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MENSAGEM DO CANDIDATO

Caras(os) Camaradas,

No próximo dia 20 de Janeiro realizam-se as eleições para a Comissão Política Concelhia da


Maia do Partido Socialista. Este é um momento decisivo para o futuro do PS dadas as circunstâncias
resultantes das últimas Eleições Autárquicas.

O PS vive hoje, na Maia, vários constrangimentos de natureza estratégica, sendo essencial que o
período de debate interno se transforme num momento de reflexão sobre a abordagem ao futuro próximo,
dada a importância acrescida que este apresenta para a construção de um projeto de governação para o
concelho.

Nas últimas eleições autárquicas, apesar do resultado expressivo obtido, o projeto autárquico que
o PS integrou não nos permitiu atingir o objetivo central a que se propôs: vencer as Eleições Autárquicas.
Considero que, no decurso de todo este processo, o PS Maia não conseguiu equilibrar a sua atividade
política, tendo permitido que a Coligação constituída se substituísse ao normal funcionamento do Partido,
originando uma perda significativa de autonomia da nossa organização. A falta de autonomia a que o PS
Maia foi exposto resultou numa desagregação dos órgãos, num afastamento da militância e da
participação dos socialistas e na consequente ausência de representatividade nos órgãos autárquicos.

Dada a conjuntura, é fundamental que nas próximas eleições internas se afirme um projeto
político alternativo, que surja da vontade inata de afirmar os valores e os princípios do socialismo
democrático e que se alicerce na participação individual de cada um. Um projeto que reivindique a
autonomia estratégica do PS Maia e que tenha como princípios a valorização das nossas bases e a
afirmação do PS Maia como alternativa de governação no concelho da Maia. Um projeto que simbolize
os pilares fundadores do nosso partido como a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade, e integre a
diversidade de pensamento e opinião.

Por estas razões, e reconhecendo ter condições para construir este projeto alternativo, dirijo-me aos
militantes do PS Maia para apresentar esta Moção Global de Estratégia.

A minha ambição, que julgo ser partilhada por todos os socialistas maiatos, é de fazermos uma
verdadeira mudança reafirmando o PS Maia para transformarmos o nosso Concelho e o nosso modelo de
participação.

Saudações socialistas.

PAULO ROCHA
Militante n.º 90413. Nascido em 1973.
Contabilista Certificado e Empresário.
Desempenhou funções políticas como Secretário Coordenador da Secção de Barca e
membro, em diversos mandatos, da Comissão Política Concelhia do PS Maia e da
Comissão Política da Federação Distrital do Porto do PS. Foi membro da Assembleia de
Freguesia de Barca e da Assembleia de Freguesia do Castêlo da Maia. Foi vice-líder da
Bancada Parlamentar do PS na Assembleia Municipal da Maia. No atual mandato (2017-
2021), é líder da Bancada Parlamentar na Assembleia Municipal da Maia.

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MENSAGEM DO MANDATÁRIO

Caras(os) Camaradas,

Dirijo-me aos militantes do PS Maia que escolherão no próximo Sábado, o Presidente e a


respetiva Comissão Política Concelhia, na qualidade de Mandatário da Lista B, cuja Moção de Estratégia
se designa “AFIRMAR E VALORIZAR O PS MAIA”.

Honrado pelo convite, aceito-o por razões cívicas e políticas, esperando contribuir com o meu
apoio inequívoco para a vitória da referida Lista, apoio esse consubstanciado em quatro grandes ordens de
razão, nomeadamente:

1. O “núcleo duro” da Lista é composto por jovens com experiência política, em representação do
Partido em Assembleias de Freguesia ena Assembleia Municipal;

2. Não se arvoram em jovens que já sabem tudo, pelo que souberam, e bem, rodear-se de
Camaradas menos jovens para ouvirem os seus conselhos e opiniões, virtude que é de enaltecer;

3. De forma sensata e civilizada, em tempo útil e nos locais próprios, discordam da forma como o
processo Autárquico último foi conduzido, processo esse que levou à subalternização do PS
Maia relativamente ao outro Partido da Coligação, deixando a maioria dos militantes
envergonhados não só pelos métodos utilizados, como pela fraca representatividade do Partido
nos diferentes Órgãos Autárquicos do Concelho;

4. Porque estão neste processo eleitoral sem “vícios” e esquemas, movidos apenas por uma forte
vontade de trabalhar, com capacidade para apanhar os “cacos” resultantes das eleições
Autárquicas, afirmando e valorizando o Partido rumo a vitórias futuras.

Estas são as razões das quais peço aos Camaradas que reflitam.

Se estiverem de acordo, votem livremente para um futuro melhor do PS Maia.

Votem Lista B.

Saudações Socialistas,

O Mandatário,

Militante n.º 16894

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AFIRMAR O PS MAIA

O nosso país vive hoje um tempo de esperança. A nova experiência de governação do Partido
Socialista devolveu justiça social e confiança aos portugueses. A inversão da austeridade e a
implementação da política de devolução de rendimentos com finanças públicas equilibradas tem
permitido ao PS reconstruir a sua identidade. É essencial também que, na Maia, o PS afirme a sua
identidade ideológica em harmonia com o contexto progressista governativo e se posicione como um
elemento influente no panorama nacional.

O Partido Socialista da Maia necessita de explorar as suas relações institucionais a nível nacional,
federativo e com a juventude. Devemos ser um parceiro credível, honesto e de confiança junto dos
nossos pares. Só assim poderemos dar desenvolvimento ao nosso projeto numa colaboração estreita com
toda a hierarquia do Partido Socialista. O nosso projeto só faz sentido se tivermos a capacidade de ocupar
o espaço político que nos é devido.

No âmbito regional, é urgente o PS Maia ser uma voz ativa e defender políticas de cooperação
territorial. Em consequência dos novos modelos de organização e unidade política intermunicipal, é
essencial que o nosso concelho integre a estratégia comum transversal ao Distrito do Porto e
consolidemos um rumo de cooperação estratégica entre concelhos nessa escala territorial. Devemos ser
precursores dos grandes debates no espaço público acerca da Regionalização e da recente
Descentralização de Competências para os Municípios, pois esta é a direção para a redução gradual das
desigualdades sociais, inclusivamente no interior do nosso concelho.

Sendo este o mandato anterior àquele onde se terá de desenvolver e promover o próximo ato
eleitoral autárquico, é fundamental que se discuta o futuro próximo do PS, nomeadamente a sua
autonomia estratégica e as suas relações com as outras forças políticas. É urgente que o PS Maia, como
um todo, envolvendo Comissão Política, Secções, Autarcas, Militantes e Simpatizantes, promova, ainda
no primeiro trimestre deste ano, um amplo debate sobre este tema, fixando uma estratégia clara sobre
o seu posicionamento concelhio em termos de autonomia e relações políticas. Discutida e definida
esta estratégia, é prioritário que o Partido crie uma visão própria, desenvolvida e qualificada sobre os
assuntos do concelho e que seja capaz de apresentar propostas próprias fundamentadas e equilibradas. É
necessário quebrar o ciclo de inércia que tem conduzido o concelho a assimetrias consideráveis no seu
território, consequência direta da falta de visão política e de planeamento. A Maia corre a duas
velocidades resultantes das realidades distintas das freguesias e esse fator limita em determinados
domínios a sua competitividade no contexto da Área Metropolitana do Porto. Somam-se ainda a todos
estes problemas a implementação a régua e esquadro de uma reforma da reorganização administrativa do
território das freguesias que fragmentou ainda mais o concelho, sem ouvir as populações e negligenciando
a identidade e tradição de cada uma das realidades.

O contributo de todos é indispensável. O PS Maia tem um árduo desafio pela frente mas estamos
confiantes de que é possível um novo ciclo político para o nosso partido. Nos próximos dois anos é
crucial a adoção de medidas e o desenvolvimento de ideias e projetos para que, após este mandato, os
maiatos possam ganhar confiança em nós e nos afirmemos como uma alternativa de poder.

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VALORIZAR O PS MAIA
Valorizar os Estatutos e os Regulamentos

Os partidos políticos organizam-se internamente segundo um conjunto de regras e de princípios


que devem, intemporalmente, serem respeitados e cumpridos. O PS Maia, como partido político garante
dessas prerrogativas, tem a obrigação de zelar pela democracia interna e legalidade dos procedimentos,
norteando assim a sua a ação política. Nesse sentido, a transparência deve constituir um desígnio
fundamental para aprofundar o escrutínio e permitir um melhor envolvimento de todos os militantes.

O funcionamento da Comissão Política Concelhia e das Assembleias Gerais de Militantes é


essencial para a responsabilização dos órgãos. Por isso, é primordial cumprir e fazer cumprir os
Estatutos do PS. No campo da transparência e das relações com o Partido iremos instituir mecanismos
de prestação de contas dos eleitos autárquicos. Para além do regular funcionamento que obriga a
reuniões trimestrais, implementaremos reuniões descentralizadas para promover uma militância em
proximidade. Criaremos também uma plataforma autárquica cujo principal objetivo será o de promover a
atividade dos eleitos junto dos eleitores, um instrumento na relação direta entre o partido e os
cidadãos

Valorizar a militância

O militante foi afastado no passado recente dos processos de discussão e de decisão, sendo
fundamental recentrá-lo como peça fundamental da vida política interna do PS. A direção do partido
desencontrou-se da militância nos últimos anos, por isso é essencial reforçar os processos democráticos
no interior do partido e aumentar o ativismo, promovendo uma gestão aberta e participativa.

Do ponto de vista organizacional, é indispensável uma revisão da base de dados concelhia e


consequente reorganização integral, no sentido de facilitar todos os mecanismos de comunicação e
agilizar procedimentos administrativos. A atualização de dados (contactos e dados pessoais) será a nossa
proposta para equilibrarmos a realidade da militância e dos elementos que constam das listagens, de
forma a introduzirmos mecanismos de validação adicional dos processos de filiação.

O PS deve acompanhar o desenvolvimento das novas tecnologias e integrar as ferramentas


disponíveis na aproximação para com os cidadãos. Criaremos um mecanismo de pré-inscrição de
militantes online. É também exigível que se encontrem ferramentas de captação de novos militantes,
como por exemplo o lançamento de uma campanha de inscrição com ampla divulgação nos meios
comunicacionais do Partido e nas redes sociais..

Valorizar a militância é também envolver os militantes nos fóruns de discussão e debate,


visando a partilha de ideias. Criaremos o “Espaço Militante”, integrado numa plataforma de
comunicação, com o intuito de divulgarmos as opiniões e perspetivas políticas de cada militante, dando
voz a todos e potenciando o nosso capital político e humano.

No âmbito da formação política, enquanto instrumento de apoio ao argumentário político e


enriquecimento pessoal, os próximos dois anos de mandato são essenciais para habilitarmos os nossos
militantes para uma intervenção qualificada nas nossas áreas de atuação, preparando-os para os desafios
futuros. Será criadoum programa de formação política sobre as mais diversas áreas temáticas, incidindo
especialmente sobre a matriz ideológica do socialismo democrático e as grandes questões autárquicas.

O PS precisa de renovar a sua estrutura. Será prioritário para nós acolher a participação política

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ativa dos mais jovens, apostando na riqueza geracional do nosso partido e no rejuvenescimento
transversal das nossas bases. Continuaremos o processo de inclusão nas listas, ao exemplo daquela que
apresentamos nesta mesma candidatura à Comissão Política Concelhia.

Valorizar as Secções e os Eleitos

As Secções de Residência são parceiros imprescindíveis na nossa caminhada conjunta. Nos


últimos anos, assistimos a uma desarticulação generalizada e ao afastamento das secções relativamente ao
centro de decisão. É necessário desenvolver junto dos respetivos secretariados um plano de trabalho e
aproximação para promover as propostas políticas do PS junto dos tecidos sociais das freguesias.
Neste contexto, também a descentralização de reuniões de carácter mensal ou outras ações serão
importantes para, no respeito pela autonomia, motivar, agregar e ajudar ao desenvolvimento dos projetos
locais.

O apoio às secções deve também materializar-se na criação de um roteiro que permita


desenvolver o trabalho do grupo “10 em Rede”, previsto no regulamento da Comissão Política
Concelhia, envolvendo os eleitos locais e os diferentes órgãos do partido. Desta forma, é importante
reforçar as competências e os mecanismos de trabalho deste grupo autónomo.

A presença dos dirigentes do partido nas diferentes freguesias é condição principal para os
nossos autarcas eleitos sentirem o apoio e solidariedade da direção da Comissão Política Concelhia, em
estreita colaboração com o grupo “10 em rede”. No atual mapa autárquico, o Partido Socialista apoiou
duas candidaturas vencedoras à presidência de duas Juntas de Freguesia. É estrategicamente necessário
que o PS reforce a sua representatividade ao nível local para o crescimento sustentado do seu
eleitorado, apoie a governação local em Águas Santas e Milheirós, suporte os camaradas das
freguesias onde somos oposiçãoe crie laços de confiança.

A extensa e profunda discussão sobre a reorganização territorial do nosso concelho deve, nos
próximos dois anos, ter lugar dentro do Partido Socialista. A reorganização das freguesias trouxe novos
desafios de análise e conceção de políticas, merecendo a nossa detalhada atenção para a adaptação ao
novo modelo de gestão autárquica. Assim, iremos promover um amplo debate dirigido e coordenado
pelas secções para equacionarmos uma integração progressiva no novo mapa autárquico.

Valorizar o debate

Durante os próximos dois anos, o PS Maia tem nas suas mãos uma oportunidade única para se
organizar em torno de uma agenda própria. A mesma deve proporcionar aos militantes e simpatizantes
debates e partilha de ideias, capazes de atrair e mobilizar os maiatos em torno dos temas centrais da
governação do concelho.

A governação do PS no país, com o apoio parlamentar inédito das forças políticas à nossa
esquerda, deve merecer a nossa atenção. É por isso fundamental que a Maia procure ocupar o seu espaço
político no contexto nacional, promovendo uma série de debates que se centrem, quer no nosso
posicionamento político e nas nossas relações com a sociedade, quer com os temas centrais da

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governação do concelho (emprego, habitação, regionalização, descentralização, educação, saúde,
sindicalismo, identidade ideológica, entre outros). A riqueza na diversidade, a partilha e a discussão são
sinais fortes da vitalidade do PS Maia que se pretende mais forte, mais coeso e mais preparado para o
combate autárquico. Desta forma, propomos a realização do “Fórum Maia 2030”, para que à distância
de uma década seja possível projetar uma Maia de vanguarda e de referência. O mesmo será incluído na
Convenção Autárquica, espaço ideal para uma reflexão conjunta.

O PS Maia tem a obrigação de liderar a oposição ao executivo camarário para ser reconhecido
como uma alternativa credível à governação do nosso concelho. Agiremos no sentido de aproximar, criar
e influenciar causas sectoriais de relevo para a Maia, através de mecanismos internos ou de movimentos
de cidadãos informais com intervenção cívica. É com estes pressupostos que aumentaremos a nossa
influência nos movimentos sociais do nosso concelho, desde a cultura, o ambientalismo, sindicalismo,
até a movimentos de promoção da Igualdade.

Valorizar a Comunicação

A comunicação é indispensável ao regular funcionamento de qualquer organização. Nos últimos


anos, o desinvestimento nesta área levou à perda de capacidade de penetração do PS junto do eleitorado,
provocando uma contínua desmobilização em torno do partido, assim como no seu interior, devido à
incapacidade de circulação da informação.

Esta candidatura propõe-se criar um Gabinete de Comunicação que desenvolverá ao longo dos
próximos dois anos uma estratégia comunicacional, em plena coordenação com todos os órgãos do
partido.

A aposta nas redes sociais reveste-se de especial importância na sociedade tecnológica e de


informação dos dias de hoje. As redes sociais são ferramentas de comunicação que devem ser exploradas
e dinamizadas de forma continuada, devendo ser um espelho da atividade política concelhia.

Tal como supracitado neste mesmo documento, a revisão da base de dados concelhia permitirá
a prossecução de novos objetivos no âmbito da comunicação interna. É ainda nossa vontade instituir o
“Espaço do Militante”, rúbrica integrante de uma nova e ambiciosa plataforma digital que divulgará a
atividade concelhia e local do partido, notícias de interesse das nossas áreas de intervenção e artigos de
opinião.

Valorizar a Sede Concelhia

A utilização e manutenção dos espaços representa a dignificação, ainda que simbólica, do


partido. A sede Concelhia, expoente máximo da liberdade de pensamento, partilha de ideias e encontro
entre camaradas deve ser zelada e dinamizada. A negligência manifestada na gestão deste espaço não
beneficiou o seu uso durante os últimos anos nem a imagem do PS no exterior.

É nosso objetivo, após a auscultação dos órgãos do PS, encontrar um mecanismo de


financiamento que permita o usufruto pleno da Sede, assim como a solvabilidade perante os custos da
sua manutenção.

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