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DIAGNÓSTICO - PRAÇA ABELARDO ROCAS

1. Aspectos físicos

Disposta na região do Sumaré, o terreno apresenta um


grande número de curvas de nível, exibindo uma topografia
bastante acidentada e irregular, com aproximadamente 38 metros
de desnível entre o ponto mais alto e o mais baixo. Sendo a parte
mais alta situada nas proximidades da Rua Grajaú e a mais baixa
na parte que se concentra próxima a Rua Varginha
A vegetação em sua maioria é de médio à grande porte e
pode-se observar a existência de algumas espécies frutíferas;
porém, algumas vezes essa vegetação torna-se uma barreira
física e visual de utilização do lugar.

Figura 1 – Uma das árvores de espécie frutífera presente no local.


Figura 2- Fotografia da parte mais baixa da praça, localizada próxima a Rua Varginha.

2. Entorno

Situada a 300m da Avenida Sumaré o entorno da praça é


majoritariamente residencial (ocupado pela classe média alta),
com alguns pontos de comércio que se tornam mais frequente à
medida que o pedestre se aproxima da Av. Sumaré.

3. Equipamentos

O mobiliário da praça é bastante precário, com poucos


bancos e lixeiras, algumas vezes improvisadas pelos usuários do
lugar, além da presença de alguns mobiliários de playground
como gangorra e um pequeno balanço improvisado.
Os postes de iluminação não estão distribuídos em
quantidade suficiente para área e por isso não propiciam uma boa
iluminação noturna do local, tornando a praça, após o pôr do sol,
um ambiente escuro e hostil.
O calçamento utilizado é de concreto e encontra-se em
péssimo estado de conservação.
O transporte é bastante eficaz, com vários pontos e linhas
de ônibus localizados na Av. Sumaré, além da estação de metrô
Sumaré, situada a 950 m da praça de estudo.

Figura 3 - fotografia que lustra o uso de lixeiras improvisadas por usuários da praça.

Figura 4 - Devido à carência de mobiliários como bancos, a improvisação é recorrente no local.


Figura 5 - Devido à carência de mobiliários urbanos no local, os usuários da praça utilizaram a
criatividade e adaptaram esse balanço.

4. Público

A praça é muito utilizada pelos moradores da região (classe


média alta) que a usufruem para realizar passeios com cachorros
ou como local de passagem.
Também é usada por jovens praticantes de skate, que
adaptaram parte da praça para a prática da modalidade e por
crianças, porém não disponibiliza de nenhuma atividade para
esse público.
Figura 6 - Fotografia ilustra um dos usos recorrentes do local.

Figura 7 - Jovens que frequente utilizam a praça como local de prática de skate.

5. Fluxos

Localizada a apenas 930 m do metrô Sumaré e a 300 m da


Avenida Sumaré, a região possui distribuição satisfatória de
pontos de ônibus que se situam por todo o comprimento da
Avenida Sumaré, configurando fácil acesso a praça.
O fluxo de pedestres e carros no entorno da praça é
pequeno, quase inexistente. Os fluxos aumentam à medida que
se aproxima da Avenida Sumaré.

6. Acessos

O acesso ao interior da praça se dá através da Rua Grajaú


e da Rua Varginha.
Por todo o espaço nota-se a distribuição de um grande
número de escadas; além da inserção do que pareceu ser uma
espécie de rampa que serviria como conexão entre os dois
trechos da praça (um situado mais acima, as margens da Rua
Grajaú e outro mais baixo, nos limites da Rua Varginha).
Durante a visita notou-se que a praça não possui passeios
internos muito bem definidos, forçando muitas vezes que se
adapte novas passagens pelo gramado.

Figura 8 - Escadaria que liga o trecho da praça disposto na Rua Varginha ao trecho localizado
na Rua Grajaú.
7. Atividades

 Fêra Féra
Evento que apresenta diversas manifestações artísticas,
shows e tendas gastronômicas.
 Place Game
Criado pela Project for Public Spaces (organização sem
fins lucrativos de Nova York), o Place Game tem como objetivo
ajudar a comunidade a criar e manter seus espaços públicos por
meio de um exercício coletivo de reflexão sobre o espaço público
e um levantamento de ideias e sugestões de melhoria.

8. Barreiras

A topografia, bastante acidentada e irregular, se configura


como uma barreira de uso do local. Para ter acesso a essa praça,
que fica a um nível bem acima da Avenida Sumaré, é necessário
subir ruas super inclinadas e, já dentro da praça ainda é
necessário caminhar por escadas que são frequentes no local.
Além disso, a falta de áreas de convivência, mobiliários
urbanos e atividades faz com que a praça seja apenas mais um
espaço verde na cidade, não atraindo o público.