Você está na página 1de 5

MITO E FILOSOFIA

A ORIGEM DA PALAVRA FILOSOFIA:

A palavra filosofia é grega. É composta por outras duas: philo e sophia. Philo
deriva-se de philia, que significa amizade, amor fraterno, respeito entre os iguais.
Sophia quer dizer sabedoria e dela vem a palavra sophos, sábio.
Filosofia significa, portanto, amizade pela sabedoria, amor e respeito pelo saber.
Filósofo: o que ama a sabedoria, tem amizade pelo saber.
Assim a filosofia indica um estado de espírito, o da pessoa que ama, isto é, deseja
o conhecimento, o estima, o procura o respeita.

O PAPEL DOS MITOS NA FILOSOFIA

Os gregos criaram vários mitos para poder passar mensagens para as pessoas e
também com o objetivo de preservar a memória histórica de seu povo. Há três mil
anos, não havia explicações científicas para grande parte dos fenômenos da natureza
ou para os acontecimentos históricos. Portanto, para buscar um significado para os
fatos políticos, econômicos e sociais, os gregos criaram uma série de histórias, de
origem imaginativa, que eram transmitidas, principalmente, através da literatura
oral.

Grande parte destas lendas e mitos chegou até os dias de hoje e são importantes
fontes de informações para entendermos a história da civilização da Grécia Antiga.
São histórias riquíssimas em dados psicológicos, econômicos, materiais, artísticos,
políticos e culturais.

Entendendo a Mitologia Grega.

Os gregos antigos enxergavam vida em quase tudo que os cercavam, e buscavam


explicações para tudo. A imaginação fértil deste povo criou personagens e figuras
mitológicas das mais diversas. Heróis, deuses, ninfas, titãs e centauros habitavam o
mundo material, influenciando em suas vidas. Bastava ler os sinais da natureza, para
conseguir atingir seus objetivos. A pitonisa, espécie de sacerdotisa, era uma
importante personagem neste contexto. Os gregos a consultavam em seus oráculos
para saber sobre as coisas que estavam acontecendo e também sobre o futuro.
Quase sempre, a pitonisa buscava explicações mitológicas para tais acontecimentos.
Agradar uma divindade era condição fundamental para atingir bons resultados na
vida material. Um trabalhador do comércio, por exemplo, deveria deixar o deus
Hermes sempre satisfeito, para conseguir bons resultados em seu trabalho.

Os principais seres mitológicos da Grécia Antiga era


- Heróis : seres mortais, filhos de deuses com seres humanos. Exemplos : rtemis
ou Hércules e Aquiles
- Ninfas : seres femininos que habitavam os campos e bosques, levando alegria e
felicidade.
- Sátiros : figura com corpo de homem, chifres e patas de bode.
- Centauros : corpo formado por uma metade de homem e outra de cavalo.
- Sereias : mulheres com metade do corpo de peixe, atraíam os marinheiros com
seus cantos atraentes.
- Górgonas : mulheres, espécies de monstros, com cabelos de serpentes. Exemplo
: Medusa
- Quimeras : mistura de leão e cabra, soltavam fogo pelas ventas.

figura da mitologia grega

O minotauro é um dos mitos mais conhecidos e já foi tema de filmes, desenhos


animados, peças de teatro, jogos etc. Esse monstro tinha corpo de homem e
cabeça de touro. Forte e feroz, habitava um labirinto na ilha de Creta. Alimentava-
se de sete rapazes e sete moças gregas, que deveriam ser enviadas pelo rei Egeu
ao Rei Minos, que os enviavam ao labirinto. Muitos gregos tentaram matar o
minotauro, porém acabavam se perdendo no labirinto ou mortos pelo monstro.

Certo dia, o rei Egeu resolveu enviar para a ilha de Creta seu filho, Teseu, que
deveria matar o minotauro. Teseu recebeu da filha do rei de Creta, Ariadne, um
novelo de lã e uma espada. O herói entrou no labirinto, matou o Minotauro com um
golpe de espada e saiu usando o fio de lã que havia marcado todo o caminho
percorrido.

Deuses gregos

De acordo com o gregos, os deuses habitavam o topo do monte Olimpo, principal


montanha da Grécia Antiga. Deste local, comandavam o trabalho e as relações
sociais e políticas dos seres humanos. Os deuses gregos eram imortais, porém
possuíam características de seres humanos. Ciúmes, inveja, traição e violência
também eram características encontradas no Olimpo. Muitas vezes, apaixonavam-
se por mortais e acabavam tendo filhos com estes. Desta união entre deuses e
mortais surgiam os heróis.

Conheça os principais deuses: gregos :

Zeus – deus de todos os deuses, senhor do Céu.

Afrodite – deusa do amor e da beleza.

Poseidon – deus dos mares

Hades – deus dos mortos, dos cemitérios e do subterrâneo.

Hera – deusa dos casamentos e da maternidade.

Apolo – deus da luz e das obras de artes.

Artemis – deusa da caça.

Ares – divindade da guerra..

Atena – deusa da sabedoria e da serenidade. Protetora da cidade de Atenas

Hermes – divindade que representava o comércio e as comunicações

Hefestos – divindade do fogo e do trabalho.


PARA RESPONDER:

1) Qual a importância dos mitos na Grécia Antiga?

2) Em nossa sociedade hoje como são explicados os fenômenos da natureza ou


acontecimentos históricos?

3) Qual a relação que há entre os mitos e a filosofia?

Importante: A atividade abaixo deve ser registrada no caderno de filosofia para ser
dado o visto na próxima aula.

1) Leia sobre o mito de Pandora e responda: Qual lição quis ensinar este mito?

A CAIXA DE PANDORA
Segundo a mitologia grega, Prometeu criou o homem de argila e surrupiou a chama
sagrada do Deus Sol (Hélio) para lhe dar um sopro de vida. A intenção era dar
origem a um ser que ajudaria sua mãe Gáia (terra). Sob as ordens de Zeus,
Prometeu foi retido e condenado a ficar acorrentado no alto de uma montanha,
lugar aonde todos os dias um corvo gigante vinha comer-lhe as vísceras, essas,
eram regeneradas à noite, ficando assim condenado a sentir dores por toda a
eternidade.
Mas antes de ser preso ele deixou com seu irmão Epmeteu uma caixa que continha
todos os males que poderiam enlouquecer o homem, pedindo-lhe que não
permitisse ninguém se aproximar dela.
Quando os homens começaram a devastar a Terra e, com intuito de castigá-los, os
deuses se reuniram e criaram a primeira mulher, deram a ela o nome de Pandora e
a incumbiram de seduzir Epmeteu e abrir a caixa. (Neste período os deuses não
moravam no Olimpo, mas em cavernas). Depois que seduziu Epmeteu, eles se
amaram, então ele caiu em sono profundo.
Foi quando Pandora se aproximou da caixa e a abriu, dela saiu males como
doenças, mentira, velhice, inveja, guerra, morte, foi tão assustador que ela teve
medo e fechou a caixa antes que saísse o último dos males (o mal que acabaria
com a esperança).

O que é um mito?
Um mito é uma narrativa sobre a origem de alguma coisa (origem dos astros, da
Terra, dos homens, das plantas, dos animais, do fogo, da água, dos ventos, do bem
e do mal, da saúde e da doença, da morte, dos instrumentos de trabalho, das
raças, das guerras, do poder, etc.).
A palavra mito vem do grego, mythos, e deriva de dois verbos: do verbo mytheyo
(contar, narrar, falar alguma coisa para outros) e do verbo mytheo (conversar,
contar, anunciar, nomear, designar). Para os gregos, mito é um discurso
pronunciado ou proferido para ouvintes que recebem como verdadeira a narrativa,
por que confiam naquele que narra: é uma narrativa feita em publico, na
autoridade e confiabilidade da pessoa do narrador.

Quem narra o mito?


O poeta-rapsódio . Quem é ele? Por que tem autoridade? Acredita-se que o poeta é
um escolhido dos deuses, que lhe mostram os acontecimentos passados e
permitem que ele veja a origem de todos os seres e de todas as coisas para que
possa transmiti-la aos ouvintes. Sua palavra – o mito – é sagrada porque vem de
uma revelação divina. O mito é, pois, incontestável e inquestionável.

Quais são as diferenças entre a filosofia e mito?


1. O mito pretendia narrar como as coisas eram ou tinham sido no passado
imemorial, longínquo e fabuloso, voltando-se para que era antes que tudo existisse
tal como existe no presente. A filosofia, ao contrario, se preocupa em explicar como
e por que, no passado, no presente e no futuro (isto é, na totalidade do tempo), as
coisas são como são.
2. O mito narrava a origem através de genealogias e rivalidades ou alianças entre
forças divinas sobrenaturais e personalizadas, enquanto a filosofia, ao contrario,
explica a produção natural das coisas por elementos e causas naturais e
impessoais. O mito fala em Urano, Ponto e Gaia; a filosofia fala em céu, mar e
terra. O mito narra à origem dos seres celestes (os astros), terrestres (plantas,
animais, homens) e marinhos pelos casamentos de Gaia com Urano e Ponto.A
filosofia explica o surgimento desses seres por composição, combinação e
separação dos quatro elementos – úmido, seco, quente e frio, ou água, terra, fogo
e ar.
3. O mito não se importava com contradições, com o fabuloso e o incompreensível,
não só porque esses eram traços próprios da narrativa mítica, como também
porque a confiança e a crença no mito vinham da autoridade religiosa do narrador.
A filosofia, ao contrario, não admite contradições, fabulação e coisas
incompreensíveis, mas exige que a explicação seja coerente, lógica e racional; alem
disso, a autoridade da explicação não vem da pessoa do filósofo, mas da razão, que
é a mesma em todos os seres humanos.

1)Quais as diferenças entre mito e filosofia?Cite-as.

2) Quem narra o mito?Explique.

Importante: esta atividade deve ser registrada no caderno de filosofia para ser
vistada na próxima aula.

Pesquise e registre no caderno como o mito narra a origem do mundo e de tudo o


que nele existe. ( em no minimo 8 linhas)

O DECLÍNIO DOS MITOS

Na história do pensamento ocidental a filosofia nasce na Grécia entre os séculos VI


e VII a.C., promovendo a passagem do saber mítico (alegórico) ao pensamento
racional (logos). Essa passagem ocorreu, no entanto, durante longo processo
histórico, sem um rompimento brusco e imediato com as formas de conhecimentos
utilizadas no passado. De fato, durante muito tempo os primeiros filósofos gregos
compartilharam de crenças míticas, enquanto desenvolviam o conhecimento
racional que caracterizava a filosofia.
O momento que se afirma a utilização do logos ( a razão) para resolver os
problemas da vida está vinculado ao surgimento da pólis, cidade-Estado grega.
A pólis foi uma nova forma de organização social e política desenvolvida entre os
séculos VIII e VI a.C. Nela, eram os cidadãos que dirigiam os destinos da cidade.
Como criação dos cidadãos, e não de deuses, a pólis estava organizada e posia ser
explicada de forma racional, isto é, de acordo com a razão.

Postado por VERONICA MOS às 16:36

Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar com o


Pinterest