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compostagem e minhocultura Priscila Carvalho Holanda
compostagem e minhocultura Priscila Carvalho Holanda

compostagem e

minhocultura

compostagem e minhocultura Priscila Carvalho Holanda

Priscila Carvalho Holanda

compostagem e minhocultura Priscila Carvalho Holanda
compostagem e minhocultura Priscila Carvalho Holanda
©2013 by Fundação Demócrito Rocha Fundação Demócrito Rocha Instituto Centro de Ensino Tecnológico - CENTEC
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Fundação Demócrito Rocha

Instituto Centro de Ensino Tecnológico - CENTEC

Presidente

Diretor Presidente Francisco Férrer Bezerra

Luciana Dummar

Coordenação Técnica Francisco Fábio Castelo Branco

Diretoria de Extensão Tecnológica e Inovação Antônio Elder Sampaio Nunes

Edições Demócrito Rocha

Diretoria de Ensino, Pesquisa e Pós-Graduação Francisco Moreira de Meneses

Editora

Diretoria Administrativo-Financeira Luiz Carlos Pontes

Regina Ribeiro

Editor Adjunto

Raymundo Netto

Coordenação de Produção Editorial Sérgio Falcão

Editor de Design Amaurício Cortez

Projeto Gráfico Arlene Holanda e Welton Travassos

Capas Deglaucy Jorge Teixeira e Welton Travassos

Ilustrações Elinaudo Barbosa e Leonardo Filho

Editoração eletrônica Cristiane Frota

Revisão Wilson P. Silva

Fotos Banco de Dados O POVO e Fábio Castelo

Catalogação na fonte Ana Kelly Pereira

H722c

Holanda, Priscila Carvalho Compostagem e minhocultura. /Priscila Carvalho Holanda. - Fortaleza: Fundação Demócrito Rocha; Instituto Centro de Ensino Tecnológico - CENTEC, 2013. 56 p.: il. color. - (Coleção Formação para o trabalho)

ISBN 978-85-7529-593-9

1.Compostagem 2. Criação - Minhoca. I. Título.

CDU 628.473.3+ 636.99

Todos os direitos desta edição reservados a:

636.99 Todos os direitos desta edição reservados a: Fundação Demócrito Rocha Av. Aguanambi, 282/A - Joaquim

Fundação Demócrito Rocha Av. Aguanambi, 282/A - Joaquim Távora Cep 60.055-402 - Fortaleza-Ceará Tel.: (85) 3255.6270 - 3255.6148 Fax: (85) 3255.6271 fundacaodemocritorocha.com.br fundacao@fdr.com.br

- Fortaleza-Ceará Tel.: (85) 3255.6270 - 3255.6148 Fax: (85) 3255.6271 fundacaodemocritorocha.com.br fundacao@fdr.com.br
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Sumário Apresentação 04 Lição 1   Fertilidade do solo 05 Lição 2   O Composto
Sumário Apresentação 04 Lição 1   Fertilidade do solo 05 Lição 2   O Composto
Sumário Apresentação 04 Lição 1   Fertilidade do solo 05 Lição 2   O Composto
Sumário Apresentação 04 Lição 1   Fertilidade do solo 05 Lição 2   O Composto
Sumário Apresentação 04 Lição 1   Fertilidade do solo 05 Lição 2   O Composto
Sumário Apresentação 04 Lição 1   Fertilidade do solo 05 Lição 2   O Composto

Sumário

Apresentação

04

Lição 1

 

Fertilidade do solo

05

Lição 2

 

O Composto orgânico

10

Lição 3

 

Fatores que influenciam na compostagem

13

Lição 4

 

Preparo do composto

23

Lição 5

 

Principais problemas da compostagem causas e soluções

27

Lição 6

Introdução à minhocultura

30

Lição 7

 

Características das minhocas

36

Lição 8

 

Instalação do minhocário

41

Lição 9

 

Manejo do minhocário

45

Lição 10

 

Comercialização dos produtos

51

Referências

56

  Manejo do minhocário 45 Lição 10   Comercialização dos produtos 51 Referências 56
  Manejo do minhocário 45 Lição 10   Comercialização dos produtos 51 Referências 56
  Manejo do minhocário 45 Lição 10   Comercialização dos produtos 51 Referências 56
  Manejo do minhocário 45 Lição 10   Comercialização dos produtos 51 Referências 56
  Manejo do minhocário 45 Lição 10   Comercialização dos produtos 51 Referências 56
Apresentação N estes tempos de instabilidades econômica, climática, social e política, cuidar de um pedaço
Apresentação N estes tempos de instabilidades econômica, climática, social e política, cuidar de um pedaço
Apresentação N estes tempos de instabilidades econômica, climática, social e política, cuidar de um pedaço

Apresentação

N estes tempos de instabilidades econômica, climática, social e política, cuidar de um pedaço de terra representa um abrigo

na tempestade, pois nele pode-se plantar o alimento, ter água limpa e respirar ar puro. Em poucos metros quadrados, começando com um pedacinho de terra qualquer no quintal, num terre- no vizinho, num sítio ou uma fazen- da, pode-se produzir alimento. Mas, para que a natureza ajude, é preci- so compreendê-la, respeitando os seus ciclos vitais e preservando os

recursos naturais. Nas últimas décadas, desco- briu-se que o uso constante e con- tinuado de adubos químicos está danificando o solo, deixando-o pra- ticamente “morto”, por falta de ati- vidade biológica adequada. Estas práticas estão produzindo culturas cada vez mais sensíveis a doenças e pragas, levando ao uso crescen- te de pesticidas, ao ponto de por em risco a saúde das pessoas e do meio ambiente. Para combater esta situação, ressurge a agricultura orgânica,

produzindo alimentos sem a utiliza- ção de agrotóxicos ou adubos quí- micos e apoiados em práticas con-

servacionistas. Os produtos orgâni- cos apresentam melhor sabor, apa- rência, qualidade e durabilidade, sem quaisquer riscos para a saúde

ou para o meio ambiente.

Dentre as práticas conservacio- nistas destacam-se: a composta- gem, a minhocultura, a adubação verde, o uso de cobertura morta e de quebra-ventos, o plantio em curva de nível, o plantio diversifica-

do e a utilização de defensivos naturais. Essas técnicas favorecem

a recuperação de solos pobres,

degradados e cansados e comba-

tem a erosão. O presente manual mostra como

a criação de minhocas, com os

seus produtos diretos, tais como, húmus, matrizes e ração, vem se firmando como meio seguro de se conservar a natureza e o processo de compostagem também repre- senta um avanço ecológico na agri- cultura sadia e com condições de produzir bem, a baixo custo e por

muito tempo.

4 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura

condições de produzir bem, a baixo custo e por muito tempo. 4 Formação para o trabalho
condições de produzir bem, a baixo custo e por muito tempo. 4 Formação para o trabalho
Lição 1 Fertilidade do solo A fertilidade do solo está direta- mente relacionada com a
Lição 1 Fertilidade do solo A fertilidade do solo está direta- mente relacionada com a
Lição 1 Fertilidade do solo A fertilidade do solo está direta- mente relacionada com a
Lição 1 Fertilidade do solo A fertilidade do solo está direta- mente relacionada com a
Lição 1 Fertilidade do solo A fertilidade do solo está direta- mente relacionada com a
Lição 1 Fertilidade do solo A fertilidade do solo está direta- mente relacionada com a

Lição 1

Lição 1 Fertilidade do solo A fertilidade do solo está direta- mente relacionada com a quan-

Fertilidade do solo

A fertilidade do solo está direta- mente relacionada com a quan- tidade de matéria orgânica, que é composta por restos de plan-

tas e de animais em estado de decomposição. O solo pode ser considerado um organismo vivo, composto de mine-

rais, água, ar, matéria orgânica e milhões de seres minúsculos, tais como bactérias, fungos formigas, besouros, minhocas, cupins, etc.

O cientista japonês Iwao

Watanabe, pesquisando um metro quadrado de solo virgem, encontrou

360 espécies com mais de dois centímetros, como minhocas e cen- topeias; dois milhões de organis- mos de tamanho médio, como para- sitas e insetos; e um bilhão de micro-organismos, como fungos e bactérias, além da vegetação.

Tais seres são capazes de reali-

zar químicas admiráveis, desde a captação e a troca de nitrogênio do ar até a mobilização do fósforo e a transformação de moléculas com- plexas em substâncias mais sim- ples que são liberadas no ambiente, podendo serem reutilizadas por outros seres vivos. A matéria orgânica, decomposta pelos micro-organismos, forma uma espécie de cola que liga as partícu- las do solo, deixando-o bem estru- turado e resistente à erosão. Ao mesmo tempo, forma pequenos canais, os poros, por onde circulam água e ar. A terra com bom teor de matéria orgânica fica como uma esponja, retendo muito mais água e

nutrientes e facilitando a absorção dos mesmos pelas raízes. A degradação do solo, entretan- to, está acontecendo de forma ace- lerada, pela intervenção do homem. Práticas agrícolas insustentáveis, como a monocultura, as queima- das, o excesso de produtos quími- cos, plantações em encostas, des- matamentos indiscriminados etc., estão aumentando os processos de desertificação em todo o mundo. No Brasil, são perdidos cerca de 600 milhões de toneladas de solos agrí- colas todo ano. Não se pode continuar a explorar os recursos naturais de forma tão predatória; é preciso devolver à natu- reza parte da riqueza que ela ofere- ce, praticando o desenvolvimento de modo a permitir a sustentação da população atual e da futura.

Agricultura Mundial

A agricultura mundial devastou os campos e as florestas à procura de solo rico, deixando desertos no seu rastro. Faltou compreender as estratégias que a natureza usa para criar os solos, processo que na rea-

lidade, não existe qualquer mistério. O adubo perfeito para o solo está à disposição nas fezes dos animais, nas folhas das árvores, na grama cortada, no capim, nos galhos e troncos, nas cinzas, nas conchas e ossos, nas cascas de verduras e

frutos etc

Todo este material cons-

titui a matéria orgânica que serve de alimento para os micro-organismos decompositores que vivificam o solo.

os micro-organismos decompositores que vivificam o solo. De que consiste a matéria orgânica do solo? Atualmente,

De que consiste a matéria orgânica do solo?

Atualmente, para cada kg de grão produzido no mundo, são perdidos, aproximadamente, dois kg de solo; no Nordeste brasileiro, este valor aumenta para 14 kg.

solo; no Nordeste brasileiro, este valor aumenta para 14 kg. O que provoca a desertificação do

O que provoca a desertificação do solo?

para 14 kg. O que provoca a desertificação do solo? Corte de árvore Vivificam: que fecundam

Corte de árvore

Vivificam: que fecundam ou fertilizam o solo.

a desertificação do solo? Corte de árvore Vivificam: que fecundam ou fertilizam o solo. Fundação Demócrito
a desertificação do solo? Corte de árvore Vivificam: que fecundam ou fertilizam o solo. Fundação Demócrito
a desertificação do solo? Corte de árvore Vivificam: que fecundam ou fertilizam o solo. Fundação Demócrito

Fundação Demócrito Rocha 5

a desertificação do solo? Corte de árvore Vivificam: que fecundam ou fertilizam o solo. Fundação Demócrito
a desertificação do solo? Corte de árvore Vivificam: que fecundam ou fertilizam o solo. Fundação Demócrito

“Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma” (Lavoisier)

Solo e Clima

Alguns solos contêm pouca matéria orgânica. No Nordeste brasileiro, a maioria dos solos tem baixos teores de matéria orgânica, porque as temperaturas mais elevadas acele- ram a sua decomposição. Em áreas mais frias, onde a decomposição ocorre mais lenta- mente, os níveis naturais de maté- ria orgânica podem ser mais altos, como é o caso das serras e maci- ços do Nordeste.

altos, como é o caso das serras e maci- ços do Nordeste. Solo com pouca matéria

Solo com pouca matéria orgânica

e maci- ços do Nordeste. Solo com pouca matéria orgânica Explique a fixação do Nitrogênio. Húmus

Explique a

fixação do

Nitrogênio.

Húmus ou humo é a matéria orgânica depositada no solo, resultante da decomposição de animais e plantas mortas, ou de seus subprodutos.

Fixação do Nitrogênio

Apesar da constituição do ar que se respira possuir cerca de 70% de Nitrogênio, os seres vivos não con- seguem absorvê-lo nessa forma. A maior parte dos átomos de nitrogê- nio, componentes fundamentais para a fabricação das proteínas que são importantíssimas na constitui- ção das plantas e dos animais, é introduzida no mundo vivo por meio das bactérias. As bactérias fixadoras de nitro- gênio incorporam o nitrogênio mole-

6 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura

6 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura cular (N 2 ), liberando-o, após a sua
6 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura cular (N 2 ), liberando-o, após a sua
6 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura cular (N 2 ), liberando-o, após a sua

cular (N 2 ), liberando-o, após a sua morte, sob a forma de amônia (NH 3 ), que pode ser utilizada por algumas plantas e, principalmente, pelas leguminosas. As bactérias nitrificantes transfor- mam a amônia em nitratos, que são facilmente assimilados pelas plantas e podem ser transferidos para os animais, através da cadeia alimen- tar. Entretanto, altas concentrações de nitrato são prejudiciais às plantas. As bactéria do gênero Rhizobium , em estreita associação com plantas leguminosas (soja, feijão, leucena etc.), fabricam compostos nitroge- nados nos nódulos localizados em suas raízes. Estes compostos podem ser utilizados, diretamente, por estas plantas ou podem ficar disponíveis no solo, após a decom- posição das raízes, sendo reutiliza- dos por outras plantas. Outros elementos essenciais para as plantas também estão con- tidos na matéria orgânica do solo, pois os resíduos de plantas e de animais contêm quantidades variá- veis de elementos minerais, como o fósforo, o magnésio, o cálcio, o enxofre, etc. Na medida em que a matéria orgânica vai-se decompondo, os elementos tornam-se disponíveis para as plantas em crescimento.

Decompositores

Graças à ação dos decompositores (bactérias e fungos), cadáveres, fezes, urina, etc, desaparecem rapi- damente do ambiente. À medida que se processa a decomposição, diminui a proporção Carbono/ Nitrogênio, uma vez que o carbono está sendo consumido e o nitrogê- nio sendo conservado. Esta situação persiste até a transformação da matéria orgâni- ca em húmus se aproximar do seu término, ocasião em que as ativi- dades da microflora cessam, gra- dualmente, devido à falta de car-

aproximar do seu término, ocasião em que as ativi- dades da microflora cessam, gra- dualmente, devido
aproximar do seu término, ocasião em que as ativi- dades da microflora cessam, gra- dualmente, devido
bono; a quantidade de micro-orga- nismos decresce, diminui a forma- ção de CO 2 ,
bono; a quantidade de micro-orga- nismos decresce, diminui a forma- ção de CO 2 ,
bono; a quantidade de micro-orga- nismos decresce, diminui a forma- ção de CO 2 ,
bono; a quantidade de micro-orga- nismos decresce, diminui a forma- ção de CO 2 ,
bono; a quantidade de micro-orga- nismos decresce, diminui a forma- ção de CO 2 ,
bono; a quantidade de micro-orga- nismos decresce, diminui a forma- ção de CO 2 ,

bono; a quantidade de micro-orga- nismos decresce, diminui a forma- ção de CO 2 , o nitrogênio deixa de ser escasso e há prosseguimento da nitrificação. O processo de formação do húmus é chamado humificação e pode ser natural, quando produzido espontâ- neamente por bactérias e fungos do solo (os organismos decomposito- res), ou artificial quando o homem induz a produção de húmus, adicio- nando produtos químicos e água a um solo pouco produtivo. Vários agentes externos como a umidade e a temperatura contri- buem para a humificação.

a umidade e a temperatura contri- buem para a humificação. Solubiliza nutrientes nos solos minerais Melhora

Solubiliza nutrientes nos solos minerais

a humificação. Solubiliza nutrientes nos solos minerais Melhora a nutrição das plantas em micronutrientes, pela

Melhora a nutrição das plantas em micronutrientes, pela formação de quelatos.

A compostagem é uma forma de “fabricar” húmus para utilizar como composto, ou seja, fertilizante orgâ- nico na agricultura. Na formação do húmus há liberação de diversos nutrientes, mas é de especial consi- deração a liberação de nitrogênio.

Importância da matéria orgânica

As figuras mostram que a presença de minhocas tem grande importân- cia para o processamento da maté- ria orgânica do solo.

cia para o processamento da maté- ria orgânica do solo. Apresenta alta capacidade de troca de

Apresenta alta capacidade de troca de cátions (CTC)

solo. Apresenta alta capacidade de troca de cátions (CTC) Libera, lentamente, fósforo, nitrogênio, enxofre e água.

Libera, lentamente, fósforo, nitrogênio, enxofre e água.

Libera, lentamente, fósforo, nitrogênio, enxofre e água. Reduz a toxidez de pesticidas e de outras substâncias.

Reduz a toxidez de pesticidas e de outras substâncias.

Melhora a estrutura do solo.

água. Reduz a toxidez de pesticidas e de outras substâncias. Melhora a estrutura do solo. Fundação
água. Reduz a toxidez de pesticidas e de outras substâncias. Melhora a estrutura do solo. Fundação
água. Reduz a toxidez de pesticidas e de outras substâncias. Melhora a estrutura do solo. Fundação
água. Reduz a toxidez de pesticidas e de outras substâncias. Melhora a estrutura do solo. Fundação
água. Reduz a toxidez de pesticidas e de outras substâncias. Melhora a estrutura do solo. Fundação
Favorece o controle biológico pela ati- vidade microbiana. Melhora a capacidade tampão do solo. Hormônios
Favorece o controle biológico pela ati- vidade microbiana. Melhora a capacidade tampão do solo. Hormônios
Favorece o controle biológico pela ati- vidade microbiana. Melhora a capacidade tampão do solo. Hormônios
Favorece o controle biológico pela ati- vidade microbiana. Melhora a capacidade tampão do solo. Hormônios

Favorece o controle biológico pela ati- vidade microbiana.

Melhora a capacidade tampão do solo.

vidade microbiana. Melhora a capacidade tampão do solo. Hormônios fitorreguladores exercem efeitos promotores de

Hormônios fitorreguladores exercem efeitos promotores de crescimento.

Manutenção da matéria orgânica do solo

A preservação, ou mesmo o aumento, do teor de matéria orgâ- nica no solo é essencial para a manutenção do processo produtivo da agricultura. É comum, quando as áreas de florestas ou de cerra- dos são postas sob cultivo inade- quado, observar-se, com o passar dos anos, a redução acentuada do teor de matéria orgânica. Com o manejo adequado do solo é possível, não apenas reduzir-se a intensidade desse processo, mas revertê-lo, levando, em alguns anos de cultivo, a um aumento no teor de matéria orgânica.

8 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura

Aumenta a capacidade de retenção de água

(Fonte: MARTINOVSKY, 1996)

A grande diferença entre o adubo químico e o adubo orgânico é que este último contém micro-organismos que estão, constantemente, transfor- mando as condições do solo, favore- cendo o desenvolvimento da vida. A preservação da matéria orgâ- nica se faz através da combina- ção de várias técnicas de manejo, tais como:

Adubação orgânica. Conservação do solo e da água. Adubação verde. Rotação e consorciação de culturas.

adequado dos restos

culturais. Cultivo mínimo e/ou plantio direto.

Manejo

e consorciação de culturas. adequado dos restos culturais. ■ Cultivo mínimo e/ou plantio direto. ■ Manejo
e consorciação de culturas. adequado dos restos culturais. ■ Cultivo mínimo e/ou plantio direto. ■ Manejo
Práticas de conservação do solo É de importância fundamental para a conservação do solo, o
Práticas de conservação do solo É de importância fundamental para a conservação do solo, o
Práticas de conservação do solo É de importância fundamental para a conservação do solo, o
Práticas de conservação do solo É de importância fundamental para a conservação do solo, o
Práticas de conservação do solo É de importância fundamental para a conservação do solo, o
Práticas de conservação do solo É de importância fundamental para a conservação do solo, o

Práticas de conservação do solo

É de importância fundamental para

a conservação do solo, o uso de

uma boa prática cultural. A inclina- ção do terreno é que vai indicar necessidade da realização de cur- vas de níveis, patamares ou terra-

ços, que irão segurar as águas das chuvas, de irrigação, manter as sementes, os corretivos, a matéria orgânica, adubos minerais no solo, evitando desde modo a erosão. A figura a seguir apresenta algumas práticas conservacionis- tas utilizadas.

Práticas de Conservação do Solo

Declividade

Práticas Conservacionistas Sugeridas

Aração-gradagem 0 a 3% sulcamento e plantio, em curvas de nível.
Aração-gradagem
0
a 3%
sulcamento e plantio,
em curvas de nível.

Em terrenos inclinados, a aração é feita em curvas de nível. A terra sempre é virada da parte mais alta para a mais baixa.

Aração-gradagem sulcamento e plan- 3 a 6% tio, em faixas de retenção conforme o tipo
Aração-gradagem
sulcamento e plan-
3
a 6%
tio, em faixas de
retenção conforme
o tipo de solo.

6 a 12%

Terraços em nível ou gradiente, conforme tipo do solo.

6 a 12% Terraços em nível ou gradiente, conforme tipo do solo.

12 a 18%

Terraços em nível ou gradiente, faixas de retenção para maior proteção ao solo.

12 a 18% Terraços em nível ou gradiente, faixas de retenção para maior proteção ao solo.
acima de 18% Aconselha-se destinar a área para fins de pastagem, refúgio da fauna e
acima de 18%
Aconselha-se
destinar a área
para fins de
pastagem, refúgio
da fauna e
reflorestamento.
Resumo da lição • O solo é um ser vivo que é fer- tilizado pela
Resumo
da lição
• O solo é um ser vivo que é fer-
tilizado pela constante renova-
ção da matéria orgânica.
• A importância dos micro-
organismos na ação de
decompor a matéria
orgânica no solo.
• A degradação do solo provo-
cada pela ação do homem.
• A influência do clima no teor
da matéria orgânica deposi-
tada no solo.
• As bactérias fixadoras incor-
poram o nitrogênio nos ciclos
biológicos através das plan-
tas leguminosas.
• Ação dos decompositores na
transformação da matéria
orgânica em húmus.
• Técnicas usadas na conser-
vação do solo.
da matéria orgânica em húmus. • Técnicas usadas na conser- vação do solo. Fundação Demócrito Rocha
da matéria orgânica em húmus. • Técnicas usadas na conser- vação do solo. Fundação Demócrito Rocha
da matéria orgânica em húmus. • Técnicas usadas na conser- vação do solo. Fundação Demócrito Rocha
da matéria orgânica em húmus. • Técnicas usadas na conser- vação do solo. Fundação Demócrito Rocha
da matéria orgânica em húmus. • Técnicas usadas na conser- vação do solo. Fundação Demócrito Rocha

A compostagem é um processo de biodegração, aeróbico e controlado, para a produção de húmus a partir de resíduos orgânicos.

a produção de húmus a partir de resíduos orgânicos. Porque devemos usar o processo aeróbico na

Porque devemos usar o processo aeróbico na compostagem?

Lição 2

devemos usar o processo aeróbico na compostagem? Lição 2 O Composto orgânico O termo matéria orgânica

O Composto orgânico

O termo matéria orgânica refere-

se ao composto de carbono

(plantas e animais) suscetível à

degradação. Na biodegrada-

ção este processo é realizado com a ajuda de micro-organismos. Quando a degradação acontece na presença do ar é chamada de aeróbica e quando o processo se realiza na ausência do ar, a degra- dação é denominada anaeróbica. No caso da compostagem, utili- za-se o processo aeróbico por ser bem mais eficiente, além de causar menos impactos e inconvenientes do que o processo anaeróbico. A decomposição da matéria orgânica é mais ou menos rápida, em função das características dos resíduos orgânicos. Assim, os materiais como serragem e palhas secas apresentam maior resistên- cia à degradação do que, por exem- plo, os legumes. Os micro-organismos decompo- sitores responsáveis pela compos- tagem são provenientes do esterco animal, sendo constituídos, princi- palmente, de minúsculos fungos e bactérias. Quando em condições ótimas de umidade, oxigenação, nutrientes e temperatura multipli- cam-se com espantosa velocidade. Os micro-organismos são seres unicelulares, sendo uma forma de vida que não pode ser visualizada sem auxílio de um microscópio. Estes seres diminutos podem ser encontrados no ar, no solo, e, inclu- sive, no homem.

10 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura

10 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura Os micro-organismos são funda- mentais para a existência
10 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura Os micro-organismos são funda- mentais para a existência
10 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura Os micro-organismos são funda- mentais para a existência

Os micro-organismos são funda- mentais para a existência da vida tanto a nível orgânico, no interior dos organismos, como a nível eco- lógico, agindo intensamente no meio ambiente. Por exemplo, as bactérias lacto- bacilos que produzem a enzima beta galactosidade que facilita a digestão da lactose aumentando a digestibili- dade da lactose do leite que ingeri- mos atuam no interior do organismo. As bactérias do gênero Rhizobium que são fixadoras de nitrogênio quando associadas às plantas da família das leguminosas, como o feijão e a soja, atuam no ambiente. Estas bactérias vivem em simbiose com as leguminosas, formam nódulos nas suas raízes, onde absorvem o nitrogênio do ar e com este sintetizam substâncias nitrogenadas que são utilizadas pela planta hospedeira. Esta tam- bém colabora com as bactérias for- necendo açúcares e outros com- postos orgânicos a essas bactérias em seus nódulos. Os micro-organismos decompo- sitores da matéria orgânica morta têm fundamental importância na decomposição dos restos orgânicos que sobraram de seres que morre- ram. Eles fazem também a decom- posição das fezes dos animais, enfim, são de suma importância para a produção do húmus que fer- tiliza o solo.

posição das fezes dos animais, enfim, são de suma importância para a produção do húmus que
posição das fezes dos animais, enfim, são de suma importância para a produção do húmus que
A massa de micro-organismos vivos e mortos, presente em um composto, pode atingir 25% do
A massa de micro-organismos vivos e mortos, presente em um composto, pode atingir 25% do
A massa de micro-organismos vivos e mortos, presente em um composto, pode atingir 25% do
A massa de micro-organismos vivos e mortos, presente em um composto, pode atingir 25% do
A massa de micro-organismos vivos e mortos, presente em um composto, pode atingir 25% do
A massa de micro-organismos vivos e mortos, presente em um composto, pode atingir 25% do
A massa de micro-organismos vivos e mortos, presente em um composto, pode atingir 25% do

A massa de micro-organismos vivos e mortos, presente em um composto, pode atingir 25% do seu peso total (Almeida, 1999). O composto orgânico é uma mis- tura humificada, formada por cama-

das alternadas de material orgânico

de diversas espécies, como folhas,

mato capinado, bagaço de cana, palhas de milho, pó de café, casca de banana, frutas, verduras etc e por camadas de esterco fresco, cur- tido ou líquido de qualquer animal. Chama-se composto porque é formado por uma mistura de mate-

riais que, quanto mais variados melhor é a qualidade do composto.

A utilização do composto orgânico

O composto orgânico vem sendo

utilizado há milênios por agriculto- res de todo o mundo, tendo valor reconhecido na melhoria da produti- vidade dos solos e no aumento da disponibilidade de nutrientes para

as plantas.

Quando incorporado ao solo, o composto atua nas suas proprieda- des químicas, físicas e biológicas, trazendo inúmeros benefícios que resultam no aumento da produtivi- dade vegetal. Dentre as principais vantagens no uso do composto orgânico podem-se citar:

Atua como fonte de macronu- trientes (nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e enxofre) e micronutrientes (man- ganês, ferro, cloro, cobre, zinco, cobalto, boro e molibdênio).

Corrige o pH, exercendo efeito tampão nos solos ácidos, pois aumenta de 10 até 15 vezes a capacidade de troca catiônica, pela sua elevada área de super- fície de contato.

Exerce importante função na sinte- tização dos nutrientes para formas mais assimiláveis pelas plantas.

Exerce efeito controlador sobre muitas pragas de plantas.

Favorece as condições físicas dos solos, como a aglutinação e

a estabilidade dos agregados.

Exerce função protetora e atua como fonte de nutrientes para os micro-organismos do solo.

Aumenta a capacidade de reten- ção de água e a permeabilidade do solo.

Reduz os efeitos da erosão e das suas consequências. Aumenta a trabalhabilidade do

solo, através da descompactação do mesmo.

O composto orgânico mineraliza-

se lentamente, liberando, gradativa-

pH: é uma escala de medida que varias de 0,01 a 14 e serve para determinar se uma substância é ácida, básica ou neutra. pH de 0,01 a 6,99 é ácido; 7,00 é neutro; de 7,01 a 14,00 é básico.

Troca catiônica: é o fenômeno de troca de íons no solo em que os cátions retidos no solo podem ser substituídos por outros cátions vitais para o desenvolvimento dos seres vivos. Os principais cátions envolvidos nesta troca são sódio, cálcio e magnésio.

A duração dos efeitos benéficos do composto depende, principalmente, do clima da região. Quanto mais quente for a temperatura, mais rápidas serão a mineralização do composto e a necessidade de reaplicação do mesmo.

do composto e a necessidade de reaplicação do mesmo. Explique o que é pH? Fundação Demócrito

Explique o que é pH?

do composto e a necessidade de reaplicação do mesmo. Explique o que é pH? Fundação Demócrito
do composto e a necessidade de reaplicação do mesmo. Explique o que é pH? Fundação Demócrito
do composto e a necessidade de reaplicação do mesmo. Explique o que é pH? Fundação Demócrito
do composto e a necessidade de reaplicação do mesmo. Explique o que é pH? Fundação Demócrito
do composto e a necessidade de reaplicação do mesmo. Explique o que é pH? Fundação Demócrito
Qual a função das minhocas na formação do húmus? Aterro Sanitário Fonte: Mudanças Climáticas e
Qual a função das minhocas na formação do húmus? Aterro Sanitário Fonte: Mudanças Climáticas e
Qual a função das minhocas na formação do húmus? Aterro Sanitário Fonte: Mudanças Climáticas e
Qual a função das minhocas na formação do húmus? Aterro Sanitário Fonte: Mudanças Climáticas e
Qual a função das minhocas na formação do húmus? Aterro Sanitário Fonte: Mudanças Climáticas e
Qual a função das minhocas na formação do húmus? Aterro Sanitário Fonte: Mudanças Climáticas e

Qual a função das minhocas na formação do húmus?

Aterro Sanitário
Aterro Sanitário

Fonte: Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável, p.261

Resumo da lição • Na compostagem a biodegradação é realizada de forma aeróbica pelos micro-organismos.
Resumo
da lição
• Na compostagem a biodegradação é
realizada de forma aeróbica pelos
micro-organismos.
• Na compostagem os compostos orgâni-
cos fornecem os macronutrientes e
micronutrientes.
• A importância das usinas de composta-
gem no processamento do lixo domiciliar.
• O manejo orgânico do solo e seus efeitos
cumulativos.

mente, os nutrientes para as plan- tas. Recomenda-se aplicar o com- posto recém-preparado antes do preparo do solo para o plantio, incorporando-o até a uma camada de 15 cm de profundidade, onde o crescimento radicular é mais inten- so. Desta forma, evita-se a perda de nutrientes por erosão e por vola- tilização aproveitando-se, ao máxi- mo, os benéficos do composto. Outra forma de aplicação do com- posto, principalmente em pequenas quantidades, é a sua aplicação dire- ta nas covas das culturas perenes ou nos sulcos de plantio. Deve-se adequar a quantidade de composto à área a ser corrigida. Se o agricultor possui baixo poten- cial de produção e a área a ser corrigida é grande, ele deve corrigir a área aos poucos, pois a aplicação de pequenas quantidades em gran- des áreas dilui o efeito do compos- to, tornando-o ineficiente. De modo geral, quanto mais pobre for o solo, maior deverá ser a dose aplicada de composto. Assim, recomendam-se:

Cerca de 10 t/ha para solos “fér- teis” ou seja, 1 kg/m². No mínimo 30 t/ha para solos pobres e degradados, corres- pondendo a 3 kg ou mais por metro quadrado.

Lixo Domiciliar

Cerca de 65% do lixo domiciliar no Brasil é constituído de matéria orgâ- nica. A compostagem desse mate- rial, além de eliminar vários proble- mas sanitários e ambientais relacio- nados ao lixo, resulta na produção de grandes quantidades de húmus. Atualmente, várias usinas de com- postagem estão sendo criadas para o tratamento do lixo urbano, sendo o húmus produzido aplicado em diver- sasatividades,taiscomo: Horticultura; Fruticultura; Produção de grãos;

Parques e jardins; Reflorestamento; Projetos paisagísticos; Horto e produ- ção de mudas; Recuperação de solos degradados; Controle de ero- são; Proteção de encostas e talu- des; Cobertura de aterros; Campos

de futebol etc.

Infelizmente, os compostos resul- tantes das usinas de compostagem de lixo podem estar contaminados por produtos químicos. Apesar das elevadas temperaturas decorrentes do processo matarem todos os micro-organismos patogênicos e a peneiração do composto retirar o que resta de partículas sólidas, tais como vidros e metais, alguns poluen- tes químicos podem permanecer no húmus produzido. Considerando-se que, hoje, cada pessoa produz 1 kg de lixo por dia e que mais da metade deste lixo é orgânico, as usinas de reciclagem e compostagem de lixo contribuiriam, sobremaneira, para a melhoria da qualidade de vida da população e para a conservação do meio ambiente se fosse incentivada a coletas seletiva de lixo.

Manejo orgânico e efeitos cumulativos

O agricultor, quando decide fazer

manejo orgânico do solo, no qual a compostagem ocupa papel essen-

cial, deve estar consciente de que

os seus efeitos benéficos sobre as

propriedades do solo são cumulati- vos e não imediatos. Deve, pois, esperar respostas crescentes, ao longo do tempo, em função dos cuidados e das atenções dispensadas para o aumento do potencial de produção do solo, levan- do em consideração os recursos naturais existentes na propriedade. Quase toda a matéria orgânica pode ser decomposta, servindo de adubo orgânico para as plantas ou como alimento para as minhocas, que a transformarão em húmus.

12 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura

como alimento para as minhocas, que a transformarão em húmus. 12 Formação para o trabalho compostagem
como alimento para as minhocas, que a transformarão em húmus. 12 Formação para o trabalho compostagem
como alimento para as minhocas, que a transformarão em húmus. 12 Formação para o trabalho compostagem
como alimento para as minhocas, que a transformarão em húmus. 12 Formação para o trabalho compostagem
como alimento para as minhocas, que a transformarão em húmus. 12 Formação para o trabalho compostagem
Lição 3 Fatores que influenciam na compostagem P ode-se definir a compostagem como a bioestabilização
Lição 3 Fatores que influenciam na compostagem P ode-se definir a compostagem como a bioestabilização
Lição 3 Fatores que influenciam na compostagem P ode-se definir a compostagem como a bioestabilização
Lição 3 Fatores que influenciam na compostagem P ode-se definir a compostagem como a bioestabilização
Lição 3 Fatores que influenciam na compostagem P ode-se definir a compostagem como a bioestabilização
Lição 3 Fatores que influenciam na compostagem P ode-se definir a compostagem como a bioestabilização

Lição 3

Lição 3 Fatores que influenciam na compostagem P ode-se definir a compostagem como a bioestabilização aeróbi-

Fatores que influenciam na compostagem

P ode-se definir a compostagem como a bioestabilização aeróbi- ca de matéria orgânica de ori- gens vegetal e animal, dirigida

e controlada, até atingir um índice de pH entre 6,8 e 8,0 e um coefi- ciente de C/N (carbono/nitrogênio) de 8/1 a 12/1. Para a utilização correta da matéria-prima a ser compostada é importante ter informações a res- peito do seu coeficiente de C/N. O coeficiente ideal para uma decom- posição rápida e eficiente fica entre 60/1 a 80/1, como média dos componentes a serem estabiliza- dos na compostagem. Alguns materiais, como a casca de arroz, a serragem de madeira ou

a folha da carnaúba, são mais resis- tentes à compostagem devido ao elevado coeficiente de C/N. O conhecimento da relação car- bono/nitrogênio dos materiais a serem utilizados auxilia muito no sucesso da compostagem. De modo geral, os materiais secos, duros e fibrosos levam muito mais tempo para se decomporem do que os materiais verdes e suculen- tos, como o mato verde, a rama de feijão, os restos de frutas e verdu- ras, etc. Portanto, o segredo da boa compostagem é saber misturar materiais secos com materiais ver- des e suculentos.

materiais secos com materiais ver- des e suculentos. Monte de compostagem Por tratar-se de um processo

Monte de compostagem

Por tratar-se de um processo biológico, a compostagem é influenciada por todos os fatores que afetam os micro-organismos destacando-se: umidade, oxigenação, temperatura, concentração de nutrientes, tamanho das partículas e pH.

concentração de nutrientes, tamanho das partículas e pH. De que depende o suceso da compostagem? Fundação

De que depende o suceso da compostagem?

de nutrientes, tamanho das partículas e pH. De que depende o suceso da compostagem? Fundação Demócrito
de nutrientes, tamanho das partículas e pH. De que depende o suceso da compostagem? Fundação Demócrito
de nutrientes, tamanho das partículas e pH. De que depende o suceso da compostagem? Fundação Demócrito
de nutrientes, tamanho das partículas e pH. De que depende o suceso da compostagem? Fundação Demócrito
de nutrientes, tamanho das partículas e pH. De que depende o suceso da compostagem? Fundação Demócrito
Relação Carbono/Nitrogênio de alguns materiais utilizados na compostagem   Relação/ Material Carbono/
Relação Carbono/Nitrogênio de alguns materiais utilizados na compostagem   Relação/ Material Carbono/
Relação Carbono/Nitrogênio de alguns materiais utilizados na compostagem   Relação/ Material Carbono/

Relação Carbono/Nitrogênio de alguns materiais utilizados na compostagem

 

Relação/

Material

Carbono/

Nitrogênio

Esterco de galinha

10

:

1

Torta de mamona

10

:

1

Folhas de mandioca

12

:

1

Esterco de carneiro

15

:

1

Esterco de gado

18

:

1

Esterco de porco

18

:

1

Folhas da bananeira

19

:

1

Feijão de porco

19

:

1

Feijão guandu

19

:

1

Borra de café

25

:

1

Crotalária juncea

26

:

1

Polpa de sisal

27

:

1

Palhada do feijoeiro

32

:

1

Ramas da mandioca

40

:

1

Bagaço da cana

44

:

1

Cascas do café

53

:

1

Capim santo

62

:

1

Cascas do arroz

63

:

1

Cascas da castanha de caju

74

:

1

Capim mimoso

79

:

1

Palhas de milho

112

:

1

Serragem de madeira

865

:

1

Dependendo do tipo de material utilizado e do tratamento dado ao composto, o material a ser compos- tado pode estar nas seguintes fases:

imaturo: prejudicial

Composto

às plantas. Composto semicurado: não causa danos às plantas, porém, não apre-

14 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura

senta as propriedades ideais de um fertilizante orgânico. Composto curado humificado:

apresenta propriedades físicas, químicas, bioquímicas e biológicas ideais de um fertilizante orgânico.

humificado: apresenta propriedades físicas, químicas, bioquímicas e biológicas ideais de um fertilizante orgânico.
humificado: apresenta propriedades físicas, químicas, bioquímicas e biológicas ideais de um fertilizante orgânico.
Relação C/N nas diferentes fases da decomposição Leira é quando se faz um monte onde
Relação C/N nas diferentes fases da decomposição Leira é quando se faz um monte onde
Relação C/N nas diferentes fases da decomposição Leira é quando se faz um monte onde
Relação C/N nas diferentes fases da decomposição Leira é quando se faz um monte onde
Relação C/N nas diferentes fases da decomposição Leira é quando se faz um monte onde
Relação C/N nas diferentes fases da decomposição Leira é quando se faz um monte onde
Relação C/N nas diferentes fases da decomposição Leira é quando se faz um monte onde

Relação C/N nas diferentes fases da decomposição

Leira é quando se faz um monte onde se mistura esterco com palha de arroz, grama, capim cortado, folhas e restos de alimentos. Leiras são esses empilhamentos necessários utilizados no processo de compostagem.

Formato do composto

A compostagem é feita, geralmente, distribuindo-se o material a ser com- postado em montes de forma cônica, denominados “pilhas” ou em montes de forma prismática, denominados “leiras”. Como os processos físicos, químicos e biológicos são semelhan- tes, tanto para a pilha quanto para a leira, utilizar-se-á neste manual, ape- nas, o termo leira. Quando se faz o processo de compostagem corretamente temos que misturar a matéria orgânica com um aditivo que acelere o processo de decomposição. Esse aditivo pode ser palha de arroz, de trigo, mistura- do também com terra entre outros. A partir daí são montadas pilhas com esse material com uma determi- nada altura, largura e comprimento. Deve ser coberto para que atinja a temperatura ideal, e o pH preciso para que ocorra uma fermentação. Durante esse processo em horas determinadas e sincronizadas essas pilhas, que são chamadas de leiras, devem ser reviradas para que o processo atinja todo o mate- rial sempre com a mesma tempera-

tura, com o mesmo pH; tudo isso para ter uma matéria final com qua- lidade. Após o processo temos um material composto popularmente chamado de adubo.

Compostagem Orgânico Sólido
Compostagem Orgânico Sólido

Fatores que influenciam na compostagem

Umidade Os micro-organismos, como qual- quer ser vivo, necessitam de água para viver, sendo o teor de umida- de entre 40 e 60% apropriado na compostagem.

teor de umida- de entre 40 e 60% apropriado na compostagem. Qual a umidade ideal para

Qual a umidade ideal para decomposição aeróbica?

40 e 60% apropriado na compostagem. Qual a umidade ideal para decomposição aeróbica? Fundação Demócrito Rocha
40 e 60% apropriado na compostagem. Qual a umidade ideal para decomposição aeróbica? Fundação Demócrito Rocha
40 e 60% apropriado na compostagem. Qual a umidade ideal para decomposição aeróbica? Fundação Demócrito Rocha
40 e 60% apropriado na compostagem. Qual a umidade ideal para decomposição aeróbica? Fundação Demócrito Rocha
40 e 60% apropriado na compostagem. Qual a umidade ideal para decomposição aeróbica? Fundação Demócrito Rocha
Anaerobiose é quando o processo de decomposição da matéria orgânica ocorre na ausência de oxigênio.
Anaerobiose é quando o processo de decomposição da matéria orgânica ocorre na ausência de oxigênio.
Anaerobiose é quando o processo de decomposição da matéria orgânica ocorre na ausência de oxigênio.
Anaerobiose é quando o processo de decomposição da matéria orgânica ocorre na ausência de oxigênio.
Anaerobiose é quando o processo de decomposição da matéria orgânica ocorre na ausência de oxigênio.

Anaerobiose é quando o processo de decomposição da matéria orgânica ocorre na ausência de oxigênio.

É importante fazer as leiras embaixo de árvores que promovem sombreamento e protegem o composto do excesso de vento e sol.

Quando a umidade está abaixo de 40%, a atividade microbiana se reduz até à estagnação do processo de decomposição. Por outro lado, umi- dades acima de 60% fazem com que o excesso de água ocupe os espaços

vazios (porosidade) do material, pro- vocando situações de anaerobiose, onde a decomposição, além de ser mais lenta, exala odores desagradá- veis, podendo atrair moscas. A umidade ideal para a decom- posição aeróbica é de 55%, valor

no qual o consumo de oxigênio atin-

ge os 100%. Em termos práticos, é

quando, ao pegar o material do composto, sente-se que o mesmo está úmido, sem escorrer água quando comprimido.

Consumo de oxigênio

Quando a umidade atinge 65-70%,

o consumo de oxigênio cai para

25-30% podendo causar anaerobio- se ou apodrecimento. Portanto, é melhor manter a umidade menor, porque se a umidade for inferior a 55%, apesar da diminuição do con- sumo de oxigênio com redução na velocidade de decomposição, não

haverá o perigo do apodrecimento; apenas, gastará alguns dias a mais para a maturação.

apenas, gastará alguns dias a mais para a maturação. Percentual do consumo de oxigênio versus percentual

Percentual do consumo de oxigênio versus percentual de umidade

Se, após alguns dias da forma- ção do composto, for constatada a presença de bolor branco, significa que a umidade está insuficiente, sendo necessário molhar a leira. Contudo, se aparecerem moscas e mau cheiro, significam que o com- posto está muito molhado, faltando ar na leira, sendo preciso revirá-la. Portanto, é importante molhar a leira, tanto na montagem quanto durante os reviramentos. Se o tempo estiver muito seco, deve-se molhar a leira, também entre os reviramentos, para manter a umidade.

Reposição da umidade No caso da ocorrência de chuvas e ventos fortes, as leiras podem ser protegidas com folhas de bananeira, de coqueiro ou de carnaúba e se o terreno for inclinado, a leira deve ser montada no sentido da inclinação, para evitar represamento de água. Quando a compostagem encon- tra-se nos estágios finais de decom- posição dos resíduos, a sua capaci- dade de retenção de água é maior, necessitando de mais cuidados pois, nesta fase, é desejável que o com- posto tenha o mais baixo teor de umidade possível (Peixoto, 1988). Os métodos mais comuns de extrair o excesso de umidade são:

efetuar reviramentos intensivos ou, em dias quentes e ensolara- dos, espalhar o material em terre- no sombreado.

e ensolara- dos, espalhar o material em terre- no sombreado. Leira protegida por uma árvore 16

Leira protegida por uma árvore

16 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura

em terre- no sombreado. Leira protegida por uma árvore 16 Formação para o trabalho compostagem e
em terre- no sombreado. Leira protegida por uma árvore 16 Formação para o trabalho compostagem e
em terre- no sombreado. Leira protegida por uma árvore 16 Formação para o trabalho compostagem e
em terre- no sombreado. Leira protegida por uma árvore 16 Formação para o trabalho compostagem e
em terre- no sombreado. Leira protegida por uma árvore 16 Formação para o trabalho compostagem e
Aeração O suprimento adequado de ar em todas as partes da leira é essencial para
Aeração O suprimento adequado de ar em todas as partes da leira é essencial para
Aeração O suprimento adequado de ar em todas as partes da leira é essencial para
Aeração O suprimento adequado de ar em todas as partes da leira é essencial para
Aeração O suprimento adequado de ar em todas as partes da leira é essencial para
Aeração O suprimento adequado de ar em todas as partes da leira é essencial para

Aeração

O suprimento adequado de ar em

todas as partes da leira é essencial para o fornecimento de oxigênio aos organismos e a retirada do gás carbônico produzido.

A ausência de ar proporciona o

desenvolvimento de micro-organis- mos anaeróbios que realizam a

decomposição bem mais lenta. Portanto, deve-se ter cuidado para não encharcar a leira, impedindo a passagem do ar.

O tamanho da leira, a natureza

do material, o tamanho das partícu-

las, o teor de umidade e o número de reviramentos influenciam, direta- mente, na aeração do composto.

A leira não deve ser nem peque-

na nem grande demais, pois, no pri- meiro caso, há grande perda de umidade e calor e, no segundo, cor- re-se o risco da compactação. A leira deve ter cerca de 1,50 m de altura x

2,00 m de largura e comprimento

variável, conforme a quantidade de material disponível.

O tamanho das partículas do mate-

rial que irá formar a leira deve variar de 1 a 5 cm. Partículas menores pre- judicam a aeração, enquanto que os tamanhos maiores diminuem a área

de contato dos micro-organismos, pre-

judicando a retenção de calor e tor- nando mais lenta a decomposição.

A porosidade de aeração ideal

fica entre 40 e 60%, sendo a ótima igual a 50%. Para se obter a porosi- dade ideal, misturam-se materiais com volumes diferentes. Por exem- plo: pedaços maiores de resíduos vegetais de baixo coeficiente C/N (pedaços de caule de bananeira, laranjas etc.) com palhas soltas, não compactadas.

Manejo do composto

Quando o composto vai ser utiliza-

do diretamente como adubo, empre-

gam-se materiais grosseiros; peda- ços grandes de matéria orgânica, inclusive talos grossos de capins;

de matéria orgânica, inclusive talos grossos de capins; pedaços grandes de cana etc., visando assegurar a
de matéria orgânica, inclusive talos grossos de capins; pedaços grandes de cana etc., visando assegurar a
de matéria orgânica, inclusive talos grossos de capins; pedaços grandes de cana etc., visando assegurar a

pedaços grandes de cana etc., visando assegurar a porosidade de aeração por volta da ideal (50%). Quando o composto destina-se ao alimento de minhocas, convém sacrificar um pouco a porosidade de aeração inicial, não usando pedaços grandes, especialmente os de C/N elevado (talos de capim, cana etc.), os quais deverão ser tri- turados antecipadamente. Caso isto não seja possível, deve-se procurar homogeneizar bem o composto, uti- lizando a enxada para diminuir o tamanho das partículas, durante o reviramento da leira. Para favorecer a aeração nas leiras de compostos, pode-se adotar as seguintes medidas:

Montar as leiras sobre pedaços de madeiras (troncos, galhos, estrados, bambus etc.). Usar tubos respiratórios, inseridos nas leiras ou canais feitos com bambus que, após serem retira- dos, deixam orifícios em vários locais da leira. Fazer aeração forçada no interior da leira, utilizando sistemas mais simples de ventilação ou equipa- mentos especiais, em usinas de compostagem de grande porte. Fazer reviramentos periódicos, pois o reviramento, além de proporcionar arejamento efi- ciente, homogeneíza o material, permitindo melhor ação dos micro-organismos.

o material, permitindo melhor ação dos micro-organismos. Leira sem passagem de ar Qual a importância da

Leira sem passagem de ar

melhor ação dos micro-organismos. Leira sem passagem de ar Qual a importância da aeração? Que medidas

Qual a importância da aeração?

Leira sem passagem de ar Qual a importância da aeração? Que medidas favorecem a aeração nas

Que medidas favorecem a aeração nas leiras?

da aeração? Que medidas favorecem a aeração nas leiras? Formas de reviramento da massa de compostagem

Formas de reviramento da massa de compostagem

Fundação Demócrito Rocha 17

medidas favorecem a aeração nas leiras? Formas de reviramento da massa de compostagem Fundação Demócrito Rocha
medidas favorecem a aeração nas leiras? Formas de reviramento da massa de compostagem Fundação Demócrito Rocha
Termofílica: refere-se a organismos como bactérias que precisam de uma temperatura acima de 45 º
Termofílica: refere-se a organismos como bactérias que precisam de uma temperatura acima de 45 º
Termofílica: refere-se a organismos como bactérias que precisam de uma temperatura acima de 45 º

Termofílica: refere-se a organismos como bactérias que precisam de uma temperatura acima de 45 º C que é maior que a temperatura ambiente para crescer e viver.

Mesofílica: é quando as bactérias crescem melhor em temperaturas moderada ou seja entre 25 a 45 º C.

º C: é o simbolo de grau Celsius.

Cura: que foi exposto ao ar seco ou foi seco ao sol ou pelo calor.

que foi exposto ao ar seco ou foi seco ao sol ou pelo calor. Porque devemos

Porque devemos evitar temperaturas acima de 65 º C no proceso de compostagem?

Temperatura

A temperatura constitui-se em um dos fatores mais indicativos da efici- ência do processo de composta- gem, sendo especialmente impor- tante monitorar esse fator durante a fase inicial da compostagem. Desde que o ambiente “ecológi- co” da leira apresente condições satisfatórias de umidade, aeração e nutrientes, a elevação da temperatu- ra pode ser percebida em um perío- do de 12 a 24 horas após a monta- gem da leira. Isto acontece devido à decomposição da matéria orgânica pelas bactérias aeróbicas, gerado- ras de calor, que causam o “esquen- tamento” do composto. O processo de compostagem envolve, necessariamente:

A primeira fase, termofílica, carac- teriza-se pela elevação da tempe- ratura e o desprendimento de gases, devendo-se, nesta fase,

exercer o controle da temperatu-

ra,

para valores na faixa de 45 a

65

º C. Neste processo são destru-

ídos, pelo calor, todos os organis-

mos patogênicos e as sementes presentes no composto.

A segunda fase, mesofílica, que perdura por 30 a 60 dias, carac- teriza-se pela redução da tempe- ratura para valores inferiores a

45 º C, acontecendo a maturação

e a cura do composto.

O processo de compostagem

envolve necessariamente duas fases distintas, sendo a primeira de degra- dação ativa e a segunda de matura- ção ou cura onde ocorre a humifica- ção da matéria orgânica previamente estabilizada na primeira fase. A tem- peratura do processo deve permane- cer menor que 45 ºC. O composto

orgânico curado apresenta cheiro de terra e cor marrom.

orgânico curado apresenta cheiro de terra e cor marrom. (Fonte: Pereira Neto, 1996) Para controlar a

(Fonte: Pereira Neto, 1996)

Para controlar a temperatura da compostagem deve-se revirar a leira e regá-la, porém, sem encharcar o material.

A manutenção de temperaturas termofílicas (45-65 º C) controladas, na fase de degradação ativa, é um dos requisitos básico da composta- gem. Somente por meio deste con- trole, pode-se conseguir o aumento da eficiência do processo, ou seja,

18 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura

o aumento da velocidade de degra- dação e a eliminação dos micro- organismos patogênicos. Entretanto, as temperaturas acima de 65 ºC devem ser evitadas por causarem a eliminação dos micro-organismos mineralizadores,

as temperaturas acima de 65 º C devem ser evitadas por causarem a eliminação dos micro-organismos
as temperaturas acima de 65 º C devem ser evitadas por causarem a eliminação dos micro-organismos
responsáveis pela degradação dos resíduos orgânicos. O valor médio ideal da temperatura nos processos de
responsáveis pela degradação dos resíduos orgânicos. O valor médio ideal da temperatura nos processos de
responsáveis pela degradação dos resíduos orgânicos. O valor médio ideal da temperatura nos processos de
responsáveis pela degradação dos resíduos orgânicos. O valor médio ideal da temperatura nos processos de
responsáveis pela degradação dos resíduos orgânicos. O valor médio ideal da temperatura nos processos de
responsáveis pela degradação dos resíduos orgânicos. O valor médio ideal da temperatura nos processos de

responsáveis pela degradação dos resíduos orgânicos. O valor médio ideal da temperatura nos processos de compostagem é de 55 ºC. Para o controle da temperatura, usa-se um termômetro ou, caso não seja possível, coloca-se uma vara de metal (pedaço de vergalhão ou

outro) na pilha, deixando-a, pelo menos, 12 horas. Após este perío- do, retira-se a vara e coloca-se a mão na parte que estava enterrada na pilha; se não aguentar segurar por muito tempo, a temperatura está acima da ideal.

segurar por muito tempo, a temperatura está acima da ideal. Influência da temperatura na compostagem Controle

Influência da temperatura na compostagem

acima da ideal. Influência da temperatura na compostagem Controle da temperatura Uma pilha com cerca de
acima da ideal. Influência da temperatura na compostagem Controle da temperatura Uma pilha com cerca de

Controle da temperatura

Uma pilha com cerca de 1,50 a 1,80 m de altura, 2,00 a 3,00 m de largura e comprimento variável, pro- porciona condições ideais para o aumento do calor. Leiras muito pequenas não esquentam, porque não conseguem guardar calor e o

não esquentam, porque não conseguem guardar calor e o aquecimento é uma das fases mais importantes
não esquentam, porque não conseguem guardar calor e o aquecimento é uma das fases mais importantes
não esquentam, porque não conseguem guardar calor e o aquecimento é uma das fases mais importantes

aquecimento é uma das fases mais importantes da compostagem. A temperatura atingida pela fer- mentação sofre influência direta do tamanho das partículas, do teor de umidade, da aeração, do tipo e quantidade de resíduos pre-

da aeração, do tipo e quantidade de resíduos pre- Que fatores influênciam a temperatura atingida pela

Que fatores influênciam a temperatura atingida pela fermentação?

de resíduos pre- Que fatores influênciam a temperatura atingida pela fermentação? Fundação Demócrito Rocha 19
de resíduos pre- Que fatores influênciam a temperatura atingida pela fermentação? Fundação Demócrito Rocha 19
Qual os dois nutrientes mais importantes para os micro-organismos no processo de compostagem? sentes, da
Qual os dois nutrientes mais importantes para os micro-organismos no processo de compostagem? sentes, da

Qual os dois nutrientes mais importantes para os micro-organismos no processo de compostagem?

sentes, da relação C/N, da pre- sença de micro-organismos e da temperatura ambiente.

Concentração de nutrientes

A intensidade da atividade microbio-

lógica dos micro-organismos decom-

positores nos processos de compos- tagem está estritamente relacionada

à diversificação e concentração dos

nutrientes. Quanto mais diversifica-

dos forem os resíduos orgânicos que compõem a massa da compos-

os resíduos orgânicos que compõem a massa da compos- tagem, mais diversificados serão os nutrientes e,
os resíduos orgânicos que compõem a massa da compos- tagem, mais diversificados serão os nutrientes e,
os resíduos orgânicos que compõem a massa da compos- tagem, mais diversificados serão os nutrientes e,
os resíduos orgânicos que compõem a massa da compos- tagem, mais diversificados serão os nutrientes e,

tagem, mais diversificados serão os nutrientes e, consequentemente, a população microbiológica. Esses fatores, portanto, resultarão em maior eficiência do processo. Dentre os nutrientes usados pelos micro-organismos, dois são de extre- ma importância: o carbono e o nitro- gênio, cujas concentrações afetam o desenvolvimento do processo. Por isso, estes dois elementos são con- siderados fatores limitantes no pro- cesso de compostagem.

siderados fatores limitantes no pro- cesso de compostagem. Tamanho das partículas O tamanho médio das partículas

Tamanho das partículas

O tamanho médio das partículas de

matéria orgânica que compõem a massa de compostagem também exerce grande influência no tempo de compostagem. Antes da monta- gem da leira, os resíduos devem ser submetidos à uma correção do tamanho das partículas, o que favo- rece vários outros fatores, tais como:

Homogeneização da massa de compostagem. Melhoria da porosidade. Menor compactação. Maior capacidade de aeração.

Na prática, o tamanho das partícu-

las da massa de compostagem deve

situar-se entre 1 a 5 cm. Caso não se disponha de um triturador, uma tritu-

ração parcial pode ser feita com a enxada, durante os reviramentos.

pH

O pH dos resíduos orgânicos no

início da compostagem, geralmen-

te, é levemente ácido, ou seja, com

valores entre 5 e 6. A produção de ácidos orgânicos, entretanto, pode provocar um rápido decréscimo nesses valores. Em poucos dias, contudo, ocorre

a recuperação rápida, atingindo

20 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura

poucos dias, contudo, ocorre a recuperação rápida, atingindo 20 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura
poucos dias, contudo, ocorre a recuperação rápida, atingindo 20 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura
poucos dias, contudo, ocorre a recuperação rápida, atingindo 20 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura
poucos dias, contudo, ocorre a recuperação rápida, atingindo 20 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura
poucos dias, contudo, ocorre a recuperação rápida, atingindo 20 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura
valor em torno de sete, que perma- nece até o final do processo. Como a
valor em torno de sete, que perma- nece até o final do processo. Como a
valor em torno de sete, que perma- nece até o final do processo. Como a
valor em torno de sete, que perma- nece até o final do processo. Como a
valor em torno de sete, que perma- nece até o final do processo. Como a
valor em torno de sete, que perma- nece até o final do processo. Como a

valor em torno de sete, que perma- nece até o final do processo. Como a faixa ótima do pH para a maioria dos micro-organismos está entre

6,5 e 8,0, a compostagem, se bem conduzida, não apresenta proble- mas para o controle de pH.

conduzida, não apresenta proble- mas para o controle de pH. Variação do pH na leira durante

Variação do pH na leira durante a compostagem

A capacidade de controlar o pH possibilita a utilização do composto orgânico na correção dos solos ácidos. O pH da leira pode ser um pro- blema, quando se faz a compos- tagem utilizando somente resídu- os que mantenham o pH abaixo de 6,5. Neste caso, há necessida- de de se adicionar calcário, de modo a elevar o pH e, assim, pro- mover melhor desenvolvimento dos micro-organismos.

Micro-organismos

Dentre as espécies de micro-orga- nismos que participam dos proces- sos de compostagem, destacam- se as bactérias, os fungos e os actinomicetos. Deste grupo, preva- lecem os micro-organismos aeróbi- cos, os facultativos, os termófilos e os mesófilos. As bactérias são responsáveis pela quebra inicial da matéria orgâ- nica, o que gera a liberação de calor na compostagem.

Do ataque dos micro-organismos

à matéria orgânica resulta a libera-

ção de elementos químicos impor- tantes, como o nitrogênio, o fósforo,

o cálcio e o magnésio, os quais dei-

xam a forma imobilizada (grandes cadeias), para passarem à forma de nutrientes minerais (mineralizada), disponíveis às plantas e aos demais micro-organismos. Cuidados no uso de estercos e outros materiais

Os diversos estercos bovino, caprino, suíno, equino, de gali- nha e de frango são comumente chamados de “adubo”, indepen- dentemente do estado biológico, químico, “verde”, “velho”, “quen- te” ou “frio”. A prática no uso destes materiais não estabiliza- dos pode causar prejuízos sérios no campo e no jardim. Outros materiais, tais como “bagana”, palha de carnaúba e casca de arroz são também, erroneamen- te, chamados de “adubo”. Na

são também, erroneamen- te, chamados de “adubo”. Na Qual a função do calcário no controle do

Qual a função do calcário no controle do pH?

Os actinomicetos são bactérias Gram-positivo que têm organização filamentosa, ocorrem amplamente no solo, onde desempenham relevante papel biológico e degradam substâncias normalmente não decompostas pelas populações de fungos e outras bactérias, como celulose, hemiceluloses, fenóis, quitina, queratina, ligninas e húmus.

bactérias, como celulose, hemiceluloses, fenóis, quitina, queratina, ligninas e húmus. Fundação Demócrito Rocha 21
bactérias, como celulose, hemiceluloses, fenóis, quitina, queratina, ligninas e húmus. Fundação Demócrito Rocha 21
bactérias, como celulose, hemiceluloses, fenóis, quitina, queratina, ligninas e húmus. Fundação Demócrito Rocha 21
bactérias, como celulose, hemiceluloses, fenóis, quitina, queratina, ligninas e húmus. Fundação Demócrito Rocha 21
bactérias, como celulose, hemiceluloses, fenóis, quitina, queratina, ligninas e húmus. Fundação Demócrito Rocha 21

O húmus pode ser definido como o produto mais estável nas transformações das substâncias orgânicas.

verdade, estes materiais apre- sentam elevadíssimo coeficiente de C/N (800 à 1.000/ l), podendo causar carência de nitrogênio para as plantas.

O

esterco de curral contém semen-

tes de ervas daninhas, fungos,

pragas e doenças, que só serão eliminados no percurso de uma boa compostagem, controlada

e

dirigida.

A eliminação dos organismos patogênicos é função da tempe- ratura e do tempo de exposição.

As altas temperaturas, por curto período ou as baixas temperatu- ras, por longo período são igual- mente eficientes.

As temperaturas entre 55 e 60 º C, por um ou dois dias, são letais para todos os vírus patogênicos, bactérias, protozoários (inclusive cistos) e ovos de helmintos.

Destruição de patogênicos

A destruição dos agentes patogêni- cos ocorre:

Pela temperatura.

Pelos antibióticos formados na compostagem.

Por serem digeridos pelos micro- organismos que decompõem a matéria orgânica.

Pelo revolvimento.

Importância da água

A utilização de água não tratada é essencial na compostagem. Ela deve ser natural, sem tratamento, podendo, até certo ponto, ser salobra ou alcalina, sem maiores consequências. Água tratada contém cloro e outros agentes químicos que elimi- nam todos os micro-organismos, inclusive os que realizam a decom- posição da matéria orgânica.

22 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura

22 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura Conclusão Nenhum material isolado confere características
22 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura Conclusão Nenhum material isolado confere características
22 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura Conclusão Nenhum material isolado confere características

Conclusão

Nenhum material isolado confere características físicas, químicas e biológicas tão equilibradas quanto a matéria orgânica estabilizada, decomposta e humificada, cumprin- do, de maneira integral, os seus muitos benefícios às plantas e ao condicionamento dos solos.

Resumo

da lição

plantas e ao condicionamento dos solos. Resumo da lição • O material a ser compostado passa

• O material a ser compostado passa pelas seguintes fases:

composto imaturo, semicurado, curado humificado

• O formato do material na com - postagem, pode ser em mon - tes de forma cônica, ou pris - mática, denominados “leiras”.

• Os principais fatores que influenciam a compostagem são: umidade e sua reposição, consumo de oxigênio, aera - ção, manejo do composto, temperatura, tamanho das partículas, variação do pH e microrgnismos.

• A importância dos micro-orga - nismos e do coeficiente de C/N (Carbono/Nitrogênio) na degra- dação da matéria orgânica.

dos micro-orga - nismos e do coeficiente de C/N (Carbono/Nitrogênio) na degra - dação da matéria
dos micro-orga - nismos e do coeficiente de C/N (Carbono/Nitrogênio) na degra - dação da matéria
Lição 4 Preparo do composto P rovavelmente, há tantas recei- tas do modo de preparar
Lição 4 Preparo do composto P rovavelmente, há tantas recei- tas do modo de preparar
Lição 4 Preparo do composto P rovavelmente, há tantas recei- tas do modo de preparar
Lição 4 Preparo do composto P rovavelmente, há tantas recei- tas do modo de preparar
Lição 4 Preparo do composto P rovavelmente, há tantas recei- tas do modo de preparar
Lição 4 Preparo do composto P rovavelmente, há tantas recei- tas do modo de preparar

Lição 4

Lição 4 Preparo do composto P rovavelmente, há tantas recei- tas do modo de preparar o

Preparo do composto

P rovavelmente, há tantas recei- tas do modo de preparar o com- posto quantos são os agriculto- res que o preparam: cada um

tem o seu jeito; mesmo porque, a disponibilidade e a variedade de materiais disponíveis também variam de uma para outra preparação. O princípio é aproveitar todos os restos orgânicos que sobram no sítio, na fazenda ou em casa. Se possível, deve haver equilíbrio entre o uso de esterco animal e o de resíduos orgânicos. Isto garante uma boa relação entre o carbono e o nitrogênio produzidos. É reco- mendado na preparação da com- postagem que 30% do material seja de esterco animal e 70% de resíduos orgânicos.

Esterco animal

Esterco de aves de granjas

Cama de frango (exceto casca de arroz)

Esterco bovino

Esterco de cavalo

Esterco de ovinos/caprinos.

Resíduos orgânicos

Restos de culturas e jardins

Restos agroindustriais

Lixo orgânico

Resíduos da indústria pesqueira.

Importância dos estercos

Os estercos animais são os forne- cedores de nitrogênio e de micro- organismos que vão decompor os restos vegetais de difícil fermenta- ção espontânea.

Além dos restos vegetais e ani- mais, é bom enriquecer o compos- to com fósforo e calcário, a fim de melhorar as condições para os micro-organismos atuarem na decomposição da matéria orgâni- ca. Para uma pilha de 2 x 5 m, usa- se 100 kg de fosfato de rocha e 150 kg de calcário dolomítico. Outros materiais, como cinza, borra de café, tiborna e manipuei- ra, também servem para enrique- cer o composto.

Manejo manual da leira

Para um manejo manual as medi- das mais convenientes da pilha são:

Largura: 2 a 3 metros. Altura: 1,60 a 1,80 metros. Comprimento: 5 a 10 metros.

Preparando a leira de composto

Para iniciar a pilha, demarca- se, primeiro, as suas medidas de comprimento e altura, utili- zando quatro estacas e coloca- se uma camada com, aproxima- damente, 30 a 40 cm de mate- rial seco e bastante solto, para estimular aeração. Em seguida, coloca-se uma camada de esterco (de preferên- cia não curtido) de, aproximada- mente, 5 a 10 cm e molha-se tudo por igual (50% de umidade), antes de colocar a camada seguinte. Mas, com cuidado para não encharcar a leira e nem usar água tratada. Querendo, pode-se usar um ciscador para apressar e homogeneizar o umedecimento.

um ciscador para apressar e homogeneizar o umedecimento. Qual o percentual de esterco animal ideal para

Qual o percentual de esterco animal ideal para preparação do composto?

Três pessoas, com prática, fazem uma leira, de dois por cinco metros, em quatro horas.

Três pessoas, com prática, fazem uma leira, de dois por cinco metros, em quatro horas. Fundação
Três pessoas, com prática, fazem uma leira, de dois por cinco metros, em quatro horas. Fundação
Três pessoas, com prática, fazem uma leira, de dois por cinco metros, em quatro horas. Fundação
Três pessoas, com prática, fazem uma leira, de dois por cinco metros, em quatro horas. Fundação
Três pessoas, com prática, fazem uma leira, de dois por cinco metros, em quatro horas. Fundação

Após terminar a pilha, cobri-la com folhas secas de bananeiras, coqueiro ou carnaúba, tanto para manter a umidade quanto para proteger das chuvas fortes.

manter a umidade quanto para proteger das chuvas fortes. O que é inoculante? ■ Depois de

O que é inoculante?

Depois de molhada a segunda camada, coloca-se a terceira camada de resíduos vegetais, se possível, verde ou úmido, restos de cultura, restos de frutas, lixo orgânico fresco, restos de ali- mentos que foram industrializa- dos como cascas de banana, capim ou cana verde triturados, caule de bananeira (pedaços de até 15 cm), etc. Essa camada pode variar de 10 a 30 cm e basta uma simples regada para manter a sua umidade. Novamente cobre-se a matéria orgânica com outros 10 a 15 cm de esterco animal e umedece- se, por igual.

Repete-se esta sequência, inter- calando resíduos vegetais secos

e verdes, até atingir um mínimo

de 1,60 m de altura. Na compostagem deve-se evitar

o uso de esterco de curral prove-

niente de propriedades rurais que

utilizem herbicidas nas pastagem.

de propriedades rurais que utilizem herbicidas nas pastagem. Organização da Leira Preparação do composto Pode-se

Organização da Leira

Preparação do composto

Pode-se tornar o processo da com- postagem mais eficiente preparan- do-se e utilizando-se um inoculante, que é um meio enriquecido com bac- térias, para acrescentar ao esterco.

O inoculante pode ser preparado

em um tambor ou anel de cimento, da seguinte maneira:

24 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura

24 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura Ingredientes: ■ 100 litros de água. ■ 5
24 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura Ingredientes: ■ 100 litros de água. ■ 5
24 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura Ingredientes: ■ 100 litros de água. ■ 5

Ingredientes:

100 litros de água. 5 litros de cinza. 60 litros de esterco fresco. 5 litros de terra de curral ou urina de animal. Mexe-se a mistura 2 vezes por dia e, após 5 a 7 dias, o inoculante estará pronto para ser acrescenta- do às camadas do composto.

Como acelerar a decomposição

Para acelerar o processo de decom- posição da matéria orgânica na compostagem é necessário revirar o material do composto algumas vezes. Como regra geral, faz-se a primeira revirada após 15 dias; a segunda, com 25 dias; a terceira, com 35; e a quarta, com 45 dias. Retira-se a cobertura de palha e revira-se o composto (observando que a parte de cima deve ir para baixo e a parte de baixo para cima), adicionando-se água para manter a umidade ideal de 50%. Terminada a revirada, recoloca-se a cobertura. A cada revirada, estimula-se a propagação das bactérias e, conse- quentemente, a elevação da taxa de consumo do carbono, o que causa o aumento da temperatura, sendo que, a cada subsequente revirada, a atividade das bactérias diminui até a estabilização.

Estabilização do composto

Quando ocorre a estabilização do composto, nota-se uma substancial queda na temperatura (até quase à temperatura ambiente) e o surgi- mento de uma coloração escura. Neste momento, o composto está pronto para ser utilizado nas plantas ou como alimento para minhocas, que o transformarão em húmus. O húmus de minhocas, como adubo orgânico, é tido como até 10 vezes mais eficiente do que qualquer composto.

■ O húmus de minhocas, como adubo orgânico, é tido como até 10 vezes mais eficiente
■ O húmus de minhocas, como adubo orgânico, é tido como até 10 vezes mais eficiente
■ Deve-se observar que “molhar” composto quer dizer umede- cer por igual. o ■ O
■ Deve-se observar que “molhar” composto quer dizer umede- cer por igual. o ■ O
■ Deve-se observar que “molhar” composto quer dizer umede- cer por igual. o ■ O
■ Deve-se observar que “molhar” composto quer dizer umede- cer por igual. o ■ O
■ Deve-se observar que “molhar” composto quer dizer umede- cer por igual. o ■ O
■ Deve-se observar que “molhar” composto quer dizer umede- cer por igual. o ■ O

Deve-se observar que “molhar”

composto quer dizer umede- cer por igual.

o

O

uso de água não tratada é essen-

cial,

pois o cloro pode matar os

micro-organismos decompositores.

Durante a revirada pode-se obser- var o aparecimento de “cinzas” que, na verdade, são acúmulos de colônias de bactérias na imensa competição pelo consu- mo do carbono.

Essas camadas de bactérias, quando muito densas podem significar que a temperatura da pilha ultrapassou a temperatura ideal de 60 º C e será necessário monitorar e corrigir a temperatu-

ra

com o uso da água, ou revira-

mento do composto, evitando- se a perda de nitrogênio;

Desde a primeira camada, as paredes laterais da pilha devem ser mantidas na posição verti- cal. Para conseguir isto, batem- se as pontas dos dentes do cis- cador nas paredes, acertando- as, principalmente, nos quatro cantos da pilha.

Tecnicamente, o composto esta- rá humificado quando a relação C/N for cerca de 10:1; ou seja, depois de permanecer por algum tempo no estádio termófilo e um longo período no estádio mesófi- lo, apresenta-se com a cor escu- ra, leve, solto, com aparência de borra de café e com o cheiro característico de terra preta.

Outra maneira de confirmar se o composto está pronto é colocan- do-se nele uma pequena quanti- dade de minhocas; se após 30 minutos as minhocas não fugi- rem, significa que o composto está curado.

Minicomposteiras

Se a quantidade de matéria orgânica

que se dispõe não é suficiente para

formar uma leira ou uma pilha de compostagem, não se deve desistir.

Utilizam-se os princípios ensinados para fazer uma mini compostagem, dentro de um engradado sem fundo

fazer uma mini compostagem, dentro de um engradado sem fundo Explique como confirmar se o composto

Explique como confirmar se o composto está pronto.

ou

mesmo em um canto sombreado

do

quintal.

Diferentes tipos de composteiras

A figura mostra alguns tipos de

composteiras mais utilizadas.

figura mostra alguns tipos de composteiras mais utilizadas. Minicomposteiras (Fonte: Peixoto, 1988) Escolha do local Na

Minicomposteiras (Fonte: Peixoto, 1988)

Escolha do local

Na escolha do local para fazer o composto deve-se ter em mente alguns itens, quais sejam:

Culturas a serem beneficiadas. Quantidade e tipo de resíduos orgânicos disponíveis.

a serem beneficiadas. ■ Quantidade e tipo de resíduos orgânicos disponíveis. Fundação Demócrito Rocha 25
a serem beneficiadas. ■ Quantidade e tipo de resíduos orgânicos disponíveis. Fundação Demócrito Rocha 25
a serem beneficiadas. ■ Quantidade e tipo de resíduos orgânicos disponíveis. Fundação Demócrito Rocha 25
a serem beneficiadas. ■ Quantidade e tipo de resíduos orgânicos disponíveis. Fundação Demócrito Rocha 25
a serem beneficiadas. ■ Quantidade e tipo de resíduos orgânicos disponíveis. Fundação Demócrito Rocha 25
Quais as vantagens de fazer a compostagem junto aos sistemas de criação dos animais? Geralmente,

Quais as vantagens de fazer a compostagem junto aos sistemas de criação dos animais?

Geralmente, a primeira ideia que ocorre é a de se fazer a compostagem junto à criação de animais ou ao local onde será aplicado o composto.

de animais ou ao local onde será aplicado o composto. Porque é aconselhável fazer as leiras

Porque é aconselhável fazer as leiras sempre no mesmo local?

é aconselhável fazer as leiras sempre no mesmo local? Coleção de Água Lagoa ■ Quantidade do

Coleção de Água Lagoa

Quantidade do composto a ser produzida.

Coleta

de

e

armazenamento

resíduos.

Época do ano (seca ou chuvosa).

Transporte dos resíduos e do composto.

Local a ser aplicado.

Disponibilidade de água.

Declividade e drenagem do terreno.

Fazer a compostagem junto aos sistemas de criação dos animais semi-confinados ou confinados tem vantagens e desvantagens. As vantagens são as seguintes:

Facilidade de acesso à água.

Redução no transporte do esterco e/ou da cama de animais.

Melhor

do

acompanhamento

processo.

Melhor aproveitamento da mão

de obra. As desvantagens mais significa- tivas são:

Maior necessidade de transpor- te do composto para distribui- ção no campo.

Aumento da distância para a cole- ta dos resíduos vegetais (restos de debulha das culturas, roçadas, capinas de cordão vegetal etc.). Note-se que, em ambos os casos,

o item transporte está presente.

Entretanto, o item de maior importân-

cia é a disponibilidade de água, pois,

sem ela, nenhum organismo sobrevi-

ve e a sua falta, na formação do com-

posto, interrompe todo o processo de

decomposição dos resíduos. Portanto, o preparo do com- posto próximo a qualquer fonte de água (olho d’água, rio, lago, depó- sito d’água etc.) é mais apropria- do. Devemos montar as leiras em locais que possuam as seguintes características:

26 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura

26 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura ■ Protegidos contra o vento e a insolação.
26 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura ■ Protegidos contra o vento e a insolação.
26 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura ■ Protegidos contra o vento e a insolação.

Protegidos contra o vento e a insolação. Não sujeitos a enxurradas. Com boa drenagem, para não permitirem que a água emposse.

Com certa declividade, devendo

as

leiras serem construídas com

o

comprimento no sentido da

queda do terreno, fazendo-se, também, canaletas em sua volta.

As ervas daninhas que estive- rem próximas às leiras de com- postagem devem ser controla- das, pois podem infestar o com- posto com as suas sementes, principalmente se favorecidas pelos ventos.

É aconselhável fazer as leiras

sempre no mesmo local, pois o solo abaixo delas terá populações cada vez maiores de micro-organismos, minhocas, pequenos insetos etc., faci- litando, portanto, a entrada dos mes- mos nas leiras recém-construídas.

Resumo da lição • No preparo do composto deve - mos usar todos os restos
Resumo
da lição
• No preparo do composto deve -
mos usar todos os restos orgâ -
nicos existentes no sítio,
fazenda ou casa.
• Os principais materiais utiliza-
dos na fabricação da leira são:
esterco animal, resíduos orgâ -
nicos e água.
• Para acelerar a decomposição
da matéria orgânica é neces -
sário revirar o material do com -
posto e sua estabilização ocor -
re com a queda da temperatu -
ra na leira.
- sário revirar o material do com - posto e sua estabilização ocor - re com
- sário revirar o material do com - posto e sua estabilização ocor - re com
Lição 5 Principais problemas da compostagem causas e soluções S egundo Pereira Neto (1996), os
Lição 5 Principais problemas da compostagem causas e soluções S egundo Pereira Neto (1996), os
Lição 5 Principais problemas da compostagem causas e soluções S egundo Pereira Neto (1996), os
Lição 5 Principais problemas da compostagem causas e soluções S egundo Pereira Neto (1996), os
Lição 5 Principais problemas da compostagem causas e soluções S egundo Pereira Neto (1996), os

Lição 5

Lição 5 Principais problemas da compostagem causas e soluções S egundo Pereira Neto (1996), os principais

Principais problemas da compostagem causas e soluções

S egundo Pereira Neto (1996), os principais problemas da compostagem e as suas cau- sas e soluções podem ser

resumidos nas seguintes tabelas.

Durante a fase de degradação ativa

Compostagem deriva da palavra composto.

degradação ativa Compostagem deriva da palavra composto. Problemas Possíveis Causas Medidas a Serem Tomadas

Problemas

Possíveis Causas

Medidas a Serem Tomadas

 

Material muito seco.

Adicionar água à massa de compostagem e manter a umi- dade a 55%.

Material com excesso de umidade.

Adicionar à massa de compostagem um composto matura- do seco, terra vegetal seca ou material palhoso seco.

Material rico em carbono.

Adicionar material nitrogenado, tais como, grama, lodo de esgoto, esterco de animal, frações orgânicas do lixo urbano, etc.

A leira demora mais do que 5 dias para esquentar, ou seja, para atingir temperaturas entre 50 a 65 ºC.

Material rico em nitrogênio.

Adicionar material carbonáceo, como folhas secas, capim seco e outros (obs.: nunca adicionar serragem).

Material muito compactado

Adicionar material que provoque porosidade na massa de compostagem, tais como, cavaco de madeira, palha de vegetais etc.

 

Baixa atividade microbiológica

Adicionar à massa de compostagem uma certa quantidade de matéria orgânica de lixo ou de esterco, promovendo mistura criteriosa desses materiais.

Leira preparada sob temperatu- ra excessivamente alta (> 78 º C).

Revirar a massa de compostagem, corrigir a umidade e modificar a configuração geométrica da leira. Seguir o ciclo correto de reviramento.

Queda de tempe- ratura da leira após curto período de aquecimento.

Material muito molhado ou muito compactado (sem porosidade).

Seguir os procedimentos anteriores.

Ciclo de reviramento muito longo, baixo teor de oxigênio na massa de compostagem.

Seguir o ciclo correto de reviramento.

de oxigênio na massa de compostagem. Seguir o ciclo correto de reviramento. continua Fundação Demócrito Rocha
de oxigênio na massa de compostagem. Seguir o ciclo correto de reviramento. continua Fundação Demócrito Rocha
de oxigênio na massa de compostagem. Seguir o ciclo correto de reviramento. continua Fundação Demócrito Rocha

continua

Fundação Demócrito Rocha 27

de oxigênio na massa de compostagem. Seguir o ciclo correto de reviramento. continua Fundação Demócrito Rocha
de oxigênio na massa de compostagem. Seguir o ciclo correto de reviramento. continua Fundação Demócrito Rocha
continuação Problemas Possíveis Causas Medidas a Serem Tomadas Registro de tempe- ratura excessiva da massa
continuação Problemas Possíveis Causas Medidas a Serem Tomadas Registro de tempe- ratura excessiva da massa
continuação Problemas Possíveis Causas Medidas a Serem Tomadas Registro de tempe- ratura excessiva da massa

continuação

Problemas

Possíveis Causas

Medidas a Serem Tomadas

Registro de tempe- ratura excessiva da massa de compos- tagem.

Material bem balanceado, rico em carbono e facilmente degradável.

Modificar a configuração geométrica da leira de composta- gem, aumentando a área superficial da mesma.

Queda gradual de temperatura na fase ativa após 30-60 dias.

Exaustão do carbono disponí- vel, fim do substrato.

Verificar se a umidade, a oxigenação, a porosidade e a configuração geométrica são satisfatórias. Em caso afirma- tivo, levar a leira para o pátio de maturação.

 

Tamanhos de partículas muito grandes

Promover a quebra do material durante o reviramento com auxílio de um enxadão amolado. Cobrir a leira com uma camada de 15 cm de composto maturado (50% de umidade). Caso não seja possível, efetuar a prévia tritu- ração do material.

Emissão de maus odores da leira de compostagem.

Volatilização da amônia (NH 3 ) devido à alta temperatura (> 65 ºC) e ao pH alcalino (> 7,5)

Revirar a massa de compostagem e modificar a configura- ção geométrica para obter menores temperaturas.

Anaerobiose devido ao excesso de umidade.

Adicionar composto maturado seco à massa de compos- tagem e cobrir a leira com uma camada de 15 cm de composto maturado.

Anaerobiose devido ao longo ciclo de reviramento.

Seguir o ciclo correto de reviramento.

Produção e libe- ração de chorume da leira de com- postagem

Excesso de umidade da massa de compostagem.

Seguir o processo anterior e lavar a área afetada do pátio.

Aumento de umi- dade das pilhas no período chuvoso

Anaerobiose devido ao excesso de umidade e produção de chorume

Manter as leiras operando com umidade mínima (45%) e cobri-las com composto maturado seco.

Atração de mos- cas e mosquitos nas pilhas de compostagem Excesso de umi- dade da massa de compostagem

Material fresco em putrefação (leira molhada)

Cobrir a leira com uma camada de 15 cm de composto maturado durante os primeiros 10 dias

Anaerobiose da massa de com- postagem por excesso de umi- dade ou por falta de oxigenação

Seguir as medidas citadas anteriormente.

28 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura

de oxigenação Seguir as medidas citadas anteriormente. 28 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura
de oxigenação Seguir as medidas citadas anteriormente. 28 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura
Durante a fase de maturação Problemas Possiveis causas Medidas a serem tomadas   Presença de
Durante a fase de maturação Problemas Possiveis causas Medidas a serem tomadas   Presença de
Durante a fase de maturação Problemas Possiveis causas Medidas a serem tomadas   Presença de
Durante a fase de maturação Problemas Possiveis causas Medidas a serem tomadas   Presença de
Durante a fase de maturação Problemas Possiveis causas Medidas a serem tomadas   Presença de

Durante a fase de maturação

Durante a fase de maturação Problemas Possiveis causas Medidas a serem tomadas   Presença de pouca

Problemas

Possiveis causas

Medidas a serem tomadas

 

Presença de pouca quantidade de material ativo: a leira permanece quente por, apenas, 5 a 8 dias

Deixar a pilha em repouso para que a matura- ção se processe normalmente e a temperatura caia para a faixa mesofílica (< 45 ° C).

A leira registra alta tempera- tura (50-60 º C) no pátio de maturação

Presença de grande quantidade de material ativo: o material não está completamente degradado como deveria

Continuar o processo de compostagem (fase ativa) até que a temperatura permaneça na fase mesofílica.

1ª fase da compostagem malfeita, processo mal operado

Compostar o material com as recomendações sugeridas.

Emissão de odor, atração de vetores (fatos que jamais deverão ocorrer na fase de maturação)

Controle precário na primeira fase do processo

Continuar o processo de degradação caso sejam registrados picos de temperaturas termo- fílicas.

Material continua com alta contagem de patógenos (>10² col/g) ou alta relação C/N (>18 : 1)

Temperatura e concentração dos nutrientes inadequadas

Prolongar o período de maturação caso a tem- peratura esteja na fase mesofílica (< 45 º C) até que os parâmetros se normalizem: C/N < 15 e patógenos < 10² col/g.

Geração espontânea de vegetação nas pilhas de maturação

Colonização de sementes por pás- saros, vento, etc

Retirar toda e qualquer vegetação das pilhas.

Colonização emergente do próprio material (controle precário na 2ª fase do processo) Ex: ervas daninhas

Não utilizar o material em atividades agrícolas nobres (hortas, jardins etc.) e retorná-lo, parcial- mente, para as leiras novas.

Fonte: Pereira Neto, J.T., 1996.

As tabelas mostrada anteriormen- te descrevem tudo que é preciso ser feito na compostagem durante a fase de degradação ativa e de maturação, com relação as dificuldades que apresentam, suas causa e medidas necessárias que devem ser adotadas para sanarmos todos os problemas. Um dos problemas mais frequen- tes na compostagem é o cheiro a ovos podre que ocorre quando a leira está muito úmida. A solução é acrescentar materiais secos como solo, folhas secas ou relva seca. Os fatores que pode deixar o monte de compostagem muito úmida são falta de drenagem, excessiva adição de água ou a falta de circulação de ar. Caso o monte de compostagem comece a atrair animais como ratos,

o monte de compostagem comece a atrair animais como ratos, gatos e cães é porque foram
o monte de compostagem comece a atrair animais como ratos, gatos e cães é porque foram
o monte de compostagem comece a atrair animais como ratos, gatos e cães é porque foram

gatos e cães é porque foram coloca-

dos materiais impróprios como carne, peixes, ossos ou molho, que não devem ser adicionados aos monte de compostagem e para evitar moscas adicione uma pequena cobertura de solo ou restos de materiais secos. A compostagem pode ser uma das soluções da humanidade para um dos seus maiores problema que

é a excessiva produção de lixo. Ela pode ser usada na reclicagem da

fração orgânica do lixo. O processo acelera a decomposição que se dá em melhores condições, ocorrendo

a estabilização da matéria orgânica, que na natureza se dá em prazo indeterminado, visto que depende de vários fatores.

Durante a fase de maturação quais os problemas que podem acontecer a leira? Resumo da
Durante a fase de maturação
quais os problemas que
podem acontecer a leira?
Resumo
da lição
• Descrição dos problemas que ocorrem
na fase de degradação ativa e de matu -
ração da compostagem.
• Medidas que devem ser adotadas para
resolução dos problemas que ocorrem
na fase de degradação ativa e de matu -
ração da compostagem.
• Importância do uso da compostagem na
reciclagem da fração orgânica do lixo.

Fundação Demócrito Rocha 29

• Importância do uso da compostagem na reciclagem da fração orgânica do lixo. Fundação Demócrito Rocha
• Importância do uso da compostagem na reciclagem da fração orgânica do lixo. Fundação Demócrito Rocha
Banco de Dados O POVO. Alcides Freire, 22.04.1996 Minhoca na terra Lição 6 Introdução à
Banco de Dados O POVO. Alcides Freire, 22.04.1996 Minhoca na terra Lição 6 Introdução à
Banco de Dados O POVO. Alcides Freire, 22.04.1996 Minhoca na terra Lição 6 Introdução à

Banco de Dados O POVO. Alcides Freire, 22.04.1996

Banco de Dados O POVO. Alcides Freire, 22.04.1996 Minhoca na terra Lição 6 Introdução à minhocultura

Minhoca na terra

Lição 6

POVO. Alcides Freire, 22.04.1996 Minhoca na terra Lição 6 Introdução à minhocultura A minhoca é uma

Introdução à minhocultura

A minhoca é uma maravilhosa combinação da química com o perfurador: devora folhas secas e outros materiais em decom-

posição, transformando-os em húmus e perfura o solo em todas as direções, formando firmes galerias, por onde a terra respira e a água da chuva escorre e se deposita, sem causar erosão. Além disso, as minhocas removem as camadas mais profundas do solo para a superfície, reciclando os nutrientes. Os grandes benefícios, propor- cionados pelo uso das minhocas e do seu esterco, o húmus, na agri- cultura, são bem conhecidos desde antes da época dos faraós no anti- go Egito. Os egípcios atribuíam poderes divinos aos bilhões de

minhocas encontradas nas terras férteis do Nilo. Eles as protegiam com leis que previam até a pena de morte para quem ousasse contra- bandear uma única minhoca. Apesar de o homem conhecer, há tanto tempo, a grande capacida- de que as minhocas têm de regene- rar e adubar o solo, só recentemen- te, com a luta pela preservação da natureza, a minhocultura vem sendo valorizada.

Minhocultura

Minhocultura é a criação racional de minhocas em cativeiro, sendo feita em canteiros, anéis de cimen- to, galpões ou, até mesmo, no chão, com o objetivo de produzir matrizes e húmus.

“Talvez não exista qualquer outro animal tão importante na história da vida na Terra quanto as minhocas”. Charles Darwin

da vida na Terra quanto as minhocas”. Charles Darwin Galpão para criação de minhoca Qual é

Galpão para criação de minhoca

Charles Darwin Galpão para criação de minhoca Qual é a importância da minhoca para a agricultura?

Qual é a importância da minhoca para a agricultura?

A criação de minhocas com inte- resses econômicos teve início, nos Estados Unidos, na década de 1940. No Brasil, as primeiras minho- cas cultivadas foram as conhecidas como “vermelhas da Califórnia”, tra- zidas para São Paulo em 1983.

30 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura

Para que se compreenda o papel das minhocas, é indispensável

entender as circunstâncias que afe- tam a produtividade do solo:

a) O suprimento em umidade.

b) A aeração.

c) A disponibilidade de nutrientes

adequados.

tam a produtividade do solo: a) O suprimento em umidade. b) A aeração. c) A disponibilidade
tam a produtividade do solo: a) O suprimento em umidade. b) A aeração. c) A disponibilidade
Dentre todos os agentes que con- tribuem para a aeração e o afofa- mento do
Dentre todos os agentes que con- tribuem para a aeração e o afofa- mento do
Dentre todos os agentes que con- tribuem para a aeração e o afofa- mento do
Dentre todos os agentes que con- tribuem para a aeração e o afofa- mento do
Dentre todos os agentes que con- tribuem para a aeração e o afofa- mento do
Dentre todos os agentes que con- tribuem para a aeração e o afofa- mento do

Dentre todos os agentes que con- tribuem para a aeração e o afofa- mento do solo, as minhocas são, sem dúvida, os mais eficientes. Os canais construídos por elas pos- suem um tipo de cola que evita a compactação e a erosão do solo, o que não acontece quando se utili- zam os tratores. O solo que foi arado não permanece solto e leve por muito tempo pois, com as primeiras chuvas, a terra volta a unir-se, retor- nando às condições iniciais. Os principais tipos de solos agri- cultáveis constituem-se de partícu- las finas. A menos que sejam modi- ficadas por agentes secundários, estas partículas tendem a se aglo- merar, tornando-se impermeáveis, fazendo as águas da chuva escor- rerem pela superfície, impedindo-as de se infiltrarem no solo. As plantas cultivadas nos solos em tais condi- ções, ainda que localizados em regiões de precipitações normais, sofrerão todos os efeitos da seca. A absorção da água por solos de textura fina está na dependência da existência de uma rede de canaliza- ção diminuta; as minhocas são alta- mente eficientes na elaboração destes canais subterrâneos.

Absorção de água

Independente da textura, no solo sem minhocas a taxa de absorção é de 5 mm por minuto; enquanto no mesmo tipo de solo, trabalhado pelas minhocas durante um mês, essa taxa eleva-se para 22 mm/min. Há íntima associação entre a taxa de infiltração de água e a quantidade de minhocas existente no solo. Segundo Knäpper (1996), o solo funciona como um ser vivo, pos- suindo metabolismo próprio. Os seres vivos presentes no solo fazem parte dele, havendo modificação e influência mútua; isto é, o solo determina a vida e a vida determina o solo, existindo uma ação cíclica.

As galerias construídas pelos animais, tais como, larvas de inse- tos, insetos, aranhas, minhocas e

outros, são utilizadas para a pene- tração das raízes, infiltração da água e circulação do ar. Contudo, são as minhocas as mais efetivas melhoristas do solo, pois revolvem as camadas mais profundas do solo, onde a enxada e

o arado não conseguem alcançar,

sendo, por isso, chamadas de “ara- dos da natureza”.

Textura do solo

A textura da terra tem influência

sobre a população de minhocas: os

solos arenosos contêm menor quantidade de minhocas do que os

solos argilosos. Esse fato é vantajo- so, pois os solos arenosos, normal- mente, têm boa estrutura natural. Já os solos argilosos tendem a se com- pactar, tornando-se extremamente duros e impossibilitando o desenvol- vimento das plantas, requerendo que programas de melhoramento do solo sejam introduzidos. Isso inclui agentes, tais como a minhoca, que ajuda a manter a terra fofa e areja- da. Num solo muito compactado a planta não consegue respirar. Consciente de que as minhocas fertilizam o solo, Almeida (1994) refere-se a esses seres como ver- dadeiras usinas biológicas, pois agregam até 2 bilhões de bactérias

a cada grama de húmus produzido. Não existe produto químico ou equipamento capaz de fazer o que as minhocas fazem pela terra; por isso, as pessoas que trabalham com plantas respeitam-nas, pois conhecem a sua importância. A natureza necessita de 2 a 5 anos para formar 1 cm³ de húmus; as minhocas executam a mesma tare-

fa em, apenas, 2 a 3 dias.

Textura: aspecto microscópico do solo, no qual se inclui a forma dos cristais e o modo como se acham unidos.

inclui a forma dos cristais e o modo como se acham unidos. Explique a importância das

Explique a importância das minhocas na absorção de água pelo solo.

se acham unidos. Explique a importância das minhocas na absorção de água pelo solo. Fundação Demócrito
se acham unidos. Explique a importância das minhocas na absorção de água pelo solo. Fundação Demócrito
se acham unidos. Explique a importância das minhocas na absorção de água pelo solo. Fundação Demócrito
se acham unidos. Explique a importância das minhocas na absorção de água pelo solo. Fundação Demócrito
se acham unidos. Explique a importância das minhocas na absorção de água pelo solo. Fundação Demócrito

Macronutrientes: são nutrientes necessários em maior volume às plantas e fornecem energia e componentes fundamentais para o seu crescimento e manutenção.

Micronutrientes: são requeridos em pequenas quantidades pelas plantas, mas são também fundamentais para o seu crescimento e manutenção.

também fundamentais para o seu crescimento e manutenção. Quais são os macronutrientes das plantas? A existência

Quais são os macronutrientes das plantas?

A existência de minhocas é uma evidência inequívoca da fertilidade do solo.

O húmus de minhoca é

2 vezes mais rico em cálcio; 2,5 vezes mais rico em mag- nésio; 5 vezes mais rico em nitrogênio; 7 vezes mais rico em fósforo; 11 vezes mais rico em potássio, do que qualquer material que lhe deu origem.

Ninguém pode passar toda a vida comendo apenas um tipo de alimento; um pouco de ferro na ali- mentação humana é sempre neces- sário, pois, se ele falta, a pessoa fica anêmica; assim como a carên- cia de iodo provoca o bócio e, a de cálcio, resulta no raquitismo. Com as plantas ocorre processo semelhante: se qualquer um dos 6 (seis) macronutrientes (nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e enxofre) ou dos 8 (oito) micronu- trientes (manganês, ferro, cloro, cobre, zinco, cobalto, boro e molib- dênio) estiver ausente no solo, a safra será pobre.

Observações importantes

O desenvolvimento tecnológico trouxe inúmeros benefícios para o homem. Entretanto, no ramo da agricultura, são muitos os malefí- cios oriundos do mau uso do solo: as máquinas pesadas com- pactam os solos e o uso desen- freado de produtos químicos des- trói os micro-organismos, cau- sando a morte biológica do solo.

os micro-organismos, cau- sando a morte biológica do solo. ■ Devido a esta situação, a busca
os micro-organismos, cau- sando a morte biológica do solo. ■ Devido a esta situação, a busca
os micro-organismos, cau- sando a morte biológica do solo. ■ Devido a esta situação, a busca

Devido a esta situação, a busca de métodos alternativos, como a compostagem e a minhocultura na recuperação e na manuten- ção dos solos agricultáveis, tomou grande impulso nos cen- tros produtores.

Por causa do melhor sabor con- ferido aos produtos fertilizados com húmus de minhoca, atual- mente, a maioria dos produtores de vinho na Europa utiliza esse fertilizante nas suas culturas.

Na Itália, após muitos anos de uso abusivo de fertilizantes quí- micos que causaram sérias quedas no mercado do vinho italiano, os vinicultores aderi- ram à utilização do húmus, existindo, hoje, mais de 150.000 produtores localizados numa área um pouco maior do que a metade do Ceará, que utilizam essa prática.

Nos mercados mais ricos e infor- mados do mundo, o segmento que mais vem crescendo é o dos produtos orgânicos, que chegam

a

valer de 30 a 40% a mais do

que os produtos não orgânicos.

A

adubação orgânica possibilita

maior absorção dos nutrientes pelas plantas, imunizando-as de forma natural, o que resulta em maior produtividade e qualidade superior, garantindo retorno mais elevado ao produtor.

superior, garantindo retorno mais elevado ao produtor. Minhocas no solo 32 Formação para o trabalho compostagem

Minhocas no solo

32 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura

garantindo retorno mais elevado ao produtor. Minhocas no solo 32 Formação para o trabalho compostagem e
garantindo retorno mais elevado ao produtor. Minhocas no solo 32 Formação para o trabalho compostagem e
O exame das condições da terra é a maneira mais fácil de se saber se
O exame das condições da terra é a maneira mais fácil de se saber se
O exame das condições da terra é a maneira mais fácil de se saber se
O exame das condições da terra é a maneira mais fácil de se saber se
O exame das condições da terra é a maneira mais fácil de se saber se
O exame das condições da terra é a maneira mais fácil de se saber se

O exame das condições da terra

é a maneira mais fácil de se saber

se o local dispõe ou não de minho- cas em quantidade suficiente. Seleciona-se um trecho de terra, com bastante vegetação de cober- tura, separa-se um quadrado de solo medindo uns 30 cm de largura por uns 20 cm de profundidade, contando-se as minhocas, tanto as adultas quanto as jovens, contidas nesse espaço ou amostra. Um número igual ou superior a

dez exemplares, indica que a popu- lação de minhocas é significativa- mente grande para modificar as propriedades estruturais do solo. Em contrapartida, se a amostra contiver apenas uma ou duas minhocas, isto nada representa em termos de alteração das condições físicas da terra. Todos sabem que as minhocas são ótimos alimentos para peixes, aves e rãs; pois também podem ser um ótimo alimento para o ser humano. Quem se perder na mata

e tiver coragem de comer umas

cinco minhocas por dia, não mor- rerá de fome. Para o nosso paladar, comer minhocas é desagradável; contudo, elas são apreciadas pelos povos da África e da Ásia. No Japão, estão pesquisando a produção de “pavet” com carne de minhoca. Na Itália, já se come pizza mista de queijo e carne moída de minhoca “a la Bologna”. Até os astronautas ameri- canos comem ração à base de minhoca quando vão para o espaço. A indústria farmacêutica está pesquisando substâncias que pos- sam ser retiradas das minhocas para a fabricação de remédios,

pois, desde a antiguidade, utiliza-se a minhoca como matéria-prima para

a fabricação de remédios contra a

asma e a bronquite. Rodrigues (1997) relata que, em algumas regiões do Brasil, as pes- soas tomam chá de minhoca para

regiões do Brasil, as pes- soas tomam chá de minhoca para tratar reumatismo e dores muscula-
regiões do Brasil, as pes- soas tomam chá de minhoca para tratar reumatismo e dores muscula-
regiões do Brasil, as pes- soas tomam chá de minhoca para tratar reumatismo e dores muscula-

tratar reumatismo e dores muscula- res. Tem-se conhecimento, tam- bém, do uso de uma pasta, fabrica-

da à base de minhocas, para apres-

sar a cicatrização das feridas.

Conclusão

1. As minhocas aumentam a produ- ção e a produtividade do solo, além de participarem da conser- vação do mesmo. 2. A importância da minhoca para o solo reside na sua ação física, no seu efeito químico e na sua ação biológica.

física, no seu efeito químico e na sua ação biológica. Como identificar se o solo dispõe

Como identificar se o solo dispõe de minhocas em quantidade suficiente?

Em um hectare de terra cultivada há, em média, 1,2 milhões de minhocas que produzem de 12 a 100 toneladas de excremento por ano (Almeida, 1994).

Ações das Minhocas no Solo

 

Física

Química

Biológica

Mistura de horizontes.

Aumento da con- centração de N, Ca, K, P e Mg

Indução da ativi- dade biológica.

Aumento da bio-

Criação de um sistema de drenagem.

Formação de um horizonte orgânico.

Aumento na capacidade de infiltração.

Retenção da água.

Aumento da porosidade.

Neutralização do pH.

produtividade.

Incremento da fertilidade natural.

Aumento da difusão do ar.

O húmus

O húmus, produto diferenciado de

coloração escura e de fina granula- ção, é leve, solto, asséptico e com cheiro de terra fresca. As substâncias minerais nele contidas são liberadas, lentamente, fornecendo às plantas fonte constante de alimentação.

Dentre as inúmeras proprieda- des, aumenta a capacidade imu-

nológica da planta, a sua resistên- cia à seca e, ainda, antecipa e prolonga as épocas de florada e

de frutificação.

Utilização do húmus

O húmus deve ser utilizado, de

forma parcelada, no fundo e ao longo dos sulcos de semeadura, para culturas anuais, e ao longo ou ao redor das plantas, em culturas perenes, no plantio ou em cobertura, conforme tabela a seguir.

Ca = Cálcio

N

= Nitrogênio

K

= Potássio

P

= Fósforo

Mg = Magnésio

K = Potássio P = Fósforo Mg = Magnésio Quais são as ações químicas da minhoca

Quais são as ações químicas da minhoca sobre o solo?

Fundação Demócrito Rocha 33

P = Fósforo Mg = Magnésio Quais são as ações químicas da minhoca sobre o solo?
P = Fósforo Mg = Magnésio Quais são as ações químicas da minhoca sobre o solo?
Cultura   No Plantio   Em Cobertura No Sulco Citros 300 a 500 g por
Cultura   No Plantio   Em Cobertura No Sulco Citros 300 a 500 g por
Cultura   No Plantio   Em Cobertura No Sulco Citros 300 a 500 g por

Cultura

 

No Plantio

 

Em Cobertura

No Sulco

Citros

300

a 500 g por cova

1 a 1,5 kg por pé, aumen- tando 30% a cada ano

Fazer sulcos em torno da saia da planta, colo- cando o húmus mistu- rado com a terra.

Fruteira de clima temperado

400

a 600 g por cova

1 a 2 kg por pé, aumentan- do 30% a cada ano

 

Uva

300

a 500 g por cova

 

1 a 1, 5 kg por pé

Fazer sulcos em torno

   

da saia e misturar com

a

terra.

Café, chá, cacau

300

a 500 g por cova

1 a 2,5 kg por pé, aumen-

Fazer sulcos em torno

 

tando 30% todos os anos.

da saia e misturar com

a

terra.

Reflorestamento, pinus eucalipto

200/300 g por cova

500/600 g por pé, aumen- tando 30% a cada ano.

 

Hortaliças de

100 g por cova ou 600 g por m² de canteiro

 

Cobrir durante todo o cultivo

200 g/m de sulco

folhas, legumes

Morangos

 

500

g por cova

Cobrir durante todo o cultivo

 

Milho verde

300

a 400 g por cova

Cobrir durante todo o cultivo

2 vezes durante o cultivo, 200 g/m

Abobora, melão, melancia, pepino

 

300

g por cova

Cobrir durante todo o cultivo

 

Viveiros

 

600 g por m²

1

a 2,5 kg por pé, aumen- tando 30% a cada ano.

 

Abacaxi

400

a 500 g por cova

Cobrir durante todo o cultivo

 

Plantas de interior, samambaias, aven- cas, etc.

 

150

g por vaso

4

vezes ao ano aumentan- do 30% a cada ano.

 

Roseiras e arbus- tos floríferos

200 g por cova ou 500 g por m² de canteiro.

Cobrir durante todo o cultivo

 

34 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura

por m² de canteiro. Cobrir durante todo o cultivo   34 Formação para o trabalho compostagem
por m² de canteiro. Cobrir durante todo o cultivo   34 Formação para o trabalho compostagem
Cultura   No Plantio Em Cobertura   No Sulco Capineiras e Durante a preparação do
Cultura   No Plantio Em Cobertura   No Sulco Capineiras e Durante a preparação do
Cultura   No Plantio Em Cobertura   No Sulco Capineiras e Durante a preparação do
Cultura   No Plantio Em Cobertura   No Sulco Capineiras e Durante a preparação do
Cultura   No Plantio Em Cobertura   No Sulco Capineiras e Durante a preparação do
Cultura   No Plantio Em Cobertura   No Sulco Capineiras e Durante a preparação do

Cultura

 

No Plantio

Em Cobertura

 

No Sulco

Capineiras e

Durante a preparação do solo, misturar com a terra 500 g/m²

2 aplicações do húmus diluído a 10% por ano

 

pastagens

Cana de açúcar

700

a 1.000 kg/ha

 

400

g/m de sulco

Soja e feijão

500

a 1.000 kg/ha

 

200

g/m de sulco

Gramados de jardins e campos esportivos

Na preparação, 500 g/ m². Ao semear ou plantar, diluído a 10%

No fim do inverno, des- compactar o gramado com ferramenta apropriada, cobrindo, em seguida, com 300 g/m²

 

Observação: O objetivo desta tabela é economizar o produto, pois o seu uso em excesso não prejudica a planta.

(Tabela adaptada de Almeida (1994)

Num clima semiárido, onde a oxidação (queima) da matéria orgâ- nica é intensa, deve-se ter sempre em mente que, se a quantidade e a qualidade da matéria orgânica são importantes, a frequência de aplica- ção é muito mais. A minhocultura emerge como uma atividade mantenedora da fer- tilidade do solo, sendo de simples manejo e baixo investimento. Não requer mão de obra especializada e promove renda e salários, além de aproveitar materiais antes conside- rados marginais, como: restolhos, restos de frutas e todo o material de origem orgânica, disponível na pro- priedade.

material de origem orgânica, disponível na pro- priedade. Resumo da lição • Benefícios proporcionados a
material de origem orgânica, disponível na pro- priedade. Resumo da lição • Benefícios proporcionados a
material de origem orgânica, disponível na pro- priedade. Resumo da lição • Benefícios proporcionados a
Resumo da lição • Benefícios proporcionados a agricultura pelo uso da minhoca. • Minhocultura é
Resumo
da lição
• Benefícios proporcionados a
agricultura pelo uso da minhoca.
• Minhocultura é a criação racio-
nal de minhocas em cativeiro.
• Ação das minhocas na absor-
ção de água pelo solo.
• Influência da textura do solo
sobre a população de minhocas.
• Malefícios causados ao solo
pelo uso excessivo de novas
tecnologias.
• A importância das minhocas na
produção de húmus e como uti-
lizá-las na agricultura.
importância das minhocas na produção de húmus e como uti- lizá-las na agricultura. Fundação Demócrito Rocha
importância das minhocas na produção de húmus e como uti- lizá-las na agricultura. Fundação Demócrito Rocha
Qual a função do clitelo? Lição 7 Características das minhocas A minhoca, classificada entre os
Qual a função do clitelo? Lição 7 Características das minhocas A minhoca, classificada entre os

Qual a função do clitelo?

Lição 7

Qual a função do clitelo? Lição 7 Características das minhocas A minhoca, classificada entre os invertebrados
Qual a função do clitelo? Lição 7 Características das minhocas A minhoca, classificada entre os invertebrados
Qual a função do clitelo? Lição 7 Características das minhocas A minhoca, classificada entre os invertebrados
Qual a função do clitelo? Lição 7 Características das minhocas A minhoca, classificada entre os invertebrados
Qual a função do clitelo? Lição 7 Características das minhocas A minhoca, classificada entre os invertebrados

Características das minhocas

A minhoca, classificada entre os invertebrados terrestres, pos- sui corpo alongado, cilíndrico, ligeiramente afilado em ambas

as extremidades, com simetria bilateral e segmentado, externa e internamente, por anéis.

Não se distingue a cabeça: numa extremidade, encontra-se a boca e, na outra, o ânus. Na minhoca adulta, diferencia-se a extremidade anterior da posterior pelo clitelo, anel mais longo com função reprodutiva, locali- zado na extremidade anterior.

função reprodutiva, locali- zado na extremidade anterior. Corpo da minhoca adulta As minhocas, juntamente com as

Corpo da minhoca adulta

As minhocas, juntamente com as sanguessugas e os poliquetas (minhocas do mar), fazem parte do filo annelida, animais que possuem o corpo dividido em anéis e são, essencialmente, semelhantes. A maioria das minhocas mede alguns centímetros. Contudo, existem algumas que têm menos de 1 mm de comprimento e outras, como as minho- cas gigantes, Megascolides australis, que chegam a medir 3,30 m e os minhocuçus (nome indígena da minho- ca grande) de Minas Gerais, que medem cerca de 1,20 m de compri- mento e 2,5 cm de diâmetro.

Dentre as mais de 3 mil espécies de minhocas existentes na nature- za, poucas são utilizadas para a criação. No Ceará, as espécies mais indicadas para o cultivo, devi- do às altas taxas de reprodução, alta produtividade e boa adaptação às temperaturas elevadas são:

Eisenia foetida, conhecida como “vermelha da Califórnia” e Eudrillus eugeniae, conhecida como “gigante africana”. Visualmente, a única dife- rença entre as duas é a conforma- ção da parte terminal.

36 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura

rença entre as duas é a conforma- ção da parte terminal. 36 Formação para o trabalho
rença entre as duas é a conforma- ção da parte terminal. 36 Formação para o trabalho
rença entre as duas é a conforma- ção da parte terminal. 36 Formação para o trabalho
rença entre as duas é a conforma- ção da parte terminal. 36 Formação para o trabalho
rença entre as duas é a conforma- ção da parte terminal. 36 Formação para o trabalho
Diferencial da parte terminal entre as espécies foetida e eugeniase Dentre as principais diferen- ças
Diferencial da parte terminal entre as espécies foetida e eugeniase Dentre as principais diferen- ças
Diferencial da parte terminal entre as espécies foetida e eugeniase Dentre as principais diferen- ças
Diferencial da parte terminal entre as espécies foetida e eugeniase Dentre as principais diferen- ças
Diferencial da parte terminal entre as espécies foetida e eugeniase Dentre as principais diferen- ças
Diferencial da parte terminal entre as espécies foetida e eugeniase Dentre as principais diferen- ças
Diferencial da parte terminal entre as espécies foetida e eugeniase Dentre as principais diferen- ças

Diferencial da parte terminal entre as espécies foetida e eugeniase

Dentre as principais diferen- ças entre as duas espécies podem-se citar:

Comprimento: a “vermelha da Califórnia” adulta chega 11 a 12 cm e a “gigante africana”, de 17 a 18 cm.

Temperatura: a “vermelha” está a pleno metabolismo entre 15 º e 22 º C, enquanto a “gigante africana” prefere a faixa dos 20 º a 27 º C.

Órgãos dos sentidos

As minhocas não possuem olhos nem ouvidos; no entanto, fogem da luz e do barulho, devido às mui- tas células sensitivas localizadas na epiderme. Nas escolas e laboratórios, as minhocas são muito utilizadas para estudos de biologia e experimenta- ção. Apesar da aparência simples, a minhoca esconde órgãos e siste- mas bastante complexos.

Sistema nervoso

O sistema nervoso é composto por um par de gânglios cerebrais supe- rior e frontal, ligado a um cordão nervoso, com pares de nervos late- rais em cada segmento do corpo. As células nervosas epiteliais ficam reunidas em grupos, encon-

trando-se, principalmente, nas par- tes mais expostas, recebendo estí- mulos do ambiente, tais como: a busca de parceiros para o acasala- mento, a detecção dos alimentos e as modificações ambientais.

Respiração

As minhocas não possuem pul- mões. Sendo sua respiração feita pela epiderme. Elas respiram reti- rando o oxigênio do ar e do interior do solo através da pele, com o auxí- lio de uma substância lubrificante. O sangue, que circula nos capila- res próximos à cutícula úmida da parede do corpo, recebe o CO 2 e libe- ra o O 2 . Quando a pele da minhoca fica seca, o oxigênio não consegue passar e a minhoca morre asfixiada.

Locomoção

A epiderme da minhoca é formada por dupla camada muscular, pos- suindo músculos longitudinais, na parte mais interna, e circulares, na parte mais externa. A contração alter- nada desses músculos, juntamente com a das cerdas (pelos) presentes nos anéis, são responsáveis pela movimentação das minhocas que podem ir para frente e para trás. O sistema muscular da minhoca lhe confere uma força capaz de deslocar obstáculos 60 vezes superior ao seu próprio peso.

Substância lubrificante: possui propriedades medicinais. Sabe- se, também, que o seu odor fétido afasta os predadores e que auxilia na locomoção da minhoca e na sua penetração no solo.

na locomoção da minhoca e na sua penetração no solo. Como as minhocas respiram? Fundação Demócrito

Como as minhocas respiram?

na locomoção da minhoca e na sua penetração no solo. Como as minhocas respiram? Fundação Demócrito
na locomoção da minhoca e na sua penetração no solo. Como as minhocas respiram? Fundação Demócrito
na locomoção da minhoca e na sua penetração no solo. Como as minhocas respiram? Fundação Demócrito
na locomoção da minhoca e na sua penetração no solo. Como as minhocas respiram? Fundação Demócrito
na locomoção da minhoca e na sua penetração no solo. Como as minhocas respiram? Fundação Demócrito

A dupla camada muscular da

minhoca é responsável pela gran-

de concentração de proteína pre-

sente neste animal (70 a 85%). Para melhor entender a estrutura

física da minhoca, deve-se imaginá-

la como dois tubos, um dentro do

outro, fechados nas extremidades.

A epiderme envolveria o tubo por

fora e, internamente, tem-se o apa- relho digestivo com outra camada

muscular ligando a boca ao ânus. Entre os dois tubos, existe uma cavidade chamada celoma, preen-

os dois tubos, existe uma cavidade chamada celoma, preen- chida pelo líquido celomático, no qual estão
os dois tubos, existe uma cavidade chamada celoma, preen- chida pelo líquido celomático, no qual estão
os dois tubos, existe uma cavidade chamada celoma, preen- chida pelo líquido celomático, no qual estão

chida pelo líquido celomático, no qual estão distribuídos os demais órgãos. Não é fácil tirar uma minhoca do seu túnel; ela se parte, mas não se solta, graças às suas cer- das que se prendem fortemente ao solo. Em cada segmento do seu corpo, exceto no primeiro e no último, há quatro pares de cerdas diminutas que podem se mover, em qualquer direção e estende- rem-se ou retraírem-se.

em qualquer direção e estende- rem-se ou retraírem-se. Qual a quantidade de dejeto produzido por uma
em qualquer direção e estende- rem-se ou retraírem-se. Qual a quantidade de dejeto produzido por uma

Qual a quantidade de dejeto produzido por uma minhoca?

Hermafroditas: um ser ou animal que possui os órgãos sexuais dos dois sexos, deriva do nome do deus grego Hermafrodito, filho de Hermes e de Afrodite, respectivamente representantes dos gêneros masculino e feminino.

Minhoca em seu túnel

Digestão

O sistema digestivo da minhoca é

adaptado para materiais orgânicos

em decomposição. Na boca, locali- za-se uma pequena tromba, sensí- vel a estímulos.

A digestão começa pela secre-

ção salivar, produzida pela faringe. No esôfago, encontram-se as glân- dulas calcíferas que neutralizam a acidez dos alimentos, produzindo húmus com pH neutro ou ligeira- mente alcalino.

O papo, funciona como câmara

de armazenamento, enquanto o ali-

mento aguarda para ser triturado

38 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura

pela moela, com a ajuda dos grãos de areia ali presentes. Na sequên- cia, o intestino que se estende pelos restantes ¾ (três quarto) do corpo da minhoca. A taxa de produção de excremen- tos depende, em larga escala, do tamanho da minhoca; mas, de maneira geral, as minhocas produ- zem, diariamente, uma quantidade de dejetos igual ao seu próprio peso.

Reprodução

As minhocas possuem os dois sexos; portanto, são hermafroditas. Contudo, necessitam de um parcei-

peso. Reprodução As minhocas possuem os dois sexos; portanto, são hermafroditas. Contudo, necessitam de um parcei-
peso. Reprodução As minhocas possuem os dois sexos; portanto, são hermafroditas. Contudo, necessitam de um parcei-
ro para se fecundar. Por volta dos 90 dias, diferenciam-se os indivídu- os sexualmente maduros,
ro para se fecundar. Por volta dos 90 dias, diferenciam-se os indivídu- os sexualmente maduros,
ro para se fecundar. Por volta dos 90 dias, diferenciam-se os indivídu- os sexualmente maduros,
ro para se fecundar. Por volta dos 90 dias, diferenciam-se os indivídu- os sexualmente maduros,
ro para se fecundar. Por volta dos 90 dias, diferenciam-se os indivídu- os sexualmente maduros,
ro para se fecundar. Por volta dos 90 dias, diferenciam-se os indivídu- os sexualmente maduros,

ro para se fecundar. Por volta dos 90 dias, diferenciam-se os indivídu- os sexualmente maduros, por apre- sentarem, no terço anterior do corpo, um anel mais ou menos saliente, denominado clitelo, com importante função reprodutora. A minhoca possui, na parte ven- tral anterior do corpo, um par de ovários, dois pares de testículos e dois pares de receptáculos semi- nais (espermatecas) que servem para armazenar o sêmen, recebido de outra minhoca no acasalamen- to, para posterior fecundação dos próprios óvulos. Em cada animal, forma-se um par de sulcos seminais que são canais, através dos quais as mas- sas de espermatozóides passam para os receptáculos seminais da outra minhoca.

O acasalamento, em geral, é

feito à noite, principalmente em dias quentes e úmidos, na superfície ou pouco abaixo dela, por um período aproximado de quatro horas.

As minhocas se juntam, ventre a

ventre em direções opostas, fixan- do-se com a ajuda das cerdas e, após o ato sexual, se separam. A fecundação é recíproca e cruzada. Cerca de 48 horas após o aca- salamento, o clitelo secreta o casu- lo que contém alimento e protege os ovos e embriões. O processo se dá da seguinte maneira: através de movimentos corporais, o tubo que vai formar o casulo desliza pelo corpo da minhoca, passa pelos poros da espermateca, onde rece- be os espermatozóides, iniciando- se a fecundação e sai pela cabeça. Ao sair, o tubo se fecha, transfor- mando-se em casulo que tem a forma de um minúsculo limão. As minhocas reproduzem-se com espantosa facilidade. A Eisenia foetida, “vermelha da Califórnia”, deposita um casulo, a cada 7 a 10 dias, de onde, após 21 dias de incu-

casulo, a cada 7 a 10 dias, de onde, após 21 dias de incu- bação, eclodem
casulo, a cada 7 a 10 dias, de onde, após 21 dias de incu- bação, eclodem
casulo, a cada 7 a 10 dias, de onde, após 21 dias de incu- bação, eclodem

bação, eclodem de 2 a 20 ovos. No caso da Eudrillus Eugeniae, “Gigante Africana”, os ovos fecun- dados são amadurecidos no corpo da minhoca, sendo liberados, no nascimento, 4 a 20 minhoquinhas com 1mm de comprimento. Estima-se que duas minhocas, ao final de um ano e em condições normais, produzam cerca de 3.000 descendentes. Esse número, con- tudo, depende de alguns fatores, tais como: espécie, condições de

cultivo, estação do ano, temperatu-

ra e regime alimentar. As minhocas

podem viver até dez anos ou mais

e se reproduzem a vida toda.

Sistema circulatório

A minhoca possui sistema circula-

tório fechado, formado por dois vasos longitudinais localizados no dorso e ventralmente, em relação ao intestino, além dos vasos trans- versais. Alguns desses vasos transversais ganham calibre na região anterior do corpo, forman- do 10 pequenos corações laterais.

do corpo, forman- do 10 pequenos corações laterais. Acasalamento das minhocas Fonte: Rodrigues (1997) Qual o

Acasalamento das minhocas Fonte: Rodrigues (1997)

laterais. Acasalamento das minhocas Fonte: Rodrigues (1997) Qual o tempo de acasalamento das minhocas? Corpo da

Qual o tempo de acasalamento das minhocas?

Rodrigues (1997) Qual o tempo de acasalamento das minhocas? Corpo da minhoca - Sistema circulatório (Corte

Corpo da minhoca - Sistema circulatório (Corte transversal)

Fundação Demócrito Rocha 39

de acasalamento das minhocas? Corpo da minhoca - Sistema circulatório (Corte transversal) Fundação Demócrito Rocha 39
de acasalamento das minhocas? Corpo da minhoca - Sistema circulatório (Corte transversal) Fundação Demócrito Rocha 39
Quantos corações tem a minhoca? Nefrídeos: órgão encontrado em animais invertebrados, é uma espécie de

Quantos corações tem a minhoca?

Nefrídeos: órgão encontrado em animais invertebrados, é uma espécie de bomba (rins), que filtram o sangue e as impurezas do líquido celomático, formando a urina, rica em amônia e ureia que contem nitrogênio, que é lançada para fora do corpo pelos poros excretores ventrais, mantendo a estabilidade química do organismo.

ventrais, mantendo a estabilidade química do organismo. Em que tipos de solos as minhocas são abundantes?

Em que tipos de solos as minhocas são abundantes?

Sistema renal excretor

Cada anel do sistema renal excretor da minhoca possui um par de rins rudimentares, os nefrídeos, que fil- tram o sangue e as impurezas do líquido celomático, formando a urina, rica em ureia e nitrogênio, que é lan- çada para o exterior, através dos orifícios uriníferos, enriquecendo o solo com estas substâncias.

Regeneração

As minhocas podem reconstruir o próprio corpo quando perdem os primeiros anéis ou os últimos. A regeneração será tanto mais rápida quanto menor for o segmento a ser regenerado, principalmente se o corte acontecer a partir do trigésimo anel. As pesquisas realizadas sobre a fantástica capacidade regenerativa do minhocuçu revelam que este anelídeo necessita de, apenas, um a três horas para cicatrizar um corte.

Distribuição geográfica e comportamento

As minhocas vivem em quase todas as partes do mundo, inclusive em ilhas vulcânicas e nas regiões sub- árticas. A grande dispersão das minhocas é atribuída ao costume dos homens de transportarem mudas de plantas de um lugar para outro, contendo minhocas ou casulos. No Brasil, as minhocas nativas mais comuns são: a minhoca brava ou minhoca do brejo, Pheretyma hawayana; a minhoca mansa ou minhoca da noite, Lumbricus ter - restris e os minhocuçus, Rhinodrilus alatus e Glossoscolex spp. As minhocas são raras em regi- ões cujos solos são pobres, áci- dos, secos ou arenosos e abun- dantes em terras frescas, úmidas e ricas em matéria orgânica. As proteínas e os aminoácidos representam, apenas, uma peque- na fração da matéria orgânica

40 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura

40 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura total existente no solo; enquanto, para as minhocas,
40 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura total existente no solo; enquanto, para as minhocas,
40 Formação para o trabalho compostagem e minhocultura total existente no solo; enquanto, para as minhocas,

total existente no solo; enquanto, para as minhocas, representam cerca de 72% do seu peso líqui- do. Obviamente, para a sobrevi- vência de qualquer população de minhocas, deve existir boa quanti- dade disponível de nitrogênio a ser ingerido, digerido e sintetiza- do em proteína. Nas matas, onde ocorre queda de folhas, a população de minhocas depende da quantidade de nitrogê- nio contida nas folhas. Portanto, sempre que o agricultor incorpora matéria orgânica ao solo, fornece condições de alimentar mais minho- cas, elevando a sua população.

Resumo da lição • As características biológicas das minhocas são as seguintes: invertebrados, corpo alongado
Resumo
da lição
• As características biológicas das
minhocas são as seguintes:
invertebrados, corpo alongado e
cilíndrico, simetria bilateral e
segmentado.
• As minhocas possuem: sistema
nervoso, de respiração, de
locomoção, de reprodução,
digestório, circulatório e
excretor.
• As minhocas podem reconstituir
o próprio corpo quando perdem
os primeiro anéis ou os últimos.
• As minhocas tem distribuição
geográfica mundial.
próprio corpo quando perdem os primeiro anéis ou os últimos. • As minhocas tem distribuição geográfica
próprio corpo quando perdem os primeiro anéis ou os últimos. • As minhocas tem distribuição geográfica
Lição 8 Instalação do minhocário P ara iniciar a criação de minho- ca em cativeiro,
Lição 8 Instalação do minhocário P ara iniciar a criação de minho- ca em cativeiro,
Lição 8 Instalação do minhocário P ara iniciar a criação de minho- ca em cativeiro,
Lição 8 Instalação do minhocário P ara iniciar a criação de minho- ca em cativeiro,
Lição 8 Instalação do minhocário P ara iniciar a criação de minho- ca em cativeiro,
Lição 8 Instalação do minhocário P ara iniciar a criação de minho- ca em cativeiro,

Lição 8

Lição 8 Instalação do minhocário P ara iniciar a criação de minho- ca em cativeiro, quatro

Instalação do minhocário

P ara iniciar a criação de minho- ca em cativeiro, quatro fatores básicos devem ser seguidos:

Utilizar instalações adequadas.

Começar com boas matrizes.

Fornecer alimentação correta.

Realizar manejo adequado do criatório.

Com relação à escolha das insta- lações é importante atentar para os seguintes fatores:

Objetivo da criação.

Espaço disponível.

Quantidade a ser produzida.

Distância do mercado consumidor.

Disponibilidade de matéria-prima (esterco/composto).

de água não

Disponibilidade

tratada.

Mão de obra.

Investimento financeiro.

Após a avaliação inicial, o dimen- sionamento deverá ser feito em fun- ção dos fatores mais limitantes, tais como o espaço disponível, matéria orgânica, capital para investir etc.

Criação em pequena escala

A criação de minhocas para consu- mo próprio é bastante simples e, principalmente econômica, diante dos benefícios que oferece. Contudo, deve-se observar que os cuidados com o minhocário são semelhantes, tanto para o pequeno quanto para o grande produtor. Criação em pilhas: ideal para quem dispõe de matéria orgânica

em quantidade, as condições de clima são amenas e quer transfor- mar o solo em um imenso minho- cário. Nesta técnica, monta-se uma pilha (A) do composto entre as filei- ras de uma cultura e, quando o mesmo estiver estabilizado, intro- duzem-se as minhocas em quanti- dade suficiente (de um a cinco litros de minhocas/m² de composto) para transformá-lo em húmus em, aproximadamente, 45 dias. Após este período, faz-se uma nova pilha (B) de composto já estabiliza- do ao lado da primeira, fazendo com que as minhocas migrem de (A) para (B). Transcorridos 45 dias, coloca-se uma nova pilha (C) e, ao final de 135 dias, coletam-se as minhocas em sacos-iscas, para serem comercializadas ou utiliza- das em outros locais. Criação em anéis de cimento:

nesse tipo de criação, que pode ser de pequeno a médio porte, o piso no fundo do anel deverá ser feito com cimento fraco (poroso), colocando- se drenos para evitar o encharca- mento, se ocorrerem chuvas.

drenos para evitar o encharca- mento, se ocorrerem chuvas. Qual a finalidade dos drenos na criação

Qual a finalidade dos drenos na criação de minhocas em anéis de cimento?

dos drenos na criação de minhocas em anéis de cimento? Criação em anéis de cimento Fundação

Criação em anéis de cimento

dos drenos na criação de minhocas em anéis de cimento? Criação em anéis de cimento Fundação
dos drenos na criação de minhocas em anéis de cimento? Criação em anéis de cimento Fundação
dos drenos na criação de minhocas em anéis de cimento? Criação em anéis de cimento Fundação
dos drenos na criação de minhocas em anéis de cimento? Criação em anéis de cimento Fundação
dos drenos na criação de minhocas em anéis de cimento? Criação em anéis de cimento Fundação

A declividade de 2% no piso do canteiro é para facilitar a drenagem.

Outros materiais disponíveis na propriedade, tais como caixas d’água, engradados, caixotes, bacias, cercados de tela, madeira ou bambu e, até mesmo, pneus velhos podem servir para iniciar uma criação artesanal.

velhos podem servir para iniciar uma criação artesanal. Qual a finalidade de ruas entre os canteiros

Qual a finalidade de ruas entre os canteiros de criação de minhocas?

Criação em latões: nesta forma de criatório, utilizam-se latões de 200 litros cortados no sentido lon- gitudinal, observando-se as carac- terísticas do local onde será insta- lado o minhocário. Criação em caixas: