Você está na página 1de 136

Português para crianças surdas:

leitura e escrita no cotidiano

livro do professor
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
FACULDADE DE LETRAS
ESCOLA DE BELAS ARTES

PORTUGUÊS PARA CRIANÇAS SURDAS


Leitura e escrita no cotidiano
Livro do Professor - volume 2

Giselli Mara da Silva


Angélica Beatriz Castro Guimarães

Apoio:
Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAI-UFMG)
Pró-Reitoria de Extensão (PROEX-UFMG)
Centro de Extensão da Faculdade de Letras (CENEX-FALE)
Centro de Apoio à Educação a Distância (CAED-UFMG)

FALE / UFMG
Belo Horizonte
2018
Ficha catalográfica elaborada pelos Bibliotecários da Biblioteca FALE/UFMG

Silva, Giselli Mara da.


S586p Português para crianças surdas [livro eletrônico] : leitura e
escrita no cotidiano : livro do professor - volume 2 / Giselli Mara da
Silva, Angélica Beatriz Castro Guimarães. – Belo Horizonte :
Faculdade de Letras da UFMG, 2018.
133 p. : il., fots, color.

A presente obra é resultado de uma parceria da Faculdade de


Letras e Escola de Belas Artes da UFMG, com apoio dos orgãos
PROEX, NAI, CENEX-FALE, CAED.

Inclui referências.

Modo de acesso: <http://www.letras.ufmg.br/portuguesl2surdos/>

ISBN: 978-85-7758-344-7

1. Surdos – Educação. 2. Língua portuguesa – Português


escrito – Estudo e ensino. 3. Educação especial. 4. Surdos – Meio de
comunicação. 5. Educação bilíngue. 6. Deficientes auditivos –
Educação. 7. Aquisição de segunda linguagem. I. Guimarães,
Angélica Beatriz Castro. II. Universidade Federal de Minas Gerais.
Faculdade de Letras. III. Título.

CDD : 419
português para crianças surdas:
Leitura e escrita no cotidiano
equipe Técnica

Autoria e Coordenação Versão final dos textos


Giselli Mara da Silva instrucionais em Libras
Angélica Beatriz Castro Guimarães Tales Douglas Moreira

Desenvolvimento do conteúdo Projeto Gráfico


Giselli Mara da Silva Elisa Diogo Righetto
Stéfanie Veríssimo Bastos
Elesandra Jaci Rodrigues Ilustrações
Michelle Duarte Ferraz de Melo Débora Mini Almeida
Alessandra Caroline Ribeiro da Silva Ana Luíza de Castro Garcia (auxiliar)
Gilsane Moraes Silva
Eva dos Reis Araújo Barbosa
Geice Verassani Lemos da Silva
Ágatha Carolline de Oliveira Galdino

Tradução dos textos instrucionais


do português para a Libras
Sônia Aparecida Leal Vítor Romeiro
Cristiana Torres Klimsa
sumário

Unidade 1 11
Conhecendo nomes e sinais-nome 14
Lendo a carteira de identidade 23
Criando uma conta de email 29

Unidade 2 35
Conhecendo os membros da família 38
Aprendendo sobre convites e numerais 58

Unidade 3 73
Rotina 76
Horários 86
Rotina escolar 96
Rotina de alimentação 100

Apresentação Livro do Professor 111


Bibliografia 127
Professor(a), ao longo da unidade 1, será abordada a escrita do nome, e você poderá realizar o preenchimento desta
folha de identificação com os alunos como parte das atividades da unidade.

Nome:

Escola:

Professor(a):

Série: Ano:
E eu sou o Guto!

Oi! Eu sou a Lili!

Professor(a), os personagens do livro - Lili e Guto - foram criados com o objetivo de criar empatia e interesse pelo material.
Esses personagens estarão presentes ao longo de todo o material didático.
Lili é surda, e é amiga do Guto, que é ouvinte. Ao longo do material, os dois personagens vão interagir com as crianças,
comentando sobre os temas estudados e chamando os alunos para assistirem aos vídeos em Libras. Esses personagens vão
aparecer também compondo as unidades em diferentes elementos, tais como, a carteira de identidade da Lili e sua rotina
diária, a família do Guto e seu convite de aniversário, entre outros.
QUEM SOU EU?
UNIDADE 1
Nesta unidade, você vai aprender a:

- Identificar-se;

- Diferenciar nome, sobrenome, sinal-nome


e apelido;

- Criar uma conta de e-mail;

- Cadastrar-se em jogos.

Professor(a), utilize o vídeo de apresentação da Unidade 1 em Libras, a fim de


favorecer a compreensão dos alunos e estimular a utilização dos vídeos em Libras.
Professor(a), antes de realizar as atividades propostas no livro, pergunte aos alunos nomes e sinais dos colegas
da turma. Em seguida, pergunte a eles sobre a diferença entre nome e sinal-nome. Objetivo: fazer uma avaliação
diagnóstica do conhecimento dos alunos em relação às noções de nome e sinal-nome.

conhecendo nomes e sinais-nome


O que você sabe sobre este assunto?
Olá! Você sabe a diferença
entre nome e sinal-nome? Quer
1 Você conhece estas pessoas? descobrir? Assista aos vídeos!
Em pequenos grupos, converse com seus Professor (a), aproveite e
colegas sobre estes famosos e depois, recorte utilize o vídeo em Libras que
explica a diferença entre
imagens para colar nos quadros abaixo. nome e sinal, potencializando
a compreensão. Objetivo:
Professor(a), antes desta aula, procure separar algumas imagens sistematizar os conceitos de
dessas pessoas para trabalhar com os alunos. Faça o sinal delas e nome e sinal-nome por meio
pergunte se os alunos conhecem. Depois de identificarem as pessoas, da Libras.
procure explorar os nomes. Se possível, recorte com eles fotos para
colagem nos livros. Objetivo: diferenciar nomes e sinais-nome.

NOME SINAL - NOME FOTO

Sílvio

Ronaldo

Dilma

14 UNIDADE 1
2 Ligue corretamente os nomes e os sinais-nome às imagens abaixo:
Professor(a), procure levar revistinhas em quadrinhos da Turma da Mônica para a sala de aula ou, se possível,
leve os alunos até a biblioteca da escola, para que eles tenham contato com o suporte no qual os personagens
da atividade aparecem e para conhecerem as características próprias desses personagens.
Objetivo: sistematizar a diferenciação entre nome e sinal-nome.

Cascão

Magali

Mônica

CONHECENDO NOMES E SINAIS-NOME 15


Conhecendo surdos e ouvintes

Objetivo: refletir sobre o sinal-nome por


meio de narrativas que são comuns
entre os surdos.

Você sabe por que o


sinal-nome dele é assim?
Não? Então, assista
ao vídeo.

SINAL-NOME DO TALES

1 Agora que você já sabe o significado do sinal-nome do Tales, responda às perguntas


abaixo relacionadas ao seu nome e ao seu sinal-nome:
Professor(a), oriente os alunos a perguntar aos pais ou responsáveis sobre a história dos nomes deles, para
que, na aula seguinte, contem para seus colegas em Libras. Objetivo: conhecer a história de seus nomes e se
aproximarem dessa significação do nome próprio no contexto familar.

a) Você conhece a história do seu nome? Como sua família escolheu seu nome?
Pergunte a seus pais ou parentes e depois conte a seus colegas em Libras.

16 UNIDADE 1
b) Conte a seus colegas a história do seu sinal-nome em Libras.

c) Agora, desenhe o seu sinal-nome ou cole uma foto dele no espaço abaixo.
Professor(a), para esta atividade, você pode usar um celular ou uma câmera para tirar fotos dos alunos fazendo
seus sinais-nome. Posteriormente, você pode fazer as impressões das fotos dos sinais para colagem.

meu sinal-nome

CONHECENDO NOMES E SINAIS-NOME 17


2 Preencha o quadro abaixo com os nomes e sinais-nome das pessoas.
Objetivos: explorar a diferença entre nome e sinal-nome; aproximar o aluno do costume de conhecer o nome das
pessoas com quem convivemos.

PESSOAS SINAL-NOME NOME


(desenhar ou colar foto) (escrever)

Sua mãe

Vizinho
ou vizinha

Amigo ou amiga
do bairro ou da rua

18 UNIDADE 1
Como é o português?
Você sabia que existem nomes diferentes para homens e para mulheres ?
Abaixo, colocamos alguns exemplos.
Professor(a), por meio destes e de outros exemplos apresentados por você, procure observar com os alunos a diferença na
letra final dos nomes, mostrando a eles essas marcas de gênero do português, sem utilizar metalinguagem (nomenclatura
gramatical, como “feminino”, “masculino”, “gênero”). Objetivo: identificar os diferentes nomes de homens e de mulheres;
identificar marcas de gênero (masculino e feminino) em substantivos próprios.

Você percebeu as mudanças nos nomes? Veja que, se trocarmos o final dos nomes, podemos
usá-lo para homens e também para mulheres.

1 Agora escreva mais 3 nomes de homens e 3 nomes de mulheres que você conhece.

a) d)

b) e)

c) f)

Há nomes que não mudam. São usados somente para homens ou somente
ATENÇÃO

para mulheres! Veja:


Nomes para mulheres: Mônica, Magali, Viviane, Gisele.

Nomes para homens: Rainer, João, Pedro, Rômulo. CONHECENDO NOMES E SINAIS-NOME 19
19
Conhecendo surdos e ouvintes

1 Observe abaixo os nomes completos, os sinais-nomes e os apelidos de


alguns famosos. Depois, recorte e cole imagens dessas pessoas.
Professor(a), procure separar, com antecedência, algumas imagens dessas pessoas para trabalhar com os alunos. Faça o sinal
delas e pergunte se os alunos conhecem. Depois de identificarem as pessoas, procure explorar os nomes. Se possível, recorte
com eles fotos para colar nos livros. Objetivo: diferenciar nomes, sobrenomes e apelidos.
NOME COMPLETO SINAL - NOME APELIDO FOTO

Luiz Inácio da Silva Lula

Maria da Graça Meneghel Xuxa

Ronaldo Luís
Fenômeno
Nazário de Lima

Olá, eu sou a Liliane, meu apelido


é Lili. E o seu? Você tem um
apelido? Se você quiser saber o
que é apelido, assista ao vídeo.

Professor(a), procure utilizar o vídeo em Libras para sistematizar


o conteúdo, a fim de obter uma melhor compreensão e estimular a
utilização do material didático em Libras pelos alunos.

20 UNIDADE 1
Professor(a), procure separar, com antecedência, algumas imagens dessas pessoas para trabalhar com os alunos. Faça o
sinal delas e pergunte se eles as conhecem. Depois de identificarem as pessoas, procure explorar os nomes e apelidos. Se
possível, recorte com os alunos fotos para colar nos livros.

2 Já aprendemos o que é um nome e o que é um apelido. Agora, vamos conversar um


pouco sobre isso e aprender também sobre o sobrenome.

a) Você tem apelido? Conte a seus colegas por que você tem esse apelido.
b) Discuta com seus colegas e descubra quais sobrenomes eles têm.
c) Volte ao quadro anterior e marque os sobrenomes dos famosos. Você ou seus colegas
têm algum sobrenome igual aos sobrenomes dos famosos?

3 Recorte e cole fotos dos famosos abaixo. Depois, ligue corretamente os apelidos e
os nomes completos às imagens.

Maria de Fátima Faustão


Palha de Figueiredo

Edson Arantes Pelé


do Nascimento

Fausto Corrêa Silva Fafá de Belém

Antônio Renato Didi


Aragão

CONHECENDO NOMES E SINAIS-NOME 21


4 Leia os nomes completos abaixo. Depois, circule os nomes e sublinhe
os sobrenomes:
Objetivos: diferenciar nome e sobrenome e conhecer diferentes sobrenomes.

Rafael Silva de Melo José de Oliveira

Bárbara Duarte Ferraz Pedro Martins Lopes

5 Agora, vá ao início do seu livro e preencha a página de identificação


com seus dados.
Professor(a), oriente os alunos para que voltem à página de identificação do livro e efetuem seu preenchimento.
Objetivo: revisar os conceitos já trabalhados durante a seção e introduzir novos elementos (escola, ano)
utilizados na identificação de objetos escolares ou no preenchimento de documentos, fichas, etc.

Olá, como você sabe meu nome


é Liliane. Meu sobrenome é
Melo. E o seu sobrenome? Qual
é? Ainda está com dúvida?
Então, assista ao vídeo!

Professor(a), procure utilizar os vídeos em Libras


em sala de aula e estimular o uso pelos alunos.
Objetivo: sistematizar os conceitos desenvolvidos
ao longo da seção, especialmente o conceito de
sobrenome.

22 UNIDADE 1
LENDO A CARTEIRA DE IDENTIDADE
lendo a carteira de identidade
O que você sabe sobre este assunto?

Você tem carteira de identidade? Veja um exemplo abaixo:


Professor(a), procure explorar os conhecimentos prévios dos alunos, mostrando o uso da carteira de identidade na sociedade.
Pergunte aos alunos, por exemplo, sobre situações em que usaram o documento ou viram outras pessoas utilizarem.
Objetivos: sondar os conhecimentos prévios dos alunos sobre o documento de identidade e introduzir sua função social.

LENDO A CARTEIRA DE IDENTIDADE 23


1 Veja abaixo algumas palavras que aparecem na carteira de identidade.
Circule as palavras que você conhece e sublinhe as palavras que você não conhece.
Objetivo: desenvolver vocabulário em português, especialmente termos presentes em documentos.

2 Agora, compare com o seu colega. Quais palavras vocês dois conhecem?
Você pode explicar a seu colega palavras que você sabe e ele não sabe.

Professor(a), procure utilizar


Agora, assista ao vídeo e os vídeos em Libras em
descubra se você e seus sala de aula e estimular o
colegas acertaram! uso pelos alunos. Objetivo:
sistematizar o vocabulário
trabalhado.

24 UNIDADE 1
Conhecendo textos variados

1 Volte ao exemplo de carteira de identidade na página 23 e, depois, responda o


que se pede:
Professor(a), antes da retornar à carteira de identidade da Lili, procure trabalhar com os alunos a leitura de algumas
expressões presentes nas perguntas - “Qual é o nome?”, “Quantos anos ela tem?”, etc. Em seguida, oriente os alunos a
fazerem esta atividade com os dados da carteira de identidade apresentada. Objetivos: desenvolver habilidades de leitura
do documento “carteira de identidade”, especialmente localização de informações; desenvolver habilidades de leitura de
expressões usadas em perguntas sobre dados pessoais.

a) Qual é o nome da menina?

b) Quais os nomes dos pais dela?

c) Onde ela nasceu?

d) Em qual dia ela nasceu?

e) Quantos anos ela tem?

LENDO A CARTEIRA DE IDENTIDADE 25


Professor(a), deixe que os alunos discutam o tema proposto em Libras. Para isso, organize a sala em pequenos grupos.
Objetivos: promover a interação entre os alunos em sala de aula e verificar os conhecimentos prévios em relação ao tema
tratado; introduzir a noção de funções sociais dos documentos.

2 Procure se lembrar de situações nas quais você já usou sua carteira de


identidade. Como foi? Discuta com seus colegas.

3 Você tem algum desses documentos abaixo? Converse com seus colegas sobre
por que estes documentos são importantes na nossa vida em sociedade.

Fonte: Arquivo Pessoal

26 UNIDADE 1
LENDO A CARTEIRA DE IDENTIDADE 27
Fonte: Arquivo Pessoal
CARTEIRA DE VACINAÇÃO

Você sabe para que servem


esses documentos? Assista
aos vídeos para ter mais
informações!

Objetivo: sistematizar o conteúdo referente


às funções sociais dos documentos.

28 UNIDADE 1
criando uma conta de e-mail
O que você sabe sobre este assunto?
Professor(a), peça aos alunos para observarem a imagem e dizerem o que representa para eles. Procure incentivar
os alunos a relatarem suas vivências com a internet e faça perguntas para sondar os conhecimentos sobre o tema.
Objetivo: sondar conhecimentos prévios dos alunos, especialmente no que tange ao uso das tecnologias para a
leitura e a escrita.

Observe a imagem abaixo:

Ei! Você tem dúvida sobre o


que é internet? Então assista à Professor(a): Procure explorar o vídeo em Libras
para sistematizar as discussões prévias.
explicação em Libras!

1 Agora converse com seus colegas:

a) O que a imagem acima lembra?


b) Você sabe o que é internet?
c) Com quais aparelhos você pode utilizar a internet?

CRIANDO UMA CONTA DE E-MAIL 29


Objetivos: sondar o conhecimento dos alunos a respeito do uso de e-mails; promover a interação entre eles e a troca de
informações em Libras que facilitem a compreensão do conteúdo da seção.

Observe as imagens abaixo:

2 Discuta com seus colegas em Libras:

a) Você sabe a que correspondem esses ícones?


b) Você já se cadastrou em algum e-mail? Qual?
c) Você sabe o que é um cadastro?

Professor(a), utilize o vídeo em Libras para


introduzir o tema relativo a cadastro em Você já se cadastrou em algum
plataformas, a fim de obter uma melhor e-mail ou jogo? Eu já me cadastrei!
compreensão por parte dos alunos. Se você quer saber mais sobre
Objetivo: introduzir a noção de cadastro e cadastro, assista ao vídeo!
sua função social.

30 UNIDADE 1
Conhecendo textos variados
Professor(a), se possível, leve os alunos ao Laboratório de Informática da escola para que realizem esta atividade no próprio
site de criação de uma conta de e-mail. Outra alternativa seria explorar o cadastro no material impresso e, posteriormente,
realizar o cadastro on-line em alguma plataforma. Objetivos: familiarizar os alunos com esse gênero textual, além de retomar
o conteúdo apresentado nas seções anteriores.

1 Preencha o cadastro de e-mail abaixo. Para criar seu cadastro de e-mail é


preciso seguir os seguintes passos:

1º) Acessar o link: https://login.yahoo.com/;


2º) Preencher com seus dados;
3º) Clicar em: “Crie uma conta”.

Fonte: Yahoo

CRIANDO UMA CONTA DE E-MAIL 31


Vamos aprender palavras novas?
Objetivo: desenvolver vocabulário relativo à internet, especialmente termos e expressões usados em cadastros.

1 Veja abaixo algumas palavras que encontramos em cadastros da internet.


Circule as palavras ou sequências de palavras que você não conhece.

Criar senha Senha Usuário

Acessar a conta Login Feminino

Criar uma conta Conta Masculino

Preencher o cadastro Apelido

2 Converse com seus colegas sobre o significado das palavras acima.

Quer conhecer melhor essas


palavrinhas novas?
Assista ao vídeo!

Professor(a), assista ao vídeo com os


alunos e comente sobre os termos
explicados. Objetivo: sistematizar e
verificar a compreensão dos termos
utilizados em cadastros.

32 UNIDADE 1
Lendo e escrevendo!
Professor(a), se possível, leve os alunos ao Laboratório de Informática da escola para que realizem esta atividade no próprio
site do jogo. Auxiliar os alunos no momento de preenchimento do cadastro. Objetivos: apresentar aos alunos outros tipos de
cadastros, além de promover uma aula mais lúdica.
Você já criou seu e-mail? Se sim, agora você pode criar um cadastro em um site de jogos
como, por exemplo, o “Click Jogos”. Preencha com seus dados e, se tiver interesse, acesse o
site através do link: http://www.clickjogos.com.br .

Fonte: Click Jogos


Como é o português?

1 Agora, escreva 3 exemplos de nomes de meninos e 3 exemplos de nomes de


meninas. Depois observe se os nomes terminam com A ou O, ou se terminam
com outras letras.
Professor(a), por meio dos exemplos apresentados pelos alunos, procure revisar o trabalho desenvolvido anteriormente sobre
nomes de homens e nomes de mulheres. Lembre-se de não utilizar nomenclatura gramatical com os alunos.
Objetivo: fixar a diferenciação de gênero masculino e feminino em nomes próprios.

CRIANDO UMA CONTA DE E-MAIL 33


a) d)

b) e)

c) f)

2 Veja os nomes abaixo e depois os copie no quadro, separando os femininos dos


masculinos.
Professor(a), procure chamar a atenção das crianças para o fato de que que nem sempre os nomes femininos vão terminar em
“a” e os nomes masculinos em “o”; inclusive existem nomes femininos e masculinos com a mesma terminação como Raquel,
Rafael e Emanuel. Lembre-os ainda de que existem nomes que não mudam de gênero, são apenas masculinos ou femininos,
como Rosa e Mateus. Objetivo: sistematizar a diferenciação entre nomes masculinos e femininos.

NOMES FEMININOS NOMES MASCULINOS


a) a)

b) b)

c) c)

d) d)

e) e)

f) f)

g) g)

h) h)

34 UNIDADE 1
MINHA FAMÍLIA
UNIDADE 2
Nesta unidade, você vai aprender a:

- Identificar quais são os membros da sua família;

- Montar a árvore genealógica da sua família;

- Identificar mudanças nas palavras relacionadas


a masculino/feminino e a singular/plural;

- Conhecer alguns tipos de convite;

- Identificar os numerais;

- Ler e indicar datas.


Professor(a), utilize o vídeo de apresentação da Unidade 2 em Libras, a fim de
favorecer a compreensão dos alunos e estimular a utilização dos vídeos em Libras.
conhecendo os membros da família
FAMÍLIA

Professor(a), antes desta aula, você pode pedir aos alunos para levar fotos de suas famílias ou você mesmo(a) pode levar fotos
de sua família. Explore em Libras essas fotos. Levante hipóteses com eles sobre quem são os membros da família (pai, mãe,
filhos, etc.). Converse com eles como são as famílias das fotos, se são grandes ou pequenas, e também sobre as diferentes
configurações familiares existentes ( famílias de avós e netos, famílias homoafetivas, entre outras).
Objetivos: explorar o conhecimento e as vivências prévias dos alunos em relação ao tema “família”; propiciar a interação entre
os alunos e o compartilhamento de experiências e informações sobre o tema.

O que você sabe sobre este assunto?


Existem famílias de vários tipos: famílias pequenas ou grandes, famílias onde há pai, mãe e
filho, ou famílias com avós e netos.
Existem famílias pequenas, com poucas pessoas, e famílias grandes, com muitas pessoas.

E a sua, como é?
Quantas pessoas tem?
Quem são as pessoas?

38 UNIDADE 2
1 Desenhe ou cole a foto da sua família e identifique quem são as pessoas.

CONHECENDO OS MEMBROS DA FAMÍLIA 39


Observe as fotos de outras famílias:

Família Grande Família Pequena

Fonte: Arquivo Pessoal

Fonte: Arquivo Pessoal


FAMÍLIA DA MICHELLE FAMÍLIA DO GABRIEL

2 Agora converse em Libras com seus colegas:

a) Alguma das famílias das fotos se parece com a sua?


b) Pergunte aos seus colegas como é a família deles.

Agora assista ao vídeo • Sua família é grande


sobre famílias grandes e ou pequena?
famílias pequenas. • Quem mora com você?
• Você tem irmãos?
• Conte a eles sobre a
sua família também.

40 UNIDADE 2
Vamos aprender palavras novas?
Veja os membros da família da Michelle.
Professor(a), procure explorar a primeira foto apresentada (Família da Michelle) e, caso queira, você pode levar fotos de outras
famílias e estimular os alunos a inferirem quem são as pessoas. Auxilie o aluno a relembrar o vocabulário que ele já aprendeu
sobre família. Objetivo: fixar e expandir o vocabulário referente a membros da família

Filha Filha

Filho
Filho

Filho

Mãe Pai
1 Agora observe a foto de outra família e escreva os membros da família.
Objetivos: fixar o vocabulário referente a membros da família; inferir os membros da família pela idade e por meio
de outros aspectos, associando com as discussões anteriores sobre tipos de família.
É importante destacar que, apesar de haver respostas plausíveis, não há uma única resposta correta, já que a
leitura das imagens pelos alunos vai depender de suas próprias vivências.

CONHECENDO OS MEMBROS DA FAMÍLIA 41


Veja abaixo mais alguns membros da família:
Professor(a), deixe que os alunos observem os sinais e as palavras. Ao final, você pode chamar a atenção para a
indicação de gênero nas palavras em português. Objetivos: expandir o vocabulário referente a membros da família;
introduzir a noção de gênero de substantivos comuns em português.

Avô/Avó Tio/Tia

Sobrinho / Cunhado / Primo /


Sobrinha Cunhada Prima

2 Agora observe o caça palavras e, seguindo o exemplo, circule os nomes dos


membros da família.

42 UNIDADE 2
Você conhece as palavras “grande” e “pequeno”? Sabe o que elas significam?
Veja as imagens abaixo.
Professor(a), explore com os alunos as imagens e estimule-os a falar em Libras sobre as características dos elementos
apresentados. Isso vai propiciar a posterior comparação entre os diferentes itens lexicais em Libras para indicar tamanho
e os itens “grande” e “pequeno” em português. Objetivos: expandir o vocabulário e observar as diferenças na descrição em
Libras e em português.

Cachorro Grande Cachorro Pequeno

Casa Grande Casa Pequena

Ei! Você ainda tem dúvidas sobre


as palavras “grande” e “pequeno”?
Assista ao vídeo para saber mais!
Professor(a), procure explorar o vídeo em
Libras para sistematizar as discussões e
explicações prévias.

CONHECENDO OS MEMBROS DA FAMÍLIA 43


Lendo e escrevendo!
Professor(a), incentive os alunos a ler e tentar inferir quais sãos os membros da família e qual a posição de cada um na árvore
genealógica. Objetivo: desenvolver habilidades de leitura de imagens e de árvores genealógicas.

Olha Lili! Esta é a árvore


genealógica da minha família!

Árvore Genealógica da Família do Guto

Avô Avó

Pai Mãe Tio Tia

Irmã Guto Irmã Prima Primo

44 UNIDADE 2
Você aprendeu na Unidade 1 do nosso livro o que são sobrenomes. Você lembra?
O sobrenome da família na foto a seguir é Diogo Righetto. O sobrenome Diogo veio da família
da mãe e o sobrenome Righetto veio da família do pai.
Professor(a), chame a atenção dos alunos para o sobrenome da família e para o sobrenome deles ou de outras pessoas.
Procure retomar os conceitos de nome e sobrenome trabalhados na unidade 1. Objetivo: conhecer a origem dos
sobrenomes das pessoas.

FAMÍLIA DIOGO RIGHETTO

Fonte: Arquivo Pessoal


1 Quantos sobrenomes você tem?

2 Qual sobrenome veio da sua mãe? E do seu pai?

CONHECENDO OS MEMBROS DA FAMÍLIA 45


Árvore Genealógica da Família DIOGO RIGHETTO

Pai
Mãe Sérgio
Adriana

Filho
Ricardo

Filha
Elisa

Filho
Fábio

46 UNIDADE 2
Árvore Genealógica da Família DUARTE FERRAZ

Professor(a), esta é a árvore genealógica da


família da Michelle, apresentada anteriormente.

Mãe Pai
Helenir Celi

Filha
Filho Michelle
Eder

Filha
Camila

Filho
Pedro
Filho
Gabriel

CONHECENDO OS MEMBROS DA FAMÍLIA 47


Professor(a), procure utilizar o vídeo para
sistematizar o conteúdo trabalhado.

Ei! Você ainda tem dúvidas sobre


o que são árvores genealógicas?
Assista ao vídeo.

3 Veja a seguir o desenho de uma árvore genealógica.


Agora escreva o nome das pessoas que compõem a história da sua família.

48 UNIDADE 2
MINHA Árvore Genealógica

Avó Materna Avô Materno


Avó Paterna Avô Paterno
_____________ _____________
_____________ _____________

Mãe Pai
_____________ _____________

Eu
_____________

Professor(a), auxilie os alunos a preencher


a árvore genealógica deles. Caso o aluno
tenha irmãos, você pode incentivá-lo a
acrescentar outros quadros para colocar o
nome dos irmãos. Objetivo: montar a árvore
genealógica dos alunos.

CONHECENDO OS MEMBROS DA FAMÍLIA 49


Como é o português?
Você aprendeu na Unidade 1 que temos nomes para homens (nomes masculinos) e nomes para
mulheres (nomes femininos).
Exemplo: Sílvio Sílvia
Paulo Paula

Além dos nomes, outras palavras do português também mudam para o masculino e para o
feminino. Observe abaixo as mudanças nas palavras.
Professor(a), os itens apresentados objetivam expandir a noção de masculino e feminino, trabalhada anteriormente com os
alunos no tocante a nomes próprios. Procure agora estimular os alunos a observarem as “partes” (os morfemas) que compõem
as palavras. Vamos começar pelos “o” e “a”. Depois, procure mostrar outros exemplos de masculino e feminino, em que há
outros morfemas de masculino e feminino (irmão, irmã) ou mesmo itens lexicais diferentes (boi, vaca).
Objetivo: desenvolver a noção de gênero do substantivo em português.

GRUPO 1
Masculino Feminino
Filho Filha
Tio Tia
Cunhado Cunhada
GRUPO 2
Masculino Feminino
Avô Avó
Irmão Irmã
GRUPO 3
Masculino Feminino
Pai Mãe
Genro Nora
Marido Esposa
50 UNIDADE 2
Observe mais palavras, dessa vez, referentes a animais.

Masculino Feminino
Cachorro Cachorra
Gato Gata
Galo Galinha
Boi Vaca

Você percebeu como as


palavras mudam? Para entender
melhor, assista ao vídeo sobre
palavras femininas e masculinas
em português.

Professor(a), procure utilizar o vídeo para


sistematizar o conteúdo trabalhado.

1 Observe o exemplo e escreva as palavras no masculino ou no feminino.

Masculino Feminino
Pai Mãe
Irmã
Sogro
Égua
Coelho

CONHECENDO OS MEMBROS DA FAMÍLIA 51


Vamos ler?
Veja esse texto do livro “A Família do Marcelo” de Ruth Rocha.
Professor(a): Reproduzimos aqui um pequeno trecho do livro de Ruth Rocha - A família do Marcelo. Procure levar o livro para
a sala de aula e explorar a capa do livro com os alunos, conversando em Libras sobre o tema. Na página 1 do livro, temos a
apresentação da família, com uma ilustração bem interessante, inclusive com um animal de estimação. Depois de explorar o
livro, propõe-se a leitura pelos alunos deste pequeno trecho. Objetivos: explorar as informações visuais do livro e também da
ilustração aqui apresentada; desenvolver habilidades de leitura de apresentações de família.

a minha família é assim:


Tem meu pai que se chama João.
Tem minha mãe que se chama Laura.
E tem minha irmã pequena, que se chama Aninha.
ROCHA, Ruth. A família do Marcelo. São Paulo: Salamandra. 2001. 24p.

52 UNIDADE 2
1 Leia o texto sobre a família do Marcelo e responda as perguntas abaixo.
Objetivo: Desenvolver habilidades de leitura de apresentações de família.

a) Quantas pessoas tem a família do Marcelo?

b) Qual é o nome do pai do Marcelo?

c) Qual é o nome da mãe do Marcelo?

d) O Marcelo tem irmãos? Quantos?

2 Na sua casa, tem algum animal de estimação?

( ) Sim ( ) Não

a) Se sim, qual é o animal? Qual o nome dele?

CONHECENDO OS MEMBROS DA FAMÍLIA 53


b) Se você tiver animal de estimação, desenhe ou cole uma foto do seu animal aqui.
Se você não tiver, desenhe o animal que você gostaria de ter.
Professor(a), no livro A Família do Marcelo, há uma ilustração que traz a família e animais de estimação. Você pode
explorar com os alunos essa ilustração ou outras representações (fotografias, desenhos, etc.) de famílias com seus
animais. Objetivos: introduzir o conceito de animal de estimação e expandir o vocabulário sobre animais.

54 UNIDADE 2
Como é o português?
Professor(a), chame a atenção do aluno para os morfemas que compõem a palavra. Objetivo: introduzir a noção de
singular e plural de substantivos em português.

Vamos aprender agora sobre mais algumas mudanças que acontecem nas palavras do português.
Observe os desenhos:

Ela tem um filho. Ela tem dois filhos.

Ele tem um cachorro. Ele tem dois cachorros.

CONHECENDO OS MEMBROS DA FAMÍLIA 55


Observe a tabela:

Singular Plural

Filho Filhos

Cachorro Cachorros

Menina Meninas

Tia Tias

Você observou que a palavra


mudou com o aumento da
letra S? Em português
temos palavras no singular e
no plural. Assista ao vídeo e
veja como isso acontece.

Professor(a), procure utilizar o vídeo para


sistematizar o conteúdo trabalhado.

56 UNIDADE 2
1 Veja as figuras e complete as frases com as palavras a seguir:

cadernos - canetas - empada - gato

Eu tenho um de olhos verdes.

Eu tenho muitas coloridas.

Esses são os meus da escola.

Eu comprei uma na cantina.

CONHECENDO OS MEMBROS DA FAMÍLIA 57


aprendendo sobre convites e numerais
O que você sabe sobre este assunto?
Existem vários tipos de convites: convites de aniversário, de chá de bebê, de chá de panela, de
casamento, de festa junina, entre outros.
Professor(a), você pode levar para a sala de aula alguns exemplos de convites e também pedir aos alunos que levem. Procure
explorar com os alunos os diferentes tipos de convites. Deixe que eles observem as imagens e levantem hipóteses sobre o tipo
de evento em que o convite foi utilizado. Este momento é importante para que os alunos relembrem situações em que viram
ou manusearam esses textos. Assim, você poderá estabelecer conexões entre as situações vivenciadas pelos alunos e o uso
desse gênero textual. Durante a conversa, aproveite para apresentar o vocabulário referente aos tipos de festas.
Objetivos: introduzir o gênero textual convite; expandir o vocabulário relativo a festas.

Eu adoro receber convites para festas.


E você? Também gosta de festas?

Observe os tipos de convite a seguir:


CONVITE DE ANIVERSÁRIO
Fonte: Luiza Braga

58 UNIDADE 2
CONVITE DE CHÁ DE BEBÊ

Fonte: Arquivo Pessoal


CONVITE DE CASAMENTO

Fonte: Luiza Braga e Lucas Morais

APRENDENDO SOBRE CONVITES E NUMERAIS 59


CONVITE DE CHÁ DE PANELA

Professor(a),
procure explorar os
elementos-chave
que aparecem
nos convites,
introduzindo
ou revendo o
vocabulário. Por
exemplo: dia-data/
hora–horário/Local
–endereço.

Fonte: Arquivo Pessoal


CONVITE DE FESTA JUNINA

Fonte: facebook.com/franciscosales.surdos

60 UNIDADE 2
1 Agora converse com seu professor e seus colegas.
Professor(a), procure direcionar a discussão inicialmente para a função social do gênero convite. Ao final, sistematize
com os alunos a importância de o convite conter algumas informações básicas para cumprir seu objetivo.

a) Para que servem os convites?


b) Volte nos exemplos de convites que você viu antes. A quais tipos de festas você já foi?
c) Você já enviou ou recebeu um convite? Para qual festa?
d) Quais são as informações que aparecem em todos os convites?

Ainda tem dúvidas sobre


o que é um convite?
Assista ao vídeo.

Professor(a), procure utilizar o vídeo para


sistematizar o conteúdo trabalhado.

Como é o português?
Professor(a), explique aos alunos que em português temos a escrita dos numerais em algarismos e por extenso. Procure
explorar situações cotidianas onde se usam os numerais por extenso. Objetivo: desenvolver habilidades de leitura e
escrita de numerais; reconhecer os algarismos bem como os numerais escritos por extenso.

Os Numerais
Observe a seguinte imagem:

APRENDENDO SOBRE CONVITES E NUMERAIS 61


Você conhece os numerais em português? Veja o quadro abaixo:

1 um 11 onze
2 dois 12 doze
3 três 13 treze
4 quatro 14 quatorze
5 cinco 15 quinze
6 seis 16 dezesseis
7 sete 17 dezessete
8 oito 18 dezoito
9 nove 19 dezenove
10 dez 20 vinte

1 Veja novamente os exemplos de convites e circule os numerais que aparecem


nos convites.

2 Mostre aos seus colegas e veja se encontraram os mesmos numerais que você.
Conversem sobre o que significam esses numerais (É a data? É o horário? etc.)
Objetivos: reconhecer os algarismos bem como os numerais escritos por extenso em textos; - identificar a que se referem
os numerais em convites.

62 UNIDADE 2
Você sabe para que servem
os numerais? Assista ao vídeo
e você descobrirá mais sobre
as funções dos numerais.
Professor(a), procure utilizar o vídeo para
sistematizar o conteúdo trabalhado.

1 Escreva por extenso os numerais abaixo.

1
3
5
6

APRENDENDO SOBRE CONVITES E NUMERAIS 63


2 Quantos anos você tem? Escreva a resposta por extenso.

3 Observe as figuras e responda escrevendo os numerais por extenso.

Quantos clipes?

Quantas canetas?

Quantos lápis?

64 UNIDADE 2
Vamos ler?

1 Ligue as imagens abaixo com os tipos de festas.


Professor(a), nesta atividade auxilie os alunos, conversando em Libras sobre cada imagem e o tipo de festa a que
ela remete. Objetivo: sistematizar o vocabulário.

Festa de Aniversário

Chá de Bebê

Festa de Casamento

Festa Junina

APRENDENDO SOBRE CONVITES E NUMERAIS 65


2 De qual tipo de festa você mais gosta?

3 Volte nos exemplos de convites que você viu antes e complete o quadro abaixo.
Professor(a), agora os alunos têm mais recursos para ler e identificar informações nos convites. Retome com eles os convites,
explorando a leitura dos textos. Em seguida, peça que realizem a atividade. Objetivo: localizar informações objetivas em textos
do gênero textual convite.

Convite Tipo de Festa Data e Horário Local


1
2
3
4
5
Professor(a), inicialmente, peça aos alunos que observem a a tirinha e procurem levantar hipóteses sobre o que está
acontecendo. Em seguida, discuta com os alunos a situação de entrega de um convite que envolve os personagens e relacione
com as vivências deles. Objetivo: integrar o contexto de uso à leitura do gênero; localizar informações contidas no convite;
reconhecer os numerais e identificar o que eles expressam.

66 UNIDADE 2
4 Observe o convite do quadrinho e depois responda as questões.

a) Para que tipo de festa é esse convite?

b) Onde a festa vai acontecer?

c) Quando a festa vai acontecer?

d) De quem é a festa?

APRENDENDO SOBRE CONVITES E NUMERAIS 67


Vamos aprender palavras novas?
Meses do ano
Nos convites mostrados anteriormente, você viu que aparecem as datas das festas.
Nessas datas, aparecem os meses do ano. Você conhece os meses do ano? Veja a seguir os
meses em português e em Libras​.
Professor(a), a partir da compreensão de mundo dos alunos, converse com eles sobre as noções de datas e como é medido o
tempo. Objetivo: expandir o vocabulário relativo a datas.

Janeiro Fevereiro Março

Abril Maio

Junho Julho

Agosto Setembro Outubro

Novembro Dezembro
68 UNIDADE 2
1 Agora que você conhece os meses, responda:

a) Qual é o mês do seu aniversário?

2 Ligue a data comemorativa ao mês em que ela é comemorada.


Professor(a), pergunte aos alunos quais as datas comemorativas eles conhecem e cite exemplos. Você pode levar um
calendário para a sala de aula e exemplificar como as datas comemorativas e/ou feriados são representados. Objetivos:
reconhecer datas e numerais; expandir vocabulário referente a datas comemorativas.

Agosto

Dia das Mães

Maio

Natal

Outubro
Dia dos Pais

Dezembro

Dia das Crianças


APRENDENDO SOBRE CONVITES E NUMERAIS 69
3 Circule as palavras que são meses.
Objetivo: revisar e fixar o vocabulário relativo a meses do ano.

4 Escreva os nomes dos meses na ordem correta.

1 5 9
2 6 10
3 7 11
4 8 12
70 UNIDADE 2
Como é o português?
Professor(a), procure ler com os alunos as datas, fazendo o reconhecimento dos itens e sinalizando em Libras. Caso seja
necessário, explore com os alunos inicialmente as datas de aniversário de alguns deles. Objetivo: desenvolver habilidades de
leitura e escrita de datas em português; reconhecer diferentes formas de registro de datas.

Veja abaixo algumas datas que apareceram nos convites.

11/06/2016
23/12/13
27 de Fevereiro de 2016

Você percebeu que a data pode aparecer de diferentes formas?


A ordem é sempre dia/mês/ano, mas podemos escrever de maneiras diferentes.

12 de dezembro de 2015 (dia – mês escrito – ano)


12/12/2015 (dia - mês - ano)
12/12/15 (dia - mês - últimos 2 números do ano)

1 Escreva a data do dia de hoje das três formas diferentes.

2 Agora escreva a data em que você nasceu.

APRENDENDO SOBRE CONVITES E NUMERAIS 71


3 Escolha três colegas seus e anote o nome e a data dos aniversários deles.
Professor(a), incentive os alunos a conversarem em Libras com seus colegas e pesquisar, entre eles, os dados solicitados no
quadro. Objetivo: desenvolver habilidades de escrita de datas em português.

Data Mês Ano


Nome
de Aniversário de Aniversário de Nascimento

Colega 1

Colega 2

Colega 3

Ficou claro o que são os


dias, meses e anos?
Assista ao vídeo e confira!

Professor(a), procure utilizar o vídeo para


sistematizar o conteúdo trabalhado.

72 UNIDADE 2
MINHA ROTINA
UNIDADE 3
Nesta unidade, você vai aprender a:

- Contar sua rotina diária;

- Fazer seu quadro de rotina semanal;

- Observar como dividimos nosso tempo (semana,


partes do dia, horas, minutos);

- Ler quadros de horários das matérias da escola;

- Ler cardápios escolares.


Professor(a), utilize o vídeo de apresentação da Unidade 3 em Libras, a fim de
favorecer a compreensão dos alunos e estimular a utilização dos vídeos em Libras.
Rotina
O que você sabe sobre este assunto?
Professor(a), pergunte aos alunos se eles fazem todas essas atividades e se eles fazem outras além dessas. Converse com os
alunos sobre o fato de fazermos atividades todos os dias, com certa regularidade em determinados períodos do dia.
Depois deixe que os alunos observem a ilustração da rotina da Lili. Objetivos: introduzir o tema rotina e sondar os
conhecimentos prévios do aluno referentes ao tema.

O que você faz diariamente? Todos os dias você faz as mesmas coisas: acorda, toma banho, vai
para a escola, estuda em casa, etc.?
Observe as imagens abaixo que mostram a rotina da Lili:

76 UNIDADE 3
Professor (a), inicialmente, pergunte aos alunos como são em Libras as expressões referentes às atividades realizadas pela
Lili. Depois, deixe que os alunos tentem realizar a atividade ligando as imagens às expressões em português.
Objetivo: desenvolver e fixar o vocabulário relativo às expressões em português correspondentes às atividades de rotina.

1 Agora converse com seu professor e seus colegas.

a) Como é a rotina da Lili?


b) A rotina dela é parecida com a sua? Conte para os seus colegas como é a sua rotina diária.

1 Ligue as imagens às expressões correspondentes:

Tomar banho

Escovar os dentes

Tomar café

Brincar

Estudar português

ROTINA 77
Professor(a), peça aos alunos que leiam o título do texto e pergunte a eles sobre o tema do texto. Em seguida, deixe que os
alunos leiam o texto uma vez, sem sua intervenção. Num segundo momento, peça a algum (alguns) aluno(s) que fale(m) sobre
o que entenderam do texto. Estimule os alunos a falar mais livremente sobre o conteúdo do texto sem olhar para o papel,
evitando que foquem mais na estrutura em português, usando português sinalizado. Assim, você dá oportunidade ao aluno de
falar em Libras sobre o conteúdo, sem ficar preso a detalhes ou à estrutura gramatical do português.
Objetivo: desenvolver habilidades de leitura de textos narrativos.

Vamos ler?

a rotina da lili
De manhã, Lili acorda, troca de roupa, toma café e vai para a escola.
Às 11h, a aula acaba, e ela volta para casa.

Em casa, ela almoça e ajuda a mãe a lavar a louça.


À tarde, de 2h até 4h, ela brinca e assiste à televisão.
Depois, ela faz o dever de casa e estuda.

À noite, ela toma banho e depois janta e conversa com os pais.


Ela vai dormir às 9h da noite.

Depois de ler o texto, faça as atividades abaixo.


1 Complete as frases:
Professor(a), após terminar aleitura do texto, explique aos alunos que fazemos atividades diferentes em cada parte do dia
e que elas se repetem durante a semana, formando a rotina. Observação: aa atividade abaixo, não se espera que os alunos
consigam escrever os verbos conjugados corretamente. O mais importante é que eles entendam a qual atividade cada verbo
se refere. Objetivos: desenvolver o vocabulário referente a atividades de rotina, especialmente os verbos; desenvolver
habilidades de leitura de texto, especialmente a identificação de informações objetivas no texto.

a) Todos os dias Lili, cedo.

b) De tarde, Lili .
78 UNIDADE 3
c) Lili e assiste à televisão à tarde.

d) Lili às nove horas da noite.

2 Marque as atividades realizadas pela Lili de acordo com o texto.


Professor(a), a aprendizagem do vocabulário e o desenvolvimento das habilidades de leitura se dá também quando a criança
começa a perceber alguns “blocos de palavras” que têm determinados significados, diferentes das palavras em separado.
Objetivo: desenvolver e fixar o conhecimento de expressões relativas ao tema rotina; desenvolver habilidades de leitura de
texto, especialmente o reconhecimento de tais expressões e a identificação de informações objetivas no texto.

Tomar café
Pentear cabelo
Trocar de roupa
Fazer o dever de casa
Você entendeu o que
Passear é rotina? Assista
Trabalhar ao vídeo!

Estudar
Jogar bola
Professor(a), procure utilizar o vídeo para
sistematizar o conteúdo trabalhado.

ROTINA 79
Vamos aprender palavras novas?

1 Você conhece os dias da semana? Veja a imagem abaixo:


Professor, faça o sinal de cada dia da semana com os alunos e depois relacione com a escrita em português,
através da datilologia e da legenda das imagens. Converse com eles sobre atividades típicas dos dias do meio
da semana e dos dias de fim de semana. Pergunte o que costumam fazer nos fins de semana para que eles
pensem sobre o assunto antes de responderem às perguntas a seguir. Objetivo das atividades 1 e 2: desenvolver
a compreensão relativa ao tema rotina, no que concerne às diferenças entre atividades costumeiras de segunda-
feira à sexta-feira e atividades de fim de semana; desenvolver vocabulário relativo a dias da semana.

Domingo Segunda Terça

Quarta Quinta Sexta Sábado

a) Agora escreva em quais dias da semana você não vai à escola.

b) Quantos dias tem a semana?

80 UNIDADE 3
c) Qual o dia da semana de que você mais gosta? Por quê?

d) Encontre no caça-palavras os nomes dos sete dias da semana.

ROTINA 81
2 Observe a rotina abaixo:

82 UNIDADE 3
Converse com seus colegas e seu professor:
a) Você percebeu que alguns dias da semana têm uma programação parecida? Quais são eles?
b) Quais são os dias mais diferentes? Por quê?

3 Observe abaixo os sinais da Libras. Você sabe o que significam esses sinais?

Manhã Tarde Noite Madrugada

Professor(a), a partir da participação dos alunos na atividade anterior, observe se eles conhecem o significado
desses sinais. Caso seja necessário, explique às crianças e, para sistematizar, utilize o vídeo em Libras.
Objetivos: introduzir a temática referente a partes do dia e desenvolver o vocabulário.
Converse com seus colegas sobre o significado desses sinais.

Vamos aprender mais


sobre esses sinais?
Assista ao vídeo!

ROTINA 83
4 Circule as quatro palavras que estão relacionadas a esses sinais.

5 Ligue as frases às imagens.

Professor (a), descreva cada imagem em Libras, juntamente com os alunos, antes de pedir que eles as liguem às frases. Em
seguida, deixe que os alunos realizem a atividade. Ao corrigir esta atividade, procure mostrar aos alunos que as frases têm
trechos que indicam quem fez a atividade, qual atividade foi realizada, com que frequência ou quando.Você pode escrever
no quadro algumas expressões usadas para indicar frequência e tempo, além das expressões usadas nas frases. Objetivos:
desenvolver habilidades de leitura de frases, especialmente das expressões referentes às atividades rotineiras e aos dias;
introduzir vocabulário referente a expressões de tempo e de frequência (“todos os dias”, “no final de semana”, etc.).

a) Zeca também d) Lili toma banho


estuda no final de todos os dias.
semana.

b) Marcela brinca e) Guto vai à escola de


todos os dias com os segunda-feira a sexta-
amigos. feira.

c) Joana assiste f) Paula sempre


TV com os irmãos almoça em casa.
domingo de manhã.

g) Carlos visita seus


avós aos domingos.

84 UNIDADE 3
6 Agora, monte o seu quadro de rotina, escrevendo o que você faz em cada dia.

Professor (a), certifique-se de que os alunos entenderam bem os conceitos trabalhados, interpretando com eles o quadro em
branco e dando exemplos em Libras. Aproveite para rever a escrita de algumas expressões referentes às atividades que fazem
parte do cotidiano deles, e também introduzir outras que não foram citadas nas atividades e explicações anteriores.
Objetivos: desenvolver habilidades de escrita de quadros de rotina; fixar e expandir o vocabulário.

ROTINA 85
HORÁRIOS
O que você sabe sobre este assunto?
Professor(a), estimule os alunos a falarem o que eles já sabem sobre as horas, antes de mostrar o vídeo introdutório. Procure
perguntar sobre o uso de relógios, as horas de atividades que eles costumam realizar, etc. Objetivos: sondar conhecimentos
prévios sobre o conceito de horas e introduzir esse conceito.

O que são horas?


Assista ao vídeo.

Observe os diferentes relógios abaixo.


Professor(a), aproveite as figuras para mostrar às crianças que existem diferentes tipos de relógios, mas que todos eles têm a
mesma função. Objetivos: introduzir o tema relativo a função dos relógios e seus formatos, bem como as diferentes formas de
indicação das horas.

86 UNIDADE 3
1 Converse com seus colegas em Libras:

a) Vocês sabem olhar as horas?


b) Onde você olha as horas, no celular ou no relógio?
c) Algum colega tem relógio de pulso?

A que horas vocês vêm para a escola?


A que horas vocês dormem? Assista ao
vídeo que vai explicar sobre horas.

Professor(a), procure utilizar o vídeo para


sistematizar o conteúdo trabalhado.

2 Veja o exemplo das várias formas de escrever as horas.


Professor (a), explique aos alunos que existem diferentes formas de representar as horas e ajude-os a fazer a associação
entre a hora e essas diferentes formas de representá-la. Objetivos: reconhecer formas diferentes de representar as horas;
indicar as horas de diferentes formas.

11 horas
11h
11:00
HORÁRIOS 87
Agora escreva quantas horas cada relógio está marcando.

3 Leia as horas e marque nos relógios:

Professor(a), aqui os alunos deverão identificar a representação escrita das horas e depois indicar como essa hora é marcada no
relógio. Antes desta atividade, você pode usar um relógio grande e fazer uma brincadeira com os alunos, em que eles precisam
indicar no relógio horários de atividades deles. Objetivos: ler expressões referentes às horas; representar as horas no relógio.

1 hora 9 horas 8 horas

4 Na próxima página, ligue as imagens às frases e aos horários da rotina da Lili:

88 UNIDADE 3
Professor(a), sinalize juntamente com os alunos as atividades representadas nas imagens e depois peça aos alunos que
liguem as imagens e as expressões, observando o horário correspondente. Objetivos: associar as atividades às expressões,
bem como aos horários típicos de sua realização.

a) Às 6h da noite, Lili toma banho.

b) Às 7h da manhã, Lili toma café.

c) Lili estuda e faz os deveres às 4h da tarde.

5 Marque no relógio a que horas você:

Professor(a), nesta atividade, o aluno deve se basear em sua própria rotina para preencher o exercício. Primeiramente, leia
com ele as palavras e expressões e, em seguida, ajude-o lembrando como se marcam as horas no relógio.
Objetivo: indicar em relógios analógicos os horários das atividades.

Acorda Faz o dever de casa Dorme

Começa a estudar
na escola Janta

HORÁRIOS 89
Lendo e escrevendo!
Professor(a), observe com os alunos as imagens e deixe que eles sinalizem sobre as atividades. Depois, destaque os verbos
apresentados nas frases relacionando com as atividades diárias e, em seguida, leia as frases com os alunos observando os
horários indicados. Objetivos: desenvolver habilidades de leitura de frases com atividades do cotidiano e horários.

Observe a rotina de Guto:

Eu acordo às 6:00 da Eu escovo os dentes às


manhã. 1:30 da tarde.

Eu tomo café às 06:15 Eu durmo às 10:00 da


da manhã. noite.

Eu tomo banho às Você já percebeu que temos


06:40 da manhã. as horas e também os
minutos? Assista ao vídeo e
aprenda mais sobre isso.

Professor(a), procure utilizar


o vídeo para sistematizar o
conteúdo trabalhado.

Eu almoço 1:00 da
tarde.

90 UNIDADE 3
Professor(a), esta atividade volta-se para a produção de frases em português. É importante destacar que, nesta fase de
aquisição do português, as crianças surdas ainda não usam corretamente elementos gramaticais (artigos, preposições,
flexão verbal, etc.). Assim, nessa etapa, é importante deixar que o aluno se expresse livremente, sem corrigir questões
gramaticais para não inibir ou confundir a criança. Objetivo: desenvolver habilidades de escrita de frases com atividades
do cotidiano e horários.

1 Agora responda:

a) A que horas você acorda?

b) A que horas você almoça?

c) A que horas você dorme?

2 Observe o quadro de rotinas da Isabella.


Professor(a), primeiramente, deixe que os alunos leiam o quadro de horários. Em seguida, procure sondar se eles identificaram
esse gênero textual a partir dos conhecimentos desenvolvidos nas atividades anteriores. Caso seja necessário, trabalhe com
os alunos o vocabulário desconhecido. O exemplo da rotina da Isabella contribui para que a criança identifique uma prática
de uso da escrita para a organização das tarefas diárias. Assim, procure explorar as perguntas da atividade. Após os alunos
conversarem sobre o tema proposto, proponha a atividade de construção do quadro de horários. Objetivos: compreender o uso
do gênero textual quadro de horário; desenvolver habilidades de leitura e escrita desse gênero textual.

Fonte: Arquivo Pessoal

HORÁRIOS 91
1 Converse com seus colegas em Libras:

a) Na sua opinião, quem fez esse quadro para a Isabella?


b) Para que serve um quadro de horário?
c) Você tem um quadro de horário? Se você tiver, cole abaixo.
Se não tiver, crie um quadro para você.

92 UNIDADE 3
Como é o português?
Professor(a), em relação aos pronomes pessoais, explique aos alunos que a primeira e a segunda pessoa não possuem gênero,
mas a terceira pessoa sim (ele/ela). Objetivos: conhecer os pronomes pessoais em português, especialmente os pronomes no
singular; identificar as diferenças e semelhanças com a Libras.

Eu Você Ele/Ela
Observe como as palavras aparecem nas frases.
Professor(a), primeiramente, leia as frases com os alunos focando na compreensão do conteúdo. Em seguida, peça que eles
observem as diferenças existentes entre as frases e inicie a explicação concernente à existência de concordância de pessoa
em português. Nesta etapa de ensino, não use metalinguagem com a criança. Num primeiro momento, é comum a criança fazer
supergeneralizações e aplicar concordância de número, de gênero ou de pessoa em várias palavras. Isso é natural e faz parte
do processo de aprendizagem da criança. Objetivo: refletir sobre a flexão de pessoa nos verbos em português.

Eu tomo banho de manhã.


Você toma banho de manhã.
Ela toma banho de manhã.
Eu acordo às 6h.
Você acorda às 6h.
Ele acorda às 6h.

Quem? Faz o quê?

Eu Lancho

Você Lancha

Ela/Ele Lancha
HORÁRIOS 93
Professor(a), após a explicação sobre as palavras eu, você e ele/ela e a formação dos verbos, trabalhe com os alunos a
atividade 1 enfatizando a mudança da desinência número/pessoal - a e o, presente em am-a e am-o e outros. Caso a turma
de alunos não tenha tido dificuldade na conjugação, aproveite a oportunidade e comece a ensinar a conjugação dos verbos no
plural. Objetivos: reconhecer e usar desinências verbais para as pessoas do discurso no singular.

1 Complete os espaços abaixo com a palavra indicada, mudando o final da palavra.


Exemplo: abraçar - Eu abraço os meus pais.

a) AMAR Eu minha família.

b) AMAR Ela a família dela.

c) AMAR Você sua família?

d) BRINCAR Ele de carrinho.

e) BRINCAR Você todos os dias.

f) BRINCAR Eu com meus amigos.

1 Leia as frases abaixo junto com seus colegas e descubra quem são as pessoas de
que estamos falando.
Professor(a), através da interação com os colegas, os alunos vão discutir e apontar quem são os referentes nas frases. Você
pode sinalizar com eles as frases em Libras e mostrar como podemos também usar pronomes em língua de sinais (veja
também o vídeo em Libras sobre o tema). Objetivo: identificar os referentes dos pronomes pessoas nas frases.

a) Lili acorda cedo todos os dias. Depois ela vai para a escola.
b) Guto foi passear com a mãe. Ele encontrou vários amigos.
c) Minha tia mora em outra cidade. Nas férias, ela vem me visitar.

94 UNIDADE 3
Palavras femininas Palavras masculinas

(a menina, Lili, (o menino, Guto,

a mulher, a mãe, a tia) o homem, o pai, o tio)

Ela Ele

2 Complete as frases com as palavras ele ou ela.

a) Cláudia quer comer chocolate. pede chocolate sempre para sua mãe.

b) Artur gosta de calor. sempre toma sorvete.

c) Luana escova os dentes todos os dias. tem dentes lindos.

Professor(a), procure utilizar


o vídeo para sistematizar o
conteúdo trabalhado.

Oi! Você quer aprender mais


sobre as mudanças nas
palavras do português?!
Então assista ao vídeo.

HORÁRIOS 95
rotina escolar
Lendo e escrevendo!
Professor(a), comece perguntando aos alunos sobre as atividades que realizam na escola. Procure explorar palavras-chave
desse contexto (nomes das disciplinas, recreio, etc.). Objetivos: desenvolver vocabulário relativo às disciplinas escolares.

1 Ligue as imagens aos nomes das matérias da escola.

96 UNIDADE 3
Professor(a), inicialmente, você pode trabalhar com os alunos um cartaz ou um quadro ilustrativo da rotina escolar dos alunos.
Destaque as atividades do dia e os horários. Durante as atividades propostas, incentive os alunos a comparar e diferenciar a
rotina da turma do Guto eda Lili com a deles. Objetivo: desenvolver habilidades de leitura de quadro de horários.

2 Veja abaixo o quadro de horários da turma do Guto e da Lili.

7:00 Português Matemática Matemática Matemática História

8:00 Português Matemática Biblioteca Artes História

9:00 Recreio Recreio Recreio Recreio Recreio

9:30 Ed. Física Português Ciências Geografia Artes

10:30 Matemática Português Ciências Geografia Ed. Física

a) Você tem as mesmas matérias que o Guto e a Lili? Se não, quais são diferentes?

b) Observe o quadro de horários da turma do Guto e da Lili. Marque V para as


respostas verdadeiras ou F para as respostas falsas.

( ) A aula começa às 8h20min.


( ) O recreio termina às 10h20min.
( ) Na quarta-feira, os alunos vão para a Biblioteca às 8h.
( ) Na sexta-feira, a aula de Educação Física começa às 11h.

ROTINA ESCOLAR 97
3 Agora responda:

a) Qual matéria você acha mais difícil?

b) E qual matéria é a mais fácil?

4 De acordo com o dia, circule as matérias que o Guto e a Lili têm:

a) Na segunda-feira: português artes educação física

b) Na sexta-feira: matemática história artes

c) Na quarta-feira: biblioteca geografia ciências

d) Na quinta-feira: matemática artes geografia

e) Na terça-feira: história ciências português

98 UNIDADE 3
5 Como é sua rotina escolar? Cole ou desenhe o seu quadro de horários.

ROTINA ESCOLAR 99
Rotina de Alimentação
Vamos aprender palavras novas?

Vamos aprender o nome de


alguns alimentos? Veja o
quadro abaixo.

Professor(a), mostre o quadro com os alimentos e explore com os alunos os sinais e as palavras, além de aproveitar para falar
sobre os alimentos dos quais gostam ou não. Objetivo: desenvolver vocabulário relativo a alimentos.

biscoito isca de
doce carne

abobrinha cenoura

100 UNIDADE 3
macarrão
banana com
carne moída

ovo

1 Converse com seus colegas e professor. Você conhece todos os alimentos que
estão no quadro?

2 Observe o nome dos alimentos e responda.

a) Você já provou todos esses alimentos?

b) De quais desses alimentos você mais gosta?

ROTINA de alimentação 101


c) De quais desses alimentos você não gosta?

d) Se pudesse escolher um desses alimentos para comer hoje, qual alimento você escolheria?

3 Encontre as palavras que você aprendeu no caça-palavras.

102 UNIDADE 3
4 Ao longo do dia fazemos várias refeições. Cada uma delas tem o seu horário.
Veja as imagens abaixo.
Professor(a), explore as imagens das refeições e deixe os alunos opinarem, buscando avaliar os conhecimentos prévios
dos alunos e introduzindo informações novas sobre o tema. Objetivos: diferenciar as refeições realizadas ao longo do dia;
desenvolver vocabulário relativo a refeições.

Converse em Libras com seus colegas.


a) O que essas imagens lembram? Há alimentos diferentes em cada imagem?
b) Você sabe o nome de todas as refeições que fazemos no dia?
c) Qual o horário de cada uma delas?

ROTINA de alimentação 103


5 Ligue as refeições aos seus nomes e aos seus horários.

Objetivo: relacionar as refeições e os horários nos quais comumente estas são realizadas.

café
da tarde

jantar

café
da manhã

almoço

104 UNIDADE 3
6 Complete as frases com os seus horários de refeições.
Objetivo: indicar o horário das refeições.

a) Eu tomo café da manhã às horas.

b) Eu almoço às horas.

c) Eu tomo café da tarde às horas.

d) Eu janto às horas.

7 Veja as imagens dos alimentos e escreva em qual(is) refeição(ões) eles estão presentes.
Objetivos: fixar o vocabulário referente a diferentes alimentos que estão presentes nas refeições.

ROTINA de alimentação 105


106 UNIDADE 3
Vamos ler?!

Professor(a), caso sua escola tenha cardápio,


inicie a atividade mostrando aos alunos o Um dos meus momentos
cardápio da escola e depois procure mostrar preferidos é a hora do lanche!
que o cardápio tem uma função social. Caso o Vamos ver o cardápio
cardápio da escola de vocês seja muito diferente
do cardápio apresentado aqui, compare os dois
da semana?
cardápios, mostrando as diferenças, inclusive
como se organizam as informações em cada
um (por exemplo, se tem ou não colunas).
Num segundo momento, deixe que os alunos
façam uma primeira leitura do cardápio aqui
apresentado. Objetivo: desenvolver habilidades
de leitura do gênero textual cardápio.

Fonte: http://emjtc.blogspot.com.br/2012_10_01_archive.html

ROTINA de alimentação 107


1 Marque se você gosta ou não gosta dos alimentos.

arroz branco

banana

feijão

macarrão

farofa

maçã

108 UNIDADE 3
2 Você costuma comer o lanche da sua escola? Ou você leva seu próprio lanche?
Se você leva seu lanche de casa, o que você gosta de levar?

Para saber mais sobre cardápio,


assista ao vídeo!

Professor(a), procure utilizar


o vídeo para sistematizar o
conteúdo trabalhado.

ROTINA de alimentação 109


apresentação
livro do professor
Caro(a) Professor(a):

Este material didático tem o objetivo de apoiar seu trabalho como professor
de português para surdos das séries iniciais do Ensino Fundamental,
especialmente no ensino a crianças surdas a partir de 9 anos de idade.
Sabemos que o trabalho nessa etapa do ensino é duplo, pois é preciso ensinar
o surdo o sistema de escrita do português e os usos da leitura e da escrita
sem que a criança conheça essa língua. Então, o trabalho do professor é de
alfabetizar, letrar e ensinar outra língua.

Para a comunidade surda brasileira, o português é uma segunda língua e,


portanto, deve ser ensinado por meio de metodologias específicas, que são
diferentes daquelas usadas no ensino de português como língua materna a
crianças ouvintes. Sendo assim, este material didático pretende ser seu aliado
no ensino do português para a criança, buscando apresentar abordagens
metodológicas e estratégias didáticas de ensino de segunda língua adequadas
aos alunos surdos, bem como uma apresentação gráfica que busca favorecer o
aprendizado do português escrito e o manuseio agradável do material.

Nessa perspectiva, o objetivo deste material não é ser o único livro a ser
adotado. Ao contrário, este material deve servir como apoio para você,
especialmente no que tange ao ensino de língua. Esperamos também que seja
uma inspiração na criação de seus próprios materiais.

Bom trabalho!

Professoras Giselli Silva e Angélica Guimarães


APRESENTAÇÃO DA PROPOSTA DO MATERIAL
Para apresentar a proposta que forneceu os fundamentos para a construção deste material,
apresentamos abaixo alguns esclarecimentos sobre a forma como:
(1) vemos os aprendizes surdos;
(2) concebemos o ensino a esses aprendizes;
(3) buscamos concretizar essas visões e concepções na construção do material, tanto do conteúdo
como do design gráfico do material.

1. Especificidades do aprendiz surdo


Apesar de comparável com o aprendiz ouvinte de português como segunda língua ou língua
estrangeira, o aprendiz surdo apresenta algumas especificidades relativas a sua condição
sensorial, ao uso de uma língua espaço-visual e ao pertencimento a uma comunidade linguística
minoritária. É muito importante que o ensino de português como segunda língua (PL2) para
esses aprendizes considere de forma adequada tais especificidades A título de ilustração, pode-
se dizer que, assim como um aprendiz ouvinte de uma segunda língua (L2), o aprendiz surdo
precisa desenvolver a competência lexical, gramatical e comunicativa na nova língua (SALLES et
al., 2004); ou seja, o surdo precisa aprender as palavras, as estruturas e as formas de se comunicar
por meio do português. Além disso, assim como ocorre com o aprendiz ouvinte, a aprendizagem
de PL2 é influenciada por inúmeras questões: o tempo de exposição à língua, a idade do início
dessa exposição, a motivação para a aprendizagem, entre outros.
Então, o que caracteriza o aprendiz surdo de PL2?

Inicialmente, o surdo irá aprender uma língua de modalidade diferente, ou seja, não se trata
simplesmente de aprender uma L2, mas também de aprender uma segunda modalidade de
língua, uma língua oral-auditiva diferente da língua espaço-visual que é sua L1. Um aspecto que
precisa ser considerado a esse respeito, por exemplo, é a distância entre as estruturas sintáticas de
ambas as línguas. Enquanto a Libras tem uma sintaxe visual, organizada no espaço (QUADROS;
KARNOPP, 2004), o português apresenta uma organização linear, cuja aprendizagem é bastante
difícil para as pessoas surdas (BERNARDINO, 1999; COSTA, 2001).

apresentação livro do professor 113


Uma implicação dessa especificidade é um trabalho com o ensino da gramática do português
de forma comparativa com a gramática da Libras, para conscientizar o aprendiz dessas
diferenças e possibilitar mais o desenvolvimento da competência gramatical. Neste material
didático, uma forma de viabilizar tal comparação foi o desenvolvimento de vídeos em Libras
com explicações de palavras, frases e textos em português, sem o uso de nomenclatura
gramatical, de forma a facilitar a compreensão desses aspectos gramaticais, dada a distância
entre as línguas.

Além do uso da língua de sinais, outra especificidade dos aprendizes surdos é que eles fazem
parte de uma minoria linguística e cultural, a comunidade surda. Essa comunidade, ao longo
dos anos e na interação entre seus membros, vem construindo culturas surdas. Considerando
tal questão, buscamos no material oportunizar a interação entre elementos culturais
presentes nas comunidades surdas e aqueles geralmente associados a pessoas ouvintes.

Além disso, como explicam Salles et al. (2004), os aprendizes surdos não irão aprender o
português por meio de interações espontâneas, mas sim por meio do ensino formal na escola.
Tendo um impedimento auditivo, a maioria dos surdos utiliza geralmente a Libras nas
interações face a face e o português na interação escrita. Nesse contexto, os textos adquirem
um papel importantíssimo de dar insumo da língua ao aprendiz que, apesar de ter contato
cotidiano com falantes do português, não tem acesso ao input oral dessa língua. Nesse caso,
no material didático desenvolvido, buscamos possibilitar o desenvolvimento do letramento
do aprendiz surdo, dando representatividade no material a diferentes textos escritos de
diferentes esferas sociais, além de cuidar para que a apresentação visual do material pudesse
potencializar a aprendizagem visual da escrita pelo aprendiz.

Buscamos compreender também de que forma o aprendiz surdo precisa usar o português no
cotidiano. Apesar de não ter sido possível fazer uma análise das necessidades desse aprendiz
de forma detalhada, buscamos listar alguns gêneros textuais que os aprendizes têm contato
cotidiano e que precisam ler e escrever.

114 apresentação livro do professor


Ressaltamos também a importância da escola na expansão do repertório de leitura e escrita
desses aprendizes, especialmente considerando que a maioria dos surdos tem pais ouvintes, e as
práticas de leitura e escrita desses aprendizes em outros grupos sociais, como a família, podem
ficar comprometidas devido à falta de uma língua compartilhada por todos.
Sendo assim, gêneros textuais de diferentes esferas estão presentes no material, tais como
os gêneros literários.

Finalmente, indicamos uma das questões mais importantes a ser considerada no material para
crianças surdas, a questão da aprendizagem da língua escrita. No caso dos surdos brasileiros,
aprender a ler e a escrever coincide com aprender uma nova língua, já que a escrita da Libras
ainda não é suficientemente difundida e faltam trabalhos sobre o ensino da escrita de sinais
para crianças surdas no Brasil.

Recomendações de leitura
Para saber mais sobre os surdos e a Libras, leia:

(1) GESSER, A. Libras? Que língua é essa?: crenças e preconceitos em torno da língua de sinais
e da realidade surda. São Paulo: Parábola Editorial, 2009.

Este livro traz informações básicas e essenciais sobre a Libras e os surdos.


Leitura obrigatória e fácil para quem está iniciando na área.

Para saber mais sobre os aprendizes surdos e a situação de aprendizagem deles:

(1) SALLES, H. M. M. L. et al. Ensino de Língua Portuguesa para Surdos: caminhos para a prática
pedagógica. 1. ed. Brasília: MEC, SEESP, 2004. Vol.1. (Programa Nacional de Apoio à Educação
dos Surdos). Disponível em: https://bit.ly/2s80cBB

Este material disponibilizado pelo MEC tem dois volumes desenvolvidos visando à
formação de professores de português para surdos. Podem ser lidos diferentes capítulos e
textos do livro de forma isolada ou pode-se ler a obra toda. Há um texto específico sobre
a situação de aprendizagem dos alunos surdos, intitulado “A situação de aprendizagem
dos surdos” (p.114).
apresentação livro do professor 115
(2) SILVA, G. M. O Português Como Segunda Língua Dos Surdos Brasileiros: uma apresentação
panorâmica. Revista X, Curitiba, volume 12, n.2, p. 130-1 5 0, 2017.

Este artigo traz informações básicas sobre a situação dos surdos brasileiros como
aprendizes de português como segunda língua. É uma apresentação panorâmica,
feita por uma das autoras do presente material didático, que aborda vários aspectos
relevantes para compreendermos as necessidades e as especificidades dos surdos
na aprendizagem de português, tal como a relação visual com a língua escrita, a
importância da Libras como mediadora na aprendizagem, etc.

Para saber mais sobre os surdos e sua linguagem, leia:

(1) BERNARDINO, E. L. Absurdoou Lógica? Os surdos e sua produção lingüística.


Belo Horizonte: Profetizando Vida, 2000.

Este livro é a síntese da dissertação de mestrado da autora, relatando sua pesquisa sobre
os surdos e sua linguagem. O capítulo 2 é especialmente indicado por tratar dos surdos
e da linguagem que os cercam, introduzindo a temática de uma maneira compreensível
e abrangente.

1.1 Público-alvo do material

Considerando a complexidade do processo de alfabetização de crianças surdas, que envolve


a apropriação do sistema alfabético e dos usos sociais da leitura e da escrita, bem como a
aprendizagem de uma nova língua, decidimos então contemplar, no material didático, crianças
surdas, com cerca de 9 anos de idade, que já tenham iniciado seu processo de alfabetização.

116 apresentação livro do professor


Para utilizar de forma satisfatória o material, essa criança já deve ter algumas habilidades
descritas abaixo conforme a Matriz de Referência do Programa de Avaliação da Alfabetização
da Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais (MINAS GERAIS; UFJF/CAED,
2013), a saber:

(i) habilidades relativas ao reconhecimento dos sistemas de convenção


da escrita, tais como: identificar as letras do alfabeto; diferenciar letras
de outros sinais gráficos, distinguir, como leitor, diferentes tipos de
letras; conhecer as direções e o alinhamento da escrita do português;
compreender a função da segmentação de espaços em branco na
delimitação de palavras em textos escritos.

(ii) habilidades relativas à apropriação do sistema alfabético, tais como:


compreender a função da segmentação de espaços em branco na
delimitação de palavras em textos escritos; ler palavras.

(iii) habilidades relativas à produção escrita, tal como escrever palavras.

(MINAS GERAIS; UFJF/CAED, 2013)

Alertamos também que, para utilizar este material didático de forma adequada, é importante
que as crianças já se comuniquem satisfatoriamente em Libras, já que todo o processo de
ensino-aprendizagem do português é mediado pela Libras e, consequentemente, todo o material
didático considerou a Libras como a L1 da criança surda e como principal língua de instrução.

apresentação livro do professor 117


2. A Proposta

A proposta deste material está em consonância com a perspectiva Educação Bilíngue para
Surdos, considerando que essa é a melhor proposta educacional para essa minoria linguística.
Nessa perspectiva, a Libras é considerada como a primeira língua (L1) dos surdos e o
português, a L2, a ser ensinada por meio de metodologias específicas. No entanto, a proposta
de educação bilíngue tem enfrentado inúmeros desafios. No tocante ao acesso dos surdos a
um ensino efetivo do português, destacamos aqui a formação de professores especializados no
ensino de PL2 para surdos e fluentes em Libras, além da necessidade de materiais didáticos
específicos para esse grupo, em consonância com suas especificidades e necessidades.

Nos últimos anos, assim como ocorreu no ensino de línguas de maneira geral, as propostas de
ensino de línguas para surdos têm sido reformuladas, visando a um ensino que foque no uso da
língua em diferentes contextos sociais, considerando uma abordagem interacionista de língua,
além de uma nova visão sobre os aprendizes surdos (PEREIRA, 2014; LODI, 2006).
Tal perspectiva está presente, por exemplo, na publicação do MEC voltada ao ensino de
português para surdos, de autoria de Salles e colaboradores (SALLES et al., 2004).

No processo de construção do material didático aqui apresentado, busca-se responder a essa


demanda por uma nova forma de ensinar os aprendizes surdos, focando no uso significativo da
língua nos mais diversos contextos sociais. No caso dos surdos, o uso do português ocorre por
meio da escrita. Assim, é importante que o professor e o material didático possam viabilizar
interações em sala de aula, com dinâmicas diversas e também explorando as possibilidades
trazidas pelas novas tecnologias, buscando construir não só atividades que o preparem para o
uso do português fora da sala de aula, como também usos reais em sala de aula.

118 apresentação livro do professor


Recomendações de leitura
Para saber mais sobre a educação bilíngue para surdos, leia:

(1) QUADROS, R. M. de. Educação de surdos: a aquisição da linguagem.


Porto Alegre: ArtesMédicas, 1997.

Este livro de Ronice Quadros apresenta questões básicas e fundamentais para a


educação de pessoas surdas, especialmente a questão da aquisição da Libras e do
português. Oferece também uma apresentação geral das propostas educacionais da
área, especialmente o Bilinguismo.

Para saber mais sobre a abordagem interacionista e sua aplicação no ensino de portu-
guês como L2, leia:

(1) SALLES, H. M. M. L. et al. Ensino de Língua Portuguesa para Surdos: caminhos para
a prática pedagógica. 1. ed. Brasília: MEC, SEESP, 2004. Vol. 1 (Programa Nacional de
Apoio à Educação dos Surdos). Disponível em: Disponível em: https://bit.ly/2s80cBB

Este material disponibilizado pelo MEC tem dois volumes desenvolvidos visando à
formação de professores de português para surdos. Podem ser lidos diferentes capítulos e
textos do livro de forma isolada ou pode-se ler a obra toda. Há uma unidade específica
sobre abordagens no ensino de línguas e suas aplicações, intitulado “Aplicações da
Teoria Lingüística ao Ensino de Línguas - Da abordagem audiolingual à interacionista:
em direção à comunicação” (p.93-117).

Para saber mais sobre a abordagem interacionista no ensino de português como L2, leia:

(1) PEREIRA, M. C. C. O ensino de português como segunda língua para surdos: princípios
teóricos e metodológicos. Educar em Revista, Curitiba, Brasil, Edição Especial n. 2, p.
143-157, 2014. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/er/nspe-2/11.pdf

apresentação livro do professor 119


O artigo traz uma discussão sobre a importância de uma nova abordagem no ensino
de português para surdos que fuja das perspectivas de língua como código e valorize a
interação no ensino de português, considerando a Libras como L1 do aluno surdo e a
língua que vai oferecer as bases para a construção do conhecimento da nova língua.

Professor, ao final desta apresentação, você encontrará a bibliografia utilizada no projeto,


podendo identificar outros textos e livros que o auxiliarão no trabalho em sala de aula.

2.1 A Libras como L1 da criança surda e como língua de instrução

No caso do ensino de português para surdos, a Libras é a língua utilizada para ensinar o
português, diferentemente, por exemplo, de estrangeiros que aprendem português com
professores que falam português em sala de aula. Os aprendizes surdos têm direito de aprender
a língua escrita usando sua língua natural – a língua de sinais, língua acessível a esses alunos, que
aprendem usando a visão. Sendo assim, os professores precisam se conscientizar das implicações
desse uso da Libras no ensino da leitura, da escrita, do léxico e da gramática do português.

Transitar da Libras para o português e do português para a Libras faz parte do processo
de ensino-aprendizagem de português. No caso do ensino da leitura, por exemplo, alunos e
professores precisam constantemente “traduzir” o que estão lendo em português, para que
possam falar sobre os conteúdos dos textos lidos usando a Libras. Já no ensino da escrita, o
professor vai observar, de variadas formas, a influência da Libras na escrita do aluno surdo.
Porém, essa influência da L1 do aprendiz na sua L2 faz parte do processo de aprender uma
nova língua e, principalmente no início da escolarização, deve-se evitar a correção direta,
constante e excessiva dos textos.

Durante o uso do livro didático, é muito importante que o professor explique em Libras os
enunciados das questões, oferecendo ao aluno a possibilidade de compreender as atividades por
meio da língua de sinais. O professor deve sempre avaliar o que deve explicar em Libras e o que
deve deixar que o aluno tente ler conforme os conhecimentos já desenvolvidos pelo aluno.

120 apresentação livro do professor


Como a Libras é a língua natural da criança surda, além do material impresso, desenvolvemos
também vídeos que trazem sistematizações de conceitos, explicações sobre palavras e estruturas
em português, entre outros. Esses vídeos podem ser usados pelo professor em sala com os alunos
surdos e também como referência na preparação das aulas. A forma como o professor surdo
sinaliza nos vídeos pode auxiliar os professores a planejarem suas explicações em Libras.

Recomendações de leitura
Para saber mais sobre a importância da Libras para o ensino de português para surdos, leia:

SILVA, G. M. da. O processo de ensino-aprendizagem da leitura em uma turma de alunos surdos:


uma análise das interações mediadas pela Libras. Revista Brasileira de Linguística Aplicada. Belo
Horizonte, v.14, n.4, p.905 - 933, 2014.

O artigo traz uma discussão, a partir de dados de uma turma de alunos surdos, a
respeito do uso consciente da Libras em sala de aula no ensino de português para surdos,
especificamente no ensino de leitura.

Para saber mais sobre as características do português escrito por surdos e a questão da aval-
iação dos textos de surdos, leia:

FERNANDES, S. Avaliação em Língua Portuguesa para Alunos Surdos: algumas considerações.


2007. (Desenvolvimento de material didático ou instrucional - TEXTO DIDÁTICO).
Disponível em: http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/janeiro2013/otp_artigos/
sueli_fernandes.pdf

O texto apresenta de forma didática a questão das especificidades da escrita dos aprendizes
surdos, bem como aponta a importância de critérios diferenciados de avaliação.

apresentação livro do professor 121


3. O Material

Este material didático é composto por um livro didático em português e vídeos em Libras.
Apesar de o livro ser o recurso norteador, apresentando a sequência das atividades, este, por sua
vez, depende do material em Libras, que traz vídeos indispensáveis para o desenvolvimento das
atividades e sistematização dos conteúdos.

3.1 Estrutura do livro didático

O material foi organizado em unidades, as quais, por sua vez, foram divididas em lições. As
unidades têm um tema norteador, que busca atrair o interesse dos aprendizes. Neste material,
decidimos abordar a questão da identidade, da família e da rotina que foram abordadas
sucessivamente em três unidades – Unidade 1 – “Quem sou eu?”, Unidade 2 – “Minha família”
e Unidade 3 – “Minha rotina”. As unidades, por sua vez, são divididas em lições, que tratam de
subtemas dentro dessas 3 grandes temáticas.

A título de exemplificação, podemos mostrar a estruturação da unidade 2 do material,


intitulada “Minha família”; cujas lições são: (i) “Conhecendo os membros da família”, na qual
são explorados principalmente o vocabulário referente aos membros de uma família, a leitura
de árvores genealógicas e de um texto literário em que o personagem apresenta sua família e
o uso do masculino e feminino em substantivos relativos aos membros da família (tio-tia); (ii)
“Aprendendo sobre convites e numerais”, em que é trabalhado especialmente o gênero convite,
de diferentes tipos, além da leitura e da escrita dos numerais que aparecem nesse gênero e em
outros gêneros textuais.

122 apresentação livro do professor


Página inicial de cada lição da Unidade 2 mostrando o título da lição e a primeira seção.
Por sua vez, as lições apresentam seções que visam ao desenvolvimento de habilidades e
competências específicas. A seguir, indicamos as seções e os objetivos propostos.

3.1.1 Seções

“O que você sabe sobre este assunto?”: Esta é uma seção voltada à contextualização das
temáticas a serem estudadas e à sondagem dos conhecimentos prévios dos alunos.

“Conhecendo textos variados”: Esta seção foca os diferentes gêneros textuais que circulam em
nossa sociedade, com vistas ao desenvolvimento de habilidades de leitura e escrita.

“Vamos ler!?”: Visa ao desenvolvimento de atividades que desenvolvem habilidades de leitura de


textos variados.

apresentação livro do professor 123


“Vamos escrever!?”: Visa ao desenvolvimento de atividades que desenvolvem habilidades de
escrita de textos variados.

“Lendo e escrevendo!”: Visa ao desenvolvimento de atividades que integram leitura e escrita.

“Vamos aprender palavras novas?”: Esta seção visa à apresentação e sistematização de


vocabulário, seja de palavras isoladas ou blocos de palavras.

“Como é o português?”: Esta seção visa à apresentação de aspectos gramaticais do português,


sem, no entanto, utilizar nomenclatura gramatical (evita-se o uso de termos gramaticais, como
“substantivos”, “verbos”, “concordância”) e buscando apresentar esses aspectos de forma simples
e adequada às crianças. Além disso, a seção busca mostrar ao aluno algumas diferenças entre a
Libras e o português.

3.2 O projeto gráfico do material

Por meio do projeto gráfico do material, buscou-se contribuir para o desenvolvimento de


estratégias visuais que possam auxiliar no ensino do português escrito a crianças surdas,
considerando a escassez de materiais com essa abordagem no Brasil. Nessa busca, há uma faixa
de aspectos a serem considerados: uns mais objetivos e outros mais subjetivos. De um lado está o
aspecto funcional do material e, de outro, a percepção sensível, afetiva e emocional de alunos e
professores sobre ele.

Quanto aos aspectos objetivos, foi definido o formato da publicação, o uso de letras,
espaçamentos e a inserção de espaços para a resolução de exercícios pelos alunos.
O tamanho definido para a publicação é 21,5 x 22,5 cm.

124 apresentação livro do professor


Nesse formato, o conteúdo pode ser distribuído ao longo das páginas sem sobrecarregar o
aluno, e também é permitido que esse interaja com a publicação, seja desenhando, escrevendo,
circulando ou ligando palavras e imagens. Esse formato também permite que o material,
em formato digital, seja projetado com uso de aparelho data-show, devido à proporção 4:3,
muito comum nos projetores e telas. Desse modo, o material diagramado pode servir tanto
à impressão quanto à projeção, sem necessidade de adaptações ou deformações para ser
visualizado em tela cheia. A importância de se projetar o material vem da necessidade que os
alunos surdos têm de olhar para o professor, que explica os conteúdos em Libras, e ao mesmo
tempo visualizar o material didático. A projeção em tela para todos é o recurso ideal para
permitir essa simultaneidade.

Em relação ao texto, foi identificada a necessidade de letras grandes e entrelinhas ainda


maiores nas lacunas a serem preenchidas pelos alunos (textos em corpo 14 e lacunas com
entrelinhas em corpo 19). Isso se deve ao modo de decodificação do texto pelos alunos surdos
e à pouca familiaridade com a escrita, afinal se trata de material didático voltado para o nível
básico.

Os aspectos mais subjetivos do projeto gráfico buscam a representação do público-alvo com a


finalidade de obter mais envolvimento e empatia, e assim lograr maior eficiência em seu uso.
Esses aspectos são contemplados com o desenvolvimento da paleta de cores para identificação
das unidades, dos pictogramas, personagens e ilustrações. A paleta de cores se baseia nas cores
de materiais escolares e de escritório muito utilizados por crianças em idade escolar (lápis de
cor, canetas hidrocor e notas auto-adesivas). Essa paleta serve para identificar as diferentes
unidades do material.

Os pictogramas sinalizam dois diferentes tipos de atividades: atividades que demandam


escrita em português e atividades com interação em Libras entre estudantes. Trata-se dos tipos
principais de atividade disponíveis no livro. Os pictogramas as sinalizam de modo direto, o que
dispensa a leitura do enunciado para se descobrir o tipo de atividade.

apresentação livro do professor 125


Tal recurso é interessante para estabelecer a comunicação com os estudantes de modo mais
satisfatório, já que eles ainda não possuem fluência de leitura em português para identificar com
agilidade o tipo de atividade que se propõe. Dessa forma, orienta-se que o professor explique,
antes de iniciar o uso efetivo do material didático, o significado desses pictogramas aos alunos.

1 Veja abaixo algumas palavras que aparecem na carteira de identidade.


Circule as palavras que você conhece e sublinhe as palavras que você não conhece.

2 Agora, compare com o seu colega. Quais palavras vocês dois conhecem?
Você pode explicar a seu colega palavras que você sabe e ele não sabe.

Pictogramas para atividades que demandam escrita em português (1) e atividades com
interação em Libras (2).

A parte mais subjetiva diz respeito ao uso das ilustrações e de personagens exclusivos, e também
ao aspecto visual agradável e unificado que se apresenta ao longo dos capítulos. Os personagens,
criados especialmente para essa publicação, são os principais meios de estabelecimento de
empatia junto ao público. Foram elaborados três personagens principais: uma menina e um
menino da mesma faixa etária pretendida para o público, e um personagem que mostra alguns
sinais da Libras conforme a necessidade em algumas atividades. As crianças receberam os nomes
Lili e Guto. Sua finalidade é mostrar situações comuns de leitura e escrita e também se dirigirem
aos alunos, instigando-os sobre algum assunto ou orientando sobre o uso do material (por
exemplo, pedindo que assistam a algum vídeo). Eles têm cabeça grande, rosto expressivo, corpos
pequenos e mãos grandes, o que facilita o desenho desses personagens por vezes fazendo algum
sinal em Libras, na qual ambos são fluentes. Os personagens Lili e Guto aparecem em todas as
unidades com seu estilo específico de ilustração. O personagem elaborado para demonstrar o
vocabulário em Libras foi desenvolvido com uma linguagem visual semelhante à dos personagens
Lili e Guto, porém mais simplificado e com proporções mais realistas para favorecer a
legibilidade do sinal em Libras demonstrado.

126 apresentação livro do professor


Bibliografia

Professor: as referências indicadas abaixo foram utilizadas diretamente ou indiretamente na


construção deste material didático e no projeto de construção deste material. A listagem pretende
também fornecer indicações de leitura para professores.

BERNARDINO, E. L. Uma Introdução às Filosofias de Educação de Surdos. In: CEALE/Anais do I


Seminário sobre Linguagem, Leitura e Escrita de Surdos. BeloHorizonte: FaE/UFMG – CEALE, 1998.
p. 18-33.

BERNARDINO, E. L. Absurdo ou Lógica? Os surdos e sua produção lingüística. Belo Horizonte:


Profetizando Vida, 2000.

BOTELHO,P. Educação de Surdos: Oralismo, Comunicação Total e Bilingüismo. In: CEALE/Anais do I


Seminário sobre linguagem, leitura e escrita de surdos. Belo Horizonte: FaE/UFMG, 1998a. p.34-45.

BOTELHO, P. Leitura e Surdez. In: CEALE/ Anais do I Seminário sobre linguagem, leitura e escrita de
surdos. Belo Horizonte: FaE/UFMG, 1998b. p.136-145.

BOTELHO,P. Linguagem e Letramento na Educação de Surdos: ideologias e práticas pedagógicas.


Belo Horizonte: Autêntica, 2002.

BRASIL. Decreto 5626, de 22 de dezembro de 2005. Regulamenta a Lei no 10.436, de 24 de abril de 2002,
que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras, e o art. 18 da Lei no 10.098, de 19 de dezembro
de 2000. Diário Oficial da União, Brasília, 23 dez. 2005.

CHAVES, T. A. A leitura dos surdos: construindo sentidos. Dissertação de Mestrado em Estudos


Lingüísticos. Faculdade de Letras, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2002.

COSTA, D. A. F. A apropriação da escrita por crianças e adolescentes surdos:interação entre fatores


contextuais, L1 e L2 na busca de um bilingüismo funcional. Tese de Doutorado em Estudos Lingüísticos.
Faculdade de Letras, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2001.

apresentação livro do professor 127


DINIZ, L. R. A.; STRADIOTTI, L. M.; SCARAMUCCI, M. V. R. Uma análise panorâmica de livros didáticos de
português do Brasil para falantes de outras línguas. In: DIAS, R.; CRISTOVÃO, V. L. L. (Orgs.). O livro didático
de língua estrangeira: múltiplas perspectivas. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2009. p. 265-304.

FARIA, S. P. de. Ao Pé da Letra, Não! Mitos que permeiam o ensino da leitura para surdos. In: QUADROS, R.
M. de (org.). Estudos Surdos I. Petrópolis, RJ: Arara Azul, 2006. Cap.8, p. 252-283.

FERNANDES, E. Linguagem e Surdez. Porto Alegre: Artmed, 2003.

FERNANDES, S. É possível ser surdo em português? Língua de sinais e escrita: em busca de uma
aproximação. In: SKLIAR, C. (org.). Atualidade da Educação Bilíngüe para Surdos. 2ª ed. Porto Alegre:
Mediação, 1999. 2 v.

FERREIRA-BRITO, L. F. Integração social & educação de surdos. Rio de Janeiro: Babel, 1993.

FIGUEIREDO, F. J. Q. de. Erros e correção em textos escritos em língua estrangeira. In: PAIVA,V. L. M. de
O. (org.). Práticas de ensino e aprendizagem de inglês com foco na autonomia. Belo Horizonte, Faculdade de
Letras da UFMG, 2005. p. 189-209.

GARRETT, J. J. The Elements of User Experience: User-Centered Design for the Web andBeyond. 2 ed.
Berkeley: New Riders, 2011.

GESUELI, Z. M. Língua(gem) e identidade: a surdez em questão. Educação & Sociedade, Campinas, SP,
v. 27, nº 94, p. 277-292, 2006.

GESUELI,Z. M.;MOURA, L. de. Letramento e Surdez: a visualização das palavras. Educação Temática
Digital, Campinas, SP, v.7, n.2, p.110-122, jun. 2006.

GOLDFELD, M. A criança surda: linguagem e cognição numa perspectiva sociointeracionista.


São Paulo: Plexus Editora, 2002.

GRANNIER, D. M. O onde e o como da sistematização gramatical no ensino de português como língua


estrangeira. Texto disponível em: http://lamep.aokatu.com.br/pdf/onde_como.pdf
Acesso em: 10 de fevereiro de 2008.

HOFFMEISTER, R. J. Famílias, crianças surdas, o mundo dos surdos e os profissionais da audiologia. In:
SKLIAR, C. (org.). Atualidade da Educação Bilíngüe para Surdos. 2ª ed. Porto Alegre: Mediação, 1999. 2 v.

128 apresentação livro do professor


LACERDA, C. B.F. de. É preciso falar bem para escrever bem? In: SMOLKA,A. L. B., GÓES, M. C. R. de (orgs).
A Linguagem e o Outro no Espaço Escolar: Vygotsky e a construção do conhecimento. Campinas, Papirus,
1996. 5 ed.

LACERDA,C. B. F. de. A Inclusão Escolar de Alunos Surdos: o que dizem alunos, professores e intérpretes
sobre esta experiência. Cad. Cedes, Campinas, vol. 26, n. 69, p. 163-184, maio/ago. 2006.

LEFFA, V. J. (2008). Como produzir materiais para o ensino de línguas. In: LEFFA, V. J. (Org.). Produção de
materiais de ensino: prática e teoria. 2 ed. Pelotas: Educat, 2008, v.1. p. 15-41.

LODI, A. C. B.; HARRISON, K. M. P.; CAMPOS, S. R. L. Letramento e Surdez: um olhar sobre as


particularidades dentro do contexto educacional. In: LODI, A. C. B., HARRISON, K. M. P., CAMPOS, S. R.L.,
TESKE, O. (orgs). Letramento e Minorias. Porto Alegre: Mediação, 2002. p. 35-46.

LODI, A. C. B. A Leitura em Segunda Língua: práticas de linguagem constitutivas da(s) subjetividade(s) de


um grupo de surdos adultos. Cad. Cedes, Campinas, vol. 26, n. 69, p. 185-204, maio/ago. 2006.

MARCUSCHI,L. A. Gêneros Textuais: definição e funcionalidade. n: DIONISIO, A. P.; MACHADO, A. R.;


BEZERRA, M. A. (orgs) Gêneros Textuais e Ensino. 2 ed. Rio de Janeiro: Lucerna, 2002b. p.19-36.

MEGALE, A. H. Bilingüismo e educação bilíngüe – discutindo conceitos. Revista Virtual de Estudos da


Linguagem – ReVEL, Ano 3, n. 5, 2005.

NORMAN, D. Design Emocional: por que adoramos (ou detestamos) os objetos do dia-a-dia. 1 ed. Rio de
Janeiro: Rocco, 2008.

PAIVA, V. L. M. de. Desenvolvendo a habilidade de leitura. In: PAIVA, V. L. M. de O. (org.). Práticas de ensino
e aprendizagem de inglês com foco na autonomia. Belo Horizonte, Faculdade de Letras da UFMG, 2005.
p.129-147.

PAIVA, V. L. M. de O. Os desafios na produção de materiais didáticos para o ensino de línguas no ensino


básico. Revista (Con)Textos Linguísticos, Vitória, v.8, n. 10.1, p. 344-357, 2014.

PEIXOTO,R. C. Algumas considerações sobre a interface entre a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) e a
Língua Portuguesa na construção inicial da escrita pela criança surda. Cad. Cedes, Campinas, vol. 26,
n. 69, p. 205-229, maio/ago. 2006.

apresentação livro do professor 129


PEREIRA, M. C. C. Papel da língua de sinais na aquisição da escrita por estudantes surdos. In: LODI, A. C.
B., HARRISON, K. M. P., CAMPOS, S. R. L., TESKE, O. (orgs). Letramento e Minorias. Porto Alegre: Mediação,
2002. p. 47-55.

PEREIRA, M. C. C. O ensino de português como segunda língua para surdos: princípios teóricos e
metodológicos. Educar em Revista, Curitiba, Brasil, Edição Especial n. 2, p. 143-157, 2014.

PERLIN, G.; STROBEL, K. Fundamentos da Educação de Surdos. Universidade Federal de Santa Catarina,
Licenciatura e Bacharelado em Letras/ Língua Brasileira de Sinais. Florianópolis, 2008. p.5-48.

QUADROS, R. M. de. Educação de surdos: a aquisição da linguagem. Porto Alegre: ArtesMédicas, 1997.

QUADROS, R.M. de; SCHMIEDT, M. L. P. Idéias para ensinar português para alunos surdos. 1. ed. Brasília:
MEC, SEESP, 2006.

ROGERS, Y.; SHARP, H.; PREECE, J. Design de interação: além da interação humano-computador. 3. ed.
Porto Alegre: Bookman, 2013.

SALLES, H. M. M. L. et al. Ensino de Língua Portuguesa para Surdos: caminhos para a prática pedagógica. 1.
ed. Brasília: MEC, SEESP, 2004. 2 v. (Programa Nacional de Apoio à Educação dos Surdos).

MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais; Universidade Federal de Juiz de Fora,
Faculdade de Educação, CAEd. Revista Pedagógica do Programa de Avaliação da Alfabetização - Proalfa
(Língua Portuguesa). Juiz de Fora, Brasil, v. 1, jan./dez. 2013.

SILVA, G. M. A Apropriação da Escrita do Português como Segunda Língua por Pessoas Surdas: uma revisão
bibliográfica das pesquisas em Educação e Lingüística na área da surdez. 2008. 89f. Monografia
(Especialização em Educação Especial na Escola Inclusiva). Fundação Helena Antipoff, Ibirité, 2008.

SILVA, G. M. Lendo e Sinalizando Textos: uma análise etnográfica das práticas de leitura em português de
uma turma de alunos surdos. 2010. 222f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Faculdade de Educação,
Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2010.

SILVA, G. M. O Português Como Segunda Língua Dos Surdos Brasileiros: uma apresentação panorâmica.
Revista X, Curitiba, volume 12, n. 2, p. 130 - 150, 2017

SILVA, G. M. da; COSTA, J. M. da, LOPES, L. P. S. Formação de Professores de Português para Surdos: entre
o ideal, o real e o possível. Caminhos em Linguística Aplicada, Taubaté, Brasil, v.11, n. 2, p.01- 23, 2014.

130 apresentação livro do professor


SILVA, I. As Representações do Surdo na Escola e na Família: entre a (in)visibilização da diferença e da
“deficiência”. 2005. 274 f. Tese (Doutorado em Lingüística Aplicada). Instituto de Estudos da Linguagem,
Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2005.

SKLIAR, C. Uma perspectiva sócio-histórica sobre a psicologia e a educação dos surdos. In: SKLIAR,C.
(org.). Educação e Exclusão: abordagens sócio-antropológicas em educação especial. Porto Alegre:
Mediação, 1997.

SOARES,M. Letramento e Surdez. In: CEALE/ Anais do I Seminário sobre linguagem, leitura e escrita de
surdos. Belo Horizonte: FaE/UFMG, 1998.

SOARES, M. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 2003a.

SOARES, M. Alfabetização e Letramento. 5 ed. São Paulo: Contexto, 2007.

SVARTHOLM, K. Bilingüismo dos Surdos. In: SKLIAR, C. (org.). Atualidade da Educação Bilíngüe para Surdos.
2ª ed. Porto Alegre: Mediação, 1999. 2 v. p.15-23.

apresentação livro do professor 131


créditos e referências

Referência de livro
ROCHA, Ruth. A família do Marcelo. São Paulo: Salamandra. 2001. 24p.

Fontes das imagens


- Foto da Família da Michelle (p.40 e 41): Michelle Duarte Ferraz Melo
- Foto da Família do Gabriel (p.40): Lis Alcântara Aymar
- Foto da Família Diogo Righetto (p.41 e 45): Elisa Diogo Righetto
- Foto ilustração do texto do Família do Marcelo (p. 52): Kevin Gent
Disponível em: https://unsplash.com/@kevinbgent
- Convite do Arraiá do Chico Sales (p. 60): criação Núcleo de Tecnologia/ CAS – Betcruz
Disponível em: https://www.facebook.com/franciscosales.surdos
- Convite de aniversário Paulo e Felipe (p.58): Luiza Braga
- Convite de Casamento – Francysca e Thiago (p.59): Luiza Braga e Lucas Morais
- Cardápio semanal – E. M. “Joaquim Teixeira Camargos” (p.107)
Disponível em: http://emjtc.blogspot.com.br/2012_10_01_archive.html

Páginas da internet
- Imagem do cadastro no Yahoo – Disponível em: https://login.yahoo.com/
- Imagem de cadastro no Click Jogos - Disponível em: http://www.clickjogos.com.br

créditos e referências 133


Realização:

Apoio: