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14/05/2017 – SERMÃO IEQ ALTO ARIRIÚ - DOMINGO

PARÁBOLA DO JUIZ INIQUO


TEXTO: Lc 18: 1-8
TEMA: JUIZ BOM E JUSTO

INTRODUÇÃO
Essa parábola forma um par com a Parábola do amigo importuno (Lc 11:5-13), e também ensina a
necessidade de oração paciente, persistente e perseverante. Portanto as duas parábolas são estreitamente
semelhantes por fazerem a mesma comparação e o mesmo contraste entre o que esperamos da natureza humana,
mesmo imperfeita, e o que podemos esperar de Deus. Ambas nos conduzem à mesma conclusão que Deus não falha
para conosco, como os amigos fazem às vezes. O propósito da Parábola do juiz era o de ensinar a perseverança na
oração. Deus certamente responderá, mesmo que pareça, por algum tempo, que ele não nos ouve quando pedimos.

DESENVOLVIMENTO

Há duas características que devem ser notadas sobre o tipo de oração fervorosa que devemos fazer. Antes de
qualquer coisa devemos orar sempre, o que significa "continuamente". Precisamos estar "presente na oração".
Muitas orações são como garotos levados que batem na porta e depois correm. Eles se afastam muito antes das
portas serem abertas. Porém não devemos apenas pedir, mas continuar pedindo, buscando e batendo até que a
porta do céu se abra. Em nossa oração constante devemos ser específicos como aquela viúva, pois ela, dia após dia,
se dirigia ao juiz com o mesmo pedido. Nossas orações são muitas vezes muito genéricas e sem meta.
E, quando orarmos, jamais devemos "esmorecer". Nunca sejamos desencorajados se a nossa oração não for
respondida imediatamente. Se passarmos por alguns perigos e a ajuda der a impressão que foi prote¬lada, nosso
espírito não deve enfraquecer nem sucumbir. A oração que o Senhor nos exorta a praticar tem de ser respondida
por ele.
Quando procuramos dividir a parábola temos:
A Viúva Importuna,
O Juiz Injusto,
O Juiz Divino e Justo.

Viúva importuna. As viúvas têm um lugar de destaque na Bíblia. Na época de nosso Senhor eram, até certo
ponto, desprezadas, e constituíam presa fácil para qualquer homem que não tivesse princípios. Eram pobres e
portanto não tinham alguém para protegê-las e resgatá-las. Sua única esperança era recorrerem aos que
administravam a justiça para que interviessem a seu favor. Era reconhecida com misericórdia pela lei judaica. "A
nenhuma viúva afligireis" (Êx 22:22-24; Dt 10:18; 24:17). A religião pura inclui o cuidado para com as viúvas em sua
aflição (Tg 1:27).
Não nos foi revelado qual era a sua causa urgente. Ela fora injustiçada e buscava apenas justiça na questão
com o seu adversário. O juiz era insensível e não tinha pena; no entanto, a viúva "ia ter com ele" —"vinha
continuamente" (Lc 18:3). Insistia tanto que, finalmente, o juiz sem coração cedeu e resolveu atendê-la, "para que
enfim não volte, e me importune muito". Bem, a sua persistência prevaleceu e, no final, conseguiu do relutante juiz
a justiça de que precisava e merecia.

Juiz iníquo. A conduta desse juiz testifica "A desorganização e corrupção generalizadas da justiça que prevaleciam
sob o governo da Galiléia e Peréia na época". Não há dúvida de que o caso que Jesus apresentou aqui tenha sido
extremo. Porém havia representantes da lei cuja consciência estava morta. O que temos aqui era um homem que
não tinha Deus. Ele não era religioso e nem mesmo humanitário. Nunca se preocupava com Deus ou com os
homens. Cuidava apenas de si mesmo. Como judeu ele agia em contradição à lei, a qual decretava que se
estabelecessem juízes nas cidades, em todas as tribos, e proibia rigorosamente juízos distorcidos, acepção de
pessoas ou subornos (Dt 16:18,19). Esse juiz era descaradamente corrupto. Ele justificou a viúva somente porque o
importunava e ele não queria ser molestado fisicamente.

Juiz divino e justo. Examinando como nosso Senhor aplicou essa sua parábola, torna-se surpreendente que ele
tenha comparado os negócios de Deus não com os de um bom homem, mas com os de um homem mau e sem Deus,
e essa característica apenas dá ainda mais poder à parábola. Há um contraste muito grande entre tudo o que o juiz
era e o que Deus não é. Tudo o que Deus é, o juiz não era. Deus é exatamente o oposto em caráter a tudo o que o
juiz era. Quando dividimos o ensinamento da parábola em partes menores, temos, primeiramente, a boa vontade de
Deus em ouvir e responder aos pedidos dos que lhe pertencem.
14/05/2017 – SERMÃO IEQ ALTO ARIRIÚ - DOMINGO

"Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele de dia e de noite, ainda que os faça esperar?" Por
A expressão "fazer justiça", referindo-se ao juiz injusto, e aqui a Deus, significa a efetivação de sua vingança, não no
sentido de vingança, mas de justificação ou justiça. Quando tratados injustamente, os seus eleitos podem estar
certos de que ele os justificará.

"Clamam de dia e de noite" expressa a mesma idéia da ordem do Senhor sobre "o dever de orar sempre". Se o
injusto juiz, por fim, reagiu ao lamento da viúva simplesmente para se ver livre dela, não responderá Deus, que é
completamente justo, às orações dos que lhe pertencem, que trabalham debaixo da injustiça e opressão? Se um
simples sentimento egoísta prevaleceu sobre o homem perverso, muito mais ainda os santos podem esperar de
Deus.

"Ainda que os faça esperar". O juiz suportou por muito tempo a viúva e, às vezes, Deus parece também estar
indiferente às nossas petições. George Müller orou por mais de cinquenta anos pela salvação de um amigo, até que
ele se converteu. Um dos propósitos da oração que Deus demora a atender é a fortificação da nossa fé e da nossa
paciência. Não sabemos o tempo e os caminhos de Deus.
.
"Quando, porém, vier o Filho do homem, achará fé na terra?" Aqui o Senhor retorna à mensagem profética do
capítulo anterior. Quando ele voltar para destruir toda a injustiça do mundo, será que encontrará ainda alguma fé na
terra? Com Certeza! Haverá muita fé depositada em objetos falsos. Nosso dever supremo, apesar de toda oposição e
tribulações, é manter a fé —"tende fé em Deus" (Mc 11:22-24).

CONCLUSÃO

A viúva não prevaleceu por causa de sua eloquência ou por sua elaborada petição. Suas palavras foram
poucas, somente seis: "Faz-me justiça contra o meu adversário". Seu clamor foi curto e explícito. Ele nada disse
sobre a sua condição como viúva, sua família ou sua opinião sobre o juiz iníquo. Tudo que ela queria era justiça
contra o seu adversário. J Deus nos assegura que ouve e responde nossas orações e isso deve nos incentivar a pedir
insistentemente.
Diante da necessidade que temos de orar e ter uma comunhão com Deus.
Encorajamos o você participar da Hora do Poder.