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Arquivo de impressão gerado em 19/10/2017 15:02:03 de uso exclusivo de ABB LTDA - OSASCO

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NORMA

BRASILEIRA

ABNT NBR

17505-5

Terceira edição

09.07.2015

Válida a partir de

09.08.2015

Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis Parte 5: Operações

Storage of flammable and combustible liquids Part 5: Operations

ICS

75.160; 75.200

ISBN 978-85-07-

05683-6

5: Operations ICS 75.160; 75.200 ISBN 978-85-07- 05683-6 Número de referência ABNT NBR 17505-5:2015 96 páginas

Número de referência ABNT NBR 17505-5:2015 96 páginas

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ii

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ABNT NBR 17505-5:2015

Sumário

Página

Prefácio

viii

Introdução

xi

1

Escopo

1

2

Referências normativas

2

3

Termos e definições

3

4

Instalações de processamento

6

4.1

Requisitos gerais

6

4.2

Localização de vasos e equipamentos de processo

7

4.3

Acessos

7

4.4

Requisitos de construção

8

4.5

Sistemas elétricos

9

4.6

Contenções, drenagem e controle de vazamentos

9

4.7

Ventilação

9

4.8

(*) Equipamentos e vasos de processos

10

4.9

Gerenciamento de operações de risco

10

5

Envase, manuseio, transferência e uso de líquidos inflamáveis e combustíveis

12

5.1

Requisitos gerais

12

5.2

Envase, manuseio, transferência e uso de líquidos inflamáveis e combustíveis

12

5.3

Operações eventuais

13

5.4

Ventilação para áreas de envase

15

6

Operações específicas

15

6.1

Sistemas de transferência de calor

15

6.1.1

(*) Requisitos gerais

15

6.1.2

(*) Projeto do sistema

15

6.1.3

(*) Controles e intertravamentos de queimadores de combustível

16

6.1.4

Tubulações

16

6.1.5

Proteção contra incêndios

17

6.1.6

Operações

17

6.2

Sistemas de recuperação e processamento de vapores de produtos

17

6.2.1

Proteção contra vácuo e sobre pressão

17

6.2.2

Localização dos respiros

17

6.2.3

Sistema coletor de vapor

17

6.2.4

Monitoramentodo nível de líquido

18

6.2.5

Proteção contra transbordamento

18

6.2.6

Fontes de ignição

18

6.2.7

Sistemas de parada de emergência

19

6.3

Unidade de destilação de solventes

19

6.3.1

Equipamentos

19

6.3.2

Solventes

19

6.3.3

Localização

19

6.3.4

Armazenamento de líquidos

19

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7

Instalações para carga e descarga de graneis de caminhões-tanque

 

e

vagões-tanque

19

7.1

Requisitos gerais

19

7.1.1

Ligação, aterramento e correntes fugitivas

19

7.2

Instalações de carregamento e descarregamento

20

7.3

Estruturas cobertas

21

7.4

Sistemas elétricos

21

7.5

(*) Contenção, drenagem e controle de derramamento

21

7.6

Equipamentos

21

7.7

Requisitos operacionais

21

7.7.1

Carregamento e descarregamento de caminhões-tanque

21

7.7.2

Carregamento e descarregamento de vagões-tanque

23

7.7.3

(*) Carregamentos alternados

23

8

Operações no cais ou píer

23

8.1

Requisitos

gerais

23

9

Gestão da prevenção e do controle de incêndio

27

9.1

Análise de risco

27

9.1.1

Geral

27

9.1.2

Gerenciamento de mudanças

28

9.2

Controle de fontes de ignição

28

9.2.1

Geral

28

9.2.2

Cigarros e similares acesos

28

9.2.3

Trabalho à quente (ver NFPA 51B)

28

9.2.4

(*) Eletricidade estática

29

9.2.5

Sistemas

elétricos

29

9.3

Sistemas de detecção e alarme

29

9.4

Sistemas de proteção contra incêndio e extinção de fogo

29

9.5

Planejamento e treinamento para emergência

30

9.6

Inspeção e manutenção

31

9.7

Gerenciamento de segurança patrimonial

31

9.7.1

Geral

31

9.7.2

Requisitos específicos

31

10

Eletricidade estática no manuseio de líquidos inflamáveis e combustíveis

32

10.1

Controle dos riscos da eletricidade estática

32

10.1.1

Geral

32

10.1.2

Controle de misturas inflamáveis em equipamentos

33

10.1.3

Controle da geração de cargas de eletricidade estática

34

10.1.4

Dissipação de cargas

34

10.2

Controle de carga estática no pessoal

35

10.2.1

Prevenção de acumulação de cargas eletrostáticas

35

10.2.2

Pisos e calçados condutivos

35

10.2.3

Dispositivos de aterramento do pessoal

36

10.2.4

Roupas antiestáticas ou condutivas

36

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ABNT NBR 17505-5:2015

10.2.5

Luvas

36

10.2.6

Limpeza ou secagem de roupas

37

10.2.7

Manutenção e ensaios

37

10.2.8

Desconforto e lesões

37

10.3

Avaliação e controle dos riscos de eletricidade estática no manuseio de líquidos inflamáveis e combustíveis

37

10.4

Características de combustão de líquidos, vapores e névoas

38

10.4.1

Ponto de fulgor

38

10.4.2

(*) Limites de inflamabilidade/explosividade e pressão de vapor

39

10.4.3

Energia de ignição

39

10.4.4

(*) Concentração de oxigênio

39

10.5

Geração e dissipação de cargas em líquidos

39

10.5.1

Geração de cargas

39

10.5.2

Dissipação da carga

39

10.5.3

Fatores que afetam a acumulação de cargas em um líquido

40

10.6

Escoamento em tubulações, em mangotes e em tubulações de pequeno diâmetro (tubing)

40

10.6.1

Sistemas de tubulações metálicas

40

10.6.2

(*) Tubulações não condutivas e tubulações revestidas

41

10.6.3

(*) Mangotes flexíveis e tubulações de pequeno diâmetro (tubings)

41

10.6.4

Tubos de enchimento

42

10.6.5

Filtração

42

10.6.6

Material em suspensão

42

10.6.7

Restrições diversas em linhas

43

10.7

Tanques de armazenamento

43

10.7.1

Geral

43

10.7.2

Tanques de armazenamento condutivos de teto fixo

43

10.7.3

Tanques de armazenamento condutivos com tetos ou selos flutuantes

45

10.7.4

Tanques revestidos ou com pinturas internas

45

10.7.5

Tanques construídos com materiais não condutivos

46

10.8

Carregamento de caminhões-tanque

46

10.8.1

Carregamento pelo topo (top loading)

46

10.8.2

Carregamento pelo fundo (bottom loading)

46

10.8.3

Carregamentos alternados

46

10.8.4

Transporte pelas rodovias

47

10.8.5

Aditivos antiestáticos

47

10.9

(*) Caminhões-vácuo

47

10.10

Vagões-tanque

47

10.11

Navios-tanque e barcaças-tanque

48

10.12

Vasos de processo

48

10.12.1

Meios de acumulação de cargas eletrostáticas

48

10.12.2

(*) Procedimentos para transferência para tanques

48

10.12.3

Agitação

48

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ABNT NBR 17505-5:2015

10.12.4

Vasos com revestimentos não condutivos

48

10.12.5

Adicionando sólidos

 

48

10.12.6

Misturando sólidos

49

10.12.7

Vasos de processo não condutivos

49

10.13

Medição e amostragem

50

10.13.1

Precauções

 

50

10.13.2

Operações manuais

50

10.13.3

Materiais

50

10.13.4

Medição

51

10.13.5

Período de espera

51

10.14

Limpeza de tanques (ver também Seção 11)

51

10.14.1

Lavagem com água

 

51

10.14.2

Lavagem com solventes

52

10.14.3

Limpeza com vapor d’água

52

10.14.4

Jateamento interno abrasivo (com materiais permitidos por Lei)

52

10.15

Tanques portáteis, recipientes intermediários para granéis (IBC) e outros recipientes menores

53

10.15.1

Tanques e IBC metálicos

53

10.15.2

Tanques portáteis e IBC não condutivos

53

10.15.3

Outros recipientes metálicos

53

10.15.4

Recipientes metálicos revestidos por plástico

54

10.15.5

Outros recipientes de plástico

54

10.15.6

Recipientes com capacidade de até 20 L, manuseados manualmente

55

10.15.7

Recipientes não condutivos

55

10.15.8

Recipientes para amostragem

55

10.15.9

(*)

Limpeza

56

10.16

(*) Limpeza a vácuo

 

56

10.17

Escoamento de gases limpos

56

10.18

Filmes e envelopamento em plástico

56

11

Salvaguardas para entrada, limpeza ou reparo em tanques e em recipientes

57

11.1

Precauções básicas

 

57

11.1.1

Geral

57

11.1.2

Considerações sobre ignição

58

11.2

Preparação para segurança

59

11.2.1

Bloqueio/etiquetagem

 

59

11.2.2

Remoção de inflamáveis, combustíveis ou outros produtos perigosos líquidos

ou gasosos

 

59

11.2.3

Isolamento (bloqueio) do tanque

60

11.3

Procedimentos de ensaios

60

11.3.1

Procedimentos

gerais

60

11.3.2

Ensaios para determinação da concentração de oxigênio

61

11.3.3

Ensaios para determinação de vapores inflamáveis

62

11.3.4

Ensaios para determinação de gases e vapores tóxicos

63

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ABNT NBR 17505-5:2015

11.4

Controle ou remoção de vapores

63

11.4.1

Geral

63

11.4.2

Remoção de vapores inflamáveis pelo deslocamento com ar (ventilação)

64

11.4.3

(*) Remoção de vapores inflamáveis pelo deslocamento com gás inerte

65

11.4.4

Remoção de vapores inflamáveis pelo deslocamento por água, óleo combustível ou produtos químicos

66

11.4.5

(*) Remoção de vapores inflamáveis pelo deslocamento por vapor d’água

67

11.5

Inspeção e certificação de tanques e recipientes

67

11.5.1

Geral

67

11.5.2

(*) Designações

68

11.6

Procedimentos para acesso e entrada no tanque

70

11.6.1

Geral

70

11.6.2

Acesso aos tanques

70

11.6.3

Entrada no tanque

71

11.6.4

Fechando a abertura de acesso ao tanque

72

11.7

Limpando tanques e recipientes

72

11.7.1

Geral

72

11.7.2

Propósito e extensão da limpeza

72

11.7.3

Remoção de líquidos e sólidos residuais

72

11.7.4

Inspeção de limpeza

73

11.7.5

(*) Métodos de limpeza

73

Bibliografia

96

Anexos Anexo A (normativo) Tabelas e figuras

74

Anexo B (informativo) Material explanatório

83

Figuras Figura A.1 – Terminal marítimo para manuseio de líquidos inflamáveis

78

Figura A.2 – Ligação e aterramento

79

Figura A.3 – Energia mínima de ignição do benzeno como uma função da concentração

80

Figura A.4 a) – Gráfico para estimar a carga elétrica em um líquido não condutivo fluindo através de uma tubulação lisa

81

Figura A.4 b) – Gráfico para estimativa de parâmetro de vazão de fluidos

82

Tabelas

Tabela A.1 – Localização de vasos de processamento em relação aos limites de propriedade e às edificações importantes mais próximas, dentro da mesma propriedade, quando

for prevista proteção da vizinhança contra exposição Tabela A.2 – Distâncias mínimas de afastamento de edificações ou estruturas utilizadas na operação e no manuseio de líquidos Tabela A.3 – Proteção típica contra incêndios em cais e terminais marítimos Tabela A.4 – Sumário das precauções para o carregamento de veículos tanque

74

74

75

76

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ABNT NBR 17505-5:2015

Prefácio

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização.

As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas pelas partes interessadas

no tema objeto da normalização.

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da Diretiva ABNT, Parte 2.

A ABNT chama a atenção para que, apesar de ter sido solicitada manifestação sobre eventuais

direitos de patentes durante a Consulta Nacional, estes podem ocorrer e devem ser comunicados à ABNT a qualquer momento (Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996).

Ressalta-se que Normas Brasileiras podem ser objeto de citação em Regulamentos Técnicos. Nestes casos, os Órgãos responsáveis pelos Regulamentos Técnicos podem determinar outras datas para exigência dos requisitos desta Norma, independentemente de sua data de entrada em vigor.

A ABNT NBR 17505-5 foi elaborada pelo Organismo de Normalização Setorial de Petróleo

(ABNT/ONS-034), pela Comissão de Estudo de Distribuição e Armazenamento de Combustíveis

(CE-034:000.004). O Projeto circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 08, de 22.08.2012

a

22.10.2012. O seu Projeto de Emenda circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 03,

de

20.03.2015 a 18.05.2015.

Esta Norma é baseada na NFPA 30:2012.

Esta terceira edição incorpora a Emenda 1, de 09.07.2015, e cancela e substitui a edição anterior (ABNT NBR 17505-5:2013).

A ABNT NBR 17505, sob o título geral “Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis”,

tem previsão de conter as seguintes partes:

— Parte 1: Disposições gerais;

— Parte 2: Armazenamento em tanques, em vasos e em recipientes portáteis com capacidade superior a 3 000 L;

— Parte 3: Sistemas de tubulações;

— Parte 4: Armazenamento em recipientes e em tanques portáteis;

— Parte 5: Operações;

— Parte 6: Requisitos para instalações e equipamentos elétricos;

— Parte 7: Proteção contra incêndio para parques de armazenamento com tanques estacionários.

Nesta Parte da ABNT NBR 17505, onde aparecer (*) após o número ou a letra que designa uma

seção, subseção ou parágrafo, significa que existe um material explanatório, que pode ser encontrado

no

Anexo B.

viii

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ABNT NBR 17505-5:2015

O Escopo desta Norma Brasileira em inglês é o seguinte:

Scope

The Part of ABNT NBR 17505 shall apply to the following:

a) facilities where the processing of liquids is the principal activity, except as covered elsewhere in this part of the Standard;

b) provisions of this Part of the ABNT NBR 17505 shall not prohibit the use of movable tanks for the dispensing of flammable or combustible liquids into fuel tanks of motorized equipment outside on premises not accessible to the public, where such use has the approval of the authority having jurisdiction;

c) facilities where liquids are handled, dispensed, transferred, or used including in the processing areas;

d) to the handling and use of flammable and combustible liquids in specific operations as: recirculating heat transfer systems; vapor recovery and vapor processing systems; solvent distillation units where the vapor source operates at pressures from vacuum up to and including a gauge pressure of 6,9 kPa, or where there is a potential for vapor mixtures in the flammable range;

e) operations involving the loading or unloading of tank cars and tank vehicles;

f) to all wharves, as defined in 3.17 and 3.80 of ABNT NBR 17505-1:2013;

g) to the hazards associated with processing and handling of liquids. This part of ABNT NBR 17505 shall also apply when specifically referenced by another Part of this Standard;

h) to the management methodology used to identify, evaluate, and control the hazards involved in the processing and handling of flammable and combustible liquids. These hazards include, but are not limited to, preparation, separation, purification, and change of state, energy content, or composition;

i) to the management methodology used to identify, evaluate, and control the security hazards, involved in the processing and handling of flammable and combustible liquids. These hazards include, but are not limited to, vulnerability to terrorist or other malicious attacks;

j) the objective of controlling a static electricity hazard is to provide a means whereby charges, separated by whatever cause, can recombine harmlessly before discharges can occur;

k) to the safeguarding of tanks or containers operating at nominal atmospheric pressure that contain or have contained flammable or combustible liquids or other hazardous substances and related vapors or residues.

This Part of ABNT NBR 17505 shall not apply to following:

a) to process streams used as a means of heat transfer or to any heat transfer system of 250 L or less;

b) marine and automotive systems that comply in accordance with specific Brazilian Standards;

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ABNT NBR 17505-5:2015

c)

d)

e)

f)

g)

h)

i)

to research, testing, or experimental processes, to distillation processes carried out in petroleum refineries, chemicals plants, or distilleries, or to distillation equipment used in dry cleaning operations;

marine and automotive service stations;

wharves that handle liquefied petroleum gas;

marinas;

to tank vehicles or tank cars; tanks, bunkers, or compartments on ships or barges or in a shipyard; gas plant equipment or gas distribution systems for natural or manufactured gas; or compressed or liquefied gas cylinders;

to hot tapping;

to the entry of a tank or container that contains an inert atmosphere.

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Introdução

ABNT NBR 17505-5:2015

A aplicação desta Norma não dispensa o atendimento a Legislação Nacional aplicável.

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NORMA BRASILEIRA

ABNT NBR 17505-5:2015

Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis Parte 5: Operações

1

Escopo

1.1 Esta Parte da ABNT NBR 17505 aplica-se a:

a) locais onde operações de processamento de líquidos inflamáveis e combustíveis sejam

a principal atividade, exceto quando cobertas por outra Seção específica desta parte da ABNT NBR 17505;

b) provisões desta parte da ABNT NBR 17505 que não proíbem o uso de tanques portáteis e IBC para o abastecimento de líquidos inflamáveis ou combustíveis em tanques de equipamentos motorizados em locais não acessíveis ao publico, onde tal uso seja aceitável pelas autoridades competentes;

c) locais onde os líquidos inflamáveis e combustíveis são manuseados, envasados, transferidos ou utilizados, inclusive nas áreas de processo;

d) manuseio e utilização de líquidos inflamáveis e combustíveis em operações específicas como:

sistema de transferência de calor; sistemas de recuperação e processamento de vapores de produtos, onde as fontes de vapores operam a uma pressão desde o vácuo até a pressão manométrica de 6,9 kPa ou onde houver um risco potencial de formação de misturas de vapores inflamáveis e unidades de destilação de solventes;

e) operações que envolvam o carregamento ou descarregamento de vagões-tanque e caminhões- tanque e áreas das instalações onde tais operações são realizadas;

f) todos os tipos de operações no caís ou píer, cujo objetivo principal seja a transferência de grandes volumes de líquidos inflamáveis e combustíveis a granel, conforme definido na ABNT NBR 17505-1:2013, 3.17 e 3.80;

g) riscos associados ao armazenamento, processamento, manuseio e utilização de líquidos,

e também quando forem especificamente referenciados por qualquer Seção desta Parte da ABNT NBR 17505;

h) gerenciamento utilizado para identificar, avaliar e controlar os riscos envolvidos no processamento

e manuseio de líquidos inflamáveis e combustíveis. Estes riscos incluem, mas não se limitam

a preparação, separação, purificação e mudança de estado, de energia contida ou composição (ver 6.2);

i) gerenciamento usado para identificar, avaliar e controlar a segurança patrimonial dos riscos envolvidos no processamento e manuseio de líquidos inflamáveis e combustíveis. Estes riscos incluem, mas não são limitados a, vulnerabilidade a atos terroristas ou outros ataques maliciosos;

j) controle dos riscos da eletricidade estática e a prover um meio pelo qual as cargas elétricas, separadas por qualquer que seja a causa, possam ser recombinadas adequadamente antes que ocorram descargas;

k) resguardar as operações em tanques ou recipientes, na pressão atmosférica, que contenham ou tenham contido líquidos inflamáveis ou combustíveis ou outras substâncias perigosas, seus vapores ou seus resíduos.

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ABNT NBR 17505-5:2015

1.2

Esta Parte da ABNT NBR 17505 não se aplica a:

a)

instalação de processo ou a qualquer sistema com capacidade igual ou inferior a 250 L;

b)

sistemas e postos de abastecimento marítimo e automotivo, que devem atender às normas brasileiras específicas;

c)

pesquisa e ensaios ou processos experimentais; processos de destilação efetuados em refinarias de petróleo, em plantas químicas ou em destilarias; ou equipamentos de destilação utilizados em limpeza a seco;

d)

postos (revendedor ou abastecimento) marítimos/fluviais;

e)

caís ou píer que manuseiem gases liquefeitos de petróleo;

f)

marinas;

g)

caminhões-tanque, vagões-tanque, navios-tanque ou compartimentos de navios ou barcaças, equipamentos em plantas de gás ou sistemas de distribuição de gás para gás natural ou manufaturado ou cilindros de gás comprimido ou liquefeito;

h)

trepanação a quente;

i)

entrada em um tanque ou recipiente que contenha uma atmosfera inerte.

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Referências normativas

Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas).

ABNT NBR 9077, Saídas de emergência em edifícios

ABNT NBR 10897, Proteção contra incêndio por chuveiro automático

ABNT NBR 12693, Sistemas de proteção por extintores de incêndio

ABNT NBR 17505-1, Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis – Parte 1: Disposições gerais

ABNT NBR 17505-2, Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis – Parte 2: Armazenamento em tanque e em vasos

ABNT NBR 17505-3, Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis – Parte 3: Sistemas de tubulações

ABNT NBR 17505-4, Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis – Parte 4: Armazenamento em recipientes e em tanques portáveis

ABNT NBR 17505-6, Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis – Parte 6: Instalações e equipamentos elétricos

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ABNT NBR 17505-5:2015

ABNT NBR 17505-7, Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis – Parte 7: Proteção contra incêndio para parques de armazenamento com tanques estacionários

API 2016, Cleaning tanks use for gasoline or similar low-flash products

API 2017, First-aid training guide

API RP 2003, Protection against ignitions arising out of static, lightning, and stray currents

API STD 2015, Safe entry and cleaning of petroleum storage tanks

NFPA 11, Standard for low, medium and high expansion foam

NFPA 12, Standard on carbon dioxide extinguishing systems

NFPA 12A, Standard on halon 1301 fire extinguishing systems

NFPA 13, Standard for the installation of sprinkler systems

NFPA 14, Standard for the installation of standpipe and hose systems

NFPA 17, Standard for dry chemical extinguishing systems

NFPA 25, Standard for the inspection, testing and maintenance of water based fire protection systems

NFPA 31, Standard for the installation of oil-burning equipment

NFPA 51B, Standard for fire prevention during welding, cutting, and other hot work

NFPA 68, Standard on explosion protection by deflagration venting

NFPA 69, Standard on explosion prevention systems

NFPA 77, Recommended practice on static electricity

NFPA 85, Boiler and combustion systems hazard code

NFPA 91, Standard for exhaust systems for air conveying of vapors, gases, mists, and noncombustible particulate solids

NFPA 99, Health care facilities code

NFPA 307, Standard for the construction and fire protection of marine terminals and wharves

NFPA 2001, Standard on clean agent fire extinguishing systems

UL 2208, Solvent distillation units

3 Termos e definições

Para os efeitos desta Parte da ABNT NBR 17505, aplicam-se os termos e definições da ABNT NBR 17505-1 e os seguintes.

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ABNT NBR 17505-5:2015

3.1

degasagem processo de coleta, oxidação ou tratamento de vapores e gases expelidos a partir de um tanque ou vaso para prevenir ou reduzir a quantidade de componentes voláteis orgânicos lançados na atmosfera durante operações que liberem vapores e gases

3.2

espaço adjacente espaços em todas as direções a partir de um equipamento, incluindo pontos de contato, internos ou externos, como plataformas, poços, tetos flutuantes, áreas de contenção secundária, espaços intersticiais, porões, suportes, topos de tanques e anteparos sobre tetos flutuantes

3.3

espaço confinado para os efeitos de entrada, limpeza ou reparo de qualquer tanque que atenda aos três seguintes requisitos:

a) ter dimensões e configurações suficientes, de forma que uma pessoa possa entrar e desempenhar um determinado trabalho

b) ter limitações ou meios restritos para entrada ou saída

c) não ter sido projetado ou destinado a ser permanentemente ocupado

3.4

espaço não confinado para os efeitos de entrada, limpeza ou reparo de tanques, um espaço que previamente era considerado confinado, mas não atende mais aos requisitos para um espaço confinado estabelecido em 3.3 ou que requeira uma permissão de trabalho para espaço confinado, como um tanque com uma grande abertura lateral

3.5

indicador de oxigênio (oxímetro) instrumento capaz de detectar, medir e monitorar as concentrações de oxigênio em uma atmosfera

3.6

indicador de vapores combustíveis (explosímetro) instrumento que colhe amostras no ar e indica a presença de vapores ou gases inflamáveis

3.7

materiais, gases ou vapores tóxicos aqueles cujas propriedades contenham uma capacidade inerente para produzir danos ao sistema biológico, dependendo da exposição, concentração, método e área de absorção

3.8

permissão requerida para trabalho em espaço confinado para os efeitos de entrada, limpeza ou reparo de tanques, o tanque tem que atender aos três requisitos definidos para espaço confinado (ver 3.3) e ter também uma ou mais das quatro características seguintes:

a)

b)

4

conter ou ter contido potencialmente um produto perigoso

conter um material com potencial para sufocar um trabalhador situado no interior do tanque

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ABNT NBR 17505-5:2015

c) ter uma configuração interna tal que o trabalhador possa ficar asfixiado ou retido nas paredes ou em internos do tanque

d) conter qualquer outro risco sério à saúde ou segurança

3.9

(*) pessoa qualificada pessoa que, pela posse de conhecimento comprovado, com certificado, com treinamento e experiência, tenha habilidade para lidar com problemas relativos a uma matéria, um trabalho ou um projeto

3.10

purga para os efeitos de entrada, limpeza ou reparo em tanques, é o processo de retirada de vapores ou gases de um espaço fechado ou confinado

3.11

toxicidade grau em que uma substância cause danos aos humanos

3.12

trabalho atividades desenvolvidas em tanques e em recipientes de acordo com esta Seção, incluindo, mas não se limitando a, segurança, reparo, trabalho a quente, limpeza, mudança de serviço, manutenção, inspeção e transporte

3.13

trabalho a quente qualquer trabalho onde haja uma fonte de ignição, incluindo chamas abertas, cortes, soldagem, faiscamento de equipamentos elétricos, esmerilhamento, polimento, furação, raspagem, serragem ou outras operações que criem faíscas ou superfícies metálicas quentes por fricção ou impacto

3.14

trepanação (hot tapping) técnica de soldagem e furação em tanques ou recipientes em serviço que contenham líquidos inflamáveis, combustíveis ou outros produtos perigosos

3.15

vigia de serviço trabalhador capacitado que permaneça postado externamente a um ou mais espaços confinados, que

monitore a entrada autorizada e desempenhe as seguintes tarefas:

a) permanecer externamente ao espaço confinado durante toda a operação até que seja substituído por outro vigia de serviço

b) ser responsável pelo resgate e providenciar todos os recursos necessários rapidamente, de forma a atender e dar assistência à fuga aos trabalhadores para sair dos riscos existentes no espaço confinado

c) não autorizar a entrada de brigadistas, a não ser que esteja de acordo com os procedimentos escritos de resgate

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ABNT NBR 17505-5:2015

4 Instalações de processamento

4.1 Requisitos gerais

4.1.1 As operações de processamento de líquidos inflamáveise combustíveis devem ser localizadas

e operadas de forma que, em caso de incêndio ou explosão, não constituam risco à vida, ao meio

ambiente,à propriedade de terceiros ou a edificações e instalações importantes localizadas na mesma planta.

4.1.2 Requisitos específicosdependem de riscos inerentes a uma determinada operação, incluindo

as propriedades dos líquidos que devem ser processados a temperaturas e pressões de operação

e capacidade de controlar qualquer vazamento de líquido ou vapor e incidentes de incêndio que possam ocorrer.

4.1.3 O conjunto de alguns fatores envolvidos deve ser baseado em boas práticas de engenharia

e gerenciamento, para se estabelecerem requisitos adequados de projeto e operações.

4.1.4 As instalações de processo devem estar de acordo com os requisitos aplicáveis para opera-

ções específicas contidas nas Seções 5 a 8.

4.1.5 Instalações de processo devem estar de acordo com os requisitos aplicáveis aos procedimen-

tos e práticas de prevenção contra incêndio e explosão e gerenciamento de risco, conforme Seção9.

4.1.6 O processamento e manuseio de líquidos de classe II e de classe III A, aquecidos a tem-

peraturas iguais ou superiores aos seus pontos de fulgor, devem seguir os requisitos para líquidos de classe I, a menos que uma avaliação de engenharia, conduzida de acordo com a Seção 9, justifique

o atendimento aos requisitos para alguma outra classe de líquido.

4.1.7 Quando através de um processo se aquece um líquido à temperatura igual ou superior ao seu

ponto de fulgor, deve-se proceder conforme a seguir:

a)

o vaso de processo deve permanecer fechado no interior da sala na qual esteja situado e ventilado para o exterior da edificação;

b) se o vaso necessitar ser aberto para adicionar ingredientes, a ventilação da sala deve atender aos requisitos de 4.7 e o controle de aquecimento do processo deve estar interligado com

a ventilação, de forma que o processo de aquecimento seja interrompido, se a ventilação falhar ou for desligada;

c)

o

vaso de processo deve ser equipado com um dispositivo de controle de temperatura para limitar

o

aquecimento excessivo do líquido e a subsequente liberação de vapores;

d) se um meio de transferência de calor for utilizado para aquecer o líquido e o fluido de transferência de calor puder aquecer o líquido até seu ponto de ebulição, nos casos de falha do processo ou do controle de temperatura no aquecimento, deve ser previsto um controle redundante do excesso da temperatura.

4.1.8 Para as restrições ao emprego desta Parte da ABNT NBR 17505, ver 1.1.1.

4.1.9 As disposições desta Parte da ABNT NBR 17505 não se aplicam às edificações, equipamentos,

estruturas ou instalações já existentes ou aprovadas para a construção ou instalação antes da data da publicação desta Parte da ABNT NBR 17505. Contudo, as reformas que alterem as características do projeto e/ou equipamentos, e as ampliações de instalações, iniciadas a partir da data da publica-

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ABNT NBR 17505-5:2015

ção desta Parte da ABNT NBR 17505, devem atender às suas disposições. Nestes casos, devem ser evidenciadas as normas vigentes, na época do fato, para as edificações, equipamentos, estruturas ou instalações já existentes ou aprovadas.

4.2 Localização de vasos e equipamentos de processo

4.2.1 Os vasos e os equipamentos de processamento de líquidos devem ser localizados de acordo

com os requisitos mencionados em 4.2.2 a 4.2.7.

4.2.2 Os vasos e os equipamentosde processamento e as edificações contendo vasos ou tanques

devem ser locados de tal forma que um incêndio envolvendo os equipamentos não constitua exposição perigosa para as outras atividades ou ocupações.

4.2.3 A distância mínima de um vaso ou tanque de processamento ao limite da propriedade, des-

de que na área adjacente haja ou possa haver construção, inclusive no lado oposto da via pública, do lado mais próximo de uma via de circulação interna ou a uma edificação importante situada na mesma propriedade, deve atender ao seguinte:

a) estar de acordo com a Tabela A.1;

b) ser determinada a partir de uma avaliação adequada de engenharia do processo, seguida de uma aplicação correta de um projeto de proteção contra incêndios, inclusive alarmes sonoros e uma adequada aplicação dos princípios de engenharia de processo.

4.2.4 Onde vasos ou equipamentos de processo estiverem localizados no interior da edificação

industrial, que tenha uma parede faceando com a divisa da propriedade, desde que na área adjacente haja ou possa haver construção, inclusive no lado oposto da via pública ou próxima de outra edifica- ção importante na mesma propriedade, os tanques ou vasos devem situar-se a uma distância mínima de 7,5 m e a parede deve ter uma resistência ao fogo de, no mínimo, 2 h. Qualquer distância maior que a estabelecida na Tabela A.1 é liberada. Se a parede exterior for uma parede cega que tenha uma resistência ao fogo de no mínimo 4 h, todas as distâncias requeridas pela Tabela A.1 podem ser desconsideradas.

4.2.5 Todas as distâncias constantes na Tabela A.1 devem ser duplicadas onde não houver proteção

contra exposição.

4.2.6 (*) Outros equipamentos de processamento de líquidos, como bombas, fornos, filtros, troca-

dores de calor etc., não podem ser localizados a menos de 7,5 m dos limites de propriedade, desde que na área adjacente haja ou possa haver construção, inclusive no lado oposto da via pública ou de edificação importante mais próxima dentro da mesma propriedade e que não seja parte integrante do processo. Este requisito de espaçamento deve ser liberado se as exposições forem protegidas conforme estabelecido na Tabela A.1.

4.2.7 Equipamento de processamento para o manuseio de líquidos instáveis deve ser separado

de outros equipamentos ou instalações que usem ou manuseiem líquidos por uma das seguintes

alternativas:

a) um espaçamento livre de 7,5 m;

b) por uma parede com resistência ao fogo de no mínimo 2 h e que apresente uma resistência à explosão de acordo com uma avaliação de risco.

4.3 Acessos

Cada unidade de processo ou edificação que contenha equipamentos de processamento de líquidos deve ter acesso pelo menos por um lado, para permitir o combate e o controle de incêndios.

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ABNT NBR 17505-5:2015

4.4 Requisitos de construção

4.4.1 As edificações ou estruturas que abriguem operações com líquidos inflamáveis e combustíveis

devem ser construídas de forma consistente com as operações que ali forem conduzidas e com as classes dos líquidos manuseados. A construção de edificações ou estruturas de processo nas quais forem manuseados líquidos deve atender aos requisitos da Tabela A.2.

4.4.2 Onde não houver proteção contra exposição, as distancias indicadas na Tabela A.2 devem ser

duplicadas.

4.4.3 Para edificações ou estruturas que não tenham proteções por chuveiros automáticos,

as distâncias de separação indicadas na Tabela A.2 devem ser determinadas por uma avaliação de engenharia, mas não podem ser inferiores às distâncias indicadas na Tabela A.1.

4.4.4 Edificações ou estruturas utilizadas unicamente para abrigar equipamentos para mistura,

dosagem ou envasamento de líquidos de classe IIIB, em temperaturas abaixo de seus pontos de fulgor, podem ser liberadas para serem construídas com materiais combustíveis, desde que apro- vadas pela Corporação de Bombeiros local.

4.4.5 Edificações ou estruturas utilizadas para processar ou manusear líquidos onde as quantida-

des de líquidos não excedam 1 400 L de líquidos de classe I e de classe II e 2 800 L de líquidos de classe III A podem ser construídas por materiais combustíveis, sujeitas à aprovação pela Corporação de Bombeiros local.

4.4.6 Edificações ou estruturas utilizadas para abrigar equipamentos para processamento

ou manuseio de líquidos, que forem protegidas por chuveiros automáticos ou por um sistema de proteção contra incêndio equivalente, podem ser liberadas para serem construídas com materiais combustíveis, desde que aprovados pela Corporação de Bombeiros local.

4.4.7 (*) As estruturas das edificações e os apoios dos vasos e equipamentos de processamento,

capazes de liberar quantidades apreciáveis de líquidos, que eventualmente possam resultar em um incêndio de considerável intensidade e duração, causando danos substanciais à propriedade, devem ser protegidos por um ou mais dos requisitos a seguir:

a) drenagem para um local seguro, evitando o acúmulo de líquidos sob vasos, equipamentos ou ao redor de suportes de mola;

b) construção resistente ao fogo;

c) revestimentos resistentes ao fogo;

d) sistemas de chuveiros automáticos de água, projetados e instalados de acordo com a ABNT NBR 10897;

e) outros recursos técnicos aprovados pela Corporação de Bombeiros Local.

4.4.8

Os líquidos de classe I não podem ser manuseados ou utilizados em porões.

4.4.8.1

Se os líquidos de classe I forem manuseados ou utilizados, na superfície, dentro de edifi-

cações com porões ou com poços fechados, para onde os vapores inflamáveis possam deslocar-se, as áreas subterrâneas devem ser projetadas com ventilação mecânica, adequada à área classificada, para evitar acúmulo de vapores inflamáveis.

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ABNT NBR 17505-5:2015

4.4.8.2

Devem ser previstos meios para evitar que os líquidos vazados escoem para os porões.

4.4.9

(*) Deve ser provida ventilação para eliminar fumaça e calor, para facilitar o acesso ao combate

ao incêndio.

4.4.10 (*) As áreas devem ter saídas convenientemente localizadas, para evitar que as pessoas

fiquem retidas em casos de incêndio.

As saídas não podem estar expostas aos sistemas de drenagem, conforme descrito em 4.6.

4.4.11 As rotas de saídas devem ser projetadas conforme ABNT NBR 9077.

4.4.12 As passagens e corredores devem ser mantidos livres para facilitar a movimentação de pessoas

e dos equipamentos de combate a incêndio.

4.4.13 Áreas internas, onde líquidos de classe IA ou líquidos instáveis forem manuseados, devem

ser projetadas de forma a resistir à chama direta, liberação de gases de combustão e pressões

resultantes de uma deflagração, de forma a proteger edificações importantes e áreas ocupadas, através da adoção de uma construção com danos minimizados, pela aplicação de Norma Brasileira ou,

na inexistência desta, da NFPA 68.

4.4.13.1 O projeto de construção com danos minimizados deve estar de acordo com normas reconhe- cidas e ser aprovado pela Corporação dos Bombeiros local.

4.4.13.2 Se forem manuseados líquidos instáveis, devem ser aplicados métodos de engenharia

de construção para limitar os danos advindos de uma explosão (deflagração ou detonação, dependendo

das características do líquido).

4.5 Sistemas elétricos

A

instalação de equipamentos elétricos, eletrônicos, de instrumentação, automação e telecomunicações

e

todo o sistema de cabos devem atender aos requisitos da ABNT NBR 17505-6.

4.6 Contenções, drenagem e controle de vazamentos

4.6.1 (*) O sistema de drenagem de emergência deve ser projetado para escoamento direto do líquido

inflamável ou combustível vazado e da água de combate a incêndio para um local seguro.

4.6.2 Sistemas de drenagem de emergência, se conectados a esgoto público ou descartados

em galerias pluviais, devem dispor de caixa de contenção ou separadora.

4.6.3 Um dispositivo deve ser adequadamente projetado e operado para prevenir o descarte direto

de líquidos em galerias pluviais, esgoto público ou propriedades adjacentes.

4.7 Ventilação

4.7.1 As áreas de processamento fechadas, onde forem manuseados ou utilizados líquidos

de

classe I, de classe II ou de classe III, aquecidos a temperaturas iguais ou acima dos seus pontos

de

fulgor, devem ser ventiladas a uma taxa suficiente para manter a concentração de vapores dentro

da

área, abaixo de 25 % do limite inferior de inflamabilidade ou explosividade.

O

atendimento aos requisitos de 4.7.2 a 4.7.10 deve ser considerado como conformidade com

os

requisitos de 4.7.

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ABNT NBR 17505-5:2015

4.7.2 (*) Os critérios de ventilação devem ser confirmados por um dos seguintes requisitos:

a) cálculos baseados nas emissões de fuga previstas (Ver a NFPA 30:2012, Apêndice F, que apresenta um método para este cálculo);

b) amostragem da concentração real de vapor sob condições normais de operação. A amostragem deve ser efetuada em um raio de 1,5 m de cada fonte potencial de vapor, estendendo-se em direção ao fundo e ao topo da área que abriga os equipamentos de processamento. A concentração de vapor utilizada para determinar a taxa de ventilação exigida deve ser a da concentração mais alta, medida durante o procedimento de amostragem.

4.7.3 Quando a taxa de ventilação estiver acima de 0,3 m 3 /min/m 2 de área de piso, deve ser enten-

dido como de acordo com o estabelecido em 4.7.1.

4.7.4 A ventilação deve ser feita por meios naturais ou mecânicos.

4.7.5 A descarga da ventilação de exaustão deve ser feita para um local seguro, fora da edificação,

sem recirculação do ar de exaustão.

4.7.6 A recirculação do ar de exaustão é permitida somente quando for monitorada continuamente,

utilizando um sistema seguro, projetado para fazer soar automaticamente um alarme, parar a recircu- lação e prover exaustão total para o exterior, na eventualidade de que a mistura vapor-ar esteja a uma concentração acima de 25 % do limite inferior de inflamabilidade.

4.7.7 (*) Deve ser feita provisão para introdução de ar de reposição, de tal forma prover a completa

ventilação da área, evitando a formação de bolsões de ar.

4.7.8 A ventilação deve ser planejada para incluir todas as áreas dos andares ou dos poços onde

exista a possibilidade de acumulação de vapores inflamáveis.

4.7.9 Também pode ser necessário fazer uma ventilação local ou em um ponto determinado, para

evitar um incêndio específico ou riscos à saúde. Tal ventilação, quando provida, pode corresponder a até 75 % da ventilação necessária.

4.7.10 Postos de envase e/ou fracionamento, centrífugas abertas, filtros de placas, filtros-prensa

e filtros a vácuo abertos e outros equipamentos que estejam situados a uma distância igual ou inferior

a 1,5 m de equipamentos que liberem misturas inflamáveis de líquidos de classe I, instalados dentro

de edificações, os equipamentos da ventilação destas edificações devem ser projetados de forma

a limitar a mistura inflamável de vapor-ar, sob condições normais de operação, a níveis abaixo do limite inferior de inflamabilidade ou explosividade.

4.8 (*) Equipamentos e vasos de processos

Os equipamentos e os vasos de processos devem ser projetados e instalados de forma a prevenir um vazamento não intencional de líquidos e vapores, para minimizar a quantidade de vazamento, na eventualidade de uma liberação acidental.

4.9 Gerenciamento de operações de risco

4.9.1 Esta subseção deve ser aplicada à metodologia de gerenciamento utilizada para identificar,

avaliar e controlar os riscos envolvidos no processamento e manuseio de líquidos inflamáveis

e combustíveis. Estes riscos incluem, mas não se limitam a, preparação, separação, purificação

e mudança de estado, energia contida ou composição.

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ABNT NBR 17505-5:2015

4.9.2 Operações envolvendo líquidos inflamáveis e combustíveis devem ser revistas pra assegurar

que os riscos resultantes de incêndio e explosão, devido a falhas na contenção dos líquidos, estejam previstas em planos de ação de emergência correspondentes.

Exceção 1 Operações onde os líquidos sejam utilizados somente como consumo local.

Exceção 2 Operações onde líquidos de classe II e classe III sejam armazenados em tanques atmosféricos ou sejam transferidos a temperaturas inferiores aos seus pontos de fulgor.

Exceção 3 Ocupações mercantis, de exploração de petróleo cru, de perfuração de petróleo

e de serviços em poços de petróleo e em locais remotos e normalmente desocupados.

4.9.3 A extensão da prevenção e controle de incêndios que deve ser prevista deve ser determinada

por meio de uma avaliação de engenharia das operações e da aplicação de princípios de proteção

contra incêndios e de engenharia de processos. A avaliação deve incluir, mas não se limitar a,

o seguinte:

a) análise dos riscos de incêndio e explosão da operação;

b) análise dos alívios de emergência dos vasos de processo, levando-se em consideração as propriedades dos materiais utilizados e as medidas adotadas para proteção e controle de incêndios;

c) análise dos requisitos aplicáveis ao projeto da instalação contidos em 4.1 e 4.2;

d) análise dos requisitos aplicáveis contidos nas Seções 5, 6, 7 e 8;

e) análise das condições locais das instalações para as propriedades adjacentes e destas para as instalações, principalmente quanto a inundações, terremotos e vendavais;

f) análise da capacidade de resposta dos serviços locais de atendimento a emergências (Corporação de Bombeiros, Defesa Civil etc.);

4.9.4 Um plano de ação de emergência escrito, que seja consistente com o pessoal e equipamentos

disponíveis, deve ser estabelecido para responder pelas emergências oriundas de incêndios. O plano deve incluir o seguinte:

a) procedimentos a serem seguidos nos casos de incêndio ou de vazamentos de líquidos ou vapores, como o acionamento de alarme, notificação à Corporação de Bombeiros, evacuação do pessoal

e o controle e a extinção dos incêndios;

b) procedimentos e organograma para orientar as atividades destes procedimentos;

c) nomeação e treinamento do pessoal para executar as tarefas assinaladas, que devem ser revistas no momento da nomeação inicial, como responsabilidades ou alterações nas ações de resposta

e quando ocorrerem previsão de alterações das tarefas;

d) procedimentos para manutenção do seguinte:

1)

equipamentos e sistemas de proteção contra incêndio;

2)

sistemas de drenagem e contenção;

3)

equipamentos e sistemas de ventilação.

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ABNT NBR 17505-5:2015

e) procedimentos para parada ou isolamento de equipamentos para reduzir, controlar ou paralisar vazamento de líquidos ou vapores, incluindo a nomeação do pessoal responsável para manter funções críticas da planta ou para parada da planta de processo e partida segura, seguindo isolamento e parada;

f) medidas alternativas para segurança dos ocupantes.

4.9.5 A revisão do gerenciamento dos riscos de incêndio desenvolvido de acordo com 4.9.2 deve

ser repetida sempre que o risco de ocorrência de um incêndio ou de uma explosão mudar significa- tivamente. As condições que podem requerer a repetição da revisão incluem, mas não se limitam ao seguinte:

a) quando ocorrerem mudanças nos materiais em processo;

b) quando ocorrerem mudanças nos equipamentos de processo;

c) quando ocorrerem mudanças no controle do processo;

d) quando

responsabilidades

ocorrerem

mudanças

nos

procedimentos

operacionais

ou

nas

operacionais.

5 Envase, manuseio, transferência e uso de líquidos inflamáveis e combustíveis

5.1 Requisitos gerais

O processamento e o manuseio de líquidos de classe II e de classe III aquecidos em temperaturas iguais ou acima de seus pontos de fulgor devem seguir os requisitos para líquidos de classe I, a menos que uma avaliação de engenharia, conduzida de acordo com a Seção 9, justifique o atendimento aos requisitos para alguma outra classe de líquido.

5.2 Envase, manuseio, transferência e uso de líquidos inflamáveis e combustíveis

5.2.1 Líquidos de classe I devem ser armazenados em tanques ou recipientes fechados, quando não

estiverem em uso. Líquidos de classe II e classe III devem ser armazenados em tanques ou recipientes fechados, quando não estiverem em uso e quando suas temperaturas estiverem iguais ou acima dos seus pontos de fulgor.

5.2.2 Onde os líquidos forem utilizados ou manuseados, devem-se providenciar medidas adequadas

para, prontamente e de forma segura, mitigar ou eliminar vazamentos ou derrames.

5.2.3 Os líquidos de classe I não podem ser manuseados fora de sistemas fechados, onde houver

chama aberta ou outras fontes de ignição dentro das áreas classificadas de acordo com a ABNT NBR 17505-6.

5.2.4 A transferência de líquidos inflamáveis e combustíveis entre vasos, recipientes, tanques

e sistemas de tubulações, por meio de pressurização com ar ou gás inerte, só deve ser permitida

quando forem cumpridas todas as seguintes condições:

a)

b)

c)

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os vasos, os recipientes, os tanques e os sistemas de tubulação devem ser projetados para tal transferência pressurizada e devem resistir às pressões de operação previstas;

dispor de sistemas de controle de segurança e de operação, incluindo dispositivos de alívio de pressão, que previnam sobrepressões em qualquer parte do sistema;

somente deve ser utilizado gás inerte na transferência de líquido de classe I. Também para transferência de líquidos de classe II e classe III aquecidos acima dos seus pontos de fulgor somente deve ser utilizado gás inerte.

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ABNT NBR 17505-5:2015

5.2.5 Bombas de deslocamento positivo devem dispor de alívios de pressão que descarreguem

de volta para o tanque, para a sucção da bomba ou para outro local adequado ou devem ser forneci- das com intertravamentos que evitem sobrepressões.

5.2.6 As tubulações, as válvulas e os acessórios devem atender aos requisitos da

ABNT NBR 17505-3.

5.2.7 Conexões flexíveis certificadas devem ser utilizadas em locais onde ocorrerem vibrações.

Mangotes certificados devem ser utilizados em operações de transferências.

5.2.8 (*) O armazenamento temporário de líquidos inflamáveis e combustíveis em recipientes,

em recipientes intermediários para graneis (IBC) e em tanques portáteis, é limitado ao seguinte:

a) recipientes, em recipientes intermediários para granéis (IBC) e tanques portáteis que estejam em operação;

b) recipientes, em recipientes intermediários para granéis (IBC) e tanques portáteis envasados durante um único turno;

c) recipientes, em recipientes intermediários para granéis (IBC) e tanques portáteis necessários para suprir o processo durante o período de 24 h;

d) recipientes, em recipientes intermediários para graneis (IBC) e tanques portáteis, armazenados de acordo com a ABNT NBR 17505-4:2013, Seção 4.

5.2.9 Líquidos inflamáveis e combustíveis de classe I, classe II ou de classe III A, esvaziados

e armazenados temporariamente em uma área de processo, não podem ser reenvasados nesta área.

Exceção 1 Recipientes intermediários para granéis (IBC) e tanques portáteis que atendam aos requisitos da ABNT NBR 17505-4:2013, Seção 4.

Exceção 2 Produtos intermediários que sejam fabricados na área de processo podem ser envasados na mesma área.

5.3 Operações eventuais

5.3.1 (*) Esta subseção aplica-se às áreas onde o manuseio, a utilização e o armazenamento

de líquidos inflamáveis e combustíveis sejam apenas uma atividade limitada, dentro da classificação específica da instalação.

5.3.2 Os líquidos de classe I ou de classe II e os líquidos de classe III aquecidos a uma temperatura

igual ou superior ao seu ponto de fulgor, quando drenados ou transferidos para vasos, recipientes ou tanques portáteis, devem obedecer às seguintes condições:

a) recipientes originais de transporte com capacidade de até 20 L;

b) recipientes de segurança;

c) através de um sistema fechado de tubulação;

d) tanques portáteis ou recipientes, com dispositivo de proteção antissifonamento, que retire o líquido por um bocal no topo do tanque ou do recipiente;

e) por gravidade, através de uma válvula com autofechamento ou um dispositivo de fecho automático.

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ABNT NBR 17505-5:2015

5.3.2.1 Se na operação de transferência for utilizada uma mangueira, esta deve ser equipada com

uma válvula de autofechamento, sem dispositivo que mantenha a válvula aberta, além da válvula de bloqueio da saída da mangueira. Somente mangueiras certificadas devem ser utilizadas.

5.3.2.2 Devem ser previstos meios para reduzir a geração de eletricidade estática e que atendam

aos requisitos em 9.2.4.

5.3.2.3 Onde forem utilizadas bombas para a transferência de líquido inflamável e combustível,

devem ser previstos meios para interromper a transferência, no caso de um vazamento do produto ou de um incêndio.

5.3.3 Todo o armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis deve atender 5.3.4 e 5.3.5

e estar de acordo com a ABNT NBR 17505-4:2013, Seção 4.

5.3.4 A quantidade de líquidos localizados fora das áreas identificadas como de armazenamento

(gabinetes de armazenamento, outras áreas internas de armazenamento de líquidos, depósitos, armazéns gerais ou outras áreas específicas de processamento, que estejam a uma distância tal que resista a no mínimo 2 h de fogo na área principal), deve atender aos requisitos a seguir.

A soma total dos volumes envolvidos em todas as operações eventuais em cada área sujeita a fogo

não pode exceder os seguintes limites:

a) (*) a quantidade necessária para atender às operações eventuais por um período continuo de

24 h; ou

b) A soma agregada do seguinte:

1)

100 L de líquidos de classe I A, em recipientes;

2)

460 L de líquidos de classe I B, classe I C, classe II ou classe III, em recipientes;

3)

6 000 L de qualquer combinação, conforme a seguir:

líquidos de classe I B, classe I C, classe II ou classe III A em tanques metálicos portáteis ou recipientes intermediários para granel metálicos, cada um não excedendo 3 000 L;

líquidos de classe II ou classe III A em recipientes intermediários para granel não metálicos, cada um não excedendo 3 000 L;

c) tanques portáteis, ou recipientes intermediários para granel, cada um com até 3 000 L,

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de líquidos de classe III B.

5.3.5 Nos casos em que forem necessários volumes maiores de líquidos, acima dos limites

estipulados em 5.3.4, o armazenamento deve ser feito em tanques que atendam a todos os requisitos aplicáveis da ABNT NBR 17505-2, Seção 4 e a da ABNT NBR 17505-3.

5.3.6 As áreas onde forem transferidos líquidos de um tanque ou recipiente para outro recipiente

devem atender ao seguinte:

a)

b)

c)

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ter um isolamento de outras operações que possam representar uma fonte de ignição, por uma distância segura ou por uma construção resistente ao fogo;

ter drenagens ou outros meios para controlar os derramamentos;

(*) ter ventilação natural ou mecânica que atenda aos requisitos de 4.7.

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5.4 Ventilação para áreas de envase

ABNT NBR 17505-5:2015

Nas áreas de armazenamento onde se faça envase, deve existir em um sistema de ventilação

de exaustão natural ou mecânica. A ventilação mecânica deve ser sempre utilizada em áreas onde

se faça envase de líquidos de classe I.

5.4.1 A tomada do ar de exaustão deve ser efetuada em um ponto próximo de uma parede

de um dos lados da sala e em uma altura de 300 mm do piso. A sala deve dispor de um ou mais pontos de reposição de ar na parede oposta à saída da exaustão, em uma altura de 300 mm acima do piso.

5.4.2 A localização das aberturas para entrada e saída do ar de exaustão deve ser tal que promova

sua movimentação em toda a área do piso, para prevenir a acumulação de vapores inflamáveis.

5.4.3 (*) O ar de exaustão da sala deve ser descarregado para um local seguro no exterior

da edificação.

A recirculação do ar de exaustão é permitida apenas quando monitorada continuamente,

utilizando um sistema à prova de falhas projetado para soar automaticamente um alarme, para parar

a recirculação e promover a completa exaustão para fora do ambiente, no caso em que forem detectadas misturas vapor-ar que atinjam concentrações maiores que 25 % do limite de inflamabilidade.

5.4.4 Se forem utilizados dutos, estes não podem ser utilizados para qualquer outro propósito

e devem atender à Norma Brasileira aplicável, se existente, ou à NFPA 91.

5.4.4.1

Se o ar de reposição de um sistema mecânico for tomado do interior de uma edificação,

abertura da captação deve ser equipada com uma porta ou um damper corta-fogo, conforme Norma Brasileira aplicável, se existente, ou NFPA 91.

a

5.4.4.2

Para os sistemas naturais, o ar de reposição deve ser fornecido da parte externa da edificação.

5.4.5

Os sistemas de ventilação mecânica devem ser dimensionados para um mínimo de

0,3 m 3 /min/m 2 de área de piso, mas não inferior a 4 m 3 /min.

Os sistemas de ventilação mecânica para áreas de envase devem ser equipados com uma chave de fluxo ou outro método igualmente confiável que interligue um alarme sonoro audível, sempre que houver falha do sistema de ventilação.

6 Operações específicas

6.1 Sistemas de transferência de calor

6.1.1 (*) Requisitos gerais

Um aquecedor ou vaporizador utilizado para aquecer um fluido de transferência de calor, que esteja localizado no interior de uma edificação, deve atender a todos os requisitos aplicáveis da Seção 4.

6.1.2

(*) Projeto do sistema

6.1.2.1

(*) Devem ser previstas drenagens em pontos estratégicos de um sistema de transferên-

cia de calor. Os drenos devem ser direcionados para um local seguro que seja capaz de acumular

o volume total do sistema ou o volume de parte do sistema que possa ser isolado.

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ABNT NBR 17505-5:2015

6.1.2.2 (*) Onde o tanque de expansão de um sistema de transferência de calor estiver localizado

acima do nível do piso e tiver a capacidade maior que 1 000 L, ele deve ser provido de uma linha de dreno do ponto baixo, que permita a drenagem do tanque de expansão para um tanque de drenagem, situado em um nível inferior. A válvula da tubulação de dreno deve ser operada a partir de um local seguro.

6.1.2.3 Um sistema de transferência de calor não pode ser utilizado para fornecer aquecimento

direto à edificação.

6.1.2.4

Todos os bocais para dispositivos de alívio de pressão devem ser canalizados para um local

seguro.

6.1.3

(*) Controles e intertravamentos de queimadores de combustível

Aquecedores ou vaporizadores que queimem óleo ou gás devem ser projetados e instalados de acordo com os requisitos aplicáveis das Normas Brasileiras ou, na inexistência destas, da NFPA 31 ou NFPA 85, como aplicável. Aquecedores ou vaporizadores que queimem serragem em suspensão devem ser projetados e instalados de acordo com os requisitos aplicáveis das Normas Brasileiras ou, na inexistência destas, da NFPA 85.

6.1.4

Tubulações

6.1.4.1

(*) As tubulações devem atender a todos os requisitos aplicáveis da ABNT NBR 17505-3.

6.1.4.2

Todas as conexões de tubulações devem ser soldadas.

6.1.4.2.1

Conexões roscadas e seladas por solda podem ser aceitas para tubulações de até 50 mm

de diâmetro.

6.1.4.2.2 Podem ser aceitas juntas mecânicas aplicadas em bombas, em válvulas e em conexões

de equipamentos.

6.1.4.3 Tubulações existentes onde é necessário trocar o isolamento e as tubulações novas

devem ser isoladas termicamente utilizando-se isolante adequado não absorvente e dotado de revestimento para proteção mecânica da tubulação.

6.1.4.3.1 Onde as junções de tubulações forem soldadas e onde não houver outros pontos no

sistema sujeitos a vazamentos, como válvulas ou bombas, outros tipos de isolamento podem ser aceitáveis.

6.1.4.3.2 Tubulações dotadas de flanges soldados, ou flanges vazados selados, devem ser reves-

tidas com material não absorvente para prevenir a migração do vazamento para um revestimento adjacente ou ser dotado de um sistema de isolamento não absorvente, quando situadas em áreas passíveis de vazamentos, onde possam ser formadas poças.Otrecho da tubulação partindo deuma poça para outra poça deve ser considerado um sistema fechado e outros tipos de isolamentos são permitidos.Os trechos sujeitos a vazamentos, onde a poça possa ser formada, devem ser revestidos com material não absorvente ou ser dotados de um sistema de isolamento não absorvente.

6.1.4.3.3 Onde forem necessários acessos sobre isolamentos removíveis ou reutilizáveis,

os acessos devem ser fabricados de material isolante, flexível ou rígido, o qual deve ser encapsulado de forma a prover um sistema de isolamento não absorvente, a fim de prevenir a absorção de vazamentos.

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6.1.5

Proteção contra incêndios

6.1.5.1

(*) Deve ser prevista proteção por chuveiros automáticos que atenda aos requisitos

da Norma Brasileira aplicável ou, na inexistência desta, da NFPA 13, para ambientes de alto risco

e

para áreas de edificações que contenham um aquecedor ou vaporizador de um sistema

de

transferência de calor.

6.1.5.2 É permitido ser utilizado um sistema alternativo de proteção contra incêndio, se aprovado

pela Corporação de Bombeiros local. Tal sistema alternativo deve ser projetado e instalado de acordo com Norma Brasileira aplicável e com as recomendações do fabricante do sistema selecionado.

6.1.6

Operações

6.1.6.1

(*) As operações envolvendo sistemas de fluido de transferência de calor e seus

equipamentos devem ser revistas para assegurar que os riscos de incêndio e explosão resultantes

de

vazamentos do fluido ou falhas do sistema estejam previstos nos “Planos de ação e emergência

de

prevenção de incêndio”.

6.1.6.2 Os operadores dos sistemas de transferência de calor devem ser treinados quanto

aos riscos de má operação, de vazamentos do sistema e para reconhecer condições de falhas que possam conduzir a situações perigosas.

6.1.6.3 Os intertravamentos de segurança devem ser inspecionados, calibrados e ensaiados

anualmente ou em outros intervalos estabelecidos, de acordo com normas apropriadas, para determinar se eles permanecem em condições adequadas de operação.

6.2 Sistemas de recuperação e processamento de vapores de produtos

6.2.1 Proteção contra vácuo e sobre pressão

Tanques e equipamentos devem ter respiros independentes para as condições de vácuo

e

sobrepressão, que podem ocorrer devido ao mau funcionamento dos sistemas de recuperação

e

processamento de vapor.

NOTA

Os respiros normais para os tanques devem estar de acordo com a ABNT NBR 17505-2:2013, 4.2.3.

6.2.2

Localização dos respiros

6.2.2.1

Os respiros dos sistemas de processamento de vapores devem ter no mínimo 3,7 m de altura

em relação ao nível do piso de referência, com saídas localizadas e dirigidas de forma que haja uma dispersão dos vapores, de modo que seja alcançado um nível de concentração abaixo do limite inferior

de inflamabilidade em qualquer local que possa conter uma fonte de ignição.

6.2.2.2 As saídas dos respiros devem ser localizadas de tal forma que os vapores não sejam descar-

regados em reentrâncias ou outras obstruções, e devem situar-se no mínimo a 1,5 m das aberturas

das edificações e no mínimo a 4,5 m de qualquer tomada de ar de ventilação motorizada.

6.2.3

Sistema coletor de vapor

6.2.3.1

A tubulação de coleta de vapor do sistema de recuperação deve ser projetada para prevenir

a condensação do líquido.

6.2.3.2 Os sistemas de recuperação e processamento de vapor que não forem projetados para

manusear condensados devem ser providos de meios para eliminar qualquer líquido ou condensado

arrastado para o sistema coletor de vapor.

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ABNT NBR 17505-5:2015

6.2.4

Monitoramentodo nível de líquido

6.2.4.1

(*) O vaso de condensação utilizado no sistema de recuperação de vapor deve ter meios

para verificar o nível de líquido e um sensor de nível alto que ative um alarme sonoro e visual.

6.2.4.2 Para instalações desassistidas, o sensor de nível alto de líquido deve alarmar e intertravar

de forma a paralisar a transferência do líquido para o vaso e paralisar o sistema de recuperação

e processamento de vapor.

6.2.5

Proteção contra transbordamento

6.2.5.1

Os tanques de armazenamento servidos por sistemas de recuperação de vapor devem ser

equipados com proteção contra transbordamento de acordo com a ABNT NBR 17505-2:2013, 4.5.1.

6.2.5.2 A proteção contra transbordamento de caminhões-tanque deve ser de acordo com

os requisitos aplicáveis de 7.7.1.

6.2.6

Fontes de ignição

6.2.6.1

Liberação de vapor

Todos os bocais de tanques ou equipamentos que tenham o propósito de recuperação de vapor devem ser protegidos contra possíveis liberações de vapor, de acordo com a ABNT NBR 17505-2:2013, 7.7.1.8 e 6.5.7.

6.2.6.2 (*) Classificação de área elétrica

A classificação de área elétrica deve ser de acordo com a ABNT NBR 17505-6.

6.2.6.3 (*) Eletricidade estática

Os equipamentos do sistema de recuperação e processamento de vapor devem ser protegidos de acordo com 9.2.4 e Seção 10.

6.2.6.4 (*) Ignição espontânea

Os equipamentos devem ser projetados ou deve haver procedimentos escritos estabelecendo

e implementando normas para prevenir ignição onde exista potencial para ignição espontânea.

6.2.6.5 Calor de fricção ou centelhamento originado de equipamentos mecânicos

Equipamentos mecânicos utilizados para movimentar vapores que estejam na faixa de inflamabilidade devem ser projetados para prevenir centelhamento ou outras fontes de ignição nas condições normais

e de mau funcionamento dos equipamentos.

6.2.6.6 (*) Propagação de chamas

Onde exista razoável potencial para ignição de uma mistura de vapor na faixa de inflamabilidade, deve ser prevista uma retenção da propagação de chamas no sistema de coleta de vapor. Os meios escolhidos devem prevenir a propagação das chamas sob as condições com as quais estes sejam utilizados.

6.2.6.7 Proteção contra explosão

Se houver proteção contra explosão, esta deve ser de acordo com a Norma Brasileira aplicável ou, na inexistência desta, com a NFPA 69.

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6.2.7 Sistemas de parada de emergência

ABNT NBR 17505-5:2015

Sistemas de parada de emergência devem ser projetados para interromper a operação em uma situação segura na eventualidade de falha de energia elétrica, falha no sistema pneumático ou mau funcionamento do equipamento.

6.3 Unidade de destilação de solventes

6.3.1 Equipamentos

Unidades de destilação de solventes devem ser projetadas de acordo com Norma Brasileira aplicável ou, na inexistência desta, com a UL 2208.

6.3.2 Solventes

As unidades de destilação de solventes só devem ser utilizadas para destilar líquidos para os quais elas foram projetadas e que estejam previstas nas instruções do fabricante.

Líquidos instáveis ou reativos ou outros materiais que não constem nas instruções do fabricante não podem ser processados nas unidades de processamento de líquidos.

6.3.3

Localização

6.3.3.1

As unidades de destilação de solventes devem ser localizadas e operadas em locais

recomendados pelas instruções do fabricante.

6.3.3.2 Unidades de destilação de solventes não podem ser instaladas em porões.

6.3.3.3 Unidades de destilação de solventes devem ser localizadas longe de fontes potenciais

de ignição.

6.3.4 Armazenamento de líquidos

Líquidos destilados e líquidos de classe I, classe II e classe III A, aguardando destilação, devem ser armazenados de acordo com a ABNT NBR 17505.

7

e vagões-tanque

7.1 Requisitos gerais

Instalações para carga e descarga de graneis de caminhões-tanque

7.1.1

Ligação, aterramento e correntes fugitivas

7.1.1.1

Não são requeridas interligações às malhas de aterramento para controle de eletricidade

estática nas seguintes condições:

a) onde os vagões-tanque e caminhões-tanque são carregados exclusivamente com produtos que não possuam propriedades cumulativas de eletricidade estática, como asfaltos (incluindo-se as aparas de asfalto), a maioria dos óleos crus e óleos residuais;

b) onde não forem manuseados líquidos de classe I nas instalações de carregamento e onde vagões-tanque e caminhões-tanque forem carregados exclusivamente com líquidos de classe II e de classe III em temperaturas abaixo de seus pontos de fulgor.

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7.1.1.2 (*) Instalações de carregamento e descarregamento onde forem carregados líquidos em va-

gões-tanque com domo aberto devem ser interligadas à malha de aterramento para protegê-las contra os riscos de eletricidade estática.

7.1.1.2.1 As malhas de aterramento consistem em uma rede de cabos metálicos que estejam

conectados elétrica e permanentemente ao arranjo de tubulação de enchimento ou a alguma parte da estrutura metálica que tenha algum contato elétrico com o arranjo de tubulação de enchimento.

7.1.1.2.2 Deve haver um conector ou dispositivo equivalente (jacaré) na extremidade livre do cabo

de aterramento para interligar o tanque do vagão ou do caminhão à malha de aterramento.

7.1.1.2.3 Todas as partes do arranjo de tubulação de enchimento, incluindo, mas não se limitando a,

coletor de gotículas, estrutura e tubulação, deve formar um conjunto condutivo eletricamente contínuo que esteja ligado diretamente à terra através da estrutura ou por meio de um cabo condutivo.

7.1.1.3 Instalações de carregamento e descarregamento que forem utilizadas para transferir líquidos

de vagões-tanque, através de domos abertos, devem ser protegidas contra correntes fugitivas pela interligação permanente do tubo de enchimento no mínimo a um dos trilhos e à estrutura metálica.

7.1.1.3.1 Todas as tubulações que passem pela área devem ser permanentemente interligadas,

em conjunto, à malha de aterramento.

7.1.1.3.2 Em áreas onde houver reconhecidamente a existência de uma grande incidência

de correntes fugitivas, todas as tubulações que atravessem a área devem dispor de seções de isola- mento para isolá-las eletricamente das tubulações da instalação.

NOTA Estas precauções não são requeridas onde forem manuseados somente líquidos de classe II ou de classe III, com temperaturas abaixo de seus pontos de fulgor, e onde não exista probabilidade de que vagões-tanque contenham vapores de líquidos de classe I oriundos de carregamentos anteriores.

7.2 Instalações de carregamento e descarregamento

7.2.1 As plataformas para carregamento e descarregamento de vagões-tanque e caminhões-tanque

devem ser localizadas distantes dos tanques de superfície, dos armazéns, de outras edificações ou dos limites das propriedades adjacentes onde haja ou possa haver construções, a uma distância mínima de 7,5 m para líquidos de classe I e para líquidos de classe II e de classe III manuseados

com temperaturas iguais ou superiores de seus pontos de fulgor, medida a partir do ponto de carga

e descarga ou da conexão de transferência mais próxima.

No caso de carregamento e descarregamento de equipamentos manuseando líquidos de classe II

e de classe III, com temperaturas abaixo de seus pontos de fulgor, a distância mínima deve se de 4,5 m, medida a partir do ponto de carga e descarga ou da conexão de transferência mais próxima.

7.2.2 (*) Estas distâncias podem ser reduzidas, se houver proteções da vizinhança adequadas

contra exposições, a critério da Corporação de Bombeiros local.

7.2.3 As edificações destinadas ao parque de bombas (casa de bombas) e os abrigos de operadores

(casa dos operadores) são considerados parte da instalação, não necessitando cumprir as distâncias

estabelecidas em 7.2.1 e 7.2.2.

7.2.4 Quando forem previstos carregamentos pelo topo “top loading” de vagões-tanque ou

caminhões-tanque, a instalação deve dispor de plataforma composta por estrutura elevada, dispositivo de carregamento, com guarda-corpo, linha de vida, escada de acesso à plataforma e a região superior dos veículos a serem carregados, de acordo com a legislação vigente.

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7.3 Estruturas cobertas

Uma instalação de carregamento ou descarregamento com cobertura ou com um toldo que não limite

a dispersão de calor ou de vapores inflamáveis e que permita o acesso e o controle do combate

a incêndio deve ser tratada como instalação descoberta.

7.4 Sistemas elétricos

A

instalação de equipamentos elétricos, eletrônicos, de instrumentação, automação e telecomunicações

e

todo o sistema de cabos devem atender aos requisitos da ABNT NBR 17505-6.

7.5 (*) Contenção, drenagem e controle de derramamento

As instalações de carregamento e descarregamento devem ser providas de um sistema de drenagem ou de outros meios adequados para conter derramamentos.

7.6 Equipamentos

7.6.1 Os equipamentos como tubulações, bombas e medidores utilizadospara a transferência

de líquidos de classe I entre tanques de armazenamento e os braços de carregamento da instalação de carga e descarga não podem ser utilizadospara a transferência de líquidos de classe II ou classe III,

a não ser que seja atendida uma das seguintes condições:

a) esta disposição não se aplica a misturas de líquidos miscíveis com água, quando a classe da mistura for determinada pela concentração do líquido na água;

b) esta disposição não se aplica aos casos em que o equipamento for limpo ou descontaminado entre cada transferência.

7.6.2 As bombas com acionamento remoto, localizadas em tanques subterrâneos, devem ter

um dispositivo aprovado de detecção de vazamentos, que indique quando o sistema não estiver perfeitamente estanque.

Este dispositivo deve ser verificado e ensaiado, pelo menos anualmente, de acordo com as especifica- ções do fabricante do sistema, para garantir a instalação e a operações corretas.

7.7 Requisitos operacionais

7.7.1

Carregamento e descarregamento de caminhões-tanque

7.7.1.1

Os líquidos somente devem ser carregados nos tanques dos caminhões cujo material

de construção seja compatível com as características químicas do líquido. Além disso, os líquidos

devem ser quimicamente compatíveis com o líquido transportado anteriormente, exceto nos casos em que o tanque de carga tenha sido convenientemente limpo ou descontaminado.

7.7.1.2 Antes de carregar os caminhões-tanque através do domo superior aberto (boca de carre-

gamento), um aterramento adequado deve ser feito do caminhão-tanque ou tanque de carga, antes da abertura do domo, e deve permanecer conectado até o término do carregamento, do fechamento

e da lacração das tampas situadas no topo do tanque, atendendo a todas as condições estabelecidas em 7.1.1.

7.7.1.3 Quando estiverem sendo transferidos líquidos de classe I, a qualquer temperatura, ou líquidos

de classe II ou de classe III, a temperaturas iguais ou superiores aos seus pontos de fulgor, os motores dos caminhões-tanque, os motores de bombas auxiliares ou portáteis devem permanecer desligados durante a conexão e desconexão dos mangotes.

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7.7.1.4 Se o carregamento e o descarregamento forem feitos sem exigir o uso do motor

do caminhão-tanque, este deve permanecer desligado durante toda a operação de transferência envolvendo líquidos de classe I e classe II.

7.7.1.5 (*) No carregamento feito através de domos superiores abertos em caminhões-tanque que

contenham misturas vapor-ar em uma faixa considerada inflamável, ou nos casos em que o líquido que estiver sendo transferido possa formar tais misturas, deve ser utilizada uma tubulação de carga que se situe no máximo a 15 cm do fundo do tanque. Esta precaução é desnecessária quando forem transferidos líquidos que não acumulem cargas eletrostáticas.

7.7.1.6 Quando um caminhão-tanque for carregado pelo topo (sistema top loading) com líquidos

de classe I ou classe II, sem um sistema de controle de vapor, as válvulas utilizadas para o controle final do fluxo devem ser do tipo de autofechamento e devem ser mantidas manualmente abertas, exceto quando forem previstos meios automáticos para interromper o fluxo quando o veículo estiver completamente carregado.

7.7.1.6.1 Os sistemas de desligamento automático devem ser providos de uma válvula de corte

manual, localizada a uma distância segura do bocal de carregamento, para interromper o fluxo caso ocorra uma falha do sistema automático.

7.7.1.6.2 Quando houver o carregamento de um caminhão-tanque pelo topo, com controle de vapor,

o controle de fluxo de vazão deve estar de acordocom 7.7.1.8 e 7.7.1.9.

7.7.1.7 Quando um caminhão-tanque for carregado pelo fundo (sistema bottom loading), deve ser

previsto um dispositivo que permita o ajuste de um volume predeterminado de líquido e um controle secundário automático para a interrupção de fluxo, para evitar o transbordamento.

7.7.1.7.1 Os componentes de conexão entre a plataforma de carregamento e o veículo-tanque,

necessários para operar o controle secundário, devem ser funcionalmente compatíveis.

7.7.1.7.2 A conexão entre o mangote ou a tubulação de carregamento de líquidos e o bocal de carga

do caminhão-tanque deve ser um acoplamento de desconexão a seco.

7.7.1.8 Quando for feito um carregamento pelo fundo de um veículo-tanque que seja equipado com

controle de vapor, mas quando o controle de vapor não estiver sendo utilizado, o tanque de carga deve ser aliviado para a atmosfera por meio de um dispositivo com altura não inferior ao topo do tanque de carga do veículo para prevenir a pressurização deste.

Conexões para o sistema de controle de vapor devem ser projetadas para prevenir o escape de vapor para a atmosfera quando o sistema não estiver conectado ao tanque de carga.

7.7.1.9 Quando o carregamento for feito pelo fundo, devem ser aplicadas taxas reduzidas de vazão

(até o bocal de enchimento ficar submerso), podendo ser utilizados defletores ou outros dispositivos para evitar o respingamento e minimizar a turbulência.

7.7.1.10 Os objetos metálicos ou condutores, como fitas de medição, frascos de amostras e termôme-

tros, não podem ser baixados ou ficar pendurados no interior do compartimento do tanque enquanto este estiver sendo carregado, ou imediatamente após cessar o bombeamento, para permitir a estabi- lização da carga.

7.7.1.11 Visando minimizar os riscos oriundos da eletricidade estática nas operações de carrega-

mento e descarregamento, deve-se verificar a velocidade adequada, para as classes dos fluidos nestas operações e, se necessário, adotar acessórios (defletores, válvulas de restrição de fluxo etc.) que minimizem o impacto do fluido nas paredes dos tanques.

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7.7.1.12 Os materiais de fabricação dos mangotes utilizados na transferência devem ser compatíveis

com os líquidos que estiverem sendo manuseados.

7.7.2

Carregamento e descarregamento de vagões-tanque

7.7.2.1

Os líquidos só devem ser carregados em vagões-tanque cujos materiais de construção

sejam compatíveis com as características químicas do líquido. O líquido que for carregado também deve ser quimicamente compatível com o líquido que tiver sido transportado anteriormente, a não ser que o tanque tenha sido convenientemente limpo ou descontaminado.

7.7.2.2 (*) Quando o carregamento de um vagão-tanque que contenha misturas de vapor-ar em

uma faixa considerada inflamável for feito pelo topo com os domos abertos (bocas de carregamento) ou quando o líquido de enchimento puder formar tais misturas, o carregamento deve ser feito através de um tubo de carga que se situe no máximo a 15 cm do fundo do tanque, a não ser que o líquido não tenha característica de acumulação de cargas eletrostáticas.

7.7.2.3 Quando o carregamento for feito pelo fundo (bottom loading), devem ser aplicadas taxas

reduzidas de vazão (até que o bocal de enchimento fique submerso), podendo ser utilizados defletores ou outros dispositivos para evitar o respingamento e minimizar a turbulência.

7.7.2.4 Os objetos metálicos ou condutores, como fitas de medição, frascos de amostras e termômetros,

não podem ser baixados ou ficar pendurados no interior do compartimento do tanque enquanto este estiver sendo carregado, ou imediatamente após cessar o bombeamento, para permitir a estabilização da carga.

7.7.2.5 Visando minimizar os riscos oriundos da eletricidade estática nas operações de carregamento

e descarregamento, deve-se verificar a velocidade adequada, para as classes dos fluidos nestas

operações e, se necessário, devem ser adotados acessórios (defletores, válvulas de restrição de fluxo

etc.) que minimizem o impacto do fluido nas paredes dos tanques.

7.7.2.6 Os materiais de fabricação dos mangotes utilizados na transferência devem ser compatíveis

com os líquidos que estiverem sendo manuseados.

7.7.3 (*) Carregamentos alternados

Para evitar os riscos decorrentes de mudanças de líquidos com diferentes pontos de fulgor, nenhum vagão-tanque ou caminhão-tanque cujo conteúdo anterior tenha sido um líquido de classe I deve ser carregado com líquidos de classe II ou classe III, exceto quando forem tomadas as devidas precauções (lavados, descontaminados e desgaseificados).

8 Operações no cais ou píer

8.1 Requisitos gerais

8.1.1 O cais ou píer de grande porte e que opere com transferências de grandes volumes de líquidos

e outras mercadorias em geral devem seguir os requisitos dos regulamentos técnicos pertinentes,

das Normas Brasileiras e, na ausência destas, da NFPA 307.

8.1.2 O manuseio eventual de cargas de líquidos embalados e o carregamento e descarregamento

de cargas gerais, como suprimentos de navios, durante a transferência de líquidos, devem ser realizados

somente quando aprovados por um supervisor do caís ou píer e pelo oficial sênior da embarcação.

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8.1.3 O caís ou píer onde cargas líquidas a granel são transferidas de ou para navios-tanque deve

estar a uma distância mínima de 30 m de uma ponte sobre um curso d’água navegável ou da entrada de um túnel rodoviário ou ferroviário sob um curso d’água navegável.

8.1.4 As extremidades da tubulação fixa de carga e descarga devem estar no mínimo 60 m

de distância de qualquer ponte ou entrada de um túnel.

8.1.5 A subestrutura e o piso do caís ou píer devem ser projetados especificamente para

o uso pretendido.

8.1.6 O piso pode ser de qualquer material, desde que combine a capacidade desejada com a flexi-

bilidade, resistência ao choque, durabilidade, força e resistência ao fogo.

8.1.7 A aplicação de madeira pesada na construção do piso do caís ou píer pode ser aceita.

8.1.8 Os tanques utilizados exclusivamente para água de lastro ou líquidos de classe II e classe III

podem ser instalados em um caís ou píer desde que projetado para resistir à massa dos tanques

e seus conteúdos.

8.1.9 As bombas de carregamento com capacidade para desenvolver pressões que possam superar

a pressão máxima de trabalho dos mangotes ou dos braços de carregamento devem ser providas

de by pass, válvulas de alívio ou outros recursos para proteger a instalação de carregamento contra

excesso de pressão.

Os dispositivos de alívio devem ser ensaiados pelo menos anualmente, para determinar se funcionam satisfatoriamente na pressão ajustada.

8.1.10 Todos os mangotes e acoplamentos de pressão devem ser inspecionados dentro de intervalos

recomendados pelos fabricantes, de acordo com os seus serviços.

8.1.10.1 Os mangotes e os acoplamentos devem ser ensaiados com o mangote estendido, utilizando-se

a pressão máxima de operação.

8.1.10.2 Qualquer mangote que apresente deterioração de material, sinais de vazamento, fragilidade

na carcaça ou nas conexões deve ser retirado de serviço, reparado ou descartado.

8.1.10.3 Os materiais de fabricação dos mangotes utilizados na transferência devem ser compatíveis

com os líquidos que estiverem sendo manuseados.

8.1.11 Tubulações, válvulas e acessórios devem atender aos requisitos da ABNT NBR 17505-3,

além dos seguintes requisitos:

a)

b)

c)

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a flexibilidade da tubulação deve ser assegurada por um leiaute, localização apropriada e arranjos de suportes de tubulação, dispostos de tal forma que o movimento da estrutura do caís ou píer, resultante da ação das ondas, correntes, marés ou da amarração das embarcações, não transmita às tubulações e aos mangotes uma tensão excessiva;

não podem ser permitidas juntas de tubulações que dependam das características de fricção de materiais combustíveis ou de ranhuras abertas nas extremidades dos tubos para dar continuidade mecânica à tubulação;

o uso de juntas giratórias deve ser permitido para tubulações às quais são conectados mangotes

e para sistemas de transferência com juntas giratórias articuladas, desde que o projeto seja tal que a resistência mecânica da junta não seja prejudicada, se o material de vedação não resistir, como, por exemplo, por exposição ao fogo;

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d) cada tubulação movimentando líquidos de classe I ou de classe II para o caís ou píer deve ser provida de uma válvula de bloqueio de fácil acesso, localizada em terra, próxima ao caís ou píer e fora de qualquer área de contenção (circundada por diques). Onde houver mais do que uma linha, as válvulas devem ser identificadas como referentes à respectiva linha e devem ser agrupadas em um só local;

e) devem ser previstos meios para permitir acesso fácil às válvulas da linha de carregamento, localizadas abaixo do piso do caís ou píer.

8.1.12 Tubulações do caís ou píer onde são manuseados líquidos de classe I ou de classe II a qual-

quer temperatura, ou de classe III, a temperaturas iguais ou superiores aos seus pontos de fulgor, devem ser ligadas e aterradas.

8.1.12.1 Quando houver correntes fugitivas excessivas, devem ser instalados flanges ou juntas

isolantes.

8.1.12.2 As conexões de fixação e o cabo terra de todas as tubulações devem ser localizados do lado

do caís ou píer onde estejam os flanges isolantes, quando utilizados, e devem ter um acesso fácil

à inspeção.

8.1.12.3 É proibido o aterramento entre o caís ou píer e a embarcação (ver Nota).

NOTA Esta proibição consta nas recomendações da International maritime organization (IMO) e International safety guide for oil tankers and terminals (ISGOTT).

8.1.13 As conexões de mangotes ou de tubulações com juntas articuladas, utilizadas para a trans-

ferência de cargas, devem ser capazes de suportar o efeito combinado de mudança de correnteza

e de maré. Os mangotes devem ter apoios para evitar torções e danos causados por atrito.

8.1.14 As amarrações devem ser mantidas ajustadas para evitar que o balanço da embarcação possa

causar tensão no sistema de transferência de cargas.

8.1.15 Deve-se tomar cuidado para que o material colocado no caís ou píer não possa obstruir

o acesso ao equipamento de combate a incêndio, ou às válvulas de controle de uma tubulação importante.

8.1.16 Onde um caís ou píer permita o tráfego de veículos, uma via de acesso deve sempre ser

mantida desobstruída do caís ou píer à terra, permitindo o acesso permanente dos equipamentos de combate a incêndio.

8.1.17 O carregamento e o descarregamento só devem ser iniciados após o supervisor do caís ou

píer e a pessoa encarregada do navio-tanque confirmarem que a embarcação está corretamente atra-

cada e que todas as conexões foram adequadamente efetuadas.

8.1.18 Nenhum trabalho mecânico pode ser feito no caís ou píer durante a transferência de carga,

exceto nos casos em que for concedida uma autorização especial baseada na vistoria da área, na

avaliação dos métodos empregados e na adoção das medidas necessárias para o procedimento.

8.1.19 Durante a transferência de líquidos deve ser feito um controle das fontes de ignição.

8.1.20 Os trabalhos mecânicos, inclusive o tráfego de veículos, as soldas, o esmerilhamento e outros

trabalhos a quente, não podem ser feitos durante a transferência de carga, exceto quando autorizados pelo supervisor do caís ou píer e pelo oficial sênior do navio.

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8.1.21 Fumar no caís ou píer é proibido durante todo o tempo em que durar a operação de transfe-

rência de líquido.

8.1.22 Para terminais marítimos manuseando líquidos inflamáveis e líquidos combustíveis a tempe-

raturas iguais ou superiores os seus pontos de fulgor, a Figura A.1 deve ser utilizada para determinar

a extensão das áreas classificadas, com o propósito de instalação de equipamentos elétricos.

8.1.23 Onde existir a possibilidade de uma atmosfera inflamável no compartimento de carga

do navio, os sistemas de transferência de carga devem ser projetados para limitar a velocidade do líquido a 1,0 m/s até que o bocal de entrada do compartimento esteja suficientemente submerso para evitar respingos.

8.1.24 Os filtros, as bombas, as telas de arame e outros dispositivos que possam produzir cargas

de eletricidade estática devido à turbulência devem ser localizados de tal maneira que permitam um tempo mínimo de 30 s, para dissipação das cargas elétricas antes de iniciar o descarregamento do líquido para o compartimento do navio.

8.1.25 (*) Um coletor dos vazamentos deve ser previsto em torno de áreas com tubulações em mani-

fold, para prevenir o deslocamento de líquido para outras áreas do caís ou píer, ou mesmo sob o caís ou píer.

8.1.26 Todas as linhas de drenagem saindo do caís ou píer devem ser providas com selos hidráulicos.

8.1.27 Onde necessário, o caís ou píer deve ter um sistema de isolamento e interrupção da operação

de carregamento no caso de uma falha no mangote, no braço de carga ou nas válvulas do manifold. Este sistema deve estar de acordo com todos os requisitos numerados a seguir: se o sistema de proteção fechar uma válvula de um sistema alimentado por gravidade ou por bombeio, deve-se tomar cuidado para garantir que a linha seja protegida de qualquer surto de pressão resultante (golpe de ariete);

Os sistemas de emergência para a interrupção da operação devem ter a possibilidade de serem acionados automática ou manualmente.

Os dispositivos acionados manualmente devem ser bem identificados e acessíveis durante uma emergência.

8.1.28 (*) Os equipamentos de proteção contra incêndio e de resposta a emergências para o caís

ou píer devem ser especificados considerando os produtos manuseados, a capacidade de resposta

a emergências, as dimensões, a localização, a frequência de uso e as exposições adjacentes.

8.1.28.1 Onde for disponível rede de água para combate a incêndio, a rede pode permanecer cheia

ou vazia. Em todos os casos,as válvulas de bloqueio e a válvula do hidrante de recalque devem ser

previstas conexão tipo píer/cais com a terra.

8.1.28.2 Onde houver uma rede de água para combate a incêndio no píer/cais, para atender o berço

de atracação e o manifold, devem ser previstos também hidrantes e canhões monitores de forma que

o combate a incêndio possa ser executado de duas posições distintas.

8.1.28.3 As bombas de água, mangueiras, rede de combate a incêndio, sistemas de espuma

eoutros equipamentos de extinção de incêndio devem ser mantidos e ensaiados de acordo com

ABNT NBR 17505-7.

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8.1.28.4 Onde não for exigida rede de água para combate a incêndio, devem ser previstos, no mínimo,

dois extintores de pó químico seco de 40 B:C. Os extintores devem ficar localizados em um raio máximo de 15 m da bomba ou da área do manifold, e devem ser facilmente acessíveis durante as situações de emergência.

9 Gestão da prevenção e do controle de incêndio

9.1 Análise de risco

9.1.1

Geral

Operações envolvendo líquidos inflamáveis e combustíveis devem ser analisadas e desenvolvidas para assegurar que os riscos de incêndio e explosão estejam previstos nos planos de ação de emergência de controle e prevenção de incêndio.

NOTA 1 Não considerar operações onde os líquidos sejam utilizados nas unidades apenas como combustível para consumo local.

NOTA 2

atmosféricos ou transferidos a temperaturas inferiores aos seus pontos de fulgor.

Não considerar operações onde líquidos de classe II e classe III sejam armazenados em tanques

NOTA 3 Não considerar ocupações mercantis de exploração, perfuração e de serviços com petróleo cru e em instalações normalmente desassistidas, situadas em locais remotos.

9.1.1.1 (*) A extensão da prevenção e controle de incêndio que está prevista deve ser determina-

da em consulta às autoridades ou por meio de uma avaliação de engenharia da operação envolvida

e da aplicação dos princípios de combate a incêndio e de engenharia de processo. Esta avaliação deve incluir, mas não se limitar ao seguinte:

a) análise dos riscos de incêndio e explosão da operação;

b) análise dos alívios de emergência dos vasos de processo, levando em consideração as propriedades dos materiais utilizados e as medidas adotadas para proteção e controle de incêndio;

c)