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Termologia 1 – Resumo

Termometria e Colorimetria Professor: Valdir


Visão Vestibulares
TERMOLOGIA Graficamente:
K F K
1. TERMOMETRIA
373 212 373
1.1. Temperatura
A temperatura é uma grandeza que permite avaliar o grau 273 32 273
de agitação térmica das moléculas de um corpo. o
C o
C o
F
0 100 0 100 0 32 212
1.2. Equilíbrio térmico
Dois ou mais corpos estão em equilíbrio térmico quando
possuem a mesma temperatura.
1.3. Escalas de temperatura EXERCÍCIOS RESOLVIDOS:
As principais escalas de temperatura, atualmente, são a 01. Uma escala X assinala 30ºX e 80ºX, quando a escala Celsi-
Celsius, Kelvin e a Fahrenheit. us indica 20ºC e 120ºC, respectivamente. Determine o ponto do
Toda escala termométrica apresenta o ponto de fusão e o gelo e o ponto de vapor da escala X.
ponto de ebulição que correspondem, respectivamente, a tem-
peratura do gelo fundente e da água em ebulição sob pressão Resolução:
de 1 atm. Equação termométrica das escalas X e C.
• Escala Celsius
x − 30 80 − 30 x − 30 50 x − 30 1
A escala Celsius foi apresentada em 1742 pelo astrônomo = ⇒ = ⇒ = ⇒
sueco Anders Celsius (1701-1744). Essa escala possui divisão c − 20 120 − 20 c − 20 100 c − 20 2
centesimal que facilita sua leitura. c
2x – 60 = c – 20 ⇒ 2x = c + 40 ⇒ x = + 20
o 2
Ponto do gelo = 0 C (grau Celsius)
o
Ponto do vapor = 100 C Assim, os pontos fixos da escala X serão:
• Escala Fahrenheit
A escala Fahrenheit foi proposta pelo físico alemão Gabriel 0
Ponto do gelo: x = + 20 ⇒ x = 20ºX
Daniel Fahrenheit em 1727. Segundo a história da escala, Fa- 2
hrenheit adotou o número 100 para a temperatura do corpo 100
humano, e 0 para uma mistura de água, gelo e sal. Ponto de vapor: x = + 20 ⇒ x = 70°X
2
o Resposta: 20ºX
Ponto do gelo = 32 F (grau Fahrenheit)
o
Ponto do vapor = 212 F
• Escala Kelvin 02. Se a temperatura variou 15°C, calcule sua variação na
A escala Kelvin foi apresentada pelo britânico William escala Fahrenheit.
Thompson Kelvin. Essa escala representa a temperatura abso-
luta. Nela, a temperatura zero representa ausência de agitação Resolução:
das moléculas, chamada de zero absoluto. Utilizando a equação termométrica das variações das escalas,
teremos:
Ponto do gelo = 273 K (Kelvin) ∆c ∆F 15 ∆F
= ⇒ = ⇒ ∆F = 27ºC
Ponto do vapor = 373 K 5 9 5 9
Resposta: 27 °C
1.4. Equação de conversão temperatura
Celsius Fahrenheit Kelvin 03. Em um termômetro de mercúrio, o comprimento da coluna
100 212 373 de mercúrio é 0,2 cm no ponto de gelo e 10,2 cm no ponto de
vapor. Determine:

tC
a) A temperatura Celsius quando o comprimento da coluna for
tF tK
6,4 cm.

0 32 273 Resolução
Equação termométrica:

x − 0,2 10,2 − 0,2 x − 0,2 10 x − 0,2 1


t −0 t − 32 t − 273 = ⇒ = ⇒ = ⇒
Equação: C = F = K c −0 100 − 0 c 100 c 10
100 − 0 212 − 32 373 − 273 c
t t − 32 tK − 273 x= + 0,2
Teremos: C = F = 10
5 9 5
Para x = 6,4 cm, teremos:

Para conversão de variação de temperatura, a equação c


∆t C ∆tF ∆tK 6, 4 = + 0,2 ⇒ c = 62°C
será: = = 10
5 9 5 Resposta: 62º C
b) O comprimento da coluna de mercúrio na temperatura de • Calor Sensível
54ºC. As trocas de calor sob pressão constante podem provocar a
variação de temperatura do corpo sem que haja mudança de
Resolução: estado. Nesse caso, a quantidade de calor trocada é chamada
54 de Calor sensível e é calculada por:
x= + 0,2 ⇒ x = 5,6 cm
10 Q = m. c. ∆θ
Sendo:
Resposta: 5,6 cm. m − massa do corpo;
c − calor específico;
∆θ − variação de temperatura
04. Determine em que temperatura a escala Celsius acusa o
mesmo valor da escala Fahrenheit. • Calor Latente
Quando um corpo recebe ou cede calor sem que varie sua
Resolução: temperatura, dizemos que está ocorrendo uma mudança de
fase.
t C tF − 32 x x − 32 Para ocorrer mudança de fase, cada grama da substância
= ⇒ = necessita de certa quantidade de calor que é chamada de Calor
5 9 5 9
Latente (L). Por exemplo: 1 g de gelo à pressão de 1 atm, pre-
⇒ x = – 40 ºC = – 40 ºF
cisa de 80 calorias para passar ao estado líquido. Assim, o
calor latente de fusão do gelo é LF = 80 cal/g.
Resposta: - 40º
Podemos expressar o calor latente da seguinte forma:

∆Q
2. CALORIMETRIA L= ⇒ Unidade: cal/g
m
2.1. Calor A temperatura de mudança de fase depende da pressão a
Calor é a energia transferida de um corpo para outro em que a substância está submetida. No caso da água a 1 atm,
o o
conseqüência da diferença de temperatura entre eles. temos 0 C para o ponto de fusão e 100 C para o ponto de
A unidade usual de calor é a caloria (cal), que corresponde ebulição.
o
à energia necessária para variar em 1 C a temperatura de 1 g Na panela de pressão, o vapor d’água que se forma só es-
de água. capa para o exterior quando a pressão atinge um valor suficien-
O equivalente mecânico do calor, medido por Joule, em te para empurrar a válvula para cima vencendo a pressão ex-
1843, refere-se à relação entre caloria (unidade usual de calor) terna, o que indica uma pressão interna maior que a externa.
e joule (unidade de energia mecânica no SI). Experimentalmen- Assim, a temperatura de ebulição da água ficará maior. Se a
te, Joule encontrou a seguinte relação: pressão for maior que 1 atm, a temperatura de ebulição será
o
maior que 100 C.
1 cal ≅ 4,18 J
2.5. Gráfico da temperatura em função do calor trocado
2.2. Capacidade térmica de um corpo O gráfico a seguir mostra a variação da temperatura (θ) em
A capacidade térmica de um corpo é a quantidade de calor função quantidade de calor (Q) recebida por um corpo de certa
necessária para que a temperatura desse corpo varie em 1 C.
o
massa m. θ F
Sendo assim, se um corpo recebe ou cede uma quantidade de
calor ∆Q calor e sua temperatura varia ∆θ, então sua capacida- D E
de térmica será: θE

B C
∆Q θF
C=
o
⇒ Unidade: cal/ C
∆θ Q
QB QC QD QE QF
2.3. Calor específico de uma substância A
O calor específico de um material é a quantidade de calor
o • Trecho AB − Estado sólido − temperatura varia − Calor sensí-
necessária para variar em 1 C a temperatura de 1 g desse
vel.
material. Ou seja, é a capacidade térmica por unidade de mas-
• Trecho BC − Fusão − temperatura constante θF − Calor laten-
sa. Assim, o calor específico (c) de um material será:
te.
C • Trecho CD − Estado líquido − temperatura varia − Calor sen-
c=
m sível.
• Trecho DE − Ebulição − temperatura constante θE − Calor
Fazendo C = ∆Q/∆t, teremos: latente.
• Trecho EF − Estado de vapor − temperatura varia − Calor
∆Q o sensível.
c= ⇒ Unidade: cal/(g. C)
m.∆θ
2.6. EQUILÍBRIO TÉRMICO
2.4. Trocas de calor entre os corpos Num sistema termicamente isolado, se n corpos trocam
Considerando um sistema termicamente isolado, a quanti- calor entre si, no equilíbrio térmico, teremos:
dade de calor trocada entre os corpos é tal que a soma da
quantidade de calor recebida com a quantidade de calor cedida Q1 + Q2 + Q3 + L + Qn = 0
é nula. Dessa forma, teremos:
Ou seja, o somatório das quantidades de calor cedido e calor
∆Qrecebida + ∆Qcedida = 0 recebido é igual a zero.

2
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS:

01. Um recipiente é constituído de paredes adiabáticas. A água


nele contida tem massa 10 g e está, inicialmente a uma tempe-
ratura de 10ºC. Introduz-se no recipiente um bloco C, de massa
100g, à temperatura de 80ºC. Após certo tempo, a temperatura
de equilíbrio térmico é igual a 50ºC. Determine o calor específi-
co da substância do corpo C.

Resolução:
Do equilíbrio térmica de corpo/água, temos:

QA + QC = 0 ⇒ mA.cA.∆θ + mC.cC.∆θ = 0
10.1.(θ - 10) = 100.cC.(θ - 50) = 0
cC = 0,13 cal/(g.ºC)

Resposta: cC = 0,13 cal/(g.ºC)

02. O calor de fusão do gelo é aproximadamente 80 cal/g, o


calor específico do gelo 0,5 cal/(g.ºC) e o calor específico da
água 1,0 cal/(g.ºC). Determine a quantidade de calor necessária
para transformar 10 g de gelo a – 40°C em água a 20 ºC.

Resolução:

Utilizando das equações da calorimetria, teremos:

Q = Q1 + Q2 + Q3 ⇒ Q = mG.cG.∆θ + mG.LF + mA.cA.∆θ ⇒


Q = 10.0,5.(0 –(–40)) + 10.80 + 10.1,0.(20 – 0) ⇒
Q = 200 + 800 + 200 ⇒
Q = 1.200 cal

Resposta: 1.200 cal

03. Num recipiente adiabático, são misturados 10 kg de chum-


bo fundido (A) a 327°C (temp. de fusão) com 2 kg de chumbo
(B) a 27°C. Determine a massa de chumbo fundido no e quilíbrio
térmico sabendo-se que o calor específico do chumbo no esta-
do sólido é 0,03 cal/(g.ºC) e o calor latente de fusão 6 cal/g.

Resolução:
Elaborando um diagrama de temperatura para os dois corpos,
teremos:
Ponto de equilíbrio.
θ (ºC)

A
327

B
27
Q
18.000 60.000

Cálculos preliminares para interpretação do gráfico acima:


Quantidade de calor para aquecer B até 327º C.

Q1 = 2000.0,03.300 = 18.000 cal

Quantidade calor para solidificação total de A.

Q2 = 10000.6 = 60.000 cal

O corpo A cedeu 18.000 cal para o corpo B. Assim parte do


corpo A se solidificou e, o corpo B chegou ao ponto de fusão.
Assim, a temperatura de equilíbrio é de 327ºC.

Massa do corpo A que sofreu solidificação:


Q = m. L ⇒ 18.000 = m. 6 ⇒ m = 3000 g ⇒ m = 3 kg.

Resposta: 7 kg de chumbo continuam no estado líquido.


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