecologia vegetal é uma medida da importância relativa de uma espécie num habitat. Entre as bactérias estão as cianobactérias. as púrpuras.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS doenças sexualmente transmissíveis. A dose letal mínima é a suficiente para matar 100% da população teste. cuja disseminação é muito menos dependente da densidade de hospedeiros. DOMINANTE ALFA O indivíduo da mais alta categoria (ou do mais alto “rank”) numa hierarquia de dominância. situam-se tanto microrganismos como os vegetais e animais. ou seja.). à “esfera de ação dos oligoquetas” (minhocas) no solo. (Ver AGUDO. as não-sulfurosas verdes etc. A dose letal LD50 (do inglês “lethal dose”) é aquela capaz de matar 50% dos animais submetidos ao teste com a substância em questão. (Ver ÍNDICE DE DOMINÂNCIA) DOMÍNIOS DOS MICRORGANISMOS Em termos taxionômicos (ou taxonômicos) o domínio é o nível mais elevado da classificação biológica. A sigla provém do inglês “effective dose”.. (Ver SINÚSIA) DQO − DEMANDA QUÍMICA DE OXIGÊNIO (Ver DBO) DRENO (ou CAPTOR) (Ver FONTE E DRENO (ou CAPTOR)) DRILOSFERA Diz respeito em particular. calculada como área basal expressa como porcentagem da área basal total (de todas as espécies). consideradas mais primitivas. de sal . exerce forte influência sobre o fluxo de energia. ao estrato mais elevado num ecossistema de floresta. DOSE LETAL (ou LD50) Dose de uma determinada substância (radioativa ou não) capaz de causar morte. (Ver COMPOSTAGEM) DULCIAQUÍCOLA Que vive na água doce. observe-se que os microrganismos estão presentes nos três domínios. (Ver ÁRVORE FILOGENÉTICA UNIVERSAL. Portanto.

. podendo recombinar-se com sulfatos e cloretos. maria-leite. Remirea maritima. a partir dos teores de Ca e Mg da água. (Ver “GYTTJA”) 81 . entre outras. Iresine portulacoides (uma Amarantaceae). Chrisobalanus icaco (formando arbustos. A matéria orgânica é. formado por plantas herbáceas. algumas formando estolões e que limita o ponto atingido pela preamar. As características de um solo de duna. Plantas típicas: pinheirinho-do-mar. guajirú. na maioria das vezes. Euphorbia sp.U. adstringente). de acordo com o sistema dos E. “DY” Sedimento orgânico. Paspalum maritimum (uma Gramineae).GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS DUNA (ou VEGETAÇÃO DE DUNA) Ecossistema típico de praia. com fruto comestível. originada de plantas terrestres. comparadas com as de um solo de mangue podem ser vistas no quadro no verbete MANGUE.A. o grau 1 de dureza é dado por 1 mg de CaCO3/litro de água. No Brasil. pé-de-cabra. DUREZA DA ÁGUA Dá-se este nome à formação de carbonatos ou bicarbonatos. Ipomea pes-caprae. de origem alóctone. halófitas. psamófitas. ocorrendo geralmente em ambientes aquáticos distróficos.

GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS 82 .

ECODESENVOLVIMENTO (Ver DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL) ECOENERGÉTICA (Ver ECOLOGIA ENERGÉTICA) ECOFEMINISMO Termo introduzido pela francesa Françoise d’Eaubonne em 1974. ECOLOGIA ECOLOGIA = BIOLOGIA AMBIENTAL = BIONOMIA Estudo da relação de um organismo ou de grupos de organismos.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS E ECDISE Eliminação (ou muda) do exoesqueleto em certos animais como artrópodos (insetos. O termo ecologia (do grego “oikos” = casa e “logos” = estudo) foi proposto pelo zoólogo alemão Ernst Haeckel. (Ver ECOLOGISMO) ECOFENÓTIPO (Ver ECOTIPO) ECOFISIOLOGIA (VEGETAL e ANIMAL) Estudo dos processos fisiológicos de um organismo em relação às condições ambientais do habitat em que ele vive. como a parte mais importante do Universo.: autoécio (parasita que passa todo seu ciclo de vida dentro do mesmo hospedeiro individual). estando o ser humano (e as espécies de seu interesse direto ou indireto) nela inserido como um dos seus componentes. morcegos). É uma subdivisão da ecologia. Ex. buscando o fim de todas as formas de opressão e de dominações. emitindo sons de alta freqüência. ECESE Processo de adaptação de um organismo a seu novo lugar (novo habitat) e que se segue à migração. crustáceos . opõe-se a heteroécio (parasita que ocupa dois ou mais diferentes hospedeiros nos diferentes estádios de seu ciclo vital).) e répteis.. “-écio” Usado geralmente como um sufixo. (Ver ANTROPOCÊNTRICO) ECOCIDA Qualquer substância tóxica que penetra e mata um sistema biológico inteiro. preconizando a síntese do ambientalismo e feminismo. O ecólogo é o cientista que estuda tais relações dos seres vivos. gênero ou classe social. deriva do grego “oikos”(= casa). A ecologia pode ser sucintamente definida como o estudo da estrutura e função da Natureza. 83 . baleias. seja por raça.. ECOCÊNTRICO Interpretando a biota como um todo. em 1869 e não deve ser confundido com ecologismo. com o ambiente em que vivem. ECOLOCAÇÃO Percepção de objetos (ou obstáculos) e comunicação de certos animais (golfinhos. (Ver BIOCIDA) ECOCLINO Adaptação genética gradativa que corresponde a um certo gradiente ambiental. ou estudo das relações que os organismos mantêm entre si. referindo-se a habitat. orientando-os no ambiente em que vivem.

penso ser importante repetir a afirmação do geneticista e evolucionista T. no que diz respeito às causas e conseqüências de sua heterogeneidade espacial. O chamado “conhecimento etnoecológico” pode ser entendido como um conhecimento espontâneo. ECOLOGIA DE PAISAGENS (ou DE PAISAGEM) Estudo dos ecossistemas. compreendido e transmitido através de interações sociais e que objetivam a resolução de situações da rotina diária. agricultura. que determinarão a estrutura das metapopulações. utiliza conhecimentos das ciências básicas: físicas.. dos murunduns formados num campo de cerrado às manchas do bioma savana formadas em diversas regiões do globo.H. assim como dos padrões de seus movimentos. além de envolver profissionais de inúmeras áreas relacionadas à produção (mineração. pesca . Como ciência propriamente dita. ECOLOGIA ENERGÉTICA ECOLOGIA ENERGÉTICA = ECOENERGÉTICA = ECOLOGIA TRÓFICA Parte da ecologia que estuda o fluxo energético. equipamento. Atualmente. os fatores dependentes e os independentes da densidade de população. em particular quando os materiais 84 . em 1942. (Ver ECOLOGISMO) ECOLOGIA AGRÁRIA (Ver AGROECOLOGIA) ECOLOGIA ANIMAL ECOLOGIA ANIMAL = ZOOECOLOGIA Estudo da relação dos animais com o ambiente em que vivem e da relação que os mesmos mantêm entre si. da dinâmica das paisagens como um todo.). referenciado culturalmente por quaisquer membros da sociedade humana.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS As duas grandes divisões da ecologia são a ecologia vegetal e a animal. direito e administração. a absorção da radiação solar pelos produtores primários. técnicas de manipulação de tais materiais e resíduos após seu beneficiamento. exceto à luz da ecologia. raças ou etnias etc) com o ambiente em que vivem. R. químicas e biológicas. ECOLOGIA DE POPULAÇÃO (ou DE POPULAÇÕES) Parte da ecologia que estuda as variações. o máximo possível.Dobzhansky: nada na biologia faz sentido. infraestrutura. que se constituem num conjunto heterogêneo de paisagens. Demanda ainda conhecimentos de diversas outras áreas. ECOLOGIA HUMANA ECOLOGIA HUMANA = ETNOECOLOGIA Estudo da relação do ser humano (considerando-se geralmente seus agrupamentos. que estuda as relações da sociedade humana com o seu ambiente natural. Estudando o aspecto trofo-dinâmico da ecologia. consideram como fatores essenciais que regulam o tamanho das populações. O estudo das transformações da energia nos organismos é denominado de bioenergética.L. ou seja.Lindemann estabeleceu os fundamentos da ecologia energética. ciências sociais. Além da própria ecologia. a ecologia de populações e a dinâmica de todas as espécies são resultantes complexos da estrutura genética. sua transformação em energia química e a sua passagem através dos vários níveis tróficos do ecossistema. De acordo com a “McGraw-Hill Concise Encyclopedia of Science and Technology (2004)” os cinco conceitos-chave da ecologia industrial são (em resumo): (i) Delineamento de produtos. Na ecologia industrial há incorporação de pesquisas realizadas sobre materiais retirados da Natureza. das influências dos fatores dependentes e independentes da densidade populacional. do tamanho e densidade das populações e os fatores que causam tais variações. história de vida dos indivíduos. Entre outras subdivisões da ecologia destaca-se a ecologia humana (ou etnoecologia). serviços e sistemas de tecnologia que possam ser facilmente adaptados a inovações ambientalmente favoráveis com o mínimo de desperdício. (1990): nada na evolução faz sentido. como alguns autores preferem chamar a ecologia de populações. exceto à luz da evolução e que foi reproduzido e complementado por BEGON et al. da distribuição espacial dos indivíduos. engenharia florestal. (Ver “etno-”) ECOLOGIA INDUSTRIAL Estudo multidisciplinar dos sistemas industrial e econômico e suas ligações com os sistemas naturais. flutuações da capacidade de suporte dos ambientes. aplicando métodos de estudo e princípios ecológicos. no tempo e espaço. (iii) Uso de alternativas menos tóxicas. um ramo da biologia muito próximo da bioquímica. A paisagem pode ser estudada em qualquer escala. os ecólogos que lidam com a dinâmica de populações.. processos. como geologia. Trata das interações entre as manchas de paisagens e seus comportamentos e funcionamentos. No seu conjunto. ou seja. (ii) Minimização de desperdícios de materiais e de consumo de energia em todas as atividades. suprimentos de energia. economia.

equipamento e sistemas de tecnologia para preservar a utilidade implícita de materiais e energia no processo inicial de manufaturamento. Há aqui preferência pelos processos que estendam a vida do produto e dêem suporte à reciclagem de componentes. Termo menos usado. indivíduo que exibe adaptações não-genéticas num determinado habitat. ou simplesmente. infraestrutura. significando sumariamente. tornando-se distintos dos demais indivíduos da espécie que geralmente distribui-se em ampla faixa geográfica. O movimento ecologista identifica-se com o naturalismo contemporâneo. (Ver ECOFEMINISMO) ECOLOGISTA (Ver ECOLOGISMO) ECÓLOGO (Ver ECOLOGIA) ECOPROTERANDRIA Maturação de flores com estames (flores masculinas) antes de flores com pistilos (flores femininas). (v) Delineamento de produtos físicos em todas as escalas não apenas para realizar sua função intencionada mas também para ser usado para criar outros produtos úteis no final de sua vida corrente. em 1979. que estuda os microrganismos no seu ambiente e os processos bioquímicos por eles desenvolvidos sob a ação dos fatores ambientais abióticos e bióticos. ECOLOGIA TRÓFICA (Ver ECOLOGIA ENERGÉTICA) ECOLOGIA VEGETAL ECOLOGIA VEGETAL = FITOECOLOGIA Estudo das relações das plantas com o ambiente em que vivem e das relações que as mesmas mantêm entre si. o ecologista ou ambientalista. (iv) Delineamento de produtos.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS residuais sejam dispersos no ambiente (um pequeno exemplo: a adição de chumbo à gasolina). onde existe claramente um fluxo de energia que conduz a uma estrutura trófica. por exemplo. a coletividade com o indivíduo e o homem com o seu corpo. ECOQUÍMICA Parte da ecologia que estuda as interações entre organismos feitas pela produção de substâncias químicas. com significado semelhante. são estudadas na ecoquímica. (Ver AGROINDÚSTRIA) ECOLOGIA MICROBIANA ECOLOGIA MICROBIANA = MICROBIOLOGIA AMBIENTAL Parte da ecologia e também da biologia. A alelopatia e a antibiose. É uma doutrina que enfatiza características comportamentais humanas. ou seja. mais do que os materiais em si. procurando harmonizar a sociedade com a Natureza. é ecofenótipo. trabalhadorconsumidor. ECOSSISTEMA AGRÍCOLA (Ver AGROSSISTEMA) ECOTIPO ECOTIPO = RAÇA ECOLÓGICA População de indivíduos que desenvolveram características de adaptação às condições de um certo local. distingue-se claramente do ecólogo. ECOLOGISMO ECOLOGISMO = AMBIENTALISMO = MOVIMENTO ECOLOGISTA Termo introduzido por Dominique Simonnet. uma diversidade biológica e uma ciclagem de matéria. um movimento ideológico aparelhado com dupla visão. com uma interdependência entre os seus componentes. ECOSFERA (Ver BIOSFERA) ECOSSISTEMA ECOSSISTEMA = BIOGEOCENOSE = GEOBIOCENOSE É um sistema ecológico natural constituído por seres vivos (componente biótico) em interação com o ambiente (componente abiótico). O adepto do ecologismo. composta de um elemento político autônomo e de um movimento social que conduz a sociedade a valorizar seus desejos culturais e a Natureza e não somente a propriedade e os meios de produção do “Homo economicus” moderno. cientista que estuda ecologia. ECOPROTEROGINIA Maturação de flores com pistilos (flores femininas) antes de flores com estames (flores masculinas). 85 .

Outra definição: “o ecoturismo é um segmento da atividade turística que utiliza. promovendo o bem-estar das populações envolvidas”. O turista procura esse lugar tanto para lazer como para conhecer suas características ecológicas. recobrindo as raízes com seu manto de micélio aveludado esbranquiçado. é um exemplo de ação inibitória sobre outros organismos. (Ver ENDOMICORRIZA) ECTORRIZOSFERA (Ver RIZOSFERA) ECTOTERMIA ECTOTERMIA = PECILOTERMIA Uso do calor ambiental por certos animais. A transição no ecotono pode ser abrupta ou gradual e nela muitas vezes ocorrem certas espécies que são típicas de zona de transição. na estrutura e função dos ecossistemas. O termo “área de tensão ecológica” vem sendo adotado pelo IBGE e pelo IBAMA. Corresponde à antiga denominação de animais de “sangue frio”. Os especialistas preferem hoje chamar FUNGO ECTOMICORRÍZICO e não simplesmente ectomicorriza. atuam como estimuladores.4%. tiamina e biotina. assim como de poluentes e outros agentes estressantes. ECTOMICORRIZA ECTOMICORRIZA = FUNGO ECTOMICORRÍZICO Tipo de fungo micorrízico cujas hifas penetram na parte mais externa do córtex da raiz de certas plantas (como o pinheiro. que provêm de outros ecossistemas (ver figura no termo EFEITO DE BORDA). incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente. superior aos animais endotermos (aves e mamíferos). ECTENDOMICORRIZA (ou ECTOENDOMICORRIZA) (Ver ECTOMICORRIZA) ECTOCRINO ECTOCRINO = EXOCRINO = HORMÔNIO AMBIENTAL Substância (hormônio. ocupando os espaços intercelulares. respeitando-se o princípio do desenvolvimento sustentável. Calcula-se que os animais ectotérmicos (répteis e anfíbios) têm uma eficiência de produção (relação caloria ingerida : caloria usada para crescimento e reprodução) de 43. Às vezes é possível visualizar a ectomicorriza. de forma sustentável. formando a rede de Hartig). produzida por um fungo. as mais diversas. que é de 1. o patrimônio natural e cultural. As vitaminas. ou seja. da família Pinaceae). para regular a temperatura do corpo. antibiótico etc) produzida por um organismo e que poderá exercer ação no ambiente (externo) sobre outros organismos. A penicilina. proveniente principalmente da radiação solar.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS ECOTONO (ou ECÓTONO) ECOTONO = ÁREA DE TENSÃO ECOLÓGICA Zona de transição entre duas ou mais diferentes comunidades em que há presença de organismos dessas comunidades que se limitam. (Ver EFEITO DE BORDA) ECOTOPO (ou ECÓTOPO) ECOTOPO (ou ECÓTOPO) = BIOTOPO (ou BIÓTOPO) (Ver HABITAT) ECOTOXICOLOGIA Estudo dos efeitos de substâncias tóxicas.6%. 86 . Nesta definição estão implícitas modificações do ambiente visando sua preparação ou adequação ao turismo. ECOTURISMO ECOTURISMO = TURISMO ECOLÓGICO Denominação dada a um tipo de turismo em que se prioriza a beleza natural e a boa qualidade ambiental como maiores atrações para aqueles que visitam determinado local.

no caso da ação de antibiótico. É um processo de aprendizagem relacionado à interação do ser humano com o ambiente natural. nutrientes etc. à medida que desenvolvem uma certa velocidade (segundo COLINVAUX. mas não há morte de células. particularmente as plantas. incluindo.) 50 40 Mamífero 30 20 Réptil 10 1 2 Velocidade (km/h) 3 4 5 (Ver ENDOTERMIA) ED50 (Ver DOSE EFETIVA) EDÁFICO Relativo a solo. três tipos de efeitos podem ocorrer: 1) Efeito bacteriostático: o crescimento é inibido. suas características nutricionais e conseqüente influência sobre os seres vivos. As figuras que seguem ilustram os três efeitos. objetivando uma melhor qualidade de vida. 3) Efeito bacteriolítico: há morte de células por lise. EDAFOTOPO O conjunto das condições físicas e químicas do solo de um determinado habitat ou ecotopo. temperatura. A seta indica o tempo ou ponto em que o agente foi adicionado à cultura: 1 Log no de células 2 Tempo 87 3 . (Ver AMBIENTALISMO DA EMANCIPAÇÃO) EFEITO AGUDO (Ver AGUDO) EFEITOS ANTIMICROBIANOS Quando um agente antimicrobiano (agente químico) é adicionado a uma cultura de bactérias em crescimento exponencial. EDUCAÇÃO AMBIENTAL Adoção de procedimentos e atitudes fundamentadas no conhecimento de conceitos e fatos da Natureza. em harmonia com os componentes do meio ambiente. 2) Efeito bactericida: o agente mata a célula. como por exemplo. 1986). pH. mas não ocorre sua lise ou ruptura.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS O gráfico que segue é uma representação do consumo de O2 de mamífero e de réptil (ambos pesando igualmente 1 kg). por exemplo: umidade. oxigênio . 60 O2 (mL/min.

formando o que hoje constitui o estado da Lousiana. muito comuns na região. Atualmente. tem depositado ao longo dos últimos 7. particularmente na cidade de Nova Orleans. em parte pantanosa (“wetland”).). vulneráveis às ações dos impactos de furacões. os mais de 3. significando que se se pudesse iniciar um sistema repetidamente e efetuar uma pequena mudança em alguma variável. respectivamente). que certamente muito ajudaria na redução da força dos impactos provenientes de furacões. o mais alto da escala) causou enorme devastação no estado da Louisiana (E. poderão ocorrer espécies animais e vegetais que não são encontradas nas comunidades que se limitam formando o ecotono. no sul dos Estados Unidos. além de diques. poderá levar tal previsão a desviar-se do futuro real. Defensores da preservação das áreas de pântanos e charcos (as “wetlands”. tendo se criado um parque nacional com 20% da área natural. que apresentam problemas para as populações humanas circunvizinhas (abalos sísmicos. sedimentos na sua bacia de drenagem. mesmo a distúrbios pequenos.200 km de muro de proteção que margeiam o rio e o lago Pontchartrain no norte da cidade. Em termos práticos isto significa que se alguém gerar um modelo perfeito de um sistema. 88 . como são denominadas em inglês) são favoráveis a um plano que restaure completamente tais áreas naturais. Este parque está sucumbindo ao projeto. ao longo de uns 80 km. que carreia entre 40 e 50% de toda a água que drena boa parte daquele país. contribuem para evitar que ele continue depositando sua alta carga de sedimento.A.U. tornando esta cidade e arredores. A situação “imprevista” provavelmente poderia ser evitada se avaliações corretas do impacto da modificação ambiental. retirou esta defesa natural. fossem feitas a priori. Há casos de entusiasmos por modificações ambientais drásticas. A previsão para “devolver” à Natureza o que foi suprimido de Everglades já foi estimada em 2 bilhões de dólares. formada por um rio de movimento lento das águas.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS (Ver ANTIBIOSE) EFEITO BORBOLETA (“BUTTERFLY EFFECT”) Sistemas caóticos podem ser extremamente sensíveis. Mas. Metade de sua área foi transformada com vistas ao desenvolvimento e projetos de irrigação (com 2. que “cria mais problemas do que soluções”. que lhe privou de água. causando vários problemas à flora e fauna local. A designação “efeito borboleta” é uma alusão à possibilidade de que o simples bater das asas de uma borboleta poderá iniciar uma “cascata de mudanças altamente imprevisíveis numa floresta inteira ou até mesmo em todo o planeta”.) é uma região. como todos parece almejar. vários trechos desses muros de proteção se romperam e diversas partes da cidade ficaram a 6 m de profundidade de água.U. inviabilizando a implantação de atividade humana prevista no projeto inicial. Assim sendo. Mas o “progresso”. esta pequena mudança cresceria a limites imprevisíveis no comportamento geral do sistema. este modelo poderá prever somente o futuro qualitativo do sistema e que ao menor erro de medida ou de aproximação. Mais recentemente (em 29 de agosto de 2005) o furacão Katrina (de categoria 5. servia de escudo para a cidade de Nova Orleans. visando conquistar espaços e supostos benefícios para a sociedade e que se transformaram em “pesadelo ambiental”.250 km de canais. ou seja. A rede em malhas de pântanos (“marshes”. (Ver EFEITO BORBOLETA) EFEITO CASCATA (Ver BIODIVERSIDADE) EFEITO DE BORDA Tendência para aumentar a variedade e a densidade de espécies animais e vegetais num ecotono. Everglades na Flórida (E. enchentes etc.A. vertedouros). São exemplos clássicos os represamentos dos rios Nilo e Zambesi (represas de Assuã e Zambesi. estações de bombeamento. O rio Mississippi (o mais longo rio dos Estados Unidos).000 anos. em inglês) que antigamente caracterizava as costas do estado de Louisiana. A figura que segue ilustra esta situação. proliferação da mosca Tsé-tsé). (Ver EFEITO BUMERANGUE) EFEITO BUMERANGUE EFEITO BUMERANGUE = BUMERANGUE ECOLÓGICO Conseqüência “imprevista” de uma modificação ambiental que anula o ganho esperado do projeto.

metano (CH4).5°C. considera como “gases do efeito estufa” os seis seguintes tipos: dióxido de carbono (CO2). de mudança climática” para efeitos de negociação. à semelhança de uma lâmina de vidro (como o teto de uma estufa ou casa de vegetação) deixam passar a radiação solar (ondas curtas de grande penetração). perfluorocarbonos (PFCs) e hexafluoreto de enxofre (SF6). que poderia inundar muitas cidades litorâneas. causada. Estes gases. B Espécie invasora Ecotono A exceção a esta regra de aumento da biodiversidade por conseqüência do efeito de borda foi observada na amazônia. (Ver ECOTONO) EFEITO DE DARLING (Ver FRASER-DARLING. segundo alguns pesquisadores. hidrofluorocarbonos (HFCs). EFEITO DE) EFEITO ESTUFA EFEITO ESTUFA = AQUECIMENTO GLOBAL Conseqüência de aumento de temperatura na biosfera. 1990). A Espécie da Comun. A “bolsa de Chicago. desmatamento. o que poderia acarretar alterações climáticas significantes. como por exemplo o derretimento das calotas polares e o conseqüente aumento do nível dos oceanos. mas impedem o retorno ao espaço da radiação infravermelha (ondas longas. de baixa penetração) refletida pela Terra. veículos automotores etc). óxido nitroso (N2O). segundo dados coletados em Mauna Loa (Havaí). Calcula-se que a duplicação da concentração de CO2 no ar aumentaria a temperatura média global entre 1.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS Comunidade B Comunidade A Espécie da Comun. Na figura seguinte está representado o aumento da concentração de CO2 na atmosfera.5 e 5. As oscilações são conseqüências das variações estacionais: Concentração de CO2 (ppm) 350 340 330 320 310 1958 62 66 70 74 Observação: em 2004 foram registrados 379 ppm de CO2. pelo contínuo acréscimo de CO2 e outros gases (ver parágrafo que segue) na atmosfera (pelas atividades industriais. 78 82 86 90 No quadro seguinte estão representados os principais gases que participam do efeito estufa (segundo MILLER. O reflexo disto poderia ser catastrófico. onde na borda da floresta em contato com pastagem não ocorre tal aumento. 89 .

Sempre que possível. (Ver EFETIVIDADE) EFICIÊNCIA DE ASSIMILAÇÃO (Ver ASSIMILAÇÃO) EFICIÊNCIA DE CONSUMO (Ver CONSUMO. geralmente de um microrganismo.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS PARTICIPAÇÃO E ORIGEM Contribuição (%) Fontes Permanência Eficiência Incremento anual (%) CO2 CFCs 57 25 Queima de Vazamento em ar combustível condicionado e fóssil (80%). Exemplo (dentro do mesmo nível trófico): diz-se que a eficiência ecológica de crescimento de um organismo é de 20%. a denominação dada por alguns autores é de coeficiente de eficiência ecológica. ESTRATÉGIAS . ela é inefetiva e portanto. EFICIÊNCIA FOTOSSINTÉTICA NA UTILIZAÇÃO DE ENERGIA (Ver COEFICIENTE DE EFICIÊNCIA FOTOSSINTÉTICA NA UTILIZAÇÃO DE ENERGIA) EFLORESCÊNCIAS DO SOLO (Ver PERFIL DO SOLO) 90 . que investe energia e tempo à procura de presa proveitosa (que lhe renda mais energia e lhe apeteça). poderá ser eficiente na formação de nódulo.)) EFICIÊNCIA ECOLÓGICA Razões de fluxo de energia que se estabelecem entre os vários pontos da cadeia alimentar. a eficiência ecológica deve ser expressa em energia. de crescer rapidamente.2 (Ver PROTOCOLO DE QUIOTO (ou KYOTO)) EFEITO GARGALO (DE GARRAFA) (Ver POPULAÇÃO EM GARGALO) EFÊMERO Organismo com um ciclo de vida curto. representando-se o numerador e o denominador na mesma unidade. O forrageador especialista tem tendência a ser uma espécie monofágica ou estenofágica. crescem para produzir novas sementes e depois morrem. geralmente de um microrganismo. queima de biomassa 11 anos 25 vezes mais do que o CO2 1 150 anos 230 vezes mais do que o CO2 0. entre dois níveis tróficos sucessivos. EFICIÊNCIA DE) EFICIÊNCIA DE PRODUÇÃO (BRUTA e LÍQUIDA) (Ver ASSIMILAÇÃO) EFICIÊNCIA DE PROCURA Alguns ecólogos utilizam esta expressão para definir comportamento de “forrageador especialista”. importante para o seu desenvolvimento. de metabolizar ou de manter-se ativo em determinado processo. EFETIVIDADE Capacidade.. num período de um (1) ano. do estômago dos ruminantes 6 Degradação de fertilizantes nitrogenados no solo. arrozais. a razão Pt : It (produção de biomassa num certo nível trófico : energia absorvida neste mesmo nível trófico. refrigeradores. dejetos animais. Também são estabelecidas razões de fluxo de energia entre diferentes níveis tróficos. desflorestamento evaporação na (20%) indústria de solventes. (Ver EFICIÊNCIA) EFICIÊNCIA Capacidade.. ou seja. produção de espumas plásticas e aerossóis propelentes 200 a 400 anos 22 a 111 anos --15 mil vezes mais do que o CO2 4 5 CH4 N2O 12 Decomposição em manguezais. Exemplo: uma bactéria fixadora de N2 atmosférico. incapaz de participar da fixação simbiótica. mas se desprovida da enzima nitrogenase ou da ferredoxina reduzida. ambos expressos em Kcal) é igual a essa porcentagem. usando os recursos do ambiente e multiplicando-se mais rápido do que os microrganismos vizinhos. (Ver FORRAGEAMENTO (TEORIA. É geralmente dado em porcentagem. Há plantas cujas sementes germinam. em simbiose com determinada planta.

83 X 1034 sej. Opõe-se ao termo “aluvião”.7 X 10-13 EM$. (Ver IMPACTO AMBIENTAL) ELASTICIDADE (Ver ESTABILIDADE) “EL NIÑO” (Ver CORRENTE “EL NIÑO) ELTON (Ver PIRÂMIDE ECOLÓGICA) ELUVIÃO Depósito. frente aos 3 bilhões de anos de criação da biodiversidade pela Natureza. (2006) Megadiversidade. estradas. que ele estimou ser de EM$ 6.8 X 1015 EM$ / espécie. não-queimadas (resultante da queimada feita para preparar o solo para plantio) e queimá-las novamente.5 X 1012 sej.A.. Num período de tempo de 3 bilhões de anos a energia acumulada na biodiversidade atual seria: 9. respectivamente 100 anos e 4. estes dois patrimônios da humanidade (o material e o cultural) teriam um tempo de reposição de. ODUM (1996) comparou este valor da biodiversidade atual. (Ver ALUVIÃO) ELUVIAÇÃO Em pedologia refere-se ao movimento de soluções ou colóides em suspensão para as camadas inferiores. O autor atribuiu um valor monetário macroeconômico que denominou de EM$. de material proveniente da desintegração da rocha matriz.9 X 1022 com o valor da infra-estrutura mundial criada pelo homem (pontes.44 X 1024 sej/ano X 3 X 109 anos = 2. estabelecendo sua equivalência com a energia solar de: EM$ 1 = 1. utilizando como unidade o “solar emjoule (sej)” (em inglês).C. o valor monetário energético por espécie seria: 6. quanto à parte regurgitada e que portanto não foi absorvida. O acúmulo de energia por espécie seria: 2. Logo.0 X 106 espécies = 1. quando as chuvas excedem a evaporação. sendo então um dos componentes do(s) rejeito(s). que estimou ser EM$ 1. Sousa Jr.3 X 1014 e comparou também com o valor da informação cultural e tecnológica gerada pela humanidade. no próprio local.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS EFLUENTE Descarga de dejetos domésticos ou de resíduo industrial ou de qualquer outra atividade urbana.000 anos.7 X 10-13 EM$/sej X 5. Em ecologia refere-se tanto à parte do alimento que foi consumida e que é expelida (ou evacuada) como matéria fecal. Segundo ODUM (1996) a energia impulsionadora da formação de novas espécies na Natureza é a energia solar. e REJEITO) EGOÍSMO (Ver ALTRUÍSMO e EGOÍSMO (ou MALEVOLÊNCIA)) EGOÍSMO DENTRO DA MANADA (Ver AGREGAÇÃO) EIA (ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL) Ver esquema das fases do EIA. EGESTA Este nome significa qualquer substância desnecessária eliminada pelo organismo. 2 (1-2)]. E o valor monetário energético da biodiversidade atual seria: 3.P. como o de usinas hidrelétricas [Ver trabalho de Sinisgalli. (Ver EXCRETA. cidades etc) que ele estimou ser de EM$ 6.9 X 1022 EM$.A. (Ver ILUVIAÇÃO) “eMergia” SOLAR Este termo. A análise eMergética já vem sendo aplicada no Brasil em estudos de viabilidade de instalação de grandes projetos. Ao ajuntamento dá-se o nome de coivara. no verbete IMPACTO AMBIENTAL. foi sugerido por ODUM (1996) para valorar a biodiversidade. EMIGRAÇÃO (Ver DISPERSÃO DA POPULAÇÃO) ENCOIVARAMENTO Ato de juntar o resto da madeira e outras partes das plantas.8 X 1015 EM$ / espécie X 5. “eMergia” solar.de & Torres.83 X 1034 sej / 5 X 106 espécies = 5.7 X 1027 sej / espécie. O resultado final desse processo (desenvolvido ao longo de 3 bilhões de anos) é estimado em 5 milhões de espécies (ou 5 X 106) atualmente conhecidas.3 X 1016.44 X 1024 sej/ano. 91 .W.7 X 1027 sej / espécie = 3. equivalendo à energia solar utilizada direta ou indiretamente para ser gerado na Natureza um serviço ou produto.. donde então 1 sej = 6.A. cuja incidência no planeta totaliza 9.

(Ver EPIPEDON) ENDOMICORRIZA ENDOMICORRIZA = FUNGO ENDOMICORRÍZICO Tipo de micorriza ou fungo endomicorrízico cujas hifas penetram no córtex da raiz de muitas plantas. (Ver VERTENTE) ENDEMISMO Inerente a uma determinada área isolada. degenerescência no “fitness” como resultado de expressão no fenótipo. Ela existe sob muitas formas: luz. sem causar-lhe dano aparente. ATP e inúmeros outros compostos e também sob a forma de energia nuclear emitida dos radioisótopos. chegando próximo ao cilindro central. que é geralmente muito comum em animais que vivem agregados. conhecido como “inbreeding depression”). são os chamados animais de “sangue quente”. energia química armazenada nas ligações químicas dos combustíveis fósseis (petróleo. dá-se o nome de retrocruzamento. como um todo. com recombinação gênica entre os descendentes propiciando a homozigosidade. geralmente num teste em animal.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS ENCOSTA Declive (acentuado ou suave) nos flancos de morro. Ao cruzamento.) ENDORRIZOSFERA (Ver RIZOSFERA) ENDOSSIMBIONTE (Ver ENDOBIONTE) ENDOTERMIA ENDOTERMIA = HOMEOTERMIA = HOMOTERMIA Uso do calor gerado pelo próprio metabolismo para regular a temperatura do corpo (aves e mamíferos). no caso de prática da endogamia (na introdução ou re-introdução de casal de animais para povoar reservas ecológicas). (Ver ECTOTERMIA) ENDRIN (Ver ORGANOCLORADO) ENERGIA Seu conceito clássico. imprescindível à sustentação do solo.micorriza vesicular-arbuscular) formam enovelamentos intracelulares (pelotões).. muito distante do significado profundo e da importância vital deste fator à manutenção da biosfera do nosso planeta. Atualmente alguns autores preferem chamar estes organismos de FUNGOS ENDOMICORRÍZICOS. como uma denominação genérica. açúcar. em íntima relação mutualística. Sob muitos diversos aspectos a energia é tratada nas ciências em geral e em 92 . “uma força capaz de desenvolver trabalho” está. eletricidade. Ver gráfico representativo de consumo de O2 por mamífero (endotérmico) e por réptil (ectotérmico). (Ver MUTUALISMO) ENDOGAMIA ENDOGAMIA = “INBREEDING” (e “INBREEDING DEPRESSION”) Cruzamento. Tem sido registrada. Espécies endêmicas são aquelas originadas de determinado ecossistema ou área isolada.. (Ver EXOCRUZAMENTO) ENDOPEDON Termo aplicado no diagnóstico dos horizontes minerais de solos formados abaixo da superfície. calor.. deste animal (heterozigoto) com um de seus próprios genitores (homozigoto recessivo). As encostas são geralmente locais onde a permanência da vegetação original é fundamental para evitar a erosão sendo portanto. no verbete ECTOTERMIA. carvão mineral). / EXO . Ocupam os espaços intercelulares e penetram nas células onde algumas endomicorrizas (do tipo MVA . ou reprodução consangüínea. para os pouco entendidos em física e em ciências ambientais. uma vez que alguns destes fungos não formam vesículas. adjacentes ou não. vesículas (estruturas armazenadoras) e arbúsculos (estruturas por onde elas realizam as trocas nutricionais com a planta).. também conhecido como endocruzamento. inclusive em substituição ao termo MVA. em grupos ou bandos. de alelos recessivos deletérios (em inglês. colina ou serra. formando subpopulações. ENDORREICA (Ver REGIÃO ARREICA / ENDO . diferindo do que ocorre em outras áreas. ENDOBIONTE ENDOBIONTE = ENDOSSIMBIONTE Organismo que vive no interior das células de um organismo hospedeiro.

Em termos agroecológicos é muito importante investigar as reações dos organismos obtidos de processos da engenharia genética. suprimento de água. como por exemplo. e manejo de resíduos sólido e perigoso. (Ver ENZIMAS DO SOLO) ENERGIA DE MANUTENÇÃO A energia que é usada pela célula ou organismo que não seja crescimento. resultante da fusão de “ em + torno”. Suas principais especialidades são o manejo do contrôle da qualidade do ar. nas suas dimensões ecológica. A seguir está reproduzido um gráfico da “UNEP” que representa o consumo total e per capita de energia em várias regiões do mundo no ano de 1995: 350 300 Consumo de Energia per capita (Gj) 250 200 150 Consumo total de Energia (Pj) 100 50 0 Mundo Ásia e Pacífico América Latina e Caribe Ásia Ocidental Obs. incluindo o re-uso. social. visando ao desenvolvimento sustentável. ENGENHARIA FLORESTAL (Ver SILVICULTURA) ENGENHARIA GENÉTICA É uma parte da biotecnologia que. ou seja. como por exemplo.. tornando-os capazes de promover produção de hormônios (em alta escala). Tem aplicações muito amplas.: Gj = gigajoule ou 10 9 e Pj = petajoule ou 1015 (Ver FLUXO DE ENERGIA.. e hoje utilizado por muitos pesquisadores. a reciclagem e a recuperação. efetuando transformações que permitam a tais organismos perpetuá-las nas gerações subseqüentes. (Ver TRANSGÊNICOS) ENOS (Ver CORRENTE “EL NIÑO”) ENTOMOFILIA (Ver “-filia” / “-filo”) ENTORNO Neologismo. adotado pelo IBAMA. incluindo as interações desses organismos modificados com os autóctones.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS particular nas ciências ambientais é de grande interesse o estudo dos recursos energéticos renováveis e não-renováveis. a 93 . Os estudos de clonagem em plantas cultivadas criam perspectivas promissoras para aumento da produção agrícola. significando a área ao redor de um determinado local. econômica e tecnológica. IBGE . Dedica especial atenção para as tecnologias de manejo integrado. Esta conceituação é importante quando se deseja entender a ação das enzimas. descarte da água residuária. manejo da água proveniente de intempéries. que conduz determinada substância a uma transformação química ou transporte físico. utilizando conhecimentos da biologia molecular (e/ou genética molecular) pesquisa sobre técnicas de manipulação gênica de organismos. implantando-se segmentos de DNA em cromossomos bacterianos. e ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO) ENERGIA DE ATIVAÇÃO Energia mínima necessária para ativar átomos ou moléculas num nível tal que lhes permitam um rearranjo. no ambiente natural. naquelas responsáveis pela decomposição da matéria orgânica. ENERGIA METABOLIZADA (Ver ASSIMILAÇÃO) ENGENHARIA AMBIENTAL Sub-área da engenharia que trata dos problemas ambientais de forma integrada.

Penicillium. e) Fosfatase: decompõe ésteres fosfatados. O exoesqueleto de alguns animais (artrópodos principalmente). Pseudomonas e Bacillus. Cytophaga e outras. assim como a parede celular de fungos. Fungos (gêneros): Trichoderma. Entre as do segundo tipo cita-se. promovem sua decomposição. reduzindo a energia de ativação dos compostos orgânicos. bactéria ou fungo que vive na superfície de plantas. ativo. sua degradação para substâncias mais simples. e HIPOLIMNIO) EPINÉCTON Organismos aderidos a formas natantes ativas (nectônica) mas que não são capazes de movimentos independentes contra a correnteza. incluindo. ou seja.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS circunvizinhança. São catalizadoras de reações. a celulase. Clostridium. e APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) ENZIMAS (DO SOLO) As enzimas do solo são na maioria. d) Protease: decompõe a proteína em peptídios e aminoácidos. As enzimas do solo podem se “desnaturar” (inativar-se permanentemente) quando submetidas à alta temperatura ou alta concentração de sais solúveis. são formados pela quitina. c) Quitinase: decompõe a quitina. Aspergillus. Pseudomonas. por exemplo. na área de arquitetura o “espaço ou área adjacente a um bem em processo de tombamento”. podendo-se citar como exemplo. EPÍFITA Planta. Streptomyces. EPIBATIDINAS (Ver DEFESA QUÍMICA) EPIBIONTE Epífita ou epizoíto. organismo que vive sobre planta ou animal. Algumas bactérias e actinomicetos produzem quitinase. Alguns fungos responsáveis pela murcha e decomposição de vegetais produzem vários tipos de hemicelulases (como a protopectinase. Fusarium e outros. b) Hemicelulase: decompõe a hemicelulose. Bactérias produtoras de celulase (gêneros): Pseudomonas. f) Urease: decompõe a uréia. O novo dicionário Houaiss mostra vários usos deste termo. EULITORAL. São inúmeras as enzimas do solo. Ver figura no verbete EUTRÓFICO. Clostridium. formando compostos de N e liberando CO2. que é produzida na presença de celulose. as seguintes e suas principais funções: a) Celulase: decompõe a celulose. O (já) clássico “dicionário do Aurélio” incorporou este termo à nossa língua (no Brasil). ENTREMARÉS (Ver ESTIRÂNCIO. Bacillus. proteínas produzidas por microrganismos que. como as dos gêneros Streptomyces. (Ver EPIBIONTE) EPIFITON (Ver PERIFITON) EPILIMNIO Camada (ou zona) de profundidade aquática com temperatura homogênea. EPINEUSTON (Ver NEUSTON) EPINOCICLO (Ver BIOSFERA) EPIPEDON Termo aplicado no diagnóstico dos horizontes minerais de solos formados na superfície. (Ver METALIMNIO. Chromobacterium. Não confundir com a 1ª pessoa do presente do indicativo do verbo entornar ou derramar. Entre as do primeiro tipo citam-se a desidrogenase e a urease. encontradas no sistema vivo. liberando fosfato. (Ver ENDOPEDON) EPIPEDON ANTROPOGÊNICO (Ver TERRA PRETA DOS ÍNDIOS) 94 . Chaetomium. Bacillus e Clostridium. geralmente à superfície e com água circulante quente. ou seja. que decompõe a pectina dos frutos). Ocorrem nos solos enzimas “controladas por propriedades inatas da célula” (enzimas constitutivas) e aquelas “impostas à célula pelas condições ambientais” (enzimas induzidas ou adaptativas) [Ver DEFESA QUÍMICA]. Bactérias produtoras (gêneros): Erwinia.

EQUAÇÃO LOGÍSTICA Foi introduzida por P.Hardy e pelo alemão W. no qual é afirmado que a proporção de diferentes alelos no patrimônio genético de uma população. Seria alcançada uma situação em que o número de mortes balancearia o de nascimentos. K = número de indivíduos capazes de viver no ambiente. onde r0 representa a taxa de crescimento exponencial intrínseco de uma população quando o seu tamanho ainda é pequeno (próximo a 0) e K é a capacidade de suporte do ambiente dessa população. A população teria crescimento exponencial ou geométrico.H. onde: r = taxa intrínseca de aumento. Matematicamente a equação representativa dessa situação seria: dN/dt = rN (K-N)/K. que vive nas porções mais externas de outro animal. um protozoário por exemplo.Weinberg. contanto que ocorram: deriva genética. EQUILÍBRIO DE UMA POPULAÇÃO (Ver NÍVEL DE EQUILÍBRIO) EQUILÍBRIO DINÂMICO (Ver NÍVEL DE EQUILÍBRIO) EQUILÍBRIO ESTÁVEL (Ver NÍVEL DE EQUILÍBRIO) 95 . ou em palavras: [taxa de crescimento de uma população] = [taxa de crescimento intrínseco. em genética de populações. Nesta concepção. num tempo t. PELÁGICO. da zona pelágica. a taxa de crescimento r diminui quando N aumenta. com N próximo a 0] X [tamanho da população] X [redução na taxa de crescimento devido ao adensamento populacional].GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS Taxa de aumento da população EPIPELÁGICO (Ver ZONA EPIPELÁGICA. mas depois viria a superpopulação e a competição alteraria essa condição de prosperidade. e APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) EPIPLÂNCTON Organismos planctônicos que vivem nos 200 m superficiais. EQUILÍBRIO DE HARDY-WEINBERG Princípio. mantendo parte ou todo seu corpo acima da água. (Ver PLEUSTON) EPIZOÍTO Animal. (Ver “-coria”) EPIZOÓTICO Relativo à doença epidêmica em animais. ausências de seleção natural e mutação e em panmixia (sem preferência sexual entre seus integrantes). permanece constante ao longo do tempo e das diversas gerações. O gráfico representativo dessa hipótese seria uma parábola (segundo COLINVAUX. 1986): Tempo RICKLEFS (2007) representa a equação logística por: r = r0 (1 – N/K). A equação diferencial que descreve o crescimento restrito de uma população é então dada por: dN/dt = r0N(1 – N/K). (Ver EPIBIONTE) EPIZOÓCORO Que se dispersa aderente à superfície de animais. vivendo num ambiente fechado com abundânica de alimento.Verhuslt em 1838. EPIPLEUSTON Organismos que se movimentam na película superficial de um corpo de água. quando a população está em equilíbrio (capacidade de suporte). N = número de indivíduos de uma população. teria “alta fecundidade”. ou lei. emitido pelo inglês G. “tempo curto de geração” e “alta taxa intrínseca de crescimento”. Numa hipótese de que determinada população de uma espécie.F.

E. 9 (76-90%). (Ver BIOLIXIVIAÇÃO. que também denominaram de “estados estáveis alternativos”. ESCALA DE BACHARACH É uma escala usada para medir densidade de fumaça. por Beno Gutenberg e Charles Francis Richter.U. Geralmente são apontados os seguintes fatores para tal sucesso: (i) redução da competição. eremófito (vegetal do deserto). indicando nível de poluição atmosférica. EQUIVALENTE ECOLÓGICO (Ver EQUIVALÊNCIA ECOLÓGICA) “eremo-” Prefixo de origem grega significando “deserto (solidão)”. 96 . por exemplo.0 e um de 7. RICKLEFS (2007).0 . ESCALA DE TEMPO GEOLÓGICO (Ver TEMPO GEOLÓGICO) ESCAPE (ou EVITAÇÃO) DA COMPETIÇÃO EVOLUTIVA (Ver FANTASMA DA COMPETIÇÃO PASSADA) ESCAPE-DO-INIMIGO.) ou geológicos (ver figura em ESCOAMENTO). e “RUNOFF”). Um abalo de valor 6. 2 (esparsamente distribuídos. ERVA DANINHA (Ver ALÓCTONE) ESCALA DE ABUNDÂNCIA DE HANSON Uma escala destinada à estimativa de abundância de uma espécie vegetal compreendendo seis categorias: ausente (0). diz respeito à relação predador-presa. patógenos). descreve mudanças no recrutamento e predação das populações de presas como uma função do aumento na densidade de presas. 6 (26-33%). LIXIVIAÇÃO. EQUIVALÊNCIA ECOLÓGICA Similaridade de nichos ecológicos (ou mesmo nicho ecológico) ocupados por organismos de diferentes regiões geográficas. destinada à medição da energia liberada como conseqüência de movimentos ou abalos sísmicos (terremotos do sul da Califórnia. melhoram sua performance de sobrevivência no seu novo habitat. usando a segunda expressão. 1 (muito poucos indivíduos).). A curva de predação lembra o tipo III [Ver PREDATISMO]. eremófilo ou eremobionte (que vive no deserto). compreendendo as seguintes 11 categorias: + (indivíduo único).. abundante (30-99 plantas. O maior terremoto já registrado não excedeu o valor de 9 na escala. 8 (51-75%). infreqüente (5-14 plantas.. vento. EROSÃO Desgaste ou arrastamento do solo.m-2). deste ponto em diante os valores da escala e os percentuais de cobertura são 4 (4-10%). tem-se descrito que plantas introduzidas tendem a sofrer menos danos causados por insetos. que conduzem a modificações maiores. ESCALA DE DOMIN Escala que se utiliza para estimar cobertura vegetal e abundância de uma espécie de planta. com menos de 1% de cobertura).0 é 100 vezes superior ao de 5.m-2) e muito abundante (mais de 100 plantas. por agentes climáticos (água da chuva. e 11 (91-100%). (2006). produzem três pontos de equilíbrio.m-2). escassa (1-4 plantas. por exemplo) e (iii) ausência de inimigos (predadores. em que o isoclino zero do predador cruza com o isoclino zero da presa três vezes. (Ver NÍVEL DE EQUILÍBRIO) EQUILÍBRIOS MÚLTIPOS ou ESTADOS ESTÁVEIS MÚLTIPLOS A primeira expressão. O pardal da Europa.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS EQUILÍBRIO INSTÁVEL Condição de um ecossistema (componente biótico ou abiótico) em que há deslocamentos (mudanças) pequenas.. sofre duas vezes mais com seus ectoparasitas do que o pardal que foi introduzido na América do Norte.m-2).0 é 10 vezes superior a um de 5. geralmente da superfície.m-2). (ii) melhores condições ambientais (mais alimento. 5 (1125%). HIPÓTESE DE Traduzido da expressão em inglês “escape-from-enemy hypothesis”. as curvas de predação e recrutamento. ESCALA DE RICHTER Uma escala logaritmica desenvolvida em 1935. Este conhecimento tem aplicações práticas muito úteis no estudo de manejo e contrôle de pragas.. Assim sendo. As espécies que ocupam nichos ecológicos equivalentes tendem a um relacionamento taxonômico íntimo em regiões contíguas. Assim. e assim por diante. 3 (freqüente. este termo refere-se ao fato de que organismos introduzidos em áreas diferentes das do seu habitat natural. no seu habitat de origem. É às vezes usado em muitas designações: eremologia (estudo dos desertos). porém com menos de 4% de cobertura). utilizada por BEGON et al.A. reporta que este modelo de estados estáveis múltiplos. freqüente (15-29 plantas. parasitas. 7 (34-50%).

por exemplo. possibilita a realimentação do lençol freático. a existência de uma cobertura vegetal significativa. LAGO) ESCOAMENTO ESCOAMENTO = “RUNOFF” Água de precipitação pluvial que escorre sobre a superfície do solo e que em solo íngreme causa intensa erosão. ESGOTO Refere-se.) devido à pobreza em nutrientes do solo. Há denominações específicas quando o esgoto se refere a despejo industrial (ou efluente) ou a despejo doméstico (esgoto sanitário)..GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS ESCATOLOGIA Refere-se ao conhecimento sobre fezes de animais. proporcionará a retenção da água de escoamento e sua penetração no solo. folhas coriáceas. assim sendo. onde elas apresentam-se com estruturas endurecidas ou esclerosadas (troncos com casca grossa. conforme haja cobertura vegetal (representação da esquerda) ou sem cobertura vegetal. ou “peso das sementes : peso da planta” ou “volume dos ovos de uma ninhada : volume do corpo do animal”. em 1961.Loveless. para o lençol freático ESFORÇO REPRODUTIVO ESFORÇO REPRODUTIVO = ALOCAÇÃO REPRODUTIVA Diz respeito à concentração em energia que um organismo realiza. (Ver OLIGOTRÓFICO. A figura que segue ilustra duas diferentes situações relacionadas à retenção de água no solo (com infiltração para o lençol freático. a todo tipo de água servida (usada). A intensidade dos problemas da água que cai sobre um solo.R. metabolicamente. Num declive. Em alguns organismos a avaliação do deslocamento de energia para a reprodução pode ser feita com base em medições da relação “peso das gônadas : peso córporeo”. ÍNDICE DE Índice proposto por A. profundo. visando o processo de reprodução. (Ver EFLUENTE) 97 . A espessura das setas representa a quantidade proporcional de água (observar a espessura das setas representando o escoamento nas duas situações): Transpiração ENTRADA EvapoENTRADA transpiração total Evaporação Escoamento Escoamento Erosão Infiltração. (Ver “copro-”) ESCIÓFITO (Ver CIÓFITO(A) / CIÓFILO(A)) ESCLEROFILIA. varia conforme a existência de cobertura vegetal e a topografia. ESCLEROMORFISMO OLIGOTRÓFICO Diz-se do fenômeno típico das plantas do cerrado. baixo em fósforo. por percolação) e escoamento no solo em declive. em que pese a imprecisão da avaliação. além de evitar a formação de ravinas e conseqüentemente a erosão. em geral. para o lençol freático Infiltração. com teores altos de Al e Mg. em que uma de suas conseqüências é a água de escoamento. É uma aproximação válida. relacionando nas plantas esclerófilas: porcentagem de fibra crua : porcentagem de proteína crua.. Este é ácido. As plantas teriam limitações de crescimento embora possam armazenar carboidratos nessas referidas estruturas.

quanto dentre os critérios da “IUCN”. na realidade. (Ver ESPECIAÇÃO SIMPÁTRICA. Esta função também é exercida por outros animais. a menos que suas explorações sejam regulamentadas e eles se tornem sob controle. ou direta ou indireta do risco de extinção. ESPECIAÇÃO ALOPÁTRICA A especiação. Há animais identificados por apenas um nome. É uma designação que tem sido somente usada para espécies de peixes marinhos comercializados. a onça-pintada por exemplo. se acontece pela separação geográfica de populações descendentes de um ancestral comum dá-se-lhe o nome de especiação alopátrica. sendo por isso que num cativeiro ao qual seja ele submetido. “vulnerável” ou como “dependente da conservação”. nestes critérios. Ex. e SIMPATRIA) ESPÉCIE Indivíduo ou representante específico de uma população. roedores como o preá. (Ver “IUCN”) ESÉCIE COM “DADOS INSUFICIENTES” Dentre os critérios da “IUCN” para espécies ameaçadas. além do saco flutuador. e que também não seja incluído no critério de dados insuficientes. a cotia . (Ver “IUCN”) ESPÉCIE “EM PERIGO” Este termo. Este espaço é importante para a sobrevivência deste animal em muitas circunstâncias. uma vez que enterram as sementes para consumí-las posteriormente e algumas delas são esquecidas por eles. a espécie é a menor unidade taxionômica (ou taxonômica). é fácil individualizar a espécie. a importante função de dispersão de plantas.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS ESPAÇO DE FUGA Espaço que muitos animais necessitam para fugir à perseguição feita por um competidor (da mesma espécie ou não) ou por um predador.. e ALOPATRIA) ESPECIAÇÃO SIMPÁTRICA A especiação. No ambiente. deve considerar-se esta característica comportamental. ESPÉCIE-CHAVE (Ver DOMINANTE ECOLÓGICO) ESPÉCIE COM “BAIXO RISCO” Nos critérios propostos pela “IUCN” para espécies ameaçadas. a espécie 98 . um taxon é considerado como “dependente da conservação” (sigla em inglês “CD – conservation dependent”) se se conseguir se evitar incluí-lo neste status de “ameaçado” como resultado de um programa continuado de conservação para o taxon específico ou habitat também específico. com a sigla em inglês (EN). (Ver “IUCN”) ESPÉCIE “DEPENDENTE DA CONSERVAÇÃO” Dentre os critérios propostos pela “IUCN” para as espécies ameaçadas. ocorre quando o fluxo de genes dentro de um compartimento (ou “pool”) comum é interrompido por um mecanismo de isolamento que. como a caravela (Physalis caravela) que é. Atribui-se a esses animais. em geral. inclui-se tanto dentre as categorias da “IUCN”. ou formação de nova espécie. uma colônia de indivíduos com alto grau de polimorfismo (indivíduos polipóides e medusóides). com a sigla (E). Panthera onca. é inadequada. “em perigo”. ave da floresta aciculifoliada que realiza o mesmo trabalho utilizando sementes da araucária. como a graviúna. em muitos ecossistemas. estão ameaçados por serem comercializados. (Ver ESPECIAÇÃO ALOPÁTRICA.: Phaseolus vulgaris (feijoeiro comum). (Ver “IUCN”) ESPÉCIE “COMERCIALMENTE AMEAÇADA” Dentre as categorias da “IUCN” para espécies ameaçadas. como no caso de um animal. que evoluiu de um ancestral comum. (Ver sp (ESPÉCIE)) ESPÉCIE CAVIOMORFA Refere-se principalmente às espécies animais pertencentes aos cavídeos. um taxon é tido como tipo “dados insuficientes” (sigla em inglês “DD – data deficient”) quando a informação requerida para se fazer uma avaliação. Identifica-se nominalmente pela composição das denominações “genérica” (nome do gênero) e “específica” (nome da espécie). embora não estejam presentemente ameaçados de extinção. Em termos filogenéticos. se acontece ecologica ou geneticamente numa mesma área dá-se-lhe o nome de especiação simpátrica. que em inglês é “endangered”. ou formação de nova espécie. alguns especializados na alimentação e outros na “defesa” (nematocistos contendo toxina).. refere-se aos taxa que.. ocorre quando o fluxo de genes dentro de um reservatório (ou “pool”) comum é interrompido por um mecanismo de isolamento que. um taxon é dito de “baixo risco” quando ele não se enquadra entre as categorias: “em perigo crítico”.

em futuro imediato. a freqüência de genes de uma população é determinada pela deriva genética. ou como populações naturalizadas fora dos seus limites originais. Considera-se geralmente. 5) e de fragmentação (há uma tendência da maioria das populações em se fragmentarem em subpopulações. ela objetiva compreender como a vulnerabilidade de uma determinada população varia com o tamanho desta população. um taxon é classificado como “extinto no ambiente silvestre” (sigla em inglês “EW – extinct in the wild”) quando se sabe que ele tenha sobrevivido em criadouros. 3 demográfico (variações. protegida contra a exploração. como densidade de predadores. resta saber julgar com exatidão qual o nível de risco de extinção “aceitável”. embora careça da estimativa de tamanho mínimo de uma população viável. cultural. que uma espécie está em via de extinção quando não mais do que 30 indivíduos representantes desta espécie tenham sido localizados (avistados ou registrados) (ver ESPÉCIE EXTINTA. (Ver “IUCN”) ESPÉCIE “INSUFICIENTEMENTE CONHECIDA” Dentre as categorias da “IUCN” para espécies ameaçadas. competidores etc). Há muitos fatores ou “forças” que podem levar uma espécie à extinção. ou baixos de heterozigosidade. entre as espécies ameaçadas que não tenha sido vista no ambiente silvestre nos últimos 50 anos. (Ver “IUCN”) ESPÉCIE OCASIONAL Diz-se geralmente. aleatoriamente. Na verdade. onde os indivíduos de uma mesma subpopulação se cruzam mais com os seus companheiros do que com os membros de outra ou outras subpopulações). A análise de vulnerabilidade de uma população. Ainda dentre os critérios da “IUCN” para espécies ameaçadas.). segundo M... no caso dos animais. por exemplo. da espécie que pode ser encontrada de tempo em tempo num certo habitat ou comunidade. silvestres.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS “em perigo” é aquela que se saiba estar em risco muito alto de extinção no ambiente silvestre. em cativeiro. (Ver ANÁLISE DE VIABILIDADE DE POPULAÇÃO.E. designando o taxon. queimadas. num futuro próximo (comparar com “ESPÉCIE EM PERIGO CRÍTICO”). cuja sigla em inglês é “I – indeterminate”. componente permanente da associação.. ou seja. designando o taxon. nas taxas de natalidade e mortalidade. em geral. vulnerável ou rara.Gilpin e M. (Ver “IUCN”) ESPÉCIE “INDETERMINADA” Uma das “categorias” da “IUCN”. mas sobre o qual não há dados suficientes para se formar um julgamento exato sobre se tal taxon está ameaçado ou não. a viabilidade varia continuamente com o tamanho da população. patógenos. O fator estocástico (que pode ser analisado estatisticamente mas não pode ser previsto com precisão). quando não há dúvida razoável de que seu último indivíduo representante tenha morrido. mas sobre os quais os dados são insuficientes para incluí-los numa das categorias apropriadas.. de valor estético. Há uma convenção internacional a este respeito. presas. entre as espécies ameaçadas. seria um fator determinístico de ação direta. (Ver “IUCN”) ESPÉCIE EM “PERIGO CRÍTICO” Correspondendo à expressão em inglês “critically endangered – CE” proposto como um dos critérios da “IUCN”. e “IUCN”) ESPÉCIE “EXTINTA” Termo usado pela “IUCN”.E. como dentre os critérios (EX). como determinístico ou estocástico. tanto dentre as categorias (sigla em inglês Ex).). podendo eles serem classificados. 2) catastrófico (enchentes. além das normais. científico. (Ver “IUCN”) ESPÉCIE EM “VIA DE EXTINÇÃO” ESPÉCIE EM VIA DE EXTINÇÃO = RISCO DE EXTINÇÃO Espécie da flora e da fauna. 99 . cujos taxa sabe-se estarem em perigo. erupções vulcânicas etc). Um poluente em concentração letal. econômico e/ou recreativo.Soulé. poderia subdividir-se em cinco tipos: 1) ambiental (variabilidade nas condições e recursos. referente às espécies ameaçadas. ver também outras designações da “IUCN” nos vários termos iniciados por ESPÉCIE . nas categorias da “IUCN”. vulnerável ou rara. devendo haver um limiar (ou patamar) abaixo do qual a população corre risco e acima do qual ela é considerada viável. mais pela chance do que por vantagens evolutivas adquiridas). 4) genético (tendência das pequenas populações terem altos níveis de homozigosidade. não sendo portanto. refere-se ao taxon (sigla em inglês “K – insufficiently known”) que se suspeita estar em perigo. para designar um taxon que se saiba estar em risco extremamente alto de extinção no ambiente silvestre.

que por sua vez. RESILIÊNCIA. CLASSIFICAÇÃO DE) ESTABILIDADE Segundo alguns autores. Área natural. que é a tendência da comunidade retornar ao seu estado original após pequena perturbação e estabilidade global. a estabilidade representa o grau de persistência da comunidade e suas chances de atingir o seu clímax e aí se manter. em termos práticos. com pequenas flutuações em torno de uma média. Neste último aspecto consideram-se a estabilidade local. quando a comunidade é estável dentro de uma faixa muito restrita de condições ambientais e dinâmicamente robusta. mas sim é uma questão de número de tamanho de áreas habitáveis (Ver DENSIDADE ECOLÓGICA). Alguns autores não consideram que abundância seja uma questão de densidade de indivíduos de uma espécie numa determinada área (dado este que eles preferem chamar de intensidade). refere-se à capacidade de um sistema ecológico em manter-se em condições relativamente constantes em termos de sua composição. porém um tanto quanto teórico. esses autores denominam de prevalência de abundância. e RADIAÇÃO FOTOSSINTETICAMENTE ATIVA − RFA) ESPODOSSOLOS (Ver SOLOS BRASILEIROS. Haveria muitas razões para usar o termo “espécie rara”. Neste último aspecto. (Ver FRAGILIDADE. não devendo ultrapassar os 10% da área total e de acordo com o plano de manejo da unidade. há que se considerar dois aspectos de interesse ecológico: a) é importante conhecê-la porque ela representa. 100 . HOMEOSTASE. carece de qualificação adequada ou precisa. a sensibilidade de uma comunidade a distúrbios. e dentre os critérios da “IUCN” é representada pela sigla “VU – vulnerable”. a espécie vulnerável é aquela cujo declínio por causa de destruição do seu habitat. sua biomassa e produtividade. esta. anteriormente desprovido de vida e que assim poderá dar início a um processo de colonização. e RESISTÊNCIA) ESTABILIDADE GLOBAL (Ver ESTABILIDADE) ESTABILIDADE LOCAL (Ver ESTABILIDADE) ESTAÇÃO DE TRATAMENTO Conjunto de instalações destinadas ao “tratamento” de: água (ETA). ESPÉCIME (ou INDIVÍDUO) Indivíduo ou exemplar (unidade) representativo de uma espécie. É denominada em inglês por “rare – R”. a mesma tendência sob efeito de grande perturbação. muitas vezes seguido de um processo de sucessão. Esta relação de indivíduos com área habitável. Na estabilidade. ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO (Ver APÊNDICE III − ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO. É representada pele sigla em inglês “V – vulnerable”. dependerá da “elasticidade” (resiliência) ou taxa com que o ecossistema se recuperará dos distúrbios que lhes são causados (naturais ou antrópicos). De fato. Entre muitas espécies tidas como “mau competidoras” há muitas pioneiras eficientes. (Ver COLONIZAÇÃO) ESPÉCIE “RARA” Na classificação das categorias de espécies ameaçadas de extinção da “IUCN”. e que seja capaz de retornar a esta situação a cada vez que sofrer perturbações.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS ESPÉCIE PIONEIRA Aquela que surge num local. fala-se também em “resistência” de um ecossistema. quando tal faixa é ampla. ESTAÇÃO ECOLÓGICA Categoria de unidade de conservação do Grupo I do SNUC. c) suas populações locais são pequenas e não-dominantes. b) talvez de cunho mais fundamental. o uso de expressões como “espécie comum” ou “rara” em determinado ambiente. torna-se-á em perigo de extinção se tais fatores continuarem. Alguns autores mencionam ainda os termos dinamicamente frágil. de despejos industriais (ETDI) ou de efluentes industriais (ETEI). podendo-se destacar: a) sua faixa de distribuição geográfica é estreita. (Ver “IUCN”) ESPÉCIE VULNERÁVEL Dentre as diversas categorias propostas pela “IUCN” para as espécies ameaçadas de extinção. representativa de um ecossistema que se deseje preservar. o taxon “raro” é aquele com pequenas populações mas que presentemente não estão “em risco” ou em “via de extinção”. b) sua faixa de habitat (específico) é estreita. distúrbio ou superexplotação. mas que deve também ser utilizada para os processos de educação ambiental e de pesquisa. As duas primeiras razões são ligadas à “prevalência” acima mencionada e a última está ligada à “intensidade”. de esgotos domésticos (ETE).

no nordeste brasileiro. (Ver APÊNDICE IV – ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) ESTIVAÇÃO (Ver HIBERNAÇÃO) ESTOCÁSTICO (Ver DISTÚRBIO. para indicar período ou influência da estação do ano. de uma “sere”. comum em plantas adaptadas a solos arenosos. e UNIDADES DE CONSERVAÇÃO) ESTACIONAL Termo mais adequado (da língua portuguêsa) do que “sazonal” (do francês “saison” ou do inglês “season”). Esta planta é importante na fixação das pequenas dunas. que emite ramificações em diversos pontos ao longo de sua extensão. incluindo-se os campos de Roraima. Alguns preferem usar a palavra “estágio”. todos significando uma limitada tolerância às respectivas características ambientais citadas. Nem todas as “seres”. estenohídrico (relativo à água). dispersão relativamente eficiente. podem ser divididas em estádios. (Ver ESTRATEGISTAS C. e TRIÂNGULO C−S−R) ESTRATEGISTA C No triângulo C – S – R. Este termo é aplicado originalmente às planícies sem árvores do sudeste da Europa e da Sibéria. Fala-se neste caso em “estepe do sertão semi-árido nordestino” e da “campanha gaúcha”. tempo de vida relativamente longo. ou seja. K e r. forma estolões. Alguns a chamam de eulitoral. planta típica das dunas de nosso litoral. estenofágico (relativo a alimento). Fala-se então em: estenotérmico (relativo à temperatura). no entanto. O pinheirinho-do-mar (Remirea maritima). (Ver “euri-”) ESTEPE Termo adotado por alguns fitogeógrafos (utilizado pelo IBGE) significando um “tipo de vegetação” estacional-decidual. e ESPÉCIE EM VIA DE EXTINÇÃO) ESTOCÁSTICO (Ver DISTÚRBIO) ESTOLÃO Caule subterrâneo. ESTOLONÍFERA Planta que forma estolões. Grande parte dos “desencontros” surgem com relação aos limites (extensões ou dimensões) de tais zonas. significando qualquer padrão de comportamento ou história vital. estenoécio (relativo à seleção de habitat ou adaptação) etc. o estrategista C é uma espécie tipicamente de grande tamanho. ESTÁDIOS SERAIS Segmentos distintos (estádios). O termo “intertidal” vem do inglês “tide” = maré. É também utilizada a expressão “savana estépica”. nos períodos estacionais de chuva (inverno) e de seca (verão). preamar e baixa-mar. como cactáceas. de um indivíduo ou de uma população. Fala-se por exemplo. tendo também compostas e leguminosas.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS (Ver SNUC − SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO. É a primeira zona da plataforma continental. florística ou estruturalmente. ou regiões e suas respectivas subdivisões. ESTIRÂNCIO ESTIRÂNCIO = ENTREMARÉS = ZONA “INTERTIDAL” = LITORAL É a zona delimitada pelas alta e baixa marés. (Ver SERE) ESTADOS ESTÁVEIS ALTERNATIVOS (Ver EQUILÍBRIOS MÚLTIPOS ou ESTADOS ESTÁVEIS MÚLTIPLOS) ESTENO Prefixo de origem grega usado para expressar o “estreito” (ou reduzido) grau de tolerância de um ser vivo. ESTRATÉGIA Termo de caráter generalizado. em vez de “estádio”. Observação: as muitas subdivisões da faixa litorânea (do continente para dentro do mar) que naturalmente devem existir devido à complexidade dos mais diversos contornos da costa. no sentido da costa para o mar. neste último caso dominando gramíneas. com crescimento rápido. sendo assim uma espécie competitiva. geraram um elevado número de denominações que nem sempre coincidem nos trabalhos (obras) de muitos autores. geralmente com plantas suculentas. destinando apenas uma pequena proporção de sua energia metabólica para produção de descendentes ou propágulos. 101 . refletindo uma adaptação (às vezes uma aclimatação) que se constitui em ganhos na eficiência de obtenção dos recursos.

pecíolos. gavinhas. acima da troposfera. Segue-se a ela a estratopausa (30 a 40 km). Apresenta propriedades inerentes aos sistemas dulciaqüícola e marinho. ESTRUTURA DO SOLO Arranjo ou combinação das partículas primárias do solo. mecanismos característicos que as tornam tipicamente espécies “em equilíbrio” (estrategistas K) ou “oportunistas e fugitivas” (estrategistas r). e SELEÇÃO K) ESTRATOSFERA Porção da atmosfera da Terra. de forma contínua. ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL (EIA) (Ver IMPACTO AMBIENTAL) ETA (Ver ESTAÇÃO DE TRATAMENTO) ETDI (Ver ESTAÇÃO DE TRATAMENTO) ETE (Ver ESTAÇÃO DE TRATAMENTO) ETEI (Ver ESTAÇÃO DE TRATAMENTO) ETIOPIANA. por exemplo. Ex. constituindo assim um ambiente relativamente complexo. nação”. (Ver EQUAÇÃO LOGÍSTICA.: plantas que tiveram folhas modificadas em folíolo (subdivisão de folha composta). estípulas (geralmente duas pequenas projeções laminares na base de pecíolo). REGIÃO (Ver REGIÕES ZOOGEOGRÁFICAS) “etno-” Prefixo de origem grega que se refere à “raça. caules. K é o número de indivíduos capazes de viver quando a população está em equilíbrio e r é a taxa intrínseca de aumento desta população. história e cultura das raças humanas. que se constituem nas suas unidades ou pedons. peciólulo (pecíolo do folíolo das folhas compostas). o mesmo que etnografia). As espécies em equilíbrio geralmente sucedem as pioneiras. constituindo-se no equilíbrio dinâmico (homeostase) de um ecossistema. gerando resposta dos seus componentes bióticos diferenciada da resposta ao distúrbio. com tendência a ser prolongada. que no processo evolutivo modificou-se. o estresse (do inglês “stress”) é geralmente interpretado como uma pressão. numa população em determinada condição ambiental. originando partículas secundárias. numa situação de equilíbrio das condições ambientais ou em condições adversas ou de superpopulações. etnobotânica (estudo do uso das plantas pelas distintas raças humanas). que executam o mesmo papel nos diferentes organismos dos quais são partes integrantes. com certo gradiente de salinidade e propriedades peculiares. povo. Em alguns ambientes a alternância desses dois tipos de estrategistas é uma ocorrência natural. transformadas em estruturas que habilitam as plantas a treparem sobre diferentes suportes). As estruturas homólogas originam-se de um mesmo órgão. numa situação em que o local se tornou menos inóspito. adotam respectivamente. de 15 a 30 km. Ex. As espécies oportunistas e fugitivas predominam. no nível de ação sobre um ecossistema (ou comunidade ou população). (Ver PERFIL DO SOLO) ESTUÁRIO Ecossistema representado pela comunicação de um rio com o mar (flúvio-marinho). pecíolo.: a variedade de estruturas das plantas trepadeiras (folhas. etnoecologia (estudo da relação das raças humanas ou etnias ou 102 . com maior disponibilidade de nutrientes e menor competição. Exemplos: etnologia (estudo do caráter. onde usualmente ocorrem mangues.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS ESTRATEGISTAS K e r Denominam-se estrategistas. (Ver DISTÚRBIO) ESTRUTURAS ANÁLOGAS e ESTRUTURAS HOMÓLOGAS As estruturas análogas são órgãos de origens evolutivas diferentes. (Ver OZONOSFERA) ESTRATO VEGETATIVO (Ver SINÚSIA) ESTRESSE Diferentemente de distúrbio. As letras K e r provêm da “equação logística” onde. que é caracterizado por ser uma perturbação momentânea. transformando-se em estruturas bastante diferentes e que desempenham diferentes funções. raízes. as espécies que. entre as pioneiras que iniciam a sucessão ecológica num local inóspito.

(Ver “euri-”) EUTRÓFICO. e (iv) dominância reprodutiva por um ou uns poucos indivíduos. (Ver ESTENO) EURIFÁGICO EURIFÁGICO = PLEÓFAGO = PLEOTRÓFICO = PLURÍVORO = POLÍFAGO = POLITRÓFICO Que se alimenta de uma grande variedade de tipos de alimento. (Ver ESTIRÂNCIO. Na organização de sociedades dos insetos. com o ambiente em que vivem. e DOMÍNIOS DOS MICRORGANISMOS) EULITORAL Subregião do litoral submetida aos distúrbios (movimentos) das ondas do mar. Segundo RICKLEFS (2007) este grau de sociabilidade caracteriza-se por (i) diversos adultos vivendo juntos em grupos. etnozoologia (estudo do uso dos animais pelas raças humanas). com exceção dos procariotos. euritérmico (relativo à temperatura). “eu-” Prefixo de origem graga que se refere à “bem. No caso de térmitas.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS seus agrupamentos. todos significando uma ampla tolerância às respectivas características ambientais citadas. Dá-se também este nome à zona de margem de um lago. provido de membrana nuclear. mais conhecida como entremarés. há dominância de uma ou poucas fêmeas poedoras de ovos. eurihalino (relativo à salinidade). LAGO Lago rico em nutrientes. ETNOECOLOGIA (Ver ECOLOGIA HUMANA) ETOLOGIA Estudo do comportamento (animal) ou das reações e conduta do organismo em relação ao ambiente em que vive. euriécio ou euritópico (relativo à seleção de habitat ou adaptação). o mesmo que ecologia humana). bem feito. e APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) “euri-” Prefixo de origem grega usado para expressar o “amplo” grau de tolerância (ou de utilização de recurso) de um ser vivo. eurihídrico (relativo à água). referente ao comportamento (ou “instinto”) social de animais como os térmitas (cupins) (Isoptera) e formigas. eurifágico (relativo a alimento). a colônia é conduzida por um par (rei e rainha) que produzem os “operários” por reprodução sexuada. orgânicos e inorgânicos. eurihígrico (relativo à umidade do ar). “-etum” (Ver ASSOCIAÇÃO VEGETAL) EUCARIOTO Organismo cuja célula tem seu material genético num núcleo individualizado. abelhas e vespas (Hymenoptera). Fala-se então em: euribático (relativo à pressão. Na figura que segue está representado um lago eutrófico com seus diversos habitats: 103 . de fácil execução” e significados similares. (Ver DOMÍNIOS DOS MICRORGANISMOS) EUFÓTICO (Ver ZONA EUFÓTICA) “EUKARYA” (Ver ÁRVORE FILOGENÉTICA UNIVERSAL. como o são todos os seres vivos. com a presença de “castas”. em seus movimentos estacionais. isto é. da profundidade de água). (iii) cooperação na construção de ninhos e cuidados com a prole. (ii) com gerações em superposição. EUSSOCIABILIDADE (ou EUSSOCIALIDADE) Termo ainda não consagrado na língua portuguesa. com alta produtividade primária. situada entre os níveis mais elevados e mais baixos da água. Como exemplo ver EUTRÓFICO e EUTROFIZAÇÃO. pais e filhos vivendo juntos. a(s) “rainha(s)”.

mostra a proporção da evapotranspiração em relação a outros processos relacionados ao fator ecológico água. LAGO. em inglês) que é um grau de “refinamento” com que uma medida é feita. e PRECIPITAÇÃO PLUVIAL) “EVERGLADES” (FLORIDA) (Ver EFEITO BUMERANGUE) EVITAÇÃO (ou ESCAPE) DA COMPETIÇÃO EVOLUTIVA (Ver FANTASMA DA COMPETIÇÃO PASSADA) EVOLUÇÃO (Ver DARWINISMO. LAGO) EUTROFIZAÇÃO Introdução. geralmente dominada por uma só espécie. (Ver ESCOAMENTO. aumentada pelo homem. um grau com que se mede uma quantidade de maneira próxima ao valor verdadeiro que está sendo medido. É um dos componentes do rejeito. e OLIGOTRÓFICO. Difere de precisão (“precision”. em área (mm ou cm) por tempo (dia). pelo homem. de maneira natural. Ex. e NEO-DARWINISMO) EXATIDÃO (e PRECISÃO) A exatidão (correspondendo ao “accuracy” da língua inglesa) é. Como conseqüência da eutrofização ocorre freqüentemente grande proliferação de algas.4 mas não implica que seja “mais exata”. sob a ação da temperatura e na dependência do estado de saturação do ar (sua umidade relativa). a média do déficit de pressão de vapor no ar. EVAPORÍMETRO DE) EVAPOTRANSPIRAÇÃO Somatória da perda de água de um ecossistema pelos processos de evaporação (das superfícies de água e solo) e de transpiração (das plantas principalmente e animais). considerando-se a radiação prevalecente. dejetos e lixos etc) ou indiretamente de erosão do solo. causando assim o seu acúmulo que poderá ser deletério para o ecossistema. de matéria orgânica em ambientes aquáticos naturais. 104 . como em decorrência de uso em excesso de fertilizantes nas áreas agricultáveis circunvizinhas. (Ver PRECIPITAÇÃO PLUVIAL) EVAPORÍMETRO DE PICHE (Ver PICHE. EVAPORAÇÃO (POTENCIAL) A evaporação representa a passagem da água do estado líquido para o gasoso. No processo do metabolismo é o mesmo que catabólito. LAGO. tanto em estatística como no uso de aparelhos de medição.: o valor 3. Este material orgânico poderá derivar diretamente de detritos atirados pelo homem (detritos industriais.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS Habitat pelagial Epilimnio Litoral Metalimnio Hipolimnio Habitat bental Profundal Sedimento (lodo) (Ver AUTOTRÓFICO.43 é uma medida “mais precisa” do que 3. DISTRÓFICO. ou ainda. excreção ou sudação. A evapotranspiração potencial é um índice da taxa máxima teórica na qual a água poderá evaporar para a atmosfera (dada em mm/ano). a velocidade do vento e a temperatura. em quantidade e velocidade que não pode ser assimilada e reciclada. EXCLUSÃO COMPETITIVA (Ver PRINCÍPIO DA EXCLUSÃO COMPETITIVA) EXCRETA Em ecologia energética é a parte da energia assimilada que é removida do corpo como secreção. A figura representada no termo ESCOAMENTO.

enriquecendo portanto. como nas fontes hidrotermais ou poças hipersalinas ou ricas em enxofre. O exsudato das raízes. do impacto de um asteróide. é importante para os simbiontes e os organismos que vivem na rizosfera. Os eventos cataclísmicos podem também ter sido vários. ao longo dos vários períodos geológicos de tempo. como mudanças no nível dos oceanos e na temperatura. ESPÉCIE EM VIA DE EXTINÇÃO.. ou tendências graduais. impacto de corpo celeste sobre a Terra. O sagüi. é preciso admitir-se que nem todos os grupos foram afetados da mesma maneira pelas várias formas de extinção ocorridas. / EXO . e FLUXO GÊNICO) EXORREICA (Ver REGIÃO ARREICA / ENDO . EXTINÇÃO ANTROPOGÊNICA Extinção de uma espécie (de organismo animal ou vegetal) causada por atividades humanas. resfriamento. Este comportamento é tido como muito importante à heterozigosidade. (Ver AMEAÇADO DE EXTINÇÃO.. flutuações nos níveis de O2 e CO2. comuns a todas as extinções. e REJEITO) EXOCRINO (Ver ECTOCRINO) EXOCRUZAMENTO EXOCRUZAMENTO = ALOGAMIA = ACASALAMENTO ou COPULAÇÃO EXTRA-PAR Acasalamento de indivíduos de uma população com membros de outra ou outras populações. que vive sob condições ambientais extremas. o patrimônio genético da espécie e aumentando suas chances de reagir às possíveis variações ambientais indesejáveis. de origem astronômica. exploração de recursos naturais. além de herbívoro e frugívoro pode também ser denominado de exsudatívoro. teria causado grande concentração de irídio (metal muito denso e quebradiço) na atmosfera. e radiação cósmica. salinidade ou nutrientes. ou seja.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS (Ver CATABOLISMO. De qualquer forma. (Ver ATRIBUTOS DA POPULAÇÃO) EXPLOSÃO NA DENSIDADE DE POPULAÇÕES (Ver “BLOOM”) EXPLOTAÇÃO Termo que significa. para cruzarem com machos de outros grupos. O termo promiscuidade é usado por alguns autores para definir esta condição. teria causado a destruição da vida nos oceanos. e TAXA DE EXTINÇÃO) EXTINÇÃO EM MASSA Refere-se esta expressão à periodicidade de desaparecimento da vida na Terra. POLIGAMIA. 105 . impossibilitando a penetração da radiação solar. Muitos pesquisadores acreditam que tenham ocorrido eventos cataclísmicos. implicitamente. que se alimenta da seiva de cupiúba (Tapirira guianensis). indiretamente. em que um par duradouro é impedido de se formar no acasalamento. dentro do padrão do seu ciclo de vida. EXSUDATÍVORO Tradução literal do inglês “exudativore” / “exudativorous” (a primeira forma é substantivo e a segunda é adjetivo). por exemplo. a do abundante xisto pirítico laminado (rico em carbono orgânico) aliado à anoxia oceânica (carência em O2 dissolvido). Outra hipótese. Costa do Marfim. África) afastam-se do seu grupo (ou subpopulação). através de explotação direta da população desse organismo ou. principalmente microrganismo. EGESTA. contendo substâncias produzidas por um organismo e liberado para o meio externo. impedindo a fotossíntese. Há observações. Estas são possíveis causas das crises ocorridas nos períodos Permiano-Triássico. Outros acham que cada evento de extinção foi único em si.. (Ver TEMPO GEOLÓGICO) EXTRATIVISTA (Ver RESERVA EXTRATIVISTA) EXTREMÓFILO (ou EXTREMOFÍLICO) Diz-se do organismo. EXSUDATO Líquido. (Ver ENDOGAMIA. por destruição de seu habitat. como por exemplo: intensa atividade vulcânica. de que fêmeas de chimpanzés (floresta de Taï. à noite. que se alimenta de gomas (resinas) e outros exsudatos vegetais (de árvores.) EXPANSÃO DE HABITAT (Ver LIBERAÇÃO ECOLÓGICA) EXPECTATIVA DE VIDA Período de tempo médio que se espera um organismo sobreviver. por exemplo. principalmente). A hipótese muito defendida..

GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS 106 .

significando a faixa de temperatura em que um réptil se expõe à luz direta do sol. uma subdivisão de uma associação que tem mais de uma. A foto ao lado (de Breno Grisi. e FITOFISIONOMIA) FACILITAÇÃO (EM SUCESSÃO) (Ver SUCESSÃO AUTOGÊNICA) “–fagia” (“–fago”) Sufixo de origem grega. população ou comunidade. (Ver FAGO. ficando inativo porém alerta. em João Pessoa. e “-voria”) FAGO Refere-se a um virus que usualmente infecta e destrói bactéria. por causa de diferenças locais nas condições climáticas. carpófago (que se alimenta de fruto). (Ver BARREIRAS (SÉRIE ou FORMAÇÃO)) 107 . há falésia típica (formação Barreiras) próximo ao ponto mais oriental do Brasil. (Ver BACTERÍVORO) FAGÓTROFO (Ver MACROCONSUMIDOR) “FAIXA DE AQUECIMENTO AO SOL” Seria uma tradução literal da expressão em inglês “basking range” . (Ver FACIAÇÃO. rizófago (que se alimenta de raiz). hematófago (que se alimenta de sangue). mostra a ponta do Cabo Branco na praia do mesmo nome. Na ponta do Cabo Branco. é usado de maneira ampla. e muitos outros (ver “–fago”. em João Pessoa. ou seja. como por exemplo: antropófago (que se alimenta de carne humana). Um termo mais comum e talvez mais apropriado para designar a aparência de uma comunidade vegetal é fitofisionomia. em dicionário). FALÉSIA Termo geralmente utilizado para designar as formas abruptas ou escarpadas de relevo litorâneo. Em muitos outros casos usa-se o sufixo latino “-voria”. sendo homólogo de “–voria” (e “–voro”). Alguns fagos têm se mostrado úteis como vetores para a transferência de informação genética entre células. É considerado também como uma categoria na classificação de uma vegetação. (Ver FACIES) FACIES Aparência geral de um indivíduo. porém menos do que o número total de espécies dominantes. preferencialmente em certos casos.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS F FACIAÇÃO Uma categoria na classificação de uma vegetação. tirada em abril de 2004). o pontal dos Seixas. alimentar-se de”. aplicado para designar a ação de “comer.

FATORES “DEPENDENTE” e “INDEPENDENTE” DA DENSIDADE Referem-se os fatores dependentes da densidade àqueles (fatores ecológicos) cujos efeitos aumentam com o aumento da densidade de população. químicas e biológicas do solo que influenciam sobre a biota local. além de predadores. radiação.Connell (em 1980) desejando referir-se à “evitação (ou escape) da competição evolutiva” em que uma diferenciação de nicho pode resultar não de competição atual. que pode atuar ou influenciar positiva ou negativamente um ser vivo no seu habitat. por exemplo. (Ver FATOR FUNDAMENTAL) FATOR INTRÍNSECO (Ver FATOR ECOLÓGICO) FATOR LIMITANTE Fator ambiental (físico. às propriedades físicas. FATOR ECOLÓGICO Agente. mas sim de escape de uma situação de competição ocorrida no passado. podendo assim tornarem-se os “controladores” que influenciam na taxa de crescimento dessa população. e CRESCIMENTO LINEAR) FASE “LAG” e FASE “LOG” DE CRESCIMENTO A fase lag é o período no qual. é o período máximo de crescimento de uma população. parasitas e doenças onde seus efeitos são sentidos mais fortemente em populações mais adensadas do que em populações dispersas (ver também: DEPENDÊNCIA (ou DEPENDENTE) DA DENSIDADE. São como que “marcas” deixadas no comportamento. furacões etc. dá-se a denominação de “fator edáfico”). não ocorre aumento em número de indivíduos. distribuição ou morfologia das espécies. que a água é o fator limitante ao desenvolvimento da caatinga. (Ver CRESCIMENTO EXPONENCIAL) FATOR CHAVE (Ver ANÁLISE DO FATOR CHAVE) FATOR DE BIOCONCENTRAÇÃO Usado por alguns autores como uma medida do grau de concentração de um composto na biomassa de organismos aquáticos. independentemente do número de indivíduos da população. assim como também os eventos catastróficos. FATOR EXTRÍNSECO (Ver FATOR ECOLÓGICO) FATOR FUNDAMENTAL Traduzido do inglês (“ultimate factor”) como sendo um fator ambiental ao qual o tempo adequado de um evento biológico está basicamente associado. como incêndio. Alguns autores usam a sigla em inglês: “BCF – bioconcentration factor”. Aos fatores “externos” ao organismo sobre o qual atuam (fatores físicos e químicos do ambiente. de origem biótica ou abiótica.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS FALSA CAMPINA (Ver CAMPINARANA) FANTASMA DA COMPETIÇÃO PASSADA Expressão cunhada por J. Entre os diversos tipos de fatores. são de grande importância os fatores limitantes ao suprimento de alimento e de habitats. (Ver CRESCIMENTO CRÍPTICO.: como exemplo. (Ver FATOR IMEDIATO) FATOR IMEDIATO Assim traduzido do inglês (“proximate factor”) como sendo um fator ambiental que age como um estímulo imediato a uma atividade biológica periódica. 108 . químico ou biológico) que limita o crescimento ou a reprodução de um indivíduo. ventos. Embora of fatores independentes da densidade possam influenciar na taxa de crescimento exponencial de uma população. A fase log ou fase de crescimento exponencial. população ou comunidade. Pode-se dizer. eles não regulam o tamanho dessa população. como por exemplo os fatores abióticos temperatura. refere-se aos inerentes à constituição biológica e/ou populacional do organismo. em que uma população “pára de crescer”. CRESCIMENTO EXPONENCIAL. ou seja. FASE ESTACIONÁRIA DE CRESCIMENTO Termo geralmente utilizado para microrganismos. Os fatores independentes da densidade. As funções da célula microbiana nesta fase podem continuar.H. sendo calculado como uma relação da concentração desse composto nos organismos. geralmente ocorre pouco ou nenhum crescimento de uma população. e outros organismos) dá-se a denominação de fatores extrínsecos (OBS. são aqueles que atuam fortemente sobre as taxas de natalidade e mortalidade. Um fator intrínseco (expressão pouco usada). com seu metabolismo energético e processos de síntese. para sua concentração na água.

como conseqüência. servindo os compostos orgânicos tanto como doadores de eletrons (oxidando-se) quanto como aceptores de eletrons (reduzindo-se). e assim. Os feromônios são utilizados como sinais de alarme. assim como sobre a maturação de frutos. fisiológica ou bioquímica que resulta da interação do genótipo de um organismo e seu ambiente. Na verdade. Na fermentação da glicose.. As interações entre diferentes espécies são enquadradas na aleloquímica. Experimentos realizados por J. pólens .. medidas pelo teor de clorofila nas águas de superfície. dentro de poucos dias as populações de fitoplâncton.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS O ferro nos ecossistemas marinhos tem sido apontado como fator limitante da produtividade. por indivíduos da mesma espécie. flores e frutos. a fermentação é um processo metabólico em que a glicose (açúcar com seis átomos de carbono) é desintegrado em ácido orgânico (ácido pirúvico ou sua forma ionizada. caducifolia etc. mostraram que numa área de 64 km2 fertilizada com 450 kg de ferro solúvel (resultando num acréscimo de ferro 100 vezes superior ao natural). sendo então seus sinônimos “fecundo” e “profícuo”. tais como o crescimento. Ele diz respeito indistintamente. No entanto. Este resultado animou os adeptos do uso deste processo para aumentar a quantidade de fixadores de gás carbônico nos oceanos. geralmente em relação às estações do ano. reconhecimento de sinais e localização. ALELOPATIA. 109 . e SILICATOS) FERRALITO (Ver LATOLIZAÇÃO) FERRO (NOS ECOSSISTEMAS MARINHOS) (Ver FATOR LIMITANTE) FERTILIDADE Biologicamente usa-se o termo “fértil”para indicar a capacidade de produzir descendentes (filhotes. onde um composto orgânico atua como aceptor de eletron (oxidante). à distribuição ecológica dos animais e à lista taxonômica dos mesmos. e ANTIBIOSE) FERRALITIZAÇÃO (Ver LATOLIZAÇÃO. por exemplo. nas costas da América do Sul. processo este acoplado à transferência de energia química para a formação de ATP (adenosina trifosfato). anatômica. (Ver ALELOQUÍMICOS. desenvolvimento e reprodução de um organismo. piruvato) com três átomos de carbono. frutos. a seguinte reação ocorre: C6H12O6 → 2CO2 + 2C2H5OH gás carbônico etanol FEROMÔNIO FEROMÔNIO = ALOMÔNIO É um dos produtos semioquímicos secretado por um indivíduo de determinada espécie para influenciar uma resposta fisiológica ou comportamental em outro(s) indivíduo(s).). atrativos sexuais. o teor de gás carbônico na água se renova proporcionalmente pela respiração.H. ou como marcadores de trilhas. Martin. FENÓTIPO Uma característica visível ou mensurável de origem morfológica. FERMENTAÇÃO Processo também anaeróbio. (Ver LEI DO MÍNIMO) FAUNA Este termo refere-se ao conjunto de entidades animais que vivem numa certa área. em 1993 no Pacífico. não havendo diferença como a que existe entre vegetação e flora. FBN − FIXAÇÃO BIOLÓGICA DE NITROGÊNIO (Ver FIXAÇÃO BIOLÓGICA DE NITROGÊNIO) “FEEDBACK” (Ver RETROALIMENTAÇÃO) FEMTOPLÂNCTON (Ver APÊNDICE V − PLÂNCTON: TIPOS E CATEGORIAS DE TAMANHO) FENOLOGIA Estudo de eventos biológicos periódicos. Um estudo fenológico de plantas pode ser feito a partir de observações sobre o lançamento (ou emissão) de folhas. há observações de que as populações de zooplâncton também aumentam. triplicaram. (Ver GENÓTIPO) FERAL Organismo ou população cujo patrimônio genético esteve por certo tempo sob regime seletivo artificial (quando sob condição domesticada ou de cativeiro) e que presentemente se encontra sob influências seletivas de ambiente natural.

). pedra britada ou outro meio que permita a proliferação de microrganismos capazes de “fixar” certos poluentes ou partículas indesejáveis que comprometam a boa qualidade da água. em termos de nutrientes para a planta. ou seja. como ocorre com o uso da vinhaça no plantio de cana-de-açúcar. Além disso. justifica o uso deste termo. tais como anemofilia (polinização pelo vento). psamófilo (que prefere viver em local arenoso). O sufixo “-filo” é usado para indicar afinidade de um organismo. pelas aves. É utilizado para designar as várias formas de polinização dos vegetais. na proporção 20 : 10 : 5. que gosta. A presença de nutrientes na água de irrigação. (Ver SOLO FÉRTIL) FERTILIZANTE Composto químico adicionado ao solo com o propósito de enriquecê-lo. a metais pesados (do gênero Bacillus). quando no caso dos animais. por designações específicas (ornitofilia. Outros exemplos: halófilo (que vive em ambiente salino). ou ainda referem-se ao microhabitat de uma folha. (Ver ONTOGENÉTICO) FILOSFERA Diz-se da “esfera de influência das folhas” de uma planta. pelos insetos . Alguns termos de entrada com estes prefixos são apresentados neste glossário. geralmente feito de cascalho. usa-se o termo Filo (de origem latina. Ficologia ou algologia é portanto. 110 . o estudo das algas. ou preferência. compreendendo um conjunto de Classes afins. “fico–” Prefixo de origem grega significando “alga”. FILOGENÉTICO Relativo à história evolutiva de um determinado grupo taxonômico. têm sido usadas para purificar água residuária contendo tais elementos. (Ver ADUBAÇÃO ORGÂNICA) FERTILIZANTE ORGÂNICO (Ver ADUBAÇÃO ORGÂNICA) FERTIRRIGAÇÃO Processo em que se aplica fertilizante na água utilizada para irrigação. (Ver RIZOSFERA) FILTRO BIOLÓGICO Dispositivo colocado em sistema aquático. Nos estudos sobre solo os pedólogos / edafólogos chamam de “fertilidade” a capacidade de um solo ter condições nutricionais e estruturais que lhe permitam ser produtivo. por exemplo. 10% de ácido fosfórico (P2O5) disponível e 5% de potássio hidrossolúvel (K2O). phyllum no singular e phylla no plural) referindo-se à principal subdivisão de Reino. seixo. Na divisão taxionômica (ou taxonômica) ou sistemática. FICOBIONTE No líquen ocorre um mutualismo entre um ficobionte (uma alga) e um micobionte (um fungo). que. entomofilia. FICÓFAGO Que se alimenta de algas. hidrofilia (pela água) e. por determinada característica. Alguns autores referem-se à zona de interação das folhas com a atmosfera. (Ver “-fóbico” / “fobo-”) FILO (Ver “-filia” / “-filo”) FILOGÊNESE (FILOGENIA) História evolutiva e linha de descendência de um taxon. fósforo e potássio).GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS Em ecologia alguns autores o usam para indicar a capacidade de um habitat (local ou sítio) para sustentar uma produção de biomassa. que vive bem em”.. Algumas bactérias. resistentes por exemplo. a performance reprodutiva real de um organismo ou população que é medidada como o número real de descendentes viáveis produzidos por unidade de tempo. é uma “taxa de natalidade”. garante conter 20% de N. Uma formulação muito comum aplicada aos solos é o NPK (nitrogênio. alguns chamam de “fertilidade”. (Ver MICÓFAGO) FIDELIDADE (ou GRAU DE FIDELIDADE) (Ver GRAU DE FIDELIDADE) “-filia” / “-filo” Sufixo de origem grega que significa “amigo..

FITOTELMOS FITOTELMOS = FITOTELMATA 111 . ou o seu “fitness” reprodutivo. umidade. ou seja. FITOSSOCIOLOGIA FITOSSOCIOLOGIA = SOCIOLOGIA DE PLANTA (ou VEGETAL) Estudo da vegetação. (Ver COMUNIDADE) FITOGEOGRAFIA (Ver BIOGEOGRAFIA) FITOMASSA FITOMASSA = PRODUTO EM PÉ (“STANDING CROP”) DOS VEGETAIS É a biomassa dos vegetais (ou produtores primários). geralmente sugando sua seiva. Alguns autores admitem que o termo equivalente em português seja “aptidão”. distribuição geográfica e classificação (tipos) de comunidades vegetais. é uma espécie de probabilidade em deixar descendente ao longo de grandes períodos de tempo. em relação aos outros componentes da população. FISIONOMIA DE UMA VEGETAÇÃO (Ver FITOFISIONOMIA (DE UMA VEGETAÇÃO)) “FITNESS” O “fitness” (palavra ainda sem equivalente preciso em português) de um organismo. (Ver BIOMASSA) FITOPLÂNCTON (Ver APÊNDICE V – PLÂNCTON: TIPOS E CATEGORIAS DE TAMANHO) FITORREMEDIAÇÃO Uso de plantas que são capazes de acumular metais tóxicos (geralmente metais pesados) para descontaminar solos poluídos. em deixar descendência viável. plantas superiores). FITOALEXINA Composto químico produzido por plantas em resposta a uma infecção e que impede crescimento posterior do patógeno. ele não possui uma natalidade e uma mortalidade rigorosamente definidas. em que se incluem organização. que é uma qualidade inata ou adquirida para exercer determinada atividade. diz respeito ao seu potencial genotípico. o animal é denominado de macrofitófago. quando se deseja referir-se à comunidade vegetal. FITOECOLOGIA (Ver ECOLOGIA VEGETAL) FITÓFAGO Animal que se alimenta de plantas. interdependência (entre seus componentes vegetais). desenvolvimento. ou seja. refere-se à estruturação do ecossistema. movimento do ar e da água.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS FÍSICA AMBIENTAL Utilização dos conhecimentos de física no estudo e compreensão da estrutura e principalmente dos processos físicos que ocorrem nos ambientes naturais. (Ver SINÚSIA) FITOGEOCENOSE Refere-se à comunidade vegetal e o seu ambiente físico-químico e climático. (Ver ZOÓFAGO) FITOFISIONOMIA (DE UMA VEGETAÇÃO) Refere-se à aparência de um certo tipo de vegetação. o animal é denominado de microfitófago. Embora um indivíduo nasça e morra dentro de um certo “padrão” da população à qual pertence. temperatura. A física da terra (ou geofísica) e a física do clima (radiação.). Se a planta for de grande tamanho (como a maioria das fanerógamas. ou simplesmente. FITOCENOSE FITOCENOSE = COMUNIDADE VEGETAL) Termo que em ecologia vegetal é usado quando se deseja se referir a todos os estratos ou sinúsias que se superpõem numa vegetação. independentemente de sua composição taxonômica. provêem conhecimentos fundamentais à compreensão dos processos ecológicos. etc. FISIOGRÁFICO (FISIOGRAFIA) Referente (ou que trata) das caracteríesticas geográficas da superfície da Terra. Ver valores de fitomassa de diversos tipos de ecossistemas no verbete PRODUTIVIDADE PRIMÁRIA. por exemplo. Se a planta for de pequeno tamanho (como a maioria das criptógamas. em termos de seus estratos vegetativos. plantas inferiores). sendo campo de grande interesse da ecologia.

As fotos que seguem mostram. mostram as porcentagens de espécies nodulíferas de leguminosas (subfamílias da família Fabaceae ou Leguminosae. e na seqüência inferior acículos e cones (à esquerda) e a gralha azul (à direita). em simbiose com raízes de plantas ou que vivem nos nódulos de colmos de certas plantas (cana-de-açúcar. com folhas em forma de agulha (acículo). Cianobactérias como as do gênero Anabaena. SC e SP. podemos citar a Acetobacter diazotrophicus (da cana-de-açúcar) e Azorhizobium caulinodans. atingindo também RS. em simbiose com a pteridófita Azolla sp vêm sendo utilizadas como adubo verde em cultivo de arroz. “andar em bando” como resultado de atração social entre indivíduos. alguns autores usam este termo. Fala-se também em dendrotelmatobiontes como organismos que vivem nos ocos de troncos. Clostridium e outras. restam. o pinheiro-do-Paraná ou Araucaria angustifolia. Dos 20 milhões de hectares originalmente cobertos pela Floresta de Araucária. cujo gênero também ocorre no pantanal matogrossense). Particularmente no estado do Paraná. de acumulação de água em certas plantas. assim denominado pela árvore predominante. quando se referem aos pássaros. pássaro que se alimenta dos cones e por isso são considerados por alguns como disseminadores da planta. da ordem Fabales) florestais brasileiras: Caesalpinioideae (22) Mimosoideae (73) Papilionoideae) (67). Beijerinckia. atualmente. que nodulam raiz e caule de sesbânia (planta da África). (Ver FIXADORES DE NITROGÊNIO (DE VIDA LIVRE)) FIXADORES DE NITROGÊNIO (DE VIDA LIVRE) Bactérias e cianobactérias. (Ver FLOTAÇÃO) FLORA Este termo refere-se ao conjunto de entidades vegetais taxonômicas que se encontram numa certa área. Entre as bactérias há as do gênero Azotobacter. como nas bainhas das folhas de bromeliáceas e de outras plantas similares.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS Referem-se aos microhabitats aquáticos. mais especificamente do Paraná. além de fixadora de N2 é fotossintetizante. as serrarias e o uso industrial foram as principais responsáveis pelo desmatamento. FLOCULAÇÃO Processo que conduz à formação de agregados (flocos ou floculados) em suspensão num líquido. Os dados que seguem. FLAVONÓIDES (Ver DEFESA QUÍMICA) “FLOCKING” Em inglês significa literalmente. segundo SIQUEIRA et al. por exemplo) ou no próprio caule e que são capazes de fixar o N2 atmosférico. 112 . Entre as que vivem nos nódulos e caule. em inglês. na sua maioria. cerca de 2% dessa área. (1994). que fixam N2 atmosférico e que vivem livre no solo ou na água (nãosimbiontes). As enzimas nitrogenase e hidrogenase são fundamentais à FBN. FIXAÇÃO BIOLÓGICA DE NITROGÊNIO − FBN Processo biológico efetuado por bactérias (como as dos gêneros Rhizobium e Bradyrhizobium) que vivem. Há algumas bactérias que nodulam no caule de Aeschynomene indica (planta de solos alagados. na seqüência superior: remanescentes de araucárias (à esquerda) e corte ilegal de pinheiros (à direita). com característica interessante. (Ver VEGETAÇÃO) FLORESTA ACICULIFOLIADA FLORESTA ACICULIFOLIADA = MATA (ou FLORESTA) DE ARAUCÁRIA É um ecossistema típico do sul do Brasil.

48%).67%). Florestas ombrófilas densas (53. 8. Florestas estacionais (4.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS Obs.wikipedia. com grandes diversidade florística e fitomassa. da foz do rio Amazonas e a da direita. relaciona. Savanas (6. Refúgios montanos (0. Publicação recente sobre biodiversidade (ver CAPOBIANCO et al. 4. paisagem típica da floresta amazônica: FLORESTA BOREAL (Ver TAIGA) FLORESTA DE CONÍFERAS DO NORTE (Ver TAIGA) FLORESTA DE GALERIA (Ver MATA CILIAR) FLORESTA LATIFOLIADA EQUATORIAL (Ver FLORESTA AMAZÔNICA) 113 .07%). 2001..87%). Formações secundárias (1.93%). por satélite. FLORESTA AMAZÔNICA FLORESTA AMAZÔNICA = FLORESTA LATIFOLIADA EQUATORIAL A floresta amazônica é uma região constituída por grandes extensões de florestas densas.03%). Florestas ombrófilas abertas (25. Campinaranas (4.63%).: fotos do site do IPEF – Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (www. Formações pioneiras (florestas inundadas) (1.ipef. 7. 5.10%). para uma área do bioma amazônico de 4.com) visão. na BIBLIOGRAFIA utilizada para o glossário). As fotos abaixo mostram: a da esquerda (do site www.br). As classes de vegetação relacionadas nessa publicação e seus respectivos percentuais de área são: 1. 2.401 km2. 6. 23 ecorregiões na amazônia brasileira. 3.105.

A. Nova Zelândia e Tasmânia. (Ver FLORESTA LATIFOLIADA TROPICAL) FLORESTAS TEMPERADAS: ESTACIONAL E PLUVIAL Floresta estacional temperada: também conhecida como temperada decídua. seis espécies de coníferas perenifólias do gên. E. Tem-se atribuído à chuva ácida boa parte da destruição dessa floresta. (Ver ZONA(S) CLIMÁTICA(S) (de WALTER. (Ver SNUC − SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO. ocorrem abetos (“Douglas fir”. Pseudotsuga. recebe bastante água (a precipitação excede a evaporação e a transpiração). Vegetação típica deste tipo. indo até os 1. Aspidosperma sp. propiciando o aparecimento de floresta perenifólia com árvores muito altas. espécies do gên. Taxodiaceae. provindo daí sua denominação). FLORESTA LATIFOLIADA TROPICAL ÚMIDA DA ENCOSTA (Ver MATA ATLÂNTICA) FLORESTA NACIONAL Área com cobertura florestal de espécies predominantemente nativas e tem como objetivo básico o uso múltiplo sustentável dos recursos florestais e a pesquisa científica. entre outras. na região costeira na direção sul. tendendo à acidez. onde ficam as nascentes dos rios Danúbio e Neckar. A foto ao lado ilustra um trecho desta floresta úmida. enquanto a maior parte de sua extensão é coberta por pinheiros (que lhe comunicam a aparência interna escura.A. coberto por espessa camada de humus. Árvores de carvalho e bétula ocupam os declives mais baixos. Ocupa uma área de cerca de 6. possibilitando assim a remoção de partículas indesejáveis junto com a escuma. como o próximo à costa no noroeste da América do Norte. podzolizado. Aceraceae) ocorre no estado de Nova York. fam. Corylaceae) e bordo (“maple”. Pinaceae e seqüóias (“redwood”. no sudoeste da Alemanha. A existência de populações humanas tradicionais é admitida desde que ali habitassem quando de sua criação. utilizando-se para isso aeração ou aplicação de gás ou produto químico ou alta temperatura e também às vezes. em inglês) (gên. indo da região nordeste ao sul do Brasil.U. Nas maiores latitudes a estação de crescimento alcança os 130 dias. em inglês). Euterpe edulis. Acer. fam. estendendo-se por 160 km em direção nordeste. Fagus. um pouco mais para o interior em relação à mata atlântica. ao passo que nas menores latitudes (mais próximo do equador) ela chega aos 180 dias. cedro branco. ocorre na América do Norte principalmente no leste dos Estados Unidos e sul do Canadá. noroeste do estado de Washington. na forma de escuma (ou espuma). por alguns autores. Sequoia. além de se distribuir amplamente na Europa e leste da Ásia. HEINRICH)) FLOTAÇÃO Processo em que matéria orgânica é elevada à superfície. 114 . com chuvas abundantes de inverno e verões com nevoeiro. Floresta pluvial temperada: ocorre em clima temperado mais quente.U. fam. e o palmito.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS FLORESTA LATIFOLIADA TROPICAL Este ecossistema é um subtipo de floresta tropical com árvores de 25 a 30 m de altura. peroba.200 m de altitude. em inglês). com ênfase em métodos para exploração sustentável de florestas nativas. assim como no sul do Chile. No hemisfério sul restringe-se à Nova Zelândia e sul do Chile. Na América do Norte. em inglês) (gên. O solo. Nessa floresta ainda ocorrem o pau d’alho. fam. microrganismos. (Ver “WALDSTERBEN”) FLORESTA PLUVIAL TROPICAL PERENIFÓLIA SUL-BAIANA Também conhecida como “floresta latifoliada tropical”. e UNIDADES DE CONSERVAÇÃO) FLORESTA NEGRA Floresta situada em região montanhosa. no Parque Nacional Olympic. Gallesia gorarema. Cedrela fissilis. A visitação é permitida. com faia (“beech”.000 km2. condicionada às normas. nos E.

em contraste com o trajeto cíclico da matéria (ver ilustração que segue.5(PS1).. (Ver EXOCRUZAMENTO) FNMA – FUNDO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE Criado pela Lei no 7. empréstimos com o BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento e de recursos oriundos de multas aplicadas através da Lei de Crimes Ambientais (Lei no 9. Ex. segundo ODUM.1. resultante de cruzamentos por emigração e imigração de membros de uma espécie.15(PPL).3(PS2) EE-entrada de energia PPB-produtividade primária bruta PPL-produtividade primária líquida R-respiração EÑU-energia não usada (armazenada) EÑA-energia não assimilada (excretada) A-assimilação PS1-“produtividade” secundária PS2-“produtividade” secundária EI-energia incidente EA-energia absorvida FLUXO GÊNICO Mudança na freqüência dos alelos. no tamanho de uma população. Seu Conselho Deliberativo é composto de organizações não-governamentais (ONGs) que atuam na área de meio ambiente.. de 12/02/1998).: fotofóbico (que não tolera a luz)..dia-1): 3000(EI). energia (kcal. 1971): HERBÍVOROS PRODUTORES PRIMÁRIOS Energia total EE PPB EÑU EÑA PPL Calor EÑU EÑA PS1 A Energia refletida CARNÍVOROS R PS2 A A R R Transferência de. termofóbico (não 115 . Seus recursos provêm do Tesouro Nacional. o FNMA tem por missão contribuir como agente financiador e por meio da participação social.m-2.1500(EA). para a implementação da Política Nacional do Meio Ambiente.0.. “-fóbico” / “fobo-” Quando um organismo é “intolerante” a algo ou algum fator ou carece de afinidade. parte dissipada e parte sendo absorvida pelos produtores primários que a transformarão em energia química e a armazenarão. O trajeto dessa energia é unidirecional..797 de 10/07/1989. FLUXO DE ENERGIA Refere-se à radiação solar que atinge a superfície terrestre..605.. (não tolera umidade).. higrofóbico.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS FLUORCARBONO (Ver CFC) FLUTUAÇÕES DA POPULAÇÃO Variações. ao longo do tempo. diz-se que ele é -fóbico. sendo parte refletida. FLUVIOMARINHO Habitante do (ou relativo a) rio e mar.

formando nestes últimos as rochas carbonatadas. (Ver “-filia” / “-filo”) “FOG” (Ver “SMOG”) FOGO (Ver CLÍMAX DE FOGO) FOLHEDO (Ver NECROMASSA) FONTE E DRENO (ou CAPTOR) Referem-se estes termos respectivamente. O processo de respiração e a queima da vegetação drenam este elemento. o C é desta maneira. em 1934. fixado. (Ver BIOMA) FORMAÇÕES CAMPESTRES (Ver CAMPOS) FORMAÇÕES LITORÂNEAS (Ver DUNA. ao componente ambiental de onde se origina um nutriente (ou elemento químico participante da biogeociclagem) e ao componente que absorve ou fixa tal nutriente (tirando-o momentaneamente do processo de ciclagem). Raunkiaer. Como “drenos” importantes de carbono na Natureza. MANGUE. Somente as plantas são consideradas numa formação vegetal. como por exemplo em fobofototropismo que significa “fototropismo negativo”. FORMAÇÃO BARREIRAS (Ver BARREIRAS (SÉRIE ou FORMAÇÃO)) FORMAÇÃO VEGETAL Refere-se a uma grande comunidade vegetal terrestre. no processo de biogeociclagem. e RESTINGA) FORMAS DE VIDA DE RAUNKIAER Uma das mais comuns classificações de forma de vida vegetal. O prefixo fobo. são destacadas as queimas de combustíveis fósseis (5 X 1011 Mg) e de florestas (±2 X 1011 Mg). sendo posteriormente.algumas vezes é usado para denotar uma negação a um prefixo dito operativo. diferindo assim de “bioma”. captado pelos vegetais dos ecossistemas terrestres e aquáticos. cujos valores absolutos estimados (em Mg de C) são respectivamente: atmosfera = 7. sob condições adversas. em períodos frios ou secos. São seis as principais categorias: 116 . ECOLOGICAL” (Ver PEGADA ECOLÓGICA) FORÇA DE CORIOLIS Uma força deflectora resultante da rotação da Terra e que causa a um corpo de água ou de ar a deflexionar para a direita no hemisfério norte e para a esquerda no hemisfério sul. O carbono tem como fonte mais importante a fitomassa. 6 4 2 0 “FOOTPRINT. O gráfico que segue representa os logaritmos das proporções “fontes” de carbono na biosfera. baseada na posição do broto vegetativo (ou gema) e sua correspondente proteção. proposta por C.6 X 1011. onde toda a biota é incluída. oceano = 2 X 1016 (total de carbonatos + compostos orgânicos dissolvidos + partículas + compostos orgânicos do sedimento) e ambiente terrestre = 1.2 X 1013 (biota + humus + combustíveis fósseis): 18 Atmosfera 16 14 12 Oceano 10 8 Amb.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS tolera calor). Terr.

FORRAGEAMENTO (TEORIA. que favoreceu o “fitness” animal. sobrevivem como sementes nas estações desfavoráveis. fotoplagiotropismo (que 117 . fotofóbico (que não tolera luz). em bulbos ou rizomas. Até mesmo aves de rapina também as seguem. os compostos de P resultam tanto da desintegração de rochas quanto da entrada nesse sistema através da precipitação pluvial. com ciclo completo de vida num só período vegetativo. etc). FORMIGA-CORREIÇÃO Formiga carnívora (Eciton burchelli) de ampla distribuição neotropical. absorção bruta de energia menos os custos energéticos para obtê-la. arbustos. Tais caminhos. a depender das condições locais onde ele ocorra. muitas delas. nas áreas circunvizinhas. Exemplificando esta característica de comportamento animal. atacando e devorando nos seus caminhos (± 10 m de largura).Fraser.) Em ecologia refere-se à ação de alimentar-se.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS 1) Epífitas: plantas aéreas. que se destacam por formarem verdadeiros exércitos em expedição pela floresta. Subdividem-se em cinco grupos: árvores. (Ver EFICIÊNCIA DE PROCURA) FOSDRIN (Ver ORGANOFOSFORADO) FOSFATO Composto de fósforo. Forrageamento sensível a riscos: expressão utilizada por RICKLEFS (2007) em que considera ser importante para um animal obter alimento. uma vez que esta é uma atividade que envolve riscos. 5) Criptófitas ou geófitas: plantas com gemas abaixo da superfície do solo. milípedes. mas também a segurança em obtê-lo. (Ver GUANO) FÓSFORO (Ver FOSFATO) FOSSA OCEÂNICA (Ver APÊNDICE IV – ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) FÓSSIL (Ver COMBUSTÍVEL FÓSSIL) “foto-” Prefixo de origem grega relativo à luz. 10 mm de comprimento. fazendo dos pássaros suas presas fáceis. em que uma certa espécie de peixe se arriscava a procurar presa (vermes em sedimento de ecossistema de água doce) em área “perigosa” (infestada com predadores) somente quando a densidade de presas disponíveis aumentava significativamente. forçam as presas das formigas-correição a se jogarem na água. pequenos vertebrados (sapos. Esta espécie tenderia a ser polifágica ou eurifágica. é descrito um experimento relizado por James F. São várias as abordagens que são feitas acerca deste tema. ou seja. sem raízes fixadas no solo. FORRAGEADOR ÓTIMO Seria aquela espécie que utiliza um certo balanceamento na sua dieta alimentar. São muitas as denominações com este prefixo. desde a fase de semente. 2) Fanerófitas: plantas aéreas. Nos ecossistemas florestais por exemplo. Obviamente muitos outros fatores atuam nesse processo. com gemas na superfície do solo. 3) Caméfitas: plantas de superfície. ESTRATÉGIAS . quando beiram cursos d’água. dos animais.Gilliam e Douglas F. O guano é também importante fonte de fósforo. b) Um alto “fitness” é alcançado a partir de uma alta taxa de absorção energética. Ex. não somente observando a taxa com que ele o obtém. Nos oceanos os fosfatos são trazidos pelos estuários e o processo de ressurgência também atua como condutor destes compostos. Nos ecossistemas aquáticos.. destacando-se a teoria do forrageamento com os seguintes aspectos: a) Os animais têm um potencial para consumir uma faixa de alimentos bem mais ampla do que a que eles atualmente consomem. de importância fundamental para a produtividade primária de ecossistemas terrestres e aquáticos. isto foi conduzido pela seleção natural. plantas com caule suculento. esses compostos resultam da desintegração de rochas e do solo. onde peixes os capturam. plantas com caule herbáceo e lianas (trepadeiras lenhosas). As presas que conseguem fugir aos ataques destas formigas são. apanhadas por pássaros que acompanham a trajetória das formigas-correição. 4) Hemi-criptófitas: plantas em tufos. lagartos) e insetos (aranhas. com gemas vegetativas expostas em caules eretos. isópodes. como nos lagos por exemplo.: fotofílico (que se desenvolve bem em plena luz). como também da atividade humana (fertilizantes.. efluentes etc). com gemas no próprio solo ou ligeiramente abaixo da superfície do solo. procurando maximizar sua ingestão de energia. 6) Terófitas: plantas anuais.

provém da cisão da molécula de água pela luz (ou fotólise). Na figura que segue vêem-se os raios mais absorvidos pela clorofila e que têm maior ação fotossintética: 7 Absorção 5 50 3 30 Taxa de fotossíntese. que seria a facilidade com que um ecossistema pode ser perturbado (ou degradado). c) aquele limitado a uma ilha ou fragmento de ambiente. O nome fotorrespiração é porque a reação ocorre na presença da luz. DINAMICAMENTE (Ver ESTABILIDADE) FRAGILIDADE Alguns autores admitem o conceito de fragilidade. O oxigênio. b) aquele estabelecido sobre solo instável. fotomicrografia (fotografia de material visto ao microscópio). Este processo ocorre freqüentemente em plantas C3. fotoorganotrófico (relativo a organismo que utiliza energia radiante e doadores de eletrons orgânicos). fotolitotrófico (relativo a organismo que utiliza energia radiante e doadores de eletrons inorgânicos). que no final se transformam em CO2. fotolítico (que se desintegra sob ação da luz). fototropismo (que se movimenta ou se orienta para a luz (ver HELIOTROPISMO). cataliza uma reação onde há combinação do O2 com a RuDP. FOTOSSÍNTESE Processo desenvolvido pelos vegetais clorofilados. em que a energia solar é fixada e transformada em energia química. FOTORRESPIRAÇÃO Processo que ocorre nos vegetais superiores (em muitas plantas tropicais) em que a enzima ribulose difosfato (RuDP) carboxilase. 118 . dependem do fotoperíodo.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS se dirige à luz incidente em ângulo oblíquo). formando-se uma molécula de ácido fosfoglicérico (PGA). Nas plantas C4 há um bloqueio na ação dessa enzima. FOTOAUTÓTROFO (Ver AUTÓTROFO) FOTOAUXÓTROFO (Ver AUTÓTROFO) FOTOPERÍODO Diz respeito ao período de luminosidade no dia. Alguns apontam certas características ou circunstâncias que tornariam um ecossistema frágil: a) aquele ecossistema com grande parte de sua energia e nutrientes armazenados na biomassa. A equação geral da fotossíntese é: energia 6CO2 + 12H2O C6H12O6 + 6H2O + 1/2O2↑ clorofila A energia e a clorofila são catalizadores que viabilizam a transformação dos compostos inorgânicos em carboidrato. em unidades relativas 70 1 10 400 500 600 Comprimento de onda. ocorrendo tal atividade na ausência de O2. Germinação de sementes. Esta energia é utilizada pelo vegetal na fixação do CO2 (ciclo de Calvin-Benson). sendo portanto a energia luminosa convertida a ATP e NADPH2. Verbetes com este prefixo são vistos a seguir. frutificação) e algumas reações de animais. nm 700 (Ver CICLO DE CALVIN-BENSON) FRÁGIL. na presença de O2 livre. subproduto da fotossíntese. útil à planta e subprodutos. comportamento de plantas (floração.

FUGITIVO (ou FUGITIVAS) (Ver ESTRATEGISTAS K e r) FUMAÇA (Ver PARTÍCULAS EM SUSPENSÃO NO AR) FUNÇÕES DE INCIDÊNCIA Estudando populações de pássaros que se estabelecem em ilhas do arquipélago de Bismarck. A freqüência gênica diz respeito à proporção com que um determinado alelo de um gene. leguminosa de pequeno porte (“quase um subarbusto”). FREQÜÊNCIA “Medida da chance” de se encontrar representante de determinada espécie numa certa área. e LEVEDURA) 119 . DOMÍNIOS DOS MICRORGANISMOS. aparece no patrimônio genético de uma população. J. possui sistema radicular cuja raiz pivotante alcança os 18 m de profundidade. zona mediana (vegetação flutuante) e zona inferior (vegetação submersa). Um exemplo: Andira humilis planta caméfita (ver FORMAS DE VIDA DE RAUNKIAER). geralmente considerada como a parte compreendida entre a profundidade da maré baixa até 100 m (habitada por algas “fotofílicas”). COGUMELO. podendo ser subdividida numa zona superior (vegetação emergente).M. com altas taxas de dispersão porém pobres em termos de habilidade para co-existirem com outras espécies e espécies somente capazes de se estabelecerem em ilhas grandes co-existindo com muitas outras espécies. como também se refere à zona de profundidade de um lago. (Ver EFEITOS ANTIMICROBIANOS. onde: Q = quadrados e Isp = indivíduos de determinada espécie.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS (Ver ESTABILIDADE) FRAGMENTOS FLORESTAIS (Ver RELITO) FRANJA INFRALITORÂNEA (ou FRANJA DO INFRALITORAL) Refere-se tanto à subdivisão da zona do sublitoral marinho. (Ver BOLOR. sem necessariamente indicar o número de indivíduos encontrados. sendo expressa usualmente por porcentagem. (Ver APÊNDICE IV – ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) FRASER-DARLING. calculada como a relação da freqüência de uma dada espécie para a soma dos valores de freqüência de todas as espécies presentes.CLOROFLUORCARBONO) FREÓFITA Termo pouco usado que indica planta cujo sistema radicular atinge e se beneficia do lençol freático. EFEITO DE (ou EFEITO DE DARLING) O estímulo à ação de acasalamento (cruzamento) de um par (casal) de animais. FREÁTICO (Ver LENÇOL FREÁTICO) FREON (Ver CFC . pela presença e atividade de outros membros da espécie. Na aplicação do método dos quadrados a freqüência é dada por: F = nº de Q onde são encontrados Isp / no total de Q. sendo permanentemente coberta por vegetação macroscópica enraizada.Diamond (em 1975) observou espécies “superitinerantes”. e PESTICIDA) FUNGIOLÍTICO (Ver EFEITOS ANTIMICROBIANOS) FUNGISTASE (Ver ANTIBIOSE) FUNGISTÁTICO(A) (Ver ANTIBIOSE e EFEITOS ANTIMICROBIANOS) FUNGO Grupo de microrganismos que se constituem num dos cinco reinos dos seres vivos ou num dos três domínios dos microrganismos. “FUNGI” (Ver REINO) FUNGICIDA Substância que elimina fungos. Na caatinga a baraúna (Schinopsis brasiliensis) tem sistema radicular que atinge o lençol freático cuja profundidade é de 20 m ou mais. A freqüência fornece informações sobre a uniformidade de distribuição. FREQÜÊNCIA RELATIVA Uma medida da ocorrência de uma espécie.

GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS FUNGO ECTENDOMICORRÍZICO (Ver ECTENDOMICORRIZA) FUNGO ECTOMICORRÍZICO (Ver ECTOMICORRIZA) FUNGO ENDOMICORRÍZICO (Ver ENDOMICORRIZA) FURACÃO (Ver CICLONE. e EFEITO BUMERANGUE) FUSTE Refere-se à toda a porção do tronco de uma árvore de onde não se originam ramificações ou galhos. 120 . Este termo é de uso mais comum na indústria madeireira.

No caso. e ESTRATEGISTAS K e r) GENÉTICA POPULACIONAL (ou GENÉTICA DE POPULAÇÕES) Parte da genética que estuda o compartimento gênico de uma população (ou de populações). não existe uma estratégia definida por um dos competidores. no benefício da manutenção de uma boa qualidade de vida. do comportamento a ser adotado pelo oponente. procurando conhecer suas mudanças e se estão em equilíbrio ou em evolução.000 − INTERNATIONAL STANDARDIZATION ORGANIZATION”) GAIA (Ver HIPÓTESE GAIA) “GAME THEORY” (= TEORIA DO JOGO) Literalmente. o custo poderá ser bem mais elevado (vencer ou perder. Aplica-se também este termo para designar o conjunto básico (monoplóide) de uma determinada espécie. que determina suas características estruturais e funcionais. (Ver JOGO DO FALCÃO-POMBO) GARGALO POPULACIONAL (Ver POPULAÇÃO EM GARGALO) GAUSE (Ver PRINCÍPIO DA EXCLUSÃO COMPETITIVA) GENERALISTAS (Ver ESTRATEGISTA C. que trata da localização cromossômica de todos os genes que constituem o genoma ou patrimônio genético de um organismo. mais especificamente da biologia ou genética molecular. através de regulamentos. por exemplo. mas que sua reação depende. estatisticamente. Se. (Ver “ISO 14. este último terá como perda um custo pequeno (a conquista momentânea do território). (Ver METAGENÔMICA. em que numa disputa entre dois (ou mais) animais competidores. ANÁLISE) GENÓTIPO Patrimônio genético de um indivíduo. A genômica é uma parte da biologia. uma aranha se depara com um contendor que se retira. por exemplo. teoria do jogo. normatizações e medidas. investigando a freqüência de genes (e genótipos). procurando especificar precisamente a estrutura química de cada gene. GENOMA e GENÔMICA Genoma refere-se ao conjunto mínimo de cromossomos não-homólogos encontrado numa célula e que lhe possibilite funcionar. Trata-se de uma estratégia comportamental. (Ver FENÓTIPO) GEOBIOCENOSE (Ver ECOSSISTEMA) GEOBIOCICLAGEM (Ver BIOGEOCICLAGEM) 121 . do Projeto Genoma Humano. ou o número de cromossomos gaméticos (que é um número haplóide). visando administrar determinado ambiente. vida ou morte). que em última análise servirá para entender sua função no organismo. este conhecimento será útil para se entender sobre a saúde e a doença do organismo humano. mas se os contendores se enfrentarem.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS G GA – GESTÃO AMBIENTAL Forma de controle.

assim como de sincronização de tempo global para viagens no ar. nematódeos e oligoquetas. no mar e na terra. no tempo e no espaço. em zona urbana. e a um gradiente de um caráter. o geoprocessamento é um conjunto de métodos e técnicas de processamento de dados referenciados espacialmente (ou dados georreferenciados) procurando revelar relacionamentos entre os componentes estruturais da Natureza. GRADIENTE Refere-se a diversos aspectos ou fatores. terreno que contém minério. Eis alguns: terreno apropriado para cultivo. através do óvulo. respeitando a manutenção de uma boa qualidade de vida ambiental. (Ver “-clino” e “-clina”) GRAU DE ACUMULAÇÃO (ou ACUMULAÇÃO) É uma medição da concentração biológica de metais pesados ou de minerais. e TRIÓICA) GLEBA São muitos os significados atribuídos a uma certa porção de terra como gleba. O geoplanejamento sucede o geoprocessamento. dada como uma “relação da concentração em plantas nos solos contaminados para a concentração em plantas nos solos ditos normais”. expressa em porcentagem. CLASSIFICAÇÃO DE) GLICOSÍDEOS (Ver DEFESA QUÍMICA) GLOGER (Ver REGRAS ECOGEOGRÁFICAS) GONDWANA (Ver PANGÉIA (ou PANGAEA). terra plantada. protozoários. bactérias. classificando-os. desenvolvido para fornecer dados precisos de posicionamento e velocidade. ficando o sexo feminino ativo. GERMOPLASMA (Ver BANCO DE GERMOPLASMA) GESTÃO AMBIENTAL (Ver GA − GESTÃO AMBIENTAL) GINODIOÉCIA Alguns autores usam este termo para indicar a coexistência de hermafroditas e fêmeas na mesma população. etc.navigation system using time and ranging”. dos E. um aumento ou diminuição regular de um fator.U. é um sistema global de navegação de satélites. GEODIATROPISMO (Ver DIAGEOTROPISMO) GEOMAGNETISMO Em termos ecológicos o geomagnetismo é um fenômeno atribuído à capacidade de que algumas espécies migratórias utilizam (algumas aves e baleias. lavoura. como por exemplo a temperatura. GEOSMINA Substância produzida por estreptomicetos (gênero Streptomyces.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS GEOBIONTE Termo pouco usado. Ocorre em plantas hermafroditas onde genes conduzem à esterilização masculina. utilizando as informações por este geradas. em plantas. uma bactéria filamentosa) que é responsável pelo odor típico de “terra molhada”. (Ver MIGRAÇÃO) GEOPROCESSAMENTO e GEOPLANEJAMENTO Em estudos sobre avaliação de ambientes (com os mais diversos propósitos). por exemplo) para se deslocarem a grandes distâncias. MONÓICA. visando ao conhecimento integrado de um território. Em muitos destes casos tais genes são transmitidos como herança citoplasmática. e REGIÕES ZOOGEOGRÁFICAS) “GPS – GLOBAL POSITIONING SYSTEM” Também conhecido como “NAVSTAR . como muitos fungos. GLEISSOLOS (Ver SOLOS BRASILEIROS. plantação.A. (Ver DIÓICA. subsidiando a elaboração de plano de ação para uma utilização racional dos recursos naturais. terra em que se nasce (pátria). tais como à taxa de mudança de uma variável com a distância. e acompanhar e avaliar a dinâmica dos componentes territoriais. terra não-urbanizada. 122 .. de actinomiceto. que se refere aos organismos que passam toda sua vida no solo.

“GUILD” Termo sem equivalente preciso em português (talvez “guilda”.: 1) As hifas dos fungos circundam o conjunto de partículas. SELEÇÃO POR (Ver SELEÇÃO POR GRUPO) GUANO Depósitos de dejetos provenientes de aves que vivem na costa do Peru e que se constituem em significante compartimento de fósforo (8 a 12% de ácido fosfórico) e nitrogênio (11 a 16%). (1) estranha. microrganismos e água. o grau de restrição de uma espécie vegetal a uma situação particular. muito importante na ciclagem destes elementos. por exemplo. 1983): bactéria areia hifa argila silte - Mn+ - - - íon de metal - matéria orgânica Obs. Perameles nasuta) pertencem a “guilds” diferentes. (2) indiferente. um mamífero marsupial. participam da cimentação do grumo. que na Austrália o cangurú e o carneiro são do mesmo “guild”. GRUMO (DO SOLO) Agregação de partículas do solo (parte mineral: areia. a exploração de recursos de um ambiente por um grupo de espécies que não têm semelhança aparente entre si. (4) seletiva. 3) Tanto as bactérias quanto as partículas de argila têm eletronegatividade. Usa-se uma escala para estimar o grau de fidelidade de uma planta: (5) exclusiva. 2) As bactérias.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS GRAU DE FIDELIDADE (ou FIDELIDADE) Em fitossociologia é um termo usado para designar numa comunidade ou associação. “GUSANO” (Ver TEREDO) “GYTTJA” “GYTTJA” = SAPROPEL (Ver “DY”) 123 . sendo assim. silte e argila) com a participação de partículas orgânicas (colóides). colóides. Fala-se então. microrganismos. íons metálicos e água. GRUPO. (3) preferencial. juntamente com as partículas menores (colóides e argila). Já o coelho e uma espécie que a ele se assemelha (o “bandicoot”. o que faz com que se liguem facilmente aos íons metálicos positivos. mas sem significado preciso na nossa língua) significa em ecologia. A figura seguinte ilustra tal arranjo (LYNCH.

GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS 124 .

ao organismo que exibe alternância de diplóide e haplóide dáse o nome de diplobionte). (Ver APÊNDICE V − PLÂNCTON: TIPOS E CATEGORIAS DE TAMANHO) HALOSERE Diz-se da sere cuja vegetação se desenvolve em charco (ou brejo) salino. HABITAT URBANO (Ver “poleo-”) HADAL (Ver ZONA HADOPELÁGICA) HADOPELÁGICO(A) (Ver ZONA HADOPELÁGICA) “halo-” / “hali-” Prefixo de origem grega.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS H “HAB – HARMFUL ALGAL BLOOM” (Ver “BLOOM”) HABITAT HABITAT = BIOTOPO = ECOTOPO Refere-se a um determinado espaço ou ambiente onde os fatores físicos e biológicos se interagem. Ex. Este termo é utilizado tanto de maneira restrita (o habitat de um organismo) como de maneira muito ampla (o habitat de floresta). halobionte / halobiôntico (organismo que vive em habitat salino). Ex.: haplofase (fase do ciclo de vida de um organismo em que os núcleos são haplóides. halofreatófita (planta que usa água de solo salino). Alguns verbetes seguem. com este prefixo. (Ver HIDROSERE) HANSON (Ver ESCALA DE ABUNDÂNCIA DE HANSON) “haplo-” Prefixo de origem grega significando “simples. único”. halolímnico (organismo vivendo em água doce. em oposição. HALOCARBONOS Qualquer composto no qual o hidrogênio de um hidrocarbono é substituído por halogênios. (Ver HIDROCARBONOS BROMADOS) HALONS (Ver HIDROCARBONOS BROMADOS) HALOPLÂNCTON Plâncton marinho. HALOBIÓTICO Organismo que vive no mar. totalmente ou em parte. ao organismo que assim se caracteriza dá-se a denominação de haplobionte.: halófita (planta que vive em habitat salino). GARRETT (Ver CAPACIDADE DE SUPORTE (e CAPACIDADE DE SUPORTE CULTURAL)) 125 . haplobionte é também o nome que se dá à planta que floresce uma vez por estação e diplobionte àquela que floresce duas vezes na mesma estação. formando condições mínimas para a manutenção de um ou de muitos organismos. relativo a sal e salgado. mas com afinidade por habitat marinho). HARDIN.

mas que tem forma. alguns autores dão o nome de helobiomas. estes últimos matam todas as plantas com as quais entrem em contato. bipiridiliuns. HATCH-SLACK. Ex. EQUILÍBRIO DE e LEI DE Também conhecido como equilíbrio genético. heliófugo (com tendência a afastar-se ou fugir do sol). Amaranthaceae. Aos grandes ecossistemas caracterizados por tais condições ambientais. (Ver HOLOPARASITA) HERBICIDA Substância que elimina plantas “invasoras de cultivos” (termo preferido pelos ecólogos) ou “ervas daninhas” (termo preferido pelos agrônomos). muito semelhante a de adulto. ácidos urônicos. As plantas com este ciclo são conhecidas como C4. Há também plantas C4 das famílias Cyperaceae. formando duas moléculas de oxaloacetato. Portulaceae. sendo alternativamente ou parasita ou autotrófico) hemiautófita (planta parasita que é capaz de fotossintetizar). sendo consideradas muito produtivas. do gên. tirando-lhe água e sais minerais mas não seus produtos metabolizados). este termo opõe-se a ciófilo). Seguem-se alguns verbetes com este prefixo. HCFCs – hidroclorofluorcarbonos (Ver CFC – CLOROFLUORCARBONO (ou CARBONO FLUORCLORADO)) “heli-” Prefixo de origem grega significando “sol”. milheto e várias gramíneas (Poaceae) que são C4..: hemiparasita (termo geralmente aplicado à planta que parasita parcialmente seu hospedeiro. Ex. hexoses (como a manose. Há muitas espécies anuais. triazinas. freqüentemente.: helóbio (que vive em tais ambientes). pântano. HEMIMETABÓLICO (ou HEMIMETÁBOLO) HEMIMETÁBOLO = PAUROMETÁBOLO Diz-se do inseto sem metamorfose completa no seu desenvolvimento. Chenopodiaceae e Euphorbiaceae.. CICLO DE CICLO DE HATCH-SLACK = CICLO DE HATCH-SLACK-KORTSCHAK No processo fotossintético atribui-se esta denominação à fase de fixação do CO2 em que este gás ao penetrar nas células do mesófilo. (Ver AMETABÓLICO) HEMIPARASITA Designação dada à planta que vive sobre outra (como epífita) sugando-lhe apenas a seiva bruta. A erva-de-passarinho é um hemiparasita. Entre vários herbicidas podem ser citados: nitroanilinas. heliófilo (que se desenvolve bem em condições de alta luminosidade. Ex.000 angiospermas pertencentes a 18 famílias. demonstrando assim que a meiose e a recombinação não alterarão as freqüências dos genes. A lei de Hardy-Weinberg diz que as freqüências tenderão a permanecer constantes de geração para geração e que os genótipos alcançarão uma freqüência de equilíbrio numa geração de acasalamento aleatório e assim manterá tal freqüência. combina-se logo com o fosfoenolpiruvato (“PEP − phosphoenolpiruvate”. Cecropia. é um polissacarídeo com estrutura molecular diferente da celulose. glicose e galactose) e. como cana-de-açúcar.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS HARDY-WEINBERG. tiocarbamatos. Entre as hemiceluloses citam-se as xilanas. cada uma com quatro átomos de carbono. heliotropismo (que se movimenta ou se orienta para a luz do sol. HEMICELULOSE Considerada como o segundo maior componente dos vegetais.: heliófita (planta que vive melhor ao sol. Há herbicidas seletivos e herbicidas não-seletivos. hemisaprófita (um organismo saprófita facultativo. (Ver PESTICIDA) HERBÍVORO (Ver CADEIA ALIMENTAR) 126 . e PLANTA DE SOL) “helo-” Prefixo de origem grega que se refere a “brejo. sendo por isso também chamada de planta de sol). refere-se à manutenção mais ou menos constante da freqüência de alelos numa população através de gerações sucessivas. .. como a planta girassol. heliófobo (que tem aversão ou teme a luz). hemibiotrófico (fungo que depende de um hospedeiro vivo durante parte do seu ciclo vital). Helianthus annuus). como é o caso da planta pioneira embaúba. milho. É constituído por arranjos de pentoses (como a xilose e a arabinose). monocotiledôneas. glifosato. Acredita-se que sejam umas 2. paul”. charco. ao sair do ovo (chamada ninfa). (Ver CIÓFITO(A) / CIÓFILO(A). mananas e galactanas. carbamatos. além de uma cianobactéria (Anacystis nidulans). “hemi-” Prefixo de origem grega significando “metade”. em inglês).

por exemplo. HETEROCISTO Células de paredes espessas. como os halons e os HBFCs − hidrobromofluorcarbonos (ambos utilizados em extintores de incêndio) e o brometo de metila (um fumigante muito usado na agricultura). Seguem-se alguns termos com este prefixo. por exemplo. “hidro-” Prefixo de origem grega significando “água”.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS “hetero-” Prefixo de origem grega que significa “diferente. HETEROÉCIO (Ver “-écio”) HETEROESPECÍFICO (Ver CO-ESPECÍFICO) HETEROMETABÓLICO Diz-se do inseto que tem metamorfose incompleta. durante o inverno (estação fria). Aos compostos que contêm um ou mais halogênios ligado(s) ao carbono. Em termos ecológicos. que também podem ser usados em aerossóis. constituintes celulares e portanto. o alelo dominante (e respectiva característica) é o gene A. HIDROCORIA (Ver “-coria”) HIDROFILIA (Ver “-filia”) 127 . são conhecidos como hidrocarbonos. dá-se o nome de halocarbonos. e QUIMIÓTROFO) HETERÓTROFO-LITÓTROFO (Ver MIXÓTROFO) HETEROXÊNICO (Ver “pleo-”) HETEROZIGOSIDADE Significa a expressão de um caráter a partir de um par de genes com alelos que determinam manifestações diferentes. (Ver HOMOZIGOSIDADE. uma característica que tenha o genótipo Aa. HETEROSFERA (Ver ATMOSFERA) HETEROTERMIA (Ver ECTOTERMIA) HETERÓTROFO HETERÓTROFO = ORGANÓTROFO Organismo que obtém energia de compostos orgânicos. sintetizados por outros organismos. HIDROCARBONETO CLORADO (Ver ORGANOCLORADO) HIDROCARBONOS BROMADOS São assim denominados os diversos tipos ou grupos de compostos que contêm bromo (Br). (Ver AUTÓTROFO. que se expressará no indivíduo. refrigeração. sem o estádio de pupa. com importante papel de fixadoras de nitrogênio nas cianofíceas (gêneros Nostoc. sendo os halons. A cianofícea Anabaena azollae. fabricação de espumas e como agentes de limpeza. também chamado de latente ou quiescente (baixa atividade metabólica) de certos animais. de poder destruidor de 3 a 10 vezes superior ao dos CFCs. Assim. outro”. vive em simbiose com a macrófita aquática do gênero Azolla fornecendo-lhe nitrogênio e recebendo nutrientes e proteção desta planta aquática. Esses compostos são considerados como destruidores da camada de ozônio. (Ver “higro-”) HIDROBIOLOGIA Biologia dos organismos aquáticos. e ESPÉCIE EM VIA DE EXTINÇÃO) HEXACLORETO DE BENZENO (Ver ORGANOCLORADO) HIBERNAÇÃO HIBERNAÇÃO = ESTIVAÇÃO Período de dormência. Anabaena e outras). a heterozigosidade (em oposição à homozigosidade) gera maior variabilidade genética. pobres em pigmentos fotossintetizantes. Os gases propano e butano.

usando nitrato (NO3-). Os filamentos constituem o micélio dos fungos.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS HIDRÓFITA Planta que vive num solo deficiente de oxigênio. ORDEM DE (ou DOMINÂNCIA DE)) HIFA Filamento celular. Elas reduzem o SO4 a H2S. este termo indica água muito salgada (200 g de sais por litro). HIDROSFERA Toda a “camada de água” da crosta do planeta Terra (corpos de água na superfície da Terra). Seguem-se vários termos com estes prefixos. pelo menos periodicamente. HIDROSERE HIDROSERE = SUCESSÃO HIDRARCA Diz-se da sere cuja sucessão se inicia em qualquer ambiente aquático (lago. constituem-se na base da cadeia alimentar dessas comunidades. pântano. HIPOLIMNIO Camada (ou zona) de profundidade aquática com temperatura relativamente estável.). “hiper-” e “hipo-” Prefixos de origem grega. HIDROGENASE Enzima que. anelídeos e peixes. (Ver “hidro-”) HIGRÓFITA Vegetal terrestre. charco. Pesquisas feitas nas costas do Peru e Chile revelaram a existência de bactéria branca. crustáceos. Hiper significando “mais do que (efeito ou quantidade). que não possuem hidrogenase. HIPÓTESE. que realizando a quimioautotrofia. uma vez que a fotossíntese não ocorre nesses locais. tem o papel fundamental de absorver H2 e usá-lo como redutor para fixar o nitrogênio. estendendo-se para o fundo. localizadas entre 40 e 280 m de profundidade. (Ver “halo-”) HIPERPARASITA HIPERPARASITA = AUTOPARASITA Parasita que vive no interior de um animal (ou sobre ele). no entanto. como resultado do conteúdo excessivo de água. por exemplo). pogonóforos (vermes marinhos do fundo do oceano. no processo de fixação do N2 atmosférico pelas bactérias (Rhizobium sp. HIDROTERMAL Refere-se este termo geralmente. HIERARQUIA DE DOMINÂNCIA (Ver BICADA. e METALIMNIO) HIPONEUSTON (Ver NEUSTON) HIPÓTESE (Ver CONJETURA. que por sua vez é também um parasita. Neste ambiente rico em H2S. prolifera em abundância “bactérias sulfurosas”. geralmente com água não-circulante fria. do enxofre (Thioploca).. menos do que (efeito ou quantidade)”. como bivalvos gigantes de concha branca. HIPERHALINO Quando aplicado para os ecossistemas aquáticos. encharcado”.. e que provém de fonte geotérmica. LEI e TEORIA) HIPÓTESE ALTERNATIVA (Ver HIPÓTESE NULA) 128 . em seguimento ao metalimnio. Um bacteriófago é um hiperparasita. (Ver EPILIMNIO. Estabelecem-se em tais passagens hidrotermais. típico de fungos e actinomicetos (bactérias filamentosas). posição mais elevada”. que re-oxidam o enxofre reduzido de volta para sulfato. sendo alguns locais ricos em enxofre. comunidades marinhas ricas. Ver figura no verbete EUTRÓFICO. que prefere viver em ambientes úmidos. “higro-” Prefixo de origem grega significando “úmido. do filo Pogonophora). como a do mar Morto (Israel/Jordânia) e a do lago salgado de Utah (EUA). molhado. acima de. Há linhagens de Rhizobium. e hipo significando “sob ou posição abaixo. Aquelas que a possuem têm maior eficiência na absorção de nitrogênio para a planta simbionte. por vezes de grandes dimensões. a uma passagem ou corrente de água de profundidade oceânica. todos se beneficiando da riqueza nutricional de origem geotérmica.

em grego) para enfatizar a forte influência biológica na formação da atmosfera terrestre. HIPÓTESE DO DISTÚRBIO INTERMEDIÁRIO. a hipótese Gaia carece de avaliação quantitativa e de maneira científica de ser testada. (Ver CLAREIRA (e DINÂMICA DE CLAREIRA)) HIPÓTESE DO PADRÃO DE CLÍMAX (Ver TEORIAS MONO E POLICLÍMAX) HIPÓTESE GAIA James Lovelock químico e inventor inglês. formando um sistema complexo de controle. o qual mantém favoráveis à vida as condições da Terra. em função do tempo disponível para a invasão de novas espécies. 1990): P P P1 m4 m3 m2 P4 P3 m5 m1 P2 c1 m1 c c3 c m2 P c3 c1 c4 c3 P c c1 Obs. levando ao declínio da densidade populacional. Entretanto. indivíduos genotipicamente agressivos são favorecidos de maneira que. Em outras palavras. para que uma clareira se recupere faz-se necessário um intervalo de tempo longo entre os distúrbios. em alta densidade. os organismos. em baixa densidade populacional. nos solos e sedimentos. é uma verdade hoje cientificamente comprovada. ou seja. b) em seguida vão aparecendo outras plantas. Connell propôs que a mais alta diversidade é mantida em níveis intermediários de distúrbio. da situação mediana da sucessão (m). numa visão profunda do nosso sistema.. alcançando um máximo de diversidade (círculo inferior à esquerda).GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS HIPÓTESE DO COMPORTAMENTO POLIMÓRFICO (ou HIPÓTESE DO POLIMORFISMO COMPORTAMENTAL GENÉTICO) Hipótese que diz respeito à auto-regulação de uma população fundamentada no fato de que indivíduos são (geneticamente) ou agressivos natos ou capazes de alto rendimento reprodutivo (alto “fitness”). Exemplo: a amônia produzida pelos microrganismos mantém. com apenas algumas plantas pioneiras (P). A figura que segue ilustra o andamento hipotético de ocupação de uma clareira ao longo do tempo (segundo BEGON et al. c) e finalmente a sucessão atinge o máximo desenvolvimento. A diversidade como resultado de distúrbios aumenta. DE CONNELL J. P.Odum. evoluíram junto com o ambiente físico. principalmente os microrganismos. a seleção natural favorece as espécies do segundo tipo.H. Segundo E. E em assim sendo. literalmente significando “deusa da Terra”. juntamente com a bióloga norteamericana Lynn Margulis sugeriram este termo “Gaia” (ou Gea. Independentemente da validade da idéia de que a vida controla seu ambiente em seu próprio benefício. aqueles indivíduos com alto potencial reprodutivo são forçados a dispersar-se. o reconhecimento de que os componentes físicos. uma diferença observada é devida somente ao acaso. Se o cálculo de probabilidade 129 . um pH favorável a uma ampla diversidade de vida. onde as plantas do clímax (c) determinam uma queda na diversidade pela exclusão competitiva.: a) a diversidade começa baixa. HIPÓTESE NULA Em estatística refere-se à hipótese de que não existe diferença real ou associação entre duas populações. químicos e biológicos da Terra interagem e alteram mutuamente seu destino coletivo (seja por acaso ou por desígnio de “alguém muito superior”).

Japão). sem deixar resíduos. (Ver REDUCIONISMO. pupa e imago ou adulto (ex. suga a seiva elaborada de outra planta. carecendo de clorofila efetiva e necessária à fotossíntese. América do Norte. outono e primavera. (Ver AMETABÓLICO. O termo holotrófico é usado por alguns autores ao se referirem a um predador que utiliza sempre a mesma espécie de presa. Segundo esta teoria. Com relação à comunidade. HOMEÓCRONO (ou HOMÓCRONO) Que ocorre ao mesmo tempo ou idade em gerações sucessivas. a hipótese nula (H0) é rejeitada em favor da hipótese alternativa e assim. são de clima temperado (Europa. completo”. sob leis físicas e biológicas bem definidas. Planta que. É comum também a grafia com dois “ss”: holossaprófita. Subdividemse em: 1) Dimíticos: com duas circulações ao ano.: borboleta). com queda de temperatura à noite. A seguir são vistos alguns. 2) Monomíticos: uma circulação ao ano. sustenta que o “todo tem algumas propriedades de que as partes carecem”. o holismo. o mesmo” (não confundir com a palavra homo de origem latina e que se refere a “homem. como flutuantes. HOLOFÍTICO(A) (ou HOLOTRÓFICO(A)) Organismo vegetal (planta) que transforma nutrientes inorgânicos em compostos orgânicos pela fotossíntese e assim. em que se utiliza este prefixo. não expressando qualquer tipo de organização. não é parasita nem saprofítico(a). com circulações freqüentes (ex. há os de clima quente e os de clima frio. com relação a alguns sistemas. vegetal. (Ver AUTÓTROFO) HOLOMETABÓLICO (ou HOLOMETÁBOLO) Diz-se do inseto que apresenta metamorfose completa. HOLOSAPRÓFITA(O) (ou HOLOSAPROFÍTICO(A)) Organismo. HOLOBÊNTICO Organismo que vive no bentos (nas profundezas do mar) em todos os estádios do seu ciclo de vida. LAGOS) HOLOPARASITA Parasita total. larva. (Ver DECOMPOSITOR) HOLOTRÓFICO(A) (ou HOLOFÍTICO(A)) (Ver HOLOFÍTICO(A) ou HOLOTRÓFICO(A)) “homeo-” / “homo-” Prefixo de origem grega significando “similar. alguns consideram-na como um superorganismo (“concepção holística”). LAGOS Os lagos ditos holomíticos são aqueles cuja circulação atinge toda a coluna d’água. passando pelos estádios de ovo. como por exemplo na psicobiologia. Muitos termos científicos e técnicos utilizam a forma “homeo-”. o “todo” não pode ser analisado pela soma de suas partes. profundos. a diferença é considerada como significativa. e SUPERORGANISMO) “holo-” Prefixo de origem grega significando “inteiro. 130 . (Ver MEROMÍTICOS. o holismo considera de maneira abrangente todos os organismos (inclusive o homem) interagindo como um “todo”. São muitos os termos científicos e técnicos. ser humano”). saprófito (ou saprofítico) obrigatório. Alguns termos com esse prefixo de origem grega são vistos a seguir.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS de uma diferença observada é igual ou menor do que um nível de significância escolhido. e HEMIMETABÓLICO) HOLOMÍTICOS. matando-a. Nas ciências humanas. (Ver HEMIPARASITA) HOLOPLANCTÔNICO Organismo que vive todos os estádios de seu ciclo vital no plâncton. 3) Oligomíticos: com pouca circulação.: grande parte dos lagos amazônicos e maioria das lagoas costeiras de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul). HISTÓRIA DE VIDA (ou HISTÓRIA VITAL) (Ver TABELA DE VIDA (ou TABELA VITAL)) HOLISMO (ou HOLÍSTICO) Na teoria filosófica aplicada às ciências ambientais. O cipó-chumbo é um holoparasita. ao passo que outros admitem que a comunidade apenas reflete as interações de cada espécie (“concepção individualística”). 4) Polimíticos: normalmente raros. HOLOCENOSE Sistema formado pela reunião de uma biocenose (comunidade) e seu biotopo (habitat).

textura. tornando-os grandes produtores mundiais de peixes. O fenômeno de ressurgência (combinação dos efeitos de ventos de superfície e rotação da Terra) conduz grande quantidade de nutrientes das profundidades para próximo da superfície do mar. manter sementeiras e fornecer mudas (criado pelo Decreto Federal nº 4. exceto durante o fenômeno “El Niño”. praticamente 131 . fezes ricas em fósforo e nitrogênio. que se forma nas camadas superiores do solo. replantio e tratos culturais mais adequados a cada essência florestal e a cada região. gerando reduzida variabilidade genética (baixa freqüência de genes). com taxas de armazenamento e biogeociclagem. de 26/07/39). HOMOÉCIO Diz-se do parasita que ocupa o mesmo hospedeiro durante todo o seu ciclo de vida. (Ver PERFIL DO SOLO) HORMÔNIO AMBIENTAL (Ver ECTOCRINO) “HORN” (Ver MATRIZ DE HORN) HORTO FLORESTAL Área pertencente ao Poder Público. proporcionando grande riqueza planctônica nas águas das costas desses países. de maneira que as façam distintas das demais. estrutura das partículas componentes. (Ver RESSURGÊNCIA) HUMIFICAÇÃO Transformação de matéria orgânica morta em humus (ou humo). a homozigosidade é uma tendência dos indivíduos. São muito diversos o uso desta expressão em ciência e tecnologia. provocando “fog” (nevoeiro) nas costas do Chile. similares. em: “hot spot” biogeoquímico (locais onde processos biogeoquímicos. “HOT SPOT” Literalmente significa. conduzindo água fria proveniente da Antártica. Em ciências ambientais usa-se esta expressão quando se deseja se referir a uma área ou situação (ou condição) que se apresenta com determinadas características “acentuadas ou elevadas”. por exemplo. Em biologia molecular. com aproximadamente 900 km de largura. o “hot spot” é uma região de um polinucleotídeo que sofre uma alta freqüência de mutação ou transposição. mediante investigações e demonstrações práticas. HOMÓLOGOS (Ver ESTRUTURAS ANÁLOGAS e ESTRUTURAS HOMÓLOGAS) HOMOSFERA (Ver ATMOSFERA) HOMOTERMIA (Ver ENDOTERMIA) HOMOZIGOSIDADE Significa a expressão de um caráter a partir de um par de genes formado por alelos idênticos. HUMO (Ver HUMUS) HUMUS (ou HUMO) Mistura de matéria orgânica parcialmente decomposta. ocorrem de modo mais acentuado do que em outras áreas similares). local) que é quente”. HUBBEL (Ver TEORIA NEUTRA UNIFICADA (ou TEORIA DE HUBBEL)) HUMBOLDT. amorfo. estudar as essências nativas. cor e outras características físicas. (Ver HETEROZIGOSIDADE. e ESPÉCIE EM VIA DE EXTINÇÃO) HORIZONTE (DO SOLO) Camada do solo que se distingue por sua composição química. Aves piscívoras (alimentando-se das enchovas) produzem o guano.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS HOMEOTERMIA (Ver ENDOTERMIA) HOMEOSTASE Tendência dos sistemas ecológicos para resistirem a mudanças e permanecerem em estado de equilíbrio (dinâmico). de se cruzarem uns com os outros. organizar instruções sobre plantio. É um parasita com hospedeiro específico. Em termos ecológicos. “hot spot” de espécies em risco de extinção (áreas em condição tal que certas espécies que ali vivem estão em situação mais de risco do que a de outras áreas). CORRENTE DE (ou CORRENTE DO PERU) Corrente do sudeste do oceano Pacífico. células microbianas e partículas de solo. em pequenas populações. em inglês. por exemplo. destinada a: propagar os conhecimentos relativos à silvicultura. “uma mancha (lugar. O humus é um colóide orgânico.439. como a enchova e o atum. Fala-se então. Peru e Equador) gerando aridez. ponto.

Íons divalentes: Ca e Mg.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS insolúvel em água. de coloração escura (marrom ou preta). HUTCHINSON (Ver NICHO ECOLÓGICO) 132 . fósforo e outros elementos.) Ca NH4 Mg H H NH4 K K Mg Mg H Íons monovalentes: H.: 1) O complexo humus-argila (carga negativa) atrai os íons positivos da solução do solo. 1986): Ca Mg Ca Ca Humus-argila (carga negat. aumentando assim a retenção de nutrientes no complexo humus-argila. e humina. Ele é rico em carbono (50%). de grande importância para manter a fertilidade e produtividade do solo. enxofre. Obs. por critério de solubilidade. nitrogênio (5%) e menores quantidades de oxigênio. sendo que o ácido húmico se precipitará se a solução for acidificada. sendo portanto. Considera-se o humus ser constituído. 2) Em solos ácidos (pH baixo) os prótons (H+) neutralizam a carga. K e NH4. Um esquema representativo do colóide humus-argila é apresentado a seguir (COLINVAUX. Os dois primeiros se solubilizam em solução diluída de hidróxido de sódio (NaOH). e a humina é insolúvel nessa solução de NaOH. que poderá ser reestabelecida pela ação dos cátions. 3) Íons divalentes (Ca++ e Mg++) ligam-se fortemente. em três componentes: ácidos fúlvico e húmico. Sua alta CTC (capacidade de troca catiônica) supera a dos colóides da argila.

a SUDEPE . cujo objetivo principal é o estudo da base biológica da produtividade e o bem-estar humano. IBDF (Ver IBAMA) IBGE − FUNDAÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA Órgão subordinado à Secretaria de Planejamento. geográfica. social e econômica).732. econômica e territorial do Brasil. visando: obter informações de natureza estatística (demográfica.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS I “IAPT – INTERNATIONAL ASSOCIATION OF PLANT TAXONOMY” Associação Internacional de Taxonomia de Plantas. aos sistemas de pastejo. produção de madeira e pesca. que coordena o SEN . fundado em 19 de março de 1953. humana. é uma entidade autárquica. de 22/02/89 extinguiu a SEMA . indo da tundra ártica. extinguiu o IBDF . dando-nos uma visão geral do país. Está ligado ao MMA . coordenar.Sistema Estatístico Nacional. conservação e uso racional. tendo os estudos se dirigido especialmente para as produtividades terrestres e aquáticas. de 14/02/89. “IBP − INTERNATIONAL BIOLOGICAL PROGRAMME” Programa Internacional de Biologia. áreas cultivadas. florestas tropicais e desertos. A Lei nº 7. com sede principal em Brasília. Vem publicando desde 1940 o Anuário Estatístico do Brasil. de regime especial. Orçamento e Coordenação da Presidência da República (com sede principal no Rio de Janeiro). executar e fazer executar a política nacional do meio ambiente e da preservação. geodésica e ambiental. dominante. contendo informações do IBGE e de outras entidades que integram o SEN.Instituto Brasileiro do Desenvolvimento Florestal. cartográfica. controle e fomento dos recursos naturais renováveis.Superintendência do Desenvolvimento da Pesca e criou o IBAMA. dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal. com tabelas. A investigação prioritária. fiscalização. com a finalidade de formular. social. tem sido a ecologia energética. mapas e textos.Plano Geral de Informações Estatísticas e Geográficas. estabelecidas como necessárias ao conhecimento da realidade física.735.Secretaria Especial do Meio Ambiente. IBAMA − INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVES A Lei nº 7. executando o PGIEG .Ministério do Meio Ambiente. O IBAMA. (Ver “IGBP”) IDER − INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E ENERGIAS RENOVÁVEIS (Ver TECNOLOGIA ALTERNATIVA) 133 .

tendo raízes respiratórias e sapopembas (ou sapopemas). ela é ácida. referindo-se à probabilidade de que parentes próximos têm de herdar cópias do mesmo gene. A essa probabilidade.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS IGAPÓ Floresta inundável da amazônia. braços estreitos de rios ou canais. por vezes estreitas.wikipedia. segundo o site www. sem “roubar calor do ambiente”. as mudanças que estão ocorrendo neste sistema e a maneira pela qual tais processos são influenciados pelo homem. onde existam muitos edifìcios acima de três andares (superior a 12 m de altura). O solo do igapó é arenoso e sua água rica em ácidos húmicos. que são seus ancestrais mais próximos.5%) de herdarem cópias do mesmo gene de um dos avós. o ambiente único que possibilita a vida. a água da chuva que ali cair é conduzida muito rapidamente para as galerias pluviais. A foto ao lado mostra um igarapé do Amazonas. proveniente de um determinado ancestral. principalmente em ruas asfaltadas. “ILHAS DE CALOR” Nos centros urbanos. (Ver IGAPÓ) “IGBP− INTERNATIONAL GEOSPHERE BIOSPHERE PROGRAMME” Programa Internacional da Geosfera e da Biosfera. por exemplo.wikepedia. adentrando a mata.org. e dois primos têm a probabilidade de 1 em 8 (ou 12. faltando também calcário (importante para a formação das conchas). consituindo-se em importante via de deslocamento de pessoas e material. no igapó do rio Negro por exemplo. A foto acima mostra igapó típico da amazônia (foto do site www. ROCHAS (Ver ROCHAS) IGUALDADE POR DESCENDÊNCIA Este termo provém do inglês “identity by descent” e poderia ser traduzido como igualdade por descendênica. (Ver IGARAPÉ) IGARAPÉ Córregos e pequenos rios amazônicos formados em decorrência da alta taxa de precipitação pluviométrica naquela região. com média de 130 espécies arbóreas por hectare. e os poluentes não se dispersam com facilidade. cuja finalidade é descrever e entender os processos físicos interativos que regulam o sistema da Terra como um todo. sem evaporar lentamente (como num solo com vegetação) e portanto. dois irmãos têm a probabilidade de 50% de herdarem cópias do mesmo gene de um dos pais. epífitas e musgos. dá-se também o nome de coeficiente de relação. Ver figura: 134 . As árvores são adaptadas morfológica e fisiológicamente às inundações. A água é permanente. cipós. com pouca profundidade. talvez sendo por isto que ali quase não se encontram caramujos e mexilhões. Igarapé é termo indígena que significa “caminho de canoa”. os edifícios formam barreira ao vento e aumentam a radiação infravermelha (responsável pela elevação da temperatura).com). plantas aquáticas. São freqüentes os arbustos. Além disso. (Ver “IBP”) ÍGNEAS (ou MAGMÁTICAS). São considerados cursos d’água de primeira ou segunda ordem. A diversidade de espécies vegetais é considerada intermediária entre a da várzea e a da terra firme.

refere-se à compactação da camada inferior de um solo (horizonte B).GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS Radiação refletida Radiação incidente Radiação incidente Obs. ILUMINÂNCIA Ou iluminamento. onde é geralmente feito um diagnóstico das condições naturais do ambiente e “Relatório de Impacto Ambiental” (RIMA). principalmente nos “extremos etários”. em contraste. há uma tendência em separá-la em duas fases distintas. Atualmente. Uma rua ampla. É importante ainda considerar que. como resultado da assimilação desse elemento pelas células microbianas (do solo ou da água) e sua incorporação no protoplasma. genericamente. Esta é uma fase importante da biogeociclagem. incidindo perpendicularmente sobre a superfície. causa incômodos e malefícios à saúde das pessoas. permeia a dispersão do calor e dos poluentes. onde se faz uma análise 135 . “Estudo de impacto ambiental” (EIA). na avaliação de impacto ambiental. ou seja. refletem-se nos prédios e o próprio calor do asfalto (e dos motores de veículos que ali transitem) emitem radiação infravermelha para o alto. (Ver ELUVIAÇÃO) IMAGO Fase adulta ou estádio reprodutor de um inseto. em termos de “conforto ambiental e qualidade de vida”.: radiação forte (calor intenso) poluentes Radiação refletida radiação fraca (menos calor) Observe-se na figura acima que os raios solares incidentes na rua com adensamento de edifícios altos. o local representado pela rua com edifícios. ou ainda seu efeito e significância para a sociedade humana. em que determinado elemento químico fica imobilizado e ainda não disponível para os produtores. “Ação. no Brasil. resultante de deslocamento de material que provém da camada imediatamente superior (horizonte A). (Ver HOLOMETABÓLICO (ou HOLOMETÁBOLO)) IMIGRAÇÃO (Ver DISPERSÃO DA POPULAÇÃO) IMOBILIZAÇÃO Conversão de um elemento (nutrientes) inorgânico em complexo orgânico. das crianças e dos idosos. sendo preferível limitar o termo “impacto” ao efeito de ação induzida pelo ser humano. à ação induzida pelo homem e seu efeito sobre os ecossistemas. efeito e singnificância” são três conceitos distintos em avaliação de impacto. ILUVIAÇÃO Em pedologia. refere-se a um fluxo luminoso por unidade de área. arborizada e ventilada. com grande eficiência. (Ver MINERALIZAÇÃO) IMPACTO AMBIENTAL Refere-se.

quando o organismo é exposto a um conjunto de estímulos por meio dos quais as amplas carateríesticas supraindividuais da espécie vêm a ser reconhecidas como um “padrão da espécie”. (Ver DESENCADEADOR (ou LIBERADOR)) “INBREEDING” (e “INBREEDING DEPRESSION”) (Ver ENDOGAMIA) INCIDÊNCIA (Ver FUNÇÕES DE INCIDÊNCIA) INDEPENDÊNCIA (ou INDEPENDENTE) DA DENSIDADE (Ver DEPENDÊNCIA (ou DEPENDENTE) DA DENSIDADE) INDICADOR ECOLÓGICO INDICADOR ECOLÓGICO = BIOINDICADOR Organismo que indica uma característica ou o tipo do ambiente físico em que vive. medindo-se as condições de base do ambiente e fazendo-se previsão de mudanças que tenham a probabilidade de ocorrer como resultado de tais ações.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS objetiva para identificar as ações do ser humano. há plantas que acumulam determinados elementos químicos em quantidades tais que indicam a possibilidade de exploração comercial desses elementos. mudado etc. o inverso também é possível ser estimado. por exemplo) são indicadoras ecológicas. Em espécies de animais sociais refere-se a um padrão comportamental estável. algo de grande efeito sobre alguma coisa (ou ser vivo) que não poder ser esquecido. Muitas espécies (“esteno”. sugerido por WESTMAN (1985): AS FASES DO EIA Pré-impacto Definição dos ↓ objetivos do estudo ↓ Revisão das Fase II ↓ dos impactos em potencial Identificação noções ↓ Determinação de quais impactos são significativos ↓ Fase III →Teste dos efeitos das ações Medição das condições básicas→Teste dos efeitos das ações ↓ Previsão dos efeitos das ações Estimativa das proba↓ bilidades das previsões Resumo e análise dos achados ↓ Fase IV Avaliação da significância dos achados ↓ Fase V Modificação das ações propostas ↓ ↓ Ações alternativas Amenizações ↓ ↓ Fase VI Comunicação dos achados e recomendações ↓ Decisão sobre a ação proposta ↓ Pós-impacto Fase I Fase VII Monitoramento dos efeitos da ação ↓ P A R T I C I P A Ç Ã O P Ú B L I C A ↑ Modificação posterior e amenização da ação “IMPRINTING” “Marca indelével”. Da mesma maneira que é possível saber que tipo de organismo vive em determinadas condições ambientais físicas. sendo subseqüentemente usado como “desencadeador ou liberador”. A seguir é apresentado um esquema das diversas fases de um EIA. (Ver ECOTIPO) 136 .

s. como produtividade). É também uma medida da diversidade (d) de um habitat. comunidade ou amostra.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS ÍNDICE DE ABUNDÂNCIA Grau em que se expressa a dominância de uma ou mais espécies numa comunidade. DENSIDADE e DENSIDADE ECOLÓGICA) ÍNDICE DE DISPERSÃO Uma medida da dispersão de uma população. ÍNDICE DE DEFICIÊNCIA DE ÁGUA É dado pelo valor de evapotranspiração. (Ver DOMINANTE ECOLÓGICO) ÍNDICE DE AFINIDADE (Ver ÍNDICE DE SIMILARIDADE) ÍNDICE DE ÁREA FOLIAR Relação entre a área das folhas. ÍNDICE DE ARIDEZ (Ia) Medida do suprimento efetivo de umidade. seja na “amostra” ou na “população”. valor resultante menor do que 20 indica aumento de aridez e maior do que 20 indica aumento de umedecimento. onde: c = concentração de dominância. (Ver ABUNDÂNCIA. comunidade ou amostra. onde Nmax é a abundância da espécie dominante. a superfície foliar exposta à luz é quatro vezes superior à superfície do solo. São mostradas aqui.. projetada sobre uma unidade de área de superfície terrestre. numa escala de 0 – 10. menos o de precipitação pluvial. onde P é a média da precipitação pluvial mensal em milímetros e T a temperatura média mensal em oC. ou seja Ia = 100 d/PE. mas um índice de 8 a 10 (encontrado em florestas clímaces) indica uma elevada produção bruta (perda respiratória para manter grande quantidade de folhas). 2 . N = número de indivíduos numa população ou comunidade. biomassa. ni = valor de importância para cada espécie (nº de indivíduos. Pode também ser calculado por Ia = 12P/T(T + 10). ns!). como medida da dominância. gera um valor de 1 para um padrão ao acaso (aleatório).. n = número de indivíduos numa amostra de uma população. Um índice de valor 4. ns é o número de indivíduos das espécies 1. N = total dos valores de importância. abaixo do nível de transpiração de uma vegetação em crescimento. ÍNDICE DE DENSIDADE Cálculo usado por alguns autores para quantificar a densidade de indivíduos de determinada espécie e que é dado por: d = número ou biomassa de indivíduos / área ou volume total da amostragem. Ni = número de indivíduos da espécie i de uma população ou comunidade. usado na classificação de tipos de solo ou de clima. São muitas as fórmulas sugeridas para se calcular indices de diversidade de espécies. n2 . ou seja. produção etc). baseada na relação variância : média. indica uma elevada produção líquida. expresso em porcentagem. baseando-se no valor de importância de cada espécie. maior do que 1 para uma população agregada e menor do que 1 para uma população uniforme.. ÍNDICE DE BRILLOUIN Índice da diversidade específica derivada de informação teórica: D = 1/N X log2N!/(n1! N2! . calculado pela relação do déficit de umidade (d) para a evapotranspiração potencial (PE). calculada como: d = Nmax/Nt. 137 . (Ver ÍNDICE DE PALMER DE SEVERIDADE DE SECA) ÍNDICE DE ASSOCIAÇÃO (ou COEFICIENTE DE ASSOCIAÇÃO) (Ver ASSOCIAÇÃO VEGETAL) ÍNDICE DE BERGER-PARKER Índice que usa a abundância proporcional da espécie mais abundante num determinado habitat.. onde N é o número total de indivíduos observado numa amostra e n1. pode ser calculado pela seguinte fórmula: c = Σ(ni/N)2. K = número de taxa (plural de taxon).. mas antes vejamos o significado dos termos geralmente utilizados nas fórmulas: S = número de espécies. seja na “amostra” ou na “população”.. apenas algumas delas. Indica o quanto a água disponível para o crescimento vegetal cai. ÍNDICE DE DISSIMILARIDADE (Ver ÍNDICE DE SIMILARIDADE) ÍNDICE DE DIVERSIDADE (DE ESPÉCIES) Razão estabelecida entre o número de espécies e seus “valores de importância” (que tanto podem ser número ou biomassa.

(Ver ÍNDICE DE EQÜIDADE) ÍNDICE DE DOMINÂNCIA Grau em que se expressa a dominância de uma ou mais espécies numa comunidade. πi = a fração de uma população de indivíduos pertencentes à espécie i. a proporção de indivíduos ou biomassa que contribui para o total da amostragem. marcada.P. ou seja. denominou (em inglês) de “catch-mark-recatch”. H. Gleason (1922): D = S/ln N.= -------. c) Índice de E. a) Índice de H. calculado por: J’ = H’ / logS. Lincoln.Menhinick (1964): D = S / √N. para determinada espécie i: 1 Índice D= ----------------S ∑Pi2 onde: i=1 f) Índice de Shannon-Wiener (posteriormente atualizado e denominado de Índice de C.Margalef (1958): D = S . b) Índice de R. produção etc). a recaptura das amostras marcadas é alta nas populações pequenas e baixa nas grandes.E. a proporção é Pi.Odum (1960) D = S / 1. Simpson (1949). onde: c = concentração de dominância. usando a fórmula: N = Nm X Ns / Nms 138 . liberada e depois reexaminada para observar a proporção de recaptura das amostras marcadas. Neste índice o autor propôs que uma estimativa do tamanho N de uma população é obtida após liberação e recaptura de animais marcados. e ÍNDICE DE BERGER-PARKER) ÍNDICE DE EQÜIDADE Este índice pode ser quantificado expressando-se o índice de Simpson. neste caso calcula-se para cada espécie. A fórmula do índice de eqüidade seria então: D 1 1 E = ------. em que uma ou mais amostras. Weaver. Shannon . D (ver este índice no verbete ÍNDICE DE DIVERSIDADE (DE ESPÉCIES)). (Ver DOMINANTE ECOLÓGICO.T. e) Índice de E. ÍNDICE DE LINCOLN (ou CAPTURA-MARCAÇÃO-RECAPTURA (MÉTODO DE)) Originalmente seu introdutor. H’ = índice de diversidade de Shannon-Weiner. Método de estudo de uma população animal. admitindo-se que os indivíduos estejam completa e igualmente distribuídos pelas respectivas espécies (Dmax = S).1 / ln N.X ---Dmax S S ∑ Pi2 i=1 É também conhecido como o componente da diversidade de espécies que mede a abundância relativa de espécies. pode ser calculado pela seguinte fórmula: c = Σ (ni/N)2. Pi = a fração de uma amostra de indivíduos pertencentes à espécie i. levando em consideração os padrões de abundância ou biomassa de uma comunidade e a riqueza em espécies. O tamanho da população é calculado a partir do número de animais marcados e [que foram] liberados (Nm). biomassa. N = total dos valores de importância. ln = logaritmo natural de um número. onde: S = no de espécies.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS ni = número de indivíduos de uma espécie i de uma amostra de uma população. é capturada. ni = valor de importância para cada espécie (nº de indivíduos. De uma maneira geral. baseando-se no valor de importância de cada espécie. em 1949)): S Diversidade H = -∑ Pi ln Pi i=1 Nos índices de Simpson e Shannon os valores dos índices dependem da biodiversidade (riqueza em espécies) e da eqüidade com a qual os indivíduos são distribuídos dentro de cada espécie. d) H. como uma proporção do valor máximo possível de D. do número de animais capturados numa amostra (Ns) após a liberação e do número de indivíduos marcados na amostra (Nms).000 indivíduos. A.W.

Outros autores preferem utilizar a relação da evapotranspiração (EP) para a precipitação total (P) expressa como porcentagem. É representado por: SR = (S-1)logN. infectando plantas hospedeiras). (Ver ÍNDICE DE ARIDEZ (Ia)) ÍNDICE DE SIMILARIDADE Entre duas áreas de amostragem poderá haver um grau de similaridade entre o número de espécies encontradas nas duas amostras.U. onde: S = índice de similaridade. os seguintes resultados: em solo argiloso uma relação de 0. Fórmula: Iu = 100(P-EP/EP).24 e em solo arenoso de 1. expresso em porcentagem. e negativa se EP for maior do que P. B= “ “ “ “ “ B. onde S é o número de espécies e N é o número de indivíduos na amostra ou assembléia. (S) é o valor representativo do excesso de precipitação acima da evapotranspiração potencial: Ih = 100(S/N). ÍNDICE DE PALMER DE SEVERIDADE DE SECA Usado principalmente nos E. ÍNDICE DE VERSATILIDADE INDICE DE VERSATILIDADE = RELAÇÃO SENSIBILIDADE : RESISTÊNCIA Utiliza-se tal índice ou relação como um biomonitor de metais pesados poluidores do solo. calculado pela relação do excedente de precipitação pluvial (S) e a carência ou necessidade (N). ectendo e ectomicorrízicos. sendo então positiva se a precipitação excede a evapotranspiração. A sensibilidade é considerada a inibição da atividade microbiana nos níveis extremamente baixos de concentração do poluente e a resistência é dada pela capacidade do microrganismo crescer na presença desse poluente.53 : 0. Alguns autores preferem o índice de afinidade. propiciando maior sucessão ecológica e maior reciclagem do metal pesado). as populações microbianas são mais sensíveis (teoricamente.50 : 0. assim como ao estabelecimento ou entrada de simbiontes microbianos na planta hospedeira (ex. C= “ “ “ comuns a ambas as amostras. Este índice fornece o valor de dissimilaridade entre o número de espécies encontradas em duas áreas de amostragem. INDÍGENO (Ver AUTÓCTONE) INDIVIDUALISMO (Ver SUPERORGANISMO) INDIVÍDUO (Ver ESPÉCIME) INEFETIVIDADE (Ver EFETIVIDADE) INEFICIÊNCIA (Ver EFICIÊNCIA) “INFAUNA” (Ver BIOMA DA COSTA LAMACENTA) INFECÇÃO Em termos ecológicos refere-se à contaminação de um hospedeiro por um parasita. que pode ser calculado por: S = 2C / (A + B). que é dado por: A = c/(a. e bactérias fixadoras de nitrogênio. Considerando valores de “referência” (baixa concentração dos poluentes) e de “poluição” (alta concentração). b e c tendo as mesmas denominações da equação do índice de similaridade. O índice de dissimilaridade é dado por: 1 . são mais “versáteis”. denomina-se intensidade de infecção.S. Neste último portanto. MÉTODO DE) ÍNDICE DE MARGALEFF Índice (com uma variável) da biodiversidade de uma amostra ou assembléia que é ponderado a favor da riqueza de espécies.: fungos endo. ÍNDICE DE UMIDADE (Ih) Medida do suprimento efetivo de umidade.19. na classificação dos tipos de clima.b)1/2. onde: A = número de espécies da amostra A. para comparar a quantidade de umidade no solo com a umidade do ar mais próximo à superfície. Ao número de parasitas por hospedeiro. (Ver PREVALÊNCIA) 139 .A. são dados como exemplo. com a.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS (Ver MARCAÇÃO-RECAPTURA.

denominado de “CMI – Carbon Mitigation Initiative”.A. que separa a fase ascendente ou de aceleração do crescimento. (Ver na BIBLIOGRAFIA. geralmente. É o ponto numa curva de crescimento. Fala-se portanto. K Ponto de inflexão K/2 Tempo Na equação logística ao se relacionar número de indivíduos de uma população ao tempo. E. o ponto de inflexão é a metade (N = K/2) da capacidade de suporte (K). sigmóide. evitando que os 7 bilhões anuais de toneladas desse gás que são emitidos atualmente (2006) se elevem para os previstos 14 bilhões a serem atingidos em 2055. (Ver EQUAÇÃO LOGÍSTICA) “infra-” Prefixo de origem grega significando “abaixo. da fase descendente ou de desaceleração do crescimento. é um grande conjunto de diversas iniciativas. e APÊNDICE IV – ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) INIBIÇÃO (EM SUCESSÃO) (Ver SUCESSÃO AUTOGÊNICA) INICIATIVA PARA MITIGAÇÃO DO CARBONO Grande programa da “BP – Beyond Petroleum” (tradução do inglês: além do petróleo) (a antiga “BP – British Petroleum”. além das propostas de redução da emissão desse poluente atmosférico. em inglês. que um patógeno humano pode ser inoculado num determinado animal (ou no próprio homem) ou que uma bactéria fixadora de N2 ou uma endomicorriza é inoculada na raiz de uma planta. feito. Há vários termos com este prefixo. onde são mostrados os diversos projetos relacionados a esta problemática ambiental) (Ver “IPCC”) (Ver CAPTURA E ARMAZENAMENTO DE DIÓXIDO DE CARBONO) INIMIGO NATURAL (Ver CONTROLE BIOLÓGICO) INOCULAÇÃO Introdução de um organismo (benéfico ou maléfico) num outro organismo. incluindo o desenvolvimento de técnicas visando a captura e o armazenamento do CO2. multinacional britânica) juntamente com a Universidade de Princeton. ou seja. cujo objetivo principal é estimular as sociedades (de países desenvolvidos e de países em desenvolvimento) a desenvolverem alternativas energéticas. “ultra-”. PONTO DE Inflexão significa “mudança de direção ou desvio”. 140 .GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS Tamanho da população INFLEXÃO. e APÊNDICE IV – ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) INFRAPELÁGICO(A) (Ver ZONA MESOPELÁGICA. inferior” (o oposto de “supra-”). ritmo infrarradiano (um ritmo biológico com um período menor do que 24 h). (Ver “supra-”. além dos verbetes que seguem há: infrapopulação (em parasitologia refere-se a todos os indivíduos de uma espécie de parasita ocorrendo num único espécime de hospedeiro). . O programa como um todo. visando baixar as emissões de CO2 para a atmosfera.U. e RELÓGIO BIOLÓGICO) INFRALITORAL (Ver FRANJA INFRALITORÂNEA. de maneira intencional. o site da “BP – Beyond Petroleum”. em forma de S (numa equação logística).

Os vários tipos de interação estão representados no quadro que segue (ODUM. clima. Parasitismo + - 5. na qual um dos grupos desses organismos poderá ou não afetar o outro grupo. e COMPETIÇÃO POR INTERFERÊNCIA) INTERFERÊNCIA MÚTUA (Ver COEFICIENTE DE INTERFERÊNCIA) “INTERNATIONAL WHALING COMMISSION” (Ver COMISSÃO INTERNACIONAL DE PESCA DA BALEIA) INTRAESPECÍFICO Relação entre indivíduos da mesma espécie. não é correta. levando à desintegração de rochas (liberação de minerais). topografia e tempo. COEFICIENTE DE INTERFERÊNCIA. Predação + - 6. 1971): TIPO DE INTERAÇÃO 1. Competição intraespecífica) 3. (Ver ACIDÓLISE. INSETICIDA Substância que elimina insetos. (Ver INTRAESPECÍFICO) INTERFERÊNCIA (Ver ANTAGONISMO. segundo alguns autores. Amensalismo (inter ou ESPÉCIE (OU POPULAÇÃO) A B 0 0 - 0 4. Comensalismo 7. (Ver PESTICIDA) INSETICIDA RACIONAL Seria um inseticida com características tais que não exercesse efeito danoso (ou que fosse de conseqüências limitadas) sobre outra espécie de inseto útil ou desejável.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS Observe-se que é correto dizer que “uma bactéria é inoculada numa planta”. de acordo com o tipo de interação considerado. Protocooperação (ou simbiose) 8. mas a recíproca. (Ver INTERESPECÍFICO) 141 . no verbete “para-”) INTERESPECÍFICO Relação entre indivíduos de espécies diferentes. (Ver PESTICIDA) INTEMPERISMO Conjunto de processos de origem atmosférica (física e química) e biológica. Mutualismo (ou simbiose) + + 0 + + + INTERPRETAÇÃO Nenhuma espécie é afetada Ambas as espécies se prejudicam Espécie A é prejudicada e a espécie B não é afetada Espécie A (parasita) se beneficia e a B (hospedeira) se prejudica) Espécie A (predador) se beneficia e a B (presa) se prejudica Espécie A se beneficia e a B não é afetada Ambas as espécies se beneficiam mas a interação “não” é obrigatória Ambas as espécies se beneficiam e a interação “é” obrigatória (Ver paramutualismo e parasimbiose. ou seja. Neutralismo 2. e SILICATOS) INTENSIDADE DE ABUNDÂNCIA (Ver DENSIDADE ECOLÓGICA) INTENSIDADE DE INFECÇÃO (Ver INFECÇÃO) INTERAÇÃO ECOLÓGICA Relação existente entre indivíduos (ou populações) de duas espécies de organismos. biota. Os chamados (cinco) fatores de controle do intemperismo são basicamente: o material parental (rocha matriz ou rocha mãe). deve-se dizer que “uma planta é infectada por uma bactéria” (e não “foi inoculada por uma bactéria”).

INTERNATIONAL STANDARDIZATION / STANDARDS ORGANIZATION” Organização Internacional de Normalização. TRAGÉDIA DE) ISOCLINO Linha representativa da população de uma espécie. Os estudos para sua criação começaram em 1992. Seus relatórios estão disponíveis em várias línguas. isófago (predadores ou parasitas que são seletivos quanto a alimento ou hospedeiros. A figura seguinte ilustra esta situação: ar frio A l t i t u d e camada de inversão Concentração de poluentes Temperatura → IONOSFERA Região da atmosfera terrestre superior. a partir de um comitê técnico do qual participaram representantes de 40 países. mas que não são restritos a um só tipo de alimento ou de espécie hospedeira). os responsáveis pela produção de bens de consumo poderão melhorar seus produtos preocupando-se com seus efeitos sobre o ambiente. incluindo sua possível reciclagem. levando em conta os impactos ambientais gerados em cada fase do ciclo da produção de tais bens.000 envolve o sistema de gestão ambiental e sua auditoria. site do IPCC) “iso-” Prefixo de origem grega significando “igual”. contribuindo nesse trabalho o segmento industrial e as organizações normativas governamentais e não-governamentais. isoterma (linha num gráfico ou mapa conectando pontos de mesmos valores de temperatura).GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS INVASOR (Ver ALÓCTONE) INVERSÃO DE TEMPERATURA (ou INVERSÃO TÉRMICA) Normalmente a temperatura da atmosfera diminui proporcionalmente com o aumento da altitude. iniciando-se a 90km acima da Terra. aprisionando os poluentes acumulados no ar próximo à superfície desse local. os aspectos ambientais na padronização dos produtos e a avaliação do desempenho ambiental. conhecida como ISO 14. isomorfismo (similaridade superficial entre indivíduos de diferentes espécies ou raças). inclusive o Brasil. A ISO 14.000 . técnica e socio-econômica que sejam relevantes à compreensão da mudança climática mundial.Organização das Nações Unidas. “IPCC – INTERGOVERNMENTAL PANEL ON CLIMATE CHANGE” Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática. uma camada de ar quente poderá penetrar entre duas camadas de ar frio e daí comprimir a camada fria subjacente. Exemplos: isograma (linha num mapa ligando pontos de iguais valores numéricos relacionados a determinado parâmetro). ligada à ONU . Atividade desenvolvida pela “UNEP – United Nations Environment Programme” (programa das Nações Unidas para o meio ambiente).000. “ISO 14. isohalino (linha num gráfico ou mapa unindo pontos de mesmos valores de salinidade). que une pontos indicadores da mesma taxa de aumento dessa população. (Ver “-clino” e ISOCLINO ZERO) ISOCLINO ZERO ISOCLINO ZERO = CRESCIMENTO ZERO 142 . Assim sendo. cuja finalidade principal é o desenvolvimento da informação científica. fixa normas e procedimentos técnicos de âmbito internacional para Gestão Ambiental (GA). durante uma inversão de temperatura. ISOCIANATO DE METILA (Ver BHOPAL. (Ver na BIBLIOGRAFIA. isoieta (linha num gráfico ou mapa conectando pontos de mesmos valores de precipitação). em algumas cidades.

tais critérios incluem: (a) extinta. Publica lista de espécies que correm risco de extinção. (c) criticamente em perigo. (g) baixo risco. O isolamento geográfico (ou “ilhamento”) por exemplo. (ii) em perigo. Na equação de Lotka-Volterra o isoclino zero é dado por dN/dt = 0. muitas vezes relacionada aos distúrbios que um habitat sofre. e (i) não-avaliada. admitindo que não ocorra migração. (iv) rara. atua na especiação simpátrica. (Ver ALOPATRIA e SIMPATRIA) ITEROPARIDADE Repetição do ciclo reprodutivo. ou seja. (vi) insuficientemente conhecida. (b) extinta silvestre. o evento da reprodução acontece várias vezes ao longo da vida de uma espécie. (d) em perigo. (e) vulnerável. em que não ocorre crescimento nem redução no número de indivíduos. A “IUCN” desenvolveu categorias para uso em trabalhos de conservação referentes ao status de espécies e subespécies de animais: (i) extinta. É uma lista compilada pela “WCMC – World Conservation Monitoring Centre” (Centro Mundial de Monitoramento da Conservação). (v) indeterminada. E propôs critérios para avaliar o status de declínio. níveis populacionais e tamanhos de faixas que reflitam aumentos no risco de extinção.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS Linha representativa da população de uma espécie. “IUCN RED LIST” (ou LISTA VERMELHA DA “IUCN”) Uma lista de espécies e subespécies de animais ameaçados de extinção. Organismo não-governamental que se dedica à conservação da flora e fauna mundiais. (Ver SEMELPARIÇÃO) ITINERANTE (Ver AGRICULTURA ITINERANTE) “IUCN − INTERNATIONAL UNION FOR THE CONSERVATION OF NATURE” União Internacional para a Conservação da Natureza. 143 . (vii) ameaçada e (viii) comercialmente ameaçada. pode conduzir ao isolamento de uma (ou mais) determinada espécie de animal ou planta. O isolamento ecológico ou genético (ou ainda reprodutivo). e também daquelas que se saiba ou que se pense que estejam extintas da vida silvestre. (Ver “-clino” e ISOCLINO) ISOLAMENTO A combinação de diversos fatores. (h) dados insuficientes. é fator importante na especiação alopátrica. aumentando suas chances de sobrevivência. (f) dependente de conservação. (iii) vulnerável.

GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS 144 .

por serem mais quentes. expressão esta ainda não convencionada em português. (Ver UNIDADES DE CONSERVAÇÃO) JOANESBURGO (ou JOHANNESBURG). é alimento básico de muitos animais de grande porte (baleias. refere-se em estudo de comportamento animal às diferentes reações do falcão. (Ver HORTO FLORESTAL. tendo reconhecido a crescente pobreza e degradação ambiental mundial. JOGO DO FALCÃO-POMBO Tradução literal do inglês (“hawk-dove game”). Reuniu 104 chefes de Estado. prevendo para cada um dos itens acima mencionados prazos de atendimento que se estenderão até o ano 2020. Gerou como documento principal um Plano de Implementação. não partilhando a presa com nenhum outro indivíduo da espécie e do pombo.. como predador voraz que se comporta de maneira egoísta.) mantidas em local adequado à sua preservação e expostas à visitação pública.. com os demais membros da população. enquanto o pombo tem uma estratégia altruísta de caráter mais “social”. No caso do falcão está implícito o custo da contenda (luta) pela conquista do alimento. agricultura e silvicultura sustentáveis. de pequeno tamanho (3 cm). que contrariamente. focas comedoras-de-caranguejo. mantidos vivos em cativeiro ou em semiliberdade e expostos à visitação pública. (Ver MONTANTE) “KATRINA” (Ver EFEITO BUMERANGUE) K . saúde. 145 . considerando-se a corrente fluvial em direção à foz (oposto de montante). ENCONTRO DE O encontro mundial de Joanesburgo (África do Sul) iniciou sua jornada em Nova York e depois Bali (Indonésia). ornamentais etc. procurou obter a participação dos países desenvolvidos para subsidiar os países em desenvolvimento. divide o que consegue como alimento. Num m3 de água há cerca de 63. energia sustentável. as focas-leopardo). nos diversos pontos essenciais seguintes: água e sanitarismo. restauração da pesca e combate à redução da biodiversidade e à desertificação. Na fase jovem o “krill” prefere as águas profundas (de 700 a 1500m) para se desenvolverem.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS J/K JARDIM BOTÂNICO Coleção de plantas (silvestres. a Euphausia superba. ou seja. pelágico. Uma baleia azul ingere de 2 a 3 Mg (megagramas) de “krill” a cada vez que se alimenta. além de outros animais (lulas. e UNIDADES DE CONSERVAÇÃO) JARDIM ZOOLÓGICO Qualquer coleção de animais silvestres. peixes e aves).000 espécimes desse crustáceo.ESTRATEGISTA (Ver ESTRATEGISTAS K e r) “KRILL” Crustáceo (da ordem Euphausiacea) marinho. (Ver ALTRUÍSMO e EGOÍSMO (ou MALEVOLÊNCIA)) JORDAN (Ver REGRAS ECOGEOGRÁFICAS) JUNDUS (Ver RESTINGA) JUSANTE Situado rio abaixo. A espécie mais comum da Antártica (com 6 cm de comprimento). entre 26/agosto e 4/setembro/2002.

GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS KYOTO (ou QUIOTO) (Ver PROTOCOLO DE QUIOTO) 146 .

muito intemperizado. após esse processo tem sido utilizado como adubo orgânico. em depressão natural do solo.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS L LAGO Sistema limnológico (água continental). (Ver APÊNDICE VII – OS MAIORES LAGOS DO MUNDO) LAGOA Sistema limnológico (água continental). na ponta do Cabo Branco. na chapada do Araripe (CE) e no litoral paraibano. LAGO) LAGO AUTOTRÓFICO (Ver AUTOTRÓFICO. profundo (> 2 m). por exemplo.) típico de clima tropical e subtropical. como por exemplo os latossolos. de pequena extensão. onde são degradados naturalmente por processos anaeróbios e/ou aeróbios. baixa fertilidade. apresentando-se como concreções e arenitos ferruginosos. ou vinhoto. e DIAPAUSA) LATERIZAÇÃO (Ver LATOLIZAÇÃO) LATOLIZAÇÃO LATOLIZAÇÃO = LATERIZAÇÃO = FERRALITIZAÇÃO Processo de formação de muitos solos tropicais. aflora em certas regiões do Brasil como nos chapadões do centro-oeste. LAGO ALOTRÓFICO (Ver ALOTRÓFICO. (Ver SILICATOS) LATOSSOLOS LATOSSOLO = OXISOL Solos (antes classificados de oxisols. de acordo com classsificação dos E. LATÊNCIA (Ver DORMÊNCIA.U.A. de grande extensão. com grande quantidade 147 . pelas usinas de cana-de-açúcar. (Ver MACEIÓ) “LA NIÑA” (Ver CORRENTE “EL NIÑO”) LARVA Nos insetos holometabólicos larva é o estádio imaturo entre o ovo e a pupa. entre bancos de areia ou de um rio que não consegue desembocar no mar. num processo chamado de “fertirrigação”). por vezes com aspecto poroso e terroso com alto teor de óxidos de ferro e de alumínio. rocha ferruginosa. em depressão natural do solo. DE MEANDRO ou CRESCENTE (Ver MEANDROS) LAGUNA Diz-se geralmente do represamento de água salgada num braço de mar pouco profundo. onde nutrientes e compostos de sílica são lixiviados (carregados). na floresta amazônica. deixando um material intemperizado e rico em compostos de ferro (daí também o nome ferralitização) e alumínio (daí o nome alitização). LAGO) LAGOS DE FERRADURA. ou ainda. um ajuntamento de água no interior de um recife ou coral. A laterita (ou laterito ou ferralito). antes de serem lançados nos rios ou de serem utilizados para outras finalidades (a vinhaça. em João Pessoa. LAGOA DE ESTABILIZAÇÃO Lagoa feita para reter efluentes (industriais e domésticos ou urbanos).

Vermelho-Escuro variação Una. e CONAMA) LEI (Ver CONJETURA. ocorrem transformações de uma forma de energia para outra forma. Com relação a crime ambiental. Amarelo. a intenção de ajuste de conduta. sendo então adiada a aplicação da nova lei. em especial a Lei nº 6. LEI DA TERMODINÂMICA Sao duas as leis da termodinâmica que se aplicam a diversos processos ou fenômenos ecológicos. a sua média de peso (ou biomassa) aumenta mais rápido do que sua densidade diminui. A segunda refere-se à transferência espontânea de energia de um corpo mais “quente” para um mais “frio”. ato que degrade. que não é de 100%.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS de sesquióxidos de Fe e Al. A nova lei firmaria compromissos de obediência às inúmeras leis e resoluções (do CONAMA) já existentes. (Ver FLUXO DE ENERGIA) LEI DA TOLERÂNCIA LEI DA TOLERÂNCIA = LEI DE SHELFORD Todos os seres vivos têm um limite mínimo e um limite máximo ecológicos. Esta inclinação de -3/2 na verdade indica que nesta população em crescimento e raleamento. em inglês).938/81 (instituindo o SISNAMA e a Política Nacional do Meio Ambiente. com uma inclinação de aproximadamente 3/2. o seu ótimo ecológico. LEI DA POTÊNCIA DOS TRÊS MEIOS (-3/2) Refere-se.0). à relação entre os logaritmos da biomassa (ou da média de peso (w)) e a densidade de uma população de plantas (d). ácido (pH < 5. HIPÓTESE. Os latossolos apresentam. 148 . ou seja. é digno de nota a nova Lei 9. danifique e que enfim comprometa a existência e/ou a qualidade do patrimônio ambiental brasileiro.. contribuindo com maior eficácia no estabelecimento de sanções severas administrativas. em geral. baixos teores de Ca e Mg (inferior a 3 cmol/kg ou me/100g). sofrem raleamento (declínio progressivo na densidade ou “self-thinning”. Latossolo Bruno. referindo-se também à eficiência. Vermelho-Amarelo.605/98. Vermelho-Escuro. observa-se a aplicação destas duas leis. Sr. O gráfico que segue representa os limites de tolerância e ótimos ecológicos de organismos esteno e euritérmicos. entre os quais situase a sua faixa de tolerância às condições ambientais e onde se encontra também. aceitou a “explicação” (“diferente de justificativa”) de que inúmeros empreendimentos não teriam condições de atender às leis de proteção ambiental. O Governo Federal. acobertando aqueles que adotam o princípio de que “é mais econômico e rentável degradar. A equação representativa é: log w = logc . A primeira diz respeito à conservação da energia. (Ver SOLOS BRASILEIROS. segundo os ecólogos vegetais. sendo seus responsáveis punidos conforme as leis vigentes.3/2 log d onde c é uma constante.170) por um período que poderá chegar a 10 anos. (Ver CÓDIGO FLORESTAL. permeará a ação degradadora de reincidentes. quando ela passa de uma forma para outra. com o compromisso dos infratores de que protocolariam nos órgãos ambientais de sua jurisdição. em crescimento. LEI e TEORIA) LEI ALOMÉTRICA (Ver ALOMETRIA) LEI DA CONSTANTE DE EXTINÇÃO (ou LEI DE VAN VALEN) Lei empírica estabelecendo que para qualquer grupo de organismos relacionados que compartilhem condições ecológicas comuns. Seus principais tipos são: Roxo. Segundo seus introdutores. na gestão do Exmo. civis e penais às pessoas físicas e jurídicas que praticam ação lesiva ao nosso patrimônio ambiental. mas teve sua efetividade suspensa por medida provisória (1. CLASSIFICAÇÃO DE) LAURASIA (Ver PANGÉIA (ou PANGAEA). há uma constante de probabilidade de extinção de qualquer taxon por unidade de tempo. esta lei aplica-se às populações que. a energia não é criada nem destruída. Sua suspensão.. Na transformação da energia solar em energia química na cadeia alimentar e na transferência desta energia de um nível trófico para outro. Ver CONAMA). Presidente da República Fernando Henrique Cardoso. do que conservar”. e REGIÕES ZOOGEOGRÁFICAS) LC50 (Ver DOSE LETAL) LEGISLAÇÃO AMBIENTAL Conjunto de regulamentos jurídicos dirigidos às atividades antrópicas que inteferem ou afetam a qualidade do meio ambiente. que deveria estar em vigor desde 1º de abril de 1999.

(Ver FATOR LIMITANTE) LEITO FLUVIAL Canal natural por onde flui um rio. luz) devem ser incluídos no conceito de tolerância. Os outros fatores ambientais (temperatura. TRANSMISSÃO (Ver PARASITISMO) LEVEDURA Fungo unicelular que se reproduz assexuadamente por brotamento.. Ocorre em raízes tabulares (sapopemas) de algumas plantas terrestres e nas raízes de plantas do mangue. é uma levedura. O Saccharomyces cerevisae. em oC (Ver AMPLITUDE ECOLÓGICA) LEI DE HARDY-WEINBERG (Ver EQUILÍBRIO DE HARDY-WEINBERG) LEI DE LIEBIG (Ver LEI DO MÍNIMO) LEI DE SHELFORD (Ver LEI DA TOLERÂNCIA) LEI DO MÍNIMO LEI DO MÍNIMO = LEI DE LIEBIG O crescimento de um organismo está sempre dependente do nutriente que se apresenta na quantidade mínima disponível. lançam raízes que alcançam o lençol freático. os elementos que mais se aproximam do mínimo crítico necessitado pelo organismo são os que tenderão a tornar-se os fatores limitantes ao crescimento desse organismo. Os organismos que aí vivem são chamados de lênticos. águas represadas em geral. em períodos normais. Algumas plantas. Em condições estáveis.. LENÇOL FREÁTICO LENÇOL FREÁTICO = ÁGUA SUBTERRÂNEA Acúmulo de água abaixo do solo propriamente dito (parte desintegrada) e geralmente sobre camada de rocha subterrânea. Seu “leito maior” diz respeito ao canal por onde ele flui nos períodos de cheia e o “leito menor” ao canal ocupado no período de águas baixas. LÊNTICO Relativo às águas paradas (lagos.). utilizado na fermentação do caldo de cana-de-açúcar (fabricação do álcool) e da cerveja. como as do cerrado. (Ver BOLOR. e DOMÍNIOS DOS MICRORGANISMOS) 149 . A maioria dos levedos são do grupo dos ascomicetos. Recomenda-se que este conceito se restrinja aos elementos químicos (oxigênio. têm por habitat o solo. nitrogênio etc) necessários à fisiologia e reprodução dos organismos. a mais de 15 m de profundidade.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS Desenvolvimento Ótimo ecológico euritérmico estenotérmico 10 estenotérmico 20 30 40 Temperatura. com estrutura e função apropriadas para a troca gasosa entre a planta e o meio. (Ver LÓTICO) LEPTOCÚRTICA. fósforo. LENTICELA Tecido especial existente em algumas plantas.

Numa das fórmulas sugeridas para representação desse limite. geralmente dulciaqüícolas (de água doce). tendo geralmente uma árvore por suporte de sustentação. admitem os autores. Um “ótimo de similaridade” também é uma expressão utilizada por alguns autores que consideram ser este ponto importante. gera numa cultura em placa de Petri.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS LIANA Trepadeira lenhosa. uma epífita. Termo muito utilizado em microbiologia. embora essas espécies insulares tenham maior densidade e se expandam em habitats que. de células. no conjunto. ou seja. ÍNDICE DE (Ver ÍNDICE DE LINCOLN (ou CAPTURA-MARCAÇÃO-RECAPTURA (MÉTODO DE)) LINHAGEM LINHAGEM = CEPA = CLONE População. onde d é a distância (num gráfico representativo da utilização de recursos. por exemplo. uma colônia de células com reações metabólicas idênticas. É portanto. Cerca de 1/4 de toda a fitomassa da biosfera é lignina. Genericamente a limnologia é o estudo dos ecossistemas não-marinhos. O bagaço de cana-de-açúcar é rico em lignocelulose. constituindo fundamentalmente a madeira das árvores e as fibras de muitas plantas. Planta (ou cipó) que se desenvolve. LIMO (Ver TEXTURA DO SOLO) LINCOLN. limnologia (do grego “limnos” = lago e “logos” = estudo) é o estudo dos lagos. LIGNOCELULOSE Forte ligação de lignina e celulose. como limnoplâncton. (Ver ENZIMAS DO SOLO) LIMIAR DE AÇÃO DE CONTROLE (DE PRAGA) (Ver DANO ECONÔMICO) LIMITANTE (Ver FATOR LIMITANTE. prejudicará o “fitness” de uma dessas espécies. O prefixo “limno” é aplicado a tudo que se refere a tais ambientes. seriam preenchidos por outras espécies. “largura relativa”) das curvas de uso do recurso. se em excesso ou carência. (Ver CLONE. como o cupim. LIMITE DE TOLERÂNCIA (Ver AMPLITUDE ECOLÓGICA) LIMNÉTICO (Ver ZONA LIMNÉTICA) LIMNOCICLO (Ver BIOSFERA) LIMNOLOGIA Literalmente. denominados de liberação ecológica. organismo limnético etc. é um nível de similaridade entre espécies competidoras que. como alimento. Uma linhagem de bactéria isolada do solo. LIGNÍVORO LIGNÍVORO = XILÓFAGO Ser que se alimenta de madeira. LIBERAÇÃO ECOLÓGICA Processo ligado à expansão de habitat. a condição que mostra tal limite é: d/w>1. por exemplo) entre os picos de uso do recurso por cada espécie competidora e w é o desvio padrão (ou grosseiramente. e CLONAGEM) 150 . Refere-se à observação de que em ilhas. bastante resistente à decomposição microbiana. Esses fenômenos são. continentais ou epicontinentais. normalmente há menos espécies do que em áreas continentais comparáveis. LIGNOLÍTICO (ou LIGNINOLÍTICO) Diz-se do processo em que enzimas específicas decompõem a lignina. no caso do continente. LIEBIG (Ver LEI DO MÍNIMO) LIGNINA Carboidrato complexo que se deposita na parede celular das plantas. e SIMILARIDADE LIMITANTE) LIMITE DE SIMILARIDADE Alguns ecólogos desenvolveram modelos que sugerem que existe um limite à similaridade entre competidores que coexistem. proveniente (descendente) de uma mesma (única) célula. Esta representação seria muito simplória para uma universalidade desse limite de similaridade.

Que se acumula nos tecidos adiposos. córregos. PSAMOSERE. De alguns líquens extraem-se certos medicamentos.). podendo ou não serem reutilizados pelas plantas. geralmente “a céu aberto”. A alga fotossintetiza. (Ver BIOMAGNIFICAÇÃO) LIPOSSOLÚVEL (Ver ORGANOCLORADO) LÍQUEN Associação mutualística entre alga e fungo. EROSÃO. provavelmente porque o SO2 inibe o processo fotossintético no ficobionte. corredeiras. onde o O2 dissolvido permite a proliferação de bactérias como a zooglea e outros organismos. principalmente protozoários. (Ver BIOLIXIVIAÇÃO. e “RUNOFF”) LODO ATIVADO Floculação que comumente ocorre em efluentes ou em água parada. indo para profundidades maiores. Os líquens são populações pioneiras em rochas e minerais. carregando nutrientes e microrganismos importantes à vida das plantas. Neste processo os nutrientes percolam no solo. riachos. e APÊNDICE IV– ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) LITOSFERA Porção da crosta da Terra que compreende as camadas de rocha e solo. (Ver LÊNTICO) LOTKA-VOLTERRA (Ver MODELO DE LOTKA-VOLTERRA) LUVISSOLOS (Ver SOLOS BRASILEIROS. O processo de lixiviação empobrece o solo. Junto com os corpos de água forma a hidro-litosfera. (Ver ZOOGLEA) LOGÍSTICA (Ver EQUAÇÃO LOGÍSTICA) LÓTICO Relativo às águas correntes (rios. produzindo carboidratos e fixando N2. CLASSIFICAÇÃO DE) 151 . participando do intemperismo e do processo de sucessão ecológica. (Ver OXISERE..GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS LIPOFÍLICO Com afinidade por gordura. e XEROSERE) “LITTER” (Ver NECROMASSA) LIXÃO Designação geral de local onde é depositado todo o lixo de uma cidade. Sua sensibilidade a poluentes atmosféricos permite seu uso como indicador ecológico nos locais sujeitos à poluição industrial (do ar).. cachoeiras. LITORAL (Ver ESTIRÂNCIO. Os organismos que aí vivem são chamados de lóticos. LITÓTROFO (Ver QUIMIÓTROFO) LITOSERE Diz-se da “sere” cuja vegetação se desenvolve sobre rocha. o fungo absorve água e supre a associação com nutrientes. (Ver ATERRO SANITÁRIO) LIXIVIAÇÃO Um tipo de lavagem do solo ocasionada geralmente pela chuva.

GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS 152 .

2) Aquáticas com folhas flutuantes: enraizadas no sedimento e com folhas flutuando na superfície (Nymphaea. MACROBIOTA (Ver BIOTA) MACROCLIMA O clima de uma região ampla. Pontederia. em especial um animal. em oposição ao microclima. vivos. Incluem-se aqui os helmintos (ou vermes) que infestam o aparelho digestivo de animais. Mencionam-se os seguintes grupos ecológicos de macrófitas (com alguns exemplos de gêneros): 1) Aquáticas submersas: enraizadas no sedimento e com folhas acima da superfície da água (Typha. Potamogeton. (Ver CADEIA ALIMENTAR) MACROFAUNA (Ver MESOFAUNA) MACRÓFITAS (AQUÁTICAS) Admitem-se estas plantas como. adicionado de água de chuva. As condições climáticas de um ecossistema ou de um bioma.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS M MAC (Ver METABOLISMO ÁCIDO DAS CRASSULÁCEAS) MaCARTHUR E WILSON (Ver TEORIA DA BIOGEOGRAFIA DE ILHAS) MACEIÓ Ajuntamento de água no litoral. assim como pulgas. infecta novo hospedeiro.. evolutivamente. macroscópico. apresentando portanto ainda. após liberados do organismo do hospedeiro.).).. Há também os macroparasitas de plantas. 4) Aquáticas submersas livres: rizóides pouco desenvolvidos.. 3) Aquáticas submersas enraizadas: raízes fixas no sedimento e folhas submersas (Elodea. que se desenvolve no hospedeiro.). carrapatos e até mesmo fungos.. Victoria.. MAGNIFICAÇÃO BIOLÓGICA (Ver BIOMAGNIFICAÇÃO) 153 . Salvinia. estômatos quase sempre não-funcionais).). 5) Aquáticas flutuantes: flutuando na superfície da água (Eicchornia. como certos fungos e plantas que parasitam outras plantas. MACROFITÓFAGO (Ver FITÓFAGO) MACRONUTRIENTES (Ver NUTRIENTES) MACROPARASITA Parasita. pertencentes a diversas ordens (Isopoda).. algumas características dos vegetais superiores terrestres (cutícula fina. (Ver LAGUNA) MACROARTRÓPODO Denominação dada a diversas espécies de animais.. flutuantes submersas (em locais sem turbulência) (Urticularia.. multiplicando-se através de estádios infectivos que.. piolhos. que se alimenta de outros organismos. alguns deles vivendo na necromassa acumulada sobre o solo..). que atacam animais. retornadas do ambiente terrestre para o aquático. (Ver MICROCLIMA) MACROCONSUMIDOR Organismo heterotrófico. causado pelas marés altas.

09 154 MANGUE 18 35 42 --4.85 27.branco. mangue. 1969): CARACTERÍSTICA Argila (%) Limo (%) Areia fina (%) Areia grossa (%) pH C:N C (g/100 g) Ca Mg K S (e.3 8 0.mg) PO4 DUNA ----100 --7. As maiores “florestas de mangue” ocorrem na Malásia. MANCHAS (ou SÍTIOS) (Ver REFÚGIOS) MANEJO AMBIENTAL Manipulação pelo homem. Laguncularia racemosa. Brasil. formando grandes raízes escoras arqueadas (ver na foto ao lado) cujos frutos apresentam viviparidade (a semente germina quando ainda no fruto). geralmente. o termo mangue tem sido usado indistintamente de manguezal. dá-se o nome de “manejo biológico”. MANEJO BIOLÓGICO (Ver MANEJO AMBIENTAL) MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS (Ver MIP) MANEJO SUSTENTADO MANEJO SUSTENTADO = MANEJO SUSTENTÁVEL Refere-se.siriúba. Avicennia sp. faunísticas.68 0. lago. Rhizophora mangle.08 0. mangue. edáficas e de suas fontes de água.75 3. refere-se especificamente a cada uma das árvores típicas do ecossistema de manguezal que ocorre no litoral. nascente. formado no estuário de um rio.71 0. Porém.8 0. À manipulação da parte viva. distinguindo-se pelos pecíolos vermelhos. Nigéria e Senegal. Venezuela.7 .38 109.6 10. No Brasil estima-se que os manguezais ocupam cerca de 25. garantindo assim sua perpetuidade. aplicando princípios ecológicos e respeitando as características florísticas. Índia. exclusivamente. As características dos solos de mangue e duna estão representadas comparativamente no quadro seguinte (LAMBERTI. na conjunção deste com o mar.41 2. (Ver DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL) MANEJO SUSTENTÁVEL (Ver MANEJO SUSTENTADO) MANGUE MANGUE = MANGUEZAL A denominação mangue.09 5.4 12.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS MALATION (Ver ORGANOFOSFORADO) MALEVOLÊNCIA (Ver ALTRUÍSMO e EGOÍSMO (ou MALEVOLÊNCIA)) MANANCIAL Água (de rio. lençol freático) utilizada para consumo humano. restrito ao alcance das marés alta e baixa. dos recursos naturais renováveis. onde são retiradas algumas árvores em “ponto ideal de abate” e esse trecho desbastado é deixado para que se regenere naturalmente.000 km2.22 0. ao sistema de exploração de madeira numa floresta natural. Espécies vegetais típicas: manguevermelho.

deve incluir indivíduos marcados nessa proporção M/N. MARÉ VERMELHA Fenômeno causado esporadicamente no mar por dinoflagelados principalmente. Exemplo. MÉTODO DE Nesta denominação. Capturam-se alguns animais. O rearranjo desta equação nos forneceria o elemento que falta. ex. o tamanho da população: N = nM/x. fala-se especificamente o nome de seu componente dominante. de constituição argilosa. Em alguns ecossistemas utiliza-se este termo para definir sua característica principal. Após um determinado tempo (suficiente para que se recuperem de qualquer trauma sofrido com a captura). As fotos que seguem (de documento sobre a Mata Atlântica. MATA Designação genérica. A proporção de peixes marcados para não-marcados no lago é M/N. cujas toxinas conduzem à morte de peixes e outros animais. qualquer amostragem posterior feita. que são marcados ou etiquetados e depois são soltos. Segundo informações da Fundação SOS Mata Atlântica. Após os peixes marcados terem se dispersado na população. mata de pinheiro etc. ou seja: x = nM/N. A denominação “paralisia por envenamento com moluscos” refere-se à ingestão desse animal. é o produto do tamanho dessa amostra (n) vezes a proporção de indivíduos marcados. sem dados da publicação) ilustram trecho de mata atlântica e animal típico. Segundo vários autores.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS MANGUEZAL (Ver MANGUE) MANTA HÚMICA (Ver NECROMASSA) MARCAÇÃO-RECAPTURA. na amazônia. na população. são recapturados. Lúcia). MÉTODO DE) MARÉ. sendo este o recorde de biodiversidade de árvores de florestas do mundo. tido como x. ocorrendo calcário e acúmulo de matéria orgânica. (Ver “BLOOM”) MARGINAL (Ver TEOREMA DO VALOR MARGINAL) MARICULTURA (Ver AQÜICULTURA) MASSAPÊ Tipo de solo. é tão rica em espécies vegetais quanto a amazônica. que tenha sido contaminado pelas toxinas de dinoflagelados associados à maré vermelha. O número de recapturas. em 1 ha dessa mata. está implícito no termo “recaptura” que o método poderia ser também chamado de “captura-marcação-recaptura”. como a encontrada em área próxima do rio Tocantins. pertencentes a 178 gêneros e 66 famílias. o guariba ou barbado (Alouatta fusca): 155 . de acordo com RICKLEFS (2007): 20 peixes são capturados num pequeno lago com população de N peixes de certa espécie e são marcados (M) com etiquetas de fácil visualização. POÇA (Ver POÇA DE MARÉ) MARÉ ALTA (Ver PREAMAR) MARÉ BAIXA (Ver BAIXA-MAR) MARÉ DE SIZÍGIA Maré de grande amplitude. embora suas árvores sejam um pouco mais baixas (20 ou 30 m). Suponhamos que após alguns dias. comum no recôncavo baiano e em alguns outros locais do litoral nordestino. No nosso exemplo seria então: N = 50(20)/6 = 167. que se segue ao dia de lua cheia ou de lua nova. Quando a vegetação é homogênea (uma só espécie). daí seu nome. no estado do Espírito Santo (Estação Biológica de Sta. tendo 6 deles a etiqueta que neles colocamos. (Ver ÍNDICE DE LINCOLN (ou CAPTURA-MARCAÇÃO-RECAPTURA. ou seja. ex.: mata de cipó. Este é um método utilizado para se estimar o tamanho de uma população animal. endêmico deste bioma. bastante fértil e por isso muito utilizado para o cultivo da cana-de-açúcar. capturemos 50 peixes. (Ver MATA ÚMIDA) MATA ATLÂNTICA MATA ATLÂNTICA = FLORESTA LATIFOLIADA TROPICAL ÚMIDA DA ENCOSTA Ecossistema que ocupa as encostas voltadas para o mar. estendendo-se do litoral do Rio Grande do Norte ao do Rio Grande do Sul.: mata de eucalipto. foram encontradas 476 espécies arbóreas. beneficiando-se das influências climáticas do oceano Atlântico. na segunda amostragem. dada a toda cobertura vegetal com predominância de árvores.

peroba. seco em estufa a 105°C. É obtida por secagem do material fresco. jatobá. MATACÃO (Ver TEXTURA DO SOLO) MATA CILIAR MATA CILIAR = MATA DE GALERIA Mata que margeia rio. Copaifera nitida. cedendo hoje lugar a cultivos como o da cana-de-açúcar. Leontopithecus. espécies da caatinga. Callicebus.S. algumas espécies vegetais da mata úmida e. e o quase extinto pau-brasil. destacam-se as espécies dos seis gêneros de primatas originários da mata atlântica (Callithrix. em inglês) num ecossistema florestal. Bowdichia virgilioides. Dalbergia nigra. Exemplos: violeta. Plathymenio reticulata. no estado da Paraíba. beneficiando-se da disponibilidade de água e nutrientes que se acumulam nas margens. Simarouba amara. protegendo as margens contra erosão. riacho ou córrego. entre outras.) MATÉRIA SECA Refere-se. evitando assoreamento.S. MATÉRIA ORGÂNICA DO SOLO (Ver M. Na mata úmida ocorriam em abundância: louro. Hymenaea sp. de acordo com BEGON et al. simplificadamente. (1990): 156 . Manilkara salzmanii e outras. Na região nordeste do Brasil tem certa conotação pejorativa. O quadro que segue ilustra. MATA DE ARAUCÁRIA (Ver FLORESTA ACICULIFOLIADA) MATA DE GALERIA (Ver MATA CILIAR) MATAS SERRANAS Ecossistemas comumente encontrados em regiões onde se faz sentir o efeito da altitude. jatobá. Reciprocamente. encontrados no litoral (mata atlântica) e no brejo paraibano. Tem sido bastante destruída. MATRIZ DE HORN Matriz de probabilidades de reposição (“replacement”. MATO Designação genérica. desejando-se descartar-se de algum objeto).O. apresentando. pau d’óleo. vinhático. à matéria orgânica desprovida de água. Cebus. Entre os animais. cupiúba. esta matriz. como por exemplo nas expressões “morar no mato” (viver à parte do mundo civilizado). Caesalpinia echinata. abandonado) ou “jogar no mato” (jogar no lixo. dada a praticamente qualquer tipo de área com cobertura vegetal natural. a mata ciliar beneficia o curso d’água que margeia. em certos locais. Tapirira guianensis. MATA ÚMIDA Designação geral para os ecossistemas com vegetação densa. Dalbergia cearensis.Horn. paraíba ou simaruba. Ocotea glomerata. sucupira. geralmente. Alouatta e Brachyteles).GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS Espécies vegetais típicas: jacarandá. Hymenaea martiana. massaranduba. proposta por H. Aspidosperma sp.com maior umidade e temperatura mais amena. estar “coberto ou tomado pelo mato” (desprezado.

96 Obs.17 Bordo vermelho 0. Consiste na negociação num mercado mundial do CO2 retirado ou não-emitido por um país em desenvolvimento.01 0. É uma visão do conjunto dos impactos previstos.740 anos para se reduzir à metade. Elas são muito comuns nos relatórios de impacto ambiental. É representado matematicamente pr 1 X 106. há 5% de chance de que um local presentemente ocupado por bétula cinza permanecerá assim nos próximos 50 anos. como por exemplo o megagrama (ou Mg) = 1. MECANISMO DE DESENVOLVIMENTO LIMPO Conhecido também como MDL. 36% de chance de que goma-preta a substituirá. 157 . enquanto goma-preta e bordo vermelho persistirão com abundância baixa.57 0. Este elemento tem sido utilizado na datação de fósseis. expressão inglesa). 50% de que seja o bordo vermelho e apenas 9% de que seja faia. predominando posteriormente. O carbono radioativo ou C14 leva 5. MEGAFAUNA (Ver MESOFAUNA) MEIA-VIDA Refere-se especificamente à atividade de material radioativo.50 0.: a) O bordo vermelho dominará rapidamente. ou “meandros divagantes”. As sinuosidades acentuadas de alguns rios. A diminuição da velocidade da água ou da declividade. eficiência e conservação de energia ou reflorestamento. O megagrama é portanto. foi concebido pelo Protocolo de Quioto (ou Kyoto) para auxiliar no processo de redução de emissões de CO2 por parte dos países signatários (países do Anexo I).GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS OCUPANTE ATUAL Bétula cinza 0.09 Goma-preta 0. proporciona acúmulo de sedimento. MEIO AMBIENTE Reunião do ambiente físico e seus componentes bióticos. podem levar à formação de lagos periféricos ou de lagos em forma de ferradura (ou de cangalho. MEDIDAS MITIGADORAS Medidas destinadas a amenizar impacto ambiental ou para prevení-lo.31 Faia 0. b) A faia aumentará vagarosamente. conforme a tradução literal de “oxbow lake”. ou seja. (Ver PROTOCOLO DE QUIOTO (ou KYOTO)) MECANISMOS DE ISOLAMENTO (INTRÍNSECO e EXTRÍNSECO) (Ver SIMPATRIA) MECANISMOS DE TRANSFERÊNCIA DE DNA (Ver TRANSFERÊNCIA DE DNA) MEDIDAS CORRETIVAS Medidas que devem ser tomadas para eliminar um agente causador de impacto (um poluente ou um agente de degradação) num determinado ambiente. “mega-” Prefixo de origem grega significando “grande.0 0. Na interseção das linhas e colunas são assinalados os prováveis impactos de cada ação. MEANDROS MEANDROS = “ALTWASSER” = LAGOS DE FERRADURA.0 OCUPANTE (50 ANOS EM DIANTE) Goma-preta Bordo vermelho 0. em decorrência principalmente da redução do seu fluxo. MATRIZ DE INTERAÇÃO Um método básico de avaliação de impacto ambiental em que se elabora uma matriz que apresenta num dos eixos os fatores ambientais e no outro as ações referentes a um determinado projeto.000 g = 1.03 Faia Bétula cinza 0. ou seja.000.55 0. podendo ocorrer erosão lateral com formação de vales e/ou várzeas. maior do que o comum”.25 0. a nova denominação da tonelada no sistema SI.05 0.14 0. c) Em resumo. DE MEANDRO ou CRESCENTE = “OXBOW LAKES” = RIOS MEÂNDRICOS São tidos como meandros as modificações de reestruturação dos leitos dos rios. nesse tempo metade dele se transforma em C12. um nuclídeo radioativo que se reduz à metade num determinado tempo. O MDL fundamenta-se em fontes renováveis e alternativas de energia. enquanto a bétula cinza desaparecerá.000 kg ou 1 tonelada (métrica).01 0.36 0.

Com relação aos invertebrados do solo.: meroneuston (organismo que vive parte do seu ciclo vital no neuston).5 m. O termo melanístico é uma adjetivação de melanismo. seguir. resultante da estratificação química. metabiose (é uma simbiose entre dois organismos. aqueles animais medindo entre 2 mm e 20 mm de largura do corpo e de megafauna.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS A expressão “meio ambiente” é considerada por alguns autores como dúbia e pleonástica e como tal.5 m e 2. Segue-se a mesopausa (80 a 90km). como por exemplo: metafisiologia (sugerido por G. Além dos verbetes que figuram neste glossário. em parte. fora de e mais elevados do que os da fisiologia e do organismo material). Diz-se que o lago meromítico está permanentemente estratificado devido à presença de um gradiente de densidade (picnoclino). um dos quais habita um ambiente preparado pelo outro). LAGOS São lagos cuja circulação não alcança toda a coluna d’água. Usa-se também a denominação mesofílico. os animais com largura superior a 20 mm. MESÓFITA Planta que vive num habitat onde as condições de umidade e aeração permanecem entre os extremos (de escassez ou de excesso). inclui dimensões muito amplas com conotações econômicas. MERDÍVORO (Ver COPRÓFAGO) “mero-” Prefixo de origem grega significando “parte. MEROMÍTICOS. MELANISMO / MELANÍSTICO Aumento na intensidade de pigmentação de cor negra ou escura. (Ver HOLOMÍTICOS. mudar (de lugar. grupo ou população. Há muitos verbetes neste glossário que se iniciam por este sufixo. metafísica (alguns consideram uma analogia à alusão daquilo que transcende o físico). 158 . metanímico (é o que pertence a um riacho (córrego) temporário). este prefixo tem inúmeras outras ocorrências. Lewes. metaquímica (a química do supersensível).225 mm2 de área foliar) na classificação de Raunkiaer. ordem ou natureza)”. incompleto”. MESÓFILO Termo geralmente aplicado para definir microrganismos cuja temperatura ótima para seu crescimento está entre 25°C e 37°C. condição. eis alguns outros exemplos: metalófita (planta que medra em ambientes onde o substrato contém níves elevados de metais). e OLIGOTRÓFICO) “meta-” Prefixo de origem grega significando “médio”. A poluição industrial poderá gerar um aumento na freqüência de organismos melânicos em habitats sujeitos às influências de tal atividade antrópica. das áreas de ecologia e ciências ambientais. meropelágico (que é membro temporário da comunidade pelágica). num organismo. uma classe de tamanho de folhas (de 2025 a 18. questionar. Este prefixo não deve ser confundido com o termo da química relacionado a compostos de carbono. significando o organismo que vive em condições ambientais moderadas. MESOPELÁGICO (Ver ZONA MESOPELÁGICA) MESOSFERA Camada da esfera do planeta Terra situada entre 40 e 80km de altitude. intermediário”. inerentes ao ambiente humano. metatrófico (é um organismo que utiliza nutrientes orgânicos como fontes de carbono e nitrogênio). MESOTRÓFICO. alguns autores chamam de mesofauna ou macrofauna. em ecologia vegetal. significando uma doutrina de vida e fenômenos vitais que se baseariam em princípios. mas na maioria das palavras a que antecede. ação em comum. Ex. LAGO Lago com características intermediárias entre o eutrófico e o oligotrófico. ele expressa noção de “compartilhar. chamando-se isso de melanismo industrial. e muitos outros. meroplâncton (temporariamente da comunidade planctônica). Mesófilo é também. LAGOS) “meso-” Prefixo de origem grega significando “meio. Além dos termos que seguem. (Ver EUTRÓFICO. MESOFAUNA Mesofauna ou macrofauna é a fauna composta por organismos medindo entre 0. muitos deles podem viver entre 0°C e 40°C.H. meroparasita (um parasita parcial ou facultativo que pode viver na ausência do hospedeiro). sócio-culturais e de segurança.

produzido pelo organismo mas que não é por ele utilizado diretamente. podendo a planta assim continuar o processo fotossintético. Vários trabalhos com tal análise metagenômica funcional têm sido realizados para identificar novos antibióticos e genes de resistência a antibióticos. ocorre a descarboxilação (também por enzimas) liberando o CO2. (Ver NITROSAMINAS) METALIMNIO Camada ou zona de profundidade aquática. que participa ativamente do efeito estufa. O termo análise “metagenômica” foi cunhado para designar o sentido de análise de um conjunto de componentes similares mas não idênticos. Algumas outras substâncias também servem de substrato a tais bactérias.000 clones isolados. Pb. Cu. Hg. METABÓLITO Substância produzida por um organismo a partir de processos metabólicos. DH10B).A. O metano emanado de sedimentos pantanosos é conhecido como “gás de pântano”. metilcarptan. que no sangue. ROCHAS (Ver ROCHAS) METANO (CH4) Gás. Alta concentração de nitratos ou nitritos no alimento podem causar este problema. de um certo compartimento do ambiente. além de transportadores e enzimas degradadoras. convertendo-o a CH4. sendo as principais: lodo. Cd. impedem a hemoglobina de absorver oxigênio. Dá-se o nome de metabólito ao composto sintetizado no metabolismo. como o metanol. A biblioteca de DNA de solo. por exemplo. regiões pantanosas (mangues. destacam-se: Sn. arrozais . ao hipolimnio (ver figura no verbete EUTRÓFICO). como um todo) gerando DNA genômico heterólogo. em que se efetua análise genômica de uma população ou de comunidades de microrganismos existentes num determinado compartimento do ambiente. (Ver DEFESA QUÍMICA) METAGENÔMICA. que evitam abrir os estômatos durante o dia para absorver o CO2 (quando a umidade do ar é baixa e a perda d’água seria grande) e só o fazem durante a noite. Emana de diversas fontes.. O CO2 absorvido é transformado em malato (processo de carboxilação. assim como alguns também incluem o berilo (Be) e o selênio (Se). (Ver EFEITO ESTUFA e RUMINANTES) METANOGÊNESE Processo de produção de metano (CH4) efetuado por grupo altamente especializado de bactérias anaeróbias obrigatórias (metanógeno). em que nem todo microrganismo pode ser cultivado. produzido e utilizado pelo próprio organismo e em metabólito secundário. transformação dos clones numa bactéria hospedeira e “screening” dos transformantes resultantes (como por exemplo. Estima-se que somente dos arrozais emanam 20% de metano do total mundial (que é estimado em ±520 Tg de CH4/ano. 159 .. As. METAL PESADO Elemento químico. ANÁLISE Sistema de análise introduzido em microbiologia na década de 1990. estômago dos ruminantes. inflamável. METAMÓRFICAS. o “screening” de marcadores filogenéticos ou “âncoras”. epífitas geralmente. que não são metais. Observe-se que o termo é muito amplo e por isso são aqui incluídos o arsênio. no solo. flatulência de diversos animais (incluindo-se o ser humano). Dificuldades e desafios ainda são muitos.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS METABOLISMO O conjunto de todas as reações químicas que ocorrem no interior de uma célula ou de um organismo. Co. obtida por exemplo nos E. Zn. por ação de enzimas) e durante o dia. conforme descritos em revisão de HANDELSMAN (2004).). e CATABOLISMO) METABOLISMO ÁCIDO DAS CRASSULÁCEAS – MAC Plantas (das famílias Crassulaceae e Bromeliaceae).U. com temperatura rapidamente mutável. pela seguinte reação: 4H2 + CO2 → CH4 + 2H2O. Cr. Ce e Bi. Sb.. segue. usando CO2 como aceptor terminal de eletron. clonagem de DNA num vetor apropriado (Escherichia coli. acetato e metilaminas. geralmente tóxico aos seres vivos e por isso considerado poluente. (Ver ANABOLISMO. O processo da análise metagenômica envolve o isolamento de DNA de uma amostra do ambiente (por exemplo. Entre os principais elementos metálicos encontrados em muitos efluentes. METAHEMOGLOBINEMIA METAHEMOGLOBINEMIA = METEMOGLOBINEMIA Problema causado geralmente em mamíferos (inclusive no ser humano e principalmente em crianças) pela ingestão de nitratos. Fala-se em metabólito primário. tais como o 16S rRNA e o recA. na presença de luz. uma amostra de solo. de peso atômico elevado. em direção ao fundo. conseguiu apenas 29 clones que expressavam uma certa atividade (hemolítica) dos 25. evitando o processo de cultivo de microrganismos. brejos. formato. asfixiando o indivíduo.

arranjando-se em estruturas maiores. pertencentes a diversas ordens (Collembola. além de outros subtipos: orquidáceas. endomicorrizas e ectendomicorrizas (ou ectoendomicorrizas). formando um mutualismo (ou simbiose) benéfico a ambos esses organismos. (Ver METILÓTROFO) METAPOPULAÇÕES São populações que por processos de migração (e colonização em novas áreas) dividiram-se em subpopulações.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS (Ver METILÓTROFO. um composto orgânico cuja estrutura ostenta um só átomo de carbono. (Ver ECTOMICORRIZA. MICROAMBIENTE (Ver MICROHABITAT) MICROARTRÓPODO Denominação dada a diversos animais. formado pelas hifas (filamentos). formato (HCOO-). (Ver METANÓTROFO) MICELA Unidade (em química e biologia) composta por moléculas complexas. Diplura. 160 . e SINERGISMO) METILÓTROFO Bactéria que utiliza como fonte de carbono. Symphyla. que pode mudar de tamanho sem alterar sua estrutura química. metilamina (CH3NH2). ajudando no seu desenvolvimento. Acarina. ericáceas e arbutáceas. Ex. e METANÓTROFO) METANÓGENO (Ver METANOGÊNESE) METANÓTROFO Bactéria aeróbia. ao tempo em que recebe carboidratos da planta. e ENDOMICORRIZA) “micro-” Prefixo de origem grega significando “pequeno. (Ver FICÓFAGO) MICOPLÂNCTON (Ver APÊNDICE V – PLÂNCTON: TIPOS E CATEGORIAS DE TAMANHO) MICORRIZA MICORRIZA = FUNGO MICORRÍZICO Interação entre fungo e raiz de planta. Os polissacarídios que constituem a celulose. Muitos metilótrofos são também metanótrofos. O fungo micorrízico. ligando-se às raízes da planta. possuidores de um só átomo de C. METAZOOPLÂNCTON (Ver APÊNDICE V – PLÂNCTON: TIPOS E CATEGORIAS DE TAMANHO) METEMOGLOBINEMIA (Ver METAHEMOGLOBINEMIA) METILMERCÚRIO (Ver MINAMATA. formando “mosaicos” de ocupação em determinada área. tornando-se portanto. aumenta a superfície de absorção desta. Thysanura. Protura. por exemplo. No sistema SI é 10-6 m (milionésima parte do metro ou milésima parte do milímetro. formam micelas na parede celular. metanol (CH3OH). curto”. monóxido de carbono (CO) e outros. MICÓFAGO Que se alimenta de fungos. MICÉLIO Talo dos fungos. Algumas dessas subpopulações mantêm certas interações entre si. menos frágeis ou suscetíveis ao desaparecimento do que aquelas que têm baixa taxa de migração. Esta simbiose diz-se ser uma micotrofia. formando colóide. que vive no solo ou na água. Muitos termos contêm este prefixo. as microfibrilas (10 a 20 micelas). oxidando o metano e compostos de carbono (mais oxidados). POLUENTE SECUNDÁRIO. dimetilamina ((CH3)2NH). MICOBIONTE Fungo. apresentados neste glossário. muitos deles vivendo na necromassa acumulada sobre o solo.: metano (CH4). Possui uma enzima específica chamada metanomonoxigenase. Em termos morfológico e anatômico as micorrizas são dos tipos: ectomicorrizas. cuja unidade é representada atualmente por μm (= micrômetro). No líquen ocorre um mutualismo entre um micobionte (um fungo) e um ficobionte (uma alga).

vírus e alguns protozoários. MICROBACIA HIDROGRÁFICA É conceituado como uma área compreendida entre um fundo de vale (rio. de dimensões minúsculas. rostrata) têm. relembra os odores ao longo desse trajeto. por exemplo).. feito geralmente com o propósito de procriar. por exemplo. Estão aqui incluídas as bactérias. As espécies que migram e retornam diversas vezes durante o seu ciclo de vida. são capazes de deduzir informação direcional a partir do fraco campo magnético da Terra. orientam-se não somente pelo geomagnetismo e/ou “informação do sol e das estrelas. Tardigrada. (Ver MACROPARASITA) MICRORGANISMO (Ver DOMÍNIOS DOS MICRORGANISMOS) MICROTOPOGRAFIA Refere-se às variações de altura ou irregularidades ou aspereza de um terreno (ou local) em escala muito pequena. anualmente.100 km (ou o dobro de ida-e-volta). MIGRAÇÃO e COMPORTAMENTO MIGRATÓRIO Deslocamento periódico e com retorno. Alguns autores reservam este termo quando desejam referir-se ao habitat microbiano e neste caso. várzeas) e os espigões (divisor de água) que delimitam os pontos dos quais toda a água das chuvas escorre para esse fundo de vale. peixes. Há também os microparasitas de plantas (bactérias e nematódeos. É muito comum dizer-se que os microrganismos exercem atividade diversa conforme as diferenças de microhabitat existentes num ecossistema.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS Pauropoda. uma espécie de salamandra.. (Ver DISPERSÃO DA POPULAÇÃO) 161 .). Há indícios de que a enguia européia (Anguilla anguilla) e a americana (A. As microbacias se iniciam na nascente dos pequenos cursos d’água. têm grande capacidade de percepção olfativa e/ou de memorização topográfica. Há evidências de que diversos insetos. retornando ao local anterior para a desova. alimentando-se durante essa viagem. sensibilidade olfativa a duas ou três moléculas do álcool β-fenil etílico. chamam-no também de microambiente. (Ver ZOÓFAGO) MICROCLIMA O clima de uma área muito pequena ou particularmente de uma parte pequena e definida de um determinado habitat. (Ver MACROCLIMA) MICROCONSUMIDOR (Ver DECOMPOSITOR) MICROFAUNA (Ver BIOTA) MICROFITÓFAGO (Ver FITÓFAGO) MICROFLORA (Ver BIOTA) MICROHABITAT MICROHABITAT = MICROAMBIENTE Refere-se ao habitat diminuto no qual vive um organismo ou uma população. como também pelo aprendizado da rota de migração”. são componentes mais da meso e macrofauna do que da microfauna. As espécies que fazem somente uma viagem de retorno. de alguns animais. ao contrário de outras espécies. no nível de organismo. que se multiplica dentro da célula do hospedeiro. certas espécies de bactérias e aves. num percurso de 16. (Ver FITOTELMOS) MICRONUTRIENTES (Ver NUTRIENTES) MICROPARASITA Parasita. Uma certa espécie de andorinha do Ártico (Sterna paradisaea) desloca-se do Ártico às geleiras da Antártica. riacho. ligando-se às outras até constituirem a bacia hidrográfica de um rio de grande porte. Algumas espécies destas ordens. MICROBIOLOGIA AMBIENTAL (Ver ECOLOGIA MICROBIANA) MICROBIOTA (Ver BIOTA) MICROBÍVORO Animal que se alimenta de componentes da microbiota. Há também evidências de que o salmão (fase de ovo e juvenil na água doce e de adulto no mar).

Alguns ambientalistas estimam que centenas de pessoas. embora para esta característica o termo mais apropriado seja camuflagem. morreram em decorrência desse “acidente” ou desastre. aumenta com o aumento na diversidade de espécies e da complexidade da teia alimentar (um contraste com o modelo de Lotka-Volterra). LAGOS) MITIGAÇÃO DO CARBONO (Ver INICIATIVA PARA MITIGAÇÃO DO CARBONO) MIXÓTROFO Bactéria que é capaz de assimilar compostos orgânicos como fontes de carbono. que funciona como defesa contra predadores. o elemento é liberado para o ambiente (solo ou água) após a morte das células microbianas. LAGOS. na verdade. uma planta mirmecófita é aquela que abriga formigas ou cupins em estruturas especializadas ou que mantém uma interdependência com esses insetos. Ainda se encontra a grafia “míctico”. por exemplo). ou cupins. e MEROMÍTICOS. por exemplo. MODELO BIOLÓGICO Formulação. Aplica-se também este termo para definir o fenômeno em que diversos animais tomam a cor dos objetos do meio em que vivem.CAPACIDADE DE TROCA CATIÔNICA) MIMETISMO Fenômeno.J. fundamentado nas observações sobre as relações entre detritívoros e decompositores. que segue à imobilização. podendo significar também aquele que vive parte do seu ciclo vital em ninhos de formiga ou de cupim. A equação logística é representada por: 162 . (Ver APOSEMATISMO.Pimm (em 1982).Lotka e V. obtendo simultâneamente energia a partir da oxidação de compostos inorgânicos. no tempo. No modelo controlado-pelo-doador. Cecropia spp) “-mítico” Sufixo de origem grega significando “circulação de água”.: mirmecófago (organismo que se alimenta de formigas. na verdade. CAMUFLAGEM. MODELO DE LOTKA-VOLTERRA Modelo desenvolvido a partir das conceituações de A. MODELO CONTROLADO-PELO-DOADOR Modelo sugerido por S. que representa um fenômeno do mundo real e por meio do qual podem ser feitas previsões. como por exemplo as formigas do gênero Azteca e a embaúba. do modelo de Lotka-Volterra das interações predador-presa. aplicada na defesa de lavouras e de pastagens destinadas a animais. o nosso tamanduá-bandeira incorpora ao seu nome científico. A dinâmica deste modelo difere. CAMUFLAGEM.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS MILIEQUIVALENTE / MILIEQUIVALÊNCIA (Ver CTC . Refere-se à competição interespecífica como uma extensão da equação logística. e CRÍPTICO) MINAMATA (ou DOENÇA DE MINAMATA) Minamata é uma cidade da costa oeste da ilha de Kyushu. (Ver POLUENTE SECUNDÁRIO e SINERGISMO) MINERALIZAÇÃO Fase da biogeociclagem em que há conversão da forma orgânica de um elemento (nutriente) para a forma inorgânica. este prefixo: Myrmecophaga tridactyla). e CRÍPTICO) MIMETISMO MÜLLERIANO (ou de MÜLLER) Semelhança mútua entre duas ou mais espécies marcantemente não-palatáveis. em várias maneiras. no Japão. comum no reino animal. (Ver IMOBILIZAÇÃO) MIP − MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS Ação integrada de agrotóxicos e controle biológico. Ex. esclarecendo sobre os fatores que determinam o efeito da interação competitiva. Ex. (Ver HOLOMÍTICOS. “mirmeco-” Prefixo de origem grega significando “formiga”. em que é mostrado que o doador (a presa) controla a densidade do receptor (o predador).: uma formulação matemática que represente mudanças numéricas que ocorram em populações de insetos e que por meio desses números se possa prognosticar a que ponto atingirá a população. esta formulação poderá ser considerada como um útil modelo biológico.Volterra. Nesta fase da biogeociclagem. a dinâmica de interação é particularmente estável e que esta. mirmecófilo (aquele que vive em associação com formigas. onde entre 1953 e 1956 ocorreram 43 mortes de pessoas e dezenas foram seriamente afetadas por um envenenamento com metilmercúrio (C2H6Hg).L. combinando aspectos de natureza econômica e princípios ecológicos. (Ver APOSEMATISMO. É por isso também chamada de heterótrofo-litótrofo. em que uma determinada espécie mimetiza (imita) um organismo que possa parecer aos predadores não-palatável ou indesejável (venenosa.

com conseqüente rompimento do termoclino. à semelhança da comprovação da “hipótese nula” da estatística. (Ver ESTENO. e OLIGÓFAGO) MONOGAMIA Formação de um par. se os dados reais mostram uma diferença estatística significativa da hipótese nula. soprando no verão do mar para o continente (monção marítima) e no inverno soprando do continente para o mar (monção continental). Originalmente chamava-se espécie “monoécia”. onde K = capacidade de suporte. GINOÉCIA. A base do modelo de Lotka-Volterra é a substituição do termo responsável pela incorporação da competição intraespecífica (a expressão que está entre parênteses) por um termo que incorpore ambas as competições (intra e interespecífica). É uma espécie estenofágica. é no entanto. tanto o macho quanto a fêmea chocam os ovos e alimentam a prole. em que a fêmea amamenta e cuida dos filhotes. N = tamanho da população. muito comum entre aves nas quais em muitas espécies. em certos tipos. “MONERA” (Ver REINO) MONITORAMENTO (ou MONITORAÇÃO ou MONITORIZAÇÃO) Acompanhamento das reações de certos fatores ecológicos. A monogamia é pouco comum entre os mamíferos.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS dN/dt = rN (K – N)/K. doenças e. r = taxa intrínseca de crescimento da população. por ano. O monófago se assemelha ao oligófago ou oligofágico. em termos ecológicos. MONOCLÍMAX (Ver TEORIAS MONO E POLICLÍMAX) MONOCULTURA Sistema de cultivo em que é utilizada uma só espécie vegetal. esta é então rejeitada e a ação do fenômeno sob investigação é fortemente inferida (ou comprovada). por causar problemas ambientais. (Ver HOLOMÍTICOS) MONOPLÓIDE (Ver GENOMA) MONOPROCRIAÇÃO (Ver SEMELPARIÇÃO) MONOSSIALITIZAÇÃO (Ver SILICATOS) MONTANTE Situado rio acima. por sua susceptibilidade a pragas. Sua homogeneidade poderá dificultar sua reação às condições adversas que porventura surgirem. considerando-se a corrente fluvial. ou seja. MONÓFAGO (ou MONOFÁGICO) Espécie de organismo que consome somente um tipo de alimento. (Ver JUSANTE) 163 . no acasalamento de macho e fêmea. feito através de medições ou observações contínuas dos parâmetros ambientais que indicam a dinâmica de tais fatores. MODULAR (Ver ORGANISMOS UNITÁRIO e MODULAR) MOFO (Ver BOLOR) MONÇÃO Vento periódico típico do sul e do sudeste da Ásia. apresentando portanto desvantagens. (Ver POLIGAMIA) MONÓICA(O) Diz-se da espécie de planta que tem flor unissexual masculina e flor unissexual feminina num mesmo espécime ou indivíduo. (Ver DIÓICA. é o ponto contrário à direção da foz. Portanto. os dados sobre competição interespecífica (a mais usualmente testada) são rearranjados procurando-se observar o que aconteceria na ausência desta interação competitiva. MODELOS NEUTROS Tipo de modelos em que. e TRIÓICA) MONOMÍTICO Lago que apresenta um período único de circulação livre ou re-circulação. em que a união tem continuidade durante várias gerações de proles. O sufixo deriva do grego “oikos” (= casa).

MUTAÇÃO PLEOTRÓPICA (Ver “pleo-”) MUTUALISMO MUTUALISMO = SIMBIOSE Tipo de interação ecológica na qual ambas as populações se beneficiam e onde pelo menos uma delas. sendo inviolável exceto para a realização de investigações científicas devidamente autorizadas. (Ver INTERAÇÃO ECOLÓGICA) MUTUALISMO FACULTATIVO (Ver PROTOCOOPERAÇÃO) MVA . Denominação dada a uma unidade de conservação que tenha o propósito de conservar um objeto natural específico ou uma espécie determinada da flora ou fauna. (MATÉRIA ORGÂNICA DO SOLO) Denominação que se refere à toda matéria orgânica existente no solo. em condições naturais. PROTOCOLO DE (Ver CFC − CLOROFLUORCARBONO (ou CARBONO FLUORCLORADO)) MONUMENTO NATURAL Categoria de unidade de conservação do Grupo I do SNUC. Diferencia-se da protocooperação porque é uma associação obrigatória.S. de 23/03/66).O. (Ver SNUC − SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO. para a sobrevivência de uma ou ambas as populações.MICORRIZA VESICULAR-ARBUSCULAR (Ver ENDOMICORRIZA) 164 .GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS MONTREAL. e UNIDADES DE CONSERVAÇÃO) MORBIDADE (Ver TAXA DE MORBIDADE) MORTALIDADE (Ver TAXA DE MORTALIDADE) M. O adjetivo simbiótico qualifica a simbiose. incluindo tanto a necromassa como as raízes vivas.054. contendo um ou mais termiteiros. com altura que pode alcançar os 3 m. ou para inspeções oficiais (de acordo com Decreto Federal nº 58. (Ver NECROMASSA) MOVIMENTO ECOLOGISTA (Ver ECOLOGISMO) MUDANÇAS CAÓTICAS DE UMA POPULAÇÃO (Ver CAOS) MULTIFATORIAL (Ver POLIGÊNICO) MULTIGÊNICO (Ver POLIGÊNICO) MURCHA PERMANENTE (Ver PONTO (ou COEFICIENTE) DE MURCHA PERMANENTE) MURUNDUM (ou MURUNDU) Monte de terra. quer seja de interesse estético ou valor histórico ou científico. comum em certos campos. não sobreviveria sem a outra.

O nanismo. nanotecnologia (que lida com dimensões e tolerâncias de 0. que é o número de ovos ou filhotes gerados por unidade de tempo. Este valor fornece uma idéia da eficiência de reprodução de uma população. do sistema SI (1 X 10-9 m ou a milésima parte do micro). de 25 a 225 mm2 de área de superfície.) NECROTRÓFICO (Ver PARASITA NECROTRÓFICO) 165 . segundo a classificação de Raunkiaer). assim como substitui perfeitamente ao anglicismo “litter”. Alguns termos: epinastia (uma curvatura para baixo de uma parte da planta devido ao crescimento diferenciado das superfíces superior e inferior). seismonastia (movimento de crescimento de uma planta em resposta a um choque não-direcionado ou a um estímulo de vibração mecânica). é usado em outros termos (ver verbete NANOPLÂNCTON). NANOPLÂNCTON (Ver PLÂNCTON) NÃO-SIMBIONTES (Ver FIXADORES DE NITROGÊNIO (DE VIDA LIVRE)) “-nastia”/ NÁSTICO Este sufixo de origem grega. substitui melhor as denominações “serrapilheira. fotoepinastia (uma curvatura da planta para cima. Usa-se também o termo taxa de fecundidade específica da idade. de excessiva pequenez”. (Ver TAXA DE NATALIDADE. em ecologia. por um indivíduo pertencente a uma certa classe de idade (ou idade específica x). induzida pela luz). nictinastia (movimento de orientação de plantas durante a noite.S. resultando num crescimento maior dos tecidos do lado oposto ao do estímulo. nanófilo (da classe de tamanhos de folha. manta húmica e folhedo”. NATALIDADE (Ver TAXA DE NATALIDADE) NATALIDADE ECOLÓGICA Dá-se esta denominação à relação “ovos ou filhotes gerados por fêmea : filhotes sobreviventes”. Nástico é a forma adjetiva.O. geralmente alga. Além da unidade “nanômetro (nm)”. Este termo. e TAXA DE MORTALIDADE) NECRÓFAGO Que se alimenta de matéria ou organismos mortos. alguns autores somente utilizam o termo necromassa quando se referem à quantificação dos organismos mortos (massa total de organismos mortos por área ou volume) num determinado período. quimionastia (uma resposta a estímulo químico). refere-se ao “movimento” da planta ou de suas partes (movimento nástico). No entanto.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS N “nano-” Prefixo de origem grega significando “anão. é derivado que significa “nanico” ou ainda “que tem crescimento restrito”.1 a 100 nanômetros). (Ver DECOMPOSITOR) NECROMASSA NECROMASSA = SERRAPILHEIRA = MANTA HÚMICA = FOLHEDO = “LITTER” Matéria orgânica morta que geralmente se acumula na superfície do solo e no sedimento. “-nastia”. com tamanho próximo à resolução do microscópio óptico). como nanofóssil (um fóssil. (Ver M.

bastante elucidativa. Oxiurus). fungos. idéia já abandonada desde o Darwinismo. muito rica em plantas típicas (alguns exemplos: gramíneas. Experimentos com microrganismos (bactérias) vieram “resssuscitar” o Lamarckismo. gatos etc) e agronômico (parasita de raízes de muitas plantas). NÉCTON. estão de uma certa maneira interagindo. (Ver NEO-DARWINISMO) NEOSSOLOS (Ver SOLOS BRASILEIROS. quantidade de alimento e densidade de ramificação de uma árvore) seria facilmente 166 . alguns são microscópicos.MacFadyen: “um conjunto de condições ecológicas sob as quais uma espécie pode explorar uma fonte de energia. de interesse veterinário (parasita de cavalos. fungos. NEUSTON. cães. (Ver BENTOS. inúmeros roedores e peixes. mas também inclui sua função (posição trófica e posição com relação aos gradientes de vários fatores físicos. anfíbios etc). são assimilados no genoma e transmitidos aos descendentes. NEMATÓDEOS (ou NEMATÓDIOS) Um helminto da classe Nematoda. capazes de se locomoverem espontaneamente (e portanto. até. de corpo cilíndrico. A flora. onça. ou a teoria de que os caractéres adquiridos pelos organismos em resposta aos fatores ambientais. REGIÃO (Ver REGIÕES ZOOGEOGRÁFICAS) NEOBIOGEOGRAFIA (Ver BIOGEOGRAFIA) NEO-DARWINISMO Teoria moderna da evolução. de interesse médico (parasita intestinal humano. Há nematódeos no solo que são omnívoros (alimentam-se de necromassa) e outros são predadores (alimentam-se de bactérias. algas). Ancilostoma. CLASSIFICAÇÃO DE) NEOTROPICAL. que combina a seleção natural e a genética de populações. O sufixo “-on” refere-se à comunidade. bactérias. baseada num modelo de um “hipervolume”. protozoários) repousantes ou flutuantes na superfície de habitats de água doce. anta. Sua fauna típica é muito rica: llama. onde uma figura tridimensional representando por exemplo os “eixos” das necessidades básicas de um esquilo (temperatura. de “evitarem a captura”). Exemplo: um pássaro e um esquilo (o nosso caxinguelê ou serelepe) que vivam num mesmo habitat. sendo uma delas. REGIÃO Também conhecida como Reino Neogeano ou Região sul-americana. PLÂNCTON. como o Ascaris. Os organismos do neuston situados acima da película superficial constituem o epineuston e os situados abaixo de tal película constituem o hiponeuston. NEO-LAMARCKISMO A herança de caractéres adquiridos. Talvez seja o tipo mais comum de interação na Natureza. O sufixo “-on” refere-se à comunidade. que lhes seja suficiente para reproduzir e colonizar mais conjuntos com tais condições”. e APÊNDICE V – PLÂNCTON: TIPOS E CATEGORIAS DE TAMANHO) NEUTRALISMO Tipo de interação ecológica na qual nenhuma população é afetada. veado.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS NÉCTON Organismos natantes (peixes. utilizando inclusive a mesma árvore como fonte de alimento e ponto de dormida. agaves. e APÊNDICE V – PLÂNCTON: TIPOS E CATEGORIAS DE TAMANHO) NEMATICIDA Substância que elimina nematódeos. umidade) na comunidade da qual faz parte. (Ver REGIÕES ZOOGEOGRÁFICAS) NEUSTON Organismos.E. Chama-se também de “evolução neo-Darwiniana”. a de A. é uma das seis maiores áreas do mundo definidas com base em suas características de vida animal.Hutchinson propõe uma definição. admitindo que o conceito de variação espontânea é explicado em termos da mutação e recombinação genética. gambás. pH. PLÂNCTON. São muitas as definições de nicho (respeitados os aspectos da definição acima). tais como temperatura. Estende-se do sul do deserto Mexicano até a zona sub-antártica da América do Sul. os ancestrais de flores ornamentais. mas sem influência direta de um sobre o outro. G. NEOÁRTICA. suçuarana. muitos deles microrganismos (algas. seringueira e muitas outras). riquíssimas entomofauna e avifauna. (Ver BENTOS. porco. (Ver INTERAÇÃO ECOLÓGICA) NICHO ECOLÓGICO Termo que inclui não somente o lugar restrito em que vive um organismo.

GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS

interpretada (inclusive por uma figura tridimensional), mas o acréscimo de outras necessidades ou “eixos”
poderia ser entendida intuitivamente e representada matematicamente, embora não possa ser desenhada
numa figura.
Ao maior nicho ecológico que um organismo ou espécie possa ocupar, na ausência de
competição específica e predação, denomina-se nicho fundamental.
Em muitas espécies coexistentes, há uma tendência para que elas procurem preencher os espaços
(ou “vazios”) mais importantes das dimensões de nichos disponíveis; termo este conhecido por
“acondicionamento de nicho” (do inglês, “niche packing”).
(Ver COMPLEMENTARIDADE DE NICHO; e HABITAT)
NICHO FUNDAMENTAL
(Ver NICHO ECOLÓGICO)
NICHO INCLUSO
É um nicho que ocorre dentro de outro, maior, pertencente a uma espécie mais generalizada. A
espécie de nicho incluso sobrevive por ser altamente adaptada ou especializada e portanto, tendo
superioridade competitiva em determinada parte do nicho maior.
NINFA
Forma jovem de inseto hemimetabólico, com semelhança à de imago (ou adulto).
(Ver HEMIMETABÓLICO)
NINHO (ou NINHADA), PARASITISMO EM
(Ver PARASITISMO)
NITOSSOLOS
(Ver SOLOS BRASILEIROS, CLASSIFICAÇÃO DE)
NITRIFICAÇÃO
Processo de formação de nitrato que ocorre em solos arejados e ecossistemas aquáticos,
iniciando-se pela oxidação de amônia em nitrito (pelas bactérias dos gêneros Nitrosomonas,
Nitrosococcus, Nitrosolobus, Nitrosospira e Nitrosovibrio) sendo este então oxidado (pelas bactérias dos
gêneros Nitrobacter, único gênero do solo, Nitrospira e Nitrococcus, gêneros marinhos) formando nitrato.
(Ver AMONIFICAÇÃO; e DESNITRIFICAÇÃO)
NITROGENASE
(Ver FIXAÇÃO BIOLÓGICA DE NITROGÊNIO – FBN)
NITROGÊNIO
(Ver BIOGEOCICLAGEM; FIXADORES DE N2 DE VIDA LIVRE; e FIXAÇÃO
BIOLÓGICA DE NITROGÊNIO − FBN)
NITROSAMINAS
Nitritos e nitratos, quando ingeridos (pelo ser humano, por exemplo) transformam-se no
organismo em compostos carcinogênicos conhecidos como nitrosaminas. Estes compostos de nitrogênio
são também comumente encontrados na água (de lençol freático, de rios, riachos, lagoas, açudes,
represas) que tenha recebido excesso de fertilizantes lixiviados de áreas cultivadas próximas.
NIVEAL
Relativo a ou próprio da neve ou que vive nela ou que nela, ou no inverno, floresce. Ex.:
niveoglacial (relativo ou pertencente à ação combinada de neve e gelo); nivícola (vivendo na neve ou em
habitat coberto por neve).
(Ver “-cola”)
NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO DA MATÉRIA VIVA
NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO DA MATÉRIA VIVA = BIOSSISTEMA
Espécie de espectro biológico em que os componentes bióticos são apresentados numa
seqüência, formando diferentes níveis de complexidade, ou seja: genes - células - tecidos - órgãos organismos - populações - comunidades. Esses componentes bióticos interagem e trocam matéria e
energia com o ambiente onde vivem, formando no final um ecossistema. A ecologia dedica-se ao estudo
do biossistema acima representado, iniciando no nível dos organismos.
NÍVEL DE EQUILÍBRIO
NÍVEL DE EQUILÍBRIO = EQUILÍBRIO DE UMA POPULAÇÃO
É um estado dinâmico de flutuação, em torno de uma média, no número de indivíduos de
determinada população.
Quanto ao equilíbrio de uma população, alguns autores fazem a seguinte distinção:
a) Equilíbrio dinâmico: condição de um ecossistema (componente biótico ou abiótico) que
permanece inalterado pela ação simultânea de forças opostas, com uma mesma intensidade.
b) Equilíbrio estável: condição de um ecossistema (componente biótico ou abiótico) que retorna
à condição estável, após sofrer deslocamentos (mudanças) daquela condição.

167

GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS

NÍVEL DE INJÚRIA
(Ver DANO ECONÔMICO)
NÍVEL TRÓFICO
Diz-se de um nível da cadeia alimentar, ocupado pelos organismos que obtêm sua energia
alimentar (proveniente inicialmente dos produtores primários) da mesma maneira, isto é, na mesma
gradação ou seqüência de organismos que ingerem e que são ingeridos.
(Ver CADEIA ALIMENTAR)
NMP − NÚMERO MAIS PROVÁVEL
(Ver NÚMERO MAIS PROVÁVEL)
N,N-DIETIL-META-TOLUAMIDA
(Ver “DEET-N, N-DIETHYL-META-TOLUAMIDE”)
NÓDULOS E CONCREÇÕES MINERAIS DO SOLO
(Ver PERFIL DO SOLO)
NOOSFERA
Refere-se ao “mundo dominado pela mente humana” (do grego “noos” = mente). O homem em
evolução gradualmente estende sua influência para fora do planeta Terra e com isso amplia o conceito de
biosfera.
NORMA ISO 14.000
(Ver “ISO 14.000 - INTERNATIONAL STANDARDIZATION ORGANIZATION”)
NOTÓFILA
Categoria de tamanho de folha (área de superfície entre 2025 e 4500 mm2) da classificação de
Raunkiaer.
NPK
(Ver FERTILIZANTE)
NUCÍFERO e NUCÍVORO
Que ostenta nozes e que se alimenta de nozes, respectivamente.
NÚMERO MAIS PROVÁVEL - NMP
Também conhecido como método da “diluição de extinção”, usado para a contagem de
microrganismos viáveis, é um método de diluição (em meio líquido, sem usar agar) em que são feitas
diluições sucessivas da amostra “até a extinção”. São feitas geralmente de 3 a 10 replicações por diluição.
Com base numa estatística da distribuição de Poisson (usando uma tabela ou programa especial de
computador), as replicações positivas e negativas, exatamente antes do ponto de extinção, são contadas,
obtendo-se a contagem dos viáveis. É um método, no entanto, laborioso e menos preciso do que o de
contagem em placas.
(Ver CONTAGEM (DE MICRORGANISMOS, EM PLACAS))
NUTRIENTES
Substâncias ou elementos químicos essenciais à manutenção dos seres vivos, ou seja, ao seu
crescimento e desenvolvimento, podendo ser requisitados em grandes ou pequenas quantidades (macro ou
micronutrientes) (Ver TROFO).
Na figura que segue vê-se a distribuição de nutrientes, principalmente de carbono, nas partes
abióticas e bióticas de ecossistemas florestais (LONGMAN & JENÍK, 1987):
FLORESTA TROPICAL
FLORESTA TEMPERADA

Solo
15%

Madeira
39%
Solo
49%

Madeira
75%
Folhas
4%

Necromassa
8%

168

Necromassa
4%
Folhas
6%

GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS

O
OCASIONAL, ESPÉCIE
(Ver ESPÉCIE OCASIONAL)
OCEANÓDROMO
(Ver ANÁDROMO)
“ofio-”
Prefixo de origem grega relativo a “cobra; serpente”. Ex.: ofiotoxicologia (trata do estudo dos
venenos de cobras); ofiófago (organismo que se alimenta de cobras).
“oligo-”
Prefixo de origem grega significando “pouco(s)”. Além dos termos inseridos neste glossário,
vejamos alguns exemplos: oligoaeróbio (organismo que se desenvolve em condições de baixa
concentração de oxigênio; oligonitrófilo (organismo que vive em habitat com baixo teor de nitrogênio);
oligosapróbio (organismo que medra em habitat poluído, porém com alta concentração de oxigênio,
baixos níveis de matéria orgânica dissolvida e baixo nível de decomposição orgânica, sendo então um
ambiente tipicamente com microbiota decompositora reduzida).
OLIGÓFAGO (ou OLIGOFÁGICO)
Que se alimenta de uma pequena variedade de tipos de alimento. Um termo mais apropriado para
esta condição é estenofágico, que significa uma estreita faixa de seleção de alimento. Oligófago se
assemelha ao monófago ou monofágico.
(Ver MONÓFAGO e POLÍFAGO)
OLIGOMÍTICOS
(Ver HOLOMÍTICOS)
OLIGOTRÓFICO, LAGO
Lago pobre em nutrientes inorgânicos e com baixas concentrações de algas e matéria orgânica.
Há também os lagos ultra-oligotróficos com extrema carência desses componentes.
(Ver AUTOTRÓFICO, LAGO; DISTRÓFICO, LAGO; e OLIGOTRÓFICO, LAGO)
OMBRÓFILA
OMBRÓFILA = VEGETAÇÃO PLUVIAL
Vegetação caracterizada por adaptações a ambiente de alta pluviosidade.
(Ver PLANTA DE SOMBRA)
OMNÍVORO
OMNÍVORO = PANTÓFAGO
Que utiliza como alimento, mais de um nível trófico, da cadeia alimentar, ou seja, alimenta-se de
plantas e de animais. Exemplos: o homem, porco, rato, raposa, barata...
ONG (ORGANIZAÇÃO NÃO-GOVERNAMENTAL)
Formada geralmente a partir de pessoas que se dedicam a uma determinada causa, podendo tal
organização ser voltada para problemas ambientais.
ONTOGENÉTICO
Que acontece no transcorrer do crescimento de um indivíduo.
(Ver FILOGENÉTICO)
OPORTUNISTAS
(Ver ESTRATEGISTAS K e r)
ORDEM DE BICADA
(Ver BICADA, ORDEM DE)

169

GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS

ORDEM DE GRANDEZA
Quando se deseja dizer que duas quantidades ou valores são da mesma ordem de grandeza, isto
significa que elas não diferem por um fator de 10. Três ordens de grandeza significam um fator de 1.000.
ORDENAÇÃO (ou ORDENAÇÃO POLAR)
Tratamento matemático (utilizando teorema de Pitágoras) que permite a representação gráfica de
comunidades, mostrando que semelhanças em composição de espécies e abundância relativa aparecerão
próximos num determinado eixo da representação, enquanto comunidades que difiram muito na
importância relativa do conjunto similar de espécies, aparecerão distanciados. A aparência da
representação poderia ser (modificado de WHITTAKER, 1975):
y
úmido

fértil

60

C

E
39

D
A
19

estéril

58
G

B

F

H

x

32

29

38

49
51
I

J
seco
23

Observações: as letras (de A a J) representam 10 tipos de ecossistemas de florestas da Polônia.
Cada amostra é uma média de várias, coletadas e representativas de cada ecossistema. Os ecossistemas A
e H representam os pontos terminais do eixo x e C e J os do eixo y. As amostras foram localizadas pela
similaridade relativa (coeficientes de comunidade) às amostras dos pontos terminais; as unidades de
distância ecológica marcadas nos eixos x e y (os traços nos eixos) são coeficientes de comunidade de
10%. As linhas oblíquas aos eixos, representam gradientes nas características de solo (umidade
decrescendo do quadrante esquerdo superior para o direito inferior e fertilidade do direito superior para o
esquerdo inferior); e os números são valores médios de espécies vegetais das amostragens obtidas.
(Ver COEFICIENTE DE COMUNIDADE)

ORGANISMO GENETICAMENTE MODIFICADO
(Ver TRANSGÊNICOS)
ORGANISMOS UNITÁRIO e MODULAR
Um organismo unitário é aquele cuja forma é altamente definida, determinada. Resulta
geralmente, da fusão de uma célula reprodutiva masculina (espermatozóide) com uma célula feminina
(óvulo), formando o ovo ou zigoto. O descendente é assim, facilmente reconhecido, sendo seu
desenvolvimento e forma, previsíveis. Um organismo unitário é, por exemplo, um cão, um gato, um
réptil, uma ave, o homem etc.
O organismo modular, no entanto, embora possa também surgir de processo reprodutivo
semelhante ao do indivíduo unitário, gera um descendente com número e forma de elementos
componentes, altamente variáveis. Um organismo modular é, por exemplo, uma árvore, uma esponja, um
coral, um briozoário, uma ascídea (ou tunicado), um fungo etc. Seu desenvolvimento e forma são
imprevisíveis, embora os indivíduos da mesma espécie (logicamente) se assemelhem. A modularidade
também ocorre em função dos estímulos ambientais (luminosidade, temperatura, substrato/alimento etc).
(Ver COLÔNIA)
ORGANOCLORADO
ORGANOCLORADO = HIDROCARBONETO OU HIDROCARBONO CLORADO

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GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS

Composto (ou conjunto de compostos) que entra na formulação de pesticidas, desenvolvido
durante a 2ª guerra mundial, objetivando o controle de insetos (pragas, vetores de doenças como a
malária, a do sono etc). O mais conhecido e usado tem sido o DDT-diclorodifeniltricloretano; há ainda o
DDD-diclorodifenildietano (menos tóxico); o DDE-diclorodifeniletano resulta da desintegração do DDT
e também é biologicamente ativo. Outros compostos deste grupo são o aldrin, endrin, dieldrin, atrazina e
o BHC (“benzene hexachloride”, sigla em inglês ou hexacloreto de benzeno).
Os organoclorados caracterizam-se, em termos ecológicos, pela sua susceptibilidade à
biomagnificação. São pouco hidrossolúveis, mas são muito lipossolúveis, como o aldrin (C12H8Cl6) e o
heptachlor (C10H5Cl7) um cupinicida, daí ser muito importante que a sua existência ou não em corpos
d’água (rios, represas e mananciais em geral) seja investigada não somente na própria água mas também
nos organismos que ali vivem. Atribui-se por exemplo ao DDT, sua atuação negativa no metabolismo do
cálcio, em aves, levando estes animais a porem ovos mal-formados, quebradiços, impedindo sua
reprodução. O DDT tem meia-vida de 10 anos no ambiente.
(Ver CARBAMATO; ORGANOFOSFORADO; e TIOCARBAMATO)
ORGANOFOSFORADO
Grupo de pesticidas (ou defensivos agrícolas), geralmente inseticidas, composto por um grupo
orgânico e um éster fosfórico; embora biodegradável na maioria (sua meia-vida é menor do que a dos
organoclorados), o organofosforado, apesar de ser mais tóxico para os insetos, é muito tóxico para o ser
humano e outros vertebrados, sendo carcinogênico. Todos estes compostos estão relacionados ao gás que
atua no sistema nervoso (inativando a enzima que atua sobre a acetilcolina, responsável pela transmissão
nervosa), desenvolvido durante a segunda guerra mundial. Exemplos de organofosforado: azodrin,
clorpirifos, diazinon, fention, fosdrin, malation, paration e trition.
(Ver PESTICIDA)
ORGANOSSOLOS
(Ver SOLOS BRASILEIROS, CLASSIFICAÇÃO DE)
ORGANÓTROFO (ou ORGANOTRÓFICO)
(Ver HETERÓTROFO)
ORIENTAL, REGIÃO
(Ver REGIÕES ZOOGEOGRÁFICAS)
“ornito-”
Prefixo de origem grega significando “aves; pássaros”. Agluns exemplos: ornitofilia (termo
relativo a planta polinizada por aves); ornitocoprófilo (organismo que vive em habitat rico em fezes de
aves); ornitogênico (refere-se ao sedimento rico em fezes de aves).
ORVALHO
(Ver PONTO DE ORVALHO)
“oro-”
Prefixo de origem grega significando “montanha”. Alguns exemplos” orobático (que é
encontrado em, ou associado com região montanhosa); orobioma (bioma caracterizado por terreno
montanhoso); orográfico (que pertence a fatores do relevo, tais como montes, montanhas, platôs, vales e
encostas); orófito é um vegetal das montanhas.
(Ver ALPINO)
“orto- ”
Prefixo de orgigem grega significando “reto; direito”. Ex.: ortogênese (que se refere à evolução
que ocorre numa única direção ao longo de um período de tempo considerável; admite-se, usualmente,
que tal direcionamento seja determinado por um fator intrínseco ao organismo e não pelo processo de
seleção natural); ortoseleção (seleção natural agindo continuamente na mesma direção através de longo
período de tempo); ortotópico (alguns autores usam este termo para referir-se a indivíduo ou população
no seu habitat natural (obs.: “-tópico”deriva da palavra de origem grega “topo”, significando lugar).
OSCILAÇÃO DO SUL
(Ver CORRENTE “EL NIÑO”)
OSCILAÇÕES PAREADAS
(Ver PREDATISMO)
OSMORREGULAÇÃO
Regulação da concentração de sais nas células e fluidos corpóreos.
OSMÓTROFO
(Ver DECOMPOSITOR)
ÓTIMO DE SIMILARIDADE
(Ver LIMITE DE SIMILARIDADE)
ÓTIMO ECOLÓGICO
Desenvolvimento máximo atingido por um organismo ou população, no seu habitat.

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PSAMOSERE. sob condições normais de pressão atmosférica. na seguinte reação fotoquímica: O2 hv ↔ 2O + oxigênio molecular energia solar átomos de oxigênio em seguida o oxigênio combina-se com o O2 formando o ozônio: O2 + O ↔ O3 ozônio Há evidências de que alguns compostos. é de 3.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS (Ver LEI DA TOLERÂNCIA) “OXBOW LAKES” (Ver MEANDROS) OXIDAÇÃO BIOLÓGICA Processo de degradação da matéria orgânica. em compostos simples. A ozonosfera é formada a partir da cisão da molécula de O2.5 mg/L. confirmando resultados obtidos no Panamá. estimando a capacidade de um ecossistema aquático em assimilar uma certa carga de poluição com ou sem posterior suprimento de oxigênio. o sistema aquático que contiver menos do que 5 mg de O2/L de água não será capaz de manter uma comunidade de organismos em condições satisfatórias. (Ver CFC. geralmente situada na estratosfera (a mais ou menos 30 km de altitude) que se constitui em importante filtro da radiação ultra-violeta. OXISERE Sere que se inicia em habitat ácido. É também um processo metabólico típico de outros organismos aeróbios. Este processo tem sido utilizado nas lagoas de estabilização. Medições feitas em Natal (RN) mostram que a maior concentração de ozônio ocorre na troposfera (a mais ou menos 16 km). que também é uma região não muito distante do equador. Como regra geral. e XEROSERE) OXISOL (Ver LATOSSOLO) OZONOSFERA Camada de ozônio. (Ver DECOMPOSIÇÃO) OXIGÊNIO DISSOLVIDO (OD) Parâmetro medido na água. (Ver LITOSERE. e EFEITO ESTUFA) 172 . A solubilidade do oxigênio em água a 25°C. pela energia solar. pela ação de microrganismos aeróbios. principalmente o clorofluorcarbono (CFC) e o metano (CH4) contribuem para a destruição da ozonosfera.

DISTRIBUIÇÃO LIVRE IDEAL. PAISAGEM (Ver ECOLOGIA DE PAISAGENS (ou DE PAISAGEM)) “paleo-” Prefixo grego significando “antigo. a pólens vivos e fósseis. em geral). PALEOÁRTICA. paleoecologia (estuda a ecologia das comunidades fósseis). aleatório (B) e agrupado ou agregado (C). paleobiocenose ou paleocenose (assembléia ou conjunto de organismos fósseis que existiram em passado geológico histórico como comunidade integrada. “PAH – POLYCYCLIC AROMATIC HYDROCARBON” Qualquer componente de um amplo grupo de substâncias formadas a partir de combustão. principalmente de carvão e de combustíveis de veículos. REGIÃO (Ver REGIÕES ZOOGEOGRÁFICAS) PALEOBIOGEOGRAFIA (Ver BIOGEOGRAFIA) PALINOLOGIA Que estuda pólens e esporos. DISTRIBUIÇÃO CONTAGIOSA. paleopalinologia (estuda esporos fósseis. podendo ser uniforme (A). sendo em geral carcinogênico. embora alguns autores refiram-se aos estudos destes últimos como paleopalinologia. PALMER (Ver ÍNDICE DE PALMER DE SEVERIDADE DE SECA) PALUDIAL (Ver LACUSTRE) PALUDOSO (Ver PÂNTANO) 173 . paleoclimatologia (estuda o clima que ocorreu em períodos de passado geológico). e DISTRIBUIÇÃO POR IGUAL) PADRÃO DE QUALIDADE DE ÁGUA (Ver ÁGUA POTÁVEL) PAGÓFILO Que se desenvolve em sopés de montanhas.: paleogeografia (que estuda a distribuição geográfica de fósseis da flora e da fauna). DISTRIBUIÇÃO ETÁRIA. DISTRIBUIÇÃO DISJUNTA.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS P PADRÃO DE DISTRIBUIÇÃO Tipo de espaçamento dos indivíduos de uma população (plantas ou animais fixos). Ex. Uma planta que medra em tais locais é denominada de pagófita. conforme mostra a figura que segue: A B C (Ver DISTRIBUIÇÃO BICÊNTRICA. Palinologia refere-se em geral. paleobotânica (que estuda a vida das plantas em passado geológico). velho”.

na África. no cânion Fortaleza. A foto ao lado mostra o Graxaim-do-mato (Cerdocyon thous). formando a oeste a África e a América do Sul. os continentes do hemisfério norte. Estima-se que lá vivem mais de 300 espécies de aves (pica-paus. ou um supercontinente. E o segundo. Atua negativamente nas plantas. Surge pela ação da luz solar sobre hidrocarbonetos e óxidos de nitrogênio provenientes de veículos e de fábricas.). há uns 45 milhões de anos. que supunha-se existir há uns 240 milhões de anos passados. na Mauritânia e Marrocos. Em termos fitofisionômicos. obtida do site www. na parte sul do Rio Grande do Sul. separando-se da África e derivou até colidir com a Ásia. cercado por um oceano (pantalassa) e que fragmentou-se há uns 200 milhões de anos. bloqueando a fotossíntese. com predominância de capim mimoso em muitas áreas. e PRADARIAS) “pan-” Prefixo de origem grega significando “todos. Há cerca de 144 milhões de anos. teriam se separado dos continentes do hemisfério sul. a leste a Austrália e a Antártica. refere-se a um único continente.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS PALUSTRE (ou PALUDIAL) (Ver PÂNTANO) PAMPA No Brasil o pampa é uma pradaria em terreno com ondulações suaves e com trechos de mata galeria.wikipedia.). como uma doença ou enfermidade epidêmica. (Ver PRAGA) PANSPERMIA Teoria em que se diz que a vida teve origem em qualquer outro lugar do Universo mas não no planeta Terra.: pandêmico (muito amplamente distribuído). que posteriormente se subdividiu. a fenilacetonitrila (cuja sigla PAN é do nome em inglês) é uma substância que ocorre em gafanhotos machos (servindo de advertência para os demais ficarem sabendo que estão se reproduzindo) e que tem sido utilizado no contrôle biológico de pragas de gafanhotos. poluente atmosférico.. formando os continentes atuais. constituindo-se numa rica biodiversidade. Essa região estende-se à Argentina e Uruguai. formando a Laurasia. que se constituiram na Gondwana. caturritas. é um composto de nitrogênio. o peroxiacetilnitrato. veados. numa população e de maneira irrestrita. cerca de 90 espécies de mamíferos terrestres (graxains ou guaraxains. PANGÉIA (ou PANGAEA) Segundo alguns autores. componente freqüente no “smog”. PANTALASSA (Ver PANGÉIA) PANTANAL (Ver COMPLEXO DO PANTANAL) PÂNTANO PÂNTANO = BREJO = PALUDE = PALUSTRE = PAUL 174 .. Parque Nacional da Serra Geral (foto de João Paulo Lucena. (Ver CAMPOS SULINOS..org). completo. PAN-MIXIA (PAN-MÍTICO) Nome dado aos cruzamentos que ocorrem ao acaso. anus . por inteiro”. PAN – PEROXIACETILNITRATO (e “PHENYLACETONITRILE” ou FENILACETONITRILA) O primeiro.. a vegetação compõe-se de gramíneas e plantas rasteiras. tatus . e a India. Ex.

no caso dos “Everglades”. que também são conhecidos (com algumas características específicas) como “marshes” ou “peatbogs” (a foto ao lado. constituindo-se num arcabouço teórico dentro do qual as teorias científicas podem ser testadas. imprópria. Em termos ecológicos essas zonas são muito importantes como “zona tampão” ou de amortecimento de impactos.U. faltando. do mesmo ninho por colônias de diferentes espécies.wikipedia. Ex. E. antas . parasimbiose (simbiose que não beneficia nem prejudica os participantes da interação. “para-” Prefixo de origem grega significando “ao lado de. PARADIGMA Termo usado inicialmente pelo físico Thomas Kuhn (em sua obra clássica “The structure of scientific revolutions”) referindo-se a um conjunto de crenças científicas e metafísicas. que se refere a uma orientação de movimento sem direção fixa. errada”. mantendo suas respectivas ninhadas separadamente (parabionte e parabiótico também se aplicam a esta situação) e (iii) união anátomo-fisiológica. química e em outras áreas de estudo). charcos . do site www. é sinônimo de neutralismo) (ver INTERAÇÃO ECOLÓGICA).U. este termo tem sido utilizado livremente em ecologia e ciências ambientais.com). e também pelas regiões subtropicais. paraheliotropismo (movimento de folhas para evitar ou minimizar exposição ao sol).. Seu uso é muito amplo em ciências naturais (principalmente em anatomia. PARASITA (Ver PARASITISMO) PARASITA ACIDENTAL (Ver PARASITISMO) 175 . que pode ser definido como (i) suspensão temporária de atividade fisiológica. sendo extremamente tóxico para mamíferos e moderadamente tóxico para aves. Na língua inglesa denomina-se de “wetland” a tais locais. (ii) utilização por insetos sociais. pouco profundo.). “paqui-” Prefixo de origem grega significando “espesso”. (Ver EFEITO BUMERANGUE) PANTÓFAGO (Ver OMNÍVORO) PANTRÓPICO (PANTROPICAL) Que se estende principalmente pelos trópicos. como por exemplo. palustres ou paúis. Outros exemplos: paracelular (passando ou situado ao longo e entre células).GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS Ambiente encharcado.. é de “marshland” de Indiana. geralmente com vegetação típica. paramutualismo (simbiose facultativa em que ambas as espécies se beneficiam..A. com solo lodoso. Um termo que ilustra tal amplitude de significados é parabiose. na Flórida (E. seria um sinônimo de protocooperação).: paquiderme (de pele espessa. Embora assim definido. PARAQUAT Herbicida de contato (C12H14N2) com baixa persistência em certos solos e na água. como os elefantes. revisadas. pelo lado”. hipopótamos. avaliadas e. PARÂMETRO Denominação matemática utilizada para designar uma variável que é mantida constante enquanto outras estão sendo investigadas. como brejos. como em irmãos siameses.A..).. As “wetlands” vêm sendo utilizadas como zonas de tratamento natural de águas residuárias. quando se deseja referir-se à variável ou fator ambiental. chegando em certos usos a significar que alguma coisa (referente à palavra que lhe segue) está “irregular. se necessário. como uma denominação matemática. Não confundir com “pantropismo”. Alguns autores aplicam este termo aos vírus que podem infectar uma ampla gama de células.

certamente porque sua fonte principal de alimento somente ocorre na matéria orgânica morta. Há então. tem como objetivo básico a preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica. dois tipos de parasitismo em ninhada. Muitas inferências são feitas desta interação. por exemplo. Usa-se também o termo parasita acidental para designar o organismo que é encontrado em outro organismo mas que este não é normalmente seu hospedeiro. fortemente presente em espécies de pássaros que depositam seus ovos em ninhos de outros pássaros que os chocam até a eclosão. espécies de interesse científico .GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS PARASITA BIOTRÓFICO Diz-se do parasita que se desenvolve somente sobre hospedeiro vivo. parir. resumindo-se ao seu local de origem. são muitos os termos. sobre outros insetos ou raramente sobre aranha ou outro animal. e PREDATISMO) PARASITÓIDE Alguns autores utilizam este termo quando desejam referir-se a um organismo que tem comportamento entre parasita e predador. PARATION (Ver ORGANOFOSFORADO) “-paro” Sufixo de origem latina significando “gerar. diz-se ocorrer uma transmissão leptocúrtica (termo da estatística que significa distribuição achatada. mas que é utilizado como um habitat temporário ou como um meio para conseguir alcançar o hospedeiro definitivo. Também conhecido pela sigla PARNA ou PN. de recreação em contato com a Natureza e de turismo ecológico.B. Geralmente a fêmea coloca no ninho alheio um ovo. no lugar de um da outra espécie que ela suprimiu. (Ver INTERAÇÃO ECOLÓGICA. PARATÊNICO. podendo matar ou não seu hospedeiro. PARQUE (NACIONAL. sudoríparo (que produz suor). como por exemplo: ovíparo (que põe ovos). ovovivíparo (que produz ovos no interior do corpo materno e ainda dentro do corpo libera o rebento). em 1977. Até meados de 2006 haviam sido criados 52 parques nacionais. têm sua eficiência de infecção dependente da distância entre as plantas. Outro aspecto importante diz respeito ao patamar (ou limiar) de transmissão do parasita. que desenvolveram um tipo de parasitismo que poderia ser chamado de parasitismo em ninhada ou de parasitismo de ninho. Há animais (ovíparos). como por ex. 176 . HOSPEDEIRO (e PARASITA) Um hospedeiro paratênico é aquele que não é essencial para que um parasita complete seu ciclo vital. além de alguns fatores abióticos. um pássaro europeu e no peixe-gato). geralmente o indivíduo da população parasita é menor do que o indivíduo da população hospedeira.: ramíparo (que produz ramificações). pôr (ovos). na metade das espécies de cuco. por exemplo. São muitos os termos com este sufixo. possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividade de educação e interpretação ambiental. em termos de interesse ecológico. produzir”.. o “intraespecífico” (observado em espécie de pato. veneníparo (que produz veneno). No parasitismo. atraentes para o público e que devam ser mantidas com sua aparência original.Payne. as doenças em vegetais transmitidas pelo vento. refere-se este termo diretamente aos insetos que põem seus ovos sobre determinados hospedeiros. Grande parte desses insetos pertencem à ordem Hymenoptera e alguns à ordem Diptera.. e outros. segundo registro feito inicialmente por R. No caso da transmissão de parasitas. de quem depende para manter-se. PARASITÓIDE. Para a maioria dos autores. que é a dependência à sua taxa reprodutiva básica. Quando a transmissão não atinje grandes distâncias.) importantes. em oposição a uma distribuição normal). Ainda com respeito à “produção”. por exemplo) e “interespecífico” (ocorre. Alguns autores referem-se a parasita paratênico àquele que utiliza tal habitat temporário. ESTADUAL ou MUNICIPAL) Área de propriedade governamental que contenha características naturais (aspectos geomorfológicos. (Ver PARASITA NECROTRÓFICO) PARASITA NECROTRÓFICO Diz-se do parasita que se desenvolve sobre organismos mortos. (Ver PARASITA BIOTRÓFICO) PARASITISMO Tipo de interação ecológica na qual uma das populações afeta a outra. PARQUE NACIONAL Categoria de unidade de conservação do Grupo I do SNUC. gerando diversas expressões e termos específicos. vivíparo (que produz o filhote ou rebento que sai do interior do corpo materno).

9-4. com área de 1 a 10 m2. em ecologia. necessárias para manter uma população humana de maneira sustentável. que é de 738. proveniente de queima de certos materiais sólidos (inclusive vegetação das queimadas).578 = 0.7-10. na cadeia alimentar. o parque tem por finalidade “resguardar atributos excepcionais da Natureza.9). do que possa se chamar solo. Segundo G.F.4). Este cálculo pode ser representado por: DE = TED – PE. PASTAGENS TEMPERADAS Pradarias e estepes em regiões de clima temperado e seco. (Ver SNUC − SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO.R. à atividade desenvolvida pelos herbívoros ou consumidores primários. (Ver CADEIA ALIMENTAR) PATRIMÔNIO GENÉTICO (Ver GENÓTIPO) PAUL (Ver PÂNTANO) PAUROMETÁBOLO (Ver HEMIMETABÓLICO) “PCB – POLYCHLORINATED BIPHENYLS” (Ver ASCAREL) “PCP – PENTACHLOROPHENOL”) (Ver PENTACLOROFENOL) “PCR – POLYMERASE CHAIN REACTION” (Ver TERMÓFILO) PECILOTERMIA (ou POIQUILOTERMIA) (Ver ECTOTERMIA) PEDÓFAGO Que se alimenta de embriões ou de descendentes ainda muito jovens de outras espécies.654.711/65 que o instituiu.02-2. PASTEIO (Ver PASTEJO) PASTEJO (ou PASTEIO) Refere-se. energia elétrica. É tridimensional.Wackernagel e W. PEDON O menor volume ou unidade.24 ha / pessoa. A PE (somatória de vários itens.U. papel. recreativos”.6-7. E. madeira. tendo menos do que 1μm de diâmetro. resulta numa PE = 1. Como a TED (terras ecoprodutivas disponíves) = 13.A.637 / 738. seguindo-se uma reorganização dos minerais formadores do solo. referindo-se aos recursos naturais e condições ambientais em geral. fauna e das belezas naturais.7 = 1. estendendo-se até a profundidade das raízes.F. e UNIDADES DE CONSERVAÇÃO) PARTÍCULA ALFA (Ver RADIONUCLÍDEOS) PARTÍCULA BETA (Ver RADIONUCLÍDEOS) PARTÍCULAS EM SUSPENSÃO NO AR Geralmente são consideradas como sendo menores do que “poeira”. permitindo o estudo dos seus horizontes e suas relações.24 = -2.Dias alguns países apresentam os seguintes déficits ecológicos: Brasil (DE = 6.3 = -3. conciliando a proteção integral da flora. Multiplicando-se este resultado pela população local. em 1996.637 ha. o déficit ecológico (DE) = 13. com a utilização para objetivos educacionais. Ocorre como conseqüência de modificações causadas nas rochas pelo intemperismo.6).GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS Segundo a Lei nº 4.3 = -3. uso de combustíveis fósseis. cidade satélite do Distrito Federal.73.578 habitantes. está aqui nesta categoria de poluente atmosférico. alimentos. Como exemplo é bastante útil e elucidativo o estudo de G.7 ha de áreas naturais necessárias para suprir as demandas (consumo e absorção de resíduos).414.Rees.5). 177 . água. nas chamadas camadas do manto de alteração ou regolito. (DE = 6.22. como população. Canadá (DE = 9.16 = 3. Japão (DE = 0. resíduos sólidos) = 2. principalmente argilo-minerais e oxi-hidróxidos de ferro e alumínio. PEGADA ECOLÓGICA (“ECOLOGICAL FOOTPRINT”) Expressão introduzida por M. PEDOGÊNESE Processo de formação dos solos. A fumaça.Dias sobre a pegada ecológica (PE) de Taguatinga. tal que disponha de áreas naturais para manter o consumo dessa população e para manejo dos resíduos por ela gerados. Na pedogênese exercem papel fundamental a flora e fauna local.

PERFIL ECOLÓGICO Método de representação da distribuição de plantas (e em alguns casos também de animais fixos) ao longo de uma linha. 7) Cimentação. 3) Estrutura. 4) Porosidade. 9) Eflorescências. sendo o que melhor tipifica o horizonte B. sendo difícil distinguir suas origens. escuro. Fe e Al. pode subdividir-se em B1 (transição com o horizonte A). B3 (transição para C). Austrália (DE = 14. 8) Nódulos e concreções minerais. o juazeiro.7). Al e colóides). menos escuro. PERFIL DO SOLO Corte ou secção feita no solo com a finalidade de observar os horizontes de que ele é composto. C: material não consolidado. As mais importantes a serem observadas são: 1) Cor. com húmus incorporado. B2 (concentração máxima de argila. PERCOLAÇÃO Movimento descendente de penetração da água no solo. fungicida e moluscicida. A1: horizonte superficial mineral.0 = 5. em papel milimetrado. Na caatinga. distinguíveis e de animais. 6) Consistência. PEGAJOSIDADE DO SOLO (Ver TEXTURA DO SOLO) PELÁGICO Organismo pelágico é aquele que vive livre. podendo estar desestruturado pela perda de argila.1).9 = 0.35). Zipyphus joazeiro e a baraúna. podendo ser componente do plâncton. geralmente. substrato do solo. atingindo o lençol freático. geralmente lento. (Ver PERCOLAÇÃO) PERENIFOLIA Fenômeno de preservação das folhas por plantas que estão adaptadas. A grosso modo distinguem-se num perfil de solo os seguintes horizontes (sumariamente): 01: (zero) horizonte orgânico formado por partes de plantas. no qual procura-se esquematizar o mais fielmente possível.6 = 6.5-0. desde um ponto de vista vertical. (Ver ZONA PELÁGICA) PENTACLOROFENOL Conhecido também pela designação inglesa “PCP–pentachlorophenol”. à escassez d’água. Peru (DE = 7.0-9. R: rocha matriz consolidada. proveniente da rocha matriz.0).6-3. Este método dá uma idéia da densidade e fisionomia de uma vegetação. expressa como PS = 100-0. e colóides e com concentração de quartzo e outros minerais.5∑(a-b). Schinopsis brasiliensis. Argentina (DE = 4. Dá-se o nome de epipelágico (ou autopelágico) ao organismo que vive continuamente na superfície do mar. B: horizonte mineral às vezes cimentado com Al. 5) Cerosidade (e possíveis revestimentos e superfícies de fricção). 02: horizonte orgânico formado por partes de plantas e de animais em decomposição. 2) Textura. Fe e colóides orgânicos.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS India (DE = 0. onde a e b são os percentuais de valores de importância (como densidade) para determinadas espécies das amostras A e B. é um composto orgânico altamente tóxico (C6HCl5O) que é usado como inseticida contra cupins e também como herbicida. em mar aberto. A representação é feita geralmente. A2: horizonte mineral. No exame desse perfil são descritas pormenorizadamnte as características morfológicas dos horizontes que o compõem. nécton ou neuston. como pode ser visto na ilustração que segue: 178 . (Ver PESTICIDA) PERCENTUAL DE SIMILARIDADE (ou SIMILARIDADE PERCENTUAL) Uma medição da similaridade de comunidades. são espécies perenifólias. a forma e o porte dos vegetais. Fe.7-1.8 = -0.

de matéria orgânica provida de água. Alguns deles são específicos para grupos de animais ou fungos ou outros organismos e são chamados de acordo com o organismo a ser exterminado: inseticida. PERIODICIDADE Ocorrência periódica ou rítmica de um evento. geralmente na agricultura.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS Floresta 28 24 20 16 12 8 4 m Caatinga 0 2 4 6 8 10 12 14 0 2 4 6 8 10 12 m (Ver TRANSECÇÃO DE FAIXA) PERIFITON Comunidade microbiótica aquática (algas. caracterizando-a como região semi-árida. referindo-se ao ciclo climático que castiga esta região. a permeabilidade é medida como uma taxa de passagem de água através de certa quantidade de solo contido num cilindro. (Ver TUNDRA) PERMEABILIDADE Num organismo. típico da região ártica. (Ver MATÉRIA SECA) PESTE (Ver PRAGA) PESTICIDA PESTICIDA = PRAGUICIDA = DEFENSIVO AGRÍCOLA = BIOCIDA É uma substância utilizada. O sufixo “on” refere-se à comunidade. Em solos. que juntamente com detritos orgânicos e partículas inorgânicas. No nordeste brasileiro tem conotação mais ampla. é a condição de passagem de moléculas de fluidos através de poros ou pequenos espaços. privando-a parcial ou totalmente das chuvas. animais). quase permanentemente congelada. PERTURBAÇÃO (Ver DISTÚRBIO) PESO FRESCO Peso. com sérias conseqüências para a agropecuária e o ser humano. 179 . moluscicida (ou moluscocida) etc. fungicida. PEROXIACETILNITRATO (Ver PAN) PERSISTÊNCIA Tempo em que determinada substância tóxica fica num ambiente ou em determinado compartimento de um ecossistema. fungos. Chama-se epifiton a comunidade formada por organismos aderidos às macrófitas (plantas) aquáticas. (Ver FOTOPERÍODO) PERÍODO DE SECA Período estacional do ano em que não ocorrem as chuvas. adere a um substrato. (Ver ÍNDICE DE PALMER DE SEVERIDADE DE SECA) “PERMAFROST” Solo com água. bactérias. estando sob a forma líquida em período muito curto do ano. sobre o qual ocorre a tundra. em suas células e tecidos. para eliminar seres vivos danosos aos cultivos.

GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS De acordo com Carroll Williams. (Ver CARBAMATO. valor este que é então comparado com os valores de transpiração de uma planta (que pode ser avaliada através de balanço hídrico). b) 2ª geração (DDT e derivados. O pH é de importância vital para os seres vivos terrestres e aquáticos. A água da pipeta em contato com o papel mata-borrão vai umedecendo este papel e seu nível vai baixando na pipeta. O aumento de acidez do meio aquático. Um solo. O pH 7 é neutro e baixando até 0 o pH indica aumento de acidez. b) ação indireta sobre os efeitos na concentração de possíveis metais pesados e particularmente sobre o alumínio. foice ou faca. É representado por uma escala de 0 a 14. organofosforados). do hidrogênio). ORGANOCLORADO. por exemplo. a ação das enzimas e a troca gasosa nas superfícies respiratórias dos organismos. força. Em geral são representados três tipos de pirâmide ecológica: de número. geralmente a golpes de facão. Sua fórmula é: N = CM/R. há pesticidas de: a) 1ª geração (substâncias extraídas de plantas. pH Ponto de hidrogenização (do francês “pouvoir hydrogéne”: poder . interferindo na capacidade de troca catiônica do sedimento. indiretamente. MÉTODO DE Método de marcação-e-recaptura objetivando avaliar o tamanho de uma população N. ao longo de um dia de medição. lembrando a forma de uma pirâmide. com pH 5 tem 10 vezes mais hidrogênio em solução do que uma solução do solo com pH 6 (uma mudança de 10 vezes na concentração em [H+] é representada pela diferença de pH de 1 unidade). Os compostos químicos utilizados na eliminação de plantas invasoras dos cultivos são conhecidos como agrotóxicos. e c) 3ª geração (substâncias bioquímicas. e R o número de indivíduos marcados na segunda amostragem. ORGANOFOSFORADO. como os aleloquímicos e feromônios). Medida da acidez ou basicidade (alcalinidade) de um meio líquido. em que um disco de papel do tipo mata-borrão. equação representativa: pH = log I / [H+]. Esta redução é calculada em relação à área do disco. fechada e que requeira um único período de marcação e também um único período de recaptura. e os sais inorgânicos). de biomassa e de energia. por exemplo. PICHE. a disponibilidade de alimento para os animais (em pH baixo a microflora fúngica reduz-se ou inexiste) “PhAR–PHOTOSYNTHETICALLY ACTIVE RADIATION” (Ver RADIAÇÃO FOTOSSINTETICAMENTE ATIVA – RFA) PICADA Passagem ou atalho aberto na mata. os semioquímicos. onde M é o número de indivíduos marcados na primeira amostragem. tais como: a) perturbando diretamente a osmorregulação. PICNOCLINO (Ver “-clino” ou “-clina”) PIONEIRO(A) (Ver ESPÉCIE PIONEIRA) PIRACEMA (Ver ANÁDROMO) PIRÂMIDE ECOLÓGICA Representação gráfica. que pode ser: a) o valor negativo do logaritmo de base 10 da sua concentração em íons de hidrogênio. pode afetar indiretamente a biodiversidade de algumas maneiras. elevando-se de 7 até 14 indica aumento de basicidade ou alcalinidade. EVAPORÍMETRO DE Instrumento de confecção simples. C é o número de indivíduos capturados na segunda amostragem. c) reduzindo. da estrutura e função tróficas de um ecossistema. na qual os produtores geralmente ocupam a base e os demais níveis tróficos lhe estão sobrepostos sucessivamente. e TIOCARBAMATO) PETERSEN. equação representativa: pH = -log[H+]. Na figura que segue estão representadas uma pirâmide dita normal (à esquerda) e uma pirâmide invertida (à direita): 180 . como a rotenona. b) ou o logaritmo de base 10 da recíproca (do inverso) da sua concentração em íons de hidrogênio. de cor verde (à maneira de uma folha de planta) é colocado bloqueando a parte superior de uma pipeta (em mm3) e em que esta é enchida com água e é posta com o topo para baixo.

do gênero Drosera. e PLEUSTON) PLANÍCIE ABISSAL Uma zona um pouco inclinada. O sufixo “-on” refere-se à comunidade. NÉCTON. vivem como flutuantes em ecossistemas aquáticos. dá-se o nome de zooplâncton. geralmente de floresta tropical. PLANOSPORO Um esporo móvel. o nanoplâncton (microrganismos com tamanho de 5 a 60 μm) e abaixo desse valor mínimo o ultraplâncton (ver APÊNDICE V – PLÂNCTON: TIPOS E CATEGORIAS DE TAMANHO). São citadas como exemplos de plantas-chave algumas palmeiras e figueiras. animais pequenos se reproduziriam em taxas mais elevadas (com longevidade menor) do que animais grandes (com maior longevidade). dos ambientes terrestres. PLANOSSOLOS (Ver SOLOS BRASILEIROS. orientado obliquamente à vertical. (Ver BENTOS. acredita-se que o fitoplâncton exerça importância muito maior do que a vegetação com raiz. em quantidade e qualidade variadas. Aos organismos animais. Aos organismos vegetais.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS zooplâncton carnívoros herbívoros fitoplâncton produtores Na pirâmide de número conhecida como pirâmide de Elton ou Eltoniana (representada pela primeira vez por C. y) e de número de indivíduos desses diferentes tamanhos (na abscissa. um indivíduo do fitoplâncton. na produção de alimento básico para o ecossistema. atuando na apreensão de pequenos invertebrados (geralmente insetos) e digerindo-os. da ecologia animal) o gráfico representativo de classe de tamanho de animais (na ordenada. Tais plantas têm na nutrição mineral sua principal fonte de alimento. PLANTA-CHAVE PLANTA-CHAVE = PLANTA PIVOTAL Refere-se a uma planta que desempenha importante papel na manutenção da fauna de um ecossistema. consumidores. abaixo dos 4. resultam numa forma piramidal. graças à ação de enzimas. Alguns autores consideram ainda o bacterioplâncton (bactérias).000 m de profundidade oceânica. sem caule ou tendo este muito curto. PLANTA DE SOL PLANTA DE SOL = HELIÓFILA 181 . dá-se o nome de fitoplâncton. frutificando na época de escassez geral de frutos. NEUSTON. PLANTA (Ver PLANTA-CHAVE) PLAGIOTROPISMO Resposta da planta pelo crescimento. com folhas dispostas em roseta. ou uma pleustófita grande ou uma planctófita pequena. o tamanho de uma população é uma função de sua taxa de reprodução. Nos ambientes aquáticos profundos. x). PLÂNCTON (ou PLANCTO) Organismos diminutos que. PLANCTÓFITA Um vegetal planctônico. produtores primários do plâncton. (Ver APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) PLANÓFITA Planta flutuante livre. Segundo Elton. que secretam líquido viscoso. ou seja. Esta planta é da família Droseraceae. com produção de grande safra. PIVOTAL.Elton. CLASSIFICAÇÃO DE) PLANTA C3 (Ver C3) PLANTA C4 (Ver C4) “PLANTA CARNÍVORA” (“PLANTA CARNÍVORA” = “PLANTA INSETÍVORA”) Planta ou erva. de água doce.

Alguns plasmídios conduzem genes que controlam a produção de toxinas. é utilizado para indicar “muitos. pleometrose (fundação de uma colônia de organismos sociais por mais do que uma fêmea original). até 200 m de profundidade. uma vez que são responsáveis. cercas . casas. adaptada a viver em baixas condições de luminosidade. dentre alguns significados. acompanhando as bordas dos continentes.) ou em terrenos baldios. fisiológica ou comportamentalmente como resultado das ações e/ou flutuações ambientais. (Ver PLASTICIDADE FENOTÍPICA) PLASTICIDADE DO SOLO (Ver TEXTURA DO SOLO) PLASTICIDADE FENOTÍPICA Habilidade de um único genótipo expressar-se de diferentes maneiras em diferentes ambientes. com autonomia de reprodução e que. arbustos. (Ver “poleo-”) PLASMÍDIO Elemento genético extracromossômico. mais do que o número normal”. pleotrópico (refere-se a um gene que tenha um efeito fenotípico visivelmente independente). são tidas como plantas de sol. Um termo mais apropriado para esta condição é eurifágico. PLEÓFAGO PLEÓFAGO = EURIFÁGICO = PLEOTRÓFICO = PLURÍVORO = POLÍFAGO Que se alimenta de uma grande variedade de tipos de alimento. portanto. (Ver SUBLITORAL. pleogamia (maturação e polinização de diferentes flores de um espécime vegetal em diferentes épocas ou período de tempo).. Em termos de ecologia microbiana. esta faixa. por exemplo. (Ver CIÓFITO(A) / CIÓFILO(A). PLATAFORMA CONTINENTAL Parte do litoral recoberta pelo mar. Observação: não confundir o termo umbrófila com ombrófila. adjacente ao continente. e APÊNDICE IV – ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) “pleo-” (e “pleio-”) Prefixo de origem grega que (e sua outra forma “pleio-”).GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS É uma planta de alto ponto de compensação. (Ver “euri-”) PLEOTRÓFICO PLEOTRÓFICO = EURIFÁGICO = PLEÓFAGO = PLURÍVORO = POLÍFAGO = POLITRÓFICO 182 . que se apresenta em diferentes formas). é representada por uma tonalidade mais clara da cor que representa o oceano. por exemplo. além de outras características de adaptação dos microrganismos ao ambiente em que vivem. Tem se usado este termo também para designar espécies de organismos em geral.. por exemplo (subárvores. pleoxênico (e heteroxênico) (refere-se a um parasita que não tenha especificidade de hospedeiro. é responsável por transmitir importantes características para outras células. ou seja. As árvores do estrato superior de uma floresta. Nos mapas. ruas. Vejamos alguns exemplos: pleomórfico (ou polimórfico. embora não exerça nenhum papel no crescimento da célula (célula microbiana. que necessita de muita luz para iniciar a fotossíntese. são tidas como plantas de sombra. e PLANTA DE SOL) “PLANTAE” (Ver REINO) PLANTA INVASORA (Ver ALÓCTONE) PLANTA PIVOTAL (Ver PLANTA-CHAVE) PLANTA RUDERAL Planta que vive próxima às construções feitas pelo ser humano (estradas. (Ver PLANTA DE SOMBRA) PLANTA DE SOMBRA PLANTA DE SOMBRA = UMBRÓFILA = CIÓFILA = ESCIÓFILA Planta cujo ponto de compensação de luz é baixo. mutação pleotrópica (aquela que afeta a expressão de diversas características). é a parte submersa. por exemplo). muros. que significa uma ampla (larga) faixa de seleção de alimento. que vivem em tais condições. em transmitir características de resistência a antibióticos e metais pesados. os plasmídios exercem ação muito importante. de forma circular. PLASTICIDADE (DE UM ORGANISMO) É a capacidade de um organismo de variar morfológica. Muitas plantas dos estratos inferiores de uma floresta. subarbustos e herbáceas). ou a um parasita que tenha diversos hospedeiros durante seu ciclo de vida).

que emerge do solo lodoso do mangue. Um termo mais apropriado para esta condição é eurifágico. que significa uma ampla (larga) faixa de seleção de alimento. Este termo é reservado para indicar o organismo que normalmente tem parte de sua estrutura mergulhada na água e parte no ar. (Ver FITOPLÂNCTON. aquática. Alguns exemplos: pluviômetro (instrumento para medir quantidade de chuva). sendo representados por plantas. que se protegem dos predadores nas suas reentrâncias. NEUSTON. (Ver “euri-”) PLUVIAL Relativo à “chuva”. POÇA DE MARÉ Pequena depressão. a lenticela ou pneumatódio. crustáceos. ostentando estrutura respiratória importante. João Pessoa. PMS – PRODUÇÃO MÁXIMA SUSTENTÁVEL (Ver PRODUÇÃO MÁXIMA SUSTENTÁVEL) PMV – POPULAÇÃO MÍNIMA VIÁVEL (Ver POPULAÇÃO MÍNIMA VIÁVEL) PNEUMATÓDIO (Ver PNEUMATÓFORO) PNEUMATÓFORO Raiz aérea. O sufixo “-on” refere-se à comunidade. PLÂNCTON. de Breno Grisi. pequenos peixes. no litoral (zona entremarés) onde se acumula água durante a maré baixa. (Ver BENTOS. e APÊNDICE V – PLÂNCTON: TIPOS E CATEGORIAS DE TAMANHO) PLINTOSSOLOS (Ver SOLOS BRASILEIROS. NÉCTON. e PLANCTÓFITA) PLEUSTON Macrorganismos que nadam na superfície da água ou andam sobre a mesma. flutuante livre. Um termo mais apropriado para esta condição é eurifágico. de Avicennia sp (mangue-siriúba) por exemplo. PODA RASTEIRA (Ver “COPPICING”) PODZOL ((Ver SPODOSOL) 183 . mostrando poças formadas entre as rochas areno-ferruginosas no pontal dos Seixas. pluvioterófita (planta vascular que germina após chuva intensa e que rapidamente completa seu ciclo vital enquanto perdura a umidade). pluviofluvial (que diz respeito à ação combinada da chuva e de riacho). pluviófilo (um organismo que vive em condições de chuva abundante). como as macrófitas aquáticas. nas rochas ou na areia. As poças de maré criam ambientes apropriados (quando ocorrem sobre rochas) para a permanência de larvas de animais aquáticos.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS Que se alimenta de uma grande variedade de tipos de alimento. PNEUMOTRÓPICO Organismo que tem afinidade por pulmões. parasitando trato respiratório de lagartos. insetos (inclusive suas larvas). pluviófobo (um organismo que não tolera condições de chuva abundante). Pentastomídeos (Pentastomida) podem estar aqui classificados. (Ver foto ao lado. (Ver “euri-”) PLEUSTÓFITA Uma planta macroscópica. PB). lagartixas e cobras. CLASSIFICAÇÃO DE) PLURÍVORO PLURÍVORO = EURIFÁGICO = PLEÓFAGO = PLEOTRÓFICO = POLÍFAGO = POLITRÓFICO Que se alimenta de uma grande variedade de tipos de alimento. que significa uma ampla (larga) faixa de seleção de alimento.

GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS

PODZOLIZAÇÃO
Aplica-se este termo à formação do podzol (tipo de solo conhecido atualmente por spodosol),
solo arenoso que ocorre em regiões úmidas (a maioria na América do Norte, Europa e Ásia), ácido, com
baixa CTC (exceto onde há acúmulo de humus), baixa porcentagem de saturação de bases, com deposição
de óxidos de ferro, alumínio e/ou colóides humificados em subhorizonte e é considerado naturalmente
infértil para a maioria dos cultivos.
(Ver LATOLIZAÇÃO; e SPODOSOL)
“poiquilo-” (ou “pecilo-”)
Prefixo de origem grega significando “vários; variável”.
POIQUILOTERMIA (ou PECILOTERMIA)
(Ver ECTOTERMIA)
POISSON, DISTRIBUIÇÃO DE
Na matemática a distribuição de Poisson é usada quando se deseja descrever ou testar uma
distribuição ou processo aleatório (ao acaso) e como um modelo de populações distribuídas ao acaso,
onde a presença de um indivíduo em qualquer ponto (da distribuição ou processo) não aumenta nem
diminui a probabilidade de um outro indivíduo (da população) ocorrer próximo e onde a variância é
aproximadamente igual à média.
“poleo-”
O prefixo de origem grega “poleo-“ significa “negociar; vender”, mas usa-se este termo para
designar o organismo que tem habitat urbano, sendo então poleófilo, aquele que prefere habitat urbano; o
oposto, que não tolera viver em zona urbana é poleófobo; usa-se também poleotolerante para designar
aquele que tolera essa zona. Alguns autores utilizam um índice de poleotolerância (escala qualitativa de
tolerância a ambiente urbano).
(Ver PLANTA RUDERAL)
POLIANDRIA
(Ver POLIGAMIA)
POLICLÍMAX
(Ver TEORIAS MONO E POLICLÍMAX)
POLÍFAGO
POLÍFAGO = EURIFÁGICO = PLEÓFAGO = PLEOTRÓFICO = PLURÍVORO =
POLITRÓFICO
Que se alimenta de uma grande variedade de tipos de alimento. Um termo mais apropriado para
esta condição é eurifágico, que significa uma ampla (larga) faixa de seleção de alimento.
(Ver “euri-”)
POLIFATORIAL
(Ver POLIGÊNICO)
POLIGAMIA
Refere-se ao indivíduo que se acasala com vários outros do sexo oposto. No caso do macho que
se acasala com várias fêmeas dá-se a denominação de poliginia; e no caso da fêmea que se acasala com
vários machos dá-se a denominação de poliandria.
(Ver MONOGAMIA)
POLIGÊNICO (POLIGENIA)
POLIGÊNICO = MULTIFATORIAL = MULTIGÊNICO = POLIFATORIAL
Refere-se a características controladas pela ação integrada de genes independentes múltiplos.
POLÍGONO DAS SECAS
Região semi-árida do nordeste brasileiro, de formato poligonal, periodicamente assolada por
longos períodos de estiagem, abrangendo os estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte,
Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e norte de Minas Gerais.
POLIMÍTICOS
(Ver HOLOMÍTICOS)
POLIMORFISMO
Coexistência de duas ou mais formas segregantes descontínuas, geneticamente determinadas,
numa população, onde a freqüência do tipo mais raro não é mantida por si só pela mutação. Refere-se este
conceito ao polimorfismo genético, dentre as várias denominações de polimorfismo (críptico, fenotípico,
pseudoestacional ou pseudosasonal, transitório ...). O polimorfismo transitório é bastante comum na
Natureza, onde as mudanças de condições ambientais num habitat possibilitam a substituição de uma
forma por outra.
(Ver TAUTOMORFISMO)

184

GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS

POLIMORFISMO COMPORTAMENTAL GENÉTICO
(Ver HIPÓTESE DO COMPORTAMENTO POLIMÓRFICO (ou HIPÓTESE DO
POLIMORFISMO COMPORTAMENTAL GENÉTICO))
POLINIZAÇÃO
Em geral, é a fertilização de plantas com sementes, as fanerógamas (ou espermatófitas:
angiospermas e gimnospermas). É a transferência de pólen do androceu de uma mesma flor (flor
hermafrodita, em reprodução autogâmica) ou de outra flor, para o gineceu da flor receptora.
(Ver MONÓICA; DIÓICA; e TRIÓICA)
POLÍTICA DOS TRÊS Rs
Reduzir, reutilizar e reciclar: em educação ambiental, princípio em que se procura sensibilizar e
conscientizar os cidadãos visando poupar, aproveitar e reaproveitar os recursos naturais disponíveis.
Procura-se hoje aplicar este princípio a uma gama muito grande de materiais utilizados no dia-a-dia das
mais diferentes sociedades humanas.
POLÍTICA NACIONAL DA BIODIVERSIDADE
O Decreto no 4.339, de 22/08/2002, instituiu princípios e diretrizes para a implementação da
Política Nacional da Biodiversidade. Durante a CNUMAD – Conferência das Nações Unidas sobre Meio
Ambiente e Desenvolvimento, em 1992, e seguindo as orientações da Declaração do Rio e da Agenda 21,
o Brasil assumiu o compromisso na Convenção sobre Diversidade Biológica, de implementar a Política
Nacional da Biodiversidade, com a participação dos governos federal, distrital, estaduais e municipais, e
da sociedade civil (pormenores referentes aos princípios e diretrizes gerais desta Política são apresentados
em PAZ et al. (2006). Os componentes desta Política, considerados como eixos temáticos, são: I –
Conhecimento da biodiversidade; II – Conservação da biodiversidade; III – Utilização sustentável dos
componentes da biodiversidade; IV – Monitoramento, avaliação, prevenção e mitigação de impactos
sobre a biodiversidade; V – Acesso aos recursos genéticos e aos conhecimentos tradicionais associados e
repartição de benefícios; VI – Educação, sensibilização pública, informação e divulgação sobre
biodiversidade; e VII – Fortalecimento jurídico e institucional para a gestão da biodiversidade.
POLITRÓFICO
POLITRÓFICO = POLÍFAGO = EURIFÁGICO = PLEÓFAGO = PLEOTRÓFICO =
PLURÍVORO
(Ver POLÍFAGO)
POLUENTE
POLUENTE = AGENTE POLUIDOR
Resíduo ou qualquer outro material proveniente da fabricação e uso ou da atividade do homem,
lançado por este na Natureza e que causa poluição.
POLUENTE PRIMÁRIO
Dá-se esta designação (complementar) ao agente poluidor que por si só, causa poluição. O
metano, que emana naturalmente de pântanos (gás de pântano), arrozais etc, é um poluente primário.
(Ver METANOGÊNESE; e POLUENTE SECUNDÁRIO)
POLUENTE SECUNDÁRIO
Designação (complementar) dada ao agente poluidor que se constitui como tal ao reagir com um
outro componente natural ou um outro poluente. O SO2 em contato com vapor d’água forma H2SO4
(ácido sulfúrico), que é altamente poluidor. O Hg (mercúrio) nas guelras dos peixes ou no interior de
ostras, forma o metilmercúrio, altamente tóxico nos sistemas aquáticos.
(Ver SINERGISMO)
POLUIÇÃO
Efeito acarretado pelo procedimento humano de lançar na Natureza, resíduos, dejetos ou
qualquer outro material que altere as condições naturais do ambiente, contaminando ou deteriorando
nossa fonte natural de recursos, do ar, terra ou água, sendo prejudicial ao próprio homem ou a qualquer
ser vivo desejável.
O termo poluição é aplicado hoje a uma vasta gama de conseqüências de procedimentos
humanos, mormente nos centros de grande atividade ou aglomeração, tais como excesso de efeitos
sonoros (poluição sonora ou auditiva), de efeitos visuais (poluição visual), poluição do ar, poluição
térmica (por geração indesejável de calor), poluição alimentar etc.
O quadro seguinte ilustra a poluição atmosférica em centros urbanos com diferentes densidades
de população (GOUDIE, 1990):

185

GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS

CONCENTRAÇÃO
---------------------------------------μg / m3--------------------------------------------------------CLASSE DE
PARTÍCULAS EM
PARTÍCULAS DE SO2 PARTÍCULAS DE NO2
POPULAÇÃO
SUSPENSÃO (TOTAL)
Não-urbano
25
10
33
<10.000
57
35
116
10.000
81
18
64
25.000
87
14
63
50.000
118
29
127
100.000
95
26
114
400.000
100
28
127
700.000
101
29
146
1.000.000
134
69
163
3.000.000
120
85
153
A fotos que seguem, mostram Pequim: à esquerda em dia após a chuva e à direita em dia com
poluição atmosférica (do site www.wikipedia.com).

Estas outras duas fotos que seguem, mostram: a da esquerda, Nova York em dia com poluição do
ar elevada; e a da direita, dois edifícios em Bordeaux (França), onde o da esquerda foi construído com
material suscetível à aderência dos poluentes atmosféricos, em contraste com o edifício da direita (fotos
do site www.wikipedia.com).

PONTO DE COMPENSAÇÃO (DE LUZ ou FÓTICO)
Refere-se à luminosidade na qual o O2 produzido na fotossíntese compensa o O2 consumido na
respiração. Em ecologia aquática, a profundidade de compensação é aquela, na coluna de água, onde a
produtividade primária e o consumo pela respiração se igualam, não ocorrendo produtividade líquida.
PONTO DE INFLEXÃO
(Ver INFLEXÃO, PONTO DE)

186

GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS

PONTO (ou COEFICIENTE) DE MURCHA PERMANENTE (DE UMA PLANTA)
Teor de água no solo que causa a murcha irreversível da planta, sendo que esta não se recupera
quando é colocada em ambiente saturado com vapor d’água. Estima-se ser tal ponto em torno de -1,5 Mpa
de potencial mátrico do solo. Este potencial é representado em termos de energia livre (e não de pressão),
significando portanto, um valor negativo, ou seja, faz-se necessário “trabalho” (ou força) para remover a
água do solo.
(Ver POTENCIAL DE ÁGUA DO SOLO)
PONTO DE ORVALHO
Temperatura em que o vapor de água se liquefaz.
“POOL”
(Ver COMPARTIMENTO DE CICLAGEM e DE RESERVA)
POPULAÇÃO
Grupo de organismos de uma mesma espécie, coexistindo ao mesmo tempo e no mesmo espaço,
e capazes, na maioria, de se intercruzarem, produzindo descendentes férteis.
POPULAÇÃO EFETIVA
(Ver TAMANHO DE POPULAÇÃO EFETIVA)
POPULAÇÃO EM GARGALO
POPULAÇÃO EM GARGALO = EFEITO GARGALO (DE GARRAFA) = GARGALO
POPULACIONAL
Originalmente o termo utilizado foi, em inglês, “bottleneck population”, querendo significar uma
redução brusca no tamanho de uma população com conseqüente redução no tamanho do compartimento
(“pool” em inglês) gênico ou da variabilidade genética total.
POPULAÇÃO LOCAL
Qualquer grupo de indivíduos, da mesma espécie, relativamente isolados, que se intercruzam.
Devido às trocas genéticas e à continuidade da população através do tempo, a população local, mais do
que o indivíduo, é a unidade básica da evolução.
POPULAÇÃO MÍNIMA VIÁVEL − PMV
É o número mínimo de indivíduos de uma população, que lhe possibilite evitar a vulnerabilidade
à extinção e continue com chances de aumentar, tão logo as condições ambientais lhe permitam.
(Ver ESPÉCIE EM VIA DE EXTINÇÃO)
PORCENTAGEM DE SATURAÇÃO DE BASES
(Ver SATURAÇÃO DE BASES)
POROSIDADE (DO SOLO)
Porção, de um volume de solo, não ocupado por partículas sólidas (seja mineral ou orgânica).
Em condições normais de campo, os espaços entre tais partículas são ocupados por ar e água; é este o
espaço disponível para a penetração das raízes no solo. Fala-se em microporos (ou em microporosidade
do solo), geralmente no interior dos agregados, em que a água é retida por capilaridade; e fala-se em
macroporos (ou em macroporosidade do solo ou porosidade não-capilar), em que a água o atravessa por
gravidade e é então substituída por ar. A estimativa da porosidade pode ser feita da seguinte maneira
(MILLER & DONAHUE, 1990):
a) Uma amostra de solo é coletada com um cilindro (ver o utilizado no verbete DENSIDADE
APARENTE), perfazendo um volume de 73,6 cm3. A amostra, seca em estufa a 105°C, pesou 87,8 g. A
densidade de partícula “padrão” é 2,65 g/cm3 (ou 2650 kg/m3).
b) Obtém-se inicialmente a densidade aparente (ver o verbete DENSIDADE APARENTE), que
neste exemplo foi 1,19 g/cm3.
c) A porcentagem de poros é dada finalmente por:
= 100% - (densidade aparente/densidade de partículas) (100)
= 100% - (1,19/2,65) (100)
= 100% - 44,9%
= 55,1%; esta é a porcentagem de volume de poros do solo.
Um solo argiloso tem uma porcentagem em torno do valor dado neste exemplo. Um solo arenoso
teria entre 45 e 50%. O volume de poros é portanto inversamente proporcional ao diâmetro das partículas
sólidas do solo, ou seja, varia com a textura do solo. Raramente um solo apresenta porosidade inferior a
30% ou superior a 60%.
(Ver DENSIDADE APARENTE; e PERFIL DO SOLO)
POSCLÍMAX
Refere-se à modificação de uma vegetação, como conseqüência de alterações ou ligeiras
flutuações climáticas, refletindo tal modificação nas condições ambientais (climáticas) que se tornam
mais frias e/ou mais úmidas do que a média do ambiente antes da modificação.

187

GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS

POSSIBILIDADE DE DEFESA ECONÔMICA
A habilidade de um animal defender um território e que é medida como sendo os custos
biológicos de defesa, comparados aos benefícios obtidos. Quando os benefícios excedem os custos, diz-se
ser o território “defensável”.
POTAMO
Termo, de origem grega, utilizado como designação de rio e a tudo que a ele se refere.
Combinados a esta nomenclatura há então termos tais como potamoceno (ecossistema de rio) e muitos
outros (potamobento, potamoneuston, potamopleuston, potamopelagial, potamoquinal).
POTAMÓDROMO
(Ver ANÁDROMO)
POTÊNCIA DE TRÊS MEIOS
(Ver LEI DA POTÊNCIA DE TRÊS MEIOS)
POTENCIAL BIÓTICO
Diz-se da habilidade de uma determinada população em reproduzir numa certa taxa ou
velocidade, geralmente num ambiente sem limitação de recursos.
POTENCIAL DE ÁGUA (DA PLANTA)
O potencial de água da planta é o estado termodinâmico da água nas células vegetais, mais do
que a quantidade total de água que participa das reações bioquímicas da planta. O potencial de água, ψ, é
o trabalho necessário para elevar a água combinada ao potencial de água pura. É expressa em energia por
unidade de massa (J m-3), sendo convertida em potencial pela relação: 1 MJ m-3 = 1 Mpa. O potencial
osmótico, ψπ, sendo mais baixo do que o da água pura, ele é um valor negativo; e o potencial de pressão
ψP é geralmente positivo. Assim num certo estado de hidratação, o potencial da célula vegetal inteira é
dado por: ψcél = (-)ψπ + (+)ψP. Um potencial de água da célula vegetal (ψcél) negativo indica que a célula
está sob tensão. Um déficit de vapor de água no ar ou um meio hipertônico (solo salino, por exemplo),
pode fazer com que a água saia da célula e assim baixe seu potencial. Nas células do ser vivo há uma
tendência da água mover-se de pontos com potencial mais alto para pontos com potencial mais baixos.
Outros elementos importantes na questão do potencial de água das plantas é o potencial mátrico
(−)ψτ do protoplasma e da parede celular (geralmente é de valor negligível). Quando a célula, ou melhor o
protoplasma está saturado com água, devido à pressão de turgescência, a parede da célula se distende ao
máximo e assim impede a célula de absorver mais água. Os valores são então: ψcél = 0 e ψπ = ψP. (Ver
outros pormenores em LARCHER, 2001).
POTENCIAL DE ÁGUA (DO SOLO)
Quantidade de trabalho que uma porção infinitesimal de água pode desenvolver para se deslocar
do solo (maior concentração de sais ou nutrientes) para um local com água pura, em condição de pressão
atmosférica normal. É uma combinação dos efeitos da área de superfície das partículas do solo, dos
pequenos poros que adsorvem água (potencial mátrico), juntamente com os efeitos das substâncias
dissolvidas (potencial osmótico) e dos efeitos da pressão atmosférica (potencial de pressão).
A unidade de energia tradicionalmente utilizada para representar o potencial de água é o bar:
1 bar = 100 kPa (quilo Pascal) = 100 J/kg
1 kPa = 1J/kg = 0,009869 atm
Modernamente usa-se o Pascal.
Este potencial é representado em termos de energia livre (e não de pressão), significando
portanto, um valor negativo, ou seja, faz-se necessário “trabalho” (ou força) para remover a água do solo.
A figura que segue (MILLER & DONAHUE, 1990) mostra o aumento do valor negativo do potencial de
água que está fortemente ligada aos sais em dissolução no solo:

188

Esta reação é interpretada como de transferência de 2 átomos de H. movimento flagelar. com seus 2 eletrons. fortemente ligada às partículas do solo. assim: Pε = Eh (volts)/0. Nos inúmeros processos oxidativos que ocorrem nos seres vivos há sempre liberação de energia. de A para B. pouco disponível para os organismos. que requerem muita energia para usá-la). que requerem pouca energia para usá-la). se oxida. O potencial é negativo quando a substância redutora é mais forte.8 -800 -1 -1200 -1. O potencial redox é atualmente expresso em Eh (anteriormente era Pε).059. de maneira que A ao perder 2 eletrons.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS kPa 0 -33 -100 Condição do solo Solo saturado Capacidade de campo Energia requerida Pouca energia Crescente Potencial mátrico Alto (maior) MPa 0 -0.42 volts. Nas reações biológicas. fracamente ligada às partículas do solo. a transferência de eletron não é muito evidente. 2) Baixo potencial (grandes valores negativos) corresponde a um solo seco (baixo teor de água. Como exemplo. disponível para os organismos. A maioria das reações biológicas de redox envolve a transferência de hidrogênio. A reação geral pode ser dada por: AH2 + B ↔ A + BH2 O agente oxidante B é o aceptor de hidrogênio. que é utilizada pelo organismo nos mais diferentes processos metabólicos vitais (transporte ativo. a oxidação do NH4 a N2 é Eh = -0. PPB − PRODUÇÃO PRIMÁRIA BRUTA (Ver PRODUTIVIDADE PRIMÁRIA BRUTA) PPL − PRODUÇÃO PRIMÁRIA LÍQUIDA (Ver PRODUTIVIDADE PRIMÁRIA LÍQUIDA) 189 .2 Ponto de murcha Muita energia -1600 Baixo (menor) -1.1 -0.6 Observações sobre a representação do potencial mátrico do solo: 1) Alto potencial (pequenos valores negativos) corresponde a um solo úmido (alto teor de água.2 -200 -400 -0. POTENCIAL DE PRESSÃO (DO SOLO) (Ver POTENCIAL DE ÁGUA (DO SOLO)) POTENCIAL MÁTRICO (DO SOLO) (Ver POTENCIAL DE ÁGUA (DO SOLO)) POTENCIAL OSMÓTICO (DO SOLO) (Ver POTENCIAL DE ÁGUA (DO SOLO)) POTENCIAL REDOX (ou POTENCIAL DE REDUÇÃO-OXIDAÇÃO) Diz respeito às reações em que um composto orgânico sofre oxidação (adição de oxigênio ou remoção de hidrogênio) ao tempo em que outro sofre redução (remoção de oxigênio ou adição de hidrogênio).35 volts.6 -0. por causa da ausência comum de íons e também porque os estados de oxidação do carbono não são comumente usados em química orgânica. a oxidação do NO2 a NO3 no solo (na nitrificação) tem um potencial redox de Eh = 0.4 -600 -0.03 -0. ATPase para formar ATP etc).

em organismo indesejável. (Ver CAÇA PREDATÓRIA) PRAGUICIDA (Ver PESTICIDA) PREAMAR PREAMAR = MARÉ ALTA Altura máxima da maré. causando desequilíbrios. ou seja. tanto gafanhotos. (Ver BAIXA-MAR. uma “praga”. cigarrinhas (da cana-de-açúcar. pelo abaixamento da temperatura.. todo dia. orvalho.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS P:R (Ver RAZÃO P : R) PRADARIAS Denominação generalizada para as formações (ou ecossistemas) campestres. Nas fotos que seguem vêem-se. ao ser humano. e APÊNDICE IV – ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) PRECIPITAÇÃO PLUVIAL Fenômeno em que o vapor d’água da atmosfera (concentrado na forma de nuvens). à esquerda. pelo manejo inadequado dos componentes dos ecossistemas”. É dada geralmente em mm/ano. O termo precipitação atmosférica envolve a passagem desse vapor para outras formas de precipitação. tais como. Enquadram-se aqui. do site www. ou seja. com explosões de crescimento populacional. que rapidamente atinge níveis de dano a um cultivo e indiretamente. A precipitação pluviométrica diz respeito ao registro da quantidade de chuva que cai num determinado local. se condensa e se transforma em chuva. isto significa a média anual de chuva (obs. alimentava-se de gafanhotos. como ratos. Países como Mauritânia e Marrocos são freqüentemente sujeitos a ataques de gafanhotos. (Ver BARREIRA DE CHUVA) 190 .: 1 litro de chuva/m2 = 1 mm). ave de apetite voraz que ocorria em abundância no nordeste brasileiro. gafanhotos em campos da Mauritânia e à direita. da espécie Schistocerca gregaria. escorpiões e a ferrugem (fungo) que ataca o cafeeiro. neblina. da FAO – Food and Agricultural Organization). naquele país africano (fotos de G. Atribui-se à praga a característica de espécie estrategista r. e PAMPA) PRAGA PRAGA = PESTE Organismo. Cada gafanhoto é capaz de comer o equivalente ao seu próprio peso. o trigo. em campo. Em 1988 registrou-se deslocamento de gafanhotos do oeste da África até a India. geralmente um animal ou um microrganismo.org. granizo. mas sim conseqüências indesejáveis para o homem. e a podridão parda (fungo) do cacaueiro ou o mal-das-folhas (fungo) que ataca a seringueira. neve. cochonilha. (Ver CAMPOS SULINOS. o desaparecimento da siriema propiciou a proliferação desse inseto que freqüentemente ataca plantios de cana-de-açúcar.fao. onde há predomínio de gramíneas (geralmente de uns poucos centímetros de altura até 2 m) e que ocorre em muitas regiões do mundo (do norte do Canadá ao México). A siriema. Em termos ecológicos pode se afirmar que na maioria das vezes “não existem pragas. em alguns campos de várzea da amazônia e no planalto central brasileiro.Diana.. grande concentração de gafanhotos. constituindo-se portanto. correspondendo ao limite superior do estirâncio. por exemplo) e o bicudo do algodão. se num determinado local a precipitação pluviométrica é de 1500 mm/ano. atravessando o atlântico em 10 dias (suspeita-se que eles foram em navios e “navegando” sobre grandes quantidades de gafanhotos mortos. atacando vorazmente uma planta.

PREDATISMO Tipo de interação ecológica na qual uma das populações afeta a outra. suas presas (e muitas serão estas ao longo de sua vida). Sua supressão significaria o “desmoronamento da pirâmide alimentar”. com grande ênfase nos ecossistemas aquáticos (cadeia alimentar típica de pastejo). tipo II (em que no início o número de presas consumidas por predador aumenta rapidamente com o aumento da densidade de população de presas.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS PRECISÃO (Ver EXATIDÃO e PRECISÃO) PRÉ-CLÍMAX Refere-se à modificação de uma vegetação. em que há um limite no consumo de presas. Há diversas formas de predatismo ou predação. conforme representado acima. ou quase. o indivíduo predador é maior do que a presa. que tem. sendo o número de predadores reprimido com o decréscimo na densidade de presas). de quem depende para manter-se.Holling introduziu o termo resposta funcional quanto à relação predador-presa. mais do que poderia se esperar a partir de sua abundância relativa. predam ovos e pulpas reciprocamente. Sendo esta interação um tipo de grande importância à manutenção da maioria dos ecossistemas. O entomólgo C. refletindo tal modificação nas condições ambientais (climáticas) que se tornam mais secas e/ou mais quentes do que a média do ambiente antes da modificação. a maior influência na estrutura dessa comunidade. Considera-se freqüentemente o pré-clímax como um estádio seral que precede o clímax climático. 1986): Predador + Presa + Predador + Presa - Predador Presa + Predador Presa - Alguns autores denominam de oscilações pareadas às flutuações na abundância de predador e presa. Em RICKLEFS (2007) esta relação é denominada de trajetória de população. dá-se o nome de predador verdadeiro. continuamente. parasitas e parasitóides). carnívoro de 2ª ordem alimentando-se dos de 1ª ordem e omnívoro consumindo qualquer desses tipos). e há uma classificação dita funcional (pastejadores. em antagonismo mútuo (como também é chamada). predadores verdadeiros. citando-se aqui por exemplo a predação recíproca. classificando-a em três tipos: tipo I (a população do predador cresce sempre proporcionalmente ao número de presas consumidas). entre outros predadores duma cadeia alimentar numa comunidade. Alguns autores utilizam o termo compensação de densidade para designar o aumento no tamanho da população em resposta à redução no número de populações competidoras (muito observado em ilhas). carnívoro de 1ª ordem alimentando-se de herbívoros. mas logo em seguida se nivelam) e o tipo III (com semelhanças ao tipo II. como conseqüência de alterações ou ligeiras flutuações climáticas. muitas são as inferências sobre o predatismo e conseqüentemente muitas expressões e termos foram introduzidos em ecologia.S. No predatismo geralmente. PREDAÇÃO (Ver PREDATISMO) PREDAÇÃO RECÍPROCA (Ver ANTAGONISMO) PREDADOR (Ver PREDATISMO) PREDADOR-CHAVE É o predador dominante. 191 . em que duas espécies diferentes (de besouros do gênero Tribolium). A seguir é representado um esquema (teórico) das relações presa-predador (COLINVAUX. Ao predador que ataca e mata de imediato. Há uma classificação taxonômica dos predadores (herbívoro alimentando-se de plantas.

(Ver INFECÇÃO) PREVALÊNCIA (DE ABUNDÂNCIA) (Ver ESPÉCIE RARA) “PRIMAVERA SILENCIOSA” Ou “Silent Spring”. PRINCÍPIO DA “DESVANTAGEM IMPOSTA AO COMPETIDOR” (= “HANDICAP PRINCIPLE”) Expressão sugerida pelo biólogo israelense Amotz Zahavi (segundo RICKLEFS. foi o livro escrito pela bióloga e escritora científica norteamericana Rachel Carson. É usualmente expresso como porcentagem. PARASITISMO. expressa pelos consumidores (herbívoros e carnívoros). 2007). que utilizam predominantemente alimento de maior teor energético e conseqüentemente sentem menor necessidade em adquirí-los (poderia isto ser chamado. PRINCÍPIO DA EXCLUSÃO COMPETITIVA PRINCÍPIO DA EXCLUSÃO COMPETITIVA = PRINCÍPIO DE GAUSE Duas espécies não podem coexistir permanentemente no mesmo nicho ecológico. denominada em inglês de “handicap principle” (ainda sem tradução exata e amplamente aceita em português). podendo ser traduzida como “desvantagem imposta ao competidor”. PRESERVAÇÃO (AMBIENTAL) Ação de proteção e/ou isolamento de um ecossistema com a finalidade de que ele mantenha suas características naturais. Há consumidores no entanto. denominada de intensidade de infecção. devendo-se observar uma comunidade ou um ecossistema como um “superorganismo” (com propriedades de plantas e animais. sendo portanto. 192 . Há consumidores que têm “alternativas” quanto à fonte de alimentos. e UTILIZAÇÃO DIFERENCIADA DO RECURSO) PRESA (Ver PREDATISMO) PRESSÃO SELETIVA Determinado fator (ou “força”) agindo sobre uma população (ou populações). Fala-se assim em prevalência de infecção. como gostam alguns autores. quando num coral as algas e os animais celenterados evoluem conjuntamente. Há por exemplo. INTERAÇÃO ECOLÓGICA. imprimem um certo direcionamento ao processo evolutivo da espécie. caso em que uma espécie de pássaro carrega para o ninho até 2 kg de pequenas pedras. em 1962. Dessa maneira. (Ver “esteno-”. dividido pelo número de parasitas examinados. há uma tendência para que a competição leve as duas espécies intimamente relacionadas ou similares à separação ecológica. Usa-se uma outra avaliação. e RETROALIMENTAÇÃO) PREFERÊNCIA BALANCEADA Refere-se à preferência por alimento. merecedor de uma chance para transmitir seus genes à prole que gerar (com a concordância da fêmea que conquistar. (Ver CONSERVAÇÃO) PREVALÊNCIA Em parasitologia refere-se ao número de indivíduos de uma espécie hospedeira infectado com um parasita. constituindo-se estes em recursos complementares (seriam espécies eurifágicas). forma-se um eficiente mecanismo de ciclagem de nutrientes (em água com baixo teor de nutrientes) mas com alta produtividade. em conjunto). passando a viverem em habitats diferentes ou passando a ocuparem nichos diferentes. ou seja por exemplo. quanto ao parasitismo. de “energia ganha por unidade de tempo utilizado”). PRINCÍPIO DAS PROPRIEDADES EMERGENTES Alguns autores interpretam que um certo nível ecológico ou unidade ecológica não pode ser entendida a partir do estudo exclusivo de seus componentes. A biodiversidade e a produtividade do coral seriam propriedades emergentes somente possíveis de serem caracterizadas no nível das comunidades desse recife de coral. como se demonstrando para os demais machos (principalmente para os “fracos”) que só ele é capaz disso. para as gerações subseqüentes. Seria a maneira com que um animal macho demonstraria à fêmea sua capacidade de superioridade em relação aos machos competidores. alertando a humanidade sobre as ameaças da poluição à vida na biosfera. Estas últimas espécies poderiam ser denominadas de estenofágicas. “euri-”. ou seja. por constituir-se como patrimônio ecológico de valor. de maneira a determinar que alguns indivíduos dessa população (ou dessas populações) gerem mais descendentes (ou mais genes) do que outros.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS (Ver DEPENDÊNCIA DA DENSIDADE. é claro). em inglês.

instrumentos e processos. numa determinada área. (Ver CLÍMAX TRANSITÓRIO e CLÍMAX CÍCLICO) PROCRIAÇÃO CONSANGÜÍNEA (Ver HOMOZIGOSIDADE. por nutrientes ou espaço. promover pesquisas e estudos. taxas diferenciais de crescimento. produção e disseminação de informações. O gráfico que segue mostra que a população da espécie A sobrevive melhor quando sua densidade é baixa. Exemplos: bactérias (incluindo os actinomicetos) e cianobactérias. aprimoramento institucional e desenvolvimento de ações para a conservação da diversidade biológica e utilização sustentável de seus componentes. O grau de agregação. Visa definir metodologias. DOMÍNIOS DOS MICRORGANISMOS. sendo portanto uma taxa máxima de uso de uma determinada população (no pico de sua densidade maior). que resultará num ótimo de sobrevivência e crescimento da população. estimular a cooperação internacional. objetivando promover parcerias entre o Poder Público e a Sociedade Civil na conservação da diversidade biológica. bem antes da capacidade de suporte (K). os indivíduos quando agrupados poderão reduzir sua taxa de mortalidade pela sua capacidade conjunta de modificar as condições de microhabitat ou de microclima. e DEPRESSÃO DA PROCRIAÇÃO CONSANGÜÍNEA) PRODUÇÃO MÁXIMA SUSTENTÁVEL Refere-se ao balanço entre a sub e a superexplotação. O PROBIO é desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). tanto a subpopulação (ou ausência de agregação) como a superpopulação. ao passo que a da espécie B tem menor sobrevivência nos extremos de densidade. por 193 . tanto a densidade baixa como a alta limita o crescimento populacional da espécie B: A B Sobrevivência Densidade PRINCÍPIO DE GAUSE (Ver PRINCÍPIO DA EXCLUSÃO COMPETITIVA) PRINCÍPIO DE HARDY-WEINBERG (Ver EQUILÍBRIO DE HARDY-WEINBERG) PROBIO Projeto de Conservação e Utilização Sustentável da Diversidade Biológica Brasileira. em crescimento. como classes etárias. (Ver PRODUTIVIDADE PRIMÁRIA) PRODUTIVIDADE PRIMÁRIA Refere-se à taxa com que a energia solar é armazenada pela atividade fotossintética dos organismos produtores (principalmente as plantas clorofiladas) sob a forma de substâncias orgânicas. PROCARIOTO Organismo (geralmente unicelular) cuja célula não possui núcleo individualizado. PRODUTIVIDADE PRODUTIVIDADE = TAXA DE PRODUÇÃO Refere-se genericamente. ou seja. poderão ser limitantes. ao peso de matéria seca produzida num dado período pelas plantas clorofiladas.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS PRINCÍPIO DE ALLEE Embora a agregação possa aumentar a competição entre os indivíduos. varia com a espécie e as condições ambientais e por isso. utilização sustentável de seus componentes e na repartição justa e eqüitativa dos benefícios dela decorrentes. sempre. sobrevivência e reprodução. e EUCARIOTO) PROCLÍMAX Comunidade cuja manutenção caracteriza-se por repetidos distúrbios. capacitação de recursos humanos. Há restrições a esta “teoria” que não considera aspectos importantes da dinâmica de população . (Ver ÁRVORE FILOGENÉTICA UNIVERSAL.

em geral 650 Oceano 125 TOTAL CONTINENTAL 773 TOTAL MARINHO 152 A produtividade primária líquida (média mundial) dos ambientes terrestres é estimada em 7 X 1010 Mg de C/ano e dos oceanos é de 4 X 1010 Mg de C/ano (lembre-se que Mg (megagrama) = 1.PPL É a taxa com que a energia solar é armazenada pela atividade fotossintética dos produtores. em geral 700 Terra cultivada. recifes. (Ver PRODUTIVIDADE PRIMÁRIA BRUTA) PRODUTIVIDADE SECUNDÁRIA É a taxa com que a energia proveniente dos produtores é armazenada ao nível dos consumidores. algas em estratos 1800 Floresta temperada 1200 Savana tropical 900 Floresta boreal 800 Mata e vegetação arbustiva. g m-2 ano-1 (média) Floresta tropical 2000 Pântanos. Nos ecossistemas terrestres a produtividade primária é geralmente expressa em termos de matéria seca (g.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS unidade de área (nos ecossistemas terrestres) ou de volume (nos ecossistemas aquáticos) e por unidade de tempo. (Ver PONTO DE COMPENSAÇÃO) PROFUNDIDADE DE COMPENSAÇÃO (DE LUZ) (Ver PONTO DE COMPENSAÇÃO (DE LUZ ou FÓTICO)) PROFUNDIDADE EFETIVA DO SOLO Profundidade do solo alcançada pelas raízes das plantas. brejos 2000 Estuários.R.000. PROFUNDIDADE CRÍTICA Profundidade na qual a intensidade média de luz numa coluna de água iguala a intensidade de compensação de luz. esporo.. 194 . ou seja: PPB = PPL + R. ou seja: PPL = PPB .) e que dá origem a novo indivíduo. sem impedimentos que possam causarlhes problemas. Sinônimo menos usado: diáspora. com perdas respiratórias. (Ver ASSIMILAÇÃO) PRODUTO EM PÉ (Ver BIOMASSA) PRODUTOR Organismo autotrófico (especialmente as plantas clorofiladas). PROGRAMA INTERNACIONAL DA GEOSFERA E DA BIOSFERA (Ver “IGBP”) PROGRAMA INTERNACIONAL DE BIOLOGIA (Ver “IBP”) PROPÁGULO Qualquer parte originária de um vegetal (semente. que é capaz de produzir alimento pela fixação da energia solar e transformação de substâncias inorgânicas simples em compostos orgânicos.000g = 1 tonelada). uma vez que os consumidores recebem a matéria já produzida. Neste caso o termo “produtividade” seria melhor substituído por “assimilação”.. incluindo a matéria orgânica utilizada na respiração desses produtores. O produtor ocupa o primeiro nível trófico da cadeia alimentar. gema ou broto vegetativo. (Ver PRODUTIVIDADE PRIMÁRIA LÍQUIDA) PRODUTIVIDADE PRIMÁRIA LÍQUIDA .ano-1) ou de energia (kcal.ano-1).m-2. ou seja.m-2. No quadro que segue estão representados valores de produtividade primária líquida e fitomassa de diversos ecossistemas: ECOSSISTEMA PRODUTIVIDADE PRIMÁRIA LÍQUIDA Mat. seca. em excesso à matéria orgânica utilizada na respiração desses produtores. PRODUTIVIDADE PRIMÁRIA BRUTA – PPB É a taxa com que a energia solar é armazenada pela atividade fotossintética dos produtores.

(Ver EFEITO ESTUFA) PROTOCOOPERAÇÃO Tipo de interação ecológica na qual ambas as populações se beneficiam mas. por exemplo). onde as relações de associação não são obrigatórias. resulta da “resposta de agregação” do predador. (Ver INTERAÇÃO ECOLÓGICA. Alguns autores usam o termo mutualismo facultativo com significado muito similar ao de protocooperação. Os E. em geral) que se desenvolve melhor na areia.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS PROPRIEDADES DO GRUPO POPULACIONAL (Ver ATRIBUTOS DA POPULAÇÃO) PROPRIEDADES EMERGENTES (Ver PRINCÍPIO DAS PROPRIEDADES EMERGENTES) “PROTISTA” (Ver REINO) PROTOCOLO DE QUIOTO (ou KYOTO) O Protocolo de Quioto (nome de cidade do Japão) surgiu como conseqüência de evento iniciado em Toronto (Canadá) na “Toronto Conference on the Changing Atmosphere”. Dele participam mais de 160 países. Bush. PSEUDOINTERFERÊNCIA Refere-se a uma característica ou padrão. e APÊNDICE IV – ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) “psamo-” Prefixo de origem grega significando “areia”. cuja diferença de valores corresponde a uma determinada umidade relativa do ar (em porcentagem. e XEROSERE) PSEUDOEFÊMERO Uma flor que fica aberta por cerca de um dia (há cacto que assim se comporta). com as notórias exclusões dos E. realizado no Rio de Janeiro em junho/1992. e APÊNDICE IV – ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) PROVÍNCIA OCEÂNICA (ou OCEANO ABERTO) (Ver REGIÃO OCEÂNICA. das Nações Unidas. PSAMÓFITA Planta que se desenvolve sobre areia (de dunas. Seguem alguns termos com este prefixo. continuando com o “First Assessment Report” ocorrido em Sundsvall (Suécia) em agosto/1990 e depois com a Eco-92. mas que na verdade. PROVÍNCIA NERÍTICA (Ver REGIÃO OCEÂNICA.A. O instrumento que mede umidade relativa do ar a partir das medições de temperatura feitas num termômetro de “bulbo seco” e num de “bulbo úmido”. ou seja. “psicro-” Prefixo de origem grega significando “frio”. em 16 de março de 1998 e ratificado em 15 de março de 1999. Em 18 de novembro de 2004 a Rússia confirmou sua participação. no governo de George W. que é uma reminiscência da “interferência mútua”. vista numa tabela psicrométrica) chama-se psicrômetro. em outubro/1988. Psamófilo é um organismo (um vegetal. Foi discutido e negociado em Quioto. PSAMOFAUNA Animais que vivem em substrato arenoso. Muitos herbívoros tendem a agregar-se sem que isto seja uma “resposta de agregação” à existência de maior densidade de presa. caso em que uma ou ambas as espécies de uma associação mutualística podem sobreviver na ausência do “parceiro (ou parceira)”. do declínio da taxa de consumo de um predador.U.A. OXISERE. que se situa mais ou menos isoladamente de outras regiões por barreiras que impedem migrações. e MUTUALISMO) PROTÓTROFO (Ver AUXOTROFIA) PROTOZOOPLÂNCTON (Ver APÊNDICE V – PLÂNCTON: TIPOS E CATEGORIAS DE TAMANHO) PROVÍNCIA FAUNÍSTICA Uma subregião geográfica contendo fauna distinta. (Ver LITOSERE. e Austrália. com o aumento de sua densidade de população. tendo entrado oficialmente em vigor em 16 de fevereiro de 2005.U.2% (em relação aos níveis de 1990) até 2012. Os detalhes finais foram estabelecidos em Marraquech (de 29/10 a 9/11/2001). PSAMOSERE Diz-se da “sere” cuja vegetação se desenvolve sobre areia (de dunas. por exemplo). negaram-se a assinar o acordo. Nele foi proposto um calendário no qual os países desenvolvidos (países do Anexo I) terão que reduzir a emissão de poluentes (essencialmente o CO2) em pelo menos 5. 195 .

“pterido-” Prefixo de origem grega que se refere a “samambaias. Alguns derivados: pupívoro (pupivoria) (que se alimenta de pupas). Pteridofágico: é aquele organismo que se alimenta de pteridófitas. PUTREFAÇÃO (Ver DECOMPOSIÇÃO) “PVA − POPULATION VIABILITY ANALYSIS” (Ver ANÁLISE DE VIABILIDADE DE POPULAÇÃO) 196 . mas cuja temperatura ótima aproxima-se daquela dos mesófilos.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS PSICRÓFILO Termo aplicado geralmente para definir microrganismos capazes de crescer em temperatura abaixo dos 5°C. fetos” (ou pteridófitas). pupígero (que gera ou produz pupa). PUMILIOTOXINA (Ver DEFESA QUÍMICA) PUPA Nos insetos holometabólicos pupa é o estádio intermediário entre larva e imago.

Esta denominação é comumente aplicada para delimitação de pequenas áreas de estudo em vegetação rasteira (numa pastagem ou sobre dunas. A área é geralmente tomada ao acaso. degradam este composto.. mas também se aplica esta denominação para estudos em áreas grandes. Mn e Cu). A boa qualidade de vida implica até num estado de bem-estar psicológico e social.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS Q qCO2 ou QUOCIENTE METABÓLICO QUOCIENTE METABÓLICO = TAXA DE RESPIRAÇÃO ESPECÍFICA DA BIOMASSA Variável (ou parâmetro) utilizada geralmente em ecologia microbiana. (Ver DORMÊNCIA) 197 . Zn. De microrganismos de solo. seguidos internamente por algaroba. em que se delimita uma área para se investigar ou amostrar plantas ou animais. como por exemplo alguns fungos que. em que se relaciona o carbono emanado pela respiração dos microrganismos (representado como C-CO2) à biomassa desses microrganismos por unidade de tempo. QUELAÇÃO Ligação muito forte entre metais e compostos orgânicos. MÉTODO DO (ou MÉTODO DO QUADRADO) Método de estudo de campo. no solo. especialmente. QUEBRA-VENTO Barreira constituída geralmente por árvores e introduzida pelo homem com o propósito de reduzir o impacto do vento sobre cultivos. biológicas) que propiciem vida saudável ao ser humano.g-1 de biomassa de C. como acontece com o humus do solo. de 1 m2 ou pouco mais. são solúveis e auxiliam na manutenção dos nutrientes metálicos (Fe. QUELANTE (Ver QUELAÇÃO) QUERATINOFÍLICO Organismo que se desenvolve em material rico em queratina (chifres. obtiveram-se as seguintes faixas de qCO2 nas seguintes condições (com dados em mg de C-CO2. em que o ser humano. garras . QUALIDADE DA ÁGUA (Ver ÁGUA POTÁVEL) QUALIDADE DE VIDA Refere-se ao conjunto de condições (físicas. caracterizado pela atividade reduzida ou inatividade (ou cessação) do desenvolvimento. juntamente com as espécies vegetais e animais desejáveis. podendo com isso manter-se em equilíbrio dinâmico ou crescer numericamente de acordo com suas aspirações.. satisfaz todas suas necessidades biológicas sem riscos à sua segurança e saúde. Os quelantes (agentes da quelação) utilizados para fertilizar o solo. como em matas por exemplo. por exemplo. por exemplo) em que se utiliza uma espécie de moldura quadrada.h-1 X 10-4): em monoculturas de 6 a 17 mg e em cultivos rotacionais de 1. (Ver QUITINOLÍTICO) QUIESCÊNCIA (QUIESCENTE) Uma fase ou estádio de descanso ou repouso ou quietude. sendo algumas dessas ligações insolúveis. químicas.). que se mobilizam no solo e atuam na absorção desses nutrientes pelas plantas. Prosopis juliflora (duas fileiras) e mais internamente por espécimes de eucalipto. QUADRANTE. Eucalyptus calmadulensis (uma fileira). um solo que recebeu substrato (matéria orgânica) recente também apresenta qCO2 mais elevado do que aquele com substrato mais antigo. Como exemplo cita-se um quebra-vento formado por espécimes de Leucaena leucocephala (duas fileiras externas).7 a 12 mg . unhas. Parece haver uma tendência para que um agro ou ecossistema jovem tenha qCO2 mais elevado do que um maturo e da mesma maneira.

mas sim uma maneira de entender a química moderna relacionando seus princípios básicos e conhecimentos atualizados. que sintetiza seu alimento a partir de compostos inorgânicos simples (à maneira dos fotossintetizantes. de maneira a propiciar ao ser humano a possibilidade de avaliar inteligentemente suas chances de usufruir dos ambientes por tempo indeterminado. que atua na desnitrificação. não seria uma mera subdivisão da química. que utilizam H2O e CO2). pela ação de uma enzima. As tiobactérias ou bactérias sulfurosas. Alguns microrganismos. processos químicos etc. saprófita comum no solo). bactérias do gênero Pseudomonas. QUIROPTERÓFILO (QUIROPTEROFILIA) Vegetal que é polinizado por morcegos (quiropterofilia é a polinização por morcegos). o ar e a água. a quitinase. sem necessitar de energia luminosa para tal síntese. reduz o NO3 a N2. dentre outros. sendo muito usada no processo de biolixiviação de minérios. QUOCIENTE METABÓLICO (Ver qCO2) 198 . Esta possível disciplina. sem comprometer sua vitalidade e qualidade. Ex. QUIMIOAUTÓTROFO (Ver AUTÓTROFO) QUIMIOLITÓTROFO Bactéria que utiliza ampla faixa de compostos inorgânicos como fonte de carbono. degradam a quitina. e BIOLIXIVIAÇÃO) QUIMIÓTROFO QUIMIÓTROFO = LITÓTROFO Organismo.) relacionada ao ambiente em que vivem os organismos. compostos e suas estruturas.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS QUÍMICA AMBIENTAL Uma visão da química (elementos químicos. como bases necessárias ao desenvolvimento de tecnologias limpas. produzindo energia que é então usada para sintetizar glicose (C6H12O6) a partir de H2O e CO2. QUITINA (e QUITINASE) (Ver QUITINOLÍTICO) QUITINOLÍTICO A quitina é um polímero de N-acetilglucosamina encontrada na parede celular da maioria dos fungos e no exoesqueleto de insetos. A T. o ambiente físico-químico: a terra. são quitinolíticos.: a Thiobacillus desnitrificans. ou seja. A química ambiental promove a junção dos conhecimentos da biologia molecular. actinomicetos (bactérias filamentosas). bioquímica e ecologia. geralmente microrganismo. (Ver QUIMIÓTROFO. oxidam o H2S. ou seja. Trichoderma (um fungo imperfeito. ferrooxidans oxida o Fe2+.

RAÇA ECOLÓGICA (Ver ECOTIPO) RADIAÇÃO FOTOSSINTETICAMENTE ATIVA–RFA Faixa de radiação. origina-se de um caule ou folha. tem reduzida capacidade de penetração nos tecidos vivos moles (em pele e músculos de 0. A partícula beta (ou partícula-β) é negativa (constituída de elétrons) é de baixo poder de penetração. Um bom exemplo é a raiz da Rhizophora mangle. Em inglês é comum o uso da abreviatura “PhAR–” ou “PAR–Photosynthetically Active Radiation”. a partir da fixação do CO2 atmosférico e absorção da água. A partícula alfa (ou partículaα). Há registros de câncer de pulmão em mineiros (da mineração do urânio) que se expuseram excessivamente ao radon. que vive num solo rico em matéria orgânica. onde há emissão desse gás sob a forma de partículas alfa. cataliza no vegetal a transformação desta energia em energia química. tem carga positiva (dois prótons e dois nêutrons). urânio e estrôncio são exemplos de radionuclídeos. ilustra raízes tabulares típicas de uma árvore de ecossistema tropical (do site www. RADON Elemento gasoso radioativo proveniente de emanação natural de certas rochas e minérios. ou energia luminosa. (Ver RADIONUCLÍDEOS. urânio e outras. que auxilia na fixação desta árvore no solo movediço do mangue e desempenha importante função respiratória através dos pneumatódios ou lenticelas. A figura que segue. Ela é importante à sustentação da árvore e auxilia na respiração da árvore. entre 380 nm e 780 nm. O rádio.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS R RADIAÇÃO DE FUNDO “Background radiation”. (Ver APÊNDICE III – ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO). RAIZ ADVENTÍCIA Raiz que. formada pela radiação cósmica (partículas elementares vindas do espaço) e pela radiação terrestre (proveniente da degradação de isótopos de ocorrência natural). Têm energia suficiente para deslocar eletrons de átomos que venham a atingir.nucleodeaprendizagem. emitidas por radioisótopos. É muito comum ser encontrado próximo a zonas de mineração de ferro. (Ver MANGUE) RAIZ TABULAR RAIZ TABULAR = SAPOPEMA = SAPOPEMBA Raiz que se projeta externamente na base do tronco de certas árvores. RADIAÇÃO GAMA (Ver RADIONUCLÍDEOS) RADIAÇÃO IONIZANTE Partículas alfa e beta (de movimento rápido) e gama (alta energia). embora um pouco mais do que a alfa. que incidindo sobre a clorofila. denominada originalmente em inglês. diferentemente de uma raiz normal. mas em ferimentos. pode ser biologicamente danosa. e RADIAÇÃO FOTOSSINTETICAMENTE ATIVA) RADIONUCLÍDEOS Átomos de núcleo instável que se desintegra espontaneamente e emite partículas alfa e beta e/ou radiação gama. produz alta ionização e sendo maior do que as outras partículas de radiação.com. principalmente das florestas tropicais. é a radiação natural.007 cm).br): 199 .001 a 0. onde há grande competição por oxigênio.

“RASTER” e VETOR Denominações de dois métodos utilizados em computação gráfica no processamento de imagens. É um tipo de subamostragem de indivíduos para um tamanho comum (ou padrão) para evitar que “ao se estimar a diversidade de espécies. linhas e arcos. Termo de uso mais freqüente em geociências. sendo muito utilizado em geoprocessamento. (Ver “RUNOFF”) RAZÃO DE FERTILIDADE (Ver RELAÇÃO DE FERTILIDADE) RAZÃO P : R (Ver RELAÇÃO P : R) REABILITAÇÃO (Ver RECOMPOSIÇÃO) REAÇÃO DE HILL (Ver FOTOSSÍNTESE) REBENTAÇÃO (Ver ZONA DE REBENTAÇÃO) RECALCITRANTE (Ver BIODEGRADAÇÃO) RECEPTOR (Ver MODELO CONTROLADO-PELO-DOADOR) 200 . 2007) é um meio de se padronizar a amostragem de uma comunidade para medir a diversidade de espécies.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS RAREFAÇÃO Do inglês “rarefaction” (termo usado por LINCOLN et al. 1998 e por RICKLEFS. O “raster” tem sido a tecnologia dominante nesse setor da computação.. 2007). enquanto o vetor é mantido como uma coleção de pontos. O tipo “raster” mantém uma imagem como uma matriz de pontos controlados independentemente. sendo a imagem armazenada na memória do computador como uma matriz ou grade de pontos individuais ou “pixels”. RAUNKIAER (Ver FORMAS DE VIDA DE RAUNKIAER) RAVINA Sulco ou depressão no solo causada por água de escoamento. reduzindo-a (ou “rarefazendo” a amostragem) para um tamanho de amostra comum. o número de espécies numa amostra tenda a aumentar com o número de indivíduos amostrados” (RICKLEFS.

à semelhança (mas não exatamente a mesma) da que existia anteriormente. Tais recursos. mas se ingeridas simultâneamente retardam o crescimento da larva. (Ver ATOL. (Ver REPOSIÇÃO) RECRUTAMENTO / RECRUTA Considera-se como a entrada de novos membros numa população. geralmente um par de recursos (alimento por exemplo) que é requisitado simultâneamente por um animal para manter uma determinada taxa de aumento. Os recursos de origem biológica. onde o solo original desapareceu. o que realmente nos importa. Exemplo: um metal. para manter-se no mesmo lugar”. por processos naturais. significando uma recomposição de uma comunidade. Recruta refere-se ao indivíduo que entrou nessa população. você veja que leva-se todo o esforço de corrida que você possa fazer. se ingeridas isoladamente não exercem nenhum efeito inibitório sobre o animal. como nutrientes. água. Em ecologia. são divididos em dois tipos principais: renováveis e não-renováveis. que é recomendada somente para capturar pássaros (e às vezes morcegos) que se constituiram em pragas. É uma rede especial de finos fios de náilon. aplicada como uma necessidade à manutenção de um ser vivo. a grosso modo. refere-se às relações hospedeiro-parasita e predador-presa. Nos recifes de corais a salinidade geralmente é alta e a temperatura da água supera os 20 °C. crescimento e reprodução. termo introduzido por A. contidas em sementes de duas diferentes plantas que servem de alimento a uma determinada larva de inseto. A palavra recurso. vida selvagem. e CORAL) RECOMPOSIÇÃO RECOMPOSIÇÃO = REABILITAÇÃO = REVEGETAÇÃO Corresponde este termo à “rehabilitation” (= reabilitação. ar. em profundidade inferior a 40 m. RECUPERAÇÃO ou REGENERAÇÃO DE SOLOS DEGRADADOS (Ver BIORREMEDIAÇÃO e RECOMPOSIÇÃO) RECURSOS ANTAGONISTAS São recursos.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS RECIFES (DE CORAIS) Ajuntamentos calcários formados no mar. pela reprodução ou imigração. em que (por exemplo neste último caso) quando as 201 . Substâncias inibidoras de crescimento. Para outros tipos de pássaros. minérios. HIPÓTESE Uma alusão à passagem das “aventuras posteriores” de Alice (personagem de “Alice no País das Maravilhas”. constituídos por exoesqueleto de corais e algas calcárias e por vezes também por arenito. somente com a finalidade de estudo sob controle. REDE ALIMENTAR (Ver TEIA ALIMENTAR) REDE DE NEBLINA Em inglês “mist net”. Neste processo. em que na obra “Through the Looking-Glass” a “red queen” (rainha vermelha) diz: “Agora. significa qualquer componente abiótico ou biótico da Natureza que seja importante à sua manutenção.D. num ambiente natural. como o cobre ou o petróleo (este poderá ser naturalmente reposto mas de maneira extremamente lenta). principalmente em áreas intensamente degradadas. (Ver RECURSOS NATURAIS) RECURSO RENOVÁVEL Diz-se do recurso natural passível de renovação. em inglês). “RED QUEEN”. por exemplo. (Ver SINERGISMO) RECURSOS COMPLEMENTARES (Ver PREFERÊNCIA BALANCEADA) RECURSO EXAURÍVEL (Ver RECURSO NÃO-RENOVÁVEL) RECURSO NÃO-RENOVÁVEL Recurso com disponibilidade limitada (dependente do seu estoque) na crosta terrestre. (Ver RECURSOS NATURAIS) RECURSOS NATURAIS Componentes da crosta terrestre. energia e outros elementos produzidos por processos naturais. quando utilizados numa velocidade inferior à sua capacidade de reposição.Bradshaw. aqui. do escritor norte-americano Lewis Caroll). recomenda-se o uso de plantas que tenham simbiose com bactérias fixadoras de nitrogênio atmosférico e/ou com fungos endomicorrízicos. são recursos renováveis. nos trópicos.

contrapõe-se à abordagem reducionista da biologia molecular. REGIÃO]. A visitação pública está sujeita às normas e restrições estabelecidas no plano de manejo da unidade. do que a Neoártica e a Neotropical. têm mais afinidades entre si. que é denominado por alguns autores como província oceânica. As águas rasas sobre a plataforma continental constituem a região ou província nerítica. REDUCIONISMO Em oposição ao holismo. As florestas temperadas da Ásia contêm uma alta porcentagem de espécies de 202 . Tem como objetivo proteger ambientes naturais onde asseguram condições para a existência ou reprodução de espécies ou comunidades da flora local e da fauna residente ou migratória. desaguando em bacias fechadas ou finalizando em cursos secos. REGIÃO OCEÂNICA Relativa aos oceanos. Num sistema de equilíbrio dinâmico. Neotropical (América do Sul) [Ver NEOTROPICAL. Este suposto refúgio ecológico pareceria melhor enquadrado na denominação geral de campos (Ver CAMPOS). a população da presa evoluiria mais lentamente. E a região exorreica é aquela onde os rios se originam e desaguam no mar. diferente das demais da região e que ocorre em grandes altitudes (às vezes superiores a 1. o reducionismo trata do estudo pormenorizado de uma parte ou partes. de um todo. pela maioria dos últimos 100 milhões de anos. formando grande massa biótica principalmente na India. geralmente em animais que procuram escapar de predadores ou de competidores. A região endorreica é aquela onde os rios lá se originaram mas não alcançam o mar. incluindo-se estes organismos falamos então de regiões biogeográficas) desenvolvido características próprias. por vezes também denominado de campo de altitude. “um esforço de corrida contínua.800 m). devido ao longo contato contínuo. que poderiam ser chamados de sítios ou manchas (do inglês “patch”) que funcionam como “refúgios temporários”. São elas: Neoártica (América do Norte) e Paleoártica (Eurásia). ocorreria o inverso. Daí podermos concluir que a pressão exercida pelo predador. ou seja. em que um animal (ou presa) procura se localizar. As regiões Paleoártica e Oriental. que no curso da evolução. Quando se deseja referir-se às águas além da borda da plataforma continental. (Ver TEORIA DOS REFÚGIOS) REFÚGIO DE VIDA SILVESTRE Categoria de unidade de conservação do Grupo I do SNUC. favoreceria mais a população da presa do que a dele própria. Alguns autores utilizam a expressão refúgio ecológico quando desejam referir-se a um tipo de vegetação. permanecendo no mesmo lugar”. e UNIDADES DE CONSERVAÇÃO) REGATO (Ver CÓRREGO) REGIÃO ABISSAL (Ver ZONA ABISSAL) REGIÃO: ARREICA / ENDORREICA /EXORREICA A região arreica é aquela onde não existe rio. haveria um contínuo “balanço de forças” nesta relação. experimentaram longa história de isolamento do resto do mundo desenvolvendo formas muito distintas de vida.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS adaptações do predador são relativamente efetivas e a presa é explotada em alta taxa. Há locais restritos. formando um tipo de relito especial. mantiveram conexões através do que é hoje a Groenlândia ou o estreito de Bering entre o Alaska e a Sibéria. conforme a alusão à rainha vermelha da história de Lewis Caroll. Baixando a taxa de explotação. mantiveram-se como grandes áreas de isolamento. (Ver SNUC − SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO. tendo os animais (e plantas. em termos de sua habilidade para explotar a presa. (Ver HOLISMO) REDUTOR (Ver DECOMPOSITOR) REFÚGIOS Denominação dada às áreas ou habitats. Por exemplo: a abordagem holística feita pela biologia ambiental (ecologia). Etiopiana (África) e Australiana (Austrália). REGIÕES ZOOGEOGRÁFICAS As grandes regiões zoogeográficas da Terra fundamentam-se na distribuição dos animais nos diversos continentes do planeta. ou em outras palavras. Oriental (sudeste da Ásia) que isolou se da África e América do Sul. usa-se a expressão oceano aberto. geralmente restritas. em resposta à distribuição espacial e ao comportamento do seu predador (ou seus predadores). o processo seletivo da população da presa tende a melhorar seus mecanismos de escape mais rápido do que o processo seletivo ao qual o predador está submetido. Toda a região situada além da plataforma continental.

GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS árvores oriundas de florestas tropicais. não contêm tais espécies. possibilitaram que alguns ecólogos. b) Protista: algas e protozoários (eucariotos unicelulares. regra do tamanho dos moluscos: os que vivem em águas de alta salinidade são maiores do que aqueles que vivem em águas de menor salinidade. nutrição sem ingestão). têm extremidades (orelhas. constituindo-se nos seguintes reinos: a) Monera: bactérias e cianobactérias (procariotos. a ecologia. por vezes conflitantes.. como a biogeografia. que naturalmente têm suas exceções. d) Plantae: plantas. de regiões quentes. Seria uma camuflagem das sombras ao fundo: cor clara no seco e cor escura no úmido. Observe-se que dos cinco reinos. e EXCRETA) RELAÇÃO ALOMÉTRICA É aquela na qual uma propriedade física ou fisiológica de um organismo altera-se relativamente ao tamanho desse organismo. Em algumas espécies de pássaros o aumento do peso deste animal está associado com a “redução do tempo necessário para chocar os ovos por unidade de peso corpóreo”. c) Fungi: fungos unicelulares e filamentosos (eucariotos pluricelulares). urso. perdendose como egesta e excreta. do que os animais pequenos). reúneas em “regras”. raposa. É expresso por: Rejeito = egesta + excreta (Ver EGESTA. e) Animalia: animais (eucariotos pluricelulares). quanto aos modos de nutrição (fotossíntese. que propôs. tendem a ser mais claros na coloração do que os similares de regiões úmidas.. As extremidades menores reduziriam a perda de calor. À semelhança da interpretação da regra de Allen. A “lógica” desta relação poderia ser assim exemplificada: mudanças nas proporções ou relações de superfície ou área : volume resultaria em mudanças no tamanho de um organismo levando a mudanças na eficiência da transferência de calor por unidade de volume. a partir de estudos de caso ou inferências teóricas provenientes de observações. c) Regra de Gloger: indivíduos de uma espécie de clima seco. REGULAÇÃO (Ver AUTORREGULAÇÃO) REINO Denominação dada a cada um dos grandes grupos de seres vivos. procurassem “explicações” para as relações entre a estrutura e fisiologia de organismos que habitam determinadas regiões. Eis alguns exemplos (segundo COLINVAUX. de regiões quentes. sem no entanto nenhuma explicação plausível. REJEITO(S) Em ecologia energética refere-se à parte do alimento ou energia total ingerida por um indivíduo.Whittaker. principalmente a autoecologia. a partir de um único indivíduo. Outras regras são mencionadas. pernas e cauda) menores do que os endotermos similares ou parentes próximos. particularmente na tundra e entre espécies alpinas. com fotossíntese nas algas e ingestão nos protozoários). três incluem microrganismos. b) Regra de Bergman: animais de “sangue quente” (mamíferos como veado. regra da poliploidia: no hemisfério norte. 1986): a) Regra de Allen: animais endotérmicos de regiões frias. por ser capaz de se estabelecer como população. (Ver PANGÉIA (ou PANGAEA)) REGRA DE BAKER Diz respeito à vantagem de planta autopolinizadora na colonização de habitats remotos. como por exemplo: regra de Jordan: peixes de regiões frias têm menor número de vértebras do que os similares que vivem em águas quentes. fotossintetizantes (eucariotos pluricelulares). (Ver ALOMETRIA) 203 .) das regiões frias tendem a ser maiores do que as espécies similares ou parentes próximos. população ou unidade trófica (do nível trófico) que não é utilizada para produção e respiração. há necessidade daqueles animais de regiões frias de conservarem o calor corpóreo (animais de grande porte têm menor relação superfície : volume. coelho. em 1969. os organismos são mais provalmente poliplóides do que os que vivem mais para o sul. ao passo que as florestas temperadas da América do Norte. No que pese as restrições a tais generalizações. por unidade de área ou volume. No entanto seria importante considerar que tais diferentes tonalidades de cor ajudam no balanço energético (ou balanço de calor): cor clara ao sol absorve menos energia e cor escura sem sol (ambiente úmido) aumenta a absorção da energia solar. REGRAS ECOGEOGRÁFICAS Tanto a ecologia energética e a ecofisiologia. Segundo a classificação de R. um sistema baseado nas diferenças evolutivas entre os seres vivos. absorção e ingestão). H.

podendo assim aumentar sua biodiversidade. O resultado da relação é portanto: S : V = 0. e SUCESSÃO HETEROTRÓFICA) RELAÇÃO SENSIBILIDADE : RESISTÊNCIA (Ver ÍNDICE DE VERSATILIDADE) RELAÇÃO SUPERFÍCIE (ou ÁREA) : VOLUME Cálculo da relação que existe. para decompor a necromassa. nitrogênio total e relação C : N. que poderá ser investida em reprodução..5 pó-de-serra 50 0. Portanto. Uma relação baixa indicaria que a energia contida nos carboidratos (o carbono) estaria sendo gasta na respiração. mostrando o seguinte resultado: a) Superfície de uma bactéria com raio de 5 μm: S = 4πr2 = 314 μm2.3 “bluegrass”) Palha 40 0. Na comunidade clímax essa razão tende a ser igual a 1.3.6. de solo por exemplo.5 Fungos 50 5 Humus do solo 50 4. Este é um parâmetro importante que deve ser estimado sempre que se deseje conhecer as condições que as plantas devem ter para crescer.66 μm3. por exemplo.O. a energia fixada na produção de matéria orgânica é balanceada pela perda de energia gasta na respiração para manter a comunidade.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS RELAÇÃO CARBONO DE MICRORGANISMOS : CARBONO ORGÂNICO TOTAL ou Cmic : Corg Em ecologia microbiana.256 μm2. referindo-se à relação entre a parte da energia fixada que é transformada em energia química ou matéria orgânica produzida (P) e a parte da energia fixada e transformada em energia química que é perdida na respiração (R).S.1 Microbiota Bactérias 50 10 Actinomicetos 50 8. existentes em alguns tipos de matéria orgânica (resíduos) ou como constituintes de alguns microrganismos (segundo MILLER & DONAHUE. e como conseqüência.5 * Pó-de-serra de certas madeiras pode atingir relação C : N de até 800 : 1 RELAÇÃO C : N 13 : 1 40 : 1 20 : 1 30 : 1 80 : 1 500 : 1* 5:1 6:1 10 : 1 11 : 1 RELAÇÃO DE FERTILIDADE Número de descendentes numa população em relação ao número de fêmeas adultas. 204 . ou seja. Esta relação também pode ser dada pela equação simples: CBM/CBT X 100 (ou carbono da biomassa dividido por carbono total do solo vezes cem). O resultado da relação é portanto: S : V = 0. O quadro que segue mostra as porcentagens aproximadas de carbono orgânico. mesmo assim. 1990): MATÉRIA ORGÂNICA C ORGÂNICO (%) N TOTAL (%) Resíduos de cultivos alfafa (jovem) 40 3 milho (sabugo. A um solo agricultável que se deseje adicionar (ou incorporar) matéria orgânica. indicariam que a biomassa microbiana está armazenando energia. (Ver SUCESSÃO AUTOTRÓFICA. RELAÇÃO P : R É a relação ou razão “produção : respiração”.33 μm3. é importante ainda observar que nesta circunstância não restará muito N para as plantas que se deseje cultivar. para as populações microbianas se manterem. é importante observar que os microrganismos. por exemplo) e o seu volume. a bactéria com menor raio (5 μm) tem uma relação S : V maior do que a bactéria com maior raio (10 μm). necessita de uma relação C : N entre 20 : 1 e 30 : 1. assim como para os microrganismos do solo que decompõem a necromassa. a biodiversidade poderia não estar aumentando. (Ver qCO2) RELAÇÃO C : N Relação da porcentagem de carbono para a porcentagem de nitrogênio no solo. entre a superfície de uma esfera (uma bactéria. Solos em que esta relação seja elevada. da espiga) 40 1 Trevo 40 2 capim-do-campo (ou 40 1. Volume dessa bactéria: V = 3 4/3πr = 523. b) Superfície de uma bactéria com raio de 10 μm: S = 1. Volume dessa bactéria: V = 4.186. é utilizada esta relação como indicadora da capacidade da biomassa dos microrganismos do solo em armazenar carbono como porcentagem do carbono orgânico total contido na M.

significando a substituição de uma comunidade. em João Pessoa. da Mata Atlântica. estabelecida em lei. e HETEROZIGOSIDADE) RELÓGIO BIOLÓGICO Mecanismo fisiológico. (Ver SNUC − SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO. introduzido por A. quando se trata de reserva ecológica e os problemas relacionados aos efeitos de borda. HOMOZIGOSIDADE. a diversidade biológica e os processos ecológicos naturais. No Brasil há seis biorregiões incluídas nesse programa (MaB). São as Reservas da Biosfera: da Amazônia Central. REPOSIÇÃO Corresponde ao termo “replacement” (em inglês). A reserva da biosfera pode incluir unidades de conservação. Seu tamanho é objeto de discussões. (Ver UNIDADES DE CONSERVAÇÃO) RESERVA DE FAUNA Categoria de unidade de conservação do Grupo II do SNUC. como parques nacionais ou reservas biológicas. ou de repetir funções num espaço de tempo de 24 horas (ritmo circadiano) mesmo até na ausência do estimulador diurno principal. isolado. 205 . Uma das unidades de conservação brasileiras. A periodicidade lunar. e RESTAURAÇÃO) RESERVA BIOLÓGICA Categoria de unidade de conservação do Grupo I do SNUC. do Cinturão Verde da cidade de São Paulo (parte integrante da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica) e do Pantanal.D. os meios necessários para a melhoria da qualidade de vida das populações humanas que vivem em tal reserva. da Caatinga. assim como os ciclos estacionais são considerados ritmos circadianos. alteração nos níveis de homo e heterozigosidade etc. excetuando-se as medidas de recuperação de seus ecossistemas alterados e as ações de manejo necessárias para recuperar e preservar o equilíbrio natural. de um ecossistema típico de certa área. Alguns autores preferem chamar de fragmentos florestais. e UNIDADES DE CONSERVAÇÃO) RESERVA DA BIOSFERA Iniciativa do programa “O Homem e a Biosfera” (em inglês “MaB – Man and Biosphere”). REÓFITA Planta adaptada a ambiente sujeito a corrente de água contínua. (Ver RECOMPOSIÇÃO. (Ver EFEITO DE BORDA. devem ser garantidos. a luz. sem inteferência humana direta ou modificações ambientais. d) exemplos de ecossistemas modificados ou degradados. por outra comunidade completamente diferente. RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Categoria de unidade de conservação do Grupo II do SNUC. desde que compatível com o plano de manejo da unidade. como por exemplo a baixa taxa de reprodução. Deve ser área de posse e domínio públicos. há relitos da mata atlântica. de medição do tempo (relógio biológico). como num rio ou riacho. onde seja possível uma restauração para condições naturais. para o estabelecimento de “reservas da biosfera” (em 1970). É uma área natural que abriga populações humanas tradicionais. TAXA DE REPRODUÇÃO. que muitos organismos têm. A visitação pública é permitida. do Cerrado. sendo que as áreas particulares porventura em seus limites devem ser desapropriadas. cuja existência baseia-se em sistemas sustentáveis de exploração dos recursos naturais. devendo preservar integralmente a biota e demais atributos naturais. num ambiente natural. quando se trata de reservas pequenas. b) comunidades únicas ou áreas naturais de excepcional interesse.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL (RIMA) (Ver IMPACTO AMBIENTAL) RELITO RELITO = FRAGMENTO FLORESTAL Relito é um remanescente. No “campus” da Universidade Federal da Paraíba. adequadas para estudos técnico-científicos sobre o manejo econômico sustentátel de recursos faunísticos. Ao tempo em que a Natureza deve ser preservada. CORREDORES DE MATA. Alguns outros problemas ecológicos são apontados. com caráter semelhante ao das estações ecológicas. terrestres ou aquáticas. A reserva biológica tem a mesma finalidade dos parques. residentes ou migratórias. diferenciando-se pela proteção faunística. c) exemplos de uso harmonioso da terra. Estas reservas devem conter: a) amostras do bioma natural.Bradshaw. É uma área natural com populações animais de espécies nativas. desenvolvidos ao longo de gerações e adaptados às condições ecológicas locais e que desempenham um papel fundamental na proteção da Natureza e na manutenção da diversidade biológica.

devendo-se proteger os meios de vida e a cultura dessas populações. no Acre). e UNIDADES DE CONSERVAÇÃO) RESERVA PARTICULAR (REP) ou RESERVA PARTICULAR DO PATRIMÔNIO NACIONAL (RPPN) Categoria de unidade de conservação do Grupo II do SNUC. com o objetivo de conservar a diversidade biológica. RESILIÊNCIA Refere-se à elasticidade. descartado ou não sob a forma livre. Acre. são denominados de “aeróbios obrigatórios” (os organismos superiores). ou seja.914. No caso particular dos pesticidas. quando um organismo apresenta mecanismos de reação aos efeitos desses biocidas. e UNIDADES DE CONSERVAÇÃO) RESERVA EXTRATIVISTA Categoria de unidade de conservação do Grupo II do SNUC. de diversas atividades humanas (resíduos sólidos: agrícolas. utiliza-se o termo resistência cruzada quando uma determinada espécie (ou sua população) tende a resistir a um pesticida e aos demais a este relacionado (um inseto resistente ao paration. Instituída pelo Decreto nº 98. na região de Xapuri. industriais. “Chico Mendes” (assassinado em dez/89. (Ver SNUC − SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO. em que. Imóvel sob domínio privado. (Ver ESTABILIDADE) RESISTÊNCIA É a habilidade ou capacidade de uma comunidade em resistir à perturbação e portanto. Fala-se em resistência (simples ou múltipla) a antibióticos ou a pesticidas. ou mais especificamente em estudos de metapopulações. (Ver SNUC − SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO. Criada a partir da sugestão do líder sindical seringalista. As reservas extrativistas (RESEX) são espaços territoriais destinados à exploração auto-sustentável e conservação dos recursos naturais renováveis. por uma população com tradição extrativista. assegurando o uso sustentável dos recursos naturais da unidade. após sofrer um deslocamento desse estado ou condição. (Ver ESTABILIDADE) RESISTÊNCIA CRUZADA (Ver RESISTÊNCIA) RESOLUÇÃO Ato administrativo normativo expedido por autoridade do executivo. de 31/01/90.938. recuperadas ou cujas características justifiquem ações de recuperação. ou seja. (Ver SNUC − SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO. de evitar modificação de seu estado inicial. Uma boa abordagem sobre o extrativismo pode ser encontrada em EMPERAIRE (2000). pelo aspecto paisagístico. a taxa de extinção desta subpopulação em declínio decrescerá à medida em que a fração de novas manchas ocupadas (pelos imigrantes) aumente no habitat desta subpopulação. recreativos e educacionais. RESPIRAÇÃO AERÓBIA Respiração onde o oxigênio molecular (O2) funciona como aceptor de hidrogênio (oxidante). funcionando este gás como um agente oxidante terminal. ou para preservação do ciclo biológico de espécies da fauna e da flora nativa do Brasil. no todo ou em parte. Os organismos que têm o O2 como indispensável para suas necessidades energéticas. Nela são permitidos a pesquisa científica e a visitação com objetivos turísticos. bem como a que for estabelecida por ato do Poder Público. semi-primitivas. e UNIDADES DE CONSERVAÇÃO) RESGATE (ou SALVAMENTO). as resoluções referem-se às decisões normativas tomadas pelos seus membros. sejam identificadas condições naturais primitivas. Complementam o extrativismo a agricultura de subsistência e a criação de animais de pequeno porte. EFEITO Em estudos de dinâmica de populações. 206 . de 31/08/81. No caso do CONAMA . gravada com perpetuidade.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS RESERVA ECOLÓGICA Área de preservação permanente (pública ou particular. É a velocidade com que uma comunidade retorna ao seu estado inicial após uma perturbação. tolera o malation). É uma área privada. uma imigração de subpopulação suficientemente grande. de acordo com a sua situação dominial).Conselho Nacional do Meio Ambiente. procurando disciplinar matéria de sua competência específica. mencionada no artigo 18 da Lei nº 6. RESÍDUO SÓLIDO Material sólido indesejável. domésticos ou urbanos em geral etc). A primeira delas foi criada com base na experiência do extrativismo do látex (da seringueira). pode evitar que uma subpopulação em declínio venha a se tornar extinta.

Os organismos sobre os quais o O2 age como substância tóxica são denominados de “anaeróbios obrigatórios”.5N extremidade aberta do cilindro área. sendo um composto inorgânico o aceptor de eletron (oxidante). A figura seguinte ilustra um método químico para medição do CO2. enterrado no solo superfície do solo béquer sobre tripé e contendo solução de KOH 0. A respiração edáfica é tomada por alguns autores como parâmetro de medição da produtividade primária bruta. de emissão do CO2 Observar os seguintes aspectos: 1) O cilindro de PVC (extremidade aberta) é enterrado.5N. (Ver FERMENTAÇÃO) RESPIRAÇÃO BASAL (Ver TAXA METABÓLICA) RESPIRAÇÃO DO ECOSSISTEMA (Re) A energia total utilizada durante a respiração. ou seja. dada então por: Re = Ra + Rh. são denominados de “anaeróbios facultativos”. Outros admitem que a respiração edáfica serve também como indicadora da ciclagem de nutrientes. usando-se um cilindro invertido. uns 5 cm no solo.1N e indicadores colorimétricos de pH. uma vez que representa “queima de matéria orgânica” (carboidratos). RESPIRAÇÃO EDÁFICA Emanação de CO2 do solo.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS Na respiração aeróbia há completa oxidação da matéria orgânica. isolada pelo cilindro. 2) A área do solo. segundo GRISI (1978): extremidade fechada do cilindro cilindro de PVC. usando-se solução de HCl 0. emanando CO2. do solo. pelo menos. a solução é renovada a cada 12 h. 3) No laboratório é feita a dosagem do CO2 absorvido pelo KOH. como por exemplo as bactérias que utilizam sulfatos e carbonatos como aceptores de eletrons. com 22cm de diâmetro. pelos autótrofos (Ra) e heterótrofos (Rh). RESPOSTA DE AGREGAÇÃO (Ver AGREGAÇÃO) RESPOSTA FUNCIONAL (Ver PREDATISMO. se ocorrer mudança na densidade de presas. uns (como a bactéria do ácido lático) tendo um metabolismo energético exclusivamente fermentativo e outros (leveduras e bactérias coliformes) podendo mudar seu metabolismo energético de respiração para fermentação. Quando ocorre uma mudança na taxa de predação (ou de 207 . numa população de predadores. e RESPOSTA NUMÉRICA) RESPOSTA NUMÉRICA Refere-se. Os organismos que são capazes de crescer na presença ou ausência de O2. proveniente das atividades respiratórias dos organismos do solo e das raízes das plantas. emite CO2 (da necromassa e das raízes) que será absorvido pela solução de KOH 0. por exemplo) onde o substrato é oxidado parcialmente: CH3-CH2OH + O2 → CH3-COOH + H2O etanol ácido acético RESPIRAÇÃO ANAERÓBIA Respiração onde o oxigênio molecular não participa. há uma relação linear e positiva entre o CO2 emanado do solo e a imobilização de minerais. exceto em certas bactérias (do ácido acético. a uma mudança no número de seus componentes.

NÉCTON e bentos são numerosas. Esta mesma corrente do Peru. as populações de plâncton. REVEGETAÇÃO (Ver RECOMPOSIÇÃO) RIBEIRO (Ver CÓRREGO) RICHTER (Ver ESCALA DE RICHTER) RIOS MEÂNDRICOS (Ver MEANDROS) RIPARIANO (Ver ZONA RIPARIANA) RIPÍCOLA (Ver ZONA RIPARIANA) 208 . constituída por vegetação diversificada.D. Alguns autores designam de “jundus” a um tipo de restinga formado por plantas lenhosas. seria uma representação gráfica deste controvertido tipo de controle. cria ambientes frescos. porém secos ao longo da costa (continental) oeste da América do Sul. é o que acontece como conseqüência da rotação da Terra em que há uma deflexão das correntes oceânicas afastando-se das margens dos continentes (com a ajuda dos ventos). constituindo um denso emaranhado. em Cachoeira de Emas. sustentam a pesca abundante na corrente de Benguela (costa oeste do sul da África) e a corrente do Peru (costa oeste da América do Sul). Uma retroalimentação positiva (ou “positive feedback”) seria por exemplo. Byrsonima sericea. em inglês) seria a regulamentação da caça e pesca limitando o abate ou captura de animais silvestres. Pirassununga. podendo então a população de herbívoro. dá-se o nome de resposta funcional. um herbívoro) ao diminuir pela ação do predador (um carnívoro) causaria “como conseqüência”. com as correntes de superfície fluindo em direção ao equador. Alguns autores denominam este processo de retroalimentação negativa. ocorre ao longo de 79% do litoral brasileiro (ao longo de 5.Bradshaw. promovendo a ressurgência. recuperar-se. (Ver HUMBOLDT. introduzido por A. é um ecossistema da costa brasileira. As comunidades vegetais vão de campos ralos de gramíneas à mata fechada de até 15 m de altura. (Ver PREDATISMO) RESSURGÊNCIA Processo que ocorre em ecossistemas aquáticos. ajudada pela sombra de chuva andina. Uma curiosidade a respeito da ressurgência. e somente após um estoque suficiente ter garantido sua migração para o ponto de desova. Esse ecossistema. Um outro exemplo de retroalimentação negativa (ou “negative feedback”. Esta riqueza de nutrientes das águas de profundidade. Plantas típicas: muricí. e RESTAURAÇÃO) RESTINGA A restinga. Em geral. juntamente com o de dunas. é que a pesca é permitida). O esquema teórico visto em PREDATISMO. onde a camada mais profunda e fria de água sobe à superfície. com altura aproximada de 5 m. com algumas plantas espinhosas. (Ver RECOMPOSIÇÃO. sobre solo arenoso. somente após estes desovarem (no rio Mogiguaçu. entende-se que um ecossistema será sustentável quando o efeito ou resultado líquido da retroalimentação negativa exceder os efeitos da retroalimentação positiva. resultando nos desertos mais secos do nosso planeta. o provimento (pelo governo) de subsídios (ajuda financeira aos pescadores) para evitar que as populações declinem mais ainda. um conjunto de degraus foram construídos no rio para facilitar a migração dos peixes rio-acima.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS consumo) de um indivíduo predador em resposta à mudança na densidade de presas (ou o alimento do predador). por comunidade semelhante à que existia anteriormente nesse local. significando a restauração de um ambiente natural. Myrcia e Clusia. CORRENTE DE (ou CORRENTE DO PERU)) RESTAURAÇÃO Corresponde ao termo “restoration”. r .ESTRATEGISTA (Ver ESTRATEGISTAS K e r) RETROALIMENTAÇÃO RETROALIMENTAÇÃO = “FEEDBACK” Mecanismo de controle.000 km). outro exemplo é o de permissão para captura e comercialização de peixes de rios. espécies dos gêneros Eugenia. sendo geralmente as águas de profundidade mais férteis. SP. em que (por exemplo) uma população de determinado nível trófico da cadeia alimentar (uma certa presa. bromeliáceas e cactáceas. no Chile e Peru. em inglês. redução na população deste último.

GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS

RIQUEZA DE ESPÉCIES
(Ver BIODIVERSIDADE)
RISCO
Probabilidade de que algo indesejável possa acontecer, expondo-se deliberada ou acidentalmente
a um mal (ou dano). Fala-se portanto, em risco de extinção e nos estudos de impacto ambiental fala-se em
risco de que algo (degradação, acidente, catástrofe, efeito bumerangue etc) possa acontecer no ambiente.
RISCO DE EXTINÇÃO
(Ver ESPÉCIE EM VIA DE EXTINÇÃO)
RITMO CIRCADIANO
(Ver RELÓGIO BIOLÓGICO)
RITUAL DE CORTEJO
Padrão de comportamento (uma característica geneticamente determinada) envolvendo a
produção e recepção de uma seqüência complexa visual, auditiva e de estímulos químicos, pelo macho e
pela fêmea, precedendo o coito ou acasalamento.
RIZOMA
Caule subterrâneo, muitos deles ricos em reservas, possuindo em geral escamas e gemas que
geram ramos folíferos, floríferos e raízes. Uma planta muito comum em nossas praias, o pinheirinho-domar (Remirea maritima) possui rizoma, propiciando sua fácil expansão pela areia das pequenas dunas.
RIZOPLANO
(Ver RIZOSFERA)
RIZOSFERA
Literalmente é a “esfera que circunda a raiz”. Alguns autores distinguem a endorrizosfera, indo
da epiderme até o cilindro central, onde alguns microrganismos vivem em simbiose com a raiz e a
ectorrizosfera, parte mais externa da raiz, incluindo a área do solo imediatamente adjacente às raízes das
plantas, onde, além das propriedades inerentes ao solo, existem microrganismos (simbiontes e às vezes
patógenos e alguns de vida livre no solo), exudato da própria raiz etc. Esse ponto da raiz onde ocorrem as
associações com microrganismos (simbiontes e patógenos) e onde se forma a rizosfera, alguns autores
denominam de rizoplano (denominação proveniente do inglês “rhizoplane”).
Alguns autores aplicam o termo rizosfera quando desejam se referir ao conjunto das raízes. Ver
na figura a seguir, a distribuição espacial da rizosfera e da filosfera num ecossistema tropical e num de
região temperada , segundo LONGMAN & JENÍK (1987):

Floresta pluvial tropical

Floresta de faia
Rizosfera

Filosfera

Observações:
1) No ecossistema da floresta pluvial tropical a distinção, no nível do solo, entre rizosfera e
filosfera é mais difícil de ser feita do que no ecossistema de região temperada.
2) No ecossistema tropical o estrato superior propicia condições para o aparecimento de
microhabitats, permeando o desenvolvimento de epífitas. As trepadeiras lenhosas (ou lianas) são
freqüentes.

209

GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS

3) Os dois ecossistemas distinguem-se entre si, facilmente, porque o de região tropical apresentase mais denso, com uma certa aparência “caótica”.

ROBUSTA, DINAMICAMENTE
(Ver ESTABILIDADE)
ROBUSTECIMENTO
(Ver ADAPTAÇÃO)
ROCHA MATRIZ (ou ROCHA-MÃE)
Rocha inalterada, não-decomposta, constituindo o horizonte mais profundo do solo (horizonte C)
e que, por eventual intemperismo, dará origem ao solo.
ROCHAS
As rochas são resultado da consolidação natural de minerais. Entre estes, há os minerais
essenciais, que estão sempre presentes nas rochas e lhes determinam o nome, e há os minerais acessórios,
podem ou não estar presentes, sem no entanto modificar o nome dado à rocha. As rochas estão
classificadas em três grupos: (i) ígneas ou magmáticas (resultante do resfriamento do magma; sendo ígnea
intrusiva, quando o resfriamento ocorre no interior do globo terrestre e ígnea extrusiva, ou vulcânica,
quando o resfriamento ocorre na superfície da Terra; o granito é a rocha ígnea intrusiva mais abundante
no nosso planeta); (ii) sedimentares (formadas a partir da cimentação de fragmentos produzidos pela ação
dos agentes de intemperismo e pedogênese; o material fragmentado é carregado pela chuva, vento ou
gelo, depositando-se sobre rocha preexistente, que pode ser ígnea, metamórfica ou outra rocha
sedimentar; as rochas sedimentares são facilmente reconhecidas pelas suas camadas de deposição); e (iii)
metamórficas (resultam da transformação de uma rocha preexistente no estado sólido, por aumento de
pressão e/ou temperatura; o metamorfismo regional, em extensas áreas, provavelmente ocorreu como
conseqüência de eventos geológicos em grande escala, como a edificação de cadeias de montanhas; a
estrutura de foliação, por vezes com camadas dobradas, caracterizam esse metamorfismo).
Rs
(Ver POLÍTICA DOS TRÊS Rs)
ROTAÇÃO DE CULTURAS
(Ver CULTIVO ROTACIONAL)
ROTA DE MIGRAÇÃO (DE PÁSSAROS)
Em inglês é “flyway”, que quer dizer “rota de vôo”. É a rota de migração de pássaros.
RUDERAL
(Ver PLANTA RUDERAL)
RUÍDO
Pode ser definido como sendo um som que, em termos “médicos” e mesmo “sociais”, é tido
como indesejável ou causador de distúrbio e aborrecimento. Em nível elevado pode causar dano ao
aparelho auditivo e problemas neurológicos.
(Ver “BACKGROUND”; e DECIBEL)
RUÍDO AMBIENTAL
(Ver “BACKGROUND”)
RUMINANTES
Animais (ovinos, bovinos, caprinos e também veados, antílopes, ou seja, a maioria dos
ungulados artiodáctilos, de dedos pares) cujo estômago está subdividido em câmaras, sendo a primeira
câmara, a maior delas, o rúmen (ou rume), onde o alimento é reduzido a pequenas partículas, alcançando
então a outra câmara, o retículo (ou barrete), depois o omaso (ou folhoso) e finalmente o abomaso (ou
coagulador). Grandes populações de bactérias (superior a 1010/ml e de protozoários (superior a 105/ml),
presentes no rúmen, juntamente com o controle de pH pela secreção salivar de bicarbonato de sódio,
realizado pelo animal, garantem a degradação da celulose e outras fibras, uma vez que o ruminante carece
de enzimas que as decomponham.
Em termos gerais o alimento de um carneiro, por exemplo 960 g de alfafa, produz 57 g de ácidos
graxos voláteis, 128 g de células microbianas, 43 g de sais minerais, 343 g de matéria seca e quantidade
variável (menor) de CH4 e CO2; a matéria residual final (fezes) alcança os 369 g. Um carneiro com um
volume de rúmen de 4,7 litros tem 20% deste espaço ocupado por microrganismos. É uma rica
comunidade microbiana que o rúmen ostenta. O animal ruminante exerce papel importante na Natureza,
pela sua posição no início da cadeia alimentar (herbívoro) e reciclando a matéria.
“RUNOFF”
É a água de escorrimento (ou escoamento) sobre a superfície do solo (água de precipitação
pluvial), que não se infiltra no solo e se escoa, podendo carregar nutrientes, às vezes levando-os para os
cursos d’água.
(Ver BIOLIXIVIAÇÃO; EROSÃO; ESCOAMENTO; LIXIVIAÇÃO; e RAVINA)

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GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS

RUPESTRE
Organismo que vive sobre paredes ou rochas.

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GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS

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GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS

S
SAHEL
Região subsaariana (ou região saheliana, ao sul do deserto do Saara, no norte da África) é a
região que cruza a África, onde se encontram os seguintes países de oeste para leste: Senegal, Mauritânia,
Mali, Burkina, Níger, Nigéria, Chade, Sudão, Eritréia e Etiópia (inclui-se na costa oeste também Cabo
Verde, ex-colônia portuguêsa). Esta região tem se caracterizado por períodos de seca extrema, como a de
1983-85 (que também atingiu o nordeste brasileiro) levando à fome cerca de 1 milhão de pessoas. Estudos
recentes realizados por Leon Rotstyn (do CSIRO, Instituição da Austrália) e por Ulrike Lohmann (da
Universidade de Dalhousie, Canadá) mostraram que as interações entre dióxido de enxofre e formação de
nuvens (poluentes emitidos nos E.U.A. e Canadá) provocavam condensação e precipitação de chuvas na
América do Norte, que assim deixavam de se deslocarem para o norte da África. O sofrimento nessa
região tende a se agravar porque o solo desnudo (pelas secas contínuas) reflete mais radiação solar
enquanto os aerossóis de poeira refletem os raios de volta, mantendo assim a atmosfera sempre quente; e
sem vegetação a erosão eólica se acentua, reduzindo assim as propriedades produtivas do solo.
SAIBRO
Material mineral que resulta da desagregação de granito ou de gnaisse e que sendo grosso, não
sofre muito desgaste de transporte pela água da chuva de escorrimento na superfície do solo.
SALINIDADE
É, literalmente, o teor em sais da água. A salinidade da água do mar é, em média, 35 partes por
mil (35 °/°° ou 3,5 %). A água do mar contém principalmente cloreto de sódio (cerca de 27 %) e o
restante é constituído por sais de Mg, Ca e K. Explica-se porque a água do mar é salgada pelo seguinte
mecanismo: as águas dos rios (que correm para o mar) são geralmente ricas em feldspato potássico
(KAlSi3O8), anortita (CaAl2Si2O8) e feldspato sódico (NaAlSi3O8). Estes cristais de rocha em solução,
quando na água do mar, perdem potássio para o sedimento e o cálcio precipita-se nas rochas
carbonatadas, combinando-se então o restante com o cloro (Cl), dando origem portanto à “água salgada”.
Os principais componentes da água do mar e respectivas quantidades (ajustadas para uma
salinidade de 35 ppt de NaCl), estão representados no quadro seguinte (COLINVAUX, 1986):
ELEMENTO
ELEMENTO
μg / LITRO
μg / LITRO
Oxigênio como componente da água
8,83 X 108
Hidrogênio
1,10 X 108
Cloro
1,94 X 107
Sódio
1,08 X 107
6
Magnésio
1,29 X 10
Enxofre
9,04 X 105
5
Cálcio
4,11 X 10
Potássio
3,92 X 105
4
Bromo
6,73 X 10
Carbono inorgânico
28.000
Nitrogênio (N2 dissolvido)
15.500
Estrôncio
8.100
Oxigênio dissolvido
6.000
Boro
4.450
Silício
2.900
Fluor
1.300
Nitrogênio nas formas de NO3,NO2 e 670
Carbono
orgânico 500
NH4
dissolvido
Argônio
450
Rubídio
120
SALINIZAÇÃO
Processo de acumulação de sais de várias naturezas (cloreto de sódio, sulfato de sódio, carbonato
de cálcio, sulfato de cálcio e cloreto de cálcio) em alguns tipos de solo, cujos percentuais e condutividade
elétrica, fazem-nos reunir em três categorias: solos salinos (< 15% de Na e condutividade de mmhos > 4),
solos alcalinos (> 15% de Na e condutividade < 4) e solos salino-alcalinos (> 15% e condutividade >4).

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pinças de crustáceos e fragmentos ósseos de peixes. de origem indígena (“tambá” = concha e “ki” = depósito). carnoso”.2 = 11. SAPRÓTROFO (Ver DECOMPOSITOR) SAPROXENO (Ver DECOMPOSITOR) SAPROXILÓBIO Saproxilóbio é o organismo vivendo em ou sobre madeira em apodrecimento. SAVANA Designação generalizada para os ecossistemas com predominância de vegetação herbácea e arbustos ou árvores muito esparsas. característico de lagos eutróficos temperados. contendo > 2% em peso.7 %. Cuidados muito especiais são necessários para cultivos irrigados nesses tipos de solo. da sua manipulação). “sarco-” Prefixo de origem grega significando “carne. osso. Pode ocorrer a partir de recipientes utilizados para conter alimento ou bebida. por exemplo. Seguem-se alguns termos com este prefixo. (Ver CAMPOS. SATURAÇÃO DE BASES Utiliza-se a estimativa de “porcentagem de saturação de bases” de um solo estimando-se as bases trocáveis como porcentagem da CTC (capacidade de troca catiônica). que sendo ingerido por animais dissemina-se através destes). Este termo tem sido usado para caracterizar um sedimento com espessura de > 1cm. as bases trocáveis serão 16 4.como por exemplo no carirí e sertão da Paraíba. Alguns usos em: sarcófago (que se alimenta de carne). ou a partir da inspiração de partículas de chumbo (no caso. A porcentagem de saturação de bases será: (11. concha e cerâmica). de origem autóctone. “SANGUE FRIO” (Ver ECTOTERMIA) “SANGUE QUENTE” (Ver ENDOTERMIA) SAPOPEMA (Ver RAIZ TABULAR) “sapro-” Prefixo de origem grega significando “podre. sendo comum encontrá-los em restingas. (Ver CTC) SATURNISMO Intoxicação causada por ingestão de chumbo. vestígios de fogueiras e outras evidências da atividade humana”. 30 m de altura). ou seja: Porcentagem de saturação de bases = (cmol de bases trocáveis/CTC) (100). de carbono orgânico. designando as “pequenas elevações constituídas sobretudo de restos animais (carapaças de moluscos. e CERRADO) 214 . sarcócoro ou sarcocore (geralmente propágulo carnoso de planta. Este sedimento rico em matéria orgânica forma-se sob condições redutoras (ausência de oxigênio dissolvido na coluna de água) num sistema aquático estagnado. podendo ocorrer próximos a margens de rios ou de lagoas.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS Presença de minerais silicatados ou de origem marinha e má drenagem são fatores causadores de salinização. Têm formas e dimensões variáveis (cerca de 400 m de extensão e excepcionalmente. artefatos (de pedra. SAPRÓBIO (Ver DECOMPOSITOR) SAPROBIONTE (Ver DECOMPOSITOR) SAPRÓFAGO (Ver DECOMPOSITOR) SAPRÓFILO / SAPRÓFITO(A) (ou SAPROFÍTICO(A)) (Ver DECOMPOSITOR) SAPROPEL SAPROPEL = “GYTTJA”) Sedimento orgânico. esqueletos humanos. “Gyttja” é termo de origem sueca. SAMBAQUIS Termo. em decomposição”. Solos salinos são encontrados na região nordeste brasileira.8 cmol/kg.8/16) (100) = 73. mas geralmente no litoral. O cerrado e a caatinga seriam tipos diferentes de savana. se um solo tem uma CTC de 16 cmol/kg e se 4.2 cmol destes cátions forem Al e H. Assim sendo. mamíferos. aves e répteis).

causada por fatores que afetam a absorção de água pela planta. A matéria particulada na água. é mergulhado na água para se estimar a profundidade de visibilidade. SELEÇÃO K Refere-se a um processo de seleção natural que ocorre num ambiente. de arestas arredondadas. como os seixos marinhos. ou seja. ROCHAS (Ver ROCHAS) SEDIMENTO (Ver SEDIMENTAÇÃO) SEIXO Fragmento de rocha. deposição de matéria particulada transportada pela água. (Ver ESTRATEGISTAS C. (Ver AGREGAÇÃO) “SELF-THINNING” Refere-se ao declínio progressivo na densidade populacional. pode se precipitar formando o sedimento. modificações genéticas ao longo do tempo (ou ao longo do processo evolutivo). relacionado a distúrbios. de origem as mais diversas (rochas como o granito ou basalto etc). devido ao movimento de vai-e-vem das ondas. SECCHI. em que as “forças da Natureza” determinam que alguns indivíduos. (Ver “FITNESS”) SELEÇÃO POR GRUPO Refere-se à força de um grupo em deixar descendentes. imprimindo assim. SELEÇÃO DIRECIONAL (ou DIRECIONADA) Seleção de um fenótipo ótimo num organismo. “SELFISH HERD” Literalmente. contribuem com maior intensidade na perpetuação da sua espécie. e EQUAÇÃO LOGÍSTICA) SELEÇÃO NATURAL Expressão introduzida a partir da publicação clássica de Charles Darwin. K e r.5 mm ano-1. em 1859 (“A origem das espécies por meio da seleção natural”). No caso dos estrategistas “r” e “K” é a competição entre as espécies (“oportunistas e fugitivas” = r ou o “equilíbrio” entre elas = K) que predomina. Alguns autores usam o termo aterramento de sedimento (do inglês “sediment burial”) que é definido como uma sedimentação em excesso a taxas de ≥ 0. SEDIMENTAÇÃO Processo de formação de sedimento. DISCO DE Método em que se utilizando um disco (de Secchi). sem que o problema seja falta de água no solo. que dependerá da luz e turbidez da água. proporcionando uma adaptação evolutiva num ambiente em transformação progressiva. na seleção K os recursos naturais estão direcionados mais para a manutenção em si das diversas populações de um determinado ecossistema (ou habitat) do que para o “esforço reprodutivo”. geralmente pintado com a cor branca.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS SAVANA ESTÉPICA (Ver ESTEPE) SAZONAL (Ver ESTACIONAL) SDT (Ver SÓLIDOS DISSOLVIDOS TOTAIS) SECA (Ver PERÍODO DE SECA) SECA FISIOLÓGICA Condição de seca numa planta. resultando numa mudança na freqüência dos genes desse fenótipo. de acordo com sua capacidade de suporte (limite em que o habitat é capaz de manter populações em nível de equilíbrio). Na caatinga são comuns encontrar-se os seixos rolados. podendo ter a forma de esfera ou elipse (seixos fluviais) ou achatada. De maneira bastante simplificada. significa “egoísmo dentro da manada”. estando mais bem adaptados à sobrevivência. (Ver LEI DA POTÊNCIA DOS TRÊS MEIOS (-3/2)) 215 . em inglês. no processo evolutivo de uma população. de maneira isolada. vento ou gelo. como sendo superior à deixada por indivíduos. Estando tal aterramento ou acréscimo de sedimento. SEDIMENTARES.

216 . candela (cd) e mol. As outras unidades são derivadas ou suplementares. SEMI-ÁRIDO (REGIÃO ou CLIMA) (Ver DESERTO) SEMICADUCIFÓLIA (Ver CADUCIFOLIA) SEMIDECÍDUA (Ver CADUCIFOLIA) SEMIOQUÍMICOS O prefixo grego “semio” significa sinal. são chamados de “inseticidas de terceira geração” (ver PESTICIDA). Portanto. e FEROMÔNIOS) SERE Designação coletiva de todas as comunidades temporárias que constituem as várias etapas (ou estádios) de desenvolvimento de uma vegetação no processo de sucessão ecológica em certo local. que é essencial ao seu desenvolvimento. descendência”. alguns já têm sido sintetizados. aprisionando o Fe. (Ver ITEROPARIDADE) SEMENTE TERMINAL Denominação das sementes obtidas na engenharia genética (obtida através da “terminator technology”. segundo (s). semioquímicos são produtos químicos que atuam como “sinalizadores”. que é o sistema métrico internacional. São mencionadas duas classes de semioquímicos: feromônios e aleloquímicos. composto das sete seguintes unidades básicas: metro (m). Muitos desses compostos. nécton e matéria particulada derivada de organismos vivos) e o abiosséston (matéria particulada nãoviva). privam os nematódeos fitopatogênicos deste elemento. (Ver APÊNDICE II − SI – SISTEMA INTERNACIONAL DE UNIDADES) SIDERÓFORO Refere-se a um produto metabólico (principalmente catecolato e hidroxamato) de alguns microrganismos. assim como os reguladores de crescimento de insetos. compreendendo o biosséston (plâncton. em inglês). ÍNDICE DE (Ver ÍNDICE DE DIVERSIDADE) SHELFORD (Ver LEI DA TOLERÂNCIA) “SHIFTING CULTIVATION” (Ver AGRICULTURA ITINERANTE) SIALITIZAÇÃO (Ver SILICATOS) SI. Embora sejam produtos naturais. SEVERIDADE DE SECA (Ver ÍNDICE DE PALMER DE SEVERIDADE DE SECA) SHANNON.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS SEMA (Ver IBAMA) SEMELPARIÇÃO (ou SEMELPARIDADE) SEMELPARIÇÃO = MONOPROCRIAÇÃO O prefixo grego “semel” quer dizer “geração. (Ver ALELOPATIA. ampere (A). em que as sementes de cultivos são geneticamente modificadas para não germinarem (para o plantio subseqüente) e assim os agricultores são forçados a adquirir continuamente novas sementes para novos plantios. de certa maneira. SÉRIE ou FORMAÇÃO) SERRAPILHEIRA (ou SERAPILHEIRA) (Ver NECROMASSA) SÉSTON Total da matéria particulada em suspensão na água. quilograma (kg). kelvin (K). viabilizando uma mudança no comportamento de organismos. UNIDADES Refere-se ao “Système International d’Unités”. responsáveis pela mobilização deste metal no solo. Aplica-se a denominação “microrganismos sideróforos” àqueles de importância agroecológica que. formando ligações estáveis com íons de ferro. (Ver ESTÁDIOS SERAIS) SÉRIE BARREIRAS (Ver BARREIRAS. Este termo refere-se à oportunidade única de uma espécie reproduzir-se ao longo de sua vida. Período reprodutivo muito curto. sendo portanto.

formar uma estrutura distinta ou induzir uma resposta patológica etc. e MUTUALISMO) SIMILARIDADE (Ver ÍNDICE DE SIMILARIDADE. isto é. o processo é denominado sialitização. micas. enfim cadastrando uma base de dados e de conhecimentos que forem necessários à compreensão sobre as interações Natureza-sociedade. (ii) modelos (conceituais e matemáticos) e (iii) imagens. havendo formação de silicatos de alumínio. 217 . No caso de hidrólise parcial. anfibólios e outros. o adjetivo simbiôntico qualifica o simbionte. aqui aplicam-se os termos monossialitização (quando se formam argilominerais (= aluminossilicatos hidratados) do tipo da caulinita. Quando em contato com água. com relação Si:Al de 2:1). (Ver LATOLIZAÇÃO) SILICOSE Afecção pulmonar causada pela inalação de partículas muito diminutas de sílica ou silicatos. piroxênios. Consta em geral. Se houver um impedimento do tipo “barreira ambiental”. No caso de hidrólise total. intimamente relacionadas. o ferro também pode permanecer no perfil do solo (estes elementos têm comportamento geoquímico semelhantes). garantindo informações necessárias sobre o meio ambiente. têm características (morfológicas. podendo ser total ou parcial (ver ACIDÓLISE). para sua proteção e conservação. dos componentes estruturais (i) banco de dados. objetivam a estruturação de sistemas informativos.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS SIG − SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA ou SGI – SISTEMAS GEOGRÁFICOS DE INFORMAÇÃO Também chamados de Sistemas Geoinformativos (SGI). (Ver ASBESTO) SILTE (Ver TEXTURA DO SOLO) SILVICULTURA SILVICULTURA = ENGENHARIA FLORESTAL Estudo de florestas e exploração de recursos florestais. granito ou quartzo também estão enquadradas nesta conceituação. O isolamento ecológico ou genético numa mesma área. Portanto. (Ver AUTOECOLOGIA) SINERGISMO Fenômeno em que duas populações. com relação Si:Al de 1:1) e bissialitização (quando se formam argilominerais do tipo esmectita. fisiológicas ou de comportamento) dissimilares. descendentes de um ancestral comum (portanto. como uma unidade e a relação que os mesmos mantêm entre si. e LIMITE DE SIMILARIDADE) SIMILARIDADE DE DEMANDAS E TOLERÂNCIAS (DE INDIVÍDUOS) (Ver SUPERORGANISMO) SIMILARIDADE PERCENTUAL (Ver PERCENTUAL DE SIMILARIDADE) SIMPATRIA Caso em que duas espécies. pode resultar numa especiação simpátrica. para os planejamentos urbanos e regionais. sofrem hidrólise. (Ver MUTUALISMO) SIMBIOSE (Ver INTERAÇÃO ECOLÓGICA. embora vivendo numa mesma área (mas não necessariamente com o mesmo nicho ecológico) apresentam divergência de caractéres. que estejam associados. do mesmo gênero). geralmente em protocooperação. (Ver ALOPATRIA) SIMPSON. Partículas de areia. Ao processo de eliminação total da sílica e formação de oxi-hidróxidos de alumínio e de ferro dão-se os nomes: alitização (referente ao alumínio) e ferralitização (referente ao ferro). são capazes de sintetizar determinado produto. usa-se a denominação mecanismo de isolamento extrínseco. Ao fator determinante genético que impede o intercruzamento entre indivíduos de espécies simpátricas. além do alumínio. dá-se o nome de mecanismo de isolamento intrínseco. ÍNDICE DE (Ver ÍNDICE DE DIVERSIDADE) SINECOLOGIA Uma das subdivisões da ecologia que estuda grupos de organismos. SILICATOS Compostos salinos. SIMBIONTE Organismo participante do processo de simbiose ou mutualismo. principalmente. Uma das exigências mais importantes dos SIGs é a unificação dos dados e informações sob o enfoque sistêmico. formando feldspatos. abundantes na Natureza.

gotículas de ácido sulfúrico (H2SO4) em suspensão. baseando-se no seu metabolismo. e de uma variedade de partículas sólidas em suspensão. subarbórea.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS Sinergismo significa também a ação de dois elementos. Alguns autores utilizam o termo sinúsia quando se referem a agrupamentos de plantas. (Ver METILMERCÚRIO. que dificultam a visibilidade. ou seja. (Ver “SMOG” FOTOQUÍMICO) 218 . sem esta protocooperação. (Ver FITOCENOSE) SISNAMA – SISTEMA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE (Ver CONAMA) SISTEMA ABERTO Sistema ecológico que permuta matéria e energia com as partes que lhe circundam. (Ver AGROSSISTEMA. considerando não só a altura como o modo de vida da planta e a sua morfologia. Fala-se assim de sinúsias. E. por exemplo. altamente tóxico. mas que juntos tornam-se poluentes.A. MINAMATA. (Ver SISTEMA ABERTO) SISTEMA TAMPÃO (Ver TAMPONAMENTO) SÍTIOS (ou MANCHAS) (Ver REFÚGIOS) “SLASH-AND-BURN” (Ver AGRICULTURA ITINERANTE) “SMOG” Palavra da língua inglesa cunhada a partir de “smoke” (fumaça) + “fog” (nevoeiro. arbustiva e herbácea (com as respectivas subdivisões. SISTEMA FECHADO Sistema ecológico que não permuta matéria com as partes circunvizinhas.: o mercúrio metálico nos sistemas aquáticos é pouco tóxico. ex. No “fog”. Na ausência do sintrofismo. constituído por componentes bióticos e abióticos). cerração) para designar a poluição atmosférica. SINÚSIA SINÚSIA = ESTRATO VEGETATIVO Refere-se à determinada parte de uma vegetação. geralmente em circunstâncias de deficiência nutricional. a razão da fotossíntese e respiração é igual à unidade. e POLUENTE SECUNDÁRIO) SINTROFISMO Fenômeno que ocorre entre duas ou mais populações auxotróficas em que.U. formam-se gotículas de água com diâmetro de 2 a 20 μm. Assim.). de acordo com a altura das plantas. arbórea. em temperatura baixa. mas quando no interior de organismos (como nas guelras dos peixes) transforma-se no metilmercúrio. peroxiacetilnitratos (PANs) e vários aldeídos. embora todas estejam à mesma altura. Entre os diversos de seus componentes danosos destacam-se: ozônio. algumas delas formadas a partir do SO2. uma dessas populações seria incapaz de sobreviver ou seria muito pobre. elas são capazes de proliferar graças à troca de fatores de crescimento. de epífitas ou de lianas. originalmente atribuída à que ocorre em Los Angeles (California. e ECOSSISTEMA) SISTEMA ESTABILIZADO Sistema ecológico em que. (Ver PARTÍCULAS EM SUSPENSÃO NO AR) “SMOG” FOTOQUÍMICO Mistura complexa de poluentes atmosféricos produzidos na camada atmosférica inferior pela reação de compostos de hidrocarbonetos e de óxidos de nitrogênio sob a influência (ou ação) da luz solar. que individualmente não são poluentes. (Ver “SMOG” INDUSTRIAL) “SMOG” INDUSTRIAL Tipo de poluição atmosférica consistindo em sua maioria de uma mistura de dióxido de enxofre (SO2). embora possa permutar energia. referem-se à sinúsia arbórea. (Ver SISTEMA FECHADO) SISTEMA ECOLÓGICO Ambiente natural (ecossistema) ou introduzido pelo homem (agrossistema). ou seja P : R = 1 (onde: P = fotossíntese e R = respiração). subarbustiva e subherbácea).

Chernossolos: constituídos por material mineral que tem como característica de destaque a alta saturação por bases e argila de atividade alta. do clima. 1999). equivalendo aos Spodosols e Entisols do “Soil Taxonomy” americano. BA) (alguns eram conhecidos como: Rubrozem. Podzólico Vermelho-Amarelo Distrófico ou Álico . CLASSIFICAÇÃO DE) SOLO FÉRTIL SOLO FÉRTIL = SOLO RICO Solo contendo os nutrientes que as plantas necessitam. pequena parte de Terra Roxa Estruturada e de Terra Bruna Estruturada). sendo mal drenados em condições naturais. com ampla ocorrência nas regiões equatoriais e tropicais. CLASSIFICAÇÃO DE. sujeita às influências ambientais (da rocha matriz. e PERFIL DO SOLO) SOLO PRODUTIVO Solo que. Parque Nacional. Latossolos: solos em avançado estádio de intemperização. Monumento Natural e Refúgio da Vida Silvestre. dispõe de outros fatores imprescindíveis a uma boa produtividade vegetal (rico em humus e biomassa microbiana ativa. durante um período de tempo e que por isso difere (morfológica. Reserva de Desenvolvimento Sustentável e Reserva Particular do Patrimônio Natural. baixa saturação por bases. (Ver UNIDADES DE CONSERVAÇÃO) SOCIABILIDADE (ou SOCIALIDADE) (Ver EUSSOCIABILIDADE) SOCIOLOGIA DE PLANTA (ou VEGETAL) (Ver FITOSSOCIOLOGIA) SÓLIDOS DISSOLVIDOS TOTAIS Resíduos sólidos obtidos por evaporação de uma amostra de água ou efluente. solos moderadamente ácidos a fortemente alcalinos (correspondem aos Brunizens e Rendzinas de classificações anteriores). fortemente ácidos. (Ver SOLOS BRASILEIROS. podendo ocorrer altos teores de alumínio. No Grupo I estão: Estação Ecológica. porosidade. É essa parte não consolidada da Terra que serve de meio natural para o crescimento das plantas. SC. de fortemente a bem drenados. No Grupo II estão: Área de Proteção Ambiental. com baixa capacidade de troca de cátions. (Ver PERFIL DO SOLO.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS SNUC − SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO Lei Federal no 9. umidade e densidade adequadas.. desenvolvendo-se comumente em sedimentos recentes próximos a cursos d’água (correspondem aos antigos Glei Pouco Húmico. pH e potencial redox compatíveis com tal produtividade). Reserva Biológica. (Ver SOLO FÉRTIL) SOLOS BRASILEIROS. SOLO Toda a matéria mineral não consolidada da superfície da Terra. normalmente muito profundos. CLASSIFICAÇÃO DE A EMBRAPA publicou em 1999 um “Novo Sistema Brasileiro de Classificação de Solos” (EMBRAPA. Gleissolos: solos hidromórficos ou saturados com água. RS) ocorrendo também na equatorial (AC) ou tropical (PE. estes solos variam muito de um local para outro.985. topografia e da biota. física. Espodossolos: solos mineralogicamente pobres. textura de média a argilosa no horizonte A e de média a muito argilosa no horizonte subsuperficial. Glei Húmico. além dos nutrientes necessários às plantas. Área de Relevante Interesse Ecológico. expressos em mg/L. Reserva de Fauna. baixa saturação por bases. Resumidamente. e SOLOS BRASILEIROS. Floresta Nacional. Argissolos: material mineral com argila de atividade baixa. AL. muito evoluídos. com saturação por bases baixa. comuns na região subtropical (PR. alguns deles assemelham-se a latossolos (esta denominação pre-existia a esta presente classificação). de forte a moderadamente ácidos.. Glei Tiomórfico e Solonchak ). macro e microbiota). aprovada em 18/07/2000. Alguns identificam-nos pela abreviação SDT. visando disciplinar a conservação e o uso das áreas protegidas. caracteriza-se por horizonte B incipiente com textura franco-arenosa ou mais argilosa. moderada a fortemente ácidos.). Novas categorias de áreas protegidas foram criadas e reunidas nos grupos I − Unidades de Proteção Integral e II − Unidades de Uso Sustentável. química e biologicamente) do material que lhe deu origem. com textura predominante arenosa. Cambissolos: devido à heterogeneidade do material de origem. sendo comuns na amazônia e na 219 . destituídos de minerais primários ou secundários menos resistentes ao intemperismo. as principais classes de solo (e equivalências com algumas mais antigas) são: Alissolos: constituídos por material mineral com argila de atividade ≥20 cmolc/kg de argila. e Podzol hidromórfico). comuns em boa parte da amazônia e em muitas partes do litoral brasileiro (inclui atualmente todos os solos classificados como Podzol. Podzólico Bruno-Acinzentado. Reserva Extrativista. com saturação por bases alta (alguns destes solos eram classificados como Podzólico Vermelho-Amarelo. textura de arenosa a argilosa no horizonte A com aumento de argila no horizonte subjacente. das formas de relevo e das condições climáticas. com saturação por alumínio ≥50%. SOLO PRODUTIVO. desenvolvidos de materiais arenoquartzosos sob condições de umidade elevada.

espécie. com teores de alumínio extraível baixos ou nulos. Podzólicos plínticos e partes de solos Glei). CLASSIFICAÇÃO DE)) “STANDING CROP” (Ver BIOMASSA) SUBCLÍMAX Penúltimo “estádio” de uma sere. O deserto de Gobi na Ásia é um exemplo. com material original resistente ao intemperismo podendo impedir ou limitar a evolução destes solos (alguns destes solos eram conhecidos como Litossolos. não apresentando horizonte B diagnóstico. Organossolos: pouco evoluídos. ocorrem em diversos tipos de clima sendo comuns em bacias sedimentares do semiárido nordestino (conservam a denominação dos antigos Vertissolos). quando se deseja referir-se a mais de uma espécie deste mesmo gênero. e quando o vento desce do outro lado das montanhas ele arrasta a umidade dessas áreas a sotavento e cria ambientes áridos. infestans ou T. ocorrem usualmente em áreas baixas de várzeas e depressões (correspondem aos antigos Solos Orgânicos. Observe-se que ao se citar várias espécies do mesmo gênero. com teores elevados de cálcio e magnésio. Plintossolos: solos minerais formados sob condições de restrição à percolação da água. Podzólico Vermelho-Amarelo Eutrófico e alguns Podzólicos). pode-se abreviar o nome do gênero. são solos com alta capacidade de troca de cátions. Solos Litólicos. Neossolos: pouco evoluídos. com horizonte B geralmente com acentuada concentração de argila. resfriando-se e ocasionando precipitação pluvial na porção a barlavento. com saturação por bases baixa a alta. de moderadamente ácidos a ácidos. que pode persistir por longo tempo mas eventualmente. usa-se Triatoma spp (poderiam ser T. Marinhas e Hidromórficas). Solos Aluviais e Areias Quartzosas: Distróficas. uma vez que muitas publicações importantes no Brasil utilizaram tais sistemas. abreviadamente. Em que pese a melhoria neste sistema de classificação. Baixada Maranhense-Gurupi. SOMBRAS DE CHUVA Ao encontrar montanha ou montanhas. Nitossolos: bem evoluídos. alta saturação por bases. as chuvas são raras. Amapá. “barbeiros”. megista ou T. com grande quantidade de matéria orgânica acumulada em ambientes mal drenados ou em ambientes de umidade elevada. com a equivalência das classes de solo com os sistemas FAO/UNESCO e “Soil Taxonomy” americana. e são desenvolvidos normalmente em ambientes de bacias sedimentares. quando o específico não for determinado (ou identificado). Vertissolos: solos com pronunciadas mudanças de volume com o aumento do teor de umidade no solo. e parte dos Solos Litólicos Turfosos). Pode ser consultado o trabalho de CAMARGO et al. são considerados férteis. Regossolos. Pantanal. Terra Bruna Estruturada e alguns Podzólicos Vermelho-Escuros e Podzólicos Vermelho-Amarelos). ocorrendo em várias partes no sudeste da Bahia e no Paraná (correspondem hoje à maioria das: Terra Roxa Estruturada. Utiliza-se esta abreviação após o nome genérico. o vento é forçado a ir para o alto. com argila de atividade baixa. ainda é importante ter acesso à antiga classificação. tendo ocorrência mais ampla no Médio Amazonas. textura argilosa ou muito argilosa. a serra da Borborema (nas imediações de Campina Grande) conduzem à supersaturação da massa de ar. Ilha do Bananal e em Campo Maior no Piauí (corresponde às antigas Lateritas Hidromórficas. fendas profundas na época seca. Luvissolos: não-hidromórficos. com expressiva plintização ou segregação e concentração localizada de ferro. formando-se assim as “sombras de chuva”. gerando assim a chamada chuva orográfica e na microrregião do Cariri paraibano.). ocorrendo preferencialmente em áreas de relevo plano ou suave ondulado (abrange os antigos Planossolos. de bem a imperfeitamente drenados. Ex. vetor da doença de Chagas). No estado da Paraíba. com argila de atividade alta e saturação por bases alta (antes classificados como Bruno Não Cálcico. sordida etc. de moderadamente ácidos a ligeiramente alcalinos. 220 . Planossolos: solos minerais imperfeitamente ou mal drenados. Ilha de Marajó.: Triatoma sp (um dos insetos. com horizonte B reluzente devido à cerosidade. SOS MATA ATLÂNTICA (Ver FUNDAÇÃO SOS MATA ATLÂNTICA) SOTAVENTO (Ver BARLAVENTO e SOTAVENTO) sp (ESPÉCIE) Significa. sendo típicos de zona quente e úmida. normalmente pouco profundos de 60 a 120 cm. SPODOSOL SPODOSOL = PODZOL (Ver SOLOS BRASILEIROS. com alta capacidade de troca de cátions e baixa saturação por bases. Semiorgânicos e Tiomórficos. será substituído pelo clímax. Solonetz-Solodizado e Hidromórficos Cinzentos). situada a sotavento. em geral são fortemente ácidos. (1987).GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS Mata Atlântica (ferralsols e oxisols são denominações mais antigas destes solos) [ver LATOSSOLOS].

resultante de modificações físicas do ambiente causadas pela própria comunidade (em parte) e culmina com um sistema ecológico estável. EXOCRUZAMENTO. o vegetal que vivendo na dependência das condições mantidas pelo dominante. total) (P). SUBCLÍMAX ANTROPOGÊNICO (Ver DISCLÍMAX) SUBLITORAL Refere-se tanto à zona marinha que se estende da margem da zona de entremarés até a margem mais externa (em relação ao continente) da plataforma continental. tal tipo de sucessão foi registrada em ambiente onde ocorreu retraimento de glaciação. excede a taxa de respiração da comunidade (R). que é o vegetal que tolera mas não depende ou requer condições impostas pelo dominante do seu ecossistema. se extinguiria caso o dominante fosse removido do seu ecossistema. competindo até com eles. Os fatores determinantes da modificação são de origem abiótica. utiliza-se este termo.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS É considerada uma etapa “imperfeita” da evolução. em que a vegetação mantém-se em forma indefinida devido a fatores naturais alheios ao clima (incêndios. toleram níveis baixos de disponibilidade desses recursos e atingem sua maturidade na presença dos componentes remanescentes dos estádios anteriores.H. as espécies dos estádios serais subseqüentes ao primeiro (ou primeiros). (Ver SUCESSÃO ALOGÊNICA) SUCESSÃO AUTOTRÓFICA Diz-se da sucessão ecológica em que. pastejos etc). “substrato alimentar”. Quando a sucessão se inicia numa área não ocupada previamente por uma comunidade. como também se refere à zona mais profunda de um lago abaixo do limite da vegetação enraizada. (Ver SUCESSÃO AUTOGÊNICA) SUCESSÃO AUTOGÊNICA Seqüência de comunidades que ocorre quando as populações que vivem em determinado local modificam o ambiente de tal maneira que elas são substituídas por espécies melhor adaptadas ao habitat modificado. nesta sucessão autogênica. 3) Sucessão por inibição: tipo em que ocorre um mecanismo de resistência à invasão por competidores. abandonado ou uma floresta que tenha sido derrubada).O. nos estádios iniciais. sucessões velhas mostram este mecanismo. ilustrando o processo de sucessão (num lago): 221 . e SUCESSÃO HETEROTRÓFICA) SUCESSÃO ECOLÓGICA Ou simplesmente “sucessão”. ou mais apropriadamente. E há o “subordinado tolerante”. é um processo de desenvolvimento de um ecossistema em que numa mesma área ocorrem seqüências de diferentes comunidades. ou seja. Ver figura que segue. os componentes do estádio seral subseqüente terão seu estabelecimento e desenvolvimento dependentes dos seus antecessores. ela é denominada de sucessão primária. de acordo com a classificação de J. (Ver RELAÇÃO P : R. há registros de ocorrência dessa inibição em algas marinhas sobre rochas. conhecido como clímax. para significar o alimento de que o microrganismo faz uso. ela é denominada de sucessão secundária. Em microbiologia e ecologia microbiana.Connell e R. refere-se à base sobre a qual um organismo se estabelece. no tempo. que em 1977 sugeriram: 1) Sucessão por facilitação: ocorrem mudanças no meio abiótico que são “impostas” pelas espécies pioneiras e portanto. E quando a sucessão ocorre em área previamente ocupada por uma comunidade (tais como um campo cultivado. se removido não ocasionaria muito rearranjamento no seu ecossistema. SUBPOPULAÇÕES (Ver ENDOGAMIA.Slatyer. Torna-se necessário. a taxa da produção primária (ou da fotossíntese bruta. Há o “subordinado dependente”. A sucessão é uma mudança unidirecional. (Ver APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) SUBORDINADO Espécime vegetal que. 2) Sucessão por tolerância: pelo fato de que diferentes espécies têm diferentes estratégias para explorar recursos. até uma profundidade de 200 m. SUCESSÃO ALOGÊNICA Seqüência de comunidades que ocorre quando o habitat é modificado por fatores não determinados pelas populações que vivem nesse habitat. considerar três situações ou mecanismos. e METAPOPULAÇÕES) SUBSISTÊNCIA (Ver AGRICULTURA DE SUBSISTÊNCIA) SUBSTITUIÇÃO (Ver REPOSIÇÃO) SUBSTRATO Em geral.

a um organismo. o nível de sulfato de alumínio na água de beber não deve exceder os 200 μg/L. e SUCESSÃO AUTOTRÓFICA) SUCESSÃO HIDRARCA (Ver HIDROSERE) SUCESSÃO PRIMÁRIA (Ver SUCESSÃO ECOLÓGICA) SUCESSÃO SECUNDÁRIA (Ver SUCESSÃO ECOLÓGICA) SUCESSÃO XERARCA (Ver XEROSERE) SULFATO DE ALUMÍNIO (Al2(SO4)3) Composto que é adicionado no tratamento da água. A somatória do funcionamento de 222 . (Ver RAZÃO P : R.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS A B C SUCESSÃO HETEROTRÓFICA Denominação freqüentemente usada para caracterizar uma sucessão ecológica na qual. a respiração (R) é maior do que a produção (P). para remover partículas que interferem na sua transparência. e EXPLOTAÇÃO) SUPERITINERANTES (Ver FUNÇÕES DE INCIDÊNCIA) SUPERORGANISMO O conceito de superorganismo foi emitido inicialmente pelo ecólogo F.Clements (em 1916). Embora panelas e outros recipientes de alumínio também sejam importantes fontes de excesso de Al para o organismo humano.E. contendo células e tecidos. como uma característica generalizada de uma comunidade. nos seus primeiros estádios. contendo indivíduos e populações. (Ver DESERTIFICAÇÃO. SULFONATO DE ALQUILBENZENO (Ver “ABS − ALKYLBENZENE SULPHONATE”) SUPEREXPLOTAÇÃO Exploração excessiva dos recursos naturais. Este autor comparou a comunidade.

”). de moléculas grandes. (Ver SUPERORGANISMO) SUPRALITORAL Subregião do litoral imediatamente acima do nível mais alto da água. (Ver APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) SURFACTANTE Substância tensoativa. A concepção “individualística” (ou do individualismo) de H. O tatuí ou tatuíra (Emerita brasiliensis). da zona litorânea. principalmente diatomáceas). em inglês) é um produto obtido através do processo FisherTropsch. assim como o supraorganismo ou superorganismo. este “syngas” seria mais facilmente transportado. é um exemplo (ver APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA). em que se mistura metano + vapor. que podem ser transportados por gasodutos. Estudos na China (o país mais rico do mundo em carvão mineral) vêm procurando retirar enxofre (alto poluente) do carvão mineral. uma associação de organismos.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS cada indivíduo promoveria o bem-estar de todo o conjunto. obtendo-se assim o “syngas” do qual pode se obter parafinas e hidrogênio e daí ser elevado para diesel e outros combustíveis “mais limpos” do que os derivados de hidrocarbonos. em contraste. podendo causar mudanças indesejáveis na composição dessa comunidade. geram menor poluição atmosférica do que o carvão sólido. causando às vezes a formação de espuma e tendendo a manter-se na interface água-ar. ligeiramente solúveis na água. ao tempo em que se obtém metanol e eletricidade. SUPORTE (Ver CAPACIDADE DE SUPORTE (e CAPACIDADE DE SUPORTE CULTURAL)) “supra-” Prefixo de origem grega significando “acima” (o oposto de “infra.Gleason (em 1926) e defendida por diversos autores. 223 . O supralitoral. Refere-se ao processo de gaseificação do carvão mineral em que há conversão de carvão sólido em gás natural sintético (metano) e daí efetua-se a liquefação. SUSPENSÍVORO Diz-se do organismo que se alimenta de matéria em suspensão no meio aquático (fitoplâncton e zooplâncton. ou consumo de pastagem por animais de maneira a impedir ou dificultar a recuperação natural da comunidade pastejada (consumida). como metanol ou gasolina sintética. vê a relação de espécies coexistentes como simples resultado das similaridades das demandas e tolerâncias dos indivíduos e por isso. é tido como espécie suspensívora. dotada de organização social análoga às propriedades fisiológicas de um organismo simples. sujeita a ser coberta pela água durante a quebra das ondas. Além disso. O “syngas” (“synthesis + gas”. Os “synfuels”. como a atual gasolina que produz gases do efeito estufa. agindo portanto. uma comunidade é muito menos previsível do que um “superorganismo”. “SYNFUEL” ( e “SYNGAS”) “Synfuel” é uma palavra inglesa que surgiu da combinação: “synthesis + fuel” (= síntese + combustível). onde se converte este minério fóssil em combustível líquido. ou colônia. pequeno crustáceo que vive na zona de arrebentação do mar. como uma unidade funcional única. (Ver PRINCÍPIO DAS PROPRIEDADES EMERGENTES) SUPERPASTEJO Pastejo excessivo.A. além de aditivos químicos.

GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS 224 .

proporção da população original sobrevivendo ao início de cada estádio. podendo ser estimada a partir do número total de ovos fertilizados produzidos numa geração. Originalmente. TAIGA FLORESTA DE CONÍFERAS = TAIGA = FLORESTA BOREAL Os nomes boreal (grego) e taiga (russo) significam vento norte. principalmente na Paraíba e Pernambuco. Na Bahia esta denominação é mais pedológica ou edáfica.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS T TABELA DE FERTILIDADE (ou DE FECUNDIDADE) Tabela ou quadro em que são quantificados os padrões de nascimentos provenientes de indivíduos de diferentes idades de uma ou mais populações. além de ovos produzidos no estádio de adulto. seus introdutores (O. Construir uma tabela de vida de um organismo que além de modular apresenta superposição de gerações (como uma planta rizomatosa. proporção da população original morrendo durante cada estádio. com produção contínua de brotos vegetativos subterrâneos). em um (1) intervalo de tempo que se segue. Estes dados. num quadro (ou tabela) em que se sumariza o histórico de uma coorte (ou população). permitindo a compreensão sobre o que está acontecendo no presente e criando possibilidades de conhecer o futuro da população ou populações em questão.Richards e N. Ao número médio de indivíduos que cada indivíduo existente numa população dá origem. é uma tarefa muito difícil de ser executada a contento. a taxa de mortalidade. apresentando-se como um “cinturão verde”. mais topográfica. em 1954) representaram a história de vida (ou história vital) do gafanhoto Chorthippus brunneus. É uma floresta essencialmente de coníferas que se estende por grande parte da região subpolar no norte da Eurásia (principalmente Rússia. juntamente com os da tabela de vida e a curva de sobrevivência são fundamentais em ecologia de populações.Waloff. A média anual de temperatura está abaixo dos 5oC e a precipitação pluviométrica está na faixa dos 400 a 1000 mm anuais. Limita-se ao norte pela tundra e pelas estepes ao sul. ovos produzidos por indivíduo adulto sobrevivente (fornecendo uma idéia da fecundidade da coorte) e os produzidos originalmente por indivíduo adulto. onde figuram dados de: número de indivíduos observados em cada um dos estádios do seu desenvolvimento (ou “intervalo de idade”). com grande acúmulo 225 . referindo-se aos latossolos pobres. e TABELA DE VIDA) TABELA DE VIDA (ou TABELA VITAL) É uma representação. que é a taxa reprodutiva básica. (Ver CURVA DE SOBREVIVÊNCIA. A partir dos cálculos sugeridos por Richards e Waloff. dá-se a denominação de taxa reprodutiva líquida fundamental. às vezes cobertos por densas e altas matas (mata atlântica). Conseqüentemente. Sendo a evaporação baixa. No nordeste. dividido pelo número original de indivíduos. é a taxa de multiplicação relacionando o tamanho de uma população ao seu tamanho em um (1) intervalo de tempo mais cedo (anterior). TABELA VITAL (Ver TABELA DE VIDA (ou TABELA VITAL)) TABULEIRO Designação. com declividade muito baixa. e Escandinávia) e norte da América do Norte. obtém-se um termo que sumariza o histórico de vida da população. os solos permanecem úmidos durante a estação de crescimento das plantas. refere-se aos “cerrados” locais.W. incluindo a Sibéria. dada a um planalto e que é também conhecida como “chapada”.

HEINRICH)) TAL – TAXA DE ASSIMILAÇÃO LÍQUIDA (Ver TAXA DE ASSIMILAÇÃO LÍQUIDA – TAL) TALASSOCICLO (Ver BIOSFERA) TALUDE (e TALUDE CONTINENTAL) Superfície inclinada de um solo.. TAMANHO Esta é uma característica. a redução de sua vulnerabilidade ao predador. A madeira da taiga tem sido intensivamente explotada.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS de necromassa devido também à ausência de invertebrados detritívoros. como no seguinte exemplo: a existência de um rio e de uma laguna ou lagoa em planície onde o lençol freático é 226 . da família do pinheiro. (Ver REGRAS ECOGEOGRÁFICAS) TAMANHO DE POPULAÇÃO EFETIVA Considera-se como o tamanho de uma população “geneticamente idealizada” (Ne) para a qual a população real (N) é equivalente. estando por vezes coberto por detritos. devido a vários fatores. Ne é usualmente menor do que N.. Estima-se que somente a taiga da Sibéria totalize 19% das áreas de floresta do mundo. Em termos de adaptação às variações climáticas. como razão (relação) de sexo. com metabolismo muito baixo. Seu incremento pode trazer benefícios. tais como temperatura. (Ver ZONA(S) CLIMÁTICA(S) (de WALTER. estará mais apto a manter suas funções vitais constantes. se o tamanho da população variar de geração para geração .500 km2. junção esta denominada de aresta continental. A esta inclinação alguns autores dão o nome de aclive continental. situada entre 200 e 1. como os abetos dos gêneros Picea e Abies. Árvores típicas da taiga são coníferas. Tal propriedade aplica-se tanto em relação ao ambiente interno do organismo (suas células) quanto ao ambiente externo. Considera-se que o talude continental tenha um ângulo médio de inclinação de 4o e um máximo de 20o próximo à sua margem superior em contato com a plataforma continental. que é necessário para evitar a endogamia ou a perda importante da diversidade genética. Muitos animais e plantas apresentam dormência durante o inverno (água inacessível). requer uma reserva com área de 1000 a 13. o ser vivo de grande tamanho.. devido a sua menor relação superfície : volume. o aumento das possibilidades do predador em capturar a presa. na Sibéria. uma vez que estará “menos exposto” a tais variações. Um exemplo (de BEGON et al. quantitativamente. seja de uma espécie ou da biodiversidade em geral. TAMPÃO (Ver TAMPONAMENTO) TAMPONAMENTO TAMPONAMENTO = SISTEMA TAMPÃO Propriedade inerente aos organismos que são capazes de manter estáveis. pH.200 m de profundidade. por certos aspectos. 1990) mostra que o urso pardo (Ursos arctos). A foto ao lado mostra um trecho de floresta de Taiga. ou no caso da presa. A complexidade do problema aumenta quando a ele se adiciona a questão do tamanho mínimo crítico da população. O talude continental refere-se à parte do oceano que segue à plataforma continental. se não for 1 : 1. TAMANHO MÍNIMO VIÁVEL DE POPULAÇÃO Este conceito tem aplicação importante na conservação. Penso ser este termo também apropriado a determinadas situações no ambiente. talvez a mais “marcante” (conspícua) dos seres vivos. suas características físico-químicas e fisiológicas. que tem uma probabilidade de 95% de sobreviver por 100 anos e uma população estimada de 50 a 90 animais. pressão osmótica. em termos genéticos. Animais carnívoros peludos como a zibelina (Martes zibelina) e o arminho (Mustela erminea) tipificam esse bioma. como por exemplo. na base de um morro ou encosta.

01 ou 1% por hora. 1986). TANINOS (Ver DEFESA QUÍMICA) “taqui-” Prefixo de origem grega significando “rápido. por seus descobridores. em alguns insetos há eliminação de estádio larvar). por unidade de tempo. flua naturalmente através desses corpos d’água (ver BANHADO). ocorreu 227 . Alguns exemplos: taquigênese (com desenvolvimento ontogenético. Observações: 1) A cada contagem o alimento (farinha) era renovado. e TAXA DE MORTALIDADE) TAXA DE EXTINÇÃO Número de espécies num certo habitat ou área que se tornam extintas. Exemplo: numa planta (Agropyron smithii) que foi experimentalmente podada. Taq POLIMERASE (Ver TERMÓFILO) TAUTOMORFISMO Termo que contém o prefixo de origem grega “tauto-” que significa “o mesmo” e que se refere à uma certa lembrança de forma pertencendo a duas ou mais diferentes espécies polimórficas. É também denominada de taxa de produção individual. sendo calculada por: NAR = dW / dt X 1/A TAXA DE CIRCULAÇÃO É a fração da quantidade total de uma substância em certo componente do ecossistema que é liberada (ou que entra). No gráfico que segue estão representados os resultados do crescimento de uma população de “besouros da farinha”. relacionada a uma área de assimilação (A). Equivale a um polimorfismo paralelo. taquigâmico/taquigamia (uma espécie na qual o macho se afasta rapidamente após o coito. rápido. 4000 Total de indivíduos 128g 3000 64g 2000 1000 16g 100 50 4g 32g 8g 150 Tempo (em dias) (Ver TAXA DE NATALIDADE. numa planta onde as demais folhas foram removidas. Ex. em determinado espaço de tempo. sem formar o par).4 besouros/g de farinha. (Ver POLIMORFISMO) TAXA DE ASSIMILAÇÃO LÍQUIDA – (“NAR − NET ASSIMILATION RATE”) Aumento em matéria seca ou peso seco (“dW = dry weight”) de uma única planta. 2) O crescimento da população sempre parava quando a densidade de besouros atingia 4. em diferentes volumes de farinha (COLINVAUX. exerce ação de “tamponamento” ao propiciar que o excesso de água acumulada no lençol freático na época das chuvas. (Ver LEI DA CONSTANTE DE EXTINÇÃO (ou LEI DE VAN VALEN)) TAXA DE EXTRAÇÃO DE ENERGIA (Ver TEOREMA DO VALOR MARGINAL) TAXA DE FECUNDIDADE ESPECÍFICA DA IDADE (Ver NATALIDADE ECOLÓGICA) TAXA (DE FOTOSSÍNTESE) POR UNIDADE DE FOLHA Denominada em inglês. a taxa de circulação é 10/1. e/ou filogenético. refere-se a um aumento na taxa fotossintética por unidade de área das folhas sobreviventes.000 ou 0. de “ULR-unit leaf rate”.000 unidades estão presentes num componente e 10 dessas unidades saem ou entram a cada hora. taquifágico/taquifagia (que ingere alimento de maneira muito rápida). por unidade de tempo.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS muito superficial. ligeiro”.: se 1. Na prática refere-se a qualquer coisa que reduza o impacto. (Ver TEMPO DE CIRCULAÇÃO) TAXA DE CRESCIMENTO É calculada pela diferença entre as taxas de natalidade e de mortalidade de uma população.

a qual se refere a um determinado grupo ou classe de idade de uma população. como por exemplo em plantas. TAXA DE MORTALIDADE É o número de mortes por número de indivíduos de uma população. por exemplo. maior é o seu metabolismo por grama (ou caloria) de biomassa.000 pessoas da população. no caso de estudos demográficos).000 pessoas da população. será o número de mortes ocorridas nesse ano. enquanto a planta contrôle mostrou. num vertebrado. O resultado é expresso em número de nascimentos por 1. pode estimular o aumento desta taxa. uma redução de 10%. é provável que uma ou mais mutações estejam sempre ocorrendo em alguma parte do genoma desse organismo. será o número de nascimentos ocorridos nesse ano. individualizada (que seria sua taxa de assimilação líquida ou TAL) e também considerando-se um parâmetro que reflita a densidade de vegetação dessa comunidade. onde b é a taxa de nascimento instantâneo e d a equivalente de morte. um zooplâncton que pasteja nas algas. pode 228 . de uma comunidade de plantas. Toma-se como valor representativo da população. a taxa de natalidade no ano de 1990 no Brasil. pode ter um metabolismo tão elevado quanto um volume muito maior de árvores de uma floresta. A variabilidade genética. dividido pela população estimada no meio do ano (30 de junho de 1990). como por exemplo em zonas urbanas. (Ver TAXA REPRODUTIVA DEPENDENTE DA DENSIDADE. da ordem de 1 em 100 milhões por geração. como por exemplo o índice de área foliar ou IAF). calculado como o número de indivíduos que estão morrendo numa certa classe (de idade) x. Este aspecto reveste-se de importância ao se efetuar poda de árvores (principalmente). se multiplicada por centenas ou milhares de nucleotídeos num gene e por trilhões de nucleotídeos existentes. onde se estima o consumo de oxigênio relacionado à fitomassa. Em geral. (Ver TABELA DE VIDA) TAXA METABÓLICA Refere-se ao consumo energético de um organismo por unidade de peso. É também conhecida como parâmetro Malthusiano e é dado por: r = b − d. Toma-se como valor representativo da população. Da mesma maneira. no caso de estudos demográficos).GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS um aumento de 10% na taxa de fotossíntese das folhas remanescentes durante os 10 dias subseqüentes. quanto menor for o organismo. ocorrido num determinado tempo (geralmente num ano. pode ser avaliada a partir da sua taxa metabólica. a eficiência energética de uma população ou comunidade. num determinado tempo. A herbivoria. O resultado é expresso em número de mortes por 1. Usa-se então a fórmula: TPC = TAL X IAF TAXA DE PRODUÇÃO INDIVIDUAL (Ver TAXA DE ASSIMILAÇÃO LÍQUIDA) TAXA DE REPRODUÇÃO Número de descendentes gerados por um organismo (representativo de uma população) por unidade de tempo ou por um determinado período de tempo. o número de indivíduos no ponto médio do ano considerado para cálculo da taxa. ocorrido num determinado tempo (geralmente num ano. e NATALIDADE ECOLÓGICA) TAXA DE RESPIRAÇÃO ESPECÍFICA DA BIOMASSA (Ver qCO2) TAXA INTRÍNSECA DE CRESCIMENTO ou AUMENTO (NATURAL) Taxa de aumento per capita de uma população que alcançou uma estrutura etária estável sem competição ou outro efeito restringidor. a taxa de mortalidade no ano de 1990 no Brasil. calculada da taxa de crescimento de uma planta. Em ecologia. simultâneamente. Embora uma taxa de mutação pareça ser baixa. importante no processo evolutivo. (Ver NATALIDADE ECOLÓGICA) TAXA DE PRODUÇÃO DA COMUNIDADE − TPC Em ecologia vegetal é a produção. TAXA DE MORBIDADE Número de casos de uma determinada doença em relação ao total da população. dividido pela população estimada no meio do ano (30 de junho de 1990). dividido pelo número de indivíduos que estão atingindo esta classe. o número de indivíduos no ponto médio do ano considerado para cálculo da taxa. Assim. O fitoplâncton. Assim. à semelhança da poda. TAXA DE MUTAÇÃO Proporção com que nucleotídeos numa seqüência de DNA sofrem modificações. TAXA DE NATALIDADE É o número de nascimentos (nascidos vivos) de indivíduos de uma população. por exemplo. Em ecologia usa-se às vezes a taxa de mortalidade específica da idade. de matéria seca. é conseqüência das mutações. é geralmente expressa em “casos por milhão por ano”.

na execução das mais variadas tarefas e atividades inerentes à vida humana. o engajamento das sociedades humanas que optem por adotarem a “nova ordem mundial dos três Rs: reduzir. Seu site: http://www. caracteriza-se por ter alta biodiversidade e baixa taxa reprodutiva. por exemplo. TECNOLOGIA LIMPA (Ver MECANISMO DE DESENVOLVIMENTO LIMPO) TEIA ALIMENTAR TEIA ALIMENTAR = REDE ALIMENTAR A teia ou rede alimentar. o IDER − Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Energias Renováveis. A floresta tropical. Seu site: http://www. as cadeias alimentares não são seqüências isoladas e por isso podem estar interconectadas através de um ou mais de seus componentes. Alguns exemplos de uso deste prefixo: telemorfose (mudança da forma que resulta de estímulo distante). o filo.org. seguindo-se o gênero. telegâmico / telegamia (processo ou comportamento de atrair o macho à distância). encontrados numa determinada área. reciclar”. No Brasil. vem desempenhando papel semelhante. o reino e o domínio. daí necessitando ingerir mais carboidrato (açúcar) para manter sua grande atividade. eficiente e efetiva. Um beija-flor tem elevada taxa metabólica.uk. reutilizar. Chama-se taxa metabólica basal à energia consumida por um organismo que está em repouso. sem ter ingerido alimento e em condições “normais de temperatura”. vem propondo. é um entrelaçamento de diversas cadeias alimentares. ou seja.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS ter uma respiração total igual ao do gado que come pastagem. a ordem. Nas categorias da classificação taxonômica o menor taxon é a espécie. (Ver qCO2) TAXA REPRODUTIVA BÁSICA (Ver TABELA DE VIDA) TAXA REPRODUTIVA DEPENDENTE DA DENSIDADE Refere-se ao número de indivíduos representativos de uma população. Alguns exemplos: o “CAT − Centre for Altgernative Technology”.ider. equipamentos. publicações e inúmeras outras atividades. TAXA REPRODUTIVA LÍQUIDA FUNDAMENTAL (Ver TABELA DE VIDA) TAXON (ou TAXION) Unidade taxonômica (ou taxionômica) dos seres vivos (plural: taxa). sediado na Inglaterra. informação. sediado em Fortaleza (CE). distante”. utensílios os mais diversos. principalmente em termos de alternativas energéticas. (Ver DOMÍNIOS DOS MICRORGANISMOS) TCDD (Ver DIOXINAS) TECNOLOGIA ALTERNATIVA A tecnologia alternativa constitu-se hoje num conjunto de materiais.cat. a classe. através de cursos. de maneira econômica. (Ver CADEIA ALIMENTAR) 229 .br. a família.org. além de processos e procedimentos que substituam ou complementem os tradicionais. Nos microrganismos a respiração basal é definida como a referente à respiração que ocorre sem adição de substrato (sem adição de nutrientes. “tele-” Prefixo de origem grega significando “além. principalmente carbono). participação voluntária.

TEMPO DE MANIPULAÇÃO TEMPO DE MANIPULAÇÃO = TEMPO DE MANEJO = TEMPO DE TRATAMENTO Espaço de tempo gasto por um predador. telmatófita (planta de tais ambientes). habitats tropicais montanhosos = 1–2 anos. Conseqüentemente. Ex. pantanoso. durante o tempo de geração (ou vida reprodutiva) dos seus pais. pode ser representado de maneira similar ao da equação da biomassa: Tempo de residência (ano) = acúmulo de necromassa. A fórmula seguinte é sugerida (RICKLEFS. ou seja. o tempo de circulação é 1. em perseguir. (floresta estacional temperada) = 4–16 anos. Alguns exemplos: telmatologia (parte da ecologia que estuda pântanos. Segundo esse autor. sudeste dos E. ou “wetlands”. telmícola (o organismo que vive em zonas pantanosas). TEMPO DE CIRCULAÇÃO É o recíproco da taxa de circulação. em g -2 m ano-1. é o tempo necessário para compensar a fração da quantidade total de uma substância num componente do ecossistema.A.: se 1. Esta expressão tanto é usada com relação ao fluxo energético como com relação à biogeociclagem. para uma certa taxa de produção. que é dado pela energia armazenada dividida pela taxa na qual a energia é convertida em biomassa (lembrar que taxa implica em tempo). em kJ m-2 / produtividade líquida. sem considerar-se o fato de que alguns descendentes podem eles próprios desenvolverem-se o suficiente para reproduzir-se e originar novos rebentos (descendentes).GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS CAPIM besouro sapo aranha cobra gafanhoto decompositores “telmato-” Prefixo de origem grega significando “pântano. dominar e consumir uma presa e preparar-se para a procura da próxima presa. “marshes” ou “peatbogs”. o tempo de residência da matéria neste compartimento do ecossistema terrestre. o tempo de residência de energia e seu armazenamento na biomassa viva e na necromassa estão diretamente relacionados.000 unidades estão presentes num componente e 10 dessas unidades saem ou entram a cada hora. todos termos da língua inglesa). que sai ou que entra. 2007) para tempo de residência num certo nível trófico. telmatoplâncton (constituído por organismos planctônicos de zonas de pântano). (Ver TAXA DE CIRCULAÇÃO) TEMPO DE GERAÇÃO DA COORTE (ou POPULAÇÃO) Tentativa de estimar-se o verdadeiro comprimento de uma geração.U.000/10 ou 100 horas. ou seja. Ainda de acordo com RICKLEFS (2007) a energia acumulada na necromassa. TEMPO DE RESIDÊNCIA Expressão semelhante a “tempo de circulação” e que se refere ao tempo em que determinada quantidade de substância permanece num certo compartimento do ecossistema. paludoso”. No primeiro caso. logo: Tempo de residência (ano) = energia armazenada na biomassa. em kJ m-2 ano-1. só se considerou o tempo médio entre o nascimento de um pai e o nascimento de seus filhotes (ou rebentos). telmófago (inseto que suga sangue de tecido dilacerado ou sangue empoçado em tecido ulcerado). e quanto mais longo for o tempo de residência. os valores médios de tempo de residência da necromassa em diferentes ecossistemas são: trópicos úmidos = 3 meses. 230 . em g m-2 / taxa de queda da necromassa. maior será o acúmulo de energia. regiões montanhosas e boreais = > 100 anos.

e COMPARTIMENTO DE RESERVA) TEMPO FISIOLÓGICO Atribui-se esta denominação a animais ectotérmicos. analisando os organismos que caracterizam determinadas partes do registro geológico. com predominância do ser humano.8 bilhões de anos. A estratigrafia. a característica maior deste período. A vida pode ter surgido no início da era Precambriana. No Permiano. há 248 milhões de anos. na chamada “idade dos dinossauros”. Foram estas florestas que geraram grandes depósitos de carvão. não é letal para o animal em questão (como acontece com algumas espécies de gafanhoto. TEMPO GEOLÓGICO Refere-se ao tempo ocupado pela história geológica da Terra. As primeiras criaturas surgiram no mar (entre 545 e 495 milhões de anos) no Cambriano. No Devoniano. constitui-se no “calendário” dos eventos que marcaram a história da Terra. apareceram os pterossauros (voadores) os notossauros e ictiossauros (nadadores) e uma minoria terrestre dos primeiros mamíferos. por exemplo). destacando-se o Archaeopteryx. muitos já viviam em água doce. há 206 milhões de anos. desde a mais antiga rocha que se estima ter existido até a presente data. No Triássico. apareceram no final deste período as plantas com flores e os insetos polinizadores. em ovos. para o seu desenvolvimento. O Cretáceo. a vida ainda estava confinada no mar (apareceram crustáceos e alguns peixes não-mandibulares). há 3. No Terciário. surgindo moluscos. cujo aparecimento e evolução podem ser resumidamente distribuídos nos períodos vistos a seguir. estima-se que 75% da vida terrestre e 90% da vida marinha tenha perecido diante da extinção em massa causada por atividade vulcânica e mudança climática. E no período mais recente. Portanto.): 231 . que correlaciona e classifica os estratos de rocha e a paleontologia. Era. por sua vez. ou “idade do carvão”. tempo é dependente do fator temperatura nos ectotermos. há 417 milhões de anos. parentes das atuais aranhas e as primeiras plantas terrestres. considerando-se que o limiar térmico básico ao desenvolvimento de um embrião animal de região temperada seja 16°C. estimulando anfíbios e insetos. assim como no mar eram muito comuns os moluscos. apareceram os peixes mandibulares. o clima quente ajudou a formação de florestas em solos pantanosos. Estende-se ao longo de 3. são os meios principais para se conhecer a escala de tempo geológico. no final deste período a sofrer extinção em massa. Esta faixa de temperatura. No Siluriano. que evoluíram em muitas formas. os primeiros vertebrados a viverem na terra firme. resumido. há 290 milhões de anos. assistiu a evolução rápida das plantas com flores e dos animais que delas se alimentavam. o cálculo de “dias-graus” (ou dias-graus acima do limiar) seria 70 (17. A escala de tempo geológico. No caso de desenvolvimento dos embriões. que talvez tenha aparecido há mais de 150 milhões de anos. No Ordoviciano. O tempo geológico convencionou-se ser subdividido nos seguintes segmentos (em ordem descendente): Eon. há 1. novamente os répteis dominaram a vida na terra. estima-se que neste período a “terceira extinção em massa” eliminou 70% das espécies de animais. Período e Época (um quadro resumido é mostrado na próxima página). há 142 milhões de anos. os continentes eram uma única massa de terra. apareceram os anfíbios. há 65 milhões de anos. artrópodos. com os segmentos do tempo geológico e o tempo estimado (em milhões de anos − M. O objeto principal dos estudos da escala do tempo geológico é a VIDA. após desaparecimento dos dinossauros.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS (Ver COMPARTIMENTO DE CICLAGEM. os gigantescos dinossauros. os répteis tornaram-se os animais terrestres dominantes. como as libélulas com até 60 cm de envergadura. Em ambos os casos. o desenvolvimento até a eclosão a 20°C levaria 17. os quais necessitam da combinação de tempo e temperatura. encorajando a evolução dos pulmões.8 milhão de anos.5 dias (4°C acima do limiar). obviamente. há 443 milhões de anos. os insetos se espalharam e as primeiras verdadeiras florestas apareceram. grupos de mamíferos tiveram grande evolução isoladamente.a. escorpiões gigantes. foi a “idade dos peixes”. as mudanças abruptas no clima propiciaram condições para a grande evolução dos mamíferos. vieram. mas seria de 5 dias se a temperatura fosse 30°C (14°C acima do limiar). equinodermos. mas evidência fóssil data de cerca de 1 bilhão de anos. Segue-se um quadro. até o presente. o Quaternário. estes se fortaleceram como dominantes herbívoros e carnívoros. As aves evoluíram. No Carbonífero.9 bilhões de anos. com domínio supremo sobre as demais formas de vida. No Jurássico. há 354 milhões de anos. como os herbívoros saurópodos (talvez de 90 toneladas ou Megagramas) e bípedes como os Tyrannosaurus.5 X 4 ou 5 X 14).

maximizará a aquisição do recurso que ocorre em diversos locais (sítios ou “manchas”) no seu habitat. aparecendo como uma linha reta quando plotada em papel de gráfico semilogaritmo. no momento em que ele deixa o local restrito do recurso (usualmente energia ou alimento).8 ARQUEANO 2.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS EON ERA PERÍODO ÉPOCA Quaternário Holoceno (ou Recente) 0. decrescendo à medida que o 232 . Parte-se da premissa de que um forrageador ótimo.560 M. criados simultâneamente por alguns ecólogos e denominado. Diz respeito à taxa de extração de energia de um forrageador. em 1976 por E. (Ver EXTINÇÃO EM MASSA) TEMPO LETAL (ou LT50) Tempo necessário para matar 50% dos organismos-testes numa dada concentração. de “teorema do valor marginal”.L. a taxa inicial de sua extração será elevada.01 FANEROZÓICO Plioceno Neógeno Mioceno Terciário CENOZÓICO Pleistoceno Oligoceno Paleógeno Eoceno Paleoceno MESOZÓICO Cretáceo Jurássico Triássico Permiano PALEOZÓICO Carbonífero Devoniano Siluriano Ordoviciano 5. Ao se mover de um local para outro o forrageador não estará adquirindo energia. TENDÊNCIA EXPONENCIAL Numa série temporal é uma tendência descrita por uma equação da forma y = ab2.500 4.Charnov. TENSÃO ECOLÓGICA (Ver ECOTONO) TEOREMA DO VALOR MARGINAL Modelos da previsão de comportamento de espécies animais forrageiras.3 24 33 54 65 142 206 248 290 354 417 443 495 545 PROTEROZÓICO Cambriano 1. Quando o animal atinge o local do recurso.a.

MacArthur e E. constituindo-se em alto grau de endemismo. permitindo a geração de espécies. E = taxa de extinção) (reproduzido de HUBBEL. através das hifas”. não levando em consideração portanto. em função da taxa de imigração de novas espécies na ilha e da taxa de extinção das espécies já residentes (I = taxa de imigração. Mycorrhiza. refere-se à “neutralidade” como sendo os organismos numa comunidade idênticos nas suas probabilidades de produzir descendentes.Wilson. explicando o equilíbrio dinâmico do número de espécies em ilhas: I E Taxa de imigração Taxa de extinção Ŝ Número de espécies na ilha Na figura estão representados: equilíbrio dinânico (Ŝ) do número de espécies em ilhas. são capazes de digerir a matéria orgânica morta e transferir os minerais e substâncias nutritivas para as células das raízes das plantas. Obviamente essa taxa dependerá do conteúdo inicial da energia no local escolhido pelo animal e da sua eficiência em adquirí-lo. e TEORIA DO EQUILÍBRIO) TEORIA DOS REFÚGIOS Teoria proposta pelo cientista alemão H. E assim. na teoria do não-equilíbrio. O modelo proposto pelos autores pode ser sumarizado na representação que segue. A neutralidade é definida no nível do “indivíduo” e não da espécie. uma característica hoje reconhecida na floresta amazônica e na mata atlântica. Considera o autor que. TEORIA DO EQUILÍBRIO A teoria do equilíbrio refere-se à observação de propriedades de um sistema. em 1967. Hubbel (ver Bibliografia).GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS recurso escasseia. do que as regras de assembléias fundamentadas nos nichos. observam-se as propriedades de um sistema num ponto de transição em que tais propriedades se afastam do ponto de equilíbrio. migrar e gerar especiação. 1968. (Ver TEORIA NEUTRA UNIFICADA) TEORIA DA CICLAGEM MINERAL DIRETA Teoria proposta por “Went. TEORIA NEUTRA UNIFICADA (ou TEORIA DE HUBBEL) Introduzida por Stephen P. (Ver NÍVEL DE EQUILÍBRIO.Haffer e pelos cientistas brasileiros Paulo Vanzolini (zoólogo) e Aziz Ab’Sáber (geomorfólogo) considerando que sucessivas glaciações causaram ciclos alternados de expansão e contração das florestas.W.N. num ponto de equilíbrio definido. nos períodos mais secos a floresta se reduziria a “pequenas ilhas ou refúgios”. HIPÓTESE. o tempo e quaisquer variações que poderiam estar ocorrendo no sistema. Neste caso são focalizados o fator tempo e as variações que possam ocorrer no sistema. pouca será a perda de nutrientes por lixiviação. TEORIA (Ver CONJETURA. LEI e TEORIA) TEORIA DA BIOGEOGRAFIA DE ILHAS (ou TEORIA DE MaCARTHUR E WILSON) Teoria introduzida por R. 233 . & Stark. 2001).O.F. (Ver NÍVEL DE EQUILÍBRIO.H. e TEORIA DO NÃO-EQUILÍBRIO) TEORIA DO JOGO (Ver “GAME THEORY”) TEORIA DO FORRAGEAMENTO (Ver FORRAGEAMENTO) TEORIA DO NÃO-EQUILÍBRIO Em oposição à teoria do equilíbrio. que diz: “nos ecossistemas de floresta tropical as micorrizas. extremamente abundantes na necromassa da superfície e no húmus do solo. levantando a possibilidade de que a história e o acaso poderiam por si sós desempenhar um papel igual ou maior na estruturação das comunidades. BioScience. 18: 1035-1039”.

rico em proteínas. TERATOGÊNICO É um agente causador de deformidades ou defeitos ocorridos quando o ser vivo nasce. que é absorvido no intestino posterior. A dioxina é considerada como um forte teratogênico. dióxido de carbono e hidrogênio. Outros alimentam-se diretamente de madeira. Gusano é um nome vulgar usado principalmente no nordeste. separados. participando ativamente da reciclagem da matéria. (Ver MURUNDUM) TERMOCLINO (ou TERMOCLÍNIO ou TERMOCLINA) Refere-se à gradação de temperatura numa coluna de água de um ecossistema aquático. Estes insetos têm importante papel na Natureza. em 1943. A teoria policlímax defende a idéia de que a sucessão ecológica conduz a uma variedade de ecossistemas clímaces. geralmente da família Teredinidae (gênero Teredo) perfurantes de madeira. que é utilizado como alimento (no Pará. sociais. (Ver DIOXINAS) TEREDO TEREDO = GUSANO Moluscos marinhos. muitos ecólogos admitem que populações e comunidades estão sujeitas não somente a fatores físicos e interações bióticas mas também à “estocasticidade demográfica” (estocástico refere-se à variável aleatória). (Ver TEORIA DA BIOGEOGRAFIA DE ILHAS) TEORIAS MONO E POLICLÍMAX A teoria monoclímax propõe que todas as seqüências de uma sucessão numa mesma região. condições geológicas. que concebe uma continuidade ou gradiente de tipos de clímax e não necessariamente clímaces distintos. volta a diminuir com regularidade. na base do tronco de Rhizophora mangle. fala-se em tantos tipos de vegetação ou de ecossistema clímax. produzem também ácidos graxos voláteis e principalmente ácido acético. que formam colônias. segundo seu autor. PB). vai diminuindo gradativamente com a profundidade. determinado por um conjunto de fatores limitantes. conforme reproduzido de KLEEREKOPER (1990): 234 . Alguns ecólogos brasileiros consideram o cerrado como um “ecossistema clímax do fogo”.Clements (publicada em 1916). F. ou mais especificamente. caindo repentinamente logo abaixo desta camada quente e. Foi observado que bactérias que vivem no aparelho digestivo dos térmitas fixam N2. Em 1953 R. TERMINAL. Assim sendo. por exemplo). No aparelho digestivo desses animais predominam protozoários. dependendo das condições locais. Inicialmente a temperatura. conduzem a uma característica clímax única. O mutualismo térmita-protozoário é imprescindível à digestão de madeira. tais como clima. solos. O teredo. Os térmitas reutilizam suas próprias fezes como alimento. são no entanto. de importância na fertilização natural de alguns solos mineralogicamente pobres.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS embora seja difícil entender que ocorra uma neutralidade completa.Whittaker propôs a hipótese do padrão-de-clímax. produzindo acetato. na camada inferior mais fria. quanto são os fatores que os determinam. É muito encontrado em alguns dos nossos mangues. reciclando a matéria e embora possam causar problemas ao ser humano.H. que na superfície é mais elevada. hemicelulose e lignina. à queda acentuada da temperatura em direção à profundidade. compostos estes que são aproveitados por bactérias que assim produzirão metano. digerindo celulose. Alguns grupos ditos mais avançados cultivam fungos. O policlímax é portanto. A seguir está representado um gráfico de termoclino registrado no açude Bodocongó (Campina Grande. SEMENTE (Ver SEMENTE TERMINAL) “TERMINATOR TECHNOLOGY” (Ver SEMENTE TERMINAL) TÉRMITAS TÉRMITAS = CUPINS São insetos (Isoptera). destroi embarcações e árvores dos manguezais. À maneira dos ruminantes. microclima e até mesmo o ser humano. que fermentam anaerobiamente a celulose.

isolado de fonte termal a 84°C. TERRA ROXA Refere-se a um tipo de solo que ocorre no Paraná e em São Paulo.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS o C→ 25 26 28 27 29 m ↓ 1 2 3 4 5 6 TERMÓFILO (ou TERMOFÍLICO) Termo geralmente aplicado para definir microrganismos cuja temperatura ótima para seu crescimento está entre 55°C e 65°C. tem sido cultivado a 105°C.. Thermus aquaticus é a que produz a enzima Taq polimerase. em grandes extensões. é encontrada a “terra preta dos índios”. um trecho de latossolo caolinítico amarelo (originariamente pobre em nutrientes) onde supõe-se que ao longo do tempo os índios foram acumulando matéria orgânica. toleram faixa entre 45°C e 75°C. (Ver SOLOS BRASILEIROS. A bactéria que vive em fontes termais. É considerado um epipedon antropogênico.. microbiologia ambiental. Esta enzima. laterítico. muitos deles em geral. suscetível ao desgaste. muito rico em matéria orgânica. tornando o solo muito fértil. medicina legal etc). usada no “PCR – polymerase chain reaction”. sendo termoestável. é reutilizável. sendo considerado um dos solos mais ricos do mundo. (Ver CRIÓFILO) TERPENÓIDES (Ver DEFESA QUÍMICA) TERRA PRETA DOS ÍNDIOS Em algumas poucas localidades na amazônia (às vezes próximas a aldeias indígenas). atendendo às condições necessárias à amplificação do DNA. O Quadro seguinte mostra temperaturas em que diferentes classes de microrganismos termofílicos (ou termófilos) vivem: Classe de termófilos Temperatura (oC) Mínima Ótima <30 <45 Máxima Termotolerante Termofílico facultativo >45 Termofílico moderado <70. um horizonte superficial originado de atividades humanas. ou seja. no equipamento de PCR (muito utilizado em biotecnologia. CLASSIFICAÇÃO DE)) TERREMOTO (Ver ESCALA DE RICHTER) 235 . se exposto à erosão.75 Termofílico ≥40 ≥55 ≥65 Hipertermofílico ≥40 ≥65 ≥70* * O Bacillus caldolyticus. A maioria das terras roxas incluem-se hoje nos nitossolos.

em inglês) para definir como um local delimitado por machos para cortejar as fêmeas. Em termos energéticos é importante considerar os custos de defesa do território. Um animal. negócio”.002 mm. principalmente vertebrados.2 mm a 0. reprodução.05 mm Silte (ou limo): de 0. refere-se aos recursos que um organismo utiliza para uma determinada finalidade e que pode faltar para a execução de outra finalidade ou atividade. Pode ser avaliada pelo tato.P. ANTIBIOSE. nidificação etc). geralmente representada por um triângulo (de origem americana. com diversas finalidades (alimentação. compensação.002 mm Argila: menor que 0. mais curto será seu período de vida.2 mm Areia fina: de 0.Ricklefs utilizam o termo arena (ou “lek”. com alta freqüência de acasalamentos. Exemplo: uma planta “investe” energia metabólica para produção de frutos e em conseqüência retarda seu crescimento. de “plasticidade e pegajosidade”. (Ver ALELOPATIA.COLINVAUX e R. barganha. mas quanto mais elevada for sua atividade reprodutiva. segundo o “Soil Survey Manual”) com os seguintes tipos e seus equivalentes em português: Inglês Clay Sandy clay Silty clay Clay loam Silty clay loam Sandy clay loam Loam Silt loam Sandy loam Silt Loamy sandy Sand Português Argila Argila arenosa Argila siltosa Franco-argiloso Franco-argiloso-siltoso Franco-argiloso-arenoso Franco Franco-siltoso Franco-arenoso Silte Areia franca Areia Quanto às faixas de tamanho dos componentes do solo consideram-se as seguintes (diâmetro): Matacão: maior que 20 cm Calhau: de 2 mm a 20 mm (ou 2 cm) Areia grossa: de 2 mm a 0. é incluído neste termo qualquer mecanismo ativo desenvolvido por qualquer organismo (mesmo as plantas e os microrganismos) que afaste outro organismo do seu espaço ou “território”. efetuado por animais.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS TERRITORIALIDADE Termo geralmente usado para designar a defesa ativa de um território. A argila é um silicato hidratado de alumínio. (Ver ARGILA e PERFIL DO SOLO) TIOCARBAMATO Herbicida que atua inibindo crescimento de raízes e caules de plantas herbáceas. a areia transmite a sensação de “atrito”. o silte. As diferentes combinações destes três componentes constituem as classes de textura. acasalamento. (Ver CARBAMATO) TOLERÂNCIA AMBIENTAL (Ver AMPLITUDE ECOLÓGICA) TOLERÂNCIA (EM SUCESSÃO) (Ver SUCESSÃO AUTOGÊNICA) “TRADE-OFF” Termo usado na língua inglesa (ainda sem equivalente convencionado na língua portuguesa) e que é traduzido como “balanço. embora com o risco de ofensa aos puristas da semântica. O silte diferencia-se da areia.05 mm a 0. examinada num perfil do solo. Há organismos no entanto. A areia é um grão essencialmente de quartzo. de “serosidade” e a argila.Odum afirma que. que têm eficiência para mais 236 . como a mosca-da-fruta. Nos organismos superiores este mecanismo é comportamental (neural) e nos inferiores é de origem química. P. beneficia-se de intensa atividade reprodutiva. pelo tamanho menor. tomando-se uma pequena amostra úmida. e POSSIBILIDADE DE DEFESA ECONÔMICA) TERRITÓRIO PERIGOSO (Ver AGREGAÇÃO) TEXTURA DO SOLO Uma das importantes características do solo. E. cuja cor varia de acordo com o óxido que a impregna.E.

uma bactéria típica do solo.7% de DNA transgênico. as bactérias transferem os genes que codificam as instruções para sintetizar beta-caroteno. cujas fêmeas recuperavam-se mais rapidamente para procriar quando tinham maiores ninhadas. por exemplo. não apresentaram no sistema digestivo. A planta transgênica recebe um ou mais genes (transgenes) de um indivíduo de diferente espécie. Microbiólogos de solo afirmam que partículas de argila exercem papel importante na transferência de DNA entre linhagens de bactérias (e de “arquebactérias”). uma planta ornamental da família Liliaceae) capaz de produzir beta-caroteno. da manipulação humana das características genéticas de uma planta cultivada. Exemplo: cientistas escoceses observaram que pacientes saudáveis ao ingerirem alimentos transgênicos. que então livre no meio (em solução no solo). à semelhança da reprodução sexual dos eucariotos. resumidamente. esquematiza-se a forma e o porte dos vegetais e se coletam exemplares desses vegetais com finalidades de estudo taxonômico ou estudo de fitomassa.: genes do Bacillus thringiensis ou genes Bt (da bactéria que é usada no controle biológico de insetos) são inseridos numa planta cultivada. se observa. São eles: a) Conjugação: o DNA transfere-se no contato de célula-a-célula. por exemplo. Muitas discussões ainda existem sobre riscos à saúde causados pelos transgênicos. fazendo ainda uso de “promotors” (promotores ou segmentos de DNA que ativam genes). que assim se tornará imune ao ataque por insetos. num espaço paralelo à linha (1 m de cada lado da linha. Estes mecanismos foram detectados tanto em Archaea como em Bacteria. consiste em utilizar este gene e genes da bactéria Erwinia uredovora. (2006)). sendo inseridos em plasmídios (pequenas alças de DNA) da bactéria Agrobacterium tumefaciens. a linha traçada para o perfil ecológico) na qual. b) Transdução: o DNA passa de uma bactéria para outra. é receptado por outra bactéria. TRANSFORMAÇÃO (Ver TRANSFERÊNCIA DE DNA) TRANSGÊNICOS (ou ALIMENTOS GENETICAMENTE MODIFICADOS) Trata-se da nova criação ou melhor dizendo. TRAJETÓRIA DE POPULAÇÃO (Ver PREDATISMO) TRANSDUÇÃO (Ver TRANSFERÊNCIA DE DNA) TRANSECÇÃO DE FAIXA Faixa delimitada ao longo de uma linha (por exemplo.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS de uma atividade simultâneamente. na qual se inseriu gene de outra planta (narciso. Os médicos presumiram que os pacientes sem o colon não produziam enzimas que destruiriam o DNA transgênico. zonação etc. após a lise da bactéria e sua liberação no meio. através de vírus. ou seja. A técnica. Estas plantas transgênicas assim obtidas são submetidas a cruzamentos com plantas já adaptadas à região específica. visando. MECANISMOS DE Em ecologia microbiana de solo são importantes os três mecanismos conhecidos. Em Bacillus subtilis. alimento geneticamente modificado) que é obtido a partir da planta de arroz comum. a sua molécula de DNA mede 1700 μm de comprimento. por exemplo). sobre a transferência de material genético nas linhagens ou cepas de várias bactérias (mas não todas) da microbiota edáfica. facilitando assim sua entrada na bactéria receptora. o precursor da vitamina A. TRATAMENTO (Ver ESTAÇÃO DE TRATAMENTO) TRÊS MEIOS (Ver LEI DA POTÊNCIA DOS TRÊS MEIOS) 237 . Ao infectar tais embriões. Ex. em inglês). (Ver SEMENTE TERMINAL) TRANSMISSÃO LEPTOCÚRTICA (Ver PARASITISMO) TRANSPORTE ATIVO Um mecanismo de transporte em que se requer energia para se conseguir. ao passo que pacientes que sofreram ileostomia (remoção do colon intestinal) apresentaram 3. torná-la resistente a determinada “praga”ou “doença”. a molécula se quebra facilmente. antes necessária ao combate da praga. com esta planta transgênica espera-se reduzir a quantidade de inseticida. como uma víbora venenosa (Vipera aspis) (BEGON et al. (Ver PERFIL ECOLÓGICO) TRANSFERÊNCIA DE DNA. por exemplo. Estas agrobactérias são colocadas em placas de Petri contendo embriões de arroz. Um outro exemplo é o da obtenção do “Golden Rice” (arroz dourado. É um organismo geneticamente modificado (ou “GM food”. nenhum indício do DNA transgênico. estes seres agem como vetores de transferência ou mediadores. vencer um gradiente de concentração. c) Transformação: uma célula bacteriana ao se romper (lise) libera o DNA. principalmente no mecanismo de transformação.

mostra tundra no Alasca.U. significando “planície desprovida de árvores da região norte”. invernos menos rigorosos. solos mais bem drenados. atrofiadas”). e ZONA(S) CLIMÁTICA(S) (de WALTER. com insetos “estacionais”. Segue-se a tropopausa (uns 3 km acima da troposfera). tais como autótrofo. o solo. em estratégias ecológicas. (Ver GINODIOÉCIA. maior produtividade e maior biodiversidade do que a tundra ártica. têm importantes diferenças. DIÓICA. A foto à direita. diz respeito à produção primária. Entre estes. e dinâmica. denominado “permafrost” apresenta-se permanentemente congelado até grandes profundidades. Esta é a camada da atmosfera de influência maior e direta sobre os seres vivos do nosso planeta. apesar de semelhanças. copiotrófico (que necessita de muito alimento ou nutriente ou que vive em local com abundância de nutrientes). HEINRICH)) 238 . E. auxotrofia. heterótrofo. Surgem daí inúmeros termos a ele relacionados ou dele derivados. Diz-se da espécie de planta que tem espécime (ou indivíduo) só com flor masculina. TUFÃO (Ver CICLONE) TUNDRA Termo lapônio ou russo. conceitualizado como um triângulo com os três extremos representando espécies competitivas (C-estrategistas). Fala-se então em troglófilos (que preferem tais ambientes) e em troglobiontes ou troglóbios (que vivem nesses locais) e que são também chamados de cavernícolas. TROFO-DINÂMICO O prefixo “trofo”. significando alimento. mixótrofo etc. (Ver “PERMAFROST”. (Ver ECOLOGIA ENERGÉTICA) “troglo-” Prefixo de origem grega significando “caverna”. A maioria das tundras ocorre nas regiões onde a temperatura média está abaixo do ponto de congelamento da água. São conceituados neste glossário diversos termos. com uns 8 km de altura nos polos e 16 km na região do equador. caracterizado por vegetação rasteira. TRIOICA(O) Originalmente chamava-se “espécie trioécia”. Cervidae) migra 1. onde a temperatura diminui gradativamente com o aumento da altitude. da família do veado. (Ver CTC) “trofo-” Prefixo de origem grega significando “alimento”. líquens e musgos. litótrofo. A fauna é pobre. sendo então usado para indicar os organismos que vivem em cavernas ou em ambientes subterrâneos. a tundra alpina tem estação de crescimento mais quente e mais longa. Por isso. como oligotrófico (que necessita de pouco alimento ou nutriente ou que vive em local com carência de nutrientes). e MONÓICA) TRITION (Ver ORGANOFOSFORADO) TROCA DE CÁTIONS Troca que ocorre entre um cátion em solução no solo e um outro adsorvido à superfície de uma partícula coloidal (argila ou matéria orgânica). implicando processo ativo. Bioma típico do círculo polar ártico. aves e mamíferos migrantes. o caribu (Rangifer tarandus. de componente triplo.200 km duas vezes ao ano. como por exemplo. maior precipitação. espécies tolerantes a estresses (S-estrategistas) e espécies ruderais (R-estrategistas).GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS TRIÂNGULO C−S−R Sistema.A. arbustos (“árvores nanicas. As tundras alpina e ártica. (Ver “-cola”) TROPOSFERA Porção inferior da atmosfera terrestre (0 a 15 km). espécime só com flor feminina e espécime só com flor hermafrodita.

Alguns autores usam o termo turfeira para designar uma vegetação xeromorfa que se estabelece em solos turfosos. sendo resultado da quantidade de matéria em suspensão ou substâncias coloidais. encontrado freqüentemente em regiões pantanosas formando turfeiras. TURFA Material de origem vegetal que se acumula em certos solos (solos turfosos). mormente as frias. estimada a partir do grau de penetração da luz. Em certas regiões. por vezes utilizado como combustível para aquecimento. TURISMO ECOLÓGICO (Ver ECOTURISMO) 239 . a turfa dá origem a carvão.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS TURBIDEZ Medida da transparência de uma amostra ou corpo d’água.

GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS 240 .

Além de alguns verbetes que seguem.000 g para a sedimentação de macromoléculas) (obs. (Ver “infra-”.: g é a designação atual de uma força de centrifugação. Pode ser facilmente medida através de dois termômetros (um com o bulbo umedecido e outro com o bulbo seco. à mesma temperatura. Tem também estimulado organizações do setor privado a promover o uso sustentável dos recursos naturais mundiais. Estaduais e Municipais g) Monumentos Naturais h) Jardins Botânicos i) Jardins Zoológicos j) Hortos Florestais 241 . “STAP − The Scientific and Technical Advisory Panel”. Estaduais e Municipais e) Reservas Biológicas f) Florestas Nacionais.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS U “ultra-” Prefixo de origem grega significando “além de”. Seu site: http://www. corresponde a uma determinada porcentagem de umidade relativa do ar. A diferença de temperatura medida simultaneamente por estes termômetros. informando e habilitando-as a melhorar a qualidade de vida sem comprometer a qualidade de vida das gerações futuras.APA. ultra-abissal (ver ZONA HADOPELÁGICA). Seus grupos consultores: “ECG − Ecosystem Conservation Group”. UNIÃO INTERNACIONAL PARA A CONSERVAÇÃO DA NATUREZA (Ver “IUCN”) UNIDADES DE CONSERVAÇÃO Denominação dada a diversas categorias de “sítios ecológicos de relevância cultural” seguintes (de acordo com resolução do CONAMA nº 11. vista numa tabela psicrométrica. “UNSCEAR − The United Nations Scientific Committee on the Effects of Atomic Radiation”. baseada na força da gravidade que atua sobre um rotor com peso x e certo número de rotações. chamado de psicrômetro). “GESAMP − The Joint Group of Experts on the Scientific Aspects of Marine Environment Protection”. em substituição à antiga denominação “rpm − rotações por minutos”). “IPCC − Intergovernmental Panel on Climate”.org. e PLANTA DE SOMBRA) UMIDADE RELATIVA (DO AR) Massa de vapor de água por unidade de volume de ar. (Ver ÍNDICE DE UMIDADE) “UNEP − UNITED NATIONS ENVIRONMENT PROGRAMME” Organismo internacional criado em 1972 para guiar e coordenar atividades ambientais no âmbito do sistema da Organização das Nações Unidas (ONU).unep. há os seguintes termos: ultrarradiano (ritmo biológico com um período que excede 24 h). ultracentrifugação (uso de um campo de centrifugação da ordem de 500. como porcentagem da mesma medida de um ar saturado. especialmente suas zonas de vida silvestre e os Corredores Ecológicos d) Parques Nacionais. de 03/12/1987): a) Estações Ecológicas b) Reservas Ecológicas c) Áreas de Proteção Ambiental . Sua missão: prover liderança e encorajar a participação das nações no cuidado ao meio ambiente. inspirando. e RELÓGIO BIOLÓGICO) ULTRAPLÂNCTON (Ver PLÂNCTON) UMBRÓFILA (Ver OMBRÓFILA.

81 38 4 152 12. os registros sobre nossas áreas preservadas. 24.515 577.455 ÁREA (km2) 97. utilizando não somente material publicado pelas referidas Instituições. estaduais.89 333.767.19 Dados mais recentes mostram o seguinte quadro das reservas e parques federais e estaduais (Anuário Estatístico do IBGE. de 1997) com o percentual de cada região: NORTE NORDESTE SUDESTE SUL CENTROOESTE BRASIL UNIDADES ÁREA PROTEGIDA ÁREA DA REGIÃO ÁREA PROTEGIDA (ha) (km2) (%) 43 16.410.L.085.403.8 1. além do quadro acima sobre as reservas e parques federais e estaduais.5 Segundo análise feita recentemente por Felipe A. nº 143. é apresentado um quadro representativo da situação por Estado e o Distrito Federal (reproduzido do IBGE).P.989 33. Nesta publicação de F.694. suas quantidades e respectivas áreas totais: TIPO DE UNIDADE Parques nacionais Reservas biológicas Estações ecológicas (decretadas) Estações ecológicas (não-decretadas) Reservas ecológicas Área de proteção ambiental Florestas nacionais Reservas extrativistas TOTAL QUANTIDADE 34 23 21 ÁREA (ha) 9.703.301.2 0.32 10 411. Outras áreas não incluídas nas Unidades de Conservação.A.902 2.119 126.Costa e publicada na Revista Ciência Hoje (Vol.244.982 2.566.561.605 1.214.629.5 2.13 119 1.699 4.296.Costa.301.869. são protegidas por lei específicas como por exemplo as Terras Indígenas.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS l) Refúgios de Vida Silvestre m) Áreas de Relevante Interesse Ecológico – ARIE n) Reservas Extrativistas.612. out/98).116. divulgadas pelo IBAMA e pelo IBGE.99 6 16 1.162.98 14.077.512.63 59 702.130.655.559.183.43 30.9 4.635 8.681 11.688 1.456.547.637.011.P. que segue (observar que a ordem dos Estados é de percentual decrescente de área protegida): 242 .82 26. mas obtendo informações (“dados principais”.18 81 1. são “desencontrados”.22 27 1.6 1.573 3.77 329 21. Segue um quadro com as unidades de conservação do Brasil (até setembro/91).L.944.554 927. segundo o autor) de ex-funcionários dos diversos órgãos federais. municipais e de organizações nãogovernamentais que lidam com a estatística das unidades de conservação brasileira.243 3.859.0 1.032. Este pesquisador tentou reavaliar esta situação.177.02 21.198 1.

DF. a região mais crítica.050.0** 0.415 906.295.584.9 1.709.472 225. AC.31 MATO GROSSO 13 937.806.14% do seu território) fosse excluído.3 0.60 TOCANTINS 1 562.6 0.2 5.442.149.4 km2) de litígio PI/CE. RJ.Costa: 1) As unidades federais respondem por 73% das áreas preservadas.577. ** Inclui metade da área (2.03 PIAUÍ 3 239. 6) No nordeste a média cairia de 1.867. excluindo-a.863 282.977.681 1.8 0.253.820.937.7 7.154 253.13% para 0.64 MARANHÃO 7 1.468 567.403.635 8.76 DO NORTE GOIÁS 6 260.18%) é a única maior (média regional) do que a nacional (2.829 46. 3) A média da região norte (4.116. sendo MS o pior deles.638.8 0.5 1. DO SUL 16 153. corrupção e/ou o cinismo.882 ÁREA DO ESTADO (km2) ÁREA PROTEGIDA (%) RONDÔNIA 238.751* 53.194. que entram artificialmente na contagem (e não de fato) ou são contadas mais de uma vez.170 341.055 22. GPS etc)??? A incompetência é também “deste mesmo tamanho”??? Interesses políticos.L.1 1.808.6 3.8 10.76 SANTO PARÁ 6 1.822.571.A.78 DISTRITO 5.837.72 ACRE 2 682. AP. impedem uma avaliação honesta??? Será que é tudo isso somado??? Destaco o fato de que dos Estados que menos mantêm reservas (abaixo de 1% dos territórios).7 2.5 1.422 56.6 0.1 2.453.062.10 MATO GROSSO 1 138 358.247 147.933. bioma que ocupa espaço significativo na região nordeste.189 27.365.11 CEARÁ 6 14.811 95.982* 98.296 1.7) Muitas das 329 unidades nacionais estão abandonadas ou não foram implantadas.158. 5) Em 12 Estados a área protegida não atinge 1% de seus territórios.312 278.289. Pergunto: o país é muito grande e daí é difícil estimá-las com precisão (mesmo com satélites.50 * Área de predominância marinha.8 3.1 8.306.40 SÃO PAULO 61 905. 4) Nove Estados e o DF (RO. a média nacional cairia para 1.420 333.46 RIO DE JANEIRO 21 193.483 143.69 MINAS GERAIS 22 332.909.05 FEDERAL AMAPÁ 4 1.0004 DO SUL BRASIL 329 21. Além disso.P.7 4.045. SP.5 0.032.5 2.76 BAHIA 14 389.0 0.75 AMAZONAS 15 9.22 SERGIPE 2 3.57 RIO G.933 588.164.9 4. A caatinga. Algumas deduções de F.23 ALAGOAS 4 6. AM. tem somente 22% de sua área sob proteção (“teórica”).541 199.500 153.80 ESPÍRITO 15 81.4 0.420.14 PARAÍBA 3 6.2** 0. (Ver ÁREAS PRIORITÁRIAS PARA A CONSERVAÇÃO) UNIDADES DE PROTEÇÃO INTEGRAL (Ver SNUC − SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO) UNIDADES DE USO SUSTENTÁVEL (Ver SNUC − SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO) 243 .97 CATARINA PARANÁ 33 360. há registros de fatos graves.512.410. MA e RR) têm média superior à nacional.9 1.59% se o MA (3.434 43. como “unidades fantasmas”.142 46.045 248.02 SANTA 10 187.1 0.111.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS PARQUES E RESERVAS 11 7 ÁREA PROTEGIDA (ha) 2.12%.547. 2) MS é o único Estado sem reserva federal e em SP 95% são estaduais.7 0.383. 8 são do nordeste.55 PERNAMBUCO 38 22.14 RORAIMA 4 584.5%).94 RIO GRANDE 4 40.

principalmente). que se locomovem. É fácil entender que os animais. A utilização diferenciada do recurso pelos animais pode ser expressa como uma diferenciação de microhabitat que exista entre as espécies ou como uma diferença na distribuição geográfica ou ainda. não têm dificuldade em adquirir os recursos disponíveis. todas demandam recursos semelhantes e sendo fixas. uma disponibilidade temporal diferenciada (os recursos variam ao longo das estações do ano). No caso de plantas (terrestres. 244 .GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS UNITÁRIO (Ver ORGANISMOS UNITÁRIO e MODULAR) UTILIZAÇÃO DIFERENCIADA DO RECURSO Fenômeno observado quando espécies que vivem no mesmo habitat utilizam recursos diferentes para sobreviverem. não têm muitas alternativas para adquirirem o que necessitam.

(Ver FLORA) VEGETAÇÃO ALUVIAL (Ver ALUVIÃO) VEGETAÇÃO DE DUNA (Ver DUNA) 245 . VAN VALEN (Ver LEI DA CONSTANTE DE EXTINÇÃO) VARIABILIDADE GENÉTICA (ou VARIAÇÃO GENÉTICA) A variabilidade genética de uma população é uma característica desta população que é determinada pela ação conjunta do processo de seleção natural e da deriva genética (onde nesta. em todas as fases do seu ciclo de vida subseqüentes ao presente. Os solos de várzea são tidos como férteis e produtivos. calculada a partir da soma da freqüência relativa. A importância relativa da deriva genética é mais elevada nas populações pequenas. geralmente baixa e que se beneficia do material fluvial que ali se deposita. para sua população. a freqüência de genes na população é determinada mais pela chance do que pelas vantagens evolutivas). (Ver ALUVIÃO) VEGETAÇÃO Este termo é usado quando se deseja se referir à cobertura de uma certa área. causou um dos maiores desastres ecológicos.log10ax+1. das quais como conseqüência se espera haver perda de variabilidade genética. representado pela equação k = log10ax . ou seja. por plantas. que se espalharam por quase 8. de origem humana. que em março de 1989. a proporção dos sobreviventes diminui. no presente e no futuro. derramando mais de 50 milhões de litros de petróleo no mar.log (densidade final). para sua população. VALOR DE REPRODUÇÃO Refere-se à contribuição relativa da reprodução (esperada) de um indivíduo.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS V/W VALDEZ Nome de um superpetroleiro dos E. O valor k aumenta quando a taxa de mortalidade também aumenta. VALOR MARGINAL (Ver TEOREMA DO VALOR MARGINAL) VALOR REPRODUTIVO RESIDUAL Refere-se à contribuição relativa da reprodução (esperada) de um indivíduo. VALORAÇÃO DA BIODIVERSIDADE (Ver “eMergia”SOLAR) VALOR DE IMPORTÂNCIA Uma medida da importância (total) de uma espécie numa comunidade. VARIEDADE (Ver CULTIVAR − CV) VÁRZEA É um tipo de planície de inundação de um rio. k = log (densidade inicial) .A. no Alaska. expressão equivalente a k = log (densidade inicial / densidade final). densidade relativa e dominância relativa. isoladas.U. sem levar em conta a classificação taxonômica das espécies. VALOR k Valor que figura na tabela de vida. ou ainda.000 km2.

todos com o mesmo ancestral. e alguns arbustos. é dada pela distribuição da freqüência normal (uma curva “em sino”) cujo pico coincide com o ponto de origem.. marantáceas.P. habitante do continente Gondwana. podendo ser entendido da seguinte maneira: a probabilidade de se encontrar um indivíduo numa dada distância de um local onde foi liberado. de 20 a 40 m de altura. recebendo a denominação popular de “capoeirinha”. com D.P. piperáceas e outras). manejo. VERMELHO LONGO e VERMELHO CURTO (Ver APÊNDICE III − ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO) VERMICOMPOSTAGEM (Ver COMPOSTAGEM) VERTENTE As encostas com declives variados e formas côncavas. distância = 0) e cuja largura caracteriza-se por uma variável simples. onde as copas formam uma cobertura contínua (dossel).A. A distância de dispersão é estimada por todo o período vital (t) de um indivíduo. solanáceas. causada pelo Trypanosoma cruzi). onde o D.A. O “barbeiro” (Triatoma infestans. e seus estádios (chamados por eles de “estágios”) sucessionais inicial. como pteridófitas. b) estádio médio (o estrato arbustivo/arbóreo predomina sobre o estrato herbáceo. em diversos Estados brasileiros. não superior a 3 cm. com presença de espécies colonizadoras. quando ocorre fragmentação ou separação de indivíduos com um ancestral comum. formam gargantas. podendo a altura das árvores variar entre 15 e 20 m. são chamadas de vertentes. Atribui-se este fenômeno ao que provavelmente ocorreu com as várias espécies de aves que não voam. tendo um D. VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA Termo que para as florestas tropicais. preservando significativamente suas características originais”. convexas ou planas. recebendo a denominação popular de “capoeira”. onde os arbustos apresentam-se por vezes. estando muitas vezes ladeando cursos de rios.A. refere-se a uma “vegetação resultante da ação antrópica ou de processos naturais de regeneração ou sucessão”. Fala-se assim que o caramujo Biomphalaria glabrata é o vetor da esquistossomose (Schistosoma mansoni). médio e avançado. de um ser vivo para outro. O CONAMA emitiu diversas resoluções (no ano de 1994). que definem vegetação primária e secundária. que conduz o agente causador de uma doença por exemplo.. registrando-se uma área basal média entre 2 e 10 m2/ha. conservação etc. c) estádio avançado (o estrato arbóreo predomina).P. o “desvio padrão” (s). denomina-se vicariância. como especificamente a nossa mata atlântica. médio pode alcançar os 15 cm entre as espécies arbóreas e 5 cm entre as arbustivas. refere-se a uma “vegetação arbórea de máxima expressão regional. podendo apresentar-se num dos seguintes estádios de regeneração: a) estádio inicial (com predominância de estrato herbáceo-graminoso. TAMANHO DE Conceito (não muito utilizado) fundamentado na estimativa de distância de dispersão. Quando são muito abruptas. VIRIOPLÂNCTON (Ver APÊNDICE V − PLÂNCTON: TIPOS E CATEGORIAS DE TAMANHO) VIVIPARIDADE (Ver MANGUE) VIZINHANÇA. fazendo parte da formação de um vale.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS VEGETAÇÃO PLUVIAL (Ver OMBRÓFILA) VEGETAÇÃO PRIMÁRIA Termo que para as florestas tropicais. a ema na América do Sul e o avestruz na África. como o emu e o casuar na Austrália e Nova Guiné. formando um dossel relativamente fechado. médio entre 15 e 25 cm e uma área basal geralmente acima de 18 m2/ha. CLASSIFICAÇÃO DE) VETOR Organismo transmissor. como sendo st. Muitas vertentes são formadas por rochas ou rochedos nus na maioria dos seus pontos. podendo estar em estádio clímax. como especificamente a nossa mata atlântica. podendo apresentar sinais mínimos de ação antrópica. (Ver ENCOSTA) VERTISSOLOS (Ver SOLOS BRASILEIROS. T. agrupados. sordida. VICARIÂNCIA No processo evolutivo. em diferentes áreas.) é o vetor da doença de chagas (tripanosomíase. em zonas montanhosas. visando orientar os procedimentos de licenciamento de atividades florestais. utilização racional. gramíneas. compostas. com grande diversidade de espécies. sendo a área basal superior a 10 m2/ha. podendo observar-se estratos distintos). O tamanho de vizinhança é definido como o número de indivíduos incluídos 246 .

de pinheiros. b) assegurar a sustentabilidade dos recursos naturais. No Paraná é comum encontrar-se voçorocas em regiões onde se cultiva soja. conhecido anteriormente como “World Wildlife Fund”. piscívoro (come peixe). geralmente causada pela chuva ácida.. ovívaro (come ovo). As coníferas na Alemanha. (Ver “-fagia”) VORTEX (Ver ANÁLISE DE VULNERABILIDADE DE POPULAÇÃO) VULNERABILIDADE (Ver ANÁLISE DE VULNERABILIDADE DE UMA POPULAÇÃO) “WALDSTERBEN” Denominação alemã para a morte de florestas. Atua em colaboração com a “IUCN”. têm sido suscetíveis aos poluentes atmosféricos (óxidos de enxofre e de nitrogênio. PANs etc). A floresta negra. a “UNEP” e o “WWF”.U. e muitos outros (ver “-voro” em dicionário).GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS num círculo de raio 2 st. radicívoro (come raiz). em benefício de toda a biota da biosfera. c) promover ações para reduzir a poluição e o desperdício de recursos naturais e energia. principalmente de regiões altas. VOÇOROCA (ou VOSSOROCA ou BOÇOROCA) Canal profundo ou vala.. CLASSIFICAÇÃO DE BIOMAS DE (Ver ZONA(S) CLIMÁTICA(S) (de WALTER. (Ver FLORESTA NEGRA) “WCMC − WORLD CONSERVATION MONITORING CENTRE” Centro mundial de monitoramento da conservação. é um exemplo desse efeito. causado geralmente por fortes chuvas que tornam o solo imprestável para a agricultura. herbívoro (come planta). “-voria” (“-voro”) Sufixo de origem latina significando “comer. processo este agravado pela ausência de cobertura vegetal do solo ou vegetação inadequada à sua proteção. 247 . este tamanho indica o subconjunto de outros indivíduos com os quais um membro de uma população pode potencialmente interagir (cruzar. O pospositivo “-voro” é usado para indicar o organismo que se alimenta de determinado tipo de comida ou de animal. insetívoro (come inseto). sendo de uso muito amplo: apívoro (come abelha). Compromete-se principalmente em: a) preservar a biodiversidade. assim como de habitats ameaçados e áreas protegidas.) por todo seu período de vida. devorar. competir . alimentar-se de”. não-governamental. Há fortes indícios de que os ácidos causadores da chuva ácida que atinge a Alemanha tenham origem nos E.. HEINRICH)) WILSON (Ver TEORIA DO EQUILÍBRIO. Em alguns termos tem se preferido usar o sufixo grego “-fagia” (“’-fágico” ou “-fago”). “WETLAND” (Ver PÂNTANO) WHITTAKER. DE MaCARTHUR E WILSON) “WWF – WORLD WIDE FUND FOR NATURE” Órgão de ação internacional. ozônio. É uma base de dados com uma visão global das espécies de animais e plantas ameaçados.A.

GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS 248 .

000 m. em intervalos freqüentes.500 e 4.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS X/Z XENOBIÓTICO Literalmente significa “estranho biológico”. tendo por vezes grandes depressões de até 10.000 m e 6. a xerófita é uma planta que apresenta adaptações a ambiente seco. Os compostos que no solo e na água são resistentes à decomposição denominam-se de recalcitrantes e entre estes. como preferem muitos autores. 249 .000 m. (Ver APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) ZONA ABISSOPELÁGICA Zona de profundidade da coluna de água oceânica compreendida entre 2. Alguns autores subdividem-na em: abissobêntica/−bentônica (ou abissalbêntica/−bentônica) à subzona abissal entre 4. e de abissopelágica (ou abissalpelágica) à zona entre 2. abundância de tricomas.500 m e 4. estômatos situados em nível mais profundo na epiderme da folha e só em uma de suas faces. portanto. e BIORREMEDIAÇÃO) XERÓFITA Planta que vive num habitat onde uma grande parte de seu sistema radicular seca ao nível do ponto (ou coeficiente) de murcha. (Ver APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) ZONA ABISSOBENTÔNICA (ou ABISSALBENTÔNICA) Zona de profundidade da coluna de água oceânica compreendida entre 4. embora pouco pronunciadas. areia etc).000 m e 6.000 m de profundidade. diz-se de substância que seja estranha ao organismo.500 m. ZONA ABISSAL Região das profundezas do oceano situada aproximadamente entre 2. OXISERE. são ditas como apresentando xeromorfismo. deficiente em água. presença de resina ou cera nas células epidérmicas etc.000 m de profundidade. XEROSERE Sere cuja sucessão se inicia em lugares onde há extrema deficiência de água (sobre rochas. (Ver APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) ZONA AFITAL Zona no fundo de um ecossistema aquático (lago ou oceano) sem plantas. As plantas que apresentam características morfológicas de adaptação a ambiente seco. Algumas plantas da caatinga apresentam tais características. O crescimento e o desenvolvimento do zigoto resulta num novo indivíduo da mesma espécie.000 e 6. e PSAMOSERE) XILÓFAGO (Ver LIGNÍVORO) ZIGOTO Resultado (célula diplóide) da união dos gametas (células haplóides) provenientes do cruzamento de indivíduos de sexos opostos. Há evidências de que as adaptações fisiológicas à escassez de água. ou simplesmente. (Ver ZONA FITAL) ZONA AFÓTICA Profundidade de zona aquática não atingida pela energia luminosa. ou seja. sejam mais importantes nessas plantas.000 m de profundidade. aí não existem organismos produtores. como cutícula espessa. alguns geralmente são xenobióticos. (Ver LITOSERE. (Ver BIODEGRADAÇÃO.

(Ver APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) ZONA BATIAL Zona do talude continental. freqüentemente com máxima precipitação de verão VI Nemoral (típico de bosque): clima moderado com inverno congelante VII Continental (desertos frios): árido. ZONA BENTOPELÁGICA Zona de profundidade da coluna de água oceânica que se estende por cerca de 100 m no fundo. sem árvores.000 m de profundidade. com consideráveis superfícies expostas Esclerófila (adaptada à seca). com folhas aciculadas endurecidas no congelamento (taiga) Vegetação perenifólia baixa. Alguns a denominam de batibentônica ou batibêntica. FRANJA INFRALITORÂNEA. arbustiva e de mata sensíveis a geadas (congelamento) Floresta perenifólia temperada. (Ver ESTIRÂNCIO. O clima definiria assim. crescendo sobre solos permanentemente congelados . (Ver ECOTONO) ZONA CIRCALITORÂNEA Subregiâo da zona sublitorânea. arbustiva. os limites dos biomas terrestres do nosso planeta. abaixo da franja infralitorânea. clima árido IV Mediterrânea: estação chuvosa de inverno e seca no verão V Temperada quente: geadas ocasionais. 2007): Bioma Floresta pluvial tropical Floresta estacional tropical / savana Deserto subtropical Mata / arbustivo Floresta pluvial temperada Floresta estacional temperada Pastagem temperada / deserto Floresta boreal Tundra Zona climática I Equatorial: sempre úmida e sem estacionalidade de temperatura II Estação chuvosa de verão e estação seca de “inverno” III Subtropical (desertos quentes): altamente estacional. com verões tépidos ou quentes e invernos frios VIII Boreal: temperado frio com verões frescos e invernos longos IX Verões secos muito curtos e invernos frios muito longos 250 Floresta perenifólia Vegetação pluvial tropical Floresta estacional. Segue abaixo a classificação das zonas climáticas de H. (Ver “bati-”. floresta temperada Pastagens e desertos temperados Floresta perenifólia. Walter. e APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) ZONA BATIPELÁGICA Zona marinha situada na zona pelágica entre as profundidades aproximadas de 500 m e 2. (Ver APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) ZONAÇÃO Distribuição dos organismos em áreas ou zonas distintas. Estende-se dos 200 m aos 4. segundo o curso anual de temperatura e precipitação. savana Vegetação de deserto. (Ver APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) ZONA BENTÔNICA Zona do fundo do mar ou de lago ou do leito de rios.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS ZONA ARQUIBÊNTICA (ou ARQUIBENTÔNICA ou ARQUIBENTAL) Parte do fundo do oceano que se encontra entre a extremidade superior da plataforma continental até o início da elevação continental. decídua. apresenta-se com superfície bastante acidentada. em todas as profundidades. um tanto quanto sensível a geadas (congelamento) Resistente a geadas (congelamento). HEINRICH) O biogeógrafo e ecólogo alemão Heinrich Walter (o proponente do diagrama climático) propôs uma classificação denominada de “zonas climáticas do mundo”. e APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) ZONA(S) CLIMÁTICA(S) (de WALTER. que estando constantemente submetida à erosão subaquática e às avalanches.000 m. tendo na coluna da esquerda os biomas correspondentes na classificação de biomas de Whittaker (RICKLEFS. abaixo da margem da plataforma continental.

estando sujeita a molhar-se (ou ao umedecimento) pelos borrifos mar. (Ver ESTIRÂNCIO.000 m de profundidade. ou litoral. por exemplo. e APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) 251 . poderá estender seus ramos de maneira a reduzir a “radiação fotossinteticamente ativa” para outras plantas. e APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) ZONA MAIOR DE VIDA (Ver BIOMA) ZONA MESOPELÁGICA Zona de profundidade marinha cuja coluna de água alcança até aproximadamente 200 m. Em zonas oceânicas de águas claras e límpidas a zona eufótica pode chegar a 100m ou talvez até 200 m de profundidade. ao absorverem água. assim como as raízes. em contato com o talude continental. estando sujeita à dinâmica de alterações dos movimentos da maré. mas se nela se incluir uma parte inferior chamada de zona infrapelágica. localizada imediatamente acima do nível mais elevado do mar. tornando-o escasso para outro indivíduo ou mesmo esgotando-o. ou litoral. indo do limite da preamar à borda da plataforma continental. ZONA FITAL Zona do fundo de um lago. Portanto. raso. É a segunda zona da plataforma continental no sentido da costa para o mar. ZONA EUFÓTICA É a zona aquática até a profundidade onde existe produção de O2.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS ZONA COSTEIRA Refere-se à parte rasa do oceano. a coluna de água se estende até 500 m de profundidade. geram no solo zonas de depressão de água. onde se enraiza uma vegetação. (Ver APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) ZONA NERÍTICA Zona de água rasa da plataforma continental. (Ver APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) ZONA DE DEPRESSÃO Refere-se a um local (um habitat ou um microhabitat) onde um determinado indivíduo (ou suas partes) utiliza um recurso natural. ZONA LITORÂNEA (Ver ESTIRÂNCIO. chamada de “nível de compensação”. Nela ocorrem as fossas (cânion ou canhão). (Ver APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) ZONA INFRAPELÁGICA (Ver ZONA MESOPELÁGICA) ZONA “INTERTIDAL” (Ver ESTIRÂNCIO) ZONA LIMNÉTICA Zona aquática livre (aberta) à profundidade da penetração efetiva de luz. onde o O2 produzido pela fotossíntese compensa o O2 consumido na respiração. (Ver APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) ZONA DE TRANSIÇÃO (Ver ECOTONO) ZONA EPIPELÁGICA Zona de profundidade oceânica cuja coluna de água se estende da superfície até 200 m (alguns autores consideram-na até 100 m). ZONA DE BORRIFOS (“SPRAY ZONE”) Zona na costa marinha. ZONA DE QUEBRA DAS ONDAS (Ver ZONA DE REBENTAÇÃO) ZONA DE REBENTAÇÃO (ou de QUEBRA DAS ONDAS) (“SPLASH ZONE”) Zona na costa marinha. Uma árvore. Alguns autores usam a denominação zona hadal (que alguns também chamam de ultra-abissal) referindo-se à região bentônica entre essas profundidades.000 m até 11. esta zona é atingida pela energia luminosa imprescindível aos produtores. localizada imediatamente adiante (ou acima) da zona de quebra das ondas. ZONA HADAL (Ver ZONA HADOPELÁGICA) ZONA HADOPELÁGICA Subdivisão da zona pelágica que se estende de 6. é a zona oceânica superior.

e APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) ZONEAMENTO Discriminação das diversas áreas ou ambientes propícios ao exercício de determinada atividade ou para determinado propósito.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS ZONA PELÁGICA Termo comumente usado para indicar toda a zona de vida de uma região aquática. Termo geralmente aplicado a animais. quando se deseja estabelecer a “vocação” das parcelas de terra para os cultivos que lhes sejam adequados. uma vez que os insetos são grande parte do seu alimento). ZOOCORIA (Ver “CORIA”) ZOOECOLOGIA (Ver ECOLOGIA ANIMAL) ZOÓFAGO Que se alimenta de animais. o plâncton. constituindo-se na base do planejamento de uso de um recurso natural. a Zooglea ramigera. aplica-se o termo “plantas carnívoras” (ou “insetívoras”. Fala-se também em zoneamento agroecológico. ocorrendo geralmente em filtros biológicos. que é importante para definir (ou delimitar) solos apropriados a programas especiais. por exemplo. Às plantas que se alimentam de animais. dando maior destaque para questões de cunho ecológico e desenvolvimento sustentável. ZOOMASSA É a biomassa dos animais (ou consumidores). Inclui portanto. ZONA RIPARIANA Situada ou relativa às margens de um curso d’água. como o do biodiesel (produção de óleos vegetais para uso em veículos automotores). O nome provém da bactéria originariamente descrita nesta circunstância. (Ver FITÓFAGO. Fala-se. onde constitui parte do lodo ativado. e MICROBÍVORO) ZOOGEOGRAFIA (Ver BIOGEOGRAFIA) ZOOGLEA Substância gelatinosa produzida por bactérias. (Ver APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA) ZONA POLAR Situada latitudinalmente entre 72o e 90o em ambos os hemisférios da Terra. como a Drosera sp. ZOOCENOSE (ou COMUNIDADE ANIMAL) Termo que se refere a todos os animais que vivem numa fitocenose. em zoneamento agrícola. ZOOPLÂNCTON (Ver PLÂNCTON) 252 . NÉCTON e o neuston. (Ver “-cola”) ZONA SUBLITORÂNEA (Ver ESTIRÂNCIO. fungos. outros animais e às vezes. Ao organismo que habita esta zona dá-se o nome de ripícola. A este substrato prontamente aderem protozoários.

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GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS

256

GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS

APÊNDICES
APÊNDICE I
ALGUNS CÁLCULOS E UNIDADES
1. Uso da barra ( / ) e do expoente negativo ( .-1)
O uso da barra, significando divisão, não é matematicamente correto quando são representadas 3
unidades. Exemplo: 4/2/2; dividindo-se primeiramente 4/2 = 2 e, depois, dividindo-se este resultado pelo
2 seguinte, teremos como resultado final “1”. Mas se dividirmos 2/2 = 1 e depois 4/1 = “4”; este resultado
final é diferente do anterior.
O uso do expoente negativo é o matematicamente correto quando são representadas 3 unidades.
Exemplo: 4 . 2-1 . 2-1 (ou 4 X 2-1 X 2-1), significa, matematicamente, 4 X ½ X ½ ; multiplicando-se
primeiramente 4 X ½ = 2 e posteriormente multiplicando-se este resultado 2 X ½ = “1”. Ou então,
multiplicando-se primeiramente ½ X ½ = ¼ e depois 4 X ¼ = “1”, ou seja, o mesmo resultado, seja qual
for a ordem do cálculo.
Assim sendo, representando-se um valor de fitomassa (produção / área), pode ser usada a barra,
uma vez que são apenas 2 unidades: kg / m2. Mas a representação da produtividade primária (produção /
área / unidade de tempo), deve ser feita usando-se o expoente negativo: kg . m-2 . dia-1. O uso do ponto (.)
entre as unidades pode ser substituído pelo uso de um espaço: kg m-2 dia-1.
2. Tonelada (métrica) ou Megagrama
A representação atual da tonelada é o Megagrama, ou seja:
1 tonelada = 1.000.000 g = 1 Mg, ou seja, uma tonelada é igual a um milhão de gramas, ou um
megagrama (equivalente a 1.000 kg). Continuando: 1Gg ou Gigagrama = 1 bilhão de gramas (equivalente
a 1.000.000kg) e 1Tg ou Teragrama = 1 trilhão de gramas (equivalente a 1.000.000.000kg).
3. O hectare (conversão de ha para km2)
O hectare equivale a uma área de 100 m de lado X 100 m = 10.000 m2. Para se ter uma idéia
desta dimensão, podemos imaginar um campo de futebol que tivesse uma largura igual a do seu
comprimento, que é de 100 m.
Para se converter ha para km2 (uma unidade menor convertida para uma unidade maior), deve-se
dividir o valor em ha por 100. Isto porque:
1 km2 é uma área de 1.000 m de lado X 1.000 m = 1.000.000 m2, ou seja, 100 vezes maior do
que 1 ha. Exemplo: o Estado da Paraíba tem 5.637.200 ha, que divididos por 100 é igual a 56.372 km2.
(Ver subitem 6.1 no APÊNDICE II, sobre mais unidades de área).

257

GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS

APÊNDICE II
SI − SISTEMA INTERNACIONAL DE UNIDADES
(De acordo com publicação do Instituto Nacional de Metrologia - INMETRO”)
1. Unidades de base e unidades SI suplementares
Grandeza
Unidade
Unidades de base
Comprimento
Metro
Massa
Quilograma
Tempo
Segundo
Corrente elétrica
Ampère
Temperatura termodinâmica
Kelvin
Quantidade de matéria
Mol
Intensidade luminosa
Candela
Ângulo plano
Ângulo sólido

Unidades suplementares
Radiano
Esterradiano

Símbolo
m
kg
s
A
K
mol
cd
rad
sr

2. Algumas unidades SI derivadas simples, expressas em termos das unidades básicas
Grandeza
Unidade
Símbolo
Área
metro quadrado
m2
Volume
metro cúbico
m3
Velocidade
metro por segundo
m/s
Aceleração
metro por segundo ao quadrado
m/s2
Densidade
quilograma por metro cúbico
kg/m3
Concentração em quantidade de Mol por metro cúbico
mol/m3
matéria
Densidade de corrente
ampère por metro quadrado
A/m2
Força de campo magnético
ampère por metro
A/m
Volume específico
metro cúbico por quilograma
m3/kg
Luminância
candela por metro quadrado
cd/m2
3. Prefixos utilizados com unidades SI (SI, 1991)
Fator
Prefixo
Brasil
EUA
10-24
(1)
yocto
10-21
(1)
zepto
Atto
atto
10-18
10-15
Femto
femto
10-12
Pico
pico
Nano
nano
10-9
10-6
Micro
micro
10-3
Mili
milli
Centi
centi
10-2
10-1
Deci
deci
101
Deca
deca
102
Hecto
hecto
103
Quilo
kilo
106
Mega
mega
Giga
giga
109
1012
Terá
tera
1015
Peta
peta
Exa
exa
1018
1021
(1)
zetta
1024
(1)
yotta
(1) Prefixo ainda não regulamentado no Brasil

258

Símbolo
Y
Z
A
F
P
N
μ
M
C
D
Da
H
K
M
G
T
P
E
Z
Y

GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS

4. Conversão de algumas unidades para unidades SI
Medida
Comprimento
Energia, calor
Pressão
Condutividade
Força
Radioatividade
Irradiância
Ângulo plano

Unidade outra
Angström (A)
micron (μ)
Caloria
BTU
Erg
Atmosfera
Bar
Psi
mmho.cm-1
Dina
Curie
cal.cm-2.min-2
Graus

Multiplicar por
0,1
1,0
4,19
1054
10-7
0,1013
0,1
6,9X103
0,1
10-5
3,7X1010
698
1,75X10-2

Unidade SI
nm
μm
J
J
J
MPa
MPa
Pa
S.m-1
N
Bq
W.m-2
rad

5. Unidades SI derivadas, com nomes especiais
Grandeza

Nome

Símbolo

Expressão em
outras unidades
SI

Freqüência
Hertz
Hz
Força
Newton
N
Pressão
pascal(a)
Pa
N/m2
Energia; trabalho; quantidade
Joule
J
N.m
de calor
Potência; fluxo energético
Watt
W
J/s
Quantidade de eletricidade;
Coulomb
C
A.s
carga elétrica
Tensão elétrica; potencial
Volt
V
W/A
elétrico
Capacitância elétrica
Farad
F
C/V
Resistência elétrica
Ohm
V/A
Ω
S
A/V
Condutância
Siemens(a)
Fluxo de indução magnética
Weber
Wb
V.s
Indução magnética
Tesla
T
W b/m2
Indutância
Henry
H
W b/A
Fluxo luminoso
Lumen
lm
Iluminamento ou aclaramento Lux
lx
(a)
Nome especial introduzido em 1965
(b)
Nestas expressões o esterradiano (sr) é considerado como uma unidade base

Expressão em unidades
SI de base
s-1
m.kg.s-2
m-1.kg.s-2
m2.kg.s-2
m2.kg.s-3
s.A
m2.kg.s-3.A-1
m-2.kg-1.s4.A2
m2.kg.s-3.A-2
m-2.kg-1.s3.A2
m2.kg.s-2.A-1
kg.s-2.A-1
m2.kg.s-2.A-2
cd.sr(b)
m-2.cd.sr(b)

Observações
1. Os símbolos das unidades não mudam no plural.
2. O produto de duas ou várias unidades é indicado, de preferência, por “ponto” como sinal de
multiplicação. Este ponto pode ser suprimido quando não exista possibilidade de confusão com outro
símbolo de unidade.
Ex.: N.m ou N m; porém não mN.
3. Quando uma unidade derivada é constituída pela divisão de uma unidade por outra, pode-se
utilizar a barra inclinada (/), o traço horizontal, ou potências negativas.
Ex.: m/s, m ou m.s-1
2
4. Nunca repetir na mesma linha mais de uma barra inclinada, a não ser com o emprego de
parênteses, de modo a evitar quaisquer ambigüidades (ver APÊNDICE I, ítem “1. Uso da barra (/) e do
expoente negativo (.-1)”). Nos casos complexos devem utilizar-se parênteses ou potências negativas.
Ex.: m/s2 ou m.s-2, porém não m/s/s [ver Apêndice I, ítem 1]
m.kg/(s3.A) ou m.kg.s-3.A-1, porém não m.kg/s3/A.

259

GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS

6. 1 Alguns “pesos e medidas” (úteis no campo e no laboratório)
COMPRIMENTO
1km=1000m
0,1km=100m
0,01km=10m
0,001km=1m
1m=100cm
0,1m=10cm
0,001m=1cm
1cm=10mm
0,1cm=1mm
1mm=1000μm
0,1mm=100μm
0,01mm=10μm
0,001mm=1μm
1μm=1000nm
0,1μm=100nm
0,01μm=10nm
0,001μm=1nm

ÁREA
1km2=1000000m2
1ha=10000m2
0,1ha=1000m2
0,01ha=100m2
0,001ha=10m2
0,0001ha=1m2
1m2=10000cm2
0,1m2=1000cm2
0,01m2=100cm2
0,001m2=10cm2
0,0001m2=1cm2
1cm2=100mm2
0,1cm2=10mm2
0,01cm2=1mm2
1mm2=1000000μm2
0,1mm2=100000μm2
0,01mm2=10000μm2
0,001mm2=1000μm2
0,0001mm2=100μm2
0,00001mm2=10μm2
0,000001mm2=1μm2

PESO (MASSA)
1Mg*=1000kg
0,1Mg=100kg
0,01Mg=10kg
0,001Mg=1kg
1kg=1000g
0,1kg=100g
0,01kg=10g
0,001kg=1g
1g=1000mg
0,1g=100mg
0,01g=10mg
0,001g=1mg
1mg=1000μg
0,1mg=100μg
0,01mg=10μg
0,001mg=1μg

VOLUME
1km3=1000000000m3
0,1km3=100000m3
0,01km3=10000m3
0,001km3=1000m3
0,0001km3=100m3
0,00001km3=10m3
0,000001km3=1m3
1m3**=1000000000cm3
0,1m3=100000cm3
0,01m3=10000cm3
0,001m3=1000cm3
0,0001m3=100cm3
0,00001m3=10cm3
0,000001m3=1cm3
1cm3=1000mm3
0,1cm3=100mm3
0,01cm3=10mm3
0,001cm3=1mm3
1mm3=1 X 109μm3
0,1mm3=1 X 108μm3
0,01mm3=1 X 107μm3
0,001mm3=1X106μm3
0,0001mm3=1X105μm3
...
= ...
1 X 10-9 = 1μm3

* 1Mg (megagrama) = 1.000.000g = 1 ton (tonelada métrica ou 1.000kg)
** 1m3 = 1.000L (litros; Ver no próximo subitem)
6.2 Ainda sobre volumes (litro)
LITRO
1L* = 1000mL
0,1L = 100mL
0,01L = 10mL
0,001L = 1mL
1mL = 1000μL
0,1mL = 100μL
0,01mL = 10μL
0,001mL = 1μL
• A representação gráfica de litro hoje utilizada é um L (maiúsculo), tanto para litro como para mililitro
(mL) e demais subunidades do litro (dL, decilitro ...).

260

573ml 1qt=0.38608mi2=1km2 1. peso (ou massa) e volume COMPRIMENTO 0.5900km2 1fl oz=29.3cm ÁREA PESO (MASSA) VOLUME 0.035274 oz=1g 0. “long ton”: tonelada maior.1 Comprimento. “yd (yard)”: jarda.16818km3 ton = 1000kg=1Mg 0.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS 7.4516 cm2 1 ft2=929.: “in (inch)”: polegada.26417gal=1L 1gal=3.03cm2=0.18kg 1 mi=1.09290 3m2 1 yd2=0. área.45359kg 1in3=16.350g 1 lb=0. “lb (pound)”: libra peso. de 1° F (1 grau Fahrenheit).8361m2 1 oz=28.196yd2=1m2 1.03937 in=1mm 0.3937 in=1cm 1 in=2. 1 kg (ou 1 L) de água pura.814fl oz=1. “qt (quarter)”: 1 quarto de 1 galão.54cm 1 ft=30.1023 short ton= 0.00155 in2=1mm2 0.155 in2=1cm2 1 in2=645.3097yd3=1m3 1 short ton=0. passando de 14° C para 15°C.387ml 1ft3=28.9144m 7. líquida. “gal (gallon)”: galão.2046 lb=1kg 35. GRAUS FAHRENHEIT: as conversões são feitas como segue: °F = 9/5°C + 32 °C = 5/9 (°F . “mi (mile)”: milha terrestre. 1 yd=0.03381fl oz=1mL ton=1016kg 1 mi2=2.1200 short ton=1 long 0. A medida usual do nosso sistema é a grande caloria ou Cal ou kcal (quilocaloria).32).315ft3=1. 261 .16mm2=6. “fl oz (fluid ounce)”: onça fluida.06102in3=1mL=1cm3 0.0567qt= 0.609km 1.317L 2. Algumas unidades comuns inglesas e seus equivalentes no sistema métrico 7.23990mi3=1km3 ton=907. “ft (foot)”: pé.8929 long 0. “short ton”: tonelada menor.7854L Obs. Uma pequena caloria ou cal ou gcal (gramacaloria) é a quantidade de calor equivalente quando se trata de 1 g (ou 1 mL) de água.98421 long 1mi3=4. que é a quantidade de calor necessária para elevar de 1° C (1 grau Celsius).2 Temperatura BTU (British Thermal Unit): 1 BTU é a quantidade de calor necessária para elevar a temperatura da água.94635L 33.

ki Psi Ômega 262 NOSSO ALFABETO a b g d e z e th i k l m n x o P rh. r S T y. MAIÚSCULAS A B Γ Δ Ε Ζ Η Θ Ι Κ Λ Μ Ν Ξ Ο Π Ρ Σ Τ Υ Φ Χ Ψ Ω MINÚSCULAS α β γ δ ε ζ η θϑ ι κ λ μ ν ξ ο π ρ σς τ υ φ χ ψ ω PRONÚNCIA Alfa Beta Gama Delta Epsilon Dzéta Eta Teta Iota Capa Lambda Mi Nu Cs Ômicron Pi Ro Sigma Tau Ípsilon Fi qui. u F Kh Ps O . Letras que são freqüentemente usadas em termos técnicos. Alfabeto grego.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS 8.

GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS APÊNDICE III ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO m Hz nm 106 780 Onda de rádio longa Infravermelho 760 103 101 106 Vermelho longo 720 Onda curta AM 700 10 8 TV e FM 1 660 Vermelho UHF 10-1 640 1010 Microonda Laranja 600 10-3 1012 10-4 580 Infravermelho Amarelo 560 10-6 Luz visível 1015 540 Verde 10-7 10-8 Ultravioleta 520 1017 10-9 500 Azul Raios X 480 10-11 10 10-10 1019 -12 460 Raios gama 420 10-13 Violeta 400 380 360 263 Ultravioleta .

1998) ZONAS PELÁGICAS 0m Província nerítica Província oceânica Epipelágica 200 m 200 m Plataforma continental Mesopelágica 1000 m Talude continental (declive) Batipelágica 2500 m Bentopelágica Aclive continental Abissopelágica 4000 m 6000 m Hadopelágica Planície abissal Zona de borrifos Zona de quebra das ondas Frnaja infralitorânea Fossa oceânica ± 8000 m Entremarés ou litoral Zona litorânea Submarés Zona sublitorânea Litoral Supralitoral Eulitoral Infralitoral Circalitorânea 264 Zona Arquibental Zona batial Zona abissal Zona hadal .GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS APÊNDICE IV ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA (Baseado em LINCOLN et al..

2-2.0 – 20 μm 20 – 200 μm 0.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS APÊNDICE V PLÂNCTON: TIPOS E CATEGORIAS DE TAMANHO Plâncton Femtoplâncton e Picoplâncton (Ultraplâncton) 0.0 m Bacterioplâncton Micoplâncton Fitoplâncton Protozooplâncton Metazooplâncton Nécton Tamanho (m) 10-8 10-7 10-6 10-5 10-4 265 10-3 10-2 10-1 100 .2–2 μm Tamanho Virioplâncton Nanoplâncton Microplâncton Mesoplâncton Macroplâncton Megaplâncton 2.02-0.2 – 20 mm 20 – 200 mm 0.2μm 0.

000 250 Máx.A. separado pelo mar Vermelho) Estende-se através do sul da Mongólia e norte da China Ao sul de Botsuana.U. Utah. Nevada.000 50 – 200 Máx.000 250 – 300 Máx.: nos estados de Oregon. Noroeste da Índia. Idaho. estendendo-se na direção norte para os E. do oceano atlântico ao mar Vermelho Estende-se do norte da Síria para o Yêmen e Oman (é uma extensão do Saara.A. no noroeste Área aproximada km2 9.000 Precipitação pluviométrica mm 20 – 400 Temperatura o C 16 – 37 2.A.000 10 – 250 712.) E.000 250 340. 40 Mín. 266 .300. 45 Mín.000 50 – 125 250 409. 42 Mín. estendendo-se até o oceano Índico.U. na província de Rajasthan. 25 Continua . 49 Mín. Argentina Entre as cadeias de montanhas de Sierra Madre no México. -30 446. 38 Mín. -13 5 – 13 518. 48 Mín. 2003) DESERTO Saara Península Arábica Gobi Kalahari Patagônia Chihuahua Thar Mojave e Sonora Grande Deserto da Bacia Grande Deserto Arenoso Localização Norte da África. 42 Mín. estendendo-se a oeste para a Namíbia e ao sul para a África do Sul Leste dos Andes. -13 (em ambos) Máx. Wyoming.500 125 – 500 670.300.000.. Colorado e Califórnia Na parte norte do oeste da Austrália. -40 Máx.000 100 – 500 140. -7 Máx.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS APÊNDICE VI OS MAIORES DESERTOS DO MUNDO (LUHR.U. no sul das províncias de Chubut e Santa Cruz. 3 Máx.000 100 – 260 Máx.000 275. 47 Mín.. estendendo-se ao sudeste do Paquistão Mojave: sul da Califórnia Sonora: Arizona (ambos nos E. 0 1.

-9 -14 – 32 156. 40 Mín.continuação DESERTO Grande Deserto de Victoria Takla Makan Kara Kum Gibson Simpson Atacama Tanami Deserto da Namíbia Localização Na parte sudeste do oeste da Austrália. 42 Mín. 0 Máx.000 175 – 200 105. 10 . 42 Mín. 50 Mín. 35 Mín. 18 327. no oeste de Queensland e na parte norte do sul da Austrália Oeste dos Andes. a leste do mar Cáspio Na parte central do oeste da Austrália Parte sul do Território Norte. 38 Mín. na província Xinjiang no oeste da China Maior parte do Turcomenistão.200 15 37. ao norte de Alice Springs. entre Arica e Vallenar Na parte central do Território Norte. estendendo-se ao norte para Angola Área aproximada km2 338.900 100 – 200 Máx. 25 Máx. ao longo da costa norte do Chile..500 200 – 400 31. estendendo-se a leste até a parte central do sul da Austrália Norte das montanhas Kunlun.000 15 – 100 267 Máx. -4 Máx.500 Precipitação pluviométrica mm 150 – 250 Temperatura o C Máx. 18 Máx. Austrália Na costa atlântica da Namíbia.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS . 25 Mín.000 200 – 250 145.000 40 – 100 297..

... Área conjunta: 244.568 614 156 O segundo maior lago do Canadá e principal reservatório do sistema do rio Mackenzie 26..59..A....-Canadá. no Canadá....000 Característica(s) relevante(s) O maior corpo de água continental do mundo... a leste das montanhas Mackenzie Norte do deserto de Kara Kum. Fronteiras do Quênia.........U. no Canadá.. Casaquistão...19. Lawrence. Totalmente nos E...58... recebe água dos rios Ural e Volga e não desemboca em nenhum outro Despejam suas águas no rio St..............000 58 40 Já foi o quarto maior do mundo e hoje está secando.000 ....500 1... Rússia e Turcomenistão APÊNDICE VII OS MAIORES LAGOS DO MUNDO (LUHR.U.. Fronteira E.82..A......... Fronteira E.. Dem... inteiramente no Canadá 28..-Canadá.570 .GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS LAGO Mar Cáspio Localização Fronteiras do Azerbaijão.367 .U... Irã..........150 446 186 Maior lago....-Canadá .000 km2 406 281 228 64 224 84 183 177 176 174 75 1..010 68....134 32. devido à utilização de suas águas para irrigação (desde 1930) no cultivo do algodão Continua .741 456 31.. Rep........U. 2003) Área aproximada Profundidade Altitude km2 máxima m m 371... no círculo polar Ártico Territórios do Noroeste...25. na fronteira do Casaquistão e Uzbequistão .A.. ao sul do platô siberiano central... perto da Mongólia Territórios do Noroeste..U.. ..000 1..000 950 30 (abaixo do nível do mar) Grandes lagos: Superior Michigan Huron Erie Ontario Vitória Tanganica Baikal Grande lago do urso Grande lago “slave” (do escravo) Mar de Aral Fronteira E.... Maior sistema de lagos do mundo.A... Fronteira E..-Canadá.. Tanzânia e Uganda Extremo sul do “Great Rift Valley” nas fronteiras de Burundí...A. Há algumas dúzias de espécies de peixes ciclídeos (peixes teleósteos fluviais) endêmicos do Tanganica O mais profundo do mundo.471 773 31.. do Congo e Tanzânia Na Rússia.. contendo 20% de toda a água doce de superfície mundial .. 268 O maior lago da África e o segundo maior de água doce do mundo O segundo lago mais profundo do mundo.820 ...

U.000 anos atrás tinha profundidade de 50 m Lago salgado de dimensão variável. recebendo águas de rios temporários O maior lago de água doce da América do Sul e o situado em altitude mais elevada O maior lago de água doce da América Central.200 25 340 17. É o mais rico em espécies de peixes do mundo (talvez mais de 1.100 38 529 3.280 Qinghai Hu Toba Parte centro-norte da China Província norte da Sumatra 4.000 anos era três vezes mais longo. Chad. situado a 15 km apenas da costa (voltada para o Pacífico) Também chamado de lago Rudolf.812 8.675 230 5 A maior parte de suas águas vem do rio Saskatchewan Seu nível d’água oscila estacionalmente. noroeste da Rússia.A.750 110 360 Nyasa 6. estando em encolhimento devido ao uso da água para irrigação. ligeiramente salino O maior “lago caldeirão" do mundo. Há 10. norte de Utah. na região central dos Andes Sudoeste da Nicarágua 9...000) 10 280 Austrália. Rico em espécies de peixes Recebe águas de mais de 14 rios.400 706 500 Grande lago de sal Extremo sul do “Great Rift Valley”.5 16 8. E.200 905 Winnipeg Balkhash Ladoga Lago Chad Eyre Titicaca Nicarágua Localização Área aproximada km2 Parte centro-sul do Canadá.000 espécies de ciclídeos) Um dos maiores corpos de água salgada continental (o maior do hemisfério ocidental) O maior da China. na província de Manitoba Sudeste do Casaquistão Na região de Karelia. ao sul do deserto de Simpson Entre Peru e Bolívia. fronteira da Etiópia e Quênia na 6. no platô Altiplano. há 5.150 70 32 Turcana No “Great Rift Valley”. à leste do mar Báltico Nas bordas sul do deserto de Saara..000 a 25.460 1.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS .772 281 3.700 5. continuação LAGO Altitude m Característica(s) relevante(s) 23. nas fronteiras de Malauí. Moçambique e Tanzânia Oeste das montanhas Rochosas. 5. Níger e Nigéria Continua . formado por fluxo de lava que entrou em colapso .. em 3m O maior lago da Europa Variável (de 10. 269 Lago raso. limitado por Camarões.000 12 1.750 Profundidade máxima m 36 217 18. com área variando muito durante o ano.

continuação Localização Área aproximada km2 Mar Morto Norte do mar Vermelho. Sua alta taxa de evaporação contribui para seu encolhimento (nível da água cai 1 m por ano) O maior dos lagos alpinos Não tem fontes de água de superfície perenes. na fronteira da França e Suiça Tanzânia. recebendo água do rio Reno O mais profundo dos lagos alpinos .5 milhões de pessoas. é o mais baixo rio do mundo. A água esté escasseando pela irrigação e se salinizando Supre de água doce mais de 4.. estando Israel a oeste e Jordânia a leste 810 Profundidade máxima m 330 Genebra 581 310 372 230 (desconhecida) 945 Mar da Galiléia Noroeste dos Alpes. próximo às fronteiras com Síria e Líbano 166 48 212 (abaixo do nível do mar) Constança (ou Constance) Como Norte dos Alpes. mas apenas uns poucos riachos temporários Conhecido também com lago Tiberias. sudeste da planície do Serengeti e noroeste da estepe de Masai Ao norte de Israel. nas fronteiras da Áustria. situa-se numa depressão que é uma extensão do “Great Rift Valley” da África.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS . com salinidade de cerca de 32%. norte da Itália 541 252 395 146 410 198 LAGO Manyara 270 Altitude m Característica(s) relevante(s) 405 (abaixo do níveldo mar) Alimentado pelo rio Jordão.. sem desembocadura. Alemanha e Suiça Lombardia.

000. Característica(s) relevante(s) Durante muito tempo considerado o mais longo do mundo. Despeja 770 bilhões de litros de água/h no oceano Também chamado Huang-He ou Huang-Ho.430 5. dos Himalaias até o mar leste da China no oceano Pacífico 6. Negro Madeira. Kaduna Continua .100.180 850 1.900. Ubangi Níger Flui da Guiné. O “Grand Canal”(1. Sangha.000 Wei He. Segundo mais longo da África.480 2. daí a sua cor amarela O mais longo da Ásia e o terceiro no mundo.. banhando grandes áreas da África central O maior rio do oeste da África.000 Han Shui. Fen He Yangtze Flui na China.500 7. Nas suas gigantescas três gargantas estão sendo construídas as maiores represas do mundo.648 APÊNDICE VIII OS MAIORES RIOS DO MUNDO (LUHR. Lualaba. Nilo Azul RIO Localização Nilo Flui do norte do lago Vitória e montanhas da Etiópia até a costa mediterrânea do Egito Amazonas Flui dos Andes peruanos. A represa de Aswan (1970) formou o grande lago Nasser.000 Amarelo Flui na China.500 1.300 5. do norte até o platô tibetano.900. despejando no mar Amarelo 5. Despeja 20% de toda a água proveniente de rios para o mar. pelo sul do Saara. Ya-Lung Chiang Congo Flui das montanhas do leste da África através do continente até o oceano Atlântico 4.600 km liga-o ao Beijing Segundo do mundo (após o Amazonas) em volume d’água. passa por densa floresta . No seu curso há seis grandes cataratas.000 Nilo Branco.670 1760 3.. 2003) Declividade Área da bacia Afluentes M km2 principais 1. atravessando o Brasil até o Atlântico 6.000 Kwa.500.135 3.400. Carrega 30 vezes mais silte/m3 do que o Nilo e tanto sedimento (“loess”) quanto o Ganges. 271 Juruá.460 4. até o oceano Atlântico na Nigéria 4. Benue.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS Extensão km 6.000 Bani.

A.000 3.460 1.000 Drava.700 Dado desConhecido 3. Con-. Irtysh.U.000 Chama.A. formando 2.650 445. Srepok Ohio. originando-se no platô tibetano.000 Missouri. Sava.540 1.950 Área da bacia km2 795. próximo à fronteira com o Canadá.. No seu curso superior flui para noroeste para o território da Kashimira. até o mar Arábico Ob’ Volga Zambezi Rio Grande Indus Danúbio Flui do sul da Alemanha.900 4. para a costa do mar Negro. Tennessee 3.. Sa-lado 2. Kama 3.300. banha a Áustria e Hungria .U. Mun. passando por vales profundos Junto com os tributários.000 Chenab.000 Kafue. continuação RIO Localização Mekong Flui do oeste da China para o Laos e Camboja Mississipi E. no leste da Romênia Extensão km 4.860 662 816. nascendo na Alemanha.848 1. para o mar Cáspio Flui das montanhas da África central para o ocenao Índico em Moçambique Forma parte da fronteira E.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS .-México.000 Chulym. Arkansas.200. Sutlej 2.000 km da fronteira do Texas com o México O maior dos rios dos Himalaias. flui de Minnesota.690 258 1. Jhelum. através dos Himalaias.780 450 3.700 m antes de atingir as cataratas de Victoria O quinto rio mais longo da América do Norte. Tisza Continua … 272 Afluentes principais Kang.000. forma imensa bacia de drenagem.400.000 Declividade M 4. chos. tendo uma largura de 1. Pecos. Característica(s) relevante(s) O mais longo rio do sudeste da Ásia. para o golfo do México Rússia.200. de disputa entre Índia e Paquistão O segundo mais longo da Europa.034 3. Kabul. fluindo através da Sibéria para o mar de Kara no oceano Ártico Rússia.000 Oka. Shire 3. fluindo inicialmente para leste e depois para o sul. fluindo das montanhas rochosas para o golfo do México Flui do platô tibetano. descendo das montanhas Rochosas até as Apalachianas O rio congela até 200 dias por ano O mais longo da Europa e a mais importante rota de trans-porte da Rússia O quarto maior rio da África. Tom 3.

00 Liard.800 Declividade M 2.000 Afluentes principais Tigris Eufrates Flui das montanhas do leste da Turquia para o golfo Pérsico Murray Austrália. Meta.100 Dado desconhecido 411. das montanhas da Guiana até o oceano Atlântico 2. Yamuna Colorado Principalmente nos E. forma o sistema mais importante do oeste da Ásia.. Gila Orinoco Flui através da Venezuela. Síria e Iraque acusam a Turquia de “roubar” sua água Junto com o Darling.000 Darling.151 1. fluindo do Grande Lago Escravo para o mar de Beaufort no oceano Ártico 2.000 Brahmaputra. Sua bacia de drenagem cobre 80% da Venezuela e 25% da Colômbia Em Burma fornece a maioria da água de irrigação Segunda maior bacia no Canadá e América do Norte.320 632. Peel Mackenzie Continua … 273 Característica(s) relevante(s) Junto com o Tigris. fluindo dos montes Mishmi para o mar de Andamã no oceano Índico Nordeste do Canadá. Carreia mais areia e silte para o mar do que qualquer outro rio do mundo (2 bilhões de Mg por ano) Drena o sudoeste árido dos E.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS … continuação RIO Localização Extensão km 2.. Ghaghar.680 Área da bacia km2 1.A. cortando o grandioso Grand Canyon (2 bilhões de anos de história geológica). Tem sido o rio mais “manejado” do mundo O segundo maior da América do Sul.333 4.100. “Great Bear” (Grande Urso). Little Cololrado. forma o único realmente importante sistema fluvial da Austrália (80% das terras irrigadas) Rio sagrado da religião hindu. Caroni Irrawaddy Burma. fluindo das montanhas Rochosas para o golfo da California 2. drenando ¼ da Índia.A.U.U.100.074 948.000 Green. fluindo do extremo sul para o oceano Índico 2.705 156 1.050 1. Arauca. vegetação arbustiva. pântanos.000 Guaviare.800.600. Murrumbidgee Ganges Flui ao longo da borda sul dos Himalaias para a baía de Bengala na Índia 2.000 Chindwin 1.030 1.506 3. tundras . Nos baixios formam-se florestas.590 2.

. . após Toledo e limita (por 275 km) este país com Portugal. Apesar de largo (9. fluindo do norte da região de Burgundy para o canal da Mancha em Le Havre 813 1800 96. em Leverkusen)..000 Aube. Arve. Tem sido transforma-do por obras de engenharia Passa por zona árida na Espanha.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS .320 Declividade m 2.000 Ardèche. No outono e primavera chuvas pesadas causam enchentes nos baixios.U. o poluem Contribui significativamente para o sistema dos Grandes Lagos.244 75 1. Tcheca para o mar Báltico na Polônia 886 633 119. 274 Afluentes principais Main.. Moselle. Indústrias ao longo do seu curso (como a Bayer... fluindo do lago Ontario para o ocenao Atlântico 1.007 1. nas margens Noventa por cento da bacia de drenagem está na Polônia. Lawrence (São Lourenço) Tagus Loire Sena Localização Flui dos Alpes suiços para o mar do Norte na costa da Holanda Continua . Característica(s) relevante(s) O mais comercialmente importante rio da Europa ocidental.A. Marne.020 14. ficando congelado 1 mês no inverno O principal rio europeu que desemboca no mar Mediterrâneo Forma a “bacia de Paris”.000 Allier. À montante de Paris o Sena e tributários cortam zona calcária formando o platô fértil de Île de France. Zezere 1. continuação RIO Extensão km 1.000 Neisse. Vienne Oder Flui da Rep. Isère.850 117. Oise Reno St.300. do leste da Espanha para a costa atlântica de Portugal França. fluindo do maciço central para a costa no Atlântico ao sul 1. Saône 780 471 83. Ambos países usam sua água na irrigação O mais longo da França. Maine.600 Gallo.000 Fronteira do Canadá-E. Warta Rhône Flui dos Alpes suiços através da França para o mar Mediterrâneo França.000 Flui através da península Ibérica.5 km) é raso (média de 90 cm).339 Área da bacia km2 220. Maurice St.590 81. Neckar Ottawa.

Após percorrer 2..A.371 Área da bacia km2 34.8 cm/km e vazão média de 2. é importante acidente deste rio.U. Uruguai Estuário em forma de funil.830 km.. 275 Colne. 3) Rio Tocantins: nasce na serra do Paranã. Junto com o rio Araguaia.200. Destacam-se entre estes. É tido como um dos rios mais piscosos do mundo. Stour. como os acima mencionados. 2) Rio Paraná: nasce da confluência dos rios brasileiros rio Grande e Paranaíba. Tem declividade média de 8.500 m de altitude. talvez por não existirem dados completos disponíveis. 4) Rio Araguaia: principal afluente do Tocantins. Influência das marés estende-se até Albany. Bahia. recebendo água de 168 afluentes.700 km (ou 2.943 m3/s. 5) Rio Paraguaçu: nasce na região diamantífera na serra do Cocal. segundo alguns). Paraguai e Uruguai OBSERVAÇÃO: Importantes rios brasileiros.739 km. os seguintes (em resumo): 1) Rio São Francisco: denominado “rio da integração nacional”. Chapada Diamantina.600 Afluentes principais Mohawk Kennet. não foram incluídos no livro do qual a relação acima foi extraída.115 km desemboca no Tocantins. desemboca na baía de Marapatá.. Percorre 2. Tem comprimento total de 2. no estado de New York.400 km de curso.000 km2. Percorre 620 km formando uma bacia de mais de 53 mil km2. fluindo de 290 600 11. forma uma bacia de 800. há uns 1.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS . em Goiás.200 m de altitude). Sul. continuação RIO Hudson Tâmisa Localização Nos E. tomando inicialmente o nome de rio Maranhão. com ondas de 25 km/h mar Irlandês atingindo altura de 3 m Rio da Plata Costa leste da América do 290 Nula 4. sendo 619 km em território brasileiro e o restante entre Argentina e Paraguai. há uns 850 m de altitude. Bolívia. em Minas Gerais (a mais ou menos 1. Wey Característica(s) relevante(s) . flui para o oceano Atlântico na cidade de New York Grã-Bretanha. 20. a uns 60 km ao norte de Brasília.000 km2. tendo Uruguai ao norte e coincidindo com a desembocadura Argentina ao sul do rio Uruguai e o delta do Paraná.4 m. É rota comercial importante O mais longo da Grã-Bretanha. A ilha do Bananal. Seu curso baixo sofre influências da maré (por 145 km) e comportas controlam possibilidades de enchentes em Londres Severn Grã-Bretanha. em direção a Salvador e desemboca na baía de Todos os Santos após uns 600 km de curso. Após cerca de 2. Brasil. Teme. com marés de até 1. Atravessa parte da Chapada Diamantina. Nasce na Serra da Canastra.100 m de altitude. nasce na serra do Caiapó. Seu curso inferior sofre influências Gales para o canl de Bristol e Usk da maré. Sua área de captação se estende por Argentina. próximo a Belém. por ser o caminho de ligação do sudeste e do centro-oeste com o nordeste do Brasil.628 336 108 13. dos quais 99 são perenes.266 Avon. entre Goiás e Mato Grosso.000 Paraná. há mais ou menos 1. 6) Rio de (das) Contas: nasce na serra da Tromba. município de Barra da Estiva. fluindo no sul da Inglaterra até o mar do Norte Extensão km 507 Declividade m 1.