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UNIVERSIDADE MACKENZIE ENGENHARIA CIVIL OBRAS DE TERRA SISTEMAS CONSTRUTIVOS PARA CORTINAS DE CONTENÇÃO Professores da

UNIVERSIDADE MACKENZIE

ENGENHARIA CIVIL

OBRAS DE TERRA

SISTEMAS CONSTRUTIVOS PARA CORTINAS DE CONTENÇÃO

Professores da disciplina

Henrique Dinis Henrique Furia Silva

CORTINAS DE CONTENÇÃO – PROCESSOS DE EXECUÇÃO O trabalho apresenta os principais conceitos que envolvem

CORTINAS DE CONTENÇÃO PROCESSOS DE

EXECUÇÃO

O trabalho apresenta os principais conceitos que envolvem o

processo de execução de cortinas de contenção e os procedimentos executivos necessários à sua implantação por meio de:

estacas prancha;

cortinas com perfis metálicos;

paredes diafragma.

HENRIQUE DINIS

Paredes de Contenção

Cortinas de Estacas-prancha verticais

CORTINAS DE ESTACAS – PRANCHA São estruturas constituídas por estacas formadas por perfis metálicos delgados

CORTINAS DE ESTACAS PRANCHA

São estruturas constituídas por estacas formadas por perfis metálicos delgados em forma de pranchas, que são cravados

justapostos no terreno e que possuem engates laterais que

permitem a conexão entre eles, formando uma cortina.

A parede assim concebida se denomina de cortina em estacas

prancha. As estacas são comumente de aço ou de concreto,

podendo ser usados elementos de madeira em obras provisórias.

Para resistir aos esforços da cravação, sem sofrer flambagem, as

estacas-prancha metálicas possuem configurações especiais que lhe garantem a rigidez necessária, mesmo tendo pequenas espessuras.

HENRIQUE DINIS

ESTACAS - PRANCHA METÁLICAS Consiste em obter paredes de contenção através da cravação de perfis

ESTACAS - PRANCHA METÁLICAS

Consiste em obter paredes de contenção através da cravação de perfis laminares metálicos no solo, articulados entre si, através de junções tipo macho e fêmea.

de perfis laminares metálicos no solo, articulados entre si, através de junções tipo macho e fêmea.

HENRIQUE DINIS

A cravação pode ser efetuada com equipamentos vibratórios (abaixo) ou martelos de cravação. HENRIQUE DINIS

A cravação pode ser efetuada com equipamentos vibratórios

(abaixo) ou martelos de cravação.

A cravação pode ser efetuada com equipamentos vibratórios (abaixo) ou martelos de cravação. HENRIQUE DINIS
A cravação pode ser efetuada com equipamentos vibratórios (abaixo) ou martelos de cravação. HENRIQUE DINIS

HENRIQUE DINIS

Estacas-prancha verticais

Podem ser metálicas, de madeira, ou de plástico.

São muito usadas em valas, principalmente para escavações abaixo do nível d’água, pois são relativamente estanques.

para escavações abaixo do nível d’água, pois são relativamente estanques. PAULO RICARDO MONTEIRO MOURA
para escavações abaixo do nível d’água, pois são relativamente estanques. PAULO RICARDO MONTEIRO MOURA

PAULO RICARDO MONTEIRO MOURA

CORTINAS DE ESTACAS – PRANCHA Vantagens • O material é recuperável com guinchos pesados, podendo

CORTINAS DE ESTACAS PRANCHA Vantagens

O material é recuperável com guinchos pesados, podendo ser

várias vezes reaproveitado.

Admitem cortes e emendas.

Suportam elevados esforços de cravação.

Desvantagens

Suscetível à corrosão em estruturas marinhas

Devido à grande esbeltez, podem ocorrer desaprumos

durante a cravação.

HENRIQUE DINIS

Paredes de Contenção

Escoramento de Cortinas

Utilização de Estacas Prancha para Execução de Subsolos As estacas prancha têm grande aplicação para

Utilização de Estacas Prancha para Execução de

Subsolos

As estacas prancha têm grande aplicação para execução de subsolos, em especial, quando a edificação se encontra nas divisas do terreno.

Na obra definitiva, as paredes de contenção assim formadas, são

escoradas pelos pisos térreos, ou dos subsolos consecutivos.

HENRIQUE DINIS

A - Cortinas de contenção escoradas com tirantes Durante a execução, para possibilitar a escavação,

A - Cortinas de contenção escoradas com tirantes

Durante a execução, para possibilitar a escavação, pode-se escorar as paredes, de forma provisória, através de tirantes protendidos, que são removidos após a execução

dos vários pavimentos, que passam a ter o papel de

escoras.

Exemplo

Subsolo com três pavimentos.

As fundações internas às paredes de contenção podem ser

executadas após as escavações, caso o método

construtivo assim o permitir.

HENRIQUE DINIS

HENRIQUE DINIS
HENRIQUE DINIS

HENRIQUE DINIS

HENRIQUE DINIS
HENRIQUE DINIS

HENRIQUE DINIS

B - Cortinas de contenção escoradas pelos próprios pavimentos Quando os tirantes são inviáveis, por

B - Cortinas de contenção escoradas pelos próprios

pavimentos

Quando os tirantes são inviáveis, por haver ocupações vizinhas que impedem sua aplicação, tem-se como

solução, alternativa bem usual, executar as estruturas do

pavimento térreo, antes das escavações, que terá o papel de escora para as paredes de contenção.

A seguir, procede-se às escavações, descalçando as

fundações do referido pavimento, que serão incorporadas aos pilares definitivos.

Exemplo

Execução de subsolo com dois pavimentos.

HENRIQUE DINIS

Fundações descalçadas durante a escavação, a serem incorporadas nos pilares. HENRIQUE DINIS

Fundações descalçadas durante a escavação, a serem incorporadas nos pilares.

Fundações descalçadas durante a escavação, a serem incorporadas nos pilares. HENRIQUE DINIS
Fundações descalçadas durante a escavação, a serem incorporadas nos pilares. HENRIQUE DINIS

HENRIQUE DINIS

Detalhe da junção das estruturas dos pavimentos com as estacas prancha. Detalhe das cortinas de

Detalhe da junção das estruturas dos pavimentos

com as estacas prancha.

Detalhe das cortinas de contenção após a conclusão da obra.

dos pavimentos com as estacas prancha. Detalhe das cortinas de contenção após a conclusão da obra.
dos pavimentos com as estacas prancha. Detalhe das cortinas de contenção após a conclusão da obra.

HENRIQUE DINIS

Paredes de Contenção

Cortinas com perfis metálicos e

pranchas horizontais de madeira

CORTINAS EM PERFIS METÁLICOS E PRANCHADA HORIZONTAL Consiste em formar uma parede de contenção reticulada,

CORTINAS EM PERFIS METÁLICOS E PRANCHADA HORIZONTAL

Consiste em formar uma parede de contenção reticulada, através de perfis metálicos devidamente espaçados. O espaço formado entre os perfis é estruturado vão a

vão, com pranchas horizontais de madeira ou peças pré-fabricadas de concreto.

As pranchas são encaixadas e presas nos próprios perfis, à medida que a escavação é efetuada.

e presas nos próprios perfis, à medida que a escavação é efetuada. HENRIQUE DINIS / PAULO

HENRIQUE DINIS / PAULO RICARDO MONTEIRO MOURA

Perfis Metálicos

É uma cortina descontínua (na ficha). Não pode ser empregado em escavações abaixo do lençol freático, pois não é estanque.

abaixo do lençol freático, pois não é estanque. Perfis metálicos, em geral em “I”, com grande
abaixo do lençol freático, pois não é estanque. Perfis metálicos, em geral em “I”, com grande
abaixo do lençol freático, pois não é estanque. Perfis metálicos, em geral em “I”, com grande

Perfis metálicos, em geral em “I”, com grande inércia, que suportam o terreno em balanço ou com estroncas

ou tirantes quando necessário

PAULO RICARDO MONTEIRO MOURA

Perfis Metálicos (18/09/2014)

Perfis Metálicos (18/09/2014) HENRIQUE FURIA SILVA
Perfis Metálicos (18/09/2014) HENRIQUE FURIA SILVA

HENRIQUE FURIA SILVA

Perfis metálicos

Perfis metálicos MONICA MACHADO STUERMER / PAULO RICARDO MONTEIRO MOURA
Perfis metálicos MONICA MACHADO STUERMER / PAULO RICARDO MONTEIRO MOURA

MONICA MACHADO STUERMER / PAULO RICARDO MONTEIRO MOURA

Paredes de Contenção

Cortinas com perfis metálicos e

pranchas horizontais pré-fabricadas

do tipo treliça em concreto armado

Exemplo Cortina em perfis metálicos e pranchas com peças pré-fabricadas treliça. Cravação dos perfis metálicos

Exemplo

Cortina em perfis metálicos e pranchas com peças pré-fabricadas treliça.

em perfis metálicos e pranchas com peças pré-fabricadas treliça. Cravação dos perfis metálicos HENRIQUE DINIS

Cravação dos perfis metálicos

HENRIQUE DINIS

Exemplo Cortina em perfis metálicos e pranchas com peças pré-fabricadas treliça. Preparo das pranchas para

Exemplo

Cortina em perfis metálicos e pranchas com peças pré-fabricadas treliça.

metálicos e pranchas com peças pré-fabricadas treliça. Preparo das pranchas para inserção entre os perfis

Preparo das pranchas para inserção entre os perfis cravados

HENRIQUE DINIS

Escavação • A escavação é efetuada de cima para baixo. • As pranchas são colocadas

Escavação

A

escavação é efetuada de cima para

baixo.

As pranchas são colocadas a medida

que a escavação prossegue, em

passos suficientes para não ocorrer o desmoronamento do solo entre os perfis.

Após a colocação das pranchas e

término das escavações, é efetuada a

concretagem entre os perfis, segundo

o projeto.

das pranchas e término das escavações, é efetuada a concretagem entre os perfis, segundo o projeto.
das pranchas e término das escavações, é efetuada a concretagem entre os perfis, segundo o projeto.

HENRIQUE DINIS

EXEMPLOS Projeto Estrutural: Ingaplan - Maringá – PR HENRIQUE DINIS

EXEMPLOS

Projeto Estrutural: Ingaplan - Maringá PR

EXEMPLOS Projeto Estrutural: Ingaplan - Maringá – PR HENRIQUE DINIS
EXEMPLOS Projeto Estrutural: Ingaplan - Maringá – PR HENRIQUE DINIS

HENRIQUE DINIS

HENRIQUE DINIS
HENRIQUE DINIS
HENRIQUE DINIS
HENRIQUE DINIS
HENRIQUE DINIS

HENRIQUE DINIS

HENRIQUE DINIS
HENRIQUE DINIS
HENRIQUE DINIS
HENRIQUE DINIS

HENRIQUE DINIS

RUA BORGES LAGOA (13/03/2015)

RUA BORGES LAGOA (13/03/2015) HENRIQUE FURIA SILVA
RUA BORGES LAGOA (13/03/2015) HENRIQUE FURIA SILVA

HENRIQUE FURIA SILVA

HENRIQUE FURIA SILVA
HENRIQUE FURIA SILVA
HENRIQUE FURIA SILVA
HENRIQUE FURIA SILVA

HENRIQUE FURIA SILVA

Paredes de Contenção

Paredes Diafragma

PAREDES DIAFRAGMA Trata-se da execução de painéis de concreto armado moldados in loco ou pré-

PAREDES DIAFRAGMA

Trata-se da execução de painéis de concreto armado moldados in loco ou pré- moldados, imersos e confinados no solo, denominados de "lamelas".

As lamelas são obtidas através da escavação e preenchimento de trincheiras

escavadas com uso contínuo de um fluído estabilizante, em geral, lama bentonítica, visando estabilizar a escavação e contrabalançar os empuxos, em especial, devido à ocorrência de lençol freático no terreno.

Têm como finalidade a execução de um muro contínuo no subsolo, que possibilita a absorção de cargas axiais e empuxos horizontais, sendo dimensionadas aos esforços decorrentes às solicitações de flexão ou flexo-

compressão.

HENRIQUE DINIS

Esquema da sequência executiva básica HENRIQUE DINIS

Esquema da sequência executiva básica

Esquema da sequência executiva básica HENRIQUE DINIS

HENRIQUE DINIS

Método executivo A execução das paredes é feita através de uma sequência executiva, que prevê

Método executivo

A execução das paredes é feita através de uma sequência executiva, que

prevê várias etapas. Entre as principais, pode-se enumerar:

Execução da mureta guia.

Escavação da lamela e preenchimento com lama bentonítica.

Lançamento da armadura.

Desarenação da lama bentonítica.

Concretagem submersa.

HENRIQUE DINIS

Como VANTAGENS desse sistema, ressaltamos: • Atingir grandes profundidades abaixo do lençol freático,

Como VANTAGENS desse sistema, ressaltamos:

Atingir grandes profundidades abaixo do lençol freático, possibilitando, por exemplo, a previsão de maior número de subsolos.

Contenção lateral para grandes escavações, como: poços, casas de máquina, silos subterrâneos, etc.

Impermeabilização de barragens, diques e escavações.

Canalizações de córregos ou rios, evitando-se métodos

executivos complexos, como corta-rios.

Execução de parede junto à edificação vizinha, sem causar

danos a esta, por não provocar vibrações ou alívio significativo

das pressões laterais.

HENRIQUE DINIS

18/09/2014

Mureta guia

18/09/2014 Mureta guia Montagem da armação HENRIQUE FURIA SILVA

Montagem da armação

18/09/2014 Mureta guia Montagem da armação HENRIQUE FURIA SILVA

HENRIQUE FURIA SILVA

MONICA MACHADO STUERMER

MONICA MACHADO STUERMER

Paredes Diafragma

Lamelas Moldadas in loco

LAMELAS MOLDADAS IN LOCO São executadas com concretagem submersa. Têm seção retangular, sendo sua espessura

LAMELAS MOLDADAS IN LOCO

São executadas com concretagem submersa. Têm seção retangular, sendo sua

espessura variável entre 0,30 m até 1,20 m e com larguras variando entre 1,50 m até 3,00 m.

Em função das características geológicas do terreno, as lamelas podem ser

escavadas consecutivamente ou alternadas, sendo que a junção entre as

sucessivas lamelas é obtida através de formas tipo macho-fêmea nas extremidades, obtida com a utilização de perfis metálicos, ou tubos junta.

formas tipo macho-fêmea nas extremidades, obtida com a utilização de perfis metálicos, ou tubos junta. HENRIQUE

HENRIQUE DINIS

Na sequência da escavação, para obtenção de paredes contínuas, recomenda-se que os trechos em escavação

Na sequência da escavação, para obtenção de paredes contínuas,

recomenda-se que os trechos em escavação não ultrapassem 5,0m em

uma única escavação.

contínuas, recomenda-se que os trechos em escavação não ultrapassem 5,0m em uma única escavação. HENRIQUE DINIS

HENRIQUE DINIS

Mureta guia • Inicialmente, executa-se uma mureta guia, em concreto armado ou chapa metálica, que

Mureta guia

Inicialmente, executa-se uma mureta guia, em concreto armado ou chapa metálica, que serve como guia para a escavação e também para contenção da camada de terreno superficial.

As muretas-guia, com a função de balizar a escavação do painel e estabilização do terreno superficial lindeiro à futura parede, devem ser executadas de acordo com detalhes e especificações constantes do

projeto.

De forma geral, definem o alinhamento, facilitando o posicionamento das lamelas da parede diafragma e servindo como guia para posicionamento

do equipamento.

HENRIQUE DINIS

Mureta guia Profundidade: de 1 a 2 metros Espessura: de 0,10 a 0,20 metros A

Mureta guia

Profundidade: de 1 a 2 metros Espessura: de 0,10 a 0,20 metros

A escavação inicial deve ser efetuada com retro-

escavadeira ou escavação

manual, para então implantação das paredes guias.

ser efetuada com retro- escavadeira ou escavação manual, para então implantação das paredes guias. HENRIQUE DINIS
ser efetuada com retro- escavadeira ou escavação manual, para então implantação das paredes guias. HENRIQUE DINIS

HENRIQUE DINIS

Paredes Diafragma

Escavação das lamelas

Escavação das lamelas Segue-se com a escavação das lamelas, com utilização do clam-shell e com

Escavação das lamelas

Segue-se com a escavação das lamelas, com utilização do clam-shell e com a utilização

contínua de lama bentonítica.

A escavação deve ser efetuada na largura especificada para a parede e em

passos, o tanto quanto possível

horizontais, não se deixando degraus de grande porte na escavação;

e em passos, o tanto quanto possível horizontais, não se deixando degraus de grande porte na

HENRIQUE DINIS

Escavação das lamelas HENRIQUE DINIS
Escavação das lamelas HENRIQUE DINIS
Escavação das lamelas HENRIQUE DINIS

Escavação das lamelas

HENRIQUE DINIS

Escavação das lamelas

Escavação das lamelas MONICA MACHADO STUERMER / PAULO RICARDO MONTEIRO MOURA
Escavação das lamelas MONICA MACHADO STUERMER / PAULO RICARDO MONTEIRO MOURA
Escavação das lamelas MONICA MACHADO STUERMER / PAULO RICARDO MONTEIRO MOURA

MONICA MACHADO STUERMER / PAULO RICARDO MONTEIRO MOURA

Escavação das lamelas
Escavação das
lamelas

MONICA MACHADO STUERMER / PAULO RICARDO MONTEIRO MOURA

Quando o subsolo apresentar resistência elevada, impedindo que a escavação seja efetuada com o uso

Quando o subsolo apresentar resistência elevada, impedindo que a

escavação seja efetuada com o uso do clam-shell, utiliza-se uma ferramenta de escarificação, denominada hidrofresa, para destruir a estrutura do solo do fundo. Constitui-se de um par de esteiras metálicas, que encontram reação através do próprio peso.

do fundo. Constitui-se de um par de esteiras metálicas, que encontram reação através do próprio peso.
do fundo. Constitui-se de um par de esteiras metálicas, que encontram reação através do próprio peso.

HENRIQUE DINIS

Tubo-junta Após a escavação, coloca-se o tubo-junta para delimitação da largura da lamela a ser

Tubo-junta

Após a escavação, coloca-se o tubo-junta para delimitação da largura da

lamela a ser concretada, no caso de moldagem “in loco”.

o tubo-junta para delimitação da largura da lamela a ser concretada, no caso de moldagem “in
o tubo-junta para delimitação da largura da lamela a ser concretada, no caso de moldagem “in

HENRIQUE DINIS

Paredes Diafragma

Armação

Armação Atingida a profundidade estabelecida em projeto, deve-se proceder à limpeza da base da escavação,

Armação

Atingida a profundidade estabelecida em projeto, deve-se proceder à limpeza da base da escavação, com a retirada de detritos remanescentes, para inserir a armação.

A armação deve estar pré-montada em forma de uma gaiola, provida de alças

e roletes espaçadores de forma a manter a posição vertical e os recobrimentos mínimos previstos no projeto.

espaçadores de forma a manter a posição vertical e os recobrimentos mínimos previstos no projeto. HENRIQUE

HENRIQUE DINIS

O içamento da gaiola metálica deve ser efetuado com apoio de guindastes, lançando-a então na

O içamento da gaiola metálica deve ser efetuado com apoio de guindastes, lançando-a então na lamela.

O içamento da gaiola metálica deve ser efetuado com apoio de guindastes, lançando-a então na lamela.
O içamento da gaiola metálica deve ser efetuado com apoio de guindastes, lançando-a então na lamela.

HENRIQUE DINIS

Deve-se efetuar a recirculação de lama após a aplicação da gaiola, para desarenamento da lama

Deve-se efetuar a recirculação de lama após a aplicação da gaiola, para desarenamento da lama bentonítica, para posterior concretagem submersa.

a aplicação da gaiola, para desarenamento da lama bentonítica, para posterior concretagem submersa. HENRIQUE DINIS
a aplicação da gaiola, para desarenamento da lama bentonítica, para posterior concretagem submersa. HENRIQUE DINIS

HENRIQUE DINIS

Paredes Diafragma

Concretagem submersa

Concretagem submersa Após a colocação da armadura, deve-se efetuar a concretagem da lamela. Características do

Concretagem submersa

Após a colocação da armadura, deve-se efetuar a concretagem da lamela.

Características do concreto

- fck ≥ 20 MPa, consumo de concreto de 400 kgf/m³;

- fator água/cimento ≤ 0,6 e slump-test de 20 ± 2 cm.

A Concretagem deve ser efetuada com utilização de funil acoplado a tubo

Tremonha, que deve ser mantido imerso no mínimo a 1,5 m da camada superior do concreto, para manter a homogeneidade deste.

O funil de concretagem e tubo tremonha devem ter um diâmetro mínimo de

250 mm (10”) e comprimento maior do que a profundidade do painel mais profundo. Nas paredes com espessura menor do que 40 cm, pode-se utilizar tubo

tremonha com diâmetro de 200 mm (8”), desde que se utilize concreto

com slump maior do que 21 cm.

HENRIQUE DINIS

Com o preenchimento do painel pelo concreto, a lama, com menor densidade, sobe, devendo ser

Com o preenchimento do painel pelo concreto, a lama, com menor

densidade, sobe, devendo ser bombeada para fora da caixa e estocada no silo específico ou até mesmo, podendo ser descartada em local adequado.

A concretagem da lamela deve ser contínua, tomando-se a precaução de manter o tubo sempre imerso no concreto e, concomitantemente, procede-se a retirada da lama bentonítica excedente, para reciclagem e reaproveitamento.

procede-se a retirada da lama bentonítica excedente, para reciclagem e reaproveitamento. HENRIQUE DINIS
procede-se a retirada da lama bentonítica excedente, para reciclagem e reaproveitamento. HENRIQUE DINIS

HENRIQUE DINIS

A concretagem do painel deve ser processada com a maior brevidade possível, evitando eventuais instabilizações;

A concretagem do painel deve ser processada com a maior brevidade possível,

evitando eventuais instabilizações; por outro lado, caso a concretagem seja interrompida de um dia para outro, deve-se providenciar a nova troca da lama, antes do seu reinício.

Imediatamente após o endurecimento do concreto, devem ser removidos os tubos-

juntas.

do concreto, devem ser removidos os tubos- juntas. Deve-se efetuar o controle das características do concreto,

Deve-se efetuar o controle das características do concreto, abrangendo:

Verificação do slump, conforme NBR 12655, de todo caminhão betoneira que chegar à obra. O slump deve atender o especificado no traço de concreto.

Moldagem de 4 corpos de prova cilíndricos, conforme NBR 5738 de todo

caminhão betoneira que chegar a obra, para determinação da resistência à compressão simples, conforme NBR 5739, aos 7 e 28 dias de cura.

HENRIQUE DINIS

Paredes Diafragma

Propriedades dos materiais

Lama bentonítica A lama é obtida através da mistura da bentonita com água potável, em

Lama bentonítica

A lama é obtida através da mistura da bentonita com água potável, em proporção variável de 25 kg / m 3 a 75 kg/ m 3 de água. Essa variação é função da viscosidade e da densidade que se pretende obter.

A lama nova é preparada em misturadores de alta velocidade, sendo batida e bombeada para Tanques de Maturação. Para permitir a adequada hidratação, a lama deve ser preparada no mínimo doze horas antes do

uso, recomendado 48 horas, onde descansa, estando então pronta para

sua utilização, sendo estocada nos tanques para aplicação na lamela em escavação.

Central de Lama e Bombas

A Central de Lama consiste em um conjunto com misturador de alta turbulência, provida de recipiente com capacidade de armazenamento da lama.

As bombas apropriadas para lama devem apresentar capacidade para

bombear, pelo menos, o volume do maior painel a ser concretado, no

prazo de duas horas.

HENRIQUE DINIS

A lama bentonítica deve apresentar as seguintes propriedades: • Estabilidade, produzida pelo fato da suspensão

A lama bentonítica deve apresentar as seguintes propriedades:

Estabilidade, produzida pelo fato da suspensão de bentonita se manter por longo período;

Capacidade de formar nos vazios do solo junto à superfície da escavação,

uma película separadora, também denominada de “cake”, que impede a

penetração da lama nos poros do solo. A formação dessa película é possível desde que a pressão da lama bentonítica contra a parede seja maior que aquela proveniente da água subterrânea.

Comportamento fluído quando agitada, para possibilitar sua aplicação e

manuseio, porém capaz de formar um gel quando em repouso, cuja propriedade se dá o nome de Tixotropia.

em repouso, cuja propriedade se dá o nome de Tixotropia. Com isso a estabilidade da escavação

Com isso a estabilidade da escavação estará

garantida, dentro dos limites de geometria recomendados para a trincheira.

HENRIQUE DINIS

ENSAIOS REALIZADOS Peso específico ou densidade A densidade varia com a porcentagem da bentonita na

ENSAIOS REALIZADOS

Peso específico ou densidade A densidade varia com a porcentagem da bentonita na mistura. São necessárias grandes variações de bentonita, para resultar pequena variação na faixa densidade. Valores baixos da densidade para a lama podem significar perda da sua estabilidade hidrostática. O ensaio é feito através da “mud balance”do tipo Baroid.

perda da sua estabilidade hidrostática. O ensaio é feito através da “mud balance”do tipo Baroid. HENRIQUE

HENRIQUE DINIS

Viscosidade A lama nova, sem contaminação, possui viscosidade entre 32 segundos a 37 segundos. O

Viscosidade

A lama nova, sem contaminação, possui viscosidade entre 32 segundos a 37

segundos. O ensaio de viscosidade é realizado utilizando-se o Viscosímetro tipo MARSH (Cone de MARSH).

37 segundos. O ensaio de viscosidade é realizado utilizando-se o Viscosímetro tipo MARSH (Cone de MARSH).

HENRIQUE DINIS

pH (Acidez) O controle do pH é importante porque sua variação poderá acelerar o fenômeno

pH (Acidez)

O controle do pH é importante porque sua variação poderá acelerar o fenômeno de floculação, que se evidencia pelo aparecimento de pequenos conglomerados que precipitam, separando a bentonita da água.

Por tais motivos, a faixa aceitável pela NBR 6122, está entre 7 e 11.

As lamas normalmente utilizadas apresentam pH variando de 8 a 10

(alcalinas) e sua variação é consequência da contaminação pelo cimento

ou sais (característica das regiões onde são provenientes as argilas).

Para determinação do pH, é utilizado o papel tornasol.

HENRIQUE DINIS

Teor de Areia Quantidades elevadas de sólidos na lama influenciam apreciavelmente a densidade, viscosidade, além

Teor de Areia

Quantidades elevadas de sólidos na lama influenciam apreciavelmente a densidade, viscosidade, além de produzir um maior desgaste dos equipamentos de escavação.

Na fase de escavação, a percentagem de areia poderá atingir valores elevados de 20% a 30%, devendo a concretagem ser efetuada com lama nova ou desarenada.

HENRIQUE DINIS

Controle ambiental Os procedimentos de controle ambiental referem-se à proteção contra impactos ambientais que possam

Controle ambiental

Os procedimentos de controle ambiental referem-se à proteção contra impactos ambientais que possam ocorrer em decorrência da obra, como contaminação ou assoreamento de corpos d’água, danos à vegetação lindeira, ou de segurança viária. A seguir são apresentados os cuidados e providências para proteção do meio ambiente, a serem observados no decorrer da execução de parede diafragma.

Deve ser proibido o tráfego dos equipamentos fora do corpo da estrada, para evitar danos à vegetação existente e interferências com a drenagem natural;

Caso sejam necessárias estradas de serviço fora da faixa de domínio, deve- se proceder à análise de impactos ao meio ambiente ou de vizinhança, de acordo com a legislação vigente;

HENRIQUE DINIS

 As áreas destinadas ao estacionamento e manutenção dos veículos devem ser devidamente sinalizadas e

As áreas destinadas ao estacionamento e manutenção dos veículos

devem ser devidamente sinalizadas e operadas de forma que os resíduos de lubrificantes ou combustíveis não sejam carreados para os cursos d’água. As áreas devem ser restituídas à sua condição natural ao final das atividades;

Todos os resíduos provenientes de materiais utilizados devem ser recolhidos, procedendo-se à destinação apropriada;

A lama bentonítica utilizada deve ser recolhida e transportada para local previamente aprovado para tratamento e aproveitamento, ou à destinação apropriada;

Precaver-se contra o carreamento da lama bentonítica ou de concreto utilizado para os cursos d’água e sistemas de drenagem;

Qualquer área afetada pelas operações de construção deve ser recuperada, mediante a limpeza do canteiro de obras, efetuando-se ainda a recomposição ambiental;

HENRIQUE DINIS

Paredes Diafragma

Lamelas pré-moldadas

PAREDES PRÉ-MOLDADAS As paredes diafragma “pré - moldadas” são obtidas pelo mesmo processo de escavação,

PAREDES PRÉ-MOLDADAS

As paredes diafragma “pré-moldadas” são obtidas pelo mesmo processo de escavação, preenchendo-se a lamela, no entanto, com um painel pré- moldado de concreto.

O encaixe entre painéis consecutivos é feito com junções “macho-fêmea”, já

previstos, podendo ter diferentes formas geométricas.

A previsão de juntas tipo “macho-fêmea”, elimina a utilização de tubo guia.

Nas placas pré-moldadas,

são deixados furos axiais que permitem a introdução do tubo tremonha, até o

fundo da escavação, para

permitir a concretagem submersa preenchendo o fundo da cava.

tremonha, até o fundo da escavação, para permitir a concretagem submersa preenchendo o fundo da cava.

HENRIQUE DINIS

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. • NBR 5738. Concreto - Procedimento para

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS.

NBR 5738. Concreto - Procedimento para moldagem e cura de corpos-de-

prova. Rio de Janeiro, 2003.

NBR 5739. Concreto Ensaio de compressão de corpos-de-prova cilíndricos. Rio de Janeiro 1994.

NBR 12655. Concreto de cimento Portland Preparo, controle e

recebimento Procedimento. Rio de Janeiro, 2006

Catálogos técnicos de fornecedores.