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MAIO 2003 NBR IEC 60439-1 Conjuntos de manobra e controle de baixa tensão Parte 1:

MAIO 2003

NBR IEC 60439-1

Conjuntos de manobra e controle de baixa tensão Parte 1: Conjuntos com ensaio de tipo
Conjuntos de manobra e controle de
baixa tensão
Parte 1: Conjuntos com ensaio de tipo
totalmente testados (TTA) e conjuntos
com ensaio de tipo parcialmente
testados (PTTA)
Origem: Projeto 03:017.02-003:2002
ABNT/CB-03 - Comitê Brasileiro de Eletricidade
CE-03:017.02 - Comissão de Estudo de Manobra e Controle de Baixa Tensão
NBR IEC 60439-1 - Low-voltage switchgear and controlgear assemblies -
Part 1: Type-tested and partially type-tested assemblies
Descriptor: Low-voltages switchgear and controlgear assemblies
Esta Norma é equivalente à IEC 60439-1:1999
Esta Norma cancela e substitui a NBR 6808:1993
Válida a partir de 30.06.2003
Palavra-chave:
Conjunto de manobra e controle de baixa
tensão
76 páginas

Página

Prefácio

2

1 Generalidades

3

1.1 Objetivo e campo de aplicação

3

1.2 Referências normativas

3

2 Definições

5

2.1 Generalidades

5

2.2 Unidades de construção dos CONJUNTOS

6

2.3 Vista externa dos CONJUNTOS

7

2.4 Partes estruturais dos CONJUNTOS

8

2.5 Condições de instalação dos CONJUNTOS

9

2.6 Medidas de proteção relativas a choque elétrico

9

2.7 Passagens para o interior dos CONJUNTOS

10

2.8 Funções eletrônicas

10

2.9 Coordenação de isolação

10

2.10 Correntes de curto-circuito

12

3 Classificação dos CONJUNTOS

12

4 Características elétricas dos CONJUNTOS

13

4.1 Tensões nominais

13

4.2 Corrente nominal (I n ) (de um circuito de um CONJUNTO)

13

4.3 Corrente suportável nominal de curta duração (I cw ) (de um circuito de um CONJUNTO)

13

4.4 Corrente suportável nominal de crista (I pk ) (de um circuito de um CONJUNTO)

14

4.5 Corrente nominal condicional de curto-circuito (I cc ) (de um circuito de um CONJUNTO)

14

4.6 Corrente nominal de curto-circuito limitada por fusível (I cf ) (de um circuito de um CONJUNTO)

14

4.7 Fator nominal de diversidade

14

4.8 Freqüência nominal

14

5 Informações a serem dadas sobre o CONJUNTO

14

5.1 Placa de identificação

14

5.2 Identificação

15

5.3 Instruções para instalação, operação e manutenção

15

6 Condições de serviço

15

6.1 Condições normais de serviço

15

6.2 Condições especiais de serviço

16

6.3 Condições durante transporte, armazenamento e montagem

17

7 Projeto e construção

17

7.1 Projeto mecânico

17

7.2 Invólucro e grau de proteção

20

7.3 Elevação da temperatura

20

2

NBR IEC 60439-1:2003

7.4 Proteção contra choque elétrico 21 7.5 Proteção contra curto-circuito e corrente suportável de curto-circuito
7.4 Proteção contra choque elétrico
21
7.5 Proteção contra curto-circuito e corrente suportável de curto-circuito
27
7.6 Dispositivos e componentes de manobra instalados em CONJUNTOS
29
7.7 Separação interna dos CONJUNTOS por barreiras ou divisões
33
7.8 Conexões elétricas dentro de um CONJUNTO: barramentos e condutores isolados
33
7.9 Requisitos para circuitos de alimentação de equipamentos eletrônicos
34
7.10 Compatibilidade eletromagnética (EMC)
35
7.11 Descrição dos tipos de conexões elétricas de unidades funcionais
36
8
Especificações de ensaios
37
8.1 Classificação de ensaios
37
8.2 Ensaios
de
tipo
37
8.3 Ensaios de rotina
48
Anexo A (normativo) Seções mínima e máxima de condutores de cobre apropriado para conexão
53
Anexo B (normativo) Método para calcular a seção dos condutores de proteção com relação aos esforços térmicos devido
à corrente suportável nominal de curta duração
54
Anexo
C
(informativo)
Exemplos típicos de CONJUNTOS
55
Anexo D (informativo) Formas de separação interna (ver 7.7.)
Anexo E (informativo) Itens sujeitos a acordo entre o fabricante e o usuário
Anexo F (normativo) Medição das distâncias de isolação e de escoamento
Anexo G (normativo) Correlação entre a tensão nominal de alimentação e a tensão nominal suportável de impulso do
equipamento
Bibliografia
65
68
69
74
76
Figura 1
Relação Û i + ∆u em função do tempo
34
Û i
Figura 2
Componente harmônica máxima permitida da tensão nominal de sistema
35
Figura
C.1
CONJUNTO
aberto
(ver 2.3.1)
55
Figura C.2
CONJUNTO aberto com proteção frontal (ver 2.3.2)
56
Figura C.3
CONJUNTO do tipo armário (ver 2.3.3.1)
57
Figura C.4
CONJUNTO do tipo multicolunas (ver 2.3.3.2)
58
Figura C.5
CONJUNTO do tipo mesa de comando (ver 2.3.3.3)
59
Figura C.6
CONJUNTO do tipo multimodular (ver 2.3.3.5)
60
Figura C.7
Sistema de barramentos blindados (ver 2.3.4)
61
Figura C.8
Estrutura de suporte (ver 2.4.2)
62
Figura C.9
Partes fixas (ver 2.2.5, 2.4.3, 2.4.4)
63
Figura
C.10 Parte extraível (ver 2.2.7)
64
Figura D.1
Símbolos usados na figura D.2
65
Figura D.2
Formas
1
e
2
66
Figura D.2
Formas
3
e
4
67
Figura F.1
Medida
de nervuras
69
Tabela 1
Valores de fator nominal de diversidade
14
Tabela 2
Limites de elevação da temperatura
21
Tabela 3
Seção dos condutores de proteção (PE, PEN)
24
Tabela 3A
Seção do condutor de cobre para conexão à massa
25
Tabela 4
Valores normalizados para o fator n
28
Tabela 5
Seleção de condutores e requisitos de instalação
29
Tabela 6
Condições elétricas para diferentes posições das partes extraíveis
32
Tabela 7
Lista de verificações e de ensaios a serem realizados em TTA e PTTA
38
Tabela 8
Condutores de ensaio de cobre para correntes de ensaio menores ou iguais a 400 A
39
Tabela 9
Seções normalizadas de condutores de cobre correspondentes à corrente de ensaio
40
Tabela 10
Tensões
de
ensaio
dielétrico
42
Tabela 11
Tensões
de
ensaio
dielétrico
42
Tabela 12
Relação entre corrente de fuga presumida e diâmetro do fio de cobre
45
Tabela 13
Tensões suportáveis dielétricas para ensaio de impulso, freqüência de rede e em
50
Tabela 14
Distâncias mínimas de isolação no ar
50
Tabela 15
Tensões de ensaio através dos contatos abertos do equipamento apropriado para isolação
51
Tabela
16 Distâncias de escoamento mínimas
52
Tabela A.1 Seções mínimas e máximas dos condutores de cobre apropriados para conexão
53
Tabela B.1
Valores de k para condutores de proteção não incorporados nos cabos ou para condutores de proteção nus
em contato com o revestimento dos cabos
Tabela G.1 Correspondência entre a tensão nominal de alimentação e a tensão suportável nominal de impulso do
equipamento, no caso da proteção contra sobretensão por supressores de surto conforme IEC 60099-1
54
75
Prefácio
A ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo
conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB) e dos Organismos de Normalização Setorial
(ABNT/ONS), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas
fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).
Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos ABNT/CB e ABNT/ONS, circulam para Consulta Pública entre
os associados da ABNT e demais interessados.
Esta Norma contém os anexos A, B, F e G, de caráter normativo, e os anexos C, D e E, de caráter informativo.

NBR IEC 60439-1:2003

3

A correspondência entre as normas citadas na seção “1.2 Referências normativas” e as normas brasileiras é a seguinte:

IEC 60050(826):1982

NBR IEC 60050(826):1997 - Vocabulário eletrotécnico internacional - Capítulo 826: Instalações elétricas em edificações

CISPR 11:1990

NBR IEC/CISPR 11:1995 - Limites e métodos de medição de características de perturbação eletromagnética em radiofreqüência de equipamentos industriais, científicos e médicos (ISM)

1 Generalidades

1.1 Objetivo e campo de aplicação

Esta Norma aplica-se aos CONJUNTOS de manobra e controle de baixa tensão (CONJUNTOS com ensaio de tipo totalmente testados (TTA) e CONJUNTOS com ensaio de tipo parcialmente testados (PTTA)), em que a tensão nominal não exceda 1 000 VCA, a freqüências que não excedam 1 000 Hz, ou 1 500 VCC.

Esta Norma também se aplica aos CONJUNTOS que incorporam equipamentos de controles e/ou de potência, cujas freqüências são elevadas. Neste caso, serão aplicados requisitos adicionais apropriados.

Esta Norma se aplica aos CONJUNTOS estacionários ou móveis, com ou sem invólucro.

NOTA - Requisitos adicionais para certos tipos específicos de CONJUNTOS são especificados em normas IEC complementares.

Esta Norma se aplica aos CONJUNTOS destinados para conexão com a geração, a transmissão, a distribuição e a conversão de energia elétrica, para o controle de equipamento que consome energia elétrica.

Também se aplica aos CONJUNTOS projetados para uso sob condições de serviço especiais, como, por exemplo, em navios, em veículos ferroviários, por máquinas-ferramenta, por equipamentos de içamento ou em atmosferas explosivas, e para aplicações domésticas (manobrados por pessoas não habilitadas), contanto que os requisitos específicos pertinentes sejam respeitados.

Esta Norma não se aplica a componentes individuais e componentes auto-suficientes, como dispositivos de partida de motor, disjuntores, interruptores e dispositivos fusíveis, componentes eletrônicos etc., os quais devem atender às suas normas específicas.

O objetivo desta Norma é estabelecer as definições e indicar as condições de serviço, os requisitos de construção, as características técnicas e os ensaios para CONJUNTOS de manobra e controle de baixa tensão.

1.2 Referências normativas

As normas relacionadas a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições para esta Norma. As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação. Como toda norma está sujeita a revisão, recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de se usarem as edições mais recentes das normas citadas a seguir. A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento.

IEC 60038:1983 - IEC standard voltages

IEC 60050(441):1984 - International Eletrotechnical Vocabulary (IEV) – Chapter 441:Switchgear, controlgear and fuses

IEC 60050(471):1984 - International Eletrotechnical Vocabulary (IEV) – Chapter 471:Insulators

IEC 60050(604):1987, International Eletrotechnical Vocabulary (IEV) – Chapter 604: Generation,transmission and distribution of electricity – Operation

IEC 60050(826):1982: International Eletrotechnical Vocabulary (IEV) – Chapter 826: Electrical installations of buildings* )

IEC 60060 - High-voltage techniques

IEC 60071-1:1976 - Insulation co-ordination - Part 1: Terms, definitions, principles and rules

IEC 60073:1996 - Basic and safety principles for man-machine interface, marking and identification – Coding principles for indication devices and actuators

IEC 60099-1:1991 - Surge arresters – Par 1: Non-linear resistor type gapped surge arresters for a.c. systems

IEC 60112:1979 - Method for determining the comparative and the proof-tracking indices of solid insulating materials under moist conditions

IEC 60146-2:1974 - Semiconductor convertors – Part 2: Semiconductor self-commulated convertors

IEC 60158-2:1982 - Low-voltage controlgear – Part 2: Semiconductor contactors (solid state contactors)

IEC 60227-3:1993 - Polyvinyl chloride insulate cables of rated voltages up to and including 450/750 V – Part 3: Non- sheathed cables for fixed wiring

IEC 60227-4:1992 - Polyvinyl chloride insulated cables of rated voltages up to and including 450/750 V – Part 4: Sheathed cables for fixed wiring

IEC 60245-3:1994 - Rubber insulated cables of rated voltages up to and including 450/750 V – Part 3: Heat resistant silicone insulated cables

* ) Ver NBR IEC 60050(826):1997.

4

NBR IEC 60439-1:2003

IEC 60245-4:1994 - Rubber insulated cables of rated voltages up to and including 450/750 V – Part 4: Cords and flexible cables

IEC 60269 - Low-voltage fuses

IEC 60364-3:1993 - Electrical installations of buildings – Part 3: Assessment of general characteristics

IEC 60364-4-41:1992 - Electrical installations of buildings – Part 4: Protection for safety – Chapter 41: Protection against electric shock

IEC 60364-4-443:1995 - Electrical installations of buildings – Part 4: Protection for safety – Chapter 44: Protection against overvoltages – Section 443: Protection against overvoltages of atmospheric origin or due to switching* )

IEC 60364-4-46:1981 - Electrical installations of buildings – Part 4: Protection for safety – Chapter 45: Isolation and switches

IEC 60364-5-54:1980 - Electrical installations of buildings – Part 5: Selection and erection of electrical equipment – Chapter 54: Earthing arrangements and protective conductors

IEC 60417 (all parts), Graphical symbols for use on equipment - Index, survey and compilation of the single sheets

IEC 60445:1988 - Identification of equipment terminals and of terminations of certain designated conductors, including general rules for na alphanumeric system

IEC 60446:1989 - Identification of conductors by colours or numerals

IEC 60447:1993 - Man-machine interface (MMI) - Actuating principles

IEC 60502:1994 - Extruded solid dielectric insulated power cables for rated voltages from 1 kV to 30 kV

IEC 60529:1989 - Degrees of protection provided by enclosures (IP Code)

IEC 60664-1:1992 - Insulation coordenation for equipment within low-voltage systems - Part 1: Principles, requirements and tests

IEC 60750:1983 - Item designation in electrotechnology

IEC 60865 (all parts) - Short-circuit currents - Calculation of effects

IEC 60890:1987 - A method of temperature-rise assessment by extrapolation for partially type-testes assemblies (PTTA) of low-voltage switchgear and controlgear

IEC 60947-1:1988 - Low-voltage switchgear and controlgear - Part 1: General rules

IEC 60947-3:1999 - Low-voltage switchgear and controlgear - Part 3: Switches, disconnectors, switch-disconnectors and fuse-combination units

IEC 60947-4-1:1990 - Low-voltage switchgear and controlgear - Part 4: Contactors and motor-startes - Section 1: Section 1:

Electromechanical contactors and motor-starters

IEC 61000-4-2:1995 - Electromagnetic compatibility (EMC) - Part 4: Testing and measurement techniques - Section 2:

Electrostatic discharge immunity test - Basic EMC Publication

IEC 61000-4-3:1995 - Electromagnetic compatibility (EMC) - Part 4: Testing and measurement techniques - Section 3:

Radiated, radio-frequency, electromagnetic field immunity test

IEC 61000-4-4:1995 - Electromagnetic compatibility (EMC) - Part 4: Testing and measurement techniques - Section 4:

Electrical fast transient burst immunity test - Basic EMC Publication

IEC 61000-4-5:1995 - Electromagnetic compatibility (EMC) - Part 4: Testing and measurement techniques - Section 5:

Surge immunity tests

IEC 61117:1992 - A method for assessing the short-circuit withstand strength of partially type-tested assemblies (PTTA)

CISPR 11:1990 - Limits and methods of measurement of electromagnetic disturbance characteristics of industrial, scientific and medical (ISM) radio-frequency equipment ** )

* ) Há uma edição consolidada 2.1 (1999) que inclui IEC 60364-4-443 (1995) e sua emenda 1 (1998). ** ) Ver NBR IEC/CISPR 11:1995.

NBR IEC 60439-1:2003

5

2 Definições Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintes definições:

NOTA - Certas definições nesta seção permanecem inalteradas ou são modificadas daquelas da IEC 60050 (IEV) ou de outras publicações de IEC.

2.1 Generalidades

2.1.1

conjuntos de manobra e controle de baixa tensão (CONJUNTOS) combinação de um ou mais dispositivos e equipamentos de manobra, controle, medição, sinalização, proteção, regulação etc., em baixa tensão, completamente montados, com todas as interconexões internas elétricas e mecânicas e partes estruturais (ver 2.4) sob a responsabilidade do fabricante

NOTA 1 - Ao longo desta Norma, a abreviação CONJUNTO é usada para designar um conjunto de manobra e controle de baixa tensão.

NOTA 2 - Os componentes do CONJUNTO podem ser eletromecânicos ou eletrônicos.

NOTA 3 - Por várias razões, por exemplo, transporte ou produção, certas operações de montagem podem ser feitos fora da fábrica do produtor.

2.1.1.1

conjunto de manobra e controle de baixa tensão com ensaios de tipo totalmente testados (TTA) CONJUNTO de manobra e controle de baixa tensão em conformidade com um tipo ou sistema estabelecidos, sem desvios que influenciem significativamente o desempenho em relação àquele CONJUNTO típico verificado que está em conformidade com esta Norma

NOTA 1 Ao longo desta Norma, a abreviação TTA é usada para designar um conjunto de manobra e controle de baixa tensão com todos os ensaios de tipo.

NOTA 2 Por várias razões, por exemplo, transporte ou produção, certas operações de montagem podem ocorrer fora da fábrica do produtor do TTA. Tal CONJUNTO é considerado como um TTA fornecido quando a montagem é executada conforme as instruções do fabricante de tal maneira que a conformidade do tipo ou sistema estabelecidos com esta Norma é garantida, inclusive submissão a ensaios de rotina aplicáveis.

2.1.1.2

conjunto de manobra e controle de baixa tensão com ensaios de tipo parcialmente testados (PTTA) CONJUNTO de manobra e controle de baixa tensão contendo disposições de tipo ensaiado e disposições de tipo não ensaiado, contanto que o último é derivado (por exemplo, por meio de cálculo) de disposições de tipo ensaiado que satisfizeram os ensaios pertinentes (ver tabela 7)

NOTA Ao longo desta Norma, a abreviação PTTA é usada para designar um CONJUNTO de manobra e controle de baixa tensão com ensaio de tipo parcialmente testado.

2.1.2

circuito principal (de um CONJUNTO) todas as partes condutoras de um CONJUNTO incluídas em um circuito que é destinado a transmitir energia elétrica [IEV 441-13-02]]

2.1.3

circuito auxiliar (de um CONJUNTO) todas as partes condutoras de um CONJUNTO incluídas em um circuito (exceto o circuito principal) destinado a controlar, medir, sinalizar, regular, processar dado etc. [IEV 441-13-03 modificado]

NOTA Os circuitos auxiliares de um CONJUNTO incluem os circuitos de controle e auxiliares dos dispositivos de manobra.

2.1.4

barramento condutor de baixa impedância ao qual podem ser conectados, separadamente, vários circuitos elétricos

NOTA O termo "barramento" não pressupõe forma geométrica, tamanho ou dimensões do condutor.

2.1.4.1

barramento principal barramento no qual podem ser conectados um ou vários barramentos de distribuição e/ou unidades de entrada e de saída

2.1.4.2

barramento de distribuição

barramento dentro de uma seção que é conectado a um barramento principal e a partir do qual são alimentadas unidades de saída

2.1.5

unidade funcional parte de um CONJUNTO compreendendo todos os elementos elétricos e mecânicos que contribuem para execução de uma mesma função

NOTA Condutores que são conectados a uma unidade funcional mas que são externos ao seu compartimento ou espaço protegido fechado (por exemplo, cabos auxiliares conectados a um compartimento comum) não são considerados como fazendo parte da unidade funcional.

6

NBR IEC 60439-1:2003

2.1.6

unidade de entrada unidade funcional através da qual a energia elétrica é normalmente fornecida para o CONJUNTO

2.1.7

unidade de saída unidade funcional através da qual a energia elétrica é normalmente fornecida para um ou mais circuitos de saída

2.1.8

grupo funcional grupo de várias unidades funcionais que são interconectadas eletricamente para a execução de suas funções operacionais

2.1.9

condição de ensaio condição de um CONJUNTO ou parte dele em que os circuitos principais correspondentes estão desenergizados, mas não necessariamente desconectados (isolados), enquanto que os circuitos auxiliares associados estão conectados, permitindo ensaios de operação de dispositivos incorporados

2.1.10

situação desconectada condição de um CONJUNTO ou parte dela em que o circuito principal correspondente e circuitos auxiliares associados estão desconectados (isolados)

2.1.11

situação conectada condição de um CONJUNTO ou parte dele em que o circuito principal correspondente e circuitos auxiliares associados estão conectados para a sua função normalmente executada

2.2 Unidades de construção dos CONJUNTOS

2.2.1

seção (ver figura C.4) unidade de construção de um CONJUNTO entre duas separações verticais sucessivas

2.2.2

subseção unidade de construção de um CONJUNTO entre duas separações horizontais sucessivas dentro de uma seção

2.2.3

compartimento seção ou subseção fechada com exceção de aberturas necessárias para interconexão, controle ou ventilação

2.2.4

unidade de transporte parte de um CONJUNTO ou um CONJUNTO completo adequado para transporte sem ser desmontada

2.2.5

parte fixa (ver figura C.9) uma parte constituída de componentes montados e ligados por condutores sobre um suporte comum e que é projetada para instalação fixa (ver 7.6.3)

2.2.6

parte removível uma parte que pode ser removida completamente de CONJUNTO e pode ser substituída mesmo que o circuito ao qual é conectado possa estar energizado

2.2.7

parte extraível (ver figura C.10) uma parte removível que pode ser movida de modo a estabelecer distância de isolamento da posição conectada para a posição desconectada e para uma posição de ensaio, se tiver, enquanto permanecer mecanicamente fixada ao CONJUNTO

NOTA A distância de isolamento pode se referir somente aos circuitos principais ou aos circuitos principais e circuitos auxiliares (ver 2.2.10), ver também tabela 6.

2.2.8

posição conectada posição de uma parte removível ou extraível quando está completamente conectada para a sua função normalmente prevista

2.2.9

posição de ensaio posição de uma parte extraível em que os circuitos principais correspondentes estão abertos no lado da alimentação, mas não necessariamente desconectados (isolados), e os circuitos auxiliares estão conectados, permitindo ensaios de funcionamento da parte extraível, daquela parte que permanece mecanicamente fixada ao CONJUNTO

NOTA A abertura também pode ser alcançada por operação de um dispositivo apropriado, sem qualquer movimento mecânico da parte extraível.

NBR IEC 60439-1:2003

7

2.2.10

posição extraída (posição isolada) posição de uma parte extraível em que uma distância de isolamento (ver 7.1.2.2) é estabelecida em circuitos principais e auxiliares, permanecendo a parte extraível mecanicamente fixada ao CONJUNTO

NOTA A distância de isolamento também pode ser estabelecida por operação de um dispositivo apropriado, sem qualquer movimento mecânico da parte extraível.

2.2.11

posição removida posição de uma parte removível ou extraível quando ela está fora do CONJUNTO, e mecânica e eletricamente separada dele

2.2.12

conexões elétricas das unidades funcionais

2.2.12.1

conexão fixa conexão que é conectada ou desconectada por meio de uma ferramenta

2.2.12.2

conexão desconectável conexão que é conectada ou desconectada por manobra manual do meio de conexão, sem usar uma ferramenta

2.2.12.3

conexão extraível conexão que é conectada ou desconectada fazendo o CONJUNTO ficar na condição conectada ou desconectada

2.3 Vista externa dos CONJUNTOS

2.3.1

CONJUNTO aberto (ver figura C.1) CONJUNTO que consiste de uma estrutura que suporta o equipamento elétrico, cujas partes energizadas são acessíveis

2.3.2

CONJUNTO aberto com proteção frontal (ver figura C.2) CONJUNTO aberto com uma cobertura frontal que assegure um grau de proteção mínimo igual a IP2X. As partes energizadas podem ser acessíveis pelos outros lados

2.3.3

CONJUNTO fechado CONJUNTO que é fechado em todos os lados, com possível exceção na sua superfície de montagem, de maneira a assegurar um grau de proteção mínimo igual a IP2X

2.3.3.1

CONJUNTO do tipo armário (ver figura C.3) uma coluna fechada, em princípio assentada no piso, que pode incluir várias seções, subseções ou compartimentos

2.3.3.2

CONJUNTO do tipo multicolunas (ver figura C.4) combinação de várias colunas mecanicamente unidas

2.3.3.3

CONJUNTO do tipo mesa de comando (ver figura C.5) CONJUNTO fechado, com um painel de controle horizontal ou inclinado ou uma combinação de ambos, que incorpora dispositivos de controle, de medição, de sinalização etc.

2.3.3.4

CONJUNTO do tipo modular (caixa) (ver figura C.6) CONJUNTO fechado em forma de caixa, em princípio para ser montado em um plano vertical

2.3.3.5

CONJUNTO do tipo multimodular (ver figura C.6) combinação de caixas unidas mecanicamente, com ou sem estrutura de apoio comum, com as conexões elétricas passando entre duas caixas adjacentes por aberturas nas faces

2.3.4

barramentos blindados (ver figura C.7) CONJUNTO com ensaio de tipo totalmente testado na forma de um sistema de condutor, inclusive que são espaçados e apoiados por material isolante em um duto, calha ou invólucro semelhante [IEV 441-12-07 modificado] O CONJUNTO pode consistir em elementos como:

- elementos de canalização com ou sem possibilidade de derivação;

- elementos de transposição de fase, de expansão, elementos flexíveis, elementos de alimentação e de adaptação;

- elementos de derivação.

NOTA O termo "barramento" não pressupõe forma geométrica, tamanho e dimensões do condutor.

8

NBR IEC 60439-1:2003

2.4 Partes estruturais dos CONJUNTOS

2.4.1

estrutura de apoio (ver figura C.1) estrutura que faz parte de um CONJUNTO projetado para apoiar vários componentes de um CONJUNTO e invólucros, se houver

2.4.2

estrutura de suporte (ver figura C.8) estrutura que não faz parte de um CONJUNTO, projetada para suportar um CONJUNTO fechado

2.4.3

placa de montagem* ) (ver figura C.9) placa projetada para suportar vários componentes e apropriada para instalação em um CONJUNTO

2.4.4

estrutura de montagem* ) (ver figura C.9) estrutura projetada para suportar vários componentes e apropriada para instalação em um CONJUNTO

2.4.5

invólucro parte que assegura a proteção de equipamento contra certas influências externas e proteção contra contato direto, em qualquer direção, a um grau de proteção mínima igual a IP2X

2.4.6

fechamento parte do invólucro externo de um CONJUNTO

2.4.7

porta fechamento articulado ou deslizante do invólucro

2.4.8

fechamento removível cobertura que é projetada para fechar uma abertura de um invólucro externo e que pode ser removida para efetuar certas operações e trabalho de manutenção

2.4.9

placa de fechamento parte de um CONJUNTO - geralmente de uma caixa (ver 2.3.3.4) - que é usada para fechar uma abertura de um invólucro externo e projetada para ser fixada, no lugar, por parafusos ou meios semelhantes. Normalmente não é removida depois do equipamento ser colocado em serviço

NOTA

2.4.10

divisão parte do invólucro de um compartimento separando-o de outros compartimentos

2.4.11

barreira parte que assegura a proteção contra contato direto de qualquer direção habitual de acesso (no mínimo igual a IP2X) e contra arcos de dispositivos de manobra e outros, se houver

2.4.12

obstáculo parte que impede contato direto acidental, mas que não impede um contato direto por ação deliberada

2.4.13

obturador

parte móvel:

- entre uma posição na qual permite encontro dos contatos das partes removíveis ou extraíveis com contatos fixos, e

- uma posição na qual se torna parte de um fechamento ou uma divisão que protege os contatos fixos [IEV 441-13-07 modificado]

2.4.14

entrada de condutores (cabos) parte com aberturas que permitem a passagem de cabos ao interior do CONJUNTO

NOTA

A placa de fechamento pode ser provida de entradas de cabo.

Uma entrada de condutores pode ser, ao mesmo tempo, projetada como uma caixa de extremidade fechada.

* ) Se essas partes estruturais incorporarem dispositivos, elas podem constituir CONJUNTOS independentes.

NBR IEC 60439-1:2003

9

2.4.15

espaços disponíveis

2.4.15.1

espaço livre espaço vazio de uma seção

2.4.15.2

espaço não equipado parte de uma seção incorporando somente barramento

2.4.15.3

espaço parcialmente equipado parte de uma seção completamente equipada, com exceção das unidades funcionais. As unidades funcionais que podem ser instaladas são definidas em número de módulos e em tamanho

2.4.15.4

espaço completamente equipado parte de uma seção completamente equipada com unidades funcionais não designadas para um uso específico

2.4.16

espaço protegido fechado parte de um CONJUNTO destinada a incluir componentes elétricos e que assegure proteção especificada contra influências externas e contato com partes energizadas

2.4.17

bloqueio de inserção mecanismo que bloqueia a introdução de uma parte removível ou extraível em uma parte fixa não destinada para aquela parte removível ou extraível

2.5 Condições de instalação dos CONJUNTOS

2.5.1

CONJUNTO para instalação abrigada CONJUNTO que é projetado para uso em locais sob condições de serviço habituais para uso abrigado, como

especificadas em 6.1 desta Norma.

2.5.2

CONJUNTO para instalação ao tempo CONJUNTO que é projetado para uso com condições de serviço habituais para uso ao tempo, como especificadas em 6.1 desta Norma

2.5.3

CONJUNTO fixo CONJUNTO que é projetado para ser fixado na instalação, por exemplo, no piso ou na parede

2.5.4

CONJUNTO móvel CONJUNTO que é projetado de forma que possa ser movida facilmente de um lugar de uso para outro

2.6 Medidas de proteção relativas a choque elétrico

2.6.1

parte energizada condutor ou parte condutora destinada a ser energizada em uso normal, inclusive condutor neutro, mas, por convenção, não um condutor PEN [IEV 826-03-01]

NOTA

Este termo não implica necessariamente um risco de choque elétrico.

2.6.2

parte da estrutura condutora exposta parte condutora de equipamento elétrico que pode ser tocada e que normalmente não é energizada, mas que pode se

tornar energizada em caso de falha [IEV 826-03-02 modificado]

2.6.3

condutor de proteção (PE) condutor requerido por certas medidas de proteção contra choque elétrico para conectar eletricamente quaisquer das partes seguintes:

- partes da estrutura condutoras expostas;

- partes condutoras externas;

10

NBR IEC 60439-1:2003

- terminal de aterramento principal;

- eletrodo de terra;

- ponto aterrado da fonte ou neutro artificial [IEV 826-04-05]

2.6.4

condutor neutro (N) condutor conectado ao ponto neutro de um sistema e capaz de contribuir para a transmissão de energia elétrica [VEI 826-01-03]

2.6.5

condutor PEN condutor aterrado que combina as funções de condutor de proteção e condutor neutro [IEV 826-04-06 modificado]

2.6.6

corrente de fuga corrente resultante de uma falha de isolação ou de ruptura na isolação

2.6.7

corrente de fuga à terra corrente de fuga que escoa para terra

2.6.8

proteção contra contato direto prevenção de contato perigoso de pessoas com partes energizadas

2.6.9

proteção contra contato indireto prevenção de contato perigoso de pessoas com partes da estrutura condutoras expostas

2.7 Passagens para o interior dos CONJUNTOS

2.7.1

passagem de serviço para o interior de um CONJUNTO espaço que deve ser usado pelo operador para a operação e supervisão corretas do CONJUNTO

2.7.2

passagem de manutenção para o interior de um CONJUNTO espaço que é acessível somente por pessoal autorizado e é destinado para uso quando da manutenção do equipamento instalado

2.8 Funções eletrônicas

2.8.1

blindagem proteção de condutores ou equipamento contra interferência causada, em particular, por radiação eletromagnética de outros condutores ou equipamento

2.9 Coordenação de isolação

2.9.1

distância de isolamento distância entre duas partes condutoras em linha reta, o menor caminho entre estas partes condutoras [2.5.46 da IEC 60947-1] [IEV 441-17-31]

2.9.2

distância de secionamento (de um polo de um dispositivo na mecânica de secionamento) distância de isolamento entre contatos abertos que satisfazem aos requisitos de segurança especificados para secionadores [2.5.50 da IEC 60947-1] [IEV 441-17-35]

2.9.3

distância de escoamento menor distância ao longo da superfície de um material isolante entre duas partes condutoras [2.5.51 da IEC 60947-1] [IEV 471-01-08 modificado]

NOTA Uma junção entre duas partes de material isolante é considerada como parte da superfície.

2.9.4

tensão de operação maior valor de tensão CA (r.m.s.) ou CC que pode ocorrer (localmente) entre qualquer isolação a uma tensão nominal de

alimentação, transientes sendo desconsiderados, em condições de circuito aberto ou em condições normais de funcionamento [2.5.52 da IEC 60947-1]

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11

2.9.5

sobretensão temporária sobretensão entre fase e terra, entre fase e neutro ou entre fases num determinado local e de duração relativamente longa (vários segundos) [2.5.53 de IEC 60947-1] [IEV 604-03-12 modificado]

2.9.6

sobretensões transitórias No sentido desta Norma sobretensão transitória são os seguintes [2.5.54 da IEC 60947-1]

2.9.6.1

sobretensão de manobra

sobretensão transitória em um determinado local de um sistema devido a uma manobra específica [2.5.54.1 da IEC 60947-1] [IEV 604-03-29 modificado]

2.9.6.2

sobretensão por surto atmosférico sobretensão transitória em um determinado local de um sistema devido a uma descarga atmosférica específica (ver também IEC 60060 e IEC 60071-1) [2.5.54.2 da IEC 60947-1]

2.9.7

tensão suportável de impulso maior valor de pico de uma tensão de impulso, de forma e polaridade estabelecidas, que não causa danos sob condições especificadas de ensaio [2.5.55 da IEC 60947-1]

2.9.8

tensão suportável de freqüência industrial valor r.m.s. de uma tensão senoidal de freqüência industrial que não provoque descarga sob condições especificadas de ensaio [2.5.56 da IEC 60947-1] [VEI 604-03-40 modificado]

2.9.9

poluição qualquer presença de material externo sólido, líquido ou gasoso (gases ionizados), que pode reduzir rigidez dielétrica ou

resistividade superficial [2.5.57 da IEC 60947-1]

2.9.10

grau de poluição (de condições ambientais) número convencional baseado na quantidade de poeira condutiva ou higroscópica, gás ionizado ou sal e, também, na umidade relativa e sua freqüência de ocorrência, que resulta em absorção higroscópica ou condensação de umidade, que conduz à redução rigidez dielétrica e/ou resistividade superficial

O grau de poluição para o qual os materiais isolantes de dispositivos e componentes estão expostos pode ser diferente daquele

do macroambiente onde estão localizados os dispositivos ou componentes, devido à proteção oferecida por meios tais como um invólucro ou aquecimento interno, que previnem absorção ou condensação de umidade.

NOTA 1

NOTA 2

Para os efeitos desta Norma, o grau de poluição é aquele do microambiente. [2.5.59 da IEC 60947-1]

2.9.11

microambiente (de uma distância de escoamento ou de isolamento) condições ambientes que cercam a distância de escoamento ou de isolamento considerada

NOTA O microambiente da distância de escoamento ou de isolamento e não o ambiente do CONJUNTO ou dos componentes é que determina o efeito sobre a isolação. O microambiente pode ser melhor ou pior que o ambiente do CONJUNTO ou dos componentes. Inclui todos os fatores que influenciam a isolação, tais como condições climáticas e eletromagnéticas, geração de poluição etc. [2.5.59 da IEC 60947-1 modificado]

2.9.12

categoria de sobretensão (de um circuito ou dentro de um sistema elétrico) número convencional baseado na limitação (ou controle) dos valores de sobretensões transitórias presumidas que ocorrem em um circuito (ou dentro de um sistema elétrico que tem tensões nominais diferentes) e que depende dos meios empregados para atuar nas sobretensões

NOTA Em um sistema elétrico, a transição de uma categoria de sobretensão para outra menor é obtida por meios apropriados que satisfazem aos requisitos de interface, tais como um dispositivo de proteção contra sobretensão ou um arranjo de impedância em série e/ou paralelo capaz de dissipar, absorver ou desviar a energia em uma corrente de surto associada, para reduzir o valor da sobretensão transitória àquele que corresponde a uma categoria de sobretensão menor desejada. [2.5.60 da IEC 60947-1]

2.9.13

supressor de surto dispositivo projetado para proteger o dispositivo elétrico contra sobretensões transitórias elevadas e limitar a duração e freqüentemente à amplitude da corrente resultante [2.2.22 da IEC 60947-11] [IEV 604-03-51]

12

NBR IEC 60439-1:2003

2.9.14

coordenação de isolação correlação de características de isolação de equipamento elétrico com sobretensões esperadas e com as características dos dispositivos de proteção contra sobretensão, de um lado, e com o microambiente esperado e os meios de proteção contra poluição, de outro lado [2.5.61 da IEC 60947-1] [IEV 604-03-08 modificado]

2.9.15

campo homogêneo (uniforme) campo elétrico que tem um gradiente de tensão essencialmente constante entre os eletrodos, como aquele entre duas esferas onde o raio de cada esfera é maior que a distância entre elas [2.5.62 da IEC 60947-1]

2.9.16

campo não homogêneo (não uniforme) campo elétrico que não tem um gradiente de tensão essencialmente constante entre os eletrodos [2.5.63 da IEC 60947-1]

2.9.17

trilha formação progressiva de caminhos condutores que são produzidos na superfície de um material isolante sólido, devido aos

efeitos combinados de fadiga elétrica e contaminação eletrolítica dessa superfície [2.5.64 da IEC 60947-1]

2.9.18

índice de resistência à trilha (CTI) valor numérico da máxima tensão, em volts, para a qual um material resiste, sem ocorrer o fenômeno de trilhamento, a aplicação de 50 gotas de um líquido definido de ensaio

NOTA Convém que o valor de cada tensão de ensaio e o CTI sejam divisíveis por 25. [2.5.65 da IEC 60947-1]

2.10 Correntes de curto-circuito

2.10.1

corrente de curto-circuito ( I c ) (de um circuito de um CONJUNTO) sobrecorrente resultante de curto-circuito devido a uma falta ou uma ligação incorreta em um circuito elétrico [2.1.6 da IEC 60947-1] [IEV 441-11-07 modificado]

2.10.2

corrente presumida de curto-circuito ( I cp ) (de um circuito de um CONJUNTO) corrente que circula quando os condutores de alimentação do circuito estão em curto-circuito por um condutor de impedância desprezível, localizado tão próximo quanto possível dos terminais de alimentação do CONJUNTO

2.10.3

corrente de corte limitada valor instantâneo máximo de corrente atingido durante a operação de interrupção por um dispositivo de interrupção limitador ou um fusível [IEV 441-17-12]

NOTA Este conceito é de importância particular quando o dispositivo de interrupção limitador ou o fusível opera de tal maneira que a corrente de pico presumida de um circuito não é alcançada.

3 Classificação dos CONJUNTOS

Os CONJUNTOS são classificados de acordo com:

- a vista externa (ver 2.3);

- o local de instalação (ver 2.5.1 e 2.5.2);

- as condições de instalação com respeito à mobilidade (ver 2.5.3 e 2.5.4);]

- o grau de proteção (ver 7.2.1);

- o tipo de invólucro;

- o método de montagem, por exemplo, partes fixas ou removíveis (ver 7.6.3 e 7.6.4);

- as medidas para a proteção de pessoas (ver 7.4);

- a forma de separação interna (ver 7.7);

- os tipos de conexões elétricas de unidades funcionais (ver 7.11).

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13

4 Características elétricas dos CONJUNTOS

Um CONJUNTO é definido pelas características elétricas seguintes.

4.1 Tensões nominais

Um CONJUNTO é definido pelas tensões nominais seguintes de seus diferentes circuitos.

4.1.1 Tensão nominal de operação (de um circuito de um CONJUNTO)

A tensão nominal de operação (U e ) de um circuito de um CONJUNTO é o valor de tensão que, combinada com a corrente

nominal deste circuito, determina sua utilização.

Para circuitos polifásicos, é a tensão entre fases.

NOTA

incorporados.

Valores normalizados de tensões nominais de circuitos de controles são especificadas nas normas pertinentes aos dispositivos

O fabricante do CONJUNTO deve indicar os limites de tensão necessários para funcionamento correto dos circuitos principais e auxiliares. Em qualquer caso, estes limites devem ser tais que a tensão nos terminais do circuito de controle de componentes incorporados é mantida sob condições normais de carga, dentro dos limites especificados nas normas IEC pertinentes.

4.1.2 Tensão nominal de isolamento ( U i ) (de um circuito de um CONJUNTO)

A tensão nominal de isolamento (U i ) de um circuito de um CONJUNTO é o valor da tensão para o qual as tensões de

ensaio dielétricas e distâncias de escoamento são referidas.

A tensão nominal de operação máxima de qualquer circuito do CONJUNTO não deve exceder sua tensão nominal de

isolamento. É assumido que a tensão nominal de operação de qualquer circuito de um CONJUNTO não vai, mesmo temporariamente, exceder a 110% da sua tensão nominal de isolamento.

NOTA

menos igual à tensão entre fases da alimentação.

Para circuitos monofásicos derivados de sistemas IT (ver IEC 60364-3), convém que a tensão nominal de isolamento seja pelo

4.1.3 Tensão suportável nominal de impulso ( U imp ) (de um circuito de um CONJUNTO)

O valor de pico de uma tensão de impulso de forma e polaridade prescritas que o circuito de um CONJUNTO é capaz de

suportar, sem falha, sob condições especificadas de ensaio e para as quais se referem os valores das distâncias de isolação.

A tensão suportável nominal de impulso de um circuito de um CONJUNTO deve ser igual ou maior que os valores

declarados para as sobretensões transitórias que ocorrem no sistema em que o CONJUNTO é inserido.

NOTA

Os valores usuais da tensão suportável nominal de impulso são aqueles dados na tabela 13.

4.2 Corrente nominal ( I n ) (de um circuito de um CONJUNTO)

A corrente nominal de um circuito de um CONJUNTO é fixada pelo fabricante, levando em consideração a potência

nominal dos componentes do equipamento elétrico dentro do CONJUNTO, a sua disposição e a sua aplicação. }Esta corrente deve ser conduzida sem que haja elevação da temperatura das várias partes do CONJUNTO acima dos limites

especificados em 7.3 (tabela 2), quando for ensaiado de acordo com 8.2.1.

NOTA

Devido à complexidade dos fatores que determinam as correntes nominais, nenhum valor padrão pode ser dado.

4.3 Corrente suportável nominal de curta duração ( I cw ) (de um circuito de um CONJUNTO)

A corrente suportável nominal de curta duração de um circuito de um CONJUNTO é o valor r.m.s. da corrente de curta

duração designado para um circuito, pelo fabricante, que aquele circuito pode conduzir, sem dano, sob as condições de ensaio especificadas em 8.2.3. Salvo indicação em contrário pelo fabricante, o tempo é 1 s. [IEV 441-17-17 modificado]

Para CA, o valor da corrente é o valor r.m.s. do componente CA e é assumido que o valor de pico mais alto provável de acontecer não excede n vezes este valor r.m.s.; o fator n que é dado em 7.5.3.

NOTA 1 Se o tempo for menor que 1 s, convém que a corrente suportável nominal de curta duração e o tempo sejam indicados, por exemplo 20 kA, 0,2 s.

A corrente nominal de curta duração pode ser uma corrente presumida quando os ensaios são realizados à tensão nominal de

operação ou uma corrente real quando os ensaios são realizados a uma tensão inferior. Esta característica é idêntica à corrente nominal presumida de curto-circuito definida na segunda edição desta Norma se o ensaio é realizado na tensão nominal de operação máxima.

NOTA 2

14

NBR IEC 60439-1:2003

4.4 Corrente suportável nominal de crista ( I pk ) (de um circuito de um CONJUNTO)

A corrente suportável nominal de crista de um circuito de um CONJUNTO é o valor da corrente de pico designado para um

circuito, pelo fabricante, que aquele circuito pode suportar satisfatoriamente sob as condições de ensaio especificadas em 8.2.3 (ver também 7.5.3). [IEV 441-17-18 modificado]

4.5 Corrente nominal condicional de curto-circuito ( I cc ) (de um circuito de um CONJUNTO)

A corrente nominal condicional de curto-circuito de um circuito de um CONJUNTO é o valor da corrente de curto-circuito

presumida, especificado pelo fabricante, que aquele circuito, protegido por um dispositivo de proteção contra curto-circuito especificado pelo fabricante, pode suportar satisfatoriamente durante o tempo de funcionamento do dispositivo sob as condições de ensaio especificadas em 8.2.3 (ver também 7.5.2).

Os detalhes do dispositivo de proteção contra curto-circuito devem ser especificados pelo fabricante.

NOTA 1

Para CA, a corrente nominal condicional de curto-circuito é expressa pelo valor r.m.s. do componente CA.

NOTA 2

O dispositivo de proteção contra curto-circuito pode formar uma parte integrante do CONJUNTO ou pode ser uma unidade

separada.

4.6 Corrente nominal de curto-circuito limitada por fusível ( I cf ) (de um circuito de um CONJUNTO)

A corrente nominal de curto-circuito limitada por fusível de um circuito de um CONJUNTO é a corrente nominal de curto-

circuito condicional quando um dispositivo de proteção contra curto-circuito é um dispositivo-fusível conforme a IEC 60269. [IEV 441-17-21 modificado]

4.7 Fator nominal de diversidade

O fator nominal de diversidade de um CONJUNTO ou parte de um CONJUNTO que tem vários circuitos principais (por

exemplo, uma seção ou subseção) é a relação entre a soma máxima, em qualquer momento, das correntes de operação

de

todos os circuitos principais envolvidos e a soma das correntes nominais de todos os circuitos principais do CONJUNTO

ou

da parte selecionada do CONJUNTO.

Quando o fabricante especificar um fator nominal de diversidade, este fator deve ser usado para o ensaio de elevação da temperatura conforme 8.2.1.

NOTA

Na ausência de informação sobre as correntes de operação reais, os valores convencionais seguintes podem ser usados.

Tabela 1 - Valores de fator nominal de diversidade

Número de circuitos principais

Fator nominal de diversidade

2

e 3

0,9

4

e 5

0,8

6 a 9 inclusive

0,7

10 (e acima)

0,6

4.8 Freqüência nominal

A freqüência nominal de um CONJUNTO é o valor da freqüência que a designa e para a qual as condições de

funcionamento se referem.

Se os circuitos de um CONJUNTO forem projetados para diferentes valores de freqüência, deve ser dada a freqüência nominal de cada circuito.

NOTA Convém que a freqüência esteja dentro dos limites especificados nas normas IEC pertinentes para os componentes incorporados. A menos que seja especificado pelo fabricante do CONJUNTO, é assumido que os limites são 98% e 102% da freqüência nominal.

5 Informações a serem dadas sobre o CONJUNTO

As informações seguintes devem ser dadas pelo fabricante.

5.1 Placa de identificação

Cada CONJUNTO deve ser provido de uma ou mais placas, marcadas de maneira durável e localizadas em um lugar em quem elas sejam visíveis e legíveis quando o CONJUNTO é instalado.

As informações especificadas nas alíneas a) e b) devem ser dadas na placa de identificação.

As informações das alíneas c) a t), quando aplicável, devem ser dadas na placa de identificação ou na documentação técnica do fabricante:

a) nome ou marca do fabricante;

NOTA O fabricante é considerado como sendo a organização que tem a responsabilidade pelo CONJUNTO completo.

b) designação de tipo ou número de identificação, ou qualquer outro meios de identificação que torne possível a obtenção do fabricante de informações pertinentes;

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c)

IEC 60439-1;

d)

tipo de corrente (e freqüência, no caso de CA);

e)

tensões nominais de operação (ver 4.1.1);

f)

tensões nominais de isolamento (ver 4.1.2);

-

tensão suportável nominal de impulso, quando especificado pelo fabricante (ver 4.1.3);

g)

tensões nominais dos circuitos auxiliares (se aplicável);

h)

limites de operação (ver seção 4);

j)

corrente nominal de cada circuito (se aplicável; ver 4.2);

k)

corrente suportável de curto-circuito (ver 7.5.2);

l)

grau de proteção (ver 7.2.1);

m)

medidas para proteção de pessoas (ver 7.4);

n)

condições de serviço para uso interno, uso externo ou uso especial, se diferente das condições habituais de serviço dado em 6.1;

-

grau de poluição, quando especificado pelo fabricante (ver 6.1.2.3);

o)

tipos de sistema de aterramento para o qual o CONJUNTO é projetado;

p)

dimensões (ver figuras C.3 e C.4) indicadas, de preferência, na ordem altura, largura (ou comprimento), profundidade;

q)

peso;

r)

forma de separação interna (ver 7.7);

s)

tipos de conexões elétricas de unidades funcionais (ver 7.11);

t)

ambiente 1 ou 2 (ver 7.10.1).

5.2

Identificação

Dentro do CONJUNTO deve ser possível identificar os circuitos individuais e seus dispositivos de proteção.

Onde são indicados os equipamentos do CONJUNTO, as indicações usadas devem ser idênticas àquelas usadas nos diagramas de ligações elétricas que podem ser fornecidos com o CONJUNTO e deve estar conforme a IEC 60750.

5.3 Instruções para instalação, operação e manutenção

O fabricante deve especificar, em seus documentos ou catálogos, as eventuais condições para a instalação, operação e

manutenção do CONJUNTO e os equipamentos contidos nela.

Se necessário, as instruções para o transporte, a instalação e a operação do CONJUNTO devem indicar as medidas que são de importância particular para a instalação, o comissionamento e a operação corretos do CONJUNTO.

Onde necessário, os documentos acima mencionados devem indicar a extensão e a freqüência recomendadas de manutenção.

Se o CONJUNTO de circuitos não for claro com o arranjo físico dos dispositivos instalados, devem ser fornecidas informações apropriadas, por exemplo, diagramas de ligações elétricas ou tabelas.

6 Condições de serviço

6.1 Condições normais de serviço

CONJUNTOS em conformidade com esta Norma são previstos para serem usados sob as seguintes condições de serviço.

NOTA Se forem usados componentes, por exemplo, relés, equipamentos eletrônicos, que não foram projetados para estas condições, convém que sejam tomadas medidas apropriadas para assegurar um funcionamento adequado (ver 7.6.2.4, segundo parágrafo).

6.1.1 Temperatura ambiente

6.1.1.1 Temperatura ambiente para instalações abrigadas

A

temperatura ambiente não excede + 40°C e a sua média, em um período de 24 h, não excede + 35°C.

O

limite inferior da temperatura ambiente é - 5°C.

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NBR IEC 60439-1:2003

6.1.1.2 Temperatura ambiente para instalações ao tempo

A

temperatura ambiente não excede + 40°C e a sua média, em um período de 24 h, não excede + 35°C.

O

limite inferior da temperatura ambiente é:

- 25°C em um clima temperado, e

- 50°C em um clima ártico.

NOTA

O uso de CONJUNTOS em um clima ártico pode requerer um acordo especial entre o fabricante e o usuário.

6.1.2 Condições atmosféricas

6.1.2.1 Condições atmosféricas para instalações abrigadas

O ar é limpo e sua umidade relativa não excede 50% a uma temperatura de máxima de + 40°C. Podem ser permitidas umidades relativas mais altas a temperaturas mais baixas, por exemplo 90% a + 20°C. Convém que seja tomado cuidado com a condensação moderada, que pode acontecer ocasionalmente devido a variações de temperatura.

6.1.2.2 Condições atmosféricas para instalações ao tempo

A umidade relativa pode estar, temporariamente, a 100% a uma temperatura máxima de + 25°C.

6.1.2.3 Grau de poluição

O grau de poluição (ver 2.9.10) se refere às condições ambientais para as quais o CONJUNTO é previsto.

Para dispositivos de manobra e componentes internos de um invólucro, é aplicável o grau de poluição das condições ambientais internas do invólucro.

Para a avaliação das distâncias de isolação e de escoamento, os quatro graus de poluição seguintes no microambiente são estabelecidos (distâncias de isolação e de escoamento de acordo com os diferentes graus de poluição são dadas nas tabelas 14 e 16).

Grau de poluição 1:

Não ocorre poluição ou somente uma poluição seca não condutora.

Grau de poluição 2:

Ocorre, normalmente, apenas poluição não condutora. Porém, ocasionalmente, pode ser esperada uma condutividade temporária causada por condensação.

Grau de poluição 3:

Ocorre poluição condutora ou poluição seca não condutora que se torna condutora devido à condensação.

Grau de poluição 4:

A poluição provoca uma condutividade persistente causada, por exemplo, por pó condutivo ou pela chuva ou neve.

Grau de poluição padrão de aplicações industriais:

Salvo prescrições em contrário, CONJUNTOS para aplicações industriais, geralmente, são para uso em um ambiente de grau de poluição 3. Porém, pode ser considerada aplicação de outros graus de poluição, dependendo de aplicações particulares ou do microambiente.

NOTA

O grau de poluição do microambiente para o equipamento pode ser influenciado pela instalação em um invólucro.

6.1.3 Altitude

A altitude do local de instalação não excede 2 000 m (6 600 pés).

NOTA Para equipamento eletrônico a ser usado a altitudes acima de 1 000 m pode ser necessário levar em conta a redução da rigidez dielétrica e do efeito da refrigeração do ar. Convém que o equipamento eletrônico destinado a operar nestas condições seja projetado ou usado conforme um acordo entre o fabricante e o usuário.

6.2 Condições especiais de serviço

Onde exista quaisquer das condições de serviço especiais seguintes, devem ser cumpridos os requisitos específicos aplicáveis ou serem feitos acordos especiais entre o usuário e o fabricante. O usuário deve informar o fabricante se tais condições de serviço excepcionais existirem.

Condições especiais de serviço são, por exemplo:

6.2.1 Valores de temperatura, umidade relativa e/ou altitude diferentes daqueles especificados em 6.1.

6.2.2 Aplicações onde variações de temperatura e/ou pressão do ar ocorrem a uma tal velocidade que uma condensação

excepcional está sujeito a ocorrer dentro do CONJUNTO.

NBR IEC 60439-1:2003

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6.2.3 Poluição forte do ar por pó, fumaça, partículas corrosivas ou radioativas, vapores ou sal.

6.2.4 Exposição a fortes campos elétricos ou magnéticos.

6.2.5 Exposição a temperaturas extremas, por exemplo, radiação de sol ou fornos.

6.2.6 Ataque por fungo ou pequenos animais.

6.2.7 Instalação em locais onde existem perigo de incêndio ou de explosão.

6.2.8 Exposição a fortes vibrações e choques.

6.2.9 Instalação em tal condição que a capacidade de circulação de corrente ou capacidade de interrupção é afetada, por

exemplo, equipamento incorporado em máquinas ou alojado entre paredes.

6.2.10 Consideração de soluções apropriadas

-

contra perturbações conduzidas e radiadas diferentes de EMC (compatibilidade eletromagnética), e

-

perturbações de EMC em ambientes diferente daqueles descritos em 7.10.1.

6.3

Condições durante transporte, armazenamento e montagem

6.3.1 Um acordo especial deve ser feito entre o usuário e o fabricante se as condições durante transporte, armazenamento

e montagem, por exemplo, condições de temperatura e umidade, diferem daquelas definidas em 6.1.

Salvo especificações em contrário, a gama de temperatura seguinte se aplica: durante transporte e armazenamento, entre

– 25°C e + 55°C e para pequenos períodos, que não excedam 24 h, até + 70°C.

Equipamento submetido a estas temperaturas extremas sem ter sido operado, não deve sofrer qualquer dano irreversível e deve operar normalmente nas condições especificadas.

7 Projeto e construção

7.1 Projeto mecânico

7.1.1 Generalidades

Os CONJUNTOS devem ser construídos somente com materiais capazes de resistir aos esforços mecânicos, elétricos e térmicos, bem como aos efeitos da umidade, que provavelmente serão encontrados em serviço normal.

Proteção contra corrosão deve ser assegurada pelo uso de materiais apropriados ou pela aplicação de camadas protetoras equivalentes em superfície exposta, levando em conta as condições pretendidas de uso e manutenção.

Todo o invólucro ou divisões, inclusive meios de fechamento das portas, partes extraíveis etc., devem ter uma resistência mecânica suficiente para suportar os esforços aos quais eles podem ser submetidos em serviço normal.

Os dispositivos e os circuitos de um CONJUNTO devem ser dispostos de maneira que facilite a sua operação e manutenção e, ao mesmo tempo, que assegure o grau necessário de segurança.

7.1.2 Distâncias de isolação e de escoamento e distancia de secionamento

7.1.2.1 Distâncias de isolação e de escoamento

Dispositivos que formam parte do CONJUNTO devem ter distâncias que cumprem aos requisitos de suas especificações pertinentes e essas distâncias devem ser mantidas durante as condições normais de serviço.

Quando são dispostos os dispositivos dentro do CONJUNTO, as distâncias de isolação e de escoamento ou as tensões suportáveis de impulso especificadas devem ser observadas, levando em conta as condições de serviço pertinentes.

Para condutores energizados sem proteção e terminais de conexão (por exemplo, barramentos, conexões entre dispositivos, terminal de cabo), as distâncias de isolação e de escoamento ou as tensões suportáveis de impulso devem cumprir, pelo menos, com aquelas especificadas para o dispositivo com que eles estão diretamente associados.

Além disso, condições anormais, como um curto-circuito, não devem reduzir, de maneira permanente, a distância de isolação ou a rigidez dielétrica entre o barramento e/ou outras conexões, como também cabos abaixo dos valores especificados para o dispositivo com que eles estão diretamente associados. Ver também 8.2.2.

Para CONJUNTOS ensaiados de acordo com 8.2.2.6 desta Norma, os valores mínimos são dados nas tabelas 14 e 16 e as tensões de ensaio são dadas em 7.1.2.3.

7.1.2.2 Isolação das partes extraíveis

No caso de unidades funcionais estarem montadas em partes extraíveis, a isolação proporcionada deve pelo menos cumprir com os requisitos da especificação pertinente ao seccionador* ) , com o equipamento em condição de novo, levando em conta as tolerâncias de fabricação e mudanças nas dimensões devido ao uso.

* ) Ver IEC 60947-3.

18

NBR IEC 60439-1:2003

7.1.2.3 Propriedades dielétricas

Quando, para um circuito ou circuitos de um CONJUNTO, a tensão suportável nominal de impulso for declarada pelo fabricante, os requisitos de 7.1.2.3.1 a 7.1.2.3.7 se aplicam e o(s) circuito(s) deve(m) satisfazer os ensaios dielétricos e as verificações especificadas em 8.2.2.6 e 8.2.2.7.

Nos outros casos, os circuitos de um CONJUNTO devem satisfazer os ensaios dielétricos especificados em 8.2.2.2, 8.2.2.3, 8.2.2.4 e 8.2.2.5.

NOTA

Convém lembrar, porém, que, neste caso, os requisitos de coordenação de isolação não podem ser verificados.

O conceito de coordenação de isolação baseado em uma característica de tensão de impulso é preferido.

7.1.2.3.1 Generalidades

Os requisitos seguintes estão baseados nos princípios da IEC 60664-1 e dá a possibilidade de coordenação de isolação de equipamento com as condições encontradas na instalação.

O(s) circuito(s) de um CONJUNTO deve(m) ser capaz(es) de resistir à tensão suportável nominal de impulso (ver 4.1.3) de acordo com a categoria de sobretensão dada no anexo G ou, onde aplicável, a tensão CA ou CC correspondente dada na tabela 13. A tensão suportável entre as distâncias de isolação dos dispositivos de isolação apropriados ou das partes extraíveis é dada na tabela 15.

NOTA

CONJUNTO é dada no anexo G.

A correlação entre a tensão nominal do sistema de alimentação e a tensão suportável nominal de impulso do(s) circuito(s) de um

A tensão suportável nominal de impulso para uma determinada tensão nominal de operação não deve ser menor do que

aquela correspondente, no anexo G, à tensão nominal do sistema de alimentação do circuito, no ponto em que o CONJUNTO deve ser usado, e à categoria de sobretensão apropriada.

7.1.2.3.2 Tensão suportável nominal de impulso do circuito principal

a) Distância de isolação entre as partes energizadas e as partes destinadas a serem aterradas e entre pólos deve suportar a tensão de ensaio dada na tabela 13 em função da tensão suportável nominal de impulso.

b) Distância de isolação dos contatos abertos para as partes extraíveis, na posição isolada, deve resistir a tensão de ensaio dada na tabela 15 em função da tensão suportável nominal de impulso.

c) Isolação sólida de CONJUNTOS associada com a distância de isolação a) e/ou b) deve resistir às tensões de impulso especificadas em a) e/ou b), como aplicável.

7.1.2.3.3 Tensão suportável nominal de impulso de circuitos auxiliares

a) Circuitos auxiliares que são ligados diretamente ao circuito principal, com tensão nominal de operação e sem qualquer dispositivo para redução da sobretensão, devem atender aos requisitos das alíneas a) e c) de 7.1.2.3.2.

b) Circuitos auxiliares que não são ligados diretamente ao circuito principal podem ter uma capacidade de suportar sobretensão diferente daquela do circuito principal. As distâncias de isolação e isolação sólida associada de tais circuitos - CA ou CC – devem suportar a tensão apropriada conforme anexo G.

7.1.2.3.4 Distâncias de isolação

Distâncias de isolação devem ser suficientes para permitir que os circuitos suportem a tensão de ensaio, de acordo com 7.1.2.3.2 e 7.1.2.3.3.

Distâncias de isolação devem ter, pelo menos, valores tão altas quanto os valores dados na tabela 14, para o caso B - campo homogêneo.

Não é requerido ensaio se as distâncias de isolação correspondentes à tensão suportável nominal de impulso e o grau de poluição forem maiores que os valores dados na tabela 14, para caso A - campo não homogêneo.

O método de medição das distâncias de isolação é dado no anexo F.

7.1.2.3.5 Distâncias de escoamento

a)

Dimensões

Para graus de poluição 1 e 2, as distâncias de escoamento não devem ser menores que as distâncias de escoamento associadas, selecionadas de acordo com 7.1.2.3.4. Para graus de poluição 3 e 4, as distâncias de escoamento não devem ser menores que as distâncias de escoamento do caso A, para reduzir os riscos de descarga disruptiva devido às sobretensões, mesmo que as distâncias de escoamento sejam menores que os valores do caso A, como permitido em 7.1.2.3.4.

O método de medição das distâncias de escoamento é dado no anexo F.

As distâncias de escoamento devem corresponder ao grau de poluição especificado em 6.1.2.3 e ao grupo de material correspondente à tensão nominal de isolamento (ou trabalho) dado na tabela 16.

NBR IEC 60439-1:2003

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Os grupos de materiais são classificados como segue, de acordo com a gama de valores do índice de resistência à trilha (CTI) (ver 2.9.18):

- Grupo de material I

600 < CTI

- Grupo de material II

400 < CTI < 600

- Grupo de material IIIa

175 < CTI < 400

- Grupo de material IIIb

100 < CTI < 175

NOTA 1

Os valores de CTI se referem aos valores obtidos conforme a IEC 60112, método A, para o material de isolação usado.

NOTA 2

Para materiais de isolação inorgânicos, por exemplo, vidro ou cerâmicas, que não trilham, as distancias de escoamento

não precisam ser maiores que suas distancias de escoamento associadas. Porém, convém que os riscos de descarga disruptiva sejam considerados.

b) Uso de nervuras

Uma distância de escoamento pode ser reduzida a 0,8 do valor da tabela 16 usando nervuras de altura mínima de 2 mm, independente do número de nervuras. A largura mínima da nervura é determinada por requisitos mecânicas (ver seção F.2).

c) Aplicações especiais

Os circuitos previstos para certas aplicações, onde conseqüências graves de uma falha de isolação têm que ser levadas em conta, devem ter um ou mais dos fatores de influência da tabela 16 (distâncias, materiais isolantes, poluição no microambiente) utilizados de tal modo para obter uma tensão de isolamento mais alta que a tensão nominal de isolamento dada aos circuitos, conforme tabela 16.

7.1.2.3.6 Espaçamentos entre circuitos distintos

Para dimensionar as distâncias de isolação, de escoamento e de isolação sólida entre circuitos distintos, deve ser usada a tensão mais alta (tensão suportável nominal de impulso para distâncias de isolação e isolação sólida associada, e tensão nominal de isolamento para distâncias de escoamento).

7.1.3 Terminais de conexão para condutores externo

7.1.3.1 O fabricante deve indicar se os terminais de conexão são apropriados para conexão de condutores de cobre ou de

alumínio, ou ambos. Os terminais de conexão devem ser tais que os condutores possam ser conectados por meios (parafusos, conectores etc.) que assegurem que a pressão de contato necessária correspondente à corrente nominal e a corrente de curto-circuito do dispositivo e ao circuito, seja mantida.

7.1.3.2 Na ausência de um acordo especial entre o fabricante e o usuário, os terminais de conexão devem ser capazes de

acomodar condutores da menor à maior seção correspondente à corrente nominal (ver anexo A).

Onde são usados condutores de alumínio, os terminais de conexão que atendem aos tamanhos máximos de condutores dados na coluna c da tabela A.1 normalmente são adequadamente dimensionados. Nas circunstâncias onde o uso deste tamanho máximo de condutor de alumínio impede a utilização plena da corrente nominal do circuito, será necessário, sujeito a acordo entre o fabricante e o usuário, prover meios de conexão para condutor de alumínio de tamanho imediatamente superior.

No caso onde os condutores externos para circuitos eletrônicos com baixos níveis de correntes e tensões (menos que 1 A e menos de 50 VCA ou 120 VCC) tenham que ser conectados a um CONJUNTO, a tabela A.1 não se aplica (ver nota 2 de tabela A.1).

7.1.3.3 O espaço disponível para ligações elétricas deve permitir conexão adequada dos condutores externos do material

indicado e, no caso de cabos com múltiplos condutores, acomodação adequada dos condutores.

Os condutores não devem ser submetidos a esforços que reduzam a sua vida útil.

7.1.3.4 Salvo acordo em contrário entre o fabricante e o usuário, em circuitos trifásicos e com neutro, os terminais de

conexão do condutor neutro deve permitir a conexão de condutores de cobre que têm uma capacidade de condução de corrente

- igual à metade da capacidade de condução de corrente do condutor fase, com um mínimo de 10 mm 2 , se o tamanho do

condutor fase excede 10 mm

;

2

- igual à 100% da capacidade de condução de corrente do condutor fase, se o tamanho do último é menor ou igual a 10 mm 2 .

NOTA 1

equivalentes, que podem requerer terminais de conexão maiores.

Para outros condutores que não sejam de cobre, convém que as seções acima sejam substituídas por seções de condutividade

NOTA 2 Para certas aplicações em que a corrente no condutor neutro pode alcançar valores elevados, por exemplo, grandes instalações de iluminação fluorescente, pode ser necessário um condutor neutro que tenha a mesma capacidade de condução de corrente dos condutores fase, possível por acordo especial entre o fabricante e o usuário.

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NBR IEC 60439-1:2003

7.1.3.5 Se são providos meios de conexão de neutro de entrada e de saída, de condutores de proteção e de condutores

PEN, eles devem ser dispostos próximos dos terminais de conexão dos condutores fase correspondentes.

7.1.3.6 Aberturas para cabos de entrada, placas de fechamento etc. devem ser projetadas de tal forma que, quando os

cabos forem instalados corretamente, as medidas de proteção especificadas contra contato e grau de proteção devem ser

obtidas. Isto implica a seleção de meios de entrada apropriados para a aplicação, como especificado pelo fabricante.

7.1.3.7 Identificação de terminais de conexão

É recomendado que identificação de terminais de conexão esteja conforme a IEC 60445.

7.2 Invólucro e grau de proteção

7.2.1 Grau de proteção

7.2.1.1 O grau de proteção fornecido por um CONJUNTO contra contato com partes energizadas, penetração de corpos

sólidos estranhos e líquidos é indicado pela designação IP

,

de acordo com a IEC 60529.

Para CONJUNTOS de uso abrigado, onde não há nenhum requisito para proteção contra penetração de água, são preferidas as seguintes referências de IP:

IP00, IP2X, IP3X, IP4X, IP5X.

7.2.1.2 O grau de proteção de um CONJUNTO fechado deve ser pelo menos IP2X, depois de instalado conforme as

instruções do fabricante.

7.2.1.3 Para CONJUNTOS de uso ao tempo, que não têm nenhuma proteção suplementar, o segundo número característico deve ser pelo menos 3.

NOTA

Para instalação ao tempo, proteção suplementar pode ser cobertura ou algo semelhante.

7.2.1.4 Salvo especificação em contrário, o grau de proteção indicado pelo fabricante se aplica ao CONJUNTO completo

quando for instalado conforme as instruções do fabricante (ver também 7.1.3.6), por exemplo, lacrando a superfície de montagem aberta de um CONJUNTO, se necessário.

O fabricante deve, também, especificar o(s) grau(s) de proteção contra contato direto, penetração de corpos sólidos estranhos e líquidos, nas condições que necessitam a acessibilidade para partes internas do CONJUNTO em serviço, por pessoal autorizado (ver 7.4.6). Para CONJUNTOS com partes móveis e/ou extraíveis, ver 7.6.4.3.

7.2.1.5 Se o grau de proteção de uma parte do CONJUNTO, por exemplo, na face de serviço, diferir daquele da parte

principal, o fabricante deve indicar o grau de proteção daquela parte, separadamente. Exemplo: IP00, face de serviço IP20.

7.2.1.6 Para PTTA, nenhum código IP pode ser dado, a menos que as verificações apropriadas possam ser feitas de

acordo com a IEC 60529 ou sejam usados invólucros pré-fabricados ensaiados.

7.2.2 Medidas para levar em consideração a umidade atmosférica

No caso de um CONJUNTO para instalação ao tempo e no caso de um CONJUNTO fechado para instalação abrigada destinada ao uso em locais com umidade alta e temperaturas com grandes variações, devem ser feitos arranjos apropriados (ventilação e/ou aquecimento interno, furos de dreno etc.) para prevenir condensação prejudicial dentro do CONJUNTO. Porém, o grau de proteção especificado deve ao mesmo tempo ser mantido (para dispositivos incorporados, ver 7.6.2.4).

7.3 Elevação da temperatura

Os limites de elevação da temperatura dados na tabela 2 se aplicam às temperaturas do ar ambiente igual ou menor que 35°C e não devem ser excedidos pelos CONJUNTOS quando são verificados conforme 8.2.1.

NOTA A elevação da temperatura de um elemento ou de uma parte é a diferença entre a temperatura deste elemento ou da parte medida conforme 8.2.1.5 e a temperatura do ar ambiente fora do CONJUNTO.

NBR IEC 60439-1:2003

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Tabela 2 - Limites de elevação da temperatura

 

Partes dos CONJUNTOS

Elevação da temperatura

K

Componentes incorporados 1)

Conforme requisitos pertinentes para os componentes individuais, se tiver, ou conforme instruções do fabricante, levando em conta a temperatura no CONJUNTO

Terminais para condutores isolados externos

70

2)

Barramentos e condutores, terminais de conexão de partes removíveis ou extraíveis que conectam aos barramentos

Limitado por:

- resistência mecânica do material condutor;

 

- influência possível em equipamento adjacente;

limite de temperatura admissível dos materiais isolantes em contato com o condutor;

-

influência da temperatura do condutor no dispositivo conectado a ele;

-

terminais de conexão, natureza e tratamento de superfície do material de contato.

-

Meios de operação manual:

 

- de metal

15

3)

- de material isolante

25

3)

Invólucros e fechamentos externos acessíveis:

 

- superfícies de metal

30

4)

- superfícies isolantes

40

4)

Disposição particular para terminais de conexão do tipo plugue e tomada

Determinado pelo limite de tempeatura dos componentes do

equipamento do qual eles fazem parte

5)

1) O termo “componentes incorporados” significa:

- dispositivos de manobra e comando convencionais;

- sub-conjuntos eletrônicas (por exemplo, ponte retificadora, circuito impresso);

 

- partes do equipamento (por exemplo, regulador, unidade de suprimento de energia estabilizada, amplificador operacional).

2) O limite de elevação da temperatura de 70 K é um valor baseado no ensaio convencional de 8.2.1. Um CONJUNTO usado ou ensaiado sob condições de instalação pode ter terminais de conexão, do tipo, natureza e disposição, que não serão iguais aos adotados para o ensaio, e pode resultar uma elevação da temperatura diferente nos terminais e pode ser requerida ou aceita. Onde os terminais de conexão do componente incorporado também são os terminais dos condutores isolados externos, o menor limite correspondente à elevação da temperatura deve ser aplicado.

3) Meios de operação manual internos dos CONJUNTOS, que são acessíveis somente após a abertura do CONJUNTO, por exemplo alavanca de emergência, alavanca de extração que não são operadas freqüentemente, é permitida elevação da temperatura mais alta.

4) Salvo especificação em contrário, no caso de fechamentos e invólucros que são acessíveis mas não necessitam ser tocados durante a operação normal, é permitido um aumento na elevação da temperatura de 10 K.

5) Isso permite um grau de flexibilidade em relação ao equipamento (por exemplo dispositivos eletrônicos) que é sujeito a limites de elevação da temperatura diferentes daqueles normalmente associados com manobra e comando.

7.4 Proteção contra choque elétrico

Os requisitos seguintes são destinados para assegurar que as medidas de proteção exigidas são obtidas quando um CONJUNTO é instalado em um sistema, em conformidade com a especificação pertinente.

As medidas de proteção geralmente aceitas se referem à IEC 60364-4-41.

 

Aquelas medidas de proteção que são de importância particular para um CONJUNTO são reproduzidas abaixo, em detalhes, levando em conta as necessidades específicas dos CONJUNTOS.

7.4.1 Proteção contra contato direto e indireto

7.4.1.1 Proteção por extra-baixa tensão de segurança

(Ver seção 411.1 da IEC 60364-4-41.)

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NBR IEC 60439-1:2003

7.4.2 Proteção contra contato direto (ver 2.6.8)

Proteção contra contato direto pode ser obtida por meio de medidas de construção adequada no próprio CONJUNTO ou por meio de medidas adicionais a serem tomadas durante a instalação; isso pode requerer informações fornecidas pelo fabricante.

Um exemplo de medidas adicionais a serem tomadas é a instalação de um CONJUNTO aberto, sem provisões adicionais, em um local onde só é permitido acesso ao pessoal autorizado.

Uma ou mais medidas de proteção definidas abaixo podem ser selecionadas, levando em conta os requisitos especificados nas subseções seguintes. A escolha da medida de proteção deve ser objeto de acordo entre o fabricante e o usuário.

NOTA

Informações dadas nos catálogos do fabricante pode tomar lugar do tal acordo.

7.4.2.1 Proteção por isolação de partes energizadas

Partes energizadas devem ser completamente cobertas com um material isolante, que só pode ser removido através de sua destruição.

Esta isolação deve ser feita de material apropriado, capaz de resistir, de forma durável, aos esforços mecânicos, elétricos e térmicos que a isolação pode ser submetida em serviço.

NOTA

Exemplos são componentes elétricos embutidos na isolação, cabos.

Pinturas, vernizes, esmaltes e produtos semelhantes, isoladamente, não são, geralmente, considerados para prover uma isolação adequada para proteção contra choque elétrico, em serviço normal.

7.4.2.2 Proteção por barreiras ou invólucros

Os requisitos seguintes devem ser cumpridos.

7.4.2.2.1 Toda superfície externa deve apresentar um grau de proteção contra contato direto, de pelo menos IP2X ou

IPXXB. A distância entre os meios mecânicos providos para proteção e as partes energizadas que eles protegem não deve ser menor que os valores especificados para as distancias de escoamento e de isolação em 7.1.2, a menos que os meios mecânicos sejam de material isolante.

7.4.2.2.2 Todas as barreiras e invólucros devem ser firmemente presos no lugar. Levando em conta a sua natureza,

tamanho e arranjo, eles devem ter estabilidade e durabilidade suficientes para resistir às solicitações e aos esforços prováveis de acontecerem em serviço normal, sem reduzir as distâncias de isolação conforme 7.4.2.2.1.

7.4.2.2.3 Onde for necessário realizar a remoção de barreiras, abertura de invólucros ou retirada de partes de invólucros

(portas, armações, tampas, fechamentos e semelhantes), isto deve estar conforme um dos requisitos seguintes.

a) Remoção, abertura ou retirada deve necessitar uso de uma chave ou de uma ferramenta.

b) Todas as partes energizadas que podem ser tocadas involuntariamente, depois da porta ser aberta, devem ser desconectadas antes que a porta possa ser aberta. Em sistemas TN-C, o condutor PEN não deve ser isolado ou interrompido. Em sistemas TN-S, o condutor neutro necessita não estar isolado ou interrompido (ver IEC 60364-4-46).

Exemplo: Por travamento da(s) porta(s) com um secionador, de forma que ela(s) só pode(m) ser aberta(s) quando o secionador estiver aberto e não deve ser possível fechar o secionador enquanto a porta estiver aberta, exceto anulando o travamento ou usando uma ferramenta.

Se, por motivo de operação, o CONJUNTO for equipado com um dispositivo que permite às pessoas autorizadas obterem acesso às partes energizadas enquanto o equipamento está com tensão, o travamento deve ser restabelecido automaticamente ao fechar novamente a(s) porta(s).

c) O CONJUNTO deve incluir um obstáculo interno ou obturador (guilhotina) que protege todas as partes energizadas, de tal maneira que elas não possam ser tocadas involuntariamente, quando a porta estiver aberta. Este obstáculo ou obturador deve atender aos requisitos de 7.4.2.2.1 (para exceções, ver alínea d)) e 7.4.2.2.2. Ele deve ser fixado na posição ou deve deslizar para a posição, no momento em que a porta é aberta. Não deve ser possível remover este obstáculo ou obturador, exceto pelo uso de uma chave ou de uma ferramenta.

Pode ser necessário prover etiquetas de advertência.

d) Onde quaisquer partes atrás de uma barreira ou dentro de um invólucro necessitar de manuseio ocasional (como substituição de uma lâmpada ou de um fusível), a remoção, abertura ou retirada, sem o uso de uma chave ou de uma ferramenta e sem desligamento, só deve ser possível se as condições seguintes são cumpridas (ver 7.4.6):

- um obstáculo deve ser provido atrás da barreira ou dentro do invólucro para impedir as pessoas de tocar, involuntariamente, as partes energizadas não protegidas por outra medida de proteção. Porém, este obstáculo não necessita impedir pessoas de entrar em contato, intencionalmente, passando por este obstáculo com a mão. Não deve ser possível remover o obstáculo, exceto pelo uso de uma chave ou de uma ferramenta;

- partes energizadas, onde a tensão cumpre as condições de extra-baixa tensão de segurança, não precisam ser protegidas.

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7.4.2.3 Proteção por obstáculos

Esta medida se aplica para CONJUNTOS abertos; ver seção 412.3 da IEC 60364-4-41.

7.4.3 Proteção contra contato indireto (ver 2.6.9)

O usuário deve indicar a medida de proteção que é aplicada para a instalação em que o CONJUNTO será utilizado. Em particular, é chamada atenção à IEC 60364-4-41, onde são especificados os requisitos para proteção contra contato indireto para a instalação completa, por exemplo, o uso de condutores de proteção.

7.4.3.1 Proteção usando circuitos de proteção

Um circuito de proteção em um CONJUNTO consiste de um condutor de proteção separado, de partes condutoras da estrutura ou ambos. Provê o seguinte:

- proteção contra as conseqüências de falhas dentro do CONJUNTO;

- proteção contra as conseqüências de falhas em circuitos externos alimentados pelo CONJUNTO.

Os requisitos a serem cumpridos são dados nas subseções seguintes.

7.4.3.1.1 Devem ser tomadas precauções construtivas para assegurar continuidade elétrica entre as partes condutoras

expostas do CONJUNTO (ver 7.4.3.1.5) e entre estas partes e os circuitos de proteção da instalação (ver 7.4.3.1.6).

Para PTTA, a menos que sejam utilizados CONJUNTOS com ensaio de tipo ou que a verificação da corrente de curto- circuito não é necessária, conforme 8.2.3.1.1 a 8.2.3.1.3, deve ser usado um condutor de proteção separado para o circuito de proteção e deve ser disposto de tal forma em relação ao barramento que os efeitos das forças eletromagnéticas sejam desprezíveis.

7.4.3.1.2 Certas partes condutoras expostas de um CONJUNTO que não constituem um perigo

- ou porque elas não podem ser tocadas em grandes superfícies ou agarradas com a mão,

- ou porque elas são de tamanho pequeno (aproximadamente 50 mm por 50 mm) ou localizadas de tal forma que exclui qualquer contato com as partes energizadas,

não precisam ser conectadas aos circuitos de proteção. Isto se aplica a parafusos, rebites e placa de identificação. Também se aplica a eletroímãs de contatores ou relés, núcleos magnéticos de transformadores (a menos que eles sejam providos com um terminal para conexão ao condutor de proteção), certas partes de disparadores etc., independentemente do tamanho deles.

7.4.3.1.3 Meios de operação manual (alavancas, volantes etc.) devem ser:

- ou conectados eletricamente, de uma maneira segura e permanente, com as partes conectadas aos circuitos de proteção,

- ou provido com isolação adicional, que os separam de outras partes condutoras do CONJUNTO. Esta isolação deve ter um valor nominal igual ou maior que a tensão nominal de isolamento do dispositivo associado.

É preferível que partes dos meios manuais de operação, que normalmente são agarrados com a mão durante operação, sejam feitos ou cobertos de material isolante, para a tensão nominal de isolamento do equipamento.

7.4.3.1.4 Partes metálicas cobertas com uma camada de verniz ou esmalte, geralmente, não podem ser consideradas que

são isoladas adequadamente, para atender estes requisitos.

7.4.3.1.5 Continuidade de circuitos de proteção deve ser assegurada diretamente por interconexões efetivas ou por meio

de condutores de proteção.

a) Quando uma parte do CONJUNTO é removida do invólucro, por exemplo, para manutenção de rotina, os circuitos de proteção para o restante do CONJUNTO não devem ser interrompidos.

Meios usados para montagem das várias partes metálicas de um CONJUNTO são considerados como suficientes para assegurar a continuidade dos circuitos de proteção, se as precauções tomadas garantirem boa condutividade permanente e uma capacidade de condução de corrente suficiente para suportar a corrente de fuga à terra, que pode circular no CONJUNTO.

NOTA

Convém que não sejam usados condutos metálicos flexíveis como condutores de proteção.

b) Quando partes removíveis ou extraíveis forem equipadas com superfícies de suporte metálico, estas superfícies são consideradas suficientes para assegurar a continuidade dos circuitos de proteção, contanto que a pressão exercida sobre elas seja suficientemente alta. Precauções podem ter que ser tomadas para garantir boa condutividade permanente. A continuidade do circuito de proteção de uma parte extraível deve permanecer efetiva da posição conectada para a posição desconectada (posição isolada) inclusive.

c) Para tampas, portas, placas de fechamento e semelhantes, as conexões metálicas aparafusadas e dobradiças habitualmente usadas são consideradas suficientes para assegurar a continuidade, contanto que nenhum equipamento elétrico seja conectado a elas.

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NBR IEC 60439-1:2003

Se dispositivo com uma tensão que excede os limites de tensão extra-baixa for conectado nas tampas, portas, placas de cobertura etc., devem ser tomadas medidas para assegurar a continuidade dos circuitos de proteção. É recomendado que estas partes sejam providas com um condutor de proteção (PE, PEN) cuja seção depende da seção do condutor de alimentação do equipamento ligado e que está de acordo com a tabela 3A. Uma conexão elétrica equivalente, especialmente projetada para este propósito (contato corrediço, dobradiças protegidas contra corrosão), deve, também, ser considerada satisfatória.

d) Todas as partes do circuito de proteção, dentro do CONJUNTO, devem ser projetadas de forma que elas sejam capazes de resistir aos esforços térmicos e dinâmicos mais elevados que podem ocorrer no local de utilização do CONJUNTO.

e) Quando o invólucro do CONJUNTO é usado como parte de um circuito de proteção, a seção deste invólucro deve ser, pelo menos, eletricamente equivalente à seção mínima especificada em 7.4.3.1.7.

f) Onde a continuidade pode ser interrompida por meio de conectores ou dispositivos de encaixe, o circuito de proteção só deve ser interrompido depois que os condutores energizados forem interrompidos e a continuidade deve ser restabelecida antes dos condutores energizados serem reconectados.

g) Em princípio, com exceção dos casos mencionados na alínea f), os circuitos de proteção dentro de um CONJUNTO não devem incluir dispositivo de secionamento (interruptor, secionador etc.). Os únicos meios permitidos nos circuitos dos condutores de proteção são ligações que são removíveis por meio de uma ferramenta e acessíveis só por pessoal autorizado (podem ser requeridos certos ensaios para estas ligações).

7.4.3.1.6 Os terminais de conexão para condutores de proteção externos e blindagem devem, onde exigido, ser nus e, salvo especificação em contrário, apropriados para conexão de condutores de cobre. Um terminal de conexão separado, de tamanho adequado, deve ser provido para o(s) condutor(es) de proteção de saída de cada circuito. No caso de invólucros e condutores de alumínio ou liga de alumínio, deve ser dada particular atenção ao perigo de corrosão eletrolítica. No caso de CONJUNTOS com estruturas condutoras, invólucros etc., devem ser providos meios para assegurar a continuidade elétrica entre as partes condutoras expostas (o circuito de proteção) do CONJUNTO e a blindagem de metal dos cabos de conexão (conduto de aço, bainha de chumbo etc.). Os meios de conexão, para assegurar a continuidade das partes condutoras expostas com condutores de proteção externos, não devem ter nenhuma outra função.

NOTA Especiais precauções podem ser necessárias com as partes metálicas do CONJUNTO, particularmente placas sobrepostas, onde são usados acabamentos resistentes à abrasão, por exemplo, camadas de pó.

7.4.3.1.7 A seção dos condutores de proteção (PE, PEN) em um CONJUNTO, na qual se pretende conectar condutores externos, deve ser determinada por um dos métodos seguintes.

a) A seção dos condutores de proteção (PE, PEN) não deve ser menor que o valor apropriado, indicado na tabela 3. Se a tabela 3 for aplicável para condutores PEN, é assumido que as correntes do neutro não excedem 30% das correntes de fase.

Se a aplicação desta tabela conduzir a tamanhos não normalizados, os condutores de proteção (PE, PEN) de seção superior mais próximo devem ser usados.

Tabela 3 - Seção de condutores de proteção (PE, PEN)

Seção de condutores fase

Seção mínima de condutores de proteção (PE, PEN) correspondente

 

S

S

p

 

mm

2

mm

2

 

S

16

S

16

<

S

35

16

35

<

S

400

S/2

400 <

S

800

200

S

800

S/4

Os valores da tabela 3 só são válidos se o condutor de proteção (PE, PEN) for feito do mesmo metal dos condutores fase. Se não for, a seção do condutor de proteção (PE, PEN) deve ser determinado de modo a obter uma condutância equivalente àquela que resulte da aplicação da tabela 3.

Para condutores PEN, deve se aplicar os requisitos adicionais seguintes:

- a seção mínima deve ser 10 mm 2 Cu ou 16 mm 2 Al;

- os condutores PEN não precisam ser isolados dentro de um CONJUNTO;

- partes estruturais não devem ser usadas como um condutor PEN. Porém, trilhos de montagem de cobre ou de alumínio podem ser usados como condutores PEN;

NBR IEC 60439-1:2003

25

- para certas aplicações em que a corrente no condutor PEN pode alcançar valores elevados, por exemplo, grandes instalações de iluminação fluorescentes, um condutor PEN que tenha a capacidade de condução de corrente igual ou maior que a capacidade dos condutores fase pode ser necessário, sujeito a acordo especial entre o fabricante e o usuário.

b) A seção do condutor de proteção (PE, PEN) deve ser calculada com a ajuda da fórmula indicada no anexo B ou deve ser obtida por algum outro método, por exemplo, por ensaio.

Para a determinação da seção dos condutores de proteção (PE, PEN), as condições seguintes têm que ser satisfeitas simultaneamente:

1) quando o ensaio é realizado de acordo com 8.2.4.2, o valor da impedância do circuito com falha deve cumprir as condições requeridas para a operação do dispositivo de proteção;

2) as condições de operação do dispositivo de proteção elétrica devem ser escolhidas de forma que elimine a possibilidade da corrente de fuga no condutor de proteção (PE, PEN) causar uma elevação da temperatura que tenda a prejudicar este condutor ou a sua continuidade elétrica.

7.4.3.1.8 No caso de um CONJUNTO conter partes estruturais, armações, invólucros etc., de material condutor, um

condutor de proteção, se existir, não precisa ser isolado destas partes (para exceções, ver 7.4.3.1.9).

7.4.3.1.9 Condutores para certos dispositivos de proteção, inclusive os condutores que os conectam a um eletrodo de terra

separado, devem ser cuidadosamente isolados. Isto se aplica, por exemplo, a dispositivos de detecção de falta de tensão de operação e, também, pode se aplicar à conexão de terra do neutro do transformador.

NOTA

É chamada atenção às precauções especiais a serem tomadas na aplicação dos requisitos relativos a tais dispositivos.

7.4.3.1.10 Partes condutoras acessíveis de um dispositivo, que não podem ser conectadas ao circuito de proteção pelos

meios de fixação do dispositivo, devem ser conectadas ao circuito de proteção do CONJUNTO para ligação à massa por um condutor, cuja seção é escolhida de acordo com a tabela 3A.

Tabela 3A - Seção do condutor de cobre para conexão à massa

Corrente nominal de operação

Seção mínima de um condutor para conexão à massa

 

I

e

 

mm

2

 

A

 
 

I e

20

S* )

20

<

I e

25

2,5

25

<

I e

32

4

32

<

I e

63

6

 

10

63

<

I e

* ) S = seção do condutor fase (mm 2 ).

 

7.4.3.2 Proteção por outras medidas do que pelo uso de circuitos de proteção

CONJUNTOS podem prover proteção contra contato indireto por meio das medidas seguintes, que não requerem um circuito de proteção:

- separação elétrica de circuitos;

- isolação total.

7.4.3.2.1 Separação elétrica de circuitos

(Ver seção 413.5 da IEC 60364-4-41.)

7.4.3.2.2 Proteção por isolação total* )

Para proteção por isolação total, contra contato indireto, devem ser satisfeitos os seguintes requisitos.

a) O dispositivo deve ser completamente fechado em material isolante. O invólucro deve portar o símbolo ser visível do exterior.

b) O invólucro deve ser feito de um material isolante que é capaz de resistir aos esforços mecânicos, elétricos e térmicos para os quais está sujeito a ser submetido, sob condições normais ou especiais de serviço (ver 6.1 e 6.2), e deve ser resistente ao envelhecimento e à chama.

, que deve

deve ser resistente ao envelhecimento e à chama. , que deve c) O invólucro não deve

c) O invólucro não deve ser perfurado, em nenhum ponto, por partes condutoras, de modo que haja a possibilidade que uma tensão de falha surgir fora do invólucro.

* ) De acordo com 413.2.1.1 da IEC 60364-4-41, isto é equivalente a equipamento classe II.

26

NBR IEC 60439-1:2003

Isto significa que as partes metálicas, como hastes de atuadores, que por razões de construção, têm que atravessar o invólucro, devem ser isoladas, no lado de dentro ou no lado de fora do invólucro, das partes energizadas, pela tensão nominal de isolamento e, se aplicável, pela tensão suportável nominal de impulso de todos os circuitos do CONJUNTO.

Se um atuador for feito de metal (seja coberto por material isolante ou não), ele deve ser provido de isolação pela tensão nominal de isolamento e, se aplicável, pela tensão suportável nominal de impulso de todos os circuitos do CONJUNTO.

Se um atuador for feito, fundamentalmente, de material isolante, qualquer de suas partes metálicas que possam ficar acessíveis no caso de falha de isolação, também devem ser isoladas das partes energizadas pela tensão nominal de isolamento e, se aplicável, pela tensão suportável nominal de impulso de todos os circuitos do CONJUNTO.

d)

O invólucro, quando o CONJUNTO está pronto para operação e conectado à alimentação, deve fechar todas as partes energizadas, as partes condutoras expostas e as partes que pertencem a um circuito de proteção, de tal maneira que elas não possam ser tocadas. O invólucro deve dar, pelo menos, um grau de proteção IP3XD* .

)

Se um condutor de proteção, o qual é estendido a equipamento elétrico conectado no lado da carga do CONJUNTO, passar por um CONJUNTO, cujas partes condutoras expostas são isoladas, devem ser providos os terminais necessários para conectar os condutores de proteção externos e identificados por marcação apropriada.

Dentro do invólucro, o condutor de proteção e seu terminal devem ser isolados das partes energizadas e as partes condutoras expostas da mesma maneira.

e)

f)

7.4.4

Partes condutoras expostas, dentro do CONJUNTO, não devem ser conectadas ao circuito de proteção, isto é, elas não devem ser incluídas em uma medida de proteção envolvendo o uso de um circuito de proteção. Isto também se aplica a um componente, mesmo que ele tenha um terminal de conexão para um condutor de proteção.

Se as portas ou os fechamentos do invólucro podem ser abertas, sem o uso de uma chave ou de uma ferramenta, deve ser provido um obstáculo de material isolante, que dará proteção contra contato não intencional não somente com as partes energizadas acessíveis, mas também com as partes condutoras expostas que ficam acessíveis só após o fechamento ter sido aberto; entretanto, este obstáculo não deve ser removível, exceto com o uso de uma ferramenta.

Descarga de cargas elétricas

Se o CONJUNTO contiver equipamentos que podem reter cargas elétricas perigosas depois que eles forem desligados (capacitor etc.), é requerida uma placa de advertência.

Pequenos capacitores, como os usados para extinção de arco, para retardo de desligamento de relés etc., não devem ser considerados perigosos.

NOTA Contato não intencional não é considerado perigoso se as tensões resultantes de cargas estáticas diminuírem abaixo de 120 VCC, em menos de 5 s, depois de desconectado da fonte.

7.4.5 Passagens de operação e de manutenção para o interior dos CONJUNTOS (ver 2.7.1 e 2.7.2)

Passagens de operação e de manutenção para o interior de um CONJUNTO têm que cumprir com os requisitos da IEC 60364-4-481.

NOTA

Espaço dentro dos CONJUNTOS de profundidade limitada, da ordem de 1 m, não é considerado como passagem.

7.4.6 Requisitos relativos a acessibilidade em serviço por pessoal autorizado

Para acessibilidade em serviço por pessoal autorizado, um ou mais dos requisitos seguintes devem ser cumpridos, sujeito a acordo entre o fabricante e o usuário. Estes requisitos devem ser complementares às medidas de proteção especificadas em 7.4.

NOTA Isto implica que os requisitos acordados são válidos quando uma pessoa autorizada pode obter acesso a um CONJUNTO, por exemplo, pelo uso de ferramentas ou anulando o travamento (ver 7.4.2.2.3), quando o CONJUNTO ou parte dele está sob tensão.

7.4.6.1 Requisitos relativos a acessibilidade para inspeção e operações semelhantes

O CONJUNTO deve ser projetado e organizado de tal modo que certas operações podem ser executadas, conforme acordo entre o fabricante e o usuário, quando o CONJUNTO está em serviço e sob tensão.

* ) Ver IEC 60529.

NBR IEC 60439-1:2003

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Tais operações podem ser:

- inspeção visual de:

dispositivos de manobra e outros componentes,

ajustes e indicações de relés e disparadores,

conexões dos condutores e marcações;

- ajustagem de relés, disparadores e dispositivos eletrônicos;

- substituição de fusíveis;

- substituição de lâmpadas de sinalização;

- certas operações para localização de falhas, por exemplo, medição de tensão e de corrente com dispositivos adequadamente projetados e isolados.

7.4.6.2 Requisitos relativos a acessibilidade para manutenção

Para permitir a manutenção, acordada entre o fabricante e o usuário, em um CONJUNTO ou grupo funcional desconectado do CONJUNTO, com unidades ou grupos funcionais adjacentes ainda sob tensão, devem ser tomadas algumas medidas. A escolha das medidas, que é objeto de acordo entre o fabricante e o usuário, depende de fatores tais como: condições de serviço, freqüência de manutenção, competência do pessoal autorizado, regras dos locais da instalação etc. Tais medidas incluem a seleção de uma forma apropriada de separação (ver 7.7) e que também pode ser:

- espaço suficiente entre o CONJUNTO ou o grupo funcional considerado e as unidades funcionais ou os grupos adjacentes. É recomendado que partes prováveis de serem removidas para manutenção tenham, tanto quanto possível, meios de fixação imperdíveis;

- uso de barreiras projetadas e dispostas para proteger contra contato direto com os equipamentos em CONJUNTOS ou grupos funcionais adjacentes;

- uso de compartimentos para cada CONJUNTO ou grupo funcional;

- inserção de meios adicionais de proteção fornecidos ou especificados pelo fabricante.

7.4.6.3 Requisitos relativos a acessibilidade para extensão sob tensão

Quando é requerido possibilitar uma extensão futura do CONJUNTO, com unidades ou grupos funcionais adicionais, com o resto do CONJUNTO, ainda sob tensão, se aplicam os requisitos especificados em 7.4.6.2, sujeito a acordo entre o fabricante e o usuário. Estes requisitos também se aplicam para a inserção e a conexão de cabos de saída adicionais, quando os cabos existentes estão sob tensão.

A extensão do barramento e conexão de unidades adicionais para sua alimentação de entrada não deve ser feita sob tensão, a menos que o projeto do CONJUNTO permita tais conexões.

7.5 Proteção contra curto-circuito e corrente suportável de curto-circuito

NOTA

em estudo.

Por enquanto, esta subseção se aplica principalmente a equipamento em CA. Requisitos relativos a equipamento em CC estão

7.5.1 Generalidades

CONJUNTOS devem ser construídos de maneira a resistir aos esforços térmicos e dinâmicos, resultantes de correntes de curto-circuito até os valores nominais.

NOTA

de corrente ou outros dispositivos de manobra limitadores de corrente).

A corrente de curto-circuito pode ser reduzida pelo uso de dispositivos limitadores de corrente (indutâncias, fusíveis limitadores

CONJUNTOS devem ser protegidos contra correntes de curto-circuito por meio de, por exemplo, disjuntores, fusíveis ou combinação de ambos, que podem ser incorporados no CONJUNTO ou podem ser dispostos fora dele.

NOTA Para CONJUNTOS destinados a serem usados em sistemas IT* ) , convém que os dispositivos de proteção contra curto-circuito tenham capacidade de interrupção suficiente em cada polo à tensão entre fases, para eliminar dupla falha à terra.

Quando encomendar um CONJUNTO, o usuário deve especificar as condições de curto-circuito no ponto da instalação.

NOTA

de arco dentro de um CONJUNTO, embora o objeto principal seja evitar tal arco por projeto apropriado ou limitar sua duração.

Para PTTA, é recomendado usar arranjos com ensaios de tipo, por exemplo, barramento, a menos que as exceções dadas em 8.2.3.1.1 a 8.2.3.1.3 sejam aplicáveis. Em casos excepcionais, onde o uso de arranjos com ensaios de tipo não são possíveis, a corrente de curto-circuito suportável de tais partes (ver 8.2.3.2.6) deve ser verificada por meio de extrapolação de arranjos de ensaios semelhantes (ver IEC 60865 e IEC 61117).

É desejável que o grau mais alto possível de proteção para pessoa seja provido no caso de uma falha que conduza a formação

* ) Ver IEC 60364-3.

28

NBR IEC 60439-1:2003

7.5.2 Informação concernente à corrente suportável de curto-circuito

7.5.2.1 Para um CONJUNTO que tem só uma unidade de entrada, o fabricante deve definir a corrente suportável de curto-

circuito como segue.

7.5.2.1.1 Para CONJUNTOS com dispositivo de proteção contra curto-circuito (SCPD) incorporado em uma unidade

entrada, o fabricante deve indicar o valor máximo permissível da corrente presumida de curto-circuito nos terminais da unidade de entrada. Este valor não deve exceder a(s) característica(s) nominal(is) (ver 4.3, 4.4, 4.5 e 4.6). O fator de potência e valores de pico correspondentes devem ser os indicados em 7.5.3.

Se o dispositivo de proteção contra curto-circuito for fusível ou um disjuntor limitador de corrente, o fabricante deve declarar as características do dispositivo (corrente nominal, corrente máxima de interrupção, corrente de corte, I 2 t etc.).

Se for usado um disjuntor com disparador de retardo de tempo, o fabricante deve indicar o tempo máximo de retardo e o ajuste à corrente presumida de curto-circuito.

7.5.2.1.2 Para CONJUNTOS em que o dispositivo de proteção contra curto-circuito não está incorporado na unidade de

entrada, o fabricante deve indicar a corrente suportável de curto-circuito de uma ou mais maneiras seguintes:

a) corrente suportável nominal de curta duração junto com o tempo associado, se diferente de 1 s (ver 4.3), e corrente suportável nominal de crista (ver 4.4);

NOTA Para tempos até um máximo de 3 s, a relação entre a corrente suportável nominal de curta duração e o tempo associado é determinado pela fórmula I 2 t = constante, contanto que o valor de pico não exceda a corrente suportável nominal de crista.

b) corrente nominal condicional de curto-circuito (ver 4.5);

c) corrente nominal de curto-circuito limitada por fusível (ver 4.6).

Para as alíneas b) e c), o fabricante deve indicar as características (corrente nominal, corrente máxima de interrupção, corrente de corte, I 2 t etc.) dos dispositivos de proteção contra curto-circuito necessários para a proteção do CONJUNTO.

NOTA

Quando for necessária a substituição de fusíveis, é assumido que são usados fusíveis com as mesmas características.

7.5.2.2 Para um CONJUNTO que tem várias unidades de entrada, as quais não é provável estarem funcionando simultaneamente, a corrente suportável de curto-circuito pode ser indicada em cada uma das unidades de entrada conforme 7.5.2.1.

7.5.2.3 Para um CONJUNTO que tem várias unidades de entrada, as quais é provável estarem funcionando simultaneamente, e para um CONJUNTO que tem uma unidade de entrada e uma ou mais unidades de saída para máquinas girantes de alta potência, que podem alimentar a corrente de curto-circuito, deve ser feito um acordo especial para determinar os valores da corrente de curto-circuito em cada unidade de entrada, em cada unidade de saída e no barramento.

7.5.3 Relação entre corrente suportável de crista e corrente suportável de curta duração

Para determinar o esforço eletrodinâmico, o valor da corrente suportável de crista deve ser obtido multiplicando a corrente de curta duração pelo fator n. Valores normalizados para o fator n e o fator de potência correspondente são determinados na tabela 4.

Tabela 4 - Valores normalizados para o fator n

Valor r.m.s. da corrente de curto-circuito

cos ϕϕϕϕ

n

 

kA

 

I

5

0,7

1,5

5

<

I

10

0,5

1,7

10

<

I

20

0,3

2

20

<

I

50

0,25

2,1

50

<

I

0,2

2,2

NOTA Valores desta tabela representam a maioria das aplicações. Em locais especiais, por exemplo, na proximidade de transformadores ou de geradores, podem ser achados valores mais baixos de fator de potência, onde a corrente de crista presumida máxima pode se tornar o valor limite, ao invés do valor r.m.s. da corrente de curto-circuito.

7.5.4 Coordenação dos dispositivos de proteção contra curto-circuito

7.5.4.1 A coordenação de dispositivos de proteção deve ser objeto de um acordo entre o fabricante e o usuário.

Informações dadas no catálogo do fabricante pode substituir o tal acordo.

7.5.4.2 Se as condições de operação requererem uma máxima continuidade de alimentação, convém que o ajuste ou a

seleção dos dispositivos de proteção contra curto-circuito dentro do CONJUNTO seja, onde possível, graduado de tal forma que a ocorrência de curto-circuito, em qualquer circuito de derivação de saída, seja eliminada pelo dispositivo de manobra instalado no circuito de derivação defeituoso, sem afetar os outros circuitos de derivação de saída, assegurando, assim, a seletividade do sistema de proteção.

NBR IEC 60439-1:2003

29

7.5.5 Circuitos dentro de um CONJUNTO

7.5.5.1 Circuitos principais

7.5.5.1.1 Os barramentos (nus ou isolados) devem ser organizados de tal forma que não seja esperado um curto-circuito interno, sob condições normais de operação. Salvo especificação em contrário, eles devem ser dimensionados em conformidade com as informações relativas à corrente suportável de curto-circuito (ver 7.5.2) e projetados para resistir, pelo menos a corrente de curto-circuito, limitada pelo(s) dispositivo(s) de proteção, no lado da alimentação dos barramentos.

7.5.5.1.2 Dentro de uma seção, os condutores (inclusive barramentos de distribuição) entre os barramentos principais e o lado de alimentação das unidades funcionais, bem como os componentes incluídos nestas unidades, podem ser dimensionados com base na corrente reduzida de curto-circuito que ocorre no lado da carga do respectivo dispositivo de proteção contra curto-circuito, dentro de cada unidade, contanto que estes condutores sejam dispostos de forma que, sob condições normais de operação, um curto-circuito interno entre fases e/ou entre fases e terra seja uma possibilidade remota (ver 7.5.5.3). Tais condutores são, de preferência, de fabricação maciça rígida.

7.5.5.2 Circuitos auxiliares

O projeto dos circuitos auxiliares deve levar em conta o sistema de aterramento da alimentação e assegurar que uma falha à terra ou uma falha entre uma parte energizada e uma parte condutora exposta, não causará funcionamento perigoso não intencional.

Em geral, os circuitos auxiliares devem ser protegidos contra os efeitos de curtos-circuitos. Porém, um dispositivo de proteção contra curto-circuito não deve ser aplicado se a sua operação estiver sujeita a causar perigo. Nesse caso, os condutores dos circuitos auxiliares devem ser dispostos de tal maneira que não são esperados curtos-circuitos sob condições normais de operação (ver 7.5.5.3).

7.5.5.3 Seleção e instalação de condutores ativos não-protegidos, para reduzir a possibilidade de curtos-circuitos

Condutores ativos em um CONJUNTO, que não são protegidos por dispositivos de proteção contra curto-circuito (ver 7.5.5.1.2 e 7.5.5.2), devem ser selecionados e instalados ao longo de todo CONJUNTO, de forma que, sob condições normais de operação, um curto-circuito interno entre fases ou entre fase e terra seja uma possibilidade remota. Exemplos de tipos de condutores e requisitos de instalação são dados na tabela 5.

Tabela 5 - Seleção de condutores e requisitos de instalação

Tipo de condutor

Requisitos

Condutores nus ou condutores de único núcleo com isolação básica, por exemplo, cabos de acordo com a IEC 60227-3

Contato mútuo ou contato com partes condutoras deve ser evitado, por exemplo, por uso de espaçadores.

Condutores de único núcleo com isolação básica e uma temperatura máxima permissível de operação do condutor acima de 90ºC, por exemplo, cabos de acordo com a IEC 60245-3 ou cabos isolados com PVC resistente ao calor, de acordo com a IEC 60227-3

Contato mútuo ou contato com partes condutoras são permitidas onde não há pressão externa aplicada. Contato com extremidades afiadas deve ser evitado. Não deve haver risco de dano mecânico.

Estes condutores somente podem ser ligados a cargas em que uma temperatura de operação de 70ºC não é excedida.

Condutores com isolação básica, por exemplo, cabos de acordo com a IEC 60227-3, tendo isolação secundária adicional, por exemplo, cabos cobertos individualmente com manga contrátil ou cabos colocados individualmente em condutos de plástico

Nenhum requisito adicional, se não houver risco de dano mecânico.

Condutores isolados com material de resistência mecânica muito alta, por exemplo, isolação de FTFE, ou condutores de dupla isolação, com um revestimento externo reforçado para uso até 3 kV, por exemplo, cabos de acordo com a IEC 60502

Cabos de único núcleo ou múltiplos núcleos revestidos, por exemplo, cabos de acordo com a IEC 60245-4 ou a IEC 60227-4

NOTA Condutores nus ou isolados, instalados como na tabela acima e tendo um dispositivo de proteção contra curto-circuito conectado no lado da carga podem ter até 3 m de comprimento.

7.6 Dispositivos e componentes de manobra instalados em CONJUNTOS

7.6.1 Seleção de dispositivos e componentes de manobra

Dispositivos e componentes de manobra incorporados em CONJUNTOS devem cumprir com as normas IEC pertinentes.

Os dispositivos e componentes de manobra devem ser apropriados para aplicação particular com respeito ao tipo do CONJUNTO (por exemplo, tipo aberto ou fechado), tensões nominais (tensão nominal de isolamento, tensão suportável nominal de impulso etc.), correntes nominais, vida útil, capacidades de estabelecimento e de interrupção, corrente suportável de curto-circuito etc.

Os dispositivos e componentes de manobra que têm uma corrente suportável de curto-circuito e/ou uma capacidade de interrupção que é insuficiente para resistir aos esforços prováveis de ocorrerem no ponto de instalação, devem ser protegidos por meio de dispositivos de proteção limitador de corrente, por exemplo, fusível ou disjuntor. Na seleção de dispositivos de proteção limitador de corrente para dispositivos de manobra incorporados, devem ser levados em conta os valores máximos permissíveis especificados pelo fabricante do dispositivo, tendo o devido cuidado para a coordenação (ver 7.5.4).

30

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Coordenação de dispositivos e componentes de manobra, por exemplo, coordenação de partida de motor com dispositivos de proteção contra curto-circuito, devem cumprir as normas IEC pertinentes.

Em um circuito em que a tensão nominal suportável de impulso é declarada pelo fabricante, os dispositivos e componentes de manobra não devem gerar sobretensões de manobra maiores que a tensão nominal suportável de impulso do circuito e não devem ser submetidos a sobretensões de manobra maiores que a tensão nominal suportável de impulso do circuito. Convém que o último ponto seja levado em conta quando da seleção dos dispositivos e componentes de manobra para uso em um determinado circuito.

Exemplo:

Dispositivos e componentes de manobra que têm uma tensão nominal de impulso U imp = 4 000 V, uma tensão de isolação nominal U i = 250 V e uma sobretensão de manobra máxima de 1 200 V (a uma tensão nominal de operação de 230 V) podem ser usados em circuitos de sobretensão de categorias I, II, III ou mesmo IV, onde são usados meios apropriados de proteção contra sobretensão.

NOTA

Para categoria de sobretensão, ver 2.9.12 e anexo G.

7.6.2 Instalação de dispositivos e componentes

Dispositivos e componentes de manobra devem ser instalados conforme instruções do fabricante (posição de uso, distâncias de isolação a serem observadas para arcos elétricos ou para a remoção da câmara de extinção de arco etc.).

7.6.2.1 Acessibilidade

Os equipamentos, unidades funcionais montadas no mesmo suporte (placa de montagem, estrutura de montagem) e os terminais para condutores externos devem ser dispostos de maneira que sejam acessíveis para montagem, instalação elétrica, manutenção e substituição. Em particular, é recomendado que os terminais estejam situados pelo menos 0,2 m acima da base dos CONJUNTOS montados no piso e, além disso, ser colocados de forma que os cabos possam ser conectados facilmente a eles.

Dispositivos com ajustes e rearme que têm que ser operados dentro do CONJUNTO devem ser facilmente acessíveis.

Em geral, para CONJUNTOS montados no piso, não convém que os instrumentos de indicação, que precisam ser lidos pelo operador, sejam localizados acima de 2 m da base do CONJUNTO. Convém que elementos de operação, como alavancas, botões de comando, etc., sejam localizados a uma altura em que eles possam ser operados facilmente; isto significa, em geral, que a linha central deles não deveriam ficar acima de 2 m da base do CONJUNTO.

NOTA 1

uma zona entre 0,8 m e 1,6 m acima do nível de serviço.

Atuadores para dispositivos de manobra de emergência (ver IEC 60364-5-537, seção 537.4) deveriam ser acessíveis dentro de

NOTA 2 É recomendado que CONJUNTOS montados na parede e no piso sejam instalados a uma altura tal, em relação ao nível de operação, que os requisitos acima sobre acessibilidade e alturas de operação sejam observadas.

7.6.2.2 Interação

Os dispositivos e componentes de manobra devem ser instalados e ligados no CONJUNTO de tal maneira que o seu funcionamento não seja prejudicado pelas interações, tais como: calor, arcos, vibrações, campos de energia, que estão presentes em operação normal. No caso de CONJUNTOS eletrônicos, isto pode necessitar uma separação ou blindagem dos circuitos de comando dos circuitos de potência.

No caso de invólucros projetados para acomodar fusíveis, deve ser dada consideração especial para os efeitos térmicos (ver 7.3). O fabricante deve especificar o tipo e os valores nominais dos fusíveis a serem usados.

7.6.2.3 Barreiras

Devem ser projetadas barreiras para dispositivos de manobra manuais, de forma que os arcos de interrupção não apresentem perigo para o operador.

Para minimizar perigo quando da substituição dos fusíveis, devem ser aplicadas barreiras entre fases, a menos que a estrutura e a localização dos fusíveis torne isso desnecessário.

7.6.2.4 Condições existentes no local de instalação

Os dispositivos e componentes de manobra para CONJUNTOS são selecionados em base nas condições normais de serviço do CONJUNTO, especificadas em 6.1 (ver também 7.6.2.2).

Onde necessário, devem ser tomadas precauções apropriadas (aquecimento, ventilação), para assegurar que as condições essenciais de serviço para o bom funcionamento sejam mantidas, por exemplo, a temperatura mínima para operação correta dos relés, dos medidores, dos componentes eletrônicos etc., de acordo com as especificações pertinentes.

7.6.2.5 Refrigeração

Os CONJUNTOS podem ser providos de refrigeração natural e forçada. Se são requeridas precauções especiais no local de instalação, para assegurar refrigeração adequada, o fabricante deve fornecer a informação necessária (por exemplo, indicação da necessidade de ter distâncias de isolação entre as partes que estão impedidas de dissipar calor ou delas mesmo produzirem calor).

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31

7.6.3 Partes fixas

No caso de partes fixas (ver 2.2.5), as conexões dos circuitos principais (ver 2.1.2) só podem ser estabelecidas ou interrompidas quando o CONJUNTO estiver sem tensão. Em geral, remoção e instalação de partes fixas requerem o uso de uma ferramenta.

O secionamento de uma parte fixa pode requerer o secionamento de todo o CONJUNTO ou parte dele.

Para prevenir operação não autorizada, o dispositivo de manobra pode ser provido de meios para assegurar isto, em uma ou mais de suas posições.

NOTA

ser respeitadas.

Se, sob certas condições, for permitido trabalhar nos circuitos energizados, as precauções de segurança pertinentes deverão

7.6.4 Partes removíveis e partes extraíveis

7.6.4.1 Projeto

As partes removíveis e as partes extraíveis devem ser projetadas de forma que seu equipamento elétrico pode ser desconectado seguramente do circuito principal ou possa ser conectado a ele, enquanto este circuito estiver com tensão. As partes removíveis e extraíveis podem ser providas com bloqueio de inserção (ver 2.4.17). As distâncias mínimas de escoamento e de isolação (ver 7.1.2.1) devem ser respeitadas nas diferentes posições, bem como durante a transferência de uma posição para outra.

NOTA 1

Isto pode requerer uso de ferramentas apropriadas.

NOTA 2

Pode ser necessário assegurar que estas operações não sejam executadas sob carga.

Partes removíveis devem ter uma posição conectada (ver 2.2.8) e uma posição removida (ver 2.2.11).

Partes extraíveis devem ter, adicionalmente, uma posição extraída (posição isolada) (ver 2.2.10) e pode ter uma posição de ensaio (ver 2.2.9), ou uma condição de ensaio (ver 2.1.9). Devem ter localização mecânica de maneira distinta nestas posições. Estas posições devem ser claramente definidas.

Condições elétricas para as diferentes posições de partes extraíveis, ver tabela 6.

7.6.4.2 Travamento e bloqueio com cadeado de partes extraíveis

Salvo especificação em contrário, partes extraíveis devem ser providas de dispositivo que assegure que o equipamento pode ser retirado e/ou reinserido somente depois que o seu circuito principal for interrompido.

Para prevenir operação não autorizada, partes extraíveis podem ser providas de bloqueio com cadeado ou de travamento para imobilizá-las em uma ou mais de suas posições (ver 7.1.1).

7.6.4.3 Grau de proteção

O grau de proteção (ver 7.2.1) indicado para CONJUNTOS, usualmente se aplica à posição conectada (ver 2.2.8) das

partes extraíveis e/ou removíveis. O fabricante deve indicar o grau de proteção obtido em outras posições e durante a transferência de uma posição para outra.

CONJUNTOS com partes extraíveis podem ser projetados de forma que o grau de proteção aplicado para a posição conectada, também seja mantido no ensaio nas posições desconectadas e durante a transferência de uma posição para outra.

Se, depois da remoção de uma parte removível e/ou extraível, o grau de proteção do CONJUNTO não for mantido, um acordo deve ser alcançado sobre as medidas que devem ser tomadas para assegurar a proteção adequada. Informações dadas no catálogo do fabricante podem substituir tal acordo.

7.6.4.4 Modo de conexão de circuitos auxiliares

Circuitos auxiliares podem ser projetados de forma que eles possam ser desconectados com ou sem o uso de uma ferramenta.

No caso de partes extraíveis, a conexão dos circuitos auxiliares deve ser, de preferência, possível sem o uso de ferramentas.

7.6.5 Identificação

7.6.5.1 Identificação dos condutores de circuitos principais e auxiliares

Com exceção dos casos mencionados em 7.6.5.2, o método e a extensão da identificação de condutores, por exemplo, por disposição, por cores ou por símbolos, nos terminais aos quais eles são conectados ou na(s) extremidade(s) dos condutores em si, é de responsabilidade do fabricante e deve estar de acordo com as indicações nos diagramas de ligações e desenhos. Onde apropriado, a identificação de acordo com as IEC 60445 e IEC 60446 deve ser aplicada.

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NBR IEC 60439-1:2003

Tabela 6 - Condições elétricas para diferentes posições das partes extraíveis

 

Circuito

Método de

 

Posição

 
 

conexão

Posição

Condição/posição de

Posição

Posição removida

conectada

 

ensaio

desconectada

 

(ver 2.2.11)

(ver 2.2.8)

(ver 2.1.9/2.2.9)

(ver 2.2.10)

Circuito

Através de elemento plugue e elemento tomada ou outras conexões similares



 
elemento plugue e elemento tomada ou outras conexões similares        ΟΟΟΟ   ΟΟΟΟ
   

ΟΟΟΟ

 

ΟΟΟΟ

principal de

entrada

     
   





 



   

Circuito

principal de

Circuito principal de

Através de elemento plugue e elemento tomada ou outras conexões similares

 

1)

 

ΟΟΟΟ 1)

ΟΟΟΟ

ou

ou

saída

       

Circuito auxiliar

Através de tomada e plugue ou outras conexões similares



 



 

ΟΟΟΟ

ΟΟΟΟ

Condição dos circuitos no interior das partes removíveis

Energizado

Energizado

Desenergizado se não houver tensão de retorno

 

Circuitos auxiliares prontos para ensaios de funcionamento

ΟΟΟΟ

Condição dos terminais de saída do CONJUNTO dos circuitos principais

Energizado

Energizado ou não desconectado 2)

 

Desenergizado se não houver tensão de retorno

Desenergizado se não houver tensão de retorno

 

Os requisitos de 7.4.4.devem ser satisfeitos

 
Os requisitos de 7.4.4.devem ser satisfeitos     A continuidade de terra deve ser de acordo
 

A continuidade de terra deve ser de acordo com a alínea b) de 7.4.3.1.5 e mantida enquanto a distância de secionamento estiver estabelecida.

1) Dependendo do projeto

 

2) Dependendo dos terminais serem alimentados por uma fonte alternativa como uma fonte reserva.

 
 

= conectado

ΟΟΟΟ

= desconectado (isolado)

 

= aberto, mas não necessariamente desconectado (isolado)

 

7.6.5.2 Identificação do condutor de proteção (PE, PEN) e do condutor neutro (N) dos circuitos principais

O condutor de proteção deve ser facilmente distinguível pelo formato, pela localização, pela marcação ou pela cor. Se for

usada a identificação pela cor, deve ser verde e amarelo (dupla cor). Quando o condutor de proteção for um cabo isolado de único núcleo, esta identificação de cor deve ser usada, de preferência, por toda extensão.

NOTA

A identificação pela cor verde/amarelo é estritamente reservada para o condutor de proteção

Convém que todo condutor neutro do circuito principal seja facilmente distinguível pelo formato, pela localização, pela marcação ou pela cor. Se for usada identificação pela cor, é recomendado selecionar uma cor azul-claro.

Os terminais para condutores de proteção externos devem ser marcados de acordo com a IEC 60445. Como exemplo, ver

ser marcados de acordo com a IEC 60445. Como exemplo, ver Nº 5019 da IEC 60417.

Nº 5019 da IEC 60417. Este símbolo não é requerido quando o condutor de proteção externo

o símbolo gráfico

estiver previsto para ser conectado a um condutor de proteção interno, que é identificado claramente com as cores

verde/amarelo.

7.6.5.3 Sentido de operação e indicação de posições de manobra

Quando o sentido de operação de um atuador não é definido pelas disposições de montagem de um componente ou dispositivo e não é identificado claramente de uma outra maneira por marcação, então, é recomendada a indicação do sentido de operação como consta na IEC 60447.

7.6.5.4 Lâmpadas de sinalização e botões de comando

As cores das lâmpadas de sinalização e botões de comando são dadas na IEC 60073.

NBR IEC 60439-1:2003

33

7.7 Separação interna dos CONJUNTOS por barreiras ou divisões

Uma ou mais das condições seguintes podem ser obtidas, dividindo os CONJUNTOS por meio de divisões ou barreiras (metálica ou não metálica) em compartimentos separados ou espaços protegidos fechados:

- proteção contra contato com partes perigosas que pertençam às unidades funcionais adjacentes. O grau de proteção deve ser, pelo menos, IPXXB;

- proteção contra a passagem de corpos estranhos sólidos de uma unidade de um CONJUNTO para uma unidade adjacente. O grau de proteção deve ser, pelo menos, IP2X.

Salvo prescrições em contrário pelo fabricante, ambas condições devem ser aplicadas.

NOTA

O grau de proteção IP2X cobre o grau de proteção IPXXB.

Formas típicas de separação por barreiras ou divisões (para exemplos, ver anexo D) são as seguintes:

Critério principal

Subcritério

Forma

Nenhuma separação

 

Forma 1

Separação de barramentos das unidades funcionais

Terminais para condutores externos não separados do barramento

Forma 2a

Terminais para condutores externos, separados do barramento

Forma 2b

Separação de barramentos das unidades funcionais e separação de todas as unidades funcionais entre si. Separação dos terminais para condutores externos das unidades funcionais, mas não entre elas

Terminais para condutores externos não separados do barramento

Forma 3a

Terminais para condutores externos separados do barramento

Forma 3b

Separação de barramentos das unidades funcionais e separação de todas as unidades funcionais entre si, inclusive os terminais para condutores externos que são partes integrantes da unidade funcional

Terminais para condutores externos no mesmo compartimento, bem como a unidade funcional associada

Forma 4a

Terminais para condutores externos não no mesmo compartimento que a unidade funcional associada, mas em espaços protegidos ou compartimentos individuais, separados e fechados

Forma 4b

A forma de separação e graus mais elevados de proteção devem ser assunto de um acordo entre o fabricante e o usuário.

Ver 7.4.2.2.2 quanto à estabilidade e à durabilidade de barreiras e divisões.

Ver 7.4.6.2 quanto à acessibilidade para manutenção em unidades funcionais desconectadas.

Ver 7.4.6.3 quanto à acessibilidade para extensão (ampliação) sob tensão.

7.8 Conexões elétricas dentro de um CONJUNTO: barramentos e condutores isolados

7.8.1 Generalidades

As conexões das partes condutoras de corrente não devem sofrer alterações indevidas, como resultado da elevação da temperatura normal, do envelhecimento dos materiais isolantes e das vibrações que ocorrem em operação normal. Em particular, os efeitos da dilatação térmica e da ação eletrolítica, no caso de metais diferentes, e os efeitos da resistência dos materiais para as temperaturas atingidas devem ser considerados.

Conexões entre partes condutoras de corrente devem ser estabelecidas por meios que assegurem uma pressão de contato suficiente e durável.

7.8.2 Dimensões e valores nominais de barramentos e condutores isolados

A escolha das seções dos condutores dentro do CONJUNTO é de responsabilidade do fabricante. Além da corrente admissível, a escolha é orientada pelos esforços mecânicos que o CONJUNTO é submetido, pela maneira como estes condutores são instalados, pelo tipo de isolação e, se aplicável, pelo tipo de elementos conectados (por exemplo, elementos eletrônicos).

7.8.3 Instalação dos condutores (ver também 7.8.2)

7.8.3.1 Os condutores isolados devem ser definidos, pelo menos, em função da tensão nominal de isolação (ver 4.1.2) do

circuito considerado.

7.8.3.2 Cabos entre dois pontos de conexão não devem ter emenda ou junção soldada intermediária. Conexões devem,

tanto quanto possível, ser feitas em elementos terminais fixos.

7.8.3.3 Condutores isolados não devem ser apoiados em partes energizadas, de potenciais diferentes ou extremidades

afiadas, e devem ser sustentados adequadamente.

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NBR IEC 60439-1:2003

7.8.3.4 Condutores de alimentação de dispositivos e instrumentos de medição montados em fechamentos ou portas devem ser instalados de maneira que nenhum dano mecânico possa ocorrer aos condutores, como resultado de movimento destes fechamentos ou portas.

7.8.3.5 Conexões soldadas ao dispositivo devem ser permitidas em CONJUNTOS somente em casos onde existir

preparação para este tipo de conexão.

Onde o equipamento está sujeito a fortes vibrações durante a operação normal, conexões soldadas devem ser protegidas mecanicamente por meios adicionais, a uma distância pequena do ponto soldado.

7.8.3.6 Em locais onde existem fortes vibrações durante a operação normal, por exemplo, no caso de operação de

escavadora e guindaste, operação a bordo de navios, equipamento de transporte e locomotivas, é conveniente que seja dada atenção a sustentação dos condutores. Para dispositivos diferentes daqueles mencionados em 7.8.3.5, terminais de condutores soldados ou extremidades de condutores retorcidos soldadas, não são aceitáveis sob condições de fortes vibrações.

7.8.3.7 Na forma usual, só um condutor deveria ser conectado a um terminal; a conexão de dois ou mais condutores em um terminal é permissível somente naqueles casos em que os terminais são projetados para este fim.

7.9 Requisitos para circuitos de alimentação de equipamentos eletrônicos

Salvo especificado em contrário nas especificações pertinentes da IEC para equipamento eletrônico, os requisitos seguintes se aplicam.

7.9.1

Variações de tensão de entrada* )

1)

A faixa da tensão de alimentação por bateria deve ser igual à tensão de alimentação nominal ± 15%.

NOTA

Esta gama não inclui a gama da tensão adicional requerida por carregadores de baterias.

2)

A faixa das tensões diretas de entrada é aquela que é obtida por retificação da tensão de alimentação alternada (ver item 3).

3)

A faixa da tensão de alimentação para CA deve ser igual à tensão nominal de entrada ± 10%.

4)

Se uma tolerância mais ampla é necessária, isto é objeto de acordo entre o fabricante e o usuário.

7.9.2

Sobretensões* )

Sobretensões de alimentação são especificadas na figura 1. Esta figura se aplica às sobretensões não periódicas, bem como à variação do valor de pico nominal, dentro da faixa de curto tempo. Os CONJUNTOS devem ser projetados de forma que a sua capacidade de serviço esteja assegurado, no caso de sobretensões inferiores aos valores representados na curva 1.

Se ocorrerem sobretensões de valores compreendidos entre as curvas 1 e 2, a operação pode ser interrompida pela resposta dos dispositivos de proteção do CONJUNTO, e não é permitido acontecer danos no CONJUNTO até um valor de pico da tensão igual a 2 U i + 1 000 V.

NOTA 1

Durações de transientes menores que 1 ms estão sob estudo.

NOTA 2

Sobretensões superiores àquelas dadas acima, é assumido que são limitadas por medidas apropriadas.
Sobretensões superiores àquelas dadas acima, é assumido que são limitadas por medidas apropriadas.

IEC

1119/99

Û i

= valor de pico senoidal da tensão nominal de isolação

u = tensão de crista aperiódica sobreposta

t = tempo

Figura 1 - Relação Û i + u em função do tempo

Û i

* ) Em conformidade com a IEC 60146-2.

NBR IEC 60439-1:2003

35

7.9.3 Forma de onda* )

Harmônicas das tensões alternadas de entrada de alimentação de CONJUNTOS que incorporam equipamentos eletrônicos são restringidas nos limites seguintes.

1)

O conteúdo harmônico relativo não deve exceder 10%, isto é, um conteúdo fundamental relativo maior ou igual a

99,5%.

2)

Componentes harmônicos não devem exceder os valores dados na figura 2.

NOTA 1

É assumido que o sub-CONJUNTO é desconectado e convém que a impedância interna da fonte de alimentação seja

especificada em um acordo entre o fabricante e o usuário, se esta impedância é de valor significativo.

NOTA 2

Os mesmos valores são indicados para controle e monitoração eletrônicos.

3)

O valor momentâneo periódico mais alto da tensão de alimentação CA não deve ser mais que 20% acima do valor de crista da fundamental.

ser mais que 20% acima do valor de crista da fundamental. n = ordem da componente

n

= ordem da componente harmônica

U

n = valor r.m.s. da harmônica de ordem n

U

N = valor r.m.s. da tensão nominal do sistema

IEC 1125/92

Figura 2 - Componente harmônica máxima permitida da tensão nominal do sistema

7.9.4 Variações temporárias da tensão e da freqüência

O equipamento deve funcionar, sem dano, quando houver variações temporárias nas condições seguintes.

a) Queda de tensão que não exceda 15% da tensão nominal e de duração não superior a 0,5 s.

b) Variação da freqüência de alimentação até ± 1% da freqüência nominal. Se uma tolerância maior for necessária, isto será sujeito a acordo entre o fabricante e o usuário.

c) A duração máxima admissível de uma interrupção da tensão de alimentação para o equipamento deve ser indicada pelo fabricante.

7.10 Compatibilidade eletromagnética (EMC)

7.10.1 Ambiente de EMC

A menos que seja objeto de acordo especial (ver 6.2.10), para os CONJUNTOS que estão dentro do objetivo desta Norma,

são consideradas duas categorias de ambientes e são referidas como:

a) ambiente 1;

b) ambiente 2.

Ambiente 1 se relaciona, principalmente, à redes públicas de baixa tensão, tais como: local/instalação residencial, comercial e pequena indústria. As fontes de perturbações importantes, como solda a arco, não são cobertas por este ambiente.

Ambiente 2 se relaciona, principalmente, a redes/locais/instalações de baixa tensão não públicos ou industriais, incluindo fontes de perturbação importantes.

* ) Em conformidade com a IEC 60146-2.

36

NBR IEC 60439-1:2003

7.10.2 Requisito de ensaio

CONJUNTOS são, na maioria dos casos, fabricados ou montados de forma única, incorporando mais ou menos uma combinação aleatória de dispositivos e componentes.

Não são requeridos ensaios de imunidade ou de emissão de EMC nos CONJUNTOS, se as condições seguintes são cumpridas:

a) os dispositivos e componentes incorporados são projetados para o ambiente especificado em 7.10.1, conforme normas básicas de EMC;

b)

a

instalação e as ligações elétricas internas são efetuadas de acordo com as instruções dos fabricantes do dispositivo

e

do componente (em arranjo com respeito a influências mútuas, blindagem de cabo, aterramento etc.).

Em todos os outros casos, os requisitos de EMC devem ser verificados por meio de ensaio indicado em 8.2.8.

7.10.3 Imunidade

7.10.3.1 CONJUNTOS que não incorporam circuitos eletrônicos

CONJUNTOS que não incorporam circuitos eletrônicos não são sensíveis a perturbações eletromagnéticas normais e não requerem ensaios de imunidade.

7.10.3.2 CONJUNTOS que incorporam circuitos eletrônicos

Equipamentos eletrônicos incorporados em CONJUNTOS devem cumprir com os requisitos de imunidade da norma básica de EMC e deve ser apropriado para o ambiente de EMC especificado.

NOTA

de imunidade.

Um circuito retificador simples não é sensível às perturbações eletromagnéticas normais e, por conseqüência, não requer ensaio

7.10.4 Emissão de perturbações

7.10.4.1 CONJUNTOS que não incorporam circuitos eletrônicos

CONJUNTOS que não incorporam circuitos eletrônicos podem gerar perturbações eletromagnéticas somente durante operações de manobras ocasionais. Porém, isto é limitado a sobretensões de manobra, de duração que é medida em milissegundos, cujo valor não exceda a tensão suportável nominal de impulso do(s) circuito(s) pertinente(s).

A freqüência, o nível e as conseqüências destas emissões são considerados como parte do ambiente eletromagnético normal de instalações de baixa-tensão.

Em conseqüência, os requisitos para emissões eletromagnéticas são considerados como satisfeitos e nenhuma verificação é necessária.

7.10.4.2 CONJUNTOS que incorporam circuitos eletrônicos

CONJUNTOS que incorporam circuitos eletrônicos (por exemplo, alimentação chaveada, circuitos que incorporam microprocessadores com clock de alta freqüência) podem gerar perturbações eletromagnéticas contínuas. Os dispositivos e componentes individuais que contêm circuitos eletrônicos, devem cumprir com os requisitos da norma básica de EMC e o ambiente de EMC especificado.

7.11 Descrição dos tipos de conexões elétricas de unidades funcionais

Os tipos de conexões elétricas de unidades funcionais dentro dos CONJUNTOS ou partes dos CONJUNTOS podem ser identificadas por um código de três letras:

- a primeira letra identifica o tipo de conexão elétrica do circuito de entrada principal;

- a segunda letra identifica o tipo de conexão elétrica do circuito de saída principal:

- a terceira letra identifica o tipo de conexão elétrica dos circuitos auxiliares.

As letras seguintes devem ser usadas:

- para conexões fixas (ver 2.2.12.1);

F

- para conexões desconectáveis (ver 2.2.12.2);

D

- para conexões extraíveis (ver 2.2.12.3).

W

NBR IEC 60439-1:2003

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8 Especificações de ensaios

8.1 Classificação de ensaios

Os ensaios para verificação das características de um CONJUNTO incluem:

-

ensaios de tipo (ver 8.1.1 e 8.2)

-

ensaios de rotina (ver 8.1.2 e 8.3).

O

fabricante deve, a pedido, especificar as bases para as verificações.

NOTA

Verificações e ensaios a serem realizados em TTA e PTTA estão listados na tabela 7.

8.1.1 Ensaios de tipo (ver 8.2)

Os ensaios de tipo são destinados para verificar a conformidade com os requisitos colocados nesta Norma, para um determinado tipo de CONJUNTO.