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Aprenda como e onde fazer

5-7 minutos

A União Estável, conforme já tratado em artigo anterior, é uma modalidade familiar informal
reconhecida constitucionalmente muito comum entre os brasileiros.
Diferentemente do casamento, a União Estável não necessita de uma solenidade para se
concretizar, basta a configuração dos requisitos:
Convivência pública;
Convivência contínua;
Estabilidade;
Objetivo de constituir família.
Porém, sabemos que um dia o amor pode acabar. E a pergunta que fica é como dissolver a
união estável?

QUAIS OS MEIOS PARA FAZER A DISSOLUÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL?

A União Estável poderá ser desfeita por duas maneiras:


Judicialmente
Extrajudicialmente
No primeiro caso, a dissolução será declarada pelo Poder Judiciário por meio de ação
judicial, e no segundo, a separação poderá ser feita no Cartório de Notas, sem a
necessidade de ingresso com ação judicial.

DISSOLUÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL EXTRAJUDICIAL

A dissolução extrajudicial é feita na sede do Cartório de Notas, onde é lavrada uma escritura
pública de Dissolução de União Estável.
Porém, a dissolução da união estável somente poderá ser feita no Cartório caso o pedido

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seja consensual e que os conviventes não possuam filhos menores ou maiores


incapazes, onde os conviventes concordem com os termos da separação, como partilha de
bens, eventual pensão alimentícia, guarda de filhos, etc.
Atenção: No caso de dissolução consensual, será necessário que os conviventes estejam
acompanhados de advogado, o qual também assinará a escritura de dissolução.

É obrigatória a prévia oficialização da união estável (por escritura pública, contrato ou


sentença)?

A esta altura você pode questionar:


“Posso fazer a dissolução no tabelionato de notas mesmo não tendo feita a Declaração de
União Estável (inclui-se aqui a união estável reconhecida por sentença judicial, a firmada
por contrato particular e também a feita por escritura pública)?”
A resposta é sim.
Se você se enquadra nesta situação fique tranquila(o).
Mesmo vivendo em união estável sem documento que comprove, será possível dissolver a
união estável.
Para tanto, o tabelião fará, na mesma escritura pública, o reconhecimento e a dissolução da
união estável.

É obrigatória a presença de ambas as partes no cartório?

Não necessariamente.
É possível a nomeação de procurador por escritura pública com poderes especiais para
representar uma ou ambas as partes para a realização do ato.
O que poderá ser um terceiro de confiança ou o próprio advogado.
Saiba mais no artigo União Estável por Procuração.

DISSOLUÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL JUDICIAL

A dissolução da União Estável deverá ser feita via ação judicial quando os conviventes
tiverem filhos menores de 18 anos ou maiores incapazes, ou ainda, quando ambos não
concordarem em uma separação amigável, tornando a separação litigiosa, motivo pelo qual
o Poder Judiciário é o competente para solucionar as questões referentes a partilha de bens,
guarda de filhos, pensão alimentícia, etc.
Como se trata de uma ação judicial, os conviventes deverão estar assistidos por advogado.
Caso a separação seja consensual, o casal poderá constituir apenas um advogado para
representá-los.
Em caso de separação litigiosa, ambos deverão contratar advogados distintos.
Ainda, mesmo as condições se enquadrando na possibilidade de dissolução da união
estável amigável no cartório de notas, poderá ser feita a dissolução no Poder Judiciário.

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NECESSIDADE DE ASSISTÊNCIA DE ADVOGADO

Como visto, em ambos os casos será necessário que os conviventes contratem um


advogado.
Nada mais justo a lei assim exigir, já que estarão em jogo questões bastante sensíveis e
únicas de cada casal, devendo o advogado analisar cada caso para que a separação não
seja prejudicial para uma das partes ou que seus termos não contrariem a lei.
Lembre-se que no Brasil é assegurado o acesso à Justiça para aqueles que não possuem
recursos para custear um advogado e custas judiciais.
O acesso é garantido pela Defensoria Pública. Entre em contato com a mais próxima e
informe-se.

QUANTO CUSTA?

No caso da dissolução feita em cartório, haverá o custo da escritura pública (varia de Estado
para Estado) e do patrocínio do advogado (caso não seja um da Defensoria Pública).
Vale lembrar que será gratuita a escritura para aquele que se declarar pobre sob as penas
da lei (art. 121-A, § 3º do Código de Processo Civil – Redação alterada pela Lei 11.441/07).
Já na esfera judicial, serão os gastos com o advogado contratado e custas processuais.
Caso não disponha de meios financeiros para arcar com o processo, procure a Defensoria
Pública, onde a mesma fará um pedido para ser deferido o benefício da Justiça gratuita.
Caso deferida, você não terá custo algum.

RESUMINDO

Situação Local
Dissolução consensual (amigável) com filhos
Poder Judiciário (Ação Judicial)
menores ou maiores incapazes
Dissolução contenciosa (não amigável) Poder Judiciário (Ação Judicial)
Dissolução consensual (amigável) sem filhos Extrajudicial (Cartório de Notas) ou Poder
menores ou maiores incapazes Judiciário (Ação Judicial)

Mais informações

Para mais informações recomendamos a leitura integral da Resolução n° 35/2007 do


Conselho Nacional de Justiça.
Fonte:
Código Civil
Lei 11.441/07
Resolução 35/2007 – Conselho Nacional de Justiça
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