Você está na página 1de 89

FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA EM BAIXA TENSÃO

NTD-01

FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA EM BAIXA TENSÃO NTD-01
  PÁG. INTRODUÇÃO   0 6 / 8 9 1. OBJETIVO   07/89 2. CAMPO
 

PÁG.

INTRODUÇÃO

 

06/89

1.

OBJETIVO

 

07/89

2.

CAMPO DE APLICAÇÃO

07/89

3.

NORMAS COMPLEMENTARES

07/89

4.

TERMINOLOGIA

 

07/89

4.1. Consumidor

07/89

4.2. Unidade Consumidora

07/89

4.3. Prédio de Múltiplas Unidades Consumidoras

07/89

4.4. Via Pública

 

07/89

4.5. Limite de Propriedade

07/89

4.6.

Ponto de Entrega

07/89

4.7.

Entrada de Serviço

08/89

4.8

Ramal de Ligação

08/89

4.9.

Ramal de Entrada

08/89

4.10. Centro de Medição

08/89

4.11. Carga Instalada

 

08/89

4.12. Demanda Prevista

08/89

4.13.

Aterramento

08/89

4.14.

Sistema de Aterramento

08/89

4.15. Poste Particular

 

08/89

4.16. Pontalete

08/89

4.17. Caixas

08/89

 

4.17.1.

Caixa para Medição Individual

09/89

4.17.2.

Caixa para Medição Individual (tipo CPREDE)

09/89

4.17.3.

Caixa para Medição no Poste

09/89

4.17.4.

Caixa de Proteção

09/89

 

4.18. Centro de Distribuição

09/89

4.19. Ligação Provisória

09/89

5.

FORNECIMENTO

 

09/89

5.1.

Aspectos Gerais

09/89

5.2.

Tensões de Fornecimento

10/89

5.3.

Limites de Fornecimento

10/89

5.3.1.

Monofásicos (127V)

10/89

5.3.2.

Bifásicos

10/89

5.3.3.

Trifásicos

10/89

5.3.4.

Ligação de Motores

11/89

5.4.

Consulta Prévia e Pedido de Ligação

11/89

5.4.1.

Pedido de Ligação

11/89

5.4.2.

Ligação Provisória

11/89

5.4.3.

Ligação de Obras

12/89

5.4.4.

Ligação Definitiva

12/89

5.4.5.

Aumento de Carga

12/89

5.4.6.

Diminuição de Carga

12/89

5.4.7.

Geração Própria e Sistemas de Emergência

12/89

5.4.8.

Desmembramento de Medições

13/89

5.4.9.

Condições não Permitidas

13/89

 

PÁG.

6.

ENTRADA DE SERVIÇO

 

13/89

6.1. Ramal de Ligação

13/89

 

6.1.1. Condições Gerais

13/89

6.1.2. Condutores

14/89

 

6.2. Ramal de Entrada

14/89

 

6.2.1. Condições Gerais

14/89

6.2.2. Condutores

14/89

6.2.3. Eletrodutos

15/89

6.2.4. Poste Particular

15/89

6.2.5. Pontaletes

15/89

 

6.3. Ramal de Entrada Subterrâneo

16/89

 

6.3.1.

Condições Gerais

16/89

6.3.2.

Condutores

16/89

6.3.3.

Caixas de Passagens Subterrâneas

16/89

6.3.4.

Eletrodutos

17/89

6.3.5

Eletrodutos Subterrâneos

17/89

7.

PROTEÇÃO

17/89

7.1. Considerações Gerais

17/89

7.2. Proteção Geral Contra Sobrecorrente

17/89

7.3. Sobretensão, Subtensão e/ou Falta de Fase

17/89

8.

MEDIÇÃO

 

17/89

8.1. Considerações Gerais

17/89

8.2. Localização

 

18/89

 

8.2.1. Medição Individual

18/89

8.2.2. Medição no Poste

18/89

8.2.3. Tipos de Caixa de Medição no Poste

18/89

9.

SISTEMA DE ATERRAMENTO

18/89

10.

NOTAS DIVERSAS

 

19/89

10.1

Requisitos Mínimos das Instalações Consumidoras

19/89

10.2.

Fator de Potencia

19/89

10.3.

Revenda ou Fornecimento de Energia a Terceiros

19/89

10.4.

Modificação da Instalação Elétrica

19/89

10.5

Ligação de Energia

19/89

10.6.

Conservação dos Materiais da Entrada de Serviço

20/89

10.7.

Dispositivos para Partida de Motores Trifásicos

20/89

10.8.

Fornecimento Provisório

20/89

10.9.

Cargas que provocam Perturbações Indesejáveis

20/89

11.

CÁLCULO DE DEMANDA PARA LIGAÇÕES TRIFÁSICAS

21/89

TABELAS:

 

Tabela 1.1 – Potências Média de Aparelhos Eletrodomésticos e de Aquecimento Tabela 1.2 – Potências Nominais de Condicionadores de Ar Tipo Janela Tabela 2.1 – Fatores de Demanda para Iluminação e Tomadas de Uso Geral Unidades Consu- midoras não Residenciais Tabela 2.2 - Fatores de Demanda para Iluminação de Unidades Consumidoras Residenciais Isoladas (Casas e Apartamentos) Tabela 3 – Fatores de Demanda de Fornos e Fogões Elétricos Tabela 4 – Fatores de Demanda de Aparelhos Eletrodomésticos e de Aquecimento Tabela 5 – Fatores de Demanda para Condicionadores de Ar Tipo Janela Tabela 6 – Demanda Individual – Motores Monofásicos

22/89

22/89

23/89

23/89

24/89

24/89

25/89

25/89

 

PÁG.

Tabela 7 - Demanda Individual - Motores Trifásicos Tabela 8 – Fatores de Demanda Individuais para Máquinas de Solda a Transformador e Aparelhos de Raios X e Galvanização Tabela 9 – Tabela de Ramal de Entrada - 220/127V (Padrão Monofásico e Bifásico) Tabela 10 – Tabela de Ramal de Ligação - 220/127V (Padrão Monofásico e Bifásico) Tabela 11 – Dispositivos para Redução da Corrente de Partida de Motores Trifásicos Tabela 12 – Características dos Postes Particulares Tabela 13 – Características dos Pontaletes

26/89

26/89

27/89

28/89

28/89

29/89

29/89

DESENHOS:

Desenho 01 – Situação da Edificação para a Escolha do Padrão Desenho 02-01 – Situação da Entrada de Serviço – Medição Individual ou CPREDE no Poste Desenho 02-02 – Situação da Entrada de Serviço – Medição Individual Com CPREDE Desenho 03-01 – Alturas Mínimas do Ramal de Ligação ao Solo – Medição Individual Desenho 03-02 – Alturas Mínimas do Ramal de Ligação ao Solo - Medição no Poste com CPREDE Desenho 03-03 – Alturas Mínimas do Ramal de Ligação ao Solo - Medição Individual com CPREDE Desenho 04 – Afastamentos mínimos, condutores a Edificação Desenho 05 – Ramal de Ligação Subterrâneo Desenho 06-01 – Medição a 2 Condutores (Padrão Monofásico), Instalação em Parede, Medição Individual ou no Poste com CPREDE Desenho 06-02 – Medição a 2 Condutores (Padrão Monofásico), Instalação em Poste, Medição Individual ou no Poste com CPREDE Desenho 06-03 – Medição a 2 Condutores (Padrão Monofásico), Instalação em Parede, Medição Individual ou no Poste com CPREDE Desenho 07-01 – Medição a 2 Condutores (Padrão Bifásico), Instalação em Parede, Medição Individual ou no Poste com CPREDE Desenho 07-02 – Medição a 2 Condutores (Padrão Bifásico), Instalação em Poste, Medição Individual ou no Poste com CPREDE Desenho 07-03 – Medição a 2 Condutores (Padrão Bifásico), Instalação em Parede, Medição Individual ou no Poste com CPREDE Desenho 08-01 – Medição a 2 Condutores (Padrão Bifásico), Instalação em Parede, Medição Individual ou no Poste com CPREDE Desenho 08-02 – Medição a 2 Condutores (Padrão Bifásico), Instalação em Poste, Medição Individual ou no Poste com CPREDE Desenho 08-03 – Medição a 2 Condutores (Padrão Bifásico), Instalação em Parede, Medição Individual ou no Poste com CPREDE Desenho 09 – Medição a 2, 3 e 4 Condutores, Instalação em Pontalete com Caixa Embutida na Parede Externa, Medição Individual ou no Poste com CPREDE Desenho 10 - Medição a 2,3 e 4 Condutores, Instalação em Muro e Parte Externa Medição Individual ou no Poste com CPREDE Desenho 11 - Ramal de Ligação Aéreo, Banca de Jornais e Trailers Desenho 12 - Medição a 2,3 e 4 Condutores, em Poste de Aço, Medição Individual ou no Poste com CPREDE Desenho 13 - Medição a 2,3 e 4 Condutores, em Poste de Aço, Instalação do Padrão de Entrada da unidade Cosumidora, Medição Individual ou no Poste com CPREDE Desenho 14 - Medição a 2,3 e 4 Condutores, em Poste de Aço, Medição Individual tipo CPREDE com 02 caixas Desenho 15 – Instalação da Medição a 2, 3 e 4 Condutores, em Parede, Medição Individual tipo CPREDE Desenho 16 – Instalação do Padrão de Entrada a 2, 3 e 4 Condutores, em Parede, Com Caixa de Proteção Desenho 17 – Instalação da Medição a 2, 3 e 4 Condutores, em Pontalete, Medição Individual tipo CPREDE Desenho 18 – Instalação do Padrão de Entrada a 2, 3 e 4 Condutores, em Pontalete, Com Caixa de Proteção

30/89

31/89

32/89

33/89

34/89

35/89

36/89

37/89

38/89

39/89

40/89

41/89

42/89

43/89

44/89

45/89

46/89

47/89

48/89

49/89

50/89

51/89

52/89

53/89

54/89

55/89

56/89

 

PÁG.

Desenho 19-01 - Diagrama de Ligação, Fornecimento a 2 Condutores (Fase e Neutro) Desenho 19-02 - Diagrama de Ligação, Fornecimento a 4 Condutores (Caixa Polifásica) Desenho 20 – Diagrama de Ligação, Caixa para Proteção (Disjuntor) Desenho 21-01 - Aterramento Simples (Unidade de Consumo) Desenho 21-02 - Conexão do Aterramento, Cabo com Haste Desenho 22 - Caixa de Passagem Desenho 23 – Detalhe da Fixação da Caixa CPREDE no Suporte em Perfil Desenho 24 - Materiais Padronizados, Eletroduto de PVC Rígido Desenho 25 - Materiais Padronizados, Eletroduto de Aço Desenho 26 - Materiais Padronizados, Cabeçote para Eletroduto Desenho 27 - Materiais Padronizados, Suporte em Perfil “Z” Desenho 28 - Materiais Padronizados, Poste em Aço Galvanizado Desenho 29-01 - Caixa para Medidores Desenho 29-02 - Caixa para Medidores Opcional Desenho 30 - Caixa para Proteção Desenho 31-01 – Ramal de Ligação, Conexões e Amarrações Desenho 31-02 – Ramal de Ligação, Conexões e Amarrações Desenho 32 – Ramal de Ligação, Ligações Desenho 33 – Amarração e Conexão do Ramal de Ligação com Ramal de Entrada

57/89

58/89

59/89

60/89

61/89

62/89

63/89

64/89

65/89

66/89

67/89

68/89

69/89

70/89

71/89

72/89

73/89

74/89

75/89

LISTA DE MATERIAIS

76/89

ANEXOS:

Anexo A – Exemplos de Cálculos de Demanda Provável Anexo B – Termo de Responsabilidade para utilização de Ramal

85/89

88/89

ENDEREÇOS COMERCIAIS DA CELPA

89/89

A presente norma estabelece condições técnicas mínimas exigidas nas entradas de serviço das instalações

A presente norma estabelece condições técnicas mínimas exigidas nas entradas de serviço das instalações consumidoras para atendimento em Tensão Secundária, através da rede de distribuição de energia elétrica da Rede CELPA.

Este documento normativo está em consonância com as normas da ABNT e a Resolução Nº456 de 29/11/2000, da ANEEL.

Qualquer e todo caso não previsto por esta norma deverá ser submetido previamente à apreciação da CELPA.

  REFERÊNCIA VERSÃO
 

REFERÊNCIA

VERSÃO

MANUAL DE ENGENHARIA

NTD-01

03

VIGÊNCIA

PÁGINA

 

05.01.2004

7/89

TÍTULO:

FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA EM BAIXA TENSÃO

1.

OBJETIVO

 

Esta norma tem por objetivo determinar critérios, fornecer instruções e estabelecer diretrizes técnicas a serem obedecidas no fornecimento de energia elétrica em tensão secundária de distribuição, em toda a área de concessão da CELPA.

2.

CAMPO DE APLICAÇÃO

 

2.1.

A presente norma se aplica às instalações residenciais, comerciais e industriais, localizadas em edificações isoladas urbanas ou rurais, com alimentação em tensão secundária de distribuição.

2.2.

Tanto

instalações

de

unidades

consumidoras

novas

como

aquelas

que

sofrerem

reformas

ou

ampliações, após a entrada em vigor desta norma, deverão obedecê-la.

 

2.3.

Excluem-se desta norma as instalações especiais, tais como minas e outras semelhantes, além de prédios de múltiplas unidades consumidoras e medições agrupadas.

3.

NORMAS COMPLEMENTARES

 

Na aplicação desta norma é necessário consultar:

 

NBR- 5410

-

Instalações Elétricas de Baixa Tensão.

 

NBR-10696

-

Fornecimento

de

Energia

Elétrica

a

Edificações

Individuais

em

Tensão

 

Secundária.

 

4.

TERMINOLOGIA

 

4.1.

Consumidor

Entende-se por consumidor a pessoa física ou jurídica, ou comunhão de fato ou de direito, legalmente representada, que solicitar à CENTRAIS ELÉTRICAS DO PARÁ S.A o fornecimento de energia elétrica e assumir a responsabilidade pelo pagamento das faturas e pelas demais obrigações fixadas em normas e regulamentos da ANEEL, assim vinculando-se aos contratos de fornecimento, de uso e de conexão ou de adesão, conforme cada caso.

4.2.

Unidade Consumidora

 

Conjunto de instalações e equipamentos elétricos caracterizado pelo recebimento de energia elétrica em um só ponto de entrega, com medição individualizada e correspondente a um único consumidor.

4.3.

Prédio de Múltiplas Unidades Consumidoras

 

Prédio ou conjunto onde pessoas físicas ou jurídicas utilizam energia elétrica de forma independente. As instalações para atendimento das áreas de uso comum constituirão uma unidade consumidora.

4.4.

Via Pública

 

É a parte da superfície que se destina à circulação pública. Deve ser designada e reconhecida oficialmente por nome ou número, de acordo com a legislação em vigor.

4.5.

Limite de Propriedade

 

São as demarcações que separam a propriedade do consumidor da via pública e dos terrenos adjacentes de propriedade de terceiros, no alinhamento designado pelos poderes públicos.

4.6.

Ponto de Entrega

 

Ponto de conexão do sistema elétrico da CELPA com as instalações elétricas da unidade consumidora, caracterizando-se como o limite de responsabilidade do fornecimento.

  REFERÊNCIA VERSÃO
 

REFERÊNCIA

VERSÃO

MANUAL DE ENGENHARIA

NTD-01

03

VIGÊNCIA

PÁGINA

 

05.01.2004

8/89

TÍTULO:

FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA EM BAIXA TENSÃO

É o ponto até o qual a CELPA se obriga a fornecer energia elétrica, participando dos investimentos necessários, dentro dos critérios e limites legais de participação financeira do setor elétrico, e responsabilizando-se pela execução dos serviços, pela operação e pela manutenção, devendo situar-se no limite de propriedade com a via pública conforme desenhos 03-01, 03-02 e 03-03, e na Rede de Distribuição da CELPA, conforme desenho 04.

4.7. Entrada de Serviço

Conjunto de condutores, equipamentos e acessórios compreendidos entre o ponto de derivação da rede de distribuição da CELPA e a medição e proteção, inclusive.

4.8. Ramal de Ligação

Conjunto de condutores e acessórios instalados entre o ponto de derivação da rede de distribuição da CELPA e o ponto de entrega de uma ou mais unidades consumidoras.

4.9. Ramal de Entrada

Conjunto de condutores e acessórios compreendidos entre o ponto de entrega e a medição/proteção.

4.10. Centro de Medição

Local onde estão instalados o(s) medidor(es) de energia, convenientemente aterrado(s), e o dispositivo de proteção da unidade consumidora.

4.11. Carga Instalada

Soma das potências nominais dos equipamentos elétricos instalados na unidade consumidora que, após concluídos os trabalhos de instalação, estão em condições de entrar em funcionamento, expressa em quilowatts (kW).

4.12. Demanda Prevista

Valor estimado de utilização da carga instalada, calculado para o dimensionamento da instalação elétrica e sua proteção.

4.13. Aterramento

Ligação elétrica intencional e de baixa impedância com a terra.

4.14. Sistema de Aterramento

Conjunto de todos os condutores e peças condutoras com o qual é constituído um Aterramento, num dado local.

4.15. Poste Particular

Poste instalado na propriedade do consumidor com a finalidade de fixar, elevar e/ou desviar o ramal de ligação.

4.16. Pontalete

Suporte instalado na edificação do consumidor com a finalidade de fixar e elevar o ramal de ligação.

  REFERÊNCIA VERSÃO
 

REFERÊNCIA

VERSÃO

MANUAL DE ENGENHARIA

NTD-01

03

VIGÊNCIA

PÁGINA

 

05.01.2004

9/89

TÍTULO:

FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA EM BAIXA TENSÃO

4.17.1

Caixa para medição Individual

Caixa destinada à instalação de medidores de energia e seus acessórios, podendo ter instalado também, o dispositivo de proteção.

4.17.2

Caixa para medição Individual (tipo CPREDE)

Caixa destinada à instalação de medidores de energia e seus acessórios, instalada em muro, mureta, parede ou poste, protegida contra intempéries, no limite da propriedade com a via pública.

4.17.3

Caixa para Medição no Poste

Caixa individual ou múltipla destinada à instalação de medidores de energia e seus acessórios no poste da Rede de Distribuição da CELPA.

4.17.4

Caixa de Proteção

Caixa destinada à instalação de dispositivo de proteção (disjuntores) e seus acessório, instalada em muro, mureta, parede ou poste, protegido contra intempéries, no limite da propriedade com a via pública.

4.18

Centro de Distribuição

Constituído em caixa metálica composto de barramento de cobre, disjuntor geral e disjuntores parciais em número igual ao de circuitos de saída.

4.19

Ligação Provisória

Ligação destinada, exclusivamente, ao fornecimento temporário de energia elétrica.

4.20

Tensão Secundária de Distribuição

Tensão disponibilizada no sistema elétrico da rede da CELPA com valores padronizados inferiores a

2,3kV.

4.21

Tensão Primária de Distribuição

Tensão disponibilizada no sistema elétrico da rede da CELPA com valores padronizados iguais ou superiores a 2,3kV.

5.

FORNECIMENTO

5.1.

Aspectos Gerais

5.1.1.

Cada Unidade Consumidora deverá ser atendida através de uma única entrada de energia.

5.1.2.

As instalações com carga instalada acima de 75kW necessitam da aprovação prévia de projeto elétrico, e serão atendidas em tensão primária (NTD-02).

5.1.3.

As unidades consumidoras somente serão ligadas após a vistoria e aprovação do padrão de entrada pela CELPA, de acordo com as condições estabelecidas nesta norma.

  REFERÊNCIA VERSÃO
 

REFERÊNCIA

VERSÃO

MANUAL DE ENGENHARIA

NTD-01

03

VIGÊNCIA

PÁGINA

 

05.01.2004

10/89

TÍTULO:

FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA EM BAIXA TENSÃO

5.1.5.

As instalações elétricas internas da unidade consumidora, no que tange aos aspectos técnicos e de segurança, devem ser executadas conforme a prescrições da Norma Brasileira – NBR5410.

5.2.

Tensões e Sistemas de Fornecimento

O

fornecimento de energia, a partir de redes aéreas de distribuição, será feito numa das seguintes

tensões secundárias, de acordo com a disponibilidade da CELPA na localidade de atendimento:

 

a) 220/127 volts, sistema de distribuição trifásico, ligação em estrela com neutro aterrado

b) 230/115 volts, sistema de distribuição monofásico com neutro aterrado

5.3.

Limites e tipos de Fornecimento

O

fornecimento de energia elétrica será feito em tensão secundária de distribuição, para unidades

consumidoras com carga instalada igual ou inferior a 75kW, respeitando-se as limitações das categorias

de

atendimento apresentadas nas Tabelas 9.1 e 9.2.

Para unidade consumidora com carga instalada inferior a esse limite, a CELPA poderá estabelecer o atendimento em tensão primária de distribuição, se a unidade estiver localizada fora do perímetro urbano, ou se tiver equipamento que pelas suas características de funcionamento ou potência, possa prejudicar a qualidade do fornecimento a outros consumidores.

Basicamente os tipos de fornecimento de energia elétrica às unidades consumidoras, são três:

Tipo M – monofásico Tipo B – bifásico Tipo T – trifásico

A definição do tipo ou modalidade de fornecimento, aplicável à unidade consumidora, deverá ser feita a partir da carga instalada declarada pelo consumidor no pedido de ligação, de acordo com a classificação

 

abaixo:

 

Para se determinar a modalidade do fornecimento da unidade consumidora, deverá ser considerada a carga instalada, declarada no pedido de ligação, de acordo com a classificação abaixo:

5.3.1.

Monofásicos

Unidades consumidoras a serem atendidas a dois condutores (fase e neutro), com carga instalada de até 7,5 kW, através de redes de distribuição alimentadas por transformadores monofásicos ou trifásicos. Dimensionamento dos ramais de ligação, entrada e potência limite de motores e máquinas de solda, conforme Tabela 9.

5.3.2.

Bifásicos

 

Unidades consumidoras a serem atendidas a três condutores (duas fases e neutro), com carga instalada de até 15 kW, através de redes de distribuição alimentadas por transformadores trifásicos ou monofásicos. O Dimensionamento dos ramais de ligação, entrada e da potência limite de motores e máquinas de solda, deverá ser feito conforme Tabela 9.

5.3.3.

Trifásicos (220/127V)

Unidades consumidoras a serem atendidas a quatro condutores (três fases e neutro), com carga instalada até 75kW, na tensão de 220/127V através de redes de distribuição alimentadas por transformadores trifásicos. O Dimensionamento dos ramais de ligação e entrada e da potência limite de motores e máquinas de solda, deverá ser feito conforme Tabela 9.

  REFERÊNCIA VERSÃO
 

REFERÊNCIA

VERSÃO

MANUAL DE ENGENHARIA

NTD-01

03

VIGÊNCIA

PÁGINA

 

05.01.2004

11/89

TÍTULO:

FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA EM BAIXA TENSÃO

5.3.4.

Ligação de Motores

 
 

A

ligação de motores obedecerá os limites especificados em cada tabela por categoria de fornecimento.

Sujeitar-se-á ainda à análise a ser realizada pela CELPA, quando as potências forem superiores aos limites estabelecidos na Tabela 9, com relação a possíveis perturbações na rede.

A

presente

limitação

não

inclui

os

casos

de

transformadores

rurais

ou

urbanos

exclusivos

do

consumidor.

 

Nota: Para atendimento às unidades consumidoras, principalmente às categorias T4 a T7, deve ser efetuada análise prévia, rigorosa, do carregamento e da queda de tensão da rede de distribuição de baixa tensão. Isto para verificar se a rede pode absorver a(s) nova(s) ligação(ões), sem comprometimento da capacidade nominal de seus componentes e dos níveis de tensão adequados para o fornecimento. Havendo necessidade de obras de adequação na rede de distribuição (substituição de trafo, recondutoramento, divisão de circuito, etc.), deverá ser efetuado o cálculo de participação financeira, para viabilizar o atendimento às unidades consumidoras.

5.4.

Consulta Prévia e pedido de ligação

 

Antes de construir ou adquirir os materiais para a execução do seu padrão de entrada, o consumidor deve procurar uma Agência de Atendimento da CELPA ou pelo 0800-910196 (CALL-CENTER) visando obter, inicialmente, informações orientativas a respeito das condições de fornecimento de energia a sua unidade consumidora.

Essas orientações, cuja informação é gratuita, estão contidas em publicações especiais, que apresentam

as primeiras providências a serem tomadas pelos consumidores, relativas a:

 

a) Verificação da posição da rede de distribuição em relação ao imóvel;

b) Definição do tipo de fornecimento;

 

c) Carga instalada a ser ligada;

 

d) Localização e escolha do tipo de padrão;

 

e) Verificação do desnível da edificação em relação a posteação da rede;

 

f) Numeração fornecida pela Prefeitura, indicada por placas ou números metálicos;

 

g) Perfeita demarcação da propriedade no caso de unidades consumidoras localizadas em áreas rurais.

5.4.1.

Pedido de Ligação

 

Após os esclarecimentos preliminares aos consumidores, sobre as condições gerais do fornecimento de energia, as Agências de Atendimento da CELPA ou pelo 0800-910196 (CALL-CENTER) devem solicitar a formalização do pedido de ligação.

A

CELPA somente efetuará a ligação de obras definitivas ou provisórias após a vistoria e aprovação dos

respectivos padrões de entrada, que devem atender as prescrições técnicas contidas nesta norma, bem

como a quitação de eventual contribuição do consumidor em decorrência da participação financeira por

ele

devida, caso houver.

 

À

CELPA é reservado o direito de vistoriar as instalações elétricas internas da unidade consumidora e

não efetuar a ligação, caso as prescrições da NBR 5410 não tenham sido seguidas em seus aspectos técnicos e de segurança.

5.4.2.

Ligação Provisória

 

As ligações provisórias destinam-se ao atendimento de eventos temporários; tais como: parques de diversões, circos, feiras e exposições, solenidades festivas, obras e similares, estando o atendimento condicionado à disponibilidade de energia elétrica.

  REFERÊNCIA VERSÃO
 

REFERÊNCIA

VERSÃO

MANUAL DE ENGENHARIA

NTD-01

03

VIGÊNCIA

PÁGINA

 

05.01.2004

12/89

TÍTULO:

FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA EM BAIXA TENSÃO

A instalação deste padrão deve atender às exigências desta norma.

5.4.3. Ligação de Obras

Caracteriza-se como ligação de obra, aquela efetuada com medição, sem prazo definido, para o atendimento de obra de construção civil ou reforma de edificação.

O consumidor deve apresentar a relação de cargas a serem utilizadas durante a obra para a definição do

tipo de fornecimento aplicável.

O padrão de entrada pode corresponder a qualquer um dos tipos ilustrados nesta Norma.

Juntamente com o pedido de ligação de obra, o consumidor deve apresentar também a relação de cargas para a ligação definitiva, bem como a(s) planta(s) de arquitetura, quando sua edificação possuir mais de um pavimento e for construída do mesmo lado da rede da CELPA e próximo à divisa.

5.4.4. Ligação Definitiva

As ligações definitivas correspondem às ligações das unidades consumidoras com medição e em caráter definitivo, de acordo com um dos padrões indicados nesta norma.

A

CELPA efetuará o desligamento da ligação de obra por ocasião da execução da ligação definitiva.

O

padrão de entrada utilizado na ligação de obra pode ser mantido na unidade consumidora para a

ligação definitiva, desde que a carga instalada declarada pelo consumidor seja compatível com as especificações do padrão já existente.

O consumidor pode solicitar, ainda, a mudança do local do padrão existente para a ligação definitiva, se

for o caso.

5.4.5. Aumento de Carga

O consumidor deverá submeter previamente à apreciação da CELPA o aumento da carga instalada que

exigir a elevação da potência disponibilizada, com vistas a verificação da necessidade de adequação do

sistema elétrico.

Em caso de inobservância, pelo consumidor, do disposto acima, a CELPA ficará desobrigada de garantir

a

qualidade do serviço, podendo, inclusive, suspender o fornecimento, se o aumento de carga prejudicar

o

atendimento a outras unidades consumidoras.

5.4.6. Diminuição de Carga

Por eventual diminuição de carga, o consumidor deverá adaptar o seu padrão de entrada na faixa de fornecimento, conforme Tabela 9.

5.4.7. Geração Própria e Sistemas de Emergência

a) Não é permitido o paralelismo permanente de geradores de propriedade do consumidor com o

sistema elétrico da CELPA.

Para evitar tal paralelismo, nos projetos das instalações elétricas de unidades consumidoras contendo geradores, como no caso de hospitais, deve constar a instalação de uma chave reversível de acionamento manual ou elétrico, com intertravamento mecânico, separando os circuitos do gerador particular da rede de distribuição da CELPA.

Este equipamento deve ser previamente aprovado pela CELPA e ser lacrado por ocasião da ligação definitiva da unidade consumidora.

  REFERÊNCIA VERSÃO
 

REFERÊNCIA

VERSÃO

MANUAL DE ENGENHARIA

NTD-01

03

VIGÊNCIA

PÁGINA

 

05.01.2004

13/89

TÍTULO:

FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA EM BAIXA TENSÃO

Ao consumidor somente será permitido o acesso ao dispositivo de acionamento do mesmo.

No caso de haver paralelismo temporário, a filosofia e o projeto devem ser previamente aprovados pela CELPA.

b) No caso de circuitos de emergência, supridos pelos geradores particulares, esses devem ser

instalados independentemente dos demais circuitos, em eletrodutos exclusivos passíveis de serem vistoriados pela CELPA.

É vedada qualquer interligação dos circuitos de emergência com a rede da CELPA.

5.4.8.

Desmembramento de Medições

A edificação individual que a qualquer tempo venha a ser subdividida ou transformada em edificação de uso coletivo ou em agrupamentos com mais de uma unidade consumidora deve ter seu padrão de entrada modificado de acordo com as prescrições da NTD-03 (Fornecimento de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo).

As instalações elétricas internas das unidades consumidoras que resultarem da subdivisão de qualquer propriedade devem ser alteradas visando adequá-las à medição e proteção individualizadas observadas as condições não permitidas indicadas no item 5.4.9.

As unidades consumidoras situadas em áreas periféricas de centros urbanos, tais como sítios e chácaras, contendo várias benfeitorias que utilizam energia elétrica, devem ser atendidas através de uma única entrada de energia, em princípio, com medição única.

No caso dessas benfeitorias serem cedidas a terceiros, é permitido aos consumidores modificar o padrão de entrada para instalação de medições individualizadas, desde que sejam atendidos por uma única entrada de energia, dimensionada pela demanda total das unidades.

No caso de edificações geminadas, as unidades consumidoras somente poderão ser atendidas por entradas de serviço distintas quando existir separação física (muro ou parede) entre elas, ao longo de todo o terreno.

Caso contrário, as unidades devem ser atendidas através de uma única entrada de serviço dimensionada pela demanda total do conjunto.

5.4.9.

Condições não Permitidas

As seguintes situações não são permitidas, sob pena de suspensão do fornecimento de energia:

 

a)

Interligação entre instalações elétricas de unidades consumidoras distintas, mesmo que o

fornecimento seja gratuito;

b)

Interferência de pessoas não credenciadas pela CELPA aos seus equipamentos de medição,

inclusive violação de lacres;

c)

Instalação de condutores conduzindo energia não medida na mesma tubulação contendo

condutores de energia já medida;

d)

Medição única a mais de uma unidade consumidora, ou mais de uma medição em uma única

unidade consumidora;

e)

Ligação de cargas com potência nominal acima dos limites estabelecidos para o tipo de

fornecimento existente na unidade consumidora;

6.

ENTRADA DE SERVIÇO

6.1.

Ramal de Ligação

  REFERÊNCIA VERSÃO
 

REFERÊNCIA

VERSÃO

MANUAL DE ENGENHARIA

NTD-01

03

VIGÊNCIA

PÁGINA

 

05.01.2004

14/89

TÍTULO:

FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA EM BAIXA TENSÃO

a) Sua instalação será efetuada exclusivamente pela CELPA.

b) Não deverá cortar terrenos de terceiros e/ou passar sobre área construída.

c) Deverá entrar, pela frente da unidade consumidora tendo seu percurso livre de qualquer

obstáculo.

d) Não cruzar com condutores de ligações de edificações vizinhas.

e) Respeitar, incondicionalmente, as posturas municipais, estaduais e federais, especialmente

quando atravessar vias públicas.

f) Não ser acessível por janelas, sacadas, telhados, escadas, áreas adjacentes ou outros locais

de acesso de pessoas, devendo a distância mínima dos condutores a qualquer desses pontos, ser de 1,20m na horizontal.

g) Ter comprimento máximo de 30m.

h) Os condutores deverão ser instalados de forma a permitir as seguintes distâncias mínimas,

medidas na vertical, entre o condutor inferior e o solo.

Ruas, estradas (mesmo particulares) e outros locais com trânsito de veículos - 5,50m. Entrada de garagem e outros locais onde houver passagem restrita de veículos - 4,50m. Locais com circulação exclusiva de pedestres - 3,50m.

i) Nos casos em que haja solicitação do consumidor , o atendimento será feito através de instalações subterrâneas, de acordo com o subitem 6.3 desta Norma.

6.1.2. Condutores

a) Os condutores do ramal de ligação serão fornecidos pela CELPA e serão um dos seguintes tipos:

-Multiplex de alumínio, com isolação das fases para 0,6/1kV das fases e sustentação pelo neutro. - Concêntrico de cobre, isolado p/ 1000V.

b) A seção dos condutores está determinada na Tabela 10;

c) As amarrações, conexões e emendas dos condutores devem ser executadas conforme anexo B;

d) Os valores das flechas deverão ser compatíveis com as alturas mínimas estabelecidas no

subitem 6.1.1. (letra h).

6.2.

Ramal de Entrada

6.2.1.

Condições Gerais

a) Sua instalação será efetuada pelo consumidor;

b) O fornecimento dos condutores e demais acessórios será de responsabilidade do consumidor;

c) Para orientação do ramal de entrada, observar os desenhos nºs 04 a 12.

6.2.2.

Condutores

a) Os condutores do ramal de entrada serão unipolares de cobre, com isolamento termoplástico

ou termofixo para 450/750 volts (70ºC), e instalados em eletrodutos;

b) A seção dos condutores será determinada pela Tabela 09, conforme a carga instalada e a

demanda;

c) O condutor neutro deverá também ser isolado, ser perfeitamente identificado e contínuo, sendo

nele vedado o uso de disjuntor;

d) Não serão permitidas emendas nos condutores;

e) Os condutores do ramal de entrada deverão ter comprimento adequado, a fim de permitir a

conexão com o ramal de ligação;

  REFERÊNCIA VERSÃO
 

REFERÊNCIA

VERSÃO

MANUAL DE ENGENHARIA

NTD-01

03

VIGÊNCIA

PÁGINA

 

05.01.2004

15/89

TÍTULO:

FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA EM BAIXA TENSÃO

f) As conexões do ramal de entrada com o ramal de ligação deverão ser executadas por

funcionários da CELPA através de conectores apropriados.

6.2.3. Eletrodutos

a) O eletroduto do ramal de entrada deve ser de ferro galvanizado, do tipo pesado, sem costuras

ou amassaduras. Para instalações aparentes poderá ser utilizado PVC rígido, classe A ou B, de acordo com a NBR-6150;

b) O diâmetro externo dos eletrodutos será determinado de acordo com a Tabela 09;

c) As emendas nos eletrodutos deverão ser evitadas, tolerando-se as que forem feitas com luvas

perfeitamente enroscadas;

d) Na extremidade superior do eletroduto devem ser instalados cabeçotes ou curvas de 135º

dotadas de bucha de forma a permitir que se faça a “pingadeira”;

e) A extremidade do eletroduto não deverá ser submetida a qualquer esforço devido ao ramal de

ligação;

f) A instalação dos eletrodutos poderá ser embutida ou sobreposta, devendo, neste último caso,

serem firmemente fixados por fitas, braçadeiras galvanizadas ou arame galvanizado (12BWG);

g) Não serão permitidas emendas nos eletrodutos, em trechos de passagem entre o forro e o

telhado;

h) Os eletrodutos deverão ser firmemente atarrachados à caixa de medição por meio de bucha e

contrabucha de alumínio ou galvanizada;

i) Deverão ser tomadas providências para evitar a entrada de água dentro da caixa de medição.

A vedação deverá ser obtida utilizando massa de calafetar (3M ou similar), sendo proibido o uso de massa para fixar vidros (massa para vidraceiro).

6.2.4. Poste Particular

a) Utilização

Deverá ser utilizado o poste particular nas seguintes situações:

Quando se desejar fixar nele a caixa do medição.

Quando se desejar fixar nele a caixa de proteção para alojar o disjuntor, quando o medidor for instalado no poste da rede de distribuição, em caixa para medição no poste; Quando o imóvel da unidade consumidora encontrar-se afastado do limite de propriedade com a via pública; Quando for necessário elevar a altura dos condutores.

b)

Especificação

O poste particular, para fixação do ramal de ligação, deverá ser de concreto, madeira-de-lei ou ferro galvanizado, não podendo ter resistência permanente de tração no topo inferior a 90 daN, além do comprimento total não inferior a 5,0m, quando for localizado do mesmo lado da rede secundária da CELPA, e de 7,0m, quando do lado oposto. Deverá obedecer aos padrões construtivos adotados pela CELPA (ver Tabela 12).

O poste deverá ser engastado com a profundidade mínima de 1,2m.

c)

Localização

O poste particular deverá ser localizado dentro do terreno do consumidor, encostado no muro ou cerca, no limite da propriedade com a via pública.

6.2.5. Pontaletes

a) Utilização

Deverá ser utilizado pontalete de tubo de ferro quando for necessário elevar a altura dos condutores.

  REFERÊNCIA VERSÃO
 

REFERÊNCIA

VERSÃO

MANUAL DE ENGENHARIA

NTD-01

03

VIGÊNCIA

PÁGINA

 

05.01.2004

16/89

TÍTULO:

FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA EM BAIXA TENSÃO

Quando a casa não for em alvenaria, poderá ser utilizado pontalete de madeira-de-lei.

b) Especificação

O pontalete de ferro deverá ser galvanizado à fusão e ter diâmetro mínimo conforme a Tabela

13.

O pontalete de madeira deverá ser quadrado, com resistência mínima de topo de 90daN e dimensões mínimas conforme a Tabela 13.

6.3.

Ramal de Entrada Subterrâneo

6.3.1.

Condições Gerais

 

a) Sua instalação será efetuada pelo consumidor;

b) Sua ligação será feita exclusivamente pela CELPA;

c) O fornecimento dos condutores e demais acessórios será de responsabilidade do consumidor;

d) Não deverá cortar terrenos de terceiros e/ou passar sob área construída;

e) Deverá entrar pela frente da construção;

f) Respeitar, incondicionalmente, as posturas municipais, estaduais e federais, especialmente

quando atravessar leitos de vias públicas.

g)

Será do consumidor todo ônus decorrente da instalação inicial, da manutenção e de eventuais

modificações futuras, inclusive as decorrentes de alterações na rede de distribuição;

h)

É de encargo do consumidor a obtenção da autorização do poder público para construção do

ramal nas vias e passeios públicos:

Quando do pedido de ligação o consumidor deverá apresentar o Termo de Responsabilidade para Utilização de Ramal de Entrada Subterrâneo, conforme modelo mostrado no Anexo C.

i)

6.3.2.

Condutores

a)

Deverá ser constituído de cabos unipolares, de cobre, isolados para 0,6/1kV, próprios para

instalação em locais não abrigados e sujeitos à umidade;

b)

A seção dos cabos deverá ser determinada conforme o critério de queda de tensão, sendo os

valores mínimos, por categoria, iguais aos da Tabela 09;

c)

As conexões do ramal de entrada com a rede da CELPA serão efetuados nos bornes dos

medidores na caixa de medição no poste;

d) Não serão permitidas emendas nos condutores;

e) Junto ao poste da CELPA, deverá ser deixada uma sobra de 2m de cabos na caixa de

passagem.

f)

Na confecção do pingadouro, deverá ser deixada uma sobra de 2m de cabos na curva ou

cabeçote, com a unidade consumidora devidamente identificada afim de facilitar as ligações na Caixa de Medição no Poste.

6.3.3.

Caixas de Passagem Subterrâneas

a) Serão construídas pelo consumidor;

b) Serão instaladas com afastamento de 50cm do poste de derivação da CELPA, e em todos os

pontos de mudança de direção das canalizações subterrâneas;

c) As caixas deverão ser de concreto ou alvenaria, apresentar sistema de drenagem e tampa de

concreto armado com duas alças retráteis, ou de ferro fundido, ambas com o nome CELPA;

d) Deverão apresentar dimensões internas convenientes e construídas conforme os padrões

adotados pela CELPA (ver desenho nº 17).

  REFERÊNCIA VERSÃO
 

REFERÊNCIA

VERSÃO

MANUAL DE ENGENHARIA

NTD-01

03

VIGÊNCIA

PÁGINA

 

05.01.2004

17/89

TÍTULO:

FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA EM BAIXA TENSÃO

6.3.4.

Eletrodutos

 

a)

Na descida até a caixa de passagem, estes deverão se apresentar protegidos, no trecho fora

do solo, até uma altura mínima de 4,4m, por eletroduto de ferro galvanizado à fusão, sem costuras ou amassaduras, de seção adequada aos cabos usados;

b)

O eletroduto deverá ser firmemente fixado por meio de fitas e/ou braçadeiras de aço

galvanizado e ter uma curva de 135º ou cabeçotes na sua extremidade superior;

c)

Deverão ser instaladas buchas ou dispositivos adequados para proteção dos condutores.

6.3.5.

Eletrodutos Subterrâneos

 

a)

Em todos os casos, os cabos deverão ser instalados em eletrodutos de diâmetro interno

adequado, desde a caixa de passagem localizada na calçada e junto ao poste da CELPA até a caixa de proteção;

b)

Os eletrodutos deverão ser de PVC, protegidos por envelope de concreto e instalados a uma

profundidade mínima de 50cm;

c)

Em toda a sua extensão, os eletrodutos deverão ser lançados em linha reta, sempre que for

possível, apresentando declive em um único sentido.

7.

PROTEÇÃO

7.1.

Considerações Gerais

 

a)

Todas as unidades consumidoras, sem exceção, deverão estar equipadas com um ou mais

dispositivos que proporcionem a interrupção do fornecimento e a proteção adequada às instalações elétricas;

b)

Deve haver continuidade do neutro, sendo deste modo proibida a instalação de qualquer

dispositivo que o possa interrompê-lo;

c)

O dimensionamento da proteção deverá ser feito através das Tabela 09.

7.2.

Proteção Geral Contra Sobrecorrente

 

a)

Para unidades consumidoras com ligação monofásica, bifásica ou trifásica, a proteção terá que

ser feita com disjuntor termo-magnético monopolar, bipolar e tripolar, respectivamente, conforme condições abaixo:

 

Na Caixa de Medição Individual Instalar na própria caixa do medidor, após a medição no sentido da fonte para carga.

 

Na Caixa de Medição no Poste ou Individual (tipo CPREDE). Instalar na própria caixa de proteção do disjuntor ou no centro de distribuição, como proteção geral.

7.3.

Sobretensão, Subtensão e/ou Falta de Fase

 

a)

Deve-se instalar dispositivos de proteção contra sobretensão, subtensão e/ou falta de fase

junto aos motores elétricos e cargas especiais;

b)

Este tipo de proteção deverá ser feito pelo consumidor, dependendo do tipo e importância de

sua carga. A CELPA não será responsável por danos causados pela falta da referida proteção.

8.

MEDIÇÃO

 

8.1.

Considerações Gerais

a) A medição de energia elétrica consumida será feita em um só ponto;

b) Os medidores serão fornecimentos pela CELPA;

c) Ao consumidor caberá a preparação, instalação e montagem do padrão de entrada, conforme

os padrões fornecidos nos desenhos desta Norma;

  REFERÊNCIA VERSÃO
 

REFERÊNCIA

VERSÃO

MANUAL DE ENGENHARIA

NTD-01

03

VIGÊNCIA

PÁGINA

 

05.01.2004

18/89

TÍTULO:

FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA EM BAIXA TENSÃO

d) As caixas de medição no poste serão dimensionadas, fornecidas e instaladas pela CELPA

quando da ligação da unidade consumidora;

e) O acesso às ligações do medidor, a partir do momento da ligação, passa a ser exclusivo da

CELPA, tendo o consumidor acesso somente aos dispositivos de proteção para religamento, no caso de eventuais desarmes;

f) As caixas de medição no poste e individual (tipo CPREDE), identificam internamente e

externamente, o número das unidades consumidoras (U.C);

g) Quando a medição for no poste da rede de distribuição ou individual (tipo CPREDE), a leitura

do consumo da unidade consumidora, será efetuada através de uma lente de aumento instalada na caixa de medição.

8.2.

Localização

 

8.2.1.

Medição Individual

 

a)

A caixa de medição deve ser instalada, obrigatoriamente, no limite de propriedade com a via

pública, em muro, mureta, parede ou poste, protegido contra intempéries, com o visor do medidor voltado para via pública;

 

b)

Se houver ampliação ou modificações na construção do imóvel, o local de medição deve obedecer as prescrições do item 8.2.1.a, devendo o consumidor contactar a CELPA, previamente.

8.2.2.

Medição no Poste

 

a) A caixa de medição deve ser instalada no poste da rede de distribuição da CELPA.

b) Se houver ampliação ou modificações na construção do imóvel, o local de medição deve

obedecer as prescrições do item 8.2.2.a, devendo o consumidor contactar a CELPA, previamente.

8.2.3.

Tipos de caixa de medição

8.2.3.1

Caixas CPREDE

 

Serão instaladas e dimensionadas pela CELPA, em função do número de ligações e carga demandada das U.C’s através de arranjos de forma à atender satisfatoriamente o imóvel. Estas caixas poderão ser instaladas no poste da rede de distribuição ou no poste auxiliar ou no pontalete conforme desenhos 06 a 08.

8.2.3.2

Na U.C com caixa individual

a) Caixa para 01(hum) medidor monofásico (CM1), para atender as categorias M0 a M2 (ver tab. 9);

b) Caixa para 01 (hum) medidor polifásico:

 

b.1) CM2 – Para U.C com carga instalada de 7,51 a 38kW, até o padrão 3P-100A, para atender as categorias B1 a T4 (ver tab. 9) b.2) CM3 – Para U.C com carga instalada de 47,1 a 75kW, padrão 3P-150 A e 3P-175A, para atender as categorias T6 a T7 (ver tab. 9)

9.

SISTEMA DE ATERRAMENTO

A construção de um Sistema de Aterramento será obrigatória para todas as unidades consumidoras, sem exceção, observando-se as diretrizes abaixo:

a) O condutor neutro deve ser sempre aterrado na origem da instalação da unidade consumidora, junto com a caixa de medição ou proteção, com pelo menos um eletrodo de comprimento minimo de 2,0m;

b) O condutor de aterramento, com respectivo eletroduto para sua proteção, deverá ser de cobre nu, aço cobreado ou isolado, dimensionado de acordo com a Tabela 09 ;

c) Todas as ligações de condutores, ao Sistema de Aterramento, deverão ser feitas com conectores apropriados ou solda exotérmica;

  REFERÊNCIA VERSÃO
 

REFERÊNCIA

VERSÃO

MANUAL DE ENGENHARIA

NTD-01

03

VIGÊNCIA

PÁGINA

 

05.01.2004

19/89

TÍTULO:

FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA EM BAIXA TENSÃO

e) Deverão obedecer os padrões construtivos ,conforme desenhos e detalhes (desenho 15) e demais condições estabelecidas pelas NBR’s 5410 e 10706 da ABNT.

f) Deverão ser previstas, para cada eletrodo utilizado no sistema de Aterramento, caixas para inspeção/medição em local de fácil acesso;

g) A caixa de medição no poste, quadros, carcaças e outras partes metálicas, normalmente sem Tensão, deverão ser permanentemente aterrados através do neutro ou condutor de proteção exclusivo.

10.

NOTAS DIVERSAS

10.1.

Requisitos Mínimos das Instalações Consumidoras

10.1.1.

O projeto, a especificação e a construção da instalação elétrica interna da Unidade Consumidora deverão obedecer as Normas da ABNT, podendo a CELPA vistoriar essas instalações, no intuito de verificar se seus requisitos mínimos estão sendo obedecidos.

10.2.

Fator de Potência

10.2.1.

Fator de potência indutivo médio da instalação consumidora deverá ser o mais próximo possível da unidade.

10.2.2.

Caso seja constatado, com base em medição transitória, por um período mínimo de 07(sete) dias consecutivos, fator de potência indutivo inferior a 92% (noventa e dois por cento), a CELPA notificará o consumidor quanto aos procedimentos a serem adotados conforme legislação vigente.

10.2.3.

Caberá ao consumidor tomar as providências necessárias para a correção do fator de potência, quando for o caso, devendo notificar a CELPA ao término dos serviços.

10.3.

Revenda ou Fornecimento de Energia a Terceiros

10.3.1.

É proibido ao consumidor, sob quaisquer pretextos, estender sua instalação elétrica além dos limites de sua propriedade, e/ou interligá-la com outra(s) unidade(s) de consumo para o fornecimento de energia elétrica, ainda que gratuitamente.

10.4.

Modificação da Instalação Elétrica

10.4.1.

No caso do usuário modificar o dimensionamento original dos condutores e/ou da proteção geral de suas instalações, sem prévia consulta e autorização da CELPA, a ligação será considerada irregular, eximindo-se a CELPA de qualquer responsabilidade que possa advir.

10.5.

Ligação de Energia

10.5.1.

A partir do momento da ligação e enquanto estiver ligado, o padrão de entrada é de acesso privativo da CELPA, sendo vedada qualquer interferência, de pessoas não credenciadas, aos condutores e acessórios de ligação, à rede de distribuição, medidores e equipamentos, assim como, aos selos, podendo somente haver acesso do consumidor às chaves de proteção para seu religamento por ocasião de possíveis desarmes.

10.5.2.

A ligação da unidade consumidora à rede da CELPA não implicará em responsabilidade da mesma sobre as condições técnicas das instalações internas do consumidor, após o ponto de entrega.

10.5.3.

Os materiais necessários para a instalação do ramal de ligação (até o ponto de entrega), serão fornecidos pela CELPA sem ônus para o consumidor.

  REFERÊNCIA VERSÃO
 

REFERÊNCIA

VERSÃO

MANUAL DE ENGENHARIA

NTD-01

03

VIGÊNCIA

PÁGINA

 

05.01.2004

20/89

TÍTULO:

FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA EM BAIXA TENSÃO

10.5.5.

A CELPA poderá atender a unidade consumidora em tensão secundária de distribuição com ligação bifásica ou trifásica, ainda que a mesma não apresente carga instalada suficiente para tanto, desde que o consumidor se responsabilize pelo pagamento da diferença de preço do medidor, pelos demais materiais e equipamentos de medição a serem instalados, bem como eventuais custos de adaptação da rede.

10.6.

Conservação dos Materiais da Entrada de Serviço.

10.6.1.

O consumidor será responsável, na qualidade de depositário a título gratuito, pela custódia dos medidores, e outros aparelhos de propriedade da CELPA, necessários à medição de energia, quando os medidores forem instalados na caixa de medição individual. Quando os medidores forem instalados na caixa de medição no poste da rede de distribuição a responsabilidade dos mesmos é da CELPA.

10.6.2.

No caso de furto ou de danos de responsabilidade de terceiros, aos equipamentos mencionados acima, não se aplicarão as disposições pertinentes ao depósito. Presumir-se-á, no entanto, a responsabilidade do consumidor se, da violação de lacres ou de danos nestes equipamentos, decorrerem registros de consumos ou de demandas inferiores aos reais.

10.6.3.

O consumidor deverá conservar em bom estado os materiais e equipamentos da entrada de serviço.

10.6.4.

A CELPA fará inspeções rotineiras nas instalações consumidoras, para verificar eventual existência de qualquer deficiência técnica ou de segurança. Caso afirmativo, a CELPA notificará o consumidor, por escrito, das irregularidades constantes, fixando o prazo para a regularização.

10.7.

Dispositivos para Partida de Motores Trifásicos

10.7.1.

É obrigatória a utilização de dispositivos auxiliares para partida de motores trifásicos com potência superior a 5 CV, de acordo com a Tabela 11.

10.7.2.

Nos dispositivos de partida de motores sob tensão reduzida, deve-se usar equipamentos adequados que desliguem quando faltar energia.

10.8.

Fornecimento Provisório

10.8.1.

As despesas com a instalação e retirada de redes e ramais de caráter temporário, destinados a fornecimento provisório, bem como, as relativas aos respectivos serviços de ligação e desligamento, correrão por conta do consumidor, podendo a CELPA exigir, a título de garantia, o pagamento antecipado desses serviços e do consumo de energia elétrica e/ou demanda de potência previsto em até 3 (três) ciclos completos de faturamento.

10.8.2.

Serão consideradas despesas os custos dos materiais aplicados e não reaproveitáveis e demais custos, tais como de mão-de-obra para instalação, retirada, ligação e transporte.

10.8.3.

Não serão atendidas, em tensão secundária, as ligações provisórias para o uso de máquinas e equipamentos que, pela operação e/ou regime de funcionamento, possam causar perturbações no fornecimento a outras unidades consumidoras.

10.9.

Cargas que provocam perturbações indesejáveis

10.9.1.

Se o consumidor utilizar na unidade consumidora, à revelia da CELPA, carga susceptível de provocar distúrbios ou danos no sistema elétrico de distribuição ou nas instalações e/ou equipamentos elétricos de outros consumidores, é facultado à CELPA exigir desse consumidor o cumprimento das seguintes obrigações:

a) A instalação de equipamentos corretivos na unidade consumidora, com prazos pactuados e/ou o pagamento do valor das obras necessárias no sistema elétrico da CELPA, destinadas a correção dos efeitos desses distúrbios.

  REFERÊNCIA VERSÃO
 

REFERÊNCIA

VERSÃO

MANUAL DE ENGENHARIA

NTD-01

03

VIGÊNCIA

PÁGINA

 

05.01.2004

21/89

TÍTULO:

FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA EM BAIXA TENSÃO

Neste caso, a CELPA é obrigada a comunicar ao consumidor, por escrito, as obras que realizará e o necessário prazo de conclusão, fornecendo, para tanto, o respectivo orçamento detalhado.

b) O ressarcimento à CELPA de indenizações por danos acarretados a outros consumidores, que, comprovadamente, tenham decorrido do uso da carga provocadora das irregularidades.

Neste caso, a CELPA é obrigada a comunicar ao consumidor, por escrito, a ocorrência dos danos, bem como a comprovação das despepsas incorridas, nos termos da legislação e regulamentos aplicáveis.

11.

CÁLCULO DE DEMANDA PARA LIGAÇÕES TRIFÁSICAS

 

A demanda de instalações consumidoras atepndidas em tensão secundária será calculada através da seguinte soma:

 

D(kVA) = d1 + d2 + d3 + d4 + d5 + d6

 
 

Sendo:

d1 (kW) =

demanda

de

iluminação

e

tomadas,

calculada

com

base

nos

 

fatores de demanda das Tabelas 2.1 e 2.2.

 
 

d2 (kW) =

demanda dos aparelhos para aquecimento de água (chuveiros, aquecedores, fornos, torneiras, etc.), calculadas conforme as Tabelas 03 e 04.

 

D3 (KvA) =

demanda dos aparelhos de ar condicionado tipo janela, calculada conforme as

D4 (kVA) =

Tabelas 1.2 e 05, para residências e escritórios. Para outros tipos de utilização, tais como bancos, lojas, etc., o fator de demanda deverá ser considerado igual a 100%. demanda das unidades centrais de condicionamento de ar, calculada a partir das

D5 (kVA) =

respectivas correntes máximas totais – valores a serem fornecidos pelos fabricantes – considerando o fator de demanda de 100%. demanda dos motores elétricos e máquinas de solda tipo motor gerador, calculada conforme as Tabelas 06 e 07.

D6 (kW ou kVA) =

Demanda das máquinas de solda a transformador e aparelhos de raio X, calculados conforme a Tabela 08.

OBSERVAÇÕES:

 
 

a) Aparelhos de reserva não devem ter suas demandas computadas.

 

b) Deverão ser consideradas as ampliações de carga já previstas pelo consumidor.

 

c) Os valores tabelados nesta norma são médios, o projetista deve verificar se eles se aplicam no

caso particular.

 

d)

O

cálculo

de

demanda

é

próprio

para

cada

caso

e

de

inteira

responsabilidade

do

construtor/projetista.

 
 

Antônio Carlos Fernandes da Fonseca Diretor de Distribuição

 

NOTA:

O documento original assinado encontra-se a disposição dos usuários na SEGER.

 
  REFERÊNCIA VERSÃO
 

REFERÊNCIA

VERSÃO

MANUAL DE ENGENHARIA

NTD-01

03

VIGÊNCIA

PÁGINA

 

05.01.2004

22/89

TÍTULO:

FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA EM BAIXA TENSÃO

T A B E L A S

DE ENERGIA ELÉTRICA EM BAIXA TENSÃO T A B E L A S POTÊNCIAS MÉDIA DE

POTÊNCIAS MÉDIA DE APARELHOS ELETRODOMÉSTICOS E DE AQUECIMENTO

Tabela – 1.1

TIPO

POTÊNCIA (W)

TIPO

POTÊNCIA (W)

Aquecedor de Água por acumulação

Até 80 L

1.500

Geladeira

250

De 100 a 150 L

2.500

Geladeira Duplex

500

De 200 a 400 L

4.000

Grill

1.200

Aquecedor de Água por Passagem

6.000

Hidromassagem

660

Aquecedor de Ambiente

1.000

Impressora

150

Aspirador de Pó

700

Liqüidificador

350

Batedeira

100

Máquina de Costura

100

Cafeteira

Uso Doméstico

600

Máquina Lavar Louças

1.500

(Máq. Café)

Uso Comercial

1.200

Máquina Lavar

c/ aquecimento

1.500

Chuveiro

127

V

4.200

Roupas

s/ aquecimento

400

220

V

6.000

Máquina de Secar Roupas

3.500

Equipamento de Som

50

Micro Computador

150

Ebulidor

1.000

Moedor de lixo

300 a 600

Enceradeira

300

Rádio Gravador

50

Espremedor de Frutas

200

Secador de Cabelos

1.000

Exaustor/Coifa

100

Som Modular (Por módulo)

50

Ferro de Passar Automático

 

1.000

Torneira Elétrica

2.500

Freezer 1 ou 2 portas

250

Torradeira

1.000

Freezer 3 ou 4 portas

500

TV

100

Fogão (por boca)

1.500

Ventilador

100

Forno (De Embutir)

4.500

Vídeo Cassete

25

Forno de microondas

1.200

   
 

POTÊNCIAS NOMINAIS DE CONDICIONADORES DE AR TIPO JANELA

Tabela – 1.2

CAPACIDADE

POTÊNCIA NOMINAL

 

BTU/h

kcal/h

W

 

VA

7.000

1.750

1.100

 

1.500

8.500

2.125

1.300

 

1.550

10.000

2.500

1.400

 

1.560

12.000

3.000

1.600

 

1.900

14.000

3.500

1.900

 

2.100

18.000

4.500

2.600

 

2.860

21.000

5.250

2.800

 

3.080

30.000

7.500

3.600

 

4.000

NOTAS:

1) Valores válidos para os aparelhos até 12.000 BTU/h, ligados em 127 V ou 220 V e para os aparelhos a partir de 14.000 BTU/h ligados em 220 V. 2) Quando a capacidade do sistema de refrigeração estiver indicado em TR (Tonelada de Refrigeração) considerar o seguinte:

- sistemas de até 50 TR em uma unidade: 1,8 kVA/TR

- sistemas acima de 50 TR com mais de uma unidade: 2,3 kVA/TR

- sistemas acima de 100 TR: 2,8 kVA/TR

- sistemas até 50 TR em várias unidades pequenas (10 TR) distribuídas: 1 kVA/TR

Fonte: Recommended Practice for Eletric Power Systems in Commercial Building – IEEE

  REFERÊNCIA VERSÃO
 

REFERÊNCIA

VERSÃO

MANUAL DE ENGENHARIA

NTD-01

03

VIGÊNCIA

PÁGINA

 

05.01.2004

23/89

TÍTULO:

FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA EM BAIXA TENSÃO

FATORES DE DEMANDA PARA ILUMINAÇÃO E TOMADAS DE USO GERAL UNIDADES CONSUMIDORAS NÃO RESIDENCIAIS

Tabela – 2.1

DESCRIÇÃO

FATOR DE DEMANDA (%)

 

Auditórios, salões p/exposições e semelhantes

 

100

Bancos, lojas e semelhantes

 

100

Barbearias, salões de beleza e semelhantes

 

100

Clubes e semelhantes

 

100

Escolas e semelhantes

100

para os primeiros 12 kVA

Escritórios

100

para os primeiros 20 kVA

70

para o que exceder de 20 kVA

Garagens comerciais e semelhantes

 

100

Hospitais e semelhantes

40

para os primeiros 50 kVA

20

para o que exceder de 50 kVA

Hotéis e semelhantes

50

para os primeiros 20 kVA

40

para os seguintes 80 kVA

30

para o que exceder de 100 kVA

Igrejas e semelhantes

 

100

Oficinas e Indústrias

100 para os primeiros 20 kVA

 

80

para o que exceder de 20 kVA

Restaurantes e semelhantes

 

100

NOTAS:

1) É recomendável que a previsão de cargas de iluminação e tomada feita pelo consumidor atenda as prescrições da NBR 5410. 2) Para lâmpadas incandescentes e halógenas, considerar kVA=kW (fator de potência unitária). 3) Para lâmpadas de descarga (fluorescente, vapor de mercúrio/sódio metálico) considerar kVA=kW/0,92. 4) Tomadas específicas (aparelhos especiais) devem ser consideradas a parte, utilizando outros fatores de demanda.

FATORES DE DEMANDA PARA ILUMINAÇÃO DE UNIDADES CONSUMIDORAS RESIDENCIAIS ISOLADAS (CASAS E APARTAMENTOS)

Tabela – 2.2

CARGA INSTALADA CI (KW)

FATOR DE DEMANDA

 

CI

<

1

0,86

1

<

CI

2

0,81

2

<

CI

3

0,76

3

<

CI

4

0,72

4

<

CI

5

0,68

5

<

CI

6

0,64

6

<

CI

7

0,60

7

<

CI

8

0,57

8

<

CI

9

0,54

9

<

CI

10

0,52

 

CI

>

10

0,45

NOTAS:

3) É recomendável que a previsão de cargas de iluminação feita pelo consumidor atenda as prescrições da NBR

5410.

4) Para lâmpadas incandescentes, considerar kVA=kW (fator de potência unitária). 5) Para lâmpadas fluorescente, considerar kVA=kW/0,92. 5) Esta tabela pode ser usada para tomadas de uso geral quando não forem conhecidos os aparelhos a serem ligados.

  REFERÊNCIA VERSÃO
 

REFERÊNCIA

VERSÃO

MANUAL DE ENGENHARIA

NTD-01

03

VIGÊNCIA

PÁGINA

 

05.01.2004

24/89

TÍTULO:

FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA EM BAIXA TENSÃO

FATORES DE DEMANDA DE FORNOS E FOGÕES ELÉTRICOS

 

Tabela – 3

NÚMEROS DE

FATOR DE DEMANDA %

 

APARELHOS

POTÊNCIA ATÉ 3,5 KW

POTÊNCIA SUPERIOR A 3,5 KW

1

100

100

2

75

56

3

70

55

4

66

50

5

62

45

6

59

43

7

56

40

8

53

36

9

51

35

10

49

34

NOTAS:

6) Considerar para a potência destas cargas kW = kVA (fator de potência unitário) 7) Fonte: NEC – 1984.

FATORES DE DEMANDA DE APARELHOS ELETRODOMÉSTICOS E DE AQUECIMENTO

 

Tabela – 4

NÚMEROS DE

FATOR DE

 

NÚMERO DE

FATOR DE

APARELHOS

DEMANDA %

APARELHOS

DEMANDA %

1

100

 

16

 

43

2

92

 

17

 

42

3

84

 

18

 

41

4

76

 

19

 

40

5

70

 

20

 

40

6

65

 

21

 

39

7

60

 

22

 

39

8

57

 

23

 

39

9

54

 

24

 

38

10

52

 

25

 

38

11

49

26

a 30

 

37

12

48

31

a 40

 

36

13

46

41

a 50

 

35

14

45

51

a 60

 

34

15

44

61 ou mais

 

33

NOTAS:

8) Aplicar os fatores de demanda a carga instalada determinada por grupo de aparelhos, separadamente. 9) Considerar kW = kVA (fator de potência unitário).

10)

No caso de hotéis, o consumidor deve verificar a conveniência de aplicação desta tabela ou de fator de demanda igual a 100%

  REFERÊNCIA VERSÃO
 

REFERÊNCIA

VERSÃO

MANUAL DE ENGENHARIA

NTD-01

03

VIGÊNCIA

PÁGINA

 

05.01.2004

25/89

TÍTULO:

FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA EM BAIXA TENSÃO

 

FATORES DE DEMANDA PARA CONDICIONADORES DE AR TIPO JANELA

Tabela – 5

NÚMEROS DE APARELHOS

FATOR DE DEMANDA %

1

a

10

100

11

a

20

86

21

a

30

80

31

a

40

78

41

a

50

75

51

a

75

70

76

a

100

65

Acima

de

100

60

NOTA:

1) Quando se tratar de unidade central de condicionamento de ar,

100%

deve-se tomar o fator de demanda igual a

DETERMINAÇÃO DA DEMANDA EM FUNÇÃO DA QUANT. DE MOTORES – (VALORES EM kVA) – MOTORES MONOFÁSICOS

 

Tabela – 06

   

QUANTIDADE DE MOTORES

 

POTÊNCIA

1

2

3

4

5

6

7

8

 

9

10

DO MOTOR

 

(CV)

 

FATOR DE DIVERSIDADE

 

1

1,5

1,9

2,3

2,7

3

3,3

3,6

 

3,9

4,2

¼

0,66

0,99

1,254

1,518

1,782

1,98

2,178

2,376

2,574

2,772

1/3

0,77

1,155

1,463

1,771

2,079

2,31

2,541

2,772

3,003

3,234

½

1,18

1,77

2,242

2,714

3,186

3,54

3,894

4,248

4,602

4,956

¾

1,34

2,01

2,546

3,082

3,618

4,02

4,422

4,824

5,226

5,628

1

1,56

2,34

2,964

3,588

4,212

4,68

5,148

5,616

6,084

6,552

1

½

2,35

3,525

4,465

5,405

6,345

7,05

7,755

8,46

9,165

9,87

2

2,97

4,455

5,643

6,831

8,019

8,91

9,801

10,702

11,583

12,474

3

4,07

6,105

7,733

9,361

10,989

12,21

13,431

14,652

15,873

17,094

5

6,16

9,24

11,704

14,168

16,632

18,48

20,328

22,176

24,024

25,872

7

½

8,84

13,26

16,796

20,332

23,868

26,52

29,172

31,824

34,476

37,128

10

11,64

17,46

22,116

26,772

31,428

34,92

38,412

41,904

45,396

48,888

12 ½

14,94

22,41

28,386

34,362

40,338

44,82

49,302

53,784

58,266

62,748

15

16,94

25,41

32,186

38,962

45,738

50,82

55,902

60,984

66,066