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Manual de primeiros socorros

Índice

Introdução......................................................................................................................4
Ataque de Asma.............................................................................................................5
Ataque Epiléptico...........................................................................................................7
Fracturas........................................................................................................................9
Amputação...................................................................................................................11
Acidentes de carro.......................................................................................................12
Intoxicações.................................................................................................................14
Síncope/Desmaio..........................................................................................................16
Overdose......................................................................................................................17
Queimaduras................................................................................................................18
Afogamento..................................................................................................................21
Electrocussão...............................................................................................................22
Asfixia...........................................................................................................................23
Estado de Choque........................................................................................................25
Mordeduras..................................................................................................................27
Golpe de frio / Enregelamento......................................................................................28
Hemorragia Nasal /Epistaxis.........................................................................................29
Crise de Hipoglicémia (diabetes)..................................................................................30
Picadas.........................................................................................................................32
Estrangulamento..........................................................................................................33
Conclusão.....................................................................................................................36
Manual de primeiros socorros

Introdução

Este trabalho foi elaborado no âmbito da disciplina de área de projecto


do 9º ano, da turma B, e desenvolvido por um dos grupos da turma.

O trabalho é subordinado ao tema “os primeiros socorros”, ou seja como


socorrer uma pessoa vítima de acidente ou doença súbita, que pode estar em
risco de vida.

Optamos por este tema porque é fundamental e interessante e também


porque é fundamental saber, passo a passo, o que fazer para ajudar uma
pessoa em situação de emergência.

Com este manual podes aprender como actuar em várias situações,


como, por exemplo, quando uma pessoa desmaia ou quando tem uma crise
epiléptica ou ainda numa crise asmática.

Deves ler atentamente o manual de forma a estares devidamente


informado antes de realizares qualquer procedimento de socorro a uma vítima.
Em caso de dúvida, liga sempre 112!
Manual de primeiros socorros

Ataque de Asma

A asma é uma doença inflamatória crónica dos brônquios. Resulta do


estreitamento dos brônquios, que pode ocorrer em várias circunstâncias.
Ficando mais estreitos, o ar sai e entra nos pulmões com mais dificuldade. Este
estreitamento é provocado pela contracção dos músculos que existem à volta
dos brônquios, pelo aumento da parede dos brônquios, ficando assim o interior
dos brônquios mais estreito, e pela maior quantidade de secreções que os
brônquios produzem.

Sintomas:

• Dificuldades ao respirar;
• Chiadeira ao respirar;
• Sensação da opressão do tórax;
• Tosse e cansaço;
• Dificuldade em deitar fora o ar do peito e em fazer entrar mais ar;

O que pode agravar a asma?

• Fumo do tabaco;
• A poluição do ambiente ao ar livre ou nos interiores dos edifícios;
• Constipações
• ……
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Como socorrer:

• Perguntar à pessoa se ela tem asma e se tem um inalador consigo.


Ajude-a no uso do inalador.
• Caso contrário, procure ajuda ou telefone para o número de
emergências local se a pessoa não precisar de assistência
imediata.
• Se a pessoa não for asmática ou tiver problemas do coração, trate
o caso como uma severa reacção alérgica.
• Ajude a pessoa a ficar numa posição confortável para respirar
(geralmente sentada na vertical).
• Fique com a pessoa até que a assistência médica chegue.
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Ataque Epiléptico

A epilepsia é uma perturbação neurológica que se caracteriza por


episódios súbitos de disfunção cerebral. Apresenta-se como perdas de
consciência ou crises de convulsões localizadas ou generalizadas, de maior ou
menor intensidade. Um ataque epiléptico surge de uma perda de consciência
súbita, que pode provocar lesões ou contracturas musculares, devido à queda
desamparada provocada pelo desmaio. Na maioria das vezes, durante um
ataque, o doente pode morder a língua, espumar ou mesmo urinar. Terminado
o ataque, a vítima pode entrar num período de prostração, ficando abatida ou
desorientada.

Uma crise epiléptica divide-se em três fases:

• Fase Tónica: o doente começa por dar um grito, em seguida


perde a consciência e cai no chão. Imediatamente os seus
músculos começam a contrair, contracção essa que dura entre 10 a
20 segundos.
• Fase Crónica: todo o corpo da vítima sofre uma série de tremores
impossíveis de controlar, com sucessivas contracções e
descontracções de toda a musculatura. Este período prolonga-se
entre 30 a 120 segundos, a respiração pára, o pulso acelera e a
produção de saliva aumenta.
• Fase Pós-Crítica: neste momento as convulsões já cessaram,
surge o relaxamento muscular que, em algumas situações, pode
levar a uma falha involuntária dos esfíncteres e a urina
involuntária. O doente recupera a consciência sem se lembrar do
sucedido, geralmente confuso e sonolento. Esta fase pode durar
entre 2 a 25 minutos.
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Como fazer o primeiro socorro:

• Tente amparar a queda da vítima para evitar lesões graves;


• Afaste os objectos próximos e crie um espaço de segurança a redor
da vítima, procurando tornar a zona silenciosa e tranquila.
• Não agarre a vítima para tentar conter as convulsões, apoie a
cabeça do doente no seu colo para evitar traumatismos;
• Coloque um pano dobrado na boca do doente, entre os dentes para
não morder a língua;
• Desaperte as roupas que comprimam o pescoço, o tórax e a
cintura.
• Espere que o ataque termine e nunca abandone o doente;
• Quando a crise terminar, coloque o doente na Posição Lateral de
Segurança (PLS) até que recupere por completo;
• Caso se inicie uma segunda crise, chame uma ambulância para
transportar o doente até uma unidade hospitalar;

O que não se deve fazer:

• Não imobilize o doente de modo a impedir os tremores;


• Não desloque o doente, salvo se este se encontrar num local
perigoso;
• Não lhe dar qualquer tipo de bebida até que recupere por
completo;
• Não demorar no transporte do doente para o hospital caso a crise
se repita ou persista durante mais de 10 minutos;
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Fracturas

Há dois tipos de fracturas:

• Fracturas Fechadas: quando não existe ferida no foco da fractura


(zona onde se dá a fractura);
• Fracturas Abertas ou Expostas: sempre que há ferida associada ao
foco de fractura. A estas situações podem estar associadas
algumas complicações desde hemorragias, choque ou infecção.

Como fazer o primeiro socorro:

• Instalar a vítima em posição adequada e com o maior conforto


possível evitando, contudo, fazer grandes movimentos e
deslocações;
• Expor o foco de fractura, cortando a roupa que o envolve;
• Lidar com os topos ósseos visíveis como se fossem corpos
estranhos, protegendo-os;
• Proceder à imobilização, tendo o cuidado de:

- Manter a posição original;

- Em simultâneo fazer tracção e alinhamento do membro lesionado;

- Imobilizar as articulações acima e abaixo do foco de fractura;

- Não fazer redução da fractura;

- As talas aplicadas devem estar almofadadas ou protegidas de


modo a não impedir a circulação.
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• Seja qual for a distância a que se encontre do hospital, as fracturas


deverão ser imobilizadas. Os segmento sujeitos a imobilização são:

- Cintura escápulo-umeral (clavícula);

- Braço (úmero);

- Antebraço e/ou mão (rádio, cúbito, ossos do carpo e metacarpo);

- Dedos (falanges);

- Perna e/ou pé (tíbia e perónio, calcâneo, ossos do tarso, do


metatarso e falanges);

- Joelho e coxa /rótula e fémur).


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Amputação

A amputação é uma lesão provocada pela separação de um membro ou


parte de um membro do resto do corpo.

A amputação pode ser feita por:

• Secção (Corte) – por exemplo: serra eléctrica


• Avulsão (arrancamento) – por exemplo: máquina dentada
• Esmagamento – por exemplo: carril do comboio
• Este tipo de lesão apresenta normalmente muitas complicações:

- Hemorragia mais ou menos abundante, principalmente em casos


de secção ou avulsão;

- Choque;

- Perda de substância (tecidos) significativa na avulsão;

- Infecção que surge como complicação tardia.

Como fazer o primeiro socorro

• Se houver hemorragia, importa controlá-la utilizando métodos de


compressão manual indirecta e a elevação do membro lesionado;
• Prevenir o choque e tentar avaliar, aproximadamente, a quantidade
de sangue perdida;
• Colocar o penso e cobertura;
• Vigiar as funções vitais
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• Envolver a parte amputada em compressas humedecidas com soro


fisiológico;
• Colocar este saco dentro de outro com gelo;
• Transporte da vítima e da parte amputada para o hospital.

Acidentes de carro

Perante um acidente de automóvel é necessário agir com rapidez. Se


existirem já pessoas a ajudar, o melhor que tem a fazer é seguir em frente e
retirar-se do local. Se não existe ninguém no local deverá averiguar a situação
de modo a ajudar sem causar maior perigo para as pessoas afectadas ou
mesmo para quem socorre.

Como fazer o primeiro socorro

• Pare o próprio carro fora da estrada. Se for de noite, dirigir a luz dos
faróis, em posição de cruz, até ao lugar do acidente.
• Se tiver incendiado, apagar o fogo do veículo sinistrado com areia, terra
ou extintor. Nunca utilizar água.
• Desligar o motor dos veículos acidentados de forma a evitar incêndios e
accionar o travão de mão.
• Sinalizar o local de forma bem visível.
• Se existe mais do que uma pessoa a ajudar, que uma delas procure
ajuda especializada.
• Se existe mais do que um ferido, atender primeiro o mais grave.
• Se o acidentado é um motociclista nunca se deve tirar-lhe o capacete.
• Afrouxar a roupa do acidentado e cobri-lo com uma manta ou casaco,
com a preocupação de que esteja o mais cómodo possível.
• Verificar a pulsação e a respiração.
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• Se existem alterações, deitar-lhe a cabeça para trás levantando-lhe o


queixo com cuidado para libertar as vias respiratórias.
• Devido ao risco de que sofra de fracturas e/ou lesões, não se deve mover
o acidentado, a menos que a sua segurança assim o exija.
• Se estiver consciente, conversar com ele, tranquilizá-lo e pedir-lhes
detalhes sobre possíveis lesões ou doenças anteriores que possam ser
importantes para o médico.

• Prestar os primeiros socorros segundo o tipo de lesões que se encontre e


dos meios de que se disponha, no caso de se saber como o fazer.
• Evacuar os feridos com as precauções que se as suas lesões
determinam. Evitar amontoar os feridos num automóvel com a ânsia de
os transportar para um centro médico.
• Reter toda a informação possível sobre o local, as circunstâncias e o
momento do acidente. Se não for possível transmitir directamente ao
médico os dados memorizados, é preciso anotá-los e assegurar-se de
que eles os recebam.
• Quando o veículo acidentado é um camião-cisterna que transporta
produtos químicos, é necessário duplicar a prudência: pode ser perigoso
aproximar-se sem ter roupa ou protecção especial.

Como remover o Acidentado

Se, depois de comprovar que o seu estado o permite e que não existem
lesões na coluna vertebral, se decide a ajudar o acidentado a sair do veículo, é
necessário segurá-lo por trás, passando-lhe os braços por cima das axilas e
agarrar-lhe a mandíbula (maxila/peça da armadura bucal) com uma mão para
lhe segurar a cabeça quando o largar.

No caso de existir uma hemorragia é preciso tentar estancá-la com


pensos e compressão. Se existirem fracturas, estas devem ser imobilizadas
adequadamente. De seguida é preciso proteger as feridas e as fracturas
abertas e com pensos e, se possível, com ligaduras. Se a vítima apresenta um
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quadro de choque ou colapso circulatório, colocá-la em posição lateral de


segurança (posição que iremos explicar e aprofundar mais à frente) e abrigá-la
convenientemente até que receba a oportuna assistência médica.

Intoxicações

Tóxico - é toda a substância, independentemente da sua origem, que ao


entrar em contacto com o organismo, vai provocar alterações funcionais,
podendo mesmo causar a morte.

Intoxicação - São as causas e os efeitos provocados por um tóxico


quando em contacto com o organismo.

Tóxicos mais frequentes:

• Produtos industriais: ex: cloro, amoníaco, brometos;


• Produtos agrícolas: ex: herbicidas, pesticidas, fungicidas;
• Alimentos: ex: conservas, mariscos, ovos;
• Medicamentos: ex: analgésicos, tranquilizantes, narcóticos;
• Produtos de uso doméstico: ex: detergentes, produtos de higiene
pessoal;
• Plantas: ex: bagas de azevinho.
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Sintomas:

A universalidade de produtos tóxicos provoca sintomatologia diversa.


Assim, é fundamental não só o exame geral da vítima como também uma
atenta observação dos diversos cenários que se podem encontrar junto desta,
tais como:

• Odor pouco habitual;


• Seringa ou caixa de medicamentos;
• Grupo de pessoas com uma linha sintomatologia idêntica após
determinada refeição.

Como fazer o primeiro Socorro:

• Telefone para o centro de informação toxicológica da sua cidade;


• Transporte a vítima para o ponto socorro o mais rápido possível e leve o
tóxico responsável;
• Não administre líquidos, principalmente se a pessoa estiver sonolenta ou
inconsciente;
• Não tente provocar o vómito, especialmente se o produto ingerido for
cáustico;
• Certifique-se de que a pessoa consegue respirar;
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• Se a intoxicação ocorreu por inalação, retire a pessoa do ambiente


tóxico, remova as suas roupas, sem deixa-la passar frio e procure por
queimaduras químicas.

Síncope/Desmaio

A Síncope é vulgarmente designada por perda dos sentidos, desmaio ou


desfalecimento. Caracteriza-se por uma suspensão mais ou menos progressiva
e de duração variável de todas as actividades da consciência. A síncope é uma
perda de consciência súbita por isquémia cerebral transitória sem
compromisso neurológico e com recuperação total e espontânea. Muitas vezes
o maior perigo é resultante da própria queda.

Sintomas:

• Sensação de fraqueza e/ou sensação de mal-estar;


• Tonturas/vertigens;
• Náuseas;
• Alterações visuais;
• Palidez;
• Arrefecimento corporal;
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• Sudorese;
• Taquicardia.

Como fazer o primeiro socorro:

• Colocar a vítima em decúbito dorsal;


• Proceder à libertação das vias aéreas;
• Manter a temperatura corporal;
• Elevar os membros inferiores, a fim de promover uma melhor irrigação
cerebral;
• Tentar eliminar as causas desencadeantes;
• Vigiar as funções vitais.

Overdose

Os sintomas de dose excessiva incluem dilatação ou contracção anormal


das pupilas, vómitos, dificuldades respiratórias, perda de consciência, suores e
alucinações.

Se uma pessoa tomar uma dose excessiva deliberada ou


acidentalmente

• Pergunte à vítima o que aconteceu. Obtenha rapidamente as


informações que puder, pois a vítima pode ficar inconsciente a qualquer
momento.
• Não tente provocar vómitos. É tempo perdido e pode ser prejudicial.
• Se a pessoa estiver inconsciente, coloque-a na posição lateral de
segurança.
• Chame uma ambulância.
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• Recolha uma amostra de vomitado e quaisquer frascos ou recipientes de


comprimidos que se encontrem perto da vítima. Mande-os para o
hospital juntamente com a vítima como dado útil para a escolha do
tratamento mais adequado.

Se a pessoa perder a consciência por intoxicação alcoólica

• Coloque-a na posição lateral de segurança para que não sufoque com o


próprio vómito.
• Chame uma ambulância

Queimaduras

São lesões na pele provocadas pelo calor, frio ou por outros agentes
físicos ou químicos, tais como: fogo, atrito, fricção, líquidos ferventes, vapores,
electricidade, radiações solares, etc.

Estas lesões têm consequências graves no nosso corpo, desfigurando-o e


ocasionando perda de função ou movimentos, deformando ou lesando órgãos,
podendo, mesmo, causar a morte por desidratação, choque ou infecção.

O que fazer:
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Queimaduras de 1º grau:

• Arrefecer o mais possível até a dor desaparecer por completo,


colocando sobre a zona atingida compressas ou panos limpos sem
pêlos, molhados com soro fisiológico ou com gelo.
• Pode também colocar a área lesada debaixo de água corrente (o
jacto da água deverá ter pressão média) durante cinco a dez
minutos.
• Se a pessoa tiver anéis ou pulseiras deverá retirá-los aquando da
lavagem da queimadura. Assim, o anel ou pulseira serão retirados
deslizando sobre a pele, sem causar atritos.
• Depois da lavagem, secar suavemente a zona afectada.
• Deverá passar um anti-séptico não irritante.
• Nunca, em caso algum, deverá colocar na pele cremes, pomadas,
loções ou remédios caseiros, como farinha, manteiga ou óleo.
• Por fim, colocar uma gaze esterilizada que cubra toda a região da
lesão e prendê-la com um adesivo.

Queimaduras de 2º Grau:

• Arrefecer com soro fisiológico. Se necessário, promover a


evacuação da vítima para o hospital. Não rebentar as flictenas.

Queimaduras de 3º Grau:

• No caso de queimaduras graves (e extensas) será necessário o


tratamento hospitalar. Por isso mesmo, nestes casos, deverá
contactar o pessoal médico e chamar uma ambulância. No caso de
se prever que a equipa médica não chegará rapidamente,
aproximadamente em meia hora, é conveniente:
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- Dar de beber à vítima, a fim de a hidratar.

- Retirar a roupa, rasgando-a com uma tesoura. Nunca deverá


arrancar a mesma ou quaisquer objectos agarrados à pele ou
carbonizados.

- Se a pessoa possuir anéis ou pulseiras estes deverão ser retirados,


com a ajuda de água fria, antes que a inflamação não o permita.

- Deverá molhar a zona afectada com água fria ou cobrir com um


lençol ou toalha molhados. Isto ajudará a atenuar e a arrefecer a
ferida.

- Ajudará, ainda, se virar a vítima com a boca para cima e as pernas


ligeiramente levantadas em relação ao corpo.

- Deverá vigiar os sinais vitais: (nível de consciência, respiração e


pulsação) e comunicá-los assim que chegar a ambulância.

Casos Especiais

Queimaduras nos olhos - Lavar com um fio de soro fisiológico corrente,


do canto lacrimal (interno) para o canto temporal (externo). Deixar o globo
ocular humedecido. Colocar a vítima num ambiente com pouca luz, a fim de
evitar a colagem das pálpebras - óculos escuros. Não fazer penso oclusivo.

Queimaduras nas articulações e em zonas de contacto - São locais onde


a pele queimada pode ficar em contacto com pele também queimada, o que
pode originar colagem. Assim, em todos estes pontos deve interpor
compressas ou panos limpos, sem pêlos e molhados, para se evitar a colagem.
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Queimaduras provocadas por produtos químicos - Ocorrem quando a pele


entra em contacto com produtos cáusticos, ácidos ou alcalinos. Na maioria das
situações a vítima é rapidamente colocada debaixo de água corrente, de
preferência chuveiro, completamente vestida. A roupa é retirada durante o
duche, o qual deve demorar, no mínimo, de 15 a 20 minutos, sendo esta a
primeira atitude a tomar. Quando a quantidade de produto químico é grande
ou, tratando-se de pó, deve retirar-se o máximo possível com um pano antes
de fazer a lavagem pois o pó poderá fazer reacção com a água e provocar um
aumento da lesão. Nunca usar produtos neutralizantes que podem causar
maior lesão devido a reacções químicas com libertação de calor.

Afogamento

É a asfixia provocada pela imersão prolongada do organismo em um


meio líquido.

Sintomas:

• Agitação;
• Dificuldade respiratória;
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• Inconsciência;
• Paragem respiratória;
• Paragem cardíaca.

Primeiro socorro:

• Retirar a vitima para fora de água;


• Fazer respiração boca-a-boca;
• Se a vitima não tiver pulso, fazer massagem cardíaca.

Electrocussão

Uma electrocussão ou um choque eléctrico é quando há passagem de


corrente através do corpo.

O que se deve fazer:

• Desligar o disjuntor para cortar imediatamente a corrente eléctrica


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• Ter o cuidado para não tocar na vítima, sem ter desligado o


disjuntor primeiro
• Prevenir a queda da vítima
• Aplicar as técnicas de Primeiros Socorros:

- Reanimação Cárdio - Respiratória

- Aplicação de uma compressa ou pano limpo sobre a


queimadura

- Transportar a vítima urgentemente para o Hospital

O que não se deve fazer:

• Tocar na vítima se estiver em contacto com a corrente eléctrica


• Tentar afastar o fio de alta tensão com um objecto

Asfixia

A Asfixia ou Sufocação está relacionada com a dificuldade respiratória


que leva á falta de oxigénio no organismo.

As causas podem ser variadas, sendo a mais vulgar a obstrução das vias
respiratórias por corpos estranhos (objectos de pequenas dimensões,
alimentos mal mastigados, etc.).
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Outras causas de asfixia são:

• Ingestão de bebidas ferventes ou cáusticas


• Pesos em cima do peito ou costas
• Intoxicações diversas
• Paragem dos músculos respiratórios

Sinais e Sintomas:

• Conforme a gravidade da asfixia, podem ir desde um estado de


agitação, lividez, dilatação das pupilas (olhos), respiração ruidosa e
tosse, a um estado de inconsciência com paragem respiratória e
cianose da face e extremidades (tonalidade azulada).
• A situação é grave e deve-se intervir rapidamente!

O que deve fazer?

Numa criança pequena:

• Abra-lhe a boca e tente extrair o corpo estranho, se este ainda estiver


visível, usando o seu dedo indicador em gancho ou uma pinça (cuidado
para não empurrar o objecto!).
• Coloque a criança de cabeça para baixo. Sacuda-a e bata-lhe a meio das
costas, entre as omoplatas, com a mão aberta.
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No jovem/ adulto:

• Coloque-se por trás da vítima, passe-lhe o braço à volta da cintura.


• Feche o seu punho e coloque-o logo acima do umbigo.
• Cubra o punho com a outra mão e carregue para dentro e para cima.
• Repita as operações as vezes que forem necessárias.
• Se a respiração não se restabelecer e a vítima continuar roxa, faça
reanimação/ respiração artificial.
• Logo que a respiração estiver restabelecida transporte a vítima para o
Hospital.

O que não deve fazer:

• Abandonar o asfixiado para pedir auxílio.

Estado de Choque

O Estado de Choque caracteriza-se por insuficiência circulatória aguda


com deficiente oxigenação dos órgãos vitais. As causas podem ser muito
variadas: traumatismo externo ou interno, perfuração súbita de órgãos,
emoção, frio, queimadura, intervenções cirúrgicas, etc. Todo o acidentado
pode entrar em estado de choque, progressiva e insidiosamente, nos minutos
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ou horas que se seguem ao acidente. Não tratado, o estado de choque conduz


à morte.

Sinais e Sintomas:

• Palidez
• Olhos mortiços
• Suores frios
• Prostração
• Náuseas

Num estado de agravamento:

• Pulso fraco
• Respiração superficial
• Inconsciência

O que deve fazer:

Se a vítima está consciente:

• Deitá-la em local fresco e arejado


• Desapertar as roupas, não esquecendo gravatas, cintos e soutiens
• Tentar manter a temperatura normal do corpo
• Levantar as pernas a 45º
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• Ir conversando para a acalmar

O que não deve fazer:

• Dar bebidas alcoólicas

Se a vítima não está consciente:

• Colocar na Posição Lateral de Segurança


(PLS)
• Transportar a vítima para o Hospital

O que não deve fazer:

• Tentar dar de beber à vítima

Mordeduras

O que deve fazer:

Mordedura de cão:

• Desinfectar o local da mordedura.


• Informar-se se o cão está correctamente vacinado.
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Mordedura de gatos/ratos/porcos/equídeos:

• Desinfectar o local da mordedura.


• Transportar sempre a vítima ao Hospital.

Mordedura de víbora ou outra cobra venenosa:

• Manter a vítima imóvel e tranquila


• Desinfectar o local da mordedura
• Colocar um garrote ou ligadura, não muito apertado nem durante
muito tempo, acima da zona mordida, para evitar a difusão rápida
do veneno.

Atenção: Esta manobra só tem interesse se executada logo após a


mordedura.

• Prevenir e combater o estado de choque


• Dar a beber chá quente com açúcar.
• Manter a vítima em vigilância; em caso de paragem respiratória
fazer ventilação artificial.

Golpe de frio / Enregelamento

O golpe de frio / enregelamento é uma situação resultante da exposição


excessiva ao frio, existe uma evolução progressiva que vai do torpor ao
enregelamento constituindo, e por último, á gangrena e mesmo á morte.
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Sintomas

• Arrepios
• Torpor (sensação de formigueiro e adormecimento dos pés, mãos e
orelhas)
• Cãibras
• Baixa progressiva da temperatura, extremidades geladas
• Insensibilidade às lesões
• Dor intensa nas zonas enregeladas
• Estado de choque
• Coma

Primeiro socorro:

• Desapertar os sapatos e pedir á vitima que bata com os pés no


chão e as mãos uma na outra para restabelecer a circulação
• Envolver a vítima em cobertores
• Dar bebidas quentes e açucaradas

O que não deve fazer:

• Mexer nas zonas do corpo congeladas


• Iniciar o aquecimento por um banho quente
• Dar a beber bebidas alcoólicas

Hemorragia Nasal /Epistaxis

Epistaxis é a hemorragia nasal provocada pela ruptura de vasos


sanguíneos da mucosa do nariz.

Sinais e sintomas:
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• Saída de sangue pelo nariz, por vezes abundante e persistente


• Se a hemorragia é grande o sangue pode sair também pela boca

Primeiro Socorro:

• Comprimir com o dedo a narina que sangra


• Aplicar gelo exteriormente
• Se a hemorragia não pára, introduzir na narina que sangra um
tampão coagulante fazendo pressão para que a cavidade nasal
fique bem preenchida.
• Se persistir levar para o hospital

Crise de Hipoglicémia (diabetes)

A diabetes é uma doença em que o pâncreas não produz quantidade


suficiente de insulina e há açúcar em demasia no sangue e urina. A diabetes de
criança e do jovem requer tratamento com insulina. A complicação mais grave
e frequente do diabético jovem é a crise de Hipoglicémia, ou seja, baixa de
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açúcar no sangue). Ocorre habitualmente depois da realização de exercício


físico, por jejum prolongado ou por exagero da dose de insulina.

Sintomas

• Palidez, suor, tremores de mãos


• Fome intensa ou enjoo e vómitos
• Confusão mental, raciocínio lento, bocejos repetidos, expressão
apática “apalermada”
• Voz entaramelada
• Alterações de humor: irritabilidade, agressividade, teimosia, apatia
• Palpitações, pulso rápido
• Perda da fala e dos movimentos activos
• Desmaio, coma

Primeiro Socorro:

• Lidar com a pessoa com calma, meiguice e delicadeza


(normalmente a vitima é rejeita o que é proposto)
• Dar açúcar
• 1 colher de sopa cheia ou 2 pacotes de açúcar e aguarde 2 -3
minutos e repita a operação até melhoria. O açúcar deve ser
misturado com algumas gotas de água
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• Após melhoria dar um bolo ou bolachas e um copo de leite ou água

Picadas

Abelhas e vespas

Primeiro Socorro:

• Retirar o ferrão com uma pinça


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• Desinfectar com álcool ou outro anti – séptico (Betadine)


• Aplicar gelo
• Em caso de picadas por enxame, picadas na boca ou garganta
transportar ao hospital.

Picadas de peixes venenosos/ouriços/alforrecas

Primeiro socorro

• Aplicar no local cloreto de etilo, álcool ou gelo


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Estrangulamento

Pressão no pescoço que interrompe o fluxo de oxigénio para o cérebro,


podendo levar a pessoa a um estado de inconsciência e por vezes à morte.

Primeiro Socorro:

• Cortar imediatamente a corda ou o que estiver a fazer pressão em


torno do pescoço da vítima
• Executar ventilação artificial se houver sinais de asfixia
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Conclusão

Com este manual, aprende-se como socorrer uma pessoa. Todas as


pessoas deveriam ter um consigo para poder ajudar os outros, e num caso de
stress não cometer erros que podem por vezes levar uma pessoa á morte.

Neste manual explica como actuar numa situação de asma, de overdose,


de desmaio, de hemorragia, entre outras situações de emergência.

Em todas as situações devemos sempre manter a calma para agir de


uma forma correcta.
Manual de primeiros socorros

Grupo de Trabalho:

Andreia Pereira n.º2


Sofia Teixeira n.º11
Ana Teixeira n.º12
Cláudia Silva n.º14
Sandra Ferreira n.º18

Data de edição:
Manual de primeiros socorros

Maio de 2010