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PAVIMENTAÇÃO - TRN 032

1° / 2014

Prof. Geraldo Luciano de O. Marques


 Engenheiro Civil – UFJF – 1988
 MSc em Geotecnia – UFV – 1994
 DSc em Geotecnia – COPPE/UFRJ – 2004
BIBLIOGRAFIA BÁSICA

1) PAVIMENTAÇÃO ASFÁLTICA - Formação Básica para Engenheiros


Liedi Bariani Bernucci
Laura Maria Goretti da Motta
Jorge Augusto Pereira Ceratti
Jorge Barbosa Soares
→ www.proasfalto.com.br

2) NOTAS DE AULA – Prof. Geraldo Marques


www.ufjf.br/pavimentacao
Critério de Aprovação
Trabalho = Peso 20
1° TVC = Peso 40
2° TVC = Peso 40
Presença = 75%

Datas
1° TVC – 13/05/2014 - Terça Feira
Trabalho – 10/06/14
2º TVC – 15/07/2014 - Terça Feira
2ª Chamada ou Substitutiva: 22/07/2014 – Terça Feira
- 2ª Chamada para quem perder alguma dos TVCs (Art. 35-RAG).
- Substitutiva p/ quem tiver 3 avaliações e não atingiu 60 pts
O QUE É PAVIMENTO ?

É uma estrutura construída sobre a superf. obtida pelos


serviços de terrapl. com a função principal de fornecer ao
usuário segurança e conforto, que devem ser conseguidos
sob o ponto de vista da engenharia, isto é, com a máxima
qualidade e o mínimo custo. (SANTANA, 1993)

É uma estrutura construída após a terrapl. por meio de


camadas de vários mat. de diferentes características de
resist. e deformabilidade. Esta est. assim constituída
apresenta um elevado grau de complexidade no que se
refere ao calculo das tensões e defor. (SOUZA, 1980)
1 - O PAVIMENTO: Rodoviário e Urbano

 É uma estrutura;
 É constituído de um sistema de camadas;
 Serve para rodovias, aeroportos e ruas
 É executado sobre um terreno de fundação chamado subleito
 Terá que suportar a carga imposta pelo tráfego
ASPECTOS FUNCIONAIS DO PAVIMENTO
FUNÇÕES DO PAVIMENTO
Segundo a NBR-7207/82 da ABNT:

"O pavimento é uma estrutura construída após terraplenagem e


destinada, econômica e simultaneamente, em seu conjunto, a:

a) Resistir e distribuir ao subleito os esforços verticais produzidos


pelo tráfego;
b) Melhorar as condições de rolamento quanto à comodidade e
segurança;
c) Resistir aos esforços horizontais que nela atuando, tornando
mais durável a superfície de rolamento."

• ESTRUTURAL  resistência a cargas


• FUNCIONAL  conforto ao rolamento
• SEGURANÇA  interação veículo - pavimento
Trilha de roda
2 - CLASSIFICAÇÃO DOS PAVIMENTOS

PAVIMENTOS FLEXÍVEIS

São aqueles constituídos por camadas que não


trabalham à tração. Normalmente são constituídos
de revestimento asfaltico delgado sobre camadas
puramente granulares.

Sistema de camadas superpostas, onde as de


melhor qualidade encontram-se mais próximas da
carga aplicada
Pavimentos Flexíveis:
Revestido de camada asfáltica e com base de brita ou solo
PAVIMENTO FLEXÍVEL

REVESTIMENTO

BASE

SUB-BASE

REFORÇO DO
SUBLEITO

SUBLEITO
PAVIMENTOS RÍGIDOS

São constituídos por camadas que trabalham


essencialmente à tração. Seu dimensionamento é
baseado nas propriedades resistentes de placas de
concreto de cimento portland, as quais são
apoiadas em uma camada de transição, a sub-
base.
PAVIMENTO RÍGIDO

PLACA DE CONCRETO

SUB-BASE

SUBLEITO
Pavimentos Rígidos:

Placas de concreto de
cimento Portland
PAVIMENTOS SEMI-RÍGIDOS (SEMI-FLEXÍVEIS)
Situação intermediária entre os pavimentos
rígidos e flexíveis. É o caso das misturas solo-
cimento, solo-cal, solo-betume dentre outras, que
apresentam razoável resistência à tração
PAVIMENTOS URBANOS
- O nº de camadas menor
- As camadas de regularização, reforço do subleito e sub-base

- Só aparecem em vias maiores e que foram projetadas.

- Aparecimento de interferências de outros serviços públicos

(redes de água, telefone, esgoto, gás, caixas de inspeção, etc.)


RESUMINDO: (MEDINA,1987)

- PAVIMENTO FLEXÍVEL:
Constituído por um revestimento betuminoso sobre uma
base granular ou de solo estabilizado granulometricamente.

- PAVIMENTO RÍGIDO:
Construído por placas de concreto (raramente é armado)
assentes sobre o solo de fundação ou Sub-base intermediária.

- PAVIMENTO SEMI-RÍGIDO
Quando se tem uma base cimentada sob o revestimento
betuminoso. O pavimento reforçado de concreto asfáltico sobre
placa de concreto é considerado como pavimento composto
O PAVIMENTO RODOVIÁRIO

REVESTIMENTO BASE E REVESTIMENTO

BASE SUB-BASE

SUB-BASE
SUBLEITO
REFORÇO DO SUBLEITO

SUBLEITO
NOMENCLATURA DA SEÇÃO TRANSVERSAL

Leito:
É a superfície do sub-leito (em área) obtida pela terraplanagem ou obra de
arte e conformada ao greide e seção transversal.
Sub-leito:
É o terreno de fundação onde será apoiado todo o pav. Deve ser
considerado e estudados até as prof em que atuam significativamente as
cargas impostas pelo tráfego (de 60 a 1,50m de profundidade).
Se o CBR do sub-leito for < 2% , ele deve ser substituído por um material
melhor, (2%CBR20) até pelo menos 1,00 metro.
Se o CBR do material do sub-leito for  20%, pode ser usado como sub-
base.
Regularização do sub-leito (Nivelamento):

É a operação destinada a conformar o leito, transversal e longitudinalmente.


Poderá ou não existir, dependendo das condições do leito. Compreende cortes
ou aterros até 20 cm de espessura.

Camada de Regularização:
Camada irregular sobre o subleito. Corrige
falhas da camada final de terraplenagem ou
de um leito antigo de estrada de terra.
Reforço do sub-leito:

É a camada de espessura constante transversalmente e variável


longitudinalmente, de acordo com o dimensionamento do pavimento. Por
circunstâncias técnico econômicas é executado sobre o sub-leito regularizado.
Serve para melhorar as qualidades do sub-leito e regularizar a espessura da
sub-base

Reforço do Subleito:
Quando existente, trata-se de uma camada de
espessura constante sobre o subleito regularizado.
Tipicamente um solo argiloso de qualidades
superiores a do subleito.
Sub-base:
Camada complementar à base. Deve ser usada quando não for aconselhável
executar a base diretamente sobre o leito regularizado ou sobre o reforço, por
circunstâncias Técnico-econômicas.

Entre o subleito (ou camada de reforço


deste) e a camada de base. Material deve
ter boa capacidade de suporte. Previne o
bombeamento do solo do subleito para a
camada de base.
Base:
Camada destinada a resistir e distribuir ao SL, os esforços oriundos do tráfego
e sobre a qual se constroi o revestimento.

Abaixo do revestimento, fornecendo suporte


estrutural. Sua rigidez alivia as tensões no
revestimento e distribui as tensões nas
camadas inferiores.
Revestimento:

É camada, tanto quanto possível impermeável, que recebe


diretamente a ação do rolamento dos veículos e destinada
econômica e simultaneamente:

- a melhorar as condições do rolamento quanto à comodidade e


segurança;
- a resistir aos esforços horizontais que nele atuam, tornando
mais durável a superfície de rolamento.

Deve ser resistente ao desgaste. Também chamada de capa ou


camada de desgaste.
PROJETO
DE
PAVIMENTAÇÃO
Estudos Preliminares

Determinação preliminar, por meio de


levantamento expedito de todas as
condicionantes do projeto das linhas a
serem mais detalhadamente estudadas com
vistas à escolha do traçado.

Tais estudos devem ser subsidiados pelas


indicações de planos diretores,
reconhecimentos, mapeamentos e outros
elementos existentes.
Anteprojeto

Definição de alternativas, em nível de precisão que


permita a escolha do(s) traçado(s) a ser(em)
desenvolvido(s) e a estimativa do custo das obras.

Na fase de anteprojeto são desenvolvidos:


Estudos de Tráfego
Estudos Geológicos
Estudos Topográficos
Estudos Hidrológicos e
Estudos Geotécnicos.
Projeto Executivo

Compreende o detalhamento do Anteprojeto e perfeita


representação da obra a ser executada.
- Definição de todos os serviços a serem realizados
devidamente vinculados às Especificações.
- Serviços quantificados e orçados segundo a metodologia
estabelecida para a determinação de custos unitários
- Plano de execução da obra
- Listagem de equip. a serem alocados e
- Materiais e mão-de-obra em correlação com os
cronogramas físicos e financeiros.
Na fase de projeto são complementados os
estudos e desenvolvidos:

Projeto Geométrico
Projeto de Terraplenagem
Projeto de Drenagem
Projeto de Pavimentação
Projeto de Obra-de-Arte Especiais
Projeto de Interseções
Projeto de Desapropriação.
Projeto de Obras Complementares
(Sinalização, Cercas e Defensas)
ESTUDOS GEOTÉCNICOS

É a parte do projeto que analisa o comportamento dos


elementos do solo no que se refere diretamente à obra.
Os estudos geotécnicos, de um modo geral podem ser
assim divididos:

Reconhecimento do subleito
Estudos Estudos de jazidas
Correntes Estudos de Empréstimos
Estudos Sondagens p/ obras de arte
Geotécnicos

Estudos Estudo de fundações


Especiais Estudo de taludes
Estudo de maciço p/ túneis
RECONHECIMENTO DO SUBLEITO

Para Dimensionamento do Pavimento 


- Conhecer solo de Fundação : SUBLEITO

Estudos Geotécnicos 
- Reconh. Identif. e Quant. das Caract. Físicas e Mec.
- Obtenção dos Parâmetros Geotécnicos

Espesura Final do Pavimento e Tipo de material empregar 


- Depende das condições do SL (Troca ou Reforço)

Reconhecimento do SL 
- Terrapl. Concluída (rodovia Implantada)
- Antes da Terraplanagem :Proj. Rod. = Proj. Terrapl. +
Proj Pav.
1 - Objetivos
- Principal:  Traçado do Perfil de Solos ou Perfil
Geotécnico. p/ a rodovia

- Fixar diretrizes p/ coleta de amostras do Subleito p/


Projeto de Pavimentação
2 – Sequência dos Serviços

Feito em três Fases:

a) Inspeção Expedita de Campo: Sondagens Superficiais


b) Coleta de Amostras/Ensaios: Dependem de (a)
c) Traçado do Perfil Longitudinal: Apresent. dos Resultados
3 – Inspeção Expedita de Campo

Posição dos furos: no eixo ou nos bordos (3,5m do eixo)

Espaçamento: depende da precisão e variedades dos solos


(de 100, 150 ou 50m)

Profundidade: de 60cm a 1m (1,5m qdo presença de água)

Classificação expedita dos Solos:


Pela textura (Pedreg., areia ... argila)
Testes expeditos: visual, tato, corte resist. seca, etc

Equipamentos: Pás, picaretas, cavad,trado concha, helicoidal

Equipe: 1 Eng. Geotec., 1 Labor., 1 Sond., Operários p/ poços


Anotações: Boletim de Sondagem

Nº do Furo ou Estaca
Profundidade Inicial e final de cada horizonte de solo
Posição: centro, BE, BD, ...
Presença de água
Cota do lençol freático
Material com excesso de umidade
Ocorrência de Mica, Mat. Orgânica e Tipo de solo
4- Coleta de Amostras e Execução dos Ensaios

- Granulometria por peneiramento


- Limite de Liquidez;
- Limite de Plasticidade;
- Limite de Contração em casos espec. de materiais do SL;
- Compactação;
- Massa Específica Aparente "in situ";
- Índice Suporte Califórnia (ISC);
- Expansibilidade no caso de solos lateríticos.
- Módulo de Resiliência

Coleta de amostras em todas as camadas

Para Ensaios de caracterização: a cada 100 m


Para I.S.C : a cada 200 m
ANÁLISE DOS SOLOS DO SUBTRECHO nº _______

ESTACA _________ A ESTACA __________


Com base no "Quadro-Resumo", é feita
separadamente, para cada grupo de solos da
classificação TRB, uma análise estatística dos
seguintes valores:

• % pass. nas #s do ensaio de granulometria.


• LL
• IP
• IG
• ISC
• Expansão (ISC)
O DNIT tem utilizado o seguinte plano de amostragem para a
análise estatística dos resultados dos ensaios:
Chamando X1, X2, X3 ...., Xn, os valores individuais de
qualquer uma das características citadas, tem-se:
1,29 X
Xmax  X  0,68 X
N N
1,29 (X - X)
X min X  0,68 =
N N 1
Onde: N = Número de amostras
X = valor individual
X = média aritmética
 = desvio padrão
Xmin. = valor mínimo provável, estatisticamente
Xmáx. = valor máximo provável, estatisticamente
N  9 (número de determinações feitas)
Exemplo Numérico:
Em um trecho de sub-leito, constituído pelo mesmo tipo de
solo, foram colhidas amostras para determinação do ISC (CBR)
representativo deste trecho , obtendo-se os seguintes valores:

Amostras 1 2 3 4 5 6 7 8 9
ISC 8 9 6 10 5 10 9 10 10

Qual é o valor a adotar para o ISC deste trecho?


5 - Traçado do Perfil Longitudinal / Apresentação
dos Resultados
ESTUDO DE JAZIDAS

Estudos específicos nas Jazidas da região próxima


à construção da rodovia que serão analisadas para
possível emprego na construção das camadas do
pavimento (regularização do sub-leito, reforço,
subbase, base e revestimento ).

São baseados nos dados da Geologia e Pedologia


da região. Podem ser utilizados fotografias aéreas,
mapas geológicos, pesquisa com os moradores da
região, reconhecimento de jazidas antigas,
depósitos aluvionares às margens dos rios, etc
Jazida: denomina todo depósito natural de
material capaz de fornecer matéria-prima
para as mais diversas obras de engenharia

Ocorrência: é empregado quando a matéria-


prima ainda não está sendo explorada)

O DNIT fixa modo como deve ser procedido o


estudo de jazidas. Normalmentesão feitas em duas
etapas :
- Prospecção preliminar
- Prospecção definitiva
1 – Prospecção Preliminar

É feita para se identificar as ocorrências que


apresentam a possibilidade de seu
aproveitamento, tendo em vista a qualidade
do material e seu volume aproximado. A
prospecção preliminar, compreende:

- Inspeção expedita no campo;


- Sondagens; e
- Ensaios de laboratórios.
Sequência
• Delimita-se aproximadamente a área onde existe a
ocorrência do material;

• Faz-se 4 e 5 furos de sondagem na periferia e no


interior da área delimitada, até à profundidade
necessária, ou compatível com os métodos de
extração a serem adotados;

• Coleta-se em cada furo e para cada camada, uma


amostra suficiente para o atendimento dos ensaios
desejados. Anota-se as cotas de mudança de
camadas. Os materiais próprios para o uso, serão
identificados pela sua denominação corrente do
lugar, como: cascalho, seixos, etc;
• Faz-se a amarração dos furos de sondagem, anotando-se as
distâncias aproximadas entre os mesmos e a posição da
ocorrência em relação à rodovia em estudo.
Uma ocorrência será considerada satisfatória para a
prospecção definitiva, quando os materiais
coletados e ensaiados quanto a:
• Granulometria por peneiramento c/ lavagem
• Limite de Liquidez LL.;
• Limite de Plasticidade LP;
• Equivalente de Areia;
• Compactação;
• Índice Suporte Califórnia – (ISC ou CBR)
• Módulo de Resiliência

satisfizerem as especificações vigentes, ou


quando houver a possibilidade de correção, por
mistura, com materiais de outras ocorrências
As exigências para os materiais de Ref do SL, SB e
BASE estabilizada, são as seguintes:

Reforço do subleito:
características geotécnicas superiores a do SL,
(ISC Granulometria, LL, LP).
Sub-base granulometricamente estabilizada:
ISC > 20 e IG = 0 para qualquer tipo de tráfego.
Base estabilizada granulometricamente:
• Limite de Liquidez máximo: 25%
• Índice de Plasticidade máximo: 6%
• Expansão < 0,5%
• ISC > 80%
Quanto à granulometria, deverá estar enquadrada
em uma das faixas das especificações:

TIPOS I II
PENEIRAS A B C D E F
% em peso passando

2” 100 100 — — — —
1” — 75-90 100 100 100 100
3/8” 30-65 40-75 50-85 60-100 — —
Nº 4 25-55 30-60 35-65 50-85 55-100 70-100
+Nº 10 15-40 20-45 25-50 40-70 40-100 55-100
Nº 40 8-20 15-30 15-30 25-45 20-50 30-70
Nº 200 2-8 5-15 5-15 10-25 6-20 8-25
2 – Prospecção Definitiva

A prospecção definitiva das ocorrências de


materiais compreende:
- Sondagens e coleta de amostras
- Ensaios de laboratório
- Avaliação de volume das ocorrências

Sondagens e coleta de amostras

Para isso, lança-se um reticulado com malha de 30m


ou mais de lado, dentro dos limites da ocorrência
selecionada, onde serão feitos os furos de
sondagem.
Ensaios de laboratório

Em cada furo para cada camada de material, será feito


um Ensaio de Granulometria, LL, LP e EA (quando for
indicado).

No caso de camadas com mais de 1,00m de espessura,


deve-se executar os ensaios acima citados, para cada
metro de profundidade dessa camada.

Quando solicitado, são realizados também ensaio de


Determinação de Massa Específica Aparente "in situ" do
material "in natura“ e Módulo de Resiliência
Avaliação de volume das ocorrências – Cubagem

Com a rede de furos lançada, com a prof. de cada furo e


cada horizonte, pode-se calcular o vol. de cada tipo de
material encontrado na jazida.

As quantidades mínimas de materiais de ocorrência a


serem reconhecidas, para cada quilômetro de pavimento
de estrada, são aproximadamente as seguintes:

Regularização e reforço do subleito ......... 2 500m3


Sub-base ..................................................... 2 000m3
Base ........................................................... 2 000m3
Areia ........................................................... 300m3
Revestimento (Pedreiras) .......................... 500m3
4 - Apresentação dos resultados

Os resultados das sondagens e dos ensaios dos


materiais das amostras das ocorrências de solos e
materiais granulares são apresentados através dos
seguintes elementos:

• Boletim de Sondagem
• Quadro-resumo dos Resultados dos Ensaios
• Análise Estatística dos Resultados
• Planta de Situação das Ocorrência
• Perfis de Sondagem Típicos
-

SUBTRECHO:
PROPRIETÁRIO DA ÁREA

Ausência de materiais deletéricos


PROJETO RODOVIÁRIO

Na fase de anteprojeto são desenvolvidos:

Estudos de Tráfego
Estudos Geológicos
Estudos Topográficos
Estudos Hidrológicos e
Estudos Geotécnicos.

Na fase de projeto são complementados os estudos e


desenvolvidos:

Projeto Geométrico
Projeto de Terraplenagem
Projeto de Drenagem
Projeto de Pavimentação
Projeto de Obra-de-Arte Especiais
Projeto de Interseções
Projeto de Obras Complementares (envolvendo, Sinalização, Cercas e Defensas) e
Projeto de Desapropriação.
PROJETO DE PAVIMENTAÇÃO

Estudos Geotécnicos

Reconhecimento do Subleito
Estudo de Ocorrências de Materiais (Jazidas)

Dimensionamento do Pavimento

Cargas Rodoviárias

Dimensionamento de Pavimentos Flexíveis


(Método do DNER)
A CARGAS RODOVIÁRIAS
CARGAS RODOVIÁRIAS

Cargas

Veículos

Eixos

Pneus
Eixos Simples
Eixos
Eixos Tandem

Eixos Simples:

Um conjunto de 2 ou mais rodas, cujos centros


estão em um plano transversal vertical ou podem
ser incluídos entre 2 planos transversais verticais,
distantes de 100 cm, que se estendam por toda a
largura do veículo. Pode-se ainda definir:
EIXO SIMPLES DE RODAS SIMPLES:
com duas rodas (2 pneus);

EIXOS SIMPLES DE RODAS DUPLAS:


com quatro rodas (4 pneus).
Eixos Tandem:

Quando 2 ou mais eixos consecutivos, cujos


centros estão distantes de 100 cm a 240 cm e
ligados a um dispositivo de suspensão que
distribui a carga igualmente entre os eixos
(balancin). O conjunto de eixos constitui um
eixo tandem.
EIXO TANDEM DUPLO:
com 2 eixos, com 2 rodas em cada extremidade (8 pneus)

EIXO TANDEM TRIPLO:


com 3 eixos, com 2 rodas em cada extremidade (12 pneus).
Os Veículos

Lei 5-105 de 21/09/66 do CNT (Código Nacional de Trânsito).

Foi alterada por:

- Decreto Nº 62.127 de 16/10/68;

- Lei Nº 7.408 de 25/01/85, que fixava tolerância máxima de 5%.

- Modificações introduzidas pelo Decreto Nº 98.933 de 07/02/90;

- Lei No 9.043 de 23/09/97: Código de Trânsito Brasileiro

- Resolução No 12 de 6/12/98 do CONTRAN regulamentou as

cargas máximas legais no Brasil


Eixo Carga Máxima Com Tolerância
Legal de 7,5 %
Simples de 6t 6.45 t
Roda simples
Simples de 10 t 10,75 t
Roda Dupla
Tandem Duplo 17 t 18,28 t
Tandem Triplo 25,5 t 27,43 t
Duplo de Tribus 13,5 t 14,51 t
- Peso bruto por eixo isolado: 10 t qdo o apoio no
pavimento se dá em 4 pneus e 6 t quando o apoio no
pavimento se dá em 2 pneus.
- Peso bruto por conjunto de 2 eixos tandem de 17,5 t,
qdo a distância entre 2 planos verticais que
contenham os centros das rodas estiver
compreendida entre 1,20m e 1,40m.

- Peso bruto por conjunto de 2 eixos não em tandem de


15 t, qdo a distância entre 2 planos verticais que
contenham os centros das rodas estiver compreendida
entre 1,20m e 1,40m.
- Peso bruto total por veículo ou combinação de veículo
de 40 t. Nenhuma combinação poderá ter mais de 2
unidades.
O Tráfego Rodoviário

Volume de tráfego:

Número de veículos que passa em um ponto da


rodovia, em determinado intervalo de tempo:
hora, dia, mês, ano.

Volume médio diário (Vm ou VMD):

Número de veículos que circulam em uma


estrada durante um ano, dividido pelo número
de dias do ano
VARIAÇÃO DIÁRIA NA SEMANA

VMD RODOVIA LITORÂNEA


RODOVIA RURAL

VARIAÇÃO MENSAL NO ANO


SEG TER QUA QUI SEX SÁB DOM
VMD

RODOVIA LITORÂNEA
RODOVIA RURAL

JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
Crescimento do Tráfego

Crescimento em Progressão Aritmética


Ou
Crescimento Linear
Vo = Vol. Inicial (ano 0)

Vt = 365 x P x Vm

Vm = Vo + Vt Vm = Vo + (Vo + Vo.t.P)
2 2

Vm = 2Vo + Vo.t.P) Vm = Vo ( 2 + t.P) K


2 2
Vt  Volume total de tráfego para um período P
Vm  Volume médio diário
Vo  Vm no ano anterior ao período considerado
t  Taxa de crescimento anual
k  Fator que leva em consideração o tráfego gerado e desviado
Crescimento em Progressão Geométrica
Ou
Crescimento Exponencial

Vt = 365 x Vo x (1 + t)P - 1 K
t
O Conceito de Eixo Padrão Rodoviário

Carga por Eixo (P): 18 Kips = 18.000 lb = 8.165 Kgf = 8,2 tf = 80 KN


Carga por roda (P/4): 4,5 Kips = 4.500 lb = 2.041 Kgf = 2,04 tf = 20 KN
Pressão de Enchimento dos Pneus (p): 80 lb/Pol2 = 5,6 Kgf/cm2
Pressão de Contato Pneu-Pavimento (q): 5,6 Kgf/cm2
Raio da Área de Contato Pneu-Pavimento (r): 10,8 cm
Afastamento entre Pneus por Roda (s): 32,4 cm
16.2 cm

R=10.8 cm R=10.8 cm

p = 5.6 kg/cm2

CBUQ
h1 v1 T

BASE

v3

SUBLEITO
Conceito de Fatores de Equivalência de Cargas

Fundamento Teórico
“ADMITE-SE QUE um NÚMERO Ni de Solicitações de uma CARGA por EIXO Pi
é EQUIVALENTE a um NÚMERO Np de Solicitações da CARGA do EIXO PADRÃO Pp
QUANDO as Ni Solicitações da CARGA Pi PROVOCAM A MESMA DETERIORAÇÃO
QUE as Np Solicitações da CARGA PADRÃO Pp , NA MESMA ESTRUTURA DE
PAVIMENTO”

( Np / Ni ) = ( Pp / Pi )n = Feq
Sendo, Feq = Fator de Equivalência de Cargas
Fatores de Equivalência de Cargas do
USACE - U.S. Army Corps of Engineers

Conhecido como CE - Corpo de Engenheiros.


Foram reproduzidos no Método de Projeto de Pavimentos Flexíveis do DNER, do Eng.
Murillo Lopes de Souza, de 1966 (e versões de 1979)

Define o “ESWL” - “Equivalent Single Wheel Load” (Carga equivalente de Roda Simples)
Estudo do Tráfego

Número “n”

Nº de eixos que solicitam o pavimento durante o


período de projeto
n = Vt x FE

FE  Fator de Eixo:

É o nº que multiplicado pela quantidade de veículos dá


o nº de eixos. É calculado por amostragem
representativa do trafego em questão, ou seja:

FE = namost / Vtamost
Número “N”

Nº de eixos padrão que solicitam o pavimento


durante o período de projeto

N = n x FC

FC (Fator de carga):

Número que multiplicado pelo número de eixos


dá o número equivalente de eixos padrão

FC =  Pj x FCj
100
n = Vt x FE (1)

N = n x FC (2)

(1) em (2)

N = Vt x FE x FC

N = 365 x P x Vm x FE x FC
FV
DIMENSIONAMENTO
DE
PAVIMENTOS
FLEXÍVEIS
Método do DNIT ou
Método do Eng. Murilo Lopes de Souza

O método tem como base o trabalho


"Design of Flexible Pavements Considering
Mixed Loads and Traffic Volume",
W.J. Turnbull, C.R. Foster e R.G. Ahlvin,
do Corpo de Engenheiros do Exército dos USA.

Relativamente aos materiais integrantes do


pavimento, são adotados coeficientes de
equivalência estrutural tomando por base os
resultados obtidos na Pista Experimental da
AASHTO, com modificações julgadas oportunas.
Experiência americana na pista experimental da American Association of
State Highway Officials (AASHO Road Test) durante a década de 50
O Subleito
A Capacidade de Suporte do subleito e dos materiais
constituintes dos pavimentos é feita pelo CBR (ISC),
adotando-se o método de ensaio preconizado pelo DNIT, em
corpos-de-prova indeformados ou moldados em laboratório
para as condições de massa específica aparente e umidade
especificada para o serviço.
Penetração de um
cilindro padrão no
solo compactado

solo
Classificação dos materiais empregados no pavimento.

a) Materiais para reforço do subleito:


C.B.R. maior que o do subleito
Expansão  1% (medida com sobrecarga de 10 lb)
b) Materiais para sub-base:
C.B.R.  20%
I.G. = 0
Expansão  1% (medida c/ sobrecarga de 10 1bs)

c) Materiais para base:


C.B.R.  80%
Expansão  0,5% (medida c/ sobrecarga de 10 1bs)
Limite de liquidez  25%
Índice de plasticidade  6%
IG = 0,2 a + 0,005 a.c + 0,01 b.d
onde
a = p200-35 (se P200>75 a=40 e se P200<35  a= 0)
(a) varia de 0 a 40;
b = p200-15 (se P200>55 b =40 e se P200<15  b=0) [b varia de 0 a 40];
c = LL-40 (se LL > 60  c =20 e se LL < 40  c=0) [c varia de 0 a 20];
d = IP-10 (se IP > 30  d= 20 e se IP < 10  d=0) [d varia de 0 a 20].
Atendimento às seguintes faixas granulométricas:

Percentagem em peso passando


PENEIRAS A B C D

2” 100 100 — —
1” — 75-90 100 100
3/8” 30-65 40-75 50-85 60-100
Nº 4 25-55 30-60 35-65 50-85
Nº 10 15-40 20-45 25-50 40-70
Nº 40 8-20 15-30 15-30 25-45
Nº 200 2-8 5-15 5-15 10-25

A fração que passa na peneira nº 200 deve ser inferior


a 2/3 da fração que passa na peneira nº 40. A fração
graúda deve apresentar um desgaste Los Angeles igual
ou inferior a 50. Pode ser aceito um valor de desgaste
maior, desde que haja experiência no uso do material.
Caso o limite de liquidez seja superior a 25%
e/ou índice de plasticidade seja superior a 6; o
material pode ser empregado em base
(satisfeitas as demais condições), desde que o
equivalente de areia seja superior a 30.

Para um número de repetições do eixo-padrão,


durante o período do projeto N  5x106, podem
ser empregados materiais com C.B.R.  60% e
as faixas granulométricas E e F.
O Tráfego
O pavimento é dimensionado em função do número equivalente
(N) de operações de um eixo tomado como padrão, durante o
período de projeto escolhido.
N = 365 x P x Vm x FE x FC x FR

Fator Climático Regional


Para levar em conta as variações de umidade dos materiais do
pavimento durante as diversas estações do ano (o que se traduz
em variações de capacidade de suporte dos materiais)

Parece mais apropriado a adoção de um coeficiente, quando se


toma, para projeto, um valor C.B.R compreendido entre o que se
obtém antes e o que se obtém depois da embebição, isto é, um
valor correspondente à umidade de equilíbrio. Tem-se adotado
um FR = 1,0 face aos resultados de pesquisas desenvolvidas no
IPR/DNER
Espessura Mínima de Revestimento

A fixação da espessura mínima a adotar para os


revestimentos betuminosos é um dos pontos ainda em
aberto na engenharia rodoviária, quer se trate de proteger a
camada de base dos esforços impostos pelo tráfego, quer se
trate de evitar a ruptura do próprio revestimento por esforços
repetidos de tração na flexão

N Espessura Mínima de Revestimento Betuminoso


6 Tratamentos superficiais betuminosos
N  10
6 6 Revestimentos betuminosos com 5,0 cm de espessura
10 < N  5 x 10
6 7 Concreto betuminoso com 7,5 cm de espessura
5 x 10 < N  10
7 7 Concreto betuminoso com 10,0 cm de espessura
10 < N  5 x 10
7 Concreto betuminoso com 12,5 cm de espessura
N > 5 x 10
Coeficiente de Equivalência Estrutural
Componentes do pavimento Coeficiente K

Base ou revestimento de concreto betuminoso 2,00


Base ou revestimento pré-misturado a quente, de graduação densa 1,70
Base ou revestimento pré-misturado a frio, de graduação densa 1,40
Base ou revestimento betuminoso por penetração 1,20

Camadas granulares 1,00

-Solo cimento com resistência à compressão a 7 dias, superior a 45 kg/cm2 1,70


2
-Idem, com resistência à compressão a 7 dias, entre 45 kg/cm e 28 kg/cm2 1,40
2
-Idem, com resistência à compressão a 7 dias, entre 28 kg/cm e 21 kg/cm2 1,20

Os coeficientes estruturais são designados por:


Revestimento: KR
Base: KB
Sub-base: KS
Reforço: KRef
Dimensionamento do Pavimento

R KR + B KB  H20
R KR + B KB + h20 KS  Hn
R KR + B KB + h20 KS + hn KRef  Hm
O gráfico da figura a seguir dá a espessura total do
pavimento, em função de N e de I.S. ou C.B.R.;

A espessura fornecida por este gráfico é em termos


de material com K = 1,00, isto é, em termos de base
granular.

Entrando-se em abscissas, com o valor de N,


procede-se verticalmente até encontrar a reta
representativa da capacidade de suporte (I.S. ou
C.B.R.) em causa e, procedendo-se horizon-talmente,
encontra-se, em ordenadas, a espessura do
pavimento.
Supõe-se sempre, que há uma drenagem
superficial adequada e que o lençol d'água
subterrâneo foi rebaixado a, pelo menos, 1,50 m
em relação ao greide de regularização.

No caso de ocorrência de materiais com C.B.R. ou


I.S. inferior a 2, é sempre preferível a fazer a
substituição, na espessura de, pelo menos, 1 m,
por material com C.B.R. ou I.S. superior a 2.
A espessura mínima a adotar para compactação de
camadas granulares é de 10 cm, a espessura total
mínima para estas camadas, quando utilizadas, é
de 15 cm e a espessura máxima para compactação
é de 20 cm.

Mesmo que o C.B.R. ou I.S. da sub-base seja


superior a 20, a espessura do pavimento necessário
para protegê-la é determinada como se esse valor
fosse 20 e, por esta razão, usam-se sempre os
símbolos, H20 e h20 para designar as espessuras de
pavimento sobre sub-base e a espessura de sub-
base, respectivamente.
Acostamento

Não se dispõe de dados seguros para o


dimensionamento dos acostamentos, sendo que a sua
espessura está, condicionada à da pista de rolamento,
podendo ser feitas reduções de espessura,
praticamente, apenas na camada de revestimento.

A solicitação de cargas é, no entanto, diferente e pode


haver uma solução estrutural diversa da pista de
rolamento.
Acostamento
A adoção nos acostamentos da mesma estrutura da
pista de rolamento tem efeitos benéficos no
comportamento desta última e simplifica os problemas
de drenagem;

Geralmente, na parte correspondente às camadas de


reforço e sub-base, adota-se, para acostamento e pista
de rolamento, a mesma solução, procedendo-se de
modo idêntico para a parte correspondente à camada
de base, quando o custo desta camada não é muito
elevado.

O revestimento dos acostamentos pode ser, sempre, de


categoria inferior ao da pista de rolamento.
Algumas sugestões têm sido apontadas para a
solução dos problemas aqui focalizados, como:

a) Adoção, nos acostamentos, na parte


correspondente à camada de base, de materiais
próprios para sub-base granular de excepcional
qualidade, incluindo solos modificados por
cimento, cal, etc.

b) Consideração, para efeito de escolha de


revestimento, de um tráfego nos acostamentos
da ordem de, até 1% do tráfego na pista de
rolamento.
EXEMPLO NUMÉRICO
EXEMPLO NUMÉRICO

Dimensionar o pavimento de uma rodovia


em que N = 6x107, sabendo-se que o
subleito possui um ISC = 6% e dispondo-se
de material de sub-base com ISC = 40% e
para base de ISC = 80%.
1ª Solução
a) Revestimento para N=6x107 Espessura: R = 12,5 cm de CBUQ (CA)  Tabela
N Espessura Mínima de Revestimento Betuminoso
6 Tratamentos superficiais betuminosos
N  10
6 6 Revestimentos betuminosos com 5,0 cm de espessura
10 < N  5 x 10
6 7 Concreto betuminoso com 7,5 cm de espessura
5 x 10 < N  10
7 7 Concreto betuminoso com 10,0 cm de espessura
10 < N  5 x 10
7 Concreto betuminoso com 12,5 cm de espessura
b) Determinação de H40 e H6 N > 5 x 10

Os índices 40 e 6 indicam o Índice de Suporte Califórnia de cada camada. Porém,


não se tem no gráfico ISC >20%, logo, usa-se ISC =20%, assim se terá H20 que
equivalerá ao H40 do exemplo.

Do gráfico vem: H20 = 30 cm e H6 = 65 cm


1ª Solução

c) Como N >107, ao se utilizar a inequação 1, deve-se usar um fator de segurança de


1,2 multiplicando a espessura de proteção da sub-base:

R x KR + B x KB  H20 x 1,2
12,5 x 2,0 + B x 1,0  30 x 1,2
B  11 cm
B = 15 cm (Espessura mínima exigida pelo DNIT)

R x KR + B x KB + h20 x KSB  H6 
12,5 x 2,0 + 15 x 1,0 + h20 x 1,0  65
h20  25 cm
2ª Solução: Adotar base B = 20 cm

R = 12,5 cm
B = 20 cm (adotada)

R x KR + B x KB + h20 x KSB  H6

12,5 x 2,0 + 20 x 1,0 + h20 x 1,0  65


h20  20 cm
3ª Solução: Se adotar R = 15 cm

R = 15 cm (adotado)

R x KR + B x KB  H20 x 1,2
15 x 2,0 + B x 1,0  30 x 1,2
B  6 cm
B = 15 cm (mínimo exigido DNIT)

R x KR + B x KB + h20 x KSB  H6
15 x 2,0 + 15 x 1,0 + h20 x 1,0  65
h20  20 cm
4ª Solução:

Se houver possibilidade de material para Reforço do Sub-Leito com ISC =12%

R = 12,5 cm

H12 = 42 cm (Gráfico)

R x KR + B x KB  H20 x 1,2
12,5 x 2,0 + B x 1,0  30 x 1,2
B  11
B = 15 cm
4ª Solução:

R x KR + B x KB + h20 x KSB  H12


12,5 x 2,0 + B x 1,0 + h20 x 1,0  42
h20  2 cm (?)
h20 = 15 cm

R x KR + B x KB + h20 x KSB + href x Kref  H6


12,5 x 2,0 + 15 x 1,0 + 15 x 1,0 + href x 1,0  65
href  10 cm
href = 15 cm
EXECUÇÃO
DE
BASES E SUB-BASES
CONSTRUÇÃO DAS CAMADAS
DO PAVIMENTO
OPERAÇÕES PRELIMINARES
A) Regularização do Sub-Leito
São operações de corte ou aterro para conformar transversal
e longitudinalmente a estrada. Engloba pista e acostamento
com movimentos de terra máximo de 20 cm de espessura.

Os principais serviços a serem executados é a busca da


umidade ótima e compactação até atingir 100% de densidade
aparente máxima seca.
B) Reforço do Sub-Leito
O reforço do sub-leito é executado sobre o sub-leito
regularizado.
As características do material a ser utilizado devem ser
superiores ao do subleito e largura de execução desta
camada é igual à da regularização ou seja ( pista +
acostamento ).
CONSTRUÇÃO DE BASES E SUB-BASES

A) Escavação, Carga e Descarga

Os tratores produzem o material na jazida e armazenam numa


praça.

As carregadeiras retiram o material da praça e carregam os


caminhões.

Estes últimos transportam o material da jazida até a pista,


descarregando em pilhas.
B) EMPILHAMENTO

 = M

c
V
M = .V
es   ec
Ms = Mc
s
s . (1 x 1 x es) = c . (1 x 1 x ec)
Vs  es  L  E ec  Espessura compactada
es  Espessura solta
c  Densidade compactada
Vs
N s  Densidade solta
Vs Volume soltp
q L  Largura da pista
E  Extensão do trecho
E
d N  Nº de Viagens
q  Capacidade do caminhão
N
Exemplo numérico:

Calcular o espaçamento entre pilhas de um material que


deverá ser espalhado ao longo de um trecho de 600 m
para execução de uma base com espessura de 20 cm .
A largura da plataforma é de 14 m e a capacidade
média dos caminhões é de 6 m3 . A massa específica
solta é de 1,445 g/cm3 e a compactada é de 1,86 g/cm3
.
Para o caso de dois ou mais materiais (mistura) a espessura
solta pode ser calculada da seguinte forma:

M M  ecM  c M (1) M1 
X
 MM
100 (2)
Y
M2   MM
(1)  (2)
100
M1 = X / 100 x ecM x cM  esM1 x sM1 = X / 100 x ecM x cM

M2 = Y / 100 x ecM x cM  esM2 x sM2 = Y / 100 x ecM x cM

X cM Y cM
es M 1   ecM  es M 2   ec M 
100 s M 1 100 s M 2
C) MISTURA E ESPALHAMENTO
D) PULVERIZAÇÃO
As funções principais da pulverização são:
- Destorroar o material sem promover quebra de
partículas
- Mistura de água ou aditivo ao solo (solo cimento).
- Fazer aeração do solo qdo a h de campo > h ótima.
E) UMIDIFICAÇÃO OU SECAGEM
F) COMPACTAÇÃO NO CAMPO

1- Por pressão ou rolagem

Rolo Liso:
- para solos granulares
- para acabamento

Rolo Pneumático (pressão variável):


- pneu vazio maior área : menor pressão
- pneu cheio menor área : maior pressão

Rolo Pé de Carneiro:
- para solos argilosos
- compacta de baixo para cima
2- Por impacto
3- Por vibração
A execução da compactação deve ser
conduzida de forma adequada, observando-se
o formato da superfície a ser compactada:

- Trechos em tangente a compactação deve


ser feita dos bordos para o eixo.

- Trechos em curva a compactação deve ser


feita do bordo interno para externo
O controle da compactação é feito em duas
etapas:
- Preliminar: controla-se o equip., o n° de
passadas, a espess. das camadas e o teor de
umidade (método de campo).
- Posterior: controla-se alguns parâmetros do
solo após compact. como o GC.

O grau de compactação é encontrado através


da seguinte relação:
d campo
GC  100
dlaboratório
G) CONTROLES

Controle tecnológico
(Recomendações do DNIT)

 Para regularização e reforço do sub-leito

Ensaios de caracterização : de 250 em 250m ou 2


ensaios por dia
ISC ou CBR : de 500 em 500m ou 1 ensaio para
cada 2 dias.
GC : de 100 em 100m (massa esp. Apar. in situ )
 Para sub-base e base:

Ensaios de caracterização : de 150 em 150 m


CBR : de 300 em 300 m
GC : de 100 em 100 m
EA : de 100 em 100 m .
Se LL  25 e/ou IP  6 ( base)
Controles Geométricos
(Recomendações do DNIT)
 Para regularização e reforço do sub-leito
±3 cm em relação às cotas do projeto
± 10 cm em relação à largura da plataforma
até 20% na flecha de de abaulamento

 Para sub-base e base:

±2 cm em relação às costas de projeto


idem anterior
idem anterior
G) ACEITAÇÃO (Análise Estatística)

Os parâmetros especificados para as variadas fases


da construção de sub-bases e bases (granulometria,
LL, IP, CBR, GC, etc) devem ser submetidos a uma
análise estatística para aceitação.

Os valores máximos e mínimos decorrentes da


amostragem a serem confrontados com os valores
especificados serão calculados pelas fórmulas de
controle estatístico recomendadas pelo contratante.
H) ACABAMENTO

São feitos os ajustes finais, com


pequenos serviços de acabamento,
limpeza, correções da seção transversal,
varredura, etc.
Bloco 4

Tipos de Revestimentos
Asfálticos

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Revestimentos Asfálticos

REVESTIMENTO BASE E REVESTIMENTO

BASE SUB-BASE

SUB-BASE
SUBLEITO
REFORÇO DO SUBLEITO

SUBLEITO

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Revestimentos Asfálticos

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Revestimentos Asfálticos
Na maioria dos pavimentos brasileiros usa-se como
revestimento:
 uma mistura de agregados minerais de vários tamanhos
e várias fontes com ligantes asfálticos,

 que de forma adequadamente proporcionada e


processada garantam ao pavimento executado os
requisitos de:
 impermeabilidade, flexibilidade, estabilidade, durabilidade,
resistência à derrapagem, resistência à fadiga e resistência
à fratura na tração térmica,

 de acordo com o clima e o tráfego previstos para o local.

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Requisitos Técnicos

 Os requisitos técnicos e de qualidade de um


pavimento asfáltico serão atendidos
 com um projeto adequado de estrutura do pavimento;
 com projeto de dosagem da mistura asfáltica
compatível com as outras camadas escolhidas.

 Esta dosagem passa:


 pela escolha adequada de materiais dentro dos
requisitos comentados nas aulas anteriores,
 proporcionados de forma a atenderem padrões e
critérios pré-estabelecidos de comportamento
mecânico e desempenho.

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Tipos de Revestimentos
Asfálticos
 Nos casos mais comuns, até um determinado volume
de tráfego, um revestimento asfáltico de um
pavimento novo pode ser composto por um único tipo
de mistura asfáltica.
 Neste caso esta mistura pode se distinguir:
 quanto ao local de fabricação, como obtida em usina
específica (misturas usinadas) ou preparada na
própria pista (tratamentos superficiais);
 quanto à temperatura de misturação: misturas a
quente (uso de CAP) ou a frio (uso de EAP);
 as misturas usinadas ainda podem ser separadas,
quanto à composição granulométrica, em densas ou
abertas ou descontínuas.

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Tipos de Revestimentos
Asfálticos
 Tipos de revestimentos asfálticos:
 misturas usinadas e fabricadas na pista.

 Misturas usinadas a quente e a frio:


 densas: concreto asfáltico, areia-asfalto, pré-misturado a frio;
 descontínuas: SMA, porosa, “gap-graded”.

 Fabricadas na pista:
 tratamentos superficiais por penetração.

 Microrrevestimentos.
 Lama asfáltica.
 Misturas recicladas:
 usinadas ou fabricadas na pista.

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TERMINOLOGIA
DOS
REVESTIMENTOS

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Em Solo Estabilizado

É o chamado revest. primário. Após a terrapl. é colocado um mat c/


determinada comp. granulom, denominado “saibro” ou “cascalho” , e
que apresenta alguma plasticidade através da relação fino-grosso

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Revestimento de Alvenaria Poliédrica / Paralelepípedos

Revest. de pedras irregulares ou paralelepípedos, assentadas por


processo manual, rejuntadas com areia, betume e assentes sobre um
colchão de areia ou de solo estabilizado.

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Blocos de Concreto Pré-Moldados e Articulados

Consiste de revest de blocos de pré-moldados (bloquetes), assentados


por processo manual, rejuntados com areia ou betume, assentes sobre o
colchão de areia ou pó de pedra ou sub-base de solo estabiliz. O formato
dos bloquetes pode ser variado: quadrado, hexagonal, tipo macho-fêmea,
de encaixe.

PEÇAS PRÉ-MOLDADAS DE CONCRETO


CAMADA DE AREIA

BASE

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Misturas Usinadas a Quente
Concreto Asfáltico (CA)
ou
Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ)

Rev. flexível, resultante da mistura a quente, em


usina apropriada, de agregado mineral graduado,
material de enchimento (filer) e material asfáltico
espalhado e comprimido a quente.

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Misturas Usinadas a Quente

Exemplo de usina para mistura asfáltica a quente

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Misturas Usinadas a Quente
Exemplo de usina para mistura asfáltica a quente

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Vibroacabadora de Distribuição
da Massa Asfáltica

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Vibroacabadora de Distribuição
da Massa Asfáltica

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Exemplo de Vibroacabadora

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Aplicação de CA

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Exemplo de Rolo Compactador

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Rolos Compactadores
de Pneus e Liso

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Rolos Compactadores
de Pneus e Liso

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Camadas de revestimento asfáltico
Mistura asfáltica usinada
a quente aberta
( revestimento drenante)

Concreto asfáltico denso

Concreto asfáltico aberto


como “binder” ou camada
de ligação

Uma composição de revestimento


de via de alto volume de tráfego
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Misturas Usinadas a Frio
Pré-Misturado a Frio (PMF)
Produto obtido da mistura de agreg mineral e EA ou AD, em equip
apropriado, sendo espalhada e comprimida a frio.

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Misturas Usinadas a Frio

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Misturas Usinadas a Frio

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Misturas Usinadas a Frio

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Misturas Asfálticas a Frio

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Microrrevestimento a frio
Micro Revestimento Asfáltico (Micro concreto)
É a associação em consistência fluida, de agregado mineral, material de
enchimento (filer), emulsão asfáltica modificada por polímero, água e
aditivos, uniformemente espalhada sobre uma superfície de revestimento
preparada.

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Microrrevestimento a frio
(Fotos: BR Distribuidora)

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Microrrevestimento a frio
Lama Asfáltica

É uma associação (mistura), em consistência fluida, de agreg ou mist de


agreg miúdos, filer (ou mat de ench) e emulsão asfáltica, devidamente
espalhada e nivelada.

A espessura final é da ordem de 4mm e a compactação é executada pelo


próprio tráfego.

A lama asfáltica não é considerada um revestimento propriamente dito e


sim um ótimo processo para preservar e manter revestimentos
betuminosos.

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Misturas in situ especiais

 Lama asfáltica: mistura fluida de EAP e agregado miúdo


utilizada para recuperação funcional de pavimentos
deteriorados ou como capa selante de TS.

 microrrevestimento: mistura fluida de emulsão asfáltica


modificada por polímero e processada em usina especial
móvel. Utilizada em:

 Recuperação funcional de pavimentos deteriorados;

 Capa selante;

 Revestimento de pavimentos de baixo volume de tráfego;

 Camada intermediária anti-reflexão de trincas em projetos de


reforço estrutural.

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Tratamentos Superficiais

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Tratamentos Superficiais

 Aplicação de ligantes asfálticos e agregados sem


mistura prévia na pista, com posterior
compactação, que promove o recobrimento
parcial e a adesão entre agregados e ligantes.

 Podem ser:
 TS – tratamento superficial simples

 TSD - tratamento superficial duplo

 TST - tratamento superficial triplo

 TAP - tratamento superficial de condição particular


contra pó

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Tratamento
Superficial
Revestimento Asfáltico por penetração invertida com aplicação de
material asfáltico seguida de espalhamento e compressão de agregado
de granulometria apropriada. Quando a operação executiva do TS é
repetida duas ou três vezes, resultam os chamados TSD e TST.

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Tratamento
Superficial

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Tratamento
Superficial
Processo de
aplicação

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Tratamento
Superficial

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Tratamento
Superficial

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Tratamento
Superficial

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Tratamento
Superficial

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Tratamentos Superficiais
Especiais

Anti-pó

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Misturas Usinadas Especiais

 SMA – uso de faixa granulométrica descontínua, porém


de mistura densa, e CAP modificado por polímero.

 CPA – uso de faixa granulométrica aberta e CAP


modificado por polímero; alto volume de vazios para
proporcionar alta permeabilidade.

 Descontínua densa “gap- graded” – faixa


granulométrica especial que resulta em textura aberta
ou rugosa, que tem sido utilizada comumente com
asfalto –borracha.

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SMA

Stone Matrix Asphalt

(Matriz Pétrea Asfáltica)

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Mistura Asfáltica SMA
Definição e princípio de funcionamento:

 Mistura de graduação descontínua, densa, a quente;

 Grande proporção de agregado graúdo (≥ 70%);

 Esqueleto mineral responsável pelo contato grão/grão


(resistência e dissipação do carregamento);

 Formação do mástique asfáltico (durabilidade):


ligante asfáltico + fíler + finos minerais (fração areia) +
fibras.

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Mistura Asfáltica SMA
Detalhe do esqueleto mineral da mistura SMA
agregados graúdos

mástique asfáltico:
ligante asfáltico + fíler +
finos minerais + fibras

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Materiais do SMA

Matriz Pétrea

fíler
Fração
+ areia + asfalto
+
SMA
Fibras Mástique

Apud Horst Erdlen, 2004

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Comparação de Materiais
SMA versus CA

CA
SMA

Foto: Horst Erdlen


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Exemplo de Composição Granulométrica
SMA Via Anchieta D 0/11S

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Algumas Aplicações da
Mistura Asfáltica SMA

 Vias com alta freqüência de caminhões;


 Interseções;
 Em áreas de carregamento e descarregamento
de cargas;
 Em rampas, pontes, paradas de ônibus, faixas
de ônibus;
 Pistas de aeroporto;
 Estacionamentos;
 Portos.

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Alemanha: Uso de SMA
em Pátios de Portos

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SMA Aeroporto Frankfurt

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SMA Autódromo de Silvestone

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Exemplo de Estrutura de
Pavimento na Alemanha

4 cm de SMA camada de
rolamento

8 cm de camada de
ligação

22 cm de base asfáltica

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Características de Desempenho
da Mistura Asfáltica SMA
 Boa estabilidade a elevadas temperaturas;
 Boa flexibilidade a baixas temperaturas;
 Elevada resistência ao desgaste;
 Elevada adesividade entre os agregados minerais e o
ligante;

 Boa resistência a derrapagem devido à macrotextura


da superfície de rolamento;

 Redução do “spray” ou borrifo de água;


 Redução do nível de ruído.

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Exemplo de Redução
de “Spray”

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Exemplo de Redução de “Spray”
e Reflexão dos faróis

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Exemplo de Faixa Granulométrica Típica
de Mistura Usinada Descontínua tipo SMA

Limites da faixa SMA/011S alemã

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Comparação entre Curvas Granulométricas
de Três Tipos de Misturas Usinadas
Comparação entre as faixas granulométricas

Apud Mourão, 2003

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Camada Porosa de Atrito

Concreto Asfáltico Drenante

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Camada Porosa de Atrito
Drenante
Camada de macrotextura aberta com elevada capacidade de drenagem
através de uma estrutura de alto índice de vazios (18 – 25%).
 Reduz o risco de hidroplanagem ou aquaplanagem;

 Aumenta a aderência do pneu/pavimento;

 Reduz as distâncias de frenagem sob chuva;

 Reduz os níveis de ruído do tráfego;

 Aumenta a segurança, reduzindo o número de


acidentes;

 Diminui o spray ou cortina de água durante chuvas.


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Camada Porosa de Atrito

Aumento da
distância de
visibilidade e
diminuição da
cortina de água

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Camada Porosa de Atrito

Pista de pouso
do Aeroporto
Santos Dumont
Rio de Janeiro

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Efeito da Camada Porosa de Atrito
na Aderência Pneu/Pavimento
COMPARAÇÃO DO COEFICIENTE DE ATRITO LONGITUDINAL DOS CONCRETOS
ASFÁLTICOS DRENANTE E DENSO (BONNOT, 1997)

Coeficiente de atrito longitudinal


0,6

0,5
Concreto drenante 0/10
0,4

0,3

0,2
Concreto denso 0/10
0,1
( Tráfego: de 1 a 5 milhões de caminhões pesados)

0
40 50 60 70 80 90 100 110 120

Velocidade (km/h)

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Especificações para Faixas
Granulométricas CPA
1 2 3 4 5 6 7 8 9
Peneiras
3/4" 100 100
1/2" 100 100 100 100 75 a 100 100 70 a 100 100 100
3/8" 80 a 100 95 a 100 80 a 100 80 a 90 60 a 80 70 a 90 50 a 80 75 a 90 70 a 90
Nº 4 20 a 40 30 a 50 25 a 70 40 a 50 32 a 46 15 a 30 18 a 30 25 a 50 20 a 40
N° 8 12 a 20 5 a 15 12 a 20 10 a 18 10 a 18 10 a 22 10 a 22 5 a 15 5 a 20
Nº 30 8 a 14 6 a 12 6 a 12 6 a 13 6 a 13
Nº 80 2a8
Nº 200 3a5 2a5 3a9 3a6 3a6 3a6 3a6 2a5 0a4

1. DIRENG – Infraero – espessura 2,0 cm; 5. Espanha P-12 – espessura 3,0 a 4,0 cm;

2. FHWA – Federal Highway Administration 6. Espanha PA-10 – espessura 4,0 cm


EUA – espessura 1,3 a 2,5 cm;
7. Espanha PA-12 – espessura 4,0 cm
3. FAA – espessura 2,0 cm;
8. África do Sul – espessura 1,9 a 2,5 cm;
4. Espanha P-10 – espessura 3,0 a 4,0 cm;
9. faixa TSU – Dersa – Brasil.

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Especificações para Faixas
Granulométricas CPA-DNIT
Peneira de malha quadrada Percentagem passando, em peso (faixas) Tolerância
na curva
Abertura,
ABNT I II III IV V de projeto
mm
(%)
¾” 19,0 - - - - 100 -
½” 12,5 100 100 100 100 70-100 ±7
3/8” 9,5 80-100 70-100 80-90 70-90 50-80 ±7
No. 4 4,8 20-40 20-40 40-50 15-30 18-30 ±5
No. 10 2,0 12-20 5-20 10-18 10-22 10-22 ±5
No. 40 0,42 8-14 - 6-12 6-13 6-13 ±5
No. 80 0,18 - 2-8 - - - ±3
No. 200 0,075 3-5 0-4 3-6 3-6 3-6 ±2
Ligante modificado por
4,0 – 6,0 ±0,3
polímero, %
Espessura da camada acabada
3,0 < 4,0
(cm)
Volume de vazios, % 18-25
Ensaio Cântabro, % máx. 25
Resistência à tração por
compressão diametral, a 25°C, 0,55
MPa, mín.

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Camada Porosa de Atrito Aeroporto
Santos Dumont (1998)

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Estrutura do Pavimento
da Rodovia I-40 (EUA)

1,25 cm CPA - AMB

5 cm CBUQ - AMB

7,5 cm CBUQ

Laje CCP Trincada

Subleito

(Leite,2002)

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Camada Porosa de Atrito
sobre CA

(Leite,2002)

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Exemplo de CA Denso e Aberto

Falta uma foto de CPA (esqueci)

Mistura Aberta – camada


porosa de atrito
corpo-de-prova de pista

Mistura Densa – Concreto asfáltico


Corpo-de-prova de laboratório

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Gap-graded

Mistura Asfáltica Descontínua

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Misturas Descontínuas Gap-graded
• GAP GRADED/CALTRANS com Asfalto
Borracha: Mistura Descontínua amplamente
utilizada na Califórnia em serviços de
pavimentação com Asfalto-Borracha.
• No Brasil, essa mistura com Asfalto-Borracha,
já foi utilizada por várias concessionárias,
destacando a Ecovias dos Imigrantes, com
extensa e bem sucedida obra no sistema
Anchieta/Imigrantes.

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Misturas Descontínuas Gap-graded

Definição
• Mistura executada a quente em usina apropriada, constituída de
agregado graúdo, agregado miúdo, material de enchimento
(fíler) em granulometria descontínua e ligante asfáltico
modificado por borracha moída de pneus, devendo ser
espalhada e compactada a quente.

Finalidade
• Obtenção de camada de alta resistência à deformação
permanente e melhoria das condições de aderência em pista
molhada.

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Materiais para Gap-graded

Agregados
 Graúdo: pedra, escória outro material indicado nas
Especificações Complementares.
 Miúdo: areia, pó de pedra ou mistura de ambos.

Material de enchimento (fíler)


 Cimento Portland, cal extinta, pó calcário, etc.

Peneira % Mínima, passando


n. 40 100
n. 80 95
n. 200 65
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Materiais para Gap-graded

Ligante asfáltico

• Ligante modificado por borracha moída de


pneus

Melhorador de adesividade

• Usado quando não há boa adesividade entre o


par ligante/agregado.

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Faixas do Gap-graded

100,00

80,00
% Passando

60,00

40,00

20,00

0,00
0,0 0,1 1,0 10,0 100,0
Peneiras (Pol)

Mistura Mínima Máxima Média da Faixa

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Execução do Gap-graded

Aspecto da Mistura gap-graded Distribuição da Mistura gap-graded


•Distribuir a mistura e iniciar o processo de compactação do material
na maior temperatura que a massa possa suportar, sem se deslocar
ou fissurar.
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Execução do Gap-graded

compactação

Gap-graded na acabadora

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Execução do Gap-graded

Gap-graded – camada acabada

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Comparação de Granulometria

aberto descontínuo Bem-graduado


(open graded) (gap graded) ou denso

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Reciclagem
 Processo de reutilização de misturas asfálticas envelhecidas e
deterioradas para produção de novas misturas, aproveitando os
agregados e ligantes remanescentes, através de fresagem, com
acréscimo de agentes rejuvenescedores, espuma de asfalto,
CAP ou EAP novos, quando necessários.

 a quente = CAP, AR e fresados aquecidos;

 a frio = EAP, ARE e fresados a temperatura ambiente;

 usina = a quente ou a frio  o fresado é levado para a usina;

 in situ = a quente ou a frio  o fresado é misturado com ligante no


próprio local do corte;

 in situ com espuma de asfalto  podem ser incorporados


revestimento antigo e parte da base, com ou sem adição de
ligantes hidráulicos.

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Reciclagem

Exemplo de
fresagem
e reciclagem
com espuma
de asfalto

Nogueira, 2004
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Reciclagem

Espessura
fresada
e reciclada

Nogueira, 2004
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Reciclagem

Nogueira, 2004
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Reciclagem
Nogueira, 2004
Vista do conjunto:
Caminhão de ligante,
fresadora recicladora
e rolo compactador

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Reciclagem
Nogueira, 2004
Compactação
final

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Recicladora in situ

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La route en
France en
quelques chiffres

Superficie: 550 000 km²


Population: 63 Millions
1 million de routes revêtues
4 gestionnaires
NATIONALES 20 000 km
Autoroutes Concédées 8 000
Autoroutes Sans Péage 3 000
Routes de liaisons 8 800

DEPARTEMENTALES 380 000 km

COMMUNALES 600 000 km

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Tendência na Europa de
revetimentos asfálticos funcionais
 Espessuras cada vez mais delgadas  1 a 2cm
 Formulação  descontínua
 Misturas cada vez mais «grosseiras»
(fração agregados graúdos em quantidade dobradas)

 Aumento da porosidade  Camada de ligação-


impermeabilização
 Emprego mais frequente de ligantes modificados ou
especiais
 Produtos geralmente a quente [exceto Tratamentos a frio]
 Produtos normatizados  Exigências de
desempenho
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Aspecto dos diferentes
revestimentos
Corpos de prova cortados de misturas

BB Espesso BB Delgado BBDr(drenante)

Textura da surperfície dos revestimentos

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Concreto de Cimento

Mistura de cim., agreg. graúdo, areia e água devidamente adensado e


espalhado formando placas de conc., separadas por juntas de dilatação.
Funcionam como base e revest.

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PRINCIPAIS FUNÇÕES DO
ASFALTO NA PAVIMENTAÇÃO

a) Aglutinadora: Proporciona íntima ligação entre


agregados, resistindo à ação mecânica de
desagregação
produzida pelas cargas dos veículos.

b) Impermeabilizadora: Garante ao revestimento vedação


eficaz contra penetração da água proveniente da
precipitação.

c) Flexibilidade: Permite ao revestimento sua acomodação


sem fissuramento a eventuais recalques das camadas
subjacentes do pavimento.
SERVIÇOS DE IMPRIMAÇÃO / PINTURA DE LIGAÇÃO

IMPRIMAÇÃO

Também chamada de Imprimadura ou Prime-Coat.


Consiste na aplicação de uma camada de material
asfáltico sobre a superfície de uma base concluída,
antes da execução de um revestimento asfáltico
qualquer. (DNER - ESP.14/71).
Funções da Imprimação

a) Promover condições de ligação e aderência entre a


base e o revestimento
b) Impermeabilização da base.
c) Aumentar a coesão da superfície da base pela
penetração do material asfáltico (de 0,5 a 1,0cm).

Tipos de Asfaltos Utilizados na Imprimação

- São utilizados asfaltos diluídos de baixa


viscosidade, afim de permitir a penetração do ligante
nos vazios da base.
- São indicados os tipos CM-30 e CM-70.
Execução da Imprimação

a) Varredura da pista

- São utilizadas vassouras mecânicas rotativas ou


vassouras comuns, quando a operação é feita
normalmente, com finalidade de fazer a limpeza da
pista retirando os materiais finos que ocupam os
vazios do solo.

- Também pode ser usado o jato de ar comprimido.

- Quando a base estiver muito seca e poeirenta pode-


se umedecer ligeiramente
b) Aplicação do asfalto

- Feita por meio do caminhão espargidor de asfalto:


equipado com barra espargidora e caneta distribuidora,
bomba reguladora de pressão, tacômetro e conta giro
b) Aplicação do asfalto

- A quant. de material aplicado: de 0,7 a 1,0 l/m2.


- Deve-se evitar a formação de poças de ligantes na
superfície da base pois o excesso de ligante retardará a
cura do asfalto prejudicando ao revestimento.
- Nos locais onde houver falha de imprimação o
revestimento tenderá a se deslocar. O complemento dos
trechos onde ocorreram falhas é feito pela caneta
distribuidora.
c) Controles de execução

1ª) Controle com régua: Mede-se a quantidade gasta de ligante


para executar um determinado trecho, obtendo-se a taxa em l/m2.

2ª) Controle da bandeja ou folha de papel: Coloca-se uma


bandeja (área conhecida) sobre a superfície a ser imprimada.
Após a passagem do espargidor recolhe-se a bandeja (ou papel)
e determina-se a quantidade de ligante distribuída através da
diferença de peso antes e depois da passagem do caminhão.

O controle da uniformidade : O excesso deve ser eliminado


através do recolhimento e as falhas devem ser preenchidas
através da caneta distribuidora ou “regrador”.
PINTURA DE LIGAÇÃO

Também chamada de Tack-Coat. Consiste na


aplicação de uma camada de material asfáltico
sobre a base ou revestimento antigo com a
finalidade precípua de promover sua ligação com
a camada sobrejacente a ser executada
Tipos de Asfaltos Utilizados na Pintura de Ligação
- Emulsões asfálticas dos tipos:
Ruptura rápida: RR-1C e RR-2C
Ruptura média: RM-1C e Rm-2C
- Asfaltos diluídos
CR-70 (exceto para superfícies betuminosas)

Execução da Pintura de Ligação


a) Varredura da pista: idem imprimação

b) Aplicação do asfalto: Também é feita pelo caminhão


espargidor. A quantidade de material aplicado é da
ordem de 0,5 l/m2.

c) Controles de execução: idem imprimação


ESTABILIZAÇÃO
QUÍMICA
Estabilização Solo-Cimento
“Solo-cimento é o produto endurecido resultante da
mistura íntima compactada de solo, cimento e água,
em proporções estabelecidas através de dosagem
racional executada de acordo com as normas apli-
cáveis ao solo em estudo.”

Aplicações:
• Pavimentação de ruas e estradas; • Obras de contenção;
• Passeios para pedestres; • Canalização e proteção
• Quadras esportivas; de pontes;
• Revestimentos de barragens; • Habitação: Tijolos,
• Silo trincheira; blocos, lajotas, paredes
• Terreiros de café; monolíticas, fundações,
pisos, etc.
Tipos de mistura de solos tratados com cimento:

• Solo-cimento;
• Solo melhorado com cimento;
• Solo-cimento plástico.

Fatores que influem na estabilização solo-cimento:

• Tipo de solo;
• Presença no solo de materiais nocivos à hidratação do cimento:
- Matéria orgânica;
- Sulfatos;
- Sais ...
• Teor de cimento;
• Teor de umidade da mistura

hot  d max  RCS max

• Operações de mistura e compactação;


• Tempo e condições de cura.

MISTURA
FORNO → MOAGEM Solo-cimento + Água

C3S • Reações de
Cal → Cao → C Hidratação.
Calcário Clinker b-C2S
Sílica → SiO2 → S • Reações da Cal
Argila ↓ C3A + H2O + SOLO
Triox. → Fe2O3 → F gerada com os
Cimento C4AF argilominerais (C.S.F.A)
de Fe
Mecanismo de reação da mistura Solo-Cimento:

Reações de Hidratação do cimento


Mistura portland.
Solo-Cimento

Reações entre argilominerais e a cal


liberada na hidratação do cimento.
• Reação de hidratação do cimento:

1  C3 S  H 2O  C3 S2 H x (Gel Hidratado)  Ca(OH ) 2


2  Ca(OH ) 2  Ca   2(OH ) 
Se o PH da mistura abaixar:
C3 S2 H x  CSH  Cal
•Reações entre a cal gerada na hidratação e os argilominerais do solo.

1  Ca    2OH   SiO2
 (Sílica do solo)  CSH 
 Reação Pozolânica
2  Ca  2OH   Al 2O3 (Alumina do solo)  CAH
 

Estabilização Solo-Cal
Esquema de Produção da Cal

CaCO3 (Calcáreo)  (Calor )  CaO  CO2


CaCO3 MgCO3 (Dolomito)  (Calor )  CaOMgO  2CO2

CaO  óxido de cálcio não hidratado  Cal Cálcica ou Calcitíca Cal viva
Cal virgem
CaOMgO  Cal dolomítica

Hidratação da Cal:

CaO  H 2O  CaOH 2 (calcácita hidratada)  Calor


CaOMgO  H 2O  CaOH 2 MgO (caldolomítica) hidratada)  Calor
Tipos de mistura Solo-Cal:
Solo modificado com Cal
Solo cimentado pela Cal

Fatores que influem no processo de estabilização:


• Tipo de Cal empregada;
• Tipo de solo;
• Tempo de cura;
• Influência da temperatura.
Mecanismos de Reação da Mistura Solo-Cal

a) Troca catiônica: A adição de cal ao solo provoca substituição de


cátions monovalentes por cátions bivalentes.

b) Floculação e Aglomeração: As reações provocam diminuição da


dupla camada resultando na floculação das partículas argilosas.

c) Reações pozolânicas: Reação da sílica e alumina do solo com a


cal, formando os agentes cimentantes, que são os responsáveis
pelo aumento de resistência na mistura solo-cal.

d) Carbonatação: A cal reage com dióxido de carbono da


atmosfera formando carbonatos de cálcio e/ou magnésio, que são
compostos cimentantes fracos.
Principais funções do Solo-cal:
• Melhoria permanente das características do solo;
• Aumento do resistência à ação da água;
• Melhoria do poder de suporte;
• Melhoria da trabalhabilidade dos solos argilosos.

Principais alterações:
• O IP cai;
• LP aumenta e LL decresce
• Fração do solo passante na #80 (0,42mm) decresce;
• Contração linear e expansão decrescem;
• Acelera a desintegração dos torrões de argila;
• Resistência à compressão aumenta;
• Aumento da capacidade de carga;
• Facilita a secagem do solo em áreas alagadas;
• Nas bases e sub-bases estabilizadas:
- Produz barreira resistente à penetração da água por gravidade.
- Promove rápida evaporação da umidade existente.
Estabilização Solo-Betume
Introdução:

Tipos de mistura:
• Areia Betume;
• Solo Betume.

Principais funções do Betume:


• Em solos granulares: (Gera forças de natureza coesiva ao solo)
• Em solos argilosos: (Garantir constância do teor de umidade
promovendo uma ação impermeabilizante)

Teor de Betume:

Métodos de dosagem:
Dosagem de Solo-Cimento para Pavimentos – NBR 12253

a) Ensaios preliminares do solo:

Visando sua identificação e classificação, utiliza-se a classificação HRB e somente os solos


tipo A1, A2, A3 e A4 são estudados para a mistura solo-cimento, descartando-se assim os solos
argilosos e siltosos.

b) Escolha do teor de cimento para ensaio de compactação

É baseado no quadro a seguir. Este quadro foi retirado da Norma Geral de dosagem e pode ser
usado quando não se tenham experiências anteriores com o solo em questão.

Classificação do solo Teor de Cimento.


Sugerido em Massa ( % )
A1-a 5
A1-b 6
A2 7
A3 9
A4 10
c) Execução do ensaio de compactação
Feito para obtenção de hot e dmax para o teor de cimento indicado.

d) Determinação do teor de cimento para ensaio de compressão simples

Para solos que apresentam 100% de material passante na peneira de 4.8 mm utilizar a figura a
seguir.
Para solos que apresentam até 45% de material retido na peneira de 4.8 mm utilizar a figura a
seguir
e) Moldagem de 3 CPs (no mínimo) para o teor de cimento selecionado

f) Execução do ensaio de compressão simples

(MB 03361 - NBR 12025)

g) Resultado da dosagem.

O teor de cimento a ser adotado, capaz de estabilizar uma


camada de pavimento através de uma mistura solo-cimento,
será o menor dos teores que forneça resistência média à
compressão simples aos 7 dias igual ou superior a 2.1 Mpa
(2100 Kpa ).
Execução na pista (Senço, 1972)

A mistura solo-cimento pode ser executada de


duas formas:

Mistura no local: com material da própria estrada


com material vindo de fora

Mistura em Central: usinas fixas: Betoneira,


grandes centrais
usinas móveis: Pulvi-mix
Operações básicas para solo-cimento in-situ

1)Pulverização e determinação da umidade natural


2)Distribuição e espalhamento do cimento
3)Mistura do cimento com o solo pulverizado
4)Adição de água à mistura do solo-cimento
5)Mistura do solo-cimento umedecido
6)Compactação e acabamento
7)Cura
8)Preparo para execução do novo trecho
Exemplo numérico
Deseja-se construir uma camada de base de um pavimento
rodoviário em solo-cimento.
A execução deverá ser feita na própria pista, uma vez que não se
dispõe de usina misturadora nas proximidades da obra.
A seguir são dados todas as características técnicas dos
materiais, do projeto e dos equipamentos a serem utilizados.
Determine: a quantidade de solo a ser importado para a pista (n°
de viagens, espessura solta, espaçamento p/ descarga), a
quantidade de cimento (massa de cimento, n° de sacos,
espaçamento dos sacos) e a quantidade de água (volume de água,
número de viagens do carro-pipa) a ser utilizado no processo
construtivo.
Dados:
L  extensão do trecho = 30 Km
ec  espessura compactada = 15 cm
L  largura da plataforma = 8m
c  teor de cimento em volume = 10%
ci  densidade do cimento = 1,42 g/cm3
max sc  densidade máxima do solo-cimento = 2,00 g/cm3
s  densidade do solo solto = 1,50 g/cm3
Hosc  umidade ótima do solo-cimento = 11%
Hn  umidade do solo natural = 4%
He  perda por evaporação = 2%
q  capacidade dos caminhões transportadores = 6 m3
Q  capacidade das irrigadoras = 8000 l
ESTABILIZAÇÃO
GRANULOMÉTRICA

Projeto de Mistura de
Agregados
Os projetos de mistura de agregado são
muito utilizados em:

• Execução de bases e sub-bases estabilizadas


granulometricamente ;

• Misturas betuminosas ou quaisquer outras


misturas que envolvam dois ou mais materiais de
granulometrias diferentes
(misturas solo-cimento, solo-cal, macadames, etc.).
Por que estabilizar o solo?

SOLOS ARENOSOS SOLOS ARGILOSOS


(Agua: alta deformabilidade e
(Fragilidade à abrasão)
baixa resistência ao cisalhamento)

SOLO ESTABILISADO
(Características granulares e coesivas)
Solo com propriedades ideais de resistência e trabalhabilidade
Métodos de Estabilização ou
de Mistura:
1. Método Analítico:
2. Método das Tentativas:
3. Métodos Gráficos:
- Método do Triângulo Eqüilátero
- Método de Ruthfuchs
- Método das Composições Sucessivas
1 - Método Analítico
Sendo dado os agregados A, B, C, ..., com,
respectivamente x%, y%, z%, ..., passante numa
série de peneiras e desejando-se projetar uma
mistura “M” com m1%, m2%, m3%, ..., passante na
mesma série de peneiras, temos:

x% + y% + z% + ... = 100

E as outras N - 1 equações são do tipo:


x y z
. An  .Bn  .Cn  ...  mn
100 100 100
EXEMPLO NUMÉRICO
PENEIRAS % PESO PASSANTE ESPECIFICAÇÃO ESPECIFICAÇÃO
Polegadas mm M1 M2 M3 % PESO PASS. PONTO MÉDIO
1” 25,4 100 100 100
3/4” 19,1 88 80 - 100 90
1/2” 12,7 75 65 - 95 80
3/8” 9,5 53 45 - 80 62
nº 4 4,8 31 100 28 - 60 44
nº 10 2 17 95 20 - 45 32
nº 40 0,42 8 70 100 10 - 32 21
nº 80 0,18 6 40 83 8 - 20 14
nº 200 0,074 3 0 52 3-8 5
2 - Método das Tentativas

Neste processo são feitas tentativas


sucessivas para se determinar as
porcentagens com que cada material
deve entrar na mistura. Após cada
tentativa são feitas algumas
comparações com a especificação a
atender. As operações são repetidas
até conseguir o atendimento
satisfatório da especificação.
Procedimento:
1- Arbitrar a primeira tentativa.
2- Preencher as colunas a granulometria de cada
material a ser misturado
3- Calcular as colunas dos passantes percentuais,
somando os resultados
4- Comparar os valores da somados com os da faixa
granulométrica especificada
5- Comparar os valores somados com os de ponto
médio da especificação
6- Caso a primeira tentativa não tenha atendido a
especificação fazer nova tentativa baseada nos
resultados encontrados até o momento. Analisar
quais os materiais a serem diminuídos na mistura e
quais a serem aumentados.
EXEMPLO NUMÉRICO

PENEIRAS % PESO PASSANTE ESPECIFICAÇÃO ESPECIFICAÇÃO


Polegadas mm M1 M2 M3 % PESO PASS. PONTO MÉDIO
1” 25,4 100 100 100
3/4” 19,1 88 80 - 100 90
1/2” 12,7 75 65 - 95 80
3/8” 9,5 53 45 - 80 62
nº 4 4,8 31 100 28 - 60 44
nº 10 2 17 95 20 - 45 32
nº 40 0,42 8 70 100 10 - 32 21
nº 80 0,18 6 40 83 8 - 20 14
nº 200 0,074 3 0 52 3-8 5
0,075 0,18 0,42 1,2 2,4 9,5
PENEIRAS 0,15 0,3 0,6 2,0 4,8 12,7 19,1 25,4 38,1
100,0

90,0

80,0

70,0
% Passante

60,0

50,0

40,0

30,0

20,0

10,0

0,0
0,01 0,10 1,00 10,00 100,00
Abertura (mm)

M2 M1 M3
0,42
0,42 1,2
1,2 9,5
9,5
PENEIRAS
PENEIRAS 0,075
0,075 0,18
0,18 2,4 19,1
19,1 38,1
38,1
0,15
0,15 0,3
0,3 0,6
0,6 2,0
2,0 4,8
4,8 12,7
12,7 25,4
25,4
38,1
38,1
100

90

80

70
% Passante

60

50

40

30

20

10

0
0,01 0,1 1 10 100
Abertura (mm)
0,42
0,42 1,2
1,2 9,5
9,5
PENEIRAS
PENEIRAS 0,075
0,075 0,18
0,18 2,4 19,1
19,1 38,1
38,1
0,15
0,15 0,3
0,3 0,6
0,6 2,0
2,0 4,8
4,8 12,7
12,7 25,4
25,4
38,1
38,1
100

90

80

70
% Passante

60

50

40

30

20

10

0
0,01 0,1 1 10 100
Abertura (mm)
TERMINOLOGIA DAS
BASES e SUB-BASES
TERMINOLOGIA DAS BASES SUB-BASES
Bases e Sub-bases
Nos pavimentos asfálticos a camada de base é de grande importância
estrutural. As bases podem apresentar uma das seguintes diversas
constituições:

Granular Coesiva
 Sem Aditivo  Com ligante ativo

Solo; Solo-brita; Solo-cimento; Solo-


Brita graduada. cal; Concreto
 Com aditivo rolado.
 Com ligante asfáltico
Solo melhorado
com cimento; Solo Solo-asfalto;
melhorado com Macadame
cal. asfáltico; Mistura
asfáltica.
Solo Cimento

Mistura de solo, cimento Portland e água, devidamente


compactada, resultando um material duro, cimentado e de
elevada rigidez à flexão.
Solo melhorado com cimento

Mistura de solo e pequena quantidade de cimento


objetivando causar ao material natural uma modificação de
suas características de plasticidade (reduzindo o IP)
Solo-cal:

É uma mistura de solo, cal e água. Solos de granulometria


que reagem com a cal, proporcionando trocas catiônicas,
floculações, aglomerações, produzem ganhos na
trabalhabilidade, plasticidade e expansibilidade
Solo melhorado com cal

É a mesma idéia do solo-cal, mas há predominância dos


fenômenos que produzem modificações do solo, no que se
refere à sua plast. e sensibil. à água, não oferecendo à
mistura características de resistência e durabilidade
CCR – Concreto Compactado com Rolo
Concreto com baixo consumo de cimento, consistência seca
e trabalha bilidade que permita o adensamento por rolos
compressores

– Baixo consumo de cimento


– Pouco material fino
– Transporte por betoneira ou caminhão basculante
(produção próxima à obra)
– Especificado pela resistência à tração na flexão ou
compressão
– Consistência seca
– Adensado com rolo compressor
Solo estabilizado por correção granulométrica:

Também chamada de “estabilização granulométrica”.


São executadas pela compactação de um material ou
de misturas apropriadas de materiais que apresentam
granulometria diferente e que são associados de modo
a atender uma especificação qualquer. É o processo
mais utilizado no pais
Solo estabilizado com adição de ligantes betuminosos

Mistura de solo, água e material betuminoso, geralmente tipo emulsão


asfáltica.

A modalidade solo-betume engloba mistura de materiais betuminosos e solos


argilo-siltosos e argilo-arenosos.

Existe ainda a chamada “areia-betume” ou “areia-asfalto”


Solo estabilizado com adição de resinas, resíduos
industriais, aglomerantes, materiais alternativos, etc

Ultimamente tem sido muito estudado e pesquisado o uso de outros produtos


como estabilizantes para serem misturados aos solos, especialmente resíduos
industriais diversos (da industria têxtil, canavieira, de plásticos, etc)

A areia de fundição é um resíduo sólido industrial obtido durante a fase de


desmoldagem de peças metálicas no processo de produção de fundidos

Utilização em substituição ao agregado fino convencionalmente utilizado (areia


virgem), contribuindo assim para a minimização do problema ambiental,
reutilizando-o na composição de misturas asfálticas

Existem no mercado também alguns estabilizantes para solos já


industrializados e que prometem efeitos estabilizantes quando aplicados.
Geralmente a composição química não é revelada
Brita graduada:

É uma mistura de brita, pó de pedra e água. São utilizados


exclusivamente produtos de britagem que vem preparado da
usina
Brita Graduada Tratada com Cimento (BGTC)

Mistura de Agregados, cimento Portland e água.


Solo Brita

É uma mist. de mat. natural e pedra britada. Usado quando o


solo disponível apresenta deficiência de agreg. graúdo (#10)
Escórias de Alto forno/ Aciaria

As escórias de alto-forno são aquelas resultantes da fusão


redutora dos minérios para obtenção do ferro gusa

As escórias de Aciaria são resultantes da produção do aço,


podendo ser obtidas em fornos elétricos e conversores a
oxigênio, durante a conversão de sucata em aço

Ultimamente muitas pesquisas e trechos experimentais têm sido


realizados com o objetivo de mostrar a viabilidade do uso das
escórias como material de confecção de camadas de pavimento,
desde o reforço do subleito até o revestimento
RCD (Resíduos de Construção e Demolição)

Os resíduos são classificados segundo a NBR 15116 em quatro


classes, sendo a classe A definida por:

 Resíduos de construção, demolição, reformas e reparos de


pavimentação e de outras obras de infraestrutura, inclusive solos
provenientes de terraplenagem;

Resíduos de construção, demolição, reformas e reparos de


edificações: componentes cerâmicos (tijolos, blocos, telhas,
placas de revestimento e outros), argamassa e concreto;

Resíduos de processo de preparo e/ou demolição de peças


pré-moldadas em concreto (blocos, tubos, meios-fios e outros)
produzidos nos canteiros de obras.
Macadame hidráulico / Seco

Espalh. de uma cam. de brita de grad. aberta que é compact.


p/ redução dos Vv. Espalha-se uma cam. de pó de pedra
sobre esta com a finalidade de promover o preenchimento
dos Vv deixados pela brita. Molha-se (ou não) o pó de pedra
e promove-se outra compact. Esta operação é repetida até
todos Vv serem preenchidos pelo pó de pedra.
Calçamentos
AGREGADOS PARA
PAVIMENTOS

A quantidade de agregado mineral em misturas


asfálticas de pavimentação é geralmente de 90 a
95% em peso e 70 a 85% em volume
O que é AGREGADO ?
Qual sua importância ?

NBR 9935: “material sem forma ou volume definido, geralmente


inerte, de dimensões e propriedades adequadas para produção
de argamassa e concreto”

WOODS (1960): “mistura de pedregulho, areia, pedra britada,


escória ou outros materiais minerais, usada em combinação com
um ligante para formar um concreto, uma argamassa, etc.”

ASPHALT INSTITUTE (1989): a quantidade de agregado mineral


em misturas asfálticas de pavimentação é geralmente de 90 a
95% em peso e 70 a 85% em volume e esta parcela mineral é em
parte a responsável pela capacidade de suporte de cargas dos
revestimentos, influenciando assim o desempenho dos
pavimentos.
CLASSIFICAÇÃO QUANTO À NATUREZA

NATURAIS:
Aqueles que são utilizados tal como se encontram
na natureza (cascalhos, saibros, areias )

ARTIFICIAIS:
Aqueles que resultam de uma alteração física ou
química de outros materiais (escória de alto forno,
argila expandida) ou que exige extração (pedra
britada)
PRODUÇÃO DE AGREGADOS PÉTREOS
Exemplo de pedreira
Vista geral de uma britagem
Fracionamento
Estocagem
PROPRIEDADES QUÍMICAS E MINERALÓGICAS
DOS AGREGADOS

PROPRIEDADES QUÍMICAS

Alguns agregados contêm substâncias que:

1 – São solúveis em água (ex. gesso)


2 – São sujeitas à oxidação, hidratação e
carbonatação
3 – Podem reagir com os componentes do
Cimento Portland, mas a reatividade
de alguns agregados com o cimento
asfáltico não é conclusivamente
estabelecida.
PROPRIEDADES MINERALÓGICAS

A maioria de agregados é composta de uma


combinação de minerais
Dentre os minerais mais importantes pode-se citar:

- Minerais de sílica (quartzo)


- Feldspatos (ortoclásio, plagioclásio)
- Minerais ferromagnésicos (muscovita,
vermiculita)
- Minerais carbonatados (calcita, dolomita)
- Minerais argílicos (ilita, caulinita e
montmorilonita).
TIPOS DE ROCHAS COMUMENTE USADOS COMO FONTE DE
AGREGADOS PARA PAVIMENTAÇÃO NO PAÍS
PROPRIEDADES FÍSICAS DOS AGREGADOS
A adequação de agregados para uso em misturas asfálticas é
determinada pela avaliação das seguintes características:
1- Tenacidade
2- Resistência Abrasiva
3- Dureza
4- Durabilidade
5- Sanidade
6- Forma da Partícula (lamelaridade e angulosidade)
7- Textura Superficial
8- Limpeza / Materiais Deletérios
9- Afinidade ao asfalto
10- Porosidade e Absorção
11- Características expansivas
12- Polimento e Características Friccionais
13- Tamanho e graduação
14- Densidade Específica / Massa Específica
ABRASÃO LOS ANGELES
DNER-ME035-98

- A perda por abrasão Los Angeles consiste em submeter


cerca de 5.000g de agregado a 500 até 1.000 revoluções
no interior do cilindro de uma máquina Los Angeles.
- 10 esferas padronizadas de aço são adicionadas ao
agregado, causando um efeito danoso a este quando a
máquina é ligada.
- Com auxílio de uma análise granulométrica calcula-se a
perda por abrasão:
A Máquina Los Angeles
LA = Perda por abrasão Los Angeles (%)
mi = massa inicial
mf = massa final
ÍNDICE DE FORMA
DNER ME 086/94
“Agregado –
Determinação do Índice
de Forma”
f = P1 + 0,5P2
100n

P1 e P2 : somas das % retidas nos


crivos I e II de todas as frações;

n: é o número de frações que


compõem a graduação escolhida.
ABNT NBR 7809
“Agregado graúdo – Determinação do índice de Forma pelo Método do
Paquímetro”
ABNT NBR 7809
“Agregado graúdo – Determinação do índice de Forma pelo Método do
Paquímetro”
DURABILIDADE
ME 089/94

“Avaliação da durabilidade pelo emprego de Soluções de


Sulfato de Sódio ou de Magnésio”

 Visa determinar a resistência do agregado à


desintegração química – intemperismo;

 O ensaio consiste em atacar o agregado com


uma solução saturada de MgSO4 (Sulfato de
Magnésio) ou Na2SO4 (Sulfato de Sódio) por
cinco ciclos de 16 a 18 horas a 21ºC. O
resultado é expresso como a perda de peso
que deve ser inferior a 12%.
- Preparação da amostra de agregado
- Preparação das soluções saturadas de sulfato de sódio/magnésio
- Imergir amostra nas soluções de Na ou Mg por 16 a 18 horas
- Secar em estufa (105 a 110°C) até constância de peso
- Repetir procedimento até o número de ciclos desejado
- Comparar o peso da amostra antes e depois da realização dos ciclos
Antes

Após
Equivalente de Areia
DENSIDADE ESPECÍFICA / MASSA ESPECÍFICA
•As relações entre quantidade de matéria (massa) e volume são
denominadas massas específicas, e expressas geralmente em ton/m3,
kg/dm3 ou g/cm3

•As relações entre pesos e volumes são denominados pesos


específicos e expressos geralmente em KN / m3

•A expressão “densidade”, comum na engenharia, se refere à massa


específica

•“Densidade Relativa” é a relação entre a densidade do material e a


densidade da água a 4°C. Como esta é igual a 1 kg/dm3, resulta que a
densidade relativa tem o mesmo valor que a massa específica
(expressa em g/cm3, kg/dm3 ou t/m3), mas é adimensional (PINTO,
2000)

“Bulk Specific Gravity”


“Apparent Specific Gravity”
“Densidade Específica Real”
(Gsa – Apparent Specific Gravity)

Gsa = Peso Seco / 1,000 g/cm3


Vol. Real

Vol. Real = volume da partícula sólida do


agregado (área interna ao
tracejado)
Gsa = Densidade Real do Agregado

É a razão entre o peso seco em estufa, ao ar, de uma unidade de


volume de um material impermeável a uma temperatura fixa e o
peso de um volume igual de água destilada livre de gás a uma
temperatura fixa.
“Densidade específica Aparente”
(Gsb – Bulk Specific Gravity)

Gsb = Peso seco / 1,000 g/cm3


Vol. Aparente

Vol. Aparente = vol. do sólido + vol. do poro


permeável à água
(Área interna ao tracejado)
Gsb = Densidade Real Aparente

É a razão entre o peso seco em estufa, ao ar, de um volume unitário de


um material permeável (incluindo tanto vazios permeáveis quanto
impermeáveis para o material) a uma temperatura fixa e o peso de um
volume igual de água destilada livre de gás a uma temperatura fixa.
Ensaios para Determinação da Densidade de Agregados

Agregados Graúdos: ASTM C127 - AASHTO T85


DNER ME 081/94 - NBR 9937

Gsa = A Densidade Real


A – Peso do agregado seco em estufa A-C
B – Peso do agregado na condição Sat.
Gsb = A Densidade Aparente
Superfície Seca
B-C
C – Peso do agregado imerso em água
a = (B - A) x 100 Absorção
A
DNER ME 084/94 “Densidade real dos Grãos

DT = P2 - P1 x at1
at1 . (P4 - P1) - ( P3 - P2) at
at2
ANÁLISE GRANULOMÉRICA DE AGREGADOS

Expressar a graduação como uma % do volume total é mais


importante, porém a graduação como uma % do peso é mais
fácil e já é um padrão tradicional

A graduação é talvez a propriedade mais importante de um


agregado. Ela afeta quase todas as propriedades importantes
de uma mistura incluindo rigidez, estabilidade, durabilidade,
permeabilidade, trabalhabilidade, resistência à fadiga,
resistência por atrito e resistência ao dano por umidade

“A melhor graduação para uma mistura betuminosa é aquela


que proporcione um arranjo das partículas mais denso” . Com
a máxima densidade ter-se-ia aumento na estabilidade,
através do aumento dos contatos interpartículas e se
reduziria os vazios no agregado mineral.
NBR 7217
“Agregados - Determinação da composição granulométrica”

a) Dimensão Máxima Característica:


Correspondente à abertura nominal, em mm, da malha de
peneira da série normal ou intermediária, na qual o agregado
apresenta uma % ret. Acum. igual ou imediatamente inferior a
5% em massa. Este termo é costumeiramente chamado de
“Diâmetro Nominal Máximo” e também pode ser designado
pela abertura nominal de uma peneira pela qual a % pass.
seja igual ou imediatamente superior a 95% em massa.

b) Módulo de Finura:
Soma das percentagens retidas acumuladas em massa de um
agregado, nas peneiras da série normal, dividida por 100.
As curvas granulométricas podem se apresentar segundo
duas formas típicas:

A granulação descontínua é aquela na qual existe uma falta


ou deficiência de certa fração de tamanho de partículas
(curva3).

A granulometria contínua é aquela onde estão presentes


todos os tamanhos de partículas, desde o tamanho máximo
até o mínimo ( curva 1,2,4 e 5).

É a forma adequada e preferencial de se trabalhar em


pavimentação, pois evita a segregação no decorrer do
processo construtivo. São classificadas em:
P = 100 (d/D)n
P : percentagem, em peso, que passa na peneira de abertura “d”
d : diâmetro da abertura da peneira
D : diâmetro máximo do agregado
n : expoente que varia de 0,4 a 0,6 .
a) Curvas de graduação densa (fechada): São aqueles que contém de
forma adequada todas as frações granulométricas (curva azul) e
satisfazem a equação de Fuller com n = 0,5. Para valores de “n”
abaixo de 0,4 , há excesso de finos (curva 5) e acima de 0,6 há
deficiência de finos (curva 1).
b) Curvas de graduação aberta: são aquelas onde existe uma
deficiência de finos, sobretudo de material que passa na # 200.
Satisfazem a equação de F.T. para n  0,6. (curva vermelha)
c) Curvas de graduação uniforme: são aqueles que apresentam curva
granulométrica onde o tamanho máximo. é próximo do tamanho
mínimo. (curva laranja). Satisfazem a equação de F.T. para n>>>>0,6.
Coeficiente de curvatura (Cc): os agregados de
graduação densa devem apresentar um Cc
compreendido entre 1 e 3 .

Cc = ( D30)2
D10 x D60

Cc : coeficiente de curvatura
D30 : tamanho correspondente a porcentagem passante de 30%
D10 : tamanho correspondente a porcentagem passante de 10%
D60 : tamanho correspondente a porcentagem passante de 60%