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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE


CENTRO DE TECNOLOGIA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA

HELOÍSA DIDIER LIMA

RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO


CONTROLE DE QUALIDADE EM INDÚSTRIA DE SANEANTES
DOMISSANITÁRIOS

NATAL/RN
MAIO DE 2016
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HELOÍSA DIDIER LIMA

RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO


CONTROLE DE QUALIDADE EM INDÚSTRIA DE SANEANTES
DOMISSANITÁRIOS

Relatório do estágio realizado pela aluna


Heloísa Didier Lima, número de matrícula
2011048230, no período de 01 de outubro de 2015 a
31 de janeiro de 2016, como requisito para aprovação
na disciplina Estágio Supervisionado (DEQ - 0537),
submetido à Universidade Federal do Rio Grande do
Norte.

Orientador: Prof. Dr. Gilson Gomes de Medeiros.


Supervisor: Engenheiro Químico Adonai Nagib de
Carvalho França.

NATAL/RN
MAIO DE 2016
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AGRADECIMENTOS

Aos meus pais, pelo apoio incondicional e pelas palavras de carinho nos
momentos de dificuldade que vivenciei durante toda minha graduação.

À minha sobrinha, Luísa, por tornar mais leve o dia-a-dia com seu carinho
e amor, bem como à minha irmã, Laura, por me fazer rir nos momentos difíceis.

Ao meu noivo, Állan, pela paciência, carinho, respeito, apoio, confiança e


incentivo à minha carreira profissional desde o início de nosso relacionamento.

Aos colegas de turma, pelo companheirismo durante os desafios que


encontramos e superamos juntos; em especial, às minhas amigas, Raissa Rebouças
e Raissa Akemi, por terem sido ouvintes, companheiras de turma e maiores
presentes que levarei da graduação, e aos meus amigos Ádamo, Alison e Vitor, por
todos os momentos de aflição que vocês puderam amenizar com amizade e alegria.

Aos meus colegas do Programa de Educação Tutorial, bem como aos


tutores, Profa. Dra. Josette Lourdes de Sousa Melo e o Prof. Dr. Edson Leandro de
Oliveira, por terem me acompanhado em um dos projetos mais interessantes da
minha graduação, que tornou mais prazerosa a minha experiência na universidade.

Aos professores do Departamento de Engenharia Química da


Universidade Federal do Rio Grande do Norte, pela nobreza em partilhar o
conhecimento e assim me ajudar a construir meu papel como profissional.

Ao meu orientador, Professor Doutor Gilson Gomes de Medeiros, por ter


sido corresponsável por meu sucesso, sendo um exemplo de docente e um dos
professores que mais admiro pela competência.

Ao meu supervisor, Engenheiro Químico Adonai Nagib de Carvalho


França, pela oportunidade de aplicar meus conhecimentos numa indústria local e me
ensinar peculiaridades industriais e de empreendedorismo.

A todos os funcionários da empresa Starlux, pelo apoio e aprendizado


diários.

E a todos que participaram da minha trajetória de alguma maneira.


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SUMÁRIO
AGRADECIMENTOS................................................................................................. 3
RESUMO ................................................................................................................... 6
1 O PROGRAMA DE ESTÁGIO ................................................................................ 7
2 APRESENTAÇÃO DA EMPRESA ......................................................................... 8
2.1 A Starlux ........................................................................................................... 8
2.2 Sistema organizacional da empresa ................................................................. 9
2.2.1 Administração ........................................................................................... 10
2.2.2 Secretaria Administrativa .......................................................................... 10
2.2.3 Vendas ..................................................................................................... 10
2.2.4 Departamento Financeiro ......................................................................... 11
2.2.5 Almoxarifado ............................................................................................. 11
2.2.6 Produção .................................................................................................. 11
2.2.7 Controle de Qualidade .............................................................................. 12
2.2.8 Embalagem .............................................................................................. 13
2.2.9 Expedição e Transporte ............................................................................ 15
2.3 Os produtos .................................................................................................... 15
3 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS ......................................................................... 17
3.1 Controle e emissão de ordens de produção .................................................... 18
3.2 Recebimento e inspeção de matérias-primas e embalagens .......................... 20
3.3 Análise de qualidade de embalagens.............................................................. 21
3.3.1 Amostragem ............................................................................................. 21
3.3.2 Resistência à pressão e queda ................................................................. 22
3.3.3 Análise visual ............................................................................................ 22
3.3.4 Pesagem .................................................................................................. 23
3.3.5 Dimensões e capacidade volumétrica ...................................................... 23
3.3.6 Análise da conformidade .......................................................................... 23
3.4 Análises físico-químicas dos produtos ............................................................ 24
3.4.1 Determinação da densidade ..................................................................... 25
3.4.2 Medição de pH ......................................................................................... 26
3.4.3 Determinação da viscosidade ................................................................... 26
3.4.4 Análise visual ............................................................................................ 27
3.5 Teste de estabilidade ...................................................................................... 28
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3.6 Controle de limpeza ........................................................................................ 29


3.7 Repasse de estoque ....................................................................................... 29
3.8 Calibração do peagômetro .............................................................................. 30
3.9 Aferição da calibração das balanças ............................................................... 30
3.10 Auditoria interna ............................................................................................ 31
3.11 Controle de essências e rótulos .................................................................... 31
3.12 Inspeção da qualidade geral ......................................................................... 32
3.13 Atividades burocráticas complementares ...................................................... 33
4 DISCIPLINAS APLICADAS .................................................................................. 34
5 CONTRIBUIÇÕES À EMPRESA .......................................................................... 36
6 SUGESTÕES DE MELHORIA .............................................................................. 38
6.1 Gestão do estoque de matérias-primas e embalagens ................................... 38
6.2 Marketing ........................................................................................................ 38
6.3 Distribuição de funções ................................................................................... 38
6.4 Tratamento de efluentes ................................................................................. 39
6.5 Análise biológica para desinfetantes ............................................................... 39
6.6 Automação do processo ................................................................................. 40
6.7 Troca ou reparo de equipamentos .................................................................. 40
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................. 41
REFERÊNCIAS ....................................................................................................... 42
APÊNDICE A – Produtos da Starlux, legislação específica e as especificações
estabelecidas. ........................................................................................................ 44
APÊNDICE B – Tipos de garrafas utilizadas e suas especificações. ................. 46
ANEXO A – Modelo de uma ordem de produção ................................................. 47
ANEXO B – Controle diário de ordens de produção ........................................... 50
ANEXO C – Controle de recebimento de pedidos ............................................... 51
ANEXO D – Ficha de recebimento e inspeção de matéria-prima ........................ 52
ANEXO E – Ficha de recebimento e inspeção de embalagens ........................... 53
ANEXO F - Rótulo de aprovação das mercadorias recebidas ............................ 54
ANEXO G – Relatório de análise de embalagens ................................................ 55
ANEXO H – Certificado de análise de embalagem............................................... 56
ANEXO I – Ficha de teste de estabilidade ............................................................ 57
ANEXO J – Ficha de estoque ................................................................................ 58
ANEXO K – Ficha de auditoria interna.................................................................. 59
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RESUMO

O Estágio Supervisionado Obrigatório faz parte do programa curricular do


curso de Engenharia Química da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Neste relatório, estão descritos todos os detalhes do projeto desenvolvido, desde a
apresentação da empresa e suas atividades praticadas à atuação da aluna
concluinte em Engenharia Química Heloísa Didier Lima como estagiária na área de
Controle de Qualidade. A empresa Starlux Indústria e Comércio Material de Limpeza
Higiene e Consumo Ltda. (Empresa de Pequeno Porte – EPP), situada no município
de Parnamirim – RN, recebeu a estagiária no período de 01/10/2015 a 31/01/2016.
Com um vasto número de produtos saneantes sendo fabricados diariamente, foi
possível garantir um ambiente industrial ideal para o aprendizado. O estágio foi
realizado sob a supervisão do Engenheiro Químico Adonai Nagib Carvalho França e
orientado pelo Professor Doutor Gilson Gomes de Medeiros, com atividades
desenvolvidas na área de Controle de Qualidade da empresa, seguindo as normas
da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). A empresa caracteriza-se
como indústria de saneantes domissanitários, em que as diretrizes para a
implantação das Boas Práticas de Fabricação e Controle estão estabelecidas na
Resolução RDC Nº 47, de 25 de outubro de 2013. Dentro da indústria, as atividades
desenvolvidas foram o controle e a emissão de ordens de produção, análises físico-
químicas dos produtos em laboratório, calibração de balanças e do peagômetro,
controle de limpeza dos ambientes da empresa, controle de qualidade das
embalagens recebidas, recebimento e inspeção de matérias-primas e embalagens
recebidas, controle do padrão exigido pelo Manual de Qualidade e Boas Práticas de
Fabricação (MQBPF) e uma auditoria interna da qualidade. O relatório inclui uma
análise feita ao final do estágio sobre as disciplinas, entre aquelas estudadas
durante o curso de engenharia química, que forneceram conhecimento para auxiliar
o dia-a-dia de trabalho. São também mencionadas as contribuições que a estagiária
forneceu à empresa, bem como as melhorias sugeridas.
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1 O PROGRAMA DE ESTÁGIO

Como parte da estrutura curricular do curso de Engenharia Química da


Universidade Federal do Rio Grande do Norte, o Estágio Supervisionado Obrigatório
tem como alguns de seus objetivos desenvolver o aluno concluinte na sua atuação
em ambiente industrial, facilitar a adaptação do estagiário com o mercado de
trabalho e preparar o indivíduo em termos culturais e sociais de uma empresa.
O programa de estágio desenvolvido teve duração de quatro meses, no
período de 01/10/2015 a 31/01/2016, sob orientação do Prof. Dr. Gilson Gomes de
Medeiros e apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
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2 APRESENTAÇÃO DA EMPRESA

O estágio foi realizado na empresa Starlux Indústria e Comércio Material de


Limpeza Higiene Consumo Ltda – EPP, a qual tem como atividades a industrialização
de produtos saneantes domissanitários, bem como a sua armazenagem e distribuição.
A empresa, situada na Rua José Ferreira de Lima, 11 – L633 Q44 – Emaús – Parque
Industrial I, no município de Parnamirim, RN, tem como dono e responsável químico o
engenheiro químico Adonai Nagib de Carvalho França.

2.1 A Starlux
A empresa, de logomarca representada na Figura 1, foi fundada em 1998,
e sua estrutura física atual é dividida em dois pavimentos, com área total de
380,12 m2. Os ambientes da fábrica são constituídos por recepção, escritório
administrativo, sala da diretoria, laboratório de controle de qualidade, área de
fabricação, sala de pesagem, estoques de embalagem e matéria-prima, refeitório,
vestiário e parque de expedição.

Figura 1. Logomarca da empresa Starlux.

A Starlux preza pela excelência na capacitação dos funcionários,


trabalhando para que as atividades sigam as diretrizes do Manual de Qualidade e
Boas Práticas de Fabricação (MQBPF), baseado na Resolução RDC Nº 47, de 25 de
outubro de 2013, as quais visam à padronização e definição dos procedimentos de
funcionamento da empresa, os métodos de fabricação, as condições das instalações
da empresa e equipamentos, garantia da segurança do trabalho, a qualidade e
especificações das matérias-primas e embalagens, condições de armazenamento,
procedimentos da auditoria interna (BRASIL, 2013).
Alguns aspectos relevantes do ambiente de trabalho são a garantia de
segurança dos trabalhadores com equipamentos de proteção individual e
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treinamentos específicos para cada cargo. Além disso, a empresa segue uma
política de qualidade, atuando com o objetivo de preservar o meio ambiente.
A escolha dos fornecedores na obtenção da matéria-prima é de grande
importância na manutenção da qualidade dos produtos, sendo exigidos certificados
de análise de qualidade. Para as embalagens, a análise de qualidade é realizada na
empresa pelo estagiário de engenharia química.

2.2 Sistema organizacional da empresa


Considerando o organograma da empresa Starlux apresentado na Figura
2, é possível observar que os funcionários estão distribuídos em nove setores:
Administração e Diretoria, Secretaria Administrativa, Vendas, Departamento
Financeiro, Almoxarifado, Produção, Controle de Qualidade, Embalagem e
Expedição e Transporte.

Administração

Secretaria
Administrativa

Vendas

Departamento
Financeiro

Almoxarifado Produção

Controle de
Qualidade

Embalagem

Expedição e
Transporte

Figura 2. Organograma da Empresa Starlux.


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Em cada setor, há funcionários com treinamentos específicos à sua


função, sendo os treinamentos realizados pelo engenheiro químico Adonai Nagib de
Carvalho França. Nos treinamentos, os funcionários são orientados a seguir os
procedimentos operacionais padrão (POPs). Além disso, os funcionários utilizam
vestimenta e equipamentos de proteção individual adequados à função e ao seu
ambiente de trabalho.
A comunicação entre os setores é de grande importância para que o fluxo
de informações siga a produção, desde o pedido de vendas à entrega do produto ao
cliente, sendo todo o processo orientado e coordenado pelo engenheiro químico
responsável e o estagiário de engenharia química.

2.2.1 Administração

A Administração é o setor que está posicionado no topo da hierarquia da


empresa e tem suas atividades desenvolvidas pelo engenheiro químico Adonai
Nagib de Carvalho França. Na Administração, todo o processo é controlado e
fiscalizado, a fim de garantir as especificações e normas do MQBPF. Além disso,
são elaborados todos os POPs realizados diariamente, além de controlar as metas
de vendas e aspectos administrativos da empresa.
A administração também é responsável pelos recursos humanos da
empresa, devendo contratar novos funcionários, estagiários ou realizar demissões.
Quando há uma nova contratação, o funcionário é devidamente treinado pelo
engenheiro químico.

2.2.2 Secretaria Administrativa

A função da Secretaria Administrativa é selecionar, com ajuda da


Administração, os pedidos a serem entregues no dia seguinte, nos períodos da
manhã e da tarde. A partir desta seleção, são observados os produtos que estão em
falta no estoque de produtos acabados, sendo então repassados ao setor de
Produção. Além disso, são elaboradas as rotas de expedição e entrega dos produtos
e emissão de notas fiscais.

2.2.3 Vendas

Os funcionários do setor de Vendas atuam no marketing e vendas diretas


dos produtos pelo Estado do Rio Grande do Norte. Têm como funções, além da
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divulgação e venda dos produtos, a programação do roteiro de visitas, além de


registro dos resultados, com metas estabelecidas pela Administração.

2.2.4 Departamento Financeiro

O Departamento Financeiro é responsável por todos os trâmites


financeiros da empresa, como emissão de notas fiscais, emissão de boletos
bancários e elaboração e emissão de romaneios. Outra função do setor financeiro é
o pagamento dos funcionários ou de quaisquer serviços terceirizados.

2.2.5 Almoxarifado

O setor de almoxarifado tem como responsabilidades a aquisição e


reposição de matérias-primas e embalagens, o recebimento, inspeção, controle,
registro e armazenagem do estoque de matérias-primas e embalagens, a
armazenagem, registro e controle de produtos acabados e o arquivamento de
documentos envolvidos nesses procedimentos. Na Starlux, as funções de
almoxarifado estão distribuídas entre cinco funcionários, não havendo um setor
específico para a realização dos procedimentos.
2.2.6 Produção

Na Produção, são realizados os procedimentos de pesagem de matéria-


prima para fabricação e a fabricação dos produtos por lotes.

Na pesagem das matérias-primas, são utilizadas duas balanças (Figura


3), com pesos máximos de 150 e 10 kg.

Figura 3. Balanças para pesagem de matérias-primas, com carga de 150 e 10 kg,


respectivamente.
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Na fabricação dos produtos, são utilizados diversos tambores, com


capacidade de 200 L, 400 L e 900 L, feitos de aço inoxidável ou policloreto de
polivinila (PVC), como representado na Figura 4.

Figura 4. Tambores de fabricação.

Essas operações são coordenadas pelo chefe de produção, com


fiscalização do estagiário de engenharia química.

2.2.7 Controle de Qualidade

O Controle de Qualidade da empresa é o setor no qual o estagiário de


engenharia química atua, com orientações do engenheiro químico da fábrica e do
chefe de produção. Neste setor, são realizados testes de qualidade das embalagens
recebidas a partir de análises físicas, bem como dos produtos fabricados pela
verificação do pH e pelas determinações de densidade e viscosidade. Ao final de
cada análise, uma vez que o produto é aprovado, é separada uma amostra de
retenção de 100 mL, a qual fica na empresa pelo período de um ano, quando então
tem suas propriedades analisadas novamente, para se verificar a estabilidade do
produto. Essas análises podem ser feitas pelo estagiário, pelo chefe de produção ou
por um funcionário treinado previamente.

As atividades desenvolvidas no Controle de Qualidade são realizadas em


um laboratório equipado (Figura 5), localizado ao lado do setor de Produção. A
temperatura é fixada em 25 ºC e o ambiente deve ser mantido seco e limpo.
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Figura 5. Laboratório de controle de qualidade.

2.2.8 Embalagem

O setor de Embalagem é responsável por todo o processo de finalização


do produto, incluindo envase, rotulagem, e a disposição dos produtos nas suas
embalagens específicas, que podem ser caixas de papelão ou bandejas de plásticos
termoencolhíveis, se assegurando que os produtos embalados são de mesmo lote e
garantindo a sua vedação adequada. Os procedimentos realizados no setor de
Embalagem são feitos manualmente, com o auxílio de equipamentos.

No envase de detergentes em embalagens de 500 mL, é utilizada uma


máquina de envase, como representado na Figura 6. Todos os outros produtos são
envasados manualmente, através de uma torneira adaptada na parte inferior dos
tambores de fabricação (Figura 7).

Figura 6. Máquina de envase para detergente em embalagens de 500 mL.


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Figura 7. Tambor de fabricação com torneira adaptada para envase manual.

O número do lote e data de fabricação são carimbados nos rótulos dos


produtos com a utilização de uma máquina de carimbar rótulos (Figura 8).

Figura 8. Máquina de carimbar rótulos.

A rotulagem é feita com o auxílio de uma rotuladora semiautomática


(Figura 9), equipamento que distribui substância adesiva (cola branca) no rótulo, que
em seguida é colocado manualmente na garrafa.
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Figura 9. Rotuladora semiautomática.

2.2.9 Expedição e Transporte

Na Expedição e Transporte, os produtos no estoque de produtos


acabados são selecionados e organizados de acordo com os pedidos da rota de
expedição. Após a conferência, os produtos devidamente embalados e separados
são enviados ao cliente.

2.3 Os produtos
A Starlux é uma empresa que fabrica saneantes domissanitários, os quais
são produtos com finalidade de higienizar e desinfetar ambientes domiciliar, público
ou no tratamento de águas (BRASIL, s. d.). Esses produtos ainda podem ser
divididos em quatro grupos: produtos de limpeza, produtos com ação antimicrobiana,
desinfetantes e produtos biológicos de uso domiciliar.
O catálogo de produtos da Starlux é constituído de dezenas de opções,
com diferentes tipos de produtos e aromas. São fabricados: amaciante de tecidos,
cera líquida, desengraxante, desinfetante, detergente de uso geral, detergente
automotivo, detergente desengordurante, detergente para pneus, detergente de
lavar louças, detergente em gel de uso geral, facilitador de passagem de roupa,
limpador perfumado, limpador de uso geral, limpador de vidros, polidor de alumínio,
sabão de lavar roupas e sabão líquido.
Todos os produtos fabricados na Starlux estão classificados como
produtos de Risco 1. De acordo com a ANVISA (2010), a caracterização de um
produto de Risco 1 é determinada quando o valor do pH do produto puro, a uma
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temperatura de 25 ºC, está dentro da faixa de 2 a 11,5, sendo necessária a sua


notificação na plataforma online da ANVISA. Todos os produtos da Starlux estão
notificados e têm formulações que seguem as normas específicas de cada produto,
elaboradas pelo engenheiro químico Adonai.
O pH dos produtos é determinado pelo engenheiro químico, de acordo
com a formulação elaborada, sendo que esse valor deve respeitar a faixa
estabelecida pela ANVISA. Para detergentes de lavar louças, a Resolução RDC
Nº 40, de 5 de junho de 2008, determina, entre outras especificações, que o pH deve
estar compreendido entre 5,5 e 9,5. Outras especificações, como viscosidade,
densidade e aspecto físico e visual, são determinadas pelo engenheiro químico, que
busca garantir um aspecto físico coerente, adequado e competitivo com produtos
similares no mercado.
No Apêndice A, estão relacionados os tipos de produtos, a legislação
específica vigente e as especificações estabelecidas pela empresa (faixa de pH,
viscosidade, densidade e aspecto físico e visual).
Cada produto pode ser vendido com volumes de garrafas distintos. Na
Starlux, são fabricados produtos de 100 mL, 500 mL, 750 mL, 1 L, 2 L e 5 L.
Cada produto contém mais de um aroma, com cores diversas. Na
Tabela 1, estão relacionadas as essências e os corantes utilizados na fabricação.

Tabela 1. Essências e corantes utilizados na fabricação dos produtos da empresa Starlux.

ESSÊNCIAS CORANTES
Acácia Iguatemi Amarelo
Alecrim Jasmim Azul
Amacidier Lavanda Castanho
Apple fresh Limão Escarlate
Citronela Lima limão Preto
Cravo e canela Pelúcia Rodamina
Erva doce Pêssego Turquesa
Eucalipto Pinho Verde bandeira
Flor do campo Soft fofo Verde fluorescente
Fresh Talco Verde limão
Galeão Tutti frutti Vermelho
Giovana Zics Violeta
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3 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

O estagiário de engenharia química da Starlux tem como função principal


garantir o controle de qualidade da produção, realizando as análises físico-químicas
das embalagens e dos produtos fabricados e coordenando todo o processo de
fabricação. Além disso, o estagiário é responsável por fiscalizar o cumprimento das
normas estabelecidas pelo MQBPF e ANVISA, o que implica a realização de
procedimentos secundários de controle e inspeção.
O estagiário tem, portanto, atividades diretamente relacionadas ao
processo de fabricação, mas também outras atividades que englobam aspectos
complementares na fábrica, tais como a inspeção diária da produção e dos
funcionários em relação à segurança, vestimenta e limpeza dos equipamentos e dos
ambientes, elaboração e controle das ordens de produção emitidas diariamente,
arquivamento de documentos, recebimento e inspeção de matéria-prima e
embalagens, repasse do estoque de matéria-prima e embalagens ao setor de
Administração, aferição da calibração dos equipamentos de análise, teste de
estabilidade dos produtos fabricados e a elaboração e realização, uma vez por ano,
de uma auditoria interna.
Antes de iniciar o estágio, foram realizados treinamentos com o
engenheiro químico responsável, para que os processos fossem acompanhados de
acordo com os procedimentos operacionais padrão da empresa, para acelerar o
aprendizado e facilitar a comunicação e adaptação do estagiário com as normas da
empresa e com os funcionários.
A rotina do estagiário é constituída de vários procedimentos, em que são
observadas as necessidades da fábrica, o que configura um dia-a-dia dinâmico. As
atividades realizadas corriqueiramente são: controle e emissão de ordens de
produção, recebimento e inspeção de matérias-primas e embalagens, análise de
qualidade de embalagens, análises físico-químicas dos produtos, teste de
estabilidade, controle de limpeza, repasse de estoque, calibração do peagômetro,
controle de essências e rótulos, inspeção da qualidade geral e atividades
burocráticas complementares. Cada atividade tem seu respectivo controle ou
registro, um documento que é arquivado durante o período de um ano, sendo que o
arquivamento também é função do estagiário. Outras atividades realizadas durante o
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período de estágio foram a aferição da calibração de balanças, que é realizada a


cada três meses, e a auditoria interna, realizada uma vez ao ano.

3.1 Controle e emissão de ordens de produção


As Ordens de Produção (OPs) são documentos fundamentais no registro
e controle dos lotes dos produtos fabricados. As OPs são emitidas de acordo com os
pedidos de clientes e a necessidade de repor o estoque de produtos acabados. No
Anexo A, é possível encontrar o modelo de uma ordem de produção. Essas
planilhas são elaboradas para auxiliar, direcionar, inspecionar e padronizar os
procedimentos, e contêm:
a. Dados de fabricação: data de emissão da OP e data e hora de
fabricação;
b. Dados do lote a fabricar: código do produto, nome do produto,
número do lote, volume a ser fabricado, volume da garrafa e
quantidade de garrafas, rótulos e embalagens necessárias;
c. Plano de fabricação: tempo estimado para realização de cada etapa
de produção;
d. Fórmula de reprodução: contém as matérias-primas utilizadas na
produção, com seu código interno, quantidade em kg, data de
fabricação e lote;
e. Procedimento de fabricação: descrição das etapas de fabricação;
f. Ficha de verificação de itens de qualidade: ficha de registro das
etapas de produção, em que o funcionário responsável pelo setor
deve assinar e registrar a data e a hora do procedimento;
g. Relatório de análise química: ficha de registro de análises do
laboratório de controle de qualidade;
h. Movimento de almoxarifado: tabela de matérias-primas utilizadas na
fabricação;
i. Rótulo do retém de 100 mL: informações exigidas pela legislação
(BRASIL, 2013) para rotulagem da amostra de retenção do lote
fabricado;
j. Transferência de produto acabado: registro de quantidade de
garrafas fabricadas para o controle do estoque de produtos
acabados.
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Além de emitir as ordens de produção, a estagiária é responsável por


registrar a sua emissão no controle diário de ordem de produção (Anexo B), controlar
e acompanhar o processo de fabricação, sabendo identificar em qual etapa de
fabricação cada lote de produto se encontra, além de ser responsável por conferir e
arquivar as ordens finalizadas, que são mantidas na empresa pelo período de um ano.
As OPs seguem um fluxo (Figura 10) composto por diversas etapas,
sendo que cada uma é coordenada e aprovada pelo engenheiro químico da fábrica,
e a estagiária é responsável por assegurar a adequação dos procedimentos
realizados com o descrito pelo MQBPF.

Produto movido para


Solicitação de produto em Produtos são conferidos e
quarentena de produtos
baixa no estoque registrados no estoque
acabados

Produtos direcionados
Emissão de ordem de
Embalagem para Estoque Final de
produção
Produtos Acabados

A OP é assinada e
finalizada pelo chefe de
Fabricação Rotulagem
produção e o Engenheiro
Químico.

A OP é conferida e
arquivada pela estagiária,
Análises fisico-químicas Envase
permanecendo arquivada
por 1 ano

Figura 10. Fluxo de procedimentos os quais a Ordem de Produção acompanha e auxilia.

O responsável por cada setor deve registrar a hora e o dia em que o


procedimento foi realizado, bem como dispor sua assinatura na ordem de produção.
Após todas as ordens do dia serem finalizadas, a estagiária registra e
completa as informações exigidas no Controle Diário de Ordem de Produção, sendo
assinado pela estagiária de engenharia química, pelo chefe de produção e pelo
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engenheiro químico responsável. Este documento permanece arquivado na empresa


pelo período de um ano.

3.2 Recebimento e inspeção de matérias-primas e embalagens


O recebimento e a inspeção de matérias-primas e embalagens são
realizados pelo chefe de produção e pela estagiária. A administração faz os pedidos de
matéria-prima e embalagem a partir das necessidades da fábrica, e a estagiária controla
os pedidos realizados, a partir do controle de recebimento e pedidos (Anexo C).
Ao chegar à fábrica, as matérias-primas passam por uma inspeção, para
somente então ser aprovado o seu uso na produção. O primeiro passo é analisar a
presença e validação de documentos exigidos pela legislação (BRASIL, 2013):
a. Certificado de Análise: documento que contém o resultado de
análises físico-químicas da matéria-prima;
b. Ficha Técnica: documento que contém informações imprescindíveis
sobre a composição do produto e especificações de segurança para
seu uso, conservação e medidas em caso de acidentes;
c. Nota Fiscal;
d. Rotulagem: etiqueta que identifica o produto, que deve estar em
conformidade com o descrito na nota fiscal.
No caso de embalagens, o Certificado de Análise é produzido pela
estagiária com orientação e aprovação do engenheiro químico responsável. Os
testes realizados e o procedimento estão descritos no item 3.3.
Após a verificação e conferência desses documentos, é avaliado o estado
de conservação do material recebido.
Se a matéria-prima ou a embalagem não estiverem em conformidade com
os requisitos mencionados, são classificados como “NÃO CONFORME”, sendo
necessária a sua colocação em área separada e específica de mesmo título. Em
caso de embalagem avariada, é necessário alertar ao funcionário responsável pela
entrega a irregularidade e informar à distribuidora responsável. Já em caso de
documentos faltantes, a estagiária deve o quanto antes entrar em contato com o
fornecedor para sua solicitação. Quando a inconformidade não for resolvida, a
estagiária informa à Administração, que deverá tomar as devidas providências. Uma
vez que a matéria-prima ou embalagem estejam em conformidade, passa-se adiante
no processo, aguardando a próxima etapa.
21

As matérias-primas e embalagens que estiverem dentro dos requisitos


são direcionadas à área de “Quarentena”. Em seguida, a estagiária preenche uma
ficha de recebimento de matéria-prima (Anexo D) e embalagens (Anexo E), confirma
a qualidade e padronização do material recebido, aprova, rotula (Anexo F) e passa a
matéria-prima e a embalagem para o respectivo “Estoque de Matéria-Prima” ou
“Estoque de Embalagens”, liberando seu uso para a fabricação. Todos os
documentos mencionados são arquivados pelo período de um ano.
De acordo com a legislação (BRASIL, 2013), o espaço destinado ao
estoque é satisfatório, com características que facilitam o transporte de material e a
circulação de pessoas, bem como ventilação e iluminação adequadas, acesso fácil à
saída e divisão e classificação visível por tipo de matéria-prima e embalagem.

3.3 Análise de qualidade de embalagens


Para a análise da qualidade das embalagens, são feitos ensaios de
resistência à pressão e queda, análise visual e cálculos de peso, dimensões e
capacidade volumétrica. Esses procedimentos podem ser realizados pela estagiária
ou pelo chefe de produção, e têm como objetivo atestar a resistência à pressão e
queda e garantir que as embalagens tenham dimensões e especificações físicas
como peso, cor e formato semelhantes em cada linha de produto, de modo que
sejam padronizadas.
Para auxiliar e registrar os testes e análises, são preenchidas duas fichas
específicas para cada tipo de embalagem, sendo elas um Relatório de Análise
(Anexo G) e o Certificado de Análise da embalagem (Anexo H). Ambas são
arquivadas pelo período de um ano.
Cada garrafa deve seguir as especificações estabelecidas pela fábrica.
No Apêndice B, estão dispostas as informações de dimensão, peso, cor e formato
de todas as embalagens utilizadas na fabricação.

3.3.1 Amostragem

As embalagens recebidas na fábrica são dispostas em lotes, comumente


chamados de fardos. Todos os fardos de embalagens recebidos na fábrica são
analisados. Para a determinação do número de garrafas para inspeção (NGI), é
utilizada a equação estatística de inspeção para lotes, Equação 1, em que “n” é o
número de garrafas contidas em um fardo.
22

NGI = √𝑛 + 1 (Equação 1)

Cada tipo de embalagem tem um número de garrafas por fardo,


predeterminado pelo fornecedor. O número de garrafas por fardo e o NGI
correspondente estão apresentados na Tabela 2.

Tabela 2. Tipos de garrafas utilizadas na fabricação, número de garrafas por fardo e o NGI
correspondente.

Tipo de garrafa Número de garrafas por fardo NGI


Opaca retangular 5 L 30 6
PET cilíndrica 5 L 28 6
PET cilíndrica 1 L 120 11
PET cilíndrica 100 mL 300 18
PET cilíndrica 2 L 72 9
PET cilíndrica 500 mL
125 12
(amaciante)
PET cilíndrica 500 mL
250 16
(desinfetante)
PET cilíndrica 500 mL
250 16
(detergente)
PET cilíndrica 750 mL 100 11
PET retangular 2 L 72 9
PET retangular 500 mL 125 12

3.3.2 Resistência à pressão e queda

Nesses ensaios, uma vez que o NGI for calculado, cada garrafa é
preenchida com água e fechada com sua tampa. Para analisar a resistência à
pressão, as garrafas são pressionadas no seu centro com as mãos por
10 segundos, observando se houve ou não a presença de furos, vazamentos e
rupturas. Na análise de resistência à queda, as garrafas são submetidas a uma
queda livre a um metro de altura do solo, e então se observa se a garrafa sofreu
algum desgaste ou quebra.

3.3.3 Análise visual

Na inspeção visual, a conformidade da embalagem com o esperado é


observada em relação às características de cor, formato, aspecto e matéria-prima.
23

Nesse procedimento, também é possível encontrar irregularidades, como sujidades,


furos e falhas. Para a análise visual, é selecionado o NGI para todos os fardos.

3.3.4 Pesagem

No procedimento de pesagem, não é levado em consideração o NGI, pois


é analisado o peso de todo o espaço amostral, ou seja, o fardo inteiro.
Inicialmente, são pesadas dez garrafas, e o valor obtido é dividido por
dez, tendo-se como resultado um peso médio. Em seguida, pesa-se todo o fardo e
o valor encontrado é dividido pelo peso médio calculado anteriormente, o que
resulta na quantidade de garrafas naquele fardo. Como cada fardo tem um número
pré-definido, o valor resultante deve ser igual ou próximo à quantidade real de
garrafas.

3.3.5 Dimensões e capacidade volumétrica

A medição das dimensões é feita de maneira direta no NGI de cada fardo.


São verificadas as medidas de altura, diâmetro (para embalagens cilíndricas), área
da base (para embalagens com base retangular) e espessura.
É avaliada também a capacidade volumétrica da embalagem, observando
se é cumprido no mínimo o volume característico de cada embalagem. Dessa
maneira, é medido o volume correspondente de água com o auxílio de uma proveta,
em seguida adiciona-se o volume na garrafa, e é verificado assim se a garrafa
comporta o volume requerido.

3.3.6 Análise da conformidade

De acordo com os POPs redigidos pela Administração, todos os ensaios


permitem a inconformidade de 5% do NGI de cada fardo. Para o peso e as
dimensões, além da margem de erro de 5% aplicada ao NGI, os resultados obtidos
são aceitáveis dentro de uma faixa que considera 5% a mais ou a menos do valor
esperado. No caso da capacidade volumétrica, o resultado deve, obrigatoriamente,
atender ao valor mínimo exigido.
Se as embalagens analisadas estiverem em conformidade com o
requerido, ela é aprovada e rotulada (ANEXO F) e todos os fardos do lote seguem
para o “Estoque de Embalagens”. Em caso de inconformidade, entra-se em contato
com o fornecedor para a devolução ou a troca do lote ou fardo irregular.
24

3.4 Análises físico-químicas dos produtos


A empresa Starlux busca ter qualidade nos seus produtos fabricados e,
para isso, é necessário que haja um padrão de fabricação, resultando em linhas de
produtos com características uniformes. Desta forma, para que os produtos tenham
um satisfatório padrão de qualidade, além de se assegurar que as especificações de
pH previstas na legislação estejam de acordo, são realizadas análises em todos os
produtos para determinação de pH, densidade, viscosidade e análise visual da cor
do produto fabricado.
Após a fabricação do lote de um produto, o fabricador entrega à
estagiária uma amostra de 500 mL para análise, sendo necessária a aprovação
nas análises para que o lote possa ser envasado. Em caso de reprovação do lote
em um ou mais testes realizados, a amostra volta ao fabricador, que executa as
medidas corretivas necessárias para a adequação do produto às especificações.
O processo de fabricação de todos os lotes de produtos segue as etapas da
Figura 11 e tem continuidade somente quando o produto encontra-se dentro do
padrão exigido.

Análises físico- Processos


Fabricação Aprovado? Sim
quimicas seguintes

Não

Figura 11. Fluxo de procedimentos da produção com a execução do controle de qualidade.

O laboratório de controle de qualidade é um ambiente climatizado, com


temperatura fixada em 25 °C, e é mantido limpo e seco. Para a realização dos
testes, são utilizados materiais diversos, equipamentos devidamente calibrados e
vidrarias limpas e em ótimo estado de conservação. Os materiais utilizados nas
análises são: béqueres, viscosímetros de orifício (copos Ford números 2 e 4),
cronômetro digital, densímetro, peagômetro, proveta de vidro e termômetro de
ambiente.
25

A margem de erro tolerada para esses ensaios é de 5%, mas é observado


que a grande maioria das análises tem resultados dentro da faixa.
Uma vez finalizadas as análises com aprovação em todos os testes, são
separados 100 mL de amostra para serem armazenados como amostra de retenção,
também chamada de retém, pelo período de 12 meses, quando então é submetida a
novas análises para avaliação de estabilidade.

3.4.1 Determinação da densidade

No ensaio que determina a densidade (Figura 12), são utilizados um


densímetro de leitura direta para substâncias líquidas e pastosas e uma proveta de
500 mL. Os materiais utilizados devem estar limpos e secos.
Uma vez que a amostra de 500 mL é recebida do fabricador, o produto é
despejado na proveta lentamente, para evitar a formação de bolhas que dificultem a
leitura. Em seguida, o densímetro é introduzido e a leitura, após a sua estabilização,
é direta. O valor encontrado é registrado em ficha de análise (ver Anexo A).

Figura 12. Ensaio para determinação da densidade de um produto.


26

Ao final da medição, a amostra é devolvida a um béquer para ser utilizada


em outras análises. Os materiais utilizados são lavados, secos e armazenados.

3.4.2 Medição de pH

O pH da amostra é determinado com o auxílio de um peagômetro digital,


equipamento que faz a leitura do pH de amostras líquidas e pastosas. O resultado
deve estar dentro da faixa de pH predefinida pela empresa (APÊNDICE A).
O peagômetro (Figura 13) deve estar sempre limpo, seco, calibrado, com
eletrodo em perfeito estado de funcionamento, sendo que sua ponteira deve ser
mantida imersa em uma solução tampão de KCl para conservação.

Figura 13. Peagômetro digital, com eletrodo conectado e imerso em solução de KCl.

Antes de se realizar a medição, prepara-se o eletrodo, retirando-o da


solução de KCl, lavando-o com água destilada e secando-o com papel macio,
cuidadosamente. A partir da amostra de 500 mL fornecida pelo fabricador, são
separados 30 mL em um béquer para análise. O eletrodo é colocado em contato
com a amostra, e deve-se esperar que o valor se estabilize. A medida do pH
encontrada é anotada na ficha de análise (ver Anexo A).

3.4.3 Determinação da viscosidade

Para determinar a viscosidade dos produtos fabricados, utiliza-se o


viscosímetro de orifício, Copo Ford (Figura 14), instrumento que avalia a viscosidade
27

de líquidos Newtonianos, ou quase Newtonianos, através da determinação do tempo


de escoamento. Dependendo do produto, o ensaio é feito com o Copo Ford número
2 ou 4.

Figura 14. Viscosímetros Copo Ford, números 2 e 4, respectivamente.

Antes de se iniciar a medição, são separados os materiais para análise: o


copo Ford de número especificado na ficha de análise do produto, um béquer e o
cronômetro digital. Em seguida, 100 mL da amostra são separados e é feita uma
análise visual para verificar a homogeneidade e a ausência de impurezas. O líquido
é despejado no Copo Ford, enquanto a saída inferior é vedada manualmente. Para
nivelar o líquido no viscosímetro, é utilizada uma placa de plástico específica para
esse ensaio. Por fim, o cronômetro é acionado ao mesmo tempo em que a saída
inferior é liberada, e encerrado quando o escoamento acaba ou o líquido respinga. O
resultado obtido é registrado, em segundos, na ficha de análise (ver Anexo A).

3.4.4 Análise visual

A análise visual é feita para garantir que a cor está adequada ao padrão
de cor preestabelecido para o produto, além de se analisar o aspecto geral do
produto.
28

Para a análise de cor, estão disponíveis no setor de fabricação amostras


com as cores padrões dos produtos. Desse modo, é feita uma análise visual
comparativa do produto fabricado com o padrão de cor.
Aspectos gerais do produto, como homogeneidade e presença de
resíduos, também são observados nesta análise, além do aspecto de escoamento
que é característico de cada produto.

3.5 Teste de estabilidade


Em indústrias de produtos domissanitários, é necessário garantir que a
estabilidade dos produtos seja determinada conforme o regulamento específico –
Guia para Realização de Estudos de Estabilidade de Produtos Saneantes (BRASIL,
2006). A estabilidade física e química pode ser alterada por fatores ambientais,
como temperatura, umidade e luz, e por fatores químicos, como a interação do
produto com as embalagens ou mudanças nas suas propriedades a partir de
variáveis externas, como calor.
Na empresa Starlux, todos os produtos fabricados têm doze meses de
validade. Para a certificação de que as especificações se mantiveram adequadas, é
separado um retém de 100 mL de cada lote fabricado, que fica mantido em
prateleiras no laboratório (Figura 15), para análise de estabilidade após doze meses.

Figura 15. Prateleiras das amostras de retenção.


29

Diariamente, os reténs armazenados pelo período de um ano são


submetidos a análises de pH, viscosidade e análise visual da cor, aspecto físico e
odor. O teste de estabilidade é auxiliado pela Ficha de Estabilidade (Anexo I), em
que são registrados os resultados obtidos das análises feitas e as informações do
lote. O objetivo das análises é de confirmar o prazo de validade já determinado,
além de comprovar a qualidade e segurança no uso do produto pelo período de sua
validade.

3.6 Controle de limpeza


A ANVISA (2013) estabelece que os ambientes da fábrica sejam
adequados à função de cada setor, limpo, organizado, ventilado e devidamente
iluminado, de modo que haja segurança e garantia da qualidade do trabalho dos
funcionários.
Cada setor tem um funcionário responsável pela limpeza e desinfecção
dos ambientes e equipamentos utilizados, duas vezes ao dia, normalmente ao final
dos expedientes matutino e vespertino. A limpeza é registrada e assinada pelo
responsável do setor em uma planilha de controle de limpeza mensal.
A estagiária é responsável por controlar a limpeza dos setores,
inspecionando periodicamente os ambientes, bem como observando o registro na
ficha de controle de cada setor. No fim do mês, a fichas são recolhidas e arquivadas,
permanecendo na empresa pelo período de um ano. Além disso, a estagiária deve
manter o laboratório de qualidade limpo, seco, desinfetado e com temperatura fixada
em 25 ºC.

3.7 Repasse de estoque


O estoque da Starlux é constituído de dezenas de matérias-primas,
corantes, essências, rótulos e tipos diferentes de embalagens. A gestão de estoque
é essencial para minimizar o capital investido, e requer um bom controle e projeção.
Na empresa, o estoque é realizado manualmente. Diariamente, o chefe
de produção preenche a Ficha de Estoque (Anexo J), e a estagiária repassa os
valores à Administração, que é responsável pela compra dos materiais. O estoque é
resposto de acordo com as necessidades da fábrica, que tem uma demanda variável
nos pedidos de compra, mas segue um padrão em relação ao intervalo de pedido de
compra das matérias-primas e embalagens.
30

3.8 Calibração do peagômetro


O peagômetro digital, equipamento utilizado nas análises físico-químicas
dos produtos e nos testes de estabilidade, é submetido semanalmente à análise da
calibragem e, quando houver inconformidade, procedimento de calibração.
Neste procedimento, são utilizadas soluções tampão certificadas de pH
igual a 4, 7 e 10, bem como um béquer, água destilada e papel macio.
O primeiro passo é verificar se o peagômetro está calibrado, e para isso o
eletrodo deve ser lavado com água destilada e seco com papel macio. Em seguida,
são separadas em béqueres as soluções tampão para medição. O eletrodo é
introduzido em um primeiro béquer, e o valor após a estabilização é observado. O
eletrodo é lavado novamente, secado com papel e introduzido no segundo béquer.
O procedimento se repete para a terceira solução tampão. Se os valores obtidos
estiverem de acordo com o valor de pH das soluções, o peagômetro está calibrado e
pronto para uso, caso contrário, o peagômetro deve ser calibrado.
O procedimento de calibração do peagômetro digital é feito de acordo
com o seu manual, e cumpre as seguintes etapas:
1ª) Com o peagômetro desligado, o procedimento se inicia com a
lavagem do eletrodo com água destilada, seguido da secagem com
papel macio;
2ª) O eletrodo é introduzido no béquer que contém solução tampão de
pH igual a 4 ou 10;
3ª) Com o seletor de medição na posição temperatura, o peagômetro é
ligado e, após estabilização, passa-se o seletor de medição para a
posição de leitura do pH;
4ª) Utilizando o botão de ajuste (“sloope”), regula-se o pH da leitura com
o pH da solução;
5ª) Retorna-se o seletor do aparelho para a posição de temperatura, o
peagômetro é desligado e o eletrodo lavado e secado;
6ª) Repetem-se a 1ª, 2ª e 3ª etapas para a solução tampão de pH igual
a 7.
Ao final da calibração, o eletrodo é limpo novamente e introduzido na
solução de KCl para sua conservação.

3.9 Aferição da calibração das balanças


31

A Starlux utiliza três balanças nos seus processos de fabricação, e cada


uma tem um peso máximo suportado, 150 kg, 10 kg e 6 kg. A cada três meses, as
balanças são submetidas à aferição de sua calibração, com registro na ficha de
aferição de balanças, documento que é arquivado pelo período de um ano.
Nesse procedimento, são utilizados pesos padrões, certificados pelo
INMETRO, de 50 g, 500 g, 1 kg e 5 kg. Para a balança de 150 kg, faz-se a leitura dos
pesos de 1 e 5 kg. Já para as balanças de 10 e 6 kg, a leitura é feita com os pesos de
50 e 500 g. A margem de erro aceita é de uma unidade da sua divisão mínima.
Caso o resultado obtido não esteja dentro da tolerância, deve-se
comunicar à Administração, que solicita a assistência técnica para a calibração o
mais breve possível.

3.10 Auditoria interna


A legislação (BRASIL, 2013) prevê, no período de um ano, a realização
de, no mínimo, uma auditoria interna da qualidade e boas práticas de fabricação em
cada setor da fábrica. O Administrador é responsável por orientar e fiscalizar a
auditoria, que é realizada pela estagiária.
A auditoria interna tem como objetivo solucionar irregularidades nos
setores, tais como problemas na infraestrutura, equipamentos com defeito, itens de
segurança faltantes, inconformidade com especificações da legislação vigente, entre
outros.
A auditoria é realizada em um dia, e é feita com auxílio do funcionário
responsável pelo setor em análise. As irregularidades são anotadas na Ficha de
Auditoria Interna (Anexo K), que é repassada à Administração. Em seguida, o
Administrador estipula os prazos e o responsável pela correção, que pode ser um
funcionário, um setor ou um serviço terceirizado.

3.11 Controle de essências e rótulos


A estagiária deve controlar as essências e rótulos utilizados na
fabricação. Quando uma OP é emitida, a quantidade de essência especificada é
medida em uma proveta graduada, separada em um béquer e entregue ao
fabricador. Os rótulos, que também têm sua quantidade descrita na OP, são
contados e entregues ao funcionário responsável pela rotulagem.
32

Os rótulos e essências são armazenados em prateleiras no laboratório de


controle de qualidade, como representado na Figura 16.

Figura 16. Rótulos e essências armazenados em prateleiras no laboratório de controle de


qualidade.

3.12 Inspeção da qualidade geral


A estagiária de engenharia química é responsável pela inspeção diária da
qualidade geral do processo de fabricação e procedimentos vinculados a ele, de
modo a assegurar o cumprimento da legislação vigente e máxima qualidade e
segurança na produção.
O uso de equipamento de proteção individual (EPI) é imprescindível
durante todo o expediente de trabalho para todos os funcionários. A estagiária deve
inspecionar o seu uso, garantindo que todos os funcionários trabalhem com
segurança. Em caso de necessidade de compra de novos materiais, a estagiária
informa à Administração, que realiza a compra.
É de responsabilidade da estagiária informar à Administração sobre
quaisquer irregularidades observadas na fábrica, como equipamentos com defeito e
vidrarias quebradas.
33

Também são inspecionados aspectos gerais do MQBPF, tais como a


identificação de cada tambor de produção com placas informando lote e data de
fabricação e o manuseio correto dos equipamentos de fabricação.

3.13 Atividades burocráticas complementares


A estagiária deve cumprir procedimentos burocráticos integrantes aos
procedimentos já mencionados, tais como o registro das atividades em fichas
específicas, a fiscalização e correção de documentos para arquivamento, a
elaboração de documentos informativos ou de comprovação e o arquivamento de
todos os documentos da empresa.
A comunicação entre os setores da empresa ou, ocasionalmente, com
fornecedores é de responsabilidade da estagiária, que comunica pessoalmente, por
Skype, telefone ou endereço eletrônico.
34

4 DISCIPLINAS APLICADAS

O Estágio Supervisionado Obrigatório propicia ao aluno a prática dos


conteúdos estudados durante a graduação. Na empresa Starlux, a estagiária teve a
oportunidade de utilizar conhecimentos obtidos em diversas disciplinas estudadas.
A disciplina de Qualidade e Segurança na Indústria Química facilitou a
abordagem da estagiária junto aos funcionários e ao processo de fabricação, no que
diz respeito à inspeção e ao controle dos aspectos imprescindíveis para a qualidade
na empresa. O estudo da legislação em que se baseia o Manual de Qualidade e
Boas Práticas de Fabricação, a conscientização dos funcionários quanto à
necessidade do cumprimento das normas, estratégias de melhoria ou correção do
processo e a importância de um padrão de qualidade nos produtos finais foram
alguns dos conteúdos dessa disciplina que foram aplicados durante o estágio.
A disciplina de Física Experimental propiciou à estagiária conhecimentos
no software Microsoft Excel, que foram utilizados para a manutenção e melhoria na
emissão das Ordens de Produção e planilhas de estoque de matéria-prima.
Nas análises físico-químicas realizadas, foram aplicados os conteúdos
estudados nas disciplinas de Química Analítica, Química Orgânica, Química
Inorgânica Experimental e Instrumentação na Indústria Química. Foram necessárias
noções das técnicas de análises, tais como a medição do pH, viscosidade e
densidade, bem como o entendimento da necessidade do controle dessas
propriedades para a garantia da qualidade do produto final. Além disso, o
conhecimento prévio do manuseio das vidrarias e equipamentos do laboratório de
controle de qualidade foi essencial para a rápida adaptação à rotina que inclui essas
atividades.
Apesar de não trabalhar diretamente com a administração da empresa, foi
possível observar o exercício de tópicos estudados na disciplina de Gestão
Tecnólogica e Ecônomica para as atividades relacionadas à gestão da empresa,
reposição do estoque e metas de vendas.
Na Starlux, a fabricação dos produtos é um processo fácil e elementar.
Cada produto tem seu procedimento específico, mas todos eles envolvem as
mesmas etapas: separação e pesagem das matérias-primas, mistura em tambores,
espera pelo tempo necessário para estabilização e, uma vez pronto, o produto
segue as outras etapas até à chegada ao estoque de produtos acabados. Apesar de
35

simples, esse processo envolve conhecimentos estudados nas disciplinas de


Cinética e Reatores Químicos, Princípios dos Processos Químicos, Transporte de
Quantidade de Movimento.
36

5 CONTRIBUIÇÕES À EMPRESA

Durante o período de estágio, algumas medidas foram tomadas de modo


a organizar documentos e arquivos da empresa, bem como melhorar a rotina e o
ambiente de trabalho da estagiária e de outros funcionários.
A partir do conhecimento da ferramenta Microsoft Excel, a estagiária
corrigiu e aperfeiçoou todas as planilhas de Ordem de Produção, aplicando fórmulas
e algoritmos, a fim de facilitar a emissão e dispensar o preenchimento à mão de
algumas informações, como lote e fabricação das matérias-primas utilizadas e
código de embalagens.
Documentos importantes, como o Manual de Qualidade e Boas Práticas
de Fabricação e a ficha de especificações de matérias-primas e embalagens, foram
atualizados e corrigidos, de acordo com os procedimentos operantes empregados
na empresa e as características e certificações das matérias-primas e embalagens
utilizadas.
Outra medida tomada, com o objetivo de corrigir dados do software
responsável pelo estoque, foi a produção de um inventário de matérias-primas e
embalagens, dados que foram devidamente registrados e atualizados no sistema.
Além de realizar a auditoria interna, a estagiária contribuiu com a
coordenação de algumas execuções de melhoria, como a troca de plaquetas com
informações de procedimentos dispostas nas paredes e a elaboração de plaquetas
de segurança indicando saída de emergência (Figura 17).

Figura 17. Plaqueta informativa de segurança.

Os documentos arquivados na empresa estão dispostos em armários


devidamente rotulados e divididos. A estagiária organizou os documentos e pastas
37

que não estavam em ordem alfabética e em ordem cronológica, facilitando o


arquivamento de documentos posteriores.
Além disso, a estagiária organizou o laboratório de controle de qualidade
no que se refere à posição espacial dos objetos na bancada de análises, bem como
a disposição dos rótulos armazenados em prateleiras, facilitando a rotina de
trabalho.
38

6 SUGESTÕES DE MELHORIA

A empresa Starlux tem um cotidiano movimentado, com diversos


processos ocorrendo simultaneamente. Apesar de ser uma empresa de pequeno
porte, a sua produção é contínua e necessita de um trabalho em equipe com
sintonia para que seja possível atingir as metas diárias com qualidade e segurança.
A estrutura da fábrica e o modo como ocorrem os procedimentos
necessitam de melhorias, tanto no que diz respeito ao espaço físico e equipamentos,
como quanto aos aspectos administrativos e de qualidade geral dos processos.

6.1 Gestão do estoque de matérias-primas e embalagens


A gestão de estoque de uma empresa é fator determinante em termos
econômicos, pois, se bem efetuada, reduz o investimento em material de produção.
Além disso, qualquer erro de previsão pode colocar em risco a produção, como
quando uma matéria-prima em uso acaba, sem haver unidades no estoque.
Na Starlux, a gestão de estoque é feita manualmente, e por vezes
ocorrem erros de estoque, ocasionando o atraso na produção. Atualmente, o
estoque é dividido em etapas e é controlado por pelo menos quatro funcionários, o
que facilita o erro por comunicação falha ou tardia. A aplicação de uma ferramenta
computacional para gestão de estoques seria uma solução para evitar erros de
previsão, além de diminuir a quantidade de etapas e funcionários responsáveis pelo
estoque.

6.2 Marketing
As vendas da empresa são essenciais para o seu crescimento e
desenvolvimento. Os funcionários do setor de vendas têm metas definidas, e um
plano de marketing mais adequado facilitaria o seu cumprimento.
Material de divulgação, tabelas de preço, amostras dos produtos ou um
portfólio com as linhas de produtos listadas seriam algumas medidas para a
melhoria da divulgação da empresa, além de facilitar o trabalho dos vendedores na
exposição dos produtos.

6.3 Distribuição de funções


Numa empresa bem estruturada, é fundamental que os funcionários
tenham funções claras e coerentes com sua rotina de trabalho, para que estejam
cientes de suas metas e sejam capazes de cumprir suas obrigações. Os
39

funcionários da empresa Starlux têm suas funções determinadas, porém elas estão
mal distribuídas, com funcionários que acumulam funções, ou que não têm suas
tarefas devidamente supervisionadas.
Uma sugestão de melhoria é dispor os funcionários em áreas de atuação
coerentes com seu desempenho e habilidades. Outra medida seria a revisão da
hierarquia da empresa, adicionando ou estabelecendo supervisores responsáveis
por controlar as atividades de outros funcionários.

6.4 Tratamento de efluentes


As indústrias de saneantes, assim como outras indústrias, geram
efluentes provenientes dos processos de fabricação, chamados de efluentes
industriais. Na Starlux, esses efluentes são gerados a partir da lavagem dos
tambores onde são fabricados os produtos e da limpeza dos setores da fábrica.
Para o cumprimento das normas previstas na legislação ambiental vigente
(BRASIL, 2011), o efluente gerado na indústria deve respeitar condições e padrões
estabelecidos, para que possa ser lançado no corpo receptor, além de ter um
monitoramento contínuo de suas propriedades.
Atualmente, não há nenhum controle ou análise dos efluentes, que são
apenas descartados. Dessa forma, sugere-se uma análise do efluente gerado por
um período de, pelo menos, um mês, a fim de se identificar se o efluente obedece às
especificações dos parâmetros controlados pela legislação. Em caso negativo, a
criação de uma estação de tratamento de efluentes formada por tanque de
sedimentação, caixa de cloração, câmara de contato e filtro de areia é uma possível
solução, sendo ainda necessário avaliar a sua eficiência.

6.5 Análise biológica para desinfetantes


De acordo com a legislação específica para desinfetantes (BRASIL,
2007), os desinfetantes fabricados pela Starlux são classificados como desinfetantes
de uso geral. Esses produtos devem ter uma formulação que garanta a ação
antimicrobiana.
Para que esse desinfetante possa ser notificado, é necessário realizar
testes de comprovação da eficácia da ação antimicrobiana contra os
microorganismos Staphylococcus aureus e Salmonella choleraesuis. Ainda de
acordo com a legislação específica, a metodologia de análise sugerida é a da AOAC
40

- Association of Official Analytical Chemists, ou métodos adotados pelo CEN -


Comitê Europeu de Normatização.
Para garantir que o produto fabricado esteja de acordo com o exigido pela
norma, é sugerido que análises biológicas para desinfetantes sejam realizadas
periodicamente, pois as análises físico-químicas não são capazes de determinar se
o desinfetante tem a ação microbiana desejada.

6.6 Automação do processo


Como a Starlux é uma empresa de pequeno porte, a maioria dos seus
procedimentos é feita manualmente. O processo pode ser otimizado com a
automação de alguns procedimentos, como envase, rotulagem e embalagem. O uso
das máquinas, com auxílio dos funcionários, tornaria a produção mais eficiente, pois
reduziria o tempo gasto nessas etapas de fabricação.

6.7 Troca ou reparo de equipamentos


O investimento em novos equipamentos de fabricação ou reparos
ocasionais propicia um ambiente de trabalho com mais qualidade e segurança.
Há equipamentos inutilizáveis no setor de produção, pois necessitam de
reparos, o que prejudica a eficiência da produção. Além disso, os motores de
mistura precisam ter a pintura refeita, e, para a segurança dos funcionários, é
importante ser feita uma análise elétrica, a fim de verificar a existência de fios
desencapados e se sua base impede a ocorrência de choques elétricos.
41

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A empresa Starlux, que recebeu a estagiária pelo período de quatro


meses, fabrica um grande número de produtos saneantes domissanitários, mesmo
sendo considerada uma empresa de pequeno porte. A empresa forneceu o suporte
necessário para a prática exigida na disciplina de Estágio Supervisionado
Obrigatório.
As diversas atividades desenvolvidas foram muito importantes no
desenvolvimento profissional da estagiária, que aprendeu a lidar com metas e
prazos e teve seu trabalho aliado a uma grande responsabilidade em manter e
garantir a qualidade e segurança dos processos. Com o papel de supervisionar e
inspecionar processos e pessoas, a qualidade de liderança foi bastante trabalhada,
assim como a organização do tempo e controle das tarefas a serem cumpridas
diariamente.
Destaca-se a responsabilidade em trabalhar no controle de qualidade de
uma indústria, que engloba aspectos legislativos, de ligação direta com o
consumidor e com a segurança dos funcionários. A vivência num laboratório de
análises de uma indústria é dinâmica e exige extremo comprometimento.
Aplicar os conteúdos estudados em sala amadurece a aluna para o
mercado de trabalho, pois mostra como os assuntos abordados são utilizados em
indústrias. Além disso, foi possível desenvolver o espírito de equipe, ajudando na
adequação da aluna em um ambiente de trabalho que tem uma hierarquia
estabelecida e onde a comunicação é essencial para o trabalho ser satisfatório.
Contribuir para a empresa com pequenas mudanças que afetam a rotina
dos funcionários e dos próximos estagiários é gratificante, assim como conseguir
avaliar melhorias para a empresa, o que evolui a capacidade crítica do profissional.
Dessa forma, o estágio contribuiu para o crescimento profissional e
pessoal da estagiária. Foi possibilitado o aprendizado do funcionamento de uma
indústria de pequeno porte, desde o recebimento de matérias-primas à expedição do
produto final ao consumidor, bem como a adaptação como indivíduo dentro de uma
equipe formada, com funções subordinadas e interdependentes.
42

REFERÊNCIAS

BRASIL (2006), Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária -


ANVISA, Saneantes, Orientações, GUIA PARA REALIZAÇÃO DE ESTUDO DE
ESTABILIDADE DE PRODUTOS SANEANTES. Disponível em:
<http://200.189.113.52/ftp/Visa/GuiaRealizEstudos.pdf>. Acesso em: 03 de maio de
2016.

BRASIL (2007), Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária -


ANVISA, Saneantes, Legislação, RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA –
RDC Nº 14, DE 14 DE FEVEREIRO DE 2007. Aprova o Regulamento Técnico para
Produtos Saneantes com Ação Antimicrobiana harmonizado no âmbito do Mercosul
através da Resolução GMC nº 50/06, que consta em anexo à presente Resolução.
Disponível em:
<http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/a450e9004ba03d47b973bbaf8fded4db/
RDC+14_2007.pdf?MOD=AJPERES>. Acesso em: 25 de abril de 2016.

BRASIL (2008), Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária -


ANVISA, Saneantes, Legislação, RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA –
RDC Nº 40, DE 05 DE JUNHO DE 2008. Aprova o Regulamento Técnico para
Produtos de Limpeza e Afins harmonizado no âmbito do Mercosul através da
Resolução GMC nº 47/07. Disponível em:
<http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2008/res0040_05_06_2008.html>.
Acesso em: 25 de abril de 2016.

BRASIL (2010), Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária -


ANVISA, Saneantes, Legislação, RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA –
RDC Nº 59, DE 17 DE DEZEMBRO DE 2010. Dispõe sobre os procedimentos e
requisitos técnicos para a notificação e o registro de produtos saneantes e dá outras
providências. Disponível em:
<http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/0ac0a480479559f084e7effe096a5d32/
RDC+059+-+2010+%28GERAL+-
+registros+e+notifica%C3%A7%C3%B5es%29.pdf?MOD=AJPERES>. Acesso em:
15 de maio de 2016.
43

BRASIL (2011), Ministério do Meio Ambiente. Conselho Nacional do Meio Ambiente


– CONAMA, Legislação Ambiental, RESOLUÇÃO Nº 430, DE 13 DE MAIO DE 2011.
Dispõe sobre as condições de lançamento de efluentes, complementa e altera a
Resolução n° 357, de 17 de março de 2005, do Conselho Nacional do Meio
Ambiente – CONAMA. Disponível em:
<http://www.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=646>. Acesso em: 05 de
maio de 2016.

BRASIL (2013), Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária -


ANVISA, Saneantes, Legislação, RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA –
RDC Nº 47, DE 25 DE OUTUBRO DE 2013. Regulamento Técnico de Boas Práticas
de Fabricação para Produtos Saneantes. Disponível em:
<http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2013/rdc0047_25_10_2013.pdf>.
Acesso em: 20 de abril de 2016.

BRASIL (s. d.). Fundação Oswaldo Cruz. Instituto Nacional de Controle de


Qualidade em Saúde. GRUPO TÉCNICO DE SANEANTES DOMISSANITÁRIO.
Saneantes domissanitários. Disponível em:
<https://www.incqs.fiocruz.br/index.php?option=com_content&view=article&id=88&It
emid=96>. Acesso em: 05 de maio de 2016.

EPP, Starlux Ind. E Com. Material de Limpeza Higiene e Cons. Ltda – (2013),
MANUAL DA QUALIDADE E BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO. Parnamirim,
RN: Starlux, 2013;

EPP, Starlux Ind. E Com. Material de Limpeza Higiene e Cons. Ltda – (2015), FICHA
DE ESPECIFICAÇÕES DE MATÉRIAS-PRIMAS E EMBALAGENS. Parnamirim,
RN: Starlux, 2015;

EPP, Starlux Ind. E Com. Material de Limpeza Higiene e Cons. Ltda – (2015), FICHA
DE PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PADRÃO. Parnamirim, RN: Starlux, 2015;
44

APÊNDICE A – Produtos da Starlux, legislação específica e as especificações


estabelecidas.

Tipo de Produto Legislação específica Especificações estabelecidas*

pH: 4,79 – 5,79


Resolução RDC Nº 14,
Densidade (g/mL): 0,94 – 1,04
Desinfetante de 28 de fevereiro de
Viscosidade, copo nº 2 (s): mín. 40
2007
Aspecto: Líquido
pH: 5,5 - 6,5
Densidade (g/mL): 1,95 – 1,05
Amaciante de tecidos
Viscosidade, copo nº 4 (s): mín. 20
Aspecto: Líquido viscoso
pH: 7,0 – 8,0
Densidade (g/mL): 0,95 – 1,5
Cera líquida
Viscosidade, copo nº 2 (s): mín. 40
Aspecto: Líquido
pH: 10,3 – 11,3
Densidade (g/mL): 0,95 – 1,5
Desengraxante
Viscosidade, copo nº 4 (s): mín. 40
Aspecto: Líquido viscoso
pH: 8,5 – 9,5
Densidade (g/mL): 0,95 – 1,5
Detergente de uso geral
Viscosidade, copo nº 4 (s): mín. 50
Aspecto: Líquido viscoso
pH: 8,0 – 9,0
Densidade (g/mL): 0,96 – 1,06
Detergente automotivo
Viscosidade, copo nº 4 (s): mín. 105
Aspecto: Líquido viscoso
pH: 10,4 – 11,4
Detergente Resolução RDC Nº 40, Densidade (g/mL): 0,95 – 1,6
desengordurante de 5 de junho de 2008 Viscosidade, copo nº 4 (s): mín. 15
Aspecto: Líquido pouco viscoso
pH: 7,0 – 8,0
Densidade (g/mL): 1,09 – 1,19
Detergente para pneus
Viscosidade, copo nº 4 (s): mín. 14
Aspecto: Líquido pouco viscoso
pH: 6,5 – 7,5
Detergente de lavar Densidade (g/mL): 0,5 – 1,51
louças Viscosidade, copo nº 4 (s): mín. 60
Aspecto: Líquido viscoso
pH: 7,8 – 8,8
Detergente em gel de uso Densidade (g/mL): 1,5 - 2,5
geral Viscosidade, copo nº 4 (s): mín. 180
Aspecto: Gel
pH: 6,5 – 7,5
Facilitador de passagem Densidade (g/mL): 1,05 – 1,15
de roupa Viscosidade, copo nº 2 (s): mín. 40
Aspecto: Líquido
pH: 5,5 – 6,5
Densidade (g/mL): 0,94 – 1,04
Limpador perfumado
Viscosidade, copo nº 2 (s): mín. 40
Aspecto: Líquido
45

pH:6,5 – 7,5
Densidade (g/mL): 0,96 – 1,06
Limpador de uso geral
Viscosidade, copo nº 2 (s): mín. 90
Aspecto: Líquido pouco viscoso
pH: 5,3 – 6,3
Densidade (g/mL): 0,95 – 1,05
Limpador de vidros
Viscosidade, copo nº 2 (s): mín. 45
Aspecto: Líquido
pH: 5,5 – 6,5
Densidade (g/mL): 0,83 – 0,93
Polidor de alumínio
Viscosidade, copo nº 4 (s): mín. 12
Aspecto: Líquido
pH: 8,5 – 9,5
Densidade (g/mL): 0,95 – 1,06
Sabão de lavar roupas
Viscosidade, copo nº 4 (s): mín. 60
Aspecto: Líquido
pH: 7,5 – 8,5
Densidade (g/mL): 0,96 – 1,06
Sabão líquido
Viscosidade, copo nº4 (s): mín. 60
Aspecto: Líquido viscoso
* As especificações são estabelecidas pela empresa, respeitando a legislação vigente. As condições
de análise consideram temperatura ambiente de 25 ºC. A densidade é determinada a partir da
solução pura. A viscosidade é feita em viscosímetro de orifício (copo Ford), números 2 e 4. O aspecto
é determinado por análise visual.
46

APÊNDICE B – Tipos de garrafas utilizadas e suas especificações.

Matéria- Peso Altura Diâmetro (cm)


Tipo de garrafa Cor
prima (g) (cm) / Área (cm²)

Opaca retangular 5 L PET Branco 163 28,7 A = 18 x 13,5

PET cilíndrica 5 L PET Incolor 89 32,0 D = 17,0

PET cilíndrica 2 L PET Incolor 37 33 D = 10,5

PET retangular 2 L PET Incolor 44 30,5 A = 10,0 x 10,5

PET cilíndrica 1 L PET Incolor 24 27,5 D = 7,5

PET cilíndrica 750 mL PET Incolor 24 26,5 D=7

PET cilíndrica 500 mL


PET Incolor 18 18,0 D = 7,5
(amaciante)
PET cilíndrica 500 mL
PET Incolor 15 22,0 D = 6,5
(desinfetante)
PET cilíndrica 500 mL
PET Incolor 15 23,0 D = 5,5
(detergente)

PET retangular 500 mL PET Incolor 21 18,5 A = 7,5 x 6

PET cilíndrica 100 mL PET Incolor 15 9,5 D=5


47

ANEXO A – Modelo de uma ordem de produção

STARLUX Ind e Com de Material de Limpeza,


Higiene e Conservação LTDA
CNPJ: 02.366.120/0001-32
Inscrição: 20.079.882-0

Emissão:
ORDEM DE PRODUÇÃO
Data de Fabricação: INICÍO: Hs.______:______

PRODUTO: VOLUME BOMBONA (Ml):


CÓDIGO: VOLUME BOMBONA (L):

ITENS

LOTE VOL (L) QUANT. DE BB RÓTULOS (UNID) CAIXAS OU BANDEJAS

CÓD: CÓD: CÓD:

PLANOS DE FABRICAÇÃO

FABRICAÇÃO ACABAMENTO ENVASAMENTO ROTULAGEM EMBALAGEM

FÓRMULA DE REPRODUÇÃO

Quilos Fab.: ___/___/___ Lote: ___/___/___

Quilos Fab.: ___/___/___ Lote: ___/___/___

Quilos Fab.: ___/___/___ Lote: ___/___/___


Quilos Fab.: ___/___/___ Lote: ___/___/___

Litros ( q.s.p )

PROCEDIMENTO

DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO

VOL. PRODUZ. (L) QUANT. (BB) HORA DATA RENDIMENTO % ASSINATURA


48

SISTEMA DE GARANTIA DA QUALIDADE

VERIFICAÇÃO DE ITENS DE QUALIDADE

Produto: Código: Volume (L):


Data Fab.: N° Lote: Bombona (L): Validade: 12 meses
* Fabricação: Operador:
( ) Ordem de Produção Início:
( ) Plaqueta de identificação no tanque de mistura Data:
( ) Matéria prima aprovada Término:
( ) Fórmula de Reprodução Data:
( ) Produto Fabricado dentro das especificações
( ) Encaminhado para Laboratório de Controle de Qualidade
* Laboratório de Controle de qualidade: Analista:
( ) Produto recebido para análise (amostra de 500 Ml) Início:
( ) Análise de Ph (puro e a 1% em solução aquosa) Data:
( ) Análise de Densidade Término:
( ) Análise de Viscosidade Data:
( ) Especificações do produto em ficha técnica
( ) Produto analisado
( ) Retem 100 Ml
* Envasamento: Operador:
( ) Produto liberado para envase aprovado Início:
( ) Ordem de Produção Data:
( ) Embalagens aprovadas Término:
( ) Sistema de envasamento por lote a utilizar Data:
( ) Verificação do rendimento
( ) Identificação do lote envasado em placa de identificação
* Rotulagem: Rotulador:
( ) Ordem de produção Início:
( ) Quantidade de Rótulos Data:
( ) Observação da data de fabricação, N° do lote e validade Término:
( ) Produtos a rotular separados em lote e identificados por plaqueta Data:
( ) Aplicação dos rótulos de acordo com o produto indicado
* Embalagem: Operador:
( ) Ordem de produção (Verificação do tipo de embalagem a acondicionar) Início:
( ) Quantidade total de embalagens do produto Data:
( ) Embalagem por lote para encaminhamento a quarentena de produtos acabados Término:
( ) Produtos encaminhados a quarentena de produtos acabados Data:
* Estoque de Produtos Acabados: Supervisor:
( ) Ordem de produção (Lote, Data de fabricação e Quantidade fabricada) Início:
( ) Produtos transferidos com via preenchida e assinada Data:
( ) Acondicionados em paletes de madeira Término:

_____________________________ _____________________________
Supervisor da Produção Químico Responsável
49

RELATÓRIO DE ANÁLISE QUÍMICA


PRODUTO:
LOTE: CÓDIGO: DATA:
DESCRIÇÃO VALOR ESPERADO A1 A2 A3 MÉDIA RESULTADO (AP/RE/COR)
Ph prod.Puro (T ºc )
Ph prod. Sol. A 1%
Densidade (g/Ml)
Viscosidade
Aspecto Fisico
Legenda: AP: APROVADO – RE: REPROVADO – COR: CORREÇÃO – SAT: SATISFAÇÃO – NSAT:NÃO SATISFEITO
RESULTADO: RESP. ANÁLISE FÍSICO-QUÍMICA:
(SAT/NSAT) ______________________________
RESP. SETOR DE FABRICAÇÃO:
DATA LIBERAÇÃO:
________________________________
QUÍMICO RESPONSÁVEL:
_____________________________________
Adonai Nagib de C. França – CRQ/RN
15.300.072
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
MOVIMENTO DE ALMOXARIFADO – SAÍDAS Desinfet. MOVIMENTO DE ALMOXARIFADO
CÓDIGO DISCRIMINAÇÃO VALOR SAÍDA DE CORANTES
CÓDIGO
:
NOME:
VALOR:
VISTO
BB PET 0
RÓTULOS 0
CAIXA / BANDEJA 0
VISTO
DATA: 00/01/1900
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

RETEM 100Ml

Produto:
Data de
Código:
Fabricação:
Lote: Validade: 12 meses
Quím. Resp.: Adonai Nagib de C.
França
CRQ/RN 15.300.072
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
TRANSFERÊNCIA DE PRODUTO ACABADO Desinfet.
ENTRADA
CÓDIGO DISCRIMINAÇÃO Quantidade de caixas
Volume das Bombonas: Litros
Lote
:
Data de Fabricação:
VISTO
DATA:
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
TRANSFERÊNCIA DE PRODUTO ACABADO Desinfet.
ENTRADA
CÓDIGO DISCRIMINAÇÃO Quantidade de caixas
Volume das Bombonas: Litros
Lote
:
Data de Fabricação:
VISTO
DATA:
50

ANEXO B – Controle diário de ordens de produção


51

ANEXO C – Controle de recebimento de pedidos

CONTROLE DE RECEBIMENTO DE PEDIDOS


DATA DO PEDIDO MATÉRIA-PRIMA OU EMBALAGEM FORNECEDOR TRANSPORTADORA DATA CHEGADA
52

ANEXO D – Ficha de recebimento e inspeção de matéria-prima


53

ANEXO E – Ficha de recebimento e inspeção de embalagens


54

ANEXO F - Rótulo de aprovação das mercadorias recebidas


55

ANEXO G – Relatório de análise de embalagens


56

ANEXO H – Certificado de análise de embalagem


57

ANEXO I – Ficha de teste de estabilidade


58

ANEXO J – Ficha de estoque

Quantidade Quantidade Quantidade


MATÉRIA-PRIMA ESSÊNCIAS CORANTES
(Kg) (Kg) (Kg)
ÁCIDO CÍTRICO ACÁCIA SÓLIDOS
ÁCIDO CLORÍDRICO ALECRIM Amarelo BR A-3G
ÁCIDO FOSFÓRICO AMACIDIER Castanho ZGRH
ÁCIDO SULFÔNICO APPLE FRESH Escarlate
AÇÚCAR INVERTIDO CARRO NOVO Rodamina
ÁLCOOL CITRONELA Turquesa
ÁLCOOL
CRAVO E CANELA Verde BR TM
CETOESTEARÍLICO
ÁLCOOL POLIVINÍLICO
ERVA DOCE Verde fluorceína
(CELVOL)
AMIDO DE MILHO EUCALIPTO Verde limão BR
BACTERICIDA FLOR DO CAMPO Vermelho Cera
BARRILHA LEVE FRESH Vermelho Semilcor
BASE PEROLIZANTE GALEÃO Violeta 5R
BETAÍNA GIOVANA LÍQUIDOS
BRANCOL IGUATEMI Preto Araprint BT
BUTILGLICOL / AUGEO JASMIM Azul Araprint
CARBOPOL LARANJA Amarelo Araprint
CERA DE CARNAÚBA LAVANDA GD TOP
CLORETO DE
LEMON FRESH EMBALAGENS Quantidade
CETILTRIMETILAMONIO
CLORETO DE SÓDIO
LIMA LIMÃO BB PET 5L
(SAL)
COLA BRANCA MIL FLORES BB OPACA 5L
DECAP OMO BB Desin 2L (Alta)
GLICERINA PELÚCIA BRT BB AMACIANTE 2L (Incoplaje)
HIPOCLORITO DE SÓDIO
PÊSSEGO BB CERA INCOLOR 750ML
(CLORO)
LAURIL PINHO BB CERA VERMELHA 750ML
METASSILICATO SOFT FOFO BB DESINFETANTE 1L
MIT/CMIT TALCO BB DESINFE. 500ML
MONOETANOLAMINA TUTTI FRUTTI BB DETERGENTE 500mL
ÓLEO AK1000 ZICS BB AMACIANTE 500mL
PARAFINA CAIXA PET 5L
PROPILENOGLICOL RÓTULOS EM FALTA/ACABANDO CAIXA PET 2L
RENEX TAMPA FLIP FLOP
RESINA TAMPA AMACIANTE
SODA PLÁSTICO DE DETERGENTE
SOLVENTE ECO /
ISOPARAFINA
TRIPOLIFOSFATO DATA: ___/___/ 2015
ULTROL VISTO: _____________________
VASELINA
Alkonat
59

ANEXO K – Ficha de auditoria interna

AUDITORIA

SETOR
ITENS FORA DE CORREÇÃO PRAZO PARA
RESPONSÁVEL
CONFORMIDADE NECESSÁRIA CORREÇÃO

( ) Manutenção Corretiva
( ) Manutenção Preventiva

Adonai Nagib de
Carvalho França
Proprietário / Eng.
Químico
CRQ/RN 15.300.072 XV
região