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FORÇAS DE ATRITO EM PARAFUSO

Parafuso de Rosca Quadrada

um parafuso de rosca quadrada,


como na Figura, pode ser
considerado um cilindro com uma
aresta quadrada inclinada, ou
rosca enrolada, ao seu redor.

FORÇAS DE ATRITO EM PARAFUSO


Parafuso de Rosca Quadrada

Forças de Atrito em Parafuso


Se desenrolarmos uma volta na rosca, como mostra a Figura, a
inclinação ou o ângulo de passo θ é determinado a partir de:

 l 
−1
θ = tg  
 2πr 

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FORÇAS DE ATRITO EM PARAFUSO
Parafuso de Rosca Quadrada

 l 
−1
θ = tg  
 2πr 

l e r são as distâncias vertical e horizontal entre A e B,


onde r é o raio médio da rosca. A distância l é chamada
de passo da rosca do parafuso e é equivalente à
distância que o parafuso avança quando ele gira uma
volta.

FORÇAS DE ATRITO EM PARAFUSO


Parafuso de Rosca Quadrada

Forças de Atrito em Parafuso

 l 
−1
θ = tg  
 2πr 

l e r são as distâncias vertical e horizontal entre A e B,


onde r é o raio médio da rosca. A distância l é chamada
de passo da rosca do parafuso e é equivalente à
distância que o parafuso avança quando ele gira uma
volta.
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FORÇAS DE ATRITO EM PARAFUSO
Parafuso de Rosca Quadrada
Iminência de Movimento para Cima

Considere o caso de um parafuso de rosca


quadrada que está sujeito iminência de
movimento para cima causado pelo momento de
torção M.
Um diagrama de corpo livre da rosca desfeita
por inteiro pode ser representado como um
bloco, como mostra a figura abaixo.

FORÇAS DE ATRITO EM PARAFUSO


Parafuso de Rosca Quadrada
Iminência de Movimento para Cima

Considere o caso de um parafuso de rosca quadrada que está sujeito


iminência de movimento para cima causado pelo momento de torção
M aplicado em relação ao eixo do parafuso, e, sob a ação da carga axial
P. O parafuso tem um passo L (avanço por revolução) e um raio médio
r.

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FORÇAS DE ATRITO EM PARAFUSO
Parafuso de Rosca Quadrada
Iminência de Movimento para Cima

A força R exercida pela rosca da estrutura da porca em uma


pequena porção representativa da rosca do parafuso está
mostrada no diagrama de corpo livre do parafuso.

Reações similares existem em todos os


segmentos da rosca do parafuso onde
ocorre contato com a rosca da base.

FORÇAS DE ATRITO EM PARAFUSO


Parafuso de Rosca Quadrada
Iminência de Movimento para Cima

O ângulo φ feito por R com a normal à rosca é o ângulo de


atrito, de modo que tan φ = µ.

O momento de R em relação ao eixo vertical do parafuso


vale Rr sen (α+φ) e o momento total devido a todas as
reações nas roscas é Σ Rr sen (α+φ)

Como r.sen (α+φ) aparece em cada termo, podemos


eliminá-lo.

A equação de equilíbrio de momentos para o parafuso


será:
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FORÇAS DE ATRITO EM PARAFUSO
Parafuso de Rosca Quadrada
Iminência de Movimento para Cima

Se M for apenas o suficiente para girar o parafuso, a rosca do


parafuso deslizará em torno e para cima da rosca fixa da
estrutura.

W A força W é a força vertical atuando sobre a


rosca ou a força axial aplicada ao eixo .

M fat L tgα = L
F=
r φ
R 2π r
α α
N

O ângulo φ feito por R com a normal à rosca é


2π r
o ângulo de atrito, de modo que tan φ = µ.

FORÇAS DE ATRITO EM PARAFUSO

A força W é a força vertical atuando sobre a rosca ou a força axial


aplicada ao eixo .

M/r é a força horizontal resultante


produzida pelo momento de W
binário M em relação ao
eixo. M fat L
F= R
r φ
A reação R do sulco sobre α α
a rosca possui N
componentes de atrito e
normal, onde fat= µ.N 2π r

L
tgα =
2π r

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FORÇAS DE ATRITO EM PARAFUSO
Parafuso de Rosca Quadrada
Iminência de Movimento para Cima

O ângulo de atrito estático é:  F


φ =tg−1  =tg−1µ
 N
Aplicando as equações de equilíbrio da
força ao longo dos eixos horizontal e
vertical, temos
Lembrar que: a reação R do sulco sobre
y
a rosca possui componentes de atrito e
M W normal.
F= fat
r α
R x
φ
αα+φ
N

FORÇAS DE ATRITO EM PARAFUSO


Parafuso de Rosca Quadrada
Iminência de Movimento para Cima

y + → ∑ Fx = o

W M
M − Rsen (α + φ ) = 0
F= r
r
R x + ↑ ∑ Fy = o
α+φ
R cos(α + φ ) − W = 0

Eliminando R nas equações, obtemos:

M = rWtg (α + φ )

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FORÇAS DE ATRITO EM PARAFUSO

• Um parafuso é considerado autotravante se


permanecer no local sob qualquer carga axial W
quando o momento M for removido.
• Para que isso ocorra, a direção da força de atrito
deve ser invertida para que R atue sobre o outro
lado de N.
• Aqui, o ângulo de atrito estático φ torna-se maior
ou igual a α .
• Se φ= α , então R atuará verticalmente para
equilibrar W, e o parafuso estará na iminência de
girar para baixo.

FORÇAS DE ATRITO EM PARAFUSO


Parafuso de Rosca Quadrada
Iminência de Movimento para Baixo

(φ>α). Se um parafuso é autotravante, um momento de binário M'


deverá ser aplicado ao parafuso na direção oposta para girar o
parafuso para baixo) (φ>α). Isso causa uma força horizontal
reversa M”/r que empurra o parafuso para baixo. Usando o
mesmo procedimento de antes, obtemos:

M ' = rWtg (α − φ )

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FORÇAS DE ATRITO EM PARAFUSO

• (φ <α). Se o parafuso não é autotravante, é


necessário aplicar um momento M“ para
impedir que o parafuso gire para baixo (φ <α).
• Aqui, uma força horizontal M"/r é necessária
para empurrar contra a rosca para impedir
que ela deslize plano abaixo.
• Assim, a intensidade do momento M" exigida
para impedir esse giro é:

M ' ' = rWtg (φ − α )

FORÇAS DE ATRITO EM PARAFUSO


Resumo

Parafusos
Os parafusos com rosca quadrada são usados para mover
cargas pesadas.

Eles representam um plano inclinado, envolvido em torno de


um cilindro.

O momento necessário para girar um parafuso depende do


coeficiente de atrito e o ângulo do passo θ do parafuso.

Se o coeficiente de atrito entre as superfícies for grande o


suficiente, então o parafuso suportará a carga sem tender a
girar, ou seja, ele será autotravante.

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FORÇAS DE ATRITO EM PARAFUSO
Resumo

Iminência do movimento do parafuso para cima

M = rWtg (θ + φ )
Iminência do movimento do parafuso para baixo

M ' = rWtg (θ − φ )
Movimento do parafuso para baixo

M ' ' = rWtg (φ − θ )

FORÇAS DE ATRITO EM PARAFUSO

(8.69) Parafusos de alta resistência são usados na


construção de muitas estruturas de aço. Para um
parafuso de 24 mm de diâmetro nominal, a
tração mínima necessária é de 210 kN.
Considerando que o coeficiente de atrito seja
0,40, determine o torque necessário que deve ser
aplicado ao parafuso e à porca. O diâmetro
médio do filete de rosca é 22,6 mm e o passo é 3
mm. Despreze o atrito entre a porca e a arruela e
considere o parafuso como sendo de rosca
quadrada.

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FORÇAS DE ATRITO EM PARAFUSO

• (8.70) Às extremidades de duas barras fixas A e B


são feitas cada qual na forma de um parafuso de
rosca quadrada simples de raio médio 0,75 cm e
passo 0,25 cm. A barra A tem uma rosca à direita
e a barra B uma rosca à esquerda. O coeficiente
de atrito estático entre as barras e a luva
rosqueada é 0,12. Determine a intensidade do
binário que deve ser aplicado à luva a fim de se
juntarem as barras.

FORÇAS DE ATRITO EM PARAFUSO

(8.74) No sacador de engrenagens mostrado na


figura, o parafuso de rosca quadrada AB tem um
raio médio de 22,5 mm e um passo de 6 mm.
Sabendo que o coeficiente de atrito estático é
0,10, determine o torque que se deve aplicar ao
parafuso para se produzir uma força de 4,5 kN
sobre a engrenagem. Despreze o atrito na
extremidade A do parafuso.

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FORÇAS DE ATRITO EM PARAFUSO

(6/56) O grampo está sendo usado para


prender dois painéis enquanto a cola
entre eles cura. Que torque M deve ser
aplicado à manopla do parafuso para
produzir uma compressão de 400 N
entre os painéis? O parafuso de rosca
simples tem rosca quadrada com 10
mm de diâmetro e passo (avanço por
revolução) de 1,5 mm, O coeficiente de
atrito efetivo vale 0,2. Despreze
qualquer atrito no pivô de contato em
C. Que torque M' é necessário para
afrouxar o grampo?

FORÇAS DE ATRITO EM PARAFUSO

(6/124) Uma força compressiva de 600 N deve ser


aplicada aos dois painéis na garra do grampo C. O
parafuso rosqueado tem um diâmetro médio de 10 mm e
avança 2,5 mm por volta. O coeficiente de atrito estático
vale 0,20. Determine a força F que deve ser aplicada
normal à manopla em C para (a) apertar e b) desapertar o
grampo.Despreze o atrito no ponto A.

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FORÇAS DE ATRITO EM PARAFUSO

6/57 Especifique o torque M necessário no parafuso motorizado


para vencer a resistência de 450 N ao movimento do carro ao longo
do seu trilho horizontal. O parafuso tem diâmetro médio de 25 mm
o tem duas roscas quadradas separadas que movem o carro 20 mm
por revolução do parafuso. O coeficiente de atrito vale 0,20.
Resp. M = 2,69 N .m

FORÇAS DE ATRITO EM PARAFUSO

6/60 O tensionador sustenta uma força trativa de 40


kN no cabo. Os parafusos têm um diâmetro médio de
30 mm e roscas quadradas com passo de 3,5 mm. O
coeficiente de atrito para as roscas lubrificadas não
ultrapassa 0,25. Determine o momento M aplicado ao
corpo do tensionador (a) para apertá-lo e (b) para
afrouxá-lo. Ambos os parafusos têm roscas simples c
são impedidos de girar.

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FORÇAS DE ATRITO EM PARAFUSO

6/65 A posição vertical do bloco de 100 kg é ajustada pela cunha acionada por um
parafuso. Calcule o momento M que deve ser aplicado à manopla do parafuso
para levantar o bloco. O parafuso de rosca simples tem roscas quadradas, com um
diâmetro médio de 30 mm e avança 10 mm para cada volta completa. O
coeficiente de atrito para as roscas do parafuso vale 0,25 e o coeficiente de atrito
para todas as superfícies cm contato do bloco c da cunha vale 0,40. Despreze o
atrito na rótula A.
Resp. M = 7,30 N. m

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