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GOVERNO DA REPÚBLICA

Qualificar é Crescer PORTUGUESA

EMPRESA E PRODUÇÃO

Formadora: Luísa Bessa


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Qualificar é Crescer PORTUGUESA

ÍNDICE

A EMPRESA E O DIREITO

1. Noção de organização…………………………………………………. …. 1

2. Definição e objectivos de empresa…. …………………………. ……….. 2

3. Classificação das empresas

3.1. Sectores de actividades……………………………. ………………3

3.2. Dimensão…………………………………………….……………….6

3.3. Finalidade da empresa………………………………………………7

3.4. Forma jurídica

3.4.1. Empresas singulares………………………………………. …..8

3.4.2. Empresas colectivas…………………………………………….10

3.4.3. Sociedades civis…………………………………………………15

Formadora: Luísa Bessa


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1. Noção de organização

Quais as razões que levam os indivíduos a procurarem organizar-se?

A organização define-se pelas suas


tarefas.

A organização é uma combinação de esforços individuais que tem por


finalidade realizar propósitos colectivos.

A organização é uma entidade social, conscientemente coordenada, gozando


de fronteiras delimitadas que funcionam numa base relativamente contínua,
tendo em vista a realização de objectivos comuns.

Como surgem as
organizações:

Razões sociais
Razões materiais

“Trabalhando em conjunto duas ou mais pessoas em colaboração


produzem mais do que a soma dos seus trabalhos
individuais”

Surgem assim as organizações e com elas a necessidade de as gerir

Gerir não é mais do que produzir bens ou serviços utilizando pessoas.

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2. Empresa: definição e objectivos

Num sistema de economia de livre iniciativa e de mercado (como é o caso do


português e da maior parte dos países do mundo) a empresa – mais que o
próprio Estado – é o principal centro de decisões no que toca à utilização dos
recursos (escassos) da colectividade.

As empresas são actualmente os agentes económicos preponderantes na


formação da riqueza de uma região ou país.

A empresa é a organização dos factores de produção (capital, trabalho) com


o fim de obter um lucro.

A maximização do lucro é o critério de organização e de gestão


empresarial típico das economias de mercado e também o objectivo
fundamental de todas as empresas.

Maximização do
lucro:

Diferença entre receitas resultantes da venda de bens e o custo da produção


desses mesmos bens

Podemos ainda admitir que há empresas cujo objectivo fundamental


é:

 A maximização dos ganhos das vendas;


 O aumento da quota de mercado;
 O crescimento da empresa e da sua actividade;
 Conquistar ou manter bom nome (reputação) no mercado, desde que
esteja garantido um mínimo de lucros que satisfaça ou “entretenha”
os
accionistas.

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3. Classificação das empresas

3.1. Sectores de actividades

3.1.1. Sector Primário

Conjunto de actividades económicas que produzem matéria-prima.

Isto implica geralmente a transformação de recursos naturais em


produtos primários.

Muitos produtos do sector primário são considerados como matérias-


primas levadas para outras indústrias, a fim de se transformarem em
produtos industrializados.

Exemplos:

AGRICULTURA PESCA

CAÇA PECUÁRIA

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3.1.2. Sector Secundário

É o sector da economia que transforma produtos naturais produzidos pelo


sector primário em produtos de consumo, ou em máquinas industriais
(produtos a serem utilizados por outros estabelecimentos do sector
secundário).

Geralmente apresenta percentagens bastante relevantes nas sociedades


desenvolvidas.

A matéria-prima é transformada num produto acabado (que sofreu um


processo de fabrico).

Exemplos:

Indústria

Construção Civil

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3.1.3. Sector Terciário

É definido pela exclusão dos dois outros


sectores.

Envolve a comercialização de produtos em geral, e a oferta de serviços


comerciais, pessoais ou comunitários a terceiros.

Exemplos:
 Transportes
 Distribuição
 Venda de mercadorias
 Prestação de serviços

À medida que o crescimento económico vai avançando o sector primário e


secundário perdem terreno a favor do terciário.

Identifica-se o desenvolvimento de um país com o peso do sector secundário


e terciário em relação ao sector primário.

Hoje fala-se já num sector quaternário, que engloba actividades que


contribuem de forma indirecta para a produção, como a gestão, publicidade,
engenharia, investigação, etc.

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3.2. DIMENSÃO

As empresas quanto a sua dimensão podem ser:

3.2.1 MICRO-EMPRESA

Até 10 trabalhadores, na média do ano civil antecedente.

3.2.2 PEQUENA EMPRESA

Entre 11 e 50 trabalhadores;

Volume de negócios anual inferior a 7 milhões de Euros ou um Balanço anual


que não exceda os 5 milhões de Euros.

3.2.3 MEDIA EMPRESA

Entre 51 e 200 trabalhadores;

Volume de negócios anual que não exceda 40 milhões de Euros ou um


Balanço anual que não exceda 27 milhões de Euros.

3.2.4 GRANDE EMPRESA

Mais de 200 trabalhadores;

Volume de negócios superior a 50 milhões de euros ou um total de balanço


superior a 43 milhões de euros.

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3.3 FINALIDADE DA EMPRESA

3.3.1 Fim lucrativo

Parte do conceito de Empresa, no sentido de explorar uma actividade com


objectivo de lucro.

A maximização do lucro é o critério de organização e de gestão


empresarial típico das economias de mercado e também o objectivo
fundamental de todas as empresas.

Todavia, convém ter em conta que uma empresa ao declarar que não tem
lucros, não implica que não os crie, eles apenas poderão não ser redistribuídos
pelos donos da empresa.

A empresa pode aplicar esses lucros para suportar os custos da sua


actividade, e o restante (o chamado lucro) poderá muito bem ser aplicado na
expansão da sua actividade (alargamento), aumentos de eficiência (melhoria
da qualidade de funcionamento).

3.3.2. Fim não lucrativo

Estas organizações não existem primordialmente para gerar lucros, seja


directa ou indirectamente, e que não são dirigidas primordialmente por metas
e considerações comerciais. As organizações não lucrativas podem acumular
excedentes num certo ano, mas esse excedente deve ser investido de volta na
missão básica dessa instituição, não sendo distribuído para os donos,
fundadores, membros ou seus conselheiros.

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3.4 FORMA JURIDICA

Só serão comerciais as sociedades que cumpram os requisitos do nº 2 do


artigo
1º do Código das Sociedades
Comerciais.

Artigo 1.º
(Âmbito geral de aplicação)

1. A presente lei aplica-se às sociedades


comerciais.

2. São sociedades comerciais aquelas que tenham por objecto a prática de


actos de comércio e adoptem o tipo de sociedade em nome colectivo, de
sociedade por quotas, de sociedade anónima, de sociedade em comandita
simples ou de sociedade em comandita por acções.

O proprietário da empresa pode ser apenas uma pessoa, caso das empresas
individuais, como podem ser mais de uma, formando sociedades.

Existem as seguintes modalidades na legislação


portuguesa:

3.4.1 EMPRESAS SINGULARES

Empresa Individual - Empresário em Nome Individual

Proprietário e empresário/gestor são uma e a mesma pessoa, que é


pessoalmente responsável por todas as actividades da empresa.

Nem sempre estas empresas individuais assumem uma forma jurídica regular
e raras as vezes têm contabilidade organizada.

Apesar da sua muito pequena dimensão e aparente fragilidade, as empresas


em nome individual são muito numerosas, mesmo nas economias
consideradas mais desenvolvidas.

A firma deverá ser constituída pelo nome civil completo ou abreviado do


proprietário, seguido ou não da actividade a que se dedica.

Exemplos:

Maria José Abreu - M. J.


Abreu

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Maria José Abreu – Artesanato


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Nota: É a forma mais simples de exercício de uma empresa, mas também a


que maiores riscos comportam.

VANTAGENS:

 Ser proprietário único é poder manter um controlo pronto, directo e


completo sobre a empresa e as suas actividades.

DESVANTAGENS:

 A dimensão da empresa fica sempre limitada ao volume de recursos


que o único proprietário pode dispor;
 O único proprietário é responsável, perante a lei, por todas as dívidas
da empresa, podendo ser citado judicialmente.

Estabelecimento Individual de Responsabilidade Limitada (E.I.R.L)

A firma deverá ser constituída pelo nome do titular, seguido ou não do objecto
do comércio nele exercido e ainda seguido do aditamento “Estabelecimento
Individual de Responsabilidade Limitada” ou “E.I.R.L.”.

Constituição de um património autónomo ou de afectação especial ao


estabelecimento através do qual uma pessoa singular explora a sua empresa
ou actividade, mas ao qual não é reconhecida personalidade jurídica.

Pelas dívidas resultantes de actividades compreendidas no objecto do E.I.R.L.


respondem apenas os bens a este afectos. Mas, em caso de falência do titular
por causa relacionada com a actividade exercida naquele estabelecimento, o
falido responde com todo o seu património pelas dívidas contraídas nesse
exercício, contanto que se prove que o princípio da separação patrimonial não
foi devidamente observado na gestão do estabelecimento.

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3.4.2 EMPRESAS COLECTIVAS

Sociedade por Quotas

A firma deve ser


formada:

 Com ou sem sigla, pelo nome ou firma de todos, algum ou alguns sócios,
aditando-lhes ou não expressão que dê a conhecer o objecto social;

 Por denominação particular, aditando-lhe ou não expressão que dê a


conhecer o objecto social;

 Pela reunião de a) e b);

 Deve terminar sempre pela expressão "Limitada" ou pela abreviatura


"Lda."

 O capital social – mínimo 5.000 Euros.

 O capital social está dividido em quotas e a cada sócio fica a pertencer


uma quota correspondente à sua entrada.

 Os sócios respondem solidariamente pelas entradas convencionadas.

 O valor nominal da quota pode ser diverso, mas nenhum pode ser
inferior a 100 Euros, salvo quando a lei o permitir.

Exemplos

Alves, Pereira & Freitas, Lda.


A.P.F. - Alves, Pereira & Freitas, Lda.
Autocar – Comércio de automóveis,
Lda.

Só o património social responde para com os credores pelas dívidas da


sociedade, salvo acordo em contrário, sendo que nesse caso se pode estipular
que um ou mais sócios, além de responderem para com a sociedade
respondem também perante os credores sociais até determinado montante
(responsabilidade que pode ser solidária com a sociedade ou subsidiária em
relação a esta e a efectivar apenas na fase de liquidação).

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Sociedade Unipessoal por Quotas

 A firma, para além das regras relativas às Sociedades por Quotas, deve-
se ter em conta o seguinte: antes da expressão "Limitada" ou da
abreviatura "Lda." deve constar a expressão "Sociedade Unipessoal" ou
"Unipessoal".

 É constituída por um único sócio, pessoa singular ou colectiva, que é o


titular da totalidade do capital social, sendo seu mínimo de 5.000 Euros.

 Pode resultar da concentração na titularidade de um único sócio das


quotas de uma sociedade por quotas, independentemente da causa da
concentração.

Exemplos:

João José Freitas, Unipessoal, Lda.

J.J.F. – João José Freitas, Comércio de Automóveis, Sociedade Unipessoal,

Lda. Jocas – Comércio de Automóveis, Unipessoal, Lda.

Sociedade Anónima

A firma deve ser formada:

 Com ou sem sigla, pelo nome ou firma de um ou alguns dos sócios,


aditando-lhe ou não expressão que dê a conhecer o objecto social.

 Por denominação particular, aditando-lhe ou não expressão que dê a


conhecer o objecto social.

 Pela reunião de a) e b).

 Em qualquer dos casos concluirá pela expressão "Sociedade


Anónima" ou pela abreviatura "SA".

 O capital social é dividido em acções e cada sócio limita a sua


responsabilidade ao valor das acções que subscreveu.

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 Todas as acções têm o mesmo valor nominal, com um mínimo de um


cêntimo

 O valor nominal mínimo do capital social é de 50.000 Euros.

 A acção é indivisível.

Cada acção detida dá direito a um voto na Assembleia Geral (constituída por


todos os accionistas e que reúne, pelo menos, uma vez por ano) e também à
recepção de um dividendo (parcela dos lucros apurados no ano anterior).

A sociedade chama-se anónima porque estas acções (sendo títulos


representativos de participação no capital da empresa) podem mudar
frequentemente de mãos e, a cada momento, nem sempre se sabe muito bem
quem é que as possui. A esmagadora maioria das empresas de grande
dimensão assumem esta forma jurídica.

VANTAGENS:

 É encarada pela lei como uma entidade totalmente distinta dos


indivíduos a quem pertence.

 Este processo de financiamento da sociedade anónima implica


normalmente que nem os possuidores da empresa possam ser os
gestores, permitindo uma certa divisão das funções de decisão, oferta
de capital e de aceitação de risco.

 A grande vantagem da sociedade anónima é a de poder atrair o dinheiro


(financiamento) de um número muito grande de indivíduos (mesmo
pessoas de recursos medianos ou mesmo pequenos).

Para os accionistas, o aspecto mais importante de uma sociedade por acções,


é a responsabilidade limitada que esta forma jurídica lhes assegura

 Do ponto de vista da empresa:

1. Poder reunir-se e realizar-se uma grande quantidade de capital,


permitindo financiar a constituição de unidades de grande
dimensão e a posterior expansão das suas actividades.
2. Como as acções são fácil e directamente transferíveis de um
possuidor para outro, a sociedade por acções pode ter uma vida
praticamente independente das mudanças mais ou menos
frequentes dos seus proprietários accionistas.
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DESVANTAGENS:

 Do ponto de vista do investidor

1. A sociedade anónima, muito embora seja uma forma alternativa


de aplicação de poupanças, pode ter as suas desvantagens. Uma
delas é a influência do accionista individual sobre a gestão da
empresa ser normalmente pequena.
2. Tributação dos rendimentos da actividade empresarial. A empresa
paga impostos sobre os lucros que obtém (IRC), tal como os
accionistas pagam imposto sobre os dividendos que recebem
(IRS).

Sociedade em Nome Colectivo

A firma, quando não individualiza todos os sócios, deve conter o nome ou firma
de um deles, com o aditamento, abreviado ou por extenso “ E Companhia” ou
por qualquer outro que indique a existência de outros sócios (“& Filhos” “&
Sobrinhos”).

Exemplos:

Marques & Pereira

Marques & Cª

 O sócio para além de responder individualmente pela sua entrada,


responde pelas obrigações sociais subsidiariamente em relação à
sociedade e solidariamente com os outros sócios, ou seja, o património
pessoal pode ser afectado.

 Não é definido nenhum capital mínimo obrigatório.

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Sociedade em Comandita

 Cada um dos sócios comanditários responde apenas pela sua entrada.

 Os sócios comanditados respondem pelas dívidas da sociedade nos


termos da sociedade em nome colectivo.

 A firma é formada pelo nome ou firma de um, pelo menos, dos


sócios comanditários e o aditamento “ Em Comandita” ou “& Comandita”
(para a comandita simples) / "Em Comandita por Acções" ou "&
Comandita por Acções".

Sociedade em Comandita Simples

 Não há representação do capital por acções.


 Subsidiariamente, aplica-se o regime das sociedades em nome
Colectivo

Sociedade em Comandita por Acções

 Só as participações dos sócios comanditários são


representadas por acções.
 A Sociedade em Comandita por Acções não pode constituir-se
com menos de 5 sócios comanditários.
 Subsidiariamente, aplica-se o regime das sociedades anónimas
a este tipo de sociedade.

Cooperativas

 Estas empresas são possuídas pelo colectivo de todos quantos nela


trabalham (cooperativas de produção) ou pelo colectivo dos seus
utentes (cooperativas de consumo e de habitação, por exemplo).

 Regra geral, são pequenas ou médias empresas.

 O caso mais frequente é o de algumas actividades ligadas à agricultura,


como sejam os lacticínios, o vinho e o azeite.

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Empresas Públicas

 São possuídas pelo Estado (Administração Central, Regional ou Local),


podendo ser o resultado de nacionalizações de uma ou mais empresas
anteriormente privadas.

 São geridas por um conselho de administração, com maior ou menor


autonomia, nomeado pelo Governo.

 Podem prosseguir ou não fins lucrativos, mas num sistema de economia


de mercado devem actuar em concorrência, mesmo quando uma parte
das suas receitas provém de subsídios do Estado (ou indemnizações
compensatórias pela prestação de um serviço de utilidade pública).

 Regra geral são empresas de grande dimensão, em sectores de


actividade de grande peso no conjunto da economia da região ou país.

VANTAGENS:

 Socialização dos lucros: a ideia é a de recolher os lucros em benefício


do bem-estar social geral da população, em vez de eles destinarem
somente à satisfação de alguns proprietários privados.

 Consideração de custos sociais: o objectivo em vista é conseguir


uma melhor coordenação nos sectores em que os custos privados (ou
os benefícios privados) não reflectem os custos (ou os benefícios)
sociais.

 Controlo dos monopólios naturais: um dos principais argumentos a favor


da nacionalização é a obtenção de um controlo efectivo sobre os
monopólios nacionais, nomeadamente em indústrias ou serviços de
grande utilidade pública, como sejam os correios, o gás e a electricidade.

3.4.3 SOCIEDADE CIVIS

A sociedade civil abraça uma diversidade de espaços, actores e


formas institucionais, variando em grau de formalidade, autonomia e poder.
Sociedades civis são frequentemente povoadas por organizações como instituições
de caridade, organizações não-governamentais de desenvolvimento, grupos
comunitários, organizações femininas, organizações religiosas, associações
profissionais, sindicatos, grupos de auto-ajuda, movimentos sociais, associações
comerciais, e grupos activistas.

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