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Oficina de Língua Portuguesa – Professor Paulo Lima

Simulado – Português - INSS


Antes de iniciar o simulado ,leia bem as orientações abaixo que foram Esse simulado foi
retiradas do Edital do INSS de 15 de janeiro de 2003. elaborado de acordo
com o padrão do
Centro de Seleção e
7. DO EXAME DE HABILIDADES E CONHECIMENTOS (PROVAS OBJETIVAS) Promoção de
7.1 Serão aplicadas provas objetivas, de caráter eliminatório e classificatório, abrangendo os Eventos(CESPE) da
objetos de avaliação (habilidades e conhecimentos) constantes no item 13 deste edital. Universidade de
7.1.1 CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR E NÍVEL MÉDIO Brasília(UnB).
QUADRO DE PROVAS
ÁREA DE NÚMERO É muito importante
PROVA/TIPO CARÁTER verificar em quais
CONHECIMENTO DE ITENS
conteúdos você tem
(P1) Objetiva Conhecimentos 50 ELIMINATÓRIO E
maior facilidade ou
Básicos CLASSIFICATÓRIO
dificuldades. Desse
Conhecimentos modo, antecipadamente
(P2) Objetiva 75
Específicos ,poderá realizar estudos
de aprofundamento e
tirar suas dúvidas.
7.17 DAS PROVAS OBJETIVAS
7.17.1 Cada prova objetiva será constituída de itens para julgamento, agrupados por O sucesso não depende
comandos que devem ser respeitados. O julgamento de cada item será CERTO ou de sorte , mas de uma
ERRADO, de acordo com o(s) comando(s) a que se refere o item. Haverá, na folha de excessiva dose de
respostas, para cada item, três campos de marcação: o campo designado com o código C, vontade.
que deverá ser preenchido pelo candidato caso julgue o item CERTO; o campo designado
com o código E, que deverá ser preenchido pelo candidato caso julgue o item ERRADO, e o
campo designado com o código SR, cujo significado é “sem resposta”, que deverá ser Bom Simulado!
preenchido pelo candidato para caracterizar que ele desconhece a resposta correta.
Professor Paulo Lima
13.2.1 PROVA DE CONHECIMENTOS BÁSICOS (comum a todos os cargos)
13.2.1.1 LÍNGUA PORTUGUESA: Compreensão, interpretação e reescritura de textos, com
domínio das relações morfossintáticas, semânticas e discursivas. 1 Tipologia textual. 2
Paráfrase, perífrase, síntese e resumo. 3 Significação literal e contextual de vocábulos. 4
Processos coesivos de referência. 5 Coordenação e subordinação. 6 Emprego das classes
de palavras. 7 Estrutura, formação e representação das palavras. 8 Ortografia oficial. 9
Pontuação. 10 Concordância. 11 Regência

TEXTO I inteiro, está provocando muito interesse


5 pela Criminologia, que era a bem dizer
Criminalidade uma ciência circunscrita ao domínio dos
Deolindo Amorim especialistas. Principalmente depois da II
1 O aumento da criminalidade nos dias Guerra Mundial, com maior explosão da
atuais, em proporções verdadeiramente violência, ora na forma primária de
alarmantes, podemos dizer no mundo 10 eliminação brutal, ora com requintes de

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perversidade friamente calculada, a empregada no mesmo sentido de “bom


preocupação como crime tornou-se um lado”,ou seja, “lado favorável, aspecto
estado de espírito generalizado, porque positivo”.
todos estão inquietos, para não dizer
15 amedrontados. Não é um problema 4. A expressão “dessas doenças “(L.33)
apenas dos grandes centros urbanos, poderia ser substituída por “delas” sem
pois também há violência e crime nas prejuízo do sentido original do parágrafo;
zonas rurais e menos populosas.
Mas a incidência é maior e mais 5. A expressão “ Não é um problemas apenas
20 freqüente nas cidades de população dos grandes centros urbanos “(L.15 e 16)
mais concentrada, onde é mais forte a poderia ser reescrita por “ Não é um
confluência de fatores predisponentes. E problema só dos centros urbanos”.
nenhum sistema de vigilância e defesa
da pessoa humana consegue conter a
25 impetuosidade do crime. Estamos
diante de verdadeiro fenômeno de
patologia social, sob este ponto de vista. Questão 2
A sociedade tem o seu lado bom, nas
manifestações de pureza, dignidade, A respeito do conteúdo e idéias do Texto I,
30 amor ao próximo, mas tem as suas analise as seguintes afirmações :
doenças, como nos organismos
biológicos. E a criminalidade é uma 1. No 1º parágrafo (L.1 a 18 ) é apontado entre
dessas doenças. outras coisas, o motivo pelo qual a
Justamente por causa das dolorosas Criminologia se interessa pelo aumento da
35 circunstâncias em que se encontra a criminalidade.
sociedade, a Criminologia deixou de ser
simples disciplina acadêmica, então
configurada nos círculos mais restritos de 2. Infere-se pela leitura do 1º parágrafo ( L.1 a
18 ) que cidades menos populosas ou
estudos, e passou a ser, na realidade, um afastadas dos grandes centros urbanos
40 campo aberto a vários tipos de inquirições não estão livres da violência e dos crimes.
e reflexões sérias
Questão 1 3. A partir da leitura atenta do 2º parágrafo (L.
19 a 33) pode-se concluir que nenhum
A respeito da expressão e redação das idéias do dispositivo tecnológico nem mesmo a
Texto I julgue os itens abaixo: Polícia ou empresas de segurança privada
conseguirão conter o aumento da
1. A expressão “a bem dizer”(L.5) foi criminalidade.
empregada com o sentido de “até então”;
4. Se considerarmos a palavra “doenças”
2. Uma possível paráfrase para a expressão “ (L.31)empregada denotativamente com o
uma ciência circunscrita ao domínio dos sentido de “problemas” se deduz pela
especialistas “(L-6 e 7) poderia ser : “ um leitura das linhas 28 a 33 que existem
conhecimento restrito à autoridade dos outros problemas na sociedade , sendo a
peritos”; criminalidade apenas um dentre eles.

3. A expressão “lado bom”(L.28) está sendo

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5. No 3º parágrafo, é apontada a gênese do (L.3) apresentam respectivamente o mesmo


porquê da Criminalidade perder ,segundo o processo de formação das palavras;
autor , seu caráter restrito e acadêmico para
se configurar numa disciplina sociológica. 2. O radical grego “logia” que significa “estudo
que trata; ciência que estuda” foi empregado
nesse sentido nas palavras “Criminologia”
Questão 3 (L.5) e “patologia” (L.27);
3. Os verbos “ dizer”(L.3) e “conter” (L.24)
Logo abaixo, são feitas considerações a respeito são homônimos porque apresentam
da Fonologia e Acentuação Gráfica do Texto I, terminação igual, ou seja, o sufixo verbal
considere-as : “er”;

1. A palavra “interesse” (L.4) ,”Guerra” (L.8), 4. Se a palavra “porque “ (L.13) que


“requintes “ (L.10) e “consegue “ (L.24) morfologicamente classifica-se como
apresentam dois dígrafos em cada uma conjunção, tivesse sido grafada “porquê”
delas; continuaria pertencendo a mesma classe
gramatical;
A retirada do acento gráfico de uma 5. A palavra “que” (L.5) refere-se à “
2.
palavra,geralmente, provoca mudança na Criminologia “ (L.5) e classifica-se como
sua pronúncia, é o caso das palavras “ pronome relativo.
está” (L.4) e “ é “ (L.15);

3. São acentuadas pelo mesmo motivo as


palavras “ não” (L.14) e “ há “ (L.16);

4. Ao retiramos o acento das palavras “ é “


(L.21) e biológicos “ (L.32) ocorrerá
mudança de classe gramatical nas duas;

Questão 5
5. Se passássemos o sujeito “A sociedade “
As proposições abaixo referem-se à Regência e
(L.28)para o plural, a forma verbal “tem”
ao Uso da Crase tendo como base o Texto I:
nas linhas 28 e 30 deveria obrigatoriamente
receber acento circunflexo.
1. Se substituíssemos “ao domínio “ (L.6)por
“ a área “ , haveria ocorrência de Crase
Questão 4 obrigatória
2. Caso fosse possível substituir a expressão “
A seguir, observe as declarações a respeito da a vários tipos de inquirições” (L.40) por
Estrutura ,Formação e Morfologia das palavras “a várias inquirições “ se configuraria uma
presentes no Texto I: situação em que a utilização do acento grave
seria facultativa.
1. Os vocábulos “criminalidade “ (L.1),
“verdadeiramente “ (L.2) e “alarmantes “ 3. O verbo da linha 17 possui a mesma

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Regência dos verbos da linha 28 e 30 ; Questão 6

4. O verbo ” estar” tradicionalmente é As afirmações abaixo oferecem possibilidades


classificado como um verbo de Ligação, mas de reescrita para frases retiradas do Texto II,
na forma como ele foi empregado na linha julgue-as considerando a manutenção ou
25 “estamos”, leva-nos a crer que nesse alteração do sentido original :
caso específico trata-se de um verbo Poder-se-ia substituir :
intransitivo ;
5. Se trocássemos a forma verbal “há” (L.17) 1. “argumentos para justificar a existência
cuja regência é de um verbo transitivo, por da nação “ (L.6 e 7) por argumentos que
“existe” não haveria mudança de regência. justifiquem a existência da nação.
2. “ Nos falta na História moderna de
fazeres coletivos “ (L.9 a 11) por “ Falta-
TEXTO II nos fazeres coletivos em nossa História
moderna.”
“Geralmente, o povo de uma nação 3. “ Não foi necessário que o povo
inventa, interroga e venera algum batalhasse nas ruas “ (L.12 a 14) por “Não
tipo de imagem de si mesmo por foi necessária a batalha do povo nas
duas razões. Para assoprar nas ruas.”
5 brasas do patriotismo ou porque 4. “ a experiência básica da vida mal se
faltam outros argumentos para sobrepõe” (L.21 a 23) por “ há
justificar a existência da nação. experiências básicas de vida que mal se
sobrepõe.
Felizmente, o caso do Brasil é
este (não o primeiro). Nos falta na 5. “ enfrentem ônibus, boteco de vila e
10 História moderna de fazeres desmoronamentos “ (L.19 e 20) por “
encarem ônibus, boteco de vila e
coletivos : Independência,República,
marinetes .”
Abolição vieram de cima. Não foi
Questão 7
necessário que o povo batalhasse nas
ruas . E nos faltam registros de Julgue assertivas abaixo de acordo com a
experiência comum. Me explico. Concordância Nominal e Verbal e a Colocação
15 Saiam da atmosfera qualidade- Pronominal da Língua portuguesa presentes no
–total-controlada de um prédio da Texto II:
Paulista com pouso de helicóptero
1. Caso substituíssemos a expressão “ outros
no terraço e enfrentem ônibus, argumentos”(L.6) por sua equivalente no
boteco de vila e desmoronamentos. singular, a forma verbal “faltam”, deveria
20 Verão que, entre elites e o povo, a também passar para o singular.
experiência básica de vida mal se 2. O emprego do pronome oblíquo na frase
sobrepõe.” “Nos falta...”(L.9) está incorreto, o padrão
culto proíbe esse tipo de construção, o

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correto seria “ Falta-nos... “. As asserções que se seguem referem-se ao


conteúdo do Texto III , no que diz respeito à
3. Na frase “ Me explico”(L.15) ocorre erro de redução,à extrapolação e à contradição das
colocação pronominal, se o autor quisesse idéias do texto, analise-as:
manter essa grafia ,deveria colocar a frase
entre aspas, somente assim ,seria aceita 1. De acordo com o texto, os casais de
pelo padrão normativo da Língua. antigamente eram felizes e serenos porque
4. A forma verbal “Verão”(L.21) está em sabiam enfrentar suas angústias.
desacordo com a linguagem escorreita da 2. De acordo com o texto os casais de
Língua, porque o sujeito da frase exige antigamente suportavam calados longas
,conforme as regras de Concordância ,que humilhações porque eram sábios e plácidos;
o verbo esteja no singular.
3. De acordo com o texto, os casais de
5. Se colocássemos uma vírgula depois do “E” antigamente não brigavam porque sabiam
(L.14) e passássemos a forma verbal renunciar a seus caprichos;
“faltam” (L.14) para sua equivalente em 4. De acordo com o texto, os casais de
pessoa e número no futuro do indicativo, antigamente tinham forte estrutura psíquica
resultaria numa construção nova e aceita e moral que lhes permitia viver bem;
pelas regras de Colocação Pronominal que
é “ E, faltar-nos-iam “. 5. De acordo com o texto, os casais de
antigamente eram plácidos e sábios e
felizes e serenos apenas na aparência.

Foi perguntado aos internautas, qual seria


TEXTO III
na opinião deles a prioridade do Governo do
Brasil.Veja as respostas:
“ Ah, os casais de antigamente! Como eram
plácidos e sábios e felizes e serenos...
(Principalmente vistos de longe. E as
TEXTO IV
angústias e renúncias, e as longas humilhações
caladas ? Conheci um casal de velhos bem
Tudo pelo social
velhinhos, que era doce de ver, os dois sempre
juntos, quietos, delicados. Ele a desprezava .
A 500 anos que o governo tenta remendar e
Ela o odiava .)”
tapar buracos, enquanto a população
permanece pobre, ignorante e doente. Nossos
ministros estão sempre preocupados com as
Questão 8 contas que já venceram, com as calamidades

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que já aconteceram, com a corrupção que já processo demorado de educação, quanto antes
apodreceu. começarmos, melhor.

O horizonte de longo prazo é de uns 15 dias De nada adiantam leis, normas, regras,
e ninguém - nem o presidente - parece estar paternalismos e outras formas idiotas de tentar
pensando no Brasil daqui a 15 anos. regular uma sociedade se esta não possui
cultura suficiente para perceber a real
Minha sugestão é criar o Ministério do importância de uma sociedade, de uma
Longo Prazo. O ministro desta pasta não comunidade.
poderia se preocupar com nada que vá
acontecer antes da virada do milênio. Sério. O velho ditado que impera no Brasil, AS LEIS
SÃO FEITAS PARA SEREM QUEBRADAS,
3/5/1996– Benê é um reflexo desta falta de educação.
Sem base um edifício não fica de pé!

TEXTO V 26/3/1998 - axavier@especial.com.br

Educação é desenvolvimento

Um povo sem educação é um povo que não TEXTO VII


sabe reivindicar seus direitos, que vive
esperando por soluções que caiam do céu, é Educação da PM
um povo que não age.
É a base, portanto, para o crescimento de A educação da PM já seria um bom adianto. Eta
qualquer nação, para o desenvolvimento, para pessoal ignorante. Nem os coronéis conseguem
primeiro conhecer. falar direito. E os cabos só se comunicam com
5/9/1998 - Janine May Rietow cacetete ou teco.

9/4/1997 - luna graziella

TEXTO VI

O início de tudo Questão 9

Sem educação, o ser humano não tem As declarações abaixo referem-se ao


condições de avaliar sua própria situação de conteúdo, nível de linguagem e correção
vida e a partir dai não consegue se impor, gramatical dos Textos IV, V, VI, VII, julgue-as:
evoluir, cobrar posicionamentos dos seus
representantes, respeitar o próximo, planejar 1. A maioria dos internautas que opinaram
um futuro, passar conhecimento de forma aponta que a Educação deve ser a
adequada, não consegue emprego, etc. prioridade do Governo do Brasil.

Sem educação o homem não é nada!A evolução 2. O tipo de Educação que a internauta Luna
do homem e de uma sociedade passam por um Graziela refere-se no Texto VII , diferencia-

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se da opiniões expressa pelos internautas


do Texto V e VI. 1. As quatro vezes em que aparece a palavra
“que” no texto V, ela funciona como
3. Ao iniciar sua opinião o internauta do Texto pronome relativo e refere-se a povo;
IV utilizou-se de “ A 500 anos...”,observa-
se que esse “A” por referi-se a tempo 2. A palavra “que” utilizada na expressão
passado deveria ser grafado “ “Há”. “que caiam do céu” texto V, introduz uma
oração subordinada substantiva de valor
4. Ao utilizar-se da expressão “ esperando explicativo, e poderia facilmente ser
soluções que caiam do céu “ a internauta substituída por “as quais”.
do Texto V utilizou-se do nível popular da
Língua. 3. Ao iniciar seu comentário, o internauta do
texto VI utiliza-se de uma expressão com
5. Notadamente, consta-se duas situações de valor condicional “ Sem educação”, caso a
incorreção gramatical nas palavras mesma expressão fosse tomada em sentido
sublinhadas no texto VI e VII, a primeira no isolado em outros contextos poderia
que se refere-se ao uso do pronome e a significar “ mal-educado(s) ou mal-
segunda no que se refere à pontuação. educada(s)”.
4. O nexo ”portanto” utilizado no texto V tem
valor conclusivo e poderia ser substituído
por “pois” sem que isso acarretasse
mudança de pontuação.
5. O conectivo “ E” utilizado no texto VII,
tradicionalmente tem sentido de “adição”,
porém foi empregado com sentido de
“oposição”. E ,o conectivo “ou” que
normalmente tem sentido de “exclusão ou
alternância” foi utilizado no sentido de
“troca”.

Questão 10

Considere as afirmativas que se seguem


quanto à coerência e coesão textual e as
relações sintáticas dos textos IV,V,VI,VII:

GABARITO

7
QUESTÕES
ALTERNATIVA 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
1 C E C C C C E E C E
2 C E C C E E E E C E
3 C E E E C C E E C C
4 C E E E C E E E C C
5 C E C C E E C C C E