Filosofia - 10º Ano

Teste Sumativo 1
Professor Paulo Gomes

Ano Letivo de 2016/2017
31 de outubro de 2016
Duração: 90 minutos

Turma 10H

Indique de forma legível a versão da prova.
Utilize apenas caneta ou esferográfica de tinta azul ou preta.
Não é permitido o uso de corretor. Deve riscar aquilo que pretende que não seja classificado.
Para cada resposta, identifique o grupo e o item.
Apresente as suas respostas de forma legível.
Apresente apenas uma resposta para cada item.
Leia todo o enunciado, antes de começar a responder.
Responda apenas ao que é pedido no enunciado das questões.
Seja original e crítico nas suas respostas.
As cotações dos itens encontram-se no final do enunciado da prova.

VERSÃO 2
Grupo I
Subgrupo I.1
Nas respostas aos itens de escolha múltipla, selecione a opção correta.
Escreva, na folha de respostas, o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.

1. O método socrático tem dois momentos:
(A) A ironia e o reconhecimento da ignorância;
(B) A problematização e a crítica;
(C) A sintonia e a maiêutica;
(D) A ironia e a maiêutica.
2. Leia atentamente as seguintes questões:
1. Quais são as principais causas de morte em
Portugal?
2. É possível dar sentido à morte?
3. Quantas pessoas morreram em Portugal no ano de
2010?
4. Podemos acreditar na vida depois da morte?

Depois, escolha a alternativa que as

classifica corretamente:
(A) 1) Questão filosófica; 2) Questão científica; 3) Questão religiosa; 4) Questão de facto.
(B) 4) Questão filosófica; 2) Questão científica; 1) Questão religiosa; 3) Questão de facto.
(C) 2) Questão filosófica; 1) Questão científica; 4) Questão religiosa; 3) Questão de facto.
(D) 4) Questão filosófica; 3) Questão científica; 2) Questão religiosa; 1) Questão de facto.
3. "A ciência é um saber impessoal (objetivo)". Esta afirmação é:
(A) Falsa, porque a ciência pressupõe a autonomia de quem a pratica;
(B) Verdadeira porque no conhecimento científico está em causa a perspetiva subjetiva de quem o
formula;
(C) Falsa, porque, o senso comum é que é um saber objetivo;
(D) Verdadeira porque no conhecimento científico não está em causa a perspetiva subjetiva de quem o
formula.
4. No texto de Franz Kafka “Em Frente da Lei”, a atitude do camponês:
(A) Pode representar a atitude filosófica, porque o camponês fez tudo para que o porteiro o deixasse
entrar na Lei;
(B) Pode representar o senso comum, porque o camponês teve uma atitude passiva face ao porteiro;
(C) Pode representar a atitude filosófica, porque o camponês representa todos os homens;
(D) Pode representar a atitude de quem vive dependente do senso comum, porque o camponês
representa todos os homens.
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5. "Como se pode construir um bom mapa conceptual?". Esta questão é:
(A) Uma questão técnica;
(B) uma questão filosófica;
(C) uma questão científica;
(D) uma questão jurídica.
6. Aristóteles afirma que a Filosofia começa com o espanto. Isto significa que:
(A) Só pode ser filósofo quem reconhecer a sua ignorância;
(B) a filosofia não se distingue do senso comum;
(C) só os ignorantes podem filosofar;
(D) em Filosofia não há qualquer conhecimento.
7. Na alegoria da caverna, as sombras projetadas representam:
(A) Os problemas da Filosofia;
(B) os preconceitos do senso comum;
(C) as verdades da Filosofia;
(D) as verdades do senso comum.
8. As questões filosóficas são:
(A) Universais, abertas e abstratas;
(B) finitas, abertas e abstratas;
(C) fechadas, infinitas e universais;
(D) inconclusivas, abrangentes e pessoais.
9. "Heteronomia”:
(A) É uma propriedade do senso comum e significa “ser independente”, “pensar por si próprio”.
(B) é uma propriedade da filosofia e significa “ser dependente”, “não pensar por si próprio”;
(C) é uma propriedade da filosofia e significa “ser independente”, “pensar por si próprio”;
(D) é uma propriedade do senso comum e significa “ser dependente”, “não pensar por si próprio”;
10. "Para os filósofos nada escapa à interrogação: filosofar implica pôr em dúvida todas as crenças que
temos como certas e que são a base do senso comum...". Estas afirmações referem-se a uma característica
da Filosofia. A qual?
(A) À historicidade;
(B) à universalidade;
(C) à radicalidade;
(D) à autonomia.
Subgrupo I.2
Decida da verdade ou falsidade dos seguintes enunciados:
1. O senso comum é um saber particular.
2. O senso comum é um saber metódico.
3. A ciência é objetiva (impessoal). A filosofia pressupõe uma visão pessoal da realidade.
4. A Filosofia e a Ciência usam os mesmos métodos.
5. Uma das características das questões filosóficas é a universalidade.
6. A filosofia e a ciência são saberes completamente opostos (antagónicos).
7. A Filosofia procura dar sentido à realidade e aos saberes.
8. Autonomia significa: “pensar por si próprio”.
9. A ciência está mais próxima do senso comum do que da filosofia
10. A filosofia e a ciência complementam-se.

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Grupo II
Este grupo é composto por três itens de resposta restrita.

Texto 1
Se nos permitirmos sentir espanto acerca das nossas vidas, acerca daquelas coisas que temos como
garantidas, e acerca daquelas grandes questões que frequentemente conseguimos ignorar à medida que
nos entregamos aos afazeres corriqueiros da vida quotidiana, estaremos a começar a comportar-nos como
verdadeiros filósofos. Se pensarmos empenhadamente nessas questões e disciplinarmos o nosso
raciocínio, de tal forma que possamos fazer verdadeiros progressos, começaremos a agir como bons
filósofos. Mas não podemos verdadeiramente agir como filósofos se não começarmos a viver de acordo
com as nossas descobertas filosóficas. Para sermos filósofos no sentido mais profundo, temos que pôr em
ação a nossa sabedoria."
Tom Morris, Philosophy for Dummies.
1. Partindo de uma análise do texto, responda à questão o que é a filosofia? Na sua resposta deve ficar
clara a distinção entre a filosofia e o senso comum.
2. Aristóteles afirmou que “a Filosofia começa com o espanto”. Explique esta afirmação relacionando-a com
o excerto sublinhado no texto 1.
Texto 2
"A filosofia é um saber inútil. De que adianta passar a vida a colocar questões sem resposta? A ciência, pelo
contrário, é extremamente útil à humanidade. Que seria dos seres humanos sem as descobertas da
medicina ou os avanços tecnológicos que têm trazido tantas mudanças à sua vida?
«Qual o sentido de tudo isto? O que é a vida?» - a sério? Vale mesmo a pena perder tempo com questões
deste tipo?
Não podemos comparar a filosofia com a ciência sem ficarmos com a convicção de que só a ciência pode
resolver os grandes problemas da humanidade."
3. Comente o texto 2 explicando a relação entre a filosofia e a ciência.

Grupo III
Este grupo é composto por um item de resposta extensa.

Texto 3
“Entro no teletransportador. Já tinha ido a Marte antes, mas só pelo método antigo, uma viagem numa nave
espacial que durava várias semanas. Esta máquina enviar-me-á à velocidade da luz. Só tenho que
pressionar o botão verde. Como outros, estou nervoso. Irá resultar? Eu lembro-me do que me disseram que
devia esperar. Quando pressionar o botão, devo perder a consciência durante cerca de uma hora. O
scanner aqui na Terra irá destruir o meu cérebro e o meu corpo, enquanto registará o estado exato de todas
as minhas células. Depois irá transmitir essa informação via rádio. Viajando à velocidade da luz, a
mensagem levará três minutos a chegar até ao Replicador em Marte. Este irá então criar, com nova matéria,
um cérebro e um corpo exatamente como os meus. Será nesse corpo que eu acordarei.
Embora acredite que será isso que acontecerá, ainda hesito. Mas então lembro-me de ver a minha mulher
sorrir divertida quando, hoje ao pequeno almoço, lhe revelei o meu nervosismo. Como ela me lembrou, ela
já foi teletransportada muitas vezes e não há nada de errado com ela. Pressiono o botão. Como esperado,
perco e, parece que quase de imediato, retomo a consciência, mas num cubículo diferente. Ao examinar o
meu novo corpo não encontro nenhuma mudança. Mesmo o corte no meu lábio superior, que fiz hoje de
manhã ao barbear-me, ainda está lá.
Passam-se vários anos, durante os quais sou teletransportado inúmeras vezes. Estou de novo no cubículo,
pronto para mais uma viagem até Marte. Mas quando pressiono o botão verde, não perco a consciência.
Ouve-se um zumbido intenso, depois silêncio. Saio do cubículo e digo ao operador: “Isto não está a
funcionar. O que é que eu fiz de errado?”

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“Está a trabalhar”, ele respondeu, entregando-me um cartão impresso. Este tem escrito: “O novo scanner
regista as suas características sem destruir o seu cérebro e o seu corpo. Esperamos que você aprecie as
oportunidades que este avanço técnico proporciona”.
O operador diz-me que eu sou uma das primeiras pessoas a usar o novo scanner. Ele acrescenta que, se
eu esperar uma hora, poderei usar o intercomunicador para falar comigo em Marte.
“Espere aí”, retorqui, “se estou aqui não posso estar também em Marte”. Alguém tossiu educadamente, um
homem de bata branca que me pede para falar em privado. Vamos para o seu escritório, onde me diz para
me sentar e fica parado por algum tempo olhando-me. Passado um pouco diz: “receio que estejamos a ter
problemas com o novo scanner. Ele regista as suas características de forma tão apurada quanto o antigo,
como verá quando falar consigo em Marte. Mas parece que tem estado a danificar o sistema cardíaco das
pessoas que são submetidas ao procedimento. Julgando pelos resultados obtidos até agora, embora você
esteja bastante saudável em Marte, aqui na Terra deverá esperar uma falha cardíaca fatal nos próximos
dias”.
O operador mais tarde chama-me ao intercomunicador. No ecrã vejo-me como acontece quando me vejo ao
espelho todas as manhãs. Mas há duas diferenças. No ecrã a minha imagem não aparece invertida. E,
enquanto estou aqui calado, posso ver-me no estúdio em Marte a começar a falar. [...]
Como a minha réplica sabe que estou prestes a morrer, tenta consolar-me com os mesmos pensamentos
com que tentei há pouco tempo consolar um amigo que estava a morrer. É triste descobrir, do lado do
recetor, o quanto esses pensamentos são desconsoladores. A minha réplica assegura-me que irá continuar
a viver a minha vida onde a deixei. Ama a minha mulher e juntos eles cuidarão dos meus filhos. E acabará o
livro que estou a escrever. Para além de ter todos os meus rascunhos, tem todas as minhas intenções.
Tenho que admitir que ele pode acabar o meu livro tão bem quanto eu poderia. Todos estes factos
consolam-se um pouco. Morrer sabendo que terei uma réplica a continuar a minha vida não é tão mau
quanto, simplesmente, morrer. Mesmo assim em breve irei perder a consciência, para sempre.”
Derek Parfit, Reasons an Persons, cap. 10.
1. Leia o texto 3 e formule uma questão filosófica que permita explorar o problema central do texto. Deve
responder
a essa
questão
Nota: Para resolver este item, é necessário: identificar o problema central do texto;
formular a questão filosófica e justificar a pertinência da questão; responder à questão
apresentando 3 argumentos.

apresentando três argumentos (justificações) da sua autoria.

COTAÇÕES:
Grupo
SG1
I
SG2
II
III

Item
Cotação (em pontos)
1. a 10.
10 x 5 pontos
50
1. a 10
10 x 3 pontos
30
1
2
3
25

25

30

1.

80
40

TOTAL

Filosofia 10 - Teste Sumativo 1
de 4.

80

200

Versão 2

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Página 4

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