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O que é o Isabel Alarcão Research Software – IARS®?
O IARS (Isabel Alarcão Research Software®) é uma aplicação informática de apoio ao processo
de orientação de trabalhos de pesquisa académica disponível num ambiente imersivo,
distribuído e seguro (Cloud Computer), acedido pela internet. Com esta aplicação web (www.ia-
rs.com), o orientador pode fomentar a interação num ambiente de trabalho tutorial
individualizado e eticamente protegido. Permite também trabalhar com grupos e, deste modo,
rentabilizar interações menos individualizadas.

O percurso investigativo pode ser apoiada no seu planeamento e execução através do software
de suporte ao processo de investigação IARS. O mesmo foi desenvolvido a partir do guião
orientador da construção do plano de investigação, elaborado por Isabel Alarcão. Elucidado por
um “Saber +”, esta aplicação assenta nos seguintes princípios:
• organizador conceptual do projeto nas suas fases;
• matriz aberta suscetível de ser utilizada com diferentes abordagens metodológicas;
• estrutura baseada em questões organizadoras e estimuladoras do pensamento do
investigador;
• simplicidade de utilização;
• interação orientando/orientador;
• registo da evolução dos orientandos em jeito de “portfolio de investigação”;
• organizador sistemático do projeto e dos resultados da investigação.
O “Saber+” fornece ao pesquisador ajuda na elaboração dos projetos. É, porém, muito discreto
pois não pretende nem deve substitui-se ao orientador real. É também generalista uma vez que
o presente software pode ser utilizado com diferentes paradigmas metodológicos.

Fundamentação e Visão Geral Sobre as Potencialidades do IARS®
A investigação é um desafio para todos os cientistas, mas especialmente para os jovens
investigadores. Estes jovens tem incertezas, dilemas e problemas, mas segundo Alarcão (2014)
os dilemas dos jovens investigadores podem ser transformados em problemas epistémicos com
solução viável. Estudos sobre como melhorar o nível de proficiências dos estudantes de
mestrado e doutoramento tem revelado a necessidade de definir meios ou modelos que

Este modelo foi considerado pertinente pelo facto de poder aliviar a sobrecarga dos orientadores. como revelados nos estudos de Blumberg (1974). O ser “multifacetado” deve levar em consideração as diversas abordagens. variáveis e condicionantes do fazer ciência. 2014). tendo em conta as várias nuances implícitas nesta relação didática. 2009. ii) iterativo e iii) interativo. Powered by Licenced by facilitem o processo de orientação e interação entre os orientadores e seus orientandos (Agu & Odimegwu. (2009) reforça que os orientadores devem despender tempo. com base no presencial e interativo com uso das TIC. por fases multirelacionadas. . Mainhard. Anderson (1988). Estamos em sintonia com estes e outros autores ao propor um modelo que está na base do software IARS®. “peer to peer” e “hands-off” e “hand-on”. Para além disso. e as consultas à internet e às bibliotecas como uma etapa complementar. A grande questão é como encontrar um modelo de orientação adequado e possível no processo de orientação. todo este processo ocorre na “interação” humana entre orientador. Agu & Odimegwu (2014) citam diversos estudos que apontam a importância do papel desempenhado pelos orientadores no sucesso dos seus estudantes. Dos vários modelos discutidos para uma adequada orientação Agu & Odimegwu (2014) sugerem um combinação. Wang & Li (2011) salientam o quanto é importante o feedback dos orientadores no processo de desenvolvimento do orientando durante a investigação. investigadores independentes e escritores competentes. F. Neste contexto. O modelo b-learning. consideramos o processo de investigação como: i) multifacetado. Eles afirmam que o feedback do orientador pode promover nos estudantes a capacidade de se tornarem. no futuro. indica o papel do supervisor como principal fonte de informação num momento presencial. van der Rijst. Gurr (2001). conhecimento e apoio para incentivar habilidades e atitudes nos estudantes para alcançar a conclusão da tese em condições aceitáveis. o estudo de Mainhard et al. Sendo um “processo” pressupõe que seja realizado no tempo. 2014. & Wubbels. Para além dos modelos “face to face”. Beer & Mason (2009) revelam a possibilidade de se usar as tecnologia da informação e comunicação como um meio/modelo para dinamizar a orientação. A dimensão “iterativo” considera que o processo é dinâmico e cíclico nas várias fases da investigação. Neri de Souza. Por exemplo. & Costa. sugerido pelos autores. orientandos e diversos sujeitos colaboradores no fazer ciência (ver Fig.1). Segundo Agu & Odimegwu (2014) são muitos os modelos já criados. van Tartwijk. atores. Neri de Souza. Dysthe (2002).

são alguns dos elementos disponíveis no IARS® para a gestão do projeto. 2 Dimensões estruturantes do IARS® O IARS® permite criar. iii) Gestão do Processo. com um repositório de documentos e interação com fóruns e chats entre os orientandos e seus orientadores. de forma estruturada e faseada. tais como preparar questionários e entrevistas. um projeto de investigação. programar com os participantes as datas da sua aplicação. 1. Powered by Licenced by Fig. IARS® Coerência 2. e iv) Coerência Interna na Visão Sistêmica. Interna na Comunicação Visão e Interação Sistêmica 3. mas apenas mostrar alguns dos elementos de complexidade do processo tutorial da orientação na construção de uma investigação na generalidade das ciências humanas e sociais. a programação de tarefas. Este processo pode ser acompanhado e partilhado através do sistema de comunicação. Ao estruturar o IARS® levamos em consideração pelo menos quatro dimensões: i) Organização Estrutural do Projeto. Como representado na Figura 2 estas dimensões estão interligadas e correspondem a ferramentas e processos disponíveis no IARS®. Organização Estrutural do Projeto 4. 1 Processo de Investigação Na Figura 1 não pretendemos ser reducionistas nem lineares. Gestão do Processo Fig. ii) Comunicação e Interação. validá-los. ou entre colegas de projetos de investigação. . A calendarização dinâmica das atividades de elaboração de fichas de leituras importadas do Mendeley®.

o utilizador terá a visão que apresentamos na Figura 3. 3) o utilizador do IARS® que for orientador poderá ter. Na Figura 4 apresentamos uma visão geral de um projeto aberto no IARS®. Após fazer um registo no IARS® (www.com). Sendo que para o orientador ele poderá optar por receber um relatório semanal de todos os movimentos dos seus orientados. v) Análise. Powered by Licenced by O IARS® permite ao utilizador comparar de forma continua os seus objetivos e questões de investigação com a fundamentação teórica.l criar projetos e aceitar convites para ser orientador ou participantes em outros projetos. Cada tarefa calendarizada pelo estudante no IARS® será motivo de avisos automáticos pelo sistema aos emails do orientando e do orientador. Fig. o corpus de dados e processo de análise. acesso a todos os projetos dos seus orientandos e poderá acompanhar a concretização de cada fase do projeto. o desenho metodológico. É importante perceber as sete áreas disponíveis: i) Problema. mediante convite dos seus estudantes. 3 Visão dos “Meus Projetos” de uma determinada conta no IARS® Como se pode perceber (Ver Fig. vi) Notas e vii) Output. apoiando desta forma a percepção dos investigadores na estruturação da coerência interna entres estes elementos do projeto e aumentar a qualidade e visão sistémica da investigação que se constrói. ii) O “Saber+” com textos introdutórios curtos e sugestões de leituras de aprofundamento. . ii) Fundamentação. iv) Dados.ia-rs. Em cada uma destas áreas existem dois elementos orientadores: i) As “Questões Organizadoras” e estimuladoras do pensamento do investigador. iii) Metodologia.

o desenho de investigação. modelos. partilhar um artigo com todos os orientandos que tem na sua lista. objetivos. leituras e outros elementos que o utilizador desejar incluir para definir a fundamentação do projeto. comunicação e estruturação fundamentada irá contribuir para a melhoria da supervisão.docx) do projeto. das . “Analise” e “Notas”. das notas e da calendarização. 4 Visão geral da estrutura de um projeto aberto no IARS® Na área “Problema” o utilizador poderá definir as suas questões de investigação. Em “Metodologia” é possível responder a questões organizadoras como: “Que paradigma investigativo privilegio?” Além disso. bem como enviá-lo para apenas um deles em específico. o IARS® tem ferramentas de comunicação entre o orientador e o orientando individualmente e/ou entre um conjunto de orientandos e seus orientadores. as ferramentas tecnológicas que prevê usar no projeto e a definição dos instrumentos de recolha de dados que tenciona utilizar . Finalmente chamamos a atenção para a área “Output” que reúne todos os campos escritos em todas as áreas e permite ao utilizador fazer download de um documento Word® (. Na “Fundamentação” é possível definir as teorias. Estes documentos vêm com uma formatação pré- definida mas que poderá ser editada no Word® no formato de que o utilizador necessitar. fundamentos filosóficos. Além destas áreas estruturadoras. Semelhante flexibilidade dinâmica e elementos orientadores são encontrados nas áreas “Dados”. entre outros elementos que o investigador poderá definir livremente. hipóteses e outros elementos que queira introduzir no sistema e que considere relevantes para o seu projeto e para a definição do problema de investigação. existe área para definir a natureza da investigação. por exemplo. possível. É portanto. Toda esta dinâmica de gestão. Powered by Licenced by Saber+ Questões Organizadoras Fig.

). N. 1–9. Beer. Neri de Souza. J. “guide me through it”: Feedback experiences of international doctoral students. & A. In A. & Mason.1155/2014/790750 Alarcão. da qualidade do ensino superior nesta área de acompanhamento tutorial de projetos. Neri de Souza. & Moreira (2015). (2009). Active Learning in Higher Education. doi:http://dx. Neri de Souza (Eds. van der Rijst. & Li. & D. R. D.. P. I. van Tartwijk. doi:10. 4(E). 213–226. A. Revista Ibérica de Sistemas E Tecnologias de Informação.org/10. Neri de Souza. F. T. Neri de Souza. Visão de Orientadores e Orientandos sobre o Software Online de Supervisão da Investigação - IARS®.. & Moreira.66-78. 46(2). R. Alarcão. Wang. (2014). pp. P. Aveiro - Portugal: Ludomedia. D. Neri de a Souza. 66–78. Y. Importância do Questionamento em Todo o Processo de Investigação Qualitativa. a Dilemas e Desafios (1 ed.. Innovations in Education and Teaching International. Alarcão. doi:10. Doctoral Dissertation Supervision: Identification and Evaluation of Models. & Odimegwu.. “Dilemas” do jovem investigador: Dos "dilemas aos problemas.1177/1469787411402438 . Costa (Eds.doi. 103–124). In F.. 125–145). F. A model for the supervisor–doctoral student relationship. C. Costa.e4. Neri de Souza. (2015). de. Neri de Souza. em ultima análise. Higher Education. (2014). 101–112... Mainhard. M. 58(3). pp. L. Powered by Licenced by investigações em si e.. ID790750. & Costa. P. Qualitativa: Inovação.1007/s10734-009-9199-8 Neri de Souza. (2009). Dilemas e Desafios (2 ed. 359–373. (2014). T.. “Tell me what to do” vs. Aveiro - Portugal: Ludomedia. A.. I. 12(1).).. B. Qualitativa: Inovação. Bibliografia Agu. doi:10. Education Research International. & Wubbels. D.. Using a blended approach to facilitate postgraduate supervision. Um estudo sobre a usabilidade do IARS® pode ser obtido em Neri de Souza. F. T.17013/risti. O. (2011).