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PROPRIEDADES FÍSICAS DA MADEIRA
PROPRIEDADES FÍSICAS DA MADEIRA

PROPRIEDADES FÍSICAS DA MADEIRA

Propriedades físicas da madeira

■ As propriedades físicas influenciam significativamente no desempenho estrutural da madeira.

■ A norma brasileira NBR 7190 indica 3 propriedades para estudo:

1) UMIDADE 2) DENSIDADE 3) VARIAÇÃO DIMENSIONAL

Umidade

A quantidade de água das madeiras “verdes” ou recém cortadas varia com a espécie e local.

Madeira verde – constituída por uma grande porção de água

Na madeira, a água apresenta-se de duas formas:

água livre contida nas cavidades das células

água impregnada contida nas paredes das células.

duas formas: • água livre contida nas cavidades das células • água impregnada contida nas paredes

Umidade

Umidade

Umidade

Diminuindo o U abaixo do ponto de saturação há ganho das propriedades mecânicas (resistência) da madeira.

O pico no aumento da resistência se dá para um valor de U em torno de 10-15%

A madeira pode ser seca para aumentar a resistência num processo controlado artificialmente, mas isso eleva o valor da mesma.

Umidade

SECAGEM:

Ao ar livre ou na estufa.

A secagem deve ser controlada até que a umidade da madeira atinja o equilíbrio com a umidade do ar.

ou na estufa. • A secagem deve ser controlada até que a umidade da madeira atinja

Umidade

No Brasil e EUA, adotam-se 12% como umidade padrão de referência para madeira seca ao ar. UE = 12% (Umidade de Equilíbrio) Condição atingida com T = 20 °C e URA = 65%

Equilíbrio) Condição atingida com T = 20 °C e URA = 65% A norma especifica as

A norma especifica as propriedades de resistência da madeira correspondentes a Classe 1 de Umidade (Tabela 7 – NBR 7190), que é relativa ao teor de umidade de equilíbrio de 12%.

Umidade

Umidade

Densidade

Quantidade de massa contida na unidade de volume.

■ Esta diretamente relacionada a resistência e teor de umidade.

■ Valores de densidade variam em função das condições de umidade.

relacionada a resistência e teor de umidade. ■ Valores de densidade variam em função das condições

Densidade

o

Depende da espécie de madeira.

o

NBR

7190 apresenta duas definições de densidade a serem utilizadas

em estruturas de madeira:

Densidade básica

Pode ser utilizada para fins de comparação

entre diferentes espécies.

Densidade aparente

É determinada para uma umidade padrão de referência de 12%. Pode ser utilizada para a classificação da

madeira e nos cálculos de estruturas.

padrão de referência de 12%. Pode ser utilizada para a classificação da madeira e nos cálculos
padrão de referência de 12%. Pode ser utilizada para a classificação da madeira e nos cálculos

VARIAÇÃO DIMENSIONAL

RETRAÇÃO/INCHAMENTO

■ Mudança volumétrica ocasionada pela perda da água impregnada (paredes das células).

■ As madeiras sofrem retração ou inchamento com a variação da umidade entre a umidade zero (0%) e o ponto de saturação das fibras (20 a 30%).

ou inchamento com a variação da umidade entre a umidade zero (0%) e o ponto de
VARIAÇÃO DIMENSIONAL ■ RETRAÇÃO/INCHAMENTO Variação volumétrica em torno de 6 a 27%, dependendo da direção:
VARIAÇÃO DIMENSIONAL ■ RETRAÇÃO/INCHAMENTO Variação volumétrica em torno de 6 a 27%, dependendo da direção:

VARIAÇÃO DIMENSIONAL

RETRAÇÃO/INCHAMENTO

Variação volumétrica em torno de 6 a 27%, dependendo da direção:

■ longitudinal

tangencial - torção

■ retração radial - rachaduras

Obs: Característica não desejável do ponto de vista estrutural

. Secagem adequada até atingir o ponto de equilíbrio

. Evitar variação de umidade durante sua vida útil (aplicar e tratar adequadamente)

OUTRAS CONSIDERAÇÕES

Durabilidade natural

■ A durabilidade da madeira, com relação a biodeterioração, depende da espécie e das características anatômicas (alburno, cerne).

■ Certas espécies apresentam alta resistência natural ao ataque biológico enquanto outras são menos resistentes.

Grande durabilidade natural ao ataque de fungos - madeiras nativas, exemplo o ipê, o jatobá, a cupiúba

Pequena durabilidade em relação ao ataque de fungos e bactérias - as madeiras de reflorestamento, precisam ser tratadas.

OUTRAS CONSIDERAÇÕES

Durabilidade natural

■ Se a madeira for usada de maneira apropriada pode ser um material permanente.

Se protegida (não exposta às intempéries ou sem contato com o solo) e em condições de baixa umidade do ar (estruturas internas e cobertas) – não há necessidade de tratamento químico.

■ A madeira é durável se continuamente submersa em água doce limpa.

■ Contudo se o U varia continuamente, ou a madeira está em contato com o solo, há a necessidade de tratamento químico.

Lugares úmidos, piscinas, telhados que aprisionam ar úmido (sem ventilação).

OUTRAS CONSIDERAÇÕES

Durabilidade natural

Por meio de tratamento químicos pode-se aumentar a resistência da madeira aos ataques de agentes biológicos e do fogo.

Este tratamento, em geral, consiste em impregnar a madeira com preservativos químicos e retardadores de fogo.

OUTRAS CONSIDERAÇÕES

Condutibilidade térmica

Mal condutor independente da espécie

Comparativo:

parede dupla de tijolos de 22cm parede dupla de madeira de 3cm Condutibilidade térmica na ordem de 400x inferior ao aço

Condutibilidade elétrica

Quando seca é um excelente isolante elétrico, ao passo que úmida se torna condutora.

Condutibilidade sonora

Não é bom isolante acústico, porém quando usado em tratamento acústico funciona bem por ter boa capacidade de absorção dos sons.

OUTRAS CONSIDERAÇÕES

Resistência ao fogo

Inicialmente, combustível para a propagação das chamas, porém, após alguns minutos, uma camada mais externa da madeira se carboniza tornando-se um isolante térmico.

A proporção da madeira carbonizada com o tempo varia de acordo com a espécie e as condições de exposição ao fogo.

A proporção da madeira carbonizada com o tempo varia de acordo com a espécie e as
PROPRIEDADES MECÂNICAS DA MADEIRA
PROPRIEDADES MECÂNICAS DA MADEIRA

PROPRIEDADES MECÂNICAS DA MADEIRA

PROPRIEDADES MECÂNICAS DA MADEIRA

São as características de resistência da madeira a diversos tipos de esforços a que estão sujeitas as estruturas.

■ Resistência esta relacionada com as propriedades anisotrópicas, à absorção de umidade e à densidade de fibras.

Teor de umidade: fator preponderante na resistência.

■ Quando verde, tem resistência quase constante, aumentando a medida que vai secando.

■ Quando seca em estufa, chega a sua resistência máxima.

Massa especifica: influi significativamente na capacidade de resistência à compressão, sendo que quanto maior, maior a resistência.

■ Os defeitos no lenho reduzem a resistência, que serão levados em consideração nos cálculos de coeficiente de segurança.

PROPRIEDADES MECÂNICAS DA MADEIRA

Parâmetro responsável pela resposta da madeira quando o material é solicitado por forças externas.

• Propriedades de resistência

• Propriedades de elasticidade

NBR 7190 (1997) Itens 6.3 e 6.4 – Anexo B e E

métodos de ensaio para a determinação destas propriedades.

Como a madeira é um material anisotrópico, as propriedades de elasticidade variam de acordo com a direção das fibras.

PROPRIEDADES MECÂNICAS DA MADEIRA

PROPRIEDADES MECÂNICAS DA MADEIRA

PROPRIEDADES MECÂNICAS DA MADEIRA

PROPRIEDADES ELÁSTICAS

Elasticidade é a capacidade do material de retornar à sua forma inicial, após retirar a ação externa solicitante, sem apresentar deformação residual.

o

Módulo de Elasticidade

o

Coeficiente de Poisson (de complexa definição)

RESISTÊNCIA MECÂNICA

São valores de tensões referentes ao quanto o material suporta quando solicitado por uma força qualquer.

o

Tração

o

Compressão

o

Cisalhamento

o

Embutimento

PROPRIEDADES ELÁSTICAS

■ Módulo de elasticidade longitudinal (E0) ensaio de compressão paralela às fibras da madeira;

■ Módulo de elasticidade normal (E90)

às fibras da madeira; ■ Módulo de elasticidade normal (E90)  ■ Módulo de elasticidade na

■ Módulo de elasticidade na flexão (EM):

às fibras da madeira; ■ Módulo de elasticidade normal (E90)  ■ Módulo de elasticidade na

PROPRIEDADES ELÁSTICAS

■ Módulo de elasticidade transversal (G) Pode ser estimado a partir do módulo de elasticidade longitudinal

estimado a partir do módulo de elasticidade longitudinal ■ Coeficiente de Poisson A norma brasileira, NBR

■ Coeficiente de Poisson A norma brasileira, NBR 7190:1997, não traz em seu texto nenhuma especificação a respeito de valores do coeficiente de Poisson para a madeira.

Resistência Mecânica - COMPRESSÃO

Resistência Mecânica - COMPRESSÃO
Resistência Mecânica - COMPRESSÃO
Resistência Mecânica - COMPRESSÃO
Resistência Mecânica - COMPRESSÃO
Resistência Mecânica - COMPRESSÃO
Resistência Mecânica - COMPRESSÃO

Resistência Mecânica - TRAÇÃO

Resistência Mecânica - TRAÇÃO * valores extremamente baixos comparados com a tração paralela. ** evitar situações

* valores extremamente baixos comparados com a tração paralela. ** evitar situações que conduzam a este tipo de solicitação.

extremamente baixos comparados com a tração paralela. ** evitar situações que conduzam a este tipo de

Resistência Mecânica - CISALHAMENTO

Resistência Mecânica - CISALHAMENTO * valor elevado, antes de romper ao cisalhamento normal, a peça já
Resistência Mecânica - CISALHAMENTO * valor elevado, antes de romper ao cisalhamento normal, a peça já
Resistência Mecânica - CISALHAMENTO * valor elevado, antes de romper ao cisalhamento normal, a peça já

* valor elevado, antes de romper ao cisalhamento normal, a peça já apresenta problemas quanto a compressão normal

Solicitações inclinadas

A norma brasileira permite ignorar a influência da inclinação α das tensões normais em relação às fibras da madeira até o ângulo de α=6°.

Caso a inclinação seja superior a este valor, é preciso considerar a redução da resistência, adotando-se a fórmula de Hankinson, expressa por :

da resistência , adotando-se a fórmula de Hankinson, expressa por : ** serve para qualquer tipo
da resistência , adotando-se a fórmula de Hankinson, expressa por : ** serve para qualquer tipo

** serve para qualquer tipo de solicitação

Resistência Mecânica - FLEXÃO

Resistência Mecânica - FLEXÃO Ocorrem quatro tipos de esforços : 1. compressão paralela às fibras, 2.

Ocorrem quatro tipos de esforços:

1. compressão paralela às fibras,

2. tração paralela às fibras,

3. cisalhamento horizontal e

4. nas regiões dos apoios compressão normal às fibras.

A madeira apresenta uma alta resistência na flexão devido ao fato dos esforços internos ocorrerem paralelos a fibra da madeira.

Resistência Mecânica - FLEXÃO

Resistência Mecânica - FLEXÃO

Propriedades para o projeto estrutural

Propriedades para o projeto estrutural

Caracterização da resistência – Madeira Serrada

Caracterização da resistência – Madeira Serrada

Caracterização da resistência - Simplificada

Caracterização da resistência - Simplificada

Caracterização da resistência – Madeira Serrada

Caracterização da resistência – Madeira Serrada

VALORES CARACTERÍSTICOS

VALORES CARACTERÍSTICOS
VALORES CARACTERÍSTICOS

Para ensaios realizados com diferentes teores de umidade da madeira, os valores de resistência devem ser corrigidos para a umidade padrão de 12% pela expressão:

de umidade da madeira, os valores de resistência devem ser corrigidos para a umidade padrão de
Anexo E Valores médios usuais de resistência e rigidez de algumas madeiras nativas e de
Anexo E
Valores médios usuais de
resistência e rigidez de
algumas madeiras nativas e de
florestamento
Valores médios para U = 12%
Anexo E Valores médios usuais de resistência e rigidez de algumas madeiras nativas e de

Anexo E

Valores médios usuais de resistência e rigidez de algumas madeiras nativas e de florestamento

Valores médios para U = 12%

Anexo E Valores médios usuais de resistência e rigidez de algumas madeiras nativas e de

Anexo E

Valores médios usuais de resistência e rigidez de algumas madeiras nativas e de florestamento

Valores médios para U = 12%

Classes de resistência

A NBR 7190 (1997), padroniza as propriedades da madeira - valores de resistências, módulo de elasticidade e densidades.

A NBR 7190 (1997), padroniza as propriedades da madeira - valores de resistências, módulo de elasticidade

Classes de resistência

A NBR 7190 (1997), padroniza as propriedades da madeira - valores de resistências, módulo de elasticidade e densidades.

A NBR 7190 (1997), padroniza as propriedades da madeira - valores de resistências, módulo de elasticidade

Valores de projeto

Valores de projeto

Coeficiente de modificação

Coeficiente de modificação
Coeficiente de modificação
Coeficiente de modificação

Coeficiente de modificação

Coeficiente de modificação

Coeficiente de modificação

Coeficiente de modificação CONÍFERAS: K mod3 = 0.8 (presença de nós não detectáveis ) Madeira de
Coeficiente de modificação CONÍFERAS: K mod3 = 0.8 (presença de nós não detectáveis ) Madeira de

CONÍFERAS: Kmod3 = 0.8 (presença de nós não detectáveis)

Madeira de primeira categoria

somente pode ser admitida se todas as peças estruturais forem

classificadas como isentas de defeitos, por meio de método visual normalizado, e também submetidas a uma classificação mecânica que garanta a homogeneidade da rigidez das peças que compõem o lote de madeira a ser empregado.

Coníferas 
Coníferas 

na forma de peças estruturais maciças de madeira serrada sempre deve ser tomado com o valor

kmod,3 = 0,8, a fim de se levar em conta o risco da presença de nós de madeira não detectáveis pela inspeção visual.

■EXERCICIOS