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GUIA DE

ESPECIFICAÇÕES
NUTRICIONAIS
Essa publicação oferece informações e recomendações
nutricionais para suínos Agroceres PIC. Elas são baseadas
em resultados de pesquisas publicadas, pesquisas internas
da PIC e da Agroceres PIC, pesquisas em Universidades e
experimentos de larga escala conduzidos e validados em
condições comerciais.

Publicações do National Research Council (NRC) (2012) e


do National Swine Nutrition Guide (2010) foram utilizadas
como base para determinadas informações.

2017, versão 1.
AGRADECIMENTOS

Um agradecimento especial aos seguintes nutricionistas
de suínos pela ajuda em prover dados e pesquisas de
inúmeros experimentos revistos neste guia:

Antonio Palomo
Casey Neil
Dean Boyd
Fernando Bártoli
José Cuarón
Laura Greiner
Malachy Young
Mick Hazzledine
Mike Tokach
Steve Dritz

ADICIONALMENTE, AOS REVISORES

Uislei Orlando
Márcio Gonçalves
Gustavo F. R. Lima
Amanda Pimenta Siqueira
Elaine P. Lima
Melissa Izabel Hannas
SUMÁRIO

SEÇÃO 1 - PRINCÍPIOS PARA FORMULAÇÃO DE DIETAS


Parte A - Princípios e Ferramentas de Decisão para a Formulação de Dietas 4
Parte B - Energia 11
A Importância da Energia e da Matriz Nutricional dos Ingredientes....................................................................................... 13
Resposta aos Níveis de Energia das Dietas na Terminação......................................................................................................... 15

SEÇÃO 2 - COMPONENTES NUTRICIONAIS


Parte C - Proteína e Aminoácidos 17
E
 xpressão das Exigências de Aminoácidos (AAs)......................................................................................................................... 17
Formulando para Atingir o Perfil de Aminoácidos Ideal.............................................................................................................. 17
Parte D - Macrominerais 18
Parte E - Microminerais e Vitaminas 20
Parte F - Água 21
Parte G - Aditivos Alimentares 23
F
 itase................................................................................................................................................................................................................ 23
Ractopamina................................................................................................................................................................................................. 24
Cobre e Zinco............................................................................................................................................................................................... 24
L-Carnitina...................................................................................................................................................................................................... 24
Xilanase........................................................................................................................................................................................................... 24
Parte H - Limites Máximos de Ingredientes Utilizados nas Dietas 25

SEÇÃO 3 - PROGRAMAS NUTRICIONAIS POR FASE DE PRODUÇÃO


Parte I - Programas Nutricionais Básicos 27
Machos Reprodutores Sexualmente Ativos........................................................................................................................................ 27
Desenvolvimento de Leitoas................................................................................................................................................................... 28
Leitoas e Porcas em Gestação............................................................................................................................................................... 29
Porcas em Lactação................................................................................................................................................................................... 33
Porcas Desmamadas.................................................................................................................................................................................. 37
Leitões na Fase de Creche....................................................................................................................................................................... 38
Suínos em Terminação.............................................................................................................................................................................. 41
Parte J - Pontos Principais na Alimentação de Fêmeas 43
Parte K - Dinâmica das Ferramentas de Tomada de Decisão 44
Calculadora PIC de Ajuste para Eficiência Calórica por Linha Genética................................................................................ 44
Modelo Econômico para Relação Ótima de Triptofano:Lisina DIE para as Fases de Creche e Terminação............ 45
Calculadora para Utilização Ótima de DDGS................................................................................................................................... 45
Parte L - Qualidade de Carcaça 46
Efeito da Utilização de Ingredientes de Alta Fibra sobre o Rendimento de Carcaça........................................................................ 46
Qualidade da Gordura............................................................................................................................................................................... 47
Parte M - Especificações Nutricionais para Animais Agroceres PIC 48
Parte N - Produção de Ração 49
Tamanho de Partícula................................................................................................................................................................................ 49
Ração Peletizada x Farelada................................................................................................................................................................... 51
Parte O - Sistemas de Alimentação, Espaço de Comedouro e Considerações sobre Bebedouros 53

SEÇÃO 4 - APÊNDICE
Parte P - Tabelas de Especificações Nutricionais 54
P1 - Machos Reprodutores Sexualmente Ativos Agroceres PIC (Matéria Natural)............................................................. 54
P2 - Desenvolvimento de Leitoas Agroceres PIC........................................................................................................................... 56
P3 - Leitoas e Porcas Gestantes em Condição Corporal Ideal Agroceres PIC.................................................................... 58
P4 - Leitoas e Porcas em Lactação Agroceres PIC (Matéria Natural)..................................................................................... 60
P5 - Leitões na Fase de Creche Agroceres PIC (Matéria Natural)............................................................................................ 62
P6 - Fêmeas em Terminação Agroceres PIC (Matéria Natural).................................................................................................. 64
P7 - Machos Castrados em Terminação Agroceres PIC (Matéria Natural)............................................................................ 66

BIBLIOGRAFIA 68
SEÇÃO 1 - PRINCÍPIOS PARA FORMULAÇÃO DE DIETAS

Parte A - PRINCÍPIOS E FERRAMENTAS


DE DECISÃO PARA A FORMULAÇÃO DE DIETAS

Uma vez que os princípios da formulação de dietas são entendidos, existem múltiplas
estratégias que podem ser utilizadas. Sistemas de produção ao redor do mundo decidem,
tipicamente, entre uma combinação que maximize o desempenho animal com mínimo custo.

De forma geral, uma vez que o crescimento do animal e o consumo de ração em um sistema
de produção específico sejam conhecidos, o primeiro passo na formulação de dietas
é a definição dos níveis mais econômicos de energia líquida (EL). O segundo passo é a
determinação da concentração de Lisina DIE (Digestibilidade Ileal Estandardizada) com base
na relação Lisina DIE: Energia Líquida (Lis DIE:EL). Em seguida, os outros aminoácidos (AAs)
expressos em DIE, são estabelecidos como uma proporção da Lis DIE. E, finalmente, os
níveis de macrominerais, microminerais e vitaminas são definidos para atingir as exigências
diárias de cada nutriente (em gramas, miligramas ou unidades internacionais) por animal.

IMPLICAÇÕES ECONÔMICAS DA ANÁLISE EM TEMPO FIXO VS PESO FIXO

O conceito-chave a ser considerado quando formulamos dietas para sistemas de


produção específicos é avaliar se o sistema comercializa suínos para abate com base em
“Tempo Fixo” ou em “Peso Fixo”.

O termo “Tempo Fixo” indica que o sistema em questão não tem espaço de terminação
extra ou que o fluxo de produção não é flexível quanto a espaços, na fase de crescimento
(número de lugares na terminação). Nesse caso, por exemplo, quando os lotes de terminação
atingem 120 dias de alojamento (tempo fixo determinado) devem ser comercializados, para
que se iniciem os procedimentos de limpeza e desinfecção do galpão permitindo, assim, o
alojamento do próximo lote.

Para a comercialização com base em “Peso Fixo”, os sistemas de produção são mais flexíveis
em relação aos espaços de terminação ou fluxo de produção, ou seja, os suínos podem
permanecer nos galpões até que atinjam o peso ótimo de abate preconizado pelos frigoríficos.

4
A diferença entre esses dois cenários é importante, pois a valorização da taxa de crescimento
varia em função de cada sistema de produção. O valor econômico do ganho de peso diário
(GPD) em sistemas de “Tempo Fixo” é maior que em sistemas de “Peso Fixo” devido à
restrição do espaço de terminação e a necessidade de atingir um determinado peso ao
abate. Por outro lado, em sistemas de “Peso Fixo” pode-se determinar um custo fixo diário
de permanência do animal na terminação (ex: R$ 0,22/suíno/dia).

Os sistemas de produção trabalham, frequentemente, com base em “Peso Fixo” no inverno,


quando os animais apresentam um melhor desempenho de crescimento, e com base em
“Tempo Fixo” no verão, quando o crescimento não estará tão otimizado. Portanto, para
esses dois cenários, deve-se avaliar o ponto econômico ótimo como ferramenta efetiva
para mudanças em planos nutricionais. O conceito de níveis nutricionais ótimos para
maximização da margem de lucro em cenários de “Tempo Fixo” ou “Peso Fixo” estão
ilustrados na Gráfico A1.

A relação Triptofano:Lisina DIE (Tri:Lis DIE) tem impacto significativo na taxa de


crescimento e, em situações específicas, variar a relação Tri:Lis DIE apresenta maior
impacto econômico em sistemas de “Tempo Fixo”, quando comparados a sistemas de
“Peso Fixo”, devido às diferentes valorizações da taxa de crescimento.

Para informações adicionais sobre a relação Triptofano:Lisina DIE, visite


http://www.lysine.com/en/tech-info/TrpLys.aspx, para download da calculadora de análise
econômica da relação Tri:Lis específica para cada sistema de produção.

Gráfico A1 - Relação Triptofano:Lisina DIE para maximização do lucro em cenários de “Peso


Fixo” e “Tempo Fixo”

Relação Triptofano:Lisina (%)


15,5 16,5 17,5 18,5 19,5 20,5 21,5
$0
Econômica US$/ Animal
Perda de Oportunidade

$-1
$-2
$-3 Tempo Fixo
$-4 Peso Fixo
$-5
$-6
$-7

Fonte: Kansas State University & Ajinomoto Heartland (2016) AGPIC 337 X Camborough.

5
ESTRATÉGIAS PARA FORMULAÇÃO DE DIETAS

Existem múltiplas estratégias ou metas que são comuns na formulação de dietas. As mais
usadas são:
• Base em desempenho de crescimento:
- Maximiza o ganho de peso diário (GPD);
- Minimiza a conversão alimentar (CA).
• Base em redução de custos:
- Minimiza o custo por Kg de dieta;
- Minimiza o custo por Kg de suíno produzido.
• Base em maximização de lucros:
- Maximiza a margem sobre o custo de ração (MSCR);
- Maximiza a margem sobre o custo de ração e instalações (MSCRI);
- Maximiza a margem sobre custo total – MSCT (custo do peso vivo ou peso carcaça).

O Gráfico A2 exemplifica os diferentes níveis de Lisina DIE que otimizam os resultados nas
diferentes estratégias de formulação adotadas. Observe que os níveis de Lisina DIE para
maximizar o lucro são maiores que para minimizar os custos.

O nível econômico ótimo para os níveis de Lisina DIE é dinâmico e depende das situações
de mercado. Cada um desses conceitos, alguns com custo e benefícios relativos, serão
explicados com mais detalhes nesse material.

Gráfico A2 - Exemplo de níveis ótimos de Lisina DIE para diferentes estratégias de formulação
para animais Agroceres PIC de 20 Kg a 25 Kg

1,6
1,42 1,37
1,34 1,35
1,4 1,28
Lisina DIE Ótima (%)

1,2
1,0 0,85
0,8
0,6
0,4
0,2
0,0 Ganho de Conversão Custo/ Kg de Margem de Margem de Lucro/ Margem de
Peso Diário Alimentar Ganho Lucro/ Custo de Custo de Ração e Lucro/ Custo
Ração Instalações Total por Kg

Maximização de Desempenho Minimização Maximização de Margem de Lucro


de Custo

Fonte: Resultados internos da Agroceres PIC.

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FORMULANDO PARA O MÁXIMO DESEMPENHO

Os níveis de Lisina DIE para melhor conversão alimentar são, geralmente, mais altos que
aqueles para maximizar o ganho de peso diário. Porém, as metas de formulação para o
máximo desempenho não levam em consideração nenhuma medida econômica de custo, a
não ser o impacto da resposta do animal.

FORMULANDO PARA MÍNIMO CUSTO

Para minimizar o custo das dietas, o nutricionista deve determinar os níveis de nutrientes
necessários e utilizar um software para calcular a otimização desses na formulação, de
modo a atingir, o mínimo custo possível da dieta, mas ainda assim atender às exigências
nutricionais. Dessa maneira, o custo da dieta é tecnicamente uma variável econômica, no
entanto, não considera nenhuma mudança de desempenho dos animais.

Para se obter o custo de ração por Kg de ganho de peso, deve-se multiplicar a conversão
alimentar pelo custo por Kg da ração. Esse modelo leva em consideração a conversão
alimentar, mas exclui as oportunidades com ganho de peso, preço do suíno ao abate ou
custo por cada dia de alojamento a mais.

Custo de ração por Kg de ganho de peso = (conversão alimentar x R$ por Kg de ração)

FORMULANDO PARA MAXIMIZAÇÃO DE MARGEM

A margem sobre custo de ração (MSCR), por outro lado, leva em conta o preço de
comercialização e o valor do ganho de peso sobre um cenário de “Tempo Fixo”:
MSCR = (R$ por Kg de peso vivo x ganho de peso) - (custo por Kg de ganho de peso x
ganho de peso).

A margem sobre custo de ração e instalações (MSCRI) é semelhante a MSCR, porém é mais
apropriada para um cenário de “Peso Fixo”:
MSCRI = [(R$ por Kg de peso vivo X ganho de peso) - (custo por Kg de ganho de peso x
ganho de peso)] - (custo da diária na terminação x dias na fase).

COLOCANDO EM PRÁTICA

O conceito de formulação de custo de ração por Kg de ganho de peso conduz, geralmente, à


definição de dietas mais baratas, porém não leva, necessariamente, em consideração o nível
ótimo para maximizar o lucro.

7
A margem sobre o custo total (MSCT) considera a diluição do efeito extra de ganho sobre o
peso vivo ou carcaça produzida. Por exemplo, assumindo que o custo de um leitão desmamado
seja de R$ 80,00 e que o sistema de produção obtém um ganho de peso do desmame ao abate
de 121 Kg, teremos um custo de leitão desmamado de R$ 0,66/Kg de peso vivo produzido. Se
houver uma estratégia nutricional que aumente o ganho nessa fase para 123 Kg, o custo por
quilograma relativo ao custo inicial do leitão desmamado será de R$ 0,65/Kg de peso vivo
produzido, uma redução de 1,5% no custo de produção.

Cálculo da margem sobre custo total por Kg produzido (MSCT):


MSCT (peso vivo) = (faturamento por Kg de peso vivo) - (custo total por Kg produzido).

Ou cálculo da margem para Kg de carcaça produzida:


MSCT (peso carcaça) = [(faturamento por Kg de carcaça) - (custo total por Kg de peso
vivo produzido ÷ rendimento de carcaça)].

Os exemplos a seguir utilizam os princípios de comparação para alguns cenários específicos,


impacto na margem sobre o custo de ração e margem sobre o custo total de carcaça:

COMPARAÇÃO ENTRE O CENÁRIO DE MINIMIZAR CUSTO X MAXIMIZAR O LUCRO


POR ANIMAL

TABELA A1 - Cenários e pressupostos para cálculos

Cenário 1 Cenário 2a
Pressupostos “Tempo Fixo” “Tempo Fixo”
sem Adição de com Adição de 3% de
Gordura na Dieta Gordura na Dieta
Ganho de Peso Diário (GPD), Kg 0,816 0,841

Conversão Alimentar (CA) 2,800 2,632

Dias de Alojamento 112 112

Custo da Dieta, R$/Kgb R$ 0,960 R$ 1,025

a
Assumindo que cada 1% de adição de gordura na dieta melhora o ganho de peso em 1% e a conversão alimentar em
2%, essa resposta pode variar em função do sistema e época do ano.
b
Assumindo o custo com farelo de soja, milho e gordura suína de R$ 1.288,57/tonelada, R$ 0,712/Kg e R$ 3,10/Kg,
respectivamente.

Os custos de produção e de frete devem ser adicionados ao custo da dieta e não apenas os
custos dos ingredientes, pois, dessa forma, refletem mais acuradamente o custo de ração
consumida e o valor econômico dos diferenciais de performance.

8
CÁLCULOS

Cenário 1 (sem adição de gordura): 112 dias X 0,816 Kg de GPD = 91,4 Kg de ganho de peso na fase.
Custo da ração por animal: 91,4 Kg de ganho de peso na fase X 2,800 de conversão alimentar
X R$ 0,960 de custo ração/Kg = R$ 245,68.

Cenário 2 (3% de adição de gordura): 112 dias X 0,841 de GPD = 94,2 Kg de ganho de peso na fase.
Custo da ração por animal: 94,2 Kg de ganho de peso na fase X 2,632 de conversão alimentar
X R$ 1,025 de custo ração/Kg = R$ 254,13.

Concluindo, o custo da ração por animal no cenário 1 é R$ 8,45 menor que no cenário 2.
Entretanto, no cenário 2, temos que considerar a maior quantidade de Kg produzidos por
animal. Considerando o preço do suíno ao mercado de R$ 4,30/Kg (bolsa MG) e recalculando
utilizando MSCR:

MSCR (Cenário 1) = (R$ 4,30/Kg de peso vivo X 91,4 Kg de ganho de peso) – (R$ 245,68 de
custo ração por animal) = R$ 147,34 por animal.

MSCR (Cenário 2) = (R$ 4,30/Kg de peso vivo X 94,2 Kg de ganho de peso) – (R$ 254,13 de
custo ração por animal) = R$ 150,93 por animal.

Concluindo, a margem sobre ração no cenário 2 é R$ 3,59 melhor do que no cenário 1. Então,
nessa situação, a adição de uma fonte de óleo ou gordura é mais rentável.

MARGEM SOBRE CUSTO TOTAL

Pressupostos:
Rendimento de carcaça = 74%.
Preço da carcaça = R$ 5,00/Kg.
Custo por leitão na saída de creche (22,7 Kg) = R$ 110,00.
Outros custos (instalações/ transporte/ medicamentos/ vacinas/ abate) = R$ 29,12 por animal.

Cálculo com base no peso vivo:


MSCT (Cenário 1) = {[R$ 4,30/Kg X (22,7 + 91,4)] – (R$ 245,68 + R$ 29,12 + R$ 110,00)}/
(22,7 + 91,4) = R$ 0,9275 por Kg de peso vivo produzido.

MSCT (Cenário 2) = {[R$ 4,30/Kg X (22,7 + 94,2)] – (254,13 + 29,12 + 110)}/ (94,2 + 22,7)
= R$ 0,9360 por Kg de peso vivo produzido.

Cenário 2 (com a adição de 3% de uma fonte de óleo ou gordura) é mais rentável que o cenário
1 (sem a adição de uma fonte de óleo ou gordura) na comercialização por peso vivo.

9
Cálculo com base no peso de carcaça:
MSCT (Cenário 1) = {{R$ 5,00/Kg X [(91,4 + 22,7) X 0,74]} – (245,68 + 29,12 + 110)} / [(91,4
+ 22,7) x 0,74] = R$ 0,4426 por Kg de peso de carcaça produzida.

MSCT (Cenário 2) = {{R$ 5,00/Kg X [(94,2 + 22,7) X 0,74]} – (254,13 + 29,12 + 110)} / [(94,2
+ 22,7) X 0,74] = R$ 0,4541 por Kg de peso de carcaça produzida.

Então, da mesma forma que para a análise com base em peso fixo, o cenário 1 (sem a adição
de uma fonte de óleo ou gordura) é menos rentável que o cenário 2 (com 3% de adição de óleo
ou gordura) nessa simulação.

Tabela A2 - Diferença econômica absoluta e relativa entre cenários 1 e 2

Diferença (Cenário 2 - Cenário 1)

Absoluta Relativa (%)


Custo de Ração, R$/Kg R$ 0,06 +6,8

Custo de Ração por Animal, R$/Animal R$ 8,45 +3,4

Custo de Ração por Kg Produzido, R$/Kg R$ 0,01 +0,4

MSCR, R$/Animal R$ 3,59 +2,4

MSCT Base Peso Vivo, R$/ton R$ 8,50 +0,9

MSCT Base Carcaça, R$/ton R$ 11,50 +2,6

Concluindo, existem múltiplas estratégias e diferentes estimativas econômicas para a


formulação de dietas. É importante que se utilizem estimativas econômicas que levem em
consideração os valores de desempenho (ex: GPD, CA, rendimento de carcaça, entre outros)
e também os cenários de “Tempo Fixo” e “Peso Fixo”. Assim, utilizar estimativas de margem
sobre custo de ração, margem sobre custo de ração e instalações, e margem sobre custo total
(base em peso vivo ou peso de carcaça) são ferramentas aplicáveis para a maximização do
lucro na produção de suínos.

10
Parte B - ENERGIA

Energia é o componente de maior custo na dieta, representando aproximadamente 50% do


seu custo total. Portanto, o entendimento de seu papel nos processos metabólicos através
das diferentes fases de produção é importante para o desempenho dos animais e implicações
econômicas.

A utilização de energia na dieta pelos suínos está ilustrada na Figura B1.

Energia Digestível (ED) representa a energia do alimento que é absorvida após o processo
de digestão (Energia Digestível (ED) = Energia Bruta (EB) - matéria fecal).

Energia Metabolizável (EM) é o resultado da Energia Digestível (ED), menos a energia gerada
pela produção de urina e gases. A produção de gases pelos suínos é de até 1% da Energia
Digestível (ED) consumida e, geralmente, não é considerada nos cálculos da EM.

A Energia Líquida (EL) é o resultado da Energia Metabolizável, menos o Incremento Calórico


(IC), que é o calor gerado pela digestão e metabolização dos ingredientes e nutrientes da
dieta. A Energia Líquida (EL) pode ser dividida em EL de mantença (ELm) e EL de produção
(ELp). A ELm é a energia necessária para a sustentação da vida e para manter a homeostase
(ex: temperatura corporal). A ELp é a energia necessária para a síntese proteica, gordura,
crescimento fetal e produção de leite, entre outros. Portanto, EL é o sistema mais acurado
para a predição de desempenho de crescimento (NITIKANCHANA et al., 2015).

11
Figura B1 - Utilização de energia na dieta pelos suínos

ENERGIA BRUTA

MATERIAL FECAL

ENERGIA DIGESTÍVEL

URINA
E GASES

ENERGIA METABOLIZÁVEL

INCREMENTO
CALÓRICO
ENERGIA LÍQUIDA

ENERGIA LÍQUIDA ENERGIA LÍQUIDA


DE PRODUÇÃO DE MANTENÇA

Síntese de proteína e Sustenção da vida


gordura, desenvolvimento e manutenção da
fetal e produção de leite... temperatura corporal...

Ingredientes com alta fibra (ex: DDGS e farelo de trigo) e/ou com alta proteína (ex: farelo de
soja) geram um grande incremento calórico durante a digestão (Figura B2), apresentando
uma maior diferença entres seus conteúdos de ED ou EM e EL comparados aos ingredientes
com níveis moderados de fibra e proteína.

Entretanto, é importante considerar que o incremento calórico pode ser utilizado por suínos
como uma fonte de calor quando eles estão abaixo da zona termoneutra. Assim, dietas
com alta fibra ou alta proteína não são prejudiciais no inverno ou em outras situações onde
existam oportunidades de manter os suínos na zona termoneutra.

Figura B2 - Incremento calórico como porcentagem da Energia Metabolizável (EM) em suínos


INCREMENTO CALÓRICO
(% DA EM)

GORDURA 11%

CARBOIDRATO 18%

PROTEÍNA 43%

FIBRA 46%

Fonte: Adaptado de NOBLET & VAN MILGEN (2004) e RIJNEN et al. (2003).

12
A IMPORTÂNCIA DA ENERGIA E DA MATRIZ NUTRICIONAL DOS INGREDIENTES

A determinação da energia e da matriz nutricional para os diferentes ingredientes utilizados


na formulação da dieta são de extrema importância. Existem vários sistemas de energia e é
importante que sejam derivados de bancos de dados consistentes.

A Tabela B1 mostra os níveis de Lisina DIE, assim como de Energia Metabolizável (EM) e
Energia Líquida (EL) da mesma dieta, utilizando dois bancos de dados de ingredientes
diferentes, o National Research Council (NRC, 2012) e o Central Bureau for Livestock Feeding
(CVB, 2008).

Há uma diferença de 3,3%, 4,2% e 2,2% em EM, EL e Lis DIE respectivamente. Tais valores
mostram a importância de se utilizar uma matriz nutricional que descreva, com acurácia,
o conteúdo energético e nutricional dos ingredientes utilizados na determinação das
exigências nutricionais dos suínos. Por exemplo, diferentes valores da matriz nutricional
de Lisina, utilizados em experimentos de dose-resposta, resultarão na determinação de
exigências diferentes. Além disso, é importante conhecer a umidade dos ingredientes quando
se determinam os níveis de energia e nutrientes.

Tabela B1 - Dieta formulada com base em dois bancos de dados de valores nutricionais

Dieta Porcentagem (%)

Milho 70,99

Farelo de Soja, Fibra Bruta <4%, Proteína Bruta <48% 25,19

Óleo de Milho 1,00

Carbonato de Cálcio 0,95

Fosfato Monocálcico 0,78

Sal (NaCl) 0,37

L-Lisina HCl 0,17

DL-Metionina 0,04

L-Treonina 0,02

Premix Vitamínico e Mineral 0,50

Total % 100

NRC, 2012 CVB, 2008

EM, Kcal/Kg 3.342 3.232

EL, Kcal/Kg 2.515 2.414

Lisina DIE, % 0,93 0,91

Fonte: NRC (2012) vs CVB (2008).

13
A Tabela B2 exemplifica uma dieta baseada em milho-farelo de soja e uma dieta formulada
com um alto conteúdo de fibra, mantendo os mesmos níveis de Energia Metabolizável (EM).

Note que, em formulações com o mesmo nível de EM as dietas com alta fibra contêm 2,5%
menos Energia Líquida (EL), podendo resultar em 2,5% de piora na conversão alimentar
(NITIKANCHANA et al., 2015).

Além disso, nos cenários onde os ingredientes de alta fibra apresentam custos elevados
na dieta, a diferença no conteúdo de EL deve ser levada em consideração para o cálculo
econômico.

Tabela B2 - Dietas com o mesmo conteúdo de Energia Metabolizável, mas com diferente
conteúdo de Energia Líquida e valores de ingredientes do NRC (2012)

Dieta com Milho Dieta com
e Farelo de Soja Alta Fibra

Milho 70,99 37,48

DDGS de Milho, <4% de Óleo - 30,00

Farelo de Trigo - 19,00

Farelo de Soja, Fibra Bruta <4%, Proteína Bruta <48% 25,19 7,11

Óleo de Milho 1,00 3,52

Carbonato de Cálcio 0,95 1,28

Fosfato Monocálcico 0,78 -

Sal (NaCl) 0,37 0,39

L-Lisina HCl 0,17 0,57

L-Treonina 0,02 0,10

L-Triptofano - 0,04

DL-Metionina 0,04 0,03

Premix Vitamínico e Mineral 0,50 0,50

Total % 100 100

EM, Kcal/Kg 3.342 3.342

EL, Kcal/Kg 2.515 2.452

Lisina DIE, % 0,93 0,93

14
RESPOSTA AOS NÍVEIS DE ENERGIA DAS DIETAS NA TERMINAÇÃO

A Tabela B3, apresenta um resumo de curvas de crescimento para cruzamentos PIC 280,
AGPIC 327 e AGPIC 337 com a matriz Camborough.

As progênies foram alimentadas com dietas de alta energia (milho, farelo de soja, 6% de
DDGS e 4,5% de adição de gordura, Energia Metabolizável (EM) NRC variando de 3.408 a
3.454 kcal/Kg, com peso vivo inicial de 27 Kg) e dietas de baixa energia (milho, farelo de
soja, 6% de DDGS, sem adição de gordura, 16% de farelo de trigo, Energia Metabolizável (EM)
NRC variando de 3.150 a 3.209 kcal/Kg, com peso vivo inicial de 27 Kg).

As dietas foram balanceadas para uma relação Lisina DIE:EM de acordo com as recomendações
da Agroceres PIC. Os valores mínimos da relação de outros aminoácidos para Lisina foram
mantidos.

Tabela B3 - Desempenho de suínos alimentados com alto e baixo conteúdo energético


das dietasa

Conteúdo Energético das Dietas


Item Alto Conteúdo Baixo Conteúdo Valor de P
Energético Energético
Peso Final de 123 Kg

Peso Inicial, Kg 26,90 26,95 P=0,86

Peso Final, Kgb 124,47 125,06 P=0,27

Ganho de Peso Diário, Kg/Dia 0,939 0,907 P=0,0001

Consumo de Ração Diário, Kg/Dia 2,309 2,499 P=0,0001

Conversão Alimentar 2,46 2,76 P=0,0001

Peso Final de 132 Kg

Peso Inicial, Kg 26,90 26,90 P=0,82

Peso Final, Kgb 134,40 133,45 P=0,09

Ganho de Peso Diário, Kg/Dia 0,943 0,907 P=0,0001

Consumo de Ração Diária, Kg/Dia 2,359 2,540 P=0,0001

Conversão Alimentar 2,51 2,81 P=0,0001

Sumário executivo PIC 49, 50, 51, 52, 53, 54, 55.
a

Os suínos alimentados com dietas de baixa energia levaram 6 dias a mais de alojamento para atingir pesos similares.
b

Nesses experimentos, as dietas com alta energia resultaram em 3,5% de aumento no ganho
de peso diário (P=0,0001), menor consumo de ração diário (P=0,0001) e uma melhora na
conversão alimentar de 11% (P=0,0001). Além disso, o ganho de peso de carcaça vida foi maior
(P<0,05) em suínos alimentados com dietas de alta energia quando comparadas a dietas de
baixa energia.

15
Por outro lado, a eficiência calórica foi similar (P>0,5) entre as dietas de alta energia (8.774,25
kcal EM/Kg de ganho) e baixa energia (8.840,39 kcal EM/Kg de ganho). Essa informação
demonstra que as mesmas quantidades de calorias foram consumidas diariamente, para
depositar a mesma quantidade de ganho de peso. Apesar de a conversão alimentar ter sido
diferente, os suínos alimentados com dietas de baixa energia, necessariamente, não foram
menos eficientes na utilização dela. Não houve interação entre os cruzamentos e o nível de
energia das dietas nas séries de experimentos.

Esses resultados indicam que os suínos Agroceres PIC são eficientes em diferentes faixas de
consumo energético, ajustando-se ao nível de energia da dieta a pesos de abate elevados. As
curvas de crescimento de cada cruzamento podem ser solicitadas ao seu Consultor Técnico
Comercial Agroceres PIC. É importante notar que as dietas de baixa energia causarão um
aumento no consumo de ração, até o ponto em que a capacidade do trato gastrointestinal
limite o consumo energético diário (Gráfico B1).

Adicionalmente, quando utilizamos dietas com baixa energia, o colaborador responsável


deve ser comunicado para o devido ajuste do espaço de comedouro e sua regulagem,
de modo a garantir que os animais atinjam o nível de consumo de ração apropriado. Para
mais informações sobre espaço e ajustes de comedouros, consulte o Guia de Crescimento
Agroceres PIC.

Gráfico B1 - Consumo diário de Energia Líquida baseado em diferentes conteúdos energéticos


por Kg de dieta

9
Consumo de energia Líquida, Mcal/ Dia

8,12
7,95
8 7,61

7
6,47

6 5,81

5 1,76 2,00 2,27 2,47 2,73


Conteúdo de Energia Líquida, Mcal/ Kg

Fonte: Adaptado de STEIN & EASTER (1996).

Para decidir o nível de Energia Líquida (EL) mais econômico para um sistema de produção
é necessário considerar as mudanças de desempenho esperadas para determinado nível
de EL, assim como seu custo relativo. É importante enfatizar que uma grande parcela do
desempenho esperado, depende do nível adequado de aminoácidos.

16
SEÇÃO 2 - COMPONENTES NUTRICIONAIS

Parte C - PROTEÍNA E AMINOÁCIDOS

Aminoácidos são moléculas essenciais que, unidas, dão origem às proteínas, as quais,
finalmente, suportam a alta eficiência de crescimento magro. Suínos Agroceres PIC têm alto
potencial de deposição de tecido magro, mesmo a pesos de abate elevados. Dessa forma, o
entendimento do impacto de cada aminoácido na deposição proteica, assim como em outros
processos metabólicos, é importante para maximizar o desempenho.

Uma vez que os níveis de energia mais econômicos estiverem estabelecidos, os níveis de
Lisina DIE deverão ser determinados baseados na relação Lisina DIE:Energia para cada fase.
Para se obter o nível ótimo de desempenho, todos os aminoácidos devem atingir ou exceder
as exigências previstas.

EXPRESSÃO DAS EXIGÊNCIAS DE AMINOÁCIDOS (AAs)

Aminoácidos são expressos de várias formas (baseados em AAs totais, AAs aparentes e etc).
Entretanto, uma vez que eles diferem em digestibilidade, para uma formulação de dietas mais
acuradas, os aminoácidos são expressos em termos de Digestibilidade Ileal Estandardizada
(DIE), preferencialmente.

FORMULANDO PARA ATINGIR O PERFIL DE AMINOÁCIDOS IDEAL

A Agroceres PIC tem como base as recomendações do NRC (2012), além das atualizações
baseadas em pesquisas realizadas pela PIC, Ajinomoto Heartland, sistemas de produção e
Universidades. As exigências de outros aminoácidos, são normalmente expressas em relação
ao nível de Lisina, uma vez que este é, provavelmente, o primeiro aminoácido limitante nas
dietas. As especificações das exigências de Lisina DIE desse guia utilizam o NRC (2012)
como base nutricional dos nutrientes. A sugestão da relação de aminoácidos para cada fase
é apresentada nas tabelas de especificações nutricionais, no apêndice A, ao final desse guia.

17
Parte D - MACROMINERAIS

Os macrominerais são envolvidos em muitos processos, desde a estruturação do DNA e RNA


até no desenvolvimento ósseo, balanço eletrolítico e desempenho de crescimento. Então, o
ajuste dos níveis de macrominerais na formulação de dietas é o ponto-chave para uma dieta
bem formulada.

O Cálcio (Ca) e o Fósforo (P) estão envolvidos principalmente em funções como


desenvolvimento ósseo e outras funções metabólicas. Tipicamente, os níveis mínimos de P
na dieta são definidos e, então, os níveis de Ca em relação ao P.

Geralmente, recomenda-se que a relação de Ca:P total seja em torno de 1 a 1,5. O NRC
(2012) concluiu que uma relação Ca:P com variação acima da recomendada, pode reduzir a
absorção de P, especialmente se o P estiver em uma quantidade marginal na dieta.

O Fósforo pode ser expresso das seguintes maneiras:


• Fósforo Total: representa todo o fósforo presente no ingrediente (incluindo o Fósforo
não disponível);
• Fósforo Biodisponível:
- O Fósforo disponível é avaliado usando o método chamado “slope-ratio assay” que
estima a digestibilidade mais a utilização pós-absortiva do P a nível de tecido.
- Fósforo Digestível:
a) P digestível aparente total do trato gastrointestinal (ATTD – Apparent Total Tract
Digestibility): estima a digestibilidade total do fósforo e não o corrige para perdas
endógenas.
b) P digestível total do trato gastrointestinal estandardizado (STTD – Standartized
Total Tract Digestibility): estima a digestibilidade total do fósforo e o corrige pelas
perdas endógenas.

18
A utilização do fósforo como STTD está se tornando mais comum entre pesquisadores e
nutricionistas. Este guia traz as exigências de fósforo como digestível e STTD.

O Cálcio tem sido expresso como total até o momento. Trabalhos recentes têm dado foco
na definição dos níveis de cálcio digestível de diferentes ingredientes e, dessa forma, poderá
ser usado na formulação de dietas nos próximos anos. Porém, neste momento, estaremos
focando nas exigências de cálcio total.

Outra consideração sobre o cálcio é a de que alguns nutrientes e aditivos alimentares podem
conter cálcio como densificadores ou diluentes. Muitas vezes, a fonte de cálcio não é levada
em consideração na formulação de dietas e isso pode impactar a relação Ca:P.

O Sódio é importante para manter a homeostase da água e dos eletrólitos e pode ser
facilmente suplementado pela adição de Sal nas dietas. O fornecimento e/ou consumo
inadequado de água pode induzir a uma “intoxicação por Sal”.

A deficiência de sódio pode reduzir o consumo de ração, ganho de peso diário e piorar a
conversão alimentar. FRASER et al. (1987) reportaram que a deficiência de Sal pode induzir
ao canibalismo.

Finalmente, é importante monitorar o nível de sódio dos ingredientes, para assegurar que os
níveis formulados esperados serão atingidos.

19
Parte E - MICROMINERAIS E VITAMINAS

Mn B12 Fe Se
Zn D E Cu A
A suplementação adequada de microminerais e vitaminas é importante para a manutenção
de diversas funções regulatórias do organismo animal. Essas funções vão desde a saúde dos
cascos à maximização da eficiência reprodutiva.

As recomendações Agroceres PIC foram estabelecidas após extensiva comparação entre


recomendações de Universidades e dos principais grupos de nutrição. Foram efetuadas
algumas modificações em relação às informações dos estudos do NRC, pois estes foram
realizados em condições consideradas ideais. A adição de microminerais nas dietas não leva
em consideração o seu conteúdo nos ingredientes.

Existem formas orgânicas e inorgânicas de microminerais disponíveis no mercado como o


Zinco, Manganês, Ferro, Cobre e Selênio de diferentes formas (ex: para os orgânicos, quelatos
proteinatos e etc; para inorgânicos, sulfatos, óxidos e etc). Tais formas podem ter diferentes
biodisponibilidades e isso deve ser levado em consideração na formulação das dietas.

As exigências de vitaminas estão presentes nas tabelas de especificações nutricionais, ao


final desse guia. Para revisões profundas sobre vitaminas, tenha como referência MATTE e
LAURIDSEN (2013) e HILL (2013) para minerais.

20
Parte F - ÁGUA

A água é, indiscutivelmente, o nutriente mais importante para os suínos. A disponibilidade


limitada de água reduzirá o consumo de ração e, então, impactará negativamente o
desempenho animal.

Dois pontos-chave no fornecimento de água devem ser considerados: a sua disponibilidade


(Tabela F1) e sua qualidade (Tabelas F2 e F3). Os sólidos dissolvidos totais não são uma
medida exata da qualidade de água, mas podem ser utilizados como uma estimativa.

Sulfatos são laxantes e podem causar diarreias, especialmente em animais jovens (NRC,
2012); entretanto, há poucos dados que comprovem limitação no desempenho. Em diferentes
países, existem diferentes padrões de qualidade de água para suínos.

Uma revisão extensa sobre a água na nutrição de suínos é encontrada em THACKER (2001)
e no Guia de Manejo de Fêmeas Agroceres PIC (http://www.agrocerespic.com.br/index.php/
informativos/outras-publicacoes).

Tabela F1 - Consumo de água mínimo para suínos de diferentes categorias

Categoria Consumo Mínimo de Água, L/Dia


Leitões Lactentes -

Leitões na Fase de Creche 3

Suínos em Terminação 10

Porcas em Gestação 17

Porcas em Lactação 19

Porcas Desmamadas 19

Machos Reprodutores 17

Fonte: Adaptado de THACKER (2001).

21
Tabela F2 - Parâmetros de qualidade da água para suínos

Item Nível Máximo (ppm)


Cálcio 1.000
Cloretos 400
Cobre 5
Flúor 2-3
Dureza (Carbonato de Cálcio) <60 Mole e >200 Dura
Ferro 0,5
Chumbo 0,1
Magnésio 400
Manganês 0,1
Mercúrio 0,003
Nitritos 10
Nitratos 100
Fósforo 7,8
Potássio 3
Sódio 150
Selênio 0,05
Sólidos Dissolvidos 1.000
Sulfato 1.000
Zinco 40
Baixo, mas o mais importante,
Unidades Formadoras de Colônias/mL sem variação entre amostras

37OC <2x102
22OC <1x104
Coliformes/100 mL Zero

Fonte: Adaptado de NRC (2012) e Task Force on Water Quality Guidelines (1987). Canadian Water Quality Guidelines,
Inland Waters Directorate, Ottawa, Ontario.

Tabela F3 - Avaliação da qualidade da água para suínos baseado em sólidos dissolvidos

Sólidos Dissolvidos Classificação Comentários


Totais (mg/ L)

<1.000 Seguro Sem risco para suínos

1.000 - 2.999 Satisfatório Diarreia moderada em suínos não adaptados

3.000 - 4.999 Satisfatório Pode causar recusa temporária pelo animal

Níveis mais altos para rebanhos reprodutivos


5.000 - 6.999 Razoável devem ser evitados
Risco para rebanhos reprodutivos e animais
>7.000 Fora de Padrão expostos a estresse calórico

Fonte: NRC (2012).

22
Parte G - ADITIVOS ALIMENTARES

Avanços tecnológicos e pesquisas em larga escala sob condições comerciais são


constantemente utilizadas para a avaliação dos efeitos de diferentes aditivos alimentares.
Abaixo estão os resultados de trabalhos, com alguns desses aditivos disponíveis no mercado.

FITASE

Fitase exógena é utilizada como aditivo alimentar para hidrolisar o ácido fítico (fitato) e
aumentar a disponibilidade de fósforo dos ingredientes. Existem vários fornecedores de
fitase e a comparação entre as fontes de fitase, sua estabilidade, assim como os efeitos de
super dosagens foram revisados por GONÇALVES et al. (2016).

É importante que o nutricionista responsável pela unidade de produção esteja seguro quanto
aos nutrientes liberados pela fitase, de modo a evitar deficiências de Cálcio (Ca) e Fósforo
(P), especialmente, em rebanhos que apresentam baixo consumo de ração. Fontes estáveis
ao calor são preconizadas pela maior estabilidade ao longo do tempo e, especialmente, em
dietas peletizadas (SALUBO et al., 2011).

Adicionalmente, pode-se trabalhar com altos níveis de fitase quando se utilizam altos níveis
de óxido de zinco. Existem evidências de que os níveis de fitase na creche, acima dos níveis
para liberação de Ca e P, podem aumentar o desempenho (KIES et al., 2006; WALK et al.,
2012; LANGBEIN et al., 2013; KOEHLER et al., 2015).

Sendo assim, os mecanismos para melhorar o desempenho não são totalmente entendidos e
a magnitude do impacto é dependente dos níveis de fósforo, aminoácidos e outros nutrientes
na dieta (ADEOLA & COWIESON, 2011). Até o momento, existem revisões em pesquisas que
apontam o impacto da fitase na liberação de outros nutrientes além de Fósforo e Cálcio
(JOHNSTON & SOUTHERN, 2000; HOLLOWAY et al., 2015).

23
RACTOPAMINA

A Ractopamina é um aditivo alimentar com resultados comprovados para suínos em


terminação quando as dietas são formuladas corretamente. Este aditivo não deve, porém,
ser utilizado em leitoas de reprodução e reprodutores em crescimento.

As tabelas de especificações nutricionais, ao final desse material, apresentam um guia para a


utilização de Ractopamina em um período maior ou menor que 21 dias antes do abate.

Devido à Lisina DIE nas dietas com Ractopamina serem mais altas, existe um risco da adição
de muito farelo de soja, causando uma redução do rendimento ao abate (GAINES et al.,
2004 e 2007).

Aminoácidos sintéticos devem ser utilizados para reduzir a quantidade de farelo de soja
adicionado nas dietas com Ractopamina. Observa-se, porém, que diferentes países
apresentam diferentes regulamentações para a utilização do produto.

COBRE E ZINCO

Uma revisão feita por JACELA et al. (2010a), sugere que a utilização de altos níveis de Óxido
de Zinco da desmama até 11,5 Kg de peso vivo melhora o desempenho e reduz a incidência
de diarreias. Similarmente, a utilização de fontes de Cobre (100 a 250 ppm) tem sido descrita
como um melhorador de desempenho. Entretanto, os resultados da utilização de altos níveis
dos dois aditivos, simultaneamente, são conflitantes.

A alimentação dos animais com altos níveis de zinco não deve ultrapassar o limite de 20 a
25 dias. Portanto, a recomendação atual é o fornecimento de 3.000 ppm de Zinco (Zn) da
desmama a 7,5 Kg, 2.000 ppm de Zn de 7,5 Kg a 11,5 Kg e 125-250 ppm de Cobre (Cu) de 11,5 Kg
a 23 Kg. Diferentes países possuem diferentes regulamentações para a utilização de Zn e Cu
como melhoradores de desempenho.

L-CARNITINA

EDER et al. (2001) suplementaram 125 mg de Carnitina por dia por fêmea, da desmama ao
parto, e observaram um aumento de 8% e 7% no peso da leitegada em leitoas e porcas,
respectivamente. Esses resultados foram comprovados por pesquisas mais recentes
(RAMANAU et al., 2002 e 2008). No entanto, mais pesquisas são necessárias para validar o
efeito em leitegadas maiores.

XILANASE

Existem evidências na redução da mortalidade de suínos em terminação quando alimentados


com Xilanases disponíveis comercialmente, em dietas com alta fibra (15% de DDGS e 10%
de farelo de trigo). BOYD et al. (2015) revisaram esse tema, porém, mais pesquisas são
necessárias.

24
Parte H - LIMITES MÁXIMOS DE
INGREDIENTES UTILIZADOS NAS DIETAS

Existe uma variedade de ingredientes utilizados na suinocultura ao redor do mundo que, com
a ajuda de um nutricionista, podem ser utilizados para atender às exigências dos animais
Agroceres PIC.

Diferentes ingredientes podem ser utilizados até determinados limites, desde que as dietas
estejam balanceadas (Tabela H1). Em alguns cenários de custo, pode ser mais econômico
trabalhar acima dos limites de uso, porém é necessário manter cautela e conhecer bem os
ingredientes. Adicionalmente, é importante entender o impacto de ingredientes com alta
fibra no rendimento de carcaça e o retorno de sua adição nas dietas.

Dietas de mínimo custo devem ser ponderadas pela perda de oportunidade financeira em
comercializar carcaças mais pesadas. Este assunto será discutido em mais detalhes na seção
referente a qualidade de carcaça.

Deve-se tomar cuidado na utilização de coprodutos, pois eles tendem a ter uma alta
variabilidade de nutrientes e podem, em alguns casos, conter altos níveis de micotoxinas,
dependendo do coproduto.

Amostras dos ingredientes devem ser analisadas para determinar os níveis de nutrientes.
Um monitoramento robusto do sistema de produção deve assegurar a consistência das
informações.

Quando se trabalha com ingredientes alternativos, os produtores devem estar atentos para
a capacidade de armazenagem, fluxo de ração nas linhas de arraçoamento e características
de carcaça desejadas.

25
Tabela H1 - Recomendação de limite de uso (% da dieta) para ingredientes em dietas de suínos

Fase Creche Creche Cresc. Term.


Gestação Lactação
Peso Vivo Kg <10 10 - 20 20 - 60 60 - 145
Farelo de Bolacha 15 25 * * * *

Cevada * * * * * *

Polpa de Beterraba 0 5 10 15 50 10

DDGS de Milho 10 20 30 20 40 20

Ervilhas 15 30 40 50 15 25

Farelo de Canolaa 0 5 15 20 15 15

Casca de Soja 5 5 10 10 25 5

Sorgo, Grão * * * * * *

Farelo de Girassol, 42% PB 0 5 * * * *

Triticale (Livre de Ergot) 20 30 * * * 40

Trigo * * * * * *

Farelo de Trigob 5 10 25 35 * 10

Fonte: National Swine Nutrition Guide (2010).


*Não há limitação nutricional em uma dieta balanceada. Altos níveis podem ser adicionados, porém, o crescimento,
a reprodução, composição e/ou qualidade de carcaça podem ser impactadas negativamente. Considerações
econômicas devem influenciar na decisão de inclusão.
a
É importante que o nutricionista conheça os níveis de glicosinolato contido no farelo de canola para evitar efeitos
negativos no consumo de ração.
b
Se utilizado em dietas de porcas, é importante o teste para o alcaloide ergot, pois o ergot tem impacto negativo
severo em plantéis reprodutivos. Níveis máximos permitidos na dieta final são de 200 ppb do alcaloide ergot.

26
SEÇÃO 3 - PROGRAMAS NUTRICIONAIS POR FASE DE PRODUÇÃO

Parte I - PROGRAMAS NUTRICIONAIS BÁSICOS

Esta seção abordará os conceitos básicos para a alimentação dos animais Agroceres PIC nas
diferentes fases de produção. As tabelas de especificações nutricionais, ao final deste guia,
fornecem recomendações mais específicas sobre níveis de nutrientes das dietas.

MACHOS REPRODUTORES SEXUALMENTE ATIVOS

Os objetivos da alimentação de machos reprodutores são: promover o crescimento adequado,


maximizar a produção de sêmen e sua qualidade, evitar problemas locomotores e reduzir a
taxa de descarte.

Sub-arraçoar os reprodutores pode ter consequências negativas na produção de sêmen (PIC


Technical Memo 142).

A energia necessária para manter a condição corporal, sem comprometer a produção de


sêmen, deve ser calculada e validada em Centrais de Inseminação Artificial (Tabela I1).

Tabela I1 - Nível de arraçoamento em relação ao peso vivo

Peso Vivo, Kg Mcal de EM/Dia Mcal de EL/Dia Consumo de Ração, Kg/Dia


<159 7,2 5,3 2,3

159 7,9 5,9 2,5

205 8,6 6,4 2,7

250 9,5 7,0 3,0

295 10,4 7,7 3,3

340 11,2 8,3 3,5

Fonte: Adaptado de PIC Technical Memo 142. Assumindo temperatura ambiente de 17-18°C. Baseado na densidade
energética da dieta de 2.350 kcal de EL/Kg.

27
O consumo de ração depende do peso vivo dos machos reprodutores na Central de
Inseminação Artificial. Os níveis de nutrientes são apresentados na Tabela P1 - Especificações
Nutricionais para Machos Reprodutores Sexualmente Ativos Agroceres PIC (Matéria
Natural), no apêndice desse material, em que, tipicamente, o consumo de ração é de 2,5 a
2,7 Kg/dia. Reprodutores em condição corporal “magra” recebem normalmente 2,7 Kg/dia;
reprodutores em condição corporal “ideal” recebem 2,5 Kg/dia e reprodutores em condição
corporal considerada “gorda” recebem 2,3 Kg/dia.

Existem poucas informações para as exigências nutricionais de machos reprodutores. As


demonstradas nas tabelas de especificações nutricionais desse guia, são utilizadas pela
Agroceres PIC e devem ser utilizadas como referência. Níveis de energia e aminoácidos
baseiam-se em um número limitado de pesquisas em Universidades. Há algumas evidências
de que 0,3 ppm de Selênio Orgânico pode melhorar a motilidade espermática ao longo de
coletas de sêmen consecutivas, assim como reduzir os impactos negativos do tempo de
armazenamento sobre a motilidade dos espermatozoides e, por último, melhorar as taxas de
fertilização in vitro (SPEIGHT et al., 2012).

Foi relatado um aumento de 11% no total de espermatozoides por coleta em reprodutores


alimentados durante 16 semanas com 0,295 Kg/dia de suplementação contendo 31% de Ácidos
Graxos Ômega 3 (ESTIENNE et al., 2008). Estudos recentes reportaram um aumento de 11%
na produção de doses de reprodutores suplementados com 2.000 FTU de Quantum® Blue/Kg
de dieta (STEWART et al., 2016) e uma melhora relativamente significativa na produção total
de espermatozoides de 6% em reprodutores alimentados com 16,3 gramas de um produto
contendo 96% de Betaína durante os meses de verão (CABEZÓN, et al., 2016a). No entanto,
são necessárias outras pesquisas para validações mais profundas desses resultados.

DESENVOLVIMENTO DE LEITOAS

A nutrição durante o período de desenvolvimento de leitoas impacta, significativamente, o


desempenho em sua fase inicial e durante a vida reprodutiva. O objetivo nessa fase é atender
às exigências nutricionais para:
1) Adequado crescimento de tecido proteico;
2) Adequado crescimento ósseo;
3) Adequado desenvolvimento do trato reprodutivo;
4) Desenvolvimento de cascos resistentes.

O desenvolvimento e o manejo das leitoas ocorrem desde os estágios iniciais de sua vida
e terminam quando a leitoa completa sua primeira lactação (BOYD et al., 2002). A meta é
alcançar um ganho de peso, do nascimento à 1a cobertura, de 0,61 a 0,77 Kg/dia. Sendo que
o peso mínimo individual à 1a cobertura é de 135 Kg, então, o peso médio do grupo estará,
aproximadamente, entre 145 Kg a 160 Kg.

28
Peso à 1a cobertura abaixo de 135 Kg ocasiona redução de prolificidade e acima de 160 Kg
eleva o custo com energia de mantença, aumentando a perda de peso durante a lactação,
devido ao baixo consumo de ração, com aumento no risco de problemas locomotores e taxa
de descarte precoce. Para mais informações sobre manejo de leitoas de reposição, consulte
o Guia de Manejo de Fêmeas Agroceres PIC (http://www.agrocerespic.com.br/index.php/
informativos/outras-publicacoes).

Resumindo, os pontos-chave para dietas de leitoas de reposição em relação a leitoas para


abate são:
1) Utilização de vitaminas específicas objetivando a reprodução (Ácido Fólico, Biotina,
Tiamina e Piridoxina).
2) Recomendações de Vitaminas, Cálcio, Fósforo e Microminerais são mais altas, para
não haver limitações na vida reprodutiva (apresentados nas tabelas e especificações
nutricionais).

LEITOAS E PORCAS EM GESTAÇÃO

O objetivo principal durante a gestação é o gerenciamento da condição corporal das fêmeas


para garantir um adequado desenvolvimento embrionário/fetal e da placenta, além de
maximizar o tamanho da leitegada, enquanto se trabalha com o controle da frequência de
fêmeas “magras” e “gordas”.

Gerenciar a condição corporal (Figura I1) é a chave para o desempenho do rebanho


reprodutivo. Uma fêmea em condição corporal ideal é aquela em que os ossos da coluna,
quadril e costelas não podem ser vistos, mas podem ser sentidos ao toque. Se alguns
desses ossos não puderem ser sentidos ao toque, a fêmea está com uma condição corporal
considerada acima, ou seja, “gorda”. A meta é obter 90% do rebanho reprodutivo na condição
corporal “ideal”.

Figura I1 - Escore de condição corporal

Magra ≤5% Ideal ≥90% Gorda ≤5%

Fonte: Adaptado de STRAW, B, ZIMMERMAN, J, D’ALLAIRE, S e TAYLOR, D. Disease of Swine (2006).

29
Porcas gordas ao parto, provavelmente terão baixo consumo de ração durante a lactação,
perderão mais peso (Gráfico I1), produzirão menos leite e, consequentemente, desmamarão
leitegadas mais leves. Esse balanço energético negativo influenciará na redução do tamanho
das leitegadas subsequentes.

Gráfico I1 – Condição corporal de fêmeas gestantes e lactantes - Mudanças de peso são


inversamente correlacionadas

r = -0,52
P < 0,001
Mudança do Peso Vivo
Durante a Lactação, Kg

25

0 10 20 30 40

Mudança de Peso Durante os Dias 27 a 109 de Gestação, Kg


Fonte: REN et al. (2015).

Um recente resumo descritivo de experimentos (Tabela I2), avaliando os efeitos do


aumento de ração na fase final da gestação, mostra que o peso vivo da fêmea aumenta
aproximadamente 6,9 Kg quando ela recebe um adicional de 0,9 Kg de ração por dia, nessa
fase. Entretanto, de forma geral, o aumento de ração na fase final de gestação tem efeito
modesto no peso do leitão ao nascimento (28 g), sendo que esse efeito é mais consistente
em leitegadas de fêmeas de primeiro parto (P1; 31 g) do que de porcas (11 g). Vários estudos
vêm mostrando efeitos negativos de se aumentar o fornecimento de ração para porcas no
período final da gestação (SHELTON et al., 2009; SOTO et al., 2011; GREINER et al., 2016).

Adicionalmente, um estudo recente com 1.102 fêmeas Agroceres PIC (nascidos totais de
14,2 e 15,2 em leitoas e porcas, respectivamente), sendo que 15.979 leitões foram pesados
individualmente ao nascimento em condições de granja comercial, sugere que o efeito do
peso ao nascimento foi guiado, principalmente, pela energia do amido (Gráfico I2) e não pelo
consumo de aminoácidos (GONÇALVES et al., 2016b). No mesmo estudo, o aumento de ração
na fase final de gestação aumentou o número de natimortos em 2,1% quando comparados
a porcas que não receberam esse aumento de ração no final de gestação (Gráfico I3). Tal
efeito negativo não foi observado em leitoas.

30
Tabela I2 - Resumo descritivo de experimentos avaliando o aumento do consumo de ração
durante o final da gestação

Aumento por Tratamento


Dias de
Número de Tratamento Tratamento Aumento Aumento Ganho de
Gestação
Tipo de Leitegadas Nascidos Controle Controle Consumo Consumo Peso Total da
Exp. do Início Peso do
Fêmea por Totais (Mcal (g Lis (Mcal (g Lis Fêmea por
do Leitão ao
Tratamento EM/Dia) DIE/Dia) EM/Dia) DIE/Dia) Consumo de
Experimento Nascer, g
Ração Extra,
Kg/Kga

1 Ambas 90 540 10,6 5,8 10,6 10,2 18,4 5,7 40

2 Leitoas 90 21 14,3 6,8 11,9 9,8 17,1 5,7 86

2 Porcas 90 32 12,4 7,9 11,9 11,4 19,9 5,4 -109

3 Leitoas 90 371 14,2 5,9 10,7 8,9 10,7 5,6 24

3 Leitoas 90 371 14,2 5,9 20,0 8,9 20,0 9,1 28

3 Porcas 90 181 15,1 5,9 10,7 8,9 10,7 9,0 47

3 Porcas 90 181 15,3 5,9 20,0 8,9 20,0 10,8 19

4 Ambas 100 57 11,2 7,5 10,8 12,7 18,3 4,8 10

5 Leitoas 100 24 12,5 7,0 9,8 12,9 18,2 - 126

5 Porcas 100 51 12,9 7,9 11,2 13,9 19,5 - -69

Média b
90,6 - 12,6 6,0 13,5 9,6 16,6 6,9±0,8 28±20,4

Fonte: GONÇALVES, M. (2015).


a
Assumindo uma dieta de 2.405 Kcal de EL/Kg, a quantidade em Kg extra de ração diária acima do nível basal.
Por exemplo, aumentando a quantidade de ração diária de 1,8 Kg/dia para 2,7 Kg/dia no final de gestação, a porca
ou leitoa foram, aproximadamente 6,9 Kg mais pesadas ao parto. (1) CROMWELl et al. (1989), (2) SHELTON et al.
(2009), (3) GONÇALVES et al. (2016b), (4) MILLER et al. (2000), (5) SOTO et al. (2011).
b
Ponderada pelo número de porcas em cada estudo.

Gráfico I2 - O consumo de energia resultou em um leve aumento de peso ao nascimento


para leitões Agroceres PIC em relação ao consumo de aminoácidos
1,50
Peso ao Nascimento dos Leitões

P = 0,01
1,45 EPM = 0,008
Nascidos Vivos, Kg

1,40
1,36b
1,35 1,33a

1,30
+0,33 g
1,25

1,20
4,5 6,75
Consumo Diário de Energia Líquida
(Mcal de EL/ Dia)
Fonte: GONÇALVES et al. (2016b) (1.102 fêmeas e 15.979 leitões pesados ao nascimento).

31
Gráfico I3 - O aumento de ração na fase final de gestação pode aumentar os natimortos em
2,1% em porcas, mas não foi observado o mesmo efeito em leitoas

12 Parição x Energia
P = 0,01
Natimortos, % 10 EPM = 0,8

8
6,5b
6
4,4a
4 3,4a 3,4a

0
4,5 6,75

Consumo Diário de Energia Líquida (Mcal de EL/ Dia)


Fonte: GONÇALVES et al. (2016b) (dieta de 3.307 kcal de EM/Kg).

O NRC (2012) sugere que as exigências nutricionais das fêmeas durante a gestação são
maiores para leitegadas maiores. Contudo, as exigências diárias não são apenas voltadas
ao crescimento fetal, mas, em grande parte, são para mantença e crescimento (Gráfico
I4). Portanto, as exigências nutricionais de fêmeas em gestação não tiveram mudanças
significativas para uma atualização. Isso tem sido confirmado em vários estudos, onde não
houve um aumento no desempenho reprodutivo pelo aumento da energia e aminoácidos
(GONÇALVES et al., 2015; AMPAIRE et al., 2016; BUIS et al., 2016; GREINER et al., 2016).

Gráfico I4 - Ganho proteico total para diferentes pools proteicos durante a gestação
Ganho Proteico Total Predito (Pd; g/ Dia)

160 Pd Mamário
Pd Materno Dependente do Consumo de Energia
140
Pd Uterino
120 Conteúdo Proteico Materno no Tempo-Dependente
Pd Placentário e de Fluídos Uterinos
100 Pd Fetal

80
60
40
20
0
21 41 61 81 101
Dias de Gestação
Fonte: NRC (2012).

32
Infere-se que as fêmeas em gestação priorizam o feto no final da gestação ao custo do
ganho de condição corporal (THEIL et al., 2014; GONÇALVES et al., 2016b). A equipe global
de nutricionistas da PIC e da Agroceres PIC, em conjunto com as melhores Universidades
e sistemas de produção ao redor do mundo, continuarão o monitoramento das exigências
nutricionais em função da mudança do tamanho e peso da leitegada, e uma atualização das
informações será enviada, via atualizações nutricionais Agroceres PIC. Até o momento, o
aumento de ração na fase final de gestação é recomendado apenas para leitoas em condição
ideal e porcas magras.

O manejo alimentar durante o período pré-parto – após a porca ser transferida para a sala
de maternidade, até o parto, é uma área de grande interesse dos pesquisadores de nutrição
(COOLS et al.,2014; DECALUWE et al., 2014).

COOLS et al. (2014) mostraram que promover o consumo de ração à vontade (ad libitum) antes
do parto, para fêmeas gordas, reduz o peso ao desmame e a taxa de crescimento do leitão,
mas sem efeito negativo para porcas em condições ideais ou magras. Além disso, evidências de
campo apontam que partos induzidos podem aumentar o risco de prolapsos uterinos e retais.

Revisões atuais têm teorizado que o consumo de ração à vontade (ad libitum) prolongado
no pré-parto pode ter efeitos negativos nas porcas lactantes e que as fêmeas magras podem
ter tônus muscular do útero mais fraco e aumento de partos distócicos (ALMOND et al.,
2006). Também, até o momento, não existe uma forte evidência em recomendar mais que
7,63 Mcal de EM ou 5,65 Mcal de EL por dia, no período pré-parto, para leitoas e porcas em
condições ideais.

PORCAS EM LACTAÇÃO

O objetivo durante a lactação é maximizar o consumo de ração para sustentar a produção


de leite, minimizando as perdas de reserva corporal. Dessa maneira, as fêmeas necessitam
de consumo à vontade (ad libitum), a partir do dia do parto.

Diversos estudos de consumo de ração à vontade (ad libitum) em fêmeas Agroceres PIC
têm mostrado efeitos positivos na maximização do consumo de ração, produção de leite e
peso do leitão ao desmame (Gráfico I5), assim como a minimização das perdas de peso (JBS
UNITED, 2009; SULABO et al., 2010).

33
Os fatores que podem impactar o consumo de ração na lactação são:

• Ambientais: • Equipamentos:
- Velocidade do ar; - Tipo de comedouro;
- Temperatura ambiente; - Arraçoamento automático vs manual;
- Resfriamento evaporativo; - Densidade;
- Umidade; - Tipo de gaiola;
- Taxa de ventilação. - Vazão da água.

• Consumo de ração na gestação: • Manejo:


- Condição corporal da fêmea. - Frequência de arraçoamento;
- Disponibilidade de alimento;
• Fatores do animal: - Qualidade do alimento (ração fresca);
- Período de lactação; - Ajuste dos comedouros;
- Tamanho da leitegada; - Disponibilidade de água.
- Genética;
- Ordem de parto;
- Doenças.

Gráfico I5 - Fêmeas em consumo de ração à vontade (ad libitum) durante a lactação


apresentam aumento no peso dos leitões ao desmame

10 P = 0,06
EPM = 0,18
8
Peso ao Desmame, Kg

5,44 5,8
6

0
Restrito À Vontade
(25% do consumo
à vontade)

Fonte: SALUBO, et al. (2010).

34
As curvas de consumo de ração na lactação e as curvas de consumo de energia para
diferentes ordens de parto estão apresentadas nos Gráficos I6 e I7, respectivamente.

Gráfico I6 - Consumo de ração de fêmeas Agroceres PIC em diferentes ordens de partos


(2,5 Mcal de EL/Kg na dieta)

Consumo de Ração, Kg/ Dia 8,5

7,5

6,5

5,5 Parto 1
Parto 2
Parto 3-5
4,5 Parto 6+

3,5
1 3 5 7 9 11 13 15 17 19 21
Dias de Lactação

Fonte: Adaptado de CABEZÓN et al. (2016b).

Gráfico I7 - Consumo de energia líquida de fêmeas Agroceres PIC em diferentes ordens de


partos

20
Consumo de Energia Líquida, Mcal/ Dia

18

16

14 Parto 1
Parto 2
Parto 3-5
12 Parto 6+

10
1 3 5 7 9 11 13 15 17 19 21
Dias de Lactação

Fonte: Adaptado de CABEZÓN et al. (2016b).

35
Adicionalmente, assegurar um sistema de comedouros com ajuste correto e que apresente
ração fresca é extremamente importante (Figuras I2 e I3).

Figura I2 - Figura I3 -
Ajuste correto Ajuste incorreto
dos comedouros dos comedouros de
de maternidade maternidade com
com ração fresca. ração mofada e em
excesso.

As exigências diárias de Lisina DIE são determinadas em função da taxa de crescimento


da leitegada e do consumo médio de ração na lactação, o que pode variar pela condição
sanitária do rebanho e pelo estresse térmico. A Tabela I3 pode ser usada como referência
para a determinar as exigências em granjas específicas. Granjas em povoamento ou recém
povoadas talvez necessitem de níveis mais altos de Lisina DIE para maximização da segunda
leitegada (BOYD et al., 2000). Na falta dessas informações, um valor de referência seria
de 1,05 a 1,10% de Lisina DIE para rebanhos estabilizados e 1,15% a 1,25% de Lisina DIE para
leitoas em granjas recém povoadas, de acordo com o consumo de ração.

Tabela I3 - Níveis de Lisina DIE baseados na taxa de crecimento da leitegada e consumo de


ração da porcaa

Consumo de Ração Médio, Kg/Dia (Lis DIE, %)


Taxa de Crescimento Lis DIE
da Leitegada, Kg/Dia g/Dia
4,1 4,5 5 5,5 5,9 6,4

2,1 1,19 1,07 0,97 0,89 0,82 0,77 49

2,3 1,34 1,20 1,09 1,00 0,93 0,86 55

2,6 - 1,34 1,22 1,11 1,03 0,96 61

2,8 - - 1,34 1,23 1,13 1,05 67

a
Assumindo 21 dias de lactação. Baseado na equação de Pettigrew atualizada (BOYD, et al., 2000) e assumindo
que a exigência de Lisina não seja limitada pelo consumo de energia. A equação é baseada na relação linear entre
o crescimento da leitegada e as exigências de Lisina (g/dia) para atender à produção de leite. Lis DIE baseado em
86% da Lis total.

36
Finalmente, a Tabela I4 mostra que o alto consumo de ração na lactação reduz a perda de peso
das porcas, aumenta o ganho de peso diário da leitegada e reduz o intervalo desmama cio.

Tabela I4 - Efeito do consumo de ração na lactação sobre o intervalo desmama cio, perda de
peso na maternidade, e GPD do leitão

CRD Lis DIE Diferença de Peso Diferença de Peso GPD Leitão Intervalo
(Kg) (g/Dia) Vivo da Porca (Kg) Vivo da Porca (%) (Kg/Dia) Desmama Cio (Dias)

3,2 31,5 -12 -5,1 0,22 6,3

4,1 42 -10,4 -4,81 0,23 5,0

5 52,5 -2,6 -1,04 0,25 4,4

5,9 63 4 2,06 0,25 4,4

6,8 73,5 11,3 5,41 0,25 4,2

8,2 84 13,5 6,57 0,26 4,4

9,1 94,5 12,1 5,57 0,27 4,3

Fonte: GREINER et al., dados não publicados.

PORCAS DESMAMADAS

O objetivo da alimentação das porcas desmamadas é recuperar as reservas corporais


perdidas na lactação, maximizar a taxa de ovulação e garantir o bom tamanho da leitegada
no parto subsequente. O manejo alimentar da porca desmamada requer um balanço entre
prover ração fresca suficiente e evitar o seu desperdício (Figuras I4, I5 e I6). Quando possível,
a porca desmamada deve ser alimentada de 2 a 3 vezes por dia. Para otimizar o consumo
de ração, tipicamente, a linha da desmama deve ter água disponível em chupetas para cada
porca ou dividida entre duas porcas.

Figura I4 - Comedouro Figura I5 - Comedouro Figura I6 - Comedouro


na linha de desmama na linha da desmama na linha da desmama
com ração insuficiente. com quantidade de com desperdício de
ração adequada. ração.

37
Em estudo de campo da Agroceres PIC, com 679 porcas, observou-se que o aumento do
nível de arraçoamento durante o intervalo desmama cio de 2,6 Kg/dia para 4,2 Kg/dia reduziu
o intervalo desmama cio de 5,3 para 4,4 dias; aumentou a taxa de fêmeas cobertas em até 7
dias, de 92,8% para 97,5%, e aumentou o tamanho da leitegada subsequente em 1 leitão, de
12,9 para 13,9.

GRAHAM et al. (2005) em um estudo com 637 fêmeas, alimentadas no intervalo desmama cio
com 2,7, 3,6 e 5,4 Kg de ração/dia em uma dieta de aproximadamente 2,44 Mcal de EL/Kg,
atingiram um consumo de Energia Líquida de 6,5, 8,6 e 12,6 Mcal/dia, respectivamente. Não
houve diferenças estatísticas no intervalo desmama cio (5,1, 5 ou 5 dias), na taxa de concepção
(95,6%, 95,6% ou 94,7%), taxa de parição (85,4%, 87% ou 83,3%) ou nascidos totais (13,1, 12,9 ou
12,9). A ordem de parto não influenciou a resposta dos níveis de arraçoamento. Como os autores
trabalharam apenas com porcas em condições de escore ideais e gordas, este pode ter sido o
fator limitante para se observar o benefício do alto consumo de ração, uma vez que a fêmea
magra é aquela que mais se beneficia do alto nível de arraçoamento no intervalo desmama cio.

O consumo de ração à vontade (ad libitum) varia de acordo com a estação do ano e pelo perfil
de ordem de parto do grupo de desmamadas; então, para maximizar o consumo de ração,
porcas na linha da desmama são tipicamente alimentadas duas vezes ao dia, existindo, porém,
uma grande variação entre o consumo voluntário dessas porcas. Todavia, identificar as porcas
magras com alto consumo de ração voluntário e ajustar os drops de acordo com as demandas
de consumo é um ponto-chave. Devido a pesquisas limitadas e a conflitos de resultados nessa
área até então, a recomendação atual da Agroceres PIC é de alimentar as fêmeas magras à
vontade e fêmeas em condição ideal e gordas com, no mínimo, 3,6 Kg de ração/dia.

LEITÕES NA FASE DE CRECHE

O objetivo do programa nutricional de creche é o de maximizar o consumo de ração na


primeira semana após a desmama, com dietas altamente digestíveis, para facilitar a transição
para dietas mais simples, como as dietas de terminação.

O programa de alimentação de creche corresponde a, aproximadamente, 10% a 15% do custo


de produção total de um suíno. Devido ao alto custo de produtos lácteos e das proteínas
de alta qualidade nas primeiras dietas de creche, esses ingredientes devem ser reduzidos
rapidamente após a desmama.

A idade ao desmame é um fator importante que afeta a formulação das dietas, devido ao
impacto direto no desempenho e na rentabilidade. Na perspectiva da nutrição, ao desmamar
um pouco mais tarde, obtemos um leitão melhor, ou seja, fisiologicamente maduro e capaz
de realizar a transição para as dietas secas.

38
Muitos sistemas de produção, ao redor do mundo, estão aumentando a idade ao desmame
estimando que, de 18 para 21 dias de idade, pode-se aumentar a rentabilidade de R$ 0,50
para R$ 1,25 por leitão ou de R$ 12,50 para R$ 32,50 por espaço/porca/ano, apesar do
aumento do uso dos espaços de maternidade (MAIN et al., 2004).

O acesso de ração e água à vontade na fase de creche, no momento do alojamento, é


essencial e pode impactar o peso de saída de creche. Leitões desmamados são extremamente
dependentes do consumo de energia e, portanto, maximizar o consumo de ração é essencial.
Ao aumentar o consumo de ração durante a primeira semana, aumenta-se a taxa de
passagem e diminui-se a taxa de proliferação bacteriana no trato gastrointestinal, reduzindo
a incidência de diarreia.

Um grande estudo epidemiológico indicou que o baixo consumo de ração após o desmame
aumenta a probabilidade do desenvolvimento de diarreia, se comparado com o alto consumo de
ração pós-desmame (MADEC et al., 1998). Portanto, a idade ao desmame e o alto consumo de
ração diário pós-desmame são críticos para a maximização de desempenho na fase de creche.

Para mais informações sobre manejos para otimizar o consumo de ração, consulte o Guia
de Crescimento Agroceres PIC (http://www.agrocerespic.com.br/index.php/informativos/
outras-publicacoes).

Arraçoamento por fases

Baseado no desenvolvimento do trato gastrointestinal do leitão desmamado, utiliza-se,


tipicamente, de 3 a 4 dietas durante o período de creche (Tabela I5).

Tabela I5 - Exemplo de um programa nutricional por fasesa

Idade ao Desmame, Dias 18 21 24


Peso ao Desmame, Kg 5,5 6,5 7,5
Programa Nutricional por Animal, Kg

Fase 1 2,3 1,8 1,6

Fase 2 4,1 4,1 3,4

Fase 3 18,1 18,1 18,1

Consumo de Ração Total 24,5 24,0 23,1

Ganho de Peso Total 17,2 16,6 15,9

Conversão Alimentar 1,42 1,45 1,46

O programa nutricional acima assume um peso final de saída de creche de 23 Kg e uma conversão alimentar como
a

mostrada na tabela.

39
Leitões de 3,5 a 7,5 Kg

Desmamar leitões mais leves que 5,5 Kg impõe um grande desafio na adaptação ao ambiente
de creche e ao arraçoamento e, assim, devem-se tomar medidas para evitar a frequência
desses animais no sistema de produção. Arraçoar leitões abaixo de 7,5 Kg requer dietas
desenhadas para maximizar o consumo de ração. Essas dietas apresentam, tipicamente, um
custo maior, quando comparadas com dietas nas fases subsequentes, devido à maior inclusão
de carboidratos e fontes proteicas altamente digestíveis (ex: farinha de peixe, plasma animal,
farelo de soja tratado com enzimas e etc).

Os carboidratos de alta digestibilidade mais utilizados são as fontes de lactose (soro em pó,
permeato de soro e etc). Outras fontes de carboidratos altamente digestíveis podem substituir
parte da lactose como estratégia econômica (ex: maltose, dextrose, milho micronizado, arroz
micronizado, maltodextrina e etc). Cuidados devem ser tomados quanto à fonte de lactose
utilizada e, geralmente, fontes de lactose processadas para consumo humano são as opções
preferidas (BERGSTROM et al., 2007). Similarmente, existe uma evidência de que diferentes
fontes de farinha de peixe têm diferentes efeitos no desempenho (JONES et al., 2015).

A Lisina DIE nessas dietas é ligeiramente mais alta do que nas dietas de final de creche.
Uma prática padrão é a pequena inclusão de farelo de soja para ajudar na adaptação do
leitão às dietas simples das fases subsequentes; mas, de qualquer maneira, é importante
considerar a qualidade do farelo de soja disponível (ex: fatores antinutricionais). Pesquisas
têm mostrado que a inclusão de AAs sintéticos (até 0,5% da L-Lisina-HCl) pode ser usada
como substituto parcial de proteínas, contanto que as exigências dos outros AAs sejam
atendidas (NEMECHECK et al., 2011).

Leitões de 7,5 a 11,5 Kg

Nessa fase, utilizam-se níveis mais baixos de proteínas e de carboidratos digestíveis e níveis
de inclusão de farelo de soja mais altos. Como fonte de lactose, o soro em pó é preferível,
porém o permeato de soro de alta qualidade pode, parcialmente, substituir a lactose.

Leitões de 11,5 a 23 Kg

Essas dietas são primariamente compostas de grãos, farelo de soja, aminoácidos sintéticos
e, geralmente, contêm ingredientes muito similares às dietas de recria-terminação. É de
extrema importância adaptar os leitões para iniciar o consumo dessas dietas o mais rápido
possível. Ajustes finos nessa fase podem trazer resultados econômicos, devido ao seu alto
impacto no custo total da creche (essa fase representa aproximadamente metade do custo
total de alimentação de creche).

40
SUÍNOS EM TERMINAÇÃO

O objetivo do programa nutricional na fase de terminação é formular dietas que garantam


uma deposição proteica ótima e a maximização do retorno econômico.
Os passos para a formulação de dietas de terminação são:
1) Determinar o nível energético mais econômico;
2) Determinar a relação Lisina:Caloria a ser usada para cada gênero;
3) Determinar a relação para os outros aminoácidos;
4) Determinar o nível de disponibilidade ou digestibilidade do Fósforo;
5) Determinar os níveis de Cálcio, Vitaminas, Microminerais, Sal e outros ingredientes/
nutrientes.

Em uma revisão de literatura, TOKACH & GONÇALVES (2014) resumiram dois conceitos-
chave relacionados à energia e aos aminoácidos na alimentação de suínos em terminação:

Energia dietética: as exigências dos suínos para deposição de tecido magro têm duas fases,
sendo uma dependente de energia e outra dependente de proteína. Na fase dependente de
energia, o consumo de ração é o fator limitante, porque seu consumo voluntário é abaixo
do potencial de crescimento. Por outro lado, na fase dependente de proteína, o consumo de
ração não é limitante, pois seu consumo voluntário é acima das exigências para deposição
proteica (DUNKIN et al., 1986).

Qualquer consumo além das exigências de deposição proteica máxima resulta em aumento
da deposição de gordura (CAMPBELL et al., 1988). As razões pelas quais os suínos consomem
além das exigências para a deposição proteica máxima dependem de vários fatores, incluindo
o potencial genético, densidade energética da dieta e limitações de ambiência (ex: calor,
espaço, capacidade e ajuste de comedouros). Em geral, genéticas modernas, alojadas sob
condições de campo, permanecem na fase dependente de energia para crescimento em
pesos vivos mais elevados que genéticas mais “antigas”. Assim, suínos podem ser criados
em livre acesso à ração (livre consumo) a pesos mais elevados, sem depositar toucinho
excessivamente.

Durante a fase de crescimento dependente de energia, as dietas devem ser formuladas


com a relação Lisina:Energia, de forma que o aumento do consumo de ração, resultará no
aumento do consumo de energia, e também das exigências de aminoácidos para atender à
deposição extra de proteína, devido ao aumento do aporte energético. Na fase dependente
de proteína, quando os suínos consomem mais energia do que as exigências para a máxima
deposição proteica, as dietas devem ser formuladas para atender às gramas de exigência
diária. Assim, qualquer aumento no consumo pode ser acompanhado por uma redução dos
níveis de aminoácidos dietéticos, à medida que o suíno não aumenta a deposição de proteína
com esse suporte extra de energia.

41
Novamente, é importante notar que o ponto no qual o suíno transita entre as fases de
crescimento dependente de energia ou proteína está muito relacionado com o genótipo e
com o gênero. Machos inteiros raramente vão consumir para a maximização da deposição
de proteína previamente ao abate. Similarmente, leitoas de vários genótipos irão estar
na fase dependente de energia até o momento do abate, em quase todas as condições
comerciais. Controversamente, animais castrados fisicamente ou imunologicamente vão
estar frequentemente além das exigências de energia para a máxima deposição proteica,
nas fases finais de terminação.

Aminoácidos dietéticos: dietas fornecidas abaixo das exigências de aminoácidos vão


diminuir a deposição proteica e aumentar a deposição de gordura (MAIN et al., 2008).
Os aminoácidos nas dietas no período final de terminação têm um grande impacto no
conteúdo de carne magra na carcaça. Em geral, deficiências de aminoácidos que não têm
um impacto majoritário no consumo de ração (ex: Lisina, Metionina e Treonina) vão resultar
em um aumento do conteúdo de gordura na carcaça com relação a dietas deficientes em
aminoácidos que impactam o consumo de ração (ex: Triptofano, Valina e Isoleucina).

As especificações de nutrientes apresentadas no final desse guia são para a otimização do


crescimento de tecido magro para fêmeas e machos castrados para abate, alojados sob
condições comerciais e as especificações de Lisina são apresentadas em gramas por Mcal
de Energia Líquida e Metabolizável NRC. Existem, tipicamente, duas especificações para
arraçoamento de baias com fêmeas e machos castrados:
1) Uso da média das exigências de Lisina DIE entre fêmeas e machos castrados;
2) Uso das exigências em Lisina DIE para fêmeas.

Um exemplo de como calcular a porcentagem do nível Lisina DIE na dieta está apresentado
em cada tabela do apêndice. Quando se formulam dietas com níveis variáveis de energia,
deve-se seguir a relação Lisina:Caloria fornecida nas tabelas. Na verdade, os níveis de energia
da dieta exigem um número de considerações específicas do mercado e da condição de
ambiência (USRY et al., 1997), o que já foi discutido em capítulos prévios.

Para ajudar a prevenir vícios de comportamento e realizar o desempenho esperado, o


mínimo de nutrientes especificados deve ser utilizado. Tipicamente, estímulos de vícios
causados por nutrição podem ocorrer quando os níveis de aminoácidos, Sódio e/ou Fósforo
não estão adequados ou o nível de coprodutos é mudado rapidamente. Eventos de falta de
ração ou restrições alimentares podem ser fatores de risco para vícios de comportamento.

Outras condições ambientais, que podem causar vícios, são discutidas no Guia de Crescimento
Agroceres PIC (http://www.agrocerespic.com.br/index.php/informativos/outras-publicacoes).

42
Parte J - PONTOS PRINCIPAIS NA ALIMENTAÇÃO
DE FÊMEAS

LEITOA
ÓTIMA PRÉ-COBERTURA
PERFORMANCE GESTAÇÃO
REPRODUTIVA

DESMAMA-CIO LACTAÇÃO

Fêmeas Agroceres PIC são de alta eficiência. Superalimentação ou subalimentação devem


ser evitadas para a maximação dos resultados reprodutivos e de sua progênie.

Tabela J1 - Pontos principais na alimentação de fêmeasa


Fase/ Categoria Qtd. Ração, Kg/Dia Mcal EM NRC/Dia Mcal EL NRC/Dia Tipo de Ração
Leitoas Pré-Cobertura À Vontade - - Cresc. Leitoae
Gestação: 0 a 28 Dias
Leitoas 1,8 5,9 4,3 Gestação
Porcas 2,3 7,3 5,4 Gestação
Gestação: 29 a 90 Dias
b

Leitoas 1,8 5,9 4,3 Gestação


Porcas 1,8 5,9 4,3 Gestação
Gestação: 90 a 114 Dias
c

Leitoas 2,7 8,8 6,5 Gestação


Porcas 1,8 5,9 4,3 Gestação
Independente da Fase de Gestação
Porcas Magras 3,2 10,3 7,6 Gestação
Porcas Gordas 1,6 5,1 3,8 Gestação
2 a 4 Dias Pré-Parto 2,3 7,6 5,6 Lactação
Lactação: Dia 1 até a desmama À Vontaded - - Lactação
Intervalo Desmama-Cobertura Gestaçãof
Porcas Magras À Vontade - - Gestaçãof
Porcas Ideais e Gordas 3,6 11,7 8,7 Gestaçãof
a
Assumindo 3.230 Kcal EM NRC/Kg ou 2.390 Kcal EL NRC/Kg para gestação e 3.362 Kcal EM NRC/Kg ou 2.488 Kcal EL
NRC/Kg para dietas de lactação.
b
Objetivo de recuperação de reservas corporais (gordura, proteína e minerais no tecido ósseo) até 28 dias de gestação.
c
Média do período de gestação de 116 dias.
d
À vontade ou ter livre acesso a comedouros na lactação é uma prática comum em muitas granjas, o que permite que a
fêmea em lactação tenha acesso à ração 24 horas por dia. Não deve haver restrição para fêmeas em lactação, desde que, a
condição corporal na gestação esteja dentro dos padrões. As fêmeas consumirão a quantidade de ração que quiserem, sem
que haja redução do consumo mais tarde na lactação.
e
Após 170 dias de idade, as leitoas podem ser arraçoadas com dietas de gestação.
f
Sempre que possível, a porca desmamada deve ser arraçoada 2 a 3 vezes ao dia. A porca em gestação pode ser arraçoada
1 ou 2 vezes ao dia. Arraçoamento de porcas em gestação 1 vez ao dia pode reduzir o erro do peso dos drops e reduzir mão
de obra, quando o arraçoamento automático não é disponível.

43
Parte K - DINÂMICA DAS FERRAMENTAS DE TOMADA
DE DECISÃO

Tomadas de decisão em sistemas de produção de suínos requerem um profundo entendimento


dos pontos-chave da cadeia de produção. Assim, torna-se essencial para o nutricionista ter
ferramentas disponíveis que possam auxiliá-lo nesses cenários altamente dinâmicos.

CALCULADORA PIC DE AJUSTE PARA EFICIÊNCIA CALÓRICA


POR LINHA GENÉTICA

Existem três fatores majoritários que afetam a eficiência alimentar: o peso de entrada e
saída, nível energético da dieta e o genótipo. A maioria dos sistemas de produção ajusta a
eficiência alimentar para um determinado peso final na fase de creche, peso de entrada e
peso de saída da fase de terminação, de modo a obter uma comparação que faça sentido
entre os lotes.

Recentemente, alguns sistemas de produção adicionaram o ajuste de conversão alimentar


pelo nível energético da dieta (GAINES et al., 2012). A cada 1% de mudança na energia
líquida da dieta é esperada uma mudança de 1% na eficiência alimentar (EUKEN, 2012).

A energia dietética muda ao longo do tempo, devido a mudanças nos preços dos ingredientes.
Portanto, o ajuste da energia da dieta para a comparação entre os lotes e as avaliações ao
longo do tempo é importante. Finalmente, diferentes linhas genéticas têm diferentes taxas
de crescimento e eficiência alimentar.

Atualmente, é possível utilizar coeficientes de ajustes para pesos de entrada e de saída,


específicos para cada linha genética, consulte: http://na.picgenus.com/techsupport/
nutrition/adjusted_caloric_efficiency_calculator.aspx.

44
MODELO ECONÔMICO PARA RELAÇÃO ÓTIMA DE TRIPTOFANO:LISINA DIE
PARA AS FASES DE CRECHE E TERMINAÇÃO

Essa ferramenta foi desenvolvida pela Universidade de Kansas e Ajinomoto Heartland,


para o cálculo da relação Triptofano:Lisina DIE mais econômica, levando em consideração
informações específicas do sistema de produção e preço do suíno ao abate.

O desenvolvimento desses modelos econômicos foi realizado em animais PIC sob condições
comerciais. A ferramenta também leva em consideração se o sistema de produção
comercializa os animais a “Tempo Fixo” x “Peso Fixo” e o impacto de diferentes relações
Triptofano:Lisina DIE para maximização de margem. Faça o download dessa ferramenta
em: http://www.lysine.com/en/tech-info/TrpLys.aspx.

CALCULADORA PARA UTILIZAÇÃO ÓTIMA DE DDGS

Essa calculadora foi desenvolvida pela a Universidade de Kansas, considerando o retorno


econômico por cabeça, devido à mudança do custo da dieta, eficiência alimentar e taxa de
crescimento. A ferramenta não considera o impacto no rendimento de carcaça ou nos valores
de iodo. Faça o download dessa ferramenta em: https://www.asi.k-state.edu/research-and-
extension/swine/calculators.html.

45
Parte L - QUALIDADE DE CARCAÇA

Assegurar um alto rendimento de carcaça e qualidade de carne é um dos papéis da


nutrição de suínos.

EFEITO DA UTILIZAÇÃO DE INGREDIENTES DE ALTA FIBRA SOBRE O


RENDIMENTO DE CARCAÇA

Vários estudos têm mostrado que a utilização de ingredientes de alta fibra até o abate pode
reduzir o rendimento de carcaça (JACELA et al., 2010b; ASMUS et al., 2014; COBLE et al.,
2015). São recomendadas dietas com menos de 9% de fibra em detergente neutro (FDN) de
15 a 20 dias antes do abate.

O Gráfico L1 demonstra o efeito no aumento do FDN no rendimento de carcaça, o que


tem sido mostrado em estimativas de vários cenários econômicos. De qualquer maneira,
devem-se analisar cenários onde os ingredientes de alta fibra são baratos o suficiente para
compensar economicamente a perda de rendimento.

Gráfico L1 - Efeito do aumento da fibra em detergente neutro no rendimento de carcaça


76,5
Rendimento de Carcaça, %

WHTINEY et al., 2006


75,5 0,117% GRAHAM et al., 2014 (1-1)
0,158% 0,131% GRAHAM et al., 2014 (2)
SALYER et al., 2012
74,5 JACELA et al., 2011
0,154%
GRAHAM et al., 2014 (1-2)
ASMUS et al., 2014
73,5 GOEHRING et al., 2012

72,5 0,162%
0,229%
0,210% 0,118%
71,5
8 12 16 20
Fibra em Detergente Neutro, %
Fonte: COBLE et al. (2015).

46
QUALIDADE DA GORDURA

A medida “padrão” atual para a firmeza da gordura é o valor de iodo. O valor de Iodo é uma
medida de gorduras insaturadas e é expresso em termos da quantidade de iodo absorvido
pela amostra de gordura. Basicamente, o valor de Iodo (VI) determina o nível de instauração
da gordura através do número de duplas ligações dos ácidos graxos.

O foco principal da nutrição deve ser na dieta “completa” e não individualmente no ingrediente
dentro da dieta. Existem muitas equações de predição para o valor de iodo na carcaça (WU
et al., 2016), então, a chave é trabalhar com uma equação consistente para a comparação.

Uma equação de predição de valor de Iodo para toucinho foi desenvolvida para animais
Agroceres PIC (valor de Iodo predito no toucinho = 0,32 x (VI Produto) + 52,4; Technical
Memo 153).

Esforços no gerenciamento da qualidade de gordura devem estar alinhados com as expectativas


dos frigoríficos. Pesquisas têm provado que o aumento de ácidos linoleicos (Gráfico L2) e
linolênicos nas dietas causa aumento no valor do iodo. Produtores devem trabalhar mais com
seus nutricionistas para implementar ingredientes com altos níveis de ácido linoleico nas dietas.

Gráfico L2 - Efeito do ácido linoleico dietético nos valores de Iodo da gordura corporal

88 VI Gordura = 5,49 (C18:2 na Dieta) + 58,9


Valores de Iodo da Gordura Corporal

r2 = 0,63
84

80

76

72

68

64
18 a 20 suínos por nível
60
1,3 1,7 2,1 2,5 2,9 3,3 3,7

Ácido Linoleico Dietético, %


Fonte: PIC Technical Memo 153.

Para uma revisão mais detalhada sobre qualidade de gordura, consulte APPLE (2013).
Para a utilização de uma planilha prática para valor de Iodo, acesse: https://www.asi.k-state.
edu/research-and-extension/swine/calculators.html.

Para mais informações, acesse o resumo PIC de qualidade da gordura: http://www.pic.com/


Images/Users/1/salesportal/newsletters/cuttingedge/CuttingEdge1stQ10_Spanish.pdf.

47
Parte M - ESPECIFICAÇÕES NUTRICIONAIS
PARA ANIMAIS AGROCERES PIC

Suínos Agroceres PIC possuem bom desempenho de crescimento em uma variedade de


ambientes e sistemas de produção, tendo sua performance certificada ao redor do mundo.

Informações de arraçoamento para animais Agroceres PIC, sob condições específicas,


como exigências para animais inteiros em terminação, imunocastração, nutrição para sexos
separados, arraçoamento líquido, arraçoamento em condição de estresse calórico, produção
ao ar livre, produção de presuntos Parma e Serrano, favor consultar: http://na.picgenus.com/
sites/genuspic_com/Uploads/files/Nutrition/FeedingPICPigs_Metric.pdf.

48
Parte N - PRODUÇÃO DE RAÇÃO

O sucesso de um programa nutricional necessita não apenas da formulação adequada das


dietas, mas também da alta qualidade e consistência no processamento de rações.

O tamanho de partícula e a forma da ração serão discutidos abaixo. Para mais informações sobre
produção de ração consulte: “Feed manufacturing guidelines for PIC pigs” em: http://na.picgenus.
com/sites/genuspic_com/Uploads/files/NutritionPICFeedManufacturingGuidelines_Metric.pdf.

TAMANHO DE PARTÍCULA

O tamanho de partícula depende da fase de produção e pode ser gerenciada para


maximizar a digestibilidade ou maximizar longevidade. Pesquisas têm mostrado que a
cada 100 microns de redução no tamanho de partícula do grão, há uma melhora a eficiência
alimentar de 1% a 1,2% (STEINHERT, 2011a).

Geralmente, como recomendação prática para tamanho de partícula, utiliza-se maior


tamanho de partícula para machos reprodutores, leitoas em crescimento e gestação e
tamanhos menores para animais em lactação, creche e terminação. O tamanho de partícula
dos grãos é influenciado pela metodologia do teste que, junto a práticas de monitoramento
constantes, são a chave para o sucesso no gerenciamento desse item de produção.

Reprodutores, leitoas em crescimento e gestação



O foco primário para os reprodutores, leitoas em crescimento e fêmeas em gestação é
maximizar a longevidade, enquanto se atinge a boa digestibilidade de nutrientes. Pesquisas
prévias demonstraram que a redução ou alta variabilidade do tamanho de partícula aumenta
a incidência de úlceras estomacais (STEINHART, 2011a) e, potencialmente, a mortalidade
(GOODBAND et al., 2002). Baseados na combinação desses fatores, é importante que se
sigam os limites aceitáveis para o tamanho de partícula para os grãos, apresentados na
Tabela N1.

49
Tabela N1 - Limites aceitáveis para a tamanho de partículas para animais Agroceres PICa

Tamanho de Partícula
Fase de Produção Médio do Grão, Microns

Reprodutores 750 - 900

Leitoas em Crescimento 750 - 900

Gestação 750 - 900

Lactação 500 - 600

Crecheb 500 - 600

Terminaçãob 450 - 550

Apenas 1 Silo Disponível para Grãos Moídos 550 - 650

Dois Silos Disponíveis para Grãos Moídos (Preferível)

Reprodutores, Leitoas em Crescimento 750 - 900


e Fêmeas em Gestação

Lactação, Creche e Terminação 450 - 600

a
Se “agentes de fluidez” forem utilizados, os limites podem ser reduzidos em aproximadamente 50 microns.
b
Se as dietas forem peletizadas, o tamanho de partícula dos grãos pode ser de 500 microns para creche e terminação
para melhorar a qualidade do pellet.

Lactação

O foco do tamanho de partícula para as fêmeas em lactação é para maximizar a digestibilidade


de nutrientes e, assim, a produção de leite. Portanto, o tamanho de partícula deve estar entre
500 a 600 microns, na média. Para cada 100 microns reduzidos, de 1.200 para 400 microns,
o peso da leitegada melhora 1,3% (WONDRA et al., 1995).

Creche

Tipicamente, o tamanho de partícula recomendado para grãos na creche é de 500 a 600


microns para rações fareladas e, aproximadamente, 400 microns para dietas peletizadas.
Tamanhos de partículas de grãos maiores que 600 microns reduzem a digestibilidade de
nutrientes, e menores que 500 microns reduzem o consumo de ração. A resposta à redução
do tamanho de partícula é similar para o milho, sorgo e trigo (WOODWORTH et al., 2015).

50
Terminação

A fase de terminação é aquela em que a digestibilidade dos nutrientes precisa ser trabalhada
ao máximo. A maioria das fábricas de ração mói os grãos o mais fino possível, até que comecem
a ter problemas de “fluidez” de ração nas linhas de automação e comedouros. A peletização
de rações reduz os problemas com “fluidez”. WOODWORTH et al. (2015) revisaram a literatura
e concluíram que existe pouco benefício em reduzir o tamanho de partícula abaixo de 600
microns em dietas peletizadas de alta qualidade de pellet, mas de qualquer maneira, tamanho
de partículas menores, frequentemente, melhoram a qualidade do pellet.

Tamanho de partícula e capacidade de armazenamento do grão moído



Como mostrado na Tabela N1, se a fábrica de ração tem disponível apenas um silo para
armazenagem do grão moído, o limite para todas as fases seria de 550 a 650 microns.
Deve-se notar, porém, que alimentar fêmeas em gestação com tamanhos de partículas
menores, pode impactar na mortalidade de fêmeas. Assim, dois silos para armazenagem de
grãos moídos são recomendados. Outra alternativa é limitar a inclusão de milho moído nas
dietas de gestação utilizando outros ingredientes, como DDGS, para mitigar alguns efeitos
negativos de moagens muito finas.

Se a fábrica de ração tiver dois silos para armazenagem de grãos moídos, um silo deve conter
grãos moídos a 450 – 600 microns para lactação, creche e terminação e outro deve conter
grãos moídos de 750 – 900 microns para os machos reprodutores, leitoas em crescimento
e fêmeas em gestação.

Avaliação do tamanho de partícula



Detalhes sobre os testes de tamanho de partículas (tempo e necessidade de utilização de
agitador ou agente de fluidez) podem ser encontrados em STEINHART (2011b) e em BENZ &
GOODBAND (2015). Para metodologias utilizadas na avaliação de partículas acesse: http://
www.asi.k-state.edu/species/swine/research-and-extension/particle-size-information.html.

RAÇÃO PELETIZADA X FARELADA

Suínos alimentados com pellets de alta qualidade apresentam melhor eficiência alimentar.
À medida que a qualidade dos pellets é reduzida, a vantagem em eficiência alimentar
diminui até que não haja diferença entre rações contendo 50% ou mais de finos no prato do
comedouro.

51
A formulação de dietas tem um grande impacto na qualidade do pellet. Igualmente
importante é checar a temperatura da peletizadora, temperatura do pellet resfriado e
durabilidade do pellet.

Para animais na fase de creche, o arraçoamento com rações peletizadas na primeira fase tem
mostrado melhorias no consumo de ração e em conversão alimentar de, aproximadamente,
8% (GROESBECK et al., 2005) e melhora na fluidez das rações (DEROUCHEY et al., 2007).
De qualquer maneira, devido à inclusão de altas quantidades de lactose e fontes de
proteínas especiais, a inclusão de 2% a 3% de gordura é necessária para facilitar o processo
de peletização.

Dietas com alta inclusão de fontes de lactose são difíceis de peletizar; assim, cuidados devem
ser tomados ao se utilizarem grandes níveis de inclusão (LEAVER, 1988). Além disso, nas
dietas da fase 1 que, tipicamente, contêm altos níveis de plasma animal e produtos lácteos,
temperaturas de peletização abaixo de 77°C são utilizadas para evitar a desnaturação de
proteínas (STEIDINGER et al., 2000).

Para dietas peletizadas, é importante ter menos que 20% de finos ou os efeitos positivos
serão praticamente perdidos (NEMECHEK et al., 2012). DE JONG (2015) conduziu uma meta-
análise e concluiu que a conversão alimentar piorou 0,03 pelo incremento de cada 10% de
finos.

A PIC conduziu uma série de experimentos em larga escala para comparação de ração
farelada ou peletizada. Os resultados tipicamente demostram que a qualidade do pellet
para dietas de terminação melhora a eficiência alimentar em todas as linhas genéticas em,
aproximadamente, 6% (dado interno PIC). Além disso, existe um incremento de “suínos de
máximo valor” em torno de 1% a 3%.

52
Parte O - SISTEMAS DE ALIMENTAÇÃO, ESPAÇO DE
COMEDOURO E CONSIDERAÇÕES SOBRE BEBEDOUROS

Uma vez que as dietas estão corretamente formuladas e produzidas, os sistemas de


alimentação, assim como os espaços de comedouros, devem ser apropriados. Do mesmo
modo, o acesso irrestrito à água através de disponibilidade adequada de bebedouros faz-se
necessário.

Para maiores informações, consulte o Guia de Crescimento Agroceres PIC em http://www.


agrocerespic.com.br/index.php/informativos/outras-publicacoes.

53
SEÇÃO 4 - APÊNCIDE

Parte P - TABELAS DE ESPECIFICAÇÕES NUTRICIONAIS

As tabelas são apresentadas em porcentagens, por razões práticas. Os nutrientes devem


ser considerados como gramas de consumo por dia, baseados nos consumos de ração
específicos a cada sistema.

Tabela P1 - Machos Reprodutores Sexualmente Ativos Agroceres PIC (Matéria Natural)

Itema Unidade Quantidade

Energia Líquida NRC b


kcal/Kg 2.308

Energia Metabolizável NRC kcal/Kg 3.086

Consumo de Ração Estimado +5% de Desperdício Kg/dia 2,5

Fibra em Detergente Neutro (FDN), Mínimo % 11

Aminoácido Digestível Ileal Estandardizado

Lisina % 0,62

Metionina + Cistina:Lisina Relação 70

Treonina:Lisina Relação 74

Triptofano:Lisina Relação 20

Valina:Lisina Relação 67

Isoleucina:Lisina Relação 58

Leucina:Lisina Relação 65

Histidina:Lisina Relação 30

Fenilalanina + Tirosina:Lisina Relação 114

L-Lisina-HCL, Máximoc % 0,25

Mineraisd

Cálcio Total % 0,80

Fósforo Disponível % 0,40

Fósforo Digestível e
% 0,40

Sódiof % 0,22

Cloreto % 0,22

Microminerais Adicionais

Zinco PPM 125

Ferro PPM 100

Manganês PPM 50

Cobre PPM 15

Iodo PPM 0,62

Selêniog PPM 0,3

54
Vitaminas Adicionaish i Por Kg de Dieta

Vitamina A UI/Kg 11.025

Vitamina D UI/Kg 2.000

Vitamina E UI/Kg 110

Vitamina K (Menadiona) mg/Kg 4

Cloro j
mg/Kg 660

Niacina mg/Kg 44

Riboflavina mg/Kg 10

Ácido Pantotênico mg/Kg 33

Vitamina B12 mcg/Kg 37

Ácido Fólico mcg/Kg 1.655

Biotina mcg/Kg 550

Tiamina mg/Kg 2

Vitamina B6 (Pindoxina) mg/Kg 3,3

Ácido Linoleico % 1,90

a
Essas especificações devem ser usadas como referência. Elas requerem ajuste pelo consumo de ração, condições
locais e comerciais.
b
A energia líquida foi estimada utilizando o fator de 0,74 da energia metabolizável. Para dietas de diferentes
composições, esse fator pode variar (0,73 a 0,76), dependendo dos ingredientes utilizados.
c
Inclusões máximas de L-Lisina-HCl são recomendadas, baseadas em dietas de milho e farelo de soja e são utilizadas
como referência.
d
Os valores de Cálcio e Fósforo são considerados livres devido à fitase; entretanto, os valores disponibilizados
devem ser baseados em recomendações do fornecedor estabelecidos por revisões científicas.
e
Fósforo digestível total estandardizado.

Sódio: se os níveis de Sódio não são conhecidos na maioria dos ingredientes, utilize no mínimo 80% do Sódio vindo
f

do Cloreto de Sódio.
g
Selênio orgânico é tipicamente utilizado para machos reprodutores.
h
Machos reprodutores tendem a estar em 2,5 x NRC para vitaminas em geral, com margens extras para vários
micronutrientes. Adicionar 5,07 UI de vitamina E/Kg de dieta completa para cada 1% de gordura acima de 3% de
gordura dietética total.

Peletização e/ou expansão diminuem a estabilidade de vitaminas de 10% a 12% e 15% a 20%, respectivamente.
i

Consulte o fabricante de vitaminas para verificar a estabilidade específica para as vitaminas sob condição de
peletização. Assim, fortificações adicionais podem ser necessárias.

O conteúdo de Colina é baseado em dietas de milho e farelo de soja. Para outras composições de dietas, o nível total
j

de 1.325 mg de Colina por Kg deve ser atingido.

55
Tabela P2 - Desenvolvimento de leitoas Agroceres PIC

Peso Vivo, Kg
Itema Unidades
23 - 40 40 - 60 60 - 80 80 - 105 105 - 135
Aminoácido Digestível Ileal Estandardizado
Lisina:Caloria ELb g/Mcal 4,94 4,18 3,58 3,17 3,03
Lisina:Caloria EM b
g/Mcal 3,67 3,10 2,65 2,35 2,26
Metionina + Cistina:Lisina Relação 56 57 57 58 58
Treonina:Lisina Relação 61 62 63 64 66
Triptofano:Lisina Relação 18 18 18 18 18
Valina:Lisina Relação 67 67 67 67 67
Isoleucina:Lisina Relação 56 56 56 56 56
Leucina:Lisina Relação 101 101 101 101 102
Histidina:Lisina Relação 34 34 34 34 34
Fenilalanina + Tirosina:Lisina Relação 94 94 94 95 96
L-Lisina-HCI, Máximo c
% 0,45 0,40 0,35 0,275 0,25
Minerais d

Cálcio Total % 0,70 0,70 0,70 0,70 0,70


Fósforo Disponível % 0,35 0,35 0,35 0,35 0,35
Fósforo Digestível e
% 0,35 0,35 0,35 0,35 0,35
Sódiof % 0,25 0,25 0,25 0,25 0,25
Cloreto % 0,25 0,25 0,25 0,25 0,25
Microminerais Adicionais
Zinco PPM 120 120 125 125 125
Ferro PPM 80 80 100 100 100
Manganês PPM 30 30 50 50 50
Cobre PPM 12 12 15 15 15
Iodo PPM 0,4 0,4 0,35 0,35 0,35
Selênio PPM 0,30 0,30 0,30 0,30 0,30
Vitaminas Adicionais g
Por Kg de Dieta
Vitamina A UI/Kg 6.615 6.615 9.920 9.920 9.920
Vitamina D UI/Kg 1.215 1.215 1.985 1.985 1.985
Vitamina Eh UI/Kg 33 33 66 66 66
Vitamina K mg/Kg 3,3 3,3 4,4 4,4 4,4
Colina i
mg/Kg - - 660 660 660
Niacina mg/Kg 40 40 44 44 44
Riboflavina mg/Kg 6 6 10 10 10
Ácido Pantotênico mg/Kg 20 20 33 33 33
Vitamina B12 mcg/Kg 26 26 37 37 37
Ácido Fólico mcg/Kg - - 1.325 1.325 1.325
Biotina mcg/Kg - - 220 220 220
Tiamina mg/Kg - - 2,2 2,2 2,2
Piridoxina mg/Kg - - 3,3 3,3 3,3

56
a
Essas especificações devem ser usadas como referência. Eles requerem ajuste pelo consumo de ração, condições
locais e comerciais.
b
As especificações de Lisina são baseadas em uma série de 27 experimentos conduzidos sob condições comerciais
(9 deles em parceria com JBS United). Essas equações são válidas para suínos de 23 a 135 Kg de peso vivo.
As equações utilizadas para as exigências de Lisina para leitoas é de g/Mcal de EM =0,000043*(peso vivo,
Kg*2,2046)^2 - 0,02154*( peso vivo, Kg*2,2046) + 4,9538 ou g/Mcal de EL: 0,000056*( peso vivo, Kg*2,2046)^2
- 0,02844*( peso vivo, Kg*2,2046) + 6,6391.
Para determinar a % de Lis DIE para animais de 23 a 40 Kg de peso na fase: (Relação Lisina:EL * EL NRC da dieta/
Kg)/ 10.000.
Exemplo = (4,94*2.420)/10.000=1,20% de Lisina DIE.
c
Inclusões máximas de L-Lisina-HCl são recomendadas, baseadas em dietas de milho e farelo de soja e são utilizados
como referência.
d
Os valores de Cálcio e Fósforo são considerados livres devido à fitase; de qualquer maneira, os valores disponibilizados
devem ser baseados em recomendações do fornecedor e estabelecidos por revisões científicas.
e
Fósforo digestível total estandardizado.

Sódio: se os níveis de Sódio não são conhecidos na maioria dos ingredientes, utilize no mínimo 80% do Sódio vindo
f

do Cloreto de Sódio.
g
Peletização e/ou expansão diminuem a estabilidade de vitaminas de 10% a 12% e 15% a 20%, respectivamente.
Consulte o fabricante de vitaminas para verificar a estabilidade específica para as vitaminas sob condição de
peletização, assim fortificações adicionais podem ser necessárias.
h
Adicionar 5,07 UI de vitamina E/Kg de dieta completa para cada 1% de gordura acima de 3% de gordura dietética
total.

O conteúdo de Colina é baseado em dietas de milho e farelo de soja. Para outras composições de dietas, o nível total
i

de 1.325 mg de Colina por Kg deve ser atingido.

57
Tabela P3 - Leitoas e porcas gestantes em condição corporal ideal Agroceres PIC (Matéria Natural)

Itema b Unidade Leitoas Porcas Plantel


Energia Líquida (EL) NRCc Kcal/Kg 2.390 2.390 2.390
EL NRC, 0 a 28 dias Mcal/dia 4,3 5,4 -
EL NRC, 28 a 90 dias Mcal/dia 4,3 4,3 -
EL NRC, 90 a 112 dias Mcal/dia 6,5 4,3 -
Energia Metabolizável (EM) NRC da Dieta Kcal/Kg 3.230 3.230 3.230
EM NRC, 0 a 28 dias Mcal/dia 5,9 7,3 -
EM NRC, 28 a 90 dias Mcal/dia 5,9 5,9 -
EM NRC, 90 a 112 dias Mcal/dia 8,8 5,9 -
Consumo de Ração Estimado +5% de Desperdíciod e Kg/dia 2,18 2,09 2,13
Aminoácido Digestível Ileal Estandardizado
Lisina % 0,60 0,60 0,60
Metionina + Cistina:Lisina Relação 70 70 70
Treonina:Lisina Relação 76 76 76
Triptofano:Lisina Relação 19 19 19
Valina:Lisina Relação 71 71 71
Isoleucina:Lisina Relação 58 58 58
Leucina:Lisina Relação 92 92 92
Histidina:Lisina Relação 35 35 35
Fenilalanina + Tirosina:Lisina Relação 96 96 96
L-Lisina-HCI, Máximof % 0,25 0,25 0,25
Mineraisg
Cálcio Total % 0,85 0,85 0,85
Fósforo Disponível % 0,40 0,40 0,40
Fósforo Digestívelh % 0,44 0,44 0,44
Sódioi % 0,24 0,24 0,24
Cloreto % 0,24 0,24 0,24
Microminerais Adicionais
Zinco PPM 125 125 125
Ferro PPM 100 100 100
Manganês PPM 50 50 50
Cobre PPM 15 15 15
Iodo PPM 0,35 0,35 0,35
Selênio PPM 0,3 0,3 0,3
Vitaminas Adicionais jk
Por Kg de Dieta
Vitamina A UI/Kg 9.920 9.920 9.920
Vitamina D UI/Kg 1.985 1.985 1.985
Vitamina El UI/Kg 66 66 66
Vitamina K (Menadiona) mg/Kg 4,4 4,4 4,4
Colinam mg/Kg 660 660 660
Niacina mg/Kg 44 44 44
Riboflavina mg/Kg 10 10 10
Ácido Pantotênico mg/Kg 33 33 33
Vitamina B12 mcg/Kg 37 37 37
Ácido Fólico mcg/Kg 1.325 1.325 1.325
Biotina mcg/Kg 220 220 220
Tiamina mg/Kg 2,2 2,2 2,2
Vitamina B6 (Piridoxina) mg/Kg 3,3 3,3 3,3

58
a
Essas especificações devem ser usadas como refência. Eles requerem ajuste pelo consumo de ração, condições
locais e comerciais.
b
Pressuposto: leitoas – 135 Kg de peso vivo à primeira cobertura e 34 Kg de ganho líquido materno, porcas – 180 Kg
de peso vivo à cobertura e 9 Kg de ganho líquido materno.
c
A energia líquida foi estimada utilizando o fator de 0,74 da energia metabolizável. Para dietas de diferentes
composições, este fator pode variar (0,73 a 0,76) dependendo dos ingredientes utilizados.
d
Para fêmeas magras, disponibilizar 10,2 Mcal de EM ou 7,6 Mcal de EL por dia até recuperação da condição corporal.
Fêmeas gordas, disponibilizar 5,2 Mcal de EM ou 3,8 Mcal de EL por dia até o retorno à condição corporal ideal.
e
Se as leitoas e porcas em gestação forem alimentadas com a quantidade menor que a diária recomendada, os níveis
devem ser ajustados para atingir a quantidade mínima em gramas de cada nutriente por dia.

Inclusões máximas de L-Lisina-HCl são recomendadas baseadas em dietas de milho e farelo de soja e são utilizados
f

como referência.
g
Os valores de Cálcio e Fósforo são considerados livres devido à fitase, entretanto, os valores disponibilizados
devem ser baseados em recomendações do fornecedor estabelecidos por revisões científicas.
h
Fósforo digestível total estandardizado.

Sódio: se os níveis de Sódio não são conhecidos na maioria dos ingredientes, utilize no mínimo 80% do Sódio vindo
i

do Cloreto de Sódio.

Vitaminas para porcas e leitoas tendem a ser 2,5 x NRC em geral.


j

k
Peletização e/ou expansão diminuem a estabilidade de vitaminas de 10% a 12% e 15% a 20%, respectivamente.
Consulte o fabricante de vitaminas para verificar a estabilidade específica para as vitaminas sob condições de
peletização, assim fortificações adicionais podem ser necessárias.

Adicionar 5,1 UI de vitamina E/Kg de dieta completa para cada 1% de gordura acima de 3% de gordura dietética
i

total.
m
O conteúdo de Colina é baseado em dietas de milho e farelo de soja. Para outras composições de dietas, o nível
total de 1.325 mg de Colina por Kg deve ser atingido.

59
Tabela P4 - Leitoas e porcas em lactação Agroceres PIC (Matéria Natural)
Itema b Unidade Leitoas Porcas Plantel
Perda de Peso Líquidob % <10 <10 <10
Perda de Toucinho, Máxima b
mm 0-2 0-2 0-2
Taxa de Crescimento da Leitegadab Kg/dia 2,50 2,72 2,61
EL NRCc Kcal/Kg 2.489 2.489 2.489
EL NRC Mcal/dia 13,0 15,4 14,9
NRC EM Kcal/Kg 3.362 3.362 3.362
NRC EM Mcal/dia 17,5 20,7 20,1
Consumo de Ração Médio (21 Dias de Lactação) Kg/dia 5,22 6,01 5,99
Consumo de Ração Médio (28 Dias de Lactação) Kg/dia 5,49 6,44 6,26
Aminoácido Digestível Ileal Estandardizado
Lisina g/dia 63 63 63
Lisina (21 Dias de Lactação) % 1,21 1,02 1,05
Lisina (28 Dias de Lactação) % 1,15 0,98 1,01
Metionina + Cistina:Lisina Relação 53 53 53
Treonina:Lisina Relação 64 64 64
Triptofano:Lisina Relação 19 19 19
Valina:Lisina Relação 64 64 64
Isoleucina:Lisina Relação 56 56 56
Leucina:Lisina Relação 114 113 114
Histidina:Lisina Relação 40 40 40
Fenilalanina + Tirosina:Lisina Relação 113 112 113
L-Lisina-HCI, Máximod % 0,45 0,45 0,45
Mineraise
Cálcio Total % 0,85 0,85 0,85
Fósforo Disponível % 0,40 0,40 0,40
Fósforo Disgestívelf % 0,44 0,44 0,44
Sódiog % 0,24 0,24 0,24
Cloreto % 0,24 0,24 0,24
Microminerais Adicionais
Zinco PPM 125 125 125
Ferro PPM 100 100 100
Manganês PPM 50 50 50
Cobre PPM 15 15 15
Iodo PPM 0,35 0,35 0,35
Selênio PPM 0,3 0,3 0,3
Vitaminas Adicionaish i Por Kg de Dieta
Vitamina A UI/Kg 9.920 9.920 9.920
Vitamina D UI/Kg 1.984 1.984 1.984
Vitamina Ej UI/Kg 66 66 66
Vitamina K (Menadiona) mg/Kg 4,4 4,4 4,4
Colinak mg/Kg 660 660 660
Niacina mg/Kg 44 44 44
Riboflavina mg/Kg 10 10 10
Ácido Pantotênico mg/Kg 33 33 33
Vitamina B12 mcg/Kg 37 37 37
Ácido Fólico mcg/Kg 1.325 1.325 1.325
Biotina mcg/Kg 220 220 220
Tiamina mg/Kg 2,2 2,2 2,2
Vitamina B6 (Piridoxina) mg/Kg 3,3 3,3 3,3

60
a
Essas especificações devem ser usadas como referência. Elas requerem ajuste pelo consumo de ração, condições
locais e comerciais.
b
Pressuposto: leitoas – 135 Kg de peso vivo à primeira cobertura e 34 Kg de ganho líquido materno, porcas – 180
Kg de peso vivo à cobertura e 9 Kg de ganho líquido materno. Assumindo 175 Kg de peso vivo pós-parto, 10 Kg de
perda de peso e 2.500 a 2.800 g/dia de crescimento de leitegada.
c
A energia líquida foi estimada utilizando-se o fator de 0,74 da energia metabolizável. Para dietas de diferentes
composições esse fator pode variar (0,73 a 0,76), dependendo dos ingredientes utilizados.
d
Inclusões máximas de L-Lisina-HCl são recomendadas baseadas em dietas de milho e farelo de soja e são utilizadas
como referência.
e
Os valores de Cálcio e Fósforo são considerados livres devido à fitase, entretanto, os valores disponibilizados
devem ser baseados em recomendações do fornecedor estabelecidos por revisões científicas.
f
Fósforo digestível total estandardizado.
g
Sódio: se os níveis de Sódio não são conhecidos na maioria dos ingredientes, utilize no mínimo 80% do Sódio vindo
do Cloreto de Sódio.
h
Vitaminas para porcas tendem a ser 2,5 x NRC, em geral.

Peletização e/ou expansão diminuem a estabilidade de vitaminas de 10% a 12% e 15% a 20%, respectivamente.
i

Consulte o fabricante de vitaminas para verificar a estabilidade específica para as vitaminas sob condições de
peletização, assim, fortificações adicionais podem ser necessárias.

Adicionar 5,1 UI de vitamina E/Kg de dieta completa para cada 1% de gordura acima de 3% de gordura dietética
j

total.
k
O conteúdo de Colina é baseado em dietas de milho e farelo de soja. Para outras composições de dietas, o nível
total de 1.325 mg de Colina por Kg deve ser atingido.

61
Tabela P5 - Leitões na fase de creche Agroceres PIC (Matéria Natural)
Peso Vivo, Kg
Itema Unidade
3,5 - 5,5 5,5 - 7,5 7,5 - 11,5 11,5 - 23
Taxa de Crescimento Kg/dia - 0,23 0,41 0,66
Consumo de Raçãob Kg/dia - 0,26 0,54 1,00
Conversão Alimentar Relação - 1,16 1,31 1,52
Energia Líquida NRCc d Kcal/Kg 2.513 2.513 2.513 2.513
Energia Metabolizávelc Kcal/Kg 3.395 3.395 3.395 3.395
Aminoácido Digestível Ileal Estandardizado
e

Lisina g/dia 1,46 1,46 1,42 1,33


Metionina + Cistina:Lisina Relação 58 58 58 58
Treonina:Lisina Relação 60 60 60 60
Triptofano:Lisina Relação 20 20 19 19
Valina:Lisina Relação 67 67 67 67
Isoleucina:Lisinaf Relação 55 55 55 55
Leucina:Lisina Relação 100 100 100 100
Histidina:Lisina Relação 34 34 34 34
Fenilalanina + Tirosina:Lisina Relação 92 92 92 92
Minerais eg

Cálcio Total % 0,85 0,85 0,79 0,71


Fósforo Disponível % 0,55 0,55 0,40 0,37
Fósforo Digestívelh % 0,57 0,57 0,44 0,39
Sódioi % 0,35 - 0,60 0,35 - 0,40 0,25 - 0,30 0,25
Cloreto % 0,35 - 0,60 0,35 - 0,40 0,25 - 0,30 0,25
Microminerais Adicionais
Zincoj PPM 150 150 150 150
Ferro k
PPM 200 200 200 200
Manganês PPM 50 50 50 50
Cobre i
PPM 18 18 18 18
Iodo PPM 0,65 0,65 0,65 0,65
Selênio PPM 0,30 0,30 0,30 0,30
Vitaminas Adicionaism n Por Kg de Dieta
Vitamina A UI/Kg 11.025 11.025 11.025 11.025
Vitamina D UI/Kg 1.765 1.765 1.765 1.765
Vitamina E UI/Kg 85 85 85 85
Vitamina K mg/Kg 5,5 5,5 5,5 5,5
Colinao mg/Kg 595 595 595 595
Niacina mg/Kg 70 70 70 70
Riboflavina mg/Kg 13 13 13 13
Ácido Pantotênico mg/Kg 40 40 40 40
Vitamina B12 mcg/Kg 55 55 55 55
Ácido Fólico mcg/Kg 1.050 1.050 1.050 1.050
Biotina mcg/Kg 275 275 275 275
Tiamina mg/Kg 3,5 3,5 3,5 3,5
Piridoxina mg/Kg 7 7 7 7

62
Especificações Máximas
Farelo de Sojap % 15 20 28 28 - 32
Lisina Total:PBq Relação 7,1 7,1 7,1 7,1
Especificações Recomendadas
Proteína Altamente Digestívelr % 8 - 12 5 - 10 3-5 -
Carboidratos Altamente Digestíveiss % 20 15 7,5 -
Gordura Adicionada t
% 2a3 3a5 3a5 3a5

a
Essas especificações devem ser usadas como referência. Elas requerem ajuste pelo consumo de ração, condições
locais e comerciais. Todos os valores são baseados na matriz nutricional do NRC (2012).
b
Consumo médio para animais de 11,5 a 23 Kg utilizando ração peletizadas.
c
Os níveis de energia são de referência e devem ser ajustados de acordo com valores de mercado e cenários
específicos de cada granja.
d
A energia líquida foi estimada utilizando o fator de 0,74 da energia metabolizável. Para dietas de diferentes
composições este fator pode variar (0,73 a 0,76) dependendo dos ingredientes utilizados.
e
Nutrientes devem ser ajustados na utilização de valores de energia diferentes.
Dietas com menos de 2% de células sanguíneas. Se maior que 2% de células sanguíneas, relação Isoleucina:Lisina
f

DIE deve ser de 0,60.


g
Os valores de Cálcio e Fósforo são considerados livres devido à fitase, entretanto, os valores disponibilizados
devem ser baseados em recomendações do fornecedor estabelecidos por revisões científicas.
h
Fósforo digestível total estandardizado.
Sódio: se os níveis de Sódio não são conhecidos na maioria dos ingredientes, utilize no mínimo 80% do Sódio vindo
i

do Cloreto de Sódio.
Máxima duração da desmama até 11,5 Kg. Altos níveis de Zinco para melhoria de desempenho devem ser: <7 Kg
j

utilizar 3.000 PPM; 7 Kg até 11,5 Kg utilizar 2.000 PPM. Diferentes países têm regulamentações distintas para a
utilização de Zinco como melhorador de desempenho, siga a regulamentação de seu país.
k
Suplementação de Ferro de 200 PPM devido ao conteúdo substância de Ferro no Fosfato de Cálcio, altos consumos
de Ferro estimulam proliferação de E. Coli em animais jovens.
l
Altos níveis de Cobre melhoram o desempenho. Recomenda-se 250 PPM em animais de 11,5 Kg a 23 Kg, assumindo
formas inorgânicas. Diferentes países têm regulamentações distintas para a utilização de Zinco como melhorador
de desempenho, siga a regulamentação de seu país.
m
Vitaminas suplementares são, aproximadamente, 4 x NRC (2012) em média. Adicionar 5,1 UI de vitamina E/Kg de
dieta completa para cada 1% de gordura acima de 3% de gordura dietética total.
n
Peletização e/ou expansão diminuem a estabilidade de vitaminas de 10% a 12% e 15% a 20% respectivamente.
Consulte o fabricante de vitaminas para verificar a estabilidade específica para as vitaminas sob condições de
peletização, pois fortificações adicionais podem ser necessárias.
o
O conteúdo de Colina é baseado em dietas de milho e farelo de soja. Para outras composições de dietas, o nível
total de 1.325 mg de Colina por Kg deve ser atingido.
p
Níveis sugeridos para produção comercial e de bom a ótimo status sanitário. Animais com alto status de saúde
podem tolerar altos níveis de farelo de soja (30% de 7 a 11,5 Kg e 32% de 11,5 a 23 Kg).
q
Baseado em RATLIFF et al. (2005).
Por exemplo, farinha de peixe de alta qualidade, plasma animal, farinha de sangue, farelo de soja tratado com
r

enzimas e etc.
s
A fonte de carboidrato de alta digestibilidade mais comum é a lactose de qualidade para consumo humano. Outras
fontes de carboidratos altamente digestíveis podem substituir em parte a lactose se houver viabilidade econômica
(ex: maltose, dextrose, milho micronizado, arroz micronizado, maltodextrina e etc).
t
Se a fase 1 é peletizada, adicionar no mínimo 2% a 3% de gordura para facilitar o processo de peletização.

63
Tabela P6 - Fêmeas em terminação Agroceres PIC (Matéria Natural)
Peso Vivo, Kg
105 ao
Itema Unidade 105 ao Abate com
23 - 40 40 - 60 60 - 80 80 - 105 Ractopamina
Abate
<21d >21d
Taxa de Crescimento Kg/dia 0,81 0,87 0,98 0,94 0,90 1,02 0,98
Consumo de Ração Kg/dia 1,36 1,94 2,54 2,59 2,71 2,77 2,81
Conversão Alimentar Relação 1,69 2,24 2,60 2,75 3,02 2,71 2,88
Aminoácido Digestível Ileal Estandardizado
Lisina:Caloria ELb g/Mcal 4,94 4,18 3,58 3,17 3,03 4,24 4,10
Lisina:Caloria EM b
g/Mcal 3,67 3,10 2,65 2,35 2,26 3,17 3,06
Metionina + Cistina:Lisina Relação 56 57 57 58 58 58 58
Treonina:Lisina Relação 61 62 63 64 66 68 68
Triptofano:Lisina Relação 18 18 18 18 18 18 18
Valina:Lisina Relação 67 67 67 67 67 67 67
Isoleucina:Lisina Relação 56 56 56 56 56 56 56
Leucina:Lisina Relação 101 101 101 101 102 100 100
Histidina:Lisina Relação 34 34 34 34 34 33 33
Fenilalanina + Tirosina:Lisina Relação 94 94 94 95 96 94 95
L-Lisina-HCI, Máximo c
% 0,45 0,40 0,35 0,28 0,25 0,45 0,45
Minerais d

Cálcio Total % 0,71 0,65 0,60 0,55 0,50 0,64 0,63


Fósforo Disponível % 0,30 0,28 0,26 0,25 0,24 0,28 0,27
Fósforo Digestível e
% 0,33 0,30 0,28 0,26 0,24 0,30 0,29
Sódio f
% 0,25 0,25 0,25 0,25 0,25 0,25 0,25
Cloreto % 0,25 0,25 0,25 0,25 0,25 0,25 0,25
Microminerais Adicionais
Zinco PPM 120 120 120 100 100 100 100
Ferro PPM 80 80 80 66 66 66 66
Manganês PPM 30 30 30 25 25 25 25
Cobre PPM 12 12 12 10 10 10 10
Iodo PPM 0,4 0,4 0,4 0,33 0,33 0,33 0,33
Selênio PPM 0,30 0,30 0,30 0,25 0,25 0,25 0,25
Vitaminas Adicionais gh

Vitamina A UI/Kg 6.615 6.615 6.615 5.510 5.510 5.510 5.510


Vitamina D UI/Kg 1.215 1.215 1.215 1.015 1.015 1.015 1.015
Vitamina E i
UI/Kg 33 33 33 28 28 28 28
Vitamina K mg/Kg 3,3 3,3 3,3 2,8 2,8 2,8 2,8
Niacina mg/Kg 40 40 40 31 31 31 31
Riboflavina mg/Kg 5,7 5,7 5,7 4,9 4,9 4,9 4,9
Ácido Pantotênico mg/Kg 20 20 20 17 17 17 17
Vitamina B12 mcg/Kg 26 26 26 22 22 22 22

64
a
Essas especificações devem ser usadas como referência. Elas requerem ajuste pelo consumo de ração, condições
locais e comerciais.
b
As especificações de Lisina são baseadas em uma série de 27 experimentos, conduzidos sob condições comerciais
(9 deles em parceria com JBS United). Essas equações são válidas apenas para suínos de 23 Kg a 135 Kg.
Equação utilizada para as exigências de Lisina para fêmeas, g/Mcal EM: 0,000043 * (peso vivo, Kg * 2,2046) ^2
– 0,02154 * (peso vivo, Kg * 2,2046) + 4,9538.
Equação utilizada para as exigências de Lisina para fêmeas, g/Mcal EL: 0,000056 * (peso vivo, Kg * 2,2046) ^2
– 0,02844 * (peso vivo, Kg * 2,2046) + 6,6391.
Para determinar a % de Lisina da dieta para animais de 24 Kg a 40 Kg de peso na fase: (Relação Lisina DIE:Caloria
* EL NRC da dieta/Kg)/ 10.000.
Exemplo = (4,94 * 2.425)/10.000 = 1,20% de Lisina DIE.
c
Inclusões máximas de L-Lisina-HCl são recomendadas baseadas em dietas de milho e farelo de soja e são utilizadas
como guia.
d
Os valores de Cálcio e Fósforo são considerados livres devido à fitase, entretanto, os valores disponibilizados
devem ser baseados em recomendações do fornecedor e estabelecidos por revisões científicas.
e
Fósforo digestível total estandardizado.

Sódio: se os níveis de Sódio não são conhecidos na maioria dos ingredientes, utilize no mínimo 80% do Sódio vindo
f

do Cloreto de Sódio.
g
Vitaminas para a fase de terminação são aproximadamente 2,5 x NRC.
h
Peletização e/ou expansão diminuem a estabilidade de vitaminas de 10% a 12% e 15% a 20%, respectivamente.
Consulte o fabricante de vitaminas para verificar a estabilidade específica para as vitaminas sob condição de
peletização, pois fortificações adicionais podem ser necessárias.

Adicionar 5,1 UI de vitamina E/Kg de dieta completa para cada 1% de gordura acima de 3% de gordura dietética
i

total.

65
Tabela P7 - Machos castrados em terminação Agroceres PIC (Matéria Natural)
Peso Vivo, Kg
105 ao
Itema Unidade 105 ao Abate com
23 - 40 40 - 60 60 - 80 80 - 105 Ractopamina
Abate
<21d >21d
Taxa de Crescimento Kg/dia 0,83 0,90 1,02 0,98 0,91 1,02 0,98
Consumo de Ração Kg/dia 1,43 2,06 2,64 2,67 2,77 2,77 2,81
Conversão Alimentar Relação 1,73 2,30 2,58 2,73 3,05 2,71 2,88
Aminoácido Digestível Ileal Estandardizado
Lisina:Caloria ELb g/Mcal 4,71 4,04 3,48 3,05 2,82 4,07 3,93
Lisina:Caloria EMb g/Mcal 3,48 2,99 2,57 2,25 2,07 2,98 2,88
Metionina + Cistina:Lisina Relação 56 57 57 58 59 58 58
Treonina:Lisina Relação 61 62 63 65 67 68 68
Triptofano:Lisina Relação 18 18 18 18 18 18 18
Valina:Lisina Relação 67 67 67 67 67 67 67
Isoleucina:Lisina Relação 56 56 56 56 56 56 56
Leucina:Lisina Relação 101 101 101 102 102 100 100
Histidina:Lisina Relação 34 34 34 34 34 33 33
Fenilalanina + Tirosina:Lisina Relação 94 94 95 95 96 95 95
L-Lisina-HCI, Máximo c
% 0,45 0,40 0,35 0,28 0,25 0,45 0,45
Mineraisd
Cálcio Total % 0,70 0,64 0,58 0,53 0,48 0,63 0,60
Fósforo Disponível % 0,30 0,28 0,26 0,25 0,24 0,28 0,27
Fósforo Digestível e
% 0,33 0,30 0,27 0,25 0,24 0,29 0,28
Sódio f
% 0,25 0,25 0,25 0,25 0,25 0,25 0,25
Cloreto % 0,25 0,25 0,25 0,25 0,25 0,25 0,25
Microminerais Adicionais
Zinco PPM 120 120 120 100 100 100 100
Ferro PPM 80 80 80 66 66 66 66
Manganês PPM 30 30 30 25 25 25 25
Cobre PPM 12 12 12 10 10 10 10
Iodo PPM 0,4 0,4 0,4 0,33 0,33 0,33 0,33
Selênio PPM 0,30 0,30 0,30 0,25 0,25 0,25 0,25
Vitaminas Adicionais gh
Por Kg de Dieta
Vitamina A UI/Kg 6.615 6.615 6.615 5.510 5.510 5.510 5.510
Vitamina D UI/Kg 1.215 1.215 1.215 1.015 1.015 1.015 1.015
Vitamina Ei UI/Kg 33 33 33 28 28 28 28
Vitamina K mg/Kg 3,3 3,3 3,3 2,8 2,8 2,8 2,8
Niacina mg/Kg 40 40 40 31 31 31 31
Riboflavina mg/Kg 5,7 5,7 5,7 4,9 4,9 4,9 4,9
Ácido Pantotênico mg/Kg 20 20 20 17 17 17 17
Vitamina B12 mcg/Kg 26 26 26 22 22 22 22

66
a
Essas especificações devem ser usadas como guia. Eles requerem ajuste pelo consumo de ração, condições locais
e comerciais.
b
As especificações de Lisina são baseadas em uma série de 27 experimentos conduzidos sob condições comerciais
(9 deles em parceria com JBS United). Essas equações são válidas apenas para suínos de 23 Kg a 135 Kg.
Equação utilizada para as exigências de Lisina para castrados, g/Mcal EM: 0,000031 * (peso vivo, Kg * 2,2046)
^2 – 0,0176 * (peso vivo, Kg * 2,2046) + 4,5523.
Equação utilizada para as exigências de Lisina para castrados, g/Mcal EL: 0,000042 * (peso vivo, Kg * 2,2046)
^2 – 0,02372 * (peso vivo, Kg * 2,2046) + 6,1452.
Para determinar a % de Lisina da dieta para animais de 24 Kg a 40 Kg de peso na fase: (Relação Lisina:Caloria *
EL NRC da dieta/Kg)/ 10.000.
Exemplo = (4,71 * 2.425)/ 10.000 = 1,14% de Lisina DIE.
c
Inclusões máximas de L-Lisina-HCl são recomendadas baseadas em dietas de milho e farelo de soja e são utilizados
como guia.
d
Os valores de Cálcio e Fósforo são considerados livres devido à fitase, entretanto, os valores disponibilizados
devem ser baseados em recomendações do fornecedor estabelecidos por revisões científicas.
e
Fósforo digestível total estandardizado.

Sódio: se os níveis de Sódio não são conhecidos na maioria dos ingredientes, utilize no mínimo 80% do Sódio vindo
f

do Cloreto de Sódio.
g
Vitaminas para a fase de terminação são aproximadamente 2,5 x NRC.
h
Peletização e/ou expansão diminuem a estabilidade de vitaminas de 10% a 12% e 15% a 20%, respectivamente.
Consulte o fabricante de vitaminas para verificar a estabilidade específica para as vitaminas sob condições de
peletização, assim fortificações adicionais podem ser necessárias.

Adicionar 5,1 UI de vitamina E/Kg de dieta completa para cada 1% de gordura acima de 3% de gordura dietética
i

total.

67
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AVISO LEGAL

Os resultados de desempenho mostrados nas tabelas de especificações nutricionais foram


obtidos em condições comerciais, termoneutras e bom manejo. Não há garantia dos níveis
de desempenho apresentados. O nutricionista deve adaptar os níveis de nutrientes sugeridos
às condições específicas do sistema. Esses conceitos são discutidos em maiores detalhes
nas atualizações técnicas de nutrição de fêmeas, leitões de creche e suínos em terminação.

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