Você está na página 1de 3

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO

INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS


DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA

TS 531 – Tópicos Especiais em Teoria da História e Historiografia IV– T 01


Quinta-feira, 13h – 17h.

HISTÓRIA, GÊNERO E MASCULINIDADES


EMENTA: Introdução aos estudos do gênero. Gêneros e historicidade(s). As
especificidades da história como conhecimento e os estudos do(s) gênero(s).
Masculino(s) e masculinidades.

METODOLOGIA DE ENSINO: Estudo e Debate de textos teóricos e historiográficos.


Aulas expositivas dialogadas. Apresentação de seminários.

AVALIAÇÃO
- 1 trabalho escrito, valendo 05 pontos;
- Apresentação de seminário, valendo 5 pontos.

REQUISITOS PARA APROVAÇÃO NA DISCIPLINA


(a) ter frequência de 75% (setenta e cinco por cento) nas aulas ministradas.
(b) realizar as avaliações previstas.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO E LEITURAS OBRIGATÓRIAS

I UNIDADE: HISTÓRIA E GÊNERO

SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil de análise. Educação e realidade. Porto
Alegre, jul/dez. 1990, 16 (2), PP. 5-22.

WELZER-LANG, Daniel. A construção do masculino: dominação das mulheres e


homofobia. Revista Estudos Feministas. Rio de Janeiro: UFRJ, 2001, v. 9, n. 2, p. 460-
482.
2

______. Os homens e o masculino numa perspectiva de relações sociais de sexo. In:


SCHPUN, Mônica Raisa. Masculinidades. São Paulo: Boitempo Editorial: Santa Cruz
do Sul, Edunisc, 2004, p. 107 – 128

LOPES, Fábio Henrique. Cisgeneridade e historiografia: um debate necessário. In:


SOUSA NETO, Miguel Rodrigues de; GOMES, Aguinaldo Rodrigues (orgs.). História
e teoria queer. Salvador, BA: Editora Devires, 2018, p. 77 – 99.

II UNIDADE: Masculino e masculinidades

OLIVEIRA, Pedro Paulo. A construção social da masculinidade. Belo Horizonte:


Editora UFMG; Rio de Janeiro: IUPEREJ, 2004, p. 141 – 191.

NERY, João W. Transmasculinos: invisibilidade e luta. In: GREEN, James;


QUINALHA, Renan; CAETANO, Marcio; FERNANDES, Marisa (orgs.). História do
movimento LGBT no Brasil. SP: Alameda, 2018, p. 393 – 404.

OLIVEIRA, Megg Rayara Gomes de. Seguindo os passos “delicados” de gays


afeminados, viados e bichas pretas no Brasil. In: CAETANO, Marcio; SILVA JUNIOR,
Paulo Melgaço (orgs.). De guri a cabra-macho. Masculinidades no Brasil. RJ:
Lamparina, 2018, p. 127 - 145.

POCAHY, Fernando Altair. Entre vapores e dublagens: dissidências homo/eróticas nas


tramas do envelhecimento. 2011. 167 f. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de
Educação, Universidade Federal Do Rio Grande do Sul, RS.

III UNIDADE: Histórias do masculino e das masculinidades

BAUBÉROT, Arnaud. Não se nasce viril, torna-se viril. In: CORBIN, Jean-Jacques
Courtine; VIGARELLO, Georges (orgs.). História da virilidade. Petrópolis, RJ: Vozes,
2013, p. 189 – 220.

MISKOLCI, Richard. O desejo da nação. Masculinidade e branquitude no Brasil de


gins do XIX. SP: Annablume, 2012.

ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz. Nordestino: uma invenção do falo – Uma


história do gênero masculino (Nordeste – 1920/1940). Maceió: Edições Catavento,
2003.

MONTEIRO, Marko. Masculinidades em revista: 1960-1990. In: DEL PRIORE, Mary;


AMANTINO, Marcia. História dos homens no Brasil. SP: Editora UNESP, 2013, p. 335
– 358.

TARAUD, Christelle. Virilidades coloniais e pós-coloniais. In: CORBIN, Jean-Jacques


Courtine; VIGARELLO, Georges (orgs.). História da virilidade. Petrópolis, RJ: Vozes,
2013, p. 454 – 483.
3

GARCIA, Agnaldo; SOUZA, Eloisio Moulin. Sexualidade e trabalho: estudo sobre a


discriminação de homossexuais masculinos no setor bancário. Revista de Administração
Pública – RAP. Rio de Janeiro 44(6): 1353-77, nov. dez.2010.

Bibliografia Complementar:

BORRILLO, Daniel. Homofobia. História e crítica de um preconceito. BH: Autêntica


Editora, 2010.
BOURDIEU, Pierre. A dominação masculina. 10 ed. RJ: Bertrand Brasil, 2011.
BRAGA, Gibran Teixeira. “Não estou cobrando o que eu não posso dar”: masculinidade
simétrica no homoerotismo virtual. Sexualidad, Salud y Sociedad. Revista
Latinoamericana. N. 21/ dez. 2015, p. 225-261.
CECCHETTO, Fátima Regina. Violência e estilos de masculinidade. RJ: Editora FGV,
2004.
FOUCAULT, Michel. História da Sexualidade I: A Vontade de saber. Tradução de
Maria Thereza da Costa Albuquerque e J. A. Guilhon Albuquerque. Rio de Janeiro:
Edições Graal, 1988.
GREEN, James. Quem é o macho que quer me matar? Homossexualidade masculina,
masculinidade revolucionária e a luta armada brasileira dos anos 1960 e 1970. Revista
Anistia Política e Justiça de Transição. Brasília: Ministério da Justiça, n. 8, p. 58-93,
jul.-dez. 2012.
PAIVA, Antônio Crístian Saraiva. Melancolia de gênero e envelhecimento homossexual:
figurações da velhice no contexto da homossexualidade masculina. In: VALE,
Alexandre Fleming Câmara (org.). França e Brasil: olhares cruzados sobre imaginários
e práticas culturais. São Paulo: Annablume, 2012, p. 87 – 116.
______.Corpos/Seres que não importam? Sobre homossexuais velhos. Bagoas, n. 04,
2009, p. 191-208.
PEDRO, Joana Maria. Relações de gênero como categoria transversal na historiografia
contemporânea. Topoi. v. 12, n. 22, jan.-jun. 2011, p. 270-283.
RAMOS, Silvia; CARRARA, Sérgio. A constituição da problemática da violência
contra homossexuais: a articulação entre ativismo e academia na elaboração de políticas
públicas. PHYSIS: Ver. Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, 16 (2): 185-205, 2006.
REIS, Ramon Pereira dos. “Eu tenho medo de ficar afeminado”: performances e
convenções corporais de gênero em espaços de sociabilidade homossexual. Rev.
NUFFEM.v. 4, n. 1, jan.-junho, 73-87, 2012.
SALIH, Sara. Judith Butler e a Teoria Queer. BH: Autêntica Editora, 2012.
SIMÕES, Júlio Assis. Sexualidade e gerações: idades e identidades homossexuais
masculinas. In: LAGO, Mara Coelho de Souza; GROSSI, Miriam Pillar; ROCHA,
Cristina Tavares da Costa; GARCIA, Olga Regina Zigelli; SENA, Tito. (org.).
Interdisciplinaridade em diálogos de gênero: teorias, sexualidades, religiões.
Florianópolis: Ed. Mulheres, 2004, p. 86 – 98.