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Correção da Prova escrita de Português, 8.

º ano (Para)Textos

Correção da Prova escrita de Português


8.º ano
novembro de 2018

GRUPO I

Transcrição do texto ouvido:

ONU apresenta novo Atlas Internacional de Nuvens

O Atlas Internacional de Nuvens foi publicado pela primeira vez em 1896, com
apenas 28 imagens a cores. A última edição de 1987 tornou-se um livro de culto para os
fãs que observam o céu. Já a publicação desde ano, em formato digital, inclui centenas
de fotografias e identifica 12 novos tipos de nuvens. […]
De acordo com a declaração da Organização Meteorológica Mundial, o novo livro
não adiciona nenhum género aos 10 já existentes. Contudo, acrescenta uma nova
espécie de nuvem, a volutus. Uma massa de baixa altitude em forma de tubo que se
parece enrolar num eixo horizontal.
A organização apresenta pela primeira vez, as flumen ou beavertail, nuvens anexas
que normalmente aparecem associadas a tempestades severas.
Aparecem também cinco novas características complementares de nuvens:
asperitas, cavum (com um furo), cauda, fluctus e murus. As primeiras chegam ao atlas
graças a uma campanha. A associação britânica The Cloud Appreciation Society (CAS),
dedicada a promover a admiração de massas de nuvens, foi a primeira a apresentar as
asperitas.
Depois de muitos dos seus membros em todo o mundo fotografarem nuvens que
se assemelhavam à superfície ondulante do mar, a CAS propôs que fossem incluídas.
“É o exemplo clássico de ciência do cidadão, no qual as observações da população,
permitidas pela tecnologia de telefones inteligentes e pela internet, tem influenciado o
sistema de classificação oficial”, diz a associação.
O novo atlas introduz ainda cinco nuvens especiais. Quatro delas relacionadas com
o local onde se formam. As cataractagenitus, formam-se perto de cataratas; as
flammagenitus são observadas em fontes de calor elevado (como os incêndios
florestais); as silvagenitus são típicas em florestas tropicais; e as homogenitus, que se
formam a partir dos rastos de condensação deixados pelos aviões. Por fim, as
homomutatus são nuvens já existentes que se modificam com as passagens dos aviões.
Ruben del Campo, o observador de nuvens da Agência Estatal de Meteorologia
refere que “apesar de ter demorado 30 anos, eles fizeram uma boa revisão. É um guia
de referência que era necessário”. […] “Se quisermos prever o tempo, devemos entender
as nuvens. Se quisermos moldar o sistema climático, devemos entender as nuvens. E
se quisermos prever a disponibilidade dos recursos hídricos, devemos entender as
nuvens”, defendeu Petteri Taalas, o secretário-geral da Organização Meteorológica
Mundial.

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Atualmente são cerca de 100 os tipos de nuvens conhecidos e o sistema de


classificação internacional remonta ao trabalho pioneiro do britânico Luke Howard, que
em 1803 publicou um ensaio sobre a modificação das massas de nuvens.

in RTP, disponível em https://www.rtp.pt/noticias/mundo/onu-apresenta-novo-atlas-internacional-de-nuvens_n990479


(consult. em 22-03-2017, adaptado e com supressões)

1.
A. espécie.
B. altitude.
C. anexa.
D. severas.
E. complementares.
F. especiais.
G. crateras.
H. calor.
I. tropicais.
J. condensação.
K. aviões.
L. Modificam-se.

GRUPO II

1.1. D.
1.2. A.
1.3. B.
1.4. C.
1.5. B.

2. Ao contrário dos restantes elementos do grupo, o narrador sente-se sem imaginação.


Contudo, como se quer sentir integrado (“para não fazer má figura”) opta por dar uma
resposta que o grupo considere criativa, embora não corresponda à verdade.

3. C., D., E., F.

4.1. A.
4.2. C.

5. As pessoas não viam todas o narrador da mesma forma, pois ele adaptava-se sempre
ao que cada um esperava de si. Assim, o narrador acaba por desempenhar um papel,
correspondendo às expectativas dos outros: por vezes é tímido, nunca mostrando “um

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rasgo de revolta” (l. 37), outras vezes, é criticado pela sua “imbecilidade” (l. 39) e, outras
vezes ainda, é visto como um “devasso” (l. 41).

6. Na minha opinião, narrador pretende mostrar que nunca teve a possibilidade de ser
ele próprio, pois sempre se comportou de acordo com aquilo que os outros esperavam
dele. Isso é visível logo no início quando se sente quase obrigado a ter uma opinião
relativamente à nuvem, e quando demonstra que, ao longo da vida, ia mudando de
opinião conforme a necessidade de cada momento, sempre com o objetivo de
corresponder às expectativas dos outros.

GRUPO III
1.
A. – 2.
B. – 1.
C. – 2.
D. – 1.

2.
A. Oração subordinada adverbial temporal.
B. Oração coordenada copulativa.
C. Oração coordenada adversativa.

3.1. C.
3.2. B.

4.
A. aquela.
B. parecia.
C. Dava-lhe.
D. era.

GRUPO IV

Sugestão de resposta:

Vila Nova de Gaia, 19 de agosto


Fomos novamente para a praia. Hoje, fomos com os pais do João, que decidiram
experimentar um lugar novo. Quando chegámos, estava frio e a água estava gelada.
Mas começamos a jogar voleibol e rapidamente aquecemos! Um pouco antes do almoço,
um vizinho telefonou aos pais do João, pois viu fumo a sair da janela. Preocupados,
foram a casa, mas pediram ao nadador-salvador que ficasse alerta. Entretanto, formou-
-se uma ventania terrível. Foi impressionante! As toalhas espalhavam areia por todo o

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lado e os guarda-sóis queriam voar. Não sabíamos o que fazer – os tapa-ventos estavam
no carro do pai do João. Lembrei-me disto: quando chegámos, passámos por um
canavial e por alguns pescadores. Será que nos podiam ajudar? O Pedro e o Miguel
ficaram de vigia, eu e os outros tentamos encontrar uma solução. Sugeri que
procurássemos canas, sacos de plástico nos caixotes de reciclagem, e que pedíssemos
corda aos pescadores. Ninguém percebeu porquê…
Chegados ao lugar, expliquei: primeiro uníamos as toalhas com um nó, depois
enterrávamos as canas na areia e amarrávamos-lhes as toalhas com as cordas para
criar um tapa-vento, depois, enchíamos os sacos com areia e pendurávamo-los nos
guarda-sóis para que não voassem. Fizemos uma espécie de toca tão segura, que nada
lá entrava! Foi uma verdadeira aventura! Quando os pais do João voltaram, não
acreditaram que tínhamos feito tudo sozinhos…

[239 palavras]

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