Você está na página 1de 15

Cardim & Montserra.

Guernica
O horror e a arte

Guernica – nosso fundo

Trabalho apresentado para a


Universidade Nove de Julho, curso de
Direito, 2o semestre, para a matéria de
filosofia, como avaliação três,
produzido por: José Antonio Cara
Cardim e Ricardo Montserrat.

"A Arte não é a verdade. A Arte é uma mentira que nos ensina a compreender a verdade".

Pablo Picasso

Orientador: Professor Contador.

São Paulo
2009
Índice:

Anexos, aditivos, complementos, imagens, referencias..................................7


Asas da morte – conheçam os aviões usados no ataque...............................................................9
...................................................................................................................................................10
manifesto político de P. Picasso por Ângela Veríssimo ............................................................10
Vista da cidade de Guernica:......................................................................................................13

Identificação da obra
Titulo: Guernica – P. Picasso – retrata o ataque a Guernica, Espanha, o berço Basco.
Tela Guernica
Dados do autor: Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de los Remedios
Cipriano de la Santísima Trinidad Ruiz y Picasso.

Nasceu em Málaga, 25 de outubro de 1881 ― Faleceu em Mougins, 8 de abril de 1973, reconhecido como um dos
mestres da Arte do século XX. Considerado um dos artistas mais famosos e versáteis de todo o mundo, criou
milhares de trabalhos: pinturas, esculturas e cerâmica, usando, enfim, todos os tipos de materiais. Ele também é
conhecido como um co-fundador do Cubismo, junto com Georges Braque (Wikipedia).

Filho de professor de desenho e pintura, famoso e ainda jovem era admirado e solicitado pelos célebres e
poderosos, notoriamente um espanhol simples, saudável e generoso, transbordava uma formidável capacidade de
trabalho, gostava do bem viver: boêmio em de Paris, do sol do Mediterrâneo, dos toros, da gente simples e das
mulheres formosas, viveu bem. Faleceu com 92 anos, quando jovem, em Barcelona, estudou Belas-Artes e pintou
seus primeiros quadros de tendência acadêmica, ressaltando-se Ciência e Caridade (1897).

Iniciando o século XX, 1904 (com 23 anos), foi para Paris, recebeu a influência de Gauguin e Toulouse-Lautrec
passou pelo período azul, com obras de tema
popular, e período rosa, focando o mundo do
circo.
Na primavera de 1907, pintou As Senhoritas de
Avignon, rompendo com a profundidade espacial,
representando as figuras em simultaneidade de
planos, iniciando assim seu período cubista.

Produziu diversas obras como: Matanças na


Coréia (1950); Mulheres de Argel, de Delacroix
(1955), As Meninas, de Velásquez (1957), ou
Merenda Campestre, de Manet (1960)...

Aos 55 anos, dado o bombardeamento da cidade


de Guernica, o governo republicano Espanhol,
pediu para criar a tela Guernica, exposta no
pavilhão espanhol da Exposição de Paris em 1937,
representando o protesto pela violência sem
sentido da guerra.
http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_867.html
Análise dos aspectos
formais da obra: Pintada a óleo,
medindo 350 x 782cm, a tela Guernica tem um
contexto de protesto, uma representação da
destruição da guerra que ressalta a AGONIA,
sobressai de seu fundo escuro, figuras de pedaços
humanos, animais, objetos, figuras distorcidas,
com traçados próprios, triangulares, fazendo com
que tão distantes classes, façam parte de um
mesmo grupo, com destacada harmonia.

Apresenta expressões que simbolizam o


sofrimento, a dor, a horrível experiência que a
cidade passou, usa combinação das cores escala de
preto e branco, afinal, tal tema, o autor não exigiu
um painel colorido.

Destaque para as partes representando os jornais da época, da impressão que o autor embrulhou parte das
maquetes com jornais e as colou na tela. Com formas geométricas, representação do cubismo (ver abaixo).

http://historia.abril.com.br/guerra/bombardeio-guernica-chuva-fogo-435298.shtml

Sua composição retrata as figuras através de um enquadramento triangular. A obra é cheia de simbolismos, figuras
que pela sua imagem passam a mensagem com significado outro, mostrando: a força do povo; a dor; a não
segurança...

Dramáticas e violentas, são palavras que definem bem as figuras apresentadas na tela, a mãe chorando a morte do
filho e o ameaçador touro de cabeça humana, a luz do centro, o "olho" luminoso do candeeiro que derrama uma
luz inóspita, a mulher com a lâmpada na mão lembra-nos a Estátua da Liberdade, o homem desesperado levanta
os braços ao céu, o braço mutilado, empunhando a espada partida, um emblema da resistência heróica e o cavalo
ferido.

O cavalo tem a semelhança do touro, uma figura saída da mitologia espanhola; representa o povo que sofre,
através do opressor touro, símbolo da brutalidade, das forças do mal.

No lado direito, inferior, a personagem caminhando, mostra uma postura inferior, cansada, triste, sofrida, lembra
Jesus carregando a cruz.

No centro, boquiaberto, vemos uma figura com semblante de surpresa, olhando para a mistura de cavalo e touro.

O Cavalo, com a ferida aberta pela lança em seu peito, expressa toda sua dor e sofrimento.

Finalizando, o grande destaque, a mãe carregando a criança morta. A expressão da mãe, sua postura, ela tem um
olhar descentralizado, perdido, direcionado para o céu, ao mesmo tempo em que parece pedir socorro, nos indica
estar catatônica, algo que adiciona horror a tela, faz parecer que desistiu.

Análise histórica: por que a obra trata do tema? A Espanha, dividida,


estava em guerra civil, de um lado as tropas do general Francisco Franco que buscando o poder, contava com o
apoio dos nacionalistas, dos italianos facistas de Benito Mussolini e dos nazistas (alemães) de Adolf Hitler, do
outro lado, os da esquerda, governo – Francisco Largo Caballero, contava com o apoio da União Soviética.

Guernica, uma cidade antiga de especial significado para o povo basco, traz uma história de conquistas políticas,
refletindo na união deste povo, impacto direto na sua moral.

Um destaque do julgamento de Nuremberg foi o comandante da Luftwaffe: Hermann Goering, revelou que o
ataque foi um laboratório para ensaiar “sistemas de bombardeios com projéteis explosivos e incendiários”.Veja
abaixo o item “A Manchete - 'o ataque a Guernica'”, detalhe do texto: Publicado na Folha da Manhã, sexta-feira,
30 de abril de 1937.

Bombardeio em Guernica: fogo, bomba, destruição, morte, horror: Há 70 anos, a cidade basca de Guernica foi
vítima do primeiro grande bombardeio moderno. Os
nazistas demonstraram o que seria a Segunda Guerra.
Era uma segunda-feira, 26 de abril de 1937, dez
minutos antes de o ataque aéreo começar, os cidadãos
de Guernica estavam numa feira livre, a cidade foi
destruída, queimada, o mundo conheceu o poder dos
ataques aéreos, assistiu a engenharia humana para a
destruição.

Wolfram von Richthofen (primo do Barão Vermelho,


exemplar piloto da Primeira Guerra), chefe do Estado-
Maior da Forças Armadas alemãs, foi o mentor de tal
ofensiva.

Foram várias ondas de ataque, com uso progressivo de


bombas de 50 e 250 quilos. Haviam aviões
bombardeiros, outros com metralhadora, chegavam a 40 aviões numa esquadra. Na terceira onda, o massacre
durou por cerca de três horas. Há varias opiniões quanto ao numero de mortos em tal massacre, inicia em 200
chegando a 1600.
Em 1939, o ditador Franco, vitorioso assumiu o poder e suprimiu a autonomia dos bascos. Era proibido citar que
houve o ataque a Guernica.

http://historia.abril.com.br/guerra/bombardeio-guernica-chuva-fogo-435298.shtml

Por que a tela tem o estilo que tem? Devido ao horror, o sangue, a queima, a
destruição, o autor fez uma tela branco e preto (com escala de cinza), a óleo, no estilo cubismo, com
enquadramento triangular. Assim, pelos olhos do autor, podemos ver a mensagem de banalidade que foi tal
massacre, quanta dor, ódio, tristeza, força negativa, de modo simples, com figuras simples e homogêneas.

Que efeitos pretendeu produzir no público? Picasso buscava mostrar que foi
um grande engano o ataque, valorizou os seres humanos, seus valores, sua moral, seus objetivos, a vida. Mistura
mitologia e realidade, ressalta os maiores valores do homem e mostra seus medos. Entendo como um pedido que
tal fato nunca mais se repita, que o homem se entenda.

Ela se insere numa corrente artística ou rompe com as


correntes dominantes? Artisticamente, o cubismo (ver abaixo) foi uma novidade na época,
rompe uma corrente dominante, demais quadros, ao retratar os horrores da guerra, como a obra "Os fuzilamentos"
do 03 de maio de 1808 de Goya, o sangue é um destaque na figura, faz parte da mensagem, versus Guernica que
apresenta muito mais o horror, usa apenas, branco e a escala de preto.

Um comentário do ponto de vista pessoal - Por que Güernica tornou-se um dos


mais famosos quadros que um artista possa ter pintado?

Güernica poderia ter sido um simples quadro ou uma tela a mais em qualquer museu do mundo ou enfeitando a
parede de um palácio ou casa de qualquer afortunado, caso ele não fosse criado em uma ocasião específica e em
um momento peculiar para a Humanidade.

O quadro foi encarregado para decorar o pavilhão espanhol da Exposição Internacional de Paris em 1937, a
pedido de um governo legítimo, para ser utilizado como meio de propaganda política em prol da democracia e
liberdade.

Em que circunstâncias um quadro torna-se famoso ou o artista que o cria?

A diferença entre esta obra e qualquer outra, está justamente nas circunstâncias dos acontecimentos que o quadro
relata.

O fato é, que a tragédia espanhola adquiriu imediatamente uma dimensão internacional. A Humanidade ao saber
da hecatombe provocada pelo bombardeamento experimental-científico nazista, onde quer que estivessem,
sentiram-se ameaçados.

Apresentava-se ali uma outra forma de guerra, com


a destruição completa, arbitrária e
indiferentemente tanto para militares como para os
civis, “a guerra tecnológica a serviço da
desumanidade”.

Talvez essa visão da nova forma de guerra, Picasso


tenha sido um dos primeiros a interpretá-la. Visão
esta, que transformou a mentalidade da população
mundial, onde antes a guerra era unicamente coisa
de militares.

Anos mais tarde, populações de vários lugares do


mundo como: Dresden, Hamburgo, Leningrado,
Londres, Varsóvia, Hirochima e de Nagasaki
tiveram a mesma cruel experiência dos bombardeamentos em massa com os mesmos tormentos das imagens do
quadro de Picasso na segunda guerra mundial.

Infelizmente as guerras não terminaram com o final da 2ª Guerra Mundial, sendo a população civil sempre a mais
afetada em qualquer confronto bélico devido justamente estar desarmada e despreparada.

Fatos como: animais treinados para o ataque, crianças mortas, homens torturados ou mulheres violadas em meio
de conflitos, eram tidos como algo “normal” em meio de tanta aberração do ser humano, mas, que também já
fazem parte de um passado histórico de guerras.

Hoje, a desumanidade vai além do imaginário no século XX onde crianças e mulheres viraram soldados e os
soldados se converteram em muitos casos, em homens-bombas.

A problemática do País Vasco hodierna, continua seu curso atual, com setores mais radicais que seguem exigindo
por meio de ações políticas e armadas o seu desmembramento do Estado espanhol e a proclama de sua soberania.

Euskadi ou País Vasco é um povo suigeneris no norte da Espanha que causa estranheza por sua hospitalidade e
acolhimento aos que ali chegam. O homem vasco ou “Euskaldun” será sempre onde quer que esteja e transmite de
forma consangüínea o “espírito vasco” aos seus filhos e netos, de forma que, sabendo desta condição de Pablo
Picasso ser filho de um vasco, possivelmente houve uma grande coincidência ou uma deliberação por parte do
governo espanhol para que essa obra fosse realizada por um semelhante.

Guernica, até hoje é motivo de espanto pelo seu poder social que causou e causa à sociedade espanhola.

Há alguns anos, o governo vasco solicitou ao Ministério da Cultura da Espanha o empréstimo do quadro, com o
objetivo de expô-lo no museu Guggenheim em Bilbao(Viscaya - Pais Vasco) durante a cerimônia dos 70 anos do
bombardeio, completados em abril de 2007. Assim que soube do pedido, a ministra espanhola da Cultura,
Carmen Calvo, avisou que o quadro não sairia do museu Rainha Sofía, em Madri.

Devido a rivalidades internas na Espanha ela argumentou:

“Eu não faço política com peças do patrimônio público espanhol”, defendeu a ministra.

Revoltada, a porta-voz do governo vasco, Miren Azkarate, afirmou não entender por que uma obra que já viajara
meio mundo não poderia fazer um curto traslado de ida e volta.

A maioria das obras de arte se engaja no cotidiano de uma sociedade marcada por tendências, porém, somente se
destacam as que marcam uma mudança no rumo das tendências.

Guernica é uma dessas obras que transformam a sociedade da época, e ainda sendo um quadro que relata os
horrores da guerra, não leva insígnia de ideologia alguma.

Subscrevo o discurso efetuado pelo então ministro brasileiro Cristovam Buarque em uma conferência em Nova
York sobre a internacionalização da Amazônia, entendendo que o Güernica deveria ser também considerado não
somente patrimônio público do povo espanhol, senão como Patrimônio da Humanidade.
“O que você acredita que é um artista? Um imbecil que só tem olhos se for pintor, ouvidos se for músico, ou uma
lira em todos os andares do coração se for poeta? Muito pelo contrário, ele é ao mesmo tempo um ser estético,
constantemente em alerta diante dos dilacerantes, ardentes ou doces acontecimentos do mundo, refletindo-os na
forma como realiza sua obra. Como seria possível desinteressar-se dos outros homens? Graças a qual indolência,
dissociar-se de uma vida que eles lhe trazem de modo tão abundante? Não, a pintura não é feita para decorar
apartamentos. É um instrumento de guerra ofensivo e defensivo contra o inimigo”.

Pablo Picasso

Anexos, aditivos, complementos, imagens, referencias...


A Manchete - “o ataque a Guenica”.

GUERNICA FOI OCCUPADA PELO EXERCITO NACIONALISTA

Publicado na Folha da Manhã, sexta-feira, 30 de abril de 1937

Neste texto foi mantida a grafia original

A vanguarda das tropas do general Molla encontra-se a treze milhas de Bilbáo - Oficialmente confirmada a quéda
de Durango e Lequeitio - Grande baixa dos valores nos mercados de Londres e Paris - Coberto em menos de sete
horas o emprestimo para a defesa nacional britannica

As tropas do general Molla occuparam Guernica, a cidade sagrada dos bascos

A antiga capital da Biscaya foi completamente incendiada - A vanguarda nacionalista encontra-se a treze milhas
de Bilbáo - Officialmente confirmada a quéda de Durango e Lequeitio

Fronteira Franco-Hespanhola, 29 - As tropas do general Emilio Molla entraram esta noite em Guernica, a cidade
sagrada dos bascos, derrubando, assim, as ultimas defesas de Bilbao e abrindo caminho para a occupação
completa da costa de Biscaya.
A vanguarda nacionalista encontra-se agora a 13 milhas da capital basca - aliás, completamente cercada. O
general Molla, de accordo com certas noticias, teria baixado ordens no sentido de que a occupação da cidade se
realizasse no proximo domingo - 63o aniversario do cerco da cidade na guerra carlista - outrora dia de jubilo para
seiscentos mil bascos, orgulhosos de sua semi-autonomia. Hoje milhares de carlistas, ou "resuettes", de boinas
vermelhas e camisas azues, obedecem ás ordens do general Molla, anciosos por vingar a derrota de 1874. Durante
as proximas 24 horas varios grandes contingentes nacionalistas - entre os quaes figuram diversos batalhões
italianos, marcharão pelos valles do Cantabrico, sobre Bilbao, preparando o caminho para o ataque final do grosso
das forças do general Molla.
A occupação de Guernica pode considerar-se como o trágico epilogo de uma das peores phases da mais terrivel
guerra civil que a historia recorda. A queda da cidade que outrora foi a séde da cultura e de todas as tradições
bascas, foi naturalmente recebida no quartel-general de Salamanca, com grandes manifestações de regozijo.

A população civil de Guernica intimada a retirar-se da cidade

Lisboa, 29 - O governo de Bilbao intimou a população civil de Guernica a retirar-se da cidade, segundo diz a
estação de radio de S. Sebastião.
Em continuação, a mesma estação diz: "Os bombardeiros de Vitoria, de Pamplona e desta cidade continuam
combatendo os incendios em Eibar. O fogo é tão forte que resiste os esforços dos bombeiros. Parece que se
conseguiu salvar a cathedral, que foi construida no seculo XVI.
Apezar dos esforços, os primeiros incendios suffocados ameaçam ainda voltar a queimar. Grande parte dos
machinismos das fabricas foi destruida e o restante das instalações foi levado pelo inimigo. O calor do incendio
propaga-se a grande distancia. Os incendios foram provocados com o emprego de benzina, petroleo, bombas
incendiarias e dynamites".

A cidade foi completamente incendiada

Frente de Biscaya, 29 - As tropas nacionalistas occuparam depois do meio dia a Vila de Guernica. A guarnição
governamental que alli se achava, retirou-se, abandonando grande quantidade de fuzis. A cidade foi
completamente incendiada, antes da evacuação das tropas governamentaes. Entre os prisioneiros feitos pelos
nacionalistas, encontra-se um coronel de um batalhão de Santander - Georges Botto.

Desmentido uma declaração do presidente Aguirre

Salamanca, 29 - O Quartel General Nacionalista affirma que é falsa a declaração do presidente da Republica
Euzkardi de que Guernica tenha sido bombardeada e incendiada pelos partidarios do general Franco.
A aviação tomou photographias afim de comprovar o incendio e a destruição e convidou os correspondentes
extrangeiros a acompanhar as tropas até Guernica - Romero.

Casares também caiu

Salamanca, 29 - Foi oficialmente anunciado que os nacionalistas capturaram Guernica e Casares.

A tomada de Banosubernaga

Lisboa, 29 - A estação de radio de Sevilha informou o seguinte: - "Os nacionalistas ocuparam Banosubergana, a 4
kilometros de Marquina."
Calcula-se em varios milhões de pesetas o valor das joias e titulos retirados dos bancos de Madrid, e pertencentes
a particulares.

Officialmente confirmada a occupação de Durango e Lequeitio

Lisboa, 29 - A estação de "broadcasting" de Salamanca irradiou hoje o seguinte informe:


"Annuncia-se officialmente que as forças do general Emilio Molla occuparam Durango e villa Lequeitio, proxima
ao mar, e Ermita de San Cristobal, continuando seu avanço sobre Bilbáo. Tão consideravel é o numero de
prisioneiros, que os campos de concentração, em Victoria, acham-se repletos. Proseguem as operações de limpeza
da zona conquistada."

Pormenores sobre a queda de Durango


Frente de Biscaya, 20 - Depois que as tropas do general Molla cercaram completamente as imediações de
Durango, onde os republicanos tinham concentrado as suas ultimas forças, representadas por cerca de 5.000
homens e 20 tanques pesados, a artilharia nacionalista abriu violento fogo contra as concentrações vermelhas.
As perdas foram muito elevadas e o canhoneio attingiu varios tanques. Ao meio dia e às 13 horas os republicanos
tentaram duas sortidas uma a noroeste e outra a sudoeste, mas ambas as investidas quebraram-se ante o fogo
cruzado das armas automaticas dos nacionalistas e a barragem da artilharia de montanha.
Sob a metralha, a engenharia conseguiu reconstruir a ponte provisoria que os republicanos tinham feito saltar
pelos ares na estrada de Berris.
Às 15 horas e 30 minutos, num magnifico contra-ataque, as brigadas de Navarra, ladeadas de "requetes" de
phalangistas, atravessaram a ponte e penetraram definitivamente em Durango.
A estrada de Bilbáo está agora aberta aos nacionalistas. Os aviadores nacionalistas afirmam que os vermelhos
incendiaram todas as casas de Guernica e só respeitaram alguns edifícios situados nas imediações do hospital.
Como se sabe, o governo nacionalista desmentiu que os aviões é que tivessem incendiado as casas da localidade.

Mais de mil legalistas aprisionados

Durango, 29 - Os nacionalistas aprisionaram mais de mil soldados do governo na tomada de Durango, a qual foi
completada às 19 horas de hontem, tendo sido mortos ou aprisionados todos os legalistas que se deixaram ficar na
cidade.

A occupação de Durango confirmado em Bilbáo

Bilbáo, 29 - Embora as primeiras noticias sobre a ocupação de Durango pelos rebeldes fossem prematuras, sabe-se
agora que elles entraram naquella cidade, que encontraram em ruinas. Os legalistas, ao reorganizarem suas linhas,
foram forçados a promover ao posto de tenente alguns cadetes recentemente sahidos das academias militares.
Amorebieta atacada por navios rebeldes

Bayonne, 29 - Comunicam de Bilbáo que navios nacionalistas bombardearam Amorebieta, causando poucas
vitimas.

O que informa o general Queipo de Llano


Sevilha, 29 - O general Queipo de Llano, fazendo hoje pelo radio a sua habitual allocução, declarou que o exercito
nacionalista occupou, na frente norte, Guernica e Arteaga, Guernica foi tomada depois de grande resistência. A
cidade era defendida por 8 batalhões bascos e mais de 5 outras provincias, os quaes fugiram para Bilbáo depois de
terem abandonado armas, munições e depositos de material.
O general declarou em seguida que acabava de saber por um radio captado de Barcelona que a situação se
aggravára na Catalunha.
<<<http://almanaque.folha.uol.com.br/mundo_30abr1937.htm

Asas da morte – conheçam os aviões usados no ataque

Asas da morte caça alemão, usado para Envergadura: 29,24 m


Conheça os aviões alemães e metralhar a população de Peso máximo: 10500 kg
italianos que participaram do Guernica, foi inferior aos aviões Velocidade máxima: 277 km/h
ataque a Guernica russos dos republicanos. Por Armamento: 3 metralhadoras de
Dornier DO-17 E isso, não foi usado na Segunda 7,9 mm
Com sua fuselagem estreita, o Guerra. Carga de bombas: 1500 kg
bombardeiro era conhecido Comprimento: 8,4 m Messerschmitt BF-109 B
como “lápis voador”. Foi um Envergadura: 11 m Considerado por muitos como o
deles que soltou as primeiras Peso máximo: 1895 kg maior caça de todos os tempos,
bombas em Guernica. Serviu os Velocidade máxima: 330 km/h combateu em todas as frentes da
nazistas nos três primeiros anos Armamento: 2 metralhadoras de Segunda Guerra, do início ao
da Segunda Guerra. 7,9 mm fim. Em Guernica, seus pilotos
Comprimento: 16,25 m Heinkel HE-111 B metralharam os civis que
Envergadura: 18 m O bombardeiro médio que atuou fugiam das explosões.
Peso máximo: 7040 kg na terceira onda de ataques à Comprimento: 8,7 m
Velocidade máxima: 355 km/h vila basca foi uma das Envergadura: 9,9 m
Armamento: 4 metralhadoras de principais máquinas da Peso máximo: 2197 kg
7,9 mm Luftwaffe no começo da Velocidade máxima: 465 km/h
Carga de bombas: 750 kg Segunda Guerra. Destacou-se Armamento: 2 ou 3
Fiat CR-32 Bis durante os ataques contra a metralhadoras de 7,9 mm
Caça responsável pela escolta Inglaterra, em 1940. Savoia-Marchetti CM 79-I
dos Junkers em Guernica, foi Comprimento: 16,4 m A patrulha encarregada de
tão bem-sucedido na Espanha Envergadura: 22,6 m destruir a ponte sobre o rio
que a Itália achou desnecessário Peso máximo: 10000 kg Mundaca era composta por
modernizar sua frota. Na Velocidade máxima: 370 km/h esses bombardeiros médios
Segunda Guerra, o CR-32 foi Armamento: 3 metralhadoras de italianos, mas os pilotos erraram
presa fácil para os caças 7,9 mm feio o alvo. O Savoia 79 foi
ingleses. Carga de bombas: 1500 kg usado como bombardeiro e
Comprimento: 7,45 m Junkers JU-52/3M torpedeiro na Segunda Guerra.
Envergadura: 9,5 m A maior parte das bombas que Comprimento: 15,8 m
Peso máximo: 1865 kg destruíram Guernica saiu de Envergadura: 21,2 m
Velocidade máxima: 341 km/h Junkers Ju-52. Mas, durante a Peso máximo: 10480 kg
Armamento: 4 metralhadoras (2 Segunda Guerra, ele foi Velocidade máxima: 430 km/h
de 12,7 mm e 2 de 7,7 mm) empregado principalmente Armamento: 4 metralhadoras (3
Carga de bombas: 100 kg como avião de transporte e de 12,7 mm e 1 de 7,7 mm)
Heinkel HE-51 B1 lançamento de pára-quedistas. Carga de bombas: 1250 kg (ou
Durante a Guerra Civil, esse Comprimento: 18,9 m 1 torpedo) .
Dornier DO-17 E Fiat CR 32 Bis

Heinkel HE-51 B1 Heinkel HE-111 B

Junkers JU52/3M Messerschmitt BF-109 B

Savoia-Marchetti CM 79- Guernica após o ataque


http://es.wikipedia.org/wiki/Archivo:

manifesto político de P. Picasso por Ângela Veríssimo


Neste texto foi mantida a grafia original

“Um dos quadros que melhor transmite todo o desespero advindo da guerra é o intemporal Guernica de Pablo
Picasso, fazendo plena justiça à expressão "uma imagem vale por mil palavras". No início de mais um ano, quase
no fim do milénio, aqui neste cantinho do Mundo Ocidental, é tempo de pensar no outro Mundo, cujos povos
vivem em palco de guerra, e para os quais nada resta senão esperar por dias de paz.

Picasso não tinha sido muito afectado pela I Guerra Mundial e só com a Guerra Civil Espanhola se interessou por
política, tornando-se vivamente solidário com os republicanos. As fotografias que aparecem na imprensa no início
de Maio de 1937 relativas ao bombardeamento de Guernica (antiga capital do País Basco) em 36 de Abril tocam-
no profundamente. Passado pouco mais de um mês e após 45 estudos preliminares, sai do seu atelier de Paris o
painel Guernica (3.50x7.82 m) para ser colocado na frontaria do pavilhão espanhol da Exposição de Paris de 1937
dedicada ao progresso e à paz.

Rapidamente o painel se transforma num objeto de protesto e denúncia contra a violência, à guerra e a barbárie:
"O quadro converte-se numa manifestação da cultura na luta política, ou melhor dizendo, no símbolo da cultura
que se opõe à violência: Picasso opõe a criação do artista à destruição da guerra"(1).

Donde vem a genial monumentalidade que faz de Guernica uma obra tão singular? Na minha opinião, o seu poder
advém da carga emotiva que possui. Efectivamente, o painél não representa o próprio acontecimento, o
bombardeamento de Guernica, mas "evoca, por uma série de poderosas imagens, a agonia da guerra total"(2),
chegando a constituir uma visão profética da desgraça da guerra que nos ameaça hoje e que nos ameaçará no
próximo século que segundo S. Huntington "se caracterizará por muitos conflitos de pequenas dimensões"(3),
devido em grande parte à existência, na actualidade, de mais de meia centena de estados fragéis e desintegrados.
De facto, a destruição de Guernica foi a primeira demonstração da técnica de bombardeamentos de saturação,
mais tarde empregue na II Guerra. Picasso já em fase pós-cubista, consegue aqui tornar o acto pictórico na
narração objectiva da ideia que formou perante o acontecimento e da emoção que sentiu. Com ele,"a pintura
carrega consigo o seu património de experiências emocionais" deixando de ser "um ideal abstracto de beleza
formal ou de representação lírica da aparência vísivel"2. Citando o artista: "Quando alguém deseja exprimir a
guerra, pode achar que é mais elegante e literário representá-la por um arco e uma flecha, que de facto, são
estéticamente mais belos, mas quanto a mim (...) utilizaria uma metralhadora"(4).

Tecnicamente tudo em Guernica contribui para a transmissão de emoções avassaladoras a começar pelo uso da
técnica de "collage" de que Picasso e Braque tinham sido pioneiros em 1911-12 e que o primeiro aqui retoma, já
não "colando" objectos na superfície do quadro mas pintando como se fizesse colagens; com este Cubismo de
Colagens cria-se um conceito de espaço pictórico radicalmente novo não criado por nenhum artifício ilusionista
mas pela sobreposição dos "recortes" planos, neste caso especifíco em tons de preto e cinzento atravessados por
claridades brancas e amareladas, numa total ausência da cor, inexoravelmente evocativa da morte.

A par disso, Picasso recorre a formas dramáticas, violentas, a fragmentações e metamorfoses anatómicas que se
por um lado criam figuras que não aderem a nenhum modelo "real", por outro exprimem toda a realidade e agonia
da dor insuportável. A comprovar isso atente-se nas várias figuras que o pintor representa neste quadro que
aparentemente livre, obedece contudo a um rigoroso esquema em termos de construção (imagine-se a tela dividida
em 4 rectângulos, com um triângulo cujo vértice corresponde ao eixo vertical que a divide em duas partes iguais):
a mãe chorando a morte do filho (descendentes da Pietà...) e o ameaçador touro de cabeça humana, no 1º
rectângulo, o "olho" luminoso do candeeiro que derrama uma luz inóspita (no 2º), a mulher com a lâmpada na
mão recordando-nos a Estátua da Liberdade

(no 3º) e o homem que em desespero levanta os braços ao céu (no 4º). Repare-se ainda no cadáver empunhando a
espada partida (um emblema da resistência heróica) e o cavalo ferido que aparecem no referido triângulo. O
cavalo é à semelhança do touro uma figura saída da mitologia espanhola; representa o povo que agoniza sob o
jugo opressor do touro, símbolo da brutalidade, das forças do mal.

Hoje, olhar para Guernica é partilhar o horror que Picasso sentiu há 59 anos perante as imagens da destruição da
povoação. Por isso, aqui vai um desejo para o novo ano: que em 1996 tratados como os de Dayton não fiquem
pelo papel e que haja sempre um pensamento na mente dos homens: GUERNICA NUNCA MAIS!
(1) in "Entender a Pintura", suplemento nº 2 da revista "Artes & Leilões", tradução de Margarida Viegas.
(continuar)

(2) H. W. JANSON: "História de Arte", 4ª Edição, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa 1989. (continuar)
(3) CARDOSO,José: "O Terror Supremo", REVISTA do Expresso, 23 de Dezembro de 1995. (continuar)

(4) SECKLER, J.:"New Masses", 3 de Julho de 1945, citado em "Entender a Pintura", suplemento nº 2 da revista
"Artes & Leilões", tradução de Margarida Viegas. (continuar)
------------------ << http://www.isa.utl.pt/campus/6_pablo.htm#2a

CUBISMO - Neste texto foi mantida a grafia original


Historicamente o Cubismo originou-se na obra de Cézanne, pois para ele a pintura deveria tratar as formas da
natureza como se fossem cones, esferas e cilindros. Entretanto, os cubistas foram mais longe do que Cézanne.
Passaram a representar os objetos com todas as suas partes num mesmo plano. É como se eles estivessem abertos
e apresentassem todos os seus lados no plano frontal em relação ao espectador. Na verdade, essa atitude de
decompor os objetos não tinha nenhum compromisso de fidelidade com a aparência real das coisas.
O pintor cubista tenta representar os objetos em três dimensões, numa superfície plana, sob formas geométricas,
com o predomínio de linhas retas. Não representa, mas sugere a estrutura dos corpos ou objetos. Representa-os
como se movimentassem em torno deles, vendo-os sob todos os ângulos visuais, por cima e por baixo, percebendo
todos os planos e volumes.
Principais características: geometrização das formas e volumes; renúncia à perspectiva; o claro-escuro perde sua
função; representação do volume colorido sobre superfícies planas; sensação de pintura escultórica; cores
austeras, do branco ao negro passando pelo cinza, por um ocre apagado ou um castanho suave.
O cubismo se divide em duas fases: Cubismo Analítico - (1909) caracterizado pela desestruturação da obra em
todos os seus elementos. Decompondo a obra em partes, o artista registra todos os seus elementos em planos
sucessivos e superpostos, procurando a visão total da figura, examinado-a em todos os ângulos no mesmo
instante, através da fragmentação dela. Essa fragmentação dos seres foi tão grande, que se tornou impossível o
reconhecimento de qualquer figura nas pinturas cubistas. A cor se reduz aos tons de castanho, cinza e bege.
Cubismo Sintético - (1911) reagindo à excessiva fragmentação dos objetos e à destruição de sua estrutura.
Basicamente, essa tendência procurou tornar as figuras novamente reconhecíveis. Também chamado de Colagem
porque introduz letras, palavras, números, pedaços de madeira, vidro, metal e até objetos inteiros nas pinturas.
Essa inovação pode ser explicada pela intenção do artistas em criar efeitos plásticos e de ultrapassar os limites das
sensações visuais que a pintura sugere, despertando também no observador as sensações táteis.
Principais artistas: Pablo Picasso - (1881-1973) Tendo vivido 92 anos e pintado desde muito jovem até próximo à
sua morte passou por diversas fases: a fase Azul, entre 1901-1904, que representa a tristeza e o isolamento
provocados pelo suicídio de Casagemas, seu amigo, são evidenciados pela monocromia e também a representa a
miséria e o desespero humanos; a fase Rosa, entre 1904-1907, o amor por Fernande origina muitos desenhos
sensuais e eróticos, com a paixão de Picasso pelo circo, iniciam-se os ciclos dos saltimbancos e do arlequim.
Depois de descobrir as artes primitivas e africana compreende que o artista negro não pinta ou esculpi de acordo
com as tendência de um determinado movimento estético, mas com uma liberdade muito maior. Picasso
desenvolveu uma verdadeira revolução na arte. Em 1907, com a obra Les Demoiselles d’Avignon começa a
elaborar a estética cubista que, como vimos anteriormente, se fundamenta na destruição de harmonia clássica das
figuras e na decomposição da realidade, essa tela subverteu o sentido da arte moderna com a declaração de guerra
em 1914, chega ao fim a aventura cubista.
Podemos destacar, também o mural Guernica, que representa, com veemente indignação, o bombardeio da cidade
espanhola de Guernica pelos aliados alemães de Franco, em abril de 1937, responsável pela morte de grande parte
da população civil formada por crianças, mulheres e trabalhadores.

"A obra de um artista é uma espécie de diário. Quando o pintor, por ocasião de uma mostra, vê algumas de suas
telas antigas novamente, é como se ele estivesse reencontrando filhos pródigos - só que vestidos com túnica de
ouro."
Pablo Picasso
"A Arte não é a verdade. A Arte é uma mentira que nos ensina a compreender a verdade". Pablo Picasso

Georges Braque - (1882-1963, 81 anos) Foi um pintor e escultor francês que juntamente com Pablo Picasso
inventaram o Cubismo. Braque iniciou a sua ligação as cores, na empresa de pintura decorativa de seu pai. A
maior parte da sua adolescência foi passada em Le Havre, mas no ano de 1889, mudou-se para Paris onde, em
1906, no Salão dos Independentes, expôs as suas primeiras obras no estilo de formas simples e cores puras
(fovismo). No Outono de 1907, conheceu Picasso com quem se deu quase diariamente até que em 1914 devido a
Grande Guerra se separaram. Braque foi mobilizado e ferido na cabeça em 1915, tendo sido agraciado com a Cruz
de Guerra e da Legião de Honra. Durante dois anos, devido ao ferimento esteve afastado da pintura.
www.historiadaarte.com.br

Vista da cidade de Guernica:

Europa – Espanha – Guernica


Guernica – vista aérea
Requisitos para o desenvolvimento deste trabalho:

Introdução à Filosofia – Trabalho – Avaliação AV03


O aluno ou a dupla de alunos deverá selecionar uma obra de arte, que será o objeto do trabalho.
A obra pode ser uma obra literária, uma pintura, uma escultura, uma obra arquitetônica, uma obra
dramaturgia, uma obra musical ou uma obra cinematográfica.
A obra deve ser uma obra clássica, no sentido de ser uma obra seminal que tenha influenciado a arte
no século XX e no século atual. Para todos os efeitos, a obra deverá ser aprovada pelo Professor,
sem o que o trabalho não será aceito.
O trabalho deverá ser entregue durante as aulas da segunda semana de novembro, cada aluno
devendo entregá-lo durante a sua própria aula.
O trabalho deverá conter capa, nome dos alunos, título, nome da obra de arte, índice, bibliografia
completa, indicação das fontes citadas (inclusive da Internet), bem como, trazer uma imagem da
obra analisada (caso se trate de uma pintura, escultura ou de obra arquitetônica). Toda citação que
não trouxer indicação da fonte importará na diminuição na nota.
A seguir, o roteiro que deverá ser seguido pelo aluno ou dupla de alunos a fim de analisar a obra de
arte:
1. Identificação da obra (com imagem da mesma, caso se trate de uma pintura, escultura ou de obra
arquitetônica);
2. Dados do autor: data e lugar de nascimento e morte; origem social, anos e lugares de formação;
idade ao realizar a obra; outras obras suas.
3. Análise dos aspectos formais da obra: o aluno deverá identificar os aspectos formais mais
importantes da Arte a que pertence a obra. Por exemplo, se for uma pintura: a composição
(organização das figuras no quadro; há perspectiva ou não?), o desenho (qual a função da linha, sua
espessura e forma), as cores (quais as cores dominantes?, são quentes ou frias?), a luz (de onde
vem?, ela está repartida uniformemente? qual o seu efeito?), a técnica da pintura, a matéria (óleo,
têmpera ...). Se for uma obra literária, um romance: fixação do tema (idéia central, eixo nuclear da
ação); análise dos fatos que integram a ação (enredo); análise dos traços característicos daqueles
que vão viver a ação (personagens); análise da ação e personagens situadas no meio-ambiente em
que se movem (espaço); análise do encadeamento da ação e personagens numa determinada
seqüência temporal (tempo); análise dos meios de expressão de que se vale o autor: narração,
descrição, monólogos, intervenções do autor, gênero literário escolhido, foco narrativo, linguagem,
interpolações, etc.
4. Análise histórica: por que a obra trata do tema? Por que ela tem o estilo que tem? Que efeitos
pretendeu produzir no público? Ela se insere numa corrente artística ou rompe com as correntes
dominantes?
5. Fazer um comentário do ponto de vista pessoal, mostrando de que maneira a obra manifestou no
aluno ou dupla de alunos a experiência de nascer todo dia para a eterna novidade do mundo – como
afirma Marilena Chauí, a arte realiza a unidade do eterno e do novo.