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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPIRITO SANTO

CENTRO TECNOLÓGICO
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL

HIAGO NEUMANN RUTSATZ


SAILE TOMAZELLI

ANÁLISE DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA DE UMA EDIFICAÇÃO PÚBLICA


SEGUNDO O MÉTODO PBE – EDIFICA, LOCALIZADA NA CIDADE DE VITÓRIA -
ES

VITÓRIA
2018
HIAGO NEUMANN RUTSATZ
SAILE TOMAZELLI

ANÁLISE DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA DE UMA EDIFICAÇÃO PÚBLICA


SEGUNDO O MÉTODO PBE – EDIFICA, LOCALIZADA NA CIDADE DE VITÓRIA -
ES

Projeto de Graduação apresentado ao


curso de Engenharia Civil, do
Departamento de Engenharia Civil da
Universidade Federal do Espirito Santo,
como requisito parcial para obtenção do
titulo de Bacharel em Engenharia Civil.

Orientadora: Profª. Drª. Luciana Aparecida


Netto de Jesus

VITÓRIA
2018
RESUMO

Os edifícios comerciais, públicos e de serviço consomem 42,8% da energia elétrica


nacional, necessitando a implementação de medidas, na fase de projeto ou de
reformas, para aumentar a eficiência dessas edificações. Em 1985, com a criação do
Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica, iniciou-se a implementação
de medidas para garantir a redução do consumo de energia elétrica. Uma delas foi o
PBE-Edifica, que trata da etiquetagem na construção civil. No estado do Espírito
Santo, até 2016, apenas 2 edificações comerciais, públicos ou de serviço foram
certificadas. Portanto, faz-se necessária uma análise da viabilidade de implementação
de práticas a fim de atender aos requisitos do RTQ-C. Para isso, classifica-se o
desempenho energético de uma edificação pública estadual localizada na cidade de
Vitória/ES, pelo método de simulação, utilizando softwares de modelagem e de
análise higrotérmica. Com o intuito de obter os dados necessários, realizou-se visitas
ao prédio e também análise dos projetos arquitetônicos e complementares para gerar
um protótipo computacional do caso real e dos modelos de referência, e simulá-los.
Assim, o edifício recebeu selo E pela avaliação dos pré-requisitos e dos sistemas de
envoltória, iluminação e ar condicionado, e por meio de comparativos de consumos
energéticos dos modelos. Visando a Instrução Normativa n° 2, de junho de 2014, que
obriga edificações públicas federais a terem nível A, e a tendência, segundo o Plano
Nacional de Eficiência Energética, de que os edifícios públicos estaduais e municipais,
novos ou que passem por retrofit, também tenham etiquetagem compulsória até 2021,
foram propostas melhorias para obter classificação A para a edificação do estudo de
caso. A partir disso fez uma análise de viabilidade financeira de implantação, por meio
do VPL e payback dos investimentos, que se mostraram viáveis em diversos cenários.
O consumo médio de iluminação e ar condicionado em edifícios públicos representa
70%, mas neste estudo de caso, percebeu-se um gasto de 50% do total para
equipamentos elétricos, sendo interessante o seu estudo mais aprofundado para obter
um uso eficiente. Assim, o estudo irá auxiliar nas tomadas de decisões sobre a
implementação de práticas visando o desempenho térmico, energético e financeiro na
edificação.

Palavras-chave: PBE-Edifica. Edificação pública. Simulação. Eficiência energética.


ABSTRACT

Commercial, public and service buildings consume 42.8% of the national electricity,
requiring the implementation of measures, at the design or reform stage, to increase
the efficiency of these buildings. In 1985 the National Program for the Conservation of
Electric Energy was created to implement measures for guaranteeing the reduction of
electric energy consumption. One of them was the PBE-Edifica, which deals with
labeling in civil construction. In the State of Espírito Santo, until 2016, only 2
commercial, public or service buildings were certified. Therefore, it is necessary to
analyze the feasibility of implementation of practices to meet the requirements of RTQ-
C. For this, the energy performance of a state public building located in the city of
Vitória/ES is classified by the simulation method, using modeling and hygrothermal
analysis software. In order to obtain the necessary data, visits were made to the
building and also its architectural and complementary projects were analyzed in order
to generate a computational prototype of the real case and the reference models, as
well as to simulate them. After evaluating the prerequisites and the systems of
envelopment, lighting and air conditioning, and by comparatives of electric
consumption of the models, the building was classified with E-stamp. Improvements
were proposed to obtain classification A for the construction of the case study aiming
at Normative Instruction No. 2, June 2014, which requires federal public buildings to
be level A, and at the trend that, according to the National Energy Efficiency Plan, state
and municipal public buildings new or retrofitted also have compulsory labeling until
2021. From this, a financial feasibility analysis of the implementation was carried out,
through the NPV and payback of the investments, which proved viable in several
scenarios. The average consumption of lighting and air conditioning in public buildings
represents 70%, but in this case study, it was noticed a 50% of the total spending for
electrical equipment, which is interesting to study deeper to obtain an efficient use.
Thus, the study helps in the decision making on the implementation of practices aimed
at the thermal, energetic and financial performance in the building.

Keywords: PBE-Edifica. Public building. Simulation. Energy efficiency.


LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Zoneamento bioclimático brasileiro ........................................................... 35

Figura 2 - ENCE geral de projeto e suas partes ........................................................ 47

Figura 3 - Centro SEBRAE de Sustentabilidade ....................................................... 48

Figura 4 - Corte esquemático do Centro SEBRAE de Sustentabilidade ................... 49

Figura 5 - QR Code do tour virtual no Centro SEBRAE de Sustentabilidade ............ 49

Figura 6 - Centro SEBRAE de Sustentabilidade ....................................................... 50

Figura 7 - Interior Centro SEBRAE de Sustentabilidade ........................................... 51

Figura 8 - Micro usinas de energia fotovoltaica SEBRAE ......................................... 52

Figura 9 - Planta baixa LABRIM ................................................................................ 53

Figura 10 - Perspectiva da fachada do LABRIM a partir do norte ............................. 54

Figura 11 - Perspectiva da fachada do LABRIM a partir do sul ................................. 54

Figura 12 - Interface do Software Domus .................................................................. 58

Figura 13 - Interface do Software EnergyPlus ........................................................... 59

Figura 14 - Interface do Software SketchUp e o plug-in Euclid, destacado em vermelho


.................................................................................................................................. 60

Figura 15 - Interface do Software DesignBuilder ....................................................... 61

Figura 16 - Planta de implantação do TCE-ES.......................................................... 73

Figura 17 - Localização da Sede do TCE-ES ............................................................ 74

Figura 18 - Planta baixa setorizada primeiro pavimento do TCE-ES ........................ 75

Figura 19 - Corte 1-1 ................................................................................................. 76

Figura 20 - Corte 2-2 ................................................................................................. 76

Figura 21 - Fachada TCE-ES .................................................................................... 77

Figura 22 - Cobertura do TCE-ES ............................................................................. 78


Figura 23 - Modelagem da geometria do TCE-ES .................................................... 82

Figura 24 - Zonas térmicas do pavimento térreo ....................................................... 83

Figura 25 - Zonas térmicas do primeiro pavimento ................................................... 84

Figura 26 - Zonas térmicas do segundo pavimento .................................................. 85

Figura 27 - IDF Editor do EP com os grupos de dados de entrada e saída .............. 91

Figura 28 - Modelos de Referência para o Nível A e B - Fachadas Norte e Oeste ... 98

Figura 29 - Modelos de Referência para o Nível C e D - Fachadas Norte e Oeste ... 98

Figura 30 - Localização da cisterna......................................................................... 112

Figura 31 - Disposição dos painés fotovoltaicos - Proposta 1 ................................. 114

Figura 32 - Disposição dos painéis fotovoltaicos - Proposta 2 ................................ 115

Figura 33 - Cenário de simulação ........................................................................... 120

Figura 34 - Incidência solar - Proposta 1 ................................................................. 121

Figura 35 - Incidência solar - Proposta 2 ................................................................. 122

Figura 36 - Planta baixa setorizada – pavimento térreo TCE-ES ............................ 145

Figura 37 - Planta baixa setorizada – segundo pavimento TCE-ES........................ 146

Figura 38 - Planta de cobertura TCE-ES ................................................................. 193

Figura 39 - Fachadas TCE-ES ................................................................................ 194

Figura 40 - Planta de locação de ar condicionado – pavimento térreo TCE-ES ..... 195

Figura 41 - Planta de locação de ar condicionado – primeiro pavimento TCE-ES .. 196

Figura 42 - Planta de locação de ar condicionado – segundo pavimento TCE-ES . 197

Figura 43 - Orçamento proposta de captação de água de chuva............................ 198

Figura 44 - Orçamento proposta de instalação de painéis fotovoltaicos – proposta 1


................................................................................................................................ 198

Figura 45 - Orçamento proposta de instalação de painéis fotovoltaicos – proposta 2


................................................................................................................................ 199
LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1 - Variação percentual 2016/2015 do PIB, consumo final de energia, oferta


interna de energia e perdas....................................................................................... 25

Gráfico 2 - Participação da energia renovável na matriz energética ......................... 26

Gráfico 3 - Consumo de Energia Elétrica no Brasil em 2016 por setor ..................... 28


LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Divisão da oferta interna de energia elétrica no Brasil, incluindo


importações. .............................................................................................................. 27

Tabela 2 - Pré-requisitos para avaliação da envoltória de acordo com o nível de


eficiência desejado. ................................................................................................... 36

Tabela 3 - Transmitância Térmica Máxima, em W/m²K, de Coberturas e Paredes


Externas para o nível A ............................................................................................. 37

Tabela 4 - Percentual de abertura zenital em função do fator solar do vidro ............ 37

Tabela 5 - Transmitância Térmica Máxima, em W/m²K, de Coberturas e Paredes


Externas para o nível B ............................................................................................. 38

Tabela 6 - Espessuras mínimas, em mm, do isolamento térmico de tubulações de


sistemas de aquecimento de ar................................................................................. 40

Tabela 7 - Espessuras mínimas do isolamento térmico de tubulações de sistemas de


resfriamento de ar ..................................................................................................... 41

Tabela 8 - Paramêtros de cálculo para IC min e IC máxD ........................................ 45

Tabela 9: Limites dos intervalos para os níveis de eficiência .................................... 45

Tabela 10: Características do modelo real e de referência ....................................... 46

Tabela 11 - COP para aparelhos de ar condicionado por nível energético ............... 46

Tabela 12 - Histórico de consumo de energia elétrica do TCE-ES, em reais ............ 80

Tabela 13 - Histórico de consumo de água do TCE-ES, em reais ............................ 81

Tabela 14 - COP dos aparelhos de ar condicionado em função do nível energético e


do ano do aparelho ................................................................................................... 89

Tabela 15 - Consumo de energia elétrica por uso final em kWh/ano e % ................. 93

Tabela 16 - Transmitância térmica e absortância das superfícies externas .............. 94

Tabela 17 - Variáveis para cálculo do ICenv ............................................................. 96

Tabela 18 - Cálculo do ICenv, ICmin, e ICmaxD ....................................................... 97


Tabela 19 - Valores do PAFT e F PAFT por nível de eficiência.................................. 98

Tabela 20 - Tabela-resumo das variáveis para os casos de referência por nível...... 99

Tabela 21 - Consumo de energia elétrica dos modelos de referência ...................... 99

Tabela 22 - Tabela-resumo da análise dos pré-requisitos gerais ............................ 100

Tabela 23 - Verificação da transmitância térmica e absortância das superfícies


externas .................................................................................................................. 101

Tabela 24 – DPIL e percentural da edificação atendida .......................................... 102

Tabela 25 - Verificação da espessura mínima do isolamento térmico de tubulação de


sistema de resfriamento de ar do TCE-ES .............................................................. 103

Tabela 26 - Consumos de energia elétrica anuais (kWh/ano) por nível e classificação


do modelo real......................................................................................................... 104

Tabela 27 – Superfícies externas que não atendem o pré-requisito de transmitância e


propostas de melhoria ............................................................................................. 106

Tabela 28 - Proposta de parede de concreto com camada de gesso ..................... 106

Tabela 29 - Proposta de parede de drywall com lã de rocha .................................. 107

Tabela 30 - Proposta de parede de termowall......................................................... 107

Tabela 31 - Proposta de divisória de madeira de 20 mm com vidro ........................ 107

Tabela 32 - Proposta do uso da cobertura em telha termo acústica ....................... 108

Tabela 33 - Proposta de cobertura impermeabilizada com camada de poliestireno


................................................................................................................................ 108

Tabela 34 - Cores da edificação que não atendem o pré-requisito de absortância. 109

Tabela 35 - Proposta para as cores e respectivas absortâncias ............................. 109

Tabela 36 - Opções de cores que atendem a absortância ...................................... 110

Tabela 37 – Configuração dos cenários .................................................................. 116

Tabela 38 - Consumo médio de água (m³) .............................................................. 117

Tabela 39 - Demanda atendida em função do volume da cisterna ......................... 117


Tabela 40 -Demanda de água pluvial na edificação ................................................ 118

Tabela 41 - Volumes anuais de consumo e economia provável ............................. 119

Tabela 42 - Consumo de energia elétrica dos cenários .......................................... 123

Tabela 43 - Investimentos do cenário 1 .................................................................. 126

Tabela 44 - Investimentos do cenário 2 .................................................................. 127

Tabela 45 - Investimentos do cenário 3 .................................................................. 128

Tabela 46 - Investimentos do cenário 4 .................................................................. 129

Tabela 47 - Investimento inicial dos cenários .......................................................... 130

Tabela 48 - Inflação média no Brasil ....................................................................... 131

Tabela 49 - Percentual médio de reajuste da tarifa de energia ............................... 131

Tabela 50 - Percentual médio de reajuste da tarifa de água ................................... 132

Tabela 51 - Economia de energia por cenário......................................................... 132

Tabela 52 - Receita dos cenários ............................................................................ 133

Tabela 53 - Resumo da análise financeira .............................................................. 133

Tabela 54 - Frequência das bandeiras tarifárias por ano ........................................ 147

Tabela 55 - Ponderação da tarifa de energia elétrica .............................................. 147

Tabela 56 - Histórico de consumo de energia elétrica do TCE-ES, em kWh .......... 148

Tabela 57 - Tarifa média de água ........................................................................... 148

Tabela 58 - Histórico de consumo de água do TCE-ES, em m³ .............................. 149

Tabela 59 - Padrão de uso da edificação ................................................................ 150

Tabela 60 - Parâmetros dos materiais construtivos ................................................ 152

Tabela 61 - Composição das construções: paredes ............................................... 155

Tabela 62 - Composição das construções: pisos e coberturas ............................... 156

Tabela 63 - Composição das construções: esquadrias ........................................... 158


Tabela 64 - Dados de iluminação ............................................................................ 159

Tabela 65 - Dados de equipamentos ...................................................................... 163

Tabela 66 - Configuração das paredes externas e cobertura - Nível A ................... 168

Tabela 67 - Configuração das paredes externas e cobertura - Nível B ................... 169

Tabela 68 - Configuração das paredes externas e cobertura - Nível C ................... 170

Tabela 69 - Dados de iluminação da proposta da melhoria .................................... 172

Tabela 70 - Orçamento das propostas de melhoria ................................................ 176

Tabela 71 - Composição de orçamento: Pintura com fundo preparador, em paredes


externas a uma demão ............................................................................................ 182

Tabela 72 - Composição de orçamento: Instalação de divisória de madeira


compensada 10mm ................................................................................................. 183

Tabela 73 - Cenário 1 + PPF1 ................................................................................. 184

Tabela 74 - Cenário 1 + PPF2 ................................................................................. 185

Tabela 75 - Cenário 2 + PPF1 ................................................................................. 186

Tabela 76 - Cenário 2 + PPF2 ................................................................................. 187

Tabela 77 - Cenário 3 + PPF1 ................................................................................. 188

Tabela 78 - Cenário 3 + PPF2 ................................................................................. 189

Tabela 79 - Cenário 4 + PPF1 ................................................................................. 190

Tabela 80 - Cenário 4 + PPF2 ................................................................................. 191


LISTA DE FLUXOGRAMAS

Fluxograma 1 - Dados de entrada no SketchUp ....................................................... 67

Fluxograma 2 - Dados de entrada no EnergyPlus..................................................... 68

Fluxograma 3 - Resultados da simulação termo-energética ..................................... 69

Fluxograma 4 - Processo simplificado de simulação termo-energética..................... 70

Fluxograma 5 - Dados do perfil de uso ..................................................................... 86

Fluxograma 6 - Parâmetros dos materiais construtivos ............................................ 87

Fluxograma 7 - Composição dos elementos construtivos ......................................... 88

Fluxograma 8 - Dados de iluminação ........................................................................ 88

Fluxograma 9 - Dados de equipamentos .................................................................. 90


LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS

ANEEL - Agencia Nacional e Energia Elétrica;


BECP - Building energy Codes Program;
BEM - Balanço Energético Nacional;
CGIEE - Comitê Gestor de Indicadores e de Níveis de Eficiência Energética;
CONFEA - Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia;
CONPET - Programa Nacional de Racionalização do Uso dos Derivados do Petroléo
e do Gás Natural;
COP - Coefficient of Performance;
DOE - Department of Energy;
DPI - Densidade de Potência de Iluminação;
DPIL - Densidade de Potência de Iluminação Limite;
ENCE - Etiqueta Nacional de Conservação Energética;
EP - EnergyPlus;
FA - Fator de altura;
FF - Fator de forma;
FS - Fator Solar;
HVAC - Heating, ventilation and Air Conditioning;
ICenv - Índice de Consumo da Envoltória;
ICmaxD - Índice de Consumo da Envoltória Máximo para o nível D;
ICmin - Índice de Consumo da Envoltória mínimo;
IOPES - Instituto de Obras Públicas do Estado do Espirito Santo;
LabEEE - Laboratorio de Eficiência Energética em Edificações;
LABRIM - Laboratorio Riser Integrity Management;
LED - Light Emitting Diode;
Lim. Máx. - Limite máximo;
Lim. Mín. - Limite mínimo;
Máx - Máximo;
MME - Ministério de Minas e Energia;
MPOG - Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão;
NBR - Norma Brasileira;
OIA - Organismo de Inspeção Acreditado;
PAZ Percentual de Abertura Zenital;
PBE - Programa Brasileiro de Etiquetagem;
PROCEL - Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica;
RAC - Requisito para Avaliação da Conformidade;
RCCTE - Regulamento das Caracteristicas de Comportamento Térmico dos Edificios;
RTQ-C - Regulamento Técnico da Qualidade para o Nível de Eficiêncai Energética de
Edifícios Comerciais, de Serviços e Públicos;
RTQ-R - Regulamento Técnico da Qualidade para o Nível de Eficiência Energética de
Edifícios Residenciais;
SINAPI - Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil;
TCE-ES - Tribunal de Contas do Espirito Santo;
VPL - Valor Presente Líquido;
ZB - Zona Bioclimática.
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ................................................................................. 20

1.1. OBJETIVOS ..................................................................................... 22

1.1.1. Objetivo geral ................................................................................. 22

1.1.2. Objetivos específicos .................................................................... 22

1.2. JUSTIFICATIVA ............................................................................... 23

1.3. ESTRUTURA DOS CAPÍTULOS ..................................................... 23

2. REFERENCIAL TEÓRICO .............................................................. 25

2.1. CENÁRIO ENERGÉTICO BRASILEIRO.......................................... 25

2.1.1. Cenário energético atual ............................................................... 25

2.1.2. Principais programas e legislação sobre conservação de energia


elétrica ......................................................................................................... 28

2.2. ETIQUETAGEM ENERGÉTICA APLICADA EM EDIFÍCIOS


COMERCIAIS, DE SERVIÇOS E PÚBLICOS ........................................................... 31

2.2.1. Pré-requisitos gerais ..................................................................... 33

2.2.2. Pré-requisitos específicos ............................................................ 34

2.2.2.1. Envoltória ......................................................................................... 35

2.2.2.2. Iluminação........................................................................................ 39

2.2.2.3. Ar condicionado ............................................................................... 40

2.2.3. Bonificações ................................................................................... 42

2.2.4. Procedimento de obtenção da ENCE ........................................... 42

2.2.5. Casos de referência ....................................................................... 47

2.3. SOFTWARE DE SIMULAÇÃO TERMO-ENERGÉTICO EM


CONFORMIDADE COM O RTQ-C ........................................................................... 55
2.4. VIABILIDADE ECONÔMICA ............................................................ 62

2.4.1. VPL .................................................................................................. 62

2.4.2. Payback .......................................................................................... 63

3. METODOLOGIA .............................................................................. 65

3.1. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA............................................................. 65

3.2. LEVANTAMENTO DE DADOS SOBRE A EDIFICAÇÃO ESCOLHIDA


......................................................................................................... 65

3.3. AVALIAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA DA


EDIFICAÇÃO ......................................................................................................... 66

3.4. PROPOSTAS DE MELHORIA/RETROFIT ...................................... 71

3.5. ANÁLISE ECONÔMICA ................................................................... 71

4. EDIFICAÇÃO OBJETO DE ESTUDO ............................................. 72

4.1. LOCALIZAÇÃO ................................................................................ 74

4.2. CARACTERISTICAS FUNCIONAIS ................................................ 74

4.3. CARACTERISTICAS CONSTRUTIVAS .......................................... 76

4.4. DESCRIÇÃO DOS SISTEMAS DE ILUMINAÇÃO E AR


CONDICIONADO ...................................................................................................... 79

4.5. PERFIL DE USO .............................................................................. 79

5. AVALIAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DO EDIFÍCIO SELECIONADO


COM BASE NO RTQ-C ................................................................... 82

5.1. MODELAGEM .................................................................................. 82

5.2. LEVANTAMENTO DE DADOS ........................................................ 86

5.2.1. Dados gerais .................................................................................. 86

5.2.2. Materiais ......................................................................................... 87

5.2.3. Iluminação ...................................................................................... 88


5.2.4. Ar condicionado ............................................................................. 89

5.2.5. Equipamentos ................................................................................ 89

5.3. SIMULAÇÃO E CONFIGURAÇÃO DO MODELO BASE ................. 90

5.3.1. Considerações gerais para simulação ......................................... 91

5.3.2. Resultados gerais .......................................................................... 92

5.3.3. Envoltória ....................................................................................... 93

5.3.4. Iluminação ...................................................................................... 94

5.3.5. Ar condicionado ............................................................................. 95

5.3.5.1. Ambientes naturalmente ventilados ................................................. 95

5.4. CONFIGURAÇÃO DOS MODELOS DE REFERÊNCIA .................. 95

5.5. DETERMINAÇÃO DO NÍVEL DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA DO


MODELO REAL ...................................................................................................... 100

5.5.1. Pré-requisitos gerais ................................................................... 100

5.5.2. Envoltória ..................................................................................... 101

5.5.3. Iluminação .................................................................................... 102

5.5.4. Ar condicionado ........................................................................... 102

5.5.5. Bonificações ................................................................................. 103

5.5.6. Determinação do nível de eficiência .......................................... 103

6. ESTRATÉGIAS PARA OBTENÇÃO DA ETIQUETA NÍVEL A ..... 105

6.1. PROPOSTAS DE MELHORIA ....................................................... 105

6.1.1. Envoltória ..................................................................................... 105

6.1.2. Iluminação .................................................................................... 111

6.1.3. Ar condicionado ........................................................................... 111

6.1.4. Bonificações ................................................................................. 112

6.1.5. Definição dos cenários ................................................................ 115


6.2. DETERMINAÇÃO DO NÍVEL DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA DOS
CENÁRIOS DE MELHORIA .................................................................................... 116

6.2.1. Análise do sistema de captação de água da chuva .................. 116

6.2.2. Análise do sistema de painéis fotovoltaicos ............................. 119

6.2.3. Classificação dos cenários ......................................................... 123

7. ANÁLISE ECONÔMICA DOS RESULTADOS .............................. 125

7.1. LEVANTAMENTO FINANCEIRO ................................................... 125

7.2. ANÁLISE FINANCEIRA ................................................................. 133

8. CONCLUSÃO ................................................................................ 135

8.1. SUGESTÕES DE TRABALHOS FUTUROS .................................. 137

9. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS.............................................. 138

APÊNDICES .................................................................................. 144

APÊNDICE A – PLANTAS BAIXAS SETORIZADAS ................... 145

APÊNDICE B – CÁLCULO DO CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA


(EM KWH) E DE ÁGUA (EM M³) ................................................... 147

APÊNDICE C – LEVANTAMENTO DE DADOS ........................... 150

APÊNDICE D – PARÂMETROS PARA CONFIGURAÇÃO DA


ENVOLTÓRIA DOS MODELOS DE REFERÊNCIA...................... 168

APÊNDICE E – DADOS DE ILUMINAÇÃO DA PROPOSTA DE


MELHORIA .................................................................................... 172

APÊNDICE F – ORÇAMENTOS DAS PROPOSTAS DE MELHORIA


....................................................................................................... 176

APÊNDICE G – TABELAS E GRÁFICOS DA ANÁLISE


FINANCEIRA ................................................................................. 184

ANEXOS ........................................................................................ 192


ANEXO A – PROJETOS DA EDIFICAÇÃO OBJETO DE ESTUDO
....................................................................................................... 193

ANEXO B – ORÇAMENTOS DAS PROPOSTAS DE MELHORIA


....................................................................................................... 198
20

1. INTRODUÇÃO

No Brasil, segundo dados divulgados no Balanço Energético Nacional de 2017, ano


base 2016 (BRASIL, 2017), o consumo de energia elétrica das edificações é
relativamente alto, correspondendo a aproximadamente 42,8% da demanda
energética do país. Desses, os setores comercial, público e de serviços são
responsáveis por 21,4% da demanda total. Nas edificações públicas, segundo dados
do PROCEL (2011), estima-se que cerca de 70% do gasto energético é em função da
climatização e iluminação do edifício.

A alta demanda de energia elétrica, somada à grave crise energética que o Brasil vem
enfrentando nos últimos anos devido, principalmente, a escassez das chuvas, dificulta
a produção hidroelétrica, que representa 61,5% da geração no país, conforme o
Balanço Energético Nacional (BRASIL, 2017). Dessa forma, intensificou-se a busca
por práticas que contribuem na diminuição do consumo em todos os setores, incluindo
o da construção civil.

Neste sentido, como uma das primeiras iniciativas, em 1985, o Ministério de Minas e
Energia instituiu, junto com a Eletrobrás, o PROCEL – Programa Nacional de
Conservação de Energia Elétrica para promover o uso eficiente da energia elétrica e
diminuir os desperdícios (BRASIL, 2011).

Inicialmente, o PROCEL atuou de forma a potencializar a conscientização da


sociedade sobre a importância de práticas de conservação de energia, além de
desenvolver estudos e pesquisas para entender seu uso pelo consumidor final.
Porém, em 1991, o programa foi reestruturado e passou a concentrar esforços na
incorporação de ações que visavam eficiência no sistema elétrico (SOUZA; GUERRA;
KRUGER, 2011).

Dentro das áreas de atuação do PROCEL, está o PROCEL EDIFICA, que, em parceria
com o INMETRO, elaborou o Regulamento Técnico da Qualidade para o Nível de
Eficiência Energética Edificações Residenciais (RTQ-R), o Regulamento Técnicos da
Qualidade para o Nível de Eficiência Energética de Edifícios Comerciais, de Serviços
e Públicos (RTQ-C) e o Requisito para Avaliação da Conformidade (RAC). Com isso,
foi possível etiquetar as edificações quanto a eficiência energética, por meio de cinco
21

níveis de classificação, que vão de A para mais eficientes até E para menos eficientes,
e, assim, estimular o consumo racional de energia no setor da construção civil.

Segundo pesquisa feita pela OI3E/CERTI (2016), o PBE Edifica é a certificação mais
conhecida dentre aqueles que responderam o questionário. Quase 50% indicou que
implantaria a etiquetagem do PBE Edifica motivados pelo fato de o método se adequar
bem a realidade brasileira, possuir visibilidade nacional e contribuir a valorização do
imóvel, entre outros motivos. Apesar disso, as maiores dificuldades apontadas para o
uso de projetos de edifícios eficientes são a falta de incentivos, profissionais não
capacitados e projetos não preocupados com a sustentabilidade, dentre outros.

Seguindo os padrões recomendados pela etiquetagem da PROCEL EDIFICA,


segundo a Eletrobrás – PROCEL (2011), uma edificação em fase de projeto pode vir
a economizar até 50% de seu gasto original e uma edificação já construída, que venha
sofrer um retrofit1, pode ter uma economia de até 30%. Podemos citar medidas desde
troca de lâmpadas e aparelhos de ar condicionado pouco eficientes até intervenções
na arquitetura do edifício, como troca de seu revestimento externo.

Analisando os resultados já obtidos, em termos de eficiência energética, de 1986 até


2016, economizou-se cerca de 107 bilhões de kWh, graças a práticas que reduzem o
consumo de energia elétrica, tanto em edificações, como em outros setores da
indústria (ELETROBRÁS, 2017).

Embora as iniciativas do PROCEL venham desde o ano de 1985 e o PBE Edifica


exista desde 2009, foram certificadas 4572 edificações até 2016, sendo 193 edifícios
comerciais, públicos e de serviços. Já no Espirito Santo, apenas 2 edificações
comerciais, públicas ou de serviço foram certificadas (PROCEL, 2017).

Portanto, a implementação de técnicas sustentáveis de gestão da energia em


edificações, seja em fase de projeto ou por meio de reformas, é de grande importância
para a redução do consumo. Porém, a quantidade de prédios certificados no estado é

1 A NBR 15575 define retrofit como sendo a remodelação ou atualização do edifício ou de sistemas,
através da incorporação de novas tecnologias e conceitos, normalmente visando a valorização do
imóvel, mudança de uso, aumento da vida útil e eficiência operacional e energética.
22

mínima, o que questiona sobre a real viabilidade de implantação dessas práticas para
atendimento da etiquetagem energética nesses edifícios no contexto capixaba.

1.1. OBJETIVOS

1.1.1. Objetivo geral

O objetivo deste trabalho consiste avaliar as implicações econômicas associadas a


aplicação dos requisitos contemplados no RTQ-C, para alcançar Nível A, a ser
aplicado em um edifício público estadual situado na cidade de Vitória-ES.

1.1.2. Objetivos específicos

Como objetivos específicos, propõem-se para o trabalho:

• Realizar revisão literária do Método PBE-Edifica, considerando a sua aplicação


a edifícios comerciais, públicos e de serviços;
• Estudar a aplicação de softwares de análise termo-energético de forma a
auxiliar na obtenção dos resultados do trabalho;
• Aplicar a etiquetagem, segundo o método de simulação do PROCEL EDIFICA,
em um edifício público, localizado em Vitória-ES;
• Propor intervenções para alcançar a classificação energética Nível A do
edifício;
• Verificar a viabilidade econômica das intervenções, por meio de análise de
payback e VPL (Valor Presente Líquido).
23

1.2. JUSTIFICATIVA

No âmbito federal, já é obrigatória a etiquetagem de edificios públicos novos ou que


passarem por retrofit desde a publicação da Instrução Normativa nº02 de 2014. Há
uma tendência, pelo Plano Nacional de Eficiência Energética (BRASIL, 2011), que
isso seja extendido para os âmbitos estadual e municipal até 2021.

O estado do Espírito Santo possui apenas duas edificações comerciais, públicas e de


serviços certificadas com o selo PBE – EDIFICA (ELETROBRÁS, 2018). Esse fato
pode evidenciar a incerteza presente no mercado da construção civil capixaba quanto
a viabilidade econômica da implementação de práticas de gestão sustentável de
energia.

Este trabalho analisará a possibilidade de implantação dos requisitos do selo de


eficiência energética dentro do contexto capixaba. Por meio da análise de implicações
econômica, será possível evidenciar as vantagens ou desvantagens dessas ações em
um edifício público existente localizado na Grande Vitória – ES.

1.3. ESTRUTURA DOS CAPÍTULOS

O presente projeto divide-se em 8 capítulos:

● No Capítulo 1 faz-se a introdução ao estudo, com um resumo de seu contexto


e apresentação dos objetivos gerais e específicos e da justificativa para a
prática de gestão sustentável de energia nas edificações capixabas;
● No Capítulo 2 é apresentado o cenário energético brasileiro atual e os principais
programas e legislações sobre conservação de energia elétrica existentes no
país. Também é descrita a etiquetagem energética aplicada a edificações
comerciais, de serviço e públicas, com seus pré-requisitos gerais e específicos,
referentes a envoltória, iluminação e condicionamento de ar, bonificações,
procedimento para obtenção da ENCE e casos de referência. Ainda nesse
capítulo são descritos os softwares de simulação higrotérmica e energética que
24

estão em conformidade com os requisitos estabelecidos pelo método de


simulação do RTQ-C e os indicadores da análise de viabilidade econômica ;
● No Capítulo 3 é definida a metodologia de desenvolvimento do estudo;
● No Capítulo 4 faz-se a caracterização da edificação objeto de estudo,
apresentando sua localização, características funcionais e construtivas,
descrição dos sistemas de iluminação e ar condicionado e perfil dos usuários.
● No Capítulo 5 são apresentados dados gerais, de envoltória, iluminação e ar
condicionado da edificação, utilizados na modelagem e simulação do edificio.
Também são apresentados os parâmetros necessários para a configuração
dos modelos de referência A, B, C e D e também os dados obtidos nas
simulações das mesmas. Finalmente é feita a classificação de eficiência da
edificação;
● No Capítulo 6 são apresentadas as estratégias para obter a etiqueta nível A
para a edificação por meio de propostas de melhoria nos sistemas da
envoltória, iluminação e ar condicionado, além de bonificações. Serão criados
cenários a partir das propostas realizadas e em seguida simulados, e também
as análises técnicas das propostas de sistemas de bonificações;
● No Capítulo 7 são apresentadas as análises econômicas dos cenários
propostos e determinação do cenário ideal dentro do escopo desse trabalho e
para o contexto da edificação;
● No Capítulo 8 são apresentadas as conclusões e comentários finais acerca
desse estudo, bem como sugestões para trabalhos futuros.
25

2. REFERENCIAL TEÓRICO

2.1. CENÁRIO ENERGÉTICO BRASILEIRO

2.1.1. Cenário energético atual

A matriz energética brasileira é composta, atualmente, por fontes renováveis e fontes


não-renováveis, atingindo, em 2016, segundo o Balanço Energético Nacional, uma
oferta de 288,3 Mtep (MME, 2017). O Gráfico 1 mostra que em relação ao ano de
2015, houve uma redução de 3,8% na oferta energética, seguindo a queda no PIB
nacional que teve uma redução de 3,6%. Mostra também uma redução nas perdas
durante a produção, devido a diminuição da geração térmica a partir do petróleo e
derivados e aumento da geração eólica e hidráulica.

Gráfico 1 - Variação percentual 2016/2015 do PIB, consumo final de energia, oferta interna
de energia e perdas

20,0%
15,0%
10,0%
5,0%
0,0%
-5,0%
-10,0%
-15,0%
-20,0%
Brasil (2016) Brasil (2015) Mundo (2014) OCDE (2014)

Fonte: EPE (2017).


Nota: Adaptado pelos autores.

A produção energética a partir de fontes renováveis também mostrou um leve


crescimento em 2016, quando comparado ao ano de 2015. A matriz energética
brasileira de fontes renováveis também se destaca no cenário mundial, apresentando-
se como uma das mais elevadas, embora ela seja majotariamente composta pela
geração hidrelétrica, que conforme mostra o Gráfico 2, apesar que Müller (1995, p.45,
apud Mendes, 2005) afirma que “[...] a geração hidrelétrica seja sustentável, algumas
26

regiões atingidas para que ela fosse gerada tiveram, em lugar de desenvolvimento,
retrocesso insustentável”.

Gráfico 2 - Participação da energia renovável na matriz energética

OCDE (2014)

Mundo (2014)

Brasil (2015)

Brasil (2016)

0,0% 20,0% 40,0% 60,0% 80,0% 100,0% 120,0%

Renováveis Não renováveis

Fonte: EPE (2017); Agência Internacional de Energia.


Nota: Adaptado pelos autores.

Leite et al (2015) apontam que o Brasil é identificado como potência energética


mundial, visto que é considerado rico devido às diversas opções de produção em
diferentes fontes, diversificando sua matriz e mantendo o alto índice de produção por
meio de fontes renováveis. Tolmasquim (2012; apud Leite; Souza, 2015) destaca que
a matriz brasileira “que hoje já possui forte participação das fontes renováveis de
energia (hidráulica, eólica, etanol, biomassa, entre outras), contará com uma
predominância ainda maior dessas fontes dentro de um prazo de dez anos”.

No setor elétrico, a oferta interna de energia teve um aumento de 4 TWh, 0,7% a mais
que o disponível em 2015, segundo o Balanço Energético Nacional (2016). Tal
aumento deve-se ao fato da maior importação elétrica de Itaipu, somado às condições
climáticas favoráveis para geração hidráulica. Também contribuiu para esse
incremento a expansão da geração eólica, que alcançou 33,5 TWh, crescimento de
54,9% só em 2016.

O setor de energia solar também teve uma grande expansão no país, 44,7% em
relação ao ano de 2015, mas ainda é o que menos contribui para a matriz elétrica,
com uma produção de apenas 85 GWh no ano de 2016, conforme mostra a Tabela 1,
onde pode-se ver a produção em GWh de cada fonte, sua contribuição percentual na
matriz nacional para os anos de 2015 e 2016, além das suas variações percentuais.
27

Tabela 1 - Divisão da oferta interna de energia elétrica no Brasil, incluindo importações.


GWh Produção (%)
Fonte 16/15 (%)
2015 2016 2015 2016
Hidráulica 359.743 380.911 58,4 61,5 5,9
Bagaço de Cana 34.163 35.236 5,5 5,7 3,1
Eólica 21.626 33.489 3,5 5,4 54,9
Solar 59 85 0,010 0,014 44,7
Outras Renováveis 15.074 15.805 2,4 2,6 4,8
Petróleo e Derivados 25.657 12.103 4,2 2,0 -52,8
Gás Natural 79.490 56.485 12,9 9,1 -28,9
Carvão 18.856 17.001 3,1 2,7 -9,8
Nuclear 14.734 15.864 2,4 2,6 7,7
Outras Não Renováveis 11.826 11.920 1,9 1,9 0,8
Importação 34.422 40.795 5,6 6,6 18,5
Total 615.650 619.693 100,0 100,0 0,7
Parcela renovável 465.087 506.320 75,5 81,7 8,9
Fonte: EPE (2017).
Nota: Adaptado pelos autores.

Conforme demonstrado na Tabela 1, a matriz elétrica, responsável pela oferta de


energia é composta, majoritariamente, pela produção hidráulica, que representa
61,5% da oferta do país, mas representa 68,1% da matriz nacional. Tal diferença
deve-se ao fato de que são importados 6,6% da energia consumida internamente.

Pode se destacar, dentro das fontes elétricas do país, um crescimento considerável


na energia eólica, como apresentado anteriormente, representando o setor de maior
crescimento no ano. Em contrapartida, o setor que apresentou o maior decréscimo foi
o de derivados do petróleo, com queda de 52,8% no mesmo período, conforme mostra
Tabela 1.

Na matriz elétrica brasileira, em 2016, a maior consumidora foi a produção industrial,


seguida dos setores residencial, comercial e público, que correspondem, juntos,
aproximadamente 42,8% do consumo nacional conforme mostra o Gráfico 3. Além
disso, somente o setor público consome 7%.
28

Gráfico 3 - Consumo de Energia Elétrica no Brasil em 2016 por setor

35,0%
30,0%
25,0%
20,0%
15,0%
10,0%
5,0%
0,0%

Fonte: EPE (2017).


Nota: Adaptado pelos autores

Assim, pode-se ver que o consumo de energia elétrica nas edificações representa
uma parcela considerável, e por a matriz ainda possuir parte proveniente de recursos
fosseis, é cada vez maior a preocupação com a eficiência energética nos mais
diversos setores de consumo, a fim de obter o menor consumo possível, diminuindo
os danos causados ao meio ambiente. Além disso, diminuindo o consumo de energia
elétrica da edificação, também se diminui seu gasto monetário, sendo mais um
motivador para a busca pela eficiência. No setor dos edifícios residenciais ou
comerciais, públicos ou de serviços, uma das medidas para melhorar a eficiência é a
etiquetagem energética aplicada nessas edificações, que vem sendo implementada
por inciativas do governo federal, através de programas e projetos de lei.

2.1.2. Principais programas e legislação sobre conservação de energia


elétrica

Desde 1985, com a criação do Programa Nacional de Conservação de Energia


Elétrica (PROCEL) por meio da Portaria Interministerial n° 1.877, havia a preocupação
com a redução do consumo de energia elétrica no país. Tal programa visava orientar
a sociedade quanto a prática de conservação de energia e entender seu uso pelo
consumidor final por meio de estudos, além de estruturar laboratórios para o
desenvolvimento de pesquisas (SOUZA; GUERRA; KRUGER, 2011).
29

Por meio de Decreto, em 1991, o PROCEL tornou-se um programa do Governo


Federal e foi reestruturado, passando a concentrar ações na incorporação da
eficiência energética no sistema elétrico, tanto na geração, quanto na transmissão e
distribuição (SOUZA; GUERRA; KRUGER, 2011).

Em 17 de outubro de 2001, foi promulgada a Lei n° 10.295, conhecida como a Lei da


Eficiência Energética, que não só determina condições máximas de consumo de
energia e mínimas de eficiência energética para máquinas e equipamentos, mas
também atribui ao Poder Executivo a tarefa de criar procedimentos para a promoção
de práticas energeticamente eficientes em edificações (BRASIL, 2011).

Com isso, foi criado o Decreto n° 4.059, de 19 de dezembro de 2001, que determina
processos e responsabilidades para a definição de indicadores e níveis de eficiência
energética, além de criar o Comitê Gestor de Indicadores e de Níveis de Eficiência
Energética (CGIEE) (SOUZA et al., 2009).

No dia 13 de Dezembro de 2002, foi criado pelo CGIEE o Grupo Técnico para
Eficientização de Energia nas Edificações no País (GT-Edificações), que tem como
atribuição a elaboração de regulamentações específicas para edifícios e é composto
pelo Ministério de Minas e Energia (MME), Ministério do Planejamento, Orçamento e
Gestão (MPOG), Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior,
Ministério das Cidades, Ministério da Ciência e Tecnologia, PROCEL, CONPET,
Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Conselho Federal de Engenharia,
Arquitetura e Agronomia (CONFEA), Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) e
representante da Academia (SOUZA et al., 2009).

A partir disso, foram elaborados o Regulamento Técnico da Qualidade para o Nível


de Eficiência Energética de Edificações Residenciais (RTQ-R), o Regulamento
Técnico da Qualidade para o Nível de Eficiência Energética de Edifícios Comerciais,
de Serviços e Públicos (RTQ-C) e o Requisito para avaliação da Conformidade (RAC),
que proporcionaram a etiquetagem voluntárias das edificações pelo PBE-EDIFICA em
parceria com o INMETRO.

Em 04 de Junho de 2014, por meio de Instrução Normativa n° 2 do Ministério do


Planejamento, Orçamento e Gestão, tornou-se compulsória a etiquetagem de
edificações públicas federais novas ou que passarem por retrofit, e determinou que
30

esse tipo de edifício deverá somente adquirir ou locar equipamentos classe A de


eficiência energética (BRASIL, 2014).

Países como Portugal, já possuem iniciativas de promoção da eficiência energética


em edificações desde 1990, quando aprovou o Decreto-Lei n°40/90, que tratava de
novas edificações e grandes reformas. Surgia então, o Regulamento das
Características de Comportamento Térmico dos Edifícios (RCCTE), que definiu
requisitos para garantir conforto térmico sem o consumo excessivo de energia
(PORTUGAL, 2006).

Após mais de 10 anos, observou-se que o regulamento alcançou seu objetivo.


Práticas como o isolamento térmico da envoltória das edificações tornou-se um
procedimento padrão devido a sua ampla utilização, que difundiu-se além das áreas
de clima mais ameno definidas como obrigatórias pelo RCCTE (PORTUGAL, 2006).

Diante dos resultados obtidos, tal regulamento foi revisado e, através dos Decretos-
Lei n° 78, 79 e 80/2006, tornou-se compulsória a certificação energética e da
qualidade do ar interno dos edifícios e aprovou-se regulamentos para climatização e
características de comportamento térmico para as edificações (PORTUGAL, 2006).

Outro exemplo é o Estados Unidos, onde foi instaurada, em 1992, a Lei da Política
Energética (EPA), que determinou que o Departamento de Energia (DOE) participasse
do processo de elaboração dos códigos nacionais de eficiência energética em
edificações, além de auxiliar os estados a adotá-los e implementá-los (LIVINGSTON
et al., 2014).

Para cumprir tal exigência, foi criado o Building Energy Codes Program (BECP),
também em 1992, que consiste em um portfólio de ações que visam melhorar a
eficiência energética em edifícios (LIVINGSTON et al., 2014).

Desde o início do programa até o ano de 2012, foram economizados


aproximandamente 4.2 quads (1 quad equivale a 293,071 TWh) de energia elétrica e
mais de U$44 bilhões para os consumidores. Com a modernização e aumento da
adesão dos códigos pelos estados e localidades, espera-se que sejam economizados
cerca de 46 quads de energia acumulada até 2040, além de U$240 bilhões para os
consumidores (LIVINGSTON et al., 2014).
31

Portanto, existe a propensão da compulsoriedade da certificação de eficiência


energética de edifícios no Brasil. O Plano Nacional de Eficiência Energética (BRASIL,
2011), estabelece em suas linhas de ações que a etiquetagem será obrigatória para
prédios públicos até 2021, para edifícios comerciais e de serviço até 2026 e para
edificações residenciais até 2031.

2.2. ETIQUETAGEM ENERGÉTICA APLICADA EM EDIFÍCIOS


COMERCIAIS, DE SERVIÇOS E PÚBLICOS

No Brasil, a etiquetagem energética de edifícios é dividida em duas grandes


categorias, devido ao padrão de uso: edificações residenciais e edificações
comerciais, públicas e de serviços. Para cada uma das categorias, existem as
especificações e normas técnicas para a análise da eficiência. São elas:

● Requisito Técnico da Qualidade para o Nível de Eficiência Energética em


Edificações Comerciais, Públicas e de Serviços (RTQ-C) e;
● Requisito Técnico da Qualidade para o Nível de Eficiência Energética em
Edificações Residenciais (RTQ-R).

Além do RTQ, que define os requisitos técnicos para avaliação da edificação, o PBE
Edifica também disponibiliza os Requisitos de Avaliação de Conformidade para
Eficiência Energética de Edificações (RAC), o qual apresenta uma metodologia para
que se possa obter a etiqueta, listando os documentos a serem enviados para um
Organismo de Inspeção Acreditado (OIA), bem como os direitos e deveres dos
envolvidos no processo.

Baseando-se no RTQ-C, e segundo definido nos Requisitos de Avaliação de


Conformidade para Eficiência Energética de Edificações (RAC), são caracterizadas
como edificações comerciais, de serviços e públicas os seguintes edifícios
(INMETRO, 2013):

● Escolas;
● Instituições ou associações de diversos tipos, incluindo práticas de esportes;
32

● Hospitais, postos de saúde e clínicas para tratamento de saúde animal ou


humano;
● Locais de venda de mercadorias em geral;
● Locais de prestação de serviços;
● Bancos;
● Locais voltados à diversão e lazer;
● Locais de preparação e vendas de alimentos;
● Escritórios e edificações empresariais, de uso de entidades, instituições ou
organizações públicas municipais, estaduais e federais, incluindo sedes de
empresas ou indústrias, desde que não haja a atividade de produção nessa
última e;
● Locais de hospedagem.

Obs.: As edificações com atividades listadas acima não excluem outras não listadas
e que possam se enquadrar em edifícios comerciais.

Após a avaliação é conferida a Etiqueta Nacional de Conservação Energética (ENCE)


para edificações, a etiqueta PBE Edifica, podendo ser geral ou parcial.

Conforme INMETRO (2013), a ENCE inspeciona, pelo método prescritivo ou de


simulação, três sistemas da edificação: envoltória; iluminação e ar condicionado. Se
a avaliação for geral, deve-se levar em conta os três sistemas citados, neste caso,
cada parte avaliada recebe um peso para compor a nota final. São elas:

● Envoltória: 30%;
● Sistemas de iluminação: 30%;
● Sistema de condicionamento de ar: 40%.

Caso a avaliação seja parcial, pode se levar em conta apenas um sistema ou a


combinação de dois deles. Elas podem ser:

● ENCE parcial - Envoltória;


● ENCE parcial - Envoltória e Iluminação;
● ENCE parcial - Envoltória e Condicionamento de ar.
Para a obtenção da ENCE são avaliados, além do desempenho dos 3 sistemas, pré-
requisitos gerais, pré-requisitos específicos e a contribuição do uso de bonificações.
33

2.2.1. Pré-requisitos gerais

Para a classificação de qualquer edificação, é necessário que ela atenda


determinados pré-requisitos gerais. Estes são exigidos para obter etiquetas nos níveis
A, B ou C e são apresentados a seguir.

● Circuitos elétricos: Possuir circuitos separados por uso final (iluminação, ar


condicionado e outros fins).
● Aquecimento de água: Edifícios que demandam água quente e que seu
aquecimento represente mais de 10% do consumo de energia devem:
○ Para o nível A: Comprovar que 100% da demanda de água quente é
atendida por:
■ Sistemas de aquecimento solar que deverão cumprir exigências
definidas pelo Regulamento do PBE, que vão desde
procedimento de instalação dos painéis (orientação, ângulo de
inclinação), bem como cumprimento a Norma NBR 15569,
referente as exigências quanto aos reservatórios e coletores;
■ Aquecedores a gás do tipo instantâneo devem possuir
etiquetagem de nível A de acordo com o regulamento do PBE e
serem instalados em locais protegidos das intempéries e com
ventilação adequada;
■ Sistemas de aquecimento por bombas de calor devem possuir
COP maior ou igual a 3,0 W/W e não utilizarem gases
refrigerantes nocivos ao meio ambiente;
■ Caldeiras a gás devem possuir capacidade maior que 22,98 kW,
terem subcategoria menor que 309,75 W/l e também eficiência
mínima de 80%.
○ Para o nível B: Comprovar que 70% da demanda de água quente é
atendida por:
■ Sistemas de aquecimento solar e a gás do tipo instantâneo com
os mesmos requisitos descritos anteriormente;
34

■ Sistemas de aquecimento por bombas de calor devem possuir


COP maior que 2,0 W/W e não utilizarem gases refrigerantes
nocivos ao meio ambiente.
○ Para o nível C: Quando o sistema de aquecimento solar e a gás atender
menos de 70% da demanda e que seja completada por aquecimento
elétrico, desde que atenda os seguintes pré-requisitos:
■ Aquecedores elétricos de passagem, chuveiros elétricos e
torneiras elétricas devem possuir eficiência maior que 95%,
participarem do PBE e possuírem potência máxima menor ou
igual a 4,6 kW;
■ Aquecedores elétricos de hidromassagem devem possuir
eficiência maior que 95%, participarem do PBE e possuírem
potência máxima menor que 5 kW;
■ Aquecedores elétricos por acumulação (Boiler) devem possuir
etiqueta A pelo PBE.
● Isolamento das tubulações: Deve ser comprovado pelo projeto hidrossanitário
que as tubulações metálicas para água quente apresentem um isolamento
térmico com espessura mínima de 1 cm para tubos com 40 mm ou menos de
diâmetro nominal, ou 2,5 cm para tubos com mais de 40 mm. Tubulações não
metálicas devem possuir isolamento mínimo de 1 cm independente do diâmetro
do tubo para condutividades térmicas do isolante entre 0,032 e 0,040 W/m.K.
Reservatórios de água quente de fonte não solar devem apresentar resistência
térmica de, no mínimo, 2,20 m²K/W.

2.2.2. Pré-requisitos específicos

Para cada sistema avaliado, o edifício deverá atender a alguns pré-requisitos, em


função do nível de eficiência desejado.
35

2.2.2.1. Envoltória

O RTQ-C, segundo o INMETRO (2010) define envoltória como sendo os planos que
separam o ambiente interno do ambiente externo. O manual de aplicação do RTQ-C
ainda complementa que a envoltória pode ser considerada a pele da edificação,
compondo os fechamentos dos ambientes internos. Também se exclui a parcela
construída no sub-solo, considerando apenas a parte acima do nível do terreno
(INMETRO, 2017).

A avaliação da envoltória, segundo CB3E (2014), é feita de acordo com a zona


bioclimática em que a edificação se insere. A NBR 15220 – parte 3 traz uma divisão
do território nacional em 8 zonas bioclimáticas distintas, conforme mostra Figura 1.
Para cada zona dessa, o RTQ-C define parâmetros de eficiência para a envoltória. A
cidade de Vitória – ES encontra-se localizada na zona bioclimática 8.

Figura 1 - Zoneamento bioclimático brasileiro

Fonte: NBR 15220-3 (2003).


36

Para a envoltória alcançar nível A, devem ser avaliados 3 itens: transmitância térmica
das superfícies externas; cores e absortância térmica e iluminação zenital. Esses itens
devem atender a determinados limites, conforme apresentado em seguida, para os
níveis A e B e, para níveis C e D deverá atender limites apenas de transmitância
térmica, de acordo com a zona bioclimática onde se localiza a edificação em estudo.

A Tabela 2 abaixo mostra um resumo dos itens avaliados para cada nível de eficiência.

Tabela 2 - Pré-requisitos para avaliação da envoltória de acordo com o nível de eficiência


desejado.
Nível de Transmitância térmica Cores e absortância Iluminação
Eficiência das superfícies externas térmica zenital
A X X X
B X X X
CeD X
Fonte: Manual para aplicação do RTQ-C (2017).
Nota: Elaborado pelos autores.

O RTQ-C define Transmitância Térmica como sendo

Transmissão de calor em unidade de tempo e através de uma área unitária


de um elemento ou componente construtivo, neste caso, de componentes
opacos das fachadas (paredes externas) ou coberturas, incluindo
resistências superficiais interna e externa [...] (MME, 2010, p.54).

Além disso, a NBR 15220 (2005) conceitua como sendo o inverso da resistência
térmica total.

Absortância à radiação solar – usado apenas como absortância térmica nesse


trabalho - é definida pela NBR 15220 (2005) como sendo o quociente da taxa de
radiação solar absorvida por uma superfície pela taxa de radiação solar incidente
sobre essa mesma superfície.

As aberturas zenitais, como Zeilmann (1999) define, são elementos situados nos
planos horizontais ou de coberturas da edificação que permitem que a luz entre de
forma vertical. Ou seja, a iluminação zenital é caracterizada pela luz natural que entra
na edificação por meio de aberturas situadas nos tetos ou coberturas.
37

Dessa forma, para alcançar cada nível de eficiência, são apresentados alguns
parâmetros conforme descritos abaixo.

● Para o nível A:
Para a transmitância térmica, são apresentados na Tabela 3 os limites para coberturas
e paredes e paredes externas:

Tabela 3 - Transmitância Térmica Máxima, em W/m²K, de Coberturas e Paredes Externas


para o nível A
Coberturas
Zona Paredes
Ambientes condicionados Ambientes não
Bioclimática Externas
artificialmente condicionados
1e2 0,5 1 1
3a6 1 2 3,7
7e8 1 2 2,5* 3,7**
* Para paredes com capacidade térmica máxima de 80 kJ/m²K
** Para paredes com capacidade térmica maior que 80 kJ/m²K
Fonte: Manual para aplicação do RTQ-C (2017).
Nota: Adaptado pelos autores.

Para as cores e absortância (α), são obrigatórios, para as zonas bioclimáticas 2 a 8,


os seguintes limites:

● Material de revestimento das paredes externas com absortância solar α < 0,50
do espectro solar;
● Cor utilizada na cobertura com absortância solar α < 0,50 do espectro solar,
telhas cerâmicas não esmaltadas, teto jardim ou reservatórios de água.
No caso de aberturas zenitais, deve-se garantir que a edificação receba iluminação
natural, reduzindo o consumo de eletricidade com lâmpadas, de forma que não haja
um acréscimo de carga térmica em consequência. Dessa forma, o percentual de
abertura zenital é limitado em função do fator solar do vidro. Tais limites são
apresentados na Tabela 4.

Tabela 4 - Percentual de abertura zenital em função do fator solar do vidro


PAZ 0 a 2% 2,1 a 3% 3,1 a 4% 4,1 a 5%
FS 0,87 0,67 0,52 0,30
Fonte: Manual para aplicação do RTQ-C (2017).
Nota: Adaptado pelos autores.
38

Esse limite máximo de 5% pode ser ultrapassado caso o método de avaliação da


edificação seja a simulação computacional.

● Para o nível B:
Para a transmitância térmica, são apresentados na Tabela 5 os limites para coberturas
e paredes e paredes externas:

Tabela 5 - Transmitância Térmica Máxima, em W/m²K, de Coberturas e Paredes Externas


para o nível B
Coberturas
Zona Paredes
Ambientes condicionados Ambientes não
Bioclimática Externas
artificialmente condicionados
1e2 1 1,5 2
3a6 1,5 2 3,7
7e8 1,5 2 2,5* 3,7**
* Para paredes com capacidade térmica máxima de 80 kJ/m²K
** Para paredes com capacidade térmica maior que 80 kJ/m²K
Fonte: Manual para aplicação do RTQ-C (2017).
Nota: Adaptado pelos autores.

Para a absortância solar das cores, são obrigatórios, para as zonas bioclimáticas 2 a
8 apenas que as cores das coberturas tenham α < 0,50 do espectro solar, ou utilização
de telhas cerâmicas não esmaltadas, teto jardim ou reservatórios de água. Para o
nível B não existem exigências ou restrições para as características das paredes
externas.

Para iluminação zenital são dados os mesmos limites de abertura e fator solar
apresentados na Tabela 4.

● Nível C e D
Para esses níveis, a única exigência é a transmitância térmica da cobertura ser no
máximo de 2,00 W/m²K para qualquer zona térmica e para paredes, 3,70 W/m²K para
zonas bioclimáticas 1 e 2, e 2,50 W/m²K para capacidades térmicas máxima de 80
kJ/m²K ou 3,70 W/m²K para superiores.

Não há limitações para absortância das paredes ou limitações das aberturas zenitais.
39

2.2.2.2. Iluminação

A iluminação, segundo Moura et al (2014), é fundamental na captação e composição


de imagens, proporcionando a percepção visual, oferecendo variabilidade de
sensações, significados e influenciando nas emoções.

Devido ao alto consumo energético para a iluminação, ela é uma das áreas de análise
do RTQ-C. Segundo Goulart (2008) a melhoria nesse sistema pode significar uma
redução de até 40% no consumo de energia.

Desta forma, para a classificação do sistema de iluminação alcançar nível A, deverão


ser atendidos os seguintes requisitos:

I) Para ambientes maiores que 250 m², o sistema de iluminação deve dispor
de dispositivos de desligamento automático. Ele pode ser programado para
horários pré-determinados ou sensor de presença para desligamento após
30 minutos de ausência de pessoas ou algum sinal de outro controle ou do
sistema de alarme indicando que a área está isenta de pessoas.
II) Contribuição de luz natural: aberturas direcionadas ao ambiente externo ou
para áreas não cobertas e que tenham duas ou mais fileiras de iluminação
paralelas às aberturas, devem ter, para a carreira de lâmpadas mais
próximas da abertura, um controle, automático ou manual, independente
das demais para aproveitamento da iluminação natural.
III) Divisão de circuitos: Cada ambiente fechado deve possuir pelo menos um
dispositivo de controle manual para acionamento da iluminação do
ambiente. Esse dispositivo tem que estar em fácil acesso e em um local que
seja possível visualizar todo o sistema a ser controlado por ele. Caso não
seja possível visualizar todo o ambiente, tem que existir um mapeamento
informando às pessoas sobre as áreas a serem controladas. Para
ambientes maiores que 250 m², cada dispositivo de controle deve abranger:
• Até 250 m² para ambientes de até 1000 m²;
• Até 1000 m² para ambientes com mais de 1000 m².
Para alcançar o nível B de classificação, deverá atender apenas os itens II e III
descritos acima e, para o nível C, atender apenas o item III.
40

2.2.2.3. Ar condicionado

Os sistemas de condicionamento de ar, seja aquecimento ou resfriamento, são,


segundo Pessoa e Ghisi (2015) equipamentos utilizados para manter um ambiente
artificialmente adequado ao conforto humano, incluindo o controle de temperatura,
umidade e qualidade do ar. Ara (2010) ainda afirma que é evidente a importância da
contribuição desses sistemas no consumo de energia elétrica dos edifícios,
destacando a relevância do uso de práticas sustentáveis nesse setor.

O RTQ-C faz referência dos pré-requisitos para que o sistema atinja apenas o nível
A. Os requisitos são os seguintes:

• Isolamento térmico das tubulações: São previstas, pela Tabela 6 e Tabela 7,


espessuras mínimas do isolamento térmico dos tubos do sistema de
aquecimento e refrigeração, respectivamente.

Tabela 6 - Espessuras mínimas, em mm, do isolamento térmico de tubulações de sistemas


de aquecimento de ar
Diâmetro nominal da tubulação
Faixa de Condutividade do isolamento
(mm)
temperatura
Temperatura
do fluído Condutividade 25 a 40 a 100 a
do ensaio <25 >=200
(ºC) térmica (W/mK) <40 <100 <200
(ºC)
T>=177 0,046 a 0,049 121 6,4 7,6 7,6 10,2 10,2
122<T<177 0,042 a 0,046 93 3,8 6,4 7,6 7,6 7,6
94<T<121 0,039 a 0,043 66 3,8 3,8 5,1 5,1 5,1
61<T<93 0,036 a 0,042 52 2,5 2,5 2,5 3,8 3,8
41<T<60 0,032 a 0,040 38 1,3 1,3 2,5 2,5 2,5
Fonte: Manual para aplicação do RTQ-C (2017).
41

Tabela 7 - Espessuras mínimas do isolamento térmico de tubulações de sistemas de


resfriamento de ar
Diâmetro nominal da tubulação
Faixa de Condutividade do isolamento
(mm)
temperatura
Temperatura
do fluído Condutividade 25 a 40 a 100 a
do ensaio <25 >=200
(ºC) térmica (W/mK) <40 <100 <200
(ºC)
4<T<16 0,032 a 0,040 24 1,5 1,5 2,5 2,5 2,5
T<4 0,032 a 0,040 10 1,5 2,5 2,5 2,5 4,0
Fonte: Manual para aplicação do RTQ-C (2017).

• Condicionamento de ar por aquecimento artificial: Todos equipamentos para


este fim devem atender limites mínimos de eficiência, conforme indicado abaixo
para cada tipo de sistema, para que se possa categorizar o edifício como nível
A na classificação.

○ Bombas de calor ou condicionadores de ar em ciclo reverso:


Independente da capacidade, apresentar COP igual ou maior que 3,0
W/W;
○ Aquecedores de acumulação a gás devem atender os itens descritos na
tabela 6, apresentada anteriormente.
Caso os aparelhos condicionadores de ar sejam regulamentados pelo INMETRO,
deve-se adotar a classificação ENCE obtida nas tabelas do PBE/INMETRO
disponíveis na página eletrônica do INMETRO. Nessas tabelas também são
apresentados as classes de eficiência e os requisitos para cada categoria.

Para aparelhos condicionadores de ar não regulamentados pelo INMETRO, o


procedimento de cálculo é mais trabalhoso, sendo necessário avaliar mais itens
específicos do equipamento utilizado. Para tal, faz-se necessário consulta nas tabelas
disponibilizadas pelo RTQ-C, bem como uma metodologia adequada também
apresentada no mesmo documento, que não fazem parte do escopo deste estudo.
42

2.2.3. Bonificações

Além de envoltória, iluminação e ar condicionado, também podem ser avaliados outros


sistemas que acrescentem bonificações à eficiência final da edificação. Podem ser
analisados, acrescentando até 1 ponto na classificação geral:

● Sistemas que racionalizam água;


● Sistemas que empreguem fontes renováveis de energia, incluindo aquecimento
solar de água, e geração elétrica fotovoltaica ou eólica;
● Projetos de sistemas de cogeração e;
● Inovações técnicas de sistemas que, comprovadamente, aumentem a
eficiência energética, como iluminação natural ou outros.

2.2.4. Procedimento de obtenção da ENCE

O processo de avaliação pode ser feito em duas fases, no projeto e na edificação


construída, emitindo ENCE’s distintas para cada fase, sendo a ENCE de projeto
facultativa para edificações já construídas.

Para a avaliação da edificação, existem dois métodos que podem ser utilizados: o
método prescritivo, que se baseia em uma equação numérica fornecida, válida para
edifícios condicionados, atribuindo notas para cada item avaliado e o método de
simulação, que analisa o edifício com auxílio de um software que modela o edifício
real e calcula seu desempenho energético.

O método prescritivo pondera a envoltória, iluminação e ar condicionado por meio de


uma equação, a fim de gerar uma pontuação variando de 1 a 5, sendo 5 = A, mais
eficiente, até 1 = E, menos eficiente. A equação 1 de cálculo da pontuação total (PT)
é dada por:

𝐴𝐶 𝐴𝑃𝑇 𝐴𝑁𝐶
𝑃𝑇 = 0,30 ∗ {(𝐸𝑞𝑁𝑢𝑚𝐸𝑛𝑣 ∗ ) + (5 ∗ + 𝐸𝑞𝑁𝑢𝑚𝑉 )} + 0,30 ∗ (𝐸𝑞𝑁𝑢𝑚𝐷𝑃𝐼) + 0,40 ∗
𝐴𝑈 𝐴𝑈 𝐴𝑈
𝐴𝐶 𝐴𝑃𝑇 𝐴𝑁𝐶 (1)
{(𝐸𝑞𝑁𝑢𝑚𝐶𝐴 ) + (5 ∗ + 𝐸𝑞𝑁𝑢𝑚𝑉 )} + 𝑏01
𝐴𝑈 𝐴𝑈 𝐴𝑈

Onde:
43

EqNumEnv: Equivalente numérico da envoltória;

EqNumDPI: Equivalente numérico do sistema de iluminação;

EqNumCA: Equivalente numérico do sistema de ar condicionado;

EqNumV: Equivalente numérico dos ambientes não condicionados ou naturalmente


ventilados;

APT: Área útil dos ambientes de permanência transitória, desde que não
condicionados;

ANC: Área útil dos ambientes não condicionados de permanência prolongada;

AC: Área útil dos ambientes condicionados;

AU: Área útil;

b: Pontuação obtida pelas bonificações, sendo de zero a 1.

A metodologia de cálculo do método prescritivo não foi abordada por não fazer parte
do escopo deste trabalho, que utilizou o método de simulação. Tal método é, segundo
o RTQ-C, uma alternativa para avaliação da eficiência de forma mais completa e/ou
flexível. É indicado para permitir:

● Liberdade de projeto, seja na forma da edificação, na natureza de suas


aberturas ou proteções solares ou nos sistemas utilizados;
● A incorporação de inovações tecnológicas, comprovando níveis de eficiência
elevados;
● Uso de estratégias passivas de condicionamento, possibilitando edificações
não condicionadas ou parcialmente condicionadas;
● Incorporação de soluções não previstas no RTQ-C.
Na simulação, a classificação final do nível de eficiência energética é obtida por meio
de comparações entre o consumo de energia elétrica anual da edificação real com o
consumo de energia elétrica caracteristico dos modelos de referência em cada nível
de eficiência (A a D).

Já para a criação dos modelos de referência, deve-se antes calcular o indicador de


consumo da envoltória (ICenv). A equação de cálculo utilizada varia em função da área
44

da edificação e da zona bioclimática (ZB) em que a edificação está inserida. A cidade


de Vitória/ES está na ZB8, que possui as equações 2 e 3 para determinação do ICenv:

Para Ape ≤ 500 m²:

𝐼𝐶𝑒𝑛𝑣 = 454,47 ∗ 𝐹𝐴 − 1641,37 ∗ 𝐹𝐹 + 33,47 ∗ 𝑃𝐴𝐹𝑇 + 7,06 ∗ 𝐹𝑆 + 0,31 ∗ 𝐴𝑉𝑆 −


(2)
0,29 ∗ 𝐴𝐻𝑆 − 1,27 ∗ 𝑃𝐴𝐹𝑇 ∗ 𝐴𝑉𝑆 + 0,33 ∗ 𝑃𝐴𝐹𝑇 ∗ 𝐴𝐻𝑆 + 718

Fator de forma máximo = 0,48.

Para Ape > 500 m²:

𝐼𝐶𝑒𝑛𝑣 = −160,36 ∗ 𝐹𝐴 + 1277,29 ∗ 𝐹𝐹 − 19,21 ∗ 𝑃𝐴𝐹𝑇 + 2,95 ∗ 𝐹𝑆 + 0,36 ∗


(3)
𝐴𝑉𝑆 − 0,16 ∗ 𝐴𝐻𝑆 + 290,25 ∗ 𝑃𝐴𝐹𝑇 ∗ 𝐹𝐹 + 0,01 ∗ 𝑃𝐴𝐹𝑇 ∗ 𝐴𝐻𝑆 ∗ 𝐴𝐻𝑆 − 120,58

Fator de forma mínimo = 0,17.

Onde:

Ape: Área de projeção do edificio (m²);

Atot: Área total construída (m²);

Aenv: Área total da envoltória (m²);

Apcob: Área total da projeção da cobertura (m²);

AVS: Ângulo vertical de sombreamento;

AHS: Ângulo horizontal de sombreamento;

FF: Fator de forma (Aenv/Vtot);

FA: Fator de altura (Apcob/Atot);

FS: Fator solar;

Vtot: Volume total da edificação (m3).

PAFT: Percentual de abertura total da fachada;

A partir da determinação do ICenv, devem ser calculados os indices de consumo


máximo para o nível D, ou seja, o maior consumo para que a edificação ainda seja
pelo menos D e o indice de consumo mínimo, alterando os valores de AVS, AHS, FS
e PAFT, conforme Tabela 8 a seguir.
45

Tabela 8 - Paramêtros de cálculo para IC min e IC máxD


PAFT FS AVS AHS
ICmin 0,6 0,61 0 0
ICMaxD 0,05 0,87 0 0
Fonte: Manual para aplicação do RTQ-C (2017).
Fonte: Adaptado pelos autores.

Com a determinação do ICmin e ICMáxD são calculados os intervalos de consumo (i)


para cada nível energético pela equação 4.

(𝐼𝐶𝑀á𝑥𝐷 −𝐼𝐶𝑚í𝑛 )
𝑖= (4)
4

Na Tabela 9 abaixo é apresentado a forma de cálculo dos limites de cada nível em


função do i:

Tabela 9: Limites dos intervalos para os níveis de eficiência


Eficiência A B C D E
Lim. Mín. - ICMáxD-3*i+0,01 ICMáxD-2*i+0,01 ICMáxD-i+0,01 ICMáxD+0,01
Lim. Máx. ICMáxD-3*i ICMáxD-2*i ICMáxD-2*i ICMáxD
Fonte: Manual para aplicação do RQT-C (2017).

Após definidos os limites de cada nível, calcula-se o PAFT equivalente, os quais


deverão ser alterados nos modelos de referência correspondentes. Seu cálculo é feito
substituindo o limite máximo do ICenv de cada nível, calculados conforme mostrou a
Tabela 9, na equação correspondente (2 ou 3).

Além disso, a Tabela 10 mostra quais os paramêtros que deverão ser mantidos e
quais serão alterados nos modelos de referência e real, além do PAFT, a fim de gerar
os valores base de consumo de energia elétrica na simulação.
46

Tabela 10: Características do modelo real e de referência


Características da
Modelo de referência Modelo real
edificação
Geometria – dimensões Igual ao edifício existente Igual ao edifício existente
Orientação Igual ao edifício existente Igual ao edifício existente
Carga interna (DCI) Igual ao edifício existente Igual ao edifício existente
Padrão de uso:
Equipamentos e Igual ao edifício existente Igual ao edifício existente
pessoas
Sistema de Igual ao edifício existente com
Igual ao edifício existente
Condicionamento de ar COP mín do nível desejado
Envoltória
PAZ Se existe no real → PAZ = 2%
PAFT Calcular através do ICenv
AVS e AHS AVS=AHS=0
Igual ao edifício existente
Tipo de vidro Vidro simples, 3mm
Fator solar FS=0,87
Transmitância térmica Máx para o nível desejado
Absortância solar Máx para o nível desejado
DPI máximo para o nível
Sistema de iluminação Igual ao edifício existente
desejado
Fonte: Manual para aplicação do RTQ-C (2014)

No sistema de ar condicionado, para aparelhos split e janela, o valor do COP para


cada nível de eficiência é definido pela Tabela 11, definida pelo INMETRO.

Tabela 11 - COP para aparelhos de ar condicionado por nível energético


Classe COP (W/W)
A > 3,23
B > 3,02 e ≤ 3,23
C > 2,81 e ≤ 3,02
D > 2,60 e ≤ 2,81
Fonte: INMETRO (2018).
Nota: Adaptado pelos autores.

Dessa forma, obtém se os consumos dos quatro modelos e do modelo real,


comparando-os e definindo assim sua classificação final. A partir disso é possível
atribuir a ENCE para a edificação por meio de um OIA.
47

A ENCE, seja ela parcial ou geral, contém informações como tipo da etiqueta (projeto
ou edificação construída), dados da edificação como endereço, cidade/UF e zona
bioclimática, portarias do INMETRO, metodologia adotada para a avaliação, datas das
inspeções realizadas, classificação do nível de eficiência energética de cada sistema
e áreas relativas ao sistema avaliado, observações de validade, bonificações e
identificação da OIA que emitiu a ENCE, conforme Figura 2.

Figura 2 - ENCE geral de projeto e suas partes

Fonte: RAC (2013).

2.2.5. Casos de referência

Com base no RTQ-C, e obedecendo os pré-requisitos descritos anteriormente, torna-


se possível fazer uma análise de eficiência de edifícios comerciais, de serviço ou
públicos. Tal método já vem sendo aplicado desde 2010, com a divulgação da portaria
nº 372 do INMETRO. Até 2016, foram concedidas 193 etiquetas para prédios
comerciais, de serviço ou públicos, sendo 84 para edificações construídas e 109 para
48

projetos, além de 4.379 etiquetas para unidades habitacionais autônomas (PROCEL,


2017).

Entre os vários exemplos de edificações etiquetadas em utilização, pode-se citar como


referência o prédio comercial do Centro SEBRAE de Sustentabilidade, Figura 3,
localizado em Cuiabá/MT, que obteve classificação geral A, em 2013. Foram
analisados pelo OI3E/CERTI, organismo responsável pela avaliação, tanto o projeto
como o edifício construído, utilizando os métodos de simulação e prescritivo
(INMETRO, 2018).

Figura 3 - Centro SEBRAE de Sustentabilidade

Fonte: SEBRAE (Acesso em 15 de junho de 2018).

O projeto foi inspirado em moradias indígenas do Parque do Xingu, que são referência
em bioclimática. A edificação possui aproximadamente 30 metros de comprimento por
11 metros de largura e pé direito elevado. Como ilustra o corte apresentado na Figura
4, ela é dividida em dois pavimentos: o térreo, que possui um salão aberto, sem
divisórias; e o meio subsolo, com um auditório (SEBRAE, 2017). O layout da
edificação também pode ser visualizado pelo tour virtual disponível no site do
SEBRAE, que pode ser acessado pelo QR Code da Figura 5.
49

Figura 4 - Corte esquemático do Centro SEBRAE de Sustentabilidade

Fonte: SEBRAE (2017)


Figura 5 - QR Code do tour virtual no Centro SEBRAE de Sustentabilidade

Fonte: Centro SEBRAE de Sustentabilidade (Acesso em 25 de novembro 2018)

Sua cobertura consiste em duas cascas de concreto, que formam uma camada de ar
de 40 cm que permite a coleta de água da chuva através de frestas em seu topo. Toda
a fachada é composta por vidros, para aproveitamento da luz natural, e brises móveis,
metálicos e de madeira, para controle da luminosidade (SEBRAE, 2017). Pela Figura
3 é possível verificar a utilização de vidros e na Figura 6, os brises da fachada e as
frestas da cobertura.
50

Figura 6 - Centro SEBRAE de Sustentabilidade

Frestas na cobertura

Brise móvel
de madeira
Brise móvel metálico

Fonte: Conexão Planeta (Acesso em 19 de setembro 2018).


Nota: Adaptado pelos autores.

As soluções utilizadas para a envoltória dessa construção atenderam os requisitos de


transmitância térmica das superfícies externas, cores e absortância térmica e
iluminação zenital, gerando a classificação A tanto para o projeto quanto para a
edificação construída (INMETRO, 2018).

Quanto a iluminação, além do aproveitamento da luz natural pela fachada de vidro, há


a utilização de lâmpadas solares, lâmpadas de alta eficiência energética (LED) e
luminárias individuais nas estações de trabalho (SEBRAE, 2017). Esse sistema
também rendeu eficiência A para o projeto e para a construção final (INMETRO, 2018).
Na Figura 7 pode-se observar o aproveitamento de luz natural e as lâmpadas solares2
utilizadas no edifício.

2 Lâmpadas que captam a luz do sol e amplificando-a para o interior dos ambientes, sem consumo
elétrico.
51

Figura 7 - Interior Centro SEBRAE de Sustentabilidade

Fonte: Hipernotícias (Acesso em 15 Junho 2018).

Para o sistema de condicionamento de ar, as exigências de espessura mínima dos


isolantes dos dutos e características específicas para condicionamento de ar por
aquecimento artificial foram atendidas, mas a eficiência geral do sistema resultou
numa classificação B para o projeto e para o prédio pronto (SEBRAE, 2017 e
INMETRO, 2018).

A construção recebeu também a bonificação de 1 ponto por racionalizar o uso da água


pela adoção de torneiras com sensores e descargas de duplo acionamento e da
reutilização da água da chuva, além de explorar a geração de energia elétrica por
duas micro usinas de placas fotovoltaicas implantadas na cobertura do
estacionamento, como é apresentado na Figura 8 (SEBRAE, 2017 e INMETRO,
2018).
52

Figura 8 - Micro usinas de energia fotovoltaica SEBRAE

Fonte: Agência SEBRAE de Notícias (2016)

Logo, tanto o projeto como a edificação construída obtiveram pontuação total de 5,6,
o que proporcionou dois selos de eficiência classe A para o prédio (INMETRO, 2018).

Segundo o INMETRO, no Espírito Santo existem duas edificações comerciais,


públicas ou de serviços certificados pelo PROCEL-EDIFICA, o Hotel GJP LINX,
localizado na Av. Dante Michelini, Aeroporto Eurico de Aguiar Salles, Vitória/ES, e o
Laboratório Riser Integrity Management (LABRIM) - ANEXO CT III, localizado na
Universidade Federal do Espírito Santo, Av. Fernando Ferrari, Goiabeiras, Vitória/ES
(INMETRO, 2018).

O Hotel GJP LINX recebeu certificação do projeto em 2014. O OIA foi o OI3E/CERTI,
que utilizou o método prescritivo de avaliação. A envoltória foi classificada como A, o
sistema de iluminação, B, e o sistema de condicionamento de ar como C. Obteve-se
bonificação pela economia de água e pelo aquecimento de água solar, o que resultou
numa pontuação final igual a 5,5 e, consequentemente, classificação geral A para a
edificação (INMETRO, 2018).

O LABRIM é um laboratório da área de engenharia mecânica. Seu único pavimento


possui setores para o estudo de dinâmica e mecatrônica, além de oficina, depósito,
área técnica, copa e banheiro. A Figura 9 apresenta a planta baixa da edificação com
a distribuição do espaço.
53

Figura 9 - Planta baixa LABRIM

Fonte: C+C Arquitetura & Design (2015).


Nota: Adaptado pelos autores.
54

Sua fachada é em alvenaria, com pintura na cor branca e detalhes em azul, e


aberturas em vidro, para aproveitamento da luz natural, com brises, para o controle
da luminosidade no interior do ambiente. Além disso, a cobertura é em telha metálica
revestida de poliuretano, na cor branca. Os elementos da fachada do LABRIM podem
ser observados na Figura 10 e Figura 11.

Figura 10 - Perspectiva da fachada do LABRIM a partir do norte

Fonte: C+C Arquitetura & Design (2015)

Figura 11 - Perspectiva da fachada do LABRIM a partir do sul

Fonte: C+C Arquitetura & Design (2015).


55

O sistema de iluminação é composto por lâmpadas de alta eficiência energética tipo


LED e o sistema de ar condicionado é composto por aparelhos tipo split, com potência
de 22.000 BTUs.

Sua certificação também foi feita pelo OI3E/CERTI, utilizando o método prescritivo.
Sua análise foi realizada em 2016 com o prédio já construído e obteve classificação
A tanto para a envoltória quanto para os sistemas de iluminação e condicionamento
de ar. Não se teve bonificação e a pontuação final do prédio foi igual a 5,0, o que
garantiu a etiqueta com classificação geral A (INMETRO, 2018).

Assim como os exemplos, a maioria dos edificios certificados utilizam o método


prescritivo, que é um método simplificado. Dessa forma, esse trabalho busca fazer
uma análise mais minuciosa nos itens avaliados pelo RTQ-C, a fim de medir sua real
eficiência por meio de softwares de simulação termo-energéticos.

2.3. SOFTWARE DE SIMULAÇÃO TERMO-ENERGÉTICO EM


CONFORMIDADE COM O RTQ-C

Pedgen (1990), define a simulação como

O processo de projetar um modelo computacional de um sistema real e


conduzir experimentos com esse modelo com o propósito de entender seu
comportamento e/ou avaliar estratégias para sua operação.

Já Pidd (1998) defende que “simulação computacional consiste no uso de um modelo


como base para exploração e experimentação da realidade”.

Portanto, um software de simulação termo-energético pode ser definido como uma


ferramenta computacional que permite reproduzir condições de conforto térmico e
eficiência energética de uma edificação real para avaliação e melhoria de seu
desempenho.
56

A classificação energética de uma edificação, seguindo a metodologia proposta pelo


RTQ-C, pode ser obtida por dois métodos, o prescritivo e o de simulação. Segundo
Carlo e Roberts (2010), o método prescritivo é simplificado e não apresenta recursos
de avaliação para todos os casos de edificação, enquanto isso a simulação é uma
avaliação global, disponibilizando mais recursos de análise.

Neste trabalho será utilizado o método da simulação, visto que o emprego de um


software possibilita uma avaliação completa da modelagem da edificação, dando
maior liberdade para formas, aberturas, proteções solares ou outros sistemas
utilizados. Além disso, possibilita a utilização de inovações tecnológicas e soluções
não previstas no RTQ-C.

São inseridos, como dados de entrada, no software de simulação, orientação


geográfica da edificação, transmitância térmica, absortância térmica, espessuras dos
elementos construtivos, tipos de vidros quando for o caso, incluindo suas espessuras
e fator solar, padrão de uso da edificação (número de pessoas e horários,
equipamentos utilizados), sistemas de condicionamento de ar, potência de iluminação
dos ambientes e dados climáticos.

É importante esclarecer que o RTQ-C exige requisitos mínimos para o arquivo de


dados climáticos. São eles (MME, 2009):

● Oferecer valores horários para temperatura e umidade, direção e velocidade


do vento, radiação solar, entre outras variáveis importantes;
● Os dados devem ser representativos da zona bioclimática em que se situa o
edifício em projeto, e, no caso da região não possuir dados próprios, deve-se
utilizar o arquivo de uma área próxima com características climáticas similares;
● Deve-se utilizar arquivos climáticos e formatos publicados em www.energy.gov
(TRY, TMY, SWEC, CTZ2, etc.) ou que possuam aprovação do laboratório de
referência.

Como resultado, são obtidos dados sobre transmitância e absortância das superficies,
DPI, valores de condiconamento de ar, consumo de energia elétrica por categoria e
total da edificação, etc.

Os programas de simulação, segundo o RTQ-C, devem atender a alguns requisitos


mínimos. São eles (MME, 2009):
57

● Ser um software de avaliação do consumo de energia em edificações;


● Ser reconhecido pela ASHRAE Standard 140 (norma da Sociedade Americana
de Engenheiros de Aquecimento, Refrigeração e Ar Condicionado);
● Modelar 8760 horas por ano;
● Modelar modificações de ocupação, potência de iluminação e equipamentos e
sistemas de condicionamento de ar, estabelecidos para cada dia da semana e
feriados isoladamente;
● Modelar implicações de inércia térmica;
● Possibilitar a modelagem de multi zonas térmicas;
● Ter capacidade de modelar as soluções bioclimáticas empregadas no projeto,
de modo a conseguir avaliar tanto a edificação real como a de referência;
● Para edifícios com sistemas de condicionamento de ar, deve permitir modelar
todos os sistemas listados no Apêndice G da norma ASHRAE 90.1;
● Determinar a capacidade requerida pelo sistema de condicionamento de ar;
● Gerar relatórios horários do emprego final de energia.

O PROCEL indica dois softwares que atendem a esses requisitos para a elaboração
de projetos de eficiência energética em edificações: o Domus e o EnergyPlus.

O Domus é o primeiro programa brasileiro de simulação higrotérmica e energética de


edifícios, ele foi desenvolvido pela Eletrobrás em parceria com a Pontifícia
Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) e é totalmente adaptado para a realidade
do país. Ele possui interface de fácil utilização, conforme mostra a Figura 12, e fornece
tanto base instrutiva para novos projetistas quanto suporte técnico para profissionais
experientes. Além disso, possui suporte especial para projetos de moradias populares
que possuem baixo custo e baixo consumo de energia (LST, 2013).
58

Figura 12 - Interface do Software Domus

Fonte: Domus (2018)

O Domus também avalia os custos de energia da edificação através do tempo, de


acordo com a carga de tarifa definida pela ANEEL, e fornece a ENCE equivalente ao
desempenho da simulação, seguindo a metodologia do RTQ-C.

O EnergyPlus (EP) é um software de simulação desenvolvido a partir dos programas


BLAST e DOE-2 pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos. Tem como
público-alvo arquitetos e engenheiros que buscam dimensionar sistemas HVAC (do
inglês, Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado), desenvolver estudos de retrofit,
otimizar o desempenho energético, dentre outras aplicações.

Segundo o Departamento de Energia dos Estados Unidos (2018), o EP é um programa


de simulação energética e análise térmica que, a partir dos dados de entrada
fornecidos pelo usuário acerca da edificação em estudo, são calculadas as cargas de
aquecimento e/ou resfriamento para manter o conforto térmico, além de fornecer o
consumo de energia dos equipamentos, além de outros detalhes necessários.

O lançamento de dados no EP se faz todo por meio de tabelas, onde se lança o edifício
por meio de coordenadas cartesianas, bem como seus parâmetros, conforme mostra
Figura 13 abaixo. Embora sua interface seja pouco amigável num primeiro contato do
usuário, visto que não possui ambiente gráfico para modelagem da edificação,
59

segundo Gomes (2010), o EP é, dentre as ferramentas de simulação higrotérmica


disponíveis, a mais utilizada pelo público.

Figura 13 - Interface do Software EnergyPlus

Fonte: EnergyPlus (2018)

A sua grande utilização deve-se ao fato de que ele permite estimar diversos
parâmetros sobre a edificação, inclusive consumos de energia. Gomes (2010)
também destaca que a vantagem de se trabalhar com o EP é que sua utilização é
gratuita, e pode ser baixado em seu site.

Para facilitar a modelagem da edificação, foi desenvolvido originalmente a extensão


OpenStudio pelo Laboratório Nacional de Energia Renovável dos Estados Unidos e
posteriormente sua manutenção, suporte e desenvolvimento do plug-in assumida pelo
Big Ladder Software, então renomeada Euclid, conforme destacada na Figura 14.

Segundo Roth (2017), o então OpenStudio foi desenvolvido para criação de


geometrias mais facilmente e menos propensa a erros.

O Euclid pode então ser instalada para trabalhar junto com o SketchUp, um programa
de modelagem tridimensional que possui uma interface de fácil manuseio, conforme
mostra a Figura 14, permitindo aos usuários a criação fácil e rápida do modelo virtual
da edificação, gerando um arquivo no formato .idf, que é o formato na qual o EP
trabalha. Dessa forma, desenha-se o edifício em estudo e posteriormente abre-o no
EP, atribuindo então os outros dados de entrada necessários para a simulação,
usando o IDF Editor.
60

Figura 14 - Interface do Software SketchUp e o plug-in Euclid, destacado em vermelho

Fonte: SketchUp (2018).


Nota: Adaptado pelos autores.

Também está disponível no mercado outro software para simulação energética: o


DesignBuilder, que foi desenvolvido com uma interface gráfica para o EP, mostrado
na Figura 15. Segundo Saraiva (2010), o DesignBuilder é de fácil utilização, permitindo
a modelagem até dos edifícios mais complexos por usuários pouco experientes,
combinando sua versatilidade de modelação com o poder de simulação do EP.
61

Figura 15 - Interface do Software DesignBuilder

Fonte: Science Direct, Acesso em 31 de maio de 2018.

Mas Tavares (2012) aponta que o DesignBuilder possui algumas limitações para
simulação de edifícios mais complexos, como a ausência de resultados separados por
cada zona, prejudicando a obtenção de diversas informações realizando apenas uma
simulação. Assim, seria necessário, em ambientes não-condicionados, simular zona
por zona, e não se sabe se o software considera trocas térmicas entre ambientes
durante o estudo quando se analisa parte de um edifício apenas.

Desta forma, dentre as opções disponíveis para a simulação higrotérmica no presente


trabalho, optou-se por utilizar o EnergyPlus, somado ao SketchUp e o plug-in Euclid.
Quanto ao Domus, apesar de ter uma interface amigável, faltam recursos necessários
para otimização da utilização do programa, por exemplo, ausência de opções de
importação de projetos em CAD, além da dificuldade em modelar formas
arquitetônicas, inclusive para adicionar o elemento de cobertura a edificação.

Já o SketchUp é um software mais presente em alguns ramos da engenharia e na


arquitetura, encontrando boas bibliografias acerca do programa, além de possuir um
ambiente amigável, bem como o plug-in Euclid, apresentou uma interface de fácil uso
e disponibilidade de manuais para esclarecimento de dúvidas.
62

O EP é amplamente utilizado pelo público acadêmico, está disponível na versão


inglês, inclusive sua documentação e tutoriais, e existem diversos trabalhos que o
utilizam, inclusive alguns que explicam seu funcionamento e como utilizar suas
variáveis.

2.4. VIABILIDADE ECONÔMICA

Estudo de viabilidade é uma ferramenta que colabora na tomada de decisão,


analisando vantagens e desvantagens do projeto. Brom (2007) fala que a decisão,
para ser considerada satisfatória, deve ser viável, realista e que aperfeiçoa os
processos. Existem vários tipos de estudos, aplicados de acordo com a necessidade
do projeto. Podem ser econômicos, ambientais, operacionais, sociais, tecnológicas,
dentre outros. Neste trabalho serão avaliadas as questões econômicas envolvidas nas
sugestões propostas para a melhora do nível energético de uma edificação.

Para a tomada de decisão sobre aplicações em projetos, é comum o desenvolvimento


do estudo da viabilidade econômica, visto que pode-se prever diversos cenários, por
meio de indicadores, e analisar se um investimento trará lucro.

Os indicadores econômicos são grandezas que representam de maneira quantitativa


e direta situações hipotéticas determinadas pelo investidor. Alguns métodos de
determinação desses indicadores são: Valor Anual Uniforme Equivalente (VAUE);
Valor Presente Líquido (VPL); Taxa Interna de Retorno (TRI); e Payback (FILHO;
KOPITTKE, 2010).

Neste trabalho serão analisados o VPL e o payback.

2.4.1. VPL

Segundo Puccini (2011, p. 136), o Valor Presente Líquido (VPL) “é igual ao valor
presente de suas parcelas futuras (que são descontadas com uma determinada taxa
de desconto), somado algebricamente com a grandeza colocada no ponto zero.”
63

Logo, após a aplicação de um investimento no tempo 0, obtém-se receitas líquidas a


partir do tempo 1 até o tempo n. Essas receitas geradas no tempo são transformadas
em uma soma de valor presente no tempo 0, considerando uma taxa de desconto. O
cálculo do valor presente para pagamento simples e para uma série uniforme se dá
pelas equações 5 e 6 a seguir (FILHO; KOPITTKE, 2010, p. 13 e p. 20).

𝑉𝑃 = 𝑉𝐹 (1 + 𝑖)−𝑛 (5)
(1+𝑖)𝑛 −1
𝑉𝑃 = 𝑃𝐺𝑇𝑂 (6)
𝑖 (1+𝑖)𝑛

Onde:

VF: Valor Futuro;

i: taxa %;

n: tempo; e

PGTO: Pagamentos.

O VPL é a diferença entre o valor investido no tempo 0 e o valor presente, no tempo


0, dos lucros que esse investimento gerará. Portanto, VPL é o valor agregado pelo
projeto.

Quando se obtém valor de VPL maior que zero, há ganhos com o investimento e o
projeto é considerado atrativo. Já quando o VPL é igual a zero, há equilíbrio entre
entradas e saídas, logo não há lucro nem prejuízos. E quando o VPL é menor que
zero, as entradas são menores do que o investimento e o projeto resultará em
prejuízo.

2.4.2. Payback

Puccini (2011, p. 285) define payback como “o tempo necessário para a recuperação
do investimento inicial, levando-se em consideração o custo de oportunidade do
capital investido.” E Filho e Kopittke (2010, p. 111), o definem como “o tempo
necessário para que o somatório das parcelas anuais seja igual ao investimento
inicial”.
64

Portanto, trata-se do tempo preciso para que a soma das receitas seja igual ao valor
da aplicação inicial.

Para projetos com pagamentos uniformes, pode-se calcular o payback com a equação
7.

𝐼𝑛𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝐼𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙
𝑃𝑎𝑦𝑏𝑎𝑐𝑘 = 𝑃𝑎𝑔𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑝𝑜𝑟 𝑃𝑒𝑟í𝑜𝑑𝑜
(7)

Esse indicador não deve ser utilizado de maneira isolada, visto que “não considera os
valores do fluxo de caixa do investimento, a partir do ponto de retorno do capital
aplicado” (PUCCINI, 2011, p. 283). Além disso, a aplicação desse método tende a ser
complexa “quando o investimento inicial se der por mais de um ano ou quando os
projetos comparados tiverem investimentos iniciais diferentes” (FILHO; KOPITTKE,
2010, p. 112).

A partir da análise e escolha dos softwares a serem utilizados e do conhecimento


adquirido sobre o RTQ-C, o RAC e os indicadores econômicos, definiu-se uma
metodologia de trabalho a fim de orientar o bom andamento do estudo.
65

3. METODOLOGIA

Com a finalidade de avaliar as implicações econômicas associadas a aplicação do


RTQ-C em um edifício comercial da cidade de Vitória-ES, definiu-se a seguinte
metodologia:

1. Revisão bibliográfica;
2. Levantamento de dados sobre a edificação escolhida;
3. Avaliação e classificação da eficiência energética da edificação;
4. Elaboração de propostas de melhoria e/ou retrofit;
5. Análise de viabilidade econômica das propostas.

3.1. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Inicialmente foi feita uma revisão bibliográfica, onde foram feitas contextualizações a
fim de direcionar o trabalho, apresentando um breve histórico da preocupação da
eficiência energética no mundo e também aplicados a edificações e o cenário
energético brasileiro, mostrando, entre outros, o percentual de energia consumida em
edifícios.

Em seguida apresentou o procedimento de trabalho segundo a metodologia do RTQ-


C e também uma rápida apresentação dos softwares de simulação termoenergética
disponíveis e a escolha do mais adequado para a realização desse estudo. Por fim,
foi apresentado como serão feitas as análises de viabilidade econômica.

3.2. LEVANTAMENTO DE DADOS SOBRE A EDIFICAÇÃO ESCOLHIDA

O levantamento de dados foi realizado por meio de projetos e informações fornecidos


pela administração da edificação, que é de uso público, localizada na cidade de
Vitória-ES, além de visitas técnicas para complementar e atualizar os dados
disponibilizados.
66

Para o estudo foram necessárias informações sobre envoltória, iluminação e


condicionamento de ar, além de outros dados gerais sobre a edificação. Portanto, os
projetos e dados recolhidos foram:

● Projetos arquitetônicos, estruturais, elétricos, luminotécnico, hidrossanitário


e de climatização;

● Identificação das zonas térmicas e áreas não condicionadas;


● Memorial descritivo com as características construtivas do edifício;

● Características de ocupação (número de pessoas e horários de utilização


por ambiente);

● Identificação dos aparelhos eletroeletrônicos dos ambientes;

● Histórico, de pelo menos de 2 anos, dos gastos com energia elétrica;

● Histórico, de pelo menos de 2 anos, dos gastos com água.

A análise da edificação, em seu modelo real, considerarou as características


construtivas e seus sistemas implementados até maio de 2018. Desta forma,
previsões de reformas e alterações na edificação não foram contempladas na análise
do modelo real, mas foram estudadas nas propostas de melhoria, verificando suas
viabilidades.

3.3. AVALIAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA DA


EDIFICAÇÃO

A análise da eficiência energética da edificação foi executada seguindo a metodologia


de simulação do RTQ-C, descrita no item 2.2 sobre etiquetagem energética, com o
auxílio do software de simulação EnergyPlus e a interface do SketchUp, descritos no
item 2.3.

Foi avaliado um modelo real da edificação, de acordo com o levantamento de dados.


A partir deste levantamento e a definição dos outros quatro modelos de referência foi
identificada a classificação do edifício real por meio de comparação do consumo de
energia elétrica deles. Ressalta-se que os modelos de referência foram baseados na
67

adequação das características do modelo real para que atenda aos níveis A, B, C e D
de eficiência energética.

Com os dados de geometria da edificação, foi feita a modelagem no SketchUp, onde


entraram as dimensões, divisão de zonas térmicas e nomenclaturas adotadas. Dessa
forma, conforme mostra o Fluxograma 1, entraram com esses dados no software, o
qual gerou um arquivo “.idf” que foi exportado para o EnergyPlus.

Fluxograma 1 - Dados de entrada no SketchUp

Fonte: Elaborado pelos autores (2018).


68

No EnergyPlus foram acrescentados outros dados referentes a localização, dados


climáticos, fatores e tipos de ocupação, entre outros, conforme mostra o Fluxograma
2. Após a inserção desses dados, foi feita a simulação termo-energética no mesmo
programa.

Fluxograma 2 - Dados de entrada no EnergyPlus

Fonte: Elaborado pelos autores (2018).


69

Após as análises do programa foram gerados resultados para análise, como


transmitância da envoltória e consumo de energia elétrica da edificação, conforme as
saídas mostradas pelo Fluxograma 3.

Fluxograma 3 - Resultados da simulação termo-energética

Fonte: Elaborado pelos autores (2018).

Com base nos dados de saída da edificação real e dos quatro modelos de referência,
foram feitas as análises dos resultados e dos pré-requisitos definindo a classificação
da edificação.

A avaliação da eficiência do sistema de iluminação do prédio pode ser feita por dois
métodos: método da área do edifício, aplicável para edificações com até 3 atividades
principais e pelo método das atividades do edifício, o qual se avalia cada ambiente em
função da atividade desempenhada.
70

De forma resumida, foi feita a coleta de dados, modelagem computacional do modelo


real, atribuição de parâmetros do modelo real e dos de referência e foram simulados,
gerando resultados termo-energéticos que possibilitaram a classificação energética
da edificação, conforme mostra o Fluxograma 4.

Fluxograma 4 - Processo simplificado de simulação termo-energética.

Fonte: Elaborado pelos autores (2018).


71

3.4. PROPOSTAS DE MELHORIA/RETROFIT

A fim de sugerir melhorias para aumentar a eficiência energética da edificação,


alcançando o nível A, foi realizada uma comparação entre os pré-requisitos gerais,
requisitos específicos e bonificações descritas no RTQ-C e a situação atual da
edificação. Ou seja, o RTQ-C dá pré-requisitos de desempenho mínimo para cada
nível de eficiência da edificação, com os quais se definem os modelos de referência,
os quais tiveram seus resultados comparados com o resultado da simulação da
edificação real.

Para os pré-requisitos que não atenderam o desempenho necessário para que o


edifício atinja a categoria A de eficiência, foram propostas intervenções de mercado
que as contemplem, simuladas e comparadas com os modelos de referência
novamente, garantindo que a edificação seja capaz de receber classificação nível A.

Além disso, os projetos de reformas e alterações já em estudo pela administração da


edificação foram considerados propostas de melhoria e foram avaliados a fim de
constatar se contribuem ou não para o aumento da eficiência energética da edificação.

3.5. ANÁLISE ECONÔMICA

Para analisar a viabilidade econômica das intervenções foi feito o orçamento de cada
uma delas. Foram consultadas bibliografias do Sistema Nacional de Pesquisa de
Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI) e do Instituto de Obras Públicas do
Estado do Espírito Santo (IOPES), com data base de setembro de 2018. Além disso,
foram consultadas empresas que ofereçam produtos ou serviços necessários para a
execução das intervenções.

Também foi realizada uma comparação entre os valores do consumo atual de energia
da edificação e do consumo após as intervenções (a ser realizado através das
simulações de desempenho termo energético). O custo da diferença entre esses
valores foi comparado com o custo de implantação das melhorias, por meio do cálculo
do Valor Presente Líquido (VPL) e do Payback.
72

4. EDIFICAÇÃO OBJETO DE ESTUDO

A edificação que foi objeto de estudo é a sede do Tribunal de Contas do Estado do


Espírito Santo (TCE-ES). Trata-se de um prédio público, que foi escolhido com base
nos princípios da organização que nela se instala. O TCE-ES tem a responsabilidade
sustentável como um de seus valores, portanto há uma preocupação em equilibrar
suas ações entre as dimensões ambiental, social e econômica para promover o
desenvolvimento da organização de forma sustentável ao meio em que está inserida.

Sua atividade fim consiste em promover a “fiscalização contábil, financeira,


orçamentária, operacional e patrimonial do Estado, dos municípios e das entidades
da administração direta e indireta, quanto aos aspectos da legalidade, legitimidade e
economicidade” (TCE-ES, acesso em 31 de maio de 2018).

Além disso, no âmbito social, são desenvolvidos projetos como o Coral de Contas,
composto por servidores e estagiários do TCE-ES, que faz apresentações pelos
hospitais da Grande Vitória, e a Escola de Contas, que disponibiliza diversos cursos
presenciais e online para toda a sociedade.

No contexto ambiental, existe a coleta seletiva dos resíduos sólidos secos e úmidos,
estrutura de vestiários e bicicletários para a utilização de transportes alternativos pelos
funcionários, e preocupação com eficiência energética, existindo a previsão de troca
das lâmpadas fluorescentes por LED e da implantação de placas fotovoltaicas para a
geração de energia solar. Além disso, há previsão da implantação de um sistema de
captação de água de chuva.

Portanto, o estudo da eficiência energética da edificação poderá auxiliar a direção do


TCE-ES na tomada de decisão sobre a implantação de práticas de gestão sustentável
de energia.

Desta forma, este capítulo trata da descrição da edificação. Logo, são especificados
aspectos gerais, localização, características construtivas, padrões de utilização e
sistemas de iluminação e ar condicionado.

A sede do TCE-ES foi projetada em 1989, pelo arquiteto Luiz Paulo C. Dessaune, com
área total de 6.751,05 m², distribuída em 3 pavimentos. Sua obra foi finalizada no ano
73

de 1991. Logo, trata-se de uma construção anterior ao Decreto N° 4.059, que foi
publicado em 2001 e definiu, pela primeira vez no país, parâmetros para a
etiquetagem energética voluntária de edificações comerciais, públicas e de serviço.
Portanto, não existia regulamentações sobre a eficiência energética de edificações no
país até então e o tema não era uma diretriz para a elaboração de projetos imobiliários
da época.

O terreno do TCE-ES conta com o edifício e um auditório anexo, os quais são


interligados por uma passarela aberta, como mostra a Figura 16. O presente estudo
não incluiu o auditório no escopo, sendo analisado somente a Sede.

Figura 16 - Planta de implantação do TCE-ES

Fonte: TCE-ES (2012).


Fonte: Adaptado pelos autores.
74

4.1. LOCALIZAÇÃO

A sede do TCE-ES está localizada na Rua José Alexandre Buaiz, nº 157, no bairro
Enseada do Suá, em Vitória/ES. A Figura 17 apresenta a localização da edificação.

Figura 17 - Localização da Sede do TCE-ES

Ed. Work
Center
TCE

Shopping
Vitória

Fonte: Google Earth (2015).


Nota: Adaptado pelos autores.

4.2. CARACTERISTICAS FUNCIONAIS

A atividade fim do TCE-ES é a administrativa pública. Para dar suporte à realização


dessa atividade, a edificação conta com 3 pavimentos de salas de trabalho, agência
bancária, depósitos, áreas de vivência, banheiros, garagens, dentre outros.

A Figura 18 apresenta a planta baixa setorizada3 com a disposição das áreas do


primeiro pavimento da edificação. As plantas setorizadas dos demais pavimentos

3 Na planta baixa setorizada é apresentado o agrupamento dos ambientes por atividade


desempenhada.
75

podem ser vistas no APÊNDICE A – Plantas baixas Setorizadas. Já pela Figura 19 e


Figura 20 é possível verificar a disposição dos três pavimentos.

Figura 18 - Planta baixa setorizada primeiro pavimento do TCE-ES

Fonte: TCE-ES (2015).


Nota: Adaptado pelos autores.
76

Figura 19 - Corte 1-1

Fonte: TCE-ES (1989).


Nota: Adaptado pelos autores.

Figura 20 - Corte 2-2

Fonte: TCE-ES (1989).


Fonte: Adaptado pelos autores.

4.3. CARACTERISTICAS CONSTRUTIVAS

A edificação possui 3 pavimentos construídos com estrutura em concreto armado,


com lajes de 8 cm de espessura entre pavimentos e 6 cm na cobertura, sobre
fundação de estaca.

A fachada da edificação é pintada de preto com alguns detalhes em vermelho e possui


brise branco e aberturas em vidro fumê, com 4 mm de espessura, com insulfilm G5
preto, com 5% de transparência. Além disso, há uma rampa de acesso ao primeiro
pavimento na fachada principal, como mostra a Figura 21.
77

Figura 21 - Fachada TCE-ES

Fonte: TCE-ES (acesso em 31 de maio de 2018).

No pavimento térreo, as paredes da fachada são de concreto até 1,50 m. A partir daí
até o 1° pavimento, são de bloco sical duplo. Toda a fachada possui espessura de 20
cm.

Ainda no térreo, as paredes dos banheiros, das escadas, das garagens e do


almoxarifado são de bloco sical simples, com 13 cm de espessura e 2 cm de reboco
em ambos os lados.

Já no primeiro pavimento, as paredes da fachada são de bloco de sical duplo e reboco


com espessura total de 20 cm, já nos outros ambientes, como a recepção, os
banheiros e as escadas são de bloco sical, com 13 cm de espessura e 2 cm de reboco
em ambos os lados, e as paredes do Núcleo de Informações Estratégicas são de
drywall com isolamento acústico de lã de rocha e possuem 10 cm de espessura.

No segundo pavimento, a maioria das paredes são em bloco sical simples, com 13 cm
de espessura e 2 cm de reboco em ambos os lados, exceto nas paredes das fachadas,
que são de bloco de sical duplo com reboco com espessura total de 20 cm, sendo
apenas a divisão entre as salas dos procuradores e de suas respectivas assessorias
em drywall, com 10 cm de espessura.
78

Quanto à cor das paredes, as internas das salas e a torre de banheiros são brancas,
a torre de escada é vermelha e a torre entre os jardins de inverno é preta.

As divisões das salas são feitas, em sua maioria, por divisórias de madeira MDF com
espessura de 4 cm na cor bege. As opacas separam setores e as que possuem
abertura em vidro transparente, com 4 mm de espessura, separam salas internas e
corredores. Os projetos arquitetônicos do ANEXO A – Projetos da Edificação Objeto
de Estudo ilustram os fechamentos por paredes e divisórias no térreo, primeiro e
segundo pavimentos.

A cobertura da edificação é composta por laje e telhas de fibrocimento ondulada tipo


telhão. Ela possui 40 águas e 23 calhas para fazer o escoamento adequado da chuva.
A Figura 22 e o projeto de cobertura no ANEXO A – Projetos da Edificação Objeto de
Estudo ilustram o telhado da edificação.

Figura 22 - Cobertura do TCE-ES

Fonte: Elaborado pelos autores (2018).

Intermamente, a edificação possui dois átrios centrais descobertos circundados por


corredores abertos. As paredes externas voltadas para essas áreas são, em sua
maioria, de divisórias de madeira.
79

4.4. DESCRIÇÃO DOS SISTEMAS DE ILUMINAÇÃO E AR


CONDICIONADO

O sistema de iluminação da edificação é composto por lâmpadas fluorescentes com


acionamento manual e se dá por módulos limitados pelas vigas.

Embora não exista sensores para balanceamento da luz natural com a artificial, existe
uma contribuição da luz natural que entra pelas janelas em vidro na divisória entre as
salas e o corredor, e no corredor.

Já o sistema de ar condicionado é composto por dois modelos de equipamento, split


e janela, ambos possuindo controle individual de temperatura. Os aparelhos possuem
potências que variam de 12.000 a 58.000 BTUs. A planta de locação dos
equipamentos de ar condicionados se encontra no ANEXO A – Projetos da Edificação
Objeto de Estudo.

4.5. PERFIL DE USO

Na edificação trabalham aproximadamente 510 pessoas, sendo 20 colaboradores de


empresas terceirizadas de segurança e limpeza e o restante servidor do TCE-ES.

O horário de maior funcionamento é de segunda a sexta, das 12 horas às 19 horas,


quando aproximadamente 70% dos colaboradores estão trabalhando no prédio.
Porém, cerca de 15% dos servidores, como analistas e auditores, executam
teletrabalho, ou seja, visitam a edificação esporadicamente.

Além disso, há atividades de recepcionistas e alguns servidores pela manhã, cerca de


30% do efetivo, das 7 horas às 12 horas. E durante a noite, das 19 horas às 7 horas,
há apenas a presença de seguranças no edifício.

A política de vestimentas da organização proíbe roupas curtas e decotadas, logo o


padrão são roupas casuais, como calça, camisa social e vestido. Porém, no segundo
pavimento, é comum a utilização de roupas mais formais, como terno.
80

Os usuários do segundo pavimento fazem grande utilização do elevador no trajeto de


suas salas até a recepção (primeiro pavimento) ou a garagem (térreo).

Grande parte dos usuários utilizam carro individual para ir ao trabalho. Inclusive, o
TCE-ES possui 34 carros oficiais que ficam à disposição dos servidores para uso em
execução de suas atribuições. Transportes coletivos e bicicletas também são
utilizados por alguns usuários.

O custo do consumo médio de energia elétrica da edificação, de acordo com as contas


disponibilizadas pelo TCE-ES e apresentadas na Tabela 12, é de R$33.111,52 por
mês, o que corresponde a R$397.338,28 por ano. No APÊNDICE B – Cálculo do
Consumo de Energia Elétrica (em kWh) e de Água (em m³) é feita a conversão dos
valores em R$ para kWh.

Tabela 12 - Histórico de consumo de energia elétrica do TCE-ES, em reais


2014 (R$) 2015 (R$) 2016 (R$) 2017 (R$)
Janeiro 21591,35 31127,53 34272,94 27895,57
Fevereiro 35402,78 35016,03 44531,90 33124,83
Março 28123,26 42247,36 51133,13 45944,61
Abril 27599,97 37689,01 39273,67 36612,19
Maio 22584,40 38005,73 35872,28 31112,86
Junho 23053,46 37838,97 29245,35 33046,92
Julho 19845,28 34382,19 27792,98 25868,17
Agosto 22616,52 31959,93 30039,22 28959,64
Setembro 26580,04 36233,84 30573,64 27175,33
Outubro 29146,88 43974,87 29747,95 34822,55
Novembro 26866,69 44830,88 33030,96 36770,65
Dezembro 31293,86 45672,67 32783,05 36039,21
Total 314704,49 458979,01 418297,07 397372,53
Média 26225,37 38248,25 34858,09 33114,38
Fonte: TCE-ES (2018).
Nota: Adaptado pelos autores.
81

Já o custo médio de consumo de água potável, de acordo os dados disponibilizados


pelo TCE-ES e apresentados na Tabela 13, é de R$5.867,74 por mês, o que
representa R$70.412,93 por ano. No APÊNDICE B – Cálculo do Consumo de Energia
Elétrica (em kWh) e de Água (em m³) é feita a conversão de R$ para m³.

Tabela 13 - Histórico de consumo de água do TCE-ES, em reais


2014 (R$) 2015 (R$) 2016 (R$) 2017 (R$)
Janeiro 3805,12 1489,54 5244,76 5744,90
Fevereiro 4306,52 4999,98 4674,62 5383,94
Março 5898,60 4316,50 5393,54 3229,46
Abril 5173,02 5405,78 5704,04 5667,60
Maio 5609,26 5117,38 6065,24 5360,02
Junho 5400,45 4515,54 18776,04* 7306,34
Julho 5011,42 7022,98 8178,30 5854,74
Agosto 6858,98 6222,16 0,00* 7969,12
Setembro 5560,50 6216,60 2186,94 6278,68
Outubro 7824,58 7027,58 5047,78 5554,50
Novembro 7826,92 5927,64 7315,86 8293,62
Dezembro 6816,94 5332,52 4604,66 8130,52
Total 70092,31 63594,20 73191,78 74773,44
Média 5841,03 5299,52 6099,32 6231,12
* Esses valores foram desconsiderados dos cálculos por diferirem
muito da média.
Fonte: TCE-ES (2018).
Nota: Adaptado pelos autores.
82

5. AVALIAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DO EDIFÍCIO SELECIONADO COM


BASE NO RTQ-C

5.1. MODELAGEM

A modelagem da edificação consiste na definição das zonas térmicas. Segundo o


RTQ-C, zona térmica é o “espaço ou grupo de espaços dentro de um edifício
condicionado que são suficientemente similares, onde as condições desejadas
(temperatura) podem ser controladas usando um único sensor” (BRASIL, 2010).

Assim, foi feita a modelagem da edificação em estudo, dividindo-a em zonas térmicas,


na qual cada zona tem sua ocupação, tipo e quantidade de iluminação, equipamentos
eletroeletrônicos, etc. Também foram atribuídas todas características construtivas,
condicionamento de ar, aberturas, dentre outros. As 72 zonas da edificação foram
definidas analisando os materiais que as limitam e o tipo de atividade desenvolvida no
local. Para facilitar a modelagem, adotou-se que as temperaturas das salas
condicionadas são iguais, mesmo que não sejam controladas pelo mesmo sensor.

A modelagem foi feita utilizando o plug in Euclid, do programa SketchUp. Considerou-


se os corredores como elementos de sombreamento visto que são abertos para o átrio
e não configuram um ambiente, segundo as definições do RTQ-C. A Figura 23 ilustra
a modelagem completa da edificação e a Figura 24, Figura 25 e Figura 26 mostram
as zonas térmicas definidas por pavimento, indicando também quais são as zonas
condicionadas e qual a atividade principal nela desenvolvida.

Figura 23 - Modelagem da geometria do TCE-ES

Fonte: Elaborado pelos autores (2018).


83

Figura 24 - Zonas térmicas do pavimento térreo

Fonte: Elaborado pelos autores (2018).


84

Figura 25 - Zonas térmicas do primeiro pavimento

Fonte: Elaborado pelos autores (2018).


85

Figura 26 - Zonas térmicas do segundo pavimento

Fonte: Elaborado pelos autores (2018).


86

5.2. LEVANTAMENTO DE DADOS

Os dados para caracterizar o modelo real da edificação tiveram como base, o


levantamento realizado em março de 2018. Reformas posteriores foram consideradas
no cenário de melhoria.

Por não existir memorial descritivo da construção, parte das informações, como
parâmetros de materiais e potência de equipamentos, foi coletada em visitas e em
referências bibliográficas. A seguir, serão apresentados todos os dados recolhidos.

5.2.1. Dados gerais

A cidade de Vitória/ES possui dados climáticos definidos, logo utilizou-se o arquivo


VitoriaTRY1962_05CSV, disponível no banco de dados do LabEEE.

Para as zonas de permanência prolongada, onde há um ganho expressivo de calor


corporal, foram consideradas a ocupação e as atividades desenvolvidas. As zonas de
permanência transitória não precisam ter o ganho de calor devido a ocupação
consideradas. O Fluxograma 5 apresenta quais os dados de ocupação que foram
coletados em projetos arquitetônicos, considerando o layout dos ambientes, em visita
ao prédio ou em referência bibliográfica. A tabela 1 do APÊNDICE C – Levantamento
de Dados apresenta o perfil de uso de todas as zonas consideradas.

Fluxograma 5 - Dados do perfil de uso

Fonte: Elaborado pelos autores (2018).


87

5.2.2. Materiais

Para toda a edificação foram definidos os materiais que compõem as superfícies que
limitam as zonas térmicas. Para a envoltória, além disso, foram definidas as
propriedades relativas a cor das superfícies, que influencia diretamente o
comportamento térmico das mesmas.

O Fluxograma 6 apresenta os dados que foram coletados, nos projetos arquitetônicos


e complementares, visita ou referência bibliográfica, a fim de caracterizar os materiais.
Na tabela 2 do APÊNDICE C – Levantamento de Dados, pode-se verificar a tabela
com todos os materiais utilizados e suas propriedades.

Fluxograma 6 - Parâmetros dos materiais construtivos

Fonte: Elaborado pelos autores (2018).

A composição dos elementos de construção (paredes, coberturas, pisos, entre outros)


foi feita seguindo a lógica usada pelo programa de simulação, da camada mais exterior
para a mais interior da zona. Esses elementos podem ter apenas uma camada ou
várias. O Fluxograma 7 apresenta a organização para a composição dos elementos
construtivos e a tabela 3 do APÊNDICE C – Levantamento de Dados apresenta o
arranjo de todos os componentes construtivos da edificação.
88

Fluxograma 7 - Composição dos elementos construtivos

Fonte: Elaborado pelos autores (2018).

5.2.3. Iluminação

O sistema de iluminação da edificação é composto por lâmpadas fluorescentes, com


reatores que possuem fator de potência igual a 0,98, e lâmpadas de vapor de
mercúrio. Além disso, existem persianas em todas as janelas das fachadas e da torre
central, no primeiro e segundo pavimentos, para controle da iluminação natural.

O Fluxograma 8 apresenta quais foram as informações coletadas em visita ao prédio


para caracterizar o sistema de iluminação e a tabela 4 do APÊNDICE C –
Levantamento de Dados expõe todos esses dados por zona.

Fluxograma 8 - Dados de iluminação

Fonte: Elaborado pelos autores (2018).


89

5.2.4. Ar condicionado

O sistema de ar condicionado do prédio é composto por equipamentos dos modelos


split e janela. Segundo o TCE-ES, todos aparelhos adquiridos após 2008 são nível A,
e os demais, B. Dessa forma, calculou-se o COP médio para cada zona térmica. O
valor do COP mínimo adotado para cada nível energético em função do ano da
compra dos equipamentos é apresentado na Tabela 14.

Tabela 14 - COP dos aparelhos de ar condicionado em função do nível energético e do ano


do aparelho
Ano COP Nível A COP Nível B
Áte 2008 2,94 2,76
Até 2017 3,20 3,00
2018 em diante 3,23 3,02
Fonte: INMETRO (2018).
Nota: Adaptado pelos autores.

É utilizado no sistema de refrigeração uma tubulação de aço de 9 mm encapado com


tubo para isolamento térmico em polietileno expandido TUBEX de 1,0 cm. A
temperatura do fluido utilizado é de 2 °C e a condutividade térmica do isolante é de
0,031 W/mK para temperatura de ensaio de 10 °C.

5.2.5. Equipamentos

A edificação conta com diversos equipamentos, são eles: computadores; impressoras;


televisores; telefones; frigobares; micro-ondas; máquinas de café; chuveiros elétricos;
bombas de recalque; caixas eletrônicos; porta magnética; cortinas de ar; catracas;
data center; mesa de som; amplificadores; projetores e elevadores.

As impressoras ficam ligadas o dia todo, sendo utilizadas durante cerca de 2 horas
por dia e permanecendo em stand by no restante do tempo. As televisões também
ficam ligadas o dia todo, sendo utilizadas durante o horário de ocupação do ambiente
e permanecendo em stand by no restante do tempo.
90

Os micro-ondas são ligados na tomada quando são utilizados e desligados da tomada


quando não estão em uso. Os computadores permanecem ligados durante o horário
de trabalho no ambiente. Os telefones e frigobares ficam ligados o dia todo e os
demais equipamentos seguem o padrão de uso especificado na tabela 6 do
APÊNDICE C – Levantamento de Dados.

O Fluxograma 9 apresenta as informações de equipamentos coletadas em planta,


visita ao edifício, referências bibliográficas e no mercado, visto que as potências de
diversos deles não foram identificadas apenas com as visitas. Na tabela 6 do
APÊNDICE C – Levantamento de Dados pode-se verificar todos os equipamentos
existentes em cada zona e seus dados.

Fluxograma 9 - Dados de equipamentos

Fonte: Elaborado pelos autores (2018).

5.3. SIMULAÇÃO E CONFIGURAÇÃO DO MODELO BASE

Após a modelagem da geometria da edificação em estudo no software SketchUp, o


arquivo .idf gerado foi aberto no programa de simulação, o EP, onde foram inseridos
os demais dados necessários para a análise higrotérmica. Na Figura 27 podemos ver
as categorias de dados inseridos no EP (quadro em vermelho) e também as saídas
solicitadas (quadro em verde).
91

Figura 27 - IDF Editor do EP com os grupos de dados de entrada e saída

Fonte: EnergyPlus (2018).


Nota: Adaptado pelos autores.

5.3.1. Considerações gerais para simulação

Os parâmetros de entrada da simulação foram inseridos de forma a aproximar da


melhor forma possível da situação real da edificação, com dados medidos em campo
e obtidos por projetos, plantas e referências bibliográficas, conforme apresentado no
item 5.2.

Durante a coleta de dados em campo, constatou-se que as potências de trabalho dos


telefones de mesa da edificação são muito baixas (11 W) e dessa forma sua potência
em stand-by seria ainda inferior. Além disso, devido a não viabilidade para se realizar
uma escala de uso dos aparelhos telefônicos, optou-se por utilizar os 11 W de potência
durante 24 horas em qualquer dia da semana, independente do uso.
92

Conforme definido no item 5.2, os corredores foram considerados como sendo áreas
de sombreamento na edificação, não caracterizando zonas térmicas. Dessa forma, a
iluminação presente nessas áreas foi considerada como iluminação externa durante
a atribuição de dados no EP.

Para a simulação do sistema de ar condicionado, não considerou os aparelhos


instalados na agência bancária, nomeada nesse trabalho como sendo a ZTT-12,
devido ao fato de a administração do TCE-ES não ter autonomia na área e pela
dificuldade de acesso ao ambiente para a coleta de dados suficientes. Além disso,
considerou-se, para todas as zonas condicionadas, como sendo de 24ºC para uma
temperatura média de conforto.

A fim de simplificar a simulação, não foram consideradas as infiltrações de ar


provenientes das frestas de janelas e portas nas zonas térmicas condicionadas,
devido a sua área de influência ser pequena.

Para a simulação, optou por parâmetros de saída mensais e anuais. Dentre os


resultados, solicitou-se ao EP os dados de iluminação, condicionamento de ar,
consumo de energia elétrica (equipamentos, iluminação, ar condicionado, etc),
transmitância e absortâncias das superfícies da edificação.

Os principais dados obtidos na simulação do edifício real para resultados gerais,


envoltória, iluminação e ar condicionado são apresentados a seguir.

5.3.2. Resultados gerais

A simulação do modelo real apresentou um consumo de energia elétrica da edificação


de 1233180,15 kWh/ano numa área construída total de 5.833,36 m², implicando num
consumo médio de 211,40 kWh/m²*ano e 2418,0 kWh/ano*pessoa.

Na Tabela 15 pode-se verificar o consumo de energia elétrica por uso final e sua
parcela percentual no consumo total da edificação.
93

Tabela 15 - Consumo de energia elétrica por uso final em kWh/ano e %


CASO REAL
Uso Consumo (kWh/ano) %
Condicionamento de ar 335124,13 27,18%
Iluminação interna 272182,18 22,07%
Iluminação corredores 12632,06 1,02%
Equipamentos 613241,78 49,73%
Total 1233180,15 100%
Fonte: EnergyPlus (2018).
Nota: Adaptado pelos autores.

Pode-se constatar na Tabela 15 que o consumo de energia elétrica dos equipamentos


elétricos no modelo real é de quase 49,73%, acima da média para edificações
comerciais, publicas e de serviço. Dentre as possíveis causas para essa situação é a
presença de um Data Center no prédio. Somente ele consome 6,5 kW, funcionando
24 horas por dia, que equivale a 9,29% do consumo anual da edificação. Além disso,
entroram na lista de equipamentos os elevadores instalados na edificação.

Vale ressaltar que o consumo de energia elétrica resultante da simulação representa


80% do valor médio dos gastos de enegia do TCE-ES, conforme apresentado no
APÊNDICE B – Cálculo do Consumo de Energia Elétrica (em kWh) e de Água (em
m³). Isso se deve ao fato de que a edificação real possui um prédio anexo, onde estão
instalados um auditório e a escola de contas, além de que são utilizados alguns
eletrodométicos sem o controle da administração do prédio, como cafeteiras,
misteiras, entre outros, o que justifica a diferença de 20% do total.

5.3.3. Envoltória

Com base nos dados inseridos da envoltória, o EP calculou a transmitância térmica e


absortância das superfícies externas da edificação, conforme apresentado na Tabela
16.
94

Tabela 16 - Transmitância térmica e absortância das superfícies externas


Construção Transmitância Absortância
Paredes
Parede de concreto 4,066 0,970
Parede de bloco de sical duplo 0,637 0,970
Parede de bloco de sical duplo com vidro 0,622 0,700
Parede de bloco de sical simples 1,141 0,140
Parede de bloco de sical simples com azulejo 1,133 0,140
Divisórias de madeira 2,860 0,260
Divisória de madeira com vidro 2,929 0,640
Drywall termo-acústico 0,566 0,140
Coberturas
Cobertura de fibrocimento, laje e gesso 1,546 0,710
Laje de cobertura impermeabilizada 3,971 0,700
Telhado verde 0,491 0,700
Cobertura metálica com forro de PVC 1,971 0,700
Fonte: EnergyPlus (2018).
Nota: Adaptado pelos autores.

5.3.4. Iluminação

Com base nos dados inseridos de iluminação, o EP calculou o consumo de energia


elétrica total devido ao uso para iluminação da edificação, conforme mostrado na
Tabela 15.

O consumo para iluminação representa 23,10% do consumo total da edificação.


Também podemos ver na tabela a potência instalada para iluminação dos ambientes
e também para os corredores. No caso das torres de escada e nas casas de máquinas
não foram consideradas a iluminação devido o bom aproveitamento da luz natural e
também foi constatado nas visitas ao edifício que na maior parte do tempo essas
lâmpadas estão desligadas.

No TCE-ES, a atividade principal é a de escritórios, assim utilizou-se o método da área


do edíficio para a análise do sistema de iluminação.
95

5.3.5. Ar condicionado

Todo o sistema de ar condicionado da edificação é formado por aparelhos do tipo split


ou de janela, que foram avaliados individualmente.

Com base no valor de COP médio de cada zona, o EP calculou o consumo de energia
elétrica total devido ao uso para refrigeração e ventilação da edificação, conforme
visto na Tabela 15. Dessa forma, o consumo de energia elétrica com condicionamento
de ar representa 27,18% do gasto total da edificação.

5.3.5.1. Ambientes naturalmente ventilados

Segundo o RTQ-C, os ambientes de permanência prolongada não condicionados


devem ser avaliados pelo percentual de horas de conforto. No TCE-ES, a única zona
que se enquadra nesse item seria a ZTT-20, que é o refeitório. Apesar disso, a Nota
Técnica nº10 do PBE Edifica isenta ambientes com geração de calor ou frio dessa
verificação. Cozinhas se enquadram nessa exceção da Nota Técnica e, dessa forma
não foi necessário analisar o percentual de horas de conforto dessa zona térmica.

5.4. CONFIGURAÇÃO DOS MODELOS DE REFERÊNCIA

As configurações dos modelos de referência devem manter as características do


modelo real quanto à geometria (dimensões), orientação solar, carga interna e padrão
de uso de pessoas e equipamentos. Porém, deve-se alterar o COP mínimo do sistema
de ar condicionado, a DPI máxima do sistema de iluminação e os valores de
transmitância e absortância da envoltória de acordo com o nível de eficiência desejada
no modelo. Além disso, na envoltória, deve-se adotar Ângulo Vertical de
Sombreamento (AVS) e o Ângulo Horizontal de Sombreamento (AHS) iguais a zero,
todos os vidros simples com 3 mm de espessura e fator solar de 0,87 e o Percentual
de Área de Abertura na Fachada Total (PAFT) baseado no cálculo do ICenv.
96

Para a construção dos modelos de referência, deve ser calculado o IC env, o qual vai
determinar o nível energético da envoltória da edificação pelo método prescritivo e,
em seguida, possibilitar o cálculo do PAFT para os modelos de referência, em função
do nível energético (A a D).

O ICenv foi calculado seguindo a metodologia descrita no item 2.2.4 e com a equação
3, visto que Ape > 500 m², implementados numa planilha elaborada pelos autores. Os
valores atribuídos às variáveis utilizadas são apresentados na Tabela 17.

Tabela 17 - Variáveis para cálculo do ICenv


Atot m² 6751,05
Apcob m² 2391,37
Ape m² 2391,37
Parâmetros da Edificação

Aenv m² 4390,57
Vtot m² 24886,51
PAFT % 24,43%
PAFo % 27,90%
FS adm 0,72
AVS Graus 38,40
AHS Graus 0,00
FF Adm 0,18
FA Adm 0,35
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).

Com base nos dados apresentados na Tabela 17 e com o procedimento apresentado


no item 2.2.4, gerou-se a Tabela 18 com o IC, ICMáxD, ICmin e os intervalos de consumo
da edificação.
97

Tabela 18 - Cálculo do ICenv, ICmin, e ICmaxD


IC 44,07
ICmaxD 68,96
ICmín 52,13
i 4,21
Eficiência Min Máx

Resultados
A 56,34
B 56,35 60,54
C 60,55 64,75
D 64,76 68,96
E 68,97
Classificação Env A*
EqNumEnv 5
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).

O fato de a classificação da envoltória ser nível A na Tabela 18 não implica, nesse


momento, que a edificação alcançou esse nível, indica apenas que o prédio possui
potencial para obter essa classificação sem uma grande interferência na arquitetura
atual. Mas, para determinar seu nível também foram analisados pré-requisitos
exigidos pelo RTQ-C. No item 5.3.3, Tabela 16, foram apresentados os resultados de
transmitância e absortância das paredes e coberturas obtidos na simulação, e sua
análise será apresentada no item 5.5, onde foi realizada a determinação da eficiência
energética da edificação.

Com base nos limites máximos para cada nível energético, apresentados na Tabela
18, calculou-se os PAFT referentes, a fim de configurar os modelos de referência para
a simulação desses casos. A Tabela 19, apresenta o valor percentual do PAFT em
função do nível almejado, conforme metodologia apresentada no item 2.2.4 e na
Tabela 9.

Em função do PAFT de cada nível apresentado na Tabela 19 calculou-se o fator de


aumento das aberturas da fachada (F PAFT). A partir desses valores, as áreas de
aberturas das fachadas foram alterados nos respectivos casos de referência,
aumentando-os ou diminuindo-os.
98

Tabela 19 - Valores do PAFT e F PAFT por nível de eficiência


Cálculo do PAFT Por Nível de Eficiência
Eficiência A B C D
ZB 8 PAFT 18,17% 31,29% 44,45% 57,61%
F PAFT 0,744 1,281 1,819 2,358
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).

Com a adequação do PAFT para cada modelo de referência, apresentados na Tabela


19, adaptou-se a geometria da edificação, conforme apresentados na Figura 28 e
Figura 29.

Figura 28 - Modelos de Referência para o Nível A e B - Fachadas Norte e Oeste

Fonte: Elaborado pelos autores (2018)

Figura 29 - Modelos de Referência para o Nível C e D - Fachadas Norte e Oeste

Fonte: Elaborado pelos autores (2018)

Na Tabela 20 é apresentado um resumo das variáveis que foram alteradas nos casos
de referência, em função do nível do modelo de referência. Esses valores são válidos
para o prédio do TCE-ES, visto que foram elaborados a partir do seu estudo. Os
valores de transmitância, absortância e DPI são definidos pelo RTQ-C em função do
nível energético e da zona bioclimática e o COP definido pelo INMETRO. No
APÊNDICE D – Parâmetros para Configuração da Envoltória dos Modelos de
Referência são apresentados detalhes para a adequação da envoltória para cada
modelo de referência.
99

Tabela 20 - Tabela-resumo das variáveis para os casos de referência por nível


Envoltória
Requisito
A B C D

PAFT (%) 18,17 31,29 44,45 57,61


F PAFT 0,744 1,281 1,819 2,358
Transmitância térmica da cobertura (AC) (W/m²K) 1 1,5 2 2
Transmitância térmica da cobertura (ANC) (W/m²K) 2 2 2 2
Transmitância térmica das paredes externas (CT ≤ 80 kJ/m²K)
2,5 2,5 2,5 2,5
(W/m²K)
Transmitância térmica das paredes externas (CT > 80 kJ/m²K)
3,7 3,7 3,7 3,7
(W/m²K)
Absortância da cobertura 0,5 0,5 - -
Absortância das paredes externas 0,5 - - -
Iluminação
A B C D
DPIL (W/m²) 9,7 11,2 12,6 14,1
Ar condicionado
A B C D
COP (W/W) 3,23 3,02 2,81 2,60
Fonte: Manual para aplicação do RTQ-C (2017).
Nota: Adaptado pelos autores.

A partir da simulação dos modelos de referência, com a adequação dos paramêtros


apresentados na Tabela 20, gerou-se os resultados de consumo de energia elétrica
de cada um. Esses resultados são apresentados na Tabela 21, com os quais foi feita
a classificação do nível de eficiência do TCE-ES.

Tabela 21 - Consumo de energia elétrica dos modelos de referência


MODELO A MODELO B MODELO C MODELO D
Uso
MWh/ano % MWh/ano % MWh/ano % MWh/ano %
Ar
242,40 24,3% 323,04 29,4% 376,05 32,1% 446,44 35,4%
Condicionado
Iluminação
111,53 11,2% 128,78 11,7% 144,88 12,4% 152,30 12,1%
interna
Iluminação
28,53 2,9% 32,94 3,0% 37,06 3,2% 50,77 4,0%
corredores
Equipamentos 613,24 61,6% 613,24 55,9% 613,24 52,4% 613,24 48,6%
Total 995,70 100,0% 1.098,00 100,0% 1.171,23 100,0% 1.262,74 100,0%
Fonte: Elaborado pelos autores (2018)
100

5.5. DETERMINAÇÃO DO NÍVEL DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA DO


MODELO REAL

A partir dos modelos gerados para simulação e para os casos de referência, pode-se
avaliar a eficiência global da edificação por meio do consumo de energia elétrica de
cada um.

5.5.1. Pré-requisitos gerais

O RTQ-C exige o atendimento de pré-requisitos gerais na edificação para que ela


possa ser avaliada e receber a etiqueta energética.

Para o pré-requisito de circuitos elétricos, o RTQ-C exige que exista circuitos


separados por uso final, mas só é necessário para edificações construídas após junho
de 2009. O prédio do TCE-ES foi construído na década de 90, logo é isento dessa
verificação.

Para o pré-requisito de aquecimento de água, deve-se analisar esse sistema quando


o consumo de energia para esse fim representar 10% ou mais do total da edificação.
No TCE-ES existem apenas 2 chuveiros elétricos com potência de 5.500 W nos
vestiários. Estimou-se que 30 usuários da edificação façam o uso dos chuveiros
regularmente uma vez por dia, pois utilizam a bicicleta como meio de locomoção para
chegar ao local de trabalho. Considerando o tempo médio de banho igual a 5 minutos
e que o edifício funciona 21 dias no mês, obteve-se o consumo anual de 3.465 kWh
de energia, que representa 0,28% do consumo total do prédio. Logo, o TCE-ES não
precisa atender ao pré-requisito. A Tabela 22 apresenta um resumo da análise dos
pré-requisitos gerais.

Tabela 22 - Tabela-resumo da análise dos pré-requisitos gerais


Pré-requisito geral Status

Circuitos elétricos separados por uso final Não se aplica

Aquecimento de água Não se aplica

Fonte: Elaborado pelos autores (2018).


101

5.5.2. Envoltória

Conforme visto no item 5.4, a envoltória da edificação possui potencial para atingir o
nível A, mas não alcança devido aos pré-requisitos exigidos pelo RTQ-C. A Tabela 23
apresenta a transmitância e absortância das paredes e coberturas da envoltória, a
partir da qual verificou-se que algumas delas não atendem os limites exigidos.

Tabela 23 - Verificação da transmitância térmica e absortância das superfícies externas


U U - Nível A Absotância
Construção Absortância
(W/m²K) (W/m²K) - Nível A
Paredes
Parede de concreto 4,066 3,7 0,970

Parede de bloco de sical duplo 0,637 3,7 0,970

Parede de bloco de sical duplo


0,622 3,7 0,700
com vidro

Parede de bloco de sical simples 1,141 3,7 0,140


0,5
Parede de bloco de sical simples
1,133 3,7 0,140
com azulejo
Divisórias de madeira* 2,860 2,5 0,260

Divisória de madeira com vidro* 2,929 2,5 0,640

Drywall termo-acústico 0,566 2,5 0,140


Coberturas
Cobertura de fibrocimento, laje e
1,546 1,0 0,710
gesso
Laje de cobertura
3,971 2,0 0,700
impermeabilizada 0,5
Telhado verde 0,491 2,0 0,700**
Cobertura metálica com forro de
1,971 2,0 0,700
PVC
*: Voltadas ao átrio
**: Coloração de camada de terra
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).
102

5.5.3. Iluminação

Como vimos nos casos de referência, o RTQ-C determina o DPIL para cada nível
energético, relativo à função da edificação. Na Tabela 24 podemos ver o DPIL para
cada nível energético e o percentual da edificação que se enquadra em cada nível.

Tabela 24 – DPIL e percentural da edificação atendida


Nível DPIL (W/m²) % da edificação atendido
A < 9,7 11,29%
B > 9,7 e < 11,2 0%
C > 11,2 e < 12,6 1,61%
D > 12,6 e < 14,1 9,68%
E > 14,1 77,42%
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).

Pode-se assim constatar que a maior parte da edificação, 77,42%, possui uma
densidade de iluminação superior ao limite aceitável para considerar como nível D.

Mas além disso é necessário ser feita a análise dos pré-requisitos, na qual verificou-
se que os ambientes não atendem desligamento automático e a contribuição de luz
natural só ocorre numa minoria dos ambientes, nos ambientes escadas e casa de
máquinas. Quanto ao pré-requisito de separação dos circuitos de iluminação, não foi
possível realizar sua avaliação, pois o prédio carece de informações e projetos
elétricos e luminotécnicos atualizados.

Como a análise do DPIL já tende ao nível D ou E, os pré-requisitos não influenciaram


no resultado, visto que são exigidos apenas do nível C acima.

5.5.4. Ar condicionado

Para avaliação do sistema de ar condicionado, devem ser avaliados o pré-requisito de


isolamento térmicos das tubulações e, para aparelhos individuais modelo Split e
Janela, a etiqueta energética fornecida pelo INMETRO.
103

O isolamento térmico para tubulações do sistema devem atender a uma espessura


mínima. Na Tabela 25 é apresentada a análise para a situação atual do TCE-ES, da
qual concluiu-se que o limite é 1,5 cm, enquanto o real é de 1,0 cm.

Tabela 25 - Verificação da espessura mínima do isolamento térmico de tubulação de


sistema de resfriamento de ar do TCE-ES
Faixa de Diâmetro nominal da
Condutividade do isolamento
temperatura tubulação (mm)
do fluído Condutividade Temperatura
9 < 25
(ºC) térmica (W/mK) do ensaio (ºC)
T<4 0,032 a 0,040 10 1,5
T=2 0,031 10 1,0
Fonte: Manual para aplicação do RTQ-C (2017).
Nota: Adaptado pelos autores.

Dessa forma, a edificação não atende ao pré-requisito exigido pelo RTQ-C e assim o
sistema receberia classificação E.

Quanto a etiqueta dos aparelhos de ar condicionado, só 27% dos aparelhos são


classificados como A e os demais, 73%, são B. Apesar disso, a edificação possui
equipamentos antigos, alguns até de 2003 que receberam tal classificação no ano da
compra, podem ter sido rebaixados ao longo do tempo devido a atualizações dos
limites de COP para cada nível pelo INMETRO.

5.5.5. Bonificações

A edificação não possui atualmente nenhum sistema que se enquadre na categoria


de bonificações, dessa forma não foi possível atribuir nenhum ponto extra.

5.5.6. Determinação do nível de eficiência

A simulação analisou, dentre outros parâmetros, o consumo de energia elétrica anual


da edificação no modelo real e nos casos de referência A, B, C e D. Esses valores
foram apresentados no item 5.4 e resumidos na Tabela 26.
104

Tabela 26 - Consumos de energia elétrica anuais (kWh/ano) por nível e classificação do


modelo real
Modelo Real Nível: A B C D
1.233.180,15 Valor Máximo: 995.710,33 1.098.006,95 1.171.227,71 1.263.834,00
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).

Constatou-se assim na Tabela 26 que o consumo da edificação real ficou maior que
o máximo consumido pelo modelo de Nível C e menor que o máximo modelo de Nível
D, logo, pode-se afirmar que a edificação possui Nível D de eficiência pelo
comparativo de consumo, conforme demarcado. Porém, devido ao não atendimento
do pré-requisito de isolamento das tubulações do sistema de ar condicionado, a
edificação foi classificada como E (equivalente numérico 1).

Dessa forma, para a edificação alcançar o nível de eficiência energética A, foi


necessário realizar algumas melhorias nos sistemas (envoltória, iluminação e ar
condicionado) para que atendesse aos requisitos necessários. Além disso, puderam
ser incluídas bonificações que acrescentaram uma pontuação extra no equivalente
numérico da simulação.
105

6. ESTRATÉGIAS PARA OBTENÇÃO DA ETIQUETA NÍVEL A

6.1. PROPOSTAS DE MELHORIA

As propostas de melhoria visaram a obtenção da etiqueta de classificação nível A para


a edificação, com o intuito de atender aos pré-requisitos estabelecidos pelo RTQ-C e
melhorar o desempenho dos sistemas. Além disso, foram incluídas como propostas
algumas modificações na edificação que já estão previstas de serem realizadas pelo
próprio TCE-ES, como a troca do telhado de fibrocimento por telhas termo acústicas
e das lâmpadas fluorescentes existentes por LED, e a instalação do sistema de
captação da água da chuva e de um sistema de geração de energia renovável, por
placas fotovoltaicas.

6.1.1. Envoltória

Como verificado durante a configuração dos modelos de referência e na classificação


da edificação, algumas das superfícies - paredes externas e coberturas - não
atenderam o limite máximo de transmitância térmica. A Tabela 27 apresenta, em
resumo, essas superfícies e as suas respectivas propostas para atender ao pré-
requisito.
106

Tabela 27 – Superfícies externas que não atendem o pré-requisito de transmitância e


propostas de melhoria
U - Nível
Superfície externa U U - Propostas
A Proposta
existente (W/m²K) (W/m²K)
(W/m²K)
Parede de concreto com
Parede de concreto 4,066 3,7 3,497
camada de gesso
Divisórias de Drywall com lã de rocha 0,560
2,860 2,5
madeira* Termowall 0,869
Divisória de madeira Divisória de madeira de
2,929 2,5 2,451
com vidro* 20 mm com vidro
Cobertura de
Cobertura em telha
fibrocimento, laje e 1,546 1,0 0,556
termo acústica
gesso
Cobertura
Laje de cobertura
3,971 2,0 impermeabilizada com 1,108
impermeabilizada
camada de poliestireno
*: Voltadas ao átrio
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).

Portanto, para a parede de concreto foi proposto o acréscimo de uma camada (interna)
de gesso de 2 cm. Com isso, obteve-se uma nova composição e transmitância da
superfície, como mostra a Tabela 28.

Tabela 28 - Proposta de parede de concreto com camada de gesso


e λ ρ c CT U
Material
(cm) (W/mK) (kg/m³) (J/kgK) (kJ/m²K) (W/m²K)
Argamassa 2 1,15 1950 1000
Concreto 16 1,75 2300 1000
467,8 3,497
Argamassa 2 1,15 1950 1000
Gesso 2 0,5 1300 840
Fonte: ABNT NBR 15220 (2003).
Nota: Adaptado pelos autores.

Para a divisória de madeira foram propostas duas soluções. A primeira foi a


substituição por drywall com camada interna de 25 mm de lã de rocha e a segunda foi
a troca por painéis de fechamento termowall, composto por uma camada interna de
30 mm de isolamento em poliuretano e camadas externas em aço com espessura
entre 0,38 mm e 0,50 mm. A composição das soluções são apresentadas na Tabela
29 e na Tabela 30.
107

Tabela 29 - Proposta de parede de drywall com lã de rocha


e λ ρ c CT U
Material
(cm) (W/mK) (kg/m³) (J/kgK) (kJ/m²K) (W/m²K)
Drywall 1,5 0,5 1300 840
Lã de rocha 2,5 0,045 200 750 36,5 0,560
Drywall 1,5 0,5 1300 840
Fonte: ABNT NBR 15220 (2003).
Nota: Adaptado pelos autores.

Tabela 30 - Proposta de parede de termowall


e λ ρ c CT U
Material
(cm) (W/mK) (kg/m³) (J/kgK) (kJ/m²K) (W/m²K)
Aço 0,038 55 7800 460
Poliuretano 3 0,03 35 1670 4,5 0,869
Aço 0,038 55 7800 460
Fonte: ABNT NBR 15220 (2003).
Nota: Adaptado pelos autores.

Para a divisória de madeira com vidro foi proposta a fixação de outra placa de madeira
de 10 mm a placa existente, formando uma camada de madeira de 20 mm. A Tabela
31 apresenta o novo valor da transmitância.

Tabela 31 - Proposta de divisória de madeira de 20 mm com vidro


e λ ρ c CT U
Material
(cm) (W/mK) (kg/m³) (J/kgK) (kJ/m²K) (W/m²K)
Madeira compensada 2 0,15 450 2300
41,7 2,451
Vidro comum 1 1 2500 840
Fonte: ABNT NBR 15220 (2003).
Nota: Adaptado pelos autores.

Para a cobertura de fibrocimento, sobre as zonas que possuem rebaixamento em


gesso, foi proposta a troca das telhas existentes de acordo com o projeto de cobertura
desenvolvido pela equipe do TCE-ES, que especifica um sistema termo acústico
composto por um núcleo isolante em poliuretano e duas camadas externas em aço
galvanizado, cuja composição proposta é apresentada na Tabela 32.
108

Tabela 32 - Proposta do uso da cobertura em telha termo acústica


e λ ρ c R CT U
Material
(cm) (W/mK) (kg/m³) (J/kgK) (m²K/W) (kJ/m²K) (W/m²K)
Zinco 0,003 112 7100 380
Espuma rígida de
3,5 0,03 35 1670
poliuretano
Zinco 0,003 112 7100 380
Câmara de ar (> 5
- - - - 0,21 0,0 0,556
cm, descendente)
Concreto 6 1,75 2300 1000
Câmara de ar (> 5
- - - - 0,21
cm, descendente)
Gesso 2 0,5 1300 840
Fonte: ABNT NBR 15220 (2003).
Nota: Adaptado pelos autores.

Para a cobertura impermeabilizada foi proposto o acréscimo de uma camada de 2,5


cm de poliestireno expandido moldado e outra camada de 3 cm de contrapiso, para
fornecer proteção mecânica ao material. A composição da superfície é apresentada
na Tabela 33.

Tabela 33 - Proposta de cobertura impermeabilizada com camada de poliestireno


e λ ρ c CT U
Material
(cm) (W/mK) (kg/m³) (J/kgK) (kJ/m²K) (W/m²K)
Argamassa 3 1,15 1950 1000
Poliestireno expandido
2,5 0,04 25 1450
moldado
Argamassa 3 1,15 1950 1000 309,2 1,108
Impermeabilizante
0,5 0,17 1000 1460
(betume asfáltico)
Concreto 8 1,75 2300 1000
Fonte: ABNT NBR 15220 (2003).
Nota: Adaptado pelos autores.

Além da transmitância térmica das paredes externas e cobertura da edificação,


também se verificou os valores de absortância das cores existentes nessas
superfícies, as quais também não atenderam o limite máximo para o nível A, que é de
0,50, como mostra a Tabela 34.
109

Tabela 34 - Cores da edificação que não atendem o pré-requisito de absortância


Cor Nome Aplicação Absortância
Detalhes da fachada e
Vermelho 0,642
torres de escada
Parede da recepção
Amarelo terra 0,643
voltada ao átrio
Concreto Cobertura 0,715

Preto Fachada 0,971

Fonte: INMETRO (2013).


Nota: Adaptado pelos autores.

Com isso, foi proposta a pintura da cobertura na cor branca e das paredes externas
nas cores branca, devido a uma tendência de padrão nacional de tribunais de conta,
e azul bali, remetendo à cor da logomarca do TCE-ES, assim como apresenta a
Tabela 35.

Tabela 35 - Proposta para as cores e respectivas absortâncias


Cor Nome Aplicação Absortância
Detalhes da fachada e
Azul bali 0,489
torres de escada
Parede da recepção
Branco 0,158
voltada ao átrio
Branco Cobertura 0,158

Branco Fachada 0,158

Fonte: INMETRO (2013).


Nota: Adaptado pelos autores.

Além da proposta analisada neste estudo, ainda pode-se alterar a cor da edificação
para diversas cores que atendem ao pré-requisito de absortância, como indica a
Tabela 36. Porém, vale ressaltar que essa troca influencia os resultados de eficiência
da edificação encontrados neste trabalho, bem como nos resultados térmicos e
financeiros que serão apresentados.
110

Tabela 36 - Opções de cores que atendem a absortância

Tipo Cor Nome Absortância


Areia 0,449
Branco Gelo 0,372

Acrílica Fosca
Flamingo 0,495
Marifim 0,336
Palha 0,367
Pérola 0,330
Pêssego 0,428
Amarelo Antigo 0,497
Branco Gelo 0,362
Semi-Brilho
Acrílica

Flamingo 0,473
Marfim 0,339
Palha 0,396
Pérola 0,339
Branco Neve 0,102
Branco Gelo 0,297
Acrílica Fosca

Marfim 0,267
Mel 0,418
Palha 0,272
Pérola 0,221
Pêssego 0,350
Vanila 0,239

Fonte: INMETRO (2013).


Nota: Adaptado pelos autores.

Como alternativa para manter as cores da fachada, não descaracterizando a mesma,


foi proposta a pintura apenas da cobertura na cor branca (absortância 0,158). Assim,
a envoltória tem no máximo classificação B, com equivalente numérico igual a 4
pontos. Dessa forma, foram necessários ainda, além do cumprimento dos pré-
requisitos de iluminação e ar condicionado, a inclusão de sistemas de bonificação para
que a edificação alcance nível A.
111

6.1.2. Iluminação

Quanto aos pré-requisitos específicos de iluminação, foi proposta a elaboração de um


novo projeto elétrico para a edificação, assim como sua execução, especificando
divisão dos circuitos de iluminação, prevendo contribuição da luz natural e o
desligamento automático do sistema de iluminação.

Na divisão dos circuitos de iluminação deve-se manter pelo menos um dispositivo


manual de controle para acionamento por ambiente. Tal controle deve ser de fácil
acesso do usuário e seu posicionamento deve proporcionar a visualização de todo o
ambiente iluminado.

Para a contribuição da luz natural deve-se separar o circuito de acionamento das


fileiras de luminária próximas a janelas, no caso de ambientes com mais de uma fileira
de luminárias.

E para o desligamento automático do sistema de iluminação deve-se instalar sensores


de presença, que desliguem a iluminação 30 minutos após a saída de todos os
ocupantes, nos ambientes de garagem interna, as quais possuem mais de 250 m².

Além disso, já vem sendo implementada pelos responsáveis da edificação, a


substituição de lâmpadas fluorescentes por LED de 18 W e 9 W. Dessa forma, foi
proposta a troca completa das lâmpadas existentes, mas é necessária uma análise
luminotécnica detalhada, atendendo o iluminância mínima em função da atividade
desempenhada no ambiente, conforme recomenda a NBR ISO/CIE-8995-1:2013.

O APÊNDICE E – Dados de Iluminação da Proposta de Melhoria apresenta a potência


total de iluminação em cada zona.

6.1.3. Ar condicionado

Quanto ao pré-requisito específico de ar condicionado, deve-se solicitar à empresa


responsável pela instalação dos aparelhos que utilize um isolante térmico com
112

espessura compatível com a Tabela 7, no item 2.2.2.3, onde foram apresentados os


limites de espessura de acordo com o fluido, material térmico e tubulação utilizadas.

Para o sistema de ar condicionado foi proposta a troca dos aparelhos de classificação


inferior a A por equipamentos nível A, com COP maior ou igual a 3,23, de acordo com
a potência necessária para cada ambiente.

O COP mínimo para o nível A igual a 3,23 foi definido pelo INMETRO em 14/08/2018,
logo, para que a edificação seja certificada como A, todos aparelhos adquiridos a data
anterior a essa, com COP menor que 3,23 devem ser trocados.

6.1.4. Bonificações

Para a bonificação, foi proposto a instalação de um sistema de captação de água da


chuva e um sistema de geração de energia solar com painéis fotovoltaicos, visto que
a edificação dispõe de uma grande área de cobertura que pode comportar tais
sistemas.

Para a captação de água de chuva foi proposto a implementação do projeto já


desenvolvido pela equipe do TCE-ES, com a construção de uma cisterna de concreto
de 15.000 L, como indicado em hachura verde na Figura 30, com 5,70 m de
comprimento, 4,70 m de largura e 2,55 m de altura, enterrada na fachada leste.

Figura 30 - Localização da cisterna

Fonte: TCE-ES (2018).


Nota: Adaptado pelos autores.
113

Tal projeto também define a adequação de 1/4 da cobertura (550 m²), como mostra a
área em azul na Figura 30, com a instalação de telas protetoras, calhas
impermeabilizadas e tubos verticais que direcionem o fluxo de água para a cisterna,
passando por um filtro de brita antes da armazenagem.

O volume de água captado poderá ser utilizado para atender demandas nos
ambientes externos e na garagem, como rega de jardim, lavagem de calçadas,
corredores e da garagem e limpeza geral das salas e banheiros. Para isso, deve-se
instalar um ponto de saída de água por andar. No capitulo 6.2.1 foi feita a análise
técnica do sistema.

Para o sistema de geração de energia solar foram propostas duas configurações de


instalação de painéis fotovoltaicos, uma considerando o necessário para alcançar 1,0
ponto de bonificação e outra utilizando toda a área da cobertura.

A empresa A&G Solar fez as simulações a partir de um pré-projeto, considerando um


cenário macro, com a intenção de observar o efeito de perdas por sombreamentos e
a capacidade de geração da instalação. O software utilizado foi o AzulSol 4.0 e o
banco de dados foi o NASA-SSE.

Para obter 1,0 ponto de bonificação, o RTQ-C exige que a energia gerada por painéis
fotovoltaicos proporcione ao menos 10% de economia no consumo anual de energia
elétrica da edificação.

As contas de energia do TCE-ES, conforme apresentado no APÊNDICE B – Cálculo


do Consumo de Energia Elétrica (em kWh) e de Água (em m³), apresentam que tal
consumo foi igual a 1.540.980,07 kWh para o ano de 2017, logo a configuração de
painéis deve gerar no mínimo 154.098,01 kWh por ano. Apenas o ano de 2017 foi
considerado nesse cálculo pois ele representa de forma mais fiel o gasto energético
atual dos equipamentos consumidores da edificação.
114

Com isso, definiu-se a primeira proposta com 400 painéis de 325 W, totalizando uma
capacidade instalada de 130 kW, alocados nas áreas da cobertura que recebem maior
irradiação solar como mostra a Figura 31.

Figura 31 - Disposição dos painés fotovoltaicos - Proposta 1

Fonte: AzulSol 4.0 (2018).


115

Já na segunda proposta, analisou-se toda a área da cobertura para identificar onde a


irradiação seria adequada para a instalação do sistema. Assim, definiu-se a instalação
de 844 painéis de 325 W, totalizando uma capacidade instalada de 274,3 kW, em
toda a cobertura do prédio como mostra a Figura 32.

Figura 32 - Disposição dos painéis fotovoltaicos - Proposta 2

Fonte: AzulSol 4.0 (2018).

6.1.5. Definição dos cenários

De acordo com as propostas de melhoria apresentadas nos itens 6.1.1 a 6.1.4, definiu-
se quatro cenários para estudo.
116

Para os cenários 1 e 2, foi considerada a solução termowall para a substituição da


divisória de madeira, enquanto nos cenários 3 e 4 foi considerado o drywall com lã de
rocha. Além disso, nos cenários 1 e 3 foi considerada a pintura da facha em azul bali
e branco, enquanto nos cenários 2 e 4 foram consideradas as cores atuais da
edificação. A Tabela 37 apresenta a configuração dos cenários.

Tabela 37 – Configuração dos cenários


CENÁRIO 1 CENÁRIO 2 CENÁRIO 3 CENÁRIO 4
Parede de concreto com gesso
Parede
Termowall Drywall com lã de rocha
externa
Divisória de madeira 20 mm com vidro
ENVOLTÓRIA Termoacústica
Cobertura
Impermeabilizada com camada de poliestireno
Branco Branco
Cores Atuais Atuais
Azul bali Azul bali
Lâmpada fluorescente 18 W
ILUMINAÇÃO
Lâmpada fluorescente 9 W
AR
Aparelho COP > 3,23
CONDICIONADO
Captação de água de chuva
BONIFICAÇÃO
Painéis fotovoltaicos
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).

6.2. DETERMINAÇÃO DO NÍVEL DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA DOS


CENÁRIOS DE MELHORIA

6.2.1. Análise do sistema de captação de água da chuva

O RTQ-C determina que, para uma edificação receber um ponto de bonificação por
racionamento de água, esta deve comprovar uma redução de 40% no seu consumo
mensal, ou pontuação proporcional em função da economia. Partindo dessa premissa,
foi feita a análise do rendimento do sistema proposto, em função do volume de
armazenamento da cisterna e o volume médio consumido na edificação.
117

Para determinar o consumo de água da edificação, utilizou-se as contas de medição


da CESAN de 2014 a 2017 (Tabela 13), a partir das quais obteve-se a quantidade
média de água consumida mensalmente no TCE-ES (Tabela 58) e uma média ao
longo dos 4 anos, conforme mostra Tabela 38.

Tabela 38 - Consumo médio de água (m³)


Média 2014 2015 2016 2017
Mensal 509,43 406,26 381,62 401,60
Média Anual 424,73
*: Em 2016 não havia dados de consumo do mês de agosto e para o mês de junho o
consumo divergia muito da média, sendo desconsiderado.
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).

Para o cálculo de rendimento da cisterna de água da chuva, utilizou-se uma planilha,


elaborada pelos autores, pelo método de simulação4, que levaou em consideração a
precipitação média mensal (Pmed), a área de captação e o volume da cisterna. Com
base nessa planilha, foi possível obter a demanda máxima atendida em um mês
qualquer com o volume armazenado. A Tabela 39 mostra a organização da planilha
de cálculo e seus resultados.

Tabela 39 - Demanda atendida em função do volume da cisterna


Pmed DM A CMA Vmáx AI AF Overflow
Mês
mm m³ m² m³ m³ m³ m³ m³
Jan 140 29,5 550 57,75 15 0,00 15,00 13,25
Fev 70 29,5 550 28,88 15 15,00 14,38 0,00
Mar 135 29,5 550 55,69 15 14,38 15,00 25,56
Abr 115 29,5 550 47,44 15 15,00 15,00 17,94
Mai 70 29,5 550 28,88 15 15,00 14,38 0,00
Jun 60 29,5 550 24,75 15 14,38 9,63 0,00
Jul 60 29,5 550 24,75 15 9,63 4,88 0,00
Ago 70 29,5 550 28,88 15 4,88 4,25 0,00
Set 65 29,5 550 26,81 15 4,25 1,56 0,00
Out 125 29,5 550 51,56 15 1,56 15,00 8,63
Nov 225 29,5 550 92,81 15 15,00 15,00 63,31
Dez 215 29,5 550 88,69 15 15,00 15,00 59,19
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).

4 Esse método é utilizado no dimensionamento de cisternas para armazenamento de água da chuva


(Tabela 39). Vale ressaltar que este método não é o mesmo utilizado durante a análise da eficiência
energética segundo o RTQ-C.
118

Onde:

Pmed: Preciptação média mensal;

DM: Demanda mensal;

A: Área de captação;

CMA: Chuva mensal aproveitável;

Vmáx: Volume máximo da cisterna;

AI: Armazenamento inicial; e

AF: Armazenamento final.

Foi possível verificar que a cisterna com volume de 15 m³, com uma área de captação
de 550 m², é capaz de atender uma demanda de até 29,5 m³ mensais, com um
overflow (excesso de água, que é descartada) em apenas 6 meses ao longo do ano.

A partir disso, analisou-se a demanda real de água que poderia ser substituída pela
captada pelo sistema. Considerou-se a lavagem da garagem e calçadas (limpeza
externa) a cada 20 dias, rega de jardim 1 vez por semana e limpeza do edifício
(limpeza interna - corredores, banheiros e salas) 2 vezes semanais. Na Tabela 40
pode-se verificar a demanda de água para cada uma desses fins e seu consumo ao
final de um mês.

Tabela 40 -Demanda de água pluvial na edificação


Total mensal por
Uso Unidade Demanda Dias/mês Área
uso
Jardim litros/dia/m² 2 4 3014,00 24,112
Limpeza externa litros/dia/m² 3 1,5 850,00 3,825
Limpeza interna litros/dia/m² 2 8 6751,00 108,016
Total mensal 135,953
Fonte: Tomaz (2009).
Nota: Adaptado pelos autores.

Vemos assim que se pode utilizar até 135 m³ de água pluvial, limitados pelo volume
de armazenamento da cisterna.
119

Ao analisar a coluna de chuva mensal aproveitável, na Tabela 39, temos um volume


médio ao longo do ano de 46 m³ que poderiam ser economizados no consumo de
água potável.

Dessa forma, ao considerar que use mensalmente todo o potencial de água pluvial,
foi possível determinar a economia gerada para a edificação. A Tabela 41 mostra a
média de consumo anual, considerando os anos de 2014 a 2017, o volume anual
captado pelo sistema pluvial e finalmente o percentual de economia.

Tabela 41 - Volumes anuais de consumo e economia provável


Volume Anual Volume Anual Volume Mensal Volume Mensal
Ano Consumido de Pluvial Consumido de Pluvial
Água Potável Captado Água Potável Captado
2014 6.113,18 509,43
2015 4.875,13 406,26
556,88 46,41
2016 3.816,15* 381,62
2017 4.819,21 401,6
Média 5.269,17 556,88 424,7275 46,41
*: Em 2016 não havia dados de consumo do mês de agosto e para o mês de junho o
consumo divergia muito da média, sendo desconsiderado.
Redução % 10,57% 10,93%
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).

Vimos então que o sistema de captação de água da chuva pode economizar até 10%
do consumo da edificação. Assim, para economias inferiores a 40%, a pontuação da
bonificação é proporcional à redução. Logo, foi possível obter um equivalente de 0,25
para o sistema.

6.2.2. Análise do sistema de painéis fotovoltaicos

Como já foi dito no capitulo 6.1.4, o RTQ-C define que, para a obtenção de 1,0 ponto
de bonificação por utilização de painéis fotovoltaicos, deve-se comprovar que a
energia gerada proporcione ao menos 10% de economia no consumo anual de
energia elétrica da edificação, ou pontuação proporcional em função da economia
120

alcançada. Para isso, fez-se a análise dos resultados gerados pelo software AzulSol
4.0 para as duas propostas.

Vale ressaltar que, nas simulações, foram consideradas as edificações vizinhas que
provocam sombreamentos no TCE-ES, como mostra a Figura 33.

Figura 33 - Cenário de simulação

Fonte: AzulSol 4.0 (2018).


121

Na proposta 1, as placas foram alocadas nas áreas de maior incidência solar (Figura
34) e resultaram numa produção anual de 189.204,28 kWh de energia. Considerando
o consumo da edificação no ano de 2017 (1.540.980,07 kWh), tem-se que essa
produção representa 12,3% do consumo da edificação, o que equivale a 1,0 ponto de
bonificação.

Figura 34 - Incidência solar - Proposta 1

Fonte: AzulSol 4.0 (2018).


122

Na proposta 2, as placas foram alocadas por toda a área útil da cobertura, visto que a
incidência solar é adequada para a instalação do sistema (Figura 35), e resultaram
numa produção anual de 397.402,45 kWh de energia. Considerando o consumo da
edificação no ano de 2017, tem-se que essa produção representa 25,8% do consumo
da edificação e também equivale a 1,0 ponto de bonificação.

Figura 35 - Incidência solar - Proposta 2

Fonte: AzulSol 4.0 (2018).


123

6.2.3. Classificação dos cenários

A partir da definição dos cenários no item 6.1, as propostas foram implementadas no


modelo computacional da edificação e realizou-se sua simulação, obtendo seu
comportamento energético. A Tabela 42 apresenta a energia gasta devido ao
condicionamento de ar, iluminação e equipamentos em cada cenário, bem como sua
participação percentual. O consumo dos equipamentos elétricos se manteve
constante devido ao fato de não terem sofridos mudanças e os valores de consumo
para iluminação também foram os mesmos pois considerou a mesma configuração de
lâmpadas em todos cenários.

Tabela 42 - Consumo de energia elétrica dos cenários


CENÁRIO 1 CENÁRIO 2 CENÁRIO 3 CENÁRIO 4
Uso Consumo Consumo Consumo Consumo
% % % %
(kWh/ano) (kWh/ano) (kWh/ano) (kWh/ano)
Ar
254.152,29 27,3% 256.991,11 27,6% 256.854,70 27,6% 259.648,32 27,8%
condicionado
Iluminação
56.513,06 6,1% 56.513,06 6,1% 56.513,06 6,1% 56.513,06 6,0%
interna
Iluminação
5.438,02 0,6% 5.438,02 0,6% 5.438,02 0,6% 5.438,02 0,6%
corredores
Equipamentos 613.241,78 66,0% 613.241,78 65,8% 613.241,78 65,8% 613.241,78 65,6%
Total 929.345,15 100,0% 932.183,97 100,0% 932.047,56 100,0% 934.841,18 100,0%
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).

Foi possível perceber, que o consumo de energia elétrica foi similar para todos os
cenários, tendo somente o sistema de ar condicionado consumos distintos. Na
simulação considerou-se todos aparelhos com COP de 3,23 (mínimo para o nível A).
Assim, sua variação de gasto foi devido a composição proposta para a envoltória.

Em função do gasto de energia elétrica, comparando os resultados da Tabela 42 com


a Tabela 26 no item 5.5.6, todos os cenários obtiveram consumos menores que o
máximo para o nível A. Pôde-se utilizar os mesmos modelos de referência para
comparação do consumo de energia elétrica dos cenários propostos porque eles
possuem o mesmo valor do ICenv do modelo real, e também todas características que
devem ser mantidas entre esses modelos, conforme mostra a Tabela 10 no capitulo
2.2.4.

Apesar de que todos os consumos foram inferiores ao do modelo de referência A, vale


lembrar que os cenários 1 e 3 alcançam o nível A atendendo todos pré-requisitos,
124

embora a mudança de cor da envoltória não foi tão significativa ao comparar o


comportamento do consumo de energia elétrica dos cenários propostos com ou sem
mudança de cor. Os cenários 2 e 4 não atendem o pré-requisito de absortância das
paredes externas pois manteve-se a identidade visual da edificação por meio das suas
cores originais nestes dois últimos, os quais receberam nível B e um equivalente
numérico da simulação igual a 4.

Analisando a Tabela 42, foi possível ver que o cenário 1 obteve o menor consumo de
energia elétrica, devido a adequação da transmitância térmica, destacando a
substituição das divisórias de madeira por termowall, e diminuição da absortância da
fachada.

O cenário 2, que embora também faça a substituição das divisórias de madeira por
termowall, obteve o terceiro maior consumo de energia elétrica, devido ao fato de ter
se mantido as cores originais da fachada.

Já o cenário 3 obteve o segundo maior consumo de energia elétrica. Este também


recebeu alteração nas cores das fachadas, mas ao invés de substituir as divisórias de
madeira por termowall, optou-se aqui por utilizar drywall com lã de rocha.

Finalmente o cenário 4 obteve o maior consumo de energia elétrica, visto que este
também manteve as cores originais da fachada, e substituindo as divisórias de
madeira por drywall com lã de rocha.

Pôde-se constatar assim o desempenho superior do termowall quando comparado à


lã de rocha e também a eficiência térmica do uso de cores com absortância baixa na
fachada.

Dessa forma, como os cenários apresentaram consumos de energia elétrica muito


próximos, com uma variação máxima de apenas 0,59%, e todos foram classificados
como A (incluindo as bonificações para os cenários 2 e 4) com a adoção das
propostas, foi analisado o custo de implantação de cada um a fim de decidir qual o
mais vantajoso para a edificação e qual a expectativa de retorno do investimento.
125

7. ANÁLISE ECONÔMICA DOS RESULTADOS

7.1. LEVANTAMENTO FINANCEIRO

Visando a execução das propostas de melhoria apresentadas no capítulo anterior,


foram realizados o orçamento de cada uma delas e o cálculo da economia gerada.
Assim, pôde-se definir o investimento inicial e as receitas de cada cenário e analisar
suas respectivas viabilidades.

No orçamento, parte dos quantitativos foram extraídos das plantas com reformas
iniciadas em 2018/2 ou previstas para 2019/1, disponibilizadas pelo TCE-ES, ou dos
projetos arquitetônicos existentes, e para orçamentação foram utilizados a base de
dados do IOPES (setembro/2018) e do SINAPI (setembro/2018). A seguir, na Tabela
43, Tabela 44, Tabela 45 e Tabela 46, são apresentados os valores estimados para
cada cenários:
126

Tabela 43 - Investimentos do cenário 1


Parede de concreto com
R$ 29.538,45
gesso
Parede
Termowall R$ 138.840,22
externa
Divisória de madeira 20
R$ 761,30
mm com vidro
ENVOLTÓRIA
Termoacústica R$ 1.315.458,61
Cobertura Impermeabilizada com
R$ 9.962,97
camada de poliestireno
Branco
Cores R$ 84.192,77
Azul bali
Lâmpada LED 18 W e 9 W
ILUMINAÇÃO R$ 222.565,93
Projeto de iluminação
AR
Aparelho COP > 3,23 R$ 446.165,53
CONDICIONADO
TOTAL SEM BONIFICAÇÕES R$ 2.247.485,77
Captação de água de chuva R$ 89.807,56
Proposta de Painéis Fotovoltaicos 1
R$ 517.476,19
BONIFICAÇÃO (PPF1)
Proposta de Painéis Fotovoltaicos 2
R$ 1.155.961,27
(PPF2)
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).
127

Tabela 44 - Investimentos do cenário 2


Parede de concreto com
R$ 29.538,45
gesso
Parede
Termowall R$ 138.840,22
externa
Divisória de madeira 20
R$ 761,30
ENVOLTÓRIA mm com vidro
Termoacústica R$ 1.315.458,61
Cobertura Impermeabilizada com
R$ 9.962,97
camada de poliestireno
Cores Atuais R$ 0,00
Lâmpada LED 18 W e 9 W
ILUMINAÇÃO R$ 222.565,93
Projeto de iluminação
AR
Aparelho COP > 3,23 R$ 446.165,53
CONDICIONADO
TOTAL SEM BONIFICAÇÕES R$ 2.163.293,00
Captação de água de chuva R$ 89.807,56
Proposta de Painéis Fotovoltaicos 1
R$ 517.476,19
BONIFICAÇÃO (PPF1)
Proposta de Painéis Fotovoltaicos 2
R$ 1.155.961,27
(PPF2)
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).
128

Tabela 45 - Investimentos do cenário 3


Parede de concreto com
R$ 29.538,45
gesso
Parede
Drywall com lã de rocha R$ 83.528,76
externa
Divisória de madeira 20
R$ 761,30
mm com vidro
ENVOLTÓRIA
Termoacústica R$ 1.315.458,61
Cobertura Impermeabilizada com
R$ 9.962,97
camada de poliestireno
Branco
Cores R$ 84.192,77
Azul bali
Lâmpada LED 18 W e 9 W
ILUMINAÇÃO R$ 222.565,93
Projeto de iluminação
AR
Aparelho COP > 3,23 R$ 446.165,53
CONDICIONADO
TOTAL SEM BONIFICAÇÕES R$ 2.192.174,32
Captação de água de chuva R$ 89.807,56
Proposta de Painéis Fotovoltaicos 1
R$ 517.476,19
BONIFICAÇÃO (PPF1)
Proposta de Painéis Fotovoltaicos 2
R$ 1.155.961,27
(PPF2)
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).
129

Tabela 46 - Investimentos do cenário 4


Parede de concreto com
R$ 29.538,45
gesso
Parede
Drywall com lã de rocha R$ 83.528,76
externa
Divisória de madeira 20
R$ 761,30
ENVOLTÓRIA mm com vidro
Termoacústica R$ 1.315.458,61
Cobertura Impermeabilizada com
R$ 9.962,97
camada de poliestireno
Cores Atuais R$ 0,00
Lâmpada LED 18 W e 9 W
ILUMINAÇÃO R$ 222.565,93
Projeto de iluminação
AR
Aparelho COP > 3,23 R$ 446.165,53
CONDICIONADO
TOTAL SEM BONIFICAÇÕES R$ 2.107.981,54
Captação de água de chuva R$ 89.807,56
Proposta de Painéis Fotovoltaicos 1
R$ 517.476,19
BONIFICAÇÃO (PPF1)
Proposta de Painéis Fotovoltaicos 2
R$ 1.155.961,27
(PPF2)
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).

Para a proposta de desenvolvimento de projeto do sistema de iluminação da


edificação, considerou-se que a equipe do TCE-ES será responsável pela elaboração,
visto que a mesma conta com engenheiro eletricista. Para o orçamento da execução,
foi elaborado um pré-projeto para o primeiro pavimento, com a disposição das
luminárias, quadros de distribuição, interruptores, eletrocalha e eletrodutos, que foi
replicado para os demais andares. Também foram considerados sensores de
presença para a área de garagem. Como trata-se de pré-projeto, a variação do valor
orçado pode variar em até 40%.

Vale ressaltar também que o valor orçado para ar condicionado contempla todos os
equipamentos instalados na edificação e pode ser alterado em função da
comprovação da eficiência, sendo necessário a troca apenas dos que não atenderem.

No APÊNDICE F – Orçamentos das Propostas de Melhoria encontra-se a planilha de


orçamento gerado pelos autores para os diferentes cenários de melhoria e no ANEXO
B – Orçamentos das Propostas de Melhoria encontram-se o orçamento gerado pela
130

empresa A&G Solar e no portal Transparência do TCE-ES estão disponíveis os


orçamentos dos serviços já licitados.

Com base no orçamento de cada uma das propostas, definiu-se o investimento inicial
de cada cenário (Tabela 47), considerando as duas propostas de instalação de painéis
fotovoltaicos (PPF1 e PPF2).

Tabela 47 - Investimento inicial dos cenários


Cenários + PPF1 Cenários + PPF2

Cenário 1 R$ 2.854.769,52 R$ 3.493.254,60

Cenário 2 R$ 2.770.576,75 R$ 3.409.061,83

Cenário 3 R$ 2.799.458,07 R$ 3.437.943,15

Cenário 4 R$ 2.715.265,29 R$ 3.353.750,37

Fonte: Elaborado pelos autores (2018).

Para a análise de viabilidade financeira, por meio do cálculo do Valor Presente Líquido
(VPL) e do payback, foram definidos os seguintes parâmetros:

● período de análise do investimento de 20 anos;


● tarifa de energia elétrica de R$0,25787 por kWh, conforme Tabela 55 no item
4.6;
● tarifa de água de R$13,61 por m³, conforme Tabela 57 no item 4.6;
● Taxa Mínima de Atratividade (TMA) de 5,41% ao ano, definida com base na
análise da inflação média da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE) para os anos de 2013 a 2017 e da previsão do Banco
Central para os anos de 2018 a 2021 (Tabela 48);
● percentual de reajuste do tributo da energia de 15,47% ao ano, definido pela
média dos valores dos anos de 2014 a 2018, segundo a concessionária local,
ESCELSA, para consumidores de média e alta tensão (Tabela 49);
● percentual de reajuste do valor da água de 6,86% ao ano, definido com base
na média dos anos de 2013 a 2018, segundo a empresa local de abastecimento
de água, CESAN (Tabela 50);
● perda de eficiência dos painéis fotovoltaicos de 0,8% ao ano.
131

Tabela 48 - Inflação média no Brasil


Ano Tarifa
2013 5,91%
2014 6,41%
2015 10,67%
2016 6,29%
2017 2,95%
2018 4,50%
2019 4,25%
2020 4,00%
2021 3,75%
Média 5,41%
Fonte: IBGE e Banco Central (acesso em 23 de novembro de 2018).
Nota: Adaptado pelos autores.

Tabela 49 - Percentual médio de reajuste da tarifa de energia


Ano Tarifa
2014 26,54%
2015 28,39%
2016 -2,80%
2017 9,34%
2018 15,87%
Média 12,61%
Fonte: EDP (acesso em 23 de novembro de 2018).
Nota: Adaptado pelos autores.
132

Tabela 50 - Percentual médio de reajuste da tarifa de água


Ano Tarifa
2013 6,14%
2014 5,31%
2015 10,59%
2016 11,06%
2017 4,18%
2018 3,89%
Média 6,86%
Fonte: CESAN (acesso em 23 de novembro de 2018).
Nota: Adaptado pelos autores.

Vale ressaltar que a TMA foi definida para acompanhar a inflação dos próximos anos.
Porém, a expectativa do Banco Central é de decréscimo, o que torna o valor adotado
conservador.

Após a definição dos parâmetros de análise e tarifas aplicáveis e considerando as


economias indicadas no capítulo 6, foi possível definir a redução dos gastos
proporcionado pelas melhorias (Tabela 51).

Tabela 51 - Economia de energia por cenário


Consumo Economia Economia
Caso
(kWh/ano) (kWh/ano) (R$/ano)

Real 1233180,15

Cenário 1 929345,15 303835,00 R$ 68.056,00

Cenário 2 932183,97 300996,18 R$ 67.420,13

Cenário 3 932047,56 301132,59 R$ 67.450,69

Cenário 4 934841,18 298338,97 R$ 66.824,95

Fonte: Elaborado pelos autores (2018).

Para além do ganho referenciado na Tabela 51, considerou-se o sistema de captação


de água de chuva, que reduz o consumo anual de 556,88 m³ de água potável,
proporcionando uma economia anual de R$7.850,15. Também considerou-se a
geração de energia dos painéis fotovoltaicos instalados. Para a proposta 1 do sistema
de painéis fotovoltaicos, obteve-se a geração de 189.204,28 kWh por ano, o que
133

representa uma economia anual de R$42.379,87. Já para a proposta 2, que gera


397.402,45 kWh, obteve-se uma economia de R$89.014,17 por ano.

Com isso, pôde-se determinar quais foram as receitas para cada cenário (Tabela 52),
considerando as duas propostas de instalação de painéis fotovoltaicos.

Tabela 52 - Receita dos cenários


Cenários + PPF1 Cenários + PPF2

Cenário 1 R$ 118.286,02 R$ 164.920,33

Cenário 2 R$ 117.650,15 R$ 164.284,46

Cenário 3 R$ 117.680,71 R$ 164.315,02

Cenário 4 R$ 117.054,96 R$ 163.689,27

Fonte: Elaborado pelos autores (2018).

7.2. ANÁLISE FINANCEIRA

Com o investimento inicial e as receitas definidas, fez-se os cálculos de VPL e


payback, dos quais as planilhas resultantes foram apresentados no APÊNDICE G –
Tabelas e Gráficos da Análise Financeira. Após a análise de cada cenário, obteve-se
a seguinte síntese (Tabela 53).

Tabela 53 - Resumo da análise financeira


Cenários + PPF1 Cenários + PPF2

VPL Payback VPL Payback

Cenário 1 R$ 2.830.458,00 11,0 R$ 4.399.696,53 10,3

Cenário 2 R$ 2.881.866,53 10,9 R$ 4.451.105,06 10,2

Cenário 3 R$ 2.854.560,55 11,0 R$ 4.423.799,08 10,2

Cenário 4 R$ 2.906.491,08 10,8 R$ 4.475.729,60 10,1

Fonte: Elaborado pelos autores (2018).


134

Pôde-se verificar que o cenário 4 apresentou resultados mais rentáveis, visto que
possui maior VPL e menor payback para ambos os casos de instalação de painéis
fotovoltaicos. Já o cenário 1 se apresentou como o menos rentável para ambos os
casos. A variação entre o VPL desses cenários foi de 3% e a variação do payback foi
de cerca de 3 meses.

Os cenários 2 e 4, que mantêm as cores atuais da edificação, possuem VPL cerca de


2% maior que os cenários 1 e 3, respectivamente, onde as cores foram alteradas.
Além disso, o payback foi cerca de 2 meses menor que tais cenários. Ou seja, pôde-
se manter a identidade da edificação, garantindo o selo A de eficiência, por meio das
bonificações, e ainda sendo mais rentável.

Quanto a escolha pela utilização de termowall ou drywall, a variação do VPL foi de


cerca de 1% entre os cenários, logo não foi influenciada diretamente pela análise
financeira, devendo o usuário considerar o isolamento térmico e a estética das
soluções propostas para a tomada de decisão.

Conforme mostra a Tabela 53, a proposta 2 de instalação de painéis fotovoltaicos, que


utiliza toda a área útil de geração da cobertura, apresentou VPL cerca de 35% maior
que a proposta 1, que apenas cumpre o necessário para alcançar a pontuação
máxima de bonificação, em todos os cenários. Além disso, o payback foi cerca de 9
meses menor. Logo, a instalação das placas em toda a cobertura foi muito mais
rentável e indicada para a implantação. Porém, vale ressaltar que o investimento
inicial da proposta 2 também foi maior, cerca de 20%, e tornando-se um fator limitante
para a tomada de decisão.
135

8. CONCLUSÃO

A partir da avaliação da eficiência energética segundo o RTQ-C/PBE EDIFICA,


utilizando o método de simulação computacional, buscou-se, neste trabalho, avaliar
as implicações associadas ao cumprimento dos requisitos energéticos no edifício do
TCE-ES na cidade de Vitória-ES.

Pelo processo de simulação analisou-se o comportamento térmico da envoltória da


edificação e o desempenho energético associado aos sistemas de iluminação, ar
condicionado e equipamentos. Após a simulação, a edificação recebeu inicialmente
uma classificação energética de Nível D no entanto foi rebaixada a E devido ao não
cumprimento de pré-requisitos. Para alcançar A, objetivo proposto neste trabalho, foi
necessário realizar adequações dos sistemas estudados, desde soluções simples
como adicionar uma camada de gesso em paredes para reduzir sua transmitância até
soluções mais complexas como a troca da cobertura e das divisórias voltadas ao átrio
na edificação.

Chama-se a atenção para o fato de que a troca das cores da fachada (de preto para
branco) não resultou, para a edificação em estudo que possui um sombreamento por
marquises em toda sua fachada, em ganhos expressivos na redução do consumo de
energia elétrica, mas rebaixaria sua classificação a B, devido ao não cumprimento do
pré-requisito de absortância. Com isso, dentre os cenários propostos, analisou-se a
manutenção das cores atuais da fachada aliado ao uso de bonificações de captação
de água da chuva e geração de energia fotovoltaica, retomando desta forma ao Nível
A. Além disso, verificou-se que qualquer cor que atenda o pré-requisito de
absortância, conforme apresentado neste trabalho, resultará também num selo de
classe A.

A adequação da edificação para o Nível A já potencializa uma economia de até 25%


de seu gasto de energia elétrica, sem considerar as bonificações. Aliado a isso, o
sistema de geração fotovoltaica pode gerar aproximadamente 26% da demanda do
edifício. Assim, numa análise global, verificou-se que é possível reduzir em torno de
50% do gasto de energia elétrica da edificação.
136

O PROCEL aponta que, em prédios públicos, o consumo de energia devido a


iluminação e ar condicionado representa aproximadamente 70% do total. Evidenciou-
se por meio deste estudo que em alguns casos os equipamentos instalados, como
quando há presença de data centers, possuem parcela considerável no consumo de
energia elétrica da edificação, como verificado neste trabalho, que representam
aproximadamente 50% do consumo total. Assim, é interessante realizar um estudo
mais aprofundado nas análises de eficiência energética nessa categoria, propondo a
utilização de equipamentos que gastem menos energia, como aqueles que tenham a
etiqueta Nível A.

A avaliação de viabilidade financeira, para todos os cenários propostos, apresentou


resultados satisfatórios, com payback em torno de 10 a 11 anos para todos os casos.
Foram apresentadas duas propostas de instalação do sistema fotovoltaico aliado aos
cenários, uma que atenda aos 10% do consumo da edificação para obtenção de 1
ponto de bonificação na avaliação e uma que contemple toda a área útil da cobertura
da edificação com painéis fotovoltaicos. Para a primeira, obteve-se um VPL de 2
milhões de reais em 20 anos e, para a segunda, um VPL em torno de 3,3 milhões de
reais para o mesmo período.

Assim, pôde-se constatar que, embora o Espírito Santo possua apenas duas
edificações comerciais, de serviços e públicas certificadas, é possível a
implementação de práticas que contribuam para a eficiência energética, por meio de
reformas e retrofit, com resultados financeiros positivos e bom desempenho
energético para o contexto capixaba.

Outro sistema de bonificação proposto, inclusive que é um projeto que está sendo
implementado pelo TCE-ES, foi a utilização de captação de água de chuva. O projeto
realizado pela edificação visa construir uma cisterna de 15 m³ e utilizar 1/4 da área do
telhado para captação. Esse sistema implicará numa redução aproximadamente 46
m³ no consumo de água proveniente da concessionária. Apesar disso, a edificação
possui uma demanda em torno de 135 m³ de água que poderiam ser de fontes pluviais.
Dessa forma, sugere-se um estudo de viabilidade para a administração do prédio,
visando obter maiores economias.
137

Ressalta-se que, junto aos sistemas de bonificações, devem ser realizadas


conscientização e implementação de práticas racionais de consumo de água e energia
elétrica.

Apesar de que foi possível obter resultados satisfatórios com a aplicação do método
de simulação do RTQ-C, o regulamento ainda é carente em definir os parâmetros para
análise de edifícios que possuem átrio. Além disso, o regulamento não demonstra
clareza ao misturar passos utilizados pelo método prescritivo com a simulação,
gerando margem para interpretações equivocadas, principalmente nos estudos dos
pré-requisitos da envoltória. Vale ressaltar que os regulamentos estão sendo
atualizados e espera-se que esclareça seus conceitos e processos.

Contudo, o estudo da eficiência energética da edificação auxiliará a direção do TCE-


ES na tomada de decisão sobre a implantação de práticas de gestão sustentável de
energia, analisando seu desempenho térmico, energético e financeiro.

8.1. SUGESTÕES DE TRABALHOS FUTUROS

● Analisar o sistema de iluminação em função do fluxo necessário em função da


atividade desempenhada pela edificação, e não somente pelo DPIL;
● Estudar a aplicação e viabilidade de sistemas de racionamento de água em
edificações públicas;
● Estudar a parcela de consumo devido a equipamentos elétricos em edificações
públicas, bem como métodos para alcançar seu uso eficiente.
138

9. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

ABNT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15575: Edificações Habitacionais -


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144

APÊNDICES
145

APÊNDICE A – PLANTAS BAIXAS SETORIZADAS

Figura 36 - Planta baixa setorizada – pavimento térreo TCE-ES

Fonte: TCE-ES (2012).


Nota: Adaptado pelos autores.
146

Figura 37 - Planta baixa setorizada – segundo pavimento TCE-ES

Fonte: TCE-ES (2012).


Nota: Adaptado pelos autores.
147

APÊNDICE B – CÁLCULO DO CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA (EM


KWH) E DE ÁGUA (EM M³)

A fim de estimar o consumo do prédio em kWh/mês, com base no consmo em reais


(Tabela 12), utilizou-se a tarifa de energia elétrica de R$0,25787 por kWh, definida
pela ponderação, em função do número de meses de cada bandeira tarifária 5 (Tabela
54) e do horário (Tabela 55), das tarifas da concessionária local, EDP, para
consumidores do subgrupo A4 (2,3 a 25 kV).

Tabela 54 - Frequência das bandeiras tarifárias por ano


Bandeira Bandeira Bandeira
Verde Amarela Vermelha
2015 0 0 12
2016 8 2 2
2017 3 3 6
3,67 1,67 6,67
Média
31% 14% 56%
Fonte: EDP (acesso em 20 nov. 2018).
Nota: Adaptado pelos autores.

Tabela 55 - Ponderação da tarifa de energia elétrica


PONTA FORA PONTA
Bandeira Bandeira Bandeira Bandeira Bandeira Bandeira
Verde Amarela Vermelha Verde Amarela Vermelha
Tarifa
0,33947 0,35947 0,36947 0,22399 0,24399 0,25399
(R$)
% meses por
31% 14% 56% 31% 14% 56%
bandeiras
Tarifa média
0,35891 0,24343
(R$)
% ponta e
13% 88%
fora de ponta
Tarifa média
0,25787
final (R$)
Fonte: EDP (acesso em 20 de novembro de 2018).
Nota: Adaptado pelos autores.

5 As bandeiras tarifárias são faixas de custo em função das circunstâncias de geração de energia
elétrica vigentes no Brasil. São representadas nas cores verde (condições favoráveis de produção),
amarelo (condições menos favoráveis) e vermelho (condições muito custosas).
148

Com isso, pode-se converter os valores em reais e encontrar os valores de consumo


em kWh, como é apresentado na Tabela 56. Assim, podemos perceber que o
consumo médio mensal é de 128.403,94 kWh, o que representa 1.540.847,23 kWh
por ano.

Tabela 56 - Histórico de consumo de energia elétrica do TCE-ES, em kWh


2014 (kWh) 2015 (kWh) 2016 (kWh) 2017 (kWh)
Janeiro 83729,59 120710,16 132907,82 108176,87
Fevereiro 137289,25 135789,47 172691,28 128455,54
Março 109059,84 163832,01 198290,34 178169,66
Abril 107030,56 146155,08 152300,27 141979,25
Maio 87580,56 147383,29 139109,94 120653,27
Junho 89399,54 146736,61 113411,21 128153,41
Julho 76958,47 133331,48 107779,04 100314,77
Agosto 87705,12 123938,15 116489,78 112303,25
Setembro 103075,35 140512,04 118562,22 105383,84
Outubro 113029,36 170531,16 115360,26 135039,17
Novembro 104186,95 173850,70 128091,52 142593,75
Dezembro 121355,18 177115,10 127130,14 139757,28
Total 1220399,78 1779885,25 1622123,82 1540980,07
Média 101699,98 148323,77 135176,99 128415,01
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).

Já para estimar a demanda da edificação em m³, com base no consumo em reais


(Tabela 13), adotou-se a tarifa de água de R$13,61 por m³, com base na média dos
anos de 2013 a 2018, para consumidores públicos na faixa maior que 50 m³, segundo
a empresa local de abastecimento de água, CESAN (Tabela 57).

Tabela 57 - Tarifa média de água


Ano Tarifa
2013 R$ 10,64
2014 R$ 12,44
2015 R$ 13,76
2016 R$ 15,28
2017 R$ 15,92
2018 R$ 16,54
Média R$ 14,10
Fonte: CESAN (acesso em 20 nov.2018).
Nota: Adaptado pelos autores.
149

Com isso, pode-se converter a Tabela 13 e encontrar os valores de consumo em m³,


como é apresentado na Tabela 58. Assim, podemos perceber que o consumo médio
mensal é de 424,73 m³, o que representa 4905,92 m³ por ano.

Tabela 58 - Histórico de consumo de água do TCE-ES, em m³


2014 (m³) 2015 (m³) 2016 (m³) 2017 (m³)
Janeiro 357,62 119,74 381,16 375,98
Fevereiro 404,75 401,93 339,73 352,35
Março 554,38 346,99 391,97 211,35
Abril 486,19 434,55 414,54 370,92
Maio 527,19 411,36 440,79 350,79
Junho 507,56 362,99 * 478,16
Julho 471,00 564,55 594,35 383,16
Agosto 551,36 452,19 * 521,54
Setembro 446,99 451,79 143,12 394,39
Outubro 628,99 510,73 330,35 348,90
Novembro 629,17 430,79 478,79 520,96
Dezembro 547,99 387,54 301,35 510,71
Total 6113,18 4875,13 3816,15 4819,21
Média 509,43 406,26 381,62 401,60
* Valores ausentes ou inconsistentes com as médias de consumo.
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).
150

APÊNDICE C – LEVANTAMENTO DE DADOS

Tabela 59 - Padrão de uso da edificação (continua)


Ganho de
Zona Quantidade
Padrão de uso Atividade calor
térmica de pessoas
(W/pessoa)(1)
ZTT-02 12:00 às 19:00 Digitando 117 34
ZTT-05 12:00 às 19:00 Digitando 117 5
ZTT-07 08:00 às 19:00 Lendo, sentado 99 8
11:00 às 12:30 e
ZTT-08 Andando 180 6
18:00 às 19:30
2 horas por dia, em
ZTT-09 Digitando 117 2
horários variados
ZTT-11 12:00 às 19:00 Digitando 117 34
ZTT-12 10:00 às 17:00 Digitando 117 8
ZTT-13 12:00 às 19:00 Digitando 117 3
ZTT-14 08:00 às 19:00 Digitando 117 4
07:00 às 19:00 Cozinhando 189 2
ZTT-20 11:00 às 13:00 e
Sentado, quieto 108 28
14:30 às 16:00
ZTP-01 12:00 às 19:00 Digitando 117 84
ZTP-02 12:00 às 19:00 Digitando 117 94
10:00 às 19:00 Digitando 117 8
ZTP-03 Arquivamento,
12:0 às 19:00 126 24
sentado
08:00 às 20:00 Digitando 117 4
ZTP-04
20:00 às 08:00 Lendo, sentado 99 2
12:00 às 19:00 Digitando 117 13
ZTP-05
1 hr por dia Sentado, quieto 108 9
ZTP-06 1 hr por dia Sentado, quieto 108 4
ZTP-07 12:00 às 19:00 Digitando 117 4
ZTP-08 12:00 às 19:00 Digitando 117 55
ZTP-10 12:00 às 19:00 Digitando 117 32
ZTP-15 12:00 às 19:00 Digitando 117 9
ZTS-01 08:00 às 19:00 Digitando 117 3
ZTS-02 08:00 às 19:00 Digitando 117 17
ZTS-03 08:00 às 19:00 Digitando 117 11
ZTS-04 08:00 às 19:00 Digitando 117 8
ZTS-06 08:00 às 19:00 Digitando 117 4
ZTS-07 08:00 às 19:00 Digitando 117 9
ZTS-08 08:00 às 19:00 Digitando 117 26
ZTS-10 08:00 às 19:00 Digitando 117 15
ZTS-12 08:00 às 19:00 Digitando 117 10
ZTS-13 08:00 às 19:00 Digitando 117 7
ZTS-14 08:00 às 19:00 Digitando 117 6
ZTS-16 08:00 às 19:00 Digitando 117 5
151

Tabela 59 – Padrão de uso da edificação (conclusão)

Ganho de
Zona Quantidade
Padrão de uso Atividade calor
térmica (1) de pessoas
(W/pessoa)
14:00 às 16:00 hrs
ZTS-17 Sentado, quieto 108 12
(seg/qui/sex)
ZTS-18 08:00 às 19:00 Digitando 117 9
ZTS-19 08:00 às 19:00 Digitando 117 13
ZTS-20 10:00 às 19:00 Digitando 117 75
Ter/Qua 08:00 às
ZTS-22 Digitando 117 50
20:00
Fonte: (1)LBNL (2016); Elaborado pelos autores (2018).
152

Tabela 60 - Parâmetros dos materiais construtivos (continua)


Coeficiente de Densida Calor Resistência
Espessura Absorção Absorção Absorção
Material condutividade de específico térmica
(cm) térmica solar visível
térmica (W/m.K) (kg/m³) (J/kg.K) (m².K/W)
6 (laje
cobertura)
Concreto 8 (laje piso) 1,75 2300 1000 - - - -
16 (parede)
9 (simples)
Bloco sical 0,13 (1) 450 (1) 1008 (1) - - - -
18 (duplo)
0,9 0,971 (preto) 0,971 (preto)
Argamassa 0,642 0,642
2 1,15 1950 1000 - 0,9
(reboco) (vermelho) (vermelho)
0,158
0,9 0,158 (branco)
(branco)
Argamassa
3 1,15 1950 1000 - - - -
(contrapiso)
0,158
Drywall 1,5 0,5 1300 840 - 0,9 0,158 (branco)
(branco)
Gesso 2 0,5 1300 840 - - - -
Lã de rocha 7 0,045 200 750 - - - -
Madeira 0,257
2 0,15 450 2300 - 0,9 0,257 (pérola)
compensada (pérola)
Madeira 0,643 0,643
compensada 1 0,15 450 2300 - 0,9 (amarelo (amarelo
(recepção) terra) terra)
Terra argilosa
94 0,52 1700 840 - - - -
seca
Telha de 0,715 0,715
1 0,65 1800 840 - 0,9
fibrocimento (concreto) (concreto)
0,3
Vidro comum 1 2500 840 - - - -
1
153

Tabela 60 – Parâmetros dos materiais construtivos (continuação)

Coeficiente de Densida Calor Resistência


Espessura Absorção Absorção Absorção
Material condutividade de específico térmica
(cm) térmica solar visível
térmica (W/m.K) (kg/m³) (J/kg.K) (m².K/W)
Telha metálica
(chapa de aço
galvanizada - 0,14 55 7800 460 - 0,25 0,25 0,25
nova e
brilhante)
Forro PVC 0,1 0,2 1400 - - - - -
Azuleijo
0,5 0,9 1600 920 - - - -
cerâmico
Impermeabilizan
te (betume 0,5 0,17 1000 1460 - - - -
asfáltico)
Portão metálico
(aço, ferro 0,14 55 7800 460 - 0,9 0,971 (preto) 0,971 (preto)
fundido)
Porta elevador
0,611 (cinza 0,611 (cinza
(aço, ferro 0,14 55 7800 460 - 0,9
BR) BR)
fundido)
Câmara de ar
(maior que 5 6e7 - - - 0,17 - - -
cm, horizontal)
Câmara de ar
(de 2 a 5 cm, 2 e 0,6 - - - 0,18 - - -
descendente)
Câmara de ar
(maior que 5
85 - - - 0,21 - - -
cm,
descendente)
154

Tabela 60 – Parâmetros dos materiais construtivos (conclusão)

PARÂMETROS DOS VIDROS (2)

Transmitância Refletância Transmitância Refletância Transmitância


Espessura Emissividade Condutividade
Material solar em solar em visível em visível em infravermelha
(cm) hemisférica (W/m.K)
incidência incidência incidência incidência na incidência
infravermelha
normal normal normal normal normal
Vidro comum
3 mm com 0,3 0,837 0,075 0,898 0,081 0 0,84 0,9
película G5
Vidro comum
0,3 0,626 0,061 0,611 0,061 0 0,84 0,9
3 mm
Vidro comum
1 0,653 0,064 0,841 0,077 0 0,84 0,9
10 mm
Fonte: ABNT NBR 15220 (2003); (1) Capato (2018); (2) LBNL (2016).
Nota: As espessuras foram recolhidas em planta e visita à edificação. Adaptado pelos autores (2018).
155

Tabela 61 - Composição das construções: paredes (continua)


PAREDE DE CONCRETO
Material
Argamassa (reboco)
Concreto (parede)
Argamassa (reboco)
PAREDE DE CONCRETO
Material
Argamassa (reboco)
Concreto (parede)
Argamassa (reboco)
PAREDE DE BLOCO SICAL DUPLO
Material
Argamassa (reboco)
Bloco sical duplo
Argamassa (reboco)
PAREDE DE BLOCO SICAL DUPLO C/ VIDRO
Material
Vidro comum
Argamassa (reboco)
Bloco sical duplo
Argamassa (reboco)
PAREDE DE BLOCO SICAL SIMPLES
Material
Argamassa (reboco)
Bloco sical simples
Argamassa (reboco)
PAREDE DE BLOCO SICAL SIMPLES C/ AZULEIJO
Material
Argamassa (reboco)
Bloco sical simples
Argamassa (reboco)
Azuleijo cerâmico
PAREDE DE DRYWALL COMUM
Material
Drywall
Câmara de ar (de 2 a 5 cm, horizontal)
Drywall
156

Tabela 61 – Composição das construções: paredes (conclusão)

PAREDE DE DRYWALL C/ LÃ DE ROCHA


Material
Drywall
Lã de rocha
Drywall
PAREDE DA RECEPÇÃO
Material
Madeira compensada (recepção)
Argamassa (reboco)
Bloco sical simples
Argamassa (reboco)
Madeira compensada (recepção)
DIVISÓRIA DE MADEIRA COMPENSADA E VIDRO
Material
Madeira compensada
Vidro comum (recepção)
DIVISÓRIA DE MADEIRA COMPENSADA
Material
Madeira compensada
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).

Tabela 62 - Composição das construções: pisos e coberturas (continua)


PISO TÉRREO
Material
Concreto
Argamassa
PISO COM CERÂMICA
Material
Concreto
Argamassa
Piso cerâmico
COBERTURA DE FIBROCIMENTO C/ FORRO DE GESSO
Material
Telha de fibrocimento
Câmara de ar (maior que 5 cm, descendente)
Concreto
Câmara de ar (maior que 5 cm, descendente) - PVC
Gesso
157

Tabela 62 – Composição das construções: pisos e coberturas (conclusão)

LAJE DE COBERTURA IMPERMEABILIZADA


Material
Argamassa (contrapiso)
Impermeabilizante (betume asfáltico)
Concreto
TELHADO VERDE - JARDIM
Material
Terra argilosa seca
Argamassa (contrapiso)
Impermeabilizante (betume asfáltico)
Concreto
COBERTURA METÁLICA C/ FORRO DE PVC - REFEITÓRIO
Material
Telha metálica (zinco)
Câmara de ar (de 2 a 5 cm, descendente)
Forro PVC
Câmara de ar (de 2 a 5 cm, descendente)
Forro PVC
LAJE INTERMEDIÁRIA SEM FORRO DE GESSO
Material
Argamassa
Concreto
LAJE INTERMEDIÁRIA COM FORRO DE GESSO
Material
Argamassa
Concreto
Câmara de ar (maior que 5 cm, descendente) - PVC
Gesso
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).
158

Tabela 63 - Composição das construções: esquadrias


PORTA DE MADEIRA COMPENSADA
Material
Madeira compensada
PORTA DE VIDRO C/ ESQUADRIA C/ PELÍCULA G5
Material
Vidro comum 3 mm com película G5
PORTA DE VIDRO SEM ESQUADRIA
Material
Vidro comum 10 mm
PORTA ELEVADOR
Material
Porta elevador (aço, ferro fundido)
Câmara de ar (maior que 5 cm, horizontal)
Porta elevador (aço, ferro fundido)
PORTÃO METÁLICO - GARAGEM
Material
Portão metálico (aço, ferro fundido)
JANELA INTERNA TRANSLÚCIDA
Material
Vidro comum 3 mm
JANELA FACHADA COM PELÍCULA G5
Material
Vidro comum 3 mm com película G5
JANELA FACHADA COM PELÍCULA G5
Material
Vidro comum 3 mm com película G5
Persiana
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).
159

Tabela 64 - Dados de iluminação (continua)


Potência Nº lâmpadas Nº Potência Potência
Zona Tipo de Nº de
Padrão de uso Ambiente lâmpada por lâmpadas conjunto total
térmica luminária luminárias
(W) luminária por reator (W) instalada (W)
ZTT-01 16:00 às 20:00 hrs Garagem Fluorescente 16 86 2 2 176 2816
ZTT-02 12:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 40 86 2 2 176 7040
ZTT-03 12:00 às 19:00 hrs Almoxarifado Fluorescente 4 86 2 2 176 704
ZTT-04 - Copa Fluorescente 4 86 2 2 176 704
ZTT-05 12:00 às 19:00 hrs Recepção Fluorescente 8 86 2 2 176 1408
ZTT-06 12:00 às 19:00 hrs Almoxarifado Fluorescente 8 86 2 2 176 1408
ZTT-07 08:00 às 19:00 hrs Motoristas Fluorescente 4 86 2 2 176 704
11:00 às 12:30 hrs
ZTT-08 Vestiário Fluorescente 2 86 2 2 176 352
18:00 às 19:30 hrs
- Oficina Fluorescente 1 86 2 2 176 176
ZTT-09
- Depósito Fluorescente 1 86 2 2 176 176
ZTT-10 12:00 às 20:00 hrs Garagem Fluorescente 11 86 2 2 176 1936
ZTT-11 12:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 36 86 2 2 176 6336
Tubular 6 20 4 4 82 492
ZTT-12 10:00 às 17:00 hrs Banco
Compacta 5 20 2 - - 100
ZTT-13 12:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 16 86 2 2 176 2816
Telefonia/Arq
ZTT-14 08:00 às 19:00 hrs Fluorescente 16 86 2 2 176 2816
Corrente
ZTT-16 08:00 às 19:00 hrs Banheiro Fluorescente 2 86 2 2 176 352
ZTT-17 08:00 às 19:00 hrs Banheiro Fluorescente 2 86 2 2 176 352
ZTT-18 08:00 às 19:00 hrs Banheiro Fluorescente 2 86 2 2 176 352
ZTT-19 08:00 às 19:00 hrs Banheiro Fluorescente 2 86 2 2 176 352
160

Tabela 64 – Dados de iluminação (continuação)


Potência Nº lâmpadas Nº Potência Potência
Zona Tipo de Nº de
Padrão de uso Ambiente lâmpada por lâmpadas conjunto total
térmica luminária luminárias
(W) luminária por reator (W) instalada (W)
2 86 4 4 351 702
ZTT-20 07:00 às 19:00 hrs Refeitório Fluorescente 2 86 2 2 176 352
2 86 1 1 88 176
ZTT-22 08:00 às 19:00 hrs B. acessivel Fluorescente 1 86 2 2 176 176
ZTP-01 12:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 64 86 2 2 176 11264
ZTP-02 12:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 64 86 2 2 176 11264
12:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 20 86 2 2 176 3520
ZTP-03
10:00 às 19:00 hrs Protocolo Fluorescente 4 86 2 2 176 704
Fluo.
08:00 às 20:00 hrs Recepção 10 20 1 - - 200
Compacta
Fluo.
ZTP-04 08:00 às 20:00 hrs Recepção 12 20 1 - - 240
Compacta
Spot vapor
08:00 às 20:00 hrs Recepção 4 10 1 - - 40
merc.
12:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 12 86 2 2 176 2112
ZTP-05 Sala de
1 hora por dia Fluorescente 12 86 2 2 176 2112
reunião
ZTP-06 12:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 2 86 2 2 176 352
ZTP-07 12:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 6 86 2 2 176 1056
ZTP-08 12:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 32 86 2 2 176 5632
ZTP-09 12:00 às 19:00 hrs Servidor Fluorescente 4 86 2 2 176 704
ZTP-10 12:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 20 86 2 2 176 3520
ZTP-11 08:00 às 19:00 hrs Banheiro Fluorescente 2 86 2 2 176 352
ZTP-12 08:00 às 19:00 hrs Banheiro Fluorescente 2 86 2 2 176 352
ZTP-13 08:00 às 19:00 hrs Banheiro Fluorescente 2 86 2 2 176 352
ZTP-14 08:00 às 19:00 hrs Banheiro Fluorescente 2 86 2 2 176 352
161

Tabela 64 – Dados de iluminação (continuação)


Potência Nº lâmpadas Nº Potência Potência
Zona Tipo de Nº de
Padrão de uso Ambiente lâmpada por lâmpadas conjunto total
térmica luminária luminárias
(W) luminária por reator (W) instalada (W)
ZTP-15 12:00 às 19:00 hrs Biblioteca Fluorescente 14 86 2 2 176 2464
ZTP-16 08:00 às 19:00 hrs B. acessivel Fluorescente 1 86 2 2 176 176
ZTS-01 10:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 12 86 2 2 176 2112
ZTS-02 10:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 12 86 2 2 176 2112
ZTS-03 10:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 20 86 2 2 176 3520
ZTS-04 10:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 11 86 2 2 176 1936
ZTS-05 10:00 às 19:00 hrs Banheiro Fluorescente 2 86 2 2 176 352
ZTS-06 10:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 7 86 2 2 176 1232
ZTS-07 10:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 7 86 2 2 176 1232
ZTS-08 10:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 32 86 2 2 176 5632
ZTS-09 10:00 às 19:00 hrs Banheiro Fluorescente 2 2 2 176 352
ZTS-10 10:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 14 86 2 2 176 2464
ZTS-11 10:00 às 19:00 hrs Banheiro Fluorescente 2 86 2 2 176 352
ZTS-12 10:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 7 86 2 2 176 1232
ZTS-13 10:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 7 86 2 2 176 1232
ZTS-14 10:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 16 86 2 2 176 2816
ZTS-15 10:00 às 19:00 hrs Banheiro Fluorescente 2 86 2 2 176 352
ZTS-16 10:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 7 86 2 2 176 1232
2 hrs/dia (segunda, Sala de
ZTS-17 Fluorescente 8 86 2 2 176 1408
quinta e sexta) reunião
ZTS-18 10:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 12 86 2 2 176 2112
ZTS-19 10:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 12 86 2 2 176 2112
ZTS-20 10:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 64 86 2 2 176 11264
ZTS-21 10:00 às 19:00 hrs Banheiro Fluorescente 2 86 2 2 176 352
162

Tabela 64 – Dados de iluminação (conclusão)


Potência Nº lâmpadas Nº Potência Potência
Zona Tipo de Nº de
Padrão de uso Ambiente lâmpada por lâmpadas conjunto total
térmica luminária luminárias
(W) luminária por reator (W) instalada (W)
Ter/Qua Fluorescente 2 20 2 2 176 352
ZTS-22 Plenário
08:00 às 20:00 hrs Compacta 15 20 - - - 300
ZTS-23 10:00 às 19:00 hrs Banheiro Fluorescente 2 86 2 2 176 352
ZTS-24 10:00 às 19:00 hrs B. acessivel Fluorescente 1 86 2 2 176 176
ESC-1 - Escada Compacta 4 - - - - 0
ESC-2 - Escada Compacta 4 - - - - 0
ESC-3 - Escada Compacta 4 - - - - 0
ESC-4 - Escada Compacta 4 - - - - 0
EL-1 10:00 às 19:00 hrs Elevador Compacta 4 20 - - - 80
EL-2 10:00 às 19:00 hrs Elevador Compacta 4 20 - - - 80
CMAQ- Casa
- Compacta 1 86 2 2 176 0
1 máquinas
CMAQ- Casa
- Compacta 1 86 2 2 176 0
2 máquinas
- 08:00 às 20:00 hrs Corredor Fluorescente 96 20 2 2 41 3936
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).
163

Tabela 65 - Dados de equipamentos (continua)


Potência Potência
Zona Padrão de Potência Potência
Equipamento Quant. Stand total da
térmica uso (W) total (W)
By (W) zona (W)
Computador (1) 12:00 às 19:00 34,0 250 - 8500
Telefone 24 hrs 14,0 11 - 154
ZTT-02 12254
Frigobar (1) 24 hrs 5,0 80 - 400
Impressora 24 hrs 4,0 800 20 3200
Computador (1) 12:00 às 19:00 6,0 250 - 1500
ZTT-05 Telefone 24 hrs 2,0 11 - 22 1602
Frigobar (1) 24 hrs 1,0 80 - 80
Computador (1) 08:00 às 19:00 2,0 250 - 500
Telefone 24 hrs 1,0 11 - 11
ZTT-07 Frigobar (1) 24 hrs 1,0 80 - 80 2291
Micro-ondas (2) 12:00 às 14:00 1,0 1500 - 1500
TV (1) 08:00 às 19:00 1,0 200 30 200
11:00 às 12:30
ZTT-08 Chuveiro 2,0 5500 - 11000 11000
18:00 às 19:30
Computador (1) 12:00 às 19:00 34,0 250 - 8500
Telefone 24 hrs 15,0 11 - 165
ZTT-11 11465
Frigobar (1) 24 hrs 5,0 80 - 400
Impressora 24 hrs 3,0 800 20 2400
Computador (1) 10:00 às 17:00 6,0 250 - 1500
Caixa eletrônico (9) 24 hrs 2,0 700 - 1400
Porta magnetizada
ZTT-12 (8) 24 hrs 1,0 7 - 7 3751
Impressora 24 hrs 1,0 800 20 800
Telefone 24 hrs 4,0 11 - 44
Computador (1) 12:00 às 19:00 3,0 250 - 750
Telefone 24 hrs 2,0 11 - 22
ZTT-13 1652
Frigobar (1) 24 hrs 1,0 80 - 80
Impressora 24 hrs 1,0 800 20 800
Computador (1) 08:00 às 19:00 7,0 250 - 1750
Telefone 24 hrs 3,0 11 - 33
ZTT-14 2983
Frigobar (1) 24 hrs 5,0 80 - 400
Impressora 24 hrs 1,0 800 20 800
Micro-ondas (2) 12:00 às 14:00 1,0 1250 - 1250
ZTT-20 Máquina café 08:00 às 16:00 3,0 4000 - 12000 13330
Frigobar (1) 24 hrs 1,0 80 - 80
164

Tabela 65 – Dados de equipamentos (continuação)


Potência Potência
Zona Padrão de Potência Potência
Equipamento Quant. Stand total da
térmica uso (W) total (W)
By (W) zona (W)
08:00 às 12:00
(40%) - 12:00
às 19:00
ZTT-21 Bomba recalque (1) 2,0 1104 - 2208 2208
(80%) - 19:00
às 20:00
(40%)
Computador (1) 12:00 às 19:00 84,0 250 - 21000
Telefone 24 hrs 25,0 11 - 275
ZTP-01 25515
Frigobar (1) 24 hrs 3,0 80 - 240
Impressora 24 hrs 5,0 800 20 4000
Computador (1) 12:00 às 19:00 94,0 250 - 23500
Telefone 24 hrs 20,0 11 - 220
ZTP-02 24840
Frigobar (1) 24 hrs 4,0 80 - 320
Impressora 24 hrs 1,0 800 20 800
Computador (1) 10:00 às 19:00 32,0 250 - 8000
Telefone 24 hrs 11,0 11 - 121
ZTP-03 11561
Frigobar (1) 24 hrs 3,0 80 - 240
Impressora 24 hrs 4,0 800 20 3200
Computador (1) 12:00 às 19:00 2,0 250 - 500
Telefone 24 hrs 2,0 11 - 22
ZTP-04 2168,1
Cortina de ar (6) 10:00 às 19:00 6,0 270 - 1620
Catraca (7) 24 hrs 3,0 8,7 - 26,1
Computador (1) 10:00 às 19:00 13,0 250 - 3250
Telefone 24 hrs 5,0 11 - 55
ZTP-05 5065
Frigobar (1) 24 hrs 2,0 80 - 160
Impressora 24 hrs 2,0 800 20 1600
Computador (1) 10:00 às 19:00 4,0 250 - 1000
Telefone 24 hrs 1,0 11 - 11
ZTP-07 1891
Frigobar (1) 24 hrs 1,0 80 - 80
Impressora 24 hrs 1,0 800 20 800
Computador (1) 10:00 às 19:00 55,0 250 - 13750
Telefone 24 hrs 6,0 11 - 66
ZTP-08 17256
Frigobar (1) 24 hrs 3,0 80 - 240
Impressora 24 hrs 4,0 800 20 3200
ZTP-09 Servidor 24 hrs 1,0 6500 - 6500 6500
Computador (1) 10:00 às 19:00 32,0 250 - 8000
Telefone 24 hrs 4,0 11 - 44
ZTP-10 9084
Frigobar (1) 24 hrs 3,0 80 - 240
Impressora 24 hrs 1,0 800 20 800
165

Tabela 65 – Dados de equipamentos (continuação)


Potência Potência
Zona Padrão de Potência Potência
Equipamento Quant. Stand total da
térmica uso (W) total (W)
By (W) zona (W)
Computador (1) 10:00 às 19:00 6,0 250 - 1500
Telefone 24 hrs 4,0 11 - 44
ZTP-15 2504
Frigobar (1) 24 hrs 2,0 80 - 160
Impressora 24 hrs 1,0 800 20 800
Computador (1) 08:00 às 19:00 3,0 250 - 750
ZTS-01 830
Frigobar (1) 24 hrs 1,0 80 - 80
Computador (1) 08:00 às 19:00 17,0 250 - 4250
Telefone 24 hrs 6,0 11 - 66
ZTS-02 6956
Frigobar (1) 24 hrs 3,0 80 - 240
Impressora 24 hrs 3,0 800 20 2400
Computador (1) 08:00 às 19:00 11,0 250 - 2750
ZTS-03 2783
Telefone 24 hrs 3,0 11 - 33
Computador (1) 08:00 às 19:00 8,0 250 - 2000
Telefone 24 hrs 2,0 11 - 22
ZTS-04 2982
Frigobar (1) 24 hrs 2,0 80 - 160
Impressora 24 hrs 1,0 800 20 800
ZTS-05 Frigobar (1) 24 hrs 2,0 80 - 160 160
Computador (1) 08:00 às 19:00 4,0 250 - 1000
Telefone 24 hrs 2,0 11 - 22
ZTS-06 1902
Frigobar (1) 24 hrs 1,0 80 - 80
Impressora 24 hrs 1,0 800 20 800
Computador (1) 08:00 às 19:00 9,0 250 - 2250
Telefone 24 hrs 4,0 11 - 44
ZTS-07 3174
Frigobar (1) 24 hrs 1,0 80 - 80
Impressora 24 hrs 1,0 800 20 800
Computador (1) 08:00 às 19:00 26,0 250 - 6500
ZTS-08 Telefone 24 hrs 13,0 11 - 143 6723
Frigobar (1) 24 hrs 1,0 80 - 80
ZTS-09 Frigobar (1) 24 hrs 2,0 80 - 160 160
Computador (1) 08:00 às 19:00 15,0 250 - 3750
Telefone 24 hrs 5,0 11 - 55
ZTS-10 5485
Frigobar (1) 24 hrs 1,0 80 - 80
Impressora 24 hrs 2,0 800 20 1600
ZTS-11 Frigobar (1) 24 hrs 2,0 80 - 160 160
Computador (1) 08:00 às 19:00 10,0 250 - 2500
ZTS-12 Telefone 24 hrs 2,0 11 - 22 2602
Frigobar (1) 24 hrs 1,0 80 - 80
166

Tabela 65 – Dados de equipamentos (continuação)


Potência Potência
Zona Padrão de Potência Potência
Equipamento Quant. Stand total da
térmica uso (W) total (W)
By (W) zona (W)
Computador (1) 08:00 às 19:00 7,0 250 - 1750
Telefone 24 hrs 5,0 11 - 55
ZTS-13 2685
Frigobar (1) 24 hrs 1,0 80 - 80
Impressora 24 hrs 1,0 800 20 800
Computador (1) 08:00 às 19:00 6,0 250 - 1500
ZTS-14 1577
Telefone 24 hrs 7,0 11 - 77
ZTS-15 Frigobar (1) 24 hrs 2,0 80 - 160 160
Computador (1) 08:00 às 19:00 5,0 250 - 1250
Telefone 24 hrs 6,0 11 - 66
ZTS-16 2196
Frigobar (1) 24 hrs 1,0 80 - 80
Impressora 24 hrs 1,0 800 20 800
ZTS-17 Frigobar (1) 24 hrs 1,0 80 - 80 80
Computador (1) 08:00 às 19:00 9,0 250 - 2250
Telefone 24 hrs 2,0 11 - 22
ZTS-18 3232
Frigobar (1) 24 hrs 2,0 80 - 160
Impressora 24 hrs 1,0 800 20 800
Computador (1) 08:00 às 19:00 13,0 250 - 3250
Telefone 24 hrs 4,0 11 - 44
ZTS-19 5934
Frigobar (1) 24 hrs 3,0 80 - 240
Impressora 24 hrs 3,0 800 20 2400
Computador (1) 08:00 às 19:00 75,0 250 - 18750
Telefone 24 hrs 32,0 11 - 352
ZTS-20 24622
Frigobar (1) 24 hrs 9,0 80 - 720
Impressora 24 hrs 6,0 800 20 4800
Computador (1) 08:00 às 19:00 19,0 250 - 4750
Telefone 24 hrs 2,0 11 - 22
Frigobar (1) 24 hrs 3,0 80 - 240
(5) Ter/Qua
Mesa de som 1,0 90 - 90
08:00 às 20:00
Ter/Qua
Amplificador (1) 3,0 800 - 2400
08:00 às 20:00
ZTS-22 Micro-ondas (2) 12:00 às 14:00 1,0 1500 - 1500 11662
Ter/Qua
TV (1) 3,0 200 30 600
08:00 às 20:00
Ter/Qua
TV tubo (4) 1,0 40 3 40
08:00 às 20:00
Ter/Qua
Projetor (3) 2,0 210 18 420
08:00 às 20:00
Impressora 24 hrs 2,0 800 20 1600
CMAQ-1 Elevador 10:00 às 19:00 1,0 4600 15 4600 4600
CMAQ-2 Elevador 10:00 às 19:00 1,0 4600 15 4600 4600
167

Tabela 65 – Dados de equipamentos (conclusão)


Potência Potência
Zona Padrão de Potência Potência
Equipamento Quant. Stand total da
térmica uso (W) total (W)
By (W) zona (W)
Caixa eletrônico (9) 24 hrs por dia 2,0 700 - 1400
Corredor Estabilizador 24 hrs por dia 2,0 100 - 200 2200
Bebedouro 24 hrs por dia 6,0 100 - 600
(1) (2)
Fonte: ELETROBRÁS (2014); BEBER; SEEBERGER (2016); (3) CELPE (2007); (4)
PHILIPS (2018); (5) YAMAHA (2018); (6) SURYHA (2018); (7) CANAL (2018); (8)
AUTOMATIZA (2018); (9) ITAUTEC (2018).
Nota: As informações dos equipamentos foram coletadas em visita à edificação. Elaborado
pelos autores (2018).
168

APÊNDICE D – PARÂMETROS PARA CONFIGURAÇÃO DA ENVOLTÓRIA


DOS MODELOS DE REFERÊNCIA

ENVOLTÓRIA PARA O MODELO DE REFERÊNCIA A

Com base nos limites apresentados na Tabela 20, adequou-se o PAFT para o modelo
de referência A, que é de 18,17%. Além disso, definiu-se materiais apenas para efeito
de estudo, mantendo uma espessura média entre as superfícies com espessuras
próximas e alterando o valor do coeficiente de condutividade térmica, a fim de alcançar
a transmitância limite. As composições das superfícies utilizadas no programa de
simulação são apresentadas na Tabela 66.

Tabela 66 - Configuração das paredes externas e cobertura - Nível A

e λ ρ c CT U
Material
(cm) (W/mK) (kg/m³) (J/kgK) (kJ/m²K) (W/m²K)

PAREDE EXTERNA 1 (U = 3,7 W/m²K)


Material 1, parede
20 1,663 450 2300 207 3,7
U = 3,7
PAREDE EXTERNA 2 (U = 3,7 W/m²K) - PAREDES EM CONTATO COM SOLO
Material 2, parede
20 1,331 450 2300 207 3,7
U = 3,7
PAREDE EXTERNA 3 (U = 2,5 W/m²K)
Material parede
4 0,160 450 2300 41,4 2,5
U = 2,5
COBERTURA 1 (U = 1,0 W/m²K)

Material ambiente condicionado 94 1,068 2300 1000 2162 1,0

COBERTURA 2 (U = 2,0 W/m²K)


Material 1, ambiente
5 0,132 2300 1000 115 2,0
não condicionado
COBERTURA 3 (U = 2,0 W/m²K) - TELHADO VERDE
Material 2, ambiente
100 2,631 2300 1000 2300 2,0
não condicionado
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).
169

ENVOLTÓRIA PARA O MODELO DE REFERÊNCIA B

Com base nos limites apresentados na Tabela 20, adequou-se o PAFT para o modelo
de referência B, que é de 31,29%. Além disso, definiu-se materiais apenas para efeito
de estudo, mantendo uma espessura média entre as superfícies com espessuras
próximas e alterando o valor do coeficiente de condutividade térmica, a fim de alcançar
a transmitância limite. As composições das superfícies utilizadas no programa de
simulação são apresentadas na Tabela 67.

Tabela 67 - Configuração das paredes externas e cobertura - Nível B

e λ ρ c CT U
Material
(cm) (W/mK) (kg/m³) (J/kgK) (kJ/m²K) (W/m²K)

PAREDE EXTERNA 1 (U = 3,7 W/m²K)


Material 1, parede
20 1,663 450 2300 207 3,7
U = 3,7
PAREDE EXTERNA 2 (U = 3,7 W/m²K) - PAREDES EM CONTATO COM SOLO
Material 2, parede
20 1,331 450 2300 207 3,7
U = 3,7
PAREDE EXTERNA 3 (U = 2,5 W/m²K)
Material parede
4 0,160 450 2300 41,4 2,5
U = 2,5
COBERTURA 1 (U = 1,0 W/m²K)

Material ambiente condicionado 94 1,719 2300 1000 2162 1,5

COBERTURA 2 (U = 2,0 W/m²K)


Material 1, ambiente
5 0,132 2300 1000 115 2,0
não condicionado
COBERTURA 3 (U = 2,0 W/m²K) - TELHADO VERDE
Material 2, ambiente
100 2,631 2300 1000 2300 2,0
não condicionado
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).
170

ENVOLTÓRIA PARA O MODELO DE REFERÊNCIA C

Com base nos limites apresentados na Tabela 20, adequou-se o PAFT para o modelo
de referência C, que é de 44,45%. Além disso, definiu-se materiais apenas para efeito
de estudo, mantendo uma espessura média entre as superfícies com espessuras
próximas e alterando o valor do coeficiente de condutividade térmica, a fim de alcançar
a transmitância limite. As composições das superfícies utilizadas no programa de
simulação são apresentadas na Tabela 68.

Tabela 68 - Configuração das paredes externas e cobertura - Nível C

e λ ρ c CT U
Material
(cm) (W/mK) (kg/m³) (J/kgK) (kJ/m²K) (W/m²K)

PAREDE EXTERNA 1 (U = 3,7 W/m²K)


Material 1, parede
20 1,663 450 2300 207 3,7
U = 3,7

PAREDE EXTERNA 2 (U = 3,7 W/m²K) - PAREDES EM CONTATO COM SOLO


Material 2, parede
20 1,331 450 2300 207 3,7
U = 3,7
PAREDE EXTERNA 3 (U = 2,5 W/m²K)
Material parede
4 0,160 450 2300 41,4 2,5
U = 2,5
COBERTURA 1 (U = 1,0 W/m²K)

Material ambiente condicionado 94 2,473 2300 1000 2162 2,0

COBERTURA 2 (U = 2,0 W/m²K)


Material 1, ambiente
5 0,132 2300 1000 115 2,0
não condicionado
COBERTURA 3 (U = 2,0 W/m²K) - TELHADO VERDE
Material 2, ambiente
100 2,631 2300 1000 2300 2,0
não condicionado
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).
171

ENVOLTÓRIA PARA O MODELO DE REFERÊNCIA D

Com base nos limites apresentados na Tabela 20, adequou-se o PAFT para o modelo
de referência D, que é de 57,61%. Além disso, a transmitância e absortância das
coberturas e paredes externas são iguais para o nível C e D, assim, a composição
das superficies utilizadas na configuração do caso de referência D seguiu a mesma
apresentada na Tabela 68.

OBSERVAÇÕES ACERCA DO MODELO DE REFERÊNCIA D

Após a modelagem e atribuição do modelo de referência do nível D, tentou-se


executar a simulação da edificação, mas o EnergyPlus encontrou um erro no arquivo
.idf utilizado. Tal erro não pode ser corrigido visto que não foi possível identificá-lo na
análise do material.

Dessa forma, optou-se por aproximar os resultados desse modelo de referência por
meio da obtenção de uma equação a partir de uma regressão linear baseada nos
valores encontrados durante a simulação dos níveis A, B e C. Embora os valores não
sejam tão precisos, são aceitáveis para a comparação do consumo do modelo real e
os de referência.
172

APÊNDICE E – DADOS DE ILUMINAÇÃO DA PROPOSTA DE MELHORIA

Tabela 69 - Dados de iluminação da proposta da melhoria (continua)


Potência Nº lâmpadas Potência Potência
Zona Tipo de Nº de
Padrão de uso Ambiente lâmpada por conjunto total
térmica luminária luminárias
(W) luminária (W) instalada (W)
ZTT-01 16:00 às 20:00 hrs Garagem Fluorescente 16 9 2 18,0 288,0
ZTT-02 12:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 40 9 2 18,0 720,0
ZTT-03 12:00 às 19:00 hrs Almoxarifado Fluorescente 4 9 2 18,0 72,0
ZTT-04 - Copa Fluorescente 4 18 2 36,0 144,0
ZTT-05 12:00 às 19:00 hrs Recepção Fluorescente 8 18 2 36,0 288,0
ZTT-06 12:00 às 19:00 hrs Almoxarifado Fluorescente 8 18 2 36,0 288,0
ZTT-07 08:00 às 19:00 hrs Motoristas Fluorescente 4 18 2 36,0 144,0
11:00 às 12:30 hrs
ZTT-08 Vestiário Fluorescente 2 18 2 36,0 72,0
18:00 às 19:30 hrs
- Oficina Fluorescente 1 18 2 36,0
ZTT-09 72,0
- Depósito Fluorescente 1 18 2 36,0
ZTT-10 12:00 às 20:00 hrs Garagem Fluorescente 11 18 2 36,0 396,0
ZTT-11 12:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 36 18 2 36,0 1296,0
Tubular 6 20 4 80,0
ZTT-12 10:00 às 17:00 hrs Banco 580,0
Compacta 5 20 1 20,0
ZTT-13 12:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 16 18 2 36,0 576,0
Telefonia/Arq
ZTT-14 08:00 às 19:00 hrs Fluorescente 16 18 2 36,0 576,0
Corrente
ZTT-16 08:00 às 19:00 hrs Banheiro Fluorescente 2 18 2 36,0 72,0
ZTT-17 08:00 às 19:00 hrs Banheiro Fluorescente 2 18 2 36,0 72,0
ZTT-18 08:00 às 19:00 hrs Banheiro Fluorescente 2 18 2 36,0 72,0
ZTT-19 08:00 às 19:00 hrs Banheiro Fluorescente 2 18 2 36,0 72,0
173

Tabela 69 – Dados de iluminação da proposta da melhoria (continuação)

Potência Nº lâmpadas Potência Potência


Zona Tipo de Nº de
Padrão de uso Ambiente lâmpada por conjunto total
térmica luminária luminárias
(W) luminária (W) instalada (W)
2 18 4 72,0
ZTT-20 07:00 às 19:00 hrs Refeitório Fluorescente 2 18 2 36,0 252,0
2 18 1 18,0
ZTT-22 08:00 às 19:00 hrs B. acessivel Fluorescente 1 9 2 18,0 18,0
ZTP-01 12:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 64 18 2 36,0 2304,0
ZTP-02 12:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 64 18 2 36,0 2304,0
12:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 20 18 2 36,0
ZTP-03 864,0
10:00 às 19:00 hrs Protocolo Fluorescente 4 18 2 36,0
08:00 às 20:00 hrs Recepção Fluo. Compacta 10 9 1 9,0
ZTP-04 08:00 às 20:00 hrs Recepção Fluo. Compacta 12 9 1 9,0 238,0
08:00 às 20:00 hrs Recepção Spot vapor merc. 4 10 1 10,0
12:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 12 18 2 36,0
ZTP-05 Sala de 864,0
1 hora por dia Fluorescente 12 18 2 36,0
reunião
ZTP-06 12:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 2 18 2 36,0 72,0
ZTP-07 12:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 6 18 2 36,0 216,0
ZTP-08 12:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 32 18 2 36,0 1152,0
ZTP-09 12:00 às 19:00 hrs Servidor Fluorescente 4 18 2 36,0 144,0
ZTP-10 12:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 20 18 2 36,0 720,0
ZTP-11 08:00 às 19:00 hrs Banheiro Fluorescente 2 18 2 36,0 72,0
ZTP-12 08:00 às 19:00 hrs Banheiro Fluorescente 2 18 2 36,0 72,0
ZTP-13 08:00 às 19:00 hrs Banheiro Fluorescente 2 18 2 36,0 72,0
ZTP-14 08:00 às 19:00 hrs Banheiro Fluorescente 2 18 2 36,0 72,0
ZTP-15 12:00 às 19:00 hrs Biblioteca Fluorescente 14 18 2 36,0 504,0
174

Tabela 69 – Dados de iluminação da proposta da melhoria (continuação)


Potência Nº lâmpadas Potência Potência
Zona Tipo de Nº de
Padrão de uso Ambiente lâmpada por conjunto total
térmica luminária luminárias
(W) luminária (W) instalada (W)
ZTP-16 08:00 às 19:00 hrs B. acessivel Fluorescente 1 9 2 18,0 18,0
ZTS-01 10:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 12 18 2 36,0 432,0
ZTS-02 10:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 12 18 2 36,0 432,0
ZTS-03 10:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 20 18 2 36,0 720,0
ZTS-04 10:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 11 18 2 36,0 396,0
ZTS-05 10:00 às 19:00 hrs Banheiro Fluorescente 2 18 2 36,0 72,0
ZTS-06 10:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 7 18 2 36,0 252,0
ZTS-07 10:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 7 18 2 36,0 252,0
ZTS-08 10:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 32 18 2 36,0 1152,0
ZTS-09 10:00 às 19:00 hrs Banheiro Fluorescente 2 18 2 36,0 72,0
ZTS-10 10:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 14 18 2 36,0 504,0
ZTS-11 10:00 às 19:00 hrs Banheiro Fluorescente 2 18 2 36,0 72,0
ZTS-12 10:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 7 18 2 36,0 252,0
ZTS-13 10:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 7 18 2 36,0 252,0
ZTS-14 10:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 16 18 2 36,0 576,0
ZTS-15 10:00 às 19:00 hrs Banheiro Fluorescente 2 18 2 36,0 72,0
ZTS-16 10:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 7 18 2 36,0 252,0
2 hrs/dia (segunda, Sala de
ZTS-17 Fluorescente 8 18 2 36,0 288,0
quinta e sexta) reunião
ZTS-18 10:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 12 18 2 36,0 432,0
ZTS-19 10:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 12 18 2 36,0 432,0
ZTS-20 10:00 às 19:00 hrs Escritório Fluorescente 64 18 2 36,0 2304,0
ZTS-21 10:00 às 19:00 hrs Banheiro Fluorescente 2 18 2 36,0 72,0
175

Tabela 69 – Dados de iluminação da proposta da melhoria (conclusão)


Potência Nº lâmpadas Potência Potência
Zona Tipo de Nº de
Padrão de uso Ambiente lâmpada por conjunto total
térmica luminária luminárias
(W) luminária (W) instalada (W)
Ter/Qua Fluorescente 2 9 2 18,0
ZTS-22 Plenário 171,0
08:00 às 20:00 hrs Compacta 15 9 1 9,0
ZTS-23 10:00 às 19:00 hrs Banheiro Fluorescente 2 18 2 36,0 72,0
ZTS-24 10:00 às 19:00 hrs B. acessivel Fluorescente 1 9 2 18,0 18,0
ESC-1 - Escada Compacta 4 - - - 0,0
ESC-2 - Escada Compacta 4 - - - 0,0
ESC-3 - Escada Compacta 4 - - - 0,0
ESC-4 - Escada Compacta 4 - - - 0,0
EL-1 10:00 às 19:00 hrs Elevador Compacta 4 9 - - 36,0
EL-2 10:00 às 19:00 hrs Elevador Compacta 4 9 - - 36,0
CMAQ-1 - Casa máquinas Compacta 1 18 2 36,0 0,0
CMAQ-2 - Casa máquinas Compacta 1 18 2 36,0 0,0
- 08:00 às 20:00 hrs Corredor Fluorescente 96 9 2 18,0 1728,0
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).
176

APÊNDICE F – ORÇAMENTOS DAS PROPOSTAS DE MELHORIA

Tabela 70 - Orçamento das propostas de melhoria (continua)


PREÇO - R$
FONTE ITEM ESPECIFICAÇÃO DOS SERVIÇOS UN. QUANT.
Unitário Total
1 ENVOLTÓRIA R$ 1.662.283,08
1.1 Parede de concreto com camada de gesso R$ 29.538,45
APLICAÇÃO MANUAL DE GESSO
SARRAFEADO (COM TALISCAS) EM PAREDES
SINAPI 87423 1.1.1 m² 519,86 R$ 23,29 R$ 12.107,54
DE AMBIENTES DE ÁREA MAIOR QUE 10M²,
ESPESSURA DE 1,0CM
Emassamento de paredes e forros, com duas
IOPES 190101 1.1.2 demãos de massa à base de PVA, marcas de m² 519,86 R$ 11,94 R$ 6.207,13
referência Suvinil, Coral ou Metalatex
Pintura com tinta látex PVA Suvinil, Coral ou
IOPES 160707 1.1.3 Metalatex, inclusive selador em paredes internas m² 519,86 R$ 21,59 R$ 11.223,78
e forros a três demãos
1.2 Parede de drywall com lã de rocha R$ 83.528,76

IOPES 010239 1.2.1 Retirada de divisórias com reaproveitamento m² 637,224 R$ 31,22 R$ 19.894,13

PAREDE COM PLACAS DE GESSO


ACARTONADO (DRYWALL), PARA USO
SINAPI 96359 1.2.2 INTERNO, COM AS DUAS FACES SIMPLES E m² 568,134 R$ 79,86 R$ 45.371,18
ESTRUTURA METÁLICA COM GUIAS SIMPLES,
COM VÃOS
PAREDE COM PLACAS DE GESSO
ACARTONADO (DRYWALL), PARA USO
SINAPI 96358 1.2.3 INTERNO, COM AS DUAS FACES SIMPLES E m² 69,09 R$ 72,66 R$ 5.020,08
ESTRUTURA METÁLICA COM GUIAS SIMPLES,
SEM VÃOS.
177

Tabela 70 – Orçamento das propostas de melhoria (continuação)

PREÇO - R$
FONTE ITEM ESPECIFICAÇÃO DOS SERVIÇOS UN. QUANT.
Unitário Total
INSTALAÇÃO DE ISOLAMENTO COM LÃ DE
SINAPI 96372 1.2.4 ROCHA EM PAREDES DRYWALL (obs: m² 637,224 R$ 12,54 R$ 7.990,79
e=50mm)
RECOLOCACAO DE FOLHAS DE PORTA DE
SINAPI 72144 1.2.5 PASSAGEM OU JANELA, CONSIDERANDO und 71 R$ 73,98 R$ 5.252,58
REAPROVEITAMENTO DO MATERIAL
1.3 Parede de termowall R$ 138.840,22

IOPES 010239 1.2.1 Retirada de divisórias com reaproveitamento m² 637,224 R$ 31,22 R$ 19.894,13

MERCADO 1.3.1 Painel termowall com acessórios m² 637,224 R$ 130,00 R$ 82.839,12


MERCADO 1.3.2 Instalação de parede termowall m² 637,224 R$ 48,42 R$ 30.854,39
RECOLOCACAO DE FOLHAS DE PORTA DE
SINAPI 72144 1.3.3 PASSAGEM OU JANELA, CONSIDERANDO und 71 R$ 73,98 R$ 5.252,58
REAPROVEITAMENTO DO MATERIAL
1.4 Divisória de madeira de 20 mm com vidro R$ 761,30

COMPOSIÇÃO Instalação de divisória de madeira compensada 10


1.4.1 m² 10,5 R$ 50,51 R$ 530,40
PRÓPRIA mm

Pintura com verniz filtro solar fosco, linha


IOPES 190306 1.4.3 Premium, em madeira, a três demãos, marcas de m² 10,5 R$ 21,99 R$ 230,90
referência Suvinil, Coral ou Metalatex
1.5 Cobertura em telha termoacústica R$ 1.315.458,61
TCE-ES 1.5.1 Orçamento em anexo UND 1 R$ 1.315.458,61 R$ 1.315.458,61
Cobertura impermeabilizada com camada de
1.6 R$ 9.962,97
poliestireno
MERCADO 1.6.1 Placa de EPS Isopor de 2,5 cm de espessura m² 156,38 R$ 14,60 R$ 2.283,15
178

Tabela 70 – Orçamento das propostas de melhoria (continuação)

PREÇO - R$
FONTE ITEM ESPECIFICAÇÃO DOS SERVIÇOS UN. QUANT.
Unitário Total
CONTRAPISO EM ARGAMASSA TRAÇO 1:4
(CIMENTO E AREIA), PREPARO MECÂNICO
SINAPI 87630 1.6.2 COM BETONEIRA 400 L, APLICADO EM ÁREAS m² 156,38 R$ 26,71 R$ 4.176,91
SECAS SOBRE LAJE, ADERIDO, ESPESSURA
3CM
Pintura com tinta acrílica Suvinil, Coral ou
IOPES 160708 1.6.3 Metalatex, inclusive selador acrílico, em paredes m² 156,38 R$ 22,40 R$ 3.502,91
externas a três demãos
1.7 Pintura da fachada R$ 84.192,77

IOPES 160708 Pintura com fundo preparador, em paredes


1.7.1 m² 2887,82 R$ 6,75 R$ 19.505,61
(adaptado) externas a uma demão

Pintura com tinta acrílica Suvinil, Coral ou


IOPES 160708 1.7.2 Metalatex, inclusive selador acrílico, em paredes m² 2887,82 R$ 22,40 R$ 64.687,17
externas a três demãos
2 ILUMINAÇÃO R$ 222.565,93
2.1 Lâmpadas R$ 130.202,19
Fornecimento e instalação de luminária de 1,2m,
LABOR/TCE-
2.1.1 p/ duas lâmpadas LED 18/20W, completa, soquete und 891 R$ 120,75 R$ 107.588,25
ES
antivibratório e lâmpada LED 18/20W-127V
Fornecimento e instalação de luminária de 0,6m,
LABOR/TCE-
2.1.2 p/ duas lâmpadas LED 9/10W, completa, soquete und 219 R$ 103,26 R$ 22.613,94
ES
antivibratório e lâmpada LED 9/10W-127/220V
179

Tabela 70 – Orçamento das propostas de melhoria (continuação)

PREÇO - R$
FONTE ITEM ESPECIFICAÇÃO DOS SERVIÇOS UN. QUANT.
Unitário Total
2.2 Sensores R$ 192,42
SENSOR DE PRESENÇA SEM FOTOCÉLULA,
SINAPI 97596 2.2.1 FIXAÇÃO EM PAREDE - FORNECIMENTO E und 6 R$ 32,07 R$ 192,42
INSTALAÇÃO.
2.3 Instalação R$ 92.363,74
Fio de cobre termoplástico, com isolamento para
IOPES 151402 2.3.1 m 3375,435 R$ 5,20 R$ 17.552,26
750V, seção de 2.5 mm2
Fio ou cabo de cobre termoplástico, com
IOPES 151405 2.3.2 m 168,77175 R$ 10,64 R$ 1.795,73
isolamento para 750V, seção de 10.0 mm2
Interruptor 127V 1 seção - Interruptor de uma tecla
IOPES 180204 2.3.3 und 66 R$ 24,35 R$ 1.607,10
simples 10A/250V, com placa 4x2"
Interruptor 127V 2 seção - Interruptor de duas
IOPES 180205 2.3.4 und 87 R$ 38,59 R$ 3.357,33
teclas simples 10A/250V, com placa 4x2"
Interruptor 127V 3 seção - Interruptor de três teclas
IOPES 180212 2.3.5 und 18 R$ 52,82 R$ 950,76
simples 10A/250V, c/ placa 4x2"
Eletroduto de PVC rígido roscável, diâm. 1"
IOPES 151127 2.3.6 m 964,41 R$ 20,67 R$ 19.934,35
(32mm), inclusive conexões
Condulete múltipo em PVC, com tampa e
MERCADO 2.3.7 daptadores, para eletroduto 1" - fornecimento e und 1356 R$ 23,76 R$ 32.218,56
instalação
Eletrocalha perfurada em chapa de aço
IOPES 150836 2.3.8 m 115 R$ 78,44 R$ 9.020,60
galvanizado nº16, 200x100mm, sem tampa
Mini-Disjuntor monopolar 20 A, curva C - 5KA
220/127VCA (NBR IEC 60947-2), Ref. Siemens,
IOPES 151302 2.3.9 und 60 R$ 18,86 R$ 1.131,60
GE, Schneider ou
equivalente
180

Tabela 70 – Orçamento das propostas de melhoria (continuação)

PREÇO - R$
FONTE ITEM ESPECIFICAÇÃO DOS SERVIÇOS UN. QUANT.
Unitário Total
Mini-Disjuntor tripolar 40 A, curva C - 5KA
IOPES 151310 2.3.10 220/127VCA (NBR IEC 60947-2), Ref. Siemens, und 12 R$ 83,47 R$ 1.001,64
GE, Schneider ou equivalente
Quadro de distribuição de energia de sobrepor em
chapa metálica, para 18 disjuntores
MERCADO 2.3.11 termomagnéticos monopolares din, com und 12 R$ 316,15 R$ 3.793,80
barramentos trifásicos 100A, neutro e terra -
fornecimento e instalação
3 AR CONDICIONADO R$ 446.165,53
MERCADO 3.1 Condicionador de ar, tipo Janela de 7.500 BTU/h UND 8 R$ 898,05 R$ 7.184,40
MERCADO 3.1 Condicionador de ar, tipo Janela de 12.000 BTU/h UND 34 R$ 1.759,00 R$ 59.806,00
MERCADO 3.2 Condicionador de ar, tipo Janela de 18.000 BTU/h UND 55 R$ 1.853,00 R$ 101.915,00
MERCADO 3.3 Condicionador de ar, tipo Janela de 21.000 BTU/h UND 28 R$ 2.716,63 R$ 76.065,64
MERCADO 3.4 Condicionador de ar, tipo Janela de 30.000 BTU/h UND 1 R$ 3.394,02 R$ 3.394,02
Condicionador de ar “SPLIT”, tipo Hi Wall Inverter,
TCE-ES 3.5 UND 11 R$ 2.059,70 R$ 22.656,70
capacidade de refrigeração de 12.000 BTU/h
Condicionador de ar “SPLIT”, tipo Hi Wall Inverter,
TCE-ES 3.6 UND 9 R$ 2.935,71 R$ 26.421,39
capacidade de refrigeração de 18.000 BTU/h
Condicionador de ar “SPLIT”, tipo Hi Wall Inverter,
TCE-ES 3.7 UND 11 R$ 3.374,08 R$ 37.114,88
capacidade de refrigeração de 24.000 BTU/h
181

Tabela 70 – Orçamento das propostas de melhoria (conclusão)

PREÇO - R$
FONTE ITEM ESPECIFICAÇÃO DOS SERVIÇOS UN. QUANT.
Unitário Total
Condicionador de ar “SPLIT”, tipo Hi-Wall Inverter,
TCE-ES 3.8 UND 3 R$ 6.403,89 R$ 19.211,67
capacidade de refrigeração de 27.000 BTU/h
Condicionador de ar “SPLIT”; tipo Inverter,
TCE-ES 3.9 UND 5 R$ 9.510,09 R$ 47.550,45
capacidade de refrigeração de 36.000 BTU/h
Condicionador de ar “SPLIT CASSETE”;
MERCADO 3.10 UND 2 R$ 6.897,69 R$ 13.795,38
capacidade de refrigeração de 48.000 BTU/h
Instalação de aparelhos de ar condicionado, tipo
MERCADO 3.11 split, inclusive com fornecimento de tubulações UND 41 R$ 450,00 R$ 18.450,00
necessárias até 3 metros
Instalação de aparelhos de ar condicionado, tipo
MERCADO 3.12 janela, inclusive com fornecimento de tubulações UND 126 R$ 100,00 R$ 12.600,00
necessárias
4 BONIFICAÇÕES
4.1 Captação de água de chuva R$ 89.807,56
TCE-ES Orçamento em anexo UND 1 R$ 89.807,56 R$ 89.807,56
4.2 Sistema de energia fotovoltaica
MERCADO
4.2.1 Sistema da proposta 1 - Orçamento em anexo UND 1 R$ 517.476,19 R$ 517.476,19
(A&G)
MERCADO
4.2.2 Sistema da proposta 2 - Orçamento em anexo UND 1 R$ 1.155.961,27 R$ 1.155.961,27
(A&G)
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).
182

Tabela 71 - Composição de orçamento: Pintura com fundo preparador, em paredes externas a uma demão
Preço
Código Componentes UNID. Coeficiente Subtotal
Unitário
Mão de Obra (inclusive leis sociais de 128,33 %)
AJUDANTE (LABOR) H 0,1333 12,38 R$ 1,65
PINTOR (LABOR) H 0,1667 14,66 R$ 2,44
Subtotal de Mão de Obra R$ 4,09
Materiais
LIXA PARA MADEIRA/MASSA Nº 150 (LABOR) UN 0,2500 0,56 R$ 0,14
Fundo Preparador Parede Suvinil ou Coral L 0,0800 11,64 R$ 0,93
Subtotal de materiais R$ 1,07
Total R$ 5,16
BDI de 30,90% R$ 1,59
Total Geral R$ 6,75
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).
183

Tabela 72 - Composição de orçamento: Instalação de divisória de madeira compensada 10mm


Preço
Código Componentes UNID. Coeficiente Subtotal
Unitário
Mão de Obra (inclusive leis sociais de 128,33 %)
Ajudante H 0,2000 12,38 R$ 2,48
Carpinteiro H 0,2000 14,66 R$ 2,93
Subtotal de Mão de Obra R$ 5,41
Materiais
MERCADO Madeira compensada 10mm m² 1,1000 25,33 R$ 27,86
IOPES 210102 Cola branca base PVA L 0,3600 14,79 R$ 5,32
Subtotal de materiais R$ 33,18
Total R$ 38,59
BDI de 30,90% R$ 11,92
Total Geral R$ 50,51
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).
184

APÊNDICE G – TABELAS E GRÁFICOS DA ANÁLISE FINANCEIRA

Tabela 73 - Cenário 1 + PPF1


Economia Geração Economia Fluxo de
Período Saldo
Energia Energia Água Caixa
(ano) (R$)
(R$) (R$) (R$) (R$)
0 -2247485,77 -517476,19 -89807,56 -2854769,52 -2854769,52
1 78349,76 48790,00 7850,15 134989,92 -2719779,61
2 88225,75 54549,66 8388,80 151164,22 -2568615,39
3 99346,61 60989,25 8964,41 169300,27 -2399315,12
4 111869,25 68189,03 9579,52 189637,80 -2209677,32
5 125970,36 76238,75 10236,84 212445,95 -1997231,37
6 141848,93 85238,73 10939,26 238026,91 -1759204,46
7 159728,99 95301,16 11689,87 266720,02 -1492484,44
8 179862,82 106551,46 12491,99 298906,28 -1193578,16
9 202534,53 119129,86 13349,15 335013,55 -858564,61
10 228064,01 133193,15 14265,12 375522,28 -483042,33
11 256811,48 148916,60 15243,95 420972,03 -62070,30
12 289182,57 166496,20 16289,94 471968,71 409898,40
13 325634,03 186151,08 17407,70 529192,81 939091,21
14 366680,20 208126,21 18602,16 593408,57 1532499,78
15 412900,24 232695,51 19878,58 665474,32 2197974,10
16 464946,31 260165,22 21242,58 746354,11 2944328,21
17 523552,80 290877,72 22700,17 837130,69 3781458,89
18 589546,63 325215,83 24257,78 939020,24 4720479,14
19 663858,98 363607,56 25922,27 1053388,81 5773867,95
20 747538,40 406531,44 27700,97 1181770,81 6955638,76
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).
185

Tabela 74 - Cenário 1 + PPF2


Economia Geração Economia Fluxo de
Período Saldo
Energia Energia Água Caixa
(ano) (R$)
(R$) (R$) (R$) (R$)
0 -2247485,77 -1155961,27 -89807,56 -3493254,60 -3493254,60
1 78349,76 102477,95 7850,15 188677,86 -3304576,74
2 88225,75 114575,47 8388,80 211190,02 -3093386,72
3 99346,61 128101,11 8964,41 236412,13 -2856974,59
4 111869,25 143223,44 9579,52 264672,21 -2592302,38
5 125970,36 160130,97 10236,84 296338,17 -2295964,21
6 141848,93 179034,43 10939,26 331822,61 -1964141,60
7 159728,99 200169,44 11689,87 371588,30 -1592553,30
8 179862,82 223799,45 12491,99 416154,26 -1176399,04
9 202534,53 250218,97 13349,15 466102,65 -710296,38
10 228064,01 279757,32 14265,12 522086,46 -188209,93
11 256811,48 312782,67 15243,95 584838,10 396628,17
12 289182,57 349706,67 16289,94 655179,17 1051807,34
13 325634,03 390989,54 17407,70 734031,27 1785838,61
14 366680,20 437145,85 18602,16 822428,21 2608266,82
15 412900,24 488750,92 19878,58 921529,73 3529796,55
16 464946,31 546447,97 21242,58 1032636,86 4562433,41
17 523552,80 610956,15 22700,17 1157209,12 5719642,53
18 589546,63 683079,52 24257,78 1296883,93 7016526,46
19 663858,98 763717,06 25922,27 1453498,31 8470024,77
20 747538,40 853873,86 27700,97 1629113,23 10099138,00
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).
186

Tabela 75 - Cenário 2 + PPF1


Economia Geração Economia Fluxo de
Período Saldo
Energia Energia Água Caixa
(ano) (R$)
(R$) (R$) (R$) (R$)
0 -2163293,00 -517476,19 -89807,56 -2770576,75 -2770576,75
1 77617,72 48790,00 7850,15 134257,87 -2636318,88
2 87401,43 54549,66 8388,80 150339,90 -2485978,98
3 98418,38 60989,25 8964,41 168372,05 -2317606,93
4 110824,02 68189,03 9579,52 188592,57 -2129014,36
5 124793,39 76238,75 10236,84 211268,97 -1917745,39
6 140523,59 85238,73 10939,26 236701,58 -1681043,81
7 158236,59 95301,16 11689,87 265227,62 -1415816,19
8 178182,31 106551,46 12491,99 297225,77 -1118590,42
9 200642,19 119129,86 13349,15 333121,21 -785469,21
10 225933,14 133193,15 14265,12 373391,41 -412077,80
11 254412,02 148916,60 15243,95 418572,56 6494,76
12 286480,65 166496,20 16289,94 469266,79 475761,55
13 322591,54 186151,08 17407,70 526150,31 1001911,86
14 363254,20 208126,21 18602,16 589982,57 1591894,42
15 409042,39 232695,51 19878,58 661616,48 2253510,90
16 460602,18 260165,22 21242,58 742009,98 2995520,88
17 518661,09 290877,72 22700,17 832238,98 3827759,86
18 584038,32 325215,83 24257,78 933511,93 4761271,79
19 657656,35 363607,56 25922,27 1047186,18 5808457,97
20 740553,93 406531,44 27700,97 1174786,34 6983244,31
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).
187

Tabela 76 - Cenário 2 + PPF2


Economia Geração Economia Fluxo de
Período Saldo
Energia Energia Água Caixa
(ano) (R$)
(R$) (R$) (R$) (R$)
0 -2163293,00 -1155961,27 -89807,56 -3409061,83 -3409061,83
1 77617,72 102477,95 7850,15 187945,82 -3221116,01
2 87401,43 114575,47 8388,80 210365,70 -3010750,30
3 98418,38 128101,11 8964,41 235483,90 -2775266,40
4 110824,02 143223,44 9579,52 263626,98 -2511639,42
5 124793,39 160130,97 10236,84 295161,19 -2216478,23
6 140523,59 179034,43 10939,26 330497,28 -1885980,95
7 158236,59 200169,44 11689,87 370095,90 -1515885,05
8 178182,31 223799,45 12491,99 414473,75 -1101411,30
9 200642,19 250218,97 13349,15 464210,31 -637200,98
10 225933,14 279757,32 14265,12 519955,59 -117245,40
11 254412,02 312782,67 15243,95 582438,64 465193,24
12 286480,65 349706,67 16289,94 652477,25 1117670,49
13 322591,54 390989,54 17407,70 730988,77 1848659,26
14 363254,20 437145,85 18602,16 819002,21 2667661,47
15 409042,39 488750,92 19878,58 917671,89 3585333,35
16 460602,18 546447,97 21242,58 1028292,73 4613626,08
17 518661,09 610956,15 22700,17 1152317,41 5765943,49
18 584038,32 683079,52 24257,78 1291375,62 7057319,11
19 657656,35 763717,06 25922,27 1447295,68 8504614,79
20 740553,93 853873,86 27700,97 1622128,76 10126743,55
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).
188

Tabela 77 - Cenário 3 + PPF1


Economia Geração Economia Fluxo de
Período Saldo
Energia Energia Água Caixa
(ano) (R$)
(R$) (R$) (R$) (R$)
0 -2192174,32 -517476,19 -89807,56 -2799458,07 -2799458,07
1 77652,89 48790,00 7850,15 134293,05 -2665165,02
2 87441,04 54549,66 8388,80 150379,51 -2514785,51
3 98462,98 60989,25 8964,41 168416,65 -2346368,86
4 110874,24 68189,03 9579,52 188642,80 -2157726,07
5 124849,94 76238,75 10236,84 211325,53 -1946400,54
6 140587,28 85238,73 10939,26 236765,26 -1709635,28
7 158308,30 95301,16 11689,87 265299,34 -1444335,94
8 178263,06 106551,46 12491,99 297306,52 -1147029,42
9 200733,12 119129,86 13349,15 333212,14 -813817,28
10 226035,53 133193,15 14265,12 373493,80 -440323,48
11 254527,31 148916,60 15243,95 418687,86 -21635,62
12 286610,48 166496,20 16289,94 469396,62 447761,00
13 322737,73 186151,08 17407,70 526296,51 974057,50
14 363418,82 208126,21 18602,16 590147,19 1564204,70
15 409227,77 232695,51 19878,58 661801,85 2226006,55
16 460810,93 260165,22 21242,58 742218,72 2968225,27
17 518896,14 290877,72 22700,17 832474,03 3800699,30
18 584303,00 325215,83 24257,78 933776,62 4734475,92
19 657954,40 363607,56 25922,27 1047484,23 5781960,15
20 740889,55 406531,44 27700,97 1175121,95 6957082,10
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).
189

Tabela 78 - Cenário 3 + PPF2


Economia Geração Economia Fluxo de
Período Saldo
Energia Energia Água Caixa
(ano) (R$)
(R$) (R$) (R$) (R$)
0 -2192174,32 -1155961,27 -89807,56 -3437943,15 -3437943,15
1 77652,89 102477,95 7850,15 187980,99 -3249962,15
2 87441,04 114575,47 8388,80 210405,31 -3039556,84
3 98462,98 128101,11 8964,41 235528,50 -2804028,33
4 110874,24 143223,44 9579,52 263677,21 -2540351,13
5 124849,94 160130,97 10236,84 295217,75 -2245133,38
6 140587,28 179034,43 10939,26 330560,96 -1914572,42
7 158308,30 200169,44 11689,87 370167,62 -1544404,80
8 178263,06 223799,45 12491,99 414554,50 -1129850,30
9 200733,12 250218,97 13349,15 464301,24 -665549,06
10 226035,53 279757,32 14265,12 520057,98 -145491,08
11 254527,31 312782,67 15243,95 582553,93 437062,85
12 286610,48 349706,67 16289,94 652607,08 1089669,94
13 322737,73 390989,54 17407,70 731134,97 1820804,91
14 363418,82 437145,85 18602,16 819166,83 2639971,74
15 409227,77 488750,92 19878,58 917857,26 3557829,00
16 460810,93 546447,97 21242,58 1028501,47 4586330,47
17 518896,14 610956,15 22700,17 1152552,46 5738882,94
18 584303,00 683079,52 24257,78 1291640,31 7030523,24
19 657954,40 763717,06 25922,27 1447593,73 8478116,97
20 740889,55 853873,86 27700,97 1622464,38 10100581,34
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).
190

Tabela 79 - Cenário 4 + PPF1


Economia Geração Economia Fluxo de
Período Saldo
Energia Energia Água Caixa
(ano) (R$)
(R$) (R$) (R$) (R$)
0 -2107981,54 -517476,19 -89807,56 -2715265,29 -2715265,29
1 76932,50 48790,00 7850,15 133572,66 -2581692,63
2 86629,85 54549,66 8388,80 149568,31 -2432124,32
3 97549,54 60989,25 8964,41 167503,20 -2264621,12
4 109845,66 68189,03 9579,52 187614,21 -2077006,90
5 123691,70 76238,75 10236,84 210167,29 -1866839,62
6 139283,04 85238,73 10939,26 235461,03 -1631378,59
7 156839,67 95301,16 11689,87 263830,70 -1367547,89
8 176609,31 106551,46 12491,99 295652,77 -1071895,12
9 198870,91 119129,86 13349,15 331349,93 -740545,19
10 223938,59 133193,15 14265,12 371396,86 -369148,33
11 252166,05 148916,60 15243,95 416326,60 47178,27
12 283951,58 166496,20 16289,94 466737,72 513915,99
13 319743,68 186151,08 17407,70 523302,46 1037218,44
14 360047,37 208126,21 18602,16 586775,74 1623994,18
15 405431,34 232695,51 19878,58 658005,43 2281999,61
16 456535,96 260165,22 21242,58 737943,76 3019943,37
17 514082,32 290877,72 22700,17 827660,21 3847603,58
18 578882,40 325215,83 24257,78 928356,01 4775959,60
19 651850,52 363607,56 25922,27 1041380,36 5817339,95
20 734016,28 406531,44 27700,97 1168248,69 6985588,64
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).
191

Tabela 80 - Cenário 4 + PPF2


Economia Geração Economia Fluxo de
Período Saldo
Energia Energia Água Caixa
(ano) (R$)
(R$) (R$) (R$) (R$)
0 -2107981,54 -1155961,27 -89807,56 -3353750,37 -3353750,37
1 76932,50 102477,95 7850,15 187260,61 -3166489,77
2 86629,85 114575,47 8388,80 209594,12 -2956895,65
3 97549,54 128101,11 8964,41 234615,06 -2722280,59
4 109845,66 143223,44 9579,52 262648,62 -2459631,97
5 123691,70 160130,97 10236,84 294059,51 -2165572,46
6 139283,04 179034,43 10939,26 329256,73 -1836315,73
7 156839,67 200169,44 11689,87 368698,98 -1467616,75
8 176609,31 223799,45 12491,99 412900,75 -1054716,00
9 198870,91 250218,97 13349,15 462439,03 -592276,96
10 223938,59 279757,32 14265,12 517961,04 -74315,93
11 252166,05 312782,67 15243,95 580192,67 505876,74
12 283951,58 349706,67 16289,94 649948,19 1155824,93
13 319743,68 390989,54 17407,70 728140,92 1883965,85
14 360047,37 437145,85 18602,16 815795,38 2699761,23
15 405431,34 488750,92 19878,58 914060,84 3613822,07
16 456535,96 546447,97 21242,58 1024226,51 4638048,57
17 514082,32 610956,15 22700,17 1147738,64 5785787,22
18 578882,40 683079,52 24257,78 1286219,70 7072006,92
19 651850,52 763717,06 25922,27 1441489,85 8513496,77
20 734016,28 853873,86 27700,97 1615591,11 10129087,88
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).
192

ANEXOS
193

ANEXO A – PROJETOS DA EDIFICAÇÃO OBJETO DE ESTUDO

Figura 38 - Planta de cobertura TCE-ES

Fonte: TCE-ES (1989).


Nota: Adaptado pelos autores.
194

Figura 39 - Fachadas TCE-ES

Fonte: TCE-ES (1989).


Nota: Adaptado pelos autores.
195

Figura 40 - Planta de locação de ar condicionado – pavimento térreo TCE-ES

Fonte: TCE-ES (2017).


Nota: Adaptado pelos autores.
196

Figura 41 - Planta de locação de ar condicionado – primeiro pavimento TCE-ES

Fonte: TCE-ES (2017).


Nota: Adaptado pelos autores.
197

Figura 42 - Planta de locação de ar condicionado – segundo pavimento TCE-ES

Fonte: TCE-ES (2017).


Nota: Adaptado pelos autores.
198

ANEXO B – ORÇAMENTOS DAS PROPOSTAS DE MELHORIA

Figura 43 - Orçamento proposta de captação de água de chuva

Fonte: TCE-ES (2018).


Nota: Adaptado pelos autores.

Figura 44 - Orçamento proposta de instalação de painéis fotovoltaicos – proposta 1

RELAÇÃO DE VALORES POR ITEM


DESCRIÇÃO UN. QTD. PREÇO UN. PREÇO TOTAL
1. EQUIPAMENTOS R$304.397,76
1.1. Kit Fotovoltaico (inclui painéis fotovoltaico,
inversor solar, infraestrutura metálica, cabos kit 1 R$304.397,76 R$304.397,76
CC e string box)
1.2. Frete do kit fotovoltaico R$0,00 R$0,00

2. SERVIÇOS R$213.078,43
2.1. Mobilização/desmobilização da equipe dia 110 R$120,00 R$13.200,00
2.2. Instalação estrutural pela equipe de
dia 110 R$860,00 R$94.600,00
montagem
2.3. Instalação elétrica estrutural dia 110 R$460,00 R$50.600,00
2.4. Equipamentos CA (cabos, disjuntores, e
Kit 1 R$15.856,75 R$15.856,75
acessórios)
2.5. Instalação eletrônica do Inversor On-Grid un 1 R$9.842,12 R$9.842,12
2.6. Parametrização, Start e Conexão com a rede
un. 1 R$8.201,76 R$8.201,76
da concessionária de energia local
2.7. Projeto completo Homologado junto a
un 1 R$20.777,80 R$20.777,80
concessionária de energia local

VALOR TOTAL COM NF R$517.476,19

Fonte: A&G Solar (2018).


Nota: Adaptado pelos autores.
199

Figura 45 - Orçamento proposta de instalação de painéis fotovoltaicos – proposta 2

RELAÇÃO DE VALORES POR ITEM


DESCRIÇÃO UN. QTD. PREÇO UN. PREÇO TOTAL
1. EQUIPAMENTOS R$679.977,22
1.1. Kit Fotovoltaico (inclui painéis fotovoltaico,
inversor solar, infraestrutura metálica, cabos kit 1 R$679.977,22 R$679.977,22
CC e string box)
1.2. Frete do kit fotovoltaico R$0,00 R$0,00

2. SERVIÇOS R$475.984,05
2.1. Mobilização/desmobilização da equipe dia 246 R$120,00 R$29.520,00
2.2. Instalação estrutural pela equipe de
dia 246 R$860,00 R$211.560,00
montagem
2.3. Instalação elétrica estrutural dia 246 R$460,00 R$113.160,00
2.4. Equipamentos CA (cabos, disjuntores, e
Kit 1 R$35.305,78 R$35.305,78
acessórios)
2.5. Instalação eletrônica do Inversor On-Grid un 1 R$21.913,93 R$21.913,93
2.6. Parametrização, Start e Conexão com a rede
un. 1 R$18.261,61 R$18.261,61
da concessionária de energia local
2.7. Projeto completo Homologado junto a
un 1 R$46.262,74 R$46.262,74
concessionária de energia local

VALOR TOTAL COM NF R$1.155.961,27

Fonte: A&G Solar (2018).


Nota: Adaptado pelos autores.