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IYÁ-MI OSORONGÁ

HISTÓRICO

 No Brasil, o culto das Yá-Mi Osorongá é ,muito recente.


Quando se fala delas é preciso ter postura moral e espiritual, assim como para manipulá-las.
 Não se pode agir com irresponsabilidade. Não se s e pode confundi-las como se fosse
foss e uma força ue e!iste
s" para destruir, s" para o mal. #ua força pode ser usada tanto para o bem como para o mal. O bem e o
mal dependem da nossa $ontade. %alamos &'s min(as mães Osoronga), no plural, porue não
estamos tratando de uma força isolada. #ão $árias, um n*mero ilimitado.
#e relacionarmos as mães com a +erra,
+erra, todos n"s somos fil(os delas, pois todos estamos na
+erra. +ambém somos seus fil(os por seguirmos a cultura de Ori!ás e por sermos iniciados.
O poder das &mães) $ai surgir como o poder de !*, tendo como referncia um poder feminino.
O ulto de gungun tm como princ/pio o poder masculino.
O poder feminino não e!iste sem o poder masculino e $ice-$ersa.
ledunmare criou as &mães) para ser$ir como intermediárias para unir con(ecimentos técnicos
com o poder imaginário.
imaginário. !.0 uando fa1emos eb", (á toda uma uma parte de con(ecimento técnico, como
comidas, elementos, re1as, pala$ras pronunciadas. 2epois disso esse eb" de$e ser le$ado 3 uma encru-
1il(ada ou outro local similar. '/ entra a parte astral, in$is/$el. 2urante todo o procedimento do eb"
$oc mentali1a
mentali1a ue alguma força de$e pegar o eb" e transformá-lo na solução do problema da pessoa.
le é consumido 4a aparncia mostra5, retirado
retirado as energias,
energias, transformado, processo ue começa com o
'6ogun0

Ajogun 7 8oderes ue atuam em cima


cima dos eb"s e oferendas. 's &Mães) 9 Oso 4masculino das
&mães), porém numa dimensão inferior5 9 !* 9 os feiticeiros.

Quando o eb" é transportado ao seu destino 4encru1il(ada, mata,


mata, etc5, durante esse transporte,
&las) estarão em contato com nossas preces, nossas $ontades, etc. 's &mães) são intermediárias entre
n"s e nossas $ontades. las foram criadas para ser$ir ao (omem dentro de uma se:ncia l"gica de
forças espirituais. 's &mães) também nos au!iliam para gan(armos mais força e assim superarmos
dificuldades.
's &Mães) possuem poder atrati$o 4para c(amar coisas boas, proteção5, poder pre$enti$o
4impedir ue alguém nos faça mal5 e poder curati$o 4curam nossos males e doenças5.
' grande $antagem é ue elas
elas atuam sobre os nossos inimigos
inimigos com uma força in$is/$el.
in$is/$el. las
en!ergam o ue n"s não en!ergamos e os nossos inimigos não as en!ergam.
' força das &Mães) é uma das poucas forças ue n"s (umani1amos 4n"s incorporamos essas
forças5.
 N"s (umani1amos Ori!ás atra$és da incorporação,
incorporaçã o, mas com as &Mães) não é assim. %eito a
iniciação, $oc está com ela ;< (s por dia, mas tudo $ai depender de sua postura.
's &Mães) manipulam
manipulam tudo auilo
auilo ue o (omem necessita na $ida, mas a realidade delas não é
 para ualuer pessoa. O con(ecimento é fundamental
f undamental e a preser$ação também.
las s" respondem para aueles ue são fiéis 3 elas. = necessário fa1ermos um pacto 4compla-
cncia, fidelidade5 indi$idual com elas e cumpri-lo.

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IYÁ-MI OSORONGÁ
HISTÓRICO

2i1 o mito ue as Yá-Mi-Osorongá são uma força f/sica e espiritual. ssa força teria sido criada
em relação ao e6é 4mesntruação5. %oram criadas por ledunmare para euilibrar as forças do ?ni$erso.
ledunmare di$ide essas forças0
éu 7 Orun
Meio 7 '6ogun 4@enerá$el, e se é $enerá$el, é Ori!á5
+erra 7 'Aé

gungun 7 8oder masculino, a $olta dos mortos para a +erra. ' *nica força ue $i$eu no Orun e
'Aé e está entre os '6ogun.

Aá-Mi 7 8oder feminino, responsá$el por unir tudo na $ida do (omem.

2epois ue as mul(eres pegaram essa força e passaram a organi1ar a $ida, a integrá-la na socie-
dade, também os (omens passaram a ser de$otos. omo começaram a integrar isso, eles não podiam
ser c(amados de &mães), então se tornaram Oso.
Quando 6ogamos b*1ios, (á o CD Od* E Osa, ue fala sobre &las) e orienta a fa1er eb" 3 &las)
 para aduirir sorte. Obrigatoriamente todo e ualuer eb" passa por &las).
#er de$oto das &Mães) e!ige um renascimento, uma mudança de postura.
Quando se fa1 magia 4e!tra E Ori!á5 ela s" se mantém pelo poder das &Mães). #em &las), a
essncia das simpatias $ão embora. 's magias tm ue ser consagradas. &las) são protetoras dessas
magias.
 No culto aos Ori!ás, sempre ue fi1ermos oferendas a eles, de$emos fa1er oferendas 3s &Mães).
Quando se fa1 um mal, também temos ue e$ocá-las, para ue não (a6a obstáculo ao seu
destino.
 No culto de gungun para tra1er um deles para o 'Aé, dar comunicação entre os $i$os e os
mortos, é preciso das forças das &Mães) e de !*.
's &Mães) estão relacionadas 3 e!istncia (umana, 3 procriação, então, estão relacionadas 3
uestão do destino. las podem mudar o destino das pessoas.
O poder das &mães) se conuista na iniciação ou é transmitido (ereditariamente. las tm sabe-
doria, sensibilidade, competncia e algo a mais 4a!é5.
Ori!á não abandona o Or/ de ninguémF as &Mães) abandonam.
O segredo é uma caracter/stica essencial das &Mães). Gá a sociedade das de$otas das &Mães).
2i1em ue a noite se transformam em pássaros para se locomo$erem. Ninguém consegue espiar as
&Mães) impunemente.
leAe 7 #en(ora donas dos pássaros.
Outros as c(amam de #en(oras dos pássaros da noite.
Gá duas ualidades de oferendas0 '6é %unfun 4pure1a, ou se6a, fa1er o bem5, '6é 8upa 4fa1er o
mal5. Quem fa1 o mal não são as &Mães) e sim o de$oto ue gan(ou a força e usa como uiser.
8ode-se re$erter um bom destino para o mal com a força das &Mães) e $ice-$ersa. 2e$e-se
oferenda para as &Mães) por um ob6eti$o espec/fico0 a mel(ora do destino.

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IYÁ-MI OSORONGÁ
HISTÓRICO

8ara termos mel(or proteção das &Mães) de$emos nos manter neutros, e dei!ar ue elas façam
 6ustiça por n"s, sem dar nomes ou fa1er pedidos.
#e escol(ermos o mal, é bom estarmos cientes de ue essa energia um dia $olta, pois a energia
do mal é dinHmica assim como 3 do bem, um dia também $olta para a pessoa.
IJK do bem ue $oc fa1 aos outros, acaba re$ertendo para $oc. om o mal é a mesma coisa.
'duirimos força, poder e proteção das &Mães), não s" pela iniciação, mas também pela
de$oção.
O Bem s" e!iste uando se elimina o Mal, pois o camin(o do Bem e do Mal é o mesmo. '
opção é sua.
#er bom não significa ue $oc não possa se defender ou re$idar. @oc tem o direito e o de$er 
de se defender, o problema é como se $ai fa1er isso.
 Na parte de sa*de, as &Mães) arrancam a dor e o sofrimento e 6ogam fora. = bom fa1er oferenda
se esti$ermos doentes, para nos curarmos e se esti$ermos sãos, para podermos nos pre$enir.

SÍMBOLOS

Lituais do culto.

'gul(as

8ássaros coru6a oii5, morcego 4adan5, pássaros ue $oam 3 noite.

magem de pássaro 4meio pássaro, meio mul(er5

ontas coloridas

abaça 7 8arte e!terna 4?ni$erso $is/$el, tudo ue fa1 parte do dia-a-dia5
8arte interna 4forças ue manipulamos e produ1em resultados, nas n"s não $emos,
pensamentos, intuição, bondade, maldade, etc.5

magem de uma figura masculina e feminina em bron1e 4dan5 dentro da cabaça.

Bastão com s/mbolos 4s/mbolos ue são for6ados s" por pessoas autori1adas5

Yangi de !* 4?m !* s" para elas5

8ote

'6e 4onc(a5

B*1ios

P
IYÁ-MI OSORONGÁ
+odas as penas 0 odidé 4reale1a5, 'gbé 4tra1 a sorte até $oc5, 'luo 4le$a $oc até a sorte5,
Reue-leue 4a6uda a superar obstáculos5

COMIDAS

's comidas das Aá podem ser colocadas todas 6untas dentro de um mesmo alguidar.

O$os, Mel, 2end, 'tar, Obi, OrobS, #al, Tgua, 'caçá, 'cara6é, 'bará, Banana nanica U maçã,
 pedaços de carne de porco. uru de in(ame, abra, O$el(a 4não carneiro5, 8orca, Valin(a, 'ngola
8ombo, gbin, Ot/ 4bebidas5
'o se fa1er as oferendas, de$emos cobri-las com fol(as de mario ou peregun $erde. +ambém
de$emos colocá-las por bai!o, como se fossem toal(as.
's $/sceras dos animais usados de$em ser oferecidas cruas, sem limpar, com dend.

ÁRVORES SAGRADAS FOLHAS SAGRADAS


a6á, O6*s36u, 8in(ão 8araguaio, WA"A", Bananeira, Xánu, 8eregun, 'gogo Wg*n, Bamb*

ORIKIS
ba, iba, iba
'oda, iba
'seda iba
le ogere a foo Aeri
'lapo iu
Olona ola, iba
su odara, iba
runmale oluotun
gba imale oluosin
ba gbogbo Ain o
ro ia6u, ero eAin, iba
'dase ni nun omode
ba i nun un o
Ain to ni aAe
 6e sise mi o san mi
mi lomo agba
 6e oo o maa 6e fun mi o
'da i nmu, i o ge eu idi e
Omo eni i nburu
i a gbe fun eun pa6e
 dari 6imi, i e fi oo mi o mi
mi lomo a6i fepo e

<
IYÁ-MI OSORONGÁ
Osoronga opii elese osun
'6efun 6edo
Oriri aAe
bo aAe ni a ru o
Osoronga ni nba ni gbele aAe
'6e ni npa eni
Osoronga gbigbe ni o gbe mi o
'6e ma pa mi lomo
#omi i o somo mi
Aa mi agba opii elese osun
' on maAe
' on lo6u re orun
6e lepo euru on
Aa-mi aAe eleuru pupa foo
O gberita 6agun
O gbe origi e anran anran
%ori 6imi bi mo ba se
%i oo re o mi
Ma e anran anran onu ile mi
Aa mogun alara

ORIKIS (Contnu!"#o$$$%

Bi igun 6ebo
' 6e gbe ni n6e
Bi aala 6ebo
' 6e gbe ni n6e
Vbogbo eAi a ba se
'segbe ni e 6e o 6e
Aa-agba alapo iu
Oloii oru
i nfo i o fara pa
Onile origi i n6ebo
i ebo naa ma gun rege
'on agba i nfi abo bo eni
i omo ara aAe ma ri ami om lara eni
' 6efun 6edo
i n6e tire tan
i o ma fi ona (an eni
Aa mi toto aAe
%i ona (an mi
Bi o ba gbe ori igi e
Ma e pa mi
Bi o gbe orita e
Ma e pa mi
I
IYÁ-MI OSORONGÁ
ie ni i o fi ie re e mi
Omidan eleAe olo6u oii
' ri eni o to pe eni
Omoran ologbon
+i nmo riro ati ai ro eda
'lapo iu olona ola
u ti nba ne nile mi
Le danu
Opiri eleAe moran bi afefe
'run ti nba nro nile mi
Lo danu
Aa-mi omoran eleAe
' pani ma Aoda
' mubo ti nbe laAe mi
Le danu o
Ain ti o ni aAe
 fa mi mora
'6e ile e fa mi mora o

ORIKIS (T&!'u"#o%

#audação
#audação ao prim"rdio
#audação ao criador 
#audação 3 +erra
Vuardiãs da morte
' dona do camin(o da prosperidade
#audação
!*, saudação
#audação as di$indades do lado direito
#audação as di$indades do lado esuerdo
#audação a todos $ocs
Os ue 6á foram e os ue estão por $ir, saudação
%a1er as coisas so1in(o é ue destr"i um ser 
Mas uando se fa1 saudando os mais $el(os é fa$orá$el a uem fa1
@ocs ue são as donas da e!istncia
8ermitam ue tudo ue eu fi1er se6a fa$orá$el a mim
u sou fil(o das sábias
8ermitam ue a proteção fluam para mim
?m facão não pode ser tão afiado para se cortar a si
O fil(o não pode ser tão ruim, ao ponto de dar ele para o leão comer 
u peço perdão a $ocs e ue $ocs dem a mim a sua proteção
#ou fil(o dauela ue se ban(a com dend
Z
IYÁ-MI OSORONGÁ
Osoronga, auela ue pinta seus pés com ossun
'uela ue se alimenta de f/gado e intestino
'uela ue $ tudo na terra
2e$emos fa1er eb" da e!istncia
Osoronga, é ue con$i$e com o (omem na terra, são elas ue também matam
Osoronga, me acol(e, d sua pa1 para mim
Osoronga, não matem a min(a fam/lia
8rote6a a mim e a meus fil(os
Min(a mãe $el(a, elegante ue pinta os pés com ossun
Que uando ol(a o (omem, fa1 ele sobre$i$er na terra
Que seu ol(ar le$a a morte
#angue é o dend 4tempero5 da comida delas
Min(a mãe cu6a comida é $ermel(a
Que guerreia na encru1il(ada
Que da copa das ár$ores canta
Me perdoe caso eu ten(a ofendido as sen(oras
Me prote6a com sua proteção
 Não cantem dentro do meu lar 
' mãe feiticeira ue tem $ida
las são como o pássaro sagrado ue come eb" mas não morre

ORIKIS (T&!'u"#o%
4ontinuação...5

Quando pássaro sagrado 'ala come eb", também não morre


+udo ue fi1emos de errado, faça com ue não aconteça nada de mal conosco
' sen(ora $el(a ue carrega a morte
's donas da madrugada, ue ao $oar não se mac(ucam
las ue tem sua morada nas copas das ár$ores
'o comerem eb", esse eb" não dei!a de ser aceito
's $el(as uando protegem o (omem, a (umanidade não dei!a de respeitar essa pessoa protegida
 por elas
las ue comem tanto intestinos como f/gado, ao receberem as oferendas, não dei!am de mostrar o
camin(o ao ser 
's min(as grandes mães s/mbolos da e!istncia
Mostrem a mim o camin(o
#e $ocs cantarem nas copas das ár$ores, não me matem com $ossos cantos
#e $ocs cantarem nas encru1il(adas, não me matem com $ossos cantos
Me papariuem 4amem5 com os $ossos poderes
' graciosa, cu6os ol(os parecem com os de coru6a 4elas são mais $el(as ue as coru6as5
'uelas ue $em os (omens, antes de aparecer para elas
'uelas ue con(ecem os pensamentos dos sábios, auelas ue sabem o ue o (omem pensa e não
 pensa
las ue são as donas do camin(o, da morte e da prosperidade
' morte ue esti$er cantando, dentro do meu lar, afastem-na, #en(ora do pássaro, rápido como o $ento
[
IYÁ-MI OSORONGÁ
' doença ue esti$er dentro do meu lar, afastem-na, min(a Mãe, a sábia, a dona do pássaro
'uela ue mata sem usar espada 4arma5
O insucesso ue esti$er no meu destino 4$ida5 afastem-no, $ocs ue são as donas do uni$erso e da
(umanidade, me abracem, as Aa-mi ue estão no meu lar, abracem

ORIKIS

'pai AeAe osoronga 8ossuidora de asas magn/ficas, min(a mãe Osoronga


Aá moi oma ma pa ni u a sa*do, não me mate, min(a mãe
Aá moi o ma ma soro u a sa*do, não me cause perturbaç\es, min(a mãe
Ba a ba de a 6u a nibo mi oo #e $os $em perto de n"s, prote6a-nos

Aá a mi la gba a o o Min(a mãe nos será fa$orá$el,


Aa a mi soro gba a o o AeAe Min(a mãe Osoronga nos será fa$orá$el, 'sé.

Mo 6uba enAin Aami Osoronga Meus respeitos a $"s, min(a mãe Osorongá.
O tonon e6e enun @"s ue segu/eis os rastros do coração e do sangue do f/gado.
O tonon e6e odo @"s ue segu/eis os rastros do sangue interior 
Mo 6uba enAin Aami Meus respeitos a $"s, min(a Mãe Osorongá.
O tonon e6e enun @"s ue segu/eis os rastros do coração e do sangue do f/gado.
O tonon e6e odo @"s ue segu/eis os rastros do sangue interior 
6é o Ae ni ale o O sangue $i$o ue é recol(ido pela terra cobre-se de fungos
O AeAe, AeAe, AeAe oo = ele ue sobre$i$e, sobre$i$e, " mãe muito $el(a.
O AeAe, AeAe, AeAe oo

]
IYÁ-MI OSORONGÁ
ORIN (CANTIGAS% - 

Aá mi Osoronga Min(a mãe Osoronga


Omi de ode o 'ui está a água
Ain iAa mi Osoronga @ocs min(as mães Osoronga
 a mu omi @en(am beber a água 46ogar na terra5

Aa mi Osoronga Min(a mãe Osoronga


tu de ode o 'ui está a galin(a de 'ngola
Ain iAa mi Osoronga Min(as mães Osoronga
 a gba etu @en(am ser$ir-se da Valin(a de 'ngola

Aa mi Osoronga Min(a mãe Osoronga


'bo adie de ode o 'ui está a franga
Ain iAa mi Osoronga Min(as mães Osoronga
 a gba abo adie @en(am ser$ir-se da franga

Aa mi Osoronga Min(a mãe Osoronga


Oti de ode o 'ui está a bebida
Ain iAa mi Osoronga Min(as mães Osoronga
 a mu oti @en(am beber da bebida 4gin5

Aa mi Osoronga Min(a mãe Osoronga


po de ode o 'ui está o dend
Ain iAa mi Osoronga Min(as mães Osoronga
 a mu epo @en(am beber o dend

C
IYÁ-MI OSORONGÁ
ORIN (CANTIGAS% - 
4continuação...5

Aa mi Osoronga Min(a mãe Osoronga


Obi de ode o 'ui está o obi
Ain iAa mi Osoronga Min(as mães Osoronga
 a 6e obi @en(am comer o obi

Aa mi Osoronga Min(a mãe Osoronga


Orogbo de ode o 'ui está o orogbo
Ain iAa mi Osoronga Min(as mães Osoronga
 a 6e orogbo @en(am comer o orogbo

Aa mi Osoronga Min(a mãe Osoronga


'ta de ode o 'ui está a pimenta da costa
Ain iAa mi Osoronga Min(as mães Osoronga
 a 6e ata @en(am comer a pimenta da costa

Aa mi Osoronga Min(a mãe Osoronga


fun de ode o 'ui está o efum
Ain iAa mi Osoronga Min(as mães Osoronga
 a un efun @en(am passar o efum

Aa mi Osoronga Min(a mãe Osoronga


Osun de ode o 'ui está o ossun
Ain iAa mi Osoronga Min(as mães Osoronga
 a un osun @en(am passar o ossun

Aa mi Osoronga Min(a mãe Osoronga


'ara de ode o 'ui está o acara6é
Ain iAa mi Osoronga Min(as mães Osoronga
 a 6e aara @en(am comer o acara6é

Aa mi Osoronga Min(a mãe Osoronga


uru de ode o 'ui está o euru
Ain iAa mi Osoronga Min(as mães Osoronga
 a 6e euru @en(am comer euru

Aa mi Osoronga Min(a mãe Osoronga


Olongbo de ode o 'ui está o acaçá 4dilu/do5
Ain iAa mi Osoronga Min(as mães Osoronga
 a mu olongbo @en(am beber o acaçá

>J
IYÁ-MI OSORONGÁ
ORIN (CANTIGAS%
4continuação...5

Aa mi Osoronga Min(a mãe Osoronga


o de ode o 'ui está o acaçá 4não dilu/do5
Ain iAa mi Osoronga Min(as mães Osoronga
 a 6e eo @en(am comer o acaçá

Aa mi Osoronga Min(a mãe Osoronga


Ole de ode o 'ui está o abara
Ain iAa mi Osoronga Min(as mães Osoronga
 a 6e ole @en(am comer o abara

Aa mi Osoronga Min(a mãe Osoronga


onde de ode o 'ui está o odidé
Ain iAa mi Osoronga Min(as mães Osoronga
 a de ade @en(am colocar o odidé

Aa mi Osoronga Min(a mãe Osoronga


se de ode o 'ui está o banuete
Ain iAa mi Osoronga Min(as mães Osoronga
 a gba ese @en(am ser$ir-se do banuete

Aa mi Osoronga Min(a mãe Osoronga


gba ipese de ode o 'ui está a cabaça 4onde $ai a oferenda5
Ain iAa mi Osoronga Min(as mães Osoronga
 a gba ipese @en(am ser$ir-se da cabaça

Obs.0 Quando se oferece comida 4oferenda5 s" se canta o ue se tem para oferecer.

>>
IYÁ-MI OSORONGÁ
ORIN (CANTIGAS% - )

Aa mi agba Min(as mães


 6e aAe mi o da %açam com ue min(a $ida se6a (armoniosa
Bi aAe e6ire o omo a $ida dauele protegido por $ocs

ORIN (CANTIGAS% - *
leAe 6e aAe mi o san mi o ' sen(ora do pássaro, faça min(a $ida ser fa$orá$el a mim
Bi o mi osan o omo a transformação da água em mel

ORIN (CANTIGAS% - +
O dori igi agba o @amos até a copa das ár$ores das $el(as
'gba gun ori igi AeAe 's $el(as 4sábias5 subiram na copa da ár$ore da $ida

' dori igi agba o ' $el(a subiu na ár$ore da sabedoria


'gba gun ori igi iroo @amos subir na ár$ore da longe$idade
O dori igi agba o O fil(o das $el(as terão longe$idade 4sobre$i$erão5

ORIN (CANTIGAS% - ,
Aa mi eleAe Min(as mães sen(oras do pássaro da noite
Mo 6uba Ain o eu te sa*do
 6e iba mi o se %açam com ue min(a sabedoria se6a fa$orá$el a mim
i ase mi o gun 8ara ue meu a!é possa atuar e se6a preser$ado
gun ase o O a!é da reali1ação

EBÓS NOS CAMINHOS DAS YÁ-MI OSORONGÁ

EBÓ DE SADE

Material 7 >Z laran6as ba/a, >Z o$os, J> galin(a preta 4aberta na costas5, J> $idro de dend, pano
$ermel(o, J> alguidar, atar. 2espac(ar em ár$ore seca.

EBÓ A./

Material 7 ;> o$os, dend, farin(a de mandioca. 'p"s o eb", dar J> acaçá com água e mel, dend

>;
IYÁ-MI OSORONGÁ
3 terra

0ROTE12O CONTRA 0ESSOAS A./S

Material 7 J> uartin(a de louça branca, J> o$o branco, J> o$o amarelo, fitas coloridas, J> pedaço
de /mã, J; espel(os, dend.

EBÓ A./

Material 7 8ano $ermel(o, JC o$os, JC bolas, JC acaçás, JC bolas de in(ame, JC gil"s, JC pedaços
de mandioca, mil(o, fradin(o.

EBÓ CONTRA ENCANTAMENTOS E ESFRIAMENTO DE 0ROS0ERIDADE 3 SADE

Material 7 JC bolas d^agua, JC acaçás, JC acara6és, JC eurus, JC $elas, JC o$os, JC al(os, JC


 pedaços de fumo, pano branco, prato branco $irgem com JC bolas de algodão, a1ougue,
J> frango no$o ou JC pintin(os.

0RESENTE

Material 7 JC bonecos de pano de algodão, JC bolas de arro1, JC bolas d^agua, JC o$os, JC moedas,
JC pedaços de fumo, JC $elas brancas, JC dentes de al(o, J> pedaço de metal dourado,
panos branco, amarelo e ro!o. JC espel(os.

0RESENTE

Material 7 J> alguidar, JC o$os, JP obis, JP orogbos, dend, gin , JC moedas, J> ecodidé 4tampar5

0RESENTE

Material 7 JC eurus, JC acara6és, JC acaçás, JC bolas de arro1, JC bolas de can6ica, JC bolas de


farin(a, JC o$os, JC bolas de fradin(o, JC $elas, JC b*1ios, fol(a de mamona, fitas.

0RESENTE

Material 7 J> alguidar, JC o$os, JC moedas, J> obi aberto, J> orogbo, J> efum, J> ossum, J>
ecodidé, J> bola de or/, J> adim, >Z fol(as da fortuna, >Z be6erecum, >Z bananas meio
  $erde.

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